Depois da perda irreparável do saudoso, inesquecível e grande Johnny Hansen (que deixou órfão o rock independente nacional há quase duas semanas), é a vez do queridaço Kid Vinil (nosso eterno Herói do Brasil) ter problema seríssimo de saúde, dando susto monstro na indie scene nacional e mostrando como a SOLIDARIEDADE humana INEXISTE nesses tempos total escrotos da web e das redes sociais

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Dias sombrios dominam a cena rock BR: o grande e queridíssimo Kid Vinil (nosso amado Herói do Brasil, foto acima) passou mal após show no interior de Minas Gerais no último final de semana, e segue internado em coma induzido em um hospital em São Paulo; o fato ocorre apenas duas semanas depois de a cena indie nacional ter perdido o também lendário músico Johnny Hansen (abaixo, ao lado de Zap’n’roll), criador do grupo electro rock Harry nos anos 80’

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A essa altura todos já estão sabendo que Antonio Carlos Senefonte, mais conhecido no rock brasileiro que ainda importa como Kid Vinil, está internado em um hospital em São Paulo, em coma induzido (isso até a tarde desta quinta-feira, quando este post do blog está sendo publicado), após ter passado mal no último final de semana no interior de Minas Gerais, onde estava realizando um show tributo ao rock BR dos anos 80’. Além de amigo pessoal do autor deste espaço rocker há pelo menos três décadas, Kid tem uma gigantesca folha corrida de ótimos serviços prestados ao rock brasileiro. À frente de bandas como Verminose e Magazine, como produtor e diretor de gravadoras, DJ ou apresentador de zilhões de programas de rádio que marcaram época (atualmente, comanda programa com seu próprio nome às quintas-feiras à noite, na 89fm de São Paulo), Kid sempre foi e continua sendo referência quando o assunto é cultura pop e rock’n’roll em terras brasileiras. Fora que ele é a simpatia e afabilidade em grau máximo.

Zap’n’roll conheceu Kid Vinil quando o ainda futuro jornalista era um jovem fã de rock’n’roll alternativo. Chegamos a escutá-lo no programa “Rock Sanduiche”, que ele fazia junto com o também graaaaande Leopoldo Rey, na finada Excelsior FM (isso lá pro final dos anos 80’). Mas foi somente depois que nos tornamos jornalista musical profissional (lá pelos idos de 1986) que o conhecemos pessoalmente e nos tornamos amigos. Desde então nunca mais perdemos contato, mesmo que passássemos longos períodos sem nos falar. São inesquecíveis as visitas didáticas ao apê em que ele morava, nos anos 80’, na rua Almirante Marques Leão, no Bixiga (centrão rocker de Sampa). Era um apto pequeno e ABARROTADO de discos. E sempre havia novidades lá. Foi com ele que Finaski escutou pela primeira vez o single “Supersonic” de um certo Oasis, que estava então bombando na Inglaterra. Foi lá também naquele apê que ele nos gravou uma fitinha cassete com os primeiros singles do Suede e do Ride – isso em 1993, mais ou menos. Sendo que o blog é eternamente grato a ele por ter-nos apresentado todos esses gigantes do indie guitar e do britpop dos 90’.

Hoje estamos aqui, preocupadíssimos com ele. Já perdemos o amado Johnny Hansen (o gênio que fundou o grupo electro rock Harry, nos anos 80’) há quase duas semanas (que serão completadas nessa sexta-feira). E não queremos perder mais alguém ultra querido por nós e por todos que curtem rock no Brasil, em tão pouco tempo. Por isso pedimos aos céus que mantenha Kidão vivo ainda por muitos e muitos anos. Só isso. O mundo já anda escroto e chato demais pra ficarmos sem uma pessoa como ele.

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O grupo new wave brasileiro Magazine nos anos 80′, com Kid Vinil à frente

 

CAMPANHA EM FAVOR DE KID VINIL MOSTRA O QUÃO EGOÍSTA E INSENSÍVEL SE TORNOU O SER HUMANO NA ERA DA WEB E DAS REDES SOCIAIS

O repentino e inesperado problema de saúde enfrentado por Kid Vinil no último final de semana pegou a todos de surpresa – inclusive os familiares dele. Kid havia acabado de se apresentar na cidade de Conselheiro Lafaiete (em Minas Gerais), quando sentiu-se mal nos camarins. Foi socorrido e levado às pressas a um hospital local, onde foi colocado em coma induzido pelos médicos. Diabético há muitos anos e já com idade razoavelmente avançada (sessenta e dois anos), Kid sofreu um infarto que também gerou complicações na oxigenação do seu cérebro. Com os limitados recursos à disposição no hospital para onde ele havia sido levado a equipe que fez os primeiros atendimentos recomendou que ele fosse transferido com urgência para São Paulo. E se possível, de helicóptero.

A transferência felizmente aconteceu na última terça-feira e até o momento em que este post está sendo concluído, Kid Vinil segue internado em um hospital particular no bairro da Vila Mariana, zona sul da capital paulista. Mas para conseguir trazer o cantor e apresentador para Sampa sua família teve que abrir uma também inesperada e emergencial campanha pública de arrecadação de recursos, pedindo doações via internet e redes sociais já que o custo da operação para fazer o translado dele seria em torno de R$ 15 mil reais. Uma grana razoável e que a maioria das pessoas não possui disponível, ainda mais com o país quebrado como está. E mesmo Kid, que felizmente tem uma situação financeira mais estável e confortável do que boa parte dos brasileiros, não dispunha dessa quantia. Nem ele nem sua família.

A campanha foi aberta e, coordenada pela sua sobrinha de Kid (Raquel Senefonte), felizmente obteve o resultado necessário. A quantia foi levantada e Kid removido para São Paulo. Raquel também agradeceu publicamente quem colaborou e deu a campanha por encerrada, mostrando a seriedade e lisura da mesma.

Mas mesmo assim, se tratando de algo seríssimo (uma vida humana) e envolvendo uma figura pública e mega querida por milhares de pessoas, começaram a chover zilhões de postagens imbecis no Facebook ao longo da semana, zombando e pondo em dúvida o caráter e a seriedade do pedido feito pela família de Antonio Senefonte. Algumas dessas postagens foram escritas inclusive por pessoas que estão entre os amigos deste jornalista e pelas quais temos simpatia. “Não dou um centavo”, disse uma das publicações. Outra mensagem (esta de alguém que não conhecemos e nem é nosso “amigo” no faceboquete) foi além e disparou: “o que ele tem na coleção de discos dele dá pra pagar tranquilamente seu translado para São Paulo”.

Um clássico da new wave brasileira dos anos 80′: o grupo Magazine, com Kid Vinil nos vocais, e sua hilária “Tic Tic Nervoso”, cuja letra permanece mais atual do que nunca

Tudo isso demonstra a que ponto chegou a ignorância, a falta de solidariedade e o egoísmo humano na era da web e das redes sociais. A família do Kid não iria fazer um pedido público de ajuda financeira se não estivesse precisando. R$ 15 mil é muito dinheiro no final das contas (quer dizer, para nós, meros mortais, não para os corruptores e corrompidos pela Odebrecht). Conhecemos Kidão pessoalmente há 30 anos pelo menos. Ele possui (ou já possuiu) uma situação financeira um pouco melhor do que a maioria? Certamente (sempre mantinha sua coleção abastecida de novidades, sempre viajava pro exterior etc). Mas o país está realmente quebrado e sabe-se lá se isso não afetou tb suas finanças. Mas independente disso, vamos repetir, há a questão da SOLIDARIEDADE HUMANA nesse episódio. Todos aqui têm enorme carinho por Kid, o blog em particular por tudo de bom que ele nos proporcionou em termos de conhecimento musical e rocker, e também pelos muitos momentos agradáveis que passamos ao seu lado. Então em nenhum momento colocamos em questão a situação financeira dele (se é ótima ou péssima) quando decidimos também fazer uma modestíssima contribuição para ajudar nas despesas com seu translado para São Paulo. De modos que a tristíssima lição que este episódio deixa é que, definitivamente, a SOLIDARIEDADE da raça humana parece mesmo ter ido pra casa do caralho nesses tempos obscuros, egoístas, moralistas hipócritas, reacionários e ultra conservadores. Ninguém está a fim de ajudar ninguém e o blog mesmo passou por essa experiência bastante desagradável quando teve um tumor maligno na garganta há 3 anos e meio e também precisou pedir socorro público. Na época poucos nos ajudaram de fato (e somos gratos até hoje aos que nos prestaram essa ajuda), sendo que muitos negaram socorro na cara larga e mais um tanto simplesmente ignorou o pedido de ajuda. Óbvio, ninguém tem obrigação de fazer nada por ninguém mas atitudes desse naipe e a simples desconfiança de um pedido de ajuda em rede social, partindo de uma família de alguém que precisa de socorro médico urgente (não importa quem seja a pessoa, se trata de uma VIDA HUMANA que está em jogo), demonstra bem a que nível chegou o senso de (falta de) solidariedade e a sensibilidade das pessoas. Não quer ajudar? Beleza, direito seu. Mas não seja ESCROTO a ponto de desdenhar, ridicularizar ou DUVIDAR publicamente de quem está pedindo ajuda.

Os animais irracionais estão melhores do que nós. E mais solidários também, sem dúvida. E isso é lamentável. Apenas isso.

 

Estas linhas zappers desejam toda a força pro Kid Vinil. Estamos torcendo aqui pra que logo menos todos nós possamos novamente ouvir sua voz na 89fm, e dar boas risadas com suas tiradas impagáveis. Já basta termos perdido Hansen há quinze dias. Que Antonio Carlos Senefonte permaneça ainda por muitos anos ao nosso lado!

 

Após mais este post extra, Zap’n’roll pretende voltar ao rimo normal na próxima semana, depois do feriadão deste finde. E espera sinceramente que não precise voltar aqui em caráter extraordinário, para noticiar algo ruim como fizemos em nossos dois últimos posts. É isso. Beijos carinhosos em nosso dileto leitorado.

 

(enviado por Finatti às 15hs.)

SILÊNCIO gigante e ultra respeitoso no rock brasileiro que ainda importa: Johnny Hansen, cantor, compositor, multiinstrumentista e fundador do lendário grupo electro rock Harry (uma das cult bands mais essenciais do rock BR dos anos 80’) morre em Santos (litoral paulista) aos cinquenta e seis anos de idade, deixando mais uma lacuna monstro e irreparável na música nacional; nesse post extra o blog zapper (cujo autor foi amigo pessoal do músico durante quase três décadas) presta sua homenagem a um dos artistas mais geniais e criativos (e sem ter tido o devido reconhecimento em relação à sua genialidade) que já surgiram por aqui

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Silêncio gigantesco e sombras no rock independente nacional que importa: o músico santista Johnny Hansen (acima, foto: Jairo Lavia), fundador, guitarrista e vocalista da cult band electro rock Harry (abaixo) sai de cena, vitimado por infarto fulminante, tornando a já empobrecida indie scene rock brasileira ainda mais raquítica e irrelevante

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Tinha sido uma sexta-feira estranha, a de anteontem (este post está sendo escrito e publicado excepcionalmente no domingo, 9 de abril). Aliás a semana toda havia sido muito estranha e complicada na vida de Zap’n’roll: problemas (pessoais e profissionais) demais, soluções de menos e foi assim que os dias foram seguindo. Quando o final de semana chegou não houve mudanças significativas nesse quadro. E já no final da tarde de sexta-feira, quando o autor deste blog foi ao centro de São Paulo para cuidar de assuntos pessoais, ele mesmo meio que vaticinou em sua página no Facebook: “algo me diz que meu finde será uma droga…”. E como num presságio ruim (muito ruim, na verdade) a notícia devastadora veio poucas horas mais tarde. Ao chegar em casa (já depois da meia-noite) e após jantar com um casal querido (a escritora Juliana Frank, nossa musa rocker do post zapper anterior a esse, e o tatuador Fábio Martins), a caixa de e-mails e de mensagens de Finaski estava repleta de mensagens atônitas: Johnny Hansen, músico santista de cinqüenta e seis anos de idade, fundador da banda Harry nos anos 80’ (e que seguia em atividade até hoje), havia morrido na cidade do litoral paulista, vitimado por um ataque cardíaco fulminante. O final de semana destas linhas rockers bloggers acabou exatamente ali.

A notícia da morte de Hansen se tornou ainda mais trágica e devastadora para o autor deste blog pelos laços de amizade que uniam músico e jornalista há quase três décadas – o que torna ainda mais dolorosa a missão de escrever este post. Ambos se conheceram em algum momento em 1988. O Harry era, então, uma banda do rock underground paulistano em ascensão junto à mídia e a um público que, embora ainda reduzido, ia aumentando aos poucos. O grupo tinha sido fundado por Hansen (responsável pelos vocais e guitarras) três anos antes em Santos, junto com os músicos e amigos Cesar Di Giacomo (na bateria) e Johnsson (no baixo). Logo em seguida se uniu a eles o produtor e músico eletrônico Roberto Verta (outro dileto amigo pessoal deste espaço virtual). Em 1986 lançaram um primeiro EP pelo selo indie Woop Boop Discos, que teve boa repercussão midiática. Mas foi quando o primeiro álbum completo, “Fairy Tales”, saiu em 1988 que o Harry recebeu aprovação quase unânime da imprensa musical: mixando rock com eletrônica como nenhum artista ainda tinha ousado fazer no Brasil, o Harry mostrou uma sonoridade única e que estava pelo menos vinte anos à frente do seu tempo. O álbum era tão bom que o então ainda jovem repórter Finaski foi entrevistar o quarteto para uma matéria que seria (e foi) publicada na capa do Caderno 2, do diário paulistano O Estado De S. Paulo (onde Zap’n’roll estava então trabalhando), logo após o lançamento do disco. Foi aí, nessa entrevista, que músico e jornalista se conheceram pessoalmente e se tornaram amigos. Uma amizade que nunca mais se rompeu e permaneceu até esta semana, chegando ao fim infelizmente porque o beijo inescapável da morte veio buscar o nosso querido e inesquecível músico e amigo.

De 1988 em diante a trajetória do Harry foi bastante errática. O grupo lançou mais alguns poucos discos (entre eles “Vessels’ Town”, editado em 1990, e a coletânea “Chemical Archives”, lançada em 1994 e que reunia material dos discos de estúdio além de canções inéditas) e foi paralisando seu trabalho e os shows ao vivo aos poucos, por motivos diversos. Hansen passou algum tempo morando em Fortaleza (Ceará), onde foi cuidar de uma loja de discos, Roberto Verta foi chamado para trabalhar como diretor artístico em uma das maiores produtoras de shows internacionais do Brasil e esses fatores acabaram impossibilitando a continuidade do conjunto. Anos depois e já de volta ao Sudeste, Hansen passou a dividir sua moradia fixa entre a cidade natal Santos e a paradisíaca e minúscula São Thomé Das Letras (no sul de Minas Gerais), onde passava longas temporadas com a ativista ecológica Jackie Nunes (que cuida de uma ONG voltada à proteção de animais domésticos em situação vulnerável), com quem acabou se casando. E mesmo com o Harry não lançando novo material ou se apresentando ao vivo, Johnny Hansen nunca deixou de produzir música ou de exercer seu oficio de artista musical. Pelo contrário: ele vivia envolvido em zilhões de projetos, tocando com diversos grupos independentes. Também estava sempre gravando material inédito para possíveis lançamentos futuros. Acabou se tornando um dos músicos mais requisitados para tocar na noite de São Thomé (cidade com pouco mais de seis mil habitantes mas que concentra dezenas de barzinhos com música ao vivo por ser um dos pólos turísticos mais conhecidos do Brasil, com dezenas de cachoeiras, trilhas e lendas e mitologias sobre povos antigos e visitas de extra terrestres), e paralela a toda essa atividade procurava manter viva a marca Harry que, a essa altura e embora não muito ativa, já havia se tornado um dos nomes mais cultuados do rock BR dos anos 80’, com uma legião imensa de fãs na web e nas redes sociais.

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O quarteto electro rock Harry (uma das lendas do indie rock BR) em foto da sua formação nos anos 80’ (acima); abaixo as capas da versão original do clássico “Fairy Tales” (lançado em 1988) e de sua versão “elétrica”, editada em 2015

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Foram nesses últimos anos inclusive, durante sua permanência em São Thomé, que Hansen e este jornalista se tornaram mais próximos do que nunca. Zap’n’roll, sabidamente apaixonado que é pela cidadela Mineira (e onde vai há mais de vinte e cinco anos), sempre passou suas viradas de ano por lá. E era sempre um prazer ver nessas temporadas em Thomé Hansen tocando nos bares da cidade, com o seu trio Maximum Overdrive. Também foram inesquecíveis os longos e ótimos papos que rolavam enquanto pizzas saborosas eram degustadas pelos dois amigos e pela sempre espirituosa Jackie.

Nos últimos anos Hansen passou mais tempo em Santos do que no sul de Minas, decidido que estava a retomar com força a carreira do Harry. Se reuniu com os antigos companheiros de banda e junto a eles lançou o sensacional “Electric Fairy Tales”, no final de 2015. Era nada menos do que uma versão ELÉTRICA e rocker (com guitarras, baixo e bateria) para o clássico álbum de 1988, e o primeiro lançamento inédito do grupo em mais de vinte anos, pois além das faixas do disco original retrabalhadas para a versão rock, o cd ainda trazia uma batelada de canções inéditas. Novamente foi recebido efusivamente não apenas pela mídia especializada mas também pela legião de fãs angariados ao longo de quase trinta anos. E finalmente então o grupo voltou a se apresentar ao vivo, fazendo gigs elogiadíssimas como a que aconteceu em outubro do ano passado na Clash Club, na capital paulista.

Johnny Hansen (que fazia o tipo durão, ranzinza e algo politicamente reaça nas redes sociais mas que, ao vivo, era um gentleman e a doçura em pessoa como ser humano) estava animado com a volta da banda. E sempre enfiado num estúdio, já havia registrado material inédito suficiente para possivelmente lançar mais dois CDs do Harry. Além de multiinstrumentista genial (que dominava guitarra e teclados como poucos no Brasil) também possuía conhecimento ENCICLOPÉDICO de música e rock’n’roll – certa vez ele disse ao blog que tinha mais de 25 mil discos completos arquivados no HD do seu computador.

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Acima: o Harry se apresenta na Clash Club em São Paulo, em outubro de 2016, no show de lançamento do álbum “Electric Fairy Tales”; nas fotos abaixo dois momentos de Zap’n’roll com a banda e seu fundador: em 2006 num bar na Vila Madalena (zona oeste da capital paulista), após uma gig do Harry, e no réveillon de 2015 em São Thomé Das Letras, com o inseparável amigão Johnny Hansen

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Infelizmente tudo acabou esta semana, uma trajetória que ainda poderia render ótima música bruscamente interrompida por um infarto fatal. Hansen ainda era muito novo para nos deixar. Mas como já havia cantado Renato Russo muitos anos atrás: “Os bons morrem antes”.

E nós ficamos aqui, amargando a saudade e a melancolia pela perda de um amigo pessoal gigante e um músico com qualidade artística difícil de ser encontrada atualmente no completamente raquítico panorama da música e do rock brasileiro. De modos que o blog zapper deixa aqui registrada a sua homenagem e sua saudade imensurável e dolorosa nesse momento.

Rip Hansen. Um dia nos encontramos por aí, em alguma outra estação – se ela de fato existir.

 

***O Harry se tornou uma das principais cult bands do rock alternativo brasileiro em todos os tempos. E Johnny Hansen era um dos músicos mais respeitados dessa cena. No entanto até a tarde deste domingo apenas um mega portal de notícias, o G1, registrou o falecimento do músico. Sites decadentes como o da revista Rolling Stone Brasil, portais como UOL e Folha online, além de blogs de cultura pop como o “vizinho” Popload (ou seria Pobreload?), que se comprazem em publicar apenas imbecilidades como “o melhor do Twitter”, comeram mosca e não deram um pio sobre a morte do queridão Hansen. E assim se comprova mais uma vez o quão vergonhosa está a cobertura de cultura pop e rock alternativo pela mídia brazuca (virtual ou impressa) nos tempos atuais. Lamentável.

 

 

PARA OUVIR O HARRY AÍ EMBAIXO

Nas versões original de “Fairy Tales” na íntegra, lançado em 1988, e parte da regravação rock e “elétrica” do álbum, editada em 2015.

 

 

UM CLÁSSICO DO HARRY – SOLDIERS

(do álbum “Fairy Tales”, de 1988)

 

Soldados

 

Eu ouço os soldados, eu ouço eles vêm

Eu tenho certeza que a noite vai ser longa

 

Eu ouço as pessoas, eu ouço eles vêm

Eles não vêem a luz, eles não têm nenhuma diversão

 

Ouvi dizer que eles vêm

 

Estamos aguardando

sangue e suor de alguém

calor de alguém para tirar

 

(enviado por Finatti às 16:30hs.)

AMPLIAÇÃO LEGAL no postão gigantão (informando com EXCLUSIVIDADE o novo endereço do Grind, a domingueira rocker mais famosa da noite paulistana, resumindo como foi o Lolla BR 2017 e dando infos sobre festas legais neste finde em Sampa, com gig do grupo Trem Fantasma)! – Com o rock’n’roll planetário da era da web total flácido, caído e irrelevante, quem ainda salva a parada são os VELHÕES dos anos 80’ como os ainda gigantes The Jesus & Mary Chain e Depeche Mode (que toca no Brasil em março do ano que vem, em gig única na capital paulista), que acabam de lançar seus novos discos e sobre os quais você lê nesse post zapper; a volta da musa rocker do blog com uma gata total abusada e fã de sexo, rock’n’roll, jazz, literatura (ela já publicou quatro livros!) e poesia, ulalá! E as notícias hot do mondo alternativo e da cultura pop em Microfonia, como a edição deste ano do Lollapalooza BR que rola neste finde em Sampa, além da estréia da continuação do clássico cinematográfico da cultura pop, “Trainspotting” e da vinda do shoegazer noventista Slowdive para gig única no Brasil em maio (postão BOMBATOR, atualizado e ampliado em 29/3/2017)

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Dois gigantes do pós-punk britânico dos anos 80’ voltam com novos discos fodões: The Jesus & Mary Chain (acima, em imagem clássica da banda) e Depeche Mode (abaixo, em foto da atual turnê mundial e que chega ao Brasil apenas em março do ano que vem) se mostram em forma e também ensinam aos grupelhos atuais como ainda fazer rock’n’roll relevante

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MICROFONIA, PARTE II

(ampliando o que já estava ótimo!)

***Festa Grind muda de endereço – yep, por quase duas décadas a domingueira rocker mais clássica e célebre da noite under paulistana, comandada pelo super DJ André Pomba, foi abrigada no clubinho gls A Loca. Mas como tudo acaba um dia o Grind saiu de lá há duas semanas (por divergências entre a casa e o DJ Pomba) e já deve estrear em novo endereço neste domingo – provavelmente no clube Desmanche, na rua Augusta. Zap’n’roll cansou de freqüentar o Grind na Loca e aprontou tudo o que pôde nele: foram inesquecíveis nossas trepadas nos banheiros e no dark room, as devastações nasais e as DJs set que sempre fazíamos por lá na semana do nosso aniversário. Agora o blog deseja que o mesmo sucesso continue no novo local, sendo que estamos enviando ao fofolete Pomba algumas perguntas sobre a nova fase da festa rock’n’roll que anima pra valer o povo aos domingões em Sampalândia.

 

***EXTRA! – Definido o novo local e a data da reestréia do lendário Projeto Grind, do DJ Pomba, que acaba de conceder ao blog, em matéria EXCLUSIVA, uma mini-entrevista sobre o assunto. Leiam abaixo:

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Dupla rock’n’roll eterna: Zap’n’roll e o DJ Pomba, que comanda há quase duas décadas a festa Grind; ela muda de local a partir da semana que vem

Zap’n’roll  – O Grind se tornou um clássico da noite alternativa paulistana. Permaneceu por 19 anos no club A Loca e esta semana anunciou sua saída de lá? O que houve, afinal?

André Pomba – Simplificando bastante, foram divergências financeiras e administrativas que foram se acentuando até o rompimento ser inevitável. Como considero minha relação com o clube como a de uma família, acabou-se tolerando muita coisa por conta dos 19 anos de convívio diário. Agora bola pra frente! Espero que o Clube Alôca possa recuperar sua posição na noite paulistana e da minha parte estou com entusiasmo renovado para novos desafios.

 

Zap – O projeto, ao que parece, vai continuar mas em novo endereço. E já há, também ao que parece, várias casas noturnas interessadas em abrigar a domingueira pop/rock mais famosa da capital paulista. Você já se decidiu qual será o novo lar do Grind?

Pomba – sim, no dia seguinte ao anunciar a minha saída recebi várias propostas, conversei com várias donos de casas noturnas. Sempre entendi que precisava de um local na região do Baixo Augusta com uma estrutura similar à Alôca, com duas pistas, palco pra shows e vários ambientes. Então foi fácil fechar com o DJ Click para fazer no Espaço Desmanche (onde era o mítico Vegas). A diferença é que o Grind agora vai começar a meia-noite, assim que encerrar a matinê da casa, de música brasileira, chamada Tereza.

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O super DJ André Pomba, um dos nomes mais conhecidos da noite paulistana, ao lado do também DJ e produtor de eventos Click; a lendária domingueira rocker Grind reestréia no próximo dia 9 de abril, domingo, na casa noturna Espaço Desmanche, na rua Augusta em Sampa

 

Zap – Quando o projeto reestréia?

Pomba – em 9 de abril, domingo meia-noite, com uma super festa de aniversário: a minha mesmo de 53 anos ahahah

 

Zap – Haverá alguma diferença no Grind por conta da sua mudança de local ou ele seguirá mantendo a formula musical que o consagrou por quase duas décadas na Loca?

Pomba – sendo objetivos: uma pista tocará rock como sempre tocamos de todas as épocas e outra pop mais atual. O importante é saber se reciclar sem perder a essência. Acho que conseguiremos trazer um público novo que já frequenta os clubes do Click (Tex, Desmanche e Blitz), com a galera que já frequenta o Grind há anos, como a eterna missa de domingo dos loucos da noite paulistana!

 

***Como foi o Lolla BR 2017 – num resumo ultra rápido e sendo que acompanhamos o festival no conforto do nosso sofá cama? Bão, vamos lá. Merdallica: foi a MERDA cover de si mesma que já era esperada, nenhuma novidade (além das músicas do disco novo inclusas no set). The XX: o trio electro dream pop inglês mostrou que é um dos pouquíssimos nomes relevantes do rock dos anos 2000’. Melodias oníricas e impecáveis, bordadas com esmero e melancolia. Duran Duran: os velhões do new romantic oitentista vieram botando pra foder e fizeram a multidão (de velhos, novos, os caralho) cair na dança sem culpa. Enfeixaram um caminhão de hits em uma exígua hora de apresentação e ainda se deram ao luxo de deixar clássicos como “Save A Prayer” e “The Reflex” de fora do repertório. Foi provavelmente o MELHOR show de todo o festival. The Strokes: já estavam péssimos em disco há séculos. E agora também perderam a mão ao vivo: gig preguiçosa, Julian Casablancas gordola e se arrastando no palco como um mamute e os guitarristas errando as notas em algumas passagens. O set começou ruim, engatou um pouco no meio e terminou pior ainda. Nem de longe lembrou a banda que esteve aqui pela primeira vez em 2005 (no finado Tim Festival) e fez uma apresentação INSANA para um público idem. E sobre Lolla, é isso. Chega, né?

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Merdallica no Lolla BR 2017: a merda de sempre (fotos: produção Lollapalooza)

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O trio inglês The XX: lindas canções com melodias oníricas

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Os velhões do Duran Duran: melhor show do festival

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Os Strokes: já estavam ruins em disco e agora estão também no palco, com gig preguiçosa e erros nas passagens das músicas

 

***Trem Fantasma na área – um dos melhores grupos da novíssima cena independente brazuca, o quarteto curitibano estará em Sampa neste final de semana (leia-se: 31 de março e 1 de abril). Eles vêm fazer gigs de lançamento do seu primeiro disco completo, o muito bom “Lapso”, que saiu no final do ano passado e que traz doses concentradas de rock setentista e psicodelia. O grupo toca na sextona em si, DE GRAÇA, em pocket show às sete da noite na Fnac da avenida Paulista. E também no sábado no bar Serralheria, sendo que todas as infos sobre as duas apresentações estão aqui: https://www.facebook.com/events/682653255256160/. E você pode conhecer o som da galera aí embaixo:

 

***Festa legal, I – a lindaça e gatíssima DJ Vanessa Porto (dileta amiga destas linhas bloggers rockers) comanda bailão rock’n’roll nessa sexta-feira, na Barra Funda, com direito a gig do ótimo trio surf instrumental paulistano Os Brutus. Quer saber onde rola? Vai aqui: https://www.facebook.com/events/242991809497407/?notif_t=plan_edited&notif_id=1490813406969489.

 

***Festa legal, II – já no sabadão em si, 1 de abril, tem mais uma edição da sempre ótima Combo Hits, comandada pelos queridões DJs Romani e João Pedro Ramos, lá no Lab Club, no baixo Augusta. Garantia de ótimos sons pra dançar a madrugada toda, sendo que as infos completas sobre a balada estão aqui: https://www.facebook.com/events/1924928314406258/?active_tab=about.

 

***É isso, rockers & lovers. Agora postão encerrado meeeeesmooooo – ao menos por enquanto, hihihi. Muak!

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MICROFONIA

(reverberando a cultura pop, o rock, discos, bandas, shows, livros, filmes, baladas etc.)

***Lollapalooza BR 2017 – rola neste finde em Sampa, né. E está muito evidente já que a programação deste ano é a mais fraca de todas as edições até agora e que, por isso mesmo, deverá haver sobra recorde de ingressos (eles ainda estão sendo vendidos pelo site do festival e também nas bilheterias do autódromo de Interlagos, onde vai rolar a maratona musical a partir de amanhã, sabadão em si). Também quem quer ver Merdallica pela enésima vez? Yep, tem algumas atrações bacanas aqui e ali no line up (como The XX, Rancid, Duran Duran e The Strokes, além de brasileiros como a sempre ótima Céu) mas absolutamente NADA que justifique o preço absurdamente extorsivo que estão cobrando pelos tickets. Mas enfim, se você vai boa sorte, sendo que todas as infos do Lolla podem ser acessados aqui: https://www.facebook.com/LollapaloozaBR/?fref=ts, e aqui: https://www.lollapaloozabr.com/. Estas linhas rockers bloggers vão acompanhar sim os dois dias de shows… no conforto da sua cama, pelo canal Multishow, uia!

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Strokes: eles fecham o Lollapalooza BR 2017 neste domingo

***Temples perdendo a mão no segundo álbum – yep, o quarteto inglês surgido em 2012 e que era uma das grandes promessas do rock britânico do novo milênio, desceu a ladeira em seu segundo disco, “Volcano”, que foi lançado no começo deste mês. Sobrou muito pouco das ambiências ultra sessentistas e psicodélicas que encantaram o mundo em “Sun Structures”, a estréia do grupo em 2014. Há boas melodias nas doze faixas do novo cd (que você pode conferir na íntegra abaixo) mas nada que chegue perto do primeiro e impactante álbum dos garotos. E assim mais um raro bom nome do rock atual é vencido pela maldição do segundo disco, infelizmente…

 

***A volta de “Trainspotting” – yeeeeesssss! Entrou ontem em cartaz nos cinemas brasileiros “T2 Trainspotting”, a continuação da saga dos quatro amigos escoceses viciados em heroína e que colocou o mundo e a cultura pop de cabeça pra baixo há vinte anos, quando o primeiro filme foi lançado. Duas décadas depois o novo longa mostra como está hoje a vida de Renton (o personagem central da trama, interpretado novamente por Ewan McGregor, claaaaaro!) e seus comparsas, tudo novamente sob a direção do mesmo Danny Boyle que realizou o filme de 1996. Todas as criticas à continuação têm sido mega elogiosas e tai um programão cinematográfico para os próximos dias.

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***Nova edição do Bailindie da saudade – o primeiro deu super certo e levou uma multidão de trintões e quarentões fãs de shoegazer e indie noise guitar rock ao centrão de Sampa há um mês. Daí que os DJs Plínio, Dina e Bispo vão colocar todo mundo pra dançar novamente ao som de My Bloody Valentine, Jesus & Mary Chain, Ride, Oasis, Happy Mondays, Blur, Lush etc, etc, etc. Anote na agenda: vai ser no próximo dia 7 de abril, sexta-feira, sendo que todas as infos estão aqui: https://www.facebook.com/events/1817114361871504/.

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***Anote na agenda, II –  o redivivo shoegazer Slowdive toca em São Paulo, no Cine Joia, dia 14 de maio, um domingo. Os tickets já estão à venda e mais infos você encontra aqui: https://www.facebook.com/events/1167045813403956/.

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O shoegazer inglês Slowdive: gig em Sampa, em maio

***Anote na agenda, III –  antes quem também toca em Sampa é o músico carioca Raf F. Guimarães. Com uma carreira de quase duas décadas já e fazendo um rock experimental, psicodélico e low fi, Raf já lançou mais de vinte trabalhos, entre discos próprios e participações em outros projetos. Seu som é totalmente anti comercial e difícil até mesmo para os padrões da indie scene nacional. Interesssou? Ele se apresenta solo e apenas com guitarra e voz dia 13 de abril (véspera do feriado da sexta-feira santa) na Sensorial Discos.

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***É isso? Yep, por enquanto é.

 

 

O ROCK DO NOVO MILÊNIO SEGUE CAINDO AOS PEDAÇOS E OS VELHÕES JESUS & MARY CHAIN E DEPECHE MODE RETORNAM PRA COLOCAR ORDEM NO GALINHEIRO ROCKER

Estamos em março de 2017 e o rock’n’roll da era da web (mesmo aquele, hã, mais alternativo) segue mal das pernas, quase que totalmente irrelevante e com a grande maioria das bandas lançando discos musicalmente inúteis e insípidos, que desaparecem da memória de zilhões de ouvintes infiéis tão rápido quanto surgiram e foram escutados. Assim não é surpresa alguma que duas bandaças inglesas do anos 80’, ambas ainda na ativa, causem tanto estardalhaço com os seus novos álbuns de estúdio. O gigante do pop/rock eletrônico Depeche Mode colocou no mercado no último dia 17 de março o cd “Spirit”, seu décimo quarto trabalho de estúdio, e logo em seguida caiu na estrada se lançando em turnê mundial (a “Global Spirit Tour”) que os trará a um show único no Brasil, em São Paulo, no dia 27 de março de 2018. Já o Jesus & Mary Chain dos irmãos Jim e William Reid (ambos guitarristas, vocalistas e compositores de toda a obra do grupo) lança oficialmente HOJE no mundo todo “Damage & Joy” (que já está disponível para audição em plataformas virtuais, como o Spotify), seu primeiro trabalho inédito em estúdio depois de dezenove anos de ausência. E tanto o disco do Depeche quanto do Jesus devem ganhar edição nacional logo menos.

O barulho causado pelos novos trabalhos de dois conjuntos que já estão há mais de três décadas na ativa se justifica plenamente. Ambos estão muito acima em termos de qualidade musical e artística do que é lançado pelas atuais bandinhas novinhas do rock planetário. Mesmo o Depeche Mode, que veio com um disco mais lento e anti comercial, ainda mostra fôlego renovado para um grupo cujos integrantes (o vocalista Dave Gahan, o guitarrista, vocalista e letrista Martin Gore e o tecladista Andrew Fletcher) já passaram da casa dos cinqüenta anos de idade. O mesmo se dá com JMC: os manos Reid também já passaram dos cinquentinha de vida há tempos. Ainda assim soltaram um discão vibrante, que se equilibra muito bem entre melodias aceleradas e tramadas com guitarras barulhentas (a especialidade deles) e momentos mais dolentes. É o primeiro cd deles desde 1998 (quando editaram o também muito bom “Munki”) e, na comparação, soam melhor que o comeback do DM (cujo último registro de estúdio havia sido “Delta Machine”, em 2013). Mas de qualquer forma os dois discos deixam os lançamentos dos grupelhos atuais comendo poeira.

A trajetória do Jesus & Mary Chain sempre foi instável e atribulada, mas pontuada por discos essenciais na história recente do rock’n’roll. Fundada pelos irmãos Jim e William Reid em 1983, a banda escocesa logo se tornou célebre por apresentar sets ao vivo que duravam apenas vinte minutos e onde os integrantes tocavam no palco de costas para a platéia. Quando o disco de estréia foi lançado em novembro de 1985, recebeu aclamação unânime da imprensa especializada: “Psychocandy” se tornou um marco do pós-punk britânico e do noise guitar por apresentar canções curtas (o álbum durava menos de quarenta minutos) e onde doces e lindas melodias eram soterradas por uma parede sonora de microfonia e distorção. Já em “Darklands”, o segundo trabalho editado em 1987, o JMC se mostrava menos barulhento mas em compensação apresentava uma batelada de canções climáticas e sombrias, que novamente receberam aprovação da rock press planetária e dos fãs. Daí em diante o conjunto foi passando por uma série de alterações em sua formação (sendo que Bobby Gillespie, o homem que há quase três décadas comanda o Primal Scream, foi o primeiro baterista do grupo dos irmãos Reid) mas sempre mantendo o núcleo central em torno de Jim e William. Uma dupla que registrou para a história do rock’n’roll LPs nunca menos do que muito bons, como “Automatic” (de 1989 e cuja turnê os trouxe pela primeira vez ao Brasil, em 1990) e “Munki” (o derradeiro trabalho deles, lançado em 1998, sendo que o grupo ficou quase vinte anos sem gravar nada inédito). Mas mesmo lançando esses álbuns com qualidade infinitamente superior ao que se ouve no rock atual Jesus era uma banda problemática fora do estúdio, muito por conta das enfiações de pé na lama em álcool e drugs dos irmãos Reid, além das constantes brigas entre eles – não raro os dois saíam mesmo na porrada. Isso foi um dos principais motivos da longuíssima hibernação do grupo e de sua ausência dos estúdios de gravação. Uma ausência que só foi quebrada agora (sendo que o grupo nunca tinha oficialmente encerrado atividades e volta e meia reaparecia para shows ao vivo), dezenove anos depois do último cd, com o lançamento de “Damage & Joy”.

Pois se o grupo anda se mostrando flácido ao vivo de anos pra cá (nas duas vezes em que retornou ao Brasil, em 2008 e 2014, as gigs foram ruins de doer), ele mostra vigor adolescente e dá um banho de rock’n’roll classudo e noise no novo disco. Isso já havia sido mostrado nos dois primeiros singles que antecederam ao lançamento do cd completo, “Amputation” e “Always Sad”. E o trabalho como um todo só confirmou as expectativas: faixas como “All Things Pass” (talvez a melhor de um álbum que já pode estar na lista dos melhores lançamentos de 2017) e “The Two Of Us” possuem guitarras aceleradas e barulhentas mas, ao mesmo tempo, são incrivelmente dançantes e radiofônicas. Por outro lado o grupo não se envergonha de emular a si próprio, como em “Song For A Secret”, que parece irmã gêmea da lindíssima “Sometimes Always”, que eles gravaram no álbum “Stoned & Dethroned”, em 1993 – inclusive com direito a inclusão de vocais femininos na canção. Como se não bastasse o bom resultado obtido nessas músicas, Jesus ainda deu uma atualizada no seu noise guitar, convidando a novata diva pop Sky Ferreira para fazer os vocais em “Black And Blues”. O disco foi produzido pelo músico Youth (lendário baixista do Killing Joke), que também tocou baixo nele. E é ótimo ver e ouvir um nome já tão veterano do rock inglês reaparecer em grande forma (ao menos em disco), tirando o rock’n’roll atual do abismo criativo e qualitativo no qual ele se encontra.

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Os novos discos do Jesus & Mary Chain (acima, que está sendo lançado oficialmente hoje) e Depeche Mode (abaixo): dois ótimos comebacks de “velhões” dos anos 80’ que seguem em plena forma no rock’n’roll

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A intenção parece ter sido a mesma para o igualmente mega veterano Depeche Mode com “Spirit”, seu novo álbum de estúdio, que saiu há uma semana: tirar o rock’n’roll de hoje do buraco. Conseguiram? Até certo ponto. O cd foi precedido por um single razoavelmente empolgante e com letra altamente política, “Where’s The Revolution”. Porém o restante do disco foge de canções mais melódicas e/ou radiofônicas e do electropop dançante que era a marca registrada da banda nos anos iniciais da sua trajetória. Ainda bastante eletrônico mas sem muito espaço para guitarras, o novo álbum do DM engendra uma batelada de canções lentas e com ambiência sonora muitas vezes sombria (caso de “Going Backwards”, “Scum” ou “You Move”) e que custam a cair no gosto do ouvinte, ainda que algumas dessas faixas (como “Cover Me”) produzam sensação alentadora de melancolia e reflexão existencial em quem as escuta. Resquícios do DM eletrônico e também dançante surgem muito pontualmente ao longo do trabalho, e talvez o melhor exemplo disso esteja mesmo em “So Much Love”, um electrogoth mezzo industrial que sugere um mix improvável de Depeche Mode com Joy Division.

Nem de longe é um disco ruim, no final das contas. Mas certamente irá ter assimilação imediata difícil por parte dos fãs, principalmente nas apresentações ao vivo da nova turnê mundial, que já teve início. De qualquer forma tanto The Jesus & Mary Chain quanto Depeche Mode, com seus novos e super bem vindos álbuns de estúdio, deixam claro o que todos nós já estamos carecas de saber (e ouvir): o rock dos anos 2000’ está praticamente morto e enterrado. E ele só é salvo e resgatado da sepultura quando velhões como JMC e DM ressurgem das tumbas e mostram como se faz a parada. Pois que continuem mostrando ainda por muito tempo.

 

***The Jesus & Mary Chain esteve por três vezes no Brasil: em 1990, 2008 e 2014. O primeiro show, no extinto ProjetoSP, foi barulhento, ensurdecedor e inesquecível. Já os dois últimos foram quase desastrosos, com os irmãos Reid preguiçosos no palco e chegando ao descalabro de errar feio em alguns riffs de guitarra e passagens melódicas. O grupo já está em nova turnê, promovendo o novo álbum. Não há previsão de nova visita ao Brasil.

 

***Já o Depeche Mode esteve uma única vez aqui, em 1994, na também finada casa de shows Olympia, em Sampa. Era a excursão promovendo um discaço da banda, o “Songs Of Faith And Devotion”, lançado um ano antes. Mas o show foi sofrível – o autor deste blog estava nele. Depois o grupo anunciou nova passagem por aqui em 2009, e ingressos para as gigs chegaram a ser postos à venda. Nada feito: um mês antes de desembarcar no bananão o conjunto cancelou a turnê sem maiores explicações. Agora o site oficial da banda confirma que ela vai tocar aqui em 27 de março de 2018. Vai ser um único show no país, na capital paulista no estádio do Palmeiras. Os ingressos para o mesmo devem começar a ser vendidos no mês que vem.

 

 

O SETLIST DO NOVO DEPECHE MODE

1.”Going Backwards”

2.”Where’s the Revolution”

3.”The Worst Crime”

4.”Scum”

5.”You Move”

6.”Cover Me”

7.”Eternal”

8.”Poison Heart”

9.”So Much Love”

10.”Poorman”

11.”No More (This Is The Last Time)”

12.”Fail”

 

 

O SETLIST DO NOVO JESUS & MARY CHAIN

1.”Amputation”

2.”War on Peace”

3.”All Things Pass”

4.”Always Sad”

5.”Songs for a Secret”

6.”The Two of Us” 4:12

7.”Los Feliz (Blues and Greens)”

8.”Mood Rider”

9.”Presidici (Et Chapaquiditch)”

10.”Get on Home”

11.”Facing Up to the Facts”

12.”Simian Split”

13.”Black and Blues”

14.”Can’t Stop the Rock”

 

 

OS NOVOS DISCOS DO DM E DO JMC AÍ EMBAIXO

Para audição na íntegra, via Spotify.

 

E OS VÍDEOS PROMOCIONAIS DOS NOVOS SINGLES DOS DOIS GRUPOS

 

A NOSSA PRIMEIRA MUSA ROCKER DE 2017! ABUSADA, ESCRITORA, FÃ DE SEXO, JAZZ, POESIA E ROCK’N’ROLL, WOW!

Nome: Juliana Frank.

Idade: 32 anos.

De: São Paulo, capital.

Mora em: São Paulo.

O que estudou: “fiz umas oito faculdades, não acabei nenhuma”.

O que faz: além de escritora (já publicou quatro livros) é roteirista de animação na produtora Coala Filmes.

Três discos: “A Kind Of Blue” (John Coltrane), “Galos de briga” (João Bosco) e “$O$” (Die Antwoord).

Três artistas: Lana Del Rey, Tim Buckley e Die Antwoord.

Três filmes: “O sabor da melancia”, “Leaving Las Vegas” e “Casablanca”.

Três diretores de cinema: Tsai Ming Liang, Robert Rodrigues e Sergio Leone.

Três livros: “Diário de um ano ruim” (Coetezze), “Rayuela” (Julio Cortazar) e “Las Redes Del Poder” (Foucault).

Um show inesquecível: The Rolling Stones no Rio De Janeiro, 2006, na praia de Copacabana.

O que ela tem a dizer sobre… sexo, rsrs: “Já fiz sexo matrimonial, sexo com faxina, ménage (apesar de considerar grupal um tanto confuso, sou muito concentrada e acabo me dando mal). Já fiz sexo maconhada, de pé na rede e o diabo a quatro. Mas o maior delírio do sexo mesmo é o amor.  Tem uma frase que adoro, do Miguel Esteves Cardoso: ‘Mas o amor é fudido. E gostei de fodê-lo contigo’”.

Como o blog conheceu a garota: Zap’n’roll conhece Juliana Frank desde que ela era uma pirralha “aborrescente” dos seus dezesseis anos de idade (rsrs). Ela vivia com a turma que trabalhava na redação da saudosa revista Dynamite e era fã (vejam só) de heavy metal e gothic rock. Este já velho jornalista rocker (e ainda loker) se tornou então amigo dela, embora a considerasse na época um tanto “maletinha” (como quase todo “aborrescente”, no final das contas), hihihi. A dupla permanece amiga até hoje e miss Ju se tornou um mulherão aos trinta e dois anos de idade: é fã de jazz (e de rock ainda, não perdeu o amor pelo gênero), estudou Letras e Filosofia e publicou quatro livros, entre eles o delicioso “Uísque e vergonha”, que foi publicado em 2016. Quer conhecer pesoalmente a moçoila? Ela bate cartão no bar/teatro Cemitério De Automóveis (cujo um dos proprietários é o dramaturgo e queridão Mário Bortolotto), que fica na rua Frei Caneca, centrão de Sampalândia. E seu perfil no faceboquete pode ser acessado aqui: https://www.facebook.com/profile.php?id=100011415196359.

E agora marmanjos e marmanjas, deleitem-se aí embaixo com os total delicious NUDES de miss Juliana, wow!

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Uma câmera na mão e um corpo desnudo pedindo tudo

 

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“Só os VIRTUOSOS sabem pecar de verdade” (do livro “Uísque e vergonha”, 2016)

 

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Gatinho feliz

 

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Gatinho feliz, II

 

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O jornalista eternamente loker e sua amiga e musa rocker

 

E PARAMOS POR AQUI

Postão bacanão, néan. Recheado com papos sobre a volta dos gigantes Jesus & Mary Chain e Depeche Mode, turbinado com uma tesudíssima musa rocker e também com as últimas do mondo pop/rock e da cultura pop. De modos que ficamos por aqui e retornamos logo menos, assim que novos e palpitantes assuntos exigirem a volta do blogão campeão em rock alternativo e cultura pop. Até o próximo post então, com beijos quentes e doces no nosso sempre dileto leitorado.

 

(atualizado e ampliado por Finatti  em 29/3/2017às 18hs.)

Em sua nova fase editorial o blog zapper se permite publicar postagens especiais; e NESSE postinho extra celebramos não o dia internacional da mulher que é comemorado hoje (uma bobagem/idiotia repleta de hipocrisia, já que as mulheres deveriam ser respeitadas e valorizadas ao máximo TODOS os dias do ano, e não apenas em uma data específica) mas, sim, a confirmação da vinda ao Brasil do gigante e lenda viva do rock’n’roll The Who, uhú!

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NEW YORK, NY - FEBRUARY 28:  The Who's Roger Daltrey and Pete Townsend perform during the Who Cares Benefit For Teen Cancer America Memorial Sloan-Kettering Cancer Center at The Theater at Madison Square Garden on February 28, 2013 in New York City.  (Photo by Rick Diamond/Getty Images)
O gigante The Who na atual turnê mundial, com a dupla imbatível Roger Daltrey (vocais) e Pete Townshend (guitarras): shows no Brasil confirmados para setembro próximo

 

Yep, este post extrinha (com total merecimento do tema) já está meio que explicado no seu título, néan? Hoje é dia internacional da mulher. Ok. Foda-se! Zap’n’roll odeia qualquer tipo de data comercial comemorativa, seja lá qual for ela – detestamos até nosso próprio aniversário inclusive, rsrs. Então preferimos falar algumas poucas mas necessárias linhas sobre o que de fato nos empolgou de ontem para hoje: a confirmação enfim da vinda do histórico, clássico, mega lendário e ainda gigante grupo inglês The Who ao Brasil em setembro próximo. Embora o próprio empresário da banda já tivesse anunciado, durante entrevista em Londres há algumas semanas, que o conjunto viria esse ano finalmente para o Brasil, ainda tinha muita gente que duvidava. Pois a organização do Rock In Rio confirmou ontem: eles tocam na edição deste ano do festival carioca no dia 23 de setembro, ao lado do Guns ‘N Roses (que vai passar humilhação pública monstro nesse dia por tocar na mesma data que o Who, ahahahahahaha).

Vai haver shows também em Sampa, claro. E talvez em Porto Alegre. Falta apenas divulgarem as datas. E muitos vão chiar dizendo que o que vem aí não é o Who original mas apenas MEIO Who (pois o batera Keith Moon e o baixista John Entwistle foram pro saco há séculos já; um morto por overdose de soníferos, o outro, por excesso de devastação nasal com cocaine), contando ainda com o vocalista monstro que é Roger Daltrey e o guitar heroe e gênio Pete Townshend.

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Imagem da formação clássica do Who, com Pete Townshend “voando” com sua guitarra em primeiro plano

Novamente: foda-se! Desde já é uma gig imperdível por zilhões de motivos. E talvez o principal deles seja mesmo que The Who é a última grande banda de toda a história do rock’n’roll ainda em atividade e que nunca tocou no Brasil. E também deverá ser a única turnê deles por aqui: Daltrey e Townshend estão septuagenários e o conjunto, na atividade há meio século, deve estar pensando na aposentadoria já.

Então temos um encontro marcado em setembro com os heróis mods e da classe trabalhadora inglesa dos sixties. E quem tiver sempre na alma e no coração o ainda grande rock que importa, que nos siga!

Aí embaixo links pra você curtir alguns dos momentos mais brilhantes da trajetória do Who, além do set list da atual turnê deles. Boa audição!

 

  • Obs: e semana que vem o blogão volta em edição normal, falando entre outros assuntos do novo disco dos ingleses do Temples.

 

 

O SET LIST DA ATUAL TURNÊ

I Can’t Explain

The Seeker

Who Are You

The Kids Are Alright

I Can See for Miles

My Generation

Behind Blue Eyes

Bargain

Join Together

You Better You Bet

5:15

I’m One

The Rock

Love, Reign O’er Me

Eminence Front

Amazing Journey

Sparks

Pinball Wizard

See Me, Feel Me

Baba O’Riley

Won’t Get Fooled Again

 

(enviado por Finatti às 17:30hs.)

 

No blogão zapper sempre programação normal e NADICA de carnaval! Então bora ver a novíssima e REAL cena indie brazuca que importa (e não aquela “ilha da fantasia indie” de um certo e já mezzo decadente blog “vizinho”, uia!), com a cantora sergipana Héloa e o trio rock cearense Oto Gris; mais: segue a imundície sem fim na política nacional; um tópico relembrando o grande Smashing Pumpkins e tudo o que importa na cultura pop (como a volta da geração shoegazer inglesa, através dos novos singles do Jesus & Mary Chain, Ride e Slowdive) na seção Microfonia que agora passa a abrir cada novo post do blog

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Mesmo estando passando por um de seus piores momentos, a cena musical independente brasileira continua revelando artistas surpreendentes pela qualidade da sua música, como é o caso da novíssima cantora sergipana Héloa (acima) e que acaba de lançar um muito bom disco de estreia; já lá fora, com a derrocada qualitativa do rock atual, a velha guarda do shoegazer e do indie guitar noise britânico ensaia uma volta com tudo em 2017, sendo que um dos grupos dos anos 90’ que prometem disco inédito ainda para este ano é o britânico Ride (abaixo), que lançou esta semana suas primeiras músicas inéditas em mais de duas décadas

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MICROFONIA

(reverberando a cultura pop, o rock, discos, bandas, shows, livros, filmes, baladas etc.)

 

***A volta do indie guitar noise e do shoegazer dos 90’ – É a melhor notícia do mondo rocker esta semana: já que o rock de hoje está uma “melda”, bora voltar ao passado. No caso, ao classudo e inesquecível indie shoegazer e ao noise guitar dos 90’. Se nada der errado ambos voltam a sacudir o rock’n’roll planetário nesse sombrio 2017, através dos retornos do Jesus & Mary Chain, do Slowdive e do fantástico quarteto Ride. O JMC, dos irmãos Reid, lança seu novo álbum, “Damage & Joy” em 24 de março. É o primeiro trabalho inédito deles desde “Munki”, que saiu em 1998. E a banda já disponibilizou na web os dois primeiros singles do novo álbum, que são beeeeem legais. Então a expectativa pro cd completo é a melhor possível. Já o Ride (a quem devemos ao saudoso DJ Toninho, do também saudoso Espaço Retrô, ter conhecido essa banda magnífica que embalou muitas madrugadas finátticas malucas há mais de vinte anos, movidas a álcool e cocaine em porões escuros do circuito under paulistano) também saiu das catacumbas no ano passado. E promete igualmente disco inédito para esse ano ainda. O primeiro single desse disco saiu ontem (apenas o áudio) e se chama “Charm Assault”. É bacanuda também e faz prever que teremos um bom álbum completo – que segundo a banda, sai em algum momento no segundo semestre. Por fim o inglês Slowdive, um dos nomes mais cultuados do shoegazer britânico nos 90’, também está preparando seu primeiro disco inédito em mais de duas décadas. Uma amostra do novo trabalho está no novo single, “Star Rowing”, que saiu mês passado e é que sensacional. E bien, você pode ouvir todos os novos singles do JMC, do Ride e do Slowdive aí embaixo:

 

***Ryan Adams incansável! – e não? O ainda jovem (quarenta e dois anos de idade) pequeno gênio do rock country folk mezzo indie americano já lançou nada menos do que dezesseis álbuns de estúdio desde o ano 2000’, o que dá uma média de quase um disco inédito a cada ano. O mais recente, “Prisoner”, foi lançado na semana passada, já está colecionando elogios pela rock press gringa e o blog gostou bastante do que ouviu nele.

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***Festa goth/erótica bacana em pleno carnaval – yeeeeesssss! O já tradicional festival goth/erótico/sadomasô Libertine vai realizar edição especial durante o reinado de momo nesse sábado de carnaval, 25 de fevereiro. Como sempre as sonoridades gothic rock, pós-punk e anos 80’ irão dominar a pista e a balada acontece no Enfarta Madalena, na Vila Madalena, zona oeste de Sampa. Não gosta de folia momesca, quer ir na festona e saber tudo sobre ela? Vai aqui: https://www.facebook.com/events/1791819211077815/.

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***E semana que vem bailão indie da terceira idade – um dia todos acabaríamos chegando inevitavelmente a ISSO, rsrs. Como não há incrivelmente mais espaços alternativos em Sampa (isso, numa cidade com mais de doze milhões de habitantes e milhares de bares e casas noturnas) para se dançar e curtir indie guitar rock, noise e shoegazer noventista, os djs Plínio (que tocou no inesquecível Espaço Retrô) e Dina (do Café Elétrico) tiveram a ideia mais do que bacaníssima: vão comandar o Bailindie da saudade no próximo dia 3 de março, no centro de Sampa. Então foda-se que estamos todos véios e tiozões já. Vamos lá todos nós com nossas bengalinhas dançar a noite toda sons do naipe de Jesus & Mary Chain, Ride, Slowdive, Lush, Stone Roses, My Bloody Valentine, Happy Mondays e até um Blur, Oasis ou Elastica. Promete ser uma das festas mais legais deste início de ano no circuito under paulistano, que anda mesmo caidaço (depois dos fechamentos do Astronete, do Matrix e do Inferno Club) nesses tempos tenebrosos onde ex-casas noturnas de rock do baixo Augusta agora tocam até funk porqueira em suas noitadas open bar igualmente porcas. Mais sobre o bailão pros “velhinhos” indies transviados e ainda lokers e rockers (como o autor deste blog), você confere aqui: https://www.facebook.com/events/730073647155857/.

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***Bowie, o melhor mesmo depois de morto – major Tom/Ziggy Stardust nos deixou há um ano e voltou para as estrelas. Mesmo assim o gênio eterno continua brilhando: “Black Star”, o álbum que ele lançou dois dias antes de morrer, acabou de ganhar o Brit Awards 2017 nas categorias melhor disco e melhor cantor. O BA é a principal premiação musical inglesa, espécie de “Oscar” da música britânica. Isso aê: o “camaleão” será eternamente um dos maiores gênios que surgiram no rock mundial.

 

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A REAL E AINDA ÓTIMA ATUAL CENA DA MÚSICA INDEPENDENTE BRASILEIRA – NESSE POST COM A NOVÍSSIMA CANTORA SERGIPANA HÉLOA E COM O TRIO POST ROCK CEARENSE OTO GRIS

Mesmo passando por um dos piores momentos de sua história nas últimas duas décadas, a cena independente nacional ainda assim surpreende vez por outra quem a acompanha de perto (como este espaço blogger, e isso já há mais de vinte anos também). Foi o que aconteceu quando tomamos contato com os discos de estreia da cantora sergipana Héloa e do trio cearense Oto Gris. O blog não conhecia nenhum dos dois até duas semanas atrás. Héloa foi descoberta enquanto o jornalista zapper “fuçava” em sites de música (nossa obrigação, no final das contas) atrás de novidades ou de algo digno de nota, quando deu de cara com a notícia de que a cantora estaria lançando seu primeiro álbum completo com show em São Paulo – e que rolou no final de semana passado, no Itaú Cultural. Já a banda Oto Gris foi indicação preciosa do queridão amigo e vocalista do grupo Los Porongas, Diogo Soares.

Quem é Héloa, afinal? Ela nasceu em Sergipe, tem vinte e oito anos de idade e se mudou para São Paulo há cerca de um ano. Já veio para a capital paulista trazendo uma bagagem artística valiosa: canta desde a adolescência, além de ser bailarina e atriz de teatro. E aqui começou a se enturmar com outros músicos conhecidos da cena alternativa nacional e que, tal qual ela, eram/são “estrangeiros” em Sampa mas todos já devidamente incorporados à melhor paisagem sonora do atual circuito indie paulistano. Foi assim que Héloa conheceu nomes como o cantor e compositor cearense Daniel Groove, o produtor e ex-guitarrista dos Porongas, João Vasconcelos, e os músicos Carlos Gadelha (atual guitarrista dos Porongas) e Guri Assis Brasil (ex-guitarrista da ótima banda gaúcha Pública).

Trabalhando junto com seus novos amigos de forma disciplinada e com bastante empenho, Héloa foi desenvolvendo as composições que formam o material de seu primeiro disco. Sendo que há de se ressaltar que ela é basicamente uma interprete: das dez faixas de “Eu”, seu cd de estreia, a cantora assina a autoria de apenas uma delas (“A avenida”), em parceria com Eduardo Escariz. O restante do álbum é composto por canções escritas por amigos como Daniel Groove (autor de “Super herói”, “Se você disser que vem” e “Meus amigos”, esta última em pareceria com o paraense Saulo Duarte) além de trazer versões para “Caravana” (de Geraldo Azevedo e Alceu Valença) e “Crua” (composta pelo pernambucano e ex-Mundo Livre, Otto).

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A gata sergipana Héloa (acima, se apresentando semana passada no Itaú Cultural, em São Paulo) e o trio cearense Oto Gris (abaixo): duas bacanudas revelações da novíssima safra musical independente nacional

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É uma leva de canções e autores que desvela bem por onde trafega a música da sergipana: ela deambula com desenvoltura pela MPB tradicional mas também se aproximando de ambiências mais rockers (o que fica evidente nas melodias e no bom trabalho dos guitarristas Allen Alencar, Eduardo Escariz e João Vasconcelos no estúdio, e Carlinhos e Guri Assis que acompanham a cantora ao vivo). Com músicas que possuem letras bem acima da média do que se ouve atualmente e com um vocal afinadíssimo e que agrada bastante ao ouvinte por conta de sua inflexão poderosa, Héloa pode, merece e deve alcançar públicos bem maiores nos próximos meses. Em uma geração (a de 2000’ pra cá) que revelou poucas mas ótimas cantoras brasileiras (como Céu, Tulipa Ruiz e Tiê), a bela morena nordestina já tem lugar assegurado entre as boas revelações dessa geração.

E é do nordeste também que vem o trio rock Oto Gris (pobre Sampalândia… enquanto aqui a cena alternativa definha e sofre com a falta de renovação de artistas que possuam uma qualidade mínima, no restante do Brasil boas surpresas continuam surgindo, felizmente). Egresso de Fortaleza e formado por Davi Serrano (vocais e guitarras), Jonas Gomes (baixo) e Victor Bluhm (bateria e samples) o grupo é novíssimo (foi formado há cerca de dois anos) e também fixou residência em São Paulo, onde gravou no estúdio Cambuci Roots (do músico e produtor João Vasconcelos) seu disco de estreia, “Avoa”. É um cd que foge bastante dos padrões do que se ouve atualmente no rock alternativo brasileiro: com canções cujas melodias bucólicas e contemplativas flanam por paisagens suaves, reflexivas e algo melancólicas, Oto Gris evoca algo de post rock em sua sonoridade mas sem a chatice e a pretensão de bandas como o Mogwai, por exemplo. O vocal de David sussurra letras que desvelam imagens metafóricas sobre a impossibilidade do sentimento amoroso (como em “Práticas de mergulho-vôo”, onde ele canta: “Confesso/Não estar tudo bem/Sem um teto, sem freio/E agora sem você”), tudo emoldurado por guitarras plácidas envoltas em brumas engendradas por efeitos de samples.

Trata-se, enfim, de um trabalho que deve ser apreciado com calma e atenção, em uma noite solitária e chuvosa, regada a bom vinho e um bom beck, rsrs. Mas, sobretudo, Oto Gris e Héloa mostram duas faces bastante distintas de uma nova cena alternativa brasileira que, sim, ainda consegue surpreender quem a acompanha com lançamentos dignos como é o caso da cantora sergipana e do trio cearense.

 

 

 

PARA OUVIR HÉLOA E OTO GRIS

Aí embaixo, com os álbuns de estreia de ambos na íntegra, além dos vídeos promocionais para os singles de trabalho da cantora e do trio de Fortaleza.

 

DOC SOBRE OS SMASHING PUMPKINS MOSTRA COMO A BANDA ERA FODÁSTICA E COMO O ROCK DE HOJE, DEFINITIVAMENTE, ACABOU

Madrugada dessas rolou um ótimo doc sobre os Smashing Pumpkins no Canal Bis (um dos preferidos do blog na TV paga, ao lado do Canal Brasil). O SP está na ativa até hoje. Mas é claro que ele já se tornou irrelevante há séculos e o trabalho atual do gênio (sim, ele é ou ao menos foi) e OBCECADO Billy Corgan não chega na sola do sapato do que a banda conseguiu em seus primeiros três e fundamentais discos (“Gish”, de 1991; “Siamese Dream”, de 1993 e “ Mellon Collie and the Infinite Sadness”, que foi editado no final de 1995 e, mesmo sendo um cd duplo, vendeu na época quase 20 milhões de discos). É a grande fase do quarteto que além de Billy nas composições, guitarras e vocais, tinha o japa James Iha na outra guitarra, a loiruda D’Arcy no baixo e o batera MONSTRO Jimmy Chamberlin – além de ter contado com os trampos de outro gênio, Butch Vig, na produção de seus dois primeiros álbuns de estúdio. Uma grande fase não apenas para o próprio SP mas para todo o rock daquela época (com o grunge vivendo seu auge e bandas como Nirvana, Pearl Jam, Screaming Trees e Mudhoney lançando apenas discaços e dominando a cena rock americana).

Cada vez mais o sujeito que escreve estas linhas bloggers anda se sentindo melancólico, solitário e precocemente ENVELHECIDO aos 5.4 de existência. Mas aí quando começamos a ficar muito tristonhos e assistimos um doc como esse dos Pumpkins, o matiz cinza sai um pouco de cena e nossa minha alma e coração se colorem novamente um pouco mais. Afinal, se tivéssemos esses mesmos 5.4 nas costas não teríamos assistido o SP AO VIVO duas vezes: a primeira no auge da banda, no festival Hollywood Rock em janeiro de 1996, no estádio do Pacaembu lotado, na turnê do “Mellon Collie…” e com uma massa gigantesca e total alucicrazy se estapeando na frente do palco pra poder ver e ouvir o quarteto o mais perto possível. E a segunda vez na extinta casa de shows Olympia/SP, no bairro da Lapa, quando eles voltaram ao Brasil na turnê do álbum “Adore”. Aí o conjunto já não era mais o mesmo (Jimmy tinha sido expulso do grupo por Billy, em decorrência do célebre caso em que o baterista quase foi pro saco em um hotel nos EUA, depois de tomar uma involuntária overdose de heroína) e a gig foi… estranhíssima. Não ruim, mas estranha, incômoda, sonolenta em alguns momentos.

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As “Abóboras esmagadas” no início da sua carreira, no começo dos anos 90’: um dos últimos grandes momentos da história do rock’n’roll de duas décadas e meia pra cá

 

Mas as melhores lembranças que ficam mesmo deles é de sua fase inicial. Aquele som poderoso que mixava psicodelia, barulho, dream pop, algo de heavy rock e até uma pitada de prog rock, tudo isso engendrado com guitarras estupendas e com melodias ótimas dando suporte a letras idem, marcou Finaski e fez parte da nossa vida rock’n’roll na passagem dos 20 pros meus 30 anos de idade. E como sempre dizemos, talvez tenha sido mesmo a última grande fase do rock’n’roll. Não querendo ser rabugento, velho ranzinza, estar preso ao passado ou qualquer coisa do tipo mas a real é: EXISTE alguma banda HOJE que consiga gravar e lançar um álbum como “Gish”, por exemplo? E que esse disco consiga seduzir (mesmo que sendo ouvido de graça pela web) milhões de adolescentes e jovens mundo afora? Apenas pra saber.

É triste mas inescapável: o rock de HOJE que se tornou uma imbecilidade e foi tomado por uma irrelevância sem tamanho. Sim, ainda surgem bandas legais aqui e ali (como o inglês Temples ou o brasileiro Nocturno), mas é muito pouco diante das obras-primas que já foram lançadas ao longo de mais de meio século de existência do gênero. De modos então que o blog deseja mesmo é vida ETERNA aos discos clássicos do rock’n’roll e respeito e amor igualmente eterno à trajetória de bandas como o Smashing Pumpkins. E é ouvindo “Siamese Dream” que o velho (mas ainda rocker e loker) jornalista encerra este texto.

 

A IMUNDICIE POLÍTICA BRASILEIRA CHEGA AO ÁPICE – E A NAÇÃO “COXA” VERDE-AMARELA, COVARDE E CONIVENTE COM ESSA IMUNDICIE, SE CALA E NÃO BATE MAIS PANELAS

O horror é aqui. Aqui mesmo, nesse Brasil miserável, vira lata, falido de todas as formas e absolutamente FODIDO pela classe política mais IMUNDA, SUJA, NOJENTA, BANDIDA, CORRUPTA e DETESTÁVEL do Universo. Quem leu o romance “O coração das trevas” (obra-prima do escritor Joseph Conrad e um dos livros de cabeceira do blog desde a nossa adolescência, livro que foi magistralmente transformado pelo gênio Francis Ford Coppola no clássico cinematográfico “Apocalypse Now” em 1979; o livro de Conrad foi escrito no final do século XIX), sabe como ele termina: com o agonizante personagem Kurtz, após saber que iria ser morto pelo sr. Marlow e tendo sido mortalmente golpeado por este, sussurrando “The horror, the horror!”. Esse horror a que se referia Kurtz no livro era sobre toda a degeneração da civilização ocidental e dos seus mais básicos preceitos de conduta ética, moral, cívica enfim.

Nem Conrad viveu no ou conheceu nosso país. Coppola muito menos (embora já tenha andado por aqui, décadas atrás). Tivessem conhecido a fundo esse país que se tornou o próprio quinto mundo dos infernos do “baixo clero” das nações do mundo inteiro, teriam chegado a conclusão de que “HORROR” é o Brasil. Sem apelação.

É essa a conclusão a que se chega, pela enésima vez, quando se termina de assistir uma rodada dos telejornais da noite (mais especificamente JN da Globo, JC da TV Cultura e as duas edições do Jornal da nanica TV Gazeta, que tem infelizmente alguma audiência apenas na capital paulista), em qualquer dia da semana. Dá EMBRULHO no estômago de ver todo o noticiário político dessas noites sangrentas – como de resto têm sido todos os dias nos últimos meses. O caos segue reinando agora no Rio De Janeiro e em Belo Horizonte (depois de ter reinado por dez dias no ES). Enquanto isso Alexandre de Moraes, o CRÁPULA que todos nós sabemos que ele é, foi mesmo confirmado como novo Minsitro do STF, com a missão (claaaaaro!) de, na Suprema Corte do país, tentar salvar a QUADRILHA do PMDBosta das garras da Lava Jato, simples assim. E nem uma palavra dele sobre o caos que rolou no ES (foram 143 mortos nos dez dias de horror capixaba, o DOBRO dos mortos no acidente com o avião da Chapecoense e que COMOVEU o Brasil por quase um mês seguido, oh…). Fora isso a bancada da quadrilha do partido que nesse momento comanda o governo GOLPISTA instalado no Brasil (ele mesmo, o PMDBosta) indicou o senador Edison Lobão (!) para ser o presidente da CCJ do Senado. Ele mesmo, Lobão, já investigado em dois inquéritos na Lava Jato. Que be le za!

Para não dizer que houve apenas notícias ruins na seara política nacional nessa semana, há de se destacar também que o STJ do Rio De Janeiro CAÇOU os mandatos do governador Pezão (também do PMDBosta) e de seu vice (Francisco Dornelles) por abuso de pode econômico na última eleição no Estado. Ainda cabe recurso e a dupla permanece no cargo enquanto o recurso não for julgado. Mas vejam bem: é a dupla que também DESGOVERNA o Estado do Rio, o mesmo pobre Rio (que um dia já foi um dos cartões postais do mundo) que já tem um ex-governador preso (Sérgio Cabral) e outro em prisão domiciliar (Garotinho). Mais: a polícia Federal também indiciou Rodrigo Maia (o presidente da Câmara, que be le za!!!) por suspeita de corrupção, em mais uma etapa da Lava Jato. E assim segue a política nacional.

Sempre repitimos isso e vamos repetir novamente: estamos com 5.4 de vida nas costas. Que a política brasileira sempre foi suja e corrupta, não há dúvida alguma. Mas Zap’n’roll não se lembra, em cinco décadas de existência, de ela ter chegado ao estágio de PODRIDÃO em que chegou nos dias atuais. O FEDOR é insuportável. É muito banditismo em Brasília e também na maioria dos Estados. E banditismo de TERNO E GRAVATA, não de criminosos assaltando as pessoas nas ruas das cidades à mão armada, sendo que isso também está fora de controle no país graças à horrenda distribuição de renda que reina eternamente aqui (tornando os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais miseráveis) e também à corrupção que suga todo o dinheiro que deveria ir para a segurança pública, saúde, educação etc, tornando as futuras gerações menos selvagens e bestiais e com mais opções para conseguir ser alguma coisa na vida do que simplesmente ter apenas a opção de ir parar na criminalidade via tráfico de drogas, contrabando de armas ou simplesmente roubando o cidadão comum e indefeso, que paga uma fortuna em impostos e não recebe nada e nenhum benefício público em troca.

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O exemplo mais bem acabado da FALÊNCIA do Estado brasileiro e da IMUNDICIE política que reina aqui está no que aconteceu no Espírito Santo e também no Rio De Janeiro. E a tendência é esse quadro se ALASTRAR pelo restante do país. Há ALGUM político que se salva nessa terra horrenda e devastada pela bandidagem institucionalizada na esfera pública? Muito poucos, que o blog se lembre. Somos muito simpáticos ao trabalho do Randolfe Rodrigues (senador pelo Amapá), também do Chico Alencar (deputado do PSOL), da Luiza Erundina (também do PSOL) e do véio Eduardo Suplicy. Seriam eles (e mais muito poucos, que não lembramos os nomes agora) nos quais ainda confiamos politicamente. O resto é o resto, e resto da pior espécie que torna o Brasil uma das nações mais VERGONHOSAS do planeta em termos políticos. Em qualquer país com um mínimo de decência na esfera pública, 90% dos políticos brasileiros atuais estariam ATRÁS DAS GRADES, e não exercendo mandato ou qualquer cargo público que fosse. O jornalista zapper se lembra perfeitamente o que aconteceu há umas duas décadas no Japão (um dos países com uma das classes políticas mais ÍNTEGRAS do planeta) quando um político de lá, descoberto em flagrante pela imprensa japonesa envolvido em um escândalo gigante de corrupção, humilhado e com sua trajetória política LIQUIDADA por conta do escândalo no qual havia se envolvido, reuniu emissoras de TV para fazer um pronunciamento e, ao concluir esse pronunciamento, disse: “não sou mais digno de continuar vivendo. E peço perdão ao povo japonês pelo que fiz”. Ato contínuo abriu uma pasta executiva, tirou de dentro dela uma PISTOLA e SE MATOU com um tiro na boca.

Você imagina algum político fazendo o mesmo aqui? Se acontecesse, haveria SUICÍDIOS EM MASSA em Brasília. Mas não: aqui todos eles, quando pilhados em flagrante em esquemas de corrupção e mesmo com fartas provas colhidas pela polícia federal ou pelo Ministério Público Federal, vão a público e na imprensa e com a maior cara larga da galáxia, NEGAM TUDO. “Eu? JAMAIS cometi qualquer ato ilícito e que desabone minha conduta de homem público. E DESAFIO alguém a PROVAR ALGO CONTRA MIM!”.

Mas o pior disso tudo nem é essa sórdida classe política mas sim o eleitorado BURRO e complemente conservador e imbecil que elegeu essa corja. Que o brasileiro nunca soube votar é um fato histórico desde os tempos que isso aqui era uma colônia portuguesa. Agora chegamos a um ponto de ACOVARDAMENTO social em que o brasileiro só é valente para gritar, ROUBAR e matar seu semelhante nas ruas. Para ir para essas mesmas ruas e pedir a CABEÇA de políticos imundos, nem um pio. Nem mesmo da classe média e da nação COXA idiota e reaça de direita, que foi bater panelas nas ruas pedindo o impeachment de Dilma. Como se a situação hoje estivesse minimamente melhor do que quando o PT estava no poder (e repetindo aqui também o que já dissemos antes: o petismo também cagou e roubou tudo o que pôde durante sua permanência no comando da máquina pública e deve PAGAR JUDICIALMENTE por seus crimes; mas… e as outras QUADRILHAS políticas do país, notadamente PMDB e PSDB, sairão ILESAS e IMPUNES dessa história?). muito pelo contrário: em quase um ano de governo golpista, o fundo do poço parece não ter fim para o Brasil. E a coxarada verde-e-amarela segue caludinha, sentido dor quase orgásmica com o cabo da panela enfiada em seu rabo até o talo mas sonhando com um super-homem (Sérgio Moro? Ahahahaha) que venha salvá-la, ulalá!

Amigos e leitores diletos vão reclamar por certo mais uma vez que estamos abandonando (como jornalista de cultura pop) nosso olhar e comentários sobre rock’n’roll e rock alternativo. Talvez. É que o desalento político e social tem nos consumido diariamente como ser humano. Daí publicarmos textos desta natureza ultimamente aqui e em nossa página no faceboquete. Mas feita ESTA postagem vamos TENTAR publicar menos textos sobre a imundície política brasileira. Não adianta mesmo ficar indignado aqui ou na rede social. Não resolve. O Brasil, ao que parece e pelo desenrolar dos acontecimentos, só vai sair do horror em que se encontra na hora em que houver um LEVANTE SANGRENTO da população nas ruas.

 

***Obs: e Moreira Franco (o “Angorá”, na delação de corrupção da Odebrecht) conseguiu se manter Ministro e com foro privilegiado. Decisão do STF. Traduzindo: tá tudo DOMINADO pelo governo GOLPISTA e seus asseclas. Novamente citando Conrad: o horror, o horror!

 

 

FIM DE TRANSMISSÃO

O postão fica por aqui mas voltamos com o que importa na cultura pop, no rock, na política e na sociedade em algum momento depois da esbórnia nacional por conta dos festejos momescos. Até breve!

 

(enviado por Finatti às 13hs.)

Hollas povo! Blogão zapper de volta em sua versão 2017, o ano que promete ser tão pavoroso e horroroso quanto foi 2016, alguma dúvida quanto a isso? De modos que este espaço online retorna com mudanças em sua pauta editorial – mais focada no comportamento e na política, mas ainda mantendo também o olhar sobre o rock alternativo e a cultura pop em geral; e com os tempos bicudíssimos pelos quais estamos passando fazemos o convite: não está na hora de IRMOS TODOS PRA RUA E PRO PAU PRA VALER?

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2017 já chegou chegando com o mesmo horror e a mesma crise (social, moral, ética, política e econômica) vivenciada pelo país em 2016; assim o blog retorna com nova linha editorial e adotando um viés mais comportamental e político em seus posts, mas sem abandonar o rock e a cultura pop, além de lamentar profundamente neste primeiro post do ano o falecimento de dona Marisa Letícia que, ao lado de Lula (ambos acima) deu exemplo de humildade e simplicidade ao povo brasileiro; por outro lado seguimos atentos aos movimentos do rock’n’roll planetário e da cultura pop em geral na nova seção Microfonia, que destaca aqui o novo e vindouro disco do veterano Blondie (abaixo)

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Bem-vindos a 2017. O ano do monstro do pântano, do cachorro louco, do trem desgovernado, chame como quiser. Exagero? Sério que você acha que estamos exagerando? Vejamos: no primeiro mês do ano (janeiro, sempre o pior dos meses, como já bem observou o saudoso grupo paulistano Ludovic) o sistema prisional brasileiro entrou em colapso absoluto. Dominados por facções criminosas (como PCC e Comando Vermelho) cada vez mais poderosas alguns presídios do país (especialmente nas regiões Norte e Nordeste, as mais desassistidas pelo poder público desde que o Brasil existe como nação) deram show de horror (com direito a repercussão gigante na mídia internacional), com mais de uma centena de presos sendo massacrados por integrantes de facções rivais. Boa parte dos assassinatos teve requintes de crueldade extrema, com cabeças sendo decepadas. Pior: diante de tal barbárie boa parte da estúpida população classe média reaça de direita brasileira salivou de satisfação, torcendo para que houvesse um massacre por dia nas prisões pelo país afora – a clássica “higienização social”, defendida por gente que possui merda na cabeça ao invés de neurônios. Um pensamento estúpido e hediondo enfim, típico de quem se tornou bestial, selvagem, é ignorante e não possui o mínimo conhecimento histórico e/ou social dos problemas que corroem esse país vira lata e de quinto mundo chamado Brasil.

O que mais? Dívida pública fora de controle – superou a casa dos R$ 150 bilhões. PEC do inferno e do fim do mundo arrasando a educação e saúde públicas pelos próximos vinte anos, sendo que a educação pública brasileira já está no buraco há séculos. Estados como Rio De Janeiro e Rio Grande Do Sul absolutamente FALIDOS. Mais de doze milhões de desempregados espalhados pelos quatro cantos do país. Lava Jato andando a passos de tartaruga. Ok, nunca imaginamos que veríamos figurões como Eduardo Cunha, Eike Batista, Marcelo Odebrecht e dois ex-GOVERNADORES de Estado (no caso, Sérgio Cabral e Anthony Garotinho, ambos do Rio De Janeiro) atrás das grades. Mas, e o resto? E os mais de duzentos políticos citados nas delações da Odebrecht? Por que ainda não foram processados e, se provada sua culpa, também não foram condenados à prisão? Por que Sérgio Moro, comandante-em-chefe da Lava Jato, se mostra tão tirano e PARCIAL em várias de suas decisões e sentenças? Onde está a QUADRILHA do PSDB nessa parada, com vários políticos já citados em dezenas de delações e nenhum deles realmente investigados pela força tarefa de Curitiba, como se estivessem estranhamente BLINDADOS pela Justiça e pelos processos investigatórios em curso? O que parece é que há conchavos e tenebrosas transações na calada da madrugada à vista, entre os Três Poderes para mitigar ao máximo possível os resultados finais das investigações. E o Ministro Teori? O avião em que ele estava caiu ou FOI CAÍDO?

Tudo isso que está aí em cima foi pensado e repensado como tema do primeiro post deste ano de Zap’n’roll. Yep, o blog mudou e vai mudar mais ao longo dos próximos meses. Saem os diversos tópicos que eram publicados em formato de revista eletrônica/virtual, entra via de regra (poderá haver exceções de acordo com o que rolar ao longo da semana em que o post for publicado) um tópico ÚNICO (como este que você está lendo) e abordando um tema específico, como estamos fazendo nesta reestreia do blog em 2017. E além deste tópico único e mais longo a seção “Microfonia” (ahá!) substitui o “O blog zapper indica” ao final de cada post, falando em poucas linhas do que importa e reverbera na cultura pop, no comportamento, em discos, bandas, filmes, livros, TV, baladas, passeios, exposições, viagens, acontecimentos variados etc.

De modos que voltemos ao tema que deu início a este tópico: como está o país nesse exato momento. Sim, as coisas estão ruins no Brasil. Muito ruins, diríamos. O autor deste blog está com 5.4 de existência nas costas. Passou sua infância e toda a sua adolescência vivendo em um país que foi conduzido politicamente por uma ditadura militar que durou mais de duas décadas e que é em grande parte responsável pela situação algo calamitosa que enfrentamos atualmente. Graduado que é em curso de História, Zap’n’roll compreende muito bem toda a estrutura e toda a trajetória que nos últimos quarenta anos levou a nação a chegar ao abismo em que ela se encontra nesse momento. O país já esteve ruim, fato (quem quiser ter uma aula portentosa sobre as últimas quatro décadas do Brasil na esfera social, política e econômica, basta ler “A segunda mais antiga profissão do mundo”, tomo reunindo textos do inesquecível Paulo Francis, um dos maiores nomes da história do jornalismo brasileiro, sendo que o livro foi lançado no final do ano passado pela editora Três Estrelas, braço editorial do grupo que edita o jornal Folha De S. Paulo). Mas nunca como agora, talvez. Os (des) governos militares, que tomaram o poder em 1964 e só saíram dele em 1985 pensavam no “Brasil Grande”. Daí o investimento em obras faraônicas (como a usina hidrelétrica de Itaipu ou a rodovia Transamazônica, que não foi concluída até hoje) que trouxeram endividamento público monstro ao país, além de enriquecer ilegalmente o bolso de muito general – só que naquela época o regime militar controlava toda a informação de mídia, daí que o populacho jamais ficava sabendo dos desvios de milhões e da corrupção que campeava solta na esfera pública, exatamente como ocorre hoje. Ao menos agora felizmente estamos numa democracia (ainda que frágil e que precisa ser fortalecida ao máximo e a todo custo), e temos acesso total à informação e a tudo (ou quase tudo) que ocorre no país. Por isso é um erro crasso e grosseiro achar que todos os males e mazelas do país surgiram de década e meia pra cá, com os governos petistas. E não, o blog não está fazendo defesa aqui do petismo e jamais irá se colocar como advogado do PT, de Lula, Dilma, de quem quer que seja. O que queremos dizer é simples e básico: absolutamente TODOS os governos e todos os partidos que estiveram no poder e na gerência do Brasil e da máquina pública pós-ditadura militar, herdaram os piores vícios dessa ditadura. Todos (tanto PT quanto PSDB, PMDB e partidos nanicos e menos importantes no espectro político nacional) cometeram zilhões de erros, todos se locupletaram e se lambuzaram quando estiveram no comando da nação. Fernando Collor, o primeiro presidente eleito democraticamente após a ditadura? Foi impichado por ser o facínora que todos sabem que ele é. O sociólogo Fernando Henrique? Fez um primeiro mandato ok e se perdeu na busca pela reeleição, deixando o país novamente sob a sombra da inflação, além de tornar os ricos mais ricos e os pobres mais pobres do que nunca. O metalúrgico Lula? Cometeu sim zilhões de erros. Mas fez o Brasil prosperar durante seus dois mandatos, tirou mais de quarenta milhões de pessoas da pobreza absoluta e deixou o governo com recorde de aprovação popular. Seu maior erro: fazer sua sucessora, Dilma, aquele poste e aquele poço de teimosia e arrogância que todos nós também sabemos que ela é.

O impeachment dela foi justo? Óbvio que não e quem tem um mínimo de massa encefálica sabe que os objetivos para o impichamento de Dilma eram claríssimos: deter a Lava Jato a qualquer custo (ou ao menos minimizar um pouco seu efeito devastador na classe política brasileira, a mais CORRUPTA e IMUNDA do universo) e fazer as reformas que vão deixar os muito ricos do país (cerca de 1% da população) cada vez mais ricos e os restantes 99% cada vez mais falidos e fodidos. Mas é claaaaaro que a coxarada BURRA e ESTÚPIDA (o grosso de nossa classe média egoísta, ignorante, reacionária e conservadora como só ela sabe ser) que saiu às ruas e bateu panela pedindo a destituição da presidente não entende nada disso e achou que o (des) governo golpista do mordomo de filme de terror chamado Michel Temer (ele próprio envolvido até o pescoço na Lava Jato) iria resolver todos os problemas do Brasil da noite para o dia. Não resolveu, claro. Aliás tudo está muito pior do que há seis meses. Mas coxa otário que é coxa otário não dá o braço a torcer: com o cabo da panela agora enfiado no rabo ele amarga quietinho e caludinho o desastre que apoiou, via movimentos reaças como o MBL e através de políticos populistas e sem um pingo de envergadura moral para exigir o mínimo de lisura no trato da coisa pública.

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Não deixa de ser um certo alivio ver figurões pilantras como Eike Batista e Sérgio Cabral (acima) atrás das grades; mas a situação do país continua horrenda e parece estar chegando a tal grau de esfacelamento das instituições que talvez seja necessário ocorrer aqui o que aconteceu na Revolução Francesa: decepar algumas centenas de cabeças de políticos imundos na guilhotina (abaixo); assim, quem sabe, o Brasil entra nos trilhos novamente

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E o que mais espanta em todo esse quadro absolutamente assustador é como a população brasileira se mostra completamente inerte, passiva, dócil, serviçal e subserviente diante de tudo o que está acontecendo. Chega a ser um paradoxo estarrecedor e inexplicável: o Brasil se tornou um dos países mais VIOLENTOS DO MUNDO. A sociedade é bruta, bestial, selvagem e ignorante. Aqui se mata por qualquer motivo, do mais fútil (discussão e briga entre bêbados numa mesa de bar) ao mais torpe (em roubos seguidos de morte, por exemplo). Você sai para a rua para trabalhar sem saber se irá voltar vivo para casa no final do dia. Os dados já fartamente publicados em centenas de matérias na mídia impressa e eletrônica atestam: são cerca de 60 MIL ASSASSINATOS POR ANO no Brasil. Uma autêntica carnificina e guerra civil não declarada. Isso sem contar os números assustadores de atos de violência contra as mulheres (estupro incluso, óbvio), também dos mais altos do planeta. E isso também sem contar a violência policial no país, que possui um dos efetivos mais truculentos e vergonhosamente mal preparados e remunerados do mundo.

Pois é essa mesma população, tão bestial e violenta e que agride e mata o outro por qualquer motivo, que se mostra absolutamente passiva e inerte diante de toda a calhordice/canalhice que a nossa classe política nos impõe diariamente – em qualquer país minimamente sério do planeta nomes como Renan Calheiros, Romero Jucá, Aécio Neves e Geraldo Alckmin estariam atrás das grades, e não ocupando cargos públicos ou políticos. . Parecemos carneirinhos quando o assunto é algum escândalo político. Não sabemos votar desde sempre (isso é um fato inquestionável). E nos comprazemos em reclamar apenas em redes sociais, quando não estamos mais ocupados em dar likes em memes estúpidos ou em fotos fúteis, inúteis e superficiais. Isso tudo é o Brasil, o país que foi celebremente definido na frase do presidente francês Charles De Gaule: “O Brasil NÃO É UM PAÍS SÉRIO”. Nunca foi, aliás. E pelo jeito não será jamais.

O autor deste blog sempre foi contra a violência e contra matar quem quer que seja. Mas a situação do país está chegando (ou já chegou) a um tal ponto que talvez apenas uma solução RADICAL resolva a situação por aqui. Qual seria essa solução? Algo na linha da Revolução Francesa, quando a população pobre e oprimida foi PRA RUA E PRO PAU PRA VALER, e todo mundo sabe o que aconteceu: centenas de cabeças de políticos sujos e que não estavam nem aí para o populacho foram decepadas nas gilhotinas. Talvez fosse o caso de acontecer algo semelhante por aqui…

O Brasil é um país ruim? É o fim do mundo? Claro que não. Somos ainda a décima economia do planeta. O país possui uma beleza natural avassaladora (estas linhas online sabem muito bem disso pois conhecem o Brasil de norte a sul), é riquíssimo em recursos naturais e sua agricultura é das mais poderosas do mundo. Rola muito dinheiro aqui. Mas infelizmente a maior parte dessa grana gigantesca escoa pelo ralo sem fundo da corrupção. Outra parte, também gigantesca, fica nas mãos dos super ricos que existem aqui (vale repetir: cerca de 1% da população). E o resto… bien, o que sobra tem que ser dividido entre os 99% restantes da população. Não há nação e sociedade que resista a isso pelo resto da vida.

Se você leu até aqui, ótimo. Se gostou e concordou, melhor ainda. Se detestou, o painel do leitor está lá para que você faça seus comentários. Mas basicamente é isso e é essa a nova postura editorial do blog: um assunto importante do momento por post. E para abrir os trabalhos neste por enquanto mega tenebroso 2017, achamos que tínhamos a OBRIGAÇÃO de nos posicionar e falar sobre o que pensamos da situação atual do Brasil. Agora aí embaixo tem a seção “Microfonia”, mais leve e com o que reverbera (em poucas linhas) ainda na cultura pop.

É isso. Zap’n’roll, ano 14 no ar. Segue o jogo!

 

***Obs e fikadika: os textos do chapa André Forastieri (tanto no seu blog quanto na sua página no Facebook) continuam primorosos e radiografam com precisão como está a situação no Brasil atual. Um dos últimos é esse aí embaixo, que tomamos a liberdade de reproduzir no blog zapper. Leiam!

 

XXX

 

(texto postado por André Forastieri em seu Facebook, esta semana)

 

Sabemos hoje o mesmo que sabíamos no dia que Teori Zavascki morreu. O avião caiu. O juiz e os outros morreram. Foi a chuva, falha mecânica, barbeiragem do piloto? A Aeronáutica divulgou laudo dizendo que os dados extraídos do gravador “não apontam qualquer anormalidade nos sistemas da aeronave.” Foi assassinato? São dezenas, talvez centenas de pessoas que se beneficiaram da morte dele. Estão sendo investigados?

Não sabemos. Já mudamos de assunto. Agora é Eike Batista. A careca. A cela. O que ele almoça e janta. A reação dos filhos. Luma nas redes sociais. A prisão de Eike vem no momento perfeito para nos fazer esquecer Teori. Tirar o foco dos “acordos” da União com o Rio, que força arrocho no funcionalismo e privatização (e outros Estados estão na fila). Distrai da reeleição de Rodrigo Maia para a presidência da Câmara. Do acordo no Senado, com Eunício de Oliveira, o tesoureiro do PMDB, na presidência, e Renan como líder do governo.

Para não falar das “reformas” que nos aguardam, da Previdência para começar. Da ajuda bilionário às teles, da Operação Oi… a lista vai longe.

Distrai, principalmente, de Carmem Lúcia Antunes Rocha, presidente do Supremo Tribunal Federal, sempre elogiadíssima, reservada, discreta, técnica, teve até Caetano Veloso cantando para ela quando foi empossada…

Carmem Lúcia homologou as 77 delações premiadas da Odebrecht. Mantém sigilo sobre todas. O procurador geral da República, Rodrigo Janot, não pediu a suspenção do sigilo. Por quê? Não explica. Nem ela.

O sigilo vai até quando? É difícil e fácil responder. Em casos anteriores Janot pediu a Teori que fosse suspenso o sigilo. No caso de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, foram só vinte dias. No caso do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, foram 166 dias.

Agora são 77 delações, só da Odebrecht. Podem demorar vinte dias, 166 dias, mais, menos. Podem ficar pro dia de São Nunca. A delação de Otávio Azevedo, ex-executivo da construtora Andrade Gutierrez, foi homologada em 6 de abril de 2016. Até agora seu conteúdo é secreto.

E é facílimo responder. O sigilo vai durar o tempo necessário para que vazamentos seletivos abatam os inimigos políticos do governo. Até que acordos sejam feitos para que os poderosos citados nas delações negociem saídas. Até que a missão do atual governo seja cumprida.

Atenção: o governo não é o Planalto. O governo é o amálgama de interesses entre o Executivo, Legislativo e Judiciário. O que os une é a submissão ao grande Capital e a compreensão que a maioria dos brasileiros não tem noção do que acontece no Brasil, nem imaginação para sonhar com outro país, e muito menos energia para construi-lo. O que move o Brasil é a inércia.

Foi nessa prostração, na falta de proteína do nosso povo, que apostaram os governos que se seguiram à ditadura, do PSDB e do PT. Os únicos partidos de verdade do país, porque orgânicos, representantes de grupos sociais de verdade. Governaram com o pior da política brasileira. Enricaram os ricos, deram umas esmolas para os pobres, garantiram sua parte. Lambuzaram-se. É o habitual em política, aqui e em qualquer lugar – aqui com mais ganância e descaramento, talvez.

Quando a economia global virou, o cobertor encurtou. Alguém ia ter que pagar a conta. Temos uma elite ultra-privilegiada: não paga impostos, nem na jurídica, nem na física; nem imposto de herança. Tem os maiores rendimentos do planeta Terra, bastando manter seu dinheiro no banco, emprestado ao governo, que é seu empregado. Assim se empurrou a conta para a classe média, os pobres e os miseráveis. É o que Dilma fez. É o que Temer faz, de maneira ainda mais cruel e inconsequente, começando pela PEC do Teto, chamada pela ONU de “o mais radical pacote de austeridade do planeta”.

O impeachment teve outras três funções importantes. A primeira foi exterminar o PT, o que foi feito (com a devida colaboração do próprio PT, que desperdiçou seu capital simbólico e seu mandato histórico). Falta retirar os direitos políticos de Lula, o que inevitavelmente virá ainda em 2017.

A segunda missão da conspiração era, com a desculpa de que o país e os estados estão “quebrados”, forçar privatizações a toque de caixa. A preço amigo, para empresas amigas, e naturalmente com as devidas comissões enchendo os devidos bolsos. É o que está acontecendo. E o terceiro objetivo era minimizar os estragos da Lava Jato.

É evidente que os políticos no Executivo e no Legislativo não tinham como fazer tudo isso sem a colaboração do Judiciário. Mas a História é dinâmica, seus atores são múltiplos, e quanto mais complexa a sociedade, maior a probabilidade dos melhores planos darem com os burros n´água.

O Brasil não seguiu o roteiro previsto. Nem na economia e na política, que seguem afundando, nem na Justiça. A Lava-Jato é um pequeno e patético passo na direção de um Brasil mais transparente; a turma de Moro, messiânica e parcial; mas bem melhor que nada. E ver na cadeia Marcelo Odebrecht, Eike, Cunha etc. deve tirar o sono de muitos bacanas.

Que bacanas? Não sabemos. É sigilo…

Das 77 delações, conhecemos os nomes citados em apenas uma delação. Alguns famosos: Aécio, Pallocci, Romário, Skaf, Renan, Mantega, Geddel, Romero Jucá, Eliseu Padilha, Kátia Abreu, Eunício Oliveira, Rodrigo Maia. Entre os que ocupam cargo no governo: Antônio Imbassahy (novo secretário de governo de Temer), Bruno Araújo (Ministro das Cidades) , Kassab, Moreira Franco… e Temer. Faltam 76 delações. Imagine o que vem – ou viria – por aí.

Além de manter sob sigilo as delações, Carmem Lúcia faz suspense sobre o método que usará para selecionar o novo relator da Lava-Jato. A maioria aposta que ela vai optar pelo sorteio. E é muito provável que somente entre os integrantes da Segunda Turma do STF: Gilmar Mendes, Toffoli, Lewandoski e Celso de Mello. Nenhum especialmente fã da Lava Jato, para dizer o mínimo. Mesmo que fosse entre os dez integrantes do plenário, a perspectiva é nada animadora – ainda mais considerando esse sigilo sem fim e sem lógica.

A cereja no bolo: nesta quarta-feira, no mesmo dia que Carmem Lúcia determina como será a escolha do relator, também está na sua mesa uma ação que pode… transformá-la em Presidente da República.

É a ação da Rede Sustentabilidade, que questiona se um réu no STF pode ocupar a linha de sucessão da presidência. O julgamento foi inciado no dia 3 de novembro. O relator, Marco Aurélio Mello, e outros cinco ministros votaram pela impossibildade de haver réus na linha sucessória. Réus como… Rodrigo Maia e Eunício de Oliveira. Se o STF seguir nessa linha, em caso de afastamento de Temer, quem assumiria a presidência seria a presidente do STF, a própria Carmem Lúcia. É um caso chocante conflito de interesses, mas a gente não se choca com mais nada.

O que faria Teori se estivesse vivo? Jamais saberemos. Felizmente para um grande número de poderosos, ele está morto.

O conluio Executivo-Legislativo-Judiciário botou suas cartas na mesa. Ao que parece, a jogada é empurrar com a barriga a Lava-Jato, aprovar as “reformas” que der, privatizar tudo voando e chegar até 2018 fora da cadeia e com os bolsos cheios. Se a situação fugir do controle, e Temer perder o mandato, improvável, assume – veja só – Carmem Lúcia.

Com ela ou com Temer, em 2018 tem eleição e em 2019 teremos outro governo. Que será o mesmo governo. Porque será o mesmo STF e os mesmos políticos, obedecendo aos interesses dos mesmos poderosos. E segue a farsa…

São cartas marcadas. Difícil virar o jogo. Talvez o melhor seja virar a mesa.

 

XXX

 

MICROFONIA

(reverberando a cultura pop, o rock, discos, bandas, shows, livros, filmes, baladas etc.)

 

***Barão sem Frejat – a cena rock BR oitentista foi agitada logo no início do ano com a notícia da saída do guitarrista e vocalista Roberto Frejat do Barão Vermelho. Frejat, amigo pessoal destas linhas bloggers rockers há anos, criou sua identidade na banda onde atuou por mais de três décadas. Prefere agora seguir carreira solo. Os barões remanescentes (entre eles os fundadores Guto Goffi e Maurício Barros) anunciaram que o grupo segue em frente: para cantar no conjunto foi convocado Rodrigo Suricato, do grupo homônimo e revelado no programa The Voice Brazil, da TV Globo. E a turma já quer sair em nova turnê a partir de maio próximo. Daqui o blog deseja sorte e sucesso tanto a Frejat em fase solo quanto ao Barão em sua nova formação.

 

***Psicodelia e não romance na praia brava – Ademir Assunção é da velha e grande geração de jornalistas lokers/rockers da imprensa cultural brasileira que importou nos anos 80’ e parte dos 90’. E além de jornalista publicou mais de uma dezena de livros. O mais recente, “Ninguém na praia brava”, saiu no final de 2016 (editora Patuá) e Zap’n’roll está devorando o mesmo com prazer absoluto. Trata-se de uma ficção psicodélica e maluca, onde o personagem principal (o escritor chamado Ninguém) se isola numa praia onde pretende escrever um romance que depois será vendido a um grande estúdio em Hollywood, tornando o autor do livro milionário. Isso é um resumo (im) possível do livro de 192 páginas, mas ele possui um texto total desconstrutivista, não linear e repleto de referencias à cultura pop e ao rock’n’roll. Interessou? Vai na página do Ademir (que também já gravou um disco, “Viralatas de Córdoba”, que saiu há uns três anos mas sobre ele falamos melhor em outro post) no Facebook: https://www.facebook.com/ademir.assuncao?fref=ts. Ou então entra no site da Patuá: http://www.editorapatua.com.br/index.php.

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***Velhões do rock’n’roll de volta – já que o “novo” rock planetário parece estar mais morto do que vivo atualmente (tem o novo disco dos ingleses do Temples, “Volcano”, saindo agora no começo de março; já é alguma coisa), cabe à velha guarda manter-se na ativa. Depeche Mode e Blondie anunciaram seus novos lançamentos: “Spirit”, o novo do DM chega às lojas em 5 de março e a banda cai na estrada logo em seguida, jurando que dessa vez passa pela América Do Sul. Já o lendário combo new wave americano liderado eternamente pela loiraça Debbie Harry vem com “Pollinator”, que sai em 17 de maio e que traz uma renca de participações especiais (Laurie Anderson, a lenda Johnny Marr e Nick Valensi, um dos guitarristas dos Strokes). Não é por nada não mas o blog zapper bota mais fé no álbum do Blondie. A conferir ambos logo menos, sendo que as capas dos referidos CDs estão aí embaixo e também o primeiro single (áudio) extraído do novo trampo do Blondie.

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***Rock nacional pra conferir – é a estreia do quarteto paulistano Kamboja, que lançou seu primeiro cd pelo sempre venerável selo Baratos Afins. A praia dos caras é heavy/classic rock setentista (algo entre ZZ Top e Kiss), o som não é exatamente o que o autor destas linhas online curte, mas dentro do que eles se propõem a fazer é um disco de responsa. Fora que o batera é o figuraça Paulão, que também toca no Baranga e é um dos sujeitos mais queridos na cena rock paulistana. Vale a pena conferir e você pode saber mais sobre o grupo aqui: https://www.facebook.com/BandaKamboja/.

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***Prêmio especial para o jornalista loker e eternamente rocker – yep, rolou a edição 2017 do Prêmio Dynamite de Música Independente, no último dia 25 de janeiro. Zap’n’roll concorreu na categoria melhor blog mas não ganhou (quem levou foi o Tenho Mais Discos do Que Amigos). Porém fomos surpreendidos (de verdade!) com um troféu especial que ganhamos em reconhecimento à nossa trajetória de trinta anos no jornalismo musical brasileiro. Este Finaski agradece emocionado ao querido André Pomba e a toda a equipe que organiza uma das premiações mais importantes da música brasileira há mais de uma década.

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O jornalista ainda loker e eternamente rocker exibe o seu troféu especial do prêmio Dynamite, ganho em reconhecimento à sua trajetória de 30 anos no jornalismo musical brazuca

 

***E no último finde em Maringá (PR)… – rolou Noitão Zap’n’roll com DJ set matadora do blog. Foi no bar The Joy (pequeno, aconchegante e charmosíssimo na sua decoração) e a madrugada foi incrível, com discotecagem também do brother Flávio Silva. Finde incrível, ótimos sons, ótima bebida (muuuuuita vodka Skyy com energético) e o carinho e a atenção dos queridões Paty Ramirez, Vanessa e Anderson. Valeu turma e queremos voltar para nova noitada assim que possível.

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Zap’n’roll bota pra foder no noitão do blog no último finde em Maringá, Paraná: até as paredes dançaram!

 

***Duas baladas legais pra este sabadão em Sampa, 4 de fevereiro em si –  a festa K7 no Alberta (https://www.facebook.com/events/1863573717218896/?active_tab=about) e edição especial da Glam Nation (que rolava no finado Inferno Club), dessa vez no Olga 17 (https://www.facebook.com/events/632139330306508/). Escolha a sua e caia na pista!

 

 

FIM DE TRANSMISSÃO

E assim termina o primeiro postão zapper de 2017. Blog mais político e social mas ainda de olho no rock alternativo e na cultura pop. Ficamos por aqui com a alma e o coração algo cinzas pelo falecimento de dona Marisa Letícia e deixando nosso carinho, afeto e condolências à Lula e a toda sua família. Força Lulão!

E nos vemos novamente no próximo post. Até lá!

 

(enviado por Finatti às 13hs.)

TCHAU 2016! Um ano que foi do INFERNO em todos os sentidos possíveis, que já vai mega tarde e que não vai deixar saudade alguma; e para encerrar esses doze meses pavorosos com alguma alegria e dignidade o blog traz a sua modesta lista de melhores do ano (no rock e em mais alguns setores da cultura pop), além de brindar os leitores como um “presente” de ano novo: um super ensaio total NUDE e safado com um casal rock’n’roll total, uhú!

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2016 será lembrando (ou esquecido?) como o ano do horror no mundo e do inferno na cultura pop; ainda assim os últimos doze meses viram o rock alternativo ser salvo por nomes como a deusa inglesa PJ Harvey (acima) ou a revelação do indie rock brazuca, Jonnata Doll & Os Garotos Solventes (abaixo)

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Fim de jogo melancólico para um 2016 idem.

Sim, talvez Zap’n’roll esteja nos últimos tempos mais azedo e amargo e cinza na alma (seja lá o que for ela) e no coração, do que habitualmente já é. Na real (e como já bem observou mana Jaqueline, que conhece melhor do que ninguém o titular deste blog) o autor destas linhas rockers virtuais sempre foi um INADEQUADO e DESAJUSTADO emocional e existencial. E isso não vai mudar aos 5.4 de vida. Assim a melancolia perene só aumenta nesse período de festas (ilusórias e algo falsas também) de fim de ano. Festas que nunca nos fizeram grande sentido no final das contas. E o pouco que havia de sentido para nós nelas se foi em definitivo quando mama Janet se foi, há 12 anos. Talvez todo esse nosso universo perenemente cinza já esteja meio que cansando alguns (ou muitos) aqui, e por conseqüência afastando “amigos” (reais ou virtuais) e leitores, visto que a regra do MUNDO VIRTUAL é bem clara: o mundo pode estar um CAOS TOTAL (atentados terroristas com caminhões, embaixador abatido a tiros diante de câmeras de tv, Brasil vira lata na maior crise e buraco da sua história, estupidez, ignorância e neo conservadorismo se generalizando pela sociedade global, a daqui inclusa etc.) mas em redes sociais como o FACETRUQUE (ótima definição dada pra ele pelo querido capixaba Alex Sobrinho), por exemplo,  todos são MEGA FELIZES, suas vidas são PERFEITAS, o mundo está ÓTIMO e não temos nada do que reclamar – até mesmo porque precisamos fazer INVEJA a quem lê nossas postagens, não é? Então o blogger zapper deve mesmo ser um ALIEN em total desajuste, pois não se sente compelido a agir dessa forma, de maneira alguma. Prefere ser o que é, ainda que isso custe o AFASTAMENTO dos, hã, “amigos”. No entanto o blog prefere mesmo olhar o mundo com a crueza e a realidade dura que os olhos exigem ao observar o que se passa em nossa própria existência e ao redor dela. Claro, não está fácil para ninguém, diria o outro. Então por que insistir em brumas ilusórias e surreais de felicidade quando na verdade a grande maioria da humanidade vive mergulhada em matizes totalmente infelizes? Finaski escreve como sempre na madrugada (é quando o silêncio total e a solidão do ato da escrita permitem que o raciocínio tenha a reflexão e a fluidez máxima, algo que jamais se consegue durante a confusão barulhenta do dia). E escrevendo especificamente este último editorial do blog em 2016, pensamos no pouco que ainda almejamos no que resta de nossa jornada nesse mundo (e se é que existe outro além dele), que não deve durar muito mais. Pensamos basicamente em ter um livro publicado e passar alguns (poucos que sejam) anos tranqüilos morando na montanha mágica. Conseguindo isso, já nos daremos totalmente por satisfeitos. Enquanto isso não acontece e não se resolve, continuamos mergulhados nas reflexões cinzas e amargas de sempre pois apenas elas nos dão a real dimensão do quão infrutífera e cruel é a existência humana no final das contas. Afinal o ano que está terminando não traz absolutamente NENHUM MOTIVO para comemorações ou felicidade. Principalmente na esfera política, social e também na cultura pop. Aliás temos consciência de que andamos escrevendo cada vez menos sobre música (e rock) aqui. E cada vez mais sobre política, sobre angústias existenciais etc. Não é preciso refletir muito para se saber o motivo dessa postura editorial: o rock’n’roll está morto, simples. E quando dizemos isso nos referimos à renovação do gênero em si. Uma renovação quase inexistente de 16 anos pra cá. Houve ainda um espasmo de novidade e criatividade com alguns novos nomes realmente muito bons como The Strokes (no primeiro disco), Interpol (idem), Franz Ferdinand (ibidem), Arctic Monkeys, Arcade Fire, The Raveonettes e mais alguns poucos. E depois? O que vimos e ouvimos então? O silêncio paulatino das guitarras e o avanço de gêneros hoje bem mais populares no pop, como música eletrônica, rap, hip hop e as xotonas cantantes ao estilo Beyoncé, Rihanna etc. O fenômeno do desmonte do rock’n’roll se tornou algo tão sério que uma gigante lendária da indústria de instrumentos, lançou uma campanha publicitária em 2016 SUPLICANDO aos jovens para que eles NÃO DEIXASSEM DE COMPRAR GUITARRAS. E não é só na gringa que o rock está praticamente morto. No Brasil (esse tristíssimo e miserável bananão tropical, fodido e falido, total vira lata e de população/sociedade burra, ignorante e bestial em grau máximo) é a mesma situação: o rock sumiu da mídia, das rádios, da TV, de boa parte da web. A cultura pop de massa (ela também em total e franca decadência cultural e qualitativa), música inclusa no pacote, acompanha o gosto médio do que o populacho quer consumir. E nesse momento o populacho gosta e consome em doses elevadas no bananão podre a música que é a cara desses tempos estúpidos, reacionários, amorfos, anestesiados onde não há mais discussão e debate de idéias, nem transgressão ou subversão artística. É a música dos conformistas e BURROS, que aceitam passivamente e sem bater mais panela alguma ver o país afundar e ser tragado por uma crise brutal, enquanto um desgoverno golpista de merda caga e anda para todos. Qual a trilha desse bananão e dessa sociedade imbecil? Não é preciso ser nenhum gênio pra descobrir: ela está aí na boca do povo, com os hits porcos de sempre no axé burrão, no sertanojo universotário, no pagode machista e dor-de-corno de quinta categoria, no funk ostentação podrão de hits como “Tá tranqüilo, ta favorável”, “Metralhadora” e outras idiotices do mesmo calibre. E quem ainda dá alguma sobrevida ao rock são VELHOS como, por exemplo, Noel Gallagher (o gênio que carregava o Oasis nas costas e que irá fazer cinqüenta anos de idade em 2017) ou Nando Reis (o sujeito que comandou por duas décadas o baixo nos Titãs e que continua sendo um dos maiores e melhores compositores e hit makers do pop brasileiro, e que está já com cinqüenta e três nas costas). Ambos tiveram programas dedicados a eles esta semana no canal Bis (Gallagher se apresentando no Jools Holland; Nando, no “Pop na estrada”) e mostraram que ainda dão dignidade, criatividade e força ao que resta de rock’n’roll no mundo e na cultura pop. De resto um gênero que perdeu mesmo sua capacidade de renovação e isso até no indie rock brazuca, que nunca esteve tão imbecilizado, criativamente falando (sendo que há exceções nesse quadro pavoroso, claro, e algumas delas esse ano foram bandas como Jonnata Doll & Os Garotos Solventes, Rios Voadores, Trem Fantasma, The Baggios, Carne Doce e Vinyl Laranja). Ou você acredita mesmo na balela bombardeada pelo blog Pobreload e seu autor, nosso “prezado” Lucio Ribeiro (aquele eterno adolescente com síndrome de Peter Pan, mesmo estando com mais de cinquentinha de idade já, uia!), que delira com sua ilha da fantasia indie onde o indie rock nacional nunca esteve tão bem? Fala sério… Então, quando escrevemos que o rock’n’roll morreu ou está à beira da morte, é nesse sentido: de que ele não se renovou, perdeu o rumo estético e está aí, totalmente irrelevante e à deriva no final desse 2016. Bandas ainda existem aos milhares aqui e pelo mundo todo. Mas elas duram cada vez menos, são cada vez menos dignas de nota e o que gravam e postam na internet é ouvido uma ou duas vezes por quem se dispõe a ouvir o material e depois esse mesmo ouvinte já descarta o que ouviu, interessado em que está em escutar outra banda inútil e esquecível em tempo recorde. Pois fato é que nenhuma banda atual consegue mais ter prazo de validade enorme, como os grupos clássicos tiveram. Porém o rock’n’roll será eterno, sim, e justamente pelo que ele já legou de fantástico e clássico para a música mundial: todas as obras gigantes de nomes idem (Stones, Who, Led Zep, Ramones, Clash, Doors, Velvet, Smiths, Joy Division, Echo & The Bunnymen, REM, Nirvana, Oasis etc, etc, etc.) estão aí, eternizadas e registradas de forma sublime para quem quiser sempre ouvir. Então, velho que também está ficando (ranzinza? Rabugento? Talvez…) este zapper prefere ficar com os VELHOS (mas jamais obsoletos) iguais a nós, quando o assunto é rock. Enfim é isso: assim como o mundo todo e a humanidade talvez estejam mesmo no fim da sua história, o rock’n’roll pelo jeito chegou ao fim da sua. E este velho jornalista loker, que será um amante apaixonado e devotado pelo rock ad eternum, irá sim sempre amar quem fez esta história musical que foi a trilha sonora principal da nossa existência. Uma trilha que irá permanecer em nós até nosso derradeiro respirar, que esperamos não demore muitos anos mais. E pelo menos, enquanto esse último respiro não chega, esse horrendo 2016 dá finalmente seu adeus – e já vai tarde, sem deixar saudade alguma. Vamos então ao post derradeiro desse ano, com nossas modestas escolhas sobre o que achamos de melhor no que ainda resta de ótimo no rock’n’roll e na música em geral. E dando de brinde ao nosso dileto leitorado um último ensaio imagético e erótico no capricho, com um CASAL total rocker. Ao menos isso: imagens mega sensuais para fechar e colorir um pouco um ano desastroso para um mundo idem.

 

 

E no último post deste ano e que está entrando no ar nessa tarde de calor senegalesco de sextona pré virada de ano, sem notinhas iniciais. Mas apenas deixamos mais uma vez nosso rip e nossa saudade para cinco GIGANTES da história da música pop e do cinema e que nos deixaram em 2016.

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FIM DE JOGO PARA 2016, UM ANO PAVOROSO NO ROCK E NA CULTURA POP EM GERAL – MAS AINDA ASSIM O BLOG ZAPPER APRESENTA SUA MODESTÍSSIMA LISTA DOS MELHORES DOS ÚLTIMOS DOZE MESES

Yep, como já cansamos de escrever e repetir aqui nos últimos tempos, o rock’n’roll planetário e a cultura pop em geral também estão sofrendo horrores com estes tempos onde a falta de criatividade e de qualidade artística reinam no mondo pop – no rock em particular. Dessa forma estas linhas online, que sempre foram algo avessas a listas de “melhores do ano”, ficaram pasmas ao verificar como publicações gringas publicaram, ao longo das últimas semanas, zilhões de listas com os “melhores álbuns de 2016”. Listas que foram sendo regurgitadas por aqui através de blogs “vizinhos” que vivem de empurrar hypes duvidosos e inúteis aos seus já parcos leitores. E não eram listas pequenas, não: a maioria conseguiu listar 50 MELHORES DISCOS (!!!) neste ano. E até o famigeradao “Tenho mais discos que amigos” (e mais discos do que leitores também, provavelmente) conseguiu a façanha de listar igualmente 50 grandes discos nacionais para este ano que finalmente está dizendo adeus.

Na boa? Haja enrolação, embromação e boa vontade para montar essas listas. Zap’n’roll, sempre mais honesta e sabedora da falência qualitativa que se instalou no rock daqui e de fora, vai direto ao ponto. E elenca (que palavra chic, uia!) aí embaixo aqueles POUCOS que, na nossa opinião, salvaram 2016 do naufrágio completo na música e na cultura pop em geral. Veja os nossos eleitos e fique avonts para discordar, claaaaaro!

 

 

CINCO DISCOS GRINGOS GLORIOSOS NESTE TRÁGICO 2016

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  1. David Bowie/”BlackStar”
  2. J. Harvey/”The Hope Six Demolition Project”
  3. Teenage Fanclub/”Here”
  4. Leonard Cohen/”You Want It Darker”
  5. Radiohead/”A Moon Shaped Pool”.

 

 

CINCO DISCOS NACIONAIS QUE SALVARAM O ROCK E A MPB ESTE ANO

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1.Céu/”Tropix”

2. Jonnata Doll & Os Garotos Solventes/”Crocodilo”

3.Sabotage/”Sabotage”

4. Metá Metá/”MM3”

5. Rios Voadores/”Rios Voadores”.

 

 

UM FILME MARCANTE DE 2016

“Aquarius”, de Kléber Mendonça. Alguma dúvida?

 

 

UM LIVRO

“A segunda mais antiga profissão do mundo”, coletânea de textos da lenda do jornalismo brazuca que foi Paulo Francis.

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O SHOW DO ANO

Os Stones, claaaaaro!

 

 

E O MICO DO ANO

A série “O boom do indie nacional”, criada pela “ilha da fantasia indie” que é o blog Pobreloa…, quer dizer, Popload.

 

 

E PARA FECHAR BEM UM ANO PÉSSIMO, NOSSO PRESENTE DE NATAL PROS LEITORES ZAPPERS: UM CASAL TOTAL ROCKER E MEGA SAFADO/DEVASSO, WOW!

Yep, 2016 foi um ano pra lá de pavoroso em todos os sentidos, néan. E como se não bastasse todo esse pavor (crise econômica monstro, país no buraco total, violência urbana e social fora de controle, cultura pop aos pedaços e rock’n’roll planetário praticamente extinto), há ainda aquele ingrediente extra, a “cereja no bolo”: a nova mega onda conservadora planetária, que atinge todos os países, Brasil incluso no pacote.

De modos que nosso célebre tópico “musa rocker” andou sumido do blog, não é mesmo? Sim, ele hibernou por um tempo bom, até porque os tempos atuais são total refratários a qualquer tipo de “ousadia” – editorial e em blogs, inclusive.

Mas enfim, como este é finalmente o ÚLTIMO post zapper deste cabuloso (e ponha cabuloso nisso) 2016, resolvemos tirar o tópico de seu período, hã, sabático. E como uma espécie de brinde ao nosso sempre fiel e diletíssimo leitorado, trazemos para fechar bem este ano cruel não uma musa mas um CASAL ROCKER em ensaio total nude ousado, abusado e safado. Acompanhe abaixo os textos sobre quem são eles e como estas linhas online conheceu a dupla. Além de se locupletar com as imagens, claaaaaro!

 

ELA

Quem: Marcelle Louzada.

De onde: sou do mundo sou Minas Gerais. Moro no centro da São Paulo desvairada, vale do Anhangabau.

Idade: 35 anos.

O que faz: artista do corpo, pesquisadora das artes. Doutoranda em educação pela Unicamp.

Três artistas: Patti Smith, Rita Lee e Karina Bhur.

Três discos: “Horses” (Patti Smith), “Hoje é o primeiro dia do resto de sua vida” (Rita Lee) e “Selvática” (Karina Bhur).

Três filmes: “Je vos salue  Marie”, “Zabriskie Point” e “Sonhos”.

Livros: “Flicks” (Ziraldo), “Macunaíma” (Mario de Andrade) e “A revolução dos bichos” (George  Orwell).

Três diretores de cinema: Zé do Caixão, Jean Luc Goddard e Federico Fellini.

Três escritores: Ziraldo, Mario de Andrade e Italo Calvino.

Show inesquecível: Jonnata doll e os Garotos Solventes no vale do Anhangabaú em São Paulo, 2016.

 

ELE

Quem: Jonnata Araújo.

De onde: Fortaleza (Ceará).

Mora em: São Paulo, capital.

Idade: 35.

O que faz: vocalista, letrista e compositor na banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes,

Três artistas : Ramones, Dago Red (Fortaleza/CE) e Iggy Pop.

Três discos: “It’s Time For” (Jonathan richiman), “Lust for life” (Iggy Pop) e “Uhuu” (Cidadão Instigado).

Três livros: “Misto quente” (Charles Bukowski), “Junky” (William Burroughs) e “Crônica da províncias em chamas” (Airton Uchoa Neto).

Três filmes: “A noite dos mortos-vivos”, “O império contra-ataca” e “A montanha sagrada”.

Três diretores de cinema: George Romero, David Cronemberg e Lucio Fulci.

Três autores literários: Isaac Assimov, Wiliam Burroughs e Jack Kerouack.

Show inesquecível: da banda cearence Dago Red,  em 1997 no padang padang, atigo espaço de show de rock na pria de iracema em Fortaleza. Foi a primiera vez que vi uma banda de punk rock tocando algo, falou diretamente comigo, todos da banda chapados e com uma energia incrível e ao contrário da maioria de bandas punks da época, todas com letras engajadas, as letras do dago red falavam de coisas que eu sentia: tristeza, sexo, drogas, amor, ateísmo e musicalmente eu entendi o que era uma guitar band e um pedal fuzz ali. Depois disso fui na casa do Robério, o vocalista, e saí com um monte de discos emprestados: Velvet, Iggy Pop, Husker Du, Mercenárias, Smack, Inocentes, Pixies e aí minha vida mudou depois disso e achei meu som.

 

Sobre o casal e como o blog os conheceu: Marcelle e Jonnata têm a mesma idade, total afinidade cultural e intelectual e moram juntos em um aconchegante apê de um dormitório no centrão rocker de Sampa. Cercados por discos de vinil e livros, o casal leva uma vida bastante agitada: ela está fazendo doutorando na área de Humanas; ele sempre fazendo shows e cantando à frente dos Garotos Solventes, banda da qual é vocalista. Além disso Jonnata participou de várias gigs da turnê que comemorou os trinta anos do lançamento do primeiro álbum da Legião Urbana, tocando e cantando ao lado de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá ao longo de todo 2016.

E estas linhas sempre total rockers conheceu Jonnata, Marcelle e a banda há apenas alguns meses, após assistir uma apresentação do grupo durante uma peça de teatro marginal, em Sampa. Foi paixão à primeira vista pelo conjunto e agora o blog já tem os Solventes e o casal rock’n’roll no nosso coração.

Mas chega de bla bla blá, rsrsrs. Aí embaixo nosso dileto leitorado confere um ensaio fodíssimo e tesudo da dupla, especialmente para Zap’n’roll. É o nosso presente para fechar BEM este ano horroroso que foi 2016. Então deleitem-se e apreciem sem NENHUMA moderação, uia!

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FIM DE PAPO E TCHAU PORRA DE 2016

Foi um ano pra lá de terrivel, e todos já estão carecas de saber disso. E o próprio blog zapper em si também passou seus perrengues – tanto que nosso último post de 2016 está entrando no ar somente hoje, 30 de dezembro, no apagar das luzes desse ano funesto. Entonces agora é um período de férias curtas (que ninguém é de ferro), pra que possamos voltar no pique pra enfrentar um ano novo que promete ser tão terrivel quanto o velho que está acabando. E haverá como sempre mudanças por aqui no novo ano. Sendo que talvez o blog até mude de nome e de perfil editorial, mas tudo isso ainda está sendo estudado.

Por hora é isso. Voltamos por aqui lá pelo dia 20 de janeiro, se nenhum atropelo acontecer antes pelo caminho. De modos que desejamos de coração a todos um ótimo novo ano. A situação não tá mole pra ninguém e 2017 vai vir fervendo também. Então que todos entrem com o pé direito e com fé no Grande lá em cima para suportar mais uma longa jornada.

Até 2017, turma!

 

(enviado por Finatti às 16hs.)

AMPLIAÇÃO FINAL! Com um RESUMÃO político da semana, o anúncio dos primeiros (e inúteis) shows de rock internacionais de 2017 e as indicações culturais e o roteiro de baladas do blog – Em mais uma semana pavorosa e surreal para o país VIRA LATA TOTAL (esse mesmo aqui, o Brasil miserável) e atolado na MERDA até o pescoço, e com todo mundo contando os dias pro horrendo 2016 acabar de uma vez por todas, mais uma vez é o grande e VELHÍSSIMO rock’n’roll dos imortais Rolling Stones (com o seu novo e fodástico disco) que salva a todos e traz alguma alívio pra galera; e a falência geral do bananão tropical continua se refletindo inclusive na cena musical independente brazuca: neste final de semana algo melancólico fecha as portas na capital paulista o lendário bar Matrix, que foi um dos principais lares de uma cena indie que infelizmente também está no buraco e morrendo aos poucos (uma cena que vive um “boom” somente na ilha da fantasia indie estúpida criada por um certo blog “vizinho”), como iremos mostrar e comentar em detalhes neste post zapper (postão COMPLETÃO e totalmente concluído em 16/12/2016)

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O mundo está no buraco e o Brasil mais ainda; assim apenas o velho e ÓTIMO rock’n’roll nos dá algum alivio, que vem dessa vez através do novo discão dos Rolling Stones (acima), tão bom quanto o cd que os Rios Voadores (abaixo) lançaram esse ano, lutando pra se manter em uma cena independente (a brasileira) quase falida mas que ainda produz, em termos de cultura pop, musas rockers como a gataça Marcelle Louzada (também abaixo)

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FECHANDO A TAMPA DO POSTÃO: A GRANDE VERGONHA E RAIVA QUE O BLOG SENTE DE SER… BRASILEIRO – E TAMBÉM SHOWS INÚTEIS EM 2017 A CAMINHO E O FIM DO PROGRAMA DO JÔ

  • Final de semana chegou e com ele, a finalização desse post zapper. Assim, vamos a um RESUMO desta semana nesse país total fodido (pela classe política imunda e calhorda ao máximo que aliás está onde está porque foi VOTADA e ELEITA por um BANDO de OTÁRIOS e BURROS ao máximo) e vira lata que é este miserável Brasil.

 

  • PEC do fim do mundo: aprovada em segundo turno pela QUADRILHA do senado federal. Beleusma. Absolutamente TODOS IRÃO SE FODER – inclusive DIREITOPATAS e COXAS/PATOS IDIOTAS que ainda estão apoiando o desgoverno do GOLPISTA DO INFERNO.

 

  • Depoimento/delação de Marcelo Odebrecht: o CAPPO e dono da maior empreiteira do país começou seu depoimento/delação ontem, falando por 10 HORAS (!!!) na primeira rodada de informações ao MPF e à Justiça Federal no Paraná. Vai falar ainda até esta sexta-feira. Se apenas ALGUMAS LINHAS da sua delação VAZAREM provavelmente o MUNDO ACABA em Brasília. E estamos TORCENDO TOTALMENTE POR ESSE FIM.

 

  • Quadrilhas do Congresso e do Senado federal total de COSTAS para o populacho que os elegeu: alguma dúvida quanto a isso? Basta ver como foi esta semana na capital do Brasil, aquela MERDA chamada Brasília.

 

  • Protestos e pancadaria generalizada pelo país afora: yep. Teve protesto e quebra-quebra contra a aprovação da PEC dos infernos em várias capitais. Em Porto Alegre manifestantes estraçalharam vidros em portas de agências bancárias. Aqui em Sampa, na avenida Paulista, foi LINDO ver o povaréu finalmente CRIANDO CORAGEM e INVADINDO o prédio daquela escrotice gigante chamada Fiesp, e tocando o terror lá dentro com rojões, bolinhas de gude, o que fosse possível enfim. Sempre fomos contra a violência em passeatas mas estamos quase começando a concordar e a APOIAR atos como os de hoje. O país não tem mais jeito. E só quando o povão começar a ESPANCAR os políticos (na porrada mesmo, e não metaforicamente) e empresários corruptos (muitos deles encastelados dentro da porra da Fiesp), talvez comece a haver alguma chance de o Brasil sair da LAMA e do buraco no qual está metido.

 

  • Reação/repressão aos manifestantes: claaaaaro que as forças policiais entraram em ação durante os protestos desta semana e meteram cassetete, spray de pimenta e balas de borracha em quem estava protestando. Nas fotos abaixo, registradas pelo querido e ótimo fotógrafo Jairo Lavia, uma pequena “amostra” da atuação da PM SUJA e TRUCULENTA do geraldinho alckmerda (o desgovernador de SP, o “santo” segundo a delação da Odebrecht, uia!) durante a manifestação na avenida Paulista. A vítima dos PMs: uma pobre estudante (uma JOVEM e MULHER, pelamor!), DOMINADA por vários guardas e enfiada À FORÇA numa viatura apenas porque estava… protestando contra a PEC do demônio e do desgoverno golpista.

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  • País RACISTA DO CARALHO: foi o que mostrou uma das matérias da edição de quarta-feira última do Jornal Da Cultura, e que você pode assistir no vídeo aí embaixo nos comentários, a partir dos 38 minutos e 40 segundos de exibição do telejornal. A reportagem nos deixou com NOJO e LOUCOS de RAIVA: mostra como a sociedade brasileira (boa parte dela composta por uma classe média ESTÚPIDA e BRANCA, que se acha IGUAL à minúscula elite triliardária que de fato MANDA nisso aqui), que é composta em sua maioria por afro-descendentes, continua tão RACISTA quanto sempre foi na verdade. O JC mostrou uma entrevista feita com algumas pessoas, que foram instadas a analisar algumas fotos de pessoas nas mesmas situações e com os mesmos visuais. Com uma diferença: primeiramente o grupo de pessoas mostradas era de BRANCOS. O segundo grupo era de NEGROS. Veja o resultado das respostas de quem analisou os dois grupos no vídeo da tele reportagem, aí embaixo.

  • Resumindo a ópera: Finaski deve estar mesmo ficando velho, ranzinza e rabugento ao máximo. Porque a RAIVA e VERGONHA disso aqui, desse país que está se transformando em um LIXO de nação, só aumentam. Sério, quando tínhamos 20/25/30 anos, isso não estava assim. E olha que tínhamos acabado de sair de duas décadas de ditadura e de governo militar e ainda estávamos enfrentando uma hiper inflação (HERANÇA dos milicos) que no final de 1986 estava em 60% ao mês. E mesmo assim a situação não estava como está hoje, social, política e economicamente falando.

 

 

  • Bien, além desse resumão político da semana aí em cima, a sextona (16 de dezembro) está, hã, “quentíssima”: até Silas Malafaia (uia!), o pastor mega REAÇA do inferno e “exemplo” de correção moral e ética (uuuuuiiiiiaaaaa!), também acaba de cair nas garras da Polícia Federal, por envolvimento em esquemas, hã, nada éticos e morais. Ulalá! Os fiéis sentam e choram, hihihi.

 

 

  • Aí a assessoria de imprensa (administrada por um chegado destas linhas rockers bloggers) dispara e-mail BOMBÁSTICO anunciando um dos GRANDES shows internacionais de rock no bananão tropical, em 2017. Qual banda??? O “sensacional” e “imperdível”… King Diamond! Ahahahahahaha. Foi maus, o blog não conseguiu conter o riso diante da piada.

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  • Pior é a anunciada também hoje turnê conjunta no Brasil reunindo ninguém menos que… James Taylor e Elton John. Rola entre março e abril, em Curitiba, Porto Alegre, Rio e Sampa. Os ASILOS de todo o país já estão em polvorosa com a notícia, rsrs.

 

 

  • E hoje é a despedida do gênio Jô Soares de seu programa de entrevistas. Foram vinte e oito anos no ar, entre SBT e Globo. O “Gordo” vai deixar saudades e fazer muita falta, com certeza. Mas é isso. Fim de uma era, sendo que o mundo está mesmo ficando sem gênios que valham a pena em todos os setores da existência humana.

 

 

  • E é isso: 2016 vai se  despedindo sem deixar saudade alguma. Semana que vem tem o último post deste ano do blog. Nos vemos nele então. Até lá!

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Um país total VIRA LATA (o Brasil) atolado na MERDA até o pescoço.

A primeira frase do editorial que abre este penúltimo post de Zap’n’roll nesse pavoroso 2016 que está finalmente e felizmente chegando ao fim (sendo que 2017 promete ser tão horrendo quanto, se não for pior), pode ser e parecer pesada em demasia. Mas ela reflete fielmente o que o autor deste blog pensa da realidade atual brasileira – e com certeza milhões de pessoas a essa altura dos acontecimentos está pensando da mesma forma. Inclusive a nação neo conservadora de direita e COXA brasileira, essa mesma que foi pra rua pedir o impeachment de Dilma e que segue apoiando (por enquanto em silêncio e com o rabo enfiado no meio das pernas) esse desgoverno GOLPISTA dos infernos, comandado pelo vampiro e mordomo de filme de terror que ocupa nesse momento a cadeira de presidente da República. E a razão para dizermos que este bananão tropical miserável está atolado até o pescoço na MERDA plena e fedorenta decorre de mais uma semana (esta que está chegando já ao fim; a primeira parte do postão está entrando no ar na tarde de sexta-feira, 9 de dezembro) onde o INACREDITÁVEL aconteceu na terra brasilis. Quando na última segunda-feira o eminente Ministro Marco Aurélio de Mello, um dos mais dignos e confiáveis do STF (a Corte mais alta do país), expediu liminar AFASTANDO o ultra canalha, pulha e bandido Renan Calheiros de suas funções como presidente do Senado, em decisão acertadíssima vale exarar (afinal Renan tem contra ele nada menos do que ONZE inquéritos sendo analisados no STF; em um deles já é RÉU na ação, traduzindo: em qualquer país minimamente sério do planeta um sujeito desse naipe estaria na CADEIA, e não presidindo o senado da nação; mas isso aqui é o Brasil, claaaaaro), ninguém poderia imaginar, nem em sonho, o que aconteceria na sequencia. E o que aconteceu todos já sabem: Renan PEITOU o STF, se recusou a receber o oficial de Justiça da Corte pra assinar a decisão que o afastava do cargo, e ainda por cima SE MANTEVE na condição de presidente do Senado Federal. Dois dias depois o plenário do STF se reuniu em caráter de urgência pra decidir sobre o caso. O resultado do julgamento da liminar de Marco Aurélio todos também já estão sabendo: por 6 votos a 3 os Ministros do Supremo decidiram MANTER o chefe de quadrilha das Alagoas no cargo que ocupa, afastando-o apenas da linha sucessória da presidência do país. Uma decisão que significou várias paradas, entre elas: se de onde deveria partir o exemplo CORRETO de RESPEITO à Lei, isso não aconteceu, então por que você aí, cidadão comum que está enfretando uma ação penal (por qual motivo seja) vai ACEITAR uma decisão judicial desfavorável a você? Pelo jeito é mais fácil tacar o foda-se e dizer: “não vou cumprir, e daí?”. De modos que além de toda a crise pela qual estamos passando nesse momento acabamos de ver enterrada aqui também um dos preceitos BÁSICOS da Lei: a de que decisão judicial não se discute, se CUMPRE. Pelo visto nem isso mais existe nesse triste Brasil a partir da atitude de enfrentamento do “coronel” Renan, que HUMILHOU o STF – e a Corte aceitou essa humilhação de cabeça abaixada. E assim seguimos aqui… Brasília segue DESTRUINDO o restante do país. Os IMUNDOS políticos brasileiros há muito já perderam totalmente qualquer resquício de vergonha. CAGAM em cima de toda a população e legislam apenas em causa própria, como se o restante do país não existisse. Onde tudo isso vai parar, afinal? Como será 2017? Nesse momento estas linhas bloggers sempre dedicadas à cultura pop (mas falando muito sobre a situação política nacional neste editorial e nos nossos posts mais recentes, não há como fugir do tema sob pena de passarmos a impressão de que somos totalmente alienados; não é assim que agem certos blogs “vizinhos” de cultura pop?) nem se arriscam a prever algo – mas achamos que o próximo ano será igual a este, se não for pior. Por isso o que podemos fazer aqui é isso mesmo: lamentar e ficar com a alma aos pedaços ao testemunharmos pessoalmente o DESMONTE do Brasil. Um desmonte que já chegou inclusive e implacavelmente à cena musical independente brazuca. Uma cena que está quase completamente FALIDA, com bares e espaços para shows fechando, bandas acabando ou não levando ninguém aos seus shows etc, etc. Uma situação trágica e que só não é mostrada pelo nosso blog “vizinho”, aquele mesmo que vive numa delirante ilha da fantasia indie, que ENGANA seus pobres leitores (falando de um ridículo boom da cena indie nacional atual) e que não tem a coragem suficiente pra ser sincero e honesto com quem o lê. Iremos, enfim, falar desse assunto melhor nesse post que está começando agora. E também iremos escrever ao menos sobre um assunto bastante agradável: o novo discaço da maior banda de rock de todos os tempos, os Rolling Stones. Pois é… quando tudo parece realmente perdido, só mesmo o ótimo e velho rock’n’roll para dar algum alívio ao nosso coração, à nossa alma e ao nosso sistema auditivo, néan. Bora então ler mais um post zapper. Venha conosco!

 

 

  • Ainda sobre política: a metranca .100 da delação da Odebrecht começa enfim a mirar a QUADRILHA tucanalha. Será que agora o PSDBosta se FODE e CAI?

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  • Enquanto isso o digníssimo juiz Sérgio Moro mostra como é JUSTO e IMPARCIAL em sua atuação profissional, através dessa fotoca aí embaixo, que já VIRALIZOU na web.

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  • E as PANELAS, que fim levaram? Esse mesmo, aí embaixo, uia!

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  • Indo pro bom e velho rock’n’roll: o Jesus & Mary Chain, lenda gigante do rock inglês dos 80’ lança novo disco de estúdio após quase vinte anos de ausência – o último cd, “Munky”, foi editado em 1998. Pois então: “Damage and Joy”, o novo esporro sônico dos irmãos Jim e William Reid chegará ao mundo em março vindouro. Ao vivo o JMC anda capenga há anos já. Mas em estúdio eles continuam mandando muito bem. A conferir então.

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  • Quem também anunciou volta é o barulhento e experimental At The Drive In, cujo último álbum saiu em 2000’. A malokerada está em estúdio trabalhando em novo disco e já soltou no YouTube uma amostra do mesmo, a esporrenta “Governed by Contagions”. Se o cd inteiro for nesse naipe, vai ser uma paulada!

 

  • E mais notícia rocker bacanuda: o genial velhão Neil Young acaba de também soltar na web seu novo trampo, “Peace Trail”, sobre o qual falaremos melhor mais pra frente mas que você já pode escutar integralmente aí embaixo.

 

  • A nota chata da semana: o falecimento do baixista e vocalista Greg Lake, ex-Emerson Lake & Palmer, gigante do jurássico prog rock dos 70’. Lake foi pro saco vitimado por um câncer. Rip.

 

 

  • E não, o blog zapper não vai embarcar na onda de listas GIGANTES com os melhores do ano, aliás já está com o saco bem cheio dessas listas. A nossa, que será publicada no post derradeiro de 2016 (provavelmente na semana do natal), será beeeeem reduzida. Com no máximo cinco discos gringos e uns dois brasileiros. E olhe lá!

 

 

  • IMAGEM TESÃO TOTAL DA SEMANA! – yeeeeesssss! Aí embaixo um APERITIVO para o nosso dileto leitorado macho (cado) da nossa próxima musa rocker. Ela mesma, Marcelle Louzada, 35 anos de puro tesão. Fora que a garota, que faz doutorado em Sociologia e namora com o queridão Jonnata Doll (vocalista dos Garotos Solventes), é total do rock’n’roll. Vão se preparando aê e aguardem o ensaio com ela, que vai ser fodástico!

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  • Nada fodástica é a atual cena indie nacional. Que aliás está FALIDA, ao contrário do que vive babando um certo blog “vizinho”. Mas como Zap’n’roll só fala VERDADES, você confere aí embaixo um retrato FIEL e PRECISO de como anda a indie scene rock brazuca atualmente. Bora lá!

 

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ESPECIAL A REAL CENA INDIE NACIONAL ATUAL: BARES E ESPAÇOS PARA SHOWS ALTERNATIVOS FECHANDO, BANDAS TOCANDO PRA NINGUÉM ETC. E ENQUANTO ISSO O BLOG “VIZINHO” POBRELOAD CONTINUA ILUDINDO SEU LEITORADO COM SUA ILHA DA FANTASIA EDITORIAL, CHAMADA DE “BOOM DO INDIE NACIONAL”, UIA!

Está sendo mais uma semana infernal a que está terminando entre hoje (sexta-feira) e amanhã (sabadão em si). Mais uma semana onde o país vira lata total (nosso pobre Brasil) se vê cada mais vez mais atolado na merda de uma crise política e econômica (ambas alimentadas por escândalos de corrupção infindáveis) que parece interminável e que pode DERRETER por completo o país a qualquer momento. Incluso nesse derretimento total a nossa querida e, nesse momento, triste e maltratada cena musical independente.

Yep, a indie secene rock brazuca também está sofrendo com a crise monstro que se abateu sobre o bananão tropical. E como está… sinceramente, Zap’n’roll queria sempre trazer em cada novo post somente boas notícias para seu dileto leitorado. E especificamente nesse post até há ÓTIMAS notícias (o novo discão dos Rolling Stones, o novo álbum do velhão e genial Neil Young, as voltas do Jesus & Mary Chain e At The Drive In etc). Só que, INFELIZMENTE, nenhuma dessas notícias se refere ao rock brasileiro (ele existe ainda?), seja ele mainstream (ainda existe?) ou independente (está às portas da morte também). Mais IRRITANTE ainda é se dar conta de que, diante do quadro tenebroso que estamos vendo atualmente, um blog de cultura pop outrora respeitado na web BR, o Popload, escrito pelo jornalista Lúcio Ribeiro (hoje mais empresário da noite do que propriamente jornalista e blogueiro), INSISTE em iludir seu ainda fiel séquito de leitores com uma série editorial intitulada “O boom da cena indie nacional”, uma autêntica ILHA DA FANTASIA INDIE que vende a (falsa) idéia de que a cena alternativa brasileira atual nunca esteve tão bem. Não está. Aliás está atravessando um dos seus PIORES momenos desde que o autor destas linhas bloggers rockers acompanha essa mesma cena, há mais de vinte anos já.

Exagero do blog zapper? Infelizmente não – até gostaríamos que fosse exgero e pessimismo exacerbado nosso. Mas ao longo desse infernal 2016 que insiste em não morrer (mas que felizmente irá desaparecer pra sempre em mais três semanas; pena que 2017 vem aí aparentando ser tão cruel ou PIOR do que este ano está sendo, em todos os sentidos possíveis) as PÉSSIMAS notícias para a indie scene foram se acumulando durante as semanas e os meses do ano. Só o blog “Pobreload” foi vendo o contrário. E por certo nosso “vizinho” não foi vendo (e muito menos comentando) o fechamento de bares e espaços para shows lendários e históricos da noite under paulistana, como o Astronete (que encerrou atividades em 2015 mas cuja repercussão do seu fechamento permanece até hoje) e o Hangar110. Mais? Todo mundo já está sabendo que amanhã, sabadão, dia 10 de dezembro, o Matrix também vai se despedir após mais de duas décadas de funcionamento (e já falamos bastante sobre o que foi o Matrix e sobre seu desaparecimento em nosso post anterior a esse, vai lá dar uma conferida no texto) na capital paulista. Não só: o também já clássico Inferno Club, no baixo Augusta, e que durante uma década abrigou shows nacionais e gringos sensacionais (o blog assistiu ali uma inesquecível gig do grupo americano Bellrays), além de ótimas festas onde abundavam xoxotões total lokas e repletas de tatuagens, anunciou o fim de suas atividades. O club ainda irá ter eventos até o final deste mês de dezembro. Com o apagar das luzes de 2016 o Inferno também irá extinguir seu fogo.

Veja bem: no parágrafo acima o blog se deteve APENAS na questão do fechamento de espaços para shows e bares dedicados ao rock alternativo na capital paulista (e nem vamos entrar em outros pontos relativos aos espaços que ainda estão funcionando, como o fato de muitos deles simplesmente não promoverem mais shows ao vivo porque isso não atrai mais público, ou pior ainda: outros aderiram ao esquema “open bar PORQUEIRA”, com entrada a preço fixo e bebida ruim avonts mais discotecagem que mistura funk, eletronices e UM POUCO de rock’n’roll, o que tem garantido uma até certo ponto rentável sobrevida a esses espaços). Quando o assunto se amplia para bandas e locais para apresentações ao vivo então, aí o buraco parece não ter fundo. De anos pra cá a cena indie nacional CRESCEU em tamanho e quantidade de bandas? Sim, certamente. Mas ao mesmo tempo também aumentou (e muito) a indigência qualitativa e artística dessas bandas, o que acaba tornando as mesmas quase que completamente (em sua grande maioria) IRRELEVANTES para o público. Hoje em dia, graças às facilidades tecnológicas da era da web, todo mundo consegue gravar um disco até mesmo no quintal de casa. E também graças a essa mesma tecnologia todo mundo posta o que gravou na internet (no YouTube, no Instamerda, nas redes sociais e plataformas diversas, como Deezer, Bandcamp, Soundcloud e os caralho) e se sente imediatamente um pop star, ulalá! Quando o “artista” então estoura em “curtidas” na sua página no faceboquete, aí fodeu! O ego vai pras alturas e o sujeito se sente o máximo. Isso tudo é lindão… no mundo surreal e IRREAL da nuvem virtual e ilusória das redes sociais e do blog Pobreload, claaaaaro. Porque quando a banda da esquina marca um show em qualquer espelunca ainda com espaço disponível para gigs e abre evento no Facebook, com 500 “fãs” confirmando “presença” na parada e na hora surgem de fato no local apenas uns 30 gatos suados e pingados (menos de 10% do total dos que haviam confirmados VIRTUALMENTE que estariam presentes na bagaça), a CHORADEIRA é gigante, gritante e geral. E não adianta a banda da esquina ter já 50 mil fãs em sua pagina na rede social MENTIROSA: ela, a banda, irá continuar AMARGANDO fazer sets ao vivo para vinte ou trinta malucos (metade deles, vale ressaltar, entrando na faixa, com o nome na lista vip por serem amigos ou parentes dos músicos).

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As bandas The Baggios (acima, de Sergipe) e Maglore (abaixo, da Bahia) que tocaram ontem à  noite no Centro Cultural São Paulo, dentro da programação do festival SIM São Paulo: dois bons grupos que sofrem os efeitos da crise em cima de uma cena alternativa quase falida (fotos: Jairo Lavia)

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Enfim, uma situação desalentadora em todos os sentidos. E que infelizmente atinge inclusive as bandas ÓTIMAS que ainda existem na cena independente brasileira – sim, essas bandas são muito poucas atualmente, mas existem e resistem. Exemplos dessa situação trágica abundam: semanas atrás o incrível Los Porongas (do Acre e que reside há quase uma década em São Paulo) tocou para menos de cinqüenta pessoas no badalado Z Carniceria, na zona oeste de Sampa. Semanas depois foi a vez de Rios Voadores (de Brasília) e Jonnata Doll & Os Garotos Solventes (de Fortaleza mas morando em Sampalândia), duas das MELHORES bandas da atual cena indie nacional e que lançaram dois dos MELHORES discos nacionais deste ano (até o momento), também tocarem para um público bem reduzido (ainda assim e felizmente, um pouco mais numeroso do que o que viu a apresentação dos Porongas) no mesmo Z Carniceria. Quer mais? Tem mais (ou menos, na verdade): a Luneta Mágica, de Manaus, é outro nome espetacular da cena alternativa brasileira. Já estão com dois ótimos discos lançados. E mesmo assim enfrenta dificuldades atualmente para marcar shows e tocar até mesmo na capital do Amazonas, cidade natal do conjunto.

De dez anos pra cá talvez o único grupo que se tornou realmente GRANDE na cena independente (tocando atualmente sempre pra platéias com no mínimo quinhentas pessoas) é o cuiabano (também residindo em Sampa há anos já) Vanguart, descoberto por este blog mesmo há mais de uma década na capital do Mato Grosso, quando para lá fomos para cobrir um festival alternativo em pleno carnaval. E nessa última década a situação só piorou para a indie scene nacional. Bandas surgem e desaparecem aos montes, todos os dias. As que sobrevivem, mesmo tendo um ótimo trabalho, só ganham algum dinheiro quando conseguem emplacar uma apresentação em algum SESC da vida (e que paga cachês em torno de R$ 6 mil temers mesmo a grupos iniciantes), mesmo que o show não tenha público algum. Ou então conseguem boa exposição na mídia (o que não significa retorno financeiro ou de público imediato) quando se encaixam em eventos como o SIM, que está acontecendo essa semana em São Paulo: trata-se da Semana Internacional de Música, que espalhou por vários locais da cidade uma extensa programação composta de shows ao vivo, palestras, mesas de debates, exibições de filmes e vídeos etc. Tudo isso tentando atrair um público que custa cada vez mais a dar as caras em gigs de bandas indies, mesmo que algumas poucas delas sejam ótimas (a grande maioria é ruim de doer). Foi o caso dos shows acompanhados pelo blog zapper ontem à noite no Centro Cultural São Paulo, quando subiram ao palco o The Baggios (de Sergipe) e o Maglore (da Bahia). Dois conjuntos decentíssimos em suas acepções sonoras e que, milagrosamente, conseguiram atrair um bom número de espectadores para o CCSP. Detalhe: a entrada para os shows foi GRATUITA.

Fora que eventos como o SIM São Paulo só conseguem se viabilizar quando a produtora responsável consegue captar alguns milhares (ou milhões, dependendo do caso) de reais junto a patrocinadores, públicos ou privados, algo que também está cada vez mais impossível de acontecer nesses tempos mega bicudos pelos quais estamos passando. No caso do SIM (que já está em seu quarto ano de realização) a organização conseguiu bons patrocínios da cerveja Skol, da Coca-Cola, do ProacSP (programa de incentivo à Cultura do governo paulista) e do BNDES. E quem não consegue entrar numa benesse desse tipo ou não tem a sorte de descolar uma MAMADA desse naipe, se vira como pode. Exemplo desse “se virar como der” e da resistência FONOGRÁFICA independente a essa crise gigantesca pode ser vista na atuação do selo paulistano Baratos Afins, coligado à já histórica loja do mesmo nome. Capitaneada há mais de trinta anos pelo produtor Luiz Calanca (dileto amigo pessoal destas linhas rockers virtuais), a Baratos conseguiu lançar em 2016 cinco novos CDs, sendo o mais recente deles da banda de hard rock Kamboja (sobre o qual o blog irá falar melhor até o primeiro post de 2017). Mas o próprio Calanca admite que os tempos estão muito mais difíceis do que até poucos anos atrás.

É essa a REAL situação da REAL cena indie nacional. Infelizmente. Mas é claro que alguns ainda preferem enxergar a dura e triste realidade de outra forma, como o blog PobreLoad (e sendo justos aqui: prezado Lúcio Ribeiro já foi um jornalista importantíssimo na imprensa de cultura pop nacional, além de bom amigo zapper durante muitos anos; agora além de estarmos com a relação de amizade um tanto “azedada” por divergências de opinião profissional e ideológica, estas linhas bloggers lamentam que Luscious tenha se tornado um jornalista PREGUIÇOSO e quase total chapa branca, que fala bem de tudo e para quem está tudo LINDO no rock e na cena indie nacional, ahahahaha). Enquanto isso essa cena só definha. Pois o que resta a nós é justamente isso: torcer no final deste tópico especial para que a cena rock alternativa brasileira se recupere e volte aos seus dias de glória, como foi no anos 80’ e 90’. E se essa recuperação vai de fato acontecer, só o tempo dirá.

 

OS IMORTAIS ROLLING STONES ESTÃO DE VOLTA, COM UM DISCAÇO DE… COVERS DE CLÁSSICOS DO BLUES

Com cinqüenta e quatro anos de INESTIMÁVEIS e ESPETACULARES serviços prestados ao rock’n’roll mundial, os “vovôs” ingleses dos Rolling Stones (a maior banda de todos tempos, que já está acima do bem e do mal e que é o grupo supremo no coração zapper) voltam a surpreender o mondo rocker quando ninguém mais esperava lá um grande lançamento de estúdio com a assinatura do conjunto. Pois “Blue & Lonesome”, lançado pela turma de Mick Jagger, Keith Richards, Ronnie Wood e Charlie Watts há cerca de duas semanas não apenas salva o ano rock de 2016 (e até quase seu final se mostrava como um dos PIORES dos últimos tempos, em termos de novos discos), como ainda traz os RS em seu melhor momento desde, talvez, “Tattoo You”, o hoje já clássico álbum editado por eles em 1981. E detalhe: a nova obra stoniana, como milhões de fãs já estão sabendo, não traz composições inéditas do conjunto mas sim… uma impecável reunião de doze covers de clássicos do blues.

E há outros detalhes que também chamam a atenção em relação ao novo trabalho musical dos Stones. A banda não lançava um cd inédito há mais de uma década –  “A Bigger Band”, o registro de estúdio anterior, saiu há onze anos, em 2005. Pois após esse gigantesco período de “férias”, deu a louca em Jagger e cia: do nada eles resolveram se enfurnar em um estúdio em Londres, em dezembro de 2015. E não precisaram do que mais de três dias (!!!) para sair de lá com esse “Blue & Lonesome” totalmente gravado. Sendo que a opção por resgatar clássicos da história do blues a essa altura da existência da banda, parece fazer todo o sentido do mundo. Afinal e mesmo sendo quem são (a maior banda de rock’n’roll de todos os tempos), os Stones não se viram imunes à passagem do tempo e ao desgaste criativo e artístico. Tanto é que suas últimas tentativas de continuar produzindo material próprio e inédito, soaram bastante sofríveis (o citado “A Bigger Bang”), quando não francamente consgtrangedoras (caso de “Bridges To Babylon”, lançado pelo grupo em 1997 e que merecidamente desapareceu da memória até dos fãs mais mais aguerridos).

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O novo discaço da maior banda de rock de todos os tempos: só covers de clássicos do blues

Assim a opção por regravar clássicos da história do blues soa perfeitamente compreensível: ao invés de arriscar gravar novas composições inéditas e que pudessem novamente atestar o desgaste criativo do conjunto, os Stones fizeram um mergulho e uma viagem sem nostalgia às suas raízes bluesísticas – yep, a matriz sonora do grupo sempre foi o blues e o R&B, algo totalmente perceptível nos primeiros discos lançados pela banda. O resultado desse mergulho é algo portentoso: em doze faixas os “vovôs” dão sua visão sonora a canções de bluesmen lendários como Howlin’ Wolf, Memphis Slim, Little Water e Willie Dixon, de quem regravaram o imbatível clássico “I Can’t Quit You Baby” (e que anteriormente já havia sido “coverizada” por outro monstro da história do rock, o Led Zeppelin, que fez uma versão pesadíssima da música no seu disco de estréia, em 1969). Não só: os dois primeiros singles extraídos do disco (e que já ganharam vídeos promocionais) mostram a potência implementada pelo conjunto às regravações, e aí é um prazer ouvir Mick Jagger alternando vocais bluesy com solos de harmônica em “Hate To See You Go”. Ou ainda ver o trabalho de guitarra do gênio imortal que é Keith Richards em “Ride ‘Em On Down”.

Não teve erro, não deu ruim. Com “Blue & Lonesome” a maior banda de rock de todos os tempos apenas ratificou o que todos nós já estamos carecas de saber: quando os Stones querem APAVORAR, eles apavoram. E sem a existência desses velhões imbatíveis, o rock teria deixado de escrever e legar para a história da música muitas de suas paginais mais incríveis. Ainda bem que eles existem e que ainda estão aí, em plena atividade. Pois que não nos deixem órfãos tão cedo.

 

 

O TRACK LIST DO NOVO DISCO DOS ROLLING STONES

1.”Just Your Fool”

2.”Commit a Crime”

3.”Blue and Lonesome”

4.”All of Your Love”

5.”I Gotta Go”

6.”Everybody Knows About My Good Thing”

7.”Ride ‘Em On Down”

8.”Hate to See You Go”

9.”Hoo Doo Blues”

10.”Little Rain”

11.”Just Like I Treat You”

12.”I Can’t Quit You Baby”

 

 

“BLUE & LONESOME” PARA AUDIÇÃO COMPLETA, AÍ EMBAIXO

 

E OS DOIS PRIMEIROS VÍDEOS TIRADOS DO ÁLBUM

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

Disco: o novo e fodástico dos Rolling Stones, óbvio.

 

Livro: “A segunda mais antiga profissão do mundo” (editora Três Estrelas) reúne textos publicados pelo genial, saudoso e inesquecível Paulo Francis no jornal Folha De S. Paulo, nos anos 90’. É um livro ESSENCIAL para se compreender boa parte da história política e cultural brasileira nas últimas três décadas, além de uma AULA de jornalismo onde Francis, impecável como sempre foi em seu trabalho, mostra para a geração atual porque ele foi talvez o maior nome da imprensa nacional  nos anos 70’, 80’ e 90’. A escrita de PF carregava tudo o que falta à mídia nos dias de hoje: honestidade, sinceridade, virulência, cultura, informação, elegância e erudição. Ele faz muita falta. Mas ao menos podemos relembrar sua pena magnífica através desse volume imperdível.

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Gig total rock’n’roll pra hoje: os Pin Ups, ícone máximo do indie guitar noise paulistano e nacional dos 90’, continuam a toda ao vivo. E fazem a última grande balada noturna alternativa do ano hoje, sextona em si (16 de dezembro, quando esse postão está enfim sendo finalizado), lá no Z Carniceria (que fica na avenida Faria Lima, 724, Pinheiros, zona oeste paulistana). A banda sobe ao palco por volta da meia-noite e é a pedida imperdível pra hoje à noite, sendo que mais infos sobre o show você encontra aqui: https://www.facebook.com/events/1116619501802465/.

 

Evento bacana para janeiro: é o festival “Volume Morto”, qie vai rolar dia 15 do mês que vem, logo  no comecinho de 2017, em Sampa. Organizado por Jonnata Araújo (vocalista dos esporrentos e ótimos Garotos Solventes), vai reunir shows de várias bandas alternativas, exposições, performances e até LEITURAS, a cargo de Zap’n’roll (que foi convidado a participar, aceitou e ainda vai estudar o que irá ler no palco, durante um dos intervalos entre as gigs dos grupos que irão tocar). Vai ser num domingão, e promete ser bacanão sendo que voltaremos a falar do assunto após as férias do blog, que começam semana que vem. Mas você já pode ir se agendando pra curtir a parada, e se informar sobre ela aqui: https://www.facebook.com/events/2063098163916451/.

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Baladas para este finde: final de ano já aí, natal e reveillon se aproximando e as baladas under já também tirando o time de campo. Assim, fora o showzão de hoje à noite dos Pin Ups, pouco há pra se fazer neste finde em Sampa, sendo que semana que vem todo mundo já estará pensando mais é em pular fora de Sampalândia pra algum lugar sussa e sem a correria infernal da capital. Bien, hoje também tem show da lenda Harry (junto com o Garage Fuzz) lá no Torto Bar, em Santos (avenida Siqueira Campos, 800).///Sabadão? Boa pedida é ir tomar uma breja no bar teatro Cemitério De Automóveis, do queridão Mario Bortolotto, lá na rua Frei Caneca, 384, Consolação, centro de Sampa.///E domingão, como sempre, é noite de projeto Grind na Loca (rua Frei Caneca, 916), a melhor domingieira rock’n’roll de Sampa e há dezoito anos (!!!) comandada pelo super dj André Pomba. Falouzes? Então capricha no modelon e se joga!

 

E FIM DE FEIRA

Yep. Postão chegou ao fim. E com ele esse 2016 dos infernos também está indo finalmente e felizmente pra casa do caralho. Semana que vem voltamos com o ÚLTIMO post do ano do blog zapper. Publicando nele nossa rápida e pequena lista com os melhores discos do ano. E TAMBÉM, de presente de natal, um ENSAIO FOTOGRÁFICO rock’n’roll que vai enlouquecer nosso dileto leitorado, ainda mais nesses tempos total reaça em que estamos vivendo. Pela primeira vez o blog irá mostrar um CASAL rocker bacaníssimo em sua INTIMIDADE. Ficou curioso? Beleusma: deixamos já aí embaixo, pra fechar este post, um APERITIVO do que virá na semana que vem. Apreciem sem moderação. E até a próxima!

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(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 16/12/2016 às 17hs.)

AMPLIAÇÃO FINAL, falando do fechamento (infelizmente) de mais uma casa clássica do circuito alternativo paulistano, além de comentar sobre os novos discos dos Rolling Stones e dos Raveonettes e também dando o roteiro cultural e de baladas do blog – Em post especial o blog zapper sempre antenado apresenta o Holy White Hounds, nova banda que está dando o que falar no circuito indie dos EUA (e, de quebra, ainda traz uma entrevista com a turma) mas ainda total desconhecida no Brasil; o fim (infelizmente) de mais uma LENDA do circuito de bares alternativos da noite rocker paulistana; com o final de mais um ano (esse trágico e pavoroso 2016) chegando damos um “recuerdo” em algumas das melhores e mais gatíssimas musas rockers que já passaram pelo blog, repostando uma seleção de fotos tesudíssimas das garotas; e dessa vez o papo é seríssimo: 2017 será mesmo talvez o último ano de um espaço virtual (esse aqui mesmo) que há treze anos dá o que falar na blogosfera BR dedicada ao rock alternativo e a cultura pop; e mais um ano na vida do já velho (mas jamais obsoleto) jornalista rocker/loker e que está completando hoje 5.4 de existência (postão ampliado e total finalizado em 2/12/2016)

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O novo post do blog entra no ar no dia em que o jornalista eternamente rocker completa mais um ano de vida, motivo para celebrar com boas novidades no indie rock como a banda americana Holy White Hounds (acima) e também para recordar momentos da trajetória jornalística do zapper (abaixo, ao lado do guitarrista Dado Villa-Lobos, eterno Legião Urbana) e de algumas das MELHORES musas bocetudas que passaram por Zap’n’roll nos últimos anos, como a sempre total delicious Jully De Large (abaixo)

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FECHANDO O POSTÃO: O DESGOVERNO GOLPISTA METENDO NO CU INCLUSIVE DA COXARADA QUE O APÓIA, POR QUE OS STONES SÃO FODA MESMO VELHOS E O MERDALLICA NÃO, O NOVO DISCO DOS RAVEONETTES E O FECHAMENTO DE MAIS UM INCRÍVEL BAR ROCK DE SAMPA

  • Madrugada no pequenino infinito particular do zapper maloker. Passam dois clips em sequência na MTV – yep, o jornalista blogger geralmente deixo a TV ligada no canal musical (ou em outros, vai zappeando de quando em vez pra ver se tá passando algo bacana no Bis, no Canal Brasil ou nos canais de filmes), som baixinho, enquanto lemos ou teclamos na tela do note. Os vídeos em questão são dos novos singles do MERDALLICA e da banda suprema do nosso coração, os velhíssimos e até hoje bacaníssimos e insuperáveis Rolling Stones. Pois então, a audição/visão dos dois um atrás do outro (de resto, já estão há algum tempo no YouTube) permite a qualquer pessoa mais racional e imparcial concluir o óbvio: enquanto o hoje INSUPORTÁVEL quarteto heavy merdal americano repisa clichês musicais ad infinitum e passa vergonha alheia total com uma sonoridade que emula da pior forma possível o que eles já fizeram muito bem, os velhinhos ingleses, quase duas décadas mais velhos que os integrantes do Merdallica, dão show de bola: ao invés de se arriscar a gravar material inédito (e possivelmente ruim) para um novo disco de estúdio, os Stones reviraram um baú de clássicos do blues e saíram do estúdio com um compêndio de faixas escritas por gigantes como Howlin’ Wolf, Memphis Slim, Magic Sam, Little Water e Willie Dixon. Nunca é demais lembrar: a essência do som stoniano é o blues e o R&B, que formatou as melodias e as letras magistralmente compostas por Mick Jagger e Keith Richards. Assim “Blues & Lonesome”, o novo álbum das Pedras Rolantes (o primeiro de estúdio em mais de uma década) chega ao mundo hoje, 2 de dezembro, quando este postão está sendo enfim finalizado. Foi gravado em apenas e inacreditáveis duas semanas, em um estúdio em Londres. E já chega com pinta de DISCAÇO, a julgar pelo que a banda mostra no vídeo de “Hate Too See”. É um prazer auditivo inenarrável ver um “velhinho” como Jagger (que está com 73 anos de idade!) dando sangue nos vocais e inclusive debulhando uma harmônica, além do restante do grupo que também mata a pau na moldura instrumental.

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Os Rolling Stones (aqui, em imagem clássica dos sixties): mesmo VELHÕES eles continuam FODÕES

  • Já o pobre Merdallica… dá engulhos e irritação ver/ouvir o vídeo de “Moth Into Flame” (do novo disco dos velhacos merdaleiros cafonas, “Hardwired… To Self Destruct”). Um amontoado de clichês e POSES regurgitando o que o conjunto já fez e repetiu zilhões de vezes ao longo dos seus 35 anos de existência. Só para soltar essa BOMBA nova o quarteto levou OITO anos. E passou quase um ano no estúdio gravando essa porqueira que certamente ainda vai faturar alguns milhões, tirados dos bolsos dos eternos fãs otários – essa porra de banda, inclusive, é o headliner do Lollapalooza BR 2017, na primeira noite do festival. Na boa: o Merdallica já deveria ter pedido pra sair há uns 20 anos, pelo menos. Seu heavy/thrash merdal BURRÃO, reacionário, machista, envelhecido, ultrapassado e conservador é bem a cara da humanidade atual. E é TUDO o que o rock’n’roll NÃO precisa nos dias de hoje.

 

 

  • A imunda política brasileira deu mais um show de sujeira e oportunismo aproveitando a comoção nacional pela desastre aéreo que vitimou todos os jogadores da Chapecoense, e na calada da madrugada de ontem (quinta-feira) RETALHOU o projeto contra a corrupção durante a votação do mesmo no plenário da Câmara em Brasília. O que foi aprovado se transformou em uma colcha de retalhos do que era o texto original. Beleusma. Com isso a Lava Jato ameaça ir pro saco. E a COXARADA BURRA, estúpida, egoísta e idiota pressentido que vai se foder também, voltou a BATER PANELAS (ulalá!) na noite de ontem. Pois que os coxas se FODAM e levem no CU desse desgoverno golpista sem dó, como nós (que não apoiamos e nunca iremos apoiar essa QUADRILHA DE BANDIDOS que assumiu o poder no país vira lata de população otária) já estamos levando.

 

 

  • A sempre legal dupla dinarmaquesa The Ravevonettes ainda vive! Anunciaram disco novo agora para dezembro e já soltaram single novo do mesmo, a noise e tristonha “Fast Food”, que você pode conferir aí embaixo, junto com os vídeos do Merdallica e dos Stones, citados mais acima.

 

  • Também vai sair single novo dos imortais Smiths (outra das cinco bandas da nossa vida). Trazendo versões demo remixadas e nunca antes lançadas de “The Boy With The Thorn In His Side” e de “Rubber Ring”, sendo que o blog tinha esse single magnífico em vinil de 12 polegadas e rotação 45rpm, que compramos quando ele saiu no Brasil, lá na saudosa Devil Discos, na galeria do rock (isso lá por 1986…)

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  • Fechando a tampa: ainda estamos chorando, viúvas que somos, o fim do Matrix bar em Sampa. E nem nos recuperamos da notícia e estoura outra bomba já quase no final desta semana (o blog está sendo finalizado na sextona em si, 2 de dezembro): o Inferno Club, um dos mais tradicionais espaços do rock underground no baixo Augusta (na capital paulista), também acaba de anunciar que vai encerrar atividades agora em dezembro após uma década de ÓTIMOS serviços prestados ao rock’n’roll. Zap’n’roll perdeu a conta das noites sensacionais que passou por lá, assistindo gigs inesquecíveis de grupos nacionais (Vanguart, Forgotten Boys etc.) e gringos (como o americano Bellrays, que foi realmente fodástico). E também perdeu a noção das loucuras que aprontou por lá, como a que está registrada na imagem abaixo: o jornalista loker/maloker fazendo BACKING VOCALS (uia!) na música “Do amor de morte”, durante um dos inúmeros shows que o sempre bacanudo grupo Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria apresentou por lá. Estas linhas online estão em contato com o chapa Joe Klener (o proprietário do Inferno), para que ele diga algumas palavras rápidas sobre o fechamento da casa. E colocamos suas declarações aqui assim que elas chegarem até nós. Mas de qualquer forma é isso: 2016 que não acaba nunca vai fechando sua conta funesta como o ano MAIS PAVOROSO para a cena independente nacional nos últimos tempos. E ainda tem “brog” ilha da fantasia indie que ENGANA seus leitores (né, Popload…), insistindo na tese de que a cena indie nacional vive seu melhor momento. Ahahahahahaha.

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Zap’n’roll faz a linha rock star, cantando com Daniel Belleza no Inferno Club (que infelizmente vai fechar) em Sampa, anos atrás

  • Adendo: já está EVIDENTE que o avião da tal Lamia que caiu matando quase todo o time da Chapecoense, foi pro saco por falta de combustível. Ou seja: ele deveria ter sido REABASTECIDO antes do seu destino final. E não o foi, por aparentemente CONTENÇÃO de GASTOS. E assim fica mais uma vez demonstrado que a GANÂNCIA e IRRESPONSABILIDADE humanas não têm limites. E essa ganância sem limites produziu mais uma tragédia (que poderia ter sido evitada), ceifando 71 vidas.

 

 

  • É isso. Agora fim de transmissão mesmo! Semana que vem estamos na área novamente, no penúltimo post do blog neste pavoroso 2016.

 

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5.4 de existência rocker.

Não é fácil chegar a quase cinco décadas e meia de uma vida que foi, quase toda ela, movida a paixão por conhecimento, por cultura pop, por rock’n’roll – e também por muito sexo e drogas. E se até alguns anos atrás muito inimigos covardes e ferozes de Zap’n’roll acusavam (através de postagens fakes no painel do leitor deste espaço virtual) o autor deste blog dos mais variados absurdos, entre eles o de escondermos nossa idade (por algum tipo de problema emocional em relação a isso) hoje, quando completamos mais um ano nesse mundo sempre cinza e bastante desalentador, o já velho (mas nunca obsoleto) jornalista não tem o menor pudor em assumir seus cinqüenta e quatro anos de vida, que estão sendo completados hoje, sábado. E num (quase impossível) resumo dessas mais de cinco décadas o jornalista zapper pode se gabar de ter tido uma trajetória profissional e pessoal de fato total rock’n’roll. Até o momento foram trinta anos de jornalismo musical (trabalhando/colaborando e escrevendo nos principais veículos de mídia impressa do Brasil, e também produzindo textos e material jornalístico para a chamada imprensa alternativa), treze deles dedicados apenas a este blog. E com passagens por revistas como Somtrês, IstoÉ, Bizz, Interview e Rolling Stone, além de jornais como FolhaSP, Estadão e Gazeta Mercantil, o autor deste espaço online viu e ouviu muito ao longo dos anos. Escutou zilhões de discos e bandas, perdeu a conta de quantos shows e filmes assistiu, de quantos livros leu, de quantas milhões de enfiações de pé na lama em álcool e drugs participou em baladas loucas na noite sem fim de Sampa e em muitas outras cidades pelo país afora. Foram no final das contas tempos gloriosos e bacanas e onde tudo era muuuuuito diferente do que é hoje. O mundo era  muito mais liberal e menos careta no comportamento, as pessoas respiravam e buscavam informação e cultura que valia a pena, não havia intolerância de ordem comportamental, social, sexual, político, religiosa ou de raça. Não havia (não nos níveis que vemos hoje em dia) moralismo hipócrita e conservadorismo exacerbado dominando o pensamento das pessoas. E o mundo e a raça humana pareciam mais felizes, enfim. Trinta anos depois estamos como estamos: a humanidade parece ter regredido aos tempos da Idade das Trevas no pensamento e em seu comportamento. Uma nova e assustadora onda mega neo conservadora de direita avança por todo o planeta (nos EUA, na Europa e também aqui no bananão brazuca) e isso, no final das contas, se reflete também no rock’n’roll e na cultura pop atual. Ambos nunca estiveram tão irrelevantes, desinteressantes e conservadores como nos dias que correm. Talvez por isso mesmo estas linhas bloggers rockers estejam cada vez mais com dificuldade de encontrar boas pautas para publicar aqui. E talvez também por conta disso nós finalmente iremos dizer adeus ao nosso dileto leitorado (que nos acompanhou durante todos esses anos) agora em 2017. Claro, se estas linhas zappers chegarem mesmo ao seu fim iremos produzir outro blog, com um possível leque mais amplo de assuntos a serem abordados em nossa linha editorial. Mas por enquanto ainda seguimos aqui e fazendo o que sempre fizemos bem ao longo de três décadas de jornalismo musical e cultural: indo atrás de novidades – e nesse post que começa agora, entrando no ar em pleno dia dos nossos 5.4 de vida, a novidade se chama Holy White Hounds, nova banda bacana do circuito indie americano e que é apresentada aos brasileiros pelo nosso corespondente nos Estados Unidos, Felipe Almeida. É a forma de nos manter aqui, ao lado de quem nos lê: velhos já, sim. Mas nunca obsoletos, rsrs. É a melhor forma de comemorarmos mais um ano em um mundo e em um planeta que, definitivamente, não é mais o mesmo e que já foi muito mais legal. Então o que nos resta é continuar sendo essa autêntica trincheira de resistência, para que este velho mundão novamente assombrado por reacionarismo e populismo fascista sobreviva a tudo isso e, quem sabe, volte a se tornar novamente um lugar bacana pro ser humano viver e ser feliz.

 

 

  • O blogão não é essencialmente sobre temas políticos (mas está, de alguns pra cá, cada vez mais político em suas postagens). Mas entrando no ar no sabadão em que o sujeito aqui chega aos 5.4 de existência, não dá pra deixar de abrir as nossas notinhas iniciais sem mencionar a morte daquele que talvez tenha sido o maior mito político da humanidade no século XX. Véio Fidel Castro se foi enfim ontem, aos noventa anos de idade. Você pode amá-lo ou odiá-lo. Mas jamais ignorá-lo. É isso: o mundo realmente chegando ao fim. Ao menos como o conhecíamos. Rip.

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  • E foi a semana, na política, em que a IMUNDICIE continuou avassalando Brasília. Pelo menos Geddel, o pilantra, foi defenestrado. Já é o SEXTO ministro do desgoverno GOLPISTA a ter que ser ejetado de sua cadeira. Agora o sempre valente PSOL vai pedir o impichamento do próprio mordomo de filme de terror que ocupa o Palácio do Planalto. Vamos ver se rola…

 

 

  • E já indo pra música e pro rock’n’roll: o novo álbum do MERDALLICA, lançado na semana passada, teve o que merecia: ser ignorado pelos fãs e levar várias porradas das resenhas mais honestas e corajosas, publicadas pela rock press mundo afora. Vem cá: você acha que esses VELHOTES total OBSOLETOS ainda merecem algum crédito de alguém? Pensa…

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O Merdallica PEIDOU seu novo disco e teve a acolhida merecida: fãs nem aí e crítica dando porrada no cd

  • A edição 2016 do SIM São Paulo (Semana Internacional de Música) que rola na capital paulista de 7 a 11 de dezembro próximo, vai ter dezenas de atrações bacanas como shows, palestras, debates etc. envolvendo o povo que ainda faz a cena alternativa musical funcionar. E um dos destaques da programação será a estréia nacional do documentário “Supersonic”, que desvela em detalhes o início da carreira do amado Oasis e a ascenção do grupo dos manos Gallagher na Inglaterra, nos anos 90’. A exibição acontece dia 10 de dezembro no Centro Cultural São Paulo (que fica na rua Vergueiro, 1000, zona sul da cidade), às três e cinco da tarde e a entrada é gratuita (os ingressos precisam ser retirados com uma hora de antecedência). Claaaaaro que estas linhas online prevêem que vai haver tumulto pra assistir o filme mas iremos lá, TENTAR ver o mesmo. Já a programação completa do SIM você pode conferir aqui: http://www.simsaopaulo.com/pb/.

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O super documentário do Oasis: passa dia 10 de dezembro em Sampa, dentro da programa do SIM

  • E a situação anda preta, mas tão preta para o rock’n’roll mundão afora que a lendária marca de guitarras Fender vai lançar uma campanha nos EUA, para IMPLORAR aos jovens para que eles NÃO DEIXEM DE COMPRAR… guitarras! Jezuiz…

 

 

  • E ELA continua sendo um BO CE TA ÇO. Quem? Miss Luciana Gimenez, claaaaro! A comprovação está aí embaixo, nessa foto que ela postou em seu Instagram, anteontem. É, véio Mick Jagger passou mesmo muito bem anos atrás, hihihi.

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  • Final do ano chegando (acaba logo 2016, que você não vai deixar NENHUMA saudade) e começam a pipocar as já célebres e maletas listas de melhores do ano. Uma das primeiras é a do top 50 da NME, sendo que ela dá bem a dimensão de como o ano foi RUIM para o pop e o rock – aliás a música só PIORA de qualidade de anos pra cá, já repararam? Pior são os nossos queridos blogs “vizinhos” (como o inefável Pobreloa…, quer dizer, Popload), que ainda fazem o maior carnaval em torno dessas listinhas meia boca, ulalá! Enfim, se alguém quiser conferir a tal lista da NME, vai lá: http://www.nme.com/list/nme-best-albums-2016-1869261.

 

 

  • E não, Zap’n’roll não vai aderir a essa bobagem de publicar listas esse ano. O blog quer mais é que 2016 desapareça o mais rápido possível, sendo que 2017 também promete ser tenebroso para o rock e para a cultura pop. Infelizmente…

 

 

  • Mas nem tudo é tristeza e lágrimas, uia! Hoje o blogger loker zapper comemora mais um aninho de vida. E pra comemorar não tem melhor jeito: vai rolar DJ SET FODONA do blog neste domingo (leia-se amanhã) no projeto Grind, a domingueira rock mais clássica e classuda da noite paulistana, há 18 anos no ar! Acontece na Loca, que fica lá na rua Frei Caneca, 916 (pertinho do metrô Consolação, região central de Sampa), a partir da meia noite. Cola lá que iremos garantir sua diversão com muito anos 80’, pós-punk e britpop na pista, uhú!

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  • Mas enquanto o domingão não chega e com ele nossa discotecagem no Grind, bora ler aí embaixo sobre a nova sensação do indie rock americano, o Holy White Hounds.

 

 

EXCLUSIVA DO BLOG ZAPPER – DIRETO DOS EUA ENTREVISTAMOS O HOLY WHITE HOUNDS, NOVA SENSAÇÃO DO INDIE ROCK AMERICANO

 

(por Felipe Almeida Nally, de Orlando/EUA, especial para Zap’n’roll)

 

Des Moines, a Capital do pacato Estado de Iowa, é mais conhecida aqui nos Estados Unidos como um dos principais pólos do Agronegócio e do ramo de seguros. Distante dos principais centros culturais como Nova Iorque, Los Angeles e Chicago, a cidade é responsável por abrigar uma das bandas mais interessantes da nova cena alternativa, o Holy White Hounds.

Fundada pelo vocalista Brenton Dean e pelo baixista Ambrose Lupercal a banda iniciou as atividades em 2005, porém só em meados de 2013, com a entrada do guitarrista James Manson e do baterista Seth Luloff, o quarteto começaria a pensar e compor o que seria o album de estréia, “Sparkle Sparkle (Razor & Tie)”, lançado em 2015.

A banda esta na segunda perna da turnê norte americana de divulgação do CD, abrindo os shows dos The Pretty Reckless, e bateu um rápido porém muito bem humorado papo com Zap’n’Roll, minutos antes da apresentação na lendária casa de shows House Of Blues, de Orlando. Os principais trechos da entrevista você confere aí embaixo.

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O quarteto americano Holy White Hounds: Pixies e Franz Ferdinand entre suas influências

Zap n Roll –  A banda tem pouco mais de 10 anos de existência, porém somente em 2015 o álbum de estréia foi lançado. Por que demorou tantos anos?

 

Brenton Dean – Eu e o Ambrose (baixista) começamos a tocar juntos em 2005, mas ainda não era muito serio, e sabíamos que não estávamos ainda preparados para gravar um álbum, esse processo demorou alguns anos, até que há aproximadamente 3 anos e meio o James e o Seth entraram para a banda, e as coisas começaram a tomar forma. O álbum foi produzido pelo Brandon Darner, que ja trabalhou com Imagine Dragons e Radio Moscow, ou seja um produtor tarimbado e que soube extrair a sonoridade que estávamos procurando.

 

Zap n Roll – “Switchblade”, o primeiro single do álbum, virou uma espécie de hit alternativo, as principais college radios daqui tocam a música varias vezes por dia, e esta há semanas no Top 10 Alternativo. Como vocês estão lidando com isso?

 

Brenton – Cara, é incrível, e realmente é isso que você falou, a musica é uma das mais tocadas no pais, é surreal. Inicialmente pensávamos que tocaria bastante na nossa cidade natal, mas a musica chegou ao primeiro lugar das paradas de alternative Rock, e superou nossas expectativas. Gravamos um clipe que esta com aproximadamente 400 mil visualizações no YouTube e estamos tocando muito, inclusive este show é parte da segunda perna da turne norte americana, que tem rodado a America toda.

 

Zap n Roll – Fale um pouco das influencias musicais da banda?

 

Brenton – Bom, quando iniciamos a banda ouvíamos muito The Hives, Franz Ferdinand e Nirvana. Depois, outras influências foram adicionadas, você cresce e ouve outros gêneros musicais, mas fazemos questão de tentar soar o mais original possível, claro que vira e mexe somos comparados com esse ou aquele artista. Pessoas dizem que temos uma dose de Queens of The Stone Age, uma pitada de Beck, um tempero de The Pixies, mas a gente procura não dar muita atenção e continuamos fazendo nosso som, sempre buscando algo autentico e original.

 

Zap n Roll – O fato de a banda ser de Iowa, distante de Nova Iorque e Los Angeles, atrapalha de algum modo a carreira do grupo?

 

James Manson – Na verdade, não. A banda mais conhecida da nossa cidade é o Slipknot, que tem uma sonoridade totalmente diferente da nossa e que coincidentemente eu morava perto de um dos caras. Mas hoje em dia com as mídias sociais, a musica chega em todos os lugares. E é legal eu falar algo. Apesar de termos um single em primeiro lugar nas paradas de Rock Alternativo quem dirige a van somos nós, ou seja, ainda precisamos percorrer um longo caminho, estamos no inicio mesmo. Nós montamos o palco, cuidamos do merchandise e tocamos. Aqui não tem frescura e nem vaidade, talvez por isso conquistamos o respeito de bandas com que temos nos apresentado juntos, como Cake, Cage the Elephant, Rob Zombie e agora os caras do The Pretty Reckless e dos The Struts.

 

Zap n Roll – Falando em tours, como esta sendo essa segunda parte dos shows?

 

Brenton – Está sendo muito legal, confesso que é bastante cansativo porque como te disse anteriormente, nós fazemos tudo. Nossa equipe é muito enxuta e dirigimos a van para os shows, alem de cuidarmos da venda de merchandise e montagem do palco, isso desgasta bastante. Temos feito shows praticamente todos os dias, então às vezes no dia off, passamos de repente 12 horas dirigindo para o próximo show, em outro Estado. Serão quase 35 shows, mas daremos conta do recado! (risos)

 

– James: Nos últimos 3 dias, se eu dormi  mais de 2 horas por noite foi muito, mas amamos fazer isso, e é o que escolhemos. É uma carreira muito difícil, sabemos dos sacrifícios, sentimos falta da família e de casa, mas agora é a hora da banda mostrar para que veio, e tocar para o maior numero de pessoas na America toda.

 

Zap n Roll – Daqui a pouco vocês sobem ao palco. O que vocês gostariam de dizer ao publico Brasileiro?

 

Brenton – Em primeiro lugar, muito obrigado pela oportunidade. A Zap n Roll é o primeiro veículo de comunicação do Brasil e da America do Sul que conversamos. Seria uma honra ir ao Brasil tocar. Obviamente sabemos da existência do Rock in Rio, que é um dos maiores festivais do mundo, da chegada do Lollapalooza em São Paulo, e lembro que você me contou desse festival anual realizado também em São Paulo…

 

Zap n Roll – Virada Cultural?

 

James – Exatamente. É incrível que uma cidade produza um evento que dure 24 horas seguidas, e tenha um monte de palcos espalhados pela cidade, de todos os estilos musicais. Muito interessante. Quem sabe, após a entrevista, a gente seja convidado, iríamos correndo! (risos)

 

Brenton – Ah, queria dizer também: Brasil, vocês estão com tudo, são a bola da vez. Continuem com essas mulheres incríveis, com esse povo animado mas não esqueçam de estudar, ou seja, tenham o pacote todo! (Risos)

 

Quer conhecer mais sobre a banda? Vai aqui: https://www.facebook.com/holywhitehounds/?fref=ts. Ou aqui: http://www.holywhitehounds.com/.

 

 

HOLY WHITE HOUNDS AÍ EMBAIXO

No video de “Switchblade”

 

O FIM DE MAIS UMA LENDA DA NOITE ROCKER ALTERNATIVA DE SAMPA

O mundo como o conhecíamos (e ele era ótimo até bem pouco tempo atrás) definitivamente não existe mais. E o mais recente capítulo final desse velho e saudoso mundo será agora, em 10 de dezembro. É quando irá fechar as portas o Matrix Bar Rock’n’roll, uma das últimas grandes instituições da noite alternativa da capital paulista.

Aberto em 1995 pelo popular Gigio (que antes já havia sido dono do Hoellisch, na praça Roosevelt, e também do Der Temple, na rua Augusta, sendo que foi neste que Kurt Cobain e Courtney Love passaram a madrugada se entupindo de cocaine, bolas e álcool após o show que o Nirvana fez no festival Hollywood Rock, no estádio do Morumbi, em janeiro de 1993) na rua Aspicuelta, na Vila Madalena (bairro boêmio, território de artistas e músicos e repleto de bares, restaurantes e ateliers de arte, na zona oeste paulistana), o Matrix logo se tornou um dos principais espaços para o rock alternativo em Sampa. A pista de dança era (e é, até hoje) minúscula, não havia (como nunca houve) palco para as bandas se apresentarem mas nada disso importava: o som dos DJs (no auge da casa, comandado por Aldo e Sérgio Barbo) era o MELHOR da noite under rocker e maluca, todas as bandas bacanas da indie scene paulistana dos 90’ tocavam lá e o buteco vivia lotado, principalmente de gatas lokas, deliciosas, tatuadas e xoxotudas – e sempre dispostas a ter atos LIBIDINOSOS com você, se o seu papo fosse bom e elas fossem com a sua cara.

E na porta, em pessoa e controlando o fluxo de clientes, ficava sempre o próprio Gigio, o dono da bagaça. Com seu eterno e imutável visual rockabilly, cara sempre fechada e mau humorada, ele ostentava uma feição de poucos amigos tipo “não me enche senão leva porrada!”. E por conta dessa cara “feia” e nada amiga, Gigio colecionou “elogios” ao longo dos anos como, por exemplo, “o sujeito mais antipático do circuito rock paulistano”. Pois é bom que se diga aqui e que se faça justiça a ele: além de ter sido proprietário de alguns dos espaços mais importantes para a cena alternativa da cidade nos anos 90’ e início dos 2000’, pelo menos com o autor deste blog Gigio sempre foi um LORDE e a educação em pessoa. Fora que nunca paguamos pra entrar no Matrix (afinal, além de ser jornalista que vivia envolvido com a cena under paulistana, o zapper loker era conhecido do Gigio desde o Hoellisch). Então passamos boa parte dos nossos anos loucos (entre 1995 e 2005, mais ou menos) indo sem parar no Matrix. E lá o loki aqui bebeu e deitou a napa com gosto nos banheiros do bar, além de dançar muuuuuito naquela pista. Teve uma época, inclusive, que Gigio resolveu fazer uma permuta com Zap’n’roll. Em troca de um banner no blog tínhamos uma consumação mensal generosa lá. Foi o caos, claaaaaro: Finaski saía invariavelmente detonado do buteco, após zilhões de doses de whisky com energético e muitas aspiradas em carreiras gordas de padê.

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Zap’n’roll METENDO O LOKO em DJ set insana no Matrix Bar, em 2001 (há quinze anos!) em Sampa; a lenda da noite rocker paulistana fecha as portas agora dia 10 de dezembro

Mas tudo o que é bom um dia chega ao fim, né? Foi há umas duas semanas que num papo com o também DJ Fabiano, lá na loja Baratos Afins, que ficamos sabendo que o Matrix vai fechar as portas, após 21 anos de ÓTIMOS serviços prestados ao povo que ainda curte rock alternativo em São Paulo. Tão importante quanto foi o Madame Satã e o Espaço Retrô (outras duas lendas da noite alternativa de Sampalândia em todos os tempos) nos anos 80’ e 90’ e, mais recentemente, o Astronete (já nos 2000’), o Matrix chega ao fim por alguns motivos como queda no movimento (não ta fácil pra ninguém e o país está mesmo no buraco, e sem melhora da situação à vista), queda do rock como o gênero musical preferido pela molecada (que, de fato, é quem sustenta a noite, e a molecada está cada vez mais EMBURRECIDA culturalmente e gostando cada vez mais de pop/dance eletrônico boçal, ou então de funk ostentação de quinta categoria, que é o que toca atualmente em bares MENTIROSOS no baixo Augusta, que se dizem de rock, e até já foram do rock, mas hoje entopem de gente graças ao open bar porqueira que fazem e a tocar funkeiras podreiras) etc. E, por fim, tem a questão do próprio Gigio: ele mora há anos em Florianópolis (Santa Catarinha) e vem todos os finais de semana (de avião) pra Sampa, pra cuidar do bar. O sujeito tá ficando velho (deve ser um pouco mais véio do que o sujeito aqui) e deve estar com o saco cheio já. Nós estaríamos, no lugar dele.

Então, segundo o Fabiano nos contou lá na Baratos, o Matrix fecha as portas com uma festa de despedida no próximo dia 10 de dezembro, sabadão em si. Vamos lá, óbvio. Além de ter se divertido horrores ali também fizemos algumas poucas mas ÓTIMAS festas rockers naquele lugar. Como uma em outubro de 2001 (lá se vão quinze anos…), para lançar a edição impressa daquela época da revista Dynamite e que trazia na capa uma entrevista feita pelo jornalista Finas com o baterista de um tal de The Strokes (conhecem? Rsrs), que então estavam estourando com tudo nos EUA e cujo primeiro cd estava sendo lançado no Brasil. Foi uma noite memorável e cuja recordação tá aí embaixo, numa das fotos deste tópico: o zapper de camisa social e gravata (tentando emular o visual da época do Julian Casablancas), discotecando total alucicrazy na também minúscula cabine de som do da pista de dança.

O mundo pode acabar, fato. Rock’n’roll planetário e brazuca quase morto, cultura pop falida e aos pedaços, ser humano bestial, conservador e reacionário como não era em pelo menos três décadas. Onde tudo isso vai dar não sabemos e nem queremos saber pois tivemos a sorte de curtir tudo o que pudemos e aproveitamos ao máximo também enquanto a humanidade ainda era muito mais culta, liberal no comportamento, louca e despudorada do que é hoje. Tivemos realmente essa sorte, disso não podemos nos queixar. E só podemos lamentar pela pirralhada boçal de hoje, que não viveu nada do que nossa geração viveu. E nem irá viver.

 

 

5.4 DE EXISTÊNCIA E 30 ANOS DE JORNALISMO MUSICAL – ALGUMAS IMAGENS QUE RESUMEM BEM ESSA TRAJETÓRIA DO JORNALISTA ETERNAMENTE ROCKER

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Entrevistando Robert Smith (The Cure) em janeiro de 1996

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Com Kim Gordon (ex-baixista do finado Sonic Youth) em São Paulo, em novembro de 2005

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Papos com Frejat, pós-show do Barão Vermelho, Sampa, 2014

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Divulgando edição da revista Dynamite, com Marcelo D2 e Pitty em Sampalândia, meados dos anos 2000′

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Novamente com Pitty, pela night de Sampa

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“Cercado” por Samuel Rosa e Lelo, do Skank, entrega do VMB 2009

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Entrevistando o Ira!, quase no natal de 2000″

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E novamente com Edgard Scandurra e Nasi, mas em 2014, após showzaço do Ira! em São Paulo

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Com povo loker/rocker (Cachorro Grande, Relespúbica) no festival Goiânia Noise, na capital de Goiás, final de 2014

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Abraço afetuoso em Helinho Flanders (Vanguart), em Sampa, 2016

 

RECORDANDO ALGUMAS DAS MELHORES MUSAS ROCKERS QUE JÁ POSARAM PARA ZAP’N’ROLL

Yep, ao longo dos seus treze anos de existência Zap’n’roll tinha (e ainda tem) um tópico de muito sucesso: a musa rocker da semana. Ali era sempre publicado um ensaio de imagens bacanas com garotas amigas ou conhecidas do autor dessas linhas bloggers poppers e que tinham uma formação cultural e comportamental total rock’n’roll. E cada uma delas que posou para o blog produziu seu próprio ensaio com as fotos, sendo que umas eram totalmente desinibidas (ou seja, ficaram totalmente peladas aqui) e outras foram, hã, mais “comedidas” na hora de se mostrar. Mas todas fizeram sucesso com seus ensaios, por serem gatíssimas e terem ótimo gosto musical e cultural.

O blog já está há 13 anos no ar e provavelmente vai ser extinto em 2017, dando lugar a um novo espaço online mais amplo no leque de assuntos (falando, por exemplo, muito de sociedade, política e comportamento, além da cultura pop e do sempre bom e velho rock’n’roll). Ainda estamos estudando o que iremos fazer nesse sentido. Fato é que os tempos atuais estão muito diferentes, mais reacionários e conservadores do que nunca, e talvez também por conta disso o tópico da musa rocker esteja meio ausente do blogão zapper. Assim, resolvemos fazer nesse post uma seleção de algumas das melhores musas que já passaram por aqui e republicamos algumas fotos das garotas.

São dez musas realmente tesudas e espetaculares que você se deleita e recorda a partir de agora, vendo as imagens das deusas aí embaixo.

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Neide R., 34, São Paulo

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Yasmin Takimoto, 20, São Paulo

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Solange De-Ré, 34, Florianópolis

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Bruna Vicious, 27, São Paulo

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Lili O., 28, São Paulo

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Fabi M., 27, São Paulo

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Michelle F., 27, São Paulo

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Madeleine A., 35, São Paulo

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Flávia S., 23, São Paulo

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Zap’n’roll e Jully De Large, São Paulo, 2014

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

  • Disco: “Crocodilo”, o segundo álbum de estúdio do grupo cearense (mas radicado em São Paulo) Jonnata Doll & Os garotos solventes, já é sério candidato a melhor cd de 2016, em um ano em que pouco ou nada digno de nota foi lançado na indie scene nacional (que só vive um “boom” na cabeça oca e delirante da ilha da fantasia indie que o blog Pobreloa…, quer dizer, Popload, insiste em impingir aos seu pobre leitorado). O grupo já foi bem mencionado nestas linhas bloggers rockers em nossas últimas postagens e quem nos acompanha sabe do que se trata: rock’n’roll básico e formatado em ambiências garageiras e proto-punk, com nítidos eflúvios de New York Dolls, The Stooges, Iggy Pop, glam rock, Bowie etc. Jonnata é um vocalista expressivo, escreve letras acima da média (versando sobre drogas, amores desmantelados, existência aos pedaços, caótica e turbulenta) e as músicas tem ótima performance instrumental, com destaque para o guitarrista Edson Van Gogh. “Swing De Fogo” (que abre o disco em levada pós-punk inglesa à la 80’), “Apesar de você ter tesão pela vida” (essa bastante stoniana), “Gari”, “Táxi” e “Cheira Cola” são faixas que REPELEM totalmente a caretice e o bunda-molismo que se instalou no rock independente nacional nos últimos tempos, fofo e MPB demais e ROCK (com guitarras barulhentas) de menos. Só por isso o conjunto já merece todo o crédito do mundo. Interessou e quer saber mais sobre eles? Vai aqui: https://www.facebook.com/jonnatadoll/?fref=ts. Ou aqui: https://jonnatadolleosgarotossolventes.bandcamp.com/. Sendo que o cd pode ser encontrado na capital paulista na Baratos Afins (WWW.baratosafins.com.br, fone 11/3223-3629).

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  • Livro: dos nomes mais conhecidos e respeitados do jornalismo cultural brasileiro nos anos 80’ e 90’, o brother Ademir Assunção está lançando HOJE, sexta-feira, seu novo romance. “Ninguém na praia brava” terá noite de autógrafos a partir das sete da noite no Patuscada – livraria, bar & café (e que fica na rua Luís Murat, 40, Vila Madalena, zona oeste de Sampa). Trata-se (se o blog não estiver enganado nas contas) do décimo terceiro livro publicado por Ademir, em uma produção literária que abarca poesia, ficção e romance. Não só: o loker também já lançou discos (com a banda Fracasso da Raça) e escreveu ótimas matérias para revistas como Somtrês e jornais como O Estado De S. Paulo, fazendo parte da última grande geração de jornalistas que valeu a pena serem lidos na imprensa cultural do país. Estas linhas online vão lá hoje prestigiar o lançamento do tomo e sugere que nosso dileto leitorado também compareça. E nos próximos posts voltaremos a falar de “Ninguém na praia brava”, podem esperar!

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  • Festival SIM São Paulo: como já falamos nesse mesmo post, nas notas inciais, começa na próxima quarta-feira, 7 de dezembro, a edição 2016 da Semana Internacional de Música na capital paulista. A programação é bastante extensa (mais de setenta e sete atrações, entre shows, palestras, debates e exibição de filmes) e variada. E você pode conferir tudo sobre o evento aqui: http://www.simsaopaulo.com/pb/.

Trailer do doc “Supersonic”, que conta a história do Oasis: vai passar na SIM São Paulo

  • Baladas em… baixa? Pois entonces, com a crise brava que assola o país afetando inclusive o circuito alternativo, ta cada vez mais difícil selecionar festas, gigs e eventos interessantes pra destacarmos aqui em nosso roteiro. Matrix fecha na semana que vem. Inferno Club também acaba de anunciar o encerramento das suas atividades. Assim só vai sobrar (principalmente no baixo Augusta) baladas com open bar porqueira e onde o que menos toca é rock, néan? De qualquer forma, bora lá: amanhã, sabadão em si (dia 3), rola a última edição deste ano da bacaníssima festa Call The Cops, comandada pelo DJ e chapa Ricardo Fernandes lá no Alberta (que fica na avenida São Luis, 272, centrão rocker de Sampalândia).///E também amanhã tem Smiths Cover tocando no Inferno Club (no 501 da rua Augusta), numa das últimas baladas que irão rolar no tradicional bar rocker e que infelizmente também vai fechar as portas ao apagar de 2016. Beleusma? É isso. Capricha na produção do visu e se joga!

 

 

TODO CARNAVAL TEM SEU FIM

Inclusive o do postão do blog. Ficamos por aqui mas na semana que vem a gente volta, com o penúltimo post zapper deste ano. Até lá então, com beijos no coração de todos os nossos leitores.

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 2/12/2016 às 17hs.)

AMPLIAÇÃO FINAL: na madrugada mais triste deste final de um horrendo 2016 o blog chora a morte do gênio, poeta e mestre Leonard Cohen, além de lamentar profundamente a vitória de Trump na eleição americana (e mais o conteúdo que já estava no postão) – A humanidade e o país vira lata (o Brasil) se curvam cada vez mais diante da mega reacionária nova onda ultra conservadora planetária (com Donald Trump ameaçando virar presidente dos EUA e com políticos como João Escória e bispo Crivella assumindo o comando das duas maiores cidades brasileiras); e talvez o grande rock’n’roll de nomes como Brian Jonestown Massacre seja um dos pontos de resistência a esse avanço conservador na sociedade; por que The Strokes e Duran Duran podem ser as melhores atrações do Lollapalooza BR 2017; e a cena indie nacional REAL e que vale a pena (e que você só encontra aqui) destaca o grupo cearense (mas radicado atualmente em Sampa) Jonnata Doll & Os Garotos Solventes, que inclusive tocam HOJE na capital paulista ao lado do também sensacional Rios Voadores; e blog entrevista a lindinha estudante carioca de apenas dezesseis anos de idade e que causou furor essa semana na web mundial com um tuíte seu zoando a coxarada brazuca imbecil que está apoiando Donald Trump, uia! (postão de LUTO e total finalizado, em 11/11/2016)

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O rock’n’roll planetário atual segue na UTI mas ainda assim se mantém vivo através de ótimas bandas, já veteranas ou novas, e também de ótimos discos; é o caso do americano Brian Jonestown Massacre (acima) e do brasileiro Jonnata Doll & Os Garotos Solventes (abaixo), que acabam de lançar seus novos álbuns

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A música mundial perde um gênio GIGANTE e o pavoroso 2016 nos deixa ainda mais tristes: o bardo canadense Leonard Cohen (acima) morreu ontem (10/11/2016), aos 82 anos de idade

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SILÊNCIO ENSURDECEDOR NA MÚSICA MUNDIAL – 2016 MALDITO NOS TIRA TAMBÉM O GÊNIO, MESTRE E BARDO CANADENSE LEONARD COHEN

O blog está chocado e desalentado na alma. Um arrepio triste e sinistro percorre tudo. Este Finaski costuma ficar bastante melancólico quando fica sabendo do falecimento de alguém querido, mesmo que não seja uma pessoa exatamente do nosso onvívio pessoal. Quando se trata então de um ARTISTA que admiramos muito ou pelo qual temos devoção, nossa alma e coração costumam se despedaçar e ficar totalmente cinzas, mais do que já são habitualmente. Foi assim que ficamos em janeiro desse ano, quando Bowie nos deixou.

E é assim que nos sentimos exatamente agora, quando todos nós que conhecemos e veneramos o GÊNIO, POETA e MESTRE Leonard Cohen, ficamos sabendo do seu desaparecimento. O canadense que deu ao mundo da música algumas de suas canções e discos mais sublimes morreu na noite desta quinta-feira, aos 82 anos e poucas semanas após lançar seu epitáfio musical, outro álbum magistral e lindamente triste, sobre o qual comentamos aqui mesmo, no último post.

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O mestre e poeta (acima) e seu último disco (capa abaixo), lançado há poucas semanas: canções eternas na história da música

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E assim 2016 vai chegando ao seu final (ano maldito, que não acaba nunca), deixando atrás de si um rastro de horror social, econômico e político e uma série de perdas artísticas irrecuperáveis e como há muito não se via nesse mundo cada vez mais desolador e que abriga uma raça humana cada vez mais esfacelada, bestializada e sem ídolos (culturais ou políticos) que possam novamente engrandecer o homem e mostrar-lhe um caminho correto e seguro a seguir.

RIP velhinho GIGANTE. E gratidão por tudo o que você legou para a música e para a humanidade. Se houver alguma outra estação além desta aqui que é o verdadeiro INFERNO, esperamos encontrá-lo um dia, onde quer que você esteja.

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E A VITÓRIA DE TRUMP NOS EUA, OH SHIT!

Yep, contrariando todas as previsões o ogro e boçal bilionário americano Donald Trump levou a melhor nas eleições presidenciais nos EUA. O que isso vai significar para o restante do mundo (e provavelmente não vai significar nada alentador para a humanidade, já vivendo tempos mega sombrios) só saberemos com o tempo.

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As manchetes ATÔNITAS dos jornais americanos (acima): um BOÇAL assume o comando da maior potência do mundo

Mas um fato é inquetionável: a onda ultra neo conservadora avança no planeta, Brasil incluso. E a continuar dessa forma em breve estaremos de volta à Idade Média, quando bruxas eram queimadas em praça pública. E isso em plena era da web e da tecnologia plena, quando as pessoas deveriam estar mais informadas e avançadas no comportamento do que nunca.

Pelo jeito, está dando TUDO ERRADO no final das contas. E infelizmente…

 

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UP TO DATE – O ESPORRO SONICO DE JONNATA DOLL E RIOS VOADORES SEMANA PASSADA EM SAMPA

O cérebro e o sistema auditivo do autor deste blog ainda continuam completamente aturdidos uma semana depois do que vimos/ouvimos ao vivo no Z Carniceria (onde um dia existiu o lendário Aeroanta), em Pinheiros (zona oeste de Sampa). E falamos isso com muita seriedade, se é que se pode definir essa afirmação dessa forma.

Primeiro veio Rios Voadores e sua psicodelia e tropicalismo em ponto de bala, com discão recém-lançado e que rendeu muito no palco. A vocalista Gaivota vestida de noiva loker (à la… Tim Burton) exibiu performance vocal e corporal impecável, sustentada melódica e instrumentalmente por uma banda que já uma das melhores da cena indie nacional nesse momento.

E depois veio Jonnata Doll & seus garotos (putos, selvagens, alucinados, desvairados, alucicrazies) solventes. Dissolveram TUDO no lugar ESPORRANDO um proto garage rock barulhento, cru, furioso, sustentando músicas e letras de completa subversão da moral, da ética e do comportamento “normal” (careta e reaça, na real) do grosso da sociedade atual. Sexo, drogas, desajuste e desencanto emocional, existência em devassidão e junkismo total. Alma e corpo marginais e entorpecidos de loucura total – Jonnata começou a gig trajando calça, coturno e camisa berrante vermelha. Terminou vestindo apenas uma demente e ordinária CALCINHA fio dental (e nope, ele não é gay, namora com a gata Marcelle; talvez seja alguma espécie de criatura pansexual), sendo que no transcorrer da fodelança sônica o loker se jogou no palco, no meio do público (parte dele, formado por COXAS e patricetes caretas e endinheiradas, CHOCADO com o que estava presenciando saiu em debandada antes da apresentação acabar), se esfregou num tapete, seu PAU insistia em ficar pra fora da calcinha mínima e quando a cantora convidada (a também gata loka total Laura Diaz) subiu ao palco os dois se engalfinharam, e aí os PEITOS dela também voaram pra fora da blusa (sem sutiã, vale exarar).

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Esporro rock’n’roll total e como o blog talvez JAMAIS tenha visto no rock BR  em muitos anos: Jonnata Doll & seus garotos solventes detonaram no palco do Z Carniceria em São Paulo, com Jonnata começando a gig VESTIDO (acima) e terminando a apresentação apenas de… calcinha! (abaixo)

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Lou Reed iria pirar, com certeza. Idem Bowie em sua fase Ziggy BICHAÇA LOKA Stardust. Iggy Pop (que se cortava no palco com gilete, na época gloriosa dos Stooges)? Amaria e pediria a banda em casamento. Este blog? Acha que nunca viu NADA IGUAL no rock nacional – e olha que são mais de 30 anos vendo gigs de bandas brasileiras, das nanicas às gigantes.

Rock’n’roll é isso, sempre foi e sempre será. Transgressão, fúria, subversão, garagismo, psicodelia, tropicalismo, tudo junto e misturado como fizeram semana passada Rios Voadores e Jonnata Doll. Um CHUTE NO SACO E NO CU do HORRENDO rock brazuca de hoje, quase morto, total careta (quando não conservador e reaça), moralista, babaquinha, com letras estúpidas e músicas idem. Não é à toa que as duas bandas que botaram fogo no Z Carniceria estão subindo como foguete na ampliação do seu público e na repercussão midiática (olha o Jonnata aê, que está participando da atual turnê que comemora os 30 anos do lançamento do primeiro disco da Legião Urbana, e tocando junto com os ex-legionários Dado e Bonfá).

Longa vida aos Rios Voadores e ao Jonnata Doll & os garotos solventes, é o que deseja sinceramente Zap’n’roll!

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O ASSUSTADOR E ULTRA PERIGOSO AVANÇO DO NEO CONSERVADORISMO RADICAL E REACIONÁRIO, NO BRASIL E NO MUNDO

Um tema mais do que apropriado e necessário para o editorial de abertura deste post de Zap’n’roll (cuja primeira parte está entrando no ar hoje, sexta-feira. Uma semana que está chegando ao fim pautada por vários assuntos, sendo que um dos principais foi a vigília montada por alguns dos nomes mais expressivos da arte e da cultura brasileira, para lembrar os 24 anos do massacre de presos do finado presídio do Carandiru em São Paulo, quando 111 detentos foram MASSACRADOS E FUZILADOS SEM DÓ pela polícia militar de São Paulo. Esta vigília, ocorrida entre a última terça e quarta-feira, foi organizada pelo artista plástico Nuno Ramos. Durante 24 horas seguidas, com transmissão ao vivo pela internet, alguns dos mais expressivos nomes da cultura nacional se revezaram para ler repetida e continuamente os nomes dos cento e onze detentos que foram mortos pela polícia militar de São Paulo em 2 de outubro de 1992, quando a tropa de choque entrou no presídio do Carandiru para conter uma rebelião. Pois causou choque e horror ao blog se deparar com as mensagens e manifestações publicadas na página criada para o evento no Facebook. Particularmente a quantidade GIGANTESCA de postagens escritas por pessoas truculentas, ignorantes, reacionárias, completamente insensíveis e bestializadas em seu pensamento (como se pertencessem à Idade Média ou pior, ao tempo do homem das cavernas), aquelas que defendem o “bandido bom é bandido morto”, que apóiam políticos reacionários ao extremo, populistas, demagogos, machistas e de conduta ética e moral hiper duvidosa (como Jair BolsoNAZI e bispo Crivella), que gritam em defesa da truculência da ação policial contra marginais e que, enfim, estão mostrando no que está se transformando o grosso da sociedade brasileira dentro dessa nova ordem conservadora que assola todo o planeta. Pro leitor destas linhas bloggers ter uma idéia: fomos chamados de tudo ali, quando também resolvemos nos manifestar, e sem os agressores verbais sequer conhecerem o mínimo a respeito do autor deste espaço virtual). De petista, vagabundo, maconheiro, viado, defensor de bandido, lixo humano etc, etc, etc, de tudo fomos qualificados. Tudo isso é MUITO PERIGOSO. Como bem observou o músico Roger Waters (ex-baixista do grupo Pink Floyd), em entrevista à Rolling Stone americana: “a ascensão de Trump é comparável a de Hitler na Alemanha, antes da eclosão da segunda guerra mundial”. E por que estamos citando isso? Porque a ascensão de Trump nos EUA tem total conexão com o avanço da direita reacionária na política e na sociedade brasileira. Lá, o bilionário boçal ameaça ganhar a presidência. Aqui, João Escória Dólar e Crivella já ganharam seus quintais (São Paulo e Rio, os dois maiores colégios eleitorais desse Brasil ogro, vira lata, bestial e quinto mundo dos infernos). Tudo isso nos faz lembrar SIM da ascensão NAZISTA na Alemanha. E todos sabem no que resultou a tomada do poder por Hitler: uma guerra mundial que custou a vida de 50 milhões de pessoas. Este já calejado e velho jornalista rocker não quer estar vivo para ver algo semelhante acontecer novamente, seja aqui mesmo no nosso país ou em outra parte do mundo. E também somos totalmente justos: defendemos o RIGOR DA LEI para todos: marginais comuns, assaltantes, homicidas, estupradores, agressores de mulheres e TAMBÉM POLICIAIS que são BANDIDOS fardados porque cometem crimes tão intoleráveis quanto os que chocam a sociedade e cometidos por marginais NÃO fardados. E somos totalmente CONTRA que se pratique/institucionalize a pena de morte num país (o nosso) onde ela NÃO ESTÁ PREVISTA NO CÓDIGO PENAL. Nos entristece sim e muito quando um policial é morto em serviço ou fora dele, idem se for um cidadão de bem que sofre com o avanço da violência social urbana (já fora de controle no Brasil). Nos entristece ver a VERGONHA que é a PM paulista e no que ela se transformou (truculenta, assassina, pessimamente preparada, equipada e remunerada), graças ao HORROR que é o DESGOVERNO do Estado paulista, há 20 anos nas mãos do PSDBosta que trata a (in) Segurança Pública (e a educação e a saúde) como artigos de ÚLTIMA NECESSIDADE. Junte-se a tudo isso o pensamento CRETINO e RETRÓGRADO de uma classe média estúpida, bestial, ignorante, imbecil, que se acha parte de uma elite ainda pior do que ela e o caldeirão está pronto para explodir. Como bem observou um amigo dileto deste jornalista no FB, essa classe média COXA e OTÁRIA ao máximo ODEIA pretos e pobres. E é em função desse ódio não declarado, SELETIVA: defende a morte de bandidos quando eles são pretos ou pobres. Mas se o facínora for traficante de drogas ou armas e MILIONÁRIO, com mansão, carro importado e conta não declarada na Suíça, aí a dondoca classe média se apaixona por ele, dá o cu, chupa o pinto do canalha e ainda o pede em casamento. O pensamento dessa classe média é o mesmo para políticos PILANTRAS como Eduardo Cunha, BolsoNazi e Crivella: esses são bem quistos porque são FACÍNORAS brancos e bem sucedidos (???). Podem ser machistas, proferir discurso de ódio e intolerância contra negros e gays que sem problema. Eles PODEM! Este desabafo aqui no editorial do post é de puro desalento com essa situação toda. Mas quando sabemos que ainda há pessoas e uma classe artística nesse país miserável que levanta sua voz contra toda essa desgraça neo conservadora, ainda dá pra acreditar que nem tudo está perdido. Por isso mesmo o blog zapper dá os parabéns a TODOS que participaram da vigília, artistas de mega respeito como Paulo Miklos, Bárbara Paz, Zé Celso Martinez Correa, Nuno Ramos, Marina Person etc. Todos merecedores de nosso total aplauso e respeito. E por isso mesmo seguimos aqui neste espaço dedicado ao melhor da cultura pop e do rock alternativo. É por existirem nomes gigantes como Brian Jonestown Massacre ou o menestrel e poeta  Leonard Cohen ainda em atividade na música, que ainda existe alguma sensibilidade e GRANDE ARTE respirando no planeta e chegando aos ouvidos humanos. E que artistas assim continuem produzindo ad eternum. Quem sabe assim a raça humana ainda tenha alguma chance de escapar deste horrendo e trágico destino: o de chafurdar na bestialidade social e comportamental final e que irá levar a todos nós para o mesmo buraco escuro debaixo da terra.

 

 

  • E nada muito digno de nota para começar o post, com nossas tradicioalíssimas notas iniciais. A semana está total morna no mondo pop, sendo que talvez um destaque a ser comentado é sobre a divulgação de “Vegetable Man” por uma emissora de rádio inglesa ontem. Trata-se de uma faixa INÉDITA dos primórdios do Pink Floyd (quando a banda ainda era relevante e antes de se tornar o mega flácido grupo milionário dos anos 80’), composta provavelmente pelo fundador do conjunto, o gênio louco Syd Barrett, em 1965 mas lançada apenas dois anos depois. A música faz parte da gigantesca coletânea “The Early Years – 1965/1972”, que cobre toda a carreira inicial do PF e que deverá sair a qualquer momento. O Box incluirá vinte músicas jamais lançadas oficialmente pelo grupo e nada menos do que SETE LIVROS contando a história dos primeiros anos do conjunto. Beleza, hein!

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O Pink Floyd: música nunca antes lançada em nova coletânea do grupo

  • E também ontem aquele XOXOTAÇO que todos nós amamos, a Juliana Paes, não teve pudores em afirmar durante entrevista no “Adnight”, na “Grobo”: sim, ela sente atração por MULHERES. Wow!

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  • Outro DESTAQUE feminino desta semana é essa também gatinha aí embaixo. O nome dela? Lara Rotenberg. Estudante do ensino médio no Rio De Janeiro e que com apenas dezesseis aninhos de idade causou furor na web planetária com um tuíte seu zoando a turma brasileira coxa, burrona e reaça que apóia a eleição de Trump nos EUA (ahahahaha). Mas a gente fala mais sobre ela e sobre essa parada toda ao longo desse post, okays?

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  • E como a correria nessa sextona está total pelos lados do blog, assim que rolar algo mais, hã, impactante, vamos atualizando as notas iniciais. Por enquanto bora já ir aí embaixo ler sobre o graaaaande Brian Jonestown Massacre.

 

 

O SEMPRE ÓTIMO E JÁ VETERANO (E TOTAL DESCONHECIDO AQUI, NO BRASIL VIRA LATA) BRIAN JONESTOWN MASSACRE LANÇA DISCO NOVO E TOCA NA AMÉRICA DO SUL ESTE MÊS – MENOS NO PAÍS BESTIAL (O NOSSO), CLARO!

Você, dileto e muito jovem leitor zapper, provavelmente nunca ouviu falar do grupo americano Brian Jonestown Massacre. Não fique triste por isso: praticamente NINGUÉM conhece a banda aqui no Brasil sempre vira lata ao máximo. Mas o BJM, surgido em 1990 na California (ou seja, há quase trinta anos) é um dos melhores nomes do indie rock americano dos anos 90’ e que ainda segue em atividade. Não só: lançaram há pouco seu novo álbum de estúdio, o décimo sexto da carreira deles (!) e que se chama “Third World Pyramid”. E, mais incrível: tocam esse mês aqui na América do Sul, em festivais na Argentina e no Chile. Shows no bananão brasileiro? Negativo: segundo o líder da banda, o guitarrista, vocalista, compositor e pequeno grande gênio Anton Newcomb, nenhum produtor brasileiro se interessou em trazer o grupo pra tocar aqui.

O blog zapper, sempre atento às novidades do rock alternativo planetário (e está cada vez mais difícil acompanhar tudo que é lançado pois os discos saem aos borbotões e na era da web isso não significa vantagem alguma: nunca se lançou tantos discos com qualidade TÃO RUIM), resolveu escutar o novo cd do conjunto (atualmente integrado por mais seis músicos, além de Anton) após ler uma resenha mega elogiosa sobre ele no blog do chapa André Barcinski no Uol – aliás Barça publica atualmente um dos melhores blogs sobre cultura pop na internet BR e está também sempre antenadíssimo com os movimentos em torno do indie rock (já a pobre Pobreloa…, quer dizer, Popload… rsrs). E o disco é mesmo fodíssimo em suas ambiências psicodélicas, com melodias eivadas de guitarras espaciais e barulhentas (caso da longuíssima e ótima “Assignment Song”, com mais de nove minutos de duração) e também de eflúvios do shoegazer britânico noventista (e aí um ótimo exemplo é a própria faixa-título). Fora que a banda também engendrou peças instrumentais e sem vocal (uma raridade no rock de hoje), como na tristonha e bela “Oh Bother” e mostra doses bem construídas de noise guitar em “Govemment Beard”.

Com apenas nove faixas e menos de trinta e oito minutos de duração, “Third World…” não cansa jamais o ouvinte que, pelo contrário, termina a audição com gosto de quero mais. Outra raridade nos tempos atuais, quando conjuntos sem estofo artístico lançam discos com mais de uma hora de duração e onde pouco realmente se aproveita em termos musicais.

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O novo disco do BJM: mantendo a qualidade rocker há quase 30 anos

A própria história do BJM é bizarra. Eles começaram praticamente juntos com o também ótimo The Dandy Wharols (outro dos grupos prediletos destas linhas bloggers rockers de 2000’ pra cá), de quem acabaram se tornando muito amigos. Só que enquanto o DW se agigantavam no rock americano e ascendia ao mainstream musical (que ainda existia nos anos 90’) o BJM descia a ladeira da impopularidade, muito por conta do temperamento mega difícil do total loker Anton Newcomb, que viva chapado de drogas variadas, vivia brigando com as gravadoras que se dispunham a contratar a banda e por conta disso tudo quase fodeu a trajetória do conjunto, sendo que a história dos dois grupos e sua relação de amizade foram muito bem esmiuçado anos atrás num documentário chamado “Dig”. Mas o BJM felizmente resiste e se mantém até hoje. Newcomb, aos quarenta e nove anos de idade, está mais “calmo” e reside há alguns anos na Alemanha. E lá segue compondo freneticamente e tocando o conjunto que agora vai se apresentar no Chile e Argentina.

É uma ótima chance para vê-los ao vivo e quem puder se deslocar até os “vizinhos”, não deve perder o show. Se não der pra ir, um ótimo cartão de visitas deles é seu novo trabalho de estúdio. Uma prova de que ainda existe vida inteligente no emburrecido rock’n’roll dos anos 2000’.

 

 

 

E VOCÊ PODE OUVIR O NOVO DISCO DO BJM AÍ EMBAIXO

 

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NESTE POST COM O FODÃO GARAGE PROTO PUNK ROCK DO JONNATA DOLL & OS GAROTOS SOLVENTES

O blog nunca tinha ouvido falar deles até meados do ano passado. Foi quando nossa queridíssima amiga, atriz e produtora teatral Paulinha Micki fez o convite: “Finas, vai ver a nova peça que estou produzindo e atuando, é total subversiva e punk rock, com temática sobre a desconstrução da existência humana. E a trilha sonora é sensacional, tocada ao vivo por uma banda fodíssima!”.

O blog foi ver a tal peça, que realmente era ótima. E se impressionou também com a tal banda que fazia a trilha do espetáculo ali mesmo, ao vivo, fazendo intervenções entre a atuação dos atores e o desenrolar do texto. E quem era a porra do grupo, afinal? Jonnata Doll & Os Garotos Solventes, formados em Fortaleza (Ceará) e atualmente morando em Sampa.

O grupo é comandado por Jonnata Araújo (o Doll, pros “íntimos”, rsrs), que canta e escreve as letras, todas versando sobre drogas, desajustes emocionais e existenciais e a barra pesada que é viver em um mundo sem perspectiva alguma para a grande maioria das pessoas. E a moldura sonora para essas letras cantadas com entrega e paixão por Jonnata (um sujeito simpático e afável de trinta e cinco anos de idade e que está na estrada do rock’n’roll há quase vinte, desde sua adolescência) vem dos guitarristas Edson e Léo, do baixista Loiro Sujo (ulha!) e do batera Felipe Maia. O som? Proto garage glam punk rock porrada e muito bem tocado, com melodias que fazem quem escuta as músicas querer imediatamente arrancar os pés do chão e sair pulando. Não à toa eles mesmos entregam suas influências em sua página no Facebook: Iggy Pop, Legião Urbana, Smiths, por aí.

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Capa do novo disco da banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes

Da noite que o blog assistiu no centrão de Sampa ao grupo, na peça de teatro que estavam fazendo a trilha sonora até agora, Jonnata Doll e seus garotos solventes estão chamando mais e mais a atenção da mídia (menos daquele nosso blog “vizinho” e sua ilha da fantasia indie, hihi) e angariando cada vez mais público. Com já três CDs lançados (o mais recente, “Crocodilo”, acaba de sair) e fazendo uma exensa agenda de gigs, a banda já ganhou até a simpatia de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. E por conta disso, foi convidada a tocar na atual turnê do que restou da Legião Urbana, junto com a turma legionária.

Interessou pela banda? Pois fikadika: eles se apresentam ao vivo HOJE, sexta-feira (quando a primeira parte deste postão zapper está entrando no ar, 4 de novembro, lá no Z Carniceria em Pinheiros, zona oeste da capital paulista e nesse momento um dos melhores picos para shows ao vivo de bandas alternativas em Sampa. Junto com eles também sobe ao palco o igualmente fodão Rios Voadores, de quem o blog já falou bastante no post anterior. Promete ser uma das melhores noites indies em Sampa nos últimos meses e todas as infos sobre a balada total rock’n’roll estão aqui: https://www.facebook.com/events/176328299490933/.

 

 

PRA OUVIR O JD&GS

Vai aí embaixo.

 

E PRA VER A BANDA EM VÍDEOS

Confere aê.

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MUSA ROCKER ULTRA JOVEM DA SEMANA – A LINDINHA E GENTE FINÍSSIMA CARIOCA LARA

Ela tem apenas dezesseis anos de idade. E meio que se tornou uma celebridade na web quando um tuíte seu zoando a coxarada brasileira que estava apoiando a eleição do boçal Donald Trump para a presidência dos EUA (e sim, infelizmente ele ganhou a eleição), viralizou mundo afora. Por conta desse tuíte Lara Rotenberg recebeu espaços generosos na mega mídia, em veículos como a revista Veja (em sua edição online) e o diário paulistano Folha De S. Paulo.

E o blog zapper, sempre atento às movimentações na cultura pop e também na esfera política e comportamental, foi atrás da garota para saber mais sobre ela, como ela vive, o que pensa em termos políticos, sociais e comportamentais, do que gosta na música e no rock’n’roll etc. O resultado do bate papo que estas linhas bloggers tiveram com ela foi uma bacana e agradável entrevista cujos trechos principais você confere aí embaixo.

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A estudante carioca lindinha e gente finíssima, Lara Rotenberg (acima)

Zap’n’roll – Você é uma estudante carioca de apenas dezesseis anos de idade e que ganhou repentina e grande notoriedade por conta de um tuíte seu, onde zoava uma imagem que foi colhida durante uma passeata de apoio realizada em São Paulo à candidatura de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. Por que você resolveu se manifestar a respeito do fato no seu Twitter? E imaginava que o tuíte iria viralizar e causar tamanha repercussão?

 

Lara Rotenberg – Bom, eu tenho o costume de salvar fotos para fazer memes (piadas) com elas depois. Ao ver aquela foto da passeata na minha timeline achei curiosa, e salvei para caso tivesse alguma ideia de legenda engraçada. “Acreditava que se você tem que afirmar que é gay, mulher, negro, etc e que “mesmo assim” vota no Trump, há uma contradição. Essas pessoas podem ser a favor do candidato mas ele com certeza não é “a favor” delas. Comparando com o Brasil, seria o mesmo se fizesse um cartaz “Gays pelo Bolsonaro”, assumidamente homofóbico”. Essa parte dei como resposta para a Folha (diário paulistano). Nunca imaginei que fosse ter essa repercussão. Nos primeiros 5 minutos a interação foi normal, foi no dia seguinte que começou a crescer. Usando o Twitter há vários anos, o tweet de maior alcance que eu tinha tido até então era um (em português) com 5.000 retweets. Já tinha achado um número absurdo. De resto, os mais populares não costumavam passar dos 100 ou 200.

 

Zap – ceeeeerto. Então como agora você é uma quase jovem celebridade, que tal falar um pouco sobre sua vida e seu cotidiano para que os leitores do blog a conheçam melhor? Tipo, algo sobre sua família, seus pais (o que eles fazem e como orientam você em varias questões, como política, cultura, comportamento, educação, sexualidade etc.), o que você estuda e qual profissão pretende seguir. Fique à vontade para falar!

 

Lara – Bom, sou uma estudante do Colégio Pedro II há 5 anos. Pelo o contrário do que muitos pensam, a instituição colaborou para o aumento do meu pensamento crítico, me ensinando a questionar tudo – e não a ser “doutrinada”. De uns anos para cá me envolvi no movimento estudantil e feminista, além de dar total apoio aos LGBT’s e aos negros em sua luta. Meus pais são funcionários públicos, proporcionando atualmente uma vida tranquila de classe média. Ainda não tendo completado o ensino médio, não tenho total certeza do que pretendo seguir quando chegar a faculdade. Não desejo seguir nada que eu não goste somente para “ganhar dinheiro”, então ainda preciso de um longo tempo de reflexão para fazer esta escolha.

 

Zap – Mas pelo que já conversamos e pelas infos do seu perfil no FB percebe-se que você tem grande apreço por cultura e arte, rock principalmente. Pensa ou já pensou na possibilidade de seguir algo nesse sentido em termos profissionais?

 

Lara – Bom, música é a minha paixão. Beatles literalmente mudou minha vida, me permitindo ter momentos incríveis e conhecer pessoas maravilhosas. Além de também ter me introduzido a outras bandas, que fizeram o mesmo. Também tenho gosto pelas artes plásticas, tendo feito algumas pinturas e desenhos. Porém não penso em seguir nada relacionado a isso pois acredito que, dependendo do desgaste causado pelo trabalho, eu pudesse acabar criando uma certa repulsa pelas coisas que amo.

 

Zap – muito bem, ótima resposta! E você sendo tão jovem (dezesseis anos de idade) mas já tão bem esclarecida e formada intelectualmente, não poderíamos deixar de perguntar: como você vê a atual situação do Brasil, na questão política, econômica e social? O que uma garota como você acha dessa nova onda mega conservadora que está dominando boa parte da sociedade (e em todas as classes sociais), inclusive levando adolescentes da sua idade a apoiarem políticos reacionários e conservadores de direita, como Jair Bolsonaro e bispo Crivella?

 

Lara – O mundo está uma loucura. Há falta de empatia para todos os lados. No sistema em que estamos o rico fica mais rico e o pobre fica mais pobre. A salvação é ver como há jovens, como eu, que estão abrindo os olhos para os problemas da sociedade. Que não abaixam a cabeça e dizem “Deus quis assim” ou “É desse jeito desde os primórdios”. Me repulsa ver homens como o Bolsonaro (ou Trump, nos EUA) com grande influencia. No geral me agoniza ver machistas, racistas, homofóbicos, xenofóbicos etc no poder. Sou de esquerda mas não apoio o sistema socialista ou “comunista” (isso porque ele não chegou a se efetivar plenamente). Sou a favor de uma reforma no poder, algo que vise o bem comum onde todos começam da mesma linha de largada. Não há meritocracia num país como o Brasil, não há como comparar as oportunidades de um jovem de periferia que estuda numa escola municipal com as de um jovem de classe média que estuda no Ph. Acredito que o mais importante é realmente focar numa educação pública de qualidade para que todos pudessem partir de um mesmo ponto.

 

Zap – sensacional sua resposta, de verdade. E fico com uma alegria imensa no coração ao constatar que ainda existem adolescentes tão lúcidos e bem informados como você, sobre o que é necessário para termos um país do qual nós possamos REALMENTE nos ORGULHAR dele. Você está de parabéns por pensar como pensa, Larinha (se me permite te chamar assim, rsrs). Então para terminar nosso papo eu não poderia deixar de perguntar sobre suas bandas preferidas, hehe. Já notei que você adora Beatles, Hendrix e Oasis. Quem mais, além deles? E também se quiser falar sobre um livro e autor do seu coração, além de um filme e diretor idem vai matar minha curiosidade, rsrs.

 

Lara – Hahahahaha muito obrigada!!! Minhas bandas favoritas são fáceis, hehe. Em primeiro lugar Beatles, é claro. Em segundo e terceiro Oasis e Zeppelin. Floyd, The Smiths e U2 não sou realmente fã mas curto bastante. Todas as bandas de Classic Rock tem uma espaço no meu coração para lhe ser sincera.

 

Quer ler algumas matérias que saíram com a Lara? Vai aqui: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2016/11/1828672-carioca-de-16-anos-viraliza-nos-eua-ao-zombar-de-ato-pro-trump-na-paulista.shtml. E aqui: http://veja.abril.com.br/blog/virou-viral/nao-acredito-em-meritocracia-em-um-pais-desigual-como-o-brasil-diz-estudante-cujo-post-anti-trump-viralizou-nos-eua/. Sendo que você pode encontrá-la no Facebook: https://www.facebook.com/lara.rotenberg?fref=ts.

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

  • Discos: o novo do Brian Jonestow Massacre e “Crocodilo”, novo do Jonnata Doll & Os Garotos Solventes e sobre o qual falamos ainda e mais detalhdamente no próximo post. Mas você pode escutar na íntegra o esporro garage proto punk da talvez grande banda do atual rock BR aí embaixo:

 

E FIM DO POST COM O BLOG ZAPPER EM LUTO TOTAL

Ainda haviam zilhões de textos e lances legais pra entrar nesse postão (como nossa opinião do porquê considerarmos as gigs dos Strokes e do Duran Duran como as provavelmente melhores do Lollapalooza BR 2017) mas a notícia da morte do gigante Leonard Cohen na noite de ontem arrasou estas linhas bloggers rockers sentimentais, tirou nosso prumo e qualquer vontade de prolongar os trampos nesse post. Fica pra semana que vem, se nossos leitores não se importarem.

(suspiro…)

2016 foi e continua sendo isso mesmo, até sua última gota pelo jeito: um ano HORRENDO, cruel para o mundo e para a raça humana, cada vez mais inculta, bestial e sem nomes de relevância máxima nas artes. Que esse ano MALDITO acabe logo de uma vez. É tudo o que o blog pede nesse momento.

Rip querido Leonard Cohen. Na semana que vem estaremos novamente aqui, e lembrando sempre de ti. Até lá, lovers & rockers.

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 11/11/2016 às 5hs.)