A incrível, junky, louca, xoxotuda e linda Shirley Manson (acima), brilhando à frente do Garbage (abaixo, em foto deste ano), nos anos 90′: o grupo está de volta, após sete anos de ausência
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UP TO DATES RÁPIDAS
* Yes! Postão finalmente concluído lá embaixo. E aqui no alto dele, algumas notinhas rápidas das últimas novas do mondo/pop rock alternativo.
* A edição 2012 do Prêmio Dynamite, como era de se esperar, está bombando. Já são vinte mil votos computados para as diversas categorias concorrentes e, em função disso, o prazo para o povo votar foi prorrogado até 30 de junho. Entre no portal (WWW.dynamite.com.br), deposite lá seu voto e torça pelo seu artista favorito!
* O Beco e a produtora Playbook confirmaram mesmo a realização do show do sueco The Radio Dept para o dia 6 de julho. Os ingressos já estão à venda no próprio Beco e o primeiro lote custa 70 pilas cada ticket.
* E no domingo à noite, como todo mundo já ficou sabendo, o rapper Emicida foi preso após realizar um show em Belzonte (capital dos Mineiros, uai!). A acusação foi desacato à autoridade (como sempre…), durante a execução da música “Dedo na ferida”. Após prestar depoimento na delegacia, o rapper foi solto. Bien, estas linhas zappers não vão se estender muito sobre esse lamentável episódio (e que está bem comentado no blog 23 Gotas, da querida Helena Lucas). Apenas vamos dizer mais uma vez que o Brasil não muda nunca. Aqui, artista de qualidade, respeito e que fala a verdade (caso do Emicida) em letras acima da média da burrice que hoje toma conta da música nacional, é preso. Enquanto isso políticos corruptos, canalhas e patifes que metem com gosto a mão no erário público, riem da cara do povo desdentado que votou neles. Por que não mandam pra cadeia gente como Marconi Perillo, Agnelo Queiroz e outros pilantras do mesmo naipe? Pois é…
* E vai até laaaaaá embaixo que tem uma análise, hã, contudente do blog sobre a mídia vista por estas linhas virtuais na última semana, uia!
Emicida, rapper talentoso e de respeito, foi preso. Enquanto isso os Perillos e Agnelos da vida continuam por aí, soltinhos e roubando felizes…
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Mais uma semana…
Uma semana onde muito aconteceu. CPI do Caichoeira rolando, tentativas (da parte sempre podre de congressistas) de abafar a mesma e de manter a imprensa afastada dos depoimentos. No mondo pop/rock alternativo continuaram rolando shows e mais shows gringos por aqui (de médio e pequeno porte, é verdade) e a grande notícia, de fato, foi o “vazamento” do novo álbum do retornado Garbage, que sai oficialmente no começo da próxima semana mas que já circula à vontade na web. Anyway, o blog zapper sempre atento a todas as movimentações da cultura pop, do rock e também (por que não?) de questões sociais, políticas e comportamentais relevantes, pretende comentar tudo isso no post que começa agora. Se não formos bem-sucedidos nessa intenção, já pedimos desculpas antecipadas ao nosso sempre fiel e dileto leitorado pois o autor do blog é humano e, como tal, falível. E mais falível ainda ele se torna quando esgares de depressão (o famoso transtorno bipolar que nos acompanha ad eternum e que, volta e meia, ataca com força as bases emocionais do sujeito que digita estas linhas online) se imiscuem no cotidiano de Zap’ n’roll. Yep, essa foi uma semana, hã, um tanto sombria e angustiante em alguns aspectos (só pra citar um deles: o note ficou novamente no “estaleiro” por dois dias; desta vez foi o monitor widescreen, caríssimo, que queimou depois que o blogger sempre tenso e nervoso deu um soco no tampo do note, por conta de discussões via telefone.). Tanto que o blog chegou a considerar abortar o novo post, até por falta de inspiração pra compor o mesmo. Mas aí surgiu na internet o novo discão de Shirley Manson, Butch Vig e Cia, e tudo começou a voltar mais ou menos ao normal. Afinal um bom (ou grande) disco de rock sempre acaba se tornando um ótimo remédio para se curar muitos males, da mente e da alma. Então cá estamos para mais um postão semanal do blog que, mesmo enfrentando percalços emocionais e pessoais, procura nunca deixar seus leitores na mão. Bem-vindos novamente ao mundo zapper!
* E o dândi Alex Kapranos, ele mesmo, vocalista do – ainda – bacana Franz Ferdinand, disse no seu Twitter que sempre achou o Oasis uma banda “chata”. A declaração provocou tumulto na nação indie (ota) e em redes sociais. Mas vem cá: durante anos os manos Gallagher falaram mal da humanidade, metralhando centenas de bandas bacanas. Então, não deixa de ser engraçado ver alguém fazendo o mesmo em relação a eles, rsrs.
Mais uma parada mega legal da casa noturna paulistana Beco (talvez a melhor casa de rock alternativo da capital paulista neste momento). Em uma nova ação de crowdfunding conjunta com a produtora Playbook, o Beco está convocando a galera pra levantar fundos que possibilitem trazer até Sampa o grupo sueco The Radio Dept. O show será no dia 6 de julho (uma sexta-feira, no?) e quem quiser colaborar com 150 pilas na ação, basta ir até WWW.playbook.com.br , sendo que o prazo para as doações se encerram na próxima terça-feira, 15 de maio. O Radio Dept é sueco e existe há década e meia – e nesse tempo todo lançou apenas três discos. Mas o grupo faz um indie/shoegazer bacanudo e inclusive se apresentou na última edição do gigante festival Coachella. Então vamos abrir a carteira e judar pra que eles venham se apresentar aqui também, certo?
O Radio Dept: shoegazer sueco que aterriza em Sampa no começo de julho
* E não esquecendo que também tem Band Of Horses no Beco, no próximo dia 21 de maio, com promo de tickets aqui no blogão campeão em promoções legais, uia!
* Gif enviado ao blog por uma dileta leitora, para ilustrar como deveria estar se sentindo a garota que morreu de overdose de cocaine no último finde, na Virada Cultural:
* A new sensation do rock under planetário é o Alabama Shakes. Você nunca ouviu falar deles? Pois o quarteto americano liderado pela guitarrista, vocalista, compositora e algo feiosa Brittany Howard (mas que possui um vozeirão da porra como toda negona que se preza, e isso conta muito na hora de se fazer interpretações vocais, hã, viscerais) está badaladíssimo entre a musical press gringa – tanto que estão na capa da NME desta semana, que exageradamente chama a banda de “o novo melhor grupo do mundo”. O AS faz country e folk com guitarras pendendo para o rock e seu álbum de estréia, “Boys & Girls” (saiu lá fora na primeira semana de abril e talvez ganhe edição nacional), recebeu uma renca de elogios da jornalistada musical de lá e… o conjunto é bão, afinal? O blogger rocker, sempre curioso, está dando uma “orelhada” no disco e promete colocar suas impressões sobre o mesmo por aqui no próximo post, ok?
O Alabama Shakes (acima) na capa da NME (abaixo) desta semana: a nova melhor banda do mundo, hoje?
* Mas se você já quiser dar uma sacada no som do Alabama Shakes, sem problema: aí embaixo o vídeo de “Hold On”, faixa que abre o álbum “Boys & Girls”.
* E a banda brazuca Babydoll, você já tinha ouvido falar a respeito? Nope? Nem o blog, até a nossa diligente “assistente editorial”, miss Helena Lucas, enviar o vídeo que você confere aí embaixo, para a música “Sonho molhado”. E na mesma página do YouTube onde está hospedada esta “obra-prima” irretocável do indie rock nacional, ainda há outras “pérolas” da banda, que atendem pelos títulos de “Arrombada”, “Safada” e “Ninfomaníaca”, uia! Para um país que já teve Renato Russo, Cazuza, Raul Seixas e outros gênios imortais no rock, não é difícil chegar a conclusão de que realmente a cultura e a qualidade musical da geração atual do rock BR é tão profunda quanto uma poça de água suja na calçada. Lamentável…
* Aliás o tópico acima vem de encontro ao que já foi dito aqui, algumas vezes: a internet, se por um lado ajudou e democratizou o acesso à informação de maneira espetacular (permitindo que bandas e artistas de estilos variados gravassem seus trabalhos e o mostrassem ao grande público, sem ingerência do mercadão musical, que a essa altura já foi pras picas), por outro nivelou a produção musical ao pior nível qualitativo possível. Hoje qualquer um grava um disco, uma música, e posta o resultado na web. Não há um padrão mínimo de qualidade e avaliação do que se está divulgando e o resultado é um enxame de merdas musicais, na pura acepção do termo. E, ainda pior, jornalistas (como o autor destas linhas online) e produtores (como o lendário Luiz Calanca) são diariamente bombardeados através de e-mails e mensagens em suas páginas nas redes sociais, com pedidos desesperados para que ouçamos as barbaridades que um bando de cretinos que se julgam “gênios” grava, e depois insistem para escutarmos e falarmos algo, seja onde for. Não dá. A profissão de jornalista cultural (e musical, especificamente falando) está se tornando algo realmente sacal e irritante de tempos pra cá. E isso não é chatice de tiozão quase cinqüentão, nada disso – o saudoso John Peel pesquisou e descobriu grandes artistas novos até a sua morte, aos sessenta e quatro anos de idade. A questão é que aqui, no Brazilzão, falta qualidade e sobra banda. Assim fica difícil realmente ter paciência para garimpar algo que valha a pena em meio a tanto lixo.
* Aliás, falando em lixo… leia aí embaixo e veja como até alguns lixos podem ser ótimos!
GARBAGE, A VOLTA COM UM DISCO BACANÃO E BEM ANOS 90’
Eles nunca encerraram as atividades oficialmente, mas ficaram sete anos sem gravar – o último álbum de estúdio saiu no longínquo ano de 2005. Mas como a nostalgia pelo rock dos anos 90’ anda batendo mais forte do que nunca no pop/rock planetário, eis que o Garbage de Butch Vig e Shirley Manson (aquele bocetaço junky que enlouquecia machos e fêmeas depravadas, estas bem ao gosto do autor destas linhas rockers calhordas, lá pelos idos de 1995) também resolveu fazer seu comeback. Um retorno que começou a causar barulho já nas últimas semanas. E que promete aumentar ainda mais agora que “Note Your Kind Of People”, o novo trabalho de estúdio do quarteto (que volta também com os mesmos Duke Erikson e Steve Marker se revezando nos instrumentos, ao lado de Vig) finalmente vai ser oficialmente lançado, na próxima segunda-feira, 14 de maio – na internet, ele vazou anteontem.
O Garbage não foi um dos nomes gigantes do rock mundial nos anos 90’. Mas vendeu os tubos com o seu ótimo disco de estréia (o homônimo “Garbage”, editado em 1995) e emplacou ao menos dois mega hits pelo mundo afora (Brasil incluso), as sensacionais “Only Happy When It Rains” e “Stupid Girl”, que tocaram horrores em tudo quanto foi rádio e pista de clube de rock alternativo. E havia pelo menos dois ou três trunfos monstros por trás desta tamanha aceitação ao primeiro disco do conjunto: a) o fato de ele mostrar uma bem equilibrada alternância sonora entre rock de guitarras e bases mais eletrônicas; b) ter em seu line up três músicos e também produtores conceituadíssimos, entre eles o célebre Butch Vig (sim, aquele mesmo, que produziu um certo “Nevermind” de um certo Nirvana, além de onstentar no seu currículo trabalhos primorosos com o Smashing Pumpkins e o Sonic Youth); e c) claaaaaro, aquele xoxotaço à frente dos vocais, uma delícia junky devoradora de homens e mulheres chamada Shirley Manson (quantas punhetas mr. André Pomba e este blogger taradón também, não devem ter batido pela moçoila, hihi). Não tinha como dar errado.
Porém, a trajetória do grupo começou a desandar quando eles demoraram demais para lançar “Version 2.0”, que saiu apenas em 1998. O cd era ok, mas repetia em demasia os procedimentos musicais da estréia da banda. E em questão de três anos o mundo pop mudou muito e o som do Garbage começou a soar mezzo ultrapassado. Ainda assim o álbum vendeu bem e o conjunto lançou mais dois discos (em 2001 e 2005), que nem de longe repetiram o estrondoso sucesso dos dois primeiros trabalhos. Pipocaram as famosas tretas internas, Shirley Manson resolveu cair fora e Butch Vig voltou a cuidar apenas de produzir (e bem) discos alheios.

A capa do disco que marca a volta do Garbage: bom como nos anos 90′
Foram necessários sete anos e uma intensa saudade pelo rock noventista, para que o Garbage decidisse se reunir novamente. Bien, e o que o ouvinte vai encontrar na versão anos 2000 da banda? Nada muito diferente do que eles fizeram há década e meia atrás, na verdade. Mas o que chama a atenção em “Note Your Kind Of People” é a qualidade de várias canções, o esmero na produção (nem poderia ser diferente) e o empenho com que os músicos executam as músicas – nunca é demais lembrar: Butch Vig está com cinqüenta e seis anos de idade. E Shirley Manson, ainda com o vocal impecável, está com quarenta e cinco.
À primeira audição, pode parecer um álbum pop demais (principalmente se levarmos em conta a melodia de “Blood For Poppies”, o primeiro single de trabalho do cd). Mas a questão é que a música planetária está mesmo infinitamente mais pop hoje, e isso se reflete inclusive nas bandas de rock. No entanto, há músicas no álbum que resgatam de maneira intensa o velho mix entre guitarras e ambiências eletrônicas, e aí ótimos exemplos são “Big Bright World” e “Felt”, esta com andamento bastante radiofônico. “Man On A Wire” exibe guitarras ferozes e há pelo menos duas canções fodásticas no álbum: “Control” (que alterna de forma perfeita calma e turbulência melódica, além de exibir uma das melhores performances vocais de Manson em todo o trabalho) e a lindíssima (e bem tristonha) balada “Sugar”, onde miss Shirley Manson inicia a canção sussurrando “Give me sugar…”. Wow!
Óbvio, não se trata de um disco que vai revolucionar nada a essa altura do campeonato. Mas ele é bem melhor do que muito do que é lançado diariamente no rock e no pop atual. Com “Note Your…” o Garbage voltou razoavelmente bem e como que querendo deixar um recado: “se o rock de hoje está um lixo, nós estamos aqui novamente, para fazer ainda um pouco de diferença”. Bem-vindos!
* O quarteto vair sair em turnê mundial logo após o lançamento do disco. fikadika pra produção do SWU 2012: por que não o Garbage no line up?
GARBAGE AÍ EMBAIXO
Em três vídeos: recordando os hits “Only Happy When It Rains” e “Stupid Girl”, e também mostrando a nova “Blood For Poppies”.
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ZAP’N’ROLL VÊ TODA A MÍDIA
Após um longo período ausente deste espaço online está de volta o tópico zapper que analisa o que tem rolado nas diversas mídias do país, sejam elas mega ou nanicas, tradicionais ou modernas, eletrônicas ou impressas, corporativas ou alternativas/independentes. Assim, aí embaixo, a opinião do blog sobre o que ele leu e viu/ouviu esta semana em revistas, TVs, sites e até em colegas da blogosfera.
Se preparem que lá vai chumbo grosso, uia!
* O EMBATE TV RECORD X REVISTA VEJA – A tv Record, de propriedade da Igreja Universal do Reino De Deus (comandada pelo Bispo Edir Macedo), atacou numa madrugada desta semana no programa “Fala que eu te escuto”, a ultra poderosa (e lamentável, sob vários aspectos) revista Veja. Sob o título “A revista Veja e o caso Cachoeira: a troca de favores entre eles é um tapa na cara dos leitores e da ética nacional, ou isso já era esperado?”, o programa mandou bala na semanal number one do Brasil (e antes que alguém pergunte: o sujeito aqui ficou varando aquela madruga escrevendo a Zap, e ficou zappeando canais na tv. Vai daí que passou pela Record e deu de cara com o velho “Fala…” e parou um pouco nele pra ver qual era o tema em debate. O blog quase teve um piripaque quando viu a armada bispal metralhando o carro-chefe dos Civita, hihi). O programa, aliás, está moderníssimo: utiliza skype e Facebook para interagir com os telespectadores. Agora, o fato em si (o ataque da Record em direção à Veja) não deixa de ser bizarro e mostra a que ponto o Brasil chegou: uma emissora de tv que, sabidamente, é de propriedade de um bando de religiosos pilantras e escroques ao cubo (a Igreja Universal) se fazendo de paladina da Justiça e disparando contra uma revista que, também todos sabem, pratica um dos jornalismos mais sujos, torpes, aéticos e calhordas da imprensa brasileira. E o ataque da emissora da Universal tem, óbvio, seu motivo “secreto”: a semanal da editora Abril já cansou de publicar reportagens sobre os esquemas pouco lícitos que a igreja de Edir Macedo utiliza junto aos seus fiéis, para levantar quantias milionárias e que permitiram, entre outras coisas, comprar a tv Record. Moral da história: foi o sujo (Record) atacando o imundo (a Veja, claro).
* A VICE CONTINUA OK, MAS CAGOU PRA DENTRO – yep. Circulando já há alguns anos em edição impressa nacional, a “moderninha” Vice sempre traz matérias interessantes, como na última edição: uma pauta demonstra como o excesso de merda produzido diariamente no mundo ainda poderá aniquilar a raça humana. Ou ainda uma outra reportagem, que mostra como é a vida dos travestis muçulmanos indonésios. Além disso a programação e o tratamento visual da revista continua bastante contemporânea e bacana, e as imagens são sempre ótimas. Ponto pra Vice. Mas nem por isso a filial brazuca da marca americana deixa de dar suas “cagadas pra dentro”. E uma das mais célebres foi quando estas linhas zappers estrearam em seu endereço próprio, há mais ou menos um ano. Foi um período mega turbulento nas relações profissionais e pessoais entre o autor deste blog e o sempre querido Publisher do portal Dynamite, mr. André Pomba. Ambos estavam em pé-de-guerra por discordâncias sobre os rumos editoriais do blog, e a briga começou a resvalar para as redes sociais, com alguns ataque mútuos se tornando públicos. Foi quando Zap’n’roll ameaçou deixar a Dynamite e recebeu algumas propostas para se “hospedar” em outros sites e portais. E foi também quando o blog foi procurado pelo senhor Eduardo “eu amo tubaína” Roberto, que se apresentou como “repórter” da revista, dizendo que a mesma estava interessada em uma entrevista com o sujeito aqui, desde que ele abrisse a boca e contasse todos os pormenores da briga que estava rolando. O blog zapper topou, afinal sempre curtiu a revista. Mas eis que as arestas foram sendo aparadas com André Pomba (afinal, são vinte anos de amizade), chegou-se a um acordo que satisfez os dois lados da contenda (com o blog sendo dividido em dois endereços, um próprio e o outro no portal Dynamite) e a paz voltou a reinar no mondo de Zap’n’roll. Uma paz que aparentemente provocou o “desinteresse” da Vice pela pauta que ela mesma sugeriu, visto que a entrevista jamais foi realizada. Até aí, nada demais: bilhões de pautas são propostas e descartadas diariamente na mídia planetária, inclusive aqui neste espaço online. Mas que fica maus um repórter propor a entrevista, com o aval do editor (Maleronka, né?), já dando a parada como certa e depois desistir, “cagando pra dentro”, isso fica. A revista perde um pouco de sua credibilidade anárquica, vocês não acham?
A capa da nova edição da Vice: a revista continua ok, mas andou cagando pra dentro, rsrs
* BLOG BACANA – o 23 Gotas, escrito pela gata negra Helena Lucas Rodrigues, continua mandando bem ao analisar temas atuais e cobrem desde cultura pop até política, sociedade e comportamento. O último post, por exemplo, analisa a absurda prisão do rapper Emicida. Texto bacana escrito por uma quase formanda em Letras e que vê o mundo com os olhos liberais de quem ainda tem apenas vinte e um anos de idade. Dá uma olhada e confira: http://23gotas.wordpress.com/ .
* BLOG PRA ENGANAR TROUXAS – o Town Art, infelizmente publicado no portal Dynamite online (um dos sites mais respeitados, longevos e acessados da web brasileira, na área de cultura pop, rock e comportamento) já há alguns anos, é o desastre total. Sua autora, a jornalista Maíra Hirose (quem?) escreve mal, é preguiçosa no aprofundamento do que está analisando e tenta passar ao seu incauto leitorado a errônea imagem de que ela possui cultura e informação para falar de tudo ali (artes plásticas, moda, cinema, literatura, música etc, etc, etc). Não possui, óbvio. Com frases caretas, que mais parecem saídas da boca de um boneco teletubbie (“olá, amiguinhos!”), raciocínios rasos e eivados de clichês (“…composta por sete ótimas músicas, o disco é uma verdadeira viagem musical…”, jezuiz…), a autora sempre produziu um blog ruim. Mas de tempos pra cá o Town Art ainda “agregou” (pra usar uma expressão adorada pela autora daquele blog) mais dois péssimos hábitos editoriais ao seu já enorme elenco de atrocidades jornalísticas virtuais: a) matérias que mais parecem releases “editados” para serm publicados no blog; e b) um incômodo elitismo cultural na hora de indicar roteiros de eventos para os leitores. Sim, dona Hirose adooooora falar de mostras, shows e eventos que são realizados em espaços culturais, hã, mais “chiques” da capital paulista, aqueles que são apenas visitados por uma pseudo classe média alta endinheirada e chata, pedante e careta. Ainda que muitos desses eventos tenham entrada gratuita e possam ser freqüentados por qualquer pessoa, é muito óbvio que a autora, do alto de sua prepotência, preconceito e arrogância, evita indicar atividades culturais que sejam mais “populares” ou que estejam abrigadas em espaços mais distantes, na periferia mais humilde de Sampa. No roteiro da Town Art só entram eventos que estejam hospedados em espaços dos Jardins ou de algum bairro chique das zonas oeste e sul paulistana. Lamentável. E, por fim, não dá pra confiar num blog que não escreveu sequer uma linha de dois grandes eventos realizados em Sampalândia nos últimos tempos: o festival Lollapalooza e a Virada Cultural. Na modestíssima opinião destas linhas zappers, está na hora de a direção do portal Dynamite dar um fim no blog Town Art.
O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: o novo do Garbage, óbvio. Não vai mudar o mundo, mas ainda assim mostra que a banda voltou em boa forma pra mostrar como era o grunge eletrônico dos anos 90’.
* Filme: se você ainda não assistiu, vá que está saindo de cartaz “Raul Seixas – o início, o fim e o meio”, o doc espetacular que mostra a trajetória artística e de vida do maior nome da história do rock brasileiro. É emocionante, só isso.
* Baladas: post do blogão sendo finalizando na terça-feira, 15 de maio, uia! Então vamos ver o que rola de hoje até o finde em Sampa, no? Começando hoje mesmo, quando tem shows do Wannabe Jalva e Some Community no projeto Cedo & Sentado no StudioSP (lá na rua Augusta, 595, centrão de Sampa), a partir da dez da noite.///Já na quinta-feira tem show do sexy (wow!) Brollies & Apples lá no sempre agitado Astronete (também na Augusta, no 335). E também na quinta-feira (noitada boa hein!) mas no sempre bombado Beco (lá no 609 da Augusta), vai rolar showzaço do imperdível Bidê Ou Balde.///Já as baladas do finde entram aqui no roteiro zapper no post deste finde, okays? Então aproveite as indicações e se joga!
AQUELE CD E POSTER DO THURSTON MOORE, LEMBRA?
Não? Pois o blog não esqueceu dele. E quem ganhou o mimo é:
* Ulysses Christianini, que deve entrar em contato com a produtora Inker (com Nathália) e retirar seu prêmio, ok?
Que mais? Ah, sim. Vai lá no hfinatti@gmail.com, que estão dando sopa:
* DOIS INGRESSOS para o show do Band Of Horses, no próximo dia 21 de maio, segunda-feira, no Beco/SP.
E FIM DE PAPO, FINALMENTE
O post demorou pra ser concluído, mas enfim tá aí. Nesta sexta tem mais por aqui e até lá deixamos nossos beijos e abraços na galere que sempre nos prestigia, em especial o querido Luscious Ribeiro, nosso
amigão de longa data e que recomendou a leitura zapper em sua página no
Facebook. Valeu Luscious, e continuamos fãs da Popload hein!. Até mais!
(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 15/5/2012, às 13hs.)


































































































































