O mundo anda total cinza, a política brasileira mais IMUNDA do que nunca e o blog zapper vai levando como pode, detendo sempre seu olhar sobre a cultura pop e falando neste post sobre o beeeeem desconhecido (por aqui) grupo indie rock/folk canadense Half Moon Run e também (finalmente) dando suas impressões do novo cd do Radiohead; tem Virada Cultural em Sampa neste finde e festa goth bacanuda semana que vem na capital paulista, na véspera de mais um feriadão; o novo pub/estúdio de tatuagem fodão do baixo Augusta, a boa radio rock mantida por uma operadora de TV a cabo e mais isso e aquilo em um post mais, hã, modesto (post em GIGANTE construção)

 

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Você nunca tinha ouvido falar do quarteto rock/folk canadense Half Moon Run (acima)? Nem o blog até bem pouco tempo atrás, e trazemos essa “descoberta” para nosso dileto leitorado esta semana; afinal a banda mostra que ainda há inteligência e bom gosto no rock alternativo mundial atual e que ela é tão legal quanto continua sendo a lenda indie guitar brazuca Pin Ups (abaixo), que se apresenta neste sábado à noite (leia-se: amanhã) na edição 2016 da Virada Cultural na capital paulista

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O mundo anda tão complicado…

Essa constatação já havia sido feita pelo saudoso e genial Renato Russo, em uma canção da inesquecível Legião lá por 1991 (portanto, há vinte e cinco anos). O que o falecido letrista e vocalista da maior banda da história do rock brasileiro diria então, se vivesse nos dias atuais? Nesses tempos abolutamente tenebrosos com o país mergulhado em abismo econômico jamais visto, sendo administrado nesse momento por um governo moralmente total ilegítimo e politicamente tão desonesto e corrupto quanto supostamente era aquele que foi banido do poder. O que Russo diria ao se deparar com tamanha BESTIALIDADE e conservadorismo das pessoas? Com a grande ignorância, falta de cultura e total despreparo intelectual da maioria do brasileiro médio, o que o torna cada vez mais reacionário e moralista hipócrita? O próprio Renato disse, durante entrevista ao autor deste blog (para a finada revista Interview, em matéria que foi publicada nela em janeiro de 1994), que “a ignorância é VIZINHA da maldade”. Sábia observação a dele e que se projeta de maneira assombrosa e gigantesca nos tempos atuais, quando uma atriz como a bela Bruna Linzmeyer é massacrada em redes sociais apenas porque afirmou, durante uma entrevista, que namora uma… mulher (leia sobre aqui: http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2016/05/10002143-valeu-a-pena-bruna-linzmeyer-se-expor-tanto.shtml). E isso em pleno 2016, já há mais de quinze anos no século XXI e quando o ser humano deveria estar plenamente despossuído de qualquer moralismo e preconceito de ordem racial, política, social, sexual, comportamental etc. Mas a verdade é que nos últimos vinte ou trinta anos a humanidade ANDOU PRA TRÁS nessas questões (na evolução tecnológica, sem dúvida alguma, ela continuou avançando como nunca) e regrediu tremendamente nelas. Desta forma todo esse quadro torna a alma e o coração de Zap’n’roll cada vez mais cinzas (fora que andamos passando, nos últimos dias, por turbulências de ordem pessoal, emocional e amorosa). E a cada renovação do post daquele que é um dos blogs de cultura pop e rock alternativo mais acessados do Brasil (o nosso, o que muito nos orgulha), sentimos enooooorme dificuldade em continuar achando algo que nos motive com força a continuar em meio a esse caos que se transformou o Brasil e o planeta como um todo. E se continuamos é porque sabemos que leitores ainda nos querem. E nos querem vendo falando de descobertas bacanas, como o grupo indie rock/folk canadense Half Moon Run (que nem é tão novo assim e chega a ser meio surpreendente que NENHUM blog brazuca de rock alternativo tenha escrito UMA LINHA sobre eles até hoje), sobre o qual detemos um olhar mais atento nesse post que você começa a ler agora, que está entrando no ar já na tarde de uma sexta-feira amena em Sampa – sendo que iremos prolongando os trampos por aqui e ampliando e “engordando” o material ao longo do final de semana (de Virada Cultural na capital paulista) e da próxima semana, okays? Então vamos em frente porque o mundo anda mesmo muuuuuito complicado e cultura e ótima música e rock’n’roll sempre ajudam a aliviar um pouco a sensação de que quase nada mais vale a pena nesse planeta fodido como ele está atualmente.

 

 

  • E começamos nossas notas iniciais falando da GIGANTE VERGONHA do caso da merenda escolar no Estado de São Paulo (boa parte dos alunos não a recebem, estão sem ter o que comer e ainda há o escândalo da corrupção em torno dela, patrocinado pelo PSDBosta, claro). Então esqueçamos um pouco a GRANDE MERDA em Brasília (com o governo ilegítimo de Michel “mordomo de filme de terror” Temer) e nos detenhamos em São Paulo, Estado há mais de 20 anos DOMINADO pelo PSDB e (des) governado por esse BANDIDO, FILHO DA PUTA, SUJO, ESCROTO, COVARDE e CANALHA chamado Geraldo AlckMERDA. Não bastasse tudo o que este crápula tem feito em sua administração DANTESCA (ou, como disse o jornalista e amigo Jairo Lavia em sua página no Facebook: “Veja bem, o governo Alckmin é acusado de dar calote no Metrô, surrupiar merenda, bater em estudante, matar inocentes, desocupações arbitrárias e junto com o PSDB de promover um esquema de corrupção nos trens metropolitanos e outras roubalheiras. Mas o MPSP está mesmo é preocupado com a rasteira que o Haddad deu num tal historiador de botequim. Como disse o Marcelo Rubens Paiva, “nossas instituições são uma merda!”), há agora a CEREJA do bolo. Não que a questão da PORCA (ou imunda?) merenda (e até a falta dela, já que a corrupção envolvendo a dita cuja, com gente do tucanato envolvida até o pescoço na parada que está ROUBANDO COMIDA DA BOCA DE CRIANÇAS) seja novidade a essa altura do campeonato. Mas nos IMPRESSIONOU de verdade (e da pior forma possível) esse vídeo postado no YouTube pela Trip TV. A emissora da revista convidou um crítico gastronômico para PROVAR e AVALIAR, durante uma semana, a MERENDA que o (des) governo paulista serve aos estudantes da rede pública. É, numa palavra, ESTARRECEDOR. Sendo que o vídeo (André Forastieri, o homem do portal R7, informa que mr. Alcksujo está mandando sua tropa de choque ligar para as grandes redações de mídia, para tentar CENSURAR a veiculação do vídeo mas ele, FELIZMENTE, já mega viralizou) pode ser visto aí embaixo (obs: parabéns por estar na equipe de produção do vídeo, Camila Eiroa. Você ainda vai longe como jornalista!). Assim, o que podemos desejar é que todos os IMBECIS que votaram nesse MONSTRO da sordidez política e têm filhos estudando na rede pública paulista, tenham CONGESTÕES infinitas (eles, os pais, não seus pobres filhos).

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  • O mondo pop/rock segue total calmo nos últimos dias. E esta semana quase não tivemos nenhuma notícia digna de nota aqui. Yep, vai rolar um festival mezzo goth, mezzo metal em setembro em Sampa, o Maximus Fest, lá no autódromo de Interlagos em 7 de setembro. Vão rolar gigs do já velho (mas ainda em forma, o blog supõe) Marilyn Manson e também dos alemães do Rammstein, além de outras bandas gringas e nacionais. Fora isso mais nada a destacar. Por enquanto…

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O metal/goth do inferno Marilyn Manson: show dia 7 de setembro em São Paulo

 

  • Então iremos ampliando nossas notinhas aqui assim que paradas mais legais surgirem, okays? Por hora dá um confere aê embaixo sobre uma descoberta, hã, “fofa” destas linhas lokers/rockers sempre atentas aos movimentos do indie rock planetário. O destaque de hoje é o quarteto canadense Half Moon Run, já há seis anos na ativa, dois discos lançados e uma sonoridade guitar folk/rock que vai encantar fãs de Crosby, Stills & Nash, Neil Young e Mumford & Sons.

 

 

DIRETO DO CANADÁ, O INDIE FOLK ROCK BACANA DO HALF MOON RUN

Sobre o qual estas linhas rockers bloggers fala bastante logo menos. Espera aí que já voltamos com uma radiografia bacana sobre eles, beleusma? Sendo que enquanto o texto sobre eles não aparece aqui, você pode ouvir aí embaixo o segundo álbum da banda, “Sun Leads Me On”, lançado em 2015. Boa audição!

 

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Premido por compromissos pessoais e profissionais (estamos correndo já por conta da Virada Cultural, que rola em Sampa neste final de semana), o blog zapper dá uma parada rápida nos trampos aqui mas promete voltar já neste sábado (ou amanhã), com o texto sobre o grupo canadense Half Moon Run e muuuuuito mais por aqui, certo? Então vai colando na área novamente que logo menos iremos voltar com ampliação bacanuda. Até já!

 

(enviado por Finatti às 17hs.)

 

AMPLIAÇÃO FINAL (com o enfim afastamento de Eduardo Cunha do comando da Câmara dos deputados, o novo disco do Radiohead que ACABA DE SER LANÇADO e mini resenhas dos novos discos do Primal Scream e da cantora Céu) – O tempo voa, 2016 já avança para a metade do ano e o mondo rock finalmente volta a se agigantar com os novos e ótimos discos da deusa inglesa PJ Harvey e do The Last Shadow Puppets; o que o rapper Mano Brown e o ator José De Abreu possuem em comum; os vinte e cinco anos da morte de um GÊNIO da produção rocker da geração madchester; a volta DELAS!!! Yeah! Três XOXOTAÇAS (semi-secretas) no retorno das musas do blog; e sorteio de VIPS para uma das melhores baladas alternativas noturnas da capital paulista e que acontece neste finde em São Paulo (postão ATUALIZADO E FINALIZADO em 8/5/2016)

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Em um tempo onde até mesmo o indie rock planetário se tornou qualitativamente quase que totalmente irrelevante, a deusa e musa inglesa PJ Harvey (acima) mantém um trabalho impecável que já dura mais de vinte anos e que agora ganha mais um discão em sua trajetória, que saiu há pouco na Inglaterra; e da safra mais ou menos nova do rock alternativo também britânico surge enfim o segundo trabalho do grupo The Last Shadow Puppets (abaixo), que o blogão comenta neste post onde também temos a volta de nossas sempre abusadas, ousadas, safadas e ultra tesudas musas rockers, como a paulistana Neide R. (também abaixo)

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E MAAAAAIS UMA ATUALIZAÇÃO NO DOMINGÃO DAS MÃES, COM ENFIM O NOVO DISCO DO RADIOHEAD

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Saiu finalmente, néan. Presentão pros rockers em pleno dia das mães. Depois de cinco anos de espera e jogadas de marketing que a banda sabe fazer como poucas no mondo rock, o Radiohead ressurge com “A Moon Shaped Pool”. E que já aparenta ser o melhor disco do quinteto inglês desde… “In Rainbows” (de 2007)? Parece que sim.

O  blogão ainda vai fazer algumas audições bem rigorosas do trabalho, antes de escrever um texto preciso e bacana sobre ele. Thom Yorke e sua turma merecem essa deferência, não? E enquanto esse texto não é publicado aqui, você já pode escutar o cd na íntegra aí embaixo. Boa audição!

 

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EXTRAS FECHANDO O POSTÃO

  • Postão lindão sendo concluído já na sextona DESTA semana (6 de maio). Ficou bacana e ainda tem umas notinhas aí embaixo pra fechar de vez a tampa do blogão.

 

  • A volta mais esperada do indie rock nos últimos anos, néan? O gigante Radiohead lança nos próximos dias seu novo álbum de estúdio, cinco anos após o fraquinho “The King Of Limbs”. A expectativa é enooooorme em torno do novo trabalho, mesmo porque o primeiro single do álbum, “Burn The Witch”, já roda à toda no YouTube (e a humanidade já deve ter visto) e mostra o quinteto em boa forma, com melodia bacana, orquestrações e Thom Yorke cantando bem como nunca. A aguardar então, sendo que o single você confere aí embaixo.

 

  • E em outubro na Califórnia, o festival dos sonhos de todos nós. Dá até vontade de ir pra lá, sendo que depois dessa reunião desde já inesquecível o mundo poderia acabar de vez.

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  • Enfim, o PILANTRA e BANDIDO máster Cunha foi ARRANCADO da cadeira de presidente do Congresso, e pelo STF (porque se fossêmos depender dos próprios deputados…). Pelo jeito ainda resta um mínimo de Justiça e de credibilidade nas instituições desse país total falido em todos os sentidos. TCHAU, querido!

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  • É isso. Postão fodão pra ninguém reclamar. Semana que vem tem mais. Até lá!

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O país surreal e a musa rocker inglesa.

Pode-se dizer que um não tem absolutamente nada a ver com o outro, mas são ambos (país e musa) que dominam os pensamentos de Zap’n’roll no final da tarde desta deliciosa última sexta-feira de abril, quando o outono finalmente chegou a Sampalândia e derrubou as temperaturas (nesse momento, na casa dos dezesseis graus, com céu totalmente nublado). O Brasil, óbvio, se tornou mais piada pronta do que nunca perante a imprensa internacional, por todo o quadro político que está em curso por aqui. O lado bizarro e surreal desse quadro é um processo de impeachment absurdo, contra uma presidente que, sim, cometeu muitos, grosseiros e GRAVES erros em sua administração, mas que definitivamente NÃO é BANDIDA. E o absurdo desse processo se dá justamente no fato de ele ser conduzido pelos REAIS e MAIORES BANDIDOS da história recente da política nacional, gente do naipe de Michel “mordomo de filme de terror” Temer e Eduardo “mão pesada (e nada de leve)” Cunha. Qual a legitimidade ÉTICA e/ou MORAL de um processo conduzido por esse tipo de gente? Nenhuma, claro. Fora que o lado DRAMÁTICO (e não bizarro) da situação atual é aquele que todos nós já sabemos e estamos sentido na carne: recessão, desemprego, aumento da inflação etc. Diante disso tudo conforta ao blog e, imaginamos, também ao nosso dileto leitorado, saber que uma cantora, compositora, letrista e multiinstrumentista como a inglesa PJ Harvey (uma das artistas do rock alternartivo planetário mais adoradas por estas linhas bloggers poppers há mais de vinte anos) continua ótima e brilhante em sua arte de compor e gravar grandes discos, como o seu mais novo trabalho de estúdio e que foi lançado oficialmente na Inglaterra há duas semanas. Em mundo onde a cultura pop e o rock’n’roll parecem ter sucumbido inexoravelmente à indigência criativa total, é um alento monstruoso escutar um discaço como o novo rebento dessa inglesinha miúda e sempre cáustica em sua percepção arguta e aguda sobre a existência humana, e sobre uma sociedade cada vez mais esgarçada por todo tipo de desajuste. Por isso Polly Jean é o destaque desse postão que você começa a ler agora. Enquanto o país da piada pronta e que  nunca foi sério continua pegando fogo, o melhor a fazer numa deliciosamente fria sexta-feira outonal é escutar o cd de PJ, tomando um bom vinho. E deixar o mundo podre explodir lá fora, contanto que seus escombros voem para bem longe de nós.

 

  • A repercussão ao novo projeto visual do blog não poderia ter sido melhor: quase cento e quarenta compartilhamentos e setenta e nove comentários, o que mantém essas linhas zappers como um dos blogs de cultura pop mais acessados do Brasil. Chupa, fakezada cagona e mortinha de inveja, hihihi.

 

  • E o outono finalmente chegou em Sampa, que beleza! Olha só a temperatura ontem à noite perto da house do jornalista rocker/loker/maloker:

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  • Temperatura mais do que ideal para se jogar na melhor balada noturna rocker/goth alternativa da capital paulista e que acontece nesse sábado (leia-se amanhã) em Sampa. Essa mesma, do flyer aí embaixo. Quer ir nela mas está sem dindin? No “poblema”, ahahaha. Vai lá no final do postão que tem um par de Vips esperando por você, pra te colocar na FAIXA na parada.

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  • E até o digníssimo e ultra respeitado apresentador Jô Soares se posicionou a respeito do que está acontecendo atualmente no Brasil, saindo em defesa do ator José de Abreu e do cantor Chico Buarque esta semana, em seu programa nas madrugadas da TV Globo. Não assistiu? Confere aí embaixo então.

 

  • O QUE MANO BROWN E JOSÉ DE ABREU TÊM EM COMUM – um é dos mais conhecidos, polêmicos e dos melhores compositores e letristas do rap brasileiro desde que ele (rap) existe por aqui. À frente do grupo paulistano Racionais MC’s, gravou pelo menos duas obras-primas em sua já longa trajetória musical: “Raio X Brasil” (de 1993 e que tem “Homem na estrada” e “Fim de semana no parque”) e “Sobrevivendo no inferno” (lançado em 1997 e que se tornou, mesmo sendo comercializado de forma independente, o álbum de rap mais vendido da história da música brasileira, com cerca de um milhão de cópias adquiridas pelos fãs). E antes que algum COXA imbecil venha GRASNAR algo, dois detalhes a saber: a) o grupo, tirando cachês recebidos pela prefeitura de São Paulo para participar de algumas edições da Virada Cultural, dificilmente foi ou vai em busca de verba PÚBLICA para bancar algum projeto seu; e b) o vocalista do grupo está sim hoje em dia com uma situação profissional e financeira confortável, sendo que segundo se sabe ele mora em um ótimo condomínio fechado na zona sul paulistana. Mas é um conforto/status que ele adquiriu graças à EXCELÊNCIA da sua ARTE e do seu trabalho como músico, ponto. E quem disse que preto e rapper não pode morar bem e ter grana? O outro é um dos mais conhecidos atores da televisão, teatro e cinema brasileiros. Foi um dos principais destaques da última novela do horário nobre da TV Globo. E nem por isso deixou de mudar suas convicções/posturas político/ideológicas. Sempre esteve à ESQUERDA e deu show de bola durante entrevista ao atualmente nefasto Domingão do Faustão, no último domingo na Globo. Cada declaração sua dada no programa merece ser APLAUDIDA DE PÉ. O que o cantor de rap e o ator Global têm em comum? Simples: apesar de serem artistas mega conhecidos e de possuírem uma situação financeira que muito COXINHA imbecil não tem, são FIÉIS às suas posturas políticas. Estão enxergando com clareza a grande BANDIDAGEM em curso nesse país (na questão do processo de impeachment da presidente) e estão soltando o verbo contra essa bandidagem, ainda que isso lhes custe rusgas, ataques pessoais escrotos (disparados por OGROS da direta e da egoísta, moralista hipócrita e estúpida classe média brasileira) e menos popularidade. Parabéns José De Abreu e Mano Brown. Zap’n’roll segue sendo total fã de ambos. Aliás é um claro sinal dessa época bestial que vivemos atualmente: enquanto ex-roqueiros “subversivos” de outrora se transformaram em REACIONÁRIOS de MERDA (né, Lobão e Roger Moreira), um RAPPER de respeito mostra o que é coerência política e ideológica. E antes que o blog se esqueça: quem insultou Zé de Abreu no restaurante onde o ator jantava com sua esposa, foi identificado como sendo um ADVOGADO. Belo EXEMPLO de cidadania e (in) civilidade por parte de um representante de uma classe profissional que deveria se pautar totalmente pela inteligência/ótima argumentação/educação e elegância máxima.

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O rapper mai famoso do Brasil (acima) e o ator da TV Globo (abaixo): coerência e defesa da democracia e da legalidade político/institucional, ainda que isso custe impopularidade e insultos públicos a ambos

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  • E o bom e velho Power pop escocês do grupo Travis (já há duas décadas e meia fazendo a alegria do povo que curte guitarras e melodias, hã, fofinhas) está de volta. A banda do vocalista Fran Healy lançou HOJE “Everything At Once”, seu novo disco de estúdio e que sucede o muito bom “Where You Stand”, editado há três anos. O blog vai escutar o dito cujo pelos próximos dias pra comentá-lo melhor aqui. Mas enquanto isso você já pode ouvir o dito cujo na íntegra aí embaixo.

 

  • E as nossas tradicionais notas iniciais estão em construção nesse post, hehe. Ao longo do finde e também do início da próxima semana elas irão sendo “engordadas” caso algum assunto relevante for surgindo. Enquanto isso não acontece, vamos falar aí embaixo da espetacular volta da nossa musa rocker inglesa PJ Harvey.

 

 

PJ HARVEY SE MANTÉM COMO MUSA E DEUSA SUPREMA DO ROCK INGLÊS QUE IMPORTA EM SEU NOVO DISCO

A cantora, guitarrista, multiinstrumentista e compositora inglesa Polly Jean Harvey vai completar quarenta e sete anos de idade em outubro próximo. E está na estrada do grande rock’n’roll alternativo desde o início dos anos 90’ quando ela, ainda muito jovem, ganhou a aclamação da crítica e amealhou milhares de fãs na Inglaterra com os seus três primeiros (e ótimos) discos de estúdio, que a transformaram num dos nomes mais “quentes” da então efervescente indie rock scene britânica. Foi nessa época inclusive que Zap’n’roll também se tornou super fã da garota magrelíssima e baixinha. E essa admiração pela sua obra musical permanece inalterada até hoje, mais de duas décadas depois. Aliás aumentou um pouco mais depois que o blog fez diversas audições de “The Hope Six Demolition Project”, o novo álbum de estúdio da cantora e que foi lançado há menos de duas semanas no Reino Unido. É o nono trabalho inédito de PJ Harvey, não tem previsão de lançamento físico em edição nacional e estas linhas online, claro, não iriam deixar de comentar sobre ele aqui.

PJ Harvey sempre foi uma artista no mínimo… estranha. De personalidade algo enigmática e desajustada, fisicamente sempre muito magra, ela logo chamou a atenção da imprensa musical britânica em sua estréia discográfica com “Dry”, em 1992. Era um disco cru, rude, ríspido em sua musicalidade (com nuances de punkismo nas melodias e nos ataques da guitarra) e que tratava de temas sombrios e incômodos nas letras (desequilíbrios emocionais, anseios femininos, descompassos nas relações entre homens e mulheres). A jornalistada musical adorou, os novos fãs idem e Polly Jean se tornou musa aos vinte e dois anos de idade da então cena musical alternativa inglesa. Um status que aumentou ainda mais com “Ride Of Me” (lançado em 1993) e que chegou ao ápice em “To Bring You My Love”, editado em 1995 e que era muito mais sofisticado musicalmente do que os dois primeiros CDs. Deambulando por paisagens sonoras menos rudes e com um pé em blues mezzo psicodélico, a cantora prosseguiu falando dos mesmos temas nas canções mas com um apelo menos agressivo e mais sedutor. Foi assim que o single “Down By The Water” estourou nas rádios inglesas e levou o disco a vender mais de um milhão de cópias. Foi nesse período também que PJ se “enroscou” em um affair com outra celebridade indie da Velha Ilha, o cantor australiano Nick Cave. Um romance que terminou tempos depois e deixou como saldo uma depressão mediana em Harvey, além de lhe causar distúrbios alimentares.

A partir daí a cantora diminuiu sua produção musical e gravou no período de uma década apenas três discos, que podem ser considerados medianos em sua qualidade musical – e no caso DELA, entenda-se por mediano: muuuuuito superior a pelo menos 90% do LIXO rock’n’roll que é produzido nos dias atuais. Porém, ao vivo, ela e sua banda se mantinham IMPECÁVEIS – quem viu a apresentação de PJ no Tim Festival em São Paulo, no segundo semestre de 2004 (o blog estava naquela gig, em uma noite em que também subiu ao palco o igualmente grande Primal Scream), não esquece até hoje, sendo que há um trecho deste show logo mais aí embaixo, para que nosso dileto leitorado possa conferir.

Foi em 2007 que PJ Harvey, sempre procurando jamais se repetir musicalmente, deu uma guinada surpreendente em sua trajetória ao lançar “White Chalk”. Deixando as guitarras de lado a compositora gravou um disco inteiro apenas tocando piano, alguns violões e cantando. Bordou uma coleção de músicas introspectivas, reflexivas e bastante melancólicas. O resultado ficou belíssimo, transformou o disco numa pequena obra-prima e abriu caminho para outra mudança quase radical em termos de ambiência musical: “Let England Shake”, lançado quatro anos depois (em 2011) trazia Harvey novamente tocando guitarra e muitos outros instrumentos – até uma auto-harpa que ela não sabia tocar e aprendeu a dominar com relativa maestria. De fortíssimo conteúdo social e político, “Let England…” tratava da desustruturação e desagregação social da humanidade através de canções que falavam em tom ficcional (mas com um fundo total de verdade) das duas grandes guerras mundiais. Se tornou uma das grandes obras do rock inglês dos anos 2000’ e ganhou com justiça o Mercury Prize (um dos prêmios artísticos máximos da Inglaterra).

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O novo e excelente álbum (acima) de PJ Harvey (abaixo) mantém a cantora como uma das melhores artistas ainda em atividade no rock inglês e planetário

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E aí chegamos a este igualmente estupendo “The Hope Six Demolition Project”, que saiu oficialmente na Inglaterra no último dia 15 de abril. O trabalho pode ser considerado meio que como uma extensão de “Let England…”, que saiu já há cinco anos, período em que a cantora não parou de fazer shows e quando ela também viajou por diferentes países para coletar material de viés social e político para compor o novo álbum. Que com efeito se mostra ainda mais político em suas onze faixas, onde PJ trafega desde rocks de guitarras com melodia de acento indie/bluesy (notadamente nos dois primeiros singles de trabalho, “The Community Of Hope” e “The Wheel”) até faixas estranhíssimas, como o blues “torto” e agônico de “The Ministry Of Social Affairs”, que termina com um solo de sax angustiado, descompassado e como se fosse sair do controle do músico que o está executando a qualquer momento. Pelo caminho entre estas três músicas ainda sobram canções intensas e abrasivas (como “The Ministry Of Defence”) ou mais “contidas” (mas não menos poderosas), e aí dois ótimos exemplos são “A Line In The Sand” e “Chain Of Keys” (esta também pontuada por muitos sons de sax, que são bastante preponderantes em vários momentos do cd).

Como se não bastasse a excelência musical do álbum, que tem produção de Flood (que trabalhou em alguns dos melhores discos do U2 e do Depeche Mode) e do já velho parceiro John Parish, há ainda a verve textual cada vez mais corrosiva e abrasiva da cantora, verbalizando o olhar desalentador que ela tem sobre a sociedade e o mundo de hoje, com suas guerras insanas, suas imensas desigualdade econômico/sociais, seus brutais atos terroristas e seu pós-modernismo capenga e falido, que transformou a utopia de um mundo tecnologicamente ultra avançado e também tranquilo, justo e igualitário para todos em DISTOPIA planetária e permeada pelo horror descrito por Joseph Conrad em “O coração das trevas”. “Agora esta é apenas a cidade de drogas/Apenas zumbis/Mas isso é apenas a vida/Eles vão colocar um Walmart aqui”, canta ela em “The Community Of Hope”. Ou ainda, em “The Wheel”: “Um quadro dos desaparecidos/Amarrado ao prédio do governo/8.000 fotografias amareladas pelo sol/Empalideceram com as rosas”.

“The Hope Six Demolition Project” produz, no final das contas, enorme satisfação em quem o escuta por mostrar que ainda há vida muito pensante, inteligente e muita reflexão política e social no rock’n’roll, em um tempo (o atual) onde ele se tornou quase que absolutamente fútil, banal, superficial, comercial e desprezível. Polly Jean Harvey é a prova cabal de que ainda podemos ter o rock como trilha de nossas reflexões sobre a existência humana e todos os seus percalsos. Ela cometeu mais um grande disco, que será celebrado por muitos anos ainda. E que mantém essa mulher franzina ainda como musa e deusa GIGANTE do rock inglês que realmente importa.

 

 

O TRACK LIST DO NOVO DISCO DE PJ HARVEY

1.The Community of Hope”

2.”The Ministry of Defence”

3.”A Line in the Sand”

4.”Chain of Keys”

5.”River Anacostia”

6.”Near the Memorials to Vietnam and Lincoln”

7.”The Orange Monkey”

8.”Medicinals”

9.”The Ministry of Social Affairs”

10.”The Wheel”

11.”Dollar, Dollar”

 

E A DEUSA DO ROCK INGLÊS AÍ EMBAIXO

Nos vídeos dos dois primeiros singles de trabalho do novo álbum, além de um trecho do shows inesquecível que ela fez em São Paulo em 2004, no Tim Festival – volta pra cá Polly Jean!

 

 

E O NOVO DISCO DE PJ HARVEY NA ÍNTEGRA ABAIXO

 

25 ANOS SEM MARTIN HANNETT, O GÊNIO LOUCO DA PRODUÇÃO MUSICAL ROCKER EM MANCHESTER

Ao rever madrugada dessas no YouTube “A festa nunca termina”, o sensacional misto de documentário e ficção que conta a história da cena musical de Manchester (na Inglaterra) no final dos anos 70’/início dos 80’ (uma cena inesquecível, já clássica e histórica e que deu ao mundo MONUMENTOS da música pop e do rock como Joy Division e New Order), surgiu no jornalistas rocker/blogger a inspiração para escrever este tópico. E numa semana (a passada) em que a música perdeu Prince (e num ano em que também já perdemos David Bowie), um PERSONAGEM chamou novamente a atenção no filme: o produtor Martin Hannett, que foi o responsável pelas gravações dos dois álbuns de estúdio do Joy Division (“Unknow Pleasures”, de 1979, e “Closer”, de 1980) e pelo disco de estréia do New Order (“Movement”, lançado em novembro de 1981).

A certa altura do filme o dono do ultra lendário selo Factory Records (lar tanto do JD quanto do NO), o igualmente lendário (e já morto) Tony Wilson, diz: “esse é um filme sobre MÚSICA e seus GÊNIOS. Eu sou um personagem MENOR aqui. Os maiores são Ian Curtis (vocalista do Joy, que se matou em maio de 1980) e MARTIN HANNETT”.

Ele tinha/tem absoluta razão ao dizer isso. Sendo que em um mundo tão efêmero como o da era da web, onde tudo é esquecido fácil e rápido demais, não custa lembrar um pouco de Hannett, mesmo porque 95% da pirralhada BURRA de hoje ou não se lembra mais dele ou sequer sabe quem ele foi. Detalhe: na semana passada se completaram exatos 25 anos da sua morte – ele foi fulminado por um ataque cardíaco em 18 de abril de 1991. Era jovem ainda, tinha apenas 42 anos de idade.

Martin Hannett era mais que genial. Era um MONSTRO como produtor. E um completo ALUCINADO, que devorava drogas (maconha, xaropes variados, cocaína, heroína, além de beber horrores) como quem devora um prato de comida na hora do almoço. E isso não interferia em NADA em sua genialidade artística e em suas percepções/concepções de produtor musical, muito pelo contrário. Foi de Hannett toda a inspiração/concepção da ambiência sonora que permeia todo a obra-prima que é “Closer”, o disco derradeiro do Joy Division, lançado apenas dois meses antes que Ian Curtis resolvesse mandar o mundo tomar no cu e pusesse uma corda em seu pescoço, aos 23 anos de idade. Aquela sonoridade gélida, sombria e distante que permeia o disco todo saiu da cabeça de MH, que a conseguiu simplesmente construindo uma abóbada de GESSO no TETO do estúdio onde a banda estava gravando. O resultado sonoro obtido se tornou um marco único na história do rock’n’roll e até hoje nenhum disco conseguiu ter uma sonoridade parecida ou próxima daquela que escutamos em “Closer”. Ou talvez o mais próximo dessa sonoridade esteja no álbum de estréia do New Order (que surgiu das sombras do Joy), “Movement”, de 1981. Também produzido por Martin, é sim um trabalho com canções dançantes mas absurdamente SOMBRIO em sua ambiência sônica – basta ouvir as duas primeiras faixas dele, “Dreams Never End” e “Truth”, pra sacar isso. É como se o Joy ainda existisse mas com Bernard Sumner cantando no lugar de Ian Curtis.

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Martin Hannett (acima), o gênio louco da inesquecível geração rocker de Manchester, nos anos 80’: ele produziu a obra-prima do Joy Division e também o primeiro álbum do New Order

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Claro que apenas dois anos depois o NO mudaria cada vez mais sua estética musical em direção a um mix impecável de rock com dance music. Isso, todo mundo sabe, resultou no ponto culminante da carreira da banda, o single “Blue Monday” (1983), sendo que ESSA todo mundo conhece até hoje (até os aborrescentes que babam com Rihana e Kate Perry). O single de 12 polegadas mais vendido de toda a história da música, “Blue Monday” tornou o New Order milionário e fez a banda vender uma quantidade de discos jamais sonhada nos tempos do Joy Division. Mas isso é outra história e voltemos a Martin Hannett.

Como já foi dito aí em cima, ele era um completo ALUCINADO. Não raro dava TIROS de revólver dentro do estúdio. E cansou de quebrar o pau com Tony Wilson (outro visionário, que também morreu ainda novo, aos 57 anos de idade, de ataque cardíaco, em 2007) que, mesmo assim, admirava a genialidade de Hannett de forma incondicional. Mas Martin era um louco irrecuperável. Jamais parou de beber e de se entupir de drogas. E morreu em 1991 também de ataque do coração, com 42 anos. Pesava então cerca de 150 quilos (!!!).

Como já dissemos, esse post foi escrito por causa do filme “A festa nunca termina” e porque fomos pesquisar um pouco mais sobre MH na web. Foi aí que verificamos que no último dia 18 de abril se passaram 25 anos da sua morte. E pela importância que esse sujeito teve na história do rock inglês e mundial dos anos 80’, achamos que ele merecia ser melhor lembrado para a turma de agora, tão inculta e ignorante quando o assunto é rock e cultura pop. Daí um ótimo motivo pra publicar este texto, não?

 

  • O blog assistiu a TRÊS shows do New Order: em 1988 no ginásio do Ibirapuera lotado (15 mil pessoas lá dentro) e que veio abaixo quando eles tocaram “Blue Monday”, depois em 2006 (salvo engano) na extinta Via Funchal (showzaço, ainda) e, por fim, alguns anos depois no Ultra Music Festival. Aí o blog já achou o grupo CAIDAÇO no palco e desencanou. Não vimos a gig no Lollapalooza BR e nem fizemos questão.

 

 

“A FESTA NUNCA TERMINA” AÍ EMBAIXO

Para quem nunca assistiu ao filme que radiografa com bastante humor (negro, muitas vezes, rsrs) a cena musical inesquecível de Manchester no final dos anos 70’ e durante toda a década de 80’. Uma cena que se tornou lendária e que ficou conhecida como “Madchester”.

 

 

ARQUIVO IMAGÉTICO/JORNALÍSTICO GIGANTE – TRINTA ANOS DE JORNALISMO MUSICAL E TREZE ANOS DE UM BLOG DE CULTURA POP

Já estamos praticamente em maio de 2016, que começa neste domigo. E especificamente o maio deste ano tem um significado muito especial para este já velho jornalista ainda mezzo loker e eternamente rocker. Foi neste mesmo mês, há 30 anos (em 1986), que ele começou sua trajetória no jornalismo musical brasileiro e paulistano. E daria para escrever um LIVRO aqui nesse tópico, sobre essas três décadas de atuação na imprensa. Como isso não é possível, vinte histórias desses trinta anos de jornalismo musical estão compiladas no livro “Escadaria para o inferno – memórias de um jornalista junkie”, que pretendemos lançar finalmente este ano.

Foi em maio também, mas em 2003, que começamos a escrever a versão online da coluna “Zap’n’roll” sobre rock alternativo e cultura pop, que foi publicada de 1993 a 1995 na extinta edição impressa da revista Dynamite. A coluna, que era postada no portal Dynamite online, se transformou em blog, migrou para seu endereço próprio na web e hoje, treze anos depois (uma eternidade em um mundo tão efêmero quanto o dos blogs e de toda a internet no final das contas), é um dos espaços virtuais de maior acesso e leitura na web BR dedicada ao rock alternativo e a cultura pop.

Então, a partir deste postão, vamos falar bastante sobre essas duas datas aqui na Zap’n’roll. Por enquanto iniciamos as comemorações e rememorações das duas datas com esse arquivo imagético algo extenso, onde resgatamos cerca de nove matérias, entrevistas e críticas de discos assinadas pelo autor deste espaço online nos diversos veículos (alguns dos principais jornais e revistas da história da imprensa do Brasil, alguns já extintos) para os quais trabalhamos e/ou colaboramos. São momentos bacaníssimos e que nos trazem ótimas lembranças.

E nesses trinta anos de jornalismo o blog precisa deixar registrado seu agradecimento de coração e eterno a pelo menos quatro nomes. Foram e continuam sendo nossos MESTRES nessa área profissional tão fascinante (e árdua, penosa e não raro espinhosa e louca), além de AMIGOS ultra queridos. Se não fosse por eles e as oportunidades qu nos deram e as portas que nos abriram, talvez não tivéssemos uma história tão legal para recordar aqui. nosso carinho e GRATIDÃO para sempre para Leopoldo Rey (que me abriu a porta na nanica editora Imprima, que publicava a igualmente nanica revista Rock Stars), Maurício Kubrusly (que recebeu o zapper em sua inesquecível e lendária revista Somtrês, sendo que há anos ele atua brilhantemente como repórter da TV Globo), Luis Antonio Giron (nosso “pai” no Caderno 2, do jornal O Estado De S. Paulo e um dos mais brilhantes jornalistas culturais deste país) e o “irmão de coração eterno” Pomba, que nos recebeu na independente e alternativa revista Dynamite em um momento (1993) bastante dramático da nossa jornada como jornalista.

Nas fotos aí embaixo, as seguintes capas de revistas e as matérias assinadas pelo jornalista nelas e também em jornais:

 

– primeira edição da revista Zorra (do início de 1987), e que era dedicada apenas ao então soberano rock nacional dos 80’, sendo que nessa edição específica (a revista acabou durando apenas três números) assinamos diversas matérias (Ira!, Camisa De Vênus, Fellini) e resenhas discos (entre eles, das Mercenárias e do Ratos De Porão) e shows (Capital Inicial).

 

– revista Somtrês de agosto de 1987, com resenha comentando o lançamento de “Closer”, o clássico segundo álbum do Joy Division.

 

– revista IstoÉ de agosto de 1990: assinamos uma matéria de TRÊS PÁGINAS sobre o então estouro nacional da saudosa Legião Urbana.

 

– revista Interview, de janeiro de 1994: fizemos um entrevistão com Renato Russo e a Legião Urbana.

 

– revista Dynamite, de outubro de 1996: matéria de capa falando do estouro do Oasis na Inglaterra.

 

– revista Dynamite, início de 1998: outra matéria de capa, dessa vez radiografando a explosão do Radiohead na Inglaterra e também no Brasil.

 

– revista Showbizz, dezembro de 1988: resenha de um disco solo do Mark Lanegan, ex-vocalista do grupo Screaming Trees, da era de ouro do grunge.

 

– revista Rolling Stone Brasil, agosto de 2008: matéria bacaníssima de duas páginas sobre o Vanguart, que estava em super ascensão e que se tornou o único grupo independente brasileiro a ficar muito popular.

 

– jornais: matérias de página inteira no caderno de variedades do extinto Jornal Da Tarde (em agosto de 1988, falando das vindas ao Brasil de Iggy Pop e dos grupos The Mission e Jethro Tull) e na capa do caderno de variedades do também extinto Gazeta Mercantil (em novembro de 2008) traçando um perfil do inesquecível REM, que tocou no final daquele ano em São Paulo.

 

E por último: uma montagem com as capas de diversas revistas onde há matérias do blogger rocker sobre o CARTAZ da festa de quatro anos do blog Zap’n’roll, que rolou no clube Outs/SP com shows do Vanguart e Faichecleres (que não existe mais). Foi uma madrugada insana e inesquecível, com mais de quinhentas pessoas no clube rock mais legal e infernal do baixo Augusta em Sampa.

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É isso, queridos (as). Ao contrário de gente (pouca hoje em dia, felizmente) que nos detesta e quer fazer acreditar (principalmente fakes que vivem latindo no painel do leitor do blog, né Marco Rezende, malbostinha tahan, Marcinho Passos filho da cutinha/putinha, oleúde oleoso etc.), este FINASKI tem sim (modéstia às favas) uma bela história no jornalismo cultural brazuca. E muito nos orgulhamos dela.

 

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OITO ANOS APÓS O PRIMEIRO DISCO, A BOA VOLTA DO THE LAST SHADOW PUPPETS

Alex Turner, guitarrista, vocalista e principal compositor do quarteto inglês Arctic Monkeys (um dos poucos nomes que realmente ainda importam no indie rock planetário deste triste milênio), está de férias de sua banda principal – o último álbum do AM, aliás justamente batizado de “AM”, saiu em 2013. Assim, com mais tempo disponível ele fez algo que talvez já devesse ter feito há alguns anos: se juntou novamente ao velho amigo e também músico Miles Kane e finalmente lançou o segundo trabalho de estúdio do grupo paralelo da dupla, The Last Shadow Puppets. “Everything You’ve Come To Expect” saiu na Inglaterra mês passado, e não tem previsão (óbvio) de ganhar edição brasileira. Mas você o encontra fácil em qualquer plataforma digital (como o Spotify, por exemplo). E cá entre nós é um álbum beeeeem legal, quase tanto (ou mais ainda, dependendo do ponto de vista de cada ouvinte) são os três últimos discos dos macaquinhos.

E a dupla demorou consideravelmente para voltar ao estúdio. A estréia deles se deu em abril de 2008, com “The Age Of The Understatement”. Nessa época o AM já caminhava para se tornar mega banda no indie rock inglês e Turner resolveu criar junto com Miles Kane um projeto musical “paralelo” que se diferenciasse do que ambos faziam até então. Nasceu o TLSP, com uma sonoridade mais pop e radiofônica e mais centrada em rocks garageiros com eflúvios dos anos 50’ e 60’. O álbum de estréia agradou a imprensa e também aos fãs do Arctic Monkeys, mas não se tornou nenhum estouro mercadológico.

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O novo disco do TLSP: tão legal quanto os do Arctic Monkeys

 

Agora, oito anos depois e com novo trabalho disponível a dupla quer, além do reconhecimento artístico (e isso o disco poderá lhes dar com tranqüilidade), tentar também se dar bem no quesito financeiro. Para isso a gravadora Domino está investindo bastante no trabalho de divulgação e colocando o duo pra fazer barulho em shows ao vivo pelos Estados Unidos e Japão. Mas o principal mesmo é o material desse novo cd, que combina baladas com emanações algo bluesy/psicodélicas com rocks mais acelerados (como o primeiro single de trabalho, “Bad Habits”) e outros de puro apelo garageiro. Assim vão surgindo ótimas canções ao longo do disco, como “Aviation”, “Miracle Aligner” ou a belíssima “Used To Be My Girl”. Músicas com melodias pop em sua essência e que não vão revolucionar absolutamente nada na cultura pop. Mas que mostram que o falido rock planetário atual ainda guarda algumas boas surpresas e alguns nomes capazes de gravar um bom disco. E o The Last Shadow Puppets felizmente ainda se mantém como uma dessas boas surpresas.

 

 

O TRACK LIST DO NOVO ÁLBUM DO TLSP

1.”Aviation”

2.”Miracle Aligner”

3.”Dracula Teeth”

4.”Everything You’ve Come to Expect”

5.”The Element of Surprise”

6.”Bad Habits”

7.”Sweet Dreams, TN”

9.”She Does the Woods”

10.”Pattern”

11.”The Dream Synopsis”

 

E A BANDA EM SEU NOVO VÍDEO E O NOVO DISCO INTEIRO, PARA VOCÊ ESCUTAR

Mostrando “Bad Habits”, o primeiro single de trabalho do novo álbum.

 

ELAS ESTÃO DE VOLTA!!!  AS SAFADAS, TESUDAS E ABUSADAS MUSAS ROCKERS (EM VERSÃO SEMI-SECRETA, ULALÁ!)

Yeeeeesssss!!! Bem que a gente tenta ficar um tempo sem ELAS por aqui. Mas nosso dileto leitorado macho (cado) acaba sentindo a ausência dessas deliciosas cadelinhas ordinárias e safadas como apenas elas sabem ser, ficam pedindo a volta delas, não resistimos e acabamos atendendo.

Então aqui estão elas novamente: nossas tesudíssimas musas rockers em sua primeira aparição em 2016 (já quase meio do ano, uia!). E pra marcar BEM o retorno do tópico selecionamos três delícias que já estiveram aqui, em poses absolutamente DEVASSAS. Por isso mesmo as musas desse post serão “semi-secretas”, com suas identidades completas mantidas em SIGILO, ok? Então deleitem-se, apreciem sem moderação e caprichem na sessão masturbatória, ulala!

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Neide R. (acima e abaixo) Idade: 33 anos. De: São Paulo. Gosta de Charles Bukowski, Gabriel Garcia Marquez, Cazuza, Tiê e Lana Del Rey. E AMA trepar. E há oito meses enlouquece o autor deste blog, a quem ela chama de “velho roludo dos infernos e/ou bruxo velho de pau gostoso”, ahahahaha.

 

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Lili O. (abaixo) Idade: 28 anos. De: São Paulo. Gosta de gothic rock, visuais extravagantes, couro,  vinil e baladas sado/masoquistas. E é um XOXOTAÇO.

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Andressa (abaixo). Idade: 23 anos. De: interior de São Paulo. Gosta de fazer academia, de hard rock (AC/DC) e de se exibir. E confessou certa vez ao blog: “sou casada e adoro meu marido. Mas também AMO FODER com outros machos!”.

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

  • Disco, I: os novos da deusa PJ Harvey e da dupla The Last Shadow Puppets.
  • Disco, II: já um gigante da história do indie rock britânico o Primal Scream, eternamente liderado pelo vocalista e compositor Bobby Gillespie até hoje persegue um resultado igual ao conseguido na obra-prima “Screamadelica”, lançado em 1991 (lá se vão vinte e cinco anos…) e até hoje o ponto culminante da banda. Este “Chaosmosis” mostra o grupo em boa forma mas ainda assim longe de reeditar o impacto conseguindo com o discaço de 1991. O PS continua perseguindo a contemporaneidade do pop e para isso não economiza no mix de guitarras com melodias mais dançantes e apoiadas em nuances eletrônicas. E sempre atento aos movimentos atuais do mondo pop, não deixou de convidar a cantora americana Sky Ferreira para participar do primeiro single do cd, a dançante “Where The Light Gets In”. É um bom trabalho mas mostra que, aos cinqüenta e três anos de idade, mr. Gillespie começa a dar sinais de esgotamento criativo.
  • Disco, III: da safra das cantoras surgidas na cena paulistana dos anos 2000’, Céu é uma das mais legais. Não apenas pela sua ótima inflexão e pela capacidade de trafegar em diferentes registros e influencias (MPB, pop, música eletrônica), mas principalmente por sempre mostrar grande fôlego criativo e tarimba artística para compor ótimas melodias, letras e arranjos. Tudo isso pode ser conferido em “Tropix”, seu quarto álbum de estúdio (em uma carreria que já se iniciou há mais de uma década, em 2005) e que chegou às lojas há algumas semanas. A bela cerrcou-se no novo trabalho de gente bacana como a cantora Tulipa Ruiz e o vocalista Jorge Du Peixe (da Nação Zumbi) para engendrar uma coleção de canções que seduzem quem as escuta pelo seu refinamento composicional, e pela estrutura que permite que ela vá do reggae ao eletrônico (como na sombria e bela faixa que abre o disco, “Pefume do invisível”) sem constrangimento e com ótima eficiência e elegância. O cd anterior, “Caravana Sereia Bloom” já era um discão. E o novo mantém o fôlego de Céu inalterado, mostrando que ela, aos trinta e seis anos de idade, ainda tem muito de bom a mostrar para os fãs de ótima música brasileira. E também torna completamente dispensável precisarmos continuar agüentando os sacais trinados da já caidaça e mala Marisa Monte. Sendo que “Tropix” pode ser ouvido na íntegra aí embaixo.

 

  • Filme: há dois ótimos e imediatos motivos para se assistir “A frente fria que a chuva traz” (que o blog, assume, ainda não viu). O primeiro é que ele marca a volta de Neville D’Almeida (um dos cineastas mais subversivos e transgressores da história do cinema brasileiro) à direção, após uma ausência de quase dezessete anos. O segundo é que o roteiro do longa (que mostra um grupo de jovens endinheirados realizando “festinhas” movidas a putaria, álcool e cocaine em uma laje de uma comunidade pobre carioca, numa metáfora sobre a desintegração/desagregação da sociedade atual) é baseado em texto escrito pelo graaaaande (e amigo pessoal destas linhas bloggers poppers) dramaturgo Mário Bortolotto. Então fikadika, sendo que assim que formos conferir o filme voltaremos a falar sobre ele.

 

  • Festa bacanuda: produzida pelo chapa Ricardo Fernandes (amigão zapper há pelo menos década e meia), rola neste sábado (o postão está finalmente sendo concluído na sexta-feira, 6 de maio) mais uma edição da legalíssima festona pop “Call The Cops”, cuja idéia é misturar muitas tendências da música pop na DJ set, mas sempre privilegiando o indie rock. Vai acontecer lá no Alberta 3 (que fica na avenida São Luis, 272, metrô República, centrão rocker de Sampa), um dos clubinhos rock’n’roll mais decentes do centro da capital paulista. Interessou em saber mais sobre o evento? Vai aqui: https://www.facebook.com/events/266962876973017/. Que ir nele na FAIXA? Manda JÁ seu pedido pra hfinatti@gmail.com, que tem um par de Vips pro babado esperando por você. Arrisque e boa sorte!
  • Baladas pro finde: yep, com o postão chegando ao fim enfim, é hora de ver o que temos de bacana no circuito alternativo de Sampalândia pra este final de semana. E a parada começa muito bem nessa sexta-feira, 6 de maio (leia-se: hoje), com show de lançamento do novo disco do redivivo DeFalla no Sesc Pompeia (que fica na rua Clélia, 93, Pompeia, zona oeste paulistana), a partir das nove  e meia da noite. E também hoje, sextona em si mas no Inferno Club (no 501 da rua Augusta), rola mais uma edição da “Party Bitch” (ou festa puta, uia!), sempre com muuuuuito rock garageiro na discotecagem.///Já no sabadão tem mais um showzaço do shoegazer Wry na Casa do Mancha (que fica na rua Felipe de Alcaçova, na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo), às nove da noite. E de lá dá pra esticar pro sempre infernal open bar do clube Outs (lá no 486 da rua Augusta). Tá bão, néan. Então se monta e se joga, porra!

 

E O FIM, ENFIM

Postão mais grandão e bacanão que esse impossível, hein! Mas como tudo sempre tem um final, precisamos parar por aqui que já é hora. Porém sem crise: semana que vem o blog mais legal da web BR de rock alternativo e cultura pop estará aqui novamente, sempre pra te deixar mais feliz em um mundo que está cada vez mais cinza e complicado. Até lá então, com beijos no coração de todos os nossos leitores.

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 8/5/2016, às 15:50hs.)

 

AMPLIAÇÃO FINAL (com análise sobre o impeachment que será votado neste domingo, e ainda as datas da turnê do Black Sabbath no final do ano no Brasil e o roteiro de baladas e dicas culturais zappers): O blogão enfim ressurge em novo visual/plataforma, e comentando (claaaaaro) o memê musical da semana: o novo e PÉSSIMO disco do escroto e ultra reaça Lobão, que ficou uma década sem gravar e ao invés de pedir pra sair de uma vez insiste em manchar seu glorioso passado rocker com suas atuais vergonhas musicais e políticas; o Iron Merda, ops, Maiden, continua a lotar estádios no Brasil e suscita a questão: é mesmo o fim do rock’n’roll? E mais isso e aquilo tudo no blog de cultura pop e rock alternativo que segue firme e forte há treze anos no ar! (postão TOTAL CONCLUÍDO E COMPLETÃO, com atualização definitiva em 14/4/2016)

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O cantor e compositor Lobão (acima) e o velhusco, cafona e grotesco grupo de heavy metal Iron Maiden (abaixo, durante seu último show em São Paulo, no final de março passado) possuem mais em comum do que você imagina: ambos são o exemplo máximo do pior rock que existe atualmente, aquele burro, antiquado, atrasado, reacionário, machista, branco e conservador ao extremo, o que reflete também no comportamento dos fãs tanto da banda britânica quanto do músico carioca, que acaba de lançar seu novo e péssimo álbum

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FECHANDO O POSTÃO, TRÊS IMAGENS QUE DIZEM E RESUMEM TUDO SOBRE O ATUAL MOMENTO POLÍTICO BRASILEIRO – a foto principal foi tirada essa semana no Rio. Mostra um sujeito que veio do sertão nordestino em um CAMINHÃO para São Paulo e aqui se tornou um dos maiores líderes políticos/sindicais da história do país. Respeitado no mundo inteiro, foi presidente do Brasil por duas vezes, tirou MILHÕES de pessoas da linha da pobreza absoluta e terminou seu segundo mandato com uma das MAIORES APROVAÇÕES populares da história política do país. Junto a ele, na foto, um dos monstros sagrados e inatacáveis da música popular brasileira gigante e que realmente importa – sua obra é e será eterna e também possui reconhecimento e respeito máximo no mundo todo. Os dois personagens estão JUNTOS E UNIDOS na mesma foto porque estão do mesmo lado, na questão político/ideológica.

As outras duas fotos mostram apenas figuras IMUNDAS e lamentáveis da política brasileira. As mesmas que querem nesse final de semana arrancar À FORÇA da presidência do país quem está ocupando o cargo. Conduzindo o processo de impeachment está um BANDIDO que tem 5 processos contra ele no STF (já sendo RÉU em um deles), e mais de DEZ CONTAS bancárias ILEGAIS no exterior e NÃO DECLARADAS ao Fisco brasileiro. Junto a ele um vice-presidente que VAZA cartas particulares à presidente e tb ÁUDIOS de whats app, onde pronuncia um discurso como se já fosse o novo presidente do país. Um golpista torpe e meia-boca e que, como bem definiu o jornal americano The New York Times, se parece com um MORDOMO de filme de terror.

Por fim, a terceira foto: reúne a NATA do PSDBosta. Aébrio, o cheirador hipócrita; Zé Serra, aquele que nunca termina seus mandatos e que ainda foi um dos PIORES Ministros da Saúde que o país já teve (lembram do esquema da máfia das ambulâncias?); FHC, o ex-presidente que COMPROU deputados para votarem pela sua reeleição; e geraldinho MERDA Alckmin, que há 6 anos FODE o Estado de S. Paulo com seu desgoverno (falta de água, rede hospitalar estadual sucateada, rede de ensino idem, Segurança Pública aos pedaços com uma PM truculenta, mortífera, assassina, e que não prende bandidos mas apenas mata civis inocentes), sendo que nem é preciso citar aqui o TRENSALÃO do metrô paulistano (que fim levou?), a máfia da propina das merendas escolares (que vergonha… tucanos ROUBANDO COMIDA da boca de CRIANÇAS!), comandada pelo PRESIDENTE da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo e, agora, a descoberta pelo MP estadual de um esquema de corrupção na construção do rodoanel que circunda a capital paulista. Ulalá!

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No próximo domingo a democracia brasileira terá um TESTE decisivo para a sua sobrevivência, e a história deverá fazer JUSTIÇA a GIGANTES da nossa política e cultura (como Lula e Chico Buarque, acima) e mandar para o LIXO de uma vez políticos IMUNDOS como os das duas fotos abaixo

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É ESSE bando de PORCOS (nas duas últimas fotos) que está patrocinando o impeachment. Ok, o país está no buraco, o petismo tb se transformou em uma quadrilha de facínoras e é preciso fazer uma limpeza no Partido, no governo, na política brasileira como um todo. Mas eis que… a turrona, arrogante, teimosa, cabeça-dura e bocuda Dilma pode ser TUDO ISSO, mas BANDIDA a mulher não é. Tanto que não há sequer um MEIO processo contra ela em curso em qualquer instância jurídica nacional. E todos nós aqui sabemos que impeachment é um processo POLÍTICO, não judicial.

Domingo agora será um dia decisivo. E Zap’n’roll espera que a história faça JUSTIÇA a quem merece. Por isso SEMPRE SEREMOS e estaremos totalmente do lado do ex-metalúrgico e do cara que escreveu algumas das canções mais fantásticas da história de nossa música. E JAMAIS estaremos do lado de IMUNDOS, canalhas, bandidos e escroques que posam de paladinos da política e da sociedade brasileira.

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O blog em novo visual e o ex-rocker que virou coxa reaça.

Qual seria a conexão entre estes dois fatores? Aparentemente, nenhuma. Mas ambos perscrutam, no final da contas, um tema comum: o avançar do tempo, as mudanças que se inserem nesse avanço e o que ele pode significar de bom e de ruim. No caso do blog, que estréia com este post novo visual completo e nova plataforma, as mudanças se faziam necessárias já há séculos. Em um mundo virtual onde tudo é absurdamente veloz, ficar com o visual inalterado por meia década pode ser mortal para um blog como Zap’n’roll, voltado à cobertura e a análise de assuntos relacionados ao rock alternativo (daqui e de fora) e à cultura pop – e também, eventualmente, à política, comportamento e sociedade. E desde que ganhou endereço próprio na web, em meados de 2010 (lá se vão seis anos!), o blogão zapper jamais tinha feito alterações significativas em seu visual e plataforma, tornando tudo aqui cada vez menos atraente (visualmente, assumimos; em termos de conteúdo estas linhas online felizmente sempre se garantiram e prosseguiram como um dos endereços mais relevantes da blogosfera BR voltada à cultura pop) e mais defasado. E como sempre fomos um espaço virtual pra lá de independente, obviamente que tínhamos dificuldades em contatar um profissional competente na área de web design e que se dispusesse a promover mudanças e atualizações visuais aqui sem nos cobrar uma fortuna pelo trabalho. Encontrado esse profissional (graças a indicações do queridão Maurício Martins, o homem que comanda o portal Nada Pop) e estabelecido um acordo de parceria entre ele e estas linhas bloggers rockers para se efetuar as mudanças necessárias e urgentes aqui, foi questão de tempo para que a Zap pudesse mostrar sua nova cara, brilhantemente trabalhada e desenvolvida pelo web desginer Marcelo Shiniti (falamos mais sobre ele no final deste post). De modos que o blog zapper procurou, com essa mudança em seu visual, acompanhar a evolução estética que permeia velozmente qualquer plataforma que se dedica hoje em dia na web a transmitir informações e opiniões a uma determinada gama de leitores dispostos a perder alguns minutos (ou horas) de seu dia-a-dia na leitura destes textos, sejam eles de qual assunto for (política, cultura, esporte, comportamento etc.). Infelizmente o mesmo avançar do tempo e suas mudanças velozes parecem ter causado efeito contrário e negativo nas postura pessoal e política e no trabalho musical de um dos outrora grandes nomes da história do rock brasileiro dos anos 80’. Yep, João Luiz Woerdenbag Filho, mais conhecido como Lobão, e que lançou discos magníficos há quase trinta anos, passou uma década sem gravar e lançou finalmente esta semana seu novo trabalho de estúdio, intitulado “O rigor e a misericórdia”. No período em que passou fora dos estúdios de gravação Lobão jamais saiu de cena: apresentou programas de TV, escreveu e publicou livros (como a sua auto-biografia, que se tornou um grande sucesso editorial), seguiu fazendo shows e, talvez o principal, mudou sua postura político/ideológica radicalmente. De ex-militante mais à esquerda (e que chegou a votar em Lula para presidente), hoje o Velho Lobo se assume como total direitista. Não só: tomado de incontrolável pensamento ultra reacionário, se tornou um dos mais ferozes detratores do atual governo petista e um dos mais aguerridos defensores do impeachment da presidente Dilma. Até aí, direito dele agir e pensar dessa forma atualmente. Mas o que espanta é ver como suas opiniões são extremamente moralistas e conservadoras, não condizendo em absolutamente NADA com o músico e compositor que um dia cometeu pequenas obras-primas como “Vida Bandida” ou o mais recente (nem tão recente assim, pois foi lançado em 1999) “A vida é doce”. Enfim, se a mudança para PIOR tivesse se dado apenas no aspecto PESSOAL, não haveria muito o que comentarmos aqui – afinal cada um com suas opiniões e direito de dizer o que pensa sobre tudo, pois estamos numa democracia, não? O péssimo mesmo dessa história toda é constatar como Lobão, o músico, se tornou um zero à esquerda artisticamente falando, lançado um disco de fazer um adolescente que acaba de montar sua primeira banda de rock morrer de vergonha – da ruindade do álbum lançado por um sujeito que, aos cinqüenta e oito anos de idade, parece perdido e precocemente gagá em seu ofício de compor. Um ofício que nomes como Chico Buarque (com mais de setenta anos nas costas), por exemplo, não DESAPRENDERAM. Lobão parece que sim, desaprendeu o que já soube fazer muito bem. Ele continua o arrogante de sempre, o bocudo que solta a língua e dispara a esmo e que ainda se acha relevante musicalmente, sem ser um décimo do que era nos anos 80’. Mas isso é assunto para falarmos mais aí embaixo, nesse post que começa agora e que mostra portanto, a possível conexão mencionada lá em cima: o blog zapper, em sua sempre modéstia editorial e com seu respeito ao nosso eterno dileto leitorado, procurou se atualizar visualmente e se adequar a tempos duros de informação cada vez mais veloz, além da concorrência feroz por todos os lados. Já o músico Lobão, alheio à sua irrelevância em um mundo musical onde não existem mais mega stars, voltou atrás no tempo e regrediu mentalmente, politicamente e artisticamente a um tempo de obscurantismo total, que nós não imaginamos que ele poderia habitar. Então vamos lá, com o primeiro postão da nova Zap’n’roll.

 

 

  • Apreciem o novo visual do blog sem moderação, hihihi.

 

 

  • E sem comentários políticos esta semana aqui na notas iniciais. Está tudo igual no país da classe política mais imunda do universo. Então pra quê ficar repisando assuntos que todos já estão com o saco cheio de saber e comentar?

 

 

  • Teve show do Coldplay ontem em Sampa, com estádio do Palmeiras lotado pra receber a performance dos ingleses. O blog não foi na gi e nem precisava: já assistiu ao vivo Chris Martin e cia. em duas ocasiões, em 2003 e 2006 e ambas na saudosa casa de shows paulistana Via Funchal. Foram duas apresentações sensacionais, e que rolaram em um tempo em que o Coldplay ainda não era a banda gigantesca que é hoje e que só se apresenta em arenas para mais de quarenta mil pessoas. Muita gente odeia o quarteto e acha que ele se tornou pop demais. Pode ser. Mas estas linhas online ainda preferem ver um Coldplay lotando o estádio do Palmeiras do que o pavoroso Iron Merda, que lotou também o mesmo local no final de março. Mas prefere mesmo gaurdar as lembranças de ver o grupo ali, colado numa platéia de seis mil pessoas, há uma década. Esse Coldplay, infelizmente, não existe mais.

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O Coldplay ontem ao vivo, em Sampa: a banda ainda é boa, mas se tornou pop e gigantesca demais

 

  • Mas eis que no final deste ano já temos boas novas na área de showzaços rockers gringos por aqui. Pelo menos isso!

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  • E você já pode anotar na sua agenda: dia 30 de abril rola mais uma edição da festa goth/anos/80’ e com temática erótico/sado/masô Libertine, que tem sido uma das mais legais do atual circuito indie noturno paulistano. Dessa vez tudo vai acontecer no espaço Augusta 339 (lá no baixo Augusta, colado onde era o Astronete, que infelizmente fechou suas portas na semana passada) e com DJ set do blog, claaaaaro! Vai se preparando que vai ser daora.

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  • Daora também é a volta da Playboy brasileira, cuja primeira edição está programada para chegar às bancas no próximo dia 13 de abril. E a primeira capa da nova fase da revista não poderia ser melhor, néan.Yep, aquele XOXOTAÇO eterno que todos nós amamos! Miss Luana Piovani, uhú! Dá uma zoiada aí embaixo num “aperitivo” do que chega às mãos dos punheteiros de plantão na semana que vem.

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A nova edição brasileira da revista Playboy (acima) chega às bancas na semana que vem, com o XOXOTAÇO Luana Piovani (abaixo) como destaque, wow!

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  • O postão está entrando no ar com tudo e aos poucos iremos atualizando as notas iniciais, se algo mega importante assim o exigir, certo? Mas por enquanto vamos direto ao ponto aí embaixo, mostrando porque o outrora grande Lobão se tornou um dos personagens mais lamentáveis do rock nacional. Leia e confira o que Zap’n’roll achou do novo disco do cantor e compositor.

 

 

APÓS UMA DÉCADA LONGE DOS ESTÚDIOS, LOBÃO NÃO SE CONTENTOU EM TER SE TORNADO UM REAÇA DE DIREITA – TAMBÉM LANÇOU TALVEZ O PIOR DISCO DE SUA CARREIRA

Foi o assunto musical da semana que está chegando ao fim, claro. O cantor, compositor, letrista e multiinstrumentista carioca (mas já radicado há alguns anos em São Paulo) Lobão, cinqüenta e oito anos de idade, um dos nomes mais conhecidos da história da música e do rock brasileiro dos anos 80’, lançou um novo disco com catorze faixas inéditas, após permancer uma década sem editar um álbum totalmente novo. Intitulado “O rigor e a misericórdia”, o trabalho na verdade já estava disponível há tempos para audição na web, em plataformas como o YouTube e o Spotify. Mas foi com a chegada do disco no seu formato físico (em cd) às lojas na última semana, que Lobão voltou aos holofotes. O cantor, atualmente muito mais conhecido e comentado por suas posturas políticas abertamente de direita e reacionárias (ele é um feroz crítico do atual governo petista, além de defensor ferrenho do impeachment da presidente Dilma) do que propriamente pelo seu ofício como músico, conseguiu ser capa do caderno Ilustrada, do jornal Folha De S. Paulo (em matéria assinada por um dos PIORES jornalistas do diário paulistana, o bundaça mole e lambão Thales De Menezes, conhecido na mídia pelo seu texto sempre total arroz-de-festa e chapa branca, não importa sobre o que ou quem ele esteja escrevendo). Não só: Lobão também recebeu resenhas (muitas elogiosas; algumas, mais rigorosas e sinceras, ANIQUILANDO com o lançamento) em jornais como O Globo, em sites como o da revista Noize e em blogs como o do jornalista Luiz Cesar Pimentel, no mega portal R7, em uma das melhores análises publicadas sobre o cd e lidas pelo autor deste blog.

“O rigor e a misericórdia” é ruim de doer, claro. Para quem (como este já calejado e veterano jornalista rocker) acompanha a trajetória de Lobão desde que ele fundou o grupo Blitz (ainda no início dos anos 80’), e tendo ouvido com entusiasmo pequenas obras-primas pop/rock suas como “Ronaldo Foi pra Guerra” (de 1984, no auge da new wave brasileira e quando Lobão sabia como ninguém alinhar guitarras rockers com melodias pop/radiofônicas dançantes e que grudavam nos ouvidos de quem as escutava), “O rock errou” (editado em 1986) ou “Vida Bandida” (seu auge comercial e como compositor, lançado em 1987 e que chegou a vender quase quatrocentos mil cópias na época), se torna uma autêntica TORTURA escutar catorze canções que se dividem entre heavy/hard rocks (com guitarras cujos acordes qualquer adolescente de dezesseis anos de idade, fã de Iron Maiden e que saiba tocar o instrumento, faz igual ou melhor) primários e juvenis, e baladas com pouca ou nenhuma inspiração, com uma “poética” digna de um garoto ginasiano (leia alguns trechos de algumas letras do disco logo mais aí embaixo).

Lobão possui um passado artístico respeitável, e isso é inegável. Contemporâneo de nomes gigantes da história do rock nacional (como Cazuza, Júlio Barroso e Renato Russo), aos dezessete anos de idade já tocava junto com Lulu Santos no grupo de prog rock Vímana. De lá saiu para montar a Blitz, onde ficou apenas no primeiro disco e depois partiu em carreira solo. Músico prodígio que se sai bem tocando diversos instrumentos (bateria, principalmente), ele logo mostrou grande pendor como compositor de potenciais hits para tocar nas rádios. E Lobão compôs vários ao longo dos anos 80’ e 90’, como “Corações psicodélicos”, “O rock errou”, “Revanche”, “Me chama” (uma das baladas mais lindas já feitas em toda a história do rock BR), “Rádio Blá”, “Decadence Avec Elegance”, “Vida bandida” e muitas outras. Sua trajetória artística entrou em decadência no meio dos anos 90’ mas, ainda assim e mesmo já fora do esquema das grandes corporações do disco, ele lançou alguns trabalhos de forma independente que ainda traziam a marca de um grande compositor e que, embora não fosse um letrista ao nível criativo dos textos escritos por Cazuza e Renato Russo, ainda assim possuía estofo cultural e intelectual suficientes para produzir uma obra como o ótimo, sombrio, quase dark, “A vida é doce”, que ele editou em 1999 e onde deambulava pelas gélidas planícies sonoras do trip hop, emoldurando letras que falavam de desencanto existencial agudo.

De lá pra cá a produção musical do cantor foi rareando cada vez mais. Mesmo assim ele se manteve sob os holofotes: nunca parou de tocar ao vivo, criou uma revista de música e cultura pop alternativa (a “Outracoisa”), publicou livros (entre eles sua auto-biografia, “Cinquenta anos a mil”, lançada em 2010 e que se tornou um best-seller para os padrões editoriais brasileiros, vendendo mais de cem mil exemplares, sendo que o jornalista Finaski inclusive tem seu nome citado neste livro), atuou à frente de programas de TV (na MTV e na Band) e, a grande surpresa: o sujeito que um dia gravou e cantou uma música como “Canos silenciosos”, que sempre se mostrou política e ideologicamente à esquerda, que fez campanha para Lula na eleição presidencial de 1989 foi, nos últimos anos, mudando radicalmente seu posicionamento. Hoje Lobão se tornou um dos artistas mais reacionários da música brasileira. Se declarando abertamente de direita e contra a presidente Dilma e o governo do PT, ele defende com unhas e dentes o atual processo de impeachment que está em curso em Brasília. Não só: participou de várias das passeatas promovidas contra o atual governo. E o título de seu novo álbum, “O rigor e a misericórdia”, quem diria, foi inspirado em um texto de autoria de Olavo de Carvalho, um dos papas da atual direita ultra reacionária brasileira. Jezuiz…

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O cantor, compositor e reaça de direita Lobão (acima) lança seu novo e péssimo disco; em entrevista chapa branca à Ilustrada, da FolhaSP (abaixo), ele afirma que “está do lado que venceu”. Será???

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Até aí, direito dele ter se tornado reaça (como pessoa, Lobão é de um mau caratismo exemplar e isso foi descoberto pelo jornalista zapper ainda nos anos 90’, quando o músico e o então ainda jovem mas já bastante conhecido repórter musical, e que já havia trabalhado em revistas como a semanal IstoÉ e a mui poderosa mensal Interview, foram razoavelmente próximos e quando o autor deste blog entrevistou o compositor em algumas ocasiões; na última delas, Lobão acabou desdizendo o que havia dito para uma matéria publicada na Interview e ainda chamou o blogger zapper de “canalha” e “mentiroso”, em entrevista dada ao jornal O Globo. Isso causou um rompimento definitivo entre jornalista e artista, numa história que você confere em detalhes também logo mais aí embaixo, quando o blog publica com exclusividade um dos capítulos inéditos do livro “Escadaria para o inferno”, justo o que conta em detalhes essa briga, sendo que o livro tem seu lançamento previsto para o segundo semestre deste ano). Porém, o que espanta é perceber como o MÚSICO Lobão regrediu como artista, em relação ao que ele já produziu em sua vida. E estas linhas online se deram ao trabalho de ouvir, ao longo dos últimos dias, pelo menos umas cinco vezes as catorze faixas de “O rigor e a misericórdia”, para se certificar de que não iria cometer injustiça ao escrever esta resenha. Pois então: o que esperar de um disco que começa com uma faixa instrumental (“Overture”), que remete ao que de pior e mais brega já foi produzido pelo prog/hard/heavy rock dos anos 70’? E não só: depois surgem horrores como “Os vulneráveis”, “A marcha dos infames” e “A posse dos impostores”, exemplos do que de PIOR já existiu no prog/heavy rock chumbrega. Emulando guitarras, melodias, efeitos sonoros e procedimentos de bandas cafonas como Supertramp (alguém se lembra dessa droga?) Iron Maiden, Judas Priest, Manowar, Dream Theather, Angra e Shaman, Lobão desce sem dó a ladeira da imbecilidade musical – a breguice do disco transcende o lado musical e chega à sua arte de capa, que lembra aqueles discos pavorosos lançados por Ronnie James Dio, Whitesnake ou qualquer uma dessas pragas hoje tão fora de moda. Se comporta como um ginasiano que acabou de montar sua primeira banda de rock e que acha que Steve Vai ou Joe Satriani são os maiores gênios da história da guitarra. Na parte das letras então, nem um adolescente de quinze anos de idade cometeria tamanha vergonha textual alheia – basta ler logo mais aí embaixo alguns trechos de algumas letras que o blog selecionou para corroborar sua análise. E vejam bem: estamos falando de um homem que está com cinqüenta e oito anos de idade!

Lobão gravou o disco inteiro sozinho (no estúdio que ele possui em sua casa, no bairro paulistano do Sumaré), também produziu o mesmo e isso é um mérito – sendo que o lançamento é do seu próprio selo, o Universo Paralelo. Como já foi dito aqui, ele é um multiinsrumentista que se vira muito bem em diversos instrumentos. Isso, no entanto, não livra a cara em nenhum momento de um disco que não possui novidade alguma (além dos heavy rocks, há algumas baladas frouxas, tramadas com violões e que não chegam à sola do sapato de uma música como “Me chama”, por exemplo), que é rasteiro musicalmente, sem unidade entre as músicas e que será rapidamente esquecido. Na matéria publicada na capa do caderno Ilustrada, da FolhaSP (onde o autor da reportagem, o jornalista Merda de Menezes, lambe os bagos do cantor sem pudor algum, derrama elogios sobre o disco e afirma que ele irá continuar “ótimo” daqui a uma década), entre outras “pérolas” de arrogância, Lobão disse que ficou tanto tempo sem gravar porque queria “aprender” pra lançar seu “melhor disco”. Se compara (meo deos…) a gênios como Villa-Lobos e Paulinho da Viola – aliás e talvez por isso mesmo ele tenha tentado emular o mestre maior do samba brasileiro em “Ação fantasmagórica à distância”, uma tentativa de samba totalmente torta e que deve estar causando dores estomacais inomináveis em Paulinho da Viola. Por fim, o músico diz que EVITOU politizar as músicas e contaminar o lançamento do trabalho com sua postura ideológica e pessoal atual. Mentira: a letra de “A posse dos impostores” é um claro ataque textual ao atual governo do país. Mas a música é tão ruim e a letra tão infantil que seu efeito acaba se tornando nulo. Nesse aspecto Renato Russo, Caetano e Chico Buarque já fizeram misérias e zilhões de vezes melhor, com versos e metáforas que, pelo visto, estão muito longe do alcance intelectual de mr. Lobão.

“Estou do lado que venceu”, disparou o cantor na matéria porca e chapa branca da FolhaSP. Se ele julga que esse peido indefensável chamado “O rigor e a misericórdia” é uma “vitória”, é porque o outrora Grande Lobo está precocemente senil e gagá. E cabe a quem é rigoroso (como este blog é, em suas análises) não ter misericórdia alguma com o reaça Lobão. Peça pra sair, queridão. E faça um favor a si mesmo e ao que resta de digno na sua trajetória no rock BR e na música brasileira.

 

 

O TRACK LIST DO NOVO DISCO DE LOBÃO

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1 – Overture

2 – Os Vulneráveis

3 – A Marcha dos Infames

4 – Assim Sangra A Mata

5 – O Que É A Solidão Em Sermos Nós

6 – Alguma Coisa Qualquer

7 – Dilacerar

8 – Os Últimos Farrapos da Liberdade

9 – A Posse Dos Impostores

10 – Ação Fantasmagórica À Distância

11 – Profunda E Deslumbrante Como O Sol

12 – Uma Ilha Na Lua

13 – A Esperança É A Praia de Um Outro Mar

14 – O Rigor E A Misericórdia

 

 

ALGUMAS “PÉROLAS” CONTIDAS NAS LETRAS DO NOVO DISCO DE LOBÃO

“Há muito tempo quero te dizer/que esse teu mundinho redondinho/a qualquer hora vai desmoronar”

(em “Alguma coisa qualquer”)

 

“O silêncio de uma lápide/Não evita a tempestade”

(em “Os últimos farrapos da liberdade”)

 

“Eu vou falar e é pra valer/Tenho mesmo que dizer/Só não sabe quem não quer saber”

(na faixa “Profunda e deslumbrante como o sol”)

 

“Tudo é tão simples e transcendental/Ao fazer um arco-íris no jardim”

(em “Uma ilha na lua”)

 

“A chuva que golpeia a pedra/Que golpeia o coração/Me faz imaginar que todo herói/Se diverte só/Possuímos o que desejamos/Mas nem sempre somos o que imaginamos ter”

(na faixa-título “O rigor e a misericórdia”)

 

 

O BLOGÃO ZAPPER ESTÁ EXAGERANDO EM SUA ANÁLISE SEM MISERICÓRDIA DO ÁLBUM DO BOBÃO?

Tire você mesmo suas conclusões, escutando o disco aí embaixo, no YouTube ou no Spotify.

 

E HÁ VINTE ANOS, UMA ENTREVISTA LENDÁRIA RESULTA NUMA BRIGA HISTÓRICA E NO ROMPIMENTO ENTRE O CANTOR E O JORNALISTA ZAPPER

 

(texto integral e inédito do capítulo “Duelando com Lobão”, que faz parte do livro de memórias do autor deste blog, “Escadaria para o inferno”, que será lançado no segundo semestre deste ano)

 

Capítulo 6 – Duelando com Lobão

 

Eu já era fã do Lobão artista, músico, compositor e cantor antes mesmo de eu me tornar jornalista – depois acabei descobrindo que o Lobão pessoa é um mau caráter de primeira. E hoje se tornou um reacionário de primeira também. Mas isso eu comento melhor logo aí embaixo, nesse mesmo capítulo.

Enfim eu gostava pra caralho do trabalho dele, e ainda gosto da maioria dos discos lançados por Big Wolf nos anos 80’ e parte dos 90’. João Luiz Woerdenbag Filho (seu nome verdadeiro) começou tocando bateria num (imaginem) grupo carioca de rock progressivo, chamado Vímana. Isso quando ele tinha apenas 17 anos de idade. Mas ele se tornou conhecido mesmo na Blitz, banda da qual foi um dos fundadores e que estourou no Brasil inteiro em 1982 com aquele grudento hit total new wave “Você não soube me amar”. Depois de mal saborear o mega sucesso com a Blitz João Luiz quebrou o pau com Evandro Mesquita (o vocalista e outro dos fundadores da banda) e caiu fora, seguindo em carreira solo. Lançou seu primeiro disco, “Cena de Cinema”, também em 1982. Depois veio “Ronaldo foi pra Guerra” (em 1984), com Os Ronaldos e seu primeiro sucesso solitário, “O rock Errou”, editado em 1986 e que tomou de assalto as rádios na época com a balada “Revanche”. É o célebre disco onde Lobão aparece vestido de padre na capa, ao lado de sua ex-mulher (e, diziam na época, prima) Daniele Daumerie. Que tinha apenas 17 anos de idade e que estava na mesma capa… pelada! (ok, coberta apenas por um véu)

E foi justamente por causa desse disco que eu conheci Lobão pessoalmente e falei com ele pela primeira vez na minha vida. Eu tinha acabado de conseguir meu primeiro emprego profissional como jornalista, fazendo frilas para a revista “Rock Stars”. Era março de 1986 e a gravadora RCA (hoje, Sony) estava lançando o disco do Grande Lobo (grande mesmo: ele tem quase 1,90m de altura). Convocou a jornalistada para uma coletiva de imprensa onde o selo sempre fazia isso em Sampa: no seu estúdio de gravação que ficava numa rua perto do largo de Santa Cecília. Lá fui eu todo pimpão, nos meus ainda inocentes 23 anos de idade, fazer minha primeira entrevista com um autêntico rockstar (isso em 1986, ano em que eu ainda iria entrevistar Lulu Santos e iria brigar com ele durante a entrevista; fora o bate-boca com John Lydon, ex-Sex Pistols e que aportou no Brasil em 1987 com o Pil, mas calma que eu chego nessas histórias ainda neste livro, rsrs). Enfim, foi como toda e qualquer outra coletiva: aquele festival de perguntas chatas e respostas idem. Com o passar dos anos atuando nessa porra de jornalismo musical eu aprendi isso: coletivas geralmente são sacais e a maioria dos jornalistas presentes nelas estão ali muito mais para adular o entrevistado do que efetivamente encostá-lo na parede e arrancar alguma declaração bombástica dele. Quer realmente fazer uma ótima matéria com quem quer que seja (artista, político, esportista famoso, o que for)? Consiga uma exclusiva (ou individual) com o sujeito, se prepare pro embate (pesquisando absolutamente tudo sobre a vida dele) e vá pro campo de batalha bem armado e municiado. Yep, algumas entrevistas se transformam em verdadeiros embates sangrentos entre entrevistador e entrevistado. E são dessas que saem as melhores reportagens.

Mas para mim, 23 anos de idade, primeira entrevista e ainda por cima com o Lobão (de quem eu era quase fã), tudo era festa. Até pedi autógrafo pra ele na capa do meu disco, ao final da coletiva. Atitude (pedir autógrafo) que eu teria mais umas cinco vezes durante minha trajetória como jornalista de música, e depois nunca mais. Me lembro de ter pedido autógrafos pro Echo & The Bunnymen ao final da coletiva com o grupo (na primeira e gloriosa vez que eles estiveram no Brasil, em 1987), pro Renato Russo (no camarim ao final de um show da Legião Urbana, no salão de festas do Palmeiras, também em 1986, quando eles estavam prestes a estourar) e pra mais uns dois ou três que nem me lembro agora. Depois, com o passar dos anos, com o peso da profissão vergando nas suas costas, com você também se tornando conhecido como jornalista, frequentando coletivas a todo instante e sacando o quão chatos e egocêntricos eram (e continuam sendo) a maioria (há exceções, claro) dos artistas que você admirava antes de conviver com eles, você vai perdendo o tesão por esse tipo de parada (pedir autógrafo). Aliás passa até a achar ridículo. E não se trata de uma postura ou declaração blasé. Mas sim de constatar o óbvio: músicos são como eu e você. Cagam, mijam, arrotam, peidam, comem, dormem, trepam (se forem mega famosos, óbvio que trepam muito mais que os simples mortais). O que a fama e a grana lhes dão a mais do que nós temos é exatamente isso (além do conforto material): arrogância, vaidade e egocentrismo. Como eu também fui me tornando egocêntrico (assumo) à medida em que crescia e ficava conhecido na profissão (principalmente quando trabalhei na IstoÉ e na Interview), passei a ter cada vez menos saco pra entrevistas coletivas.

Mas enfim, me tornei mais ou menos amigo do Lobão. Os anos foram passando e lá fui eu novamente entrevistar João Luiz. Dessa vez o ano era 1989, eu já estava na editoria de Cultura da poderosíssima IstoÉ e Lobão havia se tornado super rockstar com o estouro do disco “Vida Bandida”, que ele havia lançado em 1987 e que havia vendido quase 400 mil cópias. Agora o sempre bocudo cantor e um dos símbolos do rock brasileiro dos anos 80’ se preparava para lançar “Sob o sol de Parador”.  Eu era repórter de música da IstoÉ. O disco veio parar na minha mão junto com a pressão da gravadora para que eu entrevistasse seu artista. Sugeri a pauta e ela foi obviamente aceita. Só que tinha que ser no Rio, na casa dele, exclusiva. Aí sim! Data marcada, me mandei pro Rio na ponte aérea e o papo rolou suave. Ficamos um tantinho mais “amigos” um do outro. E anos depois essa “amizade” foi um dos principais fatores para que eu conseguisse entrevistar o sujeito novamente, desta feita para a Interview.

Era 1995. E muita água havia rolado embaixo da ponte – tanto da minha quanto do Lobão. Eu continuava na Interview (já estava lá há quase três anos), que infelizmente estava prestes a ser fechada pela editora Abril. E Big Wolf havia despencado ladeira abaixo em sua carreira: o sucesso comercial de seus discos lançados nos anos 80’ não havia se repetido na década de 90’. O resultado foi que ele havia saído da major RCA (após ficar anos por lá) e estava lançando “Nostalgia da Modernidade” pelo selo Virgin (que havia se instalado havia pouco tempo no Brasil), após ficar mais de quatro anos sem gravar um disco inédito. Foi quando sugeri uma entrevista com ele para a revista – que a essa altura estava sendo dirigida por Walcyr Carrasco, hoje um dos autores de novelas mais badalados da tv Globo. “Sim, precisamos entrevistar o Lobão”, aquiesceu Walcyr. “Pode cuidar disso”, acrescentou ele.

Lá fui eu bater na porta da assessoria de imprensa da Virgin, para pedir a entrevista com o cantor. E logo veio a resposta da assessora da Virgin uma tarde, por telefone: “Finatti, ele disse que te conhece, te considera mas ele não vai falar com a Interview”, disse a garota (não me lembro quem era a assessora na época, mas lembro que era mulher). Eu: “Por que não? A revista é bacana, descolada, formadora de opinião…”. Ela: “e também polêmica, abusada, encrenqueira. Todo mundo conhece a fama da Interview e do tipo de pergunta que ela faz nas entrevistas. Ele disse que não quer se submeter a isso pois tem receio que o foco das perguntas seja apenas em assuntos escandalosos e não no trabalho musical dele”.

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A capa da edição da extinta revista Interview, de dezembro de 1995 (acima), com entrevista feita com Lobão por Zap’n’roll (abaixo); o cantor soltou a língua contra a cantora Fernanda Abreu e quis DESDIZER o que disse, em episódio que causou o rompimento de diálogo entre músico e jornalista

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Ok. Fui obrigado a garantir que, além de ser eu quem iria entrevistá-lo, a pauta também seria focada na sua carreira musical e no lançamento do novo disco. Para reforçar o pedido o próprio Walcyr Carrasco enviou uma carta a Lobão, garantido que as perguntas da entrevista não ficariam concentradas em… escândalos e declarações polêmicas. Com isso, conseguimos vencer a resistência do músico e nosso encontro foi finalmente agendado. Lobão viria a São Paulo em determinada data, para gravar o programa de entrevistas do Jô Soares. A instrução era: eu iria acompanhar a gravação da entrevista dele no Jô e, em seguida, ambos iríamos para o flat onde ele estava hospedado (na chic zona sul da cidade, claro) e a entrevista seria concedida lá. E de fato tudo correu conforme o combinado: gravação do Jô Soares e depois ping-pong no flat onde o cantor estava naquela noite. A entrevista rolou durante um ótimo jantar (pago por Lobão, assumo), regado inclusive a algumas doses de Black Label. E todo o conteúdo das perguntas e respostas havia sido registrado por mim em duas fitas gravadas, totalizando duas horas de bate-papo.

O caldo começou a entornar lá pelo meio da entrevista, quando começamos a relembrar sua passagem pela Blitz. Lobão se enfureceu quando eu citei o nome da Fernanda Abreu, que era uma das cantoras do grupo. Espumou, bufou, se irritou e com sua conhecida metralhadora giratória oral fuzilou a ex-companheira de banda sem dó, disparando declarações como “Ela sapateava [na Blitz], não apitava. Ela não sabia nem cantar. (…) Ela é uma pessoa inconsciente, (…) ela não sabe falar direito!”. O atual ex-bad Wolf do rock brasileiro dos 80’ só voltou a se acalmar quando passamos a discorrer sobre seu novo trabalho musical. E ao final da entrevista, já se despedindo de mim, ele teve a cara larga pra me pedir: “Pô Finatti, eu me exaltei na hora de falar sobre a Fernanda Abreu, e acho que isso não é legal, reconheço. Você bem que podia me fazer um favor e dar uma ‘editadinha’ nessa parte, pode ser?”. “Vou pensar no seu caso” foi a minha resposta, rindo. E me despedi, rumando pra casa com as fitas gravadas com a entrevista.

Nunca que eu iria subtrair aquela parte da entrevista. Se coloque no meu lugar: você é jornalista e vai entrevistar um artista conhecido. Que lá pelas tantas do bate-papo (que, repetindo, estava sendo gravado) perde a estribeira e dispara cobras e lagartos contra outro artista conhecido. Ao final da entrevista o sujeito se arrepende e pede, de maneira sagaz (e apelando para a sua relativa amizade para com ele), que você retire das declarações aquela que pode lhe causar dor-de-cabeça no futuro. No meu lugar, você atenderia a um pedido desses? Eu não atendi, claro. E a entrevista com Lobão foi para as bancas na edição de dezembro de 1995 da revista Interview. Com a fuzilada na Fernanda Abreu inclusa na matéria.

A big shit estava armada. Isso porque dali a pouco mais de um mês (em janeiro de 1996), iria acontecer mais uma edição do festival Hollywood Rock (então o grande festival de rock que rolava anualmente no Brasil, com shows em Sampa e no Rio De Janeiro). E justamente nessa edição do HR o músico baiano Gilberto Gil iria se apresentar com uma big band em uma das noites. Big band onde estavam escalados pra participar dela, entre outros, Lobão e… Fernanda Abreu! E um mês antes do tal show a Interview lindona e pimpona nas bancas, com o ex-baterista da Blitz detonando impiedosamente a pobre Fernandinha, uia!

Big Wolf se apressou em desdizer o que disse na entrevista, claaaaaro. E ficou com um ódio mortal do seu (a essa altura) ex-“amigo”, esse mesmo aqui, autor deste livro. Tanto que, em uma entrevista publicada na época no diário carioca O Globo, e onde foi abordada a entrevista publicada na Interview, Lobão não perdoou: chamou a revista de mentirosa e o repórter de “canalha”. Ahã.

E o “embate” entre músico e jornalista não parou aí. Nos dias em que aconteceu o Hollywood Rock em São Paulo, lá estava eu dando plantão no lobby do hotel Maksoud Plaza, onde a trupe do evento (produção e artistas) ficava hospedada – foi ali, inclusive, que consegui uma exclusiva com o total arredio líder do The Cure, o estranhíssimo guitarrista e cantor Robert Smith. Até que na tarde do segundo dia de festival, quem surge todo faceiro no lobby do hotel? Lobão em pessoa. E ao ver-me já veio em minha direção, pronto pra… me trucidar ali mesmo? Quase isso: começou um bate-boca meio alto e escandaloso entre os dois ex-“amigos”, acompanhado por uma platéia razoavelmente grande de curiosos, entre hóspedes, jornalistas, seguranças e fãs que tentavam conseguir algum autógrafo com alguém que fosse se apresentar no HR. Eu nem lembro mais o que um disse ao outro durante a discussão. Só me lembro do final dela, com Lobão gritando: “Você é burro, Finatti!”. E eu respondendo: “e você é um fodido, que nem estando falido na carreira, desce do salto alto”. Terminou ali uma suposta amizade de uma década.

Nunca mais falei com João Luiz Woerdenbag Filho. E nem pretendo voltar a falar algum dia, mesmo que continue admirando e respeitando sua obra musical. Essa continua bacana e resistindo ao tempo. Mas o Lobão como pessoa, mau caráter como descobri que ele era e reacionário como se tornou hoje em dia, esse pra mim já era.

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CINCO MOTIVOS PELOS QUAIS O BLOG ACHA QUE A CULTURA POP E O ROCK ALTERNATIVO ESTÃO MESMO MORRENDO – E O IRON MERDA LOTANDO ESTÁDIOS NO BRASIL ATÉ HOJE É APENAS UM DELES

No final de março último o atualmente pavoroso, velhusco e ultra chumbrega grupo britânico de heavy metal clássico Iron Merda, ops, Maiden, esteve em turnê pela bilionésima vez no Brasil. Foi o de sempre, principalmente na gig na capital paulista: estádios lotados, fãs fanáticos em convulsão na hora do show etc. Ou seja: quando um conjunto RIDÍCULO como o Iron Maiden provoca essa autêntica catarse no rock’n’roll, quatro décadas após a sua fundação, é porque algo vai realmente muito mal na cultura pop planetária dos dias de hoje.

Assim, Zap’n’roll resolveu listar nesse tópico cinco motivos pelos quais estas linhas virtuais acham que o rock alternativo e a cultura pop estão mesmo indo pro saco, sem apelação. Leia e fique avonts pra concordar, discordar, elogiar e xingar (só não vale assinar fake, uia!).

 

1 – o próprio sucesso do Iron Merda até hoje, no Brasil: é um fenômeno realmente inexplicável. O quinteto liderado pelo baixista Steve Harris e pelo vocalista Bruce Dickinson já foi RELEVANTE na história do rock? Já e isso há uns trinta anos ou mais, quando de fato o surgimento do grupo provocou uma renovação bem vinda em um gênero (o metal) que sempre foi tosco, grotesco, obtuso, burrão (musical e textualmente falando), sexista, machista, reacionário e conservador. O IM chegou a lançar discos bacanas (“Killers”, “The Number Of The Beast”, “Powerslave”) mas há décadas se transformou numa caricatura de si próprio, além de ter se tornado completamente OBSOLETO sonoramente falando (e pra quem foi VANGUARDA um dia, isso é mortal). Então não dá pra entender porque até hoje essa BOMBA rocker segue tendo milhares de fãs no Brasil – e por causa deles vem praticamente todos os anos pra cá, pra encher o saco e arrancar milhões de dólares (sim, o cachê do grupo é pago em dólar) dos otários fãs brazucas. Lamentável é pouco e o sucesso secular desse MENUDO do heavy metal talvez seja um dos principais indicativos de que o rock está… morrrendo.

 

2 – os fãs do Iron Merda e do heavy merdal em geral: sério, você já viu raça mais escrota (comportamentalmente falando), conservadora, machista, reacionária e grotesca do que fãs de heavy metal? Pare para conversar com um sujeito (ou uma garota) dessa turma e depois nos diga. Pergunte a eles/elas suas opiniões sobre política (se é que o cérebro com 02 neurônios dessa pelegada consegue raciocinar para emitir opinião sobre algo), o que eles acham sobre negros, diversidade sexual, drogas, tolerância, ética, moral, sociedade, cultura em geral. E o pior é que o fã de metal se tornou o exemplo do que, no final das contas, o rock de hoje se tornou: inofensivo, inócuo, babaca, careta, bunda-mole e conservador. Justo ele, o rock’n’roll, que inspirou mometos iluninados de mobilização política e social na história da humanidade (como os festivais de Woodstock e o Live Aid, aliás festival de rock no mundo atual virou piada: basta freqüentar o Lollapalooza BR, aquele parque de diversões pra coxas endinheirados onde o que menos importa é a MÚSICA, e você entenderá o que estamos falando aqui). Já Elvis, né?

3 –  mundo virtual, internet, plataformas digitais, aplicativos e redes sociais: FODEU a humanidade, claro. Tá tudo dominado! Você entra no metrô e não consegue mais ver NINGUÉM lendo um LIVRO (ou jornal ou revista, que seja). Todos estão com os dedos digitando freneticamente imbecilidades/inutilidades em seus smartphones, em apps como o detestável whats app. Yep, a revolução digital DEMOCRATIZOU o acesso à informação, à cultura e propiciou que músicos sem lastro financeiro ou comercial pudessem mostrar suas criações para a humanidade. Mas e daí? Também ARREGANHOU as portas para um bando de milhões de idiotas que se consideram artistas geniais (sem o ser) VOMITAREM suas barbaridades sonoras na nossa orelha. Sábias foram as palavras ditas pelo filósofo italiano Umberto Eco pouco antes de ele morrer, em fevereiro passado: “a internet produziu uma LEGIÃO de IDIOTAS”. É verdade, ponto.

4 – e a derrocada não é apenas musical ou no rock’n’roll. Ela atinge praticamente todas as esferas da cultura pop planetária. Pensa: todos os clássicos (na música, na literatura, no cinema, nas artes plásticas etc.) já foram CRIADOS e eternizados. Ou você acha que, a essa altura infame do campeonato, vai surgir um novo Jimi Hendrix? Ou um David Bowie? Ou mesmo um novo Morrissey ou Ian Curtis? Cinema? Hollywood não possui mais roteiristas com cérebro e o que rende bilheteria são IDIOTICES monstro como “Superman X Batman” (e o populacho burrão AMA, claro) e que tais. Não vai surgir outro Francis Ford Coppola, outro Stanley Kubric, outro Martin Scorsese, Tim Burton, nem filmes como “O poderoso chefão”, “2001 – uma odisséia no espaço” ou “Laranja Mecânica”. Esqueça: o que espirra aos borbotões nas telas 3-D de hoje são jatos de sangue, provenientes de cabeças humanas decepadas em filmes de terror de quinta categoria, e nada mais. Literatura? Vem cá: há quantos anos não ouvimos falar de um novo nome que chegue PERTO da genialidade de um Oscar Wilde, de um Rimbaud, de um Jack Kerouac, de um Fernando Pessoa, Augusto Dos Anjos, Bukowski, Manuel Bandeira, Drummond ou de um Albert Camus? Hein???

IMAGEMIRONVIVOSP2016

A cultura pop e o rock alternativo estão mesmo indo pra casa do caralho e o eterno sucesso de uma banda repulsiva como o Iron Merda (acima) é a maior prova disso; uma derrocada que também atinge o jornalismo cultural brasileiro, que não possui mais profissionais com o nível de um André Forastieri ou André Barcinski (ambos abaixo, junto com Zap’n’roll na noite de lançamento do livro do Forasta, ano passado em Sampa)

FINATTIANDREFORASTA

5 – e por fim, o JORNALISMO cultural também está indo pra casa do caralho (literalmente, rsrs): ao menos aqui no Brasil ele está assim. O autor deste blog está com 5.3 de idade nas costas e se lembra quando começou sua trajetória no jornalismo musical, em 1986. Eram tempos realmente incríveis. Não havia internet, computadores, celulares, e-mails, apps, redes sociais, nenhuma dessas merdas pós-modernas. Quem queria se INFORMAR tinha que ir atrás de ÓTIMOS discos, filmes, livros, jornais (com seus cadernos culturais inesquecíveis) e revistas – muitas vezes importadas, já que publicações de qualiadade e relevância na imprensa nacional não davam exatamente em árvores (mas elas existiam). E essa busca por alta informação (de alta densidade cultural/cerebral) também se refletia na FORMAÇÃO do profissional que abraçava o jornalismo cultural. Foram muitos os nomes lendários que formaram uma geração imbatível na imprensa cultural brasileira até meados dos anos 90’, nomes como Maurício Kubrusly, Ezequiel Neves, Luís Antonio Giron (dileto amigo destas linhas rockers bloggers até hoje e um dos prefaciadores do livro “Escadaria para o inferno”, escrito pelo jornalista blogger/zapper), Fernando Naporando, Pepe Escobar, André Forastieri, André Barcinski e mais alguns poucos. Revistas como Somtrês e Bizz (em sua primeira encarnação) e cadernos culturais como a Ilustrada (da FolhaSP) e Caderno 2 (do jornal O Estado de S. Paulo, onde o autor deste blog trabalhou entre 1988 e 1989) eram fonte de informação total relevante e REFERÊNCIA para quem queria estar mega ultra bem informado sobre cultura. Hoje tudo isso foi pro saco, óbvio. O último suspiro de bom jornalismo cultural foi a edição brasileira da revista Rolling Stone e isso em seus primeiros três anos de existência (quando ela era dirigida pelos ótimos Ricardo Cruz e Pablo Miyazawa, época em que o zapper aqui também colaborou com ela). Atualmente a RS Brasil está um lixo jornalístico de dar dó, editada por jornalistas completamente bundas e incompetentes, como o retardado Paulo Cavalcanti. Blogs RELEVANTES de cultura pop na web BR? O que era produzido pelo André Barcinski no portal R7 (e que era excelente), foi encerrado pela direção do portal (sob a justificativa de contenção de gastos). Popload, de Lúcio Ribeiro? Já foi referência, hoje em dia… No terreno dos cadernos culturais: Ilustrada, da FolhaSP, um caderno que teve nomes como Giron e Carlos Heitor Cony, hoje se compraz em ter como repórter especial o LAMENTÁVEL Thales De Menezes (mr. chapa branca e bunda-mole e gorda em pessoa), aka Merda De Menezes, um sujeito de texto lambão, preguiçoso ao máximo, eivado de clichês e que geralmente fala bem de tudo o que escreve (afinal, ele vive indo NA FAIXA em todos os shows possíveis). Diante de um quadro desses fica praticamente impossível formar novos e bons leitores e dar a eles informação de qualidade. Na real (e isso é muito triste de se constatar) o jornalismo cultural brasileiro também está morrendo, tal qual a cultura pop atual.

É isso. Cinco ótimos motivos (infelizmente) que, na opinião destas linhas bloggers sempre contudentes em suas opiniões, demonstram como o rock’n’roll e a cultura pop já eram. Bem vaticinou o também gênio Andy Warhol, décadas atrás: “no futuro, todos serão famosos por quinze minutos”. Pois o futuro chegou e a profecia de Warhol se confirmou: hoje todos (músicos, escritores, atores e atrizes de cinema, e reles mortais em geral) se tornam celebridades por quinze minutos, principalmente em redes sociais como o faceboquete. E depois desaparecem pois sua IMBECILIDADE e IDIOTICE artística e pessoal terá que dar lugar a outro imbecil e idiota igual ou pior do que o anterior.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

  • Disco, I: Bob Mould está ficado véio mas não pára. Aos cinqüenta e cinco anos de idade o sujeito que deu ao mundo duas BANDAÇAS (o Husker Du nos anos 80’, e o Sugar, uma década depois) continua bastante ativo em sua carreira solo. Tanto que ele lançou no final de março passado “Patch The Sky”, seu décimo terceiro disco solo (!). Não há grandes novidades em relação aos seus últimos trabalhos – e na real “Silver Age”, editado em 2012, sou um pouco mais abrasivo e melhor musicalmente. O que não é demérito algum: nas doze faixas do novo cd Bob engendra aquelas melodias com guitarras afiadas e aceleradas e que ele soube tão bem alinhavar nos tempos do Husker Du, quando descobriu o mix perfeito entre sua herança punk e melodias que pudessem ser tocadas em rádio e cantaroladas pelos fãs. Longe de ser uma obra-prima, é um álbum honesto e onde músicas como “Voices In My Head”, “Hold On”, “Black Confetti” ou “Losing Time” (as preferidas do blog) ainda garantem ótimas melodias e guitarras em um mundo pop/rock onde quase ninguém mais se importa com isso. Interessou em ouvir? Vai aí embaixo no Spotify, onde o cd já está disponível na íntegra para audição.

CAPABOBMOULD2016

O novo cd do grande Bob Mould (que pode ser ouvido abaixo)

  • Disco, II: nascido e criado na zona leste paulistana, o quarteto Coyotes California (formado pelo vocalista e letriste Falcão Moreno, pelo guitarrista William Antonetti, pelo baixista Toddynho e pelo batera Biano Rodrigues) lançou no final de 2015 seu segundo álbum de estúdio, “A minha parte eu quero em groove”. Numa primeira audição o trabalho pode soar algo anacrônico, visto que o foco musical do grupo sempre foi o rock mixado com grooves de funk, e sua inspiração sonora claramente vem do Faith No More, do Red Hot Chili Peppers (na fase gloriosa dos americanos, lá por 1991 com “Blood Sugar Sex Magik”) e no brazuca Charlie Brown Jr. Porém – e tal qual no cd de estréia, “Hello Fellas”, editado em 2012 – o CC ganha o ouvinte pela potência de suas músicas e pela excelência de seus músicos – todos ali são, sem exceção, MONSTROS em seus instrumentos e fazem barbaridades (no ótimo sentido) com os mesmos, montando a moldura sonora perfeita para as boas canções, letras e vocalizes tramados por Falcão Moreno. Assim há uma dose exemplar de porradas no disco (“Viva”, “Minhas escolhas”, “Menos dois centímetros de língua” ou “Não se importe e dance”, que fecha o cd com esse convite irresistível apoiado em uma grooveria infernal) e até algumas baladas singelas, como “A vida me ensinou” (que tem até a adição de uma surpreendente flauta em seu arranjo), “Tão nautral pra mim” e “Cicatrizes”. Não é a salvação da humanidade mas numa época em que o rock nacional (seja ele mainstream ou alternativo) literalmente FALIU (na qualidade artística e na repercussão comercial, de público e midiática) e não há mais heróis nessa parada, o novo rebento dos CC é uma agradabilíssima surpresa e ótima trilha sonora para uma festinha com os amigos ou para por o pé na estrada. Interessou pela banda? Vai aqui: https://www.facebook.com/groups/coyotescalifornia/?fref=ts. Sendo que você pode escutar o cd na íntegra aí embaixo.

IMAGEMCC2016

Coyotes California: grooveria dos infernos, direto da zona leste de Sampa

  • Filme: tem longa do novíssimo cinema paulistano aparentemente muito interessante em cartaz. “A bruta flor do querer” conta a história de um recém-formado no curso de Cinema e que ganha a vida filmando… casamentos. Está em cartaz no Cine Belas Artes (em Sampa) em apenas UM horário diário e vale a conferida, sendo que o trailer dele está aí embaixo.

  • BALADAS? Vamos a elas! Yep, com o primeiro postão lindão da nova fase do blogão sendo concluído já na quinta-feira (14 de abril), vamos ver o que rola no circuito alternativo paulistano, que ficou um pouco mais tristonho após o fechamento do Astronete. Enfim o oba-oba já começa hoje, com a noite pop “Loucuras” no bar gls A Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, região central de Sampalândia), com as pick-up’s comandadas pelo super DJ André Pomba.///Amanhã, sextona em sim, tem a festa “No Fun” no Outs (na rua Augusta, 486, centro de Sampa), comandada pelo DJ João Pedro Ramos.///E sabadão é noite do open bar mais infernal da cidade, também no Outs. É isso. Poucas opções essa semana pra se jogar, vocês não acharam? O blog também achou, rsrs. Mas bora lá curtir com gosto, porque a vida é curta.

 

 

E FIM DE PAPO!

Postão ficou lindão e grandão no novo visual zapper, e todo mundo feliz com ele, néan. Então aproveitem e leiam com calma e sem moderação que na semana que vem estamos por aqui novamente. Até lá!

XXX

O novo visual e plataforma da Zap’n’roll foram desenvolvidos pelo web designer Marcelo Shiniti, que trabalha há anos na área. Entre outros, ele é o responsável pelo visual do portal de rock e cultura pop Nada Pop, que pode ser acessado em WWW.nadapop.com.br. Para saber mais sobre o trabalho do Marcelo, vai aqui: http://marceloshina.com.br/.

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 14/4/2016, às 18:30hs.)

Men At Work!!! O blogão zapper está em manutenção, para a instalação de sua nova plataforma e também para a atualização de seu novo visual

 

Portanto, guentaê que na próxima semana voltamos com tudo aqui, para oferecer sempre o melhor conteúdo de rock alternativo e de cultura pop na web BR. Exatamente como fazemos já há quase treze anos.

 

Até logo menos, então!

 

(enviado por Finatti às 15hs.)

 

AMPLIAÇÃO FINAL (falando da festa Libertine, que vai agitar o finde em Sampa, e também do novo álbum do Primal Scream) – Em post especial (e menor) e MUITO POLÍTICO o blog zapper fala sobre e analisa a situação de um país completamente em chamas (o Brasil), com a política e a economia mergulhados no caos e com parte da população (a que não aceita até hoje a derrota nas urnas nas últimas eleições presidenciais do seu candidato) e de agentes públicos total inescrupulosos querendo dar um GOLPE político/institucional na nação; e o desaparecimento de um blog e a morte de um jornalista musical tornam ainda mais pobre a cultura pop e a mídia rock brazuca (post finalizado em 24/3/2016)

O país em chamas: mega mídia porca em conluio com partidos políticos sujos de direita e total reaças arquitetam golpe institucional contra Dilma e Lula (acima), isso na mesma semana em que a cobertura jornalística dedicada à cultura pop e ao rock alternativo na blogosfera da web BR ficou mais pobre, com o fim do blog de André Barcinski e a morte do jornalista Dum De Lucca (na foto abaixo, junto com a saudosa equipe do portal Dynamite online, durante uma das festas de entrega do Prêmio Dynamite de Música Independente anos atrás, no Centro Cultural São Paulo)

 

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EXTRINHAS RAPIDÕES PRA FECHAR O POST

* Como falamos na semana paasada, ao publicar o novo post zapper, ele seria menor e mais político. Enfim, de lá pra cá a fervura política só aumenta nesse país ABANDONADO por deus (seja o que for e quem for ele). E ESSA LISTA encontrada na Odebrecht promete DERRUBAR a imunda política nacional de vez. Será que vamos finalmente conseguir DESRATIZAR a política brazuca? A conferir…

 

* E como o blogon resolveu passar o feriado “santo” em Sampa mesmo, ESSA FESTA aí no cartaz promete DERRUBAR tudo na madrugada de sábado pra domingo no centrão rocker da capital paulista. É a estréia de Zap’n’roll como DJ residente da balada e todos estão convidados desde já a ir lá, loucurar na pista. Sendo que você fica sabendo de todas as infos sobre o esporro rock’n’roll aqui: https://www.facebook.com/events/898498760268559/.

 

* É isso. Semana que vem voltamos aos trabalhos em ritmo normal por aqui, falando inclusive do novo disco do grande Primal Scream, que já está agitando a web e sendo que o primeiro single de trabalho já pode ser visualizado nas plataformas como o YouTube. Firmeza? Então até mais!

 Os escoceses do Primal Scream (acima) e o novo vídeo da banda, com participação da gostosona Sky Ferreira: “Chaosmosis” na área!  

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A semana do caos total.

É assim que ela está prestes a se encerrar nessa sexta-feira, quando finalmente o novo post de Zap’n’roll está entrando no ar. Mergulhado em um caos político e econômico sem precedentes e como há décadas não se via, o Brasil segue completamente dividido entre os que defendem a manutenção da democracia, do estado de direito, da liberdade de expressão e da permanência da presidente Dilma no Palácio do Planalto, e entre aqueles que – absolutamente inconformados com a derrota nas urnas nas últimas eleições presidenciais – querem ARRANCAR Dilma do Poder a qualquer custo. Com isso o Brasil segue paralisado tanto política quanto economicamente. E quem acompanha estas linhas online há séculos sabe muito bem de que lado o blog está: ele defende com unhas e dentes a permanência de Dilma à frente da presidência. Sim, o PT CAGOU tudo o que pôde na condução/gerenciamento do país? Fato, cagou. O partido se lambuzou no Poder, se locupletando na máquina pública? Também. Está LOTADO de RATAZANAS imundas em seus quadros? Sim. Mas cabe a nós perguntar: e a Polícia Federal, o Ministério Público, a Justiça Federal, todos não estão cumprindo suas funções de INVESTIGAR e APURAR todos esses crimes? Se não estivessem, a operação Lava Jato já não estaria durando dois anos e não teria condenado até agora mais de trinta réus envolvidos nos crimes investigados. E por que tudo isso foi possível, afinal? Porque foi no governo de LULA e do PT que deu-se ampla liberdade de ação para a PF investigar absolutamente TUDO e TODOS aqueles suspeitos de estar cometendo algum crime. Uma liberdade que a PF JAMAIS teve nos tempos da ditadura militar ou dos governos Collor, Itamar Franco e FHC. Então há de se LOUVAR sim essa iniciativa dos tempos do petismo. E há também de sempre se ressaltar o seguinte: Dilma pode ser tudo (turrona, teimosa, cabeça-dura, raçuda etc.) mas BANDIDA ela definitivamente não é só quem acompanha a história do país nas últimas cinco décadas e conhece a biografia dela, sabe disso (apenas pra constar: o autor destas linhas virtuais hoje totalmente preocupadas com os rumos que a crise política nacional está tomando, é GRADUADO em História). Mas a COXARADA estúpida, BURRA, idiota, imbecil, escrota, reacionária, EGOÍSTA  e moralista hipócrita que formou desde sempre a elite e a classe média BESTIAL do Brasil, não quer saber da biografia de Dilma. Não quer saber que Lula foi o MELHOR presidente que o país teve de trinta anos pra cá (tirando milhões de pessoas da pobreza absoluta e lhes dando condições humanas e dignas de existência). Essa classe média HORRENDA está gritando na avenida Paulista (no centro financeiro do Brasil) porque ela não suporta sentir dor no seu BOLSO. Não suporta saber que não tem dinheiro pra fazer compras em Miami ou levar os filhos pra passear na Disneylândia. Porque enquanto ela tiver dinheiro pra isso, FODA-SE a maioria humilde e pobre da população, aquela que mora nas periferias das grandes metrópoles brasileiras, que trabalha em empregos de rotina pesada e mal remunerada e que sequer nunca botaram os pés pra fora da própria cidade. Então os COXAS GRITAM e com o beneplácito da mega e PORCA mídia e até com a conivência do GRANDE CRÁPULA e BANDIDO que DESGOVERNA o Estado De São Paulo, esse IMUNDO chamado Geraldo Alckmin, o cafajeste que joga sua PM truculenta ao máximo em cima de manifestantes que saem às ruas para protestar contra aumentos nas tarifas de transporte, mas deixa um bando de coxas estúpidos ACAMPAR na avenida Paulista por mais de trinta horas, impedindo o livre trânsito de veículos. Tudo bem, afinal o alvo são Dilma e Lula. Vamos ver como será o tratamento dado aos manifestantes que irão HOJE, sexta-feira, 18 de março, à mesma avenida Paulista, fazer passeata em DEFESA da democracia e da permanência de Dilma na presidência da República. O blog estará lá também, não apenas para acompahar tudo como profissional do jornalismo que é, mas para dar seu APOIO IRRESTRITO ao governo e bradar contra essa calhordíssima tentativa de golpe político em curso no país, um golpe patrocinado pela elite suja, pela classe média BURRA, por políticos de direita, pela mega mídia PORCA e igualmente CORRUPTA e até por um Poder Judiciário que deveria ser EXEMPLO de retidão ética, moral e de IMPARCIALIDADE total – Sérgio Moro, o atual novo “herói” do Brasil, mais parece um agente moderno da GESTAPO (a polícia política e secreta de Hitler, durante os anos do governo nazista na Alemanha). Afinal desde quando um juiz federal se presta à CANALHICE e a completa falta de escrúpulos morais de VAZAR para a imprensa o teor de gravações sigilosas provenientes de investigações determinadas por ele mesmo e que, por isso mesmo, deveriam permanecer em rigoroso SEGREDO de JUSTIÇA? Esse senhor está se julgando acima dos Poderes constituídos e da própria Constituição brasileira, rasgando a mesma e mandando-a pra casa do caralho? E depois é Dilma que está comtendo crime, ao tornar Lula Ministro de seu governo??? Vamos ver onde tudo isso vai dar. No momento, o blog encerra esse editorial de abertura desse post apenas firmando sua posição: SOMOS DILMA. E NÃO VAI TER GOLPE!

 

 

* A GRANDE CANALHICE DA MEGA MÍDIA E DOS CAPITALISTAS SELVAGENS, ENGANANANDO A MANADA COXINHA, IMBECIL E BURRA, VISANDO DAR GOLPE POLÍTICO NO BRASIL – acompanhando os noticiários da mídia impressa e eletrônica e dos telejornais ao longo desta semana, chega-se à conclusão de que não é preciso refletir muito (e quem tem um mínimo de inteligência e capacidade de raciocínio também não precisa) para entender na real o que está se passando nesse momento no Brasil – além, sim, das investigações da operação Lava Jato, que visam LIMPAR a apodrecida política brasileira de todos os bandidos que nela estão entranhados. E quando dizemos todos têm que ser TODOS MESMO, não importa qual seja a agremiação política. Mas enfim: onde os manifestantes anti-governo se concentraram em São Paulo, ao longo da semana? Na frente do prédio da FIESP. Yep, a CAPITALISTA SELVAGEM em grau máximo e ultra poderosa Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Ela mesma, que durante décadas EXPLOROU (e continua explorando) SEM DÓ a massa trabalhadora humilde, mal remunerada e sempre tratada como CAPACHO por esse PORCO, arrogante, sujo, egoísta e elitista sindicato patronal de também LADRÕES que são. O mesmo sindicato (com muitos BANDIDOS também entrincheirados ali, naquele prédio suntuoso localizado na avenida mais importante da capital paulista) que ontem cobriu sua fachada com essa faixa sórdida aí na foto (“renuncia já”) e que já a trocou (agora é “impeachment” já). E o mesmo sindicato que ontem, quinta-feira, ofereceu ALMOÇO GRATUITO (com direito a FILÉ MIGNON no cardápio) pra quem participou das manifestações contra Dilma. Que beleza, hein! Como bem observou o querido André Forastieri (um dos diretores executivos do portal R7, da TV Record, além de dileto amigo destas linhas bloggers), se fossem OUTROS manifestantes (defendendo o governo e direitos justos de todos nós), não haveria filé mignon grátis pra eles mas, sim, cassetetes e balas de borracha da PM de  geraldinho alckmerda. Coxarada BURRA, IMBECIL, ESTÚPIDA, EGOÍSTA, MASSA DE MANOBRA e que não está nem aí pros POBRES desse país. No final das contas saberemos quem estará certo nessa já batalha quase civil e sangrenta.

 

 

* Quem é a favor da democracia e do livre estado de direito: borá hoje à tarde pra Avenida Paulista, em São Paulo.

 

 

* E os COXAS BESTIAIS tratam ASSIM quem pensa ao contrário deles:

 

 

* #NÃOVAITERGOLPE!

 

 

* E enquanto o Brasil pega fogo na esfera política, econômica e social, nada digno de nota acontece no pop/rock planetário. Em Sampa ao menos tem show do Black Rebel Motorcycle Club hoje, na Casa Das Caldeiras, hoje à noite.

 Os americanos do BRMC: show hoje à noite em Sampa

* Mas o blog tem a incômoda sensação de que a cultura pop está ficando cada vez mais pobre a cada dia, inclusive na sua cobertura jornalística, com o fim de um ótimo blog e a morte de um jornalista que, embora estas linhas rockers estivessem de relações rompidas com ele, reconhece o conhecimento enciclopédico de rock’n’roll que ele possuía. Mas falamos sobre isso melhor aí embaixo.

 

 

O FIM DO BLOG DE ANDRÉ BARCINSKI E A MORTE DO AUTOR DA JUKEBOX

Em uma semana já caótica em grau máximo para o Brasil na esfera política e econômica, a mídia eletrônica voltada à cobertura de assuntos relacionados ao rock’n’roll e a cultura pop em geral, sofreu dois golpes bastante negativos. No domingo passado, 13 de março, amigos em comum comunicaram a estas linhas online o falecimento do jornalista Dum De Lucca, responsável pelo blog e programa de web radio “Jukebox”. E na segunda-feira logo pela manhã André Barcinski, um dos principais jornalistas da área cultural na atual imprensa brasileira (além de bom amigo zapper), também anunciava o fim de seu blog homônimo no portal R7.

 

São duas perdas bastante consideráveis, ainda mais em um momento como o atual, onde o rock alternativo mundial e brasileiro se mostra visivelmente em crise criativa e qualitativa, e quando a mídia nacional especializada nesse tipo de cobertura também sofre com a ausência de bons profissionais e de boas plataformas (sejam elas impressas ou digitais) que ofereçam uma cobertura decente desses assuntos. Nesse aspecto o blog escrito por André Barcinski no R7 era um dos melhores e mais confiáveis do Brasil. Barça, quase um cinqüentão já, começou sua carreira jornalística muito jovem e como fotógrafo. Durante anos trabalhou nas empresas do grupo Folha (em jornais como o extinto Notícias Populares e também na própria Folha De S. Paulo, onde colabora até hoje) e há seis anos começou a escrever seu próprio blog, inicialmente na FolhaSP e por fim no R7. Com vasto conhecimento de cultura pop e rock alternativo é um jornalista versátil, de ótimo texto e que também já publicou vários livros sobre música (sendo um dos mais conhecidos a biografia que ele escreveu do cineasta Zé do Caixão), atuou em programas de rádio (como o lendário “Garagem”) e participou de zilhões de coberturas dos principais festivais de rock que aconteceram no país nas duas últimas décadas. E segundo ele próprio, o R7 (atualmente o maior portal de internet do Brasil, mantido pela TV Record) decidiu encerrar o blog por um motivo intransponível (e não, não foi baixa audiência dos leitores): a crise econômica que arrasa o país nesse momento, atingindo também e em cheio o meio jornalístico.

O jornalismo rocker ficando mais pobre no Brasil: em uma mesma semana a blogosfera da web BR de cultura pop perde os excelentes textos de André Barcinski (acima, com Zap’n’roll e o também grande jornalista André Forastieri) e a coluna Jukebox, escrita pelo jornalista Dum De Lucca (abaixo), falecido no último domingo, vitimado por um câncer 

 

Já Dum De Lucca era antigo conhecido pessoal do autor deste espaço rocker online. Aliás Zap’n’roll não se recorda direito quando ambos se tornaram (naquela época) amigos. Deve ter sido por volta de 1988, quando tanto Dum quanto o jornalista zapper estavam cobrindo um festival gigante de blues que estava acontecendo em São Paulo. De lá pra cá foram muitas idas e vindas, discussões e desavenças e reaproximações entre ambos, sendo que cada um tomou rumos diferentes em sua trajetória jornalística: enquanto Dum (que tinha dupla nacionalidade, por ter nascido em Paris), que já havia trabalhado em veículos como o SBT e a rádio do Centro Cultural São Paulo, se dedicava a escrever seus textos para revistas privadas de empresas, o jornalista zapper passou por veículos como as revistas Somtrês, Bizz, IstoÉ, Interview e Rolling Stone, além de jornais como Estadão, FolhaSP, Jornal Da Tarde e Gazeta Mercantil. E por fim, de anos pra cá ambos seguiam atuantes na blogosfera BR de cultura pop com seus blogs. Sendo que de meses pra cá a comunicação entre Zap’n’roll e Dum estava definitivamente rompida, um afastamento causado por divergências políticas, comportamentais e pessoais aparentemente irreconciliáveis. Mas nem por isso este espaço  virtual deixou de respeitar o excelente material que Dum (que possuía um conhecimento enciclopédico de rock’n’roll, fato que inclusive e infelizmente tornava a personalidade do jornalista um tanto arrogante) postava em seu blog e em seu programa de rádio na internet. Sua morte (comunicada a este blog na noite do último domingo pelo também jornalista e amigo Ayrton Mugnaini) foi repentina e completamente inesperada: há 30 dias, durante uma viagem a Paris, o jornalista sentiu-se mal e foi internado às pressas em um hospital da capital francesa. Os exames feitos então revelaram um câncer fulminante e já incurável, que havia surgido no fígado e já tinha atingido também baço e rins. De Lucca morreu um mês depois, aos cinqüenta e oito anos de idade, no último domigo.

 

Estas linhas rockers online lamentam tanto o fim do blog do Barça quanto a morte de Dum (e o conseqüente desaparecimento do seu blog e programa Jukebox). Em uma era em que o jornalismo musical empobreceu ao máximo e o rock’n’roll planetário segue descendo sem dó em direção ao abismo pleno da mediocridade total, ambos os espaços textuais vão fazer falta e deixar muitos leitores órfãos. A nós só resta torcer para que um milagre aconteça e surjam novos talentos jornalísticos do nível de André Barcinski e Dum De Lucca.

 

* Para ler a despedida do blog do Barça no portal R7, vai aqui: http://entretenimento.r7.com/blogs/andre-barcinski/adios-amigos-20160314/.

 

* Para ver como era o blog Jukebox, de Dum De Lucca, vai aqui: http://www.dumjukebox.com.br/.

 

 

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 FINALIZANDO O POST

Yep, o post realmente está beeeeem mais modesto desta vez porque a correria aqui ta grande, como sempre. Mas fique sussa que semana que  vem voltamos ao ritmo normal, okays? Vai ficar em Sampalândia no feriado? Então cola na festa Libertine (mais infos laaaaaá em cima, no início do post) que é a MELHOR opção de balada rocker pra este finde no circuito under de Sampa. Beleusma? Então até a próxima, povo!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti  em 24/3/2016, às 18hs.)

Na véspera do início de mais um Lollapalooza BR (sendo que a edição deste ano parece estar sendo um completo FIASCO, em termos de venda de ingressos), o blogão segue preparando seu novo postão, que aparece logo menos aqui falando do último grande ano do rock’n’roll alternativo mundial (1991) e mais algumas paradas aê

Hoje e há mais de vinte anos: o gênio Noel Gallagher (ex-guitarrista e líder do Oasis, acima) é uma das poucas atrações realmente relevantes da edição 2016 do festival Lollapalooza BR, que rola neste final de semana em São Paulo, e que se transformou em parque de diversões fútil para um público igualmente fútil; muito diferente da histórica edição “grunge” de 1993 do festival Hollywood Rock, que trouxe ao país o inesquecível trio Nirvana (abaixo, no BANHEIRO do camarim do estádio do Morumbi, em Sampa), a mesma banda que gravou o imbatível clássico “Nevermind”, lançado em 1991, o último grande ano da história recente do rock que realmente importa

Yep, fique sussa que o novo postão zapper está a caminho, e deve pintar aqui até a próxima segunda-feira, já trazendo algumas impressões destas linhas rockers bloggers sobre como terá sido a edição 2016 do Lollapalooza BR, que rola neste final de semana em Sampa, além de falar também do último grande ano do rock mundial, que foi 1991. Detalhe: o blog sequer foi atrás de credenciamento para cobrir o festival, assume. Com um line up onde existem poucas atrações de fato relevantes (Noel Gallagher, Alabama Shakes e, vá lá, Mumford & Sons) e sem disposição pra ir parar na puta que o pariu que é onde fica o autódromo de Interlagos, vamos “acompanhar” o festival indie (que na verdade hoje em dia mais parece um parque de diversões para coxinhas que passam o tempo todo tirando selfies, ao invés de assistir aos shows e prestar atenção no que realmente interessa: a MÚSICA) da melhor forma possível e com muito mais conforto: no sossego de casa. Afinal uma TV de 29 polegadas e assinatura a cabo servem pra isso, não?

 

Então ficamos assim. No começo da nova semana tem postão novo e inédito por aqui. E quer um ÓTIMO aquecimento pra esse finde e pro Lolla BR? Vai rolar hoje à noite em Sampa a segunda edição da festa do blog Crush Em Hifi, comandado pelo queridão João Pedro Ramos, atualmente um dos melhores DJs de rock alternartivo da night under paulistana. Zap’n’roll vai estar por lá. E recomenda que você também apareça pra dançar muuuuuito, sendo que todas as infos da baladona você encontra aqui: https://www.facebook.com/events/533111233536596/.

Zap’n’roll ao lado do DJ João Pedro Ramos, que comanda hoje à noite em Sampa a festa do seu blog, Crush Em Hi Fi; cola lá que vai ser bacana!

 

Beleusma? Então é isso. Bom finde, rockers & lovers e nos vemos logo menos por aqui novamente.

 

 

(enviado por Finatti às 18:30hs,)

AMPLIAÇÃO FINAL E GIGANTE NO POSTÃO (falando do documentário “Guitar Days”, resenhando o novo álbum das Savages, dando dicas sobre o stoner rock do grupo Vinyl Laranja e anunciando a nova dj set mensal do blog numa das principais festas goth da atual noite under paulistana) E além disso tudo o que já estava aqui: ulalá! o blogão demoooooraaaaa pra aparecer mas cá estamos finalmente na versão 2016 (que estréia também logo menos o novo visual deste espaço rocker, guentaê só mais um pouco!), o ano em que completamos nada menos do que TREZE ANOS de blogagem de rock alternativo e cultura pop na web BR; e como o new year já começou finalmente (após réveillon, carnaval e os caralho no país que AMA viver na malemolência), vamos lá: os velhos e imbatíveis Rolling Stones já estão entre nós (pra começar HOJE sua turnê brasileira); a série “Vinyl” também está entre nós, assim como os novos bons discos do veterano brit Suede e das garotas new goth do Savages; então bora pro primeiro post zapper da temporada, que chega fervendo, uia! (ampliação e atualização FINAL no postão, em 3/3/2016)

Depois de causar comoção no Brasil com sua Olé tour, os Rolling Stones (acima, no segundo show realizado em São Paulo) partem e deixam saudades, mas os fãs de ótimo rock’n’roll nem terão tempo de respirar e já podem colocar na agenda: dia 18 de março agora tem gig gratuita do também ótimo Black Rebel Motorcycle Club (também acima) em Sampa; já o também essencial, cult e veterano grupo electro indie paulista Harry (abaixo) conta, em entrevistas exclusiva ao blog, porque regravou seu clássico disco “Fairy Tales”

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ÚLTIMOS EXTRINHAS PRA FECHAR BEM O POSTÃO

A novidade desta já quinta-feira, 3 de março (quando o postão está sendo enfim concluído), é que ele foi convidado (e aceitou o convite) a se tornar um dos DJs residentes da bacaníssima festa Libertine, que anda rolando mensalmente em Sampa. Projeto rock voltado ao público apreciador de tendências eróticas como sadomasoquismo, bondage, nudes, roupas em couro e vinil e acessórios para práticas sexuais, o Libertine é organizado pelos queridos Jackson Fernandes e Fabiano e o som na pista privilegia muito anos 80’ (Smiths, New Order, Joy Division, Echo & The Bunnymen, Cure etc., etc.) e também outras tendências do rock alternativo. Este espaço blogger rocker esteve na última edição da festa (que aconteceu no final de fevereiro), no Café Aurora (no Bixiga, centro de Sampa) e achou sensacional. Manifestamos nossa opinião de jornalista e fã de rock e de bons eventos alternativos aos organizadores e eles, em agradecimento, gentilmente nos convidaram a se tornar um dos DJs residentes, já que pra quem não sabe o “véio” aqui sempre discotecou nos bares rockers do baixo Augusta na última década e meia – e algumas DJs set do blog no club Outs se tornaram célebres pelo que Finaski “aprontava” na cabine de som, rsrs. Então fica o convite pra galere ir conhecer o projeto Libertine. As duas próximas festas irão acontecer no final de março e abril, sendo que todas as infos sobre ambas estão aqui: https://www.facebook.com/events/898498760268559/, e aqui: https://www.facebook.com/events/1533340476996671/.

Cartaz (acima) anunciando Zap’n’roll como o novo DJ residente da festa Libertine; abaixo, garota faz performance durante a última edição do evento, no final de fevereiro em São Paulo

 

* E aproveitando que estamos falando sobre a bacana festa Libertine, este espaço rock’n’roll online se sente compelido a comentar: é realmente impressionante como outros “vizinhos” de blogagem, que já tiveram uma importância gigante na blogosfera BR de cultura pop, estão descendo a ladeira sem dó e se comprazem apenas em ficar publicando vários microposts diários sem importância ou relevância alguma em sua grande maioria, pois o blábláblá neles é sempre o mesmo (o novo vídeo ou single da banda que ninguém conhece e que amanhã ninguém mais dará a mínima importância, os “chutes” infinitos sobre quem vem tocar no Brasil e sendo que a maioria desses “chutes” sempre são errados, e por aí vai…). Vai daí que esses blogs não conseguem acompanhar mais nada da cena under daqui (como falar de uma festa como a Libertine ou do documentário “Guitar Days”) e sequer comentam algo sobre, por exemplo, uma exposição como a da obra do cineasta Tim Burton, em cartaz no Mis/SP. Assim fica difícil continuar lendo esses blogs, não? E o PIOR de tudo (uia!) são os fakes doentes mentais que têm psicopatia séria, VENERAM tais jornalistas responsáveis por esses blogs algo decadentes e INSISTEM em querer achar que Zap’n’roll se incomoda com eles (os outros blogs e seus fakes lambe bagos/doentes mentais), ahahahahahaha.

 

 

* Fechando mesmo a tampa: tem show de GRÁTIS do sempre bacanão Black Rebel Motorcycle Club, agora dia 18 de março na Casa Das Caldeiras, em Sampa. Vai ser uma baladona para comemorar o niver de uma marca de roupas e tênis na linha skate wear, e pra curtir o show do trio americano é preciso se cadastrar aqui: http://houseofvans.com.br/event/house-of-vans-sao-paulo/. O BRMC (talvez a melhor encarnação do Jesus & Mary Chain para o novo milênio) é um dos grupos rock’n’roll dos anos 2000’ prediletos destas linhas zappers, existe há quase vinte anos, já tocou no Brasil (no festival SWU, em 2011) e gravou pelo menos uma obra-prima em sua curta discografia de apenas sete CDs, o fodástico álbum “Take Them On, On Your Own”, lançado em 2003 e que você pode escutar inteiro aí embaixo. E claaaaaro, nos vemos nesse showzaço, okays?

 

* Fim de papo. Semana que vem tem mais.

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E MAIS STONES (ULALÁ!), SENDO QUE A ESTRÉIA EM SAMPA FOI ASSIM (E HOJE, SÁBADO, TEM MAIS!!!)

 

 

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EXTRINHA ESPECIAL STONES – NO RIO FOI ASSIM…

Yeah, os cariocas enlouqueceram no sábado à noite. E as mais de sessenta mil pessoas que foram ao Maracanã viram mais uma vez porque os Rolling Stones continuam sendo a MAIOR banda de rock de todos os tempos. Agora é a vez de Sampa, amanhã (quarta-feira) e sábado. Vem em nós Pedras Rolantes!

 

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Custou pra 2016 começar.

Mas começou, enfim. E como a humanidade já está careca de saber, não vai ser moleza pra ninguém os próximos dez meses (já que estamos caminhando para o final de fevereiro). Um ano que começou com o mundo perdendo o gênio imortal e inesquecível que foi (e é) David Bowie, que tem projeção de queda de 3,5% do PIB brasileiro, que mostra o Brasil (no geral) e o Estado de São Paulo (em particular) ATOLADO em escândalos de corrupção na esfera do poder público, e cujo novo popstar nacional tem o ensino fundamental incompleto, atende pelo nome de MC Bin Laden (e cujo “hit do verão”, batizado “Tá tranquilo, tá favorável”, já foi acessado DEZESSETE MILHÕES de vezes no YouTube), de fato é um ano que não começou nada bem. Fora que o Brasil se tornou mesmo um país com uma das populações mais IGNORANTES, atrasadas, conservadoras, vazias e incultas de todo o planeta. São dois exemplos simples (quase banais) que corroboram a avaliação de Zap’n’roll. No primeiro deles tome-se o primeiro paredão do BBB 2016, aquele reality show da emissora de TV de maior audiência do Brasil e que é um exemplo GIGANTE de grosseria generalizada e total falta de inteligência e cultura. A eliminada foi a tal tiazona lá, a jornalista de 64 anos (!!!) e que era até hoje a participante mais velha de todas as edições do programa. Não é preciso ser nenhum gênio pra saber porque o público que assiste ao BBB optou por eliminá-la da competição: o programa da Globo foi feito para vender a ILUSÃO ao brasileiro IMBECIL de que todos somos isso mesmo: jovens, musculosos, gostosos, atletas e PREDADORES sexuais e DESPROVIDOS de cérebros com mais de 2 neurônios. O BBB é o espelho que reflete FIELMENTE o que o brasileiro é, em sua grande maioria. Aqui não há espaço para pessoas com alto poder de raciocínio e reflexão intelectual/cultural, e que não possua grandes atributos físicos ou já não ostente a beleza de um corpo jovem e bem moldado pela natureza. O que importa aqui é a CARNE e como ela é APRESENTADA. E só. Se o sujeito for um PAUZUDO e a sujeita uma XOXOTAÇA, não importa o grau de BURRICE de ambos. Com as carnes suculentas à MOSTRA, tudo estará resolvido para eles. E é assim que funciona a lógica do programa Global. Aliás, justiça seja feita: a produção do mesmo talvez até tenha tentado escapar um pouco desse estereótipo/estigma sórdido e indigesto. Daí a colocar uma participante de 64 anos de idade entre os competidores e teoricamente com um pouco mais de MASSA ENCEFÁLICA do que os demais. Deu no que deu: a tal Harumi foi defenestrada logo no primeiro paredão do ano. O segundo exemplo que dá sustentação ao que estamos dizendo nesse primeiro editorial zapper de 2016 é mais sucinto mas não menos irritante. Mick Jagger, aquele vovô genial que ainda canta à frente da maior banda de rock de todos os tempos, os Rolling Stones (e que começam sua turnê brasileira neste sábado, no Rio De Janeiro), tentou ser bastante simpático em redes sociais com seus fãs latinos. Tuitou em BOM PORTUGUÊS, perguntando pros brasileiros que irão aos shows o que eles gostariam de ouvir o grupo tocar nas apresentações. As respostas se transformaram em um festival de idiotices e cretinices deliberadas, mas que também demonstram que a maioria dos que responderam são totalmente imbecis em relação ao repertório monumental de um conjunto que transformou definitivamente a história da cultura pop mundial no século XX. O blog realmente devo estar ficando velho, chato, ranzinza, achem vocês o que acharem deste jornalista ainda rocker e loker, e que em maio próximo completa 30 anos na profissão. Mas realmente estas linhas virtuais não tem mais nenhum orgulho (se é que tivemos algum dia) de ser brasileiro. Sentimos é VERGONHA, muitas vezes. Vergonha de saber que nascemos em um país que tinha tudo para ser uma das grandes nações do planeta em muitos aspectos (é um país lindíssimo de norte a sul, com indescritível riqueza estética e de recursos naturais, e mais um zilhão de etcs.) mas que se compraz em ser a mixórdia que é. Um país que NUNCA foi sério (como bem definiu, ainda nos anos 60’, o lendário presidente francês Charles De Gaulle) e que JAMAIS o será. Sim, já tivemos CENTENAS de grandes gênios na história de nossa arte e em todos os segmentos dela, nomes que inclusive se projetaram mundialmente pelo seu talento extraordinário (de Augusto Dos Anjos a Manuel Bandeira e Carlos Drummond, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes a Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso, e até o hoje total flácido e pobre rock BR rendeu um artista de peso sem igual, como Renato Russo). Mas é uma pena que todos eles acabaram por ter sua obra admirada apenas por uma parcela MENOR da população, que soube compreender essa obra da maneira correta. E é uma pena que nenhum desses gênios conseguiu livrar o grosso de nosso POPULACHO de sua sina BESTIAL. O mesmo populacho que se entope de alegria vazia e fútil no carnaval, e que tem GOZOS carnais ouvindo sertanojo universotário ou assistindo uma MERDA FEDORENTA como é o BBB. Mas enfim é isso. Mais um ano que (finalmente) se inicia, e que como já dissemos lá em cima, não vai ser nada fácil. Pelo menos logo o verão acaba, o reality show Global vai embora, MC Bin Laden desaparece para ser substituído por outro hype midiático/virtual tão imbecil quanto ele e nós seguiremos em frente aqui, como fazemos já há longos treze anos: divulgando e defendendo como possível a cultura pop de qualidade e o rock alternativo idem – pelo menos o ano também já trouxe os novos (e bacanas) discos do Suede e das Savages, e vai trazer também daqui a pouco o Lollapalooza BR 2016, com alguns shows quase imeperdíveis (como o do gênio Noel Gallagher). Só assim este blog teimoso continuará a existir. Por amor ao que é bom na música e também por amor aos seus leitores.

 

 

* Tá tranqüilo, tá favorável: estamos aqui novamente. Semana que vem o blog aparece com reformulação visual bacana, pra ficar ainda mais legal (aliás esse é o principal motivo pela demora na restreeia destas linhas rockers bloggers este ano. A idéia era publicar o primeiro post já em novo visual. Mas os ajustes nesse sentido estão demorando um pouco mais do que o esperado, então resolvemos voltar assim mesmo. De qualquer forma o trampo do novo visual está sendo feito pelo queridão Marcelo S., web master feríssimo e que cuida do design do portal amigo Nada Pop, e a renovação que ele vai fazer no nosso blog promete ficar dukaralho). E no final de maio/início de junho, haverá festa TRIPLA de comemoração: trinta anos de jornalismo musical do autor destas linhas online (nossa primeira matéria paga e publicada em revista de circulação nacional, foi às bancas em maio de 1986), treze anos do blogão zapper e o lançamento do livro “Escadaria para o inferno – memórias de um jornalista junkie”. Vai se preparando, vai!

 

 

* E vai se preparando pros Stones também, ulalá! Neste sábado (ou seja, hoje à noite) a eterna maior banda de rock de todos os tempos bota pra foder no Rio, no Maracanã. Semana que vem é a vez de Sampa. Quem conseguiu ingresso e for, vai enlouquecer. Quem não for vai morrer… de raiva, rsrs.

A abertura da gig dos Stones essa semana em Montevideo (Uruguai), com “Start Me Up”; hoje é a vez do Rio, sendo que mr. Jagger já andou freqüentando festão no balneário carioca, onde “pescou” uma cadelona top e a levou pro hotel, pra traçar a xoxota da futura candidata a nova Luciana Gimenez; a pergunta que não quer calar: será que a PIPA do vovô rocker ainda sobe?

 

* E as “zykas” de 2016 começam a surgir: lá se foi o escritor e intelectual italiano Umberto Eco, que morreu ontem (sexta), aos oitenta e quatro anos de idade. Um dos maiores intelectuais do século XX, sem dúvida alguma. E que há alguns meses, durante uma palestra para estudantes, disparou uma das análises mais perfeitas e cruéis sobre esses tempos de internet: “a internet produziu uma LEGIÃO de IDIOTAS e os elevou à categoria de GÊNIOS. Sim, porque antes das redes sociais e do mundo virtual, o IDIOTA disparava sua idiotice numa mesa de bar, para meia dúzia de pessoas, e a idiotice que saiu de sua boca morria ali. Agora esse mesmo IDIOTA dispara sua idiotice para o mundo inteiro, via internet, e a besteira que ele disse ganha repercussão monstruosa e ares de verdade absoluta”. Rip.

 

 

* Não tá tranqüilo, muito menos favorável: geraldinho alckmerda, o grande BANDIDO, PULHA e COVARDE que desgoverna o Tucanistão paulista, está mais fascista e pilantra do que nunca. Decretou sigilo sobre BO policiais por cinqüenta anos (impedindo que imprensa e população, ou interessados em geral tenham acesso a eles). Não só: seu ex-chefe da Casa Civil é o LÍDER de uma quadrilha que desviava recursos da MERENDA ESCOLAR de boa parte das escolas do interior da rede estadual de ensino do Estado de São Paulo. E você aí, coxinha reaça, babaca, otário, moralista hipócrita e BURRO ao cubo, achando que os grandes bandidos do país são Lula, Dilma e o petismo. Se liga, manezão!

 

 

* Não tá tranqüilo, muito menos favorável, II: em entrevista BOMBA à FolhaSP a ex-AMANTE de FHC assumiu que o ex-presidente do Brasil a sustentou ILEGALMENTE fora do país por alguns anos, dando inclusive um apartamento de presente a ela. E novamente você aí gritando contra o suposto triplex do Lula, o sítio em Atibaia etc. Mais uma vez: se liga, otário!

 

 

* Voltando à música e já que estamos falando tanto em MC Bin Laden, vejam o vídeo abaixo. E alguém explique ao blog: como uma MERDA dessa magnitude se tornou o novo hit da música brasileira? O que essa DESGRACEIRA tem para já ter tido mais de dezessete milhões de acessos no YouTube? É NISSO que a música brasileira se transformou? (enquanto isso, Tim Maia se revira e cospe ódio em sua tumba…)

 

* Pior que o anarfa Bin Laden (que o ensino fundamental incompleto) fazendo estrondoso sucesso, só mesmo a VACA burra e axezeira do inferno Claudia Leite querendo ARRANCAR autorização do Minc para captar quase R$ 400 mil para financiar a publicação de uma BIOGRAFIA de sua trajetória artística, uia! Bien, segundo as últimas notícias felizmente o Ministro Juca Ferreira teve um lampejo de bom senso e VETOU o pedido da cantora. Menos mal. 

 Uma VACA loira, burra e PÉSSIMA cantora querendo MAMAR na teta pública, pra publicar sua biografia, uia!

 

* O SEXO, A DROGA E O ROCK’N’ROLL NA SÉRIE “VINYL” – Martin Scorsese (um dos maiores gênios da história da cinematografia americana) e Mick Jagger na criação e produção. Scorsese na direção do episódio (duplo) inaugural. Não tinha como dar errado, e não deu: “Vinyl”, um dos seriados mais aguardados dos últimos tempos pela cultura pop mundial estreou domingo passado no canal HBO e deixou fãs de música (em geral) e do rock’n’roll (em particular) em polvorosa. A história todo mundo já está sabendo: as aventuras (ou seriam desventuras?) do executivo doidão Richie Finestra (vivido por Bobby Canavale) para tentar salvar sua gravadora, a American Century, da falência. Com ambiência na América dos anos 70’ e repleto de sexo e drogas, “Vinyl” destrincha como era o submundo das celebridades e do rock naquela época, sempre com o humor ácido e negro de Scorsese pairando sobre o roteiro e o trabalho de direção. “Em 1950  inventaram o jabá de cem dólares para os programadores de rádio”, diz a certa altura Finestra, em narração em off. “Nós da American Century criamos outro patamar: inventamos o jabá de CINCO MIL DÓLARES, mais UMA GRAMA de COCAÍNA BOLIVIANA para os programadores!”. Uia! Fora a trilha sonora que é um ARRASO total. Serão ao todo oito episódios, que irão ao ar até 8 de abril. O segundo rola neste domingo. E se você perdeu o primeiro, ele pode ser visto aqui: http://www.hbomax.tv/vinyl/brasil.

 O elenco de “Vinyl” (acima) e a dupla fantástica Jagger & Scorsese (abaixo), os responsáveis pela criação da série mais legal da cultura pop nos últimos tempos 

 

* IMAGEM SEXY DA SEMANA – ela é um tesão e uma “máquina de foder”, como diria Bukowski. E também muito inteligente e uma devotada fã de ótima literatura e ótima música. E de fato ACALMA este velho jornalista loker/rocker e todo confuso e torto na alma (mas não mais no coração, felizmente e graças a ela) com o seu CORPO. Por isso o casal está louco de amor há seis meses já. E por isso o blog resolveu publicar essa imagem dela, registrada durante um dos últimos encontros entre ele e ela. Daqui destas linhas online Finaski manda um beijo no coração, no corpo e na alma da amada Neide R. Apreciem sem moderação alguma!

 

* Entonces é isso. Primeiro postão inédito de 2016 chegando em pleno sabadão pós reinado de Momo (que já foi tarde), Bora seguir em frente, falando da volta bacanuda do Suede e do novo disco do já decano e cultuado grupo indie nacional Harry.

 

 

JÁ UM VETERANO DO BRITPOP, O SUEDE VOLTA BEM E LANÇA UM DISCO BACANA NESSE AINDA COMEÇO DE 2016

Formado em Londres em 1989, o quinteto britpop Suede, liderado pelo vocalista Brett Anderson (e atualmente também integrado pelos guitarristas Mat Osman e Richard Oakes, pelo baixista e multiinstrumentista Neil Coding e pelo baterista Simon Gilbert), já é um mega veterano da indie guitar scene inglesa. Ainda assim parece estar longe da decadência e “Night Thoughts”, o sétimo disco de estúdio do grupo e lançado em janeiro passado, pode não estar no patamar de um “Head Music” (o quarto cd da banda, lançado em 1999 e quando ela estava no auge de sua trajetória artística, mercadológica e de popularidade junto aos fãs). Mas mostra claramente que o conjunto continua inspirado para compor bons rocks de eflúvios garage/glam/art/glitter, o que sempre foi a marca registrada de sua sonoridade. E é uma pena que, por enquanto, não haja previsão de lançamento de uma edição nacional do álbum, que no entanto pode ser facilmente escutado na web.

 

Tendo um vocalista andrógino e de feições apolíneas e um guitarrista extraordinário em sua primeira formação, o Suede logo chamou a atenção da rock press inglesa e do público, muito por resgatar também o glam rock setentista de David Bowie, Roxy Mysic e Marc Bolan. No entanto os dois primeiros álbuns da banda (“Suede”, de 1993, e “Dog Man Star”, lançado no ano seguinte), apesar da boa recepção de crítica e público, nem eram tão primorosos assim, sendo que os primeiros singles do quinteto (“So Young”, “Animal Nitrate” e “Metal Mickey”, todos incluídos no disco de estréia) denotavam que o potencial artístico dele era bem maior do que afinal acabou sendo mostrado nesses dois lps. Foi preciso chegar a “Coming Up” (editado em 1996) para que o Suede mostrasse realmente do que era capaz. A essa altura o grupo já estava dominando o rock na velha Ilha, ainda mais com Oasis e Blur brigando entre si para ver quem era o dono do trono britpop. No vácuo dessa briga a turma de Brett Anderson lançou a obra-prima “Head Music” (em 1999) e tudo apontava para que o Suede se tornasse de fato o nome gigante do rock britânico naquele momento.

 

Só que não. Veio na sequencia o mediano “A New Morning” (que chegou às lojas em 2002) e o conjunto já não era mais o mesmo. Nem o rock inglês era mais o mesmo, em um momento em que o mundo via a explosão dos Strokes do outro lado do Atlântico. Foi assim que mesmo sem jamais cessar suas atividades, o Suede começou a experimentar uma precoce decadência musical e de popularidade. Isso acabou levando o conjunto a ficar nada menos do que mais de uma década sem gravar material inédito. Um hiato longuíssimo (ainda mais no voraz e sempre sedento por novidades mondo pop) e que só foi quebrado em 2013 com o lançamento de “Bloodsports”. Um bom disco e que mostrava bom fôlego musical para um grupo que havia passado mais de uma década longe dos estúdios. Mas ainda assim sem talvez o punch necessário para devolver o Suede aos seus dias de glória.

O veterano britpop Suede: mesmo com quase três décadas de existência, ainda mantendo a forma no novo disco

 

Algo que pode ser alcançado agora com “Night Toughts”. É um trabalho que exibe Brett em ótima forma vocal e com melodias bem construídas pela dupla de guitarristas, além de ser empolgante e intenso em diversos momentos. Yep, há um quê de profunda melancolia em algumas faixas, notadamente nas menos rockers (como em “Pale Snow”, estranhamente escolhida para ser o primeiro single de trabalho do disco, ou ainda em “Tightrope” e “Learning To Be”). No entanto há um bom equilíbrio entre estes momentos mais, hã, “sombrios”, e faixas mais rockers e que remetem ao glam característico do início da trajetória do grupo. É nessas faixas que o Suede volta a empolgar o ouvinte, especialmente em “Outsiders”, “No Tomorrow” e “Like Kids”.

 

Não há mais nada a fazer no rock’n’roll atual. Ele está realmente mal das pernas, os clássicos imortais já foram gravados e a indigência criativa que atingiu a música pop nesses tempos fúteis e descartáveis do consumismo rápido e inútil da web, parece que nunca mais irá cessar. Então é louvável que uma banda já quase trintona como o Suede ainda se preocupe em gravar um disco bacana como é “Night Toughts”. Em uma semana (aqui no Brasil) onde só se fala nos e se escuta (com justiça) os Rolling Stones, o novo álbum do já veterano grupo brit é uma agradável e bem-vinda surpresa para quem se dispuser a ouvi-lo.

 

 

O TRACK LIST DO NOVO ÁLBUM DO SUEDE

 

1.”When You Are Young”

3.”No Tomorrow”

4.”Pale Snow”

5.”I Don’t Know How to Reach You”

6.”What I’m Trying to Tell You”

7.”Tightrope”

8.”Learning to Be”

9.”Like Kids”

10.”I Can’t Give Her What She Wants”

11.”When You Were Young”

12.”The Fur and the Feathers”

 

 

E A BANDA AÍ EMBAIXO

 

No vídeo do single “Like Kids” (do novo disco) e num dos momentos do show que o grupo fez em São Paulo em 2012, no festival Planeta Terra.

 

 

HARRY, UMA LENDA DO INDIE ROCK ELETRÔNICO QUE NÃO VENDEU SUA ALMA

Você, jovem e dileto leitor zapper, talvez nunca tenha ouvido falar da banda santista Harry. Mas ela existe há mais de trinta anos e segue na ativa, sob o comando do guitarrista, vocalista e fundador Johnny Hansen, cinqüenta e dois anos, e também dileto amigo destas linhas rockers bloggers há quase três décadas. Em um momento em que o rock brasileiro está praticamente extinto e o que resta dele se resume a uma cena independente onde sobra ignorância musical e textual e falta qualidade, o fato de o Harry continuar vivo e gravando é um milagre ultra bem-vindo. E também significa que a banda em momento algum de sua trajetória, vendeu sua alma aos tubarões da indústria da música.

 

Em meados do ano passado o grupo (atualmente formado por Hansen e também por Marcelo nas guitarras, Lee no baixo, Richard nos teclados e Cesar na bateria) regravou sua pequena obra-prima, “Fairy Tales” (lançado originalmente em 1988) com roupagem totalmente diferente da versão original: se no primeiro o Harry concebeu um violento compêndio de electropops que sinalizavam uma música que estava muito à frente daquele tempo (e o álbum era e é tão bom que mereceu até matéria de capa no Caderno 2, do jornal O Estado De S. Paulo, em texto assinado pelo autor deste blog), no cd de 2015 todas as faixas originais (acrescidas de várias canções inéditas e nunca antes registradas pelo conjunto em estúdio) foram convertidas para o formato elétrico e rocker, com guitarras, baixo e bateria. Ficou tão bom quanto o original e por isso mesmo que o blogão zapper foi conversar um pouco com o queridão Hansen, sobre os motivos que levaram o Harry a regravar o discão.

 

Os principais trechos da entrevista, realizada semana passada via bate-papo do Facebook, você confere aí embaixo:

 

Zap’n’roll – O Harry existe há mais de trinta anos e chegou a ser uma lenda do indie electronic rock nos anos 80’, cantando em inglês e fazendo um som muito à frente do seu tempo. Pra quem não conhece a banda, você poderia resumidamente contar a trajetória dela?

 

Johnny Hansen – O Harry and the Addicts foi formado no final de 85 (por mim, Richard K. Johnsson no baixo e teclados e Cesar Di Giacomo na bateria), e não era uma banda electronica, fazíamos o som que estamos fazendo agora. No entanto, eu já estava interessado no então chamado techno pop (hoje chamado de synth pop), mas ninguém tinha synths na época por aqui. Quando gravamos (pelo selo da loja Wop Bop) nosso primeiro EP (a essa altura tínhamos uma cantora, a Denise Tesluki), chamamos o Roberto Verta, que conhecíamos como dj de uma casa noturna, mas que tinha um Korg Poly 800, para produzir o disco, e ele acabou fazendo participações com seu teclado, então gravamos Blood and Shame, nossa primeira faixa electronica nele. Denise acabou saindo, eu assumi os vocais, e o Verta assumiu seu posto de tecladista. Com dois tecladistas e o Cesar usando uma bateria eletrônica, o som acabou tendendo para essa área. Lançamos 2 LPs: Fairy Tales (1988) e Vessel´s Town (1991), esse último já sem o Cesar, só com a bateria programada mesmo. Em 1995, lançamos Chemical Archives, nosso primeiro cd, uma coletânea com 4 músicas inéditas. Em 1996, entramos em hibernação, pois cada um estava morando em um canto do país. Em 2005, foi lançada a caixa Taxidermy, contendo os 3 discos em cd, com 27 faixas extras distribuídas entre eles, além de um livreto com biografia e análise faixa a faixa. Novo intervalo, Johnsson e Verta se retiram por falta de tempo. Eu ensaiava esporadicamente com o Cesar, o baixista Lee Luthier e o guitarrista Marcelo Marreco (que tocou baixo em alguns shows nossos em 1987), e a coisa foi tomando forma, só que mais orgânico. Em 2009, formei o H.A.R.R.Y. and The Addict com o tecladista Ricardo Santos (In Auroram, Downward Path, duas das bandas synthpop mais legais da atual cena paulistana, e que você conhecer melhor nesses links: https://www.facebook.com/In-Auroram-869343689793236/timeline e https://www.facebook.com/thedownwardpath/?fref=ts), mantendo aceso a veia synthpop/darkwave. Em 2015, o Harry (eu, Cesar, Lee e Marreco) gravamos o cd Electric Fairy Tales, e convidamos o Johnsson para fazer uma participação em duas ou três faixas, mas ele se animou e gravou em todas, voltando a ser um membro fixo da banda. Já gravamos 8 faixas para o nosso próximo cd, e devemos completar as gravações restantes ainda este semestre.

 A capa da nova versão de “Fairy Tales”, do Harry (acima) e a matéria na capa do Caderno 2, do Estadão, em 1988, em texto assinado por Zap’n’roll (abaixo): uma banda que não vendeu sua alma

 

Zap –  Fale sobre o material extra que há na nova versão de “Fairy Tales” e que ainda não havia sido registrada em estúdio.

 

Hansen – O cd Electric Fairy Tales tem 7 das 10 faixas do Fairy Tales original regravadas, e mais 9 inéditas. As regravações com certeza não aconteceram por falta de material inédito. Eu acho que a musica em si pode ser feita em várias linguagens, e várias musicas que vinhamos tocando com a nova formação pareciam soar melhor do que o arranjo original (lembrando também que éramos bem pouco experientes em estúdio naquela época). E o mercado hoje, para o bem ou para o mal, tende para o saudosismo, relançamentos tem chamado mais a atenção do que obras inéditas. Só esquecemos que teríamos que pagar a grande imprensa para ter reviews, não existe almoço grátis, algo que a maioria dos jornalistas deve ter aprendido com a mãe deles nas esquinas, rsrsrs. De qualquer modo, os reviews mais apologéticos dessas bandas de merda que o jornalismo esquerdista não conseguem fazer o hype durar mais do que um ano ou dois se tanto e as bandas são esquecidas rapidamente. Os próprios jornalistas tb vão para o saco rapidinho. Pergunte a qualquer um o nome de um jornalista musical relevante, e só ouvirá nomes que já escrevem há 30 anos.

 

Zap – Você está com mais de cinqüenta anos de idade e ainda em plena forma e atividade musical. Até quando pretende seguir com o Harry? Há outros projetos musicais em vista? A banda pretende fazer shows desse disco em 2016?

 

Hansen – Como eu disse, estamos aprontando o novo cd, e ainda temos material para vários outros. Mantenho tb o H.A.R.R.Y. and The Addict, que não tem cd físico lançado, mas várias faixas podem ser baixadas na net. E sim, gostaria de fazer quantos shows fosse possível, mas um dos métodos básicos do comunismo é erradicar a arte em favor de algo bem tosco. Não a toa, o SESC, um dos últimos locais com uma estrutura decente para se tocar, tem preterido bandas em favor de performances com uns barbados um cheirando o cu do outro. Para um comunista de merda, isso pode ser arte, para mim não é. E temos a dificuldade de não ter empresário. Mas queríamos alguém que acreditasse no som da banda. O Rod Smallwood, empresário do Iron Maiden, chegou a vender a casa dele para investir na banda. Hoje não existem empresários existem cafetões. Isso é apenas uma das coisas que deu errado. Nos anos 70, com ditadura, militares, censura e o caralho, tínhamos os Secos e Molhados, o Terço e o Casa das Maquinas. Hoje, com isso que o PT chama de democracia temos o luan santana, o cara do tchu (sei lá o nome e não quero saber) e a claudia leitte. Não me parece que as coisas tenham melhorado, rsrsrs.

 

* Para saber mais sobre o Harry, vai aqui: https://www.facebook.com/harrybandbrazil/info/?tab=page_info.

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco, I: o novo do Suede, claro.

 

* Disco, II: o quarteto pós-punk inglês Savages, formado apenas por garotas, levou quase três anos para lançar seu segundo álbum, mas a espera valeu a pena e as meninas (a vocalista Jehnny, a guitarrista Gemma, a baixista Ayse e a baterista Fay) demonstram a mesma qualidade artística e a mesma potência musical obtidas em sua ótima estréia com “Silence Yourself”, editado em maio de 2013. Vai daí que este “Adore Life” começa impactante com “Answer” e assim prossegue pelas nove faixas seguintes, sendo que “Evil” com sua melodia dançante e dark (perfeita para pistas escuras de clubs rocks under), seu baixo estupendo e as guitarras oitentistas, remete o ouvinte diretamente à Londres de 1983, quando Siouxsie e seus Banshees dominavam o gothic rock mundial. Sem contar que a vocalista Jehnny dispara inflexões com dramaticidade e intensidade na medida exata, além de soar exatamente IGUAL à diva Siouxsie – e isso é um baita elogio. Discão e entra desde já entre os melhores lançamentos de 2016, sendo que você conferi-lo na íntegra aqui: https://play.spotify.com/album/6c3UkztmOmW2GtunSNN3NZ.

O novo álbum das Savages: já na lista dos melhores de 2016

 

* Stoner rock brazuca de respeito: formado em Belém do Pará há mais de uma década, o grupo Vinyl Laranja (liderado pelo vocalista e guitarrista Andro “Baudelaire” Pinheiro) é ainda pouco conhecido fora do circuito rocker do Norte brasileiro, mas produz um dos trabalhos mais consistentes da atual indie scene nacional. A praia da banda é o stoner rock pesadão e chapadão (de nomes como Kyuss ou Queens Of The Stone Age), as letras são escritas em bom inglês e as melodias são tramadas com guitarras poderosas, como pode ser ouvido em “Unchangeable Past Fleeting Future”, que foi gravado ano passado em Austin, nos Estados Unidos, onde o conjunto residiu por alguns meses – agora eles estão retornando ao Brasil, onde pretendem fazer shows para mostrar no palco as músicas do novo trabalho. Interessou e quer saber mais sobre o VL? Vai aqui: https://www.facebook.com/Vinyllaranja/timeline. Sendo que o álbum pode ser ouvido na íntegra aí embaixo.

* Documentário rocker bacanão: já está na web a campanha de financiamento coletivo que visa arrecadar dindin para o lançamento do documentário “Guitar Days”. Produzido e dirigido pelo agitador cultural Caio Augusto Braga, o doc resgata a história de toda a cena indie guitar brasileira dos anos 90’ e que teve bandas sensacionais como Pin Ups, Brincando de Deus, Low Dream, Second Come, Pelvs, Thee Butcher’s Orchestra  e muitas outras que produziram uma obra rocker que merecia esse resgate histórico. Afinal todas elas cantavam em inglês e tinham uma consistência sonora que inexiste atualmente na cena alternativa brazuca. O documentário reúne dezenas de depoimentos de músicos e jornalistas (entre estes, o autor destas linhas zappers) que vivenciaram aquela época, está finalizado e agora só precisa desse apoio da galere (em forma de contribuição financeira) pra que ele possa enfim ser lançado. Interessou em colaborar? Vai aqui: https://www.catarse.me/guitardays. Sendo que o teaser do documentário você pode conferir aí embaixo.

 

* Expo Tim Burton: ainda não foi conferir a exposição dedicada a obra de um dos melhores e mais originais cineastas que surgiram na cinematografia americana nas últimas três décadas? Então corre até o Mis (Museu da Imagem e do Som), em Sampa, que a expo “O mundo de Tim Burton” permanece em cartaz por lá até o dia 15 de maio. Lembrando que nas terças-feiras a visitação é gratuita e todas as infos sobre o evento estão aqui: http://www.mis-sp.org.br/icox/icox.php?mdl=mis&op=programacao_interna&id_event=1995.

O gênio do cinema Tim Burton (acima) e a exposição dedicada à sua obra (abaixo): em cartaz no Mis/SP até maio

 

* Baladas pro finde que se aproxima, ulalá! Yep, o primeiro postão inédito de 2016 do blogão campeão em cultura pop está finalmente sendo concluído já na quinta-feira, 3 de março. Então vamos ver o que rola desde já em termos de agitos no circuito noturno alternativo de Sampalândia, néan. Começando já na noitona de quinta quando vai rolar show do bacanudo grupo Hertz & Ruídos no Gillans Rock Bar (que fica na rua Marquês de Itú, 284, metrô República, centrão de Sampa), a partir das onze da noite. Depois ainda dá pra esticar a balada na sempre fervida festa “Loucuras”, comandada pelo super DJ André Pomba no melhor inferninho gls do Brasil, o club A loca (que fica na rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de São Paulo).///O mesmo Hertz & Ruídos volta aos palcos também na sexta-feira (dia 4) mas no Café Aurora (que fica na rua 13 de maio, 112, Bixiga, centro de Sampa). Já no Inferno Club (no 501 da rua Augusta) vai rolar mais uma edição da “Neon Party Baby”.///Sabadão? Não tem pra ninguém: a noite é do open bar da Outs (no 486 da Augusta), o MELHOR open bar rocker de São Paulo atualmente e ponto final. Tá bão, né? Então se APRUMA e se joga, porra!

 O grupo Hertz & Ruídos: shows na capital paulista nesse final de semana

 

 

FIM DE TRANSMISSÃO

Ufa! Primeiro postão total inédito do blogão em 2016 finalmente chegou ao fim, mas apenas por enquanto. Semana que vem estamos na área novamente e se tudo der certo, já com o novo visual completamente instalado por aqui. A reformulação vai ficar legalzona, podem aguardar. Até lá deixamos beijos de língua nas leitoras e abraços quebra-ossos nos leitores. Inté!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 3/3/2016 às 00h.)

Programação normal por aqui e NADICA de carnaval! Guentaê aê só mais um pouco que quando o reinado de Momo acabar, o blogão mais legal de cultura pop e rock alternativo da web BR volta com tudo em sua versão 2016. E vem fodão, REPAGINADO e falando de Suede, Savages, bandas indies nacionais bacanudas e, claaaaaro, da Olé Tour dos imbatíveis e imortais Rolling Stones, que começou anteontem no Chile e que chega em três semanas ao Brasil

Zap’n’roll versão 2016 a caminho! Ela chega novinha em folha e total repaginada na semana que vem, logo após o carnaval; e vem falando da imperdível Olé Tour, dos imortais Rolling Stones (acima), que começou anteontem no Chile e que chega ao Brasil no final do mês; e também já veterano britpop Suede, que lançou há pouco já um dos bons discos deste início de ano; então, guentaê só mais um pouco que logo menos voltamos com tudo! (Stones: foto Uol)

 

Calma e não choras, fio: o blogão zapper versão 2016 está chegando logo depois do carnaval e com novo visual, mais algumas novidades editoriais e falando como sempre de assuntos bacaníssimos. Então guentaê só mais um pouquinho! Depois do carnaval (sendo que aqui a programação é sempre normal e NADICA de baticum) o blogão zapper finalmente volta. E restreia com novo visual e com mais algumas novidades, okays?

 

Vamos falar no primeiro post deste ano de um velho nome do britpop, o Suede, que continua dando boas alegrias aos seus fãs. E também das incríveis Savages, e de gente da indie scene nacional que vale a pena falar – Harry, Manic Mood, Vinyl Laranja etc. E, claaaaaro, dos velhos Stones, que deram a largada anteontem no Chile na sua Olé Tour, que chega ao Brasil agora no final de fevereiro.

 

Então fique sussa, vá curtir o reinado de momo (que começa sua desgraceira nesse país desgracento na próxima sexta-feira) e depois volta aqui que estaremos te recebendo com todo o carinho, uia!

 

Até lá!

 

 

* E a abertura da turnê latina da maior banda de rock’n’roll de todos os tempos, na última quarta-feira em Santiago do Chile, foi mais ou menos assim:

 

 

 

 

* E com ESTE set list:

 

  1. Start Me Up
  2. It’s Only Rock ‘n’ Roll (But I Like It)
  3. Let’s Spend the Night Together
  4. Tumbling Dice
  5. Out of Control
  6. She’s a Rainbow (primeira vez desde 16 de Setembro de 1998)
  7. Wild Horses
  8. Paint It Black
  9. Honky Tonk Women
  10. You Got the Silver (Keith Richards nos vocais)
  11. Happy (Keith Richards nos vocais)
  12. Midnight Rambler
  13. Miss You
  14. Gimme Shelter
  15. Jumpin’ Jack Flash
  16. Sympathy for the Devil
  17. Brown Sugar
    Bis:
  18. You Can’t Always Get What You Want
  19. (I Can’t Get No) Satisfactio

 

XXX

 

Pra quem vai cair na folia: booooom carnaval! Até a semana que vem!

 

(enviado por Finatti às 13:30hs.)

 

 

Silêncio ENSURDECEDOR no rock’n’roll mundial: Ziggy Stardust nos deixa órfãos, embarca em uma nave espacial e vai embora para o seu mundo; e o blog zapper interrompe suas habituais férias rápidas de início de ano para chorar com o coração aos pedaços a perda daquele que foi o MAIOR ÍDOLO individual do jornalista rocker Finaski

O mondo pop/rock em choque: a segunda semana do novo (e, pelo jeito, tão sinistro quanto o de 2015) ano começou com a humanidade perdendo o gênio David Bowie, um dos maiores nomes da música mundial em todos os tempos e ídolo individual maior de Zap’n’roll; abaixo, o blog durante a visita à exposição sobre a vida e obra do cantor no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, no início de 2014. E assim todos os nossos HERÓIS estão indo embora…

 

“…nunca fiz coisas boas

Nunca fiz coisas ruins

Quero um machado para quebrar o gelo

Quero descer agora mesmo…”

 

(“Ashes To Ashes”/David Bowie, 1980)

 

Sem palavras aqui.

 

Apenas com lágrimas nos olhos o dia todo na segunda-feira cinzenta e chuvosa de ontem em Sampa (sendo que este post está entrando no ar na madrugada solitária, silenciosa e mega chuvosa já da terça-feira). E totalmente NEGRA para a música pop e para o rock’n’roll mundial. Zap’n’roll acordou insone, por volta das oito da manhã. Foi quando resolveu conferir nas redes sociais se havia alguma novidade digna de nota.

 

Havia. E era a PIOR novidade possível. Àquela altura o mundo já estava sendo sacudido pela notícia da morte de David Bowie, ocorrida no domingo à noite. Discretíssimo como sempre foi em sua vida pessoal nas últimas décadas, Bowie escondeu da humanidade que lutava contra um câncer (a doença maldita do final dos tempos da raça humana) há cerca de um ano e meio. O gênio que legou para a história da música algumas de suas páginas mais brilhantes, perdeu a batalha. Sucumbiu ao tumor. Assim Ziggy Stardust cumpriu sua missão: nos deixou órfãos a todos, embarcou na sua nave espacial e voltou para seu planeta distante – que não era mesmo essa velha Terra podre e carcomida pelo homem.

 

Este blog, em seus treze anos de existência (que se completam em 2016), fez muitas postagens sobre David Bowie. Nem é necessário escrever um obituário laudatório para lamentar essa perda gigante e irreparável de um artista que entrou na vida do autor destas linhas online quando ele ainda era um adolescente sonhando em ser jornalista um dia. Se tornou jornalista musical e seguiu apaixonado por Bowie, sua obra, sua música. Assistiu o cantor ao vivo por duas ocasiões (em 1990 no estádio do Palmeiras, em São Paulo, durante a turnê “Sound&Vision”; e depois em 1997, também em São Paulo, no complexo esportivo do Ibirapuera). Ambos os concertos foram magníficos e inesquecíveis. E ficaram impressos para sempre na memória deste repórter.Bowie completou sessenta e nove anos de idade há três dias, quando lançou seu último álbum de estúdio, “Black Star”. Hoje ele não está mais entre nós. Mas sua obra GIGANTESCA e INSUPERÁVEL (foda-se o lacaio ignorante Elvis Presley; quem precisava dele quanto podíamos ouvir as obras-primas compostas pelo Camaleão?) permanecerá para sempre.

O homem que caiu na Terra: Ziggy Stardust procurou vida em Marte mas se tornou rock star aqui; agora, Major Tom partiu para a sua grande e definitiva viagem

 

E para relembrar essa obra e tudo o que o autor deste blog viu, ouviu e viveu ao som de David Bowie, reproduzimos abaixo textos publicados aqui mesmo, em 28 de janeiro de 2013 (portanto, há três anos), quando Bowie havia lançado seu então novo disco inédito, “The Next Day”, interrompendo um exílio de uma década dos estúdios de gravação. Nesses textos estão a síntese do que foi a vida loka e rocker do jornalista loker, ao som de David Robert Jones.

 

Até um dia, Major Tom, o ADORÁVEL e GENIAL junkie que todos nós sabíamos que você era. Sentiremos dolorosamente sua ausência. Mas iremos sim, um dia, ao seu encontro em uma outra estação.

 

(post extra escrito ao som de, entre outras, “Ashes To Ashes”, “Life On Mars?”, “Sound & Vision”, “Oh You, Pretty Things” e “Starman”)

 

 

BOWIE – AOS 66 A VOLTA TRIUNFAL, PARA DEVOLVER AO MUNDO O SENTIDO QUE O ROCK’N’ROLL PERDEU

 

(texto publicado originalmente em 28 de janeiro de 2013, e com algumas alterações e adequações para esta repostagem)

 

O título deste tópico principal do post zapper desta semana não carrega nenhum exagero. Todo mundo que ama música e rock’n’roll (seja você um ainda adolescente e jovem leitor destas linhas online, ou já um tiozão calejado nas estradas e histórias do rock’n’roll) conhece o inglês David Bowie (que nasceu, na verdade, David Robert Jones) e sabe de sua trajetória incrível e de sua importância MONSTRO na história do rock e da música pop em geral, nas últimas quatro décadas. Ao longo de mais de quarenta anos de carreira, Bowie lançou vinte e cinco álbuns de estúdio – o primeiro, homônimo, saiu em 1967.

 

Destes pelo menos uns dez são absolutamente essenciais na história do rock’n’roll (e aqui, neste post, o blog analisa não talvez os cinco melhores mas, subjetivamente, os cinco que o autor deste espaço online mais ama). E como se não bastasse produzir discos clássicos e que legaram genialidade musical em grau máximo para o rock, o “Camaleão” (apelido ganho ainda nos anos 70’ pela capacidade que o músico, compositor e cantor tinha em assumir personalidades diversas ao antecipar uma nova tendência sonora na cultura pop, como o glam rock por exemplo) ainda nos deu muito mais: canções sublimes, personagens inesquecíveis (o alienígena Ziggy Stardust, o Duque Magro & Branco), atuações grandiosas no cinema (em filmes como “O homem que caiu na Terra”, “Furyo – em nome da honra” ou “Fome de Viver”), duetos históricos (com Mick Jagger, por exemplo) etc, etc, etc. David Jones é gênio, ponto.

 

Ele estava ausente da música havia uma década, quando lançou o álbum “Reality” em 2003. Na turnê de divulgação do disco Bowie sofreu um princípio de infarto após um dos shows. Foi internado às pressas, fez uma angioplastia de emergência e decidiu se “aposentar” do show bis, indo morar em Nova York com sua filha e a esposa, a modelo africana Iman. E de lá pra cá muito se especulou sobre um possível retorno seu à música e aos palcos. Mas o próprio cantor, bastante recluso, volta e meia emitia comunicados de que não voltaria a mexer com música. O mondo pop deu então, a contragosto, por encerrada a trajetória profissional do inglês dos olhos de cores diferentes (o esquerdo mais claro que o direito, uma diferença provocada, segundo a lenda, por um soco que ele teria levado em uma briga na adolescência).

 

Até que em 8 de janeiro de 2013 o mundo foi sacudido pela bomba: ao comemorar seu aniversário de sessenta e seis anos, Bowie anunciou que estava pra lançar um novo disco. E ainda mostrou para o mundo o primeiro single deste trabalho, a belíssima e triste balada “Where Are We Now”. De letra memorialista, a canção evoca a época em que o cantor morou em Berlim (na segunda metade dos anos 70’) quando gravou por lá três álbuns, entre eles a obra-prima “Heroes” (de 1977). O álbum completo, batizado “The Next Day”, foi lançado oficialmente em 8 de março daquele ano. O mundo aguardou mega ansioso pelo disco (que foi gravado em segredo por David Bowie nos últimos dois anos, com produção do inseparável amigo de décadas, Tony Visconti), e ele foi com certeza um dos grandes lançamentos de 2013.

 

E agora que Ziggy Stardust não está mais entre nós Zap’n’roll não poderia se furtar de, também ela, comentar sobre o desparecimento da lenda David Bowie. Isso pelo amor que o blog sempre devotou à sua música, pela sua obra insuperável, pelo rocker absolutamente louco e extraordinário que ele foi: um performer que rompeu com tabus sexuais (jovem e lindo, enlouqueceu homens e mulheres, bichaças e lésbicas na sua vida. Foi pra cama com Mick Jagger, traçou e foi traçado por gente como Iggy Pop e Lou Reed) e de drogas (ele afundou em cocaine e em outras drugs ao longo dos anos 70’). E que deixou sua marca impressa para sempre na história da cultura pop.

 

O próprio blogger outrora mega loki viveu uma vida de excessos ao som das músicas de David Jones. Foram momentos malucos e ultra junkies, alguns quase inacreditáveis, tendo como trilha sonora as canções de Bowie. Mas isso será bem contado logo mais aí embaixo, em um extenso diário sentimental. Antes dele estas linhas online fazem uma rápida análise dos cinco álbuns de David Bowie preferidos pelo blog. São cinco discos seminais e que entram fácil em qualquer lista dos melhores momentos de toda a história do rock’n’roll. Instantes de brilhantismo puro e que agora estão inscritos para sempre na eternidade do rock’n’roll. Foi-se o gênio GIGANTE. Mas sua obra permanecerá eternamente.

 

 

BOWIE – CINCO ÁLBUNS CLÁSSICOS E IMBATÍVEIS

* “The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars” (1972) – a obra-prima máxima e definitiva. Bowie já havia lançado quatro discos desde 1967 e atingiu seu ápice artístico e musical com este discaço lançado em 1972. Antecipando o que seria o glam e o art rock, o trabalho era recheado e costurado por pianos e arranjos de cordas mas sem abrir mãos das guitarras ásperas. Espécie de fábula com as faixas girando em torno de um único tema (mas sem o ranço e o bolor conceitual do rock progressivo), o álbum narra a história do alienígena Ziggy, que vem de Marte para salvar a Terra cinco anos antes da destruição do nosso planeta, e aqui acaba se tornando um rock star. Músicas sublimes e inesquecíveis aos montes: “Five Years”, “Moonage Daydream”, “Starman” (que o grupo gaúcho Nenhum de Nós fez o favor de “assassinar” nos anos 90’, com a horrenda versão chamada “Astronauta de mármore”), “Suffragette City”, “Rock’n’roll Suicide” e, claro, o hino eterno “Ziggy Stardust”.

 

* “Station To Station” (1976) – Bowie inventa um novo personagem (o Duque Magro & Branco), para dar voz ao momento pelo qual ele estava passando: morando nos Estados Unidos o cantor saía muito à noite e enfiou o pé na lama em consumo grotesco de drogas variadas, especialmente cocaína. Isso rendeu um disco denso, pesado (no sentido das letras e do conteúdo emocional), onde a faixa-título (que abre o álbum com dez minutos de duração) narra a descida aos infernos da existência junkie. Não por acaso Bowie se tornou ídolo da alemã Christianne F. (na época, com catorze anos de idade) e sua turma viciada em heroína. E várias faixas deste disco pontuam a trilha sonora do filme que narra a saga de Chris pelas ruas e banheiros imundos de Berlim, entre picadas e picadas de agulhas nos braços…

 

* “Heroes” (1977) – Bowie se cansa da vida de excessos nos EUA e se muda pra Berlim, pra tentar acalmar seus demônios internos. Lá grava a célebre “trilogia” berlinense, sendo que o segundo disco dela é “Heroes”. Produzido pelo gênio Brian Eno o trabalho mergulha em ambiências eletrônicas soturnas (espécie de antecipação do que seria o movimento dark/pós-punk, que varreria as ruas de Londres no começo dos anos 80’) e lega para a posteridade a faixa-título, uma obra prima que incrivelmente se tornou um mega hit, sendo inclusive regravada décadas depois pelo grupo Wallflowers (do vocalista Jakob, filho de Bob Dylan).

 

* “Scary Monsters (and Super Creeps)” (1980) – durante muitos anos foi esse o disco de Bowie que Zap’n’roll colocava em sua lista pessoal dos dez maiores álbuns de rock de todos os tempos. Pesado, com letras cínicas, críticas e altamente corrosivas sobre o a superficialidade do mundo da moda (algo muito claro na música “Fashion”), o disco traz canções clássicas e belíssimas, entre elas “Ashes To Ashes”, um dos maiores hinos compostos pelo cantor: é a faixa que fecha a trilogia de músicas falando do Major Tom (e que começou em 1969, com “Space Oddity”), um astronauta viciado em drogas e que vaga a esmo pelo espaço sideral, um evidente alterego do próprio David Bowie. Discaço!

 

* “Let’s Dance” (1983) – o Camaleão entrou na década de oitenta mais uma vez se reinventando musicalmente. Com produção do músico Nile Rodgers (guitarrista do grupo funk americano Chic) Bowie caiu na dança e gravou um disco que é puro groove, soul e repleto de faixas altamente anfetamínicas. Sem nunca deixar a qualidade musical cair o álbum enfeixou mega hits nas rádios do mundo todo (inclusive no Brasil): “Modern Love”, “China Girl” e a própria canção-título, um funk racha-assoalho espetacular. Não por acaso foi o trabalho do cantor que mais vendeu até hoje: apenas no ano do seu lançamento, “Let’s Dance” superou a marca de três milhões de discos vendidos pelo mundo afora.

 

 

DAVID BOWIE AÍ EMBAIXO

Em uma série de vídeos de canções clássicas de sua trajetória, além de “Lazarus”, espécie de “despedida” do cantor deste mundo, e que está em seu novo disco, “Black Star”, que foi lançado no último dia 8 de janeiro, quando Bowie completou sessenta e nove anos de idade.

 

 

 

 

“LAZARUS” – TRADUÇÃO

(do álbum “Black Star”, lançado por Bowie no último dia 8 de janeiro)

 

Olha aqui, eu estou no céu

Eu tenho cicatrizes que não podem ser vistos

Eu tenho drama, não pode ser roubado

Todo mundo me conhece agora

 

Olha aqui, cara, eu estou em perigo

Nada tenho a perder

Estou tão alto que faz o meu giro cérebro

Deixei cair meu celular abaixo

Não é que, assim como eu?

 

No momento em que cheguei a Nova Iorque

Eu estava vivendo como um rei

Então eu usei todo o meu dinheiro

Eu estava olhando para sua bunda

Esta maneira ou nenhuma maneira

Você sabe, eu serei livre

Só assim bluebird

Agora, não é igual a mim?

Oh eu estarei livre

Só assim bluebird

Oh eu estarei livre

Não é que, assim como eu?

 

PRIMEIRO E GIGANTE DIÁRIO SENTIMENTAL DE 2016 – AO SOM DE DAVID BOWIE, NOITES E NOITES MERGULHADAS EM COCAINE E EM FODAS COM BOCETAS ALUCINADAS

O zapper outrora sempre loki e alucinado quase em tempo integral, passou uma vivência infernal ao som de David Bowie. Mergulhou na lama até o pescoço, em noitadas e aventuras movidas a sexo calhorda e selvagem, e também a consumo de um oceano de álcool e cocaine, enquanto as canções do Camaleão martelavam incessantemente seu cérebro em vesânia plena e assustadora. Foram zilhões de momentos e acontecimentos absurdos e algo inacreditáveis, às vezes. E tudo começou quando, afinal?

 

O blog se lembra de que conhecia a obra de Bowie desde a sua adolescência, quando o sujeito aqui tinha seus quinze/dezesseis anos de idade. E o interesse pela obra do cantor aumentou mesmo quando, lá por 1982, ele passava férias em Minas Gerais, na casa que a saudosa mama Janet tinha por lá. O zapper então quase pós-adolescente vivia bebendo horrores e saindo com uma turma de amigos por lá. Um desses amigos, filho de um dono de uma loja de móveis na cidade, tinha em sua coleção um disco estranho de David Bowie, chamado “Station To Station”, edição nacional original em vinil. O zapper sempre pegava o dito cujo pra ouvir, até que um dia fez a oferta pro seu amigo: “me vende?”. O moleque: “sem problema, nem curto muito”. E assim “Station To Station” se tornou o primeiro disco de David Jones a ir parar nas mãos do futuro jornalista, que ainda sequer cheirava cocaine.

 

Em 1982 mesmo foi lançado no Brasil o filme “Eu, Christianne F., 13 anos, drogada e prostitiuída”, a versão cinematográfica do livro homônimo e que contava a saga da jovem alemã de apenas catorze anos que se tornara viciada em heroína e que vagava pelas ruas, estações de metrô e banheiros imundos de Berlim, se picando vorazmente no braço com a droga. Chris era apaixonada por Bowie. E o filme tinha em sua trilha sonora somente canções do cantor inglês. O então futuro aspirante a junkie total aqui (em uma época em que ele morava com mama Janet já na rua Frei Caneca, e só fumava seus baseados) foi assistir uma sessão (a primeira de várias que viriam na sequência) do filme no extinto cine Majestic, na rua Augusta (onde hoje funciona o Espaço Itaú de Cinema). Saiu de lá com a cabeça em pandemônio, apaixonado por Chris F., por David Bowie e sonhando em assistir a um show do Camaleão ao lado da alemãzinha, enquanto se chapava de heroin. Isso, em 1982! Um ano depois Bowie lançaria seu maior sucesso comercial até hoje, o álbum “Let’s Dance”, e aí a paixão de Zap’n’roll pelo cantor se tornou obsessão. Avança alguns anos. Em 1989 o sujeito aqui já é jornalista, já tem uma coleção monstro de vinis em sua casa (entre estes, mais de uma dezena de discos de Bowie) e já experimenta os prazeres deletérios de mergulhar suas narinas em devastações selvagens de cocaine, e seu pinto em bocetas sórdidas e ordinárias. Os mini tópicos a seguir radiografam o que rolou ao som de Bowie na vida do sujeito aqui, enquanto ele se entorpecia de pó e esporrava em xoxotas, cus e bocas de mulheres cadeludas ao cubo.

 

* Se sentindo o próprio Major Tom – não há exagero na frase. Major Tom, todos os fãs de Bowie sabem, é o alterego do cantor, criado por ele para compor as canções “Space Oddity” e “Ashes To Ashes” (“todos nós sabemos que o Major Tom é um junkie/Então mamãe sempre disse: ‘fique longe do major Tom’”), sendo que a segunda é uma das mais belas músicas já compostas por Bowie. Enfim, Zap’n’roll tinha uma mania obsessiva em sua vida, lá por 1989/90, quando já era repórter da editoria de Cultura da revista semanal IstoÉ: ele adorava por o vinil de “Scary Monsters” (o disco que contém “Ashes To Ashes”) pra rodar em seu system Gradiente, enquanto esticava taturanas de cocaína no tampo de acrílico do aparelho de som, e as aspirava. Foi assim que, num belo dia, um amigo da época (o Valtinho, que também era amigo da Luciana, uma pretinha xoxotuda, de peitos suculentos, cara de intelectual e loka, que o sujeito aqui estava traçando) chegou pro autor deste diário confessional calhorda e deu o toque: “meu vizinho, que trampa num sindicato aê, tá vendendo uns sacolés pra levantar uma grana extra. Ele não é bandido e nada, mas descolou a fonte e tá fazendo isso pra levantar uma grana. O pó é fodão, vem cinco gramas e o preço é bacana”. O zapper se interessou pela oferta. “Combina com ele que quero um desses, passo na sua casa dia tal, te dou a grana e você pega com ele e aí damos uns tecos no teu apê mesmo”. E assim foi feito. Na noite combinada lá se foi o sujeito aqui pro Largo do Arouche (no centrão de Sampa e que naquela época era bem tranqüilo pois o centro da cidade ainda não estava dominado e devastado pelo horrendo crack), onde Valtinho morava em um prédio antigo e de apês grandes e aconchegantes. Ao chegar lá, deu a grana pro seu amigo e esperou ele voltar com a encomenda. O autor destas linhas virtuais estava acompanhado de uma amiga rocker da época a… (o HD agora falhou e realmente o blog não lembra o nome da garota). E quando Valtinho voltou com o sacolé, todos foram pra cozinha do apê onde o jornalista já bem junkie despejou todo o conteúdo dentro de um prato e começou a “trabalhar” o mesmo com um cartão. Era muita cocaína (e muito boa, como não existe mais hoje na “naite” paulistana). Tanta que a amiga zapper arrelagou seu olhos e disse: “acho que nunca vi tanto pó assim de uma vez, na minha vida”. As cafungadas tiveram início. Lá pras tantas o trio foi pra sala ouvir música. Valtinho também tinha “Scary Monsters” em sua coleção. Não deu outra: o sujeito que escreve este diário pegou o disco e colocou “Ashes To Ashes” pra tocar. E quis explicar pros seus dois amigos o significado da letra da canção. Zap’n’roll se sentia o próprio Major Tom quando fazia isso. E aquela noite foi looooonga, com o trio saindo a pé pelo centro de Sampalândia, parando em bares pra tomar algo alcoólico e de tempos em tempos parando em algum canto escuro, pra aspirar novas carreira de cocaine. Insano. E inesquecível…

A vida do jornalista musical rocker/loker teve durante décadas (e continua tendo até hoje e mais do que nunca) como uma de suas principais trilhas sonoras a obra musical de David Bowie, e isso em momentos insanos de sexo, drogas e rock’n’roll, como os descritos nesse diário sentimental; mas o Camaleão também marcou Finaski em momentos mais calmos e de contemplação, quando o blog esteve na exposição dedicada ao cantor no Museu da Imagem & do Som, em São Paulo, no início de 2014 (fotos acima); abaixo, Bowie em sua primeira visita ao Brasil, em setembro de 1990: shows lotados e inesquecíveis (e presenciados pelo autor destas linhas virtuais) em São Paulo e Rio

 

* Pati, 18 anos, cocalera, fodida no cu e sem ver o show de Bowie – era 1990 e Zap’n’roll trampava na IstoÉ. A produtora Poladian havia anunciado a vinda de Bowie ao Brasil para setembro daquele ano e o jornalista zapper apaixonado pelo Camaleão ficou histérico, literalmente. Finalmente iria assistir ao show de um dos seus ídolos máximos. Nessa época o autor deste diário junkie namorava com a futura mãe do seu filho. Mas antes dela, houve a magricela Patrícia. Bonitinha de rosto, tetas miudinhas, moradora da zona oeste de Sampa (próximo à Usp e ao bairro do Butantã) não era nenhum primor intelectual. Mas cursava artes e desenho em uma escola particular na avenida Angélica, era rocker e bem safada. O autor deste blog a conheceu em uma madrugada num pulgueiro goth que havia no bairro dos Jardins, a Tribe Haus. Lá os malhos já começaram em um canto escuro e se prolongaram na rua (depois que ambos saíram pra ir embora), onde a cachorra Pati bateu uma generosa punheta pro blogger taradón. E ambos combinaram de se encontrar já na noite seguinte (um sábado), quando a garotinha de rosto inocente já foi parar no apê da Frei Caneca. E lá deu com gosto sua xoxota perversa a noite toda. Como o autor destas linhas sentimentais sempre foi um eterno carente e coração mole, resolveu namorar a garota. O namoro durou muito pouco mas as fodas eram sempre ótimas, como a vez em que a magra Pati e de cu pequeno agüentou a rola grossa zapper atrás, no hotel Savoy (que existe até hoje na rua Augusta, e onde o autor deste blog deu algumas de suas trepadas mais inesquecíveis nos anos 80’ e 90’). Só que aí entrou em cena a futura mãe do filho de Zap’n’roll, muito mais gata, culta e interessante e não deu outra: Pati foi solenemente dispensada. A garota não se conformou e fez de tudo pra retomar o romance, inclusive passando a cheirar cocaína também, o que ela não fazia no tempo em que havia namorado com o jornalista loker. E por fim, numa tentativa desesperada de fazer ciúmes, Pati arrumou um namoradinho também mezzo junkie e que curtia aspirar carreiras de pó. Uma noite de sexta-feira o casal baixou no apê da Frei Caneca. Queriam padê. Fomos atrás e descolamos uma petecona de cinco gramas, que era vendida em um bar na praça Roosevelt. Rachamos o valor da aquisição em três, o trio retornou ao apê e começou a cheirança sem fim. Lá pras tantas bateu a sede por algo alcoólico. Mas quem iria ter coragem de descer em algum bar na rua pra comprar algumas brejas, no estado de “bicudisse” em que o trio se encontrava? Conversa daqui, negocia dali e o namoradinho de Pati foi buscar algumas brejas. Enquanto ele foi, não deu outra: o canalha aqui tirou seu pau pra fora da calça e Pati, mais puta ainda, meteu a boca no dito cujo. Mas a bicudisse era forte e a tensão com a volta a qualquer momento do namorado da garota, também. Assim o pintão zapper, sempre em riste quando necessário, ficou no meio do caminho dessa vez. E foi recolhido novamente pra dentro da calça no exato instante em que o cocalero corno voltava com as brejas. As aspirações e devastações nasais prosseguiram até umas sete da manhã do sábado, quando a dupla foi embora. E algumas semanas depois, na noite do show de David Bowie em Sampa, quando Zap’n’roll tomava generosas doses de whisky e se preparava para ir à gig com sua ex-mulher um casal amigo, toca o interfone no apê: era Pati. Ela: “você consegue me levar no show do Bowie? Estou sem ingresso e bla bla blá”. Eu: “impossível. Você vem me pedir isso HOJE, quando estou saindo pra ir pra lá, e sendo que estou com a minha namorada? Pelamor, né?”. Pati ficou puta e se mandou. Ficou assim: fodida no cu, cheirada e sem ver David Bowie. E o blog nunca mais teve notícias dela.

 

* Flávia J., a loira loka, delícia e paixão infernal do blog – sim, foi uma das paixões mais avassaladoras experimentadas pelo sujeito aqui. E essa paixão começou na ponte aérea Rio/São Paulo no dia 7 de julho de 1990 (Zap’n’roll se lembra perfeitamente, como se fosse ontem), quando o então já conhecido jornalista rumou para o balneário a fim de assistir a um show da Legião Urbana. A banda estava no auge, iria tocar para cinqüenta mil pessoas no Jockey Club carioca e o autor deste blog estava acompanhando o grupo para um perfil que faria dele para a IstoÉ. A noite anterior havia sido novamente de excessos no consumo de cocaine e o blogger ressacudo por pouco não perdeu o vôo das dezenove horas – bem vazio, no final da tarde de sábado. E nele estava Flávia: loira, tesuda, mamicuda, inteligente. Não exatamente linda, mas muito gostosa e culta. O zapper se sentou na poltrona ao lado dela. E com um copo de whisky na mão (yep, naquela época servia-se whisky na ponte aérea) começou o papo. Ela se interessou pelo jornalista paquerador e quando ambos desceram no aeroporto Santos Dumont, no Rio, o blogger loker já a puxou pra dentro do táxi rumo ao hotel Atlântico Copacabana (que era onde a gravadora Emi hospedava jornalistas a trabalho no Rio). Lá chegando, os malhos começam no quarto. Zap’n’roll: “Você é linda!”. Flávia: “Você é um cara incrível e terrivelmente sedutor. Mas eu NÃO vou dar pra você hoje! Preciso ir pra casa da minha mãe em Niterói, amanhã eu venho e fico aqui contigo”. E assim foi. A loira foi pra Niterói e Zap’n’roll partiu em direção ao Jockey. No domingo à noite Flávia cumpriu sua promessa. O interfone do quarto tocou por volta de dez da noite. Era ela. O coração do jornalista disparou. Assim que entrou novamente no quarto, ela pulou em cima do autor deste diário sujo e cafajeste. A foda começou intensa e foi assim a noite toda. A loira trepava horrores, chupava um pinto magnificamente e gozava fácil e aos berros. E era fã de rock’n’roll, de cocaine, maconha e literatura: assim como o zapper, amava o dramaturgo francês Jean Genet. Foi uma noite inesquecível, o blog se apaixonou pela garota e na manhã seguinte a levou ao Santos Dumont – ela tinha que retornar a Sampa pois no dia seguinte embarcaria para um mês de férias em Londres. Viagem ganha de presente do pai, por ter passado no vestibular de Direito. Daí em diante o resumo possível de uma história que é muito longa, é esse: Zap’n’roll se desesperava de saudade e paixão por Flávia. Sabia que queria ficar com ela. Mas antes que ela retornasse, a futura mãe do filho deste jornalista apareceu no apê da Frei Caneca e ela e o sujeito aqui, destrambelhado emocionalmente como sempre foi, resolveu começar a namorar com a garota. Quando Flávia retornou, cheia de saudade, paixão e tesão pelo autor destas linhas virtuais, ficou putíssima com a história. O blog não sabia o que fazer. E ficou saindo com as duas, e comendo as duas. Foi quando veio o show de Bowie no Parque Antártica, e Flávia intimou: “Você pode ir com ela no sábado, mas VAI TER QUE ME LEVAR COM VOCÊ no domingo”. E assim foi: no sábado, o blog foi à gig do Camaleão acompanhado de sua, hã, namorada. No domingo, podre e mal dormido, teve que acompanhar a amante no mesmo show. Depois dele o casal foi foder pela última vez (e foram dois meses de loucuras na cama e fora dela: Flávia amava dar cafungadas em carreiras bem fornidas de cocaine; na cama era adepta de ser fodida no cu enquanto batia uma escandalosa siririca, pra suportar a dor do pau grosso rasgando seu buraco traseiro). Quando Flávia deixou o sujeito aqui (ela tinha carro) na porta da casa dele, ela disse: “hoje foi a última vez que você me comeu. Você quer ficar comendo as duas mas não vai rolar. E presta atenção: essa suburbana da sua namorada vai foder a tua vida. Vai engravidar de você e vai mudar de mala e cuia pro seu apartamento”. Foi exatamente o que aconteceu: a “suburbana” (que morava no extremo leste da capital paulista) realmente engravidou e se mudou pro apê da Frei Caneca. E Flávia J., uma das maiores paixões da vida de Zap’n’roll saiu da vida dele pra sempre. Hoje, quarentona e mãe, mora sozinha num enorme apartamento perto da Serra da Cantareira (na zona norte paulistana) e dirige um escritório de advocacia.

 

* 1997: após outro show de Bowie, porra seca no queixo de outra loira – foi a pior fase da vida de Zap’n’roll. Desempregado (a mega e chic revista Interview, onde ele tinha trampado durante três anos, havia sido fechada pela editora Abril em 1996), vivendo de frilas esporádicos e morando em uma república estudantil no bairro da Liberdade, ainda assim ele comia bocetas deliciosas. Uma delas, também loira e de tetas generosas o blogger sempre baladeiro conheceu em um bar rocker em Pinheiros, onde o sujeito aqui sempre ia nos finais de semana. Bonita de rosto, inteligente e fã de Bowie, a garota se interessou pelo autor deste blog com certa facilidade. Começou a paquera e ele a convidou pra ir no show que o Camaleão faria no festival Close Up Planet, dentro da turnê do álbum “Earthling”, lançado naquele ano e com viés mais eletrônico do que rock (mas ainda assim, muito bom). O casal então rumou pro festival, na pista de atletismo do complexo Ibirapuera, na zona sul de Sampa. Grande gig, quase tão boa quanto a de sete anos antes. Terminado o set, a sugestão que partiu do zapper: “Vamos pro Retrô” (que era o muquifo alternativo mais podre, sujão, decadente e genial de Sampa naquela época. Uma verdadeira lenda da indie scene alternativa paulistana, o Retrô era o lugar onde você podia dançar Screaming Trees, Ride, Nirvana e Nick Cave às três da manhã, cafungar cocaine nos banheiros sem ser incomodado, e trepar neles também, sendo o blog socou sua rola em muitas xoxotas ali). Sugestão aceita, lá se foi o blogger cheio de más intenções (uia!) com a loira (que lembramos perfeitamente o nome e sobrenome, mas não podemos publicar aqui. A hoje distinta senhorita está em um relacionamento sério e inclusive está na liste de amigos do autor destas linhas vulgares, em uma rede social), no carro dela. A balada no Retrô foi movida a muito álcool e a loira peituda ficou chapada. Foi quando, lá pelas cinco da matina, nova sugestão: “vamos prum hotel aí no largo de Santa Cecília”. O casal foi. Todos os hotéis do pedaço estavam lotados, com exceção de um que tinha um quarto disponível, mas apenas com uma cama de solteiro. Sem alternativa, a foda rolou ali mesmo. E não foi muito intensa porque a acompanhante zapper não estava de fato muito bem. O casal adormeceu em seguida e quando o sujeito aqui acordou, a visão que lhe vem à lembrança é de uma mancha de porra seca, escorrendo do queixo para o pescoço da loira. É, pelo menos na chupada, parece que o serviço tinha sido bem feito…

 

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Este é um post em edição especial e extra, pois não poderíamos deixar de prestar nossa homenagem ao homem que mudou para sempre a história do rock’n’roll. Zap’n’roll segue em recesso temporário e volta em sua versão 2016 no final deste mês.

 

Para Neide Rodrigues, Eliana Martins, Yaque Finatti e Joyce Sonriedo: besos. Um dia Finaski irá se encontrar com Ziggy Stardust em alguma distante galáxia.

 

 

(enviado por Finatti às 5hs.)

ADEUS 2015 (que já vai tarde!), o ano terrível na política e na economia brasileira, do quase impeachment de Dilma e da quase completa FALÊNCIA do rock’n’roll alternativo mundial e nacional, sendo que o blogão, AVESSO a listas gigantes e intermináveis de “melhores do ano”, apresenta suas modestas escolhas em discos, filmes, livros e shows; a semana natalina em que um museu ardeu em chamas em Sampa, em que perdemos Júpiter Maçã e Lemmy Kilmister e onde até o gênio e mito Chico Buarque foi hostilizado por playbas e coxas imbecis; e para encerrar ao menos com alguma ALEGRIA os trabalhos por aqui, uma MUSA ROCKER realmente delicious total, com curvas delirantes, PEITOS GIGANTES, muitas tattoos e uma formação cultural e literária de fazer inveja (postão total no ar e de férias até 20 de janeiro de 2016)

2015, o ano total SINISTRO e que acaba sem deixar saudade alguma: o ano em que perdemos gênios do rock como Lemmy Kilmister (acima), fundador e vocalista do Motorhead e que morreu ontem, vitimado por um câncer; mas ainda assim um ano que teve bons momentos na cultura pop, como o novo disco dos Libertines (abaixo) e onde também o blog zapper descobriu mais uma sensacional musa rocker, como a gatíssima Suzy Babi (também abaixo)

Um ano horrendo e pra ser esquecido.

Alguém ainda tem alguma dúvida de que 2015 foi catastrófico em quase todos os sentidos e em quase todas as esferas possíveis no Brasil e no mundo? Crise política mosntruosa (e desvelando cada vez mais a gigantesca imundície que permeia nossos políticos, os mais sujos e corruptos da face da Terra), crise econômica idem. Pais quase paralisado por uma polarização e embate ideológico e social como não se via há décadas. Dilma sofrendo a pressão de um processo de impeachment aberto contra ela. O bandido gigante Eduardo Cunha se AGARRANDO de todas as formas possíveis à cadeira de presidente do Congresso. E a CULTURA brasileira (e também do resto do planeta) em queda livre e isso já há muito tempo. Traduzindo: não há muito o que comemorar nestes dias finais do ano. Ainda mais em uma semana (a passada) que começou com o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo (um dos grandes motivos de orgulho do país lá fora, e um dos museus mais importantes do mundo), destruído por um incêndio, com o gênio Chico Buarque sendo agredido verbalmente na saída de um restaurante no Rio De Janeiro por um grupo de playbas estúpidos, reacionários e ignorantes ao extremo e, por fim, com o também gênio do rock independente nacional Flávio Basso (aliás, Júpiter Maçã) nos deixando inesperadamente, aos quarenta e sete anos de idade. Fora a morte ONTEM (segunda-feira, 28 de dezembro) da lenda e mito Lemmy Kilmister, o homem que criou o Motorhead. Diante de fatos como os elencados neste editorial que abre o último post de Zap’n’roll em 2015, fica difícil para estas linhas online participar do oba-oba que contamina outros espaços dedicados à cultura pop e ao rock alternativo na blogosfera brazuca. Aliás ESTE blog fica realmente espantado em ver como tais “vizinhos”, que já foram muito relevantes em seu ofício, agora se comprazem apenas em ficar publicando por esses dias listas inúteis de “melhores do ano”, e não informam aos seus DESINFORMADOS leitores uma linha sequer sobre a morte do músico gaúcho Flávio Basso, do frontman do Motorhead ou sobre o incêndio no museu paulistano, como se tais fatos fossem totalmente irrelevantes ou como se este “vizinho” falasse de outro mundo (Marte?) que não o nosso, e onde o que é relevante é uma lambança brega chamada “Mel Azul” (ahahahahahaha, foi inevitável rir agora, mesmo diante do caráter algo sério e trágico deste texto de abetura do post zapper). Então nosso post derradeiro deste ano vai na contra-mão disso tudo. Irá sim elencar aquilo que achou com o melhor de 2015 em termos de discos, filmes, livros etc, mas em listas muito modestas e muito longe de ter cinqüenta títulos de “obras” que já possuem destino certo: o limbo da cultura pop, já que ninguém irá ouvir ou se lembrar de tanta inutilidade artística daqui a alguns meses. De resto tudo isso é reflexo inefável do momento pelo qual passa não apenas o Brasil mas todo o planeta: uma humanidade total confusa e com uma sociedade quase em convulsão, depossuída de referências estéticas e culturais que valham realmente a pena. Esse quadro vai melhorar em 2016? Provavelmente não. Mas é preciso sempre acreditar que sim. Ainda que tenhamos que conviver em um país (o nosso) dominado por uma população inculta, burra, ignorante, reacionária, moralista, conservadora, intolerante e no limite da bestialidade. O que pudermos fazer para nos manter na RESISTÊNCIA ante esse quadro desalentador, iremos fazê-lo. Afinal é isso que mantém este blog aqui já há quase treze anos.

 

 

* Então é isso. Ante véspera do réveillon e cá estamos, pra saideira derradeira do ano. Com poucas notas iniciais já que todo mundo já está em clima de férias e  de fim de festa (?) de um ano que na verdade não teve quase motivo algum pra se fazer festa.

 

 

* E o postão final chega pra acalmar os hormônios dos fakes psicopatas, cuzões e inúteis, aqueles que não têm vida própria nem na semana entre natal e ano novo, e ficam doentiamente enchendo o saco no painel do leitor. É com eles, inclusive, que iniciamos nossa LISTA de PIORES do ano, hihihi. Fake mais IMBECIL, DOENTE e MALA: Márcio Albuquerque Passos, vulgo cutinha/putinha. Segundo fake mais DOENTE e MALA (mas o primeiro em inveja, ódio, covardia e rancor): Marco Rezende. Ulalá!

 

 

* E 2015 não poderia mesmo terminar de forma mais cruel e desgracenta. Depois de perdermos Scott Weiland e Flávio Basso (aka Júpiter Maçã) ontem foi a vez do junkie eterno Lemmy Kilmister, o homem que criou o Motorhead. Yep, Zap’n’roll nunca morreu de amores pela banda mas reconhece sua importância fundamental na história do heavy metal. E Lemmy era lenda e mito, tendo levado às últimas conseqüências uma vida eivada de sexo, drogas e rock’n’roll. Foi derrubado, enfim, por um câncer mega agressivo. Tinha setenta anos de idade. Vai fazer falta, muita, ainda mais em um tempo onde não surgem mais ícones gigantes na música pop. Rip Lemmy. A gente se encontra um dia por aí.

 

 

* E vamos falar sério: essas chatíssimas listas de “discos do ano” (muitas delas com inacreditáveis cinqüenta títulos) que estão pipocando há dias na rock press gringa ( sendo repercutidas aqui por blogs que estão mesmo descendo a ladeira em termos de relevância e informações que valham a pena) são CHATAS PRA CARALHO e mostram que o mundo está mesmo na hora extra – senão o mundo, ao menos a cultura pop parece estar. Basta ver, a título de ilustração, os ELEITOS da americana Spin. É um festival de sandices e discos inúteis de artistas idem e que daqui a pouco ninguém irá mais se lembrar deles.

 

 

* Portanto, nem vamos nos alongar demais nessa parada. Aí embaixo o blog zapper elenca suas listas bem mais modestas. Mas que com certeza trazem, na nossa visão pessoal, o que de fato foi RELEVANTE em 2015 na música alternativa e na cultura pop em geral. Leia e fique avonts pra concordar, discordar, xingar, elogiar etc.

 

 

CINCO ÁLBUNS GRINGOS PRA SENTIR ORGULHO DE 2015 (SEM ORDEM DE PREFERÊNCIA)

* Não foi nem de longe o melhor disco de rock do ano. Mas depois de uma década sem gravar um álbum cheio e inédito, os Libertines voltaram muito bem com este “Anthems For Doomed Youth”, que se equilibra bem entre rockões (como “Gunga Din”) e baladas (como a bela faixa-título). É um dos CDs que o blog mais escutou esse ano.

 

* A “música completa” do New Order deu novo fôlego ao veterano grupo electropop. Não se compara aos clássicos oitentistas do grupo inglês. Mas é o melhor esforço musial deles em anos.

 

 

* Lana é Lana, o resto é conversa. Mais uma coleção de canções primorosas fizeram de “Honeymoon” outro dos discos mais escutados pelo blog nos últimos doze meses.

 

 

 * Com o gênio Noel lançando um DISCAÇO como esse – e logo no começo do ano – , pra que pensar em um (improvável) retorno do Oasis?

 

* Foi a surpresa ESTRANHÍSSIMA do ano. Uma formação gótica em pleno 2015. E vinda do Canadá, com canções sorumbáticas. Pois o Viet Cong lançou um primeiro e ótimo disco e nos levou de volta à Londres de 1980, nos tempos sombrios do Joy Division.

 

 

CINCO DISCOS NACIONAIS BACANUDOS QUE SAÍRAM NESSE ANO TENEBROSO

1 – Luneta Mágica/”No meu peito”

2 – Supercolisor/”Zen total do ocidente”

3 – Hélio Flanders/”Uma temporada fora de mim”

4 – Descordantes/”Espera a chuva passar”

5 – Forgotten Boys/”Out Of Society”

 

 

APOSTAS ZAPPERS PARA 2016

Seti: https://www.facebook.com/setirock/?fref=ts.

 

Manic Mood: https://www.facebook.com/manicmood/?fref=ts.

 

Sendo que iremos falar novamente e melhor dos dois grupos nos primeiros posts do blog em 2016, podem aguardar.

 

 

DUAS GIGS INESQUECÍVEIS DO ANO QUE ESTÁ ENFIM (E GRAÇAS AOS CÉUS) ACABANDO

Nacional: Pin Ups no Sesc Pompéia, em São Paulo.

 

 

Internacional: Iggy Pop, no Audio Club, também em São Paulo.

 

 

CINCO FILMES QUE VALERAM A IDA AO CINEMA (E NÃO, O NOVO  “STAR WARS” NÃO ESTÁ INCLUSO NA LISTA)

 Califórnia, de Marina Person

 

Chico – artista brasileiro, doc primoroso sobre Chico Buarque

 

Amy – outro doc também primoroso, sobre a inesquecível Amy Winehouse

 

Homem irracional – o último longa do gênio Woody Allen

 

Chatô, o rei do Brasil – levou 20 anos pra ficar pronto, mas enfim entrou em exibição

 

 

 

QUATRO LIVROS BACANUDOS QUE RENOVARAM NOSSO PRAZER EM LER NOS ÚLTIMOS DOZE MESES

Gênio sem igual da poesia norte-americana, Charles Bukowski teve um volume inédito de poemas publicado no Brasil também este ano

 

Um calhamaço de quase 600 páginas conta a história de algumas das principais bandas da cena indie brazuca de vinte anos pra cá; um livro realmente rock’n’roll

 

Em “A garota da banda”, a baixista Kim Gordon repassa toda a sua trajetória musical durante as três décadas em que tocou no genial e inesquecível Sonic Youth 

 

Outra bio no capricho editada em 2015 no Brasil: a da lenda Iggy Pop

 

 

E PRA ENCERRAR O ANO COM AO MENOS UMA ALEGRIA PARA NOSSO DILETO LEITORADO, AÍ ESTÁ: A ÚLTIMA E TESUDÍSSIMA MUSA ROCKER DE 2015!

Nome: Suzy Babi Azevedo.

 

De onde: São Paulo/SP;

 

Mora onde: também em Sampa, com o marido.

 

Idade: 37 anos.

 

O que faz: modelo e pin up.

 

Três bandas: The Doors, Motorhead e Pink Floyd.

 

Três discos: “Let It Be” (The Beatles), “The Wall” (Pink Floyd) e “At Last” (Etta James).

 

Três filmes: “Bastardos Inglórios”, “Três homens em conflito” e “Todos os homens do presidente”.

 

Três livros: “O mundo como vontade e representação” (Schopenhauer), “Para além do bem e do mal” (Nietzsche) e “Trilogia suja de Havana” (Pedro Gutierrez).

 

Um diretor de cinema: Quentim Tarantino.

 

Um show inesquecível: Motorhead, em 2009.

 

O que o blog tem a dizer sobre ela: gatíssima e inteligentíssima, Suzy é dileta amiga virtual destas linhas online e participa ativamente de alguns grupos bacanas de discussão literária no Facebook, sendo que foi num desses grupos que Finaski começou a papear com ela. Logo vimos seu potencial para ser musa do blog, fizemos o convite e ela aceitou. Então aí está: pra fechar com chave-de-ouro um ano que foi quase todo de chumbo, imagens realmente delicious da incrível Suzy. Apreciem sem moderação!

 Garota do rock!

 Pode vir, eu deixo!

 Revelando aos poucos muitos segredos

 Tattoos classudas ornando um corpão rock’n’roll

 

 A intelectual rocker tímida – ou nem tanto…

 

TCHAU 2015! JÁ VAI TARDE!

Ano escroto da porra. muitas perdas importantes. Fica a torcida para que 2016 seja ao menos um pouco melhor. Então o blog para por aqui e entra em recesso temporário de férias, sendo que estaremos de volta lá pelo dia 20 de janeiro já do novo ano, okays? Até lá deixamos beijos, abraços e felicidades pra todos que nos acompanham aqui ano a ano, desde 2003. Ótimas entradas (opa!) e até mais!

 

 

(enviado por Finatti às 15hs.)