mai 11

O Garbage volta bem e alimenta ainda mais a nostalgia rock anos 90’. E agora vai: a “cagada pra dentro” da Vice, a “guerra” de sujos e imundos entre gigantes da mídia, a “encheção de saco” de músicos e bandas em cima do blog e mais isso e aquilo tudo em post atualizado, ampliado e finalizado em 15/5/2012

 A incrível, junky, louca, xoxotuda e linda Shirley Manson (acima), brilhando à frente do Garbage (abaixo, em foto deste ano), nos anos 90′: o grupo está de volta, após sete anos de ausência

 

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UP TO DATES RÁPIDAS

* Yes! Postão finalmente concluído lá embaixo. E aqui no alto dele, algumas notinhas rápidas das últimas novas do mondo/pop rock alternativo.

 

* A edição 2012 do Prêmio Dynamite, como era de se esperar, está bombando. Já são vinte mil votos computados para as diversas categorias concorrentes e, em função disso, o prazo para o povo votar foi prorrogado até 30 de junho. Entre no portal (WWW.dynamite.com.br), deposite lá seu voto e torça pelo seu artista favorito!

 

* O Beco e a produtora Playbook confirmaram mesmo a realização do show do sueco The Radio Dept para o dia 6 de julho. Os ingressos já estão à venda no próprio Beco e o primeiro lote custa 70 pilas cada ticket.

 

* E no domingo à noite, como todo mundo já ficou sabendo, o rapper Emicida foi preso após realizar um show em Belzonte (capital dos Mineiros, uai!). A acusação foi desacato à autoridade (como sempre…), durante a execução da música “Dedo na ferida”. Após prestar depoimento na delegacia, o rapper foi solto. Bien, estas linhas zappers não vão se estender muito sobre esse lamentável episódio (e que está bem comentado no blog 23 Gotas, da querida Helena Lucas). Apenas vamos dizer mais uma vez que o Brasil não muda nunca. Aqui, artista de qualidade, respeito e que fala a verdade (caso do Emicida) em letras acima da média da burrice que hoje toma conta da música nacional, é preso. Enquanto isso políticos corruptos, canalhas e patifes que metem com gosto a mão no erário público, riem da cara do povo desdentado que votou neles. Por que não mandam pra cadeia gente como Marconi Perillo, Agnelo Queiroz e outros pilantras do mesmo naipe? Pois é…

 

* E vai até laaaaaá embaixo que tem uma análise, hã, contudente do blog sobre a mídia vista por estas linhas virtuais na última semana, uia!

Emicida, rapper talentoso e de respeito, foi preso. Enquanto isso os Perillos e Agnelos da vida continuam por aí, soltinhos e roubando felizes…

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Mais uma semana…
Uma semana onde muito aconteceu. CPI do Caichoeira rolando, tentativas (da parte sempre podre de congressistas) de abafar a mesma e de manter a imprensa afastada dos depoimentos. No mondo pop/rock alternativo continuaram rolando shows e mais shows gringos por aqui (de médio e pequeno porte, é verdade) e a grande notícia, de fato, foi o “vazamento” do novo álbum do retornado Garbage, que sai oficialmente no começo da próxima semana mas que já circula à vontade na web. Anyway, o blog zapper sempre atento a todas as movimentações da cultura pop, do rock e também (por que não?) de questões sociais, políticas e comportamentais relevantes, pretende comentar tudo isso no post que começa agora. Se não formos bem-sucedidos nessa intenção, já pedimos desculpas antecipadas ao nosso sempre fiel e dileto leitorado pois o autor do blog é humano e, como tal, falível. E mais falível ainda ele se torna quando esgares de depressão (o famoso transtorno bipolar que nos acompanha ad eternum e que, volta e meia, ataca com força as bases emocionais do sujeito que digita estas linhas online) se imiscuem no cotidiano de Zap’ n’roll. Yep, essa foi uma semana, hã, um tanto sombria e angustiante em alguns aspectos (só pra citar um deles: o note ficou novamente no “estaleiro” por dois dias; desta vez foi o monitor widescreen, caríssimo, que queimou depois que o blogger sempre tenso e nervoso deu um soco no tampo do note, por conta de discussões via telefone.). Tanto que o blog chegou a considerar abortar o novo post, até por falta de inspiração pra compor o mesmo. Mas aí surgiu na internet o novo discão de Shirley Manson, Butch Vig e Cia, e tudo começou a voltar mais ou menos ao normal. Afinal um bom (ou grande) disco de rock sempre acaba se tornando um ótimo remédio para se curar muitos males, da mente e da alma. Então cá estamos para mais um postão semanal do blog que, mesmo enfrentando percalços emocionais e pessoais, procura nunca deixar seus leitores na mão. Bem-vindos novamente ao mundo zapper!

 

* E o dândi Alex Kapranos, ele mesmo, vocalista do – ainda – bacana Franz Ferdinand, disse no seu Twitter que sempre achou o Oasis uma banda “chata”. A declaração provocou tumulto na nação indie (ota) e em redes sociais. Mas vem cá: durante anos os manos Gallagher falaram mal da humanidade, metralhando centenas de bandas bacanas. Então, não deixa de ser engraçado ver alguém fazendo o mesmo em relação a eles, rsrs.
Mais uma parada mega legal da casa noturna paulistana Beco (talvez a melhor casa de rock alternativo da capital paulista neste momento). Em  uma nova ação de crowdfunding conjunta com a produtora Playbook, o Beco está convocando a galera pra levantar fundos que possibilitem trazer até Sampa o grupo sueco The Radio Dept. O show será no dia 6 de julho (uma sexta-feira, no?) e quem quiser colaborar com 150 pilas na ação, basta ir até WWW.playbook.com.br , sendo que o prazo para as doações se encerram na próxima terça-feira, 15 de maio. O Radio Dept é sueco e existe há década e meia – e nesse tempo todo lançou apenas três discos. Mas o grupo faz um indie/shoegazer bacanudo e inclusive se apresentou na última edição do gigante festival Coachella. Então vamos abrir a carteira e judar pra que eles venham se apresentar aqui também, certo?

 O Radio Dept: shoegazer sueco que aterriza em Sampa no começo de julho

* E não esquecendo que também tem Band Of Horses no Beco, no próximo dia 21 de maio, com promo de tickets aqui no blogão campeão em promoções legais, uia!

 

* Gif enviado ao blog por uma dileta leitora, para ilustrar como deveria estar se sentindo a garota que morreu de overdose de cocaine no último finde, na Virada Cultural:

 

* A new sensation do rock under planetário é o Alabama Shakes. Você nunca ouviu falar deles? Pois o quarteto americano liderado pela guitarrista, vocalista, compositora e algo feiosa Brittany Howard (mas que possui um vozeirão da porra como toda negona que se preza, e isso conta muito na hora de se fazer interpretações vocais, hã, viscerais) está badaladíssimo entre a musical press gringa – tanto que estão na capa da NME desta semana, que exageradamente chama a banda de “o novo melhor grupo do mundo”. O AS faz country e folk com guitarras pendendo para o rock e seu álbum de estréia, “Boys & Girls” (saiu lá fora na primeira semana de abril e talvez ganhe edição nacional), recebeu uma renca de elogios da jornalistada musical de lá e… o conjunto é bão, afinal? O blogger rocker, sempre curioso, está dando uma “orelhada” no disco e promete colocar suas impressões sobre o mesmo por aqui no próximo post, ok?

O Alabama Shakes (acima) na capa da NME (abaixo) desta semana: a nova melhor banda do mundo, hoje? 

* Mas se você já quiser dar uma sacada no som do Alabama Shakes, sem problema: aí embaixo o vídeo de “Hold On”, faixa que abre o álbum “Boys & Girls”.

 

* E a banda brazuca Babydoll, você já tinha ouvido falar a respeito? Nope? Nem o blog, até a nossa diligente “assistente editorial”, miss Helena Lucas, enviar o vídeo que você confere aí embaixo, para a música “Sonho molhado”. E na mesma página do YouTube onde está hospedada esta “obra-prima” irretocável do indie rock nacional, ainda há outras “pérolas” da banda, que atendem pelos títulos de “Arrombada”, “Safada” e “Ninfomaníaca”, uia! Para um país que já teve Renato Russo, Cazuza, Raul Seixas e outros gênios imortais no rock, não é difícil chegar a conclusão de que realmente a cultura e a qualidade musical da geração atual do rock BR é tão profunda quanto uma poça de água suja na calçada. Lamentável…

 

* Aliás o tópico acima vem de encontro ao que já foi dito aqui, algumas vezes: a internet, se por um lado ajudou e democratizou o acesso à informação de maneira espetacular (permitindo que bandas e artistas de estilos variados gravassem seus trabalhos e o mostrassem ao grande público, sem ingerência do mercadão musical, que a essa altura já foi pras picas), por outro nivelou a produção musical ao pior nível qualitativo possível. Hoje qualquer um grava um disco, uma música, e posta o resultado na web. Não há um padrão mínimo de qualidade e avaliação do que se está divulgando e o resultado é um enxame de merdas musicais, na pura acepção do termo. E, ainda pior, jornalistas (como o autor destas linhas online) e produtores (como o lendário Luiz Calanca) são diariamente bombardeados através de e-mails e mensagens em suas páginas nas redes sociais, com pedidos desesperados para que ouçamos as barbaridades que um bando de cretinos que se julgam “gênios” grava, e depois insistem para escutarmos e falarmos algo, seja onde for. Não dá. A profissão de jornalista cultural (e musical, especificamente falando) está se tornando algo realmente sacal e irritante de tempos pra cá. E isso não é chatice de tiozão quase cinqüentão, nada disso – o saudoso John Peel pesquisou e descobriu grandes artistas novos até a sua morte, aos sessenta e quatro anos de idade. A questão é que aqui, no Brazilzão, falta qualidade e sobra banda. Assim fica difícil realmente ter paciência para garimpar algo que valha a pena em meio a tanto lixo.

 

* Aliás, falando em lixo… leia aí embaixo e veja como até alguns lixos podem ser ótimos!

 

GARBAGE, A VOLTA COM UM DISCO BACANÃO E BEM ANOS 90’
Eles nunca encerraram as atividades oficialmente, mas ficaram sete anos sem gravar – o último álbum de estúdio saiu no longínquo ano de 2005. Mas como a nostalgia pelo rock dos anos 90’ anda batendo mais forte do que nunca no pop/rock planetário, eis que o Garbage de Butch Vig e Shirley Manson (aquele bocetaço junky que enlouquecia machos e fêmeas depravadas, estas bem ao gosto do autor destas linhas rockers calhordas, lá pelos idos de 1995) também resolveu fazer seu comeback. Um retorno que começou a causar barulho já nas últimas semanas. E que promete aumentar ainda mais agora que “Note Your Kind Of People”, o novo trabalho de estúdio do quarteto (que volta também com os mesmos Duke Erikson e Steve Marker se revezando nos instrumentos, ao lado de Vig) finalmente vai ser oficialmente lançado, na próxima segunda-feira, 14 de maio – na internet, ele vazou anteontem.

 

O Garbage não foi um dos nomes gigantes do rock mundial nos anos 90’. Mas vendeu os tubos com o seu ótimo disco de estréia (o homônimo “Garbage”, editado em 1995) e emplacou ao menos dois mega hits pelo mundo afora (Brasil incluso), as sensacionais “Only Happy When It Rains” e “Stupid Girl”, que tocaram horrores em tudo quanto foi rádio e pista de clube de rock alternativo. E havia pelo menos dois ou três trunfos monstros por trás desta tamanha aceitação ao primeiro disco do conjunto: a) o fato de ele mostrar uma bem equilibrada alternância sonora entre rock de guitarras e bases mais eletrônicas; b) ter em seu line up três músicos e também produtores conceituadíssimos, entre eles o célebre Butch Vig (sim, aquele mesmo, que produziu um certo “Nevermind” de um certo Nirvana, além de onstentar no seu currículo trabalhos primorosos com o Smashing Pumpkins e o Sonic Youth); e c) claaaaaro, aquele xoxotaço à frente dos vocais, uma delícia junky devoradora de homens e mulheres chamada Shirley Manson (quantas punhetas mr. André Pomba e este blogger taradón também, não devem ter batido pela moçoila, hihi). Não tinha como dar errado.

 

Porém, a trajetória do grupo começou a desandar quando eles demoraram demais para lançar “Version 2.0”, que saiu apenas em 1998. O cd era ok, mas repetia em demasia os procedimentos musicais da estréia da banda. E em questão de três anos o mundo pop mudou muito e o som do Garbage começou a soar mezzo ultrapassado. Ainda assim o álbum vendeu bem e o conjunto lançou mais dois discos (em 2001 e 2005), que nem de longe repetiram o estrondoso sucesso dos dois primeiros trabalhos. Pipocaram as famosas tretas internas, Shirley Manson resolveu cair fora e Butch Vig voltou a cuidar apenas de produzir (e bem) discos alheios.

A  capa do disco que marca a volta do Garbage: bom como nos anos 90′

Foram necessários sete anos e uma intensa saudade pelo rock noventista, para que o Garbage decidisse se reunir novamente. Bien, e o que o ouvinte vai encontrar na versão anos 2000 da banda? Nada muito diferente do que eles fizeram há década e meia atrás, na verdade. Mas o que chama a atenção em “Note Your Kind Of People” é a qualidade de várias canções, o esmero na produção (nem poderia ser diferente) e o empenho com que os músicos executam as músicas – nunca é demais lembrar: Butch Vig está com cinqüenta e seis anos de idade. E Shirley Manson, ainda com o vocal impecável, está com quarenta e cinco.

 

À primeira audição, pode parecer um álbum pop demais (principalmente se levarmos em conta a melodia de “Blood For Poppies”, o primeiro single de trabalho do cd). Mas a questão é que a música planetária está mesmo infinitamente mais pop hoje, e isso se reflete inclusive nas bandas de rock. No entanto, há músicas no álbum que resgatam de maneira intensa o velho mix entre guitarras e ambiências eletrônicas, e aí ótimos exemplos são “Big Bright World” e “Felt”, esta com andamento bastante radiofônico. “Man On A Wire” exibe guitarras ferozes e há pelo menos duas canções fodásticas no álbum: “Control” (que alterna de forma perfeita calma e turbulência melódica, além de exibir uma das melhores performances vocais de Manson em todo o trabalho) e a lindíssima (e bem tristonha) balada “Sugar”, onde miss Shirley Manson inicia a canção sussurrando “Give me sugar…”. Wow!

 

Óbvio, não se trata de um disco que vai revolucionar nada a essa altura do campeonato. Mas ele é bem melhor do que muito do que é lançado diariamente no rock e no pop atual.  Com “Note Your…” o Garbage voltou razoavelmente bem e como que querendo deixar um recado: “se o rock de hoje está um lixo, nós estamos aqui novamente, para fazer ainda um pouco de diferença”. Bem-vindos!

 

* O quarteto vair sair em turnê mundial logo após o lançamento do disco. fikadika pra produção do SWU 2012: por que não o Garbage no line up?

 

GARBAGE AÍ EMBAIXO
Em três vídeos: recordando os hits “Only Happy When It Rains” e “Stupid Girl”, e também mostrando a nova “Blood For Poppies”.

 

 

 

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ZAP’N’ROLL VÊ TODA A MÍDIA
Após um longo período ausente deste espaço online está de volta o tópico zapper que analisa o que tem rolado nas diversas mídias do país, sejam elas mega ou nanicas, tradicionais ou modernas, eletrônicas ou impressas, corporativas ou alternativas/independentes. Assim, aí embaixo, a opinião do blog sobre o que ele leu e viu/ouviu esta semana em revistas, TVs, sites e até em colegas da blogosfera.

Se preparem que lá vai chumbo grosso, uia!

 

* O EMBATE TV RECORD X REVISTA VEJA –  A tv Record, de propriedade da Igreja Universal do Reino De Deus (comandada pelo Bispo Edir Macedo), atacou numa madrugada desta semana no programa “Fala que eu te escuto”,  a ultra poderosa (e lamentável, sob vários aspectos) revista Veja. Sob o título “A revista Veja e o caso Cachoeira: a troca de favores entre eles é um tapa na cara dos leitores e da ética nacional, ou isso já era esperado?”, o programa mandou bala na semanal number one do Brasil (e antes que alguém pergunte: o sujeito aqui ficou varando aquela madruga escrevendo a Zap, e ficou zappeando canais na tv. Vai daí que passou pela Record e deu de cara com o velho “Fala…” e parou um pouco nele pra ver qual era o tema em debate. O blog quase teve um piripaque quando viu a armada bispal metralhando o carro-chefe dos Civita, hihi). O programa, aliás, está moderníssimo: utiliza skype e Facebook para interagir com os telespectadores. Agora, o fato em si (o ataque da Record em direção à Veja) não deixa de ser bizarro e mostra a que ponto o Brasil chegou: uma emissora de tv que, sabidamente, é de propriedade de um bando de religiosos pilantras e escroques ao cubo (a Igreja Universal) se fazendo de paladina da Justiça e disparando contra uma revista que, também todos sabem, pratica um dos jornalismos mais sujos, torpes, aéticos e calhordas da imprensa brasileira. E o ataque da emissora da Universal tem, óbvio, seu motivo “secreto”: a semanal da editora Abril já cansou de publicar reportagens sobre os esquemas pouco lícitos que a igreja de Edir Macedo utiliza junto aos seus fiéis, para levantar quantias milionárias e que permitiram, entre outras coisas, comprar a tv Record. Moral da história: foi o sujo (Record) atacando o imundo (a Veja, claro).

 

* A VICE CONTINUA OK, MAS CAGOU PRA DENTRO – yep. Circulando já há alguns anos em edição impressa nacional, a “moderninha” Vice sempre traz matérias interessantes, como na última edição: uma pauta demonstra como o excesso de merda produzido diariamente no mundo ainda poderá aniquilar a raça humana. Ou ainda uma outra reportagem, que mostra como é a vida dos travestis muçulmanos indonésios. Além disso a programação e o tratamento visual da revista continua bastante contemporânea e bacana, e as imagens são sempre ótimas. Ponto pra Vice. Mas nem por isso a filial brazuca da marca americana deixa de dar suas “cagadas pra dentro”. E uma das mais célebres foi quando estas linhas zappers estrearam em seu endereço próprio, há mais ou menos um ano. Foi um período mega turbulento nas relações profissionais e pessoais entre o autor deste blog e o sempre querido Publisher do portal Dynamite, mr. André Pomba. Ambos estavam em pé-de-guerra por discordâncias sobre os rumos editoriais do blog, e a briga começou a resvalar para as redes sociais, com alguns ataque mútuos se tornando públicos. Foi quando Zap’n’roll ameaçou deixar a Dynamite e recebeu algumas propostas para se “hospedar” em outros sites e portais. E foi também quando o blog foi procurado pelo senhor Eduardo “eu amo tubaína” Roberto, que se apresentou como “repórter” da revista, dizendo que a mesma estava interessada em uma entrevista com o sujeito aqui, desde que ele abrisse a boca e contasse todos os pormenores da briga que estava rolando. O blog zapper topou, afinal sempre curtiu a revista. Mas eis que as arestas foram sendo aparadas com André Pomba (afinal, são vinte anos de amizade), chegou-se a um acordo que satisfez os dois lados da contenda (com o blog sendo dividido em dois endereços, um próprio e o outro no portal Dynamite) e a paz voltou a reinar no mondo de Zap’n’roll. Uma paz que aparentemente provocou o “desinteresse” da Vice pela pauta que ela mesma sugeriu, visto que a entrevista jamais foi realizada. Até aí, nada demais: bilhões de pautas são propostas e descartadas diariamente na mídia planetária, inclusive aqui neste espaço online. Mas que fica maus um repórter propor a entrevista, com o aval do editor (Maleronka, né?), já dando a parada como certa e depois desistir, “cagando pra dentro”, isso fica. A revista perde um pouco de sua credibilidade anárquica, vocês não acham?

A capa da nova edição da Vice: a revista continua ok, mas andou cagando pra dentro, rsrs

 

* BLOG BACANA –  o 23 Gotas, escrito pela gata negra Helena Lucas Rodrigues, continua mandando bem ao analisar temas atuais e cobrem desde cultura pop até política, sociedade e comportamento. O último post, por exemplo, analisa a absurda prisão do rapper Emicida. Texto bacana escrito por uma quase  formanda em Letras e que vê o mundo com os olhos liberais de quem ainda tem apenas vinte e um anos de idade. Dá uma olhada e confira: http://23gotas.wordpress.com/ .

 

* BLOG PRA ENGANAR TROUXAS – o Town Art, infelizmente publicado no portal Dynamite online (um dos sites mais respeitados, longevos e acessados da web brasileira, na área de cultura pop, rock e comportamento) já há alguns anos, é o desastre total. Sua autora, a jornalista Maíra Hirose (quem?) escreve mal, é preguiçosa no aprofundamento do que está analisando e tenta passar ao seu incauto leitorado a errônea imagem de que ela possui cultura e informação para falar de tudo ali (artes plásticas, moda, cinema, literatura, música etc, etc, etc). Não possui, óbvio. Com frases caretas, que mais parecem saídas da boca de um boneco teletubbie (“olá, amiguinhos!”), raciocínios rasos e eivados de clichês (“…composta por sete ótimas músicas, o disco é uma verdadeira viagem musical…”, jezuiz…), a autora sempre produziu um blog ruim. Mas de tempos pra cá o Town Art ainda “agregou” (pra usar uma expressão adorada pela autora daquele blog) mais dois péssimos hábitos editoriais ao seu já enorme elenco de atrocidades jornalísticas virtuais: a) matérias que mais parecem releases “editados” para serm publicados no blog; e b) um incômodo elitismo cultural na hora de indicar roteiros de eventos para os leitores. Sim, dona Hirose adooooora falar de mostras, shows e eventos que são realizados em espaços culturais, hã, mais “chiques” da capital paulista, aqueles que são apenas visitados por uma pseudo classe média alta endinheirada e chata, pedante e careta. Ainda que muitos desses eventos tenham entrada gratuita e possam ser freqüentados por qualquer pessoa, é muito óbvio que a autora, do alto de sua prepotência, preconceito e arrogância, evita indicar atividades culturais que sejam mais “populares” ou que estejam abrigadas em espaços mais distantes, na periferia mais humilde de Sampa. No roteiro da Town Art só entram eventos que estejam hospedados em espaços dos Jardins ou de algum bairro chique das zonas oeste e sul paulistana. Lamentável. E, por fim, não dá pra confiar num blog que não escreveu sequer uma linha de dois grandes eventos realizados em Sampalândia nos últimos tempos: o festival Lollapalooza e a Virada Cultural. Na modestíssima opinião destas linhas zappers, está na hora de a direção do portal Dynamite dar um fim no blog Town Art.

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: o novo do Garbage, óbvio. Não vai mudar o mundo, mas ainda assim mostra que a banda voltou em boa forma pra mostrar como era o grunge eletrônico dos anos 90’.

 

* Filme: se você ainda não assistiu, vá que está saindo de cartaz “Raul Seixas – o início, o fim e o meio”, o doc espetacular que mostra a trajetória artística e de vida do maior nome da história do rock brasileiro. É emocionante, só isso.

 

* Baladas: post do blogão sendo finalizando na terça-feira, 15 de maio, uia! Então vamos ver o que rola de hoje até o finde em Sampa, no? Começando hoje mesmo, quando tem shows do Wannabe Jalva e Some Community no projeto Cedo & Sentado no StudioSP (lá na rua Augusta, 595, centrão de Sampa), a partir da dez da noite.///Já na quinta-feira tem show do sexy (wow!) Brollies & Apples lá no sempre agitado Astronete (também na Augusta, no 335). E também na quinta-feira (noitada boa hein!) mas no sempre bombado Beco (lá no 609 da Augusta), vai rolar showzaço do imperdível Bidê Ou Balde.///Já as baladas do finde entram aqui no roteiro zapper no post deste finde, okays? Então aproveite as indicações e se joga!

 

AQUELE CD E POSTER DO THURSTON MOORE, LEMBRA?
Não? Pois o blog não esqueceu dele. E quem ganhou o mimo é:

* Ulysses Christianini, que deve entrar em contato com a produtora Inker (com Nathália) e retirar seu prêmio, ok?

 

Que mais? Ah, sim. Vai lá no hfinatti@gmail.com, que estão dando sopa:

 

* DOIS INGRESSOS para o show do Band Of Horses, no próximo dia 21 de maio, segunda-feira, no Beco/SP.

 

E FIM DE PAPO, FINALMENTE
O post demorou pra ser concluído, mas enfim tá aí. Nesta sexta tem mais por aqui e até lá deixamos nossos beijos e abraços na galere que sempre nos prestigia, em especial o querido Luscious Ribeiro, nosso
amigão de longa data e que recomendou a leitura zapper em sua página no
Facebook. Valeu Luscious, e continuamos fãs da Popload hein!. Até mais!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 15/5/2012, às 13hs.)

mai 04

O Soundgarden e mais um capítulo da nostalgia anos 90’. O Poliça (isso mesmo!), outro hype desnecessário. A Virada Cultural agita Sampa (mas com uma programação meia boca). E… Carolina Dieckmann, PELADONA, uia! (versão ampliada, atualizada e finalizada em 5/5/2012)

 O “velho” Soundgarden (acima), volta com disco novo após dezesseis anos de ausência. Já o “novo” Poliça (abaixo), lança seu primeiro disco. Qual dos dois vai submergir mais rápido nesses tempos total descartáveis do rock e da música pop?

 

O “velho” e o “novo”.
A velocidade destes tempos furiosos e ultra gulosos da web dos anos 2000’ é tamanha que uma banda como o Soundgarden, por exemplo, já pode ser considerada “velha”, “decana”, “dinossauro”. E isso em se tratando de um grupo que começou suas atividades no final dos anos 80’, lançou seu último álbum de estúdio há dezesseis anos e que agora tenta um comeback, em busca de uma pseudo juventude perdida. Já um conjunto como o Poliça (isso mesmo, grafado dessa maneira), quarteto americano com menos de um ano de existência e que lançou na última terça-feira (feriado do Dia Mundial do Trabalho, inclusive) seu disco de estréia (na também velha plataforma física do cd; na web ele é encontrado facinho pra ser baixado), é o que de mais “muderno” (de acordo com blogs oba-oba que adoooooram reverberar a última novidade hot do pop/rock planetário; será que esses blogs realmente OUVEM com atenção tudo aquilo que eles recomendam aos seus leitores? Porque Zap’n’roll ouve sempre atentamente) os ouvidos da nação “indieota” podem ouvir. E tanto um (Soundgarden) como outro (Poliça) estão sendo comentados aqui, no texto introdutório do postão semanal zapper, porque ambos são ótimos exemplos de como velho e novo se confundem cada vez mais nos tempos atuais. O que é moderníssimo hoje já não o será mais amanhã e essa feérica autofagia do pop/rock da geração cyber só corrobora cada vez mais o incrível vaticínio disparado pelo sábio Andy Warhol, há quase cinco décadas: “no futuro, todos serão famosos por quinze minutos”. Esse “futuro” já chegou há algum tempo e demonstra que o artista plástico que descobriu o seminal, lendário e imortal Velvet Underground (que durou bem mais do que quinze minutos na história do rock mundial) talvez tenha errado em seus cálculos – hoje, a fama proporcionada a artistas e “celebridades” instantâneas pela internet, sites, blogs, vlogs, YouTube e afins, talvez não dure nem quinze segundos. É um processo de fabricação e destruição em série de novos mitos, ícones e gênios. Tudo muito cruel, tudo absolutamente inócuo, superficial e descartável ao extremo. A vida hoje é assim. E se você acha que isso é uma visão ranzinza, pentelha e pessimisa demais, disparada por um jornalista tiozão que está a caminho dos 5.0 de existência, reflita com calma e veja se o mundo não está assim mesmo, dessa forma. Quantos discos, músicas, seriados, fotos, vídeos etc, etc, etc, você coloca no seu HD diariamente (dona Helena Lucas, no explendor de seus quase vinte e dois aninhos de idade e sempre amada pelo blogger rocker, mesmo estando em um affair pra lá de enrolado com ele, neste momento se diverte baixando temporadas inteiras de “Girls” e “Californication” em seu notebook, sendo que ela ainda insiste para o que o autor destas linhas online acompanhe os episódios junto com ela) para, daqui a instantes, jogar tudo na lixeira do computador? Pois é… Mas enfim, como isso aqui é um blog de cultura pop e rock alternativo que precisa estar sempre atento às últimas movimentações de tudo, lá vamos nós começar mais um post. Falando sim da volta do Soundgarden. E também do… Poliça, como não?

 

* E tome mais anos 90’ sendo que esta primeira nota, vamos admitir, surge balizada pela leitura da “Confraria de Tolos”, o blog escrito por mr. André Barcinski no Uol. Barça, já cansamos de dizer aqui, é o “inimigo cordial” número um destas linhas zappers, hihi. E nem por isso deixamos de reconhecer que seu blog talvez seja um dos melhores na atual blogosfera nacional dedicada à cultura pop. Anyway o “Confraria…”, em um dos seus últimos posts, fala da volta do ótimo The Dandy Warhols, desde sempre uma das indie guitar bands americanas preferidas destas linhas rockers online. O grupo liderado pelo vocalista e guitarrista Courtney Taylor Taylor (e que conta também com a estranha, totosa, charmosa e sexy baixista Zia McCabe, por quem o autor deste espaço online sempre teve um desejo carnal, hã, platônico) lançou no final de abril seu novo álbum de estúdio, “This Machine” – o oitavo em quase dezoito anos de existência. O DW já passou por diversas fases em sua trajetória: foi do guitar rock básico à new wave a lá Duran Duran (no espetacular “Welcome To The Monkey House”, que a banda lançou em 2003 e que, por acaso, foi o único disco do quarteto que ganhou edição brasileira, sendo que ele já está há muito fora de catálogo mas pode ser facilmente encontrado na web), voltou ao indie guitar (ao que parece) no novo trabalho, ameaçou se tornar banda gigante (mas não chegou lá), esteve para tocar no Brasil (na segunda edição do Indie Rock Festival, que nem acabou acontecendo) e hoje tenta recuperar sua importância dentro de uma seara artísitica (o rock’n’roll) cada vez mais congestionada de hypes e bandas tão efêmeras quanto inúteis. O blog está ouvindo “This Machine” por esses dias, e por enquanto gostou do que ouviu. Fica a promessa de uma resenha caprichada do dito cujo para a semana que vem, se nada der errado por aqui.

O incrível (ainda) The Dandy Warhols, uma das guitar bands preferidas do blog zapper desde sempre

 

* E O SOUNDGARDEN TAMBÉM VEM AÍ – Um dos gigantes do movimento grunge que sacudiu Seattle e o mundo no início dos anos 90’, o quarteto Soundgarden prepara seu comeback, hã, triunfal. Yep, a banda está de volta com sua formação original (Chris Cornell nos vocais, Kim Thayil nas guitarras, Bem Shepherd no baixo e Matt Cameron na bateria) e prepara o lançamento do novo disco (o primeiro de inéditas em mais de década e meia, já que “Down On The Upside”, o anterior, saiu em 1996) ainda para este ano. Depois vão cair na estrada, óbvio – e há até quem sonhe com uma aparição deles por aqui na edição deste ano do festival SWU, que acontecerá em novembro. Tudo ótimo, tudo lindo mas o mundo não é mais o mesmo da Seattle de 1991, não é mesmo? Chris Corno, ops, Cornell, continua com um vocal impecável aos quarenta e sete anos de idade (apenas um a menos do que o autor destas linhas online, uia). Mas a primeira faixa divulgada do novo trabalho, “Live To Rise”, deixa dúvidas se o retorno do conjunto será mesmo fodástico: trata-se de uma power grunge ballad bastante inofensiva para os padrões do que eles já fizeram em discos como “Badmotorfinger”, por exemplo. Mas como a música é o carro-chefe da trilha sonora do blockbuster “Os Vingadores” (já em exibição nos cinemas brazucas) e Cornell e cia. devem ter recebido uma bufunfa preta pela “encomenda”, o melhor mesmo era compor algo mais palatável e de fácil absorção (ops!) pelo populacho americano. Vai daí que… Enfim, vamos aguardar o disco completo e ver o que o velho Soundgarden tem a oferecer à molecada em 2012.

 

* Aí embaixo o vídeo de “Live To Rise”.

 

* A semana foi quente em termos de shows, no? Teve James na segunda-feira, The Ting Tings na terça, Duran Duran e Noel Gallagher na quarta. E antes que alguém pergunte algo ou algum mané venha pentelhar no painel dos leitores: o blog não foi absolutamente em nenhuma dessas gigs. Motivos? Simples: James e Ting Tings não falam ao pau do blogger rocker a ponto de fazê-lo ir atrás de convites ou credenciais para assistir aos shows. Duran Duran estas linhas virtuais já tinham assistido em novembro passado, no festival SWU – e foi um puta show. E o gênio Noel… bien, perdemos o prazo de pedido de credenciamento pra assistir o set do ex-guitarrista e líder do saudoso Oasis. Talvez tenha sido realmente o único arrependimento do blog esta semana, em se tratando da não ida a shows gringos em Sampalândia. É, o sujeito aqui anda realmente ficando preguiçoso pra ir atrás de credenciais. Será a “velhice” batendo à porta? Uia!

 

* E BOMBA!!! IMAGENS FODAÇAS DA SEMANA, UIA! – E não? Ela é uma “boceta para quatrocentos talheres” (ou machos, hihi). Miss Carolina Dieckmann, a atriz Global que é pura gostosura em seus lindos trinta e três aninhos de idade, resolveu tirar algumas fotos, hã, “sensuais” (leia-se: peladinha), pra se auto-admirar (como diz a nossa “assistente editorial de plantão”, Helena Lucas e que alertou o zapper taradón para o vazamento das imagens na web, “quem nunca?”). Só que Carolzinha, tadinha, “esqueceu” de deletar as fotos de sua câmera digital e aí… claaaaaro que elas foram parar hoje na internet, deixando marmanjos mais assanhados de pinto duro e já prontos para bater uma senhora punheta, wow! Buenas, Carolina está belíssima nas fotos (e não?) e como este espaço online não é muquirana nem mão-de-vaca, ele divide aí embaixo com seu fiel e dileto leitorado algumas das fotocas da vaquilda Dieckmann, exatamente como ela veio ao mundo. Deleitem-se pois!

Bela xana hein miss Dieckmann!

Fazendo pose de vagaba séria, uia!

Que di-li-ça!!! Carolzinha e suas tetinhas, wow!

 

* A nota (triste, óbvio) de falecimento desta sexta-feira: Adam Yauch, um dos fundadores dos Beastie Boys e que tinha um câncer desde 2009, se foi aos quarenta e sete anos de idade. Zap’n’roll, embora reconheça a importância do trio americano para o rock e o hip hop nos últimos vinte anos, nunca morreu de amores pelo mesmo. Mas de qualquer forma, fica o registro. RIP Adam.

 

* Mas como o show não pode parar, vamos lá falar do Poliça.

 

POLIÇA, MAIS UM HYPE ALGO DESNECESSÁRIO. MAIS UM…
Quarteto americano surgido há menos de um ano em Minneapolis (a terra de um certo e lendário Husker Du), o Poliça (isso, grafado assim mesmo) é o novo “queridinho” de certa parcela da musical press gringa, que caiu de amores pelo R&B mezzo dub, mezzo eletrônico engendrado pelo combo liderado pela bonitinha vocalista Channy Leaneagh (com uma sensualidade dúbia e estranha, já que ela é um tanto magricela). O álbum de estréia do quarteto (que é completado pelos músicos Chris Bierden, Bem Ivascu e Drew Christopherson), “Give You The Ghost”, chegou às lojas americanas em seu velhusco formato cd na última terça-feira – na web, ele está dando sopa já há algum tempo.

 

E é estranhíssimo o retumbante foguetório com o qual o álbum foi recebido pela musical press de lá. Um estardalhaço que, inclusive, reverberou em alguns espaços da blogosfera brazuca dedicada à cultura pop e ao rock mais alternativo, sempre desesperados em achar a nova sensação do milênio da última semana no pop planetário. Estas linhas online, óbvio, foram atrás do Poliça. Ouviram o disco mais de duas vezes nas últimas quarenta e oito horas.

 

Bão, e daí? Daê que, em suas primeiras impressões (e que talvez mudem daqui a alguns meses) o blog achou a música de “Give You…” comum demais para estar sendo tão, hã, hypada. Sim, há toda uma elaboração sonora sofisticada na composição das faixas, a produção do álbum é esmerada e a inflexão vocal da mezzo sensual Channy (cuja timbragem pode tanto remeter a Regina Spektor quanto a alguma diva do pop onírico inglês dos primórdios dos anos 80’, como Liz Fraser por exemplo) é boa o suficiente para colocá-la como uma das melhores novas vozes femininas do momento.

A estréia do Poliça: R&B e eletrônico sofisticado demais, para servir de trilha sonora publicitária

 

Mas o repertório do cd está longe de ser um primor. Há na verdade todo um conceito de “sofisticação” melódica e estrutural (ambiências às vezes glaciais e soturnas, vocais processados com efeitos de eco, pianos aqui e ali) que acaba conferindo às faixas uma incômoda sensação, como se elas tivessem sido compostas com o claro objetivo de servir como trilha para campanhas publicitárias milionárias, criadas por algum publicitário “genial” e playba (e que adora meter a napa em devastações nasais, em festas regadas a xoxota e champagne). É essa a impressão que canções como “I See My Mother” ou “Dark Star” transmitem, embora no meio delas haja “Violent Games”, onde arranjos eletrônicos mais agressivos conferem mais dramaticidade ao trabalho.

 

Essa dramaticidade inclusive cresce na metade final do disco, e torna músicas como “Lay Your Cards Out”, (talvez o momento mais denso e tenso de todo o álbum), “Happy Be Fine” e “Wandering Star” os melhores momentos de “Give You The Ghost”. Se o trabalho todo seguisse nessa linha a estréia do Poliça poderia se candidatar a uma vaga entre os melhores lançamentos de 2012.

 

Mas infelizmente ainda falta amadurecer algo na banda. Como ela está, hoje, será apenas mais uma nestes tempos de internet. E mais um nome do qual ninguém irá se lembrar em 2013.

 

* Mais sobre o Poliça, vai lá: WWW.thisispolica.com

 

 

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BORA PRA VIRADA!!!
Virada Cultural é sempre uma festa, sem dúvida. E a deste ano em Sampa, em sua oitava edição que começa no final da tarde deste sábado (quando este post está sendo concluído), não vai ser diferente. Milhões de pessoas ocupando o centrão (e outros locais e espaços) de Sampa, pra acompanhar as mais de novecentas atrações programadas. Turmas de amigos se encontrando (ou reencontrando), se divertindo juntos, casais se formando (ou se desmanchando), passeios, anseios, deslumbres, encantamentos, algumas decepções, um pouco de álcool, algumas drugs talvez. E assim vai.

A Virada tem algumas atrações bem legais, como sempre (e algumas novidades também neste ano, como a “lariqueira” na madrugada, no elevado Costa & Silva, o Minhocão, conduzida por chefs famosos e com pratos a preços populares, custando no máximo quinze pilas cada um. Bacana essa idéia). Mas como o autor deste blog já comentou aqui mesmo, alguns posts atrás, e também em redes sociais, a sensação que se tem é que o evento já foi mais “empolgante” – principalmente no ano em que o atual prefeito Gilberto Kassab (agora em 2012, no final de seu mandato) tinha conquistado sua reeleição. Como sempre, quando Administrações Públicas estão em vias de mudar de mãos e de Partidos, parece que há uma certa negligência e “preguiça” em montar uma programação realmente fodona para algum grande evento cultural público.

Mas enfim, a maratona cultural que vai sacudir a capital paulista por vinte e quatro horas, começa no final da tarde de hoje (sábado, quando este post está sendo concluído). E dentre as milhares de atrações que estão no roteiro da Virada, Zap’n’roll se programou pra assistir as seguintes, ao lado da sempre amada mini Black Helena Lucas:

 

* Cláudia Dorei – a cantora de trip hop se apresenta no palco 15 de novembro, às nove da noite.

 Cláudia Dorei: trip hop brazuca abrindo a maratona cultural em Sampa

* Man Or Astro-Man – o grupo instrumental americano de surf/punk/psicodélico sobe ao palco Barão de Limeira às dez e meia da noite.

 

* Iron Butterfly – hard rock e psicodelia sessentista Americana, no palco São João às onze e meia da noite.

 

* Messias Elétrico – ótima revelação do novíssimo rock independente nacional, a banda hard/psicodélica alagoana mostra seu primeiro disco no palco Baratos Afins (pilotado pelo célebre produtor Luiz Calanca, dono da loja homônima), no Largo do Paissandú, às duas horas da manhã de domingo.

 

* Júpiter Maçã – o show do já lendário músico gaúcho, um dos papas da psicodelia rock brazuca, rola às três e meia da manhã de domingo no palco Barão De Limeira e promete ser imperdível.

O doidón Júpiter Maçã leva seu rock psicodélico ao palco da Virada Cultural 

 

É isso. Se esse modesto roteiro servir de inspiração para alguns de nossos leitores, ótimo. Lembrando também que há sessões de cinema imperdíveis (entre elas, as que vão focar as produções da Boca do Lixo no Cine Windsor) durante toda a Virada. Entonces, monte seu próprio roteiro (sendo que a programação completa pode ser consultada em http://www.viradacultural.org/programacao ) e boa Virada! Nos vemos por lá!

 

* Ok, ok. A Virada Cultural 2012 pode não estar sendo nenhuma Brastemp, mas ainda se mantém como um dos melhores eventos públicos culturais e gratuitos da capital paulista, e já com repercussão internacional. Estranho é a turma da Ong Fora do Eixo começar a metralhar o evento em redes sociais, “denunciando” supostos “esquemas” fraudulentos envolvendo a contratação de artistas para se apresentar na programação. E mais curioso ainda é que, quando participou anos atrás da mesma Virada, com o palco Abrafin (hoje, a caída Associação Brasileira de Festivais Independentes), a mafiosa turma da Fora do Eixo era só elogios para a grande festa cultural paulistana. Não seria mais digno, ao invés de levantar suspeitas (lembrando que o FDE este ano não conseguiu emplacar nenhuma atração ou palco na Virada) contra o evento, que os Fora do Eixo explicassem publicamente o que fazem com a grana que recebem via mamação de teta no Poder Público Federal? Ou como pagam o altíssimo aluguel da sede monstro que possuem em São Paulo, no bairro do Cambuci, onde moram mais de quinze pessoas? Pois é… quem tem telhado de vidro…

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: a estréia do grupo Messias Elétrico, que toca na oitava edição da Virada Cultural Paulistana. O álbum pode ser achado na loja Baratos Afins (11/3223-3629 ou WWW.baratosafins.com.br) . psicodelia das boas tocada por alagoanos fãs de rock’n’roll.

 Messias Elétrico: psicodelia das Alagoas em ótimo disco e também na Virada Cultural

 

* Filmes: há pelo menos três imperdíveis em cartaz: “Diário de um jornalista bêbado” (com Johnny Depp e baseado no livro homônimo do gênio imortal Hunter Thompson), “Paraísos artificiais” e o novo do Beto Brant, “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”.

 

* Baladas: estão meio assim este finde, por conta da Virada Cultural, né? Então fikadika pra próxima quinta-feira: o sempre esporrento trio Nevilton, uma das grandes revelações do novíssimo indie rock nacional, toca de grátis no Centro Cultural São Paulo (que fica na rua Vergueiro, 1000, Paraíso, zona sul de Sampa), às nove da noite. E no próximo post voltamos a informar normalmente as baladenhas que sempre agitam o circuito under paulistano nos findes, okays?

 

 

PRÊMIOS NA RODA, UIA!
O blog tá devendo o nome de quem ganhou o primeiro disco solo do ex-Sonic Youth Thurston Moore (mais um pôster), e promete anunciar o vencedor no próximo post. Então aí dá tempo de concorrer a esse brinde lá no hfinatti@gmail.com, onde também agora entra em disputa:

 

* INGRESSOS (número sedndo definido) para o show do Band Of Horses, que acontece no próximo dia 21 de maio no Beco203, em Sampa. Vai nessa? Então corre!

 

 

E FIM DE PAPO MESMO!
Que daqui a pouco começa a Virada e o blog zapper vai estar nela. Semana que vem tem mais. Até lá!

 

(atualizado e finalizado por Finatti em 5/5/2012, às 16hs.)

abr 27

A nostalgia rock dos 90’ batendo forte com o novo álbum do Spiritualized, o show do Nada Surf em Sampa (e olha só: promo relâmpago de TICKETS FREE pro show no Rio!) e a leitura de textos antigos da coluna e do blog zapper – PLUS: a volta fodaça do Garbage! (versão ampliada, atualizada e finalizada em 29/4/2012)

O inglês Spiritualized (acima), fundado em 1990, lança novo disco; em São Paulo, o americano Nada Surf (abaixo) fez uma trip nostálgica em show na última quarta-feira. É a volta do indie rock dos anos 90′

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O Garbage, gigante do electro-rock dos 90′, voltando com tudo!

 

Entonces, o Garbage está de volta após sete anos sem gravar. Mais nostalgia anos 90’ (o tema deste postão da Zap’n’roll) né? A banda lança “Not Your Kind Of People” agora em maio (e o blog andou vasculhando a web hoje em busca de um link do dito cujo, mas nada por enquanto). O que estas linhas zappers esperam é que o electro-rock de Butch Vig, Shirley Manson e cia, que tornou o Garbage gigante nos early 90’, ainda funcione bem.

 

Pelo menos o primeiro single, “Blood For Poppies”, é bem legal: dançante, eletrônico e com guitarras na medida. E a boneca Shirley Manson (a louca, junky e devoradora de homens e mulheres que era o “sonho de consumo” do blog e da querida “tia” Andre Pomba, lá pelos idos de 1995, rsrs) continua um xoxotão aos 45 anos de idade.

Vamos aguardar o disco. E quem sabe eles não aparecem por aqui, no SWU ou Terra, né?

 

Aí embaixo o vídeo bacanudo para “Blodd For Poppies”, o primeiro single do novo disco do Garbage

 

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Rock e nostalgia.
Ambos estiveram muito presentes e caminharam juntos esta semana na vida de Zap’n’roll. Afinal, foi uma semana em que o blog assistiu a gig paulistana do grupo americano Nada Surf (cuja carreira foi iniciada há vinte anos, em 1992), ouviu algumas vezes o disco que marca o retorno dos ingleses do Spiritualized (e que começou sua carreira em 1990) e começou a pesquisar textos antigos (e não exatamente dos anos 90’, mas de 2002 pra cá) publicados neste espaço rocker online (que inicialmente era uma coluna virtual, se transformando em blog alguns anos depois), com o objetivo de selecionar os melhores e mais representativos para compilá-los em um volume impresso que deverá ser lançado até 2013, possivelmente pela Pisces Livros, o “braço editorial” do bacana selo indie paulista Pisces Records. Tudo isso deu uma espécie de “liga” e fio condutor editorial para o postão desta semana já que, não raro (muito comum, aliás), rock’n’roll e nostalgia caminham de mãos dadas. E por caminharem assim é que ouvimos discos antigos, vamos a exposições (como a Let’s Rock, ainda em cartaz no Parque do Ibirapuera, em São Paulo) e a shows como o do Nada Surf. Pra reviver um pouco mais novamente aquilo que já foi vivido intensamente – ou que nunca vivenciamos e gostaríamos de ter feito parte. Pode parecer um tanto piegas a abertura deste post, mas a lógica emocional (lógica emocional? Existe isso???) humana funciona extamente assim. O rock funciona assim (bandas lançam discos novos, caem na estrada mas seus shows são preenchidos invariavelmente por apenas duas ou três músicas do trabalho que acaba de ser lançado; o restante do set list é o habitual “greatest hits” da trajetória do grupo). Então não há escapatória desse eterno “recuerdo” nostálgico. E o blog zapper, mesmo sempre antenadíssimo com as novas tendências e a tudo que diz respeito à cultura pop e ao rock alternativo atual, jamais irá deixar de prestar vassalagem ao passado. Como bem diz o clichê: “recordar é viver”. E neste post vamos então recordar como foi o show do Nada Surf na última quarta-feira. E também falar como é o novo disco do Spiritualized. E dizer que, sim, já foram escritos aqui textos sensacionais e que são um arquivo vivo e imprescindível de tudo o que rolou no rock brasileiro e gringo na última década. Um arquivo vivo que breve estará em um livro, ao alcance das suas mãos.

 

* Yep, o trabalho é grande. Mas o blog está mesmo analisando tudo o que foi publicado aqui na última década (quando este espaço online ainda era uma coluna semanal), para selecionar cerca de quarenta colunas e posts inteiros (de um total de mais de quatrocentos) e que deverão ser reunidos em um livro. E olhando/resgatando esses textos, hã, “antigos”, encontram-se autênticos tesouros de informação sobre rock e cultura pop e que radiografam com precisão nascimento e desaparecimento de bandas, tendências, comportamentos. Dois exemplos disso podem ser vistos nestes links: http://www.dynamiteinfo.com.br/portal/view_coluna_antiga.cfm?materia=321 e http://www.dynamiteinfo.com.br/portal/view_coluna_antiga.cfm?materia=387 (sendo que este, em particular, discute a sexualidade humana e a diversidade sexual, a partir da análise de um disco do ex-vocalista do Suede, a bichaça louca e linda que é Brett Anderson, uia!). Mais, só esperando o livro sair ou indo nos arquivos do portal Dynamite online, né?

 

* Outro recuerdo dos últimos anos: onde você estava em fevereiro de 2006? O autor deste blog estava exatamente aqui:

Fevereiro de 2006: o U2 trouxe a mega turnê “Vertigo” ao Brasil, e Zap’n'roll foi ao show no estádio do Morumbi, em Sampa. Essa é uma das muitas histórias que estarão compiladas no livro do blog, a ser lançado até o início de 2013

 

* NO BRASIL, QUEM TEM MAIS $$$ CHORA E MORRE MENOS – mudando um pouco o foco destas linhas poppers bloggers, vamos comentar o assunto que foi pauta durante quase toda a semana nos telejornais das grandes redes de tv: a transferência do filho do cantor Leonardo, do hospital onde ele estava internado em Goiás, para o Sírio Libanês, aqui em São Paulo. Todo mundo sabe, o também cantor Pedro sofreu um gravíssimo acidente de carro após fazer um show em Minas Gerais e, desde então, está internado em coma induzido. Foi transferido ontem para SP, porque aqui os recursos para tratar caso clínico tão delicado são maiores e melhores.  Até aí, nada demais. A família, com recursos financeiros de sobra, fez o que achou melhor para tentar salvar a vida do rapaz – transferência até São Paulo em jatinho particular, UTI móvel particular etc. E o blog deseja sinceramente que o filho do cantor Leonardo se recupere plenamente. Agora, o que espanta e admira absurdamente neste episódio todo é a MOBILIZAÇÃO DE GUERRA que foi feita em SP quando o cantor acidentado chegou aqui: fechou-se uma das FAIXAS da avenida 23 de maio (uma das principais da capital paulista, e que vive com problemas sérios de congestionamento) para que a ambulância pudesse ir rapidamente do aeroporto de Congonhas ao hospital. Ambulância que ainda foi acompanhada por BATEDORES da polícia militar. A pergunta: em que pese seu delicadíssimo estado clínico, o artista é alguma autoridade pública para seu translado ter recebido essas regalias? Já que a família tem recursos financeiros disponíveis, não seria mais viável fazer o transporte do paciente do aeroporto até o hospital de helicóptero, evitando assim mais transtornos ao já caótico trânsito paulistano? E, por último: ricos conseguem cuidar bem dos seus entes queridos em um momento de mega urgência médica. E os pobres desse país? Se fosse um João, José ou Mané qualquer em situação semelhante? O que iria acontecer com ele? Iria morrer na sala de espera de alguma emergência de PS público superlotado? Ou na fila de algum posto de saúde, como vemos diariamente reportagens nos mesmos telejornais dando conta da morte de idosos, crianças e gestantes em parto de risco e que precisavam igualmente de atendimento URGENTE, como o filho de Leonardo precisou? Esse é o Brasil, infelizmente. Aqui, quem tem mais $$$, chora – e morre – menos.

 

* E voltando ao rock, demolir mitos é com a zapinha mesmo, hihihi. A pergunta que não quer calar: pra quê colocar o velho punk John Lydon na capa da NME (aí embaixo) desta semana? O semanário inglês não tinha assunto melhor?

 

* Se não tinha, este blog tem, e como! Esta semana a funkeira Valesca Popozuda disponibilizou na web o áudio de sua mais nova “obra prima”. A romântica canção se chama singelamente “Mama” e conta, ainda, com a participação do MC Catra (wow!). Veja – ou ouça – aí embaixo que primor de erudição desta nova obra-prima do cancioneiro pop brazuca, uia!

 

Essa vadiaça cadeluda aí em cima é uma putaça sem igual e deve dar a xota até o cu fazer biquinho, uia! Valesca Popozuda, a rainha do funk pornô, mostra como se faz em seu novo “hit”, “Mama”

 

* Não entendeu direito a letra? O blog reproduz alguns trechos pro seu dileto e liberal leitorado, sem problema algum: “Quando te vi de patrão/Logo encharcou minha xota/E ali percebi/Que piscou meu cu/Quando a piroca tem dono/É que vem a vontade/De foder/Então mama!/Pega no meu grelo e mama!/Me chama de piranha na cama/Minha xota quer gozar, quero dar!/Puxei sua calcinha de lado/E dei três cuspidas pro meu pau entrar/Mama, pega na minha vara e mama!”. Valesca e Catra: gênios!

 

* Brasileiro é ótário e merece se foder, de verdade. É a conclusão que se chega quando a assessoria da turnê de Velhonna, ops, Madonna no Brasil (que vai acontecer no final deste ano) informa que os tickets para a indecente e famigerada pista Premium, no show de São Paulo (dia 4 de dezembro, no estádio do Morumbi), já se esgotaram. Detalhe: o preço do ingresso nesse setor era 850 pilas. Ou seja: ir a shows de rock ou música pop no Brasil, hoje, virou sinônimo de ostentação fútil. O público reclama mas no final acaba pagando. Enquanto isso as produtoras de mega eventos seguem cobrando preços extorsivos (afinal, há quem pague por eles), e rindo da nossa cara e cagando em nossas cabeças. Lamentável.

 

* E, bien, a nostalgia rocker continua. Quarta-feira da semana que vem tem o grande Noel Gallagher em Sampa. E aí embaixo tem as impressões do blog sobre o disco que marca a volta do Spiritualized.

 

O SPACE ROCK DO SPIRITUALIZED VOLTA MENOS CHAPADO
Banda cultuadíssima na Inglaterra dos early 90’, o Spiritualized nunca havia encerrado oficialmente suas atividades. Mas o grupo liderado pelo compositor, guitarrista e vocalista Jason Pierce e que iniciou sua trajetória em 1990 (após Pierce deixar o line up de outra lenda do rock britânico da época, o Spaceman 3), não lançava disco inédito desde 2008. Bien, o hiato acabou: o Spiritualized lançou na Inglaterra há dez dias seu novo álbum de estúdio – o sétimo trabalho inédito nestas duas décadas de atividade. “Sweet Heart, Sweet Light”, o disco em questão, não deve ganhar edição nacional. Mas já flutua no espaço da web há semanas. E já foi ouvido algumas vezes pelo blog, que apenas agora se animou a comentar o dito cujo.

 

Compositor talentoso e com fama de doidão, Jason Pierce já havia conquistado uma certa notoriedade quando integrou o Spaceman 3, banda que aliava a chapação psicodélica estimulada por ácido e maconha com a distorção noise nas guitarras, à la Jesus & Mary Chain. Porém, o grupo nunca foi um estouro mercadológico e se tornou muito mais uma cult band do que um sucesso de vendas. Vai daí que Jason se cansou dessa vida de “rock star cult porém durango” e um dia pulou fora do barco. Foi montar o Spiritualized.

 

Que não era lá assim tão diferente do Spaceman 3. Um pouco menos noise e mais chapadão, talvez. Mas após lançar dois discos bacaninhas, Pierce e seus acólitos acertaram na mosca quando editaram, em 1997 (o mesmo ano de um certo “Ok Computer”, de um certo Radiohead), o fodástico “Ladies & Gentlemen, We Are Floating In Space”. Espécie de “ópera rock psicodélica”, o disco encantou a crítica especializada, alucinou os fãs e tornou o Spiritualized um dos nomes hot do então rock britânico. Mas ficou nisso: nos anos seguintes, a banda foi demorando cada vez mais para lançar novos trabalhos. E nenhum deles foi tão festejado quanto “Ladies & Gentlemen…”.

 A capa do novo álbum do Spiritualized: menos chapadão, mais calminho

 

O grupo poderia ter acabado há alguns anos, e ele teria garantido seu nominho na história do rock com o seu acachapante álbum de 1997. Mas Jason Pierce, no final das contas, nunca quis pendurar as chuteiras em definitivo. O que nos traz até este “Sweet Heart, Sweet Light”.

 

Trata-se de um álbum bem menos chapado e doidão do que a banda era, digamos, há década e meia. Sim, Jason Pierce continua hábil em compor ambiências bucólicas e algo psicodélicas. Mas aqui ele exagerou: a maioria das canções é longa demais, faltam guitarras no disco e sobram orquestrações e dolência vocal e melódica. Não por caso o melhor momento do cd talvez seja “Little Girl”, com seus menos de quatro minutos de duração. E o primeiro single, “Hey Jane”, ameaça reeditar novamente a combinação psicodelia/guitarras noise. Seria perfeita e o grande trunfo do novo trabalho, se ela não se alongasse por intermináveis nove minutos.

 

Claro, quem é fã vai amar músicas como “Get What You Deserve” ou “Life Is A Problem”. Mas Pierce, que está com quarenta e seis anos de idade, parece ter encaretado. Talvez ele precise voltar a tomar dorgas novamente, pra realmente compor um disco doidaralhaço e mais chapado e rocker. Afinal, a concorrência lá fora anda brava. E como…

 

NADA SURF REVIVE O INDIE GUITAR 90’ EM SHOW LONGO E NOSTÁLGICO
Ah, a nostalgia de tempos que não voltam mais… Parece que foi ontem que os anos 90’ estavam aí, com o indie guitar rock americano dominando o mundo e o Nada Surf estourando com seu primeiro disco, “High/Low” (aquele mesmo, do garotinho em cima de uma bicicleta e mergulhando em uma piscina, lançado em 1996) e o “semi hit” indie “Popular”. Bien, os anos se passaram – duas décadas, pra ser mais exato. Mas o Nada Surf continua uma banda empolgante ao vivo. E mostrou isso para um público sedento dessa nostalgia noventista, na gig realizado ontem no Cine Jóia, em São Paulo. A casa estava quase lotada (isso, em uma modorrenta quarta-feira). E os fãs assistiram a quase duas horas de show.

 

Não foi a primeira vez que o Nada Surf veio ao Brasil. A primeira visita foi há oito anos, em 2004. E este repórter/blogueiro tem muitas recordações daquele show, realizado em São Paulo no extinto Espaço Urbano, no bairro de Pinheiros. Tinha sido um ano turbulento na vida do autor deste texto: ele havia perdido sua saudosa mama Janet, e estava em fim de um longo namoro com a gigante negra Thaís (que também tinha ido ao show). A turnê era a do álbum “Let Go”, que havia saído dois anos antes. E o Nada Surf (que nasceu trio mas há anos excursiona com a adição de um guitarrista e um tecladista/trompetista extras) havia conquistado uma boa legião de fãs brasileiros, amantes do indie guitar ora bucólico ora mais garageiro engendrado pela dupla que comanda o grupo até hoje – o guitarrista, vocalista e compositor Matthews Caw e o baixista Daniel Lorca. O show foi mais intimista naquela época, mais introspectivo talvez. E relatar aqui tudo o que se passou naquela madrugada, renderia tranquilamente um mini diário sentimental no blog zapper.

 

Foi pensando nisso tudo que adentramos o Cine Jóia, para conferir a nova gig dos nova-iorquinos. De cara, a incômoda sensação de um certo tédio dominando o íntimo deste já algo “tiozinho” repórter (estaríamos nós velhos demais para o rock’n’roll? Afinal, antes de a gig de ontem ter início Zap’n’roll, que também escreve esta resenha para a página de notícias do nosso portal, já havia manifestado a pelo menos dois amigos seu “tédio” por estar ali, além de considerar que já está ficando algo enfastiado de ir a shows e festivais de rock. Será???). Sensação que começou a se dissipar apenas quando a banda de abertura, Os Selvagens A Procura De Lei, subiu ao palco por volta das dez e meia da noite. Com um indie rock melódico, mezzo beatle em algumas levadas, bons vocais e boas letras em português, os Selvagens são de Fortaleza, tem um disco lançado (“Aprendendo a mentir”, de 2011) e um clip legal rodando na MTV e no YouTube (para a música “Mucambo Cafundó”). Fizeram um bom “aquecimento” para um público algo indiferente e que ainda estava chegando ao Cine Jóia.

 

Mas quando os “donos” da noite subiram ao palco, o clima mudou bastante no novo espaço de shows da capital paulista. Com a casa já quase lotada, o Nada Surf abriu o set com duas faixas do seu novo disco, o recém-lançado “The Stars Are Indifferent To Astronomy” (que saiu em janeiro deste ano lá fora e que acaba de ganhar edição nacional via Inker, a também produtora da turnê). A galera recebeu bem as músicas (ainda desconhecidas da maioria), mas a primeira explosão de alegria coletiva se deu mesmo quando a banda disparou a contagiante “Happy Kid”, hit do álbum “Let Go”. Daí em diante o grupo foi alternando faixas de todos os seus sete discos de estúdio lançados até hoje, e mostrando uma disposição incomum para um conjunto que já tem exatos vinte anos de existência, em tocar por quase duas horas seguidas – incluso aí um generoso bis de quatro músicas, onde não faltou o hit “Popular” (cantado em coro pelo público) e duas canções do bom álbum “The Weight Is A Gift” (lançado em 2005): “Always Love” e “Blankest Year”.

 

Foi um set bacana, enfim. E bastante nostálgico (o que já ficou claro pelas músicas tocadas no PA do local, antes de o Nada Surf entrar em cena. Uma seleção de faixas do Sonic Youth, Smashing Pumpkins, Jane’s Addiction e outras lendas do guitar rock dos 90’), no final das contas. Já vai longe o tempo em que ninguém conhecia o Nada Surf por aqui (o autor desta resenha mesmo conheceu a banda ao ler sobre ela em algum momento do início dos anos 90’, na extinta coluna “Escuta Aqui”, que era publicada às segundas-feiras no caderno Folhateen, do jornal Folha De S. Paulo). Nestas quase duas décadas o Nada Surf ameaçou se tornar “grande” nos Estados Unidos, manteve os pés no chão, lançou discos regulares, continuou independente e talvez hoje tenha mais fãs no Brasil do que nos Estados Unidos. E Matthews Caw, aos quarenta e quatro anos de idade, ainda mantém o pique de um pós-adolescente em cima do palco. Ele sabe, tanto quanto nós, que rock’n’roll e nostalgia caminham juntos muitas vezes. E que podem eventualmente rejuvenescer quem curte ambos.

 

* Não viu o Nada Surf ao vivo, ainda? Programe-se então: os americanos tocam sábado, 28/4, em Curitiba (no Music Hall), domingo, 29, em Florianópolis (no John Bull), dia 2 de maio no Rio (no Circo Voador), dia 4 em Belém do Pará (no hotel Gold Mar, e onde terão abertura dos sensacionais Baudelaires, uma das melhores bandas indies brasileiras dos anos 2000’, e que está prestes a lançar seu novo disco pelo selo Pisces Records) e fecham a turnê brasileira no dia seguinte em Fortaleza, com gig no Órbita Bar.

 

* E olha só, atenção total povo! Em promo relâmpago feita em parceria com a produtora Inker, a Zap’n’roll e o portal Dynamite tem, aqui e agora:

 

* UM PAR DE INGRESSOS para o show do Nada Surf no Circo Voador, no Rio De Janeiro, na próxima quarta-feira, dia 2 de maio. Pra concorrer, já sabe: e-mail AGORA pro hfinatti@gmail.com, sendo que o (a) ganhador (a) será avisado por e-mail até a próxima terça-feira, feriado em si, no?

 

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Falando em metal, yep: já saiu a lista de quem vai na faixa daqui a pouco no showzão do Anthrax, em Sampa. Luciano Terriaca, Tatiana Ramos, Rodrigo Ramos, Valentim Der Meer, Vanessa Paulini e Luiz Patolli já foram devidamente comunicados por e-mail e a essa altura devem estar enfrentando um belo congestionamento a caminho do HSBC Brasil, hehe. Bom show, galere!

 

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O FRACASSO DO MOA MOSTRA COMO NÃO SE FAZER UM FESTIVAL
Ok, ok, todo mundo já sabe o que rolou na semana passada no Maranhão, durante a (não) realização do Metal Open Air, que pretendia ser “o maior festival de metal da América Latina”. Acabou se tornando o maior fiasco e a maior pilantragem do show business brazuca em décadas.
Quem acompanha estas linhas rockers online há anos sabe que Zap’n’roll não morre de amores pelo heavy metal, o gênero do rock que o autor deste blog considera como sendo, hoje, o mais obtuso, conservador, reacionário e menos criativo de todo o rock’n’roll. Logo, nem deveríamos estar perdendo tempo para escrever um texto analisando o que aconteceu em São Luis. Mas o desastre que foi o MOA merece, sim, algumas observações destas linhas bloggers.

 

Durante décadas o Brasil sofreu com a ausência de grandes shows de rock internacionais por aqui, e o zapper já quase com 5.0 de existência se lembra muito bem desse período. Nos início dos anos 80’, por exemplo, pode-se contar nos dedos as grandes bandas de rock que aqui aportaram para fazer gigs. Foram o Queen (no estádio do Morumbi, em Sampa, em 1981), o Van Halen (em 1983, com shows em São Paulo, Rio e Porto Alegre), o Kiss (também em 1983, no Rio De Janeiro e em São Paulo) e mais alguns poucos menos votados. O blogger rocker, então ainda um pirralho que nem jornalista era, esteve em todos esses shows. Era uma época em que não existia internet e que não existiam sequer telões nos locais das apresentações. Se você fosse assistir a um show no Morumbi da arquibancada do estádio (como foi o caso de Zap’n’roll, no show do Queen), tinha que usar binóculo, sério. A estrutura de som e luz do palco era a possível para a época. Mas enfim o show rolava e a galere, sedenta de atrações gringas bacanas, se esbaldava de piração e satisfação.

 

Havia poucos shows de peso internacionais no país porque o Brasil não era visto com bons olhos diante do business rock planetário. Os gringos desconfiavam de tudo em relação a nós: da capacidade de organizarmos de maneira eficiente um evento, dos equipamentos de som e luz utilizados e, principalmente, da capacidade de honrarmos contratos e efetuarmos os pagamentos dos cachês. Foi preciso que um certo Roberto Medina (esse crédito ele merece) entrasse em cena, organizasse com eficiência um mega festival (a primeira edição do Rock In Rio, em 1985), para que tudo mudasse. O RIR deu tão certo e foi realizado com um profissionalismo tão espetacular – e, até então, inexistente nesse tipo de evento no Brasil –, que produtores e empresários gringos de rock e música pop passaram a enxergar o país com outros olhos. As bandas, a partir de então, começaram a fazer fila para querer se apresentar aqui.

 

Quase três décadas se passaram. O Brasil, hoje (já há um bom tempo, aliás), está totalmente integrado ao circuito mundial dos grandes eventos musicais. As produtoras se profissionalizaram ao máximo, os equipamentos utilizados nas apresentações são de última geração, o calendário anual de shows é intenso e aqui rolam festivais de peso como o Planeta Terra, o RIR, o SWU ou a recente primeira edição do Lollapalooza Brasil. Tudo isso ajudou a mudar a imagem do país na área de grandes espetáculos, sendo que hoje o Brasil tem uma das melhores reputações no circuito pop mundial.
Mas aí entrou em cena o malfadado Metal Open Air…

O linguarudo e velhusco Gene Simmons: ele vinha ao MOA. Vinha…

 

O festival, programado para acontecer no último final de semana em São Luis, capital do Maranhão, tinha tudo para ser um grande evento. Escalação com nomes de peso (como Gene Simmons, Megadeth, Anthrax e mais quarenta e tantos artistas, nacionais e internacionais), shows durante três dias etc. Deu tudo errado: as duas produtoras responsáveis pela organização do festival (uma tal de Lamparina e uma outra, chamada Negri Concerts, esta sediada em São Paulo) não pagaram os cachês combinados com as bandas, não disponibilizaram passagens, vistos de entrada no país e zilhões de etcs para os grupos estrangeiros, não pagaram os valoes combinados aos fornecedores de som, luz e segurança do evento e o resultado foi o esperado: das mais de quarenta atrações programadas para tocar no MOA, apenas treze subiram ao palco – o restante dos grupos desistiu de tocar. O festival começou na última sexta-feira com mais de sete horas de atraso. No domingo, foi cancelado de vez. O público presente (havia metaleiros vindos do Amapá e até de São Paulo) foi tratado literalmente como gado, já que a “área de camping” e “alimentação” do MOA estava localizada em estábulos de animais (!!!) na fazenda onde festival foi precariamente realizado nas duas primeiras noites.
Zap’n’roll nunca havia ouvido falar nem da Lamparina e tampouco da Negri Concerts. De ondem surgiram estas duas empresas? Qual o histórico e o cacife que ambas possuíam/possuem para se aventurar a fazer um evento dessas proporções? Qual a experiência de ambas no ramo? São perguntas que todos estão fazendo. E mesmo que as respostas não surjam (e nem deverão surgir pois as duas empresas se acusam mutuamente pelo fracasso retumbante do Metal Open Air), as duas responsáveis pelo fiasco do Maranhão pelo menos deixaram uma bela lição: a de como NÃO se fazer um festival de rock de tamanhas proporções.

 

Se isso pode abalar novamente a credibilidade do Brasil no circuito internacional de shows? Sim e não. Sim, porque bandas e empresários gringos pensarão duas vezes quando forem contatados por produtoras nacionais desconhecidas e que não tem tradição no mercado de shows. E não porque, felizmente, hoje existem no país produtoras sérias, mega responsáveis e que já têm enorme experiência na realização desse tipo de evento. Tanto que ainda em 2012 teremos novas edições do Planeta Terra e do SWU em Sampa, shows de Madonna etc.

 

Infelizmente o Maranhão pagou o preço da incompetência de duas produtoras de eventos de fundo de quintal, e que se aventuraram em fazer algo além do que poderiam gerenciar – e isso não tem nada a ver com o fato de o festival ter sido programado para acontecer em um Estado nordestino, o fiasco poderia ter acontecido em qualquer outro lugar do país. As lições deixadas pelo fracasso do MOA estão aí. Que sejam aprendidas, para que um vexame desse naipe não volte mais acontecer no país do eterno carnaval mas que também é do rock’n’roll.

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: “Unrest” é a estréia em cd do trio paulistano Single Parents, integrado por Fernando Dotta, Anderson Lima e Rafael Farah. O disco, que já circula na web há algum tempo, agora ganhou caprichada edição em sua plataforma física. É indie rock de guitarras pra quem curte anos 90’ (yeah, novamente!), como Sonic Youth, Nirvana e até algo de Teenage Fanclub nas passagens mais calmas. As treze faixas, gravadas em um estúdio em Nova York, são bacanas (notadamente “Scape” e  “Ecstatic Pleasures”, que fecha o álbum), todas cantadas em inglês e o SP acaba se mostrando um dos melhores grupos da atual indie scene nacional. Pode ir atrás que vale a pena! Mais sobre a banda, vai lá: http://www.facebook.com/humberto.finatti/posts/354678684579802?ref=notif&notif_t=share_comment#!/thesingleparents .

O trio paulistano Single Parents: vassalagem ao guitar rock noventista

 

* Mini baladenhas do feriadón: pois entonces, postão sendo finalizado em pleno domingão, no meio de um mega feriado, uia! Ficou em Sampalândia e não sabe o que fazer da vida? Então corre pro Beco203 (lá na rua Augusta, 609, centrão de Sampa), que hoje rola a primeira das festas que comemoram os quinze anos do selo Pisces Records. Vai ter showzaço do Doutor Jupter e do The Salad Maker, além de DJ set zapper. Depois, ainda dá pra esticar a noitada na super balada Grind, comandada por André Pomba na Loca (que fica na rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de São Paulo).///Segundona véspera do feriado em si? Cai pro reaberto (e muito bom) , rolar noitada rocker de responsa, lá na rua Conselheiro Ramalho, 873, Bixiga, centro de Sampalândia. É isso. Se joga na night porque a vida é curta, mon amour!

 

 

NADA SURF NO RIO QUER VOCÊ!
E como! Já falamos aí em cima, mas vamos repetir: corre no hfinatti@gmail.com, que está dando sopa por lá

 

* UM PAR DE INGRESSOS pro show do Nada Surf no Rio, nesta quarta-feira, 2 de maio, no Circo Voador. O nome do (a) vencedor (a) da promo sai na terça-feira, feriado em si, e quem ganhar será comunicado por e-mail com as devidas instruções pra ir ao show, ok?

 

É isso, povo.

 

AGORA CHEGA!
Que o post já tá grandão e o feriado está longe de acabar. Na sexta que vem, estamos aqui novamente, palavra de blogger responsável, hihi. Bye!

 

 (atualizado e finalizado por Finatti em 29/4/2012, às 18:30hs.)

abr 19

Jack White dá show em sua estréia solo e mostra quem é gênio de fato no rock atual. Mais: o corporativismo algo canalha que domina o atual jornalismo musical/cultural brazuca. O fiasco do Metal Open Air, o novo espaço rocker de Sampa etc, etc. (versão atualizada e finalizada em 21/4/2012)

Jack White, o gênio que deu ao mundo o White Stripes e o Raconteurs, agora ataca com seu primeiro trabalho solo

 

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Up to date, já no final do dia de um lindo sabadão em Sampa, com dia nubladão e temperatura super amena. E como era de se esperar, o tal Metal Open Air, que estava sendo precariamente realizado desde ontem em São Luis (capital do Maranhão), foi cancelado de vez hoje. As principais bandas gringas que iriam tocar no evento cancelaram suas participações (por falta de pagamento dos cachês, óbvio), entre elas o Anthrax, cuja gig em Sampalândia continua confirmada para 27 de abril no HSBC Brasil, em produção da Top Link e inclusive com promo de ingressos na faixa, aqui no blog.

 

Estas linhas online lamentam muito que ainda aconteça um tipo de situação destas no Brasil, em um momento em que o país alcança grande maturidade e credibilidade mundial em termos de realização de grandes shows e festivais de rock. Um episódio desses queima bastante o filme e vai ser difícil São Luis conseguir viabilizar outro festival de porte semelhante. E espera-se que, no mínimo, os pobres metaleiros que foram até lá pra entrar nessa autêntica roubada heavy metal (tinha gente de Sampa, do Amapá e de vários outros Estados por lá) sejam ressarcidos em seu prejuízo.

 O metal porrada do Anthrax: show cancelado no Maranhão, mas confirmadíssimo em Sampa, com promo de tickets no blog zapper!

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É proibido criticar.
Yep. Em pleno século XXI, na era da internet, em tempos que se luta cada vez mais para se extirpar todo tipo de preconceito moral, social, comportamental, racial, político e religioso de uma sociedade que se pretende moderna, justa e avançada, ainda há gente que vive com a cabeça na Idade Média. E, pior, são pessoas que teoricamente deveriam, pela sua formação cultural e intelectual, serem as mais tolerantes e liberais possíveis quando o assunto é receber uma crítica plausível ao seu trabalho. Infelizmente não é o que acontece e Zap’n’roll pôde muito bem comprovar isso em seu último post, quando publicou algumas notas de bastidores do que rolou nas “internas” da primeira edição do festival Lollapalooza Brasil. Entre essas notas estava a que questionava o método de cobertura do festival, realizado por um famoso jornalista do diário Folha De S. Paulo. Foi o suficiente para que surgisse, no painel do leitor do blog, uma mensagem de puro ódio (enviada por um covarde que, óbvio, não se identificou com o seu nome verdadeiro) contra o autor dessas linhas rockers bloggers, insultando-o de todas as formas possíveis e blasfemando contra nossa crítica pertinente ao trabalho do referido jornalista da Folha – que, de resto, é “amigão” de quem enviou o ultra agressivo comentário ao blog. Tanto a crítica postada nas notas de bastidores, quanto a mensagem enviada ao blog (e que, claro, teve que ser editada para poder ser publicada já que ela era uma enorme coleção de mentiras, agressões e insultos morais e pessoais do mais baixo nível) e a conseqüente resposta dada pelo autor destas linhas online ao covarde missivista (pois o zapper corajoso não se intimida nem se cala diante de manés anônimos e que querem, há anos, denegria a todo custo o nosso trabalho dentro do jornalismo musical e cultural brasileiro), estão em nosso post anterior a este. Mas o que chama muito a atenção neste episódio todo é o extremo, e algo canalha, corporativismo que tomou conta do jornalismo cultural brazuca. Todos são “brothers” de todos, todos se encontram e se confraternizam em salas de imprensa de mega shows ou festivais, todos sorriem uns para os outros (às vezes, com evidentes e exageradas doses de falsidade nesses sorrisos) e todos se puxam o saco, mutuamente. Aí, quando alguém resolve questionar com pertinência o método de trabalho profissional de algum “colega”, é o fim do mundo e a “tropa de choque” de amigos entra em ação, para fuzilar e desmoralizar aquele que “ousou” questionar a conduta profissional de algum jornalista. É triste, cruel, lamentável, ridículo até, mas real. Talvez por isso mesmo que ombudsmen de grandes empresas jornalísticas (como a própria FolhaSP) sejam tão odiados por seus pares. O fato, enfim, é que essa atitude corporativista denota claramente que muito jornalista do mundo atual ainda vive na era das trevas e do coronelismo cultural. Gente velha, de cérebro obtuso, que não aceita críticas e nem admite que seus “amigões” sejam igualmente criticados. Pra todo esse naipe de babacas o blog dá um foda-se pois aqui prezamos em primeiro lugar nossa opinião e o compromisso de levar um texto honesto e real para o nosso dileto leitorado. E é com esse compromisso que começamos mais um postão zapper, que mostra hoje que ainda existem gênios no rock atual. Um desses gênios é o grande Jack White, que acaba de lançar seu primeiro e fodástico álbum solo. Jack possui a genialidade, a elegância e a mente aberta que andam em falta – e como! – em boa parte dos  “colegas” que atuam hoje em nosso jornalismo cultural. Pois é…

 

* Este post começa em clima heavy metal (uia!). Começa amanhã em São Luis, capital do distante Maranhão, a primeira edição do festival Metal Open Air, e que vai levar até lá shows de nomes como Megadeth, Sebastian Bach (jezuiz…) e mais músicos do Deep Purple, Guns N’Roses, Deff Leppard etc. Ou seja: um monte de metaleiros inúteis e decadentes. E isso onde, até há alguns anos, era a terra do reggae no Brasil. Pobre São Luis…

 

* Pelo menos UMA das atrações do tal Metal Open Air acaba de desistir de vir ao festival. Trata-se do velhusco e cafona grupo de black metal (isso ainda existe?) Venon.

 

* E foi também anunciada a volta do decano do metal melódico nacional, o Viper. O grupo fará uma série de shows em julho com sua formação original, para celebrar os vinte e cinco anos de lançamento do álbum “Soldiers Of Sunrise”. Pela simpatia que tem por André Matos e pela amizade de anos que tem com o baixista e super boa praça Pit Passarell, o blog zapper vai fechar a sua matraca e se abster de comentar algo sobre a volta do Viper.

 

* E o falatório na semana passada, em se tratando dos clubes da cena alternativa under paulistana, foi o fechamento do Vegas na rua Augusta. O nosso querido “vizinho” Popload (do sempre boa praça Luscious R.) publicou um texto meio grandinho hoje a respeito do assunto, falando de como o Vegas foi importante para a renovação da noite paulistana, para o renascimento de uma vida cultural noturna ativa na rua Augusta (na parte compreendida entre a avenida Paulista e o centro de Sampa) e bla bla blá. Pois estas linhas bloggers vão discordar da visão de Luscious, se ele permitir. Yep, o Vegas teve sua importância sim (o autor deste blog passou algumas noites agradáveis e viu bons shows por lá, mas não muitos), mas daí a dizer que ele foi tão fundamental para a cultura alternativa de Sampalândia como um Madame Satã, um Rose Bom Bom ou um Espaço Retrô (que não foi citado no texto poploadder), todas casas noturnas que foram freqüentadas por este espaço online, é um evidente e mega exagero. Fora que o Vegas tinha um público blasé, chato de doer e com um monte de playbas endinheirados que iam lá pra se sentir junkies desajustados por algumas horas em suas vidinhas normais e caretas. Além do fato de o clube ter um “testa de ferro” (nem é preciso citar o nome do sujeito aqui) que era a arrogância e a falta de simpatia em grau máximo com qualquer um que não fosse da sua “panelinha”. Na verdade era isso que o Vegas era, mais ou menos. Na modestíssima opinião de Zap’n’roll, o clube não vai deixar saudades.

 

* Agora, notícia importante de fato no rock é essa aí: “Electricity”, a novíssima música do Arctic Monkeys, que acaba de vazar na web. Ouve aí embaixo e diga o que você achou. O blog achou fodona.

 

 

* E continuam saindo “escalações” do SWU 2012 na web. A mais recente é esta, cujo “cartaz” você vê aí embaixo. Tudo balela, claro. Em bate-papo telefônico com o blog a simpática e amiga Luciana Peluso, assessora da Total Com (a produtora do festival), diz que por enquanto não há absolutamente NADA definido em termos de bandas ou do local para onde o evento irá este ano – de certo, mesmo, apenas que de fato o festival ecológico vai sair mesmo de Paulínia (e infelizmente, pois o espaço onde ele foi realizado por lá, foi aprovadíssimo por público e jornalistas). Segundo Lu, novidades sobre o SWU vão começar a surgir a partir de junho. O jeito é aguardar.

 

* Outra notícia bacana: “On The Road”, o filme dirigido por Walter Salles e, óbvio, baseado no clássico de Jack Kerouac, está na lista dos indicados à Palma de Ouro em Cannes deste ano. Como já foi dito aqui há alguns posts, o blog bota fé no filme de Waltinho.

 

* Assim como também botamos fé no primeiro discaço solo do gênio Jack White. Leia aí embaixo e veja por quê.

 

JACK WHITE LANÇA “BLUNDERBUSS” E MOSTRA PORQUE É O GRANDE GÊNIO DO ROCK DOS ANOS 2000
O rock do novo milênio anda horrível, chato, previsível, sem criatividade alguma e totalmente transformado em mera trilha sonora de campanhas publicitárias? Jack White, o sujeito que deu ao mundo bandas fodásticas como White Stripes e The Raconteurs, é a salvação da lavoura. Sério. O cara não é desse planeta. E aos trinta e seis anos de idade, mostra que está na sua melhor forma e no auge da sua maturidade musical. Quem duvidar que ouça “Blunderbuss”, sua esperadíssima estréia solo. O álbum sai oficialmente nos Estados Unidos na próxima segunda-feira, em sua versão física. Deve chegar ao Brasil em breve, através da Sony Music (que distribui aqui o selo Columbia, uma das responsáveis pelo lançamento na gringa). Mas como já é de praxe nos tempos da web, o discão já está inteirinho na rede.
Jack comandou durante catorze anos o White Stripes, ao lado da baterista Meg.

 

Foram seis álbuns entre 1997 e 2011, com a dupla começando sua trajetória na cena alternativa de Detroit (a terra das lendas MC-5 e The Stooges) e alcançando a fama mundial e o mainstream rock americano em 2003, com o álbum “Elephant” (que vendeu milhões de cópias nos EUA e mundo afora, em uma era ainda pré-invasão irreversível dos downloads gratuitos) e seu monumental single “Seven Nation Army” – a primeira canção rock clássica e que simbolizava o rock’n’roll do novo milênio. E como Jack nunca se acomodou na fama, na fortuna e no estrelato, ele foi dando vazão à sua cada vez mais latente mega criatividade musical. Deu “férias” ao WS, fundou os Raconteurs (outra formação rocker sensacional), o The Dead Weather (que o blog nem curte tanto) e finalmente resolveu acabar de vez com o duo que formava com Meg, por considerar que a banda já tinha se esgotado musicalmente.

 

Fazia sentido já que a criatividade pessoal do músico não se esgotava nunca e suas idéias não cabiam mais, talvez, no White Stripes. O caminho natural foi partir para a elaboração de um trabalho solo, que Jack foi desenvolvendo e burilando com esmero nos últimos anos. A praia musical do compositor, vocalista, guitarrista e letrista, todos sabem, é o blues de acento mais garageiro e rocker dos anos 70’, com pitadas de fúria punk. Tudo emoldurado em um rock de melodia simples, básico mas com arranjos e harmonias sofisticadas. Fora que Jack é um dos melhores guitarristas surgidos no mundo nos últimos vinte anos.

A capa do primeiro álbum solo de Jack White: já é o primeiro grande disco de rock de 2012

O disco foi todo composto, tocado e gravado pelo músico. E há novidades nele: além de estar cantando cada vez melhor, Jack White não deixa sua poderosa guitarra de lado (ela está mega presente nas porradas de “Missing Pieces” e “Sixteen Saltines”, que abrem o álbum em combustão pura, e remetem o ouvinte aos tempos do disco “White Blood Cells”, lançado pelo White Stripes em 2001) mas também ataca de pianista, tocando o instrumento em várias faixas e inclusive colocando-o como peça preponderante na construção de algumas músicas – caso da mezzo jazzy/bluesy/boogie “Trash Tong Talker”.

 

Mas há também o lado blues forte no trabalho, com a execução de violões e guitarra steel. Nesse aspecto, ganham de imediato nossos ouvidos a dolência melódica e o primor composicional de faixas como “Love Interruption” (o primeiro single do disco), “On And On And On” (talvez o ponto máximo do cd: percussão suave, órgão discreto, solos de steel guitar e vocal e melodia envoltos em brumas de psicodelia transformam a música em um convite inebriante à chapação mental) e a canção-título. Como se não bastasse tudo isso impressiona o poder de concisão de Jack White: o homem consegue compor autênticos monumentos rockers em cerca de três minutos de duração (a média de cada música do álbum). Não é à toa que o cd, embora tenha treze faixas, possui enxutos quarenta minutos de duração.

 

“Blunderbuss” poderia tranquilamente ser o melhor álbum do finado White Stripes desde “Elephant”. Ou o melhor disco dos Raconteurs até o momento (que estreou muito bem e tem um segundo trabalho não tão bom). Mas é, apenas, a grande estréia solo de um músico que já tem seu nome garantido no panteão daqueles que fizeram e continuam fazendo a grande e emocionante história do rock’n’roll. E, sem favor algum, é por enquanto o melhor álbum de rock lançado em 2012. Pode ir atrás e confirmar isso.

 

O TRACK LIST DE “BLUNDERBUSS”
1. “Missing Pieces” – 3:27
2. “Sixteen Saltines” – 2:37
3. “Freedom at 21″ – 2:51
4. “Love Interruption” – 2:38
5. “Blunderbuss” – 3:06
6. “Hypocritical Kiss” – 2:50
7. “Weep Themselves to Sleep” – 4:19
8. “I’m Shakin’” – 3:00
9. “Trash Tongue Talker” – 3:20
10. “Hip (Eponymous) Poor Boy” – 3:03
11. “I Guess I Should Go to Sleep” – 2:37
12. “On and On and On” – 3:55
13. “Take Me with You When You Go” – 4:10

 

JACK WHITE AÍ EMBAIXO
No vídeo de “Love Interruption”, o primeiro single do fodaço álbum “Blunderbuss”.

 

 

O “CHELSEA HOTEL” DE SAMPA
Lendário  hotel nova-iorquino onde dezenas de celebridades da história do rock’n’roll se hospedaram e fizeram loucuras e putarias por lá (foi nele que Sid Vicious teria esfaqueado e matado sua namorada Nancy Spungen, durante uma sessão de chapação de ambos em heroína), o Chelsea, quem diria, tem uma espécie de “similar” na capital paulista. Se não na fama de hospedar rock stars e de abrigar junkies de variadas espécies, pelo menos na semelhança arquitetônica.

 

Quem observou isso foi o brother dessas linhas rockers bloggers, o mega querido André Ganso, que está visitando Sampalândia junto com sua girlfriend, a linda e loira Ana Paula. Por sugestão de Zap’n’roll, ambos se hospoderam em um simpático e aconchegante hotelzinho no centrão rocker de Sampa, próximo à Praça da República. Amaram o prédio (que é uma construção de três andares em estilo clássico, com mais de sessenta anos de idade e localizada em uma esquina da rua 7 de abril) e de lá vão sair hoje apenas pra cair na “naite” paulistana, ao lado do autor destas linhas online.
O blog se hospedou algumas vezes no hotelzinho, lá pelos idos de 1997. Foi quando o zapper passou um período de três meses trabalhando no interior Mineiro, sendo que ele vinha pra Sampa em praticamente todos os findes. E ficava hospedado no “Chelsea” de Sampa.

Os queridos André Ganso e sua girlfriend Ana Paula: casal rocker do coração zapper, em visita à Sampa; por indicação do blog, eles estão hospedados no “hotel Chelsea” paulistano, hehe

 

E lá, claaaaaro, o zapper doidón aprontou várias. Deu fodas alucinadas com suas queridas amigas Kátia e Inês (uma baixinha de peitoril gigante e suculento e que era uma das melhores amigas de Sandra, amiga de looooonga data do sujeito aqui. Um dia a doce e pequena Inês se enroscou com o jornalistas maloker, ambos começaram a se agarrar e dali surgiu um affair que rendeu ótimas trepadas, sendo que uma delas foi no hotelzinho da 7 de abril). E praticou sessões bizarras de maldades nasais – numa delas, em um domingo já à tarde e após ter passado a madrugada toda enfiando a napa em cocaine, e tendo ainda um sacolé com boa quantidade do “produto” em seu poder, o loki ficou horas assistindo ao Programa do Gugu (naquela época, no SBT), na esperança de que aquelas dançarinas de auditório (que costumam rebolar no palco com vestidos ou biquínis micros), em algum determinado momento, tirassem a roupa e ficassem completamente peladonas, hihi. Enfim, coisa de alucicrazy pirado de padê, uia!

 

Lembranças, lembranças… hoje o blog passou lá pelo “Chelsea”, bateu um papão com seu amigão paranense e se recordou disso tudo e contou ao André, dando ótimas risadas. Agora, logo menos, a trinca se manda pro baixo Augusta porque todos nós talvez já sejamos um pouco velhos para o rock’n’roll. Mas ainda muito jovens pra ficar em casa de pijama e não cair no rolê.

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: “Blunderbuss”, a estréia solo do gênio Jack White, nem tem o que discutir.

 

* Filme: o blog finalmente foi assistir esta semana o documentário “Raul Seixas – o início, o fim e o meio”. É realmente sensacional, traçando um primoroso painel do que foi a vida do maior gênio que o rock brasileiro já teve. E ao assisti-lo, fica novamente aquela incômoda questão no ar: por que não surgem mais artistas do quilate de um Raul Seixas na música brasileira. Por que as novas gerações, atulhadas até o pescoço de facilidades tecnológicas e acesso mega à informação, estão cada vez mais reacionárias, conservadoras e emburrecidas? Pra pensar. E o doc continua em cartaz. Se você ainda não viu, vá correndo assistir.

A lenda Raul Seixas: o documentário sobre ele é fodaço e não existem mais gênios assim no rock brasileiro

* Blog: o 23 Gotas, escrito pela Helena Lucas, faz uma ótima análise sobre o documentário de Raul e ainda procura dar as respostas às questões que levantamos aí em cima. Pra ler, vai lá: http://23gotas.wordpress.com/ .

 

* Balada de hoje: quase onze da noite do sabadão e o zapper está saindo pra night, na Cia sempre agradável da Adriana Oliveira e do Vandré Caldas. E a trinca vai hoje conhecer o Espaço Cultural Walden, que é o mais novo barzinho rocker no centrão de Sampa. Vai funcionar como ponto de encontro cultural no happy hour (das nove da noite à meia-noite) durante a semana, e como balada na madruga dos findes. Na próxima sexta-feira, 27 de abril, estréia por lá a festa quinzenal da Pisces Records e adivinha só quem é o DJ residente da balada? Pois é… um tal de Zap’n’roll, hihi. Todo mundo convidado a ir conhecer e se divertir, sendo que o Walden fica napraça da República,119, ao lado do metrô República.

 

 

ÚLTIMA CHAMADA PRA ASSISTIR ANTHRAX NA FAIXA!!!
Yes! No Maranhão rolou bagunça e malandragem e o show foi cancelado. Mas em Sampa ele está confirmadíssimo. Então corre lá no hfinatti@gmail.com, que é a última chance pra você tentar a sorte e ganhar:

 

* SEIS INGRESSOS pro show, que rola dia 27 de abril lá no HSBC Brasil. E tem também:

 

* Uma cópia do novo disco solo do Thurston Moore, mais pôster do ex-Sonic Youth.

 

Nomes dos vencedores das promos aqui mesmo, no nosso próximo post, ok?

 

BYE BYE
Que hoje é sábado, o blogger está solteiro e a noite o espera. Até a semana que vem!

 

(atualizado e finalizado por Finatti em 21/4/2012, às 23hs.)

 

 

(enviado por Finatti às 22hs.)

abr 14

Ulalá! Agora vai: saem os indicados ao Prêmio Dynamite de Música Independente 2012 e o blog conta (em entrevista exclusiva com o criador do evento) como foi feita a curadoria do mesmo. Mais: o dia em que o blogger loker perdeu o show de Macca em Sampa, por causa de cocaine e xoxota, hihi. E algumas notas bizarras de bastidores do primeiro Lollapalooza Brasil e… o solo de Jack White que acaba de vazar na web (atualização final, com mais imagens do Lolla BR, em 17/4/2012)

 O gênio Paul McCartney se apresentando no Brasil, em 1993 (foto acima), sendo que o blog perdeu a gig (mesmo estando credenciado para ela), por causa de cocaine e boceta, rsrs. Pelo menos o showzão do ex-Libertines Carl Barat (abaixo, em foto de Helena Lucas), na última quinta-feira em Sampa, estas linhas zappers conseguiram conferir de perto

 

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Up grade pra falar aqui que “Blunderbuss”, a estréia solo do gênio Jack White
(talvez e de fato o único grande gênio do rock nos anos 2000’),  é um escândalo. Discaço do começo ao fim,
periga ser o MELHOR álbum de rock até agora lançado em 2012.

 

O blog zapper fala melhor dele logo menos, na Zap’n’roll do portal Dynamite, ainda nesta terça-feira. E vai logo pra web, que o discaço já vazou inteirinho!

Jack White (acima), o único gênio do rock do novo milênio lança seu primeiro disco solo (abaixo) oficialmente na semana que vem. Mas o disco já vazou total na web e a Zap’n'roll fala melhor dele até o final da tarde desta terça-feira, 17/4/2012

 

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Acontece, né?
Sabadão ameno em Sampa, showzão da lenda grunge Mark Lanegan logo mais à noite na cidade e… o blogger sussa escrevendo postão aqui pro endereço prórpio do blog. Que era pra ter entrado no ar ontem na verdade. Mas como o sujeito aqui chegou sexta de manhã em casa, completamente “estragado” pela noitada pós-gig do Carl Barat no Beco (que foi incrível, como você lerá aqui mesmo, mais aí embaixo), aí não teve jeito, rsrs. Fora de combate, o jornalista já mezzo tiozão (mais ainda doidão, e tentando aposentar esse lado “maloker”) apelou pra uma pizza gigante à noite, jantou bem e não quis saber de mais nada. Aí, recuperado que está, coloca o postão hoje no ar pra logo menos na madruga ir badalar novamente lá pro baixo Augusta, agora que a solteirice nos acolheu novamente, uia. Então bora ler a sua, a nossa Zap’n’roll, sempre com paradas bacanudas quando o assunto é rock alternativo e cultura pop.

 

* Ele falou, tá falado. Na capa da Rolling Stone desse mês (essa mesma aí embaixo, e que já está nas bancas de todo o país desde ontem, sextona em si) o ex-craque e agora deputado Romário diz com todas as letras que o Brasil vai passar vergonha na Copa de 2014. Como se ninguém soubesse disso por antecipação…

 

* E enquanto aqui rolou o primeiro Lollapalooza BR, no finde passado, hoje e amanhã acontece nos EUA o primeiro final de semana do gigantesco festival Coachella – que, neste ano, vai se estender por dois finais de semana. Você não está lá e nem conseguiu ir? Sem problema: o canal exclusivo do festival no YouTube está transmitindo a parada toda, ao vivo, desde ontem. Hoje também e no próximo finde idem. Quer assistir? É só ir lá: http://www.youtube.com/coachella . De preferência, com várias garrafas de Heineken do lado e a Cia agradável de alguns poucos (e bons) amigos ou, então, de uma ótima xoxota.

 Os ingleses do Vaccines: este finde no Coachella; semana que vem em Sampa

* Falando em festivais, olha a “escalação” que “vazou” na web esta semana, do SWU deste ano, hihi:

 

* A gig do Carl Barat quinta-feira, no Beco/SP? Coisa mais linda do mundo! O ex-Libertino mandou super bem em um set mezzo acústico, mezzo elétrico (onde ele foi acompanhado pela turma do Black Drawing Chalks). Claro que o povo enlouqueceu quando Carl mandou “Time For Heroes” e “Can’t Stand Me Now”. E de quebra, o blog ainda teve a agradabilíssima cia rocker do Fernão Vale. Noitada ótima enfim.

O ex-Libertines Carl Barat, em momento acústico na última quinta-feira em Sampa: showzaço! (foto: Helena Lucas) 

 

* Essa parada que a maluca da Courtney Love escreveu em seu Twitter, dizendo que o Dave Grohl teria “molestado sexualmente” a Frances (filha de Courtney e do saudoso Kurt Cobain) é realmente bem escrota. Pra ela. Cá entre nós, Love já teve uma importância fodida na história do rock, mas agora está bagaceira demais. E, pelo naipe de suas declarações, está precisando também ser internada em alguma clínica psiquiátrica.

 

* A JUVENTUDE VIROU MESMO UMA BANDA NUMA PROPAGANDA DE REFRIGERANTE – não é de hoje que o blog zapper vem notando esta nova, hã, tendência. Qual? A de se pegar canções mega clássicas compostas por gênios da história do rock’n’roll, e colocá-las como trilha sonora de campanhas publicitárias das mais variadas. Não haveria problema algum nisso se as campanhas tivessem algum caráter educativo, social e/ou político e fossem pertinentes em relação a trilha musical utilizada. Infelizmente não é o que acontece e grandes canções, de peso histórico realmente fodido no rock’n’roll, hoje são utilizadas indiscriminadamente para vender de tudo, de refrigerantes e cervejas a carros etc. Ou seja: exatamente o que cantou o grupo gaúcho Engenheiros do Hawaii, há duas décadas e meia. Yep, Você pode detestar o xará Humberto Gessinger (alguém ainda se lembra dos Engenheiros do Hawaii?), mas a frase que ele escreveu há mais de vinte e cinco anos, na música “Terra de gigantes”, nunca foi tão profética e nunca fez tanto sentido como hoje em dia. “A juventude é uma banda/Numa propaganda de refrigerantes”. O blog pensa nessa frase toda vez que assiste na tv a nova peça publicitária da Coca-Cola. É muito desagradável ouvir tocar no comercial a fantástica “Heroes”, um clássico absoluto do David Bowie, e se dar conta de como o rock’n’roll se tornou algo comum, banalizado pelo marketing e que agora serve muito mais como jingle para vender produtos do que para qualquer outra coisa. E o anúncio da Coca é apenas o exemplo mais recente disso. Antes, não faz muito tempo, tivemos “Balada do Louco”, do Arnaldo Baptista, servindo de fundo para comercial de cerveja. Mais pra trás também teve “Better Sweet Simphony” (lindíssima, diga-se), do Verve, em comercial do Bradesco (!!!) e etc etc, etc. O jornalista zapper está ficando velho, chato e careta? Talvez. Mas é que até o advento do punk rock pelo menos, ainda havia um sentido de grande ARTE e contexto social envolvendo o rock. E ao que parece, isso acabou definitivamente e infelizmente.

 

* Ok, ok. O blog prometeu comentar, neste post, sobre o novo disco do Spiritualized. A célebre banda inglesa de space rock noventista lança seu novo disco, “Sweet Heart, Sweet Light”, na velhusca plataforma física do cd nesta segunda-feira, na Inglaterra – aqui, sem previsão de lançamento e nem precisa pois o álbum já está dando sopa na web. Enfim, já demos umas “orelhadas” no dito cujo e achamos mais ou menos. Na semana que entra, sai resenha dele aqui e na Zap do portal Dynamite, podem esperar!

 

* O véio Bob Dylan é um sujeito de atitude mesmo, rsrs. Simplesmente mandou sua produção PROIBIR a presença de jornalistas nos shows que faz no Brasil a partir de amanhã (no Rio De Janeiro), seguindo por seis capitais. Tadinha da jornalistada, rsrs – este blog incluso, uia!

 

* E, sim, foi divulgada a programação da Virada Cultural 2012 em São Paulo, que acontece nos dias 5 e 6 de maio. Tem atrações bem legais (o palco Baratos Afins, o palco em homenagem à Elis Regina, a mostra de cinema da Boca do Lixo no cine Windsor etc.) e tal. Mas, na boa, parece que a cada ano a Virada (sem dúvida alguma, um evento que enche São Paulo e quem nasceu ou mora aqui de orgulho) está com uma prog cada vez menos, hã, interessante. Ou não? De qualquer forma, pros interessados, a programação completa da Virada está aqui: http://www.viradacultural.org/programacao#lugar12018 .

 

* Bien, se a Virada Cultural deixa a desejar esse ano, a volta do Prêmio Dynamite de Música Independente promete voltar a ser a maior festa da indie scene nacional, como você pode conferir aí embaixo na entrevista que o blog fez com o criador do prêmio, o queridão (sempre!) André Pomba.

 

PRÊMIO DYNAMITE VOLTA COM TUDO E ACONTECE EM JULHO EM SAMPA
O Prêmio Dynamite de Música Independente é um dos principais e mais longevos eventos da cena musical brasileira. Criado em 1992 pelo promoter, produtor, DJ, músico, Ajornalista e Publisher do portal Dynamite online (além de diretor da Ong Associação Cultural Dynamite), André Pomba, o Prêmio sofreu uma pequena interrupção nos dois últimos anos mas agora voltou com força total em 2012.

 

Foram centenas de artistas, músicos, produtores, bandas, personalidades e veículos de mídia (eletrônica e impressa) inscritos para tentar disputar as vinte e uma categorias. E óbvio, nem todos conseguiram ser indicados para a grande votação pública que vai definir os vencedores, o que gerou as inevitáveis reclamações.

 

Portanto, para dirimir quaisquer dúvidas sobre como foi realizado o processo de escolha dos indicados Zap’n’roll bateu um papo ontem, via MSN, com Pomba, o criador do Prêmio. Na entrevista que você lê aí embaixo ele explica os critérios que nortearam a polêmica indicação dos que irão disputar o voto popular, além de dar algumas infos exclusivas ao blog sobre a premiação deste ano.

O idealizador do Prêmio Dynamite, André Pomba

 

Zap’n’roll – Esta semana foram anunciados os indicados que estão concorrendo ao Prêmio Dynamite de Música Independente deste ano. A lista, no geral, está bastante equilibrada e abrangente. Mas como sempre, e isso é inevitável, surgiram queixas de artistas que não foram incluídos na lista de indicados, por não estar nela. Para que todos possam compreender bem, como foi feita a mecânica de montagem
das listas dos indicados nas diversas categorias?

Andre Pomba – Todo ano quando divulgamos os indicados surgem reclamações, muitas delas plausíveis. Nenhuma lista é perfeita, mas creio que o Prêmio Dynamite é a premiação mais aberta e completa, pois ela abrange 22 categorias e 440 indicados. Todo ano temos um curador que tem autonomia para a escolha dos indicados, a Dynamite não entra no processo. Nos anos anteriores consultávamos jornalistas especializados para
as indicações e este ano resolvemos fazer diferente, abrir também inscrições via e-mail e Facebook, o que tornou o processo mais transparente mas ao mesmo tempo mais trabalhoso, visto que as inscrições superaram a barreira de 1000 artistas. Lembramos também que buscamos seguir um critério de amplitude para atingir mais Estados e regiões em categorias com muitos possíveis indicados.

 

Zap – E quem foi o curador responsável pelas indicações este ano?

Andre Pomba -  Este ano foi o ex-editor da Dynamite e guitarrista do grupo Twinpines, Bruno Monstro.

 

Zap – Por que a decisão de abolir a seleção prévia de indicados feita nos anos anteriores por um colegiado de músicos, produtores, jornalistas etc, e deixar a montagem de todas as listas de indicados nas mãos de apenas um curador?

Andre Pomba -  Todo ano a montagem fica na mão de um curador só. O colegiado sempre foi consultivo. A decisão de abolir as seleções prévias foi por conta dos vazamentos que ocorriam e pressão para indicação de alguns artistas.

 

Zap – Certo. E você, como criador do Prêmio, atribui qual dimensão de importância a ele hoje, em um momento em que 90% da produção musical brasileira vem da cena independente?

Andre Pomba – Pois é quando começamos em 2002, a cena independente era minúscula e hoje é um gigante, a ponto de artistas consagrados estar em selos independentes, desvinculados de grandes gravadoras multinacionais. O Prêmio foi importante durante anos para mostrar um outro lado da produção, que não era atingida pelas grandes premiações como MTV, Multishow etc. Hoje ele ainda é o maior mapeamento da música
brasileira existente, mesmo contando com poucos recursos e estrutura.

 

Zap – Resposta sua que nos leva a outras duas questões. A primeira: por que houve uma interrupção na premiação nos últimos anos? E segunda: você cita a questão de falta de recursos e estrutura para bancar o evento. Em anos anteriores ele contou com patrocínio de empresas privadas. E este ano, há algum patrocínio ou apoio para bancar os custos?

Andre Pomba – Nas oito edições anteriores da premiação ele só teve patrocínio em duas edições: da Claro e da Toddy, que foram as maiores e melhores edições. Nos outros anos tivemos algum apoio da Secretaria de Estado da Cultura, o que se repetiu neste ano, já que ganhamos um edital de festivais. Mesmo assim, a verba é menos da metade do que tínhamos com os patrocínios. Houve uma interrupção pois tivemos prejuízo na edição de 2009/2010, pois tínhamos um patrocínio acertado que foi rompido e fizemos uma premiação bem simples, sem shows. E decidimos que só a faríamos de novo, quando tivéssemos um suporte financeiro para fazer algo legal. E tambem nos últimos dois anos a ONG Dynamite buscou se firmar na implantação do CMIJ – Centro de Música e Inclusão para Jovens
(www.cmij.org.br) no bairro do Bixiga em São Paulo.

 

Zap  -   É possível citar o valor da verba recebida para realizar o evento da premiação, e também qual o custo estimado do evento?

Andre Pomba -  Prevemos gastar em torno de R$ 60.000,00 na Premiação e na Mostra, que foi o valor recebido pelo edital. Estamos buscando patrocínio para complementar os valores e buscar termos mais atrações e estrutura.

 A dupla inglesa The Kills (acima) e o grupo paraense Madame Saatan (abaixo): dois concorrentes de peso ao Prêmio Dynamite de Música Independente 2012

 

Zap – O que esperar da premiação este ano em termos de localização, atrações, shows etc? E quando ela será realizada, afinal?

Andre Pomba – Vou te passar em primeira mão essa informação. A premiação voltará ao teatro Sérgio Cardoso, no bairro do Bixiga em São Paulo, que foi totalmente reformado. Será no dia 18 de julho, uma quarta-feira. A mostra será nos dias 7 e 8 de julho no CCJ, Centro Cultural da Juventude no bairro da Vila Nova Cachoeirinha, na periferia da zona norte paulistana.

 

Zap – Já há alguma atração prevista para animar a premiação? E alguma personalidade da cultura pop já escalada para entregar algum dos troféus?

Andre Pomba – Vamos começar agora a trabalhar a produção dos eventos, não temos nenhum nome fechado, nem de artistas, nem apresentadores. Mas de antemão, quero aqui convidar você a apresentar uma das categorias este ano. Afinal a Dynamite faz 20 anos em 2012 e você faz parte dessa história!

 

Zap – Opa, fico muito honrado com o convite e claro que aceito pois além do enorme  carinho que tenho pela Dynamite (em sua fase como revista impressa, e depois também na era digital), também sempre acompanhei muito de perto não só todas as edições do Prêmio mas toda a movimentação da cena independente nacional nos últimos quinze anos.

Andre Pomba -  Claro, você e o blog Zap’n'Roll teria todos os méritos para serem inclusive indicados, mas como existe um vínculo entre você e a Dynamite, não é correto indicar.

 

Zap – Com certeza. E pra encerrar: qual o recado que você deixa para quem não conseguiu ser indicado nas categorias concorrentes e ficou descontente com isso?

Andre Pomba – Na realidade a curadoria não julga prioritariamente os trabalhos e sim procura mapear os que tiveram mais destaque, repercussão e melhores críticas. Por isso a dica é sempre buscar ampliar a divulgação do seu trabalho ao máximo para que o nome se torne mais conhecido.

 

Zap – Bom, partindo desse principio não é estranho que a curadoria do evento tenha optado, por exemplo, em incluir na categoria “melhor selo/gravadora” um selo que não lançou quase nenhum disco ou artista em 2011, em detrimento de outros selos que promoveram vários lançamentos no mesmo período?

Andre Pomba -  Finas, não temos como entrar em méritos individuais nem quantitativos. Mas o Bruno admitiu que teve muita dificuldade na parte de selos, visto que muitos lançam trabalhos online e gratuitos e também decidimos levar em conta este tipo de “comercialização” este ano.

 

Zap – E pra encerrar mesmo (rsrs), verificando os indicados em algumas categorias, notamos que, por exemplo, há grandes revistas de grandes editoras indicadas, assim como mega festivais também. Por que essas indicações em um evento que celebra a cena independente?

Andre Pomba – Na realidade o foco é o meio independente e de quem o apóia. Se uma grande revista, programa ou mesmo festival tem coberto a cena, não existe restrições neste sentido. Embora eu ache uma questão pertinente para poder ser repensada em futuras edições.

 

Zap – Está ótimo! Nos vemos então em julho, na grande festa do Prêmio Dynamite 2012!

Andre Pomba – Eu que agradeço a entrevista, Finas! Lembrando que para votar tem que se cadastrar no site http://www.premiodynamite.com.br/ .

 

 

FOO FIGHTERS E ARCTIC MONKEYS TRIUNFAM NA PRIMEIRA EDIÇÃO DO LOLLAPALOOZA BRASIL

Alex Turner comandou um show gigante do Arctic Monkeys no primeiro Lollapalooza BR, realizado semana passada em São Paulo. Foi o melhor momento do festival, sem dúvida alguma 

Encerrada na noite de domingo no Jockey Club de São Paulo, com um público estimado em 60 mil pessoas (de acordo com a organização do evento; para a reportagem da Dynamite e de Zap’n’roll, havia ali algo em torno de 40 mil pessoas), a primeira edição do festival Lollapalooza BR, nos dois dias em que foi realizado, mostrou o triunfo no palco de seus dois headliners, Foo Fighters (no sábado) e Arctic Monkeys (no domingo). Além disso – e como era de se esperar – o Lolla se equilibrou bem entre acertos e erros. E, contrariando a vocação junky de muitos festivais de rock’n’roll, se mostrou um evento bem “família”: era muito fácil encontrar no meio do público pais curtindo os shows com seus filhotes.
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O primeiro dia, no sábado, lotou o espaço do Jockey, com o festival esgotando os 70 mil ingressos colocados à venda. O sol estava escaldante, o calor batia nos 30 graus mas o povaréu aguentou firme até a noite, já que a humanidade queria assistir o Foo Fighters, hoje um dos maiores nomes do rock mundial e que talvez esteja em seu melhor momento. Porém, foi duro agüentar até o momento em que Dave Grohl e sua turma subiram ao palco, pontualmente às oito e meia da noite (e aí, na questão do horário, está um dos acertos do evento: quase não houve atrasos nos shows – com a vergonhosa exceção dos Racionais Mc’s, que demoraram quase uma hora para começar a se apresentar –  que começaram e terminaram nos horários previstos). Duro porque a escalação das bandas não ajudou: na ala nacional (que estava com um line up pra lá de irrelevante) Marcelo Nova e o indie Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria fizeram bons shows. O Rappa mostrou que já teve mais força e impacto ao vivo. O resto foi o resto e daqui a alguns meses ninguém vai se lembrar que estiveram no Lolla nomes como Tipo Whisky.
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Na parte gringa o sabadão também foi sofrível. A Band Of Horses, uma interessante formação americana que faz rock mais bucólico e contemplativo, sofreu por tocar esse tipo de som em um festival gigante e onde a platéia quer é agitação. Mas nada supera o pavor que foi a apresentação do horrendo Tv On The Radio e seu pseudo rock experimental/subversivo, com toques de psicodelia e Black music. Não dá: a banda é chata e arrogante e suas músicas são ruins de doer.

 

A situação só melhorou mesmo já no final do primeiro dia do Lollapalooza, quando a veterana Joan Jett subiu no palco Butantã. Espécie de ícone do autêntico rock’n’roll de garagem e com inacreditáveis cinqüenta e três anos de idade, Jett mostrou que tocar rock ao vivo exige carisma, pique, uma banda afiada e ótimo repertório musical. Ela deu tudo isso ao público (que, na hora do set, era formado por uma grande maioria de garotas) e ancorada no carisma de hits clássicos como “Bad Reputation” e (claro) “I Love rock’n’roll”, fez uma apresentação fodona e deixou o clima do evento fervendo para a entrada do Foo Fighters, no palco Cidade Jardim.
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E Dave Grohl e sua turma vieram e botaram a casa abaixo. Duas horas de apresentação, todos os hits enfeixados (nem é preciso citar o nome das músicas aqui, ou precisa?), a banda em grande forma, o ex-batera do Nirvana com a simpatia, humildade e carisma de sempre: tudo isso colaborou para que o set do FF fosse um triunfo completo, em uma apresentação que superou muito, em termos de qualidade, ao show que a banda fez no Brasil em 2001, no Rock In Rio (show que, diga-se, também foi muito bom). Tirando alguns exageros aqui e ali (como esticar em demasia a versão ao vivo da esporrenta “Breakout”, ou ainda ficar papeando com o público por quase dez minutos no intervalo entre duas músicas), a gig do Foo Fighters lavou a alma dos fãs brasileiros que esperaram mais de uma década para conseguir ver o grupo ao vivo novamente.
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No domingo havia menos gente no Jockey e, consequentemente, menos problemas para circular no imenso espaço, além de filas menores para se comprar comes e bebes ou ir ao banheiro. Na parte que interessa (os shows, óbvio), no entanto, o desequilíbrio entre bandas/shows ruins e ótimos continuou francamente favorável ao primeiro. Gogol Bordello e o MGMT (que há pouquíssimo tempo era considerado como o novo “futuro” do rock e, de fato, possui um ótimo disco de estréia) competiram para ver quem fez a pior apresentação da segunda noite do Lollapalooza. Já o “coxinha” Foster The People se mostrou mais rock e menos indie pop ao vivo e levantou o público, mesmo tendo apenas seu super hit “Pumped Up Kicks” (que, ao vivo, foi esticada por quase dez minutos) como música conhecida da galera. A grata surpresa do domingão foi o Manchester Orchestra: com ótimas músicas que alternavam na medida esporro/barulho com climas mais suaves e exibindo competência instrumental no palco, o grupo americano acabou conquistando um público que não conhecia o trabalho deles.
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Sobrou para o Jane’s Addiction e o Arctic Monkeys encerrarem a primeira edição do Lollapalooza brasileiro. A banda de Perry Farrell (o criador e dono do festival), começou muito bem seu set, já detonando “Mountain Song”, “Just Because” e “Been Caught Stealing” logo de saída. Talvez por isso mesmo o show tenha perdido o pique inicial logo em seguida e o restante da gig se tornou bastante arrastado, só não espantando o público totalmente graças ao carisma de Farrell como front-man e ao ótimo desempenho de Dave Navarro, um sujeito que é um monstro na guitarra.

 

Faltava o rolo compressor do Arctic Monkeys. E ele veio, deixando a multidão de fãs (mais fanáticos e animados do que os fãs do Foo Fighters) completamente histérica – fato comprovado por este repórter, que viu a apresentação dos Macaquinhos no meio do povão. Não é brincadeira: o AM é uma banda fodíssima ao vivo (e foi justamente depois de ver a apresentação deles em São Paulo, no extinto Tim Festival em 2005, que o sujeito aqui se tornou fã do grupo, já que antes torcia o nariz total para o trabalho dele). Junte-se a isso o sensacional repertório dos dois últimos álbuns lançados pelo quarteto inglês e não precisa mais nada. Agora fazendo a linha visual rockabilly, o vocalista e guitarrista Alex Turner já começou apavorando ao tocar “Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair” e “Teddy Picker”. Daí pra frente foi uma sucessão de pedradas (“Brainstorm” provocou comoção e convulsão coletiva) até o fim do set. Todo ele preenchido por músicas rápidas, poderosas e sem muito falatório com o público. E também sem grandes efeitos visuais no palco, sendo que o recado da banda é muito claro: rock poderoso é pra ser ouvido; ele independe de cenários mirabolantes. Por isso mesmo, o Arctic Monkeys fez o melhor show da primeira edição do Lollapalooza BR.
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Um festival que teve como pontos positivos: a) localização – o Jockey Club é de fácil acesso (ainda mais agora, com a estação Butantã do metrô funcionando bem ali, ao lado dele) e sua área é gigante, o que permite acomodar bem um evento onde circularam 70 mil pessoas no primeiro dia e cerca de 40 mil no segundo; b) tranquilidade – não houve nenhum tumulto nos dois dias e o clima estava bem “família” até para um festival de rock. O policiamento na área do Jockey estava bem ostensivo e não houve “arrastões” nem antes nem depois dos shows, como aconteceu na noite em que o ex-Pink Floyd Roger Waters tocou em Sampa; e c) ótimos shows internacionais – Foo Fighters, Joan Jett, Manchester Orchestra e Arctic Monkeys são os exemplos disso.
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Mas que também teve seus pontos negativos: a) o terreno irregular do Jockey, o que dificultava a locomoção das pessoas; b) distância gigantesca e absurda entre os dois palcos principais, que era de cerca de um quilômetro e meio; c) o preço abusivo de alimentos e bebidas (sempre, né?); e d) o som péssimo do primeiro dia, que fodeu vários shows – inclusive o do Foo Fighters. A situação só melhorou no domingo e quando o Jane’s Addiction subiu ao palco, a qualidade do PA (sistema de som) estava uma maravilha, o que também aconteceu no show do Arctic Monkeys, felizmente.
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Foi isso. A cobertura do Lollapalooza Brasil para a Dynamite online e para o blog Zap’n’roll em seus dois endereços  foi feita por Humberto Finatti (textos) e Helena Lucas Rodrigues (fotos). Em 2013 tem mais, assim todos nós esperamos!

 

 

E NOS BASTIDORES DO JOCKEY CLUB…
* Se nos anos 60’ e 70’ festival de rock era sinônimo de dorgas, putaria, lama, chuva, piração em massa etc, no novo milênio e bem de acordo com os tempos caretas em que a humanidade está vivendo novamente, tudo mudou. Em Woodstock ou Águas Claras (este no Brasil, no interior paulista no início dos anos 80’ e onde o sujeito que escreve estas linhas online esteve, quando ainda era um pirralho adolescente) rolou de tudo, rsrs. Em Águas Claras, por exemplo, Zap’n’roll, dormiu em barraca (sempre detestou fazer isso), trepou também em barraca (idem) e chapou o côco de maconha até dizer chega. Já no Lollapalooza Brasil, em sua primeira edição, não havia quase drogas (ok, sentia-se o suave aroma de marijuana pairando sobre o público, aqui e ali). Havia sim muito álcool (brejas, vodka etc.) e um clima total família, com pais curtindo os shows com os seus filhos (como você poder ver numa das pics tiradas pela fotógrafa Helena Lucas). Se é melhor assim ou não, aí vai do gosto de cada um. O zapper, por exemplo, preferia festival movido a loucura, hihi.

 

* No sabadão, aliás, o blog chegou praticamente muerto ao Jockey Club, pois havia “virado” a noite no baixo Augusta, em esporrenta balada de total enfiação de pé na lama no bar Astronete. Não deu outra: sem dormir há trocentas horas, com o pé doendo depois de algumas horas zanzando pela imensa área do festival, Zap’n’roll não agüentou. No começo da gig do Foo Fighters (que fechava o primeiro dia do evento, já passando das oito e meia da noite), o blogger cansadão saiu do meio do povão e se mando pra sala de imprensa. Lá chegando, encheu um pote de risoto de champagne (que estava uma delícia), pegou uma lata de Coca-Cola, e se instalou confortavelmente numa cadeira, de onde assistiu a pelo menos quarenta minutos de show do FF (que durou mais de duas horas) através dos telões que haviam ali. Depois, quando se recuperou um pouco do cansaço e se sentindo algo “velhote” demais (velho demais pro rock’n’roll? Ou muito jovem ainda pra se aposentar dessa esbórnia toda?) e mezzo “culpado” por estar vendo um show de rock dessa maneira, não teve dúvidas: o blogger de alma rocker voltou pra ver o restante da apresentação de Dave Grohl e Cia no meio da muvuca do público.

 

* E se alguém acha que o relato aí em cima se constitui em um mal exemplo de cobertura jornalística em show de rock, vai vendo: havia equipes gigantes de mídias idem cobrindo o festival, óbvio. Uma dessas equipes era como sempre do jornal Folha De S. Paulo, que parece ser comandada por um célebre jornalista da cena musical, que já saiu e voltou ao diário paulistano umas trocentas vezes nos últimos anos. Pois bem: este jornalista, quase cinqüentão e com dificuldades de locomoção (devido ao seu corpo um tanto rotundo) simplesmente NÃO enfrenta mais os shows no meio do público. Desloca comandados pra fazer o serviço, hã, pesado enquanto ele fica na sala de imprensa em tempo integral, sentado diante de um notebook e coletando infos pra depois escrever seus textos – que acabam sendo os de maior destaque sobre o evento na Folha online ou nas páginas do caderno Ilustrada. A pergunta ética que não quer calar: diante do exposto aqui, você acha o texto da figura em questão confiável?

 

* E tinha cerveja desta vez na sala de imprensa, uia! Nos dois do Lolla, a Heineken (uma das patrocinadoras do festival) disponibilizou dois freezers de latinhas pra jornalistada se embebedar feliz. Tanto que no sábado, assim que as latas chegaram os dois freezers se esvaziaram no tempo recorde meia hora. No domingo, a breja na sala de imprensa durou um pouco mais.

 

* O show do Jane’s Addiction animou até a ala feminina de jornalistas. Também pudera e vem cá: Dave Navarro, além de continuar sendo um guitarrista fodão, também é um (como diriam as bibas mais assanhadas) pauzudo, hihihi. Tanto que teve fotógrafa na frente do palco querendo pagar “peitinho” pro suijeito, wow!

 

* Não se esquecendo de que Navarro gosta de cortar (ou atacar) dos dois lados, uia!

 

* Zap’n’roll encontrou muitos colegas simpáticos nos dois dias de festival. Topou com o Luiz César e o rocker Daniel Vaughan (do portal R7), com Chuck Hipólitho (o “caipira que deu certo” na MTV, como sempre diz o DJ Focka), com a turma da Rede Minas, mais as lindas, gloriosas e tesudas Adriana Oliveira (de Uberlândia) e Juliana Resende, e com o mega querido super monge japa zen Pablo Miyazawa e a sempre linda, simpática e tatuada Mari Tramontina. E FELIZMENTE não teve o desprazer de encontrar com o depósito de banha podre que atende pelo nome de José Flávio Merda Jotalhão Jr. Mas ele estava lá…

 

* Foi isso. Festival mega comportado e careta. Talvez por isso mesmo não haja tantas “emoções” nas notas de bastidores. Quem sabe em 2013…

 

LOLLAPALOOZA BRASIL EM FOTOS – ALGUNS SHOWS (pics shows e público: Helena Lucas)

O neo hippie eletrônico MGMT: show chatíssimo de uma banda que envelheceu muito rápido 

 

Belezura à parte, o Foster The People se mostrou mais rock e menos pop ao vivo 

 

A dupla de frente do Jane’s Addiction, Perry Farrell (vocais e o “dono” do festival) e Dave Navarro (guitarras): a gig começou bem mas depois perdeu o pique

 

 O “pauzudo” guitar heroe do JA: teve fotógrafa querendo pagar peitinho pra biba que corta dos dois lados, hihi

 

O PÚBLICO

 

Trio parada dura da cerveja

 

Dupla de Barretos invadindo o Jockey: Lara e Omar 

 

Eles queriam apenas curtir o som dos Macaquinhos 

 

Gata negra cheia de charme

 

Gata ruiva igualmente cheia de charme

 

As mina do rock, mano! 

 

Momento ternurinha, I: ela cuidando da cria 

 

Momento ternurinha II: paizão e filhão em ponto de bala, no show do Foo Fighters

 

LOLLAPALOOZA BRASIL – A EQUIPE ZAPPER NO FESTIVAL

 

MINI DIÁRIO SENTIMENTAL – O DIA EM QUE O BLOG PERDEU UM SHOW DE MACCA POR CAUSA DE PADÊ
É verdade. Se os tempos hoje são de caretice, o blog recheado de memórias malucas e que precisam ser compiladas urgentemente em uma biografia, esta semana se lembrou da noite em que perdeu um show de Sir Paul McCartney em Sampa, por causa da enfiação de pé (ou napa) na lama em… cocaine. Não, não foi no ano passado, quando Macca esteve aqui (o ex-Beatle agora virou “freguês” do Brasil, no?). Foi em 1993, há quase vinte anos, quando Paul tocava finalmente pela segunda vez no país – a primeira havia sido dois anos antes no Rio, no estádio do Maracanã. E o blog se lembrou deste episódio esta semana por conta da aproximação de uma nova temporada do músico em terras brazucas, já que ele toca semana que vem em Floripa e em Recife.

 

Em 1993 Paul McCartney era vinte anos mais novo e show dele aqui era raridade (como dito mais acima, ele havia feito uma única gig brasileira em 1991, no Rio). Quando foi anunciado então que haveria nova apresentação de Macca no Brasil (desta vez em Sampa, no estádio do Pacaembu), foi um tumulto. Os ingressos se esgotaram rapidinho e Zap’n’roll, que então escrevia matérias de música para a poderosa revista Interview, conseguiu uma especialíssima credencial para o show. Foi na coletiva que Paul deu no próprio Pacaembu, na tarde do dia do show, e depois rumou pro apê em que ele morava/dividia com o velho amigo Philipe Britto, na avenida 9 de julho, centrão brabo de Sampa naquela época.

 

E há quase duas décadas, sem falsa modéstia, o autor destas linhas rockers online também era o “sonho de consumo” de qualquer boceta louca e fã de rock. Menos de trinta anos de idade, sempre usando rabo-de-cavalo, sem barriga (uia!), solteiro (recém-separado de seu único casamento até hoje), jornalista de mega revista, rocker e loker Zap’n’roll fodia xoxotas em profusão. E também cheirava muuuuuita cocaine.

 

Foi exatamente o que fodeu a ida do jornalista junky ao show do Pacaembu. Quando estava indo pro apê da 9 de julho, após a coletiva de Macca, o zapper foi buscar uma “parada” de cinco gramas de cocada boa (havia uma ótima no centrão de Sampa, naquela época) pois sua intenção era enlouquecer na night após a gig. Deu tudo errado, rsrs: ao chegar ao apartamento e após tomar banho, se arrumar e tals, o jornalista doidón não resistiu e foi “experimentar” o produto, pra checar a qualidade do mesmo. Não deu outra: o negócio estava violento e a bicudisse entrou em cena, impedindo o sujeito de sair do apartamento.

A cavaluda Sandra M. tinha um mamicaço igual ao da foto acima (que é de outra xoxotaça também fodida pelo zapper taradón, hihi. A dona desse peitaço da foto também adorava padê e o blogger loker mamou bastante em sua teta, que sempre vazava gotículas de leite, uia! 

 

Credencial em cima de uma mesa, várias carreiras sendo aspiradas, uma garrafa de whisky sendo detonada, o show rolando no Pacaembu e… toca incrivelmente o interfone do apê. Quem seria??? O zapper, tenso, atende e o porteiro avisa: “é a Sandra. Ela pode subir?”. Podia. Sandra M. era uma autêntica “cavala” morena, de cabelos curtos, peitões enormes e suculentos, coxas idem e xoxotaço lisinho. Durante anos fora (imaginem), apaixonada pelo vj João Gordo (é, a fama proporciona essas regalias, hihi) e se tornou amiga do autor destas linhas virtuais canalhas, sendo que o jornalista taradão vivia querendo comer a moçoila.

 

Não foi nessa noite: quando Sandra entrou no apê, já sacou de cara o estado do seu amigo. “Finatti, você tá bicudíssimo! Põe um teco desse negócio aí pra mim!”, disse ela. E Zap’n’roll pôs. Em alguns instantes Sandra, já bem loka, afirmou: “Porra, nervosa essa farinha, hein!”. E era mesmo. Foi quando Zap’n’roll pediu pra ela: “tira a roupa!”. A cavalaça tirou, revelando calcinha e suitã roxos – ela tinha ido realmente com a intenção de foder. E quando a moça ficou pelada, o jornalista ficou ainda mais maluco por ver o bocetaço que estava na sua frente. Só que… não houve chupada no pau do sujeito aqui (e Sandra bem que tentou, rsrs) que fizesse o dito cujo levantar. Yep, efeito da cocaine claaaaaro (machos empedernidos que afirmam categoricamente que conseguem foder bicudos de cocaine estão mentindo; a cocaína impede o homem de ter ereção. Por isso trepadas e coca não combinam, na maioria dos casos). Restou à dupla se vestir novamente (mas antes, Zap’n’roll fez questão de dar um teco de padê em cima da boceta lisa da garota, e outro em cima de sua enorme teta), continuar tecando e bebendo whisky até altas horas.

 

Semanas depois Sandra voltou ao apê da 9 de julho e aí sim, houve uma foda fantástica entre ela e Zap’n’roll (inesquecível a tatuagem da Betty Boop que a garota tinha em uma das coxonas, além de ela foder de quatro falando: “ai, que pinto gostoso!”). Mas o show do Paul McCartney em 1993 ficou apenas na vontade. E de lá pra cá, o blog nunca mais conseguiu ir em outra gig dele. Infelizmente. Quanto à Sandrinha, esteja ela onde estiver, o blog sempre irá se lembrar de que foi com ela uma das melhores trepadas que o zapper já deu em sua vida. Bons tempos…

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Showzaço grunge: a lenda Mark Lanegan toca hoje em Sampa, né? Lá no Cine Jóia. Então corre pra lá que ainda dá tempo!

 

* Coachella ao vivo no YouTube: o endereço está aí em cima, no início do post. E os shows já estão rolando na web. Se você vai ficar em casa, a pedida é essa!

 

* Baladas esquema rapidez: mas se você vai cair na vida, hoje tem a festona Pop&Wave, no Inferno Club (com especial do Cure e de Siouxise e seus Banshees, lá na rua Augusta 501, centrão rocker de Sampa), além da badalada Tiger Robocop no Dynamite Pub (que fica na rua Treze de maio, 263, no Bixiga, centro de São Paulo) e ainda a Discotexxx no sempre mega animado Astronete (também na Augusta, no 335). Tá bão, né? Boa balada pra quem vai cair na night.

 

E CONTINUA EM SORTEIO
Pelo hfinatti@gmail.com:

* SEIS INGRESSOS para o show que o porrada Anthrax faz semana que vem, dia 27 de abril, uma sextona, em Sampa (lá no HSBC Brasil), com abertura luxuosa dos Misfits. É a última chamada pra essa promo, sendo que o nome dos vencedores estará aqui no dia do show, no nosso mega post semanal, okays?

 

 

* E uma cópia do novo disco solo do Thurston Moore, além de um cartaz do show que ele fez anteontem em São Paulo. Semana que vem desovamos o resultado desta promo aqui, okays?

 

FUIZES!
Postão no capricho. E agora o blogger rueiro vai pra… rua, claro! Até a semana que vem!

 

(atualizado e finalizado por Finatti em 17/4/2012 às 3hs.)

abr 12

Ulalá! Saem os indicados ao Prêmio Dynamite de Música Independente 2012 e o blog conta (em entrevista exclusiva com o criador do evento) como foi feita a curadoria do mesmo. Mais: quem vai na FAIXA nos shows de Carl Barat e The Damned. E ainda o novo disco do Spiritualized. E aquelas notas bizarras de bastidores do primeiro Lollapalooza Brasil

O punk clássico de ontem e o quase clássico dos anos 2000, hoje em Sampa: The Damned (acima) revive a cena 77 inglesa na Clash Club; Carl Barat (abaixo), o ex-Libertines, vai incendiar o Beco/SP. Ambos os shows com promo de tickets free no blog zapper, sendo que você fica sabendo quem ganhou essas promos aqui mesmo, neste post

 

Quinta-feira agitadona no?
E ponha agito nisso. Em uma única noite Sanpalândia recebe três showzaços da maior importância para a nação indie rocker: no Cine Jóia o ex-Sonic Youth Thurston Moore mostra que as distorções da sua guitarra não se calaram com o fim de sua ex-banda. Já no sempre bacana Beco, lá na rua Augusta, quem sobe ao palco é o também guitarrista e vocalista Carl Barat, o sujeito que um dia cantou à frente dos inesquecíveis Libertines, ao lado do nosso célebre e querido junky Pete Doherty. E, por fim, lá na Clash Club (na Barra Funda, zona oeste de Sampa), a lenda The Damned (da clássica safra 77 do punk inglês) vem mostrar pros fãs brazucas como era o som nas ruas de Londres há três décadas e meia. E como sempre, claaaaaro, o blog campeão em promos bacanas descolou tickets na faixa pras gigs de Carl Barat e do Damned. Quem ganhou os ditos cujos? Ora, basta ler aí embaixo que você fica sabendo. Bien, este postão vai muuuuuito longe mas  ele entra aqui totalmente até o  final da tarde desta sexta-feira porque hoje a  correria tá master pelos lados do blogger zapper, devido à agitação rocker que estará tomando conta de Sampalândia logo mais à noite. Então esta nota, hã, “introdutória”, termina com aquele pedido de sempre: colaê até o final da tarde de amanhã que o postão zapper semanal estará aqui, para alegria do nosso imenso e dileto leitorado. Falando (com entrevista exclusiva com André Pomba) dos indicados ao Prêmio Dynamite de Música Independente 2012, do novo disco do Spiritualized e ainda do Lollapalooza BR, que agitou Sampa no último finde e que além de ótimos shows, ainda rendeu algumas notas bizarras de bastidores para serem publicadas aqui. Certo? Certo. Então enquanto o blogão não volta com tudo, veja aí embaixo quem vai na faixa hoje nas gigs do Carl Barat e do The Damned:

 

* Virgínia Ambrus e Ubiratan Lopes, vão cair na Clash Club, no show do Damned, por conta do blog;

 

* E Ricardo Massonetto e Marcelo Dorador vão estar no Beco/SP, também por conta do blog, curtindo o show do Caral Barat.

 

Por enquanto é isso. Agora licençaê que o blog vai continuar preparando o postão desta sexta-feira. E logo mais à noite, vai se mandar pro baixo Augusta, pra curtir o Carl Barat e também o show dos Coyotes California, lá no Saravejo Club. Até logo menos, então!

 

(enviado por Finatti às 19hs.)

abr 11

A quinta-feira gorda, infernal e dos sonhos em Sampalândia, com shows de Thurston Moore, The Damned e… Carl Barat, com PROMO RELÂMPAGO de tickets free!!!

Carl Barat e Pete Doherty em foto clássica e lindona dos bons tempos em que ambos tocavam juntos no saudoso Libertines. Amanhã Barat toca no BecoSP, e o blog zapper leva você na faixa no show, em promo relâmpago! Corre!

 

É mole? Claro que é!!! Pois entonces: desde que começou a ser publicado no portal Dynamite (e agora também em endereço próprio), já há longos dez anos, o blog zapper raríssimas vezes abriu um post especial e exclusivo, como este aqui, para anunciar… uma promo relâmpago de ingressos NA FAIXA, pra um show gringo bacanudo que vai rolar em Sampa.

 

O show, no caso, é o do ex-Libertines Carl Barat, que se apresenta nesta quinta-feira (leia-se amanhã) na sempre bombadíssima casa noturna Beco203, no baixo Augusta, em São Paulo. Zap’n’roll vai admitir que, com a correria do Lollapalooza, quase se esqueceu da gig do grande ex-guitarrista e fundador de uma das melhores bandas inglesas do inícioi dos anos 2000’. Chegamos até a imaginar que a apresentação de Barat seria na semana que vem, hihi. Pois é: amanhã a nação indie paulistana vai enlouquecer pois além de Carl Barat, ainda irão rolar shows do ex-Sonic Youth Thurston Moore (no Cine Jóia) e da lenda punk The Damned (na Clash Club, este também com promo de ingressos aqui no blog. Corra, corra!)

 

Mas erro corrigido e contando com o apoio luxuoso do Beco (valeu, Camila!) e também dos sempre queridões Hugo Santos e Marildinha Vieira (valeu, Dezcom!), aqui estamos pra convocar nosso dileto leitorado a ir JÁ no hfinatti@gmail.com, que lá estão em promo meteórica:

 

* DOIS INGRESSOS para o showzão do Carl Barat nesta quinta-feira, no Beco claaaaaro!

 

Corre lá então, e boooooa sorte! Nos vemos amanhã no Beco, okays?

 

 

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Amanhã entra aqui o nosso mega post semanal falando do novo disco do Spiritualized, ainda do Lollapalooza, dos indicados ao Prêmio Dynamite de Música Independente e muito mais. Os vencedores das promos de tickets na faixa para os shows de Carl Barat e The Damned serão informados por e-mail AMANHÃ, até às 18 horas. Portanto: corram!
Até daqui a pouco!

 

(enviado por Finatti às 17hs.)

abr 06

O Lollapalooza invade Sampa. A Let’s Rock invade o Ibirapuera. O blog muda seu visual. E a esbórnia/putaria rocker do feriadão começa hoje, com DJ set do fotógrafo Bob Gruen e os caralho! (plus: a cobertura do Lollapalooza, os indicados ao Prêmio Dynamite, o fim do Blur novamente e o mais novo espaço cultural rock alternativo de Sampa)(versão atualizada em 10/4/2012)

 

Dave Grohl (acima) e Alex Turner (abaixo) comandam os showzaços do Foo Fighters e do Arctic Monkeys no Lollapálooza Chile, no último finde. A partir de amanhã é a vez de Sampa receber o mega festival

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* Um up to date rapidez aqui, pra acrescentar algumas paradinhas:

 

* A cobertura bacanuda do que rolou na primeira edição do Lollapalooza Brasil já está no portal Dynamite online e também na Zap’n’roll que é publicada lá. O texto estará reproduzido aqui até este finde, em nosso tradicional postão semanal, acrescido daquelas já famosas notas bizarras de bastidores, uia! Esse postão zapper deve entrar no ar nesta quinta-feira, okays?

 

* Neste mesmo postão vamos falar melhor do Prêmio Dynamite de Música Independente 2012, que acaba de divulgar a lista de indicados. Zap’n'roll infelizmente não está entre eles (snif), mas já sabe que será responsável pela entrega do troféu de uma das categorias, hehe. Você pode conferir a lista de todos os indicados aqui: http://www.premiodynamite.com.br/ .

 

* A mesma quinta que promete ferver em Sampalândia. Vai ter show do ex-Sonic Youth Thurston Moore no Cine Jóia, show da lenda punk The Damned na Clash Club (com promo de ingressos aqui mesmo no blog zapper, você já enviou e-mail pra concorrer? Não? Então corre, phorran!), show de lançamento do primeiro disco do Coyotes California no clube Sarajevo, no baixo Augusta (também com promo de tickets no hfinatti@gmail.com) e… a inauguração do mais novo espaço indie/alternativo da capital paulista: trata-se do Espaço Cultural Valden, que vai ser aberto nesta quinta-feira, com festa apenas para convidados. Pilotado pelo músico e agitador cultural Cesar Zanin (que toca na banda Magic Crayon, do nosso eterno chapa Gilberto Custódio), o Valden é pequeno (a lotação é 100 pessoas) mas promete muito agito e aconchego com atividades culturais diversas, além do tradicional espaço para shows de bandas alternativas e a tradicional discotecagem rocker – haverá por lá quinzenalmente festas do selo Pisces Records, com DJ set comandada pelo autor destas linhas online, eba! Interessou? O Valden abre suas portas para o público em geral nesta sexta-feira 13, uia! E fica lá na Praça Da República, 119, centrão rocker de Sampa. Vai lá e divirta-se!

O Blur (acima) infelizmente vai mesmo encerrar atividades novamente e sem voltar ao Brasil; já o grande Thurston Moore (ex-Sonic Youth) toca nesta quinta-feira em Sampa, no Cine Jóia

 

* Que mais? Ah, sim: Damon Albarn anunciou que o Blur fará mesmo o último show de sua história em agosto deste ano no Hyde Park em Londres, infelizmente. Pra quem tinha esperança (como o blog) de ver a banda no SWU 2012… snif…

 

* E o novo álbum de Madonna, após ir para o topo da lista dos mais vendidos da Billboard na semana de lançamento, despencou vertiginosamente nas vendas nas semanas seguintes. É, mais uma prova inabalável de que o cd já elvis. De verdade.

 

* Por enquanto é isso, galere. Colaê entre quinta e sexta-feira que o novo postão zapper virá fervendo, hehe. Até lá!

 

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Festival de rock e feriadão.
Uma combinação aparentemente perfeita, no? Yep, enquanto milhares deixaram Sampalândia desde ontem por conta do feriado prolongado da Páscoa, outros milhares estão chegando até a maior metrópole do país, pra cair direto na Chácara do Jockey onde, a partir de amanhã (sábado), rola a primeira edição brasileira do mega festival Lollapalooza – aquele mesmo, que já existe há duas décadas nos Estados Unidos e que foi criado pelo loker (hoje, nem tão loker assim) Perry Farrell, o homem que também deu ao mundo o Jane’s Addiction. Zap’n’roll (nesse momento, um dos blogs de rock alternativo e cultura pop mais acessados da web brasileira; para comprovar isso, basta ver o número de comentários e “recomendações” e “tuites” dos últimos posts) e o portal Dynamite online (também um dos principais da internet brazuca e já há uma década no ar), como de hábito, estarão presentes para cobrir o evento – a reportagem, tanto no portal quanto no blog, estará por conta do blogger rocker e da fotógrafa Helena Lucas, ambos credenciados pela produção do Lolla BR. E, mesmo estando com credenciais na mão fornecidas pela assessoria de imprensa do evento, ainda assim este espaço online preserva sua independência opinativa e mostra, neste post, que a escalação nacional do festival poderia ser bem melhor. É o mínimo (e uma obrigação, na verdade) que um blog que está há uma década no ar pode e deve fazer pelo seu dileto e fiel leitorado: ser imparcial na hora de informar e opinar. Infelizmente isso não ocorre em outros blogs/sites sem relevância alguma na internet e na blogosfera. E por serem irrelevantes (né, Female Rock Squad) se tornam parciais, arrogantes, mentirosos, puxam o saco de produtoras de shows e eventos mas nunca conseguem se credenciar profissionalmente para cobrir esses eventos musicais. E quando não conseguem, fazem uma cobertura tosca e visivelmente escrita por fãs e tietes deslumbradas (né, Female Rock Squad). Aí quem se fode é o pobre e incauto leitor que lê e confia em um site/blog que nada tem a oferecer além de tietagem em forma de texto. Triste, mas real. Mas enfim, aqui no nosso postão semanal (escrito em pleno feriado, uia) damos uma geral na esbórnia rock’n’roll que começa amanhã. E também falamos da exposição Let’s Rock (que foi aberta esta semana em Sampa) e de mais algumas paradas aê. Vai lendo, divirta-se, tenha um ótimo feriado e, se for pro Lolla a partir de amanhã, muito rock’n’roll também!

 

* E blogão de visual novo e caprichadão, uhú! Cortesia do nosso querido web designer Rodrigo “Khallfajeste” Ramos, hihi. Valeu Khall, sendo que esse up grade no visual é apenas a primeira etapa das mudanças que vão pintar por aqui, no decorrer dos próximos meses. Pode aguardar pelas outras que elas serão beeeeem legais!

 

* O seu, o nosso querido loucaço eterno Pete Doherty, abriu seu (dele) coração pra NME desta semana. Em matéria de capa no tablóide (essa mesma que você vê aí embaixo), o moçoilo fã de cocaine, heroine, crack and alcool em doses cavalares, disse que “mergulhou na lama quando Amy Winehouse morreu”. Agora, recuperado e pronto pra enlouquecer novamente, Pete anuncia que vai lançar em breve um novo disco solo. Aguardemos…

 

* Já o velhusco Gene Simmons, que ainda insiste em continuar com o Kiss (que um dia, convenhamos, foi uma banda beeeeem legal) anunciou seu apoio ao candidato conservador Mitt Romney nas eleições americanas desse ano. É sempre assim: rock stars outrora doidões, junkies e putanheiros quando jovens, acabam se transformando em velhos escrotos e conservadores. É o caso do baixista do Kiss.

Esse sujeito aí em cima, com essa língua enooooorme, já foi um rock-star junky, putanheiro e porra-loka. Hoje, velhote, milionário e careta, se tornou um conservador escroto. Por isso mesmo sua língua nem deve mais lamber um xoxotaço como esse aí de baixo (a dona dassa boceta, inclusive, deve estar batendo siriricas homéricas e raivosas, por não estar em Sampa nesse finde, pra ver ao vivo seus amados Foo Fighters, Arctic Monkeys e Mahchester Orchestra, hihi) 

 

* Notícia mais relevante para o mondo indie é a volta do graaaaande Spiritualized. O combo space rock liderado pelo gênio Jason Pierce e que nos anos 90’ lançou o clássico “Ladies & Gentlemen, We Are Floating In Space”, está de volta. Lançam o álbum “Sweet Heart, Sweet Light” agora em abril. Pra recordar os bons tempos do Espaço Retrô, onde dançar chapado de álcool, beck e cocaine ao som do Spiritualized era quase um ritual dionisíaco.

 Os ingleses do Spiritualized: o space rock dos 90′ está de volta!

 

* A GRANDE HIPOCRISIA DA PROIBIÇÃO DAS SACOLINHAS PLÁSTICAS – pois então, vamos abrir um parêntese aqui para tratar de um tema, hã, palpitante nestes tempos de sustentabilidade e de ser ecologicamente correto. Longe destas linhas bloggers ambientalistas quere ser do contra em algum assunto relativo a ecologia e ainda mais quando se sabe que o planeta está realmente precisando de medidas urgentes, na questão da preservação dos recursos naturais. Porém, a Lei que proibiu definitivamente esta semana os supermercados e mercadinhos paulistanos de oferecer sacolinhas plásticas para que os consumidores possam levar suas compras para casa, é de uma hipocrisia sem tamanho. Ok, sacolinhas para levar as compras não pode (porque elas degradam o ambiente e levam quatro séculos para se decompor). Mas e as embalagens plásticas de arroz, feijão, açúcar, sal, legumes, frutas, verduras etc, etc, etc? Todas elas também não degradam o ambiente e não levam o mesmo período de tempo (se não levar mais pois algumas dessas embalagens possuem um plástico com uma textura bem mais grossa do que as sacolinhas) para se decompor? Ao invés de ficar aprovando leis hipócritas para agradar parcelas de eco-chatos e ambientalistas malas, por que o Poder Público não investe recursos pesados na melhoria da reciclagem do lixo que é produzido diariamente em uma mega metrópole como São Paulo onde, segundo reportagem mostrada no telejornal SPTV, se recicla apenas 1,5% de TODO o lixo que é produzido todosos dias na cidade? Pois é… pra pensar…

 

* E o craque Neymar segue feliz surfando em sua superexposição. Após aparecer em trocentos comerciais na tv, agora o jogador do Santos vai atuar em vídeos musicais, uia! O garotão já gravou participação no novo clip do Emicida, onde interpreta um professor de artes marciais. A vida é bela…

 

* Da série “eles não sabem a hora de se aposentar”: o velhusco quinteto alemão Scorpions anunciou que a turnê deste ano é mesmo a ÚLTIMA de sua já jurássica carreira. O grupo passa pelo Brasil em setembro e – pasme! – vários setores para o show que o grupo fará em São Paulo já estão com ingressos esgotados. Há gosto pra tudo.

 

* Inclusive para ver várias das péssimas atrações nacionais do Lollapalooza BR. Mas isso é assunto pra você ler aí embaixo.

 

A HORA E A VEZ DO LOLLA BR, UM FESTIVAL COM ÓTIMAS BANDAS GRINGAS E PÉSSIMA ESCALAÇÃO NACIONAL
Começa amanhã na Chácara do Jockey, em São Paulo, a primeira edição brasileira do mega festival Lollapalooza. Criado há mais de duas décadas nos Estados Unidos pelo músico e agitador cultural Perry Farrell (o homem que ainda canta à frente do bacana Jane’s Addiction), o Lolla BR (como já ficou conhecido aqui) chega até a terra brazuca graças a acordo comercial fechado entre a produtora Geo Eventos (braço de negócios das Organizações Globo) e os organizadores do festival nos EUA. Tudo ótimo, tudo lindo (mais ou menos: os ingressos são caros pra cacete e não se esgotaram para o segundo dia, no domingo), escalação gringa com dois headliners fodaços (Foo Fighters no sábado; Arctic Monkeys no dia seguinte) e algumas atrações que são o hype do momento (e não necessariamente boas, musicalmente falando) no pop/rock da gringa – Foster The People, Cage The Elephant (que estas linhas zappers consideram uma bela merda) e Skrillex, só pra ficar nos mais, hã, aguardados.
Vai ter também nomes de escalão “intermediário” (como o bom Manchester Orchestra, que deverá fazer a alegria da galera indie) e povo das antigas mas de respeito na história do rock (como Joan Jett). Até aí, tudo bem. Mas quando se chega na escalação nacional que foi montada para o evento, é começam os engulhos na garganta. E após uma análise atenta do line up nativo da primeira edição do Lolla BR, chega-se a conclusão de que ele passou bem perto do fiasco completo.

 

Na boa, qual foi o critério para se chegar aos nomes nacionais que estão escalados para subir aos palcos do festival neste finde? Qualidade artística? Na maioria dos casos, impossível. Relevância atual ou histórica? Idem. “Brodagem” ou “acordos obscuros” de bastidores? O mais provável infelizmente. Só isso explica como entraram no “comboio” do Lollapalooza BR gente como Veiga & Salazar, Black Drawing Chalks, Pavilhão 9 (que já foi uma ótima banda de rap mas que hoje está completamente obscurecida), o tal Tipo Whisky (falsificado, só pode), o maletaço Wander Wildner (que repete seu ramerrão punk/brega há séculos e ninguém agüenta mais) e a vergonha alheia total Velhas Virgens, a pior (de)formação rock dos últimos séculos com seu rock sexista, machista e de letras absolutamente escrotas. Se salva ali (com muito esforço) o sempre bom baiano rocker Marcelo Nova, o ainda competente e engajado O Rappa, o rap porrada dos Racionais e o indie rock de guitarras do Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria (uma banda ótima e que realmente merece mais do que ficar apenas tocando nos bares do baixo Augusta).

 

Zap’n’roll acha que faltou mais critério (muito mais, diga-se) nessa seleção. E mais boa vontade também em pesquisar nomes. A atual cena rock/pop/hip hop nacional é gigantesca e tem grupos de sobra com qualidade para se apresentar em um festival desse porte. Por que rappers como Emicida ou Criolo não estão no line up? Que tal se a direção artística do evento prestasse atenção em bandas como Forgotten Boys, Los Porongas, Madame Saatan, Stereovitrola (lá do distante Amapá), Baudelaires (de Belém do Pará), Doutor Jupter (um quarteto country/folk sensacional do interior paulista), Transmissor (de Minas Gerais), Single Parents e tantas outras que estão aí, loucas para mostrar seu talento e ter uma chance em um grande festival como o Lolla?

 Forgotten Boys (acima) e Madame Saatan (abaixo): eles mereciam estar no Lollapalooza BR

 

Fica a sugestão para uma segunda edição em 2013, se ela acontecer. Desta vez a solução vai ser ir tomar um whisky (do bom), enquanto o Tipo Whisky tortura o público.

 

LOLLAPALOOZA BR – TODOS OS SHOWS E HORÁRIOS
7 de abril
Palco Cidade Jardim
Ritmo Machine: 12h – 13h
Marcelo Nova: 14h – 15h
O Rappa: 16h – 17h
TV On The Radio: 18h – 19h15
Foo Fighters: 20h30 – 23h

 

Palco Butantã
Wander Wildner: 13h – 14h
Cage The Elephant: 15h – 16h
Band Of Horses: 17h – 18h
Joan Jett & The Blackhearts: 19h15 – 20h30

 

Palco Alternativo
Balls: 13h – 13h50
Daniel Belleza e os Corações em Fúria: 15h – 15h50
Tipo Uísque: 17h – 17h50
Pavilhão 9: 19h15 – 20h15

 

Palco Perry
Márcio Techjun: 12h30 – 13h30
Veiga & Salazar: 13h45 – 14h45
Rhythm Monks: 15h – 16h
PerryEtty Vs. Chris Cox: 16h15 – 17h15
Peaches: 17h30 – 18h30
Bassnectar: 18h45 – 20h
The Crystal Method: 20h15 – 21h15
Calvin Harris: 21h30 – 22h45

 

8 de abril
Palco Cidade Jardim
Plebe Rude: 13h – 14h
Thievery Corporation: 15h – 16h
Manchester Orchestra: 17h – 18h
Foster The People: 19h – 20h15
Arctic Monkeys: 21h30 – 23h

 

Palco Butantã
Cascadura: 12h – 13h
Gogol Bordello: 14h – 15h
Friendly Fires: 16h – 17h
MGMT: 18h – 19h
Jane’s Addiction: 20h15 – 21h30
Palco Alternativo
Blubell: 12h30 – 13h20
Suvaca: 14h – 14h50
Black Drawing Chalks: 16h – 16h50
Garage Fuzz: 18h – 18h50
Velhas Virgens: 20h15 – 21h30

 

Palco Perry
Daniel Brandão: 12h30 – 13h30
Kings Of Swingers: 13h45 – 14h45
Killer On The Dancefloor: 15h – 16h
Pretty Lights: 16h15 – 17h30
Tinie Tempah: 17h45 – 18h45
Skrillex: 19h – 20h15
Racionais MC’s: 20h45 – 22h15

 

* Mais sobre o Lolla BR, vai lá: http://www.lollapaloozabr.com/ .

 

LET’S ROCK CONTA A HISTÓRIA DESSE TAL ROCK’N’ROLL
É o paraíso e o delírio total para todo fã de rock’n’roll que honra a sua paixão. Ficou em Sampalândia no feriadão de Páscoa? Não tem bufunfa pra enfrentar o mega festival Lollapalooza (que acontece neste finde na capital paulista) e está sem um programa realmente bacana? Então se manda pra Oca, lá no Parque do Ibirapuera. É lá que foi aberta ao público, na última quarta-feira, a exposição Let’s Rock. A mostra, que pretende ser a maior expo dedicada ao ritmo musical mais popular do século XX já montada na América Latina, fica em cartaz na Oca até o dia 27 de maio.

 

E é um evento de tirar o fôlego. Dividida em quatro pavimentos e ocupando todos os 10.500 m2 da Oca, a Let’s Rock enlouquece o visitante com zilhões de painéis gigantes onde estão outras zilhões de fotos ampliadas, coloridas e p&b, e que documentam toda a trajetória do rock’n’roll internacional e nacional, pela lente de fotógrafos que se tornaram tão célebres quanto os astros que eles clicaram para a posteridade. Um desses fotógrafos, claaaaaro, é o americano Bob Gruen, que já esteve anos atrás no Brasil participando do lançamento de um livro dedicado às imagens feitas por ele. Gruen, aos sessenta e sete anos de idade, talvez seja o maior fotógrafo de rock vivo. A convite da organização da exposição, ele está novamente em São Paulo. Participou da abertura da mostra na última terça-feira (com coquetel e apenas para convidados, sendo que a reportagem da Dynamite e blog zapper também estiveram presentes) e nesta sexta-feira faz uma DJ set especial no clube Astronete, que fica na rua Augusta 335, centrão rocker de Sampa.

 

E a Let’s Rock tem muito mais além dos painéis gigantes com fotos. Há “túneis do tempo” espalhados pelo pavilhão e onde você acompanhar, de maneira cronológica, a evolução dos principais acontecimentos que marcaram os quase sessenta anos de trajetória do rock’n’roll, desde o seu nascimento até os dias atuais. Não só: há exibição de filmes e vídeos (com o show que os Rolling Stones deram para mais de um milhão de pessoas na praia de Copacabana, no Rio De Janeiro), exposição de capas clássicas da revista Rolling Stone (a edição americana e também a brazuca) e um espaço onde os “candidatos” a rock star podem dedilhar guitarras de diversas marcas e modelos. Show de bola, literalmente.

 O gênio das lentes, Bob Gruen, e um de seus pics mais célebres, a que registra o lendário Sid Vicious se lambuzando com um hot-dog. O super fotógrafo rocker faz dj set hoje em Sampa, no bar Astronete

 

O coquetel de abertura, apenas para convidados e que aconteceu na terça-feira, reuniu músicos, produtores, jornalistas e figurinhas carimbadas da cena rocker nacional. Estavam por lá o pessoal do Capital Inicial, o músico e apresentador João Gordo (velho amigo destas linhas online), o DJ Kid Vinil, o agitador cultural Cláudio Medusa (proprietário do Astronete), o querido Pablo Miyazawa (editor-chefe da Rolling Stone Brasil) e centenas de fãs anônimos que foram até a Oca apenas para ver a história desse tal rock’n’roll, o gênero que mobiliza multidões pelo mundo há seis décadas.

 

Se você ainda não foi, anotaê: a Let’s Rock fica aberta ao público de terça-feira a domingo, das dez da manhã às dez da noite, com entrada a vinte pilas (estudantes e idosos pagam meia, claro). A entrada da Oca é pelo portão 3 do Parque do Ibirapuera, na zona sul paulistana.

 

Mais sobre a exposição, vai lá: WWW.letsrockexpo.com.br , WWW.facebook.com/letsrockexpo , www.twitter.com/letsrockexpo .

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: pra “aquecer” pro Lolla BR, nada melhor do que (re)ouvir os dois primeiro discos do Foo Fighters. Ou os dois últimos do Arctic Monkeys. Esses quatro cds representam o melhor do que os dois headliners do festival já gravaram em suas carreiras, pode ter certeza disso.

 

* Filme/doc: ainda “Raul Seixas – o início, o fim e o meio”, realmente a grande pedida cinematográfica da temporada.

 

* Baladas: feriadão de Páscoa, muita gente viajou mas como Sampalândia sedia a primeira edição do Lollapalooza BR, a capital paulista ferve. Então capriche no modelón rocker e vá pra rua, pra entrar no clima do festival. Hoje, sextona e feriado em si, tem super festança rocker no bar Astronete (lá na rua Augusta, 335, centrão de Sampa), com direito a dj set do fotógrafo Bob Gruen. Também hoje, mas no Dj Club (que fica na Alameda Franca, 493, Jardins, zona sul paulistana) tem a noite rock comandada pelo super DJ André Pomba. E ainda hoje (ufa!), no reaberto (e ótimo) Madame (ex-Satã, lá na rua Conselheiro Ramalho 873, no Bixiga) rola show da revelação goth nacional Plastic Noir.///Sabadão? Vem que tem mais uma edição da festa “Pop&ave” no Inferno Club (que também fica na Augusta, no 501). E show do quarteto Viralata Rex no Clube Noir (que também fica na Augusta, no 331). Tá bão, né? Se joga!

Plastique Noir, do Cerá (acima) e seu gothic rock; o paulistano Viralata Rex (abaixo) e seu rock’n'roll básico: duas boas atrações do circuito indie paulistano neste finde 

 

TICKETS FREE! VEM QUE TEM!!!
E como! Vai lá no hfinatti@gmail.com, que o saco de bondades do blog acaba de ser engordado. Agora, tentando a sorte, você corre o risco de ganhar:

 

* SEIS INGRESSOS para o show do Anthrax (com abertura dos Misfits), dia 24 de abril no HSBC Brasil, em São Paulo;

 

* Outros DOIS INGRESSOS para o show da lenda punk The Damned, dia 12 de abril (semana que vem!) na Clash Club, também em Sampa;

 

* Outros dois kits, cada um com um cd e um vip pra curtir o show de lançamento do primeiro disco dos Coyotes California, também dia 12 de abril no Savarejo Club;

 

* E um pôster e uma cópia do novo álbum solo do grande e ex-Sonic Youth Thurston Moore, numa parceria do blog com a produtora Inker e o selo carioca Lab344.

 

Dedo no mouse e boa sorte!

 

E FIM DE PAPO!
Sextona, feriado, Lollapalooza chegando. O blogão zapper se vai mas volta com mais na semana que vem. E na segunda-feira no portal Dynamite online, a cobertura completa de tudo o que rolou no Lolla BR, ok? Até logo menos, então!

 

**********
Vida breve, vida louca. Este post é dedicado ao querido Volges Severo. Eterno rocker, vocalista da banda Remoto Controle, gente finíssima e dileto amigo zapper há mais de uma década, Volges deixou este mundo na última terça-feira, aos trinta e quatro anos de idade. Está lá no céu com diamantes, ao lado da turma que gosta de fazer barulho (Jim Morrison, Hendrix, Kurt Cobain etc). Até breve, amigão!

 

(atualizado e finalizado por Finatti em 10/4/2012,  às 16hs.)

mar 30

A ascensão e queda vertiginosa de um ex-Legião Urbana. As voltas (desnecessárias) de Aerosmith e Smashing Pumpkins. A deputada mala que quer impedir a foda anal. Discos indies brazucas bacanas e mais isso e aquilo

O músico e ex-baixista da Legião Urbana, Renato Rocha (acima), morando nas ruas do Rio De Janeiro, e Steven Tyler (abaixo), o vocalista do Aerosmith: dois exemplos de ascensão e queda total na história do rock’n'roll

 

Ascensão e queda.
Ambas acontecem na trajetória de qualquer artista, em qualquer segmento da cultura pop (música, cinema, literatura, artes visuais, TV etc.), em algum momento dessa trajetória. As duas curvas também podem se dar de forma lenta e gradual, durante anos, ou ocorrer de forma explosiva, vertiginosa. No caso do ex-baixista da extinta Legião Urbana, Renato Rocha, sua queda artística e pessoal foi se desenvolvendo lentamente ao longo dos últimos anos, até ele se transformar em morador das ruas da cidade do Rio De Janeiro, onde foi descoberto pela equipe de reportagem do programa “Domingo Espetacular”, da Rede Record – e que exibiu uma matéria com o músico no domingo passado. Ao tomar conhecimento da reportagem Zap’n’roll ficou realmente impressionada, ainda mais porque conheceu Rocha pessoalmente e todos os ex-integrantes da Legião, banda que o autor deste blog acompanhou desde seu início até a extinção do grupo. Assim estas linhas bloggers rockers resolveram abordar o tema neste post, analisando a situação atual de Billy (um dos apelidos do baixista) e os motivos que o teriam levado a tal situação dramática. Não deve ser fácil, conquistada a mega fama, manter a mesma. Ainda mais em um terreno pantanoso, perverso, eivado de fogueira de vaidades, egos descontrolados, disputas sangrentas, inveja, egoísmo, vaidades e intrigas como é a música pop. É preciso ter muito equilíbrio psicológico para suportar tudo isso, toda a pressão que se instaura sobre sua cabeça quando você se torna um pop/rock star. Caso contrário o cérebro funde e aí… adeus. Vem a queda e ela termina por romper a linha de equilíbrio emocional que restava no indivíduo. O dinheiro acaba, a fama se  vai, os amigos de ocasião desaparecem e a vida se transforma em um grande vazio, um grande inferno, um interminável nada. É assim o ciclo da ascensão e queda, algo que o blog não deseja a ninguém. Mas deseja, sim, que todos – artistas ou pessoas simples e normais – saibam sempre aceitar o que a existência lhes reserva, seja fama e fortuna, seja uma vida modesta, humilde e incgónita. Afinal grana e celebridade não são tudo neste mundo, concorda? Então é isso. E vamos começando mais um post, falando não apenas de ascensão e queda mas de discos bacanas e de muitas outras paradas que tornam nossa vida cotidiana mais leve – ainda que sejamos, todos, pobres e meros mortais.

 

* Da série “voltas desnecessárias a essa altura do campeonato”. Aerosmith e Smashing Pumpkins anunciaram que soltam seus novos trabalhos de estúdio este ano. A turma do – agora – velhusco Steven Tyler lança seu novo disco em junho, o primeiro álbum de estúdio em oito anos (o último foi o “Honkin’ On Bobo”, editado em 2004). Já o SP de Billy Corgan solta “Oceania” também em junho, no dia 19. Vem cá: quem ainda se importa com Aerosmith e Smashing Pumpkins???

Billy Corgan, líder do Smashing Pumpkins, que lança novo disco em junho. Alguém ainda se importa com a banda? 

* Já a linda, totosa e extraordinária (musicalmente falando) Regina Spektor, ainda vale e muito a pena a atenção de nossos ouvidos (e olhos também, uia!). Eis aí uma ruiva peitudaça com a qual estas linhas online adorariam ter um “flerte”, hihi. Miss Spektor é pianista e compositora de mão cheia, canta bem pra phorran e vai lançar seu novo disco, “What We Saw from the Cheap Seats” no final de maio. O blog zapper, fã de carteirinha da garota, bota fé que vem um discão por aí. Pelo menos o primeiro single, “All the Rowboats”, é beeeeem legal e já está com um vídeo promocional bacaníssimo rolando no YouTube. Esse mesmo que você vê aí embaixo:

 

* Bacana também deverá ser o novo filme do gênio maluco Tim Burton. “Sombras da Noite” (“Dark Shadows”, no original) chega às telas brasileiras em 22 de junho, traz Johnny Depp (claaaaaro!) no papel principal e mostra Burton incursionando pelo cinema de horror, brrr… Não tem como dar errado.

 O novo filme de Tim Burton estréia em junho no Brasil

* A TV DE HOJE, MUITO MAIS POPULAR E SUPER MENOS ANÁRQUICA – sem dúvida alguma. E não é preciso ser nenhum gênio pra sacar isso. Reflexo dos tempos reacionários, moralistas e de conservadorismo comportamental que dominam ubiquamente o planeta nos dias atuais, a TV (seja a aberta ou paga) acompanha a tendência do público e faz o que pode para não perder audiência. Ou seja: fica cada vez mais careta e mais popular/populista. Isso é claramente perceptível quando se assiste a um capítulo de  “Avenida Brasil”, a nova novela do horário nobre Global. Zap’n’roll, que tem acompanhado os primeiros capítulos do novo folhetim da emissora (e não há problema algum nisso, ou você ainda é daqueles machistas tacanhas que acham um crime hediondo homem acompanhar novela?), sacou isso totalmente. A trama, escrita pelo bom novelista João Emanuel Carneiro (que também foi autor de “A Favorita”, a última novela que o autor destas linhas virtuais realmente teve o prazer de acompanhar até o fim) coloca em cena todos os elementos que identificam a ficção com o mundo real dos telespectadores. A começar pelo tema musical de abertura, explorando o gênero chamado “kuduro” (música popular angolana), ou um genérico seu, aliás, e que é pavoroso. Mas o povão gosta e é isso que importa. Assim como João Emanuel também foi esperto o suficiente pra colocar como noiva do tal jogador de futebol Tufão uma cabeleireira descendente de… paraibanos. É o óbvio ululante: com o advento da TV por assinatura, internet e outras traquitanas tecnológicas do novo milênio, a Globo que antes detinha o monopólio nacional de audiência na TV aberta viu esta mesma audiência despencar, notadamente em regiões como o Nordeste e o Norte do País, que têm sua cultura e seus costumes próprios e não quer mais rezar pela cartilha cultural imposta pela mídia eletrônica de massa produzida no antes todo-poderoso Sudeste (alguém reparou que a nova novela da seis da tarde, da mesma emissora, tem parte de sua trama ambientada na Ilha do Marajó, no Pará?). Por um lado isso é ótimo e total saudável pois ao entregar um folhetim eletrônico ultra popular ao seu público, a Globo está mirando nas novas classes sociais em ascensão no Brasil (as C, D e E) e tentando se identificar com elas, em busca da audiência perdida. Afinal de contas quem quer ver apenas luxo, fortuna, glamour e faz-de-conta na TV quando 80% da população do país não vive nesse mundo de glamour e ostentação? O lado ruim dessa história é que pessoas de cultura mediana são conservadoras e mal instruídas, culturalmente falando – há exceções nesse quadro, óbvio. E por isso mesmo não recebem bem rasgos de ousadia ou anarquismo na telinha. Vai daí que, inevitavelmente e como está escrito no título deste tópico, a televisão está hoje muuuuuito mais careta do que há alguns anos. Até uma emissora como a MTV, que era uma reserva de ousadia e anarquia televisiva, hoje está muito mais “comportada” e adequada aos novos tempos. Se você não acha isso, basta ver aí embaixo os três vídeos que documentam quando o blogger loker foi ao extinto programa “Gordo Pop Show”, que era apresentado pelo João Gordo por lá. Anarquia pura. E bons tempos, que não voltam mais…

 

 

 

* Agora, lamentável mesmo (e mais um sinal dos tempos caretaços em que estamos) é essa “senhoura”, a ilustre deputada Míriam Rios (ex-atriz, ex-mulher do Rei Roberto Carlos e atual mala evangélica de plantão) lançar uma campanha em nível nacional, no Congresso, contra a prática do… sexo anal. Jezuiz… essa cretina não tem nada melhor pra fazer com o mandato que a população lhe entregou, via voto? Pelamor! E o pior é saber que, antes de se tornar essa “paladina” contrária a “práticas sexuais sujas” (uia!), dona Miriam também foi “do babado”, como você pode ver aí embaixo, hihi.

A deputada Miriam Rios hoje faz campanha contra o sexo anal, rsrs. E na época da foto aí embaixo, será que ela não gostava de levar rôla grossa no seu rabão empinado e lubrificado??? 

 

* Lamentável, II: numa mesma semana dois torcedores morrem em Sampa, em confronto de torcidas organizadas. E o técnico da seleção, Mano Meneses, é parado em uma blitz de veículos no Rio e se recusa a fazer o teste do bafômetro, além de estar dirigindo sem carteira de habilitação. Lindo! O futebol continua produzindo ótimos exemplos de cidadania e para estes todos batem palmas!

 

* O Blur… vem aí? Semanas atrás, o blog dizia que sim. E agora crescem os rumores de que a lendária banda britpop estará meeeeesmo em um grande festival brazuca, no segundo semestre. Pois então: Zap’n’roll volta a apostar algumas fichas que este festival que irá trazê-los pra cá é o SWU. Depois o
blog conta porque acha isso.

 

* Mas agora vamos contar – e também analisar – infelizmente como está a situação do grande Renato Rocha, que um dia foi baixista da saudosa Legião Urbana.

 

RENATO ROCHA – A ASCENSÃO E A QUEDA DE UM ROCK STAR
Bandas, músicos e artistas em geral que vão dos píncaros da glória, fama e fortuna à ruína total em questão de anos não são novidade na cultura pop – no rock’n’roll em particular, então, há zilhões de exemplos que poderiam ser elencados aqui. Mas a reportagem mostrada no programa “Domingo Espetacular”, da rede Record, no último domingo, surpreendeu e espantou quem viu a matéria porque flagrou, morando nas ruas da cidade do Rio De Janeiro, o baixista Renato Rocha.

 

O jovem leitor zapper talvez não se dê conta de quem é o sujeito em questão. O blog então o apresenta a este jovem leitorado. Renato Rocha foi o baixista que gravou os três primeiros álbuns da inesquecível Legião Urbana. Comandada pelo vocalista, letrista e gênio imortal Renato Russo, a banda foi o maior nome do rock brasileiro dos anos 80’ (e também de parte dos 90’) e um dos principais grupos de toda a história do rock brasileiro. Com letras poéticas, de cunho político e social contundente, e uma musicalidade cuja força motriz vinha do punk e do pós-punk inglês oitentista, a Legião angariou milhões de fãs e vendeu milhões de discos. Chegou a um ponto de popularidade em que fazia shows apenas em estádios lotados, diante de cerca de 50 mil pessoas. Com a morte de Renato Russo em 1996, em decorrência da Aids, o conjunto também chegou ao fim já que, à parte a importância do guitarrista Dado Villa-Lobos e do baterista Marcelo Bonfá na trajetória do grupo, sua representação máxima estava mesmo na figura mega carismática de Russo.

 

Porém, Renato Rocha (ou Negrete, ou ainda Billy, como Renato Russo gostava de chamá-lo) saiu (ou foi “saído”) da banda bem antes de seu término. Ele participou das gravações de “Legião Urbana I e II” (lançados, respectivamente, em 1985 e 1986), e também de “Que País É Este!” (editado em 1987). Quando o então ainda quarteto começou as gravações de “As Quatro Estações” (que seria lançado no final de 1989 e se tornaria o maior sucesso comercial do conjunto, com mais de um milhão de cópias vendidas apenas naquele ano), desentendimentos internos culminaram com a saída de Billy do grupo. Na época, Dado e Bonfá alegaram que Rocha não tinha mais interesse em continuar, que havia se tornado doidão em excesso, que faltava a ensaios e gravações etc. Daí a decisão de tirá-lo da Legião, que nunca mais teve outro baixista fixo e/ou oficial – as gravações de “As Quatro Estações” foram finalizadas com Renato Russo e Dado Villa-Lobos se revezando no contra-baixo. E para os shows que se seguiram na turnê de lançamento do disco, foram recrutados músicos convidados para ocupar a vaga deixada por Negrete.

A Legião Urbana nos anos 80′, com sua formação clássica: Russo, Renato Rocha, Dado e Bonfá

 

Zap’n’roll acompanhou muuuuuito de perto praticamente toda a trajetória da Legião Urbana, desde seu início (o autor deste blog viu um show do grupo em 1982, no centro de Sampa, em um muquifo punkster chamado Napalm, e que marcou época na noite alternativa paulistana; não havia mais do que cinqüenta pessoas aquela noite no bar, para ver a apresentação de um grupo que só iria lançar seu primeiro álbum de estúdio dali a quase três anos) até o final (com a banda tocando em um estádio do Palmeiras lotado até o talo). Se tornou amigo próximo de Renato Russo a ponto de, em 1994, no último show que o blog assistiu do grupo, em um ginásio do Ibirapuera também lotado, o vocalista ter dedicado a música “Ainda É Cedo” ao autor destas linhas rockers online. E foi justamente após este show, já no lobby do chiquérrimo (ao menos naquela época) hotel Maksoud Plaza, e batendo papo com os seus também amigos Dado e Bonfá, que o jornalista zapper curioso perguntou ao baterista: “E o Renato Rocha? Quem fim levou?”. Bonfá respondeu: “Ele deve estar curtindo o que sempre quis: ficar no sossego, fumando os baseados dele”.

 

Yep. Zap’n’roll desenvolveu uma boa amizade com Russo (principalmente com ele; o blog fez ao menos quatro matérias com a banda: duas na revista IstoÉ, uma na revista Interview e uma histórica capa no então mega influente caderno Folhateen, do jornal Folha de São Paulo, em abril de 1990. Renato Russo se recusava sistematicamente a dar entrevista para a Folha, que havia detonado a banda três anos antes na resenha do álbum “Que País É Este!”, em crítica assinada pelo jornalista Marcio Cezar Carvalho, e que havia chamado o disco de “esquálido”. Daí para a frente Russo não abriu mais a boca para o diário paulistano e a capa do Folhateen só foi conseguida graças a insistência e a proximidade que o jornalista zapper tinha com o grupo) e também com Dado e Bonfá. Mas nunca trocou uma palavra sequer com Renato Rocha, sempre o mais quieto e introvertido dos quatro integrantes originais da Legião. O mais quieto porém não o menos talentoso: as linhas de baixo executadas por Billy na estréia em disco da banda (principalmente em faixas como “A Dança”, “Ainda É Cedo”, “O Reggae” e “Soldados”), mostram que ele era um dos melhores instrumentistas do grupo. Talento musical que foi ratificado nos dois trabalhos seguintes.

 

Daí o espanto e a surpresa de o blog (e de todos que assistiram a reportagem da TV Record) em saber a terrível situação na qual Negrete se encontra hoje em dia. É muito óbvio que ele ganhou uma bela grana durante o tempo em que participou da Legião Urbana. E quando saiu da banda continuou a receber pelas músicas que compôs, como informa a mesma reportagem do programa Domingo Espetacular – se bem que, segundo o programa e o famigerado Ecad, Rocha recebeu um total de R$ 109.000,00 reais durante dez anos, o que dá cerca de R$ 900,00 reais por mês, uma quantia ridícula para alguém que gravou os três primeiros discos de um grupo que vendeu milhões de cópias de seus trabalhos. Há algo errado nessas contas, né Ecad…

 

Rocha, por certo, também tinha um padrão de vida elevado e o que ganhava não acompanhou seus gastos. E há também a questão das drugs, que devem ter levado boa parte da grana do baixista. Agora, sem casa e morando nas ruas da capital fluminense não fica difícil imaginar que Billy esteja também, talvez – e infelizmente –, usando a droga mais perversa e hedionda que existe: o crack. O blog não pode afirmar com certeza absoluta que o músico está metendo a boca no cachimbo (ou em latas, que seja). Mas a probabilidade é bem forte.

 

E crack é, definitivamente, uma merda inominável. Quem acompanhou a ótima matéria do programa “A Liga”, anteontem na Band (Lobão, com todas as restrições de caráter que estas linhas bloggers rockers tem em relação a ele, está se saindo muito bem como repórter; e o rapper Thaíde continua dando show de bola também), pôde comprovar isso. E Zap’n’roll também já comprovou isso na própria pele pois não esconde de ninguém que quase desceu aos infernos, anos atrás, por causa do maldito crack – e conseguiu se livrar da maldição antes que ela fodesse a vida do autor deste blog. E também é sabido por todos que acompanham há anos este espaço online que este jornalista e blogueiro de cultura pop é o sujeito mais liberal do mundo quando o tema são as drogas. Porém, a única substância ilícita que ele verdadeiramente odeia é justamente o crack. Uma droga que se tornou uma autêntica epidemia em todo o país – de Norte a Sul e mesmo em municípios minúsculos as  “pedrinhas” já estão lá, enlouquecendo uma legião gigantesca de usuários. Uma epidemia que tem que ser combatida pelo Poder Público de forma correta, sem arroubos de moralismo babaca, de conservadorismo reacionário e de populismo demagógico. Crack é, antes de tudo, uma questão de saúde pública e usuários precisam ser enxergados e tratados como pessoas doentes que precisam de assistência (se assim o desejarem), não como bandidos perigosos.

 

Enquanto o problema não for tratado e enfrentado da forma correta, ele só irá piorar. O grande Renato Rocha, que um dia tocou baixo na maior banda de rock do Brasil das últimas três décadas, talvez seja apenas a mais recente e notória vítima dessa “epidemia”. Zap’n’roll torce para que não. E torce também para que ele dê a volta por cima, volte para a música e novamente encante os fãs do grande rock’n’roll, como ele fazia quando tocou na Legião Urbana.

 

* A reportagem do Domingo Espetacular sobre a situação de Renato Rocha pode ser vista aqui: http://noticias.r7.com/videos/ex-musico-do-legiao-urbana-vive-situacao-dificil-no-rio-de-janeiro/idmedia/4f6fd1ba92bb439da04ada50.html?s_cid=ex-musico-do-legiao-urbana-vive-situacao-dificil-no-rio-de-janeiro-videos-r7_noticias_videos_facebook&utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=botao_facebook&utm_term=ex-musico-do-legiao-urbana-vive-situacao-dificil-no-rio-de-janeiro-videos-r7 .

 

* A entrevista que Zap’n’roll fez com a Legião Urbana, em junho de 1994 e que foi capa do extinto caderno Folhateen, do jornal Folha De São Paulo, pode ser lida aqui: http://www.starbacks.ca/SunsetStrip/Stage/1707/legent01.html .

 

* Já há um grupo de músicos em São Paulo se movimentando para tentar ajudar Renato Rocha (algo que, na verdade, deveria ter partido da dupla Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. Ambos porém, ex-companheiros de banda de Rocha, preferiram ignorar o drama do baixista e sequer deram alguma declaração relativa ao assunto, na reportagem da TV Record). Entre eles o brother zapper Márcio Felix, guitarrista e vocalista da banda Dr. Spike e notório fã da Legião Urbana. Márcio pretende montar um evento musical em breve em alguma casa noturna paulistana, contando inclusive com a participação do ex-baixista da Legião. Quem quiser se informar melhor a respeito ou ajudar de alguma forma, pode entrar em contato com o Márcio através do seu Facebook: http://www.facebook.com/#!/profile.php?id=1031686259 .

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco I: Custou mas saiu enfim a versão em plataforma física (leia-se: o velho e ainda heróico e resistente cd) da estréia em disco dos paulistanos do Coyotes California, uma das apostas zappers pra 2012. “Hello Fellas” já foi comentado aqui no final do ano passado (em texto assinado pela sempre amada mini-black Helena Lucas) e agora está aí, em cd caprichado lançado pela Pisces Records. O som dos moleques é funk com metal dos bons (o guitarrista William Antonetti é um demônio nas seis cordas), ótimo swing e boas letras (cantadas pelo Falcão Moreno) em português. Interessou? O CC lança o álbum com show no próximo dia 12 de abril, ao lado dos Trovadores de Bordel, lá no clube Sarajevo (que fica na rua Augusta, 1397, Consolação, centro de Sampa). E se você tá a fim de ir conferir o som dos rapazes na faixa dá uma olhada aí embaixo, no final do post. Mais sobre os Coyotes, vai lá: WWW.coyotescalifornia.com

 

A capa do primeiro disco dos Coyotes California: funk metal de responsa

 

* Disco II: “Ordem & Progresso via pão & circo” também é bacaninha. É o novo disco do Giovanni Caruso (e seu grupo, o Escambau), ex-baixista e vocalista dos curitibanos do Faichecleres. Giovanni não abandona suas raízes musicais: faz rock garageiro e sessentista, com letras que oscilam entre o romântico debochado e a crítica social. Pra saber mais sobre eles, vai lá: contato.escambau@gmail.com .

 

* Expo rocker fodona: é a “Let’s Rock”, que abre para o público na próxima quarta-feira, dia 4 de abril, lá na Oca do Parque Ibirapuera (na zona sul de Sampa), e que pretende ser a maior exposição sobre o rock’n’roll já realizada em um país da América Latina. Dividida em quatro ambientes, a “Let’s Rock” vai ocupar todo o espaço físico da Oca para mostrar objetos, instrumentos musicais, fotos e filmes que contam a trajetória de nomes como Beatles, Stones, Led Zeppelin, Queen, Clash, Ramones, The Who, U2, Jimi Hendrix e zilhões de outras lendas que fizeram a história do ritmo musical mais popular do século XX. O evento vai ficar na Oca até 27 de maio, e pode ser visitado de terça-feira a domingo, das dez da manhã às dez da noite, com a entrada custando 20 pilas (dez para estudantes e “tiozinhos” e “tiozões”). Essa é realmente imperdível e você pode saber mais sobre ela aqui: http://www.letsrockexpo.com.br/site/ .

 

* Baladas: o finde vai ferver, né? Hoje, sextona em si, tem a festa de primeiro aniversário do querido Beco203 (lá no 609 da rua Augusta, centrão rocker de Sampalândia), com noitada que promete ser hot até o amanhecer. Também hoje, mas lá na Livraria da Esquina (na rua do Bosque, 1253, Barra Funda, zona oeste de Sampa), tem mais uma festona rocker da Pisces Records, com show dos retornados Borderlinerz. E ainda hoje – ufa! – mas no novo Astronete (lá no 335 da Augusta), tem noitada rock’n’roll da melhor estirpe com DJs set da sempre incrível Vanessa Porto e do querido Serginho Barbo.///Ainda tem fôlego pra enfrentar o sabadão? Então cai lá pro extremo sul de Sampa que vai rolar o Rock na Represa, no Espaço Forasteiros (que fica na rua Valentim Ramos Delano, 52, em Santo Amaro, próximo à represa de Guarapiranga), com shows do Dr. Spike e do Zero315. Mas se você achar muuuuuito longe o rolê, sem problema: na boa e velha Outs (no 486 da Augusta) tem super DJ set da sempre incrível Bruna Vicious, acompanhada da Tati e do Valentim. Tá bão, né? Então se joga!

 

E SHOWS E BALADAS NA FAIXA! VEM QUE TEM!
Não acredita? Então vai lá no hfinatti@gmail.com, que a sorte te espera com:

 

* SEIS INGRESSOS para o showzaço do Anthrax (com abertura dos Misfits) dia 24 de abril, no HSBC Brasil, em Sampa;

 

* E mais dois kits, cada um com um cd “Hello Fellas”, dos Coyotes California, além de uma entrada vip pro  show da banda no próximo dia 12 de abril, lá no Sarajevo Club, na rua Augusta.

 

Vai ficar marcando aê? Não? Então dedo no mouse e boa sorte!

 

E CHEGA!!!
Postão grandão como o povo gosta, né? Por hoje é isso, porque o zapper vai daqui a pouco lá pro baixo Augusta, se jogar no coquetel de primeiro aniversário do Beco/SP. Semana que vem tem mais por aqui. Até lá!

 

(enviado por Finatti às 20hs.)

mar 24

Doutor Jupter, os novos (nem tão novos assim…) caipiras do rock (e não do sertanejo), mostram que existe ótimo country/folk por aqui mesmo. E que nem tudo está perdido no rock independente brazuca. E mais algumas coisinhas…

 Doutor Jupter (acima) e Jack White (abaixo, na matéria de capa da NME desta semana): dois exemplos de decência e qualidade musical, e que estão em extinção no rock’n'roll

 

Sabadão, né.
Desde a última quinta-feira, a previsão do tempo na TV vem martelando que vai haver muita chuva em Sampalândia no finde. Enfim, houve chuva sim na quinta à noite (quando o autor destas linhas rockers bloggers foi até o StudioSP, no baixo Augusta, para ver os shows do O Sonso e dos Los Porongas, comemorando o aniversário da produtora Identidade Musical; e chegou bastante molhado ao Studio, por conta da água que caía na Augusta) e, depois, não mais. Já é meio da tarde de sábado e o zapper eternamente fã de frio (daqueles de quebrar os ossos) e de dias chuvosos e nublados, de tempos em tempos olha o céu na esperança de que tudo escureça repentinamente e as gotas comecem a cair, lavando o tempo, as ruas e purificando a alma também. E ontem, mesmo sem chuva, a sexta-feira foi um tanto cinza na vida de Zap’n’roll. Sem Helena Lucas por perto (que está em viagem ao interior de São Paulo) e curtindo ainda a ressaca (física e, vamos admitir, um pouco moral também) ultra violenta da esbórnia da madrugada anterior (esbórnia que só foi terminar na manhã de sexta), o já quase cinqüentão jornalista gonzo (ou “maloker”, como prefere o super monge japa zen, Pablo Miyazawa) se pegou mais uma vez pensando que o fastio existencial domina hoje boa parte dos dias do autor destas linhas online. Esse fastio tem seus motivos: cansaço de viver em uma cidade em que ele nasceu, cresceu, ama mas já não suporta mais por alguns (ou vários) motivos – vida frenética sempre, violência urbana desenfreada etc. Também um cansaço de viver eternamente em loucuras variadas – você pode detestar Paulo Coelho (e este blog sempre achou a literatura escrita pelo “mago” de péssima qualidade), mas estas linhas rockers bloggers concordam com ele (e sem moralismos aqui), quando Coelho diz que é preciso saber “a hora de entrar e de sair das drogas” (essa declaração foi dada por ele no programa “Fantástico” da semana passada, quando ele dava entrevista sobre o doc “Raul Seixas – o início, o fim e o meio”, que estreou ontem e que o blog ainda vai conferir). Talvez já tenha passado da hora de o sujeito aqui ficar mais sussa na vida e deixar suas loucuras para uma auto-biografia que deve começar a ser escrita este ano (e dona Helena, do alto dos seus ainda parcos vinte e um anos de idade, sempre cobra isso do zapper: que agora é hora de ele se tornar um “tiozão” tranqüilo, mas jamais careta em pensamento, e remexer seu baú de memórias para colocar toda a loucura que permeou sua existência no papel). E, por fim, um sentimento de ainda querer fazer muito e se dar conta de que talvez não haja assim tanto tempo terreno para fazer esse muito. É com esses pensamentos todos que começamos este post, já no sábado (ontem seria impossível: o jornalista beberrão e adicto estava fora de combate). Um post que vai falar de uma banda brazuca mega bacana, a Doutor Jupter (grafado assim mesmo, sem o “i”) – cuja sonoridade só reforça a vontade do autor deste blog em se mudar pro mato, pro meio do interiorzão Mineiro – , além de algumas outras paradas aí. Bora nessa, então.

 

* Chico Anísio se foi ontem. Ok, consternação geral, ele foi gênio do humor brasileiro e bla bla blá. Mas, vem cá: é só mesmo o blog zapper que nunca viu muita graça nos personagens criados por ele? Mais alguém também pensa igual?

 

* E miss Whitney Houston teve uma morte de diva gloriosa, né? Champagne, cocaine e infarto/afogamento em um banheirón de suíte de hotel cinco estrelas. Perfect! Claro, ela só gravou merda em sua carreira (ops) mas na hora de partir pra debaixo da terra, o fez com mega estilo. Pelo menos isso.

 Ela só gravou merda em sua carreira. Mas teve uma morte gloriosa de diva, com cocaine e champagne

* Ficar sábado à tarde blogando sempre rende algumas surpresas. Por exemplo, o blogger rocker estava há pouco escrevendo, com um olho no teclado do note e outro na programação da MTV (que nunca esteve tão ruim, mas isso é assunto para um futuro tópico de um futuro post), vendo os clips do Top 5 Nacional (do mtvUm). Até que surgiu “Mi Vida Eres Tu”, a faixa que abre “Boa parte de mim vai embora”, o álbum lançado pelo Vanguart no ano passado. Zap’n’roll jamais ouviu o disco inteiro (porque nunca o recebeu da gravadora e de ninguém ligado à banda) e nunca fez muita questão de ouvir, na verdade. Durante anos foi grande amigo de todos os integrantes do grupo até que rusgas e indícios de falsidade culminaram no fim da amizade entre o blog e o vocalista Hélio Flanders. De lá pra cá este espaço online perdeu o interesse pelos rumos do conjunto, embora continue considerando-o ok. Mas essa “Vida Eres Tu” é bem, hã, chocha – assim como o próprio vídeo em si. Saudades dos tempos de “Before Vallegrand” e “Hey Yo Silver”. Pra quem interessar: o Vanguart toca hoje, sábado na madruga, no redivivo Apê80 (lá no começo da Peixoto Gomide, no baixo Augusta), um dos espaços de shows mais bacanas do circuito alternativo de Sampa. De quebra, o figura Marciolínio Nery estará servindo as brejas no bar, uia!

 

* Já o quarteto Salad Maker, um dos bons nomes do cast da Pisces Records, está com um vídeo bacanudo rodando no YouTube. É o da música “Between Dreams”, e cujas imagens (captadas pela câmera sempre de cima para baixo) ficaram bem legais. Dá uma conferida aí embaixo:

 

* Todo mundo feliz né? Thurston Moore chegando em show solo, Nada Surf também (este, com promo de tickets aqui no blogão zapper), Noel Gallagher e até o Horrors (no tradicionalíssimo festival da Cultura Inglesa, em junho). Fora miss Vaconna, ops, Madonna, que chega mais uma vez ao país tropical em dezembro, já com show fechado em Porto Alegre no dia 9 daquele mês.

 

* O Nada Surf também vai tocar lá no Norte brazuca, em Belém, em show que terá a abertura luxuosa do grande Baudelaires. Talvez a melhor indie guitar band do país em atividade hoje e um dos grupos mais queridos por estas linhas online, os Baudelaires estão prestes a lançar seu novo álbum de estúdio.

Os Baudelaires: abrindo para o Nada Surf em Belém, em abril

* O blog zapper bombou em comentários nos dois últimos posts, algo difícil nestes tempos de internet e onde boa parte do preguiçoso leitorado da blogosfera prefere “curtir” os textos no faceboquete, ao invés de dedicar algumas linhas no painel do leitor de cada blog. De qualquer forma a audiência aqui deste espaço vai bem, obrigado. Ainda que parte dos comentários venham inevitavelmente assinados por fakes (alguns divertidos, como Hunter Thompson e André Barcinski, uia!)

 

* Como Zap’n’roll também é Educação, o blog fica triste em ver a que ponto chegou uma das mais tradicionais instituições de ensino superior da capital paulista. A Universidade São Marcos foi descredenciada pelo Mec ontem e deverá fechar suas portas. Foi lá que o autor destas linhas online se formou no curso de História, há mais de duas décadas.

 

* Jack White, além de ser um gênio da guitarra, é um cara decentíssimo. Prestes a lançar seu primeiro disco solo, ele está na capa da NME desta semana, onde afirma que “só voltaria com o White Stripes se estivesse falido”. E que ficaria muito triste se tivesse que fazer este comeback. É, gênio do rock atual e decente como pessoa. Duas características em extinção na música atual.

 A capa da NME desta semana

* Assim como decentíssima também é a estréia do grupo paulista Doutor Jupter. Vê aí embaixo.

 

DOUTOR JUPTER – ROCK CAIPIRA COM ORGULHO E MUITO BOM!
A banda não é nova tampouco seus integrantes, todos na casa dos trinta e poucos anos de idade e já batalhando na música desde a adolescência. Mas o Doutor Jupter (grafado assim mesmo, sem o “i”), que foi batizado assim oficialmente em 2006 (quando o grupo saiu da interiorana Ribeirão Preto e se mudou para Mairiporã, na Grande São Paulo) só conseguiu lançar seu álbum de estréia no ano passado, através do selo Pisces Records. “Você precisa ouvir Finas, tenho certeza que vai gostar” vivia pilhando Ulysses, dono da Pisces, tentando fazer o autor deste blog escutar o cd que, na verdade, já estava nas mãos zappers desde o final do ano passado. Porém sempre que resolvia ir ouvir o disco algo acontecia e a audição ficava postergada.

 

Foi amor à primeira audição – ela aconteceu há duas semanas. De lá pra cá o disquinho não sai do gabinete do notebook. A praia do Doutor Jupter é rock rural (ou caipira, se você preferir), resvalando no country e no folk. As canções são ultra melódicas, fazem um mix perfeito entre banjos, gaitas e guitarras e denotam um bucolismo imagético e sonoro que encanta o ouvinte já na primeira “orelhada”. Se você gosta de Mumford & Sons ou Blitzen Trapper, vai amar o DJ.

Capa do disco de estréia do Doutor Jupter: rock rural bom pra caralho!

Mas o som nem sempre foi assim. “Nos conhecemos bem jovens, ainda na adolescência começamos naquela onda tradicional de fazer sons que gostávamos: Legião Urbana, Paralamas, Raul, etc”, explica o vocalista, compositor e letrista Ricardo Massonetto, trinta e cinco anos de idade (e que toca violão, banjo e gaita no quarteto, que é completado pelo guitarrista Márcio Gonzales, pelo baixista Dudu Massonetto e pelo baterista Mateus Briccio), em bate-papo com o blog, via chat (o) do faceboquete. Ainda segundo Ricardo o grupo passou depois por uma fase bem “experimental” (“quase um pop progressivo”, diz o vocalista), gravou alguns discos que não repercutiram muito (além de um dvd que jamais chegou a ser lançado), até que decidiram mudar toda a concepção sonora da banda e se mudar para perto da capital paulista. “Antes talvez, forçávamos uma barra pra deixar a coisa com cara de moderna, mas as composições sempre tiveram esse tom bucólico, simples, uma linguagem interiorana e tal”, explica Ricardo. “Então começamos a tentar extrair o que de mais verdadeiro poderia haver em nossa personalidade musical. Saímos da formação básica guitarra, violão, baixo e batera e começamos a encaixar algo que trouxesse pra música uma personalidade próxima do que ela ja tinha, assim tipo aquela vibração natural. Quando testamos o banjo e a gaita, tivemos que aprender a tocar mas a coisa encaixou redondo. Acho até que pelo fato de termos vindo morar na Serra, ficamos um pouco isentos da influência do concreto da cidade”.

 

Com certeza. E a mudança de direção sonora só fez bem ao quarteto, que exibe uma maturidade musical raríssima de se encontrar nos dias que correm, entre as trocentas milhões de bandas que emporcalham a indie scene nacional. A já longa experiência instrumental dos rapazes foi fator decisivo, talvez, para que o grupo compusesse canções redondas e belíssimas como “Liquidificador”, “Me cuida”, “Irene e as estrelas” (esta, a preferida do blog), “Bang Bang” ou “O otimista”. Além disso o vocal de Ricardo oscila entre o grave e o suave, dando bom corpo à interpretação de letras que não são nenhum primor poético mas que estão longe do pieguismo e da burrice textual reinantes no atual rock independente nacional. São imagens bonitas e singelas sobre relacionamentos, e que resultam em versos como “Ainda devo ser/Aquele cara esquisito/Que você gostou/Falando coisas tão estranhas/Sobre um tal de amor”.

 

É sem nenhum favor um dos melhores grupos do novo rock BR, com músicas que fazem você querer se mudar imediatamente pro meio do mato. Merecia e merece estar em festivais como o Lollapalooza ou o SWU 2012 (alô, Théo Van Der Loo: fikadika!). E se você ainda não ouviu o som do Doutor Jupter, vá atrás como estas linhas rockers bloggers foram, ainda que com um certo atraso. Afinal, como não cansamos de repetir: nunca é tarde para se descobrir uma ótima banda e ouvir um ótimo disco.

 

* Doutor Jupter na rede? Vai lá: www.doutorjupter.com.br , www.twitter.com/doutorjupter, www.facebook.com/doutorjupter .

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: a estréia, homônima, do grupo paulista Doutor Jupter. É com justiça, o discão da temporada.

* Cinema: “Raul Seixas – o início, o fim e o meio”, claaaaaro. O doc estreou ontem nos cinemas brasileiros e com certeza vai ser o hit da temporada nas telonas.

* Baladas rápidas pro finde: que hoje já é sabadão à noite. Tem dj set do super André Pomba lá no novo – e ótimo – Astronete (que fica na rua Augusta, 335, centrão rocker de Sampa). E também hoje mas lá no Apê80 (no começo da Peixoto Gomide, também na região do baixo Augusta), tem show acústico dos cuiabanos do Vanguart. É isso? É isso. E agora que a chuva começou com tudo, se joga mas de guarda-chuva, uia!

 

ANTHRAX E NADA SURF NA FAIXA? VEM QUE TEM!
Sempre tem, né? Então a dica é a de sempre: vai no hfinatti@gmail.com, que estão dando sopa por lá

* SEIS INGRESSOS para o show do Anthrax, dia 24 de abril no HSBC Brasil, em Sampa;

 

* E também DOIS INGRESSOS para a gig do trio americano Nada Surf, dia 25 de abril também em Sampa, lá no Cine Jóia.

Certo, povo? Dedo no mouse e boa sorte!

 

A CHUVA CAI LÁ FORA
E o blog precisa ir pra rua, mesmo embaixo d’água. Então paramos por aqui. Na semana que vem o blogão volta, sempre com muuuuuito mais, ok? Até lá!

 

(enviado por Finatti às 23hs.)

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