Por que o blog não foi ao Tributo à Legião Urbana – de resto, a maior banda de rock brasileira dos anos 80’ – e preferiu assistir o show na tv, no conforto do seu lar. Mais: o que Zap’n’roll viu, ouviu e conviveu com o grupo (cuja música continua mais atual do que nunca), há vinte anos. Plus, finalmente: as ativistas do Femen, o novo disco do Leela e… tickets free pro show do Radio Dept! (post ampliado, atualizado e finalizado em 6/6/2012)

 A banda “tributo” ao Legião Urbana (acima, foto Folha online), com Wagner Moura nos vocais; e a Legião original (abaixo), nos anos 80′. Não adianta: Renato Russo é insubstituível, e as desafinações do Mourão no show em Sampa mostraram isso claramente

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UP TO DATE FINALMENTE, COM ALGUNS EXTRINHAS PRO FERIADÓN

* Foi maus, povo. Este post, que era pra ter sido finalizado no último sábado, só está sendo concluído hoje, quarta-feira, 6 de junho e véspera de feriadão né? O zapper teve problemas pessoais, um enooooorme bloqueio criativo insistia em foder a capacidade de raciocínio do autor destas linhas bloggers poppers e a conclusão do post foi sendo postergada. Mas enfim cá estamos, com algumas notinhas extras aqui em cima e a conclusão do tópico sobre a Legião Urbana lá embaixo, além do roteirão de baladas rockers alternativas pra este finde prolongado, néan?

 

* E o assunto da semana foi mesmo o Femen. Yep, aquele grupo de ativistas que tiram os peitões pra fora pra protestar contra tudo que elas acreditam estar errado. Zap’n’roll já se tornou mega fã do grupo (hihi), que começou na Ucrânia em 2010 e já tem uma digníssima representante brasileira, a loiraça são carlense Sara, de apenas dezenove aninhos de idade. Ela já andou protestando contra o turismo sexual pelas ruas de Sampa, como você pode ver neste vídeo aqui: http://www1.folha.uol.com.br/tv/ . Na boa, o blog apóia total este tipo de ativismo e acha que a mulherada tem mais é que tirar as tetas pra fora mesmo, ainda mais se forem tetões do Norte ou belas tetinhas pretas do Sudeste mesmo. Mulheres de atitude (como são quase todas as ex-girlfriends do zapper rocker), se unam e botem a boca (ou os mamilos) no trombone, sempre!

 

* Para saber mais sobre o Femen: http://femen.org/ ou http://en.wikipedia.org/wiki/Femen .

Sara (acima), a primeira ativista brasileira do Femen. Assim como ela, donas de tetões como o da foto abaixo, deveriam também ir pras ruas de peito nu e protestar, uia! 

Acima, mais uma ativista do mais que bem-vindo grupo Femen

* E foi lançado ontem (lá fora, óbvio) o novo álbum da veneranda e lenda Patti Smith. “Banga” é o primeiro disco de estúdio da poetisa punk desde 2007, e já vem recebendo elogios na rock press gringa. O blogão zapper já está dando algumas “orelhadas” no dito cujo e promete falar dele novamente nos próximos posts, ok?

 

* E não é que roubaram alguns colares de diamantes da pobre baleia branca Axl Rose, ontem em Paris? Tadinha dela…

 

* A nota relevante do indie nacional é o lançamento do novo álbum do sempre bacana Leela. “Música todo dia”, terceiro disco de estúdio da turma comandada pelo casal vinte do indie rock brazuca (o guitarrista Rodrigo Brandão e a lindaaaaa loiraça Bianca Jhordão, que acabou de se tornar mamãe), deve chegar às lojas até o início de julho, através da Pisces Records – que continua sendo um dos selos mais dinâmicos da cena independente nacional, em um momento em que poucas gravadoras ainda se dispõem a lançar álbuns no velho formato do cd. Estas linhas online sempre gostaram muito do Leela e botam fé que vem um discão por aí. A conferir.

 

* E na capa da NME desta semana… claaaaaro, o gênio imortal David Bowie. Estão fazendo quarenta anos que foi lançado “Ziggy Stardust”, a obra-prima do Camaleão. Bowie está com sessenta e cinco anos de idade e recluso. Mas sua obra será eterna – que o diga o autor destas linhas virtuais, que assistiu duas gigs do cantor, em 1990 e 1997. Ambas foram inesquecíveis.

 

 

* Já o “ser humano vivo mais maravilhoso que existe” – Morrissey, quem mais? – anunciou que pretende abandonar a carreira musical em 2014. Será? Se for verdade, tia Mozz estará tomando uma decisão das mais sábias: é nelhor deixar a cena no auge do que na decadência. Pena que apenas uma ínfima parcela de rockstars pensa desta forma, e continuam na ativa durante anos passando vergonha alheia total.

 

* É isso? É isso. Lá embaixo, no final do post, as indicações do roteiro cultural zapper, além do roteiro de baladas pro finde prolongado e chuvoso que vem aí, uia.

 

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Que País é esse, afinal???
Esta pergunta/afirmação, que dá título ao terceiro disco lançado pelo lendário e inesquecível Legião Urbana, em 1987, ecoou na cabeça de Zap’n’roll durante toda esta semana. E continua ecoando, por zilhões de motivos. Foi nesta semana que a MTV, enfim, promoveu seu tributo àquela que ainda é, até hoje, a maior banda do rock brasileiro dos anos 80’ – e um dos melhores grupos de toda a história do rock nacional. Com o intuito de comemorar os trinta anos de nascimento da Legião, todos sabem, o canal musical juntou o guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá (dupla que ajudou a fundar o conjunto, com o vocalista, compositor e letrista gênio Renato Russo) ao ator Wagner Moura (fazendo os vocais das músicas), e durante duas noites (nas últimas terça e quarta-feira) no Espaço das Américas, em Sampa, promoveu um autêntico “baile da saudade” para novos e velhos fãs da Legião, e que lotaram o local nas duas noites. A homenagem/tributo foi válida? Sim e não, também por diversos aspectos e os quais o blog vai comentar no decorrer deste post que começa agora e que será dedicado principalmente a esmiuçar este tributo (no qual o zapper eternamente fã do grupo preferiu não comparecer, acompanhando os dois shows pela tv), feito de resto a uma banda e a um compositor (Russo) que talvez continue com um repertório mais atual do que nunca – quem duvidar que leia as letras de “Será?”, “Fábrica” ou a da própria “Que País é esse!” (sim, com exclamação, assim ela está grafada no álbum de 1987), pergunta-chave que continua dizendo tudo sobre o Brasil de hoje. Um país atolado em corrupção na esfera pública e política (e nesse aspecto a semana foi farta no noticiário, com a CPI do Caichoeira convocando a depor os governadores Marconi Perillo e Agnelo Queiróz, mas poupando Sérgio Cabral, além de se descobrir que o eminente e respeitado jurista Márcio Thomaz Bastos, ex-Ministro da Justiça, está defendendo o mesmo Caichoeira pela “bagatela” de R$ 15 milhões de reais de honorários), atolado em violência urbana e policial praticamente fora de controle, um país incapaz de melhorar a vida de milhões de brasileiros nos quesitos de saúde, educação e transporte público, e um país onde um ex-presidente (Lula) comete a atitude mais aética do Universo ao tentar pressionar um Poder (o Judiciário) na questão do julgamento gigante de um dos casos mais escandalosos de corrupção da história da nação – o mensalão do PT. Se estive vivo hoje, Renato Russo por certo cotinuaria mais indignado do que nunca (uma indignação que, de resto, não se observa mais na maioria das pessoas, que parecem anestesiadas por tantas e diária mazelas sociais e políticas, uma “anestesia” só comparável aos tempos em que ela era imposta à força  ao populacho pela Ditadura Militar que governou o Brasil durante quase trinta anos) e estaria ainda se perguntando e cantando a plenos pulmões: “afinal, que país é esse em que nós vivemos???”.

 

* O Tributo à Legião, inclusive, está sendo reprisado à exaustão pela MTV. Basta ligar no canal que você consegue assistir. E é  muito óbvio que a parada vai ser lançada em cd e DVD.

 

* E blogs daqui e de fora comemoram a volta do Bloc Party. Você ainda se lembra da banda? Ela surgiu em 2003 em Londres e, em 2005, mega entusiasmou a rock press britânica com o seu ótimo disco de estréia, “Silent Alarm”. Entre outros detalhes bacanudos o BP chamou a atenção por fazer um vigoroso resgate do pós-punk inglês oitentista e também por ter um vocalista negro e gay assumido. Mas tretas internas e dois discos seguintes fracotes puseram a banda a pique – fora o vexame que protagonizaram aqui mesmo, no velho Brasilzão, ao se apresentar numa das premiações do VMB da MTV fazendo… playback! Enfim, nada dura muito nestes tempos de web e quando ninguém mais se lembrava do grupo, eis que ele anuncia seu comeback. Via Twitter oficial, o grupo informa que o novo trabalho sai até julho. Vamos aguardar e ver o que vem por aí.

 O Bloc Party anunciou que está voltando: alguém se importa?

 

* Já o furão The Gossip, da gordita lesbos Beth Ditto e que lançou mês passado seu novo disco (“A Joyful Noise”, o quinto álbum de estúdio da turma), jura que desta vez vem ao Brasil. Você se lembra bem: o grupo cancelou duas vindas ao país, em 2008 e 2010, quando ingressos inclusive já estavam sendo vendidos e tal. Tentanto se redimir, miss Ditto disse em entrevista à revista “Serafina” (FolhaSP) que desta vez eles vêm mesmo pra cá. Estas linhas rockers bloggers não botam mais fé na gorducha furona e só vai mudar de idéia quando ver o conjunto por aqui, em cima de um palco.

 Essa gordoidona lesbos jura que dessa vez ao Brasil, com o Gossip. Você acredita?

 

* Fora o Gossip, o “vampiro” Peter Murphy também volta pra cá, em julho. E o inglês Keane (alguém ainda se lembra deles?) reaparece em agosto, com duas gigs em Sampa, uma delas lá no estacionamento do Anhembi. Oxe, será que eles têm tanto público por aqui, pra tocar naquele estacionamento?

 

* E miss Vaconna, ops, Madonna, começou sua nova turnê mundial anteontem em Israel. A produtora T4F, que traz a diva velhona pra cá em dezembro, acaba de anunciar que ela faz show extra em Sampa, no dia 5 daquele mês.

 

* Nada muito digno de nota enfim, em relação a gigs gringas por aqui no segundo semestre, néam? Seria bom que o pessoal do SWU começasse a se mexer (já estamos em junho) e tenatsse fechar alguns nomes bombásticos pro line do festival deste ano. Que tal uma noite apenas anos 90’, com Garbage e The Stone Roses? E o Cure, tantas vezes cotado pra voltar ao Brasil? Robert Smith e sua turma tocam hoje no gigante e bacanudo Primavera Sound, em Barcelona (Espanha). Com um pouco de boa vontade (e grana, óbvio) não seria difícil trazer a banda pra cá também.

Robert Smith e o Cure: atração de hoje no festival Primavera Soud, na Espanha. O SWU bem que podia trazê-los pro Brasil também este ano, no?

 

* Agora, olha só mais um “golpezinho” tramado pela turma do Fora Do Eixo/SP: a “tradicional” noite das terças-feiras que a Ong promove em parceria com o StudioSP da rua Augusta, o “Cedo & Sentado”, traz novidades em sua edição da semana vindoura. Sob a pergunta “quanto vale o show?” o FDE agora propõe que o público que for até lá para assistir as atrações da noite deixe uma “colaboração expontânea” ao final das apresentações, numa forma de “remunerar” os grupos que tocam ali. Essa “colaboração” pode ser R$ 5, R$ 10 ou R$ 15 reais. Considerando-se que tanto o FDE quanto o StudioSP são Ongs (portanto, entidades que NÃO pagam impostos e que NÃO possuem fins lucrativos), não seria mais digno que ambas disponibilizassem algum tipo de verba própria para remunerar as bandas e artistas que fazem gigs no Studio às terças, ao invés de querer dar essa “beliscada” na carteira do público que vai lá? O Cedo & Sentado nasceu há alguns anos com a proposta de abrir espaço para novos talentos musicais, além de oferecer bons shows em um horário cedo e gratuito para o público. Agora essa parada de “contribuição expontânea” cheira a mais uma picaretagem de uma entidade já pra lá de enredada em mutretas variadas.

 

* De qualquer forma, há dois ótimos motivos pra se ir ao StudioSP na próxima terça-feira: os Brollies & Apples e o sensacional combo instrumental Tigres de Dentes de Sabre. Se o blog for até lá, até vai contribuir na saída – pelas bandas, JAMAIS pra ajudar a encher ainda mais os bolsos de Ongs pra lá de suspeitas.

Brollies & Apples, atração bacanuda na próxima edição do “Cedo & Sentado”, terça-feira que vem no StudioSP, mesmo com o FDE querendo “beliscar” a carteira do público

 

* Buenas, teve tributo à Legião Urbana, patrocinado pela MTV, né? Foi um dos assuntos desta semana. E o blog zapper, que conviveu bem de perto com a banda há duas décadas, conta aí embaixo suas impressões sobre este tributo, além de fazer um recuerdo rápido de histórias e lances que viveu com e próximo a banda, nos anos 80’ e 90’.

 

 

UM TRIBUTO ESTRANHO, COM UM VOCALISTA ESQUISITO – MAS AINDA ASSIM VÁLIDO SOB ALGUNS ASPECTOS
A suposta intenção era comemorar os trinta anos de fundação da banda. Com essa justificativa a MTV pôs em prática o projeto Tributo à Legião Urbana. Contando com o guitarrista (Dado Villa-Lobos) e o batera (Marcelo Bonfá) originais da banda, o tributo também reuniu uma série de convidados especiais (o baixista Bi Ribeiro, dos Paralamas do Sucesso, os músicos Fernando Catatau e Clayton Martin, da banda Cidadão Instigado, e o lendário guitarrista inglês Andy Gill, do igualmente lendário grupo pós-punk Gang Of Four). E o vocal das músicas foi entregue a ninguém menos do que o (talentoso, vamos reconhecer) ator Wagner Moura. Com esse line up, o tributo/show rolou em duas noites desta semana em São Paulo (nas últimas terça e quarta-feira), no Espaço das Américas. As duas noites lotaram (cerca de sete mil pessoas por noite, isso com ingresso custando a bagatela de duzentas pilas) e o tributo foi o assunto da semana, com explosão de comentários nas redes sociais.

 

E daí? Daê que Zap’n’roll, por exemplo, poderia muito bem ter ido acompanhar de perto a gig – o blog é amigo e conhece há séculos a assessora que estava cuidando da imprensa do evento, além de ser bem relacionado com a MTV. Mas, mais do que isso, o autor destas linhas rockers online conhece pessoalmente os músicos Dado e Bonfá, sendo que o blog acompanhou o auge da trajetória da Legião Urbana beeeeem de perto nos anos 90’, como você lerá mais aí embaixo.

 

Ao invés de ir ao Espaço das Américas estas linhas zappers preferiram ver o tributo pela tv, no conforto do lar. Foi melhor assim. Afinal, para quem assistiu a pelo menos dez shows da Legião Urbana com a banda sendo comandada pelo inesquecível vocal e pela mega presença de palco do saudoso e imortal gênio Renato Russo, seria muito estranho (pra não dizer total incômodo) estar diante de uma banda tributo com outro vocalista assumindo o microfone. Isso, no entanto, não pareceu incomodar um milímetro a multidão de fãs que foi até o local das apresentações: com as letras de todas as canções na ponta da língua, o público pulou e cantou em coro e com devoção absoluta absolutamente todas as canções que foram tocadas ao longo de quase duas horas de gig. Isso denota ao menos um fato inquestionável: o fortíssimo repertório e as letras escritas por Russo, tal qual a obra composta por Raul Seixas, sobrevivem ao tempo. E muitas dessas músicas permanecem mais atuais do que nunca, e vão de encontro total à atual situação política e social de um país eternamente convulsionado por escândalos de corrupção na esfera pública.

 

Mas o tributo teve problemas, óbvio. Se na parte instrumental ele fluiu bem (com destaque para a versão afolkalhada de “Geração Coca-Cola”, com o excelente músico Clayton Martin, do Cidadão Instigado, tocando gaita, além de uma sombria ambiência pós-punk envolvendo toda a melodia do mega clássico “Ainda É Cedo”, onde Dado duelou sua guitarra de fraseado econômico com a do gigante mestre Andy Gill, guitarrista do Gang Of Four e influência declarada da Legião), ficou muito claro na interpretação vocal das músicas o grande equívoco que foi colocar o ator Wagner Moura ali. Um dos nomes mais conhecidos da safra recente do cinema nacional, ator de peso em suas atuações à frente das câmeras, Moura também é cantor informal: é há anos o vocalista da banda baiana Sua Mãe. Mas isso não elimina o fato de que Mourão NÃO é um vocalista profissional e NÃO possui a extensão vocal e o domínio de interpretação que Renato Russo possuía. Isso fez com que ele interpretasse de forma ultra sofrível passagens onde seu vocal tinha que alcançar notas mais altas, o que acabou provocando desafinações em profusão e o conseqüente desastre vocal em músicas como “Indios”, “Pais & Filhos” ou “Perfeição”.

Mourão dá o sangue no palco, empunhando o microfone no tributo à Legião. Ele bem que se esforçou, mas o vocal de Renato Russo não tem substituto 

 

Há quem vá argumentar, em defesa do ator, que ele estava ali pra prestar uma HOMENAGEM a Renato Russo, e não substituir o vocalista original da Legião. E há também quem vá dizer que os próprios shows da Legião em si eram pontuados por erros vocais e instrumentais e improvisos, sendo que podia se esperar tudo em uma gig da banda – e o blog concorda com isso melhor do que ninguém, pois viu o grupo no palco com sua formação original várias vezes.

 

Pois se a argumentação é essa há de se rebater aqui dizendo que tudo ali, naquele tributo, pareceu certinho demais, ensaiado demais e careta demais, sem espaço para mudanças drásticas no roteiro de um show para o outro, ou improvisos que alterassem substancialmente as canções. Se houve algum momento “fora do script” foi quando o guitarrista Dado, na segunda noite, “tretou” com um espectador que supostamente teria ofendido a mãe do músico (presente também ao show). Tomado de fúria, Dado xingou o figura e pediu (quase ordenando) que ele se retirasse do Espaço das Américas. Mostrou com isso que não é tão “coxinha” quanto o acusam de ser, e também relembrou os bons tempos de tumultos nas apresentações ao vivo dos legionários.

 

Mas isso não foi o suficiente pra tirar do tributo a estranha impressão de que aquilo tudo ali cheirava mais a oportunismo e marketing do que qualquer outra parada. O repertório foi extenso, contemplou toda a trajetória do conjunto, mas ainda assim ficaram de fora canções emblemáticas como “Que País É Esse!”, “Angra Dos Reis”, “Soldados”, “Conexão Amazônica”, “Eu era um lobisomem juvenil” e “Meninos & Meninas”. Na segunda noite, pressionada pela multidão, a “banda tributo” tomou coragem e entoou os cento e cinqüenta e nove versos de “Faroeste Caboclo”. E foi isso. Segundo o próprio Wagner Moura talvez tenha sido a última vez que Dado e Bonfá subiram ao palco juntos, pra tocar músicas da Legião Urbana. Nesse aspecto, o tributo também teve sua lógica: após o fim da banda tanto o guitarrista quanto o baterista permaneceram ativos musicalmente, desenvolvendo outros projetos. Mas nem de longe tiveram a repercussão midiática que tinham quando sua ex-banda existia.

 

E provavelmente irão voltar a um relativo ostracismo novamente. Pois o gênio incontestável dessa história toda era mesmo um certo Renato Manfredini Jr. Tanto que quando Russo se foi, a Legião também se foi. Mas a obra do grupo, intensa, forte e imortal está aí e para sempre, conquistando novas gerações e imune a empreitadas algo canhestras, como foi o show/tributo montado pela MTV.

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: o quarteto cearense Selvagens à procura de Lei é uma das boas revelações da nova safra da indie scene nacional. Formado pelos guitarristas e vocalistas Gabriel Aragão e Rafael Marins, pelo baixista Caio Evangelista e pelo baterista Nicholas Magalhães, o grupon está passando temporada em Sampa (onde andaram abrindo o show do Nada Surf), para fazer trabalho de imprensa e gravar seu segundo disco. O primeiro, “Aprendendo a mentir”, mostra uma banda que faz bom Power pop e indie guitar de guitarras mais ardidas, o que resulta em faixas bacanas como “Mucambo Cafundó”. E não só: em um momento em que o pop e o rock brazuca sofrem com excesso de indigência textual e ignorância musical, ouvir letras um pouco acima da média (e que trazem versos como “Me sinto um condenado/Por não saber o que fazer/Pra te esquecer”) já traz um grande alívio aos ouvidos. Interessou pelos moleques? Vai lá: www.sapdl.com .

Os Selvagens à procura de Lei: a banda é boa e está gravando seu novo disco

 

* Festival: não pegou nenhuma sessão ainda da quarta edição do In-Edit Brasil, com zilhões de documentários musicais fodásticos? Tá marcando, hein! O festival rola até este domingo, 10 de junho, em Sampa, e ainda há muitos filmes imperdíveis na programação, que pode ser conferida aqui: http://in-edit-brasil.com/2012/ . Monte seu roteiro de filmes e se jogue!

 

* Baladonas no finde sem fim! Yeah! Chuva e frio em Sampalândia mas tem feriadão começando nesta quinta-feira (leia-se amanhã, sendo que este post está sendo finalmente concluído, já na quarta-feira, 6 de junho). E o circuito alternativo da capital paulista resolveu bombar a programação, pra não deixar ninguém que resolveu ficar na cidade sem ter o que fazer. Quer ver? A esbórnia já começa hoje, quarta, com a festona open bar “Fuck Rehab” no Beco (lá no 609 da rua Augusta). É pagar na entrada e beber até cair!///Já amanhã, quinta, tem show do esporrento trio Capim Maluco no sempre animadíssimo Astronete (também na Augusta, mas no 335).///Já na sexta-feira você terá que escolher entre assistir Rock Rocket e The Salad Maker no Inferno (no 501 da rua Augusta) ou os grandes indie guitars The Concept e Twinpines no Dynamite Pub (lá na rua Treze de Maio, 363, região central de Sampa).///E no sabadão em si a noite imperdível é na Outs (no 486 da Augusta), onde vão rolar showzaços do Vivendo do Ócio e do Vespas Mandarinas. É isso: tem pra todos os gostos neste feriadón em Sampalândia. Fique louco (com moderação, se é que é possível, hihi) e divirta-se!

 

 

KIT ST2 NA FAIXA E TICKETS PRO THE RADIO DEPT!
Yeeeees! O blogão campeão em promos não dorme no ponto jamais! Continua em sorteio por aqui aquele kit bacanudo da ST2, com DVDs do Primal Scream e dos Stones, mais novo disco dos Forgotten Boys. E eis que em pleno começo de feridão descolamos mais um mimo pro povo. Vai lá no hfinatti@gmail.com, que você poderá ganhar:

 

* INGRESSOS (número ainda a ser definido) pro show dos indies do Radio Dept no próximo dia 6 de julho, no Beco/SP. Certo?

 

FIM DE PAPO!
Custou mas este post foi finalizado, né? Yep, ficou faltando as histórias que o blog viveu em shows da Legião Urbana mas essa parada entra no próximo post, promessa. Agora o blog vai se dar micro-férias mas apenas até a semana que vem, depois do feriado, hehe. E deixa aqui um super parabéns pra amada Cris Mamuska, a dona do Simplão de Tudo rock bar (lá em Paranapiacaba), que faz niver neste sábado, sendo que o blog deverá ir até lá pra dar um abraço quebra-ossos nela. Falou galere! Até a semana que vem!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 6/6/2012, às 17hs.)

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