1991 e os cinco discos que mudaram a história do rock nos últimos vinte anos – agora vai! (plus: Clarah Averbuck e os indies chegam ao horário nobre da tv; as mortes gloriosas movidas a putas e cocaine e a grande hipocrisia moral que fode o ser humano)

 O quarteto inglês My Bloody Valentine: um gigante da história recente dp rock e que há vinte anos lançou a obra-prima “Loveless”Título grandinho, no?Pra compensar o não término do último post, rsrs. Foi realmente mals, galere: o sujeito aqui saiu na quinta-feira passada, foi conhecer a fodástica noite “Generation X”, tocada pelo super dj Márcio Custódio no Dj Club. Lá encontrou, além de um sonzaço na pista (só guitar bands dos 80’ e 90’), um povaréu das “antigas” (dos tempos do saudoso e inesquecível Espaço Retrô), incluso aí altas xoxotas trintonas, desfilando com camisetas de bandas como The Stone Roses, por exemplo. Ou seja: nada de pirralhada na área. E também conheceu… ela! Quem? A mega simpática e linda de rosto (e com peitaços divinos) Pam…, com quem se aventurou no restante da madruga. Moral da história: após passar pelo Dj Club, pelo club A Loca e ir pra house da Pam (onde duas garrafas de vodka Skky geladas aguardavam a dupla), o autor gonzo destas linhas rockers lokers chegou em casa às… duas da tarde de sexta. Não havia como completar o post, claro. Mas hoje – uma semana depois, aff – ele está aqui. Falando não apenas dos cinco discaços lançados no rock alternativo planetário há vinte anos (e aqui o blog faz uma justa correção: retirou desta lista o sensacional “Dirty”, do Sonic Youth e que na verdade foi editado em 1992, e colocou em seu lugar outra obra-prima do indie guitar, o “Loveless”, do My Bloody Valentine) mas também sobre a morte do guitarrista Gary Moore. Uma morte que acabou suscitando umas idéias no zapper sempre analítico. Idéias que você lerá logo mais, aí embaixo. E também lerá o de sempre por aqui: cultura pop e rock alternativo em grande estilo, além de putarias variadas que todos nós (sem hipocrisia e falso moralismo) gostamos pra carajo. Bora então pro esporro zapper, hihi.* Fora que o nosso amado “editador”, André Pomba, anda “pressionando” o sujeito aqui pra escrever posts menores, como já foi comentado nestas linhas rockers bloggers. “Você não precisa fazer um blog Twitter, mas também não precisa ficar atrelado ao modelo dos textos enooooormes do século passado”, disse Pomba, em papo via msn. “Blog twitter”, no caso, são aqueles blogs que abriram mão dos textos grandes e mais aprofundados e analíticos, em favor de frases curtíssimas e privilegiando mais a imagem, através de fotos e vídeos. Um bom exemplo é a nossa querida vizinha Popload, que hoje adota este modelo. Se é legal ou não, só o leitor pode julgar, né?* E nope, este blog também não vai adotar o modelo “especulativo” de, a cada post, só ficar “chutando” datas de prováveis shows gringos no Brasil, ou de prováveis bandas que irão tocar aqui. Já tem blog demais fazendo isso e este espaço zapper vai continuar priorizando, sempre que possível, a análise/resenha de discos, shows, filmes, livros, programas de tv etc, além de também dar nossos pitacos habituais sobre temas como comportamento, sociedade, algo de política e por aí vai.* E a cultura pop, hã, mais “subterrânea” chegou ao horário nobre da tv do Bispo – leia-se Record. Anteontem rolou por lá a estréia do reality show “Troca de Família” que, entre seus participantes, tem a escritora pin-up, junky, blogueira, tatuada, rocker e tesuda Clarah Averbuck – dileta amiga pessoal destas linhas zappers –, além de seu ex-marido, o baixista Reginaldo, da banda Vanguart (também amigo deste espaço rocker online e carinhosamente conhecido pelos amigos como Gigi). Buenas, Zap’n’roll não quis perder seu tempo assistindo a estréia do programa (mesmo com a querida Adriana Ribeiro ligando pro sujeito aqui e, by phone, insistindo: “assiste lá! É assunto bom pro blog!”) porque não tem mesmo paciência com reality shows onde falta consistência intelectual/cultural e sobra idiotice e burrice. Mas não pode deixar de comentar aqui que Clarah se separou de Gigi no ano passado justamente por causa da participação do casal no programa e onde, segundo ela, durante as gravações (que rolaram já há mais de um ano) Reginaldo a teria traído com outra participante, uma vagaba chamada Daniela, produtora e estilista de moda (?) que mora em Arraial D’Ajuda. Por ser amigo próximo e fã do (ex) casal, o blog fica algo constrangido em opinar a respeito do caso. Clarah, além de gostosa e bonita pra caralho, é louca e talentosa na escrita – e fã de Strokes, wow! Estas linhas rockers bloggers nunca se esquecem das divertidíssimas noites em que ambos beberam juntos todo o estoque de álcool possível do bar Funhouse (isso quando a escritora teve um affair com um dos ex-donos do bar, e com quem acabou tendo sua única filha até o momento). Eram madrugadas malucas, sempre movidas a ótimas discussões sobre rock e cultura pop e, eventualmente, “turbinadas” por alguns aditivos extras. Enfim, aí ela e Gigi se conheceram e se casaram em fins de 2009. E agora estão separados. É a vida… ah, sim: o blog da Clarah pode ser acessado aqui: http://clarahaverbuck.virgula.uol.com.br/Clarah Averbuck, além de linda e goxxxtooosa, é louca, culta e escreve pra cacete. Agora, fala sério Gigi: você traiu a Clarinha com esse trubufu de saia aí e cara de piranha de quinta? Pelamor, né?* Quem diria, né? Hoje, graças a (falta de) relevância proporcionada pela web (e seus twitters, youtubes, facebooks e os caralho), até personagens que gravitam pelos subterrâneos da cultura pop podem ter seus quinze minutos de fama em rede nacional de tv. Andy Warhol estava certo – e como! Mas a Clarah merece, hehe. Aliás, a segunda e última parte da saga do ex-casal Clarah e Gigi pode ser visto hoje, na Record, às onze da noite.* Enquanto casais se desmancham, outros se juntam, no? Fontes bem informadas do blog dão conta de que o mais novo e apaixonadíssimo  casal da cultura pop under paulistana reúne um badalado cantor e compositor solo da novíssima geração (e que andou fazendo versões para canções de Lou Reed) e o vocalista de um quase gigante e querido quinteto folk do novo rock BR. O amor é sempre lindo, não importa em qual forma sexual ele se manifeste, é a opinião do blog.* A CRISE NA MTV – Yep, há uma crise evidente instalada no canal de clips, que outrora revelou grandes bandas e ditou moda na cultura pop e na música brasileira. Ontem foi anunciada uma “debandada” na emissora, com a saída dos veteranos vjs Marina Person (que estava há quase duas décadas na empresa, e ela vai fazer falta lá pois la Person, a diva, seria uma das últimas “reservas” de estofo intelectual e neurônios entre os descerebrados vjs que pululam por lá), Léo Madeira e Penélope – e foram contratados também como vjs, pra contrabalançar, os músicos China e Chuck Hipólitho (ex-Forgotten Boys e ex-Debora Fallabella). A verdade é que a programação de verão da MTV desceu a a ladeira de vez e se transformou num caos, sem escopo definido. Há repetição de programas antigos em excesso: apenas na tarde de ontem, quarta-feira, quando este post estava sendo escrito, o canal reapresentou especiais antigos do Pato Fú (de resto, um grupo que merece todas as honras dos fãs de rock alternativo), de Lady Gaga e do maletíssimo J. Mascis e seu maletíssimo Dinosaur Jr. (e tome falação sacal sobre uma banda sacal, de gente como Kid Vinil que, mon dieu, ainda existe!). O jornalismo também está mal das pernas (e desde que o reverendíssimo Fábio Massari deixou a emissora há anos, o jornalismo da MTV nunca mais foi o mesmo) e na parte de humorísticos então… como comparar o fodástico e saudoso Hermes & Renato como essa tranqueira insuportável chamada “Quinta categoria”? (na verdade, décima categoria). Enfim, tirando os Labs, que seguram bem a onda nas madrugadas, pouco está se salvando ali. Fontes bem informadas disseram ao blog que uma executiva casca grossa da editora Abril (que é a dona da MTV) acabou de assumir o comando da emissora. E deverá mudar quase tudo lá dentro. A conferir. Porque é isso ou a MTV brazuca vai acabar dançando de vez. Literalmente.* Bien, bien, o mondo pop não pára. Alex Turner, o homem que canta nos Arctic Monkeys, lança seu primeiro disco solo mês que vem – um Ep de seis faixas, na verdade, sendo que o próprio AM em si também já está trabalhando em seu novo álbum.///Já ouviu “Under Cover Of Darkness”, o primeiro single do novo álbum dos Strokes? Não? Vai no site da banda que tá lá, disponível pra download free, mas só até amanhã.///E mais uma vez o mercado publicitário recorre a canções clássicas da história recente do rock para vender seus “produtos”. Nos canais da tv aberta e paga, por esses dias, você pode ouvir novamente a lindíssima “Bitter Sweet Simphony” (que foi composta originalmente por Mick Jagger e Keith Richards, mas que ficou mundialmente famosa na versão feita pelo grupo britpop The Verve, no álbum “Urban Hymes”, lançado em 1997), na trilha de um comercial de carro. Já “Tarde Vazia”, do exinto Ira! (e uma das mais belas canções de amor criadas pelo rock BR no início dos anos 90’), é a trilha de uma peça publicitária de uma marca de motos. O blog bate uma aposta como as duas músicas, logo menos, estarão entre as “mais pedidas” naquelas fms toscas que infestam o velho dial do rádio tradicional.///Logo menos aqui no blogão campeão em promos: ingressos na faixa para o show do tecnopop oitentista do Human League, dia 6 de abril na Via Funchal/SP. Showzão em um semestre que ainda vai ter The Drums (mês que vem em Sampa), The National etc, etc, etc.///Mas semana que vem tem mesmo é a “quase” despedida do LCD Soundsystem, no festival No Mondays, no Pachá, aqui em Sampa. “Quase” porque James Murphy já anunciou que o grupo encerra atividades um mês depois em Nova York, com mega show no Madison Square Garden. E, claaaaaro, você só tem até a próxima semana pra concorrer aos dois tickets na faixa que Zap’n’roll está disponibilizando para a mega balada do próximo dia 18 (sextona, quer melhor?), e que ainda vai contar com a banda do Jimmy Jagger (filho de quem mesmo?) como bônus. Coisa finíssima e promo pra ninguém perder. Então, dedo no mouse e mãos à obra, porra!Alex Turner, o que canta nos Arctic Monkeys: em breve em vôo solo* Ah, claro, a opinião destas linhas poppers bloggers sobre “Under Cover of Darkness”: melodia bacana, levada acelerada. Lembra sim os Strokes de, por exemplo, “Barely Legal” e “Hard To Explain”, do primeiro e clássico disco, e já deve apavorar logo nas pistas alternativas. Resta esperar para ver como será o restante do disco.* E o “tabú” continua: o Brasil foi enrabado pela França, maaaaais uma vez. Então, melhor falar daqueles cinco discaços que mudaram o rock e mundo há vinte anos.1991 – O ANO QUE NÃO ACABOU NO ROCK ALTERNATIVOMusicalmente falando, o mundo era bem pop há vinte anos. E muita gente fã de música e de rock’n’roll não estava feliz com isso. Mas o panorama em 1991 era esse mesmo: o punk, sepultado ainda na primeira metade dos anos 80’, viu seus herdeiros diretos – a new wave americana e o pós-punk inglês – igualmente sucumbirem ao rolo compressor da música pop mainstream total. Assim, Michael Jackson e Madonna reinavam absolutos nas paradas dos dois lados do Atlântico.Mais eis que a reação a esse “domínio” já havia começado, ainda que timidamente, nos subterrâneos americanos e ingleses. Nos EUA era o grunge que começava a chamar a atenção da mídia e do público. E na Inglaterra, o power pop e o indie guitar dance psicodélico anunciavam a explosão que viria logo mais com o britpop comandado por Oasis e Blur. Pois foi dessa reação que surgiram, ao longo de 1991, cinco discos fundamentais, lançados por grupos idem, e que permanecem até hoje como marcos divisórios na história recente do rock. Cinco álbuns que estão completando em 2011 vinte anos de existência e que influenciam, até hoje, inúmeras bandas mundo afora. Por isso mesmo, você irá ouvir falar e ler muito sobre eles ao longo deste ano, aqui nestas linhas online e em outros espaços virtuais dedicados à cultura pop. Afinal, até hoje, ainda não surgiram um novo “Nevermind” (do Nirvana), um outro “Ten” (do Pearl Jam), nem um “Loveless” (do My Bloody Valentine), e muito menos um “Screamadelica” (do Primal Scream) ou “Bandwagonesque” (do Teenage Fanclub).* TEN/PEARL JAM – Lançado em agosto de 1991, a estréia do quinteto liderado pelo mega carismático vocalista Eddie Vedder já veio atropelando com tudo que tinha direito: melodias contagiantes (oscilando entre rocks poderosos e baladas pungentes), vocais contundentes, guitarras ferozes e letras de uma intensidade poética rara no rock de então. Um álbum que mostrava uma banda pronta e lapidada desde seu início. Não é à toa que o disco gerou um caminhão de hits, como “Even Flow”, “Alive”, “Black” (uma balada que partiu o coração zapper em milhões de noites solitárias, movidas a chapações de whisky com cocaine e sonhando com amores inatingíveis), “Jeremy” e “Oceans”. É até hoje o melhor disco do PJ, seu trabalho que mais vendeu e que o credenciou, ao lado do Nirvana, como o grande nome da geração grunge. Aliás, o único que ainda está em atividade até os dias atuais.* SCREAMADELICA/PRIMAL SCREAM – O Primal Scream foi criado pelo batera Bob Gillespie em Glasgow em 1984, quando ele se cansou das eternas brigas dos irmãos Reid e picou a mula do Jesus & Mary Chain. O grupo lançou dois discos legais e tal, onde a tônica eram as guitarras indie. Mas aí Bob se entupiu de drugs, chapou o côco e mergulhou nas possibilidades do crossover entre guitarras e bases eletrônicas dançantes. O resultado foi esta piração, lançada em vinil duplo em outubro de 1991. Trilha fodástica para uma chapação classuda de marijuana com ácido, “Screamadelica” é um escândalo do início ao fim com seus grooves siderais e suas melodias que ainda hoje estraçalham em qualquer pista. Não acredita? Pois ponha pra tocar “Movin’ On Up”, “Slip Inside This House”, “Loaded” ou “Come Together” e depois veja o resultado. O vigésimo aniversário dessa fodelança sônica, inclusive, já começou a ser comemorado na Velha Ilha, com direito a capa da NME da semana passada. E, na época, perguntado em uma entrevista por que havia trocado as guitarras pela chapação eletrônica, Gillespie foi rápido no gatilho – ou na resposta: “melhores drogas, melhores mulheres!”. Wow!* LOVELESS/MY BLOODY VALENTINE – O MBV, também escocês, é uma banda maldita. Durou apenas cinco anos (de 1987 a 1992, embora eles nunca tenham anunciado oficialmente seu término) e lançou duas obras-primas da história recente do rock mundial. “Loveless” é seu segundo álbum, editado em novembro de 1991, e uma dessas duas obras-primas. Com um vocalista e guitarrista tão genial quanto louco (Kevin Shields), o quarteto redefiniu com esse disco os conceitos de melodia e ambiência sonora através de timbres ensandecidos de guitarra. Completando a fórmula perfeita havia os vocais sonolentos de Shields e Bilinda Butcher, e as nuances electro-dançantes se imiscuindo nas canções. Basta uma audição da sensacional “Soon”, pra entender todo o conceito. E haja maconha e ácido pra acompanhar e desfrutar essa maravilha, rsrs.As cinco capas das cinco obras-primas: depois destes discos, o rock alternativo mundial nunca mais seria o mesmo* BANDWAGONESQUE/TEENAGE FANCLUB – Ou quando o power pop sublime atinge seu estágio de perfeição. Coincidência ou não, o TFC também surgiu na Escócia e este disco, que ficou também célebre pela sua capa (com um saco de dinheiro estampado nela) marca o ápice de um quarteto mestre em melodias perfeitas, harmonias vocais lindíssimas, guitarras fodonas e as mais fofas canções de amor que você pode ouvir em pouco mais de três minutos. Tudo cortesia dos gênios Norman Blake e Gerard Love. E até hoje músicas como “What You Do To Me”, “I don’t Know”, “Star Sign”, “Metal Baby” e “The Concept” (que inclusive acabou batizando um dos grandes grupos do indie rock paulistano dos anos 90’) emocionam e encantam velhos e novos fãs de indie rock. Um álbum inesquecível de um grupo idem.* NEVERMIND/NIRVANA – Tudo já foi dito sobre “Nevermind” e não é preciso ficar repetindo aqui. As melodias pop revestidas de barulho ensurdecedor, as letras total niilistas escritas por Kurt Cobain, a produção de Butch Vig… Lançado em setembro de 1991, o disco que tem “Smells Like Teen Spirit”, “In Bloom”, “Come As You Are”, “Lithium” (“Hoje eu estou tão feliz/Pois encontrei meus amigos/Eu me olho no espelho/E me acho horrível/Mas não me importo…”) e “On A Play” começou vendendo timidamente. Mas em novembro daquele ano, dois meses após chegar às lojas, já vendia a absurda marca de 700 mil cópias por semana! No começo de 1992 “Nevermind” já tinha chutado Madonna e Michael Jackson do primeiro lugar da Billboard, “Smells Like…” havia se tornando hino de uma legião de adolescentes desajustados socialmente e o resto todo mundo sabe. Nunca mais houve outro “Nevermind”. E por isso mesmo, talvez ele tenha sido o último grande disco lançado nestes vinte anos.Por que o blog resolveu falar sobre estes cinco clássicos da história recente do rock? O motivo mais óbvio é justamente esse: porque todos eles completam duas décadas de existência em 2011. E mesmo que as datas precisas de lançamento tenham sido apenas no segundo semestre de 1991, é claro que muito vai se falar sobre esses discos na blogosfera de cultura pop durante todo este ano.Fora que Zap’n’roll poderia fazer um gigantesco diário sentimental sobre esses álbuns e essas bandas. O blog teve todos estes discos em suas edições originais brasileiras em vinil (o do Primal Scream, vejam só, na época foi lançado pela extinta gravadora Continental, que era um selo especializado em… música sertaneja!), resenhou pelo menos dois desses lançamentos (“Nevermind” e “Screamadelica”) em um grande veículo diário (o caderno “Show”, do extinto jornal Folha Da Tarde) e, com exceção do My Bloody Valentine, assistiu todos os outros em shows memoráveis (Nirvana no Hollywood Rock de 1993, Pearl Jam em 2005 no estádio do Pacaembú, Teenage Fanclub no Sesc Pompéia em Sampa, e em Curitiba, em 2004, e Primal Scream no Tim Festival também em 2004, se a memória do sujeito aqui não estiver degenerada por anos anos de abusos etílicos e de cocaine, rsrs). Nem vai dar pra citar aqui também as incontáveis loucuras, putarias de consumo de aditivos ilícitos e fodas dadas em xoxotas loucas e desvairadas, ao som desses discos. Seriam precisos muitos e muitos posts inteiros.É, 1991 será sempre um ano inesquecível para o rock alternativo planetário. Um ano que, definitivamente, não acabou até hoje…GARY MOORE RIP – MORTES GLORIOSAS MOVIDAS A PUTAS E COCAINE, E A GRANDE HIPOCRISIA MORAL QUE DOMINA E FODE O SER HUMANOA semana começou com a notícia da morte do guitarrista irlandês Gary Moore. Ele foi encontrado morto na manhã da última segunda-feira, no quarto de hotel onde estava hospedado com sua namorada, em férias, em uma cidade da Espanha. Moore tinha 58 anos de idade e este blog, admite, não tinha o menor interesse em sua carreira como músico, embora saiba que ele foi um gigante da guitarra nos anos 70’, quando tocou no lendário grupo Thin Lizzy. Quando abandonou a banda, Gary gravou vários discos solo e seguia na ativa, fazendo animados concertos para fãs de hard rock e blues e saudosistas do classisc rock setentista.Mas o que chamou a atenção destas linhas bloggers em comentar a morte do sujeito foi se dar conta de que ele bateu as botas com a mesma idade de outro célebre músico da história do rock: o baixista John Entwistle, o homem que ficou lendário ao comandar as quatro cordas do gigante The Who. Só não se sabe se Gary Moore morreu de causas “naturais” ou por outro motivo, hã, mais “contundente” (o chapa Dum De Lucca, em texto despachado de Barcelona e publicado na página de notícias do nosso portal, informa que o guitarrista morreu sufocado no próprio vômito, após ingerir doses de conhaque e champagne; já as primeiras infos sobre o falecimento do músico davam conta de que ele aparentemente havia sofrido um ataque cardíaco).John Entwistle: ele foi um dos maiores baixistas de toda a história do rock. E morreu feliz e glorioso, comendo putas e cheirando cocada boaDe qualquer forma, Moore deve ter cometido seus excessos em vida, óbvio. Isso é praxe no mundo very crazy do rock’n’roll. Voltemos a Entwistle, do Who: um músico de técnica impecável (o Who jamais chegaria onde chegou sem ele) e de uma elegância ímpar nos palcos, onde só se apresentava com ternos bem cortados. No entanto, longe de ser um beócio e careta, John gostava mesmo era de levar uma vida anárquica (assim como todos os outros três integrantes do Who, o vocalista Roger Daltrey, o guitarrista Pete Townshend e o batera Keith Moon, que morreu em consequência de uma overdose de soníferos, também levavam) e junky, regada a muita putaria. Tanto que ele morreu de forma gloriosa: em algum dia de 2002, o Who chegou a Las Vegas para tocar na cidade. Entwistle se trancou com duas putas no seu quarto de hotel. E também encomendou uma bem fornida carga de cocaína. Não deu outra: após passar a noite trepando e cheirando com as garotas, seu velho coração não resistiu. Morreu doidão. E feliz.Um fim mui digno, diria Zap’n’roll. Claro, essa é a opinião do blog, e não a do ser humano imbecil, ignorante e eivado de falso moralismo e hipocrisia latente. É bizarro notar como as pessoas tem um prazer doentio e perverso em admirar a loucura e a vida maluca que astros da cultura pop levam, mas não suportam saber que seu vizinho fuma maconha, cheira cocaína ou gosta de comer o cú da namorada adolescente enquanto ela bate um prazerosa siririca. Vai daí, todos ficam na expectativa: quantas pedras de crack Amy Winehouse ainda vai conseguir fumar antes de morrer? E Pete Doherty, vai morrer de overdose no próximo pico de heroína? E Kate Moss, vai ser pêga novamente metendo a napa em padê?O delicioso tetão do “Advento T.”: Zap’n’roll mamou e cafungou muito padê nessa mamonaNa verdade, como reza o velho clichê, quem critica é porque tem vontade de fazer a mesma coisa mas não tem coragem para tanto. O sujeito que escreve este blog não  é nem de longe um modelo de comportamento pra ninguém. Passou uma vida mergulhado em excessos de todo tipo (cheirou todo o pó do mundo, fumou o horrrendo crack, a única droga que ele assumidamente detesta, tomou ácidos, fumou quilos de maconha na adolescência e bebeu, e ainda bebe todas, até hoje.). Hoje, a poucos anos de completar meio século de vida, está algo cansado desses excessos e pensa em em viver uma existência mais “normal” e ao lado de alguém. Uma família “normal” diríamos, com esposa, filhos etc. Poderia ser com a garota de Macapá (que nem de longe também é um modelo de comportamento “normal”; aliás Rudja, em seus vinte e três anos de idade, está sabiamente curtindo ao máximo sua juventude e seus anos de loucura plena e absoluta), mas não o foi por zilhões de motivos que não cabem ser discutidos aqui, neste momento.O que importa, de verdade, é que Zap’n’roll, mesmo que um dia se torne um sujeito absolutamente “normal”, jamais irá criticar, julgar e moralizar qualquer comportamento alheio. Criado e educado que foi para não ter preconceito de qualquer espécie em sua vida, o autor destas linhas virtuais jamais vai apontar o dedo na cara de alguém porque essa pessoa fuma maconha ou crack, cheira cocaína ou é gay ou lésbica. Não seria digno com o que ele pensa em relação a liberdade que todo ser humano deve ter para fazer suas escolhas de vida, sejam elas quais forem e em que sentido forem.É inclusive bizarro que o sujeito aqui tenha descoberto preconceitos e dupla personalidade, nos últimos anos, até em suas relações amorosas. Antes de se apaixonar por Rudja, por exemplo: ele teve um longo affair (quase três anos) com uma xoxotaça ruiva que morava (mora) em uma cidade da Grande SP, que fodia horrores e que tinha como esporte preferido dar para homens comprometidos. A garota tinha seus vinte e poucos anos, era também formada em jornalismo, e amava ser fodida quando estava louca de padê e álcool – foi com ela que o sujeito aqui cansou de praticar um de seus esportes prediletos, o de cheirar montículos de coca na teta da garota e também em sua xota, enquanto esticava linhas de farinha em seu próprio pau para que a moçoila também aspirasse ali a sua “devastação nasal”. Pois essa figurinha, que vamos chamar de “advento T.” (apelido dado a ela pela dileta amiga Eliana Salles, a Lily Punkinha, que não a suportava por achar que ela não era digna de namorar com este jornalista maluco), que certa madrugada saiu louca do Madame Satã e acabou indo foder com três machos em um hotel, um dia soltou a frase clássica de quem possui o preconceito impresso no âmago da alma: “eu não vou casar com você, Finatti. Porque você é ótimo pra se divertir, pra trepar, cheirar e cair na balada. Mas não pra casar. Quando eu me casar, não vou querer nada disso pra mim. Vou querer um cara certinho e careta”. Rá! Até onde se sabe, o “Advento T.” arrumou algum mané careta para sustentá-la, que não sabe do seu mau passado, e está feliz ao lado dele.É esse tipo de moralismo babaca, de hipocrisia sórdida, que este blog não tolera. Ao mesmo tempo em que o sujeito aqui pensa em se tornar mais “normal” (afinal até a loucura cansa um dia, né?), ele vai defender sempre que cada um tenha a liberdade para fazer o que quiser de sua existência, sem ser julgado ou condenado por isso. Afinal, pré-julgamentos sempre criam uma imagem distorcida da realidade. Criam e ampliam lendas que não correspondem à verdade. “Tio Finardi, não é por nada não, mas até a molecada que trabalha no R7 comenta sobre a ‘lenda’ que é o Finatti”, disparou dia desses, via msn, o querido Luiz Pimentel, editor-executivo do Portal R7, e dileto amigo destas linhas bloggers há anos. Mas… que lenda, afinal? A de que o sujeito aqui continua sendo um doidão de plantão, 24 horas por dia? Isso é um mito que precisa ser derrubado, porra! E além disso, Zap’n’roll se mata de overdose em praça pública se NINGUÉM ali, no corpo redacional do R7, também não tiver seus momentos de loucura idílica, movida a álcool, sexo e drogas.A gatíssima rocker e amigona zapper Élida Miranda: uima garota despossuída de preconceitos morais. Tanto que fez um ensaio nua e colocou as fotos no FacebookEm uma de suas crises emocionais e existenciais, um dia o autor deste blog também desabafou, via msn, com seu igualmente dileto amigo, o super monge japa zen Pablo Miyazawa, atual editor-chefa da Rolling Stone: “vou morrer pobre e sozinho, eu sei. Mas irei deixar meu nome nessa porra de jornalismo de cultura pop, como Lester Bangs deixou o seu”. Ao que o querido Pablito retrucou: “nada disso! Você vai ficar rico antes de morrer. E ainda vai continuar sendo o grande Finas que todos admiram no jornalismo”.Ok. Zap’n’roll já resolveu: vai ficar mais sussa daqui pra frente, e vai começar o projeto de ganhar muita grana com jornalismo. Mas como ele jamais irá se tornar um babaca moralista e careta, um dia, se ele não amar mais ninguém, até que uma morte como a de John Entwistle, cercado de putas gostosas e boa cocaína, será uma morte beeeeem gloriosa…O BLOGÃO ZAPPER INDICA* Discos: nem dá pra ser outra indicação, né? Revire sua discoteca física ou virtual, ou vá até a loja mais próxima e ouça novamente umas das cinco obras-primas comentadas neste post, e que foram lançadas em 1991. Só assim pra entender o rock como ele era naquela época e como ele evoluiu nestas últimas duas décadas.* Filmes: Oscar chegando e quase todos os indicados já estão nos cinemas. Então vamos de “Cisne Negro” onde Natalie Portman, dizem, está dando show.* Baladas: claaaaaro! Elas não podem faltar, jamé! E começam hoje, quinta-feira, com a festona “Generation X”, comandada pelo dj Márcio Custódio lá no Dj Club (na alameda Franca, quase esquina com a rua Pamplona, Jardins, zona sul de Sampa). O blog foi lá na semana passada, amou e vai voltar hoje novamente. Mas se você estiver pelos lados do baixo Augusta, a parada é a volta da festa Viva El Roque, comandada pela super Lu Riot e em novo local, o sempre agradável Astronete (rua Mathias Aires, 183, Consolação, centro de São Paulo), em noite que vai ter ainda como dj convidado o lendário produtor indie Luiz Calanca.///Sextona, ou amanhã? Tem Dance To The Underground no Inferno (rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampa), com show tributo ao gênio Johnny Cash, mais discotecagem bacanuda da Vanessa Porto.///E sabadón em si a Outs (no 486 da Augusta) vai entupir de gente com o show sempre sould out do Dance Of Days. Bão, né?LCD SOUNDSYSTEM NA FAIXA! – ÚLTIMA CHAMADA!!!E é mesmo porque o festival No Mondays rola sextona da semana que vem, dia 18, aqui em Sampa, no anexo ao clube Pachá. Então perca o medo e a vergonha e mande bronca no hfinatti@gmail.com, pra tentar a sorte e ganhar* DOIS TICKETS pra mega balada electro-rock.E caaaaalmaê que logo menos vão pintar por aqui: ingressos pro show do Human League, dia 6 de abril na Via Funchal/SP. Aguardem!BYE BYE PUTADA!O blog queria fazer um post “pequeno” mas não deu, hehe. Mas ficamos assim: a partir deste domingo o zapper andarilho estará em Minas Gerais, onde permanece até a semana que vem, pra resolver questões familiares. Então deve pintar de lá um micro-post na quinta-feira, véspera do festival No Mondays, com os nomes de quem vai na faixa na festona, okays? Até lá, beijos carinhosos em todos, sendo o que o ponto final deste texto vem ao som e imagem do clip de “Oceans” (ela mesma, a clássica do Pearl Jam), que passa neste instante na MTV. A vida é bela… e triste, e dura, e cruel e solitária, na maioria das vezes. Até!(enviafo por Finatti às 15:30hs.)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


*