1991 e os cinco discos que mudaram a história do rock nos últimos vinte anos (e o fim do White Stripes, uma grande banda dos dias de hoje)

  Nirvana, Pearl Jam, Sonic Youth, Teenage Fanclub e Primal Scream: cinco gigantes da história recente do rock’n’roll e que, há duas décadas, lançavam cinco discos que iriam mudar para sempre os rumos do rock alternativoFire in Cairo…É incrível notar como, por muitas e muitas vezes, o rock’n’roll tem um poder de vaticinar acontecimentos que não existe em outras formas de manifestação artística. “Fire in Cairo”, por exemplo: é uma das músicas do disco de estréia do Cure, o “Three Imaginary Boys” (aquele que tem uma geladeira, um abajur e um aspirador de pó na capa), lançado no já longínquo ano de 1989. Pois não é que, três décadas depois, a capital do Egito está mesmo em chamas? E na verdade o terremoto que está varrendo o Cairo, com a população pedindo o que deveria ser regra básica no mundo todo (democracia pura e simples, respeito aos direitos do cidadão e emprego e renda para todos), é apenas um dos fatos desta semana (ok, o mais importante de todos, com certeza). Uma semana que registrou também o fim do White Stripes, talvez um dos poucos grandes nomes do rock planetário do novo milênio. É, tudo neste mundo tem seu prazo de validade: relacionamentos amorosos, bandas de rock, programas de tv, salas de cinema, ditaduras e ditadores, vidas enfim. Talvez apenas algumas poucas obras-primas da cultura pop mundial (sejam livros, filmes ou discos) permaneçam eternas e imunes à passagem da corrosão do tempo. Dentre estas pode-se citar um quinteto de discos que em 2011 completam duas décadas de existência e que continuam aí, influenciando o novo rock e que permanecem tão atuais como se tivessem sido lançados ontem. É claro que este post fala destes discões. Mas fala também com nostalgia do fim da dupla fantástica formada por Jack e Meg White – e não é que o blog vai mesmo passar sua vida sem ter visto o White Stripes ao vivo? Pois é…* E nope, o blog não foi ao show do Vampire Weekend, anteontem na Via Funchal/SP. Quem acompanha estas linhas rockers bloggers desde sempre, sabe que o sujeito aqui não tem nenhum saco para com o grupo americano que “regurgita” influências afro em seu roquinho meia-boca (nada que Peter Gabriel, Talking Heads ou Paul Simon já não tenham feito muito melhor, há mais de duas décadas). Há infos de havia buracos enormes na pista da Via Funchal, sinal de que o público flopow. Se a gig foi boa ou não aí são outros quinhentos, e se alguém aí do outro lado esteve por lá e quiser enviar seu relato (mesmo no espaço dos comentários dos leitores), fique à vontade.* Madrugada sangrenta na telinha da Globo! Enquanto estas linhas bloggers poppers vão sendo escritas e após o episódio final da última temporada de 24 Horas, eis que surge glorioso no Corujão o fodaço “Fight Club”, aqui traduzido por “Clube da Luta”. Não é preciso falar muito sobre o filme, você já deve tê-lo assistido em algum lugar (em alguma sala especial de cinema, cineclube, ou em dvd). Mas quando o gênio David Fincher resolveu discutir a psicologia do consumismo americano através de um personagem demente (o vendedor de sabão Tyler Durden), em 1999, o mundo era bem diferente do que é hoje – é, as mudanças comportamentais, econômicas, políticas e sociais parecem avançar com uma velocidade cada vez mais feroz nestes tempos cibernéticos. Enfim, o consumismo desenfreado continua e, junto com ele, também as mega corporações de cartões de crédito. Mas “Clube da Luta” (não é por nada, mas Zap’n’roll imagina que foi esta fita dirigida por Fincher que realmente validou Brad Pitt como um ator de respeito) já se tornou um clássico, um cult imbatível da história recente do cinema – inesquecível a cena final, com os prédios explodindo ao som de “Where Is My Mind?”, dos Pixies.Brad Pitt e Edward Norton, se degladiando em “Clube da Luta”: clássico recente da cinematografia americana* Nunca é demais lembrar: David Fincher também é o homem por trás da direção de “A rede social”, o longa favorito do blog para ganhar o Oscar deste ano.* E, yep, 24 Horas chegou ao fim. Na boa? Foi a temporada mais chatinha de toda a série. Clichês se repetindo ad infinitum (sempre alguém do mal infiltrado na UCT, sempre Jack Bauer não querendo se envolver mais na trama mas fazendo o “sacrifício” no último instante, fora as sub-tramas surgindo e desaparecendo em questão de horas, ou capítulos, e muitos etcs) e a sensação de que a equipe de roteiristas do seriado já estava sofrendo de desgaste de idéias. Talvez tenha sido melhor assim pois provavelmente Jack Bauer não fosse sobreviver e escapar ileso a mais uma temporada. Bien, vem aí o filme…* E na próxima segundona a mesma Globo começa a exibir a última temporada de Lost (que, óbvio, já  foi devorada por “lostmaníacos” na tv paga ou mesmo na web). Como Zap’n’roll sempre achou Lost uma tremenda porcaria, nem vai perder tempo assistindo.* Música, maestro! O novo e aguardado álbum dos mega queridos Foo Fighters, já tem data marcada pra sair: 12 de abril.* E aquele xotaço que todos nós amamos e temos sonhos platônicos de dar uma foda com ela, a Kate Moss, disse que agora vai casar mesmo. Ela ficou noiva do músico Jamie Hince, e dize que se casa com ele em julho. Será? Será?? Será??? E as sessões loucas de cocaine e putaria com rock stars, vão mesmo ficar para trás?Esse bocetaço que deu pro Pete Doherty até a xota ficar ralada, diz que vai casar este ano. É o fim das putarias de miss Moss, movidas a cocaine?* Journey toca em Sampa, em março. Sim, você leu direito: essa tranqueira abominável do que de pior existia no prog/brega rock americano setentista, vai vir assombrar a capital paulista mês que vem. Fala sério: quem precisa de um show do Journey a essa altura do campeonato?* Imagem esportiva da semana, hihi:(foto: FolhaSP)* O FIM DO WHITE STRIPES –  É a primeira grande baixa do chamado “novo” rock do novo milênio. Entonces, ontem Jack e Meg White soltaram um comunicado oficial colocando um ponto final nos treze anos de carreira do grupo White Stripes. O WS surgiu em Detroit em 1997 e, dentro de sua proposta de reinventar o blues/hard rock pesado setentista sob uma estética moderna e repaginada para os dias atuais, construiu uma curta porém sólida discografia de meia dúzia de álbuns que poderão resistir ainda por muitos anos dentre os grandes discos editados nos anos 2000. Particularmente o blog considera “White Blood Cells” (lançado em 2001), “Elephant” (editado em 2003) e “Get Behind Me Satan” (de 2005) três obras-primas inatacáveis do rock do novo milênio, fora que Jack White se revelou ao longo da trajetória da dupla como um dos melhores guitarristas de sua geração. Agora, bizarro mesmo foi o autor deste blog JAMAIS ter visto o grupo ao vivo, e isso já foi contado aqui mesmo, tempos atrás. Na primeira incursão do WS ao Brasil, o duo se apresentou apenas no Rio, no então Tim Festival, e Zap’n’roll acabou não indo ao balneário carioca para conferir a apresentação. Depois, em 2005, foi a volta consagradora – na turnê do álbum “Elephant” – com apenas um show de ingressos esgotadíssimos no famigerado Credicard Hall. O blog tinha credencial para ir à gig. Mas passou a noite anterior se entupindo de drogas numa balada infernal. E quando tentou se recuperar para ir ver Jack e Meg, veio a notícia de que sua avó havia falecido. Não havia mais clima algum para ir ao show. E, por fim, na última visita, a apresentação em Sampa mais uma vez coincidiu com uma viagem que o sujeito aqui faria para algum lugar, para cobrir algum festival independente. Foi isso, enfim: White Stripes, ao vivo, escapou dos olhos e ouvidos do zapper gonzo. Fica, então, a lembrança do riff já clássico de “Seven Nation Army”. E a certeza de que o White Stripes sabiamente interrompeu sua trajetória no auge. Algo que muitos outros grupos de rock também deveriam saber fazer, antes de afundar na sempre triste, insuportável e inevitável decadência artística.* Poucas bandas deixaram obras relevantes para o rock, nos últimos vinte anos. o White Stripes foi uma dessas bandas. Mas Nirvana, Pearl Jam, Teenage Fanclub, Sonic Youth e Primal Scream também estão nessa nobre lista. Mas daqui a pouco falamos sobre isso, okays? O blog vai lá no Espaço Unibanco Augusta, assistir “Em um lugar qualquer”, e volta até o final da tarde desta sexta-feira, para falar de cinco discaços que em 2011 completam vinte anos de existência. Até logo menos, então!Jack e Meg White: eles vão fazer falta no novo rock mundial.——————–Lembrando que hoje, quinta-feira, o circuito alternativo de Sampa já começa a ferver, com a festa “Generation X”, comandada pelos manos Márcio e Gilberto Custódio, lá no Dj Club (na alameda Franca, Jardins, zona sul de Sampa). É lá que o blog vai dar uma passadinha depois da sessão de cinema no baixo Augusta.E enquanto o restante do post não chega, continue indo firme lá no hfinatti@gmail.com, pois a batalha pelos dois ingressos pra curtir o showzaço do LCD Soundsystem, dia 18 de fevereiro no Pachá, está mais sangrenta do que nunca, uia! Vai lá então e boa sorte!——————–Élida Miranda: foi muito bom te ver pessoalmente hoje, no início da tarde. O coração zapper partido está precisando de uma garota como você, perto dele. Beijos no seu coração!——————–(enviado por Finatti às 18:15hs.)

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