O mega fofo e incrível Belle&Sebastian fala de amor. E o blog conta como foi o Vaca Amarela, como são os Baudelaires e o Umbando, dá ingressos pro SWU etc, etc.

 O mega amado grupo escocês: discaço novo e a caminho do BrasilÉ tempo de amar…E não é porque o zapper eternamente apaixonado anda mezzo melancólico, que ele vai deixar de falar sobre o amor neste post. Afinal o nosso sempre amado Belle & Sebastian, um dos mais meigos, doces, legais e geniais grupos do rock escocês desde sempre, está aí com o seu novo disco (o primeiro álbum de estúdio deles desde 2006, quando lançaram o igualmente fofo “The Life Pursuit”), onde as melodias bucólicas e melancólicas dominam as canções como nunca e onde o vocalista e guitarrista Stuart Murdoch fala também como nunca a respeito do… amor. Yep, o amor, este sentimento tão puro, sincero, dolente, talvez o mais nobre dos sentimentos que habita a possível alma que existe dentro de cada um de nós, seres humanos. Sim, o amor forte, emotivo, mais passional ou mais racional (dependendo de cada caso), mas enfim o amor que fez, por exemplo, com que Zap’n’roll alimentasse durante quase um ano e meio sonhos de casamento com filhos e uma união estável com uma linda e incrível garota chamada Rudja, que mora lá na distante Macapá. O mesmo amor que levou o blog até o extremo Norte várias vezes neste período, o mesmo amor que proporcionou ao casal uma noite inesquecível de delírios carnais ao som de… Belle & Sebastian (uma história doce e que será melhor contada logo mais aí embaixo, em um mini diário sentimental que recorda os momentos inesquecíveis passados pelo zapper sentimental ao som da banda escocesa). Enfim, sempre é tempo para amar, seja ouvindo o novo discão do B&S, seja descobrindo uma grande garota em Macapá ou em Goiânia durante um festival de rock, seja enfim tendo amor dentro de si e para si mesmo e para quem estiver próximo de si, em todos os dias da sua vida.* Pois é, tempos de amor: o grande Eddie Wedder (who?), aos 45 anos de idade, se casou esta semana com sua namorada de anos e com quem já tem dois filhos. Bacana, né?* Tempos de (des)amor: o casamento da quase cinquentona (mas ainda beeeeem gostosona) Demi Moore com o ator Ashton Kutcher (quinze anos mais novo do que ela) estaria em crise. O casal nega.* Tempos de (des)amor, II: em entrevista a um tablóide sensacionalista, uma “moçoila de vida fácil” inglesa, afirmou que teve um affair com o mega astro do futebol David Beckham há dois anos. E entregou: “ele é infeliz no casamento com a Victoria [ex-Spice Girls]”. Uia!* Tempos de “flerte” entre emos e metal farofa: o Fresno foi confirmado como banda de abertura dos shows do Bon Jovi no Brasil, mês que vem.* Nota de falecimento na blogosfera: o “Ilustrada no Pop”, que era assinado pela dupla Thiago Ney e Marco Canônico, na Folha online, foi pro saco. Os motivos para a sua retirada do portal do jornal paulistano não foram divulgados. Zap’n’roll lamenta o desaparecimento do dito cujo, embora imagine os motivos pelos quais ele foi extinto. Dom Thiaguito escreve bem e tal, mas sempre pareceu meio desinteressado em manter o blog, talvez já premido pelo seu trampo pesado na redação da Folha. Marco escrevia ali com mais brilho, paixão e emoção do que seu colega. Enfim, tudo lá era atualizado de forma muuuuuito lenta para os padrões meteóricos da web. Ao mesmo tempo, o blog de mr. André Barcinski (figura com a qual o sujeito aqui já teve lá suas diferenças, sendo que hoje o considera um “inimigo cordial” deste espaço rocker blogger) chegou atropelando no site. Goste-se ou não do estilo do Barçola escrever, mas ele sabe causar polêmica e sabe ser sagaz, irônico e venenoso na medida certa nos textos – no seu post mais recente, por exemplo, o trio inglês Muse é detonado sem dó e isso, claaaaaro, vai deixar os fãs xiitas do grupo (como a Rudja) em estado de choque e ódio puro. Mas é isso: descanse em paz, Ilustrada no Pop.* Agora, quem ainda vai viver muuuuuito é o queridaço Belle & Sebastian. Pelo menos assim esperamos!AS CANÇÕES SUBLIMES QUE FALAM DE AMORZap’n’roll possui uma já longa história de amor com o grupo escocês Belle & Sebastian, que lança na Inglaterra na próxima segunda-feira seu novo álbum de estúdio. Cercado de imensa ansiedade e das melhores expectativas, “Write About Love”, o oitavo trabalho de estúdio da banda (e que já vazou total na web) só confirma o que todo mundo que aprecia grande música já está careca de saber: o B&S, mesmo já contando com mais de década e meia de existência, continua sendo um dos melhores grupos do rock alternativo planetário. E as belíssimas e como sempre melancólicas canções que permeiam todo o álbum só reafirmam a capacidade de o compositor, letrista, guitarrista e vocalista Stuart Murdoch em burilar músicas que tocam o âmago de nossos corações e de nossas almas. São tempos de amor (seja ele feliz, plenamente realizado ou triste e desencantado) o que o Belle & Sebatian propõe em seu novo cd. É um trabalho sublime – e já sério candidato a disco de 2010.O B&S surgiu em Glasgow, em 1996. Engendrando uma musicalidade suave, construída com instrumentos de cordas mais sopros e teclados que emolduravam letras poéticas e fascinantes de tão belas e tristes, todas cantadas por Murdoch e também pela ex-vocalista Isobel Campbell, o grupo logo chamou a atenção da mídia musical e se tornou “cult band” graças a álbuns absolutamente fodásticos como “Tigermilk” (a estréia deles, em 1996) ou “The Boy Whit The Arab Strap” (editado em 1998). Por essa época Zap’n’roll, sempre um eterno apaixonado, descobriu o som do conjunto e caiu de amores por ele. Foram incontáveis as noites varadas em leituras de poemas, porres de whisky e audições de B&S enquanto o blogger solitário sonhava encontrar o amor perfeito e definitivo de sua existência.Os anos foram passando e a fama e o prestígio do grupo só aumentaram, mesmo com a saída de Campbell do line up e mesmo com a banda derrapando em seu apuro estético em trabalhos menores como, por exemplo, a infeliz trilha concebida para o filme “Storytelling”, em 2002. Um ano antes, os escoceses baixaram no Brasil para uma noite inesquecível no extinto Free Jazz Festival, onde também se apresentou o saudoso e finado grupo americano Grandaddy. Já célebre por suas gigs onde o som no palco era estratégicamente contido no volume, o B&S encantou e arrebatou a multidão presente ao Jockey Club, em Sampa. Entre uma música e outra, Stuart Murdoch recitava pequenos textos de um livro que tinha em mãos. Os já semi-clássicos do conjunto iam se sucedendo e um dos ápices da noite foi quando eles tocaram um cover tão alegre quanto possível para eles, de “Minha menina”, de Jorge Ben. Inesquecível.Pois após lançar os ótimos “Dear Catastrophe Waitress” (em 2003) e “The Life Pursuit” (editado há quatro longos anos), o B&S cometeu a ousadia (mega bem-vinda por sinal, nestes tempos de flacidez plena e frieza mercadológica que dominam ubiquamente o pop e o rock) de soltar agora este “Write About Love”. Não se engane quando você for ouvir o disco e estranhar os ruídos e o andamento um pouco mais acelerado de “I Dind’t See It Coming”, que abre o disco. Ou mesmo a aparente felicidade contida em “Come On Sister”. Quando você se defrontar com o escândalo de beleza e mergulhar na mais melancólica das almas em “Calculating Bimbo” (Murdoch por certo chorou após gravar a voz dessa música), ou ainda em “Little Lou, Ugly Jack, Prophet John” (que traz, quem diria, Norah Jones em especialíssimo dueto com Stuart Murdoch), você irá se lembrar que está ouvindo o novo álbum de uma banda que torna nossa existência um pouco menos amarga do que ela é. A faixa-título do álbum, com mais guitarras e seu clima mezzo soul sessentista é uma pequena obra-prima que demonstra o quanto a banda pode ser versátil dentro de sua estética musical melancólica: dançante, ela pode partir (ou juntar) corações apaixonados em uma pista de dança alternativa.Zap’n’roll também não vai se esquecer, jamais, da noite de intenso amor emocional e carnal que ele teve com sua ainda amada Rudja, em agosto de 2009, quando foi pela primeira vez a Macapá. O casal estava apaixonadíssimo e após chegar de um passeio pela cidade, começou a se “pegar” na cama. Bateu o imenso desejo carnal e ambos se perguntaram: “o que vamos ouvir pra acompanhar nosso louco amor cheio de tesão?”. O disco escolhido foi “BBC Sessions”, do Belle & Sebastian. Foi uma madrugada mágica, de gozos fartos e intensos de ambas as partes. E com certeza foi uma das transas mais intensas vividas pelo casal.Pois a francesa linda de Macapá estará novamente em outubro em Sampa, para ir ao festival SWU junto com o ex-boyfriend. E como ainda existe muito amor, carinho e tesão entre os dois, Zap’n’roll sabe exatamente o que vai por pra tocar se o casal for novamente pra cama. Afinal “Write About Love” é isso: trilha perfeita, indescritível e infinita para todos que amam com o fogo consumindo coração e alma.VACA AMARELA MOSTRA ÓTIMOS SHOWS E ESTRUTURA INVEJÁVELO texto que você vai ler aí embaixo já foi publicado na página de notícias do portal Dynamite online. Aqui, ele vem acrescido das notórias, célebres e famosas “notas de bastidores”, que sempre deram um “tempero” a mais às coberturas rockers que o blog fez e continua fazendo pela cena independente do Brasil afora.Leiam e delirem, hihi.**********Goiânia é uma cidade quente, muito quente, no sentido literal da questão metereológica. Não chove no Centro Oeste há mais de cem dias, a umidade relativa do ar por lá anda baixíssima e tudo isso torna o clima bastante difícil de suportar. Mas nada disso também tira o entusiasmo de uma capital que possui uma das cenas rockers mais agitadas do país – não é a toa que chamam a cidade pela alcunha “Goiânia Rock City”, ou a “Seattle brasileira”. E este entusiasmo pôde ser totalmente visto e comprovado durante as duas noites em que foi realizada a edição 2010 do festival Vaca Amarela, nos últimos dias 17 e 18 de setembro, na Estação Goiânia, região central da capital de Goiás. Foram trinta e quatro shows distribuidos em dois palcos enormes, com ótima estrutura de luz e som. Fora isso, o Vaca Amarela também deu show de organização: não houve atrasos na entrada das bandas no palco; o Estação Goiânia, além de ser um espaço gigante para abrigar o evento (com capacidade para cerca de 5 mil pessoas), ainda possui um estacionamento amplo e onde não havia dificuldades para entrar, sair e estacionar. E lá dentro havia de tudo, além de muito rock’n’roll: barracas de comidas típicas, de bebidas com preços camaradas, além de bancas para venda de camisetas, discos, cds, livros etc. O público foi um caso à parte no festival: compareceu em grande número nas duas noites, participou com vontade dos shows, aplaudiu todas as bandas (mesmo as que não mereceram isso) e ainda se mostrou bastante comportado, sendo que não houve registro de tumultos durante o evento. Ah, sim: como já é notório, a quantidade de mulheres gostosas no local era absurdo. Em Goiânia sobram gatas tesudas, rockers e loucas. Sempre foi assim por lá.Mas vamos ao que realmente importa: o panorama que o Vaca Amarela mostrou da nova produção musical independente brasuca. E nesse aspecto, o festival contemplou praticamente todas as vertentes do pop/rock alternativo nacional. Na primeira noite, por exemplo, além dos grupos locais que abriram a maratona, deu gosto ver a apresentação anfetamínica e pop/psicodélica do amapaense Stereovitrola, hoje seguramente um dos dez melhores novos grupos do indie rock nacional. Já Mersaut e a Máquina de Escrever fez jus às suas referências kafkanianas e mandou um set denso, calcado na dramaticidade das letras e do instrumental. Agora, surpresa mesmo foi a performance do grande trio instrumental gaúcho Pata De Elefante: sem vocais e contando apenas com a força de sua música, o grupo conseguiu atrair uma multidão para a frente do palco enquanto tocou, o que demonstra que já há sim plena receptividade para a música sem palavras no rock alternativo brasileiro. Depois do Pata, ainda rolaram ótimos shows do Terra Celta, da bizarríssima lenda que é o roqueiro gay e performático Edy Star, do local Umbando (atenção: este grupo que mistura samba, música de raiz goiana e rock num mesmo caldeirão fervente, é uma das melhores formações musicais que este repórter viu/ouviu nos últimos tempos) e do Lobão, que fechou a noite com um show repleto de hits oitentistas mas também dando espaço para canções mais obscuras de sua trajetória.E se já havia muita gente na primeira noite, na segunda uma autêntica multidão invadiu o Estação Goiânia. Foi a noite do som garageiro e mezzo jovem guarda dos Inimitáveis (de Mato Grosso, outro nome que tem tudo pra se destacar na indie scene nacional nos próximos meses), do sempre eficiente punkabilly dos Gramofocas, da surpresa do glam e mega andrógino rock do pernambucano Johnny Hooker & Os Candeias Rock City (um grupo com uma bichaça louca e fodástica nos vocais, usando bota salto plataforma numa cidade onde o calor na madrugada superava os 25 graus, mais blusa branca de pantufas e que, saltitante no palco, perguntava pra galera “quem já fumou maconha hoje?”, além de cantar um dos bordões mais legais do festival: “pare de ser um rockstar!”) e do som pesado mas algo pop do Hellbenders, do metal extremo e from hell do Necropsy Room (nada contra esse tipo de som, a banda é boa e tal, mas Zap’n’roll sempre se pergunta quando vê grupos nesse estilo: por que eles não mudam nunca? Por que os músicos tocam com o corpo curvado, como se fossem macacos em desespero, o vocalista canta como se estivesse cuspindo seu pulmão pela boca e o público fiel deste tipo de som é predominantemente masculino, machista, reacionário e ultra conservador? Para refletir…), do punk sempre abrasivo e engajado do Nitrominds e do thrash do Claustrofobia.No meio dessa pancadaria sônica, quem se destacou foi o esperto e ótimo Johnny Suxxx e seus Fucking Boys, além do paraense Baudelaires. O primeiro já é gigante em Goiânia; com seu rock’n’roll de contornos hard e glam, e contando com duas backing vocals gêmeas e tesudas, Johnny fez o show de lançamento do seu segundo disco, “Zebra”, que saiu há pouco, e botou o povaréu pra cantar junto com ele as letras das músicas. Já o quarteto The Baudelaires talvez tenha sido a segunda melhor surpresa de todo o festival, depois do Umbando: cantando em inglês, com duas guitarras afiadíssimas e engendrando melodias algo melancólicas mas dançantes, o grupo exibiu doses concentradas de power pop sublime, Teenage Fanclub, Beatles e Weezer. Fizeram bonito em uma noite adversa ao som deles (onde o predomínio era dos sons mais pesados e extremos), e acabaram conquistando o público com um set impecável. Incrível que façam tão bem e curtam com tanta paixão power indie guitar pop morando em Belém.Claro, tudo terminou com o rock machista, sexista e também conservador das Velhas Virgens. Há quem goste e veja graça no som da banda paulistana, que faz um rock’n’roll antiquado e calcado em um blues mezzo canhestro. Este blogger loker nunca vai gostar daquilo, ponto. Mas eles fecharam bem o Vaca Amarela, mantendo a atenção da galera até o final do seu set.Enfim, foram duas noites que mostraram que a cena independente nacional continua produzindo ótimas surpresas musicais. Surpresas que hoje passam bem longe do eixo Rio-SP, onde a vergonha alheia é talvez a principal característica das novas bandas das duas maiores metrópóles do país. Infelizmente.********** PICS DO FINDE ROCKER EM GOIÂNIAStereovitrola (do Amapá) e seu fucking great rocl psicodélico; duas bichas de respeito: Edy Star e Johnny Suxxx; Johnny Hooker: “quem já fumou maconha hoje?”; e Johnny Suxxx e sua banda botando pra foder em Goiânia: finde rocker pra ninguém botar defeitoSEX, DRUGS AND… ROCK’N’ROLL IN GOIANIA ROCK CITY, HIHI* Fazia pelo menos seis anos que Zap’n’roll não ia até a capital de Goiás – a última vez em que havia ido até lá foi em 2004, pra acompanhar a edição daquele ano do Goiânia Noise Festival. O convite para cobrir o Vaca Amarela 2010 partiu do queridíssimo João Lucas – aka Johnny Suxxx, pra galere rocker –, quando ele esteve em agosto em Sampa, para lançar o novo disco da sua banda, os Fucking Boys. “Finatti, faço questão que você vá ao Vaca Amarela este ano!”, disse Joãozinho ao autor deste blog, em uma noitada de álcool e chapação no clube Inferno. O blog aceitou o convite, claro. E lá se foi pra Goiânia, a terra do rock’n’roll, do calor e… das xoxotas mais rockers e loucas do Brasil.* A viagem até a capital de Goiás, via busão aéreo da Gol (com o seu, como sempre, “fantástico” serviço de bordo), foi rápida – pouco mais de uma hora. Mas o blogger agora solteiro novamente (e infelizmente, pois seu corazón ainda vai pulsar por muuuuuito tempo pela linda e gatíssima Rudjinha) resolveu cair na putaria e na esbórnia já na madrugada de quinta pra sexta-feira, no baixo Augusta, em Sampa. Moral da história: chegou cansadaço no final da tarde de sexta em Goiânia. Uma van o esperava no aeroporto, e o blog foi levado direto para o hotel onde o staff do festival estava alojado. Hotel fodaço, com piscina e quarto individual à disposição do sujeito aqui. Papos com Rudja via celular e um cochilo providencial foi tirado, antes de cair na loucura do Vaca Amarela.* Nove da noite. O interfone toca: uma das assessoras do festival, a simpática (e totosa) Bia informa que a última van para o local do evento vai sair logo menos. Correria no quarto. Banho daqui, preparativos dali e… o zapper lesado descobre que esqueceu escova e pasta de dentes em Sampa. E agora? Liga pra recepção do hotel. Ambos estão em falta lá. E não dá tempo de pedir em alguma farmácia. E agora? Idéia! Novamente ligando na recepção: “em qual quarto estás o pessoal da Pata de Elefante?”. “No quarto tal”, responde o simpático atendente. Zap’n’roll liga: “Gabriel? Fela da mãe! Adivinha quem é???”. O gaúcho, demônio das seis cordas, solta uma gargalhada e o blogger precisando de socorro, explica a situação. Na hora Gabriel vai em auxílio do seu amigão jornalista. Mais papos no quarto e a dupla, pra comemorar o reencontro no festival, decide praticar “maldades nasais”, rsrs. “Maldades” que iriam se prolongar na arena do festival, durante boa parte da madrugada…* A van chega à Estação Goiânia. Zap’n’roll, mezzo “bicudo” (mas não muito ainda, a situação iria “piorar” no decorrer da madrugada), sai correndo direto pro backstage, já que queria ver a gig da macapaense Stereovitrola, que tinha acabado de subir no palco. No back, dá de cara com Johnny Suxxx, que informa ao jornalista de volta aos seus dias de “gonzo report”: “Finas, temos um bar à sua disposição hoje e amanhã, onde você pode beber o que quiser e o quanto quiser, sem pagar nada! Fique à vontade e divirta-se!”. O zapper foi então ao tal bar. Lá havia um oceano de whisky, vodka e energético. Não deu outra: em pouco tempo, turbinado sempre por doses duplas de whisky com energético, combinado com outros “aditivos”, e o autor destas linhas online estava “pronto” pra cobrir o festival, rsrs.* Uma e pouco da manhã: a madrugada avança, shows bons se alternam com outros francamente sacais (como o do grupo “de raiz” Passarinhos do Cerrado) e lá pelas tantas o sujeito que escreve estas notas de bastidor descobre que seu “aditivo” extra simplesmente acabou. E agora? O que fazer? Solução: volta rápida e rasteira ao hotel, onde ainda havia um pouco do “produto” que, na verdade, deveria ser guardado para a noite seguinte. Não deu outra: Zap’n’roll decide ir até lá buscar o negócio. Mas não sabe ir sozinho até o hotel. Pede socorro a Johnny Suxxx: “tem alguém que pode me explicar como ir de táxi até lá?”. “Tem: eu!”, diz… ela! Quem? Um xotaço rocker de 21 aninhos de idade, estudante de comunicação, amiga do Johnny, com um par de peitaços insistindo em escapar pelo decote escandaloso da blusa, cabelos pintados de vermelho, bermuda jeans justíssima apertando as coxas tesudas e com cara de quem também adorava fazer “maldades nasais”. A dupla rumou então pro hotel. O que aconteceu lá é impublicável aqui – mas algumas cenas estão registradas na câmera do celular do blogger novamente junky. Consumada a putaria, volta para a Estação Goiânia ainda a tempo de assistir aos últimos shows da primeira noite. E quando o “inocente” blogueiro pensou em pedir algum contato da moçoila (pra, quem sabe, marcar algo pra noite seguinte), ela já foi avisando: “melhor ficarmos só nisso. Se meu namorado souber disso, ele me mata!”. Wow! Então, ficou por isso mesmo.* Três da manhã: fim da primeira noite, encerrada com o show do velho mas ainda em forma Lobão. Zap’n’roll estava lesadíssimo de whisky. Tão lesado que se jogou na van, chegou no hotel e capotou na sua cama. Só acordou pra almoçar, pore volta das 13 horas do sábado.* Rango numa churrascaria rodízio igualmente fodona. Aliás é consenso que em Goiânia se serve o melhor churrasco do Brasil, ao lado de Porto Alegre, claro. Lá fora fazia um calor infernal. Mas a comida estava ótima. O autor destas linhas bloggers almoça na mesa junto com o chapa Daniel, batera do Pata De Elefante. Ele vai contando a história do rompimento (e os motivos deste) do trio com o selo Monstro Discos, e também como a banda passou a ser meio que “boicotada” no circuito de festivais da Abrafin, por conta deste rompimento. É uma história que renderia um belo post aqui. Mas o Pata pediu discrição ao blog nesse assunto, pelo menos por enquanto…* Bora pra segunda e última noite do festival, após uma bela soneca durante toda a tarde. E como não havia mais “maldades nasais” a serem feitas (já que tudo tinha acabado na primeira noite), qual a solução pra se curtir os shows? Novamente chapar o côco de whisky. E fumar uns becks, hihi. Pois foi já ao final do show das Velhas Virgens, meio alterado por álcool e nuvens de marijuana, e querendo ir embora logo (sem paciência pra esperar a última van), que Zap’n’roll deu de cara com mais uma lindaça goiana rocker: sozinha no estacionamento do festival, dentro do seu carro, a arquiteta com os olhos da escritora Anais Nin, atendeu ao apelo aflito do jornalista gonzo por uma carona e o levou até o hotel. Lá chegando, carro parado, papos divinos rolando e… enfim, as duas bocas se encontraram. Quase paixão fulminante e à primeira vista, que só não se tornou isso porque o sujeito aqui ainda está com o coração total nas mãos de uma certa garota laaaaá do Norte brasileiro. Pois é…* E foi mais ou menos isso o que rolou nas “internas” do Vaca Amarela. O festival foi bacanão, o blog foi super bem tratado por toda a equipe do festival (a Bia, a Naya, o Rafael etc, etc, etc.) e fica aqui nosso agradecimento por esta incrível recepção. Sucesso pro Vaca Amarela em 2011 é o que desejamos daqui desde já!DUAS BANDAÇAS REVELADAS EM GOIÂNIA* The Baudelaires – o quarteto de Belém (capital do Pará) é sensacional. O blog já tinha assistido parte do show deles no festival Quebra Mar, em julho passado, em Macapá. Mas no Vaca Amarela, no finde passado, foi possível sacar todas as belíssimas nuances power pop construídas pelas duas guitarras (tocadas por Andro e Bruno) e pelas melodias fofas que a banda engendra. Cantando em inglês, com uma seção rítmica (formada pelo baixista Ariel e pelo batera Marcelo) oscilando entre precisão e suavidade e fazendo da dolência e do bucolismo musical sua razão de existir, os Baudelaires destilam doses acachapantes de indie guitar, Beatles e Weezer em canções fantásticas como “She’s A Queen” ou “She’s A Painter” (esta, um encontro dos sonhos entre Teenage Fanclub e Belle & Sebastian). Estão com um cd em circulação, com onze faixas (sendo que a capa em papelão remete às capas dos antigos compactos de vinil) e podem ser melhor ouvidos e conhecidos em www.myspace.com/baudelairesband . Vá lá, ouça e chore de satisfação.* Umbando – são de Goiânia mesmo e talvez sejam a maior e melhor surpresa que o blog viu/ouviu na indie scene nacional nos últimos tempos. O Umbando mistura samba com regionalismo, música goiana com guitarras e tudo resulta em uma combinação arrebatadora e sem ser sacal ou “cabeçuda”. Pense em um sincretismo entre os cariocas Los Hermanos e Casuarina, adicionado de levada pop/rock. Acrescente-se a isso ótimas melodias, canções algo melancólicas (todas repletas de violões, flautas, triângulos e percussão com surdos e zabumbas) e jogos vocais bacanas (com backing femininos), e você terá o som do Umbando. “Baião Goiano” abre o cd de estréia do grupo em clima festeiro. “Clarice” é uma peça instrumental preciosa e faixas como “Roseira” e a pequena jóia rara que é “Olho Mágico” (“O olho mágico enxerga o cosmos/No hospital e na flor/O olho cético se fere/No espinho e no amor”), seduzem mortalmente já na primeira audição. Pra ouvir do lado de quem você ama (né, Rudja), tomando um ótimo vinho, fumando um beck poderoso e dando aquela trepada inesquecível com a garota. Interessou? Vai lá: www.umbando.com.br .Umbando: misturas brasileiras com rock em um show e disco pra maconheiro trepar feliz com sua gataO BLOGÃO ZAPPER INDICA* Discos: “Write About Love”, o novo e lindão do Belle & Sebastian. E as estréias dos Baudelaires e do Umbando.* Entrevista: o portal Scream&Yell, um dos melhores do Brasil dedicado à cultura pop, fez uma entrevista de fôlego com o pequeno grande gênio Hélio Flanders, vocalista do Vanguart. Lá ele destrincha o futuro da banda, fala das novas músicas e analisa o momento atual da cena rocker nacional. Vale a pena e muito ler, sendo que a matéria pode ser alcançada aqui: http://www.screamyell.com.br .* Baladenhas!!! Yeeeeesssss! O blog finalmente vai passar um finde novamente em Sampalândia (já que nos dois últimos esteve em Macapá e Goiânia). E já está se programando porque a esbórnia rocker vai rolar com gosto, hihi. Começando já hoje, quinta-feira, 23, quando acontece mais uma edição da festa Kill City lá no Inferno (rua Augusta, 501, centrão rock’n’roll de Sampa), e que está tornando as madrugadas de sexta muito mais agitadas no baixo Augusta.///Já amanhã, sextona, a parada vai realmente ferver: além da imperdível festa “Shakerville” no Astronete (rua Matias Aires, 183, Consolação, centro de Sampa), comandada pelo super dj Cláudio Medusa (e suas incríveis raridades de soul music sessentista), também tem showzaços do Paris Le Rock e Jennifer Low Life no Inferno, e dos imperdíveis (sempre!) Los Porongas (acompanhados do O Sonso) lá na Outs (rua Augusta, 486). Ainda na sexta agitadíssima mas lá na Livraria da Esquina (na rua do Bosque, 1253, Barra Funda, zona oeste paulistana), tem festa de aniversário da querida dj Silmara, que bota o povo pra dançar sempre com os melhores sons dos anos 80’.///E no sabadón a parada é novamente no Inferno Club, onde vai rolar showzaço do trio Nevilton, uma das grandes revelações da novíssima cena indie nacional. É isso aê mano: se joga!DESOVANDO PRÊMIOSQue já tá na hora, no? Yep, eles já foram despachados pros ganhadores mas segue a lista aí embaixo, pros curiosos em geral:* Discos do Paris Le Rock: foram para Carolina Dias Malta (São Paulo/SP) e Otávio Fusco (Belo Horizonte/MG);* Kit com dvds e cds da ST2: foi despachado para Ariadne Ferreira Fontes, de Campo Grande (MS);* Pares de óculos da Chilli Beans: foram para Carine Silva e Aline Vanessa (Macapá/AP), Marjorie Santos (Santos/SP), Vinicius Hart (?), de São Paulo/SP, e Mário Olegário (Porto Alegre/RS).Buenas, né? Agora, corre lá no hfinatti@gmail.com que a disputa sangrenta vai ficar pior do que já está. Afinal, o blog coloca em sorteio:* DOIS INGRESSOS para CADA NOITE do festival SWU, em outubro, lá em Itú;* Mais DOIS INGRESSOS para o Planeta Terra, dia 20 de novembro em São Paulo;* E um kit com os mega bacanas cds dos grupos Baudelaires e Umbando.Fechou? Então é isso. Dedo no mouse e boa sorte!GOODBYE!Post grandão como o povo gosta, né? O coração zapper continua partido, tristonho, mas a vida segue em frente. E o blog também. Assim, semana que vem estamos na área novamente. Até lá, com beijos doces em todo mundo que nos lê e que está do nosso lado. Até!(enviado por Finatti às 19hs.)

Back in Black (mais ou menos…) Plus: Johnny Suxxx, Vaca Amarela, o que vale a pena no SWU e no Planeta Terra e a nova (des)ordem das relações humanas

 Dois gênios a caminho do Brasil em outubro e novembro: Josh Homme (com o seu QOTSA), e Billy Corgan (ainda à frente dos Smashing Pumpkins)* Pronto! Aqui estamos novamente. Demorou, mas chegamos. Reiniciando as transmissões a todo vapor, hihi.* Tamo aí na atividade e nos caralho, no? Semana amena em Sampalândia, após mais uma curta temporada em Macapá, onde o blogger andarilho foi visitar sua ex-girlfriend e ainda big friend, a Rudja. E o blog vai ouvindo o disquinho/discão do Joãozinho chupador (ou “boqueteiro”, hihi) e seus garotos fodidos, ou Johnny Suxxx & The Fucking Boys, uma das bandas glam/glitter mais legais da indie scene nacional. O cd da turma acabou de sair e você lê mais sobre isso logo aí embaixo.* Yep, o blog também continua ouvindo o novo Interpol (desde que estava no norte brazuca, na verdade). E ainda está pensando o que escrever sobre ele.* Falando na cena indie nacional e tal: o The Concept, uma das bandas mais legais do shoegazer paulistano dos 90’ (yep, existiu um movimento shoegazer na cidade, naquela época) está de volta. Em papo by phone com o blog o baixista e fundador da banda, Wagner, conta animado que o grupo já está em estúdio finalizando um disco de inéditas. Enquanto o lançamento não acontece, o Concept já vai por o pé no palco e toca dia 29 de setembro na Livraria da Esquina, em Sampa. Além do repertório clássico do grupo eles prometem covers especialíssimas no show, com músicas do Joy Division, do Jesus & Mary Chain e Ride. Wow! A volta do Concept é mais do que bem-vinda, num momento em que o indie rock brazuca está um pé no saco de tão ruim.The Concept: o shoegazer brazuca dos 90′ que está de volta* E tá mesmo. Assistindo dia desses o Lab BR, na MTV, estas linhas bloggers rockers ficaram espantadas ao ver a quantidade de bandas toscas que estão na programação da emissora.* Pelo menos o SWU em Itú, mês que vem, vai estar com boas bandas da cena alternativa brazuca tocando no palco da Oi fm. Los Hermanos, Macaco Bong, Volver, Autoramas e Superguidis vão estar por lá. E também a já meio caída Mallu Magalhães (é, o hype durou menos do que se esperava, né?) e o superestimado Black Drawing Chalks. Aliás, tá tudo ótimo e tals, mas há um cheiro de “armação Abrafin” no ar nessa escalação das bandas alternativas nacionais que estarão no SWU. Enquanto isso, outros grupos muuuuuito bons que poderiam estar lá não vão estar, como as macapaenses Mini Box Lunar, Stereovitrola e Vila Vintém, a paulistana Paris Le Rock, as gaúchas Cartolas e Pública, a acreana Los Porongas, a paraense Madame Saatan (que é beeeem melhor, por exemplo, do que o citado Black Drawing Chalks) ou a curitibana Charme Chulo. Mas enfim, pelo menos a cena independente brazuca vai estar bem representada no SWU.Los Hermanos: uma das grandes atrações nacionais do SWU* Frase da semana passada: “Pensei que era goma de mascar, juro!”. A bocetuda porém debiloide milionária Paris Hilton, tentando convencer um delegado de polícia americano de que ela não sabia que era cocaine o que continua o pacote encontrado na bolsa dela, durante uma revista policial. Detalhe: havia oito gramas de padê no tal pacote.Um xoxotaço loiro que fode horrores, mete a napa na cocaine mas que possui um cérebro de ameba* E… cumas??? O blog volta de sua rápida temporada de uma semana lá pelos lados do Amapá, começa a fuçar como louco na web em sites e blogs pra saber a quantas anda o mondo pop e, ao entrar na vizinha e querida Popload, dá de cara com dear Luscious falando daquele papo de que Paul McCartney morreu e tal, e que o sujeito que há quatro décadas grava discos e canta por aí em seu lugar é um sósia? Até tu Luscious embarcando nessa onda??? Aff… essa história é uma das lendas mais manjadas do rock’n’roll e, claro, só serviu pra tornar os Beatles e o próprio Macca ainda mais famosos e ricos do que já eram.* Fora que o gênio Macca já tocou por duas vezes no Brasil e, na segunda vez, lá pelos idos de 1993, ele se apresentou no estádio do Pacaembú, em Sampa. Zap’n’roll foi no show e na coletiva de imprensa que o ex-beatle concedeu no salão de jogos do estádio. O sujeito aqui viu McCartney beeeeem de perto nessa coletiva. E pode garantir: ele era ele mesmo, rsrs.* Buenas, sir Paul está vindo aí, em novembro. Pensa bem: depois dessa ele, que já está batendo na porta dos 70 anos de idade, vai se aposentar. E o homem é gênio imortal do rock, só isso. Então, não dá pra perder o show, de forma alguma.* Enfim, descontando essa eterna bobagem sobre a “morte” da lenda, Zap’n’roll continua amando a Popload, hihi. E inclusive agradece a citação de um tweet nosso entre os “melhores da semana” do Twitter, hehe.Sir Paul McCartney: ele é ele mesmo, rsrs. E também vem pro Brasil logo menos* O SEXO E A NOVA (DES)ORDEM NAS RELAÇÕES HUMANAS – Ok, este é um blog, em tese, dedicado ao rock alternativo e à cultura pop em geral. Mas o dileto leitorado que nos acompanha desde sempre sabe que o sujeito aqui, volta e meia, adora se imiscuir em temas e assuntos que vão além da cultura pop. Com o sexo e a nova (des)ordem nas relações de amor, que o zapper sempre atento tem observado entre casais e por experiência própria. Claro, não há nenhuma novidade em dizer que estamos em pleno século XXI e que hoje as relações são muito mais igualitárias do que há décadas, quando mulheres não podiam trepar com quem bem entendessem, não podiam demonstrar interesse por machos, não podiam gozar etc, etc, etc. Hoje, é ótimo saber que as garotas também vão à luta, saber que elas fodem por puro prazer e que podem ser tão livres e liberais quanto nós, homens, fomos por séculos. Mas, até que ponto isso é saudável quando pinta envolvimento emocional na parada? Matéria para looooonga discussão aqui, em um blog de leitura rápida e ligeira. O que o zapper quer dizer, na verdade, é que ele – vejam só! – , o “liberal ao extremo”, o eterno “junky e doidão de plantão”, por vezes se pega algo assustado com esta nova ordem adotada nas relações humanas de hoje. Yep, talvez o jornalista já quase batendo nos 5.0 esteja começando a ficar (será?) meio sem chão quando se descobre “mulherzinha” demais (no sentido de sempre ter sido um sentimental e romântico incurável), passional demais e se envolve com uma garota sensacional em vários aspectos mas “macha” (sic) demais, e bem mais fria e racional do que o autor destas linhas online. Assim é que, depois de quase um ano e meio de namoro (uma história que ainda não chegou ao seu final e que poderá ter uma reviravolta, na verdade), Zap’n’roll fica algo meio pasmo quando se depara com a seguinte situação: garota deixa cara sozinho num quarto de hotel quase o finde todo, por estar mega aborrecida e irritada com o momento que ambos estão passando. Ele se sente total abandonado, ainda mais estando muito longe de sua casa e numa cidade estranha. Até que, na madrugada de domingo pra segunda, quase cinco da matina, após chapar o côco de álcool e marijuana com amigos e amigas, ela liga pro celular dele e diz: “posso ir até aí? Tu me come se eu for?”. E ela vai. E a madrugada acaba em uma trepada repleta de tesão, paixão e mágoa entre ambos. Claro que se trata de uma atitude inesperada e que qualquer homem ainda apaixonado apreciaria pra cacete em uma garota. Mas e se depois que o tesão foi saciado e os gozos foram consumados, a garota dorme calmamente, acorda e vai embora sem um pingo de sentimento e emoção, como se tivesse dado apenas uma foda sem compromisso emocional algum? Como você, macho que está lendo estas linhas aí na tela do seu micro, reagiria diante de tal situação? Enfim, como foi dito acima, matéria para looooonga discussão aqui. Mas um fato é inefável: as relações de amor entre homens e mulheres mudaram muito de anos pra cá. E o blogger eternamente apaixonado sabe muito bem disso, por experiência própria. Ele, que já comeu centenas de mulheres ao longo de sua existência, agora queria apenas – e talvez ainda queira – casar com alguém especial. Mas, pelo jeito, agora são elas que não querem mais “compromisso”, rsrs. Se isso é bom ou ruim, só o tempo vai dizer…* E, vejam só: enquanto o blog vai sendo atualizado (finalmente, no?), pela madrugada, o canal TNT passa o fodástico “Um grande garoto”, baseado óbvio no livro homônimo do Nick Hornby. Nick é gênio e ídolo destas linhas rockers bloggers. E o filme, fofíssimo, é de 2002 e o autor destas linhas virtuais já o tinha assistido na época de seu lançamento no cinema. Mas foi ótimo revê-lo agora. E seria melhor ainda se a Rudja estivesse por aqui também. Mas é a vida, e ela segue em frente, sempre.* Bão, em frente entonces. Com o que vale a pena nos mega festivais que estão vindo por aí, Johnny Suxxx, Vaca Amarela e os caralho.A HORA DA VERDADE! O QUE VALE A PENA ASSISTIR NO SWU E NO PLANETA TERRA, AFINAL?Entonces, os dois grandes festivais do segundo semestre no país estão aí, com suas progs completas e oficialmente divulgadas. Aí entra em cena aquela velha questão: com tantos shows rolando em cada evento, o que vale a pena assistir de verdade, no final das contas?Cada um têm suas preferências e gostos, claro. E este blog também têm seus, hã, “favoritos” no line up dos dois festivais, sendo que ninguém é obrigado a concordar com nossa modestíssima opinião. Afinal, o que seria do pobre azul se todo mundo gostasse apenas do berrante vermelho? (ok, foi péssimo esse clichê, hihi). Anyway, aí embaixo Zap’n’roll dá a cara pra bater e comenta o que ele acha que realmente vale a atenção, os ollhos e ouvidos de quem vai no SWU (dias 9, 10 e 11 de outubro, na arena Maeda, em Itú) e no Planeta Terra (dia 20 de novembro no PlayCenter, em Sampa).SWU – DIA 9/10 – SÁBADONo palco “Água”, vai ser duro ficar até o final pra encarar a maletice que é o Mars Volta, o headliner. Som cabeça em excesso, músicas intermináveis e melodias “complexas”, combinadas com algumas guitarras mais porradas. Quem precisa disso a essa altura do rock’n’roll planetário? Melhor curtir os shows nacionais da lenda Mutantes, do grande Macaco Bong e do simpático Brothers Of Brazil.Já no palco “Ar”, o blog está pagando (ops!) pra ver se o Rage Against The Machine ainda justifica sua fama gigantesca, construída quase que tão somente em cima do seu primeiro disco, lançado há duas décadas. Fora os americanos, não dá pra perder o comeback dos Los Hermanos. Infectious Grooves e Black Drawing Chalks? O blog passa.Já no palco “Oi novo som”, a pedida é conhecer (pra quem não conhece, óbvio) o ótimo indie guitar do americano Apples In Stereo. Fora ele, Cidadão Instigado e Superguidis deverão fazer ótimos shows. Dona Mallu Magalhães já tá meio out a essa altura, no? E as bandas restantes são novatas e ilustres desconhecidas, que poderão surpreender – ou não…DIA 10 – DOMINGOJoss Stone e Kings Of Leon fazem a grande dobradinha final do palco “Água”. Antes dos dois, vai ter ali Sublime (argh…), Jota Quest (aaaaargh!) e Ilo Ferreira (???). Ou seja: tempo de sobra pra você fumar um beck, comer algo, beber algumas e dar uma foda naquela xotinha linda que você conheceu e quecaiu na sua lábia, rsrs.Kol e Regina Spektor prometem bons shows no SWU; já o maletaço Mars Volta… melhor passar batidoJá no palco “Ar”, no domingão, o que se salva mesmo é a linda e ótima Regina Spektor, com suas canções eivadas de bucolismo e doce melancolia. Dave Matthews? Fuja correndo. Teatro Mágico? Pelamor… enquanto o vocalista cara-de-pau (de tão ruim que é e não se toca) Fernando Anitelli canta “pérolas” do naipe de “seu afeto me afeta” (e tem gente que gosta, blogueiras de quinta inclusive), o melhor a fazer é dar uma volta pela arena do festival. Ah, sim, Capital Inicial: os veteranos da cena rock brazuca dos 80’ ainda conseguem fazer um show bem legal.No palco da Oi, vai valer assistir o já veterano Otto, a doce Tulipa Ruiz e o ótimo Volver. Bomba Stereo e Rubinho & Força Bruta são uma incógnita. Lucas Santana o blog passa e Luisa Maita…?DIA 11 – SEGUNDA-FEIRANão tem pra ninguém no palco “Água”: é Pixies na cabeça e pronto. Yep, vai ter também o super dj Tiesto (fechando o festival), o Cavalera Conspiracy (reunindo os irmãos Max e Igor, que prometem um bom show de metal porrada) e só. Incubus é algo insuportável, Rahzel é um ilustre desconhecido e Gloria fará a alegria dos emos que estiverem por lá.Já no palco “Ar”, três shows em sequência prometem abalar as estruturas do festival: Yo La Tengo, Avenged Sevenfold e o sensacional Queens Of The Stone Age, do gênio Josh Homme. Quando o QOTSA sair do palco, você pode ir embora e esquecer que o Linkin Park ainda vai torturar o ouvido de quem ficar pra assistir.E no palco da Oi, na última noite, vai ter CSS e Autoramas como pontos altos. Mas vai ter também o chatíssimo Mombojó. A vida em festivais é assim: perde-se ali, ganha-se aqui.PLANETA TERRA – DIA 20/11 – SÁBADOTodo o line up do palco principal está bem legal, ainda mais que ele termina com os mega shows do Pavement e do Smashing Pumpkins (que, sim, já teve dias beeeeem melhores, mas ainda tem o gênio Billy Corgan à frente da banda). Vai ter Phoenix também. E o chatíssimo Mombojó também (incrível como uma banda mala dessas consegue se infiltrar no line de dois mega festivais, enquanto o super Nação Zumbi passa batido por ambos… injustiça pouca é bobagem).Já no indie stage dá pra curtir bem os sets do Hurtmold (e seu instrumental bacana e nada cansativo), do Holger e do Passion Pit. E se tem algo ali que é mesmo insuportável é o Hot Chip, claro.É isso? É isso. Agora, sempre lembrando: esta é a opinião destas linhas rockers bloggers. Se você concorda ou não, aí já são outros quinhentos dinheiros, hehe.O guitar rock noventista do Pavement também vem fazer a alegria dos indie kids no Planeta TerraJOÃOZINHO CHUPADOR BOTA PRA FODER!Goiânia rock city continua sendo uma das capitais mais fervidas da cena alternativa brasileira. Lar de gravadoras e produtoras como a Monstro Discos e a Fósforo Records (que está organizando o festival Vaca Amarela, nos próximos dias 17 e 18 de setembro, e onde Zap’n’roll já confirmou presença), de festivais como Goiânia Noise e Bananada, a cidade sempre deu ao país bandas muito legais. E uma dessas bandas é a Johnny Suxxx & The Funcking Boys, que acaba de lançar seu novo disco, o segundo de uma carreira que já dura seis anos. Integrado pelo vocalista andrógino João Lucas (ou Johnny Suxxx, pros íntimos ou, ainda, Joana Fomm, na definição do querido Daniel Belleza, hihi), pelo guitarrista Douglas Ramirez, pelo baixista Itty e pelo batera Hélio Zancopé, o grupo faz um som rápido, curto e grosso, com os dois pés fincados no glam/glitter rock setentista.É essa a principal influência que abunda nas faixas do novo cd, cheio de guitarras nervosas e melodias dançantes. Dá pra ouvir muitos eflúvios de Slade, T. Rex, AC/DC e Kiss em faixas como “Nancy Boy”, “Addicted”, “Bombs”, “Coco Chanel” ou “Sex On The Bitch”. Tudo rápido (o disco tem menos de 40 minutos) e bem gravado, e ainda com zilhões de participações especiais bacanas, como o pessoal do Daniel Belleza (o próprio Belleza em si mais o guitarrista Johnny Monster), a lindaça e tesuda Carol Freitas (vocalista do acreano Filomedusa) e o guitarrista Saulinho (também do Filomedusa).Pra falar do novo disco, Zap’n’roll bateu um papo rápido com o vocalista Johnny Suxxx esta semana, via msn. Nela, “Joãozinho chupador” explicou o conceito por trás do novo álbum, falou dos planos do grupo e ainda relembrou histórias bizarras e engraçadas, como quando conheceu o sujeito aqui, em Goiânia, lá por 2004, durante uma das edições do festival Goiânia Noise. “Finatti, você não vai lembrar, mas eu era um moleque de vinte anos de idade e estava na produção do Goiânia Noise. Até que fui na sala de imprensa e dei com você lá. Você estava escrevendo um texto sobre o festival no computador e tal. E, do seu lado, na mesa, tinha um montinho de pó branco. Você olhou pra mim e disse: ‘quer? Se quiser, pegaê’. Jornalismo gonzo é isso aí, você faz falta nos festivais, onde sobra caretice hoje e pouca atitude realmente rocker”, foi o que ele disse pro sujeito aqui. Wow! Valeu, cherrie! Este finde estaremos aí, no Vaca Amarela.Mas enquanto o festival não chega, você lê aí embaixo, a entrevista que o blog fez com o queridão Johnny Suxxx.Zap’n’roll – O que vc tem a dizer sobre o novo disco? Nome, proposta, como foram as gravações etc.Johnny Suxxx – Gravamos durante o ano de 2008 e lançamos em 2009, foi todo produzido no Rock Lab em Goiânia. O disco que se chama Zebra, tem a arte em estampa de Zebra tb. As listras brancas e pretas podem ser interpretadas da forma que os ouvintes acharem mais convenientes! Não tem um sentido, um significado pronto não. Assim como as letras do disco. Elas tem uma coerencia e uma sequencia lógica que podem ser interpretadas.Zap – No show aqui em SP, você comentou que se tratava de algo meio conceitual…Johnny Suxxx – Sim. O disco conta a história de uma noite de exageros. O disco começa uma farra e termina tenso. Bem tenso. Assim como uma noite de exageros. Não deixa de ser uma delícia, porém o final nem sempre é agradável!Zap – Como está a sonoridade dele e como foram as gravações?Johnny Suxxx – O disco segue a sonoridade típica do rock de garage goiano. Já ouvi por aí esse rótulo (rock goiano), e acho qeu ele faz sentido. Baterias bem marcadas e pulsantes, baixo reto, guitarras com pegadas de hard rock e metal e vocais de punk rock. Acho que isso sintetiza bem o espirito da banda, que tem influencias diversas, mas que o conjunto tem uma coerência. Procuramos gravar o disco de forma bem livre e fiel ao ao vivo. Porém no disco tivemso participações de 2 backing vocals, gêmeas e lindas, que nos acompanham em alguns shows. Elas são com o cheddar e o catupiry, adicionais! Pra levar as 2 tem que pagar mais! Ehehehhe.Zap – Pra quem não conhece a banda, dê um resumo rápido da história dela. Quando começou, quantos discos já lançou e quem toca nela atualmente.Johnny Suxxx – A banda existe desde 2004, Já lançamos dois discos, o Make up and Dream de 2006 e o Zebra de 2009. Tocamos em diversos festivais legais(Porão, Noise, Bananada, Vaca, Demosul, Calango, Jambolada, Tendencies, Fora do Eixo) e já rodamos baastante o circuito independente. Somos uma banda que produz shows na nossa cidade e dialogamos com a cena independente. Estamos já pensando em gravar outro material, um compacto em vinil, pra lançar no ano que vem. Somos pilhados em produzir, viajar, tocar e nos divertir.Zap – Qual a formação atual do grupo?Johnny Suxxx – Johnny Suxxx vocal, Itty Adicted(baixo), Ramirez(guitarra) e Hans(Bateria). Polly e Patty(backing vocals)Zap – Além de ser vocalista da banda, você também é um dos organizadores do festival Vaca Amarela, que este ano chega à sua nona edição. O que esperar do festival este ano?Johnny Suxxx – O Festival está lindo, é a edição mais bacana até hoje. Vem nomes que tem história na música e nomes qeu prometem ser grandes em pouco tempo. A programação da edição desse ano está no site do festival:www.fosforocultural.com.br/vaca Quem se empolgar em curtir a baixa umidade do mês de setembro em Goiânia será muito bem vindo!!!!O BLOGÃO ZAPPER INDICA* Festival: a nona edição do Vaca Amarela começa nesta sexta-feira em Goiânia, e é pra lá que o zapper amante da indie scene nacional está se mandando no finde, pra depois contar tudo aqui no próximo post. Vão ter shows do Lobão, das Velhas Virgens, da incrível Stereovitrola de Macapá, e mais uma renca de grupos bacanas. Quer saber tudo sobre o festival? Vai lá: www.fosforocultural.com.br/vaca . E se você estiver em Goiânia neste finde, aproveite e caia na esbórnia rocker que vai rolar por lá.* Livro: “Pink Floyd – Primórdios”. O sujeito aqui descolou um exemplar e realmente ficou chapado com o acabamento gráfico e as fotos que ilustram o volume. O preço é um pouco salgado, mas vale a pena para conhecer os primeiros anos de uma mega banda que foi sim muito legal… no começo (depois…).* Dvd: Wow! A ST2 acaba de mandar pras lojas o dvd “Live Voodoo”, que registra uma apresentação do fodaço Jane’s Addiction em Nova Orleans, em outubro de 2009. Com sua formação original (yep, Perry Farrell nos vocais e Dave Navarro nas guitarras, mais o batera do inferno Stephen Perkins), o JA debulha no palco, mandando ver em clássicos como “Been Caught Stealing”, “Ocean Size” e o hino “Stop”. Não é por nada não, mas deve ser o melhor lançamento da ST2 em dvd neste ano, pelo menos até agora.O ótimo e velho Jane’s Addiction: showzaço agora registrado em dvd nacional* Disco: “Zebra”, o novo do querido Johnny Suxxx e seus garotos fodidos. E, vá lá, também o novo e homônimo do Interpol.* Baladas: o blogger andarilho vai passar mais um finde longe de Sampalândia (semana passada estávamos em Macapation; este finde a parada é em Goiânia Rock City), mas aqui o agito no circuito indie não vai parar. Veja só: a esbórnia já começa amanhã (quinta-feira), quando rola mais uma edição da bacana festa “Kill City” lá no Inferno (rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampa City).///Já na sextona em si a gauchada invade o baixo Augusta, quando o sempre grande Pública vai tocar no mesmo Inferno e, em frente, na Outs (no 486), vai rolar showzaço dos Volantes (contando ainda com a presença dos curitibanos dos Sabonetes).///Sabadón? Vai que tem: a bombada festa Discotexxx no fofíssimo Astronete (rua Matias Aires, 183, Consolação, centro de Sampa) recebe o super dj André Pomba. E na Outs tem show do Vivendo do Ócio. Ou seja: finde recheado de shows fodões pra ninguém reclamar, no?E AGORA VAI! INGRESSOS NA FAIXA PRO SWU!É isso mesmo que você acaba de ler aí em cima! Corre lá no hfinatti@gmail.com que o blog que não dorme no ponto acaba de fechar promo/parceria com a produção do SWU, pra colocar você dentro do festival na faixa! O número de ingressos disponíveis na promo ainda não está definido mas você já pode e deve começar a mandar suas mensagens desesperadas porque a disputa, ao que tudo indica, vai ser mega sangrenta, hihi.E, sim, o blog está devendo uma desovinha de cds e dvs por aqui e promete zerar a parada assim que voltarmos de Goiânia, okays?FUOMOS!O post saiu no capricho, afinal estávamos devendo essa pro nosso mui amado e fiel leitorado. Agora, licençaê que o Vaca Amarela aguarda Zap’n’roll em Goiânia. Semana que vem tem mais! Beijos nas crianças e abraços nos marmanjos, sempre! Inté! (enviado por Finatti às 18:30hs.)