De volta ao indie paulistano dos 90′, com The Concept (plus: Kings Of Leon, Tropa de Elite 2, o xotaço Geisy Arruda e mais isso e aquilo…)

  Jesus & Mary Chain e My Bloody Valentine: dois gigantes lendários e imbatíveis do rock inglês, que serão lembrados hoje à noite em Sampa, em festona indie guitar comandada pelo redivivo grupo The ConceptO mondo pop anda tão… parado…Yep. Depois de SWU, festona de quatro anos da Rolling Stone Brasil (que rolou na última terça-feira na boate The Week, em Sampa, e foi legal como sempre, com show do trio indie sensação Nevilton, e ausência de última hora da velha “tia” Rita Lee, que foi substituída no palco pelo também velho “tremendão” Erasmo Carlos) e mais isso e aquilo, o mondo pop entra em suspenso. Tem eleição de segundo turno neste finde, feriadão na terça e por aí vai. Assim, não se irrite e não reclame se este post estiver, hã, um pouco mais “frugal” e “magro” do que os últimos (que foram bem legais, vai…). Claaaaaro, muita coisa vai rolar ainda em 2010 (o Ultra Music Festival, o Planeta Terra, Paul McCartney, Belle & Sebastian etc), então Zap’n’roll ainda vai ter muito assunto pra comentar. Mas enquanto essas paradas e shows todos não rolam, vamos lá ver o que sucede neste finde. Que vai sim ter uns agitos legais no circuito indie de Sampa, como você dileto leitor zapper ficará sabendo ao ler estas linhas bloggers rockers, uia!* Sinal de que a situação está meio assim é quando, por exemplo, nossa querida vizinha Popload, do sempre trêfego dear Luscious R., não traz nenhuma nota “bombástica” em seus agora micro-posts (é o novo estilo editorial do célebre blog do iG: textos curtos e muitas imagens, em fotos ou vídeos). No último, por exemplo, há uma análise sobre o novo “indie”, herdeiro direto do velho indie, e onde o homem rocker do iG analisa como está o atual panorama de clubs paulistanos dedicados à indie scene.* Entre outras coisas, fala-se por lá sobre os velhos DJ Club e Funhouse, que estão sim resistindo ao tempo e repaginando sua programação para se adequar aos dias de hoje. A Fun, que segundo nosso blog vizinho vai perder seu palco que existe na pista, na reforma, nunca foi de fato o melhor lugar do mundo pra se ver um show de banda alternativa. A parada mesmo ali era ir pra dançar sons bacanas de guitar bands idem. Com a reforma, talvez a casa ceda de vez à sua vocação de ser um local pra dançar e não curtir shows ao vivo.* Fora que a Fun tem a gerente mais sexy, cool, lindaça e totosa de toda a cena indie paulistana, a super loira tatuada Dani Buarque, que já foi objeto de matéria na revista Vip. Além de ser uma delícia cremosa, Dani é a simpatia em pessoa e uma autêntica garota rock’n’roll. É sempre ótimo ir no sobradinho da rua Bela Cintra e saber que iremos ser recebidos com aquele sorriso mega da super loira, wow!* Mas já que o assunto é o velho/novo indie, e como recordar é viver – sempre! –, imperdível mesmo é a festa que vai rolar hoje, sextona, lá na Livraria da Esquina, na Barra Funda, com show do redivivo The Concept e os caralho. Mas calma que falamos melhor sobre essa balada logo mais aí embaixo.* Como se dar bem na vida, após ir com um micro-vestido na faculdade onde estuda, deixando a bundaça e os coxaços à mostra. Pois então, esse xotaço aí embaixo, dona Geisy Arruda, está numa banca perto de você, na capa da revista Sexy. Já conferiu?Um bocetaço, no? O resto você só vê se comprar a revista Sexy* Indo pra seara cinematográfica: ainda não assistiu “Tropa de Elite 2”? Tá marcando. O blogger fã de cinema até a medula foi ver o filme na última segunda-feira, acompanhado da sempre amada ninja Rudja – ela, que não curte muito este tipo de filme (prefere os mais “cerebrais” ou de terror thrash ao extremo), achou bacana. O blog achou sensacional e já considera o dito cujo sério candidato a melhor filme nacional de 2010. Claro, não vamos aqui esmiuçar o enredo todo da fita, pra não estragar o programa de quem ainda não foi ver. Mas dá pra dizer que Zé Padilha, o diretor, talvez seja hoje um dos melhores cineastas do país. O roteiro é mega ágil, a câmera na mão de Padilha idem e assim, com um realismo fantástico, vamos assistindo quase sem respirar a cenas que parecem mais um documentário do que é o Rio De Janeiro hoje. Sim, um documentário e não uma ficção pois a realidade das ruas, favelas, vielas e becos cariocas há muito já suplantou a imaginação fértil de qualquer roteirista de cinema. Enfim, como no primeiro longa da série, o agora coronel Nascimento (interpretado de maneira estupenda por um Wagner Moura que também deve estar no melhor momento de sua carreira de ator) vai narrando em off seu cotidiano à frente do Bope e sua posterior transferência para um cargo interno na Secretaria de Segurança do Rio, por questões “políticas”. E assim “Tropa 2” vai desvelando como a corrupção infiltrada no alto escalão político carioca é tão devastadora para a população quanto o tráfico organizado nas favelas. Não se trata, aqui, de fazer um comentário bairrista, mas nota-se através do filme de Padilha, que a questão da corrupção nas autoridades e a violência policial talvez seja muito maior e mais problemática atualmente no Rio do que em São Paulo, por exemplo – onde a polícia também é violenta, mas não tão corrompida como a carioca. O filme, além de ser um ótimo exercício cinematográfico de ação (deixando o espectador em tensão constante do início ao fim), ainda sugere a reflexão sobre como quase tudo continua errado no Brasil, e sobre como lidar com esses erros e acabar com eles – e liberar o comércio de todas as drogas, sem exceção, seria um bom começo para se acabar com violência urbana e corrupção no alto escalação do poder público. Mas enfim, se você ainda não assistiu, faça um favor a si mesmo e vá pegar uma sessão de “Tropa 2”. Satisfação garantida!* E como mais de seis milhões de pessoas já viram o dito cujo, não há problema em dizer aqui que o coronoel Nascimento não morre no final do filme. Ou seja: está aberto o caminho para um possível “Tropa 3”.* Claaaaaro, há sempre quem vá preferir perder tempo com bobagens como “Comer, rezar, amar”, inclusive blogs engana trouxas, metidos a informar sobre “alta” cultura (cultura baixa e popular, na verdade). Mas cada um com suas escolhas…“Tropa de Elite 2” é mesmo fodão e mostra um Wagner Moura em seu melhor momento como ator; já o meia-boca “Comer, rezar, amar” é uma bobagem que só blogs engana-trouxas recomendam para o populacho incauto* E cinema, ainda: yep, o velho louco Keith Richards vai sim participar do quarto filme da série “Piratas do Caribe”, previsto para ser lançado em maio do ano que vem. A lenda que toca guitarra nos Stones volta como o pai do capitão Jack Sparrow (vivido por Johnny Depp, óbvio). A participação de Keith no filme esteve ameaçada depois que o comando dos estúdios Disney ficou puto com trechos da recém-lançada biografia do músico doidón, e onde ele afirma sem pudor que, se usadas com cuidado e moderação, as drogas fazem bem à saúde, uia! Palavra de quem entende do assunto, no?Ele continua um véio doido. E vai estar em “Piratas do Caribe IV”* Ok, vamos à música pop novamente. E segundo o site da NME, o Kings Of Leon acaba de anunciar uma série de shows para o verão inglês de 2011, apenas em… grandes arenas. Nada mais natural: a banda dos irmãos Followill há muito deixou de ser, hã, “alternativa” e agora virou mega mesmo, e por isso só consegue tocar em estádios. Quem viu o grupo há algumas semanas aqui mesmo, no festival SWU (como o blog viu), sacou que o Kol já virou grupo de populacho que ouve fm e conhece a banda dos hits que tocam nas rádios. O show não foi ruim, como comentamos aqui mesmo na cobertura do festival (foi beeeeem melhor, inclusive, que a gig pavorosa que eles fizeram no Tim Festival de 2005), mas a performance da banda no palco deixou muito claro que o rock alternativo que eles exibiam nos seus primórdios não tem mais lugar no contexto que o conjunto vive atualmente. E o último disco deles, “Come Around Sundown” (que está vendendo horrores nos Estados Unidos), é um reflexo claro disso – daí o blog achar a sonoridade do cd, quando o ouviu pela primeira vez, parecida com algo tipo Dave Matthews. Anyway, até iríamos resenhar o novo disco do Kol por aqui, mas é melhor deixar pra lá…O bando dos Followill: eles estão ficando bundões demais…* Bien, bien, balada rocker alternativa mesmo é essa que está comentada aí embaixo, e que rola hoje à noite em Sampa. Veja aí.RECORDAR É VIVER – UMA BALADA PRA VOLTAR AO INDIE DOS 90’ EM SAMPAHouve um tempo, há uns quinze, vinte anos, que São Paulo respirou uma atmosfera indie shoegazer britânica como nunca, e como não mais iria vivenciar novamente. Ou talvez até volte a vivenciar: hoje à noite, sexta-feira, início de um finde de feriadão prolongado (o feriado, em si, é na próxima terça, dia de Finados) em que a capital paulista está coalhada de atrações culturais mega fodonas (como a Mostra Internacional de Cinema, que vai exibir também hoje, a partir das cinco e meia da tarde, três filmassos do gênio Alan Parker, que estará presente às sessões inclusive; entre os longas, “O expresso da meia-noite” e “The Wall”, ambos imperdíveis), quem viveu a época das baladas indie guitar no circuito under paulistano nos 90’, terá uma chance de matar saudades e reviver o clima de então. No bar Livraria da Esquina, que fica na rua do Bosque, na Barra Funda (zona oeste de Sampa e próximo à sede da tv Record), haverá a festa “Foggy Glass”, que vai por no palco as bandas The Concept, John Candy e Babe Florida. Completando a noite, ainda haverá discotecagem dos irmãos Márcio e Gilberto Custódio.O Concept é uma lendária cult band paulistana dos 90’. Formada pelo baixista Wagner Souza e pelo guitarrista Robson Gomes, tinha sua base sonora e suas raízes total fincadas nas sagradas emanações do guitar rock inglês de então: as paredes de distorção criadas pelos irmãos Reid no Jesus & Mary Chain, as muralhas de noise concebidas pelo My Bloody Valentine, as melodias shoegazer (aquela linhagem de bandas cujos integrantes levavam a melancolia musical às últimas consequências, tocando nos shows com seus olhos voltados para os próprios pés) sublimes do Ride. Tudo isso dava ao som do quarteto paulistano um sabor ultra britânico e quem frequentava noitadas indies no saudoso Espaço Retrô, começou a pirar com as apresentações ao vivo do grupo. Não apenas a pirar, mas também se tornou fã do grupo.Aliás, um parentese aqui: é incrível como na análise do cenário indie paulistano de ontem e de hoje feita pela vizinha Popload, dear Luscious R. se esqueceu de mencionar o Espaço Retrô. Em suas duas encarnações, primeiro na rua Frederico Abranches (de 1988 a 1992), e depois na rua Fortunato (de 1995 a 1998), ambas no bairro de Santa Cecília, o Retrô foi o lar, a lenda maior do indie paulistano em todos os tempos, pai de tudo o que veio a seguir (Orbital, Borracharia, Matrix, Torre do Dr. Zero, Dj Club, Attari etc, etc, etc, até chegar aos atuais Outs, Funhouse, Inferno, Astronete, Livraria da Esquina e novamente etc, etc, etc.). Foi no Retrô que o sujeito aqui ouviu pela primeira vez bandas como Nirvana, Soundgarden, Suede, Primal Scream etc. Era no Retrô que xoxotas loucas e tatuadas bebiam e dançavam até cair na pista minúscula, e do nada se dispunham a foder goxxxtoooso nos banheiros imundos, com algum macho eleito por elas (aconteceu muitas vezes com o zapper sempre doidão e tarado, como quando ele conheceu a moreninha Claudinha O., de seus vinte anos de idade, e após tascar-lhe um beijo na boca na pista do Retrô da Fortunato, levou-a para o banheiro, onde a foda se consumou; ambos tiveram um affair em seguida por algum tempo, já que Claudinha adorava Joy Division e ser fodida no seu cu sempre quente, além de ser uma grande apreciadora de cocaine: não dá pra esquecer da noite em que a garota, após trepar como louca com o sujeito aqui, na kit em que ele morava na avenida 9 de julho, sentou pelada no cacete do zapper e aspirou uma bela carreira de pó; em seguida, sugou o jornalista rocker loker gulosamente até receber um grande jato de porra em sua boca, o que provocou o seguinte comentário de Zap’n’roll: “grande garota! Farinha na cabeça e porra na garganta, rsrs”. Mas como tudo que é bom sempre acaba…).O inesquecível Espaço Retrô, no bairro de Santa Cecília, em foto do final dos anos 80′: este sim foi o pai de todos os clubs indies paulistanos. E tudo, absolutamente tudo aconteceu ali, da putaria de sex and drugs nos banheiros aos grardes shows que rolavam em seu palco minúsculo, além da discotecagem sempre fodona. O Concept tocou lá, várias vezes. Bons tempos, bons tempos…Voltando ao Concept: a banda teve vida até certo ponto longa, mas lançou pouquíssimo material em formato físico (isso numa época em que o cd estava começando a pegar como plataforma musical, e em uma época em que não havia internet, sites, blogs e cobertura ostensiva da MTV ou jornais e revistas para a cena underground) e acabou em 2005, após mais de uma década de atividades. Wagner foi tocar outros projetos, montou outras bandas (e também montou uma estamparia de camisetas com motivos rockers) e agora, após cinco anos de ausência, ele retorna com o Concept, prometendo inclusive disco inédito e mais shows além do que vai rolar hoje à noite. Mas isso ele mesmo explica na mini-entrevista que o blog fez com o baixista há instantes, via msn, e cujo resumo você lê abaixo:Zap’n’roll – Quanto tempo o Concept ficou inativo e por que a volta agora?Vagner Souza – Quase cinco anos, a volta deve-se ao fato de sentirmos que ainda temos muito a realizar, que mesmo depois de 17 anos temos muito a mostrar.Zap – Dê um resumo rápido da história do grupo: quando começou, quantos discos lançou e o que pretende em sua nova fase.Vagner – Novembro de 1993 começou, lançamos um disco oficial, varios singles e piratarias .Agora vamos lançar uma coletanea e um album de ineditas, ah também temos um ao vivo para lançar.Zap – As influências da banda permanecem as mesmas ou mudou algo na sonoridade de vocês?Vagner – As inflencias são as mesmas e as mudanças na sonoridade vem devido as novas experiencias e evolução de cada integrante.Zap – Qual a formação atual do Concept e o que a banda vai mostrar noshow de hoje à noite?Vagner – Robson Gomes-Guitarr e voz/ Vagner Sousa- Baixo/ Augusto Vitorino -Bateria/ Henrique Daniel – Guitarra. Para o show dessa noite temos um set muito especial com musicas de todas a nossa carreira e versoes maravilhosas para Joy Division, The Jesus and Mary Chain e Spiritualized.Zap – Planos futuros?Vagner – Lançar os discos que temos em maos, gravar alguns videos e tocar em todos os festivais do pais.Além do Concept, também tocam hoje John Candy e Babe Florida. O primeiro é carioca e seu nome já entrega tudo: os docinhos ruidosos e psicóticos à la Jesus & Mary Chain falam mais alto no ideário sônico do grupo. Já o Babe Florida é uma incógnita mas seu som não deverá fugir ao clima da festa na Livraria da Esquina, que ainda terá a discotecagem especialíssima dos manos Custódio. Velhos chapas destas linhas bloggers, tanto Gilberto quanto Márcio entendem de indie guitar rock como ninguém, e estão pilotando a nova festa “Generation XX” às quintas-feiras, no Dj Club. Deverão fazer um set mega ultra bacana, para a galera trintona se sentir como se estivesse novamente em Sampalândia, naqueles dias do início dos 90’, quando o shoegazer da Velha Ilha falava mais alto aos corações de todos nós.Nos vemos por lá logo mais à noite, então – Zap’n’roll, as irmãs Ribeiro (Adriana e Vera), a Eliana Martins e muita gente que viveu o indie guitar paulistano dos 90’. Afinal, também no rock’n’roll, recordar é viver, uia!* Para conhecer melhor as bandas que estarão hoje na Livraria da Esquina: myspace.com/the.concept , myspace.com/thejohncandymusic , myspace.com/babeflorida O BLOG ZAPPER INDICA* Disco: “I Feel Like Playing”, novo disco solo do guitarrista Ronnie Wood, acaba de sair no Brasil via ST2, e está bem elogiado pela rock press gringa e daqui também. Wood, que toca nos Stones há quase quarenta anos, não lançava um disco individual há quase oito. Nesse tempo, ele andou comendo xotinhas beeeem mais novas do que ele (como a russa Ekaterina, além de uma estudante brasileira), bebendo horrores e excursionando com as Pedras Rolantes. E agora resolveu deixar a preguiça de lado e pôs sua guitarra pra funcionar novamente. Assim que ouvir bem o disquinho, o blog irá falar dele novamente, promessa.Ele também toca guitarra nos Stones. E acaba de lançar seu novo disco solo* Mostra de Cinema: como já foi comentado mais acima, hoje a Mostra Internacional de Cinema de Sampa vai dedicar um bloco inteiro ao gênio Alan Parker. A partir das cinco e meia da tarde rola no Unibanco Artplex (no Shopping Frei Caneca) a exibição de três longas fodaços do diretor inglês: “O expresso da meia-noite”, “Bugsy Mallone” e “The Wall”, sendo que após este o próprio Parker em pessoa irá participar de um debate. Pra quem é cinéfilo como o sujeito que escreve estas linhas zappers, trata-se de um programa imperdível.* Baladíssimas! Em clima de feriadão, vamos a elas! Além da super noite anos 90’ que rola hoje na Livraria da Esquina, você ainda pode cair lá no baixo Augusta, pra curtir Aurélio & Seus Cometas na Outs (no 486 da Augusta), ou Zumbis do Espaço no Inferno (no 511, em frente à Outs). Ou ainda ir dançar ao som das raridades da soul music sessentista que o dj Cláudio Medusa dispara na pista do Astronete (rua Mathias Aires, 183, Consolação, região central de Sampa).///Sabadão? Tem Kiss Cover na Outs mas como tem eleição no domingo, é melhor pedir uma pizza, trepar com quem você curte (ou ama) e aí sim no domingão pós-eleição, vai e se acaba na pista da Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação), no projeto Grind, comandado pelo super dj André Pomba. Falouzes???A BATALHA DOS INGRESSOS NA FAIXA!!!Ela continua lá no hfinatti@gmail.com, onde segue em disputa:* DOIS TICKETS para o festival Planeta Terra, dia 20 de novembro no PlayCenter, em São Paulo;* E MAIS TICKETS (em número ainda a definir) para o show do Belle & Sebastian, dia 10 de novembro na Via Funchal, também em Sampa.FUOMOS!!!O zapper precisa correr como Lola está correndo neste momento, em “Run, Lola, Run”, no canal A&E. entonces, bom feriadão pra galere e semana que vem estamos na área novamente. Até!(enviado por Finatti às 18hs.)

O fim de uma era no jornalismo rocker brazuca, as idas e vindas no mondo da cultura pop, e a obra eterna da insuperável Legião Urbana (versão final em 23/10/2010)

 Quer ver o gênio Macca no Morumbi, dias 21 e 22 de novembro? Queriaaaaasssss. Já pra curtir o som eletrônico do Moby no Ultra Music Festival, em 6/11, ainda dá pra comprar ingresso tranquiloTudo pela ordem aê?Espera-se que sim. Afinal, o mundo nunca pára e nunca é normal quando o assunto é  rock alternativo e cultura pop em geral. Por exemplo: esta semana, oficalizou-se o fim de uma era bacana no jornalismo de cultura pop brazuca, sendo que o blog fala mais a respeito disso logo aí embaixo. Também foi a semana em que a MTV Brasil comemorou seus vinte anos de existência – parece que foi ontem que o sujeito aqui, rocker desde sempre, morava no apê da rua Frei Caneca, centrão bravo de Sampalândia, e lá, ao lado de sua ex-mulher (então grávida do hoje garotão Jean), vibrava com clips dos Stone Roses (a clássica “She Bamgs The Drums”) ou com programas como o “120 Minutos” ou o “Lado B”. Também foi a semana em que os ingressos para os dois shows de Paul McCartney em Sampa (dias 21 e 22 de novembro, no estádio do Morumbi) se evaporaram em questão de horas, foi a semana em que a campanha entre Dilma e Serra se acirrou de vez, a semana que espera a festona de quarto aniversário da revista Rolling Stone. Enfim, idas e vindas do mondo da cultura pop. Início e fim de eras na mesma cultura pop. É sempre assim. E se fosse diferente ia ser tudo muuuuuito chato, não é mesmo?* Tá faltando assunto pra comentar com os “brodi” nas rodas rockers pela “naite” under? Já pra edição desta semana da New Musical Express. A capa, claaaaaro, traz a tradicionalíssima lista do tablóide inglês dos mais “cool” da cultura pop. E quem são as personalidades mais legais de 2010, na ótica da NME? Só você vendo a capa aí embaixo e lendo a matéria, rsrs. Os mais legais do ano pela NME: lista sempre polêmica* Ainda está sonhando em ver Paul McCartney em Sampa, dias 21 e 22 de novembro próximo? Bien, enquanto estas linhas rockers bloggers estão sendo escritas – no meio da tarde de quinta-feira, 21 de outunbro – portais de notícias dão conta de que restam poucos ingressos de pista para o segundo show. Portanto… * Já para quem vai no Ultra Music Festival, no dia 6 de novembro, a parada está mais tranquila. Dá pra comprar na boa ainda tickets para a mega festa eletrônica que vai reunir na Chácara do Jockey, em Sampa, gente como Fatboy Slim, Moby, Groove Armada etc. E, sim, Zap’n’roll, apesar de não ser um grande fã de música eletrônica, deverá estar por lá pra cobrir o festival. * Um pornógrafo vai para o inferno – ou pro céu, vai saber… Bob Guccione, o homem que criou (e ficou rico com ela) a revista Penthouse, morreu nos EUA, aos 79 anos de idade, de câncer. Quem não bateu uma punheta na adolescência folheando alguma edição da revista, que atire a primeira camisinha, hihi. * O FIM DE UMA ERA NA REVISTA ROLLING STONE BRASIL – Tudo chega ao fim, sempre. A próxima edição da Rolling Stone Brasil, que irá às bancas no início de novembro, e que está sendo finalizada nesta semana, será a última “fechada” e editada por Ricardo Franca Cruz, o editor-chefe da públicação e que comandou a redação da revista desde o seu lançamento aqui, há exatos quatro anos. Quinho, como é conhecido pelos amigos mais próximos, foi convidado a dirigir a edição brasileira da GQ, publicação de luxo voltada ao público masculino de altíssimo poder aquisitivo. Editada originalmente nos Estados Unidos, a revista circula em vários países e terá sua edição brasileira a partir de 2011, em lançamento da editora Globo. E não dá pra criticar a gestão de Ricardo à frente da RS brazuca: durante quatro anos ele desenvolveu ali um trabalho exemplar e de alta qualidade editorial. Claro, houve erros editoriais nesse período mas o número de acertos foi muito maior e por isso mesmo a RS continua sendo, hoje, a principal e melhor revista de cultura pop do país, onde Zap’n’roll inclusive colaborou com muito orgulho e satisfação durante três anos. A publicação continua indo muito bem nas bancas e também em termos de publicidade e as duas últimas capas (com Mariana Ximenes e Wagner Moura) demonstram como seu timing editorial continua afiadíssimo. Quinho, que está com 40 anos de idade, começou sua carreira jornalistica na lendária revista Trip, em 1990. Depois, entre outros veículos, ele passou pela revista da 89 FM (onde Zap’n’roll também colaborou, no final dos anos 90’, e onde conheceu e se tornou amigo de Ricardo), pelo programa Vitrine (da tv Cultura) e pela revista da MTV, até finalmente ser chamado para comandar a edição brasileira da Rolling Stone. E com sua saída da redação, chega ao fim uma era de grandes matérias e capas mega bacanas. Fim, não, aliás: em seu lugar irá ficar o igualmente querido e mega competente Pablo Miyazawa (carinhosamente chamado por estas linhas bloggers de super monge japa zen), um dos melhores jornalistas de cultura pop do país, dileto amigo deste espaço rocker online e que com certeza continuará mantendo a mesma dinâmica e qualidade editorial alcançadas pela RS nestes quatro anos. Daqui Zap’n’roll deseja toda a sorte do mundo ao Ricardo em sua nova empreitada profissional, tendo a certeza de que, sob suas mãos, a edição nacional da GQ em pouco tempo também irá se tornar outro grande sucesso editorial. Wagner Moura na capa da edição mais recente da Rolling Stone: um dos muitos acertos da gestão de Ricardo Cruz como editor-chefe da revista* Durante as últimas duas semanas rolou o congresso Fora do Eixo em Uberlândia (no interior de Minas Gerais) para, entre outras atividades, eleger a nova diretoria da Abrafin – Associação Brasileira de Festivais Independentes. Também rolou por lá, no finde passado, a talvez última edição do sempre bacana festival Jambolada, cuja cobertura foi feita pelo nosso querido “editador” e publisher, André Pomba, e sendo que o texto já se encontra na home do portal Dynamite. No entanto, logo mais aí embaixo, o blog reproduz o texto por julgá-lo de interesse de nosso dileto leitorado, e também por ter algumas restrições a ele – restrições que estão comentadas logo ao final da matéria em questão. * A nova diretoria da Abrafin, pra quem ainda não sabe, ficou assim constituída:PRESIDENTE: Talles Lopes VICE: Ivan Ferraro TESOUREIRO: Ana Morena SECRETARIA EXECUTIVA: Karla Martins COMUNICAÇAO: Atílio Alencar  AÇAO POLITICA: Pablo Capilé AÇAO INTERNACIONAL: Fabricio Nobre AÇAO INSTITUCIONAL: Ricardo RodriguesAÇAO SOCIAL: Linha Dura Representação na região Nordeste: Arthur Pessoa Representação na região Sudeste: André Pomba Representação na região Sul: Vitor Lucas Representação na região Centroeste: João Lucas Representação na região Norte: Gustavo Andrade Conselho Fiscal: Titulares – Rodrigo Lariu /Claudão Rocha Suplentes – Cássia Cardoso /Leonardo Santiago ——————–O MUNDO ANDA TÃO COMPLICADO…(um mini diário sentimental sobre a Legião Urbana e a reedição de seus discos)A Legião Urbana, em imagem p&b clássica, do início da banda: um dos dois maiores nomes do rock brasileiro em todos os tempos, agora com toda a discografia reeditadaNão é segredo pra ninguém que acompanha estas linhas zappers o quanto o sujeito que escreve este blog curtiu, nos anos 90’, o trabalho do grupo brasiliense Legião Urbana. Mais do que isso: Zap’n’roll acompanhou a evolução da banda em praticamente toda a sua trajetória – assistiu desde um show para 50 pessoas em uma espelunca indie chamada Napalm, no centrão podre de Sampa, lá pelos idos de 1982, até ver Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá tocando para 50 mil pessoas no estádio do Palmeiras, em 1990. Nessa época então, mais do que ser um simples fã, o então ainda jovem jornalista rocker (que estava na casa dos 27 anos de idade), já havia se tornado amigo do trio. E vai se lembrando de vários momentos seus ao lado da Legião ou ouvindo os álbuns da banda, quando circula a notícia de que toda a discografia de estúdio do grupo está sendo relançada em edições caprichadíssimas, em cd e vinil inclusive.O jovem leitor deste blog talvez não conheça muito da obra da Legião Urbana. E talvez considere, hoje, o som da banda e as letras escritas por Russo algo, hã, careta. Mas na verdade, quem encaretou foi o próprio adolescente dos dias atuais. Não apenas encaretou como também emburreceu horrores, e não vai aí nesta afirmação nenhum esgar de preconceito contra a galere jovem atual, ou nenhum pseudo moralismo de um jornalista “tiozão” aparentemente ranzinza e precocemente “velhusco”. Não é o caso. Trata-se apenas de constatação dos fatos, pura e simplesmente. É nítida a falta de qualidade, tanto musical quanto textual, no pop/rock brasileiro dos dias que correm. E a Legião Urbana, ao contrário, produziu uma das obras mais densas e consistentes que se tem notícia na história do rock brasileiro. Este blogger rocker, inclusive, se arrisca a dizer que as duas melhores bandas de todo o rock brazuca seriam os Mutantes e a Legião Urbana.Russo era um gênio, ponto. E a LU teve a mesma trajetória de zilhões de grupos do rock de hoje: começou indie, tocando nos porões de Brasília, com seu som fortemente influenciado pelo punk e pós-punk inglês dos anos 80’ – coisas como Buzzcocks, Stiff Little Fingers, Pil, Smiths, Cure, Echo & The Bunnymen, por aí. Levado pelo amigo Herbert Vianna, dos Paralamas do Sucesso (que já estavam se tornando mega banda lá pelos idos de 1985, quando estouraram na primeira edição do Rock In Rio), para a grabadora EMI, o grupo lançou seu primeiro disco nesse mesmo 1985. Com capa branca, mostrando apenas uma foto preto-e-branco do quarteto (que nessa época ainda tinha o baixista Renato Rocha) na frente e verso, sem título, o disco é um clássico instantâneo e um dos melhores álbuns de toda a música brasileira em todos os tempos. Com músicas perturbadoras em sua construção melódica, mas ainda assim altamente pop e radiofônicas, e com letras que a um só tempo passavam imagens e versos acessíveis mas que perscrutavam a alma sempre torturada do ser humano, o disco chapou toda uma gigantesca geração de ouvintes e amealhou milhares de fãs para o grupo. Era o álbum que continha “Será?”, “A dança”, “Soldados”, “O Reggae”, “Por enquanto”, “Petróleo do futuro” (“Sou brasileiro errado/Contando os vencidos/De todos os lados”) e a fantástica “Ainda é cedo” (“Uma menina me ensinou/Quase tudo que eu sei/Era quase escravidão/Mas ela me tratava como um rei…”), talvez a canção mais impactante de todo o rock brazuca dos anos 80’. Em pouco mais de três minutos de uma melodia glacial, distante e com guitarras esparsas que remetiam à solidão e ao universo sônico sombrio do Joy Division, Renato Russo condensava o esfacelamento de uma relação amorosa. Ao vivo, a banda costumava esticar a música por dez, quinze minutos, e enxertava nela o que desce na cabeça dos músicos no momento – tornou-se clássica uma versão em que eles tocavam a melodia de “Gimme Shelter”, dos Rolling Stones, enquanto Renato berrava ao microfone: “onde estão as drogas pesadas???”. Está registrado no disco ao vivo “Música para acampamentos”, lançado em 1992.Drogas… Renato Russo, fã de poesia e de grande literatura (aquela de alta densidade cerebral), mega conhecedor de música pop e cinema, era a erudição em pessoa. E também era fã de drugs. Fumou maconha, cheirou cocaine, tomou heroína. E bebeu tudo o que pôde em sua vida (adicto assumido, frequentou durante anos os alcoólatras e narcóticos anônimos): fã de conhaque Contreau, tomava um copo cheio da bebida no café da manhã. Mas o fato de ser adicto não tirava o brilho de sua intensa capacidade intelectual e de reflexão. O autor destas linhas esteve algumas vezes no apartamento em que o vocalista e letrista morava, na rua Nascimento e Silva, em Ipanema, no Rio. Nunca se esquece de uma vez em que, ao adentrar o escritório que era forrado de cds do chão até o teto nas estantes que ocupavam as quatro paredes do ambiente, se deparou com um grosso tomo em cima de uma mesa: era uma edição de “Guerra & Paz”, do célebre escritor russo Tolstoi.A capa do disco de esttréia, de 1985: um clássico insuperávelZap’n’roll, aliás, como já foi dito, assistiu a um show do conjunto por volta de 1982, quando ele ainda sequer tinha disco lançado ou contrato com uma gravadora. O grupo tocou para um público de cerca de 50 pessoas, em um muquifo que havia no centro de Sampa, o Napalm. Seria algo como os clubes de hoje do baixo Augusta na capital paulista, como a Outs ou o Inferno. Mas o autor deste blog só foi se apaixonar mesmo pela banda quando ouviu seu primeiro disco na casa do amigão Luiz César, um ex-punk que morava perto da Serra da Cantareira, na zona norte paulistana. O álbum tinha sido lançado havia pouco tempo. E o sujeito aqui, que ainda não era jornalista, pirou quando escutou “Soldados” e “Ainda é Cedo”. Saiu correndo pra comprar o trabalho. Daí pra frente foi paixão incondicional pela Legião. O zapper se tornou jornalista e começou a acompanhar profissionalmente o trabalho do conjunto. Assistiu cerca de dez shows da banda em doze anos (eles detestavam tocar ao vivo e turnês do grupo eram uma raridade, só aconteciam de dois em dois anos), fez zilhões de matérias com eles, ganhou a confiança de Russo (e só por isso, conseguiu fazer uma matéria de capa com a Legião para o caderno Folhateen, da FolhaSP em 1994, numa época em que o vocalista se recusava sistematicamente a concender entrevista para o diário paulistano) e graças a isso, produziu algumas ótimas entrevistas com o grupo, que foram publicadas nas revistas Istoé e Interview – estas entrevistas podem ser lidas em um livro intitulado “Conversações com Renato Russo”, que ainda deve estar em catálogo e pode se achado em grandes livrarias.O zapper saudoso e sentimental, que agora digita estas linhas, se apaixonou intensamente algumas vezes, ao som de Legião Urbana. Casou, teve um filho, se separou. Bebeu muito whisky, conhaque Domeq e vinho até ficar mega ébrio em intermináveis madrugadas solitárias, enquanto ouvia os discos de vinil da Legião no quarto do apê em que morava, com a saudosa mama Janet (que também era fã da banda) na rua Frei Caneca. E cheirou muita cocaína no tampo de acrílico de seu velho aparelho de som Gradiente (que era ótimo e vivia atormentando a vizinhança, por conta do volume sempre alto em que os discos eram tocados nele), principalmente quando o som que estava tocando era “Ainda é Cedo” ou “A montanha mágica” (a melhor descrição dos efeitos da heroína já relatadas em uma música do rock nacional). E o blogger rocker também frequentou camarins e festas pós-show em apresentações da banda, teve uma música dedicada a ele no final do último show em que ele assistiu do grupo (em 1994, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo), e entrou em mega depressão quando, na tarde do dia 12 de outubro de 1996, ele soube através de uma amiga, que Russo tinha morrido. A noite/madrugada anterior havia sido de excessos para o jornalista rocker loker, na então kit em que ele morava na avenida nove de julho. Havia rolado muito álcool e cocaine com amigos. Não houve sono – a “fritura” do sujeito aqui se estendeu até a manhã do dia seguinte. Quando ele resolveu ir visitar sua amiga Sandra, que gerenciava um escritório de compra e venda de ações na rua 7 de abril, e ela lhe perguntou “você sabia que seu amigo Renato Russo morreu?”, o autor deste mini diário sentimental desabou de vez. Que Russo estava doente (ele era hiv positivo), era sabido. Mas a morte foi realmente inesperada.Renato Russo, no palco: um gênio sem igual no rock brasileiroUma morte que pôs fim a carreira da Legião Urbana. De lá para cá o mito em torno da banda e de Russo sobrevive sem dar sinais de abalo. Os álbuns do grupo nunca saíram de catálogo, vendem bem até hoje e a grande questão que ainda intriga jornalistas de cultura pop e fãs de música em geral é: como uma banda que não possuía uma musicalidade “fácil” e jogava no ouvido das pessoas letras algo “difíceis”, se tornou tão popular e conseguiu conciliar potencial comercial com qualidade artística, algo que todo músico persegue mas 90% deles não conseguem alcançar? A média de cópias vendidas de cada álbum do grupo sempre girou em torno de um milhão, algo inimaginável nos dias de hoje, nestes tempos de música gratuita na web, em que ninguém mais compra cds e em que as majors da indústria musical tiveram que se adaptar ao mercado atual (vendendo música através de outros formatos), para não ir à falência de vez.Assim, a reedição da discografia da Legião talvez possa responder essa questão para as novas gerações de ouvintes. Seja em cd ou em vinil, vá atrás dos discos da Legião Urbana. Ao ouvir “Daniel na cova dos leões”, “Quase sem querer”, “Índios”, “Eu sei”, “Angra dos Reis” (“Pode rir agora/Que estou sozinho…”), “Há tempos”, “Eu era um lobisomen juvenil”, “Meninos e meninas”, “Giz” (“Mesmo sem te ver/Até que estou indo bem…”) e tantas outras canções que deixaram marcas indeléveis na alma e no coração de milhares de pessoas, talvez você entenda porque a Legião Urbana foi a grande banda de rock do Brasil nas últimas duas décadas. E também porque não existe paralelo com ela no pobre rock que se faz hoje aqui.LEGIÃO URBANA – UMA LETRAAinda é Cedo”Uma menina me ensinouQuase tudo que eu seiEra quase escravidãoMas ela me tratava como um reiEla fazia muitos planosEu só queria estar aliSempre ao lado delaEu não tinha aonde irMas, egoísta que eu sou,Me esqueci de ajudarA ela como ela me ajudouE não quis me separarEla também estava perdidaE por isso se agarrava a mim tambémE eu me agarrava a elaPorque eu não tinha mais ninguémE eu dizia: – Ainda é cedocedo, cedo, cedo, cedo.Sei que ela terminouO que eu não comeceiE o que ela descobriuEu aprendi também, eu seiEla falou: – Você tem medo.Aí eu disse: – Quem tem medo é você.Falamos o que não deviaNunca ser dito por ninguémEla me disse: – Eu não sei mais o que eusinto por você.Vamos dar um tempo, um dia a gente se vê.E eu dizia: – Ainda é cedocedo, cedo, cedo, cedo.LEGIÃO URBANA EM VÍDEO“Ainda é Cedo”, registrada ao vivo no show que a banda fez para 50 mil pessoas, no Jockey Clube do Rio de Janeiro,  em 7 de julho de 1990. No mesmo dia, outro gênio do rock brasileiro, Cazuza, havia morrido. Zap’n’roll trabalhava na editoria de Cultura da revista Istoé, e  foi ao Rio para cobrir o show. Antes, passou por uma looooonga noite de excessos e cocaine em Sampa, e quase perdeu o vôo no sábado à tarde na ponte-aérea. Mas o blog conseguiu ir ao show. Um momento único, inesquecível, da história do rock brasileiro dos anos 80′.* Este texto vai para o amigão Márcio Eduardo Silva, eterno e apaixonado fã da Legião Urbana, e de quem Zap’n’roll se tornou amigo justamente por ambos curtirem o som de Russo, Dado e Bonfá.É TEMPO DE FESTIVAIS – JAMBOLADANo finde passado, Uberlândia (no interior de Minas Gerais) se agitou com mais uma edição do festival rocker Jambolada. A Dynamite esteve presente e o texto que você lê abaixo, com a cobertura do evento e que já foi publicado em nossa home, foi escrito pelo publisher André Pomba:“O festival Jambolada realizou sua sexta edição no último final de semana em Uberlândia, mostrando porque é o maior festival independente de Minas Gerais. Realizado com ótima estrutura na casa Acrópole, contando com 2 palcos, feira independente, cinema e uma área externa. O único senão foi o número excessivo de atrações o que fez com que o festival encerra-se em torno das 5h da manhã nos 2 primeiros dias.O primeiro dia, mais voltado pra MPB e misturebas em geral teve um público em torno de 1500 pessoas e o segundo dia – mais voltado pra música pesada – foi totalmente lotado, com cerca de 4000 pessoas insandecidas e ávidas por rock. E como é tradicional, o festival contou com uma terceira data ao ar livre, no domingo, 17/10 na UFU – Universidade Federal de Uberlândia Campus Santa Mônica, o Palco Conexão Vivo, tendo como atração principal o grupo local Porcas Borboletas, que convidou Paulo e Arrigo Barnabé, sendo que este último tocou Clara Crocodilo ao piano, para um público de cerca de 2000 pessoas que lotava a frente do palco.Em paralelo ao festival também foi realizada na UFU, o congresso do Circuito Fora do Eixo e a eleição da nova diretoria da Abrafin – Associação Brasileira de Festivais Independentes. O que trouxe uma rica diversidade de público de várias regiões do país.Com relação ao shows, é constatação pura dizer que duas maiores atrações do festival – Matanza e Vanguart – fizeram os shows mais disputados do evento, sendo que a maior decepção ficou por conta do Otto, com um show instável e de repertório decepcionante, para uma galera que esperava uma apresentação com mais punch. Podemos destacar também o show do Autoramas, altamente profissional e com nível internacional, vide as constantes turnês do grupo pelo mundo afora. Outra apresentação impressionante foi do grupo de hardcore Gritando HC, que inaugurou a seção de moshs e com o público cantando junto quase todas as músicas.Na parte de revelações temos que indicar o Vespas Mandarinas, a nova banda de Chuck Hipolitho, com um som que remonta muito os primórdios do seu ex-grupo, o Forgotten Boys.E na parte de “o que eu estou fazendo aqui”, o grupo de música eletrônica Copacabana Club, totalmente deslocado e perdido no meio das atrações de rock pesado, uma ousadia da curadoria que não deu certo.E no quesito pluralidade, misturando tudo o que for possível dentro da MPB – tônica do primeiro dia do festival – somente o experiente grupo paraibano Cabruera fez o público dançar e abrir rodas. Todas as demais atrações do primeiro dia fizeram sets sem muita vibração, e isso inclui o do rapper sensação Emicida.Mas é inegável dizer que o esforço do Jambolada existe em mostrar um bem vindo apanhado de estilos e de grupos de vários Estados do país. Uma pena, ao que tudo indica, que foi a última edição do evento, devido a algumas divergências entre seus sócios e produtores”.Zap’n’roll tem restrições ao texto acima, publicado no portal Dynamite, e manifestou isso em comentário enviado na página específica da cobertura. Como seu comentário foi aparentemente vetado, o blog reitera aqui que há opinião demais no texto, e também que deveriam ser informados os nomes de quem auxiliou o portal na cobertura do festival e quais os atritos que rolaram entre a organização do festival e que podem determinar o fim do mesmo.Mas… enfim, o comentário enviado pelo blog e que foi vetado, segue abaixo:“Sorry Cagni, mas vc já fez coberturas melhores de eventos e festivais fora de São Paulo. E eu até entendo os motivos pelos quais o texto não está no padrão “Pomba” de qualidade. Hj vc é presidente da Associação Cultural que leva o nome do site, além de dj residente das duas principais noites do clube noturno paulistano A Loca. Logo, vc hj tem uma vida compromissada demais, com atividades em excesso e que lhe deixa pouco tempo para pensar no texto jornalístico.No entanto, como vc foi ao festival e decidiu escrever sobre o mesmo, deveria citar no final da matéria que são os “colaboradores” da Abrafin que o auxiliaram na cobertura e opinaram tanto no texto (opiniões francamente tendenciosas em relação a algumas bandas, e isso fica muito claro ali). Na verdade, vc como conselheiro fiscal da entidade, deveria ter delegado a tarefa de escrever sobre o evento a alguém que estivesse no festival mas que não fosse tão ligada a Associação, pois esta “proximidade” com a Abrafin pode suscitar dúvidas quanto a isenção das opiniões que estão expressas na resenha.Por fim, vc cita que foi eleita a nova diretoria da Abrafin. Onde estão os nomes de quem assumiu os novos cargos? Tb deveriam estar no texto, não? E tb quais foram as “divergências” que rolaram nos bastidores do Jambolada e que podem por um ponto final na continuidade do festival? Onde fica o jornalismo investigativo da Dynamite nessa parada?Portanto, em face disso tudo, creio que minhas coberturas (como a do SWU) não devem ser tão criticadas como o são de tempos pra cá. Reflita e veja se estou errado.Beijos daqui!” O BLOGÃO ZAPPER INDICA* Discos: a reedição da obra completa da Legião Urbana está aí, nas lojas. Vai atrás dos discos (em cd e vinil) e descubra porque Renato Russo e cia. foram uma das duas mais importantes bandas da história do rock brasileiro.* Filmes: temporada de terror (brrrrr…) nas telas! Estão em cartaz desde ontem “Atividade paranormal II” e “Piranha 3D”, ambos aguardadíssimos e bem cotados pela jornalistada de cultura pop. E aê, vai encarar?* Show: hoje, sábado (quando estas linhas bloggers estão sendo finalizadas), rola a apresentação única do Frozen Autun em São Paulo. Um dos grupos mais queridos pela confraria goth, o duo darkwave vai animar a madrugada no Inferno Club (na rua Augusta, 501, centro de Sampa), em noitada que ainda vai ter abertura do ótimo Plastic Noir (do Ceará) e discotecagem de Rodrigo Cyber. Ainda dá tempo de adquirir ingressos pra balada: na porta eles custam 85 pilas. Zap’n’roll vai estar por lá, eba!* Novo point rocker: o já tradicional club Sattva, que agita há tempos as noites na região dos Jardins, agora abriu filial no centrão rocker de Sampa. Está lá na Praça Roosevelt 82, e nas noites de sábado ele abriga a festa Open Hell, comandada sempre pelo graaaaande dj Pacianotto, um dos melhores agitadores da cena under paulistana desde sempre. Rola muito pós-punk, anos 80’, indie guitar e bebidas bacanas, além da simpatia do proprietário, o Giba. O blog esteve semana passada lá pra conhecer, gostou do que viu/ouviu e vai voltar sempre. Cola lá você também, que a balada é ótima!* Baladíssimas: falando nelas… hoje, além do show do Frozen Autun e da festa Open Hell, você também pode curtir a festa Discotexxx, sempre animada lá no Astronete (rua Mathias Aires, 183, Consolação, centro de São Paulo).///E amanhã, domingão, é noite do Grind, na Loca (rua Frei Caneca, 919, Consolação), já um clássico na cena under de Sampa, né?///Por fim, na terça-feira em si, rola a festa de quatros anos da Rolling Stone Brasil (apenas para convidados), lá na The Week (rua Gaicurús, Lapa, zona oeste paulistana). Nessa o blog também vai estar pois deve ser a festa do ano, uia!INGRESSOS NA FAIXA? VEM QUE TEM!!!Tá marcando manezão? Então corre no hfinatti@gmail.com, que a disputa por lá já está sangrenta, para tentar ganhar:* DOIS INGRESSOS para o festival Planeta Terra, dia 20 de novembro em São Paulo;* E mais ingressos (em número ainda a ser definido) para o show do queridíssimo Belle & Sebastian, dia 10 de novembro na Via Funchal, também em Sampa.E CHEGA!O post ficou grandão, né? Então tá bom. O blog zapper se vai, deixando um feliz aniversário para o André Morelli (que fica mais velho hoje), boyfriend da incrível Adriana Ribeiro, umas das amigas mais queridas destas linhas rockers online. É isso aê. Semana que vem tem mais! Bye!(finalizado por Finatti em 23/10/2010, às 16hs.)

SWU – Resumão de um mega festival com a habitual avalanche de erros, acertos, ótimos e péssimos shows e histórias e cenas bizarras (plus: Echo&The Bunnymen em SP)

 O gênio Josh Homme e o irado Zak De La Rocha: o primeiro fez o melhor show do SWU, com o seu Queens Of The Stone Age; já o segundo fez jus ao som da “Fúria contra a máquina”: o público quase invadiu a pista premium na hora do show (todas as fotos deste post: divulgação/produção do SWU)Post especial falando apenas do SWU, e também contando como foi a apresentação do já hsitórico Echo e seus homens coelhos em Sampa, tocando na íntegra seu clássico álbum “Ocean Rain”.Yep, o festival merece, Zap’n’roll estava lá e se fosse escrito aqui tudo o que o blog viu/ouviu e passou, daria material fácil para um livro, ou para encher vários posts e páginas de cobertura do portal Dynamite – onde este texto também está publicado. E mesmo contando com o auxílio luxuoso da nossa querida francesa de Macapá, a ninja Rudja Catrine, cobrir um festival dessa magnitude não é moleza. E não foi mesmo. E isso foi mostrado na prática: o texto que você está lendo agora só foi escrito na madrugada de quarta para quinta-feira, pós-feriado, e após o zapper rocker retornar da fazenda Maeda, em Itu, absolutamente podre e morto de cansaço. Tanto ele quanto Rudja chegaram num estado deplorável em Sampa, vale frisar.Dá até preguiça lembrar de tudo que os olhos e ouvidos captaram, tamanha a quantidade de informações armazenadas no hd do cérebro. Mas como este espaço rocker online é hoje – sem falsa modéstia – um dos mais importantes da web brazuca, e como todo mundo já deu seus pitacos sobre o festival (ótimas coberturas já estão postadas no Scream&Yell, Zona Punk e na Popload), vamos lá.E é óbvio que o blog não conseguiu acompanhar tudo. É humanamente impossível você ficar três noites num evento do tamanho do SWU e conseguir assistir a 74 atrações diferentes, espalhadas por dois palcos gigantescos (o Água e o Ar) e mais outros dois secundários (a tenda eletrônica bancada pela cerveja Heineken, umas das patrocinadoras do SWU, e o palco Oi Novo Som, destinado aos novos nomes da emergente cena musical independente nacional). Junte-se a isso uma dificuldade logística enooooorme para se chegar ao local do festival, problemas de acomodação e transporte, cansaço provocado por longas caminhadas (tudo por lá exigia grandes caminhadas, devido a enorme área onde foi instalado o festival), uma “marinheira de primeira viagem” neste tipo de evento (no caso, a Rudja), que se queixava (de cansaço e sono) e se assustava com quase tudo (a multidão, o empurra-empurra, o frio cabuloso que tomou conta da arena o finde inteiro), e o dileto leitor terá uma noção de que a cobertura do SWU não foi uma tarefa fácil.Mas valeu a pena, claro. Ainda mais quando você vai credenciado num festival desses, o que já é uma enorme economia pro bolso (um dos grandes erros do SWU: o preço abusivo cobrado por tudo nele, desde o ingresso para assistir aos shows, a taxa para acampar e para estacionar, até o preço ridículo cobrado por comidas e bebidas na praça de alimentação, que além de tudo sempre se tranforma num campo de batalha nesses mega festivais). E também quando você vai sabendo que irá assistir a uma batelada de shows que prometem ser absolutamente fodásticos, realizados por bandas que você ama e que não quer morrer sem vê-las num palco pelo menos uma vez em sua vida.Segue abaixo, então, um resumo possível do que Zap’n’roll e a reportagem da Dynamite viram e ouviram na primeira edição do SWU, um festival que teve zilhões de pontos a favor e contra mas que, se melhor estruturado em suas próximas possíveis edições, tem tudo para se tornar um dos grandes eventos do calendário anual de shows gringos no Brasil.OS SHOWS O público na arena Maeda, em Itu: não chegou a ser o “Woodstock brazuca”, mas foi bacanaNem é preciso dizer que o primeiro dia do SWU, no sábado, 9, foi dominado pelo “episódio” Rage Against The Machine. Em noite em que houve, também, a esperadíssima volta dos Los Hermanos (em set que poderia ter sido mais, hã, intenso), e mais Mutantes e The Mars Volta (elogiadíssimo, mas que o blog continua achando um saco sem tamanho), o lendário quarteto americano abalou as estruturas do SWU – e não apenas pela porrada que foi sua apresentação. O RATM sempre teve fama de “incitar” seu público, pela postura musical e política da banda e tal. Em Itu não foi diferente: com um bando de vips idiotas bebendo e paquerando na caríssima e escrota pista “premium” (bem na frente do palco), o populacho que estava logo atrás na pista “comum” e que era fã de verdade da banda, ameaçou invadir a área à frente em pelo menos duas ocasiões. Em ambas, o som no palco foi interrompido e um representante da organização do festival foi obrigado a pedir “calma” ao público. Quando a situação ficou realmente tensa, o próprio Rage Against conclamou os fãs a serem mais “tolerantes” com os “vips”. Enfim, na parte extritamente musical, como bem observou a Rudja, as músicas do grupo são todas muito parecidas e não há grande variação em sua estrutura. Fato que não obscurece em nada o carisma do vocalista Zack De La Rocha e a performance absurda do guitarrista Tom Morello. Foi um showzaço, no final das contas.Acima, o set list dos sonhos e que marcou o melhor show de todo o festivalNo domingo, vamos admitir, seria uma tortura inominável aguentar Jota Quest, Sublime e Teatro Mágico. Então a dupla da Dynamite combinou que chegar pra assistir Joss Stone, Regina Spektor e o Kings Of Leon estava de bom tamanho – e ainda teríamos que aguentar a tranqueira que é o Dave Matthews. Buenas, com problemas de sobra pra chegar na arena Maeda, Zap’n’roll e Rudja acabaram perdendo Joss Stone e Regina Spektor. Quando finalmente colocamos os pés no festival, Dave Matthews torturava sem dó o público com o seu pop/rock anódino, trilha perfeita para elevadores e salas de espera de consultórios médicos. Ficou a expectativa pela apresentação da gang dos Followill, o Kings Of Leon. E o show do Kol foi decente na medida, mas sem arroubos de genialidade e comoção. Sim, a banda está mais madura no palco, acabou de lançar um novo e bom disco e tudo isso contribuiu para que eles mostrassem um set bem mais eficiente do que o desastre que foi o show deles em 2005, no Tim Festival. Mas, ainda assim, foi desagradável assistir a apresentação na famigerada pista “premium”, com um bando de playbas otários com copos de whisky na mão, bêbados e paquerando a primeira perua otária e sem noção que estivesse ao lado. Ninguém ali conhecia o repertório do quarteto, que levantou o povaréu todo apenas nos hits certeiros como “Sex On Fire”. Ou seja: um final morno para uma noite mediana nos dois grandes palcos do SWU.E se tinha sido assim no domingo, na segundona o bicho tinha que pegar. E pegou! Avengend Sevenfold? Esqueça: o primeiro grande terremoto do dia aconteceu no set do Cavalera Conspiracy. Depois veio o rock mezzo metal mezzo pop do Incubus, que fez uma apresentação ao estilo “greatest hits”. E como o blog não curte a banda e não estava a fim de ver o show, se mandou pra sala de imprensa e deixou a resenha do mesmo por conta da Rudja, fã assumida do grupo. Ela confirma que foi ok e que o público curtiu bastante. Porém, o melhor estava por vir: abastecido de sanduichinhos, café e refri da living press, o sujeito aqui se mandou pra frente dos palcos principais, pra assistir a dobradinha que prometia ser a sensação de todo o festival: Queens Of The Stone Age e Pixies. E, queridos, não dá pra descrever aqui o que foi o set da banda de Josh Homme. Numa única definição: brutal.  Mesmo com o atraso de quase uma hora para o início do show (atraso provocado por problemas no PA, e não foi só isso: durante o set da banda, os telões pifaram pelo menos duas vezes), o QOTSA subiu ao palco disposto a dar sangue em cena. A pista premium, ao contrário da noite anterior, surpreendentemente estava bem tomada por fãs de verdade do grupo, que pularam e se esgoelaram pra valer ao som de porradas absurdas e memoráveis como “Feel Good”, “Sick Sick Sick” ou “Little Sister” (nessa, o zapper loker perdeu a compostura, se esqueceu de que é um tiozão indie rocker de 47 anos de idade, voltou aos seus tempos de adolescente, e simplesmente se jogou gritando na grade que separava a pista premium do fosso dos jornalistas na frente do palco). Josh Homme está com 37 anos mas continua com disposição invejável; o restante da banda é uma máquina de tocar com peso e precisão. E ficou muito evidente a incrível capacidade de o Queens criar ambiências sônicas tão diferentes em uma mesma e poderosa canção. “No One Knows” fechou um set que teve que ser encurtado (devido ao atraso no início do show) e, nem por isso, foi menos intenso. Mesmo com Pixies e Linkin Park (quem?) ainda por vir, já havia ficado muito claro que a performance do QOTSA tinha sido o show do festival.Yep, haviam milhares de gostosas iguais a ela no SWUE aí veio o Pixies. A lenda maior do indie rock, a banda que fez Kurt Cobain montar o Nirvana. Zap’n’roll já havia visto o grupo em Curitiba, há alguns anos. E estava literalmente morto após o rolo compressor diabólico que havia sido o show do Queens Of The Stone Age. Talvez por tudo isso o autor do blog zapper tenha achado a apresentação de Frank Black, Kim Deal, Joey Santiago e Dave Lovering apenas… bacaninha. E olha que foi o show onde a pista premium estava mais vazia (afinal, playboy sem cérebro não conhece Pixies e por isso não gastou sua grana pra desfilar ali na hora do show), sendo que praticamente apenas jornalistas estavam ali. E foi possível ver tudo bem na cara do gol, ops, do palco, sem a necessidade de ficar desviando incômodamente o olhar pros telões. Anyway, teve o “Dollittle” quase inteiro, teve “Where Is My Mind” e “Gigantic” em um bis habitualmente reservado apenas aos headliners de festivais desse porte, teve todo mundo cantando junto em “Here Comes Your Man”, mas a banda parecia entediada e tocando apenas para ganhar seu cachê. Frank Black está careca e enooooorme de gordo, Kim Deal não fica atrás no quesito obesidade (mas ela possui a simpatia que o rotundo Frank não tem) e Joey Santiago continua carregando a banda nas costas.E por volta de meia-noite o Linkin Park adentrou o palco para fazer a última apresesentação da primeira edição do SWU. O que falar de uma banda mega profissa porém maletíssima, ícone de um gênero (o new metal) que já está  morto nos EUA mas que aqui ainda atrai multidões ao seu show? Foi bem isso: as mais de 50 mil pessoas que foram à última noite do festival, estavam ali para ver o Linkin Park. A área vip virou um inferno, Zap’n’roll novamente se mandou para a sala de imprensa e deixou a batata quente nas mãos da Rudja – que acabou não aguentando a chatice do show, o frio e o empurra-empurra e também se mandou pra sala de imprensa na metade da apresentação da banda. Que foi quase interminável: às duas da manhã, o grupo ainda berrava no palco.Ainda sobrou tempo pra Dynamite curtir um pouco o dj set do Tiesto, e comprovar que, de fato, ele merece ser o dj número um do mundo hoje. O frio na arena Maeda até ficou suportável neste momento. Mas era hora de bater em retirada e voltar pra Sampa. Outra aventura dessas, só em 2011, se for o caso.PICS DO FINDE ROCK’N’ROLL EM ITU O KIngs Of Leon fez um show melhor do que o de 2005 em Sampa; já o Pixies do gorducho Black Francis fer um set meio assim; Incubus demosntrou competência no palco, Linkin Park foi uma maletice sem tamanho e Tiesto fechou a festança mostrando porque é o melhor dj do mundo AVENTURAS E DESVENTURAS NO CIRCUITO SOROCABA/ITU/ARENA MAEDA* “Não aguento mais de frio! Tá saindo fumacinha da minha boca”. Quem reclamava da temperatura, na segunda noite do festival SWU, era a francesa (que nasceu em Caiena, capital da Guiana Francesa, ora essa) criada em Macapá (capital do Amapá), a Rudja, que veio a Sampa passar um mês de férias, e aproveitou pra ajudar na cobertura do festival. Habituada a termômetros diariamente na casa dos 33 graus, a garota pediu arrego na arena Maeda, onde a temperatura na madrugada deve ter descido abaixo dos 10 graus. Esse foi um dos maiores problemas enfrentados pelo público e por quem foi cobrir o evento: o frio. Mas esquenta daqui, arruma jaqueta jeans dali (no caso, o zapper emprestou a sua para sua ex-girlfriend) e vamos em frente na maratona rocker. Que não foi fácil de atravessar, desde o início.* Primeiro, sem conhecer direito a logística para chegar ao local, o casal incumbido de fazer a cobertura para a Dynamite, descolou abrigo na casa de um pessoal maneiro, a turma do coletivo Rasgada (que reúne várias bandas bacanas e desenvolve uma intensa atividade cultural), que mora em… Sorocaba. Tudo bem, Sorocaba é colada em Itu, onde fica a fazenda Maeda, então tudo certo, né? Nada: tudo era beeeeem longe e do momento em que a dupla saiu da casa da turma do Rasgada até botar os pés no SWU se passaram duas horas e meia. Isso fez com que vários shows fossem perdidos e apenas na última noite os horários de saída foram ajustados de modo a não se perder mais shows. Deu certo, pelo menos na segunda-feira.* No festival, o de sempre num mega evento desses: filas pra tudo (pra entrar na arena, pra acampar, estacionar, tomar banho, comer etc), espaços e atrações de sobra pra se conferir, preços abusivos na praça de alimentação etc. No final da segunda noite de shows e sem poder desfrutar dos mini-sanduíches que foram colocados à disposição da jornalistada na sala de imprensa (e que se evaporaram em questão de minutos, o que denotou que o povo que estava ali a trabalho, também estava morto de fome), o zapper esfomeado resolveu comer algo na famigerada área de alimentação. Pagou dez pilas por uma porção ridícula de fritas, acompanhada de um espetinho Mimi igualmente ridículo no tamanho. Fora o preço absurdo, era uma autêntica guerra conseguir chegar no balcão com os tickets e conseguir fazer o pedido. Os atendentes eram grosseiros e folgados e quem estava à espera de comer também não ficava atrás na grosseria e falta de educação. “SWU e Mimi, vai tomar no cú!”, eram os gritos que se ouviam no local de maneira incessante.* Na última noite do SWU a produção resolveu atender melhor a valorosa confraria de imprensa que lá estava e não deixou faltar os tais mini sandubas (bem legais, no final das contas: havia de peito de peru com queijo, copa com queijo e presunto com queijo) e nem refri (Coca-Cola normal e Zero, além de guaraná), até o final da esbórnia. Com isso, teve jornalista (e não foram poucos) que encheu os bolsos e as mochilas com a iguaria, pra comer enquanto assistia aos shows, ou mesmo pra levar pra casa, uia!* Na primeira noite, para chegar no Maeda, foi o caos. Faltou busão pra tanta gente. Na saída, caos igual. A produção se tocou e providenciou mais ônibus para as duas noites seguintes. Assim, tanto no domingo quanto na segunda-feira, a saída da área do festival foi mais ou menos tranquila. Quer dizer, nem tanto: o sujeito aqui e Rudja pegaram o busão errado no domingo e foram parar no kartódromo de Itú (um dos locais transformados em estacionamento para quem foi de carro ao festival), quando deveriam ter pêgo o ônibus para o terminal rodoviário. Isso às quatro da manhã e com o frio quebrando os ossos. Felizmente a dupla conseguiu carona de um casal simpático que havia ido ao festival, e o zapper e Rudja foram deixados no centro de Itu, a poucas quadras do terminal rodoviário.É vero que uma credencial como essa facilita muito  a vida num festival como o SWU* No caminho até lá, a fome bateu novamente e o sujeito aqui parou num trailer de lanches 24 horas. Pediu um x-tudo. Que custou mais dez pilas mas era gigantesco (na real, parecia mais um beirute), comprovando a fama de Itu, onde tudo é mega.* A volta para Sorocaba foi o pior: uma hora e meia dentro de um buso mega desconfortável. Decidiu-se então que na última noite do SWU o melhor era sair do festival, ir pra rodô de Itu e de lá já voltar pra Sampa. Foi a decisão mais acertada de todo o finde, com certeza.* A humanidade estava no festival, mas era difícil topar com algum conhecido no meio daquela multidão (segundo a produção do evento, um total de 165 mil pessoas compareceu às três noites do SWU). Até que no início do show fodástico do Queens Of The Stone Zap’n’roll deu de cara na escrota pista premium com seu mega brother Vlad Cruz, o homem do Zona Punk. É dele a pic que está neste post, do autor deste blog ao lado da Rudjinha toda friorenta. Daí pra frente foi uma festa: Wlad e Zap’n’roll pareciam dois adolescentes enlouquecidos durante o set de Josh Homme e sua gang.* Frase do evento, disparada pelo mesmo Wlad, quando os Pixies atacaram “Here Comes Your Man”, e todo mundo cantou junto (afinal, a música é o único mega hit que o grupo teve no Brasil): “deixa a baianada pular!”.* Drugs no Maeda? Se houve repressão de policiais “infiltrados”, não dá pra confirmar aqui. Mas que a maconha rolou solta por lá, oxe… nem nos fale, hihi.* O festival, como todo evento desse porte, teve acertos e erros de sobra. E nem de longe é um dos cinco festivais do mundo em termos de rock e artes, como defendeu seu idealizador, o publicitário Eduardo Fisher, em entrevista na sala de imprensa. Pensar que o SWU já pode ser comparado a festivais como Reading, Coachella ou Lollapalooza, é de uma arrogância e exageros sem tamanho. Claro, ele procurou cumprir o que se propôs a fazer: pouca gente notou mas havia uma usina de reciclagem de lixo montada dentro da arena Maeda, o que é sem dúvida bacana. E outra idéia legal foi baratear o caríssimo estacionamento para quem levou três ou mais pessoas num mesmo veículo. No entanto, os preços abusivos dos ingressos e para se fazer tudo lá dentro deixaram um indisfarçável odor de ganância por lucro no ar. Nas próximas edições do SWU (se elas acontecerem), não custa nada repensar valores de ingresso, estacionamento, camping e alimentação. E tratar melhor o público, que é sempre maltratado nesses mega festivais.* A equipe de cobertura da Dynamite no SWU: Humberto Finatti e Rudja Catrine. Ambos agradecem a mega simpatia e atenção com que foram tratados e abrigados na casa do Coletivo Rasgada, em Sorocaba (alô Marcão, Henrique, Hércules, Ari e a turma toda daí: valeu mesmo pela força!). Logo menos iremos aparecer por aí novamente, okays? A dupla dinâmica da Dynamite no SWU (em foto tirada pelo chapa Wlad Cruz, bem na frente do palco onde o Queens Of The Stone Age estava começando a fazer seu mega esporro sônico): Zap’n’roll e Rudja Catrine – que sofreu com o frio na arena Maeda (é, em Macapá não tem disso não, hehe)ECHO & THE BUNNYMEN EMOCIONA SP COM “OCEAN RAIN”Por Alex Sobrinho, especial para Zap’n’roll(Credicard Hall, SP/ SP, 11/10/2010)E difícil começar a escrever sem cair no velho clichê: O Echo vem todos os anos ao Brasil, a banda se resume à cinqüenta por cento da formação original, o velho Big Mac está com a voz em frangalhos e na mesma noite fria havia a concorrência do SWU. Que se dane o frio e o SWU! Quase três mil saudosistas apaixonados pelo supro sumo do final dos 70´s e 80’s enfrentaram a noite congelante de Sampa para ver os Bunnymen. Fila recheada de fãs de diversos pontos do país (gaúchos, mineiros, curitibanos, cearenses, cariocas e um colatinense – eu – reforçados pela presença de um casal de chilenos e um argentino) e logicamente os paulistanos amantes da boa música.Sem esconder o nervosismo de ninguém tomei logo umas duas cervejas vendidas a preço de néctar dos Deuses no bar local e fui direto pra pista colar na grade. O atraso de quinze minutos foi recompensado pelo set list correto do DJ da casa: Siouxie, Depeche Mode, Sugarcubes, Morrissey… Até berrei “Hang the DJ” quando vi o cara passeando pela pista no pós show e fui cumprimentá-lo pela bela seleção.Músicos de orquestra a postos (violinos, violoncelos, oboé e maestro) no fundo do palco e sem maiores apresentações começa o sarau. O clássico Ocean Rain é  executado nota por nota, acorde por acorde até o fim. A emoção estava à flor da pele e o velho Mac mostrava seu sorriso enigmático em agradecimento enquanto buscava mais um cigarro fictício que estava restrito ao backstage. Ele agüentou bem a proibição do fumo no recinto, o que o ajudou bastante a alcançar as notas de Seven Seas, My Kingdom. A plateia cantou, urrou junto com Ian ao som da Morrisiana “Thorn of Crows” e quase esgota a última reserva de oxigênio dos pulmões fazendo backing para The Killing Moon, mas se recupera poucos minutos depois para ajudar no refrão de “Ocean Rain”, o gran finale da primeira parte.Mac lançou mais um sorriso de esfinge para o público, agradeceu aos músicos de apoio e correu para os camarins. Deve ter ido fumar, pensei.Alguns minutos de intervalo e a trupe estava de volta. Ian e seu arcanjo das seis cordas ,Will Seargent, voltam e ele sussurra: agora começa a diversão! Mas como assim, depois de hipnotizar e ganhar o público ainda tem mais? E veio Going Up, Show of Strength, Rescue, todos os clássicos que a maioria do atual Britpop venderia a alma do irmão mais velho ( não é Liam?) para poder engendrar . Somente uma concessão ao single do disco atual “The Fountain” que mesmo assim não conseguiu quebrar o clima de partida ganha.A banda se retira do palco mais uma vez e volta pro bis. Uma versão vitaminada de “Nothing Last Forever” com a cover de “Walk on the Wild Side”, de Lou Reed e ‘”Lips Like Sugar” estendida deram fim a mais uma passagem dos Homens Coelhos por São Paulo.E que eles voltem todos anos ao Brasil. Que assim seja! Seremos sempre gratos. Vida longa aos Bunnymen! SET LISTSilverNocturme MeCrystal DaysThe Yo Yo ManThorn Of CrownsThe Killing MoonSeven SeasMy KingdomOcean Rain (Intervalo)Going UpShow Of StrengthRescueVilliers TerraceBring Of Dancing HorsesThink I Need It TooDiseaseAll That JazzAll My Colours (Zimbo)Back Of LoveThe CutterNothing Last ForeverLips Like SugarO BLOGÃO ZAPPER INDICA* Discos: “Le Noise”, o novo do gênio/lenda Neil Young, e qualquer um do Queens Of The Stone Age. Depois do show que a banda deu no SWU, torna-se obrigatório (re)ouvir já toda a discografia do grupo de Josh Homme.* Ferveção cultural em Sampa: A Bienal Internacional de São Paulo rola até dezembro no Parque do Ibirapuera. A nova edição da Mostra Internacional de Cinema começa na semana que vem, com retrospectivas dedicadas a Allan Parker e Win Wenders. E com tudo isso, você ainda pensa em ficar trancado em casa? Se mexe, porra!* Baladíssimas: vem que tem! Hoje, sexta, o já veterano mas sempre bom Ludov, faz show lá no StudioSP (rua Augusta, 579, centro de Sampa). Também no baixo Augusta, mas lá no Inferno Club (no 501 da rua), tem a festa Dance To The Underground, com discotecagem pilotada pelo Daniel Belleza. E no Astronete (rua Matias Aires, 183, Consolação), rola mais uma edição da animada festa Shakerville, comandada pelo mestre Cláudio Medusa e suas raridades da soul music e anos 60’.///Já no domingão, dentro da programação do festival Outubro Independente, rola show de grátis do Cidadão Instigado no Centro Cultural São Paulo (rua Vergueiro, 1000, Paraíso, zona sul paulistana), a partir das seis da tarde. E na semana que vem, na terça, quarta e quinta-feira, o Cine Olido (que fica na galeria homônima, na avenida São João, em frente ao largo do Paissandú, no centrão rocker de Sampa) exibe o “Guidable”, documentário que passa a limpo toda a história dos Ratos De Porão, um dos nomes mais importantes do punk mundial. Então, programe-se e boa balada!BELLE & SEBASTIAN NA FAIXA? VEM QUE TEM!Passado o furacão SWU, agora é a vez de você, emotivo fã do fofo Belle & Sebastian, entrar em desespero: vai lá no hfinatti@gmail.com que já começou a batalha sangrenta por:* INGRESSOS (número ainda a ser definido) para o show que os escoceses farão dia 10 de novembro na Via Funchal, em São Paulo. Portanto: dedo no mouse e boa sorte!Sim, sim, tem prêmios aqui esperando por desova. Calma que no próximo post damos um jeito nisso, pode ser?TCHAUZES!Depois da maratona do último finde, o blogger cansadão quer descando. Por isso mesmo ele vai pro sítio de uns amigos aí amanhã e volta na segunda-feira. E na semana que vem tem mais por aqui, beleusma? Até lá então!(enviado por Finatti às 13hs.)

Em clima de SWU!!! O festival, quem vai nele por conta do blog, a polícia “infiltrada” na arena Maeda e mais isso e aquilo tudo

 Frank Black e os Pixies: fechando a maratona rocker em Itú, na próxima segunda-feiraTodo mundo animadão, né?Afinal o finde promete por aqui. Em Itú, na fazenda Maeda, começa amanhã (sábado) a maratona rocker do festival “ambiental” SWU, onde Zap’n’roll estará presente para levar até nosso dileto leitorado a melhor cobertura possível do evento. Tanto que para auxiliar o blog nesta empreitada cansativa – mas prazerosa – chegou ontem a Sampa a sempre incrível Rudja Catrine, a francesa linda de Macapá e ex-girlfriend do sujeito aqui (mas ainda uma grande amiga e, quem sabe um dia, novamente girlfriend zapper), e que além de manjar muuuuuito de rock alternativo e cultura pop, também manda super bem nos textos, como ela já demonstrou várias vezes nestas linhas rockers bloggers. Não só: também tem o velhusco trio Rush em Sampalândia (pra quem gosta…) hoje à noite. E, yep, a estréia do mega aguardado “Tropa de Elite II”, também hoje, e que deve ser mesmo a sensação da temporada nos cinemas. Então o blog sempre antenadão quando o assunto é cultura pop, se dedica hoje a esmiuçar o SWU pra quem vai e principalmente quem não vai enfiar o pé na lama lá em Itú – a previsão da metereologia para os dias do festival é de uma melhora “gradual” do tempo. Traduzindo: possíveis pancadas de chuva no sábado, aberturas de sol no domingo e tempo bom de vez na segunda. Vamos verrrrr. Enquanto isso, vem com o zapper que, como diria o saudoso Cazuza, no caminho a gente explica. * Um festival “ambiental”, aliás, onde haverá policiais “disfarçados” e “infiltrados” entre o público, visando coibir consumo de drogas e prender que estiver utilizando camisetas ou qualquer vestuário que faça propaganda em favor do consumo e/ou liberação de substâncias ilícitas perante a lei. Foi a notícia que mais causou tumulto esta semana na web (via Twitter e redes sociais em geral), e gerou indignação entre o povo que pretende ir ao evento e está pagando – caro, diga-se – para isso. Quer dizer que o sujeito paga pra ir num festival “ecológico”, que pretende ser uma plataforma importante da sustentabilidade e tal, e não se pode acender e fumar um baseadinho por lá, enquanto rolam os shows? Fala sério… por isso que o Brasil continua sendo a piada que é, mundo afora. Enquanto se caça em festivais de música e arte gente inocente e que jamais será (ou seria) um marginal por estar fumando um simples baseado, bandidos de verdade e graúdos como a gang que tomou de assalto (e assaltou) o governo do Estado do Amapá, por exemplo, são presos e logo em seguida soltos, pra poder continuar fazendo patifaria à vontade. Ou ainda, o povo ignorante elege uma figura lamentável como o Tiririca para deputado, e depois descobre-se que o mesmo é analfabeto e, por isso, não pode ser empossado. Moral da história: não é fumar maconha em festival de rock que fode moral e socialmente um país. Mas sim políticos bandidos que roubam na cara larga, figuras como Tiririca que se elegem para cargos públicos às custas da boa fé e da ignorância do populacho, e muitas outras coisas. Brasil, Brasil… tá na hora de mudar a mentalidade por aqui, não? LIBERDADE JÁ DE EXPRESSÃO, e para quem quiser fumar seu baseado em Itú neste final de semana. * Sir Paul McCartney em Sampa, dia 21/11, no estádio do Morumbi. Preços dos tickets? De R$ 140 a 700 reais. O ex-beatle, gênio e lenda do rock acima do bem e do mal, merece ser visto sem dúvida alguma. Aliás trata-se de um show imperdível. Mas o valor do ingresso é, financeira e moralmente falando, um escândalo. Macca em Sampa: o ingresso mais caro custa 700 pilas* Já os tickets pra assistir ao mega fogo Belle & Sebastian, dia 10 de novembro em Sampa (na Via Funchal), estão bem mais em conta. Custam entre R$ 180 (a pista comum) e R$ 250 (a sempre famigerada pista “premium”). E já podem ser comprados no site da casa, em www.viafunchal.com.br. E caaaaalma que assim que passar a esbórnia em torno do SWU, o blogão campeão de promos bacanas vai descolar uns ingressinhos pra você assistir na faixa ao show dos escoceses.  Os escoceses do Belle & Sebastian: tickets mais em conta para o show na Via Funchal dia 10/11* Se o show de Macca vai lotar ou não (e deverá lotar, mesmo com os preços extorsivos cobrados pelos tickets), não se sabe. Mas o bregão Bon Jovi entupiu o Morumbi anteontem, em noite em que a banda de abertura, o Fresno, foi impiedosamente vaiada pelos fãs do grupo americano. Lição da noite: fã de pop/rock cafona oitentista odeia emocore, hihi. * E enquanto Ruin de Ouvir, ops, Bon Jovi, lotou o Morumba em Sampa, a gig do duo eletrônico francês Air em Belo Horizonte, no próximo dia 15/11, foi cancelada. Motivo: baixa procura de ingressos. A vida é dura… * A DECADÊNCIA DO ORKUT E DE OUTRAS REDES SOCIAIS – não é de hoje que Zap’n’roll vem notando que o famigerado Orkut não anda bem das pernas, até mesmo aqui no Brasil onde o site explodiu há alguns anos como a rede social mais badalada e “moderna” destes tempos de internet. Quando surgiu nos EUA, na verdade, o Orkut não mobilizou tanto a atenção do americano médio. E por lá o site acabou se tornando apenas mais uma bobagem relacionada a redes sociais, como tantas que poluem a web. Já aqui, não se sabe bem porque, o Orkut se tornou uma febre e chegou a ter cadastrado mais de vinte milhões de usuários no país. Entre estes está o autor deste espaço online que, sim, vamos admitir, teve momentos de bastante satisfação em sua vida ao participar de algumas comunidades “orkutianas” – foi numa delas, a pequena porém simpática e acolhedora Bizz Livre, que ele engatou seu namoro com a hoje querida Rudja. Mas quem acompanha desde sempre estas linhas bloggers sabe que o zapper aqui nunca foi fã do Orkut nem de longe, por considerar que ali havia bobagem demais, patifaria e canalhice demais e boas intenções de menos. Pois então: é até com certo prazer que o blog tem notado a decadência que se abateu sobre o Orkut. Quase ninguém comenta mais, o número de visitas de usuários diminui a cada semana em todos os perfis (não apenas no do autor deste espaço, mas também no de vários amigos que foram consultados a respeito), os scrapbooks hoje servem muito mais como espaço de propaganda e divulgação de eventos de toda espécie (desde zilhões de bandas desconhecidas implorando para que seus MySpaces sejam acessados e ouvidos, até venda de rações para cães e gatos, vejam só) do que para receber mensagens dos amigos. E essa decadência toda do Orkut tem uma explicação bem simples: o site não se renova com a velocidade que os tempos atuais exigem, e por isso ele foi “atropelado” por concorrentes mais ágeis e chamativos como o Facebook, o Twitter etc. E, no fundo, todas estas plataformas sociais com o tempo acabarão tendo o mesmo destino do Orkut: a decadência. Afinal, as novidades no mundo da internet são tão fugazes e passageiras quanto os hypes de hoje na música pop. O Orkut até que durou muito no gosto popular. O Twitter e o Facebook talvez nem durem tanto. A conferir daqui a algum tempo. * Falando no Facebook, “The Social Network”, o filme que fala sobre a criação do site, continua batendo recordes de bilheteria nos EUA. Yep, é o longa onde um personagem vivido por Justin Timberlake aparece em uma cena cheirando cocaine nos peitões de uma amiga. Delícia de esporte, já praticada zilhões de vezes pelo sujeito aqui, rsrs. O filme deve chegar em breve aos cinemas brazucas. * Ok, ok, a pedidos vamos soltar a info: a festa de quarto aniversário da Rolling Stone rola dia 26 de outubro em Sampa, na boate The Week. * E se você não vai ao SWU mas quer pegar um show bacana em Sampalândia mesmo, na véspera do feriado, não tem outra opção: o velho Echo & The Bunnymen pisa no palco do Credicard Hall nesta segunda-feira, dia 11. Seria mais um show do Echo no Brasil se desta vez Ian McCulloch e cia. não tivessem anunciado que irão tocar, na íntegra, seu sublime álbum “Ocean Rain”. Lançado em 1984 (lá se vão duas décadas e meia…), é o disco que tem “The Killing Moon” e mais uma cacetada de canções lindíssimas e fodásticas (“Never Stop”, “Yo Yo Man”, “Crystal Days”, a própria faixa-título). Com certeza, é o show em que Zap’n’roll estaria, se o blog não fosse pra Itú acompanhar a esbórnia rocker por lá.  * Pois então, vamos dar uma geração naquilo que começa com você.  É TEMPO DE MEGA FESTIVAL – O SWU AGITA O FINDEChegou a hora, no? Neste finde de feriadão prolongado no país, a até então pacata Itú (cidade do interior paulista, distante cerca de uma hora da capital) vai ser invadida por um mega festival de rock – ou de música e artes, como a organização do mesmo prefere defini-lo. O SWU vai abrigar durante três noites na fazenda Maeda exatas 74 atrações, entre grupos gringos, nacionais e djs de música eletrônica. Produzido pela mesma equipe que no ano passado realizou o Maquinaria Fest em Sampa, o SWU acabou se transformando – ao lado do Planeta Terra, que acontece dia 20 de novembro na capital paulista – num dos dois grandes festivais do segundo semestre no Brasil. Um segundo semestre, como todo mundo já está careca de saber, coalhado de shows internacionais até dezembro.Claaaaaro, o SWU começou a ser pensado e comentado há alguns meses. E no início as pretensões da produção do evento eram altíssimas. Chegou-se a falar na vinda do Pearl Jam, de Bob Dylan e de outros mega rockstars do mesmo calibre, o que iria conferir ao festival uma certa aura de Woodstock tupiniquim. Não vieram nem Dylan nem PJ. Mas tudo bem: vai ter Pixies, Queens Of The Stone Age, Kings Of Leon (talvez em sua melhor fase ao vivo desde que a banda existe; não custa lembrar que, em 2005, o Kol fez um péssimo show no extinto Tim Festival), Regina Spektor, o aguardadíssimo Rage Against The Machine, os indies bacanas Apples In Stereo e Yo La Tengo e maletices (mas que têm público garantido) do calibre do Incubus, Linkin Park e, o pior de todos, Dave Matthews Band.Na área brazuca há pavores semelhantes (Teatro Mágico, Mombojó e Jota Quest, só pra ficar em três bons exemplos) mas também muitas bandas bacanas, principalmente no palco da rádio Oi – e aí pode-se citar Macaco Bong, Volver, Superguidis, Cidadão Instigado, Autoramas etc.Rage Against The Machine, Yo La Tengo, Los Hermanos e os gaúchos do Superguidis: todos eles estarão neste finde no SWUComo em todo grande festival que se preza, o SWU está cheio de acertos e erros. O principal acerto é levantar a bandeira da sustentabilidade e da preservação ambiental. E o grande erro, talvez (e o que levou o festival a receber a maior parte das críticas), tenha sido cobrar preços algo abusivos de quem quer ir até Itú ver sua banda predileta. Além do ingresso individual caro para cada noite, o evento também cobra caro pelo estacionamento, para se instalar na área de camping e até para comer – sendo que não é permitido levar alimentos e bebidas para o festival. Tudo tem que ser comprado lá e, numa conta conservadora, cada noite do SWU não sairá por menos de R$ 400,00 por cabeça. Três noites: R$ 1.200,00. É uma grana e tanto.De qualquer forma o festival é bem-vindo, óbvio. Ele mostra que o país se integra cada vez mais e plenamente ao circuito dos grandes shows e festivais de rock do planeta. E dá aos fãs daqui a oportunidade de curtir três noites de farra, diversão e acima de tudo, ótimos shows.Bora pra Itú então! Quem ainda não decidiu se vai ou não até lá, vai no www.swu.com.br, confere a prog completa e se joga, se for o caso. Zap’n’roll estará por lá a partir de amanhã. E conta tudo aqui no próximo post, okays?Até mais então!  O BLOG ZAPPER INDICA * Filme: “Tropa de Elite II”, claro. Não tem pra ninguém. Estréia hoje em 600 cinemas de todo o Brasil. * Discos: o blog não se cansa de ouvir, na verdade, os dois álbuns lançados até o momento pelo grupo gaúcho Cartolas. Há todo um senso melódico, letras espertas, ótimos vocais e canções hiper radiofônicas que tornam o trabalho da banda super digno e a coloca como uma das melhores do novo rock brasileiro. “Falta de desconsideração” ou “Partido em franja” são músicas que, se houvesse honestidade artística e midiática neste país de merda, tocariam o dia todo em qualquer fm. Enfim, Cartolas é fodão e assim que eles voltarem a Sampa (o que deve ocorrer entre outubro e novembro), iremos dedicar um post a tentar entender porque o rock gaúcho e as bandas gaúchas são tão legais. Os Cartolas: direto de Poa, uma das melhores formações do atual rock independente nacional* Baladas: todas as atenções do finde com feriadão prolongado estão voltadas para o festival SWU, em Itú. Mas se você vai ficar em Sampa, tem o que fazer, como não? Vai vendo: hoje, sextona, tem festival Fora do Eixo no StudioSP (rua Augusta, 579, centrão rocker de Sampalândia), com shows do Macaco Bong, do sensacional duo electro Lucy & The Popsonics, do superestimado Black Drawing Chalks e dos Camarones, e tendo ainda discotecagem do nosso sempre querido arroz-de-festa dear Luscious Ribeiro. Já na Outs (também na Augusta, mas no 486), rola show com as bandas Acidents, Dondoca Junky e Rota 54. E na Funhouse (rua Bela Cintra, 567, Consolação, centro de Sampa) tem noitada indie rock comandada pelos djs Ângelo Malka e Márcio Custódio.///Sabadão? É noite de mais uma edição da sempre animada festa Pop&Wave, com o melhor dos anos 80’, lá no Inferno (rua Augusta, 501). Pra fechar bem o sabadón, quem não vai pra Itú pode curtir a festa de dois anos do site MuseBR, também na Funhouse. E é bom aproveitar bem por lá porque depois o sobradinho da Bela Cintra (agora sob a gerência da loiraça belzebú e garota rocker que é pura simpatia, a Dani Buarque) vai ficar fechado por um mês, para reformas. Captou? Então, se joga!  E CHEGA O GRANDE MOMENTO! QUEM VAI NA FAIXA NO SWU NESTE FINDE!!!Não mandou seu email? Perdeu, playboy. A caixa postal do blog foi literalmente invadida por mais de duzentas mensagens, implorando pelos seis ingressinhos que Zap’n’roll descolou pra colocar alguns de seus leitores, na faixa, dentro de um do dois grandes festivais de rock deste segundo semestre no país (o outro, óbvio, é o Planeta Terra, dia 20 de novembro em São Paulo). Então, dá uma olhada aí embaixo e veja quem vai enfiar literalmente o pé na lama (se chover por lá, vai ser isso mesmo) em Itú neste finde: * Carine Silva (Brasília/DF) e Ana Buzzos (Porto Alegre/RS) vão na primeira noite do festival; * Allan Freitas Nibre (São Paulo?SP) e Matilde Fuentes (São Carlos/SP), estarão em Itú no domingo, dia 10; * E Alexandre Carvalho (São Paulo/SP) e Carolina Amoroso (Rio De Janeiro/RJ), irão na última noite do festival. É isso. Quem ganhou já foi informado por e-mail sobre como retirar seus tickets. E o blog agradece ao Rafa Cavalheiro, da produção do SWU, por ter sido super atencioso com este espaço no sentindo de fechar essa parceria bacana com o blog de cultura pop mais legal da web brasileira.Ah sim, tem mais alguns premiozinhos por aqui, pra serem desovados, mas cuidamos disso semana que vem, okays? Pode cobrar! INDO PRO ROCK!Exato. Zap’n’roll está de malas prontas pra Itú, onde fica de amanhã até a próxima terça-feira. No próximo post, contamos como foi a putaria rocker na fazenda Maeda, certo mano? Então colaê na semana que vem que o rock’n’roll, como já disse/cantou sabiamente Neil Young, nunca morre. Até mais, logo menos!——————–Este post vai em memória do querido amigo Ubirajara Salerno, o Bira. Você, jovem leitor zapper, nunca deve ter ouvido falar dele mas o Bira foi um dos músicos mais atuantes e versáteis da indie scene paulistana dos anos 80’, um tempo em que ser “alternativo” significava viver mesmo nos subterrâneos musicais, já que não existia MTV, não havia internet, sites, blogs musicais, MySpace e esses caralhos todos. Bira tocou guitarra numa banda que marcou época nos porões do Madame Satã e do Espaço Retrô, o Virgens Lagarto. O grupo não durou muito mas deixou influências indeléveis na cena da capital paulista de então. Com o fim da banda, ele foi cuidar da vida e tocar outros projetos. Padrinho de casamento do grande Luis Antônio Giron (um dos maiores jornalistas culturais do Brasil, editor de variedades da revista Época e até hoje grande amigo deste espaço rocker online), Bira era chamado por ele como “o homem que não vendeu sua alma”. E não vendeu mesmo. Mas o corpo, este sim, foi derrotado por um câncer intestinal, aos 48 anos de idade (curioso: a mesma idade que o sujeito aqui vai completar daqui a quarenta dias; e no entanto, Ubirajara não deve ter tomado nem 1/3 da quantidade de drogas que o autor destas linhas bloggers tomou até hoje. O que leva a pensar: até quando o sujeito aqui vai sobreviver a este aparentemente infindável pandemônio de sex, drugs, baladas noturnas sem fim etc?). E agora Ubirajara está lá no céu com diamantes, talvez iluminando o lugar com suas pirações musicais. Sempre elegante e sedutor (além de muito bonito), Bira vai deixar saudades. Vai tranquilo, dear. Um dia a gente se reencontra por aí. (enviado por Finatti às 19hs.)

Novembro fodástico em Sampa com Belle&Sebastian, Massive Attack, Planeta Terra e o gênio/lenda Paul McCartney (plus: Restart – ! –, eleições e última chamada pros ingressos na faixa pro SWU)

  O trip hop sombrio e fodão do inglês Massive Attack: de volta ao Brasil em novembroTodo mundo feliz, né?Não é pra menos. Dentro da verdadeira enxurrada de shows gringos que vai varrer o país até o final do ano, o mês de novembro ganhou um matiz especial depois que o mega fofo e master aguardado grupo escocês Belle & Sebastian (yep, o mesmo que acaba de lançar um novo discaço, conforme você leu aqui mesmo, nestas linhas rockers bloggers em nosso último post) confirmou oficialmente anteontem que faz mesmo duas gigs por aqui no dito novembro. Pois então, não vai ser moleza: Belle & Sebastian, Massive Attack, festival Planeta Terra e a lenda Paul McCartney, tudo em novembro e no curto espaço de apenas uma semana e pouco, é mole? E nessa conta nem estamos computando outros shows menos, hã, “afeitos” à linha editorial do blog zapper como, por exemplo, o do super guitarrista Jeff Beck (que toca dia 25 de novembro na Via Funchal/SP, véspera de mais um niver do sujeito aqui, uia!). Anyway, vai ter pra todo mundo e pra todos os gostos. E aí surge outra questão, brrr, tenebrosa: se você não é jornalista (como o autor destas linhas virtuais) e não consegue credenciamento para cobrir um desses shows, nem ganha um ticket na faixa dentro das promos que costumam pintar nos blogs e sites para estes mesmos shows, como arrumar $$$ pra tamanha avalanche de esbórnias musicais? Bien, bien, lá vamos nós novamente neste post tentar fazer um roteiro do que vale a pena de fato ir até o final do ano, como fizemos sobre as atrações dos festivais SWU e Planeta Terra. Fora isso, este post também traz pela primeira vez um texto do bom baiano Renato Arnun, que tenta destrinchar o fenômeno Restart (sim, a banda é um horror mas é um fenômeno destes tempos de internet, aceite-se ou não o fato), mais um pitaco do blog sobre as eleições deste finde e mais isso e aquilo. Vai pensando então seriamente em quem você vai votar, ajeite a tela do micro e bora ler essa bodega rocker online.* Apenas pra constar: as datas do Belle & Sebastian ainda não estão no site oficial da banda, nem em seu MySpace. Mas em papo telefônico ontem com a fofa Miriam Martinez, assessora de imprensa da Via Funchal/SP e amiga destas linhas zappers há anos, ela confirmou a gig: “o show deve entrar em nosso site, para venda de ingressos, a qualquer momento”. Enfim, Stuart Murdoch e cia. tocam em Sampa dia 10 de novembro, uma quarta-feira. No Rio o show é dia 12, no Circo Voador. Valeu por essa, PlanMusic!* Sim, sim, vai ter promo de ingressos pro B&S aqui no blog. Mas caaaaalma que isso ainda vai ser negociado.* Imagem da semana: ela é linda, goxxxtosa, um xoxotaço e uma das mais badaladas atrizes da nova geração de Hollywood. Mas Lindsay Lohan, 24 aninhos de tesão e perdição, também está cada vez mais junky. E o jornal “News Of The World” divulgou no começo da semana, fotos que flagram a moçoila tomando um pico de heroína no braço. Veja aí embaixo:Um tesão diabólico e junky: ela também gosta de se picar* Como diria o célebre bordão do nosso diletíssimo Ricardo Cruz, editor-chefe da Rolling Stone Brasil: “a vida é dura!”.* Yep, mestre Neil Young está de volta, com novo e radical álbum, o “Le Noise”. Foi capa da Ilustrada anteontem e já está super bem destrinchado no nosso querido e sempre competente blog vizinho, o Jukebox, escrito pelo professor rocker Dum DeLucca, sendo que o blog zapper também já está delirando com o discão.Neil Young e seu novo disco: esse velho continua genial!* E em semana de eleição, vamos lá: o debate da Globo na última terça-feira, com os candidatos ao governo de São Paulo, foi medonho de tão chato. Já o de ontem, com os candidatos a presidente, foi beeeeem mais proveitoso. O voto do autor deste blog não é segredo pra ninguém: Fábio Feldman para governador em SP; Alckmin no segundo turno, se houver. Marina para presidente e Dilma no segundo turno (se houver). Senado: Marta Suplicy. Serra e Mercadante? Jamé.* Muitos(as) leitores(as) reclamando: por que este blog, total dedicado ao rock alternativo e à cultura pop, praticamente ignorou os dois shows do Dinosaur Jr. esta semana em Sampa? Ok, vamos admitir: o sujeito que escreve estas linhas rockers online nunca morreu de amores pelo som feito por J. Mascis e cia. E por conta disso, assume que bateu uma grande “preguiça” em ir atrás de credenciamento, ir ao show em si pra resenhar aqui etc. Sim, de certa forma foi uma falha do blog para com seus leitores, que esperavam ler algo sobre as gigs mesmo que Zap’n’roll assumidamente não curta a banda e tal. Mas foi bem isso: sem saco pra ir atrás do que não gosta e pensando nos zilhões de shows que estão vindo por aí, o blog realmente não esquentou a cabeça com o Dino Jr.* E quem esteve no Comitê, no Baixo Augusta, garante que foi fodão. Dom Pablito Miyazawa (nosso querido super monge japa zen) declarou no seu Twitter que “se sentia novamente com quinze anos de idade”. Já nosso brother Wlad Zona Punk gravou até vídeo tosco com seu i-Phone e postou no micro-blog. Enfim, cada um com seus gostos, né?* O blog deu uma “voltinha” pelo Baixo Augusta na quarta à noite, na hora do show. Parou em frente ao Comitê e tomou algumas brejas com o amigão Wagner Souza, baixista do grande The Concept, que está de volta e toca dia 29 de outubro lá na Livraria da Esquina, na Barra Funda. A fila pra entrar no Dino Jr. era enorme. E como alguém bem observou, a proporção de “cuecas” para “calcinhas” na tal fila era algo bem desagradável…Dino Jr: muita cueca e quase nenhuma calcinha nos shows em SP* Melhor ir ver o Vanguart hoje, no StudioSP, onde essa “proporção” deverá ser diametralmente oposta.* Ou melhor ainda vai ser a mega festa de quarto aniversário da nossa sempre querida Rolling Stone. Vai ser na última semana de outubro, na badaladíssima The Week, em Sampa.* Pois é. Shows aos montes pra assistir no último trimestre do ano. No quê vale a pena ir, afinal? Dá uma lida aí embaixo na modestíssima opinião do blog.SHOWS GRINGOS DO ÚLTIMO TRIMESTRE DO ANO – FAÇA SUAS ESCOLHASFaltam exatos três meses para o ano acabar, e nunca se viu tamanha quantidade de shows gringos anunciados (e confirmados) para um período tão curto no Brasil. E isso, ao mesmo tempo em que deixa a galera fã de rock mega feliz (afinal, estamos experimentando aquele “gostinho” de estarmos nos sentindo em Londres ou em alguma metrópole dos EUA que é rota obrigatória de grandes shows e turnês), por outro lado deixa todo mundo com dor no bolso. Afinal shows custam caro (principalmente aqui, na linha de baixo do Equador) e pouca gente tem $$$ pra bancar tudo o que está vindo por aí.De modos que surge aquela palpitante questão: se não dá pra ir em tudo por questões financeiras, no quê ir afinal? Bom, aí depende do gosto de cada um, de qual banda e tipo de som você curte mais e muitos etcs atrelados à questão. De qualquer forma este blog, sempre chegado a uma boa polêmica e que adora dar seu palpite em tudo, preparou um roteiro do que Zap’n’roll acha que vale e não vale a pena ir assistir de outubro até dezembro. Veja aê:* Outubro: o mês começa quente, mas o que vale mesmo gastar sua bufunfa é o festival SWU em Itú, semana que vem e sobre o qual já listamos aqui também as atrações que merecem que você perca a cabeça por elas. Fora o SWU vai ter Bon Jovi e Rush em Sampa, também semana que vem. Na boa? O blog assistiu um show do Bon Jovi no Hollywood Rock de 1990, no mesmo estádio do Morumbi onde a banda vai tocar novamente. E confessa que ficou impressionado com o que viu: banda típica de arena, eles sabem como levantar uma multidão. Mas duas décadas se passaram e hoje o grupo carrega consigo um ar de dèjá vu e cafonice. Já o trio Rush é som pra punheteiro profissional: faz sentido pra quem curte som “cabeça” e “complexo”, com letras “profundas”. Se você é fã dos bons e velhos três acordes básicos, nem perca seu tempo e grana indo atrás dessa tortura sonora. Que mais? No dia 11, véspera de feriado e tals (e também última noite do SWU), tem uma gig quase imperdível na capital paulista: o grande (e já velhinho, vamos admitir) Echo & The Bunnymen retorna pela milionésima vez à cidade. Só que desta vez o grupo vai tocar no show sua obra-prima, “Ocean Rain”, na íntegra. É um show que o blogão zapper veria com certeza absoluta absoluta, se ele não estivesse em Itú, cobrindo o SWU. Ah, sim: o festival Natura Nós, dia 16, com Air e Snow Patrol, entre outros. O Air promete um bom set de música eletrônica. Já o Snow Patrol… dá tristeza ver como se tornou mega brega (e gigante) uma das bandas indies mais legais surgidas no Reino Unido no final dos anos 90’. Por fim, Green Day, dia 20 lá no estacionamento do Anhembi: eles já não são mais moleques (estão quarentões, aliás) mas o trio pop/punk continua em forma e lançando bons discos. Fizeram uma gig inesquecível em Sampa, em 1999. E agora devem repetir a dose. Ah, sim: tem Limpa Biscoito, ops, Limp Bizkit, dia 22 na Via Funchal. Mas nesse alguém realmente se arrisca a ir???* Novembro: mês do aniversário do sujeito aqui, hihi. E também de: Belle & Sebastian dia 10 na Via Funchal (uhú!!!), Massive Attack dia 16 no HSBC Brasil (o combo trip hop inglês continua fodástico, sombrio, introspectivo, denso, ou seja, tudibom), festival Planeta Terra no dia 20 (olha que o blog está apostando seus caraminguás em um grande show dos Smashing Pumpkins e também da lenda indie Pavement), e da mega master lenda Paul McCartney, dias 21 e 22 no estádio do Morumbi. Mano, não dá pra perder o show do tiozão Macca por alguns motivos, a saber: a) o cara é gênio e fez parte dos Beatles, ponto; b) ele pode fazer um set de trocentas horas apenas com clássicos imbatíveis; c) qualquer peido que Paul soltar será melhor do que qualquer coisa feita no rock atual; e d) o homem está com 68 anos de idade. Vai ser a última turnê dele com certeza. Então quem perder desta vez não vai ter outra chance na vida. Aliás, Zap’n’roll tem uma história cabulosa envolvendo o show do velho Macca em 1993, em Sampa. O blog está pensando ainda se conta essa história aqui. Melhor não contar… Fora esses shows imperdíveis, ainda vai ter (pra quem curte) Scissor Sisters, Tokyo Hotel, Jeff Beck, Twisted Sister e Rammstein, tudo na Via Funchal/SP entre os dias 22 e 30 de novembro. Haja bolso…* Dezembro: fechando beeeeem mesmo 2010, eis que desta vez parece que eles vêm mesmo!!! Quem??? Ora, o Stone Temple Pilots, o combo grunge liderado pelo genial, genioso, sexy (e como, wow!) e junky vocalista Scott Weilland, desde sempre ídolo mor dessas linhas rockers bloggers e do nosso amado “editador” André Pomba. O STP deveria ter baixado no Brasil ano passado, ingressos começaram a ser vendidos mas, de repente, o grupo cancelou os shows. Agora parece que a coisa vai, com gigs em Belzonte, Rio e Sampa entre os dias 11 e 14. Vamos torcer meeeeesmo porque Weilland, como sempre, está em fase “down”: acabou de se divorciar, declarou que voltou a beber horrores (uia!) e por isso resolveu de comum acodo com o restante do grupo adiar alguns shows da tour americana, até se recuperar para a etapa latina da turnê. Se eles vierem de fato, o ano vai ser beeeeem fechado, com certeza.O velho Echo e seus coelhinhos volta pela enésima vez ao Brasil (mas desta vez tocando “Ocean Rain” na íntegra); já o STP vem pela primeira vez em dezembro, se o loucaço vocalista Scott Weilland estiver com a cabeça em ordemAINDA SOBRE O FIM DO BLOG ILUSTRADA NO POPComo acontece em qualquer veículo de mídia, seja ele impresso ou eletrônico, blogs também cometem erros de informação. E Zap’n’roll não está imune a isso, nem de longe. Tanto que, no último post, ao noticiar o falecimento do blog Ilustrada no Pop, que era publicado na Folha Online, cometemos o equívoco de escrever que a Folha não havia informado os motivos pelos quais o blog tinha sido extinto.Não foi bem assim.Um dos autores do blog, o sempre competente e boa praça Marco Canônico, postou na página do Ilustrada no Pop um texto comunicando o fim do mesmo e explicando os motivos do encerramento das atividades por lá. Como o blog não está sendo mais listado no índice de blogs do site, o autor deste espaço online ainda não tinha visto o tal texto. Mas quem por acaso entrar nas páginas de outros blogs da Folha Online, verá que o Ilustrada no Pop ainda está listado (com link) nestas páginas. Foi aí que o zapper conseguiu chegar até a explicação do Canônico.Segue abaixo, então, o texto de despedida escrita por Marco e que detalha os motivos do fim de um blog que fez bastante pela cultura pop.“Galera, por total falta de mão de obra dos blogueiros, estamos fechando o Ilustrada no Pop.O blog surgiu em 2007, como uma ideia do Thiago Ney (aprovada pelo Marcos Augusto Gonçalves, então editor da Ilustrada), na qual eu fui “convidado” a entrar absolutamente de gaiato – eu já achava, naquela época, que não teria tempo para cuidar das minhas funções no jornal e de um blog simultaneamente (já que blog exige atualização constante). Também achava que não tinha muito sentido participar de um blog com o Thiago, porque nossos gostos pra música (e nosso estilo de texto e de cobertura de eventos) eram bastante diferentes. Mas o Ney, com seu típico jeito “vai, Marco Aurélio”, disse que ia dar certo, que a ideia era fazer algo misturado mesmo, ter uma parte de música nacional (MPB, por exemplo) que jamais apareceria aqui se fosse só ele, fora quadrinhos etc.E assim fomos. Só que o blog, e eu já escrevi isso mais de uma vez aqui, sempre foi um subproduto do nosso trabalho para o jornal impresso – nossa função primordial era escrever para o jornal; no tempo que sobrava, escrevíamos pra cá. Nem sempre sobrava tempo, por isso o blog passava algumas fases com atualização precária. Em outras fases, ao contrário, postávamos freneticamente, especialmente quando tinha coberturas de festivais e de confusões com vendas de ingressos para shows. Uma coisa que nunca mudou foi que sempre tratamos os posts e a função de blogueiros com seriedade – não fazíamos um trabalho meia boca só pra preencher espaço, fazíamos à vera e com gosto. Certamente muitos posts não agradaram, mas aí a culpa é ou de pontos de vista conflitantes ou da competência dos autores mesmo.Em 2010, esse cenário de trabalhos paralelos para o blog e o jornal chegou a um ponto sem volta: eu virei editor de Fotografia da Folha e, nessa função, além de não ter nenhum tempo para escrever aqui (nem no jornal, na verdade), não tenho tempo nem para me informar sobre o mundo pop a ponto de ter o que postar. Minha participação aqui foi a zero desde que mudei de cargo (só voltei a postar durante minhas férias em NY), o que me levou até a tirar a ficha do meu perfil. O Thiago vinha tocando o blog praticamente sozinho. E, agora, o Thiago também passou por uma mudança de carreira: saiu da Folha. Ou seja, nenhum dos dois vai poder tocar o blog e, por isso, ele se encerra aqui (eu nem consegui acabar o último post, que é esse do Scott Pilgrim abaixo, que eu já tô pra terminar há mais de uma semana).Posso dizer que fazer este blog foi muito mais prazeroso do que eu poderia imaginar. Eu esperava muitos comentários que fossem ou inúteis ou impublicáveis e a verdade é que, olhando pra trás, acho que esse tipo de participação foi minoria. Fomos criticados inúmeras vezes e nunca censuramos isso (a menos, é claro, que tivessem palavrões), não só porque muitas vezes as críticas eram corretas e construtivas (a gente erra, certo?) mas também porque sempre levamos fé que é debatendo, levando em conta pontos de vista diferentes, que a gente aprende mais. Acima de tudo, sempre tivemos uma maioria de leitores regulares inteligentes, que sabem escrever, argumentar, que são bem informados. E lidar com gente boa, trocar ideia com gente que sabe fazer isso, é sempre um prazer.Então, por isso tudo, só posso agradecer a vocês, que leram, participaram, criticaram, apoiaram. Vocês fizeram essa experiência valer a pena, e espero que nós tenhamos feito as visitas de vocês valerem também.Eu sigo na Folha, Thiagão segue por aí, facilmente localizável (ele não me deu maiores detalhes da saída e do futuro dele, o traíra), e a gente se esbarra com vocês na noite, nos shows, na vida.Abraços,Marco”O RESTART, AFINAL, VALE QUANTO ESTÁ GANHANDO?Por Renato Arnun, especial para Zap’n’rollDá até pra entender a raiva que a banda Restart consegue despertar nos setores mais “sérios” do rock brazuca: Dia 03, o grupo paulistano vai tocar em uma biboca chamada Bar Madri, em Salvador. Os ingressos estão sendo vendidos a inacreditáveis R$160 (inteira) e R$80, (meia). Mas na prática, todos pagam “meia”. Foram postos á venda 1400 ingressos, todos, segundo a produtora, já esgotados.Isto significa que a empresa que está produzindo o show já tem em suas mãos, no mínimo, 112 mil reais. A empresa planeja encaixar um horário extra, ainda no dia 03, pois acredita que a mesma quantidade de pessoas não conseguiu ingressos.O Restart volta pra casa com mais R$45 mil no bolso se fizer um show e R$75 mil se fizer dois. Aliás, volta pra casa não. Segue em turnê pelo norte-nordeste.Supondo que os meninos tenham feito um contrato leonino com seu empresário, de 50% do valor do cachê e supondo que eles façam apenas um show, recebem, cada um, R$4.500 para tocar uma hora e meia. R$3000 por hora. R$50 por minuto. Tudo livre já que hotel, comida e tudo o mais não estão incluídos. E sem contar camisetas, cds e outras bugigangas, vendidas por eles nos locais dos shows. E isto é só o começo, já que esta é a primeira turnê nacional da banda.Em tempo, o Restart não tem gravadora major. Foi recusado pela Warner e pela Sony-BMG. Seu primeiro disco, lançado pela pequena Radar Records, ainda não passou dos 50 mil vendidos.O que incomoda tanto no Restart talvez seja justamente isto. Não é uma armação, é uma banda independente, não tem grande produtor ou grande gravadora envolvidos. Ou seja: contra o Restart não dá para citar os argumentos convenientes do tipo “ah, minha banda não subiu porque não tinha o apoio da mídia, como eles”. Aliás, a única emissora a dar espaço para o Restart é a MTV, notadamente uma emissora sem audiência significativa que busca na promoção da banda um crescimento nos índices do IBOPE.Restart e o rock colorido: é uma droga mas fatura horroresO Restart, independente da qualidade musical, é um fenômeno típico dos tempos de internet. Sabem se portar no palco e, principalmente, tocam o que sua platéia quer ouvir. Têm um senso de marketing notável, a partir da escolha do próprio nome, que remonta à linguagem de vídeo-game e, principalmente, a reiniciar, começar do zero.Sobre o Restart, os elogios terminam aqui. São cantores terrivelmente desafinados, suas canções são sofríveis e se expressam exatamente como os da sua geração. Mas e daí? Eles poderiam muito bem cantar para nós aquela famosa música de Chico Buarque dirigida ao General Costa e Silva, cuja filha era sua fã: “Você não gosta de mim, mas sua filha gosta”. Minha filha, felizmente, não gosta do Restart. Pelo menos, por enquanto.O fenômeno Restart ainda é incompreendido por muita gente boa dentro e fora do meio musical. Costumam ver a banda como um grupelho descartável, de vida breve, o que ela provavelmente é. Mas também há o fenômeno de comunicação de massa. Neste caso, não é exatamente a música, mas o formato, que conta. Estamos testemunhando o primeiro fenômeno de mass media em que não há nenhuma imposição dos grandes meios de comunicação. Vem de dentro para fora e não o contrário.Uma questão levantada de imediato: se antes a música independente era uma alternativa à suposta manipulação da audiência pelos meios de comunicação, a quem era atribuído a culpa pela idiotização de seu público, de quem é a culpa agora?Outra: Qual a função da música independente depois do Restart? E mais: surgirá uma música independente da música independente?O Restart é o primeiro produto completo de uma indústria cultural paralela à industria cultural formal. É como se robôs aprendessem a fabricar robôs independente da vontade do homem. Sinaliza que, de agora em diante, o formato fonográfico derivado da internet tende a se profissionalizar, no pior sentido da palavra, e, definitivamente, substituir a industria fonográfica como a conhecemos. Como dizia uma antiga canção dos saudosos anos 80’: “o futuro é tão brilhante que eu terei que usar óculos escuros”.O BLOG ZAPPER INDICA* Discos: “Le Noise”, o novo do gênio Neil Young, e ainda “Write About Love”, dos meigos e fofos Belle & Sebastian.* Filme: “Wall Street – o dinheiro nunca dorme”, a continuação de “Wall Street – poder e cobiça”. É cinemão dirigido por Oliver Stone, mas é legal.* Baladenhas: em finde de eleições no país, o circuito under paulistano está mais calmo, mas ainda assim com alguns shows legais pra se curtir, vai vendo: hoje, sextona em si, vai ter VangBeats no StudioSP (rua Augusta, 571), com o sempre bacana Vanguart fazendo um set dedicado somente aos Beatles. E na Livraria da esquina (rua do Bosque, 1236, Barra Funda, zona oeste de São Paulo) vai ter show duplo com o Paris Le Rock e Homem Invisível.///Sábado, teoricamente, vai ser noite de ficar em casa e se preparar pra votar no domingo. Mas quem não aguenta a função de pegar um filminho e tal, pode se jogar na festa que o veterano dj Demoh vai fazer no bar Confraria (av. Dr. Arnaldo, próximo ao metrô Sumaré, zona oeste paulistana), e onde ele vai relembrar seus tempos de Nias, um dos bares rockers que marcaram a noite paulistana. Ou então, também dá pra se jogar no showzaço do sempre bacana Los Porongas lá na Funhouse (rua Bela Cintra, 567, Consolação, centro de Sampa). É isso. Poucas mas boas alternativas pra galera se jogar na “naite”. Então, vai!SWU NA FAIXA! ÚLTIMA CHAMADA!!!Tá marcando, né manezão. Meia dúzia de ingressos NA FAIXA, dando sopa, pro festival SWU semana que vem em Itú, e você nem tchuns pro hfinatti@gmail.com . Pois tu vai dançar mermão. Vai vendo: até ontem, a caixa postal zapper já tinha contabilizados 145 pedidos desesperados pelos tickets (são dois para cada noite do festival). O sorteio será na semana que vem e quem ganhar terá seu nome divulgado no próximo post. Então corre que ainda dá tempo, okays? Dedo no mouse e boa sorte!INDO PRO FINDEÉ isso por hoje. Amanhã o blogger rocker e baladeiro vai rever seus amigos Vangs lá no StudioSP. Sábado vamos pros Porongas e domingo tem eleição, no? Então ficamos por aqui. Semana que vem tem sempre mais. Até lá, com beijos no coração de toda a galera que sempre dá aquela moral pro blog de cultura pop mais legal da web brasileira. Até!(enviado por Finatti às 16hs.)