Warpaint: a banda e o disco do ano? (plus: o Planeta Terra foi mais ou menos assim… E o Raveonettes, que ninguém comentou, foi fodaço. A”batalha”do Rio De Janeiro. E o vídeo da semana: advogados também pipam crack, hihi)

  Bonitas, sensuais e lançaram um discão: é o WarpaintE agora, blogosfera pop?Com tantos shows rolando ao mesmo tempo e em um único finde em Sampa, qual a possibilidade de um blog de rock alternativo e cultura pop acompanhar tudo isso da melhor maneira possível? Bien, no caso deste blog fazemos o que podemos, no? E antes que a turma do contra e que grita sempre por qualquer deslize aqui diga que Zap’n’roll está dando “failure” em seu trampo jornalístico virtual, vale exarar: o blog vai realmente atrás daquilo que ele está a fim hoje em dia. Mas nem por isso, se não for, vai deixar seu leitorado sem as devidas impressões sobre o evento em questão. Assim, neste post, você lê a cobertura do Planeta Terra através do texto e fotos enviados pelo chapa e brodaço Wlad Cruz, o homem que comanda o portal Zona Punk, e onde este mesmo texto já está publicado. Fanático pelo “deus” Billy Corgan, Wlad acompanhou o PT lá dentro do PlayCenter, no último sábado, e conta aqui o que achou. Yep, Zap’n’roll não foi no Terra, nem no showzaço de Sir Paul McCartney no Morumba, domingo e segunda-feira – no Terra, o blog não fez mesmo questão de ir, pois nunca morreu de amores pelo Pavement e considera que o Smashing Pumpkins já deu o que tinha que dar; para assistir Macca a vontade e disposição eram grandes, mas a batalha por credencial ou convite era cruel. Daí… Mas fomos no Raveonettes sexta passada, no Sesc Pompéia. Um puta show que nenhum blog se dignificou a comentar até agora e que por isso mesmo, quase uma semana depois, ainda achamos que vale a pena falar do mesmo. E afinal, qual será o futuro da blogagem pop com o povo resenhando shows e festivais no momento em que eles estão acontecendo, via Twitter? Pra pensar… O certo é que o jornalismo virtual de cultura pop, ao menos na cobertura de shows e tal, parece condenado à extinção na forma como o conhecemos hoje, já que tudo rola muito mais rápido no Twitter e em outras micro plataformas online. A espaços bloggers como este, por exemplo, deverão ficar reservados textos maiores para falar de bandas, discos, livros, filmes etc. E, neste aspecto, nada melhor do que dedicar o tópico principal deste post pras meninas do americano Warpaint. Sim, sim, todo mundo já falou e continua falando delas, é o hype da vez e tal, e o blogon sempre zeloso do que escreve aqui preferiu antes ouvir muuuuuito bem o disco de estréia delas para, enfim, soltar suas impressões. Pois estas impressões estão aqui, hoje. E o blog afirma, sem medo de estar sendo exagerado: o Warpaint talvez seja a grande banda no rock planetário este ano – até o chapa Dum DeLucca, sempre tão rigoroso em suas avaliações, deverá se quedar de paixão pelo som sensual, experimental e nada pop do conjunto. Vai lendo mais uma edição zapper e você irá entender proque estamos afirmando isso com tanta convicção.* Mas antes de falarmos sobre música alternativa e cultura pop aqui, vamos iniciar nossas sempre, hã, saborosas notas rápidas prestando uma singela homenagem ao Rio De Janeiro e aos nossos diletos amigos/leitores cariocas, em especial o Léo “Rock” Rocha. Afinal, com carros incendiados aos montes, postos policiais metralhados, balas perdidas e o escambau, só nos resta cantar: “o Rio De Janeiro continua lindooooo!!!”. Hihihi.* E quem vai ganhar a batalha da Vila Cruzeiro? Façam suas apostas!* VÍDEO DA SEMANA! – Não poderia ser outro senão aquele que mostra Ércio Quaresma, advogado em Belo Horizonte e ex-defensor de Bruno, ex-goleiro do Flamengo (aquele mesmo, acusado de dar um “sumiço” na sua ex-amante), metendo a boca num cachimbo e pipando crack na cara laaaaarga, numa bocada na capital mineira, uia! O vídeo foi mostrado no início da semana pelos telejornais do SBT e já se espalhou pela web, onde está bombando com gosto. E por causa dele, claaaaaro, o advogado pipador foi defenestrado por Bruno da tarefa de defender o ex-capitão do Flamengo. Fora que Ércio (que nome, jesuis…) também já foi expulso da Oab e está ameaçado de ter seu registro profissional caçado. É, a vida é dura… Se você ainda não viu o vídeo (será possível???), confira o dito cujo aí embaixo:* BIZARRICE VISUAL DA SEMANA – estas linhas bloggers rockers estão sendo escritas na madrugada de quarta pra quinta-feira. Na MTV passa o Lab Teco Apple, que sempre exibe clips indies legais e tal. Mas, às vezes, ali surgem bizarrices inacreditáveis, como a de um tal El Guinho (!!!). O blog foi fuçar na Wikipedia e lá encontrou, na página em espanhol da enciclopédia virtual, a seguinte descrição pro “artista”: “Antes de comenzar su carrera en solitario, El Guincho era el baterista del grupo “Coconot” y participante en otros grupos como “La Orquesta De La Muerte”. El estilo de El Guincho es música de samplers mezclada con música tropical y ritmos africanos”. Pois é. Aí, o Teco Apple exibiu o clip de “Bombay”, que você vê aí embaixo. A música é horrenda, a letra pavorosa mas as cenas de “pegação” lesbos e as garotas com as tetas de fora no vídeo são sensacionais. Confere aê:El Guincho – “Bombay”* Ela está com quarenta e cinco anos de idade, mas continua beeeeem goxxxtooosa e vadia. Quem? Courtney Love, oras, a eterna viúva de Kurt Cobain, que andou postando fotos suas no seu Twitter vestindo apenas langerie e… beijando outra xoxotuda. Uma vez putona…A viúva de Kurt Cobain, com os peitões à mostra: no Twitter, ela mostra que continua beeeeem putona* Tá legal: Liam Gallagher, que um dia foi vocalista do Oasis, está aí com sua nova banda – que na verdade é o Oasis, mas sem o mano Noel. Já lançaram single e agora anunciaram as primeiras gigs na Inglaterra, em locais “pequenos”. Enquanto isso Noel, o gênio que compunha quase tudo no Oasis, anunciou que está gravando seu primeiro disco solo. Quem vai ganhar essa batalha, afinal?* E se você pensa que 2011 vai começar calmo em termos de shows gringos por aqui, está redondamente enganado. Já em janeiro tem a nossa amada loucaça Amy Winehouse em Sampa, Rio e Floripa (com ingressos de pista, em SP, custando “módicos” cem reais, o que está bom se comparado aos preços que andaram sendo cobrados pelos últimos shows internacionais vistos por aqui). Em março/abril o U2 volta ao país, trazendo o Muse a reboque. E em abril… Iron Maiden, Ozzy Osbourne e Motorhead, tudo no mesmo mês. Pois é, alguém disse no Orkut (o chapa André Ganso, lá do Paraná) que “abriu as portas do inferno”. Com certeza. E no mau sentido da frase. Na real (e já detonando os três ícones “sagrados” do metal) quem aguenta a bilionésima turnê do velho, decadente, chumbrega, conservador, ultrapassado e cafona Iron Maiden por aqui? O Brasil é mesmo o único país do mundo onde a Donzela de Ferro ainda lota estádios porque lá fora… pelamor né? O Iron deveria ter parado em 1985, depois do “Powerslave”. Insistiu e deu no que deu: um bando de velhotes ridículos tocando metal ultrapassado e burro, e manchando um passado que tem sim grandes discos e grandes momentos. Ozzy? Outro velho ridículo. Ridículo e gagá, vale exarar. O blog viu o show dele em 1985, no primeiro Rock In Rio. Depois, num dos Monsters Of Rock que rolaram em Sampa, lá por 1995. Aí já não dava mais. Ozzy foi bom até o “Barc at the Moon”. Depois… Motorhead é um clássico do metal sim, mas as turnês são sempre a mesma coisa. Quem viu um show, não precisa ver outro. Moral da história: guarde seu suado $$ para shows mais importantes e bacanas que deverão pintar ao longo de 2011.Os reis do metal cafona e conservador, e o velhote gagá: ambos tocam no Brasil em abril de 2011* O Warpaint, por exemplo. Seria sensacional se algum produtor ou mesmo Bob Medina resolvesse trazer as meninas pra cá, pra se apresentar no Rock In Rio. Mas enquanto isso não acontece, você pode – e deve – curtir o disco delas, na boa. Periga ser o grande álbum deste já quase findo 2010. Aí embaixo a gente explica porquê.PSICODELIA, SENSUALIDADE, EXPERIMENTALISMO – TUDO ISSO É WARPAINT, A BANDA… DE 2010?Esqueça tudo (ou quase tudo) o que você ouviu até agora neste 2010, que já caminha para o seu final. E se ainda não ouviu vá ouvir “The Fool”, o álbum de estréia do quarteto americano Warpaint, que saiu em sua versão física há exatamente um mês, mas que pode ser facilmente encontrado e baixado na web – é pouco provável que o discaço ganhe uma edição nacional, e isso não significa absolutamente nada nestes tempos em que tudo pode ser ouvido e copiado na internet.Claro, o grupo formado por quatro garotas (que são charmosas e bonitas sim, mas longe daquele padrão de peruas fatais que exalam sexo por todos os poros do corpo, muito em voga no pop atual dominado por bocetaços sem cérebro como Britney Spears ou Christina Aguilera) e que estão na batalha desde 2004, se tornou o hype da vez no circuito rocker alternativo EUA/Londres desde que suas músicas postadas no MySpace começaram a enlouquecer fãs e uma certa parcela da rock press planetária. Quando o álbum “The Fool” foi finalmente lançado (pelo lendário e mega respeitado selo inglês Rough Trade, o mesmo que deu ao mundo os Smiths e, nos anos 2000, os Strokes), o estrago já estava feito e o conjunto deixou a crítica de joelhos. Não demorou muito pro hype reverberar também por aqui no país do calor, das bundas e peitões sempre à mostra, do eterno carnaval e da Cidade Maravilhosa sempre sob ataque. Assim, blogs brazucas dedicados à cultura pop já fizeram seu carnaval em cima do Warpaint. E Zap’n’roll que, embora não pareça, mas sempre desconfia de oba-obas exagerados em cima de alguma novidade do pop/rock alternativo planetário, foi conferir o som das garotas com muuuuuita calma antes de se manifestar aqui.Pois desta vez o hype tem lá sua razão de existir. O som do Warpaint é um escândalo de sedução e beleza. E ao contrário do que sugere qualquer hype, não há nas nove faixas do álbum de estréia da banda um “hit” em potencial, daqueles com melodia assobiável e/ou radiofônica. Não é uma musicalidade que possa ser definida como popular – no sentido de ser prontamente absorvida e assimilida por milhares de pessoas. Muito pelo contrário: há toda uma complexa malha instrumental que resulta em melodias suaves mas intensas e potentes, em arranjos delicados mas precisos, em harmonias vocais sedutoras ao extremo e em timbres que convidam o ouvinte a perscrutar ambiências e paisagens sonoras que são sugeridas apenas quando o cérebro humano está passando por estágios de alteração psíquica provocados por aditivos, químicos ou não. Em outras palavras: psicodelia. Ou experimentalismo. Ou art-rock. Ou tudo isso junto. A resenha do disco publicada no Allmusic, reitera que o som do grupo é de difícil classificação. E é mesmo: o Warpaint lembra um sincretismo improvável entre um Lush mais experimental e um My Bloody Valentine menos possuído por noise. Mas também pode remeter a um pós-punk mais denso e cerebral/experimental e menos dramático. Ou ainda pode soar como as bandas psicodélicas sessentistas.O disco de estréia das garotas: candidato a melhor de 2010Como já escrito mais acima, as meninas não são marinheiras de primeira viagem. A banda está na ativa desde 2004, quando foi formada em Los Angeles (cidade que, assim como São Francisco, possui uma vida cultural e artística intensa e propícia ao surgimento de grupos musicais mais “cerebrais” e menos pop). Foram seis longos anos de batalha até que Emily Kokal e Theresa Wayman (guitarras e vocais), Jenny Lee Lindberg (baixo e vocais) e Stella Mozgawa (bateria e teclados) começassem a ver seu trabalho musical reconhecido. Um reconhecimento demorado mas que valeu a pena: não há uma música ruim no cd de estréia do quarteto. Há sim, um apuro musical e estético absoluto, como há muito não se ouvia no rock dito alternativo. Isso vai sendo desvelado ao ouvinte através de canções preciosas como a climática “Set Your Arms Down”, que abre o disco com uma guitarra em afinação grave, como se fosse um baixo mais anguloso e que domina a melodia cheia de nuances e detalhes e emoldurando um vocal sensualíssimo em suas modulações carregadas de um certo lamento (erótico?). A marcação rítmica é suave mas precisa. É algo tão inebriante aos ouvidos e à alma que quando a faixa termina, você quer imediatamente ouvi-la novamente.O impacto causado pela ultra prazerosa audição de “Set Your Arms Down”, já seria mais do que suficiente pra tornar “The Fool” um dos discos essenciais deste ano. Mas há muito mais nele. Há a delicadeza dos violões e a introspecção reflexiva da tristonha “Baby”; ou a ambiência psicodélica e suntuosa nos mais de seis minutos (quase imperceptíveis, na verdade) de “Majesty”. Já “Undertown”, não menos elegante e trabalhada em sua estrutura melódica, pode ser considerado o momento mais “pop” de todo o cd – não à toa, já andou ganhando remixes de alguns djs europeus. Mas uma faixa como “Bees”, com suas camadas de eco reverberando a sonoridade da caixa da bateria, aliada a uma sonoridade que remete ao pós-punk em sua linhagem mais experimental, mostra que as possibilidades musicais desenvolvidas no cd pelas quatro garotas beira o infinito. É a mesma impressão que se tem ao ouvir “Composure” ou “Shadows”.“The Fool” é, enfim, um álbum de estréia primoroso e que está anos-luz à frente do grosso que se faz no pop/rock planetário atual – em termos de Brasil então, essa terra arrasada por Cines, Restarts e Horis horroris, é inimaginável pensar em algo semelhante sendo produzido aqui. Tivesse sido gravado e lançado na década de sessenta ou no início dos anos 80’ (quando não havia o furor da descartabilidade musical e a fragilidade conceitual e artística disseminadas pela internet), colocaria fácil o Wairpaint como uma das bandas mais influentes do rock mundial.Uma simples pintura de guerra. Mas avassaladoramente poderosa. E que estava em falta nesse negócio escroto em que se transformou a música pop. Ouça você mesmo. Só ouvindo pra entender.* Para conhecer melhor o Warpaint: http://www.warpaintwarpaint.com/WARPAINT AÍ EMBAIXONo vídeo de “Undertown”.PLANETA TERRA 2010 – COMO FOI O FESTIVAL DA INDIE NATIONPor Wlad Cruz, especial para Zap’n’rollA coisa toda começou confusa, mais ou menos assim. Com ingressos esgotados, a ordem do dia no twitter sobre o Festival Planeta Terra era: “vou lá na porta tentar comprar ingresso, mas bem tarde, pra pagar pouco”. Talvez prevendo essa atitude em massa, o perfil oficial do festival, @planeta_terra avisou que os portões seriam fechados as 22:00. Ops, peraí. Como assim fechados? E se uma pessoa tivesse ingresso e estivesse trabalhando e só pudesse chegar lá por volta das 23, não entrava? Não fazia sentido.Xinguei muito no twitter e parti pro Playcenter “cedo”. É óbvio que tal informação era descabida, logo ao chegar na estação de metrô Barra Funda, para pegar o ônibus gratuito que levava e trazia as pessoas do festival, tudo isso foi desmentido, claro.Uma vez dentro de Playcenter um playcenter recheado de hipsters, o próximo show seria do Phoenix. Esta era a segunda vez que via o show dos franceses, a primeira foi em 2007, no festival Nokia Trends, e a evolução é notável. Desde então o grupo lançou o disco “Wolfgang Amadeus Phoenix” (2009) e caiu nas graças dos modernos e indies em geral, muito por culpa da música que abriu o show, “Liztomania”.O público, como dito antes, a maior reunião de hipsters e usuários de tumblr do mundo, bradou em plenos pulmões e dançou como se não houvesse amanhã, neste – e em mais alguns hits. Era muito clara a divisão de público, ao menos no main stage, com fãs dos Pumpkins guardando seu lugar cativo e público flutuante curtindo as músicas mais famosas do conjunto francês. Com altos e baixos, a apresentação do Phoenix começou em seu auge e foi esfriando, explodindo de novo quando o vocalista Thomas Mars fez um crowd surfing de ida e volta até uma das torres de som do local.Passado o frenesi, a próxima banda era o Pavement. Jogando fora de casa, o grupo teve uma recepção fria, e no palco também não conseguiu esquentar muito as coisas, mesmo tocando logo de cara um de seus maiores hits, a boa “Gold Soundz”. Desconhecidos de uma enorme parcela do público (como?), o conjunto de Stephen Malkmus não emplacou, e fez seu papel de forma quase burocrática, exceto Robert “Bob” Nastanovich, o percussionista/backing vocal do grupo que se mostrou em todo o tempo empolgado com o show.Com um som bem alto, ensurdecedor as vezes, mas ainda nítido, o conjunto americano manteve-se fiel ao que faz (fez) por mais de uma década, mas estava claramente no local errado e na hora errada. Um show em um clube, por exemplo, para um público de fãs, faria tudo render bem melhor.Smashing Pumpkins tocando no Planeta Terra, no último finde (foto: Amanda Decki, Zona Punk)E então era hora dos headliners, o Smashing Pumpkins. Uma multidão para vê-los, mas no final, acho que nem todos saíram satisfeitos. A grande (esmagadora) maioria estava ali pelos hits, as músicas que fizeram a banda famosa nos anos 90, mas como prometido por Billy Corgan antes, não era um show revival, mas o show de uma banda viva, e assim tome-lhe músicas novas.Quando o vocalista anunciou que queria sua banda de volta, assim o fez, e no palco tinhamos o próprio vocalista, uma baixista mulher, um guitarrista de traços orientais e um baterista monstruoso em técnica e pegada. Poderia ser respectivamente D’arcy, Iha e Chamberlain, mas eram a sensual Nicole Fiorentino, o técnico Jeff Schroeder e o jovem Mike Byrne, trio que não ficou devendo nada – musicalmente falando – para seus antecessores no conjunto.Abrindo com as lisérgicas “The Fellowship” e “Lonely is the Name”, duas faixas praticamente desconhecidas do grande público, os Pumpkins deixaram a massa com cara de ponto de interrogação, em contraponto, os fãs choravam e se descabelavam. No palco, uma banda técnicamente perfeita, mesmo com um chiado vindo do cabeamento dos pedais de Billy.”Today”, primeiro hit da noite, logo deus as caras, e aí vimos a massa de manobra fazendo toda aquela catarse pré- programada, com pulos, uhul’s e claro, cantando o refrão.Deve ser decepcionante para uma banda ficar escrava de seus hits para entreter um público, assim como para o público ficar escravo dos hits para curtir um show, mas este foi o perfil geral do Planeta Terra e de todos os festivais que já fui na vida.A vida seguiu, com a nova (e incrivel) “Astral Planes” e a grandiosa e emocionante “Ava Adore” (como não se arrepiar com milhares de pessoas berrando “we must never be apart”?). Este editor aqui, assumidamente fã doente de Corgan & cia e vítima de problemas cardíacos, a esta hora, já estava mais do que entregue a emoção, mas vamos em frente, o show tem que continuar.A belissima “A Song for a Son” – talvez a melhor faixa do projeto “Teargarden By Kaleydoscope” – veio para preparar terreno para a parte mais brutal do show, composta por uma “Bullet With Butterfly Wings” berrada e uma versão absolutamente perfeita e densa de “Tarantula”, encerrada com trechos de “Love Gun” do Kiss.A longa “United States” nem foi tão longa assim, mas contou com um (ótimo e eficiente) solo de bateria e trecho de “Moby Dick” do Led Zeppelin, dando espaço para o momento em que o show mais esfriou (para os fãs dos hits), com as melancólicas “Spangled”, “Drown” e “Shame”, trinca que fez com que muitos curiosos fossem pra outros palcos ou fossem comer.A parte final do show foi covardia, quatro hits em sequencia: “Cherub Rock” (perfeita, igualzinho a versão de estúdio), “Zero” (para este que vos escreve, a melhor música da história da humanidade, em versão mais acelerada), “Stand Inside Your Love” (bem executada e bem encaixada no set, preparando pra apoteose final) e “Tonight, Tonight”.O encerramento com “Tonight Tonight” merece um paragrafo a parte, emocionante e fiel a gravação de estúdio, fazendo daquele momento o mais especial da noite.Pára tudo, sai do palco, pausa rápida e surpreendentemente o bis com a pesada “Heavy Metal Machine”, deixando de lado várias canções executadas em outros shows, como “Disarm”, “To Sheila” e “Freak”.Fim de show, o melhor show da vida pra alguns, de um show mediano para muitos. Já a banda parece ter gostado, um Billy Corgan manso, mesmo visivelmente puto com os problemas técnicos do cabo já citados acima.Claro, em 1996 foi melhor, era a banda em seu auge, mas é inegavel para todos que é de grande coragem continuar com uma banda de uma história tão grandiosa e ainda arriscar-se tanto confiando em um set-list como o descrito aqui.Atônito, larguei a grade e sai andando como um personagem de “the walking dead”, ainda dei uma volta pelo Playcenter, comi e bebi (incrivelmente sem grandes tumultos) e fui embora (também sem grandes perrengues, pegando o onibus de volta ao metrô – com excessão às filas gigantescas), com a certeza de que o festival ainda tem coisas a melhorar (a informação visual dentro do parque é péssima, dificil de encontrar as coisas, por exemplo), mas ainda se mantém como um dos melhores do país. E os Pumpkins? Pra mim ainda é a melhor banda do mundo. Thank YOU Billy.No canal do YouTube do usuário kazewaruholgeen dá para assistir ao show inteiro do Pumpkins extraido da transmissão online.Wladimir Cruz, 34, é editor-chefe do portal Zona Punk (www.zonapunk.com.br), onde este texto também está publicado.OUTRO SHOW FODAÇO – THE RAVEONETTES EM SAMPAChopperia do Sesc Pompéia/SP, 19/11/2010A vida tem dessas coisas. O blog não foi ao Planeta Terra, nem conseguiu assistir o gênio Macca. Mas em compensação a estas perdas, Zap’n’roll talvez tenha assistido a um dos melhores shows indies internacionais deste ano no Brasil: o dos dinamarqueses do Raveonettes na última sexta-feira em Sampa, na chopperia do Sesc Pompéia, um dos melhores espaços para shows médios da capital paulista.O grupo veio se apresentar dentro da Mostra Sesc de Artes. E sua participação estava indefinida até o início da semana passada, o que gerou grande expectativa pelo show sendo que o próprio Raveonettes chegou a negar em sua página no Twitter que iria tocar no Brasil. Porém, na terça-feira da semana passada à tarde o Sesc confirmou a participação deles no evento e o tumulto logo se formou. Não à toa, para um certo espanto geral, os ingressos para a gig se esgotaram no dia seguinte. E estas linhas bloggers tinham que estar lá, até para pagar uma dívida com si própria. Explicando melhor: na derradeira edição do Curitiba Rock Festival (que rolou em… 2005? Ou 2006? Agora a memória zapper falhou, hehe), o autor destas linhas online perdeu o show dos dinamarqueses. Isso porque na noite em que eles tocaram, caiu um dilúvio em Curitiba e o sujeito aqui só conseguiu chegar ao local do festival quando a banda estava tocando sua última música. O jornalista atrasildo e fã dos Raveonettes teve que se contentar então em assistir ao pavoroso e chatíssimo Mercury Revv. Pelo menos ele conheceu a totosa e peituda Tati (“Guitarzinha”, pros mais chegados), deu uns malhos com a garota mas isso é assunto pra outra hora.Enfim, desta vez não teve erro. Acompanhado do dileto casal Adriana Ribeiro e André Morelli, o blog chegou cedo ao Sesc. Deu de cara com a nação indie em peso por lá, desde a velha geração Retrô/Dj Club até o povo que frequenta hoje a Funhouse, a Outs e o Inferno. Claro, havia um mar de camisetas de bandas vestindo o povo, que variavam de Sonic Youth, Stooges e Belle & Sebastian (a do “tiozão” indie aqui, rsrs), até uma do… AC/DC!E o fofo duo Raveonettes (no palco, acompanhado por um baterista e um baixista) entrou no palco pouco depois das dez da noite, causando comoção geral no público. Set impecável do início ao fim: fazendo jus à herança noise/surf/pop do Jesus & Mary Chain (aliás, alguém já classificou o Raveonettes como um J&MC com vocal feminino), o grupo disparou suas canções curtas mas poderosas, de melodias redondas mas encharcadas de muralhas de distorção e noise, que saíam da guitarra de Sony Rose Wagner (que vestia uma combinação básica de camiseta branca e calça preta justa). Além de tocar ele também se revezou nos vocais com sua wife, a doce loira Sharin Foo (ela de vestido escuro discreto e meias pretas e que, sim, é mais magra e menos peituda ao vivo do que nas fotos), brindando o público com performances vocais lúdicas e mega agradáveis.Fazia bastante calor dentro da chopperia. Mas isso não diminuiu em nada o entusiasmo da galera nem da banda no palco. Como sempre a qualidade sonora do Sesc estava impecável, o que fez com que o desempenho do quarteto (oscilando entre as canções mais barulhentas e as pequenas baladas recheadas de noise que o Raveonettes sabe tão bem engendrar) fosse ouvido com precisão. E quando vieram as faixas do primeiro e mais conhecido álbum deles, como “The Great Love Sound “,  os fãs vieram abaixo. Fora o dinamismo da banda em cena, com Sharin também tocando guitarra e assumindo o kit mínimo da bateria (daquelas apenas com prato, caixa e bumbo e onde o baterista toca em pé) em algumas músicas.Foi enfim e sem nenhum favor, um showzaço. E que, quando terminou, deixou um gostinho de “queremos mais” no ar. Como todo show de rock deveria deixar. Mas a verdade é que existem poucas bandas no rock alternativo de hoje como os Raveonettes: com poucos mas bons discos lançados, ótimo senso melódico e uma dinâmica de palco à altura do trabalho em estúdio. Sorte de quem os viu lá no Sesc…UMA “PALHINHA” DO SHOW DOS RAVEONETTES AÍ EMBAIXO“The Great Love Sound” – The Raveonettes ao vivo no Sesc Pompéia/SP, no último dia 19/11É TEMPO DE FESTIVAIS – CALANGODos eventos já mais tradicionais do calendário anual de festivais indies brasileiros o cuiabano Calango, gerido pelo pessoal da Cubo, acontece neste finde em Cuiabá, em alguns pontos da capital do Mato Grosso, entre eles a Casa Fora do Eixo e a Praça da Bandeira. Tudo muito bacana, tudo ótimo, mas ao examinar a prog 2010 do Calango, o blog não pôde deixar de constatar, mais uma vez, que montar um line up para um festival desses parece ser, hoje, a grande encruzilhada em que alguns festivais indies do país se encontram.O blog esteve em Cuiabá por seis vezes desde 2005 (cobrindo, a convite da Cubo, seus dois eventos, o Calango e o Grito Rock) e se recorda que viu edições fodásticas do festival, com ótima estrutura de som e luz nos palcos, além de assistir a dezenas de shows ótimos de bandas idem – nunca é demais lembrar que foi em sua primeira ida a Hell City que Zap’n’roll descobriu, por exemplo, o quinteto Vanguart, que era então um ilustre desconhecido fora de Cuiabá. Agora, quase seis anos depois, o que se vê é uma incômoda repetição ad infinitum de bandas que tocam sempre nos mesmos festivais a cada edição. Isso aconteceu, por exemplo, na última edição do Se Rasgum (que rolou há algumas semanas em Belém) e agora vai acontecer também no Calango, um festival já grande, que adquiriu credibilidade e respeito junto ao público e mídia nos últimos anos, que recebe verba de uma estatal (a Petrobrás) de anos pra cá pra custear suas despesas de produção e que, por tudo isso, poderia pensar e idealizar uma programação mais consistente do que a que irá ter este ano.Custa muito fazer isso? Faltam bandas para tocar? Ou sobra preguiça em ir atrás de boas novidades da indie scene nacional? Ou, pior ainda, sobra politicalha demais na grande “panela” em que se transformou a Abrafin, uma “panela” que impede quem não está nela de tocar em festivais filiados à entidade? Zap’ n’roll quer deixar bem claro aqui que não é e nunca foi contra o Calango, muito pelo contrário: o blog sabe da grande batalha e esforço que a Cubo desenvolveu ao longo desses anos pra tornar o festival um dos mais representativos da cena independente nacional e, com isso, inserir Cuiabá no mapa do novo rock brasileiro. E como já escreveu mais acima, acompanhou pessoalmente algumas edições mega bacanas do evento, além de sempre ter sido muito bem recebido e tratado na capital matogrossense. Mas nem por isso vai deixar de citar aqui que dá um certo desânimo quando topamos com a edição 2010 do Calango e vemos que nele estarão, pela enésima vez, o Macaco Bong (de resto, um dos melhores grupos do novo rock instrumental brazuca), o próprio Vanguart e o superestimado e quase insuportável Móveis Coloniais de Acaju.Sim, há novidades bem-vindas também, como o quarteto cuiabano Inimitáveis (que faz uma Jovem Guarda garageira sessentista fodona), mas ainda é muito pouco pra um festival do tamanho que é hoje o Calango. Um bom exemplo de renovação na programação foi dado pelo macapaense QuebraMar, em sua edição deste ano: sem grandes recursos públicos (sim, eles contaram com apoio financeiro da Secretária de Cultura da capital do Amapá, mas não tiveram aporte de uma Petrobrás, por exemplo), o festival organizado pelo coletivo Palafita investiu num ótimo palco único, com som e luz decentíssimos, e abriu enorme espaço na programação para as bandas locais, além de “importar” algumas bandas de outros Estados. Deu certo: o público compareceu em bom número nas duas noites do QuebraMar, e ainda aplaudiu e aprovou o line up.Enfim, a discussão é complexa e muito extensa e merece ser retomada aqui em posts vindouros. Mas, por hora, Zap’n’roll acha isso: que se grandes festivais indies como o Calango, Se Rasgum e mais alguns outros não repensarem já seu modelo e programação, eles estarão muito em breve fadados a não ter a repercussão que vinham tendo na mass mídia musical do país. E isso já começou a acontecer: ou você, dileto leitor zapper, tem lido algo ou alguma cobertura dos festivais da Abrafin em mídias que realmente importam, como a Rolling Stone por exemplo? Pra pensar…A programação completa do Calango2010 é esta aí embaixo:Zum Zum Bar DiscoQui (25/nov)Noite @MakeIt Pop_KatylenePedro BeckPraça das BandeirasSex (26/nov)17:00 Banda das Prévias18:00 4 Instrumental19:00 Do Amor20:00 Jair Naves (GO)21:00 Paulo Monarco (MT)22:00 Júpiter Maça23:00 Macaco BongSab (27/nov)17:00 Espírito das Máquinas18:00 Graveola e o Lixo Polifônico19:00 Finlândia (Arg)20:00 Os Vira Latas21:00 Banda Gentileza (PR)22:00 Inimitáveis (MT)23:00 Cabruêra00:00 VanguartDom (28/nov)17:00 Urutau18:00 Gloom19:00 Monocromatas20:00 Tereza21:00 Lu Bonfim22:00 Móveis Coloniais de Acaju23:00 BNegão e os Seletores de FrequênciaCasa Fora do EixoQui (25/nov)22:00 The Cleaners23:00 Aeromoças e Tenistas Russas00:00 Kriptonita (MT)01:00 Vietcongs (MT)Sex (26/nov)Noite @Touche_00:00 Fiesta Intruders (MG)02:00 Stop Play MoonDjsTouchéSab (27/nov)23:45 Veniversum00:30 Johnny Suxxx and the Fucking Boys00:00 Lufordi01:15 Pez – ArgentinaCaverna’s BarSex ( 26/nov)23:40 Sing Out (MT)01:00 N3CR (MT)01:40 UltimatoSab (27/Nov)23:40 Uganga01:00 Rhox01:40 Madame Saatan (PA)Dom (28/nov)DesalmaBlack MirrorGalinha PretaZagaiaGarage ClubDom (28/nov)Inimitáveis (MT)VanguartDj FarinhaMais sobre o Calango, vai lá: www.festivalcalango.com.brO BLOGÃO ZAPPER INDICA* Disco: “The Fool”, a incrível estréia do quarteto americano Warpaint.* Dj set de aniversário: pois entonces, todo mundo fica mais velho a cada ano, no? O sujeito que batuca semanalmente estas linhas rockers bloggers também vai ficar mais velho amanhã, sextona, 26 de novembro. E para comemorar vai fazer um super dj set especial zapper na bombadíssima festa Grind, que rola sempre aos domingos no clube A Loca. Comandado há doze anos pelo querido André Pomba, o Grind já se tornou um clássico dos domingos em Sampa. Tanto que começa às oito e meia da noite e vai até às sete da manhã de segunda-feira. Por isso, se você quiser ir, nem precisa chegar muito cedo: a ferveção pra valer começa mesmo depois da meia-noite. E Zap’n’roll vai assumir as pick-up’s às duas e meia da manhã. Cola lá, que a esbórnia vai ser boa: rua Frei Caneca, 916, Consolção, região central de São Paulo. E boa balada junto com a gente!* E por falar em baladas… a elas, porra! E a farra começa já hoje, quinta, com a festa Loucuras, sob o comando do super André Pomba, lá na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação).///Na sexta vai rolar a festa Girls Talk no Inferno (rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampa), mais shows do Mr. Lúdico e Assinado Maria na Outs (rua Augusta, 486). E na sempre animada festa Shakerville, comandada pelo Cláudio Medusa no Astronete (rua Mathias Aires, 183, Consolação, centro de Sampa), haverá dj set especial do batera Tuba (dos Faichecleres) e do mestre Márcio Custódio.///Sabadão o baixo Augusta vai ferver com Zumbis do Espaço na Outs e Velhas Virgens no Inferno.///E no domingo, fechando a tampa do finde, claaaaaro, tem dj set de aniversário zapper no Grind, na Loca/SP. Se monte, se jogue e divirta-se!STONE TEMPLE PILOTS NA FAIXA? VEM QUE TEM!Pois é, o autor do blog faz aniversário e quem ganha presente é o nosso dileto leitorado. Então já pro hfinatti@gmail.com que lá está em sorteio a última promo de 2010 destas linhas online. E o que está em sorteio, já viu né:* DOIS INGRESSOS para o super show do grande Stone Temple Pilots, dia 9 de dezembro na Via Funchal, em Sampa.* E além desses dois tickets continua a promoção em torno do livro com as letras traduzidas do gênio Lou Reed, cujo nome do ganhador será divulgado juntamente com os nomes de quem vai assistir Scott Weilland e cia. na faixa, na Via Funchal.E FIM DE PAPOUm post gigante como há tempos não publicávamos, pra ninguém reclamar. É o presente de aniversário que Zap’n’roll dá aos seus leitores na véspera do dia em que o autor do blog, ele mesmo, vai ficar mais velho. São quase cinco décadas de vida, mais da metade delas dedicadas a paixão pelo rock’n’roll, ao jornalismo musical, ao amor pela vida e onde houve zilhões de acontecimentos bizarros, alguns muito bacanas, outros nem tanto. Às vezes o sujeito aqui se pega imaginando que está ficando velho e cansado demais para tudo isso, para o estilo rocker de vida que ele escolheu. Mas quando se lembra que o gênio Macca, aos 68 anos de idade, continua com a energia de um garoto, aí o jornalista quase cinquentão se dá conta de que ele jamais vai encaretar e abandonar seu amor pelo rock e pela cultura pop. Vamos ficar mais calmos e sussa sim, comportamentalmente falando. Queremos e vamos casar com a francesa linda de Macapá, e ter filhotes com ela. Mas o rock’n’roll, este estará presente na vida do sujeito aqui até quando ele der seu último suspiro. É isso. Beijos carinhosos em todos que acompanham este espaço rocker online – em especial na nossa chapa sagitariana e grande dj, a Lu Riot, que também apagou velinhas ontem. Na semana que vem estamos aqui novamente, com a força do Grande lá em cima. Até!Zap’n’roll com Robert Smith, do Cure (no festival Hollywood Rock, em janeiro de 1996); ao lado de Kim Gordon, baixista do Sonic Youth (no Claro Que É Rock, em 2005), tomando um drink com o inesquecível Ezequiel Neves (jornalista e produtor do Barão Vermelho); e na noite rocker paulistana com sua amiga Pitty: mais um niver amanhã, de uma vida dedicada a acompanhar o rock’n’roll.(enviado por Finatti às 15hs.)

O country fino-da-fossa do Mt. Desolation. E de Massive Attack a sir Paul McCartney (passando por Mummies, Raveonettes e Lou Reed), em qual show você foi ou vai esta semana em Sampa?

  Mt. Desolation, o projeto country “paralelo” do povo do Keane com o Killers: discão classudo de country melancólicoShows gringos demais por aqui, no?Se algum dia, em algum passado distante, alguém reclamou da falta de shows de rock internacionais decentes em terras brasileiras (mais especificamente em Sampa), agora a reclamação não procede mais – e isso já há um bom tempo. Hoje a quantidade de gigs é realmente um espanto e há de tudo para todos os gostos. Ninguém mais precisa ficar com complexo de inferioridade em relação a Londres ou – vá lá – Noviorque (como costumava dizer o saudoso Paulo Francis). Afinal, apenas esta semana, quem mora em São Paulo já teve oportunidade de assistir ao trip hop ainda classudo do Massive Attack. E ainda poderá ver The Mummies (hoje, na Clash Club) e The Raveonettes (amanhã, na chopperia do Sesc Pompéia, com ingressos já esgotados). Fora o festival Planeta Terra no sábado (com Smashing Pumpkins, Pavement e os caralho, também com ingressos sold out há semanas e sendo que o blog solta neste post os nomes de quem vai na faixa na esbórnia rocker que rola no PlayCenter), e os imperdíveis shows de Sir Paul McCartney no estádio do Morumbi, neste domingo e segunda-feira. E fora Lou Reed no Sesc Pinheiros e… opa, e em qual desses shows todos Zap’n’roll vai, afinal? Aí que entra o fator “novidade” e idade em cena. Yep, sem querer parecer um tiozão ranzinza e chato e que está ficando meio, hã, cansado do style rock’n’roll de viver, mas o fato é que aos quase 4.8 de vida muuuuuito bem vivida (e que serão completados na semana que vem), o sujeito aqui já não tem aquele ímpeto incontrolável de ir a todos os shows que surgem pelo caminho. Afinal, já foram milhares deles assistidos nos últimos vinte anos ou mais, o que já determina de saída um critério para se ir a novas aventuras rockers ao vivo: se a banda em questão já foi vista, aí está um ótimo motivo pra se não perder tempo e se desgastar tentando descolar credenciamento para ir ver a dita cuja novamente. Foi este talvez o principal motivo que fez o blog não ir atrás de credenciamento para ver as lendas Paul McCartney e Lou Reed. E também foi este o motivo que NÃO levará estas linhas bloggers rockers ao Planeta Terra 2010 – o sujeito que escreve estas linhas já assistiu o Smashing Pumpkins por duas vezes (quando o grupo ainda estava em seu auge) e, por mais bizarra e herética que possa parecer esta afirmação, mas o zapper rocker nunca foi grande fã do Pavement. Nem por isso as próximas noites do “tiozão” aqui serão mais tranquilas: hoje o blog estará na Clash, no show do lendário combo garageiro The Mummies (atenção: tem promo relâmpago de ingressos pra este show no final do post! Fica esperto e corre lá!). E amanhã, sexta, dose dupla de esbórnia: vamos acompanhar The Raveonettes no Sesc Pompéia e, logo em seguida, se mandar novamente pra Clash, pro coquetel de lançamento do selo Clash Music, ufa. Sábado à noite? O blog pretende comer uma master pizza e depois morgar feliz até domingo. E assim você chega num momento em sua existência em que vai realmente ponderando sobre onde vai e onde não vai. Por exemplo: o blog já se dará por satisfeito (isso depois de, somente em novembro, ter ido a dois festivais, o SWU e o UMF, além de também ter ido no Belle & Sebastian) se, em dezembro, fechar o ano rocker com chave de ouro indo ao esperadíssimo show do Stone Temple Pilots, visto que Scott Weilland é “ídalo” deste espaço online. Show pra curtir grunge 90’ como se deve: com a cabeça total chapada, claaaaaro. Depois disso, natal e reveillon em Macapá com a amada Rudja e bora pra 2011, com Amy Winehouse, U2, Rock In Rio etc, etc, etc. E bora também pra este post porque já enrolamos demais na introdução dele, hihi.* E como dissemos aí em cima, corre pro final do post: tem promo relâmpago de ingressos pro show dos Mummies HOJE À NOITE, lá na Clash Club.* Voltando ao Planeta Terra: periga haver guerra de bandas e cenas de pujilato neste sábado, lá no PlayCenter, em Sampa. Em entrevista à Folha Online Billy Corgan, o genial e genioso líder dos Pumpkins, deixou bem claro: vai fechar a mão e socar quem do Pavement olhar torto pro lado dele, uia!Esse careca aí em cima tá bravo e quer dar porrada no pessoal do Pavement* É notória a antipatia entre Smashing Pumpkins e Pavement. Só que um detalhe nessa parada pesa muito a favor de mr. Corgan: ele tem mais de 1,90m de altura.* A popstar popozuda e xoxotuda Rihanna acaba de lançar seu novo disco, intitulado “Loud”. Até aí, nada demais. Ou quase: além de aparecer no encarte do cd com um vestido transparente, a moçoila também deixa à mostra em uma foto sua singela xana, protegida por uma igualmente singela… flor. Wow! Uma vez putona…A xota de miss Rihanna, a vadia: no encarte de seu novo cd* E Julian Casablancas manda avisar: os Strokes finalmente concluíram as gravações do seu novo disco, o primeiro desde 2006. Falta mixagem e tal, o que se leva a prever que o álbum sairá finalmente em algum momento do primeiro semestre do ano que vem. Ok, dado o tempo de espera, a capacidade musical, a qualidade da banda e o fato de que o quinteto nova-iorquino continua devendo aos fãs um disco tão sensacional quanto foi sua estréia em 2001, este blog acha modestamente que eles têm total obrigação de vir com um trabalho fodaço por aí. A confirmar.Eles mandam avisar: seu novo disco já está gravado* A capa da NME desta semana (aí embaixo), não poderia ser outra senão a volta do Pulp. Não se fala em outra coisa no mondo pop inglês. Jarvis Cocker é ídolo das matinês na Velha Ilha. E o Pulp é um dos pais do britpop. Mas como já foi dito aqui no último post, Zap’n’roll nunca morreu de amores pela banda. Anyway, como pauta jornalistica a capa se justifica totalmente, claro. Mas, cá entre nós: de que serve uma volta do Pulp a essa altura do campeonato? Hein?* Aliás também saiu na página de notas da NME desta semana:

Amy Winehouse has announced a comeback tour set for January 2011 in Brazil.

The singer will play what is being billed as a “one-off tour” in the country, taking in a headline show at the Rio de Janeiro HSBC Arena on January 11.She will also play three Summer Soul Festival slots: at the Il Divino Florianopolis on January 8, the Recife Convention Center on January 13 then the Sao Paulo Chácara Do Joquei on January 15.”

* Pode parecer bobagem, mas o blog acha meio engraçado e bizarro quando lê notas assim no semanário musical britânico, falando de gigs que irão rolar por aqui, hehe.

* Buenas, a “escalação do Rock In Rio IV”, que acontece em setembro de 2011 no balnenário carioca, está sendo anunciada em conta-gotas e sempre em primeira mão no Jornal Nacional (já que a Globo é uma das patrocinadoras do festival). Como todo mundo viu ontem, foram anunciados o Red Hot Chili Peppers e o Snow Patrol, além do Capital Inicial. O que leva o blog zapper a concluir que o Rock In Rio 2011 começou mal das pernas. Senão, vejamos: Metallica? Yep, se tornou um gigante do metal, atingiu outros públicos mas já esteve no Brasil quatro vezes. Snow Patrol? Acabou de tocar em um festival em Sampa, há um mês, e está na sua fase mais popular como banda – leia-se brega. Red Hot? Cacete… o grupo de Tony Kids já foi taaaaaão legal… Zap’n’roll nunca se esquece do show deles no Hollywood Rock de 1993, no estádio do Morumbi, na mesma noite em que tocou também o Alice Chains com um Lane Staley chapado até as orelhas (e na noite em que, no intervalo entre as duas bandas, o sujeito aqui conheceu seu amigo master, o querido “tio” Pomba, na sala de imprensa do festival. Lá se vão quase vinte anos de amizade sólida e inabalável, uia!). E no mesmo festival que teve o Nirvana de Kurt Cobain na noite seguinte. Anyway, o show do RHCP foi fodástico porque ali a banda ainda carregava em seu som muito do sincrestimo musical que a celebrizou, aquela potência avassaladora de funk com metal. Fora que “Bloody Sugar Sex Magic”, o discaço duplo lançado dois anos antes e um dos grandes momentos da trajetória do quarteto, ainda alucinava fãs pelo mundo afora. De lá pra cá muita coisa mudou no grupo, ele foi se tornando cada vez mais, hã, pop e funky, e hoje Zap’n’roll não teria o menor interesse em assistir mais uma gig deles. Capital Inicial? Yep, é legal e tal, mas os produtores de festivais não cansam de chamar a banda pra integrar o line up desses eventos, não? Bão, até setembro do ano que vem muita água ainda vai rolar e a escalação do Rock In Rio pode melhorar muito ainda. Vamos verrrrr…Eles já foram muito legais e agora estão meio caídos. E estarão no Rock In Rio 2011* Já o que não promete muitas novidades é o já veterano Goiânia Noise, que rola este finde em Goiânia. Mas sobre isso, você lê aí embaixo, junto com um lero sobre uma banda country mais do que legal: o Mt. Desolation.COUNTRY DE FOSSA E DO BOM, PRA QUEM AMA MELANCOLIANão é segredo pra ninguém que Zap’n’roll tem paúra do maletaço grupo The Killers e seu vocalista, o mega cafona Brandon Flowers. Talvez por isso quando foi anunciado, no começo deste ano, que integrantes do Keane (grupo de um certo pop classudo, apenas com vocais, pianos, baixo e bateria e sem guitarra, e pelo qual o blogger rocker até nutre certa simpatia) iriam se juntar a outros do Killers para formar um projeto musical paralelo de country music, este espaço online nem tenha dado bola pra notícia. Mais eis que, enfim, o projeto tomou forma: batizado de Mt. Desolation, lançou seu primeiro álbum, homônimo, há exatos trinta dias na Inglaterra (na web, como sempre, ele já está facinho, ao alcance de qualquer mouse pra ser “baixado”). Contando com Tim Rice (o vocalista e pianista do Keane), mais Jesse Quin (também do Keane) e um povo do Killers e do também graaaaande Mumford & Sons (outra bandaça country da Velha Ilha, já comentada aqui no blog), o Mt. Desolation é o tipo de banda que, eventualmente, se sai melhor musicalmente do que os grupos principais aos quais seus músicos pertencem.Claro que Zap’n’roll jamais estaria falando do grupo aqui (por puro preconceito, o blog assume, por saber que dele fazem parte músicos que também tocam no Killers) se não fossem alguns motivos aparentemente bobos, mas importantes e sinceros na vida do autor deste blog neste momento: a) o já velho jornalista rocker está algo desolado quando escreve estas linhas na madrugada de quarta pra quinta-feira, por sentir imensa saudade da Rudja, que voltou hoje pra Macapá; b) no meio dessa solidão e desolação emocional, eis que passa no Lab Teco Apple, da MTV, o clip da devastadora “State Of Our Affairs”, sobre a qual já vamos falar mais. Um clip, de resto, que já tinha passado algumas vezes no canal de clips e o blog novamente não deu bola pro dito cujo.A capa do álbum de estréia do Mt. Desolation: fossa avassaladora em algumas cançõesMas desta vez foi diferente. Quando aquele country (a citada “State Of Our…”) eivado de solidão e melancolia, salpicado por bateria suave (com baqueta escovinha e tal), cordas e toda aquela sofisticação harmônica e melódica que os ingleses adoram imprimir à sua country music (que, sim, costuma ser mais sofisticada do que o contry original americano, este mais “caipira” e com mais uso de violões, dobros, banjos e bandolins), além de ainda possuir discretos efeitos psicodélicos (por conta dos órgãos tocados na canção), começou a invadir suavemente o auto-falante do aparelho de tv, o sujeito aqui parou finalmente pra prestar atenção na música. Viu o clip, ouviu a canção e foi correndo na web caçar o restante do cd.E por isso aqui estamos, falando do álbum de estréia do Mt. Desolation. Que começa sim com countries animados e cheios de pianos dançantes em “Departure” e “Annie Ford”. Mas o trabalho se agiganta pra valer quando os músicos mergulham em um vasto oceano de desolação emocional, e contemplam paisagens repletas de um sentimento avassalador de tristeza. Isso torna faixas como “Bridal Gown”, “Another Side On My Side”, “My My My” (e sua ultra delicada melodia bordada por violões tão suaves quanto chorosos) ou a algo gospel/country “The Midnight Ghost”, trilhas perfeitas e imbatíveis para madrugadas em que você chora baixinho no travesseiro por estar muito longe de quem ama.No final das contas, é um dos melhores discos gringos lançados neste ano que caminha já para o seu final, e que pouca gente deu atenção na rock press virtual, lá fora e aqui também. Trata-se de um álbum ultra digno e altamente recomendável e que por pouco este blog deixou passar batido só porque… tem gente do insuportável The Killers metido na história, rsrs. Pois fica a lição para o hsitriônico Brandon Flowers que, em seu pentelho disco solo (o “Flamingo”), não se importou nem um pouco em emular na cara larga toda a breguice oitentista que ele já destila fartamente na banda onde é o vocalista: faça algo em sua carreira como o Mt. Desolation, Brandon. Quem sabe assim um dia o Killers ganhe moral e respeito junto à crítica musical.* Quer saber mais sobre o Mt. Desolation? Vai lá: http://www.mtdesolation.com/* E este texto sobre a banda, claro, vai pra Rudja, que curte Keane e ama The Killers, hehe.E MT. DESOLATION AÍ EMBAIXONo vídeo da lindíssima e devastadora “State Of Our Affairs”.É TEMPO DE FESTIVAIS – GOIÂNIA NOISEYep. Goiânia, a sempre chamada “Seattle brazuca”, se transforma na capital do indie rock nacional neste finde, quando rola por lá a décima sexta edição do Goiânia Noise Festival, um dos mais importantes do calendário anual da Abrafin.Mas… vem cá: muito barulho, muito oba oba, orçamento de cerca de R$ 500 mil reais (divulgados pela própria produção do evento) pra… essa programação que você vai ver aí embaixo? Pois é, o Goiânia Noise tem algumas coisas bacanas sim em seu line up. Mas pela importância que ele tem e pelo respeito, credibilidade e notoriedade que já atingiu como festival no cenário independente brasileiro, não dá pro blog escapar de comentar que sua programação para este ano poderia ser beeeeem melhor e mais ousada. Anyway, essa parada de os grandes festivais indies nacionais estarem se repetindo em demasia já foi comentada no post anterior, quem quiser ler está lá. Por hora, aí embaixo, você confere a programação completa do Goiânia Noise 2010:Quarta-feira, 17 de novembroCompacto PetrobrasCentro Cultural Martim CererêTeatro Pyguá1h – Macaco Bong (MT) e convidados: Vitor Araújo (PE) + naipe de metais dos Móveis Coliniais de Acaju (DF) + Jack – Porcas Borboletas (MG)0h – Lucy and The Popsonics (DF) + John Ulhoa – Pato Fu (MG)23h – Superguidis (RS) + Felipe Seabra – Plebe Rude (DF)22h – Gloom (GO) + Diego de Moraes e O Sindicato (GO)Quinta-feira, 18 de novembroUnconvention Factory BrasilCentro Cultural Martim Cererê1h – Violins (GO)0h20 – Mugo (GO)23h40 – Johnny Suxxx and The Fucking Boys (GO)23h – Hellbenders (GO)22h20 – Dyskreto (GO)21h40 – Space Monkeys (GO)21h – Hot & Hard Co. (GO)Sexta-feira, 19 de novembroCentro Cultural Martim Cererê2h – Krisiun (RS)1h10 – Otto (PE)0h30 – Black Drawing Chalks (GO)0h – Nina Becker (RJ)23h30 – Walverdes (RS)23h – Viv Albertine (The Slits) (Reino Unido)22h30 – Volantes (SP)22h – El Mató A Un Policia Motorizado (Argentina)21h30 – Spiritual Carnage (GO)21h – Bang Bang Babies (GO)20h30 – Fígado Killer (GO)20h00 – Banda selecionada pelo Toque No Brasil19h30 – Trivoltz (GO)19h00 – Folk Heart (GO)Sábado, 20 de novembroCentro Cultural Martim Cererê2h – Musica Diablo (SP)1h10 – The Mummies (EUA)0h30 – Cólera (SP)0h – Mechanics (GO)23h30 – 3 Hombres (SP)23h – Do Amor (RJ)22h30 – Vespas Mandarinas (SP)22h – Ecos Falsos (SP)21h30 – Bandanos (SP)21h – Dizzy Queen (ES)20h30 – Cuartro Invitados (Argentina)20h – banda selecionada pelo Toque No Brasil19h30 – Ímpeto (GO)19h – Posthuman Tantra (GO)Domingo, 21 de novembroCentro de Cultura e Eventos da UFG (Campus 2)19h- Gilberto Gil (BA) + Macaco Bong (MT)Ambiente Skate Shop19h – Galinha Preta (DF)18h15 – WxCxM (GO)17h30 – Ultravespa (GO)16h45 – Radiocarbono (GO)16h – Black Queen (GO)O BLOGÃO ZAPPER INDICA* A Loca apaga velinhas: é incrível como um clubinho alternativo que, aos olhos do público médio comum, normal e “careta”, não teria o shape necessário pra durar tanto tempo, chega a uma década e meia de existência. Pois a boate gls A Loca, que já se tornou um clássico da “naite” under paulistana, chega aos seus quinze anos neste finde. E o “baile da debutante” será em grande estilo, com a ferveção já começando hoje, quinta, quando rola por lá a bombada noite “Loucuras”, comandada pelo super dj André Pomba. A farra vai continuar por todo o final de semana, com dezenas de convidados especiais, até culminar no domingo com a já também clássica matinê Grind, igualmente comandada pelo Pomba (e onde Zap’n’roll toca na semana que vem, pra comemorar o niver do jornalista blogger rocker). O autor destas linhas online já se divertiu zilhões de vezes na Loca, fez todas as loucuras possíveis ali (incluso aí trepadas nos banheiros, aspirações de “aditivos” e farta lesação alcoólica), enfiou o pé na lama com gosto no clubinho e confirma com certeza absoluta que A Loca é um dos melhores lugares da capital paulista pra quem quer se divertir livre de culpa e preconceito de qualquer espécie – seja ele de ordem moral, sexual, musical, o que for. Lá a liberdade de expressão é lei e quem frequenta sempre é respeitado ao máximo. Então, se você quer curtir tudo isso pessoalmente, é só ir até A Loca (que fica na rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa, mais infos no www.aloca.com.br) neste finde. E boa ferveção!* Um gênio dando autógrafos: yep. Lou Reed, que está na capital paulista para se apresentar na Mostra Sesc de Artes, autografa seu livro “Atravessar o Fogo” (com 310 letras suas traduzidas, e que o blog campeão em promos está sorteando um exemplar para seu fiel e amado leitorado) amanhã, sexta-feira, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na avenida Paulista, esquina com a rua Augusta. Rola das 18 às 20 horas e é uma boa oportunidade pra dar um alô para um dos maiores nomes de toda a história do rock mundial. Depois, só assistindo mesmo os dois shows programados dele para o Sesc Pinheiros, no domingo e segunda-feira, e cujos ingressos estão… esgotados (bidú!).Lou Reed, a lenda e gênio, autografa seu livro amanhã na Livraria Cultura/SP* Raveonettes no Sesc: a dupla dinamarquesa, herdeira direta do noise surf rock do Jesus & Mary Chain, e que tem quatro discos beeeeem legais na sua trajetória (como o terceiro, “Lust Lust Lust”, editado em 2007 e que é um dos preferidos aqui da casa), faz show amanhã, sexta, na chopperia do Sesc Pompéia (que fica na rua Clélia, 93, Pompéia óbvio, zona oeste paulistana). Mas pode desistir de ir lá (ou até vai e tenta a sorte): os ingressos estão esgotados.Não vá se perder por aí: os Raveonettes tocam nesta sexta na chopperia do Seesc Pompéia, em Sampa* Baladenhas: e com tanta agitação no finde (não se esqueça que ainda tem Paul McCartney no Morumbi), claaaaaro que não poderia faltar aqui nosso mini-roteiro de baladas pra esticar a esbórnia rock pela madrugada, né? Então hoje, quinta, depois do show dos Mummies na Clash, você pode esticar a noite na Loca, com a festa Loucuras.///Já na sexta em si tem show da banda Hellpasso na Outs (rua Augusta, 486, centro de Sampa) e dos Haxixins no Astronete (rua Mathias Aires, 183, Consolação).///E no sábado, dia do Planeta Terra, pra quem não vai no festival a grande pedida é curtir a festa goth Back to the Cave na Livraria da Esquina (rua do Bosque, 1253, Barra Funda, zona oeste paulistana), com discotecagem do veterano dj Wadão mais shows dos grupos Dead Souls (cover do Joy Division) e Interlude (cover bacana do Cure). É isso: se joga!QUEM VAI NO TERRA POR CONTA DO BLOG E MAIS: PROMO RELÂMPAGO PRO THE MUMMIESAeeeeê!!! Pensou que íamos deixar você, dileto leitor destas linhas rockers bloggers e que mandou seu pedido desesperado pra tentar ir na faixa no festival Planeta Terra na mão, né? Nadinha! Olha aí embaixo e confere se você é um dos dois felizardos que estará neste sábado lá no PlayCenter:* Annamaria Paranhos Britto (São Paulo/SP)* E Claudinei Mauro Urazzu, de Bauru/SP.Ambos foram sorteados em meio às mais de cento e cinquenta mensagens que o blog recebeu, com pedidos pros tickets. Não ganhou desta vez, ainda? Então corre no hfinatti@gmail.com que, em PROMO RELÂMPAGO do blog em parceria com a Clash Club, vão a sorteio:* DOIS INGRESSOS para o show do grupo The Mummies, que toca hoje à noite na Clash (que fica lá na rua Barra Funda, 969, Barra Funda, zona oeste de São Paulo). Serão recebidos e-mails com pedidos pelos tickets até às 17 horas de hoje. Assim que o sorteio for realizado, os vencedores serão comunicados por telefone – portanto, envie um número para contato na sua mensagem e boa sorte!* E fora a promo dos Mummies, continua também em sorteio um exemplar de “Atravessar o fogo”, o livro que traz todas as letras escritas por Lou Reed traduzidas para o português. Aproveita que o homem tá na área e tenta a sorte.ELA SE FOI E O BLOG TAMBÉM SE VAIYep. O post de hoje é modesto. Zap’n’roll está meio assim porque a incrível Rudja Catrine, a garota mais linda e legal do Universo, voltou para Macapá após quase 40 dias passeando em Sampa. Foram dias sensacionais, em que o casal rocker Rudja e Zap’n’roll mais do que nunca reafirmou seu amor mútuo e deixou a certeza de que ambos estarão juntos e para sempre a partir de 2011. Tudo começou há um ano e meio e, nesse período, houve brigas, separações, reconciliações e muito amor e rock’n’roll na vida do casal. Por isso a separação física – ainda que temporária – sempre dói mais do que deveria. Mas a vida é assim mesmo. O blog vai então hoje afogar a saudade e se lembrar com carinho da sua amada lá na Clash Club. E amanhã no show dos Raveonettes. E semana que vem voltamos por aqui, como sempre temos feito nos últimos sete anos. beijos nos leitores. E amor eterno e infinito pra Rudja.(enviado por Finatti às 16hs.)

E anteontem, na Via Funchal, foi mais ou menos assim… (plus: a encruzilhada em que estão alguns festivais indies brazucas, o que é um topless de verdade numa noitada indie e os Inimitáveis chegam a SP)

 Eles vieram novamente, e encantaram cinco mil fãs na Via Funchal, com suas canções fofas. Acima, o grande Stuart Murdoch (foto: iG)As mais fofas canções de amor…Foi isso que as quase cinco mil pessoas que estiveram anteontem no show do Belle & Sebastian, na Via Funchal, em Sampa, ouviram. Ok, ok, todas as resenhas publicadas até agora na web (e já foram muitas, até aqui na página de shows do nosso portal), bateram nas mesmas teclas: que o som estava baixo, que a banda escolheu mal o set list (deixando alguns de seus clássicos de fora), que não dava pra ouvir o quarteto de cordas adicional colocado no palco etc. Zap’n’roll, na boa, gostou muito do show, talvez por ser fã incondicional dos escoceses. Fora que assistir a gigs na Via Funchal é sempre bacana pois você consegue ver bem o que está rolando no palco, mesmo estando relativamente distante dele. Enfim, foi uma noite meiga, bonita e que ainda teve a colaboração de um friozinho “britânico” em pleno mês de novembro. Logo mais aí embaixo, mais alguns comentários sobre o show, alguns vídeos e o set list. Não esquecendo que hoje à noite é a vez de os cariocas curtirem a banda lá no Circo Voador. Então vamos em frente, porque muito show gringo ainda vai rolar aqui até o final do ano.* Da seção “capas da semana”: não dá pra entender porque a NME, a essa altura do campeonato, dá uma capa para o My Chemical Romance, como fez esta semana. Nada contra o grupo, que tem sua, hã, “relevância”e tal, mas com a velocidade com quem grupos explodem e implodem hoje em dia, o MCR já foi atropelado há tempos por um zilhão de bandas mais hypadas atualmente, no?* Capa melhor deu a Ilustrada, da FolhaSP, de ontem: foi para o Joy Division – yep, 30 anos sem a lenda do pós-punk inglês. Pois é, já não se fazem mais bandas que, mesmo depois de extintas, duram tanto tempo na lembrança dos fãs…* Já o Globo Esporte de hoje informou que Ronaldo, o “fenômeno” foi convidado a ser ator e participar de um filme nacional, onde ele fará o papel de um… bandido. Jesuis…* E nota que circulou por blogs de cultura pop esta semana dá conta de que algumas “beldades” indies andaram fazendo topless em um show da banda neo folk paulistana Holger, durante uma apresentação deles no já célebre Bar do Zé, em Campinas. Segundo a mesma nota essa parada de fazer topless em gig indie estaria se transformando em uma nova “tendência” nas noites alternativas. Really? Só porque duas periguetes exibicionistas resolvem, durante um show do Holger (que é até uma banda legal, mas bem looooonge de ser o combo genial que alguns jornalistas musicais acham que eles são), ficar mais à “vontade”, isso já pode ser chamado de “tendência”? Hum… além disso, as meninas do tal show fizeram um topless pra inglês ver, tirando apenas suas blusas e ficando de sutiã. Topless de verdade é esse aí embaixo, protagonizado pela goxxxtooosa indie girl Júlia DeMarchi, meses atrás durante um show incendiário do Daniel Belleza e seus Corações em Fúria, lá no club Outs. Detalhe: como escrito acima, o topless pioneiro na indie scene da Júlia rolou meses atrás. E ninguém falou em “tendência” na época. Pois é…A gataça indie Júlia tira os peitões pra fora, meses atrás durante show do Daniel Belleza na Outs. Topless de verdade é isso aí! aí!* A PROGRAMAÇÃO DO FESTIVAL CALANGO APONTA: OS FESTIVAIS INDIES ESTÃO NUM BECO SEM SAÍDA? – dos eventos já mais tradicionais do calendário anual de festivais indies brasileiros, o cuiabano Calango, gerido pelo pessoal da Cubo, soltou há alguns dias a sua programação para este ano. O festival vai rolar de 25 a 28 de novembro próximos em alguns pontos da capital do Mato Grosso, entre eles a Casa Fora do Eixo e a Praça da Bandeira. Tudo muito bacana, tudo ótimo, mas ao examinar a prog 2010 do Calango, o blog não pôde deixar de constatar, mais uma vez, que montar um line up para um festival desses parece ser, hoje, a grande encruzilhada em que alguns festivais indies do país se encontram. O blog esteve em Cuiabá por seis vezes desde 2005 (cobrindo, a convite da Cubo, seus dois eventos, o Calango e o Grito Rock) e se recorda que viu edições fodásticas do festival, com ótima estrutura de som e luz nos palcos, além de assistir a dezenas de shows ótimos de bandas idem – nunca é demais lembrar que foi em sua primeira ida a Hell City que Zap’n’roll descobriu, por exemplo, o quinteto Vanguart, que era então um ilustre desconhecido fora de Cuiabá. Agora, quase seis anos depois, o que se vê é uma incômoda repetição ad infinitum de bandas que tocam sempre nos mesmos festivais a cada edição. Isso aconteceu, por exemplo, na última edição do Se Rasgum (que rolou semana passada em Belém) e agora vai acontecer também no Calango, um festival já grande, que adquiriu credibilidade e respeito junto ao público e mídia nos últimos anos, que recebe verba de uma estatal (a Petrobrás) de anos pra cá, pra custear suas despesas de produção e que, por tudo isso, poderia pensar e idealizar uma programação mais consistente do que a que irá ter este ano. Custa muito fazer isso? Faltam bandas para tocar? Ou sobra preguiça em ir atrás de boas novidades da indie scene nacional? Ou, pior ainda, sobra politicalha demais na grande “panela” em que se transformou a Abrafin, uma “panela” que impede quem não está nela de tocar em festivais filiados à entidade? Zap’ n’roll quer deixar bem claro aqui que não é e nunca foi contra o Calango, muito pelo contrário: o blog sabe da grande batalha e esforço que a Cubo desenvolveu ao longo desses anos pra tornar o festival um dos mais representativos da cena independente nacional e, com isso, inserir Cuiabá no mapa do novo rock brasileiro. E como já escreveu mais acima, acompanhou pessoalmente algumas edições mega bacanas do evento, além de sempre ter sido muito bem recebido e tratado na capital matogrossense. Mas nem por isso vai deixar de citar aqui que dá um certo desânimo quando topamos com a edição 2010 do Calango e vemos que nele estarão, pela enésima vez, o Macaco Bong (de resto, um dos melhores grupos do novo rock instrumental brazuca), o próprio Vanguart e o superestimado e quase insuportável Móveis Coloniais de Acaju. Sim, há novidades bem-vindas também, como o quarteto cuiabano Inimitáveis (que faz uma Jovem Guarda garageira sessentista fodona, e toca inclusive hoje à noite no CB bar, em São Paulo; quem puder ir, é a dica rocker desta sexta-feira na capital paulista), mas ainda é muito pouco pra um festival do tamanho que é hoje o Calango. Um bom exemplo de renovação na programação foi dado pelo macapaense QuebraMar, em sua edição deste ano: sem grandes recursos públicos (sim, eles contaram com apoio financeiro da Secretária de Cultura da capital do Amapá, mas não tiveram aporte de uma Petrobrás, por exemplo), o festival organizado pelo coletivo Palafita investiu num ótimo palco único, com som e luz decentíssimos, e abriu enorme espaço na programação para as bandas locais, além de “importar” algumas bandas de outros Estados. Deu certo: o público compareceu em bom número nas duas noites do QuebraMar, e ainda aplaudiu e aprovou o line up. Enfim, a discussão é complexa e muito extensa e merece ser retomada aqui em posts vindouros. Mas, por hora, Zap’n’roll acha isso: que se grandes festivais indies como o Calango, Se Rasgum e mais alguns outros não repensarem já seu modelo e programação, eles estarão muito em breve fadados a não ter a repercussão que vinham tendo na mass mídia musical do país. E isso já começou a acontecer: ou você, dileto leitor zapper, tem lido algo ou alguma cobertura dos festivais da Abrafin em mídias que realmente importam, como a Rolling Stone por exemplo? Pra pensar…* A programação completa do Calango2010 é esta aí embaixo:Zum Zum Bar DiscoQui (25/nov)Noite @MakeIt Pop_KatylenePedro BeckPraça das BandeirasSex (26/nov)17:00 Banda das Prévias18:00 4 Instrumental19:00 Do Amor20:00 Jair Naves (GO)21:00 Paulo Monarco (MT)22:00 Júpiter Maça23:00 Macaco BongO gaúcho Júpiter Maçã: uma das atrações do Calango2010Sab (27/nov)17:00 Espírito das Máquinas18:00 Graveola e o Lixo Polifônico19:00 Finlândia (Arg)20:00 Os Vira Latas21:00 Banda Gentileza (PR)22:00 Inimitáveis (MT)23:00 Cabruêra00:00 VanguartDom (28/nov)17:00 Urutau18:00 Gloom19:00 Monocromatas20:00 Tereza21:00 Lu Bonfim22:00 Móveis Coloniais de Acaju23:00 BNegão e os Seletores de FrequênciaCasa Fora do EixoQui (25/nov)22:00 The Cleaners23:00 Aeromoças e Tenistas Russas00:00 Kriptonita (MT)01:00 Vietcongs (MT)Sex (26/nov)Noite @Touche_00:00 Fiesta Intruders (MG)02:00 Stop Play MoonDjsTouchéSab (27/nov)23:45 Veniversum00:30 Johnny Suxxx and the Fucking Boys00:00 Lufordi01:15 Pez – ArgentinaCaverna’s BarSex ( 26/nov)23:40 Sing Out (MT)01:00 N3CR (MT)01:40 UltimatoSab (27/Nov)23:40 Uganga01:00 Rhox01:40 Madame Saatan (PA)Dom (28/nov)DesalmaBlack MirrorGalinha PretaZagaiaGarage ClubDom (28/nov)Inimitáveis (MT)VanguartDj FarinhaMais sobre o Calango, vai lá: www.festivalcalango.com.br ou www.twitter.com/festivalcalango .* E não podemos encerrar nossas notas iniciais sem falar sobre a volta do Pulp, com sua formação original e tal. O grupo do eterno Jarvis Cocker toca dia 3 de julho, um domingo, de 2011, no Hyde Park em Londres. Yep, o Pulp tem momentos lindíssimos em sua trajetória, como “Babies” ou “Disco2000”. Mas a verdade é que estas linhas rockers bloggers nunca morreram de amor por eles. Enfim, quem estiver na capital inglesa em julho do ano que vem, taí a dica.* Melhor que o Pulp é o Belle & Sebastian. E o show da última quarta à noite na Via Funchal, em Sampa, mostrou isso, como você pode ver aí embaixo. AMOR E EMOÇÃO AO VIVO COM O B&STodo mundo já falou e comentou. Então o blogon sempre apaixonado nem vai se estender muito sobre o que ele viu/ouviu na última quarta-feira à noite em Sampa, na Via Funchal, quando o escocês Belle & Sebastian encantou e emocionou as quase cinco mil pessoas que lá estavam. O som estava baixo? Um pouco (mas dava pra ouvir sim, e muito bem, Stuart Murdoch e seus sussurros indies apaixonados). O som estava confuso? Talvez (em alguns momentos a seção de cordas adicionada ao grupo no palco, ficou realmente inaudível). Mas e daí? Quando o grupo tocou clássicos que já fazem parte da nossa alma, como “I’m A Cuckoo”, “If You’re Feeling Sinister”, “The Boy with the Arab Strap”, “Jonathan David” ou “Me and the Major”, todos os problemas de equalização sonora desapareceram e a pista da Via Funchal se transformou num grande coral de 5 mil vozes tomadas de alegria e emoção – algumas resenhas postadas na web também falaram em público “apático” e “blasé”. Quem escreveu isso, por certo, não estava no mesmo show que este blog.Enfim, foi uma noite maravilhosa, e ainda completada por um clima tipicamente escocês: fazia frio e garoava em Sampa quando o B&S deixou o palco. E deixou também saudade de suas belíssimas canções e a certeza de que eles ainda vão alegrar nossos corações com ótimas canções por muitos anos.A amada banda escocesa anteontem em Sampa: fãs em delírio (foto: Bruno Dias/Abril)O set list do show foi esse:01. “I Didn’t See It Coming”02. “I’m a Cukoo”03. “Step Into My Office, Baby”04. “Another Sunny Day”05. “I’m Not Living in the Real World”06. “Piazza, New York Catcher”07. “I Want the World to Stop”08. “Lord Anthony”09. “Sukie in the Graveyard”10. “The Fox in the Snow”11. “Travellin’ Light”12. “If You’re Feeling Sinister”13. “Write About Love”14. “There’s Too Much Love”15. “The Boy with the Arab Strap”16. “If You Find Yourself Caught in Love”17. “Simple Things”18. “Sleep the Clock Around”Bis19. “Jonathan David”20. “Get Me Away from Here I’m Dying”21. “Judy and the Dream of Horses”22. “Me and the Major”E um vídeo da apresentação você vê aí embaixo:  “Me And The Major” – Belle & Sebastian ao vivo, anteontem na Via Funchal, em São PauloO BLOGÃO ZAPPER INDICA* Show I: hoje à noite no StudioSP (que fica na rua Augusta, 591, centrão rocker de Sampa) o guitarrista e vocalista Thiago Giglio lança seu primeiro disco solo, chamado “Ecos”. A escola musical de Thiago é algo entre a psicodelia dos Doors e o classic rock. Ele liderou durante alguns anos uma banda muito bacana, o 7étima, que infelizmente acabou. Mas o som de seu ex-grupo o credencia a ter feito um igualmente bom trabalho individual. É o que poderemos conferir logo mais à noite no StudioSP, no projeto Cedo & Sentado, que começa cedo (às dez da noite) e, melhor, é de grátis. Zap’n’roll vai estar por lá, claaaaaro!* Show II: e depois do StudioSP, o blog vai se mandar pro Belfiori (na rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda, zona oeste paulistana), pois lá vão tocar os cuiabanos dos Inimitáveis. Estas linhas zappers assistiram o quarteto em Goiânia este ano, no festival Vaca Amarela, e ficou beeeeem satisfeita com o que viu/ouviu: um rock garageiro e jovem guarda, com letras bacanas e melodias ultra dançantes. Se você quer saber mais sobre a banda, que tem um caprichado ep de quatro faixas lançado em formato físico (numa capa de papelão em formato de vinil!), vai lá: www.myspace.com/inimitaveis ou www.twitter.com/inimitaveis . E se você quer OUVIR os garotos, vai no CB hoje, oras. Sendo que o blog ainda vai voltar a falar deles por aqui, pode aguardar.Eles vêm de Hell City, e curtem Jovem Guarda: são os Inimitáveis* E mais baladas: além dos shows do Thiago Giglio e dos Inimitáveis, o finde alternativo também tem mais, no? Começando hoje, sexta em si, na Outs (rua Augusta, 486), quando rola show do bom grupo Fundrivers.///Já no sábado, na mesma Outs, tem showzão solo do Jair Naves, ex-vocalista do saudoso Ludovic. Bem em frente, no Inferno (no 501 da Augusta), rola mais uma edição da fervida festa Pop&Wave, com especial do U2. E na reformada Funhouse (rua Bela Cintra, 567, Consolação, centro de Sampalândia), rola noitada indie com dj set especial da ótima banda gaúcha Volantes.///E como tem feriado na segundona, a melhor pedida pra encerrar o finde no domingo é, óbvio, se acabar na clássica noite Grind, na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centrão rock’n’roll de Sampa), sob o comando do super dj André Pomba. É o Grind que Zap’n’roll faz seu dj set de aniversário no próximo dia 28 de novembro, e todo nosso dileto leitorado já está convidado a ir na esbórnia, hihi.ATENÇÃO TERRA! ÚLTIMA CHAMADA!!!Continua marcando, vai! Ou então corre no hfinatti@gmail.com , que é a última chamada para você tentar ganhar:* DOIS INGRESSOS para o festival Planeta Terra, que rola semana que vem em Sampa, com Smashing Pumpkins, Pavement e os caralho;* E um exemplar do livro “Atravessar o fogo”, com todas as letras da carreira do Lou Reed traduzidas.SAINDO FORAChega, né? Dois posts esta semana e tal. Agora licençaê que o zapper vai curtir um descanso (com muito rock’n’roll, claro) no feriadão. Até a semana que vem!(enviado por Finatti às 18:30hs.)

Uma noite para falar de amor, com o Belle&Sebastian

 Eles são a banda mais fofa do universo. E tocam hoje à noite em São Paulo* Postzinho mezzo “extra”. Afinal, o grupo escocês Belle & Sebastian, que toca hoje à noite em Sampa, na sempre mega bacana Via Funchal, merece né? Desde sempre uma das bandas mais fofas e amadas do indie pop planetário que importa na última década e meia, o B&S volta ao Brasil após quase uma década de sua primeira passagem por aqui, em 2001, quando se apresentou no exinto Free Jazz Festival.* Foi uma noite mágica, aquela do Free Jazz. O conjunto escocês, eternamente liderado pelo sensível e discreto vocalista, guitarrista e letrista Stuart Murdoch, já era uma cult band na Europa e Estados Unidos quando tocou aqui pela primeira vez. Mas ainda assim fazia parte da casta das grandes bandas independentes do cenário escocês. Hoje, nove anos depois, o B&S é um dos grandes nomes de todo o rock planetário e se tornou tão grande para os padrões indies que, conforme entrevistas concedida por Murdoch ontem à Folha Online, ele pensa exatamente em levar a banda novamente para a… cena underground.* Tudo o que Zap’n’roll já viveu e passou ao som dos escoceses daria um diário sentimental e tanto aqui. Então, pra resumir melhor a parada, o blog reproduz aí embaixo a resenha do mais recente disco do grupo, o lindo “Write About Love”, e que foi publicada aqui mesmo neste espaço rocker virtual no final de setembro. Leia (ou releia) e entenda porque o Belle & Sebastian é a trilha mais que perfeita para corações sensíveis e apaixonados.AS CANÇÕES SUBLIMES QUE FALAM DE AMORZap’n’roll possui uma já longa história de amor com o grupo escocês Belle & Sebastian, que lança na Inglaterra na próxima segunda-feira seu novo álbum de estúdio. Cercado de imensa ansiedade e das melhores expectativas, “Write About Love”, o oitavo trabalho de estúdio da banda (e que já vazou total na web) só confirma o que todo mundo que aprecia grande música já está careca de saber: o B&S, mesmo já contando com mais de década e meia de existência, continua sendo um dos melhores grupos do rock alternativo planetário. E as belíssimas e como sempre melancólicas canções que permeiam todo o álbum só reafirmam a capacidade de o compositor, letrista, guitarrista e vocalista Stuart Murdoch em burilar músicas que tocam o âmago de nossos corações e de nossas almas. São tempos de amor (seja ele feliz, plenamente realizado ou triste e desencantado) o que o Belle & Sebatian propõe em seu novo cd. É um trabalho sublime – e já sério candidato a disco de 2010.O B&S surgiu em Glasgow, em 1996. Engendrando uma musicalidade suave, construída com instrumentos de cordas mais sopros e teclados que emolduravam letras poéticas e fascinantes de tão belas e tristes, todas cantadas por Murdoch e também pela ex-vocalista Isobel Campbell, o grupo logo chamou a atenção da mídia musical e se tornou “cult band” graças a álbuns absolutamente fodásticos como “Tigermilk” (a estréia deles, em 1996) ou “The Boy Whit The Arab Strap” (editado em 1998). Por essa época Zap’n’roll, sempre um eterno apaixonado, descobriu o som do conjunto e caiu de amores por ele. Foram incontáveis as noites varadas em leituras de poemas, porres de whisky e audições de B&S enquanto o blogger solitário sonhava encontrar o amor perfeito e definitivo de sua existência.Os anos foram passando e a fama e o prestígio do grupo só aumentaram, mesmo com a saída de Campbell do line up e mesmo com a banda derrapando em seu apuro estético em trabalhos menores como, por exemplo, a infeliz trilha concebida para o filme “Storytelling”, em 2002. Um ano antes, os escoceses baixaram no Brasil para uma noite inesquecível no extinto Free Jazz Festival, onde também se apresentou o saudoso e finado grupo americano Grandaddy. Já célebre por suas gigs onde o som no palco era estratégicamente contido no volume, o B&S encantou e arrebatou a multidão presente ao Jockey Club, em Sampa. Entre uma música e outra, Stuart Murdoch recitava pequenos textos de um livro que tinha em mãos. Os já semi-clássicos do conjunto iam se sucedendo e um dos ápices da noite foi quando eles tocaram um cover tão alegre quanto possível para eles, de “Minha menina”, de Jorge Ben. Inesquecível.Pois após lançar os ótimos “Dear Catastrophe Waitress” (em 2003) e “The Life Pursuit” (editado há quatro longos anos), o B&S cometeu a ousadia (mega bem-vinda por sinal, nestes tempos de flacidez plena e frieza mercadológica que dominam ubiquamente o pop e o rock) de soltar agora este “Write About Love”. Não se engane quando você for ouvir o disco e estranhar os ruídos e o andamento um pouco mais acelerado de “I Dind’t See It Coming”, que abre o disco. Ou mesmo a aparente felicidade contida em “Come On Sister”. Quando você se defrontar com o escândalo de beleza e mergulhar na mais melancólica das almas em “Calculating Bimbo” (Murdoch por certo chorou após gravar a voz dessa música), ou ainda em “Little Lou, Ugly Jack, Prophet John” (que traz, quem diria, Norah Jones em especialíssimo dueto com Stuart Murdoch), você irá se lembrar que está ouvindo o novo álbum de uma banda que torna nossa existência um pouco menos amarga do que ela é. A faixa-título do álbum, com mais guitarras e seu clima mezzo soul sessentista é uma pequena obra-prima que demonstra o quanto a banda pode ser versátil dentro de sua estética musical melancólica: dançante, ela pode partir (ou juntar) corações apaixonados em uma pista de dança alternativa.Zap’n’roll também não vai se esquecer, jamais, da noite de intenso amor emocional e carnal que ele teve com sua ainda amada Rudja, em agosto de 2009, quando foi pela primeira vez a Macapá. O casal estava apaixonadíssimo e após chegar de um passeio pela cidade, começou a se “pegar” na cama. Bateu o imenso desejo carnal e ambos se perguntaram: “o que vamos ouvir pra acompanhar nosso louco amor cheio de tesão?”. O disco escolhido foi “BBC Sessions”, do Belle & Sebastian. Foi uma madrugada mágica, de gozos fartos e intensos de ambas as partes. E com certeza foi uma das transas mais intensas vividas pelo casal.Pois a francesa linda de Macapá estará novamente em outubro em Sampa, para ir ao festival SWU junto com o ex-boyfriend. E como ainda existe muito amor, carinho e tesão entre os dois, Zap’n’roll sabe exatamente o que vai por pra tocar se o casal for novamente pra cama. Afinal “Write About Love” é isso: trilha perfeita, indescritível e infinita para todos que amam com o fogo consumindo coração e alma.* E nesta sexta-feira, claro, se nada der errado, novo post “normal” do blogão campeão quando o assunto é cultura pop, com a cobertura do que vai rolar hoje à noite na Via Funchal, okays?BELLE & SEBASTIAN – SET LIST TOUR 2010Antes de chegar ao Brasil (onde, além de Sampa hoje à noite, o grupo também toca no Rio De Janeiro nesta sexta-feira, no Circo Voador), o Belle & Sebastian fez várias gigs pelos Estados Unidos, na etapa norte-americana da tour que divulga seu novo disco.O set list tem mudado pouco de show para show. Este aí embaixo é da apresentação da banda em Seattle, no último dia 20 de outubro. Vendo as músicas, dá pra ter uma idéia do que nós, fãs, iremos ouvir hoje à noite na Via Funchal:Ao vivo, emocionando sempre corações in loveExpectationsWrite About LovePiazza, New York CatcherI’m Not Living in the Real WorldIf You’re Feeling SinisterI Want the World to StopLord AnthonyRead the Blessed PagesI Didn’t See It ComingDog on WheelsThere’s Too Much LoveThe Boy with the Arab StrapI’m a CuckooGet Me Away From Here, I’m DyingSleep the Clock AroundBISMe and the MajorJudy And The Dream Of HorsesBELLE & SEBASTIAN EM VÍDEOS DA NOVA TURNÊAí embaixo, em dois momentos mágicos, no Canadá:“I’m A Cuckoo” – Belle & Sebastian ao vivo em Toronto (Canadá), no último dia 12 de outubro“The Boy With The Arab Strap” – no mesmo showE QUEM VAI NA FAIXA HOJE NO SHOW, POR CONTA DO BLOGA felizarda que foi sorteada (entre as mais de 75 mensagens recebidas pelo blog, com pedidos desesperados para ir à Via Funchal) é:* Carolina Maria Mandazza, de Taubaté/SP, que já foi avisada ontem também por e-mail, para que ela venha em tempo hoje pra Sampa pra curtir o showzão, né? Então, bom show e se pans, nos vemos logo mais à noite, garota.——————–Então é isso. Este mini post especial sobre o Belle & Sebastian pára por aqui. E se você vai ao show e depois quer esticar a madruga, uma boa pedida é a balada eletrônica/anos 80’ que vai rolar no Inferno Club (rua Augusta, 501, centro de Sampa), com dj set de Alan Wilder, ex-batera do Depeche Mode.Já na quinta (leia-se amanhã), tem a já clássica noite “Loucuras” na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de São Paulo). E na sextona em si vai ter show da banda Inimitáveis (de Cuiabá) no CB Bar, mais o show de lançamento do primeiro álbum solo do guitarrista e vocalista Thiago Giglio (que já liderou, há algum tempo, o bacana grupo 7étima) no Studio SP (na rua Augusta, 595, no projeto Cedo & Sentado), além de outras cositas que falamos melhor no post da sexta-feira.Agora, licençaê que o zapper fã de pop indie classudo vai na Via Funchal com a Rudja e depois volta aqui pra contar como foi – com direito a derramamento de algumas lágrimas durante o set dos escoceses, com certeza! Até mais!——————–O show do Belle & Sebastian começa às dez da noite na Via Funchal (rua Funchal, 63, Vila Olímpia, zona sul paulistana). Ainda há ingressos à venda para a gig, na bilheteria da casa.——————–(enviado por Finatti às 15:30hs.)

É tempo de sol e calor. Então vamos de Best Coast, de UMF, de Planeta Terra, Paul McCartney e Stone Temple Pilots em Sampa, wow! (versão final em 5/11/2010)

 

Ela é uma delícia. E canta e compõe bem à frente do duo americano Best Coast 

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STONE TEMPLE PILOTS: AGORA VAI!!! – Desta vez, a parada é seríssima, não tem mais erro. Você entra no site da Via Funchal (a melhor casa de shows de grande porte de Sampa), e já pode comprar seu ticket para a apresentação única que o venerável Stone Temple Pilots fará lá no próximo dia 9 de dezembro, uma quinta-feira. Não foi fácil: a banda do sempre genioso, difícil e eternamente junky vocalista Scott Weilland, esteve a um passo de tocar no Brasil há quase dois anos, quando ingressos chegaram a ser comercializados para a gig mas, na última hora, as apresentações foram canceladas. Um dos grupos prediletos destas linhas rockers bloggers, o STP sempre foi considerado pela “intelligentsia” da crítica rock como sendo um conjunto do segundo escalão da célebre geração grunge da Seatlle dos anos 90′. Uma bobagem: a banda possui discos e canções fodaças, uma base instrumental como poucas e um vocalista que além de ser sexy, bonito e charmoso, é um doidaralhaço de primeira – não à toa, Weilland é “ídalo” de mr. André Pomba, nosso amado publisher. Weilland, em uma entrevista há muitos anos, quando indagado pelo repórter o que faria por uma dose a mais de alguma drug no auge de seu vício, respondeu sem pestanejar: “eu faria um boquete por uma tragada num cachimbo de crack. Mas nunca precisei disso, sou rico”. Há algumas semanas, durante show nos Estados Unidos, Scott informou ao público que a banda iria adiar algumas datas porque ele havia acabado de se divorciar de sua ex-mulher e que ele precisava de “um tempo” para si mesmo, pois havia voltado a beber e os caralho. Enfim, agora, ao que parece, ele se recuperou e o STP vai cair na estrada novamente, passando inclusive por aqui. Corra JÁ atrás do seu ingresso: é um show imperdível e vai fechar com chave de ouro esse 2010 lotado de atrações gringas no Brasil.

O loucaço Scott Weilland e os Stones Temple Pilots: ingressos já à venda pro show em Sampa

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Yep, sol, calor, primavera…
O blogão zapper sempre fã de dias plúmbeos, de nuvens, frio e chuva, não curte nadinha quando o tempo começa a ficar com cara de verãozão antes do tempo. Mas é a sina de viver num país eternamente tropical como o Brasil. Ao menos esse clima, hã, agradável, anima a galere a sair pras ruas e ir pros caralho, né? E motivos pra sair, pelo menos em Sampalândia, neste finde, não faltam, como você verá lendo estas linhas rockers bloggers que estão começando agora. Fora que a temperatura amena também anima o sujeito aqui a ir atrás de discos e bandas que ele já tinha ouvido de leve este ano, mas que ele, por pura preguiça, deixou passar meio batido. Um bom exemplo disso é o duo americano Best Coast, que a sempre antenada (amiga? Affair? Noiva novamente? Indefinição total quanto a isso, rsrs) Rudja Catrine, em sua última semana de férias em Sampa (e, claro, hospedada na kit pequena porém aconchegante do autor deste blog), “puxou” no pc do jornalista rocker, ouviu e disse “é uma das minhas bandas novas preferidas. E não sei porque você não deu mais atenção a ela”. Ok, francesinha linda de Macapá: Zap’n’roll dedica então hoje um tópico ao Best Coast neste post. Mesmo porque o som deles é legal sim e como sempre falamos aqui, nunca é tarde para se falar de um bom grupo ou um bom disco – no caso deles, do cd “Crazy For You”, lançado em julho deste ano. Enfim, vamos então ao que interessa, né?

* Ah, sim, tem Eminem em Sampalândia amanhã, sextona. Você vai? O blog passa, obrigado.

* Mas no UMF Zap’n’roll vai com certeza, pois já está credenciado. Hã? Ora, no Ultra Music Festival, a mega balada eletrônica que vai chacoalhar o povaréu sábado, na Chácara do Jockey – yep, o mesmo local que já serviu de “abrigo” pros shows do Radiohead e do chatíssimo Killers. Sim, quem acompanha estas linhas rockers online sabe que o blog nunca foi fã de eletronices. Mas como o line up sábado vai ser de matar (Fatboy Slim, Moby, Groove Armada, Carl Cox, Lovefoxxx atacando novamente de dj, Marky, Mau Mau etc, etc.), Zap’n’roll vai estar por lá, pra cobrir a esbórnia electro pro seu dileto leitorado. E quem quiser ir, ainda há ingressos à venda (por 250 pilas a pista básica). O UMF começa ao meio-dia de sábado e deve ir até a manhã de domingo, claaaaaro. Tudo sobre o mega festival eletrônico, você encontra em www.ultramusicfestival.com.br .

O super Fatboy Slim, de volta ao brasil e comandando o line up do UMF

* Salem, a cidade das bruxas? Não, não é a velhusca e breguíssima música dos anos 80’, que ameaçou se tornar um “hit” alternativo entre o povo do metal, mas sim, e segundo nosso sempre antenadíssimo blog “vizinho” Popload, a nova “sensation” do novo rock americano. Pois o espaço comandado por dear Luscious R. deita falação sobre o dito cujo, dizendo que o trio é o nome mais “influente” do rock desde os… Strokes. Será??? Zap’n’roll sempre desconfia muuuuuito do poder de fogo e da capacidade de longevidade desses hypes que surgem do nada, com cara de malvados, ainda mais quando um bando de jornalistas pop se impressionam com uma banda cuja descrição do som é “violenta, atmosférica, narcótica e dançável, uma mistura única de dubstep, Cocteau Twins, ambient-house, My Bloody Valentine, hip hop, The Knife e industrial-noise, vocais distorcidos” (palavras do do nosso vizinho colega de blogagem). Enfim, a conferir mais pra frente se o tal Salem é meeeeesmo tuuuuudo isso.

* E, sim, claro, jornalistas também adoram “adotar” como “must” uma banda que tem um ep chamado “Sim, eu fumo crack”. Ora, ora, depois quando o sujeito aqui conta, volta e meia, suas experiências horrendas que teve nas vezes em que “pipou” essa porra, todo mundo cai matando em cima do pobre zapper, como se ele fosse um marginal da pior espécie. Vai entender a cabeça do ser humano…

* Aliás, como o blogão também sempre antenadão (esse aqui mesmo que você está lendo) detectou há algum tempo, andou virando moda nas baladas goth paulistanas o povo “pipar”crack em latinhas de breja ou refri – incluso aí góticas xoxotudas e com visual montado. Pois então, se o tal Salem vingar no circuito under paulistano, aí que a moda vai virar epidemia e a galere terá a trilha perfeita para as suas “pipadas”, uia!

* E na capa da próxima Playboy, aí embaixo… esses dois xotaços, ex-BBB, em ensaio com tons “lesbos”. Wow!

* Separação no mondo rock’n’roll: após cinco anos de casamento, a global Débora Falabella resolveu dar uma bota no traseiro de Chuck Hipolitho, ex-integrante do grupo indie paulistano Forgotten Boys. É a vida…

* Já Katy Perry revela na nova edição da revista Harper’s Bazaar, que quando adolescente pensou seriamente em fazer cirurgia para reduzir seus peitões. Hoje, Katy se diz satisfeita com eles. Isso porque ela não viu os da amada Rudja, hihi. Que além de enooooormes são lindaços, wow!

A goxxxtosa Kate Perry: ela acha que seus seios são “grandes” (isso porque ela não viu os da amada Rudja, rsrs)

* O NOVO DISCO DO REM – Michael Stipe, Mike Mills e Peter Buck já avisaram: “Collapse Into Now”, o novo álbum de um dos melhores e mais amados nomes de toda a história do rock planetário, será mesmo lançado no início do ano que vem. E o álbum, com doze faixas, vem com várias participações especiais (algo raro na trajetória de quase três décadas da banda): Eddie Vedder participa nos vocais da música “It Happened Today”, sendo que a lendária Patti Smith e a cantora Peaches também participam do disco. “Accelerate”, o trabalho anterior, saiu em 2008 e mostrava que o REM, mesmo estando há tanto tempo na estrada, continuava uma banda tão furiosa, íntegra e cheia de garra como se tivesse sido formada ontem. Já o novo álbum, segundo declarou o baixista Mike Mills à Spin, terá mais “variedade sonora”. Em se tratando do trio de Athens – e que, não é segredo pra ninguém, é um dos cinco grupos da vida do autor destas linhas rockers online –, não tem erro: vem mais um discão por aí, podem ter certeza disso.

Eddie Vedder (quem?) e Patti Smith, dois gigantes do rock’n’roll no novo disco do REM

* Agora, quem não precisava voltar mesmo é a múmia eterna do metal, o Iron Maiden, que acaba de anunciar mais uma turnê (a milionésima) pelo Brasil, a partir de março de 2011. Esses caras não cansam nunca de ganhar dinheiro às custas dos metaleiros trouxas que moram por aqui? Sim, porque lá fora a “Donzela de Ferro” não enche mais nem buteco de beira de estrada.

* Bien, bien. Calor lá fora. Clima que pede o som dos americanos Best Coast, como trilha sonora. Dá uma lida aí embaixo.

BEST COAST MANTÉM A TRADIÇÃO DO SURF INDIE NOISE POP
O álbum de estréia do duo americano Best Coast, “Crazy For You”, é um dos bons discos do rock alternativo americano lançados este ano – ele saiu nos EUA em julho passado e é facilmente encontrado na web pra ser “baixado”. Yep, Zap’n’roll já tinha lido sobre o BC, ouvido de “orelhada” o álbum em questão, mas acabou não dando muita bola pra ele quando foi lançado. E, claro, o cd deve ter sido comentado sim em bons sites e blogs de cultura pop brazucas – como o Scream & Yell ou o finado Ilustrada no Pop. Mas como sempre defendemos a tese de que nunca é tarde para se comentar sobre bons discos e boas bandas, resolvemos abrir espaço neste post pro Best Coast. Ainda mais que uma fã da dupla, a Rudja, ficou insistindo para que o blog zapper esmiuaçasse o álbum por aqui.

O BC foi formado há pouco mais de um ano na ensolarada Los Angeles, pela cantora e compositora Bethany Cosentino (uma loiraça gostosona que manda bem nas harmonias vocais) e pelo músico Bobb Bruno. Ao vivo, eles ganham a adição de um baterista. O som da dupla se inscreve na melhor tradição do indie surf noise pop, criado pelos “vovôs” Jesus & Mary Chain nos anos 80’, e perpetuado nos anos 2000 por nomes como Black Rebel Motorcycle Club e The Raveonettes. Mas o som do Best Coast seria mais, hã, “ensolarado” e mais descarnado das paredes de noise que fizeram a fama dos irmãos Reid, por exemplo. Sim, há um quê de melancolia nas interpretações da doce e bela Bethany, mesmo quando a sonoridade da música remete a imagens como sol, verão, praias e relacionamentos amorosos.

Na verdade, o som do primeiro disco da dupla (eles lançaram alguns Eps antes) é um docinho pop com melodias encantadoras e corinhos vocais (daqueles com “uhús”) perfeitos para se ouvir numa praia deserta à noite ou, ainda, no carro em alguma estrada também perdida no meio do mato. Dá prazer ouvir a doçura melódica e altamente dançante de “Boyfriend”, ou da faixa-título em seus concisos 1:53s de duração. Ou ainda imaginar um romance idílico ao som da preciosa “When The Sun Don’t Shine”, a melhor canção de um disquinho mega simpático e que poderia ter alçado o BC ao posto de um dos hypes de 2010.

A dupla americana Best Coast e seu primeiro álbum: um dos bons discos de 2010

Talvez o grupo não tenha se tornado este hype justamente por não se importar muito em ser a “última sensação” do indie pop made in USA. Ainda mais que, como já foi dito mais acima, há um certo esgar de melancolia perpassando todo o disco (que não chega a 30 minutos de duração), ainda que ele celebre cenários ensolarados. Mas títulos de músicas como “The End”, “Goodbye” ou a já citada “When The Sun…” entregam que por trás da beleza apolínea da loiraça Bethany talvez se esconda uma alma feminina em desalento.

Anyway, fica aqui o registro para este “Crazy For You”, um álbum que merece sua atenção na próxima vez em que você for caçar algo interessante para ouvir na web. Lá fora cd saiu pelo desconhecido selo Mexican Summer, e recebeu boas notas no AllMusic, no Pitchfork e na Spin. Se vai sair aqui algum dia? Provavelmente não. Mas a internet está aí pra isso mesmo…

* Pra saber mais sobre o Best Coast: http://bestycoasty.blogspot.com/

BEST COAST AÍ EMBAIXO

Em dois vídeos: o primeiro flagrando a banda no festival SXSW deste ano; no outro, mostrando o clip de “When I’m With You”

Best Coast – “Crazy For You”,  ao vivo no SXSW Festival

Best Coast – “”When I’m With You”

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PAUL IS FAKE OR DEAD? NADICA – O GÊNIO ESTÁ VIVO, NO BRASIL E NA CAPA DA ROLLING STONE BR
Yep. O gênio maior do rock mundial em todos os tempos está entre nós. E não é fake. E não está morto. Sir Paul McCartney, que um dia foi baixista de uns certos Beatles e que talvez seja a maior lenda ainda viva no pop mundial, toca domingo em Porto Alegre. Dias 21 e 22 de novembro próximos, os shows serão em Sampa. E daí?

Daê que não há mais ingressos para nenhuma das três apresentações, óbvio (nas mãos dos cambistas vai ter, com certeza). E dâe que o homem, claro, está na capa da nova edição da Rolling Stone brazuca, que chega às bancas na próxima segunda-feira. E não se trata de uma matéria “importada” da matriz americana da publicação: a entrevista foi realizada pela redação daqui mesmo, por telefone. Quem bateu bola com Macca foi o editor Paulo Terron. Ou seja: esta talvez seja, seguramente, a capa mais importante da edição brasileira da RS desde que ela começou a circular no país, há quatro anos. “Foi uma autêntica operação de guerra, cujos bastidores dariam facilmente um livro ou um filme”, comentou há pouco com o blog o chapa Paulo Cavalcanti (também um dos editores da revista) sobre a entrevista, a única concedida pelo músico a um veículo de mídia impressa brasileira antes de seu desembarque no Brasil.

Como o blog anunciou, com exclusividade há alguns posts, esta foi a última edição “pilotada” por Ricardo Cruz, que comandou a redação da RS desde o número um até agora. Quinho realizou um trabalho impecável durante este período e a capa com Macca demonstra isso. E a RS vai continuar em ótimas mãos, sob a batuta do novo editor-chefe Pablo Miyazawa, e dos editores Terron e Cavalcanti, dois calejados jornalistas da rock press nacional.

Abaixo, um resumo da matéria com Paul McCartney, enviado pela assessoria de imprensa da RS Brasil, sendo que parte da entrevista também já está postada no site da revista:

* “Se você deixa as pessoas te dominarem… isso te enlouquece.” Essa e outras revelações foram feitas por Paul McCartney ao jornalista Paulo Terron na edição de novembro da Rolling Stone Brasil, nas bancas na próxima semana. Com a turnê Up and Coming, que totaliza apenas 30 shows, o músico chega este mês em terras brasileiras para uma série de três apresentações – uma em Porto Alegre, no dia 7, e duas em São Paulo, nos dias 21 e 22. Para alegria dos fãs, a maior revista de entretenimento do País novamente se antecipa e traz uma entrevista exclusiva com o eterno beatle.

Na entrevista – feita antes da chegada do músico ao Brasil -, McCartney faz um balanço de sua carreira solo e com o quarteto de Liverpool, além de explicar como faz para manter sua sanidade em um mundo que ainda exige muito dele. Um exemplo é seu título de Cavaleiro do Império Britânico, que o torna Sir Paul McCartney. “De jeito nenhum, só de pai mesmo”, respondeu o músico quando perguntado se seus filhos o chamam de Sir.

Com mais de 50 anos de carreira e centenas de canções conhecidas, ele diz não sentir dificuldade para criar o repertório de seus shows. “Eu começo [a criar o set list] pensando: ‘Se eu fosse a esse show, o que eu gostaria de ouvir a banda tocar? O que eu gostaria de ouvir o Paul cantar?’ Começo com essa lista, e há algumas canções que são meio óbvias. Eu provavelmente gostaria de ouvi-lo cantar ‘Let It Be’… Esse tipo de coisa. Então existe essa lista das que você não poderia deixar de fora. E aí surge uma segunda lista, de coisas novas que podemos fazer para surpreender a plateia, para manter as coisas frescas. Misturamos essas duas listas. E aí tem uma terceira lista, que tem as músicas que nós gostaríamos de tocar, sabe?”, detalha.

Sobre as críticas à música “Ob-La-Di Ob-La-Da” (dos Beatles, lançada no Álbum Branco, em 1968), que alguns anos atrás foi considerada por uma pesquisa britânica a pior música de todos os tempos, Paul, com a maturidade de seus 68 anos e mais de 50 de carreira, diz: “Talvez os melhores discos não precisem ser tão profissionais. Eles simplesmente têm algo neles. Por exemplo, existem muitas bandas contemporâneas que são ótimas – mas não dá para dizer que elas são particularmente afinadas. Algumas não são, e esse é o charme delas. Em algumas o baterista pode não ser o melhor, mas é isso que as destaca, essa diferença. Se você é perfeito, perfeito, perfeito o tempo todo, acaba sendo entediante”.

Apesar da carreira bem sucedida, o músico diz que não conseguiria parar de tocar e viver apenas de sua fama. “Eu amo a música! Música é o que me deixa feliz”, afirma ele, que não tem medo de parecer emotivo demais. “Não acho que fiquei mais emotivo, mas acho que passei a me permitir ser mais emotivo”, diz.

Wings
No início dos anos 70, pouco tempo depois do rompimento dos Beatles, Paul McCartney decidiu criar uma nova banda, o Wings, que na época saiu em turnê pelo Reino Unido. As viagens eram feitas de ônibus e as apresentações, em universidades. No repertório, nada do Fab Four. “Estávamos tentando estabelecer algo novo com o Wings. Eu queria, antes de tudo, fazer com que o Wings tivesse sucesso por mérito próprio. Eu não queria usar as músicas dos Beatles, queria que tivéssemos uma identidade particular. Depois que conseguimos isso, por volta de 1976, depois do Band on the Run, me senti mais confortável. Mas, sim, você percebia que a plateia gostaria que você tocasse músicas dos Beatles”, relembra.

O músico conta que depois que passou a incluir músicas dos Wings em seus shows percebeu que entre o público jovem elas faziam mais sucesso do que as canções dos Beatles. Ele ficou impressionado quando soube que em São Paulo seu nome é bem recebido no cenário indie. “Sério mesmo? Nossa, isso é incrível, cara! Muito legal! Fantástico! O tempo muda as coisas”, disse surpreso quando Terron lhe contou que os mais jovens, aqui no Brasil, adoram suas músicas.

PIC ROCKER DA SEMANA – A NOVA BANDA UMBURANA 69

Pra quem é fã de classic rock, Umburana 69, de Sampa, é a pedida. O grupo existe há pouco tempo mas já promete seu primeiro álbum para breve. Nas referências musicais muito Hendrix,  Jimmy Page, Bad Company e Steve Ray Vaughan. Entre os mega experientes músicos que integram o line up do grupo, está o baixista Luis Zaffa. A conferir, em breve, no circuito rocker da capital paulista. Mas você pode saber mais sobre a banda em www.umburana69.blogspot.com 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Festival: o PIB – Produto Instrumental Bruto – chega à sua terceira edição e se consagra como o maior festival brasileiro totalmente dedicado às bandas de rock instrumental. E a edição deste ano, que rola desde anteontem no CB Bar, em Sampa, prossegue até o próximo domingo, 7, com uma renca de shows imperdíveis com grupos idem. Se você ainda não foi, dá tempo de conferir as apresentações de nomes já bastante conhecidos na cena instrumental como Fantasmagore, Pé na Cozinha, Astronauta Pinguim etc. Os shows rolam hoje (sexta) e amanhã, a partir das sete e meia da noite, lá no CB (rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda, zona oeste de Sampa). No domingo, no encerramento do festival, as bandas sobem no palco da Casa das Caldeiras (avenida Francisco Matarazzo, 2000, também na Barra Funda), a partir das cinco e meia da tarde. Mais sobre o PIB, vai lá: www.festivalpib.com.br .

* Disco: “Crazy For You”, do Best Coast, pra você ouvir tomando um sorvetão com seu amorzão, hihi (ok, a rima foi péssima e constrangedora, o blog assume).

* Baladas! A elas, cambada de porra-loucas! Começando hoje, sexta, quando rola mais uma edição da sempre animada festa Glam Nation lá no Inferno (rua Augusta, 501, baixo Augusta claro, centrão rocker de Sampalândia), com show dos gaúchos do Baby Doll. Também hoje rola a reabertura da Funhouse. O sobradinho da Bela Cintra (no 567) passou por uma reforma bacana e agora volta com tudo pra animar os findes dos indie kids. A festa de reinauguração vai contar com um dj set especial da turma do Copacabana Club. E no sábado, quem discoteca lá é o povo do Urbanaque e do Scream & Yell. Bacana, hein!///E já que falamos do sabadão em si, também vai ter show da lenda emo Dance Of Days na Outs (rua Augusta, 486), em noitada que vai ter também a gatíssima Bruna Vicious pilotando as pick-up’s. Sábado também é noite da festa Open Hell, comandada pelo super dj Pacianotto (que rola sempre o melhor dos anos 80’, indie rock e goth) lá no Sattva Bordô (praça Roosevelt, 82, centro de Sampa). Mas se você curte mesmo uma balada eletrônica forte, se joga no Ultra Music Festival, lá na Chácara do Jockey. Certo, mano?

TICKETS FOR FUN! E UM LIVRÃO NA FAIXA!!!
Yep. Tá pensando o quê? O saco de bondades do blog sempre aumenta a cada post. Pois então vai lá no hfinatti@gmail.com que, além dos dois INGRESSOS NA FAIXA pro Planeta Terra e de UM INGRESSO pro Belle & Sebastian, semana que vem na Via Funchal, também descolamos:

* UM EXEMPLAR de “Atravessar o Fogo”, um catatau de quase 800 páginas que analisa todas as letras escritas pelo gênio Lou Reed, em sua trajetória solo e à frente do lendário Velvet Underground. Além da análise, todas as letras escritas por Reed estão no livro, em edição bilingue. Ou seja: se você não vai conseguir ver o homem no Sesc Vila Mariana, nos próximos dias 21 e 22 de novembro (os ingressos já evaporaram, mané), pelo menos o livro você tem a chance de ler. Então, dedo no mouse e booooa sorte!

Esse livrão aí em cima pode ser seu

E TCHAU E BENÇÃO!
Mais um post bacana, mais uma missão cumprida, néan? Então fica assim: hoje à noite, um churras básico com a Rudja. Amanhã, festival UMF no Jockey. E semana que vem voltamos por aqui. Até!

(finalizado por Finatti em 5/11/2010, às 19hs.)