O Oscar, o Rock In Rio e alguns clips que mexem com o corazón zapper

Estes dois xoxotaços (olha a Kate Perry, pe-la-di-nha, qui dilícia cremosa, rsrs. Essa cadela deve foder horrores, no?), foram anunciados ontem para o Rock In Rio deste ano. Enquanto isso, continuamos aguardando Arcade Fire, Blur, Cure, Radiohead…Sem muito assunto hoje…É, o sujeito aqui escreveu demais no primeiro post de 2011, na semana passada, e agora está em plena “crise de abstinência textual”, rsrs. Na real, a semana está meio calma, meio assim no mondo pop, né não? Mais confirmações bestas pro Rock In Rio ontem, nenhum grande lançamento (ainda) pra ser comentado (tirando o bombado Vaccines, já falado aqui semana passada), a última temporada de 24 Horas se mostrando um pé no saco total (por isso que ela foi a temporada derradeira da série nos EUA; mas calma que o filme vem aí)  e é isso. Claro, tem Vampire Weekend na próxima terça-feira na Via Funchal/SP, e hoje no final desse mini-post você fica sabendo quem vai na gig por conta do blog – show, aliás, que Zap’n’roll vai perder, já que estará viajando lá pelas bandas de Minas Gerais com sua irmã Jackie, que chega da Espanha nesta sexta-feira (mais conhecida como amanhã), após mais de uma década e meia sem vir ao Brasil. Enfim, bora ler essa bodega aí. Semana que vem voltamos com o gás de sempre – mesmo com nosso amado “editador” André Pomba pressionando para que o blogão zapper venha com textos… menores, com apenas um assunto por post. O que você, dileto leitor, acha disso? Manifeste-se a partir de agora no espaço dos comentários dos leitores.* Entonces… Rihanna, Kate Perry e a velha biba Elton John na noite de abertura do Rock In Rio. Que lindo… e nós aqui, aguardando as confirmações de Arcade Fire, Blur, Cure, Radiohead… é a vida…* O blog disse aí em cima que nada muito digno de nota está saindo? Bien, o segundo álbum do graaaaande Glasvegas, já batizado “Euphoric Heartbreak”, está com data marcada para ser lançado: 11 de abril. Uma das melhores formações do indie britânico dos anos 2000, o Glasvegas possui um disco de estréia – homônimo – sublime, editado em 2008 (e que foi inclusive comentado nestas linhas rockers bloggers), e que colocou fãs e mídia de joelhos quando foi lançado, graças às suas fantásticas emanações de pós-punkismo, melancolia e um pouco de psicodelia. Se tudo isso estiver presente novamente no novo álbum, beleusma!* A banda é tão querida na Velha Ilha que mereceu, com justiça, capa da NME desta semana. Esta mesma, que você vê aí embaixo:O Glasvegas: na capa da NME e voltando com tudo com seu novo álbum* Voltando a questão da sórdida pista premium: ela não estará presente (felizmente) no show do Vampire Weekend, semana que vem em Sampa. Mas volta ao Pop Music Festival, que rola dia 19 de março em Sampa, no velho Morumbi, com shows de Shakira, do super DJ Fatboy Slim e do cantor Ziggy Marley. Pois então: a pista normal para o tal festival vai custar duzentas pilas. A famigerada “pista Premium”: 500 pilas. Quem está fazendo o Pop Music é a produtora Mondo que, pelo já observado por este espaço online, é a produtora  de shows gringos no Brasil que mais se agarra a esse modelo de “extorsão” do bolso de quem compra ingressos para curtir um show ou festival. Que tal começarmos a armar um boicote aos eventos promovidos pela Mondo, até que ela desista de continuar promovendo essa patifaria chamada de área vip ou Premium?* E, sim, saíram ontem as indicações ao Oscar. Claaaaaro, “A rede social” está indicada em três das principais categorias (melhor filme, diretor e ator). Mas o páreo vai ser duro com “O discurso do rei”, indicado para doze estatuetas.  Aliás, as indicações deste ano são as melhores dos últimos tempos e levam a crer que a disputa do Oscar este ano (que será entregue em 27 de fevereiro) deverá ser emocionante. E a lista completa dos indicados é essa aí embaixo:FilmeCisne NegroO VencedorA OrigemO Discurso do ReiA Rede SocialMinhas Mães e meu PaiToy Story 3127 HorasBravura IndômitaInverno da AlmaAtorJesse Eisenberg – A Rede SocialJames Franco – 127 HorasJeff Bridges – Bravura IndômitaColin Firth – O Discurso do ReiJavier Bardem – BiutifulAtor coadjuvanteChristian Bale – O VencedorJeremy Renner – Atração PerigosaGeoffrey Rush – O Discurso do ReiJohn Hawkes – Inverno da AlmaMark Ruffalo – Minhas Mães e meu PaiAtrizNicole Kidman – Reencontrando a FelicidadeJennifer Lawrence – Inverno da AlmaNatalie Portman – Cisne NegroMichelle Williams – Blue ValentineAnnette Bening – Minhas Mães e meu PaiAtriz CoadjuvanteAmy Adams – O VencedorHelena Bonham Carter – O Discurso do ReiJacki Weaver – Animal KingdomMelissa Leo – O VencedorHailee Steinfeld – Bravura IndômitaAnimaçãoComo Treinar o Seu DragãoO MágicoToy Story 3Direção de arteAlice no País das MaravilhasHarry Potter e as Relíquias da Morte – Parte IA OrigemO Discurso do ReiBravura IndômitaFotografiaCisne NegroA OrigemO Discurso do ReiA Rede SocialBravura IndômitaFigurinoAlice no País das MaravilhasI am LoveO Discurso do ReiThe TempestBravura IndômitaDiretorDarren Aronovsky – Cisne NegroDavid Fincher – A Rede SocialTom Hooper – O Discurso do ReiDavid O. Russell – O VencedorJoel e Ethan Coen – Bravura IndômitaDocumentário longa-metragemLixo ExtraordinárioExit Through the Gift ShopTrabalho InternoGaslandRestrepoDocumentário curta-metragemKilling in the NamePoster GirlStrangers no MoreSun Come UpThe Warriors of QiugangEdiçãoCisne NegroO VencedorO Discurso do ReiA Rede Social127 HorasFilme em língua estrangeiraBiutiful- MéxicoFora-da-Lei- ArgéliaDente Canino – GréciaIncendies – CanadáEm um Mundo Melhor – DinamarcaMaquiagemO LobisomemCaminho da LiberdadeMinha Versão para o AmorTrilha sonora originalAlexandre Desplat – O Discurso do ReiJohn Powell – Como Treinar o seu DragãoA.R. Rahman – 127 HorasTrent Reznor e Atticus Ross – A Rede SocialHans Zimmer – A OrigemCanção original”Coming Home” – Country Strong (Música e letra de Tom Douglas, Troy Verges e Hillary Lindsey)”I See the Light” – Enrolados (Música de Alan Menken e letra de Glenn Slater)”If I Rise” – 127 Horas (Música de A.R. Rahman e letra de Dido e Rollo Armstrong)”We Belong Together” – Toy Story 3 (Música e letra de Randy Newman)Curta-metragem de animaçãoDay & NightThe GruffaloLet’s PolluteThe Lost ThingMadagascar, Carnet de VoyageCurta-metragemThe ConfessionThe CrushGod of LoveNa WeweWish 143Edição de somA OrigemToy Story 3Tron – O LegadoBravura IndômitaIncontrolávelMixagem de somA OrigemBravura IndômitaO Discurso do ReiA Rede SocialSaltEfeitos especiaisAlice no País das MaravilhasHarry Potter e as Relíquias da Morte – Parte IAlém da VidaA OrigemHomem de Ferro 2Roteiro adaptadoA Rede Social127 HorasToy Story 3Bravura IndômitaInverno da AlmaRoteiro originalMinhas Mães e meu PaiA OrigemO Discurso do ReiO VencedorAnother Year* Que mais? Buenas, o blogger notívago passou a última madrugada assistindo ao Lab Clássicos, na MTV. E enquanto assistia, se permitiu a alguns devaneios sobre cultura pop e sobre sua própria vida, e que ele divide aí embaixo com seu amado leitorado.PASSANDO A MADRUGA VENDO LAB CLÁSSICOS – E ELOCUBRANDO SOBRE A VIDA E AS MUDANÇAS NA CULTURA POPTem sido assim nestas primeiras semanas do ano ano, quando ainda é janeiro (“janeiro continua sendo o pior dos meses”, disse sabiamente certa vez o letrista, vocalista e poeta Jair Naves, em uma música do saudoso grupo indie paulistano Ludovic) e tudo ainda está relativamente calmo na mega metrópole cinza que é Sampa: o zapper de coração sensível e ainda aos pedaços pelo rompimento amoroso ocorrido na virada do ano, passa as madrugadas lendo, ouvindo música e assistindo filmes e MTV no conforto, silêncio, reclusão e solidão de sua kit na Vila Mariana, zona sul paulistana. É claro que ele continua saindo na “naite” under da cidade – fez isso inclusive na última segunda-feira, véspera do feriado de aniversário de São Paulo, quando foi ao Inferno Club. E fará isso hoje novamente, quando pretende tomar algumas no Astronete e, em seguida, na Loca, onde rola a animadíssima festa “Loucuras”, comandada pelo amado André Pomba.Pois eis que ontem (aliás, hoje), Zap’n’roll passou boa parte da madrugada deitado em sua cama (até umas quatro e pouco da matina, pelo menos), assistindo ao Lab Clássicos da MTV. Há noites em que a seleção de clips é pavorosa. Mas ontem, estranhamente, ela estava mediana e eclética, exibindo uma sequência de vídeos que levou o sujeito aqui a pensar nas evoluções e transformações sofridas pelo rock’n’roll e pela cultura pop nas últimas três décadas.Período, aliás, em que o zapper doidão (e hoje envelhecendo e querendo ficar mais sussa em sua existência, mas jamais careta) fez tudo ao cubo em sua vida. Trepou certamente com mais de duzentas xoxotas (das mais loucas, inteligentes, cultas, tesudas e gostosas, até as mais desprovidas de qualidades estéticas ou intelectuais), participou de putarias variadas, se entupiu o quanto agüentou com as mais variadas drugs – diz o querido Pomba que, o que o sujeito aqui gastou com cocaine em sua vida até hoje, certamente equivale ao valor de um pequeno apartamento. E ele tem razão.Mas os tempos mudam, a velhice é algo inevitável quando não se morre antes pelo caminho, no fulgor dos anos jovens (“é melhor morrer do que envelhecer”, disse uma vez Pete Townshend; ele está vivo, velho e surdo de uma orelha. “É melhor queimar do que enferrujar”, cantou Neil Young; ele não enferrujou, mas também não se deixou queimar). E então Zap’n’roll pensa hoje, melancolicamente, que já fez tudo – ou quase tudo – o que ele queria ter feito em sua existência de já quase meio século. E quando ele pensava em casar e construir uma família com uma linda e louca garota (louca como o zapper ainda é, pois uma mente inquieta jamais irá se deixar domar pela idiotice e pelo moralismo babaca do ser humano comum), eis que os planos foram abortados de forma abrupta.Tudo isso o autor destas linhas rockers online pensou ontem, enquanto assistia ao Lab Clássicos. Yep, é bom recordar velhos clips às vezes. Os sons e as imagens ajudam você a fazer contas consigo mesmo e a repensar sua existência, por mais dolorosa que ela seja.Abaixo, três dos vídeos vistos por Zap’n’roll nesta madrugada:Kiss  – “Lick It Up”: faixa-título do álbum lançado pelo grupo em 1983. Ok, o Kiss teve uma importância fodaça para a história do rock’n’roll, principalmente com seus primeiros discos e em sua fase glam, no início dos anos 70’. Mas aqui o quarteto de Gene Simmons e Paul Stanley (e que havia passado pela primeira vez pelo Brasil, no início daquele ano) já estava na decadência total. E em uma tentativa de dar um up em sua já caidaça carreira, a banda resolveu aposentar sua famosa maquiagem. O resultado está aí, neste clip: mais cafona, brega e vergonha alheia, impossível.Nirvana  – “Come As You Are”: em menos de uma década, o rock americano virou de cabeça pra baixo. O punk varreu do mapa excrescências como o Kiss, e abriu caminho para que surgisse uma geração de bandas que fundia metal com a estética social do punk, transformando em música pesada (mas pop) todo o desencanto de uma geração. Era o grunge. E sua estrela maior, Nirvana, com um disco clássico (talvez o último grande clássico moderno do rock): “Nevermind”. E “Come As You Are”, com sua chapação melódica e as incríveis imagens do vídeo, é uma das mais poderosas canções de amor já escritas no pop.Johnny Cash  – “Rusty Cage”: Cash dispensa maiores apresentações. Gênio absoluto da história do rock americano, deixa saudades até hoje nos fãs – ele morreu em 2003, com 71 anos de idade, de câncer. Formou com sua amada June Carter (a derradeira espos) um dos casais mais rocker que se tem notícia. A vida de Cash foi movida a sexo, drogas, loucuras, prisões, e genialidade sem igual na criação de countries e blues sem igual. “Rusty Cage” é uma gravação já da fase final de sua vida. A mesma fase em que ele também gravou a emocionante “Hurt” (composta pelo Nine Inch Nails!), e cujo vídeo está também  aí embaixo. É um vídeo belíssimo, triste até a alma, e onde Cash mostrava que sabia que seu fim era iminente. Por isso ele cantava em forma de lamento e despedida. São dois vídeos, enfim, que mexem profundamente com Zap’n’roll porque ele sabe muito bem quem também ama Johnny Cash. E é para ela, Rudja, que o blog dedica os dois vídeos.——————–Bien, bien. O post é pequeno hoje. E por incrível que pareça, o roteiro de baladas pro finde está devagar, devagar. Além da festona Loucuras hoje, quinta, na Loca, tem a Party Monster, comandada pelo Ângelo Malka, lá no Astronete (rua Mathias Aires, 183, Consolação, centro de Sampa).///No sábado tem show solo de Jair Naves, com discotecagem de Gilberto Custódio, lá na Livraria da Esquina (rua do Bosque, 1254, Barra Funda, zona oeste de Sampa). E é isso.Que mais? Ah, sim…VAMPIRE WEEKEND NA FAIXA!Quem ganhou (e já foi avisado por email), ganhou. Quem não ganhou, ainda pode tentar a sorte no hfinatti@gmail.com, para tentar descolar dois ingressos para o LCD Soundsystem, dia 18 de fevereiro em Sampa, lá no Pachá.Mas quem vai curtir o Vampire na próxima terça, na Via Funchal, é:Natália Branco Carlos, de São Paulo/SP;Hudson Malta, de São Carlos/SP.Certo manos? Então ta!E TCHAUZES!O zapper está na correria porque sua mana chega amanhã da Espanha. E também porque anda meio melancólico por estes dias. Mas logo tudo passa e as coisas voltam ao normal por aqui. Então, semana que vem, post escrito lá das Minas Gerais, okays? Beijos carinhosos na galere zapper, sempre!(enviado por Finatti às 18hs.)

Bora começar 2011!!! – com The Vaccines, Vampire Weekend e LCD Soundsystem com tickets free, o famigerado BBB, ficção no blog e isso e mais aquilo…

 Novo ano, novo hype: The Vaccines, bombando no indie britânicoAlouuuuu!!!Foi bom pra vocês aquela pasmaceira toda de natal, reveillon e festas de final de ano? Pro blog foi meio assim: bom por ter viajado pra longe de Sampa (quem não gosta de viajar, ainda mais quando se é pra uma cidade que fica a cerca de 4 mil quilômetros de onde você mora?), ruim por ter determinado o fim de mais um relacionamento amoroso na vida do sujeito aqui, o que é normal no final das contas. Como já bem observou nosso amado “editador” e publisher do portal, o dj André Pomba (que, neste exato momento, está circulando lá pela Campus Party, a feira sobre alta tecnologia digital que está rolando durante toda a semana em Sampalândia), relacionamentos têm prazo de validade. Uns duram muito, outros mais ou menos, outros quase nada. Para um namoro onde os dois envolvidos estavam separados fisicamente por uma distância continental (o principal problema da história, afinal), e onde o casal se encontrava pessoalmente apenas a cada dois ou três meses, o fato de ele ter durado quase dois anos até que foi muito. Fim de romance, permanência de uma boa amizade e a vida segue em frente. Pior foi a chegada à capital paulista, justo na segunda-feira (da semana passada) em que a maior metrópole do país literalmente afundou em água, após ser castigada por um mega dilúvio. O que o zapper passou da chegada ao aeroporto de Guarulhos até sua residência (na Vila Mariana, zona sul paulistana) foi algo digno de um roteiro de um filme de ficção de horror, mas isso contamos melhor mais aí embaixo, no decorrer do post que começa agora. Que vai falar de muuuuuitos assuntos – é, ficar quase um mês sem blogar dá nisso. O primeiro hype do ano já está deitando e rolando, e é o inglês Vaccines, como você já deve estar sabendo. Fora isso, o nefasto BBB da Globo já mobiliza a mega audiência nacional (por que o brasileiro afinal, em sua essência, é tão tosco e inculto e delira com esse festival de grosseria e ignorância na tv aberta? Matéria para tese sociológica, com certeza), o ano de 2010 terminou com o fechamento de uma loja de discos e uma casa alternativa paulistana, ambas mega bacanas, 2011 começa com o fechamento do tradicionalíssimo Belas Artes e com o desastre sem precedentes na região serrana do Rio De Janeiro, e por aí vai. E sim, o blogão campeão em promos já vai distribuindo tickets na faixa pra dois showzaços indies que vêm aí, logo no primeiro post do ano. Bora lá então, que a vida é dura e o mondo pop não pára, jamais.* Com o Twitter do blog (www.twitter.com/zapnrollfinatti) logado enquanto essas linhas rockers virtuais vão sendo escritas. Ok, é vero que o microblog é, hoje, uma importante fonte de informação em tempo real – foi através dele, por exemplo, que o sujeito aqui descobriu que ia ter showzaço dos mineiros do @transmissor, anteontem, na chopperia do Sesc Pompéia, em São Paulo. Show cuja resenha você também lê logo mais aí embaixo. Fora o Twitter, onde está exatamente há um ano, Zap’n’roll também acabou aderindo ao Facebook, onde abriu conta logo no primeiro dia de 2011, quando ainda estava passeando em Macapá, e sem muito o que fazer por lá. Assim, o autor deste blog está (uia!) presente em todas as redes sociais mais “hype” do mundo virtual, e isso mais por necessidade profissional (afinal, somos jornalistas, no?) do que pessoal. Porque o blog não muda sua opinião: Orkut (que foi literalmente destruído pelo Facebook), Twitter, Facebook, Badoo, é tudo uma grande idiotice destes tempos fugazes e abstratos da internet, onde o contato real e caloroso entre seres humanos foi substituído pela frieza irreal (surreal?) das relações virtuais. A vida é dura…* Até o grande amigo e ranzinza de plantão, o respeitadíssimo e lendário produtor indie Luiz Calanca (o homem da loja Baratos Afins), aderiu ao Facebook. Mas em papo telefônico com o blog, há pouco, ele não deixou de dar suas “alfinetadas” na parada: “Na real, tudo o que George Orwell vaticinou no seu clássico ‘1984’, está acontecendo agora, né? E pode-se dizer que Mark Zuckerberg é o nosso ‘grande irmão’ do século XXI”. O blog concorda integralmente com a opinião do Calanca.Zuckerberg: ele é o verdadeiro “grande irmão” da era digital* Segundo as últimas avaliações, o “monstrengo social” criado pelo nerd Zuckerberg estava valendo, esta semana, US$ 50 bilhões. E possui mais de 600 milhões de usuários no mundo todo. Jesuis…* Falando em Facebook e os caralho, nem poderia ser diferente: “A rede social” faturou tudo no Globo de Ouro, no último domingo, incluindo melhor filme e trilha sonora (composta pelo gênio Trent Reznor). Alguém duvida que a fita dirigida por David Fincher também vai ganhar os principais Oscars deste ano?* E vamos lá: a temporada de shows gringos em terras brasileiras em 2011, que promete ser ainda mais cabulosa (no ótimo sentido do termo) do que a de 2010, já começa quente com Vampire Weekend, dia 1 de fevereiro na Via Funchal/SP, e o – considerado por muitos, mas nem tanto por estas linhas bloggers – gênio James Murphy e seu LCD Soundsystem, dia 18 de fevereiro em balada eletrônica chic e fodaça no clube Pacha, em Sampa. Sim, claro, você quer ir nas duas gigs mas começou o ano no vermelho, é isso? Ok, vai lá no final do post que o blogão campeão em promos vai tentar resolver seu problema, hihi.Vampire Weekend e James Murphy (aka LCD Soundsystem): ambos tocam em janeiro em Sampa. E o blogon zapper leva você aos dois shows!* Fora os 345.660 shows gringos programados para este ano por aqui (pras eternas viúvas dos anos 80’: o synthpop do Human League baixa na Via Funchal dia 6 de abril), tem os festivais em si, né? E entre eles o que está costurando seu line up já desde o ano passado é o gigante Rock In Rio. Pois então, segundo o blog apurou, a situação de algumas das bandas que interessam diretamente ao leitorado destas linhas rockers online, em relação ao festival, é a seguinte:* Arcade Fire – o grande nome do indie rock planetário atual, está fechado para o Rock In Rio e deve ser anunciado a qualquer momento pela produção do evento;* The Cure e Radiohead – em negociações;* The XX – em negociação avançada;* Blur – sendo “sondado”. Agora, é cruzar os dedos e torcer.Blur no Rock In Rio2011: será?* E não, o blog não foi no show da diva louca Amy Winehouse (e pelo visto, não perdeu muito em não ir), pois tinha acabado de chegar de quase quinze dias no extremo norte do país, e sem saco pra correr atrás de convite ou credencial pra ver miss Amy. No entanto, a primeira balada rock’n’roll zapper de 2011, na madrugada de sábado pra domingo no baixo Augusta, foi beeeeem legal. Ao lado dos queridos Felipe, Nathália “beuda” Traffica (que assina aí embaixo a resenha do primeiro disco solo do cantor e guitarrista Thiago Giglio) e Ninha, Zap’n’roll se entupiu de Heinekens e dançou a valer na pista da Outs/SP, ao som da fodíssima discotecagem da gatona Bruna Vicious. Foi bótimo!* Ainda a gig paulistana de miss Amy Winehouse: além de o show ter sido uma tosqueira só (segundo todos os relatos lidos pelo blog), novamente a famigerada área “vip” na frente do palco dominou boa parte dos comentários publicados na grande mídia (impressa e eletrônica) a respeito do show. Quando essa putaria sórdida vai acabar de uma vez por todas nos shows internacionais que rolam no Brasil? Ou a ganância das produtoras locais não tem limite e fala mais alto do que o respeito a quem paga caro para ver seu artista predileto por aqui? A vizinha Popload tocou no assunto em um de seus últimos posts e deu um exemplo sinistro, do que vai acontecer no show do cafona e velhusco Iron Maiden em Belém, no próximo dia 1 de abril. Vejam só:* “Parece que o Via Funchal desencanou da área Vip na frente do Vampire Weekend. E, pelos meus cálculos, a próxima vai estar no show do Iron Maiden em Belém do Pará, que vai ser uma área Vip na frente do palco com… buffet. Show do Iron Maiden bombando no palco e na frente de Bruce Dickinson gritando “Run to the Hills” a galera vip vai estar saboreando uma coxa de frango suculenta. O show é dia primeiro de abril, mas é verdade tudo isso…”* Really? Toma vergonha na cara, Belém! Uma cidade imensa (mais de dois milhões de habitantes), nada provinciana, com uma cena rocker sensacional (são de lá nomes ótimos da indie scene nacional como Madame Saatan, Suzana Flag, Johnny Rockstar, Sincera, Baudelaires etc, etc.) patrocinar uma imbecilidade dessas em um show de rock é algo inacreditável. Nem na bem menor Macapá, mais “interiorana” e tals, talvez rolasse algo parecido se lá acontecesse um show desse porte. Ver uma apresentação do Iron Maiden, hoje, já é algo lastimável. E ainda tendo que aguentar uma área vip na frente do palco, com um bando de “coxinhas” comendo coxa de frango??? Fala sério… Pois se o blog estivesse presente ao concerto, com certeza iria insuflar o público “comum” a invadir a pista premium e detonar o buffet, mandando uma chuva de coxas de frango na cara de Bruce Dickinson e cia. * A BALADA ROCKER EM MACAPÁ É FORTE! – yep, o blog passou o reveillon e mais dez dias na capital do Amapá. Como das vezes anteriores, foi uma temporada legal, ainda que desta vez tenham havido discussões e crises que resultaram, enfim, no encerramento do namoro de quase dois anos entre o autor destas linhas virtuais e a ainda (provavelmente por um bom tempo ainda) amada Rudja. Mas, por exemplo, não é que desta vez Zap’n’roll observou que a temperatura por lá, sempre acima dos 30 graus, estava bem mais amena? Talvez decorrência das chuvas quase diárias e que mantinham o clima mais agradável. E nem esta chuva quase diária impediu que o rock rolasse em Macapá city. A cidade, como já foi dito aqui muitas vezes, possui uma cena rocker beeeeem legal e agitada, com várias bandas e bons locais para shows. Desta vez o blog foi ao Vitruviano e ao recém-inaugurado Hollywood Café. O primeiro, já comentado aqui no penúltimo post de 2010, é um bar bacanudo, localizado no centro da cidade e que possui uma decoração que chapa quem vai lá pela primeira vez: um painel com ícones da cultura pop (principalmente música e cinema) adorna o balcão principal e a parede atrás do palco onde as bandas se apresentam. Administrado pela dupla Eugênio e Gabriel, o Vitruviano ferveu nas duas noites em que o blog esteve por lá (sendo que na primeira o jornalista dublê de dj deu uma canja na discotecagem), pois o grupo The Hyde’s, um dos grandes nomes da cena macapaense, é que estava animando a noitada. E numa dessas noites, a do sábado antes da volta do blog a Sampa, foi inevitável constatar a quantidade de bocetas deliciosas e disponíveis que abarrotavam o local, todas peitudas, coxudas, lindas de rosto, e que bebiam brejas aos litros e curtiam o show rocker sem o menor pudor. De fato, Macapá é terra de belíssimas e tesudas mulheres e se você for até lá algum dia, o Vitruviano é uma das dicas obrigatórias para curtir a noite da cidade. Fora o Vitru teve o Hollywood Café, que foi inaugurado na primeira quinta-feira de 2011, com shows dos já também consagrados na cidade Godzilla e Stereovitrola. A balada alternativa do Hollywood é produzida pelo agitador cultural Darlan Costa, e deu gosto ver a Stereovitrola mandando um set fodaço no palco (com direito a covers dos Replicantes e do Joy Division). Fora a discotecagem indie que rolou na sequência (com sons dos Strokes, Blur, Franz Ferdinand, Jet, Amy Winehouse etc, etc, etc.) e que não ficou devendo em nada ao que se ouve nos bares rockers do baixo Augusta, aqui em Sampa. Também localizado no centro de Macapá, o Hollywood Café tem tudo pra emplacar as noites de quinta-feira (o único senão é que a balada acabou cedo demais, por volta de duas da matina; segundo Darlan e o brother Diego Moura, o vocalista da igualmente fodona Vila Vintém, isso se deve a uma lei em vigor no município e que impede bares de funcionar até alta madrugada). E também é outra balada recomendadíssima por estas linhas bloggers, caso você seja da cidade ou vá passear por lá.* Mondo pop rápido e rasteiro: o fechamento do cine Belas Artes, em Sampa, mobiliza a cena cultural da capital paulista. Zap’n’roll perdeu a conta de quantos filmes sensacionais ele assistiu ali, na esquina da avenida Paulista com a rua da Consolação, em décadas frequentando o local. No último finde, rolou um “noitão” de despedida do cinema, quando foram exibidos os geniais “Cães de aluguel” (a obra-prima inaugural da filmografia de Quentin Tarantino) e “A festa nunca termina” (a deliciosa ficção que conta como era a esbórnia pós-punk na Manchester da Factory, do Joy Division e do New Order). O fechamento definitivo das salas está programado para o final deste mês, mas ainda tenta-se salvar o Belas Artes com abaixo-assinados que pretendem demover o dono do imóvel de transformar o local em uma loja. Na real, é um horror e muito triste ver como o capitalismo selvagem e predatório destrói, aos poucos, os pontos e focos de resistência cultural de uma cidade como São Paulo. Foi assim com o Top Cine, com o Gemini e agora com o Belas Artes. Daqui a pouco só irão restar na cidade os mega complexos instalados em shopping centers, que só exibem blockbusters imbecis de rentabilidade garantida, para o populacho burro que adora pagar caro para assistir idiotices na tela. É triste, mas é isso.///White Lies na capa da NME desta semana? O grupo tocou em Sampa, no hotel Unique, no final do ano passado e, na modesta opinião destas linhas rockers bloggers, não é uma banda que justifique uma capa da New Musical Express. É… eles não sabem mais o que por em suas capas…///Yep, saiu a prog do Coachella2011. Tem Kings Of Leon e Arcade Fire com headliners, e também os brasileiros CSS e Emicida. Legal.///E tem Strokes novo com data marcada para ser lançado: “Angles”, o quarto disco de estúdio do quinteto, chega às lojas lá fora em 22 de março.* Vai ser a primeira grande “batalha” de 2011: o novo dos Strokes dia 22 de março. E a estréia do bombadíssimo Vaccines chegando às lojas um dia antes. Quem vai ganhar? Buenas, vamos falar um pouco do Vaccines aí embaixo. THE VACCINES – MERECE OU NÃO O HYPE?Ah, nada como começar o novo ano com um novo e bombadíssimo hype, não é? No caso, a bola da vez é o quarteto inglês The Vaccines, formado pelo vocalista e letrista Justin Young, pelo guitarrista Freddie Cowan, pelo baixista Anri Hjorvar e pelo baterista Pete Robertson. O grupo possui apenas sete meses (!) de vida – foi formado em junho de 2010. Tem apenas um single lançado, com duas músicas (fora mais algumas que estão em seu MySpace). E vai lançar seu primeiro álbum, “What Did You Expect From The Vaccines”, no próximo dia 21 de março.Bão, e daê? Daí que não se fala em outra banda na Inglaterra neste momento. E, óbvio, a falação já reverberou também aqui, ao sul do Equador. Da sempre antenada e “festeira” com tudo que é novo, a Popload, ao nosso sempre mais fleumático e precavido colaborador Cristiano Viteck, todo mundo está caindo de amores pelo Vaccines. Foi o chapa Viteck, aliás, que convenceu estas linhas zappers a falar da banda neste primeiro post de 2011.A curta história do quarteto chega a ser prosaica e bizarra. Até montar a banda Justin tinha um projeto dedicado ao folk indie. E assinava como Jay Jay Pistolet. Vem cá: você daria algo por um sujeito chamado Jay Jay Pistolet e que toca indie folk? Nope, claro. Por isso mesmo o tal projeto não deu  em nada e Justin assumiu seu nome verdadeiro. Ele se juntou então ao restante da turma que compõe o line up atual do Vaccines (outro nome que, convenhamos, é também bastante intragável), e o grupo lançou a música “If You Wanna”. O clip da dita cuja estourou no YouTube e começou o falatório em torno da banda. Em pouco tempo a rock press britânica, cada vez mais carente de boas novidades alternativas, “adotou” o Vaccines e começou a bombar o quarteto. Os shows começaram a lotar, mais músicas começaram a pipocar – e a estourar – na web, até o que estrago já estava feito. Em sete meses o conjunto passou de ilustre desconhecido a the next big thing do novíssimo indie rock britânico – e nem tão indie assim: o álbum de estréia deles vai ser lançado pela gigante Columbia Records.A capa do single “Post Break-Up Sex”, do VaccinesÉ uma trajetória que lembra a dos Strokes, há uma década. Mas a semelhança entre os dois termina aí. Musicalmente, The Vaccines é muito diferente do quinteto do vocalista Julian Casablancas. Os ingleses mergulham sua sonoridade em ambiências pós-punk, mas com guitarras mais aceleradas e agressivas, combinadas com algo das melodias de grupos como o Weeding Present. Se é bom? Bien, o primeiro single possui as músicas “Wreckin’ Bar (rarara)” e “Blow It Up”. A primeira é curtíssima e dançante, com guitarras barulhentas e melodia que remete ao punk de grupos como Stiff Little Fingers. A segunda, bem melhor e mais “consistente” musicalmente falando, é mais lenta e presta vassalagem na cara larga ao lado mais sombrio do pós-punk. Mas na real nenhuma das duas é candidata a ser a “salvação” do rock atual. Bem longe disso, aliás.Talvez o blog mude de opinião quando o disco inteiro do Vaccines vier, enfim, à tona. Por enquanto, estas linhas rockers bloggers apenas consideram que está havendo falatório demais e hype demais em torno do Vaccines. A banda é boa. Mas se colocada diante de um Warpaint ou de um Tame Impala, fica comendo poeira tranquilamente. A aguardar, então, seu disco de estréia.Mais sobre o Vaccines, vai lá: www.thevaccines.co.uk VACCINES AÍ EMBAIXONo vídeo que mostra a banda ao vivo, tocando a música “Post Break Up Sex” O FIM DE UMA LOJA DE DISCOS E DE UM BAR DE ROCK – AMBOS MUITO LEGAISTem-se falado muito na web especializada em cultura pop, em sites e blogs, o quanto a noite under paulistana vive “agitada”, “mudando pra melhor”, com “novidades” etc. Mas quando rolam notícias não tão animadoras sobre esta mesma cena, poucos jornalistas, colunistas e blogueiros se atém ou têm a isenção necessária pra informar seu leitorado.Então, o final de 2010 viu, infelizmente, o ano se encerrar com o fechamento de uma das lojas de discos mais bacanas da cidade, a Sensorial Discos. Funcionando numa das galerias da rua 24 de maio (centrão rocker de Sampalândia) há quase uma década, e administrada pelo boa praça e gente finíssima Carlos Rodrigues Costa (o popular Carlinhos, também músico de bandas indies paulistanas como a Fotograma ou o Continental Combo), a Sensorial era especializada em indie rock. E mais do que uma loja de discos, acabou se tornando ponto de encontro de amigos, que ali se reuniam nos finais de tarde para vender, comprar ou trocar discos, além de ficar horas em animados bate-papos sobre música e cultura pop.Zap’n’roll perdeu a conta de quantos cds raros, essenciais e imprescindíveis em qualquer coleção, encontrou por ali. A loja sempre teve uma ótima clientela. Por isso seu fechamento causou um certo espanto em seus frequentadores. Mas o fim da Sensorial talvez seja apenas mais um reflexo destes tempos internéticos, onde a música em sua plataforma física está mesmo condenada à morte inexorável. Fica-se com os arquivos baixados no computador e se mata o romantismo de comprar discos, cds, dvds e cuidar deles com carinho em uma coleção.Para falar sobre o fim da Sensorial, o blog bateu um rápido papo, via msn, com seu ex-dono, o baixista Carlos Costa. Abaixo, os principais trechos da entrevista:  A fachada da finada loja Sensorial Discos: ela vai deixar saudadesZap’n’roll – A Sensorial Discos era um dos pontos mais tradicionais de vendade discos nas galerias localizadas no centro de São Paulo, etrabalhava com um público bem específico, fã do chamado rockalternativo. A loja possuía uma boa clientela, é sabido. Por que vocêentão decidiu fechá-la? Tem a ver com a provável extinção do mercadode música como o conhecemos até hoje, ou seja, com o fim do cd e do dvd?Carlos Costa – Não acredito numa rápida substituição de formato de distribuição demúsica, adoro tê-las como os artistas lançam, fico imaginando aprodução da capa e outras partes do processo de produção, a conversa élonga, resumindo em especial da Sensorial, fechei por questão bempessoal, vendia o suficiente para pensar desde 2007 em manter ou não,quis mudar meu perfil pessoal que se misturava com a loja, estava comproblema de personalidade, rs. Zap – E agora que a loja fechou, quais seus projetos pessoais? Vocêtambém é músico e toca baixo em vários grupos bacanas da cenaalternativa paulistana. Pretende viver de música ou isso não épossível dentro da cena independente?Carlos – Vou cuidar de algumas coisas pessoais, mas as bandas pretendocontinuar indo ensaiar, tocar, gravar mas tem um pequeno retornofinanceiro e viver financeiramente com isso não daria, mas continuartocando já é um grande retorno. Zap – Quanto tempo durou a Sensorial? E você, como músico e lojistaque já foi, como vê o futuro das lojas de discos em um mundo onde todomundo ouve e baixa músicas pela internet?Carlos – A loja foi aberta em 2002 já numa epoca que eu baixava música, não tão fácil como hoje, as pessoas em geral tem um apego grande com a materia, pode ser que diminua muito mais as lojas por aí, mas percebi que aqui no Brasil se o cd fosse mais barato teria uma saída maior ebem representativa, pois eu por exemplo vendi cds para pessoas que baixavam muitos arquivos, mas ainda continuavam comprando, saem muitos discos talvez com isso seja mais fácil para que selecionemos essa materia que arquivaremos em casa, tem muito discos que desisti de ter depois de baixar e ouvindo não gostar, acho desperdicio de espaço os jornalistas falarem tanto sobre quedas de vendas, enquanto isso osmeios de veiculação reproduzem release das mesmas 5 ou 6 bandas. Baixomuita música, como também compro muitos cds, lps e livros. Zap – Se fosse para começar um novo negócio hoje, você abririanovamente uma loja de discos?Carlos – Rs, tenho pensando nisso, o ultimo mês de loja todo mundo que passou ficava espantado com minha notícia, alguns demonstraram que além daquestão da loja gostavam bastante da minha pessoa, mas bola pra frente, não descarto essa opção, gosto de atender o publico como gosto, muito, do contato com cds, lps, livros, conversas sobre música, fui nesse tempo um pouco como terapeuta ouvindo bastante, vendo pessoas se encontrarem em casamentos, filhos, bebidas, brigas, “business”,bandas, amigos tudo circulou nesse tempo pela loja, rs, foi um tempo bom, por enquanto cuido de horta, faço meditação budista 2 vezes por dia, toco alguns de meus velhos instrumentos musicais, façocomida/cuido de 2 filhos alguns dias da semana, vou ao cinema e organizo tanta coisa que acumulei e não aproveitava.——————–E não foi apenas a Sensorial Discos que encerrou atividades. Em dezembro último, sem muito alarde, o CB Bar também fechou suas portas. Localizado no bairro da Barra Funda (zona oeste paulistana), o CB era uma das melhores casas noturnas dedicadas ao rock alternativo em Sampa. Mas vinha perdendo público nos últimos meses. Em entrevista ao blog Lu Riot, ex-gerente e dj da casa e uma das figuras mais conhecidas da noite indie de Sampa, confirma que os tempos estão mesmo “bicudos” para os bares alternativos. “Houve uma grande crise a partir de outubro, devido a queda do dólar e a contratação de muitas bandas estrangeiras pra tocar aqui”, diz Lu. “O povo prefere pagar para ir num festival chulé, que se diz auto-sustentável, pra ver bandas grandes e em condições precárias. Ninguém quer mais pagar pra ver as bandas pequenas ‘daqui’ pois, afinal, elas estão aqui”.O CB durou quase cinco anos e toda a indie scene paulistana e nacional passou pelo seu palco. De Forgotten Boys e Daniel Belleza, de Pública a Vanguart, de Inimitáveis a festivais como o Pib, todo mundo tocou lá. A discotecagem também era sempre ótima (o blog discotecou na casa algumas vezes) e por lá circulavam algumas das xoxotas rockers mais loucas e tesudas da cena alternativa da cidade. E segundo Lu, outro motivo que também levou ao fechamento do bar foi a falta de bons nomes atuais na cena rocker independente nacional. “Existem muitas bandas, mas poucas realmente boas”, enfatiza a dj, que agora está cuidando da programação do bar The Orleans, na Vila Madalena (também na zona oeste de Sampa), e mais voltado ao jazz e ao blues.É isso. Yep, a noite under e a indie scene paulistana continuam agitadas como sempre. Mas todos nós iremos sentir saudades da Sensorial e do CB. Para ambos, a festa terminou antes do que deveria. MAIS UM BBB… E A VIDA DO BLOG, UMA AUTÊNTICA FICÇÃODois assuntos muito diferentes, no mesmo tópico. É pra agilizar a parada aqui, pois este negócio já está ficando gigante.* Todo início de ano é a mesma coisa e todo mundo já sabe: janeiro é mês do nefasto (e ponha nefasto nisso) BBB, na Globo. O autor destas linhas bloggers rockers detesta o programa, isso é sabido por todos que acompanham este espaço virtual. Mas este ano o blog resolveu acompanhar algumas edições do dito cujo, pra tentar entender porque ele desperta tanto interesse e clamor popular. É sempre a mesma coisa: o elenco (ou pelo menos, o grosso dele) é formado por bocetas gostosonas, tatuadas e sem cérebro algum. Geralmente “modelos”, “promoters” ou “produtoras” de alguma imbecilidade. A ala masculina não melhora muito a história: bofes musculosos e também tatuados e com a consistência intelectual de uma ameba. Justiça seja feita: este ano, entre os concorrentes, há um jornalista negro baiano, que aparentemente possui um QI bem acima do restante que está confinado na casa Global. Aliás, se a memória zapper não está falha, a única vez em que alguém realmente com uma formação intelectual e cultural um pouco acima da média faturou o prêmio máximo do programa, foi no ano em que a vitória ficou com o professor gay baiano Jean Willes (é isso mesmo?), um sujeito boa pinta, fã de poesia, articulado verbalmente etc. Depois, foi o desastre de sempre. Na edição 2011 a situação está sensivelmente pior, pois o festival de ignorância que os participantes destilam para todo o país é de uma mega vergonha alheia total. Não bastasse tudo isso a Globo ainda permitiu que role agressão física entre os participantes do BBB. Em tempos em que a sociedade vive mergulhada em crises de violência urbana sem precedentes, é mais um escroto e péssimo exemplo patrocinado pela maior emissora de tv do país. Dá até pra entender porque o jornalista Pedro Bial, um dos melhores e mais cultos profissionais da imprensa brasileira desde sempre, está metido nesta roubada, apresentando o BBB desde que esta lástima foi inventada. Bial seria – ou é – o “verniz” cultural e intelectual que daria – ou dá – uma certa legitmidade ao programa junto aos intelectuais e formadores de opinião – que, claro, odeiam o programa. De resto, quando mais essa edição do BBB chegar ao fim, será o de sempre: algumas das xotaças acéfalas que participaram do programa irão ficar peladas nas páginas de revistas masculinas, algumas terão um hype efêmero, outras voltarão para o limbo de onde nunca deveriam ter almejado sair. O mesmo irá acontecer com os bofes tosqueiras que lá estão. E a vida seguirá em frente. Simples assim.* E sim, a vida do sujeito aqui daria um fantástico livro de ficção, por tudo o que ele já passou em quase meio século de existência. Não é à toa que muita gente já chegou pro zapper abilolado e perguntou: “por que você não escreve um livro da sua vida?”. A “aventura” mais recente foi a volta pra Sampa, após uns dez dias em Macapá (um período onde muitas paradas cabulosas também rolaram, mas que por enquanto não podem ser contadas aqui). Pois Zap’n’roll chegou na capital paulista justo naquela pavorosa segunda-feira onde a metrópole literalmente afundou em água, após ser castigada por um dilúvio gigantesco. Pois então: o sujeito aqui saiu da capital do Amapá às duas e quinze da tarde (horário local) daquela segundona. A previsão era chegar no aeroporto de Guarulhos às nove e meia da noite. Quando o busão aéreo da Gol estava sobrevoando a cidade de Pirassununga (no interior paulista), o comandante soltou a info no sistema de som: o avião teria que ir pro Galeão, no Rio, pois tanto Guarulhos como Congonhas estavam fechados em Sampa, por causa da chuva torrencial. E assim foi. Quase três horas de espera no aeroporto carioca. Até que finalmente o avião conseguiu permissão pra rumar novamente pra Guarulhos. Onde chegou quase duas da manhã! A Gol, após pressão master dos passageiros, disponibilizou táxis pra levar o povo pra casa. Mas estes não conseguiam chegar em Cumbica pois a cidade estava “apenas” com 56 pontos de alagamento. Moral da história: o sujeito aqui conseguiu embarcar em um táxi às cinco da manhã de terça-feira. Às sete, ele estava parado dentro do mesmo táxi, na Marginal Tietê, totalmente bloqueada por conta dos alagamentos. Parecia um cenário de filme de ficção, onde uma cidade acabava de ser bombardeada por alguma arma química. Carros, ônibus, caminhões, todos parados na pista e com os motores desligados. Não houve outra saída: o zapper desesperado pegou sua bolsa de viagem e saiu andando pela Marginal, no meio dos carros parados. Caminhou cerca de um quilômetro, até conseguir chegar a estação Tietê do metrô. Lá embarcou para sua casa, onde chegou às nove da manhã. Pois é. Sempre nos deparamos com este tipo de situação na tv, e jamais imaginamos que algum dia iremos participar de um lance desses de fato. Desta vez Zap’n’roll participou. E não deseja isso pra ninguém, de verdade.* É, a vida do sujeito aqui, por vezes, mistura ficção e realidade. E muito, muito já aconteceu com ele. Viagens longas e cansativas, trepadas malucas na chegada. Sessões de cocaine com affairs loucas, peitudaças e peladas, se deixando filmar batendo siririca na xotaça peluda e cafungando pó… É, muita coisa já aconteceu com o zapper loker. Um dia essa “biografia” virá. Podem ter certeza disso… PICS DA SEMANA  O ano começou bem, no? Na primeira balada rocker fodaça de 2011, Zap’n’roll se acaba na Heineken no clube Outs/SP, ao lado das amigaças e delícias cremosas Ninha e Nathália “Traffica”. E na segunda foto… ela!!! Quem? O tesão chamado Élida Miranda. O blog descobriu a garota no Facebook: 28 aninhos de pura gostosura, e fã de bandas como Forgotten Boys. Ganha fácil o título de musa indie da semanaVÍDEO DA SEMANA Esse foi desenterrado pela “investigadora” e ainda amigona zapper, a Rudja. Mostra a “cobertura” da turma do CQC na festa dos melhores de 2008 do site Zona Punk. Assistam até o final e vejam o que o repórter do programa apronta com Zap’n’roll, hihiO BLOGÃO ZAPPER INDICA* Filme: ainda não pegou uma telona neste início de 2011? Pois a melhor pedida é “Tetro”, o novo longa do gênio Francis Ford Coppola, ainda em cartaz na cidade. Vá antes que ele saia de circuito.* Loja nova: e em tempos de internet e de fechamento da querida Sensorial Discos, os irmãos djs Márcio e Gilberto Custódio resolveram ir na contra-mão. Eles abrem amanhã, com pequena festa para convidados, a Locomotiva Discos, na Galeria Nova Barão, na rua Barão de Itapetininga, centrão de Sampa. Há anos agitando a indie scene paulistana, os irmãos Custódio manjam de rock alternativo e cultura pop pra caralho e deverão agora desempenhar bem também como lojistas. Bora lá, conferir o que vai ter de bom na Locomotiva discos.* Baladas!!! Yes!!! Elas já começam a ferver os findes paulistanos, ainda mais com feriadon do aniversário da cidade, né? Então a esbórnia já começa hoje, quinta-feira, com a festa Generation XX, comanda por Márcio e Gilberto Custódio, lá no Dj Club (alameda Franca, 496, Jardins, zona sul de Sampa).///Já amanhã, sextona em si, tem show do ótimo Cérebro Eletrônico no Auditório Ibirapuera (no parque do mesmo nome, na zona sul de Sampa), a partir da 9 da noite. Depois, você pode emendar com show do The Baggios no projeto Cedo & Sentado, do StudioSP (lá na rua Augusta, 595, centrão rocker de Sampalândia), quando o produtor Bruno Montalvão vai aproveitar e comemorar seu niver.///Sabadão? Tem a volta dos queridos Los Porongas aos palcos da cidade: o quarteto do Acre toca às três da tarde no Sesc Consolação (na rua Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, centro de São Paulo), de grátis! Já à noite tem Velhas Virgens no Inferno Club (rua Augusta, 501, baixo Augusta, claaaaaro).///E na segundona, véspera do feriado em si, tem edição especial da festa Kill City também no Inferno, com discotecagem de Daniel Belleza e uma noite zoada de rock’n’roll. Se você não vai viajar, putaria rocker é o que não falta pra curtir na cidade, uia!E VAMOS LÁ! COMEÇA A DISPUTA SANGRENTA NOVAMENTE!Claaaaaro! Ano novo, novas batalhas pra ver, na faixa, alguns showzaços que vão agitar Sampalândia já no mês que vem. E como sempre, apenas o blogão campeão em promos bacanas é que coloca você, de grátis, dentro da esbórnia. Então vai lá! Manda bala no hfinatti@gmail.com, que entram agora em disputa:* DOIS INGRESSOS para o show do Vampire Weekend, dia 1 de fevereiro, na Via Funchal/SP;* E MAIS DOIS INGRESSOS para o showzaço do LCD Soundsystem, dia 18 de fevereiro, no clube Pacha, também em São Paulo.Por enquanto é isso, mas fica esperto que nas próximas semanas mais promos bacanas irão pintar por aqui.E CHEGA!!!Post gigante pra começar bem 2011. Na real, deu saudade de postar aqui, já estava mais do que na hora. Mesmo com o coração algo tristonho pelo fim de um romance, mesmo com a indignação de vermos que o poder público do país é impotente e que, por conta de sua impotência, morrem mais de 700 pessoas em uma enchente, precisamos seguir em frente e estar aqui, sempre. Este 2011 irá marcar o oitavo ano de existência do blog e, em breve, mudanças bacanas irão rolar por aqui. Enquanto elas não vêm, a gente se despede deixando um beijo na gatíssima Aline de Freitas, que fica mais velha amanhã, sexta. E deixando amor, todo o amor que houver nessa vida, mesmo para quem não nos ama mais, e para aqueles(as) que são frios e que transformam o amor e sua própria vida em uma grande farsa. Até!(enviado por Finatti às 18hs.)