Cage The Elephant, o novo… Nirvana? Nem a pau! Mais: os “Thes” (Pains Being Of Pure At Heart, Drums e National) e uma “festinha” estranha com povo louco e esquisito… (versão final em 02/4/2011)

 O americano Cage The Elephant: emulando o grunge de Seattle, mas sem a mesma categoria de um NirvanaE lá se foi o Zé…Yep, política nem de longe é o foco ou o assunto dominante nestas linhas bloggers dedicadas à cultura pop e ao rock alternativo. Mas não dá pra começar este post sem fazer uma menção, ainda que rápida, ao falecimento do ex-vice presidente Zé Alencar, que partiu desta pra melhor ontem em Sampa, após anos lutando contra o câncer. O blog não vai ficar repetindo aqui toda a ladainha e babação de ovo que reinou ontem na mídia, em favor do mineiro que além de político também era mega empresário. Mas enfim, em um país onde a bandidagem na classe política é regra e não exceção, Zé Alencar talvez tenha sido um dos poucos que podiam servir de exemplo de honestidade e correção em sua atuação política – outro igual a ele seria o sempre querido senador Eduardo Suplicy. Então Zap’n’roll deseja sinceramente que Zé esteja no céu com diamantes, ouvindo uma boa moda de viola mineira e olhando por nós, aqui embaixo. E enquanto não chega a nossa vez de ir ter um lero com o Grande lá em cima, seguimos em frente, né? Ouvindo discos, vendo filmes, lendo livros e curtindo baladas/shows que importam, e que tornam nossa existência menos sacal diante dos problemas cotidianos e diante de um poder público que, no Brasil, ainda inferniza e sacaneia muito mais a população do que traz benefícios a ela. É isso aê, valeu Zé!* Vai no Drums hoje, daqui a pouco, no Studio Emme, em Sampa? A pedida é boa, a banda é legal e tal mas Zap’n’roll desistiu de ir quando foi convidado pra “festinha” que vai rolar também hoje, na madruga, lá na Casa das Caldeiras (um espaço cultural bacanudo, localizado na zona oeste da capital paulista). Festa fechada, apenas pra convidados, pra marcar o lançamento de um guia cultural da cidade de São Paulo. Vai ter show do ótimo Paris Le Rock, open bar a noite toda (jesuis…) e muita gente louca, estranha e esquisita. Se sobreviver à putaria, depois o blog conta como foi.* Pra quem vai no Drums: booooom show, hihi.* E em um dos seus últimos posts, publicados no seu sempre divertido blog na Folha online, mr. André Barcinski rasgou elogios ao show do Iron Maiden que rolou sábado último em Sampalândia. Em linhas gerais Barça defendeu com unhas e dentes a tese de que bandas e shows como o do Iron Maiden têm o poder de ressuscitar a adolescência em nós. Really? Pois estas linhas zappers, que sempre curtem o texto “barcinskiano” (não é segredo pra ninguém: o jornalista e crítico da FolhaSP e o autor deste blog são, digamos, “inimigos cordiais” há séculos. Barcinski não vai muito com a cara do sujeito aqui, zoa sempre que pode com ele, e do nosso lado, o sentimento é recíproco. No entanto André sempre é de uma cordialidade, elegância e diplomacia impecáveis quando o assunto é profissional. Por exemplo: sendo um dos sócios do club Clash, em Sampa, ele nunca negou a este jornalista e blogueiro credenciamento ou convite para qualquer evento em sua casa noturna. Em retribuição, este blog também sempre apoiou e divulgou seus eventos. Atitudes, no final das contas, que fazem com que ambos se respeitem mutuamente no terreno profissional  Mas enfim, voltando ao que interessa…), vão discordar frontalmente, e concluir que ele não foi rigoroso o suficiente para emitir uma opinião mais crítica, sincera e honesta sobre uma banda tão chata, pelega e sem importância nos dias de hoje como é o Iron Maiden. Havia famílias inteiras no show, com tios, pais e até avôs e netos curtindo a velha trupe metaleira? Oh! Que lindo! Fala sério: muito do rock’n’roll vive de nostalgia e de apelar para o instinto nostálgico dos fãs. E isso não é prerrogativa exclusiva das velhuscas e paquidérmicas bandas de heavy metal, como o Iron. O U2 estará em São Paulo na semana que vem. Trata-se de uma banda também com mais de três décadas de existência. Ou seja: muito do público que irá a um dos três concertos programados para o estádio do Morumbi, também será formado por famílias inteiras, com pais, filhos, irmãos, tios, sobrinhos, avôs e netos. Afinal, quem conheceu o U2 quando tinha seus dezoito anos de idade e hoje está com quase cinqüenta, com certeza continua amando a banda de Bono e Cia. porque ela continua musicalmente bastante relevante, e politicamente mais ainda. Uma relevância que a Donzela de Ferro infelizmente não possui mais há séculos. Portanto, querido Barça, essa tese de que “o metal tem o poder de reavivar o adolescente que existe em nós” é defesa canhestra de um gênero que não traz nenhuma contribuição digna de nota ao rock desde mil novecentos e bolinha. Bora ir rever o Teenage Fanclub em maio. No show dos escoceses este blogger já tiozão estará com certeza. E pulando e se emocionando como um adolescente, com muito orgulho, por saber que o TGF continua sim sendo uma banda fodona e de moral/respeito altíssimos junto à crítica e aos seus fãs.* Pois entonces, acabamos já entregando a parada aí em cima. Ao que parece o sagrado e lendário Teenage Fanclub aporta mesmo aqui agora em maio, para um show no Rio e outro em São Paulo. Você, dileto leitor destas linhas bloggers poppers, era um bebê quando eles estiveram aqui pela primeira vez, em 2004, e não foi aos shows que abarrotaram o Sesc Pompéia/SP e emocionaram uma multidão no Curitiba Pop Festival (onde o sujeito aqui assistiu a apresentação da banda ATRÁS do palco, bem próximo a ela, e enlouqueceu de felicidade, óbvio)? Pois então agora se prepare, prepare os lenços e as lágrimas e nem pense em perder a gig dos gênios maiores do indie guitar power pop sublime. Assim que rolarem mais detalhes e infos sobre as apresentações, elas serão postadas aqui, pode esperar.* Teenage Fanclub e Primal Scream, ambos em maio. Será? Será???IMAGEM DA SEMANA – Bono Vox e The Edge dançando tango em um bar em Buenos Aires. Que meigo, rsrs. Semana que vem é a vez de Sampa curtir os showzaços do U2 (esta sim, uma banda ainda mega relevante no rock mundial)(foto: agências internacionais)* Miss Larissa Riquelme, aquele bocetaço paraguaio, deu (ops!) uma entrevista mega simpática ontem no programa do Jô. Lá pelas tantas, discorrendo sobre formas e curvas femininas, ela concordou com o apresentador: “não gosto de magrelas. Mulher gostosa tem que ser mulherzão, com pernão, tetão e bundão”.Esse bocetaço paraguaio esteve ontem no programa do Jô, defendendo o argumento de que mulher gostosa é aquela que tem bundão, peitão e pernão. Ela está certíssima!* O blog concorda total com a afirmação. Tanto que suas maiores paixões sempre foram assim: cavaludas em todos os aspectos, rsrs. Inclusive na xota peluda e larga, como tinha uma das últimas grandes paixões do zapper fã de bvocetões.* Bien, chega de bobagem, rsrs. Há dois discos comentados aí embaixo, ambos os segundos trabalhos das respectivas bandas. Um é sensacional, o outro… enfim, dá uma lida aê.CAGE THE ELEPHANT, O NOVO NIRVANA? SÓ SE FOR EM MARTE…O quinteto americano Cage The Elephant já existe há quatro anos – portanto, não é nenhum “noviço” da atual cena rocker planetária. E nestes tempos velozes da web, onde bandas surgem e desaparecem aos zilhões diariamente, o grupo formado pelo vocalista, compositor e letrista Matthew Shultz, pelo seu irmão Brad e por Lincoln Parish nas guitarras, mais Daniel Tichenor no baixo e Jared Champion na batera, já pode ser considerado como um semi-veterano da nova cena americana. Até aí, nada demais. O que espanta é saber que o segundo álbum da banda, “Thank You, Happy Birthday”, lançado em janeiro passado, de repente começou a bombar na mídia gringa, na web e até em vendas em sua velha plataforma física (algo raro nos dias atuais), no Reino Unido (onde o conjunto reside hoje, apesar de ter sido formado no outro lado do Atlântico) e nos EUA. O falatório lá, óbvio, reverberou aqui também. E já há quem chame o grupo de “o novo Nirvana”, devido à similitude de sua sonoridade com o lendário e sagrado grunge de Seattle nos 90’. Exagero maior nessa comparação, impossível.Tudo começou em 2006, quando os integrantes do grupo estudavam todos juntos no ensino médio em um colégio na cidade de Bowling Green, um buraco qualquer localizado no Estado do Kentucky, nos Estados Unidos. Depois, o de sempre: ensaios nas garagens, showzinhos aqui e ali, até que pintou uma oportunidade de se apresentar no célebre South By SouthWest em Austin, em 2007. Boa repercussão no festival que mostra as novidades do novo e emergente rock alternativo para o mundo, e o grupo partiu para o lançamento de seu primeiro disco, homônimo, no ano seguinte. A repercussão do dito cujo: de quase nenhuma para média.Tanto que a banda levou três anos para lançar este “Thank You, Happy Birthday”, que saiu lá fora em 11 de janeiro último. Na boa, é um mistério entender porque o CTE, de repente e do nada, começou a ganhar ultra atenção da rock press e do público. O álbum é fodão? Nope. É bom, ao menos? Em alguns momentos, apenas. Em sua inconstância estética (o que nem é um demérito, afinal discos muito iguais e lineares do início ao fim costumam ser bem sacais), o quinteto atira em várias direções, vai do barulho e da estridência grunge ao bucolismo, não deixando de deambular por ruídos eletrônicos. Isso causa desconforto e estranhamento no ouvinte, principalmente em uma faixa que é até bacana, como “Always Something”, que abre o cd e possui melodia até algo dançante. Mas aí vem “Aberdeen” (pagação de pau pra Kurt Cobain e o Nirvana?), e a gritaria desafinada de Matthew entra em cena, acompanhada providencialmente por um rolo compressor instrumental, que remete aos tempos de Seattle quando Soundgarden, Tad e Screaming Trees dominavam o mundo. Poderia ser bem legal mas não é, porque: a) o vocal de Matthew Shultz se torna irritante em função de sua inflexão aguda e desafinada; b) o “barulho” e como “Indy Kidz”, “Shake Me Down” (esta, o primeiro single do cd) e “2024”, tentam emular a sonoridade do Nirvana no clássico “Bleach” (na fórmula que conseguiu unir heavy rock com melodias radiofônicas e acento pop), mas o resultado fica muito aquém porque falta talento suficiente ao Cage The Elephant para conseguir o mesmo resultado.Há três grandes momentos em “Thank You…”: em “Right Before My Eyes”, em “Around My Head” e na extensa “Flow”, com mais de sete minutos e que fecha o disco, dividida em duas partes. São canções lentas, de acento melancólico, tramadas com violões e onde o vocal de Matthew soa bem mais confortável aos ouvidos do que quando ele está berrando. Não, o sujeito aqui não está ficando tiozão demais para ouvir barulho. Zap’n’roll gosta de barulho, e muito, desde que ele seja realmente bem construído, estilisticamente falando. Infelizmente não é o caso do CTE.O segundo trabalho deles, como foi dito mais acima, está vendendo muito na Inglaterra e nos EUA. A mídia está em cima e os shows já começaram a se tornar disputados. Mas nada disso impede que, em uma comparação fria e justa, o Cage The Elephant perca looooonge para o Nirvana e a turma do grunge dos 90’, em termos de qualidade musical. Se quiser que seu grupo seja algo mais além do que um hype passageiro, Matthews Shultz deveria investir em composições suaves e plácidas, que é onde seu vocal se dá melhor. Mas aí a decisão é da banda. Quem somos nós pra querer mudar o destino dela?O NOVO DO THE PAINS OF BEING PURE AT HEART – POWER POP LINDÃO E FODAÇOOs fofíssimos The Pains of  Being Pure At Heart: a banda power pop mais legal do mundo, hoje?Fato indiscutível: não existe no pop/rock americano atual, banda mais fofa, meiga e bacana do que a The Pains of Being Pure at Heart. Ela mesma, aquele quarteto que surgiu em Nova York há quatro anos, que lançou um incrível álbum de estréia homônimo em 2009 (e que foi comentado por estas linhas rockers online na época), e que agora está de volta com “Belong”, que saiu oficialmente anteontem nos EUA e Inglaterra, mas que já circula lindo, bonito e joiado há algumas semanas pela web.O TPBH não mudou nada em relação ao seu primeiro trabalho – e isso é ótimo. Tirando o já veterano Interpol, talvez não exista banda americana mais inglesa do que o agora quinteto formado por Kip Berman (vocais e guitarras), Peggy Wang (teclados e vocais). Christoph Hochheim(guitarras), Alex Naidus (baixo) e Kurt Feldman (bateria). O The Pains… continua exalando lirismo power pop em abundância em suas canções repletas de guitarras shoegazer, e em melodias dançantes mas lindamente tristonhas. É como, de verdade, se todos nós estivéssemos em Londres por volta de 1989/1992 (lá se vão vinte anos…), ouvindo fartas doses de Ride, Teenage Fanclub e My Bloody Valentine.Impossível ficar imune e não se encantar/apaixonar por músicas como a faixa-título (que abre o cd com guitarras estridentes amalgamadas com uma melodia de partir até o mais duro coração), ou ainda jóias power pop como “Heaven’s Gonna Happen Now”, “The Body”, “Even In Dreams” ou o belo fecho com “Strange”. Tudo parece perfeito no mundo musical da banda: as canções redondas, os vocais suaves, vaporosos, anasalados e meigos de Kip e Peggy, o lirismo retrô (mas não saudosista) etc, etc.Não saiu aqui e nem deverá sair, mas quem se importa com isso quando se tem um PC com internet à mão? Pode correr atrás dele: “Belong” já tem lugar garantido entre os melhores discos de rock de 2011.Mais sobre o grupo, vai lá: http://www.thepainsofbeingpureatheart.com/O TRACK LIST DE “BELONG”1. “Belong” – 4:212. “Heaven’s Gonna Happen Now” – 3:543. “Heart in Your Heartbreak” – 3:454. “The Body” – 3:545. “Anne with an E” – 4:086. “Even in Dreams” – 4:247. “My Terrible Friend” – 3:118. “Girl of 1,000 Dreams” – 2:499. “Too Tough” – 4:3210. “Strange” – 4:22——————–SAIDEIRAS JÁ NO SABADÓN* Foi maus aê. O complemento deste post chega já na tarde de sábado, porque a enfiação de pé na lama (em álcool etc) anteontem, na Casa das Caldeiras (em Sampa), durante a festa de lançamento do guia cultural MadMag, foi grotesca, rsrs. O guia é bem bom (mais sobre ele aí embaixo, nas indicações zappers), o show do Paris Le Rock foi ótimo como sempre (a vocalista Lia Paris, como sempre, dando show nos vocais e no visual hot) e ontem o autor destas linhas bloggers rockers se viu literalmente fora de combate, uia! Mas já estamos prontos pra outra – no caso, cair no baixo Augusta hoje à noite, no Beco 203, para ver o show dos Forgotten Boys.* Sério que ninguém sabia que o Jair Bolsonaro é imbecil, estúpido, reacionário, moralista babaca, homofóbico, racista e conservador ao extremo? E qual o motivo da gritaria por ele ser tudo isso? Se o sujeito está lá, ocupando uma vaga de deputado, é porque uma parcela da população pensa igualzinho a ele e votou no sujeito. Essa é a lógica no Brasil, um país que pratica sim racismo cordial e que o grosso do populacho, em pleno século XXI, ainda é extremamente igmorante e eivado de preconceitos de toda espécie. Infelizmente. Então, não adianta chiar depois que um bronco desses vomita asneira em público. Pense nisso antes de votar em figuras como ele, Tiririca etc.* Enquanto aqui vamos de Iron Maiden (que tocou ontem em Belém) e Ozzy Gagasbourne (fazendo sua gritaria hoje à noite em Sampa), os chilenos vão estremecer ao som da edição deles do Lollapalooza. Vai rolar muuuuita coisa bacana por lá e o blog estará fazendo a cobertura do festival, através dos enviados especiais Philiipe Brito e Laís Eiras (uma mineirinha que, além de ser uma delicinha cremosa, ainda é uma super jornalista rocker e dileta amiga zapper, hehe).* Aliás, segundo resenha publicada ontem no caderno Ilustrada, da FolhaSP, o show do Gagasbourne em Porto Alegre foi ótimo. Detalhe: o texto é assinado pelo eterno rotundo Thales de Menezes. Que viajou a Poa a convite da produtora da turnê, a T4F. Huuum…O BLOG ZAPPER INDICA* Discos: o novo do The Pains Of Being Pure At Heart, doce, melancólico e com guitarras ardidas e estridentes, como só os shoegazers ingleses dos 90’ sabiam ser.* Filme: a nova versão de “O retrato de Dorian Gray”, a obra imortal de Oscar Wilde (e o livro da vida do autor dete blog, inclusive).* Livro: “Retrato de um viciado quando jovem”, que a Cia Das Letras acaba de lançar no Brasil, é uma cacetada. Conta a história – real – de Bill Clegg, um bem-sucedido agente literário americano, que se vicia em crack e desce aos infernos do consumo da droga mais bastarda que existe (na verdade, a única droga que Zap’n’roll detesta, por já ter tido experiências horrendas com ela, anos atrás). Escrito em tom memorial pelo próprio Clegg, o livro é de uma crueza narrativa, de um distanciamento moral e de uma qualidade textual que impressionam. Tanto que ele está bombado nos EUA. “…Já bebi a garrafinha de vinho branco, as duas cervejas e as duas garrafinhas de vodca do frigobar, quando me dou conta de que preciso voltar ao aeroporto para pegar o avião. Como ainda há uma boa quantidade de droga no cinzeiro, me pergunto se devo ir mesmo (…) É uma da manhã e eu tenho uma pilha espetacular de crack no pequeno cinzeiro sobre a mesa de cabeceira. É a maior quantidade que já comprei sozinho e sei que vou fumar cada pedrinha. Meu coração está aos pulos, meus dedos estão queimados e encho meus pulmões de fumaça”. É isso: uma versão contemporânea de outro clássico da literatura junky, “Eu, Christianne F., 13 anos, drogada e prostutuída”. E é foda, literalmente. Muito foda.O livro escrito por Bill Clegg: descida ao inferno do crack* Blogs mega legais: a francesa linda de Macapá, Rudja Catrine, ex-girlfriend do zapper eternamente apaixonado por ela, continua ninja em cultura pop. Trabalhando na produção do programa musical local Interferência, Rudja enviou pra este espaço online uma lista enooooorme de blogs musicais e de cultura pop da hora. Muitos deles bem desconhecidos do grande público leitor da web, mas que possuem um acervo discográfico pra ser baixado que pode enlouquecer qualquer fã de rock’n’roll. Da grande lista o zapper já adicionou cinco aos seus favoritos: Rock Town (http://rocktowndownloads.blogspot.com/ ), Rock Polar (http://rockpolar.blogspot.com/ ), Bandas du Brasil (http://bandasdubrasil.blogspot.com/  ), Made in Brazil (://www.madeinbrazill.blogspot.com/  ), e Audiogramas (http://audiogramas.blogspot.com/ ). Dê uma olhada e morra de tanto baixar discos ultra bacanas.* Baladas!!! Já é sabadão à tarde, e à noite a parade promete esquentar no circuito indie paulistano. E o rolê começa cedo, às oito da noite, quando o Jardim das Horas toca no Museu da Imagem e do Som (avenida Europa, 160, Jardins, zona sul de São Paulo). Depois, na madruga mesmo, tem mais uma edição da festa Pop&Wave no Inferno (rua Augusta, 501), show do Sapo Banjo na Outs (no 486 da mesma Augusta) e os Forgotten Boys lançando seu novo disco no novo e badalado Beco203 (também na Augusta, colado no StudioSP).///E sim! Terça-feira próxima tem mais uma Noite Fora do Eixo no StudioSP, com show dos novos nomes do pop paraense, como a muito comentada Gabi Amarantos. Um pouco antes, tem showzaço do grande The National no Citibank Hall (alameda dos Jamaris, 303, Moema, zona sul de Sampa) e neste Zap’n’roll vai com certeza.///E, ufa!, na quarta-feira tem Human League na Via Funchal, né? aliás, falando nisso…SORRIA! VOCÊ VAI VER HUMAN LEAGUE POR CONTA DO BLOG!Quem? Esses dois sortudos aí embaixo:* Júlio Cezar Ruffino e Andressa Marra Santos, ambos de São Paulo.E tem mais, o kit com CDs bacanas de nomes idem da indie scene nacional, e que fica com:* Solange Fosco Santos, de Florianópolis/SCTudo certo? Beleusma então. Logo menos vão pintar mais uns premiozinhos legais por aqui, guenta 15!E CHEGA!!!Deixando beijos na Cris doidona, na Eliane Lunetta, na Dri e no Vandré, o blog se vai. Semana que vem tem mais por aqui. Bye!(finalizado por Finatti em 02/4/2011, às 15hs.)

Algumas deusas, como PJ Harvey, são eternas (plus: Restart falando merda, o genial Jair Naves e mais algumas coisinhas…)

Magra, linda, tesuda, louca, inteligente e fodona: PJ Harvey está de voltaA madrugada, sempre amiga e reflexiva.É assim, numa madruga quieta, solitária, pensativa e ao som de “Let England Shake”, novo discaço da inglesa PJ Harvey, que o sujeito que escreve estas linhas rockers online há oito anos (muito tempo, tempo demais nesses tempos velozes e tão voláteis, volúveis e descartáveis da web), vai esboçando as idéias, palavras, frases, conceitos e infos que irão compor este post. E cada novo post do blog é sempre uma surpresa e uma aventura até mesmo para quem o escreve. Há semanas em que nada acontece no mondo e na cultura pop e no rock alternativo; em outras, tudo acontece de uma vez. É aí que assuntos programados para virar assunto na Zap’n’roll acabam postergados para o post seguinte. Tem sido assim com o novo disco da PJ: Zap’n’roll quer falar dele há pelo menos duas semanas (e considera um crime o fato de o álbum ter sido lançado há um mês na Inglaterra e, até agora, nenhum blog fodão brazuca especializado em rock ou cultura pop, ter se dignificado a falar dele. E não apenas blogs, mas qualquer espaço midiático, físico ou virtual, em nenhum lugar saiu nada sobre o cd), mas aí vieram o novo trabalho dos Strokes, a estréia dos Vaccines e o comentário sobre Polly Jean ia sendo adiado. Até que o zapper sentimental, ao ouvir o álbum pela milésima vez, se deu conta de que além de ser um disco belíssimo, como raramente se vê/ouve hoje em dia, a inglesa também foi a responsável pela trilha sonora de fatos ultra marcantes na vida do autor destas linhas bloggers rockers na última década e meia – como sempre, fatos pontuados por muito sexo e muitas drogas. Fora que, como o blog já defendeu aqui zilhões de vezes, grandes discos sempre devem ser comentados, não importa há quanto tempo foram lançados. Então hoje, neste post (que também vai recordar o grande grupo da história do shoegazer britânico, o Ride) e com todas as honras, PJ Harvey é o assunto principal. Afinal, algumas deusas irão reinar perenes em nossas almas e corações, mesmo que um dia não estejam mais neste mundo ou gravando discos.* E olha só que demais: a assessoria de imprensa da Virada Cultural 2011 acaba de confirmar as datas e horários dos shows da lenda Superchunk no evento. O quarteto americano, um ícone do indie guitar dos 90’, toca em Mogi das Cruzes dia 14 de maio, sábado, à meia-noite. No dia 15, domingo, às cinco da tarde, será a vez de Sorocaba. Bora pra assistir um dos dois – ou os dois, hehe.O quarteto americano Superchunk: uma lenda do indie guitar 90′ de volta ao Brasil* Mais uma aberração em forma de preconceito, disparada pelos imbecis que tocam naquela idiotice adolescente chamada Restart. O grupo está embarcando para alguns shows pela região Norte do país (haverá apresentações, entre outras cidades, em Manaus e Macapá). E antes de voar pra lá, um dos músicos da banda disparou em seu Twitter: “existe civilização na Amazônia?”. Depois dessa, os fãs do Norte do quarteto deveriam mandar o mesmo tomar no cu e boicotar total os shows. Mas fã que é fã agüenta tudo de seu ídolo, né?O boçal Restart e suas merdas: existe civilização na Amazônia?* Hum… iríamos falar aqui, nas notas iniciais, um pouco do Ride, recordando momentos do talvez maior nome da história do shoegazer inglês dos 90’. Mas este post tomou um tamanho absurdo (como há tempos não acontecia), então fica pra semana que vem, promessa.* E, sim, os novos programas da MTV (Big Audio com o Chuck, Na Brasa com o hina e Goo, com a Gaia) são beeeeem legais. Muita informação, apresentação esperta e novos Vjs deram um novo gás pra emissora, que andava bem capenga. Vamos torcer pra que continue assim.* Iron Maiden neste sábado em Sampalândia. Jesuis… alguém vai ter coragem, ainda?* Lyz Taylor se foi. RIP, diva maior de nossos sonhos e desejos cinéfilos platônicos.* Mas quem ainda bem viva – e como – é outra deusa, que atende pelo nome de PJ Harvey. O blog fala dela aí embaixo. Leia e entenda porque essa mulher é fodástica. UMA DEUSA PARA SEMPRE NO INDIE ROCK QUE IMPORTACom quantos hypes efêmeros se constroem e se destroem carreiras no rock’n’roll atual, alimentado e devorado pela hiper velocidade/superficialidade informativa da internet, que serve música a quem quiser ouvir com a fúria descartável e devastadora de uma refeição fast food? E, dentro deste mesmo panorama opressivo de informação musical descartável em excesso, com quantas obras magníficas e sólidas, relevantes e imprescindíveis aos ouvidos, se pavimenta uma trajetória duradoura, quase perene? A inglesa Polly Jean Harvey, do alto dos seus quarenta e um anos de idade, sabe muito bem a resposta para ambas as questões. Ela lançou há pouco mais de um mês, na Inglaterra, seu décimo álbum de estúdio em quase duas décadas de carreira. “Let England Shake”, o disco em questão, e que ainda não tem previsão de lançamento no Brasil (o que nada significa hoje em dia: ele está fácil na web, para ser baixado), é daquelas obras que dificilmente se ouvem nos tempos atuais: um álbum de beleza imensurável, avassaladora e assustadora, com musicalidade refinada e ambígua, estranha e complexa, emoldurando um vocal invariavelmente reflexivo e melancólico, que canta letras sobre desencanto e desilusão, amor e separação, solidão e dor, reconquista e perda. É, numa definição bem simples e, hã, popularesca, um disco foda. Seríssimo candidato a álbum de 2011.Quem não é tão popular atualmente (em termos mercadológicos, vale frisar) e está longe do olho do furacão do hype atual, é a própria PJ Harvey – de resto, uma das vozes rockers femininas mais amadas e admiradas por estas linhas zappers desde sempre. E daí? Foda-se. Polly Jean, que está sob contrato do selo Island Records desde que lançou seu primeiro disco (o hoje clássico “Dry”, editado em 1992), se tornou uma espécie de “grife” para a sua gravadora – mal comparando, algo como o que mano Caetano representa para a Universal Music, no Brasil. Ou seja: ela não vende muito, se comparada a gigantes da música pop e do rock; mas a moral e o respeito que sua obra e seu nome impõem dão uma “credibilidade” à Island que a marca não consegue ter com outros nomes de seu cast, mesmo que sejam campeões de vendagem. Aliás, falar em “Dry” e em “Rid Of Me” (seu segundo disco, lançado um ano depois do primeiro) é remontar a um passado quase punkster de PJ: jovem ainda, cheia de garra, energia e idéias contundentes mas ainda mezzo confusas, a cantora concebeu dois discos crus em sua forma e execução, onde a distorção das guitarras contaminava as melodias quase em seu todo. Foi nessa época, inclusive, que Zap’n’roll travou seus primeiros contatos com a música da inglesa. Recém-separado de sua ex-esposa e dividindo apê com o até hoje big friend Phillipe Brito, na avenida 9 de julho (centrão bravíssimo e rocker de Sampalândia), o jornalista quase trintão e que fazia frilas para alguns veículos (após passar três anos na editoria de cultura da revista Istoé), vivia entorpecido em nuvens de álcool e cocaine, sempre buscando um alento e uma novidade rocker que desse novo ânimo ao seu espírito – isso em um tempo em que não havia internet (ou quando ela ainda estava engatinhando) e a MTV havia começado há pouco suas atividades no país. Foi quando, em uma noite, Phillipe chegou no apê com o cd de “Rid Of Me”, que ele havia comprado. Foi paixão fulminante e amor à primeira audição do zapper doidão pela inglesa louca, magra, estranha e tesuda.A cantora e compositora, nas sessões de estúdio do novo discoA paixão pelo trabalho de PJ se consolidou de vez quando ela lançou seu terceiro disco, “To Bring You My Love”, em 1995. Era um trabalho muuuuuito diferente dos dois primeiros álbuns: uma capa que mostrava a cantora deitada, vestida de vermelho e com os cabelos em desalinho. O som do cd (produzido por Flood e pelo músico e eventual parceiro de cama dela, John Parish) rompia absurdamente com o barulho e o caos melódico de “Dry” e seu sucessor imediato. De repente, Polly Jean se mostrava introspectiva e reflexiva, calma e melancólica, cantando músicas bucólicas adornadas por cordas e conduzidas por violões suaves. Um discaço enfim, como todos os outros que ela gravaria em seguida. E um discaço que serviu de trilha para fodas inesquecíveis e para a paixão enlouquecedora que o sujeito aqui teve por Lara – mas isso está contado melhor logo mais aí embaixo…De lá pra cá, PJ Harvey se tornou uma gigante do grande rock alternativo britânico. Continuou lançando discos excepcionais (como o penúltimo, “White Chalk”, editado em 2007 e que é um contundente compêndio de canções que falam da destruição emocional de um ser humano; nele a cantora e compositora se aventurou no piano, instrumento que ela não dominava mas no qual Harvey concebeu poesia musical em estado bruto. Trata-se de um dos grandes discos do rock inglês dos anos 2000), chegou a tocar no Brasil – no Tim Festival de 2004, em noite memorável que também teve apresentações arrasadoras do Primal Scream e, vá lá, do já então combalido Libertines, sendo que Zap’n’roll estava presente, óbvio, ao lado dos amigos Adriana Ribeiro e Rodrigo Araújo – e foi se afastando do hype que lança e devora artistas fast food diariamente no rock planetário atual, até chegar ao ponto de lançar uma obra-prima como este “Let England Shake” e ninguém dar bola pro dito cujo.Ninguém dar bola aqui, bem entendido, no país que ama Restart (essa banda imbecil, que vai fazer shows pela região Norte, o que fez um de seus integrantes disparar no Twitter: existe civilização na Amazônia? Fikadika para o pessoal de Manaus e Macapá, duas das capitais onde esses otários irão tocar: dêem um foda-se pro grupo e não compareçam ao show desse quarteto babaca, ignorante e preconceituoso). Lá fora a recepção ao disco pela musical press foi consagradora: quatro estrelas no Allmusic, na Uncut, cinco (nota máxima) no The Guardian, nota 8 no Pitchforkmedia e 10 na NME. Precisa mais?E é mesmo um disco matador, no melhor sentido do termo. PJ disse em entrevistas que se inspirou na poesia de T.S. Eliot e na obra dos Doors e do Velvet Underground para conceber as músicas do álbum, que abre com a estranha mas envolvente faixa-título, onde ela volta a tocar piano mas retoma o contato com a guitarra. Mas quando nos deparamos com “The Glorious Land”, o primeiro single do disco (e a canção preferida do trabalho, pelo autor destas linhas online), é que nos damos conta do que é a nova obra da inglesa: o som de uma corneta fazendo o chamado para uma batalha imaginária se imiscui em uma melodia onírica e dramática a um só tempo, onde guitarras, violões, harpas e cordas dialogam com a interpretação intensa e estóica de Polly Jean, que canta a alegria e a dor de uma conquista sangrenta em uma terra abstrata. Tem mais: “The Words That Maketh Murder” (o outro single do álbum) e seus jogos vocais e sopros e pianos tornando a canção ainda mais hipnótica; a harpa e o vocal algo sinistro de “England”, a bateria marcial e a guitarra noise e distorcida em “In The Dark Places” (que ela canta acompanhada por John Parish, que mais uma vez produziu PJ, juntamente com Flood e Mick Harvey, que já tocou com Nick Cave, outro que também já comeu a cobiçada xoxota de miss Polly Jean), o piano e a tristeza contida em “Hanging In The Wire”, e a quase alegria que ecoa na algo gospel “Written On The Forehead”. Carajos, que disco, porra!A moral de PJ Harvey com a imprensa, fãs e sua própria gravadora é tanta que a Island financiou a gravação de doze pequenos filmes, cada um ilustrando uma faixa de “Let England Shake”. Todos eles – já postados no YouTube – possuem fotografia belíssima e imagens aleatórias mas que de alguma forma estão vinculadas à letra de cada música. Harvey aparece pouco neles, geralmente no começo e no fim do clipe pois o que fala mais alto, além das imagens, é mesmo sua música, sua voz e suas interpretações. Destes doze pequenos filmes, o blog selecionou dois que você vê logo mais aí embaixo. De resto, o novo disco de PJ Harvey, vergonhosamente ignorado pela “intelligentsia rocker” da musical press brazuca, está aí, para deixar bem claro de que algumas obras serão eternas na história do rock’n’roll. Eternas como as deusas que as criaram.* Mais sobre PJ Harvey? Vai lá: www.pjharvey,net* A deusa inglesa pode ser ignorada aqui. Mas está com a agenda de shows fechada até setembro deste ano, incluso aí várias datas já sold out pelos EUA (onde ela também vai se apresentar no gigante festival Coachella, dia 17 de abril), e passagens pelos principais festivais europeus (Primavera Sound, Ilha de Wight etc.)* LARA, A OUTRA DEUSA QUE FODIA (E CAFUNGAVA) AO SOM DE PJ HARVEY  –   A existência humana tem dessas passagens inesquecíveis e mega prazerosas. Em 1995 (lá se vão dezesseis anos…) Zap’n’roll era um jornalista trintão e já calejado na estrada rocker e nos meandros da mídia de cultura pop. Solteiro (havia se separado três anos antes de seu único casamento até hoje), repórter de música da revista Interview e eventual colaborador do caderno de variedades do diário paulistano Jornal da Tarde e morando sozinho em uma kit podre – porém frequentadíssima – na avenida 9 de julho, o sujeito vivia mergulhado em excessos: cocaína aos montes, álcool idem, trepadas com bocetas loucas e devassas ao extremo, em profusão. Afinal, toda xoxota rocker e maluca queria cheirar e dar pra um sujeito que era jornalista, culto, solteiro e que morava sozinho em um cafofo onde ele dormia no em um colchão no chão, onde sequer havia TV, mas havia uma mesa de trabalho (com uma velha máquina de escrever, onde as matérias eram redigidas) e, como uma amiga zapper bem observou uma vez, “havia no apê do Finatti uma estande de aço com um aparelho de som fodão, e todos os discos e livros que um ser humano precisava ouvir e ler em sua vida”. Era o grande orgulho do autor deste blog, que mantinha uma paixão avassaladora pela inglesa PJ Harvey, principalmente após ela lançar o lindaço “To Bring You My Love”. Até que um dia o jornalista foi até um estúdio de gravação na zona oeste de Sampa, para entrevistar a então bombada banda electro/metal Pus (yep, o nome era esse mesmo, abreviação para “Porrada Ultra Suicida”), que havia se tornado algo “cult” no circuito alternativo descolado de Sampa. A matéria era um frila para o JT e quando chegou ao estúdio, o sujeito aqui foi recebido por um bocetaço moreno, vestida toda de preto (calça justa e blusa idem, delineando peitões suculentos), longos cabelos e que trampava no local como auxiliar técnica, apesar da pouca idade. Claaaaaro que o jornalista trintão ficou instigadíssimo pela figura, mas manteve sua “elegância” profissional pois estava ali a trabalho. Finda a entrevista e enquanto aguardava um táxi para ir embora, começou a papear com a morena do inferno – no ótimo sentido do termo. Falou-se de tudo e, principalmente, de música, óbvio. E descobriu-se uma grande afinidade entre ambos: a paixão por PJ Harvey. O táxi chegou e Lara (o nome dela, aqui com a grafia levemente alterada, pra evitar futuros problemas judiciais, rsrs), não se incomodou quando o jornalista rocker e já cheio de más intenções pediu seu telefone. “Anota e me liga”, disse ela. Não deu outra: na noite seguinte era folga de Lara no trampo do estúdio e Zap’n’roll ligou para a garota, que tinha então vinte e dois anos de idade. Duas horas de papo por telefone e veio o convite do jornalista sempre afoito e já apaixonado: “vem pra cá!”. Lara foi. Morava na Pompéia e chegou na kit da 9 de julho cerca de 40 minutos depois. Foi uma noite inesquecível, de fodas ininterruptas tendo como trilha sonora PJ Harvey e outros discos. No intervalo de uma das trepadas, vendo aquele rosto tesudo se desmanchando em fogo e fúria, os peitos enormes sendo esfregados na cara do sujeito aqui e uma xota linda e peluda devorando o pinto do jornalista, ele não se conteve e perguntou: “mas por que eu consegui?”. Ela: “porque você, além de inteligente e tal, foi o único sujeito até hoje que entrou naquele estúdio e não me cantou”. A paixão foi fulminante e poderia ter dado em… casamento. Lara era louca, inteligente, trepava como uma puta ordinária no cio e também… adorava aspirar fileiras de pó – ambos cheiraram muuuuuito padê em uma noite, quando foram a um show dos Titãs no ginásio do Ibirapuera, quando o grupo estava lançando seu álbum “Domingo”. Mas como sempre a ansiedade, a carência e a urgência típica dos sagitarianos pôs tudo a perder: a menina havia acabado de sair de um relacionamento tenso, onde havia sido sufocada por um namorado adolescente mega ciumento e agressivo. Ela queria algo tranqüilo naquele momento. E o autor destas linhas online era tudo naquela época (ainda jovem, charmoso, conhecido como jornalista etc), menos tranqüilo. E era mega carente, como é até hoje. Começaram as cobranças, as pressões por ficar mais tempo junto com a garota (ao mesmo tempo em que “pai” André Pomba aconselhava: “Finatti, tenta se controlar e sufocar menos a figura, senão você vai dançar e perdê-la”. Não deu outra…) etc. Até que um dia Lara disse que não queria mais. Zap’n’roll ainda a encontrou no réveillon daquele ano, deu de presente a ela um single importado da PJ Harvey, ganhou um bolo de chocolate de presente da linda morena, e nunca mais a viu. Foi uma das grandes paixões da vida deste blogger emotivo, assim como foram também Vanessa, Tânia e Rudja. Todas paixões sempre motivadas por grandes trilhas rockers. Como foi a paixão por Lara, que rolou louca e breve, ao som de Polly Jean Harvey.O TRACK LIST DE “LET ENGLAND SHAKE”“Let England Shake” “The Last Living Rose” “The Glorious Land” “The Words That Maketh Murder” “All and Everyone” “On Battleship Hill” “England” “In the Dark Places” “Bitter Branches” “Hanging in the Wire” “Written on the Forehead” “The Colour of the Earth” São Paulo, Tim Festival de 2004: Zap’n’roll (atentem pro cabelo pintado de vermelho do figura, rsrs) eufórico, cercado pelos amigos Adriana Ribeiro e Rodrigo Araújo, após o showzaço da PJ Harvey, e esperando o loucaço Primal Scream entrar no palco* Este texto sobre Polly Jean Harvey vai para as queridaças Adrianas Ribeiro e Cristina, e também para a Cris Mamusca, do bar Simplão. Amor e rock’n’roll pra vocês três, sempre!PJ HARVEY AÍ EMBAIXONos filmes promocionais para “Glorious Land” e “Let England Shake” ——————–O BLOG ZAPPER INDICA* Discos: pencas de álbuns bacanas circulando pela web esta semana e também nas lojas, no velho formato físico do cd. A estréia dos Vaccines tá aí. Tem também o novo da Polly Jean Harvey (que o blog comenta sem falta semana que vem, promessa!) e dois nacionais fodásticos: “Sociedade do Crivo Mútuo”, do mineiro Transmissor (na verdade, o disco já saiu há dois anos e eles estão pra lançar seu novo trabalho, mas o álbum é tão bonito em suas nuances musicais bucólicas que se você ainda não ouviu, deve ir atrás correndo), e “Araguari”, a estréia solo de Jair Naves, ex-Ludovic, outro que o blog deixa pra comentar melhor semana que vem, com entrevista com mr. Jair. Mas o disquinho (um ep de quatro faixas) também é um perigo para corações partidos (como o do sujeito que digita estas linhas online) e uma amostra dele está aí embaixo:Jair Naves – “Silenciosa”* Baladas rápidas: o blogger rocker está se mandando pro baixo Augusta, pra curtir a festa Glam Nation, lá no Inferno (na rua Augusta, claro, 501). E amanhã, domingo, 20, tem a estréia da noite comandada pelo sempre mega querido Daniel Belleza no Beco303, que acaba de ser inaugurado ao lado do StudioSP, onde funcionou por pouco tempo o Comitê Club (também na Augusta, onde mais?)HUMAN LEAGUE NA FAIXA!Yep. Ainda estão rolando, pelo hfinatti@gmail.com:* DOIS INGRESSOS para o show do Human League, dia 6 de abril na Via Funchal;* E um kit com o novo cd dos Ecos Falsos, e os discos de estréia do O Sonso (de Fortaleza) e do Vinil Laranja (de Belém).Tá bom né?SABADÓN E TCHAUZES!Pois é, acabaram faltando umas paradas neste post mas elas entram semana que vem, sem falta. Agora licençaê que o zapper vai aproveitar essa deliciosa noite de garoa e com cheiro de outono em Sampa, e ir lá pro baixo Augusta, pra não ficar com o coração e a alma dilacerados, pensando em um certo alguém. Até a semana que vem!(finalizado por Finatti em 19/03/2011, às 23hs.) 

Alô, alô, câmbio: extrinha zapper pra “Angles”, dos Strokes (que já vazou na web, já foi deletado dela, voltou e já se espalhou, então…)

 Os Strokes: “Angles”, o novo disco já caiu na web. E infelizmente nem é tudo isso…* É, não dá pra ser devagar e fazer corpo mole nestes tempos vorazes e hiper velozes da web, e o zapper sentimental (eternamente saudoso dos tempos do vinil e de ir ao cinema pra assistir grandes filmes) já sacou isso. É preciso ser ligeiro, infelizmente. A autofagia pop é cruel, muito cruel. E pra quem há pouquíssimo tempo possuía um lentium à lenha em casa e era frontalmente contra ouvir música e ver filmes na net, se defrontar com essa autofagia (ainda mais agora, munido dessa maquininha infernal que é um notebook de 3 gigas) não está sendo nada fácil. Na real, é até bastante desconfortável, às vezes.* Mas não há outra saída, no? Assim é que, final da tarde de ontem, veio o alerta via Twitter, dado por um dileto amigo zapper lá do extremo norte brazuca: o novo álbum dos Strokes, “Angles”, tinha acabado de cair na rede. Corre daqui, clica dali e o sujeito se pôs a baixar o disco, enquanto se preparava pra sair (tinha uma sessão de cinema marcada com a amigona Karin; ambos foram ao Centro Cultural São Paulo, pra rever “Sexo, mentiras e videotape”, que tornou o diretor Steven Soderbergh um mito, há duas décadas). Disco “capturado” no note, o blogger rocker foi pra rua.* E foi capturado na hora certa: o link que estava ontem na rede, já foi deletado, óbvio. Mas outros zilhões de links com “Angles”, o álbum, na íntegra, já devem estar pululando por aí.* O quarto disco de estúdio dos Strokes tem lançamento mundial, na velhusca plataforma física, oficialmente marcado para a próxima segunda-feira. Aí embaixo, você lê o que o blog zapper achou do disco. E até o próximo finde entra mais um post aqui, “normal”, com os assuntos de sempre e sem a correria que o vazamento do novo disco de Julian Casablancas e Cia. impôs a estas linhas rockers online.“ANGLES” ESTÁ AÍ – E A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: CINCO ANOS PRA ISSO???Todo mundo que acompanha estas linhas bloggers dedicadas à cultura pop, sabe o quanto Zap’n’roll é fã do quinteto americano The Strokes. Isso desde sempre, desde o surgimento do grupo liderado pelo vocalista Julian Casablancas, lá por 2000. Inclusive, quando o hoje clássico e histórico “Is This It?” (o primeiro disco da banda e um dos grandes álbuns de rock dos anos 2000) estava sendo lançado, em fins de 2001, o sujeito aqui fez uma looooonga entrevista, por telefone, com o batera super boa praça Fabrizio Moretti. A entrevista foi parar então na capa da edição impressa da saudosa revista Dynamite, anunciando as boas novas: o novo rock mundial já tinha sua primeira super banda. Eram os Strokes. De lá pra cá uma década se passou, o conjunto se tornou gigante e influência pra zilhões de novos grupos e agora, enfim, lança seu quarto álbum de estúdio, “Angles”, que chega às lojas do mundo inteiro em seu formato cd no próximo dia 21. Mas como sempre rola nestes tempos internéticos, o disco “vazou” ontem, domingo, no final da tarde, na web. Links em profusão, muitos deles já deletados e o mundo começou a ouvir a obra que a banda levou cinco anos para lançar – o último disco dos Strokes, “First Impressions Of Earth”, saiu em 2006.Bão, e daí? Daê que este blog sempre espera muuuuuito dos Strokes, justamente pela paixão e carinho que possui pela banda. E por esperar muito é que, depois da terceira audição seguida de “Angles”, o autor deste espaço online chegue a conclusão de que o grupo entregou ao público bem menos do que poderia oferecer. Não significa que seja um álbum ruim. Traz a marca “Stroke” em algumas faixas, é bem gravado e produzido mas, no todo, derrapa na falta de ousadia e em faixas, hã, “esquisitas”, que remetem ao trabalho solo do vocalista Julian Casablancas (o “Phrazes For The Young”, editado em 2009), e onde ele se aproximava de elementos eletrônicos e do sinthpop dos 80’.A banda, claro, foi esperta o suficiente para escolher como primeiro single a música “Under Cover Of Darkness”, que é umas das que mais se aproximam das raízes do grupo, já que ela remete aos tempos de “Hard To Explain” em sua levada melódica e na condução das guitarras. Igualmente assim é “Taken For a Fool”, que parece uma  “irmã” distante de “Modern Age” ou “Barely Legal”. As guitarras de inspiração mezzo pré-punk/garageira, da cena novaiorquina do final dos 70’ (remember CBGB’s, Television, Patty Smith e Modern Lovers), e que os guitarristas Albert Hammond Jr. E Nick Valensi utilizaram à exaustão no primeiro disco, também se fazem presente em “Gratisfaction” e “Metabolism”.A parte boa ou “normal” do trabalho talvez pare por aí. Fora ela, o álbum começa estranho com “Machu Picchu”, que cresce instrumentalmente do meio pro final, mas não se define se é um funk ou reggae de contornos mais pesados e rockers. Agora, irritante mesmo são “You’re So Right” e “Games”, esta com baixo estridente e melodia construída com timbres de sintetizadores oitentistas, como se os Strokes quisessem se transmutar num Human League ou num A Flock Of Seagulls (alguém se lembra deles?). Isso sem contar a “pop” “Two Kinds of Happiness”, que possui uma guitarrinha safada e uma interpretação de Julian que lembra… Billy Joel (aaaaargh!) ou algo parecido.O curioso dessa parada toda é que Julian assina sozinho a faixa que fecha o cd, “Life Is Simple In The Moonlight”. A canção começa a tocar e, de repente, você leva um choque: parece que os Strokes estão tentando emular algo da bossa-nova de Tom Jobim. Mas quando entra o refrão da faixa, a melodia retoma o approach guitar/garageiro e “Life Is…” acaba se tornando um dos melhores momentos de um trabalho bastante irregular. Talvez seja a melhor música do disco, no final das contas.Não vai ser o disco de 2011, nem fodendo (esse posto, por enquanto, pertence ao novo do REM). Nem é superior aos últimos trabalhos do próprio grupo. Talvez com mais algumas audições, “Angles” revele “ângulos” que o façam crescer bastante, musicalmente. Mas, por enquanto, os Strokes continuam devendo (e como) algo no nível do já histórico e imbatível “Is This It?”.O TRACK LIST DE “ANGLES” 2001: Início da carreira e a famosa foto em Nova York, onde apareciam garrafas de Brahma“1 – “Machu Picchu”2 – “Under Cover Of Darkness”3 – “Two Kinds Of Hapiness”4 – “You’re So Right”5 – “Taken For a Fool” 6 -“Games” 7 – “Call Me Back” 8 -“Gratisfaction” 9 – “Metabolism” 10 -“Life is Simple in the Moonlight”——————–AÍ EMBAIXO, NOVAMENTE, O CLIP DE “UNDER COVER OF DARKNESS” ——————–Por enquanto é isso, galere. Até sextona em si, novo post zapper por aqui, okays? E não se esqueçam de continuar mandando bala no hfinatti@gmail.com, pois lá estão em disputa DOIS INGRESSOS pro show do Human League, dia 6 de abril em Sampalândia, na Via Funchal.Beijos no povo e até logo menos!(enviado por Finatti às 17:30hs.)

Ressaca pós-carnaval, com REM (agora vai!), Arctic Monkeys, Foo Fighters e mais algumas coisinhas… (versão final em 11/03/2011)

 REM: três décadas na ativa e ainda lançando discos fodõesEste blog está falindo?Nope, de maneira alguma. É que sacumé, carnaval ali, bebedeiras aqui, drugs acolá… e vai dando aqueeeeela preguiça de blogar. Ainda mais agora com tudo sendo feito no esperto note zero bala e tal, aí então a situation só piora. Ontem, por exemplo: Zap’n’roll estava fazendo algumas comprinhas numa loja de departamentos no centro de Sampalândia. Foi até o balcão de ofertas de DVDs e ficou maluco: “HellRaiser”, “O iluminado”, vários do Coppola e do Woody Allen, tudo a 13 pilas. E havia um – UM único – exemplar de “Apocalypse Now”, a obra-prima de Francis Ford Coppola e o filme da vida do sujeito aqui, à venda. Não deu outra: o blog “pescou” a maravilha e foi pra casa com ele. Passou a madrugada re-assistindo (pela décima quinta vez, se a memória não estiver falha) a saga do capitão Willard, em busca do coronel Kurtz (vivido na meia hora final do longa por Marlon Brando, em atuação magistral). “Apocalypse Now” foi filmado e lançado em 1979 e o blog poderia gastar posts inteiros e quilométricos falando dele, de sua densidade narrativa, cinematográfica, estrutural e psicológica, e de como ele promove uma reflexão quase alucinógena em quem o assiste, sobre o desmantelamento moral e psíquico do ser humano. É foda, pra resumir bem a questão. Fora que Coppola pegou um clássico da literatura inglesa, “O coração das Trevas”, escrito por Joseph Conrad no final do século XIX (e cuja ação do livro também se passa nessa época) e transportou tudo para a… a guerra do Vietnã, em 1969. Coisa de gênio. Se você nunca assistiu (será possível?), vá atrás, assista e depois conte ao blog. Tem fácil em locadoras e provavelmente também na rede, pra ser baixado. Enfim, com tudo isso e mais a tarde de hoje com o Twitter aberto, e pinta aquela preguiça de blogar. Mas… vamos lá!* Parte entra hoje mesmo, quinta. Um pouco mais até a tarde de sábado, se pans, pode ser?* Mas um tweet bizarro da  Rolling Stone agora há pouco, inspirou uma série de twittadas do próprio zapper repleto de memórias de sua existência maluca, pra contar. Anyway, o tweet da RS dizia que em entrevista, Lady Gaga se lembrou do tempo em que não era famosa e morava em um apê repleto de baratas e cocaína. Mais ou menos o que o utor destas linhas bloggers rockers viveu ali por 1995/1997,  no centrão rocker de Sampalândia. Mas como estamos com preguiça de reproduzir a história e os tweets aqui, vai lá que você fica sabendo de tudo e de detalhes saborosos da vida pregressa do jornalista maluco: www.twitter.com/zapnrollfinatti .Lady Gaga, o xoxotaço louco: baratas e cocaine antes da fama* O metal farofa e seus velhos e obesos fãs estão em festa, no? O espalhafatoso Motley Crue vem aí: toca em Sampa, dia 17 de maio. O bizarro, na página de shows da banda, é isso aí embaixo:• May 17, 2011Motley Crue Liveo (0)Indoor Credicard HallAv. Das Nacoes Unidas 17955Sao Paulo,Mexico* Você leu bem?  São Paulo, México. Hihi.Esses metaleiros glams, velhacos e cafonas, estão vindo pra cá. E ainda erram o nome do país onde irão arrancar caraminguás dos fãs incautos* Melhor ir mesmo pro Rock In Rio. Segundo nota publicada pelo jornal O Globo, o fodástico Arcade Fire está mesmo confirmado pro festival carioca, em setembro.O grande Arcade Fire: ao que parece, confirmado no Rock In Rio* E continua a saga de grandes discos que estão vindo por aí neste primeiro semestre de 2011. Agora é o Arctic Monkeys que anunciou seu quarto álbum de estúdio, “Suck It And See” vai ser lançado em 6 de junho e terá doze músicas. Menos lento e experimental que “Humbug” (na modesta opinião destas linhas rockers online, o grande disco do grupo) e mais indie rocker novamente, segundo a própria banda. Buenas, o clip do primeiro single, “Brick By Brick” (e que você vê aí embaixo) ,  já roda a toda no Youtube, né? Por ele dá pra se ter uma idéia de como será o novo trabalho dos macaquinhos.Os macaquinhos (e seu novo vídeo, aí embaixo) prometem o novo álbum para junho próximo* Pois então, por problemas, hã, “técnicos”, o último post zapper acabou ficando sem a resenha do novo discaço do REM. E também sem legendas nas fotos. Vamos corrigir tudo isso já já e assim que este post estiver integralmente no ar, tudo estará normal por aqui novamente. Promessa de blogger rocker atrapalhado, rsrs.COM ATRASO, MAS VAMOS LÁ: O NOVO REM É FODÁSTICO!Yep, a essa altura tooooodo mundo já ouviu e falou sobre “Collapse Into Now”, o novo álbum de estúdio do REM, lançado oficialmente em sua, hã, plataforma física, na última segunda-feira. E não é segredo pra ninguém que acompanha estas linhas rockers bloggers que a banda de Michael Stipe é um dos cinco grupos da vida do sujeito aqui. E como sempre também defendemos a tese de que nunca é tarde pra se falar de grandes discos, o blog não iria jamais se furtar de escrever algumas linhas sobre este discão – algo que já era pra ter rolado na semana passada, mas acabou não saindo aqui por problemas técnicos.É difícil acreditar que um conjunto com três décadas de existência, como o REM, continua a gravar e a lançar discos sublimes. Pois o trio consegue. E não se trata, no caso, de babação de ovos de fã sectário, que não é o caso deste espaço online – se o disco fosse ruim, falaríamos isso. Mas “Collapse…” se equilibra magistralmente entre rocks poderosos e aquelas baladas country/folk que fizeram a fama do REM. Trata-se de um álbum que consegue ser melhor do que o anterior, “Accelerate”, editado em 2008 (e em cuja turnê, o grupo voltou a tocar no Brasil).Assim é que o disco abre com a progressão algo marcial e psicótica de “Discoverer”, intensa em sua melodia que lembra muito “What’s The Frequency, Kennethy?”, a faixa que abria o abrasivo e poderoso “Monster”, lançado pelo REM em 1995. Daí em diante o trabalho entorpece o ouvinte com uma sucessão de canções avassaladoras – como a acelerada “All The Best” ou a melancólica porém belíssima “Oh My Heart”. Tão bonita quanto é “It Happened Today”, que além de tudo conta com a participação mais do que especial de Eddie Vedder (quem? Rsrs). E há ainda “Uberlin” e “Blue” (esta, uma parceria de Stipe com a lenda Patty Smith, que participa da música), duas faixas que podem ser inscritas entre as grandes músicas compostas pelo grupo em toda a sua trajetória.Trata-se de um álbum, enfim, que faz quem é fã sentir vontade de ver a banda ao vivo novamente. Quem sabe no Rock In Rio em setembro, já que o festival está negociando a vinda do REM. Até lá, é ouvir e ouvir Collapse Into Now”, desde já um dos grandes discos de 2011.SAIDEIRAS* Shows, shows, shows… The Drums, The National, Boys Like Girls, 30 Seconds to Mars (arre…), Human League… qual bolso aguenta tanto show? Vai ser preciso dar uma “peneirada” nas próximas semanas, pra saber no que realmente vale a pena ir. O blogão em si, vai no Drums, no National e no Human League, por enquanto…* Sério que o Steven Soderbergh vai se aposentar, com apenas 48 aninhos de idade? Esse sujeito fez um filme fodaço no cinema independente americano nos anos 80’ (“Sexo, mentiras e videotape”, que por acaso vai ser exibido em uma mostra no Centro Cultural São Paulo, neste domingo, 13, às oito da noite e de graça; o CCSP fica na rua Vergueiro 1000, Paraíso, zona sul de Sampa), além de ter dirigido “Traffic”, “Onze homens e um segredo” etc. Porra, Steve, ainda é cedo pra se aposentar, man!Ele é um puta diretor de cinema. E quer se aposentar, oxe…* Dear Luscious informa: o CSS (quem? Wow!) toca dia 7 de abril em Sampa. Na Clash Club. Jesuis… vai dar tumulto, com certeza. Mas o blog vai estar lá.* Que “Hope”, o primeiro single do novo álbum do Foo Fighters, é bom pra caralho, todo mundo já sabe. Mas o clip (aí embaixo) também ficou beeeeem maneiro, no?  “Wasting Light”, o disco em si, sai em 11 de abril. E o FF continua no vem-não-vem ao Brasil no segundo semestre. Mas parece que eles virão sim…Foo Fighters – “Rope”O BLOGÃO ZAPPER INDICA* Discos: o novo do REM, mais uma vez. É o grande disco da temporada, seguido de perto pelo novo da PJ Harvey (que o blog comenta no próximo post, promessa!). E espera-se coisa muito boa do novo do Arctic Monkeys, né Dum?* Filme: nenhuma estréia digna de nota esta semana. Então a dica é: “Sex, lies and videotapes”, que passa neste domingo à noite, no Centro Cultural São Paulo.* Baladas: carnaval se foi e agora é hora de voltar ao bom e velho rock’n’roll no circuito indie paulistano, certo mano? Pois hoje, sexta (quando este post está sendo concluído), tem mais uma edição da bacana festa “Dance to the Underground” lá no Inferno Club (que fica na rua Augusta, 501, centrão de Sampalândia).///No mesmo Inferno, mas amanhã, sabadão, tem a bombadíssima festa Pop&Wave, com o the Best dos anos 80’. E em frente, na Outs (no 486 da Augusta), dois showzaços: o querido Jair Naves (ex-Ludovic) estreando carreira solo, além dos sempre bacanas Ecos Falsos. Se joga!CORRE PRO HUMAN LEAGUE!Vai lá no hfinatti@gmail.com, que estão já em disputa sangrenta:* DOIS INGRESSOS pro show do Human League, dia 6 de abril na Via Funchal, em São Paulo. E fica de olho no blogão zapper que semana que vem mais ingressos para outros shows gringos irão pintar por aqui.De boa? Então é isso.E FUOMOS!Semana que vem tem mais. Beijos nas crianças, em especial na linda e querida Élida Miranda, e na sempre amada amiga espanhola Karin. Até!(atualizado e finalizado por Finatti em 11/03/2011,  às 19hs.)

O REM, os Strokes, o Vanguart (com suas cagadas e acertos), um notebook novo para um velho blog e mais isso e aquilo tudo – um post com programação normal e foda-se o carnaval, hihi

 É, mudanças sempre e necessárias, no?Já estamos em março de 2011 e o blogão campeão em cultura pop ainda não decolou como devia, este ano. E o mondo pop andou pegando fogo nas últimas semanas: teve a entrega do Oscar no último domingo (com Trent Reznor, o demente gênio por trás do Nine Inch Nails, ganhando a estátua de melhor trilha pelo trabalho que ele compôs para “A rede social”, vejam só…), teve o lançamento ontem do primeiro clip dos Strokes para uma das faixas do novo disco (que será lançado mundialmente no próximo dia 21), teve o disco inteirinho do REM disponibilizado para stream na rede, teve isso e mais aquilo. Aí, matutando sobre tudo isso, o blog postou hoje no seu Twitter: com a rapidez e a voracidade dos tempos da web, onde tudo é divulgado ultra velozmente no mesmo Twitter (e mais no Facebook e nessas porras todas de redes sociais), o que sobra para um blog de rock alternativo e cultura pop como a Zap’n’roll (e como milhões de outros espalhados pela internet) escrever, informar e divulgar para seu dileto e fiel leitorado? Muito ou pouco ou nada? Depende do ponto de vista. Se for pra divulgar infos pura e simplesmente, ou imagens ou vídeos sem nada a acrescentar, é bem provável que a grande maioria dos blogs esteja condenada à extinção muito em breve. Assim, na modesta opinião destas linhas rockers bloggers, a análise opinativa sobre o que rola na música e na cultura pop é que vai fazer toda a diferença para um blog e para quem o escreve daqui pra frente. E, neste sentido, este espaço online vai procurar continuar sendo o mais informativo e opinativo possível. Afinal, agora em 2011 serão oito anos no portal Dynamite. E não é todo dia que um blog dura tanto assim, no? Até em função disso, desse longo período de existência, é que o sujeito aqui finalmente aposentou seu velho lentium à lenha (um Windows 98, acredite!), onde estas linhas zappers foram escritas nos últimos oito anos. É, o velho lentium prestou grandes serviços ao blog e ao jornalista responsável por ele. Mas o cansaço e a defasagem tecnológica o tiraram de combate e finalmente o Windows viu sua aposentadoria chegar. Agora, para acompanhar a loucura cyber dos tempos atuais, Zap’n’roll finalmente está sendo escrita numa maquininha mais “muderna” – um notebook Compaq/Hp, com seus 3 gigas de memória e tal. Assim lá vamos nós para o oitavo ano do blogão que nunca pára. E que talvez chegue sim ao fim neste ano. Afinal, nada nunca é para sempre, não é mesmo? Mas enquanto estivermos no pique (agora, beeeeem renovado pela aquisição do note), vamos em frente. Afinal, os Strokes estão aí, o REM também, o Lollapalooza Chile, o Drums e o National em Sampa, o Vanguart, o Grito Rock etc, etc, etc.* Vai viajar no carnaval, neste finde? Bien, o blog vai novamente pras Minas Gerais, lá pro matão da sempre aprazível e deliciosa São Thomé das Letras, mundialmente conhecida como “campo de pouso de ets”, rsrs. Mas na real, o blogger loker se manda pra minúscula cidade do sul de Minas há anos, em feriados prolongados como este, pois sabe que lá vai encontrar lindas e bucólicas paisagens, muito mato, cachoeiras aos montes e zilhões de xotaças desvairadas que adoram beber, fumar marijuana e trepar horroes. Ou seja, um paraíso sem igual para quem passa a maior parte do ano no inferno paulistano, povoado por violência social desenfreada, enchentes, trânsito caótico etc. Se você nunca foi até Thomé, fikadika: vai pra lá que é bão à beça!* Mas óbvio, o rock’n’roll não vai parar no carnaval. Em Sampa mesmo e em mais trocentas cidades espalhadas pelo Brasil, começa neste finde o hoje gigante festival Grito Rock, gerido pelo Circuito Fora do Eixo. E pensar que tudo começou de forma tímida em Cuiabá, há pouco mais de seis anos. Pois hoje o GR  abre espaço para que centenas de novas bandas do novo e emergente rock brasileiro, possam mostrar seu trabalho para outros músicos, produtores, jornalistas e público em geral. Aqui em Sampalândia, a edição do festival acontece no StudioSP (lá no baixo Augusta), com show, entre outros, do querido Daniel Peixoto (ex-Montage). Já em Macapá, lá no extremo norte brazuca, tudo começa a partir do próximo dia 11, com shows rolando na capital do Amapá e também nas cidades vizinhas de Santana, Mazagão e Oiapoque. Bacana, né? Mais sobre o Grito Rock? Vai lá: www.gritorock.com.br .* Falando em Macapation, fontes ligadas ao blog na capital do Amapá informam que circulou no meio rocker da cidade o boato de que uma das vocalistas da Mini Box Lunar, a totosa Jenifer JJ, teria saído (ou foi “saída”) da banda. Em contato com o blog o tecladista do grupo, Otto Ramos (também um dos coordenadores do coletivo Palafita, além de brother dessas linhas bloggers), negou o boato. Segundo Otto, JJ continua sim na Mini Box. E a banda deve começar a gravar seu primeiro álbum completo em abril.* Que fim levou a outrora garota prodígio do neo folk brazuca, Mallu Magalhães? Foi sugada até o caroço por super exposição, pela equipe que a cerca(va) e agora sumiu de circulação? Bien, em passeio por um hiper mercado paulistano na semana passada, estas linhas online foram dar uma olhada no saldão de DVDs e CDs, pra ver se encontrava algo digno de nota por lá, e a preços decentes. Encontrou: o DVD de MM, lançado há menos de um ano. E que repousava lá (ao lado de vários títulos sertanejos e de pagode), por… 10 “real”. O mundo dá voltas…* Todo mundo curtindo a nova música dos Strokes, né? Yep, ela é beeeeem lecal, como já foi dito por aqui mesmo. Mas o blog não gostou muito do clip de  “Under Cover Of Darkness”. Tudo bem, é uma paródia/ironia aos concertos eruditos e tal, mas tudo parece muito rebuscado e opulento, com a banda trajando ternos e smokings. Na boa, estas linhas zappers preferem os clips da banda na época de Hard To Explain”.* De qualquer forma, se você ainda não assistiu (será possível?), aí embaixo o vídeo do primeiro single do novo disco dos Strokes:* E já que estamos ainda em clima de verão (com a chuvarada castigando Sampa), outro clip fofo aí embaixo, a de “Crazy For You”, do Best Coast,  trio já comentado aqui nessas linhas bloggers rockers há tempos. Não se trata de nenhuma novidade “hot” (isso deixamos para nosso chapa dear Luscious, que adooooora novidades de ponta da cultura pop, uia!), mas a música e o clip são tão legais que o sujeito aqui resolveu colocá-la pro nosso dileto leitorado.* Jane’s. Já ouviu falar? Não? Então calmaê que em breve você vai ouvir, muito. Dois moleques de São Paulo (Dante e Edu), apenas bateria e guitarra (influência forte do saudoso White Stripes, e também do grunge dos 90’), letras (muito boas) em português. O blog assistiu a um ensaio da dupla anteontem, em um estúdio na Vila Madalena, em Sampa, e gostou muito do que viu/ouviu. Em breve, falamos mais deles por aqui.* Agora, lindão mesmo é “Collpse Into Now”, o novo disco do REM, que chega às lojas do mundo inteiro na próxima segunda-feira (em sua plataforma física) e que você lê aí embaixo o que o blogão achou dele.REM CONTINUA GIGANTEVANGUART – ACERTOS E CAGADAS DE UMA BANDA QUE PODERIA ESTAR GIGANTENão é novidade pra ninguém que acompanha este espaço virtual o grande apreço que o autor deste blog possui pela banda cuiabana Vanguart. Além de amigo próximo dos integrantes do agora sexteto (ok, digamos que a amizade já foi mais próxima do que é hoje, mas o relativo afastamento se deve a atitudes do vocalista Hélio Flanders, e que serão comentadas mais abaixo), Zap’n’roll sempre admirou a excepcional qualidade musical do trabalho deles. Uma qualidade que poderia ter transformado os Vangs no – talvez – maior nome do novo rock brasileiro surgido nos anos 2000. Mas, para a irritação deste espaço online (uma irritação que não temos pudor em demonstrar aqui, já que sempre enfatizamos que a função de um blog musical é também opinar, e muito, sobre os assuntos que são publicados nele; e neste caso, a manifestação dessa irritação em público se torna ainda mais legítima visto que,  como todos também estão carecas de saber, foi o sujeito aqui que descobriu o Vanguart para a mídia musical do país, no carnaval de 2005, quando estivemos pela primeira vez em Cuiabá, para cobrir o festival Grito Rock. Zap’n’roll não apenas descobriu a banda como se encantou por ela e a apoiou desde o início, mesmo recebendo pedradas e gozações por isso, de colegas imbecis da “intelligentsia” rocker midiática paulistana), o Vanguart parece ter retrocedido alguns passos em sua trajetória, de tempos pra cá.Em entrevista concedida ao blog nesta madrugada, via Facebook, o baterista Douglas Godoy (um músico excelente, produtor experiente, peça-chave na engrenagem musical da banda e querido amigo deste espaço virtual) não vê retrocesso mas, sim, um “recomeço” para o grupo. Pode ser. Mas por que diabos um grupo que chegou a tocar em festivais mega (como o Planeta Terra), a abrir mega shows (como o do Coldplay) e a conseguir um contrato com uma major como a Universal (de resto, esse talvez seja o fator menos importante da parada toda, visto que majors do disco estão em extinção, e o jabá que elas poderiam investir para estourar uma banda como o Vanguart, além de ser totalmente amoral – o jabá –, também já não existe mais), saiu dessa mesma major, está gravando seu disco novo em Hell City e vai lançá-lo novamente de forma independente? Fora que o conjunto se compraz hoje, ao menos na capital paulista, a se apresentar uma vez por mês no StudioSP quando poderia estar tocando num Citibank Hall ou outros espaços maiores.O grupo tem acertos? Sim, muitos, além de uma formação musical ultra sólida e um vocalista sensível que escreve ótimas letras e compõe grandes músicas. Mas Zap’n’roll acha que infelizmente o Vanguart andou cometendo algumas “cagadas” em sua trajetória de tempos pra cá, o que vai deixando a banda naquela incômoda posição de “grande demais para a cena independente, pequeno demais para o mainstream”.Outro fator que desagrada hoje a banda aos olhos deste blog é a excessiva pretensão e egocentrismo do vocalista Hélio Flanders. Total consciente de sua extraordinária bagagem cultural, intelectual e musical, o pequeno Flanders esqueceu a existência da palavra “humildade” em seu dicionário. Isso o leva a se sentir um gênio, a se mostrar arrogante em suas declarações à mídia e a tomar atitudes pouco bacanas com amigos de anos, como a que ele tomou no final do ano passado com o autor deste espaço rocker, em um episódio que preferimos não comentar aqui.A opinião do blog sobre o momento atual do Vanguart está exposta aí em cima. A visão do baterista Douglas Godoy para este mesmo momento você confere aí embaixo, na entrevista concedida por ele ao blog na última madrugada, via Facebook.Zap’n’roll – Como estão as gravações do disco? E qual a previsão de término e do lançamento dele? Douglas Godoy – Tem rolado muito bem, estamos gravando ao vivo (em estúdio), tentando captar bem a idéia de ser um ensaio/show… em 2 dias gravamos 12 musicas, porem apenas 9 do cd e mais algumas faixas extras… quem sabe uma surpresinha futura…hshshs. A gente programou pra gravar o disco em 10 dias, mas chegamos a conclusão que ensaiar todos os dias e se preparar bem nos rendeu 12 musicas em 2 dias, ou seja, em 10 podemos gravar 60.Zap – E quando o disco deverá ser lançado? Douglas – O lançamento ainda está na possibilidade mas pretendemos entre maio/junho está na possibilidade, eu digo que pretendemos que seja assim.Zap – Certo. Uma pergunta, hã, meio crítica (e acho que tenho liberdade para fazê-la): por que a banda, que chegou a abrir shows grandes, como o do Coldplay, e chegou a estar em uma major, de certa forma meio que retrocedeu em seu crescimento comercial? (o artístico sei que permanece intacto). Digo isso porque acho que o Vanguart deveria estar em outro patamar hoje mas ao contrário, o grupo saiu da Universal e praticamente só toca no StudioSP, quando está em São Paulo.Douglas – É, até parece retrocedermas eu acho que é recomeçar. Tivemos momentos difíceis e também não acho que a Universal mudaria nada na carreira da banda, até porque é meio equivocado esse lance de achar que a gravadora vai investir em carreira de qualquer banda que está começando. No mais, saímos da Universal por vontade própria. E se existia o interesse deles em continuar com a gente, a resposta é sim. Zap – Concordo, mas não seria melhor se, de repente, a banda estivesse tocando em rádios e tocando em espaços maiores para um público também maior? Douglas – Eles [Universal] tem outras prioridades no momento e eu acho que a gente tava precisando entrar em estúdio novamente,sem contar que nossos shows fora de SP estão cada vez mais lotados. Eu acho que seria interessante sim, porem não temos grana pra pagar o jabá, e sem bancar ia tocar nada né? E a Universal nunca investiu nessa parte, o lance deles foi gravar nosso DVD.Zap – Mas a Universal chegou a acenar com a possibilidade de, hã, “investir” em alguma música pra tocar em rádio? E se sim, a banda concordou ou não? Douglas – Nunca, eles mal tem uma boa assessoria de imprensa. Boa é meio chato de dizer, parece incompetência mas não… eles tem muitos outros artistas, entãopra todos funciona assim. Você tem que ter sua própria equipe. O processo hoje ta cada vez menor,eles não estão ganhando com nada Zap – E por que o grupo rompeu com seu ex-empresário? Parece que ele estava fazendo um bom trabalho com vocês, não? Douglas – O  lance com o Glauber foi um processo da nossa vida, sinceramente ninguém sente muita saudade… bem, a maioria dos shows fechados por ele eram de interesses vindo direto de nosso email ou da propaganda com o nome da empresa dele colocada em nossos canais de comunicação é um fato, você pode até achar que isso é mal agradecimento mas, se ele fez por nós provavelmente nós fizemos o mesmo.Zap – Ele parece ser um cara experiente no ramo artísticoe com ótimos contatos… Douglas – Bem, ele deve até ter mesmo, mas isso ele nunca me contou e eu nunca vi hshshsh. No mais a banda praticamente acabou, por vaidade dele. Zap – Okays. A sonoridade da banda mudou muito? Parece que vocês estãoabandonando ou renegando suas influências e nuances folk/rock e partindo para algo mais na linha da nova mpb, é isso? Douglas –  Então Finas, a galera sempre teve essa de nos rotular folkmas você sabe que Vanguart tinha um q folk, porém não era exatamente o que se denomina folk. Acho que continuamos folk, pela liberdade em compor do jeito que soa natural pra gente. Se você perguntar se mudou,talvez, agora cantando totalmente em português, fica mais evidenteque as musicas do Vanguart nunca soaram folk e sim musica brasileira.Zap – Certo. E pra encerrar, conte como foi essa parada da nova integrante, dela entrar na banda e tal. Quem é ela, como vocês a conheceram etc. Douglas – Quanto a Fernanda Kostchak, ela veio pra firmar essa nova fase, é uma puta musicista, é uma ótima garota, ta afim de tocar. Ela é bem ocupada, não sei como será… se ela vai estar em nossos shows… mas ela está super empolgada com tudo, ela chega nessa manhã pra gravar com a gente. Nos conhecemos em SP, ela é de SP, ela é a violinista da Barra da saia, aquela banda feminina de sertanejo rock.Zap – Lecal. Alguma idéia pro título do discoDouglas – O próximo está sendo decidido, existem idéias mas se eu contar, ai você e Flanders vão ser inimigos mortais e eu entro junto, hahahaha. Mas vou te contar parte de um segredo: o disco terá 13 musicas (a principio, porém podemos cortar algo, se a gente achar que não cabe)porém, estamos gravando 19pretendemos lançar mais coisas esse ano ainda…VANGUART/OUTRO LADOEm relação às críticas feitas pelo batera Douglas Godoy a Glauber Amaral, o blog foi ouvir o ex-empresário do Vanguart a respeito.Segue abaixo o que Glauber declarou ao blog:“Não sinto necessário depois de mais de 25 anos de profissão, nem vai acrescentar nada na minha existência pessoal e profissional, rebater críticas de um período passado há mais de dois anos.Tenho mais de um contrato vigente com o Vanguart, procurei ajudá-los e ajudei muito, em todos os processos de rescisão unilateral que eles tomaram, sem nenhuma multa para a banda. Com a gravadora Universal Music, facilitei o caminho para torná-los novamente livres e independentes.Desejo sucesso especialmente ao Hélio Flanders e também ao Vanguart, banda que agenciei e direcionei a carreira durante dois anos, nitidamente o período de maior projeção do grupo no mercado, fruto de uma parceria feliz, reconhecida pelos bons profissionais do meio. Isso me traz certo orgulho, mas não alimenta a minha vaidade. Muito boa sorte no disco novo e nos novos passos”.O BLOGÃO ZAPPER INDICA* Disco: os novos do REM (“Collapse Into Now”) e da deusa inglesa PJ Harvey, que lançou há duas semanas o lindão “Let England Shake”, que como sempre passou batido por aqui, pela blogosfera metida a “muderna” e que só se preocupa em comentar o último peido fedorento do pop/rock planetário. Além de continuar linda e tesuda, PJ também continua cantando pra caralho e escrevendo canções magníficas. Por tudo isso, o blog fala melhor do novo disco dela no próximo post, pode esperar.* Cinema: faça um favor aos seus olhos. Aproveite o feriadão e vá assistir ao menos algum dos ótimos filmes que concorreram ao Oscar desse ano. Estão todos em cartaz (“A rede social”, “Bravura indômita”, “Cisne negro” etc.) e se enfiar dentro de uma sala de cinema é mesmo o melhor programa para quem, como o sujeito aqui, detesta carnaval.* Baladaria sem fim, rsrs. Claro! O circuito rocker de Sampalândia não vai parar durante o reinado momesco. Então cola hoje, sexta, no baixo Augusta, que tem show do Daniel Belleza e seus corações furiosos lá no Inferno (rua Augusta, 501, centro de Sampa) com discotecagem da super Vanessa Porto. Já na Livraria da Esquina (rua do Bosque, 1253, Barra Funda, zona oeste paulistana) rola a festa Supersônicos, com discotecagem de André Girardi e Robssey, além de show da Jeniffer Low-Fi/Sabadão? Tem “baile de carnaval” no Inferno, mas com o melhor do rock dos anos 50’ até hoje. Antes, mais cedo, tem show de grátis do sempre bacana Jardim das Horas, lá no Itaú Cultural, na avenida Paulista (região central de Sampalândia). E domingão, claaaaaro, tem Grind na Loca (rua Frei Caneca 916, Consolação), com o já clássico super DJ André Pomba. Como o blog sempre diz: se joga, porra!INGRESSOS PRO HUMAN LEAGUE? VEM QUE TEM!Enquanto muitos esquentam os tamborins, esquente seu dedo no mouse, vá até o hfinatti@gmail.com e tente a sorte porque a partir de agora entram em disputa:INGRESSOS (em número ainda a definir) pro show do oitentista Human League, dia 6 de abril na Via Funchal, em Sampa. Portanto, desde já se habilite e boa sorte!TCHAU E BENÇÃONada de folia pro sujeito aqui, mas sim estrada e mato mineiro, rsrs. É pra lá que o blog vai hoje à noite. Mas semana que vem estamos por aqui novamente. Bejas nas crianças! (enviado por Finatti às 19hs.)