Quando uma banda de merda (o Mombojó) fode uma banda do caralho (o Elma). E muitas histórias de sexo e “dorgas” no Grind. E mais a Marcha pela Liberdade, o festival PopPorn e mais isso e aquilo tudo… (versão final em 27/05/2011)

 O “grande” Mombomerda (acima): uma banda mala, arrogante e sem a categoria e a humildade que o “pequeno” Elma (abaixo) possui

Semana mega agitada…
E foi mesmo, não? O tumulto, na real, já começou no finde passado quando uma PACÍFICA manifestação, marcada pra acontecer na tarde de sábado, na avenida Paulista, em Sampa, foi reprimida com violência máxima pela polícia militar. A manifestação, claro, era a hoje já célebre Marcha da Maconha, que pede a legalização da droga. Haviam cerca de 500 manifestantes presentes à Marcha. E, CONTRA eles, um verdadeiro exército de PMs, munidos de bombas de gás, cacetetes, escudos, mangueiras pra disparar jatos d’água e os caralho. A repressão, ultra violenta e dantesca, foi mostrada em todos os telejornais das principais redes do país e causou indignação aqui e lá fora. De repente, é como se o Brasil ainda estivesse congelado no tempo, na época da ditadura militar, onde nada se podia, tudo era proibido e paulada em quem ousasse ser contra a “ordem” estabelecida. Porra, estamos no século XXI, o país não é uma democracia? Qualé Alckmin e Kassab? Enquanto isso Pallocci pode aumentar seu patrimônio vinte vezes em quatro anos, né? enfim, foi inaceitável o que aconteceu sábado passado na avenida Paulista. E por ser inaceitável é que Zap’n’roll vai participar, sim, da Marcha pela Liberdade de Expressão neste sábado, na mesma avenida Paulista, no mesmo horário (14 horas) e no mesmo local (o vão livre do Masp). É preciso dar um BASTA nesse tipo de atitude ditatorial que o Poder Constituído deste país, volta e meia, ainda insiste em ter contra o cidadão que paga seus impostos e tem o direito de se manifestar sobre o que ele bem entender. O que aconteceu sábado passado é vergonha alheia total – para nossas autoridades, óbvio. A mesma vergonha alheia patrocinada por uma das piores bandas do novo cenário musical nacional, o Mombojó: na última terça-feira, essa praga neo hippie que se julga alguma espécie de mega pop star da música brasileira (no nível, vai ver, de uma Ivete Sangalo), simplesmente vetou a participação do grupo instrumental paulistano Elma (um dos trios rockers mais respeitados do país atualmente, e que inclusive já tocou no exterior), no show que as duas bandas fariam na noite Fora Do Eixo, no StudioSP. Detalhe: o Elma já estava agendado para se apresentar na casa há dois meses; o Mombojó caiu de para-quedas na data há menos de uma semana. Enfim, dois temas pra lá de polêmicos e palpitantes e que realmente agitaram a semana (enquanto isso, o pop e o rock planetário andam tão sonolentos…), como você vai ler com mais detalhes aí embaixo, em mais um postão zapper que começa agora, no www.zapnroll.com.br – sendo que o blog continua também na Dynamite online, mas em posts menores e divididos quase por assuntos únicos. O conteúdo exclusivo e integral está aqui, no blog que nunca dorme, e no blog de cultura pop e rock alternativo mais legal e polêmico e agitado da web brasileira, sempre!

* Antes de falarmos da baixaria que rolou no StudioSP anteontem, e voltando mais uma vez à baixaria repressora que rolou sábado passado na Paulista: é muito óbvio o motivo pelo qual governo, políticos e autoridades em geral são contra a liberação do consumo e venda da maconha e de outras drogas em geral. Afinal, a partir do momento em que o comércio de drogas não for mais um crime previsto em lei, QUEM vai sustentar um bando de marginais, calhordas e bandidos de verdade que estão infiltrados em toda a esfera do Poder Público (sim: políticos em geral, ministros, senadores, deputados, juízes, delegados, investigadores e, por último, o policial zé ruela que faz a ronda nas ruas), e que vivem da corrupção gorda que o tráfico ilegal de drogas paga pra esse povo? Pois é…

* Até o ex-presidente FHC é, hoje, um ferrenho defensor da descriminalização da maconha. A erva possui efeitos medicinais e terapêuticos, pesquisas científicas já mostraram isso. Então deixa o povo fumar em paz, porra! E todos neste sábado na avenida Paulista, na Marcha pela Liberdade de Expressão!

* Ah, sim: quem completou 70 aninhos esta semana foi mestre Bob Dylan. Gênio imortal de toda a história do rock’n’roll, ponto. Dylan merece todas as honras do mundo. Parabéns, com atraso, dessas linhas rockers online, hehe.

Dylan, 70 anos esta semana: gênio imortal do rock’n’roll

* E quem lançou, na maciota e sem muito alarde, um novo trabalho solo, foi o grande Thurston Moore, um dos guitarristas do lendário Sonic Youth. O disco se chama “Demolished Thoughts”, ganhou nota 7 (numa escala de 1 a 10) do semanário inglês New Musical Express, e está recebendo elogios rasgados de todo mundo – inclusive do nosso dileto chapa e colaborador Cristiano Viteck, que prometeu uma resenha do cd para estas linhas bloggers. Estamos aguardando, Cris!

Thurston Moore, um dos guitarristas do Sonic Youth: novo disco solo na área

* E não, este blog não vai ficar gastando espaço desnecessário com a Banda Mais Bonita da Cidade. Pelamor… o vídeo daquela maletice hippie chamada “Oração” já contabiliza mais de dois milhões de acessos no YouTube, o grupo de Curitiba já está sendo assediado por majors (ou o que resta delas) do disco e não é o fato de estas linhas online considerarem aquilo uma mistura intragável de Beirut (a banda) com Los Hermanos e o pior ripoguismo pop que pode existir, que vai mudar os destinos do grupo. Fato.

* Mas o blog vai perder tempo, sim, estampando aí embaixo essa foto com esta mamica gloriosa. Claaaaaro, a imagem já correu o mundo há dois dias (como o tempo voa quando se trata de internet, no?), mas nunca é demais admirar o tetaço da loira tesuda e louca Lindsay Lohan, à mostra, né? Hihi.

Ela é um bocetaço loiro e deixou seu tetão à mostra, pra alegria dos machos punheteiros: Lindsay mui à vontade na praia, nos EUA

* Já a nova edição da revista Sexy, que chegou ontem às bancas, traz a produtora bi-curious Diana (que participou da última edição do BBB) também peladona. Hum… Zap’n’roll traçava a moça, sem problemas…

Diana, a bi-curious do BBB11: magrinha, gostosa, cara de ordinária (e de quem fode muito, rsrs) e peladona na nova edição da revista Sexy

* GRIND: OS 13 ANOS DO PROJETO ROCK MAIS LEGAL DE SAMPA –  Tudo começou em maio de 1998. O clubinho A Loca, hoje o “inferninho” GLS mais famoso do Brasil, e que na época já tinha programação consolidada de tecno para o público gay às sextas e sábados, custava a emplacar algo aos domingos. Foi quando o então jornalista, produtor, músico e eterno Publisher da saudosa revista Dynamite (e que hoje se transformou no portal do mesmo nome, já há uma década no ar e o mais acessado do Brasil na área de cultura pop, rock alternativo e comportamento), André Pomba, resolveu procurar a direção da casa noturna e propôs a ela um projeto semanal, batizado de Grind. Seria uma domingueira rock (em um club gls que tocava basicamente tecno), voltada aos fãs de rock e também ao público gay que freqüentava já habitualmente o local. Pois bem: contar o que se passou ali desde então, ocuparia diversos posts gigantescos do blogão zapper – tanto que já há um livro publicado sobre a história do Grind, “Tragam os cavalos dançantes”, escrito por Lufe Steffen e editado há dois anos. Por aqui, então, vamos apenas lembrar que no último domingo o projeto até hoje comandado por Pomba, chegou aos treze anos de existência, algo raríssimo de acontecer, ainda mais quando está se falando de uma cena tão volátil e sujeita a mudanças rápidas e bruscas, como é a noite alternativa de Sampa. Hoje, o Grind recebe cerca de mil pessoas por domingo na Loca, que se esbaldam na pista das oito da noite às sete da manhã de segunda-feira (nos primeiro anos, a festa começava às sete da noite e terminava meia-noite). André Pomba, por conta da domingueira, se tornou um dos mais famosos e requisitados DJs de São Paulo. E as histórias sensacionais que já rolaram ali, de putaria e drugs, várias delas protagonizadas pelo sujeito aqui, hihi… Certa noite, anos atrás, Zap’n’roll estava na pista da Loca, curtindo a discotecagem de mr. Pomba. O jornalista loker blogger tinha, na época, um tórrido affair com a putaça e gostosassa T…, uma ruiva safada e ordinária ao extremo, também jornalista, e que adorava foder relações alheias e ser fodida (literalmente) quando estava chapada de álcool e cocaine. Pois nessa noite, não deu outra: lá pelas tantas, já bastante “calibrada” por destilados e padê, T…, que dançava ao lado da cabine do DJ com o autor destas linhas sórdidas online, se ajoelhou na frente dele, abriu seu zipper e, sem cerimônia, meteu sua bocarra no pau (já duro a essa altura, óbvio) zapper, enquanto lhe aplicava simultaneamente uma frenética punheta. Não deu outra: em alguns minutos a porra jorrou farta na garganta da cadeluda e quando tudo acabou, ela voltou a dançar na pista como se nada tivesse acontecido. Mais histórias? Festa de onze anos do Grind (em 2009), pouco antes de o sujeito aqui começar a namorar seríssimo com uma garota genial (às vezes, nem sempre), do outro lado do país. Já no meio da madrugada, o jornalista doidão estava bicudíssimo por conta de uma “devastação nasal” bravíssima, e com os olhos saltando pra fora do seu rosto. Estava na cabine dos DJs quando chegou uma equipe do programa “A noite é uma criança” (exibido nas madrugadas da Band), para entrevistar Pomba sobre mais um ano de vida do Grind. A entrevista rolou ok e a produtora resolveu também entrevistar o sujeito aqui, que desandou a falar por intermináveis minutos. Do que foi dito, apenas duas ou três frases (veja o vídeo mais aí embaixo) foram aproveitadas – ou, como disse sagazmente “tio” Pomba, “eles colocaram no ar apenas o que conseguiram entender de tudo o que você disse, rsrs”. Nessa mesma madrugada, o Grind teve um final glorioso, mas não presenciado pelo sujeito aqui (que tinha saído da Loca minutos antes, de carona, com sua inseparável companheira de baladas, a querida Nathália “beuda”; ambos foram numa “missão” heliopoliana, rsrs, pra depois o zapper ficar “fritando” no apê da Nat “beuda” na segunda-feira, boa parte do dia). Por volta de cinco e meia da manhã, quando Pomba já se preparava para fazer o set de encerramento da discotecagem, uma louca invade literalmente a cabine, empurrando tudo que via pela frente e gritando: “acabou! Acabou!!!”. As disqueteiras só não voaram na pista porque Pomba foi rápido o suficiente para “abraçar” o equipamento e segurá-lo – mesma sorte não teve uma luminária, que foi parar no chão. Tudo durou questão de segundos, até os seguranças chegarem e dominar a “loca” da Loca, que foi retirada da cabine sob vaias e gritos de “fora, vadia!”. Logo em seguida, sob aplausos, Pomba ainda encerrou a noite tocando “New York, New York”, na versão clássica de Frank Sinatra – e as bichas amaram, claro! Enfim, são histórias como essas que tornaram o Grind uma lenda da noite paulistana (o blog nem vai contar aqui outras aventuras suas cabeludíssimas por lá, como quando, por exemplo, entrou com uma ex, a negaça de 1,80m chamada Tha…, no banheiro e mais uma amiga dela, e enquanto as duas se beijavam, o zapper tarado enfiou com gosto seu pintão no rabaço da gostosíssima Tha… ou ainda de como ele perdeu a chance de ver outra ex sua, uma graaaaande paixão que não era de Sampa e que estava pela primeira na Loca e amando o bar, beijar na boca uma outra garota. Zap’n’roll tinha ido buscar alguma bebida e quando voltou, ouviu da ex-girlfriend: “tu perdeu o que queria tanto ver. Acabei de beijar uma garota que me cantou. Na boca!” Pois é… Ou, ufa!, ainda quando próprio mr. Pomba em pessoa, lá pelos idos de 2003 e já bastante conhecido como o DJ e promoter da festa, foi “chupado” por uma biba mais assanhada, em pleno fundo da cabine dos DJs, uia!). Então, se você nunca foi lá, domingo está aí e é a sua chance de curtir a balada rocker mais divertida, louca, animada e insana da noite under paulistana. E nós aqui do blogon rocker eternamente doidon, só podemos desejar: longa vida ao projeto Grind!

Acima: o super dj André Pomba, o homem que criou o projeto Grind, na Loca (e que também teve seu bilau chupado por uma bicha mais assanhada, na própria cabine do dj, isso lá pelos idos de 2003, rsrs). Abaixo: o peitaço da cadelíssima T…, uma das grandes paixões do autor deste blog, que adorava ser fodida após aspirar várias fileiras de cocaine e tomar muito destilado; ela chupou o pau zapper em plena pista da Loca, até a porra jorrar na sua boca, rsrs.

* Aí embaixo, o vídeo do programa “A noite é uma criança”, com a matéria feita há dois anos, sobre os onze anos do Grind. Reparem na entrevista/aparição “rápida” do autor destas linhas rockers lokers, hihi.  

* Nada contra o Silverchair, o autor deste blog até curte alguns discos e músicas do trio australiano. Mas o grupo anunciar que vai suspender suas atividades por tempo indeterminado, quando ninguém mais na humanidade está se lembrando da existência deles, é mesmo bizarro…

O Silverchair já foi bem legal. Mas a essa altura, quem se importa com eles?

* Tudo contra o nosso querido blog vizinho, Popload, escrito pelo lendário, secular e amado dear Luscious R., gastar seu precioso espaço dando conta de que o pirralho chato Justin Bieber poderá ser uma das atrações do festival SWU em novembro, em São Paulo. E estas linhas rockers online já manifestaram essa “indignação” também via Twitter. Porra, Luscious, todos nós queremos a Popload dando aqueles furos espetaculares de sempre, não falando de Justin Bieber, né? Fikadika e nosso protesto bem-humorado porque, afinal, nós amamos Luscious e seu blog, hehe.

* E tudo absolutamente mega contra a autêntica patifaria patrocinada pela banda de merda chamada Mombojó, contra o ótimo grupo instrumental paulistano Elma. Se você ainda não sabe o que rolou anteontem, terça-feira, no StudioSP, leia aí embaixo e fique sabendo. E tire suas conclusões.

ÚLTIMA TERÇA EM SAMPA: O ESCROTO MOMBOJÓ MOSTRA AS GARRAS PRA CIMA DO MEGA DECENTE ELMA – E FODE COM A BANDA
Resumindo bem a ópera (que é enooooorme), é bem isso aí que está no título do tópico. Todo mundo hoje conhece essa grande droga do novo pop nacional chamado Mombojó. O grupo surgiu em 2001 (há uma década já, aff) em Olinda e lançou seu primeiro disco, “Nada de novo” em 2004, encartado na extinta revista Outracoisa, que era dirigida pelo músico Lobão. Fazendo uma mistura canhestra de música regional com rock, psicodelia e afins, mas sem brilho algum, o quinteto não apresentava mesmo nada de novo. O segundo disco (“Homem-espuma”, editado em 2006), então, era ainda mais flácido do que o primeiro. O grupo melhorou um pouco com o álbum lançado no ano passado, “Amigo do tempo”, que traz o semi-hit (para os padrões indies) “Papapa”, e tornou o conjunto um pouco mais conhecido. Enfim, o grande problema do Mombojó é que a banda se acha muito mais do que realmente é. Se julgando uma espécie de mega pop star da cena musical independente nacional, os pernambucanos arrotam prepotência e arrogância por onde passam.

Anteontem, terça-feira, fizeram o mesmo em São Paulo, no StudioSP, quando se apresentaram dentro do projeto Cedo & Sentado e também da Noite Fora do Eixo, que o coletivo FDE, hoje o mais atuante e importante da cena indie brazuca, realiza na casa noturna do baixo Augusta também todas as terças-feiras. Dando show de arrogância e prepotência, o Mombojó impediu que o trio instrumental paulistano Elma também subisse ao palco do local para tocar. Detalhe número um: o show do Elma estava marcado para a data de anteontem, 24 de maio, há dois meses. Detalhe número dois: o show do Mombojó surgiu do nada pra acontecer na mesma data e local, há cerca de uma semana. Detalhe número três: o Elma é hoje um dos grandes nomes do novo rock instrumental brasileiro. Já tocou no exterior, é mega considerado pela crítica musical (o autor deste blog, inclusive, já os entrevistou para a grande Rolling Stone, meses atrás) e, além de tudo, seus integrantes são um poço de humildade e boa praça ao extremo.

A mega cagada que o escroto Mombojó aprontou em cima do Elma repercutiu absurdamente nas redes sociais – Zap’n’roll mesmo tomou conhecimento do fato ontem, quarta-feira, quando alguém o alertou do ocorrido via Twitter. Hoje pela manhã a repercussão da história já estava monstruosa – e todo mundo, claro, ficou do lado do Elma, o único e grande prejudicado nessa parada toda.
Enfim, o blog não quer se alongar muito em sua opinião sobre o ocorrido. Apenas reitera que sempre achou o Mombojó uma bela merda, uma banda metida à besta e que não justifica de forma alguma a forma arrogante como ela se posiciona na cena musical brasileira.

Mas se você quer ficar por dentro de tudo o que aconteceu e a repercussão do episódio na web, o blog reproduz aí embaixo, sem cortes, o texto que o querido Bernardo Pacheco, guitarrista do Elma, postou no Facebook. E estas linhas zappers também reproduzem a resposta publicada pelo Mombojó no seu blog, a respeito do ocorrido – sendo que lá mesmo, em seu próprio blog, o grupo está sendo bombardeado por todos que leram suas explicações.

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Senta que lá vem história.

(texto publicado por Bernardo Pacheco, guitarrista do grupo Elma, no Facebook)

No final de março de 2011 confirmamos uma apresentação do Elma no Studio SP através da Norópolis, que marca a maior parte dos nossos shows. Esse vinha na esteira de uma série de noites que a agência vinha fechando na casa, de artistas como Bodes e Elefantes, Porto, Hurtmold, Chankas e Lurdez da Luz.

Originalmente tínhamos sido agendados pra tocar no Cedo e Sentado do dia 17 de maio, uma terça. Só explicando, essas noites Cedo e Sentado funcionam assim: a banda que tocar aceita um cachê fixo de 500 reais independentemente do público que comparecer, e esse público entra de graça na casa. Pra algumas bandas isso é vantagem, pra outras prejuízo, mas a curadoria dos artistas quem faz é próprio Studio SP, e fomos selecionados. Pra gente tava bom.

Em paralelo, desde o início do ano tem rolado no Studio as chamadas terças Fora do Eixo, noites nas quais o coletivo Fora do Eixo é quem faz a curadoria. Normalmente o segundo horário das terças é deles, pelo que entendemos. De modo que nosso show seria de certa forma abrindo pra uma atração selecionada pelo Coletivo Fora do Eixo. Pra gente tudo bem também.

No meio tempo entre o show ter sido marcado e ele não acontecer, fui chamado pra uma reunião na Casa Fora do Eixo SP, sede recém inaugurada do coletivo, como parte de uma tentativa deles de aproximação com os artistas da capital que ainda não estavam alinhados ativamente com o projeto deles. Fui lá, conversei com o Felipe Altenfelder e Pablo Capilé, e deixamos a porta aberta para colaborações futuras, já sabendo que dividiríamos a noite do dia 17/5, o que na minha cabeça serviria como um termômetro pro que pudéssemos vir a fazer juntos.

Após essa reunião, e aproximadamente um mês antes do não-show do Elma, recebemos um pedido do Studio SP: se aceitaríamos mudar nossa data original pra terça seguinte, 24 de maio, por conta de alguma questão de programação que não foi explicitada. Não vimos problema algum, havia antecedência pra isso, e aceitamos, pra que criar empecilhos de graça? Em breve teríamos um curso grátis.

Pois bem, começa aqui a novelinha. Uma exata semana antes do show ficamos sabendo que a banda que faria a segunda parte da noite seria o Mombojó, como parte da Noite Fora do Eixo SP, tocando com entrada paga (o que não interfere no horário grátis da casa, das 21h as 00h). Honestamente eu tinha a esperança de que fossem parear a gente algum artista que tivesse mais a ver com nosso som, mas ao mesmo tempo tinha simpatia pela banda e achei ok. Porem, junto com essa notícia da escalação, veio outra um pouco mais estranha: estavam perguntando se a gente toparia mudar nossa data novamente. Faltando uma semana pro show, com a divulgação já andando, e já tendo topado uma remarcação anterior, achamos que não era o caso, já tínhamos demonstrado flexibilidade e boa vontade antes, quando ainda havia tempo hábil pra tanto. Aí veio o porquê:

Ao que parecia o Mombojó havia tido problemas tocando com bandas de abertura no Studio SP, e não aceitavam fazer o show nessas condições, não aceitavam que alguém mexesse em um fio de cabelo sequer do palco deles uma vez que o mesmo fosse montado. Não que a gente estivesse realmente abrindo pra uma banda que só entrou no nosso show quase dois meses depois da gente, mas mesmo assim fica no ar a pergunta: por que colocar o Mombojó justamente numa data em que outra banda já estava marcada pra tocar mais cedo, se isso impossibilita a realização do show deles? Se você quer saber a resposta não perca tempo lendo o resto deste texto pois nunca a recebemos, todas as partes envolvidas (excluindo o Elma e a Norópolis) convenientemente evitaram o ponto central da questão até o amargo fim.

Aqui cabe enumerar quem são as tais partes envolvidas:

1. Nós (Elma), que tivemos nosso show marcado via Norópolis (Fred Finelli), diretamente com o Studio SP

2. O Studio Sp, que agendou nosso show diretamente com a Norópolis, e em paralelo tem o acordo das terças-feiras com o Coletivo Fora do Eixo

3. O Coletivo Fora do Eixo, que cuida das terças Fora do Eixo, e conversava em paralelo com o Elma (como com muitos artistas) a respeito de desenvolver algum tipo de parceria a médio prazo

4. O Mombojó, que escolheu ser representado na negociação pela empresária Katia Cesana, que até o final desta história não irá aparecer pessoalmente em momento algum, pra não expor os meninos.

Recapitulando, o Mombojó colocou que não poderia haver outra banda na mesma noite pois eles não tocam no Studio SP, especificamente, dividindo o palco com neguem, por problemas passados,

PORÉM

o Elma tem equipamento próprio completo (bateria e amplificadores de guitarra e baixo), o chamado “backline”, e sempre que possível (ou seja, sempre que temos como carregar a tranqueira toda) damos preferência por usar esse backline. Alem disso, nosso palco já é normalmente montado de forma que se encaixe no palco normal da maioria das bandas (inclusive o Mombojó), pois nossa bateria fica montada na frente do palco, e nossos amplificadores ao fundo. Isso significa que seria possível montar simultaneamente o palco do Elma e do Mombojó, sem transtorno pra nenhuma das partes. Logo este problema estaria solucionado. Não fosse pelo fato de que cada solução oferecida pela gente, já num esforço de boa vontade, seria rebatida com um problema novo e cem por cento inédito pra impossibilitar nosso show.

É aqui que eu lembro que nosso show estava marcado quase dois meses antes do Mombojó sequer aparecer na história?

Mais uma novidade, agora faltando já uns 5 dias pro show: já que o Elma não precisaria mexer no palco do Mombojó, os mesmos tocariam no primeiro horário, as 22h, de graça, e o Elma as 00h. Acompanhou o raciocínio? Quando der me explica, então. Digo, acabamos de apresentar solução pro problema DELES, e logo, arrumaram outro problema. Opa, então o headliner que teria condições de encher a casa cobrando entrada (mesmo que o dinheiro dessa não fosse necessariamente pra mão deles) iria abrir mão disso, só pra não tocar depois do Elma? E se eles tocam antes, isso quer dizer que eles montam o palco deles na lacuna do nosso, cagando toda a montagem de palco preciosa deles? A terra é cônica? Até o final do texto você só vai descobrir a explicação pra uma dessas perguntas. O que eu só fui descobrir dias depois, na conversa que tive com o gerente de palco do Mombojó, é que em nenhum momento houve a verdadeira intenção de deixar o Elma passar o som caso tocássemos no segundo horário. Digo, porque a gente imagina que tá implícito que bandas que se dêem o respeito passam o som. E também que o “segundo horário” seria após o show do Mombojó, que COMEÇARIA a meia-noite, ou seja, queriam na verdade empurrar nosso show pras duas da manhã, no mínimo. Pro pessoal já poder esperar o metrô das 4:15.

Bom, pra quem não é do ramo da dedução, aqui a gente já estava sentindo cheiro do seguinte: isso não tinha cara de atitude de uma banda para com outra banda. Parecia picuinha de produtor medindo forças, intermediários deixando as bandas de peão do JOGUINHO SUJO, e colocando o nome do Mombojó como parte inflexível da história. Apostando nisso, o Fred, nosso produtor, disse ao Studio SP que tendo em vista o impasse em que estávamos entrando (já que o Elma não iria simplesmente ser trocado de horário por um capricho arbitrário de quem quer que fosse), passassem pra gente o contato de qualquer integrante do Mombojó. Ficamos no aguardo.

Continuamos no aguardo.

Mais aguardo.

Vamos lembrar, então: temos uma data no Studio SP marcada com dois meses de antecedência. Uma semana antes da mesma, uma banda aparece pra tocar no segundo horário da noite e começa a fazer exigências. Mais ou menos como imaginamos que pudesse proceder, digamos, um Bon Jovi ou Axl Rose, ou qualquer outra figura digna de piada. Tanto o Studio SP quanto o Coletivo Fora do Eixo em nenhum momento se posicionam de forma concreta (ou seja, ninguém disse que o Mombojó não ia mandar e desmandar na agenda do Studio), e nos vimos obrigados a ir atrás de resolver esse impasse por nós mesmos, por pura vontade de encontrar uma solução simples pra um problema inventado.

Aí já chegamos na segunda feira, 23/5, véspera do show. Mexendo aqui meus pauzinhos (agenda do celular), consigo o telefone do Chiquinho, tecladista do Mombojó, ainda acreditando que, falando com um ser humano como eu, ao invés do equivalente prático de um menu de atendimento ao consumidor, conseguiríamos fazer o bom senso prevalecer e arrumar essa puta bagunça. Uma banda não vai deliberadamente tomar atitudes que vão fuder com a vida de suas bandas semelhantes apenas pra agir em causa própria, certo?

Chiquinho atende o telefone, se mostra confuso com a historia toda, e parece entender meu lado, vendo que a coisa toda não faz sentido nem bem pra ninguém. Diz que vai conversar com a banda dele. Passado um par de horas o Fred fala com ele também pra ver se já temos uma posição, Chiquinho diz novamente que não está a par da história e vai checar com os caras pra resolver tudo da melhor maneira possível.

Bom, foi melhor pra ALGUEM.

Daí pra frente ele se torna incomunicável e não atende mais o telefone.

Em paralelo estou pressionando por email as duas pessoas do Coletivo Fora do Eixo que tinham falado comigo sobre uma parceria com o Elma, mais especificamente Pablo Capilé e Fabio Altenfelder, a respeito de como a tal parceria se iniciaria numa situação dessas, e querendo explicações a respeito de porque havia uma pressão pro Elma não se apresentar na noite do próprio show num suposto e inédito antagonismo com o Mombojó, que mal conhecemos de falar “oi”. O Fora do Eixo coloca que a forma ideal de resolvermos a situação seria uma “reunião presencial”, ou seja, reunião em que os presentes estão todos presentes. Essa reunião idealmente envolveria eu (Bernardo, do Elma) o Fred (Noropolis, agenda de shows) o Felipe Altenfelder e /  ou o Pablo Capilé (Fora do Eixo) e o gerente do Studio SP, o Maurício, que até então vinha fazendo a ponte entre o proprietário da casa, Alexandre Youssef, e o Fred. Foi explicitado que a presença da produção do Mombojó na reunião só complicaria as coisas, que eles eram a parte irredutível da negociação (negociação do Mombojó, Studio SP e Fora do Eixo pela desapropriação do show do Elma, mais especificamente).

Eu e Fred ainda apostamos que fazia mais sentido falar diretamente com a banda de seres humanos Mombojó, ao invés da parede de produção que cerca os meninos (mais sobre meninos em breve), e seguramos essa reunião enquanto não desistíamos desse caminho. Continuei insistindo e consegui falar brevemente com o Felipe S, vocalista da banda, me utilizando do brilhante expediente de ADICIONAR NO FEICE. Batata, ele estava online no CHAT e me passou o email dele pra eu explicar tudo melhor. Mandei uma mensagem contando tudo em detalhes, e o que eu pensava disso. Ao mesmo tempo o Fred, já na madrugada de segunda pra terça, recebia do Studio SP um telefonema e um email comunicando nada mais nada menos que o cancelamento do show do Elma. O Fred se posicionou dizendo que não aceitaríamos a situação.

Recapitulando: em março o Elma marcou show pras 22h de uma terça feira de maio; quase dois meses depois Mombojó é colocado pra tocar mais tarde na mesma noite e solicita que o Elma não toque; Studio SP e Fora do Eixo obedecem após leve resistência. VALEU, ABRAÇO!

Acordamos hoje, na terça feira do show em questão, com a vida toda fodida, mas surge uma esperança: Felipe S leu meu email da noite anterior e respondeu, dizendo que achava isso tudo uma merda, mal tinha sido informado do próprio show, que foi marcado de última hora (ao contrário do nosso que foi com DOIS MESES DE ANTECEDÊNCIA), que assim como ele estávamos no dia a dia da música (única aparição da palavra em todas as conversas dessa história) e que ele faria o possível pra colocar a gente pra tocar antes (vulgo “não expulsar a gente do nosso próprio show”), e aqui cito verbatim: “mesmo porque não faz sentido ser diferente.” Claro que não entendemos isso como resolução de nada, e sim como uma abertura por parte do Mombojó, pela primeira vez, de não atropelar nosso show.

Coisa linda de viver. Assim que vi a mensagem comuniquei o Fred e ele falou com o Studio SP, que por intermédio do Maurício imediatamente reverteu o cancelamento do show do Elma, que estava começando a ser divulgado nas redes sociais (totalmente a nossa revelia). Mas enfim, faltando umas cinco horas pra passagem de som, e emails indo e voltando entre eu e Felipe S, músico, partimos pros finalmentes práticos da situação, e pedimos a ele que o Mombojó passasse o som a partir das 17h, como é praxe no Studio SP, pra que nós, a banda do primeiro horário, tivéssemos tempo de fazer a nossa própria passagem de som das 19h as 21h, horário também de praxe da casa e PREVIAMENTE COMUNICADO PELO STUDIO SP para esta ocasião em especial também. Daí pra frente recebi um email breve do Felipe dizendo que ele estava super enrolado com mil coisas de projetos X e Y, e que o problema todo era justamente A PASSAGEM DE SOM DO MOMBOJO, que já havia sido problema no Studio antes, etc, e que o diretor de palco deles estava muito preocupado com essa situação. Imediatamente respondi dizendo que eu falaria diretamente com o diretor de palco deles, pois trabalho no mesmo ramo, lido com esse tipo de coisa quase diariamente e sabia que conseguiríamos desenrolar esse nó em 5 minutos, ainda mais o palco do Elma sendo tão simples quanto é.

É aqui que o Felipe S some e não aparece mais. Nem pra PASSAR O SOM DO MOMBOJÓ. A mesma passagem de som que era o ponto central da picuinha, digo, negociação.

Quando vi que o menino tinha tomado chá de nem me viu apelei pra agenda do celular de novo e por a + b cheguei no telefone do diretor de palco do Mombojó, o Brigídio.

Liguei pro Brigídio.

Você está achando esse texto grande? Dê graças a deus que eu não vou transcrever a ligação que se seguiu. O Brigídio falou ininterruptamente por 15 a 30 minutos (consegui enfiar umas palavras no meio, só pra constar), me explicando repetidas vezes como é impossível o Mombojó dividir palco com outra banda no Studio SP, e me contando da situação traumática que tinha vivido na mesma casa numa ocasião anterior. Daquela vez ele tinha tentado ajudar uma banda de abertura que tinha aparecido de última hora (mais ou menos como o Mombojó apareceu na nossa noite), se viu vitima de inúmeras precariedades técnicas da casa e ao fim da noite, em face a vários problemas de som se viu desrespeitado como profissional, numa situação em que estava apenas tentando ser prestativo. Consegui perfeitamente imaginar a situação dele, digo, consegui me imaginar na mesma roubada como técnico de som (poucos dias antes tinha perdido bastante tempo ajudando uma banda de abertura da Holanda num show no Sesc e eles não hesitaram em prejudicar a gente logo na seqüência, por exemplo), e de qualquer forma era inútil tentar o diálogo, pois para o mesmo é preciso momentos de silêncio para que o interlocutor possa se pronunciar, e evidentemente eu não teria essa cortesia. Lamentando que não havia mais tempo pra tentarmos solucionar a situação antes de que todas as partes se encontrassem na própria casa de show (faltava uma hora e pouco pro soundcheck), fomos pra ultima etapa dessa via crucis ridícula. Ah, o Brigídio deixou também escapar que tinha ficado sabendo desse show apenas um dia antes. Desse show que iria provocar o cancelamento do nosso próprio show, marcado DOIS MESES ANTES. O Brigídio falou também que era uma pena que a gente não tivesse se conhecido em uma outra circunstância, em que todos poderíamos ser amigos e se dar muito bem. Como se a tremenda cagada que estava acontecendo fosse fruto de uma força da natureza, uma coisa inexorável, e não conseqüência de decisões de adultos plenamente conscientes dos efeitos de suas ações.

Nesse ponto tanto eu como Fred entendemos que tínhamos esgotado todas as possibilidades de solucionar o problema (que não era nosso) de um jeito que não fosse ficar feio pra ninguém. É por isso que você está lendo isto.

Chegando no Studio SP encontramos parte da equipe do Mombojó montando o palco, o Felipe Altenfelder, do Fora do Eixo, o gerente do Studio, Maurício, e a produtora Marta, que representava a produtora Kátia, que por sua vez representava o Mombojó. Isso, três graus de separação entre o mundo hostil e o Mombojó.

Num momento inicial da conversa ali, pude ouvir uma das coisas mais incríveis que já tive o privilégio de escutar: que era um absurdo que se tivesse permitido que nós, do Elma, tivéssemos entrado em contato direto com os integrantes do Mombojó, pois isso iria “expor os meninos da banda”, e “expor os meninos da banda” é inaceitável, essa era uma questão de produção. Sendo um homem que está acostumado a ser obrigado a resolver os próprios problemas, entendi perfeitamente a utilização muito feliz do termo “meninos”, que precisam de uma parede de duas produtoras, uma presente apenas por telefone, para que se possa agir do jeito que for em nome da banda sem que eles precisem sentir o cheiro escroto das conseqüências das suas decisões pessoalmente, nem olhar nos olhos das pessoas que se fodem por conta deles. E acredite, ninguém teve a cara de aparecer pra olhar na cara da gente. Nem em nome da PASSAGEM DE SOM DO MOMBOJÓ.

O resumo da conversa que se seguiu é: após um tanto de fala-fala e diz-não-diz, a produtora da produtora da banda, o representante do Fora do Eixo e o gerente do Studio sumiram pra dentro da casa. Voltam Mauricio e Felipe com a notícia: fica ao Elma a opção de montar o palco após a apresentação do Mombojó (que começaria as 00h) pra tocar, ou cancelar o show. Foi também explicitado o porque da preferência pelo Mombojó (aqui você pode fingir que ainda não sabia): eles tem bem mais público, logo, eles podem mexer e remexer na vida dos outros, com a conivência do Studio SP e do Coletivo Fora do Eixo. Bom, a gente não ia se prestar ao ridículo de tocar lá pras duas e meia da manhã, depois de montar o palco na frente de uma casa cheia de gente, sendo que as pessoas que iam ver a gente chegariam pra um show as 22h, como estava previamente acordado e divulgado.

Nossa banda estava tendo o show sumariamente tesourado, e a grande preocupação era não “expor os meninos” do Mombojó. Faz sentido.

Aqui fica claro, então, que:

– o Mombojó iria simplesmente prosseguir com o plano inicial de excluir o Elma da noite, sendo que desta vez estava claro que a banda inteira estava ciente das conseqüências da atitude deles, já que tinham se reunido mais cedo, como ficamos sabendo, pra decidir o que fazer

– o Studio SP não honraria o que foi marcado em março com o Elma, dando prioridade aos caprichos da banda que entrou pra tocar na mesma noite em outro horário, várias semanas mais tarde

– o Coletivo Fora do Eixo iniciaria sua frutífera parceria com o Elma permitindo o cancelamento do nosso show em prol de um artista mais popular

Pois bem, nosso show foi cancelado na nossa cara. Fazer o que? Arrumar briga? Ia resolver muita coisa.

Decidimos que iríamos simplesmente ficar ali e assistir a preciosa PASSAGEM DE SOM DE TRÊS HORAS DO MOMBOJÓ, na esperança de ao menos olhar na cara do Felipe S e do Chiquinho, e ver que cara tem a pessoa que faz uma coisa que não se faz. Descobrimos a resposta: cara nenhuma. O único integrante da banda que compareceu a passagem de som foi o baterista, faltando uns vinte minutos pra abertura da casa. Os outros meninos simplesmente não foram, certamente ocupados com o dever de casa. A gente deixou de tocar e passar o som pra que pudesse ser feita com todo o cuidado uma passagem de som de três horas no Studio SP na qual nem os próprios integrantes da banda se deram ao trabalho de ir, deixando um roadie, um diretor de palco e um técnico de PA pra resolver tudo. Eu olhei no meu relógio, já tinham se passado duas horas e quarenta de passagem de som quando finalmente ouvimos o som de um contrabaixo. As guitarras ficaram prós cinco minutos finais.

Pra não dizer que ficou tudo absolutamente no ar, foi explicitado pelo Pablo Capilé e pelo Mauricio, do Studio, que a produtora Katia Cesana sabia de antemão que a noite não era somente do Mombojó. Originalmente além do Elma tocaria também o Slim Rimografia. A produtora teria então solicitado o rider de ambas as bandas, pra ver como adaptar tecnicamente a situação. Daí pra frente ela teria, segundo Pablo e Maurício, ficado em silêncio a respeito da questão toda, deixando chegar a véspera da data pra fazer que não sabia que havia outras bandas e que era inaceitável que houvesse, que havia sido combinado que a noite seria exclusiva do Mombojó. Não temos como averiguar isso, e o mais importante, estamos pouco nos fudendo. Fica aí o que o Pablo e Maurício disseram.

A gente se viu no meio de um jogo de forças ridículo e fomos refens da completa falta de atitude das pessoas que tinham tratado com a gente desde o início. Por questões políticas e comerciais basicamente deixaram a gente tomar no cu, mesmo sabendo que tínhamos a razão (e repetindo que sabiam que a gente tava certo o tempo todo!). Tem coisa mais típica da caricatura de um político do que alguém olhando no seu rosto e dizendo “você é o cara”, enquanto acende o pavio da bomba que vai explodir o seu saco e as suas bolas?

Cada parte envolvida escolheu o papel que queria fazer, a todo tempo deixamos claro que contaríamos a história no final e aqui está ela, cheia de nomes próprios, pra você entender como quiser. Não coloquei o texto dos emails que foram trocados ao longo da negociação pra não estender ainda mais o texto, mas é só pedir que vão pro ar, dão um colorido especial a essa palhaçada. Acredito porem que todos os envolvidos sabem o que disseram e o que deixaram de dizer, e que isso não será necessário.

A propósito:  a terra é plana.

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A REPOSTA DO MOMBOJÓ, SOBRE O OCORRIDO, PUBLICADA NO SEU BLOG

Pedimos que todos que quiserem explicações sobre o ocorrido ontem no Studio SP entrem em contato com a administração do próprio ou com a produção do Fora do Eixo. Não queremos falar sobre isso neste momento porque não nos sentimos culpados pelo o ocorrido, é uma pena que o Elma esteja nos apontando como responsáveis porque realmente não somos. Gostaríamos de dizer também que estamos muito tristes pela não realização do show do Elma, mas acreditem também já passamos por cancelamentos de shows nossos e nunca nos ocorreu de culpar os outros artistas envolvidos, mas sim a produção que não teve cuidado e atenção conosco nestes momentos. Bem, gostaríamos muito que o evento tivesse acontecido com as duas bandas até porque quem acompanha nossa carreira sabe que não temos nenhum problema com isso, pelo contrário, muitas vezes fazemos contatos muito legais nestes encontros.
Esperamos que as pessoas entendam esta situação e realmente procurem respostas com quem as tenha. Concordamos com muitas questões colocadas por Bernardo neste texto que ele fez: https://www.facebook.com/note.php?note_id=175633829156691&comments, só não concordamos com a violência gratuita em relação às pessoas que nem sequer ele conhece, no caso nós.
Com o tempo esperamos poder zerar este total baixo astral criado entre as duas bandas e quem sabe até tocarmos juntos em alguma outra ocasião porque no meio em que vivemos o foco é a música, e acreditamos que quanto mais nós, bandas e artistas, estivermos juntos, mais longe poderemos chegar.
Pra ninguém pensar que foi algum assessor de imprensa,
Marcelo

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* Algumas considerações finais destas linhas online sobre este episódio cretino patrocinado pelo Mombomerda:

* O blog esteve no último domingo em uma super festa na sede da Casa Fora do Eixo, em Sampa. Foi super bem recebido por todos que estavam lá, por toda a direção do coletivo, encontrou dezenas de amigos, assistiu a ótimos shows (como os do Pública e Vanguart), degustou um ótimo churras, tomou muitas brejas. Este espaço virtual, que já teve suas discordâncias em relação a atuação da FDE na cena musical independente nacional, voltou a ter boas relações com a turma porque sabe que eles fazem um trabalho sério, pertinente e bacana em prol das bandas, dos músicos e de todos que atuam hoje na indie secene nacional. Então o blog gostaria de saber, sinceramente, se o querido Pablo Capilé (a quem temos todo o respeito e consideração do mundo pelo seu trabalho) e a direção da Fora Do Eixo compactuam com a atitude tomada pelo grupo pernambucano e seus “produtores”.

* A outra consideração: apesar de freqüentar eventualmente a casa noturna StudioSP (que, há de se reconhecer, é um dos melhores espaços para shows alternativos hoje na capital paulista) e de ter bons amigos por lá, estas linhas bloggers não têm simpatia alguma pela direção daquele espaço, por ela possuir a mesma postura indelicada e arrogante no trato com as pessoas que acomete a turma do Mombomerda. E fica, então, a questão: por que o StudioSP é uma Ong, isenta de várias taxas e impostos, se ela é uma casa noturna como qualquer outra e que cobra INGRESSO de quem vai lá, na maioria das noites em que há shows? O blog aguarda resposta de alguém de lá a essa palpitante questão.

* Os links, pra quem quiser ficar por dentro de todo o histórico dessa calhordice patrocinada pelo Mombojó:

https://www.facebook.com/notes/bernardo-pacheco/sobre-o-cancelamento-do-show-do-elma-no-cedo-e-sentado-studio-sp-noite-fora-do-e/175633829156691

http://www.mombojo.com.br/blog/

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IMAGEM DA SEMANA
Zap’n’roll muito bem “cercado” pelos queridos Hélio Flanders e Pedro Metz, respectivamente vocalistas do Vanguart e do Pública, duas das melhores bandas do rock brasileiro dos anos 2000.
A pic foi feita no último domingo, no festão que rolou na Casa Fora do Eixo, em São Paulo. Uma tarde/noite mega bacana, com muito churras, breja à vontade e showzaços de gente como Pública e Vanguart.
Que venham outras festas iguais, e o blog bate palmas pro trabalho que o FDE está realizando atualmente na cena rocker nacional.

Zap’n’roll, “dominado” pelos queridos Pedro Metz e Hélio Flanders, no festão de domingo último na Casa Fora ds Eixo/SP. A balada foi ótima, hehe.

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ZAP’N’ROLL DJS SET EM JUNHO!
Yep, o blog de cultura pop e rock alternativo mais legal da web brasileira volta a exercitar seus dotes como, hã, DJ de baladas rockers noturnas under e desvairadas, rsrs. Assim, no próximo dia 4 de junho, sabadão em si, o blog assume as pick-ups do sempre animado e badalado clube paulistano Outs, lá no baixo Augusta.
Depois o blog vai ainda maaaaais longe. Dia 17/6, sexta-feira, será a vez destas linhas zappers pousarem em Belém (capital do Pará, seu mané em geografia, rsrs), onde vai rolar a primeira festa do blog na região Norte do Brasil. A balada será no conhecido Café com Arte e além da discotecagem do blog, também vai rolar show dos sensacionais Baudelaires (atualmente, a banda do coração deste espaço rocker online), além de mais DJs set da turma da produtora local Vandersexxx e também da rocker girl number one de Macapá, a Rudja.
Vai ser mesmo imperdível. E até lá, fique de olho aqui no blogão que iremos dando mais detalhes da putaria rock’n’roll que vai rolar com força em Belém, daqui a três semanas.

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Festival PopPorn: começou ontem em São Paulo, e vai até o próximo dia 2 de junho, a primeira edição do evento que pretende abordar temas como sexo e pornografia sob a ótica da cultura pop e da arte. Com uma programação mega extensa (que inclui exibição de clássicos do cinema erótico e pornográfico, mais debates, palestras, mostras fotográficas, shows em casas noturnas de Sampa e muito mais), o PopPorn pretende colocar a sexualidade no centro do debate cultural atual, e sem o moralismo babaca e o preconceito que ainda hoje, em pleno século XXI, insiste em rondar um tema tão caro a todos nós. Toda a programação do evento pode ser conferida aqui: www.popporn.com.br . E, de aperitivo, um dos destaques da programação cinematográfica do evento é o clássico “O último tango em Paris”, rodado em 1972 e estrelado pelo gênio Marlon Brando. Passa hoje, sexta-feira, às onze e meia da noite, no Espaço Unibanco Augusta (na rua Augusta em si, próximo à avenida Paulista). Vai lá!

Duas lendas em dois festivais neste finde em Sampa: “O último tango em Paris” (acima), com Marlon Brando e que passa hoje à noite, sexta, no Espaço Unibanco Augusta; e o quarteto inglês Gang Of Four (abaixo), que toca domingo no Parque da Independência

* Festival da Cultura Inglesa: esse é pra quem gosta de rock’n’roll da melhor estirpe, e tudo o que se relaciona à cultura pop da Velha Ilha. Chegando à sua décima quinta edição em Sampa, o festival vai promover hoje, sexta, um noitada rocker no StudioSP (também na rua Augusta, 591, centrão de Sampalândia)  onde o DJ set estará por conta de Allan McGee, o lendário fundador do selo Creation (que deu ao mundo bandas como Oasis e Primal Scream). E tem mais na programação: DJ set de Glen Mattlock (o sujeito que um dia tocou baixo nos Sex Pistols) amanhã, sábado, no Beco203 (também na Augusta, oxe, colado no StudioSP). E no domingo… shows de grátis a tarde toda no Parque da Independência (lá no bairro do Ipiranga, em frente ao Museu do Ipiranga, óbvio), sendo que a maratona vai ser encerrada à noite com gig da lenda Gang Of Four. Precisa mais? Nope. Então, fica de olho na programação completa do festival, que pode ser acessada aqui: www.culturainglesasp.com.br. E bons shows e baladas pra galera!

* Baladas no finde: yep, além desses dois ótimos festivais aí em cima que são ótimos motivos pra sair de casa neste finde (mesmo com frio gostoso que está tomando conta de Sampa), ainda tem paradas legais pra se curtir de hoje até domingo. Começando hoje, sexta, quando tem mais uma edição da festa comandada pelo DJ Márcio Custódio lá no Container (na rua Bela Cintra, 483, Consolação, centro de São Paulo). Já no Inferno (também na Augusta, no 501) tem mais uma edição da festa Girls Talk, onde as garotas comandam a noitada rock’n’roll, entre elas a delícia cremosa (rsrs) que é a DJ Debbie Hell.///Sabadão? Vai lá na Outs (no 486 da Augusta), que o Sugar Kane vai quebrar tudo no palco da badalada casa noturna do baixo Augusta.///E domingo? Ora, depois dos shows no Parque da Independência, nada mais justo e digno do que terminar o finde no projeto Grind, comandado pelo querido André Pomba, na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa). É isso: se joga mano!

UNS PREMIOZINHOS AÍ…
É, faz um tempinho que eles não aparecem por aqui, né? Nada demais, mas vai lá no hfinatti@gmail.com, que pintou tipo assim de repente pra sorteio:

* Um kit com CDs e DVDs da ST2, entre eles um Box-set com quatro cdzinhos do… Twisted Sisters!

* Outro kit com CDs indies nacionais mega legais, com discos do Pública, o novo dos Los Porongas e também o novo ep do Bidê ou Balde.

Certo? Resultado de quem ganhou na semana que vem, por aqui mesmo, hehe.

E FIM DE PAPO
A despedida deste post, concluído já na tarde de sexta-feira, não é nada alegre. O blogger andarilho saiu ontem, deu um rolê pelo baixo Augusta e chegou de manhã em sua house. Dormiu muito pouco e já se pôs a escrever o que faltava para completar o blog zapper. E quando acordou, se deparou com o texto postado por sua ex-namorada, Rudja Catrine, no blog legal que ela possui, o Route 66. O texto é público, está lá para quem quiser ler e não será reproduzido aqui. Mas nele a garota, por quem estas linhas online ainda nutrem todo o carinho, respeito, consideração, afeto e amizade do mundo, repassa o relacionamento do ex-casal a limpo, de forma respeitosa pelo nosso passado juntos, e fazendo uma série de considerações (sobre perda, separação e até afastamento como possíveis amigos) que o autor deste blog respeita e aceita, embora não concorde com muito do que está ali. A resposta ao texto já foi postada no próprio Facebook de Rudja, e não será reproduzida aqui. O que se pode dizer, aqui, é que o namoro com Rudja foi sim maravilhoso e poderia ter terminado em casamento. Mas ela não quis assim. Assim como quem está escrevendo este texto também nunca, jamais, quis o mal dela, de forma alguma – se o quisesse, já teria se vingado com fúria incontida. Pelo contrário, Zap’n’roll sempre amou e procurou ser o melhor namorado do mundo durante o relacionamento, mesmo com os erros e falhas (que são inevitáveis) que foram cometidos pelo caminho. Enfim, este post termina com o coração zapper total eivado de mágoa e melancolia. Mas, ainda assim, ele deixa o beijo mais doce do mundo em sua ex-Rudja, desejando que um dia (breve, que seja), ambos possam se ver frente a frente e descubram entre ambos a melhor amizade do mundo. A amizade que ainda não aconteceu mas que, se os céus quiserem, irá acontecer. Semana que vem estamos na área novamente, aqui no domínio próprio do blog. Até mais, com beijos doces e tristes em todos os queridos leitores que acompanham a Zap.

(completado e finalizado por Finatti em 27/5/2011, às 16hs.)

Agora vai: O novo e fodaço Arctic Monkeys. A morte e o renascimento de um blog. Algumas noites com shows inesquecíveis, e em baladas no alto de prédios. Grandes discos do indie rock BR. E madrugadas deliciosamente frias, encharcadas de lembranças e solidão…

 

Os Macaquinhoa do rock inglês: de volta com disco fodão

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ATENÇÃO!!! Este post inaugura o novo endereço, em domínio próprio, do blog. Agora, além de ler a Zap’n’roll no portal Dynamite online, você também pode alcançar o texto em www.zapnroll.com.br . Aqui está o conteúdo INTEGRAL do post, com material exclusivo (e safado e selvagem, hihi) e que NÃO está publicado lá. Portanto, qualquer que seja sua opção de leitura do blog zapper (mais comedida ou mais canalha, rsrs), bem-vindo e boa diversão!
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Foi mesmo avassalador e inesquecível.
Na semana passada em São Paulo, por uma hora e meia, todo mundo que ama indie rock e power pop dos deuses, volto no tempo duas décadas pelo menos. Foi a noite mágica da apresentação única do quarteto escocês Teenage Fanclub na capital paulista. Zap’n’roll estava lá, bebeu horrores de doses generosas de Red Label, e se emocionou como toda a galera que lotou a boate The Week – emoção ao ponto de, em alguns momentos, os olhos ficarem marejados. Enfim, foi um desses momentos que ficam gravados em nossa memória (tão falha, fútil e superficial às vezes, falha e descartável como aqueles amores desonestos ou enganosos, que prometem felicidade eterna a alguém, prometem união e olhar juntos as estrelas do céu, para depois romper e deletar tudo de maneira cruel e por vezes torpe, como se nada jamais houvesse acontecido) por anos e anos. É o momento da eterna criação, do renascimento da arte. Momento mais ou menos igual ao que este blog vai passar a partir deste post: agora estas linhas zappers passarão a estar em dois endereços na web. Neste mesmo aqui no portal Dynamite online, onde nosso dileto leitorado nos acompanha já há oito anos, e também em www.zapnroll.com.br, domínio próprio e que já está no ar, estreando hoje. Foi a solução encontrada para dar fim a uma longa crise editorial que se arrastava há séculos, entre o autor destas linhas rockers online e seu melhor amigo de anos e Publisher do portal, André Pomba. Uma crise que tinha um motivo bem específico: Pomba não concordava mais com e queria eliminar total do blog as histórias repletas de passagens de sexo e drogas que permearam (e ainda permeiam) a existência do sujeito aqui, e que volta e meia são relatadas no blog zapper. E pelo motivo que já foi comentado aqui no último post: o site da Dynamite, hoje, pertence à Associação Cultural Dynamite, uma Ong (da qual, inclusive, o autor deste espaço virtual é um dos conselheiros) que realiza um trampo mega bacana em prol das crianças carentes que vivem nas ruas do centrão de Sampa. Vai daí que mr. Pomba achava (e continua achando) que o conteúdo por vezes algo “impróprio” do blog (como o de alguns posts atrás, onde foi postada a gloriosa foto de um monumental par de peitaços de uma das grandes ex-paixões do blogger loker) poderia/pode prejudicar a captação de recursos da Ong junto ao Poder Público. A discussão foi ficando cada vez mais tensa, até que nos últimos dias ameaçou escapar de controle e prejudicar a relação pessoal e de amizade que une blogueiro e Publisher há (pasmem!) dezoito anos. Então, finalmente, chegou-se ao melhor acordo possível: a partir deste post, quem acompanha a Zap desde sempre irá ler aqueles velhos textos grandalhões e repletos de eloqüência opinativa, além de eventuais histórias cabeludas, em conteúdo exclusivo, no novo endereço do blog. O velho espaço zapper online na Dynamite, irá continuar tendo apenas o conteúdo musical e de cultura pop do blog. E assim vamos indo, pra mais um ano na vida e sempre renascendo e tentando dar prazer e imensa alegria a quem lê este espaço online. O mesmo prazer e imensa alegria que todos tiveram no show do Teenage Fanclub em Sampalândia. Também o mesmo prazer que o blog teve no último finde, ao ver um showzaço do quinteo gaúcho Pública, na cobertura do oitavo andar de um prédio no baixo Augusta, em pleno centrão rocker de Sampa. E o mesmo prazer, enfim, que estas linhas eternamente rock’n’roll tiveram anteontem, ao ouvir o novo discaço do quarteto inglês Arctic Monkeys, e que você fica sabendo como é lendo este super mega post. Bora pro blog então!

* Vai estar pelo extremo Norte do país mês que vem? Então anotaê as datas da tour zapper pela região: dia 11 de junho, a primeira parada é em Boa Vista, capital de Roraima, onde o blog vai cobrir o Skinni Rock Festival em sua primeira edição, e sobre o qual damos mais detalhes mais aí embaixo. Depois, o blog ruma pra Belém, onde dia 17 rola a primeira festa da Zap’n’roll por lá no bar Café Com Arte. Vai ter show dos sensacionais Baudelaires (sem nenhum favor, talvez hoje a banda do coração deste espaço online) e mais DJ set do sujeito aqui, do povo rocker da capital do Pará e, talvez, da grande Rudja Catrine, a ex-girlfriend mais legal do mundo, hehe. E depois, talvez role também DJ set em Macapation. Mas a data na capital do Amapá ainda está sendo negociada.

Os incríveis Baudelaires, de Belém: tocando na festa do blog na capital do Pará, dia 17/6

* Falando nos Baudelaires: olha aí embaixo que gracinha (ops, isso é adjetivo daquela secular apresentadora da TV, no? Hihi) o vídeo deles pra lindona “Little Rino”, que acabou de estrear no YouTube. Até o “gordito do corazón” deste espaço rocker, o  queridão Wlad Cruz (o homem que comanda o site Zona Punk), se curvou, uia!

The Baudelaires – Little Rino

* Quando alguém vai trazer esses moleques pra tocar em Sampa?

* Enquanto eles não vêm, vai ter show do quarteto inglês New Young Pony Club por aqui mês que vem também. Eles tocam dia 16 no Beco203 de Sampa (a casa é fodona e o blog já virou freqüentador assíduo de lá), e na noite seguinte no Beco de Porto Alegre. Fora isso, também vai ter show dos Cribs no Estúdio Emme. E a lenda Peter Hook (quem? Rsrs), fazendo duas gigs em Sampa (dias 16 e 17), e outra no Rio (dia 19), onde ele vai tocar na íntegra o clássico e magistral álbum “Unknow Pleasures”, a estréia do Joy Division em 1979 (“Ela perdeu o controle…”).

New Young Pony Club, o lendário Peter Hook (ex-baixista do New Order e do Joy Division) e o The Cribs: todos eles vão tocar em Sampa em junho

* E o sujeito aqui vai perder tudo isso porque vai estar lá pelo extremo Norte brasileiro. É a vida, movida a rock, sexo, “dorgas”, estrada, paixões, vôos e aeroportos…

* E, sim, também vai ter as velhuscas “Tias Fofinhas” (ou Tears For Fears) em outubro, em seis capitais brasileiras. Mas vem cá: quem precisa, a essa altura, de um show do Tears For Fears? Medo…

* Falando em sexo, alguma dessas pesquisas científicas aí constatou que o esperma ajuda a combater a depressão em mulheres. Ou seja: garotas, mais do que nunca, vocês devem deixar os machos soltar muito “leite batido” na xota de vocês. E também sempre fazer muito bem o que mostra essa foto aí embaixo:

O pau aí em cima na foto é do sujeito que escreve esse blog algo canalha, às vezes, rsrs. Já a identidade da dona que está metendo sua bocarra nele, é segredo de Estado, claro! A única info que pode ser dita aqui é que a garota também é linda, tesuda, louca e chupa um caralho como ninguém, hihi. 

* Schwarzenegger, seu bofe safado, rsrs. Comeu a própria empregada, fez um filho nela (isso, enquanto ainda era casado com a corna Maria Shriver, há uma década), e ainda fodeu diversas amantes em seu escritório político. Apetite sexual desvairado é isso aí, uia!

Arnold comedor e mr. Tyler: o primeiro chifrou sua ex-mulher o quanto pôde: já o vocalista do Aerosmith “traçou” um macho em sua adolescência. E não gostou da experiência, uia!

* Ok, ok, sem moralismos babacas por aqui. Afinal, o próprio sujeito que digita estas linhas rockers bloggers, cansou de chifrar sua ex-esposa (isso, há duas décadas) e também muitas de suas ex-namoradas. Tanto que a devassa e putaça T…, uma das grandes paixões do autor deste blog, e que teve um tórrido affair com ele por longos três anos, um dia disparou: “você nunca foi fiel a nenhuma ex-namorada sua. E também não é comigo. Por que eu devo ser fiel a você?”. Não deu outra: T…, cadela como ela só e que adorava uma sacanagem mega movida a álcool e cocaine, deu gooostooosooo sua xota pra outros machos, enquanto ainda se relacionava com o zapper loker, que por sua vez também metia sua pica em outras bocetas – um casal de putos ordinários, no final das contas. Até que um dia a putaria generalizada entre ambos chegou a um fim nada edificante… Ambos nunca mais se falaram, e portanto fika dika: esse papo de traição nunca acaba bem, pra nenhuma das duas partes.

* Zap’n’roll só sossegou, se comportou e teve uma conduta, há, digna enfim, quando ficou por quase um ano e meio namorando com a francesa rocker de Macapá. E olha que havia uma distância gigante separando o casal. E mesmo assim, aqui em Sampa, o comportamento do jornalista foi exemplar, pois ele sentia que não havia mais razões pra ter esse tipo de atitude – normal ou “amoral”, aí fica a critério de cada um. O namoro acabou por outras zilhões de razões (entre elas, a distância), que não cabem ser comentadas aqui. Mas jamais por alguma “infidelidade” de quem escreve estas linhas online.

* Ainda no terreno da sexualidade humana, Steven Tyler assume em sua recém-lançada biografia (nos EUA, bem entendido), que fornicou (uia!) com outro homem, quando era adolescente. Mas o cantor do Aerosmith disse que não gostou da experiência. Hum…

* Enquanto isso, a loiraça loki/belzebu Lady Gaga, segue como a mulher mais poderosa do mundo pop, segundo a revista Forbes. Também pudera: a figura tem 32 milhões de fãs no Facebook, e é seguida por outros dez milhões no Twitter. Barbaridade…

* Zap’n’roll de volta com suas DJ sets. Dia 29, domingo, a parada é no clube paulistano A Loca, dentro das comemorações dos 13 anos do mega projeto rocker Grind, que deu fama ao nosso amado super DJ André Pomba. Depois, no dia 4 de junho, sábado, o blog volta a comandar as pick-up’s na pista do sempre animado clube Outs, no baixo Augusta. E depois… extremo Norte brazuca, wow!

* E  em novembro tem Kyuss em Sampa, né? Dia 13, no Carioca Club.

* Bien, bien, vamos nessa. Aí embaixo você fica sabendo como é sensacional o novo disco dos Arctic Monkeys. E a escrita selvagem e canalha está de volta, aqui: www.zapnroll.com.br, hihi.
 

ARCTIC MONKEYS VOLTA FODAÇO EM “SUCK IT AND SEE”
Foi mais ou menos assim. Final da tarde de anteontem, terça-feira friorenta em Sampalândia. O mundo rolando à toda lá fora, o sujeito aqui se debatendo entre crises emocionais fodidas que volte e meia ainda o perseguem (por conta, ainda, do rompimento de seu último relacionamento, e lá já se vão oito meses que terminou o affair entre ele e a francesa rocker de Macapá, Rudja), e a confecção dos textos para o novo post do blog, o primeiro que será publicado em dois endereços – neste que você sempre acompanha, já há longos oitos anos, e também no novo domínio próprio no WordPress, em www.zapnroll.com.br .

Foi quando alguém deu o alerta na timeline do Twitter: o novo disco dos Arctic Monkeys, “Suck It And See”, com previsão de lançamento “oficial” no próximo dia 6 de junho (Brasil incluso, já que os macaquinhos são bem conhecidos e têm bastante fãs por aqui também), tinha acabado de cair na rede. Tumulto, correria total atrás dos links, baixa daqui, ouve dali, deleta de lá e o vazamento do álbum se tornou o assunto pop do final da tarde de ontem. Zap’n’roll “capturou” rapidamente o cd e o armazenou no note (e logo em seguida, verificou que o link utilizado para a operação havia sido deletado). E enquanto outros blogs famosos de cultura pop ainda especulavam sobre o “possível” vazamento do trabalho a qualquer momento na web (e destacavam, uia, a vinda do ex-vocalista da banda Live ao Brasil, para shows, jesuis…), outros zilhões de links com a íntegra do álbum iam pipocando pela rede, para deleite dos fãs e dos neurados e obcecados caçadores de novidades do rock planetário.

Bão, e daí? O disco é bom? Pra caralho. Meio termo entre o início algo punkster/garageiro do grupo, em 2006 (com o aclamado e mega vendido “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”, disco do qual estas linhas rockers bloggers, na verdade, nunca gostou), e o último trabalho de estúdio (o sensacional “Humbug”, editado há dois anos), “Suck…” captura o quarteto em seu momento, hã, “maduro” – esse adjetivo que, no rock’n’roll, muitas vezes pode soar como um palavrão ou como algo total desabonador em relação ao trabalho de um artista.

Mas no caso dos Macaquinhos, a experiência de passar pelas mãos do gênio Josh Homme (que produziu “Humbug”) e de conviver com uma estética rock mais apurada e elaborada, só parece ter feito bem à banda. Todos ali já não são mais adolescentes, estão na casa dos vinte e cinco anos de idade e Alex Turner (o vocalista, guitarrista, líder e principal compositor do conjunto) sabe que não há mais espaço para amadorismo, letras pueris e bobas e três acordes toscos dominando as músicas do grupo. Claro, o AM não se transformou em uma sacal e repulsiva/punheteira banda de progressive rock. Mas é um prazer ouvir as tramas melódicas e de guitarras em faixas como “She’s Thunderstorms” ou “Black Treade”, que abrem o cd de forma abrasiva. Ou ainda as nuances psicodélicas que envolvem a parte final do já conhecido single “Brick By Brick” (que possui uma melodia incrivelmente dançante e guitarras sujas que remetem à distorção sessentista dos Stooges, além de ótimos corinhos vocais).

A capa minimalista do novo e sensacional álbum dos Arctic Monkeys

Mas quem está com saudade do AM punk e acelerado dos dois primeiros discos, vai delirar com a rapidez e a agressividade das guitarras em “Library Pictures”, por exemplo. Já estas linhas online preferem muito mais o garagismo pop e sixtie de “The Hellcat Spangled Shalalala” (que lembra muito, em sua essência, a musicalidade que Alex Turner desenvolveu em seu projeto paralelo, o também ótimo The Last Shadow Puppets), ou a parte final do trabalho, com canções mais suaves (mas não menos rockers) e onde Turner dá show de bola nas inflexões, como se fosse um crooner de coração partido. Os melhores exemplos disso estão registrados nas três últimas faixas do cd (a melancólica e algo passional “Love Is a Laserquest”, que põe quase em primeiro plano a condução da bateria, a própria faixa-título e “That’s Where You’re Wrong”). Todas ótimas, todas fodásticas.

Fora o baixão poderoso de “Reckless Serenade”, a participação do deus Josh Homme nos backing vocals de “All My Own Stunts” e a ambiência mezzo psychobilly na introdução e nos riffs das guitarras de “Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair”. Um discão enfim, e que já pode ser incluído na lista dos álbuns que vão fazer a diferença no rock quando 2011 chegar ao fim.

Com esta dobradinha, composta por “Humbug” e este “Suck It And See”, os Arctic Monkeys (que além de Alex Turner, são formados pelo também guitarrista Jamie Cook, pelo baixista Nick O’Malley e pelo batera Matt Helders) caminham tranquilamente para ser a grande banda do rock inglês de hoje – posto que poderia estar nas mãos do hoje algo flopado Franz Ferdinand. Estas linhas zappers, que não gostavam da banda de forma alguma em seu início (uma impressão negativa provocada pelo intenso hype em torno dos moleques, impressão que só começou a ser desfeita após o autor deste blog ficar chapado com o show do grupo no extinto Tim Festival, há alguns anos em Sampa), agora assume ser total tiete dos Macaquinhos. E enquanto eles lançarem álbuns descaralhantes como este “Suck…”, só podemos desejar: vida longa aos Arctic Monkeys!

* Como foi dito mais acima, na resenha do novo trabalho do AM, já devem haver zilhões de links com o disco, dando sopa na internet. Oficialmente, o álbum será lançado na Inglaterra e Estados Unidos (e também por aqui, com certeza) no próximo dia 6 de junho.

* Esta resenha está reproduzida aqui no novo post do blog, o que vai inaugurar de fato o novo endereço próprio destas linhas online. Aqui, na Dynamite online, a Zap irá continuar com sua habitual e ótima cobertura/análise do rock alternativo e da cultura pop em geral. No novo endereço, além destes dois assuntos, a volta da “escrita selvagem” do sujeito aqui, com relatos bizarros de histórias de sexo, drogas e putarias variadas e que fizeram a fama deste espaço blogger loker.

* Este post vai pra sempre querida Rudja, que adora Arctic Monkeys. E também para o chapa Allan Carlos Nascimento, que acaba de criar uma página dedicada ao blog no Facebook, e que pode ser acessada em http://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=2061270256131&id=1375944915#!/pages/ZAP-N-ROLL/173645372692616. E para a querida Niceise Ribeiro (outra fã dos AM) e toda a turma de amigos de Belém, onde estaremos fazendo festa zapper no próximo dia 17 de junho.

DUAS NOITES INESQUECÍVEIS – TEENAGE FANCLUB E PÚBLICA
Yep, estas linhas zappers sempre disseram isso: sempre há tempo e espaço aqui, para se falar de um ótimo disco, ou de um grande show, ainda que nestes tempos de internet e blogs cada vez mais velozes, furiosos e descartáveis, a informação se torne “velha” muito rápido (como observou, inclusive, um leitor no espaço dedicado a ele, no post anterior).

Mas foda-se. Na semana passada, em uma quarta-feira friorenta em Sampa, a The Week lotada por um público fiel e apaixonado, foi palco de um dos já grandes shows deste ano na cidade. O Teenage Fanclub veio, tocou e emocionou as mais de mil pessoas presentes ali. Com a simpatia ao cubo do quarteto, aquelas harmonias vocais dos sonhos, melodias idem e a estridência de guitarras Power pop como só Norman Blake e Raymond McGinley sabem tocar, o TFC fez todo mundo voltar ao indie rock inglês dos anos 90’. Foi divino e, muitas vezes, emocionante (emocionante ao ponto de o autor destas linhas virtuais ficar com os olhos cheios de água em vários momentos da gig). Principalmente quando todo mundo cantou junto em “The Concept”, em “Sparky’s Dream”, ou no incrível final com “Everything Flows”. Uma noite fodástica onde, além de tudo, Zap’n’roll encontrou dezenas de velhos amigos e amigas, dos tempos gloriosos e saudosos do Espaço Retrô, a lenda maior da indie scene de Sampalândia. E, como ainda se não bastasse tudo isso, no intervalo entre duas músicas o blogueiro que já se transformou em lenda do jornalismo rocker brazuca (uia!), e que estava vendo o show no mezanino da casa noturna, ainda viu seu nome gritado em coro por uma galera, na pista. Ficou algo pasmo e sem graça, claro.

Os escoceses do TFC, semana passada em Sampa: show emocionante (foto: Rolling Stone)

E no último finde teve Pública, no apê 80, no baixo Augusta. O que é o apê 80? Ora, um apartamento no oitavo andar (o último) de um prédio na rua Peixoto Gomide, centrão rock’n’roll de São Paulo, e que tem uma cobertura onde estão rolando alguns dos melhores shows e baladas da “naite” under da cidade nas últimas semanas. Já tocaram por lá Los Porongas e Nevilton. Sábado último foi a vez do quinteto gaúcho, que fez um set energético e pra lá de emocionante também – principalmente quando tocaram “Casa abandonada” (essa música é um hit certeiro, que poderia estar estourada nas fms brasileiras, caso elas não fossem imbecis e ainda movidas a jabá) com o guitarrista paraense Saulo Duarte (um dos grandes músicos da novíssima cena independente nacional) fazendo os vocais. Foi muuuuuito a fudê, como diz a gauchada. E muito a fudê foi também a negra linda e tesuda que o sujeito aqui conheceu por lá, e com quem ficou papeando até quatro da matina. Publicitária, 26 anos, seios voluptuosos… tudibom, rsrs. Ganhou o coração zapper solitário e vamos ver o que rola na sequência, daqui pra frente.

Ah, sim: o Pública está prestes a lançar seu novo disco, “Canções de Guerra”. O vocalista Pedro Metz disse ao blog que o álbum é uma cacetada. Se for melhor que o último da banda, sai de baixo. Vem um cd monstro por aí. Vamos aguardar!

COMO NUM FILME SEM UM FIM – AS RECORDAÇÕES QUE UMA CANÇÃO DESPERTA
“Me chama de puta!”. “Tu pode gozar onde tu quiser!”. “Se eu for aí, tu me come?”. Enquanto essas frases cadelaças e ordinárias insistem em ficar zunindo no cérebro zapper, o sujeito que digita essa esbórnia pop em forma de blog, vai ouvindo a faixa-título do segundo álbum da banda gaúcha Pública. A música é lindíssima, contundente, intensa, triste, com uma letra fortíssima e pesada, e tem servido muito como trilha sonora das angústias emocionais do já velho jornalista, nos últimos dias.

E também desperta nele lembranças de paixões vividas intensamente ao longo dos últimos anos, com garotas geniais, loucas, gostosas, inteligentes, que sempre foderam horrores e que tinham toda a afinidade comportamental e cultural do mundo com o zapper sempre sentimental e passional ao extremo. Poderiam ter casado com ele. No final, nunca deu certo. E o por que de não ter dado… mistérios, hã, “metafísicos” insondáveis talvez, e que estão além da compreensão normal de nós, humanos mega complicados e perenemente mergulhados em inadequação existencial.

A canção do Pública traz versos desse naipe: “Se o encanto se quebrou/Se esqueceste o que é amor/Se almeja o que não tem/Se despreza o que possui/Quem sabe alguém/Merece mais o teu amor/Ficou alguém que tanto fez/Que não se esquece mais de ti/Chorou em vão e o coração/Como num filme sem um fim”. Como já foi dito mais acima, é uma canção belíssima e com letra intensa. Dor, amor, relações desfeitas, vidas sem rumo (remember Coppola) e em desalinho. É realmente um mistério a (falta de) lógica que permeia as relações humanas. Por que amantes que antes juravam amor eterno, de repente se separam de maneira irreversível e, às vezes, passam a se odiar intensamente?

Zap’n’roll teve uma existência rocker marcada por paixões intensas e excessos de todo tipo. E sempre que se pega mergulhado nessas reminiscências, se dá conta de que o rock e alguma canção de alguma banda é que traz à tona toda uma gama de lembranças, sejam elas ótimas ou péssimas.

Um doice, mega prazeroso e terrível deletério. O xoxotaço peludo que se esconde por trás dessa calcinha vermelha e safada, arrancou muito gozo e porra do autor deste blog. O affair acabou, há muito tempo. Mas a calcinha está guardada na coleção pessoal do zapper, como um troféu, rsrs.

Lembranças como a foda num quarto de hotel, durante a cobertura de um festival de rock. A chegada à cidade um dia antes de o tal festival começar, a reunião de amigos em uma madrugada louca de vodka, cocaine e papos variados. Além de uma ex-girlfriend no quarto, mais umas seis pessoas também lá dentro. Idas e vindas em lojas de conveniência 24 horas, para comprar mais vodka e brejas. Tecadas e tecadas de padê. Dia amanhecendo, pessoas indo embora. Até que restou no quarto apenas o jornalista, sua namorada (também bicudíssima de padê) e uma amiga, igualmente louca (e chapada de álcool e devastação nasal) e gostosa. A amiga: “quero ver vocês trepando!”. A namorada: “ele tá chapado, o pau dele não vai levantar”. O zapper loki, quase fora de combate: “chupa bem que ele sobe”. A namorada começa um intenso blowjob, que ela sabia fazer como ninguém. O “instrumento” dá sinal de vida, fica em riste e a foda começa. No meio dela, a amiga pede, aliás quase ordena: “chupa ele dos bagos até a cabeça. E deixa ele comer o teu cu também”. A namorada deixa, mas só um pouco, pois acaba reclamando de dor. A foda dura pouco e ao final os três desabam na cama, onde desmaiam e acordam apenas no final do dia.

Essa é uma das lembranças que volta e meia atormentam a memória do jornalista quarentão e, hoje, bem menos doidão do que anos atrás – mas que jamais irá se tornar um careta. Na verdade, o HD zapper está repleto dessas memórias, e todas elas dariam alguns livros. Como quando, em uma madrugada de domingo, no clube paulistano A Loca, em plena pista de dança (em um canto dela), outra célebre ex-paixão do jornalista blogger e saudosista, a devassa e putona T…, já bem “calibrada” por doses de álcool e alguns tecos de cocaine, se ajoelhou, abriu o zíper da calça do autor destas linhas calhordas, tirou o pinto dele pra fora e o sugou gulosamente ali mesmo, até a porra encharcar sua boca.

E tudo isso hoje em dia, essas lembranças torpes, canalhas e algo cafajestes, perseguem Zap’n’roll como se fossem um filme sem um fim. Sem um final feliz e que traga conforto e alento a uma alma e coração quase sempre partidos por alguém. Uma alma e coração que insiste, ainda, em achar o amor supremo e perfeito. Mesmo que ele esteja dentro de um doce e mortal veneno. Um doce ultra prazeroso. E para sempre… deletério.

É TEMPO DE FESTIVAIS – SKINNI ROCK
O rock já rola há tempos no extremo norte brasileiro, como não? Haja visto os festivais que acontecem em Belém do Pará (do coletivo Megafônica e o já bem grandinho Se Rasgum), e o também já famoso QuebraMar, em Macapá, e que neste ano vai chegar à sua quarta edição, em setembro.
Pois Boa Vista, capital de Roraima, também vai mostrar seu lado rocker no próximo dia 11 de junho, quando vai acontecer por lá a primeira edição do Skinni Rock Festival. Organizado pela turma batalhadora da banda Veludo Branco, o evento vai abrir espaço para as bandas locais e algumas vindas de Manaus. E além dos shows (que serão realizados no Sesc de Boa Vista), como de hábito haverá uma série de atividades paralelas, como palestras, vendas de produtos das bandas (camisetas, CDs) etc. fora que o Skinni levanta também a bandeira da sustentabilidade, algo importantíssimo em um momento em que o governo acaba de divulgar dados que mostram que o desmatamento aumentou consideravelmente no último mês, na Amazônia.
Zap’n’roll, que foi convidada pela organização do festival a cobrir o mesmo (e vai estar por lá no dia 11, pra acompanhar tudo de perto), bateu um papo com Victor Matheus, um dos responsáveis pela produção do Skinni. Abaixo, um resumo do bate-papo:

O músico Victor Matheus, um dos organizadores do Skinni Rock Festival

Zap’n’roll – Como é o rock no extremo norte brasileiro? Ele vai bem por aí? Pergunto porque sei que em Macapá, por exemplo, há uma cena muito bacana. E em Belém também.
Victor Matheus – O Norte é um caso à parte na cena independente do Brasil. As distâncias entre  os pontos são grandes, e o deslocamento acontece quase sempre de avião ou de barco, e muito pouco de carro, dificultando a circulação. Pude circular em quase todos os estados do Norte participando de festivais e vejo uma crescente na cena rock nortista. Belém tem uma cena impressionante, Macapá ultra articulada, Manaus em fase de transição, Porto Velho buscando o ponto de equilíbrio e Boa Vista vem emergindo com uma nova proposta pra agregar de novo os personagens da cena… É um processo lento e evolutivo que vem caminhando muito bem.

Zap – Certo, muito bom. E onde o Skinni Festival se encaixa nessa nova proposta?
Matheus – O Skinni veio pra quebrar paradigmas surgidos com a vinda da coletividade para Boa Vista. Antes era cada um por si, depois com a entrada de coletivos na cena a parada meio que “elitizou” do ponto de vista das bandas. O que fiz como banda e agitador foi apenas propor uma nova forma de agitar a cena paralelamente a outras propostas vigentes, usando o Skinni como vitrine para essa proposta de trazer a cena de volta ao underground, porém articulada e auto-sustentável.

Zap – Você, como organizador do festival, não concorda com a forma como os coletivos musicais, espalhados hoje pelo Brasil, trabalham?
Matheus – Concordo em partes. Que ficamos nesses termos: Rock n’roll e política é igual água e óleo.

Zap – Ou seja: você acha que não se deve misturar política com a cena rock, é isso? Mas o rock, no mundo, não foi essencialmente político em muitos momentos de sua história?
Matheus – Cada um na sua ideologia. Depende de onde a cena está emergindo e quem faz parte dela. O que funciona bem aqui talvez não em outros lugares. Ninguém precisou lamber meu saco pra participar do Skinni saca? Participa quem tá a fim de fazer a parada acontecer e corre atrás junto. Não tem investimento público porque rock não dá voto, mas carnaval e festa junina rende muito mais. Sacou a diferença? Ambos andam juntos, mas sempre é nós contra o sistema e lutando para sermos tratados de igual pra igual. Aqui o lance funciona mais na prática, nem todo mundo quer ouvir discurso bonito. Nossa guerra é essa aqui no extremo norte.

Zap –  Ok. E o que você  pode falar do festival? Sobre as bandas que irão tocar, os estilos, e o que mais vai rolar além dos shows em si. As perspectivas em termos de repercussão do evento são boas? Você pretende e já pensa em fazer outras edições?
Matheus – A cena rock de Roraima passou por uma fase de estagnação, bandas acomodadas, eventos de organização regular, público disperso. O Skinni veio para propor uma nova forma de fazer rock no Extremo Norte do Brasil, colocando a sustentabilidade em prática, tirando ela só do discurso, valorizando toda a cadeia produtiva, promovendo campanhas sociais e principalmente valorizando as bandas locais. O formato do Festival é inédito em Roraima. São 30 dias de programação com pocket shows, intervenções promocionais, eventos especiais e o festival no dia 11 de junho. São num total 17 bandas de Roraima participando mais 3 bandas de Manaus, participação de jornalistas de outros estados (Finatti e Sandro Nine já confirmados) entre outros serviços como a produção de um video-documentário do evento e mais informações no blog www.roraimarocknroll.blogspot.com. A idéia é levar o festival pra frente e outros eventos também promovido pelo blog roraimarocknroll, trazer produtores culturais de outros estados e regiões, jornalistas, bandas, para conhecerem e interagir com a cena rock roraimense, estimulando nosso cenário a amadurecer cada vez mais. O Skinni é o primeiro passo de um grande projeto, mas isso fica pra contar outra hora.

Zap – Muito bom mesmo, hehe. E além de organizar o festival, você também é músico, vocalista do grupo Veludo Branco, que tive o prazer de assistir parte de um show de vocês no festival QuebraMar, em Macapá, em 2010. Fale um pouco da banda, suas influências, como é o trabalho de vocês etc..
Matheus – Somos um power trio de rock n’roll clássico sem calças fluorescentes e gritinhos afeminados. Gostamos da estrada, de tocar, conhecer novos lugares, novas bandas, fazer amizades e tomar uma cerveja gelada. Carregamos na costa uma responsabilidade auto imposta de levar o nome de Roraima pros 4 cantos do Brasil, e agora subindo pra América Central, e também trazer conosco outras bandas de Roraima e quem tiver afim de ir conosco nessa estrada da música. Temos 1 disco lançado ano passado, estamos produzindo o segundo, já circulamos pelos principais festivais do Norte do País, fizemos turnê no Rio Grande do Sul, tocamos com o ex-Iron Maiden Blaze Bayley e continuamos correndo atrás de nosso espaço e reconhecimento no cenário musical seja na esfera que for. Gostamos de solos de guitarra, e bateria tratorizada, de baixo distorcido, e temos na essência do nosso som a inspiração em Hendrix, Cream, Zeppelin, Sabbath, a vida na estrada, os amores e dissabores da vida, o tesão de querer sempre dar o próximo passo e subir mais um degrau na história. Queremos estar na vanguarda do rock nroll roraimense sem deixar o underground, que é de onde viemos e sempre seremos parte, e mostrar pro resto do Brasil que no extremo norte do país tem muita banda de rock boa que merece a chance de circular e ser vista.

* Mais sobre o Skinni Rock Festival, vai lá: http://www.roraimarocknroll.blogspot.com/.

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos indies nacionais fodões: há tempos que estas linhas online vem reclamando da falta de bons lançamentos recentes na indie scene nacional. Pois bem, do final de 2010 pra cá, alguns trabalhos beeeeem legais chegaram ao público, via web (em formato digital) ou mesmo na velha plataforma física do cd. Por exemplo: “O segundo depois do silêncio”, o sensacional segundo trabalho do quarteto acreano Los Porongas (hoje, radicado em São Paulo). As letras poéticas e intensas do vocalista Diogo Soares estão melhores do que nunca, o trabalho instrumental do grupo se aprimorou ainda mais (com a incorporação de pianos em várias faixas) e dá um prazer inenarrável ouvir músicas lindíssimas como “Fortaleza”, “Mais difícil” (com a participação do querido Hélio Flanders, do Vanguart), “A dois” (uma lindíssima canção de amor) e “Longo Passeio”. Fora o trabalho gráfico da capa do cd, que é show. Um discaço, enfim.///Tem mais: o novo ep dos gaúchos da Bidê ou Balde, que voltaram após anos sem gravar, com “Adeus, segunda-feira triste”, e onde a turma continua mandando bem como nunca seu rock de contornos – ainda – new wave.///E mais: na web estão os ótimos sons do trio paulistano The Singleparents (algo entre um Sonic Youth menos noise e um Pavment mais pop e menos experimental, com letras em inglês, e que pode ser ouvido em www.myspace.com/thesingleparents), além do novo disco do pequeno grande gênio Diego de Morais (e seu grupo, o Sindicato). Diego é de Goiânia, chamou atenção da mídia há alguns anos com participação vigorosa em alguns festivais da Abrafin, virou a “bola da vez” da cena indie nacional e depois meio que sumiu. Pois voltou com um discaço no final do ano passado (chamado “Parte de nós”), por enquanto disponível apenas na web, e que você pode baixar aqui: http://www.mediafire.com/?30c2wf2jlck . É isso: vai atrás e curte pracará, que vale a pena!

O trio paulistano Singleparents: Sonic Youth e Pavement no som deles

* Baladas boas à vista: yep. E já começam hoje, quinta-feira, quando o site Rock’n’Beats (www.rocknbeats.com.br) faz festinha indie animada lá na Funhouse (rua Bela Cintra, 567, Consolação, centro de Sampa), com DJ set do Nevilton, da banda Volantes e da turma do site. Bora lá, que o blog zapper vai estar na área, curtindo a parada.///Já amanhã, sexta, tem a festona Dance To The Underground no Inferno Club (na rua Augusta, 501, centro de São Paulo), com DJ set do Shamil, da Lady Rocker, e show do brother Thunderbird fazendo tributo ao gênio Chuck Berry.///No sabadão então a parada ferve no baixo Augusta, com shows do Vivendo do Ócio e Brothers of Brazil na Outs (no 486 da Augusta), e mais uma edição bombada da Pop&Wave no Inferno, com especial dedicado ao Cure (que está quaaaaase confirmado no festival SWU, em São Paulo em novembro). Tá bom, né? então se joga, porra!

E CHEGA!!!
Post grandão como nos velhos tempos, para estrear o novo domínio próprio do blogão zapper na web. Sim, ele continua na Dynamite online, mas agora o conteúdo estendido e exclusivo, vai estar sempre no www.zapnroll.com.br . gostou? Curtiu? Então comente que a firma agradece, rsrs. Na semana que vem tem mais por aqui (nos dois endereços do blog), inclusive com novas prominhos que irão pintar em breve no blog de cultura pop e rock alternativo mais legal da web brasileira. É isso, beijo no coração de todos vocês. Até!

(enviado por Finatti às 16hs.) 

“Suck It And See”, o novo discão dos Arctic Monkeys, caiu na rede. Viva os macaquinhos! – e o novo blog, daqui a pouco no ar!

 

Foi mais ou menos assim. Final da tarde de ontem, terça-feira friorenta em Sampalândia. O mundo rolando à toda lá fora, o sujeito aqui se debatendo entre crises emocionais fodidas que volte e meia ainda o perseguem (por conta, ainda, do rompimento de seu último relacionamento, e lá já se vão oito meses que terminou o affair entre ele e a francesa rocker de Macapá, Rudja), e a confecção dos textos para o novo post do blog, o primeiro que será publicado em dois endereços – neste que você sempre acompanha, já há longos oitos anos, e também no novo domínio próprio no WordPress, em www.zapnroll.com.br .

Foi quando alguém deu o alerta na timeline do Twitter: o novo disco dos Arctic Monkeys, “Suck It And See”, com previsão de lançamento “oficial” no próximo dia 6 de junho (Brasil incluso, já que os macaquinhos são bem conhecidos e têm bastante fãs por aqui também), tinha acabado de cair na rede. Tumulto, correria total atrás dos links, baixa daqui, ouve dali, deleta de lá e o vazamento do álbum se tornou o assunto pop do final da tarde de ontem. Zap’n’roll “capturou” rapidamente o cd e o armazenou no note (e logo em seguida, verificou que o link utilizado para a operação havia sido deletado). E enquanto outros blogs famosos de cultura pop ainda especulavam sobre o “possível” vazamento do trabalho a qualquer momento na web (e destacavam, uia, a vinda do ex-vocalista da banda Live ao Brasil, para shows, jesuis…), outros zilhões de links com a íntegra do álbum iam pipocando pela rede, para deleite dos fãs e dos neurados e obcecados caçadores de novidades do rock planetário.

Bão, e daí? O disco é bom? Pra caralho. Meio termo entre o início algo punkster/garageiro do grupo, em 2006 (com o aclamado e mega vendido “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”, disco do qual estas linhas rockers bloggers, na verdade, nunca gostou), e o último trabalho de estúdio (o sensacional “Humbug”, editado há dois anos), “Suck…” captura o quarteto em seu momento, hã, “maduro” – esse adjetivo que, no rock’n’roll, muitas vezes pode soar como um palavrão ou como algo total desabonador em relação ao trabalho de um artista.

Mas no caso dos Macaquinhos, a experiência de passar pelas mãos do gênio Josh Homme (que produziu “Humbug”) e de conviver com uma estética rock mais apurada e elaborada, só parece ter feito bem à banda. Todos ali já não são mais adolescentes, estão na casa dos vinte e cinco anos de idade e Alex Turner (o vocalista, guitarrista, líder e principal compositor do conjunto) sabe que não há mais espaço para amadorismo, letras pueris e bobas e três acordes toscos dominando as músicas do grupo. Claro, o AM não se transformou em uma sacal e repulsiva/punheteira banda de progressive rock. Mas é um prazer ouvir as tramas melódicas e de guitarras em faixas como “She’s Thunderstorms” ou “Black Treade”, que abrem o cd de forma abrasiva. Ou ainda as nuances psicodélicas que envolvem a parte final do já conhecido single “Brick By Brick” (que possui uma melodia incrivelmente dançante e guitarras sujas que remetem à distorção sessentista dos Stooges, além de ótimos corinhos vocais).

Mas quem está com saudade do AM punk e acelerado dos dois primeiros discos, vai delirar com a rapidez e a agressividade das guitarras em “Library Pictures”, por exemplo. Já estas linhas online preferem muito mais o garagismo pop e sixtie de “The Hellcat Spangled Shalalala” (que lembra muito, em sua essência, a musicalidade que Alex Turner desenvolveu em seu projeto paralelo, o também ótimo The Last Shadow Puppets), ou a parte final do trabalho, com canções mais suaves (mas não menos rockers) e onde Turner dá show de bola nas inflexões, como se fosse um crooner de coração partido. Os melhores exemplos disso estão registrados nas três últimas faixas do cd (a melancólica e algo passional “Love Is a Laserquest”, que põe quase em primeiro plano a condução da bateria, a própria faixa-título e “That’s Where You’re Wrong”). Todas ótimas, todas fodásticas.

Fora o baixão poderoso de “Reckless Serenade”, a participação do deus Josh Homme nos backing vocals de “All My Own Stunts” e a ambiência mezzo psychobilly na introdução e nos riffs das guitarras de “Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair”, o novo single do álbum. Um discão enfim, e que já pode ser incluído na lista dos álbuns que vão fazer a diferença no rock quando 2011 chegar ao fim.

Com esta dobradinha, composta por “Humbug” e este “Suck It And See”, os Arctic Monkeys (que além de Alex Turner, são formados pelo também guitarrista Jamie Cook, pelo baixista Nick O’Malley e pelo batera Matt Helders) caminham tranquilamente para ser a grande banda do rock inglês de hoje – posto que poderia estar nas mãos do hoje algo flopado Franz Ferdinand. Estas linhas zappers, que não gostavam da banda de forma alguma em seu início (uma impressão negativa provocada pelo intenso hype em torno dos moleques, impressão que só começou a ser desfeita após o autor deste blog ficar chapado com o show do grupo no extinto Tim Festival, há alguns anos em Sampa), agora assume ser total tiete dos Macaquinhos. E enquanto eles lançarem álbuns descaralhantes como este “Suck…”, só podemos desejar: vida longa aos Arctic Monkeys!

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* Como foi dito mais acima, na resenha do novo trabalho do AM, já devem haver zilhões de links com o disco, dando sopa na internet. Oficialmente, o álbum será lançado na Inglaterra e Estados Unidos (e também por aqui, com certeza) no próximo dia 6 de junho.

* Esta resenha estará reproduzida nesta quinta-feira no novo post do blog, o que vai inaugurar de fato o novo endereço próprio destas linhas online. Aqui, na Dynamite online, a Zap irá continuar com sua habitual e ótima cobertura/análise do rock alternativo e da cultura pop em geral. No novo endereço, além destes dois assuntos, a volta da “escrita selvagem” do sujeito aqui, com relatos bizarros de histórias de sexo, drogas e putarias variadas e que fizeram a fama deste espaço blogger loker. Em textos e imagens. Aguardem!

* Até logo menos, então!

* Este post vai pra ainda amada e pra sempre querida Rudja Catrine, que adora Arctic Monkeys. E taambém para o chapa Allan Carlos Nascimento, que acaba de criar uma página dedicada ao blog no Facebook (mais detalhes no próximo post, hehe). E para a querida Niceise Ribeiro (outra fã dos AM) e toda a turma de amigos de Belém, onde estaremos fazendo festa zapper no próximo dia 17 de junho.

(enviado por Finatti às 7hs.)

Atenção, atenção: mais tickets pro show do Teenage Fanclub em Sampa à venda – fora a promo de ingressos que continua por aqui mesmo. E o Cure vem aí, no… (leia o blog que você fica sabendo). E será que o rock anda mal das pernas???

 O Friendly Fire na capa da NME desta semana: o rock’n’roll planetário está em crise?* Será? Pode ser que sim, pode ser que não.* Mas antes de falarmos sobre isso, se liga rapá: sensível ao desespero de milhares de “sem ingresso” para o show da lenda escocesa Teenage Fanclub, na semana que vem em Sampa (mais especificamente na quarta-feira, dia 11, na The Week, lá na rua Guaicurus, 324, Pompéia, zona oeste de São Paulo), a produção do Whisky Festival vai colocar daqui a pouco (a partir das seis da tarde) mais um lote de ingressos à venda, através do www.ingressorapido.com.br* A produtora do evento não informa qual a quantidade de tickets disponíveis nesse novo lote, mas o blog calcula que não seja muita coisa. Então fique esperto e corra atrás do seu.* Corra lá ou aí embaixo, no final deste micro post, hehe.* E sério que finalmente o The Cure desencatou por aqui e vai fechar uma das noites do… SWU?Essa figuraça, velha lenda do gothic rock, está vindo aí pra animar a festa no SWU* Um micro post que lança a questão: o rock’n’roll está passando novamente por um período de baixa, em termos de popularidade, shows, baladas noturnas etc?* Afinal, quando a NME põe na sua edição desta semana esta capa aí em cima, na abertura do post, é porque algo realmente errado e estranho está acontecendo…* Nada contra o Friendly Fires, que é até legal. Mas porra, anos atrás um grupo mediano como o FF jamais estaria na capa do outrora fodão semanário musical inglês. Enfim…O QUE HÁ COM O NOSSO ROCK’N’ROLL, AFINAL?Boooooa pergunta. Friendly Fires na capa da NME, casas noturnas do baixo Augusta e dedicadas ao gênero meio às moscas, a já clássica domigueira rocker Grind, no clube paulistano A Loca, sofrendo ligeira queda de público etc. São muitos os sinais de que o rock’n’roll que todos nós tanto amamos não atravessa um bom momento, aqui e lá fora também.“É evidente que o rock está em uma ligeira baixa atualmente, na música mundial”, reconhece André Pomba, Publisher do portal Dynamite online e DJ residende do Grind, na Loca. Pomba observa que o pop está atravessando um momento de efervescência, com Lady Gaga e tal, e diz que, por exemplo, a noite Loucuras (que ele também comanda na Loca, às quintas-feiras) hoje recebe mais público que o Grind. E o que rola no Loucuras? Mais música pop, flash house e anos 80’. Pois é…Em conversa por telefone há pouco com o blog, Tatiana Ramos, DJ residente do clube paulistano Outs (uma das casas noturnas mais tradicionais da cidade dedicadas ao rock, e que em julho próximo vai completar oito anos de existência), também reconheceu que quem lida com e vive do rock, não está passando por um bom momento. “Há muita banda sempre querendo tocar, mas a maioria é ruim, desconhecida e não atrai público”, diz ela. “E eu estou percebendo que as pessoas estão indo aos clubes como o nosso menos pra ver shows e mais pra dançar na pista”.O super dj André Pomba, residente da domingueira Grind (na Loca/SP), e a dj Tati Ramos (ao lado do também dj e marido, Valentim), do Clube Outs/SP: eles concordam que os clubes dedicados ao rock estão passando por um momento difícil.É isso. E os fatores que podem estar levando o rock a este período de “baixa” podem ser muitos, né? falta de renovação no gênero, falta de bons grupos e que realmente chamem a atenção do grande público, falta de bons discos, a web meio que dispersando tudo e oferecendo informação demais pra público de menos. Podem ser zilhões de motivos.Como sempre Zap’n’roll acredita que tudo não passe de um período passageiro e que, daqui a pouco, o rock’n’roll volta com tudo novamente a dominar a cena. E tomara que seja isso mesmo.E você, o que acha? A manifestação do nosso dileto leitorado é sempre muito bem vinda, lá no espaço reservado a ele. Então escreva lá e dê sua opinião, hehe.——————–* Bien, é isso. Post muito curto pra fechar a semana porque a correria foi e continua sendo grande por aqui. Mas o show do Pública com a Bidê ou Balde foi sensacional anteontem, no StudioSP. E hoje tem Astronautas (grande banda!), na noite do DJ Márcio Custódio, lá no Container, na rua Bela Cintra, 463, na Consolação, centrão rocker de Sampa.* Amanhã tem mais uma edição da festa Pop&Wave, no Inferno (na rua Augusta, 501). Mas o blog vai mesmo é curtir o show do esporrento Nevilton lá na cobertura do Ape80, na rua Peixoto Gomide, 63, no baixo Augusta.O super trio Nevilton: vai ter festa no apê neste sabadão* E semana que vem voltamos com mais, falando finalmente do Novo discão dos Los Porongas, das futuras DJs set do blog (dia 4 de junho na Outs/SP, dia 18/6 em Belém do Pará) e também… uma entrevista com o Raymond McGuinley, um dos guitarristas do Teenage Fanclub. O blog bateu um papo com o sujeito anteontem e o resultado na conversa você confere aqui, na véspera do show. No mesmo post, inclusive, que vai divulgar quem vai na gig por conta destas linhas zappers, hehe.* Então corre que ainda dá tempo! Vai lá no hfinatti@gmail.com, onde estão em disputa mega sangrenta (já contabilizados mais de cento e cinqüenta pedidos):* QUATRO INGRESSOS pro show do Teenage Fanclub, semana que vem em Sampa.É isso, por enquanto.BYE  BYE POVOQue o blogger festeiro vai hoje no covil dos gaúchos do Pública, comemorar o niver do guitarrista da banda, o Guri. Aliás, parabéns pra ele por aqui, desde já. Até mais!(enviado por Finatti às 17:30hs.)

O Teenage Fanclub está chegando com o indie guitar/power pop mais fodão do universo. Os ingressos estão ESGOTADOS mas você ainda pode conseguir o seu. Onde? Aqui mesmo, rsrs

O amado Teenage Fanclub, tocando ao vivo na Inglaterra em 2010. Eles se apresentam em SP e Rio na semana que vem, e pro show em Sampa os ingressos já estão esgotados* Pois é, é verdade o título do post. Cumas? Ainda não tá sabendo? Tá legal: vai aí no final do post e arrisca a sorte, cacete.* E o que foi este finde e este começo de semana, jesuis… Bin Laden está morto. Na boa? O blog não deseja a morte de ninguém, mas ele já foi tarde. Em um mundo minimamente decente e civilizado, não dá pra ter espaço pra um doente que pregava ódio e fazia terrorismo covarde (matando gente inocente), pra conseguir seus objetivos.* E o que vai ser o meio desta semana em Sampa, jesuis… hoje, terça-feira em si, tem mais uma edição do projeto Cedo & Sentado, lá no palco do StudioSP, bem ali no baixo Augusta. E amanhã, quarta, no mesmo Studio e no mesmo projeto… Pública e Bidê ou Balde, juntos! Duas das formações mais sensacionais do rock gaúcho vão botar abaixo o clube da Augusta. Depois, ainda dá pra emendar na festa “Fuck Reab”, com open bar, lá no Beco203 (alô Victor e Rogério, abração do blog em ambos!), colado no StudioSP. Vai ser uma noite/madrugada cruel, o blog já até está imaginando…* E o que vai ser a quinta-feira laaaaá em Macapation, no extremo norte brazuca. Vai ter por lá mais uma edição da festa Mosaico Lounge Rock, com shows dos ótimos The Hide’s e Godzilla. Se você mora na capital do Amapá ou está por lá, não tem balada melhor.* E o que vai ser o SWU esse ano, que caminha para ter como headliners “apenas” o Cure, o Pearl Jam e os Foo Fighters (que já estão com data marcada na Argentina).* E o que vai ser o Teenage Fanclub semana que vem, em Sampalândia e no Rio hein… com ingressos esgotados em Sampa, mas com promo de tickets aqui mesmo no blog zapper, que nunca deixa seu fiel leitorado na mão, hihi. Bien, sobre isso dá uma lida aí embaixo. Então fica, vai. E vai no show com o blog, hehe.O FANCLUB ADOLESCENTE CONTINUA JOVEM E GENIALO fato de os mil ingressos postos à venda para a única apresentação do quarteto escocês Teenage Fanclub em São Paulo, na próxima semana (na quarta-feira, 11 de maio, na The Week), terem se esgotado espetacularmente em menos de 24 horas, dá bem a dimensão de como o grupo continua sendo amado e idolatrado pelos fãs, até mesmo aqui no Brasil. Ok, o preço cobrado pela gig (que vai ocorrer dentro do Whisky Festival, e que no ano passado já havia trazido a Sampa o também grande Camera Obscura) foi decentíssimo (módicas 50 pilas), como há tempos não acontecia em termos de preços de entradas pra shows internacionais. Mas não foi só esse o motivo para os tickets terem evaporado.O TFC pode, tranquilamente, ser considerado como uma das vinte melhores bandas da história do rock. Surgido na Escócia em 1989 (lá se vão mais de duas décadas), o quarteto de Norman Blake, Raymond McGinley, Gerard Love e Francis MacDonald vem encantando duas ou mais gerações de fãs de rock com seu Power pop arrebatador, e aquelas lindas canções shoegazers, encharcadas de guitarras distorcidas com uma doçura melódica raras vezes encontrada na música pop. Não é à toa que o conjunto deu ao mundo obras-primas como os álbuns “Bandwagonesque” (de 1991), “Thirteen” (de 1993) ou “Grand Prix” (de 1995), ou canções poderosas e que se tornaram hinos, como “Starsign”, “The Concept” ou “Sparky’s Dream”.“Bandwagonesque”, lançado pela banda há vinte anos: um clássico!O grupo, como você já está careca de saber, já esteve no Brasil. Foi em 2004, quando eles fizeram três shows sold out na chopperia do Sesc Pompéia, em Sampa, e logo em seguida, também tocaram para um público absolutamente extasiado na capital do Paraná, no Curitiba Pop Festival. Foram gigs inesquecíveis, onde todo mundo cantou em coro as letras das canções e onde Zap’n’roll, sempre um sujeito mega emotivo, chorou ao final do primeiro show em São Paulo.Vai perder desta vez? O blog espera sinceramente que não. Mas se você não é um dos mil felizardos que já está de posse de um ingresso para o showzaço da semana que vem, tente a sorte por aqui mesmo. Vai que ainda dá tempo! E nos vemos por lá semana que vem, ok?TFC AÍ EMBAIXOEm três vídeos: o primeiro, meio tosco, mostra a banda tocando no festival No Ar Coquetel Molotov, em Recife, em 2004. E os outros dois são os os clips oficiaia da lindíssima “Sparky’s Dream” e de “What You Do To Me” . Pra ir preparando o espírito pra semana que vem.Teenage Fanclub – “What You Do To Me”——————–VEM QUE AINDA DÁ TEMPO DE IR NA FAIXA NO TFC!!!Com o esgotamento dos tickets pro show do Teenage semana que vem em  Sampalândia, a vida já nada mole do blogger zapper só ficou um pouco mais tensa. Até o fechamento deste post, a caixa de emails do autor desta bodega já contabilizava 125 pedidos desesperados por um ingresso.Portanto, corre no hfinatti@mail.com que ainda dá tempo de conseguir algo por lá, ok? São:QUATRO INGRESSOS na faixa pro show do TFC semana que vem em Sampa, na The Week. Dedo no mouse e boa sorte, galere!* A promo de ingressos para o show dos escoceses é uma parceria conjunta entre o blog Zap’n’roll e a Produção do Whisky Festival, que acontece em São Paulo e Rio de Janeiro (no dia 12 de maio, no Circo Voador).——————–É isso? Yep, por equanto é isso. Mas logo menos tem mais por aqui. Abraços na galere!(enviado por Finatti às 5:30hs.)