Uma bobagem/hype do indie atual chamada Yuck. Ainda o rolê pelo extremo Norte. O Terra e o SWU. Uma trepada escandalosa, seguida de uma “travada” pós devastação nasal (rsrs). E uma resposta pública (a última, espera-se) para um assunto privado (atualização final em 25/06/2011)

O inglês Yuck: tocou ontem em Sampa e é o novo hype do indie rock planetário. Mas o som…

A vida, suas dores, viagens, contrastes…
Zap’n’roll esteve novamente andando pelo extremo Norte brasileiro na semana passada. Foi uma viagem bacana, mas abortada em parte de seu trajeto por força de alguns problemas. O plano inicial era ir até Boa Vista (capital de Roraima), para cobrir a primeira edição do Skinni Rock Festival. Em seguida, o blog iria até Belém do Pará, pra discotecar em uma festa rocker bacanuda, realizada pela turma da produtora local Vandersexxx, no bar Café Com Arte, onde também iriam tocar os Baudelaires, uma das dez melhores bandas da atual cena independente brasileira. Por fim, estas linhas rockers bloggers ficariam alguns dias também em Macapá, onde o autor deste espaço online granjeou ótimos amigos no último ano e meio, período em que namorou uma garota por lá. Mas a situação se complicou de Boa Vista em diante: conexões perdidas, atrasos de vôos e etc tornaram tudo muito mais difícil na jornada do zapper andarilho pelo Norte brazuca. Viajar de avião no Brasil, hoje, exige paciência e bom preparo físico de quem paga caro por um bilhete e ainda é pessimamente tratado por empresas como Tam e Gol (que parecem estar fazendo um enooooorme favor a quem viaja em seus aviões). O tratamento ruim vem de todos os lados: dos atrasos nos vôos, do péssimo serviço de bordo, das tarifas abusivas que são cobradas quando você precisa trocar a data do seu vôo ou mesmo algum trecho do seu trajeto total. Enfim, por conta disso tudo e por achar que não havia clima nesse momento para retornar a capital do Amapá (onde reside uma ex-noiva do sujeito aqui e com quem estas linhas rockers virtuais não estão exatamente se dando bem neste momento), Zap’n’roll decidiu cortar parte do plano de viagem inicial. O que o blog não esperava é que sua ida a Belém também tivesse que ser abortada, por problemas diversos de conexões, horários e tarifas extorsivas no vôo de Boa Vista para a capital do Pará. Aí não houve outra saída a não ser retornar a Sampa já no último finde. Mas tudo tem seu lado positivo, sempre: a semana passada em Boa Vista foi sensacional, rendeu ao blog novas e queridas amizades (como o grande músico e agitador cultural Victor Matheus, vocalista e guitarrista do trio Veludo Branco, além de organizador do Skinni Fest), uma cobertura bacana de um festival idem (e já publicada no endereço do blog no portal Dynamite) e muitos agitos por lá, como uma entrevista de uma página feita com o jornalista zapper na Folha de Boa Vista (o principal diário da cidade), um debate cultural fodão realizado na chopperia do Chacrinha (que serve um chopp fantástico), além do carinho que todos demonstraram pelo sujeito aqui, fazendo ele sentir-se um autêntico rei em terras distantes. Não dá pra esquecer da poeta louca Roberta Cruz, das jornalistas Cyneida e Camila da Folha e das gatíssimas Karine e Isa, que arrebataram o coração zapper, hehe. Foi tudo tão legal que o blog foi convidado (e aceitou) a voltar à cidade em setembro, quando vai rolar por lá a também primeira edição de um festival de blues e jazz. E, sim, tudo tem sua hora: o blog também vai tocar o puteiro rocker em Belém no dia 13 de agosto, mais uma vez em festa promovida pela Vandersexxx e com show dos amados Baudelaires. Talvez não seja mesmo é a hora de tanto hype e babação de ovo em cima da bobagem chamada Yuck, que tocou ontem em Sampa em festa fechada, e que é (sem justificativa) o novo “xodó” da indiezada “muderna” e cabeça oca. Mas isso você lê com calma mais aí embaixo, onde o blog que realmente é o mais contundente da web nacional em termos de opinião e cultura pop, explica porque o álbum de estréia do Yuck não vai salvar o mundo. Um mundo cheio de contrastes, dores e viagens (nas quais sempre podemos descobrir garotas lindas, tesudas, rockers, loucas e cultas e que dêem novo alento ao nosso coração partido), sem dúvida alguma.

* E aí, blogon sendo escrito no final desta quarta-feira. Como foi o show do Yuck ontem, na União Fraterna/SP? Alguém pra comentar aqui ou no espaço dos leitores?

* Na Folha online miss Juliana Zambelo informa que o show teve guitarras altas, vocais baixos e má equalização sonora (era de se esperar isso, em um salão de baile como a União Fraterna).

* Enfim, vem gig melhor por aí. Marque na sua agenda rocker: Television, com abertura do Pública, dia 7 de julho no Beco203. Pra estas linhas bloggers já é O show da temporada.

* Fora o The Pains of Being Pure at Heart, que faz seus dois shows em setembro, dia 15 em Sampa (na Clash Club), e 16 no Rio (no Circo Voador). Não existe banda americana mais INGLESA em seu indie Power pop do que o TPBPH e o primeiro disco deles, homônimo, é lindão em suas melodias shoegazer quase perfeitas. Já o segundo, “Belong”, que saiu em março deste ano, não é tão sensacional mas ainda assim cativa com suas músicas crispadas de guitarras doces e venenosas ao mesmo tempo. Enfim, gig pra não perder de forma alguma. E cacete, olhando a página de eventos das duas datas no Facebook, percebe-se que os “cariocas empolgados” estão bem mais empolgados com a vista do quarteto americano do que os indies paulistanos. Qualé Sampa?

Eles são a melhor banda de indie power pop dos EUA, hoije. E tocam aqui em setembro

* Bacana também vai ser o Jukebox Festival, promovido pelo igualmente bacana site http://movethatjukebox.com/ que rola dias 1 e 2 de julho (sexta-feira e sábado da semana que vem, né?) no Studio Emme, em Sampa. Dividindo suas duas noites entre rock alternativo e música eletrônica, o Jukebox vai ter shows de gente imperdível como Apanhador Só, Garotas Suecas, Holger e Bidê ou Balde (na sexta, line up fodão hein!), além de Boss In Drama, ZéMaria e The Twelves (no sábado). Zap’n’roll foi convidada a participar da festa e vai estar por lá. E se você quiser ir, pode adquirir seu ingresso na bilheteria do Studio Emme ou através do www.compreingresso.com . Ah, sim, claro: tá na dureza e quer ir na esbórnia na faixa. Ok, dá uma uma olhada lá no final desse post que talvez possamos resolver seu problema, hihi.

Bidê ou Balde (acima) e Apanhador Só: duas atrações bacanudas do Jukebox Festival, semana que vem em Sampa

* Agora, dear Luscious, vem cá: muito bom o texto na sempre amiga e “vizinha” Popload (blog do qual estas linhas online é leitora fidelíssima, uia!) sobre a movimentação da cena musical alternativa em Sampa, nas novas casas noturnas e em outros espaços (como a sede da Casa Fora do Eixo, onde este blog já esteve por duas vezes, semanas atrás, e aprovou o local como espaço para shows de novos nomes do emergente rock brasileiro), em um momento em que o rock parece estar passando por um refluxo de público e de interesse da mídia, seja ela eletrônica ou tradicional. Tudo lindo até aí mas… precisa mesmo dar tanto espaço para essa pasmaceira de bandas indies COVERS que estão borbulhando em Curitiba? Carajos, a capital do Paraná tem uma tradição fodida em dar ao país alguns dos melhores grupos do rock brazuca desde sempre, de Relespública, Bad Folks e Faichecleres até o recente electro-rock do Copacabana Club. Então, pra que perder tempo, espaço (precioso em se tratando da blogosfera de cultura pop) e texto com grupos covers? Na boa, Zap’n’roll sempre detestou bandas cover (lembram de uma certa época, nos anos 90’ em Sampalândia, em que não haviam mais bandas com trabalho autoral e praticamente todo mundo queria fazer apenas cover? Foi um enxame de drogas do calibre de Kiss cover, U2 cover, Guns cover, Pink Floyd cover e até Skid Rôla cover, jesuis…) e fica imaginando: se o Killers original já é uma merda fedorenta e insuportável, o que dizer de quem faz cover desse estrume do rock americano? Fala sério, Lusicious…

* SWU X TERRA: CHEGOU A HORA DA VERDADE! – yep. Um já está com os ingressos esgotados e perdeu uma importante atração em seu line up. O outro promete anunciar todos os shows em coletiva para a imprensa (e na qual estas linhas rockers bloggers estarão presentes), na próxima terça-feira, dia 28, em São Paulo. Mas o que se sabe nas internas é que a disputa por nomes para fechar o elenco tanto do Planeta Terra quanto do SWU, se tornou sangrenta nas últimas semanas. O Terra perdeu os Vaccines (e estas linhas zappers lamentaram muito isso por considerar que o quarteto inglês, dono de um sensacional álbum de estréia, poderia fazer um ótimo show no festival) e corre para ter Interpol e (vejam só) Pulp em sua escalação final. Já o SWU desistiu de tentar The Cure e Foo Fighters, mas segue firme na luta por Soundgarden, Neil Young, Bob Dylan e também o mesmo Pulp, sendo que o Pearl Jam também ainda é um sonho acalentado pela produção do evento pró-ecologia e sustentabilidade e que neste ano vai ser realizado em Paulínea. Enfim, enquanto todo mundo parte pra curtir um feriadão neste finde, a disputa por bandas entre os dois festivais gigantes do final do segundo semestre promete chegar ao seu auge justamente por esses dias. E enquanto os line ups de ambos seguem em supense (que deverá acabar na semana que vem, depois de terça-feira), você pode ir se preparando: daqui a pouco, logo menos, o blogão que nunca dorme no ponto, vai por no ar umas prominhos de tickets para os dois festivais. Aguardem!

O Pulp (acima) está sendo disputado a tapa pelo SWU e Terra. Já o Soundgarden (abaixo), parece que vai mesmo tocar em Paulínea

* Já na Inglaterra tem o também gigante Glastonbury neste finde, né? Bono está na capa da NME desta semana por conta do festival, que vai ter U2, Coldplay e Arcade Fire como suas mega atrações. Pois é… U2 e Coldplay já tocaram aqui recentemente (sendo que Chris Martin e Cia. estarão também no Rock In Rio). Falta o Arcade dar as caras no pedaço novamente.
Disco novo do Vanguart saindo pela… DeckDisc. Será? Será???

* Disco novo do Vanguart saindo pela… DeckDisc. Será? Será???

* Achava a Megan Fox meio, hã, sumida? Pois pode começar a bater punheta pro xoxotão novamente: ela estará presente no novo filme dirigido por Sacha Cohen. Yep, a figuraça que matou a humanidade de rir com os fodásticos “Borat” e “Bruno”. A pergunta que não quer calar: o que mr. Borat vai aprontar com a delícia Megan? Só esperando pra ver…

O que será que o loki Borá vai aprontar com esse bocetão em seu próximo filme?

* O que não dá pra esperar é o por que destas linhas online estarem com o saco meio cheio do hype atual em torno do Yuck. Lê aí embaixo e você vai sabe a opinião do blog a respeito.

YUCK – É LEGALZIN, MAS NÃO VAI SALVAR NADA
A parada começou mais ou menos assim: um dia qualquer, no começo deste ano (final de janeiro, se o blog não estiver enganado). O chapa Cristiano Viteck, eventual colaborador deste espaço online e sempre antenadíssimo com as novidades do rock alternativo, chama o autor deste blog no MSN, com entusiasmo: “Finas, você precisa ouvir o disco de estréia do Yuck, que vai sair daqui a algumas semanas e já caiu na rede bla bla blá. Achei sensacional. Vou te passar o link pra você baixar e ouvir”. E Cris passou o link. E o blog baixou e foi ouvir, alguns dias depois, a estréia de Yuck com seu disco homônimo, que foi lançado oficialmente lá fora em fevereiro passado. O álbum causou tumulto na indie scene planetária e arrancou elogios rasgados e altas cotações de veículos como a NME (que deu nota 8 pro trabalho). Fora o Allmusic, que conferiu quatro estrelas (em cinco possíveis) ao cd, o Guardian (que também deu quatro estrelas) e o respeitadíssimo site Pitchfork, que contemplou a estréia do quarteto com nota 8 (numa escala que vai até dez).

Bão, e daê? Daí que Zap’n’roll, quando ouviu o trabalho na época, não achou nada demais, avaliou que não era o caso de resenhar o disco no blog e resolveu deixar o Yuck pra lá. Enquanto isso, o falatório em torno do conjunto só aumentava, seu prestígio idem (eles são uma das atrações do Glastonbury deste ano), até que a Puma resolveu trazer o grupo pra Sampa, pra tocar ume festa fechada sua e que rolou ontem na capital paulista.

Se você ama Pavement e Dinosaur Jr. (as associações mais imediatas com o som que a banda desenvolve), vai igualmente amar Yuck. Se não morre de amores pelo grupo de Stephen Malkmus e odeia J. Mascis e Cia, vai achar uma big bullshit o disco dos ingleses. Porque o Yuck é exatamente isso: ele (o grupo) engendra aquelas guitarras noise e algumas descontruções harmônicas, tudo compondo uma cama melódica para vocais “largados”, exatamente como estava muito em voga em certa parcela do indie americano do início dos 90’. O Pavement era mestre nisso. O Dinosaur Jr. também, e mais barulhento e porrada.

O álbum não é ruim. Começa até legal com “Get Away” e “The Wall”, energéticas em seu andamento. Há baladas bonitinhas (como “Shook Down”) e momentos de extrema delicadeza (“Suicide Policeman” pode ser uma ótima trilha para casais indies apaixonados, com suas guitarras sem distorção e suaves intervenções de xilofone). Há faixas que bebem total na distorção e no noise americano noventista (“Suck” e “Operation” remetem demais a Sonic Youth), e outras (como “Sttuter”) que entregam o quanto Yuck ouviu Pavement antes de entrar em estúdio para gravar seu primeiro trabalho. No final, é tudo bem gravado, bem arranjado e tal. Mas não há uma fagulha de inovação ou de real genialidade nas doze músicas do cd. Não há uma canção que você, após ouvi-la, solte um “oh!” de exclamação. É tudo muito emulado e regurgitado em relação ao que já foi feito no rock alternativo dos EUA de duas décadas atrás.

E é isso, enfim, que está se tornando o grande hype do indie rock atual. É essa pequena bobagem que tocou ontem em Sampa e que fez indies “mudernos” e sempre antenados com o último peido expelido na cena musical inglesa ou americana, arrepiar os pêlos do cu.

Pro blog, sorry, não rola. Estas linhas zappers não foram ao show ontem e nem se importaram com isso. O sujeito aqui preferiu ir fazer um lauto repasto (com o amigo Dante Fenderrelli, guitarrista e vocalista da banda paulistana Jane’s, que ainda vai dar o que falar), em um rodízio, onde se fartou com sushis e carnes variadas. Foi a decisão mais acertada. Porque de bandas iguais (ou algumas até melhores) que o Yuck, o rock alternativo gringo está chapado ultimamente.

YUCK AÍ EMBAIXO
Tire suas próprias conclusões:

Yuck – “Get Away”

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E O ROCK ROLOU EM BOA VISTA
Yep, na semana passada, quando rolou na capital de Roraima a primeira edição do bacana Skinni Rock Festival. A convite da produção do evento o blogon zapper esteve por lá, acompanhando o mesmo, além de participar de debates e também conhecer o novo som jovem que é feito hoje no extremo Norte brazuca.

A cobertura do festival já foi publicada no portal Dynamite (www.dynamite.com.br) e também no endereço destas linhas rockers lá na Dyna online. Mas se você ainda não leu, ele segue reproduzido aí embaixo:

“O extremo Norte brasileiro é uma região fascinante. Estados com área geográfica gigantesca, poucos municípios, população pequena distribuída em áreas enormes. E muita mata virgem (a floresta amazônica, claro) e muita chuva e calor. E uma cena rocker que cresce cada vez mais a cada dia, dentro da enorme cena musical independente que toma conta hoje de todo o país.

A reportagem da Dynamite online e o blog Zap’n’roll estiveram em Boa Vista, capital de Roraima. Foram cobrir a primeira edição do Skinni Rock Festival, que rolou na sede local do Sesc. Organizado pelo músico, produtor, jornalista e agitador cultural Victor Matheus (que edita o blog Roraima Rocknroll, além de atuar como vocalista e guitarrista do trio Veludo Branco, um dos mais destacados da cena rock da cidade, já tendo inclusive participado de gigs pelo Rio Grande do Sul, além de ter feito shows em Manaus, Belém e no festival macapaense QuebraMar, em 2010), o festival conseguiu levar um público de quase 500 pessoas ao Sesc na madrugada de sábado para domingo. Lá, a galera fã de rock curtiu oito shows, sendo seis bandas locais e duas da vizinha Manaus (capital do Amazonas, né seu mané em geografia). Foi uma noite agitada que mostrou a diversidade estilística do som produzido pelas novas bandas de Boa Vista: do pop/reagge competentíssimo do Jamrock (que abriu a noite com suas canções suaves e swingadas, que poderiam estar na trilha de qualquer novela global e estourar nas fms, caso algum produtor esperto do Sudeste tivesse a boa vontade de ouvir o som do grupo; fora que ele possui um ótimo vocalista, o Hugo, e uma lindaça violonista, a Gabriela, que mostrou muita presença de palco), passando pelo hardcore nervoso e porra-louca do HCL, e chegando a nomes já veteranos e consagrados na cidade (como o Mr. Jungle), o Skinni mostrou que, com esforço de muitos e boa vontade, dá pra se fazer um ótimo festival de rock. Tanto que grupos cuja referência é o classic hard rock (como o local Johnny Manero), ou o hard blues pesado (caso do ótimo trio Dust Road, de Manaus), mostraram que mesmo estilos como estes, que aparentemente não trazem nenhuma novidade para o rock atual, podem sim ser retrabalhados com bom gosto e competência musical para a galera mais nova. Deu gosto ver as bandas mostrando garra e energia em cima do palco do Sesc.

O Skinni teve um custo pequeno para os padrões de eventos deste tipo. E ainda assim, numa iniciativa rara em festivais independentes, a produção conseguiu pagar um pequeno cachê para cada grupo que se apresentou. “Para isso foi fundamental a rede de patrocínios e apoios que construímos”, explica o produtor Victor Matheus. “Por exemplo, a chopperia do Chacrinha colocou uma grana legal no evento, porque o Chacrinha, dono do bar, é um dos maiores incentivadores da cena hoje em Boa Vista”. Victor também ressalta a colaboração fundamental de Kildo Albuquerque, diretor regional do Sesc de Roraima. “Ele também é um autêntico padrinho de nossa cena rock’n’roll”.
Uma cena muito bacana, diga-se (como a de Macapá também é, por exemplo). São cerca de vinte bandas em atividade na cidade de Boa Vista. E fazendo música em um município que andou sofrendo com chuvas torrenciais, que castigaram a capital de Roraima por quase um mês seguido e inundaram boa parte da cidade, que chegou a decretar estado de calamidade pública. Pois além de movimentar a garotada fã de rock’n’roll, o Skinni Rock Fest ainda promoveu ações que resultaram na arrecadação de meia tonelada de alimentos para as vítimas das enchentes.

Ou seja: bom (em alguns casos, ótimo) rock’n’roll no extremo Norte brasileiro. E ainda imbuído de olhar social. Que sirva de exemplo para outras cenas e coletivos espalhados pelo país, que visam apenas olhar o próprio umbigo e insuflar o próprio ego.

(Humberto Finatti viajou a Boa Vista a convite da produção do Skinni Rock Festival)

E EM BOA VISTA, PÓS-FESTIVAL…

* Foi uma autêntica aventura chegar até a capital de Roraima. Assim como hoje, quando Sampa amanheceu coberta por um intenso nevoeiro e o aeroporto de Congonhas fechou por quase três horas (provocando atrasos e cancelamentos de dezenas de vôos), no dia da ida pra pra Boa Vista rolou a mesma parada. Tensão total: salão de embarque lotado, passageiros mega irritados logo de manhã e metade dos aeroportos brasileiros paralisados. Quando finalmente o vôo decolou pra Brasília, já era tarde: lá a conexão pra Boa Vista iria ser perdida. Chegando na capital do Poder, negocia daqui, reclama dali, exige de lá e conseguiu-se que a Tam pusesse o jornalista desesperado em um vôo da Gol para a a capital roraimense às… onze da noite! Não havia o que fazer. Pelo menos, cumprindo as atuais normas baixadas pela Anac, os passageiros lesados foram acomodados em um hotel de primeira (o JK, onde o blog ficou hospedado e deu várias cafungadas e algumas trepadas anos atrás, durante a cobertura de uma das edições do gigante Porão do Rock), com direito a um lauto almoço e jantar. Como o sujeito aqui não tinha dormido a madrugada anterior (pra não perder o horário do vôo, o que afinal não resolveu muito a situação), não teve dúvidas: almoçou e caiu na cama da suíte do JK. E saiu delas apenas pra jantar e ir novamente pro aeroporto.

* Já era madrugada de sábado pra domingo quando Zap’n’roll finalmente desceu em Boa Vista. Foi “socorrido” pelo batera gente finíssima Cézar Matusa (e sua girlfriend, Marina) e o trio literalmente voou pro Sesc local, onde rolava o Skinni Fest. O que o blog perdeu, felizmente ele conseguiu assistir atentamente em vídeo, numa atitude super profissa do produtor Victor Matheus, que gravou todo o evento e disponibilizou o material para o blog.

* Findo o festival (quase cinco da manhã), papos rápidos daqui e dali, confraternização com a galere local, o jornalista cansadão porém sempre solícito é apresentado ao pessoal do bacana Dust Road (de Manaus), também a algumas garotas e, entre as quais… ela!!! Quem? A lindaça e simpática Raísa. 24 anos, também jornalista, morenaça, tatuagens espalhadas pelas costas e que vira pro autor destas linhas bloggers e diz: “adoro teu blog. Você tem muito de Henry Miller na sua escrita”. Isso foi um autêntico soco no combalido coração zapper (e que já começou a imaginar a possibilidade de que aquele tormento pecaminoso em forma de mulher bem poderia vir a ser a sua Anais Nin), mas o jornalista mantém a compostura: Raísa está ao lado do namorado, um simpático e (aparentemente) boa praça “bebê” de 19 anos de idade. E assim se manteve até sua volta a SP, em relação àquela tentação morena.

* Mas haveriam outras tentações pelo caminho… No domingo, descanso total no hotel – e o blog estava mesmo precisando. Mas como era, hã, dia dos namorados e o blogger sempre saudoso e sentimental começou a sentir-se melancólico e solitário, ele ligou pro celular do seu já novo bom amigo, Victor: “porra, tem como você passar mais tarde por aqui? Pra gente dar um rolê e tal, pra eu conhecer a cidade. Não tô me sentindo bem aqui sozinho, sério”. Super solícito, assim que pôde o organizador do Skinni foi “resgatar” Zap’n’roll no hotel. E ambos foram passear pela cidade. Boa Vista é pequena pra uma capital de Estado. E por isso mesmo é tranqüila, bonita e com avenidas largas e bem cuidadas. Há uma arquitetura bem moderna presente nas construções dos prédios públicos do centro. E o município, que estava com vários pontos alagados por conta das chuvas torrenciais que estavam caindo por lá, felizmente estava se recuperando do problema das enchentes. Tirando o calor sempre implacável por lá (com termômetros diariamente na casa dos 35 graus), seria uma cidade onde o autor deste blog moraria com prazer. Ainda mais com a quantidade de xoxotaços deliciosos que habitam por lá…

* E veio a segunda-feira. Durante o dia, tudo tranqüilo: o blog foi conhecer a sede da Folha de Boa Vista, onde concedeu entrevista de uma página para o caderno de variedades, coordenado pela mega simpática e rocker Cyneida – sendo que a entrevista foi realizada por outra delícia cremosa local, a morenaça Camila, dona de um par de seios exuberantes, rsrs. Foi à noite que o bicho começou a pegar pros lados zappers: “Finatti, vamos conhecer a chopperia do Chacrinha, onde vai ter e festa de ressaca do Skinni amanhã e também o debate, do qual você vai participar”, falou o sempre amigo Victor. E lá se foi a dupla pro Chacrinha, um bar super bacana com um chopp delicioso e que descia maravilhosamente bem sob um calor noturno de uns 28 graus. Mas lá estava outro “perigo” de Boa Vista: a loucaça jornalista e poeta Roberta Cruz (e de quem o blog trouxe pra São Paulo seu primeiro livro de poemas, “Um tom para a poesia”, que está sendo lido nesse momento e em breve será resenhado aqui), outro tesão em forma de mulher mega culta e maluca, trinta e poucos anos e… solteira! E… very junkie. Jesuis… papos daqui, chopps dali e não demorou muito pra Roberta dizer: “vou ali, quer ir junto?”. Zap’n’roll não piscou o olho pra dizer sim, e foi. O resto da aventura daquela noite não pode ser publicado aqui, rsrs. Mas ela terminou “apenas” às cinco da manhã, uia!

* E na noite seguinte: debate sobre a cena musical da cidade, os rumos da cultura local etc. Tudo novamente no Chacrinha, regado a chopp farto e com animada participação de quem estava na mesa (além de Zap’n’roll, o vocalista Manoel, da banda Mr. Jungle, o também músico Bem Charles, o poeta Jaime Brasil e um produtor local), e também do público presente. Final do debate o jornalista sempre trêfego vai até a animada mesa da simpática Cyneida, pra bater papo com o pessoal. E bate o olho em outra tentação roraimense (ou mais ou menos isso, já que na verdade a garota é uma gauchaça, que mora há alguns anos na cidade): Karine, 29 anos de puro tesão, fisioterapeuta com tatuagens também espalhadas pelo corpo, um sorriso demolidor e… que deixou o autor destas linhas rockers online total “avoado”. Papos e mais papos, o blogger metido a don Juan paquerando a moçoila na cara larga, até que consegue tirá-la da mesa por alguns instantes. O restante da conversa também é desnecessário ser publicado aqui. E ambos ficaram de se encontrar novamente em setembro, quando estas linhas online devem retornar a Boa Vista. Wow!

* Karine foi embora cedo mas os shows continuaram na chopperia, com Veludo Branco, Jamrock (esse grupo de reggae é fodão e ainda vai dar muito o que falar, se tiver uma oportunidade de ser descoberto por produtores “ixpertos” do Sudeste) e outras bandas locais animando a galere. Lá pras tantas, já “alto” pelo consumo de dezenas de chopps, Zap’n’roll não resistiu: pediu “help” a um maloker local e ambos foram atrás da famosa “missão”, rsrs. Que só não foi concluída porque o “anjo da guarda” Victor interveio, pelo celular: “Finatti, assim tu vai perder o horário do vôo”. O zapper doidão porém ainda responsável achou melhor cancelar a tal “missão”. Voltou pra chopperia e de lá foi pro hotel pegar suas malas pois um longo vôo de volta a Sampalândia o aguardava.

* Daqui o blog quer mesmo agradecer a atenção e o carinho com os quais foi recebido em Boa Vista, não só pelo pessoal da Veludo Branco, mas também pelo Chacrinha, pela turma do diário de Boa Vista, pela Roberta Cruz e pelas lindaaaaas Raísa e Karine. Um beijo no coração de todos vocês e até setembro!

Karine Blanco (acima) e Raísa Carvalho (abaixo): duas lindaças de Boa Vista, que tornaram a viagem do blog mais feliz e deixaram o blogger riocker sentimental total apaixonado, hehe

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DIÁRIO SENTIMENTAL – MUITA PUTARIA E DRUGS NAS ANDANÇAS DO BLOG EM FESTIVAIS INDIES…, PARTE II
No post anterior, este tópico rendeu horrores de comentários no Twitter e no Facebook e deu o que falar. E no calor da escrita (hihi), o blogger sempre lesado da cabeça esqueceu de relatar outro episódio bizarro de suas andanças por festivais indies brazucas. Esse episódio, tão saboroso quanto os demais já relatados aqui semana passada, segue logo abaixo. Boa diversão e leitura!

FESTIVAL ROCKLAND (nome fictício), ALGUNS ANOS ATRÁS – Zap’n’roll conheceu Caroline (nome trocado, óbvio) há alguns anos, através de amigos comuns. Ela estava passando uma temporada em Sampalândia, na casa da irmã (que morava e trampava aqui), fazendo um curso de fotografia (que ela amava e ama, ainda) que não existia na terra dela. Caroline, ela mesmo dizia, sempre curtiu “coroas” como o sujeito aqui. Havia namorado um cara na sua cidade um tempão, não deu certo, e agora estava single. Garota inteligente, antenada em cultura pop, rocker até a medula e beeeeem maconheira (rsrs), além de gostosa pra caralho. Não demorou pra Zap’n’roll ficar super amigo da figura e, principalmente, a querer traçar a mesma. Depois de alguns encontros pelos bares da vida em Sampa, a tão esperada trepada rolou enfim e o blogger sempre sentimental logo se apaixonou e pensou em namorar com Caroline. “Deixa quieto, Humberto” (yep, ela tinha a mania de chamar o autor deste blog pelo seu primeiro nome, ao contrário da humanidade, que o chama de Finatti), disse ela. “Vamos levando assim que é melhor. Não tô a fim de namorar agora. E daqui um tempo vou voltar pra minha cidade, que é longe, e não vai dar certo namorar nesse esquema”. Ok, o zapper aceitou as ponderações da garota, ambos continuaram saindo juntos e dando fodas cada vez mais intensas e deliciosas (Carol, inclusive, era mestra na arte da chupeta, batendo uma prazerosa punheta no macho enquanto chupava gulosamente a pica do sujeito; fora que também era fã de levar pinto no seu cu, e assumia isso na boa, em bate-papo com os amigos: “falo por mim, gosto bastante de sexo anal”, dizia ela, sendo que toda essa postura corajosa e liberal em uma mulher só deixava o autor destas linhas rockers canalhas ainda mais apaixonado pela moçoila…). Até que chegou o dia em que Caroline terminou o curso e voltou pra sua cidade natal. Os papos entre ela e Zap’n’roll continuaram da forma possível, pela internet. Foi então que convidaram o blog rei em cobertura de festivais indies, a ir até a cidade da Carol, pra acompanhar o bacana  festival que eles já faziam por lá há alguns anos. Zap’n’roll foi, combinando com a garota que ambos poderiam ficar juntos por lá durante o evento. “Sem problema”, disse ela. “Gosto de ti e continuo solteira, hehe”. E lá se foi o blogger loker pro festival Rockland. Chegando na cidade um dia antes de começar a esbórnia, o blog se hospedou no hotel pago pela produção, em quarto individual, e ligou pra sua cobiçada xoxota pra combinar um encontro logo mais à noite. “Vem pra cá logo, porra!”, disse. Ela: “Nope, hoje não dá, tenho um monte de lances pra fazer aqui em casa. Amanhã a gente vai junto pro festival e depois fico no hotel contigo, ok?”. Ok, não havia outra saída, o jeito era esperar até a noite seguinte. “Então, pelo menos descola um contato pra gente conseguir alguma ‘devastação nasal por aqui’, hehe”. Carol conseguiu. Chegou na noite seguinte no hotel com um “amigo”, que tinha a parada mas avisou: “cuidado com esse negócio, é violento!”. E era mesmo, conforme iríamos descobrir depois. Antes fomos ver os shows já que o blogger safado e louco pra comer novamente o bocetão da sua “paixão” (bocetão mesmo, largo e peludo e muito quente quando estava fodendo), estava ali também a trabalho, rsrs. E foram rolando as bandas no palco… algumas bem legais, outras insuportáveis. Até que na última delas Zap’n’roll, já bem “calibrado” por brejas, pegou Carol pelo braço e sugeriu: “porra, chega, tô cansado já. Bora pro hotel, vai!”. Ela topou. E o casal foi. E quando entrou no quarto, sempre despachada, Carol já foi tirando a camiseta e jogando a dita cuja, junto com o suitã e a calcinha (ela, sempre com suas ordinárias e putíssimas calcinhas vermelhas), no chão. A visão daqueles peitaços gigantes e prontos pra serem mamados enlouqueceu o zapper taradão, que tirou sua roupa o mais rápido possível. Ele deitou na cama e Caroline montou em cima do cacete com gosto. A foda rolou furiosa e terminou quando a grande cadela ficou de quatro, pegou o pinto do sujeito aqui, ajeitou-o caprichosamente com a própria mão no buraquinho do seu cu, e empurrou-o com vontade pra dentro, enquanto batia uma siririca com a outra mão. Logo o casal gozou junto, com gosto. Acabou aí? Óbvio que não! A parte bizarríssima da parada aconteceu logo em seguida: os dois pelados na cama, se refazendo da foda e papeando até que o autor deste diário sentimental sórdido se lembra de que ainda tinha a “sobremesa”, hihi. Ou seja, a “devastação nasal”, uia! “Vamos tecar!”, disse ele pra Carol, que respondeu com seu habitual “uhum!”. Zap’n’roll foi até a mesa de madeira escura onde ficava a TV e, ao lado dela, esticou caprichosamente duas “taturanas” do negócio. Mandou uma. Carol, em seguida (e ainda pelada), aspirou a outra. E a parada era violenta mesmo. Até o zapper acostumado às devastações nasais, ficou bicudão. Caroline, então, “travou” e entrou em pânico: vestiu sua roupa correndo e disse “vou embora pra casa!”. O Zapper, já assustado também: “Mas por que? Fica aqui comigo!”. Ela: “não, preciso ir”. E abriu a porta, saiu no corredor e ficou IMÓVEL, diante da porta do quarto aberta, sem saber se ia embora ou ficava, enquanto o blogger doidão, ainda sem roupa, olhava pra garota sem saber o que fazer. E pensando no que aconteceria se de repente alguém surgisse no corredor do hotel e se deparasse com aquela cena absurdamente bizarra. Enfim, não teve jeito: com muito custo, Zap’n’roll se vestiu e conseguiu levar o xotaço louco até a entrada do hotel, onde ela pegou um táxi e foi pra sua casa. No outro dia, ambos já recuperados se encontraram novamente, almoçaram juntos à tarde, treparam novamente e ficou tudo bem. Mas Caroline nunca mais quis saber daquele padê violento, descolado pelo amigo dela, rsrs.

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Buenas, tá tudo meio assim no meio do feriadão, então o post pára por aqui. Mas atendendo a uma ótima sugestão de querida leitora Lara, ele será republicado nesta segunda-feira, com o que faltou entrar aqui, okays?

Lembrando que continua no hfinatti@gmail.com a promo de ingressos pro Jukebox Festival, semana que vem no Studio Emme em Sampa. E também lembrando que amanhã tem Parada Gay, um dos grandes momentos da liberdade de expressão e de comportamento neste país ainda dominado por um moralismo/conservadorismo babaca, hipócrita, reacionário e inaceitável em pleno século XXI. Enquanto um bando de evangélicos otários marcharam condenando a diversidade sexual e a a liberação da Marcha da Maconha (agora, autorizada pelo STF, sendo que Zap’n’roll vai estar na próxima, com certeza), amanhã Sampa vai dar demonstração, na Parada do Orgulho Gay, que na maior cidade do país a grande maioria quer sim é tolerância e respeito às liberdades de escolha comportamentais do ser humano.

É isso. Beijos nas crianças e bom final de feriadão pra todos. Nesta segunda-feira, lembrando novamente, este post será republicado, acrescido de infos adicionais, okays? Inté!

(finalizado por Finatti em 25/06/2011, às 19hs.)

Novamente falando do Kaiser Chiefs. O fim dos ingressos pro Planeta Terra. As loucuras de sexo e drogas em festivais indies (só na Zap.com), o The Concept ataca novamente, o blog no extremo Norte e mais isso e aquilo… (versão final: 13/06/2011, direto de Boa Vista, Roraima)

O Kaiser Chifes: bons de marketing no lançamento do novo disco, mas…

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EXTRA! – aí embaixo, no tópico da volta do nosso sempre amado/odiado “diário sentimental”, o complemento das histórias pesadas de putarias e drugs do blog, em suas andanças pelos festivais indies nacionais. O texto foi escrito já na segunda-feira, 13, quando o autor destas linhas zappers lokers está se debatendo com a conexão wireless mega complicada de Boa Vista, capital de Roraima. De resto, uma cidade bacanésima (e ultra quente, hoje os termômetros bateram na casa dos 37 graus aqui), com lindaaaaas xoxotas rockers e uma pessoal super acolhedor e simpático (como o Victor Matheus, organizador do festival Skinni Rock, e o pessoal da chopperia Chacrinha, onde o blog está sendo finalizado nesse instante).
Daqui a pouco na Zap’n’roll do portal Dynamite, a cobertura completa do Skinni Rock Festival, que agitou a galera rocker de Boa Vista no último finde. Até já então!
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E não?
Yep, esses assuntos todos aí, listados no título do post, fazem o “corpo” do post que você começa a ler agora, nos dois endereços zappers: aqui mesmo no portal Dynamite online, e também no www.zapnroll.com.br, onde você lê a versão integral, estendida e exclusiva do blog, e com aquele que talvez vá entrar para a história de looooongos oito anos destas linhas rockers online, como o relato mais hardcore já publicado em Zap’n’roll. Não é para menos: nesse tempo todo o sujeito que digita estas linhas viajou por praticamente todo o Brasil, cobrindo shows e festivais de rock, de gigantes como o Mada (em Natal, Rio Grande Do Norte), passando por promissores (como o bacana QuebraMar, em Macapá, no Amapá, onde estaremos novamente em 2011, em outubro) e até a novíssimos, como a primeira edição do Skinni Rock Festival, que acontece hoje, sábado, em Boa Vista (capital do longínquo Estado de Roraima) e onde estas linhas online estão neste momento. E muita parada cabulosa aconteceu nas coberturas destes festivais: loucuras variadas, tretas, drugs, sexo. Foi inevitável que rolasse tudo isso pois o ambiente rock’n’roll (e sem apelar para clichês estéticos ou comportamentais) sempre proporcionou esse tipo de situação. O rock, um dos estilos musicais mais libertários e engajados da história da arte, não nasceu pra ser careta, certinho, comportado, bunda-mole enfim. Ele já nasceu doidão, indignado, revoltado, sempre disposto a estar ao lado de causas sociais e políticas bacanas. E quem lida com rock’n’roll (seja tocando em bandas, produzindo eventos, discos ou simplesmente cobrindo tudo isso), ainda que não seja um loker de plantão 24 horas (claro, não estamos aqui fazendo apologia alguma da insanidade comportamental; cada um age da forma que mais lhe convém e que torna a vida mais agradável para si próprio), tem que ter consciência de que o rock não é algo careta, normal, modorrento. Sim, você não precisa ser um doidão pra curtir rock. Mas só quem é moralista babaca, conservador ao extremo, reacionário, ressentido e recalcado com a própria vida sexual sem sal e desprovida de emoções e aventuras malucas, é que condena a loucura alheia. Então, se você é assim, melhor não ler a Zap.com desta semana. Mas se você, mesmo sendo um sujeito, hã, “normal” mas de visão liberal e que no final dá é boas risadas com as histórias lokers que volta e meia contamos aqui, pode ler sem susto. Fora isso, estamos aqui pra falar mais uma vez do novo disco do Kaiser Chiefs (do qual estas linhas online já falaram e nem gostaram, mas agora quem assina o texto é o nosso dileto colaborador Cristiano Viteck, que gostou do dito cujo), do também grande The Concept e de mais um monte de assuntos que tornam a vida mais agradável e que fazem esse blog ser o que é há oito anos: o espaço de cultura pop e rock alternativo mais legal da web brasileira.

* E claaaaaro, começou já o tumulto e desespero em relação ao esgotamento dos ingressos para o festival Planeta Terra 2011, que rola dia 5 de novembro em São Paulo, lá no PlayCenter, com showzaços dos Strokes, Vaccines e Beady Eye – yep, a nova banda do marrudo e boca suja Liam Gallagher. As vendas dos tickets começaram a meia-noite de ontem, quarta-feira, em diversos pontos de venda, no site oficial do festival (http://musica.terra.com.br/planetaterra), e também na página da sempr malfadada Tickets For Fun (http://premier.ticketsforfun.com.br/default.aspx). E o que era previsível aconteceu, óbvio: tudo se evaporou com uma velocidade espantosa. A gritaria se tornou enorme nas redes sociais (como o Twitter) mas se você pensar bem, isso acontece em qualquer lugar. Nos EUA e Inglaterra qualquer festival que tenha um line up fodão como é o do Terra este ano, vê seus ingressos sumirem nos pontos de venda e na internet em questão de horas – quando não de minutos. Então, ao invés de ficar reclamando a solução é tentar ser mais ágil que o vizinho, ir à luta e sempre garantir seu ticket num evento desses. Simples.

Liam (acima) e Vaccines (abaixo): a briga vai ser boa no Planeta Terra

* E agora? Agora é esperar e tentar a sorte AQUI MESMO, no blogão zapper que jamais deixa seu fiel leitorado na mão, hehe. Em breve deve pintar promo de tickets por aqui – quando o autor deste espaço online retornar de sua viagem pelo extremo Norte, que vai durar dez dias, ele irá cuidar disso. Fiquem atentos desde já!

* “The Ripe Tide”, o terceiro álbum do Beirute, já está com data de lançamento marcada: ele irá chegar às lojas no final de agosto. Ok, o disco pode ser bacana e tal mas vem cá: alguém ainda se importa com a existência do Beirute?

* Agora, fodão mesmo deve ser o novo disco do algo sumido Kasabian (uma das bandas prediletas destas linhas rockers bloggers desde sempre), “Velociraptor!”, que está a caminho das lojas. Com muita justiça o grupo estampou a capa da NME da semana passada e se o trabalho estiver perto do que foi a estréia deles, em 2004, já tá bão pra porra, hehe.

Kasabian: o novo álbum deve ser fodão

* Frio em Sampa? Bão, né? Aqui em cima, muito calor. E chuva também. Mas o blog está curtindo, como sempre. E já na semana que vem estaremos em Belém, onde rola a festa da Zap’n’roll no Bar Café Com Arte, na sexta-feira, 17 de junho. produzida pela turma da Vandersexxx, a noitada vai contar com DJ set do blog e showzaço dos mui amados Baudelaires. Se você estiver pela capital do Pará, cola lá que a diversão está garantida.

* Mas antes disso, tem o Skinni Rock festival aqui em Boa Vista, que rola hoje à noite no Sesc da capital de Roraima. O blog está aqui e na segunda-feira já rola cobertura do evento nestas linhas zappers e no portal Dynamite em si. Ou seja: se você está aqui na mega chuvosa Boa Vista, dá uma passadinha no Sesc que a balada promete!

* E não só: o autor deste blog também está no extremo Norte brazuca em missão especial para o Caderno 2, do jornal O Estado de S. Paulo, onde vai rolar matéria sobre a nova música que se faz por aqui. Quando o texto sair por lá, a gente dá um toque e também reproduz o texto neste espaço virtual.

* Ou seja: pro covarde de merda que já alfinetou (de forma anônima, claaaaaro)  o sujeito aqui, no blog Roraima Rock, a nossa melhor resposta será mesmo a cobertura do Skinni aqui e no Caderno 2.

* Bien, bora ler aí embaixo a opinião do queridão Cris Viteck, sobre o novo disco do Kaiser Chiefs, e do esquema de marketing bacana que a banda desenvolveu pro lançamento. Pena que o disco…

KAISER CHIFES – REVOLUÇÃO OU UMA BOBAGEM COMPLETA NA INDÚSTRIA DA MÚSICA?

Por Cristiano Viteck, especial para Zap’n’roll

Há alguns dias, a banda inglesa Kaiser Chiefs lançou o seu novo disco, “The Future is Medieval”. Mas, não foi um lançamento qualquer, porque esse negócio de simplesmente gravar músicas, embalá-las em um CD e coloca-las à venda em lojas de disco anda bem fora de moda – a não ser que seja em edição luxuosa em vinil, isso sim, é supermoderno!

Enfim, a turma do Kaiser Chiefs aprontou o seguinte. Gravou 20 músicas e postou um minuto de cada uma delas para serem ouvidos no www.kaiserchiefs.co.uk . Dessas, você seleciona as dez que mais gostou, cria então uma capa, paga 7,5 libras e faz o download desse álbum personalizado com a dezena de canções e a arte que você criou. Mas a coisa toda não para por aí.
A sua seleção fica registrada no site da banda e, caso alguém escolher fazer o dowload pago do disco que você montou, você recebe 1 libra por isso. Para incentivar esse tipo de compra, o Kaiser Chiefs convidou alguns famosos para montarem seus próprios álbuns da banda. E para que ninguém fique ressentido que alguma celebridade se torne algumas libras mais rica, o Kaiser Chiefs sugere que os valores arrecadados sejam doados à uma instituição que trata de pacientes com alzeimer.

A grande dúvida da banda agora é qual a versão do disco será lançada oficialmente pela banda, no tradicional formato físico. A sugestão que mais tem motivado o Kaiser Chiefs é lançar a seleção mais comercializada no próprio site. Até hoje pela manhã, a versão do “The Future Is Medieval” mais vendida foi a de um tal de RickyW (a capa que ele criou é essa que ilustra o post de hoje), seguida pela seleção feita pelo jornal inglês The Guardian.

Tudo muito bacana, divertido e inovador. Tanto é que o famoso periódico norte-americano The Wall Street Journal fez uma reportagem especial sobre isso tudo, lançando no ar a pergunta se este será o futuro da indústria musical. A resposta: acho difícil, até porque isso tudo cheira mais a marketing (muito criativo, é verdade) do que a qualquer outra coisa e está longe de ser uma alternativa viável para a combalida indústria fonográfica.

Há de se lembrar ainda que, como existe um jeitinho pra tudo, no mesmo dia em que o Kaiser Chiefs lançou com grande alarde a sua nova plataforma de venda de música, todas as 20 canções já estavam dando sopa fácil fácil e de graça na internet. Aí fica outra pergunta: quem vai pagar pra ter 10 canções, se pode ter 20 de graça? Acredito que poucos, ainda mais se as músicas forem tão fraquinhas quanto essas que o Kaiser Chiefs preparou para “The Future Is Medieval”.
Mas, só pra dizer que fiquei de fora da brincadeira, segue abaixo a minha lista de 10 canções para “The Future is Medieval”:
1. Back in december
2. Child of the Jago
3. Dead or in serious trouble
4. Heard It break
5. When all is quiet
6. Out of focus
7. Coming up for air
8. I dare you
9. Little schocks
10. Fly on the wall

A VOLTA DOS DIÁRIOS SENTIMENTAIS – MUITA PUTARIA E DRUGS NAS ANDANÇAS DO BLOG EM FESTIVAIS INDIES…
Yep, nossos célebres “diários sentimentais”, que tanto sucesso fizeram anos atrás na Zap’n’roll, agora estão de volta aqui no endereço próprio do blog. E em tempos de festivais indies, como o Skinni Rock Festival que rola hoje aqui em Boa Vista (capital de Roraima), nada melhor do que relembrar algumas das “aventuras” vividas pelo autor destas linhas online, nos festivais que ele cobriu pelo Brasil afora na última década e meia.

Festival de rock é sempre uma maravilha. Assiste-se a uma cacetada de shows legais (alguns nem tanto). Bebe-se muito, trepa-se muito também e, claaaaaro, também se fuma muita maconha e se cheira muita cocaine. Se você, ainda por cima, é jornalista, ainda é convidado a cobrir a parada toda na boa, com hospedagem e passagens pagas pela produção do evento. Claro, todo mundo está ali pela música, pra ouvir e descobrir novos bons sons. Mas é inocência você achar que nenhuma putaria rola em um festival de rock. Porque, por mais clichê que possa parecer a afirmação, rock’n’roll é sinônimo de putaria, de loucura, de drugs. E Zap’n’roll, que nunca foi um sujeito normal e que sempre foi fã de drugs e de álcool (embora agora esteja ficando meio “tiozão” e um tantinho mais comportado, mas nem por isso deixando de manter uma postura absolutamente liberal sobre o tema, e sempre defensor ardoroso da liberação de todas as drogas nesse país fodido, onde manifestantes pacíficos pró-maconha são reprimidos com violência pela polícia, mas um ministro de Estado pode aumentar seu patrimônio vinte vezes em quatro anos), participou de muitas histórias bizarras nesses festivais. Algumas dessas histórias estão, enfim, contadas aí embaixo, em requinte de detalhes (e não de imagens, por motivos óbvios), sendo que o nome real de boa parte dos envolvidos foi trocado por outros fictícios (ou colocados apenas em suas iniciais), e muitas cidades e eventos também ficarão em sigilo, para evitar processos e ameaças. E se você é moralista, babaca, careta e reacionário(a) ou tem menos de dezoito anos de idade, talvez seja melhor não ler o que está neste diário sentimental.

* CARNAVAL DE 2005/FESTIVAL GRITO ROCK EM CUIABÁ – era a segunda edição do GR, hoje um dos festivais mais abrangentes do país. Naquela época ele era minúculo e aquela edição foi realizada na charmosa Galeria do Pádua, um espaço artístico na capital de Mato Grosso, onde não cabiam mais do que duzentas pessoas. Zap’n’roll tinha ido até e pela primeira vez (e de busão, imaginem! Vinte e cinco horas esquentando o lombo na estrada, rsrs) a convite do hoje conhecidíssimo produtor Pablo Capilé (um dos homens mais poderosos da indie scene nacional, mas que ninguém conhecia naquela época), que ficou “alugando” a orelha do sujeito aqui, via MSN, por quinze dias até convencer o autor deste blog a ir parar em Hell City (como Cuiabá é conhecida, por ser a capital mais quente do país). Pois então: na segunda noite do festival, Zap’n’roll já estava meio de saco cheio de ver bandas até boas, mas ou que eram êmulos do metal melódico à lá Shaman, ou do emocore à la CPM22 (que ainda estava no auge). Foi quando chegou uma “encomenda”, ou “presente”, pro autor deste espaço rocker blogger. “Fulano (um dos organizadores do evento)  disse que tu gosta da parada e mandou eu ir buscar isso pra você”. O “isso” era um mutucão de cinqüenta reais daquilo que provoca “devastação nasal” no ser humano. Imediatamente o jornalista loker rocker se mandou pra um dos banheiros da galeria e aspirou uma autêntica taturana do “produto”. Saiu de lá a milhão e já bicudíssimo, quando Capilé lhe disse: “presta atenção na banda que vai tocar agora. Pelo que você me falou do seu gosto musical, acho que vai curtir o som deles”. Tentando prestar atenção em alguma coisa (devido ao estado em que havia ficado após sair do tal banheiro), Zap’n’roll viu cinco moleques entrarem no palco, sendo que o vocalista era um tampinha com cara de nenê. O sujeito vestia camisa social, blaser (isso, no calor de Cuiabá!) e empunhava um violão e um suporte de gaita no pescoço. Quando o blog viu aquilo, bicudaço de padê, pensou: “quem esse sujeito está pensando que é? O Bob Dylan do cerrado?”. Mas quando o grupo começou a tocar e o moleque abriu a boca pra cantar, o autor deste blog quase teve uma síncope cardíaca que a aspiração nasal não provocou. A banda era o Vanguart. E foi assim que ela foi descoberta pelo sujeito aqui. E hoje todo mundo sabe quem é o Vanguart: a maior descoberta jornalística destas linhas online e um dos melhores grupos do novo rock brasileiro.

Essas fileiras de pó branco fazem a alegria de muita gente nos festivais indies, rsrs

* CALANGO 2007/CUIABÁ – o “primo” grande do Grito Rock. Nele o blog esteve por três vezes (indo de avião até Hell City, felizmente) e lá aconteceu de tudo. Mas tudo meeeeesmo. Nesta edição, especificamente, ela trampava na produção. Loiraça, seios grandes (como o sujeito aqui adora), um sorriso do outro mundo. No Grito Rock daquele ano, o blog já tinha “paquerado” a figura (sendo que uma amiga próxima dela ela, havia sido “comida” pelo Guri Assis Brasil, um dos guitarristas do Pública, em um dos banheiros onde estava rolando o festival). Mas no Calango a coisa tomou ares de paixão por parte do sujeito que relembra essas histórias agora. Na segunda noite do festival, ele chega nela e pergunta: “quer dar um teco?”. Ela: “vamos nessa!”. A dupla vai pro backstage do festival e lá, manda ver nas napadas. Detalhe: o padê servido em Cuiabá é dos melhores, dada a pouca “mistura” que fazem no “produto”, que chega quase puro da Bolívia – e que fica logo ali, ao lado. Bicudo, o autor deste blog criou coragem e começou a dar em cima da xoxotaça com mais ímpeto. Ela: “por que vocês homens pensam tanto em sexo quando estão doidões?”. Zap’n’roll não soube dar uma resposta adequada a tão, hã, palpitante questão existencial. Mas levou rapidinho a garota mais pro fundo do backstage, e ali o bicho quase pegou. Beijos indecentes de língua, uma “mamada” rápida num dos peitões e… chega um segurança abelhudo pra ver o que estava rolando ali. A dupla teve que se recompor e o blogger safado voltou apaixonado pela figura pra Sampa. Mas ficou apenas a lembrança daquela mamada no tetão da garota, e o gosto do seu beijo. Hoje, ela é uma das melhores amigas do autor destas linhas sórdidas e canalhas – apenas às vezes, não sempre, hihi.

A garota dona dessa boca aí em cima, foi uma das que mamou gostoso no bilau zapper, em festivais indies pelo Brasil, como mostra a foto, hihi

* CAMPO GRANDE (OU CAMPÃO, PROS ÍNTIMOS) – o blog esteve na capital do Mato Grosso do Sul por duas vezes: no final de 2008 (para cobrir o festival Fogo no Cerrado, organizado pelos sempre queridos Jean Albernaz e Letícia Spíndola), e começo de 2009, pra discotecar em uma festa rocker no Bar Barfly. E a “colheita” em Campão foi farta: nas duas vezes em que esteve lá, o autor deste blog mamou gostoooso nas tetas de uma linda negra que fazia faculdade de designer gráfico (e que hoje está semi-casada com algum babaca, que dia desses entrou no bate-papo do Facebook, e xingou assim o autor deste blog: “seu drogado de merda!”. Uia!), soltou porra duas vezes na boca de uma deliciosa cavala (uma das mais lindas e conhecidas garotas rockers da cidade, uma gigante de 1,80m que também adora praticar “destruição nasal”, e hoje também é ótima amiga do sujeito aqui), e trepou com outras duas delícias, sendo que uma dessas trepadas está bem detalhada logo mais aí embaixo (não é à toa que a francesa de Macapá, Rudja, odiava Campo Grande enquanto foi noiva do zapper comedor. E sempre ameaçava: “se você for naquela cidade enquanto estiver comigo, eu te mato!”. Novamente: uia! Tanto que Zap’n’roll não voltou lá até hoje). Enfim, a putaria bizarra já começou no primeiro dia do festival, durante o almoço no restaurante “Rei da costela no bafo”. A turma da banda Orange Disaster (que está prestes a lançar seu primeiro disco) havia acabado de chegar e o guitarrista Rafa (um doidão de plantão e mega amigo do autor destas linhas online) já veio intimando: “onde estão as drogas? Hoje quero ver estrelas. Ex da Suzana Vieira vai ser fichinha perto do estado em que eu vou ficar” (detalhe: o tal ex da atriz Suzana Vieira tinha morrido de overdose de cocaína, dias antes no Rio De Janeiro). Anyway, terminado o almoço, toca pro hotel onde um “dealer” já aguardava a banda e o sujeito aqui. Antes de efetuar a “compra” (que foi “rachada” entre a banda e o jornalista loker), todos quiseram experimentar uma “amostra”, pra ver a qualidade da parada. O negócio era violento e todo mundo ficou contente. E à noite, no Barfly, a situação só “piorou”, rsrs. Lá pras tantas o sujeito que digita este diário sentimental, já mais tresloucado do que o ex da Suzana Vieira, pediu socorro ao mr. Chong, um simpático japonês que auxiliava na produção do festival e se auto-definia como o “advogado samoano” de Hunter Thompson, no clássico “Medo e delírio em Las Vegas” (se você não leu o livro, sorry, não vai entender o que esse advogado significa no contexto da história). O diálogo entre este jornalista maluco e Chong: “me leva no hotel, por favor. Tem uma garrafa de vodka lá e preciso tomar uma dose tripla, pra cortar minha bicudissse”. Ele: “impossível! O festival já vai começar, não posso sair daqui. E mesmo que pudesse, eu não iria conseguir dirigir. Acabei de tomar um ácido fodão e tá batendo já!”. Poin! Zap’n’roll ficou por lá mesmo, se entupindo de brejas, pra voltar a ficar minimamente “normal” novamente.

CAMPO GRANDE/MS/MARÇO 2009 – após participar da cobertura do festival “Fogo no Cerrado”, no final do ano anterior, Zap’n’roll foi convidada a voltar a Campão, pra fazer um DJ set em uma festa promovida pela produtora Bigorna (da Letícia e do Jean), no bar Barfly, o então grande “pico” rocker da capital do Mato Grosso do Sul. Era, na verdade, um período emocional conturbado na vida do sujeito que digita a continuação deste diário sentimental (agora, já sendo escrito em um quarto de hotel em Boa Vista, capital de Roraima, onde o blog se encontra nesse momento). Ele namorava em Sampa a garota AL, gente finíssima, inteligente, fã de cultura pop, mas de temperamento explosivo igual ao do autor destas linhas rockers bloggers. Isso fazia com que discussões cada vez mais freqüentes entre o casal começassem a “minar” o relacionamento – que ainda estava no início. Completando o quadro, estava surgindo uma intensa e (até então) “secreta” paixão entre Zap’n’roll e a francesa Rudja, que morava na capital do Amapá. Paixão alimentada por bate-papos no MSN, no Orkut (que ainda não havia sido desmantelado pelo Facebook) e por celular. Enfim, foi em meio a esse mezzo tumulto emocional que o blog foi discotecar em Campão. E quando chegou lá, no bar Barfly para começar a noitada, já algo lesado de álcool combinado com “devastação nasal”, deu de cara com… ela, na porta do bar. Quem? Aline Wood (nome alterado, só avisando), uma cavalaça morena de peitões suculentos e que há muito estava “dando mole” pro autor destas linhas rockers sacanas, através de bate-papos também pelo Orkut. Pois Zap’n’roll levou um susto quando deu de cara com a garota, pois ela se mostrou bem mais bonita pessoalmente do que nas fotos que postava na hoje falida rede social orkutiana. Imediatamente o blogger loker “grudou” na suculenta xoxotaça e assim ficou com ela a noite toda – com eventuais intervalos pra discotecagem, algumas “tecadas” no banheiro e até uma entrevista para um blog local, realizada pela sempre querida e fofa Cael (onde anda tu, dear?). Final da festa, dia amanhecendo, o sujeito aqui já loucaço chega pra Aline e pede: “vem comigo pro hotel!”. Ela: “claro, vamos!”. E os dois foram. E quando lá chegaram, a putaria começou no quarto. Mais tecadas pelo nariz (apenas da parte do rocker loker pois a xotaça não praticava o “esporte”). Começaram os “amassos” corporais e beijos sacanas. Até que o blogger doidão pede: “tira a roupa e deixa eu cheirar um teco no seu peito”. Ela tira, mostrando toda a deliciosa putaça morena que se escondia por trás da camiseta e da calça jeans. Primeiro um tecão no peitão já com o bico duro de tesão. Depois brejas e papos sobre amor, sexo, vida, rock, romance etc, etc, etc. Aí o zapper loker, mais uma vez: “posso cheirar uma carreira em cima da tua boceta?”. Ela deixou: se deitou na cama, com as pernas abertas e ficou imóvel, enquanto o zapper já mordendo os dentes, esticou caprichosamente um risco em cima da xoxota total depilada. E aspirou com prazer o risco. E depois lambeu o que restou e deu uma “sugada” caprichada no grelo da cachorra, a essa altura já querendo ser muito e bem fodida. Foda que… acabou não rolando, claaaaaro: havia muita cerveja e cocaine dopando o cérebro e o corpo do sujeito aqui e, mesmo com um bocetaço pelado na cama do seu quarto de hotel, o “instrumento” do sujeito insistia em não levantar. E já eram quase dez da manhã. Até que Aline sugeriu: “preciso ir pra casa, e você não está bem. Procura descansar, dorme o dia todo e quando você estiver bem me liga que eu volto aqui, prometo!”. Zap’n’roll aceitou a sugestão meio a contra-gosto, se despediu dela e foi tentar dormir (e não consegui até o meio da tarde, numa cruel “fritura” de dar gosto). Quando o sono finalmente chegou, ele veio pesado. E se estendeu até quase dez da noite de um sábado que ameaçava ser de solidão absoluta, em um quarto de hotel a 1.500 kms de distância de Sampa. “Ela não vai vir”, pensou o autor deste blog, quando acordou  sentindo como se tivesse sido atropelado por uma carreta. Mas ele reuniu forças, desceu até a portaria e ligou para o número que Aline tinha deixado. E ela… atendeu! “Eu tava esperando você ligar”, disse com a voz mais doce e tesuda do mundo. O blogger loker, em tom choroso: “vem pra cá, to me sentindo sozinho”. Não demorou meia hora e Aline estava novamente no quarto, mais gostosa do que nunca. E já chegou tirando a blusa e mostrando seus peitaços avassaladores, para alegria do agora normal zapper e que já estava com o pinto duríssimo. A vontade por uma foda arrasadora era mútua (desde a manhã daquele dia, aliás), Aline já foi metendo a boca gulosamente na rôla zapper e a trepada enfim se consumou gloriosa, por toda a madrugada, com direito a esporradas na boca e no bocetão da cadelíssima cavala. Depois ainda houve um “romântico” passeio de mãos dadas pelas proximidades do hotel, em busca de um quiosque de lanches, a volta pro hotel, mais papos e o casal enfim dormiu junto até de manhã, quando a garota novamente precisou ir embora. Zap’n’roll voltou pra Sampa e Aline Wood ficou meio que apaixonada pelo autor deste blog. Mas o coração dele já estava lá em Macapá. E isso magoou pra cacete a gostosa de Campão. Que um dia bateu boca em público, via Orkut, com a já então namorada macapaense do sujeito aqui. Aline Wood resolveu então desaparecer e hoje Zap’n’roll até sente falta dela, dos ótimos papos que tinha com ela. E gostaria de voltar a ser amigo dela. Quem sabe um dia…

Esse bocetaço enorme ( e que, segundo a dona dele, cabem dois pintos de uma vez lá dentro, rsrs), delicioso e peludo foi um dos que foram beeeeem fodidos pelo blogger loker, em suas andanças pelos festivais indies brazucas.

ORGIA NO HOTEL EM… (neste relato, não será possível identificar localidade e personagens) – o blog já havia ido até lá no ano anterior, cobrir o festival local – modesto ainda mas bem organizado e com boas bandas, diga-se. E já havia ficado e trepado muito com ela na ocasião. Quando soube que iria pra lá novamente, combinou tudo com a garota de tetas gigantes e xoxota peluda e cavalar. O festival começaria na sexta-feira; na quinta Zap’n’roll já chegou na cidade, se instalou no hotel, se encontrou com a figura (e de quem, na verdade, ele gostava muito) e ambos foram trepar. E quando o zapper gozou, a porra voou nos olhos da garota, que foi imediatamente tomar banho, junto com o autor destas linhas ultra canalhas nesse momento, rsrs. Banho tomado, ambos foram se encontrar com amigos dela em um bar da cidade, que estava bem animado. Mas todos ficaram pouco tempo ali, preferindo ir para uma loja de conveniência 24 horas, onde foram compradas garrafas de vodka e dezenas de garrafinhas de cerveja. Quando todo mundo já estava beeeeem lesado, a idéia: “vamos pro quarto do Finatti, continuar o bate-papo por lá”. E assim foi: às seis da manhã havia pelo menos meia dúzia de pessoas dentro de um quarto de hotel. Bebidas, cigarros, marijuana, um pouco (não muito) de cocaine, uma esbórnia total. Começou uma discussão entre dois amigos da garota, Zap’n’roll ficou tenso e tascou uma garrafa de vodka (que já estava quase vazia) no chão. Discute dali, apela daqui, tenta conciliar de cá e a situação foi se acalmando, até que a turma começou a bater em retirada – às 9 da manhã! Até que sobrou no quarto (que parecia ter sido devastado por um tsunami) apenas o blogger rocker, seu “affair” e uma amiga dela, muito bonita e mega simpática. E foi a tal amiga, lesadíssima de álcool, que de repente “ordenou”: quero ver vocês trepando!”. O “affair” do blog: “o pau dele não vai levantar, ele tá muito lesado”. O blogger, algo ofendido com a afirmação: “chupa bem pra ver se ele levanta ou não”, já tirando o “instrumento” pra fora da calça. Ela começou a chupar. E o dito cujo endureceu na boca dela, que a essa altura já estava peladona. E a amiga sempre pedindo: “chupa ele, da cabeça até os bagos”. Ela chupava e chupava, jogando cuspe na cabeçorra do pinto. Até que abriu as pernas e sentou nele. e aí a foda começou, até que a amiga novamente: “deixa ele comer teu cu”. Ela: “não, no cu não!”. Zap’n’roll: “puta que é puta dá o cu também, e bem dado!”. E acabou socando o cazzo no cu da cavalona, que começou a reclamar de dor. Isso acabou meio que “brochando” a trepada (que já não estava das melhores, pois o casal estava beeeeem alterado de tudo), e ela acabou ali mesmo. Com a trinca desabando na cama pra dormir (o casal pelado, a amiga dela de roupa) pois, afinal, à noite, haveria festival de rock pro jornalista cobrir…

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O BLOG ZAPPER INDICA
* Novo single do The Concept – uma das mais fodásticas guitar bands de Sampa desde sempre, a The Concept, solta finalmente material novo. “Reconstruction”, a faixa em questão, é a primeira do futuro novo álbum a ser liberada pelo grupo na web, e tem cara e cheiro de anos 90’, quando o shoegazer inglês dominava o mundo. São aquelas guitarras Power pop bacanudas, os vocais melódicos (em inglês) e a doçura das canções que fazem a diferença no trabalho do quarteto comandado pelo baixista Wagner e pelo guitarrista e vocalista Robson. Se interessou? Então ouve aí embaixo:

* Bandas mineiras legais – Minas Gerais continua sendo celeiro de ótimos grupos de rock. Em visita à Casa Fora do Eixo/SP na última segunda-feira, Zap’n’roll conheceu o trampo das bandas Fuzilw, Tempo Plástico, Graveola e Pequena Morte. E vai comentar melhor sobre todas elas assim que voltar do seu giro pelo extremo Norte brazuca. Mas se você quiser ouvir, procure ir atrás destes nomes na web, que vale a pena!

* Baladas em Sampalândia! – Claaaaaro! O blog está em Roraima, mas não deixa de ficar de olho no que rola na capital paulista. Assim, se você está de bobeira por aí neste sábado, cai lá pro baixo Augusta. Vai ter Grungeria na Outs (no 486 da Augusta) e mais uma edição da festa Glam Nation no Inferno (no 501), com show do… Skid Row cover, uia! E no Beco203 (colado no StudioSP) vai ter noitada indie rock. Beleusma? Então se joga, porra!

E OS PRÊMIOS???
Continuam em sorteio pelo hfinatti@gmail.com:

* Um kit com CDs e DVDs da ST2;

* Um kit com CDs de três bandas fodonas: Pública, Los Porongas e Bidê ou Balde.

E É ISSO POR ENQUANTO
O blog está em Roraima e retorna a Sampa somente dia 20. Até lá vamos mandando relatos e postagens daqui do Norte. Na Zap do portal Dynamite o conteúdo é musical e cultura pop. Aqui, no www.zapnroll.com.br você curte o texto integral, exclusivo e proibido do blog. Leia e você vai entender porquê. E como amanhã é dia dos namorados, pros casais apaixonados os nossos sinceros votos de muitas felicidades. É isso, sendo que logo menos entra o que falta do diário sentimental. Beijos nas crianças, em especial na linda, fofa e meiga Flavinha Paloschi, uma das mais novas e queridas leitoras destas linhas rockers online.

(finalizado por Finatti em 13/06/2011, às 19:30hs, em Boa Vista, Roraima)

Primal Scream, a “invasão” sul americana (e brasileira, por tabela) em shows ao vivo, e em dois DVDs da banda que a gravadora ST2 vai lançar aqui. Mais: Planeta Terra fodaço, “dorgas” e putaria nos festivais indies e… Kaiser Chiefs novo na rede

 

O gigante Primal Scream (acima) ataca a América do Sul (Brasil incluso) com dvds e shows ao vivo. Já o Kaiser Chiefs (abaixo), volta total meia-boca em seu novo disco

A vida é dura, sempre…
Quem profere sempre esse bordão é o querido amigão Ricardo Cruz, o Quinho (ex-editor-chefe da grande Rolling Stone, e atual diretor de redação da classuda revista masculina GQ). E ele não deixa de ter sentido. No caso de Zap’n’roll, essa “vida dura” tem se resumido, nos últimos meses, a administrar crises emocionais severas (algumas vezes elas se tornam assim, não com freqüência, felizmente), e que atrapalham o andamento “normal” da vida do sujeito que está digitando essas linhas virtuais. Assim, vamos levando a situação da melhor forma possível. E quando nos damos conta de que, mesmo em meio a um turbilhão emotivo dos mais terríveis, somos mega queridos por muitos amigos (como bem demonstram mensagens recebidas no Twitter e no Facebook), aí recobramos a energia perdida e procuramos tocar a parada em frente. Se não é assim, por exemplo, este blog não sai, rsrs. E hoje a Zap em endereço próprio chega ao seu terceiro post já como um dos espaços mais acessados e comentados (em todas as redes sociais) da blogosfera de cultura pop brazuca. Isso é uma responsabilidade tremenda e ao mesmo tempo em que nos enche de orgulho e satisfação, também nos causa tensão por saber que o que está escrito aqui vai repercutir e muito. Vai despertar amor e ódio pelo blogger loker, sentimentos diametralmente opostos partindo de pessoas que ele sequer conhece. E aí já viu: mais “dureza” emocional pra administrar. Mas enfim, se não fosse dessa forma talvez a existência não tivesse a menor graça, não é mesmo? Então a única opção é sempre seguir em frente. Por isso estamos aqui, novamente. Com um post como todo mundo que aprendeu a amar a Zap adora: recheado com as novidades do rock alternativo (o Primal Scream vindo aí, o Planeta Terra realmente fodão, o novo álbum do Kaiser Chiefs que acabou de cair na rede), da cultura pop e com todas aquelas histórias de drugs e putarias que fizeram a fama inabalável desse espaço rocker online. Bora lá então!

* Entonces, avisando: o sistema de comentários dos leitores no endereço do blog no portal Dynamite online (www.dynamite.com.br) está com problemas há três dias, e não está sendo possível enviar comentários pra lá. Assim, se você dileto leitor zapper curtiu o post sobre a invasão do Primal Scream por aqui (em DVDs e, possivelmente em shows também), pode enviar seu comentário pra cá mesmo, onde o sistema está funcionando perfeitamente. O Publisher André Pomba já foi alertado do problema e logo menos o espaço dos leitores na Zap Dyna deverá voltar a funcionar normalmente.

* E yep, o texto sobre o Primal Scream está aqui também, neste post, logo mais aí embaixo.

* Fodão o festival Planeta Terra 2011 hein. Agora que já foram anunciados o trio Peter, Bjorn & John e o Beady Eye do garoto problema Liam Gallagher, não não precisa mais nada. Pensa: na mesma noite, PBJ, Liam, Vaccines e Strokes. Diante de um line up desses, dá pra dizer que deverá ser o melhor Terra dos últimos anos, né?

Liam, o mr. encrenca: a caminho do Planeta Terra

* Claro, o SWU corre atrás pra também fazer um festival demolidor. Soundgarden e Bob Dylan já estariam em vias de assinar a papelada pra tocar em Paulínea, Arctic Monkeys está sendo “cortejado”. Cure, Foo Fighters e Pearl Jam são os três headliners cobiçados e dos sonhos pela produção do evento. Enfim, a parada promete ser fodona também no interior paulista e assim Sampa vai mantendo sua tradição de abrigar os melhores festivais de bandas gringas do Brasil.

* O Rock In Rio? Com um line desses (do RIR), e com o Terra mandando bala e o SWU também, estas linhas bloggers rockers já desistiram de ir pro balneário em setembro.

* Falando no venerável e mito Dylan, e no boca suja Liam Gallagher, veja esta declaração do ex-vocalista do Oasis a respeito do septuagenário autor de “Like A Rolling Stone”: “Bob Dylan é um miserável cuzão”. Está na NME desta semana. Demolir mitos é isso aí…

* A mesma NME que traz esse pessoal aí embaixo, de volta à sua capa:

* Resta saber se o Kassabian está voltando bem e com dignidade. Porque o Kaiser Chiefs…

KAISER CHIEFS E O FIASCO DO NOVO DISCO
Você ainda se lembra do quinteto escocês Kaiser Chiefs? Yep, aquele mesmo que lançou seu primeiro disco em 2005 (o “Employment”), e que varreu o planeta com os mega hits “Everyday I Love You Less And Less” e “I Predict A Riot”. O mesmo Kaiser Chiefs que tocou aqui em 2008, em uma empolgante gig no festival Planeta Terra. E o mesmo grupo que vai lançar, em agosto próximo, seu quarto álbum de estúdio, já batizado “The Future is medieval”.

Pois logo após divulgar o primeiro single do trabalho via YouTube (para a faixa “Little Shocks”), eis que para desgosto (ou não) da banda, o disco inteiro já vazou na web. E para desgosto dos fãs, ele é bem meia-boca. O KC já começou errando na quantidade de músicas que estão no disco: vinte. Isso mesmo, você não leu errado: o conjunto passou três anos sem colocar os pés num estúdio (o último cd deles, “Off With Their Heads”, foi lançado em 2008) e, agora, volta com disco de vinte (!) faixas. Ok, a banda está com a simpática idéia de disponibilizar o material em seu site HOJE, sexta em si, e deixar lá, para os fãs decidirem as dez músicas que de fato serão lançadas na versão física do álbum, daqui a dois meses.

O que não refresca muito a orelha. Numa primeira e rápida audição (o blog já fez duas, desde hoje de manhã), percebe-se claramente que o grupo liderado pelo vocalista Rick Wilson abandonou em parte o rock de guitarras e contornos mezzo new wave e mergulhou numa indefinição estética e estilística bastante evidente e irritante. Não há uma música que chame realmente a atenção (nem o próprio primeiro single de trabalho), nenhuma que você se lembre dela depois de alguns minutos. Fora que o disco começa desacelerado, sem pique e com canções modorrentas como “Back In december”, “Child Of The Jago” ou “Coming Up For Air” (que possui um acordeão sampleado em sua abertura, e depois parte para uma melodia pontuada por guitarras com riffs em eco, criando um clima “espacial” na música). Já “Heard It Break” chega a ser constrangedora em sua tentiva de emular siynthpop oitentista, e seus timbres de teclado de brinquedo fariam corar uma banda de… Macapá, rsrs. E tudo isso na primeira metade das faixas. O restante não é muito diferente e não há realmente um hit em potencial, uma música que seja fodona pra embalar uma pista de dança, ou uma construção melódica que faça você abrir a boca e exclamar “oh!”.

O vídeo de “Little Shocks”, o primeiro single do novo disco do KC

Não dá pra entender o que se passou na cabeça (e no estúdio, durante a gravação desse material quase escroto) dos integrantes da banda. Hoje, em tempos velozes e furiosos de internet, de música fast food e de descartabilidade pop e de bandas de rock, é um suicídio ficar três anos sem lançar material ou, pior, editar um disco com vinte músicas. Mr. André Barçola, em seu blog na Folha online, observou bem essa questão, ao comentar o novo álbum dos Arctic Monkeys (que ele gostou e estas linhas zappers, que resenharam o disco há duas semanas, adoraram), dizendo que ninguém mais tem paciência pra ouvir um disco inteiro. É verdade.

E pior pro Kaiser Chiefs (que também, correm rumores, está sendo negociado pro SWU). Este “The Future Is Medieval” não é, de fato, o futuro da banda em um mundo onde grupos surgem, desaparecem e são trocados no gosto da freguesia como se troca de cueca e calcinha. É cruel, mas é isso aí.

O TRACK LIST DAS FAIXAS DO NOVO DISCO
‘Back In December’
‘Can’t Mind My Own Business’
‘Child Of The Jago’
‘Coming Up For Air’
‘Cousin In The Bronx’
‘Dead Or In Serious Trouble’
‘Fly On The Wall’
‘Heard It Break’
‘I Dare You’
‘If You Will Have Me’
‘Little Shocks’
‘Long Way From Celebrating’
‘Man On Mars’
‘My Place Is Here’
‘Out Of Focus’
‘Problem Solved’
‘Saying Something’
‘Starts With Nothing’
‘Things Change’

PRIMAL SCREAM – A INVASÃO COM DVDs JÁ, E SHOWS EM SETEMBRO/OUTUBRO
Você, este blog e a humanidade amam o Primal Scream, a fodíssima banda inglesa fundada pelo gênio Bobby Gillespie em Glasgow, em 1982, quando ele cansou de ser “apenas” o baterista da lenda Jesus & Mary Chain, e resolveu ter vida própria como rockstar de primeira grandeza. A história do PS todo mundo conhece: depois de lançar dois discos legais, mas longe de ser geniais e de obter grande repercussão de crítica e público, Gillespie se entupiu de “dorgas” psicodélicas variadas (maconha e ácido, principalmente), reuniu a banda, se trancou no estúdio e saiu de lá com a obra-prima “Screamadelica”. Yep, aquele mesmo, da capa vermelha e com um rosto de contornos amarelos. O álbum, lançado originalmente em vinil duplo em 23 de setembro de 1991, se tornou um clássico instantâneo da era recente do rock’n’roll. Combinando batidas eletrônicas hipnóticas e dançantes com melodias rockers, vocais chapados e ambiências oníricas, o disco literalmente enlouqueceu quem o ouviu – o autor destas linhas zappers cansou de pirar com marijuana e álcool ouvindo faixas como “Movin’ On Up”, “Slipe Inside This House”, “Loaded” ou “Come Together”, além de o álbum ter servido de trilha para histórias “hard sex” cabulosas vividas pelo sujeito aqui, e que serão contadas logo mais aí embaixo.
Enfim, o trabalhou deixou fãs e jornalistas de joelhos. E “Screamadelica” é, sem nenhum favor e na modesta opinião deste espaço rocker online, um dos vinte melhores álbuns de toda a história do rock’n’roll. Tanto que o disco influenciou e continua influenciando zilhões de grupos mundo afora, até hoje. E tanto que o Primal Scream resolveu fazer, este ano, uma turnê comemorativa aos vinte anos de lançamento do trabalho.

Pois é esta turnê que tem agora a sua PRIMEIRA DATA sul-americana confirmada. O bando liderado por Bobby Gillespie toca dia 30 de setembro em Santiago, no Chile, segundo informações do site Super45. A nota publicada nele (e que pode ser lida em http://super45.net/noticias/primal-scream-septiembre/) informa, inclusive que os tickets para a apresentação começam a ser vendidos na próxima segunda-feira, 6 de junho. Na página oficial do Primal Scream na internet, a data ainda não consta na seção “Tour dates” (lá, a última gig agendada é para o dia 10 de setembro, quando a banda vai se apresentar no tradicionalíssimo Bestival, na Ilha De Wight, na Inglaterra). Mas levando-se em consideração o fato de que havia negociações fortes para o grupo ter se apresentado na América do Sul, no primeiro semestre deste ano (blogs mais apressadinhos de cultura pop chegaram a anunciar um show do grupo em Sampa, e que deveria ter ocorrido no último domingo, 29 de maio), e também a nota do site chileno dando conta de que os ingressos já estarão à venda na próxima segunda-feira, então agora parece que a coisa vai.

E tocar no Chile signfica… Brasil também cem por cento na parada. E como se não bastasse, tem muuuuuito mais nessa autêntica “invasão” do Grito Primal por aqui: a sempre batalhadora gravadora ST2 vai lançar aqui, entre junho e julho, nada menos do que DOIS DVDs do conjunto. O primeiro, que já chega às lojas no final do mês de junho, é o “Scremadelica Live”, com registro de um show da atual turnê da banda. É um escândalo: na primeira parte da gig, o PS toca, na íntegra, o magistral “Screamadelica”. E na sequência, pulveriza o público com uma batelada de canções clássicas de sua trajetória – dá uma olhada no track list do DVD logo mais aí embaixo.

Bobby Gillespie, o gênio que concebeu a obra-prima “Screamadadelica”, um dos melhores álbuns de todos os tempos no rock

Não tá bom? Ok, tem mais: no final de julho é a vez de chegar nas prateleiras das lojas (também em lançamento da ST2) o DVD “Primal Scream Classic Album – Screamadelica”. Trata-se de uma edição dupla onde, no DVD, há um documentário sobre as gravações do disco (como ele foi concebido, as pirações em estúdio etc.). E o segundo disco traz, simplesmente, a íntegra do áudio do trabalho que elevou Bobby Gillespie ao patamar de gênio do indie guitar dance rock.

De modos que a invasão vai começar. Se você ainda não conhece “Scremadelica” (será possível?), e se não viu a gig DESTRUÍDORA que a banda fez em Sampa lá pelos idos de 2004 (num dos primeiros Tim Festival; e sim, Zap’n’roll estava no showzaço, no Jockey Club de Sampa, e saiu completamente alucinado de lá, sendo que o grupo depois retornou ao Brasil em 2009, pra tocar no festival Planeta Terra), se prepare e não vá perder tudo novamente desta vez. Os DVDs estão chegando, e a banda também, ao vivo (com shows que deverão rolar por aqui no início de outubro). É aguardar, vendo e ouvindo os lançamentos da ST2, claaaaaro!

O TRACK LIST DO DVD “SCREAMADELICA LIVE”
1 Movin’ On Up
2 Slip Inside This House  
3 Don’t Fight It, Feel It  
4 Damaged  
5 I’m Comin’ Down  
6 Shine Like Stars  
7 Inner Flight  
8 Higher Than the Sun  
9 Loaded  
10 Come Together  
11 Accelerator  
12 Country Girl  
13 Jailbird  
14 Burning Wheel  
15 Suicide Bomb  
16 Shoot Speed / Kill Light  
17 Swastika Eyes  
18 Rocks

PRIMAL ESCREAM AÍ EMBAIXO
Em dois videos oficiais fodaços, retirados do DVD “Screamadelica Live”, que será lançado no final de junho no Brasil, pela ST2. As músicas são as incríveis “Movin’ On Up” e “Loaded”.

youtube onyn005txjE]

Primal Scream – “Movin’ On Up” ao vivo, em 2011

Primal Scream – “Loaded”, também ao vivo em 2011

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Beleusma? E muita hora nessa calma que este post está beeeeem longe de acabar. Você nem imagina o que vai entrar aqui ainda, hihi. As farras e putarias vividas pelo sujeito aqui, ao som de Primal Scream e em festivais indies pelo Brasil (em Campão: sete horas da manhã no quarto do hotel, metendo a napa em uma taturana em cima do xotaço depilado da cavaluda A… Woo…, sendo que na capital de Mato Grosso do Sul o sujeito aqui realmente se esbaldou, mamando em duas tetas diferente e esporrando na boca de uma terceira deliciosa cavala. E mais mamadas em peitorras em Cuiabá e metidas em bocetonas peludas em outras cidades, no quarto do hotel enquanto o festival rolava lá fora…).
Fora isso, claaaaaro, ainda tem o roteiro de baladas pro finde (hoje tem VangBeats no StudioSP e o graaaaade Jair Naves na Livraria da Esquina), com DJ set do blog no clube Outs amanhã. E mais as indicações culturais do blog e etc, etc, etc. colaê então até a tarde deste sábado que logo menos tem mais.
O blog vai ali, numa missão e volta depois, okays? Até já! 

(enviado por Finatti às 17hs.)