Mais uma semana infernal: o “espião” William Waack, os manos Gallagher do sertanejo BR, a guerra da maconha na USP, a falta de profissionalismo de algumas produtoras de shows, as datas e horários de todos os shows do gigante festival SWU e o Coldplay descendo a ladeira no seu novo disco

Black Rebel Motorcycle Club, Courtney Love (a putona devassa), Ash, Chris Corno, ops, Cornell, e a lenda indie Sonic Youth (provavelmente fazendo aqui uma de suas últimas gigs): todos eles estarão em Paulínia, no festival SWU, daqui a duas semanas

E não?
Tudo estava indo meio assim, calmo até demais, até a última quarta-feira quando, sem mais nem menos, vários tsunamis começaram a tumultuar e a varrer a calmaria que até então estava reinando na semana em Sampalândia. Foram tantos acontecimentos hã, explosivos, na quinta e sexta-feira, que Zap’n’roll até ficou atônita e quase desistiu de fazer postão esta semana aqui no endereço próprio do blog. Mas como nunca deixamos nosso fiel e dileto leitorado na mão aqui está o post zapper, entrando em pleno sabadão no ar. Falando e comentando tudo que você quer saber (ou até já está sabendo) no nosso amado rock’n’roll alternativo e na cultura pop em geral. Afinal estas linhas rockers online se orgulham sim de continuar sendo, depois de oito longos anos de existência, um dos melhores, mais lidos e mais polêmicos e contundentes blogs de cultura pop da web brasileira.

* Começando que teve The Kills na quarta e quinta-feira em Sampalândia. E antes que os urubus de plantão (sempre loucos para ver o autor deste blog se foder de alguma forma) comecem a grasnar enlouquecidamente, o blog já adianta que não foi ao show. Uma não ida que já se prenunciava há alguns dias e os motivos eram óbvios: a primeira noite da gig teve seus tickets esgotados há tempos. Abriu-se uma noite extra na quarta-feira, que não chegou a esgotar as entradas mas mesmo assim o Beco203/SP, atualmente uma das melhores casas de rock alternativo da capital paulista, encheu bem. Vai daí que muitos já vão perguntar: “mas você não é jornalista conhecido e tal, há mais de duas décadas?”. E nós respondemos: “sim, Zap’n’roll é um dos jornalistas mais conhecidos da mídia musical brasileira e isso já há séculos”. Tanto que o autor deste blog vai a zilhões de eventos, shows e festas todos os anos, credenciado ou com convite enviado pela equipe de produção dos mesmos – só este ano o blog já esteve em dezenas de gigs (como a do Primal Scream, só pra ficar em um exemplo recentíssimo). Mas (sempre tem um mas…) nem tudo é azul e lindo sempre, mesmo para um jornalista conhecido como o autor deste espaço online. Vai daí que o show do Kills era dentro do festival Popload Gig, organizado pelo querido jornalista Lúcio Ribeiro (um dos mais diletos amigos destas linhas rockers bloggers desde sempre) e sua, hã, sócia, a produtora Paola Wescher que durante anos realizou o Curitiba Pop/Rock Festival. Zap’n’roll jamais teve problemas de credenciamento nos eventos organizados por dear Luscious – inclusive lhe é grato pelos muitos convites que recebeu para ir em shows das edições anteriores da Popload Gig. Igualmente o blog tem ótimo relacionamento com a casa noturna Beco (o proprietário Victor e o gerente Rogério são dois gentlemen) e principalmente com o mega querido casal Hugo Santos e Marilda Vieira, amigos de décadas destas linhas virtuais e responsáveis pela Dezcom, uma das melhores assessorias de imprensa da capital paulista e que atualmente também cuida da divulgação do Beco. Ou seja: em tese não haveria problemas para Zap’n’roll ir ao Kills. Em tese… assim como nas últimas edições, o blog começou a ter dificuldades para conseguir credenciamento para mais uma Popload Gig. E a dificuldade desta vez se mostrou explícita e com nome: a produtora Paola Wescher. O pedido de convite foi feito como de praxe, com vários dias de antecedência. Nas vésperas dos dois shows no Beco a Dezcom informou que várias credenciais estavam sendo cortadas por problemas “de espaço” na casa, já que havia muito mais pedidos para cobrir os shows do que o esperado. Ok. O autor deste blog entrou em contato pessoal com o querido Luscious e explicou a situação. Ele prometeu (e realmente fez isso) fazer uma revisão da lista e recomendar alguns nomes, o deste blog incluso. O mesmo foi feito por Hugo e Marilda. Mas a decisão final cabia à produtora Paola. E ela manteve os vetos, inclusive o deste jornalista. Sem problema, como já cansamos de informar aqui após vinte e cinco anos assistindo a zilhões de shows Zap’n’roll não vai morrer se não assistir a uma gig do Kills. Tanto que este espaço virtual pensou em ir na quarta-feira ao Beco (onde iria comprar ingresso na hora e boa), mas acabou desistindo por pura preguiça. Enfim, o que espanta nesse lamentável episódio é se dar conta de que o problema da produtora Paola é PESSOAL com o autor deste blog. E isso desde que ela começou a namorar com aquela péssima e hedionda figura do jornalismo cultural brazuca – todo mundo sabe de quem o blogão zapper está falando –, um dos piores e mais detestados inimigos do autor deste blog, e da humanidade já que estamos pra conhecer alguém que morra de amores pelo sujeito. Assim sendo a nossa opinião é a seguinte: Paola está se tornando uma má profissional em sua área de atuação, que mistura assuntos pessoais com profissionais. Justo ela, que organizou festivais tão bacanas em Curitiba (e que trouxe ao Brasil nomes como Pixies e Weezer) e que naquela época se dava muito bem com este jornalista, sendo sempre solícita e atenciosa na questão de pedidos de credenciamentos e entrevistas. Parece que o notório mega mau caratismo de seu boyfriend está contaminando também a ela e isso é péssimo pois se há agora um problema pessoal também da parte da produtora com este espaço rocker online, este problema deveria ser resolvido em particular, fora do ambiente profissional. Mas enfim e reiterando mais uma vez: o blog continua tendo todo o carinho do mundo por dear Luscious R., por Hugo e Marilda (que fizeram todo o possível para contornar este episódio) e pelo próprio Beco, onde estaremos hoje à noite no show do grande Autoramas, e também na próxima quarta-feira, quando o também ainda grande Forgotten Boys faz a gig de lançamento de seu novo álbum, que acaba de sair pela ST2. E quanto à dona Paola Wescher estas linhas zappers torcem para que ela volte a ser a produtora equilibrada, atenciosa e simpática que era, e sem o ego descontrol que a moça ostenta desde que se tornou girlfriend do abominável jotalhão. Ainda está em tempo de ela voltar a ser a pessoa bacana que era.

* E como dito na intro acima, que semana hot no? Na quinta-feira explodiu a “guerra da maconha” no campus da Usp, quando a polícia levou em cana alguns estudantes que fumavam um inocente baseado. Isso gerou revolta nos universitários uspianos, que partiram pra guerra contra as “otoridades”. A posição destas linhas bloggers liberais e total contra a hipocrisia moral que graça nesse país é bem clara pra quem nos acompanha: quer dizer que fumar maconha não pode. Mas roubar à vontade em Brasília, sim. Que lindo o nosso velho e safado Brasil de sempre. enquanto um ministério inteiro apodrece, atolado na corrupção, a polícia se preocupa mais em deter universitários que não estão incomodando ninguém e fumando tranquilamente sua marijuana. Está na hora de as autoridades deste país tomarem vergonha na cara e ir prender quem é bandido graúdo de verdade. Liberdade pros maconheiros, porra!

* E ainda anteontem, Zezé Di Camargo & Luciano anunciaram a separação da dupla, por motivos de brigas, durante show em Curitiba. A nação inteira chora com a notícia, uia! É isso aê: cada país tem os manos Gallagher que merece. No nosso caso…

* Agora, estas linhas zappers não acreditam que o âncora William Waack seja “espião” do governo norte-americano. Será? Será???

* E quem teria dado porrada em Steve Tyler lá no Paraguai, hein? O Aerosmith toca amanhã em Sampa e o vocalista já recebeu uma “recauchutagem” no seu rosto, que ficou beeeeem estragado depois da sessão espanco, hihi.

A velha bocona do Aerosmith ficou feia na foto, uia!

* Novamente a NME põe eles na capa desta semana (aí embaixo). A segunda capa em duas semanas… é, pelo jeito a reunião caça-níqueis da turma vai render bastante…

* E o que continua rendendo é o espetacular texto publicado por Álvaro Pereira Jr. em coluna na Folha Ilustrada, há duas semanas, atacando mais uma vez o “indie estatal” que se instalou no país. Hoje o Circuito Fora do Eixo retrucou na mesma Ilustrada, em texto assinado pelo produtor Pablo Capilé (velho conhecido deste espaço blogger), e cujo teor reproduzimos abaixo:

“Na sua coluna na Ilustrada de 15/10/2011, “Adeus aos Indies”, o sr. Álvaro Pereira Júnior tenta reduzir a produção musical independente a uma cena preguiçosa, pouco criativa e oportunista.
Acontece que, no século 21, a melhor parte da música brasileira é independente. A revolução digital mudou para sempre hábitos de produção, circulação e consumo.
As grandes gravadoras insistem em tratar interessados em música como meros consumidores. É por isso que estão derretendo.
Foi-se o tempo em que os “críticos” cumeavam a pirâmide perversa do sucesso, num conluio incestuoso entre a indústria da música e a da mídia.
Não é a música que está morrendo, é a pirâmide. A música vai bem, obrigado.
Se essa nova expressão musical não é audível da “torre de cristal”, não é um problema da cena, e sim do pouco (ou nenhum) esforço do jornalista.
É a cegueira de quem olha para o retrovisor e pensa que está olhando para o futuro.
Roqueiro rebelde de gabinete, o sr. Pereira fabrica polêmica contra dois fenômenos reais: a cena musical paulista, que chama pejorativamente de “indie-sambinha”, e o circuito Fora do Eixo, que reúne cem coletivos de 27 Estados em todo o país, que chama de “indies estatais”.
De Macapá a Santa Maria (RS), de Rio Branco (AC) ao Recife, passando por Belém, Salvador, Brasília, Belo Horizonte etc. até o eixo Rio-São Paulo, os artistas se organizam tendo o público em rede como aliado.
O fim do modelão concentrador dá espaço para a diversidade estética e territorial no Brasil de verdade.
Os 2.000 participantes do Fora do Eixo, nos 5.000 shows e 180 festivais anuais que produzem, circulando 10 mil bandas, têm sim acesso, através de editais, a verbas públicas municipais, estaduais e federais.
É bom que governos tenham políticas culturais para além do escopo (mercadológico) da Lei Rouanet. Para falar de referências caras ao sr. Pereira, é assim nos EUA. E o que seria da música e da cultura inglesa sem a megaestatal BBC?
Essa foi uma conquista da gestão Gil/Juca Ferreira no Ministério da Cultura.
Atacando essa gestão e a programação do Sesc, que sempre pensaram a produção e circulação independente de uma perspectiva dinâmica e democrática, o sr. Pereira mostra de que lado está: o da desinformação.
É por isso que o convidamos a praticar a sua nobre profissão, o jornalismo: sair de trás do teclado rancoroso e de um estado de preguiça investigativa e cinismo intelectual. Ou então será “Adeus, sr. Pereira”.

PABLO CAPILÉ é gestor do circuito Fora do Eixo”

* O que o FDE não consegue explicar é porque a esmagadora maioria das 200.465 bandas que circulam em seus festivais (alguns realmente muito bons, como o QuebraMar, em Macapá, ou o vindouro Tomarrock, em Boa Vista) não consegue se transformar em sucesso de público (tocando pra grandes platéias) e crítica – não vender discos tudo bem, isso não existe mais. Mas onde estão os novos heróis da indie scene? Estamos procurando há anos, já. E não estamos achando…

* Bien, tarde de sábado avançando. E o blog na trocentésima audição do novo Coldplay. E achando o disco um pé no saco. Vamos ver se a resenha dele entra aí embaixo ainda hoje. Se não, ela vem publicada logo no início da semana no endereço do blog no portal Dynamite, promessa. Por enquanto, aí embaixo, todos os detalhes da edição deste ano do festival SWU, que rola daqui a duas semanas em Paulínia e que promete ser o melhor festival deste final de ano no Brasil. Veja e confira.

SWU 2011 – COM GRADE COMPLETA E HORÁRIO DEFINIFOS DOS SHOWS, O FESTIVAL PROMETE SER FODÃO
Com certeza. Foi essa a impressão deixada pela produção do evento, que convidou a jornalistada a ir até Paulínia (a cerca de 120 kms de São Paulo) ontem, quarta-feira, para conhecer de perto onde será realizada a edição deste ano do festival SWU. Não é brincadeira: com área total de 1.700.000 m2 (sendo 450.000 apenas para abrigar a arena dos shows), dois palcos gigantes (Consciência e Energia), uma tenda eletrônica idem (a Heineken Greenspace) e outro palco para novos nomes da cena rocker daqui e de fora (o New Stage), mais três dias e noites de shows e fórum de discussões sobre sustentabilidade (e onde estarão nomes de impacto nas mais diversas áreas; basta dizer que estarão ali, falando sobre o tema, gente como a lenda Neil Young, a atriz Darryl Hanna, a diretora de cinema Laís Bodansky e o jornalista Gilberto Dimenstein, entre outros) mais sessões de cinema sobre o mesmo tema, área de camping etc, etc, etc, o projeto e estrutura do evento é mesmo gigantesco. O SWU deverá ser, sem puxar o saco dele, o grande festival musical deste final de ano no Brasil.

Todos os detalhes finais do evento, incluso aí a grade de horários dos shows, foi apresentada na última quarta-feira à imprensa no Teatro Municipal de Paulínia, em coletiva onde estava presente o comando do SWU (o presidente da empresa TotalCom, que organiza o festival, o publicitário Eduardo Fischer, além do diretor artístico Téo Van Der Loo), o prefeito de Paulínia (e que irá sediar o SWU pelos próximos cinco anos) e uma das atrações do festival, a já histórica e clássica banda brasiliense Raimundos, que está de volta aos seus melhores dias (eles acabaram de lançar um novo cd/DVD pela ST2, que foi bem recebido por crítica e público, fora que o grupo voltou a tocar em grandes espaços e para grandes platéias) e que na coletiva anunciou as duas últimas atrações que vão integrar o line up do evento: o rapper Emicida (que vai se apresentar na primeira noite, em 12 de novembro) e o cantor Zé Ramalho (que toca na noite seguinte). Finda as apresentações de todos os detalhes técnicos, estruturais e de programação do festival, a caravana de jornalistas saiu dividida em vários mini-jips, para conhecer o local onde será realizado o SWU. A arena do evento está sendo preparada em ritmo acelerado e a estrutura dos dois palcos principais começa a ser erguida, como você poderá ver nas fotos mais aí embaixo.

Após o rápido tour pelo local do SWU a trupe de jornalistas voltou ao Teatro Municipal, onde foi servido um almoço. E depois todos voltaram à capital paulista. E pela avaliação de Zap’n’roll a impressão deixada pela organização foi mesmo a melhor possível. Ainda que haja ali atrações de qualidade artística discutível (mas de sucesso de público garantido, como é o caso do Black Eyed Peas ou do metal anacrônico do Megadeath), o festival como um todo está com um line up bastante atraente, principalmente nas noites de 13 e 14 de novembro, quando deverão rolar shows fodões do Hole, do Modest Mouse, Duran Duran, Black Rebel Motorcycle Club, Stone Temple Pilots, Ash, Sonic Youth e Faith No More. Em rápida vídeo entrevista concedida ao portal Dynamite e ao blogger zapper (e que você também confere mais aí embaixo), o diretor artístico Téo Van Der Loo se diz satisfeito com a programação montada, explicando que o evento irá procurar atender a diferentes extratos de público e de estilos e fases do pop e do rock, durante suas três noites.
É isso aê: bora pro SWU então, daqui a duas semanas!

SWU 2012 – A PROGRAMAÇÃO COMPLETA, COM HORÁRIOS
O festival será realizado na cidade de Paulínia, a cerca de 120 kms da capital paulista.
 

Palcos Energia e Consciência
Dia 12/11, sábado
15hs. – Emicida (Consciência)
15:50hs. – Michael Franti & Spearhead (Energia)
16:55hs. – Soja (Consciência)
18hs. – Marcelo D2 (Energia)
19:20hs. – Damian Marley (Consciência)
20:25hs. – Snoop Dogg (Energia)
21:30hs. – Kanye West (Consciência)
23:35hs. – Black Eyed Peas (Energia)

Dia 13/11, domingo
15hs. – Zé Ramalho (Energia)
16:05hs. – Ultraje A Rigor (Consciência)
17:10hs. – Tedeschi Trucks Band (Energia)
18:30hs. – Chris Cornell (Consciência)
19:35hs. – Duran Duran (Energia)
20:55hs. – Peter Gabriel (Consciência)
22:45hs. – Lynyrd Skynyrd

Dia 14/11, segunda-feira
14:10hs. – Raimundos (Energia)
15hs. – Duff McCagan (Consciência)
16:05hs. – Black Rebel Motorcycle Club (Energia)
17:10hs. – Down (Consciência)
18:15hs. – 311 (Energia)
19:20hs. – Sonic Youth (Consciência)
20:25hs. – Primus (Energia)
21:30hs – Megadeth (Consciência)
22:35hs. – Stone Temple Pilots (Energia)
23:55hs. – Alice In Chains (Consciência)
01:30hs. – Faith No More (Energia)

Palco New Stage
Dia 12/11, sábado
14:30hs. – banda escolhida pelo público
15:15hs. – Copacabana Club
16:15hs. – Miranda Kassin e André Frateshi
17:15hs. – Matt & Kim
18:30hs. – Ofwgkta
19:45hs. – Ghostland Observatory

Dia 13/11, domingo
14:30hs. – Apolonio
15:15hs. –  Sabonetes
16:00hs. – Is Tropical
17:00hs. – !!!
18:15hs. –  Playing For Change
19:30hs. –  Modest Mouse  20:45hs. –  Hole

Dia 14/11, segunda-feira
14:30 – Medulla
15:30 – Ash
16:30 – Pepper  (1:00)
17:45 – The Black Angels 19:00 – Bag Raiders
20:15 –  Miyavi
21:30 –  Crystal Castles  22:45 –  Simple Plan

* Para saber a programação da tenda Heineken Greenspace, bem como todas as informações do SWU, vai lá: www.swu.com.br

PICS DA ÁREA DO SWU E DA TARDE DE ONTEM EM PAULÍNIA

Zap’n’roll “cercado” pelos Raimundos (no alto); a estrutura da futura tenda Heineken Greenspace (foto do meio); e o encontro de dois velhos cahpas da curtição rocker: o blogger indie (uia!) e Chuck: o rock vai rolar em Paulínia pelos próximos cinco anos (fotos: Helena Lucas)

MINI VÍDEO ENTREVISTA ZAPPER
Aí embaixo, com o simpático Téo Van Der Loo, um dos diretores artísticos do festival SWU.

E NO CORRER DA MANHÃ E TARDE EM PAULÍNIA…
* Zap’n’roll teve que pular cedo da cama, rsrs. O blogger dorminhoco e a fotógrafa e colaboradora fixa destas linhas online, Helena Lucas, haviam ido dormir tarde na noite anterior. A dupla acordou literalmente morrendo de sono e foi voando para a sede da TotalCom (produtora que organiza o SWU), onde um ônibus aguardava os jornalistas para levá-los até Paulínia. Quando chegaram ao local uma parte da jornalistada já havia ido, mas uma van ainda aguardava alguns retardatários – foi a salvação da equipe do blog, rsrs.

* Antes do início da coletiva de imprensa (que aconteceu no Teatro Municipal, uma belíssima construção em arquitetura moderna), houve um bem fornido coffee break. Depois, todos foram encaminhados para o auditório do teatro, para ouvir as explanações que detalharam em minúcias como será o SWU 2011.

* Algumas reivindicações do público que compareceu ao festival no ano passado, foram prontamente atendidas: mais banheiros químicos na arena, mais pias e chuveiros com água quente na área de camping, máquinas para cartões de crédito e débito nas três áreas de compras e alimentação que estarão distribuídas pelo local do festival – sendo que haverá uma área idêntica também no camping.

* E, principalmente: a famigerada ÁREA VIP finalmente deixa a frente dos palcos principais, para ir para a LATERAL deles. Decisão mais do que justa e acertada.

* Os queridos Raimundos, velhos chapas de Zap’n’roll e que estão voltando felizmente e finalmente aos seus dias de glória como banda, subiram ao palco do teatro para anunciar as duas últimas atrações do elenco do SWU. Encerrada a coletiva e com os jornalistas com a palavra, o autor deste blog se apressou em elogiar o line up do festival, bem como a inclusão dos Raimundos nele. Recebeu “beijinhos” (uia!) de agradecimento dos brothers �
Canisso e Digão.

* Já na saída para o “tour” pela arena onde irá rolar o festival um sujeito magro, todo tatuado, com pose de bad boy e boné na cabeça, se aproxima de Zap’n’roll, para cumprimentar o blogger rocker, e para espanto da girlfriend e fotógrafa Helena Lucas, que estava ao lado do sujeito aqui. “Faz tempo que não vejo o Sr. Por isso vim cumprimentá-lo”, disse a figura. Era Chuck, ex-Forgotten Boys, atual Vespas Mandarinas e vj do programa “Big Audio”, da MTV. Moral zapper é isso aê, hihi.
Chuck, aliás, vai participar do show de lançamento do novo álbum dos Forgotten Boys no próximo dia 2 de novembro, no Beco203/SP. Vai tocar batera na banda, no lugar do Flavinho Forgotten, que deixou o grupo há duas semanas.

* Volta do rolê pela arena do SWU. Almoço pro povo presente em Paulínia: prato de massas (delicioso, diga-se), salada (idem) e vários e apetitosos mini-sanduíches. Tudo acompanhado por refris e sucos variados (frutas vermelhas e abacaxi com hortelã). De sobremesa um delicioso sorvete de massa. É, a vida é doce para jornalistas musicais, às vezes…

* E a cena da rock press se renova cada vez mais, a cada dia. Isso ficou bem perceptível ontem, na coletiva em Paulínia: muitos portais, sites e blogs pequenos e regionais e/ou locais (alguns medíocres, na verdade, como um tal de Female Rock Squad, cuja autora parecia uma adolescente deslumbrada e perdida em meio a “celebridades”, rsrs) estiveram presentes. Mas também havia gente graúda por lá (como Mariana Tramontina, do Uol, ou o chapa Daniel Vaughan, do portal R7). E Zap’n’roll, claaaaaro! Porém, a grande mídia já havia destacado os detalhes do evento ontem mesmo (caso da Folha Ilustrada, que deu capa pro festival) e hoje (o diário Estadão, que deu matéria destacada no seu sempre bacana Caderno 2).

* Agora, é esperar e se mandar pra Paulínia daqui a duas semanas. O SWU 2011 promete ser fodão!

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Por enquanto é isso, povo. Lembrando que o finde está meio assim no circuito de baladas indie rockers em Sampa. Hoje à noite, sabadão em si, o blog vai cair lá no Beco203, pra ver mais uma gig dos seus queridos amigos do Autoramas. No mesmo Beco, semana que vem, tem show de lançamento do novo disco dos Forgotten Boys. E dia 26 de novembro, na Outs: super DJ set zapper, pra comemorar mais um aniversário do sujeito aqui.

Enquanto a data não chega, corre no hfinatti@gmail.com, que é a ÚLTIMA CHAMADA pra concorrer a:

*  DOIS INGRESSOS pro Planeta Terra, que rola sábado que vem em Sampalândia. Depois, só irão restar:

* INGRESSOS pro show do doidón Pete Doherty, dia 16 de dezembro no Cine Jóia, também em Sampa.

Beleusma??? Então tá. O blog fica por aqui, prometendo voltar com mais na semana que vem. E deixando um mega beijo na amada Helena Lucas (que está passeando pelo interior paulista) e na gatíssima rocker Vanessa Paixão, dileta amiga destas linhas online.
Até logo menos então!

(enviado por Finatti às 16hs.)

A semana foi quente, com a volta dos anos 90’ (e junto com eles, os Stone Roses), especulações mega sobre o Lollapalooza BR, a morte do Kadafi e… o novo disco de Florence e sua Máquina

Florence Welch: ela é linda e canta pra caralho. Mas seu novo álbum podia ser um pouquinho menos, hã, rebuscado

O bagulho é doido.
Ou, não existe amor em SP. Será mesmo? Frases aleatórias (sendo que a primeira é o título de uma música do rapper Criolo, o grande vencedor do VMB 2011, que aconteceu ontem em Sampa) que percorrem a cabeça de Zap’n’roll, enquanto ele se debate com uma gripe infernal, já há três dias. Daí, é claro que o autor destas linhas online não conseguiu ir na premiação ontem. E está aqui agora, nesse exato momento, tentando compor um post hã, modesto, justo em uma semana em tantas paradas rolaram e agitaram o mondo pop, aqui e lá fora. Desta forma o blog então já vai pedindo desculpas ao seu sempre fiel e dileto leitorado se o post desta sextona não sair como deveria, okays? Afinal o corpo do sujeito aqui dói, a cabeça idem, o nariz está pior do que se tivesse recebido uma over de “neve boliviana” (rsrs) e a moleza física é quase total. Mas como temos amor ao rock alternativo e à cultura pop, vamos ao que sucede.

* Começando: foi maus também semana passada, com o postão ficando incompleto. Neste aqui, logo mais aí embaixo, entra a reprodução de um texto mega bacana que a nossa agora colaboradora fixa, a Helena Lucas Rodrigues, escreveu no seu outro blog, o incrível 23 Gotas, e onde ela analisa o que foi sua balada dia desses no clube paulistano Lions.

* Entonces, o rap dominou a premiação do VMB 2011, né? Criolo (que é bem legal, mas nem de longe é a oitava maravilha do mundo) e Emicida saíram como os grandes vencedores da noite. A real é que o VMB deste ano talvez tenha sido o mais honesto dos últimos tempos, sinalizando que a era do mainstream musical, daqueles artistas gigantescos e intocáveis chegou mesmo ao fim. Com exceção do sempre ubíquo e já venerando mano Caetano, quem fez o VMB (concorrendo ou apenas se apresentando no evento) deste ano? Criolo, Emicida, Marcelo Jeneci, Karina Bhur, Macaco Bong etc. Saíram de cena os medalhões seculares da MPB e, melhor ainda, desapareceu o nefasto rock “colorido” de pragas como Restart, Cine e afins. Enfim, no cômputo geral, pode-se dizer que a MTV acertou muito mais do que errou na premiação deste ano. Vamos ver se em 2012 vai continuar assim.

* E a capa da NME desta semana não poderia ser outra, senão esta aí embaixo, né?

Yep, eles estão de volta. Será que isso é bom?

* Na boa, o blogger rocker tem muito medo dessas voltas bombásticas e já andou comentando isso em seu Twitter e também no Facebook. Os Roses gravaram um primeiro e hoje clássico álbum, em 1989. Levaram cinco longos anos para soltar o segundo – que nem em sonho chegava aos pés do primeiro. E agora, quinze anos depois e com a conta bancária precisando de socorro, a formação original resolve se unir novamente para o de sempre: mega shows em festivais e até um disco “inédito”. Não seria melhor deixar tudo como está (ou estava)?

Enquanto isso, na Líbia:

* Enquanto isso, na zona norte de Sampalândia:

Apreensão mosntro de dorgas em Sampalândia (foto FolhaSP). Ou, como já disse o outro: o mundo pode acabar que as drogas não acabam, hihi

* Agora, tumulto mesmo causou ontem o nosso querido vizinho de blogagem, o Popload (alô dear Luscious! Você continua um charme usando óculos, hihi), ao divulgar a lista das supostas atrações gringas que vão invadir o Lollapalooza Brasil, aquele mesmo que vai rolar em Sampa (claaaaaro) no início de abril de 2012. O blog do Uol, sempre bem informado, dá como certa as vindas do Foo Fighters (esse já confirmado e reconfirmado há tempos), Arctic Monkeys (eram atração certa do SWU mas…), MGMT, Yeah Yeah Yeahs (ah, a deusa Karen O’, uma das musas deste blog desde sempre), Jane’s Addiction (óbvio, Perry Farrell é o dono da bagaça) etc. Vindo tudo isso mesmo, o festival vai ser um monstro e desde já imperdível. Porém, estas linhas online dispensam na boa os shows do intragável Cage The Elephant (uma das piores deformações surgidas no rock de dois anos pra cá) e do Tv On The Radio (todo aquele experimentalismo cabeça e sacal cansa). Enfim, o line up é fodíssimo e se for realmente confirmado… jezuiz! Vai haver um terremoto na Chácara do Jockey em abril próximo.

* Mas enquanto o terremoto não chega, na web foi a semana dos discos vazando pra lá e pra cá. E estas linhas virtuais ainda não tiveram pique pra baixar e ouvir o “Mylo Xyloto”, a nova obra do Coldplay e que até o momento não despertou nenhum tumulto na rede. E o enooooorme “Lulu” (o disco que reúne a lenda Lou Reed com o Metallica) também vai esperar um pouco para ser devidamente ouvido e analisado. Por enquanto, o blog está concentrado na audição do novo da Florence e sua Máquina. Esse mesmo, que você vai ler mais sobre aí embaixo.

Pode procurar que o novo Coldplay já caiu na web

FLORENCE E A MÁQUINA CONTINUAM FODÕES, MAS…  
Quando Florence Welch e seu grupo, The Machine, lançaram seu primeiro disco, “Lungs”, há dois anos a rock press gringa babou pelo trabalho. Afinal a garota de apenas vinte e três anos de idade mostrava uma garra, vitalidade e criatividade que estavam em falta na música pop. Compondo uma batelada de canções que oscilavam entre o rock mais áspero e eflúvios de art rock e barroquismo instrumental, o álbum emplacou pelo menos três hits. E Florence se consagrou como um dos novos talentos mais promissores do rock inglês atual. Pois então: “Ceremonials”, o segundo álbum da garota e que sai oficialmente no próximo dia 31 de outubro (e claro que ele já vazou bonito na internet) reedita os mesmos procedimentos composicionais adotados pela cantora em sua estréia. Isso é bom e ruim ao mesmo tempo.

Bom porque está tudo aqui, novamente: o vocal poderoso e envolvente de Florence, as composições rebuscadas e que oscilam entre o experimentalismo sombrio e o barroquismo de um certo art-rock que estava em desuso no pop e foi resgatado por ela. E ruim porque, por vezes, algumas faixas soam longas e cansativas demais. O cd é bem extenso (mais de cinqüenta e cinco minutos de duração), e caso fossem cortados dele aos menos quinze minutos, ele desceria redondinho.

O novo disco da totosa Florence: bacana mas muito extenso

Mas Florence preferiu optar por uma certa atmosfera de grandiloqüência melódica, que domina várias faixas do disco (“Only For The Night”, “Never Let Me Go”, “Lover To Lover” e “Seven Devils” são ótimos exemplos dessa dinâmica sonora). E mesmo no primeiro single de trabalho (“What The Water Gave Me”), onde a cantora lança mão de uma inusitada levada mezzo eletrônica na elaboração rítmica, esse rebuscamento instrumental e vocal se faz presente.

“Ceremonials”, enfim, está muito longe de ser um álbum ruim. Nele Florence & The Machine mostra que tem talento de sobra para se manter entre os grandes nomes do novo rock britânico. Talvez lhe falte apenas acertar a dosagem correta da genialidade como compositora, para que o excesso de barroquismo não prejudique suas músicas.

A HORA E A VEZ DE DUAS BANDAS FODONAS DA CENA INDIE NACIONAL – QUARTO NEGRO E COYOTES CALIFORNIA
O mainstream musical brasileiro, aquela cena de nomes gigantescos e de “divindades” artísticas, está definitivamente sepultado. Está aí o VMB 2011, que aconteceu ontem à noite em São Paulo, para mostrar isso: entre os que estavam concorrendo ao prêmio ou que simplesmente iriam se apresentar na festa de entrega dos mesmos estavam nomes como Criolo, Emicida, Marcelo Jeneci, Macaco Bong, Karina Bhur etc. Talvez seja o VMB com maior índice de renovação dos últimos anos e isso é ótimo.
Um panorama, enfim, que se reflete e muito no surgimento de bons (por vezes ótimos) nomes na cena rock independente nacional do novo milênio. Claro, com o advento da web, troca de arquivos musicais, facilidade de acesso à tecnologia e aos meios de gravação de discos, zilhões de bandas e discos surgiram e continuam surgindo da noite pro dia. E o grosso dessa nova safra é reconhecidamente ruim. Mas aqui e ali, aparecem grupos que realmente merecem atenção e ser destacados na blogosfera de rock alternativo e cultura pop.

É o caso do Quarto Negro e do Coyotes Califórnia, que estão lançando seus álbuns de estréia. Duas bandas muito diferentes entre si mas que carregam na sua musicalidade um traço comum: o apreço por música de qualidade, com ótimo trabalho instrumental, ótimas composições e letras acima da média do que se ouve na indie scene brazuca.

E mesmo quando uma delas (o Coyotes) não faz um som, digamos, tão contemporâneo (a praia do quarteto é o metal funkeado, da escola do Faith No More e do Red Hot Chili Peppers, quando o grupo de Anthony Kieds ainda tinha alguma relevância no rock mundial), a “compensação” vem em forma de músicas vibrantes e envolventes, daquelas feitas por garotos que estão em ponto de bala e que acreditam que o rock, este por vezes velhusco senhor meio cambaleante e cansado de guerra, ainda pode mobilizar multidões.

Abaixo o blog analisa as duas estréias e saúda os dois grupos como sendo dos melhores que estas linhas zappers ouviram este ano, na cena independente brasileira. O texto dos Coyotes é assinado por Helena Lucas Rodrigues, estudante de Letras, autora do ótimo blog 23 Gotas e um grande novo talento do novo jornalismo musical brasileiro. A partir deste post ela estréia como colaboradora fixa destas linhas online.

O COSMOPOLITISMO SONORO QUE ENVOLVE O QUARTO NEGRO

O Quarto Negro: som opressivo, denso e muito bom

O trio Quarto Negro é brasileiro, mas também é do mundo. Formado pelo vocalista, guitarrista, compositor e letrista Eduardo Praça, pelo pianista Thiago Klein e pelo baixista Fábio Brazil, o grupo surgiu por volta de 2008 quando Edu ainda tocava guitarra no saudoso Ludovic, um dos mais célebres grupos da cena indie paulistana da última década. Nessa época o Quarto Negro chegou a lançar virtualmente o ep “Buu”. Mas agora que está para soltar “Desconocido”, sua estréia completa e com Eduardo liberto dos compromissos com o Ludovic (pois o grupo encerrou atividades), o QN mostra um trabalho de altíssima densidade musical. O blog ficou realmente impressionado com o que ouviu.

Explicando melhor: se o ex-grupo de Eduardo investia em ambiências pós-punks sombrias, à la Joy Division, o Quarto Negro resolveu abortar totalmente este referencial musical, e partiu para construções sonoras intrincadas porém simples, e que contemplam sim um ambiente muitas vezes melancólico e opressivo. Músicas como “Nosso primeiro divórcio” são melodicamente pop em sua essência, mas possuem guitarras mezzo psicodélicas e uma espécie de transe onírico doloroso, o que é reforçado pelos versos cantados por Eduardo: “Você me soa tão abstrato/Os dias já não me remetem a nada/E quanto mais eu sei menos eu posso crer/Em tudo que ouço, enxergo e falo”.

Já “Quando o mar não vem” apresenta um boculismo tristonho (e que vai perpassar outros momentos do disco), construído por pianos e guitarras com efeitos que remetem ao rock psicodélico sessentista. “Socorro”, então, com seu lamento engendrado por violinos e pianos, é de arrepiar a alma e pode ser a trilha perfeita para o ultra desencanto/desalento que muitas vezes assola a existência humana.

Há muito mais no disco: “Prometeu ao santo” e “Do medo ao medo” são pop, têm mudanças de andamento malucas e mostram que o Quarto Negro realmente buscou a ousadia na composição das músicas e na construção dos temas que formam este ótimo “Desconocido”. Um disco difícil de ser digerido em apenas uma única audição e que provavelmente jamais irá se transformar em um “hit” de vendas, mesmo para os padrões da cena alternativa.

E lá em cima, na abertura do texto, o blog afirmou que o trio era brasileiro mas também do mundo. Sem dúvida: o álbum foi gravado durante três meses, em meados deste ano, em Barcelona, na Espanha. Atualmente Eduardo Praça mora nos Estados Unidos. Se todos esses referenciais geográficos dão um cosmopolitismo bem-vindo à estréia do Quarto Negro, há de se perguntar quando veremos a banda tocando por aqui, ao vivo, este espetacular material contido em sua estréia em disco completo.

Banda: Quarto Negro
Disco: “Desconocidos”
Lançamento: o álbum já está na web para download (

http://www.mediafire.com/?6od5zg48z341mz2) e deverá ser lançado em vinil importado no início de novembro.

COYOTES CALIFORNIA RESGATAM A ESSÊNCIA DO METAL FUNKEADO
Por Helena Lucas Rodrigues, especial para Zap’n’roll

O quarteto paulistano Coyotes California: resgatando o funk metal dos 90′ em sua estréia em disco

Quero deixar bem claro que esta resenha que escrevo não
tem o menor caráter de assumir uma postura fraternal,
daqueles projetos que você conhecesse desde quando ele
é um embrião e você vê tomando formas e andando por
conta própria. Mas é como se fosse exatamente isso e seria
puro fingimento e diplomacia negar a admiração diferente
que eu sinto por esses quatro meninos.

O meu contato com a banda retoma a primeira entrevista
realizada para outro blog, onde eu
participava como colaboradora, e uma tímida aproximação,
que rendeu bons resultados, colocaram à nossa frente o
vocalista com suas estilosas tatuagens Falcão Moreno, o
então menino Willian Antonetti e o contido e simpático
Fabiano Lopes. O assunto gerou em torno do então recém-
lançado EP “Como as Mulheres”, que contém algumas
músicas que posteriormente foram lançadas no álbum
de estréia da banda. Os três informavam que o baixista
Cassio Murilo (inclusive foi aniversário dele nesta segunda-
feira, parabéns pra ele!) não poderia estar presente e por
motivos pessoais. Deixando um pouco o papo rolar, sem
nenhuma insistência do lado do entrevistador, depois foi
dada a informação que Cassio estava um pouco em duvida
quanto ao futuro da banda. O baixista estava em outro
projeto chamado Big de Jazz, uma banda de rock pop gospel
e sua cabeça ficou pirada por participar de duas bandas
que exigia demais do seu dote musical – Cassio QUASE saiu.
Ainda bem que isso não aconteceu, senão não teríamos
ouvido de longe SEQUER o burburinho do álbum “Hello

Fellas” chegando.

O próprio baixista abriu o jogo para gente como foi o
processo de gravação, onde um nada pequeno incidente
perigou o nascimento deste trabalho: o estúdio ligava
para avisar que haviam perdido a voz e o violão. “A
verdade é que todo esse processo de regravação nos deu
possibilidades de explorar mais o nosso som. Nos deu novas
idéias. Por um lado foi muito bom, foi bem legal! Com a
pré-gravação nas mãos, ouvimos e sempre rola aquele
pensamento: ‘poxa, poderia ter feito isso ou aquilo’, e essa
foi a oportunidade de melhorar o que já achávamos que
estava legal, que bom (risos). Melhorar nunca é demais!”.

A faixa “Obra de Arte” retrata a nostálgica bateria do
funkeado californiano registrado nos trabalhos “Mother’s
Milk” (89) e “Blood Sugar Sex Magik” (91), da banda Red
Hot Chili Peppers, referência quase devota dos quatro
rapazes da ZL. Além da guitarra funk e do baixo marcado
pelo slap (abençoado Flea e a galera do slap!), o final de “A
Última Dança” é digno de destaque, onde o solo orgásmico
de Willian combinam com um trompete sofisticado
executado por Thiago P. Andrade. Outra canção que
merece destaque pela fusão de instrumentos venerados no
funk metal pe a faixa “Miss Sexual”, onde aparece o ótimo e
sexualizado groove num sax tocado pelo músico Thiago da
Mata. Com seu vocal “rapeado”, notavelmente inspirado
por Anthony Kiedis (RHCP) e Mike Patton (Faith No More),
as letras de Falcão, louco e urbano poeta do século XXI,

retratam a visão de “Apenas um Rapaz”, com dúvidas
existenciais que persiste em perturbar a paz espiritual de
um jovem adulto. O imaginário masculino é desnudado e a
sexualidade cheira de longe, é claro que tem aquela
conversa de “hormônios à flor da pele”, mas esse tesão
emerge do ambiente caliente latino-americano, realidade
que não precisa ser vivida se subirmos até o México ou até
alguma parte da Califórnia para sentir – estamos situados
num país chamado Brasil. Voltando para a filosofia de vida
presente em todo o álbum que foi desenvolveu no lírico,
infelizmente as letras retratam o que todos nós deveríamos
saber e se alertar para isso (se é que não estamos em
alerta): o atual sistema exige demais dessa geração, mas se
limita a deixar para que ela encontre qualquer tipo de
solução que não seja baseada no seu regime. Essa
preocupação de subir no melhor pedestal da vida E
questionando se um dia deveremos esquecer a essência
jovem quando essa prioridade for alcançada.

Eu acho que fui bem clara quando especifiquei sobre o
por que o álbum “Hello Fellas” deve não só ser ouvido, mas
analisado, compartilhado sobretudo por essa geração que
surge por aí, com as mesmas questões, com as mesmas
inseguranças, mas corajoso o suficiente para enfrentar as
dificuldades passando pela porta – e sem olhar para trás.

Banda: Coyotes Califórnia
Disco: “Hello Fellas”
Lançamento: Pisces Records, a partir da próxima segunda-feira nas lojas.
Preço do cd: R$ 15,00.
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23 GOTAS, O BLOG, MOSTRA O TALENTO DE UMA FUTURA GRANDE JORNALISTA
Não é segredo para quem lê essas linhas online que o autor deste blog namora, há três meses, a estudante de Letras Helena Lucas Rodrigues. Ambos se conheceram na coletiva de imprensa que apresentou a edição deste ano do festival SWU, o papo engrenou, a paquera rolou e o casal segue feliz e juntos há noventa dias.

E um dos detalhes do relacionamento que mais chama a atenção e causa admiração no velho jornalistas blogger é o enorme talento que Helena, com apenas vinte e um anos de idade, demonstra para a escrita. Ela também é fã de rock, fazia textos para um outro blog que estava muito aquém do seu talento (o que provocou ataques de ciúmes, inveja e recalque nas outras garotas que também postavam textos no referido blog, todos dignos de vergonha alheia total, e onde apenas a rocker Helena se sobressaía), e decidiu sair dele e investir mais no 23 Gotas, um espaço mais de cunho autoral e onde a futura lingüista pode exercitar à vontade seu pensamento, sem ser patrulhada ou sofrer “intervenções” no que escreve.

Um dos textos mais bacanas publicados no 23 Gotas segue reproduzido aí embaixo. Nele Helena analisa uma madrugada em que ela esteve, ao lado de Zap’n’roll, numa das baladas mais comentadas da noite rocker paulistana, a que rola no Clube Lions. Leia e comprove porque a garota tem um futuro brilhante, se ela realmente for investir na carreira de jornalista de comportamento e cultura pop.

“Ontem foi a reestreia de minhas aventuras de balada ao lado do meu novo namorado. Ignorando nossa bad total (ele já estava bêbado, impaciente e com uma paranóia que eu estava escondendo algo dele enquanto eu estava sedenta por um copo de cerveja e que 4h40 chegasse logo para eu poder sair daquele lugar), esta noite serviu para que eu observasse algumas coisas.

A noite começou na casa de um amigo dele, uma kitnet localizada no centro, sem muitas surpresas, lá estava ele com mais um amigo. Eu e meu namorado chegamos, fizemos um esquenta bastante tenso, pois meu namorado estava começando a entrar numa paranóia, mas isso deve ser comentado em outro nível, talvez.

Enfim, chegamos ao local destinado para que celebrássemos a noite pré-feriado, como se fosse uma comemoração vida ou morte, como se fosse o último feriado do mundo. Nós ficamos estacionados em frente ao Lions Nightclub, localizado no começo da Brigadeiro Luiz Antonio. No primórdio da sua noite, o Lions Nightclub foi bastante cultuado por quem gostava de sair e ficar analisando o setlist dos DJ’s, além da famigerada “gente bonita” que freqüentava lá. O que eu me entendo por gente bonita: gente que gosta de se arrumar para desesperadamente ser notado no falso escuro da sala onde ecoa sons repetitivos de batidas sintéticas e nada mais. Também estava interessada em conhecer o local onde a modelo falecida neste ano, Cibele Dorsa, e seu namorado apanharam feio dos seguranças. Curiosidade mórbida a la Sonia Abrão. A fila estava gigantesca e eu pude comprovar que realmente ali dava muita gente bonita E PIRRALHA. O que eu entendo por pirralha: garotos que acabaram de sair dos seus 18 anos, querem curtir uma baladinha pá, onde só dá gente que já estudou no colégio Dante ou Bandeirantes, nada que seja tão extraordinário e fora do seu padrão de visão (imagino essa geração Toddy com torradinha freqüentando o Eclético’s bar, o local mais desejado e mais odiado da noite Augustana, onde travestis, junkies, sapatões, viados e Helenas adoram bater um papo e dançar loucamente ao lado da jukebox, sem compromisso de ficar loucona, apenas dançar). O amigo do meu namorado e o respectivo amigo estavam descontentes de enfrentar a enorme fila e eu já não estava muito amigável de ficar ali, pois estava com sede e uma vontade de ir embora, já prevendo o fracasso de noite. Os nossos nomes constavam numa lista, mas eu não estava a fim de enfrentar fila e meu namorado tem o conhecimento e o carão para furar. Resultado: seu amigo desistiu e foi para a pobre Augusta enquanto nós dois fizemos amizade com um grupo animado de mexicanos, que deixou que a gente entrasse na frente, a famosa frenteira. Entramos no que parecia ser um prédio antigo e bonito do centro velho, subimos um lance de escada-caracol e, tcharã, já estávamos numa sala ampla, escura, barulhenta e com luzes vermelhas e azuis piscando para confundir a alucinação de uma cabeça bêbada. O Humberto foi fazer contato com seu amigo DJ residente, o qual esqueci o nome, enquanto eu fiquei analisando o local.

Realmente, local de gente endinheirada ou que quer dar um golpe, visto que ali estava um monte de infantos-juvenis que pegam o carro do pai com a carteira permanente só “pra zoar as putinhas”. Vi um monte de balzaca com as pernas furadas e o batom borrado com os olhos já dando indícios de bolsa, meninas que pareciam ricas dar uma de junky rocker com camisetas-vestidos e botas compradas na Ropahara, só pode. Fora os “bonitos” de camiseta gola pólo, um copo de vodka na mão e na outra mão um copo de energético. O setlist da pista inicial estava, hum, médio: não tocava musicas irritantes de balada do Black Eyed Peas (o que é uma pena, mas isso será discutido em outro post), mas também tocava músicas para somente dançar, sem nada absorver, sem despertar o desejo de você virar para o lado e fazer um comentário que não fosse: “caraca, a música tá massa! WOW”. Ficar naquela balada ia me dando um constrangimento por aquelas pessoas e por estar ali; eu só conseguia me movimentar marcando o compasso da música, mas minha expressão facial não era uma das mais simpáticas. Pela primeira vez na vida me senti tão débil dentro de uma balada, obrigada a balançar o corpo quando o namorado está numa bad INFERNAL.

Pessoas bem nascidas dando uma de louca dentro de um salão que pisca infinitas luzes coloridas não é mais minha praia. Já foi numa época que eu estava recém-urbanizando e Stu* me levava direto a esses lugares, mesmo sabendo que eu gostava de rock’n’roll e ignorando as poucas coisas que passaram na minha cabeça adolescente, que era freqüentar um lugar que se aproximasse da minha imaginação rockeira.

Foi uma percepção muito dura de que realmente cresci, que realmente não agüento esses tipos de lugares. Isso não significa ainda que eu perdi o esplendor de sair, eu tenho 21 anos de idade e por ter um blog com enfoque mais para o rock independente preciso sair e dar as caras, mas gosto de lugares que tocam músicas com volume não muito alto, bebendo uma cerveja e conversando banalidades ou engatando um animado debate com amigos para depois chegarmos a conclusão que nada se resolve numa mesa de bar e brindamos por essa conclusão. Conversando mais cedo com o Humberto, eu disse que seria muito mais em conta assistir um filme na Warner na sua nova televisão, comer pizza e ficarmos quieto dentro de casa para esperar o final de semana que iremos reunir todos os nossos amigos na sua discotecagem no OUTS. Ele bateu o pé e disse que se sentia um “tiozão” aprovando esse tipo de programa caseiro que parece miado, mas não é. Às vezes eu prefiro ser uma tiazona que fica com o namorado em casa engordando a ser uma engomadinha sem causa e sem dinheiro no meio de mais uns perdidos que tentam chamar atenção na mascarada noite paulistana.

Este post é dedicado a alguém que sonha demais, mas que não deve largar a mão da sua piração louca de imaginar um ideial de glam rockstar, onde a limosine está a disposição, festas regadas a bebidas (e outras substanciazinhas) com pessoas te saudando e te adorando – isso não existe. Na verdade estão todos meio perdido tentando procurar essa toca rocker de Alice.
Sem mais”.

(publicado originalmente no blog 23 Gotas, no último dia 12 de outubro. O blog pode ser acessado em http://23gotas.blogspot.com/)

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Discos: as estréias do Quarto Negro e Coyotes California.

* Baladas no finde: hoje a sextona promete no Inferno Club (que fica na rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampa), com showzão do Black Drawing Chalks mais DJ set da sempre querida Vanessa Porto. Ainda na Augusta mas no Outs (que fica no 486) tem show do sempre fodástico shoegazer do The Concept.///Já no sabadão em si tem show sempre animado do Henry Paul Trio também na Outs. E no Lumi’s Club (que fica na 13 de maio, 409, Bixiga, centrão de Sampa) vai rolar mais uma super edição da festa Tiger Robocop 90, comandada pelo chapa João Ramos e que desta vez terá como tema o… Dia das Bruxas, brrr… cola lá que vai ser bacana. Agora, o blogger loker vai onde este finde? Pra sua cama, se recuperar da gripe monstro que o atormenta já há três dias. De modos que, pra quem vai cair na esbórnia: se joguem com tudo, crianças!

TERRA CHEGANDO! E PETE DOHERTY TAMBÉM!
Yeeeeesssss! Agora a parada ferveu de vez no hfinatti@gmail.com. Corre lá que estão sendo disputados a tapa:

* DOIS INGRESSOS para o festival Planeta Terra 2011, que rola dia 5 de novembro em Sampalândia;

* E INGRESSOS (número ainda a ser definido) para a gig solo (maluca?) do gênio junky Pete Doherty, no próximo dia 16 de dezembro, no novo espaço para shows da capital paulista, o Cine Jóia, que fica no bairro da Liberdade.

É isso aê. Dedo no mouse e fé na sorte.

E AGORA CHEGA!
Até que conseguimos escrever muito, com a gripe fazendo o sujeito aqui ter vontade apenas de ficar deitado na sua caminha. Mas é isso. Semana que vem voltamos na área, inteiros, recuperados e sempre prontos pra putaria rocker. Até lá, então!

(enviado por Finatti às  15:30hs.)

Noel Gallagher fode gostoooso o mano Liam, com sua estréia solo. Sem PB&J mas com New Order. A volta da escrota comunidade da revista Bizz (agora, no Facebook). E fica: neste sábado o bicho vai pegar no baixo Augusta, com DJ set do blog!

O gênio Noel: estréia solo pósp-Oasis mostra quem é o fodão dos manos Gallagher 

Uma renca de assuntos, no?
Mas o post vai ser mais modesto hoje, sextona em si e quando mais um finde se aproxima. E justamente por isso: amanhã tem noitada rock’n’roll mega fodaça no bar Outs, em Sampalândia, quando o trio Rock Rocket (um dos grandes nomes da indie scene nacional), que está pra lançar seu novo álbum, sobe ao palco pra animar a galere com o seu sempre ótimo rock garageiro. De quebra vai ter a DJ set mensal do blog por lá, o que está tomando o tempo do autor destas linhas rockers online com preparativos, gravação de CDs (pois é, “antigamente” eram fitinhas cassete, como é tão bem mostrado no legal “Alta Fidelidade”, baseado no clássico pop do Nick Hornby e que todo mundo já assistiu mas que a Globo passou na semana passada, numa dessas madrugadas aconchegantes. Agora são cd-rs, “queimados” no computador, para depois virarem trilha pra discotecagens em pistas de casas noturnas, isso quando a DJ set não é feita mesmo com notebooks e i-Pods. Ou seja: o mundo “muderno” é muito chato, às vezes, e não tem nenhum charme ou glamour) etc. Assim, então, vamos direto ao ponto hoje, com notas rápidas e, claro, explicando por que mano Noel Gallagher é melhor solo do que o Beady Eye, do caçula Liam. É isso, não tempos tempo a perder a qui, como alguns idiotas daquela escrota comunidade da extinta revista Bizz (agora no Facebook) perdem, insultando pessoas e destruindo-as moralmente apenas onde conseguem ser machões: nas redes sociais (porque ao vivo…). E nem temos tempo também a perder com putaças de quinta categoria, verdadeiras oportunistas cadeludas que após passar quase dois anos viajando de grátis de avião (às custas de quem tinha consideração pela figura escrota e falsa ao cubo) e indo a festivais gigantes também de graça em Sampa (como SWU e Umf), já que moram no cu do mundo, agora desejam a morte de quem tanto fez por elas – será que o novo “marido” da figura em questão um dia terá o (des)prazer de ver um vídeo onde sua amada aparece pelada, com as tetas de vaca caídas sobre a barrigona de grávida, batendo siririca e aspirando gulosamente algumas carreiras de cocaine? Hum… bom, isso não é problema do blog, rsrs. Melhor não perder tempo com gente inútil. Pois como diria o saudoso e genial Cazuza: o tempo não pára, nunca!

A dona (oportunista, cadeluda e falsa ao cubo) dessas tetas gigantes surge gloriosa em um vídeo secreto, batendo siririca e aspirando cocaine. Ela cansou de viajar de grátis de avião e a ir em festivais também na faixa. E agora deseja a morte de quem lhe proporcionou essas regalias. É a vida…

* Pois então como todos já devem estar sabendo, o festival Planeta Terra (que rola dia 5 de novembro em Sampa, com promo de ingressos aqui no blogão zapper), acaba de perder também o show do trio Peter, Bjorn & John – antes, não custa lembrar, quem também havia cancelado a participação no evento havia sido o grande quarteto inglês Vaccines. Anyway, mesmo com essas duas “baixas” o Terra ainda está total ok e digno de se ver, por conta de Strokes, Interpol, Bombay Bicycle Club, Bead Eye (que acaba de levar um “couro” do Noel Gallagher, hihi) etc. Fora que a qualquer momento, a produção do Terra irá divulgar uma nova atração no lugar do PB&J.

PB&J: eles não vêm mais pro Terra

* Que bem poderia ser a gataça Florence e sua Máquina, né? Mas vai ser difícil… a muié tá bombadíssima lá fora por conta do lançamento do seu esperadíssimo novo disco, “Ceremonials”, que sai no final deste mês e já está sendo avidamente caçado na web – onde, aparentemente, ainda não “despencou”. Enfim, ela está na capa da NME desta semana e se viesse ao Terra, seria tudibom.

* Já o Ultra Music Festival deste ano vai ter como headliner o já velhão New Order. Tudo ótimo, tudo lindo mas, cacete, o NO já esteve duas vezes aqui – ambas assistidas pelo autor destas linhas online. A primeira foi em 1988, quando a banda estava no auge e com sua formação original. Depois, há alguns anos, foi novamente emocionante revê-los na Via Funchal. Agora, sem Peter Hook no baixo (que está em guerra mortal contra seus ex-companheiros de banda), fica a questão: pra que ver novamente? Ok, a Gillian Gilbert voltou aos teclados e tal e o NO um dia foi o ultra venerável Joy Division, uma das maiores lendas de toda a história do rock. Mas lendas também existem para ser demolidas, e é partindo deste princípio que o blog vai dizer que  não tem mais saco pra ir a um terceiro show do grupo no Brasil. Pra quem nunca viu, vai lá e boa sorte.

O New Order, mais uma vez no Brasil – só que agora sem Peter Hook, mas com Gillian Gilbert de volta

* E o “vizinho” blog Remix (aquele… da moça cheia de deslumbramento, rsrs) achou o máximo o super gente fina Dave Grohl tocar bateria com o ruim de doer Cage The Elephant esta semana. Fala sério: a moça que escreve o blog disse que adora o CTE, uma cópia horrenda do que de pior existiu no grunge. Enfim, pra quem se deslumbra com qualquer peido “muderno” do pop/rock atual…

* Pior é a volta da escrota ao cubo comunidade da extinta revista Bizz (um cadáver insepulto que um monte de viúvas tiazonas velhas, chatas, recalcadas, invejosas e frustradas insistem em não deixar em paz), agora no “moderníssimo” Facebook. Essa porra de comunidade, o leitor zapper vai se recordar bem, causou durante séculos no hoje moribundo Orkut, ofendendo moralmente e destruindo em público pessoas que não faziam parte da panela de merda que comandava as postagens e os temas debatidos nela – assuntos sempre irrelevantes e que tomavam o tempo de gente desocupada e ociosa na vida, que nada mais tem a fazer do que ficar falando mal da vida alheia em redes sociais. Pois então: agora essa mesma corja nojenta voltou a vomitar e a latir via Facebook. E segundo o queridão Diogo Soares, vocalista do grande Los Porongas, os bostas já andaram rosnando em direção ao autor de Zap’n’roll, que não entrou e JAMAIS vai entrar ali, pra perder seu tempo (que é precioso demais) com idiotas que só conseguem ser machos pra ofender as pessoas na frente do computador – porque ao vivo… a covardia rola solta. Enfim, o blog até imagina as mesmas e lamentáveis figuras de sempre, comandando a “quadrilha” de otários e covardes: Elson Barbosta, Reginaldo Jéguis Tadeu (jornalista que é dublê de dentista e que ficou apavorado quando, certa vez, ao engrossar a voz com o jornalista Felipe Almeida, dileto amigo destas linhas online, levou um chega pra lá do mesmo que, do alto dos seus quase 1,90m, disse pro Jéguis: “mano, não grita comigo que eu te dou porrada!”. O “quebrador de cds” que participava do programa da burra Luciana Gimenez ficou quietinho no ato, rsrs), Alex fofoqueiro/gordo/careca/loser Antunes, Boberto Sadovski e, principalmente… ele! Claaaaaro! José Merda Jotalhão Jr., um dos maiores crápulas do jornalismo cultural brasileiro, que cansou de falar grosso e ofender Zap’n’roll mas, quando se viu frente a frente com o sujeito aqui, anos atrás no festival Calango, em Cuiabá, levou uma latada de cerveja na cara (tudo registrado em um vídeo engraçadíssimo, que você pode ver e rever aí embaixo, hihi) e saiu correndo, pedindo socorro pros seguranças do local. Ou seja: mais cuzão e merda do que isso, impossível. Moral da história: dá pra perder tempo com uma escrotice dessas? Óbvio que não. Por isso, fica o alerta aqui: como bem fez o querido Paulo Cavalcanti (o super mr. Alderaba, que edita o Guia da revista Rolling Stone), não perca tempo entrando na comunidade Bizz do Facebook. É total perda de tempo.

* Aí embaixo, o vídeo que documenta o “espanco” levado por José Jotalhão Jr. em Cuiabá, há alguns anos, durante o festival Calango, uia!

Zap’n’roll em Cuiabá (no festival Calango), dando um espanco no Jotalhão, hihi

* Espanco semelhante ao que o grande Noel Gallagher acaba de dar no mano Liam, com sua sensacional estréia solo. Lê aí embaixo e comprove.

NOEL GALLAGHER VOA ALTÍSSIMO EM SUA ESTRÉIA SOLO E DÁ UM ESPANCO NO MANO LIAM
A timeline do Twitter zapper começou a ficar frenética no final da noite do último domingo. O finde havia sido mega bacana (rolês a pé na madrugada de sexta pra sábado com a jovem girlfriend do blogger rocker, Helena Lucas, quando o casal andou pela avenida Paulista e depois desceu a rua Augusta, tomando uma garrafa de Martini e etc.), o domingo foi total tranquilo e deliciosamente chuvoso e na madruga iria passar “Alta Fidelidade” (a versão em filme da hoje clássica estréia literária de Nick Hornby, em 1995). Foi quando o povo começou a dar o alarme nas redes sociais: “Noel Gallagher’s High Flying Birds”, a esperadíssima estréia solo do mano Gallagher mais velho, havia acabado de despencar na web. A versão física do disco sai oficialmente no próximo dia 17 de outubro, segunda-feira, na Inglaterra – e o cd sai por aqui também, no início de novembro. Zap’n’roll não perdeu tempo e correu pra ouvir o dito cujo. Achou apenas ok na primeira audição. Mas com o avançar da madrugada e novas escutadas, o álbum foi crescendo aos ouvidos do autor deste blog.

E agora, quando estas linhas estão sendo enfim digitadas, dá pra afirmar que Noel deu um espanco em seu mano Liam. O Beady Eye que se cuide.
Não dá pra falar da estréia solo de Noel sem lembrar que o cérebro do finado Oasis era ele. O sujeito que começou sua história na música sendo roadie do Inspiral Carpets (alguém se lembra deles?), entrou no Oasis quando o irmão mais novo, Liam, já tinha fundado a banda (em 1991, em Manchester). Só que o grupo não decolava porque, segundo o próprio Noel, as composições do Gallagher caçula eram um “lixo”. Pois então: o guitarrista (e também vocalista) entrou na formação, tomou as rédeas da situação e o resto todo mundo sabe. O Oasis foi seguramente, até o seu final há dois anos, um dos maiores grupos da história recente do rock inglês. E seus dois e primeiros clássicos álbuns (“Definitely, Maybe”, de 1994, e “What’s The Story – Morning Glory?”, editado no ano seguinte) entram tranquilos em qualquer lista dos vinte melhores discos de rock de todos os tempos.

Claro que o Oasis vivia sob tensão constante, por conta dos paus homéricos entre Liam e Noel – dois loucaços assumidos, junkies de carteirinha (quantas carreiras de cocaine cheiradas ao longo de quase vinte anos de existência do conjunto…) e com o ego descontrol do tamanho do Universo. Até que duraram muito juntos no mesmo grupo (e tocaram quatro vezes no Brasil, duas delas assistidas pelo blogger rocker que escreve estas linhas virtuais, mas isso será melhor contado ainda esta semana no endereço próprio do blog, em www.zapnroll.com.br). E com o último e monumental arranca-rabo há dois anos (com a dupla quase saindo no braço dentro do camarim da banda, instantes antes de ela entrar no palco do festival espanhol Benicassim, para encerrar o mesmo. A gig foi pro saco e um “herói” teve que subir no palco para informar as mais de trinta mil pessoas presentes que não haveria show do Oasis, porque o grupo havia acabado de… acabar), cada um foi pro seu lado. Liam montou seu Beady Eye, que soltou o primeiro álbum no início deste ano e que vem ao festival Planeta Terra, em Sampa, no próximo dia 5 de novembro. E agora, Noel finalmente deu as caras com sua estréia solo. �
As comparações entre os dois trabalhos serão inevitáveis, óbvio. Ninguém discute que a estréia do Beady Eye se traduziu em um bom disco de rock, muito porque Liam se apoiou em uma banda já tarimbada e muito entrosada (afinal, os ótimos Gem Archer e Andy Bell haviam tocado com o vocalista no Oasis). Ou seja, tarefa mais árdua, talvez, teria Noel.

A estréia solo de Noel: a capa é horrível, mas o disco é sensacional

Pois acompanhado de três músicos relativamente obscuros (o baterista Jeremy Stacey, o percussionista Lenny Castro, além do tecladista Mike Rowe, que também tocou no Oasis), ele gravou dez faixas que não ficam nada a dever aos melhores momentos da banda que o tornou célebre. Na verdade este “Noel Gallagher’s High Flying Birds” chega a ser bem melhor do que a trinca de álbuns ruins que o Oasis lançou em sua trajetória (“Be Here Now”, “Standing on the Shoulder of Giants” e “Heathen Chemistry”). E pode ser equiparado aos dois discos que encerraram dignamente a história do conjunto (os muito bons “Don’t Believe The Truth” e “Dig Out Your Soul”). Estão aqui as melodias “beatle” e power pop sessentista e radiofônicas, que os fãs do Oasis (e o próprio Noel) tanto apreciam. E também eflúvios de psicodelia e de rocks garageiros, alternados aqui e ali por lindas baladas. Há presença de pianos, arranjos de cordas e naipe de sopros em algumas faixas (como em “The Death Of You And Me”, o primeiro single de trabalho do disco e que nem é a melhor música dele). E Noel segura os vocais muito bem em todas elas – basta lembrar que ele já cantava, e bem, também no Oasis (dois bons exemplos dos tempos da sua ex-banda: “Don’t Look Back in Anger” e “The Importance of Being Idle”).

Assim, entre rocks bacanas (“Dream On”, “Broken Arrow” ou “Wrong Beach”, um dos melhores momentos de todo o cd), baladas mezzo psicodélicas (“Everybody’s On The Run”, que abra o disco, ou a belíssima “I Wanna Live in a Dream in My Record Machine”, levada por uma seção de violinos) e lindas melodias construídas por dedilhados de violões (como “If I Had A Gun”), o álbum vai revelando detalhes preciosos e crescendo aos ouvidos a cada nova audição.

Dá até vontade de ver Noel tocando ao vivo por aqui. Afinal, sua estréia solo pode ser encarada tranquilamente como uma espécie de continuação do Oasis, só que se vem os vocais de Liam Gallagher. A continuação de uma trajetória como poucas na fase contemporânea do rock’n’roll. E que foi interrompida porque os gênios, afinal, serão eternamente egocêntricos – e sempre serão perdoados por isso, pelo seu egocentrismo. Justamente por serem artistas geniais.

* Mais sobre a estréia solo de Noel Gallagher, vai lá: www.noelgallagher.com

O TRACK LIST DO DISCO
1. “Everybody’s on the Run”  �
2. “Dream On”
3. “If I Had a Gun…”
4. “The Death of You and Me”
5. “(I Wanna Live in a Dream in My) Record Machine”
6. “AKA… What a Life!”
7. “Soldier Boys and Jesus Freaks”
8. “AKA… Broken Arrow”
9. “(Stranded On) The Wrong Beach”
10. “Stop the Clocks”  

 NOEL GALLAGHER EM VÍDEO
No clip de “The Death of You and Me”, o primeiro single de trabalho de sua estréia solo.

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E calmaê que este post ainda está em total construção. Vamos dar um break nele agora, pra cuidarmos dos preparativos da discotecagem zapper que rola amanhã no Outs/SP, fora o showzão do Rock Rocket.
Então colaê até a tarde deste sábado que ainda entram aqui o roteiro de baladas pro finde, um texto bacana do blog 23 Gotas (da querida girlfriend Helena Lucas) e mais isso e aquilo tudo.
E só pra lembrar: hoje tem DJ set do super André Pomba no descoladérrimo Sonique, lá na Bela Cintra. E amanhã, você já sabe…

E continua de olho no hfinatti@gmail.com pois a disputa por lá pelos DOIS INGRESSOS pro Planeta Terra festival está realmente cruel, hihi.
Até logo menos então!

(enviado por Finatti às 17:45hs.)

Feist, a gataça que canta muito em seu novo disco. Flavinho Forgotten pede pra sair e abandona o barco. A putona Courtney Love no SWU. E o mundo moderno cada vez mais carente de gênios, com a morte de Steve Jobs (versão final)(plus: Noel Gallagher solo, no endereço do blog no portal Dynamite)

Ela é gata, canta pra caralho e acaba de lançar seu novo disco

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Atenção, povo: estréia solo do Noel Gallagher dando sopa na web! E com análise do disco já na Zap’n’roll do portal Dynamite online, em http://dynamite.com.br/zapnroll/.

Até o final desta semana o texto estará reproduzido aqui, acrescido de histórias malucas vividas pelo blogger loker ao som do Oasis, uia!

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A brevidade da vida.
Quando, por volta das nove horas da noite de anteontem a direção da Apple anunciou que o gênio Steve Jobs havia enfim sucumbido diante do câncer com o qual ele havia lutado nos últimos sete anos, Zap’n’roll mais uma vez se pegou refletindo sobre um pensamento recorrente, que volta e meia atormenta o autor deste espaço online: de como a vida humana é breve, sendo que todos aqui irão um dia para baixo de sete palmos de terra (uns mais cedo, outros um pouco mais tarde, mas todos irão). E apenas idiotas com cabeça de vento não pensam na questão da mortalidade e do finito que é a existência humana. Não que o autor deste blog tenha medo de morrer – nunca teve, aliás. Mas o que incomoda, sempre e muito, é se dar conta de que quando você se aproxima de uma certa idade (Jobs tinha cinqüenta e seis; o blogger rocker está a caminho dos 5.0, que serão completados em pouco mais de dois anos), você passa sua vida toda em revista e, inexoravelmente, começa a se cobrar muito, avaliando o que deixou de fazer e o que ainda quer fazer – e, muitas vezes, tem a sensação de impotência e de falta de tempo para fazer ainda tudo o que deseja em vida. O jornalista que escreve este blog de rock alternativo e cultura pop já viveu muito, já fez muito em sua profissão, é vero. Namora uma jovem, inteligente e bela garota, de apenas vinte e um anos de idade, e quando se dá conta de que ela, esta garota, ainda tem todo o caminho e entusiasmo do mundo pela frente, fica realmente feliz por saber que este entusiasmo é vital e é o que nos move até o dia do último suspiro. “A morte é uma invenção genial”, disse Jobs. “Ela tira o velho do caminho e abre espaço para o novo”. Com certeza. Assim, um dia o autor destas linhas bloggers não estará mais aqui – e nem este blog também. Mas haverá sempre alguém e um pensamento novo em nosso lugar, para continuar de onde paramos. Então este post de hoje começa assim, dizendo que a morte de Steve Jobs deixa, de fato, o mundo um pouco mais carente de gênios como ele (e isso em uma época onde a renovação de gênios está cada vez mais difícil). Mas ainda assim, botamos fé de que novos Steve Jobs irão surgir pelo caminho. E não apenas na computação e na alta tecnologia mas também – se os deuses permitirem – nas artes, na literatura, no cinema, na poesia e no nosso sempre e eternamente amado rock’n’roll.

O gênio Steve Jobs se foi: “A vida é muito curta. Então, não perca tempo vivendo a vida dos outros”.

* Enfim, após o impacto da notícia da morte do homem que fundou a Apple, a quinta-feira começou com o anúncio de que o Hole estará sim no festival SWU em Paulínia. A banda da putaça Courtney Love se apresenta na noite de 13 de novembro, junto com Stone Temple Pilots, Duran Duran, Peter Gabriel etc. Isso muda bastante os planos do sujeito aqui, que já dava como certa sua ida ao SWU apenas em sua última noite. Love, claro, desperta amor e ódio há duas décadas mas é inegável que o Hole tem pelo menos uma obra-prima no  currículo (seu segundo disco, “Live Through This”, editado em 1994, mesmo ano em que Kurt Cobain se matou). E o álbum que a banda lançou no ano passado é bem razoável também. Fora que, no frigir dos ovos, o Hole é um dos poucos nomes do SWU que não estiveram ainda no Brasil. Ou seja: tudo isso acaba justificando uma ida até Paulínia também no dia 13 de novembro.

A cadelaça/putaça number one do grunge vem aí, no SWU. Com olho roxo e tudo (levou porrada de quem, hein Courtney? rsrs)

* Agora esse papo de o Brian May pensar em chamar miss Lady Gaga pra excursionar com o Queen… nada a ver. Com todo o respeito a ela e à banda, mas a mistura soa ao blog um tanto indigesta.

* E os discos (em versão física ou virtual) vão se acumulando aqui, na prateleira e no note do blogger rocker. Precisamos desovar nos próximos posts resenhas do Zebra Zebra, do Bombay Bicycle Club, do Quarto Negro e do bacana Coyotes Califórnia, um dos lançamentos indies mais aguardados da temporada (o grupo toca um metal funkeado à la Faith No More e Red Hot Chili Peppers dos bons tempos, além de ter um pirralho de dezenove anos na guitarra que é um demônio no instrumento)  e que sai a qualquer momento pela Pisces Records. Então fica calmo aê que logo menos todos esses discos estarão comentados aqui. Por hora uma palhinha, aí embaixo, para o vídeo do Coyotes, para , o primeiro single de trabalho do álbum “Hello Fellas”. Curte aí:

Coyotes Califórnia – “O poder”

* E nope, o blog acabou não indo ontem ao show dos alemães do Tusq no Beco203/SP. Cansaço generalizado, um mezzo “bode” pela morte do Steve Jobs e uma visita inesperada do querido Felipe Almeida “Drums Pierce”, acabaram abortando a ida até o baixo Augusta. E segundo relatos do produtor e músico Itaici Brunetti a festa foi bem bacana, com casa cheia e tal. Fica pra próxima, rsrs.

* Esta foi reportada e enviada ao blog pela nossa colaboradora especial no front de assuntos eróticos e bizarros, miss Helena Lucas.�
Veja o link e comprove: quem disse que a terceira idade não fode? Rsrs. http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2011/10/policia-flagra-idosa-de-71-anos-em-ato-sexual-com-desconhecido-em-carro.html.

* OS 25 ANOS DOS MANICS – Tudo começou em Cardiff, no País De Gales, em 1986. Três amigos adolescentes se uniram e fizeram o que milhares de garotos fazem todos os dias até hoje, pelo mundo afora: montaram uma banda de rock. No caso, a banda era (é) o incrível Manic Street Preachers, até hoje um dos grupos mais importantes da cena musical inglesa do primeiro escalão. Praticamente desconhecido no Brasil, os Manics (como são conhecidos pelos fãs) são gigantescos na Inglaterra e continuam em plena atividade. A banda começou indie guitar, passou por fases mais “pesadas”, voltou a centrar sua musicalidade em guitarras indie mas nunca abandonou suas canções de contornos poéticos, com letras políticas ultra engajadas. O trio original que fundou o grupo está nele até hoje: o vocalista e guitarrista James Dean Bradfield, o baixista Nicky Wire e o baterista Sean Moore. E com o trio, nos primeiros e sublimes álbuns de estúdio (em especial o clássico “The Holy Bible”, lançado em 1994), estava também a lenda Richey James, que compôs algumas das principais músicas do conjunto e era literalmente amado/adorado pelos fãs. Richey, todo mundo sabe, tinha problemas emocionais seríssimos. Um belo dia, em fevereiro de 1995, James resolveu sumir. Seu carro foi encontrado próximo a uma ponte muito utilizada por suicidas. Seu corpo nunca foi encontrado, e ele nunca mais apareceu. Isso causou comoção entre os “manicmaníacos” sendo que a presumível morte do guitarrista até hoje permanece como um grande e insolúvel mistério. E mesmo abalado pelo desparecimento de um de seus principais integrantes, o conjunto seguiu em frente, sempre lançado discos no mínimo bons – caso de “Know Your Enemy” (editado em 2001) e “Journal For Plague Lovers”, lançado no ano retrasado. Zap’n’roll sempre curtiu muito o som dos Manics (a banda é uma das prediletas destas linhas rockers online) e ficou contente em ver que a New Musical Express desta semana (o célebre semanário musical inglês, que formou gerações de jornalistas e hoje está em franca decadência, embora ainda conserve lá algum charme) se lembrou do grupo e de seus vinte e cinco anos de vida, colocando-o em sua capa (essa aí embaixo). E se você, jovem e dileto leitor zapper, nunca ouviu nada do trio, não perca tempo e procure achar algo na web ou mesmo vá até uma loja de discos e descole algum cd deles. E torça para, quem sabe, um dia eles resolvam aparecer por aqui.

Os adorados Manics (acima), na capa da NME desta semana (abaixo): vinte e cinco anos do melhor rock inglês

* Falando em aparecer… o vizinho portal Rocknbeats (www.rocknbeats.com.br) afirma em sua home page que o nosso junky predileto, Pete Doherty, fará dois shows no Brasil em dezembro (em Sampa e no Rio). No mês que vem Carl Barat estará por aqui também. Não rola um reunion dos Libertines por aqui, não? Ou alguém dizendo pra Pete: “Hey man, let’s go smoking crack?”. Hihihi.

O eterno junky Pete Doherty, a caminho do país tropical: será que ele vai pipar umas “pedrinhas” por aqui?

* Datena, o preconceito em pessoa, revela em entrevista à chata Marília Grabriela (e que ainda vai ao ar no SBT) que toma Viagra, “pra dar umas pauladas na Matilde, minha mulher”. E na cabeça do apresentador do horrível Brasil Urgente!, não vai uma paulada também?

* A indie scene nacional acaba de ser sacudida por deserções de integrantes de bandas que fazem a diferença quando o assunto é rock independente brasileiro. Em Belém o baixista Ariel Nogueira acaba de deixar o sensacional grupo indie power pop The Baudelaires, que inclusive está finalizando seu novo disco. Considerado como um dos melhores baixistas da região (e possuidor de uma coleção com nada menos do que 34 contra-baixos), Ariel deixou o grupo em caráter aparentemente irrevogável e por motivos que ainda estão sendo apurados por estas linhas online, que devem fazer uma entrevista com o músico logo menos. Ariel segue tocando com sua outra banda, a também bacana Sim (Sinais Invertidos de um Mágico), que acaba de soltar na web seu primeiro ep.

* Já em Sampa o baterista Flávio Cavichioli, dileto amigo de anos destas linhas online e um dos cinco melhores bateristas de toda a cena indie brazuca, anunciou oficialmente ontem sua saída dos Forgotten Boys, onde ele estava há uma década. Os motivos pelos quais Flavinho (agora ex-Forgotten e assumindo seu nome real) saiu do grupo e tudo o sobre o novo disco da banda, que sai a qualquer momento pela gravadora ST2, você vai ler aqui mesmo mais aí embaixo.

* Pois então: Feist, a deusa folk canadense, acaba de lançar mais um discão. Lê aí embaixo e vá atrás do dito cujo já!

A POESIA E O BUCOLISMO MUSICAL DE UMA DEUSA FOLKSTER
O rock e o pop planetário anda ruim das pernas, em se tratando de qualidade musical? Não para as mulheres, felizmente. Somente este ano já foram lançados novos e fodíssimos álbuns de PJ Harvey, Adéle e Anna Calvi. E agora mais um álbum de uma grande voz feminina vem engrossar a lista de sérios candidatos a melhor disco de 2011. A canadense Leslie Feist, não muito conhecida aqui ainda (e já poderia ser mais conhecida: ela quase se apresentou na edição de 2007 do extinto Tim Festival, cancelando sua participação no último instante) mas já bastante admirada no circuito indie folk da América do Norte e Europa, acabou de lançar seu novo álbum de estúdio, batizado “Metals”. Ele chegou às lojas da gringa na última segunda-feira. E também já vazou na web, óbvio. Exibindo uma musicalidade suave, bucólica, campestre e até algo tristonha, conquistou o ouvido zapper com apenas uma audição.

Feist está com trinta e cinco anos de idade (ela nasceu em 1976) mas já é veterana na música. Ela montou seu primeiro grupo (um conjunto de influências punk, vejam só, e que se chamava… Placebo) quando tinha apenas quinze anos de idade. Daí para a carreira solo não demorou muito, sendo que antes de lançar seu primeiro disco, “Monarch (Lay Your Jewelled Head Down)” (editado em 1999), ela chegou a fazer parte do grupo indie canadense Broken Social Scene, que toca no Brasil mês que vem, no festival Planeta Terra, em Sampa. Daí em diante ela lançou mais quatro trabalhos de estúdio (incluindo o novo) onde foi depurando seu canto e sua construção musical, e arrebanhando cada vez mais fãs e admiradores por conta de uma sonoridade suave porém envolvente, emoldurando letras sempre confessionais.

“Metals”: mais um candidato a disco de 2011

E em “Metals” não é diferente. Há uma certa ambiência folkster perpassando todo o cd (basta ouvir faixas como “A Commotion”, pra perceber isso) mas nele também há referências jazzísticas e de art-rock, como em “How Come You Never Go There” (com sua bateria cadenciada e pontuada aqui e ali pelo sibilar dos pratos, além de intervenções de piano e guitarra). A mesa sonoridade tranqüila e sofisticada pode ser ouvido em “Graveyard” e “Caught a Long Wind”, sendo que o disco ainda trafega por ambiências bluesy (na algo amarga “Anti-Pioneer”, em que seu vocal soa como uma diva mergulhada em solidão e tristeza profunda, dando um tom de desencanto existencial avassalador à canção) e por baladas lindíssimas tramadas ao violão (como em “Cicadas & Gulls”). Fora que o cd atinge momentos de verdadeira comoção: “Comfort Me”, com sua progressão sônica até atingir um ápice que é amplificado por um coro fazendo o refrão melódico apenas com vozes, é o melhor exemplo disso.

É um belo disco, enfim. E que mostra que o rock e o pop em 2011 está sendo salvo mesmo pelo mulherio. Afinal, “Metals” não fica devendo nada a outros discaços que já saíram esse ano, como “Let England Shake” (da também deusa Polly Jean Harvey) ou a estréia de Anna Calvi. Vá atrás dele (em lojas ou na web) e comprove o que o blog está dizendo.

* Mais sobre a Feist, vai lá: www.listentofeist.com

O TRACK LIST DE “METALS”
1. “The Bad in Each Other”
2. “Graveyard”
3. “Caught a Long Wind”
4. “How Come You Never Go There”
5. “A Commotion”
6. “The Circle Married the Line”
7. “Bittersweet Melodies”
8. “Anti-Pioneer”
9. “Undiscovered First”
10. “Cicadas and Gulls”
11. “Comfort Me”
12. “Get It Wrong, Get It Right”
13. “Pine Moon”
14. “Woe Be”

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FLÁVIO CAVICHIOLI CANSOU DE SER FLÁVIO FORGOTTEN
“Cansei de ser um Forgotten Boys. Cansei de carregar essa cruz”. Com esta frase o baterista Flávio Cavichioli, trinta e sete anos de idade, um dos cinco melhores bateristas de todo o rock brasileiro atual e que tocava há uma década na banda Forgotten Boys (um dos nomes do primeiro escalão da indie scene nacional), tentou explicar os motivos pelos quais estava abandonando o grupo, em bate-papo telefônico com o blog na tarde de ontem.

O FB existe há mais de uma década. Foi fundado em 1997 pelo falecido baterista Arthur Frankini e pelo guitarrista e vocalista Gustavo Riviera. Frankini saiu e em seu lugar entrou Flávio, que passou a assinar seu nome como Flávio Forgotten. O resto da história é conhecido: fazendo hard/glam/garage rock com eflúvios de Kiss, T.Rex e Stones e cantando em inglês, a banda se tornou um dos nomes gigantes da cena independente nacional, sempre levando uma enorme legião de fãs (a maioria xoxotaças quentes, loucas, rockers e junkies, sempre desfilando peitões e coxaças à mostra, tatuagens e uma predisposição infinita pra chapar o côco com cocaine, álcool, além de dar uma boa foda pós-show) às suas gigs, sempre incendiárias. Nesta quase década e meia de existência o grupo lançou quatro álbuns de estúdio e pelo menos dois deles são ótimos: “Gimme More”, editado em 2003, e “Stand By The D.A.N.C.E.”, que saiu dois anos depois.

Há cerca de três anos, porém, o FB sofreu um primeiro baque com saída do guitarrista Chuck (atualmente vj da MTV, onde apresenta o programa “Big Audio”). A partir daí Flavinho Forgotten se tornou uma espécie de figura símbolo do grupo, graças ao seu carisma no palco (tocando sempre doidón, há pelo menos duas histórias realmente clássicas envolvendo ele e este jornalista loker, e que serão contadas mais aí embaixo) e ao seu desempenho como baterista, sempre irrepreensível.

Ele cansou de ser um Forgotten Boy

Os motivos que levaram o batera a deixar o conjunto têm sua gênese, segundo o próprio Flávio, no início de setembro, quando a banda iria tocar em Minas Gerais. Por problemas que o próprio Flávio não esclareceu muito bem, ele acabou perdendo o vôo que o levaria junto com a banda. Sem baterista, o show teve que ser cancelado e o vocalista Gustavo ficou um tanto irritado com seu companheiro de grupo. Houve discussão moderada entre ambos e se estabeleceu que era melhor Flávio passar um tempo “afastado” do FB.

Pois foi nesse “tempo” de afastamento que ele resolveu se desligar de vez da banda. “Tudo tem começo, meio e fim. Eu estava na banda há dez anos”, diz Flávio. “Chegou a hora de cair fora. Quero cuidar de outros projetos, do meu lado espiritual. O Forgotten Boys é do Gustavo, ele adora ser um Forgotten Boys e vai tocar com a banda pro resto da vida dele. Eu cansei de ser um Forgotten Boys”, disse ao blog, enfático.

A saída de Flávio do conjunto se dá no momento em que ele se prepara para lançar seu novo trabalho de estúdio. “Taste It”, todo cantado em inglês (uma volta às origens da banda já que no disco anterior, “Louva-A-Deus, editado em 2008, ela arriscou algumas canções em português, algo que foi rechaçado pelos fãs), vai ter onze músicas e sai no início de novembro pela gravadora ST2. Logo em seguida, eles fazem uma gig de lançamento no Beco203 e depois caem na estrada.

DOIS MOMENTOS IMPAGÁVEIS DO “LOKI” FLÁVIO CAVICHIOLI TOCANDO NO FB

* Festival Calango, Cuiabá/2006 – Os Forgotten Boys eram a última banda da última noite do festival. O show havia passado pouco da metade quando o mui conhecido músico e produtor Alejandro Marjanov (que toca na banda Detetives), e que fazia a técnica de som da apresentação dos “Garotos Esquecidos”, teve acesso de loucura (turbinado que estava por substâncias, hã, ilícitas) no fundo do palco e começou a dançar e a rodopiar com uma das mãos uma garrafa de água mineral, cheia até a boca. Não deu outra: a água voou pra todo lado e atingiu a fiação, que entrou em curto e emudeceu todos os amps de palco. O show acabou ali. Flavinho desceu puto do praticável da bateria e viu logo atrás de si… Zap’n’roll, claaaaaro, que estava sentado em uma espécie de sofá, esticando caprichosamente em sua carteira uma “fileira” de “neve boliviana” para ser “aspirada”. Pois ao ver a tal “fileira” o abusado baterista não teve dúvida e meteu a napa na dita cuja, para espanto e mega irritação deste blogger loker. “Filho da puta! Era a última que eu tinha!!! Caralho, onde vou arrumar outras agora?”, esperneou o autor deste blog confessional e maluco. E ficou nisso, só não saindo um pau maior entre jornalista e músico porque ambos são amigos há séculos. Mas para o dileto leitorado deste blog fikadika: nunca “roube” uma carreira de padê de alguém. Você pode levar um socão ou perder um amigo, hihi.

* Festival Grito Rock/Cuiabá, 2007 – Novamente os Forgotten Boys estavam fechando uma das noites do evento (a primeira, se o blog não se engana). O salão do Clube Feminino pulava ensadecidamente e as pessoas atrás do palco (incluso aí o autor destas linhas online) também. Foi quando, ao final de uma das músicas, Forgottinho (como o blog chama o batera Flávio) se levantou do banquinho pra agradecer ao público. O maluco já estava bem lesado de álcool. Não deu outra: ao se inclinar demais para trás ele perdeu o equilíbrio e voou em cima da cortina que fazia o papel de “parede” no fundo do palco – atrás dela, havia um corredor, salas adaptadas pra camarins e banheiros. Foi tudo pro chão: baterista, banquinho da bateria, cortina etc. A apresentação foi retomada alguns minutos depois, após Flavinho se recompor e a cortina ter sido recolocada atrás do palco.

FORGOTTEN BOYS AÍ EMBAIXO

No vídeo da sensacional “Cumm On”, um dos grandes momentos dos “Garotos Esquecidos”

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: “Metals”, o novo da Feist, pra ouvir e sacar que a mulherada é que está lançando os melhores discos de 2011 no pop e no rock.

* Mostra Lars Von Trier: o genial diretor dinamarquês tem toda a sua obra cinematográfica revisitada nesta mostra, que rola até o próximo dia 20 de outubro na Sala Cinemateca (que fica no Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Mariana, zona sul de Sampa). Vão passar, entre outros, o sensacional “Dançando no escuro” e o mais recente filme dele, “Melancolia”, que será exibido neste domingo às oito e meia da noite. Para os cinéfilos e amantes do grande cinema, imperdível!

Cena de “Melancolia”, mais uma obra-prima de Lars Von Trier

* A volta de APJr.: yep, se você estava com saudades da coluna “Escuta Aqui”, que durante quinze anos sempre provocou polêmica no caderno Folhatten, do jornal FolhaSP, pode comemorar: Álvaro Pereira Jr, o autor dela, voltou a escrever uma coluna semanal, mas desta vez no caderno Ilustrada do mesmo diário. E no último sábado APJr. voltou cuspindo fogo com este este texto que você pode ler aqui: http://sergyovitro.blogspot.com/2011/10/alvaro-pereira-junior-e-proibido.html. Da sua parte estas linhas zappers não têm nada a acrescentar ao texto de Álvaro, com o qual concorda quase que integralmente (tirando o fato, talvez, de que este blog considere que a NME anda sim em franca decadência), ao menos na questão do que se tornou boa parte da cena musical independente brasileira atual: um bando de “mamadores” na teta do Poder Público – e a arte, a música e o público que se fodam.

* Baladíssimas no finde: yeeeeesssss! Bora pra esbórnia? Bora! Começando hoje, sextona em si, com show do Copacabana Club no StudioSP (lá na rua Augusta, 595, centrão rocker de Sampa). Também tem noitada indie rocker na Livraria da Esquina (lá na rua do Bosque, 1253, Barra Funda, zona oeste paulistana), com show do Magic Crayon. E na Funhouse (rua Bela Cintra, 467, Consolação, centro de Sampa) tem noite indie rock com discotecagem do pessoal do portal Rocknbeats.///Sabadão? Vai que tem: show do sempre grande Dance Of Days na Outs (lá no 486 da Augusta), mais discotecagem da sempre gatíssima e rocker Bruna Vicious. Antes, tem matinê indie guitar no Inferno (também na Augusta, mas no 501), a partir das cinco da tarde, com shows do Velocette e Last Post. Tá bão, né? Se monta, enche a cara de brejas e destilados e se joga, porra!

E CONTINUA A LUTA PELA TERRA!
Uia! E como! Vai lá no hfinatti@gmail.com, que já existem mais de 250 pedidos desesperados por:

* DOIS INGRESSOS (finalmente definimos essa bagaça, rsrs) para o festival Planeta Terra 2011, que rola dia 5 de novembro em Sampa.

E fica de olho no blogão zapper: a qualquer momento entram aqui: INGRESSOS para o SWU, que rola em Paulínia mês que vem.

BYE BYE POVO LOKO!
Post completão no ar e agora vamos cuidar da vida porque hoje é sexta-feira. Aí já viu, né? Beijos no dileto leitorado e boa esbórnia no finde pra todos! Até a semana que vem! 

(atualizado e finalizado por Finatti às 16:30hs.)