Hoje é dia de aniversário e rock’n’roll na Outs/SP, bebê!

Ride, Suede, Strokes e Vaccines: quatro grandes bandas do indie guitar inglês dos 90′ até hoje. E todos eles estarão na DJ set de aniversário de Zap’n’roll, hoje à noite no clube Outs/SP

Yeah. Não é segredo e novidade pra ninguém que curte essas linhas rockers online: o sujeito responsável por este blog ainda porra louca sim (sem essa de alguns manés estarem metralhando Zap’n’roll, dizendo que não há mais “selvageria” textual aqui, e que está sobrando caretice no pedaço. O cazzo! As histórias selvagens de sex, dorgas, rock’n’roll maluco e de  putarias variadas irão aparecer aqui quando tiverem que aparecer; não serão “fabricadas” para agradar meia dúzia de otários), e isso há oito longos anos, fica mais velho hoje, uia! Ontem já rolou comemoração no baixo Augusta, com jantar entre amigos mais a girlfriend Helena Lucas em um churras rodízio. Mas o bicho vai pegar mesmo hoje.

À noite, no clube Outs (que fica lá no 486 da Augusta) Zap’n’roll faz uma mega DJ set de aniversário, com ênfase no indie guitar inglês dos anos 90’. Vai rolar muuuuuito Ride, Jesus & Mary Chain, Oasis, Blur, Pulp, Suede etc. Mas também vai rolar anos 80’, anos 2000 (yeah, de Strokes a Vaccines, vai rolar tudo na pista) e os caralho. Fora os shows bacanas que irão acontecer no palco – entre as bandas, está a nova Pronominais, com influências bacanas de Weezer e Pixies. Mais sobre ela você ficará sabendo logo menos por aqui mesmo, em entrevista que estas linhas online fizeram com o vocalista e guitarrista Édner Morelli.

Então, quem quiser colar hoje à noite na Outs pra curtir uma mega noitada rocker, o convite está feito. Passadas as comemorações, o blog voltará à sua programação normal (excepcionalmente até esta segunda-feira), quando iremos falar aqui da “guerra” do Lollapalooza BR (esse assunto tá rendendo e já há um post a respeito lá na Zap do portal Dynamite, em http://dynamite.com.br/zapnroll/) e de vaaaaários outros assuntos. Certo, povo!

Então o sujeito aqui vai nessa, afinal hoje é sabadão e tem niver pra comemorar, hihi. E sempre com muito rock’n’roll e alguma loucura, que ela não pode faltar em nossa vida, nunca!

Até mais então!

(enviado por Finatti às 15hs.)

O SWU 2011 foi fodaço e você confere tudo aqui, neste post. Mais: as notas exclusivas e venenosas dos bastidores do festival. A volta por cima dos Forgotten Boys, os babados indies da semana e… quem vai NA FAIXA no show do Tokyo Police Club, hoje à noite em Sampa (plus: vaza na web a suposta programação do Lollapalooza BR 2012) (versão final em 19/11/2011)

 

 A dupla de frente do Duran Duran (o baixista John Taylor e o vocalista Simon Le Bon, acima), e o sempre loucaço Mike Patton, o front-man do Faith No More (abaixo): o grande rock dos anos 80′ e 90′ comandou o SWU 2011, no último finde em Paulínia 

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Up to Date – e ao cair da noite de ontem (sexta-feira, hoje já é sabadão, 19/11), a bomba sacudiu a web. Vazou na rede o cartaz do que seria (ou será) o line up do festival Lollapalooza BR, em abril de 2012, em Sampalândia.

Tumulto formado nas redes sociais (como Twitter e Facebookete), gente acreditando, gente desacreditando, povo já perguntando pela venda de ingressos etc. Este blog, sempre zeloso com o seu dileto e fiel leitorado, prefere esperar até esta segunda-feira pela manhã, quando uma coletiva de imprensa vai, de fato, anunciar oficialmente tudo sobre o Lolla brazuca. O blog estará por lá e depois conta tudo aqui e na Zap do portal Dynamite.

É isso. Bom finde pra galere, que hoje o sujeito aqui vai lá pro baixo Augusta. E semana que vem: festão de aniversário do autor destas linhas online, com DJ set no clube Outs. Todo mundo já está convidado a colar por lá!

 

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Pode ainda não ter sido o evento dos sonhos de quem ama música pop e rock’n’roll.

 Mas ficou bem perto disso: o festival SWU, em sua edição deste ano e que se encerrou na última segunda-feira em Paulínia (cidade do interior paulista, a cerca de 120 kms da capital, São Paulo), mostrou uma organização e estrutura infinitamente superiores à primeira edição, que aconteceu em outubro do ano passado, na famigerada arena Maeda, em Itú (também no interior paulista). E se a programação de shows de 2010 foi melhor do que a deste ano, a edição 2011 compensou com algumas gigs que já podem entrar para a história dos grandes shows gringos vistos no Brasil – como a provável última aparição ao vivo do já clássico e lendário grupo americano Sonic Youth ou, ainda, os sets arrasadores do Duran Duran, do Alice In Chains e do Faith No More. Este último, inclusive, deixou a arena do festival consagrado mais uma vez e merecidamente: fazendo um set que teve os hits empolgantes de sempre (com a banda já disparando “From Out Of Nowhere”, a sensacional faixa de abertura de seu terceiro álbum, logo no começo do show; além de ter tocado também “Epic” e “Easy”), o FNM ainda carregou nas bizarrices habituais de suas apresentações ao vivo. No SWU o grupo homenageou a cultura popular brazuca e os credos religiosos, com a banda vestida toda de branco e o vocalista Mike Patton encarnando um autêntico Zé Pilintra rocker, entrando no palco curvado, apoiado numa bengala e soltando baforadas de cigarro como um louco. Isso sem contar que, antes de a banda entrar em cena, o poeta popular pernambucano Cacau Gomes deu um show à parte, recitando versos de um quase cordel amalucado, repleto de palavrões e citações à sua vida pessoal e à cultura popular nordestina. E quando ele anunciou a entrada do Faith No More, o povaréu (a essa altura, havia 70 mil pessoas ali) foi ao delírio. Óbvio que em um festival dessas proporções, nem tudo funcionou como devia. Ancorado mais uma vez na plataforma da sustentabilidade e do respeito à natureza, o SWU não conseguiu sensibilizar boa parte do público com esse apelo. O resultado disso foi que, mesmo com centenas de latões de lixo espalhados pela área do evento e com mais de mil banheiros químicos à disposição do público, muitos Zé ruelas insistiram em jogar o lixo no chão e mijar onde lhes era conveniente. Isso gerou indignação de parte do público contra a organização do festival, e aí cabe a pergunta: que culpa tem o SWU se as pessoas insistem em não ter civilidade? A chuva também castigou forte a arena em Paulínia durante a maior parte dos três dias e noites de fóruns e de shows. Isso gerou a inevitável lama nas áreas do festival que não eram asfaltadas – como no estacionamento oficial, onde vários carros acabaram ficando atolados por horas, o que também gerou indignação em seus condutores. Em entrevista coletiva concedida aos jornalistas na sala de imprensa, na noite de encerramento do SWU, tanto o diretor-geral do evento (o publicitário Eduardo Fischer) quanto um dos diretores artísticos (o sempre simpático e boa praça Théo Van Der Loo) prometeram soluções para minimizar o problema. Tanto que o festival deverá ser antecipado para setembro ou outubro, evitando assim que ele coincida com o período pesado de chuvas. No cômputo geral, enfim, o saldo foi muito mais positivo do que negativo. Neste post que começa agora, mais aí embaixo, você confere um resumo do que foi o SWU 2011 dia a dia, em textos e fotos do zapper rocker e da nossa colabora oficial, Helena Lucas Rodrigues.

* E antes que você leia aí embaixo como foi o fodástico SWU 2011, cabe a pergunta: quem disse que a onda de shows em Sampalândia acabou? Porra nenhuma! Hoje mesmo, sextona em si, tem Tokyo Police Club lá no UpperClub, que fica na Chácara Santo Antônio (zona sul de Sampa), com promo relâmpago de tickets rolando aqui no blogão que não dorme no ponto – veja os nomes dos dois sortudos que vão na gig por conta do blog no final do post. Mais: o Ok Go! (que nem é tão legal assim) toca em festa fechada, no baixo Augusta, às sete da noite! Depois o grupo sai tocando por aí, na boléia (hihi) de um caminhão, pra divulgar a tequila Cuervo, sendo que amanhã (sabadão em si) uma dessas apresentações vai rolar às dez da noite na altura do número 700 da rua Augusta. Vai encarar?

* E enquanto todas as atenções estavam voltadas para o SWU em Paulínia, o mundo continuava girando, claaaaaro. Adriano Cintra (dileto amigo destas linhas zappers há séculos) deu um foda-se pro CSS e pulou fora da banda. E saiu atirando como sempre, bichona nervosa que ele é, uia! Em resposta a ele, as garotas da banda soltaram um comunicado, hã, todo “afável”, agradecendo ao multiinstrumentista os anos que passaram juntos no grupo. Hum… A opinião destas linhas online, se você quer saber, é: o CSS não deve ir longe sem Adriano, que era o cérebro musical da banda e todo mundo sabe disso. Vai daí que o grupo deve ir pro saco em breve, Lovefoxxx vai sair em carreira solo (óbvio) e que também não vai dar certo, e é isso. Alguma dúvida?

* Da música pra política: o tal Lupi, do Ministério do Trabalho, é mais um que (espera-se) está com os dias contados no governo de dona Dilma. Sério: já passou da hora de fazer uma limpeza pra valer na Esplanada dos Ministérios em Brasília. Afinal não dá pra engolir a patifaria sem fim que rola ali, há séculos.

* E voltando pra música, novamente: rola entre os dias 1 e 10 de dezembro, em Boa Vista (capital de Roraima, mané) mais uma edição do festival Tomarrock. Organizado pelo pessoal do Canoa Cultural, o Tomarrock é um dos eventos rockers bacanas que sacodem a capital roraimense anualmente. E este ano a programação de shows (que vão rolar nos dias 9 e 10 de dezembro) conta com nomes como os paulistanos Dr. Sin e For Fun, além da Orchestra Camarones. Zap’n’roll esteve há alguns meses em Boa Vista cobrindo outro festival, o também bacana Skinni, em sua primeira edição. O blog adorou a cidade e a cena rock local (tanto que acabou fazendo uma matéria sobre esta mesma cena no Caderno 2, do jornal O Estado De S. Paulo), e deverá estar de volta por lá, para cobrir de perto o Tomarrock. Entonces, vai acompanhando o blog que assim que rolarem mais infos e novidades sobre o festival, tudo será publicado aqui, certo mano?

* No mesmo finde do Tomarrock vai rolar em Macapá (capital do Amapá, manezão) a quarta edição do já grande QuebraMar, que é organizado pela turma do coletivo Palafita (alô Otto Ramos e Heluana Quintas, estas linhas bloggers online mandam um abração pra vocês, diletos amigos aí do extremo Norte brazuca). O blog acompanhou de perto as edições de 2010 e 2009 do festival e pode afirmar que ele é um dos melhores entre os festivais que rolam anualmente no Brasil, dentro do calendário do Circuito Fora do Eixo (que anda sendo seriamente questionado quanto seus métodos de condução da cena musical independente brasileira, mas isso é assunto para outro post). E estas linhas virtuais gostariam muitíssimo de estar novamente em Macapá este ano mas como há a viagem pra Boa Vista nos mesmos dias e o sujeito aqui não pode se dividir em dois… De qualquer forma, Zap’n’roll deseja sucesso pro QuebraMar 2011, ainda mais com a programação fodona que eles montaram pra este ano (com Júpiter Maçã, Autoramas, Plastique Noir etc). Enfim, é a brava turma do Norte brasileiro (Roraima e Amapá) arregaçando as mangas pra fazer o rock acontecer e rolar por lá.

* O nosso amado rock’n’roll, que também rolou forte (e como!) no finde passado em Paulínia, com a edição 2011 do sensacional SWU. E que você confere aí embaixo como foi.

SWU 2011 – O DIA A DIA DE UM MEGA FESTIVAL
12/11 – SÁBADO
A arena destinada a abrigar a edição 2011 do SWU não chegou a lotar mas ficou bem cheia, com cerca de 60 mil ingressos vendidos. Mas foi uma noite, hã, chata pra quem curte rock e um banquete para fãs de música pop, black music e reggae já que era noite de, entre outros, Damian Marley, Snoop Dogg e o abominável Black Eyed Peas – e que demonstrou que seu pop com contornos eletrônicos e algo de black music (daquelas diluídas ao máximo, para serem palatáveis ao mega público) de FM tosca, está cada vez pior.

Em um dia como esse, surpreendeu que um rapper como o venerável Emicida tenha animado o público mais “pensante”. E isso, às três da tarde, com o calor em Paulínia batendo nos 32 graus. O resto (inclua aí o mala Kanye West) foi o resto. Resumindo a ópera: foi a noite menos interessante do SWU deste ano.

13/11 – DOMINGO
O rock começou a invadir Paulínia. E a chuva também. O tempo virou espetacularmente e não parou mais de chover na arena do festival (com alguns poucos intervalos entre uma pancada e outra). Isso não desanimou quem foi conferir os shows mas provocou problemas e stress nas internas do festival. Primeiro houve a cena de pugilato entre roadies do Ultraje A Rigor (que atrasou sua entrada no palco em quase duas horas, por conta da chuva, e depois não queria mais parar de tocar) e do venerável Peter Gabriel, que iria fechar a noite no palco Consciência e cujo set iria atrasar caso a já decadente banda brasileira não encerrasse logo sua apresentação. Acalmados os ânimos ali, quem estava diante do palco New Stage aguardando a aparição do americano Modest Mouse, foi surpreendido com a notíci de que o grupo havia acabado de cancelar sua gig no festival. O motivo alegado foi que os equipamentos do conjunto, transportados por uma empresa particular, não haviam chegado a tempo ao Brasil. Isso causou enorme irritação e decepção nos fãs da banda, sendo que vários deles haviam ido a Paulínia apenas mesmo para ver o MM tocar.

A compensação por estes dois episódios negativos começou a vir com o cair da noite. O gigante new romantic oitentista Duran Duran fez um set impecável (o som estava baixo no início do show, mas depois foi equalizado e ficou como devia), com direito a muita afetação visual, plumas, paetês, glamour e o grupo mandando hits como “View To A Kill”, “The Reflex” (momento em que o repórter que assina este texto perdeu a compostura, mandou a elegância se foder e começou a dançar como uma bicha ensandecida, rsrs), “Notorious”, “Ordinary World”, “The Wild Boys” e “Rio”, que fechou espetacularmente o show. Enquanto isso, no New Stage, o Hole já fazia um show que dividiu opiniões: uns amaram, outros detestaram. Cercada por uma banda de apoio formada por músicos com cara de junky de beira de estrada, miss Courtney Love falou, falou, mostrou os peitos (ainda em forma, para os seus veneráveis 47 anos de idade), disparou contra Dave Grohl e Billy Corgan (“ele me comeu duas vezes e grudou no meu pé! Ficava me mandando cartas de amor”, disse a viúva de Kurt Cobain, uia!), e cantou, óbvio. Teve “Violet”, “Malibu” e “Celebrity Skin”, claro. Mas ficou a impressão de que o Hole poderia ter sido beeeem melhor. E que a banda, hoje, já não é mais o que era há duas décadas.

Já o ex-Soundgarden e ex-Audioslave Chris Cornell enfrentou uma multidão apenas acompanhado de violão e, eventualmente, de um segundo guitarrista. Um show quase solo que funcionaria perfeitamente em um local pequeno, e não em um palco gigante de um festival idem. Ainda assim ele se saiu bem (muito por conta de seu vocal fantástico, plenamente em forma até hoje), tocando e cantando muitas músicas do Soundgarden, algumas do Audioslave, de sua carreira solo e também executando covers inusitadas como a de “Billy Jean”.

 Courtney Love e seu Hole: muito falatório, porradas em Billy Corgan e Dave Grohl, e os hits “Malibu” e “Celebrity Skin” cantados em coro pelos fãs. E ela ainda tirou os peitos pra fora…

Mas mico mesmo foi a apresentação do ex-Genesis Peter Gabriel. Aqui, uma observação: o autor deste texto tem respeito máximo pela obra de Gabriel, cuja genialidade é inatacável. Tanto que o show que ele mostrou em São Paulo em 1988, na turnê da Anistia Internacional, foi sensacional, impecável e inesquecível. Mas no SWU Peter resolveu vir com uma orquestra (isso mesmo, orquestra), para reeditar os piores dias do insuportável e mala rock progressivo. Tocou seus clássicos, fez discursos políticos (bem de acordo com a proposta do festival) mas o set foi sonolento de dar dó e provocou debandada geral do público. Uma roubada para um dos maiores nomes do rock inglês em todos os tempos, e que fez o show errado, no dia errado e no festival errado.

Surpreendente mesmo – e como! – foi o encerramento da segunda noite, com a velhusca banda americana de southrn rock Lynyrd Skynyrd.

Tradicionalíssimo nome do rock sulista dos EUA, o LS tem apenas um integrante de sua formação original (quase todos os outros morreram em um desastre de avião, ocorrido em 1977) e, pensava-se, poucos fãs brasileiros. Pois tocando em cena com três guitarristas e mandando ver numa explosiva combinação de rock estradeiro, blues e canções mezzo country/boggie, o grupo levantou o povão, que cantou junto clássicos como “Sweet home Alabama”. Nessa hora todos se esqueceram de que o Lynyrd é de uma região americana ultra conservadora e de direita, e que odeia negros. Afinal, todos estavam ali pra curtir ótimo rock’n’roll. E nesse ponto, o set do grupo encerrou a segunda noite do SWU de maneira impecável e avassaladora.

14/11 – SEGUNDA-FEIRA
Foi a gloriosa noite de encerramento do festival. O rock está morto? A música pop domina o mundo em 2011? Não é o que parece, a julgar pelas 70 mil pessoas que compareceram ao SWU em sua noite derradeira – até a arquibancada vip e coberta, com tickets a preços beeeeem salgados, estava lotada. E os grandes shows tiveram início logo no começo da tarde, com os indies Black Rebel Motorcycle Club e Ash botando pra foder no palco New Stage.

Mas o bicho pegou mesmo foi com a entrada em cena do Stone Temple Pilots. A essa altura a chuva já desabava forte em Paulínia e o povão nem aí. Trajando terno cinza e gravata o vocalista Scott Weilland comandou a ressurreição do grunge dos 90’, apoiado por uma banda que demonstrou muito mais solidez instrumental do que no show que fizeram no final do ano passado, na Via Funchal, em São Paulo. E, claro, não faltaram “Crackerman” (que abriu o set), o mega hit “Plush” e a fodástica “Big Bang Baby”, que não foi tocada no Brasil em 2010 e que fez com que o repórter zapper perdesse o juízo novamente: ele se atirou na grade na frente do palco durante a execução da música.

Daí pra frente a comoção tomou conta do festival. O indie/lenda Sonic Youth fez aquele que pode ser um dos seus últimos shows (a anunciada separação do casal Thourston Moore/Kim Gordon, pode por um ponto final nas três décadas de existência da banda), levantando o público, fazendo muita gente chorar de emoção e encerrando o set com a dobradinha infernal “Sugar Kane/Teenage Riot”. Já está registrado como um clássico e um dos grandes shows gringos no Brasil em 2011. Assim como foi também o set poderoso do Alice In Chains que, mesmo desfalcado do inesquecível Laney Staley nos vocais, segurou os fãs com uma gig impecável e todos aqueles hits que enlouqueceram os grunges há vinte anos – “Would” e “Man In The Box” que o digam.

 

 Dean DeLeo comanda a guitarra do Stone Temple Pilots

Tudo acabou com a inacreditável gig do Faith No More, que adentrou o palco quando já era uma e meia da madruga de terça-feira. O show deles já está bem descrito no começo deste texto. É outra apresentação que vai entrar tranqüila na lista dos melhores shows internacionais deste ano no Brasil.

Foi isso. A celebração da eterna juventude rocker com muita música, muita alegria, alguns sopapos, muita breja, chuva, lama, alguma dorga (maconha, principalmente) e pouca sustentabilidade (por parte do público). Daqui a um ano, na mesma Paulínia, tem mais.

SWU 2011 – O QUE DEU CERTO NO FESTIVAL
* Estrutura e organização: funcionou tudo quase à perfeição. A arena em Paulínia superou com folga a Maeda, onde o evento aconteceu no ano passado, nesses dois quesitos. Houve sim problemas nas áreas gramadas (que se transformaram em lama, com a chuva) e no estacionamento. Mas em compensação o som nos palcos estava potente, os shows começaram quase todos no horário (houve atrasos mínimos por parte de algumas bandas), o acesso ao festival era fácil, rápido e tranqüilo e havia centenas de latas de lixo e banheiros químicos à disposição do público. Quem jogava lixo no chão ou fazia xixi fora do banheiro é porque está mesmo acostumado a ser “sujinho” e não tem educação – e muito menos consciência ambiental.

* Compra de alimentos e bebidas: outra belezura. Não havia fila alguma pra comprar os tickets (que podiam ser pagos com cartão) e muito menos pra retirar no balcão o que foi comprado.

* Linha expressa de busão entre a rodoviária de Campinas e a entrada principal do festival, em Paulínia: um dos maiores acertos do evento. Precisa ser mantida (e ampliada) nas próximas edições. Rápida (trajeto em vinte minutos), sem tumulto (a equipe da Dynamite foi e voltou nas três noites sentada no ônibus) e sem congestionamentos pelo caminho. Havia dezenas de carros à disposição do público e quem ficou hospedado em Campinas pra ir ao festival se deu bem e não teve problemas em chegar lá. Já o povo “coxinha” que insistiu em ir de carro…

* Atendimento nos postos médicos: rápido e eficiente.

* Line up: tirando a primeira noite, que não tem muito a ver com a proposta rocker do SWU, o festival foi perfeito e teve momentos memoráveis (como os shows do Duran Duran, Stone Temple Pilots, Sonic Youth e Faith No More). Boa surpresa também foi o indie psicodélico do americano The Black Angles, que fez um set bacanudo no palco New Stage. Para a edição 2012 a programação pode dar uma melhorada e modestamente já damos algumas sugestões para ela: Radiohead, Blur (se eles estiverem excursionando) e The Cure. Seriam três ótimos headliners pro festival, não?

* Sala de imprensa: estava mega bem equipada, com computadores de última geração, além do habitual festival de mini sandubinhas (o de pão de cenoura com salame estava uma loucura, rsrs), refris, água mineral etc. E o atendimento aos jornalistas também estava o melhor possível.

SWU 2011 – O QUE NÃO DEU TÃO CERTO NO FESTIVAL
* Início dos shows muito cedo: ninguém agüenta chegar numa arena pra ver gigs já às duas da tarde. Para 2012, a sugestão é: começar o festival diariamente um pouco mais tarde (por volta das 18 horas seria perfeito) e esticá-lo até de madrugada.

* A programação pop da primeira noite: ok, a idéia é agradar todas as tribos musicais. Mas a primeira noite do SWU 2011 se mostrou pop demais, o que tira o caráter, hã, mais cultural do festival. E está mais do que provado que a galera do rock lota mesmo qualquer evento: o recorde de público foi na última noite, com 70 mil pessoas pirando na arena em Paulínia.

* Preços abusivos nas bebidas e alimentos: não foi e não é exclusividade do SWU. Sempre haverá extorsão do público em eventos musicais de grande porte (seja em festival de rock, ou em mega shows como Pearl Jam e Paul McCartney). A solução é agüentar a sede a fome e matá-la depois (ou até mesmo antes) do evento, antes de entrar na arena. Em Paulínia foi assim: dentro do SWU, uma garrafa long neck de Heineken (patrocinadora do festival) saía por seis mangos (nos caixas; nos camelôs pulava pra oito). Já do lado de fora, as barraquinhas “alternativas” ofereciam a mesma cerveja por dez reais. Só que com TRÊS UNIDADES! Ou seja: você pagava dez mangos por três garrafinhas, e não apenas uma. 

* Lama no estacionamento: foi inevitável com a chuva que não parava de cair. E quem foi de carro deu o grito, claro, já que muitos veículos ficaram atolados por cerca de seis horas e apenas saíram do lugar quando foram puxados por tratores – que cobravam 50 mangos pelo “serviço”. Fica novamente a dica  pro povo “coxinha” que quer conforto e ir de carro em um festival de rock: deixa o possante na garagem e vai de ônibus, porra!

* Tenda eletrônica Heineken Greenspace: ao contrário de 2010, ela fechou cedo todas as noites, assim que os shows acabaram nos outros palcos. Como era uma balada eletrônica, poderia ter sido esticada até de manhã pra quem estivesse com disposição, não?

SWU EM IMAGENS!!!
Dezenas de pics, a grande maioria tirada pela nossa linda e esperta colaboradora, a Helena Lucas Rodrigues (vulgo negra gata sorrizão e fanática pelo Jerry Cantrell, hihi)

AS BANDAS ARRASAM NOS PALCOS

 Simon Le Bon, mantendo o glamour new romantic três décadas depois

 Uma das bitchies/junkies de miss Love, em ação na gig do Hole

 Erik Krates mandando ver na bateria do STP

 Mr. Scott Weilland, vocal do STP e o junky que é sonho de consumo de muita gente (mulheres e homens também, hihi)

 O velho Jerry Cantrell, segurando os vocais e mantendo o esporro de sempre na guitarra do Alice In Chains

 Zé Pilintra do rock? Mike Patton mais uma vez msotrou que continua um gênio maluco, à frente do Faith No More

O PÚBLICO DÁ SHOW À PARTE

Galera chegando pra curtir um rock

Ela procurou manter a elegância, mesmo na chuva 

Casal faz um copper rápido, pra não perder nenhum show 

  

 Ela estava… triste, em pleno SWU???

Gata rock’n’roll cheia de charme

 Turma animada, sempre!

 

 Dupla da breja

Turma animada II 

 O rocker da capa branca

Galera do metal 

 

 Sustentabilidade para o Faith No More

E NOS BASTIDORES…

 Encontro de homens de preto no show fodástico do Sonic Youth: Zap’n’roll (Ride!) e seu old friend Just Like Dani (aka “A corrente de Jesus & Maria”)

 Na sala de imprensa do festival, na última noite, ao lado do “cappo” do SWU, o publicitário boa praça Eduardo Fischer

 Dupla do barulho: o blogger rocker e Wlad Cruz, o homem do Zona Punk

 Dupla do barulho II: o eterno jornalista gonzo e sua girlfriend, a fotógrafa e blogueira Helena

 Fim de festa, novamente na sala de imprensa, última noite do festival: a bota e a calça do jornalista cobertas de lama, mostra que o SWU foi mesmo rock’n’roll!

SWU EM DOIS VÍDEOS

Aí embaixo você vê a apresentação completa da lenda indie guitar americana, que foi postada no YouTube. E também um vídeo “off” (rsrs), onde o autor destas linhas bloggers lokers tenta “explicar” como será a cobertura zapper no SWU, hihi.

 

O show completo (a despedida deles?) de uma das maiores lendas do indie rock mundial em todos os tempos. SWU, Brasil, 14/11/2011

Zap’n’roll tenta “explicar” como será a cobertura do SWU, rsrs

 

* Equipe da Dynamite e do blog Zap’n’roll em Paulínia: Humberto Finatti e Helena Lucas Rodrigues.

E NAS INTERNAS DO FESTIVAL…

* Foi tranqüila a ida, todos os dias, de Campinas pra Paulínia, pra curtir e cobrir o SWU. O busão expresso que fazia o trajeto entre a rodô campineira e a entrada principal do festival, cobria a distância em meros vinte minutos. E nunca estava lotadaço. E o preço era uma merreca: R$ 2,90. Ponto pra organização do festival, com certeza.

* Foda mesmo foi achar um lugar pra se hospedar. O casal Zap’n’roll e Helena Lucas chegou a Campinas na noite de sábado, já atrasadíssimo (só pra variar…). Fez um périplo por dezenas de hotéis próximos à rodoviária, dos mais caros aos mais pulgueiros. Todos lotados. A salvação veio de uma tiazinha, recpcionista de um “meia estrela”: “moço, vai no flat Campinas, logo ali. É caro, mas deve ter vaga”. E tinha mesmo, mas com diária fura bolso total (mais de cem pilas). Sem alternativa, o casal jornalista/rocker ficou por lá mesmo. E amou a hospedagem na suíte que tinha até sala de estar e cozinha com micro-ondas. Ficou combinado entre o zapper e sua black gilfriend que a hospedagem, no SWU 2012, vai ser novamente ali mesmo, uia!

* A primeira noite do festival foi aquela tosquice de Kanye West, Black Eyed Peas e outros menos votados. O bicho começou a pegar mesmo na segunda noite, com o povo do rock invadindo a arena do SWU. E com com o rock também veio a chuva, claaaaaro. Semrpe que esta apertava o blogger loker se “protegia” na sala de imprensa e lá se divertia comendo sandubinhas, tomando Coca-Cola e vendo as figuras bizarras que compõem hoje a mídia musical brazuca.

* Yep, e ela estava lá, na sala de imprensa! Todas as noites! Quem? A “ídala” destas linhas online, miss Carol Nogueira, primeira e única. Na segunda noite do festival Zap’n’roll não se conteve e foi dar um alô à garota (que é bonitinha, simpática e bem menos pancuda do que demonstra em seus textos no blog Remix). “Oi, sou seu fã!”, disparou o zapper, hihi. Ela, com olhar de quem queria fuzilar o sujeito aqui: “Eu sei que você é o Finatti!”. Uuuuuiiiiiaaaaa!

* Mais figuras ilustres de nosso jornalismo musical também estavam dando sopa na sala de imprensa. Sérgio Martins, Daniel Vaughan, o sempre queridaço Pablo Miyazawa (super monge japa zen), a fofa Mari Tramontina, o mais que querido Luscious Ribeiro, Paulo Terron e… Jotalhão!!! Yesssss! A grotesca figura surgiu do nada em Paulínia, na última noite do festival, e lá ficou, tagarelando e desfilando sua pança paquidérmica entre os colegas de ofício. Como na última noite o autor destas linhas bloggers lokers estava, hã, já um tanto ébrio por conta de algumas doses de vódega (explicamos melhor isso no próximo bloco, rsrs), ele se irritou ao ver a hedionda rolha de poço do jornalismo cultural de Sampa. Lembrou-se do episódio “lata de breja na cara”, ocorrido anos atrás em Cuiabá, e chegou a cogitar a possibilidade de, desta vez, atingir o nefasto personagem com um… copinho de plástico cheio de vodka, também na fuça. Mas avaliou a situação, viu que isso iria arranhar a “imagem” do jornalista gonzo aqui (além de que ele estava sendo “contido” pela namorada), e desistiu da idéia, hihi.

* Só havia cerveja dentro da arena do SWU. E Heineken, patrocinadora do festival. Tudo lindo, quem não ama uma Heineken? Até Zap’n’roll, que detesta cerveja, adora a holandesa. Só que na última noite, cansado de tomar brejas, o autor deste blog decidiu comprar… uma garrafa de vodka e outra de energético, para levá-las ao evento. E levou, tomando o cuidado de “ocultar” as duas em sua mochila (já que jornalistas não sofriam revista rigorosa como o público comum, na barreira de “contenção” da entrada da arena). Não deu outra: chegando na sala de imprensa, lá se foi o zapper preparar seus apetitosos drinks de vodka com energético, mais gelo no copo. Foi aí que o lado “selvagem” do blogger gonzo voltou a atacar. Cumas? Leia abaixo.

* Entrevista coletiva na sala de imprensa, também na última noite. Eduardo Fischer, o homem que criou o SWU, fazendo um balanço do festival e respondendo perguntas da jornalistada presente. Até que lá pelas tantas, um pirralho mala (provavelmente um foca em início de carreira na profissão), começa a trollar o publicitário: “Mas e essa lama toda? As pessoas estão todas sujas e a área do festival está imunda!”. Fischer, sem perder o aplumb: “Você já esteve alguma vez em Glastonbury? Se sim, sabe o que é lama”. O moleque insiste: “E os carros atolados no estacionamento? A organização deveria tomar medidas e bla bla blá”. Foi quando o autor deste blog, já devidamente calibrado por algumas doses de vodka, interveio: “Cazzo, porque nossa raça, de jornalistas, às vezes é tão chata?”. O moleque, indignado, disparou: “Não estou falando com você!”. E o sujeito aqui, que jamais leva desaforo pra casa, devolveu na lata: “Ah é? Então vai tomar no cu! Entendeu bem? Vai tomar no seu cu!”. E a entrevista prosseguiu, rsrs.

* Dorgas no festival? Havia, claaaaaro. Muuuuuita maconha, sentia-se o cheiro de mato queimando a metros de distância. Já a amada “devastação nasal”, que foi a preferência junky do autor destas linhas rockers lokers durante anos, não foi detectada pelo blog.

* Blog que conseguiu se “infiltrar” no backstage do palco Energia, pouco antes de o Stone Temple Pilots começar seu set. jornalistas não podiam ir ao backstage, claro (com algumas exceções, como o pessoal de equipes de TV e tal). Mas a segurança, por vezes, se distraía. E, numa dessas distrações, pimba: lá se foi o zapper fazer um tour rápido atrás do palco gigante. Foi quando ele teve a “brilhante” idéia de ir buscar a Cannon com a qual a fotógrafa Helena estava registrando o festival. Saiu do backstage, encontrou a garota (já no “chiqueirinho” de imprensa, pronta pra registrar pics das duas primeiras músicas do STP) e pediu, esbaforido: “assim que você terminar de fazer as fotos das duas primeiras músicas, me passa a câmera que eu vou conseguir entrar lá atrás e…”. E mais nada: uma das assessoras do festival já veio com tudo: “Finatti, jornalistas não podem ficar no backstage”. Acabou ali a aventura zapper atrás do grande palco, rsrs.

* Por fim, o saldo de anos de enfiação brava de pé na lama: ao término da segunda noite do festival, o autor deste blog já estava com azia de tanto comer sandubinhas na sala de imprensa. Passou em um dos postos médicos espalhados pela arena e pediu pras enfermeiras de plantão um remédio que desse um alívio ao problema. Medicado, recebeu a sugestão da black gilfriend: “mede a sua pressão. Há quanto tempo você não faz isso?”. E lá se foi o gonzo blogger medir a pressão. O resultado foi um susto, literalmente: 12X16 (quando o normal, todos sabem, é 8X12). Foi aí que Zap’n’roll tomou mais um medicamento (desta vez, pra baixar a pressão) e saiu beeeeem preocupado do SWU. Na noite seguinte, mediu novamente e a coisa começou a voltar ao normal: 8X14. Ótimo. Hoje, sextona e já em Sampa, vamos fazer nova medição. Se tudo estiver “quase” normal, poderemos voltar novamente a praticar nosso esporte predileto: curtir um show de rock (no caso, do Tokyo Police Club), e tomando várias doses de destilados, uia!

* Ah, sim: centenas de sites e blogs “menores” foram “gongados” pela assessoria de imprensa do SWU, e não receberam credenciamento para cobrir o mesmo. Um deles, claaaaaro, é aquela vergonha alheia chamado Female Rock Squad, ou o famoso “blog de fãs e tietes deslumbradas”, comandado por uma desengonçada de quase trinta anos de idade (e, que segundo consta, ainda é virgem; cuidado amiga: faça algo em relação a isso, antes que você se torne uma tiazona neurótica, rsrs) e que dá truque em seus parcos e incautos leitores. Por exemplo: como não foi credenciado, o tal blog e sua “chefa” só fizeram resenha da última noite do festival, já que só devem ter comprado ingresso pra essa noite. Feio isso, né? Enfim, a titular do tal esquadrão feminino da tietagem sem noção deveria fazer o que a funkeira MC Katia recomenda em sua “obra-prima” “Do o meu cu de cabeça pra baixo”, e cujo áudio você (e ela) pode ouvir aí embaixo, hihi. Com certeza a donzela deixaria de ser tiete e adolescente tardia (além de mau caráter com ex-amigas), e olharia a vida com outros olhos e mais tesão, né não?

Um funk “meigo” de MC Kátia, para a bióloga e professora de inglês que “comanda” o blog Esquadrão Feminino da Tietagem sem noção curtir e ser feliz, uia!

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O blog agradece a atenção com que foi tratado pela assessoria do festival, através da Midiorama. E também ao carinho recebido pela Luciana Peluso, pelo Théo Van Der Loo e pelo próprio Eduardo Fischer. Nos vemos em Paulínia novamente, em 2012!
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O COMEBACK FODAÇO DOS GAROTOS ESQUECIDOS
Tudo começou em 1997 quando dois adolescentes –Arthur Frankini e Gustavo Riviera –, ambos apaixonados por MC5, Stooges e glam/glitter rock em geral, decidiram montar uma banda, em São Paulo. De lá pra cá foram catorze anos de trajetória e cinco discos de estúdio. O mais recente, “Taste It”, lançado pela gravadora ST2, acaba de aterrisar nas lojas no velho formato cd – na web, ele já circula há algumas semanas.

O blog zapper está ouvindo o disco há dias e afirma, sem medo de errar e sem querer puxar o saco da banda (que é velha amiga do autor destas linhas online), que este talvez seja o melhor trabalho de estúdio deles até hoje. E o disco vem curiosamente em um momento turbulento na carreira dos Garotos Esquecidos: o fenomenal batera Flávio Cavichioli saiu do grupo após gravar o disco e pouco antes de ele ser lançado oficialmente. Antes, anos atrás, o FB já havia sofrido com a saída do guitarrista Chuck, que tocou por quase oito anos no conjunto e que hoje é VJ da MTV, além de tocar no grupo Vespas Mandarinas. Chuck, porém, nunca deixou de ser amigo de Gustavo e dos FB, tanto que participou do show de lançamento de “Taste It” há três semanas, na casa noturna paulistana Beco203. E, pasmem, tocando bateria!

Zap’n’roll esteve presente na gig e comprovou o que todo mundo está careca de saber: ao vivo, os Forgotten Boys continuam avassaladores. Fora que levam um caminhão de xoxotas tesudas aos seus shows (as famosas “forgotettes”). No Beco, lá pelas tantas, uma fã mais alucinada e postada bem na frente do palco, tirou a camiseta e continuou dançando apenas com o sutiã tampando seus peitaços balouçantes. E com mais um detalhe: era quarta-feira de finados, feriado, e com muito frio em Sampalândia. Mesmo assim o Beco estava beeeeem cheio.

Forgotten Boys: o disco novo é ótimo e recoloca a banda no topo do rock independente BR

Para falar do novo disco e do momento atual do conjunto o blog foi bater um papo com o guitarrista e vocalista Gustavo Riviera. Aos trinta e quatro anos de idade, Gus continua a personificação do que é um Forgotten Boy exemplar – tanto que ele é o único remanescente do grupo original (e que, atualmente, é completado pelo também guitarrista Dazul, pelo baixista Zé Mazzei e pelo tecladista Paulo Kishimoto). E esta foi mais uma das tantas entrevistas que o sujeito aqui já fez com a banda, sendo que uma das mais célebres rolou no começo dos anos 2000, sendo na época capa da edição impressa da revista Dynamite (e que deu o que falar, devido ao seu conteúdo explosivo envolvendo sexo, drogas e putarias variadas).

Aí embaixo, então, os principais trechos do bate-papo, que rolou semana passada, via MSN:

Zap’n’roll – No novo disco a banda voltou a compor músicas somente em inglês. Isso sinaliza que a experiência de fazer músicas em português, no álbum anterior, não foi bem sucedida?

Gustavo Riviera – Não, eu gosto das musicas em português que temos. Quinta-feira, Sem Razão, Me entregar, estão em nosso set list de show e são legais, Não fizemos nada em português só porque nâo fizemos. Mas as em inglês soam melhor com o Forgotten Boys.

Zap – Ao que parece a banda também voltou às suas influências clássicas no novo trabalho, que são hard rock anos 70 e um pouco de glam rock. Há muito de Stones fase It’s Only Rock’n’roll e também de T-Rex no novo disco, você concorda?

Gustavo – Concordo, o disco está soando desse jeito mesmo. Nem acho que foi algo que nos influenciou antes de gravar o disco, nas composições, pra soar dessa maneira, realmente é algo que a banda gerou de si própria, as canções foram surgindo dessa maneira. Mas é claro que essas referências são bastante presentes no que escutamos desde muitos anos atrás e vão continuar.

Zap – Ok. Todos nós sabemos que o grupo andou passando por períodos complicados de turbulência. Anos atrás foi a saída do guitarrista Chuck. Agora foi a vez de o Flavinho (Cavichioli,que tocou por uma década na banda) sair da bateria, sendo que ele é considerado um dos melhores bateristas de rock do Brasil, além de que estava há muito tempo no grupo. Quais foram os reais motivos do desligamento dele e como vocês lidaram e estão lidando com isso? Como a saída dele afetou a banda?

Gustavo – O Flávio é um grande baterista, desde antes de entrar no Forgotten, eu já admirava ele tocando no Pin Ups etc..E no Forgotten ele foi sempre muito bom músico, ninguém na banda queria ele fora, mas as coisa foram levando pra isso, sem querer esconder nada mas foi desgastando mesmo, ele não estava mais a fim, e a banda não poderia ter um baterista que não estava a fim.

Zap – Ele chegou a gravar o disco novo e saiu pouco antes do lançamento. Isso afetou de alguma forma os planos de lançamento do álbum e os shows que já estavam agendados?

Gustavo – Tivemos que correr atrás de um baterista para fazer os shows que estavam marcados, e o Rafael (hoje tocando com a Mallu Magalhaes) tirou umas músicas rapidamente e segurou a onda legal, foram bons shows com ele. E no show de lançamento do disco o Chuck tocou bateria, e foi bem bom. Agora já estamos começando a ensaiar com outro baterista, mas ainda não entrou na banda. Mas posso dizer que é um rapaz com a mão pesada.

Zap – Certo, rsrs. O Chuck realmente mandou bem no show de lançamento no Beco/SP. Ele só participou daquele ou há planos para que ele faça outras participações especiais em outras gigs?

Gustavo – Por enquanto não. Mas é bem legal tocar com alguém que entende o Forgotten Boys. O Chuck saca.

Zap – Com certeza. Você poderia falar um pouco sobre o processo de composição das novas músicas e a gravação do disco? De onde vieram as idéias, o que as letras abordam, o trabalho no estúdio etc.

Gustavo – Foi um disco que vem sendo composto há mais de um ano, tem música que foi gravada há um ano e meio atrás. O disco carrega muita coisa, todas as mudanças na banda em relação a integrantes, empresários, loucuras, experiências, isso tudo está nas músicas. O Paulera (tecladista) e o Dazul ( guitarrista) me ajudaram muito a ver o Forgotten Boys de fora, a repensar o que o Forgotten Boys é as parcerias nas composições foram acontecendo entre a gente, coisa que pra mim era muito dificil, sempre fazia tudo sozinho. As gravações, foram feitas por partes, algumas musicas com o Roy Cicala, outras no Cabeça de Estopa, outras na Trama e na Fabrica de Sonhos, com diferentes pessoas mixando e etc, e mesmo assim o disco soa uniforme. Ao meu ver, é o Forgotten Boys tocando.

Zap – Ok. Falando da trajetória da banda: ela existe há mais de uma década e é um dos grandes nomes do rock independente nacional. Por que vocês não estão na escalação de festivais como o Terra e o SWU? Não é meio injusto isso ou, no mínimo, desatenção de quem monta os line ups destes festivais?

Gustavo – Bom, não estamos porque não nos chamaram. Injusto? Não sei. Gostaríamos de tocar nesses festivais. Algum desses caras uma hora arrisca, e aí a gente mostra. Não tem muito o que a gente fazer, estamos tocando,  fazendo coisas novas e dando uma alternativa pra quem quer
escutar.

Zap – Certo. E em relação aos festivais independentes, coligados à Abrafin e ao Circuito Fora do Eixo, a banda vai estar em algum dos próximos?

Gustavo – Ainda não sabemos.

Zap – Falando nisso, a pergunta inevitável: como você, como músico há anos tocando em uma banda alternativa, vê a atual cena independente nacional? As bandas te agradam? Ou há grupos demais e qualidade de menos? E sobre a atuação do Circuito Fora do Eixo nessa cena, que tem sido muito criticada nos últimos tempos, o que você teria a dizer?

Gustavo – Acho que existem mais bandas, mas continuam poucas as boas, que te envolvam. Esses dias vi o Hellbenders, o Gloom, e gostei. Acho que essa organização [do Fora do Eixo] ajuda as bandas a mostrar seu trabalho, o número de bandas se apresentando pelo Brasil aumentou bastante, e o circuito tem bastante culpa nisso.

Zap – Ok. Pra encerrar, que já está ótimo: com álbum novo lançado quais os planos imediatos da banda?

Gustavo – O plano com esse disco deixar todo mundo excitado com nossas músicas. Tá excitado? Hahah.

DISCO/CRÍTICA: “TASTE IT” FLAGRA BANDA NO AUGE NOVAMENTE
Forgotten Boys, todo mundo que acompanha a trajetória da banda sabe, é sinônimo de hard/glam/glitter rock setentista (Kiss, T-Rex, Rolling Stones na fase “Exile On Main Street” e “It’s Only Rock’n’roll”) e proto-punk sixtie (The Stooges, Iggy Pop). É o que os integrantes da banda (notadamente o fundador do grupo, Gustavo Riviera) sempre gostaram. E se essas referências e influências andaram se perdendo no trabalho anterior, agora retornaram com tudo em “Taste It”, quinto álbum de estúdio do gigante indie paulistano e, desde já, um dos melhores lançamento do rock brasileiro neste já final de 2011.

A banda vem de um disco ruim – “Louva-A-Deus”, editado em 2008, e onde arriscou a fazer canções em português. Foi um período complicado, de adaptações no grupo: ele perdeu o guitarrista Chuck (que era uma das marcas registradas do conjunto, ao vivo) e incorporou percussão e teclados ao seu line up. As músicas em português, ainda que não fossem ruins, soaram estranhas e não caíram no gosto dos fãs. E também não tocaram nas rádios, se essa era a intenção do FB ao gravá-las.

Com dois excelentes álbuns anteriores no currículo (“Gimme More”, de 2003, e “Stand By The D.A.N.C.E.”, editado em 2005 pelo selo paulistano ST2, por onde aliás está novamente saindo o novo trabalho), era o momento de repensar tudo mais uma vez. Gustavo limou a percussão do grupo, manteve os teclados de Paulo Kishimoto, voltou a compor em inglês e levou três longos anos burilando o novo material de estúdio.

Pois a espera fez bem à banda. “Taste It” revela um grupo maduro musicalmente e de volta ao seu auge, em composições 100% rock’n’roll, menos barulhentas e muuuuuito mais melódicas. Gustavo também está cantando melhor e é um prazer ouvir as guitarras mezzo psicodélicas, mezzo Stones/Stooges de “Another Place”, “Change”, “Whatch Us Do It” ou “He’s Gone” – esta uma festa para se ouvir em casa, numa pista de dança ou ao vivo, com andamento pra lá de dançante e com intervenções precisas do piano tocado pelo japa Paulo. E nem se falou aqui dos violões e guitarra steel, que surgem na excepcional mezzo balada “Taste”, ou ainda na belíssima “Oh My Soul”.

Um discaço, no final das contas. E que contou novamente com a produção do expert Roy Cicala, que foi preciso ao acentuar as características rockers que permeiam as músicas do grupo. É um trabalho tão bom que periga ser o melhor álbum dos Forgotten Boys até hoje. E que, se caísse nas mãos da rock press ou de alguma produtora gringa, certamente poderia abrir as portas do mercado americano e inglês para os Garotos Esquecidos.
Enquanto isso não acontece eles estão aqui, ao alcance dos fãs nativos. E ignorados pelos produtores de Rock In Rio, Terra e SWU, que insistem em colocar na escalação desses festivais pasmaceiras como… Miranda Kassim. É a vida…

* Mais sobre o novo disco dos Forgotten Boys, vai lá: www.forgottenboys.com.br

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: “Taste It”, o novo dos Forgotten Boys.

* Filme: “A pele que habito”, o novo e sensacional (sempre) do gênio Pedro Almodóvar.

* Baladas: passada a ressaca do SWU, de volta à cena under paulistana, no? A sextona, além de shows bacanas do Tokyo Police Club e do Ok Go, ainda vai ferver bonito com showzaço de lançamento do primeiro disco do Orange Disaster, mais DJ set da sempre incrível Vanessa Porto, lá no Container Club (que fica na rua Bela Cintra, 483, Consolação, centro de Sampa).///Já no sabadão em si (mais conhecido como amanhã) tem Bailen Putos na Outs (no 486 da rua Augusta), tem especial do venerável The Cure na festa Pop&Wave, no Inferno (também na Augusta, mas no 501) e, ufa!, tributo aos vinte anos do “Nevermind”, do Nirvana, lá no Beco203 (que também fica na Augusta, lá no 609), com show por conta da turma amiga que tocava no Ecos Falsos. Tá bão, né?

E BORA VER TOKYO POLICE CLUB NA FAIXA!
O sorteio já rolou (ou você não viu a promo também na Zap’n’roll do portal Dynamite? Pois é…) e quem vai logo menos no UpperClub curtir a gig dos canadenses é:

* Edner Morelli e Matheus Morelli, ambos de Sampa.

SAINDO FORA
Post mega gigante, como todo mundo curte, né? Então é isso. Semana que vem o blogão zapper volta, com tudibom e que você só encontra aqui, certo?

Até lá então!

(atualizado e finalizado por Finatti em 19/11/2011 às 16:30hs.)

Com um revival fodaço do melhor rock dos 80’ e 90’, o SWU 2011 invade Paulínia a partir de amanhã. E aqui você fica sabendo quem vai na grande esbórnia musical por conta do blog

A lenda new romantic oitentista Duran Duran (acima), promete arrasar no domingo em Paulínia, ainda mais depois que voltaram com um ótimo disco de estúdio este ano, cujo single “Girl Panic” (aquele deslumbrante e delirante, com xoxotaças como Naomi Campbell e Cindy Crawford fazendo o “papel” de integrantes da banda) você vê logo aí embaixo, no post; já o doidaralhaço “mestre de cerimônias” Mike Patton (abaixo) comanda o Faith No More, que encerra a maratona rocker na segunda-feira, 14

 

 

Yeeeeesssss, não tem pra ninguém neste finde!

A edição 2011 do mega festival SWU começa amanhã (sabadão em si, no?) em Paulínia, a cerca de 120 quilômetros de Sampa. Com um line que começou meio capenga (quando ainda estava sendo costurado) e chega fechado no festival com uma escalação fodona, o evento promete ser o melhor do gênero este ano no Brasil.

Claro, há bobagens aqui e ali (como o Black Eyed Peas, só pra citar a maior delas). Mas os acertos da grade de programação são muito maiores e deixam no chinelo, por exemplo, o Rock In Rio deste ano. O SWU faz um bem-vindo revival do melhor rock dos anos 90’ e centra fogo nele nos dias 13 (domingo) e 14 de novembro (segunda-feira), quando subirão aos dois palcos principais da arena montada em Paulínia gente como Hole, Modest Mouse, Chris Cornell, Black Rebel Motorcycle Club, Stone Temple Pilots, Ash, Sonic Youth (provavelmente em uma das últimas e já históricas gigs do gigante indie americano, que deve encerrar carreira logo em seguida, após quase trinta anos de ótimos serviços prestados ao grande rock alternativo de guitarras) e Faith No More.

Zap’n’roll, por conta da correria insana dos preparativos para se instalar a partir deste sábado em Paulínia (onde irá cobrir o festival para o portal Dynamite online, com o auxílio luxuoso da nossa colaboradora Helena Lucas), entra rapidão aqui então com este micro post, pra informar quem vai na faixa nas duas últimas noites do festival, por conta do blog.

E quem vai lá (sendo que os ganhadores já foram devidamente contatados por e-mail, com todas as instruções para a retirada dos seus tickets), é:

* Manuela Ferreira e Tarlis Almeida, ambos de São Paulo, no dia 13, domingo;

* Rodrigo Ramos e Tatiana Der Meer, ambos também de Sampa, no dia 14 (segunda-feira).

É isso? Por enquanto é isso. agora o sujeito aqui vai voar pra resolver uma série de pepinos. E vai manter o post aberto, em construção, até amanhã quando já estaremos instalados em Paulínia. Entre hoje à noite e amanhã devem entrar mais paradas aqui (como a resenha do novo e sensacional disco dos Forgotten Boys, e que você já pode ler no endereço do blog no portal Dynamite, em http://dynamite.com.br/zapnroll/), além da cobertura diária do SWU.

Certo, manos e manas? Então valeu a todos que participaram de mais um promo campeã zapper (e que contou com o mega e indispensável apoio do pessoal da TotalCom, a quem deixamos nossos agradecimentos ao Théo Van Der Loo e à Luciana Peluso) e até daqui a pouco!

DURAN DURAN AÍ EMBAIXO

No vídeo fodástico do ótimo single “Girl Panic”

 

(enviado por Finatti às 18hs.)

Em clima e correria de Pearl Jam (com o blog contando como foi a gig ontem em Sampa), Planeta Terra (com Strokes, Interpol, Beady Eye e os caralho) e SWU (vem que tem: tickets free pro festival em Paulínia na semana que vem!), o blogão dá uma pausa e respira, uia!

Eddie Vedder solta a voz ontem em Sampa, em um Morumbi que não lotou. Hoje tem mais, com casa cheia (foto: Ag. Estado)

E não?

A semana tá tensíssima. O blogger rocker que não pára está, assim, maluco desde a última quarta-feira, quando viu um esporrento show de lançamento do novo álbum dos Forgotten Boys (o “Taste It”, que será beeeeem comentado aqui logo no comecinho da próxima semana) lá no Beco203, no baixo Augusta. Em pleno feriado de finados, frio médio, a casa quase encheu e os FB mostraram que ainda são grandes na indie scene e fodões quando o assunto é botar o rock pra foder ao vivo.

Ontem foi a vez do Pearl Jam tocar para um Morumbi muito aquém da lotação total. Fato plenamente explicável: mesmo para um grupo gigante, lendário e sempre ótimo como o PJ, não é mole fazer um show sold out no meio da semana. Ainda mais com a ganância das produtoras brazucas de turnês gringas, que insistem em cobrar uma fortuna pelos ingressos. Assim sendo, deu no que deu. Mas ainda assim Eddie Vedder e Cia. mais uma vez emocionou quem estava lá, principalmente no final com a catártica versão de “Black”. Hoje tem mais, desta vez com estádio cheio.

E amanhã tem Terra no PlayCenter, no? Com os Strokes (que andam total meia-boca em disco, mas ainda bem fodões ao vivo), com mano Liam Gallagher e seu Beady Eye etc. E semana que vem, em Paulínia… SWU 2011, yeah! É aí que entra a grande surpresa desta sextona aqui nestas linhas zappers. Vai lendo mais um pouquinho que você já vai saber do que se trata.

Amanhã é a vez deles: os Strokes fecham o festival Planeta Terra, também em Sampalândia, a imbatível capital brasileira do rock’n’roll

Mas antes, dá uma lida aí embaixo e veja como foi o Pearl Jam ontem em Sampa, em resenha assinada pela nossa colaboradora e girlfriend zapper, a gatona rocker Helena Lucas.

PEARL JAM E SUA ESTRÉIA EM SP – O MORUMBI NÃO LOTA E O SOM FICA BAIXO

Helena Lucas, especial para Zap’n’roll

Não sei se dá para comparar o rock’n’roll como um casamento porque casamento não é necessariamente “amor até que a morte os separe”. Os que acompanham a trajetória de cada banda fazem o impossível para acompanhá-los não só pela mídia (supérflua ou investigativa), mas com múltipla oportunidades de show é praticamente impossível que seu bolso não sobreviva a um imprevisto da ânsia de conter um amor grunge adolescente em plena semana, onde no dia seguinte você tem que trabalhar – e não mais curtir a fossa pós-show no seu quarto rodeado de pôster dos deuses rockers. A gente cresce, fica barrigudo, careca, mas o amor não morre.

É o que foi visto em plena noite de quinta-feira no estádio do Morumbi, São Paulo. Por mais que estivesse meio vazio as arquibancadas e o pessoal mais sossegado ao ponto de ainda chegar quando o show já contava na 6ª música, foi de emocionar a garra do público já na casa dos 30, 40 anos ao ver a banda de Seattle, Pearl Jam.

Com um atraso que não teve desculpa (a assessoria divulga uma nota mudando o horário do show às 20h45, sendo que antes era 21h. A banda entra 21h10. Quer dizer, né), logo senhor Eddie Vedder ponderou uma platéia semi agitada, semi receosa, com seu vozeirão dando início à canção “Release”. Inacreditável foi o silêncio da platéia, seguido de aplausos, gritos, fotos e tudo mais. O primeiro contato do frontman da banda foi um pouco antes da música “World Wide Suicide”, onde com um entusiasmo cordial ele disse apenas “oi” e os brasileiros ficam fervorosos, claro. Depois de “Got Some”, Vedder foi todo atencioso estendendo um papel diante dos seus olhos e comunicando com o público com seu português gringuista bem ensaiado nos agradecendo por ter trazido eles de volta. Deixemos o comentário para o último parágrafo.

Bom, todos os clichês de show de rock foram realizados ontem, desde o grito de olé, olé, olé, olé e a própria banda apresentou o novo som chamado… Olé! Vedder comentou que na primeira passagem da banda no Brasil, a banda Ramones (nota do blog: Vedder obviamente se enganou. Os Ramones nem existiam mais nessa época, terminaram sua carreira em 1996. Quem abriu os shows em 2005 foi outra lenda do grunge, o Mudhoney) os acompanhou e ele dedicou a música “Come Back” ao Johnny Ramone, logo em seguida fazendo o cover de “I Belive in Miracles”. O show conteve 2 bis, destacando com prioridade para o segundo, onde a banda emocionou mais com “Black” do que com “Alive” (na minha opinião deveria ser a música mais emocionante, mas não foi) e eles fecharam a noite com “Rockin’ in the Free World”, de Neil Young.

Vedder continua bebendo todas no palco. Talvez por isso tenha confundido tudo e dito que os Ramones (que nem existiam mais) abriram os shows do Pearl Jam no Brasil, em 2005 quando, na verdade, quem fez a abertura foi o também grande Mudhoney

A platéia na sua maioria vibrava com os hits, mas acredito eu que a maioria não foram lembrados, como Last Kiss e Jeremy, o que não significa que hoje à noite eles vão deixar principalmente esses dois sons de fora. A novela do show do Pearl Jam em terras tupiniquins foi longa, mas acredito que essa vinda já foi mais preparada pelo público brasileiro, pois na passagem da banda em 2005 um bocado de fã se mobilizou com as famosas petições online da época e conseguiram agilizar 80% da vinda da banda – isso é um invejoso prestígio. Mas, infelizmente sr. Vedder, a quinta-feira não foi tão assim. O público é bem fiel, mas estrategicamente o show extra não funcionou legal. Sinto que teria esgotado o show extra se ele fosse marcado para um sábado e a razão para que os ingressos de hoje não estão mais disponível é por ser sexta, estourando na boca do final de semana e com uma “disponibilidade” maior de continuar a “festinha” após o show. E também senti falta das rodinhas (com organização, claro), não vi muita gente que aparentava ter minha faixa-etária e o público realmente empolgava somente nos refrões dos hits, apenas. Poderia ter sido bem melhor, mas não foi pouca bosta.

Nós agradecemos MUITO o reconhecimento da mais uma vez pela nossa terra e é reconfortante saber que nós somos um coral melhor que o coral europeu e norte-americano (Eddie que disse, vão tirar satisfações com ele – risos). Mas o público já não tem mais vigor adolescente. Acredito que a maioria tenha saído do trabalho e diretamente enfrentado o trânsito infernal pelas redondezas, mas  a satisfação depois do show foi a melhor de todas porque esta tem gostinho de quero mais. É claro, só para quem conseguiu.

Opinião (da série “quem te perguntou”)

Ponto alto – Black, sem dúvidas e sem mais!
Ponto baixo – o som estava baixo para o pessoal do fundo e deu para ouvir algumas pessoas atrás de mim (estava bem encostada na grade da segunda parte) “Aumenta o som!” e a jam esquisita de Porch. Teve uma hora que você nem lembrava que era ela que estava sendo executada.

(Helena Lucas, 21 anos, é estudante de Letras na Unifesp. Escreve o blog 23 Gotas, em http://23gotas.wordpress.com/)

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Entonces, não vai no PJ hoje nem no Terra amanhã? Bien, cola no Beco hoje à noite (lá no 609 da rua Augusta) que tem a festona “Is This Indie”, com o lançamento da coletânea do portal Rock’n’beats, e onde bandas indies nacionais como Volver e Pública regravaram as músicas do primeiro e hoje já classicão álbum dos Strokes. Já no Inferno (também na Augusta, no 501) tem noitada grunge com os bacanas Single Parents e Twinpines. E no sabadão em si tem noitada punk rock na Outs (no 486 da Augusta), com os DJs Johnny Bird e Focka.

E sim, tem Interpol na Clash e Bombay Bicycle Club no Beco, ambos no domingo, pros órfãos e os sem ingresso do Terra.

E ATENÇÃO POVO! QUEM VAI NO PLANETA TERRA POR CONTA DO BLOG ZAPPER!!! E TICKETS NA FAIXA PRO SWU!!!
Vida dura a de um blog pop como esse aqui, hihi. Quando você se depara com uma caixa de emails onde estão mais de duzentos (!!!) pedidos desesperados por dois ingressos pra um festival como o Planeta Terra, a espinha gela, rsrs.

Mas enfim, o sorteio tinha que ser feito. E foi feito hoje, na hora do almoço. E os dois mega felizardos (que já foram avisados por email, com as devidas instruções sobre como retirar os tickets) que vão no PlayCenter na faixa neste sábado, são:

* Morana Freitas, de Assis/SP;

* E Claudinei Affonso Consorte (com sorte mesmo, uia!), do Rio De Janeiro/RJ.

Certo, povo? Calma, não desejem a morte do pobre autor deste blog, hehe. A coisa não pára por aqui. Corre lá no hfinatti@gmail.com que a partir de agora entram em disputa:

* DOIS INGRESSOS para as noites de 13 e 14 do mega festival SWU em Paulínia, na semana que vem. São dois ingressos INDIVIDUAIS para cada uma das duas últimas noites do festival, quando irão tocar Duran Duran, Hole, Modest Mouse, Chris Cornell, Black Rebel Motorcycle Club, Stone Temple Pilots, Ash, Sonic Youth, Faith No More e muuuuuito mais. O resultado sai aqui, no post da próxima sexta-feira, dia 11 de novembro, lembrando que o festival começa no sábado, 12, então quem ganhar irá ter tempo de sobra pra retirar seus tickets e ir até Paulínia, que fica logo ali, rsrs.

Estas linhas zappers, inclusive, querem agradecer a força dada pelos queridos Théo, Rafael e Luciana, da produtora TotalCom, no sentido de fechar conosco mais essa parceria bacana.

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É isso? Por hora, é. A correria aqui tá terrível e semana que vem o blog volta com suas transmissões normais. Falando do novo discão dos Forgotten Boys, da nova banda Antítese e dos poemas que seu vocalista, o Edner, escreve. E também, claaaaaro, dando uma antecipada em como deverá ser a festona rocker lá em Paulínia, no SWU.
Até lá então!

(enviado por Finatti às 16hs.)