Tchau e vai tomar no cu, 2011! Agora, férias para quem merece, uia!

Não tem pra ninguém: os fodidos e mega queridos Foo Fighters lançaram um dos discos de 2011 (o porrada “Wasting Light”) e entraram na lista dos melhores do ano do blog zapper, e que você conferir no nosso endereço lá no portal Dynamite online (www.dynamite.com.br). E enquanto aguardamos a vinda de Grohl e cia ao Lollapalooza BR, vamos descansar um pouco pra voltar com tudo daqui a duas semanas. Por enquanto: feliz ano novo putada!

 

Yeeeeesssss!

O blogão zapper já está curtindo merecidas férias no interiorzão paulista (onde o calor não dá trégua; por isso mesmo, enquanto escreve, o sujeito aqui vai tomando deliciosos e geladíssimos goles de Aquarius Fresh sabor abacaxi com hortelã), de onde escreve agora no note da querida e amada girlfriend Helena Lucas.

O natal foi ótimo por aqui e o blog espera que todo o seu amado leitorado também tenha passado ótimas festas natalinas no último finde.

Na Zap’n’roll do portal Dynamite está a lista dos melhores de 2011 na opinião destas linhas online, no rock alternativo e na cultura popem geral. Eaqui, no endereço próprio do blog nos despedimos deste ano com um novo recorde de comentários (no post anterior), o que motiva ainda mais Zap’n’roll a continuar com tudo em 2012, quando entraremos no nono ano de publicação do blog.

Mas por hora ficamos por aqui, em merecido descanso/recesso de final/início de ano, uia! O blogão zapper volta fervendo a partir de 15 de janeiro, ok?

Até lá e ótimas entradas (ops!) pra todos no ano novo, com muito rock’n’roll, sex, dorgas e putarias sempre homéricas e variadas, hihi.

 

(enviado por Finatti às 17hs.)

 

Final de ano hot: selvageria junky em festival de rock no extremo Norte brazuca. Histórias bizarras que estarão numa biografia idem. O racha na Abrafin e a chapa esquentando pros lados do Fora do Eixo. E discos, livros e baladas bacanas, sempre! (versão final em 20/12/2011)

Lana Del Rey (acima) e Black Keys (abaixo): as duas “bolas da vez” de sites e blogs de cultura pop “mudernos”. A pergunta que não quer calar: até quando o hype vai durar?

 

Volta à (a) normalidade.
Já estava mais do que na hora, no? Afinal nas duas últimas semanas (yep, quase quinze dias) o autor destas esporrentas linhas online
viveu um autêntico calvário internético, graças a extrema
incompetência e falta de respeito com as quais a Telefonica trata seus
clientes. O caso foi comentado aqui mesmo nestas linhas rockers
bloggers na semana passada, quando o sujeito que digita
este texto já estava a ponto de cometer haraquiri por conta do “sumiço” do sinal do seu Speedy – que, segundo a merda da operadora de telefonia mais porca que existe no Brasil, havia sido retirado “involuntariamente” (ou seja, sem que houvesse sido feito um pedido nesse sentido) do telefone do autor deste blog. Detalhe: Zap’n’roll é cliente (infelizmente) da Telefonica há “apenas” sete anos e NUNCA pediu para que seu Speedy fosse retirado ou cancelado. Enfim a autêntica “guerra” que foi travada entre o blogger desesperado e a porra da Telefonica, com detalhes das 200.465 ligações (e os conseqüentes números de protocolos gerados) feitas à operadora para que ela solucionasse o problema, talvez renda um post especial, a ser publicado
aqui ainda antes que 2011 vá pro saco. Por hora vamos colocar a casa em ordem e fazer funcionar novamente o blogão campeão quando o
assunto é rock alternativo e cultura pop. Afinal, nas duas últimas semanas o mondo pop/rock não parou (embora ele fique em rotação beeeem mais lenta nesta época de festas) e nem o sujeito aqui,
que foi parar novamente em Roraima (onde foi cobrir o
bacana festival Tomarrock). Entonces vamos ao que sucede por hoje, já que a viagem ao extremo Norte não foi exatamente “normal”, rsrs. Fora que a casa tá caindo pros lados da Abrafin/ Circuito Fora do Eixo, um monte de blogs está babando pelo novo disco do Black Keys (yep, eles são legais e talz mas este espaço online está detectando um certo exagero nessa parada toda) e o blog zapper sinceramente não agüenta mais ouvir falar da (ou ler sobre) Lana Del Rey. Bora ler essa bodega? Vai nessa, então!

 

* E o penúltimo grande post no endereço próprio do blog começa registrando (ops!) que o mondo rock é mesmo o reino da bizarrice plena e absoluta. Pois não é que geólogos da Nova Zelândia disseram que a gig que os Foo Fighters realizaram no país na última terça-feira, causaram abalos sísmicos por lá? Oxe… será que fenômeno semelhante vai rolar em Sampa quando a banda tocar aqui em abril próximo, no Lollapalooza BR?

 

* Enquanto isso a sempre loucaça e putaça Courtney   (ainda gloriosa e xoxotuda em seus 47 anos de idade), está ameaçada de ser despejada da casa onde mora, em Nova York. Motivo: dívidas de aluguel no valor de 54 mil doletas.

 

* Confessa aê, vai: você, dileto leitor destas linhas bloggers lokers, também não agüenta mais ouvir falar na Lana Del Rey. Ela é uma loira tesuda? Sim, é. Canta bem? Também. Mas numa época em que hypes vêm e vão com a velocidade de um peido fugaz, é de se imaginar quanto tempo irá durar a “bolha” musical chamada Lana Del Rey. Estas linhas online apostam que não dura muito, não.

 

* Enfim, pra não dizerem que o blog está sendo chato: aí embaixo o vídeo de “Video Games”, baladinha tristonha que alçou miss Lana ao estrelato rocker.

* E o Black Keys? Outro que está sendo faladíssimo agora por blogs “antenados” e “mudernos”, como aquele lá da nossa amada “ídala” na Folha online. O curioso dessa história é que o duo americano existe há uma década, já lançou sete discos de estúdio (alguns deles muuuuito bons) e de repente, a humanidade resolveu eleger o BK como a “melhor banda de rock do mundo, hoje”. Exagero master, óbvio. “El Camino”, o novo álbum da dupla e que saiu há pouco nos EUA, é de fato bacanudo e tal e já figura em várias das tradicionais listas de final de ano dos melhores de 2011. Mas Zap’n’roll consegue colocar na frente dele pelo menos uma meia dúzia de discos. E como soltaremos a nossa lista dos melhores deste ano apenas na semana que vem, você pode até lá ficar imaginando quais álbuns o blog zapper considera melhor do que “El Camino”.

 A capa do elogiadíssimo “El Camino”, novo álbum do Black Keys

* Das listas de melhores que já andam pipocando em tudo quanto é canto (do site da NME ao blog Jukebox, do nosso chapa Dum DeLucca), estas linhas online ficam felizes em ver que nelas estão as deusas Polly Jean Harvey e Anna Calvi, com seus monumentais álbuns editados no início deste ano – e que acabou sendo um ano de grandes discos no rock, no final das contas.

* UMA BIOGRAFIA EXPLOSIVA PARA 2012 – o autor dessa esbórnia em forma de blog esteve no último finde em Boa Vista, capital do distante Estado de Roraima. Foi lá cobrir a quarta edição do festival Tomarrock e cuja resenha, hã, “técnica” e “musical”, já foi publicada no endereço do blog no portal Dynamite. Esta mesma resenha está reproduzida também aqui, mais aí embaixo só que acrescida das já célebres “notas de bastidores”, onde o blog sempre relata acontecimentos “extra musicais” que rolam nesses eventos. E no caso do sujeito aqui, quando se fala em algo “extra musical”, invariavelmente irá surgir alguma parada cabulosa about sex and drugs. Zap’n’roll, é sabido, hoje está tentando se tornar um homem “sério” e “comportado”. Namora há quase cinco meses com a linda e rocker estudante de Letras Helena Lucas, e pretende (se nada der errado) se casar com a garota. Isso tem um custo, já fartamente notado pelo nosso dileto leitorado: o blog está textualmente mais “comportado” e algo “careta” de tempos pra cá, o que tem gerado reclamações da turma que quer sempre ver o circo pegar fogo por aqui. Enfim, há oito anos sendo publicado virtualmente, Zap’n’roll ficou notória exatamente por praticar uma blogagem sobre cultura pop, rock e comportamento nada ortodoxa. Muito pelo contrário: fazendo um texto notoriamente porra louca, com farta inspiração no jornalismo gonzo e em mestres como Lester Bangs, Hunter Thompson e Ezequiel Neves (um maluco ao cubo que, há quase trinta anos, escrevia uma genial coluna na extinta revista Somtrês, intitulada “Zeca’n’roll”. Nela, o inesquecível Zeca contava peripécias como, por exemplo, ter cheirado uma carreira de cocaine na bunda da Elizabeth Taylor, durante uma festa em Nova York. Isso foi escrito, vale repetir, em 1982!!! Você consegue imaginar algum jornalista escrevendo algo semelhante hoje em dia, em alguma mega revista impressa mensal de cultura pop? Ou seja: é muito evidente que o mundo está ultra mais conservador do que há três déadas), o autor destas linhas online nunca se furtou em relatar aqui passagens malucas e bizarras de sua existência pessoal e profissional. Isso, óbvio, fez e continua fazendo a delícia/delírio de quem tem um comportamento liberal, moderno e despossuído de qualquer tipo de preconceito. E provoca a ira, ódio e rancor dos moralistas babacas e reaças de plantão, que vivem com o pensamento ainda no século XIX. Porém, como já foi dito mais acima, desde que começou a namorar com miss Helena, o autor deste blog se defronta com conflitos internos que volta e meia o consomem. É possível continuar relatando loucuras aqui, quando se sabe que a (assim se espera) futura sogra do sujeito aqui, embora seja uma senhora de grande cultura e igualmente liberal em uma série de questões (afinal, tanto ela quanto sua filha são negras e sabem o que é lidar com algum tipo de preconceito, no caso delas o de cor; e não venham dizer que brasileiro não é racista, que é sim e muito, e isso é mais uma hedionda característica da grande maioria jeca e conservadora de um país que se pretende de primeiro mundo, mas ainda vive no quinto sob muitos aspectos), pode se sentir incomodada ao ler o blog zapper e certos relatos que aqui são publicados? O blogger gonzo inclusive discutiu muito essa questão com sua gilfriend no último finde, enquanto estava lá na distante Boa Vista. E a alertou que este post que você está lendo agora seria algo “selvagem” novamente, como há algum tempo não é. E pediu a ela, sabedor que a moça também está muito longe de ser uma garota “careta” e conservadora (afinal, ela mesma um dia mencionou em seu bacanudo blog 23 Gotas, que não se importava de freqüentar um bar como o genial Ecléticos, no baixo Augusta, espécie de antro de toda a “escória” que a sociedade dita “normal” abomina: putas, travecos, junkies, Finattis e Helenas; por certo seria o muquifo que Lou Reed bateria ponto em seus anos loucos, se vivesse naquela época em Sampalândia), que tenha respeito, compreensão e insight pelo trabalho que seu boyfriend desenvolve aqui, no endereço próprio do blog – que foi justamente criado para que o blogger loker pudesse continuar dando vazão ao seu lado jornalístico mais sórdido, demente e selvagem, algo que já não era mais possível na Zap’n’roll do portal Dynamite, gerido pela Ong Associação Cultural Dynamite. No final das contas, tudo isso que está escrito aqui é pra dizer que este já jornalista rocker tiozão poderá mesmo um dia “encaretar” no comportamento (afinal, a idade chega para todos, não?). Mas ele jamais irá deixar a caretice, o bunda-molismo e a ferrugem dominar seu pensamento, sua alma e seu coração. Tanto que para 2012 o blogueiro quase ex-doidón vai botar mesmo pra frente o projeto de sua biografia. Yep, sem falsa modéstia a vida de Zap’n’roll renderia muuuuitos livros com aventuras que Deus duvida e o diabo desconhece. Afinal, quantos jornalistas musicais você conhece, no Brasil, que já praticaram “devastações nasais” com gente como Nasi (ex-vocalista do finado grupo Ira!), João Gordo e ex-integrantes de várias bandas conhecidas na história do rock BR? Quantos jornalistas malucos, tal qual aconteceu com o saudoso Joey Ramone, passaram uma madrugada pipando crack com um taxista (no táxi do figura) pelas ruas de São Paulo (essa parada, ocorrida lá pelos idos de 1997, foi realmente cabulosa), e cansaram de aspirar “riscos” de cocaine em cima de tetas, bundas e xoxotas igualmente loucas? Quantos jornalistas viajaram o país todo cobrindo festivais e, nesse processo, chaparam o côco em quartos de hotéis, jogaram latas de cerveja na cara de inimigos mortais e aprontaram tudo o que podiam não por querer aprontar, mas porque o comportamento insano, inquieto, rebelde e maluco o compeliam a isso? Sim, são zilhões de histórias absurdas e insanas. E que o sujeito aqui quer botar em um livro, sendo que ele já tem em mente quais os dois jornalistas que ele gostaria de ver executando a tarefa. Um deles é o querido gaúcho Cristiano Bastos, colaborador da Rolling Stone Brasil e um dos melhores textos do atual jornalismo cultural brazuca. O outro é um querido e mega conhecido jornalista aqui de Sampa mesmo, chefe de redação de um mega portal de notícias. E é isso: o zapper loker em breve poderá se “aposentar”, rsrs. Mas a sua biografia virá, com certeza.

Esse tetão putaço aí em cima adorava foder bicuda de cocaine, rsrs. Já o xotaço peludo abaixo levou muita pica do zapper loki, hihi. Dois affairs que, claaaaaro, deverão fazer parte da biografia do jornalista gonzo

* Hum… o Coldplay, que continua sendo fucking great no palco mas que um dia já foi muuuuuito melhor em disco (até hoje estas linhas virtuais, que sempre assumiram sem pudor e vergonha ser fã dos primeiros trabalhos do quarteto britânico, ainda não engoliram satisfatoriamente a porra do “Mylo Xyloto”, que o grupo lançou este ano), gravou seu novo clip colocando nele uma renca de mulheres, com idade entre 18 e 35 anos. Detalhe: todas com os peitos de fora, uia! Cada moçoila recebeu 100 libras pela participação e, na real, a idéia de Chris Martin e Cia não é nada original. Basta lembrar que o pôster encartado no álbum “Jazz”, lançado pelo glorioso e saudoso Queen (a bichaça “Fredda” Mercury faz falta no rock, e como…) em 1978, trazia uma foto gigante onde dezenas de garotas apareciam andando de bicicleta, e completamente peladas. Enfim, a “pagação de tetas” deverá garantir mega rotação do vídeo no YouTube.

Chris Martin, o bom moço, resolveu botar um monte de garotas pagando peitinho no novo clip do Coldplay. Mas o Queen já fez melhor há mais de três décadas, no disco “Jazz”, cujo encarte é esse aí embaixo

 

* Algumas biates de tetas gigantes adorariam faturar 100 libretas pra mostrar o peitão que vaza gotas de leite em clip do Coldplay. De quebra, ainda “pagariam” um boquete na faixa pro bebê Chris Martin, uia!

O vocalista do Coldplay adoraria receber um boquete igual a esse aí em cima, uia!

* E todo mundo já deve estar sabendo, mas não custa comentar aqui: os sempre grandes Forgotten Boys foram eleitos o grupo do ano pela APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte. Nada mais justo: “Taste It”, o descaralhante disco lançado pela banda há um mês (e já muito bem resenhado no blogão zapper) periga ser o melhor álbum da banda e entra fácil na lista dos melhores discos do rock BR de 2011. O FB merece!

* Continuando os trabalhos por aqui, já na noite do sabadón. E falando aí embaixo da dona Abrafin e da sua “irmã”, o Circuito Fora do Eixo.

 

A ABRAFIN DESMORONA E A CHAPA ESQUENTA PRO CIRCUITO FORA DO EIXO

A grande bomba da semana (e deste finalzinho de 2011) na indie scene nacional foi a notícia do desmantelamento parcial da Abrafin – Associação Brasileira de Festivais Independentes –, quando cerca de treze dos principais festivais brasileiros filiados à entidade resolveram debandar dela. O fato já foi amplamente noticiado em sites e blogs especializados em rock e cultura pop (como a Jukebox do portal Dynamite, escrita pelo chapa Dum DeLucca; ou ainda o Senhor F., editado pelo grande Fernando Rosa) e Zap’n’roll não vai ficar esmiuçando aqui as razões alegadas pelos festivais que abandonaram a Abrafim, para tomar tal atitude – mais abaixo você lê o comunicado oficial distribuído pela turma, com suas explicações para o abandono do barco (a essa altura, já fazendo água) abrafinesco.

O que este blog vai falar aqui, sim, e com conhecimento de causa, é o que ele acha da atuação atual da Abrafin e da Ong Circuito Fora do Eixo, após anos freqüentando festivais organizados pelas duas entidades e onde este jornalista esteve sim (assume, sem problemas) bancado pela produção dos festivais em questão, com passagens aéreas e diárias de hotéis pagas por estes eventos. Isso não impede que um jornalista isento (como é o caso do autor deste blog) emita sua opinião sobre a conduta da Abrafin e do Circuito Fora do Eixo.

Quando o blog foi pela primeira vez a Cuiabá, no carnaval de 2005 para cobrir o então nascente e pequeno festival Grito Rock (onde estas linhas online descobriram, por exemplo, bandas como Vanguart e Macaco Bong, que eram absolutamente desconhecidas fora dos limites do Estado de Mato Grosso), ainda não existiam nem Abrafin e nem Fora do Eixo. O que existia era uma pequena cooperativa artística e musical, chamada Cubo Produtora, que organizava eventos musicais independentes em Hell City (como Cuiabá é carinhosamente conhecida, devido ao calor senegalesco que faz por lá o ano inteiro) e que era gerida pelo hoje nacionalmente conhecido “gestor” Pablo Capilé – na época, também outro ilustre desconhecido além das fronteiras mato-grossenses. Foi o próprio Capilé que, após adicionar o jornalista zapper no MSN, o convidou e o convenceu a ir a Cuiabá (após cerca de duas semanas de insistência), para cobrir o Grito Rock. O blog foi (de busão, vale frisar) e gostou do que viu/ouviu por lá. Gostou das bandas (algumas), da organização ainda modesta mas eficiente do evento, da atuação de Capilé como produtor e de muitas de suas idéias e propostas para a cena musical independente não só de Cuiabá mas de todo o Brasil – yep, o moço já tinha ambição grande (quase desmedida) desde aquela época e enxergava longe. Estabeleceu-se um “vínculo de amizade” entre Zap’n’roll e o pessoal da Cubo e o blog voltou satisfeito pra Sampa. E também foi mais cinco outras vezes a Cuiabá nos anos seguintes, pra cobrir os festivais Grito Rock e Calango.

Porém, muita coisa mudou de 2005 pra cá. A produtora Cubo (que tinha uma sede modesta no centro de Cuiabá) deixou de existir e fundou-se o hoje nacionalmente conhecido Circuito Fora do Eixo. Com a proposta inicial – como bem frisava seu nome – de ser uma “alternativa” à produção musical mainstream e “viciada” por esquemas e conchavos sorrateiros e que imperavam no “eixo” cultural do Sudeste por décadas. Logo em seguida deu-se a gênese da Abrafin, também embasada nos mesmos propósitos e objetivos do FDE. O que aconteceu de lá pra cá, nos últimos seis anos, é quase de domínio público (ou não). Num primeiro momento a Abrafin se tornou forte e conseguiu bastante visibilidade na mídia (impressa, eletrônica ou online) por coordenar mais de quarenta festivais espalhados pelo país – alguns deles bem grandes, veteranos e respeitados, como o Abril Pro Rock (em Recife) ou o Mada (em Natal). Ao mesmo tempo o Circuito Fora do Eixo também crescia a olhos vistos, coordenando outras dezenas de festivais pelo Brasil e impondo a eles seu modelo de gerenciamento cultural. Um modelo que consistia, além de todas as diretrizes operacionais e culturais, em também conseguir apoio financeiro de empresas estatais através de editais para a realização de seus eventos. Com um detalhe que começou a incomodar e a chamar a atenção de muitas bandas e artistas que se dispunham a participar dos festivais geridos pelas duas entidades: o não pagamento de cachês e, em muitos casos, sequer de passagens para que as bandas pudessem se deslocar até a cidade onde o festival iria acontecer. A alegação tanto da Abrafin quanto do Circuito Fora do Eixo para exercer esta política era de que o custo dos eventos era sempre elevado e que a planilha de despesas jamais era coberta, mesmo com patrocínio estatal obtido através de editais. Porém, mesmo sem receber cachês, os artistas que se dispunham a participar desses festivais teriam como supostos benefícios a exposição de seu trabalho junto a um grande público, além de facilitar o contato junto a produtores, jornalistas etc.

Hoje este modelo de atuação da Abrafin e do FDE está sendo francamente questionado. Tanto que treze dos principais festivais independentes do Brasil acabam de sair da Abrafin. E o Circuito Fora do Eixo, hoje sediado em São Paulo (que ironia, não?) e abrigado em uma residência gigante localizada no bairro do Cambuci (cujo aluguel não deve ser dos mais baratos e ainda suscita a enorme curiosidade: de onde sai a verba para o pagamento deste  aluguel?) vem recebendo pesada artilharia via mídia, por não abrir publicamente suas contas e explicar o que faz com as verbas conseguidas via editais públicos.

Zap’n’roll mesmo, quando começou a questionar alguns pontos do modelo de atuação da entidade, se tornou inimigo mortal da mesma e foi ferozmente atacado por Pablo Capilé por cerca de dois anos – nessa época, como bem frisou Diogo Soares, vocalista da sensacional banda Los Porongas (que é um grupo boicotado pelo FDE), dom Pablito já era o “homem mais poderoso da cena independente brasileira”. “Finas, você brigou com o cara mais influente da cena indie nacional”, disse então o querido Dioguito ao autor destas linhas online. As boas relações com a Ong e com Capilé só reapareceram há cerca de um ano – e devem sumir novamente após a publicação deste texto, visto que após conviver anos com a turma o blog sacou que para eles não há meio termo, e ali não se admite questionamento mínimo da atuação e do modelo deles. Ou você está do lado do Circuito Fora do Eixo, ou é inimigo dele.

Pois parte da Abrafin (hoje, uma entidade bastante enfraquecida e empalidecida em termos de repercussão das suas atividades) preferiu questionar a história toda e sair dela. Muito justo: as intenções iniciais tanto dela quanto do Circuito Fora do Eixo eram as melhores possíveis. Com o correr dos anos, com o dinheiro do poder público jorrando nas duas entidades e uma delas (o FDE) se agigantando a olhos vistos, tudo foi se desvirtuando para muito pior. Hoje, a impressão clara que se tem da Ong é que ela está totalmente contaminada pelos mesmos vícios “mafiosos” que dominaram o mainstream musical brasileiro durante anos. Vícios que todos que não faziam parte daquela “máfia” odiavam e com razão. Mas aí vem outro ponto-chave nessa questão toda: as chamadas majors da indústria da música faziam putaria e formavam “panelinhas” de artistas com sua própria grana. Já Abrafin e Fora do Eixo estão sendo dura e justamente atacadas por estarem exercendo uma conduta algo “mafiosa” mas com… dinheiro público (leia-se impostos que todos nós pagamos).

É claro que continua existindo gente honesta e bem intencionada trabalhando nas duas entidades, e que acredita no modelo inicial proposto por ambas (debate cultural democrático amplo, geral e irrestrito, espaço para a criação e produção musical sem a interferência de “panelas” ou do poder privado, circulação de bandas etc.). E também continuam existindo coletivos honestos fazendo festivais igualmente honestos, como o Palafita em Macapá (que realiza o QuebraMar), ou o Canoa Cultural em Boa Vista (que realizou na semana passada  o bacana Tomarrock, e cuja resenha você lê mais aí embaixo, neste mesmo post). Mas a grande dúvida, que se agiganta cada vez mais, é: com as cúpulas da Abrafin e do Circuito Fora do Eixo agindo como agem hoje, de forma não muito clara e dando mostras bastante evidentes de que ambas as entidades se tornaram um antro de mafiosos tal qual era o mainstream musical brasileiro até bem pouco tempo, o que vai ser então da nova cena musical independente brasileira daqui

O COMUNICADO DOS FESTIVAIS QUE DEIXARAM A ABRAFIN, EXPLICANDO SUA DECISÃO

Existe um debate acerca da Associação Brasileira de Festivais Independentes (ABRAFIN) ocorrendo dentro e fora da entidade. Deste debate público depreendem-se importantes pontos, dentre os quais a evidência de que a ABRAFIN não é mais uma unanimidade. Boa parte da aura de independência se esvaiu e, não raras vezes, percebemos que a entidade é vista com desconfiança. Qualificar e aprofundar este debate de forma íntegra, democrática e sem ranços é uma necessidade que se impõe à ABRAFIN e à própria rede de festivais independentes espalhados pelo país.

Goiânia Noise Festival, Abril Pro Rock, Casarão, Psycho Carnival, DemoSul, 53 HC, PMW, RecBeat, MADA, El Mapa de Todos, 1º Campeonato Mineiro de Surf, Gig Rock e Tendencies são festivais afiliados à ABRAFIN (alguns deles membros-fundadores) que não se sentem à vontade com o atual estado de coisas. Discutindo os rumos tomados pela entidade nos últimos anos, estes festivais, apesar de sua diversidade, apresentam dois aspectos em comum: não pertencerem ao coletivo Fora do Eixo (ainda que praticamente todos eles possuam parcerias pontuais com este mesmo coletivo) e não se sentirem representados pela ABRAFIN. Com base nesta constatação, o conjunto de festivais em questão elaborou este documento apresentando suas perspectivas e anseios em relação à entidade.

A ABRAFIN deve ser capaz de abarcar a complexidade, as diferenças e particularidades de seus festivais membros. O atual panorama da produção musical independente brasileira evidencia os diversos caminhos e abordagens adotados no conjunto de festivais que se congrega na ABRAFIN. Adotar um modelo único de funcionamento é um erro crasso, completamente oposto às premissas da fundação da entidade. Em um país de tantas diferenças e de proporções continentais como o Brasil é inadmissível acreditar na existência de um só paradigma que valha de Norte a Sul. Cada festival possui não apenas a autonomia, mas principalmente a expertise necessária para lidar com sua realidade local, bem como com sua proposta estética.

A ABRAFIN não é e jamais deverá ser Fora do Eixo. Com erros e acertos, o Fora do Eixo é uma das diversas possibilidades no trabalho com a música independente brasileira. Não é a única. Infelizmente, nos últimos anos, houve uma indevida sobreposição entre as duas entidades. O fato desta reunião da ABRAFIN estar acontecendo dentro de um Congresso Fora do Eixo é prova irrefutável desta sobreposição. A opinião pública, obviamente, tem sido incapaz de diferenciar ABRAFIN e Fora do Eixo. Cabe à ABRAFIN se desfazer deste erro e voltar a lidar com a multiplicidade de enfoques que existe em seu arcabouço.

O estatuto da ABRAFIN deve ser mantido e respeitado. Sua construção foi fruto de anos de trabalho laborioso, norteado pelo espírito de independência da nova música brasileira, bem como por sua diversidade e complexidade. Nele estão edificados conceitos ainda pertinentes e válidos, como aquele que define o que vem a ser um festival independente aos olhos da entidade. Abrir mão deste patrimônio é esvaziar de forma oportunista o próprio espírito da ABRAFIN.

A condição de três anos consecutivos para que um festival se filie à ABRAFIN deve ser mantida. Esta premissa tinha vistas a afastar a entidade de festivais aventureiros que surgem aos montes a cada instante. Para que a ABRAFIN seja uma entidade sólida, em sua composição deve haver apenas festivais que apresentem este compromisso com a continuidade. De outra forma não será possível construir um circuito efetivamente forte de festivais por todo o território brasileiro.

Festivais independentes e artistas não são entes antagônicos. A fundação da ABRAFIN trazia em sua concepção a moderna ideia de que tanto os festivais e seus produtores quanto as bandas e artistas que nele se apresentavam necessariamente faziam parte de um mesmo grupo, uma mesma proposta e um mesmo ideário. Nos últimos tempos o que se tem percebido é uma distensão entre estes dois pólos. Cada vez mais a ABRAFIN e artistas têm se encarado de forma animosa, como se fossem opostos.

A concepção original da ABRAFIN preconizava músicos e produtores como pares, como partes de uma mesma engrenagem capaz de fazer a música independente avançar rumo a um profissionalismo cada vez mais acentuado, bem como a uma total liberdade criativa.

A ABRAFIN é uma entidade que congrega e aglutina festivais independentes ao longo do país. A razão de ser de cada um de seus festivais afiliados é converter-se em plataforma para a nova expressão musical brasileira. Cada festival deve trazer em si o compromisso com o novo, com a diversidade e com a riqueza musical do nosso país e do mundo, a partir do olhar estético que é próprio de cada afiliado. Estabelecer um grupo único e excludente de artistas que são sempre os mesmos a circular artificialmente por todos os festivais é atentar contra a própria razão de ser da ABRAFIN. Mais que isso, é transformar o circuito de festivais congregados pela entidade num pastiche do mainstream da velha indústria fonográfica.

Dividir a ABRAFIN em regionais é algo a ser evitado neste momento de ataques, dúvidas e fragilidades. Os festivais, cada qual em sua região, já agem localmente. Inflar a entidade com outros tantos festivais de trajetória ainda incipiente ou mesmo duvidosa é abrir brechas para uma ainda maior fragilização da entidade. Ao contrário, a ABRAFIN deve se fortalecer a partir das premissas expressas em seu estatuto, assegurando solidez para saltos maiores num futuro, quiçá, próximo.

Ser ponta de lança na efetiva construção de um mercado independente sustentável é um dos pilares da ABRAFIN. Tal construção passa, necessariamente, pelo apoio do poder público progressista. Por esta via, o uso de verbas públicas deve ser estratégico e voltado para a construção, a médio e longo prazos, deste mesmo mercado. Desafortunadamente, o que se tem visto é uma ABRAFIN que cada vez mais enxerga os recursos públicos como um fim e não como um meio. É papel da ABRAFIN buscar recursos não apenas junto ao poder público, mas também à iniciativa privada, sempre tendo a independência como paradigma de primeira ordem.

A ABRAFIN é uma entidade suprapartidária e superior a qualquer grupo que esteja sob sua alçada. A atuação política da ABRAFIN se dá pelo próprio caráter transformador e progressista da arte e da cultura. A ABRAFIN deve estar a serviço, única e exclusivamente, de seus afiliados e da cadeia produtiva que os cerca.

Tal e qual foi explicitado no início deste documento, o conjunto de festivais que ora o redige não se sente mais representado pela ABRAFIN. Por esta via Goiânia Noise Festival, Abril Pro Rock, Casarão, Psycho Carnival, DemoSul, 53 HC, PMW, RecBeat, MADA, El Mapa de Todos, 1º Campeonato Mineiro de Surf, Gig Rock e Tendencies vêm respeitosamente solicitar sua desfiliação da Associação Brasileira dos Festivais Independentes. Todavia, o mesmo grupo entendeu por bem contribuir para o debate acerca da entidade compreendendo o importante papel que ela pode vir a cumprir na seara da produção cultural brasileira.

Não se trata aqui de uma debandada movida por disputas políticas internas. Fosse assim, a desfiliação seria uma estratégia absurdamente equivocada. É notório que o grupo que assina este documento possui força e representatividade para quaisquer disputas dentro da entidade, mas tais disputas estão completamente fora do escopo de seus interesses.

A sobreposição existente entre ABRAFIN e Fora do Eixo tem criado uma série de desafortunados e prejudiciais mal-entendidos a este conjunto de membros e, por ora, a alternativa entendida como mais apropriada a todos aqui é o afastamento.
Sucesso a todos!

 

O ROCK ROLOU EM BOA VISTA, NO FESTIVAL TOMARROCK

A quarta edição do festival Tomarrock agitou Boa Vista, capital do longínquo e queeeeente Estado de Roraima (no extremo Norte brasileiro, pra você que fugiu da aula de geografia nos ensinos fundamental e médio, Mané!), no último finde. E o portal Dynamite e o blog zapper estiveram por lá, acompanhando tudo de muuuuuito perto, graças ao apoio da turma brava do coletivo Canoa Cultural, que organizou o evento. Na verdade o Tomarrock – como todo evento cultural que se preza, atualmente – foi bem mais que apenas um festival dedicado a mostrar os novos talentos (alguns, nem tão talentosos assim) da cena musical independente roraimense e amazonense. Antes do festival em sim, houve uma intensa programação durante toda a semana passada, com palestras, debates etc. E dentro desta programação extra musical, uma das mais bacanas foi o debate ocorrido no teatro do Sesc Boa Vista, na quinta-feira passada, onde jornalistas gestores culturais locais colocaram na mesa suas impressões e opiniões sobre Comunicação e Cultura na era digital. O autor deste blog participou do debate, que também contou com a lenda e figuraça Sandro Corrêa, jornalista rocker de Manaus já com anos de atuação na área musical e cultural, e que é conhecido como o “Tony Wilson” da Amazônia.

E no final de semana o rock rolou no ginásio do Sesc local, claro. Em uma cidade já quente por natureza o ano todo a temperatura subiu ainda mais dentro do ginásio, com o público sempre se mostrando total receptivo ao que rolava no palco, em um line up dominado nas duas noites por bandas locais e de Manaus (com exceção dos headliners Dr. Sin, de São Paulo, que encerraria a primeira noite, mas tocou antes por questões de agenda apertada; e For Fun, do Rio De Janeiro, que fechou o festival já na madrugada de domingo).

Destas, na sexta, o repórter infelizmente perdeu as apresentações das duas primeiras (já que Zap’n’roll foi “esquecido” no hotel pela van que transportava jornalistas, rsrs. Um problema menor, plenamente desculpável e que pode ocorrer mesmo em um festival onde há zilhões de tarefas sendo executadas pela equipe de produção ao mesmo tempo. Enfim, o blog acabou indo de táxi para o ginásio e conseguiu acompanhar na boa o restante das gigs da noite), Nicontines e Johnnny Manero. A primeira, liderada pelo jornalista manauense Sandro Nine, faz do indie/grunge guitar dos 90’ sua razão de existir. E a Johnny, já um dos grandes nomes do rock de Boa Vista, prefere trafegar (com competência e elegância) pelo classic rock setentista.

Ainda na primeira noite, a Garden mostrou bom apelo pop oitentista (relembrando algo de rock melancólico à lá pós-punk inglês e Legião Urbana), Iekuana mostrou seu já consagrado talento local para fazer um interessantíssimo sincretismo entre levadas rockers e ritmos locais, e o Nekrost fechou tudo com doses concentradas de porrada metal. Antes das duas o veterano Dr. Sin (que seria o headliner mas como tinha horário de vôo marcado para voltar a Sampa, onde faria show no dia seguinte, o que provocou o “adiantamento” da apresentação do trio) mostrou que continua mandando um eficiente hard/classic rock ao vivo e em disco, mesmo já tendo duas décadas de existência. Não é à toa que os irmãos Buzic formam uma das melhores seções rítmicas de todo o rock brasileiro.

A Jamrock, mostrando no palco o reggae tipo exportação de Roraima

A Orquestra Camarones, de Natal: guitarras em fúria

Arthur De Jesus: hip hop e rap marcando presença no Tomarrock

O sábado foi muuuuuito interessante, do ponto de vista estilístico. Houve desde o rap/hip hop de Arthur De Jesus (com rimas ainda simples mas bem encadeadas na base instrumental) até o escroto e já decadente emocore do carioca ForFun – leia-se For Shit. Entre um e outro, houve espaço para a boa presença instrumental e de palco da turma do AltF4, para a porrada sonora dos moleques do Ostin, e para o bom rock do Hopes. Mas sem dúvida alguma os dois mega destaques do sabadão – e que foram talvez os responsáveis pelos dois melhores shows de todo o Tomarrock – foram a Camarones Orquestra Guitarrística e a Jamrock.

A Camarones é o que o nome diz: uma orquestra de guitarras (mas meio que liderada pela baixista Ana Morena), sem vocais, fundada em Natal (capital do Rio Grande do Norte) e que já se tornou banda Cult no circuito indie nacional, graças à avassaladora potência de suas canções com melodias aceleradas e incendiárias. Já a roraimense Jamrock, apesar do nome, é um combo de… reggae. Yep, o ritmo jamaicano que (quase) todo brasileiro ama. Pois a Jamrock está em ponto de bala: fez uma apresentação com direito a naipe de sopros, e com uma pista quase cheia do ginásio cantando as músicas do grupo em coro. Longe de trazer alguma novidade ao gênero, o que a Jamrock faz é reggae pop de alta qualidade (com ótimas levadas melódicas, arranjos caprichados e uma vocalista que é um tesão pós- adolescente) e com total apelo radiofônico e comercial. Com todo o respeito à Boa Vista, é uma banda boa demais para permanecer na cidade. Precisa descer correndo pro Sudeste e botar a mina de ouro pra funcionar.

Foi isso. O Tomarrock, em sua quarta edição, mostrou que a nova música independente brasileira possui qualidade e garra. E não possui fronteiras: ela está tanto aqui, em São Paulo (às vezes, nem está aqui) quanto em Roraima. Sorte de nós, fãs eternos do rock e do pop de qualidade.

* O jornalista Humberto Finatti viajou a Boa Vista (Roraima) a convite da produção do festival Tomarrock.

 

E NO CALOR ROCKER DE BOA VISTA…

* A viagem de busão aéreo até Roraima é muito cansativa. Conexão em Brasília, escala em Manaus e um total de quase oito horas de viagem – isso mesmo, mais duas horas e chega-se em Miami, daí dá pra se ter uma idéia do tamanho desse país.

 

* Pra piorar: calor. E pra piorar um pouco mais, saída de Congonhas às sete da matina. O zapper sempre atrasão e dorminhoco preferiu nem dormir de madrugada (óbvio), com medo de perder o vôo. E mesmo assim chegou em cima da hora no aerorporto. Quando embarcou, finalmente, o sol já estava forte. E se você acha que Sampalândia está um calor dos demônios nestes dias finais de 2011, é porque não conhece Boa Vista. Lá é assim: 35 graus todos os dias, o ano todo. Quando você sai do conforto do ar-condicionado do quarto do hotel em que está hospedado, dá de cara com um bafo quente ainda no corredor do lugar. Parece que estamos entrando numa sauna. Na rua então, com o sol rachando as cabeças, é pior ainda. Mas enfim, tudo pelo rock’n’roll.

 

* A viagem desta vez ao menos foi minimamente mais agradável porque a produção do Tomarrock embarcou o sujeito num vôo da Tam. Todo mundo que viaja de avião no Brasil sabe que tanto Tam quanto Gol são de uma porqueira e uma cafajestice a toda prova no atendimento e conforto dos passageiros. Mas, voilá: pelo menos a Tam ainda tem o bom senso de servir brejas a bordo. Com o calorão mandando ver em Brasília, Zap’n’roll não teve dúvidas: começou a tomar latinhas e latinhas no avião assim que ele decolou da capital federal. E o melhor da parada: havia Heinekens a bordo. Quando chegou em Manaus, o jornalista ébrio já estava beeeeem “mamadão”. Só faltou, pra completar… rsrs. Foi aí que o zapper mais uma vez foi tomado por lembranças. Recuerdos das zilhões de vezes em que ele cansou de cometer “maldades nasais” (tal qual uma versão jornalística de Pete Doherty) em pleno vôo, no banheiro do avião, hihi. Em uma dessas ocasiões, o resultado da “maldade” foi total bizarro. O blog estava a caminho de um festival no Acre, se não nos falha a memória. Assim que o avião saiu de Brasília o gonzo loker, já sedento por um “teco” de padê, literalmente voou pro banheiro. Lá esticou caprichosamente uma autêntica “taturana”, em cima do aço escovado que margeia a pia. E mandou ver. Voltou pro seu assento e em dois minutos a bicudisse mega tomou conta do cérebro do jornalista. Foi insano: o vôo era noturno e estava chovendo. E enquanto todo o restante dos passageiros estava tranqüilo e nem aí em seus assentos, o autor destas linhas online, já completamente neurado, viu a luz prateada da asa do avião piscando intermitentemente (o que é normal), e pensou: “essa merda vai cair!!!”. Bien, o avião não caiu, rsrs. Tanto que o blog está aqui, relembrando a parada, hehe.

 

* Ao chegar em Boa Vista, bêbado e morto de sono (quem consegue dormir em um vôo doméstico no Brasil?), Zap’n’roll dispensou o almoço oferecido pela produção do festival e foi direto pro hotel, pra dormir ao menos um pouco, já que à noite o blog iria participar de um debate no Sesc local, sobre mídias digitais nos anos 2000. E à noite, após o debate, preferiu novamente voltar pro hotel e dormir. Foi brindado pelo querido Manoel (produtor-chefe do Tomarrock) com pizza e duas garrafinhas de Stella (tão boa quanto a Heineken, no?), entregues no hotel. Tratamento vip é isso aí, rsrs.

 

* Sextona, primeira noite do festival. Shows bacanas e tal e breja liberada (já que a marca que estava sendo vendida no ginásio do Sesc era uma das patrocinadoras do evento) para músicos e jornalistas. Zap’n’roll deitou e rolou. Ao final dos shows, já bastante envolto em brumas intensas de álcool, não se conteve e pediu ao querido casal Isah Rock (uma das jornalistas mais lindas, rockers e legais de Boa Vista, além de amiga master do blogger maloker) e Zé Victor (o simpático boyfriend da garota), que deixassem o autor deste blog em algum lugar onde ele pudesse caçar “aditivos” extras. O pedido do blogueiro já total sem noção, foi atendido. Ele voltou para o hotel no outro dia, duas da tarde, rsrs.

 

* Existe um lugar literalmente infernal em Boa Vista. E ele se chama Beiral. Só isso. Nem Amy Winehouse ou Pete Doherty agüentariam passar algumas horas ali…

 

* Quase total destruído e morto mas ainda vivo, o zapper conseguiu tomar um mega banho, se recompor e ir pra segunda e derradeira noite do Tomarrock. Que foi tão bacana quanto a primeira. Ainda mais que Zap’n’roll finalmente se encontrou com ela!!! Aquela delícia tatuada e mega peituda, com óculos na cara e total jeito de perva, chamada Camila Costta. Também jornalista em Boa Vista (a cidade é pródiga em ter jornalistas gostosas, tesudas, lindas, loucas e safadas, hihi) e também dileta amiga destas linhas virtuais, Camila é a tentação do demônio em pessoa. E o zapper sempre, hã, ultra fã de jornalistas lindas, cultas, inteligentes e malucas, teve que se comportar pois afinal agora ele é um respeitável “senhor” comprometido em Sampa, uia!

 

* Papos bacanas como Camila sobre tudo (cultura, jornalismo, existência humana, loucuras zappers etc, etc, etc). Até que o autor deste espaço online pediu licença à garota pois queria ir no camarim das bandas, pra tomar um refri bem gelado (ah, sim: na última noite do festival o rapaz que digita este blog foi um modelo de comportamento: ficou apenas no refrifgerante e sandubinhas, pois o estrago alcoólico e químico da noite anterior havia sido cruel) e “beliscar” algo pra comer. A credencial que Zap’n’roll tinha permitia o acesso aos camarins, sem problema, tanto que o blog cansou de circular por lá na primeira noite do evento. Mas eis que, naquele momento, a atração principal da última noite havia acabado de chegar aos camarins. Era o grupelho emo carioca já total decadente For Fun – leia-se For Shit, mas que sim, ainda é uma atração bacana para se levar até um festival em uma região distante do país. Enfim, nada contra o For Shit mas os seguranças vieram peitar o jornalista loker: “agora não pode entrar, porque a banda pediu pra restringir o acesso e bla bla blá”. Zap’n’roll ameaçou perder a paciência, mas preferiu levar um lero com uma das coordenadoras da produção, a fofa e simpática Priscila. E explicou pra ela: “não fique brava comigo, mas estou cagando pro For Bosta. Só vou entrar pra tomar um refri e comer algo e depois já volto lá pra cima”. Ela, algo sem graça, consentiu. Ora, afinal o que uma banda estúpida e mala como essa pensa que é, quando vai tocar em uma cidade bacana porém modesta como Boa Vista? Pensa que é o Guns N’Roses chegando ao Rock In Rio? Daqui destas linhas online, nosso singelo recado ao For Fun: vão tomar no cu!

 

* Bizarrice da última noite do Tomarrock: enquanto o For Shit desfiava suas maletices emo no palco, os jornalistas (e agora irmãos de fé) Sandro Nine e Finas discorriam, em pleno calor do extremo Norte brazuca, sobre… a deusa inglesa PJ Harvey, musa de ambos. Uia!

 

* Daqui o blog manda mais uma vez seu agradecimento a todos os amigos e à turma bacana que ele conheceu em Boa Vista e que nos tratou com super carinho e atenção. Valeu Manoel Villas-Boas, Priscilla, Camila Costta, Cyneida, banda Nicotines, pessoal do Altf4, Isah Rock, Zé Victor, Raísa etc, etc. Um abração mega pra todos vocês e votos de Feliz Natal e super entrada em 2012!  

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco I: a estréia em disco cheio do quarteto paulistano The Orange Disaster é um dos grandes destaques deste finalzinho de 2011. O álbum “We Will Conform!”, saiu na verdade há algumas semanas, através do selo SubFolk (tocado pelo grande Ilsom Barros, o gênio que comanda outra bandaça indie paulistana, a Zefirina Bomba), mas somente agora o blog conseguiu espaço e tempo para dedicar algumas merecidas linhas ao discão. O OD é esporrento, barulhento e inclassificável em sua sonoridade quase brutal – é como se o grunde de Seattle colidisse de frente com os esporros punk/experimentais/minimalitas de algum At The Drive In. A formação do grupo também é uma bizarrice sem tamanho: o vocalista Júlio Magalhães é gorducho, careca e usa óculos. E no entanto quando sobe ao palco ele se transforma em um monstro performático, como se fosse um serial killer pronto para exterminar o público à sua frente. Ao lado dele estão o guitarrista Rafael Laguna (que também toca no Capim Maluco), o baixista Vini F. (ex-Ecos Falsos) e o batera David Rodrigues (também ex-Ecos Falsos), um trio que constrói a base instrumental perfeita para Júlio exorcizar suas pirações rockers and fucking noise. Interessou e ainda não tem o disco? O Orange toca nesta quarta-feira, 21 de dezembro, lá na Livraria da Esquina (rua do Bosque, 1253, Barra Funda, zona oeste de Sampa), a partir das onze da noite, na última grande festa rock’n’roll do ano. E pra “aquecer” pra gig você pode ouvir o som do quarteto aqui: WWW.myspace.com/theorangedisaster .

 

O quarteto Orange Disaster: som porrada e que você conferir ao vivo nesta quarta-feira, na Livraria da Esquina/SP

* Disco II: Messias Elétrico vem lá das Alagoas e faz psicodelia e hard rock setentista de responsa. O vocalista e tecladista Leonardo (ex-Mopho) se juntou a Alessandro (baixo), Pedro (bateria) e Pedro Ivo (guitarras) para compor um  transportam o ouvinte a um elo perdido entre o classic rock e a psicodelia inglesa sixtie. Tudo isso em músicas pra servir de trilha pra chapação de côco: “Siga cantando”, “The Last Groove” (dividida em quatro partes e um pouco longa demais, mas ainda assim bacana) ou “Desejo loucura e barulho”, escolha a sua e boa viagem! Lançamento bacanudo do lendário selo Baratos Afins, do igualmente lendário produtor (e amigão destas linhas online) Luiz Calanca, e que você encontrar no site da loja: WWW.baratosafins.com.br .

 

* Livro: concebido pelo jornalista Luiz Cesar Pimentel (chefe de redação do portal R7, e um dos mais respeitados profissionais na área de cultura pop da imprensa brasileira), “Você tem que ouvir isso!” reúne listas de músicas que músicos, produtores e jornalistas gravariam numa boa e velha fitinha K7 para educar “musicalmente” seus rebentos – o próprio Luiz é pai das fofas Nina e Lola, além de ser dileto amigo destas linhas rockers online há milênios. Dentro dessa proposta editorial, surgiram indicações musicais das mais legais e estranhas – por exemplo, o metaleiro Max Kolesne, da banda de metal extremo Krisium, capricha na seleção de porradas sonoras para as “crianças” já aprenderem a bater cabeça desde a mais tenra idade. Por outro lado há listas interessantíssimas feitas por gente como Nando Reis, Dinho Ouro Preto, Samuel Rosa, Edgard Scandurra e jornalistas como o querido super monge japa zen Pablo Miyazawa (editor-chefe da revista Rolling Stone) e Sérgio Martins. Enfim, um presente beeeeem legal pra você dar ou ganhar neste natal. O lançamento é da editora Seoman e a única ressalva do blog quanto ao livro é que Luiz não deveria perder tempo pedindo listas pra gente absolutamente escroque (como o produtor Carlos Eduardo Miranda) ou sem importância alguma no jornalismo (como Flávia Durante).

 

* Baladas: semana natalina bombando e todo mundo querendo aproveitar já no meio da semana porque no sabadão em si, sabe como é… véspera de natal, aquele clima família e ninguém vai poder/querer sair pra esbórnia. Então anotaê: além do showzão do Orange Disaster nessa quarta-feira na Livraria da Esquina, na quinta vai ter “Rock de Quinta” na Funhouse (que fica na rua Bela Cintra, 467, Consolação, centrão de Sampa) e a festa Let’s Get Rocked no Beat Club (lá na rua Augusta, 625, centro de Sampa). Bão, né? Então bora correr pra zorra até o finde porque no sábado, já sabe: é noite de esperar Papai Noel, uia!

E FIM DE PAPO FINALMENTE

Que o post ficou enorme e o sujeito aqui vai hoje dar um rolê pela “naite” rocker paulsitana, que ninguém é de ferro, hehe. Na próxima sexta-feira, aqui e na Zap’n’roll do portal Dynamite, os últimos posts de 2011, com a nossa lista de melhores do ano. Depois, só em 2012, né?

Até lá então!  

 

(finalizado por Finatti em 20/12/2011, às 20:45hs.)

Postão novo zapper no ar nesta quarta-feira (mais conhecida como amanhã), se esta empresa de merda chamada Telefonica deixar…

Esta operadora cuzona e porca é a pior do Brasil na área de telefonia. E está fodendo a vida do blog há uma semana. Telefonica: vai tomar no cu!

Yep. O blogão zapper está sendo prejudicado pela incompetência, inoperância e total falta de respeito da Telefonica para com um de seus clientes que, mesmo estando com todas as contas em dia, viu seu sinal do Speedy ser “retirado” indevidamente há uma semana.

Reclamações e ações processuais já foram movidas (via Ouvidoria da operadora, Anatel e Procon) e provavelmente o autor deste espaço rocker online vai trocar de operadora de internet banda larga nos próximos dias. Mas mesmo assim haverá post novo por aqui amanhã, falando da nova banda Pronominais, dos festivais que vão agitar o extremo Norte brazuca neste finde, e mais isso e aquilo.

Até logo menos, então!

(enviado por Finatti às 18hs.)

Fim de ano chegando: New Order amanhã em Sampa, a prog do Lollapalooza BR anunciada, festivais no Norte (do Brasil), bandas novas brazucas em aposta para 2012, e uma bio explosiva que ainda vai ser escrita

 

Dave Grohl e os Foo Fighters: eles fecham a noite de sábado do Lollapalooza BR, em abril de 2012 em Sampa

 

Pois então.
Novo post zapper sendo escrito diretamente de uma “muderna” lan house, na Praça da Árvore, a poucos metros da residência eterna do autor destas linhas rockers online. Motivo? Nope, nada a ver com problemas com o notebook Compaq/HP do sujeito aqui. Mas sim com dona Telefonica, responsável pelo serviço de internet Speedy. Pois eis que na manhã de ontem (quinta-feira), quando Zap’n’roll ligou o note e foi conectar-se à internet, a porra não funcionou. Não funcionou e não queria funcionar. Passo imediato: ligar para a Telefonica, para saber o que estava rolando visto que as contas tanto de telefone quanto de internet estão rigorosamente em dia. Após mais de uma hora (!) de papos com atendentes do serviço de Speedy, do Terra banda larga etc, descobriu-se o que havia acontecido. “Foi uma falha sistêmica nossa, o Sr. nos desculpe”, disse o atendente com a educação que lhe era possível naquele instante. “Dezenas de clientes tiveram suas linhas de Speddy canceladas e retiradas inadvertidamente, sem que eles pedissem esse cancelamento. Foi o seu caso também”, explicou o sujeito, informando ainda que o sinal do Speddy estaria de volta em no máximo três dias úteis. Ok, aí entra a questão: e quem paga o preju dos assinantes do Speedy com a interrupção do serviço? E quem paga o gasto extra com utilização de lan house? Que a Telefonica é uma autêntica merda e seu serviço o pior possível, todo mundo tá careca de saber. Mas daí a retirar o sinal do Speedy de um cliente, sem que este tenha feito pedido nesse sentido, aí já é um pouco demais. Alou Telefonica: vai tomar no cu! E depois desse esporro público e necessário nessa operadora de telefonia de quinto mundo, vamos ao post desta semana, que ainda não vai ser aquela Brastemp habitual, mas que vai dar pra distrair e divertir nosso sempre amado e dileto leitorado, uia!

* E o que temos pra este finde? Buenas, tem Ultra Music Festival amanhã em Sampa (naquele pavor que é o estacionamento do complexo do Anhembi), com New Order e talz, e o blog vai estar por lá, claro.

Já o velho New Order é a grande atração do Ultra Music Fest, amanhã em Sampalândia

* Mas as atenções desta sextona friorenta (delícia: 16 graus na novamente terra da garoa, e isso em pleno verão, wow!) estão novamente voltadas para o Lollapalooza BR, que soltou seu line up definitivo dos dois de festival, com a inclusão dos Racionais MC’s e do sempre esporrento e ótimo Daniel Belleza & Os Corações em Fúria. Dá uma olhada aê embaixo:

Lolla BR – dia 7 de abril de 2012 (sábado)
Márcio Techjun
Balls
Tipo Whisky
Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria
Veiga & Salazar
Ritmo Machine
Pavilhão 9
Rhythm Monks
Marcelo Nova
Wander Wildner
Peaches
Perryetti V/S Chris Cox
The Chrystal Method
Bassnectar
O Rappa
Joan Jett
Cage The Elephant
Band Of Horses
Calvin Harris
Tv On The Radio
Foo Fighters

O sempre esporrento Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria (acima), além dos rappers do Racionais MC’s (abaixo): dois ótimos reforços no line up do Lolla BR

Dia 8 de abril (domingo)
Daniel Brandão
Bluebell
Suvaca
Black Drawing Chalks
Kings Of Swingers
Killer On The Dancefloor
Garage Fuzz
Velhas Virgens
Cascadura
Plebe Rude
Tinie Tempah
Gogol Bordello
Pretty Lights
Friendly Fires
Racionais MC’s
Foster The People
Skrillex
Thievery Corporation
MGMT
Jane’s Addiction
Arctic Monkeys

* É isso. Tirando alguns nomes bizarríssimos da prog (“matador na dancefloor” ou “os reis do swing”), o Lolla BR até que tá médio, rsrs. E vai continuar rendendo assunto como foi a “guerra” semana passada entre o cantor Lobão e Perryl Farrell, o homem que criou um dos festivais mais importantes e badalados do rock mundial. Uma “guerra” inclusive registrada por estas linhas zappers lá no endereço do blog no portal Dynamite, e cujo texto iremos reproduzir aqui até este sábado (leia-se: amanhã).

* Buenas, tem muuuuuita parada ainda a ser escrita aqui. Mas como a tarde já está acabando e o blogger rocker sempre na correria tem que sair da lan pra resolver uns lances pessoais, vamos parar por aqui e deixar o post ainda em mega construção. Até o final da tarde deste sábado ele vai estar completo aqui, falando de novos nomes bacanas do rock indie nacional (a banda Pronominais), dos festivais que rolam pelo Norte do Brasil na semana que vem, além do roteiro de baladas pra este finde aqui mesmo em Sampalândia. Certo, povo? Até logo menos, então!

(enviado por Finatti às 19hs.)