O mundo muda e com ele, o blog também. O Oscar, o show do Howler e a violência urbana moderna fora de controle, infelizmente. E um feriadão mega bacana em um paraíso perdido no interior de Minas Gerais (versão ampliada e atualizada em 02/3/2012)

 O vocalista do Howler comanda o barulho e a esbórnia rocker no último domingo à noite, em Sampa (acima). Mas se o seu negócio é sossego, então a pedida é um dia ir até a mega pacata e bucólica São Thomé Das Letras, em Minas Gerais (abaixo, vista noturna da praça principal da cidade) (fotos: Helena Lucas)

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EXTRINHAS DA SEXTONA

 

* Yep. Enquanto o bravo e valoroso note segue em “observação”
no “estaleiro”, vamos atualizando este mesmo post (na semana que vem haverá
outro novo em folha, hehe) da melhor forma possível.

 

* E a melhor notícia desta semana, você já deve estar
sabendo, veio ontem: o gênio Noel Gallagher, o homem que comandou o Oasis por
quase vinte anos, vem mesmo aí coma turnê de seu primeiro disco solo, que
entrou em todas as listas dos melhores álbuns de 2011 – inclusive na lista aqui
do blog, óbvio. Os shows rolam dia 2 de maio em Sampa (no Espaço das Américas)
e, na noite seguinte, lá no Rio. Esse é imperdível!

 

* E a reabertura do Madame Satã, anteontem? Foi tudibom. O blog reviu zilhões de pessoas que não via há séculos (e, claro, sendo que detestamos algumas e adoramos outras), bebeu
várias Heinekens geladas e foi super bem recebido pela Paula e pela equipe toda
do Gé, o novo proprietário da casa. Aliás, a nova administração está de
parabéns: a reforma do casarão ficou impecável e manteve a estrutura/arquitetura
original do local – lindos os espelhões internos, que ficam nas janelas
originais da casa. O som tava bacanão no porão mas melhor ainda no lounge do
bar – porra, rolou Stone Roses, Charlatans, House Of Love e os caralho. Como
sempre, teve o lado negativo, rsrs. Encontramos com o “querido” Lilith Antunes
e até batemos um papo, hã, “cordial” – mas deixando bem claro que Zap’n’roll
continua considerando-o um velho gordo, careca, barrigudo e fofoqueiro ao
extremo, ahahaha. E claaaaaro que já rolaram idiotices sobre este “encontro” no
grupo Bizz do faceboquete – o mesmo grupo de otários e canalhas em grau máximo
que também existia no Orkut. Gente covarde, mau caráter, mentirosa, arrogante e
que só é “macho” na frente do computador porque quando encontramos esses ratos
pessoalmente… não fica um pra apanhar na cara.  E o pior, o mais à toa e torpe dessa corja,
todo mundo sabe, é o BOSTA chamado José Flávio Jr. O sujeito já vomitou
porqueira a respeito do autor deste blog por lá. Um comentário tão sujo, podre
e nojento (também, esperar o quê de um verme rolha de poço, um jotalhão
depósito de banha podre, que vive de insultar, humilhar e caluniar mentirosa e
moralmente as pessoas?), tão vil e mentiroso que ficamos até felizes por saber
que o imundo escreveu aquilo e assinou com seu nome e avatar. Agora vai ser
possível foder essa praga com ação criminal por injúria e difamação e ele vai
ter que provar o que escreveu lá. Caso contrário… cadeia nele! O blog apenas
lamenta e não consegue entender como um boçal, torpe e canalha desse naipe
tenha espaço para colaborar em uma mega revista de respeito como a Rolling
Stone. Alô querido Pablo Miyazawa (editor-chefe da publicação, e dileto amigo
destas linhas bloggers rockers há anos), e mr. Paulo Cavalcanti (editor da
seção Guia, da mesma revista), como vocês deixam um porco dessa estirpe, que
vive de fofocar e escrever mentiras em redes sociais, colaborar com a Rolling
Stone? A assinatura de um trolha desses MANCHA o nome e a credibilidade da
revista, apenas isso.

 

* Baladas legais pro finde? Vem que tem! Hoje, sexta em si, super DJ André Pomba esquenta a pista do DJ Club (lá na alameda Franca, 493, Jardins, zona sul de Sampa). Também hoje,
mas no igualmente reaberto Astronete (lá na rua Augusta, 335, centrão de
Sampa), tem show do sempre bacana Detetives. E ainda hoje, mas no Inferno Club
(também na Augusta, no 501) tem show do Black Drawing Chalks com abertura do
Grindhouse Hotel (a banda do queridão chapa Thiago Carandina). E dia 17 de
março, na Outs (no 486 da Augusta), você já sabe: noite mega fodaça e
imperdível, com showzaço dos Forgotten Boys mais DJ set arrasa-quarteirão
destas linhas rockers online. É nozes!

 

* É isso? É isso, por enquanto. A promo dos tickets pro show do Sisters Of Mercy continua a toda (vai lá embaixo, no final do post, e informe-se, seu preguiçoso, rsrs) e semana que
vem tem mais por aqui, okays? Até lá, então!

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Yep. O mundo muda, sempre.
Se para melhor ou pior são outros quinhentos milhões de acessos na internet. Mas o fato é que a semana começou com o autor destas linhas online (já completando quase uma década de existência) se pegando algo melancólico e reflexivo. Pensativo sobre os destinos (descaminhos?) da existência humana, sobre quão banal se tornou apenas não a própria vida (a Folha online de anteontem, segunda-feira, informa que aumentou a taxa de homicídios na capital paulista, no primeiro mês de 2012) mas também a própria cultura de massa nestes tempos velozes e total descartáveis da globalização via web. Éramos mais felizes há duas, três décadas, sem computadores, internet, sem celulares, TVs digitais e por assinatura e os caralho? Talvez. E talvez por isso mesmo, pela inexorável nostalgia de um tempo que não vai mais voltar, é que um filme como “O Artista” (mudo e rodado em preto e branco) tenha ganhado o Oscar no último domingo. O mundo muda muito rápido hoje em dia. E a tecnologia, cada vez mais avançada, está aí, ao alcance de todos. Mas isso nos torna mais felizes ou, pelo contrário, mais ansiosos, angustiados, tensos e isolados por redes sociais que, na verdade, não socializam ninguém? Enfim, são questões que Zap’n’roll levanta neste post que começa agora. Um post que, como você pode perceber pelo texto introdutório, sinaliza mudanças na própria pauta editorial do blog – que também ele precisa mudar, para acompanhar estes tempos tão, hã, “mudernos”. E nada do que está escrito aí em cima é papo nostálgico de tiozão saudosista e ranzinza. É apenas a dura e cruel realidade de um mundo que se banalizou por completo (na arte, na cultura, na política, na sociedade como um todo e na violência que emblematiza como nunca o já completamente esgarçado tecido social, ao menos nas grandes metrópoles brasileiras). O que há se de fazer? Pense cada um na sua resposta, enquanto vão lendo o post.

 

* MORRISSEY – Bye bye tickets para o show que o ser vivo mais maravilhoso do Universo faz em Sampa, no próximo dia 11 de março, no Espaço Das Américas. Os ingressos se esgotaram ontem. E isso porque absolutamente todo mundo reclamou dos preços. Se eles fossem menores então… era capaz de aumentar ainda mais a taxa de assassinatos em Sampalândia, durante a disputa pela compra das entradas.

 

* LÁ VEM SERRA – A praga careca do tucanato oficializou ontem que vai mesmo disputar as prévias do PSDB, no próximo finde, visando concorrer na eleição para a prefeitura paulistana em 2012. Vejam bem: estamos falando de um sujeito que já foi (o blog vai repetir: já foi) um dos políticos mais decentes deste país. Líder estudantil de esquerda nos anos 60’, fundador da Une, exilado político etc. Hoje o Sr. José Serra é o que todos nós sabemos: um reaça de primeira, autoritário, mandão e centralizador. E nunca é demais lembrar: quando foi prefeito pela última vez abandonou o mandato no meio pra se candidatar ao governo do Estado. Eleito governador, novamente abandonou o cargo no meio do mandato pra disputar a presidência do país. É esse sujeito que VOCÊ quer ver administrando a maior cidade do país???

Esse careca autoritário e ditador quer novamente ser prefeito da maior cidade do Brasil. E você paulistano, o quer como prefeito?

* OSCAR 2012 – Todo mundo já viu e comentou. A vitória de um filme como “O Artista” está bem explicada aí em cima, no texto inicial do post. E na boa? Todo o respeito do mundo ao trabalho da grande Meryl Streep, mas estas linhas bloggers torciam mesmo pela vitória da novata, loki e estranhamente interessante (inclusive sexualmente falando) Ronney Mara, para levar o prêmio de melhor atriz. A vitória de Streep ratifica o que todos sabem: a Academia de Hollywood, careta como só ela sabe ser, JAMAIS iria dar a estatueta para uma atriz com perfil andrógino e punkster, e que arrasa no papel de uma hacker psicótica (e tesuda, junky e deliciosa) em “Millenium – os homens que não amavam as mulheres”, dirigido magistralmente pelo igualmente genial David Fincher. É a vida… e só o mala gigante Carlinhos Brown achou que ele iria ganhar o Oscar de melhor canção original (pelo filme “Rio”). Choooooraaaaa mala Brown, hihi.

Linda, sexy, estranha, louca, junky, andrógina: tudo isso é Rooney Mara. Pena que ela não ganhou o Oscar…

* REDES NADA SOCIAIS – Tema já abordado aqui em outros posts a disseminação das redes sociais pelo mundo e a completa “anestesia” social que na verdade elas geram nos usuários, volta a ser objeto de comentário do autor destas linhas rockers virtuais. Dia desses a girlfriend do sujeito aqui, Helena Lucas, observou/reclamou: “você precisa deixar mais espaço para o leitor interagir com o blog. Para ele comentar, emitir sua opinião etc. E você não está fazendo isso. O blog já teve muito mais comentários do que tem hoje, não é?”. Sim, já teve, vamos admitir – embora o número de acessos a estas linhas zappers continue inalterado, com cerca de 70 mil Page views mensais, e isso há anos já. O que ocorre, na verdade (e é muito fácil perceber isso) é que as pessoas simplesmente desistiram de comentar em blogs. Desistiram por comodismo, preguiça etc já que é muito mais fácil, prático, cômodo e “muderno” “curtir” o post no Faceboquete ou recomendá-lo também por lá. Dá menos trabalho, mais visibilidade (para quem está curtindo ou recomendando o blog) e também desobriga o leitor a pensar, já que o exercício de refletir e escrever algo sobre o que foi lido no post foi substituído pura e simplesmente pela prática opção “curtir” ou “recomendar” em redes sociais – que na real, não socializam porra nenhuma com ninguém. E isso não acontece apenas aqui, na Zap’n’roll. Pode fazer uma varredura na blogosfera, e você irá descobrir que blogs e sites como Popload, Scream&Yell e outros (todos muito bons e amigos destas linhas online, vale exarar), antes campeões no quesito comentários, agora vêem os mesmos sumirem de forma drástica. Tem culpa os blogs? De forma alguma: eles continuam aí, informando e gerando ótimo conteúdo para quem estiver interessado em ler. O que rola, de fato, é a banalização da reflexão via redes (anti) sociais. Sites como o Faceboquete (do qual Zap’n’roll tem bastante ojeriza) e o Twitter (pelo qual o blogger loker nutre até alguma simpatia) não socializam ninguém e isso fica claro quando você se dá conta de que as pessoas, na sociedade atual, não saem mais com os amigos pra beber, conversar, ir a um cinema juntos, ou a um teatro ou a um show. As pessoas sequer põem a mão no telefone pra ligar pros amigos e bater um longo e caloroso papo. Tudo gira em torno da maldita rede social: é “moderno” conversar pelo chat (o) do Face (MSN já era) e “compartilhar”, “curtir” e “recomendar” coisas por lá. A socialização de fato foi pra casa do caralho faz tempo e isso inclui também NÃO fazer mais comentários em blogs (uma das poucas e honrosas exceções seria o “Confraria de Tolos”, escrito pelo nosso querido “inimigo cordial” André Barcinski, na Folha online, e que continua mantendo um bom número de comentários enviados pelos leitores). Enfim é isso: este blogger sentimental sente, de verdade, saudades de um tempo em que não havia nada disso. As pessoas eram mais próximas, felizes e sociáveis umas com as outras. Isso acabou, definitivamente. E infelizmente. E esse quadro não vai mais mudar. Pelo contrário: a tendência é piorar, cada vez mais.

 

* MADAME, A VOLTA –  O lendário, histórico e inesquecível casarão under paulistano, símbolo máximo de toda a contra-cultura que importou e dominou a cena alternativa da capital paulista nos anos 80’ (e também em parte dos 90’) está de volta, como você já está careca de saber. Sob a administração dos sócios Gé Rodrigues (que também é dono do DJ Club, uma das casas noturnas mais legais de Sampa) e Igor, o Madame Satã, agora rebatizado apenas como Madame, reabre suas portas hoje, quarta-feira, no mesmo endereço da rua Conselheiro Ramalho (no número 873) lá no bairro do Bixiga, na região central de Sampalândia. Zap’n’roll vai estar por lá, na festa de reinauguração e conta aqui como foi no próximo post, que será acrescido provavelmente de um enooooorme diário sentimental sobre tudo o que o sujeito aqui viveu naquele casarão durante pelo menos quinze anos – são histórias realmente inacreditáveis de fodas homéricas com bocetas quentes, loucas e depravadas ao extremo (e isso, claro, nos banheiros do bar), além de enfiações grotescas de pé na lama (com doses cavalares de álcool e devastação nasal via cocaine). Pode esperar pra ler com prazer e tesão, uia!

O velho e lendário casarão gótico do Bixiga: de volta à ativa

* A VIOLÊNCIA É TÃO FASCINANTE… – …e nossas vidas são tão normais, já cantava Renato Russo no clássico “Baader-Meinhof Blues”, do primeiro álbum da Legião Urbana, lançado há mais de duas décadas e meia. Pois de lá pra cá esta polaroid cruel da desintegração do tecido social só se acentuou: como informa a Folha online, a taxa de homicídios em São Paulo voltou a aumentar, no primeiro mês de 2012. Zap’n’roll esteve recentemente no ineriorzão mineiro, na pequenina cidade de São Thomé Das Letras (como você irá ler mais aí embaixo) e, sinceramente, ficou louco pra NÃO voltar mais pra capital paulista – onde o autor deste blog, afinal, nasceu e se criou. Qual é ou seria a solução para esta desintegração social e para a banalização que tomou conta da vida humana? Alguém aí tem uma resposta???

 

* ENQUANTO ISSO, NO POST ZAPPER ANTERIOR… – um maluco e reaça ao extremo, fake covarde (claro!) e doente mental com a cabeça ainda na Idade Média, começou a bombardear o espaço reservado aos leitores com mensagens pra lá de bizarras. Este post não vai se estender muito sobre elas aqui, mas se você quer rir um pouco e ver o esculacho que o sujeito tomou do autor destas linhas online, vai lá: http://www.zapnroll.com.br/?p=1369 .

 

* Tá legal: passado o showzaço do Howler, ainda temos pela frente a querida “tia” Morrissey (com tickets sold out), o Sisters Of Mercy (com promo bala de ingressos free aqui mesmo no blogão zapper) e mais Carl Barat (em abril), Nada Surf (também), Lollapalooza (idem), e Thurston Moore (yep, o ex-líder do Sonic Youth) também em abril (dia 11 em Porto Alegre; 12 em Sampa e ainda com uma gig a confirmar no Rio). Nada mau hein! Mas por enquanto, você lê aí embaixo um resumo rápido de como foi a explosiva apresentação do quinteto americano Howler no Beco/SP, no último domingo.

 

HOWLER – APENAS MOLEQUES FAZENDO ÓTIMO ROCK’N’ROLL
O domingão à noite foi hot no baixo Augusta. A casa noturna Beco não chegou a lotar mas os garotos americanos do Howler deram seu recado como os fãs esperavam: sem frescura, com seu rock garageiro e mezzo surf music em ponto de bala e a adrenalina a milhão. Foi um showzaço.

 

Que poderia ter sido ainda mais explosivo se tivesse rolado na sexta-feira, como inicialmente marcado – a banda, como você ficou sabendo, não conseguiu embarcar a tempo pro Brasil porque ficou “presa” em uma nevasca nos EUA. De qualquer forma o conjunto veio, tocou e venceu: suaram (literalmente) as camisetas no palco, executaram todas as faixas do seu primeiro e ótimo álbum (o “America Give Up”, que sai logo menos em edição brazuca) e fizeram os cercas de trezentos fãs presentes à gig pular com vontade.

O Howler, incendiando o povo no Beco

Dá gosto ver um grupo como o Howler, formado ainda por meninotes que bebem Jack Daniel’s no bico da garrafa no palco (e ainda oferecem um gole pro público), tocando com garra, vontade, tesão e juventude. Nada a ver com bandas velhas e bundonas e cujos integrantes, com suas panças enormes e flácidas, só querem faturar uns trocos a mais em cima de fãs igualmente velhos e saudosistas – né, Lynyrd Skynyrd. Por isso que o blog sempre diz: rock é pra moleques como os do Howler, não pra velhos como o autor destas linhas rockers eternamente lokers, hihi.

 

Mas enfim, melhor do que ficar deitando falação sobre a apresentação da banda no Beco, é conferir aí embaixo as imagens e o vídeo feitos pela nossa assistente editorial (opa!), a sempre esperta Helena Lucas.

 

HOWLER AÍ EMBAIXO
Ao vivo, no Beco/SP, no último domingo (26 de fevereiro de 2012), tocando a sensacional “Back Of Your Neck”.

 

CARNAVAL NO MATÃO MINEIRO
Você acredita em duendes? Se sente um bicho-grilo extemporâneo? Adora banhos de cachoeira, natureza, fazer trilhas, queimar um bom baseado enquanto toma um vinho tinto? É adepto do esoterismo, misticismo, e sonha em ver um disco-voador? Adora a tranquilidade e quietude de uma cidade minúscula e perenemente bucólica? Então seu lugar é em São Thomé Das Letras, prezado chapa (do) destas linhas bloggers lokers.
A cidadezinha (um ovo, na verdade) de seis mil habitantes, é um autêntico paraíso perdido no sul do Estado de Minas Gerais, e onde o autor deste blog ama passar temporadas há mais de duas décadas. E é óbvio que por ser cético e agnóstico juramentado, Zap’n’roll não acredita em nada do que citou no primeiro parágrafo deste tópico. Mas ainda assim respeita integralmente as crenças de todos os que moram em São Thomé ou vão lá passear e se divertir.

 

E no quesito descanso e diversão Thomelândia é insuperável, pode botar fé. A cidade, que há anos descobriu sua vocação turística, vive da exploração de seus atrativos naturais. Há centenas de pousadas espalhadas pelas zonas urbana (que é mínima) e rural do município. E dezenas de cachoeiras lindíssimas (como a da Eubiose, do Flávio, Véu de Noiva ou Vale das Borboletas), bem como pontos turísticos inesquecíveis (como a famosa Pirâmide, um casa erguida em pedra bruta e cujo teto, também em pedra, é justamente em formato de uma… pirâmide). Fora as trilhas, cavernas (uma delas, juram os moradores, leva quem se aventurar lá dentro a sair, do outro lado, em… Machu Pichu!) e, principalmente, a TRANQUILIDADE que reina no lugar. É difícil, depois de passar um feriado de carnaval por lá (como o blog passou este ano), querer retornar para a maior metrópole da América do Sul (nossa Sampa mesmo, essa velha carcomida pela violência urbana, pela sujeira e pela poluição), onde a taxa de homicídios voltou a subir em janeiro.

O portal na entrada da cidade: chegando perto do céu

O zapper eternamente doidón e loki passou por aventuras inenarráveis em São Thomé, nas duas últimas décadas. Trepadas regadas a maconha, reveillons passados ao sabor de um ácido lisérgico, brigas com ex-namoradas malas (como a Lady Borboleta, uia!), outras temporadas divinas com xoxotas idem (como o advento T., a gótica Sil gritando, enquanto era fodida no cu, “ai, você já arrancou todas as minhas pregas!”; ou a arquiteta louca de Campinas, que adorava tomar “doces”, hihi), aconteceu de tudo com esse sujeito por lá. E, claro, sobra espaço também para a degustação das sensacionais pingas que são servidas nos muitos barzinhos da cidade, e para experimentar a divina culinária mineira. Neste ponto a parada obrigatória é o restaurante O Alquimista: por cerca de 70 pilas você come absurdamente bem ali, em duas pessoas. Na semana passada o zapper gourmet e sua amada girlfriend experimentaram lá um indescritível lombo à mineira. A cada garfada na comida (de tempero forte e saborosíssimo) o casal sentia um orgasmo múltiplo e consecutivo, rsrs.
Aliás a própria Helena Lucas, autora das imagens que ilustram este texto (e também do vídeo bizarro que você confere mais abaixo, hihi), ficou encantadíssima com a cidade (que ela não conhecia) e quer voltar pra lá o mais rápido possível.

 

E se você ainda não conhece São Thomé Das Letras, fikadika: há uma página no faceboquete sobre o município, em http://www.facebook.com/pages/Sao-Thome-das-Letras-MG/182891601752339?sk=info . Para se hospedar lá, como já foi dito mais acima, há dezenas de opções de pousadas mas o blog recomenda duas: a Maha Mantra (que é administrada pelo nosso velho amigão Paulo “Cida” Oliveira, um paulistano rocker, ex-funcionário das empresas Dynamite e que se apaixonou pela cidade a ponto de fixar residência lá) ou a Do Luar (que é onde o blog sempre se hospeda e que você pode contatar pelo fone 35/3237-1083).

 

É isso aê: love forever São Thomé Das Letras!

 

MAIS PICS DO ÚLTIMO CARNAVAL EM SÃO THOMÉ

A cachoeira da Eubiose, uma das mais conhecidas e visitadas da cidade, fica a cerca de 3 kms do centro de São Thomé

 

A Pirâmide: teto em pedra bruta no formato piramidal, um dos principais pontos turísticos da cidade 

 

Encontro inusitado no interior Mineiro: Zap’n’roll e o lendário músico Hansen (da célebre banda eletrônica Harry)

 

Casal rock’n’roll em pose romântica, explorando as belezas naturais do paraíso perdido que é Thomelândia

 

E DE REPENTE, NO CAMINHO PARA A CACHOEIRA DA EUBIOSE

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
Passeio: em São Thomé Das Letras, claaaaaro! O próximo feriado é na Semana Santa e pode ser o momento ideal pra quem ainda não conhece a cidade, dar uma esticada até lá.

 

* Filme: ok, o Oscar foi entregue, Zap’n’roll ficou curioso pra assistir “O Artista” mas, ainda assim, continua achando “Millenium”, do gênio David Fincher, o grande filme da temporada.

 

* Discos: o selo Pisces Records, prestes a comemorar seus quinze anos de atividades, lança seus primeiros títulos de 2012. Entre eles o novo ep do rock garageiro do The Salad Maker (que o blog conferiu ao vivo na última sexta-feira, na Livraria da Esquina, em Sampa, e curtiu bastante), e a estréia em disco do Vitrine, rock brasiliense com cara de anos 80’ e produção do ex-Plebe Rude Phillipe Seabra. Logo menos estas linhas rockers virtuais voltam a falar melhor destes dois lançamentos, pode esperar!

 

* Disco que está pra sair: a banda se chamava Flor Afegã, virou Jane’s, voltou a se chamar Flor Afegã e agora se transformou em projeto solo do guitarrista, compositor e vocalista Dante Fenderrelli. Se vai ser ou não o novo estouro do rock brasileiro dos anos 2000 ninguém sabe. Mas as histórias de bastidores que cercam a gravação do álbum (muitas delas acompanhadas de perto pelo blogger loker) já criam uma enorme expectativa em torno do lançamento. O guitarrista Dante é um pirralho desajustado emocional e socialmente aos vinte e um anos de idade. E faz desse desajuste seu grande trunfo para compor boas músicas e ótimas letras, repletas de alusões a drogas, subversão e inadequação existencial. Ao mesmo tempo ele demitiu do duo original o batera Edu Fogarino e convocou para os trabalhos de percussão os serviços de outro notório junky da indie scene paulistana: o querido Flávio Cavichiolli, ex-batera dos Forgotten Boys. Vai daí que Flavinho gravou algumas faixas, recebeu uma boa grana pelo serviço e, segundo fontes secretas destas linhas online, torrou tudo em dorgas, claaaaaro – tanto que o sujeito foi parar por vinte dias em uma clínica de desintoxicação, de onde acaba de sair. Este espaço online bota fé na parada porque, além de ser um trabalho que está sendo gravado por um moleque que tem boas idéias e um alma algo torturada, demente e toxicômana (e é daí, dessa combinação explosiva, que saem grandes obras artísticas), o disco ainda conta com participações especiais de pelo menos duas lendas brasileiras da guitarra, os músicos Lany Gordin e Luiz Carlini. Então, vamos aguardar e ver o que vem por aí.

 

* Baladas: além da grande festa de reinauguração do Madame nesta quarta-feira a semana também ferve na quinta-feira, amanhã (com a festa Loucuras, no clube A Loca, lá na rua Frei Caneca 916, Consolação, centro de Sampa) e na sextona em si, quando o super dj André Pomba faz set total rock no DJ Club (que fica na Alameda Franca, 493, Jardins, zona sul paulistana). As baladas do finde? Estarão por aqui no novo post do blog, no ar na sexta-feira, okays?

 

TICKETS FREE PRO SISTERS OF MERCY: VEM QUE AINDA TEM!
Está arrancando os cabelos porque não há mais ingressos pro show do Morrissey e você ficou sem? Pois o blog zapper oferece um ótimo, hã, paliativo pra acabar com o chororô. Vai lá no hfinatti@gmail.com, que ainda estão dando sopa (mas não por muito tempo):

 

* SEIS INGRESSOS pro show do Sisters Of Mercy dia 10 de março, sábado da semana que vem, na Via Funchal em Sampa. Mas corre que já dezenas de e-mails pedindo pelos tickets e eles serão sorteados na semana que vem, na véspera do show, certo? E fique de olho que nos próximos posts o blogão campeão em promos bacanas vai por a sorteio ingressos pros shows do Nada Surf e do ex-Sonic Youth Thurston Moore.

 

E CHEGA!!!
Postão mega em plena quarta-feira não é moleza, hihi. Na sexta deve pintar outro post menor aqui, se nada der errado – mesmo porque o note zapper está no conserto, já que voltou queimado do feriado em Minas Gerais. Este post foi escrito no note da sempre incrível e gracinha Helena Lucas, a quem Zap’n’roll dedica seus melhores beijos atuais, wow! Então ficamos assim: até sexta com maaaaais por aqui, ok? Até lá!

(enviado por Finatti às 18:00hs.)

Ooopaaa!!! Howler adiado pro domingão (mas você já fica sabendo aqui quem vai no show, por conta do blog). E post emergencial pós-carnaval direto de uma lan, já que o note…

Calma, povo! O Howler ficou “preso” pela nevasca nos EUA, mas tooca sim em Sampa, no Beco203, neste domingo

Pois é, galere, é a vida.

O blog que nunca pára (ou quase isso, hehe) retornou hoje pela manhã a Sampalândia, depois de cinco dias absolutamente espetaculares em São Thomé Das Letras, cidadezinha perdida no sul do interiorzão mineiro. Yep, a cidade é um ovo (tem cerca de seis mil habitantes) mas toda a malucada do planeta adora se mandar pra lá, em feriadões como o do carnaval. Também pudera: onde mais você pode desfrutar de paisagens alucicrazy de tão lindas, dezenas de cacoheiras no mesmo naipe, beber em paz e andar diboa pelas ruas na madruga sem o perigo de ser molestado por algum malaco? Onde mais você pode comer a deliciosa comida mineira (o lombo à mineira do tradicionalíssimo restaurante O Alquimista estava divino, e a sempre amada Helena Lucas se acabou no dito cujo, hihi) e depois fumar becks sem ser molestado? Pois entonces, tudo isso é São Thomé, autêntico paraíso perdido na Terra (e ainda tem gente que prefere torrar fortunas sem poder, indo pra gringa… cada um com suas preferências, né?) e sobre o qual falamos mais no próximo post, aqui mesmo no endereço próprio do blog. Este post virá até a próxima terça-feira pois como nem tudo são flores em uma viagem, o heróico note hp/compaq do sujeito aqui, novinho em folha (menos de um ano de uso), voltou queimado de Thomelândia, após ser impiedosamente molhado durante temporal que caiu na cidade, na última quarta-feira. Faz parte e enquanto le repousa no estaleiro, vamos nos virando como é possível por aqui, ok? Por isso, repetindo mais uma vez: micro-post emergencial hoje, já final da tarde de sexta em si. Afinal, precisamos informar aqui quem vai na faixa no show do Howler, por conta destas linhas rockers online, certo?

 

* E como você também já deve estar sabendo, o showzão dos moleques foi adiado para este domingo, no Beco203/SP. A banda ficou presa nos EUA, por conta das nevascas que estão castigando a terra de mr. Obama, e deve conseguir embarcar apenas hoje à noite para o Brasil. O show em Poa amanhã, sábado, segue confirmado.

 

* E Bob Dylan novamente a 900 mangos na terra da eterna canalhice por parte das produtoras de shows. Ninguém merece…

 

* E aê, ficou sem programa pra hoje, sextona pós-carnaval, com o adiamento da gig do Howler? Calma lá! Se manda pra Livraria da Esquina (que fica lá na rua do Bosque, 1253, Barra Funda, zona oeste paulistana), que vai ter festão da Pisces Records, uma das primeiras que começam as comemorações dos quinze anos de existência de um dos principais selos indies brasileiros. Vai ter dj set do cappo Ulysses Cristianinni, do veterano André Girardi e shows bacanas do Salad Maker e do maluco Astronauta Pinguim. Cola lá que vai ser bacanudo e Zap’n’roll também vai estar na área.

 

* Amanhã, sabadão, é noite de cair no retornado Astronete, lá na Augusta 353. E semana que vem tem a esperadíssima reabertura do Madame Satã. Tudo isso o blog conta melhor logo no começo da semana, promessa de blogger loker mas responsável,
hihi.

 

* Tá bom, todo mundo ansioso pra saber quem vai na
faixa bonito, lindo e joiado domingo à noite no Beco, pra ver a gig do Howler, por conta destas linhas zappers. Então confere aê embaixo os nomes dos dois
felizardos:

 

* Lidor Brosh e

 

* Luiz Augusto Andrade Benedito

 

* Vocês devem procurar a Camila ou Luciana (uma das
fofas que trabalham na sempre ótima Inpresspni), na portaria do Beco (que fica na rua Augusta, 609, centro de Sampa), munidos de documento de identificação, neste domingo a partir das oito da noite. Bom show e claaaaaro que nos veremos
por lá!

 

* Não deu sorte no Howler? Sem problema: continua
insistindo no hfinatti@gmail.com, que
lá continuam dando sopa:

 

* SEIS INGRESSOS pro show do Sisters Of Mercy, dia 10
de março na Via Funchal, em Sampa.

 

* E por enquanto é isso, povo. Noite de sexta chegando
e o blog se vai, prometendo voltar com tudo até a próxima terça-feira, okays? Então
até lá!

(emviado por Finatti às 19hs.)

A lenda Dylan a caminho. O carnaval chegando (e daí?), o blog saindo fora de Sampa – mas antes, mostrando um lance bacaníssimo: as sacolas rockers retornáveis e ecologicamente corretas, wow!

O rock’n’roll vai às compras, munido de sacolas retornáveis, ecologicamente corretas e lindonas, como essa aí em cima. É a confecção Roxy Lady botando pra foder nestes tempos em que não basta defender a causa da preservação ambiental: é preciso agir de fato

E aê???
Tudo já em clima momesco, no? Tirando o julgamento lá em Santo André e que dominou o noticiário a semana toda, nada muito digno de nota no mondo da cultura pop e do rock alternativo. Assim, como já tínhamos informado na conclusão do último postão zapper (que foi finalizado na última terça-feira), a parada aqui hoje será mais, hã, “diet” e beeeeem resumida. Afinal o blogger rocker está se preparando pra sumir de Sampa amanhã à noite, quando vai botar o pé na estrada em direção ao interiorzão mineiro – e lá vai ficar até a quarta-feira de cinzas, junto com a sempre querida e linda Black rocker girl Helena Lucas. Depois, na volta, já caímos em Sampalândia diretamente no show do Howler (já mandou seu email pra concorrer aos dois tickets que estão em sorteio pra gig dos garotos, dia 24 de fevereiro no Beco/SP? Não? Tá marcando hein, Mané!), e aí o ano vai começar de fato. Então vamos Nelson, ver o que sucede por hoje, uia!
Todo mundo feliz com a anunciada volta do gênio Bob Dylan ao Brasil, né? Seis shows em abril, no Rio De Janeiro (dia 15), em Brasília (17), Belzonte (19), Sampa (dias 21 e 22) e Porto Alegre (24). Dylan é gênio, lenda e isso está fora de discussão. Mas suas gigs são sempre um mistério. O blogger rocker viu Bob ao vivo uma única vez, lá em 1990 (lá se vão vinte e dois anos…). Foi numa das edições do extinto festival Hollywood Rock, no estádio do Morumbi, em São Paulo. Foi um show inesquecível… pelo horror que ele foi. Dylan estava em fase, hã, “rebelde”, e promoveu uma dramática “desconstrução” instrumental em seus clássicos, tornando-os irreconhecíveis para os fãs que estavam no estádio. Resutlado: debandada geral do público e só quem teve muita paciência (como o sujeito aqui) ou era fanático pelo menestrel folk, ficou até o final. Anyway, depois Bob Dylan voltou para se apresentar em locais menores. Em São Paulo, fez show no antigo Palace (hoje, Citibank Hall), e quem viu garante que foi sensacional. E há alguns anos, ele tocou novamente por aqui (em Sampa, na Via Funchal), mas com preços de ingressos pra lá de extorsivos. O blog não foi em nenhuma dessas duas ocasiões e agora precisa se dar a chance de ver mr. Dylan ao vivo mais uma vez. Até para esquecer aquele desastre de vinte e dois anos atrás…

 

* Todo mundo com o cu na mão em relação ao show do deus Morrissey, dia 11 de março em Sampa. É curioso notar que o povo grita, xinga, reclama, execra a famigerada área vip (na frente do palco) mas os tickets pra este setor já estão esgotados. Ou seja: por isso que algumas produtoras de shows (no caso de Mozz, a XYZ) continuam mantendo a execrável área vip em seus eventos. Porque sabem que vai haver reclamação e xingamento mas, no final, o populacho otário e refém de seus ídolos vai acabar mesmo metendo a mão no bolso pra pagar o preço extorsivo do ingresso. E assim vão indo os shows gringos no Brasil…

O venerável Dylan, de volta: seis shows no Brasil em maio

* Ah, sim: os tickets pra primeira noite do Lollapalooza BR (com Foo Fighters de headliner) também já foram pro saco. E a gritaria foi idêntica quando foram anunciados os preços dos ingressos, rsrs.

 

* Tá. E o Duran Duran também volta, em maio – isso, menos de seis meses após ter se apresentado aqui. Ok, o show no SWU foi ótimo e tal, mas chega né?

 

* Bien, aí embaixo as mega bacanas sacolas rockers ecológicas, que estão sendo confeccionadas pelo velho chapa e músico Wagner Sousa. Presentão pra você se dar (ou dar pra quem você gosta) depois do carnaval, veja aí.

O ROCK VAI ÀS COMPRAS – COM SACOLAS RETORNÁVEIS E LINDONAS!
O músico Wagner Sousa, trinta e sete anos, é velho conhecido na indie scene rock paulistana. Morando no extremo leste de Sampa (no Itaim Paulisa, região que já foi considerada como barra pesadíssima mas que hoje parece bem mais tranqüila), Wagner toca baixo na banda The Concept há década e meia – o grupo, de inspiração total shoegazer e indie guitar anos 90’ (à la Jesus & Mary Chain e My Bloody Valentine), é um dos prediletos da casa zapper desde sempre. E além do Concept o músico agora também atua em outra banda, a NoctVillains, junto com sua partner (a gatíssima Roxy Perrotta), sendo que nesse momento o duo está registrando material para sua estréia em disco.

Encontro de “gigantes” da indie rock scene paulistana, hihi: Zap’n’roll e o músico e micro-empresário Wagner Sousa trocam figurinhas em Paulínia, durante o festival SWU, em novembro passado (acima); abaixo, três modelos lindões das sacolas rockers e retornáveis da estamparia Roxy Lady, de propriedade do Wagner

O que muita gente não sabe é que, paralela à carreira de músico, Wagner também sempre teve uma mini confecção de camisetas e peças íntimas femininas com estampas rock’n’roll – fotos de bandas ou capas de grandes discos da história do rock. A empresa, chamada Roxy Lady, já inundou todo o circuito rocker paulistano (e também de outros Estados) com t-shirts bacanudas nos últimos dez anos. “São quinze anos produzindo e distribuindo camisetas”, diz Wagner em bate-papo via MSN com a Zap’n’roll. “E sempre procuramos desenvolver novidades com a cara do rock’n’roll”.

Pois a mais recente e ótima novidade da marca são sacolas retornáveis e ecologicamente corretas, todas estampadas com imagens fodásticas de bandas e discos clássicos da história do rock, como você pode ver nas fotos que ilustram este texto. “Pois é, uma dessas leis criadas pela nossa classe política nos deu a oportunidade de criar e produzir sacolas retornáveis com motivos rockers, e todas lindas”, explica o músico. A lei a que Wagner se refere é justamente aquela que baniu (ao menos no Estado de São Paulo) as sacolinhas de plástico dos super-mercados. Uma medida que gerou mega polêmica e discussões acaloradas, com gente a favor e contra a nova lei.

O blog zapper, óbvio, é total a favor de se eliminar de vez as sacolas plásticas pois o planeta está nas últimas, ambientalmente falando. E nesse sentido, o “tiro” dado por Wagner e a Roxy Lady é mais do que certeiro. Ou seja: agora você pode ter um atitude e visual rock’n’roll até na hora de ir fazer suas compras. Bacana, hein!

* Pra conhecer as sacolas rockers retornáveis da Roxy Lady, basta ir aqui: http://www.facebook.com/profile.php?id=100000208623521&ref=ts#!/pages/Roxy-Lady-Camisetas-Rock/142863185771133 . Ou então entrar em contato com o músico Wagner Sousa: camisetasrockvag@hotmail.com 11 2568-6810/11 9874-2500.

O BLOG ZAPPER INDICA
* Discão das antigas: qualquer um da curta porém genial carreria do finado grupo shoegazer britânico Ride, um dos que ilustram as sacolas e camisetas da confecção Roxy Lady. O Ride durou pouco, gravou menos ainda (quatro álbuns de estúdio e um ao vivo) e virou lenda na Inglaterra. Nos próximos posts Zap’n’roll vai destrinchar melhor pelo menos dois trabalhos da banda, os incríveis “Going Blank Again” e “Carnival Of Light”, pode esperar.

* Presente bacana: vai lá na página da Roxy Lady no faceboquete e escolhe uma sacola rocker bacana pra você dar pra alguém que você gosta muito, hehe.

* Baladas durante a folia momesca: o circuito rocker do baixo Augusta vai funcionar a toda no carnaval pra quem vai ficar em Sampa no feriadão (não é o caso do blogger andarilho, que vai se mandar pro meio do mato, em Minas, a partir de amanhã). Vai ter vodka a UM REAL neste sabadão na Outs (no 486 da Augusta) e festa open bar no Beco (no 609 da mesma Augusta) na   próxima segunda-feira, só pro povo ter uma noção do estrago etílico que vai rolar por lá. E aê, vai encarar? Então se joga e boa folia de “carnaval”, hihi.

E DURANTE A FOLIA AS PROMOS NÃO PARAM!
Não mesmo! Continuam em disputa assassina no hfinatti@gmail.com :

* DOIS INGRESSOS pro showzaço do Howler, dia 24 de fevereiro (sextona que vem, pós carnaval), lá no Beco/SP. O resultado desta promo sai aqui na sexta-feira que vem logo no início da tarde. Então fica esperto e de olho aqui no blogão campeão em promos bacanas, que ainda tem:

* SEIS INGRESSOS pro show do Sisters Of Mercy, dia 10 de março em Sampa, lá na Via Funchal.

Tá bão, né? Então é isso.

E TCHAU PRA QUEM FICA EM SAMPA NO CARNAVAL
O blog vai lá pra São Thomé Das Letras, em Minas Gerais. Terra ótima, cheia de cachoeiras, gente maluca, bacana, alegre e que vive eternamente bebendo brejas, vinhos, trepando gostoso e fumando becks. Semana que vem voltamos por aqui. Até lá!

(enviado por Finatti às 20hs.)

O som ruim dos Maccabees (mais uma indieotice destes tempos de internet), o preço salgado dos tickets do deus Morrissey em Sampa, a promo de tickes pro Sisters Of Mercy e TAMBÉM pro Howler e mais uma renca de paradas aê! (versão atualizada, ampliada e final em 14/2/2012)

Maccabees são os novos “ingleses da hora” no rock britânico. Mas não se engane: a banda é chatinha

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Dando um “upgrade” no post, que começou a ser escrito no sábado e termina hoje, terça-feira em si, no? Tem mais notinhas aqui, nas “iniciais”, tem promo nova em torno do show do incrível Howler (eba!), tem novidade na promo do Sisters Of Mercy (que está bombadíssima) e mais isso e aquilo tudo. Vai lendo aê!

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Entonces…
A semana chegou ao fim sob o impacto da divulgação dos preços dos ingressos do show do mega amado e mega aguardado deus Mozz, em Sampa. E também sob o impacto da morte do… Wando. Yep, um dos símbolos máximos da música romântica e do cancioneiro popular brazuca nos anos 70’ e 80’ (e com tudo de brega e cafona que pode ser agregado ao gênero) o cantor, como todos sabem, bateu as botas na quinta-feira pela manhã, após sofrer um infarto no hospital onde estava internado já havia dias. A morte provocou comoção geral no país (apesar de que Wando já não estava mais no auge de sua carreira) e leva a algumas reflexões: você pode estranhar o fato de o blog rocker por excelência começar a intro deste post semanal falando do cantor mineiro, que teve uma trajetória musical ultra brega porém extremamente bem sucedida em termos comerciais. Mas se analisarmos a obra de Wando com isenção e sem paixões (opa!) e preconceitos ardilosos, chegaremos a conclusão de que ele teve sua importância (e como) dentro de um certo contexto histórico da música brasileira. Fora que é muito fácil atacar a obra do sujeito e não olhar para o próprio rabo, e se dar conta de que a geração “indieota” dos anos 2000 engole qualquer big bullshit que aparece no medonho panorama atual do pop/rock planetário. Um exemplo bastante claro disso: o novo (e nem tão novo assim) grupo inglês Maccabees, que está estourado na Velha Ilha, e cujo novo álbum vem sendo objeto de babação de ovos explícita por blogs “muderninhos” lá fora e aqui também. Pois o disco já foi devidamente ouvido por estas linhas bloggers poppers, é uma tremenda chatice e você saberá porque lendo a crítica dele aqui mesmo neste post, logo mais aí embaixo. Assim, e voltando novamente ao “brega” Wando (de quem o autor deste blog jamais teve um disco, embora conheça muitas músicas já que elas tocaram à exaustão em todas as rádios na infância/adolescência do autor deste espaço virtual), pode-se dizer que o falecido cantor brasileiro pelo menos era autêntico e não fazia questão alguma de posar de “muderno” ou de tentar ser o que não era. Wando era assumidamente brega, cafona etc. Ou, como bem frisou o chapa Dum DeLucca (do blog Jukebox, e que está curtindo merecidas férias pela Europa), perto dos lamentáveis michels telós de hoje, Wando era gênio. E possuía, talvez, a atitude abusada, ousada, transgressora e rocker que está quase que totalmente em falta no rock’n’roll planetário de hoje em dia.

 

* Uma atitude em falta em um banda bunda-mole como a inglesa Maccabees, por exemplo. Mas falamos melhor a respeito disso logo menos, aí embaixo.

 

* Bien, sabadón com chuva, no? Dia de post novo zapper sim, por que não? Chega mais!

 

* E aí continua a gritaria generalizada, e coberta de razão, contra a extorsão nos preços dos tickets para ver o deus Morrissey dia 11 de março em Sampa, lá no Espaço das Américas – é, o show inicialmente estava marcado para ser lá mesmo. Foi transferido para a Via Funchal (o que seria ótimo) e novamente retransferido para o Espaço das Américas – o que é péssimo. E péssimo pelo motivo óbvio: além de ter essa escrotidão e palhaçada da pista “vip” na frente do palco, quem ficar atrás dela dificilmente vai conseguir ver alguma coisa do show. E vejam bem: os pobres fãs de Mozz vão pagar duzentos mangos pra não assistir quase nada. Quem quiser ver o show de fato, vai ter que desembolsar 420 pilas. Alô produção (no caso, a XYZ), vamos acabar com essa ganância vergonhosa, pode ser?

 

* Segundo o querido amigo paranaense André Ganso e outros diletos amigos destas linhas bloggers rockers, sai mais em conta ir ver o show em Buenos Aires, onde o ingresso vai custar 180 mangos a pista vip e 90 a normal. Bora pra Buenos Aires?

 

* Muuuuuito mais em conta vai ser conferir o show do fodástico Howler logo após o carnaval, no BecoSP. Aliás o blog começou o sabadão ouvindo “America Give Up”, o ótimo disco de estréia dos moleques, que saiu lá fora há menos de um mês e que também vai ganhar edição nacional logo menos. O quinteto americano toca dia 24 de fevereiro e os ingressos irão custar R$ 70,00 reais, um preço decentíssimo ainda mais se você levar em conta de que o Beco atualmente é uma das melhores casas noturnas de rock de Sampa, sempre com discotecagem bacana e sempre abarrotado de xoxotaços. Precisa mais?

 

* Aliás, a confraria indie está em festa, no? Howler daqui a duas semanas, Carl Barat, Nada Surf e Lollapalooza em abril e The Kooks em maio. Só falta o Blur (que está se reunindo novamente pra shows e, possivelmente, gravar um novo álbum inédito) baixar aqui no SWU 2012. Aí vai ser a glória…

O ex-Libertine Carl Barat (acima) volta ao Brasil em abril, mês que também irá ter o comeback do trio americano Nada Surf (abaixo) por aqui. A nação indie agradece!

* Pois então, foi-se Whitney, Adele papou tudo no Grammy, o chato Bon Iver também ganhou o seu na premiação, o sempre fodão Foo Fighters mostrou que o rock está vivo e passa muito bem (e deveremos ver um showzaço deles por aqui no Lollapalooza, que já esgotou os tickets para a noite em que Dave Grohl e Cia irão tocar), o carnaval (argh…) está chegando e o que resta? Um mondo bizarro, veja só:

* Mondo bizarro, I: último sabadão à noite, em Sampa. Zap’n’roll sai de casa já tarde, em direção à Vila Madalena, pra conhecer o novo e charmoso Poison Rock Bar, dirigido pelo DJ e velho amigo Hilton “Demoh”, que durante anos comandou animadíssimas noitadas rockers no saudoso bar Nias. Como já não havia mais metrô disponível a solução foi embarcar em um táxi na avenida Jabaquara, e rumar pra Vila Madaloca. Papo vai, papo vem com o taxista, e lá pras tantas surge o assunto futebol (jezuiz…). É quando ele saca do porta-luvas, todo orgulhoso e pimpão, um álbum de fotos do filho mais novo (19 aninhos…) e começa a informar: “ele o Neymar cover! Veja as fotos! Tem ele ao lado do Neymar mesmo, fazendo um comercial de TV e bla bla blá”. Sério, foi isso mesmo que você acabou de ler: Neymar cover! Com direito a cartão de visitas (o moleque faz eventos, anima festas etc.) e tudo. Interessou? Pra contratar o “Neymar cover”, basta acessar aqui: WWW.neymarcoveroficial.webnode.com.br .

* Mondo bizarro, II: ontem à tarde, segundona em si (este post está sendo terminado, como já foi dito acima, na terça-feira pré-carnavalesca), na padoca perto da house de Zap’n’roll. O autor deste blog está lá, fazendo um lanche rápido quando, do nada, é interpelado por um também garotão simpático. “Já vi você por aqui algumas vezes, sempre com umas camisetas legais e tal. Então você deve curtir rock e acho que vai gostar da minha banda, na linha Killing Joke e tal”. E entrega um cd (!) da banda dele, sem pedir nada em troca. E sem saber que está dando o disco pra um… jornalista musical, hihi. Anyway, a banda se chama Violent Attitude Noticed (ou Vain), o álbum se chama “Timeline” e foi gravado no final de 2011. Bacana, o blog não ouviu ainda, mas vai ouvir.

* Conclusão óbvia da atitude do sujeito: o cd não vale mais nada mesmo (e o que foi entregue ao blog na padoca era original, não se tratava de cd-r). Tanto que as bandas agora o entregam de grátis para quem quiser ouvir, a título de “divulgação do trabalho”. A vida é dura…

* Tão dura que é preciso ter muito saco e boa vontade pra comentar sobre um disco tão chato e esquemático como o novo dos ingleses Maccabees. Mas vamos tentar fazer o “trabalho sujo”.

MACCABEES – OU MAIS UM HYPE DO QUAL LOGO NINGUÉM IRÁ SE LEMBRAR
É sempre a mesma parada de anos pra cá, em tempos de internet e onde todos se transformam em pop/rockstars da noite pro dia, pra logo em seguida desaparecerem por completo, substituídos que são por um nome mais, hã, interessante. Vaccines (que é uma ótima banda, lançou um ótimo disco de estréia há um ano e está vindo tocar finalmente por aqui, em abril próximo)? Esqueça, na Inglaterra a banda já elvis. Agora, o must por lá é o sexteto Maccabees, que lançou seu novo álbum no início deste ano. Imediatamente “Given To The Wild”, o disco em questão, começou a ser ultra elogiado pela rock press britânica. E este blog, sempre atento aos movimentos e novidades do mondo pop/rock alternativo planetário, foi procurar ouvir o dito cujo. Não gostou do que ouviu e preferiu deixar os Maccabees pra lá.

Mas a questão é que, em questão de um mês e meio, o hype em torno da banda assumiu proporções algo espantosas com a banda e vendendo bem o disco, tocando somente em gigs com tickets esgotados, e com a mídia britânica decretando que o grupo é mesmo a “bola da vez” por lá. Estará este blog errado e a humanidade certa ou o quê, afinal?
Lá fomos nós ouvir o disco dos Maccabees novamente, nos últimos dias. E antes que a resenha prossiga, é bom informar que o conjunto não é exatamente novo. Ele foi formado em Londres há oito anos e “Given…” é seu terceiro álbum de estúdio.

O novo álbum dos Maccabees: banda hypada com disco ruim

O blog admite que não sabe como são os outros dois, pois não se interessou em ouvi-los. Mas este “Given To The Wild” é chato, esquemático (na abordagem sempre melancólica e grandiloqüente da instrumentação, ainda que se trate de uma banda, er, indie) e auto-indulgente demais nas melodias e na interpretação do vocalista e guitarrista Orlando Weeks. É tudo comportado demais, bem gravado demais, dramático em excesso, e isso fica evidente já na faixa de abertura do cd,  “Child”. Ou mesmo no single “Pelican”. Há poucas guitarras no álbum e um momento ou outro em que a sonoridade do grupo parece querer se libertar de suas próprias amarras, pra cair de fato em ambiências mais animadas, rockers e dançantes.

É o estilo da banda? Pode ser. Mas tudo parece calculado demais, fake demais pra que o ouvinte consiga depurar algum sentimento realmente sincero no que está escutando. Um leitor, neste mesmo post, questionou a aborda zapper em relação aos Maccabees, e disse que o blog parece um torcedor de futebol, que só fala bem daquilo que realmente gosta, por pior que o time seja ou esteja. Ledo engano: o disco dos ingleses soa extremamente competente (no instrumental e na produção) e o grupo não demonstra imaturidade na execução das músicas. Mas assim como outros milhões de hypes surgidos nos últimos anos, os Maccabees não possuem estofo pra ostentar mais do que quinze minutos de fama. infelizmente.

MACCABEES AÍ EMBAIXO
No vídeo de “Pelican”, o primeiro single do álbum “Given  To The Wild”

 

O BLOG ZAPPER INDICA
* Discos: não tem pra ninguém! O discão da temporada é “America Give Up”, a sensacional estréia do quinteto amerino Howler.  Nunca é demais lembrar: semana que vem os moleques tocam aqui em Sampa, lá no Beco203 e com prom… bom, termina de ler o post.

 

* Podcast legal: é o “Comando legal”, produzido e apresentado pela trinca Daniel Monteiro, Stan Molina e Pedro. Cultura pop, sons bacanas, polêmicas, sacanagens (uia!) e entrevistas absurdas (como a que foi feita com o jornalista gonzo zapper autor deste blog, na última quinta-feira). Você pode conferir tudo aqui: http://comandolegal.tumblr.com/post/17356324520/9defevereiro . Inclusive o programa já anda incomodando tanto com o seu conteúdo, hã, explosivo, que está sofrendo ameaça de processo judicial. O autor da ameaça??? Claaaaaro, José Bosta Jotalhão Flávio Jr., o jornalista cultural mais mau caráter e merda da história da imprensa brasileira, um cuzão que vive de humilhar e ofender a humanidade em comunidades idiotas (como a da revista Bizz), em redes sociais, mas é um autêntico covarde quando encontra seus desafetos pessoalmente. Conselho destas linhas online pro jotalhão (que está explodindo de gordura podre, fica difícil imaginar como sua pobre namorada agüenta aquilo): deixa os rapazes do “Comando legal” em paz, pede pra sair e vai tomar no cu, seu bunda!

 

* Baladas pra semana e pro finde, uia! Yep, como estas linhas rockers lockers estarão se mandando de Sampalândia na sexta-feira à noite, pra curtir o carnaval lá nas Minas Gerais (e deve haver post novo por aqui na sexta, mas ele será “diet”, já fica o aviso, hihi), já vamos dando o serviço: hoje, terça em si, tem noitada bacana no projeto Cedo & sentado, lá no Studio SP (na rua Augusta, 595, centrão de Sampa), com shows do Jardim das Horas e do Sonso. E o que é melhor: de grátis! Já amanhã, no Beco (também na Augusta, mas no 609) tem a noite “Fuck Rehab”, onde você paga pra entrar e bebe o quanto agüentar, e com especial da nossa saudosa maluca Amy Winehouse. Quer mais? Noite da vodka pela merreca de UM REAL, lá na Outs (também na Augusta, no 486), é mole? E de quebra, ainda vai ter DJ set da lindaça Bruna Vicious, que vai comemorar seu aniversário. Imperdível é pouco e seria lá a opção do blogão pro sabadão, caso ficássemos por aqui. Tá bom? Na sexta rolam mais algumas dicas de baladas por aqui, fica sussa.

Vodka a UM REAL na Outs/SP neste finde: coma alccólica à vista, rsrs

E O SACO DE BONDADES AUMENTA! AGORA TAMBÉM COM O HOWLER NA PARADA!
Yeeeeesssss!  Além da promo em torno do Sisters Of Mercy, agora o hfinatti@gmail.com pegou fogo de vez. Vai lá porque a guerra vai ser cruel pra conseguir ganhar:

 

* SEIS INGRESSOS pro show do Sisters Of Mercy, dia 10 de março na Via Funchal, em Sampa. Yep, eram três pares, que foram transformados em ingressos individuais, devida à avassaladora quantidade de emails que estão chegando, pedindo os tickets.

 

* E mais DOIS INGRESSOS pro show do incrível Howler dia 24 de fevereiro, sexta-feira que vem, lá no Beco/SP. É isso: dedo no mouse e boa sorte!

 

E TCHAUZES!
A conclusão do post atrasou, mas chegou. A semana começou algo estranha pro autor pro blogger sentimental, que está meio assim por esses dias, emocionalmente falando. É realmente estranho quando você está com sua vida relativamente em ordem (money em caixa, contas pagas, uma viagem de carnaval também paga, roupas novas, celular, notebook e todas essas bobagens sem as quais não se vive nos dias de hoje) e, no entanto, algo não está bem justamente com alguém que você gosta muito. Enfim, faz parte. Quem sabe até o finde a situação volta ao normal. Então ficamos assim: na sexta tem um mini-post por aqui e aí outro, só depois que o reinado de Momo acabar, ok? Até mais então!

(atualizado e finalizado por Finatti em 14/2/2012, às 19hs.)

Ulalá! O novo disco do… Van Halen!!! (quem diria que um dia o blogão iria falar deles, hihi). E o incrível disco do Howler. E os neo folks (agora vai!), a volta do Prêmio Dynamite e mais isso e aquilo, além da volta de tickets free pra shows bacanas

O velho e o novo: Van Halen (acima) e Howler (abaixo) mostram que ainda existem discos sensacionais sendo lançados no rock mundial

Novamente: a vida é dura.
E como… frio de matar na Europa, Espanha se desmantelando economicamente, calor de derreter em Sampa, o sujeito aqui com preguiça eterna de completar seus posts na Zap.com (e ok, aqui vai um mea culpa: semana passada o post acabou ficando pela metade por puro excesso de, hã, ócio do autor destas linhas rockers bloggers, que ainda queria desfrutar de mais alguns momentos de “férias”. Pois hoje, sabadão já em si, o postão entra completo, incluso aqui os assuntos que ficaram faltando na semana passada), ministros que continuam sendo defenestrados do governo de miss Dil-má (para usar a grafia do querido “tio” Pomba, hihi), a blogueira cubana sem poder sair da ilha dos Castro pra vir ao Brasil etc, etc, etc. Resta então voltar os olhos e a fé para a cultura pop e o rock’n’roll. Que, apesar da imensa irrelevância que tomou conta de ambos de tempos pra cá (e isso se reflete também e inclusive nas publicações voltadas à cobertura da música pop: é bastante sintomático que a matéria mais interessante da edição de janeiro de 2012 da Rolling Stone Brasil, seja uma radiografia histórica do inesquecível gigante punk The Clash), ainda pulsa com vontade. Esta semana mesmo, que chega ao fim hoje, foi bastante agitada com o anúncio do novo álbum da eterna deusa Madonna, com o novo disco do gigante hard Van Halen (que já “escapou” por toda a web, mesmo nesses tempos bicudos de tentativa de repressão à liberdade na rede e aos sites de troca de arquivos digitais) e mais uma renca de paradas. Por isso mesmo aqui estamos novamente, a todo vapor e com postão comentando tudo isso da forma beeeeem particular que você só lê na Zap’n’roll. Bora ler o post então e, à noite, cair na putaria rocker sem fim, claaaaaro!

* A vida é dura, II: enquanto o Van Halen segue feliz com seu bombado comeback, disco novo e total inédito bacanudo saindo no próximo dia 7 de fevereiro (a velha versão em cd, óbvio; como já foi dito mais acima, o álbum já vazou total e pleno na internet), o batera Bill Ward botou a boca no trombone e disse que não vai mais participar da reunião do Black Sabbath original, que prevê disco inédito e turnê para este ano. O motivo, claro, é $$$ (sempre). Ward divulgou uma looooonga carta pública onde expõe os motivos pelos quais não pretende gravar o novo trabalho ao lado de Ozzy, Tony Iommi e Geezer Butler. Mas deixa claro que está aberto a negociar e reconsiderar sua decisão. No entanto, os outros três é que parecem não estar muito aí pra decisão do batera.

* A vida é bela, uia! E como, ainda mais pro nosso dileto leitorado e que vive ligado nas promoções legais do blog. Pois está dada a largada para o festival de promos que vai agitar estas linhas online em 2012. O blogão que não dorme em serviço acaba de fechar uma parceria bacana com a produtora paulistana TopLink e, por conta disso, vai por na roda dezenas de ingressos pra sorteio de shows que a TopLink irá realizar em Sampa ao longo de 2012. E a primeira promo é sobre a gig que uma certa lenda do gothic rock, que toca em março na Via Funchal. Dá uma lida lá no final do post e você saberá de quem se trata, hehe.

* A vida é bela, II e pra você marcar na sua agenda: 17 de março, sábado tem showzaço dos Forgotten Boys no Clube Outs/SP, para lançar seu novo e fodíssimo álbum “Taste It”. De quebra, DJ set arrasadora de Zap’n’roll. Vai ser a famosa noite “arrasa quarteirão”, claaaaaro!

Os “Garotos Esquecidos” lançam seu novo disco na Outs/SP no próximo dia 17 de março, com discotecagem do blog

* Voltando aos “véios” (ou “véias”, rsrs), Vaconna, ops, Madonna está aí com seu novo disco, “MDNA” que sai mês que vem no mundo todo. O primeiro single do álbum, “Give Me All Your Luvin”, já bomba feliz nas MTVs e YouTube desde a tarde de ontem. A música é ok e lembra bastante o electro-pop que a cantora fazia nos anos 80’, acrescido de um toque “muderno” (a faixa tem a participação de Mia, além de um trecho final cantado em forma de rap). Yep, não dá pra comparar com os clássicos já criados por ela, mas ainda assim tá valendo. E além disso é impressionante constatar como a loiraça, mesmo estando com mais de cinqüenta anos de idade, continua um bocetaço.

* O clip de “Give Me All Your Luvin” é esse aí embaixo:

* OS NOVOS FOLKS ATACAM – dos gêneros mais amados, influentes, engajados e cultuados da história da música pop, o country folk rock continua vivo e forte no novo milênio. E uma renca de bandas atuais segue escrevendo a saga de um estilo que teve seu auge nos anos 60’ com as canções ultra politizadas de gênios como Bob Dylan, e atravessou as décadas seguintes se imiscuindo na obra de bandas hoje lendárias, como o REM. Claro, o country folk de hoje é muito diferente daquele que era cantado por Dylan no início de sua carreira. Do chamado country experimental do grande Wilco ao folk mais rock e eletrificado dos Decemberists ou do Blitzen Trapper, e passando por bucolismos melódicos como o do Fleet Foxes, há espaço para diversas tendências e nomes dentro de um mesmo estilo. E dentre estes, talvez o nome preferido destas linhas zappers seja mesmo o do quinteto americano Blitzen Trapper, liderado pelo vocalista, guitarrista e compsitor Eric Earley. O grupo existe há mais de uma década, grava pela célebre SubPop (o selo de Seattle que deu o grunge ao mundo) e já lançou seis álbuns de estúdio. O mais recente, “American Goldwing” (editado no ano passado e que você consegue achar com certa facilidade na web) é um escândalo de melodias e harmonias perfeitas, daquelas pra se ouvir no meio do mato ou rodando à toda por alguma estrada perdida, enquanto se chapa o côco com doses de bourbon. Não só: a banda faz a ponte perfeita entre rock e folk, construindo canções com guitarras mais barulhentas e outras onde a dinâmica sonora é conduzida por violões suaves e gaitas. Fora que a inflexão de Earley o inscreve tranquilamente entre os grandes vocalistas do gênero. Pena que para cada Blitzen Trapper também exista uma chatice no nível do Bon Iver: o combo americano liderado pelo vocalista Justin Vernon foi formado há cinco anos e lançou apenas dois discos até o momento. Pois o último deles, homônimo, saiu em junho do ano passado e recebeu resenhas elogiosas na Rolling Stone americana e no inglês The Guardian, o que levou a banda a meio que estourar nas paradas dos EUA no final de 2011. Muito barulho por nada: o folk do Bon Iver é chatão, choroso, meloso e pop demais, sob medida pra tocar em trilhas de filmes românticos e seriados idem, daí a aceitação do som do conjunto pelo populacho médio americano. Melhor que ele é o inglês Mumford & Sons, já comentando aqui nestas linhas bloggers poppers. O quarteto liderado pelo vocalista Marcus Mumford surgiu em Londres, em 2007 e lançou apenas um disco até o momento, o bom “Sigh No More”. Que está longe de mostrar em suas canções algo do chamado folk “purista”. No entanto há ali boas músicas tramadas com banjos, mandolins e gaitas. E Marcus é um compositor bom o suficiente pra não ter criado faixas que resvalam no sentimentalismo piegas. Enfim, com bandas ótimas, médias ou ruins, o country folk rock continua sua saga, em pleno 2012. Que ela dure ainda por muuuuuitos anos!

O americano Blitzen Trapper: dos neo-folks, ele é um dos melhores

* Aí embaixo, três vídeos com os “hits” do Blitzen Trapper, do Bon Iver e do Mumford & Sons:

Blitzen Trapper – “Black River Killer”

 

Bon Iver – “Holocene”

 

Mumford & Sons – “The Cave”

 

* Bien, bien, foram divulgados os preços dos tickets pra ver o deus Morrissey no Rio, dia 9 de março. Os preços vão de 180 a 420 mangos – este, o setor mais caro,é a famigerada pista “Premium”. Ou seja: a produtora da turnê brasileira, a igualmente famigerada XYZ, continua gananciosa como sempre foi e vai na contra-mão de outras produtoras, que estão abolindo essa canalhice de seus shows (haja visto que na última edição do ótimo festival SWU, não houve pista vip na frente do palco). Em Sampa a gig de tia Mozz acontece dia 11 de março, na Via Funchal. E os preços deverão ser mais ou menos por aí mesmo.

* Falando em shows gringos, você ainda se lembra do simpático trio americano Nada Surf? Pois então, ele volta ao Brasil em abril, para dois shows. O primeiro rola dia 25 em Sampa, no Cine Jóia (cujo um dos sócios é o nosso eternamente querido Luscious R., uia!). depois o grupo segue pra gig em Curitiba, no dia 28, no Music Hall. A nação dos indies veteranos comemora desde já, wow!

* Agora, bizarra mesmo é a super volta do Van Halen. E mais bizarro ainda é este blog eternamente indie e inimigo mortal de hard rock e heavy metal, falar do disco aí embaixo. Mas os irmãos Eddie e Alex merecem, como você vai ler.

O TERREMOTO VAN HALEN ESTÁ DE VOLTA!
Não, você não está lendo errado: estas linhas rockers online, eterna e notoriamente inimigas do heavy metal burro e do hard rock brega, abrem espaço para falar da volta do quarteto americano Van Halen e de seu novo álbum de estúdio, “A Different Kind Of Truth”, o décimo segundo disco em quase quatro décadas de estrada. O lançamento oficial, em sua plataforma física (leia-se: o velhusco cd) acontece na próxima terça-feira, nos Estados Unidos e Europa. Em breve, ele também deve ganhar edição brazuca. Na internet, mesmo com toda a guerra contra a “pirataria” na troca de arquivos musicais, ele já circula livre.

Se o trabalho é bom ou não (e trata-se de um disco ok, como você vai ler mais adiante), é uma questão menor nesse momento. O que chama a atenção no comeback do VH é que, diferentemente de outros zilhões de grupos velhacos dos anos 70’ que retornam simplesmente pra faturar alguns milhões de dólares a mais nas costas de fãs igualmente velhacos e saudosistas (além das novas gerações de fãs), o quarteto liderado pelos irmãos Eddie (guitarras) e Alex (bateria) Van Halen se reuniu ao vocalista original Dave Lee Roth também por um certo amor ao hard rock classudo que eles sempre produziram. Não à toa, gravaram um disco com treze faixas inéditas e vão cair na estrada, na turnê de divulgação do mesmo. E é obvio que nas gigs não faltarão uma batelada de hits da banda. Mas as músicas do novo disco deverão ganhar bom destaque porque elas são boas.

O VH, para o nosso dileto e muito jovem leitorado que não conhece os primórdios do grupo, surgiu no início dos anos 70’na Califórnia, quando os manos holandeses Eddie e Alex se uniram ao vocalista Dave Lee Roth e ao baixista Mike Anthony. A famosa “química” entre os quatro foi instantânea e em 1978 veio o primeiro álbum, homônimo. Enquanto na Inglaterra o punk varria as ruas de Londres, nos EUA o hard rock cafona e espalhafatoso é que dominava as paradas de disco. E foi aí que o Van Halen mostrou seu diferencial e sua força: além de fazer um hard rock nada cafona e extremamente bem-humorado, o conjunto ainda não se levava a sério de forma alguma, ao contrário de outros zilhões de grupelhos que eram a quintessência da ignorância musical e se achavam o máximo. O disco de estréia do VH era uma porrada, vendeu horrores, a crítica caiu de joelhos diante da banda e eles se tornaram um dos maiores nomes do rock americano de então, sendo que Zap’n’roll (naquela época um adolescente dos seus dezesseis anos de idade), ainda imune aos acordes básicos do punk, caiu de amores pelo quarteto dos irmãos Van Halen.

O novo álbum do Van Halen: o primeiro inédito em catorze anos

Foram mais quatro discos fodásticos com Roth nos vocais. O grupo tocou no Brasil em janeiro de 1983 (em Sampa e no Rio; na capital paulista, para um ginásio do Ibirapuera lotado e onde estava o autor deste blog, que já sonhava em ser jornalista musical mas ainda estava longe de começar na profissão), lançou mais um discaço um ano depois, Dave Lee Roth se desentendeu com os irmãos e caiu fora, o mala e brega Sammy Hagar entrou em seu lugar, a banda começou a lançar discos cada vez mais pop e continuou faturando horrores e o resto quem conhece a trajetória deles já sabe. Em 1996 foi a vez de Hagar também cair fora e em seu lugar entrou – pasmem – Gary Cherone, que um dia cantou naquele horror chamado Extreme (alguém se lembra daquilo?). Foi o fundo do poço pro Van Halen, óbvio.

E agora, depois de muita conversa e negociação Dave Lee Roth retornou aos vocais e a banda volta com sua formação quase original – no lugar de Mike Anthony está Wolfgang Van Halen, por acaso sobrinho de Eddie. O novo álbum é o primeiro de inéditas em catorze anos (!). E é um ótimo disco, pra uma banda cujos integrantes estão na casa dos cinqüenta e cinco anos de idade. Antes de querer soar contemporâneo ou “muderninho”, o Van Halen preferiu manter os mesmos procedimentos musicais que celebrizaram o conjunto: as melodias pra cima e bem-humoradas estão lá, conduzidas pela guitarra acelerada mas impecável de Eddie (que não economiza naqueles solos de dedilhados meteóricos). E enquanto Roth continua com o seu vocal espalhafatoso, histriônico, fanfarrão mas poderoso de sempre, Eddie e Alex fazem aqueles corinhos ao fundo. Há ótimas músicas no disco, como “Tattoo” (o primeiro single de trabalho, já com farta execução na MTV e no YouTube), “She’s The Woman” e a incrível “Stay Frost”, onde violões com levada flamenca (que Eddie sempre curtiu) se contrapõem às guitarras em fúria que conduzem a melodia.

Há, claro, algumas bobagens aqui e ali. E as letras escritas por Roth continuam versando sobre nulidades existenciais. Mas enfim, é o bom e velho Van Halen de volta. Em um mundo onde o rock e a música pop se tornaram quase que totalmente irrelevantes, é muito bom ver que alguns tiozinhos ainda sabem fazer direito esse negócio chamado rock’n’roll.

O TRACK LIST DO NOVO VAN HALEN
1. “Tattoo”
2.”She’s the Woman”
3.”You and Your Blues”
4.”China Town”
5.”Blood and Fire”
6.”Bullethead”
7.”As Is”
8.”Honeybabysweetiedoll”
9.”The Trouble with Never”
10.”Outta Space”
11.”Stay Frosty”
12.”Big River”
13.”Beats Workin'”

 

O HOWLER É INCRÍVEL, BOTE FÉ

Yep. Você pode acreditar no que estas linhas zappers vão falar agora: cinco moleques montam uma bandeca de rock em Minneapolis, nos EUA, há menos de dois anos. Som garageiro, guitarras em fúria, vocais mezzo graves e com inflexão oscilando entre o cínico e o irônico. Referências imediatas: rock’n’roll básico, surf music, algo de Strokes. De repente, todo mundo começa a falar nos garotos. E surge mais um hype no rock atual, tão dizimado por bandas que não valem absolutamente nada e que irão desaparecer depois que tiverem seus quinze minutos de fama.

Capa do disco de estréia do Howler: rock fodão!

Só que neste caso, o do Howler, a esperança é que o hype dure bem mais que quinze minutos. Sério, o primeiro disco do quinteto, “America Give Up” (que saiu lá fora há menos de três semanas e pode ser encontrado fácil na web) é uma cacetada e justifica todo o falatório em torno do grupo. Músicas rápidas, guitarras em fúria, um vocalista (Jordan Gadesmith) que é a personificação da ironia blasé, melodias contagiantes (daquelas ótimas pra pular ao vivo ou dançar ensandecidamente na pista) e um frescor e fúria adolescentes inerentes a todo bom grupo de rock que se preza fazem do Howler talvez a melhor nova banda americana desde… a estréia dos Strokes, lá em 2001.

Se o conjunto vai manter o pique e continuar assim nos próximos discos, é outra história (vejam só o que aconteceu com Julian Casablancas e Cia após eles lançarem uma obra-prima logo na estréia em disco). De modos que o melhor mesmo é curtir a banda agora. Ainda mais que eles vêm ao Brasil daqui a três semanas: em Sampa o Howler toca dia 24 de fevereiro no Beco.
Nos vemos no show deles.

 

HOWLER AÍ EMBAIXO

No vídeo do bacanão single “Back Of Your Neck”

A VOLTA TRINFUAL DO PRÊMIO DYNAMITE
Não é todo dia que uma premiação dedicada à música independente brasileira chega aos dez anos de existência. E isso ainda mais em tempos de internet, sites, blogs, podcasts, webradios etc, etc, onde tudo é tão veloz, efêmero e descartável.

Pois o Prêmio Dynamite de Música Independente chega a 2012 completando uma década de existência. Uma década onde outras premiações e eventos semelhantes surgiram e desapareceram sem deixar rastro. Claro, houve dificuldades nessa trajetória – a entrega dos troféus foi interrompida nos últimos dois anos, por questões financeiras e por falta de patrocínio adequado. Mas agora, contando com apoio da Secretaria Estadual de Cultura do Estado de São Paulo, o Prêmio Dynamite está de volta. E promete fazer a maior festa de todas este ano, quando se comemora também vinte anos de circulação da revista Dynamite e uma década de existência do portal Dynamite online.

Para falar de tudo isso, da premiação e sua importância dentro do atual cenário musical independente nacional (que responde, hoje, por 90% da produção musical brasileira), Zap’n’roll foi bater um papo com o idealizador de tudo, o promoter, DJ, jornalista e produtor cultural e musical André Pomba. Abaixo, você confere os principais trechos da entrevista:

O produtor cultural, jornalista e dj André Pomba, criador do Prêmio Dynamite de Música Independente

Zap’n’roll – Faça um resumo rápido da história do Prêmio Dynamite de Música Independente: quando começou, como foi a trajetória dele até agora etc.

André Pomba – O Prêmio Dynamite foi uma idéia minha que surgiu para comemorar os 10 anos da Revista Dynamite em 2002. E também foi uma forma de dar visibilidade à cena musical independente, pois naquela época as gravadoras impunham com muita força seus artistas, sendo que havia pouco espaço para estes artistas no rádio, Tvs, jornais. Foi um evento tão legal, que todos perguntavam se ia ter no ano seguinte e
fomos realizando-o anualmente.

Zap – E agora, uma década depois e quando cerca de 90% da música produzida no país vem da cena independente, onde o Prêmio se insere nesse panorama? Com a derrocada do mainstream musical e a ascensão da distribuição de música via web você acha que o Prêmio, hoje, está em condições de visualizar e acompanhar tudo o que tem sido feito na cena musical independente brasileira?

Pomba – Pois é, você analisou bem pois o mercado todo praticamente virou independente. Mas ele ainda experimenta gargalos na difusão e integração. O Prêmio Dynamite em 2007 teve indicados de todos os 27 estados do país e este tipo de intercâmbio e visibilidade é que torna o Prêmio necessário.

Zap – Por que o evento sofreu uma interrupção nos últimos anos?

Pomba – Quando realizamos o último, perdemos o patrocínio depois de tudo acertado e tivemos um bom prejuízo e decidimos não mais realizá-lo até termos os custos cobertos. Esse ano conseguimos verba através do edital ProAc da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. E tem o fato também da ONG Dynamite ter priorizado o CMIJ – Centro de Música e Inclusão para Jovens (www.cmij.org.br) em 2009 no bairro do Bixiga em São Paulo, aonde um dia funcionou o Carbono 14, reduto contracultural do rock no início da década de 80.

Zap – O que significa que o evento volta com tudo este ano. Assim sendo, o que esperar da premiação em 2012? Quais as novidades, novas categorias etc? Quando e onde será a festa de entrega dos troféus? E como está sendo feito o processo de indicação de quem vai participar da votação pública?

Pomba – Isso mesmo, voltamos com tudo e queremos fazer uma cerimônia de premiação que vai ficar para a história, bem como fazer uma mostra do Prêmio com novos artistas e uma feira cultural. A mostra estamos tentando que seja realizada no Centro Cultural São Paulo, senão será realizada no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso que fica na Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte da capital paulista. A premiação
estamos tentando que ocorra no Teatro Sérgio Cardoso, senão no próprio CCSP e será realizada em junho de 2012. Mantivemos as 22 categorias que tem uma grande abrangência de gêneros e de quem apóia a música independente, mas como a novidade pela primeira vez de abrimos inscrições para os artistas apresentarem seu trabalho feito em 2010 e 2011 para a curadoria. Os artistas podem se indicar via email premio@dynamite.com.br ou pelo facebook: http://www.facebook.com/groups/premiodynamite2012/. E vou te abrir em primeira mão que prorrogamos as inscrições até 15 de fevereiro de 2012.

Zap – Ótimo. Mas além da indicação própria dos artistas, haverá uma espécie de juri privado que irá enviar sua lista de indicações como nos anos anteriores?

Pomba –  Sim, mas somente na fase final do processo.

Zap – Ok. Pra finalizar, a pergunta que não quer calar e não pode faltar: como idealizador do Prêmio Dynamite como você vê a atual cena independente nacional e os organismos que a gerenciam? É fato que a cena cresceu de maneira espantosa mas ao mesmo tempo tem-se a clara impressão de que sobram músicos e bandas e falta qualidade musical e público para essas bandas. Além disso, entidades como a Abrafin e a ong Circuito Fora do Eixo tem sido pesadamente bombardeadas por supostamente não serem transparentes o suficiente na prestação de contas públicas de suas atividades. Isso acabou gerando descontentamento em boa parte da cena independente e também da imprensa, que passou a detectar nessas entidades os mesmos vícios de conduta e panelinhas que elas tanto odiavam, e que durante séculos dominaram o mainstream musical, que agia de forma extremamente nociva e predatória. Então eu queria que você discorresse sobre tudo isso. Não é um pouco estranho entidades como Abrafin e Fora do Eixo captarem tantos recursos financeiros junto ao Poder Público e não destinar esses recursos para que se pague cachês e transporte aos grupos que participam de seus festivais?

Pomba – Olha, eu realizo o festival Mix Music, que é voltado pra cena LGBT. Alguns anos realizamos na raça ninguém recebe, mas sempre que recebemos apoio, todos os artistas que participam recebem. Mas isso é um festival em São Paulo, com pouca circulação. Um festival realizado fora dos grandes eixos tem custos muito maiores e tem um orçamento bem pesado. E duvido que o patrocínio cubra 100% do orçamento destes festivais. No mundo todo festivais convidam e selecionam novos artistas que as vezes não recebem nem cachê nem passagem, então esse tipo de crítica é muitas vezes enviesada, mas com certeza tem um foco claro na falta de transparência principalmente quando se recebem recursos públicos ou de estatais. Sempre fui um cara que dentro da Abrafin brigou muito por transparência.

Zap – E essa briga surtiu algum efeito positivo? Ao que parece a Abrafin está com uma atuação bastante empalidecida, ofuscada pelo Fora do Eixo, que também está sob pesadas suspeitas de malversação no gerenciamento de festivais e da cena indie nacional como um todo.

Pomba – Me considero mais próximo dos festivais que saíram, e creio que em grande parte a sobreposição do Fora do Eixo com a Abrafin é que gerou essa divisão.

Zap – E na sua opinião qual será o desfecho disso tudo?

Pomba – A criação de uma nova associação de festivais independentes, como um foco menos político.

 

O BLOGÃO  ZAPPER INDICA
* Discos: “America Give Up”, do Howler, e “A Different Kind Of Truth”, do Van Halen.

* Filme: “Millenium – os homens que não amavam as mulheres”. É o novo longa do gênio David Fincher (“Clube da Luta”, “A Rede Social”), está concorrendo ao Oscar e isso já basta pra recomendá-lo (não a indicação ao Oscar, mas o fato de ser mais um longa com a assinatura de Fincher).

* Baladas: com o postão sendo finalizado já nesta calorenta noite de sábado, o blog dá a dica de que estará logo menos lá no Clube Outs (na rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampa), pra conferir o sempre bacanudo show do Dance Of Days. Mas fica também o alô: o super DJ André Pomba agora discoteca todas as sextas-feiras no já lendário DJ Club (lá na Alameda Franca, nos Jardins) e as noitadas andam fervidíssimas por lá. Melhor pedida pra próxima sextona, impossível! Se joga, baby!

E CARIDADE DE INGRESSOS PARA AS IRMÃS DA CARIDADE
E não??? O blogão campeão em promos bacanas dá a largada em sua sacola de bondades pra 2012. Aí você faz o seguinte: vai no hfinatti@gmail.com, manda um alô e tenta a sorte pra ganhar:

* TRÊS PARES DE INGRESSOS para o show da lenda gótica Sisters Of Mercy, dia 10 de março em Sampa, na Via Funchal. Uma parceria bacana entre o blog e a produtora TopLink. Tá dentro? Então vai lá no email e se agiliza!

O velho gótico Andrew Eldritch volta ao Brasil em março. E você vai no show por conta do blog

E FUOMOS!
Postão grandão como tudo gosta. Mas agora o sujeito aqui se vai (deixando um super abraço no amigão Marciolínio Jr., que deu as coordenadas sobre o novo disco do Van Halen; e um mega beijo saudoso na sempre amada Helena Lucas, que está em férias no interior paulista), pois o baixo Augusta nos aguarda. E logo após o carnaval começam as mudanças visuais e editoriais aqui na Zap’n’roll, há nove anos acompanhando o rock alternativo e a cultura pop pelo mundo afora. Até a semana que vem!

(enviado por Finatti às 22hs.)