A ascensão e queda vertiginosa de um ex-Legião Urbana. As voltas (desnecessárias) de Aerosmith e Smashing Pumpkins. A deputada mala que quer impedir a foda anal. Discos indies brazucas bacanas e mais isso e aquilo

O músico e ex-baixista da Legião Urbana, Renato Rocha (acima), morando nas ruas do Rio De Janeiro, e Steven Tyler (abaixo), o vocalista do Aerosmith: dois exemplos de ascensão e queda total na história do rock’n’roll

 

Ascensão e queda.
Ambas acontecem na trajetória de qualquer artista, em qualquer segmento da cultura pop (música, cinema, literatura, artes visuais, TV etc.), em algum momento dessa trajetória. As duas curvas também podem se dar de forma lenta e gradual, durante anos, ou ocorrer de forma explosiva, vertiginosa. No caso do ex-baixista da extinta Legião Urbana, Renato Rocha, sua queda artística e pessoal foi se desenvolvendo lentamente ao longo dos últimos anos, até ele se transformar em morador das ruas da cidade do Rio De Janeiro, onde foi descoberto pela equipe de reportagem do programa “Domingo Espetacular”, da Rede Record – e que exibiu uma matéria com o músico no domingo passado. Ao tomar conhecimento da reportagem Zap’n’roll ficou realmente impressionada, ainda mais porque conheceu Rocha pessoalmente e todos os ex-integrantes da Legião, banda que o autor deste blog acompanhou desde seu início até a extinção do grupo. Assim estas linhas bloggers rockers resolveram abordar o tema neste post, analisando a situação atual de Billy (um dos apelidos do baixista) e os motivos que o teriam levado a tal situação dramática. Não deve ser fácil, conquistada a mega fama, manter a mesma. Ainda mais em um terreno pantanoso, perverso, eivado de fogueira de vaidades, egos descontrolados, disputas sangrentas, inveja, egoísmo, vaidades e intrigas como é a música pop. É preciso ter muito equilíbrio psicológico para suportar tudo isso, toda a pressão que se instaura sobre sua cabeça quando você se torna um pop/rock star. Caso contrário o cérebro funde e aí… adeus. Vem a queda e ela termina por romper a linha de equilíbrio emocional que restava no indivíduo. O dinheiro acaba, a fama se  vai, os amigos de ocasião desaparecem e a vida se transforma em um grande vazio, um grande inferno, um interminável nada. É assim o ciclo da ascensão e queda, algo que o blog não deseja a ninguém. Mas deseja, sim, que todos – artistas ou pessoas simples e normais – saibam sempre aceitar o que a existência lhes reserva, seja fama e fortuna, seja uma vida modesta, humilde e incgónita. Afinal grana e celebridade não são tudo neste mundo, concorda? Então é isso. E vamos começando mais um post, falando não apenas de ascensão e queda mas de discos bacanas e de muitas outras paradas que tornam nossa vida cotidiana mais leve – ainda que sejamos, todos, pobres e meros mortais.

 

* Da série “voltas desnecessárias a essa altura do campeonato”. Aerosmith e Smashing Pumpkins anunciaram que soltam seus novos trabalhos de estúdio este ano. A turma do – agora – velhusco Steven Tyler lança seu novo disco em junho, o primeiro álbum de estúdio em oito anos (o último foi o “Honkin’ On Bobo”, editado em 2004). Já o SP de Billy Corgan solta “Oceania” também em junho, no dia 19. Vem cá: quem ainda se importa com Aerosmith e Smashing Pumpkins???

Billy Corgan, líder do Smashing Pumpkins, que lança novo disco em junho. Alguém ainda se importa com a banda? 

* Já a linda, totosa e extraordinária (musicalmente falando) Regina Spektor, ainda vale e muito a pena a atenção de nossos ouvidos (e olhos também, uia!). Eis aí uma ruiva peitudaça com a qual estas linhas online adorariam ter um “flerte”, hihi. Miss Spektor é pianista e compositora de mão cheia, canta bem pra phorran e vai lançar seu novo disco, “What We Saw from the Cheap Seats” no final de maio. O blog zapper, fã de carteirinha da garota, bota fé que vem um discão por aí. Pelo menos o primeiro single, “All the Rowboats”, é beeeeem legal e já está com um vídeo promocional bacaníssimo rolando no YouTube. Esse mesmo que você vê aí embaixo:

 

* Bacana também deverá ser o novo filme do gênio maluco Tim Burton. “Sombras da Noite” (“Dark Shadows”, no original) chega às telas brasileiras em 22 de junho, traz Johnny Depp (claaaaaro!) no papel principal e mostra Burton incursionando pelo cinema de horror, brrr… Não tem como dar errado.

 O novo filme de Tim Burton estréia em junho no Brasil

* A TV DE HOJE, MUITO MAIS POPULAR E SUPER MENOS ANÁRQUICA – sem dúvida alguma. E não é preciso ser nenhum gênio pra sacar isso. Reflexo dos tempos reacionários, moralistas e de conservadorismo comportamental que dominam ubiquamente o planeta nos dias atuais, a TV (seja a aberta ou paga) acompanha a tendência do público e faz o que pode para não perder audiência. Ou seja: fica cada vez mais careta e mais popular/populista. Isso é claramente perceptível quando se assiste a um capítulo de  “Avenida Brasil”, a nova novela do horário nobre Global. Zap’n’roll, que tem acompanhado os primeiros capítulos do novo folhetim da emissora (e não há problema algum nisso, ou você ainda é daqueles machistas tacanhas que acham um crime hediondo homem acompanhar novela?), sacou isso totalmente. A trama, escrita pelo bom novelista João Emanuel Carneiro (que também foi autor de “A Favorita”, a última novela que o autor destas linhas virtuais realmente teve o prazer de acompanhar até o fim) coloca em cena todos os elementos que identificam a ficção com o mundo real dos telespectadores. A começar pelo tema musical de abertura, explorando o gênero chamado “kuduro” (música popular angolana), ou um genérico seu, aliás, e que é pavoroso. Mas o povão gosta e é isso que importa. Assim como João Emanuel também foi esperto o suficiente pra colocar como noiva do tal jogador de futebol Tufão uma cabeleireira descendente de… paraibanos. É o óbvio ululante: com o advento da TV por assinatura, internet e outras traquitanas tecnológicas do novo milênio, a Globo que antes detinha o monopólio nacional de audiência na TV aberta viu esta mesma audiência despencar, notadamente em regiões como o Nordeste e o Norte do País, que têm sua cultura e seus costumes próprios e não quer mais rezar pela cartilha cultural imposta pela mídia eletrônica de massa produzida no antes todo-poderoso Sudeste (alguém reparou que a nova novela da seis da tarde, da mesma emissora, tem parte de sua trama ambientada na Ilha do Marajó, no Pará?). Por um lado isso é ótimo e total saudável pois ao entregar um folhetim eletrônico ultra popular ao seu público, a Globo está mirando nas novas classes sociais em ascensão no Brasil (as C, D e E) e tentando se identificar com elas, em busca da audiência perdida. Afinal de contas quem quer ver apenas luxo, fortuna, glamour e faz-de-conta na TV quando 80% da população do país não vive nesse mundo de glamour e ostentação? O lado ruim dessa história é que pessoas de cultura mediana são conservadoras e mal instruídas, culturalmente falando – há exceções nesse quadro, óbvio. E por isso mesmo não recebem bem rasgos de ousadia ou anarquismo na telinha. Vai daí que, inevitavelmente e como está escrito no título deste tópico, a televisão está hoje muuuuuito mais careta do que há alguns anos. Até uma emissora como a MTV, que era uma reserva de ousadia e anarquia televisiva, hoje está muito mais “comportada” e adequada aos novos tempos. Se você não acha isso, basta ver aí embaixo os três vídeos que documentam quando o blogger loker foi ao extinto programa “Gordo Pop Show”, que era apresentado pelo João Gordo por lá. Anarquia pura. E bons tempos, que não voltam mais…

 

 

 

* Agora, lamentável mesmo (e mais um sinal dos tempos caretaços em que estamos) é essa “senhoura”, a ilustre deputada Míriam Rios (ex-atriz, ex-mulher do Rei Roberto Carlos e atual mala evangélica de plantão) lançar uma campanha em nível nacional, no Congresso, contra a prática do… sexo anal. Jezuiz… essa cretina não tem nada melhor pra fazer com o mandato que a população lhe entregou, via voto? Pelamor! E o pior é saber que, antes de se tornar essa “paladina” contrária a “práticas sexuais sujas” (uia!), dona Miriam também foi “do babado”, como você pode ver aí embaixo, hihi.

A deputada Miriam Rios hoje faz campanha contra o sexo anal, rsrs. E na época da foto aí embaixo, será que ela não gostava de levar rôla grossa no seu rabão empinado e lubrificado??? 

 

* Lamentável, II: numa mesma semana dois torcedores morrem em Sampa, em confronto de torcidas organizadas. E o técnico da seleção, Mano Meneses, é parado em uma blitz de veículos no Rio e se recusa a fazer o teste do bafômetro, além de estar dirigindo sem carteira de habilitação. Lindo! O futebol continua produzindo ótimos exemplos de cidadania e para estes todos batem palmas!

 

* O Blur… vem aí? Semanas atrás, o blog dizia que sim. E agora crescem os rumores de que a lendária banda britpop estará meeeeesmo em um grande festival brazuca, no segundo semestre. Pois então: Zap’n’roll volta a apostar algumas fichas que este festival que irá trazê-los pra cá é o SWU. Depois o
blog conta porque acha isso.

 

* Mas agora vamos contar – e também analisar – infelizmente como está a situação do grande Renato Rocha, que um dia foi baixista da saudosa Legião Urbana.

 

RENATO ROCHA – A ASCENSÃO E A QUEDA DE UM ROCK STAR
Bandas, músicos e artistas em geral que vão dos píncaros da glória, fama e fortuna à ruína total em questão de anos não são novidade na cultura pop – no rock’n’roll em particular, então, há zilhões de exemplos que poderiam ser elencados aqui. Mas a reportagem mostrada no programa “Domingo Espetacular”, da rede Record, no último domingo, surpreendeu e espantou quem viu a matéria porque flagrou, morando nas ruas da cidade do Rio De Janeiro, o baixista Renato Rocha.

 

O jovem leitor zapper talvez não se dê conta de quem é o sujeito em questão. O blog então o apresenta a este jovem leitorado. Renato Rocha foi o baixista que gravou os três primeiros álbuns da inesquecível Legião Urbana. Comandada pelo vocalista, letrista e gênio imortal Renato Russo, a banda foi o maior nome do rock brasileiro dos anos 80’ (e também de parte dos 90’) e um dos principais grupos de toda a história do rock brasileiro. Com letras poéticas, de cunho político e social contundente, e uma musicalidade cuja força motriz vinha do punk e do pós-punk inglês oitentista, a Legião angariou milhões de fãs e vendeu milhões de discos. Chegou a um ponto de popularidade em que fazia shows apenas em estádios lotados, diante de cerca de 50 mil pessoas. Com a morte de Renato Russo em 1996, em decorrência da Aids, o conjunto também chegou ao fim já que, à parte a importância do guitarrista Dado Villa-Lobos e do baterista Marcelo Bonfá na trajetória do grupo, sua representação máxima estava mesmo na figura mega carismática de Russo.

 

Porém, Renato Rocha (ou Negrete, ou ainda Billy, como Renato Russo gostava de chamá-lo) saiu (ou foi “saído”) da banda bem antes de seu término. Ele participou das gravações de “Legião Urbana I e II” (lançados, respectivamente, em 1985 e 1986), e também de “Que País É Este!” (editado em 1987). Quando o então ainda quarteto começou as gravações de “As Quatro Estações” (que seria lançado no final de 1989 e se tornaria o maior sucesso comercial do conjunto, com mais de um milhão de cópias vendidas apenas naquele ano), desentendimentos internos culminaram com a saída de Billy do grupo. Na época, Dado e Bonfá alegaram que Rocha não tinha mais interesse em continuar, que havia se tornado doidão em excesso, que faltava a ensaios e gravações etc. Daí a decisão de tirá-lo da Legião, que nunca mais teve outro baixista fixo e/ou oficial – as gravações de “As Quatro Estações” foram finalizadas com Renato Russo e Dado Villa-Lobos se revezando no contra-baixo. E para os shows que se seguiram na turnê de lançamento do disco, foram recrutados músicos convidados para ocupar a vaga deixada por Negrete.

A Legião Urbana nos anos 80′, com sua formação clássica: Russo, Renato Rocha, Dado e Bonfá

 

Zap’n’roll acompanhou muuuuuito de perto praticamente toda a trajetória da Legião Urbana, desde seu início (o autor deste blog viu um show do grupo em 1982, no centro de Sampa, em um muquifo punkster chamado Napalm, e que marcou época na noite alternativa paulistana; não havia mais do que cinqüenta pessoas aquela noite no bar, para ver a apresentação de um grupo que só iria lançar seu primeiro álbum de estúdio dali a quase três anos) até o final (com a banda tocando em um estádio do Palmeiras lotado até o talo). Se tornou amigo próximo de Renato Russo a ponto de, em 1994, no último show que o blog assistiu do grupo, em um ginásio do Ibirapuera também lotado, o vocalista ter dedicado a música “Ainda É Cedo” ao autor destas linhas rockers online. E foi justamente após este show, já no lobby do chiquérrimo (ao menos naquela época) hotel Maksoud Plaza, e batendo papo com os seus também amigos Dado e Bonfá, que o jornalista zapper curioso perguntou ao baterista: “E o Renato Rocha? Quem fim levou?”. Bonfá respondeu: “Ele deve estar curtindo o que sempre quis: ficar no sossego, fumando os baseados dele”.

 

Yep. Zap’n’roll desenvolveu uma boa amizade com Russo (principalmente com ele; o blog fez ao menos quatro matérias com a banda: duas na revista IstoÉ, uma na revista Interview e uma histórica capa no então mega influente caderno Folhateen, do jornal Folha de São Paulo, em abril de 1990. Renato Russo se recusava sistematicamente a dar entrevista para a Folha, que havia detonado a banda três anos antes na resenha do álbum “Que País É Este!”, em crítica assinada pelo jornalista Marcio Cezar Carvalho, e que havia chamado o disco de “esquálido”. Daí para a frente Russo não abriu mais a boca para o diário paulistano e a capa do Folhateen só foi conseguida graças a insistência e a proximidade que o jornalista zapper tinha com o grupo) e também com Dado e Bonfá. Mas nunca trocou uma palavra sequer com Renato Rocha, sempre o mais quieto e introvertido dos quatro integrantes originais da Legião. O mais quieto porém não o menos talentoso: as linhas de baixo executadas por Billy na estréia em disco da banda (principalmente em faixas como “A Dança”, “Ainda É Cedo”, “O Reggae” e “Soldados”), mostram que ele era um dos melhores instrumentistas do grupo. Talento musical que foi ratificado nos dois trabalhos seguintes.

 

Daí o espanto e a surpresa de o blog (e de todos que assistiram a reportagem da TV Record) em saber a terrível situação na qual Negrete se encontra hoje em dia. É muito óbvio que ele ganhou uma bela grana durante o tempo em que participou da Legião Urbana. E quando saiu da banda continuou a receber pelas músicas que compôs, como informa a mesma reportagem do programa Domingo Espetacular – se bem que, segundo o programa e o famigerado Ecad, Rocha recebeu um total de R$ 109.000,00 reais durante dez anos, o que dá cerca de R$ 900,00 reais por mês, uma quantia ridícula para alguém que gravou os três primeiros discos de um grupo que vendeu milhões de cópias de seus trabalhos. Há algo errado nessas contas, né Ecad…

 

Rocha, por certo, também tinha um padrão de vida elevado e o que ganhava não acompanhou seus gastos. E há também a questão das drugs, que devem ter levado boa parte da grana do baixista. Agora, sem casa e morando nas ruas da capital fluminense não fica difícil imaginar que Billy esteja também, talvez – e infelizmente –, usando a droga mais perversa e hedionda que existe: o crack. O blog não pode afirmar com certeza absoluta que o músico está metendo a boca no cachimbo (ou em latas, que seja). Mas a probabilidade é bem forte.

 

E crack é, definitivamente, uma merda inominável. Quem acompanhou a ótima matéria do programa “A Liga”, anteontem na Band (Lobão, com todas as restrições de caráter que estas linhas bloggers rockers tem em relação a ele, está se saindo muito bem como repórter; e o rapper Thaíde continua dando show de bola também), pôde comprovar isso. E Zap’n’roll também já comprovou isso na própria pele pois não esconde de ninguém que quase desceu aos infernos, anos atrás, por causa do maldito crack – e conseguiu se livrar da maldição antes que ela fodesse a vida do autor deste blog. E também é sabido por todos que acompanham há anos este espaço online que este jornalista e blogueiro de cultura pop é o sujeito mais liberal do mundo quando o tema são as drogas. Porém, a única substância ilícita que ele verdadeiramente odeia é justamente o crack. Uma droga que se tornou uma autêntica epidemia em todo o país – de Norte a Sul e mesmo em municípios minúsculos as  “pedrinhas” já estão lá, enlouquecendo uma legião gigantesca de usuários. Uma epidemia que tem que ser combatida pelo Poder Público de forma correta, sem arroubos de moralismo babaca, de conservadorismo reacionário e de populismo demagógico. Crack é, antes de tudo, uma questão de saúde pública e usuários precisam ser enxergados e tratados como pessoas doentes que precisam de assistência (se assim o desejarem), não como bandidos perigosos.

 

Enquanto o problema não for tratado e enfrentado da forma correta, ele só irá piorar. O grande Renato Rocha, que um dia tocou baixo na maior banda de rock do Brasil das últimas três décadas, talvez seja apenas a mais recente e notória vítima dessa “epidemia”. Zap’n’roll torce para que não. E torce também para que ele dê a volta por cima, volte para a música e novamente encante os fãs do grande rock’n’roll, como ele fazia quando tocou na Legião Urbana.

 

* A reportagem do Domingo Espetacular sobre a situação de Renato Rocha pode ser vista aqui: http://noticias.r7.com/videos/ex-musico-do-legiao-urbana-vive-situacao-dificil-no-rio-de-janeiro/idmedia/4f6fd1ba92bb439da04ada50.html?s_cid=ex-musico-do-legiao-urbana-vive-situacao-dificil-no-rio-de-janeiro-videos-r7_noticias_videos_facebook&utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=botao_facebook&utm_term=ex-musico-do-legiao-urbana-vive-situacao-dificil-no-rio-de-janeiro-videos-r7 .

 

* A entrevista que Zap’n’roll fez com a Legião Urbana, em junho de 1994 e que foi capa do extinto caderno Folhateen, do jornal Folha De São Paulo, pode ser lida aqui: http://www.starbacks.ca/SunsetStrip/Stage/1707/legent01.html .

 

* Já há um grupo de músicos em São Paulo se movimentando para tentar ajudar Renato Rocha (algo que, na verdade, deveria ter partido da dupla Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. Ambos porém, ex-companheiros de banda de Rocha, preferiram ignorar o drama do baixista e sequer deram alguma declaração relativa ao assunto, na reportagem da TV Record). Entre eles o brother zapper Márcio Felix, guitarrista e vocalista da banda Dr. Spike e notório fã da Legião Urbana. Márcio pretende montar um evento musical em breve em alguma casa noturna paulistana, contando inclusive com a participação do ex-baixista da Legião. Quem quiser se informar melhor a respeito ou ajudar de alguma forma, pode entrar em contato com o Márcio através do seu Facebook: http://www.facebook.com/#!/profile.php?id=1031686259 .

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco I: Custou mas saiu enfim a versão em plataforma física (leia-se: o velho e ainda heróico e resistente cd) da estréia em disco dos paulistanos do Coyotes California, uma das apostas zappers pra 2012. “Hello Fellas” já foi comentado aqui no final do ano passado (em texto assinado pela sempre amada mini-black Helena Lucas) e agora está aí, em cd caprichado lançado pela Pisces Records. O som dos moleques é funk com metal dos bons (o guitarrista William Antonetti é um demônio nas seis cordas), ótimo swing e boas letras (cantadas pelo Falcão Moreno) em português. Interessou? O CC lança o álbum com show no próximo dia 12 de abril, ao lado dos Trovadores de Bordel, lá no clube Sarajevo (que fica na rua Augusta, 1397, Consolação, centro de Sampa). E se você tá a fim de ir conferir o som dos rapazes na faixa dá uma olhada aí embaixo, no final do post. Mais sobre os Coyotes, vai lá: WWW.coyotescalifornia.com

 

A capa do primeiro disco dos Coyotes California: funk metal de responsa

 

* Disco II: “Ordem & Progresso via pão & circo” também é bacaninha. É o novo disco do Giovanni Caruso (e seu grupo, o Escambau), ex-baixista e vocalista dos curitibanos do Faichecleres. Giovanni não abandona suas raízes musicais: faz rock garageiro e sessentista, com letras que oscilam entre o romântico debochado e a crítica social. Pra saber mais sobre eles, vai lá: contato.escambau@gmail.com .

 

* Expo rocker fodona: é a “Let’s Rock”, que abre para o público na próxima quarta-feira, dia 4 de abril, lá na Oca do Parque Ibirapuera (na zona sul de Sampa), e que pretende ser a maior exposição sobre o rock’n’roll já realizada em um país da América Latina. Dividida em quatro ambientes, a “Let’s Rock” vai ocupar todo o espaço físico da Oca para mostrar objetos, instrumentos musicais, fotos e filmes que contam a trajetória de nomes como Beatles, Stones, Led Zeppelin, Queen, Clash, Ramones, The Who, U2, Jimi Hendrix e zilhões de outras lendas que fizeram a história do ritmo musical mais popular do século XX. O evento vai ficar na Oca até 27 de maio, e pode ser visitado de terça-feira a domingo, das dez da manhã às dez da noite, com a entrada custando 20 pilas (dez para estudantes e “tiozinhos” e “tiozões”). Essa é realmente imperdível e você pode saber mais sobre ela aqui: http://www.letsrockexpo.com.br/site/ .

 

* Baladas: o finde vai ferver, né? Hoje, sextona em si, tem a festa de primeiro aniversário do querido Beco203 (lá no 609 da rua Augusta, centrão rocker de Sampalândia), com noitada que promete ser hot até o amanhecer. Também hoje, mas lá na Livraria da Esquina (na rua do Bosque, 1253, Barra Funda, zona oeste de Sampa), tem mais uma festona rocker da Pisces Records, com show dos retornados Borderlinerz. E ainda hoje – ufa! – mas no novo Astronete (lá no 335 da Augusta), tem noitada rock’n’roll da melhor estirpe com DJs set da sempre incrível Vanessa Porto e do querido Serginho Barbo.///Ainda tem fôlego pra enfrentar o sabadão? Então cai lá pro extremo sul de Sampa que vai rolar o Rock na Represa, no Espaço Forasteiros (que fica na rua Valentim Ramos Delano, 52, em Santo Amaro, próximo à represa de Guarapiranga), com shows do Dr. Spike e do Zero315. Mas se você achar muuuuuito longe o rolê, sem problema: na boa e velha Outs (no 486 da Augusta) tem super DJ set da sempre incrível Bruna Vicious, acompanhada da Tati e do Valentim. Tá bão, né? Então se joga!

 

E SHOWS E BALADAS NA FAIXA! VEM QUE TEM!
Não acredita? Então vai lá no hfinatti@gmail.com, que a sorte te espera com:

 

* SEIS INGRESSOS para o showzaço do Anthrax (com abertura dos Misfits) dia 24 de abril, no HSBC Brasil, em Sampa;

 

* E mais dois kits, cada um com um cd “Hello Fellas”, dos Coyotes California, além de uma entrada vip pro  show da banda no próximo dia 12 de abril, lá no Sarajevo Club, na rua Augusta.

 

Vai ficar marcando aê? Não? Então dedo no mouse e boa sorte!

 

E CHEGA!!!
Postão grandão como o povo gosta, né? Por hoje é isso, porque o zapper vai daqui a pouco lá pro baixo Augusta, se jogar no coquetel de primeiro aniversário do Beco/SP. Semana que vem tem mais por aqui. Até lá!

 

(enviado por Finatti às 20hs.)

Doutor Jupter, os novos (nem tão novos assim…) caipiras do rock (e não do sertanejo), mostram que existe ótimo country/folk por aqui mesmo. E que nem tudo está perdido no rock independente brazuca. E mais algumas coisinhas…

 Doutor Jupter (acima) e Jack White (abaixo, na matéria de capa da NME desta semana): dois exemplos de decência e qualidade musical, e que estão em extinção no rock’n’roll

 

Sabadão, né.
Desde a última quinta-feira, a previsão do tempo na TV vem martelando que vai haver muita chuva em Sampalândia no finde. Enfim, houve chuva sim na quinta à noite (quando o autor destas linhas rockers bloggers foi até o StudioSP, no baixo Augusta, para ver os shows do O Sonso e dos Los Porongas, comemorando o aniversário da produtora Identidade Musical; e chegou bastante molhado ao Studio, por conta da água que caía na Augusta) e, depois, não mais. Já é meio da tarde de sábado e o zapper eternamente fã de frio (daqueles de quebrar os ossos) e de dias chuvosos e nublados, de tempos em tempos olha o céu na esperança de que tudo escureça repentinamente e as gotas comecem a cair, lavando o tempo, as ruas e purificando a alma também. E ontem, mesmo sem chuva, a sexta-feira foi um tanto cinza na vida de Zap’n’roll. Sem Helena Lucas por perto (que está em viagem ao interior de São Paulo) e curtindo ainda a ressaca (física e, vamos admitir, um pouco moral também) ultra violenta da esbórnia da madrugada anterior (esbórnia que só foi terminar na manhã de sexta), o já quase cinqüentão jornalista gonzo (ou “maloker”, como prefere o super monge japa zen, Pablo Miyazawa) se pegou mais uma vez pensando que o fastio existencial domina hoje boa parte dos dias do autor destas linhas online. Esse fastio tem seus motivos: cansaço de viver em uma cidade em que ele nasceu, cresceu, ama mas já não suporta mais por alguns (ou vários) motivos – vida frenética sempre, violência urbana desenfreada etc. Também um cansaço de viver eternamente em loucuras variadas – você pode detestar Paulo Coelho (e este blog sempre achou a literatura escrita pelo “mago” de péssima qualidade), mas estas linhas rockers bloggers concordam com ele (e sem moralismos aqui), quando Coelho diz que é preciso saber “a hora de entrar e de sair das drogas” (essa declaração foi dada por ele no programa “Fantástico” da semana passada, quando ele dava entrevista sobre o doc “Raul Seixas – o início, o fim e o meio”, que estreou ontem e que o blog ainda vai conferir). Talvez já tenha passado da hora de o sujeito aqui ficar mais sussa na vida e deixar suas loucuras para uma auto-biografia que deve começar a ser escrita este ano (e dona Helena, do alto dos seus ainda parcos vinte e um anos de idade, sempre cobra isso do zapper: que agora é hora de ele se tornar um “tiozão” tranqüilo, mas jamais careta em pensamento, e remexer seu baú de memórias para colocar toda a loucura que permeou sua existência no papel). E, por fim, um sentimento de ainda querer fazer muito e se dar conta de que talvez não haja assim tanto tempo terreno para fazer esse muito. É com esses pensamentos todos que começamos este post, já no sábado (ontem seria impossível: o jornalista beberrão e adicto estava fora de combate). Um post que vai falar de uma banda brazuca mega bacana, a Doutor Jupter (grafado assim mesmo, sem o “i”) – cuja sonoridade só reforça a vontade do autor deste blog em se mudar pro mato, pro meio do interiorzão Mineiro – , além de algumas outras paradas aí. Bora nessa, então.

 

* Chico Anísio se foi ontem. Ok, consternação geral, ele foi gênio do humor brasileiro e bla bla blá. Mas, vem cá: é só mesmo o blog zapper que nunca viu muita graça nos personagens criados por ele? Mais alguém também pensa igual?

 

* E miss Whitney Houston teve uma morte de diva gloriosa, né? Champagne, cocaine e infarto/afogamento em um banheirón de suíte de hotel cinco estrelas. Perfect! Claro, ela só gravou merda em sua carreira (ops) mas na hora de partir pra debaixo da terra, o fez com mega estilo. Pelo menos isso.

 Ela só gravou merda em sua carreira. Mas teve uma morte gloriosa de diva, com cocaine e champagne

* Ficar sábado à tarde blogando sempre rende algumas surpresas. Por exemplo, o blogger rocker estava há pouco escrevendo, com um olho no teclado do note e outro na programação da MTV (que nunca esteve tão ruim, mas isso é assunto para um futuro tópico de um futuro post), vendo os clips do Top 5 Nacional (do mtvUm). Até que surgiu “Mi Vida Eres Tu”, a faixa que abre “Boa parte de mim vai embora”, o álbum lançado pelo Vanguart no ano passado. Zap’n’roll jamais ouviu o disco inteiro (porque nunca o recebeu da gravadora e de ninguém ligado à banda) e nunca fez muita questão de ouvir, na verdade. Durante anos foi grande amigo de todos os integrantes do grupo até que rusgas e indícios de falsidade culminaram no fim da amizade entre o blog e o vocalista Hélio Flanders. De lá pra cá este espaço online perdeu o interesse pelos rumos do conjunto, embora continue considerando-o ok. Mas essa “Vida Eres Tu” é bem, hã, chocha – assim como o próprio vídeo em si. Saudades dos tempos de “Before Vallegrand” e “Hey Yo Silver”. Pra quem interessar: o Vanguart toca hoje, sábado na madruga, no redivivo Apê80 (lá no começo da Peixoto Gomide, no baixo Augusta), um dos espaços de shows mais bacanas do circuito alternativo de Sampa. De quebra, o figura Marciolínio Nery estará servindo as brejas no bar, uia!

 

* Já o quarteto Salad Maker, um dos bons nomes do cast da Pisces Records, está com um vídeo bacanudo rodando no YouTube. É o da música “Between Dreams”, e cujas imagens (captadas pela câmera sempre de cima para baixo) ficaram bem legais. Dá uma conferida aí embaixo:

 

* Todo mundo feliz né? Thurston Moore chegando em show solo, Nada Surf também (este, com promo de tickets aqui no blogão zapper), Noel Gallagher e até o Horrors (no tradicionalíssimo festival da Cultura Inglesa, em junho). Fora miss Vaconna, ops, Madonna, que chega mais uma vez ao país tropical em dezembro, já com show fechado em Porto Alegre no dia 9 daquele mês.

 

* O Nada Surf também vai tocar lá no Norte brazuca, em Belém, em show que terá a abertura luxuosa do grande Baudelaires. Talvez a melhor indie guitar band do país em atividade hoje e um dos grupos mais queridos por estas linhas online, os Baudelaires estão prestes a lançar seu novo álbum de estúdio.

Os Baudelaires: abrindo para o Nada Surf em Belém, em abril

* O blog zapper bombou em comentários nos dois últimos posts, algo difícil nestes tempos de internet e onde boa parte do preguiçoso leitorado da blogosfera prefere “curtir” os textos no faceboquete, ao invés de dedicar algumas linhas no painel do leitor de cada blog. De qualquer forma a audiência aqui deste espaço vai bem, obrigado. Ainda que parte dos comentários venham inevitavelmente assinados por fakes (alguns divertidos, como Hunter Thompson e André Barcinski, uia!)

 

* Como Zap’n’roll também é Educação, o blog fica triste em ver a que ponto chegou uma das mais tradicionais instituições de ensino superior da capital paulista. A Universidade São Marcos foi descredenciada pelo Mec ontem e deverá fechar suas portas. Foi lá que o autor destas linhas online se formou no curso de História, há mais de duas décadas.

 

* Jack White, além de ser um gênio da guitarra, é um cara decentíssimo. Prestes a lançar seu primeiro disco solo, ele está na capa da NME desta semana, onde afirma que “só voltaria com o White Stripes se estivesse falido”. E que ficaria muito triste se tivesse que fazer este comeback. É, gênio do rock atual e decente como pessoa. Duas características em extinção na música atual.

 A capa da NME desta semana

* Assim como decentíssima também é a estréia do grupo paulista Doutor Jupter. Vê aí embaixo.

 

DOUTOR JUPTER – ROCK CAIPIRA COM ORGULHO E MUITO BOM!
A banda não é nova tampouco seus integrantes, todos na casa dos trinta e poucos anos de idade e já batalhando na música desde a adolescência. Mas o Doutor Jupter (grafado assim mesmo, sem o “i”), que foi batizado assim oficialmente em 2006 (quando o grupo saiu da interiorana Ribeirão Preto e se mudou para Mairiporã, na Grande São Paulo) só conseguiu lançar seu álbum de estréia no ano passado, através do selo Pisces Records. “Você precisa ouvir Finas, tenho certeza que vai gostar” vivia pilhando Ulysses, dono da Pisces, tentando fazer o autor deste blog escutar o cd que, na verdade, já estava nas mãos zappers desde o final do ano passado. Porém sempre que resolvia ir ouvir o disco algo acontecia e a audição ficava postergada.

 

Foi amor à primeira audição – ela aconteceu há duas semanas. De lá pra cá o disquinho não sai do gabinete do notebook. A praia do Doutor Jupter é rock rural (ou caipira, se você preferir), resvalando no country e no folk. As canções são ultra melódicas, fazem um mix perfeito entre banjos, gaitas e guitarras e denotam um bucolismo imagético e sonoro que encanta o ouvinte já na primeira “orelhada”. Se você gosta de Mumford & Sons ou Blitzen Trapper, vai amar o DJ.

Capa do disco de estréia do Doutor Jupter: rock rural bom pra caralho!

Mas o som nem sempre foi assim. “Nos conhecemos bem jovens, ainda na adolescência começamos naquela onda tradicional de fazer sons que gostávamos: Legião Urbana, Paralamas, Raul, etc”, explica o vocalista, compositor e letrista Ricardo Massonetto, trinta e cinco anos de idade (e que toca violão, banjo e gaita no quarteto, que é completado pelo guitarrista Márcio Gonzales, pelo baixista Dudu Massonetto e pelo baterista Mateus Briccio), em bate-papo com o blog, via chat (o) do faceboquete. Ainda segundo Ricardo o grupo passou depois por uma fase bem “experimental” (“quase um pop progressivo”, diz o vocalista), gravou alguns discos que não repercutiram muito (além de um dvd que jamais chegou a ser lançado), até que decidiram mudar toda a concepção sonora da banda e se mudar para perto da capital paulista. “Antes talvez, forçávamos uma barra pra deixar a coisa com cara de moderna, mas as composições sempre tiveram esse tom bucólico, simples, uma linguagem interiorana e tal”, explica Ricardo. “Então começamos a tentar extrair o que de mais verdadeiro poderia haver em nossa personalidade musical. Saímos da formação básica guitarra, violão, baixo e batera e começamos a encaixar algo que trouxesse pra música uma personalidade próxima do que ela ja tinha, assim tipo aquela vibração natural. Quando testamos o banjo e a gaita, tivemos que aprender a tocar mas a coisa encaixou redondo. Acho até que pelo fato de termos vindo morar na Serra, ficamos um pouco isentos da influência do concreto da cidade”.

 

Com certeza. E a mudança de direção sonora só fez bem ao quarteto, que exibe uma maturidade musical raríssima de se encontrar nos dias que correm, entre as trocentas milhões de bandas que emporcalham a indie scene nacional. A já longa experiência instrumental dos rapazes foi fator decisivo, talvez, para que o grupo compusesse canções redondas e belíssimas como “Liquidificador”, “Me cuida”, “Irene e as estrelas” (esta, a preferida do blog), “Bang Bang” ou “O otimista”. Além disso o vocal de Ricardo oscila entre o grave e o suave, dando bom corpo à interpretação de letras que não são nenhum primor poético mas que estão longe do pieguismo e da burrice textual reinantes no atual rock independente nacional. São imagens bonitas e singelas sobre relacionamentos, e que resultam em versos como “Ainda devo ser/Aquele cara esquisito/Que você gostou/Falando coisas tão estranhas/Sobre um tal de amor”.

 

É sem nenhum favor um dos melhores grupos do novo rock BR, com músicas que fazem você querer se mudar imediatamente pro meio do mato. Merecia e merece estar em festivais como o Lollapalooza ou o SWU 2012 (alô, Théo Van Der Loo: fikadika!). E se você ainda não ouviu o som do Doutor Jupter, vá atrás como estas linhas rockers bloggers foram, ainda que com um certo atraso. Afinal, como não cansamos de repetir: nunca é tarde para se descobrir uma ótima banda e ouvir um ótimo disco.

 

* Doutor Jupter na rede? Vai lá: www.doutorjupter.com.br , www.twitter.com/doutorjupter, www.facebook.com/doutorjupter .

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: a estréia, homônima, do grupo paulista Doutor Jupter. É com justiça, o discão da temporada.

* Cinema: “Raul Seixas – o início, o fim e o meio”, claaaaaro. O doc estreou ontem nos cinemas brasileiros e com certeza vai ser o hit da temporada nas telonas.

* Baladas rápidas pro finde: que hoje já é sabadão à noite. Tem dj set do super André Pomba lá no novo – e ótimo – Astronete (que fica na rua Augusta, 335, centrão rocker de Sampa). E também hoje mas lá no Apê80 (no começo da Peixoto Gomide, também na região do baixo Augusta), tem show acústico dos cuiabanos do Vanguart. É isso? É isso. E agora que a chuva começou com tudo, se joga mas de guarda-chuva, uia!

 

ANTHRAX E NADA SURF NA FAIXA? VEM QUE TEM!
Sempre tem, né? Então a dica é a de sempre: vai no hfinatti@gmail.com, que estão dando sopa por lá

* SEIS INGRESSOS para o show do Anthrax, dia 24 de abril no HSBC Brasil, em Sampa;

 

* E também DOIS INGRESSOS para a gig do trio americano Nada Surf, dia 25 de abril também em Sampa, lá no Cine Jóia.

Certo, povo? Dedo no mouse e boa sorte!

 

A CHUVA CAI LÁ FORA
E o blog precisa ir pra rua, mesmo embaixo d’água. Então paramos por aqui. Na semana que vem o blogão volta, sempre com muuuuuito mais, ok? Até lá!

 

(enviado por Finatti às 23hs.)

Um post extra aqui para falar algumas verdades sobre um bando de escrotos e cuzões, e que só viram machos (cados) na internet, em um grupo de discussão de merda chamado Bizz, no Faceboquete

Esse sujeito aí em cima já foi um dos melhores jornalistas culturais do Brasil. Hoje, velho, gordo, careca, acabado e loser como ele só, Lex Lilith se compraz em ser fofoqueiro em redes sociais. Ele é um dos “cappos” do mau caratismo e da bandidagem moral e aética que impera no grupo de discussão Bizz (abaixo), que está hospedado no Facebook

 

Não é segredo para ninguém que acompanha estas linhas zappers há anos: o autor deste blog é avesso a redes sociais, embora faça parte das principais delas existentes na web. São os ossos do ofício da profissão de jornalista nos dias de hoje: estar conectado com o mundo através dessas redes, até para divulgar melhor seu próprio trabalho jornalístico.

 

Mas o Faceboquete, por exemplo: nada mais é do que o velho Orkut repaginado e com um aspecto, digamos, mais “muderno”. E as merdas ali são as mesmas do agora esquecido e “antiquado” (para os velozes padrões de mudança estética, comportamental e tecnológica dos dias que correm) Orkut. As comunidades agora se chamam “grupo de discussão” (e isso já não existia há anos, quando havia apenas e-mails e não redes sociais, e se criavam nesses e-mails os tais “grupos de discussão”?). E nada muda e a idiotice virtual segue em frente, cada vez mais frenética.

 

E no mesmo Faceboquete existe um dos maiores exemplos de inutilidade e idiotice existentes na internet: o grupo de discussão Bizz, alusivo àquela que foi uma das principais publicações musicais da história da imprensa brasileira, a finada revista homônima. O “grupo” possui mais de mil integrantes e este blog sabe que a maioria que está nele se inscreveu lá para debater assuntos musicais e também para obter infos relevantes sobre música. A maioria, o blog acredita, é de gente bem intencionada e que não está ali pra fofocar e saber da vida particular de ninguém, mas sim para falar de música.

 

Mas infelizmente e como já aconteceu com a “comunidade” do mesmo nome no agora esquecido Orkut, quem mais abre a boca no grupo do Face são os integrantes de um bando, uma autêntica quadrilha de gente escrota, mau caráter ao extremo, pessoas nefastas e do mal mesmo, que não têm nenhum escrúpulo ou pudor para ofender em público moral e eticamente quem quer que seja. O banditismo dessa turma, a canalhice que envolve esse pessoal é de tal dimensão que eles chegam a inventar mentiras e suposições sobre a vida e a conduta de pessoas que sequer convivem com eles. É nesse ponto que surgem a calúnia e a difamação, dois crimes previstos no Código Penal Brasileiro – e o Zap’n’roll faz essa menção ao CPB você vai saber o motivo ao continuar lendo o post.
O autor deste blog, que tem inimigos mortais ali entre o bando de escrotos e canalhas, voltou a ser alvo de perseguição do grupo nos últimos dias. E a perseguição dessa turma calhorda se torna ainda mais covarde quando se sabe que este jornalista NÃO participa (e nem vai participar, porque não quer) do tal grupo de discussão – embora saiba o que se passa ali pois tem um bom número de bons amigos que infelizmente estão lá, inscritos no tal grupo Bizz.

 

Pois então: nas últimas semanas, em um tópico aberto sobre a festa de reabertura do lendário Madame Satã (festa mega bacana, na qual estivemos presentes) o blog zapper foi provocado sobre uma suposta briga sua com o jornalista Alex Antunes (um dos principais “cappos” da quadrilha). Foi aí que o tristemente conhecido José Bosta Flávio Jotalhão Jr., um dos maiores e mais odiados crápulas do atual jornalismo cultural brasileiro, abriu sua boca podre e fedorenta para vomitar leviandades e calúnias contra o autor deste blog. Entre outras sandices Jotalhão Jr. (que sofre de obesidade mórbida) disse que este jornalista foi expulso das colaborações que fazia para a revista Rolling Stone por “ter oferecido droga aos Alex Antunes”.

 

Muito bem, aos fatos: Zap’n’roll, é sabido, tem uma posição comportamental liberal e total favorável à liberação de TODAS as drogas, pois acredita (como já bem frisou o ilustre sociólogo Fernando Henrique Cardoso) que a repressão a elas é uma batalha perdida, e onde se torram milhões em dinheiro que poderia ser muito melhor aplicado em outros pontos vitais da sociedade, como educação, saúde de qualidade, transporte etc. Mas daí a dizer que o blog ofereceu droga a alguém é de uma canalhice criminosa (sem metáforas aqui), e por isso mesmo está sendo rechaçada como tal e no rigor da Lei (vocês já saberão como).

JFJr., o “Jotalhão”: obeso mórbido que se tornou um dos maiores e mais odiados escrotos do jornalismo cultural brasileiro. Outro “cappo” do lamentável grupo Bizz, do Facebook, que caluniou o autor do blog zapper e, por isso, será processado nas esferas cível e criminal 

Zap’n’roll é um dos jornalistas mais conhecidos da mídia musical brasileira e JAMAIS se prestou a ser traficante de drogas ou a qualquer atividade ilícita semelhante. A saída do blog da colaboração da Rolling Stone se deu por motivos de erro profissional deste jornalista, ele assume (e o ex editor-chefe da revista, Ricardo Cruz, hoje editando a GQ e ainda um querido amigo deste espaço virtual, deixou isso bem claro na época, em e-mail PESSOAL enviado ao autor do blog zapper). E o Sr. José Merda Flávio Jr. é um COVARDE, CRÁPULA e MENTIROSO que não mede esforços para prejudicar moral e profissionalmente alguém que lhe incomoda. Esse sujeito, na verdade, é um cuzão que não honra seus mais de 1,85 de altura e quase 200 quilos de peso (deve estar por aí) pois ele só é macho (cado) e valente na frente do teclado do computador. Por que Jotalhão não fala no tal grupo da Bizz da vez em que levou uma lata (cheia) de cerveja na sua cara, jogada nela pelo autor deste blog durante uma das edições do festival Calango (em Cuiabá) e, ao invés de reagir como HOMEM, foi pedir socorro aos seguranças? (quem quiser ver o episódio: há um vídeo até hilário sobre ele no YouTube, com o título “Finas em Cuiabá”). Ou, então, por que ele não conta que, em dezembro de 2010, no final do show do Stone Temple Pilots na Via Funchal (em São Paulo), só escapou de levar uns sopapos deste jornalista porque o mesmo foi contido pelo braço pelo jornalista Paulo Cavalcanti (que, pasmem, tem menos de 1,70 e não é covarde), editor da seção “Guia”, da Rolling Stone? Enquanto era xingado de “covarde”, “cuzão” e “monte de merda”, o gigantesco depósito de banha podre foi (novamente, pasmem!) se esconder ATRÁS de duas amigas que estavam perto dele.

 

Jotalhão é apenas o mais mau caráter da quadrilha. Há outros quase tão sórdidos quanto ele ali. Alex Antunes, por exemplo, o “tantã do chá” (ele ama tomar chá do Daime). Ou Lilith, pros “íntimos”. Esse sujeito já foi um dos maiores nomes do jornalismo cultural brasileiro. Fundou – ou ajudou a fundar – revistas como a própria Bizz e a Set. Durante anos teve o respeito, a admiração e até uma simpática (mas nunca estreita) amizade da parte do autor deste blog. Mas como hoje Lilith é um senhor obeso, careca, loser e que se compraz em fazer fofocas em público, falando mal da vida dos outros (inclusive do blog zapper), queremos distância da figura. O que Lex deveria também comentar no tal grupo Bizz é que, como bem informa um dos editores da Rolling Stone (não vamos citar seu nome aqui, para preservar a tranqüilidade dele, já que é amigo destas linhas online), ele está em tal situação de miséria que não possui mais computador nem internet em casa  – posta suas sandices de lans house. Também não tem telefone – liga pras pessoas de orelhão. E o pouco que ganha, deve ser através da “mamadeira” que pratica na Ong Fora do Eixo, onde faz uma tal de Pós-TV – um programa de tv online cuja audiência só deve ganhar do número de exemplares que seu livro, “A estratégia de Lilith”, vendeu – 64 exemplares segundo conta um conhecido produtor musical independente, que possui uma das melhores lojas de discos do centro da capital paulista, e que tem milhões de histórias cabulosas para contar de Alex Antunes. Entre elas, as das inúmeras vezes que ele passa na referida loja pedindo dinheiro emprestado ou pedindo para descontar cheques (de setenta reais!) de terceiros.

 

Zap’n’roll inclusive voltou à baila no tal grupo Bizz esta semana quando, em um tópico, mr. Lex Lilith sugeriu convidar o blog para participar de uma das próximas edições do tal “Pós-TV”. O blog não vai, claro, porque não tem nenhum interesse em perder tempo em um programa inútil, gerido e apresentado por um loser. Mas o tópico em questão foi suficiente pra atiçar novamente a sanha da matilha de cães sarnentos contra o autor deste blog. Jotalhão, novamente e sempre ele, se apressou em dizer que este jornalista é “deprimente” e está amargurado porque só publicou um texto profissional em 2011. Esse idiota considera, em seu cérebro de ameba, que “texto profissional” só é aquele que sai em algum veículo de grande repercussão. Ele se esquece de que este jornalista escreve textos para o portal Dynamite online há anos e que hoje, felizmente, recebe um salário que paga nosso aluguel e algumas contas. Como não somos dados a grandes luxos, vivemos bem e com tranqüilidade em um dos melhores bairros de São Paulo, a Vila Mariana – e esta informação vale também para um tal Elder Maldonado (?), que inocentemente questionou lá no grupo Bizz “se o Finatti não trabalha, como ele vive então?”.

 

E além do paquiderme Jotalhão, outros imbecis também abriram a boca por lá. Como o tranqueira chamado Roberto Sadovski (mais conhecido como Boberto Sabosta). Esse é um pilantra notório do jornalismo cultural brazuca e também está no limbo da mídia impressa. Também, pudera: há alguns meses, quando estava montando uma nova revista sobre cinema, o querido André Forastieri (um dos grandes nomes do jornalismo cultural paulistano, na última década e meia) teve dó de Sabosta (que havia acabado de falir a revista Set) e o incumbiu de fazer uma grande matéria para a edição inaugural da nova revista. A matéria implicou no deslocamento de Sabosta até Los Angeles, que recebeu adiantamentos em dólar e passagens, tudo pago pela editora comandada pelo Forastieri. Nesse meio-tempo uma outra editora resolveu ressuscitar a finada Set. E “cantou” o Boberto para que ele voltasse a escrever nela. O pilantra não teve dúvidas: ao voltar dos EUA (em viagem que, vamos repetir, havia sido PAGA pela editora do Forastieri), com o material apurado, escreveu a matéria e a entregou para a concorrente, ou seja, a Set, fazendo com o sempre boa-praça Forasta uma das maiores sacanagens recentes que se tem notícia nos anais do jornalismo de variedades. Mas isso, claro, Boberto Sabosta NÃO conta no tal grupo Bizz.

 

E fora outros ratos menores e paga-paus (como um tal de Jefferson Nunes, de Belém, que o blog não conhece e não faz a menor questão de conhecer) das grandes ratazanas que circulam por lá, que também andam vomitando merda ali contra o autor deste espaço online. Mas com esses Zap’n’roll nem vai perder tempo escrevendo algo aqui.

 

A verdade é que o tal grupo de discussão Bizz, do Faceboquete, é um espaço virtual inútil e povoado por gente sem caráter e desocupada, que não tem nada melhor pra fazer na vida do que ficar escrevendo asneiras, mentiras e calhordices ali. Ou você acha que jornalistas sérios e respeitados (como Luis Antonio Giron, Lúcio Ribeiro, Pablo Miyazawa, Paulo Cavalcanti, André Barcinski, Álvaro Pereira Jr. e André Forastieri, só para ficar em alguns poucos e ótimos exemplos) ficam perdendo seu tempo ali e se expondo ao ridículo?

 

Por tudo isso o blog NÃO vai participar do tal Pós-TV, se for convidado. E também porque o autor deste espaço online solicitou à polícia a abertura de um inquérito criminal (ahá!) contra José Flávio Jr., por este ter afirmado no referido grupo de discussão que Zap’n’roll “levanta um troco comprando e vendendo drogas”. Ele vai ter que PROVAR isso judicialmente ou então… cadeia nele e indenização para este jornalista, por danos morais. De modos que a ida do blog ao programa poderia prejudicar o andamento do inquérito.

 

Este texto está aqui, aberto ao público, no blog. Se alguém quiser disponibilizar o link no tal grupo Bizz do Faceboquete, fique à vontade.

 

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Por enquanto é isso. Na sexta-feira, novo postão zapper por aqui. Enquanto ele não chega, não se esqueça de que no hfinatti@gmail.com estão em disputa:

 

* SEIS INGRESSOS para o show do Anthrax (com abertura do Misfits), dia 24 de abril no HSBC Brasil, em São Paulo. Corre lá e boa sorte!

Até sexta, então!

 

(enviado por Finatti às 15hs.)

A vida dura e nada mole de um blog que tenta continuar sendo selvagem – e por isso mesmo fala da suposta fortuna de um padre, de um provável filme do ano e ainda põe na roda meia dúzia de tickets pra um show do… Anthrax! (plus: uns papos sobre o queridão Adriano Cintra, ex-CSS) (versão ampliada, atualizada e finalizada em 16/3/2012)

 

 

 Essa figura bizarra aí em cima está na capa da NME desta semana: Roberth Smith, o eterno gótico, não perde a majestade e poderá vir com o Cure ao Brasil no festival SWU 2012; já os sempre ótimos Forgotten Boys (abaixo), lançam seu novo disco com showzaço neste finde em Sampa

 

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UP DATE PRA FALAR DO QUERIDO ADRIANO CINTRA – E OUTRAS PARADAS…
Yep, o blog está ensaiando pra falar algo aqui sobre o homem que criou/inventou o – agora quase finado – Cansei de Ser Sexy (ou CSS como a banda ficou mundialmente conhecida, durante os seus quinze minutos de fama), desde que topou com ele passada no Beco/SP, na noite em que as francesas do Plasticines tocaram por lá. Adriano abriu aquela noite com um de seus inúmeros projetos musicais pós-CSS, o ManPurse – no momento, ele também investe em um novo duo, o Madri, ao lado da amiga e multiinstrumentista Marina.

Adriano Cintra sempre foi um querido por estas linhas rockers bloggers. Além de ele e Zap’n’roll se conhecerem há pelo menos década e meia, ambos sempre tiveram um relacionamento mega cordial. Fora que o blog, sem querer puxar o saco de ninguém, sempre admirou a capacidade musical do sujeito: além de produtor de mão cheia, Adriano toca bateria, baixo, guitarra e o que mais colocarem na mão dele pra tocar. Não à toa, Adriano tem uma sólida trajetória como músico no underground paulistano. Trajetória que começa muuuuuito antes do
CSS (que na verdade, foi o grupo que deu visibilidade planetária a ele), passando por formações lendárias como o Supermarket e, principalmente, o trio Butchers Orchestra.

Todo mundo está careca de saber das tretas que culminaram com a saída de Adriano do CSS, há alguns meses. E quem não sabe, pode acessar o blog dele, o divertidíssimo “Manda me prender” (em http://www.mandameprender.blogspot.com/ ), que está tudo super bem esmiuçado e contado por lá. Assim, estas linhas online resolveram falar um pouco do músico e persona Adriano Cintra aqui apenas em função do reencontro da semana passada entre músico e jornalista, já que ambos não se viam pessoalmente há algum tempo e esse reencontro suscitou divertidos recuerdos – “o mais legal da minha amizade com o Finatti é que quando ninguém conhecia a gente, íamos de busão tocar no [festival] Goiânia Noise, enquanto ele ia de avião. E mesmo assim, ele dava a maior força pra nós”, disse o músico, rindo, pro gerente do Beco, o sempre boa praça Rogério. Mas cabe aqui uma correção: o autor deste blog também jamais foi de avião ao Goiânia Noise (o pão-durismo do “diabo bacon” Fabrício Nobre nunca permitiu essa, hã, comodidade, rsrs). Nas duas edições do festival em que estivemos presentes, também enfrentamos busão (dezessete horas de estrada…). Somente uma vez o blog foi de busão aéreo a Goiânia, na edição 2010 do festival Vaca Amarela (um alô pro mega querido João Lucas, a fofa Joana Fomm rocker do cerrado, hihi. Ou a filha que David Bowie não teve, uia!).

O jornalista rocker/loker/gonzo e o ex-CSS, semana passada no Beco/SP: amizade que já dura uma década e meia

Zap’n’roll e o CSS viajaram sim, juntos no mesmo vôo, de volta de uma das edições do gigante festival Mada, há alguns anos, em Natal. Naquela época a banda estava a caminho de se tornar mega e o blog, que assistiu ao show dela do palco, ficou impressionado em notar dois detalhes: a) como as garotas haviam aprendido a tocar razoavelmente bem seus instrumentos em questão de um ou dois anos. Afinal, é público e notório que Adriano, ao montar a banda, era o único que sabia tocar algo ali. No início as cinco periguetes rockers apenas gritavam e faziam um puteiro dos infernos no palco, como foi visto anos atrás no Outs/SP quando o grupo, ainda em total início de carreira, tocou na base da brodagem em uma das festas promovidas pelo blog na casa noturna da rua Augusta; e b) diante de cerca de oito mil pessoas que cantavam praticamente todas as músicas na ponta da língua (é, a internet tem um efeito devastador em termos de reverberação e amplificação da informação), a vocalista Lovefoxxx deitou e rolou, arriscando até um stage diving/surf no público presente. Ela já se sentia uma pop star enquanto o bom Adriano ficava na sua, lá fundo do palco, tocando a bateria e comandando a banda como um maestro zeloso.
O resto todo mundo sabe. Estouro (a nível de mídia) planetário com o primeiro disco, capa na NME, contrato com o lendário selo SubPop, brigas com o ex-empresário (e a conseqüente demissão dele do conjunto), saída da Ira Barbieri, Lovefoxxx (por quem, na verdade, estas linhas online nunca tiveram nenhuma simpatia) se achando a fodona (ela casou e depois separou do baixista do Klaxons. Aliás, que fim levou essa medíocre banda do igualmente medíocre e já falecido movimento new rave? E agora, segundo dom Adriano, a gorducha ainda singer do CSS vai se acasalar com o vocalista do… Spoon, uia!) e, por fim, Adriano Cintra também picando a mula.

Vai ser o fim do CSS, provavelmente. Primeiro porque a banda já está com seu prazo de validade vencido. Segundo porque o cérebro por trás do grupo era mesmo Adriano e ninguém ali, entre as gralhas que continuam no conjunto, tem competência para compor canções minimamente decentes. E terceiro porque, claaaaaro, miss Lovefoxxx (com o ego descontrol inflado) já deve estar pensando em uma carreira solo. Que vai render no máximo um disco. Depois a “diva” eletro-rock voltará ao limbo de onde ela foi tirada quando o CSS estourou.

O blog fica mais feliz e bota fé por ver novamente seu chapa Adriano Cintra de volta ao rock alternativo de Sampalândia. Sempre mega produtivo, criativo e ainda subversivo como ele sempre soube ser (mesmo estando perto dos quarenta anos de idade), Adriano vai continuar se dando bem na música. E também vai continuar tendo o respeito e repercutindo seu trabalho entre o público e a mídia rock, aqui e lá fora. Com certeza!

 

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* E aquelas histórias cabulosas e cabeludas de putaria e dorgas que rolaram com o sujeito aqui durante anos, no Madame Satã, ainda não vão entrar nesse post. Fica pra semana que vem (promessa!), pois agora com a volta do note vamos colocar as paradas em ordem por aqui, ok?

 

* E o finde under em Sampa (que começa hoje, sextona em si, quando este complemento está sendo colocado no post) promete ser mega agitado, néam? Vai vendo: hoje à noite (cedo, a partir das nove e meia) os sempre ótimos Los Porongas fazem show lá no Museu da Imagem e do Som (que fica na avenida Europa, 160, Jardins, zona sul de Sampa). Depois, você pode esticar a noitada indo ao StudioSP da Vila Madalena (na rua Inácio Pereira da Rocha, 170), pra curtir o festão rocker que a sempre linda e meiga Indayara Moiano vai armar por lá, com direito a dj set funk e soul do lendário produtor Luiz Calanca. E ainda hoje, sextona, tem Pública no Beco (lá no 609 da rua Augusta), tocando o álbum “The Beends”, do Radiohead, na íntegra.///É pouco? Amanhã, sábado, tem mais uma festa da Pisces Records na Livraria da Esquina (rua do Bosque, 1253, Barra Funda, zona oeste paulistana), com show bacana do Giovanni e a banda Escambau. E na Outs, claaaaaro, a imperdível noitada rocker com showzaço dos Forgotten Boys mais DJ set do blog. Vai perder?

 

* Entonces, por enquanto é isso. Semana que vem as postagens começam a voltar ao normal por aqui, pode esperar. Até lá, beijos nas crianças e boa balada pra quem vai cair na esbórnia!

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Sonhos estranhos, dias selvagens e estranhos.
O texto deste post era para ter sido iniciado na última madrugada. Zap’n’roll sempre gostou de avançar as noites na frente do computador, teclando no Word o turbilhão de pensamentos que invariavelmente assolam seu cérebro. Fora que escrever pela madruga (aproveitando-se das benesses da calma, silêncio e quietude que inexistem durante o dia) sempre foi mais, hã, poético e romântico. Mas por duas madrugadas consecutivas a falta de vontade de teclar no note (ainda o Dell emprestado da sempre amada Helena Lucas; o Compaq/HP do autor destas linhas online está para sair da “oficina”) se sobrepôs às idéias que iam surgindo. Compreensível: os últimos dias foram estranhos, dominados por sonhos malucos durante o sono e também por sentimentos de impotência existencial e inadequação, que volta e meia atacam o sujeito que digita estas palavras. Fora que, vamos assumir, o blogger já quase a caminho dos 5.0 de vida se sente algo cansado, enfastiado da selvageria urbana que domina e oprime qualquer pessoa que more em uma cidade como Sampa. Uma selvageria que levou o autor deste blog a ser assaltado (mais uma vez… não foi a primeira, deve ter sido já a sexta ou sétima vez) em plena avenida Paulista, às cinco da matina do último sábado. Descontada a perda de um celular Xing-ling (que não vale grande coisa, todo mundo sabe, e na real o blogger rocker sempre detestou celulares de modos que vai comprar outro só daqui a algumas semanas) e de um case de cd-rs (o blog tinha ido discotecar no Poison Rock Bar, na Vila Madalena), o que veio depois foi a irritação e a sensação inequívoca de que São Paulo já deu o que tinha que dar, em termos de (falta de) conforto e tranquilidade para se morar aqui. Yep, o jornalista rocker loker, eternamente junky e fã de selvageria existencial (no sentido de dorgas, sexo etc), de repente se vê algo cansado da selvageria urbana que tomou conta das grandes metrópoles brasileiras. Talvez por isso tenha havido essa desmotivação para a escrita do blog, nas últimas madrugadas. Mas como blogar é preciso (e o nosso eternamente fiel e dileto leitorado cobra sempre a atualização destas linhas virtuais) cá estamos e seguindo em frente – e sonhando com o dia em que, finalmente, vamos dar um foda-se pra Sampalândia, e vamos morar lá no meio do matão Mineiro, quem sabe na bucólica e deliciosa São Thomé Das Letras.

 

* ATUALIZAÇÕES ZAPPERS – continuam sem uma data certa, aqui no endereço próprio do blog. Antes, o postão semanal entrava às sextas. Agora, por questões “logísticas” (uia!), estamos antecipando o dito cujo pro meio da semana – este que você está lendo entrou hoje, quarta-feira. Se nada der errado, entra algo mais até o finde. Mas tudo estará definitivamente resolvido aqui quando completarmos a reformulação visual e editorial do blog, o que deve acontecer em breve. Enquanto isso não acontece, vamos ao que sucede…

 

* SISTERS E MOZZ – o finde anos 80’ foi bacana. O show dos Sisters Of Mercy, sábado na Via Funchal, foi ok e com bom público, apesar de a banda não lançar um disco inédito há mais de duas décadas e apesar também de que o som estava meio “embolado” (algo difícil de acontecer em se tratando da Via Funchal, que possui uma das melhores acústicas entre as casas de shows da capital paulista). Na real a gig valeu mesmo porque o blogger rocker reencontrou dezenas de “camaradas” que não via há séculos, além de bater um ótimo papo com o leitor zapper Marcos Roberto dos Santos, que foi só elogios ao blog. E no domingo, na “caixa de sapatos” que é o Espaço das Américas, teve o grande Morrissey. O blog não foi (estava morto depois de sair na sexta e sábado, já tinha visto o ex-vocalista dos Smiths em 2000, e também perdeu o prazo para pedir credenciamento para o show. E nem esquentou com isso, na verdade). Mas ouviu opiniões confiáveis de quem foi, e claro que a grita geral foi mesmo contra a bastarda “pista premium”, que fode os “pobres mortais” que não podem pagar o preço extorsivo pedido pela dita cuja. Fora o som, que também não estava grande coisa segundo quem foi lá. Até quando essa situação vergonhosa, XYZ Live?

Ele deu um ótimo show, como sempre. Já a acústica do Espaço das Américas…

 

* UM DOS FILMES DO ANO? – talvez. Chega às telas de todo o Brasil, no próximo dia 15 de junho a versão cinematográfica de “On The Road”, o clássico absoluto e imbatível da geração beatnik ameriana, escrito pela lenda Jack Kerouac no final dos anos 50’. O filme foi rodado nos Estados Unidos, tem Sam Riley e Kristen Stewart no elenco, foi co-produzido pelo mestre Francis Ford Coppola e sua direção, como você já deve estar sabendo, ficou a cargo de… Walter Salles. Ahá! Isso dá ao longa um sabor especial pois é grande a curiosidade em saber (e ver) como Salles (justiça seja feita, um dos melhores cineastas brasileiros dos últimos vinte anos, responsável por pequenas obras-primas como “A grande arte”, “Terra Estrangeira”, “Abril Despedaçado” e “Diários de Motocicleta”) transportou para as telas a mítica história de Sal Paradise (o alterego de Kerouac), que sai viajando pelas estradas americanas na década de 50’ em busca da essência da vida e do conhecimento profundo, embalado por vinho barato, muita maconha, jazz bebop e putarias homéricas. Era esse, enfim, o espírito da geração beat, que deu ao mundo grandes escritores (William Burroughs e Allen Ginsberg, só pra ficar em dois exemplos) e obras-primas da literatura (como o “Uivo”, de Ginsberg, onde ele escreveu “Eu vi os expoentes da minha geração/Destruídos pela loucura/Histéricos, nus/Caminhando pelas ruas do bairro negro/Em busca de uma dose selvagem/De qualquer coisa”). Zap’n’roll sempre amou os beats (e talvez venha desse amor a existência algo selvagem que marcou a trajetória pessoal do autor destas linhas virtuais) e nunca se esquece da primeira edição que comprou de “On The Road” (aqui, com o sub-título “Pé na estrada”, em tradução de Eduardo Bueno e do teatrólogo Antônio Bivar), lá pelos idos de 1984. Leu e releu o livro, se entupiu de marijuana durante essas leituras e durante anos alimentou o sonho de cruzar o Brasil de carro, como Sal Paradise cruzou os Estados Unidos. Há gente já torcendo o nariz para a escolha do elenco feita por Salles. O blog prefere assistir ao longa primeiro, para depois emitir alguma opinião – mas bota fé que vai ser um grande filme, cujo trailer é esse aí embaixo:

 

* A LIGA 2012 – estreou ontem na Band a nova temporada do programa semanal de entrevistas. O tema escolhido foi ok – “Violência doméstica”. Mas é impressão do blog ou “A Liga” voltou mais careta, quadrada e menos subversiva na abordagem das entrevistas? Lobão e Cazé desempenharam bem suas funções mas é evidente a falta que fazem Rafinha e Thaíde (que teve uma participação mínima e ridícula no primeiro programa deste ano). Anyway, ainda assim, “A Liga” parece que vai continuar sendo o melhor programa de entrevistas da TV aberta brazuca.

 

* MARCELO ROSSI, UM PADRECO RICO OU POBRE? – pra pensar, no? Há três semanas o reverendo foi capa da sempre detestável revista Veja, que trombeteava que o mais recente livro escrito e lançado pelo padre, o “Ágape”, já vendeu mais de sete milhões e meio de exemplares – isso, em um país que é notoriamente avesso à leitura. Na semana passada dom Marcelo foi até Portugal, para lançar o mesmo livro (e com direito a aparição nos telejornais da TV Globo). Todo esse oba-oba fez com que estas linhas online começassem a pensar sobre a fortuna que a “máquina” Marcelo Rossi arrecada, já há quase duas décadas. Fazendo uma conta grosseira: se por cada exemplar vendido de “Ágape” dom Marcelo receber a quantia miserável de R$ 1,00 da editora que o publicou (e é sabido que autores não recebem apenas UM REAL de remuneração por cada exemplar, de seus livros vendidos) então até o momento o padre, que trabalha em uma paróquia da zona sul paulistana, terá embolsado nada menos do que… R$ 7 milhões e meio de reais, correto? Como também é sabido que padres, quando resolvem abraçar o sacerdócio fazem voto de pobreza, fica a grande pergunta no ar: para onde vão os milhões que Marcelo Rossi está arrecadando com seu novo livro? Para sua paróquia? Para alguma instituição de caridade mantida por ele? Se sim, ótimo e tanto a paróquia como a instituição estão nadando em dinheiro. Se não, péssimo e a reportagem sempre tendenciosa e manipuladora da Veja deveria levantar e investigar a questão. Enfim, é por essas e outras que Zap’n’roll DETESTA religiões, não pratica nenhuma (embora respeite todas) e se mantém agnóstico de maneira irredutível. Amém!

Ele é um santo… de pau ôco e milionário?

 

* O PÚBLICO CHATO  E BLASÉ DAS PLASTICINES – yep, as moçoilas francesas estiveram por aqui na semana passada. Tocaram no sempre bacana Beco, na rua Augusta (centrão rocker de Sampa) e depois foram animar um “cruzeiro indie”, bancado pela marca de óculos Chilli Beans. Até aí, nada demais. Mas o que chamou a atenção do blog zapper (que foi conferir a apresentação delas no baixo Augusta) foi a antipatia e a chatice do público blasé que acompanhava o set das francesas no Beco. Tudo gente “muderna”, com visual “descolado” e “hypado”, desesperada pra ser reconhecida na multidão e que olhava em volta perguntando: “quem é esse famoso quem ao meu lado?”. A irritação do blog com esse público coxinha, estúpido e imbecil metido a rocker foi tamanha que ele chegou a comentar o fato com o sempre fofo Rogério, gerente operacional do Beco, que disse sem pestanejar: “é assim mesmo. Hoje em dia em poucos shows você vê um pessoal que está ali porque realmente gosta e curte a banda”. E na real, as Plasticines nem são tudo isso: tocam um roquinho garageiro ok, básico e sem grandes arroubos de genialidade – apenas a título de comparação, a gig do Howler, há duas semanas, foi bem mais fodona e bem mais rock’n’roll. Fora que as francesas também estão longe der ser um delírio no quesito visual e de sensualidade. Qualquer bandinha feminina de rock do baixo Augusta, com quatro xoxotões empunhando guitarra, baixo e bateria, deixa as Plasticines no chinelo, com certeza.

 

* E NA NME DESTA SEMANA… – a volta trinfual da lenda goth maior do rock inglês. Quem? O Cure e seu eterno dândy, Robert Smith, claaaaaro. A capa da edição é essa aí embaixo. E este blog, hã, visionário, aposta algumas fichas como o Cure será um dos headliners deste ano do festival SWU, em Paulínia.


 

*  QUE MAIS? – hum… Peter Buck, ex-REM, acaba de anunciar que vai começar a gravar seu primeiro disco solo.///A turnê comemorativa dos cinqüenta anos de existência dos Rolling Stones vai ficar pra 2013, porque o véio Keith Richards não anda bem de saúde (também pudera…).///E Liam Gallagher, o “gênio”, pediu arrego e anunciou que sua banda Beady Eye vai sim tocar músicas do Oasis a partir dos próximos shows. É, tá na hora dos manos Noel e Liam voltar a se falar e pensar num comeback do Oasis…

 

O BLOG ZAPPER INDICA
* Disco: “Unrest”, a estréia bacanuda do trio indie paulistano Single Parents. Rock cantado em inglês, com guitarras que resvalam em Sonic Youth, Pixies e toda a gloriosa indie guitar scene americana dos 90’. O blog é fã da banda e vai falar melhor do disco no próximo post (provavelmente, até esta sexta-feira no ar), mas você pode conferir a banda ao vivo hoje, quarta-feira, lá no bar Secreto (rua Álvaro Anes, 97, Pinheiros, zona oeste de Sampa), a partir das onze da noite.

* Roteiro gourmet zapper: yes! Nem só de álcool, loucuras e rock’n’roll vive o blogger também fã de uma ótima e farta mesa, hihi. Assim, nos últimos dias, ele andou fazendo um pequeno giro gastronômico por Sampalândia. A primeira parada foi na mega tradicional pizzaria 1900, lá na Vila Mariana (em uma das travessas da avenida Sena Madureira, a cerca de 500 metros da Sala Cinemateca, onde o blog foi visitar a exposição “Quero ser Marilyn Monroe”, que será melhor comentada aqui também no próximo post) e onde se come uma pizza divina de calabresa por cinqüenta pilas. Dias depois foi a vez de o blog (acompanhado do amigão e baixista Luis Nanini, o popular Zafath) ir apreciar na sofisticada VillaGrano (lá na rua Wisard, na Vila Madalena) o sanduíche Millano – uma especiaria feita com rosbife, queijo prato, alface, tomate e pedaços de azeitonas pretas, tudo no pão ciabatta. Custa vinte pratas e é de provocar gozos múltiplos e consecutivos a cada mordida, uia!

* Balada rocker imperdível: é a que vai rolar neste sábado, 17 de março, lá no clube Outs, no 486 da rua Augusta. No palco os sempre fodaços Forgotten Boys fazem o show de lançamento de seu novo disco, o ótimo “Taste It” – com abertura luxuosa do novo e promissor grupo Grindhouse Hotel. E na pista… sai de baixo! Vai rolar DJ set do blog das três às cinco da matina, com duas horas do melhor do rock alternativo mundial. Vai perder? Ah tá: sem grana pra ir até lá, é isso? Então dá uma “zoiada” aí no final do post que o blog talvez consiga resolver seu problema, hehe.


 

E VEM QUE TEM! TICKETS FREE PRO ANTHRAX E FORGOTTEN BOYS!
E não? Vai lá no hfinatti@gmail.com, que estão JÁ em disputa:

 

* SEIS INGRESSOS para o show do Anthrax (com abertura do Misfits), dia 24 de abril no HSBC Brasil, em Sampa;

* E DOIS CONVITES VIPS pra ir no Outs neste sábado, ver o show de lançamento do novo cd dos Forgotten Boys. Sendo que quem ganhar o vip ainda leva o cd de bônus, wow! Os dois nomes vencedores desta promo serão divulgados aqui nesta sexta-feira, ok?

 

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Por enquanto, é isso. Mas na sexta… deverá rolar novo postão zapper por aqui, falando do discão que o Single Parents acaba de lançar. E também de uns papos sobre o querido Adriano Cintra (dileto amigão zapper de anos e o cara que um dia inventou o Cansei de Ser Sexy) e sobre as históricas putarias que o blog participou no Madame Satã (como aquela em que o advento T., putaça como ela só e bicudíssima de cocaine, chupou e deu gostooooosooooo sua boceta quente para três machos ao mesmo tempo). Fica sempre conosco, que aqui sempre tem muuuuuito mais, hihi. Até logo menos, então!

 

(enviado por Finatti às 19hs.)

Um finde total anos 80’: Sisters Of Mercy e Morrissey dominam Sampa. O novo Madame Satã agita novamente a confraria goth (e aqui você lê as histórias sórdidas de putarias zappers no lendário e redivivo casarão), mais isso e aquilo e quem vai na faixa amanhã no show das Irmãs da Misericórdia em Sampa

Sisters Of Mercy (acima) e o deus Morrissey (abaixo): o inesquecível pós-punk inglês dos anos 80′ domina Sampalândia neste finde, para alegria das viúvas do gothic rock 

 

Yeeeeesssss! Para viúvas dos anos 80’, este é o finde! Não bastasse o glorioso comeback da lenda Madame Satã (agora, rebatizado apenas Madame), há duas semanas (e no endereço próprio do blog, em WWW.zapnroll.com.br, contamos tudo sobre a reabertura do casarão goth do Bixiga, com muitas histórias cabulosas de dorgas e putarias variadas por lá, tudo em um postão que começa aqui até a próxima segunda-feira), Sampa recebe duas lendas do rock inglês oitentista: Sisters Of Mercy (em sua terceira visita ao Brasil, e que toca amanhã na Via Funchal) e o amado Morrissey (que sobe ao palco do Espaço das Américas, no domingo), que vem à terra brasilis pela segunda vez – a primeira gig, em 2000, arrancou lágrimas dos olhos do sujeito aqui, quando Mozz cantou “Half A Person”.

A apresentação da “tia” Morrisséia está com os tickets esgotados e o blog, que anda meio preguiçoso pra correr atrás de credenciamentos, perdeu o prazo para pedir o seu e não vai ver o ex-vocalista dos Smiths dessa vez. No problem e até melhor assim: amanhã o blogger loker vai se acabar na Via Funchal, na gig das “Irmãs da misericórdia” (uia!), e depois ainda vai esticar a noitada no… Madame Satã, claaaaaro!

Pro Sisters ainda há ingressos  à venda. Mas se você foi esperto, mandou um email pro blog, pra concorrer aos tickets que Zap’n’roll estava sorteando pro show, em parceria bacana com a produtora TopLink. E se mandou, chegou a hora, hihi. Olha aí embaixo e confere se você está entre os seis felizardos que vão amanhã no Sisters Of Mercy NA FAIXA, por conta do blog:

 

Maica Sade Souza
Rodrigo Ramos
Julio Cesar Espinoza
Hilton Luis Chueiri
Carol Mestriner
Marcos Roberto dos Santos

 

Beleusma? Os vencedores já estão sendo contatados por e-mail e devem retirar seus ingressos amanhã, na portaria de convidados e imprensa da Via Funchal, com Damaris Hoffman, até às nove e meia da noite, impreterivelmente. E nem é preciso lembrar que quem ganhou deve ir munido do seu RG.

O show dos velhos góticos promete, pelo menos em termos de público, a julgar pela quantidade absurda de pedidos desesperados (sendo que a grande maioria deles foi mandado por… garotas, wow!) recebidos na pobre caixa de e-mails do blog zapper.

Nos vemos por lá amanhã, então. Ou hoje à noite, em um programa bacanésimo: a DJ set especial de Zap’n’roll no ótimo Poison Rock Bar, que fica lá na rua Mourato Coelho, na Vila Madalena, zona oeste de Sampa. O Poison é comandado pelo super DJ Demoh (um dos melhores da cena noturna alternativa de Sampa), lá rola muito anos 80’ na pista e hoje tem especial homenageando o Sisters Of Mercy, óbvio.

Fica assim, entonces. Até a próxima segunda-feira vem um  post gigante na Zap.com . E se você ainda não deu sorte na promo do Sisters, não se desespere e não se reprima: vai lá no hfinatti@gmail.com, que começa agora uma nova batalha sangrenta por lá. A que vai dar aos vencedores

* SEIS INGRESSOS para o show do Anthrax (com abertura da lenda Misfits), dia 24 de abril no HSBC Brasil, em Sampa. Mais uma super parceria bacana entre o blog e a TopLink. Vai perder???

Este post fica por aqui mesmo, hehe. Até logo menos à noite noi Poison, amanhã no Sisters etc…

(enviado por Finatti às 21hs.)