A nostalgia rock dos 90’ batendo forte com o novo álbum do Spiritualized, o show do Nada Surf em Sampa (e olha só: promo relâmpago de TICKETS FREE pro show no Rio!) e a leitura de textos antigos da coluna e do blog zapper – PLUS: a volta fodaça do Garbage! (versão ampliada, atualizada e finalizada em 29/4/2012)

O inglês Spiritualized (acima), fundado em 1990, lança novo disco; em São Paulo, o americano Nada Surf (abaixo) fez uma trip nostálgica em show na última quarta-feira. É a volta do indie rock dos anos 90′

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O Garbage, gigante do electro-rock dos 90′, voltando com tudo!

 

Entonces, o Garbage está de volta após sete anos sem gravar. Mais nostalgia anos 90’ (o tema deste postão da Zap’n’roll) né? A banda lança “Not Your Kind Of People” agora em maio (e o blog andou vasculhando a web hoje em busca de um link do dito cujo, mas nada por enquanto). O que estas linhas zappers esperam é que o electro-rock de Butch Vig, Shirley Manson e cia, que tornou o Garbage gigante nos early 90’, ainda funcione bem.

 

Pelo menos o primeiro single, “Blood For Poppies”, é bem legal: dançante, eletrônico e com guitarras na medida. E a boneca Shirley Manson (a louca, junky e devoradora de homens e mulheres que era o “sonho de consumo” do blog e da querida “tia” Andre Pomba, lá pelos idos de 1995, rsrs) continua um xoxotão aos 45 anos de idade.

Vamos aguardar o disco. E quem sabe eles não aparecem por aqui, no SWU ou Terra, né?

 

Aí embaixo o vídeo bacanudo para “Blodd For Poppies”, o primeiro single do novo disco do Garbage

 

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Rock e nostalgia.
Ambos estiveram muito presentes e caminharam juntos esta semana na vida de Zap’n’roll. Afinal, foi uma semana em que o blog assistiu a gig paulistana do grupo americano Nada Surf (cuja carreira foi iniciada há vinte anos, em 1992), ouviu algumas vezes o disco que marca o retorno dos ingleses do Spiritualized (e que começou sua carreira em 1990) e começou a pesquisar textos antigos (e não exatamente dos anos 90’, mas de 2002 pra cá) publicados neste espaço rocker online (que inicialmente era uma coluna virtual, se transformando em blog alguns anos depois), com o objetivo de selecionar os melhores e mais representativos para compilá-los em um volume impresso que deverá ser lançado até 2013, possivelmente pela Pisces Livros, o “braço editorial” do bacana selo indie paulista Pisces Records. Tudo isso deu uma espécie de “liga” e fio condutor editorial para o postão desta semana já que, não raro (muito comum, aliás), rock’n’roll e nostalgia caminham de mãos dadas. E por caminharem assim é que ouvimos discos antigos, vamos a exposições (como a Let’s Rock, ainda em cartaz no Parque do Ibirapuera, em São Paulo) e a shows como o do Nada Surf. Pra reviver um pouco mais novamente aquilo que já foi vivido intensamente – ou que nunca vivenciamos e gostaríamos de ter feito parte. Pode parecer um tanto piegas a abertura deste post, mas a lógica emocional (lógica emocional? Existe isso???) humana funciona extamente assim. O rock funciona assim (bandas lançam discos novos, caem na estrada mas seus shows são preenchidos invariavelmente por apenas duas ou três músicas do trabalho que acaba de ser lançado; o restante do set list é o habitual “greatest hits” da trajetória do grupo). Então não há escapatória desse eterno “recuerdo” nostálgico. E o blog zapper, mesmo sempre antenadíssimo com as novas tendências e a tudo que diz respeito à cultura pop e ao rock alternativo atual, jamais irá deixar de prestar vassalagem ao passado. Como bem diz o clichê: “recordar é viver”. E neste post vamos então recordar como foi o show do Nada Surf na última quarta-feira. E também falar como é o novo disco do Spiritualized. E dizer que, sim, já foram escritos aqui textos sensacionais e que são um arquivo vivo e imprescindível de tudo o que rolou no rock brasileiro e gringo na última década. Um arquivo vivo que breve estará em um livro, ao alcance das suas mãos.

 

* Yep, o trabalho é grande. Mas o blog está mesmo analisando tudo o que foi publicado aqui na última década (quando este espaço online ainda era uma coluna semanal), para selecionar cerca de quarenta colunas e posts inteiros (de um total de mais de quatrocentos) e que deverão ser reunidos em um livro. E olhando/resgatando esses textos, hã, “antigos”, encontram-se autênticos tesouros de informação sobre rock e cultura pop e que radiografam com precisão nascimento e desaparecimento de bandas, tendências, comportamentos. Dois exemplos disso podem ser vistos nestes links: http://www.dynamiteinfo.com.br/portal/view_coluna_antiga.cfm?materia=321 e http://www.dynamiteinfo.com.br/portal/view_coluna_antiga.cfm?materia=387 (sendo que este, em particular, discute a sexualidade humana e a diversidade sexual, a partir da análise de um disco do ex-vocalista do Suede, a bichaça louca e linda que é Brett Anderson, uia!). Mais, só esperando o livro sair ou indo nos arquivos do portal Dynamite online, né?

 

* Outro recuerdo dos últimos anos: onde você estava em fevereiro de 2006? O autor deste blog estava exatamente aqui:

Fevereiro de 2006: o U2 trouxe a mega turnê “Vertigo” ao Brasil, e Zap’n’roll foi ao show no estádio do Morumbi, em Sampa. Essa é uma das muitas histórias que estarão compiladas no livro do blog, a ser lançado até o início de 2013

 

* NO BRASIL, QUEM TEM MAIS $$$ CHORA E MORRE MENOS – mudando um pouco o foco destas linhas poppers bloggers, vamos comentar o assunto que foi pauta durante quase toda a semana nos telejornais das grandes redes de tv: a transferência do filho do cantor Leonardo, do hospital onde ele estava internado em Goiás, para o Sírio Libanês, aqui em São Paulo. Todo mundo sabe, o também cantor Pedro sofreu um gravíssimo acidente de carro após fazer um show em Minas Gerais e, desde então, está internado em coma induzido. Foi transferido ontem para SP, porque aqui os recursos para tratar caso clínico tão delicado são maiores e melhores.  Até aí, nada demais. A família, com recursos financeiros de sobra, fez o que achou melhor para tentar salvar a vida do rapaz – transferência até São Paulo em jatinho particular, UTI móvel particular etc. E o blog deseja sinceramente que o filho do cantor Leonardo se recupere plenamente. Agora, o que espanta e admira absurdamente neste episódio todo é a MOBILIZAÇÃO DE GUERRA que foi feita em SP quando o cantor acidentado chegou aqui: fechou-se uma das FAIXAS da avenida 23 de maio (uma das principais da capital paulista, e que vive com problemas sérios de congestionamento) para que a ambulância pudesse ir rapidamente do aeroporto de Congonhas ao hospital. Ambulância que ainda foi acompanhada por BATEDORES da polícia militar. A pergunta: em que pese seu delicadíssimo estado clínico, o artista é alguma autoridade pública para seu translado ter recebido essas regalias? Já que a família tem recursos financeiros disponíveis, não seria mais viável fazer o transporte do paciente do aeroporto até o hospital de helicóptero, evitando assim mais transtornos ao já caótico trânsito paulistano? E, por último: ricos conseguem cuidar bem dos seus entes queridos em um momento de mega urgência médica. E os pobres desse país? Se fosse um João, José ou Mané qualquer em situação semelhante? O que iria acontecer com ele? Iria morrer na sala de espera de alguma emergência de PS público superlotado? Ou na fila de algum posto de saúde, como vemos diariamente reportagens nos mesmos telejornais dando conta da morte de idosos, crianças e gestantes em parto de risco e que precisavam igualmente de atendimento URGENTE, como o filho de Leonardo precisou? Esse é o Brasil, infelizmente. Aqui, quem tem mais $$$, chora – e morre – menos.

 

* E voltando ao rock, demolir mitos é com a zapinha mesmo, hihihi. A pergunta que não quer calar: pra quê colocar o velho punk John Lydon na capa da NME (aí embaixo) desta semana? O semanário inglês não tinha assunto melhor?

 

* Se não tinha, este blog tem, e como! Esta semana a funkeira Valesca Popozuda disponibilizou na web o áudio de sua mais nova “obra prima”. A romântica canção se chama singelamente “Mama” e conta, ainda, com a participação do MC Catra (wow!). Veja – ou ouça – aí embaixo que primor de erudição desta nova obra-prima do cancioneiro pop brazuca, uia!

 

Essa vadiaça cadeluda aí em cima é uma putaça sem igual e deve dar a xota até o cu fazer biquinho, uia! Valesca Popozuda, a rainha do funk pornô, mostra como se faz em seu novo “hit”, “Mama”

 

* Não entendeu direito a letra? O blog reproduz alguns trechos pro seu dileto e liberal leitorado, sem problema algum: “Quando te vi de patrão/Logo encharcou minha xota/E ali percebi/Que piscou meu cu/Quando a piroca tem dono/É que vem a vontade/De foder/Então mama!/Pega no meu grelo e mama!/Me chama de piranha na cama/Minha xota quer gozar, quero dar!/Puxei sua calcinha de lado/E dei três cuspidas pro meu pau entrar/Mama, pega na minha vara e mama!”. Valesca e Catra: gênios!

 

* Brasileiro é ótário e merece se foder, de verdade. É a conclusão que se chega quando a assessoria da turnê de Velhonna, ops, Madonna no Brasil (que vai acontecer no final deste ano) informa que os tickets para a indecente e famigerada pista Premium, no show de São Paulo (dia 4 de dezembro, no estádio do Morumbi), já se esgotaram. Detalhe: o preço do ingresso nesse setor era 850 pilas. Ou seja: ir a shows de rock ou música pop no Brasil, hoje, virou sinônimo de ostentação fútil. O público reclama mas no final acaba pagando. Enquanto isso as produtoras de mega eventos seguem cobrando preços extorsivos (afinal, há quem pague por eles), e rindo da nossa cara e cagando em nossas cabeças. Lamentável.

 

* E, bien, a nostalgia rocker continua. Quarta-feira da semana que vem tem o grande Noel Gallagher em Sampa. E aí embaixo tem as impressões do blog sobre o disco que marca a volta do Spiritualized.

 

O SPACE ROCK DO SPIRITUALIZED VOLTA MENOS CHAPADO
Banda cultuadíssima na Inglaterra dos early 90’, o Spiritualized nunca havia encerrado oficialmente suas atividades. Mas o grupo liderado pelo compositor, guitarrista e vocalista Jason Pierce e que iniciou sua trajetória em 1990 (após Pierce deixar o line up de outra lenda do rock britânico da época, o Spaceman 3), não lançava disco inédito desde 2008. Bien, o hiato acabou: o Spiritualized lançou na Inglaterra há dez dias seu novo álbum de estúdio – o sétimo trabalho inédito nestas duas décadas de atividade. “Sweet Heart, Sweet Light”, o disco em questão, não deve ganhar edição nacional. Mas já flutua no espaço da web há semanas. E já foi ouvido algumas vezes pelo blog, que apenas agora se animou a comentar o dito cujo.

 

Compositor talentoso e com fama de doidão, Jason Pierce já havia conquistado uma certa notoriedade quando integrou o Spaceman 3, banda que aliava a chapação psicodélica estimulada por ácido e maconha com a distorção noise nas guitarras, à la Jesus & Mary Chain. Porém, o grupo nunca foi um estouro mercadológico e se tornou muito mais uma cult band do que um sucesso de vendas. Vai daí que Jason se cansou dessa vida de “rock star cult porém durango” e um dia pulou fora do barco. Foi montar o Spiritualized.

 

Que não era lá assim tão diferente do Spaceman 3. Um pouco menos noise e mais chapadão, talvez. Mas após lançar dois discos bacaninhas, Pierce e seus acólitos acertaram na mosca quando editaram, em 1997 (o mesmo ano de um certo “Ok Computer”, de um certo Radiohead), o fodástico “Ladies & Gentlemen, We Are Floating In Space”. Espécie de “ópera rock psicodélica”, o disco encantou a crítica especializada, alucinou os fãs e tornou o Spiritualized um dos nomes hot do então rock britânico. Mas ficou nisso: nos anos seguintes, a banda foi demorando cada vez mais para lançar novos trabalhos. E nenhum deles foi tão festejado quanto “Ladies & Gentlemen…”.

 A capa do novo álbum do Spiritualized: menos chapadão, mais calminho

 

O grupo poderia ter acabado há alguns anos, e ele teria garantido seu nominho na história do rock com o seu acachapante álbum de 1997. Mas Jason Pierce, no final das contas, nunca quis pendurar as chuteiras em definitivo. O que nos traz até este “Sweet Heart, Sweet Light”.

 

Trata-se de um álbum bem menos chapado e doidão do que a banda era, digamos, há década e meia. Sim, Jason Pierce continua hábil em compor ambiências bucólicas e algo psicodélicas. Mas aqui ele exagerou: a maioria das canções é longa demais, faltam guitarras no disco e sobram orquestrações e dolência vocal e melódica. Não por caso o melhor momento do cd talvez seja “Little Girl”, com seus menos de quatro minutos de duração. E o primeiro single, “Hey Jane”, ameaça reeditar novamente a combinação psicodelia/guitarras noise. Seria perfeita e o grande trunfo do novo trabalho, se ela não se alongasse por intermináveis nove minutos.

 

Claro, quem é fã vai amar músicas como “Get What You Deserve” ou “Life Is A Problem”. Mas Pierce, que está com quarenta e seis anos de idade, parece ter encaretado. Talvez ele precise voltar a tomar dorgas novamente, pra realmente compor um disco doidaralhaço e mais chapado e rocker. Afinal, a concorrência lá fora anda brava. E como…

 

NADA SURF REVIVE O INDIE GUITAR 90’ EM SHOW LONGO E NOSTÁLGICO
Ah, a nostalgia de tempos que não voltam mais… Parece que foi ontem que os anos 90’ estavam aí, com o indie guitar rock americano dominando o mundo e o Nada Surf estourando com seu primeiro disco, “High/Low” (aquele mesmo, do garotinho em cima de uma bicicleta e mergulhando em uma piscina, lançado em 1996) e o “semi hit” indie “Popular”. Bien, os anos se passaram – duas décadas, pra ser mais exato. Mas o Nada Surf continua uma banda empolgante ao vivo. E mostrou isso para um público sedento dessa nostalgia noventista, na gig realizado ontem no Cine Jóia, em São Paulo. A casa estava quase lotada (isso, em uma modorrenta quarta-feira). E os fãs assistiram a quase duas horas de show.

 

Não foi a primeira vez que o Nada Surf veio ao Brasil. A primeira visita foi há oito anos, em 2004. E este repórter/blogueiro tem muitas recordações daquele show, realizado em São Paulo no extinto Espaço Urbano, no bairro de Pinheiros. Tinha sido um ano turbulento na vida do autor deste texto: ele havia perdido sua saudosa mama Janet, e estava em fim de um longo namoro com a gigante negra Thaís (que também tinha ido ao show). A turnê era a do álbum “Let Go”, que havia saído dois anos antes. E o Nada Surf (que nasceu trio mas há anos excursiona com a adição de um guitarrista e um tecladista/trompetista extras) havia conquistado uma boa legião de fãs brasileiros, amantes do indie guitar ora bucólico ora mais garageiro engendrado pela dupla que comanda o grupo até hoje – o guitarrista, vocalista e compositor Matthews Caw e o baixista Daniel Lorca. O show foi mais intimista naquela época, mais introspectivo talvez. E relatar aqui tudo o que se passou naquela madrugada, renderia tranquilamente um mini diário sentimental no blog zapper.

 

Foi pensando nisso tudo que adentramos o Cine Jóia, para conferir a nova gig dos nova-iorquinos. De cara, a incômoda sensação de um certo tédio dominando o íntimo deste já algo “tiozinho” repórter (estaríamos nós velhos demais para o rock’n’roll? Afinal, antes de a gig de ontem ter início Zap’n’roll, que também escreve esta resenha para a página de notícias do nosso portal, já havia manifestado a pelo menos dois amigos seu “tédio” por estar ali, além de considerar que já está ficando algo enfastiado de ir a shows e festivais de rock. Será???). Sensação que começou a se dissipar apenas quando a banda de abertura, Os Selvagens A Procura De Lei, subiu ao palco por volta das dez e meia da noite. Com um indie rock melódico, mezzo beatle em algumas levadas, bons vocais e boas letras em português, os Selvagens são de Fortaleza, tem um disco lançado (“Aprendendo a mentir”, de 2011) e um clip legal rodando na MTV e no YouTube (para a música “Mucambo Cafundó”). Fizeram um bom “aquecimento” para um público algo indiferente e que ainda estava chegando ao Cine Jóia.

 

Mas quando os “donos” da noite subiram ao palco, o clima mudou bastante no novo espaço de shows da capital paulista. Com a casa já quase lotada, o Nada Surf abriu o set com duas faixas do seu novo disco, o recém-lançado “The Stars Are Indifferent To Astronomy” (que saiu em janeiro deste ano lá fora e que acaba de ganhar edição nacional via Inker, a também produtora da turnê). A galera recebeu bem as músicas (ainda desconhecidas da maioria), mas a primeira explosão de alegria coletiva se deu mesmo quando a banda disparou a contagiante “Happy Kid”, hit do álbum “Let Go”. Daí em diante o grupo foi alternando faixas de todos os seus sete discos de estúdio lançados até hoje, e mostrando uma disposição incomum para um conjunto que já tem exatos vinte anos de existência, em tocar por quase duas horas seguidas – incluso aí um generoso bis de quatro músicas, onde não faltou o hit “Popular” (cantado em coro pelo público) e duas canções do bom álbum “The Weight Is A Gift” (lançado em 2005): “Always Love” e “Blankest Year”.

 

Foi um set bacana, enfim. E bastante nostálgico (o que já ficou claro pelas músicas tocadas no PA do local, antes de o Nada Surf entrar em cena. Uma seleção de faixas do Sonic Youth, Smashing Pumpkins, Jane’s Addiction e outras lendas do guitar rock dos 90’), no final das contas. Já vai longe o tempo em que ninguém conhecia o Nada Surf por aqui (o autor desta resenha mesmo conheceu a banda ao ler sobre ela em algum momento do início dos anos 90’, na extinta coluna “Escuta Aqui”, que era publicada às segundas-feiras no caderno Folhateen, do jornal Folha De S. Paulo). Nestas quase duas décadas o Nada Surf ameaçou se tornar “grande” nos Estados Unidos, manteve os pés no chão, lançou discos regulares, continuou independente e talvez hoje tenha mais fãs no Brasil do que nos Estados Unidos. E Matthews Caw, aos quarenta e quatro anos de idade, ainda mantém o pique de um pós-adolescente em cima do palco. Ele sabe, tanto quanto nós, que rock’n’roll e nostalgia caminham juntos muitas vezes. E que podem eventualmente rejuvenescer quem curte ambos.

 

* Não viu o Nada Surf ao vivo, ainda? Programe-se então: os americanos tocam sábado, 28/4, em Curitiba (no Music Hall), domingo, 29, em Florianópolis (no John Bull), dia 2 de maio no Rio (no Circo Voador), dia 4 em Belém do Pará (no hotel Gold Mar, e onde terão abertura dos sensacionais Baudelaires, uma das melhores bandas indies brasileiras dos anos 2000’, e que está prestes a lançar seu novo disco pelo selo Pisces Records) e fecham a turnê brasileira no dia seguinte em Fortaleza, com gig no Órbita Bar.

 

* E olha só, atenção total povo! Em promo relâmpago feita em parceria com a produtora Inker, a Zap’n’roll e o portal Dynamite tem, aqui e agora:

 

* UM PAR DE INGRESSOS para o show do Nada Surf no Circo Voador, no Rio De Janeiro, na próxima quarta-feira, dia 2 de maio. Pra concorrer, já sabe: e-mail AGORA pro hfinatti@gmail.com, sendo que o (a) ganhador (a) será avisado por e-mail até a próxima terça-feira, feriado em si, no?

 

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Falando em metal, yep: já saiu a lista de quem vai na faixa daqui a pouco no showzão do Anthrax, em Sampa. Luciano Terriaca, Tatiana Ramos, Rodrigo Ramos, Valentim Der Meer, Vanessa Paulini e Luiz Patolli já foram devidamente comunicados por e-mail e a essa altura devem estar enfrentando um belo congestionamento a caminho do HSBC Brasil, hehe. Bom show, galere!

 

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O FRACASSO DO MOA MOSTRA COMO NÃO SE FAZER UM FESTIVAL
Ok, ok, todo mundo já sabe o que rolou na semana passada no Maranhão, durante a (não) realização do Metal Open Air, que pretendia ser “o maior festival de metal da América Latina”. Acabou se tornando o maior fiasco e a maior pilantragem do show business brazuca em décadas.
Quem acompanha estas linhas rockers online há anos sabe que Zap’n’roll não morre de amores pelo heavy metal, o gênero do rock que o autor deste blog considera como sendo, hoje, o mais obtuso, conservador, reacionário e menos criativo de todo o rock’n’roll. Logo, nem deveríamos estar perdendo tempo para escrever um texto analisando o que aconteceu em São Luis. Mas o desastre que foi o MOA merece, sim, algumas observações destas linhas bloggers.

 

Durante décadas o Brasil sofreu com a ausência de grandes shows de rock internacionais por aqui, e o zapper já quase com 5.0 de existência se lembra muito bem desse período. Nos início dos anos 80’, por exemplo, pode-se contar nos dedos as grandes bandas de rock que aqui aportaram para fazer gigs. Foram o Queen (no estádio do Morumbi, em Sampa, em 1981), o Van Halen (em 1983, com shows em São Paulo, Rio e Porto Alegre), o Kiss (também em 1983, no Rio De Janeiro e em São Paulo) e mais alguns poucos menos votados. O blogger rocker, então ainda um pirralho que nem jornalista era, esteve em todos esses shows. Era uma época em que não existia internet e que não existiam sequer telões nos locais das apresentações. Se você fosse assistir a um show no Morumbi da arquibancada do estádio (como foi o caso de Zap’n’roll, no show do Queen), tinha que usar binóculo, sério. A estrutura de som e luz do palco era a possível para a época. Mas enfim o show rolava e a galere, sedenta de atrações gringas bacanas, se esbaldava de piração e satisfação.

 

Havia poucos shows de peso internacionais no país porque o Brasil não era visto com bons olhos diante do business rock planetário. Os gringos desconfiavam de tudo em relação a nós: da capacidade de organizarmos de maneira eficiente um evento, dos equipamentos de som e luz utilizados e, principalmente, da capacidade de honrarmos contratos e efetuarmos os pagamentos dos cachês. Foi preciso que um certo Roberto Medina (esse crédito ele merece) entrasse em cena, organizasse com eficiência um mega festival (a primeira edição do Rock In Rio, em 1985), para que tudo mudasse. O RIR deu tão certo e foi realizado com um profissionalismo tão espetacular – e, até então, inexistente nesse tipo de evento no Brasil –, que produtores e empresários gringos de rock e música pop passaram a enxergar o país com outros olhos. As bandas, a partir de então, começaram a fazer fila para querer se apresentar aqui.

 

Quase três décadas se passaram. O Brasil, hoje (já há um bom tempo, aliás), está totalmente integrado ao circuito mundial dos grandes eventos musicais. As produtoras se profissionalizaram ao máximo, os equipamentos utilizados nas apresentações são de última geração, o calendário anual de shows é intenso e aqui rolam festivais de peso como o Planeta Terra, o RIR, o SWU ou a recente primeira edição do Lollapalooza Brasil. Tudo isso ajudou a mudar a imagem do país na área de grandes espetáculos, sendo que hoje o Brasil tem uma das melhores reputações no circuito pop mundial.
Mas aí entrou em cena o malfadado Metal Open Air…

O linguarudo e velhusco Gene Simmons: ele vinha ao MOA. Vinha…

 

O festival, programado para acontecer no último final de semana em São Luis, capital do Maranhão, tinha tudo para ser um grande evento. Escalação com nomes de peso (como Gene Simmons, Megadeth, Anthrax e mais quarenta e tantos artistas, nacionais e internacionais), shows durante três dias etc. Deu tudo errado: as duas produtoras responsáveis pela organização do festival (uma tal de Lamparina e uma outra, chamada Negri Concerts, esta sediada em São Paulo) não pagaram os cachês combinados com as bandas, não disponibilizaram passagens, vistos de entrada no país e zilhões de etcs para os grupos estrangeiros, não pagaram os valoes combinados aos fornecedores de som, luz e segurança do evento e o resultado foi o esperado: das mais de quarenta atrações programadas para tocar no MOA, apenas treze subiram ao palco – o restante dos grupos desistiu de tocar. O festival começou na última sexta-feira com mais de sete horas de atraso. No domingo, foi cancelado de vez. O público presente (havia metaleiros vindos do Amapá e até de São Paulo) foi tratado literalmente como gado, já que a “área de camping” e “alimentação” do MOA estava localizada em estábulos de animais (!!!) na fazenda onde festival foi precariamente realizado nas duas primeiras noites.
Zap’n’roll nunca havia ouvido falar nem da Lamparina e tampouco da Negri Concerts. De ondem surgiram estas duas empresas? Qual o histórico e o cacife que ambas possuíam/possuem para se aventurar a fazer um evento dessas proporções? Qual a experiência de ambas no ramo? São perguntas que todos estão fazendo. E mesmo que as respostas não surjam (e nem deverão surgir pois as duas empresas se acusam mutuamente pelo fracasso retumbante do Metal Open Air), as duas responsáveis pelo fiasco do Maranhão pelo menos deixaram uma bela lição: a de como NÃO se fazer um festival de rock de tamanhas proporções.

 

Se isso pode abalar novamente a credibilidade do Brasil no circuito internacional de shows? Sim e não. Sim, porque bandas e empresários gringos pensarão duas vezes quando forem contatados por produtoras nacionais desconhecidas e que não tem tradição no mercado de shows. E não porque, felizmente, hoje existem no país produtoras sérias, mega responsáveis e que já têm enorme experiência na realização desse tipo de evento. Tanto que ainda em 2012 teremos novas edições do Planeta Terra e do SWU em Sampa, shows de Madonna etc.

 

Infelizmente o Maranhão pagou o preço da incompetência de duas produtoras de eventos de fundo de quintal, e que se aventuraram em fazer algo além do que poderiam gerenciar – e isso não tem nada a ver com o fato de o festival ter sido programado para acontecer em um Estado nordestino, o fiasco poderia ter acontecido em qualquer outro lugar do país. As lições deixadas pelo fracasso do MOA estão aí. Que sejam aprendidas, para que um vexame desse naipe não volte mais acontecer no país do eterno carnaval mas que também é do rock’n’roll.

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: “Unrest” é a estréia em cd do trio paulistano Single Parents, integrado por Fernando Dotta, Anderson Lima e Rafael Farah. O disco, que já circula na web há algum tempo, agora ganhou caprichada edição em sua plataforma física. É indie rock de guitarras pra quem curte anos 90’ (yeah, novamente!), como Sonic Youth, Nirvana e até algo de Teenage Fanclub nas passagens mais calmas. As treze faixas, gravadas em um estúdio em Nova York, são bacanas (notadamente “Scape” e  “Ecstatic Pleasures”, que fecha o álbum), todas cantadas em inglês e o SP acaba se mostrando um dos melhores grupos da atual indie scene nacional. Pode ir atrás que vale a pena! Mais sobre a banda, vai lá: http://www.facebook.com/humberto.finatti/posts/354678684579802?ref=notif&notif_t=share_comment#!/thesingleparents .

O trio paulistano Single Parents: vassalagem ao guitar rock noventista

 

* Mini baladenhas do feriadón: pois entonces, postão sendo finalizado em pleno domingão, no meio de um mega feriado, uia! Ficou em Sampalândia e não sabe o que fazer da vida? Então corre pro Beco203 (lá na rua Augusta, 609, centrão de Sampa), que hoje rola a primeira das festas que comemoram os quinze anos do selo Pisces Records. Vai ter showzaço do Doutor Jupter e do The Salad Maker, além de DJ set zapper. Depois, ainda dá pra esticar a noitada na super balada Grind, comandada por André Pomba na Loca (que fica na rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de São Paulo).///Segundona véspera do feriado em si? Cai pro reaberto (e muito bom) , rolar noitada rocker de responsa, lá na rua Conselheiro Ramalho, 873, Bixiga, centro de Sampalândia. É isso. Se joga na night porque a vida é curta, mon amour!

 

 

NADA SURF NO RIO QUER VOCÊ!
E como! Já falamos aí em cima, mas vamos repetir: corre no hfinatti@gmail.com, que está dando sopa por lá

 

* UM PAR DE INGRESSOS pro show do Nada Surf no Rio, nesta quarta-feira, 2 de maio, no Circo Voador. O nome do (a) vencedor (a) da promo sai na terça-feira, feriado em si, e quem ganhar será comunicado por e-mail com as devidas instruções pra ir ao show, ok?

 

É isso, povo.

 

AGORA CHEGA!
Que o post já tá grandão e o feriado está longe de acabar. Na sexta que vem, estamos aqui novamente, palavra de blogger responsável, hihi. Bye!

 

 (atualizado e finalizado por Finatti em 29/4/2012, às 18:30hs.)

Jack White dá show em sua estréia solo e mostra quem é gênio de fato no rock atual. Mais: o corporativismo algo canalha que domina o atual jornalismo musical/cultural brazuca. O fiasco do Metal Open Air, o novo espaço rocker de Sampa etc, etc. (versão atualizada e finalizada em 21/4/2012)

Jack White, o gênio que deu ao mundo o White Stripes e o Raconteurs, agora ataca com seu primeiro trabalho solo

 

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Up to date, já no final do dia de um lindo sabadão em Sampa, com dia nubladão e temperatura super amena. E como era de se esperar, o tal Metal Open Air, que estava sendo precariamente realizado desde ontem em São Luis (capital do Maranhão), foi cancelado de vez hoje. As principais bandas gringas que iriam tocar no evento cancelaram suas participações (por falta de pagamento dos cachês, óbvio), entre elas o Anthrax, cuja gig em Sampalândia continua confirmada para 27 de abril no HSBC Brasil, em produção da Top Link e inclusive com promo de ingressos na faixa, aqui no blog.

 

Estas linhas online lamentam muito que ainda aconteça um tipo de situação destas no Brasil, em um momento em que o país alcança grande maturidade e credibilidade mundial em termos de realização de grandes shows e festivais de rock. Um episódio desses queima bastante o filme e vai ser difícil São Luis conseguir viabilizar outro festival de porte semelhante. E espera-se que, no mínimo, os pobres metaleiros que foram até lá pra entrar nessa autêntica roubada heavy metal (tinha gente de Sampa, do Amapá e de vários outros Estados por lá) sejam ressarcidos em seu prejuízo.

 O metal porrada do Anthrax: show cancelado no Maranhão, mas confirmadíssimo em Sampa, com promo de tickets no blog zapper!

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É proibido criticar.
Yep. Em pleno século XXI, na era da internet, em tempos que se luta cada vez mais para se extirpar todo tipo de preconceito moral, social, comportamental, racial, político e religioso de uma sociedade que se pretende moderna, justa e avançada, ainda há gente que vive com a cabeça na Idade Média. E, pior, são pessoas que teoricamente deveriam, pela sua formação cultural e intelectual, serem as mais tolerantes e liberais possíveis quando o assunto é receber uma crítica plausível ao seu trabalho. Infelizmente não é o que acontece e Zap’n’roll pôde muito bem comprovar isso em seu último post, quando publicou algumas notas de bastidores do que rolou nas “internas” da primeira edição do festival Lollapalooza Brasil. Entre essas notas estava a que questionava o método de cobertura do festival, realizado por um famoso jornalista do diário Folha De S. Paulo. Foi o suficiente para que surgisse, no painel do leitor do blog, uma mensagem de puro ódio (enviada por um covarde que, óbvio, não se identificou com o seu nome verdadeiro) contra o autor dessas linhas rockers bloggers, insultando-o de todas as formas possíveis e blasfemando contra nossa crítica pertinente ao trabalho do referido jornalista da Folha – que, de resto, é “amigão” de quem enviou o ultra agressivo comentário ao blog. Tanto a crítica postada nas notas de bastidores, quanto a mensagem enviada ao blog (e que, claro, teve que ser editada para poder ser publicada já que ela era uma enorme coleção de mentiras, agressões e insultos morais e pessoais do mais baixo nível) e a conseqüente resposta dada pelo autor destas linhas online ao covarde missivista (pois o zapper corajoso não se intimida nem se cala diante de manés anônimos e que querem, há anos, denegria a todo custo o nosso trabalho dentro do jornalismo musical e cultural brasileiro), estão em nosso post anterior a este. Mas o que chama muito a atenção neste episódio todo é o extremo, e algo canalha, corporativismo que tomou conta do jornalismo cultural brazuca. Todos são “brothers” de todos, todos se encontram e se confraternizam em salas de imprensa de mega shows ou festivais, todos sorriem uns para os outros (às vezes, com evidentes e exageradas doses de falsidade nesses sorrisos) e todos se puxam o saco, mutuamente. Aí, quando alguém resolve questionar com pertinência o método de trabalho profissional de algum “colega”, é o fim do mundo e a “tropa de choque” de amigos entra em ação, para fuzilar e desmoralizar aquele que “ousou” questionar a conduta profissional de algum jornalista. É triste, cruel, lamentável, ridículo até, mas real. Talvez por isso mesmo que ombudsmen de grandes empresas jornalísticas (como a própria FolhaSP) sejam tão odiados por seus pares. O fato, enfim, é que essa atitude corporativista denota claramente que muito jornalista do mundo atual ainda vive na era das trevas e do coronelismo cultural. Gente velha, de cérebro obtuso, que não aceita críticas e nem admite que seus “amigões” sejam igualmente criticados. Pra todo esse naipe de babacas o blog dá um foda-se pois aqui prezamos em primeiro lugar nossa opinião e o compromisso de levar um texto honesto e real para o nosso dileto leitorado. E é com esse compromisso que começamos mais um postão zapper, que mostra hoje que ainda existem gênios no rock atual. Um desses gênios é o grande Jack White, que acaba de lançar seu primeiro e fodástico álbum solo. Jack possui a genialidade, a elegância e a mente aberta que andam em falta – e como! – em boa parte dos  “colegas” que atuam hoje em nosso jornalismo cultural. Pois é…

 

* Este post começa em clima heavy metal (uia!). Começa amanhã em São Luis, capital do distante Maranhão, a primeira edição do festival Metal Open Air, e que vai levar até lá shows de nomes como Megadeth, Sebastian Bach (jezuiz…) e mais músicos do Deep Purple, Guns N’Roses, Deff Leppard etc. Ou seja: um monte de metaleiros inúteis e decadentes. E isso onde, até há alguns anos, era a terra do reggae no Brasil. Pobre São Luis…

 

* Pelo menos UMA das atrações do tal Metal Open Air acaba de desistir de vir ao festival. Trata-se do velhusco e cafona grupo de black metal (isso ainda existe?) Venon.

 

* E foi também anunciada a volta do decano do metal melódico nacional, o Viper. O grupo fará uma série de shows em julho com sua formação original, para celebrar os vinte e cinco anos de lançamento do álbum “Soldiers Of Sunrise”. Pela simpatia que tem por André Matos e pela amizade de anos que tem com o baixista e super boa praça Pit Passarell, o blog zapper vai fechar a sua matraca e se abster de comentar algo sobre a volta do Viper.

 

* E o falatório na semana passada, em se tratando dos clubes da cena alternativa under paulistana, foi o fechamento do Vegas na rua Augusta. O nosso querido “vizinho” Popload (do sempre boa praça Luscious R.) publicou um texto meio grandinho hoje a respeito do assunto, falando de como o Vegas foi importante para a renovação da noite paulistana, para o renascimento de uma vida cultural noturna ativa na rua Augusta (na parte compreendida entre a avenida Paulista e o centro de Sampa) e bla bla blá. Pois estas linhas bloggers vão discordar da visão de Luscious, se ele permitir. Yep, o Vegas teve sua importância sim (o autor deste blog passou algumas noites agradáveis e viu bons shows por lá, mas não muitos), mas daí a dizer que ele foi tão fundamental para a cultura alternativa de Sampalândia como um Madame Satã, um Rose Bom Bom ou um Espaço Retrô (que não foi citado no texto poploadder), todas casas noturnas que foram freqüentadas por este espaço online, é um evidente e mega exagero. Fora que o Vegas tinha um público blasé, chato de doer e com um monte de playbas endinheirados que iam lá pra se sentir junkies desajustados por algumas horas em suas vidinhas normais e caretas. Além do fato de o clube ter um “testa de ferro” (nem é preciso citar o nome do sujeito aqui) que era a arrogância e a falta de simpatia em grau máximo com qualquer um que não fosse da sua “panelinha”. Na verdade era isso que o Vegas era, mais ou menos. Na modestíssima opinião de Zap’n’roll, o clube não vai deixar saudades.

 

* Agora, notícia importante de fato no rock é essa aí: “Electricity”, a novíssima música do Arctic Monkeys, que acaba de vazar na web. Ouve aí embaixo e diga o que você achou. O blog achou fodona.

 

 

* E continuam saindo “escalações” do SWU 2012 na web. A mais recente é esta, cujo “cartaz” você vê aí embaixo. Tudo balela, claro. Em bate-papo telefônico com o blog a simpática e amiga Luciana Peluso, assessora da Total Com (a produtora do festival), diz que por enquanto não há absolutamente NADA definido em termos de bandas ou do local para onde o evento irá este ano – de certo, mesmo, apenas que de fato o festival ecológico vai sair mesmo de Paulínia (e infelizmente, pois o espaço onde ele foi realizado por lá, foi aprovadíssimo por público e jornalistas). Segundo Lu, novidades sobre o SWU vão começar a surgir a partir de junho. O jeito é aguardar.

 

* Outra notícia bacana: “On The Road”, o filme dirigido por Walter Salles e, óbvio, baseado no clássico de Jack Kerouac, está na lista dos indicados à Palma de Ouro em Cannes deste ano. Como já foi dito aqui há alguns posts, o blog bota fé no filme de Waltinho.

 

* Assim como também botamos fé no primeiro discaço solo do gênio Jack White. Leia aí embaixo e veja por quê.

 

JACK WHITE LANÇA “BLUNDERBUSS” E MOSTRA PORQUE É O GRANDE GÊNIO DO ROCK DOS ANOS 2000
O rock do novo milênio anda horrível, chato, previsível, sem criatividade alguma e totalmente transformado em mera trilha sonora de campanhas publicitárias? Jack White, o sujeito que deu ao mundo bandas fodásticas como White Stripes e The Raconteurs, é a salvação da lavoura. Sério. O cara não é desse planeta. E aos trinta e seis anos de idade, mostra que está na sua melhor forma e no auge da sua maturidade musical. Quem duvidar que ouça “Blunderbuss”, sua esperadíssima estréia solo. O álbum sai oficialmente nos Estados Unidos na próxima segunda-feira, em sua versão física. Deve chegar ao Brasil em breve, através da Sony Music (que distribui aqui o selo Columbia, uma das responsáveis pelo lançamento na gringa). Mas como já é de praxe nos tempos da web, o discão já está inteirinho na rede.
Jack comandou durante catorze anos o White Stripes, ao lado da baterista Meg.

 

Foram seis álbuns entre 1997 e 2011, com a dupla começando sua trajetória na cena alternativa de Detroit (a terra das lendas MC-5 e The Stooges) e alcançando a fama mundial e o mainstream rock americano em 2003, com o álbum “Elephant” (que vendeu milhões de cópias nos EUA e mundo afora, em uma era ainda pré-invasão irreversível dos downloads gratuitos) e seu monumental single “Seven Nation Army” – a primeira canção rock clássica e que simbolizava o rock’n’roll do novo milênio. E como Jack nunca se acomodou na fama, na fortuna e no estrelato, ele foi dando vazão à sua cada vez mais latente mega criatividade musical. Deu “férias” ao WS, fundou os Raconteurs (outra formação rocker sensacional), o The Dead Weather (que o blog nem curte tanto) e finalmente resolveu acabar de vez com o duo que formava com Meg, por considerar que a banda já tinha se esgotado musicalmente.

 

Fazia sentido já que a criatividade pessoal do músico não se esgotava nunca e suas idéias não cabiam mais, talvez, no White Stripes. O caminho natural foi partir para a elaboração de um trabalho solo, que Jack foi desenvolvendo e burilando com esmero nos últimos anos. A praia musical do compositor, vocalista, guitarrista e letrista, todos sabem, é o blues de acento mais garageiro e rocker dos anos 70’, com pitadas de fúria punk. Tudo emoldurado em um rock de melodia simples, básico mas com arranjos e harmonias sofisticadas. Fora que Jack é um dos melhores guitarristas surgidos no mundo nos últimos vinte anos.

A capa do primeiro álbum solo de Jack White: já é o primeiro grande disco de rock de 2012

O disco foi todo composto, tocado e gravado pelo músico. E há novidades nele: além de estar cantando cada vez melhor, Jack White não deixa sua poderosa guitarra de lado (ela está mega presente nas porradas de “Missing Pieces” e “Sixteen Saltines”, que abrem o álbum em combustão pura, e remetem o ouvinte aos tempos do disco “White Blood Cells”, lançado pelo White Stripes em 2001) mas também ataca de pianista, tocando o instrumento em várias faixas e inclusive colocando-o como peça preponderante na construção de algumas músicas – caso da mezzo jazzy/bluesy/boogie “Trash Tong Talker”.

 

Mas há também o lado blues forte no trabalho, com a execução de violões e guitarra steel. Nesse aspecto, ganham de imediato nossos ouvidos a dolência melódica e o primor composicional de faixas como “Love Interruption” (o primeiro single do disco), “On And On And On” (talvez o ponto máximo do cd: percussão suave, órgão discreto, solos de steel guitar e vocal e melodia envoltos em brumas de psicodelia transformam a música em um convite inebriante à chapação mental) e a canção-título. Como se não bastasse tudo isso impressiona o poder de concisão de Jack White: o homem consegue compor autênticos monumentos rockers em cerca de três minutos de duração (a média de cada música do álbum). Não é à toa que o cd, embora tenha treze faixas, possui enxutos quarenta minutos de duração.

 

“Blunderbuss” poderia tranquilamente ser o melhor álbum do finado White Stripes desde “Elephant”. Ou o melhor disco dos Raconteurs até o momento (que estreou muito bem e tem um segundo trabalho não tão bom). Mas é, apenas, a grande estréia solo de um músico que já tem seu nome garantido no panteão daqueles que fizeram e continuam fazendo a grande e emocionante história do rock’n’roll. E, sem favor algum, é por enquanto o melhor álbum de rock lançado em 2012. Pode ir atrás e confirmar isso.

 

O TRACK LIST DE “BLUNDERBUSS”
1. “Missing Pieces” – 3:27
2. “Sixteen Saltines” – 2:37
3. “Freedom at 21” – 2:51
4. “Love Interruption” – 2:38
5. “Blunderbuss” – 3:06
6. “Hypocritical Kiss” – 2:50
7. “Weep Themselves to Sleep” – 4:19
8. “I’m Shakin’” – 3:00
9. “Trash Tongue Talker” – 3:20
10. “Hip (Eponymous) Poor Boy” – 3:03
11. “I Guess I Should Go to Sleep” – 2:37
12. “On and On and On” – 3:55
13. “Take Me with You When You Go” – 4:10

 

JACK WHITE AÍ EMBAIXO
No vídeo de “Love Interruption”, o primeiro single do fodaço álbum “Blunderbuss”.

 

 

O “CHELSEA HOTEL” DE SAMPA
Lendário  hotel nova-iorquino onde dezenas de celebridades da história do rock’n’roll se hospedaram e fizeram loucuras e putarias por lá (foi nele que Sid Vicious teria esfaqueado e matado sua namorada Nancy Spungen, durante uma sessão de chapação de ambos em heroína), o Chelsea, quem diria, tem uma espécie de “similar” na capital paulista. Se não na fama de hospedar rock stars e de abrigar junkies de variadas espécies, pelo menos na semelhança arquitetônica.

 

Quem observou isso foi o brother dessas linhas rockers bloggers, o mega querido André Ganso, que está visitando Sampalândia junto com sua girlfriend, a linda e loira Ana Paula. Por sugestão de Zap’n’roll, ambos se hospoderam em um simpático e aconchegante hotelzinho no centrão rocker de Sampa, próximo à Praça da República. Amaram o prédio (que é uma construção de três andares em estilo clássico, com mais de sessenta anos de idade e localizada em uma esquina da rua 7 de abril) e de lá vão sair hoje apenas pra cair na “naite” paulistana, ao lado do autor destas linhas online.
O blog se hospedou algumas vezes no hotelzinho, lá pelos idos de 1997. Foi quando o zapper passou um período de três meses trabalhando no interior Mineiro, sendo que ele vinha pra Sampa em praticamente todos os findes. E ficava hospedado no “Chelsea” de Sampa.

Os queridos André Ganso e sua girlfriend Ana Paula: casal rocker do coração zapper, em visita à Sampa; por indicação do blog, eles estão hospedados no “hotel Chelsea” paulistano, hehe

 

E lá, claaaaaro, o zapper doidón aprontou várias. Deu fodas alucinadas com suas queridas amigas Kátia e Inês (uma baixinha de peitoril gigante e suculento e que era uma das melhores amigas de Sandra, amiga de looooonga data do sujeito aqui. Um dia a doce e pequena Inês se enroscou com o jornalistas maloker, ambos começaram a se agarrar e dali surgiu um affair que rendeu ótimas trepadas, sendo que uma delas foi no hotelzinho da 7 de abril). E praticou sessões bizarras de maldades nasais – numa delas, em um domingo já à tarde e após ter passado a madrugada toda enfiando a napa em cocaine, e tendo ainda um sacolé com boa quantidade do “produto” em seu poder, o loki ficou horas assistindo ao Programa do Gugu (naquela época, no SBT), na esperança de que aquelas dançarinas de auditório (que costumam rebolar no palco com vestidos ou biquínis micros), em algum determinado momento, tirassem a roupa e ficassem completamente peladonas, hihi. Enfim, coisa de alucicrazy pirado de padê, uia!

 

Lembranças, lembranças… hoje o blog passou lá pelo “Chelsea”, bateu um papão com seu amigão paranense e se recordou disso tudo e contou ao André, dando ótimas risadas. Agora, logo menos, a trinca se manda pro baixo Augusta porque todos nós talvez já sejamos um pouco velhos para o rock’n’roll. Mas ainda muito jovens pra ficar em casa de pijama e não cair no rolê.

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: “Blunderbuss”, a estréia solo do gênio Jack White, nem tem o que discutir.

 

* Filme: o blog finalmente foi assistir esta semana o documentário “Raul Seixas – o início, o fim e o meio”. É realmente sensacional, traçando um primoroso painel do que foi a vida do maior gênio que o rock brasileiro já teve. E ao assisti-lo, fica novamente aquela incômoda questão no ar: por que não surgem mais artistas do quilate de um Raul Seixas na música brasileira. Por que as novas gerações, atulhadas até o pescoço de facilidades tecnológicas e acesso mega à informação, estão cada vez mais reacionárias, conservadoras e emburrecidas? Pra pensar. E o doc continua em cartaz. Se você ainda não viu, vá correndo assistir.

A lenda Raul Seixas: o documentário sobre ele é fodaço e não existem mais gênios assim no rock brasileiro

* Blog: o 23 Gotas, escrito pela Helena Lucas, faz uma ótima análise sobre o documentário de Raul e ainda procura dar as respostas às questões que levantamos aí em cima. Pra ler, vai lá: http://23gotas.wordpress.com/ .

 

* Balada de hoje: quase onze da noite do sabadão e o zapper está saindo pra night, na Cia sempre agradável da Adriana Oliveira e do Vandré Caldas. E a trinca vai hoje conhecer o Espaço Cultural Walden, que é o mais novo barzinho rocker no centrão de Sampa. Vai funcionar como ponto de encontro cultural no happy hour (das nove da noite à meia-noite) durante a semana, e como balada na madruga dos findes. Na próxima sexta-feira, 27 de abril, estréia por lá a festa quinzenal da Pisces Records e adivinha só quem é o DJ residente da balada? Pois é… um tal de Zap’n’roll, hihi. Todo mundo convidado a ir conhecer e se divertir, sendo que o Walden fica napraça da República,119, ao lado do metrô República.

 

 

ÚLTIMA CHAMADA PRA ASSISTIR ANTHRAX NA FAIXA!!!
Yes! No Maranhão rolou bagunça e malandragem e o show foi cancelado. Mas em Sampa ele está confirmadíssimo. Então corre lá no hfinatti@gmail.com, que é a última chance pra você tentar a sorte e ganhar:

 

* SEIS INGRESSOS pro show, que rola dia 27 de abril lá no HSBC Brasil. E tem também:

 

* Uma cópia do novo disco solo do Thurston Moore, mais pôster do ex-Sonic Youth.

 

Nomes dos vencedores das promos aqui mesmo, no nosso próximo post, ok?

 

BYE BYE
Que hoje é sábado, o blogger está solteiro e a noite o espera. Até a semana que vem!

 

(atualizado e finalizado por Finatti em 21/4/2012, às 23hs.)

 

 

(enviado por Finatti às 22hs.)

Ulalá! Agora vai: saem os indicados ao Prêmio Dynamite de Música Independente 2012 e o blog conta (em entrevista exclusiva com o criador do evento) como foi feita a curadoria do mesmo. Mais: o dia em que o blogger loker perdeu o show de Macca em Sampa, por causa de cocaine e xoxota, hihi. E algumas notas bizarras de bastidores do primeiro Lollapalooza Brasil e… o solo de Jack White que acaba de vazar na web (atualização final, com mais imagens do Lolla BR, em 17/4/2012)

 O gênio Paul McCartney se apresentando no Brasil, em 1993 (foto acima), sendo que o blog perdeu a gig (mesmo estando credenciado para ela), por causa de cocaine e boceta, rsrs. Pelo menos o showzão do ex-Libertines Carl Barat (abaixo, em foto de Helena Lucas), na última quinta-feira em Sampa, estas linhas zappers conseguiram conferir de perto

 

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Up grade pra falar aqui que “Blunderbuss”, a estréia solo do gênio Jack White
(talvez e de fato o único grande gênio do rock nos anos 2000’),  é um escândalo. Discaço do começo ao fim,
periga ser o MELHOR álbum de rock até agora lançado em 2012.

 

O blog zapper fala melhor dele logo menos, na Zap’n’roll do portal Dynamite, ainda nesta terça-feira. E vai logo pra web, que o discaço já vazou inteirinho!

Jack White (acima), o único gênio do rock do novo milênio lança seu primeiro disco solo (abaixo) oficialmente na semana que vem. Mas o disco já vazou total na web e a Zap’n’roll fala melhor dele até o final da tarde desta terça-feira, 17/4/2012

 

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Acontece, né?
Sabadão ameno em Sampa, showzão da lenda grunge Mark Lanegan logo mais à noite na cidade e… o blogger sussa escrevendo postão aqui pro endereço prórpio do blog. Que era pra ter entrado no ar ontem na verdade. Mas como o sujeito aqui chegou sexta de manhã em casa, completamente “estragado” pela noitada pós-gig do Carl Barat no Beco (que foi incrível, como você lerá aqui mesmo, mais aí embaixo), aí não teve jeito, rsrs. Fora de combate, o jornalista já mezzo tiozão (mais ainda doidão, e tentando aposentar esse lado “maloker”) apelou pra uma pizza gigante à noite, jantou bem e não quis saber de mais nada. Aí, recuperado que está, coloca o postão hoje no ar pra logo menos na madruga ir badalar novamente lá pro baixo Augusta, agora que a solteirice nos acolheu novamente, uia. Então bora ler a sua, a nossa Zap’n’roll, sempre com paradas bacanudas quando o assunto é rock alternativo e cultura pop.

 

* Ele falou, tá falado. Na capa da Rolling Stone desse mês (essa mesma aí embaixo, e que já está nas bancas de todo o país desde ontem, sextona em si) o ex-craque e agora deputado Romário diz com todas as letras que o Brasil vai passar vergonha na Copa de 2014. Como se ninguém soubesse disso por antecipação…

 

* E enquanto aqui rolou o primeiro Lollapalooza BR, no finde passado, hoje e amanhã acontece nos EUA o primeiro final de semana do gigantesco festival Coachella – que, neste ano, vai se estender por dois finais de semana. Você não está lá e nem conseguiu ir? Sem problema: o canal exclusivo do festival no YouTube está transmitindo a parada toda, ao vivo, desde ontem. Hoje também e no próximo finde idem. Quer assistir? É só ir lá: http://www.youtube.com/coachella . De preferência, com várias garrafas de Heineken do lado e a Cia agradável de alguns poucos (e bons) amigos ou, então, de uma ótima xoxota.

 Os ingleses do Vaccines: este finde no Coachella; semana que vem em Sampa

* Falando em festivais, olha a “escalação” que “vazou” na web esta semana, do SWU deste ano, hihi:

 

* A gig do Carl Barat quinta-feira, no Beco/SP? Coisa mais linda do mundo! O ex-Libertino mandou super bem em um set mezzo acústico, mezzo elétrico (onde ele foi acompanhado pela turma do Black Drawing Chalks). Claro que o povo enlouqueceu quando Carl mandou “Time For Heroes” e “Can’t Stand Me Now”. E de quebra, o blog ainda teve a agradabilíssima cia rocker do Fernão Vale. Noitada ótima enfim.

O ex-Libertines Carl Barat, em momento acústico na última quinta-feira em Sampa: showzaço! (foto: Helena Lucas) 

 

* Essa parada que a maluca da Courtney Love escreveu em seu Twitter, dizendo que o Dave Grohl teria “molestado sexualmente” a Frances (filha de Courtney e do saudoso Kurt Cobain) é realmente bem escrota. Pra ela. Cá entre nós, Love já teve uma importância fodida na história do rock, mas agora está bagaceira demais. E, pelo naipe de suas declarações, está precisando também ser internada em alguma clínica psiquiátrica.

 

* A JUVENTUDE VIROU MESMO UMA BANDA NUMA PROPAGANDA DE REFRIGERANTE – não é de hoje que o blog zapper vem notando esta nova, hã, tendência. Qual? A de se pegar canções mega clássicas compostas por gênios da história do rock’n’roll, e colocá-las como trilha sonora de campanhas publicitárias das mais variadas. Não haveria problema algum nisso se as campanhas tivessem algum caráter educativo, social e/ou político e fossem pertinentes em relação a trilha musical utilizada. Infelizmente não é o que acontece e grandes canções, de peso histórico realmente fodido no rock’n’roll, hoje são utilizadas indiscriminadamente para vender de tudo, de refrigerantes e cervejas a carros etc. Ou seja: exatamente o que cantou o grupo gaúcho Engenheiros do Hawaii, há duas décadas e meia. Yep, Você pode detestar o xará Humberto Gessinger (alguém ainda se lembra dos Engenheiros do Hawaii?), mas a frase que ele escreveu há mais de vinte e cinco anos, na música “Terra de gigantes”, nunca foi tão profética e nunca fez tanto sentido como hoje em dia. “A juventude é uma banda/Numa propaganda de refrigerantes”. O blog pensa nessa frase toda vez que assiste na tv a nova peça publicitária da Coca-Cola. É muito desagradável ouvir tocar no comercial a fantástica “Heroes”, um clássico absoluto do David Bowie, e se dar conta de como o rock’n’roll se tornou algo comum, banalizado pelo marketing e que agora serve muito mais como jingle para vender produtos do que para qualquer outra coisa. E o anúncio da Coca é apenas o exemplo mais recente disso. Antes, não faz muito tempo, tivemos “Balada do Louco”, do Arnaldo Baptista, servindo de fundo para comercial de cerveja. Mais pra trás também teve “Better Sweet Simphony” (lindíssima, diga-se), do Verve, em comercial do Bradesco (!!!) e etc etc, etc. O jornalista zapper está ficando velho, chato e careta? Talvez. Mas é que até o advento do punk rock pelo menos, ainda havia um sentido de grande ARTE e contexto social envolvendo o rock. E ao que parece, isso acabou definitivamente e infelizmente.

 

* Ok, ok. O blog prometeu comentar, neste post, sobre o novo disco do Spiritualized. A célebre banda inglesa de space rock noventista lança seu novo disco, “Sweet Heart, Sweet Light”, na velhusca plataforma física do cd nesta segunda-feira, na Inglaterra – aqui, sem previsão de lançamento e nem precisa pois o álbum já está dando sopa na web. Enfim, já demos umas “orelhadas” no dito cujo e achamos mais ou menos. Na semana que entra, sai resenha dele aqui e na Zap do portal Dynamite, podem esperar!

 

* O véio Bob Dylan é um sujeito de atitude mesmo, rsrs. Simplesmente mandou sua produção PROIBIR a presença de jornalistas nos shows que faz no Brasil a partir de amanhã (no Rio De Janeiro), seguindo por seis capitais. Tadinha da jornalistada, rsrs – este blog incluso, uia!

 

* E, sim, foi divulgada a programação da Virada Cultural 2012 em São Paulo, que acontece nos dias 5 e 6 de maio. Tem atrações bem legais (o palco Baratos Afins, o palco em homenagem à Elis Regina, a mostra de cinema da Boca do Lixo no cine Windsor etc.) e tal. Mas, na boa, parece que a cada ano a Virada (sem dúvida alguma, um evento que enche São Paulo e quem nasceu ou mora aqui de orgulho) está com uma prog cada vez menos, hã, interessante. Ou não? De qualquer forma, pros interessados, a programação completa da Virada está aqui: http://www.viradacultural.org/programacao#lugar12018 .

 

* Bien, se a Virada Cultural deixa a desejar esse ano, a volta do Prêmio Dynamite de Música Independente promete voltar a ser a maior festa da indie scene nacional, como você pode conferir aí embaixo na entrevista que o blog fez com o criador do prêmio, o queridão (sempre!) André Pomba.

 

PRÊMIO DYNAMITE VOLTA COM TUDO E ACONTECE EM JULHO EM SAMPA
O Prêmio Dynamite de Música Independente é um dos principais e mais longevos eventos da cena musical brasileira. Criado em 1992 pelo promoter, produtor, DJ, músico, Ajornalista e Publisher do portal Dynamite online (além de diretor da Ong Associação Cultural Dynamite), André Pomba, o Prêmio sofreu uma pequena interrupção nos dois últimos anos mas agora voltou com força total em 2012.

 

Foram centenas de artistas, músicos, produtores, bandas, personalidades e veículos de mídia (eletrônica e impressa) inscritos para tentar disputar as vinte e uma categorias. E óbvio, nem todos conseguiram ser indicados para a grande votação pública que vai definir os vencedores, o que gerou as inevitáveis reclamações.

 

Portanto, para dirimir quaisquer dúvidas sobre como foi realizado o processo de escolha dos indicados Zap’n’roll bateu um papo ontem, via MSN, com Pomba, o criador do Prêmio. Na entrevista que você lê aí embaixo ele explica os critérios que nortearam a polêmica indicação dos que irão disputar o voto popular, além de dar algumas infos exclusivas ao blog sobre a premiação deste ano.

O idealizador do Prêmio Dynamite, André Pomba

 

Zap’n’roll – Esta semana foram anunciados os indicados que estão concorrendo ao Prêmio Dynamite de Música Independente deste ano. A lista, no geral, está bastante equilibrada e abrangente. Mas como sempre, e isso é inevitável, surgiram queixas de artistas que não foram incluídos na lista de indicados, por não estar nela. Para que todos possam compreender bem, como foi feita a mecânica de montagem
das listas dos indicados nas diversas categorias?

Andre Pomba – Todo ano quando divulgamos os indicados surgem reclamações, muitas delas plausíveis. Nenhuma lista é perfeita, mas creio que o Prêmio Dynamite é a premiação mais aberta e completa, pois ela abrange 22 categorias e 440 indicados. Todo ano temos um curador que tem autonomia para a escolha dos indicados, a Dynamite não entra no processo. Nos anos anteriores consultávamos jornalistas especializados para
as indicações e este ano resolvemos fazer diferente, abrir também inscrições via e-mail e Facebook, o que tornou o processo mais transparente mas ao mesmo tempo mais trabalhoso, visto que as inscrições superaram a barreira de 1000 artistas. Lembramos também que buscamos seguir um critério de amplitude para atingir mais Estados e regiões em categorias com muitos possíveis indicados.

 

Zap – E quem foi o curador responsável pelas indicações este ano?

Andre Pomba –  Este ano foi o ex-editor da Dynamite e guitarrista do grupo Twinpines, Bruno Monstro.

 

Zap – Por que a decisão de abolir a seleção prévia de indicados feita nos anos anteriores por um colegiado de músicos, produtores, jornalistas etc, e deixar a montagem de todas as listas de indicados nas mãos de apenas um curador?

Andre Pomba –  Todo ano a montagem fica na mão de um curador só. O colegiado sempre foi consultivo. A decisão de abolir as seleções prévias foi por conta dos vazamentos que ocorriam e pressão para indicação de alguns artistas.

 

Zap – Certo. E você, como criador do Prêmio, atribui qual dimensão de importância a ele hoje, em um momento em que 90% da produção musical brasileira vem da cena independente?

Andre Pomba – Pois é quando começamos em 2002, a cena independente era minúscula e hoje é um gigante, a ponto de artistas consagrados estar em selos independentes, desvinculados de grandes gravadoras multinacionais. O Prêmio foi importante durante anos para mostrar um outro lado da produção, que não era atingida pelas grandes premiações como MTV, Multishow etc. Hoje ele ainda é o maior mapeamento da música
brasileira existente, mesmo contando com poucos recursos e estrutura.

 

Zap – Resposta sua que nos leva a outras duas questões. A primeira: por que houve uma interrupção na premiação nos últimos anos? E segunda: você cita a questão de falta de recursos e estrutura para bancar o evento. Em anos anteriores ele contou com patrocínio de empresas privadas. E este ano, há algum patrocínio ou apoio para bancar os custos?

Andre Pomba – Nas oito edições anteriores da premiação ele só teve patrocínio em duas edições: da Claro e da Toddy, que foram as maiores e melhores edições. Nos outros anos tivemos algum apoio da Secretaria de Estado da Cultura, o que se repetiu neste ano, já que ganhamos um edital de festivais. Mesmo assim, a verba é menos da metade do que tínhamos com os patrocínios. Houve uma interrupção pois tivemos prejuízo na edição de 2009/2010, pois tínhamos um patrocínio acertado que foi rompido e fizemos uma premiação bem simples, sem shows. E decidimos que só a faríamos de novo, quando tivéssemos um suporte financeiro para fazer algo legal. E tambem nos últimos dois anos a ONG Dynamite buscou se firmar na implantação do CMIJ – Centro de Música e Inclusão para Jovens
(www.cmij.org.br) no bairro do Bixiga em São Paulo.

 

Zap  –   É possível citar o valor da verba recebida para realizar o evento da premiação, e também qual o custo estimado do evento?

Andre Pomba –  Prevemos gastar em torno de R$ 60.000,00 na Premiação e na Mostra, que foi o valor recebido pelo edital. Estamos buscando patrocínio para complementar os valores e buscar termos mais atrações e estrutura.

 A dupla inglesa The Kills (acima) e o grupo paraense Madame Saatan (abaixo): dois concorrentes de peso ao Prêmio Dynamite de Música Independente 2012

 

Zap – O que esperar da premiação este ano em termos de localização, atrações, shows etc? E quando ela será realizada, afinal?

Andre Pomba – Vou te passar em primeira mão essa informação. A premiação voltará ao teatro Sérgio Cardoso, no bairro do Bixiga em São Paulo, que foi totalmente reformado. Será no dia 18 de julho, uma quarta-feira. A mostra será nos dias 7 e 8 de julho no CCJ, Centro Cultural da Juventude no bairro da Vila Nova Cachoeirinha, na periferia da zona norte paulistana.

 

Zap – Já há alguma atração prevista para animar a premiação? E alguma personalidade da cultura pop já escalada para entregar algum dos troféus?

Andre Pomba – Vamos começar agora a trabalhar a produção dos eventos, não temos nenhum nome fechado, nem de artistas, nem apresentadores. Mas de antemão, quero aqui convidar você a apresentar uma das categorias este ano. Afinal a Dynamite faz 20 anos em 2012 e você faz parte dessa história!

 

Zap – Opa, fico muito honrado com o convite e claro que aceito pois além do enorme  carinho que tenho pela Dynamite (em sua fase como revista impressa, e depois também na era digital), também sempre acompanhei muito de perto não só todas as edições do Prêmio mas toda a movimentação da cena independente nacional nos últimos quinze anos.

Andre Pomba –  Claro, você e o blog Zap’n’Roll teria todos os méritos para serem inclusive indicados, mas como existe um vínculo entre você e a Dynamite, não é correto indicar.

 

Zap – Com certeza. E pra encerrar: qual o recado que você deixa para quem não conseguiu ser indicado nas categorias concorrentes e ficou descontente com isso?

Andre Pomba – Na realidade a curadoria não julga prioritariamente os trabalhos e sim procura mapear os que tiveram mais destaque, repercussão e melhores críticas. Por isso a dica é sempre buscar ampliar a divulgação do seu trabalho ao máximo para que o nome se torne mais conhecido.

 

Zap – Bom, partindo desse principio não é estranho que a curadoria do evento tenha optado, por exemplo, em incluir na categoria “melhor selo/gravadora” um selo que não lançou quase nenhum disco ou artista em 2011, em detrimento de outros selos que promoveram vários lançamentos no mesmo período?

Andre Pomba –  Finas, não temos como entrar em méritos individuais nem quantitativos. Mas o Bruno admitiu que teve muita dificuldade na parte de selos, visto que muitos lançam trabalhos online e gratuitos e também decidimos levar em conta este tipo de “comercialização” este ano.

 

Zap – E pra encerrar mesmo (rsrs), verificando os indicados em algumas categorias, notamos que, por exemplo, há grandes revistas de grandes editoras indicadas, assim como mega festivais também. Por que essas indicações em um evento que celebra a cena independente?

Andre Pomba – Na realidade o foco é o meio independente e de quem o apóia. Se uma grande revista, programa ou mesmo festival tem coberto a cena, não existe restrições neste sentido. Embora eu ache uma questão pertinente para poder ser repensada em futuras edições.

 

Zap – Está ótimo! Nos vemos então em julho, na grande festa do Prêmio Dynamite 2012!

Andre Pomba – Eu que agradeço a entrevista, Finas! Lembrando que para votar tem que se cadastrar no site http://www.premiodynamite.com.br/ .

 

 

FOO FIGHTERS E ARCTIC MONKEYS TRIUNFAM NA PRIMEIRA EDIÇÃO DO LOLLAPALOOZA BRASIL

Alex Turner comandou um show gigante do Arctic Monkeys no primeiro Lollapalooza BR, realizado semana passada em São Paulo. Foi o melhor momento do festival, sem dúvida alguma 

Encerrada na noite de domingo no Jockey Club de São Paulo, com um público estimado em 60 mil pessoas (de acordo com a organização do evento; para a reportagem da Dynamite e de Zap’n’roll, havia ali algo em torno de 40 mil pessoas), a primeira edição do festival Lollapalooza BR, nos dois dias em que foi realizado, mostrou o triunfo no palco de seus dois headliners, Foo Fighters (no sábado) e Arctic Monkeys (no domingo). Além disso – e como era de se esperar – o Lolla se equilibrou bem entre acertos e erros. E, contrariando a vocação junky de muitos festivais de rock’n’roll, se mostrou um evento bem “família”: era muito fácil encontrar no meio do público pais curtindo os shows com seus filhotes.
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O primeiro dia, no sábado, lotou o espaço do Jockey, com o festival esgotando os 70 mil ingressos colocados à venda. O sol estava escaldante, o calor batia nos 30 graus mas o povaréu aguentou firme até a noite, já que a humanidade queria assistir o Foo Fighters, hoje um dos maiores nomes do rock mundial e que talvez esteja em seu melhor momento. Porém, foi duro agüentar até o momento em que Dave Grohl e sua turma subiram ao palco, pontualmente às oito e meia da noite (e aí, na questão do horário, está um dos acertos do evento: quase não houve atrasos nos shows – com a vergonhosa exceção dos Racionais Mc’s, que demoraram quase uma hora para começar a se apresentar –  que começaram e terminaram nos horários previstos). Duro porque a escalação das bandas não ajudou: na ala nacional (que estava com um line up pra lá de irrelevante) Marcelo Nova e o indie Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria fizeram bons shows. O Rappa mostrou que já teve mais força e impacto ao vivo. O resto foi o resto e daqui a alguns meses ninguém vai se lembrar que estiveram no Lolla nomes como Tipo Whisky.
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Na parte gringa o sabadão também foi sofrível. A Band Of Horses, uma interessante formação americana que faz rock mais bucólico e contemplativo, sofreu por tocar esse tipo de som em um festival gigante e onde a platéia quer é agitação. Mas nada supera o pavor que foi a apresentação do horrendo Tv On The Radio e seu pseudo rock experimental/subversivo, com toques de psicodelia e Black music. Não dá: a banda é chata e arrogante e suas músicas são ruins de doer.

 

A situação só melhorou mesmo já no final do primeiro dia do Lollapalooza, quando a veterana Joan Jett subiu no palco Butantã. Espécie de ícone do autêntico rock’n’roll de garagem e com inacreditáveis cinqüenta e três anos de idade, Jett mostrou que tocar rock ao vivo exige carisma, pique, uma banda afiada e ótimo repertório musical. Ela deu tudo isso ao público (que, na hora do set, era formado por uma grande maioria de garotas) e ancorada no carisma de hits clássicos como “Bad Reputation” e (claro) “I Love rock’n’roll”, fez uma apresentação fodona e deixou o clima do evento fervendo para a entrada do Foo Fighters, no palco Cidade Jardim.
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E Dave Grohl e sua turma vieram e botaram a casa abaixo. Duas horas de apresentação, todos os hits enfeixados (nem é preciso citar o nome das músicas aqui, ou precisa?), a banda em grande forma, o ex-batera do Nirvana com a simpatia, humildade e carisma de sempre: tudo isso colaborou para que o set do FF fosse um triunfo completo, em uma apresentação que superou muito, em termos de qualidade, ao show que a banda fez no Brasil em 2001, no Rock In Rio (show que, diga-se, também foi muito bom). Tirando alguns exageros aqui e ali (como esticar em demasia a versão ao vivo da esporrenta “Breakout”, ou ainda ficar papeando com o público por quase dez minutos no intervalo entre duas músicas), a gig do Foo Fighters lavou a alma dos fãs brasileiros que esperaram mais de uma década para conseguir ver o grupo ao vivo novamente.
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No domingo havia menos gente no Jockey e, consequentemente, menos problemas para circular no imenso espaço, além de filas menores para se comprar comes e bebes ou ir ao banheiro. Na parte que interessa (os shows, óbvio), no entanto, o desequilíbrio entre bandas/shows ruins e ótimos continuou francamente favorável ao primeiro. Gogol Bordello e o MGMT (que há pouquíssimo tempo era considerado como o novo “futuro” do rock e, de fato, possui um ótimo disco de estréia) competiram para ver quem fez a pior apresentação da segunda noite do Lollapalooza. Já o “coxinha” Foster The People se mostrou mais rock e menos indie pop ao vivo e levantou o público, mesmo tendo apenas seu super hit “Pumped Up Kicks” (que, ao vivo, foi esticada por quase dez minutos) como música conhecida da galera. A grata surpresa do domingão foi o Manchester Orchestra: com ótimas músicas que alternavam na medida esporro/barulho com climas mais suaves e exibindo competência instrumental no palco, o grupo americano acabou conquistando um público que não conhecia o trabalho deles.
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Sobrou para o Jane’s Addiction e o Arctic Monkeys encerrarem a primeira edição do Lollapalooza brasileiro. A banda de Perry Farrell (o criador e dono do festival), começou muito bem seu set, já detonando “Mountain Song”, “Just Because” e “Been Caught Stealing” logo de saída. Talvez por isso mesmo o show tenha perdido o pique inicial logo em seguida e o restante da gig se tornou bastante arrastado, só não espantando o público totalmente graças ao carisma de Farrell como front-man e ao ótimo desempenho de Dave Navarro, um sujeito que é um monstro na guitarra.

 

Faltava o rolo compressor do Arctic Monkeys. E ele veio, deixando a multidão de fãs (mais fanáticos e animados do que os fãs do Foo Fighters) completamente histérica – fato comprovado por este repórter, que viu a apresentação dos Macaquinhos no meio do povão. Não é brincadeira: o AM é uma banda fodíssima ao vivo (e foi justamente depois de ver a apresentação deles em São Paulo, no extinto Tim Festival em 2005, que o sujeito aqui se tornou fã do grupo, já que antes torcia o nariz total para o trabalho dele). Junte-se a isso o sensacional repertório dos dois últimos álbuns lançados pelo quarteto inglês e não precisa mais nada. Agora fazendo a linha visual rockabilly, o vocalista e guitarrista Alex Turner já começou apavorando ao tocar “Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair” e “Teddy Picker”. Daí pra frente foi uma sucessão de pedradas (“Brainstorm” provocou comoção e convulsão coletiva) até o fim do set. Todo ele preenchido por músicas rápidas, poderosas e sem muito falatório com o público. E também sem grandes efeitos visuais no palco, sendo que o recado da banda é muito claro: rock poderoso é pra ser ouvido; ele independe de cenários mirabolantes. Por isso mesmo, o Arctic Monkeys fez o melhor show da primeira edição do Lollapalooza BR.
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Um festival que teve como pontos positivos: a) localização – o Jockey Club é de fácil acesso (ainda mais agora, com a estação Butantã do metrô funcionando bem ali, ao lado dele) e sua área é gigante, o que permite acomodar bem um evento onde circularam 70 mil pessoas no primeiro dia e cerca de 40 mil no segundo; b) tranquilidade – não houve nenhum tumulto nos dois dias e o clima estava bem “família” até para um festival de rock. O policiamento na área do Jockey estava bem ostensivo e não houve “arrastões” nem antes nem depois dos shows, como aconteceu na noite em que o ex-Pink Floyd Roger Waters tocou em Sampa; e c) ótimos shows internacionais – Foo Fighters, Joan Jett, Manchester Orchestra e Arctic Monkeys são os exemplos disso.
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Mas que também teve seus pontos negativos: a) o terreno irregular do Jockey, o que dificultava a locomoção das pessoas; b) distância gigantesca e absurda entre os dois palcos principais, que era de cerca de um quilômetro e meio; c) o preço abusivo de alimentos e bebidas (sempre, né?); e d) o som péssimo do primeiro dia, que fodeu vários shows – inclusive o do Foo Fighters. A situação só melhorou no domingo e quando o Jane’s Addiction subiu ao palco, a qualidade do PA (sistema de som) estava uma maravilha, o que também aconteceu no show do Arctic Monkeys, felizmente.
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Foi isso. A cobertura do Lollapalooza Brasil para a Dynamite online e para o blog Zap’n’roll em seus dois endereços  foi feita por Humberto Finatti (textos) e Helena Lucas Rodrigues (fotos). Em 2013 tem mais, assim todos nós esperamos!

 

 

E NOS BASTIDORES DO JOCKEY CLUB…
* Se nos anos 60’ e 70’ festival de rock era sinônimo de dorgas, putaria, lama, chuva, piração em massa etc, no novo milênio e bem de acordo com os tempos caretas em que a humanidade está vivendo novamente, tudo mudou. Em Woodstock ou Águas Claras (este no Brasil, no interior paulista no início dos anos 80’ e onde o sujeito que escreve estas linhas online esteve, quando ainda era um pirralho adolescente) rolou de tudo, rsrs. Em Águas Claras, por exemplo, Zap’n’roll, dormiu em barraca (sempre detestou fazer isso), trepou também em barraca (idem) e chapou o côco de maconha até dizer chega. Já no Lollapalooza Brasil, em sua primeira edição, não havia quase drogas (ok, sentia-se o suave aroma de marijuana pairando sobre o público, aqui e ali). Havia sim muito álcool (brejas, vodka etc.) e um clima total família, com pais curtindo os shows com os seus filhos (como você poder ver numa das pics tiradas pela fotógrafa Helena Lucas). Se é melhor assim ou não, aí vai do gosto de cada um. O zapper, por exemplo, preferia festival movido a loucura, hihi.

 

* No sabadão, aliás, o blog chegou praticamente muerto ao Jockey Club, pois havia “virado” a noite no baixo Augusta, em esporrenta balada de total enfiação de pé na lama no bar Astronete. Não deu outra: sem dormir há trocentas horas, com o pé doendo depois de algumas horas zanzando pela imensa área do festival, Zap’n’roll não agüentou. No começo da gig do Foo Fighters (que fechava o primeiro dia do evento, já passando das oito e meia da noite), o blogger cansadão saiu do meio do povão e se mando pra sala de imprensa. Lá chegando, encheu um pote de risoto de champagne (que estava uma delícia), pegou uma lata de Coca-Cola, e se instalou confortavelmente numa cadeira, de onde assistiu a pelo menos quarenta minutos de show do FF (que durou mais de duas horas) através dos telões que haviam ali. Depois, quando se recuperou um pouco do cansaço e se sentindo algo “velhote” demais (velho demais pro rock’n’roll? Ou muito jovem ainda pra se aposentar dessa esbórnia toda?) e mezzo “culpado” por estar vendo um show de rock dessa maneira, não teve dúvidas: o blogger de alma rocker voltou pra ver o restante da apresentação de Dave Grohl e Cia no meio da muvuca do público.

 

* E se alguém acha que o relato aí em cima se constitui em um mal exemplo de cobertura jornalística em show de rock, vai vendo: havia equipes gigantes de mídias idem cobrindo o festival, óbvio. Uma dessas equipes era como sempre do jornal Folha De S. Paulo, que parece ser comandada por um célebre jornalista da cena musical, que já saiu e voltou ao diário paulistano umas trocentas vezes nos últimos anos. Pois bem: este jornalista, quase cinqüentão e com dificuldades de locomoção (devido ao seu corpo um tanto rotundo) simplesmente NÃO enfrenta mais os shows no meio do público. Desloca comandados pra fazer o serviço, hã, pesado enquanto ele fica na sala de imprensa em tempo integral, sentado diante de um notebook e coletando infos pra depois escrever seus textos – que acabam sendo os de maior destaque sobre o evento na Folha online ou nas páginas do caderno Ilustrada. A pergunta ética que não quer calar: diante do exposto aqui, você acha o texto da figura em questão confiável?

 

* E tinha cerveja desta vez na sala de imprensa, uia! Nos dois do Lolla, a Heineken (uma das patrocinadoras do festival) disponibilizou dois freezers de latinhas pra jornalistada se embebedar feliz. Tanto que no sábado, assim que as latas chegaram os dois freezers se esvaziaram no tempo recorde meia hora. No domingo, a breja na sala de imprensa durou um pouco mais.

 

* O show do Jane’s Addiction animou até a ala feminina de jornalistas. Também pudera e vem cá: Dave Navarro, além de continuar sendo um guitarrista fodão, também é um (como diriam as bibas mais assanhadas) pauzudo, hihihi. Tanto que teve fotógrafa na frente do palco querendo pagar “peitinho” pro suijeito, wow!

 

* Não se esquecendo de que Navarro gosta de cortar (ou atacar) dos dois lados, uia!

 

* Zap’n’roll encontrou muitos colegas simpáticos nos dois dias de festival. Topou com o Luiz César e o rocker Daniel Vaughan (do portal R7), com Chuck Hipólitho (o “caipira que deu certo” na MTV, como sempre diz o DJ Focka), com a turma da Rede Minas, mais as lindas, gloriosas e tesudas Adriana Oliveira (de Uberlândia) e Juliana Resende, e com o mega querido super monge japa zen Pablo Miyazawa e a sempre linda, simpática e tatuada Mari Tramontina. E FELIZMENTE não teve o desprazer de encontrar com o depósito de banha podre que atende pelo nome de José Flávio Merda Jotalhão Jr. Mas ele estava lá…

 

* Foi isso. Festival mega comportado e careta. Talvez por isso mesmo não haja tantas “emoções” nas notas de bastidores. Quem sabe em 2013…

 

LOLLAPALOOZA BRASIL EM FOTOS – ALGUNS SHOWS (pics shows e público: Helena Lucas)

O neo hippie eletrônico MGMT: show chatíssimo de uma banda que envelheceu muito rápido 

 

Belezura à parte, o Foster The People se mostrou mais rock e menos pop ao vivo 

 

A dupla de frente do Jane’s Addiction, Perry Farrell (vocais e o “dono” do festival) e Dave Navarro (guitarras): a gig começou bem mas depois perdeu o pique

 

 O “pauzudo” guitar heroe do JA: teve fotógrafa querendo pagar peitinho pra biba que corta dos dois lados, hihi

 

O PÚBLICO

 

Trio parada dura da cerveja

 

Dupla de Barretos invadindo o Jockey: Lara e Omar 

 

Eles queriam apenas curtir o som dos Macaquinhos 

 

Gata negra cheia de charme

 

Gata ruiva igualmente cheia de charme

 

As mina do rock, mano! 

 

Momento ternurinha, I: ela cuidando da cria 

 

Momento ternurinha II: paizão e filhão em ponto de bala, no show do Foo Fighters

 

LOLLAPALOOZA BRASIL – A EQUIPE ZAPPER NO FESTIVAL

 

MINI DIÁRIO SENTIMENTAL – O DIA EM QUE O BLOG PERDEU UM SHOW DE MACCA POR CAUSA DE PADÊ
É verdade. Se os tempos hoje são de caretice, o blog recheado de memórias malucas e que precisam ser compiladas urgentemente em uma biografia, esta semana se lembrou da noite em que perdeu um show de Sir Paul McCartney em Sampa, por causa da enfiação de pé (ou napa) na lama em… cocaine. Não, não foi no ano passado, quando Macca esteve aqui (o ex-Beatle agora virou “freguês” do Brasil, no?). Foi em 1993, há quase vinte anos, quando Paul tocava finalmente pela segunda vez no país – a primeira havia sido dois anos antes no Rio, no estádio do Maracanã. E o blog se lembrou deste episódio esta semana por conta da aproximação de uma nova temporada do músico em terras brazucas, já que ele toca semana que vem em Floripa e em Recife.

 

Em 1993 Paul McCartney era vinte anos mais novo e show dele aqui era raridade (como dito mais acima, ele havia feito uma única gig brasileira em 1991, no Rio). Quando foi anunciado então que haveria nova apresentação de Macca no Brasil (desta vez em Sampa, no estádio do Pacaembu), foi um tumulto. Os ingressos se esgotaram rapidinho e Zap’n’roll, que então escrevia matérias de música para a poderosa revista Interview, conseguiu uma especialíssima credencial para o show. Foi na coletiva que Paul deu no próprio Pacaembu, na tarde do dia do show, e depois rumou pro apê em que ele morava/dividia com o velho amigo Philipe Britto, na avenida 9 de julho, centrão brabo de Sampa naquela época.

 

E há quase duas décadas, sem falsa modéstia, o autor destas linhas rockers online também era o “sonho de consumo” de qualquer boceta louca e fã de rock. Menos de trinta anos de idade, sempre usando rabo-de-cavalo, sem barriga (uia!), solteiro (recém-separado de seu único casamento até hoje), jornalista de mega revista, rocker e loker Zap’n’roll fodia xoxotas em profusão. E também cheirava muuuuuita cocaine.

 

Foi exatamente o que fodeu a ida do jornalista junky ao show do Pacaembu. Quando estava indo pro apê da 9 de julho, após a coletiva de Macca, o zapper foi buscar uma “parada” de cinco gramas de cocada boa (havia uma ótima no centrão de Sampa, naquela época) pois sua intenção era enlouquecer na night após a gig. Deu tudo errado, rsrs: ao chegar ao apartamento e após tomar banho, se arrumar e tals, o jornalista doidón não resistiu e foi “experimentar” o produto, pra checar a qualidade do mesmo. Não deu outra: o negócio estava violento e a bicudisse entrou em cena, impedindo o sujeito de sair do apartamento.

A cavaluda Sandra M. tinha um mamicaço igual ao da foto acima (que é de outra xoxotaça também fodida pelo zapper taradón, hihi. A dona desse peitaço da foto também adorava padê e o blogger loker mamou bastante em sua teta, que sempre vazava gotículas de leite, uia! 

 

Credencial em cima de uma mesa, várias carreiras sendo aspiradas, uma garrafa de whisky sendo detonada, o show rolando no Pacaembu e… toca incrivelmente o interfone do apê. Quem seria??? O zapper, tenso, atende e o porteiro avisa: “é a Sandra. Ela pode subir?”. Podia. Sandra M. era uma autêntica “cavala” morena, de cabelos curtos, peitões enormes e suculentos, coxas idem e xoxotaço lisinho. Durante anos fora (imaginem), apaixonada pelo vj João Gordo (é, a fama proporciona essas regalias, hihi) e se tornou amiga do autor destas linhas virtuais canalhas, sendo que o jornalista taradão vivia querendo comer a moçoila.

 

Não foi nessa noite: quando Sandra entrou no apê, já sacou de cara o estado do seu amigo. “Finatti, você tá bicudíssimo! Põe um teco desse negócio aí pra mim!”, disse ela. E Zap’n’roll pôs. Em alguns instantes Sandra, já bem loka, afirmou: “Porra, nervosa essa farinha, hein!”. E era mesmo. Foi quando Zap’n’roll pediu pra ela: “tira a roupa!”. A cavalaça tirou, revelando calcinha e suitã roxos – ela tinha ido realmente com a intenção de foder. E quando a moça ficou pelada, o jornalista ficou ainda mais maluco por ver o bocetaço que estava na sua frente. Só que… não houve chupada no pau do sujeito aqui (e Sandra bem que tentou, rsrs) que fizesse o dito cujo levantar. Yep, efeito da cocaine claaaaaro (machos empedernidos que afirmam categoricamente que conseguem foder bicudos de cocaine estão mentindo; a cocaína impede o homem de ter ereção. Por isso trepadas e coca não combinam, na maioria dos casos). Restou à dupla se vestir novamente (mas antes, Zap’n’roll fez questão de dar um teco de padê em cima da boceta lisa da garota, e outro em cima de sua enorme teta), continuar tecando e bebendo whisky até altas horas.

 

Semanas depois Sandra voltou ao apê da 9 de julho e aí sim, houve uma foda fantástica entre ela e Zap’n’roll (inesquecível a tatuagem da Betty Boop que a garota tinha em uma das coxonas, além de ela foder de quatro falando: “ai, que pinto gostoso!”). Mas o show do Paul McCartney em 1993 ficou apenas na vontade. E de lá pra cá, o blog nunca mais conseguiu ir em outra gig dele. Infelizmente. Quanto à Sandrinha, esteja ela onde estiver, o blog sempre irá se lembrar de que foi com ela uma das melhores trepadas que o zapper já deu em sua vida. Bons tempos…

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Showzaço grunge: a lenda Mark Lanegan toca hoje em Sampa, né? Lá no Cine Jóia. Então corre pra lá que ainda dá tempo!

 

* Coachella ao vivo no YouTube: o endereço está aí em cima, no início do post. E os shows já estão rolando na web. Se você vai ficar em casa, a pedida é essa!

 

* Baladas esquema rapidez: mas se você vai cair na vida, hoje tem a festona Pop&Wave, no Inferno Club (com especial do Cure e de Siouxise e seus Banshees, lá na rua Augusta 501, centrão rocker de Sampa), além da badalada Tiger Robocop no Dynamite Pub (que fica na rua Treze de maio, 263, no Bixiga, centro de São Paulo) e ainda a Discotexxx no sempre mega animado Astronete (também na Augusta, no 335). Tá bão, né? Boa balada pra quem vai cair na night.

 

E CONTINUA EM SORTEIO
Pelo hfinatti@gmail.com:

* SEIS INGRESSOS para o show que o porrada Anthrax faz semana que vem, dia 27 de abril, uma sextona, em Sampa (lá no HSBC Brasil), com abertura luxuosa dos Misfits. É a última chamada pra essa promo, sendo que o nome dos vencedores estará aqui no dia do show, no nosso mega post semanal, okays?

 

 

* E uma cópia do novo disco solo do Thurston Moore, além de um cartaz do show que ele fez anteontem em São Paulo. Semana que vem desovamos o resultado desta promo aqui, okays?

 

FUIZES!
Postão no capricho. E agora o blogger rueiro vai pra… rua, claro! Até a semana que vem!

 

(atualizado e finalizado por Finatti em 17/4/2012 às 3hs.)

Ulalá! Saem os indicados ao Prêmio Dynamite de Música Independente 2012 e o blog conta (em entrevista exclusiva com o criador do evento) como foi feita a curadoria do mesmo. Mais: quem vai na FAIXA nos shows de Carl Barat e The Damned. E ainda o novo disco do Spiritualized. E aquelas notas bizarras de bastidores do primeiro Lollapalooza Brasil

O punk clássico de ontem e o quase clássico dos anos 2000, hoje em Sampa: The Damned (acima) revive a cena 77 inglesa na Clash Club; Carl Barat (abaixo), o ex-Libertines, vai incendiar o Beco/SP. Ambos os shows com promo de tickets free no blog zapper, sendo que você fica sabendo quem ganhou essas promos aqui mesmo, neste post

 

Quinta-feira agitadona no?
E ponha agito nisso. Em uma única noite Sanpalândia recebe três showzaços da maior importância para a nação indie rocker: no Cine Jóia o ex-Sonic Youth Thurston Moore mostra que as distorções da sua guitarra não se calaram com o fim de sua ex-banda. Já no sempre bacana Beco, lá na rua Augusta, quem sobe ao palco é o também guitarrista e vocalista Carl Barat, o sujeito que um dia cantou à frente dos inesquecíveis Libertines, ao lado do nosso célebre e querido junky Pete Doherty. E, por fim, lá na Clash Club (na Barra Funda, zona oeste de Sampa), a lenda The Damned (da clássica safra 77 do punk inglês) vem mostrar pros fãs brazucas como era o som nas ruas de Londres há três décadas e meia. E como sempre, claaaaaro, o blog campeão em promos bacanas descolou tickets na faixa pras gigs de Carl Barat e do Damned. Quem ganhou os ditos cujos? Ora, basta ler aí embaixo que você fica sabendo. Bien, este postão vai muuuuuito longe mas  ele entra aqui totalmente até o  final da tarde desta sexta-feira porque hoje a  correria tá master pelos lados do blogger zapper, devido à agitação rocker que estará tomando conta de Sampalândia logo mais à noite. Então esta nota, hã, “introdutória”, termina com aquele pedido de sempre: colaê até o final da tarde de amanhã que o postão zapper semanal estará aqui, para alegria do nosso imenso e dileto leitorado. Falando (com entrevista exclusiva com André Pomba) dos indicados ao Prêmio Dynamite de Música Independente 2012, do novo disco do Spiritualized e ainda do Lollapalooza BR, que agitou Sampa no último finde e que além de ótimos shows, ainda rendeu algumas notas bizarras de bastidores para serem publicadas aqui. Certo? Certo. Então enquanto o blogão não volta com tudo, veja aí embaixo quem vai na faixa hoje nas gigs do Carl Barat e do The Damned:

 

* Virgínia Ambrus e Ubiratan Lopes, vão cair na Clash Club, no show do Damned, por conta do blog;

 

* E Ricardo Massonetto e Marcelo Dorador vão estar no Beco/SP, também por conta do blog, curtindo o show do Caral Barat.

 

Por enquanto é isso. Agora licençaê que o blog vai continuar preparando o postão desta sexta-feira. E logo mais à noite, vai se mandar pro baixo Augusta, pra curtir o Carl Barat e também o show dos Coyotes California, lá no Saravejo Club. Até logo menos, então!

 

(enviado por Finatti às 19hs.)

A quinta-feira gorda, infernal e dos sonhos em Sampalândia, com shows de Thurston Moore, The Damned e… Carl Barat, com PROMO RELÂMPAGO de tickets free!!!

Carl Barat e Pete Doherty em foto clássica e lindona dos bons tempos em que ambos tocavam juntos no saudoso Libertines. Amanhã Barat toca no BecoSP, e o blog zapper leva você na faixa no show, em promo relâmpago! Corre!

 

É mole? Claro que é!!! Pois entonces: desde que começou a ser publicado no portal Dynamite (e agora também em endereço próprio), já há longos dez anos, o blog zapper raríssimas vezes abriu um post especial e exclusivo, como este aqui, para anunciar… uma promo relâmpago de ingressos NA FAIXA, pra um show gringo bacanudo que vai rolar em Sampa.

 

O show, no caso, é o do ex-Libertines Carl Barat, que se apresenta nesta quinta-feira (leia-se amanhã) na sempre bombadíssima casa noturna Beco203, no baixo Augusta, em São Paulo. Zap’n’roll vai admitir que, com a correria do Lollapalooza, quase se esqueceu da gig do grande ex-guitarrista e fundador de uma das melhores bandas inglesas do inícioi dos anos 2000’. Chegamos até a imaginar que a apresentação de Barat seria na semana que vem, hihi. Pois é: amanhã a nação indie paulistana vai enlouquecer pois além de Carl Barat, ainda irão rolar shows do ex-Sonic Youth Thurston Moore (no Cine Jóia) e da lenda punk The Damned (na Clash Club, este também com promo de ingressos aqui no blog. Corra, corra!)

 

Mas erro corrigido e contando com o apoio luxuoso do Beco (valeu, Camila!) e também dos sempre queridões Hugo Santos e Marildinha Vieira (valeu, Dezcom!), aqui estamos pra convocar nosso dileto leitorado a ir JÁ no hfinatti@gmail.com, que lá estão em promo meteórica:

 

* DOIS INGRESSOS para o showzão do Carl Barat nesta quinta-feira, no Beco claaaaaro!

 

Corre lá então, e boooooa sorte! Nos vemos amanhã no Beco, okays?

 

 

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Amanhã entra aqui o nosso mega post semanal falando do novo disco do Spiritualized, ainda do Lollapalooza, dos indicados ao Prêmio Dynamite de Música Independente e muito mais. Os vencedores das promos de tickets na faixa para os shows de Carl Barat e The Damned serão informados por e-mail AMANHÃ, até às 18 horas. Portanto: corram!
Até daqui a pouco!

 

(enviado por Finatti às 17hs.)

O Lollapalooza invade Sampa. A Let’s Rock invade o Ibirapuera. O blog muda seu visual. E a esbórnia/putaria rocker do feriadão começa hoje, com DJ set do fotógrafo Bob Gruen e os caralho! (plus: a cobertura do Lollapalooza, os indicados ao Prêmio Dynamite, o fim do Blur novamente e o mais novo espaço cultural rock alternativo de Sampa)(versão atualizada em 10/4/2012)

 

Dave Grohl (acima) e Alex Turner (abaixo) comandam os showzaços do Foo Fighters e do Arctic Monkeys no Lollapálooza Chile, no último finde. A partir de amanhã é a vez de Sampa receber o mega festival

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* Um up to date rapidez aqui, pra acrescentar algumas paradinhas:

 

* A cobertura bacanuda do que rolou na primeira edição do Lollapalooza Brasil já está no portal Dynamite online e também na Zap’n’roll que é publicada lá. O texto estará reproduzido aqui até este finde, em nosso tradicional postão semanal, acrescido daquelas já famosas notas bizarras de bastidores, uia! Esse postão zapper deve entrar no ar nesta quinta-feira, okays?

 

* Neste mesmo postão vamos falar melhor do Prêmio Dynamite de Música Independente 2012, que acaba de divulgar a lista de indicados. Zap’n’roll infelizmente não está entre eles (snif), mas já sabe que será responsável pela entrega do troféu de uma das categorias, hehe. Você pode conferir a lista de todos os indicados aqui: http://www.premiodynamite.com.br/ .

 

* A mesma quinta que promete ferver em Sampalândia. Vai ter show do ex-Sonic Youth Thurston Moore no Cine Jóia, show da lenda punk The Damned na Clash Club (com promo de ingressos aqui mesmo no blog zapper, você já enviou e-mail pra concorrer? Não? Então corre, phorran!), show de lançamento do primeiro disco do Coyotes California no clube Sarajevo, no baixo Augusta (também com promo de tickets no hfinatti@gmail.com) e… a inauguração do mais novo espaço indie/alternativo da capital paulista: trata-se do Espaço Cultural Valden, que vai ser aberto nesta quinta-feira, com festa apenas para convidados. Pilotado pelo músico e agitador cultural Cesar Zanin (que toca na banda Magic Crayon, do nosso eterno chapa Gilberto Custódio), o Valden é pequeno (a lotação é 100 pessoas) mas promete muito agito e aconchego com atividades culturais diversas, além do tradicional espaço para shows de bandas alternativas e a tradicional discotecagem rocker – haverá por lá quinzenalmente festas do selo Pisces Records, com DJ set comandada pelo autor destas linhas online, eba! Interessou? O Valden abre suas portas para o público em geral nesta sexta-feira 13, uia! E fica lá na Praça Da República, 119, centrão rocker de Sampa. Vai lá e divirta-se!

O Blur (acima) infelizmente vai mesmo encerrar atividades novamente e sem voltar ao Brasil; já o grande Thurston Moore (ex-Sonic Youth) toca nesta quinta-feira em Sampa, no Cine Jóia

 

* Que mais? Ah, sim: Damon Albarn anunciou que o Blur fará mesmo o último show de sua história em agosto deste ano no Hyde Park em Londres, infelizmente. Pra quem tinha esperança (como o blog) de ver a banda no SWU 2012… snif…

 

* E o novo álbum de Madonna, após ir para o topo da lista dos mais vendidos da Billboard na semana de lançamento, despencou vertiginosamente nas vendas nas semanas seguintes. É, mais uma prova inabalável de que o cd já elvis. De verdade.

 

* Por enquanto é isso, galere. Colaê entre quinta e sexta-feira que o novo postão zapper virá fervendo, hehe. Até lá!

 

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Festival de rock e feriadão.
Uma combinação aparentemente perfeita, no? Yep, enquanto milhares deixaram Sampalândia desde ontem por conta do feriado prolongado da Páscoa, outros milhares estão chegando até a maior metrópole do país, pra cair direto na Chácara do Jockey onde, a partir de amanhã (sábado), rola a primeira edição brasileira do mega festival Lollapalooza – aquele mesmo, que já existe há duas décadas nos Estados Unidos e que foi criado pelo loker (hoje, nem tão loker assim) Perry Farrell, o homem que também deu ao mundo o Jane’s Addiction. Zap’n’roll (nesse momento, um dos blogs de rock alternativo e cultura pop mais acessados da web brasileira; para comprovar isso, basta ver o número de comentários e “recomendações” e “tuites” dos últimos posts) e o portal Dynamite online (também um dos principais da internet brazuca e já há uma década no ar), como de hábito, estarão presentes para cobrir o evento – a reportagem, tanto no portal quanto no blog, estará por conta do blogger rocker e da fotógrafa Helena Lucas, ambos credenciados pela produção do Lolla BR. E, mesmo estando com credenciais na mão fornecidas pela assessoria de imprensa do evento, ainda assim este espaço online preserva sua independência opinativa e mostra, neste post, que a escalação nacional do festival poderia ser bem melhor. É o mínimo (e uma obrigação, na verdade) que um blog que está há uma década no ar pode e deve fazer pelo seu dileto e fiel leitorado: ser imparcial na hora de informar e opinar. Infelizmente isso não ocorre em outros blogs/sites sem relevância alguma na internet e na blogosfera. E por serem irrelevantes (né, Female Rock Squad) se tornam parciais, arrogantes, mentirosos, puxam o saco de produtoras de shows e eventos mas nunca conseguem se credenciar profissionalmente para cobrir esses eventos musicais. E quando não conseguem, fazem uma cobertura tosca e visivelmente escrita por fãs e tietes deslumbradas (né, Female Rock Squad). Aí quem se fode é o pobre e incauto leitor que lê e confia em um site/blog que nada tem a oferecer além de tietagem em forma de texto. Triste, mas real. Mas enfim, aqui no nosso postão semanal (escrito em pleno feriado, uia) damos uma geral na esbórnia rock’n’roll que começa amanhã. E também falamos da exposição Let’s Rock (que foi aberta esta semana em Sampa) e de mais algumas paradas aê. Vai lendo, divirta-se, tenha um ótimo feriado e, se for pro Lolla a partir de amanhã, muito rock’n’roll também!

 

* E blogão de visual novo e caprichadão, uhú! Cortesia do nosso querido web designer Rodrigo “Khallfajeste” Ramos, hihi. Valeu Khall, sendo que esse up grade no visual é apenas a primeira etapa das mudanças que vão pintar por aqui, no decorrer dos próximos meses. Pode aguardar pelas outras que elas serão beeeeem legais!

 

* O seu, o nosso querido loucaço eterno Pete Doherty, abriu seu (dele) coração pra NME desta semana. Em matéria de capa no tablóide (essa mesma que você vê aí embaixo), o moçoilo fã de cocaine, heroine, crack and alcool em doses cavalares, disse que “mergulhou na lama quando Amy Winehouse morreu”. Agora, recuperado e pronto pra enlouquecer novamente, Pete anuncia que vai lançar em breve um novo disco solo. Aguardemos…

 

* Já o velhusco Gene Simmons, que ainda insiste em continuar com o Kiss (que um dia, convenhamos, foi uma banda beeeeem legal) anunciou seu apoio ao candidato conservador Mitt Romney nas eleições americanas desse ano. É sempre assim: rock stars outrora doidões, junkies e putanheiros quando jovens, acabam se transformando em velhos escrotos e conservadores. É o caso do baixista do Kiss.

Esse sujeito aí em cima, com essa língua enooooorme, já foi um rock-star junky, putanheiro e porra-loka. Hoje, velhote, milionário e careta, se tornou um conservador escroto. Por isso mesmo sua língua nem deve mais lamber um xoxotaço como esse aí de baixo (a dona dassa boceta, inclusive, deve estar batendo siriricas homéricas e raivosas, por não estar em Sampa nesse finde, pra ver ao vivo seus amados Foo Fighters, Arctic Monkeys e Mahchester Orchestra, hihi) 

 

* Notícia mais relevante para o mondo indie é a volta do graaaaande Spiritualized. O combo space rock liderado pelo gênio Jason Pierce e que nos anos 90’ lançou o clássico “Ladies & Gentlemen, We Are Floating In Space”, está de volta. Lançam o álbum “Sweet Heart, Sweet Light” agora em abril. Pra recordar os bons tempos do Espaço Retrô, onde dançar chapado de álcool, beck e cocaine ao som do Spiritualized era quase um ritual dionisíaco.

 Os ingleses do Spiritualized: o space rock dos 90′ está de volta!

 

* A GRANDE HIPOCRISIA DA PROIBIÇÃO DAS SACOLINHAS PLÁSTICAS – pois então, vamos abrir um parêntese aqui para tratar de um tema, hã, palpitante nestes tempos de sustentabilidade e de ser ecologicamente correto. Longe destas linhas bloggers ambientalistas quere ser do contra em algum assunto relativo a ecologia e ainda mais quando se sabe que o planeta está realmente precisando de medidas urgentes, na questão da preservação dos recursos naturais. Porém, a Lei que proibiu definitivamente esta semana os supermercados e mercadinhos paulistanos de oferecer sacolinhas plásticas para que os consumidores possam levar suas compras para casa, é de uma hipocrisia sem tamanho. Ok, sacolinhas para levar as compras não pode (porque elas degradam o ambiente e levam quatro séculos para se decompor). Mas e as embalagens plásticas de arroz, feijão, açúcar, sal, legumes, frutas, verduras etc, etc, etc? Todas elas também não degradam o ambiente e não levam o mesmo período de tempo (se não levar mais pois algumas dessas embalagens possuem um plástico com uma textura bem mais grossa do que as sacolinhas) para se decompor? Ao invés de ficar aprovando leis hipócritas para agradar parcelas de eco-chatos e ambientalistas malas, por que o Poder Público não investe recursos pesados na melhoria da reciclagem do lixo que é produzido diariamente em uma mega metrópole como São Paulo onde, segundo reportagem mostrada no telejornal SPTV, se recicla apenas 1,5% de TODO o lixo que é produzido todosos dias na cidade? Pois é… pra pensar…

 

* E o craque Neymar segue feliz surfando em sua superexposição. Após aparecer em trocentos comerciais na tv, agora o jogador do Santos vai atuar em vídeos musicais, uia! O garotão já gravou participação no novo clip do Emicida, onde interpreta um professor de artes marciais. A vida é bela…

 

* Da série “eles não sabem a hora de se aposentar”: o velhusco quinteto alemão Scorpions anunciou que a turnê deste ano é mesmo a ÚLTIMA de sua já jurássica carreira. O grupo passa pelo Brasil em setembro e – pasme! – vários setores para o show que o grupo fará em São Paulo já estão com ingressos esgotados. Há gosto pra tudo.

 

* Inclusive para ver várias das péssimas atrações nacionais do Lollapalooza BR. Mas isso é assunto pra você ler aí embaixo.

 

A HORA E A VEZ DO LOLLA BR, UM FESTIVAL COM ÓTIMAS BANDAS GRINGAS E PÉSSIMA ESCALAÇÃO NACIONAL
Começa amanhã na Chácara do Jockey, em São Paulo, a primeira edição brasileira do mega festival Lollapalooza. Criado há mais de duas décadas nos Estados Unidos pelo músico e agitador cultural Perry Farrell (o homem que ainda canta à frente do bacana Jane’s Addiction), o Lolla BR (como já ficou conhecido aqui) chega até a terra brazuca graças a acordo comercial fechado entre a produtora Geo Eventos (braço de negócios das Organizações Globo) e os organizadores do festival nos EUA. Tudo ótimo, tudo lindo (mais ou menos: os ingressos são caros pra cacete e não se esgotaram para o segundo dia, no domingo), escalação gringa com dois headliners fodaços (Foo Fighters no sábado; Arctic Monkeys no dia seguinte) e algumas atrações que são o hype do momento (e não necessariamente boas, musicalmente falando) no pop/rock da gringa – Foster The People, Cage The Elephant (que estas linhas zappers consideram uma bela merda) e Skrillex, só pra ficar nos mais, hã, aguardados.
Vai ter também nomes de escalão “intermediário” (como o bom Manchester Orchestra, que deverá fazer a alegria da galera indie) e povo das antigas mas de respeito na história do rock (como Joan Jett). Até aí, tudo bem. Mas quando se chega na escalação nacional que foi montada para o evento, é começam os engulhos na garganta. E após uma análise atenta do line up nativo da primeira edição do Lolla BR, chega-se a conclusão de que ele passou bem perto do fiasco completo.

 

Na boa, qual foi o critério para se chegar aos nomes nacionais que estão escalados para subir aos palcos do festival neste finde? Qualidade artística? Na maioria dos casos, impossível. Relevância atual ou histórica? Idem. “Brodagem” ou “acordos obscuros” de bastidores? O mais provável infelizmente. Só isso explica como entraram no “comboio” do Lollapalooza BR gente como Veiga & Salazar, Black Drawing Chalks, Pavilhão 9 (que já foi uma ótima banda de rap mas que hoje está completamente obscurecida), o tal Tipo Whisky (falsificado, só pode), o maletaço Wander Wildner (que repete seu ramerrão punk/brega há séculos e ninguém agüenta mais) e a vergonha alheia total Velhas Virgens, a pior (de)formação rock dos últimos séculos com seu rock sexista, machista e de letras absolutamente escrotas. Se salva ali (com muito esforço) o sempre bom baiano rocker Marcelo Nova, o ainda competente e engajado O Rappa, o rap porrada dos Racionais e o indie rock de guitarras do Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria (uma banda ótima e que realmente merece mais do que ficar apenas tocando nos bares do baixo Augusta).

 

Zap’n’roll acha que faltou mais critério (muito mais, diga-se) nessa seleção. E mais boa vontade também em pesquisar nomes. A atual cena rock/pop/hip hop nacional é gigantesca e tem grupos de sobra com qualidade para se apresentar em um festival desse porte. Por que rappers como Emicida ou Criolo não estão no line up? Que tal se a direção artística do evento prestasse atenção em bandas como Forgotten Boys, Los Porongas, Madame Saatan, Stereovitrola (lá do distante Amapá), Baudelaires (de Belém do Pará), Doutor Jupter (um quarteto country/folk sensacional do interior paulista), Transmissor (de Minas Gerais), Single Parents e tantas outras que estão aí, loucas para mostrar seu talento e ter uma chance em um grande festival como o Lolla?

 Forgotten Boys (acima) e Madame Saatan (abaixo): eles mereciam estar no Lollapalooza BR

 

Fica a sugestão para uma segunda edição em 2013, se ela acontecer. Desta vez a solução vai ser ir tomar um whisky (do bom), enquanto o Tipo Whisky tortura o público.

 

LOLLAPALOOZA BR – TODOS OS SHOWS E HORÁRIOS
7 de abril
Palco Cidade Jardim
Ritmo Machine: 12h – 13h
Marcelo Nova: 14h – 15h
O Rappa: 16h – 17h
TV On The Radio: 18h – 19h15
Foo Fighters: 20h30 – 23h

 

Palco Butantã
Wander Wildner: 13h – 14h
Cage The Elephant: 15h – 16h
Band Of Horses: 17h – 18h
Joan Jett & The Blackhearts: 19h15 – 20h30

 

Palco Alternativo
Balls: 13h – 13h50
Daniel Belleza e os Corações em Fúria: 15h – 15h50
Tipo Uísque: 17h – 17h50
Pavilhão 9: 19h15 – 20h15

 

Palco Perry
Márcio Techjun: 12h30 – 13h30
Veiga & Salazar: 13h45 – 14h45
Rhythm Monks: 15h – 16h
PerryEtty Vs. Chris Cox: 16h15 – 17h15
Peaches: 17h30 – 18h30
Bassnectar: 18h45 – 20h
The Crystal Method: 20h15 – 21h15
Calvin Harris: 21h30 – 22h45

 

8 de abril
Palco Cidade Jardim
Plebe Rude: 13h – 14h
Thievery Corporation: 15h – 16h
Manchester Orchestra: 17h – 18h
Foster The People: 19h – 20h15
Arctic Monkeys: 21h30 – 23h

 

Palco Butantã
Cascadura: 12h – 13h
Gogol Bordello: 14h – 15h
Friendly Fires: 16h – 17h
MGMT: 18h – 19h
Jane’s Addiction: 20h15 – 21h30
Palco Alternativo
Blubell: 12h30 – 13h20
Suvaca: 14h – 14h50
Black Drawing Chalks: 16h – 16h50
Garage Fuzz: 18h – 18h50
Velhas Virgens: 20h15 – 21h30

 

Palco Perry
Daniel Brandão: 12h30 – 13h30
Kings Of Swingers: 13h45 – 14h45
Killer On The Dancefloor: 15h – 16h
Pretty Lights: 16h15 – 17h30
Tinie Tempah: 17h45 – 18h45
Skrillex: 19h – 20h15
Racionais MC’s: 20h45 – 22h15

 

* Mais sobre o Lolla BR, vai lá: http://www.lollapaloozabr.com/ .

 

LET’S ROCK CONTA A HISTÓRIA DESSE TAL ROCK’N’ROLL
É o paraíso e o delírio total para todo fã de rock’n’roll que honra a sua paixão. Ficou em Sampalândia no feriadão de Páscoa? Não tem bufunfa pra enfrentar o mega festival Lollapalooza (que acontece neste finde na capital paulista) e está sem um programa realmente bacana? Então se manda pra Oca, lá no Parque do Ibirapuera. É lá que foi aberta ao público, na última quarta-feira, a exposição Let’s Rock. A mostra, que pretende ser a maior expo dedicada ao ritmo musical mais popular do século XX já montada na América Latina, fica em cartaz na Oca até o dia 27 de maio.

 

E é um evento de tirar o fôlego. Dividida em quatro pavimentos e ocupando todos os 10.500 m2 da Oca, a Let’s Rock enlouquece o visitante com zilhões de painéis gigantes onde estão outras zilhões de fotos ampliadas, coloridas e p&b, e que documentam toda a trajetória do rock’n’roll internacional e nacional, pela lente de fotógrafos que se tornaram tão célebres quanto os astros que eles clicaram para a posteridade. Um desses fotógrafos, claaaaaro, é o americano Bob Gruen, que já esteve anos atrás no Brasil participando do lançamento de um livro dedicado às imagens feitas por ele. Gruen, aos sessenta e sete anos de idade, talvez seja o maior fotógrafo de rock vivo. A convite da organização da exposição, ele está novamente em São Paulo. Participou da abertura da mostra na última terça-feira (com coquetel e apenas para convidados, sendo que a reportagem da Dynamite e blog zapper também estiveram presentes) e nesta sexta-feira faz uma DJ set especial no clube Astronete, que fica na rua Augusta 335, centrão rocker de Sampa.

 

E a Let’s Rock tem muito mais além dos painéis gigantes com fotos. Há “túneis do tempo” espalhados pelo pavilhão e onde você acompanhar, de maneira cronológica, a evolução dos principais acontecimentos que marcaram os quase sessenta anos de trajetória do rock’n’roll, desde o seu nascimento até os dias atuais. Não só: há exibição de filmes e vídeos (com o show que os Rolling Stones deram para mais de um milhão de pessoas na praia de Copacabana, no Rio De Janeiro), exposição de capas clássicas da revista Rolling Stone (a edição americana e também a brazuca) e um espaço onde os “candidatos” a rock star podem dedilhar guitarras de diversas marcas e modelos. Show de bola, literalmente.

 O gênio das lentes, Bob Gruen, e um de seus pics mais célebres, a que registra o lendário Sid Vicious se lambuzando com um hot-dog. O super fotógrafo rocker faz dj set hoje em Sampa, no bar Astronete

 

O coquetel de abertura, apenas para convidados e que aconteceu na terça-feira, reuniu músicos, produtores, jornalistas e figurinhas carimbadas da cena rocker nacional. Estavam por lá o pessoal do Capital Inicial, o músico e apresentador João Gordo (velho amigo destas linhas online), o DJ Kid Vinil, o agitador cultural Cláudio Medusa (proprietário do Astronete), o querido Pablo Miyazawa (editor-chefe da Rolling Stone Brasil) e centenas de fãs anônimos que foram até a Oca apenas para ver a história desse tal rock’n’roll, o gênero que mobiliza multidões pelo mundo há seis décadas.

 

Se você ainda não foi, anotaê: a Let’s Rock fica aberta ao público de terça-feira a domingo, das dez da manhã às dez da noite, com entrada a vinte pilas (estudantes e idosos pagam meia, claro). A entrada da Oca é pelo portão 3 do Parque do Ibirapuera, na zona sul paulistana.

 

Mais sobre a exposição, vai lá: WWW.letsrockexpo.com.br , WWW.facebook.com/letsrockexpo , www.twitter.com/letsrockexpo .

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: pra “aquecer” pro Lolla BR, nada melhor do que (re)ouvir os dois primeiro discos do Foo Fighters. Ou os dois últimos do Arctic Monkeys. Esses quatro cds representam o melhor do que os dois headliners do festival já gravaram em suas carreiras, pode ter certeza disso.

 

* Filme/doc: ainda “Raul Seixas – o início, o fim e o meio”, realmente a grande pedida cinematográfica da temporada.

 

* Baladas: feriadão de Páscoa, muita gente viajou mas como Sampalândia sedia a primeira edição do Lollapalooza BR, a capital paulista ferve. Então capriche no modelón rocker e vá pra rua, pra entrar no clima do festival. Hoje, sextona e feriado em si, tem super festança rocker no bar Astronete (lá na rua Augusta, 335, centrão de Sampa), com direito a dj set do fotógrafo Bob Gruen. Também hoje, mas no Dj Club (que fica na Alameda Franca, 493, Jardins, zona sul paulistana) tem a noite rock comandada pelo super DJ André Pomba. E ainda hoje (ufa!), no reaberto (e ótimo) Madame (ex-Satã, lá na rua Conselheiro Ramalho 873, no Bixiga) rola show da revelação goth nacional Plastic Noir.///Sabadão? Vem que tem mais uma edição da festa “Pop&ave” no Inferno Club (que também fica na Augusta, no 501). E show do quarteto Viralata Rex no Clube Noir (que também fica na Augusta, no 331). Tá bão, né? Se joga!

Plastique Noir, do Cerá (acima) e seu gothic rock; o paulistano Viralata Rex (abaixo) e seu rock’n’roll básico: duas boas atrações do circuito indie paulistano neste finde 

 

TICKETS FREE! VEM QUE TEM!!!
E como! Vai lá no hfinatti@gmail.com, que o saco de bondades do blog acaba de ser engordado. Agora, tentando a sorte, você corre o risco de ganhar:

 

* SEIS INGRESSOS para o show do Anthrax (com abertura dos Misfits), dia 24 de abril no HSBC Brasil, em São Paulo;

 

* Outros DOIS INGRESSOS para o show da lenda punk The Damned, dia 12 de abril (semana que vem!) na Clash Club, também em Sampa;

 

* Outros dois kits, cada um com um cd e um vip pra curtir o show de lançamento do primeiro disco dos Coyotes California, também dia 12 de abril no Savarejo Club;

 

* E um pôster e uma cópia do novo álbum solo do grande e ex-Sonic Youth Thurston Moore, numa parceria do blog com a produtora Inker e o selo carioca Lab344.

 

Dedo no mouse e boa sorte!

 

E FIM DE PAPO!
Sextona, feriado, Lollapalooza chegando. O blogão zapper se vai mas volta com mais na semana que vem. E na segunda-feira no portal Dynamite online, a cobertura completa de tudo o que rolou no Lolla BR, ok? Até logo menos, então!

 

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Vida breve, vida louca. Este post é dedicado ao querido Volges Severo. Eterno rocker, vocalista da banda Remoto Controle, gente finíssima e dileto amigo zapper há mais de uma década, Volges deixou este mundo na última terça-feira, aos trinta e quatro anos de idade. Está lá no céu com diamantes, ao lado da turma que gosta de fazer barulho (Jim Morrison, Hendrix, Kurt Cobain etc). Até breve, amigão!

 

(atualizado e finalizado por Finatti em 10/4/2012,  às 16hs.)