Agora vai: o domingão rocker no Parque da Independência foi lindão! E o herói elegante Alex Kapranos mostrou que seu Franz Ferdinand ainda é uma bandaça! (post concluído em 29/5/2012)

O super Alex Kapranos, vocal do Franz Ferdinand, comanda o bailão rock para vinte mil fãs na tarde de ontem, em Sampa: show já pra ficar entre os melhores de 2012 (fotos deste post: Folha online)

 

Você foi ao domingão rocker no Parque, anteontem? Ótimo. Se você foi um dos vinte mil sortudos que conseguiram entrar foi premiado com uma das tardes mais incríveis dos últimos tempos em Sampalândia, essa metrópole eternamente cinza, poluída, congestionada, apressada e – nos últimos tempos – tão castigada por uma violência urbana que está ameaçando ficar fora de controle graças à mega incompetência de um governo estadual, que simplesmente deixou a Segurança Pública relegada a último plano.

 

Mas era o domingão da parte musical do Festival da Culura Inglesa. Com shows free de The Horrors e Franz Ferdinand. Então (quase) todo o sacrifício valeu a pena: enfrentar a fila quilométrica para entrar no Parque da Independência, a hostilidade da polícia (que após as cinco da tarde pôs pra correr quem ainda tentava entrar de qualquer forma no parque já lotado; e os homens da lei não exitaram em jogar bombas de efeito moral e gás de pimenta em cima do pobre e pacífico público para dispersá-lo. Enquanto isso, a tradicionalíssima pizzaria 1900 sofria um “arrastão” na Vila Mariana, zona sul de Sampa, e lá a polícia não deu as caras…), o relativo (mas bem vindo) calor que fez durante todo o dia etc.

 

Zap’n’roll vai ser honesto: nem se preocupou em chegar cedo pra assistir a banda Uó fazendo covers (sinistras?) dos inesquecíveis Smiths. E com todo o respeito e carinho que tem pelos Garotas Suecas, também não se animou pra ver o quinteto paulistano fazer um set apenas com covers dos Rolling Stones. O blog chegou ao parque por volta das quatro e meia da tarde e entrou direto (sem pegar fila; ser jornalista tem algumas vantagens pelo menos), quando estava começando a apresentação dos ingleses do Horrors. Que foi muito boa: a banda é mais rock ao vivo e ainda conserva traços do seu gothic/garage rock inicial, imprindo mais peso e distorção nas guitarras em algumas músicas. Até as canções do álbum “Skying”, lançado no ano passado e onde o grupo mudou sensivelmente sua sonoridade (incorporando muito mais referências do new romantic e do pós-punk à la Psychedelic Furs) soaram melhor ao vivo, como o semi-hit “Open Your Eyes”, que ganhou contornos mais pesados.

 

The Horrors em cena: mais rocker ao vivo do que em disco

 

Mas incrível mesmo foi a volta do Franz Ferdinand ao país. E Alex Kapranos e sua turma não decepcionaram os vinte mil fãs que foram prestigiar a banda no domingão rocker no parque. O FF já está com uma década de existência, lançou um primeiro álbum primoroso e depois soltou outros dois discos medianos – e há uma grande expectativa em relação ao trabalho que devem lançar este ano, o quarto disco de estúdio, do qual a banda tocou três músicas em Sampa, todas muito boas. Mas ao vivo o Franz continua se mostrando absolutamente incendiário e durante pouco menos de uma hora e meia tocou com pique adolescente tudo o que povaréu queria ouvir, em uma performance irrepreensível e que ainda foi ajudada pela ótima equalização do PA do palco – o som chegava limpo e alto em toda a extensão do parque. Com isso a gig não teve erro: todo mundo pulou e berrou a valer (inclusive o autor desta linhas online), principalmente no final apoteótico com “Michael” (a última do set principal) e “Jacqueline” e “This Fire” (estas duas no bis único).

 

Deu até pra imaginar que estávamos no Hyde Park, em Londres, em dia de mega show. Um domingão rocker, enfim, pra deixar saudades. E que coloca desde já o show do Franz Ferdinand como um dos melhores deste ano no Brasil, em termos de gigs com bandas gringas. Que venham mais shows assim lá no Parque da Independência, um espaço lindão e que recebeu um público rocker e igualmente lindão no último domingo.

 

 

EMBALOS DE DOMINGO À TARDE
* Zap’n’roll combinou de se encontrar com a humanidade para ir domingo assistir Franz e Horrors. E como sempre, quando chegou ao Parque da Independência, se desencontrou de todo mundo (as Adrianas Cristina e Ribeiro, o André Morelli, mais Vandré Caldas, Ulysses “Pisces” Cristianinni e a loira sempre mega enrolada, miss Grasiele Reis, que iria inclusive comemorar seu niver por lá, sendo que ela é uma das amigas mais queridas hoje por estas linhas bloggers rockers). E mesmo estando com celular à mão e disparando (e recebendo) torpedos, não conseguiu ver seus amigos. No meio de vinte mil pessoas, ficava realmente difícil encontrar alguém.

 

* Por sorte, quando estava entrando no Parque o blog deu de cara com a turma rocker do Itaim Paulista (bairro do extremo leste da capital paulista): o baixista do The Concept, o sempre queridão Wagner Sousa (acompanhado de dois dos seus filhos adolescentes: família rock unida é isso aê, hihi), mais o brother André Cordeiro e a sempre lindaça girlfriend do Wagner, a também vocalista Roxy Perrota. Ficou com a turma atéo final das gigs e teve um dos domingos mais animados dos últimos tempos.

Zap’n’roll, a querida Roxy Perrota e a “turma da Leste” (rsrs): domingão rocker mega divertido

 

* Claaaaaro, o zapper fã de delírios e excessos ébrios, foi bem municiado para o show. Levou na mochila três garrafinhas de Heineken e mais uma garrafa plástica com meio litro de vodka e energético misturados. As brejas tiveram que ser detonadas antes de se entrar no parque (pois era obviamente proibido entrar lá com garrafas de vidro). Mas a garrafa de vodka entrou e fez a alegria zapper e de seus amigos por um bom tempo.

 

* Lá dentro o calor era grande e a sede também. Havia em cada lateral do palco uma placa gigante onde se lia: “distribuição de água”. Só que esta distribuição não suportou a demanda e acabou muito antes do que se esperava.

 

* Com isso, ambulantes autorizados pela produção fizeram a festa: um simples copinho de água mineral saía por três “real”. Já a lata de refri ou breja custava quatro.

 

* Dorgas? Aaah, o doce cheiro de marijuana pairava sobre o parque, claaaaaro. Mas Zap’n’roll ficou mesmo feliz quando encontrou um outro amigo rocker maluco na porta dos banheiros químicos (onde o sujeito aqui tinha ido realmente “esvaziar” a bexiga das brejas consumidas). Ele: “Quer? Eu tenho um pouco”. Zap’n’roll: “yeah, por que não?”. E o blog foi brindado com uma bem-vinda e inocentizinha “maldade nasal”, hihi. Que estava ótima e ajudou a manter o pique pra curtir o showzão dos escoceses do Franz Ferdinand, uia!

 

* Muita gente não conseguiu entrar pelas vias “normais” no parque. A solução foi tentar pular o muro e as grades que cercam o espaço. O blog topou com duas tesudíssimas cariocas que tinham apelado para esta alternativa, no final do show, perto de um dos postos de atendimento médico. Ambas tinham ido até lá para ser atendidas pois estavam com os joelhos beeeem ralados. Tadinhas!

Com uma fila gigante dessas pra entrar, muita gente não teve dúvidas: pulou a grade do Parque da Independência

 

* Foi isso. domingão rocker em Sampa digno de Londres. Que venham outros iguais a esse!

 

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Até esta sexta-feira entra aqui mais um novo post, com as infos, matérias e comentários sobre o mondo rock alternativo e a cultura pop que você só encontra na Zap’n’roll. Até logo menos, então!

 

(atualizado e finalizado por Finatti em 29/5/2012, às 16hs.)

 

O niver do amado Morrissey (hoje!) e os vinte e cinco anos de ausência de uns certos Smiths. A semana “São Paulo/Londres” com Horrors, Franz Ferdinand, David Bowie e os caralho. E as invejas, mentiras e os fakes covardes de sempre enchendo o saco em um blog campeão de audência – esse aqui mesmo, hehe – PLUS: um discaço ao vivo de Iggy Pop e, claaaaaro, a volta dos Stone Roses (up grade e atualização bacana no post em 25/5/2012

Imagens para a eternidade: os Smiths (acima) no auge de sua carreira, na histórica foto em frente ao Salford Lads Club, em Manchester, Inglaterra, nos anos 80′. A banda acabou mas o gênio Morrissey (abaixo), que faz aniversário hoje, continua em plena atividade

 

 

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UM PLUS PRA TURBINAR UM POST JÁ MEGA, HEHE

 

* Yep. Sextona em si chegou e resolvemos postar algumas “up to dates” aqui, pra fechar de vez o blog esta semana e deixar nossos sempre fiel e dileto leitorado sempre alegre e mui bem informado. Vamos lá, então!

 

* Wow! A ST2 acabou de mandar pras lojas o cd “Iggy & Ziggy – Sister Midnight”. Hã? Trata-se de um registro ao vivo, gravado em 21 de março de 1977 em Cleveland, Ohio, em um dos shows da turnê do álbum “The Idiot”, a estréia solo da lenda Iggy Pop (e que havia saído dois dias antes da gravação deste show). Pois então: Iggy estava passando por um período mega complicado em sua carreira musical. Os Stooges tinham ido pro saco, ele estava mergulhado até o pescoço em dorgas e então… voilá! Eis que o eterno amigão David Bowie entrou em cena pra dar um bem-vindo help ao Iguana. Daí surgiu “The Idiot” (um dos melhores discos solo de Iggy, que teve produção de Bowie sendo que ele ainda tocou teclados no álbum e participou discretamente da turnê promocional como… tecladista, uia!) e os shows subsequentes de lançamento, entre eles o que está nesse disquinho/discão. É uma cacetada: tem “Raw Power”, “1969”, “Search & Destroy”, “TV Eye”, “No Fun” e “I Wanna Be Your Dog”, todas em versões anfetamínicas e tocadas pelos músicos/irmãos Tony e Hunt Sales, que anos mais tarde iriam formar a banda Tin Machine, com Bowie à frente óbvio. Enfim, o cd sai no capricho (com capinha digipack e tal) e com ele em mãos você até esquece essa chatice de que estamos na era da web, e que tudo é “baixado” no computador e não temos mais o prazer de deslacrar um cdzinho e manusear sua capinha. Pois volte a praticar este ritual com “Iggy & Ziggy” e seja feliz!

O eterno Iguana Iggy Pop (acima) mostra, ao vivo, suas catarses sônicas dos anos 70′ no cd “Iggy & Ziggy”, que acaba de sair no Brasil

 

 

* Falando em Iggy e Bowie, a Mostra de filmes do Camaelão dentro do Festival da Cultura Inglesa (cujos detalhes estão aqui mesmo, mais aí embaixo no post) já está rolando, né? E domingo, a parada é uma só: Parque da Independência em Sampa, com showzaços free de Horrors e Franz Ferdinand. Eba!

 

*Mas antes disso um bom aquecimento pra hoje, sexta-feira (quando este plus está sendo publicado), é mais uma festinha da Pisces Records lá no Espaço Cultural Walden (que fica na Praça da República, 119, centrão rocker de Sampalândia). Vai ter pocket shows e dj set indie rock de responsa. O blog vai colar lá, e depois se mandar pro Astronete Augusta, claaaaaro!

 

* E os Roses, enfim, voltaram né? Foi O assunto rocker da semana: show surpresa em Warrington, na Inglaterra, anteontem, pra apenas mil felizardos, como “aquecimento” para as mega gigs que eles vão começar a fazer logo menos pelo Reino Unido e pelo “resto” do mundo. Será que sobra um espaço pra turma vir até aqui, no SWU deste ano? Fikadika pro nosso querido amigo Théo Van Der Loo, um dos diretores artísticos do festival. Enquanto isso, você baba com as pics aí embaixo do showzaço da última quarta-feira, em fotos produzidas pelo site da NME:

Os Stone Roses, de volta aos palcos após quinze anos de ausência: povo enlouquecido e uma prévia da turnê monstro que vem por aí

O vocalista Ian Brown, comandando a gig

 

E o guitarrista John Squire, revivendo clássicos como “She Bang The Drums”

 

* E é isso. Novo postão zapper na próxima semana, entre terça e sexta-feira, okays? Bom finde pra galere, ótimas baladas e domingo, todo mundo lá no Ipiranga (zona sul de Sampa) pra curtir Franz e Cia. Até!

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Recordes, fakes, pequenas invejas e alguma preguiça.
Pois então, foi mais ou menos isso mesmo: era pra ter entrado na última sexta-feira mais um post aqui. Aquele postão tradicional dos findes. Mas enrola daqui, enrola dali, o blogger ainda mezzo loker (mesmo estando a caminho dos 5.0 de existência) sai na quinta à noite e enfia o pé na lama com gosto no baixo Augusta de Sampa (vendo shows sensacionais da Bidê ou Balde no Beco203, e ainda Brollies & Apples no Astronete), chegando em casa às dez da matina (!!!) da sexta e… fuck! Destruído, “ressacudo”, fora de combate total: bateu a preguiça assumida e o autor destas linhas online decretou uma mini-folga pra si mesmo, decidindo que a Zap’n’roll voltaria com tudo hoje, terça-feira já da nova semana, com esse postão que você começa a ler agora. Mas este micro-recesso foi até bom por um lado. Permitiu, mais uma vez, que o zapper sempre atento se desse conta que (sem falsa modéstia) este espaço virtual talvez esteja em seu melhor momento em termos de acesso/audiência e comentários/recomendações em redes sociais. Vejam bem (e não é moleza): o último post bateu em quarenta e três comentários (muitos deles enviados, é verdade, por fakes ardilosos, invejosos, recalcados e covardes como sempre, que escrevem mensagens não pra contribuir com algo positivo para a postagem mas, sim, para atacar grosseira e moralmente quem faz o blog, e para destilar suas raivas, frustrações de vida, inveja master e covardia em cima de alguém que sequer conhecem pessoalmente) e teve exatas oitenta recomendações em redes sociais, um recorde em tempos em que ninguém mais quase envia mensagens a painéis de leitores de blogs. Se isso causa um certo “conforto” ao sujeito aqui (e, consequentemente, lhe dá alguma “acomodação” que resulta em eventuais ataques de “preguiça” como a deste finde, corroborando aquele célebre clichê de “criar fama e deitar na cama”, rsrs), por outro lado também desperta os temores e inseguranças de sempre: até quando o espaço zapper, já há uma década no ar na blogosfera, vai se manter assim? E até quando o blog será alvo de ataques insanos de gente à toa na vida? Um bom exemplo desse tipo escroto é um fake do nosso querido “inimigo cordial” André Barcinski, reconhecidamente um dos melhores jornalistas de cultura pop em atividade na imprensa brazuca. Pois bem: o tal fake, assinando “Barcinsky” (com Y, vejam só…) enviou mensagem pro último post (e que foi vetada) com o seguinte texto: “Tenho tanta coisa pra contar.. como no dia em que peguei ele postando coments fakes no próprio blog pq ninguem comentava. isso é triste heim”. Dá até dó ler uma parada dessas, e por alguns motivos. Primeiro, porque o tal “Barcinsky” é, obviamente, um infeliz e invejoso. Segundo, porque ele retirou isso, supostamente, de um post escrito no Twitter de uma igualmente triste figura e com a qual infelizmente o autor destas linhas rockers bloggers se relacionou, tempos atrás. Um tuite mega mentiroso e escrito, de resto, por outra figura também recalcada, infeliz, que vive enclausurada no cu do mundo à espera de algum milionário que encha a sua barriga e a tire de lá. Uma figura que possui como únicos trunfos um rosto bonito, um par de tetas enormes e uma ótima xota pra foder mas que por outro lado possui uma índole maldosa, sequer possui o ensino médio completo, tenta ser jornalista mas não consegue porque escreve muito mal e que teve trocentos blogs – nenhum foi pra frente e todos sempre amargavam zero comentários em seus posts, a não ser quando o próprio zapper escrevia algo nos comentários, para dar uma “força” ao blog da criatura. Muito diferente deste blog, há uma década no ar e sempre mantendo uma ótima média de mensagens enviadas pelo seu fiel leitorado. E além do mais, raciocinem com o autor deste espaço: a Zap’n’roll do portal Dynamite amarga um período de baixa audiência (pois o grosso dos leitores migrou para o endereço próprio do blog), com quase todos os últimos posts lá não tenho nenhum comentário. Se este jornalista realmente fosse dado a ficar perdendo seu tempo criando fakes e enviando mensagens, ele iria fazer isso na Zap da Dynamite, para alavancar o painel do leitor de lá, certo? E por fim, será que os oitenta que recomendaram a leitura do blog no Facebook são FAKES, mesmo com seus avatares aparecendo no post zapper? Enfim, é isso: são as agruras de ter um blog bem acessado, de ser um jornalista já com uma história na imprensa cultural brasileira e de ser autêntico, honesto e imparcial no que escreve e analisa. Zap’n’roll sempre será assim, enquanto existir. E também será sempre estóica em seus textos. E também saudosista, a ponto de neste post prestar vassalagem àquela que é (na opinião deste espaço rocker online) uma das cinco bandas mais importantes de toda a história do rock’n’roll, e que deixou de existir há meio século: os inesquecíveis Smiths e o grande Morrissey, que hoje completa inclusive mais um ano de vida. Quanto ao resto (barcinskys fakes, donas de twitter mentirosas e frustradas, que enganam a própria família e os machos com os quais se relacionam), isso é nada: cães sarnentos sempre irão existir e latir. E a caravana zapper continuará passando.

 

* Postaço em plena terça-feira, uia! Mas este saiu no capricho, como você mesmo irá conferir.

 

* E começamos com dois rip’s, que abalaram o mondo musical no último finde. Lá se foram Donna Summer e Robin Gibb (o eterno Bee Gees), ambos vencidos pelo câncer. Ok, isso aqui é um blog de cultura pop e rock alternativo, mas é inegável a importância dos dois falecidos para a história da música pop, certo? E além disso quem nunca dançou disco music no final dos anos 70’ (yep, os inesquecíveis “embalos de sábado à noite”, que o zapper adolescente, então com seus dezesseis aninhos de idade, curtiu muito, hihi), não estava no planeta Terra. Fica assim a homenagem do blog através dessas duas belas imagens p&b aí embaixo, “emprestadas” do site da NME. Boa viagem, Donna e Robin!

Dois registros p&b clássicos de Donna Summer (acima) e Robin Gibb (abaixo): a disco music perdeu dois de seus maiores nomes (fotos: site NME)

* E no sabadão passado o Black Sabbath, lenda do metal (e, sim, um dos únicos grupos que de fato merecem respeito dentro dessa estupidez chamada heavy metal), enfim subiu ao palco com sua formação quase original – quase porque continua o embate entre a banda e o batera Bill Ward, que não participou do show. A gig rolou no 02 Arena em Birmingham (terra natal da banda), os três mil ingressos postos à venda se evaporaram e os tickets, no “mercado paralelo”, estavam custando até R$ 8 mil reais (jezuiz…). Já há quem sonhe com uma vinda do grupo ao Brasil ainda este ano, algo que obviamente vai ficar mesmo apenas na esfera onírica, rsrs.

 Black Sabbath, a volta em Birmingham com a formação “quase” original: e o Bill Ward, como é que fica? (foto: Uol)

 

* Mas olha só: o Gaz Coombes, ex-vocalista e guitarrista do finado (e saudoso) Supergrass lançou ontem, na Inglaterra, um disco solo chamado “Here Comes The Bombs”, cuja capa você pode ver aí embaixo. Se o álbum é o ok estas linhas online ainda não podem dizer, pois não ouvimos o dito cujo. Mas a NME não foi muito bondosa com o trabalho, dando-lhe uma modesta nota 5. Claro, o Supergrass era super legal e foi um dos grupos britpop prediletos deste blogger rocker nos anos 90’, o que não significa que Gaz tenha feito um discão. Vamos dar uma “orelhada” nele e depois retornamos aqui com nossas impressões.

 O disco solo de Gaz Coombes: será que é bom?

* E O FESTIVAL CULTURA INGLESA TRANSFORMA SAMPA EM LONDRES – e não? É sempre assim, há dezesseis anos: em uma semana de junho, a Cultura Inglesa (uma das entidades de ensino britânicas mais respeitadas no Brasil) realiza um grande evento em Sampa (e também em algumas das principais cidades do interior paulista) para celebrar e cultura produzidas na Inglaterra, ontem e hoje. O ponto alto da programação, como sempre, são os shows ao ar livre e de graça que rolam durante toda a tarde de domingo no Parque da Independência, na capital paulista. E este ano a curadoria da parte musical do festival caprichou mesmo: tocam no próximo domingo, dia 27, aqui em Sampalândia os escoceses do Franz Ferdinand e The Horrors (dentre outras atrações sendo que os shows começam a partir da uma e meia da tarde e se estendendo até a noite). Há motivos de sobra pra ver (ou rever) o FF ao vivo: o grupo liderado pelo vocalista Alex Kapranos deve lançar em junho deste ano o quarto álbum de sua trajetória, o primeiro desde 2009 quando editaram o mediano “Tonight – Franz Ferdinand!. Porém, se os escoceses andaram “escorregando” no repertório do segundo e terceiro disco (o primeiro, homônimo e que saiu em 2004, ainda é o grande trabalho da banda), ao vivo eles sempre mantiveram o pique altíssimo – e Zap’n’roll pôde comprovar isso quando os viu na abertura do show do U2 em 2006, no estádio do Morumbi, e seis meses depois no Espaço das Américas (aquele “caixotão” desagradável localizado no bairro paulistano da Barra Funda). Antes do Fraz vai rolar The Horrors, grupo mezzo rock garage, mezzo neo goth de quem o blog curte os primeiros álbuns mas não o último, o “neo romantic” “Skying”, que saiu em 2011, vendeu bem na Velha Ilha e foi resenhado por aqui, nessas linhas bloggers rockers. Enfim, tem tudo pra ser um domingão em que o Parque da Independência poderá respirar um ar londrino de Hyde Park em dia de mega show, hehe. Fora que o festival em si ainda vai ter uma renca de atrações e mostras paralelas, com destaque para a exibição de alguns dos principais filmes protagonizados pelo “camaleão” e gênio David Bowie (como “O homem que caiu na Terra”, “Fome de Viver” ou “Velvet Goldmine”, este último inspirado na trajetória de Bowie em sua fase glam). Então fica todo mundo avisado: a ordem esta semana é curtir o festival da Cultura Inglesa, sendo que a programação completa do evento pode ser acessada aqui: http://festival.culturainglesasp.com.br/ .

 Domingo no parque: no próximo dia 27 Franz Ferdinand (acima) e The Horrors (abaixo) vão fazer a festança rocker inglesa em Sampa

* E sim, o ex-repórter da revista GQ (dirigida pelo sempre querido Ricardo Cruz) e atual FolhaSP, Rodrigo Salem, escreve bem e tem bom conhecimento de cultura pop. Mas alguém avisa o moço, por favor, que Pete Doherty NUNCA foi baixista dos Libertines, como ele (Salem) afirmou hoje em texto na Folha online.

 

* A nota “maldosa” e “putanhesca” da semana? Claaaaaro, não poderia ser outra senão sobre a nossa querida Xuxa, ex-rainha dos baixinhos e que deu um depoimento emocionado (emocionante?) ao Fantástico da “Grobo”, falando sobre sua trajetória de vida. Entre outras paradas, a apresentadora confessou até que foi abusada, até os treze anos de idade. Hoje, quase cinquentona e milionária, Xuxa pode se dar ao luxo de fazer a linha “comportada” e “mãe zelosa” em frente às câmeras. Mas vem cá: não dá saudade da Xuxona xoxotuda dos anos 80’, aquela beeeeem safada e putona que posou pelada, participou de filmes pornôs e deixou impressa na memória das “criancinhas” imagens cadeludas como estas duas aí embaixo? Hein??? Uia!

* Pois então, a Xuxa dos anos 80’ deixa muitas saudades, até hoje. Assim também como uns certos The Smiths…

 

VINTE E CINCO ANOS DEPOIS, AINDA NÃO SURGIU UMA BANDA COMO OS SMITHS
Nas duas últimas semanas Zap’n’roll foi tomado por uma nostalgia avassaladora dos anos 80’, mais especificamente em relação ao inesquecível e imortal quarteto de Manchester, os Smiths. Essa nostalgia tem sua razão de existir: em um mundo fugaz como o de hoje, onde nada mais perdura na indústria cultural do que os quinze minutos vaticinados por Andy Warhol, onde não se produz nada mais relevante em termos de música e de letras com dimensão e imagens poéticas profundas, onde tudo é raso como uma poça de água na calçada e fútil e descartável como hypes produzidos para servir de trilha para embalar tarefas e afazeres sem importância (papear com os amigos, namorar, jogar games, falar bobagens em redes sociais etc.), fazer uma “imersão” (um termo bonito e usado bem a propósito aqui, embora ele esteja sendo conspurcado em demasia por gente sagaz que faz da “imersão” o ato de mergulhar em atividades inócuas e sem foco algum, em Ongs e Coletivos idem, e cujo único resultado prático é conseguir “mamar” $$$ na teta pública) na obra legada por Morrissey, Johnny Marr, Andy Rourke e Mike Joyce, é algo absolutamente necessário. Mais necessário ainda quando nos damos conta de que neste 2012 estão fazendo vinte e cinco anos que o quarteto encerrou atividades para sempre. E que hoje o poeta Morrissey (o “ser vivo mais maravilhoso que existe”, segundo a imprensa britânica, e o blog concorda com esta afirmação, rsrs) completa cinqüenta e três anos de vida.

 

 

A história dos Smiths é mais do que conhecida por quem é fã do grupo ou por aqueles que vivenciaram de perto (como o autor destas linhas virtuais) a explosão do pós-punk inglês nos anos 80’. Banda formada na lendária Manchester em 1982, os Smiths tinham um vocalista e letrista extraordinário (Morrissey, o “filho e herdeiro de uma timidez criminosa e vulgar/Filho e herdeiro de nada em particular”, como ele mesmo cantou nos versos sublimes de “How Soon Is Now?”, uma das dezenas de clássicos legados pelo conjunto), um guitarrista (Johnny Marr) que hoje é reconhecido como um dos dez melhores da história do rock, e uma seção rítmica (Andy Rourke no baixo e Mike Joyce na bateria) poderosa, precisa e inabalável. Mozz (como Morrissey ficou conhecido) passou a adolescência trancado no quarto da casa em que morava com a mãe bibliotecária, devorando obras de Oscar Wilde e lapidando sua poesia, enquanto sonhava em ser um astro igual ao seu ídolo James Dean (de quem ele pretendia escrever uma biografia). Quando conheceu Marr, Rourke e Joyce a empatia foi imediata e total e os quatro começaram a ensaiar e a compor as canções que se tornariam obras irretocáveis do rock mundial do último quarto de século. Não tinha como dar errado.

 

 

E deu muito certo, pelo menos por cinco anos, de 1982 até 1987. Foi a meia década em que a “smithmania” varreu o Reino Unido e chegou até ao Brasil, então um país muito menos inculto, brega e muito mais liberal (comportamentalmente falando) do que é hoje. Pense bem: em 1985 (quando saíram os primeiros discos dos Smiths em edição nacional) não havia sequer MTV ainda no Brasil (ela chegaria aqui em 1991), muito menos internet. No entanto as pessoas buscavam informação de qualidade, de maior relevância artística e cultural com muuuuuito mais empenho do que hoje, quando se tem tudo à mão (através da web, de sites, blogs, redes sociais, MTV e canais a cabo em geral) e o país e o gosto cultural do brasileiro médio nunca foi tão terrível (no pior sentido da expressão), brega e conservador. Porque as pessoas involuíram culturalmente aqui (e no mundo todo, na verdade) de maneira brutal nos últimos vinte e cinco anos é um mistério insondável, que talvez nem o mais capacitado filósofo e estudioso em cultura popular tenha a exegese precisa para desvendar.

 

 

O zapper já quase com meio século de existência se lembra bem como tomou contato com a música dos Smiths. Em 1984 o então aspirante a jornalista, que começaria a trabalhar na imprensa apenas dois anos depois (leia sobre esta e outras curiosidades daquela época no sub-tópico logo abaixo a este), devorava informações a respeito de bandas novas. Com vinte anos de idade e prestes a deixar o movimento punk de lado, o sujeito aqui era movido a vinho, maconha (que ele fumou quase diariamente, dos dezesseis aos vinte e dois anos de idade; depois entrou em cena a deusa da luxúria e dos prazeres algo deletérios e mentirosos, a cocaine, mas isso é assunto para uma outra ocasião por aqui), a leituras vorazes de dezenas de livros de poesia e de clássicos da literatura mundial, e também a audições de discos, muuuuuitos discos, que ele comprava na extinta Devil Discos, na Galeria do Rock. Foi quando, em algum dia daquele ano, o jornalista Pepe Escobar (grandiosa geração de escribas: Ezequiel Neves, Pepe, Fernando Naporano… com a possível exceção do querido amigo e grande mestre Luís Antonio Giron, editor de Cultura da revista Época, não há hoje na imprensa cultural brazuca alguém que produza textos de alto teor reflexivo, como eram os escritos pelos nomes citados acima há duas décadas e meia) publicou no caderno Ilustrada, da FolhaSP, uma matéria de página inteira falando de uns certos Smiths. O texto era precioso e fazia uma ampla radiografia e estudo aprofundado do conjunto que estava abalando a Velha Ilha.

Johnny Marr, um dos dez melhores guitarristas da história do rock: sua saída dos Smiths determinou o fim da banda

O jovem zapper saiu correndo atrás dos Smiths. Conseguiu gravar algumas canções do grupo no programa “Patrulha noturna”, da FM 97 de Santo André (hoje, Energia 97). Apaixonou-se pelo que ouviu: melodias trabalhadas com guitarras que pouco se utilizavam de pedais de efeitos, e onde os dedilhados construíam imagens pictóricas, quase idílicas. E um vocalista que cantava versos tão eloqüentes quanto os contidos em um poema de Charles Baudelaire. Quando os discos finalmente começaram a ser lançados no Brasil (“Hatful Of Hollow” e “Meat Is Murder” saíram aqui em 1985; “The Queen Is Dead” em 1986, mesmo ano em que foi lançado na Inglaterra), eles se tornaram peças essenciais e insubstituíveis na já grandinha coleção de lps (que a essa altura somava cerca de mil discos) do futuro jornalista rocker, maluco e gonzo.

 

 

Os Smiths duraram exatos cinco anos – de 1982 a 1987 – e gravaram quatro álbuns de estúdio (além de uma compilação de faixas registradas ao vivo, nos estúdios da BBC de Londres) que podem ser inscritos entre os melhores discos de toda a história do rock’n’roll. E se o blog hoje dedica este post mega nostálgico ao grupo é porque ainda não surgiu, nestes últimos vinte e cinco anos, uma banda capaz de reeditar a grandiosidade e a qualidade musical que Morrissey, Marr e Cia conseguiram engendrar. O blog zapper inclusive sempre defende a tese de que as duas últimas bandas que valeram de verdade ser idolatradas são justamente os Smiths e o Nirvana de Kurt Cobain. Não por acaso as duas estão entre os cinco grupos da vida de Zap’n’roll – os outros três são Rolling Stones, The Clash e REM.

 

 

A separação oficial do conjunto ocorreu em setembro de 1987 – um mês antes as lojas inglesas receberam o “canto do cisne” da banda, o álbum “Strangeways, Here We Come”. Mas os problemas que culminaram nessa separação já vinham rolando desde o começo daquele ano quando o guitarrista Johnny Marr, mergulhado em uma trip pesada de álcool e algumas dorgas, começou a se desentender com Morrissey. Os desentendimentos foram aumentando até que em julho daquele ano Marr anunciou que estava abandonando a banda. Mesmo contando com um vocalista fantástico, ultra carismático e amado por milhões de fãs, e também com um baixista e um baterista excepcionais, não havia como continuar sem aquele que era a metade exata da alma dos Smiths. No mês de agosto de 1987 o grupo anunciou oficialmente seu fim. Durou o tempo exato para não ser corroído pela ferrugem, pela auto-indulgência e pela decadência inexorável que acomete bandas de rock depois de muitos anos de estrada – são raríssimos os grupos que conseguem manter carreiras dignas por mais de uma década.

 

 

Foi-se a banda, permanece sua obra magna e eterna. Até hoje a Inglaterra procura os novos Smiths. O mais próximo que um grupo conseguiu chegar deles foram os Stone Roses e seu também fodástico primeiro álbum, lançado em 1989. De lá pra cá são vinte e três anos, zilhões de discos lançados, zilhões de bandas que surgiram e desapareceram sem conseguir ocupar o trono deixado vago por Morrissey, Marr, Rourke e Joyce. Por isso mesmo os Smiths serão eternos. E por isso estão aqui hoje, neste post zapper. Para que o nosso jovem e dileto leitorado saiba que a música pop mundial, um dia, foi muito mais do que o horror perpetrado nos dias atuais pelos michels telós da vida.

 

 

THE SMITHS – CINCO DISCOS QUE SE TORNARAM CLÁSSICOS

* The Smiths – a estréia em disco do grupo. Foi lançado em 20 de fevereiro de 1984 e já trazia nas canções a marca registrada da banda: as guitarras sem efeitos de pedaleira, tocadas por Johnny Marr e que compunham melodias arrebatadoras, e os verdadeiros poemas escritos e cantados pelo gênio Morrissey. Clássicos às pencas no álbum: “Reel Around The Fountain”, “Still Ill”, “Hand In Glove” e “What Difference Does It Make” entraram para a história recente do rock. E vão permanecer lá para sempre.

 

* Hatful Of Hollow – lançado em 12 de novembro de 1984, era na verdade uma compilação de faixas ao vivo e “lados b” registrados pelo grupo nos estúdios da rádio BBC de Londres. É neste disco que está mais uma obra-prima smithiana, a avassaladora “How Soon Is Now?”. E tem também “This Charming Man”, que embalou pistas alternativas pelo mundo afora no final dos anos 80’.

 

* Meat Is Murder – o “libelo ecológico” dos Smiths (já que na faixa título Morrissey, vegan convicto, protestava contra a matança de animais no mundo) saiu em 11 de fevereiro de 1985. É considerado o disco menos “inspirado” do quarteto (o que significa que ele ainda é zilhões de vezes melhor, musicalmente falando, do que 90% do rock produzido no mundo atualmente). E, ainda assim, tem “The Headmaster Ritual” e a arrasadora “Barbarism Begins At Home”, um funk de mais de seis minutos que estraçalha até hoje qualquer pista de dança.

 

*  The Queen Is Dead – a obra-prima definitiva e máxima. Lançado em 16 de junho de 1986, capturava os Smiths no auge da criatividade musical e textual. Seria necessário um post inteiro apenas para falar desse álbum, que começa com um violento ataque à Rainha da Inglaterra na faixa-título (e aí Mozz mostrou mais uma vez sua envergadura como letrista e ativista social e político), e prossegue com clássicos em sucessão. É neste disco que estão “Cemetry Gates” (“Você tem Keats e Yeats do seu lado/E eu tenho Wilde do meu”), “Bigmouth Strikes Again”, “The Boy with the Thorn in His Side” e a lindíssima e triste “There Is a Light That Never Goes Out”, talvez a mais bela canção de amor escrita por Morrissey e uma das músicas mais fantásticas de todos os tempos. Não podia ter outro resultado: o trabalho foi aclamado pela crítica e recebeu cotação máxima da Rolling Stone americana. É considerado, hoje, um dos dez melhores álbuns da história do rock.

* Strangeways, Here We Come  – um mês antes do seu lançamento (em 28 de setembro de 1987), os Smiths anunciaram oficialmente o fim da banda, sendo que Johnny Marr já não estava tocando com ela há dois meses. Depois de “The Queen Is Dead” seria muito difícil o conjunto se superar, ainda mais passando por um período de crise que culminou na sua dissolução. Ainda assim “Strangeways…” é um discaço e deixou pelo menos dois clássicos para a posteridade: “Girlfriend In A Coma” e “Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before”

 

* Existem ainda várias coletâneas do grupo, além do disco ao vivo “Rank!”, editado em 1988. E, claro, a carreira solo do grande Morrissey, que já dura quase vinte e cinco anos e rendeu até o momento nove álbuns, alguns deles (como sua estréia, “Viva Hate!”, em 1988) tão excepcionais quanto os discos lançados pelos Smiths. Ou seja: assunto e análise para muitos e muitos posts zappers…

 

SMITHS AÍ EMBAIXO, EM TRÊS VÍDEOS CLÁSSICOS

 

 

 

RECUERDOS DO MONDO DOS SMITHS E DOS ANOS 80’/90’
* Zap’n’roll começou sua carreira jornalística há exatos vinte e seis anos, em maio de 1986. O primeiro texto publicado (e pago) com a assinatura zapper foi na “revista de bolso” Rock Stars, que era produzida e distribuída pela extinta editora Imprima. Foi nessa mesma editora que começaram também alguns dos mais conhecidos jornalistas hoje em atividade na imprensa musical brazuca, como um dos atuais editores da revista Rolling Stone e também aquele renomado repórter da FolhaSP – ele mesmo, o boa praça e rotundo profissional que por ter problemas de mobilidade, vai hoje a grandes festivais e escreve tudo sobre os shows sem sair da sala de imprensa. O primeiro texto do autor deste blog na Rock Stars? Claaaaaro, um perfil de uma banda chamada The Smiths, que estava estourando na Inglaterra e aqui também.

 

* Yep, houve uma época em que o país era bem menos brega do que é hoje. Essa época foi os anos 80’, embalados musicalmente aqui pela explosão do rock nacional. Bandas como Legião Urbana, Titãs e Paralamas do Sucesso dominavam a programação das rádios. Uma emissora surgida em São Paulo em 1985, a 89 fm (hoje, 89 Fast), chegou a alcançar o topo da audiência das fms paulistanas tocando apenas rock e pop o dia todo. Nesse panorama, era normal ouvir músicas dos Smiths bem no meio da tarde no dial. E o grupo de Morrissey e Marr tocou muito nas rádios brazucas. Tanto que a banda angariou milhões de fãs por aqui também.

 

* O Brasil, que ainda recebia poucos shows gringos, de repente entrou na rota do pós-punk inglês. Em novembro de 1986 Siouxsie e seus Banshees fizeram quatro gigs sold out em Sampa, no Palácio do Anhembi (e Zap’n’roll estava em uma delas, óbvio). No ano seguinte, em fevereiro, os Ramones tocaram pela primeira vez no Brasil. E em maio veio o Echo & The Bunnymen, com sua formação original e ainda no auge da carreira. Cinco datas esgotadas em Sampalândia – isso mesmo, o blog vai repetir: cinco shows lotados no Anhembi. Havia uma nação rocker moderna então por aqui, ávida por ver seus ídolos de perto e ao vivo. Faltava vir os Smiths, claro.

 

* Só que eles nunca vieram. Até hoje rola essa história lendária nas “internas” do show business nacional: em 1987 um grande empresário brazuca tentou “costurar” uma turnê conjunta por aqui dos Smiths com o New Order. Os dois grupos estavam no auge na Inglaterra e estourando aqui também, e o sucesso da empreitada seria garantido. Mas não deu tempo: Johnny Marr brigou com Mozz e os Smiths acabaram em setembro daquele ano. Já o New Order acabaria vindo pra cá finalmente no ano seguinte, lotando todos os shows que fez em São Paulo, Rio e Porto Alegre.

 

* Zap’n’roll foi casado (na verdade, morou junto) com a mãe de seu filho de 1990 a 1992. A garota era fã das bandas do pós-punk inglês e amava Morrissey. Sua frase predileta era: “no dia em que essa bicha [Morrissey, óbvio] aparecer na minha frente, eu faço ele virar homem!”. Uia!

 

* A sexualidade do vocalista dos Smiths na verdade sempre foi um mistério. Mozz enlouquecia homens e mulheres mas se dizia “celibatário” (hã???). E até hoje ninguém sabe se ele traçou ou foi traçado por alguém em sua vida.

 

* Mozz se apresentou solo duas vezes no Brasil. A primeira, em 2000 – e no show em Sampa, na extinta casa de shows Olympia, o zapper sentimental chorou quando o ex-vocalista dos Smiths cantou “Half A Person”. E a última este ano, em março passado. Nesta gig o blog não foi. Mas a nossa dileta companheira de blogagem, Tatiana Pereira, esteve no Espaço das Américas em Sampa. E contou suas impressões aqui: http://deanalgesicoseopioides.blogspot.com.br/2012/03/morrissey-11032012-sao-paulo.html .

 

* E como já foi dito lá no começo do post, hoje é aniversário de mr. Steven Patrick Morrissey. Cinquentra e três anos de idade. Daqui do blog nossos parabéns àquele que é, inegavelmente, um dos maiores vocalistas e letristas da história recente do rock’n’roll mundial.

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Discos: toda a discografia dos Smiths citada acima, claro. São álbuns essenciais para se compreender a melhor música e a melhor poesia produzida no rock e no pós-punk inglês dos anos 80’.

 

* Blog: um dos melhores jornalistas de música e cultura pop do país, o querido “sobrinho” Luiz Cesar Pimentel, estréia seu espaço online no portal R7, onde ele é chefe de redação. “Você tem que ler isso” é ótimo e tem dezenas de textos e posts sobre o que o Luiz adora escrever: rock’n’roll. A informação é abundante, o texto preciso e super bem escrito e, de quebra, Luiz é um dos caras mais humildes e boa praça que você pode conhecer na sua vida. Dá uma acessada lá e confira: http://entretenimento.r7.com/blogs/luiz-pimentel/ .

 

* Baladas: já??? Yes!!! O postão chega na terça e já mira a movimentação no circuito alternativo de Sampa pro finde. Então vamos lá: começando já nesta quarta-feira (amanhã em si), com a festona Fuck Rehab no Beco (que fica na rua Augusta, 609, centro de Sampa). A festa das quartas é sempre open bar (isso é muito importante, hihi) e nesta semana, como não poderia deixar de ser, o tema da balada são os Smiths, claaaaaro, inclusive com show dos Smiths cover. Vai lá!///Na sexta, quem está literalmente abalando o baixo Augusta é o Astronete (que fica no 335 da Augusta, óbvio), com as incríveis DJs set do expert em anos sessenta e soul music, o queridão Claudio Medusa.///Sabadón? Vai que tem: Comodoro na Outs (no 486 da Augusta), a festa oficial do festival Cultura Inglesa no Beco e… a volta aos palcos indies do ótimo grupo Dest_Lado, que vai tocar lá no bar do Aranha (na avenida Álvaro Ramos, 934-A, Belém, zona leste de Sampa). O DL sempre foi uma das bandas prediletas aqui da casa zapper graças ao seu poderoso som que mixa rock com drum’n’bass e a  temática das letras, sempre evocando os prazeres etílicos, uia! E fora que estão de vocalista nova, a lindinha e gracinha (e super amiga destas linhas online) Samara Noronha. Ou seja: motivos mais do que suficientes pra ver a gig da turma lá na Leste neste finde, certo?///Acabou? Que nada! Ainda vai ter o domingão, né? Com o festival da Cultura Inglesa em si no Parque da Independência. Mas se você estiver a fim de algo mais, hã, alternativo, anotaê: vai rolar lá no Império Beer (que fica na rua Mercedes Lopes, 990, Penha, zona leste paulistana) a terceira edição do festival Interzone. Organizado pelo mega brother zapper e agitador cultural Adriano Pacianotto o evento vai por várias bandas pra agitar a galere da Leste, sendo que o grand finale fica por conta do já clássico Dance Of Days. O festival tem o apoio deste blog e rola a partir das três da tarde do próximo domingo. E, ufa! Se você sobreviver a tudo isso e ainda tiver fôlego pra encarar a noitada do domingão, a pedida é sempre o projeto Grind, comandado lá na Loca (que fica na rua Frei Caneca, 916, Consolação, centrão rocker de Sampalândia) pelo super DJ André Pomba, sendo que neste domingão a festa será dedicada a outro ícone do pós-punk inglês, a deusa Siouxsie Sioux que esta semana também apaga velinhas. Se joga, porra!

 

O SACO DE BONDADES ZAPPER AINDA VIVE!
Sim, aos trancos e barrancos ele ainda funciona. Em breve pintam mais tickets aqui em sorteio, pra alguns shows gringos bacanas que estão pra rolar em Sampa. Enquanto esses tickets não entram de fato em sorteio vai lá no hfinatti@gmail.com, que separamos pros interessados:

 

* Dois kits da sempre parceira gravadora ST2, cada um contendo o DVD “Screamadelica” (do Primal Scream), mais o “Somme Girls” (dos Stones) e o mais novo cd dos Forgotten Boys, o ótimo “Taste It”. Dedo no mouse e boa sorte!

 

E CHEGA, PELAMOR!
Post gigantesco, né? Vamos ver agora o que o bando de babacas de sempre vai comentar no painel dos leitores. E o blogão agora provavelmente só dá sinal de vida novamente no começo da próxima semana, okays? Sabe como é, vai ter Cultura Inglesa fest neste finde e tudo vai ficar muito corrido por aqui. Mas se algo justificar um post (pequeno que seja) até esta sexta-feira, ele estará por aqui sem problema. O de hoje, com esta mega homenagem aos Smiths e ao Morrissey, é dedicado a algumas pessoas que o blog ama e que sempre estiveram ao seu lado nos últimos anos, todos muito fãs de Mozz e Cia: André Pomba, Eliana Martins, Adriana Ribeiro, Vera Ribeiro e Adriana Olinto. Mega beijo em todos vocês! E até logo menos!

 

(atualizado, ampliado e finalizado por Finatti em 25/5/2012, às 16hs.)

Band Of Horses hoje em Sampa, no Beco. The Smiths, um dos maiores nomes da história do rock, amanhã no blogão zapper.

Os americanos do Band Of Horses, que se apresentaram no Lollapalooza BR e retornam hoje à Sampa, pra tocar no BecoSP

 

Yep. Enquanto parte da nação indie rocker se prepara pra ir daqui a pouco no sempre animado Beco203/SP, pra curtir o folk rock sensível do Band Of Horses, o blogger rocker finaliza no seu heróico note um mega post sentimental e nostálgico e que estará finalmente aqui nesta terça-feira, mais conhecida como amanhã – assumimos: desta vez a preguiça foi grande em começar a trabalhar no novo post semanal do blog. Em compensação, vai ser um mega post que vai falar muuuuuito dos inesquecíveis Smiths, que encerraram atividades há vinte e cinco anos e que continuam sendo um dos dez maiores grupos de toda a história do rock’n’roll.

 

 

Zap’n’roll está tão, hã, concentrado em finalizar o texto que vai até abrir mão de ir no Beco (casa onde o blog sempre tem passe livre, por conta de seu ótimo relacionamento com todos que trabalham por lá, incluso aí o proprietário gente finíssima Vitor) daqui a pouco, para conferir a gig dos americanos. Sabe como é, vai ser noite open bar e tal, e numa balada dessas a chance de o sujeito aqui enfiar o pé na lama com gosto e sair de lá estragado/detonado (e aí, adeus publicação do post nesta terça-feira, hihi) é 100%. Melhor ficar quietinho na house então, e entregar pro seu dileto leitorado aquele que promete ser o melhor post do blog nas últimas semanas – e olha que este espaço online está batendo sucessivos recordes de acessos e recomendações em redes sociais.

 

 

Mas se o blogger rocker em si não vai conferir o Band Of Horses uma felizarda leitora do blog vai, hehe. Yasmin Ribeiro mandou e-mail, foi sorteada, já foi instruída sobre como retirar seus tickets e a essa altura deve estar a caminho do baixoAugusta. Bom show, garota!

 

 

Entonces ficamos assim: nesta terça tem postão zapper por aqui. Até daqui a pouco!

 

(enviado por Finatti às 21:45hs.)

 

O Garbage volta bem e alimenta ainda mais a nostalgia rock anos 90’. E agora vai: a “cagada pra dentro” da Vice, a “guerra” de sujos e imundos entre gigantes da mídia, a “encheção de saco” de músicos e bandas em cima do blog e mais isso e aquilo tudo em post atualizado, ampliado e finalizado em 15/5/2012

 A incrível, junky, louca, xoxotuda e linda Shirley Manson (acima), brilhando à frente do Garbage (abaixo, em foto deste ano), nos anos 90′: o grupo está de volta, após sete anos de ausência

 

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UP TO DATES RÁPIDAS

* Yes! Postão finalmente concluído lá embaixo. E aqui no alto dele, algumas notinhas rápidas das últimas novas do mondo/pop rock alternativo.

 

* A edição 2012 do Prêmio Dynamite, como era de se esperar, está bombando. Já são vinte mil votos computados para as diversas categorias concorrentes e, em função disso, o prazo para o povo votar foi prorrogado até 30 de junho. Entre no portal (WWW.dynamite.com.br), deposite lá seu voto e torça pelo seu artista favorito!

 

* O Beco e a produtora Playbook confirmaram mesmo a realização do show do sueco The Radio Dept para o dia 6 de julho. Os ingressos já estão à venda no próprio Beco e o primeiro lote custa 70 pilas cada ticket.

 

* E no domingo à noite, como todo mundo já ficou sabendo, o rapper Emicida foi preso após realizar um show em Belzonte (capital dos Mineiros, uai!). A acusação foi desacato à autoridade (como sempre…), durante a execução da música “Dedo na ferida”. Após prestar depoimento na delegacia, o rapper foi solto. Bien, estas linhas zappers não vão se estender muito sobre esse lamentável episódio (e que está bem comentado no blog 23 Gotas, da querida Helena Lucas). Apenas vamos dizer mais uma vez que o Brasil não muda nunca. Aqui, artista de qualidade, respeito e que fala a verdade (caso do Emicida) em letras acima da média da burrice que hoje toma conta da música nacional, é preso. Enquanto isso políticos corruptos, canalhas e patifes que metem com gosto a mão no erário público, riem da cara do povo desdentado que votou neles. Por que não mandam pra cadeia gente como Marconi Perillo, Agnelo Queiroz e outros pilantras do mesmo naipe? Pois é…

 

* E vai até laaaaaá embaixo que tem uma análise, hã, contudente do blog sobre a mídia vista por estas linhas virtuais na última semana, uia!

Emicida, rapper talentoso e de respeito, foi preso. Enquanto isso os Perillos e Agnelos da vida continuam por aí, soltinhos e roubando felizes…

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Mais uma semana…
Uma semana onde muito aconteceu. CPI do Caichoeira rolando, tentativas (da parte sempre podre de congressistas) de abafar a mesma e de manter a imprensa afastada dos depoimentos. No mondo pop/rock alternativo continuaram rolando shows e mais shows gringos por aqui (de médio e pequeno porte, é verdade) e a grande notícia, de fato, foi o “vazamento” do novo álbum do retornado Garbage, que sai oficialmente no começo da próxima semana mas que já circula à vontade na web. Anyway, o blog zapper sempre atento a todas as movimentações da cultura pop, do rock e também (por que não?) de questões sociais, políticas e comportamentais relevantes, pretende comentar tudo isso no post que começa agora. Se não formos bem-sucedidos nessa intenção, já pedimos desculpas antecipadas ao nosso sempre fiel e dileto leitorado pois o autor do blog é humano e, como tal, falível. E mais falível ainda ele se torna quando esgares de depressão (o famoso transtorno bipolar que nos acompanha ad eternum e que, volta e meia, ataca com força as bases emocionais do sujeito que digita estas linhas online) se imiscuem no cotidiano de Zap’ n’roll. Yep, essa foi uma semana, hã, um tanto sombria e angustiante em alguns aspectos (só pra citar um deles: o note ficou novamente no “estaleiro” por dois dias; desta vez foi o monitor widescreen, caríssimo, que queimou depois que o blogger sempre tenso e nervoso deu um soco no tampo do note, por conta de discussões via telefone.). Tanto que o blog chegou a considerar abortar o novo post, até por falta de inspiração pra compor o mesmo. Mas aí surgiu na internet o novo discão de Shirley Manson, Butch Vig e Cia, e tudo começou a voltar mais ou menos ao normal. Afinal um bom (ou grande) disco de rock sempre acaba se tornando um ótimo remédio para se curar muitos males, da mente e da alma. Então cá estamos para mais um postão semanal do blog que, mesmo enfrentando percalços emocionais e pessoais, procura nunca deixar seus leitores na mão. Bem-vindos novamente ao mundo zapper!

 

* E o dândi Alex Kapranos, ele mesmo, vocalista do – ainda – bacana Franz Ferdinand, disse no seu Twitter que sempre achou o Oasis uma banda “chata”. A declaração provocou tumulto na nação indie (ota) e em redes sociais. Mas vem cá: durante anos os manos Gallagher falaram mal da humanidade, metralhando centenas de bandas bacanas. Então, não deixa de ser engraçado ver alguém fazendo o mesmo em relação a eles, rsrs.
Mais uma parada mega legal da casa noturna paulistana Beco (talvez a melhor casa de rock alternativo da capital paulista neste momento). Em  uma nova ação de crowdfunding conjunta com a produtora Playbook, o Beco está convocando a galera pra levantar fundos que possibilitem trazer até Sampa o grupo sueco The Radio Dept. O show será no dia 6 de julho (uma sexta-feira, no?) e quem quiser colaborar com 150 pilas na ação, basta ir até WWW.playbook.com.br , sendo que o prazo para as doações se encerram na próxima terça-feira, 15 de maio. O Radio Dept é sueco e existe há década e meia – e nesse tempo todo lançou apenas três discos. Mas o grupo faz um indie/shoegazer bacanudo e inclusive se apresentou na última edição do gigante festival Coachella. Então vamos abrir a carteira e judar pra que eles venham se apresentar aqui também, certo?

 O Radio Dept: shoegazer sueco que aterriza em Sampa no começo de julho

* E não esquecendo que também tem Band Of Horses no Beco, no próximo dia 21 de maio, com promo de tickets aqui no blogão campeão em promoções legais, uia!

 

* Gif enviado ao blog por uma dileta leitora, para ilustrar como deveria estar se sentindo a garota que morreu de overdose de cocaine no último finde, na Virada Cultural:

 

* A new sensation do rock under planetário é o Alabama Shakes. Você nunca ouviu falar deles? Pois o quarteto americano liderado pela guitarrista, vocalista, compositora e algo feiosa Brittany Howard (mas que possui um vozeirão da porra como toda negona que se preza, e isso conta muito na hora de se fazer interpretações vocais, hã, viscerais) está badaladíssimo entre a musical press gringa – tanto que estão na capa da NME desta semana, que exageradamente chama a banda de “o novo melhor grupo do mundo”. O AS faz country e folk com guitarras pendendo para o rock e seu álbum de estréia, “Boys & Girls” (saiu lá fora na primeira semana de abril e talvez ganhe edição nacional), recebeu uma renca de elogios da jornalistada musical de lá e… o conjunto é bão, afinal? O blogger rocker, sempre curioso, está dando uma “orelhada” no disco e promete colocar suas impressões sobre o mesmo por aqui no próximo post, ok?

O Alabama Shakes (acima) na capa da NME (abaixo) desta semana: a nova melhor banda do mundo, hoje? 

* Mas se você já quiser dar uma sacada no som do Alabama Shakes, sem problema: aí embaixo o vídeo de “Hold On”, faixa que abre o álbum “Boys & Girls”.

 

* E a banda brazuca Babydoll, você já tinha ouvido falar a respeito? Nope? Nem o blog, até a nossa diligente “assistente editorial”, miss Helena Lucas, enviar o vídeo que você confere aí embaixo, para a música “Sonho molhado”. E na mesma página do YouTube onde está hospedada esta “obra-prima” irretocável do indie rock nacional, ainda há outras “pérolas” da banda, que atendem pelos títulos de “Arrombada”, “Safada” e “Ninfomaníaca”, uia! Para um país que já teve Renato Russo, Cazuza, Raul Seixas e outros gênios imortais no rock, não é difícil chegar a conclusão de que realmente a cultura e a qualidade musical da geração atual do rock BR é tão profunda quanto uma poça de água suja na calçada. Lamentável…

 

* Aliás o tópico acima vem de encontro ao que já foi dito aqui, algumas vezes: a internet, se por um lado ajudou e democratizou o acesso à informação de maneira espetacular (permitindo que bandas e artistas de estilos variados gravassem seus trabalhos e o mostrassem ao grande público, sem ingerência do mercadão musical, que a essa altura já foi pras picas), por outro nivelou a produção musical ao pior nível qualitativo possível. Hoje qualquer um grava um disco, uma música, e posta o resultado na web. Não há um padrão mínimo de qualidade e avaliação do que se está divulgando e o resultado é um enxame de merdas musicais, na pura acepção do termo. E, ainda pior, jornalistas (como o autor destas linhas online) e produtores (como o lendário Luiz Calanca) são diariamente bombardeados através de e-mails e mensagens em suas páginas nas redes sociais, com pedidos desesperados para que ouçamos as barbaridades que um bando de cretinos que se julgam “gênios” grava, e depois insistem para escutarmos e falarmos algo, seja onde for. Não dá. A profissão de jornalista cultural (e musical, especificamente falando) está se tornando algo realmente sacal e irritante de tempos pra cá. E isso não é chatice de tiozão quase cinqüentão, nada disso – o saudoso John Peel pesquisou e descobriu grandes artistas novos até a sua morte, aos sessenta e quatro anos de idade. A questão é que aqui, no Brazilzão, falta qualidade e sobra banda. Assim fica difícil realmente ter paciência para garimpar algo que valha a pena em meio a tanto lixo.

 

* Aliás, falando em lixo… leia aí embaixo e veja como até alguns lixos podem ser ótimos!

 

GARBAGE, A VOLTA COM UM DISCO BACANÃO E BEM ANOS 90’
Eles nunca encerraram as atividades oficialmente, mas ficaram sete anos sem gravar – o último álbum de estúdio saiu no longínquo ano de 2005. Mas como a nostalgia pelo rock dos anos 90’ anda batendo mais forte do que nunca no pop/rock planetário, eis que o Garbage de Butch Vig e Shirley Manson (aquele bocetaço junky que enlouquecia machos e fêmeas depravadas, estas bem ao gosto do autor destas linhas rockers calhordas, lá pelos idos de 1995) também resolveu fazer seu comeback. Um retorno que começou a causar barulho já nas últimas semanas. E que promete aumentar ainda mais agora que “Note Your Kind Of People”, o novo trabalho de estúdio do quarteto (que volta também com os mesmos Duke Erikson e Steve Marker se revezando nos instrumentos, ao lado de Vig) finalmente vai ser oficialmente lançado, na próxima segunda-feira, 14 de maio – na internet, ele vazou anteontem.

 

O Garbage não foi um dos nomes gigantes do rock mundial nos anos 90’. Mas vendeu os tubos com o seu ótimo disco de estréia (o homônimo “Garbage”, editado em 1995) e emplacou ao menos dois mega hits pelo mundo afora (Brasil incluso), as sensacionais “Only Happy When It Rains” e “Stupid Girl”, que tocaram horrores em tudo quanto foi rádio e pista de clube de rock alternativo. E havia pelo menos dois ou três trunfos monstros por trás desta tamanha aceitação ao primeiro disco do conjunto: a) o fato de ele mostrar uma bem equilibrada alternância sonora entre rock de guitarras e bases mais eletrônicas; b) ter em seu line up três músicos e também produtores conceituadíssimos, entre eles o célebre Butch Vig (sim, aquele mesmo, que produziu um certo “Nevermind” de um certo Nirvana, além de onstentar no seu currículo trabalhos primorosos com o Smashing Pumpkins e o Sonic Youth); e c) claaaaaro, aquele xoxotaço à frente dos vocais, uma delícia junky devoradora de homens e mulheres chamada Shirley Manson (quantas punhetas mr. André Pomba e este blogger taradón também, não devem ter batido pela moçoila, hihi). Não tinha como dar errado.

 

Porém, a trajetória do grupo começou a desandar quando eles demoraram demais para lançar “Version 2.0”, que saiu apenas em 1998. O cd era ok, mas repetia em demasia os procedimentos musicais da estréia da banda. E em questão de três anos o mundo pop mudou muito e o som do Garbage começou a soar mezzo ultrapassado. Ainda assim o álbum vendeu bem e o conjunto lançou mais dois discos (em 2001 e 2005), que nem de longe repetiram o estrondoso sucesso dos dois primeiros trabalhos. Pipocaram as famosas tretas internas, Shirley Manson resolveu cair fora e Butch Vig voltou a cuidar apenas de produzir (e bem) discos alheios.

A  capa do disco que marca a volta do Garbage: bom como nos anos 90′

Foram necessários sete anos e uma intensa saudade pelo rock noventista, para que o Garbage decidisse se reunir novamente. Bien, e o que o ouvinte vai encontrar na versão anos 2000 da banda? Nada muito diferente do que eles fizeram há década e meia atrás, na verdade. Mas o que chama a atenção em “Note Your Kind Of People” é a qualidade de várias canções, o esmero na produção (nem poderia ser diferente) e o empenho com que os músicos executam as músicas – nunca é demais lembrar: Butch Vig está com cinqüenta e seis anos de idade. E Shirley Manson, ainda com o vocal impecável, está com quarenta e cinco.

 

À primeira audição, pode parecer um álbum pop demais (principalmente se levarmos em conta a melodia de “Blood For Poppies”, o primeiro single de trabalho do cd). Mas a questão é que a música planetária está mesmo infinitamente mais pop hoje, e isso se reflete inclusive nas bandas de rock. No entanto, há músicas no álbum que resgatam de maneira intensa o velho mix entre guitarras e ambiências eletrônicas, e aí ótimos exemplos são “Big Bright World” e “Felt”, esta com andamento bastante radiofônico. “Man On A Wire” exibe guitarras ferozes e há pelo menos duas canções fodásticas no álbum: “Control” (que alterna de forma perfeita calma e turbulência melódica, além de exibir uma das melhores performances vocais de Manson em todo o trabalho) e a lindíssima (e bem tristonha) balada “Sugar”, onde miss Shirley Manson inicia a canção sussurrando “Give me sugar…”. Wow!

 

Óbvio, não se trata de um disco que vai revolucionar nada a essa altura do campeonato. Mas ele é bem melhor do que muito do que é lançado diariamente no rock e no pop atual.  Com “Note Your…” o Garbage voltou razoavelmente bem e como que querendo deixar um recado: “se o rock de hoje está um lixo, nós estamos aqui novamente, para fazer ainda um pouco de diferença”. Bem-vindos!

 

* O quarteto vair sair em turnê mundial logo após o lançamento do disco. fikadika pra produção do SWU 2012: por que não o Garbage no line up?

 

GARBAGE AÍ EMBAIXO
Em três vídeos: recordando os hits “Only Happy When It Rains” e “Stupid Girl”, e também mostrando a nova “Blood For Poppies”.

 

 

 

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ZAP’N’ROLL VÊ TODA A MÍDIA
Após um longo período ausente deste espaço online está de volta o tópico zapper que analisa o que tem rolado nas diversas mídias do país, sejam elas mega ou nanicas, tradicionais ou modernas, eletrônicas ou impressas, corporativas ou alternativas/independentes. Assim, aí embaixo, a opinião do blog sobre o que ele leu e viu/ouviu esta semana em revistas, TVs, sites e até em colegas da blogosfera.

Se preparem que lá vai chumbo grosso, uia!

 

* O EMBATE TV RECORD X REVISTA VEJA –  A tv Record, de propriedade da Igreja Universal do Reino De Deus (comandada pelo Bispo Edir Macedo), atacou numa madrugada desta semana no programa “Fala que eu te escuto”,  a ultra poderosa (e lamentável, sob vários aspectos) revista Veja. Sob o título “A revista Veja e o caso Cachoeira: a troca de favores entre eles é um tapa na cara dos leitores e da ética nacional, ou isso já era esperado?”, o programa mandou bala na semanal number one do Brasil (e antes que alguém pergunte: o sujeito aqui ficou varando aquela madruga escrevendo a Zap, e ficou zappeando canais na tv. Vai daí que passou pela Record e deu de cara com o velho “Fala…” e parou um pouco nele pra ver qual era o tema em debate. O blog quase teve um piripaque quando viu a armada bispal metralhando o carro-chefe dos Civita, hihi). O programa, aliás, está moderníssimo: utiliza skype e Facebook para interagir com os telespectadores. Agora, o fato em si (o ataque da Record em direção à Veja) não deixa de ser bizarro e mostra a que ponto o Brasil chegou: uma emissora de tv que, sabidamente, é de propriedade de um bando de religiosos pilantras e escroques ao cubo (a Igreja Universal) se fazendo de paladina da Justiça e disparando contra uma revista que, também todos sabem, pratica um dos jornalismos mais sujos, torpes, aéticos e calhordas da imprensa brasileira. E o ataque da emissora da Universal tem, óbvio, seu motivo “secreto”: a semanal da editora Abril já cansou de publicar reportagens sobre os esquemas pouco lícitos que a igreja de Edir Macedo utiliza junto aos seus fiéis, para levantar quantias milionárias e que permitiram, entre outras coisas, comprar a tv Record. Moral da história: foi o sujo (Record) atacando o imundo (a Veja, claro).

 

* A VICE CONTINUA OK, MAS CAGOU PRA DENTRO – yep. Circulando já há alguns anos em edição impressa nacional, a “moderninha” Vice sempre traz matérias interessantes, como na última edição: uma pauta demonstra como o excesso de merda produzido diariamente no mundo ainda poderá aniquilar a raça humana. Ou ainda uma outra reportagem, que mostra como é a vida dos travestis muçulmanos indonésios. Além disso a programação e o tratamento visual da revista continua bastante contemporânea e bacana, e as imagens são sempre ótimas. Ponto pra Vice. Mas nem por isso a filial brazuca da marca americana deixa de dar suas “cagadas pra dentro”. E uma das mais célebres foi quando estas linhas zappers estrearam em seu endereço próprio, há mais ou menos um ano. Foi um período mega turbulento nas relações profissionais e pessoais entre o autor deste blog e o sempre querido Publisher do portal Dynamite, mr. André Pomba. Ambos estavam em pé-de-guerra por discordâncias sobre os rumos editoriais do blog, e a briga começou a resvalar para as redes sociais, com alguns ataque mútuos se tornando públicos. Foi quando Zap’n’roll ameaçou deixar a Dynamite e recebeu algumas propostas para se “hospedar” em outros sites e portais. E foi também quando o blog foi procurado pelo senhor Eduardo “eu amo tubaína” Roberto, que se apresentou como “repórter” da revista, dizendo que a mesma estava interessada em uma entrevista com o sujeito aqui, desde que ele abrisse a boca e contasse todos os pormenores da briga que estava rolando. O blog zapper topou, afinal sempre curtiu a revista. Mas eis que as arestas foram sendo aparadas com André Pomba (afinal, são vinte anos de amizade), chegou-se a um acordo que satisfez os dois lados da contenda (com o blog sendo dividido em dois endereços, um próprio e o outro no portal Dynamite) e a paz voltou a reinar no mondo de Zap’n’roll. Uma paz que aparentemente provocou o “desinteresse” da Vice pela pauta que ela mesma sugeriu, visto que a entrevista jamais foi realizada. Até aí, nada demais: bilhões de pautas são propostas e descartadas diariamente na mídia planetária, inclusive aqui neste espaço online. Mas que fica maus um repórter propor a entrevista, com o aval do editor (Maleronka, né?), já dando a parada como certa e depois desistir, “cagando pra dentro”, isso fica. A revista perde um pouco de sua credibilidade anárquica, vocês não acham?

A capa da nova edição da Vice: a revista continua ok, mas andou cagando pra dentro, rsrs

 

* BLOG BACANA –  o 23 Gotas, escrito pela gata negra Helena Lucas Rodrigues, continua mandando bem ao analisar temas atuais e cobrem desde cultura pop até política, sociedade e comportamento. O último post, por exemplo, analisa a absurda prisão do rapper Emicida. Texto bacana escrito por uma quase  formanda em Letras e que vê o mundo com os olhos liberais de quem ainda tem apenas vinte e um anos de idade. Dá uma olhada e confira: http://23gotas.wordpress.com/ .

 

* BLOG PRA ENGANAR TROUXAS – o Town Art, infelizmente publicado no portal Dynamite online (um dos sites mais respeitados, longevos e acessados da web brasileira, na área de cultura pop, rock e comportamento) já há alguns anos, é o desastre total. Sua autora, a jornalista Maíra Hirose (quem?) escreve mal, é preguiçosa no aprofundamento do que está analisando e tenta passar ao seu incauto leitorado a errônea imagem de que ela possui cultura e informação para falar de tudo ali (artes plásticas, moda, cinema, literatura, música etc, etc, etc). Não possui, óbvio. Com frases caretas, que mais parecem saídas da boca de um boneco teletubbie (“olá, amiguinhos!”), raciocínios rasos e eivados de clichês (“…composta por sete ótimas músicas, o disco é uma verdadeira viagem musical…”, jezuiz…), a autora sempre produziu um blog ruim. Mas de tempos pra cá o Town Art ainda “agregou” (pra usar uma expressão adorada pela autora daquele blog) mais dois péssimos hábitos editoriais ao seu já enorme elenco de atrocidades jornalísticas virtuais: a) matérias que mais parecem releases “editados” para serm publicados no blog; e b) um incômodo elitismo cultural na hora de indicar roteiros de eventos para os leitores. Sim, dona Hirose adooooora falar de mostras, shows e eventos que são realizados em espaços culturais, hã, mais “chiques” da capital paulista, aqueles que são apenas visitados por uma pseudo classe média alta endinheirada e chata, pedante e careta. Ainda que muitos desses eventos tenham entrada gratuita e possam ser freqüentados por qualquer pessoa, é muito óbvio que a autora, do alto de sua prepotência, preconceito e arrogância, evita indicar atividades culturais que sejam mais “populares” ou que estejam abrigadas em espaços mais distantes, na periferia mais humilde de Sampa. No roteiro da Town Art só entram eventos que estejam hospedados em espaços dos Jardins ou de algum bairro chique das zonas oeste e sul paulistana. Lamentável. E, por fim, não dá pra confiar num blog que não escreveu sequer uma linha de dois grandes eventos realizados em Sampalândia nos últimos tempos: o festival Lollapalooza e a Virada Cultural. Na modestíssima opinião destas linhas zappers, está na hora de a direção do portal Dynamite dar um fim no blog Town Art.

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: o novo do Garbage, óbvio. Não vai mudar o mundo, mas ainda assim mostra que a banda voltou em boa forma pra mostrar como era o grunge eletrônico dos anos 90’.

 

* Filme: se você ainda não assistiu, vá que está saindo de cartaz “Raul Seixas – o início, o fim e o meio”, o doc espetacular que mostra a trajetória artística e de vida do maior nome da história do rock brasileiro. É emocionante, só isso.

 

* Baladas: post do blogão sendo finalizando na terça-feira, 15 de maio, uia! Então vamos ver o que rola de hoje até o finde em Sampa, no? Começando hoje mesmo, quando tem shows do Wannabe Jalva e Some Community no projeto Cedo & Sentado no StudioSP (lá na rua Augusta, 595, centrão de Sampa), a partir da dez da noite.///Já na quinta-feira tem show do sexy (wow!) Brollies & Apples lá no sempre agitado Astronete (também na Augusta, no 335). E também na quinta-feira (noitada boa hein!) mas no sempre bombado Beco (lá no 609 da Augusta), vai rolar showzaço do imperdível Bidê Ou Balde.///Já as baladas do finde entram aqui no roteiro zapper no post deste finde, okays? Então aproveite as indicações e se joga!

 

AQUELE CD E POSTER DO THURSTON MOORE, LEMBRA?
Não? Pois o blog não esqueceu dele. E quem ganhou o mimo é:

* Ulysses Christianini, que deve entrar em contato com a produtora Inker (com Nathália) e retirar seu prêmio, ok?

 

Que mais? Ah, sim. Vai lá no hfinatti@gmail.com, que estão dando sopa:

 

* DOIS INGRESSOS para o show do Band Of Horses, no próximo dia 21 de maio, segunda-feira, no Beco/SP.

 

E FIM DE PAPO, FINALMENTE
O post demorou pra ser concluído, mas enfim tá aí. Nesta sexta tem mais por aqui e até lá deixamos nossos beijos e abraços na galere que sempre nos prestigia, em especial o querido Luscious Ribeiro, nosso
amigão de longa data e que recomendou a leitura zapper em sua página no
Facebook. Valeu Luscious, e continuamos fãs da Popload hein!. Até mais!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 15/5/2012, às 13hs.)

O Soundgarden e mais um capítulo da nostalgia anos 90’. O Poliça (isso mesmo!), outro hype desnecessário. A Virada Cultural agita Sampa (mas com uma programação meia boca). E… Carolina Dieckmann, PELADONA, uia! (versão ampliada, atualizada e finalizada em 5/5/2012)

 O “velho” Soundgarden (acima), volta com disco novo após dezesseis anos de ausência. Já o “novo” Poliça (abaixo), lança seu primeiro disco. Qual dos dois vai submergir mais rápido nesses tempos total descartáveis do rock e da música pop?

 

O “velho” e o “novo”.
A velocidade destes tempos furiosos e ultra gulosos da web dos anos 2000’ é tamanha que uma banda como o Soundgarden, por exemplo, já pode ser considerada “velha”, “decana”, “dinossauro”. E isso em se tratando de um grupo que começou suas atividades no final dos anos 80’, lançou seu último álbum de estúdio há dezesseis anos e que agora tenta um comeback, em busca de uma pseudo juventude perdida. Já um conjunto como o Poliça (isso mesmo, grafado dessa maneira), quarteto americano com menos de um ano de existência e que lançou na última terça-feira (feriado do Dia Mundial do Trabalho, inclusive) seu disco de estréia (na também velha plataforma física do cd; na web ele é encontrado facinho pra ser baixado), é o que de mais “muderno” (de acordo com blogs oba-oba que adoooooram reverberar a última novidade hot do pop/rock planetário; será que esses blogs realmente OUVEM com atenção tudo aquilo que eles recomendam aos seus leitores? Porque Zap’n’roll ouve sempre atentamente) os ouvidos da nação “indieota” podem ouvir. E tanto um (Soundgarden) como outro (Poliça) estão sendo comentados aqui, no texto introdutório do postão semanal zapper, porque ambos são ótimos exemplos de como velho e novo se confundem cada vez mais nos tempos atuais. O que é moderníssimo hoje já não o será mais amanhã e essa feérica autofagia do pop/rock da geração cyber só corrobora cada vez mais o incrível vaticínio disparado pelo sábio Andy Warhol, há quase cinco décadas: “no futuro, todos serão famosos por quinze minutos”. Esse “futuro” já chegou há algum tempo e demonstra que o artista plástico que descobriu o seminal, lendário e imortal Velvet Underground (que durou bem mais do que quinze minutos na história do rock mundial) talvez tenha errado em seus cálculos – hoje, a fama proporcionada a artistas e “celebridades” instantâneas pela internet, sites, blogs, vlogs, YouTube e afins, talvez não dure nem quinze segundos. É um processo de fabricação e destruição em série de novos mitos, ícones e gênios. Tudo muito cruel, tudo absolutamente inócuo, superficial e descartável ao extremo. A vida hoje é assim. E se você acha que isso é uma visão ranzinza, pentelha e pessimisa demais, disparada por um jornalista tiozão que está a caminho dos 5.0 de existência, reflita com calma e veja se o mundo não está assim mesmo, dessa forma. Quantos discos, músicas, seriados, fotos, vídeos etc, etc, etc, você coloca no seu HD diariamente (dona Helena Lucas, no explendor de seus quase vinte e dois aninhos de idade e sempre amada pelo blogger rocker, mesmo estando em um affair pra lá de enrolado com ele, neste momento se diverte baixando temporadas inteiras de “Girls” e “Californication” em seu notebook, sendo que ela ainda insiste para o que o autor destas linhas online acompanhe os episódios junto com ela) para, daqui a instantes, jogar tudo na lixeira do computador? Pois é… Mas enfim, como isso aqui é um blog de cultura pop e rock alternativo que precisa estar sempre atento às últimas movimentações de tudo, lá vamos nós começar mais um post. Falando sim da volta do Soundgarden. E também do… Poliça, como não?

 

* E tome mais anos 90’ sendo que esta primeira nota, vamos admitir, surge balizada pela leitura da “Confraria de Tolos”, o blog escrito por mr. André Barcinski no Uol. Barça, já cansamos de dizer aqui, é o “inimigo cordial” número um destas linhas zappers, hihi. E nem por isso deixamos de reconhecer que seu blog talvez seja um dos melhores na atual blogosfera nacional dedicada à cultura pop. Anyway o “Confraria…”, em um dos seus últimos posts, fala da volta do ótimo The Dandy Warhols, desde sempre uma das indie guitar bands americanas preferidas destas linhas rockers online. O grupo liderado pelo vocalista e guitarrista Courtney Taylor Taylor (e que conta também com a estranha, totosa, charmosa e sexy baixista Zia McCabe, por quem o autor deste espaço online sempre teve um desejo carnal, hã, platônico) lançou no final de abril seu novo álbum de estúdio, “This Machine” – o oitavo em quase dezoito anos de existência. O DW já passou por diversas fases em sua trajetória: foi do guitar rock básico à new wave a lá Duran Duran (no espetacular “Welcome To The Monkey House”, que a banda lançou em 2003 e que, por acaso, foi o único disco do quarteto que ganhou edição brasileira, sendo que ele já está há muito fora de catálogo mas pode ser facilmente encontrado na web), voltou ao indie guitar (ao que parece) no novo trabalho, ameaçou se tornar banda gigante (mas não chegou lá), esteve para tocar no Brasil (na segunda edição do Indie Rock Festival, que nem acabou acontecendo) e hoje tenta recuperar sua importância dentro de uma seara artísitica (o rock’n’roll) cada vez mais congestionada de hypes e bandas tão efêmeras quanto inúteis. O blog está ouvindo “This Machine” por esses dias, e por enquanto gostou do que ouviu. Fica a promessa de uma resenha caprichada do dito cujo para a semana que vem, se nada der errado por aqui.

O incrível (ainda) The Dandy Warhols, uma das guitar bands preferidas do blog zapper desde sempre

 

* E O SOUNDGARDEN TAMBÉM VEM AÍ – Um dos gigantes do movimento grunge que sacudiu Seattle e o mundo no início dos anos 90’, o quarteto Soundgarden prepara seu comeback, hã, triunfal. Yep, a banda está de volta com sua formação original (Chris Cornell nos vocais, Kim Thayil nas guitarras, Bem Shepherd no baixo e Matt Cameron na bateria) e prepara o lançamento do novo disco (o primeiro de inéditas em mais de década e meia, já que “Down On The Upside”, o anterior, saiu em 1996) ainda para este ano. Depois vão cair na estrada, óbvio – e há até quem sonhe com uma aparição deles por aqui na edição deste ano do festival SWU, que acontecerá em novembro. Tudo ótimo, tudo lindo mas o mundo não é mais o mesmo da Seattle de 1991, não é mesmo? Chris Corno, ops, Cornell, continua com um vocal impecável aos quarenta e sete anos de idade (apenas um a menos do que o autor destas linhas online, uia). Mas a primeira faixa divulgada do novo trabalho, “Live To Rise”, deixa dúvidas se o retorno do conjunto será mesmo fodástico: trata-se de uma power grunge ballad bastante inofensiva para os padrões do que eles já fizeram em discos como “Badmotorfinger”, por exemplo. Mas como a música é o carro-chefe da trilha sonora do blockbuster “Os Vingadores” (já em exibição nos cinemas brazucas) e Cornell e cia. devem ter recebido uma bufunfa preta pela “encomenda”, o melhor mesmo era compor algo mais palatável e de fácil absorção (ops!) pelo populacho americano. Vai daí que… Enfim, vamos aguardar o disco completo e ver o que o velho Soundgarden tem a oferecer à molecada em 2012.

 

* Aí embaixo o vídeo de “Live To Rise”.

 

* A semana foi quente em termos de shows, no? Teve James na segunda-feira, The Ting Tings na terça, Duran Duran e Noel Gallagher na quarta. E antes que alguém pergunte algo ou algum mané venha pentelhar no painel dos leitores: o blog não foi absolutamente em nenhuma dessas gigs. Motivos? Simples: James e Ting Tings não falam ao pau do blogger rocker a ponto de fazê-lo ir atrás de convites ou credenciais para assistir aos shows. Duran Duran estas linhas virtuais já tinham assistido em novembro passado, no festival SWU – e foi um puta show. E o gênio Noel… bien, perdemos o prazo de pedido de credenciamento pra assistir o set do ex-guitarrista e líder do saudoso Oasis. Talvez tenha sido realmente o único arrependimento do blog esta semana, em se tratando da não ida a shows gringos em Sampalândia. É, o sujeito aqui anda realmente ficando preguiçoso pra ir atrás de credenciais. Será a “velhice” batendo à porta? Uia!

 

* E BOMBA!!! IMAGENS FODAÇAS DA SEMANA, UIA! – E não? Ela é uma “boceta para quatrocentos talheres” (ou machos, hihi). Miss Carolina Dieckmann, a atriz Global que é pura gostosura em seus lindos trinta e três aninhos de idade, resolveu tirar algumas fotos, hã, “sensuais” (leia-se: peladinha), pra se auto-admirar (como diz a nossa “assistente editorial de plantão”, Helena Lucas e que alertou o zapper taradón para o vazamento das imagens na web, “quem nunca?”). Só que Carolzinha, tadinha, “esqueceu” de deletar as fotos de sua câmera digital e aí… claaaaaro que elas foram parar hoje na internet, deixando marmanjos mais assanhados de pinto duro e já prontos para bater uma senhora punheta, wow! Buenas, Carolina está belíssima nas fotos (e não?) e como este espaço online não é muquirana nem mão-de-vaca, ele divide aí embaixo com seu fiel e dileto leitorado algumas das fotocas da vaquilda Dieckmann, exatamente como ela veio ao mundo. Deleitem-se pois!

Bela xana hein miss Dieckmann!

Fazendo pose de vagaba séria, uia!

Que di-li-ça!!! Carolzinha e suas tetinhas, wow!

 

* A nota (triste, óbvio) de falecimento desta sexta-feira: Adam Yauch, um dos fundadores dos Beastie Boys e que tinha um câncer desde 2009, se foi aos quarenta e sete anos de idade. Zap’n’roll, embora reconheça a importância do trio americano para o rock e o hip hop nos últimos vinte anos, nunca morreu de amores pelo mesmo. Mas de qualquer forma, fica o registro. RIP Adam.

 

* Mas como o show não pode parar, vamos lá falar do Poliça.

 

POLIÇA, MAIS UM HYPE ALGO DESNECESSÁRIO. MAIS UM…
Quarteto americano surgido há menos de um ano em Minneapolis (a terra de um certo e lendário Husker Du), o Poliça (isso, grafado assim mesmo) é o novo “queridinho” de certa parcela da musical press gringa, que caiu de amores pelo R&B mezzo dub, mezzo eletrônico engendrado pelo combo liderado pela bonitinha vocalista Channy Leaneagh (com uma sensualidade dúbia e estranha, já que ela é um tanto magricela). O álbum de estréia do quarteto (que é completado pelos músicos Chris Bierden, Bem Ivascu e Drew Christopherson), “Give You The Ghost”, chegou às lojas americanas em seu velhusco formato cd na última terça-feira – na web, ele está dando sopa já há algum tempo.

 

E é estranhíssimo o retumbante foguetório com o qual o álbum foi recebido pela musical press de lá. Um estardalhaço que, inclusive, reverberou em alguns espaços da blogosfera brazuca dedicada à cultura pop e ao rock mais alternativo, sempre desesperados em achar a nova sensação do milênio da última semana no pop planetário. Estas linhas online, óbvio, foram atrás do Poliça. Ouviram o disco mais de duas vezes nas últimas quarenta e oito horas.

 

Bão, e daí? Daê que, em suas primeiras impressões (e que talvez mudem daqui a alguns meses) o blog achou a música de “Give You…” comum demais para estar sendo tão, hã, hypada. Sim, há toda uma elaboração sonora sofisticada na composição das faixas, a produção do álbum é esmerada e a inflexão vocal da mezzo sensual Channy (cuja timbragem pode tanto remeter a Regina Spektor quanto a alguma diva do pop onírico inglês dos primórdios dos anos 80’, como Liz Fraser por exemplo) é boa o suficiente para colocá-la como uma das melhores novas vozes femininas do momento.

A estréia do Poliça: R&B e eletrônico sofisticado demais, para servir de trilha sonora publicitária

 

Mas o repertório do cd está longe de ser um primor. Há na verdade todo um conceito de “sofisticação” melódica e estrutural (ambiências às vezes glaciais e soturnas, vocais processados com efeitos de eco, pianos aqui e ali) que acaba conferindo às faixas uma incômoda sensação, como se elas tivessem sido compostas com o claro objetivo de servir como trilha para campanhas publicitárias milionárias, criadas por algum publicitário “genial” e playba (e que adora meter a napa em devastações nasais, em festas regadas a xoxota e champagne). É essa a impressão que canções como “I See My Mother” ou “Dark Star” transmitem, embora no meio delas haja “Violent Games”, onde arranjos eletrônicos mais agressivos conferem mais dramaticidade ao trabalho.

 

Essa dramaticidade inclusive cresce na metade final do disco, e torna músicas como “Lay Your Cards Out”, (talvez o momento mais denso e tenso de todo o álbum), “Happy Be Fine” e “Wandering Star” os melhores momentos de “Give You The Ghost”. Se o trabalho todo seguisse nessa linha a estréia do Poliça poderia se candidatar a uma vaga entre os melhores lançamentos de 2012.

 

Mas infelizmente ainda falta amadurecer algo na banda. Como ela está, hoje, será apenas mais uma nestes tempos de internet. E mais um nome do qual ninguém irá se lembrar em 2013.

 

* Mais sobre o Poliça, vai lá: WWW.thisispolica.com

 

 

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BORA PRA VIRADA!!!
Virada Cultural é sempre uma festa, sem dúvida. E a deste ano em Sampa, em sua oitava edição que começa no final da tarde deste sábado (quando este post está sendo concluído), não vai ser diferente. Milhões de pessoas ocupando o centrão (e outros locais e espaços) de Sampa, pra acompanhar as mais de novecentas atrações programadas. Turmas de amigos se encontrando (ou reencontrando), se divertindo juntos, casais se formando (ou se desmanchando), passeios, anseios, deslumbres, encantamentos, algumas decepções, um pouco de álcool, algumas drugs talvez. E assim vai.

A Virada tem algumas atrações bem legais, como sempre (e algumas novidades também neste ano, como a “lariqueira” na madrugada, no elevado Costa & Silva, o Minhocão, conduzida por chefs famosos e com pratos a preços populares, custando no máximo quinze pilas cada um. Bacana essa idéia). Mas como o autor deste blog já comentou aqui mesmo, alguns posts atrás, e também em redes sociais, a sensação que se tem é que o evento já foi mais “empolgante” – principalmente no ano em que o atual prefeito Gilberto Kassab (agora em 2012, no final de seu mandato) tinha conquistado sua reeleição. Como sempre, quando Administrações Públicas estão em vias de mudar de mãos e de Partidos, parece que há uma certa negligência e “preguiça” em montar uma programação realmente fodona para algum grande evento cultural público.

Mas enfim, a maratona cultural que vai sacudir a capital paulista por vinte e quatro horas, começa no final da tarde de hoje (sábado, quando este post está sendo concluído). E dentre as milhares de atrações que estão no roteiro da Virada, Zap’n’roll se programou pra assistir as seguintes, ao lado da sempre amada mini Black Helena Lucas:

 

* Cláudia Dorei – a cantora de trip hop se apresenta no palco 15 de novembro, às nove da noite.

 Cláudia Dorei: trip hop brazuca abrindo a maratona cultural em Sampa

* Man Or Astro-Man – o grupo instrumental americano de surf/punk/psicodélico sobe ao palco Barão de Limeira às dez e meia da noite.

 

* Iron Butterfly – hard rock e psicodelia sessentista Americana, no palco São João às onze e meia da noite.

 

* Messias Elétrico – ótima revelação do novíssimo rock independente nacional, a banda hard/psicodélica alagoana mostra seu primeiro disco no palco Baratos Afins (pilotado pelo célebre produtor Luiz Calanca, dono da loja homônima), no Largo do Paissandú, às duas horas da manhã de domingo.

 

* Júpiter Maçã – o show do já lendário músico gaúcho, um dos papas da psicodelia rock brazuca, rola às três e meia da manhã de domingo no palco Barão De Limeira e promete ser imperdível.

O doidón Júpiter Maçã leva seu rock psicodélico ao palco da Virada Cultural 

 

É isso. Se esse modesto roteiro servir de inspiração para alguns de nossos leitores, ótimo. Lembrando também que há sessões de cinema imperdíveis (entre elas, as que vão focar as produções da Boca do Lixo no Cine Windsor) durante toda a Virada. Entonces, monte seu próprio roteiro (sendo que a programação completa pode ser consultada em http://www.viradacultural.org/programacao ) e boa Virada! Nos vemos por lá!

 

* Ok, ok. A Virada Cultural 2012 pode não estar sendo nenhuma Brastemp, mas ainda se mantém como um dos melhores eventos públicos culturais e gratuitos da capital paulista, e já com repercussão internacional. Estranho é a turma da Ong Fora do Eixo começar a metralhar o evento em redes sociais, “denunciando” supostos “esquemas” fraudulentos envolvendo a contratação de artistas para se apresentar na programação. E mais curioso ainda é que, quando participou anos atrás da mesma Virada, com o palco Abrafin (hoje, a caída Associação Brasileira de Festivais Independentes), a mafiosa turma da Fora do Eixo era só elogios para a grande festa cultural paulistana. Não seria mais digno, ao invés de levantar suspeitas (lembrando que o FDE este ano não conseguiu emplacar nenhuma atração ou palco na Virada) contra o evento, que os Fora do Eixo explicassem publicamente o que fazem com a grana que recebem via mamação de teta no Poder Público Federal? Ou como pagam o altíssimo aluguel da sede monstro que possuem em São Paulo, no bairro do Cambuci, onde moram mais de quinze pessoas? Pois é… quem tem telhado de vidro…

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: a estréia do grupo Messias Elétrico, que toca na oitava edição da Virada Cultural Paulistana. O álbum pode ser achado na loja Baratos Afins (11/3223-3629 ou WWW.baratosafins.com.br) . psicodelia das boas tocada por alagoanos fãs de rock’n’roll.

 Messias Elétrico: psicodelia das Alagoas em ótimo disco e também na Virada Cultural

 

* Filmes: há pelo menos três imperdíveis em cartaz: “Diário de um jornalista bêbado” (com Johnny Depp e baseado no livro homônimo do gênio imortal Hunter Thompson), “Paraísos artificiais” e o novo do Beto Brant, “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”.

 

* Baladas: estão meio assim este finde, por conta da Virada Cultural, né? Então fikadika pra próxima quinta-feira: o sempre esporrento trio Nevilton, uma das grandes revelações do novíssimo indie rock nacional, toca de grátis no Centro Cultural São Paulo (que fica na rua Vergueiro, 1000, Paraíso, zona sul de Sampa), às nove da noite. E no próximo post voltamos a informar normalmente as baladenhas que sempre agitam o circuito under paulistano nos findes, okays?

 

 

PRÊMIOS NA RODA, UIA!
O blog tá devendo o nome de quem ganhou o primeiro disco solo do ex-Sonic Youth Thurston Moore (mais um pôster), e promete anunciar o vencedor no próximo post. Então aí dá tempo de concorrer a esse brinde lá no hfinatti@gmail.com, onde também agora entra em disputa:

 

* INGRESSOS (número sedndo definido) para o show do Band Of Horses, que acontece no próximo dia 21 de maio no Beco203, em Sampa. Vai nessa? Então corre!

 

 

E FIM DE PAPO MESMO!
Que daqui a pouco começa a Virada e o blog zapper vai estar nela. Semana que vem tem mais. Até lá!

 

(atualizado e finalizado por Finatti em 5/5/2012, às 16hs.)