O duo Madrid e seu discão de estréia. Adriano Cintra dá entrevista gigante e EXCLUSIVA para o blog, onde DETONA o CSS. Mais: todos os detalhes do festão de entrega do Prêmio Dynamite, daqui a duas semanas. O (até o momento) meia-boca line up do Planeta Terra 2012, e mais isso e aquilo tudo, uia! (plus: a turnê dos Los Porongas pelo extremo Norte brasileiro) (ampliado, atualizado e finalizado em 30/6/2012)

 A dupla Adriano e Marina na capa do álbum de estréia do Madrid (acima), e o CSS (abaixo), ex-banda do músico: mudança radical no novo projeto musical e disparando contra Lovefoxxx e cia em entrevistão pro blogão zapper

 

As mudanças de comportamento e a “guerra” na blogosfera.
Dois assuntos aparentemente desconexos entre si, mas que fustigam o pensamento de Zap’n’roll na madrugada aprazivelmente fria de quinta pra sexta-feira, quando o novo post destas linhas online está sendo escrito. A primeira questão (a mudança de comportamento) começou a perpassar as reflexões do autor deste blog quando ele deteve seu olhar, também na última madrugada, no texto escrito por um célebre colega seu de blogosfera – e que você vai saber quem é logo mais aí embaixo, se continuar lendo o post. O texto escrito pelo jornalista em questão fazia um resgate de um lendário grupo inglês dos anos 80’, que produzia uma sonoridade contemplativa, bucólica e que hoje a “modernidade” crítica chama usualmente de dream pop. E justamente pelo grupo abordado no referido texto é que o zapper sempre atento e observador concluiu que as pessoas mudam sim e muito, ao longo de sua existência. Mudam seu comportamento, seu modo de enxergar o mundo, suas atitudes, seus gostos culturais (e musicais, por tabela), mudam seus valores morais, sociais etc. Se todas essas mudanças são para pior ou melhor, é outra looooonga discussão. Mas voltando ao texto do nosso prezado colega de blogosfera, ele sinaliza que o jornalista que o escreveu mudou muito nos últimos vinte anos – e este blog pode dizer isso com conhecimento de causa pois conhece a figura pessoalmente (embora nunca tenha convivido com o mesmo ou tenha tido exatamente laços de amizade com ele), e acompanha seu trabalho profissional desde 1990 pelo menos. Mudou em termos de gosto musical já que, pelas dezenas de textos que já publicou em seu blog ele sinaliza que hoje, maduro e com mais de quarenta anos de idade, possui uma amplitude e ecletismo musical ultra saudável e que inexisita no então jovem jornalista que, nos anos 90’, só gostava praticamente de rock pesado, grunge, punk e podreiras similares. Na outra ponta dos devaneios zappers vem a questão de uma pseudo “guerra” entre blogs amigos (caso deste aqui e da vizinha Popload, do Uol). Uma “guerra” que na verdade não existe (ao menos na concepção do autor destas linhas rockers virtuais), e que tenta ser criada e alimentada por gente à toa, desocupada e desprovida de cérebro, e que vive de enviar mensagens fakes e covardes para o painel do leitor zapper com o intuito de criar esse suposto “clima de guerra”. Um ótimo exemplo disso é o manezinho que envia mensagens assinando “fã da popload” e que agora, semanalmente, vem até aqui tentar desancar o trabalho destas linhas bloggers rockers, e tentando jogar Zap’n’roll contra a Popload escrita pelo sempre querido amigo Lúcio Ribeiro), pra ver o circo pegar fogo. Que bobagem, tsc, tsc… cada blog tem sua importância nessa parada toda, cada um tem seu espaço e seu fiel e dileto leitorado – e o deste blog felizmente só aumenta a cada semana. Não estamos aqui pra sermos melhores do que ninguém e nem pra estar na frente de ninguém. O que nos interessa é levar boa informação e boa análise a quem nos lê, mesmo que eventualmente publiquemos assuntos que já foram notícia ou foram comentados em outros espaços. Como o Madrid, por exemplo: o novo projeto do chapa Adriano Cintra, ex-CSS (e amigo pessoal deste jornalista, há uma década e meia) tem o show de lançamento de seu primeiro disco na próxima semana, em São Paulo. Pois o blogão zapper publica neste post uma entrevista gigante com o músico (e que foi feita na semana passada), onde ele explica todos os motivos que o levaram a deixar o bem famoso e rentável CSS. Estamos dando uma matéria que já foi comentada em outros espaços midiáticos? Com certeza. Mas Zap’n’roll sabe como tratar o assunto e sabe do diferencial que seu material editorial possui, em relação aos outros. Por isso, se vale um conselho pra essa gente escrota, babaca, careta e covarde (como diria o saudoso poeta Cazuza) que assina “fã da popload”, ele é – e aí entra uma possível conexão entre mudança de comportamento (remeber Ira!) e “guerra de blogs” que na verdade não existe: mude seu comportamento, amigão. Deixe de ser chato, hostil e otário. O mundo moderno anda complicado demais pra pessoas como você continuar agindo como tigres humanos que viviam na ignorância e obscurantismo da Idade Média. Mude seu comportamento. Talvez você se torne um ser humano mais feliz e menos rancoroso, invejoso e babaca.

 

* E começando as notinhas semanais com aquela que já rodou por toda a web (na NME, na Folha online, no site da Rolling Stone e também no nosso querido espaço vizinho que o “fã da popload” ama, hihi). Liam Gallagher não se conteve e soltou a garganta ontem na Inglaterra, em show do seu Beady Eye, cantando “Rock’n’roll Star” e “Morning Glory”, do Oasis. Foi a primeira vez que Liam cantou alguma música de sua ex-banda desde que ela chegou ao fim, em 2009. E isso tem um significado muito claro: o Gallagher mais novo sabe que o meia-boca Beady Eye vai ter vida curta. Logo, logo ele irá voltar para os braços do irmão Noel, pra quem sabe…

 

* O Beady Eye, é bom não esquecer, é uma das bandas de abertura (!) dos mega shows com tickets total esgotados que os Stone Roses fazem neste finde, na sua natal Manchester.

Liam, o Gallagher mais novo, cantou Oasis esta semana e vai abrir shows dos Stone Roses. Será que ele está mais “humirde” e menos arrogante, afinal?

* Como estas linhas rockers online anteciparam, a produção do festival Planeta Terra começou a soltar esta semana os primeiros nomes de quem vai estar na edição deste ano do evento. E tome o chatíssimo Maccabees, mais Kings Of Leon (que fez um show péssimo no SWU em 2010) e Gossip (que o blog acha ok apenas). Assim, como está nesse momento, o line up do Terra é o pior das últimas edições. Óbvio que muita coisa ainda está sendo negociada e fechada. Assim, é cruzar os dedos e torcer para que venham também Garbage (esse já entregou no seu Twitter oficial que estará no Brasil este ano), Mumford & Sons (que vai inclusive lançar seu novo disco em setembro) e Kasabian. Aí sim vai valer a pena ir até o Jockey Club de Sampa.

Kings Of Leon (acima) e Maccabees (abaixo), duas das atrações confirmadas no Planeta Terra 2012, que começou mal de atrações

 

* Mas por essa estas linhas zappers não esperavam MEEEEESMOOO. Há alguns dias (ou semanas?) sem ler o “Confraria de tolos”, blog escrito pelo nosso “inimigo cordial” André Barcinski na Folha online (e, sem querer fazer média alguma, um dos melhores espaços de rock e cultura pop na blogosfera brazuca atual), agora de madrugada fomos dar uma “zoiada” no dito cujo.
E eis que pegamos Barça falando do… Cocteau Twins. Wooooow! Se você não sabe o que foi a banda, leia o blog dele, está tudo (mais ou menos) lá. Mas o que espanta é ver um sujeito, hoje careca e quarentão, rasgando elogios a uma banda que, vinte anos atrás (quando Barcinski AMAVA heavy metal, podreiras sonoras variadas e punk rock), ele devia odiar e achar a coisa mais insuportável do mundo. Conclusão óbvia: as pessoas envelhecem e mudam seu gosto musical (se pra pior ou melhor, é outra discussão), ampliam-no e o lapidam. Pelo jeito, é o caso do nosso “colega” de blogosfera.

 

Pra quem não tem idéia do que era a sonoiridade do Cocteau Twins, dá uma sacada no video aí embaixo, da música “Ivo”, que abre o álbum “Treasure”, lançado pelo grupo em 1986.

 

* Em tempo: estas linhas online gostam muito de alguns discos do Cocteau Twins (não todos). Inclusive a estréia do jornalista zapper estréia como profissional da mídia musical, em uma grande revista mensal e de circulação nacional foi em janeiro de 1987, na extinta Somtrês, quando ele resenhou lá (e falou bem) o “Treasure”, um dos melhores trabalhos da banda. O título da resenha era, se não nos falha a memória (uia), “Suavidade na tenda dos bem moderninhos” (isso, vale repetir, em janeiro de 1987, há vinte e dois anos!).

 

* Em tempo, II: ao vivo a banda era chatíssima e soporífera. Zap’n’roll descobriu isso quando o Cocteau Twins tocou aqui em 1990, no extinto ProjetoSP, na Barra Funda. O show foi um horror (nem a “parede de guitarras” construída no palco salvou a parada) de tão sonoleeeeeento e chato. O zapper sempre beberrão não aguentou e na metade da gig foi pro bar, pra beber. Bons tempos, enfim…

 

* PRÊMIO DYNAMITE: ÚLTIMA CHANCE PARA VOTAR – a votação para escolher os melhores do ano no Prêmio Dynamite de Música Independente 2012 termina amanhã, sábado, às 23:59 horas. Se você ainda não escolheu seus artistas preferidos, vai lá no site (http://www.premiodynamite.com.br/ ) e vota. Até o momento em que estas linhas bloggers poppers estavam sendo finalizadas, já haviam sido computados quase trinta mil votos. E a festa de entrega dos troféus aos vencedores – que volta depois de doiSs anos de ausência – promete ser bacanésima: ela acontece no próximo dia 11 de julho no teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Os mestres de cerimônia do evento serão a lindaça (e querida amiga zapper) Bianca Jhordão (vocalista do grupo Leela, que está prestes a lançar seu novo álbum, pela Pisces Records) e o eterno punk Clemente. Vão rolar shows do retornado Viper e mais Leela, Inocentes, Lipstick e… Maria Alcina, uia! Sendo que o sujeito aqui em pessoa vai entregar um dos troféus da noite. Além disso, paralelamente à premiação em si, também vai acontecer a Mostra do Prêmio Dynamite, com debates e shows legais entre os dias 6 e 7 de julho, no Centro Cultural da Juventude – mais sobre a Mostra você fica sabendo aqui: http://www.facebook.com/events/349317451804607/ . É isso aê, galere: vamos prestigiar DE FATO (ao invés de de mentira, como certas Ongs “fora do eixo” costumam fazer) a cena independente nacional votando e prestigiando a maior premiação da música alternativa brasileira!

O Leela vai tocar na entrega do Prêmio Dynamite 2012 

 

* Bien, que mais nessa já noite de sexta-feira? Adèle grávida do primeiro rebento, Tom Cruise dando uma botinada na (já) ex-mulher etc. Bobagens poppers enfim. Melhor ir logo pra explosiva entrevistona que Adriano Cintra concedeu com EXCLUSIVIDADE ao blog, e onde ele literalmente detona sua ex-banda, a CSS. Além de falar do seu novo projeto, o Madrid, claaaaaro. Então bora ler o ping-pong aí embaixo.

 

 

CSS JÁ ELVIS – AGORA ADRIANO CINTRA SÓ QUER SABER DO MADRID
Ele voltou – em termos – ao underground musical paulistano, onde nasceu e se criou. Você, jovem leitor zapper, pode não ter a noção exata de quem é Adriano Cintra. Mas o multiinstrumentista (toca bateria, guitarra, baixo, teclados e sopros), compositor, arranjador e produtor musical circula há quase duas décadas no rock alternativo de Sampa. As primeiras bandas foram o Ultrasom e o Supermarket, no início dos anos 90’. Depois veio o trio garage punk Thee Butcher’s Orchestra, que se tornou gigante na indie scene paulistana e projetou o trabalho de Adriano também no circuito rock independente europeu. Foi também, nessa época, que ele e Zap’n’roll se tornaram amigos.

 

E aí entrou em cena o combo electro-rock CSS (Cansei de Ser Sexy). Você e todo mundo sabe: a banda era Adriano mais cinco garotas (depois, apenas quatro) fazendo uma maçaroca barulhenta ao vivo – o grupo chegou a tocar, de graça, em festa da extitna revista Dynamite (e promovida pelo autor deste blog), no tradicional bar paulistano Outs. Isso lá por 2004. Aí a banda foi aprimorando seu som, Adriano foi fazendo contatos aqui e ali, conseguiu um contrato com o lendário selo SubPop (de Seattle e que deu ao mundo o grunge de Nirvana e Soundgarden) e… voilá! De repente o CSS era o nome um dos nomes mais “hot” do novo rock planetário dos anos 2000. Capa na NME, headliner em festivais pelo mundo afora, fama, dinheiro entrando e… tretas, muitas tretas. Que culminaram com a saída de Adriano Cintra (o “cérebro” e principal compositor do grupo) do CSS, no final do ano passado.

 

Isso é um resumo possível da história até aqui. Agora, aos trinta e oito anos de idade, o querido e velho Adriano está de volta com o seu novo projeto musical, o duo Madrid. Ao lado da cantora e compositora Marina (ex-integrante do grupo curitibano Bonde do Rolê), Adriano compôs uma batelada de belíssimas canções tramadas com violões, pianos e sopros. Tudo moldado em ambiências bucólicas, suaves e algo melancólicas (leia a resenha do álbum mais aí embaixo), em um disco que será lançado com um show na chopperia do Sesc eiapéia, em São Paulo, na próxima terça-feira, 3 de julho.

 

Mas o que rolou afinal por trás da saída de Adriano do CSS? E o que é o Madrid e o que o músico espera conseguir com sua nova empreitada musical? É o que você fica sabendo abaixo, na entrevista gigante e exclusiva que estas linhas zappers fizeram com o seu velho amigo na semana passada, via Facebook.

Dupla do barulho fazendo um entrevistão rock’n’roll: Zap’n’roll e Adriano 

 

Zap’n’roll – Você está lançando o primeiro álbum de seu novo projeto musical, o Madrid. O que esperar desse projeto e de um músico que já foi de uma formação histórica do indie guitar rock paulistano e que fundou um dos grandes nomes do electro-rock mundial nos anos 2000, o CSS?

 

Adriano Cintra – Tem a ver com minha primeira banda, o Ultrasom, onde eu tocava piano e cantava. É um disco lo fi, gravei tudo na minha sala, com poucos microfones. A Marina é incrivel, nos demos muito bem. Ela compõe, arranja, produz Desde o Caxabaxa [outro finado projeto musical de Adriano] eu não trabalhava com uma pessoa tão criativa.

 

Zap – Sim, e vocês dois são multiinstrumentistas. Mesmo assim, houve a adição de mais algum músico extra nas sessões de estúdio? E nos shows, serão apenas vocês dois mesmo ou pensa em montar uma banda maior?

 

Adriano – No disco só tem eu e ela. Eu toquei piano, bateria, baixo, algumas guitarras, sax e trompete. Ela tocou violão, guitarra, glockenspiel, órgão… Ao vivo contamos com dois músicos amigos nossos: O Rodrigo Sanches na bateria (foi ele que mixou o primeiro e o terceiro disco do CSS e gravou o segundo) e o Fil na guitarra. Ao vivo os arranjos são mais simples que no disco, mas tá soando super bem.

 

Zap – Ok. E sobre o quê falam as canções do Madrid?

 

Adriano – Separação, morte, maldade, desilusão, traição.

 

Zap – Esses temas presentes no trabalho do Madrid (separação, morte, maldade, desilusão, traição) têm a ver com o seu passado no CSS e os problemas que culminaram com a sua saída do grupo?

 

Adriano – claro, kkkkk. Então. Minha saída do CSS foi um dos períodos mais sofridos da minha vida. As pessoas acham que eu sou muito bafonzeiro, que xingo, que isso que aquilo. Mas ninguém parece entender que eu gostava daquelas meninas. De verdade. Era como se fossem da minha família. Eu tinha um sentimento de proteção com relação a elas fora do normal, talvez até por isso eu as tenha poupado tanto durante todo o processo. Eu as mimava de certa forma. E o dia que a japonesa [Lovefoxxx, vocalista do CSS] parou de falar comigo do NADA… Foi assim, um dia ela acordou e resolveu que não queria mais ser minha amiga. Olha, aquilo pra mim foi a morte. Eu demorei pra sair da banda, eu esperava que as coisas melhrassem mas só pioraram. Esse negócio aconteceu em janeiro de 2011. Até novembro, quando eu saí, as coisas se tornaram insustentáveis. Ela me excluia. Ela começou a fazer um grupo onde eu não era convidado. Eu fiquei muito deprimido. Foi praticamente um bullying. Quando eu saí, e foi assim, eu mandei um email bem ridículo falando AH ENTÃO VOCÊS VÃO PARAR DE ME PAGAR? ENTÃO EU TO FORA. Ninguem nem respondeu, tipo eu tava no fundo esperando um email NAAAAÃO, NÃO SE VÁ! Mas acho que era o que elas estavam planejando! E daí eu passei por todas as etapas do luto, neguei, fiquei com raiva, deprimi. E isso tudo influenciou as composições do Madrid, esse álbum foi composto e gravado em dois meses e meio. Pa pum.

 

Zap – Ok. E hoje, passado um ano dasua saída, você já descobriu o que motivou essa atitude da Lovefoxxx? Porque, embora muitas pessoas não saibam, a priori quem teve a idéia de montar a banda e efetivamente a montou foi você. Quando o CSS começou a estourar no rock planetário, não havia nenhum contrato formal que definia essas questões de quem era o autor das canções e de como eram divididos os lucros entre os músicos da banda?

 

Adriano – Nunca descobri o motivo. Desconheço, cansei de tentar adivinhar. Quem montou a banda na verdade foi a IRACEMA. Que pulou fora em 2008. Olha, eu sou o compositor do CSS, isso é uma questão de publishing. Eu nunca dividi a edição das músicas com ela, então eu continuo sendo dono das músicas, da propriedade intelectual que são as músicas. Muitas tem letras da Lovefoxxx, então ela também é dona das músicas que tem letras dela. Não exite motivo para eu proibir elas de tocarem minhas músicas pois cada vez que tocam eu ganho dinheiro. O que elas queriam parar de me pagar era o mísero salário da banda. Eu tirei licença médica por conta de um reumatismo no dedo mínimo. Eu ia voltar a tocar um mês depois. E elas querendo cortar meu salário. Sendo que no show elas estavam usando até meus backing vocals gravados. O grande problema era esse. Eu sempre ganhei mais dinheiro que todas elas, eu era o compositor da banda. E o produtor. Daí aproveitando que eu saí da banda, elas não me pagaram nem pela produção do ultimo disco da banda. E quer saber? Que enfiem esse dinheiro no rabo, nem era muito dinheiro assim. Mendigas. Passado o baque da tristeza de ter sido descartado, eu consegui ver as coisas como elas são. Essas meninas são umas patricinhas do Itaim [Bibi, bairro nobre da zona sul paulistana], que não têm noção do que significa trabalhar. Camelei um ano e meio pra fazer essa porra de último disco. Não ficou do jeito que eu queria. Usaram meu estudio,meus instrumentos, minha paciência. Minha VIDA. E não me pagam o que estava acertado? Daí o melhor foi a desculpa do empresário, querendo me dar o truque que não era aquele valor combinado. Sendo que eu tinha guardado o email onde ELE me oferecia o valor. Gente baixa, rasteira. E agora ficam lá tocando minhas músicas (fazendo dinheiro pra mim) pagando de MINAS DE BANDA. Quero muito ver que tipo de música elas vão compor. “BEER! VODKA! PROVOLNE!”. Vai ser tipo isso, creio eu. E outras assim, bem bem pretensiosas onde a japonesa vai chavecar algum bofe, tentnado fazer poesia.

 

Zap – Há duas fases bem distintas do CSS. A primeira, de grupo electro-rock no underground paulistano, sendo que vocês chegaram a tocar em festa da revista Dynamite, produzida por mim lá no Clube Outs, hehe. A segunda é quando a banda começa a ficar realmente grande (e nessa fase o único show que assisti do grupo foi no festival Mada, em Natal, anos atrás), é contratada pela SubPop, sai na capa da NME e começa a tocar nos principais festivais de rock do mundo. A mudança de um estágio para o outro provocou, de certa forma, algum impacto psicológico ou emocional em você e nas outras integrantes? Vocês estavam ganhando muito dinheiro, afinal? E como isso tudo se refletiu na vida pessoal de vocês todos?

 

Adriano – Eu nunca ganhei MUITO dinheiro com a banda. O que eu ganhei eu gastei morando fora. Houve o imbróglio com o ex-empresário, que me dá vontade de vomitar. Seria a vez que eu ganharia uma grana, e por isso entenda “uau, vou comprar meu apartamentINHO de 60 metros quadrados”. E o dinheiro evaporou. Depois, ganhamos dinheiro que gastei morando fora, morei quatro anos em Londres. Aluguel caro, comida cara. Psicologicamente acho que algumas pessoas na banda começaram a se levar a sério demais. Eu nunca me deixei levar por aquilo, pra mim era trampo, era chato pra caralho, não dava pra dormir, eu era alcoólatra. Eu não to nem aí de conhecer gente famosa. Eu detesto gente, caguei. “AI, OLHA A PEACHES”. Caguei. Olha, o “DAVID GROHL”. Caguei. Eu nunca, nunca puxei papo com essa gente. “MEU DEUS, VAMOS TOCAR ANTES DO SONIC YOUTH”. Mano, eu nem cheguei perto deles, imagina ir la pagar pau e ser mal tratado? Ia acabar com minha vida. Bom, eu sou um bicho né. Mas tinha nego da banda que STALKEAVA essa gente. Ia atrás, puxava assunto, tirava foto, trocava email. Putz, acho muito escroto. Muito deslumbre. Sabe o pior? No fim, eu tava me questionando, será que eu tinha que mudar? Será que eu sou tao insuportável assim? Daí eu fui la e tirei UMA FOTO COM O DAVID GROHL, hahaha. E sabe o que aconteceu? Aquela piranha do Kills me tratou mega mal e eu quase mandei ela à merda, groupie do caralho.

Lovefoxxx, a vocalista do CSS, segundo Adriano Cintra: “deslumbrada” e “não sabe cantar”, uia! 

 

Zap – E da parte das garotas, você sentia que havia um certo deslumbramento delas em estar ficando famosas e convivendo com outros rock stars? A Lovefoxxx chegou a noivar (ou casar) com o vocalista do trio inglês Klaxons, que também já teve seus quinze minutos de fama, rsrs.

 

Adriano –  Elas super deslumbraram. Patético. Me constrangia muito.

 

Zap – Ceeeeerto. E falando ainda de problemas com grana, direitos autorais de músicas etc, os problemas que você teve com o primeiro empresário do CSS foram, afinal, solucionados? Sei que você já falou muito sobre isso em entrevistas anteriores mas o que aconteceu afinal, a ponto de vocês demitirem o sujeito da função de empresário da banda?

 

Adriano – Há um processo criminal acontecendo. Essas coisas demoram anos. Mas eu vou até o fim.

 

Zap – Mas você pode detalhar o que acontceu?

 

Adriano – Ai, que horror. Meu advogado mandou eu não ficar falando disso, kakakakaka. É preguiça! A gente era burro, ele era mais burro ainda. E a merda espalhou na cara de todo mundo. Pra você ter idéia como as coisas são, desde 2007 eu nunca mais vi essa pessoa. Nem por acaso na rua. Não sei o que faz, onde frequenta, quem são os coitados que estão andando com ele hoje em dia. Quero que exploda.

 

Zap – Ok. E no auge do sucesso do CSS como você se sentia estando no meio daquele turbilhão de shows, entrevistas, festivais etc? Como era viver nesse, hã, “glamour” de fama, drugs, festas, sexo etc? Hoje, de volta ao cenário independente nacional, você de alguma forma sente falta daqueles tempos com o CSS?

 

Adriano – Olha, eu no auge bebia uma garrafa de vodka inteira por dia. Você acha que eu LEMBRO? Eu no fundo detestava tudo aquilo, nada era do jeito que tinha que ser, era tudo caótico, errado, a gente sempre se fudendo, nunca tinha tempo pra dormir, tinha dia que pegávams cinco vôos! Quando a banda deu um break pra fazer o terceiro disco eu parei de beber, comecei a fazer academia 6X por semana. Eu gosto de acordar cedo, dormir cedo. Não gosto mais de boate. Eu gosto de rotina. Agora com o Madrid eu vou fazer as coisas do jeito certo. Vamos viajar? Ok. Vamos marcar os vôos pensando que temos que DORMIR. ANTES DE VOAR. Kkkkkkk.

 

Zap – Ou seja: no final das contas, nem havia tanto glamour assim. Ou se havia, ele cobrava um preço alto, né?

 

Adriano – Véio, não tem glamour nenhum. Tocamos várias vezes na BBC. Tinha que estar lá as seis da manha pra passar som. Ninguém merece. Daí ficava lá o dia todo no camarim. Fazendo o que? Bebendo né. E comendo. É muito deprê. Glamour é você mesmo fazer suas coisas. Finatti, eu sou punk. Sempre gravei meus discos. Mixei. Fiz as estampas das camisetas. Silkei as camisetas. Vendi as camisetas. Quando você entra no jogo grande, vc não faz mais nada! É deprê.

 

Zap – Na minha avaliação pessoal, e sem querer fazer média com você, o CSS vai acabar em breve. E Lovefoxxx vai tentar a óbvia carreira solo, que também não vai durar muito. É o que eu acho. E você, o que acha em relação ao futuro delas?

 

Adriano – Quero que explodam. Mano, vai ver aquela MERDA de música que ela canta com o Steve Aoki. Aquele imbecil do Steve Aoki. Japonês deslumbrado, hipster wigga maldito. Mano, a voz dela tem tanto autotune que perdeu pra CHER. Ela pode gravar mais cinco músicas com auqele autotune terrivel. Até a hora que ninguem mais aguentar aquele efeito. Porque ela não consegue cantar sem efeito. Eu tenho aqui umas gravações que fizemos num puta estudio nos EUA. Se eu soltar isso, ela vai se dar descarga de vergonha.

 

Zap – Sensacional a entrevista, dear. Você lembrou dos tempos do Ultrasom, sua primeira banda. Teve também o Supermarket e, claaaaaro, o grande Butchers Orchestra, que na verdade foi a banda que te projetou como músico. Mudou muito a cena indie paulistana daquela época pra hoje? Como você se sente participando novamente dessa cena, após passar alguns anos em uma banda mega do pop planetário? Pretende tentar fazer carreira internacional também com o Madrid ou isso não está nos seus planos?

 

Adriano – Acho que hoje em dia tá bem deprê. Não tem onde tocar… tá puxado. Cade o Juke Joint? Então, já temos uma carreira fora. A agencia que marca nossos shows é inglesa. Estamos marcando uma turnê européia em outubro. Estamos negociando com uma empresaria americana para nos representar. A Marina mora em Londres. Para nos vai ser natural continuar tocando fora, eu tenho mais contatos lá fora que aqui!

 

 

MADRID, O DISCO, JÁ É UM DOS GRANDES LANÇAMENTOS DE 2012
Quem conhece o músico Adriano Cintra pelo que ele compôs, gravou e tocou com o trio garage/punk Thee Butcher’s Orchestra e com o (durante alguns anos) bombado combo electro CSS, não vai reconhecê-lo em seu novo projeto musical. E quem não tem referência alguma de sua trajetória vai se surpreender e admirar sua versatilidade em trafegar em ambiências sonoras tão díspares. Sim, porque “Madrid”, o disco que Adriano lança no próximo dia 9 de julho (pelo próprio selo criado pelo músico), em parceria com a também compositora e cantora Marina Vello, não tem absolutamente nada a ver com a sonoridade dos ex-grupos em que Cintra atuou.

 

É um álbum, antes de tudo, gravado na equação low fi – onde menos é mais. Mas nem por isso (pela gravação simples, com poucos instrumentos e sem nenhum rebuscamento na parte técnica e de mixagem) o trabalho é menos precioso e impactante. Pelo contrário: há todo um esmero melódico e instrumental, todo um cuidado com letras e vocais e que dificilmente se encontra nas atuais produções do pop/rock alternativo, seja daqui ou de fora.

 O multiinstrumentista Adriano: além de tocar, ele também se arrisca nos vocais na estréia em disco do Madrid

 

São canções contemplativas e tristonhas as que estão no disco de estréia do Madrid. Boa parte delas engendradas apenas com piano e voz. Em alguns momentos surgem violões e sopros (tocados por Adriano). As letras falam de traição, separação, desilusão (como o próprio músico revela na entrevista ao blog), em alusão à sua saída do CSS. E desse inventário, dessa expiação de dores emocionais causadas pelo rompimento entre ele e sua ex-banda, surgem músicas demolidoras como “Sibilings” (levada por violões algo dramáticos), “Sad Song” (aí é o piano que comanda a melodia e onde Adriano permite se arriscar nos vocais, dividindo-os com Marina; além disso há sopros que imprimem à música um quê de trilha para casais desiludidos em uma mesa de bar enfumaçado) e “Poison” (Adriano novamente nos vocais, e aqui destilando um “veneno” bem mortífero na letra, em referência ao seu passado recente no CSS). Como se não bastasse, Marina também enterra seu passado no Bonde do Rolê e se revela uma extraordinária cantora (com pronúncia em inglês impecável, diga-se) em “I’ve Been Around” (onde sua interpreação deixa qualquer Lana Del Rey da vida comendo poeira) e “Bride Dress”, o momento mais intenso e espetacular de um trabalho que beira a perfeição musical.

 

Há momentos, hã, mais animados em “Free Fall” (onde surge uma escaleta) e no “quase” low fi indie rock que é “Your Hand”. Porém estas duas faixas não destoam em nada do contexto que abarca o trabalho. “Madrid”, o disco, é sem nenhum favor já um dos grandes momentos do indie rock de 2012. Pode ter certeza disso.

 

* O duo Madrid lança seu primeiro álbum com um show na próxima terça-feira em São Paulo, no Sesc Pompéia, às nove da noite. A entrada será gratuita.

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: a estréia do Madrid, o novo projeto de Adriano Cintra, ex-CSS. O álbum tem show de lançamento no Sesc Pompéia (rua Clélia, 93, Pompéia, zona oeste paulistana), na próxima terça-feira, 3 de julho, às nove da noite. E o que é melhor: de graça!

 

* Los Porongas no extremo Norte brasileiro: uma das dez melhores bandas do rock independente brasileiro dos anos 2000, os fodásticos Los Porongas, realizam um sonho antigo: fazer uma tour por várias cidades da região Norte do Brasil. Nada mais natural pois, apesar de radicado há alguns anos em Sampa, o quarteto formado por Diogo Soares (vocais), Carlos Gadelha (guitarras), Magrão (baixo) e Jorge Anzol (bateria) na verdade nasceu em Rio Branco, no Acre. A sonoridade única que o grupo construiu em seus dois excepcionais álbuns de estúdio, agora poderá ser conferida ao vivo pela galera do extremo Norte. A tour começou ontem (sexta-feira), em Belém do Pará. Segue hoje (sábado, 30 de junho) em Macapá (e daqui estas linhas online mandam um super abraço pro queridão Otto Ramos e toda a turma do coletivo Palafita, que está organizando o evento por lá), onde a banda toca no Centro de Difusão Cultural Azevedo Picanço, com abertura luxuosa do local e também ótimo Vila Vintém (uma das bandas daquela região mais bacanas que o blog teve o prazer de conhecer e ouvir). E nos próximos dias a banda também irá se apresentar em Rio Branco, Porto Velho, Boa Vista e Manaus. Sucesso pra empreitada é o que estas linhas online desejam aos amados Poronguinhas, porque eles merecem! E se você de Macapá ou está passando hoje pela cidade, não perca a gig de forma alguma!

O quarteto Los Porongas: o grande rock do Acre em turné pelo Norte brasileiro; hoje, o show é em Macapá

 

* Baladas no finde? Vem que tem! Hoje, sabadão em si (quando este post está sendo concluído), tem a incendiária DJ set mensal do blog lá no clube Outs (que fica na rua Augusta, 486). Das duas e meia da matina até às quatro e meia o blogger dublê de DJ vai derrubar a pista com o melhor do indie rock planetário. Cola lá que vai ser fooooodaaaaa!///Já no sempre bombado Astronete (também na Augusta, no 335) rola a noite de despedida da festa “Discotexxx”, que animou os sábados do bar nos últimos quatro anos. O DJ convidado é o super André Pomba, que amanhã (domingão) também comanda a mega festa Grind, na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa), onde aliás o blog também faz DJ set no próximo dia 29 de julho. Tá bão, né? Se monte, se jogue pra esbórnia que hoje é sabadão, porra!

 

RADIO DEPT – ÚLTIMA CHAMADA!
Tá marcando, manezão? Então se aprumaê. Vai lá no hfinatti@gmail.com, que é a última chamada pra você tentar descolar:

 

* UM PAR DE INGRESSOS pros shows do bacanudo shoegazer sueco do The Radio Dept, semana que vem. Os tickets são pra gig em Sampa (na próxima sexta-feira, 6 de julho, no BecoSP) e no Rio (dia 8, domingo, no teatro Odisséia). Tá nessa? Então boa sorte!

 

AGORA É FIM MESMO!
Yes! Postão grandão e bacanão como nosso dileto leitorado ama, hehe. Agora o zapper sempre rocker vai bater um rango, passear pelo centrão de Sampa e se preparar para a grande noitada de putaria rock’n’roll que vai rolar hoje, na Outs. Quem quiser aparecer, o convite está mais do que feito. Nos vemos por lá! E por aqui também novamente, na semana que vem. Até!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 30/6/2012, às 15hs.)

O bacana novo disco solo do Graham Coxon, e que ninguém comentou na blogosfera rock brazuca. O mimimi invejoso de sempre no painel do leitor zapper. Tickets FREE pras gigs do Radio Dept. em Sampa e Rio. O dia em que o zapper deu um “cano” no grande Tom Zé (adivinhem o motivo, hihi). Os 14 anos do projeto Grind. E o pobre Brasil vê a corrupção sem fim e a sacanagem política foder o país… (plus: o novo discão dos Dandy Warhols) (ampliado, atualizado e finalizado em 23/6/2012)

Graham Coxon (acima), guitarrista do grande e já lendário Blur (abaixo): enquanto um dos ícones do britpop não decide o que fazer do seu futuro, o músico das seis cordas vai lançando discos solos bacaninhas

 

Mimimi daqui, corrupção e sacanagem dali.
Tem sido uma semana, hã, estranha. Sentimentos de inadequação existencial e melancolia voltaram a flertar com a alma (ela existe, afinal?) de Zap’n’roll. Além disso o zapper que sempre foi muito politizado e interessado nas questões políticas e sociais que são caras ao país, foi ficando cada vez mais estarrecido ao acompanhar o noticiário nos jornais, na internet e na tv, sobre o lodaçal de corrupção e sacanagem política em que o país está cada vez mais mergulhado. Yep pode parecer estranho falar sobre isso aqui, em um blog eminentemente voltado à cobertura e a análise da cultura pop brazuca e planetária, e à cena rock alternativa daqui e da gringa. Mas é que o panorama está ficando tão absurdamente degradado na esfera política (e qualquer um minimamente informado e que acompanha jornais e telejornais, já percebeu isso), que não dá pra escapar de comentar o tema aqui. Enquanto isso e por outro lado, enquanto o blog continua batendo recordes de acesso, audiência, comentários dos leitores (cinqüenta e dois no último post) e recomendações em redes sociais (setenta, também no último post), a eterna e incansável e sacal turma do “mimimi” insiste em torrar o saco no painel do leitor, com suas mensagens fakes, covardonas, insultuosas, agressivas, ressentidas, invejosas e por vezes até hilárias (de tão ridículas que chegam a ser). É muito óbvio que o autor deste espaço online tira essa turma de babacas de letra e até se diverte com eles, pois sabe que isso só aumenta a audiência do blogão zapper. A questão que nos intriga é: será que esse pessoal por acaso se preocupa com tudo o que está acontecendo no país em que eles vivem? Ou são um bando de idiotas, gente à toa na vida, despolitizados, tigres ignorantes e imbecis que não estão aí com nada, e contanto que tenham seu salário no final do mês foda-se o país, sua política e sua sociedade? Pra esse bando de desocupados, talvez sua única diversão seja mesmo gritar por futebol e encher o saco no painel dos leitores zappers. Uma existência triste e medíocre a desse povo, no final das contas. Enquanto isso o país pega fogo. E justamente por estar pegando fogo é que estas linhas virtuais se preocupam muito mais com isso do que com otários relinchando semanalmente, no espaço reservado ao nosso sempre dileto e amado leitorado. Então bora pra mais um postão, que vai falar do nosso horror político atual, das desventuras do blogger loker (relembrando o dia em que ele deu um “cano” no gênio Tom Zé), do lecal disco solo lançado por um certo Graham Coxon (e que ninguém comentou por aqui, na blogosfera brazuca de cultura pop que importa). e mais algumas paradas aê.

 

* Começando as notinhas semanais com a “imagem política da semana”. Uma imagem absurda, torpe, calhorda e que demonstra que a política, no Brasil, assumiu na cara larga seu vale-tudo e a disputa por poder a qualquer preço, custe o que custar. Zap’n’roll sempre foi simpatizante (não militante, isso jamais) do PT, desde que o partido foi fundado. Mas de anos pra cá está cada vez mais decepcionado e desencantado com os rumos que o partido tomou. A gota d’água foi o Sr. Lula correr para os braços do eterno ladrão Paulo Maluf, em busca de apoio do partido malufista à candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de Sampa, nas eleições deste ano. Luíza Erundina, a até então vice na chapa petista, não engoliu e dignamente caiu fora da campanha. E a foto de Lula apertando a mão de Maluf (urgh!) correu o país. É essa aí embaixo.

 A imagem que não quer calar e que ninguém imaginaria que um dia seria registrada: Lula de mãos dadas com Maluf. É o fim das ideologias no país onde a política assumiu o vale-tudo, a corrupção e a busca pelo poder custe o que custar

 

* Com isso, o blog desiste de vez do PT. E começa a pensar em quem vai votar para prefeito de São Paulo este ano – Serra, nem fodendo também!

 

* Como se não bastasse essa desonra e vergonha petista, a Assembléia Legislativa do pequenino Estado do Amapá foi parar nos noticiários das grandes redes nacionais de tv. O motivo, bidú, é a autêntica quadrilha que se instalou por lá. Yeah, os deputados de lá tiraram a máscara e assumiram sua porção bandida, praticando zilhões de patifarias e delinqüências variadas – com gente que trabalha lá ganhando mais de quarenta mil reais por mês. A sangria nos cofres públicos amapaenses, praticada pelos próprios deputados do Estado, se tornou tão escandalosa que motivou uma investigação do Ministério Público do Amapá. Resultado: a Promotora responsável pela investigação teve que ir a Brasília pedir garantias de vida ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (ele e nada no Ministério é a mesma coisa), pois começou a receber ameaças. Isso é o Brasil de hoje.

 

* E fora o juiz responsável pelo inquérito do caso do bicheiro Carlinhos Caichoeira, que pediu afastamento do caso ontem, por também estar recebendo ameaças de morte.

 

* Enquanto isso o populacho, o povo burro, pobre e desdentado, se matava de alegria anteontem com a vitória da porra do Coríntians, e que levou o “timão” à final da Libertadores. O blog só tem isso a dizer: que o Coríntians vá pra puta que o pariu.

 

* Enquanto o Brasil mergulha em retrocesso social, político e comportamental, o vizinho Uruguai avança rumo à modernidade do vigente século XXI. O presidente uruguaio José Mujica está para enviar ao Congresso de lá, projeto de lei que LEGALIZA a produção e comercialização da MACONHA em todo o país, sob controle total do Estado. Ou seja: quem quiser plantar e vender sem problema, desde que sob supervisão governamental e pagando os devidos impostos. Todo mundo sai ganhando: governo, produtores e consumidores da erva. Acaba o tráfico, a violência gerada por ele, o risco que consumidores correm ao ir atrás do produto etc. Nota mil pro governo uruguaio por esta iniciativa, que pelo visto está muito longe de um dia acontecer no retrógrado Brasil – onde, quem diria, o ex-presidente FHC se tornou um quase solitário defensor da legalização da maconha. Pois é… aqui plantar e vender marijuana não pode. Roubar e corromper pode, indiscriminadamente.

 A marijuana está para ter seu plantio e comercialização legalizados no moderno e avançado Uruguai. Já no corrupto, retrógrado e atrasado Brasilzão…

 

* Terminada a parte de “indignação política e social destas linhas bloggers”, de volta à música e ao rock’n’roll, que torna nossa existência um pouco mais alegre.  Pois entonces: não basta ele ter sido ex-guitarrista do Oasis e gênio do rock nas última duas décadas. E também não basta ele ter lançado um dos melhores discos de 2011, o “Noel Gallagher’s High Flying Birds”. Noel, o grande, ainda lança vídeos fodaços pra promover o disco. Como esse aí embaixo, que começou a circular esta semana na web:

 

* Alô Planeta Terra 2012, câmbio! A produção do festival vai convocar a jornalistada a qualquer momento para uma coletiva de imprensa, onde será anunciado o line up deste ano. Conforme o blog já antecipou no último post, é forte a possibilidade de o gênio Jack White estar nele. Comentários que chegam das Nações Unidas (a avenida em Sampa onde fica a sede do portal) até o zapper bem-informado, dão conta de que também estarão na esbórnia indie rock o grande Kasabian (que lançou um discaço em 2011), o Mumford & Sons (o blog gosta muito do folk/pop suave desses ingleses) e o Pulp, mega venerado pela nação indie brazuca. Se for tudo isso mesmo, vai ser fodão. A qualquer momento damos um “extra” aqui a respeito, ok?

 A lenda britpop Pulp (acima) e o Kasabian (abaixo): a caminho do Planeta Terra 2012?

* E info “secreta” que chega até estas linhas zappers notívagas, na madruga de quinta pra sextona em si (quando o post está sendo finalizado): um produtor independente de Sampa, que já fez parte de um saudoso e histórico grupo indie guitar (o Starfish100), está costurando a vinda do célebre The Telescopes (shoegazer inglês fodão dos 90’, e venerado pela galera under com mais de trinta de idade) pra cá, agora no segundo semestre de 2012. Mais infos a respeito serão postadas aqui assim que soubermos maaaaaisssss sobre a parada.

 

* DUPLAS DE ROCK, UMA TENDÊNCIA DO POP NOS ANOS 2000? – pode ser. Se você pensar que um dos grandes nomes do rock mundial na última década e meia, o finado The White Stripes, era formado apenas por dois músicos (Jack e Meg White, óbvio) e que o Black Keys, um dos nomes gigantes do rock alternativo americano atual, também é formado por uma dupla (o guitarrista e vocalista Dan Auerbach e o baterista Patrick Carney), dá pra começar a falar em tendência. O BK, inclusive, existe já há uma década, estourou com o ótimo “El Camino” (lançado em 2011) e está começando a influenciar outros músicos a montarem bandas com apenas dois integrantes. Caso do novato e ainda bem desconhecido (nem o blog conhecia, rsrs) duo My Goodness, que foi apresentado a estas linhas rockers por amigos do Facebook. Não há grandes infos sobre o duo na web; o que se sabe é que eles têm um álbum lançado (homônimo) no ano passado, e um vídeo bacanudo (que você pode conferir aí embaixo), que dá pistas do que é o som deles. Fora isso, já se observa também na indie scene paulistana a formação de alguns grupos com apenas dois integrantes (e geralmente no esquema guitarra e bateria), como o caso do novíssimo e já badalado Madrid, formado pelo querido ex-CSS Adriano Cintra (velho amigo deste blog) e pela Marina, ex-vocalista do Bonde do Rolê. Enfim, se a tendência vai mesmo pegar e se transformar em algo mais sólido entre os novos grupos daqui e da gringa, aí só o tempo pra dizer, no?

 O duo americano Black Keys, um dos melhores nomes do atual rock planetário: já inspirando as novíssimas duplas rockers

* Aí embaixo, dois vídeos bacaninhas de duas duplas idem: o Black Kays e o My Goodness.

Black Keys – “Gold on the Ceiling” 

My Goodness – “I’ve Got A Notion”

 

* Falando no Madrid, Zap’n’roll bateu um papo enooooorme ontem à tarde, via chat(o) do faceboquete, com o Adriano Cintra. E o blog também está ouvindo, agora e com certa exclusividade, o álbum de estréia da dupla, que tem show de lançamento no próximo dia 3 de julho no Sesc Pompéia, em Sampa. À primeira audição o disco é lindão (até rimou, hihi), todo bucólico, com nuances algo melancólicas e muitos pianos e até sopros em algumas faixas. Muito distante do electro-rock do CSS e do rock garageiro, básico e esporrento do Thee Butcher’s Orchestra. Anyway, o blog gostou do que ouviu até agora (sendo que algumas faixas já andam circulando na web há algum tempo, mas não o disco todo e na versão mixada e pronta pra ser lançada, a que o blog teve acesso) e esse papão com o Adriano vai aparecer por aqui a qualquer momento, pode esperar.

Dupla rock’n’roll do barulho fervendo na “naite” under de Sampalândia: Zap’n’roll e seu amigão Adriano Cintra, que está lançando o disco de estréia do seu projeto Madrid

* Que mais? Si, si, a deusa Fiona Apple lançando disco novo. E a também deusa Cat Power vindo com o seu novo álbum. Mas o blog por enquanto não vai falar de nenhuma das duas, pois (pra infelicidade do “fã da popload”, hihi) não se trata de pauta importante para este post zapper.

 

* Importante sim é falar que Graham Coxon, o também grande guitarrista do Blur (acaba ou não acaba, afinal?) lançou um disquinho solo bacanão em abril passado. E que ninguém, na blogosfera brazuca de rock alternativo, se deu ao trabalho de esmiuçar. Bien, lá vamos nós fazer isso, aí embaixo.

 

 

ENQUANTO O BLUR NÃO DECIDE SEU FUTURO, GRAHAM COXON CUIDA DO SEU
O quarteto Blur, já uma lenda do britpop, vai acabar novamente ou não? Não se sabe. Em fevereiro último o grupo lançou seu primeiro single inédito desde 2003 e anunciou que um novo disco de estúdio sairia este ano. Só que nas últimas semanas o vocalista Damon Albarn disse a jornalistas ingleses que, depois da participação da banda no show de encerramento dos jogos olímpicos em Londres (no dia 12 de agosto e onde também irão tocar New Order e Specials), o Blur vai mesmo encerrar atividades – e desta vez para sempre, ao que parece. Pelo sim, pelo não, o guitarrista Graham Coxon está cuidando da sua vida e de sua carreira solo que já soma oito discos, incluso aí o bacanudo “A+E”, lançado em abril deste ano.

 

Yep, o trabalho já saiu há quase três meses, não foi lançado em plataforma física no Brasil (nem vai, embora lá fora tenha sido editado pela Parlophone, aqui distribuída pela Universal) e nem precisa, pois é facilmente “baixável” na web. E o blog decidiu falar dele com mais atenção agora pois como já cansamos de repetir aqui, nunca é tarde para se falar de bons (ou ótimos) trabalhos, ainda mais quando ninguém na blogosfera de rock alternativo brazuca que importa se dignificou a fazer isso.

 

Todo mundo que acompanhou a trajetória do Blur e ama o conjunto (como é o caso destas linhas rockers britpoppers) sabe que um dos fatores que tornaram o grupo um dos mais queridos na Inglaterra tanto pelos fãs quanto pela imprensa, foi justamente a ótima formação cultural e musical de seus integrantes. E o guitarrista Graham Coxon não era exceção: um dos fundadores da banda (ao lado de Damon, do baixista Alex James e do batera Dave Rowntree), Coxon também se desenvolveu como multiinstrumentista de grande talento, além de ótimo compositor e eventual vocalista do quarteto. Isso permtiu que ele tocasse uma carreria individual paralela à do Blur, e que começou há catorze anos, em 1998 sendo que um de seus álbuns, “Happiness in Magazines” (de 2004), chegou a ser lançado no Brasil, com a devida resenha publicada aqui (na época, a coluna Zap’n’roll).

Capa de “A+E”, novo solo do guitarrista Graham Coxon: enquanto o Blur não se decide, o músico vai lançando seus discos 

 

Pois este “A+E” é um disco de indie guitar rock pop básico, ao mesmo tempo melódico e radiofônico, mas também estranhíssimo em alguns momentos. Contando com a colaboração do produtor Ben Hillier (que tocou bateria e alguns teclados no disco), Coxon chegou a gravar vinte e uma músicas. Destas dez entraram em um álbum enxuto e onde ele, além de compor, tocar guitarra e cantar em todas as  faixas, ainda se virou no baixo, bateria e teclados. O resultado, em alguns momentos, lembra muito as britsongs mais agressivas do Blur (ao estilo “Song 2”), principalmente em “Advice” e “City Hall”, que abrem o cd com guitarras aceleradas e baixão estridente (no caso de “City…”). Por sua vez “What’ll It Take” e “Meet and Drink and Pollinate” (esta com distorções nos vocalizes e baixão anguloso à moda New Order) investem em camadas de teclados e sintetizadores para construir uma melodia dançante, próximo do sinthpop oitentista. Desce bem em qualquer pista de dança.
Mas Graham se dá melhor mesmo nas músicas em que ele resgata as nuances do britpop – e nisso o disco está bem servido de ótimas canções, como “Bah Singer” e até mesmo na estranha “Knife In The Cast”, lenta (quase arrastada) e conduzida pelo baixo em primeiro plano, com intervenções pontuais da guitarra.

 

E querendo mostrar, afinal, que fez um disco algo fora do padrão pop/rock de hoje, o guitarrista deixou talvez o melhor momento do álbum para o seu final. “Ooh, yeh yeh”, também o primeiro single de trabalho (e já com clip rodando há algum tempo na MTV e YouTube) é uma das melhores guitar pop songs que estas linhas rockers online tiveram o prazer de ouvir nos últimos meses. Poderia estar perfeitamente no primeiro ou segundo disco do Blur. Mas Graham Coxon, aos quarenta e três anos de idade, a compôs apenas agora, em 2012. É daquelas faixas que valem quase por um disco inteiro. E cuja audição mostra que, em meio à péssima qualidade musical que reina hoje no rock planetário, alguns pequenos gênios como Graham Coxon ainda resistem.

 

Pode ir atrás de “A+E” sem susto. O blog zapper garante.

 

 

O TRACK LIST DE “A+E”
1.”Advice”
2.”City Hall”
3.”What’ll It Take”
4.”Meet and Drink and Pollinate”
5.”The Truth”
6.”Seven Naked Valleys”
7.”Running for Your Life”
8.”Bah Singer”
9.”Knife in the Cast”
10.”Ooh, Yeh Yeh”

 

 

E GRAHAM COXON AÍ EMBAIXO
No clip da ótima “Ooh, Yeh Yeh”, o single de trabalho do disco.

 

WEB RADIO DUCA, CENA E FESTIVAL BACANA – O ROCK TAMBÉM ROLA EM… MANAUS!
E não? Muito graças aos agitos promovidos pelo jornalista, radialista e vocalista Sandro Correia, popularmente conhecido por lá como Sandro Nine. Zap’n’roll conheceu pessoalmente a figura no final do ano passado em Boa Vista (capital de Roraima, pros manés sudestinos que não conhecem nada de geografia do extremo Norte e acham, de maneira imbecil diga-se, que o Brasil acaba em Brasília), quando o blog foi até lá pra cobrir o bacanão festival Tomarrock. “Finatti, você precisa conhecer o Sandro. Ele é o Tony Wilson de Manaus!”, falou pro sujeito aqui o também amigão e músico Victor Matheus (vocalista e guitarrista do trio Veludo Branco). Pois o autor destas linhas online não apenas conheceu o “Tony Wilson” manauara como também ficou super amigo do sujeito – uma das cenas mais divertidas dessa nova amizade foi ver a dupla, em plena última noite do Tomarrock (enquanto a droga pesada For Fun se esgoelava no palco do ginásio do Sesc de Boa Vista), tomando brejas e discorrendo sobre a obra de uma paixão comum de ambos: a linda, louca e tesuda rainha do indie inglês, PJ Harvey. Uia!

Sandro é gente finíssima e de uma humildade impressionante. E está à frente da web radio Manifesto Norte (que pode ser acessada em WWW.manifestonorte.com), que já foi comentada aqui no último post. Pois a emissora online, há pouquíssimo tempo no ar, é tão bacana que estas linhas rockers se tornaram fãs da rádio. E por conta disso o blog fez duas rápidas perguntas pro querido Sandro, via Faebook, na última madrugada. Nas respostas ele fala da rádio, da sua banda (a Nicotines) e dá uma geral na atual cena rock da capital do Amazonas. Leia aí embaixo:

 O jornalista e vocalista Sandro Correia (com a camiseta do CBGB’s), com a turma rocker de Manaus

Zap’n’roll – Como surgiu a idéia da rádio e quando ela entrou em funcionamento na web? Fale também um pouco da sua trajetória de jornalista musical aí em Manaus.

 

Sandro Correia – Bom, eu tinha um programa numa web radio aqui em Manaus há uns 3 anos. Lá eu apresentava 4 programas, sempre com temática indie e undreground. Daí eu tive de me mudar pra Roraima e foi lá, trabalhando na assessoria de comunicação do coletivo Canoa, foi que eu vi que dava pra fazer uma web radio com viés de divulgar a cena rock da região Norte. O projeto foi feito, mas até entao não se concretizava, e tinha a cobrança da moçada que ficava na escuta do meu programa. Então esse ano meu irmao Marcelo Augusto, junto com os amigos William Dángelo (também jornalista), Robson Santos e eu, montamos a rádio Manifesto Norte – o espaço da música independente tocando músicas de bandas de Manaus e de toda a regioa Norte.

 

Zap – E como teve início sua carreira de jornalista e seu envolvimento com a cena musical daí? Você também canta em uma banda, a Nicotines…

 

Sandro – Eu tenho 40 anos, cresci ouvindo e vendo muitas bandas de rock, assim como o surgimento da cena rock local nos anos 80’, tipo 84, 85, por ai. Li muita [revista] Somtrês, Bizz etc, lendo resenhas do Alex Antunes, André Barcinski e de você Finatti. Então eu sempre escrevia algo que raramente publicava, foi então que eu entrei pra faculdade de jornalismo e lá pude desenvolver melhor minha habilidade pra escrever. Meu pai foi jornalista político nos anos 70’, então tava na veia. Meu primeiro trabalho mesmo foi cobrir o festival Grito rock Roraima em 2010, como jornalista do coletivo Canoa, lá trabalhei na cobertura com web radio e web tv. Eu já tinha o meu blog Manifesto rock, sempre escrevendo resenhas de shows, cds das bandas e etc. Hoje eu também trabalho como produtor cultural, tenho um projeto com bandas independentes na Saraiva megastore Manaus, projeto Riffs desplugados que jáa tem um ano de vida. Esse projeto consiste em pocket shows acústicos com bandas da cena rock de Manaus que tenham trabalho autoral e o evento criou fortes laços com Roraima. Lá já passaram bandas e artistas do extremo Norte. Sobre o Nicotines, em 5 anos de banda já tocamos em 2 festivais independentes, o Tomarock em 2011 e o Grito Rock Bonfim (fronteira com a Guiana Inglesa) ambos em Roraima, e no próximo dia 7 de julho a banda vaio abrir o show da banda cearense Platique Noir. A banda tá naquela fase, mente aberta e pé no chão. O lance é ao menos sermos reconhecidos na nossa região, estamos preparando nosso priemtio EP “Café, Martinis e Cigarros”. A cena rock de Manaus tá num momento muito bacana, algo que não se via há anos. Pra você ter uma idéia, só no ano passado 14 bandas circularam por festivais pela regioa Norte, Brasil afora e na Europa (caso da Nekrost, banda de heavy metal que tocou no Wacken open air, na Alemnha). A Evil Syndicate, outra banda do metal extremo, tocou em grandes festivais da região Norte. E ao redor do boom da cena rock de Manaus tem os festivais. Como o nosso “Até o Tucupi”, realizado pelo coletivo Difusão e que vai acontecer em Setembro.

 

* Interessou em ouvir a Manifesto Rock? Como já foi informado mais acima, vai lá: www.manifestorock.com

 

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DIÁRIO SENTIMENTAL – UM “CANO” NO GÊNIO TOM ZÉ (ELE NÃO MERECIA, RSRS)
Em algumas entrevistas dadas nos últimos anos, o mega rockstar David Bowie (hoje recluso, aos sessenta e cinco anos de idade) sempre ressalta sua dificuldade em rememorar fatos de sua vida pessoal durante o ano de 1976. Segundo o Camaleão foi um período de consumo desenfreado de drugs – principalmente cocaína –, o que colaborou e muito para que sua memória daquela época sofresse um autêntico “apagão”.

 

É mais ou menos o que ocorre, por vezes, com Zap’n’roll. O blogger loker eventualmente não consegue identificar com precisão algumas datas, períodos e locais onde aconteceram alguns eventos de sua trajetória pessoal e profissional, devido ao consumo desenfreado de aditivos ilícitos que permeou a existência do sujeito aqui durante anos. Por exemplo, para se recordar de como o jornalista gonzo e (atualmente, ex) junky deu um autêntico “cano” em uma entrevista com um dos gênios da música brasileira e do movimento tropicalista (algo que o profissional zapper hoje jamais faria, dada a seriedade e responsabilidade com que ele encara suas tarefas profissionais atualmente, mas sem caretice, plis!), o autor destas linhas online teve que fazer uma autêntica “varredura” mental em sua vida no período de 1990 a 1998 – ano em que efetivamente rolou a história a seguir.

 

Tom Zé sempre foi considerado como um dos gênios da música brasileira que importa. Um dos fundadores do Tropicalismo nos anos 60’, no entanto ele entrou no limbo musical da MPB nos anos seguintes (por possuir um trabalho experimental e avançado demais para a época), enquanto Caetano e Gil se tornavam popstars. E o bom e velho (e sempre humilde e simpático) Tom assim permaneceu, até ser redescoberto musicalmente por ninguém menos do que o ex-Talking Heads David Byrne. Com seu prestígio no rock planetário, Byrne tirou Tom Zé desse “limbo” artístico e recolocou o músico baiano em evidência novamente, com muita justiça diga-se. Tom voltou a ser celebrado como gênio, foi redescoberto por uma nova geração de fãs e nunca foi um estouro de vendas. Mas conseguiu se manter ativo desde então, lançando periodicamente bons discos e fazendo turnês pelo Brasil e também na gringa.

 

Foi no lançamento de um desses discos (“Com defeito de fabricação”, editado em 1998) que Zap’n’roll conseguiu emplacar uma pauta sobre o músico, para a extinta revista Bizz, onde o jornalista loker colaborava eventualmente desde 1995. Publicação musical mais influente do país no final dos anos 80’/início dos 90’ (em uma época em que não existia internet nem MTV, nem cobertura ostensiva dos grandes jornais diários em cima de assuntos de cultura pop) a Bizz chegou a vender duzentos mil exemplares por mês. Com o advento justamente da MTV e do início da era da web, entrou em decadência já a partir da segunda metade dos anos 90’. Ainda assim possuía certa relevância editorial, quando o zapper ainda jovem jornalista trintão e bem doidón começou a publicar textos nela. A revista era editada pela Azul, uma subsidária da poderosa editora Abril, que também publicava a Interview. Quando o sujeito aqui foi trampar na Interview logo se enturmou com a redação da Bizz (na época dirigida por Felipe Zobaran, pelo saudoso Celso Pucci e pelo sempre competente Sérgio Martins, hoje repórter da asquerosa Veja), e passou a colaborar por lá também.

 

Foi tudo muito bem até justamente por volta de 1998. A Interview tinha fechado, a Azul foi incorporada de vez pela Abril, Celso Pucci infelizmente morreu, Sérgio Martins foi para a revista Época e a Bizz foi parar nas mãos do célebre PS (hoje, “eminência parda” da edição brasileira de uma grande revista de música americana). O distinto jornalista sempre se mostrou simpático ao autor destas linhas online, mas meio que começou a “dificultar” a vida zapper na Bizz. Em outras palavras: estava cada vez mais foda emplacar uma pauta por lá. Até que veio a parada do lançamento do novo álbum de Tom Zé. O que motivou a sugestão de pauta para a revista, e um dia qualquer. Zap’n’roll, ao telefone: “Porra, o Tom Zé tá lançando seu novo disco. E hoje ele é artista Cult aqui e lá fora, graças ao David Byrne e bla bla blá”. PS, então editor-chefe da Bizz: “Pode fazer! Podemos dar uma matéria até bem grande, com umas três páginas. O prazo de entrega é uma semana. E o valor do ‘frila’ é…”.

O cantor, compositor e gênio Tropicalista Tom Zé: ele levou um “cano” do zapper loker em uma entrevista, sem merecer, rsrs. A matéria foi feita, afinal, mas nunca publicada (e aí o “cano” foi da extinta revista Bizz e do seu então editor-chefe, hihi)

 

Tava de bom tamanho. A grana não era nenhuma fortuna (longe de ser, inclusive), mas como o autor destas linhas rockers memorialistas sempre amou o que fazia e faz (escrever sobre música), estava ótimo. Começou então a articulação para a entrevista, com papos com a assessora de imprensa de Tom e mais bla bla blá. O encontro foi marcado para um dia de semana, pela manhã (por volta das onze horas) no apartamento onde o cantor e compositor mora até hoje, em uma rua do bairro das Perdizes, na zona oeste de Sampa. Tudo lindo, tudo ótimo: entrevista marcada, material de pesquisa levantado, era relaxar e gozar, hihi. Não haveria mal algum em dar uma “saidinha” básica na “naite”, tomar uma breja rápida com algum chegado e depois ir pra casa, já que o jornalista eterno pé-de-cana morava na região da Liberdade, centrão de Sampalândia, e relativamente próximo da residência do gênio tropicalista.

 

Deu tudo errado, claaaaaro. E começou a dar quando o zapper, sempre em busca de emoções “fortes”, aceitou convite de uns brothers pra ir rachar “uma parada” de cinqüenta pilas da tia B. Quem? Tia B, uma senhora já de idade, rotunda, simpática e acima de qualquer suspeita, que tinha um aconchegante barzinho nas imediações da praça Roosevelt. Pois o tal boteco era apenas um disfarce e lá se comprava um petecão de cinco gramas de cocaine por cinqüenta pilas. E diferentemente da farinha de trigo porca que circula hoje pelo centrão de Sampa (onde o crack domina atualmente e infelizmente, na verdade), o padê da querida tia B era tiro e queda: bastava um risco bem dado pro sujeito ficar doidão.

 

Não deu outra: adquirido o “produto”, começou a via sacra pelos bares da Augusta. Horas passando, Zap’n’roll (que tinha bancado metade do negócio) ficando bicudo e lesado ao extremo. Quando deu por si, o dia estava… clareando. Soou o alarme do pânico: como estar inteiro, com a cara boa pra entrevistar Tom Zé às onze da matina se já eram quase sete da manhã e o gonzo junky estava literalmente “estragado”, com as pupilas querendo saltar pra fora dos olhos? Correria pra ir embora. Chegada em casa oito da matina. Boca seca, pedindo mais álcool. Uma conferida no espelho do banheiro: olhos ainda total “estalados”. Não ia dar certo. Às nove, gaguejando e “travando” pra falar, o jornalista maluco resolve ligar para a casa de Tom Zé, que já devia estar acordado. Atende a esposa dele. Zap’n’roll: “posso falar com o Tom um minuto? Estou com uma entrevista marcada com ele e…”. Ela: “ah, sim. Minutinho, vou chamar”. O músico veio ao telefone e o gonzolino despirocado por mais uma noitada movida a devastação nasal, caprichou na sua melhor voz de “mal estar físico” (nem precisava): “Tom, aqui é o Finatti. Querido, mil perdões mas estou péssimo! Comi algo ontem que me fez muito mal a noite toda e estou indo num hospital agora, pra ver o que está acontecendo comigo. É possível remarcamos a entrevista pra amanhã ou o mais breve possível?”. Foi um alívio ouvir do músico, com a simpatia e humildade que sempre foram sua marca registrada: “rapaz, vá cuidar de você, que é isso? Espero que não seja nada grave. Podemos fazer sim amanhã, se você estiver melhor”. Ufa!

 

Problema resolvido, era se recuperar para não dar novo “balão” em Tom Zé no dia seguinte. A entrevista foi feita, ficou boa mas obviamente o “sumiço” do repórter na hora marcada para a entrevista foi parar no ouvido do editor-chefe da Bizz. Que cobrou explicações quando Zap’n’roll foi na redação entregar o texto (naquela época, ainda não havia e-mail para se mandar os textos para a redação): “o que aconteceu que você NÃO apareceu na casa do Tom Zé no dia marcado para a entrevista? O nosso fotógrafo foi. Mas você, não!”. O zapper: “passei mal a noite toda, comi algo estragado, sei lá. Mas remarquei o encontro, fiz a parada e o texto está aqui. Qual o problema?”.

 

Aparentemente não havia mais problema. Foi uma matéria custosa (inclusive para ser transcrita e editada), tinha ficado ok e o autor deste diário confessional recebeu o pagamento combinado por ela. Mas o texto JAMAIS foi publicado na Bizz, rsrs. Ou seja: no final, Tom Zé levou um cano maior ainda da própria revista. Mas este só o querido PS pode explicar, um dia. Se ele quiser, claro.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Discos: O novo solo do Graham Coxon e “This Machine”, discaço que o já veterano indie americano The Dandy Warhols lançou em abril deste ano – e que, com a possível exceção do blog escrito pelo nosso “inimigo cordial” André Barcinski, ninguém teve a coragem de comentar na blogosfera brazuca de rock e cultura pop. Pode ir atrás que é bom pra caralho, sendo que estas linhas virtuais irão falar melhor do cd em nossos próximos posts, ok?

 Os ainda grandes da cena indie americana, The Dandy Warhols: novo discão que o blog comenta melhor nos próximos posts

 

* Filmes: o nacional “A febre do rato” merece e precisa ser visto antes que saia de cartaz. E, claaaaaro, a dupla dinâmica Tim Burton e Johnny Depp estão de volta em grande forma, em “Sombras da noite”. Dois ótimos motivos pra sair de casa nesse frio e mergulhar no escurinho do cinema.

 

* Baladas: complemento zapper mezzo atrasado e sendo finalizado a toque de caixa, pois daqui a instantes o sujeito aqui também vai se dar ao direito de ir pra esbórnia, hehe. Então, tipo rapidez: cai no Beco (rua Augusta, 609, centrão rocker de Sampalândia) hoje, sábado, que vai rolar por lá a “festa junina” da casa, com open bar e tudo, wow!///Já amanhã, domingão… sai de baixo: o já ultra clássico projeto Grind, comandado pelo super DJ André Pomba, chega aos catorze anos de existência na Loca (que fica na rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa). O autor deste blog desconhece alguma festa na “naite” under paulistana que tenha durado tanto tempo e o Grind merece: pioneiro na questão de bombar uma noite rock pro público gls, acabou se tornando uma das melhores baladas alternativas da capital paulista. O blogger maloker já aprontou mil loucuras ali e vai estar lá neste domingo, com certeza. E se você nunca foi, veja aí embaixo a matéria feita pelo programa do Chato, ops, Otávio Mesquita (na Band), sobre o Grind, quando o projeto completou onze anos – com direito a aparição rápida de Zap’n’roll, àquela altura já completamente bicudo de tudo, hihi. Enfim, cola lá que a festa vai ser fodona!

 

 

SOLTANDO PRÊMIOS E DANDO INGRESSOS, UIA!
Yeah! Tem um kit com DVDs e CDs da ST2 já há um tempo esperando pra ser desovado. Bien, ele vai cair nas mãos da:

 

* Eliana Martins, de São Paulo/SP.

 

Mas calmaê que semana que vem tem show gringo indie bacanudo na área. Então corre lá no hfinatti@gmail.com, que é a sua última chance de faturar:

 

* UM PAR DE INGRESSOS pros shows do The Radio Dept. semana que vem, dia 6 no Beco/SP, e dia 8 no teatro Odisséia, no Rio. Corre que ainda dá tempo de participar!

 

* E inda um PAR DE VIPS pro festão de catorze anos do Grind amanhã, na Loca. O (a) vencedor (a) desta promo será avisado (a) até às 18 horas deste domingo, por e-mail, ok? Então corre aê!

 

E FIM DE PAPO!
Tá bão, né? Postão finalmente concluído e agora brejas e álcool nos esperam na deliciosa e fria noite paulistana. O blog se vai e deixa beijos quentes e queridos na Adriana Ribeiro, na Samara Noronha e na Camila Valente, sempre! Até a semana que vem!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 23/6/2012, às 23hs.)

A volta dos Smashing Pumpkins com “Oceania” – e o “duelo” entre Billy Corgan e Radiohead. Mais: a guerra dos Roses e a semana de decisões na vida do zapper. O novo discão da lenda Patti Smith. Tickets FREE pro show do Radio Dept em Sampa e no Rio. E o dia em que o blog enfrentou, ressacudo de cocaine, um ex-âncora do Jornal Nacional, uia! (plus URGENTE: um certo Jack White no… Planeta Terra 2012! Será???) (atualizado e finalizado em 15/6/2012)

Os Smashing Pumpkins hoje (na formação atual, foto acima) e com seu line up clássico (abaixo), com James Iha, D’Arcy e Jimmy Chamberlin: o ex-gênio Billy Corgan até tenta, mas os dias de glória da banda definitivamente já se foram

 

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UM UP TO DATE URGENTE E QUE VALE A PENA!

Um passarinho muito bem informado, amigão destas linhas rockers bloggers e que tem ótimo trânsito nas produtoras locais que organizam mega festivais aqui, contou que o sujeito da foto aí em cima deve ser anunciado em breve como a primeira grande atração do Planeta Terra 2012. Será? Será???

Vamos cruzar os dedos e
aguardarrr…

 

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A vida é assim mesmo, cheia de decisões.
Em uma semana em que o mondo pop/rock anda bastante agitado, com três nomes gigantes do rock planetário lançando seus novos discos e os respectivos indo parar na web (a saber: Neil Young de volta com o Crazy Horse em “Americana”, Patti Smith e seu já elogiadíssimo “Banga”, e o já lendário e veterano Smashing Pumpkins com “Oceania”), com os integrantes dos Stones Roses já quebrando o pau entre si e ameaçando o recentíssimo e comentadíssimo comeback do quarteto inglês, e com mais isso e aquilo rolando na cultura pop, o autor destas linhas online também andou provocando certa comoção no seu mural do faceboquete, ao expor ali que estava se aposentando da vida loka que leva há mais de três décadas. Yep, Zap’n’roll pensou muito durante o último finde sobre o que escreveu na rede social e que vai reproduzir aqui, no nosso habitual texto introdutório de cada post. Como jornalista o autor deste blog sempre cobra atitude de bandas e artistas no sentido de saber “parar” ou se “aposentar” na sua carreira, na hora certa. Tudo tem um tempo na vida, certo? Mas… e o zapper? Estaria sabendo a hora de parar ou de se “aposentar” em certas questões e comportamentos? Talvez não. É por isso que desta vez a decisão está tomada e vai ser cumprida – ou pelo menos vamos tentar cumprir. O blog está se aposentando das dorgas e da enfiação de pé na lama nas baladas rockers e noturnas. Já são mais de trinta anos fazendo isso, não somos mais nenhum adolescente e também não temos mais saúde, disposição nem saco pra ficar doidão quase todo o finde. E sem moralismos nessa decisão. É apenas questão de bom senso. Paulo Coelho (de quem estas linhas rockers não é nada fã, como escritor, mas respeita e admira sua inteligência) tem uma frase perfeita sobre isso: “É preciso saber a hora de entrar e também a hora de sair das drogas”. E mesmo o saudoso Peter Steele (ex-baixista e vocalista do finado Type O Negative), que morreu há dois anos (de enfarte, aos quarenta e oito de idade), muitos anos antes já havia declarado: “A banda vai acabar em breve. Rock é para jovens, não para velhos como eu”. Quando deu essa declaração Peter tinha apenas 36 anos de idade. E já se achava velho. Não é o caso do autor deste espaço virtual, claro. Não nos achamos velho (ainda) demais pro jornalismo, muito menos pro rock’n’roll. Vamos continuar indo a shows, saindo normalmente e também continuar bebendo, pois o autor deste blog adora um bom destilado. Mas a loucura mesmo, a despirocação em grau elevado, essa chegou a hora de parar com ela. Daqui a pouco Zap’n’roll terá 5.0 de vida nas costas e é preciso priorizar outras coisas nesse momento. Como, por exemplo, publicar um livro com as melhores histórias já postadas aqui, em um blog que a cada novo post bate recordes de comentários e recomendações em redes sociais. E há bilhões de ótimas histórias. Ou seja: a lenda já está formada (e construída por muito álcool, sexo, drogas variadas, e situações de vida verdadeiramente absurdas e bizarras) e não é mais preciso continuar alimentando-a. Se, sem falsa modéstia, o sujeito aqui se tornou – como dizem – um dos jornalistas musicais mais conhecidos do Brasil nos últimos anos, é porque seu estilo de vida e seu comportamento ajudaram a construir essa fama. Não é preciso continuar sendo um doidão de plantão. Agora, é hora de fazer a “lenda” render algum (em termos de $$$) e de perpetuá-la em um bom livro. E novamente: sem moralismos. Estas linhas rocker bloggers concordam com um amigo – ateu, que não acredita na existência de um Deus ou de uma outra vida além da terrena – que sempre diz: “aproveite e faça tudo que tem que fazer e faça aqui, nesse mundo e enquanto você está vivo. Porque depois…”. De fato e vamos mais longe: a vida é muito curta. Nossos anos jovens, mais ainda. Então, quem estiver lendo o que estamos expondo aqui e ainda for jovem, aproveite meeeeesmo: trepe horrores, beba até cair, fume seu baseado (se estiver a fim), cheire seu pó (idem), viva a vida enfim. Porque mesmo que exista uma “outra” vida além dessa com certeza ali não haverá nem pintos, nem bocetas, nem fodas, nem álcool, nem drugs. Simples assim. Zap’n’roll fez quase tudo o que quis e não se arrepende de quase nada. Mas agora chega. Dorgas e loucuras são para jovens, não pra tiozões como o autor deste blog, rsrs. E neste post Zap’n’roll começa a desovar mais histórias incríveis da vida loka de jornalista gonzo. Como no dia em que enfrentou uma entrevista com o Cid Moreira (ex-âncora do Jornal Nacional) no Rio, ressacudo de cocaine. Isso em um post que também fala do novo disco dos Smashing Pumpkins e de toda a movimentação no mondo pop/rock esta semana. É isso: vida longa ao rock’n’roll! E sem caretice também, sempre!

 

* Indo direto ao ponto, ao que importa: o blog continua indo muito bem, obrigado. Enquanto a cachorrada fake histérica continua latindo nos comentários (sempre com ataques pessoais e morais grosseiros, provocações idiotas e infantis e mentiras bizarras ao cubo), estes batem recordes. No último post o painel dos leitores acusou “apenas” quarenta e dois comentários. Nada mal, néan? Assim o blogão zapper que está completando dez anos de existência online (entre sua fase coluna e o blog propriamente dito), não se furta em abrir seu lado, hã, comercial, hihi. A partir de agora bandas interessadas em anunciar neste espaço online podem entrar em contato pelo hfinatti@gmail.com . O preço é ultra camarada e o retorno é garantido, uia! Que o digam as gravadoras Pisces e ST2 e bandas amigas como Coyotes California e Doutor Jupter. Entre em contato e bora conversar sobre divulgar a sua banda, galere!

 

* Já que não é mais segredo pra ninguém, estas linhas zappers reproduzem o diálogo (por telefone e e-mail) travado há algumas semanas entre Zap’n’roll e um dos envolvidos na produção da edição deste ano do SWU. O blog: “E aí, beleza? Porra, como está o andamento da coisa? Já estamos no final de maio!”. O produtor: “Não dá pra falar nada ainda, estamos em cima de um monte de gente e… bom, fechamos uma fodaça já, 90% garantido, falta só assinar o contrato. Mas se eu te conto você põe no teu blog e aí me fode a vida”. O blog: “prometo segredo”. O produtor: “Ok, vou confiar em você. É o Soundgarden. E facilitou muito o fato de o Chris [Cornell, vocalista do grupo] ter se apresentado lá em Paulínia. Mas olha lá, hein!”.

O velho grunge do Soundgarden: prestes a ser confirmado como primeira atração do festival SWU 2012 

 

* O resto todo mundo já sabe. A confirmação do Soundgarden, como provável primeira grande atração do SWU 2012, já foi comentada até no telejornal “Leitura Dinâmica”, da Rede Tv!, esta semana. De modos que não precisamos mais nos preocupar em “guardar segredo” aqui. Por outro lado, o mesmo produtor também adiantou ao blog: “estamos novamente em cima do Cure. Também fomos atrás do Blur, mas os caras estão querendo acabar a banda novamente. Stone Roses? Você acha que vale a pena?”, foi a pergunta que estas linhas virtuais ouviram quando tocaram no nome do ressurrecto e lendário indie guitar inglês. Pois é…

 

* Falando nos Roses… mal voltaram e a “guerra” entre eles já começou novamente. A NME destacou o assunto esta semana, bem como mega portais brasileiros de notícias. Tudo muito “normal” quando se trata de Ian Brown e Cia: no show da última terça-feira em Amsterdã, na Holanda, quando o grupo se preparava para fazer o bis (tocando uma versão longa de “I Am The Ressurrection”), o batera Reni simplesmente não voltou pro palco. O show acabou ali mesmo e Ian, o vocalista, putíssimo xingou seu companheiro de banda. Mas é claaaaaro que, com os milhões de dólares envolvidos no retorno do conjunto e com uma renca de shows em mega festivais já agendados (e alguns deles com ingressos já esgotados), nem se cogita nesse momento falar em um novo rompimento nos Roses. Afinal, loucura tem limite, no?

Os Roses mal retornaram e já estão em guerra novamente

 

* Ou não: vejam o caso da nossa sempre querida e mega amada diva Vaconna, ops Velhonna. Quer dizer, Madonna! A ainda rainha maior do pop planetário (e que passa com sua nova turnê mundial pelo Brasil em dezembro) está simplesmente arrasando esta semana nas gigs da turnê MNDA. Em um show na Turquia, mostrou que ainda é uma mulher de peito (e como!), tirando uma das tetas pra fora. E anteontem, na Itália… vejam a pic aí embaixo, hihi. E quer saber: Zap’n’roll ainda comia a diva cinquentona, tranquilamente!

 Loiraça mega vacuda, mostrando a bundona e ainda em forma aos 53 de idade: Zap’n’roll comia com gosto, wow! (foto: Uol)

 

* E quem também causou alvoroço esta semana foi o grande diretor de cinema Oliver Stone. Que aparece na capa da mais recente edição da célebre revista americana High Times (especializada em temas relacionados à maconha) exatamente assim (veja aí embaixo): fumando um belo baseado. Mais um ponto pra revista e pra Stone. Apesar de sua declarada intenção de se aposentar das loucuras em grau elevado, quem disse que o blog encaretou? Nadica! Continuamos apoiando a liberação de absolutamente TODAS as drogas.

A capa da nova edição da High Times mostra o cineasta Oliver Stone com um senhor baseadão na boca. Ponto pra ele e pra revista! (foto: Uol)

* A GUERRA BILLY CORGAN X RADIOHEAD – pois entonces, o carecão que lidera há duas décadas o Smashing Pumpkins (cujo novo disco, “Oceania”, com lançamento previsto para o dia 19 de junho, acabou de cair na web), anda falando demais. Esta semana Billy soltou o verbo em entrevistas: chamou o Radiohead de “droga pomposa” e disse que prefere
Ritchie Blackmore (ex-guitarrista do Deep Purple e do Rainbow) a Jonny Greenwood (que toca guitarra no Radiohead). Vem cá: achar que Ritchie Blackmore é gênio é piada. O Deep Purple teve sua – relativa, não mais do que isso – importância dentro de um certo contexto do velhusco, mala, chato e pentelho classic rock setentista e só. Nada mais além disso, sendo que hoje o Deep Purple é o que todos sabem: um bando de geriatras vergonha alheia total e que continuam tocando por aí, pra arrancar ainda alguns trocos de fãs saudosistas e incautos. Rainbow? Sempre foi um sub Deep Purple, e da pior espécie. E sim, ok, tá certo que o próprio Radiohead (cuja obra-prima “Ok Computer” é melhor do que qualquer disco lançado pelo Purple ou pelo Rainbow) anda pisando no tomate há anos, sendo incapaz de lançar um disco realmente acachapante – mas ao vivo o grupo continua impecável. Mas e o Smashing Pumpkins? Tornou-se também um sub-arremedo do que um dia foi uma das melhores bandas do guitar rock dos anos 90’. O novo álbum, que já foi ouvido por estas linhas online (e cuja resenha você confere mais aí embaixo), só é um pouco melhor do que as drogas que Corgan andou gravando nos últimos tempos. Conclusão: o líder do SP não está em condições de julgar musicalmente ninguém hoje em dia. Muito menos o ainda grande Radiohead.

 Billy Corgan (com sua clássica t-shirt “Zero”, nos tempos de glória dos Smashing Pumpkins) andou xingando o Radiohead. O careca anda falando demais na opinião destas linhas zappers

 

* Você curte o arrogante e mala Moveis Coloniais de Acaju? O blog, não. Estas linhas rockers virtuais sempre consideraram o combo brasiliense superestimado demais. Talvez por isso mesmo a turma lá se ache, principalmente o vocalista André Gonzales. Bien vai daí que na última terça-feira, o grupo anunciou com estardalhaço (via sua assessoria de imprensa) que iria promver uma “serenata online” (através da Twicam da banda), em comemoração ao Dia dos Namorados. Pois poucas horas antes de a tal “serenata” acontecer, a mesma assessoria divulgou nota em caráter urgente informando que a mesma havia sido cancelada pelo grupo. O motivo oficial alegado para o cancelamento seria “problemas de saúde” do vocalista. Ahã…

 

* Ou seria, na verdade, o medo da banda por um provável fracasso de audiência online para a sua serenata? De qualquer forma, essa atitude mostra bem o enorme “respeito” com que o MCA trata seus pobres fãs. Lamentável…

 

* Ou como diria o personagem Zé Pequeno (do filme “Cidade de Deus”): “dia dos namorados é o caralho!”. Zap’n’roll, solteiríssimo que está, na verdade ruiu muito das matérias bregas e cafoníssimas que rolaram na mídia (impressa, eletrônica e online) na última terça-feira. E se é pra fazer uma “homenagem” aos “pombinhos apaixonados”, o blog prefere destacar estes dois vídeos aí embaixo. O primeiro, com a conhecidíssima “Hurt”, marca a despedida deste mundo do grande Johnny Cash, morto há quase uma década. Ele já velho, sabendo que iria morrer de complicações decorrentes de um diabete e sempre ao lado da sua inseparável June Carter, dá um show de interpretação nessa hoje clássica cover do Nine Inch Nails. Já o outro vídeo é para a música “Nescafé”, do gaúcho Apanhador Só, um dos grandes nomes da atual cena independente brazuca. Um delírio e primor de melancolia combinada com psicodelia sonora. Duas trilhas muuuuuito melhores do que qualquer serenata de Moveis toscos de Acaju, para embalar casais apaixoandos, uia!

Johnny Cash – “Hurt”

 

Apanhador Só – “Nescafé” 

 

* E bora ver como está o retorno, enfim, do Smashing Pumpkins.

 

 

SMASHING PUMPKINS VOLTA COM UM BOM DISCO, MAS ALGUÉM AINDA SE IMPORTA?
E lá vem Billy Corgan novamente, em mais uma reencarnação do seu Smashing Pumpkins. Bien, na verdade o cantor, compositor, guitarrista e principal mentor daquela que foi uma das maiores e mais bem sucedidas lendas do indie guitar rock americano dos anos 90’, nunca deixou o grupo de lado – mesmo no período entre 2000 e 2005 quando o SP estava oficialmente “extinto”. Nesse período, óbvio, Corgan continuou alimentando o mito em torno da banda. Voltou de fato com ela, soltou dois álbuns inexpressivos (“Zeitgeist”, em 2007; e “Teargarden by Kaleidyscope”, editado em 2009) e agora tenta a sorte novamente com este “Oceania”, programado pra chegar às lojas americanas no próximo dia 19 de junho, sendo que na web ele já está dando sopa, óbvio.

 

É, a rigor, o nono álbum de estúdio do conjunto em duas décadas de existência. E Billy Corgan trabalhou duro nele ao que parece, já que as gravações do mesmo se estenderam de abril a setembro do ano passado. Isso não significa que o resultado final tenha sido primoroso. Na real é muito difícil ouvir a banda hoje e não lembrar dos seus três primeiros e magistrais álbuns – “Gish” (a estréia fenomenal, em 1991), “Siamese Dream” (de 1993) e a obra-prima “Mellon Collie And The Infinite Sadness”, o disco duplo editado em 1995 e que alavancado pelos mega hits “1979”, “Zero” e “Tonight Tonight”, bateu na casa das vinte milhões de cópias vendidas e colocou o conjunto nos píncaros da glória do mondo rock planetário. A comparação será sempre inevitável e cruel: por mais que Corgan se esforce, ele jamais irá chegar novamente aos pés do que conseguiu em termos de envergadura musical e artística naqueles três primeiros trabalhos, quando além dele o grupo ostentava sua formação clássica (o também guitarrista James Iha, a baixista D’Arcy e o baterista monstro Jimmy Chamberlin). Apesar de Billy ser o eterno gênio pensante e “ditador” do conjunto, os outros três fazem falta ali e muito. A famosa “química” entre os quatro era perfeita.

 

Zap’n’roll ama devotadamente a banda em seu período de 1991 até o sombrio disco “Adore” (um álbum que Corgan gravou sob o peso da perda de sua mãe e também do fim do seu casamento), lançado em 1998 e quando o batera Jimmy Chamberlin tinha sido expulso do grupo por Corgan (após ter se envolvido em um caso de consumo de heroína em 1996, em um quarto de hotel em Nova York, em um epísódio que matou de overdose um tecladista que estava excursionando com a banda, como músico convidado). Nessa época o autor deste blog assistiu o grupo ao vivo no Brasil por duas vezes. A primeira em janeiro de 1996, na edição derradeira do festival Hollywood Rock, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, em uma noite de domingo. O SP estava no auge, havia lançado há poucos meses o fodaço “Mellon Collie…” e um público insano que lotou a pista do estádio (e, no meio dessa insanidade, o sujeito aqui) se acabou na gig do quarteto. Dois anos depois, na extinta casa de shows Olympia e na turnê de “Adore”, a banda já não era mais a mesma. Sem Iha e Chamberlin e com duas baterias (!) em cena, o SP fez um show pálido, já bem distante daquilo que os fãs haviam presenciado no começo de 1996 – em 2010 o conjunto esteve mais uma vez aqui, no festival Planeta Terra, mas aí o blog desencanou de vê-los ao vivo.

Capa do novo disco do SP: não chega a ser ruim, mas está longe de ser ótimo

 

Daí pra frente é o que se sabe: a formação do grupo mudou várias vezes, discos ruins foram lançados e veio o fim oficial, em 2000. Billy Corgan partiu para outros projetos, montou outra banda (a inexpressiva Zwan, que gravou apenas um disco), continuou compondo e gravando sozinho, começou a postar músicas na internet e resolveu, em 2005, reformar o velho Smashing Pumpkins. Editou mais dois discos sem muito brilho musical, anunciou que iria abandonar de vez o lançamento de músicas em plataformas físicas (e, por tabela, disse que a banda iria soltar aos poucos cerca de cinqüenta singles na web) até que, há algumas semanas, declarou à imprensa que o SP estava sim para lançar, inclusive em cd, seu novo álbum de estúdio.

 

O que nos leva a este longo (mais de sessenta minutos) “Oceania”. Se em seus primeiros trabalhos a sonoridade da banda era algo mezzo inclassificável (deambulando por rock de guitarras hard, grunge, psicodelia e até gothic rock), o que conferia a cada disco um estranhamento musical instigante e ultra bem-vindo, no novo álbum os procedimentos sonoros engendrados por Corgan já são por demais manjados. Há alternância de climas em algumas faixas, com a tradicional oscilação entre barulho e contemplação melódica. O disco até começa bem com “Quasar” (uma tentativa de reeditar “Cherub Rock”, que abria “Siamese Dream”) e “Panopticon”, ambas com guitarras trovejantes emoldurando o vocal ardido de Billy Corgan. A ambiência já muda em “The Celestials”, com a entrada em cena de violões e teclados e algumas cordas com certa dramaticidade. É a partir desse ponto que o cd começa a resvalar na mediocridade: “My Love Is Winter” parece feita de encomenda para ser trilha de algum filme que conta a história de um romance brega entre dois adolescentes bobos. Soa como se você estivesse ouvindo um Maroon 5 (!!!) mais “turbinado” por guitarras. E “One Diamond, One Heart” não consegue ser cafona apenas em seu título: a tecladeira com timbre de salão de baile de formatura de ensino médio, que se imiscui por toda a música, é um dos momentos mais constrangedores já concebidos pelo músico Billy Corgan.

 

Curiosamente a partir daí o trabalho começa a melhorar e ganha força com as mudanças de andamento e as nuances melancólicas da faixa-título. “Pale Horse”, em sua “tristeza quase infinita” é uma música curta e bonita, um dos melhores momentos de um disco que encerra bem com o retorno de guitarras mais ásperas em “The Chimera”, “Glissandra” e “Inkless”. Todas faixas mais curtas e sem grande complexidade melódica ou harmônica. E que denotam que Corgan acertou mais justamente quando simplificou mais as canções.

 

Mas a impressão que fica, ao final da audição de “Oceania”, é que a genialidade de Billy Corgan já está irremediavelmente gasta. Ela ficou lá atrás, nos primórdios do SP. E ainda que haja bons músicos acompanhando o vocalista atualmente (além de Billy participaram das gravações do disco o também guitarrista Jeff Schroeder, a baixista gostosona Nicole Fiorentino e o baterista Mike Byrne, que não chega aos pés de Jimmy Chamberlin nas criativas conduções rítmicas desenvolvidas pelo ex-batera do grupo), e que o novo álbum seja um pouco melhor do que os dois últimos discos de estúdio do conjunto, a pergunta que fica é: alguém ainda vai se importar com o Smashing Pumpkins daqui pra frente?

 

 

O TRACK LIST DE “OCEANIA”
1.”Quasar”
2.”Panopticon”
3.”The Celestials”
4.”Violet Rays”
5.”My Love Is Winter”
6.”One Diamond, One Heart”
7.”Pinwheels”
8.”Oceania”
9.”Pale Horse”
10.”The Chimera”
11.”Glissandra”
12.”Inkless”
13.”Wildflower”

 

 

SMASHING PUMPKINS AÍ EMBAIXO
Em três vídeos dos “bons tempos” de Billy Corgan e Cia: “Rocket”, “Tonight, Tonight” e a banda arrasando ao vivo no Hollywood Rock de 1996, no Rio De Janeiro, em “Bullet with Butterfly Wings”.

 

DIÁRIO SENTIMENTAL – UMA HISTÓRIA DO JORNALISMO ROCKER, GONZO E JUNKY, HIHI
Aaah… os tempos das despirocações noturnas em grau extremo. Das entrevistas realizadas (ou não, rsrs) sob efeito e/ou ressaca do consumo de algum aditivo, hã, proibido. A vida pessoal e profissional do autor destas linhas ainda anárquicas foi assim, nas últimas três décadas: uma sucessão de acontecimentos quase inacreditáveis. Momentos descaralhantes, invariavelmente movidos a consumo de dorgas, álcool e trepadas homéricas.

 

E como foi dito no início deste post, é chegada a hora de “aposentar” o lado loki e junky do sujeito aqui. A “lenda” do jornalismo rocker brazuca já está bem formada e não é preciso mais continuar alimentando-a. Mas é claaaaaro que o zapper não vai encaretar, jamais! E a partir deste post ele volta a desovar algumas histórias malucas (e algumas até bem hilárias) aqui, que marcaram a sua trajetória jornalística (e pessoal também, hehe). A que está relatada aí embaixo aconteceu nos anos 90’. E Zap’n’roll riu muito ao se lembrar dela esta semana. Leia e divirta-se!

 

* ENFRETANDO CID MOREIRA, RESSACUDO DE COCAINE – era começo de 1995 (ou final de 1994, a memória do blogger loker agora falhou um pouco, uia). Zap’n’roll trampava há um ano e meio num dos melhores empregos que já teve: repórter de música da poderosa (e finada, há séculos já) edição brasileira da revista Interview. Emprego dos sonhos de qualquer um: a revista era mensal e cada jornalista precisava desenvolver uma ou duas pautas por edição. A revista não vendia nada mas era luxuosa, descoladíssima, formadora de opinião, circulava onde importava e precisava (redações de outros mega veículos de mídia, agência de modelos e de publicidade etc, etc, etc.). O salário era bom. As festas envolvendo o lançamento de cada edição eram fodásticas (xoxotas prontas pra foder em profusão, champagne, whisky e… cocaine, claaaaaro). E boa parte da redação era maluca. Menos o editor-chefe, Luiz F. (hoje, segundo homem no comando da área editorial da Editora Três). Extremamente careta, corretíssimo ao cubo em suas funções e ótimo jornalista, Luiz sempre foi um dileto amigo do autor destas linhas online, embora sabedor que seu “pupilo” era um loki de carteirinha. Por conta disso, sempre o mantinha sob rédea curta.

 

Foi o que aconteceu quando o zapper se viu sem pauta para a edição seguinte da Interview. Escrever sobre o quê? “Vire-se!”, disse um belo dia Luiz F. pro repórter aflito, em sua sala. “E já sabe: se não tiver matéria, não tem salário mês que vem!”. Cruel. Pensa daqui, pesquisa dali, fuça acolá e então, numa bela tarde, toca o telefone na redação. Era a assessora de imprensa da também finada gravadora Continental. Ela: “Finatti, o Cid Moreira tá lançando seu novo cd de… salmos bíblicos. Você consegue emplacar uma entrevista com ele na Interview?”. Cid Moreira? Fazendo leitura de salmos bíblicos em cd??? Puta que pariu! Era dose. Ou nem tanto: Cid havia sido por séculos o âncora do Jornal Nacional (o principal telejornal da tv Globo), de onde havia saído havia pouco tempo. Era conhecidíssimo ainda, uma imagem presente no imaginário de 90% da população brasileira. Voilá! Era a salvação do mês. Lá foi Zap’n’roll falar com seu editor-chefe. Ele: “Só se o cara falar absolutamente todos os podres do jornalismo da Globo”. Missão difícil, mas não impossível. Telefonema de volta para a assessoria da gravadora: “Ok, entrevista confirmada. Quando pode ser?” A reportagem foi marcada para algum dia da semana na casa de Cid Moreira, às treze horas. Ele morava em um condomínio fechado no bairro nobre da Barra da Tijuca, no Rio De Janeiro. Data e horário acertados, era requisitar uma passagem de ponte-aérea na redação da Interview. E quando recebeu a dita cuja, o jornalista loker que detestava acordar cedo levou um susto: por que ele tinha que embarcar no vôo das OITO DA MANHÃ pro Rio (uma viagem de avião de quarenta e cinco minutos, apenas) se a entrevista seria somente a uma da tarde? De volta à sala do editor-chefe, onde se desenrolou um diálogo tenso. Zap’n’roll: “Eu não preciso sair daqui oito da manhã. Se eu pegar o vôo das onze horas, chego lá meio-dia, almoço e vou direto entrevistar o cara”. Luiz F.: “Negativo, Finatti. Eu te conheço muito bem e sei que você vai chegar na casa dele às três da tarde, se sair daqui às onze”. O zapper: “Não vou, não! Dá pra confiar em mim?”. Luiz F.: “Não, não dá. E preste atenção: eu QUERO você DENTRO do vôo das oito da manhã, ok? Se por um acaso você PERDER esse vôo, nem precisa aparecer mais aqui na redação, fui bem claro? Outra: sei que você detesta vestir roupa social. Mas você está indo entrevistar o Cid Moreira, não algum roqueiro porra-louca. Peça um terno emprestado a alguém, se for o caso, mas vá de terno, certo?”.

 

Certo. Não havia mais o que argumentar. A solução era ir embora pra casa, comer algo, descolar um terno com alguém (o jornalista ainda jovem, trintão, rabo-de-cavalo, rocker e tal, detestava mesmo vestir termo. Como não tinha a peça de vestuário, foi atrás de um. Conseguiu um em tons pastéis com seu velho amigo Giba) e dormir CEDO. Nessa época o autor destas linhas rockers online morava no Cambuci (zona sul de Sampa), no final da rua dos Lavapés, em um antigo e espaçoso apartamento de dois dormitórios (em um predinho aconchegante de três andares, com apenas dois apartamentos por andar) que ele dividia com o então amigão Luis Carlos Leite (na época, um dos fotógrafos mais conhecidos da redação do jornal FolhaSP, e também um junky notório, que amava reggae e viver chapado de marijuana). Naquela noite o jornalista emputecido chegou em casa por volta das onze horas. E quando ia entrar no prédio, deu de cara com o famoso “exú”. Quem? Alex, amigo boa praça do bairro, muito inteligente, muito politizado e tal e que adorava… meter a napa em cocaína. Alex estava esperando o zapper na porta do prédio, já bicudíssimo de padê. Quando o blogger chegou ele já foi avisando: “Eu tava te esperando. Tô com mais de cinco gramas aqui, muito boa!”. Não!!! Mil vezes não! Tendo que sair de casa às seis e meia da matina do dia seguinte pra pegar um vôo às sete no aeroporto de Congonhas, cocaine era tudo que o repórter da Interview NÃO queria naquela noite. “Escuta Alex, te adoro, você é um super brother mas hoje não. Eu tenho um compromisso seríssimo amanhã cedo e bla bla blá”, tentou argumentar o autor deste espaço virtual. “Ah, me acompanha só em uns risquinhos então, que eu vou embora daqui a pouco, prometo!”, rebateu Alex.

 Pode acreditar: o blogger loker enfrentou duas horas de entrevista com esse tiozão aí em cima, completamente ressacudo de uma mega noitada movida a devastação nasal, uia!

 

Resistência vencida, a dupla subiu pro apê. E começou a farra da devastação nasal. O pó era do bom, mesmo (nada a ver com as porqueiras que são vendidas hoje nas favelas de Sampalândia). As horas foram passando. A cocaine não acabava nunca. Quando o jornalista maluco olhou no relógio e viu que eram quatro da matina (!!!), soou o alarme em seu cérebro já completamente alucinado pelo pó branco. Bicudo e travando pra falar, disse ao seu amigo: “preciso beber algo alcoólico, urgente!”. Alex desceu, foi na loja de conveniência do posto que havia na esquina da avenida Lins de Vasconcelos, e voltou com uma sacola cheia de latas de cerveja. O padê, felizmente, estava acabando. E acabou… às cinco da manhã. O amigo do zapper se mandou e sobraram algumas brejas e uma travação monstro de cocaine. Como diria o querido Rica Pancita (do podcast “Comando Legal”), o jornalista gonzo ao cubo estava total “fritopan”, uia! O quê fazer, naquele estado de chapação cocainômana e tendo que sair daquele apartamento em uma hora e meia para ir pro aeroporto, pegar um vôo até o balneário e fazer uma entrevista com um velhote de setenta e tantos anos de idade, que estava lançando um cd de salmos? Não havia muito o que raciocinar (e o sujeito aqui, com o cérebro literalmente “derretido” por várias carreiras aspiradas, nem estava em condições de raciocinar algo): o loker junky tirou a roupa e foi tomar um banho quente. Ficou pelo menos meia hora embaixo do chuveiro, os olhos estalados e tentando “destravar” da coca. A duras penas conseguiu sair do chuveiro, se enxugar e trocar de roupa. Colocar o terno então (e tendo que dar nó na gravata), foi uma operação mais complexa do que vender geladeiras no Pólo Norte. Mas enfim arrumado e com um óculos escuro na fuça (pra esconder os olhos esbugalhados, óbvio), lá se foi Zap’n’roll. Desceu na porta do prédio e pegou o primeiro táxi que passou: “Toca pra Congonhas, estou atrasado”, foi tudo que o êmulo de Hunter Thompson conseguiu balbuciar pro taxista. Quando chegou ao aeroporto, começou a ressaca e o revertério da madrugada regada a padelança. Tudo irritava o jornalista fisicamente destruído: a espera na fila do chek-in, a tagarelagem dos outros passageiros (e sempre que você se encontra nesse estado, de ressaca pós-consumo de cocaína, sua paranóia sempre acha que todos estão falando algo relacionado a VOCÊ) etc. Enfim já dentro do avião, o autor destas linhas absurdas só pensava em beber algum destilado. Pediu à aeromoça: “Uma dose de whisky, por favor!” (naquela época, servia-se whisky na ponte aérea, pode acreditar). Ela: “sinto senhor, mas nos vôos da manhã só servimos café, leite, água e refrigerante. E isso depois que levantarmos vôo”.

 

Zap’n’roll não acreditava. Estava a ponto de enlouquecer e queria sumir dali, literalmente. Quando chegou ao Rio, já por volta das oito da manhã, “voou” pro primeiro bar do aeroporto Santos Dumont que pudesse lhe servir qualquer dose de qualquer destilado. Conseguiu tomar duas doses de whisky – em jejum, sem nada no estômago. Só aí a ressaca do pó começou a ceder. As horas foram passando, o estado do jornalista começou a melhorar e os olhos antes esbugalhados começaram a voltar ao normal – mas o inchaço e as olheiras denunciavam total que o gonzo maluquete não havia dormido nadica nas últimas vinte e quatro horas. Hora do almoço, finalmente: um lanche rápido (não havia fome, ainda) e toca pra Barra da Tijuca. O repórter chegou pontualmente a uma da tarde na casa de Cid Moreira. Foi recebido pela empregada: “o Sr. aguarde só um instante no escritório dele, que ele já vai descer”, disse ela. O zapper a essa altura já calmo e sendo tomado pelo sono e cansaço, esperou por cerca de quinze minutos (e foi observando o ambiente: tudo muito certinho, careta, com CDs de MPB e Roberto Carlos espalhados pela mesa). Até que foi recebido efusivamente pela voz grave e tonitroante de mr. Cid Moreira. Cumprimentos trocados, mini-gravador ligado (naquela época não existia i-Pod, MP-3, i-Phone, nada disso) e começou a entrevista. Duas looooongas horas de entrevista onde Cid Moreira pouco abriu o bico sobre os “podres” do jornalismo Global – embora tenha feito a hilária declaração de que, sim, na sua idade ele ainda “dava uma por dia na sua esposa”, wow!

 

Entrevista encerrada, o autor deste diário mais engraçado do que sentimental se mandou pra sucursal da Interview no Rio. Lá lhe foi providenciado um jantar. Em seguida, a volta pra Sampalândia no último vôo, o das dez e meia da noite. Zap’n’roll veio então confortavelmente relaxado em duas poltronas e tomando duas doses de whisky. Chegou em casa, no Cambuci, mais de meia-noite. Pensou em ir antes dar uma senhora foda na sua amiga e artista plástica Rosângela L., que morava perto de Congonhas (uma xotaça gaúcha deliciosa, trinta e dois anos de idade, boceta peluda, tetas empinadinhas, dois filhos, separada e que o jornalista taradón havia conhecido semanas antes no finado club Massivo. Os dois começaram a ter um affair e Rô fodia horrores, sempre avisando quando ia gozar, aos gritos: “tá vindo! Tá vindo! Mete, me fode!”), e com quem ele já havia dado algumas trepadas quando chegava de viagem em Congonhas. Mas naquela noite foi impossível. O zapper foi direto pro seu apê e desabou de terno mesmo na cama, quando chegou. No final das contas, deu tudo certo. Felizmente. E o querido ex-chefe Luiz F. nunca ficou sabendo que seu dileto repórter enfrentou Cid Moreira ressacudo de cocaine, hihihi.

 

* No próximo post: o dia em que o blog deu um  “balão” em uma entrevista com o gênio Tom Zé, também por causa de cocaine, uia! Aguardem!

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: “Banga” é o décimo primeiro álbum de estúdio da lenda Patti Smith. E o primeiro disco de inéditas da cantora e poetisa norte-americana em sete anos. Pois trata-se de um dos grandes lançamentos da temporada: a cantora, compositora, ativista social e política chega aos sessenta e cinco anos de idade em plena forma e entrega um disco forte, intenso, emotivo e melancólico aos fãs, onde ela exibe seu olhar reflexivo sobre o mundo atual, esse planeta tão desagregado não apenas social e politicamente, mas também no âmbito ecológico. Há participações de Johnny Depp (na faixa-título), homenagens a Neil Young e Amy Winehouse e faixas lindíssimas por todo o cd, que foi muito bem esmiuçado pelo chapa Dum DeLucca em seu blog Jukebox, lá no portal Dynamite (WWW.dynamite.com.br). Pode ir atrás correndo, mesmo porque “Banga” já está dando sopa na web.

“Banga”, o novo álbum de Patti Smith: discão! 

 

* Web rádio: quer ouvir uma rádio online alternativa bacanésima e ainda ficar por dentro de toda a movimentação rocker no extremo Norte brasileiro? É só ir até a Manifesto Norte. Pilotada pelo jornalista (e mega brother zapper) de Manaus, Sandro Correia, a Manifesto entrou há pouco no ar e já está causando estragos na internet, com uma programação ininterrupta dedicada quase que totalmente às novas bandas indies nacionais. Acesse lá e boa audição: http://www.manifestonorte.com/ .

 

* Baladaças! Yes!!! E começam cedo esta semana, no? Hoje já é quinta-feira em si e se você já está disposto a ir pra “naite”, a pedida é a festa “Loucuras” lá na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa), sob o comando do super DJ André Pomba. E tem também showzaço do esporrento trio Zefirina Bomba lá no Astronete (que fica na rua Augusta, 335, centrão rocker de Sampa).///Sextona, mais conhecida como amanhã? Vai que tem: mais uma edição da festa Blue Room no Espaço Cultural Walden (que fica na praça da República, 119, centro de São Paulo), pilotada pelo pessoal rocker do Itaim Paulista (integrantes do graaaaande The Concept). E a volta do DJ Márcio Custódio à noite under rocker paulistana, na estréia da festa PopKiss no bar Lebowski (que fica na rua Barra Funda, 1070, Barra Funda, zona oeste paulistana).///E no sabadão tem mais uma edição da festa anos 80’ “Pop&Wave” no Inferno Club (lá no 501 da rua Augusta), com especial do Duran Duran na DJ set. Ah sim, apenas já avisando: no próximo dia 30 de junho tem a mega DJ set mensal do blog na Outs (lá no 486 da Augusta). E este mês a parada vai lá vai ser demolidora, pode esperar! Então é isso: capricha na montagem do visu rock’n’roll e caia com tudo na esbórnia.

 

 

E VEM QUE TEM! TICKETS FREE PRO SHOW DO RADIO DEPT!
Yeah! O blogão campeão em promos mega bacanas não iria deixar seu amado, fiel e dileto leitorado na mão, né?

 

Então fechamos parceria bacana com a produtora Playbook, e estamos colocando na roda através do hfinatti@gmail.com:

 

* DOIS PARES DE INGRESSOS pro showzaço que o grupo indie dream pop sueco The Radio Dept. faz no Brasil, no começo de julho. A saber: um par para o show em Sampa, dia 6, no sempre bacana Beco203. E outro par pro show no Rio De Janeiro, dia 8, no Teatro Odisséia. Tá dentro? Então comece a enviar suas mensagens desesperadas pedindo pelos tickets e torça!

 Os suecos do The Radio Dept.: shows no Brasil no começo de julho, com promo de ingressos free aqui no blogão zapper. Vai perder?

 

E yep, o blog não esqueceu da outra promo em sorteio, a que tem um kit da ST2 com DVDs (Stones, Primal Scream) e o novo cd dos Forgotten Boys. Guenta mais um pouco aê que logo desovamos o vencedor (ou vencedora) dessa promo, okays?

 

 

UFA! CHEGA NÉ?
Postaço mega, recuperando o pique do blog mais legal da web brasileira quando o assunto é rock alternativo, cultura pop e insanidades variadas, hehe. Este post comentando o novo álbum do Smashing Pumpkins vai dedicado pra turma do The Concept (Wagner, Robson, Augusto, André). E o blogão zapper se vai deixando beijos quentes na Ana Paula de Lima, na Samara Noronha, na Bruna Viana e na gatíssima portenha Camila Valente, wow! Semana que vem tem mais. Até lá!

 

(atualizado por Finatti em 15/06/2012, às 21hs.)

Por que o blog não foi ao Tributo à Legião Urbana – de resto, a maior banda de rock brasileira dos anos 80’ – e preferiu assistir o show na tv, no conforto do seu lar. Mais: o que Zap’n’roll viu, ouviu e conviveu com o grupo (cuja música continua mais atual do que nunca), há vinte anos. Plus, finalmente: as ativistas do Femen, o novo disco do Leela e… tickets free pro show do Radio Dept! (post ampliado, atualizado e finalizado em 6/6/2012)

 A banda “tributo” ao Legião Urbana (acima, foto Folha online), com Wagner Moura nos vocais; e a Legião original (abaixo), nos anos 80′. Não adianta: Renato Russo é insubstituível, e as desafinações do Mourão no show em Sampa mostraram isso claramente

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UP TO DATE FINALMENTE, COM ALGUNS EXTRINHAS PRO FERIADÓN

* Foi maus, povo. Este post, que era pra ter sido finalizado no último sábado, só está sendo concluído hoje, quarta-feira, 6 de junho e véspera de feriadão né? O zapper teve problemas pessoais, um enooooorme bloqueio criativo insistia em foder a capacidade de raciocínio do autor destas linhas bloggers poppers e a conclusão do post foi sendo postergada. Mas enfim cá estamos, com algumas notinhas extras aqui em cima e a conclusão do tópico sobre a Legião Urbana lá embaixo, além do roteirão de baladas rockers alternativas pra este finde prolongado, néan?

 

* E o assunto da semana foi mesmo o Femen. Yep, aquele grupo de ativistas que tiram os peitões pra fora pra protestar contra tudo que elas acreditam estar errado. Zap’n’roll já se tornou mega fã do grupo (hihi), que começou na Ucrânia em 2010 e já tem uma digníssima representante brasileira, a loiraça são carlense Sara, de apenas dezenove aninhos de idade. Ela já andou protestando contra o turismo sexual pelas ruas de Sampa, como você pode ver neste vídeo aqui: http://www1.folha.uol.com.br/tv/ . Na boa, o blog apóia total este tipo de ativismo e acha que a mulherada tem mais é que tirar as tetas pra fora mesmo, ainda mais se forem tetões do Norte ou belas tetinhas pretas do Sudeste mesmo. Mulheres de atitude (como são quase todas as ex-girlfriends do zapper rocker), se unam e botem a boca (ou os mamilos) no trombone, sempre!

 

* Para saber mais sobre o Femen: http://femen.org/ ou http://en.wikipedia.org/wiki/Femen .

Sara (acima), a primeira ativista brasileira do Femen. Assim como ela, donas de tetões como o da foto abaixo, deveriam também ir pras ruas de peito nu e protestar, uia! 

Acima, mais uma ativista do mais que bem-vindo grupo Femen

* E foi lançado ontem (lá fora, óbvio) o novo álbum da veneranda e lenda Patti Smith. “Banga” é o primeiro disco de estúdio da poetisa punk desde 2007, e já vem recebendo elogios na rock press gringa. O blogão zapper já está dando algumas “orelhadas” no dito cujo e promete falar dele novamente nos próximos posts, ok?

 

* E não é que roubaram alguns colares de diamantes da pobre baleia branca Axl Rose, ontem em Paris? Tadinha dela…

 

* A nota relevante do indie nacional é o lançamento do novo álbum do sempre bacana Leela. “Música todo dia”, terceiro disco de estúdio da turma comandada pelo casal vinte do indie rock brazuca (o guitarrista Rodrigo Brandão e a lindaaaaa loiraça Bianca Jhordão, que acabou de se tornar mamãe), deve chegar às lojas até o início de julho, através da Pisces Records – que continua sendo um dos selos mais dinâmicos da cena independente nacional, em um momento em que poucas gravadoras ainda se dispõem a lançar álbuns no velho formato do cd. Estas linhas online sempre gostaram muito do Leela e botam fé que vem um discão por aí. A conferir.

 

* E na capa da NME desta semana… claaaaaro, o gênio imortal David Bowie. Estão fazendo quarenta anos que foi lançado “Ziggy Stardust”, a obra-prima do Camaleão. Bowie está com sessenta e cinco anos de idade e recluso. Mas sua obra será eterna – que o diga o autor destas linhas virtuais, que assistiu duas gigs do cantor, em 1990 e 1997. Ambas foram inesquecíveis.

 

 

* Já o “ser humano vivo mais maravilhoso que existe” – Morrissey, quem mais? – anunciou que pretende abandonar a carreira musical em 2014. Será? Se for verdade, tia Mozz estará tomando uma decisão das mais sábias: é nelhor deixar a cena no auge do que na decadência. Pena que apenas uma ínfima parcela de rockstars pensa desta forma, e continuam na ativa durante anos passando vergonha alheia total.

 

* É isso? É isso. Lá embaixo, no final do post, as indicações do roteiro cultural zapper, além do roteiro de baladas pro finde prolongado e chuvoso que vem aí, uia.

 

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Que País é esse, afinal???
Esta pergunta/afirmação, que dá título ao terceiro disco lançado pelo lendário e inesquecível Legião Urbana, em 1987, ecoou na cabeça de Zap’n’roll durante toda esta semana. E continua ecoando, por zilhões de motivos. Foi nesta semana que a MTV, enfim, promoveu seu tributo àquela que ainda é, até hoje, a maior banda do rock brasileiro dos anos 80’ – e um dos melhores grupos de toda a história do rock nacional. Com o intuito de comemorar os trinta anos de nascimento da Legião, todos sabem, o canal musical juntou o guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá (dupla que ajudou a fundar o conjunto, com o vocalista, compositor e letrista gênio Renato Russo) ao ator Wagner Moura (fazendo os vocais das músicas), e durante duas noites (nas últimas terça e quarta-feira) no Espaço das Américas, em Sampa, promoveu um autêntico “baile da saudade” para novos e velhos fãs da Legião, e que lotaram o local nas duas noites. A homenagem/tributo foi válida? Sim e não, também por diversos aspectos e os quais o blog vai comentar no decorrer deste post que começa agora e que será dedicado principalmente a esmiuçar este tributo (no qual o zapper eternamente fã do grupo preferiu não comparecer, acompanhando os dois shows pela tv), feito de resto a uma banda e a um compositor (Russo) que talvez continue com um repertório mais atual do que nunca – quem duvidar que leia as letras de “Será?”, “Fábrica” ou a da própria “Que País é esse!” (sim, com exclamação, assim ela está grafada no álbum de 1987), pergunta-chave que continua dizendo tudo sobre o Brasil de hoje. Um país atolado em corrupção na esfera pública e política (e nesse aspecto a semana foi farta no noticiário, com a CPI do Caichoeira convocando a depor os governadores Marconi Perillo e Agnelo Queiróz, mas poupando Sérgio Cabral, além de se descobrir que o eminente e respeitado jurista Márcio Thomaz Bastos, ex-Ministro da Justiça, está defendendo o mesmo Caichoeira pela “bagatela” de R$ 15 milhões de reais de honorários), atolado em violência urbana e policial praticamente fora de controle, um país incapaz de melhorar a vida de milhões de brasileiros nos quesitos de saúde, educação e transporte público, e um país onde um ex-presidente (Lula) comete a atitude mais aética do Universo ao tentar pressionar um Poder (o Judiciário) na questão do julgamento gigante de um dos casos mais escandalosos de corrupção da história da nação – o mensalão do PT. Se estive vivo hoje, Renato Russo por certo cotinuaria mais indignado do que nunca (uma indignação que, de resto, não se observa mais na maioria das pessoas, que parecem anestesiadas por tantas e diária mazelas sociais e políticas, uma “anestesia” só comparável aos tempos em que ela era imposta à força  ao populacho pela Ditadura Militar que governou o Brasil durante quase trinta anos) e estaria ainda se perguntando e cantando a plenos pulmões: “afinal, que país é esse em que nós vivemos???”.

 

* O Tributo à Legião, inclusive, está sendo reprisado à exaustão pela MTV. Basta ligar no canal que você consegue assistir. E é  muito óbvio que a parada vai ser lançada em cd e DVD.

 

* E blogs daqui e de fora comemoram a volta do Bloc Party. Você ainda se lembra da banda? Ela surgiu em 2003 em Londres e, em 2005, mega entusiasmou a rock press britânica com o seu ótimo disco de estréia, “Silent Alarm”. Entre outros detalhes bacanudos o BP chamou a atenção por fazer um vigoroso resgate do pós-punk inglês oitentista e também por ter um vocalista negro e gay assumido. Mas tretas internas e dois discos seguintes fracotes puseram a banda a pique – fora o vexame que protagonizaram aqui mesmo, no velho Brasilzão, ao se apresentar numa das premiações do VMB da MTV fazendo… playback! Enfim, nada dura muito nestes tempos de web e quando ninguém mais se lembrava do grupo, eis que ele anuncia seu comeback. Via Twitter oficial, o grupo informa que o novo trabalho sai até julho. Vamos aguardar e ver o que vem por aí.

 O Bloc Party anunciou que está voltando: alguém se importa?

 

* Já o furão The Gossip, da gordita lesbos Beth Ditto e que lançou mês passado seu novo disco (“A Joyful Noise”, o quinto álbum de estúdio da turma), jura que desta vez vem ao Brasil. Você se lembra bem: o grupo cancelou duas vindas ao país, em 2008 e 2010, quando ingressos inclusive já estavam sendo vendidos e tal. Tentanto se redimir, miss Ditto disse em entrevista à revista “Serafina” (FolhaSP) que desta vez eles vêm mesmo pra cá. Estas linhas rockers bloggers não botam mais fé na gorducha furona e só vai mudar de idéia quando ver o conjunto por aqui, em cima de um palco.

 Essa gordoidona lesbos jura que dessa vez ao Brasil, com o Gossip. Você acredita?

 

* Fora o Gossip, o “vampiro” Peter Murphy também volta pra cá, em julho. E o inglês Keane (alguém ainda se lembra deles?) reaparece em agosto, com duas gigs em Sampa, uma delas lá no estacionamento do Anhembi. Oxe, será que eles têm tanto público por aqui, pra tocar naquele estacionamento?

 

* E miss Vaconna, ops, Madonna, começou sua nova turnê mundial anteontem em Israel. A produtora T4F, que traz a diva velhona pra cá em dezembro, acaba de anunciar que ela faz show extra em Sampa, no dia 5 daquele mês.

 

* Nada muito digno de nota enfim, em relação a gigs gringas por aqui no segundo semestre, néam? Seria bom que o pessoal do SWU começasse a se mexer (já estamos em junho) e tenatsse fechar alguns nomes bombásticos pro line do festival deste ano. Que tal uma noite apenas anos 90’, com Garbage e The Stone Roses? E o Cure, tantas vezes cotado pra voltar ao Brasil? Robert Smith e sua turma tocam hoje no gigante e bacanudo Primavera Sound, em Barcelona (Espanha). Com um pouco de boa vontade (e grana, óbvio) não seria difícil trazer a banda pra cá também.

Robert Smith e o Cure: atração de hoje no festival Primavera Soud, na Espanha. O SWU bem que podia trazê-los pro Brasil também este ano, no?

 

* Agora, olha só mais um “golpezinho” tramado pela turma do Fora Do Eixo/SP: a “tradicional” noite das terças-feiras que a Ong promove em parceria com o StudioSP da rua Augusta, o “Cedo & Sentado”, traz novidades em sua edição da semana vindoura. Sob a pergunta “quanto vale o show?” o FDE agora propõe que o público que for até lá para assistir as atrações da noite deixe uma “colaboração expontânea” ao final das apresentações, numa forma de “remunerar” os grupos que tocam ali. Essa “colaboração” pode ser R$ 5, R$ 10 ou R$ 15 reais. Considerando-se que tanto o FDE quanto o StudioSP são Ongs (portanto, entidades que NÃO pagam impostos e que NÃO possuem fins lucrativos), não seria mais digno que ambas disponibilizassem algum tipo de verba própria para remunerar as bandas e artistas que fazem gigs no Studio às terças, ao invés de querer dar essa “beliscada” na carteira do público que vai lá? O Cedo & Sentado nasceu há alguns anos com a proposta de abrir espaço para novos talentos musicais, além de oferecer bons shows em um horário cedo e gratuito para o público. Agora essa parada de “contribuição expontânea” cheira a mais uma picaretagem de uma entidade já pra lá de enredada em mutretas variadas.

 

* De qualquer forma, há dois ótimos motivos pra se ir ao StudioSP na próxima terça-feira: os Brollies & Apples e o sensacional combo instrumental Tigres de Dentes de Sabre. Se o blog for até lá, até vai contribuir na saída – pelas bandas, JAMAIS pra ajudar a encher ainda mais os bolsos de Ongs pra lá de suspeitas.

Brollies & Apples, atração bacanuda na próxima edição do “Cedo & Sentado”, terça-feira que vem no StudioSP, mesmo com o FDE querendo “beliscar” a carteira do público

 

* Buenas, teve tributo à Legião Urbana, patrocinado pela MTV, né? Foi um dos assuntos desta semana. E o blog zapper, que conviveu bem de perto com a banda há duas décadas, conta aí embaixo suas impressões sobre este tributo, além de fazer um recuerdo rápido de histórias e lances que viveu com e próximo a banda, nos anos 80’ e 90’.

 

 

UM TRIBUTO ESTRANHO, COM UM VOCALISTA ESQUISITO – MAS AINDA ASSIM VÁLIDO SOB ALGUNS ASPECTOS
A suposta intenção era comemorar os trinta anos de fundação da banda. Com essa justificativa a MTV pôs em prática o projeto Tributo à Legião Urbana. Contando com o guitarrista (Dado Villa-Lobos) e o batera (Marcelo Bonfá) originais da banda, o tributo também reuniu uma série de convidados especiais (o baixista Bi Ribeiro, dos Paralamas do Sucesso, os músicos Fernando Catatau e Clayton Martin, da banda Cidadão Instigado, e o lendário guitarrista inglês Andy Gill, do igualmente lendário grupo pós-punk Gang Of Four). E o vocal das músicas foi entregue a ninguém menos do que o (talentoso, vamos reconhecer) ator Wagner Moura. Com esse line up, o tributo/show rolou em duas noites desta semana em São Paulo (nas últimas terça e quarta-feira), no Espaço das Américas. As duas noites lotaram (cerca de sete mil pessoas por noite, isso com ingresso custando a bagatela de duzentas pilas) e o tributo foi o assunto da semana, com explosão de comentários nas redes sociais.

 

E daí? Daê que Zap’n’roll, por exemplo, poderia muito bem ter ido acompanhar de perto a gig – o blog é amigo e conhece há séculos a assessora que estava cuidando da imprensa do evento, além de ser bem relacionado com a MTV. Mas, mais do que isso, o autor destas linhas rockers online conhece pessoalmente os músicos Dado e Bonfá, sendo que o blog acompanhou o auge da trajetória da Legião Urbana beeeeem de perto nos anos 90’, como você lerá mais aí embaixo.

 

Ao invés de ir ao Espaço das Américas estas linhas zappers preferiram ver o tributo pela tv, no conforto do lar. Foi melhor assim. Afinal, para quem assistiu a pelo menos dez shows da Legião Urbana com a banda sendo comandada pelo inesquecível vocal e pela mega presença de palco do saudoso e imortal gênio Renato Russo, seria muito estranho (pra não dizer total incômodo) estar diante de uma banda tributo com outro vocalista assumindo o microfone. Isso, no entanto, não pareceu incomodar um milímetro a multidão de fãs que foi até o local das apresentações: com as letras de todas as canções na ponta da língua, o público pulou e cantou em coro e com devoção absoluta absolutamente todas as canções que foram tocadas ao longo de quase duas horas de gig. Isso denota ao menos um fato inquestionável: o fortíssimo repertório e as letras escritas por Russo, tal qual a obra composta por Raul Seixas, sobrevivem ao tempo. E muitas dessas músicas permanecem mais atuais do que nunca, e vão de encontro total à atual situação política e social de um país eternamente convulsionado por escândalos de corrupção na esfera pública.

 

Mas o tributo teve problemas, óbvio. Se na parte instrumental ele fluiu bem (com destaque para a versão afolkalhada de “Geração Coca-Cola”, com o excelente músico Clayton Martin, do Cidadão Instigado, tocando gaita, além de uma sombria ambiência pós-punk envolvendo toda a melodia do mega clássico “Ainda É Cedo”, onde Dado duelou sua guitarra de fraseado econômico com a do gigante mestre Andy Gill, guitarrista do Gang Of Four e influência declarada da Legião), ficou muito claro na interpretação vocal das músicas o grande equívoco que foi colocar o ator Wagner Moura ali. Um dos nomes mais conhecidos da safra recente do cinema nacional, ator de peso em suas atuações à frente das câmeras, Moura também é cantor informal: é há anos o vocalista da banda baiana Sua Mãe. Mas isso não elimina o fato de que Mourão NÃO é um vocalista profissional e NÃO possui a extensão vocal e o domínio de interpretação que Renato Russo possuía. Isso fez com que ele interpretasse de forma ultra sofrível passagens onde seu vocal tinha que alcançar notas mais altas, o que acabou provocando desafinações em profusão e o conseqüente desastre vocal em músicas como “Indios”, “Pais & Filhos” ou “Perfeição”.

Mourão dá o sangue no palco, empunhando o microfone no tributo à Legião. Ele bem que se esforçou, mas o vocal de Renato Russo não tem substituto 

 

Há quem vá argumentar, em defesa do ator, que ele estava ali pra prestar uma HOMENAGEM a Renato Russo, e não substituir o vocalista original da Legião. E há também quem vá dizer que os próprios shows da Legião em si eram pontuados por erros vocais e instrumentais e improvisos, sendo que podia se esperar tudo em uma gig da banda – e o blog concorda com isso melhor do que ninguém, pois viu o grupo no palco com sua formação original várias vezes.

 

Pois se a argumentação é essa há de se rebater aqui dizendo que tudo ali, naquele tributo, pareceu certinho demais, ensaiado demais e careta demais, sem espaço para mudanças drásticas no roteiro de um show para o outro, ou improvisos que alterassem substancialmente as canções. Se houve algum momento “fora do script” foi quando o guitarrista Dado, na segunda noite, “tretou” com um espectador que supostamente teria ofendido a mãe do músico (presente também ao show). Tomado de fúria, Dado xingou o figura e pediu (quase ordenando) que ele se retirasse do Espaço das Américas. Mostrou com isso que não é tão “coxinha” quanto o acusam de ser, e também relembrou os bons tempos de tumultos nas apresentações ao vivo dos legionários.

 

Mas isso não foi o suficiente pra tirar do tributo a estranha impressão de que aquilo tudo ali cheirava mais a oportunismo e marketing do que qualquer outra parada. O repertório foi extenso, contemplou toda a trajetória do conjunto, mas ainda assim ficaram de fora canções emblemáticas como “Que País É Esse!”, “Angra Dos Reis”, “Soldados”, “Conexão Amazônica”, “Eu era um lobisomem juvenil” e “Meninos & Meninas”. Na segunda noite, pressionada pela multidão, a “banda tributo” tomou coragem e entoou os cento e cinqüenta e nove versos de “Faroeste Caboclo”. E foi isso. Segundo o próprio Wagner Moura talvez tenha sido a última vez que Dado e Bonfá subiram ao palco juntos, pra tocar músicas da Legião Urbana. Nesse aspecto, o tributo também teve sua lógica: após o fim da banda tanto o guitarrista quanto o baterista permaneceram ativos musicalmente, desenvolvendo outros projetos. Mas nem de longe tiveram a repercussão midiática que tinham quando sua ex-banda existia.

 

E provavelmente irão voltar a um relativo ostracismo novamente. Pois o gênio incontestável dessa história toda era mesmo um certo Renato Manfredini Jr. Tanto que quando Russo se foi, a Legião também se foi. Mas a obra do grupo, intensa, forte e imortal está aí e para sempre, conquistando novas gerações e imune a empreitadas algo canhestras, como foi o show/tributo montado pela MTV.

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: o quarteto cearense Selvagens à procura de Lei é uma das boas revelações da nova safra da indie scene nacional. Formado pelos guitarristas e vocalistas Gabriel Aragão e Rafael Marins, pelo baixista Caio Evangelista e pelo baterista Nicholas Magalhães, o grupon está passando temporada em Sampa (onde andaram abrindo o show do Nada Surf), para fazer trabalho de imprensa e gravar seu segundo disco. O primeiro, “Aprendendo a mentir”, mostra uma banda que faz bom Power pop e indie guitar de guitarras mais ardidas, o que resulta em faixas bacanas como “Mucambo Cafundó”. E não só: em um momento em que o pop e o rock brazuca sofrem com excesso de indigência textual e ignorância musical, ouvir letras um pouco acima da média (e que trazem versos como “Me sinto um condenado/Por não saber o que fazer/Pra te esquecer”) já traz um grande alívio aos ouvidos. Interessou pelos moleques? Vai lá: www.sapdl.com .

Os Selvagens à procura de Lei: a banda é boa e está gravando seu novo disco

 

* Festival: não pegou nenhuma sessão ainda da quarta edição do In-Edit Brasil, com zilhões de documentários musicais fodásticos? Tá marcando, hein! O festival rola até este domingo, 10 de junho, em Sampa, e ainda há muitos filmes imperdíveis na programação, que pode ser conferida aqui: http://in-edit-brasil.com/2012/ . Monte seu roteiro de filmes e se jogue!

 

* Baladonas no finde sem fim! Yeah! Chuva e frio em Sampalândia mas tem feriadão começando nesta quinta-feira (leia-se amanhã, sendo que este post está sendo finalmente concluído, já na quarta-feira, 6 de junho). E o circuito alternativo da capital paulista resolveu bombar a programação, pra não deixar ninguém que resolveu ficar na cidade sem ter o que fazer. Quer ver? A esbórnia já começa hoje, quarta, com a festona open bar “Fuck Rehab” no Beco (lá no 609 da rua Augusta). É pagar na entrada e beber até cair!///Já amanhã, quinta, tem show do esporrento trio Capim Maluco no sempre animadíssimo Astronete (também na Augusta, mas no 335).///Já na sexta-feira você terá que escolher entre assistir Rock Rocket e The Salad Maker no Inferno (no 501 da rua Augusta) ou os grandes indie guitars The Concept e Twinpines no Dynamite Pub (lá na rua Treze de Maio, 363, região central de Sampa).///E no sabadão em si a noite imperdível é na Outs (no 486 da Augusta), onde vão rolar showzaços do Vivendo do Ócio e do Vespas Mandarinas. É isso: tem pra todos os gostos neste feriadón em Sampalândia. Fique louco (com moderação, se é que é possível, hihi) e divirta-se!

 

 

KIT ST2 NA FAIXA E TICKETS PRO THE RADIO DEPT!
Yeeeees! O blogão campeão em promos não dorme no ponto jamais! Continua em sorteio por aqui aquele kit bacanudo da ST2, com DVDs do Primal Scream e dos Stones, mais novo disco dos Forgotten Boys. E eis que em pleno começo de feridão descolamos mais um mimo pro povo. Vai lá no hfinatti@gmail.com, que você poderá ganhar:

 

* INGRESSOS (número ainda a ser definido) pro show dos indies do Radio Dept no próximo dia 6 de julho, no Beco/SP. Certo?

 

FIM DE PAPO!
Custou mas este post foi finalizado, né? Yep, ficou faltando as histórias que o blog viveu em shows da Legião Urbana mas essa parada entra no próximo post, promessa. Agora o blog vai se dar micro-férias mas apenas até a semana que vem, depois do feriado, hehe. E deixa aqui um super parabéns pra amada Cris Mamuska, a dona do Simplão de Tudo rock bar (lá em Paranapiacaba), que faz niver neste sábado, sendo que o blog deverá ir até lá pra dar um abraço quebra-ossos nela. Falou galere! Até a semana que vem!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 6/6/2012, às 17hs.)