O bacana e pouco conhecido garage/goth das Black Belles. O Cure anuncia finalmente sua volta ao Brasil (sendo que o blog vem há séculos cantando essa bola). Por que não existe (de forma alguma) amor em SP (GCM batendo em morador de rua, PMs dando pipoco em gente inocente…). E a cadeluda e bocetudíssima assessora parlamentar que mostrou finalmente que a putaria em Brasília deixou de ser apenas uma metáfora – agora ela é explícita, hihi (PLUS fodíssimo: mais infos sobre a tour atual do Cure, os indicados ao VMB 2012 e o romance entre Raí e Zeca Camargo, uia!) (versão ampliada e final em 23/7/2012)

A novíssima geração garage/goth vem muito bem representada pelas americanas do Black Belles (acima), crias de Jack White e de quem o blog fala bastante daqui a pouco, neste mesmo post. Elas esperam levar adiante a tradição do grande gothic rock, perpetuada por lendas como Robert Smith (abaixo), o eterno líder do Cure, que está finalmente voltando pra tocar no Brasil, em 2013 

 

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UP TO DATE AFINAL, PRA ENCERRAR BEM O POSTÃO ZAPPER

* Claaaaaro! Achou que iríamos esquecer de finalizar essa bodega aqui? Óbvio que não, hehe. Após um merecido descanso no finde, cá estamos em plena segundona, pra dar um “tapa” final nesse post que já tá dando o que falar desde a última sexta-feira, uia!

 

* E na última sexta em si rolou o showzaço lindaço do duo Madrid, lá no StudioSP do baixo Augusta. A casa não estava muito cheia mas o set foi sensacional. As músicas do disco de estréia de Adriano Cintra e Marina Vello (que canta horrores, é fofíssima e lindíssima, e estava um arraso no seu vestido preto combinado com blusa branca) crescem admiravelmente ao vivo, com a adição de um baterista e um guitarrista. E canções como “Till Things Fall Apart” (que abre o disco e também abriu o show) ou “Sibilings” (com sua ambiência à la trilha de algum thriller sombrio de David Lynch) entorpeceram o público presente ao Studio. Foi demais e Zap’n’roll ainda tomou doses de Black Label ao lado das queridas Fabiana Ares e Daniela Carraro. Noitada melhor, impossível!

 

* Também na sexta, todo mundo já sabe, a MTV divulgou a lista dos concorrentes ao VMB 2012. O (hoje) sexteto cuiabano (e radicado há alguns anos em Sampa) Vanguart lidera a disputa com nada menos do que surpreendentes seis indicações. Isso deixa o autor deste blog com um certo orgulho por saber que foram estas linhas rockers bloggers que descobriram a banda, em termos jornalísticos, há sete anos na capital do Mato Grosso, durante a segunda edição do festival Grito Rock. De lá pra cá muitas paradas aconteceram, Zap’n’roll rompeu sua relação de amizade com o vocalista Hélio Flanders (falsidades, falsidades… elas sempre fazem mal à alma e ao convívio entre os homens), mas nem por isso deixa de reconhecer que os Vangs continuam sim sendo um dos melhores grupos do rock brasileiro dos anos 2000. Enfim, a lista completa dos indicados está aí embaixo e, deveras, o nível do VMB este ano subiu muito em relação às edições anteriores. O blog até está cogitando ir novamente à premiação. Vamos verrrrr…

 

INDICADOS AO VMB 2012
Hit do Ano
“Dançando” – Agridoce
“Chama os Mulekes” – ConeCrew Diretoria
“Tudo Que Eu Sinto” – CW7
“Zica, Vai Lá” – Emicida
“Largo dos Leões” – Forfun
“Nosso Pequeno Castelo” – O Teatro Mágico
“Desci a Ladeira / Pode se Envolver” – Projota
“Quero Ver Segurar” – Rashid
“Menina Estranha” – Restart
“Fluxo Perfeito” – Strike

 

Melhor Música
“Kilo” – Bonde do Rolê
“Dedo na Ferida” – Emicida
“Cara Palavra” – Karina Buhr
“Memória” – Lirinha
“Velha e Louca” – Mallu Magalhães
“Reza” – Rita Lee
“É” – Tulipa Ruiz
“Mi Vida Eres Tu” – Vanguart
“Nostalgia” – Vivendo do Ócio
“Com a Ponta dos Dedos” – Wado

 

Melhor Artista Masculino
Arnaldo Antunes
Criolo
Dinho Ouro Preto
Emicida
Lenine
Lirinha
Lucas Santtana
Ogi
Projota
Seu Jorge
Melhor Artista Feminino
Céu
Gaby Amarantos
Gal Costa
Karina Buhr
Lurdez da Luz
Mallu Magalhães
Maria Gadú
Marisa Monte
Rita Lee
Tulipa Ruiz

 O sexteto cuibano Vanguart lidera o VMB 2012 com seis indicações

 

Melhor Banda
Agridoce
Bonde do Rolê
Brothers of Brazil
Cachorro Grande
Cone Crew Diretoria
Forfun
Gloria
Rancore
Restart
Vanguart

 

Artista Internacional
Demi Lovato
Jay-Z & Kanye West
Justin Bieber
Katy Perry
Lana Del Rey
Maroon 5
Nicki Minaj
One Direction
Rihanna
Taylor Swift

 

Revelação
ConeCrew Diretoria
Gaby Amarantos
Projota
Rancore
Rashid

 

Melhor Clipe
“Kilo” – Bonde do Rolê
“Chama os Mukele” – ConeCrew Diretoria
“Mariô” – Criolo
“That’s My Way” – Ed Rock e Seu Jorge
“Zica, Vai Lá” – Emicida
“Infinito” – Fresno
“Xirley” – Gaby Amarantos
“Não Se Perca Por Aí” – Garotas Suecas
“Passione” – Junio Barreto
“Levante” – Lurdez da Luz
“Velha e Louca” – Mallu Magalhães
“Eu Já Sabia” – Marcelo D2
“Ainda Bem” – Marisa Monte
“Mil Faces de Um Homem Leal (Marighella)” – Racionais MC’s
“Mi Vida Eres Tu” – Vanguart

 

Aposta MTV
Rapadura Xique Chico
Soulstripper
O Terno

 

Melhor Disco
Agridoce – Agridoce
Sintoniza Lá – BNegão e Os Seletores de Frequência
Aleluia – Cascadura
Caravana Sereia Bloom – Céu
Recanto – Gal Costa
Longe de Onde – Karina Buhr
Pitanga – Mallu Magalhães
O que Você Quer Saber de Verdade – Marisa Monte
Boa Parte de Mim Vai Embora – Vanguart
O Pensamento É Um Imã – Vivendo do Ócio

 

Melhor Capa
Agridoce – Agridoce
Autoramas – Música Crocante
Bixiga70 – Bixiga70
BNegão & Seletores de Frequência – Sintoniza Lá
Curumin – Arrocha
Gaby Amarantos – Treme
Lucas Santtana – O Deus que Devasta mas Também Cura
Marisa Monte – O Que Você Quer Saber de Verdade
Vanguart – Boa Parte de Mim vai Embora
Zeca Baleiro – O Disco do Ano

 

Artista do Ano
Agridoce
Arnaldo Antunes
Céu
Emicida
Gaby Amarantos
Gal Costa
Mallu Magalhães
Marisa Monte
Rita Lee
Vanguart

 

* E, uuuuuiiiiiaaaaa! Segundo reportagens publicadas no portal R7 e também no site do jornal “Tribuna Hoje”, o ex-jogador Raí, do São Paulo, deu uma botinada no traseiro da sua ex-mulher, para ir atrás do seu novo, grande e verdadeiro amor: o apresentador do Fantástico Zeca Camargo. A Globo não comenta e proíbe qualquer nota a respeito nos programas da emissora. Que bobagem do canal, não? Estamos no século XXI, o amor é lindo em todas as suas formas e deixa as “bechas” serem felizes, phorran!

O mais novo casal fofo e popstar do pedaço: o ex-jogador Raí e o apresentador Zeca Camargo. O amor é lindo e todas biba comemora, uia!

 

* Ainda sobre a vinda do Cure à América do Sul, no primeiro semestre de 2013: os shows da atual turnê de Bob Smith e sua turma têm tido a duração média de duas horas e meia. São trinta e três músicas no set list (confira abaixo um deles, de uma gig realizada no último dia 20 de julho, sexta-feira, na França), ou seja, pra matar do coração qualquer fã da banda. A parada agora é aguardar no site oficial do Cure a divulgação das datas latino-americanas. Lollapalooza BR 2013 com Cure fechando uma das noites? É uma possibilidade, na opinião do blog.

 

THE CURE AO VIVO – SET LIST DE GIG REALIZADA NA FRANÇA, NA ÚLTIMA SEXTA-FEIRA
Open
High
The Walk
The End of the World
Lovesong
Sleep When I’m Dead
Mint Car
Friday I’m in Love
Doing the Unstuck
Play for Today
A Forest
Bananafishbones
Pictures of You
Lullaby
The Caterpillar
Push
Just Like Heaven
In Between Days
From the Edge of the Deep Green Sea
Trust
Want
The Hungry Ghost
Wrong Number
One Hundred Years
End

 

Bis I:
The Kiss
If Only Tonight We Could Sleep
Fight

 

Bis II:
The Lovecats
Close to Me
Let’s Go to Bed
Why Can’t I Be You?
Boys Don’t Cry

 

* E mais um videozinho da Cura neste post, hehe. Da passagem deles por aqui em janeiro de 1996, no festival Hollywood Rock, com “Just Like Heaven”

“Just Like Heaven” – The Cure ao vivo no Brasil, janeiro de 1996

 

* E hoje, 23 de julho, um ano sem a grande e saudosa Amy Winehouse, nossa inesquecível junky branca de voz negra. Ela faz falta, muita falta…

 

* É isso por enquanto, aqui no alto do post. Lá embaixo, no final dele, as indicações culturais e o roteiro de baladas alternativas pra esta semana, certo? Vai lá então!

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Não existe MESMO amor em SP.
E, como diria o velho Camisa De Vênus, há mais de duas décadas: “não vai mais haver amor nessa porra nunca mais!”. Não mesmo! Pois então: vinte anos separam a frase da música dos finados e saudosos punks baianos do título da música do rapper Criolo (“Não existe amor em SP”). E nesse período, nada mudou aqui. Ou, pelo contrário, piorou: em uma semana em que um dos telejornais de uma das maiores redes de televisão do país (o SBT) levou ao ar uma matéria que flagra a bárbara e covarde agressão física praticada por oficiais da GCM (Guarda Civil Metropolitana) da capital paulista, contra indefesos e miseráveis moradores de rua (a reportagem mostrou cenas que flagraram os guardas não apenas dando socos e pontapés em moradores, como também disparando jatos de spray de pimenta no rosto dos pobres sem teto), seria impossível iniciarmos mais um post de Zap’n’roll sem tocar novamente em questões sociais e políticas no texto de abertura de um blog que é sobre cultura pop e rock sim, mas que não pode fechar seus olhos diante de um acinte desses à dignidade humana – não pode fechar os olhos e muito menos deixar de comentar, diga-se. Acinte que prosseguiu pela semana (estas linhas online começaram a ser escritas na deliciosamente fria madrugada de quinta para sexta-feira, logo após o blogger cinéfilo voltar de uma sessão do filme “Na Estrada”, ele mesmo, baseado no clássico “On The Road”, de Jack Kerouac, dirigido pelo nosso sempre competente Walter Salles e que também está melhor comentado logo mais aí embaixo) adentro: na quarta-feira à noite foi a vez de soldados (ou assassinos fardados???) da COVARDE PM de São Paulo matarem a tiros um publicitário dentro de seu carro, em uma rua do bairro de Pinheiros, na zona oeste paulistana. O suposto “crime” da vítima, que foi “julgada”, “condenada” e EXECUTADA sumariamente? Não ter parado em uma blitz policial. Repetindo: tratava-se de um publicitário, casado, sem antecedentes criminais e que voltava pra casa. A cúpula da PM reconheceu a cagada, prendeu os soldados que atiraram e pediu desculpas públicas aos familiares do morto, em entrevista coletiva de imprensa. A questão: isso resolve? Vai trazer a vida do sujeito de volta? O que resolveria, sim, seria o grande MERDA que é o (des) governador geraldinho alckmim (com minúsculas mesmo) ter um mínino de vergonha em sua cara feia e renunciar ao cargo, imediatamente. E no âmbito municipal o outro grande merda, o prefeito gilberto kassab (o PIOR prefeito que Sampa teve nas últimas décadas), um pária sem sensibilidade social alguma, também deveria ser expurgado do cargo – mas esse, pelo menos, já está em final de mandato e já vai tarde embora da Prefeitura. Enfim como o PSDB quer se perpetuar no poder a qualquer custo no Estado de São Paulo, a tendência é que este triste e péssimo quadro social e político se agrave cada vez mais. Hoje, quem mora em Sampa tem medo de sair na rua. Afinal, de um lado tem a bandidagem e os assaltos. Do outro, a polícia extremamente violenta, despreparada, fora de controle e COVARDE (covarde porque anda sendo CAÇADA e levando tiro da turma do PCC; e aí desconta dando pipoco e matando gente inocente). Uma situação dramática, no final das contas. E que, como sempre, está muito bem radiografada por quem faz arte e música de qualidade nesse país atolado em corrupção e tragédias sociais/urbanas cotidianas. “Não vai haver amor nesse mundo nunca mais” (Camisa De Vênus). “Não existe amor em SP” (Criolo). Não existe mesmo. E pelo jeito, não vai existir nunca mais, infelizmente. Desabafo feito (será que resolve alguma coisa?), bora começar mais um postão zapper.

 

* Ainda sobre o massacre que a GCM paulistana está impingindo aos moradores de rua da capital paulista: há oito meses o SBT já havia feito matéria semelhante e o Ministério Público Estadual resolveu abrir ação criminal contra a calhorda cúpula da GCM. As investigações do MP continuam até hoje. E as agressões aos moradores de rua também. A pergunta que se faz é: até onde elas irão? O dileto leitor destas linhas online pode conferir uma das reportagens do SBT no vídeo aí embaixo:

 

* Bien, voltando aos papos sobre cultura pop e rock’n’roll. Todo mundo já viu (ou já deve ter visto) o vídeo da nova música do bacanudo grupo inglês The XX, que lança seu novo álbum de estúdio, batizado “Coexist” (o segundo da carreira deles), 10 em setembro. A música se chama “Angels”, é climática e bucólica (e lindona) e se o trabalho inteiro for nesse naipe, podemos esperar um
Segundo discão de um dos novos nomes do rock planetário predileto destas linhas rockers virtuais. A aguardar, portanto, e vendo aí embaixo o vídeo de “Angels”.

O ótimo grupo inglês The XX (acima), um dos preferidos destas linhas zappers na geração rocker atual, lança novo disco em setembro, A primeira faixa de trabalho, a suave e bonita “Angels”, é essa aí embaixo 

 

 

* Ok, ok. A ripongada velhusca, obtusa e com o cérebro derretido de ácido ainda aprisionado nos anos 70’, chorou copiosamente esta semana com a notícia da morte do tecladista Jon Lord. Ele mesmo, que foi um dos fundadores do Deep Purple e bla bla blá. E como este blog (ainda) loki e maloker adooooora desmantelar mitos, vamos lá: é muito óbvio que Lord era um puta músico, de formação erudita e com uma qualidade artística que praticamente inexiste nos “burraldinos” músicos que tocam nas bandinhas pé-de-chinelo que dominam o rock atual, aqui e na gringa. Isso, porém, NÃO elimina o fato de que o Deep Purple era um tremendo pé no saco, uma pasmaceira cafoníssima que passou a vida tentando ser um arremedo de heavy rock com progressivo e música clássica. Fala sério… Zap’n’roll, fã de rock garageiro e de três acordes básicos desde criancinha e eterno punk de coração e alma, quase detestava o DP. Só não abominava os caras completamente por achar “legaizins” os discos “In Rock”, “Machine Head” e, vá lá, o “Perfect Strangers” (que marcou uma das bilionésimas voltas à ativa do grupo). O resto era – e é – um horror, e qualquer mané dotado de dois neurônios sabe que Led Zeppelin e Black Sabbath eram zilhões de vezes melhores do que o grupo liderado pelo genioso guitarrista Ritchie Blackmore –  muito mais temperamental aliás do que propriamente um grande guitarrista. Mas como o véio já está no céu, vamos dar o devido desconto: descanse na boa Jon. E vê se anima a parada aí em cima porque aqui embaixo a coisa tá preta.

Ok, o véio Jon Lord era um músico de respeito. Mas o Deep Purple sempre foi um saco 

 

* Agora, isso sim é uma notícia ultra RELEVANTE. Enquanto o festival Planeta Terra anuncia (e melhora) em conta-gotas ou seu line up da edição deste ano, e enquanto o SWU 2012 derrapa na curva (o Soundgarden caiu fora da programação; em seu lugar entrou o Offspring. Jezuiz… quem precisa de um show do Offspring a essa altura do campeonato? Puta falta de sacanagem, hihi), a lenda goth The Cure anuncia que, sim e finalmente,volta à América do Sul em 2013. O anúncio foi feito por Robert Smith (o eterno líder do grupo) em pessoa, em entrevista a um site mexicano. Segundo o fofo Bob, A Cura vem pra cá logo depois da Páscoa e além do Brasil haverá gigs também na Argentina, Chile, Uruguai, Peru e Venezuela. O blogger loker, com quase três décadas de shows gringos nas costas, assistiu o Cure duas vezes: em março de 1987 no ginásio do Ibirapuera, em Sampa (quando a banda excursionou pela primeira vez no Brasil), e depois em janeiro de 1996, na edição derradeira do festival Hollywood Rock, num domingão à noite num estádio do Pacaembú onde também tocou o Smashing Pumpkins no auge. Foi um show fodaço (quase três horas de duração!) e inesquecível, que teve nada menos do que três (!!!) bis e sendo que o último foi encerrado com a clássica e tenebrosa “The Forest”. Dizer que o Cure se mantém relevante até hoje talvez seja um exagero. Na verdade o grupo atingiu um status de lenda, e de estar acima do bem e do mal. Por isso vê-los mais uma última vez ao vivo é um dos últimos desejos rockers do sujeito aqui, que já assistiu a praticamente tudo o que queria em termos de bandas de rock ao vivo, nas últimas duas décadas e meia. Se Bob e sua turma vierem mesmo ano que vem (nunca é demais lembrar: na última década o grupo chegou a marcar datas na América do Sul e depois acabou cancelando tudo), aí o autor deste blog vai lá conferir e depois vai pensar seriamente em se aposentar das idas a grandes concertos.

 

* Da passagem do Cure por aqui em 1996, Zap’n’roll guarda com mega carinho (quase um troféu, uia!) a foto aí embaixo. Ela registra o momento em que o então ainda jovem jornalista rocker trocava um dedo de prosa com Robert Smith, no bar do hotel Maksoud Plaza, em Sampa, momento antes de a banda ir pro estádio do Pacaembú, onde trinta mil fãs enlouquecidos aguardavam a gig do Cure. A entrevista acabou virando capa da saudosa edição impressa da revista Dynamite daquela época. Bons tempos…

Robert Smith, líder do Cure, bem à vontade e batendo um papo com Zap’n’roll em Sampa, em janeiro de 1996 (lá se vão dezesseis anos…)

* E pra começar a preparar o espírito pra 2013: aí embaixo o vídeo de “A Forest”, em versão ao vivo (em um show no Japão em 1984) um dos clássicos do período mais “daaaaark” do Cure.

 

* VÍDEO E IMAGENS “BOMBA” DA SEMANA: PUTARIA EXPLÍCITA ROLANDO FORTE EM BRASÍLIA, UIA! – e não? Agora a parada escancarou de vez. Se antes falar em putaria nas ordas do Poder em Brasília era uma metáfora para ilustrar a grande sacanagem, a grande patifaria, corrupção e bandidagem que cercavam a medonha e suja ao extremo classe política brasileira, agora a metáfora foi definitivamente pra casa do caralho e a putaria ganhou contorno, hã, REAL e na pura acepção do termo. Não acredita? Ora, então vá assistir o vídeo que despencou com tudo na web esta semana, e que flagra a (ex, acabou de ser demitida, óbvio) assessora parlamentar Denise Rocha (que trabalhava para o senador Ciro Nogueira, que está atuando na CPI do Caichoeira) dando uma foda espetacular com um macho (namorado? Marido? Amante? Comedor ocasional?) em algum lugar da Assembléia Legislativa da capital federal. Wow! O vídeo é uma cacetada (literalmente) espetacular (e que vai fazer a delícia do nosso dileto leitor Roberto Auad, hehe): mostra como a loiraça, peitudaça e cadelíssima assesora (um bocetaço pra homem nenhum reclamar) põe sua xoxota em chamas pra levar vara grossa e mostrar como se fode com gosto e maestria, além de fazer o feliz parceiro se contorcer em gemidos (e sem sentir dor alguma, hihi). Depois dessa Brasília perde definitivamente o que lhe restava de, ui, pudor. E se você pensa que a “pobre” moçoila se deu mal, negativo amigão: a vacona cuzuda (que rabo tem ela, jezuiz!) já negocia uma capa com a revista Playboy – veja também aí embaixo algumas fotos da garota, avalie você mesmo o “material” e dê seu veredicto, se ela merece ou não essa capa. Enfim, finalmente está explicado de uma vez por todas porque todo mundo quer entrar na política neste país e se mandar pra Bsb: salário do além, corrupção e roubalheira na cara (ou xoxota) larga e uma “assessora” desse naipe, que faz “serviço” de primeira. Precisa mais?

Esse bocetaço cadeludo aí em cima deita e rola em vídeo, hã, “educativo” (e cujas algumas fotos retiradas dele, você pode conferir aí embaixo, hihi), hihihi. A distinta moçoila era assessora parlamentar em Brasília, a cidade onde a putaria não é mais utilizada como metáfora: agora ela rola meeeeesmo na cara (ou xoxota) larga, uia! 

 

* Aí embaixo, o link para o vídeo que mostra Denise Rocha levando sem dó (e adorando) pica grossa em sua explendorosa boceta. Machos, podem preparar a punheta, uia!

http://gruposupersite.blogspot.com.br/2012/07/assistir-video-porno-de-denise-leitao_19.html

 

* E chega de sacanagem, rsrs. Vamos ser mais, hã, cultos agora: mais uma edição da modernosa revista Vice acaba de ser lançada. O tema desta vez é Moda 2012. Cultuada por moderninhos chatinhos de plantão, a Vice continua como sempre: visu apurado, matérias “polêmicas”, linha editorial descolada e “cool”. Tudo muito legal, tudo muito bacana se não fosse o fato de que a revista tem um conteúdo jornalístico bem sacal e mixuruca às vezes. Fora que é um mistério como a edição brasileira resiste bravamente há quatro anos, já que como todos sabem a Vice é distribuída de grátis. De qualquer forma a dita edição tem ao menos duas entrevistas que parecem ser bem interessantes (o blog já está com um exemplar em mãos, mas ainda não começou a ler as matérias): uma com a lenda Iggy Pop e outra com o gênio da moda Pierre Cardin. A conferir, pois…

 

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 AS GATAS NEGRAS DO BLACK BELLES MANDAM BEM!
Grupos de garotas não são novidade na história do rock’n’roll. Dos girl groups de soul music dos anos, passando pelas riot girrrls dos anos 80’/90’, elas sempre estiveram aí. O que seria de nós, pobres fãs de rock’n’roll, se tivéssemos que conviver apenas com bando de machos feios, sujos e malvados empunhando instrumentos musicais? Daí que então, quando surgue um quarteto como o americano Black Belles, nossos olhos brilham e os ouvidos comemoram felizes. Ainda mais quando nos damos conta de que o primeiro álbum das garotas, homônimo e lançado no ano passado, é bem legal. Diversão garantida para uma noite fria de inverno, seja em casa e acompanhado de um bom vinho e aquele xoxotaço (à La Denise Rocha, uhú!) ou chacoalhando o esqueleto na pista de dança daquele muquifo rock enfumaçado.

 

Nunca tinha ouvido falar delas? Zap’n’roll também não, até começar a ver esporadicamente na MTV o vídeo de “What Can I Do”, primero single da banda e que antecedeu o disco de estréia. O blog gostou do que viu/ouviu, foi atrás de infos sobre as meninas, pegou o cd delas na web e cá está, falando do mesmo. Um álbum, inclusive, que passou mega batido pela blogosfera de cultura pop brazuca. O disco e o conjunto também.

Capa do disco de estréia das Black Belles

 

E trata-se de um trabalho bacaninha. Formado em Nashville (a terra do country por excelência, oxe) pelas totosas Shelby Lynne, Ruby Rogers, Olivia Jean e Christina Norwood, o Black Belles foi aparentemente descoberto e apadrinhado pelo gênio Jack White, que lançou o grupo através de seu selo, o já notório Third Man Records. Talvez por isso mesmo algumas das onze faixas do trabalho de estréia das moçoilas, se assemelhe muito aos procedimentos melódicos e “timbrísticos” desenvolvidos por Jack – notadamente nas duas músicas que abrem o cd,  “Leave You with a Letter” e “In A Cage”. Porém, já andaram classificando o som do BB como sendo uma ponte entre gothic e garage rock. Faz sentido: algumas ambiências salientadas por órgãos e teclados “fantasmagóricos”, (brrr…), aliadas a guitarras garageiras, remetem a esse crossover inusitado. Aí os melhores exemplos ficam mesmo com as delicinhas poppers total que são “The Wrong Door” e “Howl At The Moon” – acredite, ambas são bem radiofônicas e dançantes.

 

Mas por incrível que pareça, o melhor das Black Belles está mesmo fora do seu álbum de estréia. Trata-se do já citado primeiro single “What Can I Do”. Música fodaça, pode acreditar. E no final das contas, se por acaso o grupo acabar amanhã, daqui a um ano ninguém mais vai se lembrar das Black Belles. Mas por hora elas são boa diversão sonora em um mondo rock infestado de cuecas que só andam fazendo grandes merdas sonoras.

 

 

O TRACK LIST DO DISCO DE ESTRÉIA DAS BLACK BELLES
1.”Leave You with a Letter”
2.”In a Cage”
3.”Wishing Well”
4.”Honky Tonk Horror”
5.”The Wrong Door”
6.”Breathing Down My Neck”
7.”The Tease”
8.”Howl at the Moon”
9.”Pushing Up Daisies”
10.”Not Tonight”
11.”Hey Velda”

 

 

BLACK BELLES AÍ EMBAIXO
No vídeo da ótima “What Can I Do”, o single de estréia do quarteto, editado também no ano passado.

 

 

ATENÇÃO, INDIE SCENE! NOVA PICARETAGEM EM CURSO, PATROCINADA PELA “ENTIDADE” QUE “MANDA” NA CENA INDEPENDENTE BRAZUCA, UIA!
Nesta semana o blogão zapper recebeu dois e-mails de divulgação, ambos enviados pela assessoria de comunicação da atualmente tristemente notória “entidade” que teoricamente “comanda” os destinos da atual cena musical independente nacional.

As duas mensagens dão conta de apresentar os novos “empreendimentos” da “entidade”. Depois de pilhar a cena indie nacional durante meia década, através da hoje falida Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes), agora o grupo mafioso, sediado em Sampalândia, ataca com a Rede Brasil de Festivais e também o Circuito Paulista de Festivais (que visa assaltar, ops, contemplar a cena indie do Estado de São Paulo).

A ladainha e a verborragia são enooooormes e as mesmas de sempre, como que tentando exercer uma espécie de lobotomia em cima de músicos e bandas e afirmando para elas: “se junte a nós e se torne um popstar!”. Essa adesão, claaaaaro, tem um preço: tocar nos festivais gastando grana do próprio bolso (quando não ajudando na parte estrutural do evento, oferecendo mão-de-obra gratuita pro mesmo) e, se tanto, ganhando duas Sol latão, a título de cachê pelos shows. Enquanto isso, a “chefia” da Máfia continua mamando milhões de reais na teta já caída do governo. E com a grana embolsada, está nesse momento fazendo uma pequena turnê turística pela Europa, uia!

Enfim, seguem abaixo os textos integrais dos dois e-mails enviados ao blog. Leia e tire suas conclusões.

 

REDE BRASIL DE FESTIVAIS
Os festivais de música sempre tiveram um importante papel simbólico e estrutural na construção da narrativa da Música Brasileira. Seja através de processos de promoção, de rotas de circulação e formação de platéia, até o momento mais recente, no qual os festivais de música independente assumiram um papel de protagonismo na irradiação da nova música brasileira e, fundamentalmente, das novas tecnologias e alternativas para o cenário crítico vivido pelo modelo anterior.

 

De forma comprometida e movidos pelo desejo de abrir espaço para estes novos artistas, pouco mais de uma dezena de produtores procurou, a partir dos anos 90, construir projetos de música independente em suas próprias cidades, como uma forma de criar pontes entre o cenário cultural local e o mundo. A partir dos anos 2000, com o acirramento da crise da grande indústria, e com as conexões promovidas pela cultura digital, este processo ganha mais força, ao mesmo tempo em que o contato entre estes produtores se intensifica.
Como fruto disso, em 2005, 16 festivais de música independente se unem numa iniciativa inovadora que gerou conseqüências decisivas para o cenário musical brasileiro. Com base em três princípios fundamentais: compromisso com a cena local, compromisso com a continuidade, e troca de tecnologias, estes festivais já não estavam mais isolados em suas cidades e constituíram a Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes).

A experiência de cada um serviu como base para o alinhamento e a consolidação de uma série de ações coletivas. A promoção de um calendário nacional de festivais somou-se à composição de uma variedade de bandeiras, que passaram a ser encampadas, forçando a reavaliação de alguns princípios, tanto de políticas públicas para a cultura quanto para o próprio mercado da música. Mais do que tudo isso, aquela iniciativa construída durante o governo Lula – e de seu Ministério da Cultura tropicalista -, serviu como importante alusão ao reposicionamento do mercado da música independente brasileira, a partir da lógica associativa e colaborativa.

Consolidada, a Abrafin canalizou e fomentou vários debates, envolvendo temas diversos e muitas vezes polêmicos. Num primeiro momento, o impulso veio pelo apelo de sua novidade e, depois pelo fortalecimento dos festivais independentes, tornando-se uma plataforma fundamental para a criação de ambientes propícios à circulação não apenas artística, mas também de conhecimento. Estes debates contribuíram muito para que os antigos e novos formatos de produção e gestão pudessem se encontrar, dialogar e estabelecer os seus limites.

A intensificação deste processo ficou clara com o aumento significativo dos festivais por todo o Brasil, e diante disso, era necessário compreender os novos desafios colocados para este campo associativo. A disseminação da cultura de rede nos setores da sociedade e, especialmente no meio cultural, apontaram caminhos e mapearam diversas dificuldades que devem ser transformadas em oportunidades. A passagem da ação individual, para uma ação coletiva, deverá ser complementada com a intensificação dos espaços de troca e colaboração e dos processos de descentralização, como alternativa capaz de dar conta de uma demanda cada vez maior e da necessidade de ampliar a sistematização e a geração de indicadores ligados a este setor.

A partir daí surgem os Circuitos Regionais, e a compreensão de que a lógica corporativa e de classe, importante a princípio para a ampliação de um novo ambiente associativo, deverá ser transposta para que o método colaborativo avance e um novo modelo de mercado musical realmente floresça.

 

Nesta semana, o lançamento dos Circuitos Regionais e Estaduais de Festivais, que a partir de agora formam a base de nossa organização, apresenta-se como o marco deste novo momento. Muita coisa mudou nos festivais, no Brasil e nos modelos de gestão e da entidade. Da mesma forma que foi necessário um ato simples e inovador para iniciar a trajetória descrita acima, nós, produtores de festivais filiados a Abrafin, entendemos que precisamos de um ato que simbolize este novo paradigma.

 

Para isso, lançamos hoje, a Rede Brasil de Festivais, com o compromisso fundamental de dar seqüência a esta história. Estamos conscientes do que construímos, mas, principalmente, comprometidos com o futuro e os desafios que temos pela frente. É preciso seguir e a força demonstrada pelos movimentos culturais brasileiros nos últimos anos, nos estimula a consolidar o Brasil como a Embaixada Mundial das Redes de Cultura no Mundo.
Salve os festivais independentes brasileiros e todas as suas conexões!

 

 

Que demais!!! Aí em cima a foto do “cachê” que as bandas indies nacionais deverão receber pra tocar no circuito da Rede Brasil de Festivais: duas Sol latão, hihi

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CIRCUITO PAULISTA DE FESTIVAIS
Com o objetivo de ampliar os espaços de cultura alternativa, formar público e consolidar estruturas da nova música brasileira pelo estado, o Fora do Eixo dá início ao Circuito Paulista de Festivais Independentes (CPFI).

 

Durante o segundo semestre, 20 festivais paulistas integram-se e formam o CPFI, que conecta cidades e festivais de perfis diversos, realizados por coletivos ou produtores independentes, em sua grande maioria, ligados à rede Fora do Eixo. “A ideia é criar circuitos regionais que se autogestionam de maneira colaborativa e atuando em rede, potencializando assim as curadorias, a divulgação e o impacto de cada festival”, comenta o coordenador nacional dos Festivais do Fora do Eixo, Felipe Altenfelder.

 

A grade dos festivais soma cerca de 70 dias de atividades culturais que vão de shows, apresentações de teatro, cinema, dança, intervenções de artes visuais a mesas, debates e oficinas. A estimativa de público é de 100 mil pessoas, em aproximadamente 400 ações, com estímulo à circulação de dezenas de artistas e profissionais do meio, como jornalistas, palestrantes e produtores.

 

As bandas também vão viajar o estado, são 500 oportunidades de shows, possibilitando o fomento e a movimentação de mais de mil artistas em âmbito estadual, com as turnês e com a própria curadoria dos festivais, que deve selecionar grupos através de inscrições abertas.

 

Outro projeto que vai selecionar pessoas de alcance nacional são os Editais de vivências do CPFI. “Vamos ter, ao longo do segundo semestre, alguns editais em diferentes áreas, como comunicação, produção e distribuição, que vai abrir vagas para interessados participarem dos festivais, atuando de forma regional e local” – explica Carol Tokuyo, gestora da Universidade Livre Fora do Eixo, frente responsável pelo projeto.

 

O calendário 2012 do Circuito percorre praticamente todas as regiões do estado, com início em Serrana, no Festival Caipiro Rock, no dia 28 de julho. A partir daí, Proto Arte (Itu), GAIA (Araraquara), Canja (Bauru), Pandora (Taquaritinga), Bloco (Campinas), Fagulha (Ribeirão), Capivata (São José do Rio Preto), Contato (São Carlos), Cardápio Underground (Bragança Paulista), Gemada (Barretos), FUMU (Sorocaba), Tamo Junto (Guarulhos), ABC do Som (São Caetano), Dezembro Independente (Suzano), Festival Fora do Eixo (São Paulo), Festival Fora do Eixo – etapa Palco FdE – e Festival Curau (Piracicaba).

 

* A qualquer momento em seu blog Jukebox (no portal Dynamite online, em www.dynamite.com.br), o chapa Dum DeLucca promete revelações bombásticas sobre a “entidade”, inclusive com infos sobre como andam as investigações do Ministério Público em cima da turma mafiosa. Vamos aguardar!

 

E UM VIDEOZINHO PRA RECORDAR, UIA!

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Discos: com a anunciada vinda do Cure para a América do Sul (e o Brasil) em 2013, nada melhor do que re-ouvir os principais álbuns da banda. Entre eles “Faith” (1981), “Pornography” (1982), “The Head On The Door” (1985), “Disintegration” (1989) e “Wish” (1992). São cinco trabalhos que mostram porque Robert Smith é um dos gênios máximos do gothic rock e do pós-punk inglês.

“Disintegration”, um dos grandes álbuns do Cure: pra re-ouvir e se preparar pros shows da banda no Brasil, em 2013

 

* Filme: “Na Estrada”, a adaptação cinematográfica do clássico “On The Road” (escrito por Jack Kerouac) filmada por Walter Salles, foi vista pelo blog na última quinta-feira. De reconstituição de época soberba e fidelidade quase ecumênica ao texto original do livro, o filme emociona sim e já pode ser colocado entre os melhores longas já realizados pelo brasileiro. Há aqueles que não gostaram do que viram na telona (como o querido Júlio Magalhães, vocalista do grupo Orange Disaster e amigo destas linhas rockers online de longa data), argumentando que o filme é mais uma tentativa de vender a “grife” Walter Salles para o cinema americano do que propriamente uma reconstituição fiel do romance de Kerouac. O blog discorda disso: amou as ambiências filmadas por Waltinho, considera que ele captou bem a essência dos personagens Sal Paradise e Dean Moriarty, e todo o espírito libertário de uma época e uma geração que era movida a poesia, jazz, vinho, maconha e estradas infinitas. Talvez o único senão do longa tenha sido mesmo a escolha de Sam Riley para viver Sal/Kerouac – impossível associar seu rosto de bom-moço ao escritor beat americano. E impossível não ver o filme sem ficar lembrando de Sam como o atormentado Ian Curtis do filme “Control”, sobre o Joy Division. Mas tirando esse detalhe, “Na Estrada” é uma grande e fiel leitura cinematográfica de um dos maiores clássicos da história da literatura americana.

A trinca Sal Paradise (no banco de trás), Dean Moriarty e Marylou, em ação em “Na estrada”, de Walter Salles: o filme é bacana e capta a essência do clássico romance de Jack Kerouac

 

* Baladas? Yes! Não é porque este post está sendo concluído já no início da nova semana, que não iremos falar delas, hihi. Então anote aê: na quinta-feira, 26, tem festona no StudioSP da Vila Madalena (que fica lá na rua Inácio Pereira da Rocha, 170), zona oeste de Sampa. Comandada pelo produtor e chapa zapper Bruno Montalvão, a noitada vai contar com show ao vivo do grupo O Quarto Negro (que lançou um dos melhores discos da indie scene brazuca de 2011), além de discotecagens especiais do próprio Montalvas e também dos integrantes do Vanguart, Hélio e o querido Douglinhas Godoy. Festança rocker pra ninguém perder, uia!///E no domingão, dia 29, se prepare: vai rolar DJ set fodástica do blog na super domingueira Grind, na Loca (lá na rua Frei Caneca, 916, centrão de Sampa), sempre comandada por André Pomba. E não se preocupe, pode chegar tarde na baladaça: Zap’n’roll vai assumir as pick-up’s apenas às duas e meia da matina. Certo, mano? No post da próxima sexta-feira damos mais indicações de baladas aqui, no roteiro pro finde em si, ok?

 

E FIM, ENFIM!
Mega post, no? Então paramos por aqui porque até sexta tem nova Zap no pedaço. Até lá deixamos nosso super abraço, beijos mil e parabéns para a sempre linda black girl Helena Lucas, que fica mais velha amanhã, terça-feira, 24 de julho. Ex-gilfriend do sujeito aqui e que continua sendo uma queridaça amiga, sempre! Feliz aniversário, Lena!

 

E logo menos as promoções bacanas voltam também aqui nestas linhas bloggers eternamente lokers, hehe. Guentaê que irão pintar em breve DVDs, CDs e tickets pra shows bacanudos que estão vindo por aí.

 

Até sexta então!

 

(ampliado, atulizado e finalizado por Finatti em 23/7/2012, às 16hs.)

 

Por que o rock’n’roll não precisa de data pra ser comemorado. O meio século de vida de umas certas Pedras Rolantes (isso sim, merece uma comemoração!) e quem ganhou o Prêmio Dynamite de Música Independente (versão final em 14/7/2012)

Duas bandas de ontem e de hoje, e que ainda fazem a diferença na história do rock’n’roll mundial e brasileiro: o gigante Rolling Stones (acima) completou ontem meio século de existência; e o quarteto Los Porongas (abaixo) foi o vencedor do Prêmio Dynamite 2012, na categoria “melhor álbum de indie rock”

 

Dia Mundial do Rock.
Uma data comemorativa completamente idiota, na opinião destas linhas rockers online. Essa bobagem foi criada pela Onu em 1985, quando foi realizado o gigantesco concerto Live Aid (que reuniu zilhões de mega stars do rock’n’roll de então, em concertos simultâneos na Inglaterra e Estados Unidos), organizado por Bob Geldof e que tinha como objetivo (muito nobre, diga-se) arrecadar fundos para combater a fome no continente africano. Pois bem: mais de vinte e cinco anos se passaram desde então e a fome (e, junto a ela, guerras civis étnicas) continuam castigando boa parte da África. E o rock de hoje, ultra mais corporativo, cooptado ao stablishment e sem a relevância artística de décadas atrás, não está muito aí pro que rola no continente negro ou em qualquer outra parte do planeta, social e politicamente falando. E isso não quer dizer que Zap’n’roll não goste mais do gênero musical mais empolgante da história da humanidade. Muito pelo contrário: este blog continuará apaixonado pelo rock até seu último suspiro. E justamente por manter dentro de si essa paixão é que nós a alimentamos diariamente e não em uma data anual específica. Tudo que ganha uma data comemorativa criada ou avalizada pelo Sistemão, pelo stablishment é porque foi absorvido pela sociedade média careta e conservadora, e passou a agir de acordo com os preceitos e normas dessa sociedade, perdendo sua força de contestação e ataque. E o rock’n’roll nasceu há mais de meio século para divergir do politicamente correto, para desafiar a massa careta e moralista babaca, não para ter dia para ser comemorado. É isso que pensa este blog. E é por isso que começamos mais um post dando um foda-se gigante para o Dia Mundial do Rock. Uma data que não faz falta alguma e que deve ser repudiada na verdade, por quem é rocker de verdade.

 

* A “Grobo” falou hoje o tempo todo em seus telejornais sobre o Dia Mundial do Rock. E quando a maior emissora de tv do Brasil (e uma das maiores do mundo) fala tanto de um estilo musical…

 

* Muito mais importante do que o Dia Mundial do Rock foi ontem, 12 de julho: comemorou-se os exatos cinqüenta anos de existência dos Rolling Stones, ainda a maior banda de todos os tempos na história do rock. Você, jovem leitor zapper, pode não ter a dimensão da importância desses velhotes, mas o blog afirma que, se eles não existissem, o rock’n’roll seria muito mais pobre (musicalmente falando) e teria tido muito menos importância na vida das pessoas nas últimas décadas. Não dá pra falar aqui tudo o que os Stones fizeram, todos os discos geniais que gravaram, o amor que estas linhas virtuais têm pela banda (a ponto de gostar muito mais dela do que dos Beatles, e também a ponto de considerar os Stones uma das cinco bandas da vida do sujeito aqui) etc. Só da pra dizer que sem as Pedra Rolantes a vida seria bem mais sem graça. O blog torce sinceramente para que eles ainda façam uma última turnê – e que passem por aqui.

* Vai sair hoje, já que é sextona e tal? Bien, o tal Dia Mundial do Rock suscitou (uia!) programações especiais em diversas casas do circuito alternativo de Sampa. Vai ter noite à fantasia no Inferno Club (no 501 da rua Augusta), com DJ set de André Pomba, vai rolar discotecagens só com clássicos do rock no Dynamite Pub (lá na rua Treze de maio, 363, no Bixiga, centrão de Sampa) etc. E o blog zapper? Se ele for botar os pés na rua hoje (o frio delícia que tá fazendo é um belo convite pra ficar em casa, embaixo do edredon, ainda mais com a possibilidade de “ela” aparecer por aqui, hihi), vai mesmo é pro Astronete (também na Augusta, no 335 da rua), atualmente uma das melhores baladas que um rocker inveterado pode curtir na madrugada.

 

* E vem aí o novo disco do Muse, no? Vai se chamar “The 2nd Law”, será lançado em setembro e hoje a banda divulgou o track list do mesmo, que é composto por treze músicas – entre elas “Survival”, o tema oficial dos Jogos Olímpicos de Londres. Agora, vem cá: com faixas com títulos como “Prelude”, “Animals”, “Save Me” etc. (sem contar a faixa-título, dividida em duas partes), dá pra imaginar como será esse disco do trio comandado pelo guitarrista e vocalista Matt Bellamy. O Muse até que era legalzin no começo mas depois que se transformou numa pasmaceira indie/prog, perdeu a relevância que tinha e se tornou uma banda ultra chata e sacal. Estas linhas bloggers já gostaram bastante do Muse. Hoje…

O Muse já foi legal. Hoje, é bem sacal

 

* Para um “dia mundial do rock”, a semana foi bem fraca em termos de agitos musicais e notícias do mondo pop. Tirando a esperada cassação do senador careca que era pau mandado do bicheiro preso, nada muito digno de nota rolou aqui e na gringa. Melhor então dar aí embaixo a relação dos vencedores do Prêmio Dynamite de Música Independente 2012, além de alguns comentários sobre o festão que rolou anteontem em Sampa. Vamo nessa!

 

 

PRÊMIO DYNAMITE VOLTOU BEM, APESAR DE CONSAGRAR GENTE QUE NÃO MERECIA
Exato. Rolou anteontem, em São Paulo (no teatro Sérgio Cardoso, no tradicionalíssimo bairro italiano do Bixiga), a grande festa de entrega dos troféus aos vencedores do Prêmio Dynamite de Música Independente 2012. Um dos maiores eventos da cena alternativa brasileira, o Prêmio Dynamite ficou interrompido por dois anos, por falta de verbas e apoio publicitário mas este ano deu a volta por cima, chegando a uma década de existência e realizando uma de suas melhores edições. O teatro lotou e a platéia rocker presente vibrou com alguns resultados e também com os shows bacanudos que rolaram por lá (Inocentes, ainda em grande forma, quebraram tudo no final; Leela, prestes a lançar seu novo álbum pela Pisces Records, mostrou uma das músicas do novo disco; e a diva Maria Alcina recebeu a devida homenagem e reconhecimento ao seu trabalho, fazendo uma versão rock’n’roll do clássico “Fio Maravilha”, de Jorge Ben).

 

Zap’n’roll, ela própria, entregou um dos troféus da noite (o de melhor revista impressa, vencida com méritos pela Rolling Stone, que apesar de seus erros editoriais ainda é a grande e melhor revista de cultura pop do país nesse momento). E aproveitou pra abrir a boca contra um dos premiados, a Ong (ou “entidade” ou seja lá o que essa porra é) Fora do Eixo, vencedora na categoria “Entidade”. Foi, na opinião do blog, uma das premiações injustas do evento – ok, os outros indicados na categoria também não ajudavam muito, pela sua quase total irrelevância. Injusta porque, em que pese o fato de que há gente honesta e competente trabalhando dentro da “teia” que o FDE enredou a cena independente nacional (principalmente no extremo Norte, onde rolam festivais bacanas e que ajudam as bandas como podem, como o QuebraMar em Macapá, e o Tomarrock em Boa Vista), a cúpula da entidade, hoje sediada em São Paulo (quem paga o aluguel da casa gigante que abriga a Ong lá no bairro do Cambuci?), é cada vez mais mal vista por bandas, artistas solos, produtores, músicos, jornalistas etc, pois pesam sobre esta “cúpula” pesadas suspeitas sobre a malversação dos recursos que ela capta junto ao Poder Público – por que a grande maioria das bandas convidadas a se apresentar em festivais do FDE costumam ganhar apenas duas “Sol latão” a título de cachê (e, muitas vezes, têm que bancar o próprio custo de sua viagem até a cidade onde o festival vai acontecer), enquanto o “cappo” da “máfia” está nesse exato instante passeando pela Europa (e não com a grana do seu próprio bolso, com certeza), é o que estas linhas online gostariam de saber.

Momentos da entrega do Prêmio Dynamite de Música Independente 2012: acima a dupla de apresentadores Clemente e Bianca Jhordão recebe o auxílio luxuoso de Sandra Coutinho (do lendário grupo punk feminino paulistano As Mercenárias); abaixo, no coquetel que rolou no Dynamite Pub, o produtor Luiz Calanca “bebemora” ao lao de Clemente e amigos

 

 

Por outro lado o Prêmio Dynamite 2012 acertou ao homenagear figuras impolutas da história do rock’n’roll nacional (como o compositor Eddy Star ou a ex-produtora e cantora e atual psicóloga Tibet), e também consagrou bandas que já estão na estrada há tempos e agora vêem seu trabalho ser finalmente reconhecido por um público maior – caso do sensacional Los Porongas, que ganhou merecidamente o troféu de melhor álbum de indie rock (com o disco “O segundo depois do silêncio”), e isso em uma categoria onde havia concorrentes de peso como Nevilton, The Concept, Pública e O Quarto Negro. E após a premiação, houve o tradicional coquetel para convidados, lá no Dynamite Pub. O bar lotou, a festança varou a madrugada, o blog discotecou e encheu a lata de vodka com energético e foi tudo mega bacana, no final das contas. O desejo que fica é que em 2013 a premiação continue, cada vez melhor!

 

 

PRÊMIO DYNAMITE 2012 – TODOS OS VENCEDORES
Melhor álbum heavy metal: “Kairos”, do Sepultura.
Melhor álbum de indie rock: “O segundo depois do silêncio”, dos Los Porongas.
Melhor álbum de MPB: “Boa parte de mim vai embora”, do Vanguart.
Melhor álbum de música eletrônica: “Matigando humanos”, de Daniel Peixoto.
Melhor álbum instrumental: “Verdão e verdinho”, do Macaco Bong.
Melhor álbum de rap/hip-hop: “Nó na orelha”, do Criolo.
Melhor álbum de reggae: “Planta adubada”, do Planta & Raiz.
Melhor álbum de rock: “Odiosa natureza humana”, do Matanza.
Melhor álbum internacional: “Worship Music”, do Anthrax.
Melhor álbum pop: “As claves da gaveta”, de Fernando Anitelli.
Melhor álbum punk/hardcore: “Atlétas de Fristo”, do Mukeka Di Rato.
Melhor álbum regional: “Bazófias”, de Beto Brito.
Melhor casa de shows alternativos: Hangar110.
Melhor evento: festival SWU.
Melhor produtora ou entidade: Fora do Eixo.
Melhor programa de rádio: Metal Heart.
Melhor programa de tv: Alto Falante.
Melhor revista impressa: Rolling Stone.
Melhor selo: Biscoito Fino.
Melhor site: Wiplash.
Personalidade: Lobão.

Hélio Flanders, vocalista do Vanguart (acima): seu ego descontrol deve tê-lo feito “esnobar”o Prêmio Dynamite; já um dos produtores do mega festival SWU (no foto abaixo o vocalista Scott Weilland, do Stone Temple Pilots, arrasa na edição 2011 do evento), compareceu à premiação para receber o merecido troféu ganho

 

* Tirando a ausência de Criolo (que está em turnê pela Europa) e do Sepultura (que teve a preocupação de gravar um vídeo agradecendo a vitória), as outras ausências de vencedores são bem injustificáveis. O mau caráter e arrogante Lobão mora em São Paulo e poderia muito bem ter ido ao teatro, a não ser que ele considere o Prêmio Dynamite como algo “menor”. E o Vanguart do vocalista “ego descontrol” Hélio Flanders também não deu as caras. Por certo o pequenino Flanders (pequenino mesmo, pois ele deve ter menos de um metro e meio de altura, uia!) está esperando para ganhar o Grammy (no dia de são nunca, óbvio) para comparecer à festa e receber o troféu.

 

* Tudo sobre quem venceu? Vai lá: WWW.premiodynamite.com.br .

 

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O BLOG ZAPPER INDICA
* Disco: como não há grandes novidades rockers nem aqui nem na gringa por esses dias, a solução é revirar o baú discográfico e ir atrás de clássicos que importam. Os Stones estão aí, com cinqüenta anos de existência e uma batelada de grandes álbuns para ser ouvidos e re-ouvidos sempre. É difícil escolher UM disco da banda pra indicar aqui, mas o blog sugere “Exile On Main Street”, que o grupo lançou em 1972 e que permanece eternamente na lista zapper dos dez melhores álbuns de rock de todos os tempos. Vai nele e boa audição!

“Exile On Main Street”, lançado pelos Stones em 1972: clássico imortal do rock’n’roll

* Filme: “Na estrada”, a versão cinematográfica do mega clássico literário “On The Road” e dirigido por Walter Salles, entrou em cartaz ontem nos cinemas brasileiros. O blog ainda não assistiu mas as críticas ao filme tem sido bem positivas. Então vale a ida ao cinema, néam?

 

* Baladenhas do finde: já é sabadón, mês de férias e tal e não há nada muito assim fodástico no circuito indie de Sampalândia. De qualquer forma você pode curtir hoje o show da banda The Virgins no Beco (lá na rua Augusta, 609, centrão rocker de Sampa) ou ainda mais uma edição da sempre animada festa Pop&Wave no Inferno (também na Augusta, no 501), sendo que hoje rola especial do Information Society, que está excursionando pelo Brasil. É isso? Só isso por hoje, hihi.

 

 

E FICAMOS POR AQUI
Yep, o post hoje está mais modesto e menos polêmico, vamos assumir. Sem problema, não se pode ser Rei da blogosfera todas as semanas. Mas fica a promessa de que na semana que vem o blogão zapper volta com tudo, com post caprichado, as melhores análises do mondo rock alternativo e da cultura pop em geral, além daquelas histórias de dorgas e putarias que fizeram a fama deste virtual. Certo? Então é isso. Até a próxima!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 14/7/2012 às 13:30hs.)

 

O blog volta a falar do novo discão dos Dandy Warhols; Madchester (ops, Manchester) treme sob a volta triunfal dos Stones Roses – e iniciamos a campanha: SWU, traz os caras pra cá! E a grande merda que é o povo de um país corroído pela corrupção, só pensar em futebol – Plus no domingão de feriadão: como foi o show do Radio Dept em Sampa, o “equívoco” do Confraria de Tolos e mais isso e aquilo tudo (versão ampliada, atualizada e finalizada em 8/7/2012)

Os americanos Dandy Warhols, ainda um dos grandes grupos do indie guitar rock dos anos 2000, podem estar meio esquecidos pela mídia em tempos de Justin “Biba” e Kate Perry; mas lançaram um discão em abril passado e que vale a pena conferir

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Postão atualizado agora, no final do domingão, e contando como foi o show do Radio Dept. em Sampa, dando vips pro festão do Prêmio Dynamite de Música Independente, além das indicações culturais e o roteiro de baladas. Vai mais aí embaixo e boa leitura!

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O eterno país do futebol.
E antes que a turma fanática, reacionária, conservadora e alucinada pelo “esporte das multidões” venha xingar, ofender e gritar contra o que vamos escrever aqui, no nosso habitual texto inicial  do post, que fique bem claro: Zap’n’roll não é contra nenhum tipo de esporte (e por que haveria de ser contra uma atividade que só traz benefícios à saúde humana?). Mas é contra todo e qualquer tipo de fanatismo. E justamente por causa disso é que desenvolveu uma birra enooooorme pelo futebol com o correr dos anos. Uma birra que tem lá seus motivos, até históricos e pessoais: criado em uma família de italianos (pai e tios) falastrões, gritões e fanáticos pelo time do Palmeiras, o garoto zapper não conseguia entender, nos seus dez/doze anos de idade, o motivo de tanto desespero e adoração. Até tentou gostar de futebol e torcer, também ele, pro Palmeiras. Desistiu no dia em que viu um de seus tios, tomado de fúria enquanto assistia a uma partida pela tv entre Palmeiras e São Paulo, pegar a tv e atirá-la ao chão quando o árbitro marcou um pênalti contra o Verdão. A tv foi pro saco e o sujeito aqui, entrando na adolescência, imaginou que haviam paradas mais legais e bem mais interessantes para alimentar o corpo, o coração e alma do que ficar se esgoelando por causa de vinte e dois machos suarentos correndo atrás de uma bola. O autor destas linhas rockers bloggers foi atrás do que lhe interessava. E quando descobriu o sexo, o álcool, as dorgas (maconha primeiramente e durante muitos anos), a poesia, a literatura e o rock’n’roll, nunca mais quis saber da porra do futebol. Até aí, no problem: isso era uma questão pessoal e nada contra quem curte o esporte. Mas os anos (décadas, na verdade) foram passando e o zapper cada vez mais formado (e informado) cultural e intelectualmente, foi se dando conta de o quanto o brasileiro desperdiça energia, tempo e dinheiro com um esporte que não é nem melhor nem pior do que qualquer outro. Fala sério: por que não se tem neste país o mesmo fervor por, digamos, vôlei, natação ou até xadrez (um esporte que exige muita disciplina e esforço intelectual de quem o pratica)? Pois então. E pior do que esse fanatismo são as conseqüências sociais que ele acarreta: o Brasil está enfiado em um buraco sem fundo de patifarias e putarias no setor público e em nossa classe política. Está chafurdado até o último fio de cabelo em um lamaçal de corrupção. Uma CPI instalada no Congresso (a do Caichoeira) investiga as relações ultra promíscuas entre deputados, senadores e até governadores de Estado com um mafioso que faturava bilhões explorando jogos ilegais – e já está ficando claro que a referida CPI não vai dar em nada pois tem gente demais envolvida na história, gente ultra graúda e que a essa altura está com o cu apertadíssimo e vai usar todo o poder que tem ao seu alcance pra “enterrar” a investigação. Enquanto isso, esta semana, rolou o que todo mundo viu e ouviu: o país parando na última quarta-feira pra ver um time (no caso, o Corintians, mas poderia ser qualquer outro ali) disputar o título de uma competição de merda, a Taça Libertadores. O time brasileiro venceu, todos foram comemorar nas ruas (com o “bônus” de sempre: brigas, gritarias, confusões, estações de metrô da região da avenida Paulista, em São Paulo, depredadas e um maluco, ele próprio corintiano, atropelando com o seu carro vinte e duas pessoas que comemoravam o tal título em uma praça na zona leste paulistana) e no dia seguinte, todos foram trabalhar (alguns, ou muitos, nem foram) felizes mesmo sem dinheiro no bolso, com a boca desdentada, a crise econômica mundial batendo à nossa porta e os corruptos continuando com a corda toda. Mas sem problema: o “curintia” foi campeão. Esse é o Brasil de hoje, o país do maldito futebol, o esporte que importa mais do que tudo na vida de (quase) todo mundo. E que cega as pessoas, o cidadão médio burro e imbecil, para o que está acontecendo à sua volta, ou bem na sua fuça. Mudar isso, como? Eis a questão. Este blog não sabe a resposta. Mas pelo menos deixa aqui, no início deste post, sua indignação em relação a isso. E sua opinião também, que vai ser frontalmente rechaçada pelo grosso de nosso dileto e fiel leitorado. Mas a vida é assim mesmo, cada um com suas escolhas e opiniões. E o blogão zapper, que está farto de futebol, vai continuar gostando e falando do que sempre lhe interessou: cultura pop e muito rock’n’roll.

 

* Detalhe: ontem, quinta-feira, teve mais jogo. E era Palmeiras decidindo a porra da Copa do Brasil. Perguntem se o blogger rocker se preocupou em acompanhar a partida? Nem fodendo.

 

* Aí, no faceboquete esta semana, surgiu esta imagem bem a propósito do assunto dominante dos últimos dias:

 

* Zap’n’roll está total de acordo e também prefere um milhão de vezes sexo a futebol. Inclusive a união do esporte burro com a trepada que todos nós amamos, trouxe mais um recuerdo ao autor destas linhas patifes, hihi. Era 1994. O zapper morava em um apê antigo e enorme na rua dos Lavapés, no Cambuci. E namorava com a Greta (hoje é uma senhoura casada e com filhos), um bocetaço crioulo de dezenove anos, tetas gigantes e que fodia como uma putaça em gozo insaciável, rsrs. Enfim, final da Copa do Mundo daquele ano (aquela, em que o Brasil venceu a Itália, nos penaltis), e foi um bando de gente até o apê, pra ver o jogo. Tanto o jornalista loki quanto Greta detestavam futebol. E enquanto o povo foi pra sala pra beber e ver o jogo, o sujeito aqui e a negona foram pro quarto… trepar, claaaaaro. Foi aí que ela sugeriu: “quando você gozar, grita goooool!”. E foi o que o jornalista safado e cachorro fez: enquanto soltava um monte de porra na boca da preta ordinária e cadeluda, gritou “Goooool!”. Aí sim, esse jogo sim valeu a pena, uia!

 

* Falando em xoxotas e bocetões, não é que o tesão loiro Sharon Stone está passeando no Brasil, em férias com o namorado? Detalhe: o boyfriend da atriz é… argentino.

 

* E chega de bobagens, rsrs. Voltando ao rock’n’roll, o vocalista do Bloc Party (que um dia já foi uma grande banda) foi eleito o homem mais sexy do indie rock, em votação realizada por um site inglês. Jezuiz…

 

* Ok, ok, o bacaninha surf/garage/indie do Best Coast está no Planeta Terra. Mas mesmo assim a edição deste ano do festival ainda está muito longe de ser sensacional – e ainda assim, vejam só, o primeiro lote promocional de ingressos já foi pro saco. Olha, não é por nada não mas se o Terra não confirmar Kasabian, Mumford & Sons e Garbage no line up, vai ser difícil ter disposição pra ir até o Jockey Club pra ver o que foi anunciado até agora. Continuemos aguardando melhoras na parada.

Essa gostosura (à direita), ao lado do japa com cara de metaleiro, vai estar no Planeta Terra 2012

 

* Agora, lindeza mesmo foi o finde passado em Machester, na Inglaterra, no? Yep, foi o finde do retorno monstro e glorioso dos Stone Roses à sua terra natal, em três gigs que reuniram mais de duzentas mil pessoas. Si, si, todo mundo já viu como foi, tá na capa da NME desta semana e tals, mas o blog não resiste a reproduzir aí embaixo (em imagens fodásticas que foram publicadas no site da NME), algumas das pics que documentam este já clássico momento da história recente do rock. Fica a graaaaande pergunta: será que veremos os Roses por aqui, este ano – ou algum dia, que seja?

A capa da NME desta semana: nem precisa traduzir

 

A noite cai em Manchester, e aumenta a magia de luzes e sons no comeback triunfal dos Stone Roses 

 

O vocalista Ian Brown e o baixista Mani (com sua camisa ultra psicodélica): Stone Roses novamente em ação e fazendo história no rock’n’roll

 

O guitar heroe John Squire: em forma, ainda 

 

 O povaréu saúda seus heróis: duzentas mil pessoas em Madchester, pra cantar junto com os Roses

 

Tropa de elite feminina na esbórnia rocker em Manchester

 

O ticket que valia ouro puro 

 

Amor eterno e incondicional, estampado na camiseta 

 

* Tirinha hq divertida, postada no faceboquete pelo chapa Khall Ramos, o sujeito que escreve o blog “Metal Kave”, no portal Dynamite (em www.dynamite.com.br , e não se esquecendo que na próxima quarta-feira tem a mega festa de entrega dos troféus aos vencedores do Prêmio Dynamite de Música Independente 2012, lá no teatro Sérgio Cardoso, em Sampa). Bons tempos com uma turma que era mesmo da pesada, hihi:

* E não é que o primeiro finde das férias de julho está abarrotado de baladas bacanas em Sampalândia? Tem Radio Dept hoje no Beco, tem a estréia da festa “Benzetacil”, comandada pelo nosso querido “holligan” (“vai curintia!”) Rogério Real, no bar Lebowski, tem a sempre bacana Open Hell amanhã (sabadão em si), no Espaço Cultural Walden e por aí vai. Mas antes de falar dessas baladas todas, o blogón sempre rock’n’roll vai dar mais uma faladinha do novo e ótimo disco dos americanos do Dandy Warhols.

 

A MÁQUINA ROCKER DOS DANDY WARHOLS
Banda na ativa já há quase duas décadas (foi formado em 1994 em Portland, no Estado americano do Oregon), o quarteto americano The Dandy Warhols sempre foi um dos preferidos destas linhas virtuais eternamente fãs do ótimo rock’n’roll, seja ele clássico ou atual. E o DW, do guitarrista, vocalista e compositor Courtney Taylor-Taylor, da sempre graciosa baixista Zia McCabe, do também guitarrista e tecladista Peter Holmström, e do batera Brent De Boer, se mantém como um dos bons nomes do indie rock americano dos anos 2000. Quem duvidar que ouça “This Machine”, o oitavo disco de estúdio da banda lançado em abril passado, e que passou meio “batido” pela rock press gringa e daqui também – com a possível exceção do blog “Confraria de tolos”, da Folha online e que publicou um texto sobre o disco há algumas semanas, nenhum outro espaço musical (na mídia impressa ou na web) falou dele por aqui – e isso inclui queridos amigos nossos como o Zona Punk, a Popload e o super portal Scream&Yell.

 

E o disco merece ser ouvido. Na verdade ele captura uma ótima fase de uma banda que atravessou altos e baixos na última década e meia. Desenvolvendo um rock de guitarras básicas com eflúvios de power pop e psicodelia, os Warhols começaram independentes e ameaçaram se tornar mega banda nos EUA quando foram contratados pelo gigante selo Capitol, e lançaram em 2003 o álbum “Welcome To The Monkey House”, talvez seu melhor disco: um trabalho que flagrava o conjunto tentando reeditar a sonoridade do new romantic inglês dos anos 80’, só que sob a ótica musical de um grupo indie guitar americano dos anos 2000. Produzido, inclusive, por Nick Rhodes (tecladista do Duran Duran) e Tony Visconti (responsável pela produção de alguns dos melhores álbuns de David Bowie), “Welcome…” recebeu aclamação unânime da crítica mas foi quase um fracasso de vendas.

 

Desce o pano.

 

Daí em diante o DW gravou alguns discos menos inspirados, perdeu o contrato com a Capitol, voltou a ser independente, chegou a ter shows anunciados no Brasil (no extinto Indie Rock Festival) e que nunca se concretizaram, e finalmente gravou uma trinca de bons CDs, onde voltou a centrar fogo nas guitarras e cujo último lançamento é este “This Machine”.

Capa de “This Machine”, o novo discão dos Dandy Warhols

 

Está tudo aqui, novamente: as melodias poderosas e dançantes (e que abrem o disco com guitarras em noise e baixo galopante, em “Sad Vacation”), os ruídos eletrônicos e estranhos, combinados com vocais distorcidos (em “Alternative Power To The People”), os vocais anasalados de Courtney e até bizarrices como a regravação do tema popular americano “16 tons” (aquele mesmo, o também popularmente conhecido aqui como “16 toneladas”), com direito a inserção de sopros na melodia, ou ainda de um cover dos grandes Violent Femmes – em “Kiss Off”. Fora a habitual cota de canções power pop quase perfeitas – e aí pode-se incluir “Rest Your Head” e “I Am Free”, esta última com uma irresistível levada melódica.

 

É de fato uma pena que um disco tão bom não esteja tendo a repercussão midiática que merecia. O próprio Dandy Warhols, hoje, continua sendo um dos grandes nomes do indie rock americano, embora nem de longe esteja conseguindo vender discos ou ter destaque no mondo pop como teve quando lançou o espetacular “Welcome To The Monkey House”. Os tempos hoje são outros, né? Com imbecilidades pueris e adolescentes como Justin “Biba”, Kesha e Kate Perry dando as cartas e ocupando toda a atenção da mídia musical planetária, fica realmente difícil uma banda ainda relevante e bacana como o Dandy Wharhols se manter nos holofotes. Mas se você gosta de ótimo indie rock de guitarras, fikadika: “This Machine” entra, tranqüilo, na lista dos melhores álbuns deste ano. Pode ir atrás dele, sem susto.

 

* O novo álbum do Dandy Warhols nem em sonho será lançado no Brasil. O que não significa nada nestes tempos de web: o disco pode ser facilmente encontrado na internet. E pra saber mais sobre a banda, vai lá: http://www.dandywarhols.com/ .

 

THE DANDY WARHOLS AÍ EMBAIXO
No vídeo de “Sad Vacation”, o primeiro single de trabalho do fodástico álbum “This Machine”.

 

 

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E O RADIO DEPT, ANTEONTEM EM SP, FOI MAIS OU MENOS ASSIM…
Direto das geleiras suecas o The Radio Dept. aportou em Sampa na última sexta-feira, no sempre acolhedor Beco/SP – hoje, nesse momento (já noite de domingão bem friorento na capital paulista, quando este post está sendo enfim finalizado), deve estar começando a gig carioca, lá no teatro Odisséia. Aqui a apresentação quase encheu a casa do baixo Augusta, com fãs entusiasmados (e que financiaram, através da Playbook, a vinda do trio até aqui) cantando em coro várias das músicas da banda.

Mas vamos ser honestos: foi um show mediano. O repertório, pouco conhecido, foi tirado dos apenas três discos lançados pelo RD em mais de uma década e meia de existência. E mesmo com algumas levadas melódicas dolentes, melancólicas e timbragens de guitarra corretas para o estilo shoegazer do conjunto, o som estava estranhamente baixo no Beco, muito baixo. Tão baixo que em alguns momentos o burburinho e bate-papo da turma dos “nem sei quem está tocando, estou aqui pra aparecer, ver e ser visto”, ficou irritantemente mais alto do que a música que vinha do palco. Não é porque era a apresentação de uma banda “dream pop” que o som precisava ficar baixo daquela forma.

Mas valeu, de qualquer forma. Ponto para a Playbook, que está se firmando na área de financiamento colaborativo para trazer grupos alternativos bacanas para o Brasil, sendo que a Carol Martins (uma das responsáveis pela empresa) confidenciou ao blog que ainda irão rolar shows bem legais por aqui, até o final deste ano. Vamos aguardar!

Aí embaixo, quatro momentos do Radio Dept. no Beco, na sexta-feira, em ótimas pics registradas pela nossa linda, querida e fofa Natasha Ramos.

 

ZAP’N’ROLL TINHA IDO À FLIP E NÃO SABIA, UIA!
Pois então. Terminou hoje mais uma edição da já célebre Flip, a Feira Literária de Parati, um dos maiores eventos culturais do país nos últimos dez anos. O blog nunca foi até lá, a bem da verdade, e pretende ainda fazer uma visita ao evento em uma de suas próximas edições. Mas eis que em um de seus últimos posts no blog “Confraria de Tolos”, e fazendo uma espécie de “enquete” entre os leitores sobre quem deveria estar nas próximas Flips, nosso mega querido “inimigo cordial” André Barcinski cometeu um pequeno “equívoco”, rsrs. Um fake (claro, essas pragas da covardia virtual pululam por todos os espaços da web e da blogosfera), assinando “Dear Luscious”, respondeu que o autor destas linhas online deveria ser convidado a ir na Flip. Ao que Barça comentou: “Já veio, de 2003 a 2011, filou todos os rangos dos coquetéis, dormiu na rodoviária e promete escrever um romance beat-bukowskiano contando tudo”.

Zap’n’roll, que JAMAIS pôs os pés na Feira Literária, respondeu: Agradeço duas tão proeminentes figuras do jornalismo cultural pop brazuca (sendo que um considero grande amigo; o outro, autor deste blog inclusive que sempre leio, um “inimigo cordial”, digamos) a lembrança do meu nome, eu de fato fico lisongeado, ahahahahaha. E como estou de bom (ou péssimo?) humor hj por conta de gripe, jogo de futebol e zilhões de etcs, gostaria que o querido Barça ampliasse seu comentário, a bem da verdade: que além de mim todo mundo que deambula pelo meio de nossa célebre jornalistada cultural, adoooora filar todos os rangos em todos os coquetéis possíveis em todos os eventos, como eu já cansei de ver nas festas do VMB, nas coletivas de festivais como SWU e Lollapalooza e na sala de imprensa de mega shows. Logo, seria injusto para com os outros citar apenas eu aqui, não é dear? Se vc quiser posso listar outros nomes de jornslistas fãs de uma “boquinha” livre, muitos inclusive conhecidos ou amigos seus. Se vc preferir que eu não faça isso aqui, sem problema: posso fazer no próximo post lá da minha humilde Zap’n’roll.
E só não procede a info de eu ter dormido na rodoviária: quando saio de SP, só durmo em hotéis bons, felizmente. Abrax!”.

O dileto autor do blog Confraria de Tolos (e cordial inimigo zapper): ou ele se equivocou ou está ficando meio gagá, rsrs.

 

E é bom que se diga que estas linhas rockers sempre polêmicas (mesmo quando não falam de putarias ou dorgas, uia!) continuam tendo todo o respeito e admiração do mundo pelo nosso dileto Barça, e pelo seu blog. Mas é inegável que o titular da “Confraria de Tolos” se “confundiu” nessa parada. Será que Barcinski não viu por lá o sujeito que faz um twitter fake de Zap’n’roll (e quem faz esse twitter, esse sim além de ser um loser, invejoso e pobre coitado e doente mental, deve realmente ser tão miserável que ao ir aos coquetéis do evento filou todo o rango que havia disponível, hihi)? Ou será que nosso carecón “colega” de blogosfera, por já estar avançando na idade, não estaria ficando mezzo gagá?

Fica a dúvida… rsrs.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: o novo álbum dos Dandy Warhols, “This Machine”, que saiu em abriu lá fora, não vai sair aqui mas pode ser baixado fácil na web.

 

* Filme: o blog ainda não viu, mas vamos aproveitar o feriado de amanhã (segundona em si) pra conferir se “O espetacular homem-aranha” é espetacular mesmo.

 

* Semana de férias no Walden: um dos bons espaços alternativos da capital paulista atualmente, o Espaço Cultural Walden (que fica lá na Praça da República, 119, centrão de Sampa, encostado no metrô República), promove a partir de amanhã, segunda-feira, o evento “Semana de Férias”. Serão shows diários, sempre às oito da noite, sendo que nesta segunda-feira rolam gigs do grande The Concept e do Plazma. Chega lá que a entrada é uma merreca (apenas dez pilas) e todas as bandas que irão tocar durante a semana toda, são bacanudas.

O quarteto indie guitar paulistano The Concept: atração desta segunda-feira na Semana de Férias do Espaço Cultural Walden

 

* Baladas pra terminar o feriadón e continuar bem a semana toda: yeah! Hoje, domingão, é noite de virar a madruga no Grind, que vai estar bombadíssimo e sempre comandado pelo super queridão André Pomba.///A partir de amanhã a pedida é curtir a Semana de Férias no Espaço Cultural Walden, como você já leu aí em cima.///E na quarta-feira, mas apenas pra convidados, o grande momento da cena independente brasileira esta semana, quando rola a festa de entrega dos troféus aos vencedores do Prêmio Dynamite de Música Independente 2012. Vai ser lá no teatro Sérgio Cardoso (no bairro do Bixiga), vão ter shows do Leela, Inocentes, Viper e Maria Alcina (!!!), Zap’n’roll vai entregar um dos prêmios (o troféu para “melhor site, blog, revista ou jornal impresso”) e depois, de quebra, ainda vai ter coquetel/balada no Dynamite Pub, com DJ set do blog. Quer mais que isso? Então vai aí embaixo no final do post, que a gente conversa, hehe.

 

 

VIPS PRA FESTONA FECHADA DO PRÊMIO DYNAMITE? VEM QUE TEM!
Claaaaaro! O blog não ia deixar seu dileto leitorado de fora daquela que promete ser a maior festa da cena independente brasileira, esta semana. Então, corre lá no hfinatti@gmail.com, que entra em disputa relâmpago:

 

* UM PAR DE CONVITES VIPS pra entrega do Prêmio Dynamite (seguida de coquetel, com DJ set do blog), na próxima quarta-feira, 11 de julho, no teatro Sérgio Cardoso (o coquetel será logo em seguida, no Dynamite Pub). Quem ganhar a promo será avisado (a) por e-mail até a tarde da próxima quarta-feira, okays? Então vai nessa e boa sorte!

 

 

E FIM DE PAPO!
Que o post já tá ótimo, hoje ainda é domingão (e amanhã é feriado) e o zapper notívago vai curtir um rock lá no Grind, na Loca. Semana que vem estamos por aqui novamente, inclusive com a cobertura da entrega do Prêmio Dynamite, certo mano? Até mais então!

 

 

(atualizado, ampliado e finalizado por Finatti em 8/7/2012 às 23hs.)