Os Vaccines honram seu rock’n’roll e voltam fodões em “Come Of Age”. O shoegazer noventista e lindão do Ringo Deathstarr (e que toca amanhã em Sampa!). E o blogão que tem culhões e opinião, e que detesta a “brodagem” cuzona que se instalou na atual cena indie nacional, detona um produtor escroque que vive de enganar trouxas (ampliado, atualizado e finalizado em 1/9/2012)

Os incríveis Vaccines (acima e abaixo, em dois momentos da banda no festival de Reading 2012, semana passada na Inglaterra) voltam fodões e vencem a maldição do segundo disco 

 

As surpresas da vida rocker.
Elas pintam em nosso caminho quando menos esperamos, néan? Essa semana mesmo, por exemplo: tudo ia muito calmo (morno até demais) pro gosto do sujeito aqui, já um jornalista musical tiozão mas nem por isso fã de calmaria em excesso. Mondo pop/rock devagar, e Zap’n’roll pensando em qual seria a pauta do blog pra essa semana. Até que… voilá! As paradas começaram a surgir do nada – as surpresas da vida rocker, enfim. Primeiro, o autor destas linhas online estava assistindo ao programa cultural Metrópolis, na tv Cultura, na terça-feira (se a memória não estiver falhando demais). Passou uma matéria sobre uma nova cantora do Pará (opa, uma nova Gaby Amarantos?), que estava divulgando seu trampo em Sampalândia. Papo vai e vem com a apresentadora do programa, e a moça discorre sobre a gravação do seu primeiro disco, cuja produção será pilotada por um fulano aí, figura notória (infelizmente) da música independente brazuca nos últimos quinze anos ou mais. Pronto! Surgiu a idéia para o primeiro ótimo tópico deste post que você, dileito leitor zapper, está começando a ler agora: detonar o figura em questão já que ele é um escroque de primeira e faz parte dessa insuportável, cuzona e quase imunda “brodagem” que domina hoje a indie scene nacional – mas isso é assunto pra você ler mais aí embaixo, no decorrer da blogagem. Aí, com um grande assunto nas mãos, o resto foi decorrência ou foi surgindo aos poucos: já na madrugadona de quinta pra sexta-feira (quando este espaço virtual está sendo escrito), o jornalista tiozão mas sempre atento “pescou” na web o novo discão dos Vaccines – e que sai oficialmente na próxima segunda-feira, na Inglaterra. E por fim, o blog também decidiu falar do quarteto shoegazer americano Ringo Deathstarr. Yep, pouquíssimo conhecido até mesmo nos EUA, o grupo faz noise rock noventista de primeira, toca amanhã (leia-se sábado) em Sampa (graças à ação de uma turma indie paulistana corajosa, capitaneada pelo chapa Cézar Zanin, proprietário do simpático e acolhedor Espaço Cultural Walden, que fica no centro da capital paulista), tem pelo menos um discaço na bagagem e por isso falamos dele aqui também. Afinal, são ótimas bandas novas e ótimas supresas (como o Ringo Deathtarr ou o novo álbum dos Vaccines), que faz a vida rocker do sujeito aqui continuar a mim e valendo a pena, sempre. E por muitos anos ainda, se os deuses permitirem.

 

 

* Pois então vamos ao que sucede, uia! O julgamento do Mensalão segue à toda no STF. E o petista João Paulo (ex-presidente da Câmara Federal) já foi CONDENADO pelos ministros do Supremo. Não há apelação e resta definir quantos anos o cidadão vai passar em cana. Ou seja, vislumabra-se uma luz no fim do túnel na triste história das Leis nesse país: a de quem tubarões finalmente também vão começar a ir pra trás das grades.

 

 

* Já no terreno das eleições municipais desse ano, as últimas pesquisas eleitorais indicam que o candidato do PT em Sampa, Fernando Haddad, está colando no ditador Serra. Isso fez o autor deste espaço blogger também político, reavaliar sua postura na questão do voto. Zap’n’roll vai provavelmente votar em Haddad (com o dedo no nariz, é vero, pois seria muuuuuito melhor se o PT tivesse optado pela candidatura da sempre amada Marta Suplicy). Desta forma espera estar contribuindo para que NÃO haja um segundo turno entre Serra e Celso Russomano, o que seria o pior dos mundos. Agora, há anos que o blog tenta entender porque São Paulo, a cidade mais rica e desenvolvida do Brasil, teoricamente uma das mais cultas e uma das maiores metrópoles do mundo, possui em contrapartida um eleitorado tão BURRO e CONSERVADOR. Pra pensar…

 

 

* Mas como não podemos deixar assuntos políticos e sociais dominarem estas linhas dedicadas à cultura pop e ao rock alternativo, bamos lá: a velha vaca do rock’n’roll – os Stones, claaaaro! – anunciou que vai fazer quatro shows ainda este ano. Mick Jagger, Keith Richards e cia. tocam em novembro, em Nova York (dois shows) e Londres (mais dois). Vão ganhar pelas quatro apresentações a bagatela de vinte e cinco milhões de doletas. A banda está na França, gravando seu novo disco – e eles precisam gravar mais alguma coisa? Phorran, só se for pra justificar uma nova turnê mundial (provavelmente a última da vida desses senhores já na casa dos setenta anos de idade), de preferência em 2013 e que passe por aqui também.

A sagrada vaca velha do rock’n’roll: quatro shows ainda este ano 

 

* Falando em setentões, “Tempest”, o novo disco do véio Bob Dylan, sai no próximo dia 10 de setembro, você já deve estar sabendo. E a julgar pelo primeiro single do novo trabalho, “Duquesne Whistle”, Bob ainda está em forma. O vídeo da música (aí embaixo) nem é lá essa Brastemp – longe de ser, aliás. Mas a canção em si é legalzin, no?

 

 

* A inglesada continua péssima quando o assunto é escolher a melhor bobagem de todos os tempos, em alguma parada. Desta vez a NME (sempre ela e suas enquentes não raro ridículas) resolveu eleger, entre seus leitores, o “melhor show de rock de todos os tempos”. Quem ganhou a votação? O – atualmente – pavoroso Muse. Fala sério…

Muse: melhor show ao vivo de todos os tempos? Nem morta, santa!

 

* Agora, prestatenção nessas fotos aí embaixo: são duas pics (uma delas, cortesia do site da NME) que registram mr. Robert Smith à frente do Cure, no gigante festival de Reading semana passada, na Inglaterra. Jezuiz… o ícone supremo da confraria goth está realmente véio, desgrenhado, gordo e beeeeem acabadón. Mas ele pode, né? Cure ainda é um dos maiores nomes do rock inglês em todos os tempos, uma das bandas mais amadas destas linhas online e… está pra baixar no Brasil em abril de 2013, uhú!

O eterno gótico Bob Smith (acima e abaixo, à frente do Cure também no festival de Reading, na semana passada): gorducho, cabelo desgrenhado, velhão mas ainda assim uma lenda do rock britânico

 

* Essa é para os mega fãs de cinema, como o autor destas linhas bloggers poppers: a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo deste ano, divulgou que vai exibir a cópia restaurada do ultra clássico “Nosferatu” (dirigido pelo alemão F.W. Murnau, em 1922). A exibição da preciosidade será dia 2 de novembro (dia de Finados, bem a ver com a estética e a história do filme, hihi), ao ar livre, no Parque do Ibirapuera. Imperdível é pouco!

 

 

* E a agenda do trêgego jornalista andarilho estará bastante agitada agora em setembro, uia! A esbórnia já começa hoje à noite, sextona em si, com o showzaço de lançamento do primeiro disco dos Coyotes Califórnia lá na Outs (no baixo Augusta, sendo que os detalhes estão lá embaixo, no roteiro de baladas). Na semana que vem, no feriado do 7 de setembro, rola o primeiro Independence Rock Festival no Simplão Rock Bar, em Paranapiacaba (no meio do mato mesmo!). Um autêntico micro-Woodstock que está sendo co-produzido pelo blog (e que também vai fazer a discotecagem das duas noites do evento) e que vai contar com, entre outras, as fodaças bandas Doutor Jupter e Coyotes Califórnia, duas das atuais prediletas da casa. Interessou e quer mais infos sobre a balada rock’n’roll campestre? Vai lá: https://www.facebook.com/events/465723520127604/ .

 

 

* Nope, não há putarias, dorgas e peladonas nas notas iniciais do post desta semana, uia! Mas vai haver fuzilaria logo mais aí embaixo, depois dos tópicos falando dos Vaccines e do RingoDeathstarr. Vai lendo…

 

 

* Mas antes, bora comentar o novo e bacanudo álbum dos ingleses Vaccines, a banda que conseguiu vencer a maldição do segundo disco.

 

 

 

VOCÊ AMOU A ESTRÉIA DOS VACCINES? ENTÃO BORA AMAR O NOVO DISCO TAMBÉM!
Yesssss. Programado para sair oficialmente (naquela jurássica plataforma física do cd) na Inglaterra na próxima segunda-feira, 3 de setembro – e sendo que a edição nacional também deve sair em breve, via Sony Music –, “Come Of Age”, o novo álbum do superb quarteto guitar inglês The Vaccines, vazou total na web na noite de ontem, quinta-feira. Zap’n’roll, que ama de paixão o disco de estréia da banda (o fodástico “What Did You Expect from the Vaccines?”, lançado em março de 2011), não perdeu tempo e “capturou” o dito cujo, embora já conhecesse (como todo mundo que vive antenado nas movimentações do rock planetário atual) muitas de suas faixas, que foram lançadas em singles ou que escaparam igualmente pela internet.

 

E a ótima notícia é: o discão é bom o suficiente pra ter feito o quarteto (formado pelo guitarrista e vocalista Justin Young, pelo também guitarrista Freddie Cowan, pelo baixista Arni Arnason e pelo batera Pete Robertson) conseguir superar a eterna maldição do segundo álbum. Claaaaaro, não é aquela obra-prima que vai mudar os rumos do rock’n’roll atual, tampouco salvar a humanidade. Mas é bom o suficiente pra calar a boca de jornalistas musicais pelegos, velhuscos, cafonas e mumificados pelo tempo, que acham que o rock parou na década de 70’, embalsamado na grande e fedida merda progressiva e no classic rock chumbrega.

 

O Vaccines, o leitor zapper sabe, é novíssimo ainda. O quarteto surgiu em Londres, em 2010. E nesses pouco mais de dois anos de existência fez tremendo barulho e causou enorme repercussão junto à mídia e aos indies kids, por conta de alguns singles espetaculares e de um primeiro álbum primoroso do início ao fim. O som dos moleques não tem mistério: um bem engendrado mix de referências do pós-punk britânico, acrescido de guitarras rápidas e garageiras, melodias rockers mas ao mesmo tempo dançantes e tudo emoldurando letras de conteúdo passional/existencial, bem acima da média do que se ouve hoje no emburrecido rock mundial (Brasil incluso, vale exarar).

O novo álbum dos Vaccines: tão bão quanto o primeiro

 

Pois se na estréia havia faixas explosivas e intensas como “Blow It Up”, “Post Break-Up Sex” e a lindíssima (e sombria) “All In White”, em “Come Of Age” o conjunto retoma basicamente os mesmos procedimentos sônicos que conduziram o primeiro disco – alguém aí vai dizer, acertadamente: pra que mexer em time que está ganhando? Assim, além dos dois poderosos singles que já circulam há tempos em rádios e no YouTube (“No Hope” e “Teenage Icon”), é um prazer ouvir a banda disparando riffs abrasivos em “Always Knew” e “Bad Mood” (um dos melhores momentos do trabalho, rock poderoso de eflúvios sixties e com levada… mood, rsrs). Ou ainda soando mezzo Beatles (na melodia sessentista levada por violões e guitarras sem distorção) em “All In Vain”, e mostrando suingue contagiante e sensualidade na melodia e nos vocais de “I Wish Was A Girl”. Discão em todos os sentidos e que ainda por cima, não cansa o ouvinte: o conjunto conseguiu enfeixar onze faixas bacanudas em menos de quarenta minutos, uma raridade em tempos em que artistas gravam álbuns com mais de uma hora de duração de puro lixo musical.

 

O autor deste blog tem um arrependimento amargo em relação aos Vaccines: ter perdido a gig que eles fizeram no primeiro semestre deste ano, aqui em Sampa. Até eles resolverem voltar aqui, um dia, a compensação fica por conta deste “Come Of Age”, que sinaliza sim que o grupo está no caminho certo e que ainda tem um futuro brilhante pela frente, nos tortuosos e hoje invariavelmente insípidos caminhos do rock’n’roll.

 

 

O TRACK LIST DE “COME OF AGE”
1.”No Hope”
2.”I Always Knew”
3.”Teenage Icon”
4.”All in Vain”
5.”Ghost Town”
6.”Aftershave Ocean”
7.”Weirdo”
8.”Bad Mood”
9.”Change of Heart Pt.2″
10.”I Wish I Was a Girl”
11.”Lonely World”

 

 

 

VACCINES AÍ EMBAIXO
Nos videos de “No Hope” e “Teenage Icon”, os dois primeiros singles extraídos do novo álbum

 

 

 

O SHOEGAZER DOS 90’ RESSURGE FODÃO NO SOM DO RINGO DEATHSTARR
Acontece, né? Jornalistas musicais não são obrigados a conhecer absolutamente tuuuuudo o que rola nos meandros do pop/rock indie planetário. Ou, por vezes, conhecem determinada banda ou artista de “ouvir falar”. Era o caso destas linhas bloggers curiosas em relação ao quarteto americano (de Austin, no Texas, a terra do célebre festival South By Southwest) Ringo Deathstarr – um evidente trocadilho/zoação com o nome do ex-baterista dos Beatles. Zap’n’roll já tinha “ouvido falar” da banda, mas nunca deu muita bola pra dita cuja.

 

Até que o sempre agitado e esbaforido chapa Cézar Zanin (músico da banda paulistana Magic Crayon, além de proprietário do mega simpático Espaço Cultural Walden, na Praça da República, centrão rocker de Sampalândia) divulgou que estava trazendo o grupo pra tocar por aqui. Houve uma gig com tickets esgotados no pequenino Walden, na semana passada. Ontem, a turma tocou no Rio. E amanhã se apresentam novamente para um último show em Sampa, lá na Lega Itálica (no bairro da Liberdade, região central da cidade).
Vai daí que, obviamente movido pela curiosidade (inerente a todo bom jornalista que se preza) e pensando em ir conferir os caras amanhã, estas linhas online foram ouvir o Deathstarr. O blog “pescou” na web o álbum “Colour Trip”, lançado pela banda em fevereiro de 2011, e foi conhecer o som dos americanos.

 

Ouviu e enlouqueceu. Você gosta de guitarras em noise furioso, melodias doces, vocais suaves (femininos e masculinos) enterrados nos instrumentos? De shoegazer inglês anos 90’? Então não perca a gig do Ringo Deathstarr amanhã nem que a vaca tussa. O disco é um escândalo e exibe doses cavalares e concentradas de My Bloody Valentine, Ride, Lush e Jesus & Mary Chain. Ou seja, tudibom e o melhor que o rock da Velha Ilha produziu há duas décadas atrás, repaginado para os dias atuais.

Ringo Deathstarr (acima) e seu ótimo segundo disco (abaixo): shoegazer anos 90′ na veia, amanhã em show ao vivo em Sampa

 

 

Não dá pra destacar essa ou aquela faixa do álbum, ele é ótimo do início ao fim (e o melhor: tudo em enxutos trinta minutos de audição, o que comprova pela bilionésima vez que as melhores canções são aquelas buriladas em menos de três minutos). Mas uma música como “Do It Every Time”, dá bem a medida do que é a paisagem sônica do Ringo Deathstarr.

 

Então a ordem é se mandar pra Lega Itálica (que fica na Praça Almeida Jr., 86, próximo à estação Liberdade do metrô) neste sábado. Vai ser um autêntico bailão rock’n’roll shoegazer anos 90’, pra trintão (e pra molecada nova também, por que não?) nenhum reclamar.

 

 

* Quer conhecer melhor a banda? Vai lá: https://www.facebook.com/ringodeathstarr .

 

 

E DOIS VÍDEOS DELES AÍ EMBAIXO
Da música “Imagine Hearts” (que abre o álbum “Colour Trip”) e também a banda fazendo passagem de som no Espaço Cultural Walden, semana passada em Sampa.

 

 

 

UM PRODUTOR MUSICAL ESCROQUE CHAMADO CEM (NOÇÃO) CONTINUA “ENFEITIÇANDO” A MÚSICA INDEPENDENTE NACIONAL
Noite quente e modorrenta de terça-feira (desta semana). Como de hábito Zap’n’roll está na sua house, zappeando os canais na tv. De repente, os olhos e ouvidos bloggers se detém no sempre bom programa “Metrópolis”, a revista eletrônica cultural da tv Cultura. Uma nova cantora paraense, Lia Sophia, está no estúdio da emissora, divulgando seu trabalho e anunciando a gravação de seu primeiro disco. Até aí, nada demais: o Pará tem sido um grande celeiro de novos e ótimos talentos da nova música independente brazuca (vide bandas como Baudelaires, SIM, e artistas que levam adianta a autêntica música regional paraense mas combinada com linguagens, hã, mais modernas, como é o caso da Gaby Amarantos). O blog só ficou chocado, mais uma vez, quando a moçoila informou que o tristemente célebre Carlos Eduardo Miranda será o produtor de seu trabalho de estréia.

 

Que foda, galere… o blog acha mesmo inacreditável como esse autêntico escroque e picareta da pior espécie continua “enfeitiçando” a cena independente nacional – e isso já há mais de década e meia e depois de ter cometido cagadas homéricas nessa mesma cena. É incrível como bandas, músicos e até outros produtores culturais continuam pagando pau e lambendo os bagos (numa escrotíssima ação de “brodagem”, a mesma brodagem que anda fodendo e muito boa parte da produção musical, o rock em particular, hoje no Brasil) de um sujeito que nem de longe é um dos melhores produtores que a música brasileira já conheceu. Muito pelo contrário: a figura em questão já estragou a carreira de muita gente e foram mínimos os seus “acertos” na área musical.

 

Estas linhas online, que felizmente não fazem parte (e se orgulham muito disso) de nenhuma “panelinha”, não têm o rabo preso com ninguém e têm culhões pra dizer o que tem que ser dito, conhecem muito bem mr. Mirandinha. O sujeito, gaúcho de nascimento, teve certa notoriedade no rock gaúcho com algumas bandas das quais participou por lá, nos anos 80’ (Taranatiriça e Urubu Rei, entre elas). Depois, sem conseguir algo mais substancial por lá mesmo, se mudou de mala e cuia pra Sampalândia – aqui, conseguiu lançar pelo heróico e excelente selo Baratos Afins (tocado até hoje pelo querido Luiz Calanca, esse sim um produtor de respeito e um dos maiores conhecedores de música que o blog já teve o prazer de conhecer) o único disco de outra banda sua, uma mega bobagem chamada Atauhualpa y Us Panquis. O disco era horrível (talvez um dos únicos equívocos discográficos cometidos pela Baratos, em meio a dezenas de ótimos lançamentos), e não vendeu nada. Terminou aí a carreira “musical” do nosso “prezadíssimo” produtor.

 

Que não desistiu e foi se meter no jornalismo musical, passando a colaborar com a revista Bizz, já na fase algo decadente da publicação. Mas foi lá que Mirandinha tirou a sorte grande: emplacou uma matéria de capa com os Titãs, quando eles estavam lançando o ótimo (e talvez um dos últimos grandes discos da banda) “Titanomquia”, em 1993. O grupo ficou satisfeitíssimo com a reportagem e, em agradecimento, convidou – jezuiz… – Mirandinha pra ser uma espécie de “gerente” ou “guru” do selo Banguela, uma sub-divisão da gigante Warner que os Titãs tinham criado pra lançar bandas novas e talentosas.

Mirandinha e seu visu de cafetão do Largo da Concórdia, uia!

 

O resto é história e quem está na cena desde essa época, sabe o que aconteceu. O Banguela, sob o comando do sujeito, contratou zilhões de bandas e nenhuma deu em absolutamente NADA, com exceção dos Raimundos, que estouraram já no primeiro disco – e obviamente por conta disso, foram “sacados” do Banguela e incorporados ao cast principal da Warner. Foi o ÚNICO acerto de mr. Miranda no selo. E o próprio ex-baterista dos Titãs, Charles Gavin, relembrou essa história tenebrosa em entrevista a este jornalista, quando o zapper eternamente rocker escrevia matérias de música para a (naquela época) poderosa revista Interview. Como deixa bem claro na entrevista, Gavin disse na época que o Banguela faliu justamente pelo excesso de contratações que não deram em nada. E segundo o baterista, o único “bilhete premiado” que eles tiveram (os Raimundos), acabarou sendo cooptado pela própria Warner.

 

Mas aí, não é que o sujeito se deu bem novamente, mesmo após ser um dos responsáveis pela falência de um selo? Mirandinha foi parar na gravadora Trama e lá teve a iluminada idéia de criar o Trama Virtual (justiça seja feita, sua única idéia realmente genial até hoje) e, voilá! Virou “mestre”, “gênio” da produção da música independente nacional nos últimos dez anos. E pior: ainda se tornou jurado de um programa de novos talentos musicais, no SBT. Citando mais uma vez o grande Luiz Calanca: o mundo está mesmo acabando, rsrs.

 

Na boa? Há gente muuuuuito melhor, mais honesta, mais simpática, humilde e de caráter trampando na área de produção, e sem o mesmo reconhecimento que esse sujeito. Não dá pra entender porque uma Gaby Amarantos (cantora de talento dentro do seu estilo, e de grande personalidade artística) entregou a produção de seu disco ao sujeito (e aí já viu, né? Ele deve ter ganho uma “mala preta” bem recheada da gravadora, em pagamento pelo serviço). Não dá pra compreender porque a tal Lia Sophia (que também parece ser bastante talentosa) precisa dos serviços desse senhor de péssima índole, para produzir seu disco de estréia. Aliás, o blog pergunta: onde está o disco de estréia da ótima Mini Box Lunar, de Macapá, e que também ia ter a “mão” do Mirandinha em sua produção? Será que o querido Otto Ramos (tecladista da banda e produtor do bacana festival QuebraMar além de administrar muito bem o coletivo Palafita, na capital do Amapá) sacou que trabalhar com o pançudo (que ostenta sempre um visual de cafetão de décima categoria do Largo da Concórdia) seria, na verdade, uma roubada sem tamanho?

 

É isso. E é muito óbvio que o blog vai ser metralhado pela “tropa de choque” do Mirandinha por causa deste tópico/desabafo. Sem problema: o tempo, um dia, irá se encarregar de mostrar quem está com a razão nessa história.

 

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E calmaê que ainda não acabou, embora falte bem pouco, rsrs. O blogão zapper, sempre campeão em infos quentes e em tópicos ultra polêmicos (como o que está aí em cima, hihi), vai dar uma pausa pra resolver umas paradas pessoais e volto logo menos com as dicas culturais e o roteiro de baladonas fortes pro finde, que incluem o showzão de lançamento do primeiro disco dos Coyotes Califórnia hoje, lá na Outs (no 486 da rua Augusta).

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Discos: “Come Of Age”, o novo e ótimo dos Vaccines, e “Colour Trip”, shoegazer classudo dos americanos Ringo Deathstarr.

* Filme: sem nenhuma grande estréia esta semana, continua valendo a sugestão da semana passada: “O ditador”, o novo espanco total politicamente incorreto do gênio Sacha Baron Cohen.

 

* Baladas: com o post sendo concluído já na noite de sábado (a esbórnia rocker e a “prova do líder” ontem foi cruel, hihihi), a grande pedida de hoje é mesmo a madrugada shoegazer com os americanos do Ringo Deathstarr e The Concept, lá na Lega Itálica (próximo ao metrô Liberdade, no centrão de Sampa). A festa promete. Mas se você estiver pelo baixo Augusta, a parada certa é mesmo cair no Astronete (no 335 da Augusta), que tem alguns dos melhores drinks e é freqüentado pelas melhores xoxotas lokas e rockers da atual cena under paulistana. Fora a discotecagem do queridão Cláudio Medusa, do sempre antenado Serginho Barbo e dos DJs convidados, sempre show de bola! Vai lá e confere!

 

 

ROCKERS NOISE NA FAIXA? VEM QUE TEM!
Entonces, a disputa já ficou mesmo sangrenta lá no hfinatti@gmail.com, onde estão dando sopa:

 

* DOIS PARES DE INGRESSOS para o super Rockers Noise Festival, que rola dia 30 de outubro no Espaço Victory, em Sampa, com showzaços do Telescopes e Gallon Drunk. Tá dentro? Então bote fé e boa sorte!

 

 

 

E TCHAU PRA QUEM FICA!
Que mais papos sobre rock alternativo e cultura pop agora só na semana que vem, quando o blogão sempre de olho nas bandas que VALEM A PENA de fato na atual pobrinha indie scene nacional, vai falar da Malbec (de Manaus) e da Veludo Branco (de Boa Vista). Dois grupos que mostram que o rock do extremo Norte anda beeeeem melhor do que aquele que é feito aqui, no “evoluído” e “desenvolvido” (hã?) Sudeste.

Até lá, então!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 1/9/2012, às 21hs.)

Chan Marshall não está pra brincadeira e mesmo quarentona, volta com disco fodão. O inglês XX também retorna mas com um disco meio assim… Mais: a volta de um gênio da guitarra made in Brazil, o provável fechamento da Via Funchal, a assesora parlamentar cadeluda que se deu bem e uma semana pop/rock mooooorna, em final de inverno horrivelmente quente e seco

A deusa Cat Power (acima) volta em grande forma em seu novo álbum. Já os moderninhos do XX (abaixo) fizeram um bom segundo disco, mas repetiram a fórmula do primeiro

 

Ninguém agüenta mais.
O quê? Esse final de inverno horrendo que tomou conta de Sampalândia nas últimas semanas. Calor, clima seco, falta de chuva. Nem o blog, nem seu dileto leitorado nem ninguém mais agüenta isso (até quem é fã eterno do verão sem fim). Não chove na capital paulista há mais de um mês. termômetros batendo diariamente na casa dos 27 graus. Umidade do ar em torno de 20% (quase clima de deserto). E depois ainda dizem que não há aquecimento global e que está tudo bem com o clima do nosso pobre planeta. Só quem é cego ou ganancioso ao extremo (leia-se: governantes das maiores potências econômicas do mundo, que só pensam em faturar bilhões e foda-se o meio-ambiente, foda-se a terra que será herdada pelas gerações futuras) não percebe que algo vai muito mal aqui. Mas de que adianta falar, reclamar, resmungar não é mesmo? Zap’n’roll, particularmente, que sempre amou frio glacial e detesta calor e verão, sente saudades de duas décadas atrás quando, no inverno, ainda se podia ver os relógios digitais da avenida Paulista marcando temperatura de 6 graus na madrugada. Os anos foram avançando, a poluição atmosférica foi aumentando e isso nunca mais aconteceu. Hoje, é esse pavor em pleno inverno – aliás, houve mesmo inverno em 2012? Vai daí que o autor destas linhas bloggers rockers alimenta, de verdade, o sonho secreto de se mudar um dia pra Islândia – yep, a pátria da Bjork e onde o inverno reina por oito meses durante o ano (e sendo que no verão, a temperatura máxima por lá atinge módicos 15 graus positivos). Mas enfim, enquanto o sonho não se torna realidade possível, vamos a mais uma semana e um post zapper. Uma semana meio assim, néan? Morna, onde poucas paradas realmente dignas de nota rolaram. Também não podemos vir toda semana com um super ultra mega post, como foi o último – afinal, estas linhas virtuais de cultura pop e rock alternativo estavam voltando de um recesso de quase um mês, uia! De modos que vamos lá, ver como está o novo disco da deusa Cat Power, do “muderninho” grupo inglês The XX e também dar uma geral nesse nosso velho mundo, castigado pelos homens e que um dia vai acabar sim, tostado em um enorme auto-forno do aquecimento global fora de controle.

 

* E começando com as nossas tradicionais notinhas preeliminares (ops!): este espaço virtual de cultura pop lamentou muito a morte de Tony Scott, que se matou no início da semana, aos sessenta e oito anos de idade. Tony era o irmão mais novo do grande Ridley Scott (cineasta de respeito e que dirigiu clássicos como “Blade Runner”, “Alien – o oitavo passageiro” e, mais recentemente, “Gladiador”). E, assim como ele, também dirigiu filmes (se bem que atuava mais na área de produção cinematográfica), sendo o mais célebre e cult de todos (pelo menos na opinião do blog) “Fome de viver”, que ele rodou em 1982 e que tinha no elenco ninguém menos que David Bowie e a deusa Catherine Deneuve. A dupla fazia um casal de vampiros modernos em um filme de terror gótico glamuroso, que tinha os célebres Bauhaus na cena inicial, tocando em uma jaula (!) o clássico “Ziggy Stardust” (de Bowie, quem mais?). O autor destas linhas online, então ainda um jovem jornalista mezzo goth, trintão, junky, eternamente vestido de preto da cabeça aos pés e freqüentador assíduo dos porões alternativos de Sampa, perdeu a conta de quantas vezes assistiu a fita. E hoje se recorda mais uma vez dela, enquanto deseja que Tony realmente esteja bem onde estiver. Rip, dear! Você não está mais aqui mas sua obra vai permanecer eterna, dentro da história recente do cinema.

Bowie e Catherine Deneuve: divinos em “Fome de Viver”,
filme dirigido por Tony Scott

 

* Ainda na praia da telona: você bota fé em um filme que radiografa (em tom ficcional, bem entendido) a cena rock de Los Angeles nos anos 80’ (leia-se: hard rock farofa e brega ao cubo), e que tem Tom Cruise no papel principal, o de um astro do rock? O blog, não. De qualquer forma “Rock Of Ages” estréia hoje no Brasil. A conferir, pois.

 

 

* Do cinema para a política: as condenações estão saindo em Brasília, no STF, no julgamento do Mensalão. O que se espera é que a parada continue nesse ritmo e que, finalmente, um bando de pilantras graúdos vá pra trás das grades nesse país.

 

* Por outro lado, lamentável a decisão do ministro Marco Aurélio de Mello, do STF, que acatou pedido de habeas corpus e mandou soltar um dos mandantes do assassinato da missionária americana Dorothy Stang, em 2005, no Pará. Como reza o clichê ultra popular decisão da Justiça não se discute, se cumpre. Mas é muito óbvio que certas decisões (como essa) estimulam cada vez mais a bandidagem e a impunidade que domina desde sempre o pobre Brasil, onde pelo jeito só os mais pobres e que cometem delitos é que mofam pra valer na cadeia.

 

* E da política pra música e pro rock’n’roll, enfim. A notícia bacana em uma semana meio mueeeeerta em termos de novidades, é a volta de um dos maiores gênios da guitarra brasileira. Yep, Lanny Gordin, o loki que tocou em alguns principais discos da história da Tropicália (que foi foi um movimento estético e musical rocker pra caralho, beeeeem mais do que se ouve hoje no pobrinho indie rock nacional), lança seu novo álbum em novembro, pela BarraVento Artes (do nosso querido chapa Glauber Amaral). O disco já está gravado e mixado e conta com zilhões de participações mega especiais, como a do também grande Edgard Scandurra (seguramente um dos cinco melhores guitarristas do Brasil). E assim que o blog tiver mais novidades a respeito do lançamento, elas estarão escritas aqui, pode esperar.

 

 

* Vai chegando o final do ano e a turma dos festivais independentes se agita, no? Ou nem tanto: com a falência da Abrafin e a entrada em cena da Rede Brasil de Festivais, parece que vai ficar tudo como dantes no quartel de Abrantes, uia. Esta semana a galere da cúpula da célebre “entidade” sediada em Sampa está toda reunida na Feira de Música, em Fortaleza. Há gente muito boa e decente por lá, óbvio, que trabalha sério e tal – principalmente a turma heróica que batalha e coordena os bons e honestos coletivos da região Norte brasileira. E também há os que não trabalham tão sério assim e que ao invés de fazer esforços em prol das bandas, artistas e músicos (que é quem interessa nessa parada, afinal), prefere usar a MÚSICA pra atingir objetivos POLÍTICOS e também faturar uns trocados gordos junto à Petrobrás e ao Poder Público em geral. Mas enfim, não vamos nos estender muito sobre isso aqui. O tempo se encarregará de mostrar quem é decente ou indecente na atual rede brazuca de festivais independentes.

 

 

* Desses festivais e de acordo com infos que chegaram há pouco ao blog, o Varadouro (em Rio Branco, no Acre) não será realizado este ano. Pena pois o coletivo Catraia é ponta firme e realizava um dos eventos ok do circuito.

 

 

* Já no feriadão de 7 de setembro vai rolar o Casarão, em Porto Velho (Rondônia), com a participação do trio roraimense Veludo Branco, um dos ótimos nomes do rock básico e garageiro do extremo Norte.

 Veludo Branco: o rock de Roraima vai marcar presença no festival Casarão, em Porto Velho

 

* E na semana seguinte, tem o Até o Tucupi, em Manaus. Esse Zap’n’roll vai acompanhar beeeeem de perto pois o blog quer conhecer pessoalmente a cena rocker da capital do Amazonas. Fora que estas linhas online estão perdidamente apaixonadas pelo som da Luneta Mágica, banda fodaça de lá e que acaba de lançar o – até o momento – melhor disco do indie rock BR em 2012. Em tempo: o blog irá até Manaus POR SUA CONTA, o que obviamente nos dará muito mais liberdade e independência pra cobrir o festival que, botamos fé, vai ser bem bacana.

 

 

* E, claaaaaro, não poderia faltar uma notinha putanhesca aqui, hihi. Como estas linhas rockers sacanas imaginaram, a cadeluda ex-assessora parlamentar Denise Rocha se deu bem após tem vídeo seu (onde ela fode com desenvoltura, dando sua incendiária boceta com gosto) divulgado na internet. A moçoila “casta” e “pura” será a capa da edição de setembro vindouro da revista Playboy. Por outro lado uma tal de “mulher melão” (hã???) teve seus quinze minutos de fama semana pasaada, ao mostrar seus tetões em uma praia em Miami. A vida é bela…

Ah, essas xoxotas ordinárias, rsrs. A ex-assessora
parlamentar Denise Rocha (acima, em fotos retiradas de seu vídeo, hã, “educativo”, hihi) se deu bem e vai ser a capa da próxima edição da revista Playboy; já a Mulher Melão (abaixo) apareceu assim em uma praia em Miami: tudo pelos quinze minutos de fama, uia!

 

* VIA FUNCHAL: O FIM DE UMA ERA? – o boca-a-boca anda comentando bastante o assunto há algumas semanas, já. E é realmente estranho que nenhum site ou blog especializado em música tenha publicado algo a respeito do assunto, ainda. Pois então: a Via Funchal, seguramente (na modestíssima opinião destas linhas bloggers investigativas) a melhor casa de shows musicais de grande porte em Sampa desde que foi fundada (e onde cabem até seis mil pessoas), estaria para encerrar atividades em 2012. Se acontecer de fato será um duro golpe em uma metrópole que, apesar de ser a maior cidade do país (e uma das cinco maiores do mundo) e de receber centenas de shows gringos todos os anos, possui pouquíssimos espaços de grande qualidade e que podem abrigar um grande público nesses eventos. Tudo na Via Funchal é bem estruturado: a acústica do local, o planejamento arquitetônico que permite que se veja bem o palco onde quer que a pessoa esteja (já que o espaço onde fica o público foi construído em forma mezzo circular, com a visão direcionada ao palco, além de haver degraus entre um piso e outro, o que permite que quem está na frente não atrapalhe a visão do espectador que está atrás), os bares que estão localizados dentro do espaço onde rolam as gigs etc, etc. E estas linhas online perderam a conta de quantos mega shows bacanas ela assistiu na Via Funchal, onde sempre fomos mega bem recebidos com a eterna simpatia da querida Miriam Martinez, assessora de imprensa da casa e amiga pessoal de Zap’n’roll há mais de duas décadas. REM (em show emocionante), New Order, Echo & The Bunnymen (em 1999), Duran Duran, Belle & Sebastian, Coldplay (em duas gigs ultra emocionantes, em 2003 e 2006), Stone Temple Pilots, Interpol, The Mission, Massive Attack… tudo isso e muito mais estas linhas rockers saudosistas e sentimentais presenciaram por lá. Mas o que rola, afinal? Os boatos dão conta de que a já famosa e maldita especulação imobiliária que está atacando metrópoles como Sampalândia nos dias atuais seria a causa do prossível fechamento, já que os donos do imóvel onde está localizada a casa de shows teriam recebido uma oferta milionária pra vender o espaço. O blog entrou em contato com Miroca pra tentar apurar algo a respeito, e ela com a gentileza e simpatia de sempre, foi categórica: pelo menos nas internas da Via Funchal, não se fala nada a respeito desse assunto, sendo que a programação de shows segue intensa pelo menos até o final deste ano – a última gig de 2012 listada no site oficial do local (WWW.viafunchal.com.br) é a da mega star Norah Jones, que vai se apresentar lá em 15 de dezembro. O blog, sinceramente, torce para que tudo não passe realmente de boato e que a Via Funchal ainda continue por muitos anos, sempre trazendo grandes shows para a alegria de nós, apaixonados por música e pelo rock’n’roll.

 REM (acima) e Interpol (abaixo): dois super shows
que o blog teve prazer e orgulho de assistir na Via Funchal, em Sampa

 

* Aliás, a deusa Cat Power foi outro dos grandes shows que o blog assistiu na Via Funchal. A mesma Cat Power que está de volta com um novo discaço, “Sun”. Vai lendo aí embaixo.

 

 

CHAN MARSHALL, ALIÁS CAT POWER, CONTINUA LINDA E DEUSA ROCKER EM SEU NOVO ÁLBUM
O blog sempre foi fã devotado dela, desde que tomou contato com sua música em algum dia perdido na segunda metade dos anos 90’. Naquela época a gravadora Trama começou a lançar uma série de CDs de bandas e artistas indies americanos e ingleses, no Brasil. No meio de um desses suplementos estava o disco “Moon Pix” (de 1998), composto e gravado por uma garota esquisita e cujo nome artístico era Cat Power – nome real: Charlyn “Chan” Marshall. Quando ouviu o disquinho Zap’n’roll caiu de amores pela garota, então com vinte e seis anos de idade. O mesmo amor que permanece intocado e inalterado até hoje, quando o blog ouve “Sun”, o novo disco de Chan Marshall, que tem lançamento oficial no próximo dia 31 de agosto – lançamento, óbvio, em cd. Na internet o álbum já circula feliz há algum tempo, embora pouca gente no jornalismo musical daqui tenha comentado o dito cujo com a devida atenção.

 

Cat está com quarenta anos de idade. Mas conserva a feição jovem, algo adolescente, da garota inquieta que surgiu para o mundo da música em 1995, com o disco “Dear Sir”. De lá pra cá são dezessete anos de carreira onde Chan Marshall gravou nove álbuns, todos muito diferentes entre si. E todos muito bons, diga-se. Multiinstrumentista talentosa, com a mente algo perenemente perturbada (e o blog sempre amou garotas e mulheres de mente e pensamentos estranhos e/ou insanos), vocal oscilando entre o doce e o agressivo e autora de letras que desvelam os meandros emocionais de alguém que mergulhou boa parte de sua vida em álcool, drugs e romances com desfechos não raro dolorosos, Cat Power construiu uma obra das mais consistentes e respeitadas por crítica e fãs, dentro do rock alternativo americano.

 

Ela já trafegou por ambiências country/folk, por bucolismo melódico e acústico, por rock de guitarras ásperas e até por releituras magníficas de canções alheias (no incrível “The Covers Record”, editado em 2000). Esteve algumas vezes no Brasil sendo que na última, em 2009, em gig abrasiva e iluminada na Via Funchal, em Sampa (e presenciada por estas linhas virtuais), ela já dava pistas do que estaria por vir neste “Sun”, seu primeiro trabalho de estúdio em quatro anos, e o primeiro totalmente inédito desde 2006.

“Sun”, o novo discão da deusa Cat Power: ela continua poderosa!

 

 

É um disco que causa estranhamento à primeira audição pois, mais uma vez, Cat Power NÃO se repete em seus procedimentos musicais. Ao contrário dos últimos cds (que pendiam para paisagens sonoras mais pastorais), em “Sun” a cantora e compositora se apropria de sonoridades mais pop e experimenta até em direção a esgares eletrônicos, algo bem evidente na faixa-título. Mas é claro que isso não é a tônica dominante no álbum: no primeiro single de trabalho, a bonita, densa e, vejam só, pop “Ruin” (e onde ela exercita mais uma vez todo a sua intensidade como letrista, ao afirmar no refrão: “Estamos sentados em ruínas”), há diálogos entre pianos e guitarra, ambos tocados por Cat (que também produziu o álbum). O mesmo piano que também conduz a melodia de “3,6,9”, esta com alguns dos melhores jogos vocais de todo o cd. E a cada nova audição “Sun” se torna mais prazeroso e revela novos detalhes que colocam canções como “Cherokee”, “Real Life”, “Manhattan” (mais percussão eletrônica em uma música suave e com vocais doces, serenos) e “Nothin’ But Time” (o grande e épico momento do álbum, com mais de dez minutos de duração, interpretação itensa da cantora e a participação do mestre Iggy Pop nos vocais) entre as melhores composições já criadas pela artista.

 

O mondo pop/rock anda frouxo e tenebroso, artisticamente falando. Nesse panorama de indigência criativa e qualitativa vozes como as de Cat Power ou de Fiona Apple (outra mulher perturbada emocionalmente, e que também lançou um discaço esse ano) continuam fazendo a diferença. E o trabalho delas continua mais essencial do que nunca. A prova disso é este “Sun”, que mostra que aos quarenta anos de idade miss Chan Marshall continua em plena forma. Ainda bem!

 

 

THE XX DE VOLTA NOVAMENTE HYPADO – MAS COM MAIS DO MESMO
Surgido em Londres em 2008, o quarteto (que começou como um duo, passou para trio e agora tem quatro integrantes) The XX é hoje um dos nomes mais queridinhos do indie rock britânico e planetário – tem inclsuive um grande séquito de fãs aqui mesmo, no nosso Brasilzão. Justificável: o indie/dream pop sombrio e envolvente mostrado em seu homônimo álbum de estréia (lançado em 2009), rapidamente encantou público e a rock press mais festeira. Produzindo um mix de Cocteaw Twins, ambiências oníricas e eletrônicas com guitarras limpas e sem muita distorção, tudo jogado em melodias calculadamente frias e distantes e cobertas por vocais masculinos e femininos, o XX ganhou capas na NME e badalação instantânea. E agora, três anos depois, lança seu novo disco, “Coexist”, que sai oficialmente no próximo dia 5 de setembro mas que escapuliu pela web esta semana. E estas linhas zappers sentem informar seu dileto leitorado, após algumas audições do dito cujo: é mais do mesmo.

 

Não que o álbum seja ruim, longe de ser aliás. A produção é cuidadosa, esmerada. As músicas continuam oníricas, belas, imagéticas, sombrias e reflexivas. O primeiro single, “Angels”, é quase divinal. O que há de errado, então? A repetição, a falta de coragem em avançar na fórmula que deu certo na estréia. É esse o grande mal de “Coexist”. Tudo nele remete ao primeiro disco: os embates entre o vocal masculino e feminino, as canções contemplativas que seguem em andamento melódico quase linear (ouça “Fiction”, “Try”, “Reunion”, “Missing” ou qualquer outra do cd e você perceberá o que estamos falando aqui), a gélida sonoridade eletrônica alternada com guitarras esparsas e sem distorção. Tudo ótimo, tudo lindo e tudo muito IGUAL a estréia, há três anos. Ou seja: o que era novidade lá tornou-se repetição aqui.

 O novo disco do XX: bom, mas é mais do mesmo

 

The XX pecou por não ousar e não procurar um novo direcionamento em seu segundo trabalho. Se fosse em outros tempos, isso seria a sentença de morte para a banda. Mas como estamos na era do lixo qualitativo dominando ubiquamente o rock planetário esse “Coexist”, mesmo que não tenha nenhum rasgo de brilhantismo musical, ainda vai prolongar o hype em torno do grupo por mais alguns (poucos, provavelmente) verões – ou invernos.

 

 

THE XX AÍ EMBAIXO
No vídeo de “Angels”, o primeiro single do álbum “Coexist”.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Discos: “Sun”, da Cat Power, óbvio. E também o igualmente perturbador “The Idler Wheel…”, o novo e fodaço álbum da loka e linda Fiona Apple, e cujo vídeo de “Every Single Night”, você pode conferir aí embaixo:

 

 

* Filme: ele está de volta!!! Quem? Ora, Sasha Baron Cohen, quem mais? O mais hilário e genial comediante do cinema mundial dos últimos tempos agora ressurge na pele de um tirano em “O ditador”, que chega hoje às telas brasileiras. E, vejam só, o xoxotaço Megan Fox também sai da hibernação e participa do filme. Enfim, que assistiu “Borat” e “Bruno”, sabe o que esperar do novo filme do figuraça. Diversão garantida!

 

* Baladas: a elas povo, que hoje é sexta-feira! Começando com as noitadas rocker imperdíveis lá no Astronete (que fica na rua Augusta, 335, centrão rocker de Sampa). Agora, se você quer fazer uma balada saudosista e anos 80’, a pedida é a festa “Back To The Cave”, que rola também hoje no Poison Rock Bar (lá na rua Mourato Coelho, 651, Vila Madalena, zona oeste paulistana).///Sabadão, mais conhecido como amanhã: vem que tem! Mais uma edição da festa “Pop&Wave”, no Inferno Club (também na Augusta, no 501). E também noitada com discotecagem de clássicos do punk na Outs (no 486 da Augusta).///E na semana que vem, se preparem: festona imperdível de lançamento do primeiro álbum do Coyotes California, o ótimo “Hello Fellas”. Vai ser na sexta-feira, 31 de agosto, na Outs e promete ser fodástico porque o CC, sem nenhum favor, é um dos melhores nomes da atual indie rock scene paulistana, pode confiar na palavra do blogão campeão quando o assunto é rock independente brazuca.

 

 

ROCKERS NOISE FESTIVAL – TICKETS SANGRENTOS, UIA!
E como! Se você ainda não foi lá no hfinatti@gmail.com, é melhor se apressar. A disputa está ficando realmente sangrenta porque estão em jogo:

 

* DOIS PARES DE INGRESSOS para o Rockers Noise Festival, que rola dia 31 de outubro em Sampa, no Victory (na Penha, zona leste paulistana), com showzaços imperdíveis dos ingleses The Telescopes e Gallon Drunk. Vai perder? Não, né. Então corre e boa sorte!

 

 

E THE END POR HOJE
Post mais modesto esta semana, sabemos. Também não se pode ser fodão e demolidor a cada sete dias, no? O blog se vai, deixando abraços calorosos na turma da Luneta Mágica e um super beijo pras queridas e meigas Karla Sanches e Rosimeire Antunes. Semana que vem tem mais por aqui. Até lá!

 

 

(enviado por Finatti às 17hs.)

Haleluia: O blogão zapper finalmente volta ao ataque! E volta cuspindo lava contra a atual cena independente de merda brazuca. Mais: o fodaço festival Rockers Noise com Telescopes e Gallon Drunk. Os retornos desnecessários de Bloc Party e Darkness, o som fodástico do Luneta Mágica (mais uma incrível descoberta zapper, uia!), por que as xoxotas das negras fodem melhor, livros e dvds de rock bacanas etc, etc, etc (mega versão ampliada e finalizada em 20/8/2012)

O gigante mega U2: um dos maiores nomes de toda a história do rock vive dando exemplo de humildade e zero de arrogância, assim como os acrianos Los Porongas (ambos, acima); a mesma humildade que falta hoje a “gênios” de nossa cena indie de merda. “Gênios” como Hélio Flanders (abaixo, vocalista do Vanguart) e a alguns integrantes do grupo paulistano O Quarto Negro (também abaixo)

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UP TO DATE, JÁ NA MADRUGA DE SEGUNDA-FEIRA

* Yeeeeesssss! Postaço lindóno no ar e aqui em cima, bem no começo dele, algumas notinhas derradeiras pra você ler e começar bem a semana, uia!

 

* Suede praticamente confirmado no Planeta Terra 2012. Junto com Garbage e Best Coast, vai fazer o festival pegar fogo. Agora sim tá valendo ir ao Jockey Club no mês que vem.

A bichaça Brett Anderson e o Suede, reis eternos do britpop: a caminho do Brasil

 

* E dear Luscious Ribeiro marca gol de placa (uia!) ao anunciar que a musa Feist vai tocar no Cine Jóia nos dias 22 e 23 de outubro próximo. Feist é linda, canta horrores e seu mais recente álbum, “Metals”, é de chorar de tão lindo. Nessa gig até Zap’n’roll vai querer participar da sua promo de ingressos na Popload, hihi.

Ela é linda, canta pra carajo e se apresenta no Cine Jóia em outubro. Feist é tudibom!

 

* Bien, todo mundo já sabe: as Pussy Riot foram mesmo condenadas na Rússia. A solução é agilizar campanhas pra pressionar o governo russo a libertar a garotas. Putin, seu grande merda e ditador: você tá precisando é levar rôla grossa e dura no cu pra deixar de ser tirano.

 

* Vídeos bacanas recebidos (via YouTube, óbvio) pelo blog há pouco, do brother Tanner Gondim. O primeiro mostra uma devastação nasal (uuuuuiaaaaa!) arrasadora. Atentem pras taturanas que os sujeitos esticam, com CAPAS de disco de vinil, rsrs. O outro vídeo mostra cenas do saudoso Espaço Retrô, a lenda maior da cena alternativa paulistana, lá em 1996 – dezesseis anos atrás… parece que foi ontem… Quantas cafungadas em cocaine ótima e quantas trepadas com xoxotas em brasa o autor deste blog deu naqueles banheiros podres, rsrs. Sendo que no vídeo apaece o querido DJ Toninho (que já foi pro céu, infelizmente, há alguns anos), e o mega amigos zappers Julio Chileno e Rodrigo Kargan, músico atuante até hoje na indie scene paulistana. Pra ver (ou rever) e derramar uma lágrima de saudade.

Devastação nasal mortal, wow!

 

O saudoso Espaço Retrô em Sampa, em 1996: a melhor casa rock alternativa que a capital paulista já teve

 

* É isso? É isso. Mas logo menos tem mais aqui, na próxima sexta-feira. Até lá!

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Hollas! Ó nóis aqui traveis!
Rsrs. Essa proposital saudação grafada em péssimo português é pura zoação, claro. Mas demonstra a felicidade pelo fato de estas linhas rockers bloggers estarem de volta, após quase um mês de “recesso” forçado. A vida é dura, dileto leitorado. Não é mole, não. E se torna ainda mais difícil e complicada quando descobrimos que, nos dias que correm, não dá  mais pra viver (e, em alguns casos como o do autor destas linhas virtuais, também trabalhar) sem um PC de mesa ou notebook e uma conexão com internet dentro de casa. Foi o que rolou com Zap’n’roll nas últimas três semanas: um componente da placa mãe do HP/Compaq (que tem menos de dois anos de uso) corrompeu e pronto: lá se foi o “bebê” Compaq novamente pro “hospital”, atrapalhando (fodendo seria o termo mais exato) a vida do jornalista rocker que escreve semanalmente não apenas um dos blogs de cultura pop e rock alternativo mais acessados da web brasileira hoje, mas também diversos outros textos para outros veículos – entre eles, o portal cultural ligado a uma das maiores editoras e rede de mega livrarias do país. E claro que nesses quase vinte dias de ausência zapper, o mundo continou rodando a mil lá fora. E nós procuramos ir acompanhando essa movimentação da forma que nos era possível. Mas na real e mais uma vez este já tiozão jornalista musical chega mais uma vez àquela inexorável conclusão: a de que éramos, talvez, mais felizes quando não havia internet e computadores conectados em rede no mundo. Não sentíamos falta do que não tínhamos. E quando queríamos informação de qualidade e necessária, íamos heroicamente atrás dela (em jornais e revistas importadas, livros idem, discos, filmes etc.). Hoje está tudo mais fácil, tudo mais à mão e no entanto as pessoas nunca foram tão ignorantes, reacionárias, preconceituosas, moralistas e conservadoras. E se você fica três semanas sem internet na SUA casa, sua vida parece se transformar num caos monstruoso e você parece estar vivendo em outro planeta. Mas enfim, cá estamos novamente. O postaço de hoje vai ser realmente hot, falando da grande merda que é a atual cena rock independente nacional. E também de muitos outros assuntos que o leitor zapper só encontra aqui mesmo (cultura pop, rock alternativo, putarias, loucuras variadas), no blog que há uma década se mantém como o mais legal e polêmico da blogosfera brazuca dedicada à cultura pop.

 

* E começando, só pra constar: o livro que vai compilar as melhores colunas já publicadas aqui, já tem título definido: vai se chamar “Zap’n’roll – sexo, drogas, loucuras e rock’n’roll no blog do jornalista musical mais junky da imprensa brasileira”. Bacana, hein! O livrinho/livrão deve sair até o início de 2013, vamos verrrrr…

 

* Si, si, infelizmente não vai ter SWU esse ano, no? Infelizmente porque foi o melhor festival que rolou por aqui em 2011. Mas o Terra está ficando bem animado, ainda mais com a possibilidade de o grande Suede (bichas lokas rockers em polvorosa agora, uhú!) estar no line up, o que vai se confirmado (ou não) a qualquer momento pela organização do festival. Fora o Lollapalooza BR 2013, que já tem o Pearl Jam como um dos headliners e que vai ter também provavelmente o Cure, como estas linhas online estão comentando há séculos. Então não há tanto motivo pra choro, afinal de contas.

 

* De chorar mesmo foi o encerramento MUSICAL das Olimpíadas, no? A inglesada como de hábito deu show e teve de tudo – Spice Girls, Freddie Mecury em aparição virtual, Blur e até uma emocionante versão do mega clássico “Wonderwall”, do Oasis, tocada pelo Beady Eye de Liam. Tudo lindo, tudo muito bonito até que entrou em cena a vergonha alheia brasileira, nos oito minutos em que o país teve para mostrar sua, hã, Cultura (já que a próxima Olimpíada é no Rio, em 2016). Foi de chorar novamente (e, desta vez, de vergonha e raiva): batucada de Escola de Samba, Marisa Monte (essa mulher está cada vez mais insuportável) e o picareta mor, Seu Jorge. O horror brazuca de sempre, enfim.

 Miss Marisa aos montes: vergonha alheia brasileira no encerramento das Olimpíadas

* Agora, impossível agüentar a megolamania prog/rock/”muderna” do Muse, que já foi uma banda muito lecal. Hoje…

 

* Pois então, há gente já “veterana” que ainda surpreende, néan? Caso dos suecos do Hives, que lançaram seu novo disco (“Lex Hives”) em junho passado e ninguém deu muita bola pro dito cujo. Ok, o blog também ainda não ouviu o álbum (apenas o quinto da banda, em quase duas décadas de existência), mas tá curtindo muito o primeiro single, “Go Right Ahead”, cujo vídeo tá aí embaixo:

 

* E muito mais rock’n’roll do que a esmagadora maioria da podre e pobre cena rock indie BR atual, é a cantora Céu. Yep, isso mesmo: com uma carreira que já dura sete anos e três discos, a paulistana trintona (e muito gostosona) impressiona pela qualidade de seu trabalho musical. O disco mais recente dela é “Caravana Sereia Bloom”, que saiu no início deste ano e que possui músicas densas, poéticas, climáticas e fantásticas como “Retrovisor”, cujo clip tá aí embaixo pra quem ainda não viu (será possível?).

 

* O mulherio atual da música brasileira anda mandando muito bem, na verdade. Muito mais do que essa cuecada tosca, imbecil e burra que não sabe tocar, não sabe compor, não sabe escrever boas letras, não sabe cantar e, ainda por cima, se acha – hahahahaha. O blog é mesmo fã da Céu e também da Tiê, da Vanessa da Mata, Tulipa Ruiz (ela é sensacional!), da Karina Bhur e até da rainha paraense do tecno-brega, a Gabi Amarantos, que tem muito mais personalidade do que essas bandinhas indies escrotas que pululam pelo Brasil afora. Por tudo isso a nova categoria do VMB 2012, “melhor artista feminina”, é mais do que bem-vinda.

 A rainha paraense do tecno-brega, Gabi Amarantos: até ela tem mais personalidade musical do que as bandinhas de merda do indie rock BR atual

 

* Falando em MTV, boatos dão conta de que o canal musical da Abril está para ser vendido e poderá ser extinto no Brasil. Será? Será???

 

* AS XOXOTAÇAS NEGRAS SÃO SEMPRE AS MELHORES NA HORA DA TREPADA – continuando com mais uma das queridas séries (rsrs) destas linhas rockers cafajestes e canalhas, a das “memórias afetivas e SEXUAIS de Finas”, hoje vamos, talvez, ser acusados de “preconceito racial” às avessas. Yep, porque as branquelas e loiras que nos perdoem, mas sempre o jornalista taradón e fodedor sempre preferiu muito mais foder com negras. Óbvio, também existem mulheres brancas que trepam horrores (e o autor destas linhas ordinárias já teve várias assim na cama). Mas as crioulas realmente é que sabem fazer a parada na hora da foda. Fora que aquele cheiro forte e delicioso de boceta preta melada de tesão, sempre deixa Zap’n’roll  louco na hora de lamber e chupar o grelo inchado das moçoilas. Entonces, quantas black girls o blog teve em sua vida? Oito? Dez? Todas foram fodásticas. Como Thaís, que dava o cu de ladinho enquanto batia uma escandalosa e safada siririca, até gozar gritando como uma cadela parindo. Ou Ângela, que também adorava ser socada no cu. Ou ainda Greta (que tinha tetas gigantes e deliciosas), ou Andréia (que fazia Geografia na Usp e não chegou a dar, mas chupou e punhetou com maestria o pinto zapper), Olimaris, Abigaiu (que além de dar o cu de frente ainda sentava na vara e fazia a “gangorra” ou “sobe-e-desce” como ninguém, isso depois de meter a napa em uma bem fornida carreira de cocaine, uia!), Paulinha (outra devotada fã da rola enterrada em seu cu até os bagos baterem na bunda, hihi), Graça (que era realmente uma gracinha) etc, etc. Enfim todas grandes garotas, cultas, inteligentes, lindas (como o último e mais recente affair do jornalista branquelo), que trazem ótimas recordações e que sempre deram show de bola na hora da fodelança putanhesca. O blog fala com conhecimento de causa: as negras são as melhores na cama. Por isso, a todas as ex-black girls do jornalista fanático por pretas, fica esta homenagem, além do carinho e admiração eternos por elas terem sido amantes, rolos ou namoradas tão espetaculares! Beijos em todas vocês, estejam onde e com quem estiverem!

As negras são as melhores, sempre! Só elas fodem como ninguém, só elas engolem porra até arrotar a mesma, só elas possuem um rabaço fenomenal como esse aí em cima (e ainda por cima, “decorado” com um filete de leite quente e grosso, uia!). O macho (cado) que discordar, é porque NUNCA fodeu uma xoxota preta de verdade e com gosto

 

* E sai hoje à tarde, sextona em si (o postão zapper está sendo escrito na madrugada de quinta pra sexta-feira, e com um certo  “luxo” hoje, hihi: enquanto batuca nas teclas do note, o blogger fã dos prazeres etílicos vai sorvendo generosas doses de whisky com água de côco, uia! Ou como diz o bordão perpetrado pelo amado André Pomba: “somos pobres, porém finas!”), a sentença das Pussy Riot, lá em Moscou. Até o braço brasileiro das bocetudas Femen protestou em solidariedade ao trio riot girrrl russo. Pois que elas sejam soltas JÁ! Liberdade para as xoxotas punks guerrilheiras! E Putin, seu grande ditador disfarçado de “democrata”, vai tomar no cu!

As punks russas do Pussy Riot: liberdade JÁ pra elas! 

 

* Falando em sentenças e julgamentos, a parada tá esquentando em Brasília, no STF. O relator do processo do Mensalão, o negão Joaquim Barbosa, começou a pedir a condenação dos réus. Vamos ver se desta vez alguns tubarões da política brasileira e pilantras desde sempre, vão finalmente parar na cadeia.

 

* Enquanto isso não acontece, o blog faz sua parte. Como? Falando algumas verdades sobre a nossa escrota cena rock independente atual, como você vai ler agora aí embaixo.

 

 

ZAP’N’ROLL X INDIE SCENE BR: A GUERRA ESTÁ MAIS DO QUE DECLARADA!
O fato de estas linhas rockers online terem ficado em “recesso” forçado durante as últimas três semanas teve seu lado positivo e bastante reflexivo, afinal. Este tópico que foi sendo escrito na madrugada da última segunda para terça-feira (mais especificamente às três e meia da matina, enquanto a tv estava ligada no “Na Brasa” da MTV, sem áudio para não atrapalhar a concentração textual do sujeito aqui), quando o querido “bebê HP/compaq” finalmente retornou ao seu lar, talvez seja o ataque e a porrada mais virulenta que este blog já desferiu contra quase a maioria daquilo que hoje é conhecido como o rock independente brasileiro. E este ataque/porrada tem zilhões de motivos para estar sendo publicado no post que marca o retorno destas linhas zappers.

 

Não é de hoje que Zap’n’roll anda irritadíssima com a indie scene nacional atual. Como já foi dito aqui mesmo várias vezes, a democratização do acesso à tecnologia (via instrumentos e equipamentos eletrônicos mais baratos) e à informação (via internet, óbvio) foi ótimo por um lado (permitiu que muitos artistas e músicos em potencial, que antes não tinham como entrar no circuito musical e mostrar sua arte ao público, passassem a ter esse direito de maneira equânime aos que ainda trafegam no pra lá de moribundo “mainstram” musical) e péssimo por outro: criou uma autêntica monstruosidade que hoje atende pelo nome de cena musical independente nacional. Uma monstruosidade porque, devido às facilidades encontradas para a gravação e divulgação (via web, sites, blogs, portais, YouTube e os caralho) da música, hoje qualquer Zé ruela se acha artista, músico e, muitas vezes, gênio mesmo (e sem a mínima condição ou senso auto-crítico que permita ao sujeito ver, por si próprio, que ele está longe da genialidade que julga possuir). Vai daí que, cotidianamente, a internet é bombardeada por milhares de novas bandas, artistas solo e os links de suas “obras” musicais “magistrais” – que de magistrais não têm absolutamente nada, tamanha a vergonha musical alheia que trazem e propagam na maioria dos casos. E quem sofre com isso, óbvio, são jornalistas como o sujeito aqui ou produtores como o decano, conhecido e respeitadíssimo Luiz Calanca (proprietário há mais de três décadas da já lendária loja de discos e selo Baratos Afins). Ambos, jornalista e produtor, sofrem todos os dias o mesmíssimo problema: são trocentas bandas enviando links atrás de links por todo os caminhos possíveis (e-mail, Twitter, Faceboquete) e implorando (sim, não há exagero aqui, elas imploram mesmo) por um pouco de atenção e divulgação ao seu trabalho. De resto, uma atitude legítma dos artistas (correr atrás de divulgação para o seu trabalho junto a produtores e jornalistas). Mas como já bem observou Calanca tempos atrás, em bate-papo de fim-de-tarde com o autor destas linhas virtuais lá na Baratos (um dos melhores prazeres que um amante de música pode ter é passar um final de dia conversando um pouco com o Luizinho em sua loja na Galeria do Rock, no centrão de Sampa; a informação jorra farta e as risadas são garantidas), “se eu for ouvir tudo o que me enviam pela internet todo santo dia, não faço mais nada na vida”.

 

O blogão zapper começou a dar razão a Calanca quando também começou a ser bombardeado, anos atrás, com links e mais links de bandas querendo divulgar seus trabalhos. E num primeiro momento tentou ser paciente o suficiente para ouvir PRATICAMENTE TUDO o que era enviado ao blog, embora faltasse tempo hábil pra essas audições e a QUALIDADE do material enviado fosse HORRENDA em quase 90% dos casos. Esta estatística, por si só, já seria suficiente para fazer este jornalista dar um foda-se para esse povo todo mas ele continuou procurando divulgar a cena e ser simpático e respeitoso com o trabalho das bandas (ah, o zapper e seu notório coração mole…), por pior que fosse este trabalho, além de se tornar, em muitos casos, “amigo” destas bandas – e com isso, ignorar uma das principais lições deixadas pelo mestre do jornalismo musical americano, o gênio (esse sim, gênio autêntico e imortal) Lester Bangs: a de que jornalistas musicais JAMAIS devem se tornar AMIGOS de artistas. “O artista tem que ser encarado como INIMIGO”, dizia Bangs. E ele estava coberto de razão.

O Agridoce, de Pitty e Martim: ambos também já foram mais humildes. E,
pra piorar, ainda trabalham com um produtor “meia pedra” e neurado, que ameaça jornalistas de agressão sem mais nem menos

 

E o autor deste blog começou a entender que Bangs estava certíssimo em sua “lição” quando começou a observar outras características que hoje estão, mais do que nunca, enraizadas até o talo na porca cena rocker independente brazuca. Uma dessas características: a de que essa corja de músicos de décima categoria quer mordomia e tudo “de grátis” em sua tentativa de chegar a um pseudo e cada vez mais abstrato (nos dias de hoje) “estrelato”. Explicando melhor: estas linhas rockers bloggers se tornaram já, há meses, um dos espaços dedicados à cultura pop e ao rock alternativo mais acessados da blogosfera nacional (cerca de 70 mil visitas/mês, média de vinte e cinco comentários por post e mais de cinqüenta recomendações em redes sociais por postagem). Com esses números em mãos Zap’n’roll lançou uma campanha para vender publicidade no blog, e também ganhar algum dinheiro com ele, algo igualmente justo e legítmo. Ofereceu então banners às suas bandas “amigas”, aquelas mesmas que viviam (e ainda vivem) enchendo literalmente o saco zapper em troca de divulgação para suas músicas. O que aconteceu depois de quase três meses de tentativas de fazer esta parceria comercial/publicitária com os artistas? As mais estapafúrdias respostas negativas que o dileto leitor possa imaginar. Ou as mais clichês, também: “estamos sem dinheiro nenhum! Gravamos num estúdio caríssimo (wow!) e também produzimos um clip com um diretor fodíssimo, que custou a maior grana!” (novamente: wow!!!).

 

Felizmente o autor deste espaço online não depende do blog pra viver, senão já teria morrido de inanição. Mas o fato de ter recebido as respostas que recebeu diante da oferta de publicidade feita às bandas, só demonstrou o MENOSPREZO que a maioria delas possui pelo veículo midiático online que elas tanto enchem por divulgação. Quer dizer: enchem enquanto vêem nele a possibilidade de divulgação gratuita ao seu trabalho. Falou em GASTAR algum dindim de forma honesta e comercial na parada (em forma de anúncio), todos saem correndo e o menosprezo se instala.

 

Tudo isso somado levou o blog à seguinte conclusão (santa inocência, Batman!): não existe mesmo AMIZADE nesse mundinho indiecente que graça hoje no Brasil. O que existe é apenas e tão somente o bom e velho interesse. Como Zap’n’roll NÃO precisa desse povo (mas eles sim precisam do blog), decidimos levar finalmente em consideração a lição master do mestre Lester Bangs: a partir deste post o blog é INIMIGO de quase a totalidade das bandas da indie scene brazuca atual. Elas podem continuar enviando seus links e buscar sua justa divulgação aqui, através do e-mail do autor destas linhas online e que todos já estão carecas de saber qual é (hfinatti@gmail.com). Quando o blog achar algo realmente interessante, será comentado aqui, não se preocupem.

 

Agora, tudo o que foi escrito aqui neste tópico, até o momento, é apenas uma parte da história. A outra, final e pior ainda, se refere à insuportável arrogância e prepotência desse povo todo, algo que estas linhas zappers também vêm observando há tempos na nossa paupérrima (artisticamente falando) cena independente. Observação corrobarada nas últimas semanas por fatos algo desagradáveis e que envolveram o sujeito aqui e músicos que gravitam nessa cena medíocre – sendo que o autor deste espaço rocker blogger sempre DETESTOU gente arrogante. E continua detestando. Há cerca de quinze dias o blog foi até o StudioSP da Vila Madalena, para prestigiar o show do grupo Quarto Negro, que estava lançando naquela noite seu muito bom álbum “Desconocidos”. Tudo muito bom, tudo muito bem não fosse o fato de que havia ali muita gente que integra ou puxa o saco da Ong Fora do Eixo (uma das PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS pelo nivelamento ao rés do chão da qualidade, ou falta dela, que se observa nas bandas nacionais atuais). Foi o suficiente para começar os ataques e “tirações de sarro” em cima do autor deste blog, que semanas antes havia metralhado os FDE durante a entrega do Prêmio Dyanmite de Música Independente, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Pois então: a temperatura foi subindo no Studio SP e o zapper que já estava ficando “mamadão” de whisky e brejas e que é notoriamente conhecido por não ser nada simpático quando está nesse estado etílico, perdeu de vez a paciência quando ouviu alguém falando, entre risos: “esse crítico de merda…”. Foi a conta pro blog dar seu contra-ataque (e assume que na atitude que tomou naquele instante foi mega ofensivo, grosseiro e agressivo com seus desafetos): ele simplesmente pegou uma cópia em vinil do disco do Quarto Negro que tinha acabado de ganhar do produtor Bruno Montalvão (que produzia a festa naquela noite e foi um lorde com estas linhas virtuais) e a atirou ao chão, pisando em cima da mesma em seguida. Sim, uma atitude destemperada do zapper barril de pólvora, mas que teve sua razão de ser. Tão destemperada e mais arrogante foi a reação dos integrantes da banda (agora formada também por membros de grupos como Pública e Bicicletas de Atalaia), que passaram a ofender ostensivamente o sujeito aqui. Curioso que um dos músicos que mais partiu para agredir moralmente este jornalista foi justamente o grande MALA Léo Mattos, integrante do tal Biclicletas de Atalaia. Mala porque ninguém mais do que ele encheu o saco de Zap’n’roll para que déssemos espaço editorial para a sua banda. Foi um final de noite tenso e mega desagradável e o blog apenas lamenta pelo Montalvas, sempre um querido por este espaço online e que ficou vivamente (e com razão) chateado com o ocorrido. De resto o show do Quarto Negro foi muito bom porque a banda é muito boa. Infelizmente a prepotência e a arrogância de alguns de seus músicos, que se acham “gênios” (sem serem) e que têm uma certa condição financeira, hã, confortável (por que será que, via de regra, quem possui estofo monetário se julga no direito de humilhar e menosprezar seus pares?), empalidece o bom trabalho musical do grupo.

 

Episódio semelhante rolou também na semana passada na casa noturna Beco, no baixo Augusta, quando o blog foi procurar ouvir ao vivo as canções do projeto “Agridoce”, integrado pela Srta. Pitty e por seu guitarrista, Martim. O autor deste blog sempre teve simpatia pela dupla e achava que essa simpatia era recíproca da parte deles. Não foi o que se viu por lá: todos tratando Zap’n’roll com uma prepotência de dar inveja a George Michael. Pior foi quando, após o show, o guitarrista Martim tocou Raconteurs em sua DJ set: o blog achou bacana e quis comentar com ele sobre o recente lançamento de um DVD da banda aqui no Brasil (pela ST2), com o registro de um show do grupo no festival de Montreaux, em 2008. Ao tentar mostrar o DVD para o músico o blog foi quase AGREDIDO fisicamente por um nóia escroto, que atende pela alcunha de Meia Pedra (vejam só o nível do sujeito) e que, segundo estas linhas zappers apuraram, trabalha como “auxiliar” de produção de dona Pitty e da banda Cachorro Grande. O figura não possui a mínima condição emocional e psicológica para exercer suas funções, tanto que também já arrumou confusão com um casal amigo do blog, os queridos Vandré Caldas (que é o sujeito mais pacífico do mundo) e Adriana Cristina, sócios do Simplão de Tudo Rock Bar em Paranapiacaba e onde vai rolar um bacaníssimo mini-festival de rock no próximo feriado de 7 de setembro, evento que está sendo co-produzido e apoiado por Zap’n’roll.

 

Em suma, é lamentável que tanto Pitty quanto o Cachorro Grande permitam que um tranqueira desse naipe trabalhe com eles. E mais lamentável ainda é se dar conta de que gente que anos atrás era tão humilde, simpática e generosa (Pitty, quando estava iniciando sua carreira musical, tocou na primeira edição do Dynamite Independente Festival, no Sesc Pompéia em 2003, evento produzido pelo autor deste blog. Seu “cachê” foi na base da “brodagem”: ela estava lançando seu primeiro disco e naquela época ganhou um generoso anúncio na edição impressa da revista Dynamite), tenha se tornado tão prepotente e tão “nariz empinado” e “salto alto”.

Os sensacionais Madame Saatan (acima) e The Baudelaires (abaixo, “cercando” Zap’n’roll em um bar em Belém, durante visita do blog à cidade, em agosto de 2011), ambos do Pará: dois ótimos exemplos de grande qualidade musical e rocker, aliada à humildade e simplicidade

 

 

O blog acha mesmo incrível como essa cena de merda que hoje representa o grosso da produção musical alternativa brasileira, está eivada de prepotência. Todos se acham “gênios”, todos se consideram “rockstars”. A maioria das bandas não é nem uma coisa muitos menos a outra. Conta-se nos DEDOS (o blog vai repetir: nos dedos) os grupos que possuem realmente uma obra ultra consistente ou, no mínimo, AUDÍVEL. E, dentre estas, novamente conta-se nos dedos aquelas que além de serem ótimas musicalmente, ainda possuem integrantes que encaram a arte de fazer música como algo seríssimo, responsável e um ofício que demanda SIM HUMILDADE, SIMPATIA E GENTILEZA para com o próximo (seja o próximo um jornalista, um simples ouvinte ou seja quem for). De que adianta o Vanguart, por exemplo, continuar com um ótimo trabalho se seu vocalista, Hélio Flanders, se julga o Bob Dylan brasileiro? (e o blog zapper tem culpa nisso, assume. Muita culpa…). Falta HUMILDADE e VERGONHA NA CARA nessa turma mequetrefe. Para efeito de comparação de cenas, épocas e situações: o jovem leitor zapper pode hoje achar que o grupo mineiro Skank é uma bela droga, cafona e mainstream. Ou considerar que bandas como Legião Urbana e Barão Vermelho já tiveram seu momento e hoje não signficam mais nada para o rock nacional. Pois bem: todos eles também foram INDEPENDENTES um dia. E todos eles se tornaram GIGANTES (em uma época em que o rock nacional conseguiu se tornar gigante dentro da mega indústria musical brasileira) graças a um trabalho artístico de altíssima qualidade – existe hoje nessa cena rock alternativa ridícula, inculta, burra, sem estofo cultural e intelectual algum e de MERDA fedorenta, algum poeta do calibre de um Renato Russo ou de um Cazuza? Pois é… e mesmo assim, se tornando gigantes em número de discos vendidos e do público que ia a seus shows Barão, Skank e Legião NUNCA perderam a humildade. O autor deste blog foi amigo próximo de Renato Russo durante algum tempo. JAMAIS foi destratado por ele. Pelo contrário: num dos últimos shows da história da Legião, diante de um ginásio do Ibirapuera LOTADO (com cerca de quinze mil pessoas lá dentro), Russo dedicou uma música ao autor deste blog (“Ainda É Cedo”). Barão Vermelho? Gutto Goffi, baterista e um dos fundadores da banda é amigão zapper até hoje. Skank? Estão ricos, nunca tocam em espaços com menos de dez mil pessoas (uma multidão para a qual as bandinhas toscas da indie scene brazuca atual jamais irão se apresentar) e, mesmo assim, Samuel Rosa, Lello, Henrique e Haroldo são quatro “manés” (no ótimo sentido do termo) tamanho o respeito, carinho e simpatia com que eles tratam seus fãs e amigos – inesquecível a cena do vocalista Samuel Rosa encontrando com Zap’n’roll numa premiação do VMB, anos atrás, e gritando: “Finatti! Você é o cara!!!”.

 

Enfim,  diante de tudo o que foi escrito, explicado, exposto e detalhado aqui a pergunta que não cala é: quem é essa ceninha escrotinha rocker de hoje, pra querer se achar genial, rockstar e ter o nariz empinado até a lua? Como bem frisa o produtor Ulysses Cristianinni, proprietário da Pisces Records: “um bando de babacas que não são merda nenhuma, que vivem enchendo o saco por divulgação e pra lançar seus discos e que no final se acham a última bolacha do pacote”. Bolacha velha, ruim e mofada, claro. Essa turma deveria aprender algumas lições de humildade e simpatia com o gigante U2, um dos maiores grupos de toda a história do rock. Afinal a arrogância ABAIXO de zero e a simpatia de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen, já é lendária.

 

Ulysses também tem razão em sua declaração. Por isso, finalizando este tópico repetimos mais uma vez: o blog mais do que nunca vai seguir a lição de Lester Bangs (um jornalista que se tornou lenda ao demolir mitos como Elvis Presley ou Lou Reed): bandas, a partir de agora, são inimigas deste espaço. E serão tratadas como tal. Haverá poucas exceções nesse quadro – nomes como Los Porongas (uma dos DEZ MELHORES GRUPOS em atividade hoje no Brasil e cujos integrantes, além de serem irmãos de fé destas linhas online, ainda são um exemplo de total humildade), Madame Saatan, Doutor Jupter (outro quarteto GIGANTE na qualidade musical e também na SIMPLICIDADE de seus integrantes), Madrid (Adriano Cintra, que já foi popstar internacional quando tocava no CSS, também é outro exemplo de sujeito humilde e super boa praça), Coyotes California (esses moleques da zona leste paulistana ainda vão causar muita raiva em supostos “rockstarzinhos” cu de rola que pululam pelo baixo Augusta), Stereovitrola, Mini Box Lunar e Vila Vintém (todos lá do distante Amapá), Transmissor (de Minas Gerais), Veludo Branco e Mr. Jungle (de Roraima), Nicotines e Luneta Mágica (de Manaus), Baudelaires (de Belém), Cartolas (de Porto Alegre), O Sonso e o Jardim Das Horas (de Fortaleza) e mais alguns poucos são a exceção e continuarão sendo considerados como amigos queridos por este espaço virtual, pela qualidade de seu trabalho e pela humildade que seus integrantes demonstram ter no trato com as pessoas. O resto é o resto e Zap’n’roll quer que todos se fodam, de verdade. Ponto final.

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O SHOEGAZER 90’ ATACA EM SAMPA, NO ROCKERS NOISE FESTIVAL
A essa altura você, dileto leitor destas linhas bloggers rockers e sempre antenado nas movimentações da indie secene paulistana, já está sabendo do Rockers Noise Festival, que rola em outubro em Sampalândia – e também, talvez, no Rio De Janeiro. Organizado pela produtora homônima, o Rockers vai trazer ao Brasil duas lendas do indie guitar shoegazer britânico dos anos 90’, os grupos Gallon Drunk e The Telescopes – estes últimos chegaram a ter uma coletânea lançada aqui há uma década, pelo heróico agitador carioca Rodrigo Lariú. E sendo que no evento também irão tocar grupos essenciais da cena guitar da capital paulista, como o já histórico The Concept e o Twinpines.

 

O blogão zapper ficou sabendo do festival há semanas, quando o produtor Neo Distortion (um dos organizadores da parada), ex-músico do saudoso Starfish100 e brother destas linhas online, começou a pilhar o sujeito aqui pelo faceboquete: “Finatti, você vai cair de costas quando souber o que vamos fazer em outubro e bla bla blá”. Zap’n’roll ficou de fato maluco quando soube da história (quantas madrugadas o autor deste blog passou no extinto e célebre Espaço Retrô, chapado de álcool e cocaine, e dançando desvairadamente ao som de Telescopes…) e combinou uma entrevista sobre o festival com o Neo. O bate-papo rolou suave e quando ia ser publicado aqui… pimba: o notebook saiu de combate e foi pro conserto. Aí outros blogs de rock alternativo foram divulgando o assunto e agora ele já é de domínio público.

 

Porém, a entrevista com Neo ficou tão bacana que ela entra finalmente hoje, no post que marca o retorno destas linhas à blogosfera brazuca de cultura pop. E sendo que de lá pra cá houve mudanças no festival: ele saiu do Santana Hall, onde seria realizado inicialmente, e vai para uma casa chamada Victory, na zona leste paulistana. Mais você fica sabendo lendo aí embaixo o bate-papo que o blog realizou com o Neo:

Os ingleses do Gallon Drunk: ao vivo em Sampa em outubro, pra alegria da confraria shoegazer noventista 

 

Zap’n’roll – Como surgiu a idéia do festival e como foram os contatos para trazer as bandas? Pra quem não conhece você, dê um resumo rápido de sua trajetória como músico e produtor na cena indie paulistana.

 

Neo Distortion –  A idéia do festival surgiu há muito tempo, só nao tínhamos dinheiro pra fazer isso. Depois que saí do Starfish100 [grupo indie guitar paulistano bastante cultuado no início dos anos 2000] reparei que as bandas estavam travadas nessa cena de acesso ao circuito internacional, pois alguns vícios da indústria exigem uma estrutura financeira que muitas bandas não têm pra seguir adiante. Temos na cena bandas como o The Concept, Twinpines e a mais nova de todas Set The Settings, que não estão mais com fôlego de continuar nessas condições de baixos cachês e outras coisas mais que não pegaria bem dizer agora. Mas a partir da minha banda (a Set The Settings) resolvemos resgatar as bandas que estao aí há anos e sem estrutura e montamos nossa produtora, a Rockers. Pra quem não me conhece, sou produtor há 15 anos, sou radialista e ja fiz alguns trabalhos como fotógrafo pro cinema independente. Fiquei anos fazendo festas em lugares que nao quero citar, porque não me valorizaram. Os contatos com as bandas foram super fáceis, até porque eu conto com uma equipe que conhece de musica, como o Renato Malizia, Plínio César Batista, que representaram a Rockers ao contatar as bandas. A nossa intenção é resgatar as bandas e importar e exportar como um grande intercâmbio musical. Juntos na Rockers estão três sócios: Franco Milane ( produtor musical, músico da banda Set the settings), Tatiana Vieira (produtora executiva) e eu. A Rockers é uma produtora que trabalha com vídeo, cinema, música, gravações, ensaios, skate, e temos um projeto social que abrigará atividades diárias para criancas, jovens e terceira idade, dando oficinas e exibições de filmes e teatro amador. Com grandes tentáculos a Rockers vem sendo puxada pelo nosso primeiro evento, o Rockers noise festival.

 

Zap – Bacana. E qual a expectativa para os shows, em termos de público, faixa etária? Na sua visão será um autêntico “baile da saudade indie 90’” para um pessoal trintão, ou nomes como Telescopes e Gallon Drunk também poderão atrair uma molecada mais nova e ligada em atrações como o Best Coast, que estará uma semana antes no festival Planeta Terra?

 

Neo – Bom, seria um grande baile da saudade pros trintões que curtiram os anos 90. Existe uma cultura de esquecimento nesse ramo, e nós temos a intenção de não deixar pra trás artistas tão importantes como esses que estamos trazendo. Em relação a molecada, nós temos a intenção de mostrar essas bandas porque eles ouvem coisas que têm como base essas bandas que estamos trazendo mas nunca ouviram, eles mal sabem de onde vem esse ritmo new indie de hoje. Resgatando a raíz acho que vamos dar uma boa clareada, com certeza os que prestarem atenção não vão pensar duas vezes antes de ir no festival e vão sair ganhando ao conhecer bandas tão importantes. Agora em relação aos trinões, grande baile da saudade mesmo! Se você já não tem mais aquele cabelo shoegazer e é careca agora não tem problema, realmente a geração dos anos 90 que caía na calçada e pulava ouvindo essas bandas, em outubro vai poder relembrar momentos inesquecíveis.

 

Zap – E por que a escolha de um local como o Santana Hall, na zona norte paulistana, para a realização dos shows, ao invés de um tradicional ponto rocker como os que existem no baixo Augusta, por exemplo?

 

Neo – Bom, por praticidade da estrutura que nos ofereceram, e porque queríamos um lugar diferente, uma vez que estamos tentando sair da Augusta como músicos, não seria muito legal tocar pela milésima vez lá, estamos cansados desse circuito. O festival vai ser no dia 30 no Santana hall e dia 31 numa casa menor com capacidade para mil pessoas, mas ainda não vamos divulgar, e teremos um terceiro show provavelmente no Rio de Janeiro, estamos acertando detalhes. O preco do ingresso vai variar de 100 a 200 reais sendo o primeiro lote mais em conta.

 

Zap – Ok. Pra encerrar: alguma curiosidade sobre a contratação das bandas? É verdade que os Telescopes, mesmo tiozões já ainda estão no gás e fizeram alguns pedidos, hã, “bizarros”, pra vir tocar? Quais foram esses pedidos?

 

Neo – Então, eu achei que os pedidos bizarros viriam do Motorama, porque são jovens e tal, mas quem realmente tá a fim de festa à moda antiga sao os caras do Telescopes. Querem festa, luxúria e muita diversão, rsrs. O restante fica na imaginação de vocês (nota do blog: leia-se devastações etílicas e nasais e putarias xoxotescas, uia!), rsrs.

 

* Última forma! (e o Neo vai matar o sujeito aqui por estar divulgando isso, hihi). Se tudo der muito certo com a primeira edição do Rockers Noise Fest, a produtora do evento já agendou uma segunda edição para o começo de 2013. E que vai trazer até nós “apenas” a lenda… Wedding Present! Wow!! Vamos torcer!!!

 

* E os ingressos pro Rockers Noise começam a ser vendidos AMANHÃ (sabadão em si), nos seguintes locais: Loja Fock | Telefone: 11 3898 2898/3061-3769 –  Galeria Ouro FinoRua Augusta 2690 – Térreo – Loja 111, Jardins São Paulo. Locomotiva Discos | Telefone: 11 3257 5938, Galeria Nova Barão: Rua Barão de Itapetininga 37, Loja 51 (rua alta) entrada também pela Rua sete de abril, 157, Metrô Anhangabaú / Republica. Hoteltee’s | Telefone: 11 3081 4426, rua Matias Aires 78, Baixo Augusta.

 

* E claaaaaro que você, sempre naquela irremediável pindaíba, está já bem loko pra ir no Rockers Noise mas não tem dindim pra adquirir seu ticket, certo? Pois então vai aí embaixo no final do post, que o blog talvez resolva seu problema, hihi.

 

POR QUE BLOC PARTY E DARKNESS NÃO DESISTEM E PEDEM PRA SAIR?
São duas das piores (de)formações surgidas no rock inglês de uma década pra cá. The Darkness, todo mundo sabe, é aquele grotesto horror parido em 2000 e que reeditava os piores e mais pavorosos clichês do hard poser rock americano. Cafona e histriônico ao extremo, o grupo liderado pelo breguíssimo vocalista Justin Hawkins estourou com o seu álbum de estréia, “Permission To Land”, editado em 2003 e que vendeu milhões de cópias – isso em uma época em que ainda se vendiam CDs no mundo. Como a piada era de péssimo gosto, a queda brutal veio no segundo disco, lançado dois anos depois e que não vendeu porra nenhuma.

 

Pior é o caso do indie guitar Bloc Party. Surgido na furiosa cena indie Londrina de 2003 e contando com um vocalista que, além de negro, era (e é) gay assumido, o BP lançou um fodástico disco de estréia em 2005, o ótimo “Silent Alarm”. Depois, com o ego inflado e descontrolado veio a queda: os dois trabalhos seguintes ficaram muito aquém do primeiro álbum, em termos de qualidade e impacto musical. Pra completar a banda passou vergonha em terras brazucas, ao fazer playback (!!!) durante sua apresentação numa das festas de premiação do VMB. Parecia o fim da linha para a banda.

The Darkness (acima) e Bloc Party (abaixo): duas tranqueiras do rock inglês dos anos 2000 que deveriam sumir de circulação 

Só que tanto Darkness quanto Bloc Party estão aí, com seus novos trabalhos. O novo álbum do metal farofa inglês se chama “Hot Cakes” e será lançado oficialmente na próxima segunda-feira, 20 de agosto. Já o Bloc Party solta “Four” também na próxima segundona.

 

Zap’n’roll, na boa, não está com a menor vontade de ouvir os dois CDs. Já viu/ouviu sim os singles de trabalho de cada um. E a conclusão depois da audição é inevitável: ambas as bandas deveriam desaperecer de circulação de uma vez por todas.

 

Veja (se é que você ainda não viu) os vídeos das duas músicas aí embaixo e diga se estas linhas rockers, hã, severas (uia!) não estão com a razão.

The Darkness – “Everybody Have A Good Time

 

Bloc Party – “Octopus”

 

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A LUNETA MÁGICA, MAIS UMA INCRÍVEL DESCOBERTA ZAPPER, FAZ PSICODELIA FODONA E BELÍSSIMA NO MEIO DA FLORESTA
Manaus, capital do Amazonas, tem realmente uma cena indie rocker incrível, ao que parece. O blog não conhece a cidade ainda (só passou por lá de avião algumas vezes, a caminho de Boa Vista, e pretende de fato dar uma passeada na cidade agora em setembro), mas já teve contato com algumas bandas bem bacanas de lá, como a Tetris (existe ainda?) e o ótimo Mezzatrio (a mesma pergunta: ainda estão na ativa?), uma autêntica orquestra de guitarras que Zap’n’roll teve o privilégio de assistir ao vivo alguns anos atrás, no festival Varadouro (em Rio Branco, no Acre). Mas nada se compara ao desvairio que tomou conta do sujeito que digita estas linhas quando ele começou a ouvir, nos últimos dias, o disco de estréia do trio A Luneta Mágica – que na verdade foi apresentado ao blog por uma amiga do grupo, uma espécie de “quarto integrante” honorário do conjunto, a linda e meiga Karla Sanches.

 

Pois então: enquanto a maioria dos grupos indies paulistanos cospe arrogância e se compraz em produzir autêntica vergonha alheia travestida de música, a Luneta Mágica mergulha fundo na música em seu estado mais sublime de arte – e não há exagero algum nessa afirmação, muito pelo contrário: causa enorme espanto (o mesmo espanto que atordoou estas linhas online quando ela descobriu o Vanguart em Cuiabá, em 2005, ou conheceu a Mini Box Lunar em Macapá, em 2009) se dar conta de que uma banda assim surgiu em Manaus. E não há nenhum viés preconceituoso nesse espanto. Yep, porque é sabido que apesar de ter uma cena rock alternativa, a capital amazonense é certamente dominada pela música regional e pelos ritmos mais populares da Região Norte.

 

E a Luneta Mágica não tem absolutamente nada a ver com isso. O álbum de estréia da banda, que foi lançado há pouco na web (sim, hoje em dia quase não há mais lançamentos em plataforma física entre os grupos independentes; tudo é jogado na internet, com direito a muito lixo, sendo que de vez em nunca surge uma pérola precioso no lodo, como é o caso aqui), tem dez faixas e é um escândalo delirante de canções sublimes, com ambiências melódicas eivadas de psicodelia. Formado por Pablo Araújo (vocais, guitarras, violões), (baixo, guitarra, teclados, percussão, vocais) e Chico Só (guitarras, violões, e baixo), o LM é mix improvável de Beatles (fase beeeem psicodélica dos Fab Four), rock bucólico e pastoral, algo de Los Hermanos (algo, apenas) e deambulações por folk combinado com ruídos e percussão eletrônica – sim, há bateria acústica no disco (tocada pelo músico convidado Eron Oliveira) mas ela não é preponderante na construção rítmica das faixas. Há também – vejam só – um naipe de cordas (violino e violoncelo, ambos tocados também por músicos convidados), e tudo isso resulta na trilha sonora dionisíaca e dos deuses, música para você entorpecer a alma e o cérebro com as mais diáfanas e prazerosas doses de vinho, ácido ou maconha.

O sensacional trio A Luneta Mágica, de Manaus (acima) e seu disco de estréia (capa, abaixo): já tem o voto do blog como melhor lançamento do indie rock BR de 2012

Não é brincadeira: os vocais dolentes e sobrepostos, as letras abstratas (“Vem, ainda somos os mesmos/Gênios embriagados/Esperando o sol nascente/Loucos pela noite inteira/Amanhã vai ser/O melhor dia da sua vida”, em “O vento e as árvores”), o bucolismo e a plenitude sônica que se encerra em canções lindíssimas (“Astronauta”, “Não acredito”, “Aqui nunca nasceram heróis”), o torpor alucinógeno que domina trecho de outras (como a repetição quase mântrica da frase “cinco bolas de sorvete por apenas um real”, no final da música que tem o mesmo título) e, por fim, o fortíssimo apelo radiofônico e pop de mais algumas (fato raríssimo e que as bandinhas escrotas da atual cena indie nacional dão a mãe pra conseguir e não conseguem: unir altíssima qualidade musical com apelo pop e radiofônico), como “Largo São Sebastião” (uma música que, se houvesse justiça nesse país, estaria tocando em disaparada nas nossas medíocres redes de rádio, ainda incrivelmente movidas a jabá em plena era da web), fazem da Luneta Mágica a GRANDE banda nova da indie scene nacional em 2012.

 

Acha que o blog exagerou? Pois vá em http://lunetamagica.bandcamp.com/ , e ouça você mesmo. Já tem o voto dessas linhas bloggers para o – até o momento – melhor disco de rock nacional deste ano.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: “Amanhã vai ser o melhor dia da sua vida”, a estréia do trio manauara A Luneta Mágica. Não tem pra mais ninguém na indie scene nacional nesse momento.

 

* DVD: a ST2 acabou de mandar pras lojas “Kasabian live at the o2”. Gravado na casa de shows homônima da capital inglesa em 15 de novembro do ano passado, mostra o quarteto em um dos shows da turnê do fodástico disco “Velociraptor!”, que eles lançaram no ano passado e que é um dos álbuns preferidos destas linhas online nos anos 2000. Dá bem pra ter uma dimensão da gig que veremos possivelmente aqui em outubro, no festival Planeta Terra, em Sampa. Ainda mais que o DVD vem acompanhado de um cd com áudio do mesmo show. Coisa fina, afinal o Kassabian é ótimo.

 

* Livros: a editora paulistana Madras continua lançando livros bacanudos que contam boa parte da emocionante história do rock’n’roll que todos nós amamos. Agora mesmo ela mandou pras livrarias mais dois volumes: “The New York Dolls – do glitter ao caos”, e “Encurralados – os Stones no banco dos réus”. O primeiro é uma boa biografia das “Bonecas de Nova York”, registrando a trajetória bem loka e putanhesca do grupo que na verdade foi o maior inspirador do punk que iria explodir nas ruas de Londres em 1975. E o tomo (ops!) dedicado às Pedras Rolantes esmiúça o célebre inquérito policial que levou Jagger e Richards pra trás das grades (por alguns dias apenas, felizmente) em 1967, por causa de uma “festinha” que Richards promoveu certa vez em sua casa – e onde rolou de tudo, claaaaaro, até a polícia chegar pra acabar com a fodelança movida a trepadas e dorgas. Interessou? Vai lá, pra mais infos: WWW.madras.com.br .

Os livros sobre os New York Dolls (acima) e Stones (abaixo): mais dois bons lançamentos da editora Madras

 

* Baladas? Não é porque o post do blogão está sendo finalizado na madruga de segunda pra terça-feira que elas não estão aqui, hehe. Indo então direto ao ponto: na próxima quinta-feira, 23/8, rola mais uma edição da festa rocker promovida pelo chapa Bruno Montalvão lá no StudioSP da Vila Madalena (na rua Inácio Pereira da Rocha, 170, zona oeste de Sampa). Vai ter show dos sensacionais Los Porongas (que arrasaram na última sexta-feira em seu retorno aos palcos paulistanos, lá no Quintal 251, também na Vila Madalena) e também do The Baggios, nova aposta do Montalvas na indie scene BR. Fikadika pra uma noitada rocker pra lá de recomendada, sendo que no próximo post (na próxima sexta-feira) colocamos aqui o roteiro completo pro finde em si. Mas apenas dando um toque desde já: vai ter showzaço de lançamento do primeiro disco do Coyotes Califórnia na Outs (lá no baixo Augusta), no próximo dia 31 de agosto. E no feriadão do 7 de setembro: primeiro Independence Rock Festival no Simplão de Tudo Rock Bar, em Paranapiacaba. Uma co-produção de Zap’n’roll que vai contar com shows do Coyotes, do grande Doutor Jupter e de várias outras bandas legais de Sampa. Se preparem porque vai se um autêntico micro Woodstock, no meio do mato com bebidas, liberdade, xoxotas em profusão, discotecagem do blog e ótimo rock’n’roll. Capicce?

 

 

TICKETS PRO ROCKERS NOISE FESTIVAL – VEM QUE TEM!
E não? A promo foi posta no ar anteontem e um enxame de pedidos já invadiu o hfinatti@gmail.com . Então não perca tempo e corra lá, que estão em disputa sangrenta:

 

* DOIS PARES DE INGRESSOS pro Rockers Noise Festival, que rola dia 31 de outubro em Sampa, na casa noturna Victory (em frente à estação Penha do metrô, na zona leste paulistana), com showzaços do The Telescopes e Gallon Drunk, e muito mais. Tá dentro? Então boa sorte!

 

 

AGORA, FINDE MESMO!
Postão como o povo gosta, no? Após três semanas de descanso “forçado”, tínhamos que voltar no gás, néan? E guentem só mais um pouco que na próxima sextona tem mais aqui, sempre no blog onde tudo acontece e tudo se comenta em termos de rock alternativo e cultura pop. Até lá então!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 20/8/2012, às 3hs.)

A vida dura de um jornalistas rocker/blogger com a placa mãe de seu amado notebook queimada. Moral da história? Blog de “férias” forçadas ainda até a semana que vem – mas ainda assim de olho em tudo o que está rolando no rock alternativo e na cultura pop

O blogão está em “férias” forçadas, mas de olho em tudo o que vai rolar no rock’n’roll neste segundo semestre (e também em 2013!), no Brasil. Então, assim que a parada voltar ao nornal por aqui (na semana que vem, assim esperamos), vamos falar muuuuuito da visita do shoegazer The Telescopes (acima) a Sampa, em festival fodão em outubro, e também da volta do gigante Pearl Jam (abaixo), que deve ser um dos headlinners da segunda edição do Lollapalooza BR

 

 

Yeah. Você e todo mundo já notou a ausência destas linhas zappers nas últimas semanas. E você e todo mundo também estão muertos de saudades (uia!) e curiosos por saber o que anda pegando, afinal de contas. Simples: o amado notebook do sujeito que digita estas impolutas  (wow!), atrevidas (uia novamente!), polêmicas (sempre!), sérias (quando necessário), junkies (também quando necessário), lokas (sempre, novamente), analíticas e informativas linhas dedicadas à cultura pop e ao rock alternativo, pifou na semana passada. Novamente a placa mãe do note queimou e ele está sendo consertado esta semana, com previsão de retorno ao lar de Zap’n’roll na próxima sexta-feira. E olha que estamos falando de um hp/compaq de 3 gigas e hd de 320, e que custou há um ano e meio quase mil e quinhentas pratas. Coisa finíssima, mas que não está isento de ter problemas.

 

Enfim, os assuntos estão se acumulando por aqui e serão desovados neste espaço virtual assim que possível – como uma super entrevista com o músico e produtor Neo Distortion, que vai explicar tudo sobre o festival que vai trazer até Sampa, em outubro, os lendários grupos noventistas ingleses The Telescopes e Gallon Drunk. Festival fodão pra fazer os trintões fãs do shoegazer (como o sujeito aqui) chorarem de emoção.

 

E fora que o blog está acompanhando tudo o que continua rolando no mondo pop/rock (pois é, sem SWU este ano mas quase com certeza com Pearl Jam e Cure no Lollapalooza BR 2013, já pensou?), pra ser bem comentado e analisado aqui quando estas linhas online de fato voltarem à ativa.

 

Então guentaê só mais um pouco que até a próxima semana o blogão de cultura pop mais legal da web brasileira vai voltar com tudo, ok?

 

Até lá então!

 

(enviado por Finatti às 21:30hs.)