O novo álbum do egocêntrico e histérico Muse reafirma, pela bilionésima vez, que o rock atual está em crise braba. E o Killers novo também não fica atrás. Mais: sai segunda-feira o line up do Lollapalooza BR 2013 (sendo que uma suposta “escalação” da parte chilena do festival já caiu na web). E Ladyhawke toca e canta hoje em Sampa pra alegria dos indie kids, e o blogão campeão em promos bacanas dá o nome de quem vai na faixa na balada

O rock dos anos 2000 em dois exemplos bem distintos: o ruim e sem escopo definido, representado pelo Muse (acima, destacando o guitarrista e vocalista Matthew Bellamy), e o ótimo, com a dupla Black Keys (abaixo), que deve ser confirmada na próxima segunda-feira como uma das atrações do Lollapalooza BR 2013 e que é um dos poucos nomes relevantes do rock planetário atual

 

 

Farto do rock’n’roll.
Calma! Não do grande rock, aquele que possui qualidade e estofo artístico e que apaixona os fãs já há mais de meio século. Mas o blog, parafraseando o título de uma das melhores músicas do finado e saudoso grupo Ira! (e lançada no disco “Psicoacústica”, de 1988, um dos melhores trabalhos do quarteto paulistano e, curiosamente, um dos álbuns que menos vendeu na trajetória deles), está mesmo com o saco cheio de boa parte do rock que se faz hoje no mundo. Quando compôs “Farto do rock’n’roll” o guitarrista Edgad Scandurra na verdade estava sendo irônico e também estava querendo dizer que, sim, ele ainda amava o rock mas queria novas possibilidades estéticas e sonoras para o gênero musical mais popular de todos os tempos. Assim, talvez o rock de hoje esteja também precisando de uma renovação estética e sonora. Porque o gênero está em crise de criatividade, sim. E crise severa, e aí temos como ótimos exemplos os novos discos de duas das bandas mais populares dos anos 2000, o inglês Muse e o americano The Killers – o que o blog achou dos novos trabalhos de ambos você vai ficar sabendo lendo este post. Mas não só: além da crise de criatividade há também o ataque do pop, néan? Estas linhas online sempre comentam e discutem muito o assunto com o querido André Pomba (um dos DJs mais conhecidos, comentados e prestigiados da noite under paulistana). E Pomba sempre tem sido categórico nesse sentido: de que o rock anda mesmo em baixa e o pop de Lady Gaga, Kate Perry, Rihana, Ke$ha etc, etc, etc, está em alta na cena musical planetária. O que há de se fazer, então? Esperar que surja uma nova onda rocker (como surgiu em 2000, com os Strokes puxando a tropa) para fazer o rock’n’roll dar a volta por cima e recolocá-lo no seu lugar de direito. Ele consegue fazer isso, sempre. E quando o fizer novamente, Zap’n’roll não irá mais dizer (ainda que de forma irônica) que está farto do rock’n’roll. Iremos sim, felizes, constatar que tudo o que foi construído por gênios como Hendrix, Morrison, Dylan, Jagger, Lennon, Bowie, Morrissey, Kurt Cobain e tantos outros será eterno e continuará influindo em novas gerações, para que estas mantenham acesa a poderosa chama que nunca deverá se apagar. Bora então pra mais um postão do espaço de rock alternativo e cultura pop mais legal e polêmico da web brazuca, sempre!

 

* A semana termina quente, politicamente falando: segundo a última pesquisa DataFolha, divulgada ontem, o pau mandado e boneco fabricado nos templo da Igreja Universal, Celso Russomano, finalmente começou a cair: oscilou de 35 para 30% das intenções de voto. É agora ou nunca: esse tranqueira em grau máximo NÃO pode ser o próximo prefeito de São Paulo. Então o conselho do blog é: votem em qualquer candidato que tenha condições de derrotá-lo (até mesmo no Serra, com o dedo no nariz se for o caso). Mas vamos impedir que a maior cidade do país tenha um novo desastre na Prefeitura, como já o foram Jânio Quadros, Maluf, Celso Pitta e Kassab.

 

* Por outro lado, a semana também começou quente quando, na noite de terça-feira aquele bocetaço tesudo loiro chamado Sara Winter, deu entrevista no Programa do Jô. Sara, a galere tá por dentro, é uma das “cabeças” do Femen Brasil, aquela organização que promove protestos sociais pelo mundo afora (contra a exploração sexual das mulheres e outros temas que valem a pena apoiar), protestos estes sempre realizados por… xoxotas quase sempre peladas – ou, no mínimo, com as tetas à mostra. A entrevista foi bacana e tal, Sara se mostrou bastante articulada e ciente do que pretende à frente do Femen BR e o blog gostou do que viu/ouviu e simpatizou um pouco mais com a causa da entidade e também com a loira. Até que… alertado por amigos em redes sociais, o blog conheceu o “outro lado” de Sara Winter (e que está muito bem detalhado aqui neste link: http://jezebel.uol.com.br/10-motivos-pelos-quais-o-femen-nao-merece-atencao/), a saber: a gostosona já andou com grupos skinheads (a raça mais conservadora, reacionária, moralista, ignorante, odiosa, fascista e violenta que existe), era simpatizante das idéias de Hitler, Plínio Salgado (o fascista-mor do Brasil) e Ronald Reagan etc, etc, etc. Isso já deixou estas linhas bloggers sempre liberais ao máximo com os dois pés atrás em relação à garota e ao que ela realmente pretende atuando à frente do Femen, uma organização cuja plataforma de atuação política e social é frontalmente CONTRA o histórico de Sara. Enfim, vamos aguardar os próximos passos das meninas por aqui e ver se vale realmente a pena apoiar o Femen em sua seção brasileira.

Ela continua sendo um bocetão loiro, Mas tem um passado fascista e skinhead que pode colocar em xeque sua atuação à frente do Femen BR

 

* E o blogão zapper mantendo a velha forma de sempre: mais de vinte comentários e mais de cinqüenta recomendações em redes sociais, no último post. Se você não viu a autêntica “guerra” que está rolando naquele post, no painel dos leitores, entre o autor destas linhas virtuais e nosso mui “amado” Alex tantã do chá Antunes, você não sabe o que está perdendo, uia! Dá uma olhadinha lá: http://www.zapnroll.com.br/?p=2122.

 

* Ah, essas maravilhosas bichaças lendárias da história do rock. Pois eis que o grande Pete Townshend, guitarrista do The Who e um dos maiores gênios de todos os tempos quando o assunto é guitarra e rock’n’roll, vai finalmente lançar sua auto-biografia. O livro se chama “Who I Am” e chega às livrarias lá de fora no próximo dia 11 de outubro. E nele Pete confessa que… DESEJOU ter ido pra cama com ninguém menos do que Mick Jagger, uia! “O que me lembro do tamanho do pênis de Mick Jagger: lembro que era enorme e extremamente saboroso”, diz o músico, em um trecho do livro. Novamente: uuuuuiiiiiaaaaa!!!

 O gênio da guitarra Pete Townshend: uma bichaça véia, loka pra pegar no pau de Mick Jagger, hihi

 

* Pete continua sendo gênio e lenda inatacável da história da música, ponto.

 

* Bem menos genial que o Who é o hoje ultra decadente e velhusco Kiss, néan? Pois essa turma de palhaços geriátricos acaba de anunciar uma nova turnê pelo Brasil com três shows por aqui em novembro – em Porto Alegre, Sampa e Rio De Janeiro. Pra piorar na capital paulista a gig será naquele lamentável túmulo de concreto que é o estacionamento do Anhembi. Só mesmo para fãs fanáticos e trouxas. Cá entre nós: por que Gene Simmons e Paul Stanley não se aposentam de vez e pedem pra sair?

 

* LOLLAPALOOZA BR 2013: CHEGOU A HORA! – yep, chegou a hora de pelo menos sabermos quem vai de fato integrar o line up da segunda edição do festival por aqui, e que rola nos dias 30 e 31 de março, e 1 de abril em Sampa, lá no Jockey Club – o mesmo local onde ele aconteceu com sucesso este ano. Na próxima segunda-feira, a partir das onze da manhã a produtora do evento, a Geo, reúne a jornalistada em coletiva de imprensa, pra soltar a escalação do Lolla BR. Como sempre há várias especulações e elas só aumentaram nos últimos dias, ainda mais depois que vazou na web, há dois dias, um cartaz com o suposto line up da edição chilena do evento (dá uma olhada aí embaixo). De qualquer forma fala-se muito nos nomes de Cure e Jack White pra tocar aqui – já os headliners no Chile seriam Pearl Jam (esse já confirmado também pro Lolla daqui há tempos), Black Keys (ueba!) e The Killers (argh!). No final das contas não há muito o que fazer a não ser aguardar a coletiva na próxima segundona e onde o blog estará presente, óbvio. Até lá, se houver alguma bomba extraordinária em torno do festival, nós iremos soltá-la imediatamente aqui, para delírio e prazer do nosso sempre dileto leitorado rocker.

O cartaz (acima) da suposta escalação do Lollapalooza 2013, em sua versão chilena, que acontece colada a do Brasil; ambos deverão ter o Killers (abaixo) como headliner de uma das noites

* E enquanto não se confirma a escalação do Lollapalooza BR 2013, a solução é saber por que o rock atual anda tão sacal e ruim e por que bandas como o Muse não valem mais a pena. Dá uma lida aí embaixo.

 

 

O MUSE SE SUPERA NA GRANDILOQUÊNCIA BREGA EM SEU NOVO DISCO
Gritinhos histriônicos e com vocais em falsete. Melodias funkeadas com um pé na eletrônica e tentando “absorver” influências “mudernas” como o dubstep. Canções com a habitual dramaticidade e eloqüência épica no instrumental. Pianos e orquestrações que resvalam no prog rock. E guitarras, também – afinal, elas não poderiam ficar de fora dessa receita canhestra e indigesta. Quem mais poderia juntar tudo isso em um único disco? O trio inglês Muse, óbvio. Só que o que parecia bacana no início da banda (lá se vão quase dezoito anos…) e funcionou razoavelmente até seu terceiro disco, agora provoca verdadeira paúra em quem ouve – até mesmo nos fãs mais fanáticos. Exagero e implicância ranzinza destas linhas bloggers rockers? Ora, então ouça “The 2nd Law”, o novo álbum do grupo, que sai oficialmente HOJE na Inglaterra (e que também chega em edição nacional logo menos, via a major Warner), e tire suas próprias conclusões.

 

O Muse já foi legalzin, um dia. E o blog até tinha simpatia pela sonoridade do trio formado pelo guitarrista e vocalista Matthew Bellamy, pelo baixista e tecladista Christopher Wolstenholme e pelo baterista Dominic Howard. Essa simpatia se referia principalmente aos álbuns “Origin Of Simmetry” (lançado em 2001) e “Absolution” (de 2003, e o primeiro da banda a ser lançado no Brasil). O Muse, todo mundo sabe, surgiu em Devon, na Inglaterra, em 1994. E em seus primeiros trabalhos (entre eles, os dois citados acima) o conjunto procurava desenvolver uma musicalidade entre o space/prog rock setentista e o indie/experimental do Radiohead – tanto que, nesta fase, Bellamy cansou de ser descrito pela rock press gringa como um êmulo quase perfeito de Thom Yorke.

 

Mas funcionou por algum tempo e estes discos tinham lá seu momento de brilhantismo musical, ainda mais porque o Muse não tinha atingido na Inglaterra o gigantismo que possui hoje, como banda do primeiro escalão do rock britânico. Só que a partir do (ainda bom) “Black Hole And Revelations” (de 2006), algo começou a desandar na fórmula do Muse. Matthew começou a ficar afetado demais, ego descontrol demais e isso se refletiu muito claramente na sonoridade do grupo. Em “The Resistance” (lançado em 2009) o Muse já era histriônico, gigantesco e épico em excesso. E tudo isso só piorou agora no novo álbum.

 

Óbvio, o trabalho possui uma produção cuidadosa e impecável. Mas tudo soa artificial, plastificado e milimetricamente planejado para atingir a perfeição. Não há espaço para erros ou improvisos ali – aliás ao vivo a banda se comporta como um robô, uma máquina fria e impessoal onde não existe emoção alguma na execução das músicas. E quem viu o Muse (como estas linhas zappers viram) em ação em Sampa há alguns anos, no show do HSBC, sabe do que estamos falando – na abertura pro U2 no ano passado, o blog nem se deu ao trabalho de prestar atenção na gig do trio. Preferiu ficar bebendo e zanzando pelo estádio do Morumbi, até que Bono Vox e cia entrassem em cena.

 A capa do novo Muse: o trio se superou na chatice e na breguice

 

Tudo o que foi descrito acima torna este “The 2nd Law” bastante desagradável e, em alguns momentos, quase insuportável. Da abertura com “Supremacy” (olha só o título da música!), com sua melodia calcada em guitarras mezzo estridentes e orquestrações que remetem à trilha sonora de um filme no naipe de “Gladiador”, e passando por faixas onde Matthew Bellamy incorpora vocais em falsete e andamentos funkeados (tentativa de tornar o som mais dançante e “moderno”), o disco é um exagero indigesto em todos os sentidos.

 

Todos os fãs do Muse já ouviram aquele horror cafona chamado “Survival”, o primeiro single do cd e que se tornou a música oficial dos Jogos Olímpicos de Londres. O que dizer então de “Madness” (o outro single do disco), onde a banda incorpora um sub-Queen com direito a vocalizes à la Freddie Mercury e a um solo de guitarra que é quase idêntico ao do clássico “I Want To Break Free”? E tem mais: o baixo funky e os vocais sempre em falsete conduzem também “Panic Station” (ah… o Muse querendo ser “dubstep” e ultra “muderno” a qualquer preço…), o pop oitentista dançante surge em “Follow Me”, “Animals” poderia ter saído de “Ok Computer”, do Radiohead (a “matriz” inicial de Bellamy e acólitos), “Big Freeze” é um funk afetadíssimo e nada supera o horror que é  “The 2nd Law: Unsustainable”, com seus vocais distorcidos/processados através do vocoder e a base sonora remetendo à trilha de alguma ficção científica ao nível de “O vingador do futuro” (o remake, não o original).

 

Em meio a tanta afetação sônica e a tantos disparos sem escopo definido, eis que surge “Save Me”, balada doce e contemplativa e onde o vocalista do Muse se mostra menos intragável e mais sincero na sensibilidade que demonstra na interpretação da canção. Talvez seja um dos únicos (senão o único) momentos agradáveis do disco. Mas aí já é tarde demais. O novo álbum do Muse, um grupo que hoje é adorado na Inglaterra, só reitera o óbvio ululante e o que todos nós já estamos carecas de saber: o rock mundial dos anos 2000 vai muito mal das pernas. Está numa encruzilhada terrível, buscando referências no passado e tentando achar seu futuro. Mas falta estofo e conhecimento musical para isso. E não vai ser o Muse e este quase detestável “The 2nd Law” que vai solucionar essa crise.

 

 

O TRACK LIST DO NOVO ÁLBUM DO MUSE
1.”Supremacy”
2.”Madness”
3.”Panic Station”
4.”Prelude”
5.”Survival”
6.”Follow Me”
7.”Animals”
8.”Explorers”
9.”Big Freeze”
10.”Save Me”
11.”Liquid State”
12.”The 2nd Law: Unsustainable”
13.”The 2nd Law: Isolated System”

 

 

MUSE AÍ EMBAIXO
No vídeo de “Madness”, o novo single tirado do mais novo disco do trio.

 

 

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E é muito óbvio que este post está beeeeem longe de acabar. Mas agora vamos dar um interrupção na parada aqui pois o zapper sempre atarefado tem que ir resolver alguns lances particulares. Então ficamos assim: colaê até o final da tarde de amanhã (sabadón em si), que o complemento que falta estará por aqui. Isso se o sujeito que digita estas linhas sempre malucas e corridas sobreviver à noitada de hoje no centrão rocker de Sampalândia, onde temos um encontro marcado com a totosa Ladyhawke, que se apresenta lá no Cine Metrópole com ingressos ainda disponíveis. Vai lá que ainda dá tempo.
Porém, quem foi mais esperto concorreu aos dois ingressos que o blog, em parceria com a produtora Playbook, disponibilizou pra levar dois de seus felizardos leitores NA FAIXA na esbórnia. E quem ganhou a parada foi:

 

* Henrique Peer;

 

* E Camila Marques, ambos de São Paulo.

 

Fora que ainda estão em disputa, pelo hfinatti@gmail.com:

 

* DOIS PARES DE INGRESSOS para o Rockers Noise Festival, que rola dia 31 de outubro em Sampa, com showzaços dos ingleses Telescopes e Gallon Drunk. Certo?

Entonces é isso. voltaê mais tarde que logo menos tem mais por aqui!

 

 

 (enviado por Finatti às 18hs.)

A melancolia e o desencanto em relação à cultura pop e ao rock alternativo de hoje dominam o blogger sentimental, após seu último giro pelo Norte brazuca – e o motivo desse desencanto não está lá, mas aqui mesmo, com calor infernal, um picareta ameçando assumir a prefeitura de Sampa e um jornalista porco e sujo que continua colaborando com uma das maiores revistas do país. Mais: o VMB rola hoje à noite com mega festa, oceanos ébrios e… e daí? Daê que só lendo o post pra você entender porque a música de hoje perdeu totalmente a relevância (plus: coberturas do VMB 2012 e festival Até o Tucupi) (versão final, ampliada e atualizada em 22/9/2012)

Em um caso raro de coerência em listas de “melhores” patrocinadas por publicações, os leitores do semanário inglês New Musical Express elegeram esta semana os maiores ícones da música mundial, nos últimos sessenta anos. Entre os dez primeiros da lista estão os gigantes, inesquecíveis e eternos John Lennon (acima) e Ian Curtis (abaixo). Mas tem gente que acha que a música pop de hoje, ultra descartável e burra com seus Michels Telós e PSYs, é mais importante e urgente. Tsc, tsc…

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UP TO DATE NO SABADÃO – BASTIDORES DO FESTÃO DO VMB

 

* Yep. Já recuperado da devastação alcoólica monstro que rolou na quinta-feira à noite, durante a festa do VMB 2012 (e que deixou o sujeito aqui total fora de combate ontem, durante todo o dia e noite também), retomamos a parada por aqui, pra finalizar o postão zapper e contar um pouco de como foi a onda na esbórnia armada pela MTV anteontem.

 

* Sobre a premiação: na boa, quem tá batendo forte na MTV (e não sem razão, há tempos o canal está sofrendo com uma programação ruim), vai ter que aceitar o fato de que os vencedores deste ano realmente têm qualidade que justifica suas vitórias. Não estamos fazendo a defesa do evento mas foi a melhor edição dos últimos anos. Basta olhar a lista dos vencedores. Tirando as escolhas diretas do público (burro, oligofrênico e obtuso como sempre; só isso explica a droga pesada chamada Restart ganhar o troféu em “hit do ano”, e a bomba adolescente One Direction levar a parada em “artista internacional), todos os outros vencedores são dignos de respeito – phorran, Emicida e Wado dividiram o prêmio de melhor música. Sinal de que a música brasileira ainda tem seus nichos de qualidade artística.

* Fora que a festa foi ultra democrática, acabou a separação entre premiação e festa e todo mundo pôde acompanhar tudo, de qualquer lugar do Espaço das Américas. Se foi o último VMB (sinceramente, o blog torce pela recuperação da MTV e que ela continue existindo ainda por muuuuitos anos), fechou sua história com chave de ouro.

 

* Todos os vencedores do VMB 2012:

Clipe do Ano
Racionais MC’s – “Mil Faces De Um Homem Leal (Marighella)” (dir. Daniel Grinspum)

Artista do Ano
Gaby Amarantos

Melhor Artista Masculino
Criolo

Melhor Artista Feminino
Gaby Amarantos

Melhor Música
Emicida – “Dedo na Ferida” (Emicida)
Wado – “Com a Ponta dos Dedos” (Wado/Glauber Xavier)

Melhor Disco
BNegão & Seletores de Frequência – Sintoniza Lá

Melhor Banda
Vanguart

Revelação
Projota

Melhor Capa
Gaby Amarantos – Treme (arte: Greenvision/Gotazkaen)

Aposta
O Terno

Artista Internacional
One Direction

Hit do ano
Restart – “Menina Estranha”

 

* Fora a premiação, teve a festança em si, no? O oceano de whisky (Red Label), vodka (Skyy) e cerveja (qual era mesmo? O HD “pifado” do jornalista loker beberrão não se lembra, hihi) de sempre. O agora aposentado zapper ex-praticante de devastações nasais (uia!) ficou só na enfiação de pé na lama alcoólica mesmo. Mas ela foi absolutamente cruel, rsrs: de tempos em tempos, mesmo estando sem fome alguma, estas linhas online atacavam os sandubinhas de pernil e os croquetes à disposição, pra “cortar” um pouco o efeito da bebedeira sem freios (Zap’n’roll, notório adicto, bebe mais do que todo mundo e não fica ébrio, mas sim com uma vontade irresistível de praticar “prova do líder”, uia!). Assim, conseguia-se beber mais na sequência, hihi.

 

* O blog encontrou a humanidade na festa/premiação – nem tinha como ser diferente. Bebeu com os queridos Hugo Santos e Marildinha Vieira (da Dez Comunicação), reviu os queridos Digão e Canisso (dos Raimundos), papeou com o povo do Leela, com Beto Bruno (mr. Cachorro Grande), com os rapazes do Vanguart (menos com o empinadíssimo ego descontrol do vocalista pequeno Flanders), NÃO viu o super monge japa zen (o queridão Pablo Miyazawa, que estava lá), muito menos o porcão podrão José Bosta Flávio Merda Jr. (que também estava lá). Mas viu sim Alex fofoca tantã do chá Antunes (acompanhado da broaca maleta que ele está traçando), e lhe disse (parafraseando a célebre frase ouvida pelo mesmo jornalista escroto, mas há uns 30 anos, e disparada pelo músico Guilherme Isnard, então vocalista da banda Zero): “aqui eu não vou dar vexame. Mas qualquer hora vamos nos encontrar por aí, vou fechar minha mão no seu nariz e deixar o mesmo quebrado”. Como de hábito, Lex Lilith apenas riu, como um débil mental.

 

* O mesmo tratamento, hã, “rigoroso” foi dispensado ao ex-“amigo” Martin (guitarrista de Pitty e do projeto Agridoce), que foi um pouco mais “ousado” (covarde, ao mesmo tempo) e quis intimidar o autor deste blog, rosnando: “saia daqui!”, chamando em seguida alguém da produção da MTV pra tentar “se livrar” de quem um dia ele disse que era amigo. Ato contínuo, Zap’n’roll disse: “saio se eu quiser, você não manda aqui”. Mas para evitar cenas de pugilato no local o blog realmente preferiu se afastar desse troncha, não sem antes alertá-lo: “em breve nos topamos lá pelos lados do baixo Augusta. Aí vamos conversar sem a proteção da tropa de choque da MTVpor perto”.

* Ah sim: o blog conversou muito rapidamente com o rapper Criolo. Gente finíssima e de humildade a toda prova.

 

* E demos boas risadas com mr. Eduardo “Eu amo tubaína”, o repórter da MTV mais conhecido por ser um dos produtores da trupe do podcast “Comando Legal”, uia!

 

* O blog saiu do Espaço das Américas umas duas e meia da matina. E ainda teve fôlego pra terminar a noite no sempre ótimo Astronete (impagáveis as opiniões musicais radicais do dono do bar e amigão Cláudio Medusa, hihi). Depois, rumou pra Vila Mariana e desabou na cama, de onde só saiu pra comer.

 

* Foi isso. Aí embaixo algumas pics da festona, em imagens clicadas pelo nosso chapa boa praça, o Marcos Chapeleta.

Gaby Amarantos: a nova música do Pará brilha e se torna a grande vencedora do VMB 2012

 

Digão, dos Raimundos, faz pose pra Zap’n’roll, uia!

 

Zap’n’roll e Beto Bruno (Cachorro Grande): velhos camaradas de copo brindam durante a festança

 

Os copos no final da balada: whisky sobrando, porque ninguém (nem mesmo o zapper pé-de-cana, uia!) aguentava mais beber, hihi

 

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Acontece, é inevitável.
Volta e meia o autor destas linhas bloggers rockers é acometido por severas crises emocionais e de inadequação existencial. Os motivos que desencadeiam essas crises são vários (afinal, qual ser humano não tem seus problemas, seus desencantos, desalentos, seu dia de melancolia ou de fúria incontida? Reza o clichê que, sem barreiras a serem transpostas, sem dificuldades pelo caminho e sem obstáculos a serem vencidos, a vida acaba se tornando bastante chata e sem significado. E é verdade). E nesta semana especificamente eles se manifestaram exatamente quando Zap’n’roll retornou de mais uma viagem pelo extremo Norte brasileiro, na última terça-feira. O blog andarilho e sempre em busca das melhores novidades da cultura pop e da cena rock independente – seja daqui ou da gringa – passou realmente cinco dias incríveis em Manaus, capital do Amazonas. Tirando o calor tórrido que consome implacavelmente a cidade 365 dias por ano (mas, novamente afinal: qual a diferença entre lá e aqui, em Sampa, que experimentou o inverno mais quente dos últimos anos, com temperaturas diárias na casa dos 34 graus?), tudo lá é/foi muito bacana: a simpatia das pessoas, o carinho, amizade e atenção com os quais estas linhas virtuais foram recebidas e tratadas etc, etc. Aí, passada a “lua-de-mel” manauara, o blog volta a Sampa e encontra o de sempre aqui: uma cena musical indie que dá nojo na quase totalidade dos casos, um calor de encher o saco de qualquer um (e depois ainda dizem que o mundo está a caminho de uma nova era glacial. Jezuiz…) e um quadro político reacionário, burro e conservador onde a população vai colocar novamente na prefeitura um picareta da pior espécie – e que desta vez atende pelo nome de Celso Russomano. É pra deixar alguém feliz diante de um quadro aterrador desses? Assim, munido de coragem e o que há ainda de boa vontade no sujeito aqui nesses dias pós-retorno de viagem, iniciamos mais um post. Que será publicado em duas partes neste já quase finde: a primeira entra agora, nesta tarde de quinta-feira. E como estamos na correria de sempre (hoje à noite tem a festa de premiação do VMB e o jornalista rocker zapper vai estar por lá), o complemento e finalização deste texto estará por aqui até a tarde deste sábado, ok? Então bora lá, que mesmo com crises emocionais e de inadequação existencial, o blog não pode parar. Afinal, um dileto e fiel leitorado está sempre aqui, à espera do post semanal do blog de cultura pop mais legal da web brasileira.

 

 

* Começando com a política nossa de cada dia, às vésperas das eleições para prefeito. A última pesquisa do DataFolha está aí: Celso “picareta” Russomano segue inabalável na liderança, com 35% das intenções de votos. Serra está em segundo, com 21%. Haddad continua em terceiro, com 15%. Ou seja, o pior dos mundos está se desenhando na cara do paulistano: teremos um segundo turno com Russomano e Serra e aí, fodeu. É realmente INACREDITÁVEL como o eleitor da cidade mais desenvolvida e rica do Brasil continua sendo o mais BURRO, IDIOTA e CONSERVADOR do país. São Paulo já elegeu pragas lamentáveis e históricas para a prefeitura: Jânio Quadros, Celso Pitta e Kassab são apenas as mais recentes de uma linhagem extensa e execrável. E agora a tragédia vai se repetir, com um candidato que é apenas um FANTOCHE e PAU MANDADO da horrenda Igreja Universal e sua máfia de bispos bandidos, que só pensam em enriquecer às custas da boa fé e imbecilidade alheia. Pior, esse ultra escroque deu há pouco entrevista no SPTV, onde se esquivou de perguntas que o encostaram na parede (como, por exemplo, se sua administração seria na verdade pautada e COMANDADA pela Igreja Universal e seus evangélicos pilantras). Sério, o blog está exausto disso tudo. Como diz o querido Luiz Calanca, o mundo realmente está acabando. E se continuar assim e se Russomano for eleito em Sampa (o que provavelmente vai acontecer), o autor destas linhas virtuais vai realmente se mandar da capital paulista, e envelhecer com conforto e tranqüilidade lá em São Thomé Das Letras, no interiorzão de Minas Gerais. Com certeza!

Esse boneco sem graça alguma, fantoche e pau mandado da bispada da Universal e dos evangélicos picaretas, vai ganhar a prefeitura de Sampa. E vai foder a cidade

 

* O Brasil poderia ser um país minimamente mais civilizado, politicamente e culturalmente falando, no? Por exemplo, lá fora o gênio Bob Dylan (que acabou de lançar seu novo disco) está cotado para receber o Prêmio Nobel de Literatura de 2012. Já aqui, vamos de Russomano na prefeitura de Sampa e… Michel Teló vencendo o Prêmio Multishow. Triste, pra dizer o mínimo…

 

* Falando em eleições e listas, a NME desta semana fez mais uma de suas célebres votações. Desta vez pra saber, junto aos seus leitores (e foram 160 mil os consultados), qual é o maior ícone da música mundial nos últimos sessenta anos. Deu John Lennon na cabeça. E os dez primeiros são esses aí embaixo (junto com a capa da NME):

1. John Lennon
2. Liam Gallagher
3. David Bowie
4. Alex Turner
5. Kurt Cobain
6. Amy Winehouse
7. Jimi Hendrix
8. Morrissey
9. Noel Gallagher
10. Ian Curtis

 

 

* Você concorda ou discorda? Mensagens para o painel dos leitores do blog são bem-vindas.

 

* Os geriátricos Scorpions tocam hoje em Sampalândia, na turnê de despedida (a milionésima) da banda. A grande questão: alguém ainda se importa com essa velharia alemã?

 

* Que a edição brasileira da mega revista Rolling Stone continua sendo ultra bacana, ninguém duvida. A RS ganhou merecidamente este ano o Prêmio Dynamite de melhor revista impressa. Até aí, tudo ok – mesmo com a publicação cometendo também suas eventuais falhas, afinal nada nem ninguém é perfeito. Mas o que não dá pra perdoar MESMO e de FORMA ALGUMA é que uma revista de prestígio e respeito como a RS é, continue permitindo que um crápula, débil mental, sujo, fedido, imundo e mau caráter da pior espécie EMPORCALHE o nome da publicação assinando textos nela. O blog está falando, óbvio, do tristemente célebre José Merda Flávio Jotalhão Jr., o mais detestado e sujo profissional em atividade no atual jornalismo cultural brasileiro. É realmente inacreditável que um sujeito que destila ódio, ressentimento, prepotência e arrogância diariamente em uma lista de discussão pública em rede social (no caso, o escrotíssimo grupo Bizz, no Faceboquete), um pilantra que se utiliza de sua pseudo condição financeira abastada para ofender, insultar e humilhar qualquer um que não faça parte de sua reduzida quadrilha de vermes calhordas iguais a ele, continue tendo espaço para publicar textos em veículos como a Rolling Stone (onde, na edição de agosto por exemplo, esse cretino e canalha em grau máximo foi contemplado com duas resenhas na seção Guia da revista, editada por um sujeito que já foi amigo destas linhas zappers mas que não é exatamente a pessoa mais sincera do mundo embora ainda tenha, como jornalista musical, o respeito deste espaço online). É realmente desagradável folhear a RS e topar em alguma página com a assinatura asquerosa desse sujeito idem – será que ele realmente se sente feliz quando se olha no espelho e vê o enorme depósito de banha podre que serve de corpo para um ser humano tão torpe e hediondo? Novamente estas linhas bloggers rockers que não têm rabo preso com ninguém, e que possuem a coragem necessária pra dizer o que tem que ser dito, perguntam ao editor-chefe da Rolling Stone, o querido e amado amigo pessoal Pablo Miyazawa: até quando você irá PERMITIR que esse BANDIDO continue colaborando com a revista que VOCÊ dirige???

 JFJr., o grande jotalhão de merda: como a revista Rolling Stone permite que um dos maiores lixos e crápulas do jornalismo musical brasileiro colabore com ela?

 

* Hoje tem a entrega dos troféus aos vencedores do VMB 2012. Mas esta semana já houve outra festa semelhante, a do Prêmio Multishow (do canal do mesmo nome) e que rolou na última terça-feira. Alguns artistas realmente bacanas e de respeito na questão da qualidade artística comprovada ganharam em algumas categorias (como a ótima Tulipa Ruiz, que faturou o prêmio de melhor disco com “Tudo Tanto”). Mas o resultado geral da premiação (com vitórias de nomes lamentáveis como Michel Teló, Thiaguinho, Paula Fernandes e Ana Carolina) dá bem a dimensão do absoluto DESASTRE que está a música brasileira atual – incluso aí o nosso pobre rock nacional.

 

* Pior foi ler um dos posts desta semana da nossa sempre querida e “vizinha” Popload, escrita por dear Luscious Ribeiro, e se dar conta de que um dos melhores jornalistas de cultura pop do Brasil (além de dileto amigo pessoal destas linhas bloggers sempre polêmicas) fez a defesa intransigente da música fácil, descartável e imediatista que domina o pop planetário atual. “E eu lá quero saber se a Lana Del Rey, por exemplo, vai estar fazendo biquinho e sussurrando rock aos 32? O que me interessa é o que a música dela está me causando hoje, NOW. Ademais, revelação, pelo que eu saiba, é o que está acontecendo aqui e agora”, escreveu Luscious, citando como exemplo o detestável cantor coreano PSY, a nova “praga” do pop planetário ultra mega descartável e superficial – burro e de digestão total para as massas, para ser mais exato. Ou o querido LR (com toda a sua sólida formação cultural e intelectual que todos nós sabemos que ele possui) enlouqueceu de vez ou então Zap’n’roll é que está velhusco e ranzinza ao extremo, e não tem mais a capacidade intelectual necessária para compreender e refletir sobre as velozes transformações que se operam na cultura pop mundial dos tempos da web – em qual das duas opções você acredita? Enfim, segundo a lógica da Popload (e com a qual estamos sim batendo de frente embora tenhamos todo o carinho, admiração e respeito do mundo pelo nosso colega de blogagem) obras sérias e consistentes e que levaram décadas para serem construídas, devem ser atiradas ao lixo. Gente como John Lennon, Van Morrisson, Leonard Cohen, Ian Curtis, Bowie, nomes como Stones, Who, Doors, Clash, Smiths, REM, Nirvana, Dylan, Neil Young não valem ou significam mais nada em uma era que celebra a música ultra rápida e digerível, perfeita para se ouvir enquanto se come no fast food e que está pronta para ser ela própria também atirada no lixo da história em quinze minutos – pois logo depois outro lixo pior precisa entrar em seu lugar e dominar os downloads na internet e as visualizações no YouTube. Socorro, né? Tudo isso é absurdamente triste e lamentável e estas linhas online preferem MORRER a aceitar que, a partir de hoje e daqui pra frente Michel Teló, PSY e podreiras semelhantes se tornarão a música pop que importa.

Essa praga ultra descartável coreana é a nova sensação do pop planetário. O mundo está mesmo no fim

 

* Mas Zap’n’roll continua achando a Popload e dear Luscious ambos fofos e um charme só, uuuuuiiiiiaaaaa!

 

* E agora vamos bater de frente com o VMB 2012, aí embaixo.

 

 

VMB 2012 – A ÚLTIMA EDIÇÃO E O FIM DE UMA ERA?
Talvez, pode ser, quem sabe… pelo menos a boataria rola forte nos últimos meses e faz algum sentido: a MTV estaria sendo negociada (ou vendida, na verdade) pelo Grupo Editorial Abril, que controla a emissora desde que ela foi fundada no Brasil, em 1991. Os motivos são os de sempre: o canal de clips, todo mundo sabe, tem uma audiência ínfima (porém, qualificada em alguns horários) se comparada a redes gigantes como Globo, Record e SBT. E a Abril, em crise financeira há séculos (há alguns anos, a dívida do Grupo foi calculada em mais de US$ 600 milhões), estaria algo cansada de “sustentar” a emissora.

Fato ou boato, a verdade é que o tema foi levantado pela jornalistada que esteve presente à coletiva realizada na sede da emissora, na semana passada, quando a cúpula da mesma detalhou como seria o VMB deste ano – a premiação musical do canal e que é o carro-chefe anual da programação deles. Todos desmentiram lá com veemência os boatos. E reiteraram que este será o maior VMB de todos os tempos. E que o de 2013 será ainda maior.

 

Ok. Passemos a análise da premiação deste ano então, que acontece hoje à noite em São Paulo, com transmissão ao vivo para todo o país. É muito óbvio que a MTV não é mais hoje o que era há uma década ou mais. O canal hoje está mais imediatista, mais plugado no pop descartável que domina o mundo. E nem tinha como ser diferente: o mundo mudou, a web provocou mudanças profundas e irreversíveis no mercado musical, as pessoas estão mais obtusas, conservadoras, ignorantes e em busca de informação musical mais rápida e que possua digestão extremamente fácil e instantânea. E a MTV é reflexo desse quadro, nada além disso. Um espelho fiel e diáfano que acompanha as tendências da cultura pop dos dias de hoje. Posto isso, é muito claro que programas como os célebres “Lado B”, “Mondo Massari” (saudades do amigão e queridíssimo “reverendo” Fábio Massari), “Buzz” e “120 minutos” (você, jovem leitor zapper, se lembra de algum desses programas?) não teriam vez hoje na grade da emissora.

 

Enfim, se vai ser ou não a última da história da emissora, esta décima sétima edição do VMB ao menos está bem melhor do que nos últimos dois anos, em termos de indicações. Fora que serão quatro horas de festa, com shows do retornado Planet Hemp e dos sempre heróicos e grandes Racionais Mc’s.

 

O blog não vai listar aqui todos os indicados pois isso já foi feito em um de nossos últimos posts. Mas vai, sim, indicar aí embaixo os nomes de quem ele espera que vença hoje à noite o prêmio, em cada uma das categorias que estão em disputa. Olha aê:

 

CLIPE DO ANO – Racionais MC’s (“Mil faces de um homem leal/Marighella”)

ARTISTA DO ANO – Gaby Amarantos ou Emicida

MELHOR ARTISTA MASCULINO – Emicida

MELHOR ARTISTA FEMININO – Gaby Amarantos

MELHOR MÚSICA – “Nostalgia” (do Vivendo do Ócio)

MELHOR DISCO – Cascadura (“Haleluiah”)

MELHOR BANDA – Vanguart

REVELAÇÃO – Projota

MELHOR CAPA – Autoramas (do disco “Música Crocante”)

APOSTA – Selvagens À Procura de Lei (o blog é fã do indie guitar rock desses cearenses)

 

Certo? A parada agora é sintonizar mais à noite e conferir se as “apostas” zappers estavam certas. Fora isso o blog vai estar por lá, acompanhando tudo de perto. E se o jornalista quase ex-junky e ainda pé-de-cana de dar gosto (ele já disse que pretende tomar tudo naquele oceano de Red Label, Skyy e Chandon até a ÚLTIMA GOTA, hihi) sobreviver à esbórnia, faremos mais comentários sobre a premiação no complemento deste post, que vai entrar aqui lá pela tarde deste sábado, okays?

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E NA SEMANA PASSADA ROLOU ROCK EM MANAUS
Yep. Foi a edição 2012 do festival local Até o Tucupi. O evento foi produzido pelo coletivo Difusão, que é ligado à Ong Fora do Eixo. E o blog, sempre interessado em descobrir ou acompanhar de perto novas cenas musicais (como faz há quase duas décadas) foi até a capital do Amazonas para ver o Tucupi de perto – ao menos parte dele.

 

Explicando: estas linhas rockers virtuais, como é sabido, estão em guerra declarada contra boa parte da cúpula (sediada em Sampa) que comanda o FDE, embora mantenha boas relações diplomáticas com alguns dos coletivos que integram a Ong (caso do Palafita, em Macapá, ou do Canoa, em Boa Vista) por entender que o trabalho desses coletivos é sim honesto, responsável, confiável e digno de nota. Assim sendo Zap’n’roll foi até Manaus por conta própria (e, não podemos deixar de admitir, contando com algumas parcerias que ajudaram o blog na viagem), sem depender de qualquer ajuda eventual do coletivo Difusão. Se por um lado isso deixou o blog sem passagens aéreas, hospedagem, alimentação e até credenciamento (desnecessário no final das contas, já que o evento era aberto ao público e realizado em uma rua do centro da capital amazônica), por outro permitiu à reportagem do mesmo trabalhar com mais liberdade. Essa liberdade foi que determinou, afinal, que o blogão zapper acompanhasse apenas a primeira noite do Tucupi. Depois do que foi visto/ouvido por lá, julgou-se desnecessário assistir tudo.

 

E o motivo dessa ecolha/decisão era muito óbvio: mais uma vez o blog constatou o quanto as referências e influências da garotada que faz hoje rock independente pelo Brasil afora, são atrasadas e reduzidas a gêneros extemporâneos e já algo cafonas (emocore, metal extremo ou melódico, pop nacional anos 80’). Isso ficou muito evidente na primeira noite do festival – e nem vamos colocar em discussão aqui a qualidade das bandas que subiram ao palco, se elas eram ótimas ou péssimas. O mais evidente no som dos grupos que tocaram lá foi seu enorme descompasso em relação a informação musical atual (e isso com a internet aí, gritando tudo via sites, blogs, YouTube, redes sociais e os caralho). Um fato que mostra que a situação não mudou nos últimos anos, no Brasil todo: quando esteve em Cuiabá (Mato Grosso) em 2005, para cobrir o então nascente festival Grito Rock, o blog percebeu a mesma situação (aquele mar de bandas copiando e mal NXZero e CPM22, ou então Angra ou Shaman, argh!). Descobrir o Vanguart no meio de todo aquele horror rocker foi mesmo um achado.

 

Em Manaus, tudo igual: na noite de sexta-feira subiram ao palco do Tucupi cerca de dez bandas. A última, Autoramas, era a “convidada de honra” e sobre o trio comandado pelo vocalista Gabriel Thomaz, nada a acrescentar: eles fazem o showzaço de sempre, sem nada que possa dito negativamente a respeito da performance deles. Mas aí veio todo o restante, antes. E tome cover de Skid Roll(a) aqui, metal extremo ali, emocore acolá e o quadro estava desenhado, deixando uma séria dúvida no ar: o MELHOR do rock manauara estava representado ali, no palco do festival?

O trio de Manaus A Luneta Mágica (acima e abaixo), no palco do festival Até O Tucupi, no último finde: o rock de qualidade ainda existe e tem salvação, aqui e na gringa (foto: coletivo Difusão)

 

Se sim ou se não, pelo menos duas bandas da cidade mostraram ali, em seus sets, que estão anos-luz à frente das outras, aliás estão mesmo em outra dimensão já. O blog fala da ultra experimental Malbec (que tem um instrumental sólido e poderoso e ótimas músicas, sendo que ela deveria apenas definir de uma vez por todas se canta tudo em português ou inglês) e do trio A Luneta Mágica, com suas referências fodaças de psicodelia, melancolia, rock sessentista, algo de guitar rock e Los Hermanos. E tudo emoldurando letras belíssimas (algumas, autênticos poemas de desencanto existencial) escritas em português. A Luneta vem sendo fartamente comentada e elogiada aqui nas últimas semanas e com total justiça e merecimento: lançou o melhor disco de rock nacional de 2012 até o momento e se prepara pra desembarcar em São Paulo, em 2013 – Manaus já ficou pequena demais pro grupo e ele já fez ali tudo o que era possível.

 

Com todo esse panorama não muito alentador e onde apenas DOIS GRUPOS realmente chamaram a atenção destas linhas online, o blog acabou desistindo de acompanhar a segunda noite do Tucupi. Decisão acertada: além do cansaço pela esbórnia da noite anterior (o zapper, emérito tomador de destilados, tomou mais de meia garrafa de whisky durante os shows que rolaram no evento), caiu um dilúvio em Manaus que deixou a cidade num apagão elétrico por mais de três horas. Foi a conta pro sujeito aqui apenas ir jantar uma pizza com os seus novos e amados amigos da Luneta, e depois se mandar pra cama.

 

Foi isso. Sobre a parte organizacional do Até o Tucupi, o blog vai ser honestíssimo: o palco estava bem montado, com bom sistema de som e luz. E é louvável a atitude do Coletivo Difusão que, graças aos recursos obtidos junto ao poder público para realizar o evento, ofereceu uma ajuda de custo de R$ 500,00 reais para absolutamente TODOS os grupos que tocaram no festival. Pode não parecer muito, mas é um avanço em um Coletivo que está DENTRO de uma Ong cuja cúpula da Beiçolândia defende com unhas e dentes a tese de que bandas devem tocar de graça na Rede Brasil de Festivais (apenas um novo nome para a velha Abrafin) – ou, no máximo, devem ganhar duas Sol latão de cachê pela apresentação, o que é lamentável, pra dizer o mínimo. Daqui, desejamos sucesso para a edição 2013 do Até o Tucupi.

 

* Zap’n’roll viajou a Manaus com o apoio da produtora artística paulistana Barravento Artes. E ficou hospedado nos cinco dias em que esteve na cidade com apoio dos amigos queridos da Luneta Mágica (Diego, Pablo, Chico e a sempre fofíssima e meiga Karla Sanchez). A todos eles nosso eterno agradecimento!

 

 

PICS DO FINDE NO NORTE BRAZUCA

Yep, no meio do caminho, na beira da estrada, tinha uma placa: passeio noturno pelas cercanias de Manaus, ao som de Leonard Cohen (acima). E no dia seguinte, papos com o grande Sandro “Nine” Correia, o “Tony Wilson” do Amazonas e diretor da fodástica web radio Manifesto Norte (abaixo). (fotos: Karla Sanchez)

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: não é só de novidades que vive um blog especializado em rock alternativo e em cultura pop, no? Pois durante sua estadia na capital do Amazonas, estas linhas bloggers redescobriram o prazer de ouvir o grande poeta canadense Leonard Cohen, que foi a trilha de um passeio pelas madrugadas da cidade, com a turma da Luneta Mágica e com o querido Erick Omena. Não conhece muito do sujeito? Pois experimente começar a entrar no mundo idílico do bardo com “Songs From A Room”, o segundo álbum da carreira de Cohen, lançado em 1969. Doses concentradas de poesia intimista, melancolia e canções belíssimas tramadas com violões, harmônicas e pianos. De chorar de emoção. Mas tem gente que prefere PSY e toda a merda imediatista do pop planetário atual. Faz parte…

O segundo álbum do mestre Cohen: clássico absoluto!

 

* Baladas: sabadão à noite já, quando estas linhas online estão sendo concluídas. E tem duas ótimas opções pra hoje e pra quem quer esticar a madrugada em uma noite que promete ser de frio moderado e gostoso: vai ter show do sempre esporrento trio Nevilton no clube Tapas (lá no baixo Augusta). E também tem o niver da queridaça DJ Silmara Oliveira, com noitada anos 80’ bacanuda lá na Livraria da Esquina (na rua do Bosque, 1253, Barra Funda, zona oeste paulistana). O sujeito que digita estas já finais linhas blogueiras vai em uma das duas baladas. Só não sabe em qual ainda. E pra quem for pra esbórnia também: boa curtição!

 

 

AGORA FODEU DE VEZ: ROCKERS NOISE E LADY HAWKE TININDO NA FAIXA!
Yeeeeesssss! Generosíssimo como só ele sabe ser, o hfinatti@gmail.com engordou seu pacote de bondades esta semana. Vai lá correndo, que estão em disputa:

 

* DOIS PARES DE INGRESSOS para o incrível Rockers Noise Festival, que rola em Sampa no dia 31 de outubro, com showzaços dos Telescopes e do Gallon Drunk;

 

* E UM PAR DE INGRESSOS pra baladaça indie que rola semana que vem, dia 28/9 no novo espaço rocker de Sampa, o cine Metrópole (na avenida São Luis, centrão da cidade). Vai ter show da gataça Lady Hawke, DJs sets e os caralho. A promo é uma parceria do blog com a produtora Playbook e o zapper também vai estar por lá, esperando encontrar o vencedor feliz desta promo, hihi.

 

 

BYE BYE POVO
Que agora tá bão, né? Semana que vem tem sempre mais por aqui, fica sempre conosco que o rock’n’não te abandona, uia!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 22/9/2012, às 21hs.) 

No dia em que o blog empreende mais uma viagem rock’n’roll, para cobrir um festival em Manaus, sai este post especial com uma radiografia do melhor rock que se faz hoje no Norte do Brasil. Mais: as notas fodásticas da semana, o arraso que foi o podcast onde o jornalista zapper foi o entrevistado, como vai ser o VMB 2012 e a reedição do texto (acrescido de mais infos e novas imagens) em que este espaço online declarou guerra à atual cena musical independente brasileira (ampliado e finalizado com complemento gigante, direto de Manaus, em 14/09/2012)

 O novo e ótimo rock do extremo Norte marca presença neste finde em Manaus, no festival Até o Tucupi, onde irão tocar bandas como o sensacional trio A Luneta Mágica (acima), descoberto jornalisticamente por Zap’n’roll, que na foto abaixo troca um dedo de prosa com o super boa praça vj China. Jornalista e vj se encontraram na última terça-feira, durante a coletiva de imprensa na sede da MTV, e onde foi detalhado como será o VMB 2012. E tanto o blog quanto China têm a mesma opinião: é preciso dar um basta no mandonismo daquela “entidade” fora do beiço, uia!

 

Correria master, por conta de viagem.
E o eterno amor pelo extremo Norte brazuca. Yep, é algo meio inexplicável mas estas linhas virtuais sempre tiveram uma paixão avassaladora por qualquer assunto que se relacione com a região norte brasileira. E isso desde que o autor deste blog era um pirralho, estudante do ensino fundamental. Zap’n’roll se lembra muito bem dessa época: eternamente apaixonado pelas aulas de Geografia e História, sonhava em conhecer a floresta amazônica, o rio Amazonas, a rodovia Transamazônica, os Estados da região etc, etc, etc. Os anos passaram, o jornalismo musical entrou em cena na vida do sujeito e ele continuou alimentando sua paixão por aquele imenso pedaço do território brasileiro. Foi assim que, balizado pela sua profissão, o zapper andarilho acabou percorrendo e conhecendo praticamente todo o Norte brazuca. O blog, nos últimos cinco ou seis anos, foi a todos os Estados (com exceção do Tocantins) da região, cobriu festivais independentes em Rio Branco (no Acre), Porto Velho (em Rondônia), Macapá (no Amapá), Boa Vista (em Roraima) e Belém (no Pará). Mais do que isso, realizou alguns de seus sonhos de infância: conheceu sim a floresta, o rio Amazonas, a cultura da região, sua população (sempre simples, humilde e hospitaleira), seus costumes e mais do que nunca se apaixonou pelo Norte, um dos pedaços mais lindos, incríveis e geniais deste grande Brasil. Uma região que encanta e emociona qualquer um, muito mais do que muitos outros países para os quais a turistada brega vive pagando pau e sonhando em visitar um dia. O Norte brasileiro é tão bacana que o autor deste blog se apaixonou por uma garota de lá – a francesa Rudja Santos, que mora em Macapá, e que acaba de se tornar mãe do pequeno Arthur (bem-vindo, rapá!) – e quase se casou com ela. E é tão bacana que, quando você estiver lendo estas linhas online, quem as ecreveu estará dentro de um busão aéreo a caminho de Manaus, para cobrir neste finde o festival Até o Tucupi, que vai rolar por lá. Assim, este post vair ser mezzo especial, dando grande e merecido destaque para o novo rock independente que se faz hoje no extremo Norte brasileiro. Uma região atulhada de ótimas bandas (como a incrível manauara A Luneta Mágica), que dão um cambau em termos de qualidade no pobrinho indie rock que se faz hoje no Sudeste do país. Bora então ler este novo post zapper, pra entender porque o Norte brasileiro – e o rock que se faz por lá – é tão apaixonante, afinal de contas.

 

 

* Nada apaixonante é a violência fora de controle que está tomando conta do país. Isso do lado da bandidagem e também do lado da Lei, néan? Se na Baixada Fluminense traficantes chacinaram sem dó seis jovens por motivo nenhum, em Sampa a ROTA foi num sítio e executou (sempre com a tese de “resistência à prisão”) nove integrantes do PCC que lá estavam reunidos. O blog, óbvio, não é e nunca será a favor da bandidagem. Mas lamenta profundamente que as polícias militar e civil brasileiras quase sempre ajam fora da Legalidade e como se fossem autênticos BANDIDOS fardados.

 

 

* Já no nosso território principal (o rock e a cultura pop, óbvio), a NME desta semana põe em sua capa o imortal Ian Curtis e o Joy Division (o símbolo máximo do pós-punk inglês). A justificativa para a capa é uma entrevista “exclusiva” com o ex-baixista do Joy (e também do New Order), Peter Hook, e onde ele supostamente conta toda a REAL história por trás do mito de Curtis. Hum…

 

 

* E no próximo dia 28 de setembro tem outro festão indie promovido pela sempre antenada produtora Playbook, em Sampa, no? Vai ser a festa de aniversário de Mr. Jack (o criador daquele bourboon delícia chamado Jack Daniel’s, uma das paixões do autor destas linhas beberronas, hihi), com baladaça no extinto Cine Metrópole (na galeria do mesmo nome, na avenida São Luis, centrão rocker de Sampa). Com shows da gata indie Ladyhawke e do grupo sueco I’m From Barcelona, além de discotecagens bacanudas (como a do nosso sempre onipresente dear Luscious R.), a parada promete ser pra lá de fervida. Os tickets pra festança já estão à venda em WWW.playbook.com.br e custam cento e quarenta mangos (preço justo, né?). E TALVEZ (estamos falando talvez…), vá pintar uma certa promo aqui em torno da esbórnia, mas isso o blog comenta melhor na próxima semana, ok?

Ela é linda, loira e “ídala” da indie generation dos anos 2000: Ladyhawke toca em Sampa dia 28 de setembro, em noitada regada a Jack Daniel’s

 

* VMB 2012, O MAIOR DE TODOS OS TEMPOS? – na opinião da MTV, sim. A direção do canal musical reuniu a jornalistada para um café da manhã na última terça-feira, para detalhar pra turma como será a premiação deste ano. Zap’n’roll estava lá, claaaaaro, e notou que há um certo excesso de pretensão da emissora quando ela afirma que a décima oitava edição do VMB vai ser a maior de todos os tempos. Ok, como já foi dito aqui mesmo semanas atrás, o nível das indicações subiu muito este ano em relação às últimas premiações. Também é ultra saudável o fato de que a novíssima cena rapper nacional está novamente em alta tanto na MTV quanto na preferência do público – estas linhas online consideram que nomes como Projota, Lurdes da Luz, Emicida e Criolo têm muito mais consistência e engajamento político e social em seu trabalho musical do que 70% da atual cena rock nacional, integrada por nomes lamentáveis como Restart, For Fun, Strike, CW7 e merdas semelhantes. Tanto que o VMB deste ano será aberto com show do Planet Hemp (com sua formação original) e encerrado com os gigantes Racionais MC’s. A mega festa está programada para durar quatro horas. E o blog vai estar lá, acompanhando tudo bem de perto, sendo que no post da semana que vem voltamos a falar do assunto, listando aqui os indicados finais ao VMB e fazendo nossos comentários sempre ácidos sobre os mesmos, uia!

Racionais MC’s, ainda o maior nome do rap nacional, fecha com show a festa do VMB 2012

 

* Falando na novíssima cena indie nacional, aí embaixo dois clips bacanudos que já circulam na web. São os novos vídeos promocionais das músicas “Telefone na Cara” (a primeira faixa de trabalho de “Rock Chiclete Dançante”, o novo ep dos graaaaandes Imitáveis, de Cuiabá, diletos amigos destas linhas online e uma das melhores bandas de garage rock/jovem guarda da safra recente da indie scene nacional) e “O Conto” (esta, mais uma faixa do incrível álbum de estréia dos Coyotes California, “Hello Fellas”). Dá uma olhada e confira que ainda existem ótimas bandas dentro do lixo no qual se transformou a cena alternativa rock brazuca.

 

Imitáveis – “Telefone na cara”

 

Coyotes California – “O Conto”

 

* Aliás, pra saber mais sobre as duas bandas, vai lá: WWW.imitaveis.com.br, e https://www.facebook.com/coyotescalifornia.

 

* Agora, “crasse” mesmo foi a participação do blog no sempre sensacional podcast “Comando Legal”, apresentado pela trinca maluca Rica Pancita, Stan Molina e Edu “Eu amo tubaína” (uia!). Rolou na última segunda-feira e foi a segunda vez que Zap’n’roll participou do podcast. E como o blogger ainda loker não é covarde, não tem rabo preso e não teme a covardia alheia (que só se torna valentona em redes sociais e através de fakes ordinários), ele soltou o verbo em quem merecia – em ratos como José Bosta Banha Podre Jotalhão Flávio Jr., Alex Fofoca Loser Antunes e Carlos Pilantra Eduardo Miranda, entre outros. Claaaaaro que o conteúdo do programa já chegou ao conhecimento do grupo de discussão da Bizz(cate) no facebook e os losers e desocupados que lá estão instalados já estão em polvorosa, soltando cobras e lagartos sobre o Comando Legal e o autor deste blog, inclusive com ameaças de ações judiciais. Uia! Só pra constar: este blog sim está acionando criminalmente o infeliz JFJr., através de um inquérito aberto em uma DP de São Paulo, por injúria e difamação – já que o sujo em questão afirmou naquele grupo de discussão torpe (que só é importante pra quem está nele), que o autor deste blog é traficante de drogas. Ele vai ter que provar isso em breve – ou vai pra cadeia, simples assim.

 

* Não ouviu a entrevista feita com o blog no Comando Legal? Sem problema, vai aqui: http://comandolegal.tumblr.com/post/31338068774/o-retorno-do-jornalista-gonzo-rocker-malocker-h-f

 

* E bora saber como anda o grande rock feito hoje em dia no extremo Norte brasileiro.

 

 

O NOVO ROCK DO EXTREMO NORTE BRASILEIRO É BOM PRA CARAJO!
E estas linhas online sabem o que estão dizendo, pois há anos cobrem festivais e a cena rock da região. Hoje mesmo, após a finalização (a toque de caixa) deste novo post, o blog está indo novamente pros lados da Amazônia. Mais especificamente para Manaus, onde vai acompanhar neste finde a edição 2012 do festival Até o Tucupi – evento produzido pelo coletivo local Difusão, e que é associado à Ong Fora do Eixo. Por isso mesmo Zap’n’roll está indo cobrir o festival (e que terá resenhas também publicadas no portal Dynamite online) por SUA CONTA, sem nenhum vínculo ou pedido de apoio de qualquer espécie ao Difusão. É melhor assim pois aí o trabalho de cobertura deste jornalista terá independência total e não sofrerá nenhum tipo de pressão.

 

A programação do Tucupi está logo mais aí embaixo. Antes, neste post especial dedicado ao novo rock da região Norte, reproduzimos texto publicado pelo autor destas linhas online há um ano, no Caderno 2 do jornal O Estado De S. Paulo (um dos quatro maiores diários do país), onde mostramos um amplo panorama do melhor rock que rola no Norte brazuca.

 

VOLUME LÁ NO ALTO

Humberto Finatti
Especial para O Estado

 

Mesmo em pleno século 21 e em tempos de internet, regiões como o extremo Norte brasileiro ainda não conseguem uma boa visibilidade para a sua intensa produção cultural no restante do País. Somente agora capitais como Boa Vista, de Roraima, e Macapá, Amapá, – com sua efervescente e novíssima cena musical jovem produz discos, promove festivais entre outras atividades – têm alguns de seus talentos apreciados pela grande mídia especializada do Sudeste.

 

A reportagem do Caderno 2 esteve nos dois municípios, para acompanhar de perto essa movimentação musical. Em Boa Vista (com cerca de 280 mil habitantes), por exemplo, se deparou com uma atuante cena formada por cerca de 30 bandas, que se dividem entre fazer um trabalho autoral e também produzir covers de gêneros como heavy metal e punk hardcore.
“O rock roraimense tem uma história que começou na década de 1980, mas que tomou forma e se organizou a partir dos anos 2000”, explica Victor Matheus, de 25 anos, vocalista e guitarrista da banda Veludo Branco, uma das principais em atividade na cidade. Além de músico, Matheus também é agitador cultural e produziu, em junho, a primeira edição do Skinni Rock Festival, que levou ao palco da unidade local do Sesc oito grupos, sendo seis do município e dois de Manaus.

 

Além da Veludo Branco, em Boa Vista diversas bandas já vêm conquistando um número enorme de fãs, como é o caso da Jamrock (que apesar do nome, produz um reggae de forte apelo pop e radiofônico) e da Mr. Jungle. Esta última, mais voltada ao hardcore, é liderada pelo vocalista Manoel Rolla, de 32 anos, também produtor cultural e um dos coordenadores da organização Canoa Cultural, um coletivo de artistas que já realizou dezenas de atividades no município. “De 2008 até agora, o Canoa já realizou mais de cem eventos, como festivais, shows, palestras, mesas-redondas e oficinas”, explica Manoel. “Trouxemos cerca de 50 bandas para tocar, algumas de outros Estados e outras já bem conhecidas na cena musical independente, como a Madame Saatan e os Los Porongas.”

 

Movimentação semelhante ocorre também em Macapá, a única capital brasileira que não possui ligação por terra com outros Estados – ali só se chega de navio ou avião. Esse “isolamento”, no entanto, não impediu que a cidade de quase 400 mil habitantes também desenvolvesse uma cena musical jovem e empolgante. Conectada, em termos de informação, ao restante do País através da internet e de suas redes sociais, e contando com entusiasmo dos músicos e apoio do poder público local, a cena macapaense hoje tem pelo menos dois nomes bem conhecidos no novo rock brasileiro, as bandas Mini Box Lunar e Stereovitrola. A primeira mistura em sua sonoridade referências da música regional local, Beatles, psicodelia, Mutantes e Arnaldo Baptista, tudo com letras em português escritas pela vocalista e poeta Heluana Quintas. A sonoridade do grupo chamou tanto a atenção que ele já foi tema de artigo na revista Rolling Stone, e deverá lançar seu primeiro disco ainda este ano.

 

Já a Stereovitrola se volta mais para as guitarras power pop e o pós-punk inglês dos saudosos Smiths, mas também com ótimas letras em português, escritas pelo vocalista Ruan Patrick. E tanto na Stereovitrola quanto na Mini Box Lunar atua o tecladista e produtor cultural Otto Ramos, de 31 anos, e coordenador do coletivo Palafita, que organiza as atividades relacionadas à nova cena musical da cidade. “Hoje, em Macapá, temos festivais, festas, programas de TV, estúdios de gravação e ensaios, workshops, sites, blogs, etc.”, conta ele. “Nada disso existia aqui há uns três anos. Agora a cena existe e está se projetando. É difícil ainda viver de arte e cultura em um Estado como o nosso, mas há ambição das bandas em crescer”, ressalta.

 

Todos desejam mostrar seu trabalho para além das fronteiras do extremo Norte. Mas não é nada fácil. A maioria dos músicos de Boa Vista e Macapá ainda precisa manter um emprego paralelo para conseguir sobreviver. Em Boa Vista, por exemplo, Victor Matheus, da Veludo Branco, é funcionário público. Já Manoel Rolla, vocalista da Mr. Jungle, dá aulas de biologia em um colégio da capital.

 

Mas nada tira o entusiasmo da turma. O isolamento territorial vem sendo quebrado graças à internet e a programas de TV como o Interferência, exibido ao vivo diariamente, por meia hora, na afiliada de Macapá da Rede TV!, e que procura manter a cena local sintonizada com as últimas novidades da cultura pop. “Ainda falta estudo e referência, saber utilizar bem ferramentas como a internet e o audiovisual”, observa Darlan Costa, de 25 anos, apresentador do programa. “Mas, mesmo assim, temos grandes bandas por aqui, como a Stereovitrola, que arrasta pequenas multidões aos seus shows.”

 

O que todos esses grupos querem é levar seu trabalho para cada vez mais perto das capitais do Sudeste. Mini Box Lunar e Stereovitrola já fizeram shows em São Paulo. A Mr. Jungle é a próxima a visitar a capital paulista, em julho. E a Veludo Branco já chegou a excursionar pelo outro lado do País, no Rio Grande do Sul.

 

A nova música jovem do extremo Norte pode se preparar para muito em breve, se seguir na mesma toada, ser a bola da vez no rock nacional.

 

* O texto original desta matéria também pode ser lido aqui: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,volume-la-no-alto,745599,0.htm

 

 

PARA OUVIR E CONHECER AS MELHORES BANDAS DA NOVA CENA MUSICAL DO EXTREMO NORTE

 

VELUDO BRANCO
De onde: Boa Vista (Roraima)
Ano de formação: 2006
Integrantes: Victor Matheus (guitarras, vocais), Veludo (baixo) e Cezar Matuza (bateria)
Discos: “Rock’n’roll”, lançado em 2010, e o Ep “Sem Mentiras”, que acaba de ser lançado e que será resenhado logo menos aqui no blogão zapper.
Sobre a banda: a Veludo Branco faz rock básico, com influências de hard e classic rock, além de blues pesado à AC/DC. Um dos destaques são as boas letras, escritas em português, pelo vocalista Victor. Em 2010 o grupo tocou em Manaus, na abertura de um show de Blaze Bayley, ex-vocalista do Iron Maiden.
Para ouvir: www.tramavirtual/veludobranco

 

MR. JUNGLE
De onde: Boa Vista (Roraima)
Ano de formação: 2000
Integrantes: Manoel Villas Boas (vocais), Rubens Ribeiro e Diego Moita (guitarras), Artur Sampaio (baixo) e Jon Nelson (bateria)
Discos: “Fazendo Rock’n’roll” (ep, 2005), “Mr. Jungle” (ep, 2006), “Rockstar” (ep, 2008) e “Mr. Rock’n’roll” (album, 2009)
Sobre a banda: da nova cena da capital de Roraima, a Mr. Jungle talvez seja a mais antiga e conhecida. O som do grupo tem como base o rock’n’roll básico, além de algo de blues e punk, e nas melodias e nas letras escritas pelo vocalista Manoel percebe-se a influência de Led Zeppelin, Black Crowes e até Barão Vermelho. Com público já mais do que cativo na cidade, o conjunto agora pretende mostrar seu som também no Sudeste. Para ouvir: http://palcomp3.com/mrjungle/#

 

MINI BOX LUNAR
De onde: Macapá (Amapá)
Ano de formação: 2008
Integrantes: Heluana Quintas (vocais), Alexandre Avelar (guitarras), Otto Ramos (teclados) e Ppeu Ramos (bateria)
Discos: Mini Box Lunar (ep, 2010)
Sobre a banda: a Mini Box é o outro grande nome da novíssima cena da capital amapaense. O nome foi inspirado nos mercadinhos locais, todos chamados de mini Box (São José, São Jorge, por exemplo). E talvez pelas suas influências sonoras, que jogam em um mesmo caldeirão Beatles, música regional, Mutantes, Arnaldo Baptista e psicodelismo, a peculiar sonoridade produzida pelo grupo já chamou a atenção da grande mídia do Sudeste, como a revista Rolling Stone, que publicou matéria sobre o conjunto no ano retrasado. A belíssima balada “Gregor Samsa” (de letra abstrata e inspirada no célebre personagem do escritor Franz Kafka) convida o ouvinte a devaneios oníricos, e poderia emplacar fácil em qualquer trilha de novela Global.
Para ouvir: www.myspace.com/miniboxlunar

 

STEREOVITROLA
De onde: Macapá (Amapá)
Ano de formação: 2004
Integrantes: Ruan Patrick Oliveira (vocais, guitarras), Otto Ramos e Wenderson Marck (teclados, sintetizadores), Marinho Pereira (baixo) e Rubens Ferro (bateria)
Discos: “Cada molécula é um ser” (ep, 2006) e “No espaço líquido” (2009)
Sobre a banda: o quinteto é um dos dois melhores grupos em atividade em Macapá e, talvez, um dos melhores nomes de todo o novo rock brasileiro. Com influências de pós-punk inglês (à Smiths), psicodelismo e indie guitar rock, além de melodias ultra radiofônicas e ótimas letras escritas em português pelo vocalista Patrick, a Stereovitrola já rodou o país (se apresentando inclusive em São Paulo) e tocaria fácil em fms, se elas não fossem obtusas e ainda movidas a… “parcerias” comerciais com as gravadoras.
Para ouvir: www.myspace.com/stereovitrola

 

A LUNETA MÁGICA
Mega revelação da cena rocker manauara, abre daqui a pouco (às sete e meia da noite já da sexta-feira, quando este post está sendo finalmente concluído, já em Manaus) a primeira noite do festival Até o Tucupi. Para saber mais sobre a banda, que já foi muuuuuito bem falada no blogão zapper sempre antenado, vai aqui: https://www.facebook.com/groups/215977935098146/. Para saber a opinião do blog sobre o trio, vá aqui: http://dynamite.com.br/zapnroll/2012/08/21/a-luneta-magica-mais-uma-incrivel-descoberta-zapper-faz-psicodelia-fodona-e-lindissima-no-meio-da-floresta-e-mostra-que-ha-excecoes-mega-bem-vindas-no-atual-lixo-indie-rock-br/

 

MALBEC
Outro dos grandes nomes da novíssima cena manaura, a Malbec (cuja parte dos integrantes fizeram parte do graaaaande Mezzatrio, um dos principais nomes da cena amazonense no início dos anos 2000) faz rock com nuances experimentais e lançou um primeiro álbum com músicas cantadas em inglês e também em português. Logo menos estas linhas rockers lokers irão falar melhor do grupo, mas se você quiser saber mais sobre eles vai aqui, onde inclusive o álbum “Paranormal Songs” está disponível para download: http://www.malbec.mus.br/

 

THE BAUDELAIRES
O “Teenage Fanclub” de Belém (capital do Pará) é, sem nenhum favor, uma das dez ou quinze melhores indie guitar bands do Brasil. Já fartamente comentado neste blog, o grupo tem dois álbuns e um ep lançados. O novo discão está a caminho e sai ainda este ano pelo selo Pisces Records, de Sampa. pra saber mais sobre o quarteto: https://www.facebook.com/pages/The-Baudelaires/288630517877034

 

MADAME SAATAN
Outro nome fodástico da cena rocker belenense (uma das mais ativas da atual cena musical independente nacional), o quarteto da linda e loira vocalista Sammliz (e também do guitarrista Edinho, do baixista Ícaro e do batera Ivan) faz rock pesado com inteligência e cérebro (algo que falta em 95% dos grupos de heavy rock), e com ótimas letras em português. Já lançaram dois ótimos álbuns e você pode saber mais sobre eles aqui: https://www.facebook.com/madamesaatan

 

 

É TEMPO DE FESTIVAIS – ATÉ O TUCUPI
Ele rola neste finde em Manaus. E o blogão zapper estará por lá, acompanhando tudo beeeem de perto. Portanto, dá uma olhada aí embaixo na programação completa do festival:

 

14 de Setembro – sexta-feira
Autoramas
Espantalho
Facada
Malbec
Elisa Maia e Euterpe
Grind
Brutal Exuberância
00:00
Luneta Mágica
Ramiro Hitotuzi
Luana Aleixo e Dj MC Fino – Intervalos

 Os mega legais grupos cariocas Autoramas (acima) e B-Negão & Os Seletores de Frequência (abaixo), são os headliners do festival Até o Tucupi, neste finde em Manaus – e que será acompanhado de perto pelo blogão zapper

 

15 de setembro – sábado
BNegão & Seletores de Frequência
Os Tucumanus
Gang do Eletro
Nekrost
Nunes Filho
Dpeids
Igor Muniz
Strobo
Karine Aguiar
Linha Rasta
Luana Aleixo e Dj MC Fino – Intervalos

 

* Locais de shows: Alameda do Samba, no Alvorada (ao lado do Sambódromo)

 

* Zap’n’roll está indo cobrir o festival por conta própria. E lá estará fazendo a cobertura do mesmo em parceria com o querido amigo e grande jornalista musical manauara Sandro Correia, um dos diretores de programação da web radio Manifesto Norte (WWW.manifestonorte.com).

 

* Mais sobre o festival, vai lá: https://www.facebook.com/events/141581889318258/

 

 

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O ROCK ROLOU EM PORTO VELHO
Yeah! Foi no já tradicional festival Casarão do Rock, que acontece já há anos na capital do Estado de Rondônia. O blogão zapper não esteve por lá (afinal, o produtor do evento, Vinícius Lemos, o “gago”, não simpatiza muito com o autor destas linhas virtuais) mas ne por isso vai deixar de registrar aqui como foi a movimentação por lá, dentro deste post especial sobre o rock na região Norte brasileira.

 

Assim, aí embaixo, publicamos um texto do músico, guitarrista, vocalista e compositor Victor Matheus Mattos (da banda Veludo Branco), que participou do Casarão 2012 e conta suas impressões sobre o mesmo.

 

DIÁRIO DE BAR: FESTIVAL CASARÃO 2012
Por Victor Matheus – www.roraimarocknroll.blogspot.com

Especial para Zap’n’roll

Power trio Veludo Branco retorna a cidade de Porto Velho, onde começou sua história, para escrever um novo capítulo no maior festival independente da região norte – O Casarão, dividindo o palco com os gaúchos do Cachorro Grande, Pouca Vogal e bandas em ascensão como Cassino Supernova (DF) e Kali e os Kalhordas (RO).

Contrariando a lógica comum para a maioria das bandas independentes do Brasil, em especial as da Região Norte, a Veludo Branco fez sua estréia oficial nos palcos do rock n’roll como um power trio em 2007, sendo a headliner e fechando a última noite do emblemático e seminal Festival Beradeiros, realizado na cidade de Porto Velho – RO e organizado na época pelo Coletivo Beradeiros. De lá pra cá foram mais 3 shows em PVh, incluindo no ano seguinte no Béra Night (evento organizado especialmente para a Veludo Branco), em 2009 pela 1ª vez no Festival Casarão, com Ratos de Porão e Pato FU e agora, em 2012 pela 2ª vez no Casarão.

Foi em Porto Velho também que a história da Veludo Branco se confunde com a vida pessoal desse blogger rocker que escreve este relato, pois foi lá que conheceu o grande amor de sua vida e que hoje é sua esposa e mãe do seu primeiro filho. Motivos não faltam para fazer dessa cidade um capítulo importante na história do power trio Veludo Branco e por essas razões nos sentimos em Porto Velho como em nossa própria casa, como se tivéssemos passado apenas um breve momento ausente de férias e voltando ao lar.

Pode parecer muito simples e prático pelas questões geográficas chegar a Porto Velho – RO, vindo de Boa Vista – RR, mas para a nossa infelicidade, a malha aérea brasileira literalmente fode a nossa vida e testa nossa paciência. Em tempo: O trecho aéreo de Boa Vista para Porto Velho faz uma escala/conexão em Manaus – AM de “adoráveis” 7 horas de espera na ida, e 6 horas na volta, um verdadeiro teste de paciência para qualquer pessoa. Felizmente cada integrante da banda veio acompanhado de sua respectiva esposa, afinal passaríamos um feriado prolongado que duraria 4 dias, então unimos o trabalho (tocar no Festival) ao passeio turístico com a família na terra da E.F.M.M., que tornou a espera menos ruim e ainda nos proporcionou uma situação no mínimo inusitada: No mesmo vôo encontramos o ex baixista da banda, Mirocem Beltrão que também passaria o feriado por lá. (Mirocem foi baixista da Veludo Branco entre 2007 e 2011 e coincidentemente veio de Porto Velho – outra razão pela cidade ser tão especial na história da banda – risos).

Chegamos quinta-feira, 06 de setembro por volta das 11h da manhã em Porto Velho, num clima “agradável” beirando os 40 graus e umidade relativa do ar abaixo de 10%. Fomos recebidos pela equipe de atendimento do Festival e levados de micro-ônibus ao Ecos Hotel, localizado no centro de Pvh e mesmo lugar de hospedagem das bandas “grandes” e convidadas de outros estados. Atendimento digno com as bandas, exemplo de respeito com os artistas e não o que se vê em muito festival por aí e aqui mesmo em Roraima, que mama nas tetas de editais públicos e nem se quer fazem o mínimo, que é colocar a banda num hotel legal e oferecer um rango bom, já que sempre exploram os artistas com as velhas desculpas chorosas da laia corporativista sangue suga pseudo colaborativa de não pagar cachê, passagens aéreas e blá blá blá. Para nossa felicidade além de ficarmos no mesmo andar do Cachorro Grande e Pouca Vogal ainda almoçamos com eles numa churrascaria incrível chamada Araguaia, com direito a rodízio e “open bar”.

O FESTIVAL

O Festival Casarão chegou a 13ª edição comemorando muito e celebrando a sua história. Foram 4 dias de eventos e um total de 21 shows, com bandas headliner de nome nacional como Cachorro Grande, Pouca Vogal e o cantor Wado, muitas bandas de Rondônia, com destaque para a poesia musical de Kali e os Kalhordas, o esporro sonoro dos cultuados Coveiros, a sonoridade psicodélica da beira do madeira da banda Beradelia, a suavidade quase ecumênica da banda Transmissor de Minas Gerais (um dos grandes destaques de todo o festival), o rock esquizofrênico e volátil do Tangherines and Elephants do Paraná, o som retro do Cassino Supernova do Distrito Federal (outro destaque absoluto do festival), o indie brega da banda Descordantes do Acre (grata surpresa) e nós, Veludo Branco de Roraima, numa verdadeira maratona musical, um banquete para os amantes da música independente do Brasil e prato cheio para os críticos e jornalistas deitarem e rolarem para o bem e para o mal.

O QUE FICA?

Retornar após 3 anos a cidade onde recebeu a Veludo Branco de braços abertos no começo de nossa carreira, nos trouxe um sentimento de novo recomeço. Reencontrar o passado no presente e projetar um futuro é algo nem sempre fácil de fazer, mas sentimos claramente nos olhos dos amigos que reencontramos em PVh de longa data, no público que nos prestigiou, nos contatos que fizemos, que vale a pena o esforço em arriscar tudo quando se tem um sonho na vida, mesmo que as vezes aconteçam revés ou críticas negativas quanto ao seu trabalho. Por incrível que pareça, o “negativo” se torna um estimulo a mais para a Veludo Branco, um novo desafio a ser superado.

Ser reconhecido pelo seu trabalho e principalmente recebido carinhosamente pelo público de uma cidade com tantos talentos, tantas bandas, lugares para tocar e festivais gigantes como é o Casarão é muito mais que pudéssemos imaginar, e enxergar o que prevaleceu em nosso legado cultivado em PVh, que vai além da música, nos dá combustível para continuar trilhando nesse caminho que escolhemos: Ser independentes e donos do próprio nariz.

Somos gratos a todos que fazem parte da nossa história, aqueles que nos apóiam, especialmente nesse novo capitulo da história da Veludo Branco ao Festival Casarão (Vinicius Lemos) por acreditar no nosso trabalho e nos dar oportunidade de retornar mais uma vez ao festival e a cidade onde nossa história começou, ao amigo pra todas as horas Fábio Gomes, que além de agente da banda é o quinto elemento dessa quadrilha do rock n’roll (risos), aos amigos que temos como família em PVh, em especial a Carol Melo que gentilmente cedeu sua “baratinha” para que pudéssemos conhecer a cidade e nos salvou de muitos apuros, e especialmente as nossas esposas por estarem ao nosso lado e apoiarem as loucuras rockers que a Veludo Branco faz.

Que venha o próximo capitulo em nossa história, o próximo show, o próximo festival, e que seja tão significante como o que acabamos de vivenciar em Porto Velho. A chama continua acesa e o amor pelo rock n’roll também.

Fecha a Conta

 

(Victor Matheus Mattos é jornalista em Boa Vista, e também guitarrista do trio Veludo Branco. Produtor cultural, em dezembro ele irá promover na capital de Roraima a segunda edição do festival Skinni Rock, que também será acompanhado de perto por este blog)

 

ZAP’N’ROLL X INDIE SCENE BR: A GUERRA ESTÁ MAIS DO QUE DECLARADA!
Este texto foi publicado há cerca de um mês aqui, nestas linhas bloggers ferozes que não têm medo de dizer o que pensa. A propósito da ida de Zap’n’roll até Manaus (onde nos encontramos desde ontem), para cobrir o festival Até o Tucupi, e TAMBÉM atendendo a alguns pedidos de leitores que queriam ver esta matéria republicada, este espaço online achou por bem postar novamente o texto. Ele segue abaixo:

 

O fato de estas linhas rockers online terem ficado em “recesso” forçado durante as últimas três semanas teve seu lado positivo e bastante reflexivo, afinal. Este tópico que foi sendo escrito na madrugada da última segunda para terça-feira (mais especificamente às três e meia da matina, enquanto a tv estava ligada no “Na Brasa” da MTV, sem áudio para não atrapalhar a concentração textual do sujeito aqui), quando o querido “bebê HP/compaq” finalmente retornou ao seu lar, talvez seja o ataque e a porrada mais virulenta que este blog já desferiu contra quase a maioria daquilo que hoje é conhecido como o rock independente brasileiro. E este ataque/porrada tem zilhões de motivos para estar sendo publicado no post que marca o retorno destas linhas zappers.

 

Não é de hoje que Zap’n’roll anda irritadíssima com a indie scene nacional atual. Como já foi dito aqui mesmo várias vezes, a democratização do acesso à tecnologia (via instrumentos e equipamentos eletrônicos mais baratos) e à informação (via internet, óbvio) foi ótimo por um lado (permitiu que muitos artistas e músicos em potencial, que antes não tinham como entrar no circuito musical e mostrar sua arte ao público, passassem a ter esse direito de maneira equânime aos que ainda trafegam no pra lá de moribundo “mainstram” musical) e péssimo por outro: criou uma autêntica monstruosidade que hoje atende pelo nome de cena musical independente nacional. Uma monstruosidade porque, devido às facilidades encontradas para a gravação e divulgação (via web, sites, blogs, portais, YouTube e os caralho) da música, hoje qualquer Zé ruela se acha artista, músico e, muitas vezes, gênio mesmo (e sem a mínima condição ou senso auto-crítico que permita ao sujeito ver, por si próprio, que ele está longe da genialidade que julga possuir). Vai daí que, cotidianamente, a internet é bombardeada por milhares de novas bandas, artistas solo e os links de suas “obras” musicais “magistrais” – que de magistrais não têm absolutamente nada, tamanha a vergonha musical alheia que trazem e propagam na maioria dos casos. E quem sofre com isso, óbvio, são jornalistas como o sujeito aqui ou produtores como o decano, conhecido e respeitadíssimo Luiz Calanca (proprietário há mais de três décadas da já lendária loja de discos e selo Baratos Afins). Ambos, jornalista e produtor, sofrem todos os dias o mesmíssimo problema: são trocentas bandas enviando links atrás de links por todo os caminhos possíveis (e-mail, Twitter, Faceboquete) e implorando (sim, não há exagero aqui, elas imploram mesmo) por um pouco de atenção e divulgação ao seu trabalho. De resto, uma atitude legítma dos artistas (correr atrás de divulgação para o seu trabalho junto a produtores e jornalistas). Mas como já bem observou Calanca tempos atrás, em bate-papo de fim-de-tarde com o autor destas linhas virtuais lá na Baratos (um dos melhores prazeres que um amante de música pode ter é passar um final de dia conversando um pouco com o Luizinho em sua loja na Galeria do Rock, no centrão de Sampa; a informação jorra farta e as risadas são garantidas), “se eu for ouvir tudo o que me enviam pela internet todo santo dia, não faço mais nada na vida”.

 

O blogão zapper começou a dar razão a Calanca quando também começou a ser bombardeado, anos atrás, com links e mais links de bandas querendo divulgar seus trabalhos. E num primeiro momento tentou ser paciente o suficiente para ouvir PRATICAMENTE TUDO o que era enviado ao blog, embora faltasse tempo hábil pra essas audições e a QUALIDADE do material enviado fosse HORRENDA em quase 90% dos casos. Esta estatística, por si só, já seria suficiente para fazer este jornalista dar um foda-se para esse povo todo mas ele continuou procurando divulgar a cena e ser simpático e respeitoso com o trabalho das bandas (ah, o zapper e seu notório coração mole…), por pior que fosse este trabalho, além de se tornar, em muitos casos, “amigo” destas bandas – e com isso, ignorar uma das principais lições deixadas pelo mestre do jornalismo musical americano, o gênio (esse sim, gênio autêntico e imortal) Lester Bangs: a de que jornalistas musicais JAMAIS devem se tornar AMIGOS de artistas. “O artista tem que ser encarado como INIMIGO”, dizia Bangs. E ele estava coberto de razão.

 

E o autor deste blog começou a entender que Bangs estava certíssimo em sua “lição” quando começou a observar outras características que hoje estão, mais do que nunca, enraizadas até o talo na porca cena rocker independente brazuca. Uma dessas características: a de que essa corja de músicos de décima categoria quer mordomia e tudo “de grátis” em sua tentativa de chegar a um pseudo e cada vez mais abstrato (nos dias de hoje) “estrelato”. Explicando melhor: estas linhas rockers bloggers se tornaram já, há meses, um dos espaços dedicados à cultura pop e ao rock alternativo mais acessados da blogosfera nacional (cerca de 70 mil visitas/mês, média de vinte e cinco comentários por post e mais de cinqüenta recomendações em redes sociais por postagem). Com esses números em mãos Zap’n’roll lançou uma campanha para vender publicidade no blog, e também ganhar algum dinheiro com ele, algo igualmente justo e legítmo. Ofereceu então banners às suas bandas “amigas”, aquelas mesmas que viviam (e ainda vivem) enchendo literalmente o saco zapper em troca de divulgação para suas músicas. O que aconteceu depois de quase três meses de tentativas de fazer esta parceria comercial/publicitária com os artistas? As mais estapafúrdias respostas negativas que o dileto leitor possa imaginar. Ou as mais clichês, também: “estamos sem dinheiro nenhum! Gravamos num estúdio caríssimo (wow!) e também produzimos um clip com um diretor fodíssimo, que custou a maior grana!” (novamente: wow!!!).

 Pitty em balada rocker com o “amigo” zapper, tempos atrás na Clash Club, em Sampa. Ela já foi mais humilde. E, pra piorar, ainda trabalha com um produtor “meia pedra” e neurado, que ameaça jornalistas de agressão sem mais nem menos

 

Felizmente o autor deste espaço online não depende do blog pra viver, senão já teria morrido de inanição. Mas o fato de ter recebido as respostas que recebeu diante da oferta de publicidade feita às bandas, só demonstrou o MENOSPREZO que a maioria delas possui pelo veículo midiático online que elas tanto enchem por divulgação. Quer dizer: enchem enquanto vêem nele a possibilidade de divulgação gratuita ao seu trabalho. Falou em GASTAR algum dindim de forma honesta e comercial na parada (em forma de anúncio), todos saem correndo e o menosprezo se instala.

 

Tudo isso somado levou o blog à seguinte conclusão (santa inocência, Batman!): não existe mesmo AMIZADE nesse mundinho indiecente que graça hoje no Brasil. O que existe é apenas e tão somente o bom e velho interesse. Como Zap’n’roll NÃO precisa desse povo (mas eles sim precisam do blog), decidimos levar finalmente em consideração a lição master do mestre Lester Bangs: a partir deste post o blog é INIMIGO de quase a totalidade das bandas da indie scene brazuca atual. Elas podem continuar enviando seus links e buscar sua justa divulgação aqui, através do e-mail do autor destas linhas online e que todos já estão carecas de saber qual é (hfinatti@gmail.com). Quando o blog achar algo realmente interessante, será comentado aqui, não se preocupem.

 

Agora, tudo o que foi escrito aqui neste tópico, até o momento, é apenas uma parte da história. A outra, final e pior ainda, se refere à insuportável arrogância e prepotência desse povo todo, algo que estas linhas zappers também vêm observando há tempos na nossa paupérrima (artisticamente falando) cena independente. Observação corrobarada nas últimas semanas por fatos algo desagradáveis e que envolveram o sujeito aqui e músicos que gravitam nessa cena medíocre – sendo que o autor deste espaço rocker blogger sempre DETESTOU gente arrogante. E continua detestando. Há cerca de quinze dias o blog foi até o StudioSP da Vila Madalena, para prestigiar o show do grupo Quarto Negro, que estava lançando naquela noite seu muito bom álbum “Desconocidos”. Tudo muito bom, tudo muito bem não fosse o fato de que havia ali muita gente que integra ou puxa o saco da Ong Fora do Eixo (uma das PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS pelo nivelamento ao rés do chão da qualidade, ou falta dela, que se observa nas bandas nacionais atuais). Foi o suficiente para começar os ataques e “tirações de sarro” em cima do autor deste blog, que semanas antes havia metralhado os FDE durante a entrega do Prêmio Dyanmite de Música Independente, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Pois então: a temperatura foi subindo no Studio SP e o zapper que já estava ficando “mamadão” de whisky e brejas e que é notoriamente conhecido por não ser nada simpático quando está nesse estado etílico, perdeu de vez a paciência quando ouviu alguém falando, entre risos: “esse crítico de merda…”. Foi a conta pro blog dar seu contra-ataque (e assume que na atitude que tomou naquele instante foi mega ofensivo, grosseiro e agressivo com seus desafetos): ele simplesmente pegou uma cópia em vinil do disco do Quarto Negro que tinha acabado de ganhar do produtor Bruno Montalvão (que produzia a festa naquela noite e foi um lorde com estas linhas virtuais) e a atirou ao chão, pisando em cima da mesma em seguida. Sim, uma atitude destemperada do zapper barril de pólvora, mas que teve sua razão de ser. Tão destemperada e mais arrogante foi a reação dos integrantes da banda (agora formada também por membros de grupos como Pública e Bicicletas de Atalaia), que passaram a ofender ostensivamente o sujeito aqui. Curioso que um dos músicos que mais partiu para agredir moralmente este jornalista foi justamente o grande MALA Léo Mattos, integrante do tal Biclicletas de Atalaia. Mala porque ninguém mais do que ele encheu o saco de Zap’n’roll para que déssemos espaço editorial para a sua banda. Foi um final de noite tenso e mega desagradável e o blog apenas lamenta pelo Montalvas, sempre um querido por este espaço online e que ficou vivamente (e com razão) chateado com o ocorrido. De resto o show do Quarto Negro foi muito bom porque a banda é muito boa. Infelizmente a prepotência e a arrogância de alguns de seus músicos, que se acham “gênios” (sem serem) e que têm uma certa condição financeira, hã, confortável (por que será que, via de regra, quem possui estofo monetário se julga no direito de humilhar e menosprezar seus pares?), empalidece o bom trabalho musical do grupo.

Lello e Samuel Rosa, do gigante grupo mineiro Skank, ao lado de Zap’n’roll em festão do VMB, em 2009: eles tambèm não possuem um pingo da prepotência que domina hoje a cena independente nacional

 

 

Episódio semelhante rolou também na semana passada na casa noturna Beco, no baixo Augusta, quando o blog foi procurar ouvir ao vivo as canções do projeto “Agridoce”, integrado pela Srta. Pitty e por seu guitarrista, Martim. O autor deste blog sempre teve simpatia pela dupla e achava que essa simpatia era recíproca da parte deles. Não foi o que se viu por lá: todos tratando Zap’n’roll com uma prepotência de dar inveja a George Michael. Pior foi quando, após o show, o guitarrista Martim tocou Raconteurs em sua DJ set: o blog achou bacana e quis comentar com ele sobre o recente lançamento de um DVD da banda aqui no Brasil (pela ST2), com o registro de um show do grupo no festival de Montreaux, em 2008. Ao tentar mostrar o DVD para o músico o blog foi quase AGREDIDO fisicamente por um nóia escroto, que atende pela alcunha de Meia Pedra (vejam só o nível do sujeito) e que, segundo estas linhas zappers apuraram, trabalha como “auxiliar” de produção de dona Pitty e da banda Cachorro Grande. O figura não possui a mínima condição emocional e psicológica para exercer suas funções, tanto que também já arrumou confusão com um casal amigo do blog, os queridos Vandré Caldas (que é o sujeito mais pacífico do mundo) e Adriana Cristina, sócios do Simplão de Tudo Rock Bar em Paranapiacaba e onde vai rolar um bacaníssimo mini-festival de rock no próximo feriado de 7 de setembro, evento que está sendo co-produzido e apoiado por Zap’n’roll.

 

Em suma, é lamentável que tanto Pitty quanto o Cachorro Grande permitam que um tranqueira desse naipe trabalhe com eles. E mais lamentável ainda é se dar conta de que gente que anos atrás era tão humilde, simpática e generosa (Pitty, quando estava iniciando sua carreira musical, tocou na primeira edição do Dynamite Independente Festival, no Sesc Pompéia em 2003, evento produzido pelo autor deste blog. Seu “cachê” foi na base da “brodagem”: ela estava lançando seu primeiro disco e naquela época ganhou um generoso anúncio na edição impressa da revista Dynamite), tenha se tornado tão prepotente e tão “nariz empinado” e “salto alto”.

 

O blog acha mesmo incrível como essa cena de merda que hoje representa o grosso da produção musical alternativa brasileira, está eivada de prepotência. Todos se acham “gênios”, todos se consideram “rockstars”. A maioria das bandas não é nem uma coisa muitos menos a outra. Conta-se nos DEDOS (o blog vai repetir: nos dedos) os grupos que possuem realmente uma obra ultra consistente ou, no mínimo, AUDÍVEL. E, dentre estas, novamente conta-se nos dedos aquelas que além de serem ótimas musicalmente, ainda possuem integrantes que encaram a arte de fazer música como algo seríssimo, responsável e um ofício que demanda SIM HUMILDADE, SIMPATIA E GENTILEZA para com o próximo (seja o próximo um jornalista, um simples ouvinte ou seja quem for). De que adianta o Vanguart, por exemplo, continuar com um ótimo trabalho se seu vocalista, Hélio Flanders, se julga o Bob Dylan brasileiro? (e o blog zapper tem culpa nisso, assume. Muita culpa…). Falta HUMILDADE e VERGONHA NA CARA nessa turma mequetrefe. Para efeito de comparação de cenas, épocas e situações: o jovem leitor zapper pode hoje achar que o grupo mineiro Skank é uma bela droga, cafona e mainstream. Ou considerar que bandas como Legião Urbana e Barão Vermelho já tiveram seu momento e hoje não signficam mais nada para o rock nacional. Pois bem: todos eles também foram INDEPENDENTES um dia. E todos eles se tornaram GIGANTES (em uma época em que o rock nacional conseguiu se tornar gigante dentro da mega indústria musical brasileira) graças a um trabalho artístico de altíssima qualidade – existe hoje nessa cena rock alternativa ridícula, inculta, burra, sem estofo cultural e intelectual algum e de MERDA fedorenta, algum poeta do calibre de um Renato Russo ou de um Cazuza? Pois é… e mesmo assim, se tornando gigantes em número de discos vendidos e do público que ia a seus shows Barão, Skank e Legião NUNCA perderam a humildade. O autor deste blog foi amigo próximo de Renato Russo durante algum tempo. JAMAIS foi destratado por ele. Pelo contrário: num dos últimos shows da história da Legião, diante de um ginásio do Ibirapuera LOTADO (com cerca de quinze mil pessoas lá dentro), Russo dedicou uma música ao autor deste blog (“Ainda É Cedo”). Barão Vermelho? Gutto Goffi, baterista e um dos fundadores da banda é amigão zapper até hoje. Skank? Estão ricos, nunca tocam em espaços com menos de dez mil pessoas (uma multidão para a qual as bandinhas toscas da indie scene brazuca atual jamais irão se apresentar) e, mesmo assim, Samuel Rosa, Lello, Henrique e Haroldo são quatro “manés” (no ótimo sentido do termo) tamanho o respeito, carinho e simpatia com que eles tratam seus fãs e amigos – inesquecível a cena do vocalista Samuel Rosa encontrando com Zap’n’roll numa premiação do VMB, anos atrás, e gritando: “Finatti! Você é o cara!!!”.

O quarteto acreano Los Porongas “cercando” o blog, em show no clube Outs/SP, há alguns anos: eles são uma das melhores bandas do Brasil. E possuem ZERO de arrogância

Enfim,  diante de tudo o que foi escrito, explicado, exposto e detalhado aqui a pergunta que não cala é: quem é essa ceninha escrotinha rocker de hoje, pra querer se achar genial, rockstar e ter o nariz empinado até a lua? Como bem frisa o produtor Ulysses Cristianinni, proprietário da Pisces Records: “um bando de babacas que não são merda nenhuma, que vivem enchendo o saco por divulgação e pra lançar seus discos e que no final se acham a última bolacha do pacote”. Bolacha velha, ruim e mofada, claro. Essa turma deveria aprender algumas lições de humildade e simpatia com o gigante U2, um dos maiores grupos de toda a história do rock. Afinal a arrogância ABAIXO de zero e a simpatia de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen, já é lendária.
Ulysses também tem razão em sua declaração. Por isso, finalizando este tópico repetimos mais uma vez: o blog mais do que nunca vai seguir a lição de Lester Bangs (um jornalista que se tornou lenda ao demolir mitos como Elvis Presley ou Lou Reed): bandas, a partir de agora, são inimigas deste espaço. E serão tratadas como tal. Haverá poucas exceções nesse quadro – nomes como Los Porongas (uma dos DEZ MELHORES GRUPOS em atividade hoje no Brasil e cujos integrantes, além de serem irmãos de fé destas linhas online, ainda são um exemplo de total humildade), Madame Saatan, Doutor Jupter (outro quarteto GIGANTE na qualidade musical e também na SIMPLICIDADE de seus integrantes), Madrid (Adriano Cintra, que já foi popstar internacional quando tocava no CSS, também é outro exemplo de sujeito humilde e super boa praça), Coyotes California (esses moleques da zona leste paulistana ainda vão causar muita raiva em supostos “rockstarzinhos” cu de rola que pululam pelo baixo Augusta), Stereovitrola, Mini Box Lunar e Vila Vintém (todos lá do distante Amapá), Transmissor (de Minas Gerais), Veludo Branco e Mr. Jungle (de Roraima), Nicotines e Luneta Mágica (de Manaus), Baudelaires (de Belém), Cartolas (de Porto Alegre), O Sonso e o Jardim Das Horas (de Fortaleza) e mais alguns poucos são a exceção e continuarão sendo considerados como amigos queridos por este espaço virtual, pela qualidade de seu trabalho e pela humildade que seus integrantes demonstram ter no trato com as pessoas. O resto é o resto e Zap’n’roll quer que todos se fodam, de verdade. Ponto final.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Livro: “A Ira de Nasi”, a biografia do ex-vocalista do finado grupo Ira!, e que acaba de ser lançada pela editora Belas Letras.

 A biografia de Nasi, ex-vocalista do Ira!: sexo, muuuuuuita cocaína e rock’n’roll

 

* Disco: em clima de rock  no extremo Norte brazuca, a dika do blog vai para “Paranormal Songs” (da Malbec) e “Amanhã vai ser o melhor dia da sua vida” (da Luneta Mágica), os dois álbuns das duas grandes bandas da atual cena rock de Manaus.

 

* Baladenhas em Sampa? O blog está looooonge da capital paulista, no? Mas se estivesse por aí hoje, com certeza iria para a sempre animadíssima esbórnia rocker no Astronete (lá na rua Augusta, 335, centrão de Sampalândia).///Ou entonces, cairia na já tradicional festa Glam Nation no Inferno (no 501 da Augusta), que rola no sabadão, 15 (ou seja: amanhã). Certo, manos e manas? Então boa balada aê, que o blog vai se jogar no rock aqui!

 

 

ROCKERS NOISE COM TICKETS NA FAIXA!
Claaaaaro! E não? Vai lá no hfinatti@gmail.com, que continuam em disputa sangrenta:

 

* DOIS PARES DE INGRESSOS pro Rockers Noise Fest, dia 31 de outubro em Sampa, com showzaços dos Telescopes e do Gallon Drunk.

 

 

INDO PRO TUCUPI
Bye bye, galere. Postão monstro pra ninguém reclamar! O blog agora vai enfrentar o calor e o rock manauara no festival Até o Tucupi, que terá cobertura a partir de amanhã no portal Dynamite e na semana que vem aqui no blogão zapper. O blogão que tem paixão pelo Norte, pelo rock que é feito aqui, pelos ótimos amigos que possui aqui (alô Karla, Diego, Pablo e Chico, da Luneta; alô queridaço Sandro Nine, o homem rock de Manaus; alô Victor Matheus, mega brother de Boa Vista; e alô pros queridos Carolina Cavalcanti, Rudá Jr., Dejanira, Telma, Carine e André Mont’Alverne, todos lá da bacana Macapá) e que hoje também dá as boas vindas ao Arthur, o primeiro filho da ex-girlfriend e sempre legal garota rocker Rudja (e desejando a ela toda a felicidade do mundo agora que se tornou mãe, e desejando também que a maternidade sempre a mantenha com o grande caráter e inteligência que ela sempre possuiu, e que um dia encantou o autor destas linhas bloggers sentimentais), vai pro rock. E com o coração sempre e eternamente apaixonado por umas das regiões mais incríveis deste nosso imenso Brasil. É isso aê: até a semana que vem!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti, direto de Manaus, em 14/9/2012, às 20hs.)

Bob Mould, o sujeito que “ensinou” música e guitarra para caras como Black Francis e Kurt Cobain, volta a gravar e a lançar novo disco, já seríssimo candidato a melhor de 2012. Raveonettes também novo na área. E mais uma bizarríssima história zapper: o dia em que voou e choveu (literalmente, uia!) cocaine da carteira do jornalista loki, em um festival de rock em Sampa, hihi.

O gênio Bob Mould (acima), ex-guitarrista e vocalista da lenda Husker Du, volta com um disco fodaço. E a dupla dinamarquesa The Raveonettes (abaixo), assume de vez a melancolia quase dark em seu novo e também ótimo disco 

 

Feriadão com ultra gripe.
É foda, e como! Fazia tempo que o blogger (agora quase ex, hihi) loker não ficava nessas condições. Na última terça-feira, o básico começou a atacar: espirros em profusão e garganta arranhando. Pra piorar, à noite, bate na porta da house zapper a turma bacana da banda Pronominais (Nani, Matheus e Luquinha “zica”, uia!), que está escalada pra tocar neste finde de feriado prolongado lá na primeira edição do Independence Rock Festival, no Simplão Rock Bar (em Paranapiacaba, sendo que você vai ler mais a respeito aí embaixo, acompanhando estas linhas online que começam agora), com apoio cultural do blog. “Bora tomar umas brejas e um vinho, e combinar os pormenores pro show”, intimou Lucas. E o blogger fã de um bom vinho foi, claro. Foi o suficiente pra anteontem, quarta, o sujeito aqui ficar total fora de combate. Tão fora de combate que ele só teve coragem de começar a escrever o post desta semana no final da tarde de ontem, já no feriadão. Mas afinal cá estamos, néan? E numa semana que se mostrava pouco agitada no meio pop/rock planetário e na cultura pop em geral, até que o novo postão da Zap’n’roll se sai bem, afinal de contas. Pois não é toda semana que estas linhas online ouvem um discaço como estão ouvindo esta semana (e isso está cada vez mais raro de acontecer nos dias atuais, ouvir um álbum novo que é absolutamente fodástico do início ao fim), e que já compete com o “Blunderbuss”, do Jack White, ao posto de melhor cd de rock de 2012. Qual é este trabalho? O novo solo de um gênio chamado Bob Mould. Já lembrou quem é ele? Não? Então bora ler o blog mais legal da web brazuca, que você já vai se lembrar. É o som que este virtual está ouvindo nesse instante, enquanto digita estas linhas no note e fica na torcida pra que a gripe, afinal, vá embora o mais rápido possível pois estamos no sabadão já e logo menos iremos nos mandar pra Paranapiacaba, pra esquecer um pouco do inferno urbano de Sampalândia que todos nós amamos mas que também nos sufoca em vários momentos da nossa vida.

 

 

* E anteontem (quinta-feira) foi noite de entrega do VMA 2012 lá nos EUA. O grande vencedor da premiação foi a boy band britânica One Direction, que levou três troféus. São os tempos atuais da música pop: cada vez mais rápida, rasteira e descartável. Ou você acha que alguém vai se lembrar desse One Direction daqui a alguns meses?

 

 

* O próprio VMA desse ano estava pavorosamente chato. O blog começou a assistir a premiação e mudou de canal uns vinte minutos depois. Não dava pra suportar a chatice da festa.

 

 

* Ainda no terreno da tv e do noticiário pop mais leve (uia) ou, hã, erótico (ops!): a loiraça putaça cadeluda Denise Rocha, a hoje célebre ex-assessora parlamentar que foi defenestrada do cargo depois que um vídeo “educativo” seu foi parar na web, apareceu no programa do Jô, na última quarta-feira. O que poderia render uma ótima entrevista (com revelações bombásticas sobre bastidores do poder e as putarias que rolam por lá), acabou se transformando em uma ladainha chorosa sobre como a moça é “casta”, “pura” e como seu ex-namorado foi sacana, postando o vídeo na internet, sem o consentimento da moçoila. Ahã. Fora que, pra quem é formada em Direito, ela se expressou bem mal (com timbre vocal de um travecão, hihihi). No final das contas, miss Rocha se deu bem nessa parada: deve ter levado uma bolada gigante da revista Playboy, onde ela estampa a capa da nova edição. Só que, pelo visto na palhinha que o blog publica aí embaixo, não é difícil chegar à conclusão de que é melhor ver o vídeo da vagaba em ação (ele ainda está na web, e de grátis) do que gastar grana comprando a revista, uia!

Essa cadeluda e putíssima vaca loira se deu bem, hihi: após dar aula de trepação em vídeo que foi parar na web, Denise Rocha foi parar na capa da Playboy (acima), em ensaio (abaixo) que no entanto deve perder longe em termos de impacto, para o vídeo “educativo” estrelado pela moçoila, uia! 

 

 

* Ah sim: o zapper sempre atento comentou o assunto também em sua página no faceboquete, inclusive postando lá a sequência de fotos extraídas do vídeo da loiraça belzebu e fodedora. Não deu outra: o post foi retirado do ar pelo Face e o sujeito aqui teve sua conta bloqueada por vinte e quatro horas, para novas postagens. Também, esperar o quê de uma rede social de merda, reacionária e conservadora, e que foi criada por um judeu branco americano, classe média (hoje não mais: o moleque tá bilionário) e ultra careta? Ou seja: estamos teoricamente numa democracia. Mas o Facebook se esquece disso e age como um ditador. Lamentável, pra dizer o mínimo.

 

 

* Melhor que a xota loira vacuda que trabalhou na Câmara em Brasília é Lana Del Ray, óbvio. Ela canta. E encanta os machos. E é a mulher do ano, segundo a GQ britânica. Ela merece. Ou não?

 Miss Lana Del Ray, sonho de consumo de machos mundo afora: peladinha na capa da GQ britânica, que a elegeu “mulher do ano”. Ela merece!

 

 

* Mais vídeos de putaria no mondo pop a caminho, uhú! Agora são dois ex-funcionários da xoxotuda Shakira que ameaçam divulgar imagens na web, onde a cantora aparece sendo bem fodida pelo namorado em um iate. A moda tá pegando, ouxe…

 

 

* Bien, blog sendo escrito (e postado) em pleno feriadón. Então está tudo mais calmo, digamos assim. Melhor portanto enfrentar esse calor ouvindo um discão, de um sujeito que ainda faz a diferença no rock’n’roll americano e planetário. Vai lendo aí embaixo, pra você saber de quem se trata.

 

 

BOB MOULD, O GÊNIO DO HUSKER DU, RESSURGE EM DISCO MONSTRO
Boa parte do dileto e muito jovem leitorado zapper talvez já não se lembre mais, ou nem saiba o que foi o Husker Du. Trio essencial para todo rock planetário que importa nas últimas três décadas, o grupo encerrou suas atividades há vinte e cinco anos. No entanto seu vocalista, guitarrista e principal compositor, Bob Mould, continua na ativa até hoje. E acaba de lançar seu novo trabalho solo, “Silver Age” – que saiu oficialmente na última terça-feira nos Estados Unidos, e pode ser facilmente achado na internet. O disco é monstro e o blog não para de ouvi-lo há alguns dias. Finalmente Jack White e seu fodástico “Blunderbuss” encontraram um concorrente à altura, na disputa pelo título de melhor álbum de rock de 2012.

 

Mould está com cinqüenta e um anos de idade e sua história musical começa com a do Husker Du, em 1979, em Minneapolis, quando Bob (então um pirralho estudante do ensino médio) trabalhava em uma loja de discos. Num belo dia adentraram na loja a dupla Grant Hart e Greg Norton, e os três começaram a papear sobre rock’n’roll. A identificação foi imediata e daí para montar a banda foi um pulo, com Mould nas guitarras e vocais, Norton no baixo e Grant na bateria. A estréia em disco se deu em 1983 com o álbum “Everything Falls Apart” e nele o Husker Du já mostrava o que seria sua marca registrada: uma sonoridade rápida, crua e punk, de guitarras furiosas mas tudo envolto em melodias ultra pop e com letras versando sobre problemas emocionais. A crítica adorou, os fãs foram aumentando e o conjunto acabou indo parar no cast da gigante Warner. Foi lá que o trio lançou uma sequência de trabalhos espetaculares, entre eles o álbum duplo “Zen Arcad” (de 1984), “Candy Apple Grey” (editado em 1986) e “Wirehouse – Songs & Stories” (de 1987). Sendo que os dois derradeiros chegaram a ser lançados naquela época no Brasil, em vinil que Zap’n’roll guardava carinhosamente, em sua gigantesca coleção de discos.

 

A banda chegou a fazer razoável sucesso de público e vendas nos Estados Unidos. Egressa da cena independente, conseguiu ir parar em uma major do disco sem alterar em um milímetro sua proposta musical. Efetivamente o Husker Du é considerado meio que “pai” dos Pixies e do Nirvana, e ambas as bandas sempre citaram o trio de Bob Mould como sua influência principal. Só que tudo que é ótimo sempre dura pouco, não é? No auge do sucesso tanto Mould quanto o batera Grant Hart começaram a brigar pesado, em discussões alimentadas pelo ego descomunal de ambos e pela enfiação gigantesca de pé na lama em drugs. Não tinha como ser diferente: em 1987, durante a turnê de “Wirehouse…” o pau comeu feio entre ambos. Foi o fim do Husker Du.
Dos três, Bob e Grant seguiram na música – o baixista Greg Norton, vejam só, se transformou em… chefe de cozinha. E Mould ainda montou o igualmente fodástico grupo Sugar e depois seguiu em uma produtiva carreira individual, ao mesmo tempo em que assumia sua homossexualidade e tentava de livrar do vício em heroína.

Capa do novo álbum de Bob Mould: o disco é monstro!

O último e mais recente capítulo dessa carreira solo é este “Silver Age”, que já toca feliz no note zapper há vários dias. O álbum é um escândalo, uma autêntica cacetada que une guitarras distorcidas e em disparada furiosa a melodias pop e perfeitas, bem ao estilo do Husker Du e do Sugar. O vocal de Mould não mudou com o passar dos anos – pelo contrário: ele parece mais sólido e menos desafinado que há duas décadas e meia. As músicas então beiram o sublime: são instantâneos velozes e concisos (o disco todo não chega a durar quarenta minutos), discorrendo sobre a vida, dores emocionais e a insensibilidade que domina a existência humana nos dias que correm. “Star Machine” é o power pop furioso que abre o cd, escancarando amplas avenidas para a guitarra de Mould avançar e derrubar tudo que encontra pela frente. Daí pra frente nos deparamos com mais canções devastadoras (“Fugue State”, “The Descent”, a própria faixa-título) mas ainda assim de incrível apelo radiofônico (como “Angels Rearrange” ou a linda “First Time Joy”, o momento “sweet ballad” e que fecha o álbum deixando no ouvinte a incrível vontade de ouvir tudo novamente e de imediato).

 

Em um mundo onde não existem mais heróis de verdade no rock, Bob Mould pode ser considerado um gênio. Um autêntico guitar hero que escreve músicas com uma potência e perfeição melódica absurdas. Bandas escrotas do indie rock gringo (e daqui também) venderiam a mãe pro Diabo e dariam o cu a seco (sem vaselina), pra compor um único riff de guitarra igual aos que Bob dispara com desenvoltura em suas canções. E o mais curioso dessa parada toda é que um disco MONSTRO como esse e que acabou de ser lançado, passou absolutamente “batido” por boa parte de sites e blogs da nossa web “muderninha” dedicada à cultura pop – uma resenha pequena foi publicada há pouco no Rock’n’beats, e o nosso sempre dileto “inimigo cordial” André Barcinski escreveu um  texto sobre o Husder Du no seu blog há alguns dias, mas sem mencionar o lançamento deste “Silver Age”. O mesmo aconteceu com a Jukebox, do portal Dynamite, que inclusive em seu último post fala do novo álbum dos Vaccines (em uma clara tentativa de deter um olhar mais preciso também ao que rola no rock atual, ao invés de ficar apenas aprisionada no classic rock e similares), mas passa despercebido pelo discaço do ex-Husker Du.

 

Talvez nós jornalistas musicais não tenhamos mais função no mundo, rsrs – estas linhas online,vão admitir, tomaram conhecimento do álbum de Bob através de um toque de um amigo virtual, lá no faceboquete. E logo em seguida fomos atrás de ouvir o discão. Ou, como diria a resenha do Allmusic: “trata-se de um rei exilado reclamando sua volta ao trono”. É bem por aí. Pois se depender de “Silver Age”, a volta do rei Bob Mould está garantida.

 

 

O TRACK LISTA DE “SILVER AGE”
1 – Star Machine
2 – Silver Age
3 – The Descent
4 – Briefest Moment
5 – Steam Of Hercules
6 – Fugue State
7 – Round The City Squire
8 – Angels Rearrange
9 – Keep Believing
10 – First Time Joy

 

 

BOB MOULD AÍ EMBAIXO
Em dois vídeos: o primeiro da faixa “The Descent”, single de trabalho do álbum “Silver Age”. E o outro, do mega clássico  “Could you be the one”.

 

 

 

A DUPLA RAVEONETTES ASSUME DE VEZ SUA MELANCOLIA QUASE DARK
Dos grupos mais bacanas surgidos no novo rock alternativo dos anos 2000, o duo dinamarquês The Raveonettes (formado pelo compositor, guitarrista e vocalista Sune Rose Wagner, e pela delícia loira Sharin Foo, que também canta e toca baixo) é uma raridade nestes tempos de carreiras musicais ultra efêmeras no mondo pop. Formada em 2001 em Copenhague, a dupla já lançou sete bons álbuns de estúdio. E o mais recente, “The Observator”, já circula há alguns dias pela web – seu lançamento em lojas nos EUA e na Europa acontece no próximo dia 11 de setembro (data cabalística, no?).

 

 

E não deixa de ser mega curioso a mudança de rumos musicais na trajetória da banda. Os Raveonettes (que estas linhas bloggers rockers adoram, sendo que tivemos o mega prazer de assistir a dupla ao vivo, em um showzaço há uns três anos na chopperia do Sesc Pompéia, em Sampa), todo fã de rock contemporâneo sabe, começaram fazendo noise rock à la Jesus & Mary Chain mas com melodias e vocais à moda garage sessentista. Isso rendeu dois álbuns (os dois primeiros) espetaculares e ajudou Sune e Sharin a estabelecer um ótimo padrão de qualidade e respeito junto à crítica e aos fãs. Os discos continuaram sendo gravados e lançados e eis que, a partir de “Lust Lust Lust” (editado em 2007), o duo deu uma guinada quase radical em sua estética sonora. Os Raveonettes, de repente, se tornaram musicalmente sombrios e melancólicos – mas ainda assim fazendo uso de guitarras em noise e de melodias bastante concisas.

 

 

O novo capítulo desta mudança é este “The Observator”. Nele os dois músicos aprofundam e amplificam as ambiências melancólicas, como se não houvesse mais alegria no mundo dos Raveonettes. E, melhor ainda, essa tristeza e esse clima sombrio, quase dark, resulta em canções avassaladoramente belas. É o caso, por exemplo, do primeiro single do disco, “Observations”, de melodia lenta e construída por uma sólida execução pianística – fora que a música ganhou um vídeo igualmente belíssimo e sombrio, como você pode ver mais aí embaixo.

 O novo disco dos Raveonettes: melancólico e quase dark

 

E além de “Observations”, há outros momentos sublimes no cd: “Young And Cold” (o título já sugere o estado de espírito da música) abre o disco em tom de lamento, como se os vocais remetessem a lembranças de um tempo que foi bom mas que não existe mais. “Curse The Night”, “The Enemy” e “Downtown” (esta, um pouco mais acelerada e “alegre”, até onde isso é possível dentro da concepção do trabalho), todas seguem mais ou menos o mesmo padrão e conferem ao álbum uma unidade bacana, difícil de se encontrar em lançamentos atuais.

 

 

Os Raveonettes gravaram o disco em Los Angeles, nos mesmos estúdios onde os imortais Doors registraram boa parte de suas obras-primas. Se isso influenciou ou não no resultado final, é um detalhe. O fato é que este “Observator” mantém a dupla dinamarquesa como uma das – poucas – bandas de rock alternativo dos dias que correm, que continuam valendo a pena ouvir.

 

 

O TRACK LIST DE “OBSERVATOR”
1.”Young and Cold”
2.”Observations”
3.”Curse the Night”
4.”The Enemy”
5.”Sinking With the Sun”
6.”She Owns the Streets”
7.”Downtown”
8.”You Hit Me (I’m Down)”
9.”Till the End”

 

 

E A DUPLA AÍ EMBAIXO
No vídeo da bonita e sombria “Observations”, o primeiro single do álbum “Observator”.

 

 

 

MINI DIÁRIO SENTIMENTAL – MONTANHA DE NEVE NA CASA DO NASI E CHUVA DE PADÊ NO PLANETA TERRA, UIA!
Um dos assuntos que movimentou a cena rock brazuca esta semana foi a notícia do lançamento da biografia do cantor Nasi, ex-vocalista do saudoso Ira!, um dos nomes mais importantes do rock nacional dos anos 80’. “A Ira de Nasi” foi escrita a quatro mãos (pelos jornalistas Mauro Beting e Alexandre Petillo) e será lançada pela editora Belas Letras nesta segunda-feira.

 

Zap’n’roll ainda não leu o volume mas irá fazê-lo o mais breve possível. Mesmo porque achou interessantíssimo o texto publicado a respeito da bio na última segunda-feira, na capa da Ilustrada da FolhaSP. Na matéria, escrita por mr. Barcinski (nosso sempre dileto “inimigo cordial”), Nasi relembra como sua casa se transformou, em determinada época de sua vida, na “Meca da cocaína” e onde figuras ilustres como Nick Cave e Sebastian Bach, ex-vocalista daquele horrendo metal farofa chamado Skid Roll(a), iam para “deitar a napa”, uia!
Fato que trouxe recordações ao sujeito aqui, claaaaaro: o blogger loker também chegou a freqüentar a tal “Meca da cocaine” no início dos anos 90’. Foi em algum dia de 1993 quando o Ira!, então atravessando uma de suas piores fases artísticas e comerciais, tinha acabado de lançar o álbum “Música calma para pessoas nervosas” – que não vendeu porra nenhuma e encerrou o contrato da banda com a gravadora Warner. O sujeito aqui, que também não estava na sua melhor fase profissional, tinha acabado de começar a colaborar com a revista Dynamite. E sugeriu entrevistar Nasi, que conhecia de velhos carnavais. “Beleza, manda bala”, aceitou o sempre querido “tio” André Pomba, eterno e-ditador e Publisher da Dyna.

 

Pauta confirmada, data e hora da entrevista marcadas, o zapper sempre zeloso dá uma última telefonada pro vocalista, informando que estava indo pra casa dele (um sobrado perto da Usp, na zona oeste paulistana). “Ok, pode vir”, disse Nasi. “E você não consegue trazer um baseado? É que eu to sem e…”. Zap’n’roll: “Pô, também não tenho, você sabe que sou mais chegado nas narigadas, rsrs”. Nasi: “é verdade, rsrs. Bom, se manda pra cá que tenho uma surpresa pra você!”.

Zap’n’roll, loker como sempre, era bem agitadón anos atrás (nas duas fotos acima, o jornalista brinca de dj “enjaulado” e entrevista seus amigos do grupo Ira! no final do ano 2000, no escritório da produtora da banda; sete anos antes, rolou a padelança cruel na casa do vocalista Nasi, uia!). Abaixo, o blog junto com o amigão Wlad Cruz (do portal Zona Punk), na sala de imprensa do festival SWU 2011, em Paulínia. Anos antes, em outro festival, Wlad presenciou uma autêntica “chuva de padê”, voando da carteira do jornalista rocker doidão, hihi

 

 

E lá se foi o zapper doidón (bastante doidón ainda, naquela época). Chegando ao sobrado, foi recebido com simpatia pelo velho chapa. Ambos imediatamente subiram para o andar de cima e foram para um dos quartos, onde havia dezenas de discos de vinil escorados nas paredes e onde seria realizada a entrevista. Seria, porque não houve a dita cuja no final das contas. Ou houve: assim que ligou o mini-gravador pra começar o ping-pong o jornalista foi surpreendido por Nasi, que tirou debaixo da cama um prato onde havia (literalmente) uma montanha de pó branco. “Taí a surpresa que eu te falei”. Não dava pra acreditar, rsrs. As carreiras começaram a ser esticadas e aspiradas pela dupla, enquanto um autêntico diálogo “samba do crioulo doido” se instalava entre ambos e era registrado pelo mini-gravador. Quando o padê acabou, bateu o desespero por mais. E acabou também a “entrevista”.
Não deu outra: quando chegou em casa e foi ouvir o que estava gravado na fita, o jornalista loker ficou pasmo: não havia nada aproveitável no “diálogo” entre músico e repórter – parecia mais uma conversa incompreensível entre um marciano e um jupteriano. A entrevista, óbvio, teve que ser remarcada (e sem cocaine dessa vez). E a matéria felizmente acabou sendo publicada na edição impressa da revista Dynamite.

 

Quinze anos depois do episódio de devastação nasal na casa de mr. Nasi, foi a vez de (literalmente) chover padê no festival Planeta Terra. Foi na edição de 2008, em um longínquo espaço na zona sul de Sampa, próximo à Marginal do rio Pinheiros, quando tocaram entre outros a lenda Jesus & Mary Chain, e mais Kaiser Chiefs etc. Zap’n’roll como de hábito, estava credenciado para a grande esbórnia rocker. E resolveu que precisava ir pra lá devidamente “abastecido” do “produto”, hihi. Foi em busca de dois “pinos” de cocaine e se mandou pro festival. Lá chegando, começou a intercalar narigadas com visitas à sala de imprensa onde (voilá!) havia cerveja à disposição da jornalistada. E onde estava também o sempre querido “gordito de nosso corazón”, Wlad Cruz, o homem que comanda o portal Zona Punk. O autor deste blog nunca havia parado pra bater um papão com Wlad e ali estava a oportunidade pra isso. E foi então que, entre um gole e outro de cerveja, o blogger maloker tirou sua carteira do bolso pois queria pegar um cartão onde pudesse anotar o número de telefone que Wlad queria lhe passar. Não deu outra: um dos pinos de padê estava justamente na carteira. E tinha aberto involuntariamente. Segundo Wlad se recorda (sempre às gargalhadas), “a carteira abriu e foi aquela chuva de cocaína. Voou padê pra todo lado, literalmente”. Uia!

 

Moral dessas duas histórias: a) nunca faça uma entrevista dando tecos em “farinha”. O resultado da gravação pode ser desastroso; b) nunca coloque um pino mal fechado de padê em sua carteira. Você pode fazer nevar em plena sala de imprensa de um festival de rock, hihi.

 

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Discos: os novos do Bob Mould (“Silver Age”) e dos Raveonettes (“Observator”), dois CDs bacanudos pra você ouvir e curtir no feriadão.

 

* Filme: “Cosmópolis” entrou em cartaz ontem nos cinemas paulistanos. É o novo longa do algo demente diretor David Cronenberg (o homem que já deu ao cinema longas como “Scanners” e “A mosca”), de quem o blog sempre foi fã. Fikadika então pra quem quer pegar um bom filme neste finde.

 

* Fest Rock em Paranapiacaba: yeah! Começou ontem (sextona em si) e continua hoje, no Simplão Rock Bar, lá na linda e bucólica Paranapiacaba, a primeira edição do Independence Rock Festival, que tem curadoria do blog e sendo que vamos atacar de DJ por lá hoje, wow! Na parte dos shows, destaque pro ótimo Doutor Jupter (que também se apresenta um pouco antes, agora no final da tarde, lá na Galeria Olido, colado na Galeria do Rock, no centrão de Sampa), que vai fechar a balada já na madrugada tocando seu incrível folk rock. Vai perder? Não, né? Então se manda pra Paranapiacaba que ainda dá tempo!

Doutor Jupter e seu ótimo folk rock animam festival em Paranapiacaba, hoje à noite 

 

* Baladíssimas no feriadão? Pra quem ficou em Sampalândia sempre rola algo bacana, no? Pois então se manda pro Inferno (opa!), lá no 501 da Augusta onde hoje tem showzaço dos americanos do Red Fang às seis da tarde. Depois, na madruga e no mesmo Inferno, rola mais uma edição bacana da festona oitentista “Pop&Wave” e que hoje vai contar com super especial dos inesquecíveis Smiths.///Fora isso tem o Astronete, né? Sempre bombado e sempre cheio de xoxotas rockers lokas e deliciosas, também lá na Augusta, no 335. Então escolha sua melhor balada, faça aquela produção no capricho e se jogue com tudo porque a vida é curta, rapá!

 

 

ROCKERS NOISE FESTIVAL NA FAIXA!
Yes! Os pedidos estão se avolumando cada vez mais mas ainda há chances pra quem não mandou e-mail e tá marcando na parada. Se esse é o SEU caso, acorda e vai lá no hfinatti@gmail.com, pra tentar a sorte e ganhar:

 

* DOIS PARES DE INGRESSOS pro Rockers Noise Festival, que rola dia 31 de outubro em Sampa, no Espaço Victory (na Penha, zona leste paulistana), com showzaços dos ingleses Telescopes e Gallon Drunk. Corre lá no e-mail e boooooa sorte!

 

 

E FINDE NÉ?
Que o postão tá de bom tamanho, com ótimas resenhas e histórias divertidas como sempre. Agora, em pleno sabadón, o blogger eternamente rocker vai se mandar pra Paranapiacaba e curtir a noite de hoje por lá, discotecando no Independence Rock Festival. E semana que vem estaremos em Manaus, conhecendo a cena rock local e cobrindo o festival Até o Tucupi. Até lá o blog deixa beijos e abraços na mega querida Silvia Ruksenas (que fez aniversário ontem) e nos mega fofos e meigos Diego Souza e Karla Sanchez, que chegaram ontem em Sampa e curtem o feriado aqui até a próxima terça-feira.

 

Beleusma? Até o próximo post zapper então!

 

 

(enviado por Finatti às 17hs.)