Derretendo miolos com o seu novo álbum, o Tame Impala mostra como se faz psicodelia e como ainda se faz ótimo rock’n’roll no novo milênio; o reacionarismo e terrorismo sem limites do judeu Zuckerberg impõe novo bloqueio à conta zapper no faceboquete de merda; e um clássico recente da cinematografia de cultura pop cai inteiro na web, trazendo zilhões de recordações de dorgas e putarias ao blog saudosista (atualização e ampliação final mega, com papos sobre o clássico “Trainspotting”, em 28/10/2012)

A banda nova fodona e de sonoridade liberal, e o “novo” conservador e atrasado comportamentalmente: enquanto o sensacional Tame Impala (acima) encharca suas canções de psicodelia movida a delírios de maconha e ácido e fazendo um dos melhores álbuns de rock de 2012, o bilionário judeu americano Mark Zuckerberg (abaixo), fundador do Facebook, exacerba cada vez mais seu caráter totalitário, anti-democrático, ditador e TEORRISTA, ao impor cada vez mais censura aos usuários da maior rede social do planeta atualmente. Lamentável… 

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Bem-vindo Fernando Haddad! Chega da tucanalha na administração de São Paulo!

Sucesso na prefeitura de Sampa é o desejo destas linhas zappers ao novo prefeito eleito da maior cidade do país.

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Quem são os grandes ditadores, terroristas e anti-democráticos da web, afinal?
Neste momento é o Facebook, a maior rede social do mundo nos dias de hoje. Pode apostar nisso. Zap’n’roll inicia o post desta sexta-feira (quentíssima em Sampalândia, diga-se, e não só na temperatura em si: também nos números assustadores da violência urbana, gerada pelo mega descontrole que neste momento toma conta da Insegurança Pública do Estado, como você irá ver lendo mais aí embaixo) denunciando mais uma vez a absurda onda de reacionarismo, totalitarismo, conservadorismo, ditadura e TERRORISMO anti-democrático que estão tomando conta de uma rede social que tem cerca de um bilhão de associados espalhados pelo mundo – no Brasil, são cerca de cinqüenta milhões de contas cadastradas no grande nojo que é o faceboquete. Pois então: o autor do blog zapper teve sua conta BLOQUEADA no Facebook pela segunda vez consecutiva em menos de duas semanas. E desta vez o bloqueio vai se estender por sete dias, devendo terminar apenas na quinta-feira da semana que vem. O motivo do bloqueio desta vez: uma foto boba compartilhada do perfil de outro usuário pelo sujeito aqui, e onde aparecem três garotas peladas, de costas e com a seguinte inscrição em suas bundas: “Kiss my ass”. Mano, qual o problema nisso, afinal de contas? Há BILHÕES de imagens sendo postadas diariamente no Face e com conteúdo muito mais pesado e sinistro, e que ficam lá sem problema algum, sem os responsáveis pela “política de privacidade e direitos autorais” se manifestarem ou retirarem de lá o material postado. É muito óbvio que há outra questão aqui: o blogger polêmico, sempre eivado de inimigos gratuitos e que o perseguem de forma igualmente gratuita, deve estar sendo vitimado por “denúncias de abuso” quando publica imagens desse tipo em seu mural. E quem está fazendo estas denúncias, claro, é alguém “infiltrado” na lista de “amigos” do blog lá na rede social. Não é preciso ser nenhum gênio pra deduzir que se trata de um loser, invejoso, doente mental, que não tem vida própria e que morre de inveja e raiva (ódio?) gratuitos do autor destas linhas online. Assim, sempre que possível e sempre que detecta algo no perfil zapper que possa ser denunciado como “abusivo”, lá vai o infeliz e crápula fazer sua denuncinha. Esta atitude escrota somada ao TERRORISMO que o Facebook está impondo aos seus associados, dá nisso: novo bloqueio na conta de Zap’n’roll. Um fato que, como já foi comentado aqui há duas semanas (quando houve o primeiro impedimento ao acesso de nossa conta naquela rede social), nem chega a surpreeender: esperar o quê de uma rede social fundada por um sujeito (Mark Zuckerberg) que é judeu americano (isso mesmo, podem latir à vontade os fakes covardes que irão entrar no painel do leitor, acusando o autor destas linhas virtuais de “anti semita”, uia!), branco, conservador, reacionário e que só pensa em ficar cada vez mais rico? E que além de tudo é um PICARETA da pior espécie – quem assistiu ao filme “A Rede Social” e viu o que Zuckerberg fez com o seu ex-sócio (o brasileiro Eduardo Savarim, que inclusive foi co-fundador do Facebook), para passar-lhe a perna na empresa, sabe do que estamos falando. Enfim, tudo isso é muito ridículo e desagradável ao extremo e o blog já decidiu que, quando o seu “castigo” for novamente encerrado, irá postar o mínimo possível no tirano faceboquete – provavelmente apenas publicações divulgando novas atualizações de Zap’n’roll, um espaço online que não tem medo algum de dizer o que pensa (e sendo que aqui quem manda somos nós, sem censura de espécie alguma), daí estar hoje publicando no nosso tradicional texto que inicia cada post este espanco monstro no Facebook, uma rede social cretina, sem liberdade de expressão, sem democracia e que, se continuar assim, vai se tornar o TALEBAN das redes sociais e da era da web. Lamentável! Bora começar mais um post do blog de cultura pop e rock alternativo mais legal e polêmico da internet brasuca.

 

* É por essas e outras que o blog continua curtindo muuuuuito mais o Twitter do que o faceboquete. No micro-blog, ao menos, estas linhas online nunca foram censuradas ou bloqueadas. E foi lá mesmo, no Twitter, que repercutiu bastante o bloqueio imposto à Zap’n’roll no Facebook. Vejam algumas mensagens escritas pelos amigos destas linhas online no microblog:

 

fernao vale ‏@fernaovale
@ZapnrollFinatti o facebook é uma merda, claro. mas vc como jornalista tem que continuar lá profissionalmente. eu… facebookcídio próximo..
Adriano Cintra ‏@aesfingedoegito
@ZapnrollFinatti @sabanetto @joaopedroramos aí finas, pau no cu do facebook. Caguei pra essa merda, que pegue fogo.
Pedro Monza ‏@pedromonza
@ZapnrollFinatti Finas, saí há mais de ano e não sinto falta nenhuma. Só os aniversários que não fico sabendo mais. Se livra disso.
Sabá Netto ‏@sabanetto
@ZapnrollFinatti mas ontem, vi a foto que você postou assim como vi um bando de foto de gente morta, o que é BEM pior que umas bundinhas!
João Pedro Ramos ‏@joaopedroramos
@ZapnrollFinatti Já bloquearam a página da Tiger por uma foto das Hzetes. Obs: não mostrava nem um MAMILO na foto.
Adriano Cintra ‏@aesfingedoegito
@ZapnrollFinatti pau no cu do facebook pelo amor de deus! Que se foda!

 

* A foto que causou o novo bloqueio da conta do blog no grande terrorista que é o faceboquete? Essa, aí embaixo:

Dileto leitorado zapper, responda: qual o problema nesta foto, com estes três formosos cus femininos solicitando que sejam carinhosamente (uia!)… beijados?

* A manchete da FolhaSP de hoje, sexta-feira, não deixa qualquer dúvida sobre o DESASTRE que está a política de (in)Segurança Pública implementada pelo governo no Estado de São Paulo, na pessoa do lamentável Geraldinho Alckmin, do PSDB. “Dispara o número de homicídios na capital paulista”, estampa o maior diário do país na capa de sua edição impressa que está nas bancas. Segundo a reportagem do jornal os casos de homicídios dolosos (com intenção de matar) aumentaram 96% (!!!) em Sampa em setembro, em relação ao mesmo período de 2011. Latrocínios (roubo seguido de morte) também bateram recorde: é o maior número verificado na cidade desde 2004 (novamente: !!!). E antes que algum tucano calhorda comece a gritar dizendo que é “mentira” do jornal, vale o aviso: os dados são da própria Secretaria de Segurança do Estado. É estarrecedor, pra dizer o mínimo. O tucanato está há VINTE ANOS no comando do (des)governo estadual, e o resultado aí está: gente sendo assassinada aos borbotões todos os dias, bandidos do PCC matando policiais etc. Aí vem a inexorável indagação: é ESSE Partido que quer se instalar TB na PREFEITURA de São Paulo? Fala sério…  Alckmin é um grande MERDA e José Serra é um DITADOR, CONSERVADOR e CENTRALIZADOR. Não rola. Claro, o novo prefeito não poderá fazer muito na questão da Segurança, pois isso é atribuição do Governo estadual – por isso, caso Haddad vença a eleição (e é o que parece que vai acontecer, FELIZMENTE) nem podemos esperar muito dele nesse quesito. O que não podemos é acreditar que um Partido que está há duas décadas AFUNDANDO a (in)Segurança do Estado mais rico do país, vá ser um ótimo administrador da capital deste mesmo Estado. Pense muito nisso neste domingo, na hora em que for votar. E o blog quer que algum tucano bocudo e safado (incluso aí alguns amigos pessoais, que não vamos citar o nome aqui pra não sermos acusados de estar “patrulhando ideologicamente” os mesmos) venha grasnar algo em relação ao que está aqui. Contra fatos (e dados) como estes, não há argumentos. A solução pra isso? ARRANCAR o PSDB do Governo nas próximas eleições. Ou então sumir deste inferno, o mais rápido possível.

A capa da edição de hoje da FolhaSP não deixa dúvidas: o (des)governo tucano está afundando a (in)Segurança Pública do Estado de São Paulo 

 

* Semana agitadona em seu final, néan? Pois entonces, vamos continuar com o agito mas entrando finalmente na praia rocker. E não é que a esperta e sempre batalhadora produtora Playbook acaba de anunciar mais um show bacana em Sampalândia, através do já conhecido esquema colaborativo? Desta vez quem vai vir agitar a galere indie rocker de plantão será o trio garageiro inglês The Cribs (com quem, inclusive, um certo Johnny Marr, ex-Smiths, chegou a tocar junto, isso lá pelos idos de 2008), que se apresenta no Beco203 no próximo dia 29 de novembro (uma quinta-feira e um dia depois de o Pulp também tocar na cidade, na Via Funchal). Os ingressos já estão à venda e podem ser comprados aqui: WWW.playbook.com.br.

O trio garage/rock inglês The Cribs: a caminho de Sampa 

 

* E foi lindo ontem em Paris, no? Trezentos e cinqüenta felizardos pagaram a bagatela de vinte doletas para ver um show “intimista” dos Rolling Stones (o primeiro, em cinco anos), em aquecimento para as quatro gigs que a banda irá realizar no final deste mês em Londres e em Nova York, tudo já com tickets devidamente esgotados. Não tem pra ninguém: essa velha vaca sagrada continua sendo a maior e melhor banda de rock do mundo em todos os tempos. E a torcida do blog (e da humanidade, na verdade) é pra que role uma tour mundial gigante em 2013 (com uma passagem pelo Brasil, óbvio), em comemoração ao meio século de vida do conjunto.

 

* O ADIAMENTO DO ROCKERS NOISE FESTIVAL – yep. Nos últimos dias já se prenunciavam problemas para a realização do evento, promovido pela produtora Rockers, e que iria acontecer na próxima terça-feira, 30 de outubro, em Sampa, com shows programados dos ingleses The Telescopes e Gallon Drunk – dois expoentes do noise/shoegazet britânico dos anos 90’. Porém, uma série de atropelos foram surgindo pelo caminho. Primeiro, a Rockers não conseguiu viabilizar um patrocínio para o festival, algo essencial nesse tipo de evento. Segundo, houve baixa procura pelos ingressos até o momento. E por fim a Rockers estava enfrentando até a tarde da última terça-feira, um sufoco animal para resolver questões burocráticas (sempre um pé no saco) relativas aos vistos de entrada no Brasil dos músicos ingleses. Com tudo isso Neo optou por, inicialmente, ADIAR o evento para uma nova data ainda a ser anunciada, mas que deverá ser em janeiro de 2013. Um comunicado oficial a respeito do adiamento já está disponível na página do festival (em http://www.gruporockers.com.br/), sendo o que mesmo também deverá estar logo menos na página da Rockers no Facebook (https://www.facebook.com/events/344770545606831/?fref=ts). O que se sabe é que as atrações estão todas, a princípio, mantidas. E como informa a Rockers, quem comprou ingresso e prefere desistir de esperar a nova data, pode conseguir seu reembolso através das infos que estão no site da produtora. Enfim, é uma parada bastante chata mas o blog compreende a situação: não é fácil produzir um festival desses, ainda mais quando não se tem muita experiência na área e um patrocínio financeiro que garanta tudo por trás. Zap’n’roll produz festas e eventos na noite rocker paulistana há mais de uma década e sabe como é o negócio, sendo que estas linhas online já tomaram muito preju nesses eventos. Porém o blog continua apoiando a realização do Rockers Noise e torce de verdade para que ele consiga ser viabilizado em nova data e o mais breve possível.

O noise guitar Telescopes, que iria se apresentar semana que vem no Rockers Noise Festival, em Sampa: festival adiado para janeiro de 2013 

 

* E Rod, o velho The Mod, vejam só, acaba de revelar em sua auto-biografia que usava cocaine em seus tempos “junkies” através de… supositórios introduzidos em seu rabo, uia! Será que no cu causa o mesmo “barato”? Hihi.

 

* E bem de acordo com estes tempos em que o rock’n’roll virou “uma banda numa propaganda de refrigerantes” (e também em comerciais de carros, aparelhos eletrônicos etc, etc, etc), a operadora de telefonia móvel Claro acaba de jogar nas emissoras de tv sua nova peça publicitária. Cuja trilha musical vem embalada pela (já clássica?) “Someday”, uma das faixas do hoje essencial “Is This It?”, o fenomenal álbum de estréia lançado pelos Strokes em 2001 (faz tempo, né?). E por que a Claro teria escolhido uma música da banda com mais de uma década de existência, para servir de trilha para o seu novo comercial de tv? Talvez porque o rock atual esteja lixoso demais e porque os próprios Strokes nunca mais lançaram nada que chegasse perto de seu primeiro disco, em termos de qualidade musical. Simples assim.

 

* O mundo da música tá acabando mesmo, parte I: o coreano Psy (aquele mesmo) comemora sua primeira capa na edição americana da revista Billboard, onde a publicação afirma: “quinhentos milhões de fãs não podem estar errados!”. Será?

Ele está na capa da Billboard americana. O mundo da música está mesmo acabando, uia! 

 

* O mundo da música tá acabando mesmo, parte II, rsrs. Ou, no mínimo, já está na “hora extra”. A ultra prestigiada revista inglesa Q acaba de eleger o pavoroso Muse como a melhor banda do mundo na atualidade. Jezuiz… alguém pode jogar uma bomba na redação da Q?

 

* Quem precisa dessa droga pesada chamada Muse (azedo), quando se tem um Tame Impala pra deterrer nossos miolos?

 

 

TAME IMPALA FAZ PSICODELIA FODONA PARA O NOVO MILÊNIO
Grupo ainda relativamente novo (foi formado em 2007, na cidade australiana de Perth) e pouco conhecido no Brasil (onde andou tocando, em Sampa, há algumas semanas) o quarteto Tame Impala mostra com o seu segundo álbum de estúdio, “Lorenism” (que foi lançado lá fora no último dia 5 de outubro e não tem previsão de ganhar uma edição nacional), que o rock’n’roll planetário do novo milênio ainda tem momentos de brilhantismo e qualidade, em meio a lixos mainstream como The Killers.

 

Zap’n’roll gosta muito do TI. Achou bacana a estréia da banda em “Innerspeaker” (editado em 2010) e onde o conjunto formado pelo vocalista e guitarrista Kevin Parker, pelo também guitarrista Dominic Simper, pelo baixista Nick Allbrook e pelo baterista Jay Watson centrava sua sonoridade em um mix de hard rock psicodélico e ambiências garageiras setentistas. Foi uma estréia promissora e que recebeu muitos elogios da rock press gringa, embora o cd não tenha sido nenhum estouro de vendas.

 

A banda correu o mundo tocando em grandes festivais e se apresentando até por aqui, como dito acima. E entre um show e outro foi burilando pacientemente o material que seria gravado para o seu segundo disco de estúdio. Pois “Lorenism” amplia o conceito estético e sonoro mostrado pelo conjunto em sua estréia, e mergulha ainda mais fundo em direção à psicodelia e a chapação sônica. Longe de ser um disco “fácil” ou “radiofônico” em suas canções, envolve o ouvinte e derrete seus miolos com camadas e camadas de delírios sonoros construídos por guitarras embebidas em pedais fuzz, teclados com timbragem vintage e paisagens melódicas que desvelam mundos oníricos.

A capa do segundo disco do Tame Impala: psicodelia fodona em um dos grandes discos de rock de 2012

 

Em um tempo onde tudo é muito veloz e voraz, “Lorenism” já foi bem esmiuçado por blogs e sites especializados em cultura pop na web brasuca. Estas linhas zappers preferiram esperar passar o oba-oba em torno do lançamento do álbum (e também em torno da pequena tour que o grupo fez no Brasil), pra se deter melhor na audição do dito cujo. Pois o cd roda quase sem parar há dois dias no notebook onde este blog é escrito semanalmente. E a cada audição o autor destas linhas online fica maravilhado (e chapado) com um trabalho que enfeixa momentos de intensa “viagem” sensorial, seja em uma faixa instrumental e bordada apenas com efeitos de teclados e percussão (“Nothing That Has Happened So Far Has Been Anything We Could Control”), seja em momentos onde a melodia surge menos complexa e mais acessível ao ouvinte (“Endors Toi” e “Apocalypse Dreams”, esta belíssima em seus eflúvios de power pop sixtie), seja no regate novamente de nuances hard/psicodélicas (“Mind Mischief”), seja na placidez e no bucolismo pastoral da lindíssima “Feels Like We Only Go Backwards”. Isso sem contar o escândalo que é a psicodelia melódica com guitarras mezzo saturadas em “Elephant”, o primeiro e nada radiofônico single do álbum, mas já com clip promocional rodando à toda no YouTube.

 

Há quem já considere Kevin Parker como um pequeno gênio loki do rock dos anos 2000. Pode ser. Sua mente algo difusa e certamente turbinada por chapações de maconha e ácido conferem às músicas do Tame Impala um delicioso sabor de psicodelismo à la anos 60’, como quase não se ouve mais no rock atual, poluído e infestado por lixos como Muse e que ainda por cima dominam as paradas de discos. Pois este “Lorenism” reafirma o TI como um dos grandes nomes do rock’n’roll de agora – e já é mais um título para o blog incluir em sua lista dos melhores de 2012. É som pra ouvir em São Thomé Das Letras, ao pé da casa da Pirâmide, tomando um bom vinho, fumando uma ótima marijuana e contemplando a belíssima paisagem pastoral do lugar, enquanto se espera a chegada de algum disco voador que nos leve pra bem longe da idiotia que se instalou na música pop atual.

 

 

TAME IMPALA AÍ EMBAIXO
No vídeo da sensacional “Elephant”, o primeiro single do álbum “Lorenism”.

 

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TRAINSPOTTING – UM CLÁSSICO RECENTE DA CINEMATOGRAFIA INGLESA CAI INTEGRAL NA WEB
Estas linhas bloggers poppers não são exatamente os maiores fãs destes tempos “mudernos” dos anos 2000’, onde ouvir discos, ler livros e assistir filmes online na internet se tornou algo tão corriqueiro e banal quanto soltar um peido ou dar um arroto escroto. Zap’n’roll, saudosista como só ele sabe ser, realmente sente falta dos tempos em que, em madrugadas de céu estrelado em Minas Gerais (onde passava feriados na casa da saudosa mama Janet), pegava vinis de Neil Young e os punha pra rodar na pick-up do aparelho de som, enquanto sorvia doses de bom vinho e contemplava o horizonte através da janela do quarto onde dormia quando lá se hospedava. Tanto que até hoje o autor deste blog mantém o hábito sagrado de ir ao cinema (ainda uma experiência sensorial mega agradável, a de entrar na salona escura e assistir ao filme no telão) também de ler livros ainda em sua versão impressa em papel.

 

Mas de qualquer forma, também há o lado bom na web. Por exemplo: na madruga de domingo para segunda-feira passada, cá estava o blogger notívago em busca de algo que despertasse seu interesse naquele instante, em termos de cultura pop. Foi quando alguém deu o alerta na sua timeline do Twitter: “Trainspotting”, filme inglês de 1996, estava disponível no YouTube, em versão integral e legendado. Foi postado lá em abril deste ano. É bem provável que todo o dileto leitorado destas linhas virtuais – mesmo os mais jovens – saiba do que se trata o filme. Dirigido pelo cineasta Danny Boyle e baseado no livro homônimo escrito por Irvine Welsh, “Trainspotting” (e que no Brasil ganhou o sub-título “Sem limites”) retratava, com distanciamento moral total e muito humor negro (bem ao estilo britânico), ironia e sarcasmo o dia-a-dia de quatro amigos escoceses, todos viciados em heroína. Se tornou um clássico recente da cinematografia de cultura pop pelo tema abordado, pela trilha sonora fodíssima montada para embalar a história, pelos atores envolvidos no projeto (foi o longa que levou ao estrelado o ator Ewan McGregor) e, por fim, pela primorosa direção realizada por Danny Boyle.

Os quatro amigos viciados em heroína de “Trainspotting”: filme sem moralismo e repleto de humor negro, sarcasmo e ironia

 

Quando o blog terminou de assistir “Trainspotting” no notebook, reflexões, lembranças (ótimas e péssimas) passaram céleres pelo cérebro zapper, como se um outro filme tivesse se infiltrado nele. Exatos quinze anos separam a primeira vez que o autor deste blog viu o filme da sessão da madrugada do último domingo para segunda-feira. Era 1997, o sujeito aqui ainda era jovem, já era jornalista, era magro, não tinha barriga. Não havia internet e nem havia computador em casa. O jornalista loki fodia muitas mulheres ainda (entre elas, a magrela S.B., sobre quem o blog fala melhor logo mais aí embaixo), vivia na noite, cheirava cocaine e estava desastrosamente começando a enfiar o pé na lama em crack – do qual, felizmente, conseguiu se livrar a tempo de não se foder na vida.

 

A sessão que Zap’n’roll assistiu foi no cine Metrópole, na avenida São Luis (centro de SP), onde hoje existe um espaço para baladas noturnas. O autor destas linhas virtuais nostálgicas saiu maluco do cinema, louco para tomar heroína. Exatamente como ficou depois que assistiu “Christianne F.”, isso lá por 1982. Os dois filmes sobre o mesmo tema – junkies e viciados em heroína – e com a mesma perspectiva de roteiro (retratar o inferno do vício em heroin mas com distanciamento e sem nenhuma mensagem moralista babaca no final) e a mesma ambiência em termos de música (no filme sobre Chris F. Bowie reina absoluto; em “Trainspotting” a trilha fodástica tem Iggy Pop, Lou Reed, Blur, Underworld) e de estética baseada em cultura pop contemporânea. Hoje este espaço online gosta mais de “Trainspotting” pois o filme não “envelheceu” tanto. O da “Chris F.”, ficou um pouco mais datado.

Ewan McGregor no papel de Renton: a fama como ator veio em “Trainspotting”

 

E muita coisa mudou na vida do jornalista outrora doidón. Ele quis casar algumas vezes e ter uma existência “normal” e “careta” – seja lá o que isso signifique (para o grosso das pessoas é: engordar, ter dois filhos, trabalhar a semana toda e no domingo, passar a tarde diante da tv com a esposa barriguda do lado, assistindo a algum programa babaca). Realmente o blog não quer isso pra ele mesmo – e estamos chegando nos 5.0 de vida e não queremos envelhecer assim. Mas por outro lado também sabemos que não há mais espaço para a loucura a essa altura da vida e que é preciso dar novo rumo a ela. Enfim, a eterna dicotomia verbalizada/demonstrada pelo pensamento de Renton, na clássica narração em off na abertura do filme.

 

O blog assistiu a saga dos amigos junkies escoceses pela última vez em 2009, na véspera de voltar pra SP de sua primeira temporada em Macapá. Assistiu ao lado da Rudja, que hoje tem o pequeno Arthur. Os dois estavam namorando, estavam felizes (pelo menos quem escreve estas linhas estava, ela eu não sabemos) e pretendiam se casar. Não deu certo. Hoje torcemos pra que ela esteja realmente feliz e bem com seu filhote.

 

O zapper? Muito menos junky hoje do que até há bem pouco tempo, e muito pouco animado em voltar a sê-lo – tudo cansa um dia, inclusive drugs, rsrs. Dorgas e loucuras são para jovens (yep, e vocês devem aproveitar MESMO porque a vida é muito curta, e a juventude ainda mais curta), não pra tiozões como o titular deste espaço online. Mas nosso pensamento e comportamento libertário, liberal, despossuído de qualquer moralismo e julgamento moral idiota sobre como deve ser o ser humano e a vida de cada um, esse vamos carregar até a morte… causada, vai saber e quem sabe um dia, por uma over de heroin, quando o blog talvez resolver experimentá-la.

 

 

ALGUNS AFORISMOS QUE SE TORNARAM CLÁSSICOS EM “TRAINSPOTTING”

 

* “Escolhi não viver. E os motivos? Não há motivos. Quem precisa de motivos quando se tem heroína?”. (Renton, personagem vivido por Ewan McGregor)

 

* “É melhor do que qualquer trepada. É melhor do que qualquer pau do mundo!”. (dita pela namorada de Sick Boy, ao se picar com heroína pela primeira vez)

 

* “O banheiro mais imundo da Escócia” (placa na porta do sanitário de um boteco onde Renton vai evacuar, após introduzir supositórios de ópio no seu ânus)

 

* “É uma MERDA ser escocês. Somos os piores! A escória da Terra! (Renton)

 

* “A heroína tem muita personalidade” (Sick Boy, chapado de herô e teorizando sobre a droga, em cena cuja música de fundo é a chapante “Nightclubbing”, de Iggy Pop)

 

 

SB, A GAROTA DE CU PEQUENO QUE AMAVA SER FODIDA ATRÁS
Assistir novamente “Trainspotting” trouxe zilhões de recordações ao zapper memorialista, como já foi dito aí em cima. E entre estes “recuerdos”, muitos referentes à putaria desvairada e também ao consumo grotesco de drugs.

Numa bela sexta-feira de 1997 (lá se vão quinze anos…) o blog foi ao Nias (então um dos bares de rock mais chics e bombados da “naite” paulistana com seu affair da época, SB (sem chance citar o nome completo da garota, ela deve estar casada e com filho). O zapper tinha um rolo com ela há alguns meses. Era muito magra mas com peitolas durinhas e rosto bonito. E trepava horrores – como bem lembra o querido “editador” e dj Andre Pomba, Zap’n’roll  “ganhou” a moçoila por causa de uma matéria na Dynamite impressa, que o jornalista rocker escreveu quando Renato Russo morreu, em outubro de 1996. Enfim, começou o rolo e naquela sexta-feira a dupla foi ao Nias. Saíram de lá bebaços umas quatro da manhã e foram trepar na redação da Dynamite, que ficava pertíssimo do Nias (que nem existe mais), na rua dos Pinheiros.

 

Foda intensa. SB tinha o cu pequeno mas dava o dito cujo com gosto. Fã de Radiohead (estas linhas online passaram a gostar de fato da banda por causa dela), de rock alternativo e cultura pop, ela deu seu apertado ânus pra rôla grossa zapper muitas vezes – em quartos de hotéis baratos, em banheiros de bares (como em uma certa noitada na finada e inesquecível Torre do Dr. Zero, na Vila Madalena), apoiada na pia da cozinha da própria casa (enquanto os irmãs e a mãe dormiam tranqüilos nos quartos), ou em pé em na rua, em frente ao portão de onde morava. Era sempre ótimo.

 

Naquela sextona de rock e álcool desvairados o blogger putão esporrou no cuzinho de SB, com ela apoiada em uma cadeira da redação da revista Dynamite. Depois o casal foi embora – ela morava na zona Leste, o hoje blogueiro na Liberdade (uma das piores fases da vida deste sujeito). O jornalista a deixou no metrô Anhangabaú. E terminou a manhã, usando sua camiseta importada de “Trainspotting” (presente do querido Pomba), fumando crack com alguns nóias em plena praça Dom José Gaspar (naquela época, um dos pontos do centrão craquer de Sampalândia.

 

Vida dupla (do bar chique com bebidas caras ao cachimbo pra pipar pedra, na mesma madrugada) e junky era isso aí. Era, felizmente.

 

 

E A VERSÃO INTEGRAL E LEGENDADA DO CLÁSSICO, AÍ EMBAIXO

Neste link: http://www.youtube.com/watch?v=g_O2nxf07aQ&feature=youtu.be

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco I: “Lonerism”, o segundo álbum do Tame Impala, claro. Já está na lista zapper dos melhores de 2012.

 

* Disco II: daquelas gratas surpresas que estão se tornando cada vez mais raras na indie scene rock nacional, a estréia em cd cheio do quinteto paulistano Fábrica de Animais (Fernanda D’Umbra nos vocais, Sérgio Arara nas guitarras, Flávio Vajman na gaita, Caio Góes no baixo e Cristiano Miranda na bateria) mostra rock setentista (à la Stones e com um pé no blues) vigoroso, com ótimas intervenções das guitarras e da harmônica, que se imiscui com elegância nas melodias. As letras, em português, prestam vassalagem a crônicas sobre amores turbulentos e sobre enfiar o pé na lama em álcool e dorgas na balada, ao som de rock’n’roll. Não há nenhum primor poético nelas mas no todo o disco soa bem acima da média do que se ouve atualmente no pavoroso rockinho nacional. E fora que o grupo tem um trunfo poderoso: o vocal rasgado e absurdo de Fernanda, uma autêntica reencarnação da saudosa e inesquecível Cássia Eller. A banda lançou ontem (sábado) seu disco com show no Sesc Belenzinho (na zona oeste de Sampa). E a torcida é pra que surjam rápido mais datas ao vivo, pra galere conhecer o som do Fábrica, sendo que o cd pode ser encontrado lá na Baratos Afins (WWW.baratosafins.com.br ou 11/3223-3629), o selo responsável pelo lançamento – como sempre, mais uma bola dentro do grande produtor Luiz Calanca.

Fernanda D’umbro (acima), a vocalista do Fábrica de Animais (capa abaixo): incorporando uma Cássia Eller dos anos 2000′.

 

* Filmes: Sampa está tomada pela Mostra Internacional de Cinema, mas nem por isso o circuito comercial está parado. Entraram em cartaz “Gonzaga – de pai pra filho” e o novo 007 (“Operação Skyfall”), duas boas alternativas pra quem não quer enfrentar as filas das sessões da Mostra.

 

* Baladenhas: postão sendo concluído no domingão do segundo turno para eleição para os novos prefeitos. E depois de votar? Ora, cai no Grind, comandado sempre pelo super André Pomba, lá na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa).///Terça-feira, na Fnac da avenida Paulista (região central de Sampa) o super boa praça vj China (e dileto amigo zapper), da MTV, lança seu bacana primeiro disco solo com pocket show, a partir das sete da noite. Programão legal se você estiver tranqüilo no horário.///E na próxima quinta-feira em si, véspera de mais um feriadão, o Leela vai lançar seu novo álbum (“Música todo dia”) com show no StudioSP do baixo Augusta. Mas sobre isso falamos mais no próximo post, okays?

 

 

ROCKERS NOISE ADIADO E SEM TICKETS
Pois é, conforme já informado laaaaá em cima o festival está adiado por enquanto. Entonces, assim que houver nova data pra ele iremos retomar aqui a promo com sorteio de tickets free pro mesmo, certo? Mas calmaê que logo menos deverão pintar uns ingressos aqui pra um certo Lolla… (ops) e também pra um certo Cribs. Enquanto isso tudo não se confirma, fique de olho no blog zapper, é a nossa dika.

 

 

E TCHAU PRA QUEM FICA!
Que o blogger político vai exercer sua obrigação cívica (e nada democrática, afinal o voto neste país deveria ser facultativo) e ir votar. Depois almoço e no fim do dia um cineminha com os amigos, que hoje é domingo, néan? Semana que vem estamos de volta. Até lá!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 28/10/2012, às 22:15hs.)

Terra à vista! Mesmo desfalcado do fodástico Kasabian o festival ainda domina as atenções rockers neste finde em Sampa, em uma semana em que o país parou para assistir aos instantes finais de uma… novela Global. E também na semana em que perdemos a eternamente linda e cachorrona Sylvia “Emanuelle” Kristel, snif… (plus em pleno domingão, 21/10: mega atualização com tudo o que rolou no festival Planeta Terra 2012)

O ainda bocetaço loucaço Shirley Manson (acima) comanda o Garbage amanhã, num dos shows mais aguardados do festival Planeta Terra 2012. O mesmo festival que perdeu a gig do inglês Kasabian (abaixo), um dos melhores nomes do rock mundial dos anos 2000’

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UP TO DATE DO DOMINGÃO – O TERRA FOI MAIS OU MENOS ASSIM…
Não teve Jack White e nem Kasabian (este, cancelado na última hora por problemas de saúde do guitarrista Sergio Pizzorno, que impediram o músico de embarcar para o Brasil)? Sem problema, ninguém sentiu falta: Garbage, Suede e Gossip foram os grandes vitoriosos da noite de ontem (sábado) e garantiram a qualidade em alto nível da sexta edição do já tradicional Planeta Terra festival.

 

Um evento que vai se firmando, além dos bons shows, pela também boa estrutura oferecida ao público, e que funciona cada vez melhor. Neste ano os ingressos não se esgotaram; logo, havia menos gente do que o esperado no Jockey Club. Isso evitou tumultos e filas em banheiros e nos caixas para comprar comes e bebes. A entrada e saída do público também foi tranqüila. E o clima foi o melhor possível: chuva rápida no final da tarde para amenizar o calor e depois, temperatura amena à noite e até o final do último show.

 

Temperatura que subiu bastante no palco quando se apresentaram as três melhores bandas do Terra 2012. O Suede entrou em cena com o jogo ganho: já disparou “She” logo de cara e depois foi atacando um hit atrás do outro (“Animal Nitrate”, “Film Star”, “The Wild Ones”, “Beautiful Ones” etc, etc) para delírio da galera fã do britpo noventista – incluso o autor deste texto. Brett Anderson, a bichaça linda que enlouqueceu machos e fêmeas nos anos 90’, está magérrimo e com forma e disposição invejáveis. Todo de preto (assim como os demais integrantes da banda), comandou uma gig explosiva e que se manteve assim até a última música.

A super Shirley Manson, ainda uma diliça cremosa aos 46 anos de idade, comanda o sensacional Garbage, em um dos melhores shows do festival Planeta Terra 2012, que aconteceu ontem em São Paulo (foto: Zanone Fraissat)

 

O mesmo aconteceu em seguida, com o Garbage: ótimo e preciso musicalmente no palco, o quarteto americano do baterista e superprodutor Butch Vig e da vocalista musa (de Zap’n’roll e do nosso querido Publisher e “editador” André Pomba) talvez só não despertou a mesma animação na pirralhada presente ao Jockey porque esta desconhece bastante o repertório do grupo. Mas isso não foi problema para a lindaça e ainda bocetuda Shirley Manson, uma diliça de quarenta e seis anos de idade que nem em sonho aparenta ter tudo isso: magra, de vestidinho preto com as costas à mostra e botona preto de cano alto, ela se mostrou soberana ao comandar a gig que teve pouco material do último disco e todos os hits que celebrizaram o Garbage – entre eles, óbvio, “Stupid Girl”, “Push It” e “Only Happy When it Rains”. Showzaço.

 

Que só foi superado mesmo pelo Gossip, que finalmente deu as caras no Brasil após dois cancelamentos de turnês anteriormente programadas por aqui. Pois valeu a pena esperar e o próprio blog, que nunca foi nenhum fã devotado da banda, chapou ao final da apresentação. Quem esteve lá, pôde sacar total: o Gossip não é nenhuma maravilhsa, musicalmente falando. Faz um electro/punk/rock correto, eficiente mas sem nada de excepcional. Porém o grupo tem uma gorda loka nos vocais e a performance dela faz toda a diferença no palco: Beth Ditto deitou e rolou, não parou um segundo, interagiu horrores com o público, bebeu, beijou fãs na boca, fez uma cover fodona do clássico “What’s Love Got to Do With It” (de Tina Turner), cantarolou o “oi oi oi” da novela “Avenida Brasil” e ainda terminou tudo cantando “We Are The Champions”, do Queen, à capella. A mulher é monstro e faz jus ao seu peso (uia!). Foi de longe o melhor show do Terra e sério candidato a melhor gig gringa de 2012 no Brasil.

 

O resto foi o resto, claro. Na ala nacional quem se destacou mesmo foi o duo Madrid, apesar do repertório melancólico de seu disco de estréia. A pentelha Mallu Magalhães teve problemas com o som em seu set, chorou e passou vergonha alheia. Na ala gringa The Drums mostrou que é mesmo mais uma grande e logo esquecível empulhação do novo indie rock planetário e o Kings Of Leon… vejam bem, estamos falando do headliner do palco principal do festival: assim como nos shows anteriores no Brasil (em 2005 no finado Tim Festival, em 2010 no SWU), o conjunto dos irmãos Followill mostrou a mesma apatia de sempre, sem conseguir empolgar o público. Ao vivo a banda se arrasta como um mamute, incapaz de reproduzir a boa qualidade que exibe nas canções de estúdio. Parece que sobe ao palco com preguiça e pavor do mesmo, e só toca ali por estar sob a mira de um fuzil imaginário. Foi por isso que estas linhas online só assistiram umas três músicas do Kol; quando o Gossip subiu no palco indie, o blog se mandou pra lá e deu tchau pra um quarteto que, definitivamente, precisa repensar seriamente sua atuação ao vivo, em grandes festivais.

 

Mas no conjunto geral o Planeta Terra se mostrou muito bom. Se continuar assim em 2013, tá ótimo!

 

 

DOIS DOS MELHORES MOMENTOS DO PLANETA TERRA 2012

A fofa gorda loki Beth Ditto (acima) deitou e rolou no melhor show do Planeta Terra 2012, à frente do Gossip; já Brett Anderson, vocalista do Suede (abaixo), enlouqueceu os fãs saudosistas do britpop dos anos 90′. dois showzaços! (fotos: Terra)

 

SUEDE E GARBAGE AÍ EMBAIXO NO TERRA 2012  
O quinteto britpop em três mega hits: “She”, “Animal Nitrate” e “Film Star”. Já o Garbage com a gig completa de ontem no Jockey Club paulistano.

 

E NA SEXTONA, ANTES DO FESTIVAL…
Brett Anderson e cia. foram papear com a jornalistada (este blog incluso) e com alguns fãs, em um pub inglês na zona oeste paulistana, em evento promovido pela agência Uk Brazil, com apoio da edição brasileira da revista Time Out e da agência digital Mojo. Depois, o grupo rumou para os estúdios da tv Globo, onde gravaram participação no programa “Altas Horas”.

 

Essa movimentação toda foi acompanhada pelo DJ Márcio Custódio, dileto amigo zapper e eterno fã adolescente (hihi) do Suede. A pedido do blog, ele narra aí embaixo suas impressões de fã do que rolou na véspera do Planeta Terra.

 

Márcio Custódio, especial para Zap’n’roll

 

Nem o mais otimista fã brasileiro do Suede poderia imaginar que, em pleno 2012, quase 20 anos depois de a banda estourar na Inglaterra, faria um show inédito em terras tupiniquins. Mas foi justamente isso que aconteceu. Depois de meses de boatos e rumores, finalmente o festival Planeta Terra confirmou a banda na edição de 2012 para uma apresentação única no Brasil. Depois de duas décadas de atraso o grupo que deu o pontapé inicial no Britpop tocaria ao vivo na nossa terra.

 

E nessa semana, recém chegados de energéticos e elogiados shows no México e Chile, a banda de fato aterrizou em São Paulo. Chegaram na quinta à noite e logo na sexta de manhã tiveram que encarar uma coletiva de imprensa e encontro com fãs num pub inglês no bairro de Pinheiro, Zona Oeste de SP. Era pouco antes das 11hs quando a banda chegou ao pub para o evento. Infelizmente o grupo despertou pouco interesse da imprensa paulista, e havia cerca de 10 jornalistas apenas. Na verdade, cá entre nós, eram fãs disfarçados de jornalistas (nota do blog: menos o autor deste espaço virtual, hehe). Eu era um deles, que estava ali graças ao editor desta coluna, Humberto Finatti.

 

Devido ao fato da gravação de um programa na TV Globo que fariam a tarde o tempo foi curto, e poucos tiveram a chance de perguntar algo a Brett Anderson & cia. Começaram logo falando do novo álbum, que está pronto, gravado, e que será lançado no ano que vem. Disseram que as músicas soam exatamente como Suede, dançante, ambiguo e rock’n’roll. Sem frescuras, sem experimentalismo, sem querer ser inovador, apenas o bom e velho Suede dos primeiros discos.

O Suede na manhã de sexta-feira em Sampa, batendo papo com a musical press local (foto: Renata Fiuza)

 

Brett se mostrou incomodado com um possível vazamento do novo trabalho na internet. Ele é contra downloads ilegais e diz que os maiores prejudicados com isso são as pequenas e médias gravadoras. “Nos 4 álbuns que lancei nos últimos 5 anos, nenhum deu lucro, em nenhum ganhei dinheiro, apenas consegui arcar com os custos de gravação e promoção”, conta. Segundo ele as bandas e gravadoras independentes irão desaparecer da cena se a situação permanecer desse jeito. “As pessoas acham que você é rico se tem uma banda, mas não é nada disso”.

 

Sobre o show que pretendem fazer no Planeta Terra nesse sábado no Jockey Club em SP, prometem um set-list repleto de hits (nota do editor: e cumpriram a promessa, hehe). “Essa é a primeira vez que estamos aqui no Brasil então vamos tocar os hits que os fãs daqui nunca viram ao vivo”, comentou Mat Osman, baixista da banda. “Não vamos tocar músicas novas”. E os fãs do Suede agradeceram o Kasabian, que cancelou de última hora sua apresentação no festival, deixando o Suede com mais tempo no palco. “Vamos tocar músicas a mais”. Ao término da coletiva, foi a vez dos fãs se juntarem a seus ídolos, cada um com sua pergunta na manga. Novamente, o tempo curto prejudicou e poucos puderam interagir com o grupo. Apesar de um ou outro momento de descontração, o quinteto se mostrou um pouco distante. Não teve sessão de fotos e nem de autógrafos. Brett, o mais “blasé”, esteve com um ar ausente. Muitos fãs saíram decepcionados. Esperavam mais.

 

Passada uma hora da entrada do Suede no pub, lá estavam eles com pressa a caminho da saída. Foram gravar uma passagem no programa Altas Horas da TV Globo. Como sou uma belo fã cara de pau, lá fui eu sentido Morumbi atrás do meu querido Suede. Graças a uma carona de última hora chegamos eu e mais alguns outros fãs aos estúdios globais. De uma forma surreal e bizarra, consegui entrar nos estúdios de gravação, e foi assim que passei uma tarde inteira na companhia de Brett Anderson e Serginho Groisman! O Suede tocou três músicas (“Animal Nitrate”, “Filmstar” e “Metal Mickey”) e deixou intrigada uma platéia juvenil que não os conhecia. Em determinado momento, Groisman perguntou se eles conheciam o Sepultura. Neil Codling, guitarrista e tecladista, respondeu com voz afeminada, “It’s too scary”.

 

* Zap’n’roll e o portal Dynamite online agradecem à assesora e jornalista Angélica Mary (dileta e velha amiga zapper) pelo convite para participar do evento com o Suede na última sexta-feira.

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Alô Terra, câmbio!
Sampalândia mais uma vez (como de hábito, no?) se transforma na capital brasileira do rock’n’roll: neste sábado (mais conhecido como amanhã) rola na capital paulista mais uma edição do já tradicional festival Planeta Terra, sempre mais voltado para a galera indie e para as novidades mais contemporâneas da música pop – o que não significa que tudo que está no line do evento seja ótimo, longe disso aliás. E em uma edição que também traz dois nomes lendários dos anos 90’ (Garbage e Suede, com quem o blog bateu um papo na manhã desta sexta-feira), o Terra pela primeira vez em alguns anos NÃO esgotou seus ingressos. Faz parte. De qualquer forma o festival concentra as atenções dos rockers tanto de Sampalândia quanto de outras partes do país e Zap’n’roll, claro, dedica um tópico a ele neste post. Um post que começou a ser escrito na madrugada de quinta pra sexta-feira, ainda sob o impacto da notícia da morte de uma deusa da luxúria pornô no cinema dos anos 70’, e também após a humanidade acompanhar o penúltimo capítulo da novela Avenida Brasil – yep, novela também é cultura pop, como não? Tanto é que emitimos logo mais aí embaixo nossa sincera opinião sobre o folhetim Global, que chega hoje ao seu grande desfecho, com previsão de recorde de audiência (o capítulo de ontem foi visto por mais de quarenta milhões de brasileiros, o zapper aqui incluso, hihi) e também de anunciantes – mais de quinhentos no total. É isso: semana pop mega agitada, bem de acordo com estes tempos vorazes e velozes em que vivemos neste velho Planeta… Terra.

 

* O primeiro debate ontem em torno do segundo turno das eleições para prefeito, na Band, foi quase sangrento. Em se tratando da disputa pela prefeitura de São Paulo, ele foi tão intenso e empolgante quanto o penúltimo capítulo da Avenida KuDuro, uia! Fora que a eleição em Sampa atrai a atenção de todo o país. Pois entonces: Serra tentou bater forte em Haddad (que, há de se reconhecer, não se expressa bem em público) mas o candidato do PT rebateu com valentia e energia idêntica aos ataques. De mais a mais Serra não muda: passa a imagem de centralizador, totalitário, ditador, conservador e, principalmente, de MENTIROSO. Haddad, mesmo inseguro e gaguejando em alguns momentos, passa mais credibilidade e sinceridade em suas declarações e propostas. O blog insiste: pense bem no que você vai fazer com o seu voto no próximo dia 28 de outubro, pra não se arrepender depois.

 

* E toda a geração com mais de quarenta anos de idade (o autor destas linhas bloggers poppers incluso) está inconsolável. Lá se foi a grande e eterna musa Sylvia Kristel, aquele XOXOTAÇO cadeludíssimo que se tornou celebridade cinematográfica mundial nos anos 70’, ao ser a protagonista principal do ultra clássico erótico “Emanuelle”. Um filme que não tinha nada da putaria explícita e gratuita que hoje circula à vontade nos YouPorns e RedTubes da web, mas que se tornou fenômeno de público graças à sua pornografia soft e onde Kristel fazia miséria com os machos com os quais contracenava mas em cenas implícitas que mais sugeriam do que realmente mostravam. Além disso a mulher era um BOCETAÇO de levantar rôla até das bibas mais ortodoxas (uia!). Fora das telas a atriz viveu a mil e também fez tudo o que quis e pôde: trepou com a humanidade, enfiou o pé na lama em dorgas, enlouqueceu machos e fêmeas em profusão, se divertiu a valer e foi feliz assim. Deixou o mundo dos vivos ontem, aos sessenta anos de idade, após lutar contra um câncer por dez anos. É a vida. Todos nós iremos pra sete palmos debaixo da terra, um dia. Rip Sylvia. E valeu pelas inúmeras sessões de punheta que você proporcionou para toda uma geração de adolescentes à época de “Emanuelle”.

Um xoxotaço inesquecível: miss Sylvia Kristel no auge de sua exuberância física e como atriz, quando enlouqueceu machos e fêmeas, trepou horrores e enfiou o pé na lama em dorgas. Rip!

 

* Para quem quiser relembrar o clássico ou assisti-lo pela primeira vez: http://thepiratebay.se/torrent/7198568/Emmanuelle.1974.720p.Bluray.x264.anoXmous

* E o mundo está acabando mesmo. Na capa da NME desta semana:

 

* Frase disparada pelo guitarrista e vocalista Roberto Frejat (velho chapa zapper), do Barão Vermelho, em entrevista ao Uol: “A nova geração tem uma nova linguagem que não é o rock do jeito que a gente sempre fez. Não tem muita gente que sabe fazer, e eles nem têm essa obrigação. É uma música que a nossa geração, dos anos 80, sabe fazer. Os outros sabem curtir, mas não necessariamente sabem fazer também”. Frejat não deixa de ter lá sua razão.

 

* O Barão Vermelho vai fazer uma turnê de seis meses pra comemorar os trinta anos da banda. Há cinco sem subir num palco, o grupo está relançando seu primeiro disco de estúdio (homônimo e editado em 1982), com a faixa inédita (que foi gravada naquela época mas acabou ficando de fora do álbum) “Sorte & Azar”, que é bem bacanuda. Cazuza era gênio, ponto. E estas linhas virtuais sempre curtiram muito o Barão, tanto que pretendem ir à gig em Sampa, no dia 8 de dezembro. Você pode detestar o clichê e ser virtualmente contra ele. Mas o BV é, de fato e de direito, os Rolling Stones brasileiros.

 

* E vem aí “Parkilife”, cd e DVD ao vivo do Blur, no? O DVD registra aquele histórico concerto do grupo no Hyde Park de Londres, quando o quarteto original voltou a se reunir e em gig que foi muito bem resenhada aqui mesmo no blog zapper, pelo nosso correspondente em Londres, o fofo Marcelo Yorke. O material deve chegar às lojas em breve e em 2013 a banda vai correr o mundo, com possibilidade inclusive de tocar por aqui. Torcida pra que isso aconteça é o que não falta.

 

* Perguntar não ofende, jamais: é só este espaço blogger Popper que acha o programa “Trololó”, da MTV, e a “comediante” Tatá Werneck insuportáveis, ou mais alguém?

 

* KUDURISMO GLOBAL MOBILIZA MILHÕES – Não há como negar: Avenida Brasil, que encerra hoje à noite sua gloriosa e campeoníssima trajetória na tv Globo, foi um novelão, na melhor acepção do termo. E estas linhas bloggers noveleiras (jezuiz!) já tinham falado sobre isso e analisado o folhetim Global sob uma ótica, hã, sociológica, logo no começo do mesmo, em março deste ano. Zap’n’roll não acompanhava uma novela de cabo a rabo há pelo menos uns quatro anos ou mais. Decidiu assistir Avenida Brasil quando soube que o autor dela (João Emmanuel Carneiro) era o mesmo de “A Favorita”, o último folhetim pelo qual o blog havia se interessado. Pois então: poderia se fazer aqui um post INTEIRO para dissertar as qualidades embutidas em um produto que, de resto, é cultura pop sim, cultura de massa e, neste caso específico e felizmente, de ótima qualidade. Mas resumindo bem a questão basta dizer que tanto o autor do folhetim quanto a própria Globo em si pegaram temas bastante populares (futebol, vida nos subúrbios das grandes metrópoles e capitais do país etc), e os “costuraram” de maneira muito ágil e esperta. A história do craque de futebol que tem uma carreira de sucesso e se aposenta milionário (pra depois ser engabelado por uma pilantra e golpista) poderia muito bem, nas mãos de um autor mais inexperiente e de uma emissora sem tantos recursos técnicos e financeiros, se transformar em mais uma novela brega, babaca e sem nenhum conteúdo cultural mais digno de nota. Foi aí que a Avenida “KuDuro” (carinhosamente apelidada assim pelo blogão zapper em referência ao ritmo africano que é a matriz da música de abertura do folhetim) deu show de bola ao radiografar (com roteiro e enredo mega ágeis, núcleos de personagens distintos, bem dirigidos e bem caracterizados) com absoluta precisão o que é a nova classe média brasileira (aquela que pertencia às classes C, D e E, mas que ascendeu financeiramente sob o governo petista de Lula e Dilma). Uma classe média que conquistou mais emprego e mais dinheiro, e que com isso conseguiu realizar seus sonhos de consumo por vezes frugais (comer carne mais vezes, comprar câmera digital, laptop, celular “incrementado” etc, etc, etc). E que, mesmo com tudo isso, continuou sendo o que sempre foi o retrato fiel do que é o povo brasileiro em seu bojo: ignorante, popularesco e brega em termos de gosto musical, literário e televisivo, conservador (na maioria do casos) e moralista (idem). Tudo isso foi mostrado exemplarmente na novela, através de personagens impagáveis (Leleco, Adauto, Monalisa, Verônica) e desde já antológicos (a bandidona loira Carminha, incorporada por uma Adriana Esteves que fez de longe o melhor desempenho dramático de uma atriz na tv brasileira nos últimos tempos). Óbvio que em muitos capítulos João Carneiro perdeu a mão e a encheção de saco e lingüiça comeu solta. E na reta final o autor quase perdeu o controle novamente ao antecipar demais a descoberta (por parte do joagdor de futebol) de que dona Carmen Lúcia era uma pilantra gigante. Com isso ele teve que fazer uma inversão de última hora ao transformar um velho coxo e aparentemente santo, no real e grande bandido da trama. Mas enfim, tudo acaba hoje com recordes de audiência (quarenta milhões de pessoas deverão acompanhar o desfecho da novela; em Recife a afiliada da Globo vai fechar um cinema pra exibir o capítulo a uma seleta turma de convidados; em São Paulo vários bares e restaurantes vão instalar telões para transmitir o final da KuDurice) e faturamento publicitário e num capítulo derradeiro que deverá ser mais emocionante que qualquer final de campeonato mundial de futebol. Yep, o autor deste blog acha uma completa idiotice/babaquice reaça esse papo de que macho que é macho (cado) não assiste novela. Novelas existem desde sempre e estão aí pra serem vistas. A questão toda é a QUALIDADE da trama e se vale a pena ou não acompanhar a mesma. Nesse ponto “Avenida Brasil” (que o sujeito aqui adorou, de coração) foi mesmo campeã, sai de cena com todos os méritos do mundo e vai deixar saudades. Com certeza.

Adriana Esteves, aliás Carmen Lúcia, a bandida e megera loira: personagem inesquecível de “Avenida Brasil”, que chega ao fim hoje

 

* Só que depois de sete meses assistindo Avenida Brasil, Zap’n’roll vai voltar com tudo ao rock’n’roll. E pensar em acompanhar outra novela só no próximo milênio, hehe.

 

* E falando em volta ao rock’n’roll, I: quem precisa voltar com urgência ao Brasil é essa deusa aí embaixo, no vídeo. Ela mesma, a linda e loka Cat Power. A música é “Cherokee”, do sensacional álbum “Sum”.

 

 

* E falando em volta ao rock’n’roll II: o tradicional selo Baratos Afins, que há algum tempo não lançava uma banda nova, acaba de soltar o disco de estréia do Fábrica de Animais. O blog ainda não ouviu mas confia no ótimo gosto do produtor e querido brother Luiz Calanca. E se compromete a resenhar o cd na semana que vem, podem esperar.

 

* O que não pode esperar é o Planeta Terra, néan? Mesmo sem Kasabian. Aí embaixo, uns papos sobre o festival que agita Sampalândia amanhã.

 

 

PLANETA TERRA INVADE O JOCKEY SP
Chegou a hora! A nação indie kid se mobiliza e amanhã o povaréu vai estar reunido no Jockey Club de Sampa, pra assistir a edição deste ano do Planeta Terra.

 

Festival que teve problemas em sua reta final, né? Na tarde de ontem, quinta-feira, estourou a bomba e a informação de que o Kasabian, um dos principais nomes do line up, havia cancelado definitivamente sua participação no evento. O motivo são os (segundo infos) sérios problemas de saúde que estão afetando o guitarrista, vocalista e principal compositor da banda, Sergio Pizzorno. Ele está em Londres e ainda não embarcou para o Brasil, sendo que o restante do grupo já está em Sampa há dois dias.

O Kasabian vai ser uma grande perda no line up, ainda mais que o grupo lançou um discaço em 2011, o incrível “Velociraptor!”. De qualquer forma o Terra ainda vai ter seu momento anos 90’ master com as esperadíssimas apresentações do Suede e Garbage. Fora que, da geração 2000, tem também o bacanudo Best Coast. O resto oscila entre tranqueiras (Maccabees e Kings Of Leon, que já tocou duas vezes no Brasil, e ambos os shows foram ruins de doer), “mudernidades” algo ocas (Gossip, Azealia Banks, The Drums) e chatices indies nacionais (Mallu), sendo que na escalaçãonacional se salva o ótimo duo Madrid.

 

A programação completa com horários dos shows você confere aí embaixo. E sempre atento aos ótimos lançamentos do rock planetário o blog também reproduz, mais aí embaixo, as resenhas que ele publicou quando Garbage e Kasabian lançaram seus novos e últimos trabalhos.

 

 

PLANETA TERRA 2012 – LINE UP E HORÁRIOS DOS SHOWS
Palco Sonora Main Stage
22h Kings of Leon
20h15 Garbage
18h30 Suede
16:45h Best CoastSuede
15h30 Mallu

O inglês Suede: britpop classudo pra sacudir a poeira no Jockey Club

 

Palco Claro Indie Stage
22h15 Gossip
20h45 The Drums
19h15 Azealia Banks
17h45 The Maccabees
16h15 Little Boots
15h Banda Uó
13h50 Madrid
13h Banda concurso “Som Pra Todos”

 

 

SETE ANOS DEPOIS O GARBAGE VOLTA BEM E ALIMENTA AINDA MAIS A NOSTALGIA ROCK ANOS 90’
(texto publicado originalmente em 16 de maio deste ano)

Eles nunca encerraram as atividades oficialmente, mas ficaram sete anos sem gravar – o último álbum de estúdio saiu no longínquo ano de 2005. Mas como a nostalgia pelo rock dos anos 90’ anda batendo mais forte do que nunca no pop/rock planetário, eis que o Garbage de Butch Vig e Shirley Manson (aquele bocetaço junky que enlouquecia machos e fêmeas depravadas, estas bem ao gosto do autor destas linhas rockers calhordas, lá pelos idos de 1995) também resolveu fazer seu comeback. Um retorno que começou a causar barulho já nas últimas semanas. E que promete aumentar ainda mais agora que “Note Your Kind Of People”, o novo trabalho de estúdio do quarteto (que volta também com os mesmos Duke Erikson e Steve Marker se revezando nos instrumentos, ao lado de Vig) finalmente vai ser oficialmente lançado, na próxima segunda-feira, 14 de maio – na internet, ele vazou anteontem.

 

O Garbage não foi um dos nomes gigantes do rock mundial nos anos 90’. Mas vendeu os tubos com o seu ótimo disco de estréia (o homônimo “Garbage”, editado em 1995) e emplacou ao menos dois mega hits pelo mundo afora (Brasil incluso), as sensacionais “Only Happy When It Rains” e “Stupid Girl”, que tocaram horrores em tudo quanto foi rádio e pista de clube de rock alternativo. E havia pelo menos dois ou três trunfos monstros por trás desta tamanha aceitação ao primeiro disco do conjunto: a) o fato de ele mostrar uma bem equilibrada alternância sonora entre rock de guitarras e bases mais eletrônicas; b) ter em seu line up três músicos e também produtores conceituadíssimos, entre eles o célebre Butch Vig (sim, aquele mesmo, que produziu um certo “Nevermind” de um certo Nirvana, além de onstentar no seu currículo trabalhos primorosos com o Smashing Pumpkins e o Sonic Youth); e c) claaaaaro, aquele xoxotaço à frente dos vocais, uma delícia junky devoradora de homens e mulheres chamada Shirley Manson (quantas punhetas mr. André Pomba e este blogger taradón também, não devem ter batido pela moçoila, hihi). Não tinha como dar errado.

 

Porém, a trajetória do grupo começou a desandar quando eles demoraram demais para lançar “Version 2.0”, que saiu apenas em 1998. O cd era ok, mas repetia em demasia os procedimentos musicais da estréia da banda. E em questão de três anos o mundo pop mudou muito e o som do Garbage começou a soar mezzo ultrapassado. Ainda assim o álbum vendeu bem e o conjunto lançou mais dois discos (em 2001 e 2005), que nem de longe repetiram o estrondoso sucesso dos dois primeiros trabalhos. Pipocaram as famosas tretas internas, Shirley Manson resolveu cair fora e Butch Vig voltou a cuidar apenasde produzir (e bem) discos alheios.

 

Foram necessários sete anos e uma intensa saudade pelo rock noventista, para que o Garbage decidisse se reunir novamente. Bien, e o que o ouvinte vai encontrar na versão anos 2000 da banda? Nada muito diferente do que eles fizeram há década e meia atrás, na verdade. Mas o que chama a atenção em “Note Your Kind Of People” é a qualidade de várias canções, o esmero na produção (nem poderia ser diferente) e o empenho com que os músicos executam as músicas – nunca é demais lembrar: Butch Vig está com cinqüenta e seis anos de idade. E Shirley Manson, ainda com o vocal impecável, está com quarenta e cinco.

 

À primeira audição, pode parecer um álbum pop demais (principalmente se levarmos em conta a melodia de “Blood For Poppies”, o primeiro single de trabalho do cd). Mas a questão é que a música planetária está mesmo infinitamente mais pop hoje, e isso se reflete inclusive nas bandas de rock. No entanto, há músicas no álbum que resgatam de maneira intensa o velho mix entre guitarras e ambiências eletrônicas, e aí ótimos exemplos são “Big Bright World” e “Felt”, esta com andamento bastante radiofônico. “Man On A Wire” exibe guitarras ferozes e há pelo menos duas canções fodásticas no álbum: “Control” (que alterna de forma perfeita calma e turbulência melódica, além de exibir uma das melhores performances vocais de Manson em todo o trabalho) e a lindíssima (e bem tristonha) balada “Sugar”, onde miss Shirley Manson inicia a canção sussurrando “Give me sugar…”. Wow!

 

Óbvio, não se trata de um disco que vai revolucionar nada a essa altura do campeonato. Mas ele é bem melhor do que muito do que é lançado diariamente no rock e no pop atual.  Com “Note Your…” o Garbage voltou razoavelmente bem e como que querendo deixar um recado: “se o rock de hoje está um lixo, nós estamos aqui novamente, para fazer ainda um pouco de diferença”. Bem-vindos!

 

 

A VOLTA POR CIMA E FODONA DO KASABIAN
(texto publicado originalmente em 20 de setembro de 2011)

Não é mole manter uma carreira musical por mais de uma década. Ainda mais em tempos de troca desvairada de músicas pela web, e em tempos onde hypes fuleiros surgem e desaparecem diariamente. Nesse panorama por vezes desalentador e agressivo em termos de ascensão e queda ultra rápida de bandas, o quarteto inglês Kasabian até que está resistindo bem. O grupo lançou oficialmente na Inglaterra, seu quarto disco de estúdio, “Velociraptor!”. Como está saindo pela gigante Columbia, o álbum tem chances de ganhar edição nacional. Mas se não rolar, no problem: ele já vazou na rede há dias.

 

O blog zapper gosta do Kasabian. A banda, que surgiu em 1999 em Leicester, lançou um primeiro disco fodástico em 2004, e que levava apenas o nome do conjunto. Formado pelo vocalista e guitarrista Tom Meighan, pelo também guitarrista (e principal compositor do grupo) Sergio Pizzorno, pelo baixista Chris Edwards e pelo baterista Ian Matthews, o Kasabian reeditava para o novo milênio, em sua estréia, a explosiva combinação engendrada por Stone Roses e Primal Scream uma década e meia antes: guitarras indies e bases dance/psicodélicas. Havia muito do primeiro álbum dos Roses na estréia do Kasabian. E “Club Foot”, que abria o disco, se tornou um hit pelas pistas do mundo afora.

 

Mas aí vieram, na sequencia,  dois trabalhos quase desastrosos, porque muito abaixo do que o grupo havia conseguido no primeiro álbum. “Empire”, editado em 2006, tentou reeditar a estética musical do anterior, mas nem de longe ostentando o mesmo brilhantismo nas composições. Quando “West Ryder Pauper Lunatic Asylum” foi lançado então, em 2009 (sendo que, um pouco antes, a banda veio tocar no Brasil, na segunda edição do festival Planeta Terra), quase ninguém mais estava prestando atenção no Kasabian, e a banda estava perigosamente ameaçada de ser enterrada sem dó pelos hypes do momento.

 

Foi aí que o quarteto acordou e resolveu botar pra foder novamente. E agora dá a volta por cima (e como!) com este bacanudo “Velociraptor!”, onde o grupo reaprendeu a trabalhar os elementos presentes em sua estréia há sete anos, e acrescentando a eles novas possibilidades sonoras. Por exemplo: há ambiências de música oriental adornando a psicodelia dançante de “Let’s Roll Like We Used To”, que abre o cd, e também em “Acid Turkish Bath (Shelter from the Storm)”. Esta é a faixa mais longa do álbum (mais de seis minutos de duração) e também a melhor: trata-se de uma “Kashmir” mais dançante e “turbinada” por chapação de ácido e maconha.

 

Fora isso, há outros ótimos momentos em “Velociraptor!”, como a própria faixa-título (em cadência acelerada, daí talvez o motivo de a banda ter batizado o trabalho com este nome, que também identifica aquele sinistro dinossauro, lembram?), ou ainda baladas bucólicas, como a algo beatle (!) “La Fee Verte” (conduzida por violões e clima psicodélico) e a linda “Neon Noon”, que fecha o disco. “Days Are Forgotten”, o primeiro single de trabalho, é algo próxima do indie dance de “Club Foot”.

 

É um álbum, enfim, que respira mais o ambiente musical inglês dos anos 90’, e passa longe da tosquice sonora produzida pelas bandas atuais. Talvez por estar, como comentado no início deste post, com esgares de saudosismo esta semana, é que o blog tenha gostado tanto do novo Kasabian. Mas o trabalho de fato recoloca o quarteto entre os melhores grupos surgidos na Velha Ilha, na última década. Com fôlego renovado por um bom novo disco, quem sabe o Kasabian consiga durar mais uns dez anos.

 

 

SUEDE TRAZ O BRITPOP CLASSUDO DOS 90’
Yeah! Com disco novo prometido pra 2013 e pique renovado, o amado Suede deverá fazer um dos shows mais concorridos do Planeta Terra. O blogão zapper estará na manhã de hoje (sextona em si) batendo um papo com a banda. Papo que deve entrar aqui logo menos, no complemento deste post.

 

Enquanto isso não rola, confere aí embaixo o provável set list que o grupo deverá tocar amanhã em Sampa – são as músicas que Brett Anderson e cia mostraram anteontem em Santiago, no Chile:

 

Introducing The Band
She
Trash
Filmstar
Animal Nitrate
We Are The Pigs
By the Sea
This Hollywood Life
Killing of a Flashboy
Can’t Get Enough
Everything Will Flow
So Young
Metal Mickey
The Wild Ones
Heroine
New Generation
Beautiful Ones

 

Bis:
Pantomime Horse
Saturday Night

 

 

E SUEDE AÍ EMBAIXO
Em video retirado do mesmo show em Santiago, anteontem, 17 de outubro. Povaréu em delírio cantando o classicaço “Beautiful Ones”, vejam só:

 “Beautiful Ones” ao vivo em Santiago/Chile, 17/10/2012

 

 

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E nem pense que acabou! Na correria do Planeta Terra e da entrevista com o Suede o blogão zapper dá uma pausa agora nos trabalhos (quase seis da matina!), pra tirar um cochilo rápido. Este post será concluído até a noite desta sexta-feira com mais infos sobre o festival, um possível papo com Brett Anderson, as dicas culturais do blog e o roteiro de baladas pro finde, okays?

 

E, claaaaaro, foi promo relâmpago mas o povo desesperado compareceu – sempre, né? Então, quem vai por conta da Zap’n’roll no Terra amanhã é:

 

* Marjorie Gentile Bomtempo, de Taubaté/SP e que já foi instruída por e-mail sobre como pegar seu passaporte da alegria rocker, ueba!

 

Por enquanto é isso, entonces. Mas logo menos tem mais aqui, com a conclusão do post. Até daqui a pouco então!

 

 

 (ampliado e atualizado por Finatti em 21/10/2012 às 20hs.)

Final de ano com o velho britopop invadindo o país: Pulp na Via Funchal, Suede batendo papo com o blog nesta semana etc. Mais: descendo o cacete no Killers (agora vai!), no ridículo conservadorismo do Facebosta e na escalação nacional do Lollapalooza 2013; os condenados no mensalão, o segundo turno das eleições para prefeito e… voilá! Um mini diário sentimental ultra cafajeste, onde o blog recorda as frases mais putaças e sacanas disparadas pelas cadelonas que freqüentaram a cama zapper, uia! (versão ampliada e atualizada em 15/10/2012)

 O gênio louco Josh Homme comanda o showzaço que o Queens Of The Stone Age deu no festival SWU, em 2010 (acima). A banda volta ao país no Lollapalooza BR 2013, assim como também estão vindo pra cá os ícones do britpop Suede e Pulp (abaixo), que se apresentam esta semana e em novembro em Sampalândia. Tudo muito lindo, tudo muito bom… apenas o line up nacional do Lolla que está um fiasco…

 

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UP TO DATE – EXTRINHA COM A ESCALAÇÃO DIA A DIA DO LOLLAPALOOZA BR 2013
Yep. Saiu agora há pouco a divisão por dia de todas as atrações que vão invadir o Jockey Club na edição 2013 do Lollapalooza Brasil, que acontece em março próximo.

E pelo line up diário divulgado pela produção do evento, constata-se o óbvio ululante: o segundo dia do festival é imperdível! Tem Black Keys fechando tudo e, logo atrás dele, o foderoso Queens Of The Stone Age mais Franz Ferdinand. Fora que vai ter também o Alabama Shakes e o experimental Tomahawk, a banda maluca comandada por Mike Patton, do Faith No More. O resto é o resto neste dia.

Primeiro dia? Passe longe: Killers fechando e ainda tendo atrás de si atrações de “peso” (drogas pesadas de verdade, hihi) como Agridoce, Boss(ta) In Drama, Holger etc.

Domingão, último dia, vai valer por Pearl Jam e Planet Hemp, claro. Enfim, confere aí embaixo como ficou a escalação dia a dia do Lolla 2013:

 

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Final de feriadão, dia cinza, 17 graus.
Poderia ser sempre assim. Seria ótimo. Mas como logo menos o calorão infernal deverá estar de volta, vamos aproveitando o final do finde calmo, frio e reflexivo para colocar mais um post de Zap’n’roll no ar, já em plena noite do domingão, final de feriadão – na sexta-feira e ontem o blogger ainda mezzo loker estava fora de combate após mais uma grotesca enfiação de pé na lama em ácool lá no baixo Augusta. Enfiações que, na verdade, estão cansando mesmo o autor destas linhas online. Tudo tem seu tempo na vida, no? E talvez a fase ultra loki do sujeito aqui já tenha chegado ao fim. Resta ainda, sim, muito na existência dele: o jornalismo musical, as memórias que serão compiladas em livro com as melhores colunas postadas no blog, e a vontade irrefreável de ainda encontrar o grande e definitivo amor. Enquanto ele não chega vamos batucando aqui estas linhas no note, em uma semana em que vimos o STF finalmente condenar os principais nomes políticos da quadrilha do Mensalão (o que aumenta a esperança e nossa crença de que, enfim, há JUSTIÇA e que ela é IGUAL para todos neste país), em que todos os fãs do britpop ficaram felizes por saber que o Pulp vem aí e em que o blog começa a gostar cada vez mais de uma nova banda mineira, que irá saber qual é lendo o post que começa agora. As dorgas e as loucuras estão ficando pra trás e sendo aposentadas na existência zapper. Mas nossa paixão pelo rock e pela cultura pop, estas serão eternas.

 

* A disputa do segundo turno pela prefeitura de Sampa já começou bem definida, como Haddad dez pontos a frente do tucano Serra, segundo as primeiras pesquisas. Quem acompanha estas linhas online sabe que o blog é sim simpatizante do PT (não militante do partido, isso nunca) desde sempre. Concorda que o petismo cometeu zilhões de cagadas inomináveis nos últimos anos (Mensalão, Lula apertando a mão do rato mor que é Maluf) mas nem por isso quer ver o PSDB também comandando a prefeitura da maior cidade do país. Somente esta semana houve mais de vinte (isso mesmo, vinte!!!) assassinatos na capital paulista e na Baixada Santista. A polícia do Estado, além de inoperante, está sendo literalmente CAÇADA por bandidos ligados ao PCC. Alckmin é essa merda desastrosa que todos sabem, na questão da (in)segurança pública. Então, no dia da eleição para segundo turno, pense bem no que você vai fazer com o seu voto para depois não ficar reclamando e se lamentando.

 

* Pelo menos na semana que está acabando agora, neste finde, o STF em Brasília fez o país acreditar novamente que há JUSTIÇA aqui e que ela é IGUAL para todos, ao condenar Zé Dirceu no julgamento do Mensalão. A capa da FolhaSP (reproduzida aí embaixo) dá bem a dimensão deste fato desde já histórico. Cadeia nessa quadrilha de bandidos!

 

* Falando de redes sociais: é por essas e outras que este espaço online meio que ODEIA a grande merda que é o Facebook (aqui, carinhosamente chamado de “faceboquete”). Pois não é que em pleno domingão fechando o feriadão o blogger sempre atento vai lá e aciona a sua conta para descobrir que… foi BLOQUEADO por três dias, para fazer postagens em seu perfil. A alegação do faceboquete para o bloqueio é que um post escrito pelo sujeito aqui infringiu as regras de direitos autorais do site. O post, no caso, era sobre a banda Suede e tinha uma foto do grupo – foi tudo removido. Como se ninguém no mundo não pegasse imagens do Google e as colocasse no Facebook, fala sério. Quer saber? Faceboquete: vai tomar no cu!

 

* É muito óbvio que uma rede social criada por um judeu americano se torne cada vez mais ditadora, moralista e conservadora. Assim, a política de privacidade da matriz nos EUA se reflete aqui também, na sucursal instalada no Bananão igualmente moralista, babaca, reacionário e conservador.

 

* Enquanto isso, o pequeno Uruguai dá EXEMPLO de modernidade e avanço comportamental, político e social para o mundo, ao enviar Leis para o Congresso que contemplam a legalização da maconha no país, do aborto e também do casamento gay. Está tudo bem explicado aqui: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1168918-na-vanguarda-uruguai-quer-mudar-leis-de-maconha-aborto-e-casamento-gay.shtml.

 

* Música, música pop, rock, que é o que interessa muito aqui afinal, não é? Todo mundo mega feliz com a confirmação da gig única do Pulp no Brasil em novembro. Vai ser dia 28 em Sampalândia (claaaaaro!) e na melhor casa de shows da cidade, a Via Funchal, que começa a vender os tickets pro show nesta segunda-feira através do seu site (WWW.viafunchal.com.br). Na real, é aquilo que estas linhas brit rockers sempre disseram: o Pulp nem de longe é a banda mais predileta desta casa, daquela turma ali – sempre fomos muito mais fãs apaixonados e devotados pelo Oasis, Blur e, em menor escala, pelo Suede (que também toca em Sampa semana que vem, no sabadão, no Planeta Terra, néan?). Mas a banda comandada pelo sempre elegante Jarvis Cocker tem um crédito gigante e eterno na história do rock pelo célebre chute que ele, Jarvis, deu na bunda de Michael Jackson durante a entrega de um Britsh Awards há uns vinte anos. Além disso o Pulp é sim uma grande banda de singles (não de álbuns cheios), alguns deles espetaculares como “Babies”, cujo vídeo você vê aí embaixo. E nos vemos na Via Funchal em novembro, óbvio.

 

* Mas antes tem o Suede no Planeta Terra, já no próximo sábado, néan? Antes, na sextona em sim, vai rolar um encontro da banda com os fãs, em um evento promovido pela agência Uk Brazil. Vai ser em um pub no bairro de Pinheiros e Zap’n’roll também vai estar por lá, já que antes do bate-papo com os fãs a jornalistada vai dar uma “enquadrada” em Brett Anderson e cia. Anyway, se você quiser participar da parada e tentar fazer perguntas pra um dos grandes nomes do britpop, vai aqui: https://www.facebook.com/events/360141237407748/.

 

* Final de ano chegando e o rock vai agitar o Norte brazuca, mais especificamente a simpática e acolhedora Boa Vista, capital de Roraima. Lá, entre novembro e dezembro, irão rolar dois festivais bacanudos: o primeiro é o já tradicional Tomarrock, produzido pela turma do Coletivo Canoa Cultural e que vai acontecer entre os dias 1,2 e 3 de novembro, abrindo espaço para bandas locais e de Manaus mostrarem seu trabalho. Fora que o headliner será o sempre ótimo trio carioca Autoramas. Um mês depois, de 14 a 16 de dezembro, vai acontecer por lá a segunda edição do Skinni Rock Festival. Organizado pelo agitador cultural e músico roraimense Victor Matheus, o Skinni também vai dar espaço para as bandas de Boa Vista mas não só: vai levar até a capital de Roraima o trio revelação manauara A Luneta Mágica, além de resgatar um dos grandes nomes do rock do Acre, o grupo Camundogs. No Skinni o blog estará presente, acompanhando tudo beeeeem de perto. É isso aê: o rock’n’roll não pode parar. Jamais!

O incrível trio A Luneta Mágica, de Manaus (acima) se apresenta na segunda edição do Skinni Rock Festival (abaixo), que acontece em dezembro em Boa Vista

* Umas das bandas do novo rock independente brasileiro dos anos 2000 que o blog mais curte (aliás, uma das poucas que se salvam hoje em dia por aqui), a mineira Transmissor, postou vídeo novo no YouTube esta semana. É para a faixa “Bonina”, do álbum “Nacional” e sobre o qual o blog fala mais lá embaixo, nas indicações da semana. Já o vídeo, confere aí:

Os Mineiros do Transmissor: vídeo novo no YouTube

 

 

* E já que estamos falando de ótimos sons lá das Minas Gerais, bora dar uma comentada no line up nacional do Lollapalooza 2013. Vai lendo aí embaixo.

 

 

LINE UP NACIONAL DO LOLLA BR 2013 – QUEM SE IMPORTA COM TANTAS TRANQUEIRAS, AFINAL?
Yep, todo mundo (mais ou menos) feliz com a escalação da edição 2013 do Lollapalooza BR, que rola nos vindouros dias 29, 30 e 31 de março lá no Jockey Club de Sampa (onde acontece também o Planeta Terra, semana que vem). Tirando a grande droga  que é o Killers (e que vai fechar uma das noites do festival), é muito reconfortante (uia!) saber que teremos o bom e velho grunge do Pearl Jam novamente por aqui, além do Black Keys (no auge lá fora, neste momento) fechando outra noite e a igualmente fodástica volta do Queens Of The Stone Age (que fez um dos melhores shows no festival SWU em 2010). Do bloco gringo intermediário a ótima surpresa é, sem dúvida, a vinda do Alabama Shakes, outra das grandes revelações da cena R&B americana atual. O resto é o resto: uma quantidade razoável de tranqueiras que já se apresentaram no país (como o Hot Chip) e outras bandas em franca – e rápida – decadência, caso do Kaiser Chiefs.

 

Mas ruim mesmo na segunda edição do Lolla BR, de doer e duro de agüentar, é a montagem do line up nacional do evento. Phorran, ok, teremos Planet Hemp (pra toda uma geração pirralha que nunca viu a banda ao vivo, ótimo) e Criolo. Mas, e o resto? Já pensou a turba ensandecida querendo ver sangue e suor (em forma de rock’n’roll explosivo) e o duo “maravilha” Agridoce tocando covers dos Smiths com banquinho e violão?  Vai chover garrafa e copo de plástico no palco, certeza. Graforréia (ou Diarréia) Xilarmônica? Com todo o respeito a uma das lendas do rock gaúcho, mas por que foram desenterrar isso pro festival? E Bruno Barudi, quem é essa figura??? E República, alguém conhece? Boss(ta) In Drama? Jezuiz… Ludov? O blog sempre gostou mas vamos reconhecer que a banda já teve seu momento. Vanguart? Acabaram de abrir pro Snow Patrol no Brasil e já tocaram no Planeta Terra, além de abrir shows do Coldplay. Fora que vivem tocando no baixo Augusta. Poderiam dar a vaga pra alguém tão relevante quanto eles e sem ainda a mesma exposição (o lobby do querido Rafael Ramos junto à produção do Lolla deve ter sido cabuloso…). E ainda tem mais estorvos na parada (Tokyo Savannah, Database) mas estas linhas bloggers que dão porrada em quem merece nem vão perder tempo comentando sobre elas.

 

Pouco se salva na “seleção” brazuca do festival, além dos já citados Planet Hemp e Criolo. E Zap’n’roll daria uma taturana gigante de cocaine colombiana pra quem costurou esse line up, só pra entender como se chegaram aos nomes nacionais que vão fazer barulho (ou passar vergonha alheia) no Jockey de Sampa em março do ano que vem.

Por que Los Porongas (acima) e Forgotten Boys (abaixo), dois dos melhores nomes do rock brasileiro dos anos 2000’, não estão na escalação nacional do festival Lollapalooza BR 2013? Mistério…

 

Na buena, estas linhas virtuais poderiam sugerir uma pequena lista de bandas que MERECIAM e MERECEM ser incluídas JÁ, na escalação brasileira do Lolla. Querem ver? Forgotten Boys: estão aí há uma década, lançaram um discaço no final do ano passado e ao vivo são esporrentos ao cubo, além de sempre arrastar uma multidão de bocetas rockers tesudas aos seus shows. Los Porongas: o quarteto do Acre é uma das melhores bandas do Brasil, ponto. Enfia no bolso quase todo o line up nacional do Lolla. A Luneta Mágica: o trio psicodélico de Manaus iria causar espanto entre público e jornalistas desavisados. Cartolas: os gaúchos acabam de lançar novo single, têm dois discos fodões na bagagem e ao vivo instalam um tsunami sônico na área. Transmissor e Quase Coadjuvante: duas ótimas bandas Mineiras, que estão aí com discos novos e que honram a tradição do rock de Minas com guitarras mixadas a bucolismo melódico.

 

Mas como pouco ou nada podemos fazer nesse sentido, ficam aí as sugestões. O festival é válido (e sempre bacana), tem PJ, Black Keys e QOTSA. Mas por 900 pilas de entrada (para os três dias de esbórnia), bem que a organização poderia ter caprichado um pouco mais na parte brasileira da parada. Bandas boas pra isso ainda existem por aqui, felizmente.

 

 

O KILLERS JÁ DEU, NÉ?
Não adianta e não tem jeito. Estas linhas online tentam e tentam. Se esforçam. Mas não conseguem engolir a cafonice e a grandiloqüência características do quarteto americano The Killers. E a notícia péssima é que esta impressão que o blog tem da banda só piorou após várias audições de “Battle Born”, o quarto álbum de estúdio do grupo e que foi oficialmente lançado no mês passado.

 

Estas linhas online “pescaram” o disco na web há umas três semanas, junto com o também novo trabalho do Muse – este já resenhado e devidamente esculachado por aqui alguns posts atrás. E lá se foram várias audições pra tentar entender o que se passa na cabeça brega e megalômana do vocalista e letrista Brandon Flowers. Se o Killers chegou a ser um pouco mais rock’n’roll em sua ainda razoavelmente curta trajetória isso se perdeu lá atrás, ainda na sua estréia com “Hot Fuss”, em 2004. O disco já mimetizava com exagero e de maneira histriônica os anos 80’ (Queen, Depeche Mode, Duran Duran, por aí) mas ainda tinha lá seu encanto musical. Agora, três discos e oito anos mais tarde o Killers está verdadeiramente insuportável: as baladas são chumbregas (“Runaways”, o primeiro single, chega a ser constrangedor), os rocks são épicos e enfadonhos (“Here With Me”, com pianos e teclados com timbre de churrascaria, é um horror inenarrável; idem o synthpop de “Deadlines and Commitments”). Claro, a produção do disco é impecável e Flowers está cantando cada vez melhor – não dá pra ignorar este detalhe, ainda mais quando se ouve sua voz poderosa e trovejante em faixas como “The Rising Tide” ou “Be Still”. Mas no final das contas é tudo muito certinho, careta, asséptico, bem embalado e pensado pra não chocar nem incomodar (no sentido de despertar inquietude e reflexão no ouvinte). Incomoda sim, pelo fato de a banda ser um êmulo afetadíssimo do que já era bem afetado nos anos 80’.

 A capa do novo disco dos Matadores: mata qualquer ouvinte de raiva

 

Algo vai muito mal no rock’n’roll mainstream de hoje. Killers e Muse são dois dos maiores nomes do rock planetário atual. Ambos são um pé no saco e estavam brigando esta semana, com seus novos álbuns, pelo primeiro posto da parada inglesa – o Killers foi derrubado de lá pelo Muse na última quarta-feira. A maioria da mídia musical que importa (The Guardian, NME, Spin, Rolling Stone) foi generosa em suas resenhas e cotações com este lamentável “Battle Born”. Será que nós, jornalistas musicais do novo milênio, perdemos o senso do ridículo, a capacidade de avaliação auditiva e estamos escancarando as pernas e nossa imbecilidade profissional para estrumes mal cheirosos com o Killers?

 

Vai ver que sim. Infelizmente.

 

* O grupo irá fechar uma das noites do Lollapalooza BR 2013. E Zap’n’roll vai passar bem longe do show. O blog viu a banda ao vivo em 2007, na penúltima edição do extinto Tim Festival. Não suportou assistir a gig até o final, pela ruindade da mesma: no meio da parada, já bastante “turbinado” de vodka, o zapper ainda doidón naquela época pegou um táxi e se mandou da arena Anhembi, atrás de cocaine. Terminou a noite fazendo maldades nasais no baixo Augusta, e se deu por satisfeito.

 

 

DIÁRIO SENTIMENTAL – AS MELHORES FRASES DISPARADAS EM FODAS CAFAJESTES DO BLOGGER LOKER COM SUAS EX
Era inevitável, hihi. Há semanas já sem deixar os moralistas falsos e babacas de plantão com o cu piscando de ódio, o blog mais ordinário da web brasileira quando o assunto é cultura pop, rock alternativo e SACANAGEM e PUTARIA na cara larga, volta ao ataque, uia! E a pauta deste tópico surgiu na madrugada da última segunda pra terça-feira quando o zapper, assistindo aos “Clássicos” na MTV, meditava e se debatia em seus pensamentos sórdidos: o que escrever sobre cafajestice carnal no próximo post?

 

O click surgiu durante a caminhada noturna pelas ruas do bairro (Vila Mariana, zona sul bacanuda de Sampa e ainda sem muita violência) onde o sujeito aqui mora há quase treze anos. Sozinho e rindo, o autor destas linhas online começou a se lembrar de algumas das frases mais cadeludas e sórdidas que suas ex-namoradas (ou rápidos affairs) lhe disseram, enquanto a foda rolava furiosa, ultra sacana e solta entre o casal.

 

Na volta pra house e diante do notebook, o blog resolveu resgatar algumas dessas frases “saborosíssimas” e colocá-las aqui. Leiam aí embaixo e fiquem de pau duro/xoxota molhada – ou, no mínimo, riam a valer, hihihi.

 

* “Eu acho que atingi o orgasmo!” (dita pela loira Paula C. Ela era baixinha, com tetas enormes e um cabelón loiro de fazer gosto. Muito bonita, fresca ao cubo, morava no bairro de Higienópolis com os pais e irmãos e era amiga comum do zapper e de uma das DJs do Espaço Retrô. Adorava gothic rock mas era uma geladeira na ora da trepada. Esta frase lapidar foi disparada pela garota em uma tarde qualquer de 1988, após uma trepada com Zap’n’roll. Ela, pelada e sentada no cacete do autor destas linhas online, de repente ficou imóvel. O zapper, preocupado, indagou: “o que houve?”. A resposta, em tom total blasé, está aí em cima, uia!)

 

* “E agora, o que vai ser de mim?” (S.M., uma delícia cremosa morena e tetuda, de longos cabelos cacheados, que o jornalista rocker conheceu em 1994, no estádio do Morumbi em Sampa, durante o show de Robert Plant no saudoso festival Hollywood Rock. Ela tinha apenas quinze anos de idade e era a sacanagem em pessoa, embora ainda virgem. A paquera começou no estádio mesmo e se prolongou pela semanas seguintes. Até que um dia a garota foi parar no apê que o autor deste diário safado estava dividindo com o amigo Phillipe Britto. E aí o cabaço da moçoila foi pro espaço. Detalhe: o zapper estava NAMORANDO com a mulataça Greta, dezoito anos de puro tesão e igual safadeza. A frase dita por S.M. se deu em mais uma tarde de foda cachorríssima quando ela, com o pinto do rocker maloker enfiado em sua saborosa boceta, começou a se lamentar de ter perdido o cabacinho… ô dó, rsrs)

 

* “Segura as tetas! Segura as tetas!!!” (A grande putaça Greta, uma mulata de deixar qualquer bicha com o bilau em ponto de bala. Na época com dezenove anos de idade, Gretinha namorou com o autor deste blog por cerca de um ano e meio – e continuou dando pra ele por mais algum tempo pós-término do namoro. Esta frase também lapidar foi disparada durante uma mega foda em um hotel barato de putaria, em São Bernardo do Campo, no final de 1994. A garota fazia Cursinho vestibular à noite por lá – queria entrar na Usp e entrou, aliás. O jornalista trintão e cafajeste, apaixonado por ela, ia buscá-la no Cursinho e depois ambos rumavam pro tal hotel. Gretinha gritou “segura as tetas”, que eram enoooooormes, em um momento em que estava singelamente dando gostoso de… ladinho, hihihi)

 

* “Ai, mete! Mete! Me FODE, vai! Seu cavalo, seu cachorro!!! (a mesma Greta mas no começo do namoro, em 1993. Ela estudava de manhã, saía do colégio e ia direto pro apê da avenida 9 de julho, pra dar até a xota arder, wow. O zapper taradón tinha, nessa época, uma fita cassete onde ele AMAVA gravar as fodas com Greta. Depois, a fita se perdeu por aí. Mas uma bela noite o saudoso DJ Toninho, acompanhado do também DJ Rodrigo Cyber, foram fazer uma visitinha no apê do autor deste diário clamorosamente calhorda. Zap’n’roll colocou a fita pra dupla ouvir. E ela quase morreu de rir, hehe)

 

* “Amor, você quer fazer anal?” (Inês, a pequenina. Um dos incontáveis “affairs” do jornalista sem vergonha, nos anos 90’. Frase dita no meio de uma trepada, em 1996, na kit em que o zapper também residiu, na avenida 9 de julho, centrão junky de Sampalândia. A mocinha estava dando de quatro – óbvio – quando fez a pergunta. Diante de uma pergunta dessas, impossível resistir: a rôla entrou imediatamente no rabo da gostosa Inês)

 

* “Quer pôr no meu bumbum?” (mais um convite anal irrecusável, uia! Este feito por Sil, a gótica, quando ela namorou o zapper ordinário, em fins de 1996/início de 1997. Os dois estavam “in Love” na kit da 9 de julho quando ela, com a carinha mais inocente do mundo, fez a pergunta/convite. Essas cadelinhas…)

O tetão gostosão da cadeluda T.A.: metidas no cu (dela), cafungadas de padê em cima do bilau zapper… a moçoila fez de tudo enquanto “namorou” com o autor do blog, hihi

 

* “Ai, não tenho mais prega nenhuma! Você já arrancou todas!” (a mesma Sil gótica, durante viagem a São Thomé Das Letras, no carnaval de 1997. E após, claaaaaro, ser socada no cu pelo blogger cafajeste, hihi)

 

* “Agora que você comeu o meu cu, vou procurar alguém que coma minha boceta!” (jezuiz, ahahaha. Essa foi disparada pela delícia chamada Abigaiu, e que morava no extremo Leste de Sampa. O zapper a conheceu em uma balada rocker no extinto Alternative Video Bar, na Penha, onde ambos acabaram trepando logo no primeiro encontro, no banheiro. Começou o rolo entre o jornalista e a mulata loki e tesuda, que fodia horrores e adorava cometer devastação nasal, hihi. Foram várias as fodas entre ambos. E a frase clássica foi disparada quando ela, uma bela noite chapada de goró, foi até a house minúscula que o sujeito aqui estava morando, no bairro da Liberdade. Era 1998 e Zap’n’roll tinha que ir até uma casa noturna na Barra Funda, pra assistir ao show que o grupo americano Man Or Astro Man! Iria fazer por lá. Biga chegou e a foda rolou. O blog meteu gostoso no cu da cadeluda, que deu de frente. E ainda rebolou pra porra jorrar mais rápido. Terminada a trepada ela queria ir junto à gig. Não tinha como pois o jornalista doidón só tinha uma credencial. Foi aí que ela se irritou e disparou a frase. E foi atrás de quem também comesse a sua sempre quente boceta)

 

* “Vai comer o cuzinho da sua namoradinha, vai?” (proferida pela cadelaça T. A., em alguma madrugada de 2007, durante uma discussão entre ela e seu affair, este mesmo que está soltando os podres sexuais neste diário sentimental. Foi uma das relações mais longas e complicadas do autor deste blog: ele conheceu a garota por volta de 2004 e entre idas e vindas, rolos e namoros, o casal conviveu por três longos anos e meio. T.A., formada em jornalismo, fã de rock, rosto lindíssimo de boneca de porcelana, olhos “puxados”, cabelos ruivos e corpinho delícia, tinha uma xoxota deliciosa e que metia com gosto e como poucas. O zapper se apaixonou pela moçoila e chegou a pensar seriamente em se casar com ela, que também era uma doidona de plantão e mega fã de álcool e cocaine – foram incontáveis as “carreiras” de padê aspiradas pela garota no pau de Zap’n’roll, assim como foram também incontáveis os “riscos” que o zapper inalou nas tetas e na bocetinha apertada da cadelinha branquinha, hihi. Mas as brigas entre o casal eram muitas, em função do gênio fortíssimo de ambos. Foi numa dessas brigas que a frase acima foi disparada: a cachorra bateu boca com seu “namorado” até este se irritar e ameaçar sair de casa – às três da manhã! Quando já se arrumava pra cumprir a ameaça foi detido pela ruiva safada que, só de calcinha e esfregando suas mamicas na cara do zapper, pediu: “não sai, não!”. Não deu outra: a “briga” acabou em foda monstro, com o blogger putão socando rôla grossa no cu da moça e esporrando dentro dele, uia!)

 

* “Eu quero cheirar. Mas não vou cheirar no seu pinto, é muito aviltante!” (também dita pela cadela T.A., que era chegada em uma maldade nasal – e como! O casal foi num domingo à noite pro clubinho GLS paulistano A Loca, onde o blogger safadíssimo iria fazer uma DJ set no projeto Grind, comandado pelo querido André Pomba. A noitada rolou ótima, a discotecagem idem e na volta pra casa, pintaram as petequinhas de cocaine. Foram levadas pelo casal rocker/loker. Quando chegaram começou a sacanagem, a putaria e a padelança. Primeiro uma bela sessão de foda. Depois as tecadas. O zapper ordinário intimou: “Você vai cheirar, mas só se for em cima do meu pau!”. A junky e putaça, deliciosamente pelada e que já tinha levado vara na xota, não queria e disparou a frase em questão. Mas como a vontade de aspirar era muita, ela não resistiu e acabou cedendo, hihi. Aspirou uma bela carreira esticada no pau zapper, e depois ainda lambeu e chupou o que sobrou, uia!)

 

* “Como hoje é seu aniversário, meu presente vai ser esse: vou dar pra você sem camisinha!” (uma atitude totalmente incorreta, o blogger loker assume. Mas foi assim mesmo que a pretaça P.R. deu sua xota quente, ninfomaníaca e peluda pro autor destas linhas online sórdidas. Foi no aniversário de Zap’n’roll em 2007. Ele havia conhecido P.R. meses antes e enlouqueceu: uma negra de vinte aninhos, peitões suculentos e que também adorava ser fodida no cu, sendo que ela mesmo dizia: “gosto de dar atrás, com o cara fazendo bastante pressão”. Wow! Foi uma época um tanto problemática em termos de relacionamentos, na vida do blogger taradón já que ele estava também trepando com a cadelinha T.A. e com, pasmem, a célebre “Lady Virose”, que depois se tornou uma das maiores desafetas do autor destas sacanagens online. Tanto que no finde de aniversário daquele ano, foi exatamente assim: a preta P.R. deu sem camisinha na sexta-feira. A bonequinha de porcelana T.A. foi fodida no sábado e a megerinha Lady Virose levou rôla no domingo, ulalá! Mas a lembrança mais forte que fica dessa esbórnia é mesmo a frase dita pela negra tetuda P.R.)

 

* “Vou arrotar a porra!” (dita por H.R. Yes! Se você não acredita, passe a acreditar: há garotas de fino trato que não se satisfazem apenas em chupar o caralho, arrancar gozo do macho e engolir o leitinho quente e grosso. Algumas, além de tudo isso, também fazem questão de ARROTAR a porra que acabaram de engolir, wow! O blog namorou com uma garota assim – boooooa de foda, diga-se, e muito inteligente e rocker até a medula. Mas também com um gênio terrível, rsrs. Enfim, em uma das zilhões de trepadas dadas pelo casal eis que uma bela noite, no final de uma delas o zapper enfia seu pinto na boca da mega cafajeste e solta nela toda o esperma do mundo, hihi. E como sempre a garota engoliu tudinho, na boa. Mas logo em seguida soltou a frase acima. E arrotou mesmo a porra que havia acabado de engolir! Foi o primeiro “arroto de porra” presenciado pelo sujeito aqui, jezuiz…)

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco I: o blog nunca deixa de afirmar que não há tempo pra se comentar grandes discos ou lançamentos. Pois é realmente incrível que o sensacional álbum de estréia do quarteto escocês Django Django, que foi lançado em janeiro deste ano, tenha recebido quase nenhum destaque em sites, blogs e portais brazucas especializados em rock alternativo – ok, sejamos justos: dear Luscious R. falou da banda, dias atrás, em sua sempre antenada Popload. Enfim, psicodelia sessentista em grau elevado, timbres vintage de guitarra e teclados e melodias e vocais oníricos, que convidam à chapação, é o que você vai ouvir nas treze faixas de um disco que recebeu cinco estrelas do rigoroso diário inglês The Guardian. E, sim, o cd tá facinho de baixar na web. Já está na lista zapper dos (ainda poucos) melhores álbuns de rock de 2012.

Django Django: psicodelia made in Escócia, em um dos melhores álbuns de 2012 

 

* Disco II: Mineiros de Belzonte, o incrível Transmissor também lançou seu segundo álbum, “Nacional”, já há algum tempo. O quinteto formado por Thiago Correa, Leonardo Marques, Henrique Matheus, Jennifer Souza e Pedro Hamdan honra a tradição do Estado montanhoso de burilar lindas canções com melodias oscilando entre o folk e o rock campestre, tudo emoldurando vocais doces (e às vezes melancólicos) e que contam histórias de desencontros amorosos que podem acontecer com qualquer um. O instrumental é precioso, as músicas são inebriantes e a sonoridade do Transmissor é um convite pra se mandar correndo pra São Thomé Das Letras e lá ficar, ao lado de quem você ama, tomando vinho e fumando um bom baseado. Música pra se apaixonar no álbum: “Só se for domingo”. Mais sobre eles, vai lá: http://www.transmissor.tv/.

Capa do segundo disco do Transmissor: já na lista dos melhores do ano 

 

* Disco III: mais Mineiros fazendo rock da melhor estirpe. E estes foram uma surpresa pro blog. Dia desses chega e-mail pro zapper sempre curioso por novos sons, informando que a banda Quase Coadjuvante (nome canhestro, vamos admitir) estava lançando seu primeiro álbum com show em Belzonte e bla bla blá. Lá foi o blog ouvir o som no Bandcamp. E chapou com o que ouviu: “Cartas para a próxima estação” combina guitarras indies nervosas com melodias tristonhas e letras em bom português, que desvelam as angústias da existência humana que só não permeiam a alma de quem é despossuído da mesma. O grupo é formado por Jonathan Tadeu (voz e guitarra), Filipe Monteiro (bateria), Marcelo Luiz (baixo e vocal) e Tiago Gomes (guitarra e vocal). O disco todo é bacanudo mas a faixa do coração do blog é mesmo “Gênio Ruim”, com sua melodia radiofônica quase perfeita. Pra saber mais sobre eles e ouvir esta pequena jóia do rock de Minas Gerais, vai aqui: http://quasecoadjuvante.bandcamp.com/album/cartas-para-a-pr-xima-esta-o.

 

* Baladenhas: domingão à noite com postão no ar. Tá chegando agora da viagem do feriadón? Então fica em casa e curte o blogão zapper. Ainda tem pique pra enfrentar esbórnia madrugada adentro? Phorran, então vai pra Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centrão de Sampa), onde hoje quem comanda a parada é o super DJ André Pomba e sua já clássica noite rocker Grind, há “apenas” catorze anos campeã de audiência. É onde estas linhas bloggers festeiras iriam se fossem pra rua hoje à noite. Fora o Grind, semana que vem vai ter Planeta Terra e os caralho e iremos atualizar o roteiro de baladas com tudo no próximo post, okays?

 

 

TERRA E ROCKERS NOISE CHAMANDO!!!
Yeeeeesssss!!! A parada vai FERVER esta semana no hfinatti@gmail.com. Pois olha o que caiu de para-quedas por lá, pra entrar em disputa sangrenta:

 

* UM INGRESSO pro Planeta Terra Festival. Yep, esse mesmo que rola sábado que vem no Jockey Club em Sampa, com showzaços do Suede, Garbage, Kasabian e Best Coast – o resto é bobagem. Fora isso, também continua em disputa:

 

* DOIS PARES DE INGRESSOS pro Rockers Noise Festival, que acontece também em Sampalândia no próximo dia 30 de outubro (tá chegando, hein!), quando irão rolar gigs fodonas dos ingleses Telescopes e Gallon Drunk. Tá dentro? Então mande logo seu pedido porque, além de tudo, logo menos vai pintar promo aqui pra um certo festival que vai rolar em março de 2013 (aquele mesmo, com Pearl Jam, Black Keys etc.). Beleusma?

 

 

E FIM DE PAPO!
Postão grandão como a turba adora, hihi. Entonces ficamos por aqui, esperando que todo mundo comece muito bem a semana. Na próxima sexta-feira, véspera do Planeta Terra, o blogão zapper volta na área, inclusive com um bate-papo com a turma do Suede. Até lá, deixando muitos abraços no André Morelli (que ficou mais velho esta semana), no sempre querido irmão carioca Léo Rocha, e os beijos mais doces do mundo na Pâmela Brandão e na Pamila Seven, duas garotas que o autor deste blog adora de paixão!

 

(ampliado e atualizado por Finatti em 15/10/2012 às 16hs.)

Na véspera das eleições municipais o blogão publica post modesto com apenas notas rápidas, entre elas a que fala sobre o Rockers Noise Festival, que vai estourar tímpanos em profusão no final do mês em Sampa. Mais: percalços e tretas que deixaram o zapper sem web e fora de combate no último finde, mostrando mais uma vez que não existe mesmo amor nem em SP (ainda mais se o mega tranqueira e picareta Celso Russomano for eleito prefeito) e nem no mundo todo, talvez…

O bacana combo country/folk inglês Mumford & Sons (acima) é um dos bons nomes do rock planetário dos anos 2000. Faz músicas bucólicas e que inspiram amor e carinho nas pessoas. O mesmo amor que anda em falta em São Paulo – e que vai faltar ainda mais caso a grande droga chamada Celso Russomano (abaixo) vença as eleições para prefeito na capital paulista

 

É verdade: sem amor em SP.
E no mundo todo, talvez. É a única conclusão possível quando você se depara com paradas bastante desagradáveis, envolvendo violência urbana e desagregação ao máximo do chamado tecido social. Pra explicar melhor a situação o blog vai reproduzir aqui, em seu texto que sempre abre cada post, o que escrevemos na última segunda-feira no mural de nosso perfil lá no Faceboquete, com as devidas adaptações para poder ser republicado aqui. Vejam só: “A existência humana em desalento pleno. Pensamos muito nisso nos últimos três dias, quando ficamos afastados da web, esse vício “moderno” e contemporâneo que nos escraviza cotidianamente. Enfim foi mais ou menos isso: na sexta passada Zap’n’roll enfiou o pé na lama no show/balada da Ladyhawke. Cheguamos em casa “fritopan” e assim ficamos sábado o dia todo. À noite o blog foi encontrar com uma amiga pois havia prometido ir tomar uma breja com ela. O autor destas linhas online estava literalmente podre mas foi. Na volta pra casa, subida da rua 13 de maio até o cruzamento da Brigadeiro Luis Antonio (e de lá se pretendia ir até a Paulista, pegar o metrô e voltar pra casa, onde uma cama aconchegante nos aguardava), o de sempre em uma cidade mega perigosa, violenta, desagregada socialmente e com a desigualdade financeira gritando na sua cara: dois “nóias” crackers (o blog conhece essa raça de longe) se aproximam e dão a ordem: “dá a grana!”. O blogueiro felizmente estava sem grana, com o cartão do banco na carteira e sua mochila (nada demais dentro dela, o que sempre carrega: alguns livros e sua agenda). E disse o tinha que dizer: “to sem grana, pode revistar”. Atentem pro seguinte fato: eram dois “nóias” quase da altura do sujeito aqui e um tinha uma garrafa long neck de breja, vazia, em uma das mãos. Não deu outra: pediram a mochila (achando que iam encontrar algo de valor dentro dela) e antes de sair correndo e talvez por raiva e uma agressividade típica de quem tá na fissura por uma nova tragada em um cachimbo de crack, o que estava com a garrafa na mão bateu com a mesma na testa do jornalista rocker. A pancada foi bem forte, a garrafa felizmente NÃO se quebrou e a dupla saiu correndo. Com um calombo gigante na testa e um corte no lugar do pancada (de onde espirrou um pouco de sangue) não restou outra alternativa a Zap’n’roll: pegar um táxi, passar no hipermercado Extra da Brigadeiro, tirar alguma grana e ir pro PS mais próximo. Depois de atendido (muito mal, por sinal), tomamos finalmente o rumo de casa. Essa é a primeira parte que envolve o “sumiço” zapper nesses últimos dias. A testa ainda está inchada e ela só deverá voltar ao normal em uma semana. Mas pra piorar a situação (e aí entra a segunda etapa do “sumiço” virtual de Finas) o modem deu pau no sábado à noite e não queria mais conectar. Novamente, o de sempre: ligar pra Vivo/Telefonica e encher o saco deles pra que tomassem uma providência (aqui, parênteses: a Vivo é um horror igual à Telefonica, nada mudou ali, apenas o nome. Enchem o saco diariamente, ligam oferecendo isso e aquilo etc. Mas quando VOCÊ precisa deles pra algo, é um salve-se quem puder). A providência, enfim, só chegou na tarde de terça-feira: um técnico veio e trocou o modem por outro. Menos mal. O que fica no autor destas linhas rockers bloggers desses dois episódios: este jornalista realmente se sente cansado de SP (a velhice chegou finalmente?) e do temor de sair à rua e ser atacado em uma tentativa de assalto, onde se pode até morrer – morrer todos nós iremos um dia, não temos medo algum da morte mas já dissemos bilhões de vezes que não queremos morrer de forma covarde, atacado por um bandido sem escrúpulo algum. Por isso Zap’n’roll está saindo cada vez menos e só quando algo muuuuuuito nos interessa e nos faz ir pra rua. Na real, cada vez mais o blog pensa em morar no meio do mato e de lá continuar fazendo seus trampos de jornalismo musical – pelo menos com a web isso é possível. Se tudo der certo, vamos sumir de Sampalândia em 2013. O outro sentimento é de que, sem web em casa, a vida parece hoje ficar absolutamente estagnada. Você perde o contato com o mundo e isso é cruel. Phorran, não foi terminado o último post zapper, não foi possível comentar sobre o line up do Lollapalooza (embora o blog tenha ido na coletiva de imprensa, na segunda-feira), não foi possível falar com as pessoas que amamos, nas redes sociais, etc. Às vezes o blog se sente muito só, embora conheça a humanidade. Isabel Monteiro, a brasileira que durante anos tocou na banda inglesa Drugstore, disse há uns quinze anos pra este jornalista em uma entrevista que fizemos com ela: “quando você tem dezessete anos de idade, se não vão duzentas pessoas na sua festa de aniversário você chora durante uma semana. Aos trinta e cinco/quarenta anos de idade, se você conseguir encher UMA DAS MÃOS com AMIGOS VERDADEIROS, dê-se por feliz”. Concordamos totalmente com ela. Temos quase 1.500 “amigos” na porra da rede social. Mas na real, apenas uns dez ou quinze (se tanto) são de fato nossos amigos e sabem como somos o que pensamos, o que se passa dentro do sujeito aqui. A linda negra do Norte permanece em silêncio profundo. E o zapper ainda sente saudades do grande amor que teve no Norte. Talvez estejamos precisando realmente, agora, achar a GRANDE MULHER da nossa vida e casar com ela. Aventuras e loucuras são para jovens, não para coroas como o tiozão rocker que digita estas linhas semanalmente – e mesmo que nosso pensamento continue libertário para sempre, sentimos que é chegada a hora de ter ELA do nosso lado. Seja lá quem for ela…”. É mais ou menos isso. Fora outros episódios desalentadores que fomos tomando conhecimento de anteontem pra cá – como o atropelamento sofrido em Belém pelo Ícaro, o queridíssimo amigo e baixista do grupo Madame Saatan, e que iremos comentar melhor aí embaixo. É mais uma forma de violência, no? A do trânsito, que mata tantas pessoas por ano no Brasil quanto a guerra civil da Síria. Sinal de que, como costuma dizer o mestre Luiz Calanca, o mundo está mesmo acabando, infelizmente. Um mundo que talvez precise ser “explodido” de vez e ser reinvetando. Com todo o amor possível entre as pessoas, em SP e em todos os outros lugares.

 

* Começando as notas rápidas deste postão zapper justamente com a parada seríssima e terrível que rolou com Ícaro Suzuki, baixista do quarteto paraense Madame Saatan (que está com as atividades musicais suspensas temporariamente). Além de músico competente de uma das melhores bandas do rock brasileiros dos anos 2000’, Ícaro também é um querido por todos que o conhecem pessoalmente, pela sua simpatia, caráter ilibado, doçura, humildade e trato com os amigos. Pois foi este exemplo de músico e pessoa que foi atropelado em Belém (sua cidade natal; atualmente o MS reside em São Paulo, para onde se mudou há alguns anos), na última terça-feira, quando estava passando temporada na capital do Pará, em visita a parentes. Ícaro está internado em um hospital local e seu estado inspira cuidados embora, felizmente, ele já esteja se recuperando. Agora, o que deixa estas linhas online absolutamente indignadas foi saber que o causador do atropelamento foi um DELEGADO DE POLÍCIA, que dirigia seu veículo com visíveis sinais de embriaguês (segundo os PMs que atenderam a ocorrência, e acabou perdendo o controle do mesmo. Ou seja: quem deveria dar EXEMPLO de cidadania, civilidade e responsabilidade no trânsito, acaba se tornando o PIOR dos infratores. É preciso acabar com isso nesse país. É preciso acabar com a IMPUNIDADE que graça e ri à toa no Brasil. O número de mortes anuais no trânsito brasileiro supera com folga as vítimas de uma guerra civil como a que a Síria está vivendo nesse momento. E aqui ninguém faz nada, a Lei  é OMISSA e dá-se o famoso “jeitinho” em tudo, ainda mais se o responsável por essa autêntica tentativa de homicídio for um delegado de polícia. CADEIA pra esse sujeito, JÁ!

Ícaro Suzuki, o querido baixista do grupo Madame Saatan, e amigo pessoal destas linhas online: o blog torce com o coração pela sua recuperação!

 

* O blog ficou sabendo do que aconteceu com Ícaro ao visitar eventualmente a página do Facebook de sua esposa, a linda e loira Sammliz, também vocalista do MS e dileta amiga destas linhas virtuais. Daqui estamos torcendo pela recuperação do nosso querido amigo. E pra quem quiser mais detalhes sobre o ocorrido, pode ir aqui: http://g1.globo.com/pa/para/jornal-liberal-2edicao/videos/t/edicoes/v/delegado-de-policia-e-indiciado-por-atropelar-musico-em-belem/2170464/?fb_action_ids=532940160065105&fb_action_types=og.recommends&fb_source=aggregation&fb_aggregation_id=288381481237582.

 

* E é lamentável que um episódio sinistro desses, envolvendo um músico querido no meio independente nacional e que toca em uma banda bastante conhecida, NÃO tenha sido comentado em sites, blogs e portais especializados em música e cultura pop. Esse é o atual jornalismo musical praticado no Brasil, infelizmente.

 

* Entonces ontem, sextona, 5 de outubro de 2012. Meio século desde que os Beatles estouraram com “Love Me Do” e também do lançamento do primeiro longa da série 007 – no caso “Contra o satânico Dr. No”. É, o mundo e a cultura pop mudaram muuuuuito de lá pra cá. Se mudaram pra melhor ou pior, isso é outra looooonga discussão.

 

* Sendo que em 26 de outubro estréia nas salas brasileiras a nova saga do agente secreto britânico. “007 – operação Skyfall” traz novamente Daniel Craig incorporando James Bond e o filme é dirigido pelo competente Sam Mendes. A conferir.

Daniel Craig, novamente na pele de James Bond: o novo longa da série chega ao Brasil no próximo dia 26 de outubro

 

* Enquanto isso o simpático Mumford & Sons vai, na miúda, botando suas manguinhas de fora. O combo britânico de country/folk contemporâneo lançou mês passado seu segundo álbum, “Babel”. Até aí, nada demais. O que impressionou o mondo pop foi a quantidade espantosa de CDs que o grupo conseguiu vender do lançamento, isso em uma época em que ninguém mais compra CDs. Na Inglaterra foram quase cento e quarenta mil cópias vendidas. Nos Estados Unidos, mais de seiscentas mil. Wow! Sinal de que nem tudo está perdido no rock atual: o Mumford é bacaninha, o blog tem simpatia pela sonoridade da turma e curte bastante seu primeiro álbum, o “Sigh No More”, editado em 2009. Estas linhas bloggers poppers ainda não ouviram o novo trabalho da banda mas assim que o fizer, deixará suas impressões bem registradas aqui.

 

* O Mumford & Sons chegou a ser cotado pra tocar no Planeta Terra 2012, que acontece no próximo dia 20 de outubro em Sampa. Infelizmente não rolou. Faz parte, quem sabe em 2013… enquanto isso os cafonas, geriátricos e boçais palhaços do Kiss vem aí, pra maaaaais uma turnê caça-níqueis pelo Brasil. Rola em novembro. E é claaaaaro que os fãs fanáticos e trouxas vão gastar seus suados caraminguás pra ver essa autêntica droga pesada ao vivo, arremedo de uma banda que já teve sim sua importância na história do rock mas que já deveria ter se aposentado há pelo menos duas décadas e meia. Por que Gene Simmons e Paul Stanley não pedem pra sair? Falta de senso do ridículo e de simancol, é isso aê!

Palhaços, cafonas, velhos e ridículos: chega, né?

 

* ROCKERS NOISE FESTIVAL CHEGANDO! – Lollapalooza pra cá (com line up divulgado esta semana e primeiro lote da pré-venda de ingressos já esgotado), Terra pra lá (a edição 2012 acontece daqui a três semanas, em Sampa) e o blog percebe que a galere indie não está se ligando em um dos grandes eventos musicais que vai rolar na capital brasileira do rock’n’roll, no final deste mês: a primeira edição do Rockers Noise Festival. Será no próximo dia 31 de outubro e trará a São Paulo nada menos do que The Telescopes e Gallon Drunk, dois GIGANTES de uma certa noise guitar scene inglesa que chegou a se tornar mega Cult no final dos anos 80’/início dos 90’ (e que era também integrada por nomes como Spaceman 3 e Spiritualized). O autor destas linhas virtuais não se esquece jamais das noitadas viradas na minúscula e escuríssima pista do saudoso Espaço Retrô (a lenda maior das casas noturnas do circuito underground paulistano, e que talvez só encontre paralelo hoje no porão recém-aberto do Espaço Cultural Walden, na Praça da República, centrão rocker de Sampa), em Santa Cecília, quando os DJs Toninho (que os céus o tenha) e Pequê sempre mandavam ver no som, em algum momento, alguma música dos Telescopes, que tem pelo menos um clássico em sua discografia – o álbum “Taste”, editado em 1989 e que jamais chegou a ser lançado no Brasil, onde saiu sim uma coletânea em cd do grupo, editada em 2002 pelo selo carioca Midssumer Madness. Já o Gallon Drunk chegou a ter apenas uma música lançada em terras brazucas, na coletânea “Another Kind Of Noise” (belíssimo título para um álbum idem), editada no Brasil por volta de 1991 pela finada gravadora Continental, e que era especializada em (pasmem!)… música sertaneja! O blog chegou a ter um exemplar em vinil desta coletânea, que hoje deve valer uma pequena fortuna nos sebos de discos paulistanos. Enfim, é um festival/balada imperdível não só pra geração noise/shoegazer que caía nos buracos rockers da cidade naquela época (e que hoje deve estar beirando os quarenta anos de idade), mas também pros indies kids de hoje, pra que eles possam tomar contato com talvez a última geração que fez barulho DE FATO e com QUALIDADE no rock britânico. Fora que também vão tocar bandas bacanudas daqui (The Concept, Twinpines e Set The Settings). Então se você ainda não comprou seu ticket pra esbórnia noise rocker que vai rolar no final deste mês, não deixe pra última hora. Vá atrás do ingresso (em Sampa ele pode ser adquirido na Locomotiva Discos, fone (11) 3257-5938 ou https://www.facebook.com/locomotivadiscos?fref=ts) e se prepare pra derreter os ouvidos e os miolos no dia 31 de outubro. Mais sobre o Rockers Noise? Vai aqui: https://www.facebook.com/events/344770545606831/?fref=ts.

O noise guitar dos Telescopes (acima) vai estourar tímpanos a granel no próximo dia 31 de outubro, em Sampa. Se você ainda não conhece o som da banda, a dika é ir direto no clássico dela: o álbum “Taste” (abaixo), lançado em 1989

 

* Você está saudoso daquelas história ensadecidas e insanas de putarias e dorgas no blog? Nós também, hihi. Mas como estamos em clima, hã, eleitoral, vamos manter a “seriedade” neste post composto apenas de notas rápidas, certo? Semana que vem Zap’n’roll promete voltar ao normal com notas, notinhas, notões, resenhas e, claaaaaro, um diarinho sentimental com aqueles relatos de fodelanças em bocetas quentes, além de recuerdos sobre devastações nasais que entraram para a história de vida do zapper loker, uia!

 

* Sabadão já, véspera de eleição. O post fica por aqui, mas o blogão vai chutar o pau da barraca na semana que vem, analisando como se deve (enfim) o novo disco do maletaço Killers, o line up nacional do Lollapalooza BR 2013 e mais isso e aquilo tudo, ok? Enquanto isso, não deixa de ir no hfinatti@gmail.com onde estão em disputa uns ingressinhos pro Rockers Noise Festival. E no próximo post… fique de olho que o saco de bondades destas linhas online deverá ser engordado com uns tickets na faixa, pra dois festivais gigantes que estão vindo por aí. Beleusma? Até mais então! E bom voto amanhã, povo! Amor pra SP, sim! Russomano, JAMAIS!

 

(enviado por Finatti às 20hs.)