Em edição comemorativa e às vésperas de mais um niver zapper, o blog experimenta as sensações do que é chegar aos 5.0 de uma existência rock’n’roll em sua essência; mais: a semana em que Sampalândia vai ter Pulp e Cribs (este, com promo de tickets free aqui mesmo!), outra chance pra você conhecer o incrível Lotus Plaza e também pra reler um diário sentimental ultra ordinário sobre… anal sex (uia!), a nossa opinião (finalmente!) sobre o novo disco do Leela e mais isso e aquilo tudo…

Na semana em que Zap’n’roll chega aos 5.0 de vida, há motivos de sobra pra comemorar: a lenda britpop Pulp (acima, em show na última quinta-feira, em Buenos Aires) e os moleques do The Cribs (abaixo) tocam em Sampa, na próxima quarta e quinta-feira. Bora pro rock!

 

A vida começa aos…
Vinte? Trinta? Quarenta? 5.0? Talvez a última opção, vai saber. O fato é que, na última semana, Zap’n’roll se pegou várias vezes (e isso quase todos os dias) pensativo e em crise existencial sobre o “grande drama” (?) que seria chegar ao meio século de vida. Seria mesmo um drama, afinal de contas? É público e notório (para quem acompanha estas linhas online desde sempre e também o autor deste blog nas redes sociais) que o zapper loker não vê lá muita graça no fato de estar ficando, hã, velho. E por isso mesmo, sempre detestou essas teorias algo falaciosas e fantasiosas de que “a vida começa aos…” (complete você mesmo com sua opção preferida, dentre as que começam com “enta”, rsrs), de que “o envelhecimento propicia a plena maturidade, a chegada do melhor momento da vida e bla bla blá”. Nada disso. Quem não quer ter eternamente seus vinte, vinte e cinco, trinta anos, e viver a vida adoidado fodendo xotas em profusão, enfiando o pé na lama em álcool e drugs variadas, indo a zilhões de shows de rock bacanas e etc, etc, etc? O gênio literário inglês Nick Hornby examinou exemplarmente a questão do envelhecimento em seu romance de estréia, o já clássico “High Fidelity”, lançado em 1995 (lá se vão dezessete anos já…). A certa altura o personagem principal, Rob Fleming, diz inconformado: “deveria haver alguma Lei proibindo as pessoas de parar de envelhecer depois dos trinta e cinco anos de idade”. Mas como nada disso é possível no final das contas, o jeito é seguir em frente. E foi aceitando a inefável chegada dos 5.0 de existência que este espaço virtual começou a relaxar, gozar (opa!) e encarar com muito mais tranqüilidade a data e a questão em si. E parou pra pensar em tudo o que já fez de ótimo nessas cinco décadas, nas centenas de bocetas quentes fodidas, nos ótimos romances que poderiam ter dado em casamento, nas zilhões de viagens empreendidas atrás de shows e ótimos festivais de música, nos milhares de discos geniais ouvidos, livros lidos, filmes assistidos, drogas fumadas, aspiradas, nas grandes amizades que surgiram pelo caminho, no reconhecimento pelo seu trabalho como (sim, sem falsa modéstia nenhuma aqui, nesse momento) um dos grandes jornalistas musicais do país etc, etc, etc. Ou seja, no final das contas chegar aos 5.0 de vida (sendo mais da metade deles dedicados a escrever sobre música, seja na mega mídia de veículos como Interview, IstoÉ, FolhaSP, Estadão, Gazeta Mercantil, Bizz ou Rolling Stone, seja em portais de cultura pop alternativos como a Dynamite online, além da própria Zap’n’roll, ela hoje um dos principais blogs de cultura pop e rock alternativo do país e que já está há uma década no ar) não foi tão cruel assim. Trouxe muito mais alegrias e ótimas lembranças a este espaço virtual do que dissabores. E se é pra fazer um balando honestíssimo dessa já longa estrada, chegaremos à conclusão de que há pouquíssimos arrependimentos nessa trajetória (erros que foram cometidos e que serviram de aprendizado; logo, jamais seriam cometidos novamente) e de que não temos muito do que reclamar. Se a vida começa realmente agora, aos 5.0 que o autor deste blog comemora amanhã, segunda-feira (e aí está um ótimo motivo para este post especial entrar no ar hoje, na véspera da data em si, em um domingão tranqüilo e de temperatura super agradável, em uma cidade que anda infelizmente violenta demais), então sigamos em frente com a mesma paixão e devoção pela vida, pela cultura pop, pela poesia, pelo cinema, literatura e pelo rock’n’roll que tivemos até hoje.

 

* Não se esquecendo de que o blog entra em um seleto clube cinquentón (uia!), onde já estão rockstars como Anthony Kieds, Roberto Frejat, Paula Toller, Flea e – vá lá, rsrs – o mala gordo Axl Rose, hihi.

Bocetão loiro aos 50: Paulla Toller, do Kid Abelha 

 

* E poucas notinhas de abertura neste domingão, néan? Sacumé, final de finde, tudo calmo no front pop/rock planetário e nada muuuuuito explosivo acontecendo.

 

* Tirando mais um cancelamento de show gringo no país (o da loki e linda e tesuda Fiona Apple), o descontão que a produtora T4F está dando nos tickets pros shows da Vaconna, ops, Madonna (já que os mesmos também estão ameaçando encalhar) e a estréia, enfim, do novo vídeo dos Stones (pra música inédita “Doom And Gloom”, que é bem boa), nada muito digno de nota rolou esta semana no mondo musical, uia!

 

* Aliás o vídeo dos velhinhos mais “hot” (ainda) do rock’n’roll é bacanudo. Yep, todo mundo já viu, mas o blog põe ele aí embaixo porque somos ultra fã das Pedras Rolantes, que tocam hoje em Londres  com as participações especiais dos ex-integrantes Bill Wyman e Mick Taylor. Vai, Jagger e cia: turnê mundial em 2013, com direito a escala no Brasil!

 

 

* VÍDEO  DA SEMANA – O Ministro do STF, Luiz Fux, toca guitarra (!!!) na posse do novo presidente do Supremo, o negão Joaquim Barbosa. É o rock’n’roll chegando ao STF, uia!

 

 

* Não esquecendo que não tem pra ninguém, uia! As comemorações zappers dos 5.0 de vida começam HOJE, domingão, quando o blog vai fazer uma super DJ set na já clássica e bombadíssima noite Grind (a domingueira rocker mais famosa de Sampa há quase uma década e meia), comandada pelo super DJ e best friend André Pomba. O blog assume as pick-up’s às duas e meia da matina e dá tempo de sobra de você ir até a rua Frei Caneca, 916 (centrão de Sampa) já que a balada começa a ferver mesmo por volta de meia-noite. entonces, estamos esperando você por lá. Apareça, beba até cair e dance ao som do melhor indie rock do planeta, uhú!

 

 

* Sendo que a semana que começa amanhã vai mesmo ser tudibom, no? Vai ser a semana em que teremos Pulp e Cribs em Sampalândia, mas isso o blog comenta melhor aí embaixo.

 

 

PULP E CRIBS, PARA FECHAR BEM O ANO DE SHOWS DE ROCK EM SAMPA
Chega, né? 2012 vai terminando como um dos anos em rolaram mais shows de rock internacional no Brasil. Muitos deles espetaculares; outros, constrangedores e esquecíveis (como Kiss e o lixão Creed, que vai massacrar os pobres fãs que ainda restam ao grupo, hoje à noite no Credicard Hall, em Sampa). E 2013 promete começar quente com a segunda edição do Lollapalooza BR, a possível volta do Cure ao país (algo que o mondo rocker aguarda há mais de década e meia) e muuuuuito mais.

 

Mas antes que o novo ano chegue ainda vamos ter, na semana que começa hoje, uma mini-invasão inglesa em Sampa, pra encerrar ultra bem a maratona de shows gringos de 2012 por aqui. Na quarta-feira, 28, na Via Funchal, o lendário Pulp (um dos nomes gigantes do bripop clássico noventista) sobe ao palco pra delírio de trintões (ou quarentões) saudosistas da época em que a banda de Jarvis Cocker dominava a Velha Ilha. E na quinta-feira, 29, é a vez do trio punk/garageiro The Cribs (que já teve o ex-guitarrista dos Smiths, Johnny Marr, tocando com a banda durante algum tempo) se apresentar no Beco/SP, no baixo Augusta.

 

Dois ótimos motivos pra se sair de casa no meião da semana. Yep, Zap’n’rollnunca foi exatamente um super fã do Pulp (o blog tinha muito mais devoção pelas obras do Suede, do Oasis e do Blur), mas não dá pra perder um show onde poderemos ouvir e ver, ao vivo, canções memoráveis como “Common People”, “Disco 2000” ou “Babies”. Por isso mesmo o blog estará por lá.
Assim como estaremos também na gig do Cribs, um dos nomes mais bacanas da safra 2000 do rock inglês. Feito isso, 2012 pode acabar (o ano, o mundo a gente espera que dure um pouco mais, hihi) e que venha 2013, com muuuuuito mais rock’n’roll no país que antes só era fã de carnaval.

 

 

PULP AÍ EMBAIXO
No vídeo ao vivo da sensacional “Babies”, capturada na última quinta-feira no show em Buenos Aires. Os argentinos foram à loucura, uia!

 

 

PULP – O PROVÁVEL SET LIST DO SHOW NO BRASIL
Do You Remember the First Time?
Pink Glove
Razzmatazz
Something Changed
Disco 2000
Sorted for E’s & Wizz
F.E.E.L.I.N.G.C.A.L.L.E.D.L.O.V.E.
Acrylic Afternoons
Like a Friend
Babies
Underwear
This Is Hardcore
Sunrise
Bar Italia
Common People

 

Bis I:
Mile End
A Little Soul
Help the Aged
Mis-Shapes

 

Bis II:
Live Bed Show
Party Hard

 

 

O ÓTIMO ROCK DOS ANOS 2000 SOBREVIVE SIM – NO UNDERGROUND, AQUI E NA GRINGA TAMBÉM
(OU: MAIS UMA CHANCE PRA VOCÊ CONHECER O INCRÍVEL LOTUS PLAZA – texto republicado a pedidos)
Yep. Se o rock mainstream (ou o que resta dele) mundial anda pavoroso, com Killers e Muses da vida abarrotando estádios com sua música lixosa e imprestável, o udi grudi continua respirado e ainda mostrando bandas e artistas de ótima qualidade. Caso do americano Lotus Plaza, que o blog NÃO conhecia (jornalistas não são obrigados a conhecer absolutamente tudo o tempo todo, néan?) e ficou conhecendo esta semana, meio que por acaso. E como sempre comentamos aqui, nunca é tarde pra se falar de um ótimo disco, como é “Spooky Action at a Distance”, o segundo álbum do LP e que saiu em… abril deste ano. Sair em edição nacional ele não vai, pelo visto. Mas você pode encontrá-lo facilmente na web.

 

Lotus Plaza é, na verdade, o projeto de um músico só. No caso, o multiinstrumentista, vocalista e compositor americano Lockett Pundt, fundador da banda Deerhunter. Não satisfeito apenas em tocar no seu grupo, Pundt (que nasceu na Georgia e tem trinta anos de idade) foi dar vasão à sua compulsão musical no Lotus Plaza. Uma compulsão que rendeu até o momento dois álbuns: “The Floodlight Collective”, lançado em 2009 e o citado “Spooky Action…”. Ambos foram lançados pelo ultra underground selo Kranky, que estas linhas online também nunca tinham ouvido falar.

O ótimo Lotus Plaza (acima) e a capa do seu segundo disco (abaixo): indie guitar rock mega alternativo e da melhor qualidade 

 

Pois o Lotus Plaza faz rock alternativo de guitarras como quase não se ouve mais nos dias que correm. Com vocais dolentes, melodias divinais, ambiências oníricas e contemplativas Lockett Pundt deixa explícito que ouviu muito shoegazer e seus expoentes (My Bloody Valentine, Lush, Ride) para formar sua estética sonora. Há canções belíssimas espalhadas por todo o cd, que abre com uma vinheta instrumental pra depois cair no rock acelerado de “Strangers”. Além dela há delírios de guitarras harmoniosas e com riffs bem construídos, como em “Out Of Touch” (que é na verdade conduzida por violões suaves e é uma das preferidas deste espaço virtual), em “Jet Out of the Tundra” ou ainda em “Remember Our Days”. Mas nada supera a beleza abrasiva e melancólica da faixa que fecha o disco: “Black Buzz”, de letra pesada, é uma balada que descreve a ressaca pós loucura de drogas, vivida por uma garota junky. Foi a faixa que fez estas linhas rockers curiosas descobrirem o Lotus Plaza: por acaso assistindo ao programa Goo (um dos poucos interessantes que restam na grade da MTV, por apresentar quase que somente vídeos de artistas obscuros e mais alternativos) em uma madrugada dessas qualquer, Zap’n’roll deu de cara com o clip de “Black Buzz”. Se apaixonou no ato pelas imagens e pela música, e foi atrás pra saber de quem era aquilo.

 

Era o Lotus Plaza. Que, até onde pesquisamos, nenhum portal, site ou blog de cultura pop da web brazuca comentou algo. No problem: estas linhas zappers acabam de fazer isso pra você. E se vale a recomendação, vá atrás do disco. Dá vontade de voltar correndo no tempo, e se imaginar em Sampa em 1995, na pista escura e esfumaçada do Espaço Retrô. Bons tempos… que só podem ser recordados quando ouvimos um álbum como este “Spooky Action at a Distance”.

 

 

O TRACK LIST DE “SPOOKY ACTION AT A DISTANCE”
“Untitled” – 1:25
“Strangers” – 4:30
“Out of Touch” – 4:33
“Dusty Rhodes” – 3:38
“White Galactic One” – 4:06
“Monoliths” – 3:35
“Jet Out of the Tundra” – 6:33
“Eveningness” – 5:05
“Remember Our Days” – 5:07
“Black Buzz” – 5:30

 

 

E O LOTUS PLAZA AÍ EMBAIXO
No vídeo da lindíssima e junky “Black Buzz”.

 

LOTUS PLAZA – UMA LETRA
De “Black Buzz”, óbvio.
Dirigir na rua
As mesmas estradas que levam você a cada noite
O mais escuro fica, mais rápido você dirigir
Os segredos que você mantém
Mas as respostas que você dá são mentiras
Uma batida larga distância, e olhos vidrados
E você queimar todos os seus satélites
Preto zumbido venha dançar com você esta noite
Uma vez que foi se torna o que nunca será
Desenhar as cortinas para a janela?
Você se deitar para dormir
Como o sol dá mais um dia
O frio e a dor ter desaparecido
Os raios através das cortinas
Desenhe linhas em toda a sua cama
Dormindo em suas roupas, só na sua cabeça
E você queimar todos os seus satélites
Preto zumbido venha dançar com você esta noite
Uma vez que foi se torna o que nunca será
Quando o seu?
E é difícil saber que você estaria bem
Quando o sangue está queimando dentro de você
No penhasco agora no seu próprio livre arbítrio
Desenhar as cortinas para a janela?

 

* Interesssou pelo Lotus Plaza? Vai lá: http://en.wikipedia.org/wiki/Lotus_Plaza.

 

 

O LEELA CONTINUA OK – OU NEM TANTO…
Banda ainda com grande aura “cult” no Rio De Janeiro (onde nasceu há mais de uma década, em 2000, das cinzas do grupo mezzo punk pop Pólux; hoje, o conjunto está radicado em Sampa), o Leela demorou muito a lançar “Música todo dia”, seu terceiro álbum de estúdio e o primeiro pelo selo Pisces Records. A demora – de cinco longos anos, já que “Pequenas Caixas”, o anterior, saiu em 2007 – se deu por conta de zilhões de tretas (entre elas o rompimento com as majors Emi e Universal, por onde o grupo editou seus dois primeiros trabalhos, e também com o produtor cafa Rick Bonadio, dono do selo Arsenal) e o novo cd chegou às lojas há algumas semanas – tempo que estas linhas bloggers honestas estão ouvindo, digerindo e tentando equacionar a seguinte questão: como falar que o novo álbum de uma banda não é exatamente um bom disco, sem ferir suscetibilidades. E ainda mais quando você conhece pessoalmente os músicos em questão e tem certa amizade com eles? Difícil, mas vamos tentar.

 

O Leela tem um ótimo guitarrista e compositor, mr. Rodrigo Brandão (filho de uma lenda do rock brasileiro dos anos 80’, o baixista Arnaldo Brandão, que tocou com a humanidade e chegou a ter amizade com os Rolling Stones). Também tem uma vocalista loira lindona e gracinha, Bianca Jhordão (que além de cantar na banda é casada com Rodrigo, e também apresentadora de tv; atualmente ela pode ser vista em programas no canal pago Play tv). Com o casal, desde a fundação do grupo, está o baixista super boa praça Tchago. Ao longo dos anos o autor destas linhas online desenvolveu razoável amizade com a turma pois todos são gente finíssima – Rodrigo, então, é um autêntico gentleman. Fora que o Leela tocou em um evento produzido pelo zapper rocker há quase uma década: foi em 2004, quando o blog realizou a segunda edição do Dynamite Independente Festival na chopperia do Sesc Pompéia, em Sampa. Em uma época em que ainda existia vida inteligente na indie scene paulistana e nacional e esta mesma cena estava no auge em termos de popularidade os grupos Leela, Gram e Ludov lotaram o espaço da chopperia (onde cabem oitocentas pessoas) em uma noite memorável. Isso, em plena quinta-feira!
Isso foi em 2004, ano inclusive em q ue o Leela lançou seu primeiro disco e chegou a tocar razoavelmente nas rádios e também na MTV. O disco era bacana: canções pop ganchudas mas com guitarras nervosas e riffs espertos. E Bianca mandando super bem nos vocais, sempre. Porém, algo de muito errado aconteceu entre o primeiro e o segundo trabalho do conjunto e o Leela, que poderia ter sido a nova bola da vez do pop/rock nacional, inexplicavelmente foi pra “geladeira”. E lá ficou por cinco longos anos, embora se mantendo sempre ativo nos palcos e fazendo shows com regularidade.

O trio carioca Leela, lançando seu novo disco: a banda continua ok mas as novas músicas não decolam

 

O que nos leva ao final de 2012 e a este “Música todo dia”, um cd que o blog, sem mentira nenhuma, está ouvindo há três semanas. O que o Leela sempre soube fazer está mais ou menos nas faixas do álbum. Mas talvez por isso mesmo as músicas soem, hã, datadas, deslocadas no tempo. Além disso há uma espécie de “calmaria” melódica que domina boa parte das faixas, o que as impede de decolar e animar o ouvinte. Isso fica muito claro na faixa-título, que poderia ser uma ode acelerada e inflamada ao fato de se viver de e na música (“Dançarinos dançam/Os músicos fazem som/Todo dia/Música todo dia”) mas que acaba se tornando quase um lamento melancólico em função de sua melodia arrastada e nada radiofônica.

 

As letras escritas por Bianca sempre versaram sobre temas pop, de amor e sem a preocupação do rebuscamento textual – mas também sem apelar para o pieguismo que hoje domina as bandas horrendas do rock brazuca. Mas o que se nota, aqui, é que ela talvez tenha insistido em demasia nos mesmos assuntos ao longo das faixas do cd. Então se escuta um “Bate um vazio no meu coração/Nenhum sorriso me chama atenção” em uma música (“Por um fio”), enquanto que na outra o tema surge recorrente e novamente: “Você se mandou/Fui em frente/Minha vida não parou” (em “Cidade sitiada”, que tem inclusive a participação do poeta e agitador multi-mídia carioca Fausto Fawcett, o que no final das contas pouco ou nada acrescenta ao disco ou irá dizer algo à garotada  descerebrada e sem memória de hoje. Fausto foi muito conhecido na cena carioca há uns vinte anos, mas atualmente…). E assim o trabalho prossegue até o final, onde Bianca canta (em “Mais beleza”) “Não, não, não quero mais/O inferno que você me traz/Me tira desse filme/Desse roteiro fraco/O que sabe sobre o amor?”.

 

O disco é bem produzido (pela banda e pelo experiente produtor Fernando Sanchez). Foi gravado em um dos bons estúdios de São Paulo (o El Rocha). Há utilização de instrumentos inusitados, como o Theremin (o Leela, ao lado do Pato Fu, é uma das únicas bandas do país que domina sabiamente a utilização do Theremin). Ao vivo a banda continua mandando super bem (há duas semanas eles fizeram o show de lançamento do cd no StudioSP do baixo Augusta, e o blog estava lá e achou a performance no palco bastante satisfatória). O que há de errado, então, com este “Música todo dia”? Um material algo datado e que simplesmente não “gruda” na memória auditiva de quem o escuta. E dói a estas linhas online dizer isso (e talvez por dizer isso o blog ganhe a antipatia de músicos queridos, que ele considera de verdade). Talvez seja o caso de o Leela repensar sua música e já começar a trabalhar em novas composições pra, em 2013, vir com um material realmente novo e empolgante. Condições para isso a banda possui.

 

 

E NA VÉSPERA DE MAIS UM NIVER ZAPPER… A REPRISE DE UM DIÁRIO SENTIMENTAL ULTRA CANALHA, UIA!
Yep! Nada melhor para comemorar mais um niver do autor deste blog do que republicar um dos diários sentimentais mais, hã, cafajestes já postados aqui. falando sobre os prazeres do sexo anal (uia!) e relembrando fodas cadeludas zappers com ex-namoradas e rolos que adoravam levar chumbro grosso no buraco de trás, este texto saiu aqui originalmente em agosto de 2011. Leiam (ou releiam), se recordem e batam suas punhetas (ou siriricas) à vontade, rsrs.

 

SANDY E O SEXO ANAL – UM DÁRIO SENTIMENTAL
(texto originalmente postado no blog em agosto de 2011)

 

Depois de muito analisar os prós e contras de publicar um diário sentimental extremamente hardcore, inspirado no assunto que dominou o noticiário de cultura pop há duas semanas (a outrora doce, meiga e modelo de comportamento, a cantora Sandy, que resolveu abrir o jogo em entrevista à revista Playboy, assumindo que gosta de dar o cu), Zap’n’roll resolveu postar o dito cujo, e dar um foda-se às pressões de moralistas babacas e preconceituosos hipócritas de plantão. Afinal, este blog se tornou o que é hoje – um campeão em audiência na área de rock alternativo e cultura pop – também graças às histórias pessoais aqui publicadas, da vida extremamente maluca e eternamente movida a sexo, drogas e rock’n’roll, do autor destas linhas rockers online.

 

Quando essas histórias não surgem aqui, o nosso fiel leitorado reclama, e muito. Portanto, vamos lá: aí embaixo, uma “análise” rápida sobre a agora assumida preferência sexual da querida Sandy, além de relatos relembrando as experiências, hã, anais que o sujeito aqui teve com algumas de suas ex-girlfriends e affairs.

Boa leitura!

 

**********

Ela é linda, desejada, meiga, bem nascida, bem criada, uma das cantoras mais conhecidas do pop nacional e… gosta de dar o cu! Simples assim. Em entrevista à mais recente edição da revista Playboy, Sandy causou tumulto ao afirmar que, sim, é possível ter prazer fazendo sexo anal. Foi um escândalo e a repercussão da declaração tomou de assalto a mídia impressa e eletrônica: não se falou em outro assunto nas duas últimas semanas. A pobre Adriana Galinhasteu, capa da mesma edição, teve repercussão nula com suas fotos peladonas na revista, diante do impacto da afirmação de Sandy. Papai Xororó então, interpelado sobre a repercussão de tema tão ousado e palpitante, mostrou todo o seu descontentamento e chororô com a entrevista concedida pela filha mega famosa: “que pai gosta de ver sua filha falando disso publicamente?”.

 

Pois é. E no final das contas, o que Sandy teria “descoberto” não é nenhuma novidade digna de nota – quer dizer, tornou-se a partir do momento que a declaração foi disparada por alguém que até bem pouco tempo, cultivava uma imagem de pureza e comportamento moral inatacáveis. Afinal a humanidade faz sexo anal, prática disseminada entre parceiros (sejam eles héteros ou gays) desde que o mundo existe. É sabido que o ânus é uma região erógena sim, e que se sente prazer ali. Portanto, nada mais natural do que praticar a penetração anal durante relações sexuais. Óbvio que por ser uma região infestada de bactérias (pois é por ali que se evacua), uma bela seção de higiene pessoal antes da metida no rabo em questão é sempre recomendável. Camisinha? Também é, hã, indispensável no mundo pós-Aids, embora Zap’n’roll particularmente deteste utilizar a proteção desde sempre – tira muito o tesão, fato.

Sandy: doce, meiga e… fã de sexo anal!

 

E claaaaaro que muitas mulheres, por hipocrisia moral ou vergonha, ou feminismo arcaico, se dizem frontalmente contra o sexo anal. “É humilhante e indigno!”, bradam algumas recalcadas que não assumem que gostam sim de ser fodidas atrás. Inclusive um dileto e velho amigo zapper, o músico e professor Pedro “Bandeirinha” (terror das alunas de uma certa região da capital paulista, pois já traçou boa parte delas, rsrs), defende a tese de que NÃO existe mulher que não curta uma metida de rôla na sua bunda. “Elas gostam, sim! Claro que num primeiro momento há dor e desconforto, mas também muito tesão. Aí então, quando o cu se adapta ao pau que o está penetrando e a dor some, fica só o tesão. E um tesão intenso, em alguns casos”, diz ele.
Algumas ex-namoradas e affairs do autor deste blog que o digam! Zap’n’roll fodeu absolutamente todas as mulheres que teve em sua vida, também no cu. E relembra agora, aí embaixo, algumas dessas inesquecíveis histórias de metidas mega prazerosas em rabos femininos suculentos, hihi. Tomando o devido cuidado, claro, de omitir, abreviar ou trocar nomes para evitar problemas, hã, judiciais, uia!

 

* SIL, A GÓTICA – ela amava The Cure e Robert Smith. Tinha cara de santa, mas era uma perva de primeira na cama: xoxota raspada (como toda gótica que se preza), fodia até o cu fazer bico. O autor deste diário sentimental absolutamente cafajeste conheceu a moçoila em um bar rock alternativo em Santo André, e namorou a garota quando ela tinha apenas dezessete aninhos de pura sacanagem e tesão, isso lá por volta de 1995. Não deu outra: em uma bela tarde de foda arrasadora na kit onde o jornalista zapper e doidão morava, na avenida 9 de julho (centrão de Sampa), em dado momento Sil olhou com carinha de anjo pro sujeito aqui e pediu docemente: “você quer pôr no meu bumbum?”. O pedido foi imediatamente aceito e a partir daquele dia, as fodas anais se tornaram freqüentes entre o casal. Tão freqüentes que em outra ocasião a mesma Sil, enquanto levava cacete grosso na sua majestosa bunda, não se conteve e exclamou: “ai, você já arrancou todas as minhas pregas!”. Hoje a moça, uma senhora trintona acima de qualquer suspeita, está casada. E virou – pasmem! – evangélica.

 

* VÂNIA, A ARQUITETA – era uma autêntica delícia cremosa. Arquiteta leonina e mandona, 24 aninhos quando o zapper a conheceu (em 2000), Vânia morava em uma cidade próxima a Sampa. Morenaça, lindona de rosto, cabelão escuro, peitos não muito grandes mas com uma bunda espetacular, a garota era do rock. Gostava de baladas, de fumar maconha (e como fumava: média de quatro baseados por dia!) e de tomar ácido com os amigos. Zap’n’roll se divertiu muito com ela durante os apenas quatro, porém intensos, meses de namoro. Foram juntos ao Rock In Rio de 2001, na noite dos Foo Fighters (que show!) e do REM (idem!), e quando o jornalista sempre sortudo com as mulheres, viu as gigs daquela noite na cidade do rock trincado de marijuana e doce, hihi. Anyway, Vânia também era fã de ser enrabada. Tanto que sempre trazia na sua bolsa, sem cerimônia, um tubo do célebre lubrificante KY. E as metidas no seu cu foram todas majestosas – principalmente quando ela dava de frente, na posição papai-e-mamãe, batendo uma intensa siririca. Hoje, pelo que se sabe (afinal, depois que se separou, o autor destas linhas online não falou mais com ela), Vânia está casada e com filhos.

 

* CÔCO CHANNEL – era a famosa “Raimunda”: feia de rosto mas boa de bunda. Na verdade, a garota não era muito bonita mas tinha um corpão avassalador, com peitaços divinos e uma xota e bundas do além. Zap’n’roll teve um rápido affair com a garota lá por 1999, em um período um tanto melancólico – o autor deste blog tinha perdido uma namorada de quem gostava muito e com quem pretendia se casar, mas ela partiu desta pra melhor em um acidente de carro. Então, entrou Côco Channel em cena, amiga comum do casal. Foram poucas fodas mas, em uma delas, o zapper colocou a garota de frente, abriu suas pernas e meteu o cazzo no seu… rabão. Ela delirou e, no meio da foda, gritou: “nunca senti tanto tesão na minha vida!”. Pois é…

 

* JOY, A NEGRA GOTH – crioula gigante (1,80 de altura), de tetas enooooormes, moradora da zona leste paulistana e que enlouqueceu o sujeito aqui quando ele a conheceu, em um domingo à noite, no inesquecível porão do casarão Madame Satã. O zapper filho de italiano e desde sempre mega fã de negras, pirou quando viu aquela deusa negra à sua frente. Paquera daqui, beija dali e ambos começaram um “romance” – sendo que o autor deste blog teve que “dispensar” Côco Channel por causa da negaça. Joy tinha hábitos goth estranhos: adorava trepar na escuridão total ou então, à luz de velas vermelhas. E se deixava enrabar com gosto: toda vez que estava sendo fodida no cu, pedia com gosto pro jornalista taradão: “goza!”. E Zap’n’roll gozava, claro!

 

* TITA, OUTRA NEGONA FUCKING GREAT! – e como! Foi um dos mais longos namoros do autor destas linhas online carlhordas, na última década: quase três anos de muita porrada e trepadas. Yep, o casal se adorava mas vivia às turras. Tanto que o eterno melhor amigo zapper, o dileto mr. Pomba, não se cansava de afirmar naquela época (entre 2001 e 2004): “vocês só funcionam na cama! Tirando o sexo, não há nada em comum entre vocês dois”. Talvez. O fato é que ambos se conheceram também no Madame Satã, naquelas gloriosas madrugadas de quinta pra sexta-feira, em que o blogger rocker saía de sua kit na Vila Mariana pra ir enlouquecer na pista escuríssima do casarão gótico, onde se entupia de vodka, canelinha e brejas e dançava até morrer ao som de Smiths, Cure, Echo & The Bunnymen, Joy Division etc. Pois numa bela quinta-feira lá estava Tita, com uma blusa vermelha e seus também majestosos 1,80m de altura. Papo vai, papo vem, a big negra acabou indo parar na kit zapper e deu gostoso logo na primeira madrugada juntos. E o que era pra durar apenas uma noite acabou se estendendo – como já dito, mais acima – por quase três anos. Com direito a muitas fodas anais, óbvio. Uma delas, inesquecível: em um sábado de manhã, o casal chegou absolutamente lesado na kit, após realizar uma festa da revista Dynamite no extinto e saudoso bar Juke Joint (que ficava na rua Frei Caneca, centrão rocker de Sampa). Tita estava em fogo, o seu boyfriend mais ou menos (cansado e bêbado demais naquela manhã). Mas bastou ela começar a esfregar a bunda descomunal no pau zapper e tudo rolou às mil maravilhas. Tita foi cadelaça ao máximo naquela manhã: deu o cu, de ladinho, por duas vezes, enquanto urrava e gritava de tesão, batendo uma feroz siririca. O escândalo foi tamanho que, na segunda-feira a zeladora do predinho onde o jornalista loker morava, quando o encontrou, disparou: “você e sua namorada não têm vergonha de fazer sexo com tamanho escândalo e barulho? Da próxima vez vou multá-lo por perturbar os vizinhos!”. Uia! Até hoje Zap’n’roll e Tita são ótimos amigos.

 

* ADVENTO T. – Foi outra “encrenca” que se prolongou na vida do autor zapper por quase três anos. Nunca namoraram oficialmente, mas tiveram um intenso e tórrido romance – que, inclusive, pôs a pique o namoro do blog com a negona Tita. Anyway, o advento T. era um tesão: magra, peitos lindões, rosto de boneca de porcelana. E ambos se davam super bem por terem muitas afinidades comportamentais e culturais: ela era jornalista (embora não exercesse a profissão), amava rock BR anos 80’, gothic rock e indie rock e também… era mega fã de devastações nasais (e foram dezenas as praticadas em conjunto pelo casal, com direito a muitas aspiradas de carreiras na xoxota e nas tetas da garota). Zap’n’roll também poderia ter se casado com o advento T. Mas em algum ponto do envolvimento de ambos a relação desandou. E foram poucas as metidas no cu da moçoila, que dizia não sentir prazer ali. O que ela gostava mesmo era de esbórnia e putaria: em uma noitada pós Madame Satã, e com todos bicudíssimos de cocaine forte, o advento T., mais o advento P. (que será mencionado no tópico a seguir), mais dois amigos em comum do sujeito aqui e delas, foram todos parar em um hotel de trepação na Vila Mariana. Em um quarto ficou o zapper doidón e o advento P. No outro, o advento T. Que se esbaldou sendo fodida por dois ao mesmo tempo. Mais tarde, já recuperada da “bicudisse”, ela não teve pudores em comentar com o sujeito que escreve este diário sentimental: “eu adoooooro trepar como louca quando estou chapada de padê. Me sinto num parque de diversões!”. Wow!

A teta do advento T.: ela deu pouco atrás, mas gostava de foder “turbinada” por padê

 

* ADVENTO P. – outra “cavalaça” negra na vida de Zap’n’roll. Não era muito alta mas, em compensação, tinha um par de peitos e uma bunda avassaladoras. Ambos se conheceram através de amigos em comum. E já no primeiro encontro, após alguns chopps no Shopping Light (no centrão de Sampa), a dupla correu pro hotel de foda mais próximo. No meio da trepada, a pergunta inevitável: “você gosta atrás?”. Ela: “sim, com o cara deitado por cima e fazendo bastante pressão!”. Não precisou falar mais nada. O blogger fodedor esporrou muuuuuito e muitas vezes no cuzão lubrificado do advento P, que delirava sempre e acabou se apaixonando por Zap’n’roll, que estava em um dos períodos emocionais mais tumultuados de sua existência: ele ainda mantinha um “affair” com o advento P., outro com a pequena Kinky e estava se enroscando com a insuportável (como ele descobriria tempos depois) Lady Borboleta (essa, será descrita logo mais aí embaixo). Ou seja: quatro bocetas sendo fodidas alternadamente, isso por volta de 2008. E dessas quatro hoje o blog ainda mantém amizade com Kinky e com o advento P.

 

* LADY BORBOLETA – um dos maiores equívocos de relacionamento cometidos pelo autor deste diário sentimental revelador, hihi. Lady Borboleta é jornalista, mas escreve horrivelmente mal. Chata, pedante, pentelha, arrogante, se acha o cocô do cavalo do Napoleão. Mas nunca conseguiu nada além de ser assessora de comunicação em uma prefeitura de uma minúscula cidade na região metropolitana de Sampa, além de escrever um blog porco de cultura pop que ninguém lê ou comenta nele. Magrela, com pernas iguais a palitos, miss Borboleta tem pelo menos dois ótimos “predicados”: um belo par de peitos pequenos e empinados, além de saber foder muuuuuito. O zapper boca solta a conheceu através de um amigo em comum (outro mala, diga-se, que foi estagiário no portal Dynamite e foi demitido de lá, porque nunca conseguia cumprir suas tarefas a contento). A princípio, ficou algo impressionado com a madame (pela sua pseudo inteligência, cultura, se dizendo fã de cinema e jazz etc.). Quando descobriu a encrenca em que havia se metido, preferiu saltar fora. Mas nesse meio tempo, passaram-se alguns meses e algumas ótimas fodas, algumas metendo no cuzinho de Lady Borboleta. E uma dessas metidas no ânus da moça se tornou quase inesquecível: uma bela noite, na kit da Praça da Árvore, no meio da trepada o zapper taradão por bundas femininas pediu: “deixa eu comer teu cu!”. Borboleta se virou de quatro, na beira da cama, empinou a bunda pequena e falou: “Pode colocar!”. E teve seu ânus arregaçado pelo pinto grosso zapper, uia. Atualmente, Lady Borboleta continua arrotando sandices textuais em seu blog bullshit. E deve estar enganando algum outro macho incauto, com sua deslumbrante “cultura”, rsrs.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: Os dois álbuns até agora lançados pelo projeto indie americano Lotus Plaza. É baixar na web e se emocionar com a melancolia sublime das canções do LP.

* Filme: “007 – Operação Skyfall” ainda está em cartaz, o blog já assistiu e muita gente também. Mas periga ser o melhor filme da série em muitos anos: direção soberba do grande Sam Mendes, Javier Bardem absolutamente fodástico no papel do vilão principal e um roteiro que privilegia menos a pirotecnia visual e mais uma história bem-elaborada e que torna o agente secreto mais “humano”. Se você ainda não viu, pode ir sussa que o longa é bacanão.

 

* Baladíssimas: no domingão à noite? Claaaaaro, todo mundo pra Loca (lá na rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa) onde já está rolando a mega festa Grind, comandada pelo super DJ André Pomba. Às duas e meia da matina o blog assume as pick-up’s e aí… sobreviva se puder, uia!///Na semana tem Pulp (na Via Funchal, na quarta-feira) e Cribs (no Beco/SP, lá no 609 da rua Augusta), na quinta. Dois ótimos motivos pra se sair de casa no meio da semana, néan? Então se prepara desde já, escolha o modelón e caia no rock’n’roll!

 

 

E ÚLTIMA CHAMADA PRO SHOW DO CRIBS!
Yes! Vai DJÁ no hfinatti@gmail.com, que é sua última chance pra faturar:

 

* DOIS PARES DE INGRESSOS pro show do The Cribs, que acontece na próxima quinta-feira, 29 de novembro, no Beco/SP, em mais uma parceria mega bacana do blog com a produtora Playbook. Certo? Então corre aê e boa sorte!

 

 

E FIM DE PAPO!
Que hoje é festa 5.0 pro blogão, com DJ set na Loca e jantar com os mais chegados amanhã, segundona em si. Novo post na próxima sexta (já comenta do como foram as gigs do Pulp e dos Cribs), okays? Até lá então!

 

 

 (enviado por Finatti às 22hs.) 

O ótimo, introspectivo e melancólico Lotus Plaza mostra que o melhor rock do novo milênio sobrevive nos subterrâneos da música; as voltas de Alice In Chains e Muse (argh!) ao Brasil reafirmam o que todo mundo já sabe (que não há mais novidades pra tocar aqui); por que não vale a pena gastar grana pra assistir a uma banda palhaça de merda como é o Kiss hoje em dia; o xoxotaço que é a filha do velho cartunista; e em post modesto no meio do feriadão o blog põe a sorteio uns tickets pra gig do The Cribs, ueba!

O novo, underground e muito bom ainda existe, em oposição ao velho, cafona e mega desagradável: o Lotus Plaza (acima) faz ótimo rock de guitarras indies (à moda shoegazer anos 90’) e lançou um discão no início deste ano; enquanto isso o velhusco e palhaço Gene Simmons (abaixo, no show da última quinta-feira à noite, em Porto Alegre) não faz nada que preste há pelo menos duas décadas. E segue arrancando grana dos fãs incautos, infelizmente  

 

Mega feriado e frio de primavera.
Não poderia ser melhor, no? Apesar de Sampalândia ainda viver em clima de ultra tensão por conta da onda de violência fora de controle que tomou conta da cidade nas últimas semanas (e que tinha dado uma trégua nas últimas horas, mas infelizmente a onda de assassinatos recomeçou nas últimas madrugadas; o blog está sendo escrito ao longo do feriadão, com previsão de ser postado entre sábado e segunda-feira), e que a incompetência do (des)governo do PSDB foi incapaz de controlar até o momento, a capital dos paulistas e sua população vai vivendo como pode. Zap’n’roll, ela mesma, iria entrar em recesso esta semana (por conta desse ultra feriadón exagerado de quase uma semana), pra voltar com tudo apenas na semana que vem – iríamos, sim, complementar o último postão que, mesmo estando gigante e mega recomendado em redes sociais, acabou ficando incompleto no final das contas. Porém, como o mondo pop não pára e com os acontecimentos se avolumando pra serem analisados decidimos subir post inédito aqui, no endereço próprio do blog que após uma década de existência, continua sendo um dos mais acessados da web nacional na área de rock alternativo e de cultura pop. Um post que está sendo escrito em aprazíveis madrugadas de garoa em Sampa, com a temperatura nas ruas oscilando em torno dos dezesseis graus – isso, em plena primavera, e poderia ser sempre assim, néan? Enfim, o post será modesto mas vai falar de uma descoberta bacana destas linhas online esta semana (o lindíssimo som do Lotus Plaza que, até onde este espaço virtual percebeu, não mereceu nenhuma atenção de outros sites, portais e blogs brazucas dedicados ao rock alternativo), além de finalmente (agora é sério, vai mesmo, hihi) resenhar o novo álbum do Leela, e também de comentar as voltas ao país do Coldplay, do Muse e do Alice In Chains – e aí o recado é muito claro, evidente: o Brasil, hoje, está total integrado ao circuito mundial de shows de rock e de música pop. Ótimo por um lado e péssimo por outro: não há mais novidades inéditas pra se trazer pra cá e a grande maioria das bandas está se tornando “arroz-de-festa” por aqui. Mas tudo isso acaba se tornando, no final das contas, um problema “menor” quando damos um passeio pela madrugada de uma das maiores metrópoles do mundo, contemplamos o frio e a calma/quietude que fazem lá fora, nos esquecemos por um ínfimo instante que vivemos em uma cidade mergulhada em uma guerra civil não declarada e nos damos conta de que as pequenas coisas e os pequenos prazeres (como descobrir uma nova e bacana banda alternativa ou tomar um cerveja Malzebier às três da manhã, enquanto se degusta uma coxa creme especial, na padoca vinte e quatro horas ao lado de casa) é que continuam valendo a pena em nossa pequenina e finita existência.

 

*E como já dissemos aí em cima, no texto de abertura, foi maus: o último post não foi completado por pura preguiça zapper, uia. Mas o que faltou lá (disco do Leela, e mais umas paradas bacanas) está aqui, pode ir lendo.

 

* E estas linhas rockers lokers vão esclarecer mais uma vez (e, espera-se, de UMA VEZ POR TODAS): Zap’n’roll aposentou sim as drogas químicas de seu cardápio de vida. Mas o blog continua com o pensamento total LOUCO e LIBERTÁRIO. E continua amando álcool, marijuana, poesia, sexo, cinema, música e rock’n’roll. E permanecerá assim até a sua morte, sendo que as histórias insanas do que rolou na existência do autor destas linhas eternamente malucas, continuarão sendo sempre publicadas aqui. E em 2013… o livro compilando essas histórias. Aguardem e… chers!

 

* Tanto que, na quinta-feira, teve showzaço do Doutor Jupter no Sesc Consolação (onde o zapper esteve, junto com os queridões Adriana, Vandré, Silvia e Ana Mônica). Depois a trupe toda rumou em autêntica caravana do delírio, para uma degustação de vinhos de ótima safra e qualidade (e também de alguns “finos” de marijuana, hihi), no apê de uma amiga dos Jupters. Noite bacaníssima, que termino com o sujeito aqui virando mais de meia garrafa de vodka Skyy – socorro!!!

 

* As voltas do Coldplay (que seria no início de fevereiro, com shows em Sampa e em Porto Alegre, mas acabou de ser adiada pela banda) e do Alice In Chains no Rock In Rio, em setembro) ao Brasil, sinalizam o óbvio ululante: não há mais meeeeesmo novidades rockers “hot” pra se trazer ao país. Esse é o lado ruim de termos entrado definitivamente no circuito internacional de shows musicais: produtores queimam o juízo e sofrem pra descobrir um novo e expressivo nome do pop rock, que esteja estourando lá fora e que ainda não tenha se apresentado aqui, pra arrastar o artista em questão pra esses lados. Não é mole: Chris Martin e cia estiveram no Brasil no último RIR e já vão voltar (ainda na mesma turnê do álbum “Milo Xyloto”). O Alice In Chains tocou em Paulínia, no final de 2011 (há exatamente um ano), no festival SWU. E agora, Brasil?

Alice In Chains, mais uma figurinha repetida de volta ao Brasil, no Rock In Rio 2013 

 

* Curioso é que a volta do The Cure (anunciada por Robert Smith em pessoa, em coletiva de imprensa no começo deste ano) para a América do Sul em abril de 2013 não está sendo mais comentada por ninguém. E o Radiohead, que tocou no país apenas uma vez até o momento (em março de 2009), está em turnê e poderia ser sondado pela produção do Rock In Rio. Que preferiu fechar com a grande droga do insuportável Muse (azedo, rsrs). E assim caminham as paradas por aqui, em termos de shows gringos…

 

* Agora péssimo mesmo é termos de engolir mais uma turnê (a bilionésima) do pavoroso, asqueroso, cafona, velhusco e picareta Kiss. O quarteto de palhaços iniciou sua nova temporada brasileira na última quinta-feira, em Porto Alegre. Em Sampa o show começa daqui a pouco, naquele cemitério de concreto gigante, a Arena Anhembi. Em entrevista ao Jornal da Globo o escroque Paul Stanley (que já passou dos sessenta de idade e cujo pau, a essa altura, só deve subir a poder de Viagra) fez questão de esfregar na cara dos fãs o que realmente interessa ao grupo: “nós estamos nisso pelo dinheiro, claro. Se alguém disser que está na música apenas pela música, é mesmo um idiota”. Que beleza, hein! É muito óbvio que estas linhas online concordam sim que músicos e artistas em geral devem ser remunerados pelo seu trabalho e pela sua arte. E se ficarem ricos e famosos com ela, melhor ainda. Mas quando uma banda de merda, que um dia já chegou a ser relevante na história do rock’n’roll e há umas duas décadas pelo menos só vive de extorquir fãs saudosistas e incautos, é mesmo de se lamentar e pedir pra que esses trolhas partam de uma vez pro inferno. Vai tomar no cu, Gene Simmons e cia! E Zap’n’roll lamenta profundamente por quem vai gastar seu suado caraminguá com esses babacas na noite de hoje. Eles não merecem, mesmo!

 

* Detalhe: esse palhaços cuzões ainda fizeram os fãs em Porto Alegre esperar por mais de duas horas pra que a apresentação deles começasse. Desrespeito com o público é isso aí!

 

* Ainda falando em shows, mondo pop e tals, olha só quem deu o ar da graça no show de miss Vaconna, ops, Madonna, na última terça-feira, em Nova York:

 

 

* Será que ele também vai fazer participação especial nas gigs da loira por aqui?

 

* E parando um pouco de falar em cuecas, vamos ao XOXOTAÇO da semana, uia! É outra senão a filha do velho cartunista Angeli, que está peladona na capa da nova edição da revista Trip. Wow! Papai além de ser um dos maiores cartunistas brasileiros de todos os tempos, ainda mandou mega bem na hora de gerar a herdeira, hein!

Ô brother, que BOCETAÇO é a filha do Angeli!

 

* O BLOG VÊ TODA A MÍDIA/A DECADÊNCIA DA ILUSTRADA – que o caderno de variedades do jornal diário Folha de S. Paulo já não é mais o mesmo há séculos, todo mundo já percebeu. Ok, em alguns setores de reportagem (como literatura, artes plásticas e cinema, principalmente) a Ilustrada ainda se garante, muito pela qualidade de seus colaboradores e articulistas. Mas quando nos detemos na parte musical do caderno… jezuiz, não dá pra acreditar que um dia já escreveram ali gênios como Luís Antônio Giron (hoje, editor de Cultura da revista Época), Pepe Escobar, Fernando Naporano etc. Jornalistas que possuíam um texto absolutamente brilhante e que brindavam seu leitorado com matérias às vezes de página inteira, onde pesquisavam, aprofundavam, analisavam e forneciam com maestria absoluta (que não existe mais nos dias que correm) o panorama de determinado artista. E isso, veja bem, em uma época em que não havia internet nem Google pro sujeito pesquisar sobre o que estava escrevendo. Pois bem, de volta a 2012: o blog se deu ao trabalho de ler a página de música da Ilustrada, publicada na última quarta-feira. Vergonha alheia quase total. A matéria principal versava sobre o novo disco do produtor e compositor Gui Amabis (quem?). Mas não ficou apenas nisso: no canto inferior esquerdo da página havia um texto (assinado pelo editor-assistente do caderno, aquela notória figura rotunda do jornalismo cultural paulistano que já saiu e voltou pra Folha umas duzentas vezes na última década) elogiando o novo disco do grupo indie Two Door Cinema Club, que já tocou em Sampa e volta ao país no Lollapalooza 2013. O TDCC não é nenhuma maravilha (está longe de ser) mas sim, merece uma matéria já que está lançando seu novo álbum. O chato é descobrir que o texto talvez tenha sido publicado quase como uma OBRIGAÇÃO pelo caderno, visto que o autor do texto viajou aos EUA a convite da produtora Geo (que organiza o Lollapalooza no Brasil), para assistir o show de lançamento do novo trabalho do Two Door. Traduzindo: o bom e velho jabá, que tanta gente recrimina em rádios, também existe na mídia impressa, claaaaaro. Por fim, nas pequenas notas de lançamentos de discos no lado direito da pagina há uma micro-resenha de um músico canadense que termina exatamente assim: “…e letras que tratam dos problemas da vida”. Wow! Ou seja, o ótimo texto, a dinâmica literária e poética que um dia existiu ali (e que também existia nos textos de gente como Lester Bangs, Greil Marcus, Nick Kent, Ana Maria Bahiana, Ezequiel Neves, só pra ficar em meia dúzia de exemplos) foi mesmo pra casa do caralho na Ilustrada. Pensando bem, o que esperar destes tempos onde não há mais artistas relevantes e onde um caderno “cultural” (hã???) tem, como editor-assistente, um sueito rotundo de meia-idade e que vai a festivais gigantes (como o Lollapalooza) e NÃO sai da sala de imprensa em momento algum, pra se misturar com o povão na muvuca e sentir de fato o calor do show que está rolando no palco? Lamentável…

 

* Johnny Marr, o eterno gênio da guitarra dos Smiths (e talvez um dos cinco maiores guitarristas de todos os tempos) está aí, avisando que solta seu primeiro álbum solo logo no começo de 2013. E a julgar pelo primeiro single, que já circula no YouTube (esse aí embaixo), o disco vai ser bão!

Johnny Marr – “The Messenger” 

 

* Tão bom quanto é o Lotus Plaza, que o blog não conhecia e teve o prazer de descobri esta semana.

 

 

O ÓTIMO ROCK DOS ANOS 2000 SOBREVIVE SIM – NO UNDERGROUND, AQUI E NA GRINGA TAMBÉM
Yep. Se o rock mainstream (ou o que resta dele) mundial anda pavoroso, com Killers e Muses da vida abarrotando estádios com sua música lixosa e imprestável, o udi grudi continua respirado e ainda mostrando bandas e artistas de ótima qualidade. Caso do americano Lotus Plaza, que o blog NÃO conhecia (jornalistas não são obrigados a conhecer absolutamente tudo o tempo todo, néan?) e ficou conhecendo esta semana, meio que por acaso. E como sempre comentamos aqui, nunca é tarde pra se falar de um ótimo disco, como é “Spooky Action at a Distance”, o segundo álbum do LP e que saiu em… abril deste ano. Sair em edição nacional ele não vai, pelo visto. Mas você pode encontrá-lo facilmente na web.

 

Lotus Plaza é, na verdade, o projeto de um músico só. No caso, o multiinstrumentista, vocalista e compositor americano Lockett Pundt, fundador da banda Deerhunter. Não satisfeito apenas em tocar no seu grupo, Pundt (que nasceu na Georgia e tem trinta anos de idade) foi dar vasão à sua compulsão musical no Lotus Plaza. Uma compulsão que rendeu até o momento dois álbuns: “The Floodlight Collective”, lançado em 2009 e o citado “Spooky Action…”. Ambos foram lançados pelo ultra underground selo Kranky, que estas linhas online também nunca tinham ouvido falar.

A capa do segundo trabalho do Lotus Plaza: de volta ao shoegazer dos 90′ 

 

Pois o Lotus Plaza faz rock alternativo de guitarras como quase não se ouve mais nos dias que correm. Com vocais dolentes, melodias divinais, ambiências oníricas e contemplativas Lockett Pundt deixa explícito que ouviu muito shoegazer e seus expoentes (My Bloody Valentine, Lush, Ride) para formar sua estética sonora. Há canções belíssimas espalhadas por todo o cd, que abre com uma vinheta instrumental pra depois cair no rock acelerado de “Strangers”. Além dela há delírios de guitarras harmoniosas e com riffs bem construídos, como em “Out Of Touch” (que é na verdade conduzida por violões suaves e é uma das preferidas deste espaço virtual), em “Jet Out of the Tundra” ou ainda em “Remember Our Days”. Mas nada supera a beleza abrasiva e melancólica da faixa que fecha o disco: “Black Buzz”, de letra pesada, é uma balada que descreve a ressaca pós loucura de drogas, vivida por uma garota junky. Foi a faixa que fez estas linhas rockers curiosas descobrirem o Lotus Plaza: por acaso assistindo ao programa Goo (um dos poucos interessantes que restam na grade da MTV, por apresentar quase que somente vídeos de artistas obscuros e mais alternativos) em uma madrugada dessas qualquer, Zap’n’roll deu de cara com o clip de “Black Buzz”. Se apaixonou no ato pelas imagens e pela música, e foi atrás pra saber de quem era aquilo.

 

Era o Lotus Plaza. Que, até onde pesquisamos, nenhum portal, site ou blog de cultura pop da web brazuca comentou algo. No problem: estas linhas zappers acabam de fazer isso pra você. E se vale a recomendação, vá atrás do disco. Dá vontade de voltar correndo no tempo, e se imaginar em Sampa em 1995, na pista escura e esfumaçada do Espaço Retrô. Bons tempos… que só podem ser recordados quando ouvimos um álbum como este “Spooky Action at a Distance”.

 

 

O TRACK LIST DE “SPOOKY ACTION AT A DISTANCE”
“Untitled” – 1:25
“Strangers” – 4:30
“Out of Touch” – 4:33
“Dusty Rhodes” – 3:38
“White Galactic One” – 4:06
“Monoliths” – 3:35
“Jet Out of the Tundra” – 6:33
“Eveningness” – 5:05
“Remember Our Days” – 5:07
“Black Buzz” – 5:30

 

 

E O LOTUS PLAZA AÍ EMBAIXO
No vídeo da lindíssima e junky “Black Buzz”.

 

LOTUS PLAZA – UMA LETRA
De “Black Buzz”, óbvio.

Dirigir na rua
As mesmas estradas que levam você a cada noite
O mais escuro fica, mais rápido você dirigir
Os segredos que você mantém
Mas as respostas que você dá são mentiras
Uma batida larga distância, e olhos vidrados
E você queimar todos os seus satélites
Preto zumbido venha dançar com você esta noite
Uma vez que foi se torna o que nunca será
Desenhar as cortinas para a janela?
Você se deitar para dormir
Como o sol dá mais um dia
O frio e a dor ter desaparecido
Os raios através das cortinas
Desenhe linhas em toda a sua cama
Dormindo em suas roupas, só na sua cabeça
E você queimar todos os seus satélites
Preto zumbido venha dançar com você esta noite
Uma vez que foi se torna o que nunca será
Quando o seu?
E é difícil saber que você estaria bem
Quando o sangue está queimando dentro de você
No penhasco agora no seu próprio livre arbítrio
Desenhar as cortinas para a janela?

 

* Interesssou pelo Lotus Plaza? Vai lá: http://en.wikipedia.org/wiki/Lotus_Plaza.

 

* Esse texto vai pros queridos Adriana e Vera Ribeiro e mais Vagner Sousa, Roxy Perrota e Robson Gomes.

 

 

**********
E é muito óbvio que a parada aqui ainda está longe de acabar, sendo que desta vez o escoteiro zapper PROMETE que vai concluir o post ao longo do feriado – até a próxima segunda-feira, provavelmente.

 

Agora vamos dar uma pausa no trampo porque vamos lá pro baixo Augusta assistir ao show do Saco de Ratos, a banda bluesy do dramaturgo cult Mário Bortolotto. E enquanto o postão não chega ao fim você pode ir se mexendo desde já lá no hfinatti@gmail.com, onde entraram em disputa sangrenta:

 

* DOIS PARES DE INGRESSOS pro show do trio inglês The Cribs, que toca no próximo dia 29 de novembro no Beco/SP. Okays? Mão na massa e boa sortte!

 

E até logo menos com muito mais aqui!

 

Enviado por Finatti

Quinze anos depois o “coroa” Soundgarden retorna com trabalho inédito, pra humilhar o bundão rock dos anos 2000’. Mais: as duas décadas de um álbum gigante da história recente do rock’n’roll (e como era a cena rocker há duas décadas); o novo disco do Leela (agora vai!); o “negão” continua firme (ainda bem!) no comando do país mais poderoso do planeta (e onde a maconha acaba de ser legalizada em alguns Estados); e aqui a guerra civil está definitivamente instalada em Sampa – salve-se quem puder!

O mundo da música está assim: veteranos experientes como o Soundgarden (acima) são obrigados a voltar com um disco fodão, pra salvar a pátria já que nem loiraças tesudas como Lady Gaga (abaixo) conseguem evitar o fiasco que está a música pop atual 

 

Salve Obama! Salve marijuana free!
Semana agitadona chegando ao fim, néan? A semana em que o mundo ficou de olho na eleição do novo presidente do país mais rico do mundo – os EUA, claro. A semana em que a guerra civil não declara continuou (e continua) em curso em Sampa e em toda a região metropolitana da maior cidade do Brasil (e uma das maiores do mundo). E a semana em que, finalmente, o novo álbum de um gigante da história do grunge americano noventista surgiu na web. Yep, depois de quinze anos de ausência o quarteto Soundgarden mostra ao mundo “King Animal”, o novo disco de inéditas e cujo lançamento oficial acontece na próxima semana. Enfim, tudo isso transformou os últimos dias em um mosaico de acontecimentos memoráveis: Barack Obama ser reeleito presidente nos Estados Unidos deu mais tranqüilidade a um mundo já tão conturbado por problemas de toda ordem; um mundo que NÃO precisa de mais gente maluca, reacionária, conservadora, moralista babaca e ditadora para comandar nossos destinos. Já há governantes demais dessa espécie espalhados pelo planeta, e essa é uma das causas pelas quais esta velha Terra está como está. Entonces, nesse aspecto, todo o apoio destas linhas online à reeleição do negão: um sujeito íntegro, decente, na medida do possível conciliador e pacificador e que em uma de suas falas de agradecimento ao povo americano por ter confiado a ele mais quatro anos de governo, disse que os Estados Unidos é um país onde todos têm oportunidade de crescer, independente de raça, credo e opção sexual (lindo isso, não?). Mas enquanto lá em cima Obama ganhava a confiança do povo e do eleitor americano para continuar conduzindo os destinos do país deles por mais quatro anos, aqui embaixo o cenário continuou funesto como sempre: média de oito assassinatos diários na Grande São Paulo. Uma violência gerada, em grande parte, pelo comércio ilegal de drogas, claro. Só que aqui as autoridades não querem ver o óbvio ululante: que apenas a LEGALIZAÇÃO de TODAS as drogas reduziria drasticamente esse quadro tenebroso. O Brasil deveria se mirar no exemplo do Uruguai (que legalizou o comércio e consumo de maconha há pouco) e também dos Estados americanos de Colorado e Washington, que acabam de tomar a mesma medida. A guerra contra as drogas é uma guerra perdida. Ficamos então aqui, à espera que um dia o bom senso ilumine a cabeça dos governantes de um país (o nosso) que, sim, ainda é muuuuuito conservador em vários aspectos e completamente eivado de preconceitos morais e também de credo, raça e opção sexual, infelizmente. Enquanto esse quadro não muda o que podemos fazer é colocar mais uma Zap’n’roll no ar, falando do novo e bacanudo disco do Soundgarden – uma banda que, por certo, jamais fará um rock moralista, babaca e preconceituoso. Muito longe disso, aliás.

 

* Ainda sobre a reeleição de Barack Obama: Ted Nugent, o velhote asno, mala, ultra conservador e babaca bufou como nunca nas redes sociais, demonstrando todo o seu inconformismo com a nova vitória do negão. Chamou os eleitores de Obama, entre outras grosserias, de “cafetões” e “prostitutas”. Vem cá: de que adianta ter sido um dos grandes guitarristas do rock  americano dos anos 70’, mas tendo essa mente minúscula e retardada?

Esse velhote babaca e reacionário já foi um grande guitarrista. Agora, Ted Nojento vem insultar os eleitores de Barack Obama. A inveja, quando não mata…

 

* Já aqui, nas redes sociais, começou a circular a zoação abaixo, com o nosso querido (des)governador de São Paulo, hihihi. Perfeito!

Cai fora Alckmin, pelamor!!!

 

* Prefeitura do Rio dando tickets do show de Lady Gaga para seus funcionários. Lojas Riachuelo (uma das patrocinadoras da turnê da loira), em Sampa, fazendo promo desesperada (compre um ingresso, leve outro na faixa) para desencalhar os convites que estão sobrando – e como estão. Não é preciso ser nenhum gênio pra entender porque a turnê de miss Gaga pelo Brasil (e por boa parte das datas sul-americanas) se transformou – até o momento – em um quase retumbante fracasso. O assunto já rendeu fartos comentários esta semana em blogs, sites e redes sociais. A estréia da cantora em terras brazucas acontece hoje à noite, no Rio De Janeiro. Em Sampa, ela canta domingo no estádio do Morumbi (e segundo as últimas atualizações, dos cerca de sessenta mil ingressos colocados à venda para o show paulistano, pouco mais da metade foram vendidos até o momento), seguindo por último para Porto Alegre, onde se apresenta na próxima terça-feira. Anyway há muito que o Brasil sofre com dois problemas básicos na área de shows internacionais: a) o excesso dos mesmos por aqui (há três décadas, ninguém vinha pra cá; depois do primeiro Rock In Rio, em 1985, a situação se inverteu e agora a HUMANIDADE quer tocar aqui, o que acarreta o desembarque anual de zilhões de atrações gringas em solo brasileiro, com shows diretos, um atrás do outro e sem descanso para o bolso do pobre fã de rock e de música pop); e b) a putaria infindável que se formou em torno das malditas carteiras de estudante. Hoje todo mundo tem a sua, no? Do estudante de fato ao velhinho aposentado. Com isso o grosso dos tickets vendidos para shows (e outros eventos culturais) é meia-entrada. Isso deixa, óbvio, produtores locais putos e eles, também mega gananciosos que são, jogam o preço dos ingressos na estratosfera, para “compensar” a perda de receita com a venda de milhares de meia-entrada. É isso: o quase fiasco na venda de tickets para os shows de Lady Gaga no Brasil é apenas um primeiro aviso de que algo não vai bem e precisa ser mudado, urgente. E se não houver essa mudança é bem provável que os avisos continuem, em forma de fracasso nas vendas de ingressos para outros futuros shows internacionais por aqui. Quem avisa…

 

* Ao menos a loira popstar está sendo mega simpática com os fãs. Ontem ela apareceu várias vezes na sacada do hotel onde está hospedada, distribuiu lanchinhos pro povaréu que está lá fazendo plantão, e foi fazer o básico que todo astro da música faz quando aporta no Rio: visitou uma favela – pacificada, vale exarar.

*

Bien, não é apenas o Soundgarden que lança seu novo disco na próxima segunda-feira, 12 de novembro (e sobre o qual nosso dileto leitorado ainda vai ler bastante, logo mais aí embaixo). “Grrr!”, a coletânea comemorativa ao cinqüentenário dos Rolling Stones também chega às lojas na mesma data. Vai ter aqueles clássicos de sempre (“Satisfaction”, “Jumpin’ Jack Flash” etc, etc, etc) e as duas já faladíssimas músicas inéditas. A primeira, bacanuda, é “Doom And Gloom” e foi divulgada pela banda há algumas semanas. Pois ontem os velhinhos mais amados do rock’n’roll liberaram na web “One More Shot”, que não é taaaaaão legal quanto a outra mas ainda assim vale a audição, sendo que você pode curti-la aí embaixo:

 

* Vai Jagger e Richards: caiam logo na estrada em 2013, em turnê mundial, e venham pra cá!

 

* Já o fodão quarteto australiano Tame Impala, dono de um dos lançamentos mais geniais de 2012 (o espetacular álbum “Lorenism”), acabou de soltar no YouTube mais um vídeo de uma das canções do disco. Desta vez a faixa contemplada é “Feels Like We Only Go Backwards”. Chapação total de marijuana e ácido é pouco!

 

 

* Isso sim é uma notícia mega relevante no rock alternativo: a lenda shoegazer inglesa My Bloody Valentine anunciou que vai tocar no Japão em maio de 2013. A gig vai acontecer no Tokyo Rocks Festival e a intenção do gênio Kevin Shields (guitarrista, vocalista e líder eterno do MBV) é mostrar no palco, na íntegra, o ultra clássico álbum “Loveless” (que a banda lançou em 1991 e que é, seguramente, um dos vinte melhores discos de toda a história do rock), além de algumas faixas inéditas que poderão estar em um futuro novo disco do grupo. Sorte da japonesada, no?

 O gênio louco Kevin Shields toca com o seu My Bloody Valentine no Japão, em 2013

 

* E CONTINUA A CONFUSÃO NA DEVOLUÇÃO DOS INGRESSOS DO ROCKERS NOISE FESTIVAL – infelizmente, diga-se. Quem acompanha estas linhas bloggers rockers soube que o evento, que seria realizado no último dia 30 de outubro em Sampa (com shows dos grupos ingleses The Telescopes e Gallon Drunk), foi a princípio ADIADO para o início de 2013 já que a Rockers, produtora responsável pelo festival (e dirigida pelo músico Neo Distortion, ex-baixista do finado grupo paulistano Starfish100) acabou enfrentando enormes dificuldades na reta final da parada: houve problemas na questão dos vistos de entrada dos músicos no Brasil, além de baixa procura de ingressos e também a falta de um patrocínio que viabilizasse com tranqüilidade a realização da gig. Diante de tudo isso Neo decidiu adiar a realização do Rockers Noise e comunicou o fato nas redes sociais, informando que em breve iria proceder a devolução dos valores pagos pelos ingressos para quem assim o quisesse. A questão é que, passados quase dez dias do adiamento do evento, quase nenhum comprador ainda teve seu dinheiro devolvido e isso começa a preocupar quem se dispôs a adquirir tickets pra ao festival. Segundo o blog apurou dois compradores tiveram seu dinheiro restituído graças ao bom senso do pessoal da Locomotiva Discos (um dos pontos onde os ingressos estavam sendo vendido, em São Paulo), que resolveu fazer a devolução e arcar com o prejuízo. Enquanto isso, nada de Neo ou alguém da Rockers se manifestar, até mesmo na página da produtora no Facebook (https://www.facebook.com/GrupoRockers) onde sobram reclamações e não há nenhuma palavra oficial da produtora a respeito do assunto. Zap’n’roll quer acreditar que Neo Distortion não é uma pessoa má intencionada. Portanto, em nome daqueles que se entusiasmaram com o evento e tiveram a boa vontade de adquirir o ingresso para ir ver as bandas, o blog pede que a Rockers se manifeste sobre a devolução dos valores pagos pelos tickets e resolva a questão o mais rápido possível.

 

* O que também não pode esperar é a opinião zapper sobre o novo disco do Soundgarden, que já está dando sopa na web. Dá uma lida aí embaixo e veja o que estas linhas online acharam do comeback do gigante grunge.

 

 

O GRUNGE VOLTA COM TUDO NO NOVO DISCO DO SOUNDGARDEN
Não, não estamos em 1990. Mas é como se uma imaginária máquina do tempo nos jogasse lá novamente, duas décadas atrás. E esse “retorno ao passado” não é nenhuma novidade nos tempos que correm, onde bandas de rock perderam total a capacidade de produzir grande música e grandes discos. Aí fica cada vez mais difícil surgir alguma novidade realmente digna de nota. E cada vez mais grupos que tiveram grande importância na história recente do rock se animam a voltar a tocar. Caso do Soundgarden: o gigante grunge ficou hibernado por década e meia. Começou a articular seu retorno – com a formação original – em meados do ano passado. E agora esse comeback se concretiza com o lançamento deste “King Animal”, programado para chegar às lojas (dos Estados Unidos e Europa) na próxima segunda-feira – sendo que na web ele despencou com tudo anteontem.

 

É um bom disco? Sim. Claro, não se equipara a obras fodásticas da banda (como “Badmotorfinger”, “Superunknow” e “Down The Upside”), mas flagra o quarteto em ótima forma após ficar quinze anos sem gravar material inédito em estúdio. Fora que um grupo que possui um vocalista como Chris Cornell e um guitarrista como Kim Thayil, leva laaaaarga vantagem sobre a concorrência. Mesmo não sendo uma obra prima do além, “King Animal” simplesmente HUMILHA 90% do rock que se produz no mundo atualmente.

 

Trata-se de um trabalho que mostra como faz falta ter técnica, garra, criatividade e tesão para se tocar. Ou seja: tudo o que falta na maioria dos grupelhos atuais. O Soundgarden, mesmo o jovem leitorado zapper sabe, tinha tudo isso de sobra e mais um pouco. Era um dos três gigantes do grunge de Seattle nos early 90’, ao lado de Pearl Jam e Nirvana (e com todo respeito ao Mudhoney, ao Stone Temple Pilots, Screaming Trees e outros grandes nomes do movimento que devolveu o rock americano a um lugar de destaque na música mundial, além de dar um chute na bunda da música pop ordinária que infestava as paradas de então). Fazia rock pesado, quase heavy metal, com nuances psicodélicas e tendo um vocalista capaz de (como dia a imprensa musical da época) cantar até um catálogo telefônico com perfeição, emoção e arrebatação. A parte instrumental também não ficava atrás, com um guitarrista monstro (Kim) e uma seção rítmica brutal e precisa (com o baixista Ben Shepherd e o batera Matt Cameron, que de tão bom acabou sendo também cooptado pelo Pearl Jam).

O novo disco do Soundgarden: bom o suficiente pra humilhar as bandas atuais

 

É óbvio que com tamanha qualidade sonora e tantos talentos em um só grupo, rolaram os dois lados da parada. O bom: a banda começou a vender horrores, mesmo fazendo um som pesado e de difícil digestão para o mega populacho. O lado péssimo: começaram as inevitáveis enfiações de pé na lama em álcool e drugs, além de estourar a habitual guerra de egos gigantes – no caso, os de Cornell e Kim Thayil. Não demorou muito pro Soundgarden anunciar o seu fim, no começo de 1997.

 

Quinze anos se passaram, cada um continuou tocando sua vida na música (Chris, por exemplo, foi vocalista no Audioslave, que chegou a lançar dois bons discos, e também editou dois álbuns solo que são a vergonha alheia total), até começarem as negociações para um retorno efetivo do Soundgarden. Até que ele finalmente se concretiza agora. E “King Animal”, o novo álbum de estúdio, reedita os procedimentos que celebrizaram o conjunto no auge do movimento grunge. A guitarra de Kim dispara riffs enérgicos e acelerados mas sem perder a elegância melódica. E Chris, que está com quarenta e oito anos de idade, continua com as inflexões vocais de um adolescente irado. Impressionante. Há faixas acachapantes espalhadas por todo o cd, como a esporrenta “Been Away Too Long”, que abre o disco e é o primeiro single de trabalho. Fora ela, dá pra chapar tranqüilo os miolos com “By Crooked Steps” (que tem a participação do batera Cameron em sua composição), “Attrition”, e “Black Saturday”. Curiosamente, em sua parte final, o trabalho desacelera um pouco e fica mais contido no quesito barulho. Mas, ainda assim, deixa o ouvinte altamente satisfeito e se questionando: o que há com as merdas das bandas atuais, afinal? Por que elas não conseguem produzir um disco – ou algumas faixas, que seja – como este que marca o retorno do Soundgarden?

 

O já tiozão grunge agora vai cair na estrada, pra promover o álbum. Eles seriam um dos headliners do festival SWU deste ano. Desistiram de vir pra cuidar do lançamento de “King Animal” – e sua desistência, pasmem, provocou o cancelamento do SWU, que já estava com dificuldades para montar seu line de 2012. Sem problema: fica a torcida para que o velho Jardim Sonoro passe por aqui em 2013. E também fica o desejo de que as medíocres bandas de hoje ouçam o disco e aprendam algo que valha a pena com o experiente e ainda muito bom Soundgarden.

 

 

O TRACK LIST DE “KING ANIMAL”
1. “Been Away Too Long”
2. “Non-State Actor”
3. “By Crooked Steps”
4. “A Thousand Days Before”
5. “Blood on the Valley Floor”
6. “Bones of Birds”
7. “Taree”
8. “Attrition”
9. “Black Saturday”
10. “Halfway There”
11. “Worse Dreams”
12. “Eyelid’s Mouth”
13. “Rowing”

 

 

UM DISCAÇO DO REM COMPLETOU VINTE ANOS E NINGUÉM (DA NOSSA MEDÍOCRE MUSICAL PRESS) SE IMPORTOU
Quem acompanha este espaço rocker virtual desde sempre já está careca de saber: o finado e saudoso trio americano REM sempre foi – e será – uma das cinco bandas da vida de Zap’n’roll (as outras são os Stones, o Nirvana, o Clash e os Smiths). E por manter essa devoção eterna e inabalável ao grupo de Michael Stipe, Peter Buck e Mike Mills (e que durante muitos anos também contou com Bill Berry na bateria) é que o próprio blog zapper assume seu deslize, de público, por não ter comentado nada aqui sobre os vinte anos de existência do fodástico “Automatic For The People”, disco lançado pela banda mais exatamente há duas décadas e um mês.

 

Mas como nunca é tarde para comentar sobre um momento brilhante e iluminado da história do rock’n’roll, o fazemos agora. O álbum foi lançado exatamente em 5 de outubro de 1992. O blog se lembrava perfeitamente do ano em que “Automatic…” chegou ao mercado musical, mas não se recordava exatamente o mês do lançamento. Ao começar a re-ouvir o discão diversas vezes na semana passada, foi pesquisar e se deu conta de que o trabalho havia saído em outubro de 1992. Um álbum difícil, denso, tenso em muitos momentos. A banda, ainda um quarteto, já havia lançado dois discos pela gigante Warner (após passar anos no pequeno selo independente IRS) e tinha estourado mundialmente com o anterior, “Out Of Time”, que vendeu milhões de cópias e levou o som do REM para as massas através dos mega hits “Losing My Religion” e “Shine Happy People”. Duas músicas belíssimas mas extremamente pop, radiofônicas, “pra cima”. Com o sucesso decorrente delas o grupo rodou o mundo em turnês gigantes e não se esperava novo disco de inéditas tão cedo.

 O trio americano REM: gigantes eternos da história do rock’n’roll

 

Pois “Automatic For The People” foi lançado cerca de um ano e meio depois e era muito diferente de “Out Of Time” em alguns aspectos. Havia toda uma dramaticidade emocional presente em várias faixas do disco, em oposição ao clima mezzo ensolarado do álbum anterior. Fato plenamente explicável: além de estar mergulhado no vício da heroína o vocalista, letrista, poeta e gênio Michael Stipe finalmente tornara pública sua homossexualidade. Tudo isso se refletiu em canções extremamente angustiantes e sombrias – caso da espetacular “Drive”, que abre o disco de forma arrebatadora e algo sinistra. Um trabalho que, além disso, exibiu o conjunto no auge de sua criatividade e legou para o rock instantes de puro brilhantismo. E aí basta lembrar de baladas lindíssimas e tristonhas como “Everybody Hurts”, de deambulações por countries e folks singelos, bucólicos e melancólicos como “Mont Got A Raw Deal” ou “Find The River”, ou ainda de momentos inesquecíveis como “Man On The Moon”, a tocante homanegam que Stipe legou para o célebre comediante americano Andy Kaufman, que morreu de câncer com apenas trinta e cinco anos de idade e que era um verdadeiro ídolo nos Estados Unidos.

 

Hoje é consenso entre críticos e jornalistas especializados em música pop e rock, que “Automatic For The People”, além de ser muito superior musicalmente a “Out Of Time” (que foi o disco do REM que mais vendeu em toda a trajetória do conjunto), também é um dos quatro melhores trabalhos da banda (ou outros três seriam “Murmur”, a estréia do grupo em 1983, “Document”, lançado em 1987, e “Monster”, editado em 1994 e o último com a participação do batera Bill Berry). E seguramente um dos vinte melhores discos de toda a história do rock’n’roll, flagrando no auge uma banda que tinha um vocalista/letrista excepcional e um dos melhores guitarristas do mundo (Peter Buck).
Pois esta pequena obra-prima da história recente do rock’n’roll saiu há vinte anos. Como de hábito a porca jornalistada especializada em rock na mídia brazuca nem se lembrou do fato. Ela prefere comemorar outras efemérides bem mais estúpidas e sem importância, sempre. Mas “Automatic For The People” está aí. Permanece como um monumento genial do grande rock’n’roll e vai nos lembrar eternamente que, sim, já se produziram obras-primas na música mundial.

 A capa de “Automatic…”: uma obra-prima como não se faz mais no rock de hoje

 

Claro, não vai existir outro REM (um grupo que foi digno e gigante até na hora de anunciar o seu fim) nem outro álbum como “Automatic…” nos dias que correm, onde o rock e a música pop estão no fundo do poço da idiotice criativa. Resta então ouvir e re-ouvir, sempre e sempre, um álbum que nos acalente a nossa alma e nossa sensibilidade, sempre que ambas estiverem atordoadas pelo horror que se instalou na música de hoje.

 

 

REM AÍ EMBAIXO
Em dois vídeos: o promocional para a sombria “Drive” e um ao vivo, flagrando a banda tocando “Everybody Hurts” diante de uma multidão gigantesca no festival de Glastonbury, na Inglaterra, em 2003.

 

 

 

REM – UMA LETRA DE “AUTOMATIC FOR THE ´PEOPLE”
Da música “Everybody Hurts”

 

Quando seu dia é longo
E a noite – a noite é solitária,
Quando você tem certeza de que já teve o bastante desta vida,
Continue em frente

 

Não desista de si mesmo,
Pois todo mundo chora
E todo mundo se machuca, às vezes…

 

Às vezes tudo está errado,
Agora é hora de cantar sozinho.
Quando seu dia é uma noite solitária (aguente firme, aguente firme)
Se você tiver vontade de desistir (aguente firme)
Se você achar que teve demais desta vida,
Para prosseguir…

 

Pois todo mundo se machuca,
Consiga conforto em seus amigos.
Todo mundo se machuca…
Não se resigne, oh, não!
Não se resigne
Quando você sentir como se estivesse sozinho.
Não, não, não, você não está sozinho…

 

Se você está sozinho nessa vida,
Os dias e noites são longos,
Quando você sente que teve demais dessa vida para
seguir em frente

 

Bem, todo mundo se machuca
Às vezes, todo mundo chora
E todo mundo se machuca, às vezes
Mas todo mundo se machuca, às vezes
Então aguente firme

 

 

O ROCK E O MUNDO ZAPPER ERAM ASSIM HÁ DUAS DÉCADAS
* Em 1992 o grunge dominava o mundo. O Nirvana estava estouradaço com “Nevermind” e o Pearl Jam idem, com “Ten” (a estréia do grupo e até hoje sua obra-prima imbatível). Já o jornalista zapper amargava problemas em sua vida pessoal: fazendo frilas esporádicos aqui e ali (ele havia sido demitido da revista IstoÉ, onde havia trabalhado por três anos,  no começo do ano), com problemas de money e afundado no vício em cocaine, viu seu casamento ir pras picas. No final de 1992, já separado, dividia seu tempo entre esses frilas e passar os finais de semana no Espaço Retrô (a lenda maior dos bares underground paulistanos, em sua primeira versão, em um sobrado em estilo clássico atrás da igreja de Santa Cecília, no bairro do mesmo nome, no centrão rocker podre de Sampa), atrás de álcool, dorgas e xoxotas – e foram muitas ali que passaram pela rôlla zapper, como a da magrela Mônica, ou a da baixinha e peituda Paulinha. Mas nenhuma foi tão cadeluda quanto a ex-gótica Jade, que uma bela madrugada foi parar no apê da rua Frei Caneca (que já estava tomado pelas pulgas e seria abandonado pelo blogger junky em março de 1993, quando ele foi morar um tempo com o velho amigo Phillipe Britto, no apê dele na avenida 9 de julho) com o sujeito aqui – já era janeiro de 1993 e o autor deste blog acabara de sair do estádio do Morumbi, onde literalmente morreu no show do Nirvana. Morreu e ressuscitou pra foder a ordinária Jade (com quem ele havia se encontrado no bairro do Bixiga), de boceta infernal, peitos suculentos e que gritava enquanto era fodida de ladinho: “me come! Me come!”.

 

* Ainda em 1992 houve o expurgo de Fernando Collor da presidência da República. Foi a única vez em que o país botou um presidente pra correr – logo ele, o primeiro a ser eleito pelo voto direto após anos de ditadura militar por aqui. Mas a expulsão do calhorda foi legítima já que o escândalo de corrupção em que o sujeito estava metido era tão ou mais atrevida do que o atual Mensalão. Também foi a última vez em que se viu a classe estudantil desse pobre país sair às ruas, mobilizada e gritando por algo. Nunca mais… e olha que estamos precisando disso por aqui novamente.

 

* O grande festival que rolava então no país era o Hollywood Rock, que acontecia tradicionalmente no mês de janeiro, ocupando um finde o estádio do Morumbi (ou do Pacaembu) em Sampa, e outro a Praça da Apoteose (no Rio). Em 1992 o HR teve uma de suas edições mais fracas – tão fraca que a última noite em Sampa foi fechada por um show que reuniu no palco os grupos Titãs e Paralamas Do Sucesso.

O casal mais junky da era do grunge: Kurt e Courtney, que estiveram no baixo Augusta, em janeiro de 1993. O blogger loker ficou pertinho deles no bar Der Temple, mas preferiu ir embora pra sua house, pra foder a xoxota ordinária da putinha Jade

 

* A recuperação do evento se deu em janeiro de 1993, com a edição “grunge” do festival. Tocaram nele, com showzaços fodaços e inesquecíveis, o Red Hot Chili Peppers (então no auge, a bordo da turnê do sensacional álbum “Blood Sugar Sex Magic”), o Alice In Chains, o L7 e o Nirvana, claro. O que aconteceu na noite em que se apresentaram Kurt Cobain e cia (em uma giga historicamente péssima, vale sempre lembrar) daria um diário sentimental monstro aqui. Encerrada a maratona rocker no Morumba, todo mundo se mandou pro baixo Augusta (que nem tinha essa denominação naquela época, ainda). O local escolhido pra balada pós-festival foi o bar Der Temple, que era tocado pelo Giggio (hoje, dono do Matrix, na Vila Madalena). Foi pra lá que Zap’n’roll foi com a putinha Jade (depois de encontrar com ela no Bixiga), pra beber e – se possível – tecar algum padê. Pois lá pras tantas eis que surge no pedaço ninguém menos do que… Kurt e Courtney Lova, ambos acompanhados pelo hoje chapa João Gordo (que naquela época era inimigo mortal do autor destas linhas virtuais sempre prontas a recordar uma ótima história, uia!). Assim que a dupla entrou no bar Giggio mandou abaixar as portas do mesmo; quem estava do lado de fora não podia entrar mais. Quem quisesse sair, estava à vontade pra fazê-lo – e imagina se alguém queria sair dali àquela altura. E assim, durante alguns minutos, o blogger loker esteve a apenas alguns ombros do então maior nome do grunge e do rock’n’roll planetário. Tanto Kurt quanto Love estavam beeeeem lesados e mal se agüentavam em pé. E o zapper louco pra foder a boceta canalha da mamicuda Jade, achou melhor se mandar dali com ela, até pra evitar alguma confusão for de hora com mr. João Gordo. A noite do casal Kurt/Courtney terminou como todo mundo sabe: com a dupla jogando notas de cem doletas pras putas na praça Roosevelt – o blog não viu a cena: estava no apê da Frei Caneca infestado de pulgas, metendo vara no xoxota da cadela Jade.

 

* Nos meses seguintes, em 1993, a vida do jornalista rocker doidón sofreria mudanças – algumas para melhor. Ele conheceu seu (até hoje) melhor amigo, o Publisher e dj André Pomba, e começou a colaborar com a edição impressa da revista Dynamite (então uma das melhores publicações dedicadas ao rock alternativo em circulação no Brasil). Ao mesmo tempo voltou à grande mídia, passando a escrever matérias musicais mensais para a poderosíssima e influente revista Interview, onde ganhava um ótimo salário e onde vivia enfiado em festas chics regadas a champagne, bocetas e cocaine, claaaaaaro. E essa seria a vida zapper nos três anos seguintes, em histórias que já foram contadas aqui mesmo no blog e em mais algumas outras que irão aparecer aqui, no momento adequado.

 

**********
Postão ficando gigantão como a gelere gosta, hihihi. pois entonces: sextona já chegou e o blogger sempre atarefado vai dar uma pausa por aqui, pra resolver uns assuntos pessoais. De modos que prometemos concluir a parada por aqui (que já tá enooooorme) até o final da tarde deste sábado (amanhã em si, no?), quando ainda vamos falar do novo álbum do Leela, do disco do fluminense Amplexos, além de dar aquelas dicas culturais bacanas e o roteiro de baladas pro finde underground que promete ser chuvoso em Sampalândia – amanhã, sábado, tem showzão free do duo Madrid às quatro da tarde na Praça Victor Civita (em Pinheiros, zona oeste de São Paulo). E depois, às oito da noite, rola showzão dos amados Los Porongas na Casa do Mancha, também em Pinheiros.

 

Certo? Então ficamos por aqui, por enquanto. E já pode começar a ir lá no hfinatti@gmail.com que vão entrar em disputa sangrenta:

 

* INGRESSOS (número ainda a ser definido) pro showzaço do trio The Cribs, no próximo dia 29 de novembro lá no BecoSP. Tá dentro dessa? Então vai no e-mail e boa sorte!

 

Até logo menos, então, sendo que o blog deixa um beijão estalado na Michelle.

 

(enviado por Finatti às 18:30hs)

Uma semana meio assim tranqüila no mondo pop e no rock alternativo (com o querido e cult Leela lançando enfim seu novo disco), e INFERNAL na temperatura (Sampa com clima de Macapá) e na violência que domina o Estado mais populoso do país – e aê, o mundo já pode acabar? (versão final em 3/11/2012)

Em semana meio tranqüila na cultura pop e no rock alternativo da gringa, as boas bandas que ainda restam na indie scene nacional comandam a parada: o trio carioca Leela (acima) lança com show hoje em Sampa seu novo álbum, “Música todo dia”. E os gaúchos Cartolas (abaixo, o vocalista Preza ao lado de Zap’n’roll, em histórica noitada de rock e bebedeira ano passado, em Sampa) soltam seu novo e ótimo single, “Um segundo”, cujo vídeo bacanudo já roda à toda no YouTube

 

Entonces, já pode mesmo apagar a luz e acabar de vez?
Rolou de tudo no país esta semana, no? Mais apagões no Norte e no Nordeste, a escalada da violência na maior metrópole do país, o clima de Macapá que se instalou em Sampalândia na terça e quarta-feira (com os termômetros batendo na casa dos 37 graus nos dois dias, algo que Zap’n’roll jamais viu em toda a sua vida, ele que nasceu, se criou e vive na capital paulista), o furacão Sandy devastando o país mais rico do mundo etc, etc, etc. A impressão que se tem é que o planeta vai mesmo pras picas no próximo dia 21 de dezembro – e aí vem a questão: se a vaca vai mesmo pro brejo, por que esse inferno à prestação, em conta-gotas? Por que essa velha Terra maltratada, castigada e vilipendiada pelo ser humano há milhares de anos não explode de uma vez por todas, pra que quem sabe tudo recomeçar novamente do zero e bem melhor do que está hoje? Talvez fosse melhor assim, néan? Mas enquanto o fim do mundo não chega, incrivelmente a semana no mondo pop e no rock alternativo foi assim, digamos, calmin, calmin. Claro, hoje tem finalmente o show de lançamento do novo disco do sempre querido Leela (que está de volta após três anos longe dos estúdios de gravação). O cd se chama “Música todo dia”, está saindo pela Pisces Records (um dos últimos selos indies batalhadores da música independente brasileira atual) e o blog está dando algumas “orelhadas” nele desde ontem, sendo que uma resenha completa do dito cujo deve rolar por aqui até a semana que vem. Enquanto isso vamos botando este novo post aos poucos no ar (já que amanhã é início de mais um feriadão no Brasilzão), sendo que ele deverá ser completado até o final de sábado agora, ou seja, depois de amanhã. Beleusma? Vamos lá então!

 

* A semana termina (pois amanhã, sexta-feira, é feriado em si, no?) com a violência fora de controle em Sampalândia dominando o noticiário dos principais veículos de mídia do país. Nada mais justo: há pelo menos sete dias que são registradas cerca de onze assassinatos diários na Grande São Paulo – números que rivalizam com as mortes que ocorrem diariamente na Síria, país que está em guerra civil declarada. Ou seja: aqui também há uma guerra civil, só que não declarada oficialmente. Enquanto isso o (des)governo estadual, comandado pelo tucanato, nada faz a não ser ficar dando declarações inócuas e inúteis à imprensa, dizendo que a violência está sendo combatida e está sob controle. Tá bom, Cláudia (como diria o fofo Adriano Cintra). Sugestão (pela bilionésima vez): por que o asno Geraldo Alckmin não pede pra sair e leva junto com ele seu inútil Secretário de Segurança?

 

* Pior que a insegurança reinante em Sampa foi a capa da revista Veja desta semana. Dedicada à maconha a reportagem defende que, de acordo com pesquisas médicas e científicas e bla bla blá, a substância faz mal sim à saúde, e por isso NÃO deve ter seu consumo legalizado. Puta que pariu hein! Não existe NADA mais ESCROTO, reacionário, conservador, totalitário, tendencioso e MANIPULADOR do que o jornalismo praticado pela Veja, e isso já há décadas. A publicação, que é a campeã (infelizmente e ainda) em circulação no país (além de ser uma das maiores revistas semanais do mundo), também é campeã em prestar DESERVIÇO aos seus incautos leitores. É lamentável (pra dizer o mínimo) que em pleno século XXI, com o mundo sofrendo com a violência gerada pelo tráfico ilegal de drogas, uma revista com esse nível de canalhice editorial venha fazer apologia da continuidade da proibição do comércio e consumo de maconha. Pelamor, fala sério. Veja, por que você não põe na capa o descontrole que está violência urbana em São Paulo? Hein???

Mais uma capa escrotíssima da Veja. Sem comentários…

 

* Muito óbvio que capa tão calhorda, imbecil e ridícula, já foi fartamente zoada em redes sociais. Como você mesmo pode ver nessa imagem aí embaixo:

 

 

* Si, si, tem Cribs no final deste mês no Beco/SP (conforme já informamos no post aterior), um dia depois de o esperadíssimo Pulp tocar na Via Funchal. E no mesmo Beco tem semana que vem (vejam só!) nova aparição do cult (por aqui) duo belga Vive La Fetê, que está de volta ao país na turnê de seu novo disco, “Produit Di Belgique” (que sai lá fora em maio último e está agora ganhando edição nacional, via ST2). A gig rola na próxima quarta-feira, e os ingressos já estão à venda no site do Beco.

A dupla Vive La Fete e sua gozodudíssima vocalista loiraça belzebú, de volta a Sampa na semana que vem

 

*E a semana é de lançamento de vídeos nacionais bacanudos. O sensacional duo Madrid, dos queridos Adriano Cintra Cintra e Marina Vello, jogaram no YouTube o clip para “Bride Dress In A Frame”, mais uma faixa incrível do seu ótimo álbum de estréia. Já os queridos gaúchos Cartolas (sem nenhum favor, um dos cinco melhores grupos em atividade neste momento no rock independente brazuca que importa) lançaram seu novo single, para a música “Um segundo”, e que também vídeo extra-bacanudo. Vejam os dois clips aí embaixo e concordem ou discordem destas linhas online:

Madrid – “Bride Dress In A Frame”

 

Cartolas – “Um segundo”

 

 

* O xoxotaço cadeludo da semana é essa aí embaixo, na capa da nova edição da Playboy. Ela mesma, a que andou freqüentando a cama e levando vara do sertanejo Gustavo Lima. A vida é doce… e bocetuda, hihi.

Brother, olha só que RABAÇO! Será que o sertanejo conseguiu soltar porra lá?

 

**********

TUDO ACABA UM DIA – O FIM DO JORNAL DA TARDE
Yep. A mass mídia nacional foi surpreendida esta semana com o anúncio, feito pelo Grupo Estado (que publica o jornal O Estado De S. Paulo, um dos quatro maiores diários brasileiros, além de também controlar emissoras de rádio e sites de notícias) de que o Jornal Da Tarde, de sua propriedade, iria às bancas pela última vez na última quarta-feira, 31 de outubro.

 

E assim foi feito: após quase cinco décadas de circulação, o JT foi pro saco. A extinção de mais um veículo importante da mídia impressa brazuca dá bem a medida do lado ruim destes tempos de internet: lê-se cada vez menos jornais, revistas e livros em seu formato impresso, já que a pirralhada criada na frente da tela de desktops, notes e tablets, só saber ler alguma coisa se ela estiver ali, na telinha de algum traquitana tecnológica.
 A capa da derradeira edição do Jornal Da Tarde: diário foi vanguarda no jornalismo impresso brasileiro, e Zap’n’roll colaborou nele

 

Pois o JT foi muuuuuito bacana: criado em 1966 inovou na questão editorial e visual, se tornando uma espécie de “avant gard” entre o jornalismo diário brasileiro. E Zap’n’roll chegou a colaborar com ele em dois períodos distintos: o primeiro em 1988, durante trinta dias em uma cobertura de férias. Depois, por volta de 1995. Em ambos os textos do então ainda jovem jornalista rocker saíram no caderno de variedades, que era gigantesco e permitia, fácil, matérias de página inteira. Foi no mês em que cobriu férias lá, em 1988, que o zapper publicou perfis de página inteira de Iggy Pop e The Mission – que tocaram pela primeira vez no Brasil naquele ano. E foi graças a uma reportagem de 1995, com a banda P.U.S. (Porrada Ultra Suicida, vejam só) que o sujeito aqui conheceu (e fodeu) uma das melhores bocetas de sua vida, a da morenaça Laura B., que trampava como técnica de som no estúdio onde o grupo estava gravando seu disco e onde o repórter foi fazer a entrevista com ele.

Não deu outra: jovem, boa pinta, jornalista, morenudo e, modéstia às favas, pauzudo (como diria uma amiga biba destas linhas bloggers saudosistas), o zapper paquerador seduziu a linda morena e fodeu com gosto sua xota quente por algumas vezes – trepadas intercaladas com aspirações nasais já que a garota era chegada na brancola, uia!

 

Mas tudo que é bom acaba um dia. O affair de Zap’n’roll com Laura durou muito pouco. O Jornal Da Tarde durou bem mais. Mas mesmo assim, sua extinção causa melancolia e deixa, pela enésima vez, a mesma lição: o mundo ou está mesmo acabando ou nunca mais será o mesmo que era, antes do advento da internet. Para o bem, e para o mal também.

 

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Post modestíssimo esta semana, o blog assume. Sacumé, preguiça de feriadón e tals. Já sendo finalizado na noite de sábado, o blog pára por aqui mesmo mas promete muuuuito mais pra semana que vem: resenha do novo disco do Leela (que lançou o mesmo com show bacanudo anteontem no StudioSP; daê como sempre, o sujeito aqui meteu o pé na lama e ficou fora de combate ontem, sextona em si, hihi), muitas matérias bacanas e promos que o povo só encontra aqui mesmo, hehe.

 

Tá de bobeira em casa? Ainda dá tempo de ir na versão paulistana do Festival DoSol (que tá rolando lá no Cine Jóia, colado no metrô Liberdade), ou no festival Boys&Girls de diversidade sexual, lá no Dynamite Pub (na rua Treze De Maio, 363, no Bixiga, onde vai rolar show do querido Daniel Peixoto). Ou ainda no Espaço Cultural Walden, lá na Praça da República, 119, metrô República, onde hoje tem festão do Zona Punk e do super DJ Adriano Pacianotto, com mega especial do Pixies na discotecagem.

 

Beleusma? Até a semana que vem, então!

 

(atualizado e finalizado por Finatti em 3/11/2012, às 22:30hs.)