Em um mundo onde o rock (e a música em geral) está cada vez mais vazio de conteúdo, a lenda gigante David Bowie sacode o planeta ao anunciar sua volta, com disco inédito. E aproveitando a “deixa” o blogão passa em revista (agora vai!) a trajetória do Camaleão, dissecando seus principais discos e (novamente: agora vai!) publicando um mega diário sentimental onde relembramos histórias cabulosas de putarias e consumo pesado de drugs ao som do gênio imortal que é o cantor inglês. E mais todos aqueles badalos (música nova dos Strokes, line up do Coachella, Blur aqui no final do ano) que agitaram a semana (PLUS URGENTE: as datas OFICIAIS do Cure no Brasil!!!) (atualizado em 28/1/2013)

A bichaça loka e genial, gigante da história do rock: David Bowie (acima, em foto clássica dos anos 70’, quando ele traçava homens e mulheres e afundava as narinas em sessões intermináveis de cocaine), de volta com disco novo; um nome tão essencial para o rock’n’roll quanto ainda o são os britpoppers Stone Roses e Blur (abaixo), que serão dois dos headliners do gigante festival Coachella nos Estados Unidos, em abril próximo

 

 

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UP TO DATE EM CIMA DO LANCE – ATENÇÃO MÁXIMA! AS DATAS OFICIAIS DO CURE NO BRASIL!!!

Agora é OFICIAL: Cure no Brasil em abril. Dia 4 no Rio e dia 6 em Sampa (no estádio do Morumbi)

 

Yeeeeesssss! A XYZ Live, produtora dos shows brasileiros da turnê sul-americana do Cure, ACABA de divulgar as datas OFICIAIS das duas gigs que o grupo fará no país. Ficou assim:

4 de abril – Rio De Janeiro/HSBC Arena
6 de abril – São Paulo/estádio do Morumbi

 

Os ingressos para os dois shows começam a ser vendidos a partir do próximo dia 18 de fevereiro e ainda não estão com seus preços definidos. A banda de Robert Smith, cultuadíssima pela confraria goth no mundo inteiro, volta aos palcos brasileiros após dezessete anos. Eles tocaram aqui pela última vez no extinto festival Hollywood Rock, em janeiro de 1996.

Agora vai, néan? Durante as últimas semanas zilhões de infos desencontradas e “chutes” de datas (disparados por aqueles blogs espertalhões de sempre, que querem dar tudo na frente de todo mundo e acabam pagando mico, hihihi) sobre a turnê do Cure (que vai ser monstro pela América do Sul com shows na Argentina, Chile, Peru, Colômbia e até no Paraguai!) pipocaram pela web e pela blogosfera de cultura pop e rock alternativo. Zap’n’roll, que não é dada a “chutes” e tem seus informantes dentro da XYZ Live, preferiu acompanhar o desenrolar da parada em silêncio.

Mas agora tudo confirmado, tudo ok. A galere goth daqui pode começar a economizar seus caraminguás e se preparar para as TRÊS horas de Cure ao vivo. Provavelmente vai entrar pra história de shows de rock por aqui. E provavelmente vai ser a APOSENTADORIA zapper em grandes gigs de rock – a não ser que o Blur venha no final do ano…

 

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Pois então, postão no final do feriadão, uia!
Yep. Ao longo dos últimos anos a blogagem no mundo do rock alternativo e da cultura pop em geral nos ensinou algumas lições. De que é melhor publicar um post semanal gigante ao invés de soltar zilhões de notas curtas e superficiais diariamente. Que neste post gigante você pode sim comentar assuntos e notícias que já saíram em outros blogs (afinal hoje em dia, nesse tempos de velocidade desenfreada na web, a competição não é pra ver quem publica o melhor texto, mais analítico e mais aprodundado mas, sim, quem o publica primeiro, ainda que esse texto venha sem profundidade alguma), desde que dando a ele o seu tratamento e análise particular. E que, sim, não há problema algum em se publicar um post no final de um feriado prolongado como este – pois ele estará aqui sempre, à disposição do nosso dileto leitorado. Via de regra Zap’n’roll é atualizada sempre entre quinta e sexta-feira. Mas nada contra ela estar sendo atualizada esta semana já em pleno domingão, final do feriado prolongado do niver de Sampalândia (que aconteceu anteontem, sexta-feira) e com parte do texto sendo escrito na aprazível Sorocaba, onde o blog se encontra pra fazer uma DJ set nesta segunda-feira (leia-se amanhã) no projeto “Carne de Segunda”, da sempre bacana turma do Rasgada Coletiva. De modos que esse pequeno “atraso” permitiu que o blog se esbaldasse na última quinta-feira lá no clube Blitz Haus (no niver da sempre querida petit mignon Natasha Ramos) e depois ficasse curtindo a ressaca monstro em casa na sexta-feira (rsrs), acompanhando as últimas movimentações do mondo pop/rock alternativo para que estas fossem comentadas aqui, logo mais aí embaixo. Então vamos nessa e sempre com aquele olhar crítico, analítico e divertido que você sempre só encontra aqui, no blog de cultura pop mais legal da web brasleira, né não?

 

* Começando as notas iniciais na seara política (outra mudança em curso por aqui: agregar aos comentários de assuntos de cultura pop e rock também temas políticos e/ou sociais, para dar um caráter, hã, mais sério e adulto ao blogão zapper. Afinal não somos adolescentes e muito nos preocupamos com as questões sérias que envolvem o país, sempre). Semana que vem o Senado Federal elege seu novo presidente. Um dos candidatos (o mais cotado entre seus colegas) é esse pilantra aí embaixo, o notório Renan Calheiros que já aprontou poucas e boas em sua vida política – sendo que ele acaba de ser denunciado ao STF pelo Ministério Público, em função de “trambicagens” feitas durante sua gestão anterior como presidente do Senado (em um episódio sinistro que lhe custou a renúncia do cargo). Pensem bem: é esse tipo de político escroque que o Senado está cogitando eleger novamente para sua presidência? Qual o interesse em por um tipo escroto como Renan na cadeira de presidente? Nesse ponto o blog torce pela candidatura alternativa do senador amapaense Randolfe Rodrigues, hoje um dos poucos nomes dignos de respeito na política brasileira. Ele também está concorrendo e vamos ver se dá a sorte de lograr vitória no embate com o poderoso Calheiros. Se Randolfe ganhar, quem sabe alguma coisa começa a mudar para melhor em Brasília, nas hordas do poder.

 

*E este cartaz aí embaixo começou a circular esta semana em redes sociais. Perfeito, nem é preciso acrescentar mais nada.

 

* E foi aniversário de São Paulo anteontem, néan? O blog passou o dia (que foi feriado na capital paulista) na cama, sem querer de forma alguma de ir em alguma comemoração. Mas rachou o bico com essa história/depoimento publicado pelo sempre amado, querido e ex-“editador” da revista Dynamite (hoje, ele é Publisher do portal, que fica em WWW.dynamite.com.br) e super dj André Pomba, em sua página no faceboquete. Mais uma história mega bizarra do sujeito que digita estas linhas online e da qual ele mesmo não se lembrava. Vejam só: “Entre as histórias urbanas dessa cidade de São Paulo, uma delas envolveu a lenda junkie da Sampalândia, Humberto Finatti. Cerca de 15 anos atrás, toca o telefone da redação da Dynamite. Atendo, é a cobrar. Do outro lado, uma voz ofegante: “Pomba, por favor, estou passando mal, to com taquicardia, meu coração vai explodir, acho que vou ter uma overdose”! E eu: “Calma Finatti, aonde você está?”. “To aqui na Ipiranga…”, responde ele mais ofegante ainda. Aí eu não resisto e começo a cantarolar pra ele “Alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João”… ehehehe Aí ele me xinga de tudo quanto é nome, e desliga o telefone na minha cara. E está aí vivo até hoje!”. Ahahahaha, sensacional! Zap’n’roll e André Pomba: uma amizade indissolúvel e que já dura exatos vinte anos!

Zap’n’roll e o super dj André Pomba (na balada rocker Grind, no clube A Loca, em novembro passado): amizade indissolúvel de duas décadas e que já rendeu histórias memoráveis e bizarras, hihihi

 

* Bien, música e rock’n’roll, que é disso que o povo gosta, uia! A semana terminou sob o impacto MONSTRO da divulgação de “One Way Trigger”, a primeira faixa que estará no novo disco dos Strokes, que vai sair ainda em 2013. É a primeira inédita dos caras desde 2011 e o mundo se chocou com a ambiência… tecnobrega (à la Gaby Amarantos) que domina a melodia da canção. Até a musa paraense Gaby aprovou (uia!) e já prometeu fazer uma cover da música em seus shows, hihihi. Agora, se você perguntar o que estas linhas bloggers rockers acharam dessa porra… na boa? “Is This It?” ou algo próximo dele, pelo jeito, nevermore. E se o novo álbum da banda for INTEIRO nesse naipe, socorro!

 

* Sendo que você pode ouvir “One Way Trigger” aqui: http://www.thestrokes.com/ .

 

* E sendo que a zoação em cima da banda já rola à toda na web no YouTube, hihihi. Olhaê:

 

* Bem mais relevante que a nova música dos Strokes é a notícia de que o venerando Iggy Pop acaba de finalizar as gravações do seu novo disco junto aos lendários Stooges. O disco se chama “Ready To Die”, é o primeiro da banda desde 2007 e sai este ano ainda, mas sem data de lançamento ainda.

 

*Mas bem pior que a música nova dos Strokes é a capa da revista Veja desta semana – essa mesma que você pode conferir aí embaixo. Em destaque os sertanejos (música) do país. Ou seja: não basta a Veja ser a grande droga que todos nós sabemos que ela é (reacionária, conservadora, tendenciosa, manipuladora). Agora a revista também apóia a grande imbecilização cultural que está em curso no país, colocando sertanejos e sua música de reconhecida péssima qualidade em sua capa. O populacho adora. E a Veja mais ainda pois quanto mais burro for o leitor melhor pra ela poder manipular, deitar e rolar.
Foda…

 

* A “novela” Cure na América do Sul prossegue, com a blogosfera especulando como loka sobre as datas brasileiras de uma turnê que, é certo, vai acontecer. E estas linhas online já sabem mais ou menos o que vai na parte brasileira da parada, mas vamos aguardar a próxima segunda-feira para o anúncio oficial em torno do assunto. Por enquanto quem já está feliz é o Peru (gig lá no dia 17 de abril) e a Colômbia (onde a banda toca no dia 19), com os tickets começando a serem vendidos a qualquer momento.

 

* E assim vamos caminhando: o blog vai ver, este ano, o mega Lollapalooza Brasil 2013 (e com promo de tickets já rolando aqui no blog, néan?). Depois, Cure em abril/maio. E depois… um “agente secreto” (rsrs) comentou com este espaço virtual que o escritório do Blur, em Londres, andou entrando em contato com produtores brasileiros e de outros países vizinhos, sondando a POSSIBILIDADE de uma turnê da lenda britpop por aqui, no final deste ano. Será? Será??? Se sim, vai ser o ÚLTIMO mega show de rock que estas linhas online irão assistir, em sua já gigante trajetória de quase três décadas acompanhando gigs por tudo quanto é quanto. Depois poderemos nos aposentar com gosto e orgulho, e ir morar em São Thomé Das Letras, hehe.

 

* Falando em Blur, olha aí o Coachella 2013. Stone Roses e Blur fechando a primeira noite. E mais uma renca de gigs fodaças. “Garota, eu vou pra Califórnia…”, como diria um certo cantor pop brasileiro nos anos 80’, hehe.

 

* Quem não irá excursionar mais, definitivamente, é o gênio David Bowie. Mas não faz mal: o blog assistiu ao Camaleão ao vivo por duas vezes (em 1990 e 1997). E pelo menos teremos disco novo dele daqui a algumas semanas, após uma década de ausência dos estúdios. Só isso já é motivo suficiente pra você ler o texto aí embaixo, onde analisamos a obra daquele que é, inegavelmente, um dos artistas mais importantes da história da música em todos os tempos.

 

 

BOWIE – AOS 66 A VOLTA TRIUNFAL, PARA DEVOLVER AO MUNDO O SENTIDO QUE O ROCK’N’ROLL PERDEU
O título deste tópico principal do post zapper desta semana não carrega nenhum exagero. Todo mundo que ama música e rock’n’roll (seja você um ainda adolescente e jovem leitor destas linhas online, ou já um tiozão calejado nas estradas e histórias do rock’n’roll) conhece o inglês David Bowie (que nasceu, na verdade, David Robert Jones) e sabe de sua trajetória incrível e de sua importância MONSTRO na história do rock e da música pop em geral, nas últimas quatro décadas. Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, Bowie lançou vinte e três álbuns de estúdio – o primeiro, homônimo, saiu em 1967.

 

Destes pelo menos uns dez são absolutamente essenciais na história do rock’n’roll (e aqui, neste post, o blog analisa não talvez os cinco melhores mas, subjetivamente, os cinco que o autor deste espaço online mais ama). E como se não bastasse produzir discos clássicos e que legaram genialidade musical em grau máximo para o rock, o “Camaleão” (apelido ganho ainda nos anos 70’ pela capacidade que o músico, compositor e cantor tinha em assumir personalidades diversas ao antecipar uma nova tendência sonora na cultura pop, como o glam rock por exemplo) ainda nos deu muito mais: canções sublimes, personagens inesquecíveis (o alienígena Ziggy Stardust, o Duque Magro & Branco), atuações grandiosas no cinema, duetos históricos (com Mick Jagger, por exemplo) etc, etc, etc. David Jones é gênio, ponto.

 

Ele estava ausente da música havia uma década, quando lançou o álbum “Reality” em 2003. Na turnê de divulgação do disco Bowie sofreu um princípio de infarto após um dos shows. Foi internado às pressas, fez uma angioplastia de emergência e decidiu se “aposentar” do show bis, indo morar em Nova York com sua filha e a esposa, a modelo Iman. E de lá pra cá muito se especulou sobre um possível retorno seu à música e aos palcos. Mas o próprio cantor, bastante recluso, volta e meia emitia comunicados de que não voltaria a mexer com música. O mondo pop deu então, a contragosto, por encerrada a trajetória profissional do inglês dos olhos de cores diferentes (o esquerdo mais claro que o direito, uma diferença provocada, segundo a lenda, por um soco que ele teria levado em uma briga na adolescência).

A volta após uma década de ausência dos estúdios, anunciada com destaque nos maiores veículos de mídia musical do planeta (como a capa da New Musical Express, acima) e o novo disco (abaixo): Bowie sacode novamente o mondo rock

 

 

Até que em 8 de janeiro passado o mundo foi sacudido pela bomba: ao comemorar seu aniversário de sessenta e seis anos, Bowie anunciou que estava pra lançar um novo disco. E ainda mostrou para o mundo o primeiro single deste trabalho, a belíssima e triste balada “Where Are We Now”, que já circula freneticamente no YouTube há três semanas. De letra memorialista, a canção evoca a época em que o cantor morou em Berlim (na segunda metade dos anos 70’), quando gravou por lá três álbuns entre eles a obra-prima “Heroes” (de 1977). O álbum completo, já batizado “The Next Day”, está programado para ser lançado oficialmente no próximo dia 8 de março. O mundo aguarda mega ansioso pelo disco (que foi gravado em segredo por David Bowie nos últimos dois anos, com produção do inseparável amigo de décadas, Tony Visconti), que com certeza será um dos grandes lançamentos deste ano.

Tudo o que está escrito aí em cima já foi amplamente divulgado e comentado nas duas últimas semanas, é vero. Mas neste segundo post de 2013 Zap’n’roll não poderia se furtar de, também ela, comentar sobre a volta da lenda David Bowie. Isso pelo amor que o blog sempre devotou à sua música, pela sua obra insuperável, pelo rocker absolutamente louco e extraordinário que ele foi: um performer que rompeu com tabus sexuais (jovem e lindo, enlouqueceu homens e mulheres, bichaças e lésbicas na sua vida. Foi pra cama com Mick Jagger, traçou e foi traçado por gente como Iggy Pop e Lou Reed) e de drogas (ele afundou em cocaine e em outras drugs ao longo dos anos 70’). E que deixou sua marca impressa para sempre na história da cultura pop.

 

O próprio blogger outrora mega loki viveu uma vida de excessos ao som das músicas de David Jones. Foram momentos malucos e ultra junkies, alguns quase inacreditáveis, tendo como trilha sonora as canções de Bowie. Mas isso será bem contado logo mais aí embaixo, no diário sentimental. Antes dele estas linhas online fazem uma rápida análise dos cinco álbuns de David Bowie preferidos pelo blog. São cinco discos seminais e que entram fácil em qualquer lista dos melhores momentos de toda a história do rock’n’roll. Instantes de brilhantismo puro e que, os fãs esperam, sejam repetidos no vindouro “The Next Day”. Tomara!

 

 

BOWIE – CINCO ÁLBUNS CLÁSSICOS E IMBATÍVEIS

* “The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars” (1972) – a obra-prima máxima e definitiva. Bowie já havia lançado quatro discos desde 1967 e atingiu seu ápice artístico e musical com este discaço lançado em 1972. Antecipando o que seria o glam e o art rock, o trabalho era recheado e costurado por pianos e arranjos de cordas mas sem abrir mãos das guitarras ásperas. Espécie de fábula com as faixas girando em torno de um único tema (mas sem o ranço e o bolor conceitual do rock progressivo), o álbum narra a história do alienígena Ziggy, que vem de Marte para salvar a Terra cinco anos antes da destruição do nosso planeta, e aqui acaba se tornando um rock star. Músicas sublimes e inesquecíveis aos montes: “Five Years”, “Moonage Daydream”, “Starman” (que o grupo gaúcho Nenhum de Nós fez o favor de “assassinar” nos anos 90’, com a horrenda versão chamada “Astronauta de mármore”), “Suffragette City”, “Rock’n’roll Suicide” e, claro, o hino eterno “Ziggy Stardust”.

 

* “Station To Station” (1976) – Bowie inventa um novo personagem (o Duque Magro & Branco), para dar voz ao momento pelo qual ele estava passando: morando nos Estados Unidos o cantor saía muito à noite e enfiou o pé na lama em consumo grotesco de drogas variadas, especialmente cocaína. Isso rendeu um disco denso, pesado (no sentido das letras e do conteúdo emocional), onde a faixa-título (que abre o álbum com dez minutos de duração) narra a descida aos infernos da existência junkie. Não por acaso Bowie se tornou ídolo da alemã Christianne F. (na época, com catorze anos de idade) e sua turma viciada em heroína. E várias faixas deste disco pontuam a trilha sonora do filme que narra a saga de Chris pelas ruas e banheiros imundos de Berlim, entre picadas e picadas de agulhas nos braços…

 

* “Heroes” (1977) – Bowie se cansa da vida de excessos nos EUA e se muda pra Berlim, pra tentar acalmar seus demônios internos. Lá grava a célebre “trilogia” berlinense, sendo que o segundo disco dela é “Heroes”. Produzido pelo gênio Brian Eno o trabalho mergulha em ambiências eletrônicas soturnas (espécie de antecipação do que seria o movimento dark/pós-punk, que varreria as ruas de Londres no começo dos anos 80’) e lega para a posteridade a faixa-título, uma obra prima que incrivelmente se tornou um mega hit, sendo inclusive regravada décadas depois pelo grupo Wallflowers (do vocalista Jakob, filho de Bob Dylan).

 

* “Scary Monsters (and Super Creeps)” (1980) – durante muitos anos foi esse o disco de Bowie que Zap’n’roll colocava em sua lista pessoal dos dez maiores álbuns de rock de todos os tempos. Pesado, com letras cínicas, críticas e altamente corrosivas sobre o a superficialidade do mundo da moda (algo muito claro na música “Fashion”), o disco traz canções clássicas e belíssimas, entre elas “Ashes To Ashes”, um dos maiores hinos compostos pelo cantor: é a faixa que fecha a trilogia de músicas falando do Major Tom (e que começou em 1969, com “Space Oddity”), um astronauta viciado em drogas e que vaga a esmo pelo espaço sideral, um evidente alterego do próprio David Bowie. Discaço!

 

* “Let’s Dance” (1983) – o Camaleão entrou na década de oitenta mais uma vez se reinventando musicalmente. Com produção do músico Nile Rodgers (guitarrista do grupo funk americano Chic) Bowie caiu na dança e gravou um disco que é puro groove, soul e repleto de faixas altamente anfetamínicas. Sem nunca deixar a qualidade musical cair o álbum enfeixou mega hits nas rádios do mundo todo (inclusive no Brasil): “Modern Love”, “China Girl” e a própria canção-título, um funk racha-assoalho espetacular. Não por acaso foi o trabalho do cantor que mais vendeu até hoje: apenas no ano do seu lançamento, “Let’s Dance” superou a marca de três milhões de discos vendidos pelo mundo afora.

 

 

DAVID BOWIE AÍ EMBAIXO
Em uma série de vídeos de canções clássicas de sua trajetória, além de “Where Are We Now?”, o primeiro single do álbum “The Next Year”, que será lançado no mês que vem.

“Where Are We Now?”

 

“Oh You Pretty Things”

 

“Life On Mars”

 

“Heroes”

 

“Ashes To Ashes”

 

“China Girl”

 

 

A LETRA TRADUZIDA DE “WHERE ARE WE NOW?”
Tive de pegar o trem
Em Potsdamer Platz
Você nunca soube que
Que eu poderia fazer aquilo
Apenas passeando com os mortos

Sentado na Dschungel
Na Rua Nurnberger
Um homem perdido no tempo
Perto da loja KaDeWe
Apenas passeando com os mortos

Onde estamos agora?
Onde estamos agora?
O momento em que você fica sabendo
Você sabe, você sabe

Vinte mil pessoas
Atravessam a ponte Bösebrücke
Dedos estão cruzados
Só para garantir
Passeando com os mortos

Onde estamos agora?
Onde estamos agora?
O momento em que você fica sabendo
Você sabe, você sabe

Contanto que haja sol
Contanto que haja sol
Contanto que haja chuva
Contanto que haja chuva
Contanto que haja fogo
Contanto que haja fogo
Contanto que haja eu
Contanto que haja você

 

 

PRIMEIRO E GIGANTE DIÁRIO SENTIMENTAL DE 2013 – AO SOM DE DAVID BOWIE, NOITES E NOITES MERGULHADAS EM COCAINE E EM FODAS COM BOCETAS ALUCINADAS
O zapper outrora sempre loki e alucinado quase em tempo integral, passou uma vivência infernal ao som de David Bowie. Mergulhou na lama até o pescoço, em noitadas e aventuras movidas a sexo calhorda e selvagem, e também a consumo de um oceano de álcool e cocaine, enquanto as canções do Camaleão martelavam incessantemente seu cérebro em vesânia plena e assustadora. Foram zilhões de momentos e acontecimentos absurdos e algo inacreditáveis, às vezes. E tudo começou quando, afinal?

O blog se lembra de que conhecia a obra de Bowie desde a sua adolescência, quando o sujeito aqui tinha seus quinze/dezesseis anos de idade. E o interesse pela obra do cantor aumentou mesmo quando, lá por 1982, ele passava férias em Minas Gerais, na casa que a saudosa mama Janet tinha por lá. O zapper então quase pós-adolescente vivia bebendo horrores e saindo com uma turma de amigos por lá. Um desses amigos, filho de um dono de uma loja de móveis na cidade, tinha em sua coleção um disco estranho de David Bowie, chamado “Station To Station”, edição nacional original em vinil. O zapper sempre pegava o dito cujo pra ouvir, até que um dia fez a oferta pro seu amigo: “me vende?”. O moleque: “sem problema, nem curto muito”. E assim “Station To Station” se tornou o primeiro disco de David Jones a ir parar nas mãos do futuro jornalista, que ainda sequer cheirava cocaine.

Em 1982 mesmo foi lançado no Brasil o filme “Eu, Christianne F., 13 anos, drogada e prostitiuída”, a versão cinematográfica do livro homônimo e que contava a saga da jovem alemã de apenas catorze anos que se tornara viciada em heroína e que vagava pelas ruas, estações de metrô e banheiros imundos de Berlim, se picando vorazmente no braço com a droga. Chris era apaixonada por Bowie. E o filme tinha em sua trilha sonora somente canções do cantor inglês. O então futuro aspirante a junkie total aqui (em uma época em que ele morava com mama Janet já na rua Frei Caneca, e só fumava seus baseados) foi assistir uma sessão (a primeira de várias que viriam na sequência) do filme no extinto cine Majestic, na rua Augusta (onde hoje funciona o Espaço Itaú de Cinema). Saiu de lá com a cabeça em pandemônio, apaixonado por Chris F., por David Bowie e sonhando em assistir a um show do Camaleão ao lado da alemãzinha, enquanto se chapava de heroin. Isso, em 1982! Um ano depois Bowie lançaria seu maior sucesso comercial até hoje, o álbum “Let’s Dance”, e aí a paixão de Zap’n’roll pelo cantor se tornou obsessão. Avança alguns anos. Em 1989 o sujeito aqui já é jornalista, já tem uma coleção monstro de vinis em sua casa (entre estes, mais de uma dezena de discos de Bowie) e já experimenta os prazeres deletérios de mergulhar suas narinas em devastações selvagens de cocaine, e seu pinto em bocetas sórdidas e ordinárias. Os mini tópicos a seguir radiografam o que rolou ao som de Bowie na vida do sujeito aqui, enquanto ele se entorpecia de pó e esporrava em xoxotas, cus e bocas de mulheres cadeludas ao cubo.

 

* Se sentindo o próprio Major Tom – não há exagero na frase. Major Tom, todos os fãs de Bowie sabem, é o alterego do cantor, criado por ele para compor as canções “Space Oddity” e “Ashes To Ashes” (“todos nós sabemos que o Major Tom é um junkie/Então mamãe sempre disse: ‘fique longe do major Tom’”), sendo que a segunda é uma das mais belas músicas já compostas por Bowie. Enfim, Zap’n’roll tinha uma mania obsessiva em sua vida, lá por 1989/90, quando já era repórter da editoria de Cultura da revista semanal IstoÉ: ele adorava por o vinil de “Scary Monsters” (o disco que contém “Ashes To Ashes”) pra rodar em seu system Gradiente, enquanto esticava taturanas de cocaína no tampo de acrílico do aparelho de som, e as aspirava. Foi assim que, num belo dia, um amigo da época (o Valtinho, que também era amigo da Luciana, uma pretinha xoxotuda, de peitos suculentos, cara de intelectual e loka, que o sujeito aqui estava traçando) chegou pro autor deste diário confessional calhorda e deu o toque: “meu vizinho, que trampa num sindicato aê, tá vendendo uns sacolés pra levantar uma grana extra. Ele não é bandido e nada, mas descolou a fonte e tá fazendo isso pra levantar uma grana. O pó é fodão, vem cinco gramas e o preço é bacana”. O zapper se interessou pela oferta. “Combina com ele que quero um desses, passo na sua casa dia tal, te dou a grana e você pega com ele e aí damos uns tecos no teu apê mesmo”. E assim foi feito. Na noite combinada lá se foi o sujeito aqui pro Largo do Arouche (no centrão de Sampa e que naquela época era bem tranqüilo pois o centro da cidade ainda não estava dominado e devastado pelo horrendo crack), onde Valtinho morava em um prédio antigo e de apês grandes e aconchegantes. Ao chegar lá, deu a grana pro seu amigo e esperou ele voltar com a encomenda. O autor destas linhas virtuais estava acompanhado de uma amiga rocker da época a… (o HD agora falhou e realmente o blog não lembra o nome da garota). E quando Valtinho voltou com o sacolé, todos foram pra cozinha do apê onde o jornalista já bem junkie despechou todo o conteúdo dentro de um prato e começou a “trabalhar” o mesmo com um cartão. Era muita cocaína (e muito boa, como não existe mais hoje na “naite” paulistana). Tanta que a amiga zapper arrelagou seu olhos e disse: “acho que nunca vi tanto pó assim de uma vez, na minha vida”. As cafungadas tiveram início. Lá pras tantas o trio foi pra sala ouvir música. Valtinho também tinha “Scary Monsters” em sua coleção. Não deu outra: o sujeito que escreve este diário pegou o disco e colocou “Ashes To Ashes” pra tocar. E quis explicar pros seus dois amigos o significado da letra da canção. Zap’n’roll se sentia o próprio Major Tom quando fazia isso. E aquela noite foi looooonga, com o trio saindo a pé pelo centro de Sampalândia, parando em bares pra tomar algo alcoólico e de tempos em tempos parando em algum canto escuro, pra aspirar novas carreira de cocaine. Insano. E inesquecível…

 

* Pati, 18 anos, cocalera, fodida no cu e sem ver o show de Bowie – era 1990 e Zap’n’roll trampava na IstoÉ. A produtora Poladian havia anunciado a vinda de Bowie ao Brasil para setembro daquele ano e o jornalista zapper apaixonado pelo Camaleão ficou histérico, literalmente. Finalmente iria assistir ao show de um dos seus ídolos máximos. Nessa época o autor deste diário junkie namorava com a futura mãe do seu filho. Mas antes dela, houve a magricela Patrícia. Bonitinha de rosto, tetas miudinhas, moradora da zona oeste de Sampa (próximo à Usp e ao bairro do Butantã) não era nenhum primor intelectual. Mas cursava artes e desenho em uma escola particular na avenida Angélica, era rocker e bem safada. O autor deste blog a conheceu em uma madrugada num pulgueiro goth que havia no bairro dos Jardins, a Tribe Haus. Lá os malhos já começaram em um canto escuro e se prolongaram na rua (depois que ambos saíram pra ir embora), onde a cachorra Pati bateu uma generosa punheta pro blogger taradón, rsrs. E ambos combinaram de se encontrar já na noite seguinte (um sábado), quando a garotinha de rosto inocente já foi parar no apê da Frei Caneca. E lá deu com gosto sua xoxota perversa a noite toda. Como o autor destas linhas sentimentais sempre foi um eterno carente e coração mole, resolveu namorar a garota. O namoro durou muito pouco mas as fodas eram sempre ótimas, como a vez em que a magra Pati e de cu pequeno agüentou a rola grossa zapper atrás, no hotel Savoy (que existe até hoje na rua Augusta, e onde o autor deste blog deu algumas de suas trepadas mais inesquecíveis nos anos 80’ e 90’). Só que aí entrou em cena a futura mãe do filho de Zap’n’roll, muito mais gata, culta e interessante e não deu outra: Pati foi solenemente dispensada. A garota não se conformou e fez de tudo pra retomar o romance, inclusive passando a cheirar cocaína também, o que ela não fazia no tempo em que havia namorado com o jornalista loker. E por fim, numa tentativa desesperada de fazer ciúmes, Pati arrumou um namoradinho também mezzo junkie e que curtia aspirar carreiras de pó. Uma noite de sexta-feira o casal baixou no apê da Frei Caneca. Queriam padê. Fomos atrás e descolamos uma petecona de cinco gramas, que era vendida em um bar na praça Roosevelt. Rachamos o valor da aquisição em três, o trio retornou ao apê e começou a cheirança sem fim. Lá pras tantas bateu a sede por algo alcoólico. Mas quem iria ter coragem de descer em algum bar na rua pra comprar algumas brejas, no estado de “bicudisse” em que o trio se encontrava? Conversa daqui, negocia dali e o namoradinho de Pati foi buscar algumas brejas. Enquanto ele foi, não deu outra: o canalha aqui tirou seu pau pra fora da calça e Pati, mais puta ainda, meteu a boca no dito cujo. Mas a bicudisse era forte e a tensão com a volta a qualquer momento do namorado da garota, também. Assim o pintão zapper, sempre em riste quando necessário, ficou no meio do caminho dessa vez. E foi recolhido novamente pra dentro da calça no exato instante em que o cocalero corno voltava com as brejas. As aspirações e devastações nasais prosseguiram até umas sete da manhã do sábado, quando a dupla foi embora. E algumas semanas depois, na noite do show de David Bowie em Sampa, quando Zap’n’roll tomava generosas doses de whisky e se preparava para ir à gig com sua ex-mulher um casal amigo, toca o interfone no apê: era Pati. Ela: “você consegue me levar no show do Bowie? Estou sem ingresso e bla bla blá”. Eu: “impossível. Você vem me pedir isso HOJE, quando estou saindo pra ir pra lá, e sendo que estou com a minha namorada? Pelamor, né?”. Pati ficou puta e se mandou. Ficou assim: fodida no cu, cheirada e sem ver David Bowie. E o blog nunca mais teve notícias dela.

 

* Flávia J., a loira loka, delícia e paixão infernal do blog – sim, foi uma das paixões mais avassaladoras experimentadas pelo sujeito aqui. E essa paixão começou na ponte aérea Rio/São Paulo no dia 7 de julho de 1990 (Zap’n’roll se lembra perfeitamente, como se fosse ontem), quando o então já conhecido jornalista rumou para o balneário a fim de assistir a um show da Legião Urbana. A banda estava no auge, iria tocar para cinqüenta mil pessoas no Jockey Club carioca e o autor deste blog estava acompanhando o grupo para um perfil que faria dele para a IstoÉ. A noite anterior havia sido novamente de excessos no consumo de cocaine e o blogger ressacudo por pouco não perdeu o vôo das dezenove horas – bem vazio, no final da tarde de sábado. E nele estava Flávia: loira, tesuda, mamicuda, inteligente. Não exatamente linda, mas muito gostosa e inteligente. O zapper se sentou na poltrona ao lado dela. E com um copo de whisky na mão (yep, naquela época servia-se whisky na ponte aérea) começou o papo. Ela se interessou pelo jornalista paquerador e quando ambos desceram no aeroporto Santos Dumont, no Rio, o blogger loker já a puxou pra dentro do táxi rumo ao hotel Atlântico Copacabana (que era onde a gravadora Emi hospedava jornalistas a trabalho no Rio). Lá chegando, os malhos começam no quarto. Zap’n’roll: “Você é linda!”. Flávia: “Você é um cara incrível e terrivelmente sedutor. Mas eu NÃO vou dar pra você hoje! Preciso ir pra casa da minha mãe em Niterói, amanhã eu venho e fico aqui contigo”. E assim foi. A loira foi pra Niterói e Zap’n’roll partiu em direção ao Jockey. No domingo à noite Flávia cumpriu sua promessa. O interfone do quarto tocou por volta de dez da noite. Era ela. O coração do jornalista disparou. Assim que entrou novamente no quarto, ela pulou em cima do autor deste diário sujo e cafajeste. A foda começou intensa e foi assim a noite toda. A loira trepava horrores, chupava um pinto magnificamente e gozava fácil e aos berros. E era fã de rock’n’roll, de cocaine, maconha e literatura: assim como o zapper, amava o dramaturgo francês Jean Genet. Foi uma noite inesquecível, o blog se apaixonou pela garota e na manhã seguinte a levou ao Santos Dumont – ela tinha que retornar a Sampa pois no dia seguinte embarcaria para um mês de férias em Londres. Viagem ganha de presente do pai, por ter passado no vestibular de Direito. Daí em diante o resumo possível de uma história que é muito longa, é esse: Zap’n’roll se desesperava de saudade e paixão por Flávia. Sabia que queria ficar com ela. Mas antes que ela retornasse, a futura mãe do filho deste jornalista apareceu no apê da Frei Caneca e ela e o sujeito aqui, destrambelhado emocionalmente como sempre foi, resolveu começar a namorar com a garota. Quando Flávia retornou, cheia de saudade, paixão e tesão pelo autor destas linhas virtuais, ficou putíssima com a história. O blog não sabia o que fazer. E ficou saindo com as duas, e comendo as duas. Foi quando veio o show de Bowie no Parque Antártica, e Flávia intimou: “Você pode ir com ela no sábado, mas VAI TER QUE ME LEVAR COM VOCÊ no domingo”. E assim foi: no sábado, o blog foi à gig do Camaleão acompanhado de sua, hã, namorada. No domingo, podre e mal dormido, teve que acompanhar a amante no mesmo show. Depois dele o casal foi foder pela última vez (e foram dois meses de loucuras na cama e fora dela: Flávia amava dar cafungadas em carreiras bem fornidas de cocaine; na cama era adepta de ser fodida no cu enquanto batia uma escandalosa siririca, pra suportar a dor do pau grosso rasgando seu buraco traseiro). Quando Flávia deixou o sujeito aqui (ela tinha carro) na porta de casa, ela disse: “hoje foi a última vez que você me comeu. Você quer ficar comendo as duas mas não vai rolar. E presta atenção: essa suburbana da sua namorada vai foder a tua vida. Vai engravidar de você e vai mudar de mala e cuia pro seu apartamento”. Foi exatamente o que aconteceu: a “suburbana” (que morava no extremo leste da capital paulista) realmente engravidou e se mudou pro apê da Frei Caneca. E Flávia J., uma das maiores paixões da vida de Zap’n’roll saiu da vida dele pra sempre. Hoje, quarentona e ainda solteira, mora sozinha num enorme apartamento perto da Serra da Cantareira (na zona norte paulistana) e dirige um escritório de advocacia.

* 1997: após outro show de Bowie, porra seca no queixo de outra loira – foi a pior fase da vida de Zap’n’roll. Desempregado (a mega e chic revista Interview, onde ele tinha trampado durante três anos, havia sido fechada pela editora Abril em 1996), vivendo de frilas esporádicos e morando em um pensionato estudantil no bairro da Liberdade, ainda assim ele comia bocetas deliciosas. Uma delas, também loira e de tetas generosas o blogger sempre baladeiro conheceu em um bar rocker em Pinheiros, onde o sujeito aqui sempre ia nos finais de semana. Bonita de rosto, inteligente e fã de Bowie, a garota se interessou pelo autor deste blog com certa facilidade. Começou a paquera e ele a convidou pra ir no show que o Camaleão faria no festival Close Up Planet, dentro da turnê do álbum “Earthling”, lançado naquele ano e com viés mais eletrônico do que rock (mas ainda assim, muito bom). O casal então rumou pro festival, na pista de atletismo do complexo Ibirapuera, na zona sul de Sampa. Grande gig, quase tão boa quanto a de sete anos antes. Terminado o set, a sugestão que partiu do zapper: “Vamos pro Retrô” (que era o muquifo alternativo mais podre, sujão, decadente e genial de Sampa naquela época. Uma verdadeira lenda da indie scene alternativa paulistana, o Retrô era o lugar onde você podia dançar Screaming Trees, Ride, Nirvana e Nick Cave às três da manhã, cafungar cocaine nos banheiros sem ser incomodado, e trepar neles também, sendo o blog socou sua rola em muitas xoxotas ali). Sugestão aceita, lá se foi o blogger cheio de más intenções (uia!) com a loira (que lembramos perfeitamente o nome e sobrenome, mas não podemos publicar aqui. A hoje distinta senhorita está em um relacionamento sério e inclusive está na liste de amigos do autor destas linhas vulgares, em uma rede social), no carro dela. A balada no Retrô foi movida a muito álcool e a loira peituda ficou chapada. Foi quando, lá pelas cinco da matina, nova sugestão: “vamos prum hotel aí no largo de Santa Cecília”. O casal foi. Todos os hotéis do pedaço estavam lotados, com exceção de um que tinha um quarto disponível, mas apenas com uma cama de solteiro. Sem alternativa, a foda rolou ali mesmo. E não foi muito intensa porque a acompanhante zapper não estava de fato muito bem. O casal adormeceu em seguida e quando o sujeito aqui acordou, a visão que lhe vem à lembrança é de uma mancha de porra seca, escorrendo do queixo para o pescoço da loira. É, pelo menos na chupada, parece que o serviço tinha sido bem feito…

 

UM TEXTO BACANA SOBRE CHRISTIANE F.
Yep. Escrito e postado em sua página no Facebook pelo queridón Cristiano Bastos, um dos grande amigos do blog no atual jornalismo cultural brasileiro. Colaborador de várias revistas (entre elas, a Rolling Stone) e sites, Cris é hoje, sem nenhum favor, um dos melhores textos da mídia brasileira. Algo que você conferir e acompanhar eu seu fodástico blog “Nova Carne”, que pode ser acessado em http://oesquema.com.br/novacarne/ .

O texto dele sobre a célebre garotinha junkie alemã dos anos 70’, viciada em heroína, é esse aí embaixo:

 

“Poucas vezes me impressionei tanto com um livro como Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída. Best-seller, li pela primeira vez quando tinha uns 14 anos e, claro, fiquei impressionado. O reli mais algumas vezes, não sem ter a mesma impressão. O que comprova o quão somo atraídos pela tragédia e a decadência humana. E o pior: no livro, e na história de Christiane, não há redenção. Após lançado com sucesso no mundo inteiro, a jovem ganhou fama e, também, boas quantias de dinheiro, as quais foram gastas, claro, no seu vício em heroína. Nessa sessão de fotos, compilei Christiane em suas mais diversas fases – da adolescência a idade adulta, chegando a maturidade. Como se sabe, ela nunca abandonou o vício. Na última edição do livro, lançado uns dois anos atrás, há um caderno com retratos de seus antigos amigos junkies, inclusive de seu ex-namorado Detlef, cuja foto coloquei aqui. Nessa edição, Christiane conta que, durante as filmagens do filme sobre a sua vida, no qual Bowie, seu ídolo, apresenta a música “Station to Station”, ele põe várias fileiras de cocaína para Christiane e seus amigos cheirarem. É insano, mas é verdade. E assim é a vida”.

 

Sequência de fotos mostrando várias fases da vida de Christiane F.: quando jovem e em visual quase pornô (para fazer programas e conseguir grana pro próximo pico de heroína), ao lado do ídolo David Bowie (no cartaz de divulgação do filme “Christiane F.”), em sua fase de integrante de banda punk em Berlim e, por fim, envelhecida e carcomida pelas drugs, aos quarenta e poucos anos de idade

 

MUSA INDIE DA SEMANA
Ela talvez seja a gata perfeita e a mulher dos sonhos de qualquer homem inteligente ao cubo. Jocasta Oliveira nasceu em Porto Velho mas acaba de se mudar pra Sampa. Vinte e quatro anos de puro tesão e gostosura, shape de intelectual loka, professora de inglês, apaixonada por rock (uma de suas musas: a deusa inglesa PJ Harvey), literatura (ela é formada em Letras), cinema etc. Enlouquece homens e mulheres e é uma mega amiga zapper.
É, com justiça e honra, a nossa musa indie desta semana.

A intelectual loki e rocker de Rondônia agora mora em Sampa e deixa homens, mulheres e a caixinha de leite do Blur (acima) felizes e mortos de tesão, hihihi. Jocasta Oliveira e seu ar de professora séria (abaixo), é a gataça com que todos nós sonhamos, com certeza!

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Discos: faça um bem aos seus ouvidos e vá re-ouvir (ou ouvir pela primeira vez) JÁ qualquer um dos cinco álbuns de David Bowie comentados aqui nesse post, lá em cima. E tenha um final de domingo mais feliz.

 

* Livro: e aproveitando o embalo, também vá reler (ou ler, pela primeira vez) “Eu, Christianne F., 13 anos, drogada e prostituída”, que pode ser encontrado com certa facilidade em livrarias e sebos.

 

* Peça: “Mulheres”, de Charles Bukowski e adaptado pro teatro pelo genial Mario Bortolotto, continua em cartaz na rua Frei Caneca, 384, centrão de Sampa, até 17 de fevereiro, de quarta a domingo sempre às nove e meia da noite. Não foi ver ainda? Então corre porque tá lotando em todas as sessões.

 

* Baladenhas no final do feriado: post sendo finalizado em pleno domingão (e parte dele sendo enviado de Sorocaba, onde o blog se encontra neste momento), final de feriado prolongado. E aí? Aê que pra quem está em Sampalândia a pedida master de hoje, como sempre, é a domingueira rock Grind, comandada pelo super André Pomba, lá na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centrão de Sampa).///E na próxima quinta-feira tem a festona dos melhores do ano do portal Zona Punk (WWW.zonapunk.com.br), comadando pelo gordito de nuesso corazón, o sempre figuraça Wlad Cruz. Rola no Hangar 110 e na Livraria da Esquina (na Barra Funda, zona oeste de Sampa) mas só pra convidados e com breja na faixa, hihi.///E amanhã, mais conhecida como segunda-feira, o jornalista e dublê de DJ, faz discotecagem rock’n’roll na tradicional festa “Carne de Segunda”, promovida pelo pessoal sempre bacana e acolhedor do Rasgada Coletiva, em Sorocaba. A esbórnia rola ao cair da noite na sede do Rasgada e é só chegar e curtir shows e a discotecagem, okays?

 

 

VAI PRO LOLLA?
Não? Sem grana pros tickets? Então corre no hfinatti@gmail.com, que estão em disputa sangrenta por lá:

 

* UM INGRESSO pra cada noite do festival que acontece no final de março em Sampa, com shows do Killers, QOTSA, Black Keys, Franz Ferdinand, Alabama Shakes, Pearl Jam e os caralho. É tentar a sorte ou largar, faça sua escolha e boa sorte!

 

 

TCHAU PRA QUEM FICA!
Postaço mega, com diário sentimental canalha e tudo o mais que o povo gosta por aqui, né? Então por hoje chega. O blog deixa um mega abraço pro pessoal do Rasgada Coletiva (Ari Holtz, Marco Ruiz, Duda Caciatori, Ferraz) e beijos doces e quentes pras queridas Mariana Mendes e Jocasta Oliveira, a linda, loka, culta e totosa de Porto Velho que veio arrasar corações em Sampa, uhú! Semana que vem estamos na área novamente. Inté!

 

 (atualizado por Finatti em 28/1/2013 às 15hs.) 

Hollas 2013! O ano começa bombando e muito bem, com discão novo da lenda indie Yo La Tengo. Mais: as confusas datas do Cure na América do Sul (Brasil incluso), os vinte anos do show de um certo Nirvana em Sampalândia e um mega diário sentimental onde o blog relembra histórias cabulosas de putaria e consumo pesado de drugs ao som do gênio imortal David Bowie, que acaba de sacudir o mondo pop ao anunciar para março seu novo disco, o primeiro inédito em uma década (versão final em 21/1/2013)

O novo e “muderno” rock’n’roll planetário perde cada vez mais sua essência e qualidade; cabe então aos gênios eternos da história da música, como o camaleão David Bowie (acima, em foto p&b clássica dos anos 70’, quando ele morou em Berlim e enlouqueceu homens, mulheres e lesbos e bichaças variadas com sua beleza indescritível), que anunciou seu novo disco para março, ou a grupos indies já veteranos mas ainda relevantes como o americano Yo La Tengo (abaixo), manter o que resta de alta qualidade em meio a toda essa mixórdia  

 

Mais um ano. O décimo do blog.
Yep. Após a sua já habitual e tradicional pausa de final/início de ano, Zap’n’roll inicia os trabalhos neste 2013 – que já começou mega agitado na verdade. Um agito a altura de um blog de rock alternativo e de cultura pop que este ano celebra uma década de existência ininterrupta, sendo que a data será devidamente comemorada em abril, com festona bacana (intercalada por shows indies de responsa e discotecagem idem) lá na “nossa” casa, o Dynamite Pub. O mesmo abril que poderá ver a lenda goth The Cure finalmente voltar ao Brasil, após quase vinte anos de espera por parte dos fãs. E o mesmo abril que já estará vendo nas lojas do mundo todo o novo álbum de outra lenda gigante e imortal do rock, o gênio David Bowie, que como todos já ficaram sabendo anunciou, no dia do seu aniversário (que aconteceu em 8 de janeiro) o lançamento de seu novo álbum de estúdio, o primeiro em uma década. Tudo isso (datas do Cure confirmadas no Brasil, novo disco do Camaleão) foi sendo divulgado e pegando os rockers e a mídia de surpresa ainda no comecinho do ano, prenunciando que 2013 vai ser fodástico em se tratando de discos, shows e agitos na cultura pop. O mesmo agito que o blog espera embalar seus posts nos próximos doze meses. Afinal foi pra isso que o autor destas linhas online foi descansar na virada do ano, passando dez dias aprazíveis e inesquecíveis no autêntico paraíso na Terra que é a minúscula cidade Mineira de São Thomé Das Letras: pra voltar com as energias renovadas e com gás total pra enfrentar um mundo que continua cada vez mais caótico e cruel lá fora, seja numa mega metrópole como Sampalândia, seja no interior de Goiás, seja no Mali (lá na paupérrima África), seja na Síria, seja onde for. Se não houver equilíbrio emocional e energia de sobra a pessoa não agüenta a pressão e o mundo nos engole, é fato. Mas o ano está aí, começando e a esperança renovada é de que sempre tudo flua melhor em todos os sentidos e pra todo mundo, em especial para o nosso sempre fiel e dileto leitorado que nos acompanha há tantos anos. O blog está cheio de projetos para os próximos meses, incluso aí a publicação de seu aguardado livro compilando as melhores colunas e posts publicados até hoje. E depois de Cure pela terceira vez, de ver seu livro publicado e, quem sabe, de se ver apaixonado novamente (e desta vez, em definitivo) o blogger ainda loker mas já tiozão possa aposentar de vez estas linhas online, para vê-la se despedindo no auge e deixando seu registro impresso para a posteridade. E depois: o merecido descanso no paraíso na Terra. Sim, São Thomé onde a violência urbana e os distúrbios sociais que infestam o planeta nunca haverão de chegar. Dali iremos curtir de fato os anos que ainda restam e seremos testemunhos serenos do turbilhão que cerca nossa existência. Mas antes, bem-vindos ao blog em sua versão 2013. E ao primeiro post do novo ano, que já começa quente como prometem ser os próximos meses.

 

* O réveillon zapper no matão Mineiro não poderia ter sido melhor, uia! Foram dez dias na bucólica e sempre paradisíaca São Thomé Das Letras, minúscula cidade (com oito mil habitantes!) localizada no sul de Minas Gerais. O blog passa viradas de ano por lá há anos (mais de década e meia, pelo menos) e nunca se enjoa da calma do lugar, da sempre deliciosa comida típica mineira, das saborosas pingas artesanais (com dezenas de sabores), dos passeios pelas trilhas e pelo sempre indispensável banho de cachoeira de ano novo, lá no complexo da Eubiose. E este ano particularmente a cidade estava animadona, com centenas de turistas se divertindo e descansando do inferno cotidiano que reina nos grandes centros, por lá. Fora que, numa das noites em que estava por lá o blog foi experimentar a pizza local, com os queridos Hansen (o homem do Harry, uma das grandes lendas do rock eletrônico under brazuca dos anos 80’), Jackie e Max. Foram três sabores diferentes degustados no restaurante “Alquimista” (na praça central da cidade, que serve cozinha italiana de ótima categoria), e a turma saiu de lá mega satisfeita. Thomé, na verdade, está se “sofisticando” de anos pra cá, até onde isso é possível: tem bons restaurantes, boas opções de balada, ótimas pousadas, serviço decente de internet etc. E ainda assim, mantém sua calma inalterada, o que é o melhor da parada. Por isso mesmo que o autor destas linhas virtuais mantém seu projeto de se mudar pra lá até o final deste ano. Afinal, quando se chega numa segunda-feira bravíssima de manhã em Sampa, e depois de dez dias no paraíso você se defronta com um terminal rodoviário do Tietê chupinhado de gente, e ainda pega um metrô que mais parece uma lata de sardinha, a conclusão é inevitável: o blogger outrora maloker não tem mais saco pra agüentar isso aqui.

Trio parada duríssima (rsrs) curtindo o último reveillon na paradisíaca São Thomé Das Letras, entre pizzas, cachoeiras, marijuanas e goles generosos de whisky Buchana’s: Zap’n’roll e os amigões e músicos Hansen e Max

 

*E uma boa notícia política no início do ano: o senador Randolfe Rodrigues (do Psol do Amapá) será candidato à presidência do Senado. Em um mundo político (o brasileiro) pra lá de podre e corrupto, o jovem senador amapaense é um dos poucos nomes hoje com um trabalho honesto e confiável na esfera pública nacional. O blog torce pela sua eleição desde já.

O senador Randolfe Rodrigues (Psol/Amapá) vai sair candidato a presidente do Senado Federal; o blog torce pela sua vitória desde já!

 

* Prestem bem atenção na foto aí embaixo. O “grande chefe” com a expressão mezzo franzida (querendo dizer algo na linha “quem manda aqui sou EU!”) e ao seu lado, o “aprendiz de chefe” com o olhar meio constrangido, rsrs.
No Jornal do SBT, há pouco, o comentarista político José Newmanne Pinto foi “direto ao assunto”: “como reza o dito popular, que PODE MANDA. Quem tem JUÍZO… obedece”. Simples assim.
Em que mesmo nós paulistanos VOTAMOS para ser o PREFEITO de São Paulo, nas últimas eleições?

O “aprendiz de chefe” ao lado do “chefe supremo”: em quem o eleitor paulistano votou mesmo para prefeito nas últimas eieições?

 

* Música e rock, néan? Afinal estamos aqui pra isso, hihi. Entre as várias notícias que já agitaram o mondo pop logo nas primeiras semanas do novo ano (disco novo de Bowie a caminho, disco novo do grande Yeah Yeah Yeahs finalmente também a caminho, Psy vindo tocar no Brasil em fevereiro, o saudoso Joe Strummer, falecido vocalista da lenda The Clash, sendo homenageado com o seu nome em uma praça na Espanha, o aumento no preço dos tickets do Lollapalooza BR, novo disco dos Strokes ainda em 2013 e bla bla blá), uma das que mais continuam chamando a atenção é sobre o lançamento do primeiro disco solo do gênio Johnny Marr (que um dia foi guitarrista de uns certos Smiths), marcado para o mês que vem. Marr já produziu vídeos para duas faixas do álbum, sendo que o mais recente é para “Upstarts” (e que você pode conferir aí embaixo). Na boa? A música é ok e tal mas… falta algo ali, é o que estas linhas online acham. Assim como também achamos que vai ser meio difícil Johnny Marr compor um disco completo que reedite os momentos de glória e brilho composicional que ele atingiu nos Smiths. Mas enfim, vamos aguardar “The Messenger” (que será lançado oficialmente em 25 de fevereiro) pra depois fazermos uma avaliação mais, hã, criteriosa do trabalho.

Johnny Marr/”Upstarts”

 

* E anteontem fizeram exatos vinte anos que o Nirvana se apresentou no Brasil, no extinto festival Hollywood Rock, no estádio do Morumbi em Sampa. O blog já falou muitas vezes aqui a respeito desse show pois estava lá (de camiseta preta de manga comprida com estampa/logo do Soundgarden, bermuda jeans e jaqueta de couro amarrada na cintura, ou seja, grunge style total, hehe, já que o gênero surgido em Seattle estava então dominando o mundo), e presenciou (juntamente com outras setenta mil pessoas) um dos maiores desastres musicais que se tem notícia na história recente do rock’n’roll. Mas era o Nirvana que estava ali, né? E em 1993, com o trio no auge e a bordo da turnê do acachapante “Nevermind”, um dos melhores discos de rock de todos os tempos. Foi pensando nisso tudo que o sujeito aqui, lá pelo meio da apresentação e quando a banda disparou sua sempre esporrenta cover pra “Molly’s Lips” (dos Vaselines, grupo obscuríssimo e que era idolatrado por Kurt Cobain), não se conteve e gritou para uma amiga, que estava ao seu lado na pista do estádio: “O show tá uma merda mas foda-se! É o Nirvana e eu estou aqui!”.

O hoje conhecido, “limpinho”  e “cheiroso” apresentador da tv Record, João Gordo (também vocalista do grupo Ratos De Porão) e amigo zapper, em foto abraçado ao grande e inesquecível Kurt Cobain; a foto foi tirada na festa dentro do bar Der Temple, em Sampa. E um dos motivos pelos quais o blog foi embora de lá antes da hora (além de estar com um bocetaço pra ir foder na sua house) foi justamente esse: naquela época, Gordo e o autor deste blog eram inimigos mortais, uia!

 

* Depois, como também já escrevemos aqui tempos atrás, a balada continuou e rolou forte no bar Der Temple (que era de propriedade do Giggio, hoje dono do Matrix, na Vila Madalena), no baixo Augusta. E o zapper loker também estava lá, a poucos passos de distância do então maior rock star do planeta (e que estava completamente chapado de tudo e ansioso por dar umas narigadas em cocaine, já que ali não havia a sua amada heroin). Enfim, o blog sempre taradón e canalha preferiu trocar o restante da balada por uma bela foda em seu apê na Frei Caneca com a deusa Jade, com quem ele já havia tido um affair anos antes e com quem esbarrou no Der Temple. Jade era uma putaça de primeira: ex-gótica de tetas grandes e suculentas, xoxota total raspada (por que garotas goth adoram raspar suas bocetas ordinárias e fodedoras? Um mistério que o autor destas linhas canalhas nunca conseguiu explicar) e uma boqueteira profissional, agora (ops, naquela época) vivia em baladas indie guitar. Quando o zapper sacana a viu, nem pensou duas vezes em sair dali com ela, e arrastá-la pra uma sessão de orgia carnal das mais baixas, cadeludas e vulgares. E assim a noite acabou: com Jade dando de ladinho sua xotaça cachorríssima e gritando: “me come, me come!”. Wow!

 

* Haveria muito mais pra se falar aqui sobre esse glorioso Hollywood Rock grunge de 1993, que além do Nirvana ainda teve Red Hot Chili Peppers, Alice In Chains e L7, todos no auge de suas carreiras. Pois é, quem estava lá (como o blog estava, aliás foi no intervalo entre os shows do Alice In Chains e do Red Hot, que Zap’n’roll conheceu, na sala de imprensa do estádio do Morumbi, o querido André Pomba, hoje um dos maiores DJs da noite paulistana. Pois é, lá se vão vinte anos de amizade, que estão se completando também este mês, hehe) viu. Pra quem não estava (como boa parte de nosso ainda mui jovem leitorado), só resta ler relatos como este e imaginar como foi a parada. Bons tempos, que definitivamente não irão mais voltar…

 

* Ainda sobre o show do Nirvana, a sempre gatíssima, doce e fofa Mariana Tramontina (editora de música do portal Uol) produziu uma matéria espetacular e que mereceu o aplauso do hoje velho blogger rocker. Você pode ler o texto da Mari aqui: http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2013/01/16/ha-20-anos-nirvana-fazia-em-sao-paulo-show-mais-surreal-e-emblematico-da-carreira.htm

 

* A “NOVELA” THE CURE NO BRASIL – que o grupo inglês The Cure, talvez a maior lenda e nome do gothic rock planetário ainda em atividade, está de malas prontas para fazer uma turnê sul-americana agora no primeiro semestre de 2013, todo mundo já está careca de saber e é líquido e certo que o combo liderado pelo sempre extravagante vocalista e guitarrista Robert Smith volta ao continente quase duas décadas depois de se apresentar pela última vez por aqui – em janeiro de 1996, quando no Brasil a banda tocou na derradeira edição do extinto e saudoso festival Hollywood Rock. No entanto, o que tem chamado a atenção (e causado uma certa irritação nos fãs) nos últimos dias, é a quantidade de infos desencontradas que circulam na blogosfera brazuca de cultura pop sobre as datas corretas dos shows em solo brasileiro. Blogs “espertos” e sempre ultra bem “informados” e que querem soltar o peido na frente de todo mundo, a cada dia soltam notas com datas diferentes, numa evidente demonstração de “chutando datas até acertar uma”. Pois então: sempre zelosa das informações que publica aqui, estas linhas bloggers investigativas estão em contato com uma “fonte secreta” sua, que trabalha junto à produtora que está negociando a vinda do Cure ao Brasil. E na noite de anteontem, quarta-feira, essa fonte informou ao blog que as datas PROVÁVEIS das apresentações do grupo em Sampa seriam em 14 e 15 de abril (sendo que na web já circulavam datas dos shows em Buenos Aires, Santiago e Lima, respectivamente 10, 12 e 18 de abril). Tudo, porém, ainda dependia de aprovação do manager do conjunto – e de fat Bob, claro. De qualquer forma o autor destas linhas rockers online resolveu comentar o assunto em sua página no famigerado Faceboquete. Foi o suficiente pra que, ontem, os mesmos blogs que trombeteiam datas diferentes a cada dia, informassem com estardalhaço que as gigs brasileiras do Cure estariam sendo rearranjadas para maio – como se houvesse pintado um certo “ciúme” ou incômodo pelo fato de o zapper aqui ter abordado o assunto em rede social. E não só: na cola dos blogs espertalhões um tal de site Cure Brasil (daqueles que são sempre mantidos por fãs fanáticos e ansiosos e que também querem ser os “bambambans” quando o assunto é informações sobre sua banda predileta) também trombeteou o suposto adiamento da turnê para maio e, não satisfeito, ainda chamou via Twitter este jornalista de “desinformado”, rsrs. Pois então: como já estamos meio cansados dessa lenga-lenga toda e dessa estúpida disputa pra ver quem solta primeiro as datas oficiais dos shows do Cure no Brasil, vamos nos calar sobre esse assunto até que tenhamos dados realmente concretos sobre a vinda do conjunto pra cá. Assim os outros blogs e sites de fãs podem especular de maneira tola e como se fossem adolescentes pueris à vontade. Afinal, o que importa mesmo é que Smith e sua trupe vem mesmo. Se é em abril ou maio, foda-se. O fato é que poderemos rever finalmente e pela terceira vez este ano o show de um dos melhores nomes da história do pós-punk inglês.

Roberth Smith e o Cure a caminho do Brasil: foda-se a especulação de blogs espertalhões e fãs fanáticos, e se a banda virá em abril ou maio. O importante é que ela virá, ponto

 

*Já os Strokes resolveram encurtar bem a novela em torno do seu novo álbum. O quinteto nova-iorquino não confirmou mas sites americanos já anteciparam que a banda vai lançar ainda este ano o quinto álbum de estúdio de sua trajetória. Um primeiro single do disco, chamado “All The Time”, foi tocado por uma emissora de rádio de Seattle ontem. Bão, e daí? “Angles”, o último cd, foi lançado há quase dois anos e é quase um horror total. A banda segue tendo um único e sensacional trabalho em seu currículo, o primeiro e já clássico “Is This It?”, lançado há mais de uma década. Todos os que vieram na sequência ficaram muito abaixo, em termos qualitativos, do que o grupo mostrou em sua estréia. De modos que só resta torcer para que Julian Casablancas e sua turma dêem a volta por cima este ano, com o novo álbum.

Os Strokes, nos bons tempos do seu primeiro e hoje clássico disco; de lá pra cá a banda não conseguiu mais acertar a mão em seus álbuns. Será que vai conseguir no novo?

 

* E quem continua sendo gigante na indie scene americana e manteve a qualidade musical impecável no novo trabalho é o trio Yo La Tengo. Mas sobre isso você lê aí embaixo.

 

 

UMA LENDA DO INDIE AMERICANO ABRE O ANO COM UM DISCÃO
Não é fácil se manter na ativa por quase três décadas e ainda se mostrar relevante quando se lança um novo trabalho de estúdio. Pois o trio americano Yo La Tengo conseguiu tal proeza com “Fade”, seu décimo terceiro disco de estúdio e que saiu oficialmente nos Estados Unidos na última terça-feira – e que nem em sonho vai ganhar edição brasileira, embora isso não tenha a menor importância nos dias atuais. O disco pode ser encontrado sem grandes problemas na web.

 

Formado em 1984 em New Jersey pelo casal Ira Kaplan (guitarras, composições, vocais) e Georgia Hubley (bateria, vocais) o Yo La Tengo lançou álbuns magníficos ao longo de quase trinta anos, sendo que alguns deles (como “I Can Hear the Heart Beating as One”, de 1997, e “And Then Nothing Turned Itself Inside Out”, lançado em 2000) chegaram a ser editados no Brasil. Em todos eles o procedimento musical dominante sempre se pautou por canções bucólicas e reflexivas, tramadas com guitarras sem muita distorção e onde as melodias não raro eram bordadas com arranjos de cordas simples porém eficientes e que davam o amparo perfeito às letras reflexivas e algo melancólicas, escritas por Kaplan. O vocal suave, algo sussurrado do guitarrista, se encarregava de dar o toque definitivo às músicas.

O novo disco do trio americano Yo La Tengo: bucólico, melancólico e muito bom

 

Pois em “Fade” essa fórmula permanece e parece não ter se esgotado. Muito pelo contrário: é alentador ouvir músicas compostas por um homem de meia idade (Ira está com cinqüenta e seis anos) e constatar que as belas melodias, os arranjos e as letras escritas por ele ainda possuem o encantamento e o poder de sedução como se tivessem sido feitas por uma ótima banda em início de carreira. É assim que nos deparamos com a longa “Ohm”, que abre o álbum com seus quase sete minutos de duração, em clima quase pastoral, poucas distorções nas guitarras e com Kaplan cantando: “Sempre tentamos não perder nossos corações e mentes”. Daí em diante surgem momentos realmente belíssimos e onde o trio (que é completado pelo baixista James McNews) se permite deambular por rocks mais distorcidos (em “Paddle Forward”), por baladas tão belas quanto melancólicas (“Is That Enough”, “Well You Better”) e por faixas onde a esposa de Ira, Georgia, assume os vocais de forma contrita mas envolvente (em “Cornelia & Jane” e na quase suntuosa “Before We Run”, que fecha o trabalho com orquestrações magníficas).

 

Trata-se de um disco do qual a banda pode se orgulhar e muito, e que se equipara aos melhores momentos do Yo La Tengo em sua já longa trajetória. Óbvio, a garotada mais nova, fã de Lady Gaga e One Direction, jamais vai ter estofo cerebral para compreender as nuances que permeiam a obra musical do grupo de Ira e Georgia. Mas tudo bem, deixe a garotada ser feliz com o pop ultra descartável e acéfalo dos tempos atuais. Enquanto houverem bandas como o Yo La Tengo e discos como este “Fade”, ainda será sempre um prazer ouvir o bom e, hã, cafona e velhusco rock alternativo americano.

 

 

O TRACK LIST DE “FADE”
“Ohm” – 6:48
“Is That Enough” – 4:15
“Well You Better” – 2:37
“Paddle Forward” – 2:49
“Stupid Things” – 5:06
“I’ll Be Around” – 4:47
“Cornelia and Jane” – 4:49
“Two Trains” – 4:45
“The Point of It” – 3:38
“Before We Run” – 6:14

 

 

PRIMEIRO E GIGANTE DIÁRIO SENTIMENTAL DE 2013 – AO SOM DE DAVID BOWIE, NOITES E NOITES MERGULHADAS EM COCAINE E EM FODAS COM BOCETAS ALUCINADAS
Yep, são histórias realmente cabulosas as que serão relatadas aqui, no primeiro diário sentimental deste ano. E a lembrança de todas elas foi motivada, claro, pelo anúncio do comeback de David Bowie ao mondo rock: o gênio camaleônico lança seu novo álbum de estúdio agora em março, sendo que é o seu primeiro disco inédito em uma década.

 

Mas calmaê que o diário ainda está sendo escrito. Ele entra aqui no próximo post, que entra no ar nesta próxima quinta-feira (já que a semana vai ser curta, por conta do feriado na sexta-feira). Aí o blogão zapper vai aproveitar e também fazer uma análise da carreira gigante do Camaleão, destacando os principais álbuns lançados por ele em sua trajetória.
Okays? Pode aguardar então, que vai ser bacanudo – e putanhesco também, hihihi.

 

MUSA INDIE ZAPPER DO INÍCIO DO ANO
Pura dinamite, gostosura, tesão, cultura, inteligência e rock’n’roll, tudo na mesma garota. Quem? Élida Miranda, paulistana, vinte e nove anos de idade e querida amiga zapper há anos.

Ela já freqüentou muito o baixo Augusta, foi a zilhões de shows, mergulhou nas loucuras da alma e cansou. Agora se prepara pra enfrentar novos desafios, novos rumos: acaba de ser aprovada no vestibular para o curso de Medicina, em Uberlândia.

Mas o amor pelas artes, pelo rock e o visual “femme fatale” irão acompanhar a lindaça Élida, sempre! Mineiros, tremei!

Lindaça, sexy, rocker e futura médica: Elida Miranda, a primeira musa indie zapper de 2013, vai logo menos arrasar corações em Minas Gerais

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA PRO INÍCIO DO ANO
* Disco: “Fade”, o novo do Yo La Tengo. Nem tem o que discutir.

 

*Filmes: em temporada onde já há vários candidatos ao Oscar em cartaz (“As aventuras de Pi”, “Argo”, “A hora mais escura”), eis que entra em cartaz hoje o esperadíssimo novo longa do grande Quentin Tarantino. “Django Livre” emula os western espaghetti italianos dos anos sessenta, ambientando a parada nos Estados Unidos pós-guerra de Secessão. O blog é fã de Tarantino desde sempre e ainda não viu a fita, mas bota fé que ela seja sensacional (embora já tenha recebido críticas negativas na blogosfera brazuca de cultura pop). Enfim, a dika é ir ver e conferir, simples.

Cena de “Django Livre”, o novo filme de Quentin Tarantino, que entrou hoje em cartaz nos cinemas brasileiros: e aí, é bão afinal?

 

* Teatro: entrou em cartaz anteontem em Sampa a versão teatral para o clássico “Mulheres”, do imortal velho safado Charles Bukowski. A adaptação foi feita pelo dramaturgo Mario Bortolotto (um dos nomes de pontal do teatro marginal paulistano), a direção é da Fernanda D’Umbra (também vocalista da ótima banda Fábrica de Animais) e o resultado disso você pode conferir de quarta-feira a domingo, sempre às nove e meia da noite, na rua Frei Caneca 384, Consolação, região central de Sampa. Resumindo bem a ópera, Bukowski adaptado por Bortolotto: imperdível!

O cartaz da peça teatral “Mulheres” (acima) adaptação feita pelo dramaturgo marginal Mario Bortolotto, para o clássico romance do escritor norte-americano Charles Bukowski (abaixo): imperdível!

 

* A nova balada imperdível do baixo Augusta: Sampalândia volta a ter uma casa noturna ao mesmo tempo alternativa e classuda. Foi aberta no finalzinho de 2012 (uma semana antes do natal) a Blitz Haus. Hã? Trata-se de de um espaço fodástico, com três andares e ambientes, localizado claaaaaro lá na rua Augusta (no 657). Há um lounge com mesas e sofás pra sentar, papear com os amigos, beber e comer lanches caprichados, um andar superior onde pode se curtir jogos eletrônicos e sinuca a noite toda e, por fim, a pista enorme e com iluminação acachapante no sub-solo. A programação? Electro-rock bacanudo às quintas e sábados e rock alternativo às sextas. E a cereja no bolo: todo o mega simpático staff da casa é comandado pelo querido gerente Edu Shock, dileto e velho amigo destas linhas online. E a própria Blitz Haus em si é de propriedade do querido “sobrinho” DJ Click, que fez história no início dos anos 2000 com o inesquecível Atari Club, nos Jardins. Precisam mais motivos pra você ir na Blitz Haus? Se joga lá, porran!

 A pista gigante (acima) da Blitz Haus, o novo e badaladíssimo club do baixo Augusta, e o povo (abaixo) se acabando nela; ontem, na noitada rocker da casa (e onde Zap’n’roll se esbaldou em vodka com energético ao som de Nirvana, Blur, Queens Of The Stone Age etc.), havia cerca de seicentas pessoas por lá. Entre elas, dezenas de xotinhas rockers e tatuadas delicia total!

 

 

* Baladas no finde: yeah! O ano já começou e o circuito under paulistano volta a se animar. Hoje, sextona em si, tem a festa de seis anos da sempre agitadíssima e badaladíssima festa “Shakesvile” no Astronete (que fica também na rua Augusta, 335, centrão rocker de Sampa), onde rola sempre o melhor do rock’n’roll e do soul sessentista, além das bocetas rockers mais lokas e incríveis deste planeta. Cola lá!///Já amanhã a Outs (no 486 da Augusta) manda a Lei Seca pro diabo que a carregue, investindo pesado em mais uma noitada open bar (você paga quarenta mangos na entrada e bebe até cair). É isso? Yep. Então se prepare e se jogue com tudo que tem direito na esbórnia.

 

 

E PRA COMEÇAR REALMENTE BEM O ANO… TICKETS PRO LOLLAPALOOZA, AEEÊ!
Claaaaaro! O blog está de volta em versão turbinada e você acha que não iria pintar nenhum mimo aqui pro nosso dileto leitorado. Pois acaba de pintar, uia! Vai lá no hfinatti@gmail.com que entram a partir deste post, em disputa mega sangrenta:

 

* INGRESSOS pro mega festival Lollapalooza BR 2013, sendo que a quantidade de tickets em sorteio por noite ainda será definida nos próximos dias. Mas você já pode começar a enviar seus pedidos desesperados desde já, sendo que o sorteio será realizado na semana do festival, okays? Então mandem bala e boa sorte!

 

FIM DE PAPO, POR ENQUANTO
Falta o diário sentimental sobre as loucuras e putarias vividas pelo zapper loker ao som do imortal David Bowie, mas como já dissemos lá em cima esse complemento chega logo menos por aqui. Por hora o blog encerra seus trabalhos e desejando um super novo ano pra todo mundo que nos acompanha já há uma década. E deixa milhões de beijos e abraços especiais no querido Paulo Vieira (que fica mais velho amanhã), na Adriana Ribeiro, na sempre linda e fofa Carolina Cavalcanti (lá de Macapá), na turma ultra querida de Manaus (a Bruna Viana, a Karla Sanchez, os Lunetas Diego, Pablo e Chico, o mestre Sandro Nine) e muito particularmente na linda Irlene, que também ficou mais velha esta semana. É isso aê, logo menos Zap’n’roll vai novamente passear pelo Norte do país. Mas enquanto isso não acontece, daqui a pouco esse post será concluído com o diário sentimental. E o blog como um todo volta com tudo na semana que vem. Até lá!

 

(atualizado e finalizado por Finatti em 21/1/2013 às 14:30hs.)