O mondo pop/rock em ansiedade máxima dança ao som de “The Messenger”, o primeiro disco solo da lenda e gênio Johnny Marr. Mais: em um espetacular trabalho de apuração e jornalismo cultural INVESTIGATIVO, o blogão zapper desvela como a cúpula da máfia Fora do Eixo em Sampa pretende se APODERAR de setores de uma das principais Secretarias da nova administração da prefeitura paulistana – leia-se: SENTAR A MÃO no cofre, uia! E ainda o Oscar, o zapper tomando coffee shake na madruga paulistana e mais isso e aquilo tudo (atualização final em 28/2/2013, com dicas culturais do blog e o roteiro de baladas pro finde)

 A velha guarda do rock’n’roll continua a comandar a música, em um tempo em que a ignorância musical reina no mondo pop: Johnny Marr (acima) lançou finalmente ontem seu aguardado e ótimo primeiro álbum solo; já David Bowie (abaixo) mostrou ao mundo mais uma música de seu vindouro novo disco, e que deverá ser um dos melhores lançamentos de 2013

 

Mudança de rotina.
E de hábitos também. É em função dessas duas mudanças e da rotina alterada em grande escala da vida de Zap’n’roll nos últimos dias que o novo post (este, que você está começando a ler agora) do blog está entrando no ar em plena segunda-feira, quando habitualmente ele é atualizado às sextas. Isso foi muito bem explicado e antecipado na semana passada, néan? Por conta do seríssimo problema de saúde que o autor destas linhas online está enfrentando (um tumor canceroso diagnosticado na garganta, mais especificamente na amídala direita), a existência do sujeito aqui deverá sofrer drásticas mudanças daqui pra frente, o que inclui possíveis alterações nas postagens semanais destas linhas bloggers rockers sempre amadas pelo nosso dileto e fiel leitorado já há uma década. Enfim, cá estamos hoje, após um finde tranqüilo que começou com o jornalista quase ex-gonzo tomando coffee shake na madrugada de sábado (mas, logo em seguida, o álcool entrou em cena novamente, e isso não foi correto, vamos admitir), passou pela entrega do Oscar ontem e terminou com a humanidade ouvindo finalmente a estréia solo de um gênio da história recente do rock’n’roll – ele mesmo, mr. Johnny Marr, o sujeito baixinho e magrelo que se transforma em um gigante quando toca guitarra, e que levou vinte e cinco anos para lançar seu primeiro disco solo. Tudo isso está bem comentado aqui, no blogão de cultura pop e rock alternativo que ainda vai publicar com EXCLUSIVIDADE as infos apuradas em um minucioso trabalho de investigação, e onde mostramos como aquela ONG mafiosa e que instalou seus tentáculos na capital paulista, vai tentar se apoderar de um dos setores de uma das mais importantes Secretarias da prefeitura da maior cidade do país. É pouco? Não, né? Então bem-vindo ao mundo de Zap’n’roll. E boa leitura!

 

* E ontem, segundona, foi mesmo o dia mundial dos lançamentos mega aguardados do novo rock do novo milênio, uia! Pelo menos na Inglaterra: além dos esperadíssimo primeiro trabalho solo de Johnny Marr, o novo quarteto sensação Palma Violets também botou seu bloco na rua – ou sua estréia em álbum completo, batizado simplesmente “180”. Tanto o disco do ex-Smiths quanto o do novíssimo grupo britânico já vazaram à toda na web e estas linhas online estão nesse momento delirando em audições seguidas de “The Messenger”, de Johnny Marr. Depois, claaaaaro, iremos dar a devida atenção ao Palma Violets.

Palma Violets (acima), a nova sensação do rock britânico, invade a capa do semanário NME (abaixo): o disco saiu ontem na Inglaterra e será melhor comentado logo menos aqui no blogão zapper

 

* Quem está botando a maior fé nos moleques britânicos é dear Luscious Ribeiro, o homem da sempre bacana e antenada Popload. Aliás Lúcio foi um dos DJs convidados da noite da última sexta-feira no novo e badaladíssimo club Blitz Haus, lá no baixo Augusta. A discotecagem estava ótima e a pista ferveu somente com o melhor do rock alternativo, sendo que até o blogger serelepe (em sua primeira balada noturna após descobrir que terá que enfrentar um mega Dragão Maldoso chamado câncer) não resistiu e caiu na dança, incorporando rapidamente uma “beeeeexa loka insana” (uia!), quando o sound system do local despejou nos ouvidos do povo a imortal e clássica “Suedehead”, da tia Morrissey. Vejam na imagem aí embaixo a expressão de felicidade do blog, dançando na pista, hihihi.

 Uma beeeeexa loka insana invade rapidamente o jornalista loker, com ele dançando ao som de Morrissey na pista da Blitz Haus, uia!

 

* E em dado momento houve na Blitz o “encontro de titãs” do jornalismo rocker brazuca que ainda importa: Dear Luscious e Zap’n’roll juntos, como vocês podem ver na foto aí embaixo (tirada pela sempre querida e gatíssima le petit mignon Natasha Ramos). Grandes amigos há mais de uma década, Lúcio e este espaço rocker virtual podem divergir (como já divergiram) em vários momentos sobre os mais diferentes aspectos da música e da cultura pop. Mas jamais deixaram de ser amigos, mesmo com gente calhorda querendo ver o circo pegar fogo entre a dupla de jornalistas “popstars” (uia!). LR é, sempre foi e sempre será um querido por este espaço (ele foi um dos poucos “colegas” dessa raça algo miserável e torpe, que somos nós os jornalistas, a se manifestar em solidariedade com o zapper que está passando por aquele que talvez seja o momento mais delicado de sua vida em termos de saúde), disso não temos a menor dúvida.

O encontro de titãs do jornalismo musical e rocker que ainda importa no Brasil, na última sexta-feira, no badalado club paulistano Blitz Haus: Zap’n’roll e seu querido amigo de anos, o poploadder Lúcio Ribeiro

 

* Se ontem foi a segundona gorda do lançamento de dois discos muito aguardados hoje, terça-feira em si, foi a vez de o mestre e gênio imortal David Bowie mostrar para o mundo “The Stars (Are Out Tonight)”, mais uma faixa fodástica de seu vindouro novo álbum de estúdio. A música é incrível, o clima do vídeo idem e o Camaleão está gatão aos sessenta e seis anos de idade (o blog pegava, uia!). Pelo material já antecipado em dois singles, prenuncia-se que Bowie vai mesmo lançar um dos discos de 2013. Dá uma sacada no clip, aí embaixo:

 

 

* Ah sim, o Yeah Yeah Yeahs também mostrou para o mundo hoje a faixa “Sacrilege”, a primeira do novo disco do trio americano, e que será lançado agora em abril. Bacaninha e estas linhas bloggers continuam achando a vocalista Karen O’ uma xoxotinha delícia. Mas na disputa dessa terça-feira, o blog fica com a música nova de David Bowie, hehe. De qualquer forma o áudio de “Sacrilege” é esse aí embaixo:

 

 

* Pois entonces: o último post bateu mais um recorde de “recomendações” em redes sociais (cerca de setenta) e também de comentários no painel do leitor – quase quarenta mensagens, isso em uma época em que leitores simplesmente não comentam mais em blogs por pura preguiça de raciocinar (afinal, é mais fácil mesmo clicar apenas no ícone “curtir” ou “recomendar” e boa). A grande maioria das mensagens são de apoio e votos de plena recuperação para o blog, que passa por um momento realmente difícil em termos de saúde, sendo que estamos confiantes sim de que vamos vencer mais essa parada. Infelizmente – e como sempre acontece desde que Zap’n’roll existe em versão online, há uma década –  há os covardes de sempre que aparecem no espaço reservado ao nosso dileto leitorado apenas pra enviar insultos, mentiras e grosserias contra o autor deste blog, tudo sempre com assinatura falsa, claaaaaro. Um bom exemplo dessa calhordice em forma de ser humano foi enviada por um crápula  que se escondeu sob a alcunha de “Friend of a Dove”, e que escreveu exatamente isso em sua mensagem: “é mentira do Finatti. ele num ta com cancer coisa nenhuma. inventou isso para descolar um troco dos troxas que cairem no golpe. porque ser tão baixo cara??? presepada”.

 

* É preciso ser muito baixo sim quem pensa como esse escroto pensou. Ou ser mega retardado pra acreditar que o autor deste espaço online iria brincar com algo tão sério ou inventar tal parada. Enfim, a merecida resposta está dada ao asno lá mesmo, no painel do leitor. Quem quiser conferir, basta ir até lá.

 

* A blogueira cubana Yoani Sánchez passou a semana toda no Brasil e foi sensação por aqui, óbvio. O blog zapper é fã da garota e ficou pasmo com a vergonha alheia patrocinada por integrantes do PT e grupos supostamente de esquerda que gritaram contra a presença da jornalistas em terras brazucas, fazendo protestos acalorados (e plenos de agressividade e intolerância) em Feira de Santana (na Bahia) e em São Paulo. Pior é ficar sabendo que até integrantes da alta cúpula da administração federal petista estariam envolvidos e infiltrados entre esses manifestantes. O que o PT e o petismo querem, afinal? Transformar o Brasil em Cuba gigante, em uma ditadura de esquerda em pleno século XXI? Vão se foder, porra! Se esse pessoal ama tanto assim o regime cubano, deveria se mudar pra lá, onde protestos como os que foram vistos aqui acabam em segundos, com a polícia baixando o cassetete nos manifestantes. Aqui ainda reina uma democracia, mesmo que frágil e onde até imbecis e reacionários (sejam de esquerda ou de direita) ainda têm o direito de gritar em público. É por essas e outras que o blogger nada neutro quando o assunto é política, está cada vez mais com o saco cheio do PT.

 Yani Sánchez: a blogueira popstar e símbolo da luta contra a ditadura cubana, foi aclamada e xingada durante sua passagem pelo Brasil

 

 

* E O OSCAR FOI… CHATO PRA CARALHO – na verdade há anos já a maior festa do cinema mundial está ficando insuportavelmente cafona e previsível. E a edição 2013 (coroando os melhores de 2012) não foi diferente: audiência recorde, indústria cinematográfica também batendo recordes de faturamento mas e daí? Se houve algo de bacana na entrega do prêmio, na noite de anteontem, foi ver “Argo” dar uma rasteira em “Lincoln”, de Steve Spielberg (que concorria em doze categorias e levou apenas duas estatuetas). Ou ainda ver o gênio Quentin Tarantino arrebatar dois Oscars pelo seu fodástico “Django Livre”. Ang Lee também mereceu ganhar novamente como melhor diretor (por “As aventuras de Pi”) e um grande injustiçado talvez tenha sido “A hora mais escura”, talvez o melhor longa da temporada e que merecia e muito ganhar como melhor filme. E, sim, se houve um momento inusitado durante a premiação, este ocorreu já no final quando a Primeira Dama Michelle Obama, direto da Casa Branca, anunciou o vencedor na categoria melhor filme. Mas no todo assistir a entrega do Oscar hoje em dia, de cabo a rabo, não dá mais. Melhor ficar “pescando” alguns momentos na tv enquanto se faz algo mais interessante.

 O momento bacana e inesperado de uma festa cafona, chata e previsível: a primeira dama americana, Michelle Obama, anuncia o Oscar 2013 de melhor filme na noite do último domingo

 

* Os Cribs, que já tocaram em Sampa por duas vezes (e que já tiveram a honra de ter Johnny Marr tocando com eles) estão na capa da última edição da NME, aí embaixo. Bacana. O trio punk/garageiro inglês é bom de rock’n’roll e fez um set fodão no final do ano passado, no Beco/SP.

 

 

* Assim como é fodão também o primeiro disco solo do próprio Johnny Marr. O ex-Smiths levou vinte e cinco anos pra lançar esse álbum mas valeu a pena esperar, como você fica sabendo lendo aí embaixo.

 

 

JOHNNY MARR ATUALIZA OS ANOS 80’ PARA O NOVO MILÊNIO EM SOLO FODÃO
O inglês John Martin Maher tem quarenta e nove anos de idade (chega ao meio século de vida em outubro deste ano). E se tornou lenda e gênio do rock planetário quando fundou em 1982 (junto ao vocalista e letrista Morrissey) The Smiths, inquestionavelmente umas das dez maiores e melhores bandas de toda a história do rock’n’roll. O grupo teve existência efêmera (cinco anos apenas e quatro antológicos álbuns de estúdio) mas um tempo suficiente para deixar sua marca indelével na música. Findada a trajetória da banda Johnny Marr continuou tocando em diversos outros projetos. E passou as últimas duas décadas e meia desta forma. Até que ontem o gênio que comandou a guitarra dos Smiths finalmente lançou o primeiro álbum solo de sua trajetória artística. “The Messenger”, que deverá ganhar edição nacional (saiu lá fora pela major Warner), já passeia na boa pela web. E é um discão.

 

Impossível não considerar Johnny Marr como um dos melhores e mais criativos guitarristas da história do rock. Muitos fãs atribuem a Morrissey toda a genialidade, toda a beleza melódica e poética que cerca o universo Smithiano. Mas se esquecem de que, se não fosse pelas composições produzidas por Marr, talvez as letras escritas por Mozz não encontrassem sua perfeita tradução sonora e não causassem tanto impacto perante os fãs e mídia. São de Marr melodias e riffs já clássicos, como os de “This Charming Man”, “How Soon Is Now?” (uma obra-prima imbatível), “Panic”, “Bigmouth Strikes Again”, “The Boy with the Thorn in His Side”, “There Is a Light That Never Goes Out”, “Half A Person” e dezenas de outras que marcaram para sempre o pós-punk inglês e nosso ideário poético/rebelde dos anos jovens de todos nós.

 

Quando os Smiths decidiram acabar Johnny Marr continuou sua trajetória musical, participando de dezenas de projetos musicais ou simplesmente tocando em outras bandas. Ele chegou a vir ao Brasil em janeiro de 1988 (poucos meses após a dissolução oficial dos Smiths), acompanhando como músico convidado os Pretenders, que então iriam se apresentar aqui na primeira edição do mega festival Hollywood Rock. Fora isso Marr também se juntou a Bernnie Sumner, do New Order, no super grupo Electronic. E ainda tocou com bandas como a americana Modest Mouse e o inglês The Cribs. Mas o primeiro trabalho individual levou “apenas” vinte e cinco anos para enfim ser lançado. E teria valido a pena esperar tanto por ele?

A capa de “The Messenger”, a estréia solo do ex-Smiths Johnny Marr: valeu a pena esperar vinte e cinco anos pelo disco!

 

Sim. “The Messenger”, a esperadíssima aventura solo com a assinatura de Johnny Marr, traz de volta a guitarra econômica e sem a utilização de muitos pedais de distorção (que ele nunca curtiu muito), que caracterizam seu trabalho. Mais do que isso: todas as músicas são bem dançantes (mas com algo de melancólico nas melodias) e suas ambiências evocam os anos 80’, mas sem no entanto trazer o ranço daquela época de volta. É como se Marr tivesse dado uma roupagem nova, um novo sentido a um som glamuroso porém por vezes cafona.

 

E antes que você pergunte: yep, ele canta bem! Um vocal contido, sem grande extensão é verdade. Mas correto o suficiente para conduzir muito bem as canções e sem desafinar em nenhum momento. Assim há ótimas músicas em “The Messenger”, como “The Right Thing Right” que nos remete à sonoridade do grupo Electronic. Mas o álbum cresce mesmo em “European Me”, o segundo single de trabalho e que possui uma arrebatadora condução instrumental dividida entre violões e guitarras e que pode ser inscrita entre as melhores músicas que os Smiths NÃO gravaram. Além dela o cd ainda arrebata o ouvinte em faixas como “Upstarts”, “Lockdown”, a britopopper
“”The Crack Up” (com direito a solinho de órgão) ou ainda a belíssima (com mais violões e talvez a ambiência mais tristonha do trabalho, na interpretação vocal) “New Town Velocity”.

 

São todas canções classudas, compostas e buriladas por um nome gigante da história do rock inglês dos anos 80’, por um sujeito que sabe o que faz com uma guitarra nas mãos. Morrissey, por certo, aprovaria o material e não se envergonharia de cantar nenhuma das faixas deste super bacanudo “The Messenger”, um disco que de resto reafirma o que todos nós já estamos carecas de saber: não há mais gênios no rock mundial atual. Quando algo realmente bom surge em meio ao lamaçal de indigência e cretinice musical que domina a produção atual, esse algo parte de veteranos como Johnny Marr. Pois é.

 

 

O TRACK LIST DE “THE MESSENGER”
1.”The Right Thing Right”
2.”I Want the Heartbeat”
3.”European Me”
4.”Upstarts”
5.”Lockdown”
6.”The Messenger”
7.”Generate! Generate!”
8.”Say Demesne”
9.”Sun & Moon”
10.”The Crack Up”
11.”New Town Velocity”
12.”Word Starts Attack”

 

 

E JOHNNY MARR AÍ EMBAIXO
Nos videos dos dois primeiros singles retirados do album “The Messenger”: a própria faixa-título e a lindona “Upstarts”.

 

 

 

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EXTRA!!! EM UM ESPETACULAR TRABALHO DE JORNALISMO INVESTIGATIVO, O BLOG ZAPPER DESVELA COMO A MAFIOSA ONG FORA DO EIXO QUER “METER A MÃO” EM UMA DAS SECRETARIAS DA PREFEITURA PAULISTANA!
Yes! O zunzunzun corre à boca grande e a todo vapor nos meandros da nova administração petista, que ganhou a prefeitura de São Paulo nas últimas eleições – com o voto do autor destas linhas online, diga-se, que viu no candidato Fernando Haddad uma opção melhor de administração do que a proposta pelo tirano candidato tucano, José Serra. Mas nem por isso, por ter votado em Haddad, o blog vai concordar absolutamente com tudo o que está ou estará sendo feito na administração da maior cidade do país (e uma das cinco maiores metrópoles do mundo), nos próximos três anos.

Do que trata o zunzunzun então, afinal? Simples: do grande ataque (ou bote) que a cúpula da ong Fora do Eixo, hoje sediada em São Paulo (ou seja, mais “dentro do eixo”, impossível!) prepara, visando PILHAR sem dó um dos setores de uma das Secretarias mais importantes da administração paulistana. E era muito óbvio que isso iria acontecer: toda a quadrilha do FDE paulistano (inclua-se aí os dirigentes da ONG e seus militantes, os que moram na mansão sediada no bairro paulistano do Cambuci e também os otários que militam em favor da ONG sem ganhar nada com isso, sequer apoio artístico para suas bandas) se empenhou até a alma na campanha pela vitória de Fernando Haddad. A conta desse “apoio” está vindo agora: pendurados no saco do prefeito e no de um dos seus novos Secretários, os FDE de Sampa pretendem tomar de assalto a condução de um dos setores da Secretaria dos Direitos Humanos de São Paulo. Mais especificamente a área de eventos e de comunicação com a imprensa.

A informação foi passada ao blog por uma dileta amiga zapper, que tem contatos preciosos dentro da prefeitura paulistana. “O Haddad escolheu para ser Secretário da Pasta um jovem senhor chamado Rogério Sotilli”, confidenciou ao blog nossa informante, que prossegue: “Ele era um dos membros do governo federal, chegando a ter o cargo de Secretário-Executivo da Secretaria Geral da Presidência da República, em Brasília. Além disso, comenta-se que era dado como homem de confiança de José Dirceu (nota do blog: jezuiz…) e teria sido seu assessor direto até o início do Governo Lula”

A nossa bem informada amiga continua: “Em ano desconhecido (desculpa, mas eu vou dar uma pesquisada melhor nesse caso), Sotilli teria sido condenado pelo TCU a devolver R$480 “lindos” mil reais para os cofres públicos, em virtude de um superfaturamento em um evento da Secretaria de Direitos Humanos”. E ela ainda analisa o novo Secretário dos Direitos Humanos da prefeitura de São Paulo: “De fala bastante repetitiva mas bem articulada e animadora, ele chegou timidamente na Secretaria, apresentando uma equipe composta por três mulheres jovens e bonitas, todas vinda de Brasília com ele”.

O novo Secretário dos Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo, Rogério Sotilli (acima) e seu “amigo” Pablo Capilé (abaixo), o “cappo” mor da ong/entidade Fora do Eixo: vai rolar a festa pro FDE na divisão de eventos e comunicação da Secretaria???

Ok. E onde entra a cúpula paulistana do Fora do Eixo nessa história já pra lá de cabeluda? Simples: “O conflito surgiu quando no final da gestão Kassab os funcionários da Idorp, empresa responsável pela comunicação da extinta Secretaria de Participação e Parceria, foram avisados dizendo que um pessoal de uma organização chamada “Fora do Eixo” comandaria o setor, significando assim a exoneração dos cargos, coisa comum em todo final de mandato e quando há troca de partidos e líderes de um governo”, explica a amiga destas linhas online, que não pode ser identificada aqui por razões óbvias – ela seria perseguida e massacrada por esse bando de xiitas e talebans que se travestem de “democratas” e paladinos da liberdade artística e de expressão, atuando em uma entidade que a cada dia se mostra com uma atuação de caráter mega duvidoso. “Agora resta descobrir a relação que Rogério Sotilli tem com Pablo Capilé”, conclui a informante deste espaço blogger rocker investigativo.

A história está aí em cima. Trocando em miúdos (ou em alguns milhões de reais), a ONG Fora do Eixo está pra METER A MÃO (se já não meteu) na divisão de eventos e comunicação da Secretaria dos Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo. Traduzindo: vai rolar a festa (e a $$$) na mão desse pessoal. E como foi bem observado mais aí em cima, é normal que uma nova administração pública queira formar sua equipe de trabalho e firmar parcerias com quem lhe interessa, sob os mais diversos aspectos (afinidade política, competência profissional etc.). Mas o que espanta realmente estas linhas virtuais é observar o APETITE desmedido com o qual a cúpula do FDE atacou setores da política paulistana, desde que aqui se instalou. Por que esse povo, egresso originalmente de Cuiabá, não foi fazer campanha política lá mesmo, em favor de algum candidato à prefeitura da capital do Mato Grosso? A resposta é simples: é em São Paulo, ainda, onde rola o grosso do dinheiro desse país, seja no setor privado ou público. E é claaaaaro que as raposas do FDE, espertas como só elas sabem ser, não iriam perder tempo na simpática, hospitaleira porém muuuuuito fora do eixo Cuiabá. O negócio desse bando de escroques agora é obter o máximo de grana e poder político. E só.

Se as bandas que militam e vestem a camisa da ONG vão se beneficiar com isso? Ah sim, claaaaaro: podem aguardar muitos festivais “alternativos” promovidos pela “entidade”, todos eles com uma generosa verba aprovada pela divisão de eventos da Secretaria dos Direitos Humanos. Com essa verba “extra” os grupos participantes dos eventos com certeza irão receber algumas Sol Latão a mais, a título de cachê…

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: “The Messenger”, a estréia solo de Johnny Marr, alguma dúvida?
Filmes: “Argo” papou o Oscar de melhor filme e merece ser conferido. E “Django livre” também, claaaaaro!

 

* Mostra: falando em Quentin Tarantino, imperdível é a mostra “Mondo Tarantino”, que está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil/SP, até 17 de março. Serão exibidos todos os filmes dirigidos pelo loucaço e genial cineasta americano, e de bônus também haverá sessões com longas que inspiraram Tarantino a criar sua obra. A programação pode ser conferida aqui: https://www.facebook.com/notes/ccbb-s%C3%A3o-paulo/programa%C3%A7%C3%A3o-ccbb-sp-mondo-tarantino/617465278268683. Sendo que o CCBB/SP fica na rua Álvares Penteado, 112, metrô Anhangabaú, centrão de Sampalândia.

 

* Tumblr: hilária zoação com a mafiosa ONG Fora do Eixo, o Tumblr “Fora do Beiço”, criado pela misteriosa figura de Eddy Tales, é show de bola. O cara é gênio e seus textos e tiradas mordazes fazem qualquer um mijar de rir. Inclusive em um dos posts mais recentes, o autor destas linhas rockers ainda lokers foi “homenageado” por Eddy, com o texto que você ler aqui: http://foradobeico.tumblr.com/post/43681139413/blogueira-que-critica-cubo-yoani-sanchez-pode-estar. Vá lá, divirta-se e chore de tanto rir, hihi.

 

* Baladíssimas: com o postão sendo encerrado já na quinta-feira (sendo que ele começou a ser publicado na terça, anteontem), é justo que voltemos a colocar aqui um bom roteiro do que de bom vai rolar no circuito underground paulistano, néan? Então se você já tiver disposição pra cair na “naite” hoje, a pedida é ir curtir o show do sempre ótimo folk Doutor Jupter lá no Gillans In Pub (rua Caio Prado, 47, Consolação, centrão de Sampa).///Já na sextona em si as duas baladas imperdíveis do baixo Augusta são mesmo a noite rocker da bombadíssima Blitz Haus (que fica no 657 da Augusta, e sendo que o blog dublê de DJ faz discotecagem por lá no próximo dia 22 de março), e a festona Shakesville que sempre abala o Astronete (também na Augusta, no 335) nas noitadas de sexta-feira, com a imperdível discoecagem soul & rock’n’roll da queridaça dupla Serginho Barbo e Cláudio Medusa.///Não satisfeito, ainda? Bora que no sábado tem showzão dos Los Porongas, inaugurando o novo centro cultural do Bixiga, o Mundo Pensante (que fica na rua Treze de maio, 825, Bela Vista, centrão de Sampalândia), e onde a balada começa a rolar bacana a partir das onze da noite. Tá bão, né? Então se prepara, chama os amigos e os amores e boooooa curtição na madruga!

O country/folk fodaço do Doutor Jupter (um dos melhores nomes da novíssima cena independente nacional), animando a balada noturna desta quinta-feira no centrão de Sampa

 

LOLLA BR CHAMANDO!
Olha, como sempre brasileiro deixa tudo pra última hora. Março tá aí, o Lollapalooza BR tá chegando, então depois não fique chorando se você perder a chance de ir na FAIXA no festival. Cumas? Simples, oras buelas. Indo no hfinatti@gmail.com, onde já estão em mega disputa:

 

* UM INGRESSO pra cada noite do festival que rola em Sampa no final de março, com showzaços do Black Keys, Alabama Shakes, QOTSA, Pearl Jam e os caralho. Vai nessa ou não?

 

 

E É ISSO, GALERE
Como já havíamos comentado na semana passada, a fase pela qual o autor destas linhas online está passando neste momento vai implicar mudanças em sua rotina, nos próximos meses. Inclusive na periodicidade das postagens do blog. Mas enquanto estivermos firmes, vivos e fortes, estaremos por aqui semanalmente, seja no começo, meio ou fim de cada semana. O importante é seguir em frente e contar sempre com o carinho do nosso dileto leitorado e dos amigos queridos. Então por hoje o blog fica aqui, prometendo voltar na semana que vem com muito mais. Até lá deixamos nosso amor e carinho sempre pra Adriana e Vera Ribeiro, pra Silvia e Márcia Ruksenas, pra Ana Mônica, pros nossos queridos de Manaus (Luneta Mágica, Malbec, Sandro Correia), pros queridos de Macapá (Telma, Rudá, Carine, Robenson, Carolina, Gustavo e André) e, especialmente, todo o amor e carinho do mundo pra preta linda que está fazendo Zap’n’roll suportar esse período com menos melancolia na alma e no coração: a já muito amada Jacyene, a querida Maru Mardou. É isso aê: semana que vem te(m mais. Até lá!

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 28/2/2013 às 3hs.)

A semana em que a eterna lenda do jornalismo gonzo/loker/rocker brazuca se viu, enfim, diante do seu maior inimigo – o Grande Dragão da Maldade chamado câncer; a mesma semana em que pouco aconteceu no mondo pop/rock, em que o Papa nazista, sabiamente, pediu pra sair, em que o blogger loker fez sua putaria/esbórnia de despedida no Simplão Rock Bar e que… voilá! Anunciou-se a vinda do (ex?) Interpol Paul Banks pra show solo em Sampa (PLUS GIGANTE! Com cobertura fodástica do festival pernambucano RecBeat, mais uma história bizarra do blog de quando ele “tretou” com um produtor musical no Acre, em 2007, e os preços pra ver o Cure em Sampa) (atualização final em 18/2/2013)

O novo rock dos anos 2000’ procura se renovar lá fora e aqui também: enquanto o vocalista e guitarrista do Interpol, Paul Banks (acima) vem a Sampa mostrar as músicas do seu primeiro disco solo, o quinteto paulistano X So Pretty (abaixo) procura também fazer direitinho a lição de casa, investindo em electro e indie rock com influências de YYY, PJ Harvey, The Kills, CSS etc. 

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OS “PRECINHOS” PRA VER O CURE EM ABRIL
Por um milagre da natureza, a produtora XYZ Live nem vai extorquir tanto assim os fãs de Robert Smith em Sampa, onde o esperadíssimo The Cure toca em 6 de abril, no estádio do Morumbi. Óbvio que a sórdida pista vip continua lá, mas até ela está com um preço menos, hã, salgado. Resta saber se os quarenta mil tickets que serão comercializados a partir desta quinta-feira, 21 de fevereiro, irão se esgostar. Enfim, os preços dos ingressos, divulgados hoje, para a gig em Sampa são esses aí embaixo:

ESTÁDIO DO MORUMBI
Praça Roberto Gomes Pedrosa, s/n

Dia 06 de abril de 2013 (sábado)

Horário abertura portões: 16h00
Horário do show:19h00

Setor Inteira
Pista Premium R$ 500,00
Pista R$ 275,00
Arquibancada A R$ 200,00
Arquibancada B1 R$ 200,00
Arquibancada B2 R$ 200,00
Arquibancada C R$ 125,00
Cadeira Coberta A R$ 350,00
Cadeira Coberta B R$ 350,00
Cadeira Coberta C R$ 350,00
Cadeira Premium C R$ 375,00
Cadeira Inferior A R$ 325,00
Cadeira Inferior B R$ 325,00

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“O mineiro só é solidário no câncer”.
A célebre frase escrita pelo gênio imortal Nelson Rodrigues na peça/filme “Bonitinha, mas ordinária”, já ecoava há dias e dias na cabeça de Zap’n’roll. E para que o leitor destas linhas online compreenda o porquê dessa obsessão com a frase do maior dramaturgo da história do teatro brasileiro, é preciso resumir uma ópera que tem início nos meses finais (outubro/novembro/dezembro) de 2012. Foi quando o autor deste espaço online começou a sentir um incômodo, algo estranho em sua garganta, no lado direito dela. Como se um espinho de peixe ou casca de pipoca ali estivesse e não quisesse sair. “Deve ser alguma bobagem” pensou o zapper sempre quase nem aí com questões de saúde. “Logo passa”. Não passou. O blog foi passar a virada do ano em São Thomé Das Letras e lá o problema persistiu sem, no entanto, causar maiores transtornos à vida do sujeito aqui na hora de ele se alimentar ou ingerir líquidos. Foram dez dias no interior Mineiro. Na volta pra Sampalândia o problema continuou. E começou a dar sinais de piora nas semanas seguintes, com ardência e certa dor na hora de engolir alimentos e líquidos. Foi quando, enfim, o jornalista já mezzo preocupado comentou o problema com a sempre amada Adriana Ribeiro, sua “irmã” por adoção há mais de década e meia. “Você já deveria ter ido ao otorrino”, disse ela em tom severo e preocupado. “Pode não ser nada demais, mas também pode ser algo muito sério”. E assim foi: há duas semanas o autor deste espaço rocker virtual foi fazer uma primeira consulta. A constatação do médico: uma lesão de três centímetros (!) na garganta. A probabilidade: um tumor. Era preciso novas consultas e exames (biopsia, tomografia etc). Outro exame, na última quinta-feira (desta vez o blogger algo preocupado estava acompanhado de outra amada amiga, a Silvia Ruksenas), já com uma oncologista. Ela não teve dúvida ao afirmar, após examinar a garganta do sujeito aqui: “é um tumor. Só precisamos saber, e com urgência pois ele está já em um estágio sério, que tipo é e qual tratamento será necessário – se operação ou apenas tratamento quimioterápico etc. Mas não podemos perder tempo”. E por fim, a médica (muito bonita, jovem ainda, de sotaque interiorano, mas bastante rigorosa em sua análise) foi severa e enfática: “ESQUEÇA qualquer tipo de droga a partir de hoje. E álcool também. O seu caso é bastante sério mas não irreversível. E ainda temos o fator de que você é relativamente jovem ainda, e tem estrutura para suportar o tumor e o tratamento para eliminá-lo. Ou seja, as chances são boas”. Foi isso: na última quinta-feira então, o eterno gonzo/junkie do jornalismo cultural brasileiro, o “doidão de plantão” e cuja existência se transformou em uma lenda muuuuuito maior do que é na verdade a realidade dos fatos (e só quem convive de perto com o autor destas linhas expostas sempre em carne viva sabe disso, que a lenda hoje é maior do que a realidade), começou a se defrontar com aquele que talvez seja seu maior inimigo até hoje – e que poderá lhe custar a existência terrena: o enorme Dragão da Maldade de um tumor canceroso. Se estamos preocupados, indignados ou revoltados? Em termos. Na própria quinta-feira o blog se viu algo sem chão, bodeado emocionalmente ao extremo. Foi pra casa, desligou o notebook e nem quis mais pensar em nada: nem no post desta semana (este mesmo, que você está lendo agora), nem nos amigos, nem em conversar com ninguém (talvez apenas com sua grande, linda, doce, gigantesca e maravilhosa nova paixão, a deusa negra manauara Maru). O cérebro não parava de funcionar: vamos durar quanto, afinal? Um ano? Um mês? Vamos sair dessa? Vamos SUPERAR isso e ainda conseguir publicar este ano o livro compilando as melhores colunas e posts dos dez anos de Zap’n’roll? Vamos ainda ter tempo de casar e sermos felizes ao lado da linda e carinhosa Maru? Enfim, na sexta-feira o zapper resolveu começar a se mexer novamente. Sempre com a ajuda dos queridos André Pomba, Silvia e Adriana, exames e novas consultas foram marcados para a semana que começa amanhã, segunda-feira (este post está entrando no ar no domingão). E vamos enfrentar essa porra com todas as armas possíveis. E sim, é muito óbvio que a vida do blogger ainda rocker vai virar de cabeça pra baixo nas próximas semanas (o que poderá inclusive comprometer a periodicidade das futuras postagens do blog). Ele pretende sim ir ao Lollapalooza BR 2013, ao show solo do ex-Interpol Paul Banks, ao esperadíssimo show do Cure. Pretende fazer uma DJ set na Blitz Haus (no baixo Augusta) em 22 de março. Pretende comandar a festa de dez anos do blog dia 20 de abril no Dynamite Pub (também em Sampa, e com shows da Luneta Mágica, do Doutor Jupter e dos Coyotes California), pretende voltar a Manaus no final de abril, pretende… continuar vivo por mais algum tempo enfim, para poder finalizar projetos pessoais e emocionais que ainda não finalizou. Se nada disso for possível e se o fim da história chegar de fato, sem arrependimentos: o jornalista que escreve este texto NUNCA vai blasfemar, se queixar, reclamar, se arrepender ou ter remorso de algo que tenha feito em sua longa existência de excessos absurdos em todos os níveis (cheiranças sem fim de cocaine, enfiações absolutamente grotescas de pé na lama em álcool e drogas variadas, trepadas às centenas com as melhores e as piores bocetas loucas, indecentes, ordinárias, junkies e sórdidas que você puder imaginar, e etc, etc, etc). Cada ser humano faz sua opção de vida. Nós aqui fizemos a nossa, sabedores de que um dia todo esse excesso poderia muito bem degenerar em um… tumor canceroso – aliás, se tornou célebre a frase disparada pelo sempre amado e melhor amigo, mr. André Pomba, anos atrás, quando num papo informal sobre comportamento de vida, ele disse: “Finas, com tudo o que você já aprontou na vida, não era nem pro seu pau levantar mais, rsrs. E no entanto…”. “E no entanto, ele continua levantando e muito bem”, retrucou o zapper às gargalhadas. Por isso não nos arrependemos de nada e nem podemos pois nos divertimos pra caralho e fizemos quase tudo o que queríamos fazer nesse mundo – falta ainda alguma coisa, claro, como já mencionado acima: o livro do blog, um casamento feliz e uma visita natalina à amada irmã Jaque, na Espanha no final desse ano, se tudo der muito certo. Dito tudo isso nesse texto inicial vamos lá a mais um post, onde na verdade nada de muito bombástico rolou na semana no mondo pop/rocker. Quer dizer, tirando a renúncia do Papa nazista e o meteorito que caiu na Rússia o mundo segue em frente, com toda a “calma” possível…

 

* Entonces, como está comentado aí em cima, no nosso sempre looooongo texto introdutório, Bento XVI pediu pra sair. Você vai sentir falta dele? O blog não, nem um pouquinho. Vai vendo: um autêntico velhote nazista, o agora ex-Papa alemão, durante os oito anos do seu pontificado, comandou a Igreja Católica na contra-mão de tudo que boa parte do ser humano moderno, que vive no século XXI, pensa e almeja. Reverendo “Rato Zinger” foi frontalmente contra o uso de preservativos nas relações sexuais (enquanto isso a Aids se dissemina pelo mundo…), contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo (mais homofóbico do que ele, impossível), contra isso e contra aquilo. Qualé? Não estamos mais na Idade Média (ou das Trevas) e o ex-ocupante do trono do Vaticano quis atrasar o pensamento humano em milênios. O que se espera agora é que venha, ao menos, um Papa mais esclarecido, liberal e que torne a ultra reacionária Igreja Católica mais contemporânea e menos arcaica na forma de conduzir seus fiéis. Que tal um Papa NEGRO, africano, pra começar??? Seria muito bem-vindo! Quanto a Bento XVI, que ele descanse em paz o que lhe resta de vida em algum monastério italiano. Ele não vai fazer falta, de verdade.

O Papa nazista pediu pra sair. Ninguém vai sentir falta dele 

 

* Aqui a sempre grande Marina Silva (uma das poucas reservas de dignidade na miserável e torpe classe política brasileira, ao lado dos também senadores Randolfe Rodrigues e Eduardo Suplicy) acaba de lançar seu novo partido, que por enquanto se chama A Rede. Marina é falível como qualquer ser humano (e já está sendo acusada pelo queridaço amigo Marcos Sérgio, editor da revista Placar, de conservadora por, supostamente, não ser tão a favor do casamento entre os gays e também por não apoiar a legalização do aborto, mesmo em casos de estupro por exemplo; o blog vai verificar isso e acompanhar mais de perto as propostas da senadora, para depois concordar ou não com o Marcão) mas, ainda assim, tem mais credibilidade na política do que 90% dos parlamentares hoje em atuação na vida pública nacional. Por hora estas linhas online irão se mobilizar para apoiar A Rede. Na sequência, veremos como fica e como Marina irá se comportar à frente de sua nova agremiação política.

 A senadora Marina Silva lança seu novo partido: ainda uma reserva de ética na torpe política brasieira

 

* E indo pro rock’n’roll, claaaaaro, em pleno domingon (quando estas linhas bloggers rockers estão sendo, enfim, atualizadas; pois é, agora que o zapper está prestes a enfrentar um looooongo e complexo tratamento médico, as atualizações aqui poderão não mais ocorrer tradicionalmente às sextas-feiras). Prestes a lançar seu primeiro disco solo (marcado para chegar às lojas no próximo dia 25 de fevereiro), a lenda e gênio Johnny Marr (o sujeito que um dia tocou guitarra nos Smiths) ganhou a capa desta semana do semanário inglês New Musical Express. Ficou bonito nela (aí embaixo), hehe.

 

* Passada a PÉSSIMA impressão do primeiro single de seu futuro novo disco (aquele tecno brega… você sabe qual), os Strokes soltaram mais uma faixa que estará no vindouro novo álbum, a ser lançado agora em março. “All The Time”, a música em questão, foi parar na web na última quinta-feira (e você pode conferi-la aí embaixo). E, sim, redime o quinteto nova-iorquino em partes. Está longe de ser uma obra-prima fodástica, mas sua melodia conduzida por guitarras à Television lembra sim muito dos Strokes do primeiro álbum. Quem sabe não está vindo aí o melhor trabalho da banda desde o clássico “Is This It?”, néan? Vamos aguardar…

 

* E O ROCK ROLOU NO SIMPLÃO BAR – yep. Uma das ótimas paradas de ter curtido o carnaval aqui mesmo, em Sampalândia, foi o blog ter tido a oportunidade de passar uma noitada lá no Simplão Rock Bar, em Paranapiacaba. Tocado pela mega queridaça Cris Doidona Mamuska (irmã mais velha por “adoção” do sujeito que digita estas linhas virtuais), o Simplão é tudibom: um botecão dentro de uma chácara encravada dentro da Serra do Mar, a uma hora do centrão infernal de Sampa. Tem palcão pra shows de bandas de rock, área de camping e os caralho. O resultado é que nos findes e feriadões prolongados (como o de Carnaval) a esbórnia por lá ferve e só dá gente bem loka no pedaço, um território livre e sem a caretice e o moralismo bunda-mole que domina o ser humano médio e rastaqüera. Fora que além de poder fumar quilos de marijuana na boa, beber também na boa e viajar com seu doce preferido, no Simplão sempre rolam shows bacanudos e abundam bocetinhas e bocetões rockers e lokas total, sendo que o tiozão ainda safado e maloker conheceu algumas por lá (o que era aquela Kiip magrela e tetuda, tatuada e doidja, com rostinho de anjinho safado? Jezuiz…) na madrugada de domingo pra segunda-feira de carnaval, uia! Anyway, o zapper se mandou pra lá na cia sempre super agradável do Vandré, da Drica ruiva (e também do old goth Mário e sua sempre simpática wife Yvone), pra uma madrugada movida a muuuuuito álcool (brejas, vinho, Jack Daniel’s) e mais algumas dorgas (hihi), sendo que talvez esta tenha sido a despedida do blog de putarias alcoólicas e junkies até segunda ordem (ou até a próxima encarnação, vai saber…). Óbvio que enquanto tudo isso acontecia, as gigs também comiam soltas no palco do Simplão. Foi impossível acompanhar todas as bandas que se apresentaram mas o olhar e ouvido zapper se detiveram ao menos um pouco (e enquanto o cérebro loker de Zap’n’roll ainda estava sóbrio o suficiente pra compreender algo) nos grupos X So Pretty e Algarve. O primeiro é um quinteto com o line up formado por dois cuecas e três xoxotaças estilosas, e que fazem um som que oscila entre o electro rock e ambiências indies contemporâneas – o próprio grupo, em sua página no faceboquete (https://www.facebook.com/xsopretty?fref=ts), se diz influenciado por The Kills, Gossip, PJ Harvey, CSS (ahá!), Yeah Yeah Yeahs etc. Ok, e daí? Daê que o conjunto, que já tem uma boa ficha corrida de shows no circuito paulistano (pois é, e estas linhas sempre curiosas e atentas a todos os nomes emergentes da indie scene, incrivelmente NÃO conheciam o X So Pretty), é uma boa banda. Claro que não deu pra avaliar muito a performance deles no Simplão (onde o som, com o perdão da sinceridade, não é dos melhores, fora que o zapper chapadón já estava bastante alterado química e etilicamente quando o conjunto começou seu set) e aí restou ao blog dar uma “orelhada” no Soundcloud deles (https://soundcloud.com/xsopretty), onde você percebe que: a) a vocalista Nanda Cury canta bem, apesar de em inglês (essa discussão ainda vai render: o nosso velho amigo Álvaro Pereira Jr. engrossou, em sua última coluna na Folha online, a opinião do produtor Jack Endino. A de que bandas brazucas cantando em “ingreis” são horríveis, porque cantam pessimamente no idioma britânico; pois é, esse povinho indie atual é burro o suficiente pra não conseguir compor uma música que tenha uma letra e raciocínio decentes em bom português. Aí, pra “encobrir” sua ignorância e falta de raciocínio na língua pátria, partem pro inglês e o resultado fica ainda mais vergonhoso, claaaaaro. Registrando que esse nem é o caso do X So Pretty, já que Nanda tem bom domínio do idioma e boa pronúncia ao cantar, mas o blog ainda assim preferia ver o grupo tentando compor algo em portuga mesmo); e b) a banda se sai melhor quando se livra do seu complexo de sub-CSS e parte pra composições onde o rock de guitarras assume o controle na condução melódica (caso da muito boa “Blim Blom”). Fora isso foi muito bizarro ver um conjunto como eles tocando no Simplão, território onde geralmente bandas de hard e classic rock se dão melhor, em função da turma que freqüenta o bar (em sua maioria, ripongos e bichos-grilos ainda amantes de Raul Seixas e Janis Joplin). E o outro grupo que estas linhas bloggers algo tortas também curtiu muito foi o Algarve (alô Vandré, é esse mesmo o nome do conjunto?). Moleques mod em pleno meio da mata Atlântica abrem seu set com um cover de “I Can’t Explain”, ultra clássico da lenda The Who (o chapa Cláudio Medusa, o cappo do sempre esporrento bar Astronete, no baixo Augusta, iria amar). Daí pra frente eles enfeixaram mais uma batelada de canções divididas entre material próprio e mais covers (rolou até Blur!) sendo que deu pra notar que as faixas autorais são todas sim muito boas – a última do show, então, era um escândalo de beleza e o blog doidão chegou a perguntar pra Drica ruiva: “o que é isso? Algum cover de alguma música do Jeff Buckley?”. Nope, era dos guris mesmo. Então os garotos também estão de parabéns pelo seu set e é uma pena que estas linhas rockers aventureiras não tenham mais infos (tipo algum site ou o faceboquete da turma) pra postar aqui. Ufa! No final das contas, a madrugada passada no Simplão foi sensacional. Outras iguais virão daqui a algum tempo, se tudo der certo. Mas com menos esbórnia de álcool e drugs, hehehe (que agora o sujeito está aposentado delas definitivamente).

A totosa Kiip, essa mega delícia cremosa aí em cima é uma das muitas beldades rockers lokers que frequentam o Simplão Rock Bar, em Paranapiacaba, nos findes e feriados 

 

* Entonces, enquanto um bando de jovens rockers curtiu tudo isso no Simplão sem gastar muito (o bar tem preços bem acessíveis e a área de camping também custa uma merreca), o autor deste blog fica algo pasmo ao se dar conta de que os ingressos para a cadeira Premium do show que a biba véia Elton John vai fazer no próximo dia 27 de fevereiro, em São Paulo, já estão esgotados. Detalhe: cada ticket custava mil reais. Das duas uma: ou o brasileiro que vai a shows gringos aqui não tem vergonha na cara (pois reclama dos preços extorsivos cobrados pelos ingressos mas acaba pagando assim mesmo) ou tá sobrando dinheiro nas mãos da nossa classe média emergente. Qual é o seu palpite, dileto leitor zapper?

 

* Muito mais barato, com certeza, vai ser o show solo do cantor e guitarrista Paul Banks, o (ex?) líder do Interpol, e que toca dia 14 de março também em Sampa, em gig única no Brasil. Quer saber mais? Dá uma linda aí embaixo.

 

 

PAUL BANKS VOANDO SOLO NO BRASIL
A essa altura os indie kids empedernidos já estão sabendo do show solo que o vocalista, compositor e guitarrista Paul Banks, (ainda?) líder do Interpol, vai fazer no Brasil agora em março. Será uma gig única em Sampa (sempre!), no bacanudo cine Metrópole (centrão da cidade), no dia 14 do mês que vem, uma quinta-feira. Paul está sendo trazido pela esperta produtora Playbook, desta vez em parceria com o site NME Club Brasil.

 

Zap’n’roll sempre gostou muuuuuito do Interpol, banda fundada em Nova York em 1997 por Banks, pelo também guitarrista Daniel Kessler e pelo baixista Carlos Dengler, que hoje não está mais na banda – sendo que o próprio futuro do Interpol permanece uma incógnita. O primeiro álbum, “Turn On The Bright Lights”, editado em 2002, já é um clássico recente do indie rock dos anos 2000’. Com suas canções sombrias, sua atmosfera soturna e suas melodias algo opressivas (e com músicas cujas letras falam de desalento existencial e mergulho pesado em drogas), o quarteto logo foi comparado ao Joy Division – ainda mais com a mega semelhança de timbre vocal entre Banks e o saudoso Ian Curtis.

 

Mas o quarteto nunca mais conseguiu lançar algo equiparável ao primeiro disco. “Antics”, de 2004, já é uma pálida continuação da estréia do conjunto. “Our Love To Admire”, editando três anos depois, soou um pouco melhor, sendo que foi na turnê dele que a banda veio ao Brasil, em 2009 (e o blog esteve na gig paulistana, na finada Via Funchal, ao lado da nossa lindona petit mignon Natasha Ramos). O último trabalho de estúdio, homônimo, saiu há quase três anos e não causou maior comoção na mídia e nos fãs.

 O primeiro solo de Paul Banks: ok mas nada muito além do que ele já faz no Interpol

 

Foi nesse panorama que Paul Banks resolveu lançar seu primeiro disco solo, em outubro passado. O álbum tem dez faixas, foi bem recebido pela rock press gringa mas não avança muito além do que o guitarrista e vocalista já fazia e faz no Interpol. “The Base” (que abre o cd), por exemplo, é um escândalo de semelhança com a obra do Joy Division, tanto na construção sonora quanto na inflexão vocal de Paul Banks. E, sim, é uma ótima música.

 

Enfim, Paul vem aí agora em março. Junto com a gig do Cure, em abril, deverá ser um bom show pra galera da confraria das trevas apreciar. Se uma quimio/radioterapia não estiver derrubando o sujeito aqui, ele pretende estar no cine Metrópole na noite da gig. Até lá, quem ainda não conhece o trabalho solo de Banks pode dar uma sacada nesse link/vídeo aí embaixo: trata-se de uma apresentação do guitarrista e vocalista com a sua banda, em show promovido pela rádio 93 fm, de Seattle. É isso aí!

 

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=US8fLLSJ6fk

 

* E fiquem atentos que logo menos deverão pintar por aqui uns tickets em promoção pra gig de Paul Banks em Sampa.

 

 

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FESTIVAL RECBEAT 2013 ENCANTA E MOSTRA O QUE É SER FORA DO EIXO DE VERDADE!
E não? Pelo décimo oitavo ano consecutivo, durante o Carnaval, Recife tremeu sob o impacto do já consagrado festival pernambucano RecBeat, sempre organizado pelo produtor e agitador cultural Guti (ex-produtor e empresário do extinto grupo Cordel do Fogo Encantado). E este ano o evento foi acompanhado beeeeem de perto pelo enviado especial de Zap’n’roll, o queridão Luciano Vitor Oliveira. Jornalista tarimbado em coberturas de festivais de música, carioca de nascimento e morando há anos em Santa Catarina, Luciano é além de tudo um dos grandes amigos do autor deste blog.
Portanto, leiam e se deliciem aí embaixo com o relato de Luciano, que só não conseguiu mesmo acompanhar a primeira noite do RecBeat, por problemas que ele mesmo explica em seu texto:

 

Segunda Noite do Recbet – Recife – PE – 10-02-2013
Por uma improvável combinação de resultados dos mais improváveis (desidratação,
insolação, mal estar entre outros males) o enviado pela Revista Dynamite (e também
colaborador da Zapnroll e editor do Underfloripa), só conseguiu “estrear” no Recbeat 2013
no penúltimo show da segunda noite do Festival que esse ano completa 18 anos, ou seja,
chega à maioridade conseguindo atingir um público cada vez maior, mostrando novas bandas e
artistas e o mais importante, totalmente de graça!
Quando os colombianos do Monsieur Periné, subiram ao palco do festival eram pouco mais de 23:30, e antes por lá já tinham passado uma infinidade de artistas como: Kosta Kostov
(Bulgária), Juan Cicerol (México), a única banda vinda do sul do país, os curitibanos do Uh La
La, Catarina Dee Jah e o Quanto Ladeira, esses dois últimos de Recife.
O que foi o show de Monsieur Periné ? Um som que mesclava elementos percussivos com um
visual de uma troupe circense. Pitadas maravilhosas de vaudeville com uma música alegre e
contagiante.
Com sete integrantes, a banda soa com uma pequena orquestra de ritmos e sons. A banda conseguiu cativar o excelente público presente no Cais da Alfandega.
O domingo ainda não tinha acabado, mas os colombianos foram uma das gratas e efusivas
novidades de um Recbeat embebido em world music, com seu pandemônio musical que misturava cumbia, indie rock e muito mais, após pouco mais de uma hora terminava um
bonito e vibrante show.
Tulipa Ruiz era realmente a atração mais esperada da segunda noite. Com apenas dois cds
lançados a cantora possui uma excelente presença e domínio de palco. Já tem aura de grande
estrela e sabe se impor em um festival que não privilegia ninguém, ou se é bom, ou o público
se dispersa.
Não era apenas o público que dançava e cantava com a paulistana. Alguns jornalistas
presentes no fosso para tirar fotos e acompanhar de perto a cantora, se entregaram sem
medo algum, fazendo o show se tornar um grande congraçamento.
Com uma banda coesa e afiada (alguns inclusive estavam fantasiados), Tulipa cantou seus sucessos e sem trocadilhos, encantou a todos que vieram vê-la.
Da nova safra de novas cantoras, Tulipa viu, veio e venceu!
E assim terminava a segunda noite do Recbeat, envolta na mais perfeita paz e muita harmonia entre público e artistas.

 

Terceira Noite do Recbeat – 11 de fevereiro de 2013
A programação do festival Recbeat continuava a causar as melhores impressões tanto no público, quanto em quem estava nele tocando, e não foi diferente na terceira noite da maratona de shows.
Logo cedo, o cantor Daniel Peixoto (ex-Montage) subiu ao palco para dar início a sua
apresentação. Vestido com uma roupa preta e brilhante, Daniel e sua banda apresentaram uma amalgama de música eletrônica, experimentalismos e performances provocativas.
Apesar de ainda pequeno, o público gostou. Não somente Daniel, mas seu baterista soube arrancar palmas de muitos com sua pegada quase primal e orgânica. Era rock visceral e sem
concessões!
Com anos de estrada musical, os músicos (saliente-se) não a banda, encontraram-se após a
dissolução do grupo Cordel do Fogo Encantado, daí formou-se Os Sertões, capitaneado por
Clayton Barros, e em sua primeira apresentação no Recbeat, a banda soube dar conta do recado, mais que isso, aquela gana de recomeçar, o fogo que sobe sabe-se lá de onde estavam
também presentes na antológica apresentação da banda.
A banda capitaneada por Clayton lançou em agosto do ano passado o primeiro trabalho intitulado “A Idade dos Metais” que mistura trombone de vara, bateria, violão, baixo e
elementos da cultura nordestina com ritmos de todas as vertentes possíveis. A essa altura o
público lotava o Cais da Alfandega e a banda tocava como se fosse a sua primeira vez. Maestria e garra foram o denominador comum da apresentação que pinçou praticamente todas as
faixas do cd, e ainda deu uma palhinha de uma canção do Cordel do Fogo Encantado (ex-banda
de Clayton).
E assim nascem novas lendas musicais, do coração pernambucano mais uma grande banda
zarpa.
Na sequencia veio o duo-projeto ou banda, Finlândia.
O que para muitos é apenas música, para o argentino Mauricio Candussi e o brasileiro Raphael
Evangelista é mais que isso. O duo faz de sua música uma verdadeira colcha de retalhos, é casamento perfeito entre o violoncelo de um com o acordeon e programações eletrônicas de
outro.
A música do Finlândia é para namorar, transar, uma música acachapante! Mexe com todos os
sentidos e coloca o povo para dançar. Seja numa milonga argentina ou um forró nordestino!
Não que essa seja a explicação mais lógica, mas é a mais natural.
E tratando-se de dois músicos que mesclam programações, música de todos os cantos do mundo
e uma delicadeza ímpar.
Das filigranas da música clássica até o eletrotango, o duo fez um show para todos e também uma jam sessions feliz e particular.

Não satisfeita a banda (ou duo) casou a milonga argentina com o forró, e se, já tinham muitos
dançando nas canções anteriores, o público dessa vez transformou o Cais da Alfandega em
salão de baile! Casais as centenas dançavam loucamente como em um ritual insano de acasalamento. Eram
ruivas, morenas, magros e gordos juntos. Nada mais importava! A festa era aqui e a noite era hoje, Recife era e é o centro do mundo!
A Dynamite conversou com uma das meninas presente, a bela Geysi vinda de João Pessoa estava pela primeira vez no Recbeat, totalmente arrepiada e prometeu voltar no próximo ano,
sozinha ou com seus dois amigos. E com toda certeza Geysi não estará sozinha…
Após um breve intervalo, subia ao palco Anelis Assunção, bastiã da vanguarda paulistana, filha
de Itamar Assumpção.
Anelis veio com uma banda inteira fantasiada e preparada para “causar”, ora era música
relaxante, alternativa com a mesma pegada da extinta Vanguarda Paulistana. Não era apenas um show, mas uma pequena reunião de amigos embebida com sotaque pernambucano,
fazendo historia no décimo oitavo Recbeat. Ora um cavaquinho, ora uma percussão, ora loucos e loucas fazendo e reescrevendo a historia. Passado, presente e futuro sem encontrando no mesmo lugar!
Mal acabava o show de Anelis e o rapper carioca B Negão e seus Seletores de Frequência subiam ao palco e as estruturas iam caindo! Um verdadeiro baile funk, hardcore e soul no
centro de Recife! Com seu segundo trabalho listado nos veículos tradicionais como um dos melhores de 2012, o
vocalista da extinta Turbo Trio, Planet Hemp e Funk Fuckers entrava com o jogo ganho! Na formação da banda, trompete, trombone, baixo, guitarra, bateria e o homem de 2012, B
Negão! Uma parede percussiva à frente de milhares de pessoas, todos dançando e pulando. A loucura e insanidade soltas, homens e mulheres dançando feito animais, com lascívia e desenvoltura,
foram dezenas de musicas, dois cds e um verdadeiro bombardeio sonoro. Com mais de uma hora de espetáculo, B Negão mostrou que superou a fase da “Dança do Patinho” e evoluiu sua sonoridade para timbres bem mais cheios e ricos!
E assim terminava a penúltima noite, uma verdadeira festa a beira do Capibaribe!

O grande público (acima) do festival pernambucano RecBeat vibrou durante o carnaval com showzaços como o de Tulipa Ruiz (abaixo)

 

Quarta Noite do Recbet – Recife – PE – 12-02-2013
Após um bom início com a abertura do DJ Magabo e suas inúmeras intervenções que mesclavam música brasileira com batidas espertas e verdadeiros torpedos sonoros, a segunda
atração era local e bastante conhecida do público, após anos sem se apresentar, o longevo e
mítico Jorge Cabelereira e o Dia que Seremos todos Inúteis voltava aos após dez anos sem se apresentar! Com o peso da bateria de Joaquim Leão, e a percussão de Pedro Mesel, as 21h13min ocorria o retorno de uma das melhores bandas de Recife. Completando 20 anos de sua fundação, o agora quinteto trouxe suas influências de música nordestina, Led Zepelin, Black Sabath, Alceu Valença, Lula Cortes e Zé Ramalho ao palco. O
circo estava armado!
O público (sempre ele) lotava e pulava insanamente no retorno de uma das pratas da casa, novamente a historia estava sendo reescrita. A banda pode não ter sido a primeira essencialmente de rock de Recife (como não foi!), mas seguramente foi a concretização de um
sonho de quatro amigos de fazerem rock do jeito deles, sotaque nordestino e influências gringas.
Após poucos minutos, começaram as participações especiais. Primeiro veio o sanfoneiro Daniel Bento (que participou do segundo cd da banda), adentrando ao palco para tocarem “Zé
Pedrinho”, uma crossrover entre rock pesado e a sanfona nordestina. Não satisfeitos, vieram na sequência matadora: “Nervoso na Beira do Mar”, “Baião”, “Rock do Diabo” “Convite a Meia
Noite””Silepse”, “Canudos” e “Sol e Chuva” (de Alceu Valença) que contou com a participação de Claiton Barros (ex- Cordel do Fogo Encantado e atual Os Sertões), tocando violão. Um verdadeiro espetáculo!
O músico paraguaio Celso Duarte encantou com seu lirismo e virtuosismo nas cordas fosse ela
uma harpa (“seu instrumento de trabalho”) ou acordeom. Uma junção de pop, música latina e placidez. Com a calma de suas músicas e a admiração do público que a essa altura estava
“entregue” às músicas de Celso Duarte, o Recbeat por um breve período fez um silêncio em sinal de respeito às músicas maravilhosas do músico paraguaio. Uma joia rara em meio à mesmice das dials que poluem nosso país!

Após a calmaria, veio à tempestade sonora de André Abujamra e Mauricio Pereira, ou
simplesmente “Os Mulheres Negras”. Uma dupla de homens e brancos. O nonsense que
sempre esteve presente na vida de André e Mauricio. O primeiro fez parte do mítico Karnak (além de compositor de trilhas sonoras de cinema) o segundo além do fundador dos Mulheres Negras, é compositor, ator e jornalista! Seguramente a terceira menor big band do mundo
(como ambos gostam de se auto intitular). Canções insanas, humor negro (ou seria branco?) e músicas fora e totalmente fora do eixo da
dita normalidade! Banda cabeça, música autoral e inteligente? Ou apenas dois loucos que gostam de “causar”? Ou somos nós que não entendemos “mulheres negras”?
A última atração do Recbeat atendia por um nome incomum, mas nos cerca de todas as maneiras, a pequena (em tamanho, mas enorme em talento) Céu! A paulistana entrou como um verdadeiro tufão no palco por volta da uma hora da manhã, e simplesmente abalou a calmaria que havia se instalado anteriormente! O mais incrível dessa pequena notável, é que sua extensão vocal é precisa e exata, Céu não costuma ultrapassar os agudos e graves. Nada de malabarismos vocais, apenas e precisamente por isso é uma cantora de rápida aceitação e compreensão, e principalmente por ter um
enorme talento e carisma!
Vestida de camisa laranja larga, da cintura para baixo Céu estava travestida de sereia simplesmente encantou a Recife que ali estava, e em poucos minutos, todos estavam hipnotizados com a artista! Em simplesmente todas as canções, ela teve o acompanhamento da maior parte dos presentes
em seu show, isso de uma artista que não é essencialmente popular! Céu tocou pandeiro meia
lua, tocou um mini órgão, cantou e comandou o maior coral até então do Recbeat.
O festival ao contrário do que conversou com a reportagem da Dynamite (Guti, o curador do
festival) se mostra cada vez mais popular (mesmo não sendo esse o intento maior do evento), e mesmo que Guti não queira, as escolhas dele refletem o gosto do público: uma vontade de
artistas novos e intrigantes e a certeza que sempre serão estrelas em meio a tantas presentes ao Carnaval pernambucano!

 

E OS FINALMENTES…

É difícil escolher um destaque em um festival de quatro dias. Todos os artistas foram destaque no exato momento em que pisaram no palco do Cais da Alfandega. Fossem brasileiros ou
estrangeiros, todos foram estrelas de um pequeno universo chamado Recbeat e teve seu curador e mentor Guti, a maior de todas, um homem calmo e simples que soube escolher a dedo todos os que puderam passar por ali nesses incríveis dezoito anos!
Não somente ele, mas sua equipe que nos recebeu tão bem e nos atendeu de maneira ímpar os pedidos mais em cima da hora possíveis, o nosso muitíssimo obrigado à: Bruno Guimarães,
Aline Galvão, Tathiana Nunes, Flora Pimentel, Maira Gamarra, ao pessoal da Revista O Rato
de Curitiba e da cena lo-fi de Recife! E se eu por um acaso tiver esquecido alguém, um enorme
ABRAÇO!!!

 

(texto: Luciano Vitor, especial para Zap’n’roll; fotos: Flora Pimentel e Flicker do festival)

 

 

MICRO DIÁRIO SENTIMENTAL ZAPPER – O DIA EM QUE O MALOKER SE “ESTRANHOU” COM O PRODUTOR GUTI, UIA!
Essa história nem o nosso querido Luciano “Vitor” Carioca (autor, aí em cima, do excelente texto sobre o festival RecBeat 2013) conhece. Como ele citou (acertadamente) o nome do produtor do evento, o boa praça Guti, em seu texto, o blogger memorialista se lembrou de uma “historinha” (uia!) ocorrida em Rio Branco, no Acre, lá pelos idos de 2007 – lá se vão seis anos…

Zap’n’roll era ainda beeeeem doidón naquela época, rsrs. E estava na capital do Acre para cobrir a edição daquele ano do festival Varadouro, evento produzido pelo coletivo local Catraia (e que era associado a adivinhem? Claaaaaro! Ao povo da pestilenta ONG Fora do Eixo). O blog já havia acompanhado o Varadouro no ano anterior (cobrindo-o para a gigante revista Rolling Stone) e tinha sido novamente convidado a acompanhar de perto os shows. E lá estava: tudo rolando na buena, shows bacanas, público idem, atendimento sempre cordial da turma comandada pela querida e fofa produtora Karla. E, yep, muito álcool e muita cocaine rolando também (a do Acre, vale exarar, é DEVASTADORA, hihihi).

Tudo correu bem até a última noite do festival. Foi quando entrou em cena pra fechar o evento o Cordel do Fogo Encantado, então um nome gigante da cena independente nacional e que o coletivo Catraia tinha resolvido levar pro Varadouro com o intuito de garantir um grande público para a noite derradeira. Só que isso gerou desconforto em vários músicos das bandas locais que, nas internas do festival, reclamavam do “tratamento” dispensado ao Cordel. Não era pra menos: enquanto as pobres bandas de Rio Branco sequer tinham camarim e tinham que se virar pra se trocar e preparar seus instrumentos atrás dos dois palcos montados para receber os shows, a produção do Varadouro armou uma tenda gigante pra servir de camarim pra banda pernambucana. E com tudo lá dentro a que ela tinha direito: sandubinhas, tábua de frios, brejas, vinhos e whisky importado etc, etc, etc. Além é claro, de um polpudo cachê (para os padrões da indie scene nacional) pago ao Cordel.

Até aí nada demais e o blog não tinha absolutamente nada a ver com essa parada – a de se privilegiar uns em detrimento de outros tantos. Era escolha logística/operacional da produção do Varadouro e não estávamos lá pra questionar isso mas, sim, pra cobrir o festival. Porém, ao final do set do Cordel duas xotaças locais (por que as garotas do Norte são tão tesudas, quase todas com peitões, rabos e coxas abundantes, além de serem todas lindaças de rosto? Um mistério… rsrs) vieram ao encontro do sujeito que escreve estas linhas memorialistas, e lhe pediram um favor – uma delas conhecia o autor do blog, por sermos os dois (o blog e a garota) amigos comuns dos queridaços Los Porongas, irmãos de coração deste espaço rocker virtual. “Finatti, como você tá com credencial, você consegue levar a gente até o camarim do Cordel? Só queríamos tirar uma foto com o Lirinha (vocalista da banda) e bla bla blá”, disse uma delas.

Guti, produtor musical do festival RecBeat e ex-empresário da finada banda Cordel do Fogo Encantado: o zapper loker se “estranhou” com ele no Acre, em 2007, rsrs

 

Zap’n’roll já estava ultra chapado (de álcool e devastação nasal) e nem estava a fim de ir até o camarim. Mas como é sempre solícito rumou com as duas moçoilas até a entrada da tenda/camarim. Quando o trio chega na porta, quem sai lá de dentro, espumando por conta de algum problema? O pequeno Guti. O blog tenta falar com ele (já que ambos se conheciam há alguns anos sem, no entanto, serem grandes amigos): “Guti, tem problema as garotas aqui darem só uma entrada rápida? É que elas queriam…”. A frase nem foi concluída pois o produtor do Cordel simplesmente se virou pro blogger loker e disparou: “Não enche o saco, Finatti!”.

Foi o suficiente pra se iniciar um tsunami em plena floresta amazônica. Imagine você, dileto leitor zapper: se nem a saudosa mama Janet disparava uma grosseria dessas contra seu sempre esquentado filho jornalista (pois ela sabia o que iria ouvir como resposta), o que dizer então de um sujeito de um metro e meio de altura (Guti) lascando um “não enche o saco!” pra um jornalista de 1,79m de altura, notoriamente conhecido (na época) por não ser exatamente um modelo de calma e que já estava com cerca de meio litro de whisky na cabeça, além de ter aspirado pelo menos umas três carreiras bem fornidas de legítimo padê acreano?

Não deu outra: o blogger loker, iradísismo com a grosseria, gritou para Guti: “não enche o saco você, seu baixinho de merda!”, e partiu pra cima do sujeito. Foi quando alguém chamou a turma do deixa disso e alguns seguranças vieram em socorro do produtor do Cordel, e também prontos pra socar bonito o jornalista explosivo e mega alterado de tudo. Foi aí que a produtora Karla veio em socorro do blog, junto com a turma dos Porongas. “Finas, relaxa, larga mão disso!”, tentou acalmar Jorge Anzol, o batera dos Porongas. “Deixa que eu cuido dele!”, bradou a produtora Karla pros seguranças. E assim, “escoltado” pela Kaká de um lado e por Anzolino do outro, Zap’n’roll foi levado para um lugar um pouco mais distante do seu desafeto. “Você não pode fazer isso! É nosso jornalista convidado, assim como eles estão aqui trabalhando também! Se eu não chegasse lá agora, o segurança iria te agredir!”, falava Kaká, desesperada.

Conversa daqui, negocia dali, os ânimos foram se acalmando e combinou-se um pedido mútuo de desculpas entre o jornalista brigão e o produtor bocudão. Ambos se desculparam pelos seus, hã, destemperos, apertaram as mãos e aparentemente tudo ficou bem. O blog nunca mais falou com Guti desde então mas acompanha seu trabalho de curadoria do RecBeat há anos e sabe que ele já fez muito pela música independente brasileira. E manda daqui, relembrando essa história bizarra, um super abraço pro grande (como ser humano e produtor cultural) Guti.

 

* A cobertura do RecBeat, bem como essa história bizarra ocorrida no Acre vão pros queridos Jorge Anzol, Diego Soares, Márcio Magrão e Jacyene Marulanda.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Discos: em tempo de lançamentos sem relevância, nada como revirar o baú da web ou ir numa loja de CDs e vinis atrás do que vale a pena de verdade. Nesse aspecto o blog indica qualquer disco que o gênio Gilberto Gil (yeah!) tenha lançado até 1981 (ano em que o bom baiano editou seu álbum “Luar”). Ou ainda “Life’s Too Good”, o sensacional trabalho de estréia do extinto Sugarcubes, editado em 1988.

 

* Filme: “A hora mais escura” entrou em cartaz na última sexta-feira e o blog foi conferir o longa na noite de sábado. Fodão: a direção de Kathryn Bigelow é firme e precisa e a atuação de Jessica Chastain (como a agente da Cia, Maya) idem. O roteiro mantém o espectador sob suspense durante as mais de duas horas e meia de exibição e vai decupando em detalhes o processo árduo e penoso em que a Inteligência Americana mergulhou, durante uma década, até conseguir descobrir o paradeiro de Osama Bin Laden e eliminar o maior terrorista da história. Curioso que o filme teve, em um mesmo veículo (a FolhaSP), uma crítica super favorável e outra completamente desabonadora (onde a fita chegou a ser classificada de “enfadonha”). Sinal de que também na crítica cinematográfica da mídia brazuca a opinião subjetiva se sobrepõe a critérios de avaliação mais rigorosos e técnicos. Enfim, estas linhas online acharam “A hora mais escura” digna dos maiores elogios. Agora é com quem ainda não assistiu ao filme.

A agente Maya, da Cia, dedica sua vida a achar e matar o terrorista Osama Bin Laden. Essa é a história que “A hora mais escura” conta, com maestria

 

* Baladas: elas serão atualizadas aqui no post que entrará provavelmente nesta sexta-feira. De qualquer forma o finde terá uma ótima festa anos 80’ no sábado: vai ser a “Viciados em anos 80’” e irá rolar no Aeroflith Bar (rua Toledo Barbosa, 380, Belém, zona leste de Sampa). Nessa balada o blog bota fé já que ela está sendo organizada pelo nosso queridíssimo velho amigo Julio Espinoza (o popular Chileno), que há anos agita eventos na área goth e alternativa em geral. Boa pedida pro sabadão, 23, sendo que estas linhas online prometem dar uma passada por lá, se a saúde permitir, uia.///Mais baladas, como dito aí em cima, aqui no nosso roteiro no próximo post, okays?

 

 

VEM PRO LOLLA, PORRAN!
E venham mesmo! Basta ir no hfinatti@gmail.com, pra tentar descolar:

 

* UM INGRESSO pra cada noite do Lollapalooza BR 2013, que rola no final de março em Sampa, com showzaços do Black Keys, Pearl Jam, QOTSA e muito mais. Corre aí no seu pedido que o tempo está ficando curto, néan?

 

 

E POR ENQUANTO…
É isso. Post grandão, mesmo com o sujeito aqui enfrentando o maior desafio de sua vida até hoje. Se tudo correr bem tem novo postão nesta sexta-feira. Até lá deixamos nossos beijos nas gatas e abraços nos marmanjos que nos adoram, hehe. Inté!

 

 

(atualizado, ampliado e finalizado por Finatti em 18/2/2013 às 23:47hs.)

O finde em que a Minha Namorada Sangrenta provocou comoção e histeria na web planetária e finalmente ressuscitou e caiu na Terra (ou na web), com o seu novo disco, o primeiro inédito em duas décadas; mais: em plena folia momesca o blogão ataca com as notas hot (quer dizer, mais ou menos hot, hihi) da semana, fala novamente de uma bandaça do Norte brasileiro, mostra a grande “trairagem” (com as bandas indies) que é o Grito Rock SP e apresenta uma musa indie negra e nua de tirar o fôlego, uia! (plus EXCLUSIVAÇO: o blog desvenda uma “reunião secreta” dos Fora do Eixo, hihihi) (post finalizado em 10/2/2013)

Kevin Shields (acima), o genial e louco guitarrista da lenda My Bloody Valentine (abaixo); o quarteto irlandês levou mais de vinte anos para lançar seu terceiro disco, que finalmente saiu na semana passada e causou tumulto e histeria na web

 

 

Programação normal.
E nada de carnaval por aqui, claaaaaro. Embora sempre tenha respeitado e até admirado a principal festa da cultura popular brasileira como um todo (os desfiles das escolas de samba são sempre bacanas e os ritmos nordestinos como maracatu e frevo são de importância capital na construção da moderna música nacional), Zap’n’roll sempre preferiu se manter à margem, distante da esbórnia que rola nos quatro dias do reinado de Momo. Ano passado, por exemplo, foi para a sua sempre amada São Thomé Das Letras. E este ano preferiu ficar aqui mesmo, na velha Sampalândia – a cidade, nestes dias, fica vazia e sensacional se você quiser ir a um show, visitar uma exposição ou ir pegar uma sessão de cinema ou peça de teatro, sendo que é o blog pretende fazer neste sabadão à noite, quando estas linhas online estão aí, finalmente ao alcance da leitura do nosso sempre fiel e dileto leitorado. Foi uma semana, enfim, nada agitada no mondo pop/rock, talvez um reflexo já antecipado da folia carnavalesca. Mas estamos aqui como sempre, e vamos ao que sucedeu nos últimos dias, quando uma lenda do shoegazer britânico (o My Bloody Valentine) finalmente lançou seu novo disco – isso, após vinte e dois anos de espera. E também vamos falar novamente de uma banda bacanuda do Norte brasileiro (a incrível Malbec, de Manaus), da grande safadeza moral que é o festival Grito Rock SP (promovido pelo Fora do Eixo, óbvio) e mais isso e aquilo aqui, sempre no blogão de rock alternativo e cultura pop que não tem medo de dizer/escrever o que pensa.

 

* E sim, bateu preguiça de terminar o post da semana passada, hehe. Pra compensar esse vai entrar todo de uma vez neste sábado de carnaval – pelo menos é a nossa intenção. Vamos ver se rola…

* Entonces, sabadón de carnaval, néan? O blogger ainda loker ficou sussa na sexta, em sua house. Na quinta-feira a noite foi bem mais, hã, esporrenta: o blog fez via sacra no baixo Augusta, ao lado dos sempre queridos Karla Sanchez e Diego Souza (da fodona Luneta Mágica, de Manaus), e também do chapa e guitarrista Samuel. A noitada começou na Loca (na festa “Loucuras”, comandada pelo nosso, pelo seu André Pomba), prosseguiu na Blitz Haus, passou pela Outs e foi acabar sempre no rock’n’roll eternamente em alta combustão do Astronete. Foi beeeeem lecal, sem dúvida. Tanto que após virar várias vodkas com  energético, uma dose sarada de Jack Daniel’s e mais algumas brejas, o blog voltou feliz pra casa… às seis da manhã, uia! E deitou em sua confortável caminha pensando nela (naquele monumento de tesão e inteligência lá do Norte, sempre o Norte). Pois é…

 

* Quem ficou em Sampa e não curte carnaval, não tem do que reclamar. Hoje, por exemplo, o sujeito aqui vai ver finalmente a exposição “Gil 70”, no Itaú Cultural. Depois, vai emendar e tentar assistir a peça “Mulheres”, adaptação gênio de Mário Bortolotto pro texto igualmente genial do velho safado que todos nós amamos, o imortal Charles Bukowski. E depois vai beber algumas com os queridos Adriana Cristina e Vandré. Amanhã a parada vai ser no Simplão Rock Bar (alô Cris Mamuska! Nos aguarde que estamos chegando, hihihi) em Paranapiacaba, onde o blog pretende ficar até terça-feira. Tá bão, né? Carnaval pra quê?

 

* E em março/abril a vida destas linhas online vai ser bastante tumultuada, no ótimo sentido. O blogão que adora brincar de DJ vai discotecar na Blitz Haus no final de março. Depois tem Lollapalooza BR. Depois, o Cure, já em abril. E no final do mesmo mês vai rolar o festão de DEZ ANOS de Zap’n’roll, lá no Dynamite Pub (com showzaços já confirmados de Coyotes California e da Luneta Mágica). E depois o blogger sempre viajante vai parar novamente em Manaus, pra acompanhar de perto o festival Hey Yo Music (com shows de Inocentes, Rock Rocket, Veludo Branco, Jam Rock, Acossados etc, etc, etc), e rever seus queridos amigos de lá. Melhor impossível! Sobre o Hey Yo Music Fest, você saber mais aqui: https://www.facebook.com/HeyYouMusicFestival?group_id=0.

O trios paulistano Rock Rocket (acima) e roraimense Veludo Branco (abaixo): atrações confirmadas no Yo Music Fest, que acontece no final de abril em Manaus, com cobertura do blogão zapper

 

 

* Falando no grande Coyotes California, vem aí o segundo vídeo do fodástico álbum “Hello Fellas”. Desta vez para a música “Miss Sexual”. E você pode participar das gravações. Cumas? Acessa aqui, pra saber mais detalhes: http://catarse.me/pt/misssexual#about.

CoyotCalifornia vai lançar novo clip e você poderá participar dele

* E, yep, a capa da Rolling Stone Brasil deste mês não poderia se outra e está lindona e classuda. Dá uma olhada aê:

 

* Tio Lobão, meio no ostracismo (só isso explica o fato de até ele ir parar na programação do Grito Rock SP 2013, aquela trambicagem em forma de festival organizado pela “entidade” Fora do Eixo), foi atacar o movimento Tropicalista, em entrevista ao portal Uol. Conhecendo muito bem a figura como estas linhas zappers conhecem, não é novidade que esse sujeito – que já foi sim uma das maiores referências do rock nacional dos anos 80’ – continue apelando para a sua metralhadora bucal quando quer se expor por mais alguns minutos nos holofotes da fama. Pra quem ainda se importa com Big Wolf, suas palavras continuam repercutindo. Pra este blog o que Lobão fiz hoje não causa mais impacto algum.

 

* Assim como o novo disco da lenda My Bloody Valentine também quase não causou impacto nos ouvidos do autor deste espaço virtual. Mas isso a gente explica melhor aí embaixo.

 

 

DEPOIS DE DUAS DÉCADAS, A VOLTA DO MY BLOODY VALENTINE – E AÍ???
Não há definição melhor para o que aconteceu na madrugada do último sábado pra domingo na internet. Alguns minutos após a meia-noite uma autêntica comoção, seguida de histeria, dominou as timelines das principais redes sociais (Twitter, faceboquete), além de ocupar integralmente o espaço em blogs de rock alternativo e sites de cultura pop. A lenda maior, gigante do shoegazer britânico dos anos 90’ (sub gênero do indie guitar de então, onde as canções eram compostas por melodias melancólicas e com as guitarras encharcadas de noise, além de que os integrantes das bandas tocavam invariavelmente ao vivo com a cabeça baixa, olhando para os próprios pés), o quarteto My Bloody Valentine, acabara de anunciar que estava disponibilizando seu novo álbum para streaming e venda online no site oficial da banda.

 

O alvoroço em torno do lançamento do disco (batizado simplesmente de “MVB”, e que jamais vai ganhar edição nacional) se deu por um motivo muito simples e que todo mundo que acompanha estas linhas bloggers rockers e o noticiário pop na web, já está sabendo: este terceiro trabalho da banda liderada pelo mega gênio Kevin Shields (guitarrista, compositor, vocalista, letristas e figura central do grupo) levou “apenas” vinte e dois anos para ser lançado (!!!). “Loveless”, o fenomenal segundo álbum de estúdio do conjunto (e que pode figurar tranquilamente entre os vinte melhores discos de rock de todos os tempos), havia sido lançado em novembro de 1991, quando o MBV já havia colocado fãs e jornalistas do mundo inteiro em delírio e de joelhos com sua fodástica estréia em “Isn’t Anything” (editado exatos três anos antes, em novembro de 1988, e que incrivelmente saiu em vinil nacional, um ano depois, pelo selo Styletto/Eldorado).

 

Pois não deu outra: o site da banda congestionou, o servidor não agüentou e tudo ficou por um bom tempo fora do ar. Quando a conexão foi restabelecida, o álbum começou a pipocar por todos os poros da web. O blog zapper (que havia enfiado o pé na lama em balada noturna monstro pelo baixo Augusta paulistano na madrugada de sexta pra sábado, e muerto e fora de combate havia decidido ficar no conforto do lar na madruga seguinte) capturou o disco em seu HD por volta das cinco da matina de domingo. E foi ouvi-lo com calma na noite do mesmo domingo. De lá até o momento em que estas linhas estão sendo digitadas foram várias audições de “MBV”, o álbum. E já dá pra verbalizar aqui o que estas linhas rockers sempre críticas e rigorosas acharam do dito cujo.

São nove músicas apenas, em quarenta e seis minutos de duração. Os vocais vaporosos, sonolentos e enterrados (na mixagem) nos instrumentos estão todos lá – e divididos sempre entre Kevin e a também guitarrista e cantora Bilinda Butcher (sendo que também permanecem na banda a baixista Debbie Googe e o baterista Colm Ciosoig). As guitarras em noise e em distorção psicodélica também dominam a ambiência sônica do álbum e ninguém melhor do que Kevins Shields extrai essa avalanche de timbres inebriantes do instrumento. É assim que faixas como “She Found Now” (que abre o disco em clima de total lassidão), “Only Tomorrow”, “Who Sees You” (que poderia muito bem estar em “Loveless”), “Is This And Yes” (uma quase mantra hipnótico de cinco minutos, sem guitarras e conduzido apenas por sons de órgão vintage e vocais quase inaudíveis) ou “In Another Way” (ou quando o MBV se permite ser, hã, quase “pop” e radiofônico, naquela que talvez seja a faixa mais acessível composta pelo quarteto até hoje e também talvez o melhor momento do disco) vão entorpecendo e seduzindo os sentidos de quem as escuta. Ou seja, não há do que reclamar. O velho My Bloody Valentine aí está, com garbo e maestria, para mega felicidade e orgulho da nação indie e dos fãs empedernidos do shoegazer dos early 90’.

Capa de “MBV”: o disco é bom, mas é mais do mesmo

 

Certo? Mais ou menos. Tudo ok, tudo muito bacana, tudo muuuuuito lindo e tal mas é no final desta resenha que o blog zapper vai desafinar o coro gigantesco de baba-ovos que se formou em torno do lançamento do tão aguardado (duas décadas…) novo trabalho da banda. A questão é: o disco é bom? Sim. Kevin Shields continua sendo um gênio? Também. Mas o grupo fez ALGUMA COISA superior ao que ele já tinha gravado em seus dois primeiros álbuns? Nem fodendo. Na real e no frigir dos bagos é mais do mesmo (ótimo, sem dúvida), e não há nada aqui que o MBV não tenha desenvolvido melhor em “Isn’t…” e, principalmente, em “Loveless” (quem duvidar, que vá ouvir o dito cujo). Fica então o enorme mistério do por que de Kevin Shields e a banda terem levado vinte e dois anos para lançar este disco, sendo que ele poderia perfeitamente ter sido editado um ou dois anos depois após o segundo álbum do grupo. E mais: tivesse chegado às lojas naquela época (1992/1993), este MBV fatalmente seria recebido com mega frieza por jornalistas e fãs, diante do estrondo que são os dois trabalhos iniciais do conjunto. Lançado hoje, em um mundo musical rasteiro, de pop absolutamente burro e rock paupérrimo de idéias e boas soluções melódicas e de arranjos, o novo álbum do My Bloody Valentine só pode mesmo ganhar status de quase obra-prima.

 

E assim caminhamos. É um disco que não vai vender nada (ainda mais nesses tempos de música circulando livremente na web) mas que serve de ótima desculpa para a banda cair na estrada e fazer shows fodões e históricos. Seria uma ótima pedida, inclusive, colocar o MBV num possível line up de um possível Terra ou SWU 2013. Fikadika pros nossos prezados produtores.

 

 

O TRACK LIST DE MBV – O DISCO
“She Found Now” – 5:06
“Only Tomorrow” – 6:22
“Who Sees You” – 6:12
“Is This and Yes” – 5:07
“If I Am” – 3:54
“New You” – 4:59
“In Another Way” – 5:31
“Nothing Is” – 3:34
“Wonder 2” – 5:52

 

 

MY BLOODY VALENTINE AÍ EMBAIXO
Em dois momentos clássicos do album “Loveless” (de 1991): as faixas “Only Shallow” e “Soon”

 

 

 

 

MALBEC, A OUTRA BANDA SENSACIONAL DE MANAUS
Estas linhas rockers bloggers já falaram do quinteto manauara Malbec, em algum post do final de 2012. Mas ouvindo novamente agora o “Paranormal Songs”, o disco de estréia da banda, nos damos conta de como o disco é fodão e de como é prazeroso aos nossos ouvidos se deparar com uma banda que realmente PENSA pra criar música e sua obra.

 

Sem querer fazer média com ninguém ou puxar o saco de ninguém aqui, mas o fato é inquestionável: NÃO existe nesse momento, aqui em São Paulo (e talvez em todo o Sudeste), uma banda como a Malbec ou a Luneta Mágica, ambas de Manaus. As duas estão vindo pra cá esse ano e vão causar muita inveja, ressentimento e sentimento de impotência nas bandinhas indies de merda daqui. “Mas como? Como eles conseguem fazer um disco desses, e nós não?”, irão se indagar algumas dessas bandas inúteis (artisticamente falando) daqui.

A Malbec, de Manaus: não existe banda igual a eles no Sudeste, em termos de qualidade musical

 

O som do quinteto não cede ao apelo fácil do pop comercial. As letras são ótimas (“Se a luz do relógio da torre/Descesse ao bairro/E rodasse no escuro/Aquecendo um cachorro só/Como se um vigia noturno/Disfarçado de bola de fogo”, trecho de “Relógio da Torre”) e há muito de experimentalismo e de Radiohead fase “Ok Computer” (que é o que eles gostam, felizmente) na sonoridade da banda, de arranjos elaboradíssimos, melodias complexas mas ainda assim envolventes e harmonias vocais bacanas (a cargo da dupla Ian Fonseca e Zé Cardoso). Fora que a produção do disco saiu no capricho, e onde o grupo se preocupou, entre outros detalhes, em fazer a masterização do trabalho em um estúdio em Nova York.

 

“Paranormal Songs” já andou sendo destacado em blogs no site do jornal O Globo. Então o blogão zapper gostaria muito  mesmo, de verdade, que gente esperta e que consideramos antenada (como Lucio Ribeiro, Pablo Miyazawa e Marcelo Costa) dessem uma ouvida no conjunto – e também na Luneta Mágica, que já conquistou um fã ilustre, o querido amigo e vj China.

“Paranormal Songs”: discão repleto de experintalismo e nuances à Radiohead

 

Só um detalhe nos incomoda no álbum: o fato de algumas músicas terem sido compostas em inglês. Mas isso é uma questão subjetiva, uma opinião pessoal: Zap’n’roll tem meio birra de discos que dividem os vocais das canções em dois idiomas. E sinceramente prefermos a Malbec cantando em bom português. Mas tirando esse detalhe, o disco é irretocável.

 

Não há segredos aqui. Apenas ótimo rock’n’roll e a competência e determinação de caras que fazem música com o coração. E isso lá no distante Amazonas. Pois Manaus e a própria Malbec podem e devem se orgulhar muito do resultado obtido em “Paranormal Songs”. Quem não conhece, não ouviu ainda e acha que estamos exagerando, a recomendação é simples: vá atrás e ouça. Só isso.

 

* A Malbec pode ser ouvida e ter seu disco baixado aqui: http://www.malbec.mus.br/promo/.

 

 

A GRANDE TRAPAÇA AÉTICA E IMORAL ARMADA PELO FORA DO EIXO NO FESTIVAL GRITO ROCK SP

Há duas décadas o nosso querido “inimigo cordial” André Barcinski (hoje atuando como jornalista/blogueiro e crítico de música e cinema na Folha online) causou tumulto na imprensa brasileira ao resenhar o álbum “Titanomaquia” (dos Titãs) para a extinta revista Bizz, que então estava no auge, construindo e destruindo mitos da noite para o dia. Com muito bom humor, Barça imaginou uma hipotética reunião no escritório dos Titãs e onde os integrantes da banda discutiam sobre como deveria ser seu novo disco. O texto ficou hilário e se tornou um clássico do recente jornalismo musical brasileiro.

Pois então: vinte anos depois Zap’n’roll vai aproveitar a idéia do crítico da Folha, onde estas linhas bloggers sacanas também vão compor um diálogo imaginário que teria rolou na cúpula da máfia do FDE em Sampa, e que tenta entender e explicar ao nosso dileto leitorado como surgiu mais esta empulhação/armação total aética e imoral, patrocinada pela ONG Fora do Eixo, e que se transformou no tal festival Grito Rock SP, que começou na última sexta-feira em São Paulo (no auditório Ibirapuera, um dos espaços nobres da cidade para a realização de shows) e termina hoje, domingo, 10 de fevereiro, quando esse texto está sendo incluído neste post, finalizando-o. Vamos lá!

 

(um domingão qualquer, final de 2012, na mansão “sede” da cúpula da organização mafiosa Fora do Eixo, no bairro do Cambuci, em Sampalândia. Enquanto no salão do fundo da mansão rolam shows com bandas que ninguém conhece e que tocam no “domingão” da Casa recebendo o “generoso” cachê de duas Sol latão pelas apresentações, dentro da casa rola mais uma interminável “imersão”, sempre comandada pelo “cappo” mr. Capilé. Desta vez, discute-se a realização do festival Grito Rock SP, a ser realizado no carnaval)

 

Mr. Capilé: temos que fazer bombar o Grito Rock SP, pessoal! Já está tudo acertado! Conseguimos aprovar um projeto junto à Secretaria Municipal de Cultura (via Lei de Incentivo) que nos garantiu uma GORDA verba para realizar o evento. O curador vai ser o nosso “querido” Alex Lilith Antunes, que aliás está de parabéns pois trabalhou muito bem!

Um dos integrantes da “imersão”: o que ele fez na curadoria? Quem ele escolheu? Quem vai tocar, afinal?

Capilé: ora, para aprovar um bom projeto de captação de muita grana tivemos que ser espertos, como sempre somos aliás, hehe. Então ao invés de chamarmos bandas toscas que ninguém conhece, fizemos o certo dessa vez. O Lex colocou o Lobão de convidado numa das noites e o Edgard Scandurra pra fechar a outra. Dois ícones do rock mainstream nacional dos anos 80’! Mas agora eles são “independentes” como a gente, não é o máximo?

Outro integrante da “imersão”: mas… quanto vai custar isso pro FDE? Porran, Lobão, Scandurra…

Capilé: ué, vai custar nada! A grana que conseguimos cobre tudo e ainda vai sobrar pro FDE.

(começa um zunzunzun entre os participantes da “imersão”. Um deles comenta sobre valores de cachês das “estrelas” que irão participar do GR)
Participante da imersão: ouvi dizer que tanto o Lobão quanto o Edgard Scandurra estão com cachês em torno de R$ 30 mil reais, cada um. Os dois somados dão mais de 60 mil. Fora a Cida Moreyra, o Thiago Petith e todo o resto. Se somarmos tudo isso vai pra mais de cem mil reais. Não é muita grana? Quanto conseguimos arrecadar na captação de recursos, afinal?

(o cappo do FDE fica tenso) Mr. Capile: olha, isso eu não posso falar mas garanto que o dinheiro dá e sobra. E o Lex fez um ótimo trabalho de curadoria, pra isso ele recebeu um gordo cachê também, que vai permitir que ele pare por um tempo de usar internet em lan house e ficar ligando pros outros a cobrar, de orelhão.

(um outro integrante da “imersão” começa a demonstrar insatisfação com a história): Mas poxa vida! E por que as bandas mais alternativas foram deixadas de fora do evento? Por que nenhuma foi escalada pra tocar abrindo pro Lobão ou pro Scandurra? Você, chefe, não diz sempre que as bandas têm que dar o sangue pelo FDE e fazendo assim, as bandas sempre terão reconhecimento e espaço garantido nos festivais promovidos pela entidade?

Mr. Capilé (irritado por estar sendo confrontado): escuta rapá, esse Grito Rock no auditório Ibirapuera é um caso especial e à parte. Ali temos que botar peixe grande pra dar uma satisfação à Secretaria da Educação (senão a gente não conseguia o dindim) e também à mídia rancorosa e marrom que está no nosso pé, com esses bloguinhos de merda do tal Dum de Lucca e a Zap’n’roll, daquele porra do Finatti. Então dessa vez as bandas que lutam pelo FDE ficarão de fato de fora. É uma questão puramente memética. Mas elas sempre terão espaço nos domingos aqui na sede da Casa Fora do Eixo. E ainda continuam com as duas Sol latão de cachê. Porra, o que mais vocês querem???

O “Grande Chefe” do FDE (acima, ao lado da Presidente Dilma) e o gordo e picareta Lex Lilith (abaixo), o “curador” do Grito Rock SP 2013: uma dupla do barulho, uia!

 

(tumulto na reunião. Um integrante de uma banda qualquer mostra indignação de verdade e dispara contra Capilé): Pois eu acho isso uma PUTA duma sacanagem com as bandas que estão sempre aqui, tocando de GRAÇA pra vocês! Quer dizer que pra tocar nessa espelunca aqui da Casa Fora do Eixo a gente serve. Mas na hora de termos a oportunidade de mostrar nosso trabalho em um lugar como esse Auditório Ibirapuera e ao lado de um cara conhecido como o Lobão, não pode? Qualé? Eu acho isso aético, escroto e amoral com as bandas que dão o sangue pelo FDE. E esse Alex Antunes, que não passa de um fofoqueiro e picareta, quanto tá levando nessa “curadoria”?

(mr. Capilé explode de cólera): quem é você pra falar isso aqui? Seu pau no cu! Vai tomar no seu cu! Estou em CRISE DIPLOMÁTICA com você e sua banda e ORDENO que se retire IMEDIATAMENTE do Fora do Eixo!

(chega Alex Antunes na sala, com o seu habitual riso mongolóide, sua pança enooooorme e sua careca lustrosa): hehehehehe, calma, não vamos nos exaltar! Eu tinha que por nomes conhecidos na programação, senão não iríamos ter a grana pra fazer o festival. E eu ganhei pouco pra fazer a curadoria, “só” vinte mil reais. Eu PROMETO que vamos fazer outro festival tão bacana quanto nos próximos meses, aqui mesmo em São Paulo, e daremos som e luz decente pras bandas e iremos aumentar o cachê delas pra TRÊS Sol latão. Que tal?

(os integrantes da imersão debatem a proposta. Uns contra, outros a favor).
Integrante de banda a favor: se for isso mesmo eu topo. Porque toda vez o som e a luz que vocês arrumam é uma droga. E se aumentar mais uma Sol latão já dá pra matar melhor a sede.

Integrante de banda contra: negativo! Queremos som e luz decente e pelo menos cem mangos de ajuda de custo além das Sol latão. A vida tá cara, comer custa grana e cerveja não mata minha fome.

Mr. Capilé: CEM REAIS além das Sol latão? Que isso rapá, você quer levar o FDE à falência? Assim eu não posso passear na Europa! O dinheiro das minhas viagens tem que sair daqui! Do meu bolso é que não vai sair!
(a reunião termina, depois de DOZE HORAS de imersão, com todos sendo OBRIGADOS a acatar as decisões do Grande Chefe. Quem não concorda, rua! E sem sequer Sol latão de compensação, rsrs)

 

Lembrando: este é um diálogo imaginário, de uma reunião imaginária. Mas que tem tudo para ser real, no final das contas. Alguém aí duvida disso?

 

 

MUSA INDIE DA SEMANA – UMA DELÍCIA NEGRA NUA PARA SEUS OLHOS!
Yeeeeesssss. Ela é linda, negra, inteligentíssima, culta, engajada em movimentos sociais e professora numa escola de artes no Norte do Brasil (claaaaaro, onde mais poderia estar um monumento desses?). E se tornou uma queridaça amiga do autor deste blog desde que ele esteve passeando por lá, em setembro passado. A amizade cresceu tanto que estas linhas online resolveram dedicar a seção “Musa indie da semana” pra ela. Em retribuição Maru (a forma carinhosa como o blogger rocker a chama; sendo que vamos manter o nome da lindaça em segredo, a pedido dela) caprichou na imagem e mandou esta foto especialmente para ser publicada aqui.

 

Então é isso aí: deleitem-se machos empedernidos, hehe. Maru, nos seus vinte e três aninhos de puro charme e tesão, é fã de rock, de MPB e de literatura. E está solteira – não por muito tempo, se depender do sujeito aqui, uia!

Gatíssima, negra, tesuda, inteligente: Maru, a musa indie desta semana, solteiríssima – mas não por muito tempo, se depender do blog, hehe

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Discos: “MVB” (vá lá), do My Bloody Valentinte, e “Paranormal Songs”, da Malbec. Pra você ouvir feliz e chapando o côco de marijuana durante todo o carnaval.

* Filmes: com um feriadão desses bem aí, na nossa cara, nada melhor do que pegar um cinemão. Ainda estão em cartaz “As aventuras de Pi” e “Django Livre”. Se joga!

 

* Blog: o Roraima Rock’n’roll continua sendo um dos melhores espaços online no Norte brasileiro, pra se falar de rock alternativo. Escrito pelo chapa e amigão Victor Mattheus (também guitarrista do ótimo Power trio Veludo Branco), o blog também está repercutindo e acompanhando de perto a grande sacanagem promovida pela turma do Fora do Eixo, na cena independente nacional. Dá uma olhada lá e confere: http://roraimarocknroll.blogspot.com.br/2013/02/estreia-pimenta-no-cubo-dos-outros.html?spref=tw.

 

* Baladíssimas em pleno carnaval: yeah! Muita gente viajou mas outro tanto também ficou por aqui mesmo, em Sampalândia. Pra essa turma a noitada rocker não termina nunca e lá no baixo Augusta o feriadão ferve como sempre. Você pode optar entre a noite tecno da Blitz Haus, o open bar da Outs ou a DJ set de clássicos do rock sessentista lá no Astronete, que tá valendo! Então monte seu melhor modelón rocker, deixe a folia de Momo pra lá e caia nas guitarras, uhú!

 

 

BORA PRO LOLLA!
E não? Vai lá no hfinatti@gmail.com, que tá dando sopa:

 

* UM INGRESSO para cada noite do festival Lollapalooza BR 2013, que acontece de 29 a 31 de março no Jockey Club, em São Paulo. Vai perder???

 

 

E FUOMOS PRA FOLIA
Do rock’n’roll, claaaaaro. O blogão zapper volta na área na semana que vem, quando Momo já estiver bem longe daqui, uia! Beijos nas crianças. Inté!

 

 

(finalizado por Finatti em 10/2/2013 às 15hs.)

Sob eflúvios psicodélicos, shoegazer e indie guitar o Toy começa a bombar na Inglaterra, enquanto aqui o que “bomba” é o aparelhamento descarado da turma do Fora Do Eixo, em busca de poder e mamação sem fim de grana na teta pública; mais: Cure, baladas na berlinda e mais isso e aquilo tudo (post em construção, com última atualização às 19hs.)

O quinteto inglês Toy (acima), liderado pelo vocalista e guitarrista Tom Dougall (abaixo): psicodelia, guitarras indies e shoegazer no bacana álbum de estréia, homônimo, lançado no segundo semestre do ano passado; o disco passou total batido por aqui (pela nossa “intelligentsia” da blogosfera de cultura pop, hehe) e agora o grupo está bombando na Inglaterra com o ótimo single “Motoring”

 

 

Baladas na berlinda e em chamas.
Entonces, foi a semana em que o país praticamente só comentou um assunto (ao menos na mídia impressa e eletrônica, e em todos os seus níveis e quadrantes): a tragédia que aconteceu na madrugada do último domingo na boate Kiss (em Santa Maria, no interior gaúcho), quando um incêndio seguido de tumulto e pânico generalizado entre os freqüentadores causou a morte de mais de duzentas e trinta pessoas, se transformando numa das maiores tragédias deste tipo nas últimas décadas no Brasil – e que repercutiu no mundo inteiro. Zap’n’roll pensou muito durante a semana se iria comentar o assunto aqui. A princípio o tema seria um dos tópicos da pauta deste post, analisando os diferentes ângulos da questão e com entrevistas de freqüentadores e de alguns proprietários de casas noturnas paulistanas, todos amigos queridos destas linhas online. Afinal o episódio envolve sim algo ligado ao universo deste blog: música, diversão e baladas em casas noturnas, que é pra onde a galere vai com os amigos pra dançar e ouvir sons quando quer se divertir. Mas como abordar um assunto tão trágico aqui, e que de resto já havia sido farta e absurdamente explorado de forma sensacionalista e abjeta pela quase totalidade da mídia nacional? Sério, o sujeito que produz semanalmente estas linhas virtuais é jornalista há mais de duas décadas; pois ele próprio se viu envergonhado e indignado com o muito que viu/ouviu na cobertura jornalística do caso (exemplo: a FolhaSP, o maior diário do país, tão zelosa na sua qualidade editorial, manchetar que os celulares das vítimas do sinistro tocavam enquanto os corpos eram retirados do local). Para completar o nosso sempre querido mega amigo e ex-“editador” André Pomba, consultado pelo blog se queria se manifestar a respeito, disparou: “uma vergonha essa pauta! Você, experiente como é, não vai cair na vala do sensacionalismo midiático barato que se formou em torno disso”. De fato, após ouvir essa resposta estas linhas bloggers sempre atentas e analíticas ao que acontece no país não apenas na cultura pop mas também na sociedade como um todo, preferiu fazer o que está fazendo: emitir seu ponto de vista sobre a tragédia aqui mesmo, no texto que sempre abre cada post. E as conclusões são poucas, básicas, óbvias e as de sempre: todos, absolutamente todos erraram em Santa Maria. Erraram os músicos que usaram um recurso durante o show da banda (acender sinalizadores em um ambiente fechado e cujo teto do palco era revestido por espuma altamente inflamável) que não poderia ser usado ali. Erraram os donos e funcionários do estabelecimento que não facilitaram a saída emergencial do público (que, de resto, é sempre pessimamente tratado na maioria das casas noturnas por seguranças e atendentes em geral; claro, há exceções nessa regra e aqui mesmo em Sampa o blog pode citar duas, que seriam o Astronete e o novo clube Blitz Haus, ambos na rua Augusta), errou o poder público em não fiscalizar um estabelecimento que estava com o alvará de funcionamento vencido (uma não fiscalização gerada, obviamente, pela “molhação de mão” de algum agente deste mesmo poder público) etc. Enfim, uma sucessão de erros que custaram a vida de mais de duas centenas de jovens. Qual a lição que fica dessa tragédia? Que o país precisa mudar e com urgência, em vários níveis. Donos de casas noturnas precisam aprender a andar dentro da Lei e a fazer o que a Lei pede pra garantir a segurança máxima daqueles que freqüentam esses locais. Por outro lado o Estado, que INFERNIZA sim a vida de estabelecimentos comerciais com uma burocracia monstro e paquidérmica para conceder alvarás definitivos de funcionamento, bem que poderia agilizar esse processo evitando assim que muitos bares e boates precisassem funcionar sem o referido alvará e ainda por cima corrompendo funcionários públicos, pra que estes façam a célebre “vista grossa” para possíveis irregularidades. É uma tarefa gigantesca mudar todo esse círculo vicioso aqui, ainda mais em um país onde a corrupção é prática comum há cinco séculos – desde que ele foi descoberto e colonizado pelos portugueses. Então, está na hora de mudar isso. Ou daqui a alguns meses, quando a curta memória do povo já estiver esquecido o episódio de Santa Maria, outras boates irão pegar fogo, prédios irão desmoronar, barcos irão afundar etc, etc, etc. Gente continuará morrendo às dezenas (ou centenas), para o deleite sensacionalista da mídia por mais alguns dias. Dito isso bora pro post de hoje, que fala do grupo inglês Toy e da mafiosa ONG Fora do Eixo, que continua mostrando cada vez mais suas garras e dentes em cima do poder público e da pobre cultura nacional.

 

* Como era esperado, o lamentável e “ilustre” Renan Calheiros assumiu a presidência do Senado Federal na manhã de hoje. Nenhuma novidade: o jovem senador Randolfe Rodrigues (do Psol do Amapá) desistiu da sua candidatura e Pedro Taques, do PDT de Mato Grosso, bem que tentou mas não conseguiu segurar o rolo compressor da máquina do PMDB. É bom sempre lembrar aqui: este senhor que acaba de assumir o poder está sendo denunciado pelo Ministério Público junto ao STF, por patifarias cometidas em sua gestão anterior à frente do Senado. E depois os políticos brasileiros se perguntam por que eles são tão detestados pelo povo e pela opinião pública. Não é preciso ser nenhum gênio pra saber porque.

Pilantra, safado, ordinário: novamente presidente do Senado e dando um foda-se pro povo brasileiro!

 

* Bien, tirando o tumulto que dominou a semana toda por conta da tragédia lá nos pampas, os últimos dias foram bastante tranqüilos no mondo rocker e sem notícias, hã, bombásticas. A não ser por ontem, quando a produtora TopLink anunciou que os queridos tiozinhos new waves do B-52’s voltam ao Brasil em outubro, para duas apresentações. Sendo que uma delas será em Sampa (óbvio), dia 5 daquele mês no HSBC Brasil.

A boa e velha new wave de volta ao Brasil: os B-52’s tocam aqui em outubro

 

* Mas o que é isso??? Vão vendo: a produção do gigante festival Glastonbury (um dos maiores da Inglaterra e já uma lenda há décadas na história do rock’n’roll) ofereceu aos Rolling Stones nada menos do que um milhão de libras (algo em torno de R$ 3 milhões) para que os quatro velhinhos, ainda em mega forma, toquem no evento este ano. Até aí, nada demais. O que espantou foi essa declaração de Mick Jagger dada à NME, a respeito da proposta: “eu quero que a banda toque. Pelo BEM dos meus sete filhos”. Hã? Será que o velho Mick tá tão pobrinho assim e com problemas pra sustentar a prole??? Fala sério…

Esse sujeito, um dos maiores nomes de toda a história do rock e também um tremendo cara-de-pau, deu a entender que precisa de mais grana pra sustentar seus sete filhos. Jura, santa?

 

* A madrugada, velha companheira zapper há décadas, avança deliciosa e silenciosamente na kit da Praça da Árvore. É sempre nas madrugas que os textos dos posts fluem melhor. E curioso é que o sujeito aqui adora sair nas noites de quinta-feira, enfiar com gosto o pé na lama nas baladas noturnas, morrer na sextona em casa pra ressuscitar novamente no sábado e cair mais uma vez na esbórnia. Fora que ontem tinha a tradicional festa (fechada, apenas pra convidados e com breja na faixa) dos melhores do ano do site Zona Punk (WWW.zonapunk.com.br) e o zapper mega chapa do querido gordito de nuestro corazón, o grande Wlad Cruz (eterno editor-chefe do ZP), estava convidadíssimo a ir na bebedeira rocker. Não foi (e esperamos, de coração, que a festa tenha sido ótima): preferiu ficar em casa batucando estas linhas no notebook. Terá a idade, afinal, chegando de fato pro velho jornalista rocker/blogger e ainda loki? Hummm…

 

* Mas nesta sexta (leia-se hoje) o blog pretende sim cair lá pros lados do baixo Augusta, mais especificamente na noite rock da Blitz Haus. E depois encerrar a madruga no sempre fodástico Astronete onde bocetas quentes, selvagens, ordinárias e lokas é que o não falta. Nunca né Claudio Medusa, hihi…

 

* Cantinho do Cure, uia! Pois então: a partir deste post e até abril o blog vai sempre comentar algo a respeito da lenda goth liderada por Bob Smith, que toca em Sampa no dia 6 do mesmo abril, no estádio do Morumbi. Começando hoje comentando sobre a expectativa de qual irá ser o preço dos tickets pra gig – que começam a ser vendidos a partir do próximo dia 18 de fevereiro através do site Live Pass (WWW.livepass.com.br). O blog tem seu palpite e acha que o ingresso de pista vai custar em torno de duzentos mangos, sendo que se houver a famigerada pista Premium (e deverá haver já que a produtora da turnê brasileira da banda, a XYZ Live, é de uma ganância já histórica) ela deverá girar em torno de uns trezentos a quatrocentos reais. Mas por enquanto são hipóteses e o que resta é esperar mesmo o anúncio oficial dos preços.

 

* Agora, coisa linda são esses dois vídeos aí embaixo. O primeiro mostra o Cure tocando “Just Like Heaven” no festival Hollywood Rock, no Brasil, em janeiro de 1996. O outro é a versão integral de “Show”, lançado em 1993 e um dos melhores registros ao vivo que se tem do grupo. Foi dirigido pelo cineasta Tim Pope e é realmente sensacional. Confere aê:

The Cure – “Just Like Heaven” ao vivo, no festival Hollywood Rock, em janeiro de 1996

 

The Cure – “Show” (1993)

 

 

* E os Vespas Mandarinas, a banda do chapa e vj Chuck Hipólitho e do igualmente chapa Thadeu Meneghini, anunciou que lança finalmente seu disco de estréia no mês que vem. Vai ter produção do Rafael Ramos e vai sair pelo selo Vigilante, uma sub-divisão da DeckDisc. Vamos verrrrr e ouvirrrrr…

 

* Já o blog está terrivelmente ansioso pra escutar o novo álbum dos sempre bacanudos Bidê ou Balde, que já saiu e cujo press release foi assinado pelo queridón Cristiano Bastos (que prometeu enviar uma cópia do mesmo pra estas linhas bloggers sempre fãs de rock gaúcho, o mais rápido possível). Alô Carlinhos, Pila e a turma toda aí: o blog bota fé que tá um discaço!

Os gaúchos bons de rock da Bidê ou Balde: o disco novo acaba de sair

 

 

* Que mais? Ah sim, caçando vídeos na web pela madrugada (em busca de boas imagens e sons do Cure), este espaço online se deparou com mais esta pérola do nosso cancioneiro funk popular:

MC Pocahontas – “Bota Tudão!” (uia!)

 

* E pra galere da napa nervosa (uia!) tem esse aqui também, que registra uma reportagem do Jornal da Band há uns seis anos e onde o jornalismo da emissora mostrou uma “festinha” do PCC em uma favela em Diadema, na Grande São Paulo. Prova do líder é isso aê e não se discute!

 

 

UM BRINQUEDO PSICODÉLICO/SHOEGAZER PARA A NOVA DÉCADA
De tempos em tempos isso acontece. Banda nova lança seu primeiro disco sem muito alarde e sem despertar muito a atenção da mídia. Depois de alguns poucos meses um single desse disco começa a hypar na mídia e na web e voilá! A nova “sensação” do pop/rock planetário – ou mesmo do rock alternativo – está descoberta e decretada. É o caso do quinteto inglês Toy. Lançaram seu primeiro – e homônimo – álbum em setembro passado. Quase nada aconteceu, em termos de repercussão, na Inglaterra. Aqui então o cd passou completamente despercebido, até nos pseudos blogs “ixpertos” e “antenados” em cultura pop e rock alternativo. Mas aí veio o estouro do single “Motoring” e a sorte da banda começou a mudar.

Toy é de Londres e existe há apenas dois anos. É formado pelo guitarrista e vocalista Tom Dougall e também por Dominic O’Dair (guitarras), Maxim Barron (baixo), Charlie Salvidge (bateria) e a delicinha xoxota espanhola Alejandra Diez nos teclados. O cérebro pensante do conjunto é Dougall. É ele quem compõe quase todas as músicas, elabora arranjos, pensa nas ambiências sonoras que reverberam muito da psicodelia e do shoegazer britânico dos anos 90’.

Capa do bacana álbum de estréia dos ingleses do Toy

 

O blog conheceu o grupo através do single “Motoring”, que vive tendo seu clip exibido nas madrugadas da MTV. Quando ouviu a música pela primeira vez este espaço online caiu de amores pela mesma e foi correr atrás do disco completo. Álbum capturado na web, foi preciso algumas audições para que Zap’n’roll sacasse de fato a estrutura composicional do Toy. Há um ótimo trabalho de guitarras em todas as faixas e o disco flui em andamento acelerado até a sua metade pelo menos, com direito a uma ótima peça instrumental chamada “Drifting Deeper” (onde ruídos psicodélicos se imiscuem nos arpejos atrevidos das guitarras resultando em um belo efeito melódico, isso em um tempo onde faixas instrumentais são raridade em discos de rock). Fora que há canções que nos remetem ao fog londrino dos early 90’, como “Colours Running Cut”, “Dead & Gone” ou “Lose My Way”. Mesmo nos momentos mais bucólicos do trabalho, como na bela “My Heart Skips A Beat”, o Toy demonstra sua capacidade em engendrar música que envolve de forma poderosa o ouvinte.

O único senão do álbum talvez seja o seu fecho com a looooonga (até demais) “Kopter”: com quase dez minutos de duração e uma repetição incessante da parte melódica final, ela chega a cansar o ouvinte. Por outro lado o grande trunfo da estréia da banda é mesmo “Motoring”: trata-se daquelas músicas iluminadas e que valem quase por todo um disco. Ótima para se ouvir em casa e perfeita para se dançar numa pista, ela poderá ser lembrada daqui a alguns anos (se a memória musical do planeta não ficar pior do que já está) como uma das grandes canções desta década. E se o Toy continuar nessa pegada poderá durar um pouco mais do que quinze minutos de hype. O brinquedo é bom e tem futuro. Veremos até quando.

 

 

O TRACK LIST DO ÁLBUM DO TOY
1.”Colours Running Out”
2.”The Reasons Why”
3.”Dead & Gone”
4.”Lose My Way”
5.”Drifting Deeper”
6.”Motoring”
7.”My Heart Skips a Beat”
8.”Strange”
9.”Make It Mine”
10.”Omni”
11.”Walk Up to Me”
12.”Kopter”

 

 

E O TOY AÍ EMBAIXO
No vídeo do ótimo single “Motoring”

 

 

 

O MAFIOSO CIRCUITO FORA DO EIXO SE AGIGANTA CADA VEZ MAIS – E EXPÕE EM PÚBLICO SUA SEDE DE PODER E GRANA, MUITA GRANA
Foi algo ESTARRECEDOR ler a matéria de capa do caderno Ilustrada, publicada ontem no diário Folha De S. Paulo. A reportagem escrita pela dupla Ana Balloussier e Matheus Magenta (quem?), fez uma “radiografia” (chapa branca total, diga-se) da organização Fora do Eixo e do seu PODER POLÍTICO hoje na pobre Cultura desse país.

Estarrecedor porque esse pessoal começou do nada em Cuiabá, há sete anos (e o blog acompanhou o trabalho deles muito de perto, durante uns cinco anos) e hoje, com o olho mega gordo e as garras em cima do poder público e da teta pública, montaram um AUTÊNTICO APARELHAMENTO em São Paulo, objetivando ARRANCAR O MÁXIMO POSSÍVEL DE GRANA do Governo e também ter A MAIOR INFLUÊNCIA POLÍTICA possível na cena cultural do país.

Nada contra uma entidade apresentar propostas e projetos culturais e sociais bacanas e, a partir deles, começar a se projetar nacionalmente. Zap’n’roll, ela mesma, assume que foi a Cuiabá pelo menos seis vezes por conta deles (na época era a produtora Cubo, gerida pelo mesmo Pablo Capilé que ninguém conhecia, e que hoje é possivelmente o sujeito mais poderoso da cena indie nacional e cappo das TENEBROSAS TRANSAÇÕES que envolvem a ONG e o poder público. Algo muito distante do sujeito boa praça e magricela que ficou naquela época, via o hoje extinto MSN, tentando convencer estas linhas online durante duas semanas seguidas a ir conhecer o trabalho da Cubo e o festival Grito Rock. Convenceu o blog, que se meteu numa viagem de busão de vinte e cinco horas até Cuiabá, onde ficamos por três dias, e onde descobrimos no festival, realizado numa galeria de arte, o Vanguart, do hoje mega ingrato e “pop star” de salto altíssimo, mr. Hélio Flanders). E por ter acompanhado durante alguns anos e tão de perto seus festivais e projetos paralelos, é que estas linhas online ficam INDIGNADAS E PASMAS com a matéria da Folha. Só pra constar: o Pablo Capilé sonhador e idealista, sem ainda estar maculado pela ambição do poder político e do assalto desmedido à teta pública, o sujeito que acompanhou o blog até o terminal rodoviário quando partimos de volta pra São Paulo, pra se despedir carinhosamente de nós com um  abraço mega fraterno, esse sujeito simplesmente NÃO existe mais.

Há sete anos ele era um magricela produtor cultural em Cuiabá, ilustre desconhecido e um sujeito com ideais e propostas bacanas; em 2013 mr. Capilé só quer frequentar as hordas do poder (como na foto acima, ao lado da presidente Dilma), onde articula tenebrosas transações visando conseguir muito poder e grana pra “entidade” onde ele é o cappo supremo, o Circuito Fora do Eixo (foto: FolhaSP)

 

Esse pessoal realiza festivais e eventos TOSCOS pelo país todo, com estrutura de som e luz precária (perdemos a conta de quantas vezes vimos o som de palco pifar nos festivais que acompanhamos de perto, em várias partes do Brasil). Desde que o Fora do Eixo foi implantado, ele movimentou sim e abriu espaço sim para CENTENAS de bandas tocarem nesses festivais. Mas 95% delas NUNCA receberam cachês por esses shows – sendo que muitas eram obrigadas até a custear suas passagens do próprio bolso, pra poder tocar nesses festivais. E pra produzir esses eventos o FDE sempre ARRANCOU dinheiro do poder público. No que foi destinada essa grana, então?

A reportagem da Folha (voltando a repetir: total chapa branca) destaca que a entidade está expandindo sua área de ação, com universidade, consultorias, atuação nos campos social e político. Defende programas bacanas como a inclusão digital. Tudo ótimo, tudo lindo, mas quando se lê na própria matéria que em três anos os projetos do FDE movimentaram R$ 42 milhões de reais (!!!), sendo que 30% desse total (R$ 12 milhões) vieram do PODER PÚBLICO, a pergunta que não quer calar é: pra onde foi toda essa grana? É muito, mas muito dinheiro.

E é uma vergonha a Folha, o principal diário do país, abrir espaço de capa em seu caderno cultural, para encher a bola desse povo sem uma vírgula de contestação no texto, sem um “outro lado” que ouvisse os que estão hoje “fora” do eixo de VERDADE e alijados da PANELA em que se transformou o FDE. Há em toda a matéria apenas uma opinião discordante, a de Paulo Sarkin (vice-presidente da Federação Nacional dos Músicos Profissionais), que declara na reportagem: “o discurso messiânico deles serve para solidificar uma panelinha na qual só tocam aqueles que se dispõem a enfrentar um esquema amador e cachês incertos. Ou seja, para jovens aventureiros”.

Capa da Ilustrada de ontem: vergonha para a Folha fazer uma matéria chapa branca desse naipe

 

Porra, puta que pariu, caralho, que país é esse afinal? Onde está o MINISTÉRIO PÚBLICO que não INVESTIGA a atuação dessa entidade??? Em qualquer país SÉRIO do mundo (como o Japão, por exemplo), esse pessoal já estaria na mira da polícia e do Ministério Público, mesmo que no final a investigação atestasse a total IDONEIDADE da atuação da entidade.

Mas aqui não. Aqui é a terra do oba-oba, sempre. E como o oba-oba não pode parar esse bando que comanda hoje TENEBROSAS TRANSAÇÕES com o poder público (quem é o “Marcos Valério” deles? Quem é o “operador do mensalão”, do Fora do Eixo, afinal? Qual o interesse do Ministério da Cultura e da Secretaria Estadual da Cultura de SP, em apoiar tanto e com VERBAS GORDAS essa turma?) vai fazer no carnaval, entre outros milhares de “eventos”, o Grito Rock SP, no muito nobre espaço do Auditório Ibirapuera, em São Paulo. Com curadoria do mais pilantra, escroque e escroto ainda Alex Antunes, um exemplo hoje em dia de mau caratismo extremo no jornalismo cultural falido brasileiro.

Quem vai tocar nesse Grito Rock??? Qual vai ser o “cachê” das bandas pra participar do evento? Nem é preciso responder, né?
Quem quiser ler a matéria da Folha (onde aparecem várias fotos do cappo da história, mr. Capilé, que também está na foto aí embaixo deste tópico, ao lado do lambe-bagos, fofoqueiro e sujão Alex Antunes), ela está na capa da Ilustrada de ontem. E também na versão online do jornal, em http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1222936-rede-de-coletivos-fora-do-eixo-ganha-poder-ao-expandir-acoes-pelo-pais.shtml .

O lambe-bagos preferido do Fora do Eixo: o loser, escroto, gordo, fofoqueiro e careca jornalista Alex Antunes, que vive hoje em dia de “expedientes” pouco lisongeiros, como ser o “curador” do festival Grito Rock SP, que vai acontecer no carnaval no Audiório SP, no Parque do Ibirapuera

 

* Este texto, também publicado na página do blog no Facebook, obteve enorme repercussão por lá, com vários blogs espalhados pelo país reproduzindo o conteúdo. Entre estes blogs está o bacanudo Roraima Rock’n’roll, que pode ser acessado em http://www.roraimarocknroll.blogspot.com.br/2013/01/manifesto-fora-do-eixo-mas-dentro-do.html .

 

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O post continua em construção. Até o final da tarde deste sábado entram aqui as indicações culturais do blog, mais o roteiro de baladas e mais algumas coisinhas, não esquecendo que pelo hfinatti@gmail.com estão já em disputa mortal:

* UM INGRESSO pra cada noite do mega festival Lollapalooza BR 2013, que acontece no final de março em Sampa. Corre lá e boa sorte!

 

E nós continuamos correndo por aqui. Colaê novamente neste sábado, que vai ter maaaaais por aqui. Até já!

 

 

(atualizado por Finatti às 19hs.)