Enquanto o blog tosta ao sol rock’n’roll de Manaus (e onde o Hey You Music Festival rolou bacana no finde, apesar de enfrentar alguns problemas), o mondo/pop rock pega fogo em Sampalândia, com shows de Stephen Malkmus, do PIL (na Virada Cultural) e daquele quarteto LENDA GIGANTE do britpop, que deverá aportar no Brasilzão em novembro

Damon Albarn (vocais) e Graham Coxon (guitarras), a linha de frente do gigante e lendário Blur, um dos fundadores do britpop nos anos 90′: a banda, conforme o blog zapper comentou semanas atrás, deverá passar pelo Brasil em novembro, para ser o headliner da edição 2013 do festival Planeta Terra

* Zap’n’roll ainda em Manaus, wow!

 

Pois entonces. Tudo lindo, tudo ok próximo à linha do Equador. Em Manaus, capital do Amazonas e onde estas linhas bloggers andarilhas estão desde a semana passada (mas já retornando à velha Sampalândia nesta quarta-feira, ou seja amanhã, em pleno feriado meia-boca de meio de semana), o calor hoje derreteu a cidade, após alguns dias onde o clima estava até aprazível. No finde a cena rocker da cidade foi sacudida pelo Hey Yo Music Festival, que rolou bacanudo e deu grande espaço para a novíssima cena rock independente de Manaus, e onde o blog “pescou” grupos locais com qualidade musical e pegada rocker bacanuda – caso dos Acossados, dos Playmobils etc. Sendo que estas linhas online irão falar melhor do que rolou no Hey Yo e ainda irão dar um panorama bem legal do rock que rola hoje em Manaus até este próximo finde, quando irá entrar postão zapper no ar, uia!

 

Até lá, o mondo rock ferve em Sampa. Stephen Malkmus e seus Jicks lotaram o Beco do baixo Augusta em duas noites – e Zap’n’roll nem se importou de perder as gigs pois curtia muito mais o Pavement. Na Virada Cultural de Sampa, dia 26 de maio, o velho e lendário Pil (a banda que John Lydon montou depois da implosão dos Sex Pistols) sobe ao palco do Sesc Pinheiros – com ingressos PAGOS (ué, as atrações da Virada não foram sempre todas de GRAÇA??? Qual o motivo da cobrança agora? Será que a medida tem a ver com a entrada em cena no evento, como “curadores”, de gente escroque e pilantra ao cubo, como o porcão Alex Antunes e a máfia do Fora do Eixo aparelhada na capital paulista? Hummm…)

Duas bandas mega bacanudas que agitaram o finde rocker em Manaus, no Hey Yo Music Festival: o sempre esporrento garageiro paulistano Rock Rocket (acima) e o local Playmobils (abaixo), uma das boas revelações da novíssima cena manauara (fotos: produção Hey Yo Music Fest)

 

E a melhor notícia do dia mesmo foi o anúncio da edição 2013 do festival Planeta Terra, o evento mais amado por dez entre dez indies brazucas. E que este ano poderá ter o GIGANTE britpop Blur como headliner – estas linhas bloggers sempre muuuuuito bem informadas já tinha noticiado aqui mesmo, semanas atrás, que produtores do quarteto inglês haviam sondado empresários brasileiros no começo deste ano, visando articular uma turnê da banda por aqui no final do ano. O Blur tocou no Brasil em 1999, em duas gigs inesquecíveis, e na de Sampa (em um domingo onde a banda tocou pra um Credicard Hall apenas com metade de sua lotação preenchida) o blog estava presente com os amigos Adriana Ribeiro e Rodrigo Araújo. O som estava ruim, o eco atrapalhava totalmente a acústica do local mas era o Blur que estava lá. E se voltarem mesmo no final deste ano, aí o mundo pode acabar e o sujeito que digita estas linhas virtuais pode de uma vez por todas se aposentar de ir a mega festivais.

 

É isso aí. Vem mesmo Blur!!! E na sextona em si tem mais por aqui. Até lá!

 

 

* Zap’n’roll está em Manaus com apoio da rádio online Manifesto Norte (www.manifestonorte.com) e da produção do festival Hey Yo Music.

 

(enviado por Finatti às 21:40hs.)

Calor quase sempre abrasador, alguma chuva, boa comida, bons sons, rock’n’roll bacanudo, uma rádio online maneira e um big festival neste finde: em nova incursão ao amado e hospitaleiro Norte brasileiro o blog vai (como diria mr. Zeca Pagodinho) deixando a vida nos levar, uia!

As mulheres continuam no comando de bons grupos de rock, néan? O trio americano Yeah Yeah Yeahs (acima), da vocalista Karen O’, acaba de lançar seu novo disco. Já o garageiro Acossados (abaixo), com a totosa Mônica Cardoso nos vocais, é uma das sensações da novíssima cena rocker de Manaus, e mostra seu som neste finde no festival local Hey Yo Music

 

Yep, dias incríveis aqui.
É esta a sensação que toma conta destas linhas bloggers rockers desde a última segunda-feira, quando elas se encontram novamente na região norte brasileira – mais especificamente na capital amazonense. Aqui sempre faz calor – e muito – e Zap’n’roll já está acostumado com a temperatura da região, depois de viajar zilhões de vezes pra cá nos últimos anos (cobrindo festivais ou simplesmente mantendo um romance intenso por quase dois anos com a linda gata rocker Rudja, em Macapá, capital do Amapá). Aliás o blog não só esteve em Macapá (e agora, está pela segunda vez em terras manauaras) mas também em Boa Vista (Roraima), Belém (Pará), Porto Velho (Rondônia) e Rio Branco (no Acre). E foram todas sempre viagens incríveis, onde você descobre e descortina um Brasil fantástico e que na verdade muito poucos brasileiros têm oportunidade de conhecer – por falta de condições ou por pura preguiça e arrogância por achar que é mais “chique” bater perna na gringa. Uma estupidez gigante pensar assim (“a burrice infinita é uma força da natureza”, já disse sabiamente o mestre Arnaldo Jabor) e o blog, sempre que puder e enquanto ainda estiver em condições de saúde (afinal o “monstrinho” avança em nossa garganta e agora mesmo, na madrugada aprazível amazonense, ele dá umas estocadas algo doloridas no canto direito da boca, como para nos dizer e lembrar: “estou aqui!”; mas com fé no coração e no Grande lá em cima, em breve nos livramos desse inimigo, ou não…), sempre irá querer empreender novas incursões por aqui. Pra conhecer lugares fodásticos, paisagens delirantes, pessoas super afáveis e – claaaaaro! – uma cena rock alternativa que não para de crescer nunca (afinal, é pra isso que este blog existe, no?). Bora lá então: hoje o post é em esquema reduzido e “diet” (opa!) pois apesar de o nosso querido “filho” HP/Compaq ter vindo conosco na viagem, a internet móvel da Vivo (ou Morta, na verdade?) no Amazonas é um terror. E esse texto/post só está saindo agora, na madruga de quinta pra sexta-feira porque fomos salvos por uma providencial banda larga. Nada enfim que tire o bom humor que contagia a vida do sujeito aqui por esses dias. O micro post zapper começa agora então, sendo que na semana que vem ainda vamos falar muito (com várias imagens inclsive) do rolê do blog pelo sempre amado Norte do Brasil.

 

* Zap’n’roll em Manaus, capital do Amazonas, néan?

 

* Conforme já falado aí em cima, o blog está por aqui desde a última segunda-feira. Veio a passeio sim (pra espairecer um pouco e também se preparar psicologicamente e emocionalmente pro pesado tratamento de saúde que vem por aí, nas próximas semanas) mas também pra dar uma nova olhada na cena rocker de Manaus, além de cobrir o grandinho Hey Yo Music Festival, que rola na cidade neste finde.

 

* A capital do Amazonas tem um histórico de dar grandes bandas ao rock independente nacional. Se há alguns anos a cena local balançava e delirava com showzaços e discaços do Mezzatrio (uma banda que era uma autêntica “orquestra” de guitarras) e Tétris (a melhor tradução amazonense pros Strokes), hoje a novíssima geração vem embalada por grupos de diferentes estilos e tendências mas todos com algo em comum: a qualidade musical e o profissionalismo no desenvolvimento de seus trabalhos.

 

* É assim que este espaço virtual descobriu, ano passado, a fantástica Luneta Mágica, que lançou o melhor disco de rock nacional de 2012, “Amanhã vai ser o melhor dia da sua vida”: um compêndio de canções belíssimas e algo tristonhas, que flutuam por melodias envolventes e tramadas com bucolismo, psicodelia, violões dolentes e guitarras indie mezzo britpop. Tudo emoldurando algumas das letras mais poéticas que Zap’n’roll teve o prazer de ouvir nos últimos anos.

 

* Tem também a Malbec, outro nome gigante da novíssima geração manauara. “Paranormal Songs”, o primeiro disco do grupo, investe fundo em guitarras experimentais e barulhentas à Radiohead fase “Ok Computer”. E o álbum é tão bom que já foi objeto de comentários elogiosos em blogs da edição online do jornal carioca O Globo, um dos mais influentes e respeitados do Brasil.

 

* Vai daí que Luneta e Malbec estão em turnê nesse momento pelo Sudeste e Sul do Brasil. Ambos fizeram show conjunto em São Paulo há duas semanas que causou comoção no badalado StudioSP, no baixo Augusta. Depois a Malbec seguiu pro interior paulista pra mais shows e a Luneta fez set na festa de dez anos da Zap’n’roll, em Sampa. Foi lindo: casa (o Dynamite Pub, no bairro do Bixiga) recebendo um grande público que simplesmente CANTOU todo o repertório do quarteto em coro. E sendo que ao vivo eles ganharam mais peso nas guitarras, com a entrada do músico Erick Omena.

 

* Vai daí também que há por aqui o rock garageiro dos Acossados (tocam hoje na primeira noite do Hey You Music Fest), o classic rock competente do Tudo Pelos Ares, o bacanudo Playmobil e etc, etc, etc.

Os veteranos punks paulistanos dos Inocentes (acima) e o trio garageiro Rock Rocket (abaixo): ambos tocam neste finde no festival Hey Yo Music, em Manaus, que também abre espaço para várias bandas de rock da capitall amazonense

 

* E tudo isso acontecendo no NARIZ da nossa sempre “informada” rock press online (de blogs metidos a importantes mas que na verdade não têm importância alguma, como o “Rock Em Geral”, do tosco Marcos Chatato), que nada diz sobre essa cena. Ou, quando se trata de um site ou blog realmente bacana e de responsa, como o Popload do nosso brother Lúcio Ribeiro, ele detém demais seu olhar (e sistema auditivo) sobre bandas gaúchas, Mineiras e paranaenses. Dear Luscious, estamos aguardando as Popload Sessions com Malbec e Luneta Mágica, hein!

 

* Mas se blogs e sites de rock e cultura pop são burros e obtusos pro que anda rolando no novíssimo rock independente daqui do Norte brazuca, sem problema: é em Manaus que existe a Manifesto Norte, rádio online que toca somente rock independente vinte e quatro horas por dias, sete dias por semana. E não só: coordenada pelos irmãos Sandro Nine (um dos jornalistas musicais mais conhecidos da região) e Marcelo Corrêa, a Manifesto ainda abre espaço para programas de cunho ambiental/ecológico, esportivo, tem seu bloco de notícias e os caralho. Sério, estas linhas bloggers desconhecem uma web radio tão bacana que tenha sede em Sampalândia, por exemplo.

 

* Interessou em ouvir? Vai lá: WWW.manifestonorte.com .

 

* Por tudo o que está escrito aí em cima e mais uma série de fatores extras (a hospitalidade do povo e dos amigos de Manaus, a ótima comida daqui sendo que ontem o blog se locupletou com um delicioso tambaqui assado na brasa, e preparado pelo fofo casal Marcelo e Lidiane, e muitos outros etcs) é que o zapper algo já saturado de São Paulo muitas vezes pensa em se mudar pra bem longe de uma cidade onde BANDIDOS calhordas no último, colocam covardemente fogo em uma dentista porque ela não tinha dinheiro pra lhes entregar. A bestialidade humana parece ter chegado ao limite em capitais do Sudeste e é por isso que não sentimos mais nenhum apreço por continuar morando nelas, apesar de ser ali que quase tudo acontece.

 

* É isso, por enquanto. Pra quem quiser saber mais sobre o Hey Yo Music Fest, que rola a partir de hoje em Manaus (com shows dos Inocentes, Rock Rocket, Matanza, Veludo Branco, Jamrock e muitas bandas locais), vai lá: https://www.facebook.com/HeyYouMusicFestival?group_id=0 . Semana que vem o blogão zapper vem com cobertura do evento e mais papos sobre o rock que rola hoje em Manaus, okays?

 

 

O BLOG ZAPPER INDICA

* “Mosquito”/Yeah Yeah Yeahs – o trio nova-iorquino YYY chega ao décimo ano de existência e ao quarto disco de estúdio, fatores que por si só já chamam a atenção e conferem à banda uma dimensão maior do que a média do que vemos/ouvimos no raquítico rock de hoje. Afinal quantas bandas, na era da internet e da música total descartável, consegue ultrapassar a barreira do primeiro disco e durar mais do que cinco anos? E se o primeiro álbum deles, “Fever To Tell” (editado em 2003) era repleto de barulho e indefinição estética, este “Mosquito” é melhor resolvido, embora padeça da  falta de “liga” estilística. Há uma tentativa de enveredar por nuances soul (em “Sacrilege”, que abre o cd), há momentos de tensão instrumental extrema, via guitarras em fúria (sim, Nick Zinner continua um guitarrista abrasivo) e há melancolia e ambiências sombrias e mezzo pós-punk fechando o álbum, em “Wedding Song”. No meio disso tudo, claro, continua existindo a tesuda, deslumbrante, acachapante e gostosona/lokona Karen O’, talvez uma das grandes vocalistas do rock atual e que consegue extrair inflexões absurdas em suas interpretações. Enfim, não é melhor do que o soberbo “Show Your Bones” (editado em 2006) ou do que o eletrônico “It’s Blitz” (lançado em 2009). Mas mantém o YYY vivo e na pista. Felizmente.

O novo disco do trio americano YYY: mantendo a banda na pista

 

 

POR ENQUANTO É ISSO
O blog está se preparando pra cair na cobertura do Hey Yo Music Fest, aqui em Manaus. E promete contar tudo na próxima semana, okays? Até logo menos então!

 

 

* Zap’n’roll está em Manaus com apoio da banda Malbec e da rádio online Manifesto Norte.

 

 

(enviado por Finatti às 6hs.)

 

Uma década de Zap’n’roll! O post desta semana, claaaaaro, fala desses dez anos que o blog mais legal da web brasileira dedicou ao rock alternativo e à cultura pop. Hoje à noite tem festão pra bebemorar – festa que, inclusive, pode ser a última dessa já looooonga história…

Dez anos tocando o puteiro rocker, escrevendo sobre rock alternativo, cultura pop, se envolvendo com o povo do rock (na foto acima, no backstage do festival Claro Que É Rock, em novembro de 2005, na chácara do Jockey em Sampa, ao lado da deusa loira e baixista do finado Sonic Youth, a linda Kim Gordon) e revelando ótimas bandas novas, como a Doutor Jupter (abaixo), que vai se apresentar no festão zapper de hoje à noite 

 

Pois é. Uma década não é nada, nesses tempos vorazes e velozes da internet. Ou pode ser muito, quase tudo. Depende do ponto de vista de cada um. Quando a Zap’n’roll começou a ser publicada semanalmente, em forma de coluna, no portal Dynamite online (em abril de 2003), nem ela nem o autor dela imaginaram que isso fosse durar tanto tempo. Afinal, nesse período surgiram e desapareceram zilhões de sites, portais e blogs na internet, muitos deles tentando se especializar em cultura pop. Poucos estão conseguindo se manter tão longevos quanto estas linhas bloggers rockers – de memória, lembramos apenas do queridão Lúcio “Luscious” Ribeiro e sua sempre bacaníssima Popload.

 

A Zap’n’roll surgiu, na verdade, muito antes disso e talvez seja uma das pioneiras em colunismo rock na imprensa brasileira, seja ela impressa ou virtual. A coluna surgiu de fato em 1993, quando era publicada na edição impressa da célebre e saudosa revista Dynamite. Naquela época ela já causava polêmica mas após cerca de dois anos de circulação, ela foi extinta por conta de uma reformulação editorial promovida na revista pelo nosso amado “editador” (hihihi) André Pomba.

 

Até que ela voltou em 2003, no portal Dynamite. E não parou mais até hoje. Nessa década de existência se tornou uma das três ou quatro mais importantes colunas (e, em seguida, blog) de rock e cultura pop da web nacional. Acompanhou absolutamente tudo o que aconteceu na esfera pop/rock brasileira e mundial, no alternativo e no mainstream. E graças à sua hoje célebre verve corrosiva, polêmica, debochada, escrachada e desbocada o blog colecionou zilhões de desafetos e fãs pelo caminho. Faz parte do jogo, óbvio.

 

E tudo que é bom (ou mesmo ruim) sempre tem um fim, néan? Este deve ser, de fato, o último ano de existência de Zap’n’roll. É melhor dar um fim digno a este espaço online, enquanto ele ainda está em grande forma e com a audiência lá em cima. Fora que o zapper sempre doidón a vida toda, agora está desacelerando sua marcha pois os anos estão pesando nas costas e a saúde do sujeito aqui inspira cuidados neste momento (cortesia do dragãozinho tumoroso que está instalado em nossa gargantinha).

 

Mas é claro que se o blog for mesmo extinto, ele permanecerá imortalizado em um livro compilando os melhores posts e colunas publicados nestes últimos dez anos. E Zap’n’roll também irá continuar no jornalismo até quando for possível pra ele, pois não sabemos fazer outra coisa em nossa vida. E amamos escrever sobre música, desde sempre.
Então é isso aê: bora comemorar hoje à noite, porque a festa vai ser boa. Afinal, não é todo dia que bla bla blá… rsrs.

 

 

DEZ ANOS (OU ATÉ MAIS) ONDE QUASE TUDO ACONTECEU – VEJA NAS PICS AÍ EMBAIXO

 

Janeiro de 1996, em São Paulo: entrevistando Robert Smith, vocalista e líder do The Cure; tanto Bob Smith quanto Zap’n’roll ainda eram dois garotões, uia!

 

Festão de entrega do VMB 2009: “cercado” pelos amigões Samuel Rosa e Lelo Zanetti, os bons mineiros do Skank

 

Festão de entrega do VMB 2012: com o chapa mamadaço Beto Bruno, o front-man dos gaúchos do Cachorro Grande 

 

Encontro de feras do jornalismo rock brazuca na extinta Via Funchal, durante showzaço dos ingleses do The Rakes: o zapper com os queridaços Lúcio Ribeiro (Popload) e Pablo Miyazawa (Rolling Stone)

 

Com o melhor amigo, “pai”, “irmão”, “editador” e chefe eterno, o super dj André Pomba, em baladaça rock’n’roll no clube paulistano A Loca, em novembro de 2012

 

O  zapper com o povo da MTV, I: em evento no prédio da emissora em 2012, ao lado do músico, amigão e ex-vj China

 

Com o povo da MTV, II: ao lado da lindona vj Gaía, na sala de imprensa do mega festival Lollapalooza BR 2013

 

Com o povo da MTV, III: também no Lolla BR, com o velho amigo e vj Chuck

 

Balada rocker sem fim pela noite paulistana: num coquetel com a velha amiga Pitty (com quem o blog andou se estranhando em 2012, mas já está tudo bem), em 2010

 

Balada rocker sem fim pela noite paulistana, II: em novembro passado, com o amigo de quase duas décadas, Roberto Frejat (vocalista e guitarrista do Barão Vermelho), no camarim pós-show do  Barão em Sampa

E QUEM FAZ A FESTA ZAPPER HOJE À NOITE

A Luneta Mágica: uma das maiores revelações do novo rock brasileiro, vem lá de Manaus e gravou, segundo o blog zapper, o melhor disco nacional de 2012

 

Coyotes California: o peso do funk mental paulistano vai sacudir a festona zapper, com um dos melhores nomes do atual indie rock da capital paulista

Algarve: da novíssima geração paulistana, fazem rock sessentista e garageiro, com influências de folk e The Who. Precisa mais?

 

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É isso aê! Bora lá povo e até a semana que vem, com novo postão zapper!

 

(enviado por Finatti às 22hs,)

 

Em postão escrito realmente on the Road (entre Sampalândia e o bucolismo das montanhas do sul do sempre lindo Estado de Minas Gerais), e que será complementado durante todo o finde, o blogão revive o shoegazer fodástico do sensacional The House Of Love (e que acaba de lançar um dos melhores álbuns de rock dos últimos anos!) e ainda mostra porque o pequenino vizinho Uruguai é um exemplo de avanço social, político e comportamental, enquanto nosso pobre Brasil continua afundado na corrupção política e social, no atraso, no conservadorismo e obscurantismo moral e na ignorância comportamental (atualização final em 15/4/2013)

Enquanto o raquítico indie rock planetário do novo milênio afunda em absoluta falta de qualidade musical, tiozinhos do sublime e clássico shoegazer britânico dos 90’ retornam em grande forma: o quarteto House Of Love (acima, em imagem do final dos anos 80’) acaba de lançar seu novo discaço (abaixo) e que será comentado daqui a pouco pelo blog

 

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EXTRINHAS DIRETO DO MATÃO MINEIRO

* Yep! Já em plena segunda-feira (início de mais uma semana braba e que promete ser mega agitada, lendo aqui em cima e nas indicações do blog lá embaixo no final do post, você irá ficar sabendo porquê) e se despedindo do bucolismo paradisíaco de São Thomé Das Letras (de onde o zapper andarilho se manda hoje à noite, indo ainda para as cidades sul Mineiras de Varginha e São Lourenço, para só depois retornar à Sampalândia, isso no meio da semana ainda), vamos ao que sucede rapidamente, em poucas notinhas rápidas pra deixar este espaço online e seu dileto leitorado em dia com o mondo pop.

 

* O mundo é de Psy. Alguma dúvida? O novo vídeo do sul coreano gorducho, para a sua nova música (“Gentleman”) já passou das cinqüenta milhões de visualizações em menos de vinte e quatro horas de YouTube. Fora que o sujeito lançou a dita cuja anteontem, sábado, em um estádio lotado por cinqüenta mil pessoas em Seul (capital da Coréia). O que leva o blog a essa inexorável reflexão: a de que cada época tem os ídolos musicais populares que merece. Nos anos 70’, esperava-se com ardor (e com a mesma expectativa da segunda vinda de Cristo à Terra) pelo novo disco dos Stones ou do Led Zeppelin. Nos anos 80’ as multidões pelo mundo afora ficavam com a respiração presa a cada vez que se anunciava um novo álbum e turnê do U2. E agora, no novo milênio o mesmo acontece com… Psy. E isso para o lançamento de UMA música nova, não um álbum completo. Ou seja, como diria o sábio Luiz Calanca: o mundo já acabou faz tempo. Estamos vivendo na hora extra – ou no bônus track, uia!

O gordinho Psy (acima) lança música e vídeos novos (abaixo): cada época tem os ídolos pop que merece…

 

 

* Todo o apoio à Daniela Mercury novamente, de quem o blog já se tornou fã. No último sábado, durante a Virada Cultural carioca, a cantora baiana falou no palco, durante a sua apresentação: “Fora Feliciano!”. Isso aê! E cadê o resto de nossa COVARDE classe de artistas musicais que não fazem o mesmo e pedem pra esse escroto sair da presidência dos Direitos Humanos da Câmara Federal?

 

* E toda a DECEPÇÃO do mundo para com a capa da edição deste mês da revista Rolling Stone. Sério, uma revista de qualidade editorial sempre reconhecida e que NUNCA falou nadica do medonho Charlie Brown Jr. em suas edições publicadas durante quase seis anos de existência no Brasil, não precisava esperar pela morte do anarfa e grosseiro vocalista Chorão, pra estampar o dito cujo na capa de sua edição deste mês. Zap’n’roll, que é dileta amiga pessoal do editor-chefe da publicação, o querido super monge japa zen Pablo Miyazawa, poderia até dizer “que vergonha, dom Pablito”, mas não irá fazê-lo. O autor destas linhas rockers bloggers, que colaborou com a revista durante quase quatro anos, sabe das implicações editoriais (leia-se: $$$) que envolvem uma capa dessas. Infelizmente vivemos no Brasil. E é foda se manter vivo no mercado editorial impresso daqui. Daí é até compreensível o porquê de a RS de abril vir com o finado Chorão em destaque maior. E pensar que na edição anterior a capa havia sido David Bowie…

O anarfa e finado Chorão, na capa da Rolling Stone desse mês: que vergonha… para a revista

 

* É isso, por enquanto. Mas esta semana ainda devemos ter post novo por aqui, néan? Durante sua viagem pelo Sul de Minas este espaço online também dedicou atenção especial a “Mosquito”, o novo álbum do Yeah Yeah Yeahs. É bem provável que a resenha do dito cujo apareça por aqui ainda esta semana. Aguardem!

 

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Cada povo…
…tem os políticos e governantes que merece. Yep, Zap’n’roll resolveu iniciar o post desta semana, com o seu habitual looooongo texto introtudório, falando de questões políticas, de como anda nosso pobre Brasil, de como todos reclamam da corrupção e da falta de respeito às leis que graça eternamente no país todo mas, no final das contas, ninguém (principalmente a pirralhada e adolescentada atual, uma das mais DESPOLITIZADAS e desinteressadas da história brasileira) parece querer mover seu próprio rabo pra que algo mude por aqui. Aí então, nesta semana, vimos um festival de notícias e exemplos do que ocorre por aqui na seara política, social e no âmbito do desrespeito às leis e da corrupção disseminada em quase todos os âmbitos da sociedade e do poder público. Vai vendo: houve o Dia Nacional de Combate à Corrupção (será que no Japão, por exemplo, é preciso se instituir uma data semelhante ou algo do tipo?), onde o Ministério Público e a Polícia Federal desencadearam uma operação que resultou na prisão de dezenas de pessoas, entre empresários, políticos, ex-políticos etc. Maravilha! Por outro lado o evangélico do Demo, Marco Feliciano, continua resistindo bravamente à frente da presidência da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Federal, mesmo com o país TODO pedindo que ele saia. E não só: além dessa lamentável figura encastelada na Comissão dos Direitos Humanos, não podemos nos esquecer de que temos Renan Calheiros (o “dono” da miserável cidade de Murici, no interior Alagoano) na presidência do Senado, e mais José Genoino e Paulo Maluf (!) integrando a Comissão de Constituição e Justiça da mesma Câmara Federal (!!!). Aí vem a pergunta, já feita há duas décadas e meia pela banda Legião Urbana: que país é esse, afinal? Que piada de péssimo gosto transformamos esse pobre e fodido Brasil? Há algum motivo para nos orgulharmos de sermos brasileiros? O blog acha que não, ainda mais quando a cada dia o nosso pequeno vizinho, o Uruguai, dá cada vez mais mostras de modernidade política, social e comportamental na condução do Estado, que é presidido pelo bom (ótimo, aliás) velhinho José Mujica, de quem já falamos aqui em posts anteriores. Pois então: depois de aprovar, através do Congresso, leis que tornam o aborto legal e também a produção e comércio de maconha Mojica, O GRANDE (na dimensão de sua estatura como homem público), acaba de aprovar também a Lei que legaliza a união civil entre pessoas do mesmo sexo – aí embaixo, no primeiro tópico de nossas notinhas iniciais, há mais um texto falando do Mojica, dá uma lida e veja o que é ser um sujeito com visão política moderna, contemporânea, além de ser um cara de conduta ilibada e que governa pensando realmente no povo. Dá até vontade de sumir do Brasil e se mandar pro pequenino Uruguai. Mas como somos teimosos e ainda acreditamos que um dia tudo irá mudar para melhor por aqui mesmo, vamos insistindo em nossa teimosia. Pelo menos temos a cultura pop e o rock’n’roll para nos servir de trilha nessa jornada quase inglória. O rock’n’roll que sempre nos reserva alguma surpresa bacana e lindona, como nesta semana em que estas linhas online descobriram que um velho grupo inglês, da grande e inesquecível safra shoegazer do início dos anos 90’, não só continua na ativa até hoje como acabou de lançar um dos melhores discos de rock que o blogger zapper ouviu nos ÚLTIMOS ANOS. A banda se chama The House Of Love. E é claro que você, jovem e dileto leitor deste espaço virtual, lobotomizado pelo rock vagabundo e sem qualidade alguma dos dias atuais, jamais deve ter ouvido falar deles. Sem problema: você vai saber bastante sobre o HOL, lendo este post que começa agora e que pede humildemente: Brasil, dá um jeito em você e se torna um país do qual sintamos orgulho (e não vergonha) em ter nascido e viver nele.

 

* Quer saber mais um pouco sobre o atual presidente do Uruguai? Vai lendo:

 

* Conhecido como “Pepe” Mujica, é Presidente do Uruguai, recebe 12.500 dólares mensais por seu trabalho à frente do país, mas doa 90% de seu salário, ou seja, vive com 1.250 dólares ou 2.538 reais ou ainda 25.824 pesos uruguaios. O restante do dinheiro é distribuído entre pequenas empresas e ONGs que trabalham com habitação. -“Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com menos”, diz o presidente. Aos 77 anos, Mujica vive de forma simples, usando as mesmas roupas e desfrutando a companhia dos mesmos amigos de antes de chegar ao poder. Além de sua casa, seu único patrimônio é um velho Volkswagen cor celeste avaliado em pouco mais de mil dólares. Como transporte oficial, usa apenas um Chevrolet Corsa. Sua esposa, a senadora Lucía Topolansky também doa a maior parte de seus rendimentos. Poucos quilômetros fora da capital Montevidéu, já saindo do asfalto. Na curva, se avista um campo de acelga. Mais à frente, um carro da polícia e dois guardinhas: o único sinal de que alguém importante vive na região. O morador ilustre é José Alberto Mujica Cordano, conhecido como Pepe Mujica, presidente do Uruguai. Perguntado sobre quem é esse Pepe Mujica, ele responde: “Um velho lutador social, da década de 50, pelo menos, com muitas derrotas nas costas, que queria consertar o mundo e que, com o passar dos anos, ficou mais humilde, e agora tenta consertar um pouquinho alguma coisa”. Ainda jovem, Mujica se envolveu no MLN – Movimento de Libertação Nacional – e ajudou a organizar os tupamaros, grupo guerrilheiro que lutou contra a ditadura. Foi preso pela ditadura militar e torturado. “Primeiro, eu ficava feliz se me davam um colchão. Depois, vivi muito tempo em uma salinha estreita, e aprendi a caminhar por ela de ponta a ponta”, lembra o presidente uruguaio. Dos 13 anos de cadeia, Mujica passou algum tempo em um prédio no qual o antigo cárcere virou shopping. A área também abriga um hotel cinco estrelas. Ironia para um homem avesso ao consumo e ao luxo. No bairro Prado, a paisagem é de casarões antigos, da velha aristocracia uruguaia. É onde está a residência Suarez y Reyes, destinada aos presidentes da República. Esse deveria ser o endereço de Pepe Mujica, mas ele nunca passou sequer uma noite no local. O palácio de arquitetura francesa, de 1908, só é usado em reuniões de trabalho. Mujica tem horror ao cerimonial e aos privilégios do cargo. Acha que presidente não tem que ter mais que os outros. “A casinha de teto de zinco é suficiente”, diz ele. -“Que tipo de intimidade eu teria em casa, com três ou quatro empregadas que andam por aí o tempo todo? Você acha que isso é vida?”, questiona Mujica. Gosta de animais, te vários no sítio e Pepe Mujica conta que a cadela Manoela perdeu uma pata por acompanhá-lo no campo, que está com ele há 18 anos. A vida simples não é mera figuração ou tentativa de construir uma imagem, seguindo orientações de um marqueteiro. Não, ela faz parte da própria formação de Mujica. No dia 24 de maio de 2012, por ordem de Mujica, uma moradora de rua e seu filho foram instalados na residência presidencial, que ele não ocupa por seguir morando no sítio. Ela só saiu de lá quando surgiu vaga em uma instituição. Neste início de inverno, a casa e o Palácio Suarez y Reyes, onde só acontecem reuniões de governo, foram disponibilizadas por Mujica para servir de abrigo a quem não tem um teto. Em julho de 2011, decidiu vender a residência de veraneio do governo, em Punta del Este, por 2,7 milhões de dólares. O banco estatal República comprou e transformará a casa em local de escritórios e espaço cultural. Quando ao dinheiro, será inteiramente investido – por ordem de Mujica, claro – na construção de moradias populares, além de financiar uma escola agrária na própria região do balneário.O Uruguai ocupa o 36ª posição do ranking de EDUCAÇÃO da Unesco. Enquanto o Brasil ocupa a 88ª posição. Já no ranking de DESENVOLVIMENTO HUMANO, o Uruguai ocupa  o 48º lugar, em quanto o Brasil ocupa o 84º lugar. Enquanto isso no Brasil, políticos reclamam que recebem um salário baixo para o cargo que exerce. VERGONHA!

José Mujica, o bom velhinho que comanda o pequeno Uruguai: será que algum dia o Brasil terá a sorte de ter políticos dessa envergadura moral?

 

* E bem a propósito do avançadíssimo modelo de gestão pública levado a cabo no Uruguai (país que também está anos-luz à frente do Brasil nas questões de comportamento, sociedade e respeito às minorias e à diversidade sexual, entre outras), está igualmente a questão do respeito à diversidade sexual aqui mesmo, no nosso velho, atrasado e conservador Brasilzão. Pois na semana passada a cantora baiana Daniela Mercury, todo mundo já tá sabendo, assumiu publicamente seu namoro com a jornalista Malu Verçosa, também baiana. Você, fiel leitor destas linhas bloggers rockers, pode não ter o menor saco ou apreço pela obra musical da baiana. Ou por qualquer coisa que seja relacionada à MPB. Mas não há como negar: Daniela foi MEGA corajosa com sua atitude – que, segundo ela, é mesmo política, no sentido de se dar voz às minorias massacradas socialmente neste país. Uma atitude que repercutiu em toda a grande mídia nacional, sendo que até a medonha, canalha, reacionária e pavorosa revista Veja estampou o assunto em sua capa (veja aí embaixo, ao lado da capa da revista Época, que também destacou o tema e certamente com uma visão muito mais liberal do que a publicação da editora Abril), dando a entender que ela, a revista, é a favor sim dessa discussão (milagre!). Pois a partir de hoje estas linhas virtuais se tornaram fãs de Daniela Mercury. Acorda Brasil, país de quinto mundo: vamos RESPEITAR a diversidade humana (seja de cor, sexo, religião etc.) e todas as minorias. Basta de intolerância e preconceito!

As capas das revistas Veja e Época enfocam o mesmo tema: a corajosa atitude da cantora baiana Daniela Mercury em assumir seu namoro gay; parabéns pra ela!

 

* Bien, indo pra música e pro nosso sempre querido rock’n’roll: a semana que está acabando hoje (sextona, quando este post está começando a ser finalmente escrito) nem foi tão agitada mas… começam a pipocar os nomes de quem vai tocar na Virada Cultural 2013 de São Paulo (na capital e interior). E vejam só: o gênio indie americano Brendan Benson (por acaso aquele sujeito que toca ao lado de Jack White nos Raconteurs) está a caminho do evento, sendo que ele deverá se apresentar em Presidente Prudente e Marília (ambas no interior paulista) nos dias 25 e 26 de maio. Sendo que a qualquer momento vamos atualizando as infos sobre a Virada aqui no blog, okays?

 O gênio indie americano Brendan Benson: a caminho da Virada Cultural Paulista

 

* Yep, este finde tem Coachella lá nos EUA, com transmissão de vários shows pelo canal exclusivo do festival no YouTube. Mas depois que tivemos um puta Lollapalooza por aqui mesmo há algumas semanas, nem precisa ficar devorando o Coachella na web, néan?

 

* Falando na Virada Cultural 2013…

 

* O FIM DO STUDIO/SP DO BAIXO AUGUSTA (MAS A FARRA VAI CONTINUAR NA VIRADA CULTURAL, UIA!) – Poxa, que tristeza, hein! De fato há de se lamentar o fim do StudioSP do baixo Augusta, um dos melhores espaços para shows de artistas novos da cena independente brasileira (seja rock ou MPB moderna), cujo encerramento das atividades foi anunciado hoje e onde o blog mesmo viu muitos shows inesquecíveis. Fora que a casa tinha palco, luz, som e acústica quase impecáveis. Agora, é muito óbvio que este Sr. que era um dos sócios da casa, o notório (pela sua péssima reputação) Alexandre Youssef deveria esclarecer MELHOR os motivos do FECHAMENTO da casa. Afinal, aquilo era um estabelecimento COMERCIAL, que COBRAVA ingresso pela entrada além de explorar serviço de bar. E mesmo com tudo isso e graças aos seus contatos e AFINIDADES com a máfia petista que acaba de se instalar na prefeitura de São Paulo (sendo que o sujeito aqui quase começa a se arrepender de ter votado no Haddad), o Sr. Youssef tinha conseguido transformar o StudioSP numa ONG (!!!), cujo funcionamento recebia BENEFÍCIOS do poder público e ainda estava ISENTO de PAGAR IMPOSTOS. Nem assim o cara conseguiu manter o estabelecimento em pé? Então ele é ruim mesmo de serviço ou um belo dum picareta (e todo mundo sabe que ele é isso mesmo). Mas é muito óbvio que há por trás desse fechamento do Studio motivos mais escusos do que a simples exploração imobiliária em curso na região da rua Augusta. Zap’n’roll ficou sabendo ontem (não podemos citar o nome de quem nos forneceu a info) que tanto Alexandre Youssef quanto o PORCO e ESCROTO Alex Antunes (além, claaaaaro, de alguns integrantes da cúpula da máfia do Fora do Eixo em Sampa) estão, vejam só, no COLEGIADO que está organizando toda a parte MUSICAL (leia-se: montando o leque de atrações) da Virada Cultural 2013 em São Paulo. Não custa lembrar: a Virada é um evento MONSTRO, talvez o maior evento cultural do Brasil hoje. E seu orçamento é igualmente MONSTRO. Ou seja: vai rolar a festa ($$$) e pros “miguxos”, óbvio. Assim, parece que nosso “amigo” Youssef arrumou algo mais RENTÁVEL pra fazer na vida, do que ficar cuidando de um bar TRAVESTIDO de ONG e que, mesmo assim, já não dava mais grana. O mundo, definitivamente, é dos espertos e dos pilantras. Pessoas bem intencionadas, sem máculas, com intenções nobres e transparentes não estão mesmo tendo vez no nosso pobre Brasil, corrompido até o último fio de cabelo do cu. Lamentável… Obs: e a continuar assim, em breve Alex porcão Antunes vai acumular grana suficiente pra não precisar ligar mais a cobrar de orelhão pros amigos ou ir em lan house pra usar internet, uia!

Este sr. aí em cima era um dos sócios da casa de shows paulistana StudioSP, que está fechando as portas; também pudera: assim como seus “miguxos” mafiosos do FDE que estão pendurados no saco da prefeitura paulistana comandada pelo PT, mr. Ale Youssef descobriu formas mais rentáveis de ganhar uma grana sem fazer muito esforço 

 

*Entonces, este post está em plena construção. Daê que o autor deste combativo e polêmico espaço rocker virtual vai se enfiar daqui a pouco num bumba rumo a Minas Gerais, onde fica até o meio da semana que vem, em viagem de passeio e para solucionar questões familiares. Portanto, fique de olho AQUI que o post vai ser finalizado no decorrer da viagem, mais provavelmente até este domingo. Até lá não se esqueça de que na próxima semana Sampalândia vai ficar mega agitada com essas duas super noitadas aí embaixo:

A próxima semana vai ser MEGA agitada em Sampa: na terça tem invasão amazônica na despedida do StudioSP do baixo Augusta, com showzaços dos manauaras Malbec e Luneta Mágica; a mesma Luneta também sobe ao palco do Dynamite Pub na sexta-feira, 19, no festão de dez anos da Zap’n’roll, que também vai contar com super gigs dos grupos Algarve, Coyotes California e Doutor Jupter. Vai perder? 

 

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2013 JÁ TEM O SEU MELHOR DISCO DE ROCK : O NOVO E SUBLIME DOS INGLESES DO HOUSE OF LOVE
É sempre assim: quando você menos espera uma surpresa mega agradável surge diante dos seus olhos (ou ouvidos) e vem lembrar-lhe que, sim, o rock’n’roll planetário ainda tem salvação e consegue lançar grandes discos, em meio ao absoluto caos qualitativo que se instalou em 90% das bandas do novo milênio. Só que neste caso, o discão em questão foi lançado por um quarteto inglês integrado por já quatro tiozinhos e que você, jovem leitor zapper, talvez nunca tenha ouvido falar. A banda é The House Of Love. O álbum é “She Paints Words in Red”, o primeiro trabalho inédito de estúdio do grupo nos últimos oito anos. Foi editado lá fora sem nenhuma mega repercussão e JAMAIS deverá ter edição brasileira no velho formato do cd. Mas anime-se: o discaço está facinho, facinho de ser encontrado na web.

Nem o blog, que conhece o conjunto desde o final dos anos 80’, imaginava que ele ainda estava na ativa. Descobriu isso e também o novo cd do grupo quando, há alguns dias, vasculhava o site da NME em busca de alguma novidade interessante pra ser mencionada nestas linhas online. Foi quando leu uma notinha minúscula, que informava: “The House Of Love está lançando seu novo disco e bla bla blá”. O blog foi correndo atrás do cd na internet. E não consegue parar mais de ouvi-lo desde então – está sendo, inclusive, a trilha sonora ininterrupta da viagem que este espaço blogger rocker está empreendendo pelo sul de Minas Gerais, nesse momento.

Resumindo bem a ópera: “She Paints Words In Red”, é o sexto álbum de estúdio do quarteto inglês The House Of Love. Claro, a aborrescente e burra geração facebook/instagram, fã de Lady Gaga, jamais ouviu falar algo a respeito do quarteto. Eles surgiram em Londres em 1986 (há quase trinta anos) e lançaram o primeiro disco, homônimo, dois anos depois. Um escândalo de melodias noise/shoegazer perfeitas (tramadas com guitarras barulhentas e violões dolentes imiscuídos entre elas), adornando letras que beiravam o sublime da poesia do desalento humano, cantadas pela voz suave e tristonha do guitarrista e vocalista Guy Chadwick. A rock press britânica pirou (principalmente com o single “Christine”, um clássico sem igual), o público idem e o HOL virou A BANDA. Só que nunca saíram do underground (gravaram pelos selos Creation e Fontana) e isso os impediu de se tornar mega grupo. Talvez tenha sido melhor assim (não terem se tornando mais um Snow Patrol da vida). O grupo sumiu de circulação na mídia após lançar o segundo álbum (não tão bom como o primeiro), mas nunca parou de tocar.

Capa de coletânea do grupo, lançada nos anos 90′: um dos nomes fundamentais do shoegazer britânico

 

E agora lançaram essa obra-prima. Canções belíssimas aos montes (“She Paints Words In Red”, a faixa-título, é divina e faz você querer sair correndo pro meio do mato, em algum paraíso bucólico e idílico, perdido no meio das montanhas), guitarras belíssimas costurando grandes melodias (“A Baby Got Back On Its Feet”, que abre o disco), violões dolentes em profusão (“Holy River”) e os caralho. “Sunshine Out Of The Rain” é balada melancólica e delicada que qualquer grupo do medíocre indie ou mainstream rock atual daria a mãe pra compor igual. E faixas sublimes como “Hemingway” e “Eye Dream” nos fazem questionar: como se produzia música belíssima e sem igual assim, há duas décadas, e NÃO se consegue mais resultado igual hoje, nos zilhões de grupos mega pavorosos e incompetentes que surgem e desaparecem no rock gringo e brasileiro diariamente? É um mistério…

O blog zapper finalmente achou a trilha perfeita pros seus momentos de desencanto e desalento existencial, ou de reflexão sobre tudo: sobre a vida, sobre amizades falsas ( que é o que mais existe no mundo de hoje, nessas redes sociais nojentas). Fikadika. Pra quem esperava muito do novo My Bloody Valentine e se decepcionou com ele, este “She Paints Words In Red” do House Of Love é um ACHADO. Já vai direto pra lista dos melhores deste ano, ao lado do velhão David Bowie.

Ou seja: o mundo está no fim mesmo. Até agora os dois grandes discos de 2013 foram gravados por um “senhor” de sessenta e seis anos de idade, e por uma banda que tem quase trinta anos de existência. Fala sério… e acorda rock’n’roll contemporâneo, antes que seja tarde demais.

 

Mais sobre a banda, aqui: https://www.facebook.com/TheHouseOfLoveOFFICIAL

 

O TRACK LIST DO NOVO ÁLBUM DO HOUSE OF LOVE
1 – A Baby Got Back On Is Feet
2 – Hemingway
3 – She Paints Word In Red
4 – PKR
5 – Lost In The Blues
6 – Low Black Clouds
7 – Money Man
8 – Trouble In Mind
9 – Never Again
10 – Sunshine Out Of The Rain
11 – Holy River
12 – Eye Dream

 

 

E O HOL AÍ EMBAIXO
Nos vídeos de dois clássicos do grupo: “Christine” e “Shine On”

 

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: o novo e lindíssimo do já veterano quarteto inglês The House Of Love, seguramente um dos melhores discos do rock planetário lançado nos últimos anos.

 

* Show imperdível: amanhã (terça-feira em si, dia 16) tem set duplo imperdível no StudioSP do baixo Augusta. Trata-se da “Invasão Amazônica”, quando sobem ao palco as bandas Malbec e Luneta Mágica, dois dos melhores nomes do novíssimo rock independente nacional. Tudo começa por volta das dez da noite e o melhor: é de grátis. Cola lá e depois concorde (ou discorde) do blog zapper.

 

* Festa imperdível: vai ser a de décimo aniversário de Zap’n’roll, nesta sexta-feira, no Dynamite Pub (que fica na rua Treze de maio, 363, Bixiga, centrão de Sampa). Além de quatro showzaços imperdíveis (Algarve, Luneta Mágica, Doutor Jupter e Coyotes California) a noitada ainda vai ter DJs sets fodonas por conta do blog e do super e badalado André Pomba. Tudo isso por dez pilas de entrada. Vai perder? Rum!

 

* Festa na floresta: e no sábado, pra encerrar BEM a semana, a mesma Luneta Mágica toma no meio do mato. Onde? Ora, no palco do Simplão Rock Bar, em Paranapiacaba, em mais uma produção mega bacana dos queridos Vandré Caldas, Adriana Cristina e Cris Mamuska. É pra lá mesmo onde estas linhas andarilhas vão estar. Porque na semana seguinte… Manaus nos aguarda!

 

E é isso, por enquanto. As baladas deste finde serão atualizadas aqui, no próximo post do blog, okays?

 

 

AGORA DEU, NÉ?
Chega porque já tá bom e vamos botar o pé na estrada já já, aqui no interior Mineiro. Mas até o final desta semana tem mais por aqui, pode esperar. Até lá então, povo!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 15/4/2013 às 20hs.)

 

Garotos e garotas, não chorem: em post mega especial, sentimental e quase totalmente dedicado aos anos 80’, o blog analisa (será que agora vai? Hihi) o novo disco dos ingleses do Depeche Mode. E, claro, faz um revival da existência zapper e da vida do blog nas últimas duas décadas e meia ao som do gigante The Cure, que toca neste finde em Sampa – uma looooonga jornada noite adentro do gothic rock, ao som de uma de suas maiores lendas; e com tantas emoções pelo caminho…

A lenda goth inglesa The Cure (acima), no show de ontem no Rio De Janeiro: após dezessete anos o grupo retorna em forma ao Brasil, onde ainda toca amanhã (sábado) em São Paulo, em gig com quarenta músicas no set list e prevista para durar mais de três horas (fotos: Marcos Hermes/Uol). Abaixo, a prova do “crme” (rsrs): o vocalista Robert Smith (então com trinta e seis anos de idade) se encontra com Zap’n’roll (na flor dos seus trinta e três aninhos, hihi) no lobby do hotel Maksoud Plaza, em São Paulo para uma rápida entrevista, pouco antes de a banda rumar para a sua consagradadora apresentação no extinto festival Hollywood Rock

 

São Paulo, janeiro de 1996.
O blogger de memória quase sempre privilegiada não mais se lembra exatamente qual era o dia do mês (afinal, lá se vão dezessete anos…). Mas se recorda que era final de janeiro – e era domingo. Um domingo que seria apático como todos os outros, não fosse por um detalhe: era a última noite do festival Hollywood Rock em sua edição paulistana (uma semana antes ele havia acontecido no Rio De Janeiro). E era a última noite da última edição de um festival que se encerraria ali, naquele ano. E que já havia trazido ao Brasil zilhões de shows fodásticos e inesquecíveis (Duran Duran no auge, Bob Dylan, Living Colour também no auge, Nirvana, L7, Alice In Chains, Red Hot Chili Peppers, Aerosmith, Page & Plant, The Black Crowes, Rolling Stones etc, etc, etc.). Pois então: naquela noite aprazível (nem muito quente para os padrões do verão brasileiro) de domingo lá estava Zap’n’roll no velho estádio do Pacaembu, em Sampa. E mais do que estar ali por obrigação profissional o jornalista então ainda muito doidón e junky de plantão, e também um incorrigível adolescente fã do grande rock’n’roll que move a arte musical da humanidade nas últimas seis décadas, estava realizando alguns “desejos” musicais pessoais: assistir pela primeira vez aos Smashing Pumpkins (que, sim, também estavam no auge de sua trajetória: o grupo havia acabado de lançar o sublime álbum duplo “Mellon Collie and the Infinite Sadness”, seguramente um dos vinte melgores discos da história do rock, sendo que a banda estava no Brasil a bordo da turnê promocional desse álbum) e, depois, rever a lenda goth inglesa The Cure – sendo que o blog já havia assistido a turma liderada por Robert Smith ao vivo nove anos antes (!), em 1987, quando o grupo excursionou pela primeira vez pelo Brasil e quando o então ultra jovem jornalista rocker havia acabado de se iniciar na emocionante profissão de escrever sobre música. Enfim, em 1996 o autor destas linhas online já era um calejado repórter de música há uma década, já tinha todas as manhas do mercado, já havia passado por zilhões de grandes redações de grandes veículos, estava escrevendo música para uma poderosíssima revista (a extinta e saudosa Interview, além de escrever também para a alternativa mas muito lida e respeitada Dynamite), era ainda jovem, solteiro, loker ao cubo, morava em uma kit na avenida 9 de julho (no centrão podre e bravísismo de Sampalândia) onde rolava de tudo (trepadas sem fim com bocetas suculentas e canalhas, bebedeiras de qualquer coisa alcoólica, enfiações de pé na lama em aspirações de cocaine e etc, etc, etc.) e vivia uma existência total rocker. Ele não poderia perder aquele domingo à noite no Pacaembu: apesar de não ser nenhum fanático pelas canções escritas por Fat Bob, mantinha uma devoção pelo trabalho do grupo que perdura até os dias atuais. E além disso também havia a gig dos SP de Billy Corgan (sendo que o show deles acabou sendo uma grande droga) e o sujeito que digita estas linhas virtuais estava acompanhado de um bando de amigos naquela tarde/noite de domingo (como a lindaça Patrícia Cortêz, a ex-girlfriend Greta, o grande amigo Gilson etc, etc, etc.) em que tudo era euforia plena e pura ( o blog havia conseguido, horas antes, entrevistar Robert Smith com exclusividade no lobby do hotel em que o Cure estava hospedado, momentos antes de a banda rumar pro show no Pacaembu). Tudo isso aconteceu há muito tempo e hoje, dezessete anos depois, quando o Cure volta novamente ao Brasil (já se apresentou ontem no Rio De Janeiro e toca neste sábado em São Paulo), o blogger sempre emotivo e sentimental passa uma série de lembranças em revista, aqui no texto inicial do post e também no diário sentimental que você irá ler mais aí embaixo. São lembranças de uma vida movida a rock, a paixões, a amores desfeitos, a loucuras intensas, a trips insanas do corpo e da alma. Tudo – ou quase tudo – tendo as músicas do Cure como trilha sonora. Uma trilha que nos remete a 1987, 1996 e agora, a 2013. Sendo que um dia tudo irá fenecer. Inclusive esta viagem e trilha insanas. Portanto, enquanto ainda estamos aqui pra contar e falar sobre isso, vamos aos vinte e cinco anos em que o zapper viveu muito e quase tudo, ao som de Robert Smith e o seu Cure.

 

*E hoje sem muitas e extensas notas de abertura porque o zapper realmente não está nos melhores dias de sua gargantinha – ela tá chata, dolorida, incômoda, ardendo etc. Então dá um desconto pra nós, nosso dileto leitorado.

 

* Afinal precisamos estar com a saúde minimamente em ordem nas próximas duas semanas, porque esse festão aí embaixo vai exigir bastante do blog:

 

 

* Bien, todo mundo já sabendo que o anarfa Chorão morreu mesmo de over de cocaine. Normal, faz parte. Pelo menos ele teve uma morte total rock’n’roll, como já afirmamos aqui. E uma morte bem parecida com a de outra lenda da história doi rock: a do baixista do Who, John Entwistle. Foi mais ou menos assim: o The Who foi tocar em Las Vegas, isso há uns doze anos. Um dia antes da gig e já confortavelmente instalado num luxuoso hotel da cidade, John solicitou duas “garotas profissionais” para entretê-lo madrugada adentro. E além das putaças, ele também encomendou uma talagada grossa de cocaine. Foi encontrado morto pela manhã, feliz por ter tecado e se divertido com xoxotas a noite toda. É isso aê!

John Entwistle, que foi baixista da lenda The Who: morte gloriosa, temperada por fodas com putas e muita devastação nasal, uia!

 

* E sim, Black Sabbath em setembro no Brasil, cuja capa do novo álbum (o primeiro com Ozzy nos vocais em trinta e três anos) é essa aí embaixo. Melhor impossível.

O novo álbum do Black Sabbath: a turnê vai passar por aqui

 

* E Cure AMANHÃ em Sampa. Sobre isso, temos um diário sentimental aí embaixo. Vai lendo.

 

 

DIÁRIO SENTIMENTAL/THE CURE – QUASE TRINTA ANOS NESTA LOOOOONGA NOITE…
O blog não se lembra exatamente quando ouviu alguma música do conjunto inglês The Cure pela primeira vez. Se a memória estiver correta, foi em alguma noite de 1985, lá na casa do então amigão Luiz Cesar. Ele tinha dezoito anos de idade; o autor destas linhas rockers bloggers estava a caminho dos vinte e três. Ambos haviam se conhecido em janeiro daquele ano, na “noite do heavy metal” na primeira edição do festival Rock In Rio, no meio do lamaçal na qual já se havia se transformada a Cidade do Rock. Foi simpatia mútua à primeira vista (ambos curtiam rock, ambos eram de São Paulo etc.). Conseguiram trocar números de telefone (fixo; naquela época não havia celulares, não havia notebooks, não havia tablets, não havia internet, não existiam essas merdas de redes sociais. E no entanto as pessoas eram mais felizes, mais afeitas a relacionamentos VERDADEIROS e REAIS, e tinham um comportamento menos reacionário e muito mais liberal se comparado aos dias atuais) em meio ao tumulto de estar num festival com um público de cem mil pessoas. Assim, quando retornou pra Sampa, o blog um belo dia resolveu ligar pro seu novo amigo. Papos bacanas sobre música, sobre rock, sobre o movimento punk paulistano (do qual tanto Luiz quanto o sujeito aqui haviam feito parte) etc. O novo amigo zapper então convidou o autor deste blog pra ir uma noite na casa dele, fazer uma visita. E o blog foi parar lá na Pedra Branca, o aprazível bairro onde a família do garoto morava (aos pés da Serra da Cantareira, uma imensa e maravilhosa reserva ecológica na zona norte paulistana). Foi servido um jantar modesto (mas muito saboroso) e depois os papos sobre música e rock rolaram sem fim. Até que, entre os muitos discos de vinil que possuía, Luiz sacou um de capa preta e colocou a bolacha pra rodar na sua pick-up. O álbum se chamava “Concert – Cure Live”, havia saído aqui pelo selo Polydor e o amigão zapper estava entusiasmadíssimo com ele: “olha só o baixo dessa faixa”, comentou ele enquanto o som despejava a melodia de “A Forest” na sala da pequena casa ao pé da Serra da Cantareira.

Zap’n’roll, que nem jornalista era ainda, já tinha ouvido falar do grupo inglês The Cure, formado em 1976 pelo então adolescente Robert Smith, seu vocalista, letrista, principal compositor e líder. Mas tomou contato de fato com o som da banda pela primeira vez nessa visita ao amigo Luiz Cesar. Realmente o som do baixo em “A Forest” e todas aquelas nuances musicais sombrias, toda aquela urgência melódica herdada do punk e todas aquelas letras soturnas e/ou sinistras (geralmente versando sobre amores em doloroso conflito, sobre a opressão da vida cotidiana e sobre drogas, claro) JAMAIS saíram da cabeça do futuro jornalista. Tanto que, semanas após ouvir o grupo de Bob Smith pela primeira vez na casa de um amigo, o zapper foi nas Grandes Galerias comprar o seu exemplar de “Concert – The Cure Live”, achando o dito cujo na extinta loja Devil Discos. A Cura era, então, o que de mais moderno existia naquele momento na cultura pop e no rock inglês. Tanto que a essa altura o conjunto já estava se tornando mega na Velha Ilha.

Corta para 1987.

O jovem jornalista já exerce a profissão há cerca de um ano e meio. E começa a ir “na faixa” (credenciado pelas produtoras e promotoras de eventos) em gigs de bandas gringas que começam a vir cada vez mais ao Brasil. No final de 1996 Siouxsie e seus Banshees aportam aqui. Em fevereiro de 1987 é a vez da primeira excursão brasileira dos Ramones. E logo em seguida a Poladian Produções anuncia: The Cure estava vindo pra cá, pra uma série de cinco concertos no país. Foi um tumulto: a banda estava no auge na Inglaterra e havia acabado de lançar dois discos muito bons: o inédito “The Head On The Door” (que estourou os hits “In Between Days” e “Close To Me” nas rádios do mundo inteiro, Brasil incluso) e a ótima compilação “Standing on a Beach/Staring at the Sea – The Singles”, que reunia material dos primeiros anos do conjunto. Pois os dois álbuns estouraram em vendagens no Brasil e o Cure, mesmo muito sombrio e goth como ele sempre foi (e nunca deixou de ser), se tornou uma das bandas inglesas mais populares por aqui naquele momento.
A banda veio, tocou e venceu: lotou todos os shows, mereceu edição especial inteira acompanhando a turnê, escrita pelo falecido jornalista Jean Yves De Neufeville (que morreu em 2012, vítima de ataque cardíaco) e publicada em forma de encarte especial na então poderosíssima revista Bizz, e saiu daqui com alguns milhares de fãs a mais. Em Sampa foram três gigs sold out no ginásio do Ibirapuera, sendo em que em um deles o então jovem jornalista estava presente. Ele gostou do que viu/ouviu no palco. E se tornou um pouco mais fã do Cure.

Novo corte, agora para 1996.

Quase dez anos depois Zap’n’roll já era um jornalista calejado na área musical, tendo trabalhado em redações gigantes como as da revista IstoÉ ou dos jornais Folha e O Estado De S. Paulo. E naquele momento da sua vida profissional, também escrevendo matérias de música para a célebre revista Interview, o zapper já bem doidón era um dos jornalistas mais junkies, malucos e gonzo/porra louca que deambulava por redações e por shows e festivais. Morando sozinho numa kit da avenida 9 de julho (centrão rocker e podrão de Sampa), o jornalista trintão, magro, cabeludo e (nas palavras de uma amiga sua da época) um tremendo de um moneraço sedutor, comia bocetas em profusão. E era movido a chapações e enfiações grotescas de pé na lama em álcool, cocaína e o que mais pintasse pela frente. Nessa época, ele havia terminado um longo namoro com Sil, a gótica que morava em Santo André (e que antes de namorar com o blogger safado, havia sido namorada de um sujeito que era a cara do Robert Smith) e que gostava de ser bem fodida em seu cu apetitoso – gostava tanto que volta e meia, quando o casal estava trepando furiosamente, ela pedia da forma mais terna e cadeluda possível: “põe no meu bumbum!”. Dezoito aninhos de puro tesão, tetas deliciosas e xoxota total raspada (como toda garota gótica putana que se preza), Sil era apaixonadíssima pelo Cure e esse foi um dos motivos pelos quais ela acabou se aproximando do autor deste blog e namorando com ele – um romance que, na verdade, durou de 1995 até meados de 1997.

Robert Smith: em forma aos 53 anos de idade, pra aguentar três horas de show

 

Mas quando foi finalmente anunciada a segunda visita do Cure ao Brasil (o grupo tocou aqui em janeiro de 1996, no extinto festival Hollywood Rock), Sil e Zap’n’roll já não estavam mais juntos. O blogger já então mega conhecido como jornalista musical vivia alone (ou nem tanto). Trampava durante a semana no seu ofício de jornalista e, nos findes à noite, sempre saía à caça de uma nova, deliciosa e junky boceta. Anyway, aquela seria a última edição do Hollywood Rock (festival bacanudo que durante oito anos trouxe zilhões de bandas fodonas ao Brasil). E o Cure estava nela. E Zap’n’roll PRECISAVA entrevistar Robert Smith de alguma forma, sendo que a assessoria de imprensa da gravadora do grupo no Brasil já havia avisado que eles não falariam com ninguém (uma mentira bem óbvia: a banda só daria entrevistas rápidas pra grandes veículos, não para uma revista alternativa como a Dynamite, onde o sujeito aqui também colaborava).

Pois o autor deste diário sentimental, sempre teimoso como ele só, não desistiu. Com a credencial de jornalista que possuía pra cobrir o festival, foi fazer “plantão” na porta do hotel Maksoud Plaza. Até que, no final da tarde de sábado (eles iriam tocar no domingo no Pacaembu, fechando o HR) começa um tumulto no lobby do hotel e todo mundo literalmente VOA em cima de um pobre sujeito, de camisa xadrez e cabelo todo espicaçado, que havia resolvido dar um “passeio” por ali. Era Bob Smith. Que se assustou com a confusão causada em torno da sua presença, saiu correndo e quase tropeçou, indo parar no barzinho do tal lobby. E onde ficou, separado do resto da turba por uma dupla de seguranças do tipo armário embutido.

Foi quando o zapper teve a idéia “genial” (uia): pendurou a credencial no seu peito e foi em direção ao tal barzinho. Na entrada disse aos seguranças: “com licença!”. Eles abriram caminho. O blog entrou no bar e foi em cima de Robert, que estava sentado em uma mesa bebendo algo. “Oi Bob, tudo bem? Desculpa te incomodar mas sou dessa revista aqui (mostrando pro vocalista um exemplar da Dynamite) e queria saber se posso fazer uma entrevista rápida com você”. O sujeito, mais assustado do que um esquilo e estranho como ele só, examinou a revista atentamente, depois fez o mesmo ao “analisar” o jornalista cara-de-pau. Conversou algo com um cara que estava ao seu lado na mesa (que, depois saberíamos, era o tour manager do Cure), e este enfim disse: “esteja aqui amanhã às dezoito horas em ponto. Robert vai falar com você por vinte minutos”.

Não era possível. Será que Robert Smith, então naquele momento um dos nomes gigantes do rock inglês, ia MESMO dar essa entrevista marcada de uma forma, hã, tão fora dos padrões normais? Só havia uma forma de saber: ir pro Maksoud no final da tarde de domingo. E foi o que o blog fez, acompanhado da lindaça Patrícia Cortez (então uma delícia cremosa de vinte aninhos de idade e que hoje, ainda amiga do autor deste blog, dá aulas de espanhol). Quando a dupla chegou na porta do hotel uma autêntica multidão esperava pela saída da van do Cure em direção ao Pacaembu. Os seguranças não deixavam ninguém entrar no lobby. Mas o zapper sempre bem municiado de credenciais e argumentos adentrou o local. E lá, junto com Pati, ficou esperando. Até que aquele sujeito, o mesmo do dia anterior, com cabelo espicaçado e ar de esquilo assustado, surgiu no lobby. Pontualmente às seis da tarde. A entrevista foi então feita (sob os protestos de uma assessora de imprensa mala da gravadora do Cure no Brasil, que vociferava: “Finatti, dessa vez você conseguiu. Mas saiba que NÃO é assim que as coisas funcionam!”. Uia!) e acabou se tornando a primeira capa “não metálica” da saudosa edição impressa da revista Dynamite.

Terminada a entrevista no hotel, todo mundo se mandou pro estádio, este jornalista incluso. O show do Cure, tal qual parece ser na turnê atual, foi lindaço e fantástico. Durou quase três horas e onde a banda tocou absolutamente tudo o que os fãs (cerca de vinte e cinco mil pessoas) queriam ouvir. Ao lado do autor destas linhas sentimentais infinitas uma gótica chorava copiosamente. O próprio zapper, emocionadíssimo, engolia em seco pra não verter lágrimas em alguns momentos. A última música foi “A Forest”. E ficou a lembrança e um gosto de querer mais, de ver a banda novamente ao vivo por aqui.

Dezessete anos se passaram desde então. Muita, mas muita coisa mesmo aconteceu de lá pra cá, na vida pessoal de Zap’n’roll e na vida de Robert Smith. Hoje ele está com cinqüenta e três anos de idade. Está bastante obeso mas e daí, o que isso importa? Ele criou um PERSONAGEM gótico e o assume até hoje, para alegria e delírio dos fãs. E representa muito bem seu personagem, aceite você ou não esse fato. O autor destas linhas online? Namorou muitas outras garotas, sofreu com a perda trágica de pelo menos uma delas (a linda Karina Gentile, ruiva de longos cabelos e que era a fim do sujeito aqui e ele nem sabia disso. Foi preciso que em um final de madrugada, no bar do escuríssimo Madame Satã, uma amiga em comum chegasse e dissesse: “Finatti, essa aqui é a Karine!”. Quando o zapper, naquela noite bastante turbinado de padê, se virou e viu aquela baixinha, seu coração disparou. Ela era muito inteligente, rocker ao extremo e também muito fã do Cure. O casal se apaixonou e começou a namorar. Namoro que foi brusca e tragicamente interrompido quando Karina morreu em uma acidente de carro, isso em abril de 1999), continuou se entupindo de drugs e álcool e continuou no jornalismo musical, onde permanece até hoje e sabe-se lá por quanto tempo ainda. É inexorável e inefável: o Cure levou dezessete anos pra voltar ao Brasil. Ao final do show de ontem, no Rio, Robert Smith disparou, com o seu habitual humor britânico: “nos vemos novamente daqui a dezessete anos!”.

 

Todos sabem que não haverá nova visita do Cure aqui, em uma década e meia. Assim como Zap’n’roll, apesar de ter tido ótimas notícias esta semana sobre o seu estado de saúde, também sabe que ele talvez não esteja mais aqui nesse mundo, em breve, pra assistir qualquer show que seja.
Portanto vamos todos ao Cure neste sábado. Serão sim três horas de música onde todo mundo irá se recordar de muitas fases da sua vida. E onde Zap’n’roll, em particular, irá repassar sua existência diante dos próprios olhos, pra mais uma vez chegar à conclusão que temos sempre chegado nas últimas semanas: sim, tudo (ou quase tudo) valeu a pena. De verdade!

 

 

O SET LIST DO SHOW DO CURE ONTEM NO RIO
Foram quarenta músicas em mais de três horas de show. Pra gótico nenhum reclamar. Confiram aí embaixo:

“Open”
“High”
“The End of the World”
“Lovesong”
“Push”
“In Between Days”
“Just Like Heaven”
“From the Edge of the Deep Green Sea”
“Pictures of You”
“Lullaby”
“Fascination Street”
“Sleep When I’m Dead”
“Play for Today”
“A Forest”
“Bananafishbones”
“Shake Dog Shake”
“Charlotte Sometimes”
“The Walk”
“Mint Car”
“Friday I’m in Love”
“Doing the Unstuck”
“Trust”
“Want”
“The Hungry Ghost”
“Wrong Number”
“One Hundred Years”
“End”

 

Bis 1
“Plainsong”
“Prayers for Rain”
“Disintegration”

 

Bis 2
“Dressing Up”
“The Lovecats”
“The Caterpillar”
“Close to Me”
“Hot Hot Hot !!!”
“Let’s Go to Bed”
“Why Can’t I Be You?”
“Boys Don’t Cry”
“10:15 Saturday Night”
“Killing an Arab”

 

 

E A CURA AÍ EMBAIXO
Em dois momentos da sua carreira. No primeiro vídeo, eles tocam “A Night Like This” (um clássico mas que infelizmente não está no set list atual do grupo) durante a turnê de 1993, para promover o álbum “Wish”. E em seguida a banda detona “Disintegration” no show de ontem à noite no Rio.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA
* Disco: “Delta Machine”, o novo álbum do Depeche Mode, é sombrio e slooooow até a medula. Investe pesado na eletrônica e tem poucos momentos dançantes, como no novo single “Soothe My Soul” (e cujo vídeo está aí embaixo). Mas é um álbum primoroso em suas ambiências soturnas e com alta qualidade na mixagem final. É o primeiro disco de estúdio do DP em quatro anos e nele o trio composto pelo vocalista Dave Gahan, pelo guitarrista e tecladista Martin Gore e pelo baterista Andrew Fletcher talvez afaste os fãs mais próximos do electro-pop inconseqüente do início da carreira do grupo. No entanto, com faixas que perscrutam o inconsciente do ouvinte (“Angel”, “Secret To The End”, “Alone”, “Slow” e “Broken”), este novo trabalho do DM mostra que a anda ainda está em forma mesmo após três décadas de existência. Fica a torcida para que a turnê do novo disco traga o conjunto ao Brasil, em 2014.

A capa de “Delta Machine”, novo álbum do Depeche Mode

 

 

* Baladíssimas: sextona pré-showzão do Cure chegou, néan? Então bora pra esbórnia que hoje tem DJ set do blog na inauguração do bar rock “Stardust” (lá na rua Evans, 542, ao lado da estação Vila Matilde do metrô). Mas se você não quer ir taaaaão longe e prefere ficar lá pelos lados do baixo Augusta, a dika é ir na fodona noite rocker da Blitz Haus (no 653 da Augusta) ou então no sempre animadão Astronete (no 335 da mesma rua).///E amanhã, qual a pedida pro sabadão pós-show do Cure? Uma só: DJ set do blog no tradicionalíssimo Outs (no 486 da Augusta) e onde agora as baladas são no esquema open bar: você paga quarenta mangos na entrada e bebe até cair. Justo! Se joga!

 

 

 

FIM DE PAPO
Post enooooorme como o povo gosta. E isso porque a garganta blogger está particularmente hoje irriada, dolorida e ardendo. Mas vai melhorar, se o grande lá em cima deixar. O zapper se vai, na expectativa do show do Cure amanhã em Sampa. E dedica este post de hoje às irmãs Adriana e Vera Ribeiro, e também à querida Eliana Martins, e ao queridaço casal Gustavo e Rosa, que vieram de Macapá especialmente pra ver a gig de Bob Smith, na cia do autor destas linhas virtuais. É isso: o blog ama de verdade seus poucos, grandes e ótimos amigos. Nos encontramos por aí, galere. Até!

 

 

 

(enviado por Finatti às 18hs.)