O velho Alice In Chains retorna com um bom disco mas sem novidades, mantendo seu grunge pesadão e arrastado intacto; por que “Somos tão jovens” (que mostra como se formou a inesquecível Legião Urbana) é um grande filme, Brendan Benson encanta os rockers de Sampa com show classudo, uma garota sem qualidades encanta a audiência noturna da MTV e mais algumas paradinhas aê, pra encerrar uma semana que foi algo melancólica pro zapper sempre sentimental (post completo, com a resenha do novo Alice In Chains, finalizado em 30/5/2013)

Choque de gerações entre o já quase “velho” e o novíssimo: o veterano grunge Alice In Chains (acima) volta com disco novo mas sem arriscar um milímetro em sua fórmula musical pesadona e arrastada; já a MTV aposta tudo na sua nova série, “A menina sem qualidades” (abaixo), que estreou muito bem anteontem mostrando a saga da desajustada adolescente Ana 

 

 

Triste e amargurado.

É assim que o chapa DumDeLucca (autor do excelente blog Jukebox, que é publicado no portal Dynamite online) descreveu esta semana, em bate-papo informal com Zap’n’roll, a impressão que teve do ex-vocalista do quarteto americano Alice In Chains, que lançou seu novo álbum de estúdio ontem, segunda-feira e que por isso mesmo, merece ser o tópico principal do postão zapper desta semana. Layne Staley, que morreu em 2002, aos trinta e quatro anos de idade de overdose de heroína (ele era um adicto convicto, daqueles que enfiam sem dó o pé na lama em álcool e drugs), esteve no Brasil em 1993, quando cantava no AIC e a banda veio pra cá, pra se apresentar na inesquecível edição daquele ano do festival Hollywood Rock – foi a edição “grunge” (que então estava no auge) do evento e que trouxe também até aqui Nirvana, L7 e Red Hot Chili Peppers, todos no topo de suas trajetórias. E essa impressão de tristeza e amargura em relação ao cantor foi colhida por Dum quando ele fez uma entrevista com Laney, durante a estadia da banda em São Paulo. A mesma tristeza e amargura que acomete qualquer ser humano comum em algum momento de sua existência, sendo que alguns são mais propensos a viver constantemente mergulhados nesses dois sentimentos. Era o caso do cantor do AIC. E também é o caso do autor destas linhas rockers virtuais, que apesar de estar sempre de bom humor com os amigos queridos e sempre com um sorriso no rosto a qualquer um que lhe dirija a palavra, nunca escondeu de ninguém que possui uma alma perenemente melancólica. Uma sensação que, na maioria do tempo, é administrada da melhor forma possível mas que, em certas ocasiões, torna uma dimensão maior do que o normal e aí coloca o zapper fora de combate por alguns dias. Foi o que aconteceu na semana passada e que (des)motivou o blog a ser atualizado na última sexta-feira, como habitualmente é feito nos últimos anos. Muita gente fenecendo de câncer nos últimos dias (o jornalista Ruy Mesquita, os músicos Ray Manzarek e Trevor Bolder), o que incomoda de verdade o sujeito aqui, visto que o tumor zapper avança em sua garganta mês a mês (já está com seis centímetros, segundo a última avaliação feita pela equipe de médicos do Hospital das Clínicas, em São Paulo). Mesmo já sabendo que irá ser operado em junho (e depois, o procedimento cirúrgico será completado com indigestas sessões de quimio e radioterapia) e mesmo sempre tendo deixado bem claro que nunca teve medo de enfrentar o beijo certeiro e inescapável da morte, ainda assim as sensações de eventual impotência diante de uma situação de risco grave à saúde incomodam a qualquer um – inclusive este jornalista. Assim o finde chegou, havia pouca inspiração pra escrever e achamos melhor deixar o novo post pra essa semana, que entra hoje, terça-feira. E vai ser o único postão desta semana pois logo em seguida o blog sempre andarilho pretende rumar pro matão Mineiro e lá permanecer durante o feriadão que começa na quinta-feira, naquela que deverá ser a última viagem do blogueiro rocker pelos próximos meses. Enfim, os assuntos desse post ainda não envelheceram (estes tempos de web, que transformam tudo que era novidade ontem na mais ridícula velharia amanhã; e na real: isso está MATANDO a cultura pop de alta qualidade, ponto), são bacanas e não há porque não publicá-los agora. Então é isso: sobrevivendo à morte do sempre amargurado Laney Staley, o Alice In Chains está aí novamente. Vamos ver como é o disco e também comentar sobre uma renca de outros assuntos bacanas. Isso enquanto nosso próprio tumor ainda não nos impede de continuar blogando.

 

 

* E mais uma morte marcou o jornalismo brasileiro, anteontem: a do diretor-presidente do grupo Abril, Roberto Civita. E este  jornalista (que inclusive já trabalhou ou colaborou com publicações do grupo) não poderia deixar de comentar algo aqui. A Abril chegou a ser, anos atrás, a maior editora da América Latina. Está em crise financeira brava há séculos (ela é dona, por exemplo, da MTV Brasil, que há meses vive o drama acaba-não-acaba). Mas é inegável a sua importância dentro do contexto da história da imprensa nacional. Assim como também é inegável a importância do jornalista Roberto Civita nesse mesmo contexto. Todos também sabem que Civita era um defensor ferrenho da liberdade de imprensa. Nada mais justo. Pena que ele tenha criado um MONSTRO chamado revista Veja, que não obstante ser a revista de maior circulação do país (e uma das maiores do mundo), é hoje sinônimo de jornalismo REACIONÁRIO, MEGA CONSERVADOR, TENDENCIOSO e MANIPULADOR ao extremo. De qualquer forma: rip, Roberto Civita.

Roberto Civita, da editora Abril, e que morreu no domingo à noite: um dos mais importantes jornalistas da história da imprensa brasileira, mas que deixou a nefesta revista Veja de herança

 

* Quem também foi pro saco foi o baixista Rufino Neto, que tocou nos grupos Tutti-Frutti (que acompanhava Rita Lee) e Made In Brazil. Morreu anteontem em Sampa, aos sessenta anos de idade. Causa da morte: câncer.

 

 

* O hype monstro e sacal em torno  do novo disco da dupla eletrônica francesa Daft Punk finalmente começa a ser desmantelado. Em seu novo post o blog “Jukebox”, do chapa e tarimbado jornalista musical Dum DeLucca, coloca o lançamento em seu devido lugar. Dá uma lida lá no portal Dynamite e confira.

 

 

* Nem o novo álbum do fodástico Queens Of The Stone Age (que já pode ser incluído na lista dos melhores discos de rock de 2013) recebeu tanta lambeção de bagos, aqui e lá fora. E o cd merece. Bien, pelo menos o gênio Josh Homme foi capa da última edição da NME…

 O gênio do QOTSA na capa da NME: ele merece!

 

* Telão do reconstruído estádio Mané Garrincha, em Brasília, anuncia no último finde, durante o intervalo da partida de futebol que estava rolando por lá (foda-se quem estava jogando): “Aguardem os Rolling Stones!”. Será?

 

 

* Foi por acaso que estas linhas online, sempre procurando estar muuuuito bem informadas sobre tudo o que rola na cultura pop e no rock alternativo, souberam que no último finde rolou em Porto Velho, capital de Rondônia, mais uma edição do… festival Casarão do Rock. Cumas? É mais um daqueles festivais meia-boca que pululam pelos grotões do país, e que existem com o único intuito de seus organizadores conseguirem “mamar” uma grana gorda na teta pública (através de editais, claro). Porque pagar cachê pra maioria dos grupos que se dispõem a tocar nesses eventos muitas vezes lixosos e oferecer uma estrutura minimamente digna pras bandas e pro público… isso está muito longe de sair do terreno da utopia, rsrs. Enfim, o Casarão era um dos eventos caça-níqueis (ou “mama tetas”) do poder público associado à nefasta Abrafin – Associação Brasileira de Festivais Independentes –  e que todos sabem o final inglório que a entidade teve. Porém, ela foi substituída por outra picaretagem semelhante, a Rede Brasil de Festivais e como sempre, claaaaaro, afiliada à máfia monstro do Fora do Eixo. Daí que o Casarão, agora associado à tal RBF, continua rolando em Porto Velho, com repercussão midiática NULA pelo  Brasil afora (pelo menos na mídia que importa: houve resenha do evento publicado no sempre simpático portal Urbanaque, que continua bacaninha mas que já foi melhor, vamos reconhecer; mas, e no Scream&Yell? Na Folha online? No Estadão online? No Uol? No iG? No portal da MTV? Em blogs como a Popload? Na própria Dynamite online, ainda um dos maiores portais de rock do Brasil? No Zona Punk? Nadica em nenhum deles. É muito óbvio que o Urbanaque se dispôs a fazer o “trabalho sujo” de reportar o festival mequetrefe porque deve ter recebido passagens aéreas, hospedagem e rango em Porto Velho, caso contrário…). Yep, Zap’n’roll já esteve anos atrás no Casarão. Foi também a convite da produção, com tudo pago (hotel, passagens, alimentação). Ficou encantado com o local onde o evento foi realizado (em um casarão literalmente DENTRO da floresta amazônica e às margens do rio Madeira). E abismado com a falta de estrutura e organização nos dois palcos onde rolaram os shows – inesquecível a cena dos integrantes do trio Macaco Bong putaços em ter que tocar em um espaço que não tinha nem palco e cujo PA se resumia a amplificadores medíocres e minúsculos, colocados em cima de… cadeiras! O blog foi até o festival naquela época porque era “bem visto” pela máfia do Fora do Eixo. Afinal, sabem como é: jornalista conhecido (fato), blog com audiência gigante (fato também: Zap’n’roll tem média de 20 mil acessos semanais nesse momento) etc. E com espaço sempre aberto para a cena musical independente do Brasil. Mas aí estas linhas online começaram a se incomodar com detalhes que começou a observar na conduta do Fora do Eixo, começou a discordar da entidade publicamente por conta desses detalhes e voilá! O blog foi sumariamente “desligado” da rede de festivais meia-boca administrada Brasil afora pela Ong hoje sediada em Sampa. E também se tornou inimigo público da entidade e persona non grata em seus festivais. É óbvio que nunca mais fomos convidados a ir ao Casarão do Rock (ou a qualquer outra pilantragem patrocinada pela Rede Brasil de Festivais) e estamos felizes por isso, por manter nossa independência editorial e credibilidade jornalística junto ao nosso sempre dileto e fiel leitorado. Afinal é um saco no final das contas ir a um festival cujo resultado final é sempre quase medíocre, e ter que reportar o mesmo. Só pra constar: que fim levaram Calango (em Cuiabá), Varadouro (em Rio Branco) e mais alguns outros monstros sugadores de grana do poder público, que eram organizados pela Abrafin/Fora do Eixo? E o blog não tem provas cabais do que vai escrever agora, finalizando este tópico. Mas reza a lenda que o produtor que organiza o Casarão (conhecido como “o gago”) tem como única ocupação em sua vida montar o festival anualmente. Como ele vive os meses restantes? Ora, simples: com a grana levantada junto ao Governo, pra fazer o refrão de bolero em forma de festival de rock tosco. E assim segue o Brasil, um país de todos… os pilantras do mundo, hihihi.

O grupo manauara Mezatrio, que tocou no último finde no festival Porão do Rock, em Porto Velho (Rondônia), um dos muitos eventos “mama na teta pública” que pululam pelos grotões do Brasil

 

* XOXOTAÇOS PELADOS COMO DE FATO DEVEM SER APRECIADOS – O Tv Folha, exibido pela tv Cultura, continua sendo um dos melhores programas dominicais pra se assistir na televisão. E entre os destaques do último o blog acheou ultra bacanudo a matéria sobre mulheres comuns que aceitaram fazer ensaios fotográficos nus SEM retoques adicionais (fotoshop e essas tranqueiras todas). Ou seja: contra a ditadura da perfeição e da mulher ultra tesuda e gostosona. E a favor da beleza natural de cada uma, com todas as suas imperfeições. Ou, como disse um fotógrafo entrevistado na reportagem: “a mulher bonita e perfeita é aquela que a gente ama”. Simples. De quebra, ainda foi mostrado o trabalho do Tumblr Apartamento 302, que estas linhas online assumem que não conheciam. Sensacional. Em fotos p&b classudas o Tumblr (assinado pelo fotógrafo Jorge Bispo) desnuda mulheres comuns, das mais variadas formas físicas e sem nenhum retoque adicional. Zap’n’roll já colocou o endereço dele na web (que fica em http://apartamento302.tumblr.com/) como um de seus favoritos e só acha que deve haver ali uma renovação mais rápida de material imagético – as últimas fotos foram postadas em março passado. De qualquer forma estão aí embaixo duas imagens selecionadas por estas linhas virtuais algo safadas (uia!) e  por motivos óbvios: a ruiva Thaís tem tetas GIGANTES e de aureolas idem (o zapper adooooora, é uma delícia mamar num peitaço desses). E a crioulaça Silvia, nem preciso comentar, né? Todo mundo aqui sabe do amor deste espaço online pelas negras e suas bocetas que enlouquecem qualquer macho na cama (pena que algumas pretas, assim como brancas, são putas de quinta categoria e querem ser “espertas” em cima dos outros…).

A ruiva delícia (acima) de tetas gigantes, e o bocetaço preto (abaixo), ambas capturadas ao natural total: imagem real da mulher comum

 

 

* Aliás enquanto na MTV estreou ontem a bem lecal “A menina sem qualidades” (e sobre o qual falamos melhor mais aí embaixo), o blog está desenvolvendo, por aqui mesmo, o texto de “A PUTA sem qualidades”, ahahahaha. Uma ficção baseada em fatos REAIS, que brevemente será postada em Zap’n’roll. Ela é uma putaça deliciosa, fode bem (de ladinho então…) mas é uma pilantrinha na cara larga, que faz um belo boquete em troca de internet, rango e hospedagem, hihihi. Já deu golpes em Manaus, em SP e agora pretende fazer o mesmo em Recife, uia! Breve o texto estará no blog, aguardem!

 O xotaço preto aí em cima fode horrores, chupa idem mas é uma putaça sem qualidade alguma e de primeira: a baiana pilantra já aplicou golpes em Manaus e em Sampa; sua próxima parada será em Recife, onde pretende continuar liberando sua buça indecente em troca de muito pouco (rango, hospedagem e internet grátis, uia!)

 

 

* E não, estas linhas sobre cultura pop e rock alternativo (e eventualmente também sobre sociedade e outras paradas) NÃO vão comentar nadica sobre o assunto da semana: a transferência desse mané milionário aí embaixo (que só sabe jogar futebol, mas não tem cérebro) para o time espanhol do Barcelona.

Yep, ele joga horrores, mas não tem cérebro, fato!

 

* Melhor comentar (aí sim!) sobre o novo disco do Alice In Chains. Vamos a ele!

 

 

NADA DE NOVO NO ALICE IN CHAINS – O GRUNGE QUASE METAL, PESADO, ARRASTADO E AMARGURADO DE SEMPRE PERSISTE

É realmente estranho, algo desconfortável, ouvir “The Devil Put Dinosaurs Here”, o novo álbum de estúdio do já veterano quarteto americano Alice In Chains, em uma madrugada fria, chuvosa, envolta em névoas de melancolia e solidão. Yep, tudo isso combina com a audição do disco (que saiu em sua versão física nos EUA na última segunda-feira, e sem previsão de lançamento no Brasil, embora ele já possa ser encontrado com facilidade na internet), com suas músicas pesadas, arrastadas, agônicas. Mas mesmo assim o desconforto permeia a audição.

 

Todo mundo sabe da importância do AIC no contexto da história do rock americano dos anos 90’. Ao lado de Nirvana, Soundgardem, Mudhoney e Pearl Jam, o grupo liderado pelo vocalista Layne Staley e pelo guitarrista Jerry Cantrell, foi um dos alicerces do chamado movimento grunge surgido em Seattle. E seus dois primeiros álbuns, “Facelift” (lançado em1990) e “Dirty” (editado dois anos depois), são indispensáveis na discografia rock daquele período. É uma pena, inclusive, que a banda tenha produzido tão pouco nesses quase trinta anos de carreira, sendo que o novo trabalho é apenas o seu quinto álbum de estúdio.

 

Essa produção errática, óbvio, tem muito a ver com os problemas emocionais e de consumo de drogas que sempre permearam a vida de Cantrell (em menor escala) e, principalmente, a de Laney Staley, esse um adicto convicto e irrecuperável, que consumia aditivos ilícitos em escala industrial. Todo mundo sabe como Laney acabou: seu corpo já em decomposição foi encontrado pela polícia de Seattle no dia 20 de abril. Causa da morte: overdose de heroína, sendo que a perícia avaliou que o cantor já estava morto há cerca de duas semanas (!), quando foi achado – uma morte total rock’n’roll. Estas linhas online, inclusive, não se esquecem do semblante em perene melancolia e o olhar sempre perdido, a procura de algo, de Laney. Zap’n’roll assistiu ao showzaço (foi fodão mesmo) do grupo em Sampa, em janeiro de 1993, no festival Hollywood Rock, no estádio do Morumbi. A banda estava impecável e demolidora no palco. Mas estava muito claro pra todos que estavam ali que o vocalista não teria vida longa.

Capa do novo álbum do quarteto americano Alice In Chains (acima), e o ex-vocalista da banda, Laney Staley (abaixo), que morreu de overdose em 2002: ele era amargurado e possuía a alma torturada, como de resto é a música da banda; teve, ao menos, uma morte total rock’n’roll (que, o blog espera e torce por isso, a nossa também seja igual)

 

 

 

Assim o novo disco do Alice In Chains permanece igual ao que eles sempre fizeram. As músicas são pesadas, angustiadas, arrastadas e, por vezes, sufocantes. A produção foi rigorosa e hoje o também cantor Jerry Cantrell (com os seus cabelos loiros curtos, o sinal inequívoco de que os anos jovens se foram há muito, e que o caminho inexorável é a calmaria física, emocional, psicológica e comportamental da meia-idade, infelizmente) conduz a banda com a mesma habilidade de antes, ao compor riffs e melodias que mostram ao fã que a banda continua poderosa musicalmente. Nesse processo ele recebe a eficiente ajuda do também guitarrista e vocalista Sean Kinney, que já está há sete anos no conjunto e possui timbragem parecida com a de Laney.

 

Não vai salvar a humanidade, não vai mudar a vida de nenhum adolescente. Mas faixas como “Hollow”, “Stone”, “Voices”, “Phantom Limb” (uma das mais sinistras do disco) ou “Choke” deixam bem claro que o AIC não pretende mudar sua sonoridade em nada. Não vai incorporar elementos estranhos à sua música, para soar “muderno”. Não vai deixar de ser soturno, pesado e lasso. A vida é dura, sem graça alguma para boa parte da humanidade e Jerry Cantrell e seus acólitos sabem que um disco como o que eles lançaram agora pode ser a trilha ideal para essa humanidade. Simples assim.

 

 

O TRACK LIST DO NOVO ÁLBUM DO ALICE IN CHAINS

1.”Hollow”

2. “Pretty Done”

3.”Stone”

4.”Voices”

5.”The Devil Put Dinosaurs Here”

6.”Lab Monkey”

7.”Low Ceiling”

8.”Breath on a Window”

9.”Scalpel”

10.”Phantom Limb”

11.”Hung on a Hook”

12.”Choke”

 

 

E O AIC AÍ EMBAIXO

Em dois momentos: no vídeo de “Stone”, o segundo single tirado do novo trabalho, e ainda na clássica “Heaven Beside You”, lançada em 1995.

Alice In Chains – “Stone”

 

Alice In Chains – “Heaven Beside You”

 

 

 

EM NOITE FRIA E CHUVOSA EM SAMPA O CANTOR E GUITARRISTA AMERICANO BRENDDAN BENSON FAZ UMA ÓTIMA E CLASSUDA ODE AO ROCK’N’ROLL, PARA DELEITE DO PÚBLICO MINÚSCULO QUE FOI AO SHOW

A vida e o mondo pop/rock tem dessas paradas. Em uma mega metrópole como São Paulo quem curte música pop pode, em plena quarta-feira (meião da semana), escolher entre algumas opções pra curtir um show gringo. Ou mesmo nem sair de casa já que a noite estava friorenta (mas não muito) e chuvosa (bastante).

 

Pois na última quarta-feira em Sampalândia muita gente que resolveu sair de casa pra curtir uma gig de fora, deve ter ido ao longínquo Credicard Hall, para assistir a mais uma apresentação dos decanos do pop eletrônico inglês, a dupla Pet Shop Boys. Já quem conhece os meandros do rock alternativo de guitarras americano na última década e meia (e pelo visto não são muitos os que conhecem), não teve dúvidas: foi parar no Cine Jóia (no bairro da Liberdade, centrão da cidade), para conferir a única apresentação em Sampa de Brendan Benson, trazido até aqui pela produtora Inker e com a missão de também se apresentar no último finde na Virada Cultural Paulista (dia 25 em Presidente Prudente, e 26 em Marília).

 

Aos quarenta e dois anos de idade e com seis álbuns solo no currículo, Brendan pode ser considerado como um dos nomes gigantes da indie scene americana de década e meia pra cá. Tendo iniciado sua carreira por volta de 1996, o músico logo chamou a atenção do público e da imprensa por exibir composições de alta qualidade e onde ele trafegava com desenvoltura pelo rock’n’roll básico e também por nuances bucólicas de country e folk, fazendo a utilização de melodias dolentes construídas por violões idem. Seus álbuns (“One Mississippi”, o primeiro, lançado em 1996 e, principalmente, a pequena obra-prima “LaPalco”, editada em 2002, aliás seu único disco que ganhou edição brasileira) foram sempre muito bem recebidos pela rock press americana. E Brendan acabou por atrair a atenção e simpatia também de seus colegas de ofício. Tanto assim que Jack White o chamou, em 2006, para montar o super grupo The Raconteurs.

 O americano Brendan Benson semana passada em Sampa, em gig para poucos e sortudos: uma ode ao rock’n’roll classudo (foto: Sabá Netto)

 

Pois foi um pouco do Brendan Benson rocker e elétrico e do mesmo Brendan mais folk e acústico, que o diminuto público que compareceu anteontem à noite no Cine Jóia, pôde assistir. Acompanhado de um grupo de músicos bastante tarimbados (um guitarrista/tecladista, um baixista e um baterista), o loiro passou em revista seu repertório (sendo que em algumas canções, como “Tiny Spark”, que abre o sensacional “LaPalco”, foram cantadas em coro pelo pequeno mas apaixonado público presente e onde se destacaram três garotas mega totosas que estavam bem à frente do palco, gritando e pulando em absolutamente todas as músicas), se alternando na execução das canções entre um violão acústico e duas espetaculares guitarras – uma delas uma Fender Telecaster prateada que encantou os fãs presentes. Enfim, foram pouco mais de sessenta minutos onde Brendan e sua banda de apoio enfeixaram músicas algo desconhecidas porém que cativaram de imediato quem estava presente, pela beleza das melodias nelas contidas e também pela exuberância com a qual elas foram tocadas ao vivo.

 

Aliás, se há algo a reclamar do set foi justamente sua duração: curto demais, deixou todo mundo com um gostinho de “quero ouvir mais!”. Encerrado o show principal, Brendan Benson retornou ao palco para um único bis e com apenas uma música: “Steady As She Goes”, a parceria dele com Jack White nos Raconteurs, foi executada com riffs poderosos nas guitarras e em clima quase hard rock, pra delírio e alegria do pequeno séquito de fãs, e que cantou a letra aos berros.

 

Foi um show bacanudo e honestíssimo, de um sujeito que ainda vai fazer muito pelo indie rock americano.

 

 

 

POR QUE “SOMOS TÃO JOVENS” É UM FILMAÇO SOBRE O INÍCIO DA LEGIÃO URBANA

O blog foi finalmente assistir “Somos tão jovens”, o filme que detalha em tom ficcional (mas total baseado na história real, tal e qual ela aconteceu) a gênese da Legião Urbana e do mito Renato Russo. Podem falar o que quiser (que o filme tem personagens estereotipados, que tem atores globais, que é um lixo e bla bla blá). Estas linhas online acharam SENSACIONAL. Zap’n’roll não sabe se pelo seu absoluto envolvimento emocional e PESSOAL com tudo aquilo (todo mundo sabe que o blog acompanhou a ascensão e auge da Legião Urbana, até o fim da banda, muito de perto), ou se pelo fato de estarmos já fragilizados pelo resultado da consulta no HC/SP ou se por tudo isso junto, mas o fato é que o autor destas linhas online já começou a ter nós na garganta e a engolir em seco logo na abertura do filme, nos créditos iniciais, apresentados ao som de uma versão instrumental (linda, diga-se) de “Tempo Perdido”. Daí pra frente o zapper viu sua PRÓPRIA VIDA nos anos 80’/início dos 90’, passando diante dos seus olhos. E a cada cena mostrada no longa e a cada canção que ia surgindo, os olhos se enchiam de água.

 

Todo mundo já sabe, o filme mostra como surgiu a Legião Urbana, a cena punk de Brasília no final dos anos 70’. E nesse aspecto a reconstituição dos fatos se mostrou PRIMOROSA (ainda que o blog tenha passado a conviver com a Legião e seus integrantes a partir de… 1988, é isso mesmo?) por zilhões de motivos. A direção é mega eficiente e o ator Tiago Mendonça simplesmente recebeu o espírito do Renato nele. Não há como negar a qualidade de uma fita onde o ator principal CANTA E TOCA DE VERDADE todas as músicas da banda original com qualidade surpreendente – aliás, toda a trilha do filme é executada DE FATO pelos músicos e bandas que vão surgindo ao longo da fita.

 

O blog estava lá, na hora certa, no momento certo e nos shows da Legião: este jornalista assistiu uns dez ao todo (desde um pra 50 pessoas em 1983, num buraco chamado Napalm, no centro de Sampa, até os gloriosos concertos no estádio do Palmeiras, em 1990, pra 50 mil pessoas). Mais do que isso (e aqui vamos ser arrogantes e mandar a humildade às favas), CONVIVEMOS pessoalmente por vários anos com o queridaço e saudoso Renato Russo. Zap’n’roll foi o jornalista que a banda passou a confiar depois de algumas ótimas e gigantescas entrevistas feitas com eles (uma para as páginas vermelhas da revista IstoÉ, em 1989; outra também para a IstoÉ, em julho de 1990; uma outra para a revista Interview, em 1993; e finalmente mais uma, para a capa do extinto caderno Folhateen, da FolhaSP, em meados de 1994, sendo que essas quatro foram as principais).

 

Com toda essa bagagem, proximidade dos fatos e nosso insight profundo sobre os mesmos podemos afirmar aqui pra todo mundo (e sem medo de passar ridículo) que Renato Russo era aquilo mesmo: mimado, obcecado por alta cultura, por poesia e grande rock’n’roll. O ator Tiago conseguiu até incorporar os tics e maneirismos gays de Renato, que tinha mania de falar puxando a sobrancelha por cimas dos óculos. Ele era assim mesmo, do jeito que o filme mostra.
E o longa se torna ainda mais emocionante ao desfilar quilos de informações sobre rock, sobre cultura pop, sobre como se formou a grande banda da história recente do rock brasileiro. Yep, eram todos moleques burgueses em Brasília, filhos de diplomatas e os caralho. Mas todos estavam a fim de MUDAR ALGO EM SUAS VIDAS e na VIDA DOS OUTROS, e pra isso acharam o atalho da música e do punk rock. Ou você acha que até pra ser fazer GRANDE ROCK E GRANDE ARTE (seja o que for: música, cinema, artes visuais etc.) não é preciso TER CONDIÇÕES DE SE INFORMAR E SE FORMAR cultural e intelectualmente?

 

Os papais da turma tinham grana. E a turma gastava no que interessava a eles: edições importadas dos tabloides musicais semanais ingleses, instrumentos musicais e TONELADAS de fitas cassete e discos importados – curioso como o país hoje e sua juvenilia atual, possuem tanta informação e no entanto nossa música não consegue sair do fundo do poço da mediocridade artística, produzindo Naldos, Michels Telós e Thiaguinhos em série, como que saídos de uma linha de montagem sinistra.

 A “tchurma” punk de Brasília (acima) e o ator Tiago Mendonça, incorporando um Renato Russo perfeito em “Somos tão jovens”: filmão!

 

 

É EMOCIONANTE ver Renato Russo descobrindo o punk rock através de uma fita cassete com músicas dos Stiff Little Fingers, dado de presente a ele por sua grande e melhor amiga, a Aninha (e aqui vai, talvez e segundo reportagem publicada na FolhaSP, a única “licença poética” do filme: não houve uma Aninha na vida de Renato, mas várias grandes e melhores amigas que foram condensadas numa personagem única no longa). PORRA! Estas linhas bloggers rockers TINHAM UM VINIL IMPORTADO dos Stiff Little Fingers, uma das bandas punk class 77’ preferidas do então jovem indignado, que foi punk em Sampa, dos 18 aos 22 anos de idade.

 

E é emocionante ver o desenrolar de toda essa história na capital do Poder. O surgimento do mítico Aborto Elétrico, o fim dele (o guitarrista e cantor André Pretorius, um loiro gigante de 1,80m de altura, era filho do embaixador da África do Sul no Brasil e teve que voltar pro seu país depois de algum tempo de o grupo ter sido montado; e o fato que o filme omite: Pretorius acabou morrendo de overdose de heroína), a fase “trovador solitário” de Russo, o início da Legião, a paixão platônica de Renato pelo baixista Fê Lemos, do Capital Inicial (enquanto Aninha, em uma cena, diz pra ele: “que pena que você gosta mais de MENINOS do que de meninas”. Russo: “Por quê?”. Ela: “porque se vc gostasse mais de meninas, eu começava a namorar AGORA com você!”), como as músicas que se tornariam anos depois clássicos eternos do rock nacional foram sendo compostas pela mente brilhante do Manfredo (ele se chamava Renato Manfredini Jr.).

 

O filme acaba quando a Legião Urbana, após ser retratada em grande matéria sobre a cena punk de Brasília na então fodíssima revista carioca Pipoca Moderna, é convidada a tocar no Rio, no até hoje célebre Circo Voador. Depois o grupo seria contratado pela gigante Emi e o resto da história todo mundo sabe – ou deveria saber.

 

Surge então a Legião de verdade tocando na tela, em um show para milhares de pessoas. Enquanto Renato Russo canta os versos de “Será”, legendas informam que a Legião vendeu, até hoje, cerca de 20 MILHÕES DE DISCOS. Por que hoje em dia o rock nacional não consegue mais um espaço assim, e ter uma vendagem dessa dimensão? Por que chafurdamos cada vez mais na bestialidade do funk, do pagode escroto e do breganojo universotário? Por que, se já tivemos gênios como Renato Russo e Cazuza? Mistério…

 

Pra todos os amigos queridos destas linhas virtuais que ainda NÃO foram assistir “Somos tão jovens”, fica o conselho: vão correndo. Só isso. Mesmo porque, neste finde, também estréia “Faroeste Caboclo”, baseado na música homônima escrita por Renato Russo e que se tornou um dos maiores hinos e clássicos da história da Legião Urbana.

 

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

Disco I: o quinteto paulistano Druques demorou muito pra lançar seu segundo disco de estúdio. Mas esse “Nuvem Negra”, que chega às lojas quatro anos depois da estréia da banda, revitaliza a combalida cena indie da maior cidade do país. Continuam presentes (e realçadas) as melodias tramadas com guitarras à la Strokes e Los Hermanos, e as letras densas e poéticas escritas pelo vocalista Zé Pi (bisneto do célebre poeta Menotti Del Picchia, um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna de São Paulo, em 1922) e que aqui desvelam ainda mais uma alma perenemente mergulhada em conflitos emocionais. Tudo isso resulta em momentos belíssimos, como a faixa “Bobagem” (que tem participação especial da já diva Tulipa Ruiz). A novidade é a inserção de doses de eletrônica no bojo das canções, por certo cortesia e influência do baixista Marcos e do seu outro grupo, o fodástico instrumental Tigres De Dentes de Sabre. Quer conhecer melhor o som do Druques? Vai aqui: http://druques.bandcamp.com/. Ou ainda aqui: www.druques.com.

O segundo disco do Druques: devolvendo a qualidade perdida ao rock de Sampa

 

Disco II: mais rock paulistano bacanudo safra 2013, felizmente! Aqui, no caso, é o disco de estréia do quinteto As Radioativas. Yep, pense em rock’n’roll básico, garageiro, sem frescura, proto-punk, tocado por cinco garotas lesbos e estilosas, e cuja vocalista é uma charmosíssima gordoidona que dispara versos simplistas porém ferozes a favor das girls e contra os boys. No processo surgem faixas esporrentas e bacanudas como “Stupid Boy” (“Você pensa que sempre tem tudo/Mas não tem nem a si mesmo”) ou ainda “Cuidado Garota”, que não pode ser mais explícita em suas intenções textuais: “Cuidado garota! Eu posso te prender no meio das minhas pernas/E te fazer gemeeeeer!”. Wow! Rock’n’roll que não vai mudar o planeta mas que é a trilha perfeita pra você cair na esbórnia nos findes. E ainda tem o selo de qualidade Baratos Afins. Interessou? Vai aqui: https://www.facebook.com/asradioativas?fref=ts.

 As Radioativas em ação: rock básico, divertido e tocado por garotas lesbos em fúria; ou seja: tudibom!

 

* Minissérie: “A menina sem qualidades” estreou na última segunda-feira na MTV e é, de longe, a melhor produção exibida pela emissora nos últimos séculos. Com atores novos e pouco conhecidos e baseado em uma obra literária estrangeira caudalosa, a série mostra a inadequação existencial da adolescente Ana, dezesseis anos e que já leu todos os clássicos da literatura mundial além de conhecer bandas de rock como o obscuríssimo duo eletrônico setentista Suicide. Ao longo do programa ela vai seduzir seu professor de literatura (que é casado) e se apaixonar por um colega de ensino médio, manipulador e dominador. A direção é do Felipe Hirsch, que se notabilizou nos últimos anos por estar à frente de algumas das melhores peças teatrais e musicais encenadas no país – como “A vida é cheia de som e fúria”, por exemplo. Disposta a lançar um olhar sobre o grande vazio que domina intelectualmente a geração atual, “A menina sem qualidades” também quer romper definitivamente com barreiras e tabus babacas: no primeiro episódio, Ana dá um caloroso beijo de língua na sua paquera, uma linda garota da idade dela. E no capítulo de ontem nossa heroína, com insônia, apela para uma portentosa siririca, pra conseguir dormir. Resumindo a parada: chute certeiro da MTV (onde o seriado está sendo exibido de segunda a quinta-feira, à meia-noite) que, espera-se, se mantenha assim até o último episódio.

 

* Blogs: o Nova Carne continua eivado de som, fúria, sexo, rock’n’roll da melhor estirpe, literatura etc. Escrito pelo gaúcho (radicado há alguns anos em Brasília) e chapa zapper, Cristiano Bastos, é sem nenhum favor um dos melhores espaços atuais para a cultura pop na web brazuca. Tão bacana que Cris chegou ao despautério (rsrs) de, dias atrás, fazer um post gigantesco dissecando a trajetória iluminada e sensacional do poeta e escritor Jack London. Dá uma olhada lá e esqueça outros blogs de cultura pop bunda-moles que andam pipocando na internet de tempos pra cá: http://oesquema.com.br/novacarne/.

 

* Baladas: mais um finde se aproxima (este postão está sendo publicado no meião da semana, quarta-feira, mais conhecida como véspera de um novo feriadão prolongado, ueba!) e o blogger loker andarilho vai se mandar de Sampalândia, até pelo menos no começo da próxima semana – e vai pro meio do matão Mineiro, claaaaaro. Vai ficar aqui? Então se liga: os findes estão cada vez mais fervidos no velho e decano clube Outs (na rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampa), onde os shows ao vivo foram substituídos por noitadas open bar (paga-se quarenta mangos na entrada e bebe-se até morrer) de grande sucesso. Vai lá que a parada tá fodona.///Que mais? Sextona em si é noite de Astronete e Blitz Haus (ambos também na Augusta, no 335 e no 657). São os dois bares mais bacanudos do momento em termos de discotecagem rockers, e onde estão desfilando as melhores e mais lokas bocetas do baixo Augusta nesse momento. Pode conferir que é hot.///E no sabadón em si tem dj set do super e já veterano André Pomba lá no Dj Club (alameda Franca, 430, Jardins, zona sul de Sampa). O mesmo Pomba que também comanda, há quinze anos, a já clássica domingueira rocker Grind, no inferninho gls mais lecal do Brasil, A Loca (que fica na rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampalândia). Pra quem vai ficar em Sampa por esses dias então, fikadika pois opção é o que não falta pra cair na putaria rocker.

 

 

E FIM DE PAPO

Tá bão, né? É o post desta semana, sendo que nova atualização por aqui apenas na próxima semana, a menos que algo BOMBÁSTICO aconteça nos próximos dias, hehe. O blog se vai pois o festival Woodgothic o aguarda em São Thomé Das Letras, no sul de Minas Gerais. É lá que estaremos a partir de amanhã, junto com a Natasha Ramos. Pra quem fica: beijos e bom feriadão!

 

 

(atualizado e finalizado por Finatti em 30/05/2013, às 4hs.)

Men at Work: mega postão zapper em construção, aguardem!

 

 

Yep, enrosco daqui, enrosco de lá e não saiu postão zapper novo esta semana.

 

Mas calmaê e fica frio que ele está a caminho. E vem grandão como sempre! Vai ter Alice In Chains, Brendan Benson, o filme sobre o início da Legião Urbana, o possível fim do festival Lollapalooza Brasil e muito mais.

 

Então colaê novamente que até a próxima segunda-feira o blog de rock alternartivo e cultura pop mais lecal da web brasileira estará por aqui novamente.

 

Até lá!

 

 

(enviado por Finatti às 21:30hs.)

Em uma era cultural absolutamente vulgaris e onde o rock planetário está cada vez mais atolado na lama suja da mediocridade plena, o Queens Of The Stone Age volta com DISCAÇO e mostra que ainda existem gênios (como Josh Homme) na música atual; mais: a Virada Cultural 2013 (com curadoria da quadrilha do Fora do Eixo), dois clássicos do rock (daqui e de fora) lançados em 1977, uma musa indie TETUDA, XOXOTUDA e de tirar o fôlego e… INGRESSOS NA FAIXA pro showzaço do Brendan Benson semana que vem, em Sampalândia, wow! (versão final e post completado em 21/5/2013)

Dois gênios do rock planetário que ainda importa nos anos 2000: o cantor, guitarrista e compositor Josh Homme (acima) lidera a volta do incrível Queens Of The Stone Age em novo e fodíssimo álbum; já Brendan Benson (abaixo), parceiro de Jack White no também fodão The Raconteurs, toca na próxima quarta-feira em Sampa, no Cine Jóia, com o blogão zapper inclusive SORTEANDO ingressos pra gig

 

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AS ÚLTIMAS, COMEÇANDO A SEMANA

* Entonces, postão sendo finalizado já no início da tarde de terça-feira, néan?

 

 

* E ontem se foi Ray Manzarek, o tecladista lenda que fundou os Doors (uma das bandas mais importantes da história de todo o rock’n’roll), ao lado do gênio Jim Morrison. Óbvio, comoção geral no mundo todo mesmo porque qualquer um sabe que, apesar da genialidade poética de Jim para escrever as letras e cantar, Ray era o MAESTRO do grupo. Ele se foi aos setenta e quatro anos de idade, vencido por um câncer. Rip, man!

Ray Manzarek, fundador dos Doors e que se foi ontem, vitimado por um câncer: o gênio musical da banda era ele

 

* Curioso como NENHUM blog “ixperto” de cultura pop (daqueles cujos lambe-bagos fakes e covardões vivem mandando mensagens pra cá, dizendo que Zap’n’roll COPIA esses blogs, ahahahaha) comentou a morte do querido Ray. Fazer o quê… esses blogs são taaaaão “mudernos” e The Doors é tão cafona…

 

 

* Câncer, câncer… hoje o autor deste blog tem consulta no ambulatório do HC/SP. será o zapper o próximo a ser derrubado por um tumor???

 

 

* Você se lembra do Alf? Nope? Bien, o cantor, músico e compositor fez parte de algumas das bandas bacanas do rock candango nos anos 90’, como o Rumbora por exemplo. Pois agora Alf prepara sua volta ao mondo rock (após ter passado pelo trio Supergalo, que não deu em muita coisa), e já circula no YouTube com o primeiro single que irá fazer parte de seu vindouro disco solo. A música, bacanuda (com boa levada melódica e ótimas guitarras), é essa aí embaixo e logo menos estas linhas bloggers rockers irão voltar a falar do rapaz porque ele é um compositor bastante talentoso.

 Alf – “O sol saiu”

 

* Quem também está de volta é a ORQUESTRA de guitarras manauara Mezzatrio. Yep, você pode nunca ter ouvido falar do grupo mas ele é lenda na capital do Amazonas, sendo que este espaço virtual viu um show deles anos atrás no festival Varadouro, em Rio Branco (no Acre), e chapou com o que viu. Depois o Mezzatrio sumiu por algum tempo, alguns de seus integrantes saíram para montar o também sensacional Malbec e agora a banda prepara sua volta em grande estilo, e cujo primeiro resultado é o vídeo que está aí embaixo:

 

Mezzatrio – “Qualquer um”

 

* E aqui mesmo em Sampalândia uma novíssima safra de bons grupos finalmente começa a surgir, depois de um período complemente modorrento em se tratando de conjuntos que valem a pena ser ouvidos. O selo Baratos Afins, por exemplo, acaba de lançar as estreias das Radioativas e do Cosmo Shock, que estas linhas zappers devem comentar melhor no próximo post, ainda esta semana no ar. E ainda tem o Jenni Sex, mas sobre este você ler melhor aí embaixo, nas nossas indicações culturais da semana.

 

 

* Sai hoje nos EUA o novo álbum do The National, “Trouble Will Find Me”. A conferir (ele já vazou na web) mesmo porque o quinteto é um novos (nemos  tão novos assim) grupos americanos preferidos destas linhas bloggers.

The National, um dos grandes nomes do atual rock americano, lança seu novo álbum hoje

 

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Yep, ainda existem gênios no rock atual.

A maior prova disso está no disco que o blog resenha em destaque neste post, o novo trabalho do grupo americano Queens Of The Stone Age, que chega às lojas de discos apenas no próximo dia 13 de junho, mas que já vazou total na web. É uma daquelas obras que nos faz refletir sobre que, mesmo a humanidade estando bestializada nas artes e no comportamento social das pessoas, ainda há artistas que conseguem escapar desse cenário dantesco e produzir algo que realmente brilha aos olhos, aos ouvidos e aos sentidos de quem se detém sobre aquela obra. De resto essa discussão é longa e poderia ser ampliada aqui, no texto inicial do post zapper, em várias direções. Em um país que é hoje a sexta economia do mundo mas que continua vivendo na barbárie em termos sociais, comportamentais e culturais, é um milagre quando uma obra de reconhecida qualidade artística se torna relevante aos olhos do populacho. Ou, no campo social e da diversidade sexual, é de se comemorar e muito o fato de o Brasil agora adotar oficialmente a união civil entre casais do mesmo sexo. São atitudes e passos pequenos, ainda, mas que denotam que o país busca sim sair do seu atraso comportamental, cultural e moral de séculos e tenta avançar rumo à modernidade que ele tanto almeja. Quando vamos enfim chegar a esse estágio de modernidade e contemporaneidade, ainda é uma incógnita. Até lá o que você pode fazer é ir cuidando bem de sua formação cultural e intelectual. E ir ouvindo discaços como o novo de Josh Homme e sua turma. É isso aí. Vamos ao post!

 

* Zap’n’roll segue batendo recordes de audiência, hehehe. No post anterior: quase oitenta recomendações em redes sociais, e trinta e seis comentários no painel do leitor. Melhor impossível! Vamos ver se esse post consegue superar esses números. Difícil, mas não impossível.

 

* E não! O blog NÃO vai comentar nadica sobre o “grande” lançamento da temporada, o novo álbum da dupla Daft Punk, que ficou oito anos sem gravar e bla bla blá. Primeiro porque estas linhas online NUNCA morreram de amores pelo DP. Segundo porque Zap’n’roll simplesmente não aguenta mais ouvir falar disso, dado o hype que sites e blogs daqui e de fora estão fazendo em torno do disco. Então, quem quiser saber sobre a matéria, que vá ler a NME desta semana (olha a capa aí embaixo) ou o nosso querido vizinho Popload, uia!

 

 

* E se você pensou que os ingressos pro show do Black Sabbath iriam se esgotar em questão de horas… errou. Talvez reflexo do excesso de turnês que agora passam anualmente pelo país, e também dos preços absurdamente extorsivos que as mesquinhas e ultra gananciosas produtoras insistem em cobrar pelos tickets, o fato é que tudo anda muuuuuito quieto em relação às vendagens de passaportes pra gig do véio Ozzy e sua turma. Vejam bem: se os ingressos estivessem se esgotando, já estaria havendo tumulto em redes sociais comentando o assunto. Até agora: nadica. Sinal de que você pode ir atrás sossegado atrás dos seus interesses em relação ao show.

 

* Si, si, os escoceses do Franz Ferdinand anunciaram seu novo disco para agosto, o primeiro inédito em quatro anos. Estas linhas rockers bloggers continuam gostando muuuuuito de Alex Kapranos e cia. Mas estão com os dois pés atrás em relação a este novo álbum do grupo.

 

* Bonn Jovi em Sampa em setembro (dia 21), com ingressos custando até setecentos mangos. Red Hot (de novo?) no final do ano. Salva-se nesse emaranhado de shows repetidos e francamente desinteressantes a volta do Blur, que vai ser headliner do Planeta Terra 2013. É a gig que o blog está esperando pra se aposentar de vez dessa vida “mardita” (uia!) de ficar indo a mega festivais, hehehe.

 

* Mas gostar de ouvir grandes discos de rock, isso Zap’n’roll jamais irá se cansar. Por isso mesmo está babando desde anteontem com o novo e fodaço álbum das Rainhas da Idade da Pedra. Lê aí embaixo e você vai entender porque.

 

 

JOSH HOMME CONTINUA GENIAL – E O QOTSA LANÇA, APÓS SEIS ANOS DE AUSÊNCIA, UM DISCO ABSOLUTAMENTE FODAÇO!

É realmente (e infelizmente) uma era triste e vulgaris a que vivemos nos tempos atuais, para a cultura pop em geral e pro rock’n’roll em particular. Em um tempo onde a internet democratizou e facilitou tudo para a música (divulgação, distribuição e até produção) mas também aniquilou a qualidade de 90% do que é feito na música mundial, zilhões de bandas surgem e desaparecem diariamente num piscar de olhos. A esmagadora maioria sem a mínima condição artística para mostrar suas “obras” até pro vizinho da esquina. Nesse quadro total desalentador uma banda como a americana Queens Of The Stone Age, pode ser elevada tranquilamente à categoria de MONSTRO (no ótimo sentido do termo) do rock atual. Comandada por um sujeito igualmente monstro e gênio (o cantor, compositor e guitarrista Josh Homme, trinta e nove anos de idade e que está na estrada do rock’n’roll desde os dezessete quando montou seu primeiro grupo, o hoje mítico Kyuss), o QOTSA levou seis anos para lançar um novo álbum. No entanto este “Like Clockwork”, que será lançado oficialmente nos EUA no próximo dia 13 de junho (e que deverá também ganhar edição nacional, embora o disco tenha vazado integralmente ontem na web), possui um arrebatamento artístico, musical e composicional que justificam qualquer demora no seu lançamento. O cd é, numa definição justa e simples, fodaço.

 

O Queens, todo mundo sabe (principalmente você, jovem e dileto leitor zapper), faz stoner rock classudo – aquele hard rock pesadão mas eivado de nuances psicodélicas. Ou como estas linhas online costumam escrever, é o grupo que todas as outras bandas BURRONAS e toscas de heavy metal dariam a mãe (ou o cu, sem vaselina) pra soar igual. O grupo, que surgiu em 1996 na Califórnia, já teve zilhões de músicos em sua formação (mas sempre capitaneada por Homme) e só gravou discos memoráveis até o momento – caso dos imprescindíveis “Rated R” (de 2000), “Songs For The Deaf” (editado em 2002) ou “Lullabies To Paralyze” (de 2005), só pra ficar em três ótimos exemplos dentro de uma discografia de seis álbuns absolutamente inatacáveis. Isso fora os zilhões de projetos paralelos de Josh Homme (como o recente super grupo Them Crooked Vultures, onde ele tocou junto com Dave Grohl e John Paul Jones) e suas sempre incríveis participações especiais em dezenas de outros trabalhos gravados pelos pouquíssimos nomes que realmente importam no rock atual – caso dos ingleses do Arctic Monkeys, que mudaram radicalmente sua estética musical (e pra muito melhor) quando tiveram seus dois últimos álbuns produzidos por Josh. Ou seja: o cara é literalmente foda.

 

Assim como é também este “Like Clockwork”. O “relógio” das Rainhas da Idade da Pedra levou seis anos pra voltar a bater, mas como sempre voltou funcionando com precisão máxima. O disco, que já ganha o ouvinte na primeira audição, pode soar menos pesado a princípio do que os trabalhos anteriores do conjunto. Mas é apenas impressão: na verdade há mais burilamento e sofisticação instrumental aqui, mais aprofundamento das nuances psicodélicas e que já se mostram presentes em “Keep Your Eyes Peeled”, que abre o disco e nos remete a… Morphine (por conta do baixo grave e das pontuações de sax). Já “I Sat by the Ocean” mostra o grupo avançando no suingue algo dançante, dentro de seu stoner rock sempre ultra classudo. E daí pra frente é uma sucessão de faixas absolutamente acachapantes como “The Vampyre of Time and Memory” (que começa lenta, pontuada por pianos, com primorosa interpretação vocal de Josh Homme, e recebe a adição de uma guitarra cortante e ao mesmo tempo chorosa, como a querer invadir e entorpecer nossa alma com alguma droga mortal), “If I Had a Tail” (que tem “apenas” a participação especial do chapa Alex Turner, dos Arctic Monkeys, nas guitarras), “My God Is The Sun” (o primeiro e incrível single de trabalho, e que levou os fãs à loucura durante a recente apresentação do grupo no festival Lollapalooza Brasil, realizado em abril passado em Sampa), “Kalopsia” (mais um típico stoner do Queens, e aqui com o auxílio luxuoso de Trent Reznor, o chefão do Nine Inch Nails) ou a espetaculosa
“Fairweather Friends” (que além de ser um rock primoroso com guitarras, pianos e vocais construindo uma melodia que desvela o apreço da banda por hard rock classudo setentista, ainda logrou a proeza de reunir, na mesma faixa, Elton John, Trent Reznor, Mark Lanegan e o ex-baixista do QOTSA, Nick Olivieri). Como se não bastasse tudo isso, há o grand finale: a faixa-título, que encerra o álbum. Balada melancólica, adornada por um piano belíssimo e por inflexões vocais soberbas de Josh Homme (além das inconfundíveis guitarras stoner), é uma música que demonstra que o ínitmo do vocalista e guitarrista continua angustiado e atormentando como sempre foi, por questões como drugs e desalentos amorosos. Perfeito.

 O novo discaço do QOTSA: a melhor banda do atual rock mundial?

 

Há de se ressaltar, ainda, que o novo discaço do Queens também só foi possível porque Josh Homme segue muito bem acompanhado e escolhe de fato a dedo os músicos que tocam com ele. Troy Van Leewen (guitarras), Michael Shuman (baixo) e Dean Fertita (teclados e guitarras ocasionais) estão entre os melhores instrumentistas atualmente em atividade no mondo rock. Tudo isso somado, o resultado só poderia ser esse mesmo. E mesmo já tendo tocado por três vezes no Brasil (no Rock In Rio, no SWU e no Lollapalooza, sendo que o blog esteve nas duas últimas gigs do grupo por aqui), ao ouvir este “Like Clockwork” o  desejo que fica é que as Rainhas da Idade da Pedra voltem novamente – mas em show solo, sem estar no tumulto de um mega festival.

 

É um trabalho, enfim, que mantém o QOTSA talvez no topo das melhores bandas do mundo hoje. Mesmo já com quase duas décadas de existência, mesmo tendo levado seis anos pra lançar este disco (aliás um álbum que vem se juntar a outros discões lançados nas últimas semanas, como os do Primal Scream e do Savages, todos já devidamente listados entre os melhores de 2013 até o momento), o recado deixado por ele é claro: enquanto houverem gênios como Josh Homme em atividade o grande rock’n’roll estará a salvo da extinção.

 

 

 

O TRACK LIST DE “LIKE CLOCKWORK”

1.”Keep Your Eyes Peeled” (featuring Jake Shears) 5:04

2.”I Sat by the Ocean”           3:55

3.”The Vampyre of Time and Memory”        3:34

4.”If I Had a Tail” (featuring Alex Turner, Nick Oliveri and Brody Dalle) 4:55

5.”My God Is the Sun”          3:55

6.”Kalopsia” (featuring Trent Reznor)           4:38

7.”Fairweather Friends” (featuring Elton John, Trent Reznor, Nick Oliveri and Mark Lanegan)   3:43

8.”Smooth Sailing”     4:51

9.”I Appear Missing”             6:00

10.”…Like Clockwork”         5:24

 

 

QOTSA AÍ EMBAIXO

No vídeo do single “My God Is The Sun”, registrado ao vivo durante o show da banda no festival Lollapalooza Brasil, em abril passado em São Paulo

 

 

 

1977, ANO DE DOIS MEGA CLÁSSICOS QUE NÃO TÊM MUSICALMENTE NADA EM COMUM

Yep, o ano é 1977. Ou seja, há quase quatro décadas. Lá fora o mondo rocker estava dividido entre o lixoso e cafona prog rock (que já agonizava há muito tempo), além do pavoroso classic hard rock de arena, e o então moderno e explosivo punk rock, que estava varrendo as ruas de Londres e tentando recolocar o rock’n’roll nos trilhos e em seu devido lugar: nas ruas e nos três acordes básicos de guitarra.

 

Aqui, no velho Brasilzão, havia uma ditadura militar dominando o país, a MPB já algo bolorenta ainda mandava na música brasileira e aqui e ali surgiam obras que procuravam aproximar a velha MPB de uma linguagem mais rock. Uma dessas obras se tornou um clássico eterno da nossa história musical, como você lerá aí embaixo.

 

Pois foi em 1977 (quando o sujeito que escreve estas linhas virtuais tinha apenas cartorze aninhos de idade) que saíram “The Idiot”, de Iggy Pop, e “Pirão de peixe com pimenta”, da dupla Sá & Guarabyra.

 

“The Idiot”, lançado em março daquele ano, foi a estréia solo do Iguana. Sim, claro, Iggy já era uma lenda monstro do rock’n’roll quando gravou o álbum – ele tinha “apenas” gravado três álbuns fenomenais com os Stooges. Mas esse disco se tornou peça fundamental na sua trajetória musical por tudo o que envolveu a realização do mesmo. Nessa época Iggy estava internado pela bilionésima vez em uma clínica de reabilitação, pra se livrar do vício em álcool e drugs variadas. E passava por um péssimo momento em sua carreira musical. Pois o sempre “anjo da guarda” e “irmão” (e… amante também?) David Bowie foi buscar Iggy na clínica e o colocou em estúdio pra gravar um novo trabalho. A dupla saiu de lá com “The Idiot”, um disco denso, sombrio, daaaaark, com guitarras agônicas pontuadas por efeitos e ruídos eletrônicos sorumbáticos e assustadores. As letras então… eram um desfile de versos escritos por uma mente perturbada e que observava a desintegração emocional humana da forma mais cruel possível (“Nós somos uma máquina de gelo/Nós caminhamos feito fantasmas/Nós aprendemos novas danças/Como uma bomba nuclear/Oh, isso não é selvagem?”, canta Iggy em “Nightclubbing”, que inclusive foi parar na trilha sonora do sensacional “Trainspotting”, o longa rodado em 1996 por Dani Boyle e que retrata sem moralismo e com absoluto distanciamento o cotidiano de quatro amigos escoceses viciados em heroína). Deu no que deu: o álbum não vendeu muito mas foi aclamado pela crítica e é considerado até hoje como o melhor trabalho solo de Iggy Pop – está nele, aliás, a versão original de “China Girl”, que estourou no mundo inteiro quando Bowie a regravou no disco “Let’s Dance”, lançado em 1983. E como curiosidades finais sobre o disco: na turnê de divulgação do mesmo, mr. David Bowie fez parte da banda de apoio de Iggy, tocando discretamente um… teclado no fundo do palco. E por outra, a também lenda (e mártir) Ian Curtis (o homem que cantou no Joy Division) se enforcou, em maio de 1980, após ouvir “The Idiot”.

“The Idiot”, de Iggy Pop (acima) e “Pirão de peixe com pimenta” (abaixo), de Sá & Guarabyra: ambos foram lançados em 1977 e não têm absolutamente nada a ver um com o outro, em termos estéticos e musicais; mas são duas obras-primas do rock mundial e do rock rural brasileiro

 

 

Foi também em 1977 que saiu, no Brasil, “Pirão de peixe com pimenta”, terceiro álbum gravado pela dupla Sá & Guarabyra. Os dois cantores, compositores e multi-instrumentistas (o carioca Luis Carlos Sá e o baiano Gutemberg Guarabyra) já eram nomes de respeito na música brasileira de então, tendo antes formado um trio (ao lado de Zé Rodrix) que foi um dos fundadores do chamado “rock rural” brasileiro: um rock bucólico e pastoral, que incorporava elementos de folk, country e mpb. Pois o ápice deste movimento talvez tenha sido mesmo esse discaço: engendrado com maestria instrumental e precisão de ourives (ou de um artesão), “Pirão de peixe…” enfeixou uma batelada de canções que encantavam (e encantam, até hoje) o ouvinte pela sua beleza melódica, pela riqueza dos arranjos de cordas (violões, steel guitars) e sopros (flautas variadas) e pelas belíssimas harmonias vocais produzidas pelos dois cantores, que davam voz a letras de uma poesia simples mas repleta de versos que falavam de doces romances, de viagens ao coração do país ou até de questões ambientais (quando o tema ainda nem de longe era uma preocupação de compositores e letristas), como no hino “Sobradinho” (“O homem chega e já desfaz a natureza/Tira gente, põe represa/Diz que tudo vai mudar/O São Francisco lá pra cima da Bahia/Diz que dia menos dia vai subir bem devagar/E passo a passo vai cumprindo a profecia do beato que dizia que o sertão ia alagar/O sertão vai virar mar, dá no coração/O medo que algum dia o mar também vire sertão”). Foi assim que a dupla de cantores e compositores produziu um álbum com dez músicas irretocáveis e que permanecem até hoje com clássicos da música brasileira – entre elas “Trem de Pirapora”, “Cinamomo”, “Coração de Maçã” e a lindíssima balada “Espanhola”. Enfim, “Pirão de peixe com pimenta”, que estética e musicalmente nada tem a ver com “The Idiot”, de Iggy Pop, é um marco na história recente da música popular brasileira que realmente importa. Dado o absoluto raquitismo artístico que domina hoje quase a totalidade de nossa produção musical (incluindo-se aí essas escrotices todas de axé, funk pankadão, breganojo, pagode de corno e até mesmo o atualmente podre rockinho independente), é realmente impensável que algum músico ou banda atual consiga gravar algo que chegue aos pés deste disco de Sá & Guarabyra.

 

Dois grandes momentos do rock e da mpb, enfim. E ambos lançados em 1977. Se você, jovem e dileto leitor zapper, nunca ouviu nenhum dos dois, vá atrás. Nunca é tarde demais pra se descobrir como a música, aqui e lá fora, já foi Grande Arte um dia.

 

* Tanto o disco de Iggy Pop quanto o de Sá & Guarabyra podem ser encontrados, em São Paulo, nas lojas Baratos Afins (www.baratosafins.com.br ou 11/3223-3629) ou Locomotiva Discos (11/3257-5938), nas versões vinil e cd.

 

* Este texto vai pros irmãos de fé Cristiano Bastos (o gaúcho brasiliense que é hoje um dos melhores textos do jornalismo cultural brasileiro), Marcionilio Nery, Lincoln Gadbem e Silvia Ruksenas, que de alguma forma amam Iggy Pop e Sá & Guarabyra tanto quanto o autor deste blog.

 

 

 

MUSA (E QUE MUSA!) INDIE DA SEMANA – UM BOCETAÇO PROS MACHOS SE MATAREM NA PUNHETA, UIA!

E não? Como quando o assunto é putaria estas linhas bloggers sacanas não brincam em serviço, esta semana Zap’n’roll resolveu chutar o pau da barraca e traz para o deleite do nosso leitorado, hã, masculino… ela! Quem? Julieta De Large, ou simplesmente Jully pros mais chegados, hihi. Além de ser um tesão, uma delícia cremosa e uma xoxotaça monumental, Jully também é do rock’n’roll. Tanto que estas linhas online conheceram pessoalmente a moçoila anos atrás no clube Outs/SP, durante um esporrento show do Daniel Belleza e seus Corações em Fúria. Pois lá pras tantas, madrugada alta já e gig rolando, Jully não teve dúvidas: subiu no palco a convite do Belleza e lá ficou dançando por alguns minutos – com os deliciosos peitões à mostra. Não deu outra: o zapper sempre taradão pirou no que viu e depois do final do show foi bater um papo com a garota, claaaaaro. Não rolou nada além disso e até hoje Julieta é uma das mais queridas amigas do autor deste blog. Tão querida que ela chama carinhosamente o sujeito aqui de “tio Finas”, uia!

 

Mais sobre Jully? Leia aí embaixo a rápida entrevista que o blog fez com ela na tarde de ontem, via Faceboquete. E depois deleite-se (mas sem melecar muito suas mãos, ahahaha) com as avassaladoras imagens da garota, uhú!

 

Zap’n’roll – nome real, idade e o quê estuda.

Julieta de Large – Julia Nogueira, vinte e dois anos. Tranquei uma facul de Biomedicina, pretendo voltar a fazer facul este ano mas farei Veterinária.

 

Zap – Por que começou a desenvolver esse pendor por explorar visualmente seu corpo?

Jully – sempre fui uma libertina e pra mim o corpo não é um tabu, não vejo problema algum dele ser retratado artisticamente através de fotos, vídeos, seja o que for.

 

Zap – Sua família apóia seu trabalho ou alguém reclama de algo?

Jully – A opinião alheia não me importa e também não fará diferença alguma, mas felizmente tenho uma família mente aberta e que acompanha todo meu trabalho.

 

Zap – É claro que os machos (rsrs) acompanham essas fotos e ficam imaginando que você deve ser um furacão na cama. Você se considera um furacão sexual?

Jully – HAHAHAHAAHA… Bom, eu sei que mando bem, nunca reclamaram! Mas não diria furação, seria mais uma selvageria hauahaua.

 

Zap – Ahahahahahahahaha. E a pergunta que interessa à humanidade masculina: tá solteira? Se sim, o que um homem tem que fazer pra “ganhar” a garota selvagem?

Jully – Tenho uns rolos mas nada tão sério. Não existe segredos para um cara se tornar atraente aos meus olhos, basta ser engraçado, inteligente e ter uma personalidade forte. E claro, que saiba desenvolver e manter uma conversa interessante. Mas se ele for zombie killer e souber dançar rockabilly eu caso! HAHAHAHAA.

 

Zap – Finalizando: você é do rock também, que o blog te conhece muito bem. Então liste suas cinco bandas preferidas e quem você gostaria de ver tocando no Brasil

Jully – The Cure! Espero que voltem, perdi o show e quase me matei por isso! Rs.
Led Zeppelin
Joy Division
David Bowie
Janis Joplin.

 

Ela, uma dominadora de machos… 

 

 E também rocker fêmea cruel e fatal

 

 Divinas tetas, I

 

 Divinas tetas, II

 

 Diivinas tetas, III, e xana raspada! Pra enlouquecer o povo!

 

 

VIRADA CULTURAL 2013: ZILHÕES DE BOAS ATRAÇÕES, ORÇAMENTO GORDO POR TRÁS E A “CURADORIA” ESPERTA DA MÁFIA FORA DO EIXO NO EVENTO

Entonces, rola neste finde em Sampalândia mais uma edição (a nona) da já tradicional Virada Cultural, quando a cidade (principalmente em seu centro histórico) é ocupada por centenas de atrações gratuitas e nos mais diversos segmentos artísticos (música, cinema, teatro, literatura, dança, artes visuais etc, etc, etc.). É a primeira edição do evento patrocinada pela administração petista que assumiu a prefeitura paulistana este ano. E com um orçamento bem gordo (cerca de R$ 10 milhões de reais), a Virada 2013 pretende manter o nível das anteriores e que já fizeram com que o evento tenha se tornando conhecido no Brasil todo – a Virada é, hoje, uma das principais datas do calendário turístico de Sampa.

 

O grosso da programação musical da Virada Cultural 2013 – as atrações principais – , estão concentradas no centro da cidade. E o blog é obrigado a reconhecer que tem muuuuuita coisa bacana e esse ano estas linhas rocker pretendem ver o máximo possível de shows (Mickey Junkies, Fábrica de Animais, As Radioativas, Tigres de dentes de sabre, Jenni Sex, Madame Saatan, Céu, Apanhador Só, Otto, The Baggios, Mondo Generator etc, etc, etc.). Mas também há tranqueiragens na programação (Mombojó… pelamor… só pra ficar num exemplo bem conhecido), claro.
Enfim, a “curadoria” escroque que montou a programação da Virada tinha mesmo a OBRIGAÇÃO de elaborar um ótimo line up de atrações – vale repetir: o orçamento do evento é de “apenas” dez milhões de reais e esses “curadores” por certo vão ganhar uma bolada pra fazer o seu trabalho. Então que justifiquem o dito cujo. Inclusive o blog apurou que absolutamente TODAS as atrações do evento (mesmo as mais desconhecidas) irão receber cachês pelas suas apresentações, o que é digno de nota se for realmente verdade. Afinal, parte da “curadoria” da Virada é egressa da máfia paulistana do Fora do Eixo, que na última década se especializou em nivelar ao rés do chão a cena musical independente brasileira, tratando bandas da pior forma possível, fazendo-as tocar de graça etc. Não custa lembrar que, no finde retrasado, a gang FDE (que está aparelhada nas Secretarias Municipais de Cultura e dos Direitos Humanos) montou às pressas uma mini “Viradinha” no centrão rocker de Sampa. Foram montados oito palcos ao longo do Vale do Anhangabaú e convocados alguns produtores conhecidos da cidade, além de dezenas de grupos e artistas, pra por o negócio em pé. O depoimento de um produtor amigo do blog (e que não será identificado, por motivos óbvios), sobre como rolou a “Viradinha”: “a (des) organização estava caótica e todos os shows atrasaram. Os equipamentos de som e luz eram ruins e, pra completar, NINGUÉM ganhou um tostão. Nem as bandas que tocaram nem os produtores que as convidaram pra se apresentar”. Ou seja: o tradicional estilo Fora do Eixo de explorar músicos e quem trabalha com música.

 

A sorte é que na Virada Cultural existem instâncias superiores MANDANDO no evento e supervisionando o trabalho da curadoria (que tem nomes de patifes como Alex Antunes atuando nela). Isso ao menos garante uma seriedade e qualidade maior às atrações e também mais respeito a quem irá tocar e ao público que irá assistir aos shows.

 

A programação completa da Virada Cultural 2013 pode ser conferida aqui: http://viradacultural.prefeitura.sp.gov.br/. E como pros leitores do blog o que interessa é mesmo o rock’n’roll nosso de cada dia, segue abaixo a lista das atrações que irão rolar nos palcos São João e Cásper Líbero (ambos no centrão de Sampa), neste sábado e domingo. Acompanhe, escolha suas atrações e boa diversão!

O ex-baixista do Queens Of The Stone Age se apresenta na Virada Cultural 2013 com a sua nova banda, a Mondo Generator. Será que ele vai tocar pelado aqui também?

 

PALCO SÃO JOÃO

Dias 18 e 19, sábado e domingo

18h Lobão

20h Billy Cox + Edgard Scandurra e Taciana Barros

22h The Central Scrutinizer + Bobby Martin (BR-EUA)

00h Mondo Generator (EUA)

02h Chorão eterno – A Banca

04h Mão Morta (Portugal) 06h Soft Moon (EUA)

08h Anjo Gabriel

10h Rebeca Matta

12h Madame Saatan

14h James Chance & Les Contortions (EUA)

16h Nektar (UK)

18h David Jackson (UK) + ACB (Itália) -Van der Graaf Generator

 

PALCO CASPER LÍBERO/BRASIL

Dias 18 e 19, sábado e domingo

 

18h Negro Leo

19h20 Chinese Cookie Poets

20h40 ruído/mm

22h Graveola e o Lixo Polifônico

23h20 Criolina

00h40 Dingo Bells

02h Vaudeville

03h20 Godzilla

04h40 Ex Exus

06h Jonnata Doll & Garotos Solventes

07h20 A Banda de Joseph Tourton 08h40 Sol na Garganta do Futuro

10h Apanhador Só

11h20 Burro Morto

12h40 The Baggios

14h Strobo

15h20 Porcas Borboletas

16h40 Vitoriano

 

PALCO CASPER LÍBERO/SÃO PAULO

Dias 18 e 19, sábado e domingo

 

18h40 Elma

20h Tigre Dente de Sabre

21h20 Aeromoças e Tenistas Russas

22h40 Jenni Sex

0h Vespas Mandarinas

01h20 Bits do Além

02h40 Mickey Junkies

04h Fábrica de Animais

05h20 As Radioativas

06h40 Harry

08h Astronauta Pinguim

09h20 Chimpanzé Clube Trio

10h40 NLO

12h Laya Lopes

13h20 Fabio Góes

14h40 Bárbara Eugênia

16h Andreia Dias

17h20 Juliana R.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco I: “Like Clockwork”, o novo e fodaço do Queens Of The Stone Age, claaaaaaro.

 

* Disco II: “She’s Gone” é o ep (com cinco faixas) de estréia do trio paulistano Jenni Sex, formado há três anos por Helder (vocais, guitarras), Lucas (baixo) e Ricardo (bateria), sendo que a banda é uma das boas novidades da novíssima indie scene paulistana. As músicas são em inglês e a influência óbvia da banda é o shoegazer britânico noventista. Mas o que dá realce às composições do disco são as ótimas melodias e as guitarras muito bem tocadas em todas as músicas, como em “Under Control”, que soa como se os irmãos Reid, do Jesus & Mary Chain, tivessem baixado no estúdio durante as gravações. Recomendadíssimo e se você quiser ouvir e saber mais sobre o grupo, vai aqui: https://www.facebook.com/rock.jennisex, ou aqui: http://jennisex.bandcamp.com/.

Capa do EP de estréia do trio paulistano Jenni Sex: o shoegazer 90′ vive!

 

* Baladas! Yep, elas costumam dar as caras já a partir do meio da semana e começam hoje, quando tem show da gataça loka Cat Power em Sampa (no Cine Jóia). Também no mesmo Cine Jóia, mas AMANHÃ, quarta-feira em si, tem showzaço do gênio indie americano Brendan Benson, com PROMO DE TICKETS FREE aqui mesmo no blogão zapper. Já mandou seu e-mail? Então corre porque o sorteio será feito hoje, no final do dia. E no próximo post, que deve pintar aqui sexta-feira, atualizaremos as baladas pro finde, okays?

 

 

 

BRENDAN BENSON TE ESPERA!

Amanhã, no Cine Jóia, em Sampalândia. Tá durango e quer ir na faixa? Última chamada! Vai no hfinatti@gmail.com, que lá tem espera:

 

* UM PAR DE INGRESSOS pro show, numa parceria bacanuda entre o blog e a produtora Inker. Certo? Então corre lá e boa sorte!

 

 

FIM DE PAPO!

Agora acabou mesmo, ufa! Mas esta semana ainda tem mais. Até logo menos então!

 

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por por Finatti em 21/05/2013 às 14hs.) 

Em post inacreditável e digno de “Medo e delírio em Las Vegas”, o blog relata seus quase DEZ dias na sempre calorenta capital do Amazonas: novíssimo rock’n’roll classudo, festival bacana (mas cheio de tretas), uma ÚLTIMA enfiação HOMÉRICA de pé na lama, uma trepada amazônica pra guardar na memória, novas e incríveis amizades e… a ABSURDA história (à la Hunter Thompson) pra se conseguir uma passagem de volta pra Sampa após perder um vôo da (grande merda que é a) Gol, em episódio incluindo briga verbal violenta no aeroporto e com direito a ameaça de prisão por parte de agentes da Polícia Federal, uia! (plus: a volta dos grandes Harry e Druques, mais uma patifaria da máfia paulistana do Fora do Eixo, o neo pós-punk do Savages e mais isso e aquilo tudo!) (atualização final, com o diário de bordo manauara e as indicações do blog, em 14/5/2013)

O rock’n’roll do novo milênio anda mal das pernas, mas vez por outra surgem nomes bacanas pra dar novo gás e alento ao gênero musical mais bacana que existe; caso das inglesas do Savages (acima), que acabam de lançar um fodaço disco de estréia, e do paulistano Druques (abaixo) que faz show de lançamento do seu segundo álbum hoje à noite, em São Paulo

 

Vida ainda loka aos 5.0.

Não deveria estar sendo assim, claro – e aí nem se trata de fazermos aqui qualquer auto-julgamento moral hipócrita e babaca, pois Zap’n’roll JAMAIS foi chegado a esse tipo de atitude. Se trata apenas e simplesmente de bom senso: assim que teve um tumor maligno diagnosticado em sua garganta no início deste ano, o autor deste espaço rocker online soube que teria que parar com a esbórnia e a putaria sem fim de sexo, drogas e álcool que já o acompanhava há quase três décadas. “Você já se divertiu bastante, agora é hora de cuidar da saúde, se quiser viver ainda mais alguns anos”, decretou uma simpática dentre as muitas médicas que andam atendendo o blogger loker no ambulatório do Hospital das Clínicas, em Sampa (uma referência mundial em medicina pública de última geração, e pelo menos DISSO nós brasileiros podemos nos orgulhar). O blog concordou: quantas centenas de bocetas bem fodidas nestes anos todos, quantos oceanos de whisky, vodka e cerveja ingeridos, quantas toneladas de cocaine aspiradas por uma napa nervosa e reconhecidamente gigante, rsrs. A festa foi de fato muuuuuito boa e durou beeeeem mais do que poderíamos supor. Assim estas linhas online decidiram mesmo que era hora de parar, mas sem moralismo ou arrependimento/remorso ALGUM embutidos nessa decisão. E aí é claaaaaro que programou-se sempre uma “última despedida” das loucuras que permearam a existência do sujeito que digita estas linhas. Assim foi que o zapper viajante decidiu que o local e momento ideais para essa despedida seria mesmo durante sua estadia na capital do Amazonas, onde este espaço virtual permaneceu por quase dez dias entre o final de abril e o início de maio. O blog foi pra lá pra passear, cobrir um festival de rock e ver como anda a cena rocker manauara atual. Tudo certo, tudo lindo não fosse o notório descontrole zapper para uma loucura já programada pra acontecer. Aí o que rolou em decorrência deste “descontrole” você irá ficar sabendo ao ler este post que está começando agora. Um post que ainda vai falar de muitas outras paradas (a volta do sempre bacana Druques, a nova banda Savages, a ascensão das bandas amazonenses Luneta Mágica e Malbec e etc, etc, etc.) que é o primeiro escrito no novo “filho” adotivo destas linhas bloggers rockers: um Acer de quatro gigas (mais hd de 500 e com Windows 8), já que o “velho” HP/Compaq (e por quem tínhamos enooooorme carinho) foi surrupiado de nossas mãos em pleno aeroporto internacional de Brasília. É o que acontece quando você mora em um país onde tudo parece ser tão normal (ter um pastor homofóbico e racista na presidência da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Federal, ver um menor de dezesseis anos estuprar uma passageira em um busão no Rio em plena luz do dia, ver LEITE ser adulterado no Rio Grande Do Sul com água e FORMOL, ver pastor evangélico ser acusado de estupro e assassinato também no Rio De Janeiro etc, etc, etc. E vem aí a Copa 2014…). Assim Zap’n’roll, que jamais viveu uma existência, hã, normal, sabia que também seria um paciente rebelde e algo anormal, mesmo às vésperas do início da guerra (quimioterápica?) de fato contra o dragãozinho da maldade que está instalado em sua garganta e que quer nos levar pra debaixo da Terra. Normal: viver – e principalmente, viver no Brasil – definitivamente NÃO é para os fracos. É essa a lição que fica e que o blog vai levar consigo seja lá pra onde ele for, quando o beijo da morte vier tocar nossos lábios.

 

 

* E a semana chega ao fim com o país indo como já falamos aí em cima, no texto introdutório do blog. Pastores e menores estuprando mulheres no Rio, leite sendo “batizado” com FORMOL no Sul, polícia civil carioca perseguindo um traficante como se estivesse jogando um game (só que atirando balas de verdade pra tudo quanto é canto, de um helicóptero e em cima de uma comunidade pobre e altamente populosa da Cidade Marabichosa)… fala sério Brasil. É esse o PAÍS que vai sediar uma Copa do mundo daqui a doze meses???

Marcos Pereira, o pastor evangélico bandido da vez: acusações de estupro e assassinato no currículo

 

* Já aqui em Sampalândia, a lambança rola na própria prefeitura petista, que resolveu “abrigar” em seu seio aquela turma mafiosa da ong Fora do Eixo, e que ajudou Fernando Haddad ser eleito. Mas isso é assunto pra ser melhor comentado logo mais aí embaixo, vai lendo.

 

 

* A grande putaria/calhordice que é o país atualmente se reflete claramente inclusive no setor de entretenimento e shows internacionais. Vai vendo: começaram ONTEM as vendas dos tickets pros shows do Black Sabbath no Brasil, em outubro. Pois entonces: há relatos (não confirmados) de que os ingressos para a famigerada pista premium (a seicentos mangos cada) já teriam se ESGOTADO. Pior do que isso é saber que existe ainda um outro setor vip pra gig, mais caro, com ingressos custando 950 pilas (!!!), sendo que por esse valor o comprador do mesmo terá direito a buffet de comidas e bebidas. Dá pra imaginar a cena? Enquanto o velho gagá Ozzy Osbourne (vamos ser honestos e reconhecer que ele está exatamente assim atualmente: um velho gagá) se esgoela no palco cantando “Paranoid”, playboys coxinhas sem cérebro e acompanhados de putanas igualmente sem cérebro degustam um canapé de salmão, acompanhado de whisky oito anos. Por que esse pessoal todo (quem inventou essas pistas premium pra arrancar mais grana de otários que muitas vezes vão a shows sem saber quem está no palco, e só pra aparecer e “caçar” bocetas) não vai pra puta que os pariu?

 

 

* E lá se foi Peu, o primeiro guitarrista da Pitty e que compôs junto com ela quase a totalidade das músicas de “Admirável Chip Novo”, o álbum de estréia da cantora, lançado há uma década. Ele tinha trinta e cinco anos de idade e estava morando em Salvador, com a esposa Monique. Aparentemente se suicidou por enforcamento, na última segunda-feira. Nenhum blog “ixperto” comentou mas estas linhas virtuais deixam aqui o seu RIP pro músico.

O músico Peu, que se suicidou na última segunda-feira: ele gravou todas as guitarras de “Admirável Chip Novo”, o álbum de estréia da Pitty

 

* Continua a irresistível ascensão dos grupos amazonenses Luneta Mágica e Malbec pela mídia e público do Sudeste. Depois de fazer rápida tour por Sampa, Curitiba e interior de Minas Gerais em abril, as duas bandas começam a ser destacadas em sites e blogs de cultura pop que realmente importam. O nosso sempre querido vizinho Popload (escrito por ele, o primeiro e único dear Luscious Ribeiro, uia!), por exemplo, destacou os dois grupos nas últimas semanas, na sua sessão “Popload Sessions”, exibindo vídeos da turma – e em articulação que foi promovida, na verdade, por estas linhas online, que colocaram os grupos em contato com o titular do famoso blog hospedado no Uol. Vai daí que após toda essa movimentação a página da Luneta Mágica no Facebook, por exemplo, deu um salto em número de visitantes: passou de dois mil pra doze mil acessos, wow! Pois entonces: agora com o “aval” poploadder, Zap’n’roll está morrendo de curiosidade pra saber o que a tropa lambe-bagos do sempre bacana blog do Uol vai dizer, já que essa turma escrota e covardona adooooora espancar as apostas musicais bancadas por estas linhas online.

 

 

* Pra quem ainda não viu os vídeos da Luneta e da Malbec na Popload, eles podem ser alcançados nestes links: http://popload.blogosfera.uol.com.br/2013/05/02/popload-session-apresenta-malbec/ e http://popload.blogosfera.uol.com.br/2013/05/07/popload-session-apresenta-luneta-magica/

 

 

* E uma vez gênio… mesmo aos sessenta e seis anos de idade, David Bowie continua massacrando a pobre molecada que tenta fazer algo minimamente decente no rock atual. E o Camaleão não se contentou apenas em lançar um dos já melhores discos de 2013. Agora ele também botou pra foder no vídeo promocional de “The Next Day”, a faixa-título do disco. Que ganhou um clip, digamos, bem anti-religioso, como você pode conferir aí embaixo.

 

 

* AS VOLTAS (MAIS DO QUE NECESSÁRIAS) DO DRUQUES E DO HARRY – são dois GIGANTES do rock independente que ainda importa em São Paulo e no Brasil. E pelo menos duas décadas e meia separam as duas bandas. Harry surgiu em Santos (litoral de São Paulo) por volta de 1985, liderado pelo vocalista Johnny Hansen (sendo que a ele se juntariam logo em seguida o baterista Cezar e o tecladista e produtor musical Roberto Verta). Gravaram um primeiro EP no ano seguinte, com vocais femininos. Mas foi quando Hansen assumiu os microfones e o grupo lançou a obra-prima “Fairy Tales”, em 1988, que o Harry ganhou destaque na grande imprensa musical da época (o Caderno 2, do jornal O Estado De S. Paulo, chegou a publicar matéria de capa com a banda, em texto assinado pelo autor deste blog), aqui e até lá fora. Fazendo um som pesado e eletrônico, o grupo exibiu músicas que estavam muito à frente do seu tempo (em termos de modernidade e linguagem sonora) e que se tornaram clássicas e cults na cena independente nacional. Os anos – muitos – se passaram, o Harry mudou diversas vezes de formação e nunca encerrou suas atividades. Tanto que volta aos palcos santistas na próxima semana (mais especificamente no dia 16 de maio, quinta-feira) para apresentar um set com o material de “Fairy Tales” em versão menos eletrônica e mais rock (com a adição de baixo, guitarra e bateria às músicas). A gig vai acontecer no Studio Rock Café (avenida Marechal Deodoro, 110, em Santos) e vai ser a primeira vez que o Harry sobe ao palco em sete anos. Já os paulistanos do Druques são bem mais novinhos, rsrs. Formado há cerca de seis anos por Zé Pi (vocais), Marquinhos (baixo), Gui e Meno (guitarras) e André (bateria), o quinteto lançou um primeiro e espetacular álbum em 2009, onde combinava guitarras indie à la Strokes com melodias próximas dos Los Hermanos, tudo emoldurando letras de alta densidade cerebral, escritas por Zé (que na verdade se chama José de Castro Del Picchia – yep, ele é bisneto do célebre poeta Menotti Del Picchia, um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna, que aconteceu na capital paulista em 1922). O disco foi super elogiado pela rock press brazuca, o grupo fez um razoável circuito de shows mas demorou quatro anos para finalizar seu novo trabalho. E ele chega finalmente agora, com o título “Nuvem Negra”, sendo que o primeiro single e vídeo de trabalho, para a belíssima e intensa canção “Não assim”, foi exibida anteontem no Programa do Jô. Estas linhas online ainda estão degustando o novo álbum do Druques e irão falar melhor dele nos próximos posts. Mas se você tem curiosidade em ouvir já, vai aqui: http://druques.bandcamp.com/. E se gostar do que ouvir, pode conferir o som dos garotos ao vivo hoje, sexta-feira: o Druques faz show de lançamento de “Nuvem Negra” no Espaço Cultural Mundo Pensante (rua Treze de maio, 825, Bixiga, centrão de Sampa), a partir das onze da noite. Enfim, fato é que faz falta mais bandas como o Harry e o Druques. Se existissem mais grupos desse nível aqui, o roquinho mixuruca brasileiro atual não estaria a atolado na merda como está.

O Harry (acima), lenda do rock alternativo de Sampa nos anos 80”, e o Druques (abaixo, no vídeo de “Não Assim”): dois retornos bem-vindos e absolutamente necessários

 

 

* Que mais? Ah, sim, o ano parece que finalmente está engrenando em termos de bons lançamentos rockers. Na próxima segunda-feira, 13 de maio, sai oficialmente lá fora o novo álbum da lenda inglesa Primal Scream. O disco se chama “More Light”, já rendeu um ótimo vídeo (para a música “It’s Alright, It’s OK”, que você confere aí embaixo) e estas linhas zappers também estão fazendo a devida e cuidadosa audição do mesmo, para falar melhor dele por aqui nos próximos posts. Aliás quem também promete resenha bacanuda do álbum é o queridón Dum De Lucca, na sua sempre bacana Jukebox, pra semana que vem. Dum está empolgadíssimo com o novo trabalho do PS e é sempre um prazer ler seus textos abalizados sobre um lançamento importante. A conferir, no portal Dynamite (www.dynamite.com.br).

 

 

* E a conferir, já aí embaixo, o que o nosso blog achou sobre a estréia das inglesas do Savages. Elas mergulham fundo no pós-punk oitentista e acabam de lançar um dos grandes discos deste ano. Leia e saiba porquê.

 

 

 

BEM-VINDOS DE VOLTA À SOMBRIA LONDRES DOS ANOS 80’ – CORTESIA DAS SAVAGES

Que o rock planetário atual está em um ponto de não retorno, quase no fundo do poço da mediocridade e da total falta de qualidade, não é novidade e todos já sabem disso. Bandas surgem e desaparecem aos montes diariamente, a maioria sem deixar nada digno que registre sua passagem pela história da música. Os poucos novos grupos que conseguem se destacar atualmente, o fazem ou por ter um trabalho vigoroso e absolutamente original (o que é raríssimo) ou por resgatar com competência as nuances de alguma fase passada da música pop. Nesse segundo caso entram as meninas do Savages, quarteto inglês formado há menos de dois anos (em Londres) e que acaba de lançar (no hoje quase extinto formato físico do cd) seu disco de estréia, “Silence Yourself” – lá fora ele está saindo pelo célebre selo Matador Records. Não deverá ganhar edição nacional, e isso pouco importa: vai na web que ele está lá, livre pra ser baixado.

 

O blog zapper começou a ouvir falar muito do Savages há um mês mais ou menos, quando o grupo começou a se tornar a “bola da vez” entre os milhares de hypes semanais produzidos pela rock press britânica e americana (leia-se: New Musical Express, Uncut, Guardian, Spin, Rolling Stone etc., sendo que todos esses veículos deram cotação altíssima pra estréia da banda). Um hype que rapidinho começou a reverberar também aqui, nos sites e blogs brazucas dedicados à cultura pop. Pois entonces: como esse jornalista rocker, já puta velha (e como…) no assunto, sempre começa a acompanhar esses “estouros” midiáticos de novos nomes da cena rock com os dois pés (e ouvidos) atrás, decidiu que só iria ouvir e falar aqui do Savages quando retornasse de sua viagem de dez dias por Manaus. E assim o fez.

 

Savages é formado pela vocalista Jehnny Beth, pela guitarrista Gemma Thompson, pela baixista Ayse Hassan e pela baterista Fay Milton. Todas muito novas, todas eivadas de vontade de tocar rock’n’roll poderoso, básico, visceral, por vezes agônico e inexoravelmente sombrio. Enfim, como todo ótimo rock’n’roll deve ser (ou deveria). Foram muitos ensaios e shows e apenas alguns singles para o quarteto começar a chamar a atenção da mídia rock em Londres. E quando o primeiro disco veio finalmente à tona, as Savages já eram deusas na atual indie scene da Inglaterra. E nesse caso (cada vez mais raro, diga-se), o maldito hype se justifica totalmente.

O álbum de estréia das Savages: sombrio, agônico, rocker e pós-punk em doses cavalares

 

“Silence Yourself” é um furacão de guitarras aceleradas e tratadas com distorção e timbragens que parecem saídas diretamente do primeiro álbum de Siouxsie & The Banshees, o clássico “The Scream”, lançado em 1980. O som é urgente, as melodias são sombrias (e gélidas, às vezes) e a comparação se justifica total: o vocal de Jehnny é ABSURDAMENTE idêntico ao de Siouxsie, sendo que parece que a musa gótica inglesa encarnou de verdade na cantora do Savages. Aí então alguém poderá bufar: êmulo dos Banshees e do pós-punk inglês. E o blog responde: sim, êmulo. E daí? O disco exibe uma potência e garra instrumental, uma SINCERIDADE estética e uma dinâmica/ambiência sonora inebriantes e difíceis de se encontrar no rock atual.

 

Mas não adianta ficar aqui falando sobre o álbum e não ouvi-lo. Então vá atrás dele e quando você ouvir o baixo entorpecedor que conduz “Shut Up” (o primeiro single de trabalho do álbum, com vídeo já rodando à toda no YouTube), as guitarras em fúria goth (que remetem à primeira fase dos Banshees) que dominam cacetadas como “I Am Here”, “City’s Full”, “Dead Nature” ou “No Face”, ou o cinismo terminal que permeia canções (vejam só os títulos) como “Hit Me” ou “Husbands”, você irá dar razão a estas linhas bloggers rockers. E não há NENHUMA estratégia de marketing monstro para bombar as meninas, mesmo porque elas não têm absolutamente nada a ver com o padrão visual gostosão das peruas acéfalas que infestam a música de hoje. Tanto que por trás do vozeirão de Jehnny Beth está uma garota magricela, de peitos miúdos e cabelos curtíssimos. Melhor impossível.

 

É um disco rápido (menos de quarenta minutos), virulento, sombrio, nada solar. Difícil em sua concepção sonora e por isso mesmo sensacional. Estas linhas online inclusive duvidam de que ele vá vender muito mesmo na Inglaterra, dada a burrice generalizada que acomete hoje artistas e público que consome música. Mas há sempre uma esperança, néan? Se sobreviver ao hype, conseguir chegar ao segundo cd e fizer um segundo trabalho tão fodaço quanto esta estréia, as Savages já terão seu lugar garantido na desalentadora história do rock nos anos 2000.

 

* Fikadika pra produção do festival Planeta Terra 2013 (e que vai ter o Blur como headliner): que tal trazer as Savages também pro evento?

 

* Quer saber mais sobre elas? Vai aqui: http://savagesband.com/. Ou aqui: https://www.facebook.com/savagestheband?ref=ts&fref=ts.

 

 

O TRACK LIST DE “SILENCE YOURSELF”

1.         “Shut Up”       4:48

2.         “I Am Here”  3:20

3.         “City’s Full”    3:27

4.         “Strife”            3:57

5.         “Waiting for a Sign”  5:25

6.         “Dead Nature”            2:06

7.         “She Will”       3:27

8.         “No Face”       3:35

9.         “Hit Me”         1:41

10.       “Husbands”     2:50

11.       “Marshal Dear”           4:03

 

 

SAVAGES AÍ EMBAIXO

No vídeo da esporrenta “Shut Up”, o primeiro single do álbum de estréia das garotas.

 

 

 

ZAP’N’ROLL VÊ (QUASE) TODA A MÍDIA, UIA!

O tópico, que não aparecia por aqui há tempos, volta e de forma rápida e sincera, hihihihi. Analisando as duas principais revistas de música e cultura pop do país (seria isso mesmo?), a Rolling Stone e a Billboard.

 

A primeira, dirigida pelo sempre querido amigo pessoal destas linhas online, o super monge japa zen Pablo Miyazawa, continua se mantendo bem editorialmente. Após o mega deslize (e vergonha alheia) de colocar o grande imbecil (e finado) Chorão em sua capa (razões editoriais e mercadológicas, claaaaaro, algo sempre compreensível e desculpável), a RS deste mês deu novamente a volta por cima e tascou Lobão como garoto da capa. Não poderia ser melhor: o cantor está lançando seu novo livro e, como sempre, dispara contra tudo e todos, sendo que ele está no olho do furacão de uma mega polêmica. Portanto, nova bola dentro da edição nacional da Pedra Rolante.

O jornalista carioca Pedro Só (acima), dileto amigo zapper e um dos grandes nomes da mídia musical brasileira atual comanda ainda a redação da Billboard, revista que infelizmente está em franca decadência, ainda mais por ter como editor esta porqueira aí embaixo na foto, o grander depósito de banha podre chamado José Flávio Merda Jr, o popular “Jotalhão”, uia!

 

 

Já a Billboard… vai de mal a pior ou é impressão deste espaço blogger popper? A revista, que na verdade nunca foi nenhuma Brastemp em termos editoriais, parece caminhar para um final melancólico. Além de ter reduzido seu formato físico (agora, ela está do tamanho de uma revistinha qualquer, uia) é sabido que a publicação tem como editor, já há alguns meses, aquele sujeito escroto, monte de banha podre e um dos maiores exemplos de mau caratismo do atual jornalismo musical brasileiro, mr. José BOSTA Flávio Jr., primeiro e único. É lamentável que alguma empresa jornalística ainda dê espaço para um verme deste naipe, uma figura tão nefasta e suja, possa destilar sua arrogância, prepotência e cretinice em forma de textos jornalísticos.

 

Quem se salva na Billbo é seu editor-chefe, o grande Pedro Só, jornalista dos mais respeitados e conceituados da mídia musical brazuca, e isso já há anos. Pois o blog acha que dear Pedrin Solitário deveria pular fora da Billbo (antes que o barco lá afunde de vez) e ir atrás de um trampo que esteja à altura de seu grande talento profissional.

 

Por enquanto é isso. Logo menos, a gente volta a comentar (quase) toda a mídia aqui no blog, hihihi.

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MEDO E DELÍRIO NA AMAZONIA: EM VIAGEM CABULOSA À MANAUS, O GONZO BLOGGER ENFIA O PÉ NA LAMA EM WHISKY E COCAINE, ACOMPANHA UM FESTIVAL DE ROCK LECAL (MAS QUE TEVE VÁRIOS PROBLEMAS), METE A BOCA EM TETAS GIGANTES (E DELICIOSAS) E BRIGA NO AEROPORTO COM AGENTES DA POLÍCIA FEDERAL, ULALÁ!

Este relato NÃO é uma ficção. Mas poderia ser. Quando resolveu voltar à capital do Amazonas (onde já estivera uma primeira vez, em setembro do ano passado) no final de abril último, Zap’n’roll já tinha tudo esquematizado em sua cabeça: iria descansar e passear por dez dias em Manaus, rever amigos, acompanhar a cena rocker local e suas novidades, também acompanhar um festival de rock que iria rolar no último finde do mês por lá e… fazer uma putaria de rock, álcool e drugs de “despedida”, antes de enfrentar de vez as sombrias semanas que se avizinham pela frente, com possível tratamento quimioterápico e os caralho (sério: na próxima terça-feira o sujeito aqui vai em mais uma consulta ambulatorial no Hospital das Clínicas, em Sampa, e vai indagar pro(a) médico(a) que o atender: “vocês vão mexer logo na minha garganta ou vão esperar o tumor me matar primeiro?”).

 

Enfim, era pra ser assim – mais ou menos. Com o zapper acometido por um monstrinho/dragão da maldade querendo levá-lo desta pra melhor (ou pra pior, vai saber…) e sem ainda saber qual será efetivamente o tratamento médico que irá receber nas próximas semanas, o tiozão loker (ainda, ainda…) não viu problema maior em fazer essa esbórnia derradeira – afinal, alguém aqui achou que o autor destas linhas online algum dia iria ser um paciente dócil e “normal”? Jamé! Mais rebelde e “anormal” do que nunca, lá se foi o blogger gonzolino pro calorento Norte do país. Mas decidido a fazer uma esbórnia “controlada”, “comedida”, hihihi. E claaaaaro que o “controle” foi pras picas logo na primeira noite do Hey Yo Music Festival, que aconteceu em Manaus nos dias 26 e 27 de abril. Bien, vai lendo aí embaixo, por tópicos, e veja do que uma mente insana é capaz…

 

* Primeiros dias em Manaus: passagem de avião em mãos, local bacanudo pra se hospedar (cortesia do queridão Sandro Nine, o jornalista rocker mais gente fina do Universo e um irmão que o blog tem em Manaus), lá se foi o zapper andarilho. O autor destas linhas virtuais chegou na capital amazonense numa agradável noite de segunda-feira e logo se mandou de táxi pra house do brother Nine. Papos de boas-vindas, colocar as conversas em dia e a dupla foi dormir quando já era alta madrugada. Nos dias seguintes a rotina foi tranquila e bacana, com passeios pela cidade, visitas à rádio online Manifesto Norte (onde Sandro é diretor artístico; sem favor algum, é uma web rádio fodíssima, que só toca rock alternativo 24 horas diárias, possui programas temáticos geniais, como um que é dedicado a questões ambientais, etc. Se interessou? Vai aqui: www.manifestonorte.com), onde inclusive Zap’n’roll deu entrevista bacanuda durante a semana, além de um delicioso tour gastronômico do qual estas linhas bloggers mezzo comilonas participaram, a convite do super casal Marcelo Correia (irmão de Sandro e também um dos diretores da Manifesto Norte) e Lidiane (os mais novos e queridos irmãos do blog no Norte brasileiro), e que se estendeu ao longo da semana – o sujeito aqui, que nunca foi muito chegado em peixes, provou e acabou lambendo os beiços em um tambaqui na brasa, preparado pelo grande Marceleza. Fora tudo isso, mr. Zapper gonzo loker ainda reencontrou, no meio da semana, sua grande paixão platônica manauara: a deliciosa loirinha (um tesão para quatrocentos machos, ops, talheres) Bruninha Viana, diletíssima amiga destas linhas online já há tempos. Ambos tomaram um chopp básico ao cair de uma tarde quente em Manaus e combinaram de irem juntos na primeira noite do Hey Yo Music Festival, na sexta-feira. Ou seja, foi tudo muito bem até chegar o final de semana. Aí…

 

 

* Festival bacana, mas tretado: o Hey Yo Music Festival, produzido por um agitador cultural local, o gente finíssima Mayko Silva (que foi um lorde com o blog e toda a imprensa que acompanhou o evento) tinha tudo pra ser A BALADA ROCK do finde na cidade. E foi num certo sentido. Mas também enfrentou problemas estruturais, de grana (sempre, néan?) etc. A primeira edição, muito mais modesta, tinha sido realizada em 2011. Na segunda, Mayko talvez tenha resolvido dar um salto grande demais e isso ajudou no surgimento dos problemas. Com mais de trinta bandas programadas pra tocar em duas noites, o Hey You 2013 sofreu com tretas que sempre surgem em eventos desse tipo: algumas bandas locais cancelaram suas apresentações sem maiores explicações (total falta de profissionalismo da parte delas, fato); duas das grandes atrações de fora (a porcona Velhas Virgens, de Sampa, e o bicho-grilo mineiro Ventania) não apareceram. Na segunda noite do festival (a mais concorrida), teve muita gente pulando o muro (!) do local pra entrar na faixa e outros simplesmente tiveram a cara larga de falsificar ingressos. Tudo isso dificultou a boa performance do Hey You, que ainda assim exibiu grandes shows (Inocentes, Rock Rocket, a incrível Jamrock de Roraima, com sua vocalista gatíssima e um reggae/pop pronto pra estourar nas rádios do Sudeste), abriu grande espaço pros novos talentos da cena manaura (como os bacanas DPeids e Tudo Pelos Ares, além do ótimo garage/glam dos Acossados, a banda liderada pela paulistana e velha amiga zapper, Mônica Cardozo, ainda totosíssima aos trinta e quatro anos de idade) e, claro, teve maletices pelo caminho – Korzus levando mais de uma hora pra subir no palco e fazer seu set…  ninguém merece. De qualquer forma, foi um evento beeeeem bacana e os problemas (que inevitavelmente acontecem) não tiraram a importância dele, sendo que a torcida é pra que em 2014 role mais uma edição do Hey You Music Festival

 

 

* E o blogger loker enfia o pé na lama com gosto na primeira noite do Hey You: claaaaaro! A oportunidade era mais que perfeita: uma semana em Manaus, festival de rock no finde, cocada boa vinda (quase) diretamente da fábrica (ali ao lado). Impossível resistir, mesmo com o sujeito aqui estando com um TUMOR na sua garganta. Assim o blog já saiu na maldade de Sampa rumo à capital do Amazonas, e sabedor que iria aprontar por lá na sextona. Pra isso já foi municiado daqui pra lá com uma garrafa (meio litro) de Johnny Walker e outra (também meio litro) de Jack Daniel’s. Quando chegou em Manaus, já agilizou um “contato” por lá (da turma rocker da cidade), que informou: “descolo 5 g do produto por 80 pilas”. O zapper louco pra ficar doidón no finde: “Fechado!”. Pagamento adiantado, e a entrega foi combinada no festival mesmo. O blog chegou por lá com a turma da rádio Manifesto Norte por volta das sete da noite, quando estava começando o set bacanudo dos Acossados. Algum tempo depois o “contato” chegou e entregou a “encomenda” ao blog. Sério, fazia muuuuuito tempo que o sujeito aqui não via tanta cocaine (e boa) em suas mãos. E lá se foi o zapper pro banheiro mais próximo, dar a primeira aspirada. O produto era suave – e bom, rsrs. Depois, doses de whisky e brejas. Até por volta das onze da noite o autor destas linhas malucas ainda conseguiu mantém a situação sob controle. Daí pra frente as merdas começaram a rolar. Chegou Bruninha (tesudíssima em um vestido preto mini, meias pretas e bota de cano alto) ao local do festival (atrasadíssima) e o blog já bicudón ficou mega feliz ao ver a loira. Foram ambos tomar cerveja e conversar um pouco e assistir a algum show (algo que estava ficando impossível devido ao estado francamente anormal do jornalista gonzo). De repente o loker rocker e a loira se perderam. Ele, ainda com grande quantidade de padê em seu poder mas já total alterado pelo dito cujo e por doses e doses de whisky, começou a fazer uma autêntica distribuição de maldades nasais entre chegado músicos que conheceu por lá na hora e gente que ele nunca tinha visto como… ela! Uma baixinha de tetas gigantes, rocker e tatuada. Zap’n’roll: “você… cheira?”. Ela: “sim!”. Os dois se mandaram pro banheiro. Lá chegando, duas fileiras algo taturanas foram mandadas pelas napas adentro. Foi aí que o jornalista já fora de controle lascou um beijo de língua na garota. Ela não recusou. O passo seguinte foi arrancar pra fora da blusa uma daquelas tetas enormes e suculentas, e mamar alguns segundos nela. Mamada que só foi interrompida quando alguém começou a bater na porta, querendo usar o banheiro. A dupla saiu e a rocker sumiu. A esbórnia continuava. Dali a pouco Bruninha reapareceu e ficou preocupada com o seu amigo loki paulistano. Ele: “fique sussa, eu me garanto!”. Mais ou menos: três e meia da manhã o pessoal da web rádio Manifesto Norte estava de saída e ordenou: “Vambora com a gente, Finatti!”. E o “adolescente” cinquentão rebelde queria ficar pois ele havia conhecido a lindinha e fofa… Jaqueline, outra rocker manauara gracinha e que meio que fez o coração zapper disparar. Como ela ainda ia ficar por lá, ambos trocaram números de celular e combinaram de se encontrar no domingo no centro da cidade (e pra onde o blog iria ficar, hospedado em um aprazível hostel, depois de uma ótima semana na house do querido Sandro; afinal o blog queria passear e também conhecer o centro de Manaus, onde fica o teatro Amazonas e muitos pontos turísticos da cidade), mais especificamente no espaço cultural Cauxi, onde iriam rolar shows com a sempre bacanuda Veludo Branco (do amigão/irmão Victor Matheus) de Roraima, da Jamrock e do local Alaíde Negão. Encontro marcado, o sujeito aqui finalmente entrou no carro. Mas não por muito tempo: quando a trupe já estava próxima do seu destino, o blogger “transtornado” (nas palavras do Marcelo, irmão de Sandro), pediu pra sair dele pois queria beber mais (já que o whisky havia acabado e o Jack Daniels também se foi, isso já pela manhã de sábado; mas na verdade a busca era por mais dorgas, já que o padê TAMBÉM havia acabado). Marcelo: “me ouve, vamos embora pra casa, não saia do carro!”. O blogger fora de controle: “não vou conseguir dormir agora. Vou beber algo e vou embora daqui a pouco”. E assim foi. Zap’n’roll bateu na porta do inferno quando saiu daquele carro e foi se aventurar pelas ruas de Manaus às cinco da matina. Resumindo muuuuito a ópera: foram horas e horas e idas e idas a locais tenebrosos, atrás de álcool e alguma coisa que “batesse” na cabeça do jornalista maluco. Não se sabe como mas o blog foi parar no centro velho (!) de Manaus, beeeeem longe de onde ele estava. Lá encontrou outra delícia local, uma mulatona peituda mas que era… profissional do sexo. Novamente o blog: “quero drugs!”. Ela: “eu te levo onde tem”. E foram mais algumas horas bebendo com a mulataça putona e gostosona e tecando um padê porco, que não “batia” nunca. Até que ela fez a proposta: “Vamos pro Panaí, lá tem pasta base pra fumar!” Pasta base é o mesmo que crack em Sampa, a única dorga que o blogger junkie detesta. Foi nessa hora que o autor deste diário de bordo delirante teve um acesso de coragem e lucidez e largou a figura, embarcou num táxi e rumou de volta pra onde estava – isso às duas horas da tarde de sábado! Não havia mais o que fazer. O blog se recuperou como pôde na casa de Marceleza e à noite rumou pro hostel. Onde literalmente capotou, largando mão de ir na segunda e derradeira noite do Hey Music Festival.

 

 

* Domingo suave no centrão de Manaus: recuperado da mega esbórnia feita na sexta-feira, Zap’n’roll queria um domingão tranquilaço. E assim foi. A doce e fofa Jaque veio ao encontro do blog e ambos foram assistir aos shows que rolaram no Espaço Cultural Cauxi. Todas as três bandas representaram muito bem: o trio Veludo Branco está cada vez melhor com o seu rock básico mas agora eivado de nuances psicodélicas, a Jamrock é o que blog já disse mais aí em cima e o Alaíde Negão é o típico combo samba-rock “muderno” que a jornalistada sudestina adora. Fazem música dançante e de responsa e se vierem pra cá, irão se dar bem. Anyway, o autor destas linhas desvairadas incrivelmente ficou no domingo tomando apenas… água mineral com gás, gelo e limão. Mas em compensação a aproximação com Jaque foi bacana, rolou paquera e besos e novo encontro foi marcado pra terça-feira à noite, véspera de feriado e sendo que o blog iria (iria, bem escrito) retornar a Sampa no feriado do Trabalho.  E assim foi: novamente o casal se encontrou na terça-feira e foram tomar uma breja de leve no bar do Armando, um dos pontos tradicionais da cidade, em frente ao teatro Amazonas e ao Largo São Sebastião – o mesmo que inspirou a música do gigante Luneta Mágica. Depois da breja, mais clima de romance e namoro… e a noite foi ótima ao lado de Jaqueline. Zap’n’roll voltou pra Sampa com a garota em seu coração.

 

 

* Confusão e tumulto no aeroporto, com o blog enfrentando até agentes da Polícia Federal, uia: yeeeeesssss! O grand finale dessa aventura estapafúrdia tinha mesmo que ser no… aeroporto de Manaus, hihihi. O vôo zapper (pela sempre horrenda Gol, que agora inclusive COBRA dos passageiros pelo lanche servido a bordo) estava marcado para às três e meia da tarde. O querido casal Marcelo e Lidiane ofereceu carona. Ficou combinado deles passarem no hostel e apanhar o jornalista amigo às duas e meia da tarde, tempo mais do que suficiente pra se chegar no aeroporto e fazer o check-in. Mas deu tudo errado: em pleno feriado Marceleza pegou congestionamento monstro em Manaus (!) e chegamos ao nosso destino às… três e dez da tarde, vinte minutos antes do horário previsto pro avião decolar. Lá se foi o sujeito aqui tentar negociar no balcão da Gol. Um funcionário escroto disse que não havia mais o que fazer. Chamou-se o supervisor e ele respondeu secamente a mesma coisa. O blog sempre estourado perdeu a paciência: deu um murro em cima do balcão e começou a xingar a Gol de todos os nomes possíveis (“companhia de merda” etc.). Nisso uma das funcionárias da empresa começou a RIR da cara do autor deste diário de bordo absurdo. Pode isso agora? Funcionária de empresa aérea RIR da cara de um cliente? Não pode! Zap’n’roll partiu pra cima da fulana, aos gritos: “você está RINDO da minha cara, sua mal educada?”. Ela perdeu a elegância: “Vai pro inferno!”, disse. O blog, que não leva desaforo pra casa, respondeu: “e você vai à merda!”. Nisso o tal supervisor pediu socorro pra… Polícia Federal, alegando que eu tinha insultado sua funcionária, que ela estava grávida (estava mesmo) e bla bla blá. Chegaram quatro (!!!) agentes federais (um já de algemas em punho) e cercaram o blogger brigão e que a essa altura já suava horrores, não de medo mas de calor e nervoso. Começaram a troca de acusações, com os agentes ouvindo as duas partes em conflito. O supervisor da Gol, espertinho, querendo comover a PF: “ele ofendeu minha funcionária com palavras de baixo calão. E ela está grávida!”. Zap’n’roll não queria APELAR, mas viu que teria que fazê-lo. E rebateu: “não seja por isso. Estou com um CARCINOMA EPIDERMOIDE na garganta. Ou seja, CÂNCER! Quem você acha que está com problema de saúde maior?”. Essa info imediatamente AMOLECEU a rispidez dos agentes federais. O que estava com as algemas em punho, abaixou as mesmas imediatamente. E um outro, muito simpático e se apresentando também como dentista, começou a conversar com o jornalista: “oh, o caso do senhor é sério! Já começou o tratamento, etc, etc?”. No final ficou tudo na mesma mas o zapper teria de qualquer forma que comprar outro trecho de vôo de volta pra Sampalândia. E decidiu que NÃO seria pela maldita Gol. Com a providencial ajuda de Marceleza e Lidiane, o esticou sua temporada em Manaus por mais um dia. Até que na quinta-feira, após descobrir um tiozinho que era dono de imobiliária, dono de pizzaria e de escritório de contabilidade (e que era a simpatia em pessoa, mas falava pelos cotovelos), e que também VENDIA passagens por preços em conta, utilizando as MILHAS que ele comprava de outras pessoas, Zap’n’roll finalmente encerrou sua aventura amazônica. E que aventura, wow!

 

 

* Este tópico é dedicado aos queridos amigos do blog em Manaus: Marcelo Correia, Lidiane, Sandro Nine, Jaqueline Figueroa, Bruna Viana, aos Lunetas e à Malbec (que foi uma das apoiadoras da ida do blog à capital amazonense) e a toda galera rocker de lá que nos recebeu super bem. Até a próxima visita, galere!

 

 

PICS DO FESTIVAL HEY YO MUSIC E DO ROLÊ ZAPPER POR MANAUS

(fotos: produção Hey You Music, Bruna Viana e Marcelo Correia)

 

Inocentes arrebentando tudo em Manaus

 

O paulistano Rock Rocket: mostrando a competência de sempre no palco

 

Os Acossados, liderados pela amigona zapper Mônica: garagismo rock no calor amazônico

 

Dpeids: rock “de merda” numa das boas revelações da nova cena manauara

 

Bocetão rocker do Norte curtindo a esbórnia (e querendo pica também, uia!)

 

Zap’n’roll muuuuuito bem acompanhado pelos queridões da Veludo Branco (Victor e Cezar, já no domingão tranquilo, no centro de Manaus)

 

E o blog ao lado de sua paixão de Manaus, a liiiiindaaaaaa, loira e rocker Bruninha

 

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A VIRADA CULTURAL 2013 E A GRANDE PATIFARIA DA ONG FDE, ENVOLVIDA NO EVENTO

É mais um assunto que o blog AMARIA comentar aqui, mas o post já está gigante e precisa ser finalizado. Porém, até esta sexta-feira entra novo postão zapper no ar e aí sim vamos falar aqui o que tem que ser dito sobre esse, hã, sempre palpitante tema, uia!

 

Aguardem!

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos: os novos das Savages e do Primal Scream, sendo que este já está muuuuito bem resenhado lá no blog Jukebox, do queridão Dum DeLucca e que você pode acessar aqui: http://dynamite.com.br/jukebox/2013/05/more-light-revitaliza-o-primal-scream/.

Capa do novo discão do Primal Scream

 

* Filme: “Somos tão jovens”, claaaaaro. Mostra a construção do mito Renato Russo, acompanhando sua trajetória da adolescência até a Legião Urbana se transformar na maior banda da história do rock brasileiro. O blog na verdade ainda não foi conferir o longa (pretende fazê-lo esta semana) e então pediu um texto sobre ele pra nossa querida amiga e jovem leitora Mayara Corbacho, que viu/sentiu desta forma o filme: “Desde a doença que o deixou sem andar por um bom tempo até a criação da Legião Urbana,  Somos Tão Jovens (2013) expõe alguns dos principais acontecimentos da vida de um dos maiores ícones do rock. Quem curtiu o recorte histórico escolhido em “O Garoto de Liverpool” (2009), provavelmente também irá gostar de “Somos Tão Jovens”, já que esse recorda o filme que narra a história de John Lennon. Outro detalhe bacana: é impossível sair do cinema, escutar músicas como “Por Enquanto”, “Geração Coca-Cola” e “Ainda é Cedo”, sem lembrar de determinadas cenas do filme. Um fato é inegável: nenhum filme, nenhum livro, nenhuma música jamais será capaz de transmitir a grandiosidade de Renato – ele era uma pessoa muito superior a tudo isso, enxergava coisas que poucos conseguiram ver. Porém, não será nenhum “tempo perdido” tirar pouco mais de 1 hora e meia para prestigiar a bela homenagem estrelada por Thiago Mendonça e dirigida por Antônio Carlos da Fontoura, que com certeza há de marcar toda uma legião de fãs”. Fikadika então e valeu Mayara pela sua participação especial neste post da Zap’n’roll!

O ator Tiago Mendonça, que vive Renato Russo em “Somos tão jovens”

 

* Baladas: opa, este postão está sendo finalizado já na madrugada de terça-feira, então este tópico será melhor atualizado no novo post, que deverá entrar nesta sexta-feira no ar. Mas vai se preparando que vai ter Rock Rocket no Beco (na quinta-feira), Vaccines no Cine Jóia (no sábado), Virada Cultural no finde, Brendan Benson na semana que vem (também no Cine Jóia) e os caralho. Haja saúde (e dindin no bolso também, hihihi).

 

 

E FIM DE PAPO

Postão gigantão pra ninguém reclamar. E que termina hoje com esse texto que publicamos em nosso perfil no faceboquete, mas que merece estar aqui também:

 

Só mesmo uma caminhada/passeio noturno (de metrô, ônibus e a pé) ao longo de algumas avenidas paulistanas, para produzir aquele momento reflexivo em que você novamente deixa o filme de sua existência passar diante de seus olhos. Foi isso o que aconteceu há pouco, quando o blog foi até Higienópolis e passou pelas avenidas Angélica, Paulista e praça Buenos Aires.

 

Sim, a grande metrópole é perigosa à noite (e durante boa parte do dia também), mas o silêncio e o frescor que tomam conta dela por vezes nos dão uma liberdade de pensamento e consciência que inexistem em outros instantes. E como sempre nos últimos meses, voltamos a meditar sobre a questão do envelhecimento, da possível morte em breve, da melancolia e solidão que nos acompanham de tempos pra cá, mas que paradoxalmente trazem conforto, calma, sapiência e quietude ao nosso coração e alma – se todo ser humano realmente possuir uma.

 

Talvez Zap’n’roll devesse ter se casado quando era mais jovem. Quer dizer, chegamos a morar junto com a mãe do nosso filho durante dois anos e meio. Depois nunca mais o blog passou pela experiência da vida conjugal. E o mais incrível é que, apesar de o sujeito aqui ter a fama e lenda (muito maior do que a realidade, no final das contas) de ser doidão de plantão, cafajeste com as mulheres etc, ele sempre foi um tremendo romântico e passional, que vivia em busca da mulher e do relacionamento perfeito (“alguém que caiba nos seus sonhos”, como cantou Cazuza). Nunca achou nenhum dos dois, mas algo próximo deles. E sempre que achou (na Vanessa, Tânia, Rudja), por algum motivo essas pessoas escaparam das mãos.

 

Hoje o jornalista vive só, apesar de conhecer zilhões de pessoas. E apesar de ter tido zilhões de garotas na sua vida. E talvez se ele tivesse casado novamente, ele ainda assim poderia estar só novamente (pois como diz André Pomba, relacionamentos têm prazo de validade; quem garante que o zapper não teria se separado novamente?). E como sempre temos dito aqui nos últimos meses, se ainda almejamos algo desta existência terrena é isso: um grande e infinito amor – e também a publicação de um livro compilando os dez anos do blog, pelo qual temos o maior carinho e orgulho.

 

Mas se nem isso conseguirmos, saberemos aceitar nosso destino. Não temos do que reclamar da vida. Fomos felizes e fizemos quase tudo o que quisemos. E a solidão… bem, ela deve ser como o espaço sideral. O misterioso e infinito Universo onde, hoje, o personagem fictício Major Tom (criação célebre, clássica e genial do imortal David Bowie) se transformou em realidade, com o comandante da Estação Espacial Internacional gravando uma emocionante versão de “Space Oddity”, de dentro da espaçonave.

 

O blog se emocionou de verdade ao ver o vídeo com a versão (já tem nosso voto pra clip do ano). E se o tumor maldoso nos derrubar mesmo nos próximos meses esperamos estar lá em cima, não tão perto do Major Tom mas ao lado de mama Janet, a observar serenamente a vida humana que vai seguir em frente, aqui embaixo.

 

É isso. Até o próximo post, galere!

 

 

E o Major Tom ganhou vida na voz de um astronauta de verdade…

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 14/05/2013, às 4hs.)