Em post e em momento nostalgia/melancolia total, com um delicioso frio polar cortando o coração, a alma e os ossos, o blog zapper sempre sentimental pensa em fins existenciais abruptos ao som de Mazzy Star (que vai lançar novo álbum em setembro) e de Nick Cave. E ainda fala novamente do ótimo Moxine, dos 70 anos de mr. Mick Jagger (com direito a reedição de diário sentimental MONSTRO sobre os Stones, e publicado originalmente em 2006) e da falta de humildade que continua imperando na atual podre e péssima indie scene rock nacional (versão final em 29/7/2013)

E as lindas gataças continuam comandando a música e fazendo rock que realmente importa: a deusa Hope Sandoval (acima) está de volta com o grupo Mazzy Star, que lança seu novo álbum em setembro; já o grupo Moxine (abaixo), liderado pela vocalista e guitarrista Mônica Agena (que dá entrevista ao blog neste post), está na área com o seu fodaço álbum de estréia

 

Textos dispersos por aí.

E que Zap’n’roll anda publicando em seu mural, no faceboquete, e que por acaso podem muito bem servir para a introdução do post desta semana. Vejam só: Vamos lá, segunda (e como sempre, achamos que polêmica) postagem fináttica de hoje – é, escrevems pouco nesta quarta-feira. Culpa do frio, ahahaha. E é sobre o frio mesmo que vamos falar. Nova era glacial, era do gelo, inverno europeu, chame como quiser. Fato é que Sampalândia está CONGELANDO e o blog tá achando ÓTIMO. A previsão do tempo acertou em cheio: é a onda de frio mais intensa que aparece por aqui em pelo menos quinze anos (ou mais). O zapper foi na padoca comer algo e lá fora está assim: frio de 6 graus mais chuva. DIVINO! Por nós, seria assim o ANO TODO. Verão, com todo mundo à vontade, de vestuário mínimo, e todo mundo alegre e desdentado em um país eivado de problemas de toda ordem (social, econômica, política, saúde, educacional etc.) e mega atrasado comportamentalmente, é PARA OS FRACOS. Somente os FORTES convivem com e gostam de um clima assim, gélido. Não é à toa que as nações europeias são beeeeem mais avançadas social e culturalmente do que esse pobre bananão chamado Brasil, e que às vezes chega a ser ridículo de tão deprimente. É preciso ACABAR de uma vez por todas com essa cultura idiota e ilusória da felicidade abstrata do brasileiro. De que aqui é o país do futebol, do verão eterno, do calor escaldante, da praia, da bunda de fora (bom, essa parte pelo menos a gente aprova, rsrs), do carnaval eterno e TAMBÉM da bandidagem, miséria social e corrupção ad eternum. Estas linhas online preferem MESMO esse inverno gélido – sempre amamos o frio e vamos continuar amando, até nosso suspiro final, tal qual mama Janet também amava. O blog se sente melhor, em todos os sentidos. Aliás sempre defendemos e vamos continuar defendendo que no inverno se faz TUDO melhor: se come melhor, dorme-se melhor, veste-se melhor (a elegância visual das xoxotas nas ruas é um deleite para os olhos) e TREPA-SE melhor também. Quem discordar de tudo o que está escrito aqui: foda-se, rsrs. Estamos aqui pra isso mesmo. E que essa onde de frio polar perdure ainda por muitos dias – semanas, se possível. Por outro lado, é sério: o dia zapper de ontem daria um livro. Aliás apenas a tarde de ontem, quando o blog passou mais de três horas dentro do Icesp (Instituto do Câncer de São Paulo) já daria um livro. Exame de sangue, nova tomografia (com contraste, ou seja, injetaram iodo no Finas e ele sentiu novamente aquela “quentura”, como dizem em Macapá, no corpo, na garganta etc. Mas não passou disso também) naquelas máquinas que fazem você se sentir num cenário de ficção científica (“não engula”, “abra a boca”, “respire!”), marcação de mais consultas – na semana que vem serão três: odontologia na segunda-feira, radiologia na terça (quando o médico vai enfim montar o plano de radioterapia) e na sexta, com o oncologista dr. Denyei, o japa rocker que curte Led Zeppelin, hehe. É tudo cansativo e entediante lá porque a espera pelos exames e consultas (que acabam sendo rápidos, no final das contas) é imensa. Por exemplo: para coletarem sangue, não levou nem cinco minutos. A espera para esse procedimento de coleta levou “apenas” uma hora e meia. É o Sus, claaaaaro. Felizmente o jornalista eternamente loker teve a cia. do queridaço “sobrinho” Samuel Althermann, hehe. O que garantiu ótimas risadas sendo que o blog estava precisando delas pois quando cheguamos lá o baixo astral era enooooorme. Mas aí o sujeito aqui e o moleque guitarrista de apenas dezenove anos de idade começaram a trocar um enorme e bizarro papo DENTRO do Icesp sobre bandas de rock, discos, coleção do Pink Floyd (quais os melhores discos, os que o zapper não gosta), nossos anos punk e sobre… dorgas, ahahahahaha (preços de cocaine, heroína e ácido aqui, nos Estados Unidos e Europa; porque a cocaína vendida lá é batizada e caríssima; porque não existe heroína aqui e etc, etc, etc. Ou seja: diálogo digno da abertura do “Pulp Fiction”, em pleno Instituto do Câncer, jezuiz, rsrs). E enquanto se esperava pela tomografia houve aquela inexorável meditação sobre a vida (como sempre nessas horas) e observação (com algum pesar no coração) dos pacientes em volta, nossos “companheiros” de doença. Gente humilde, simples, que estava ali à espera de que a saúde pública desse país salve suas vidas (assim como se espera que salve a nossa também). Um sr. senta ao lado do autor deste espaço virtual e pergunta: “onde você mora?”. O zapper (meio sem graça, como se fosse um pecado a resposta): “na Vila Mariana. Venho e volto de metrô, é rápido, vinte minutos”. Ele: “Eu moro em São Matheus (extremo leste da capital paulista). Estou de carro mas vou sair daqui no pior horário e chegar em casa umas nove da noite”. E arrematou: “estou de jejum o dia todo por causa dos exames. Tomei um café com leite quando eram quatro da manhã!”. O jornalista ficou algo pasmo e condoído com a declaração dele, enquanto via uma enfermeira empurrando uma cama onde uma senhora já bem velhinha seguia deitada e toda entubada para uma tomografia. Naquele momento pensamos como o corpo humano é absolutamente frágil. Qualquer coisa ou doença nos destrói facilmente, não é mesmo? Enfim, é isso. Hoje em casa, pra fazer um postaço zapper pra esta sexta-feira. Mesmo porque amanhã, sábado, a noitada rocker fináttica vai ser mega pesada, rsrs: show da Bidê ou Balde no Beco – às nove e meia da noite. Depois vamos seguir com povo amigo pro fundão da zona leste de Sampa, pra participar da festança de gravação do clip da música “Miss Sexual”, do ótimo grupo Coyotes California. Já nos resignamos que vai ser uma enfiada de pé na lama grotesca e cruel (com direito à prova do líder, hihihi). Vai ser a esbórnia de despedida, pois semana que vem começa radioterapia. Ou é isso e a radio e a quimio derrubam o monstrinho ou Zap’n’roll, ela mesma, vai acabar pegando uma faca, para enfiá-la na garganta e arrancar de lá esse tumor maldito. Mas antes que isso aconteça bora pro post desta semana. Onde falamos de rock melancólico, classudo e ótimo de ouvir sempre (Mazzy Star, Nick Cave), da podreira política que está tomando conta do país, novamente do ótimo trio Moxine e também novamente (com direito a reprodução de texto publicado aqui mesmo, no ano passado) da grande arrogância que segue dominando a pobre cena rock independente brasileira. Uma cena que se acha, que não enxerga o quanto é ruim e que grita e esperneia quando é duramente criticada (como aconteceu no episódio, dois posts atrás, da resenha do álbum “Flor Afegã”, o PÉSSIMO disco lançado pelo guitarrista e vocalista playboy Dante Fenderrelli, que não aceitou com humildade alguma o que foi dito do trabalho, e partiu para o ataque grosseiro e pessoal contra estas linhas online, oh shit! Rsrs.). É isso aê: bem-vindos mais uma vez ao mondo zapper!

 

 

*Não dá pra começar o post desta semana sem mencionar a mixórdia e a grande sacanagem que está tomando conta da política nacional. Nesse sentido a capa da edição da revista semanal IstoÉ, que ainda está nas bancas, é exemplar: em reportagem ARRASADORA e que deixa o leitor de boca aberta, ela mostra o mega esquema de corrupção que foi montado DENTRO do governo paulista (controlado pelo PSDB, claro) nas duas últimas décadas, pra desviar recursos (leia-se: milhões de reais) de obras do metrô e de trens urbanos, com o dinheiro indo parar no bolso de políticos tucanos. Enquanto isso, em Brasília, o PT continua aprontando mais do que nunca. Ou seja: dos dois maiores partidos políticos do país e quem controlam o Poder Federal e também o Estado mais rico da Nação, competem entre si pra ver qual deles hoje é o mais pilantra, corrupto e ordinário, e ambos usando todos os meios disponíveis para se perpetuar no poder. Realmente não dá mais. Estas linhas virtuais estão literalmente de saco cheio da cena política nacional. E nem imaginam em que irão votar nas eleições de 2014. Simplesmente porque não há candidatos decentes à vista.

 

* O texto da matéria da IstoÉ, pode ser lido aqui: http://www.istoe.com.br/reportagens/315089_O+ESQUEMA+QUE+SAIU+DOS+TRILHOS.

 

 

* Já pelos lados petistas, vejam só a imagem que veio a público esta semana: Pablo Capilé, o cappo da mega BANDIDA ong Fora do Eixo (que está APARELHADA e PENDURADA nos bagos e no cofre da prefeitura paulistana) posa ao lado de outro bandido sem igual, o ex-chefe da Casa Civil do governo Lula, Zé Dirceu, o mesmo que foi CONDENADO à prisão pelo STF, por CHEFIAR a quadrilha do Mensalão. Imagens valem mais do que mil palavras, não é? Quando é que o MPF vai por toda essa cambada do Fora do Eixo onde eles merecem, ou seja, atrás das grades?

 Imagens dizem tudo: o grande beiço e cappo da máfia Fora do Eixo desfila ao lado do bandido Zé Dirceu, condenado à cadeia pelo STF no processo do Mensalão. Está na hora do MPF botar as mãos nessa ong CRIMINOSA e acabar com ela!

 

* Mas quem melhor radiografa hoje em dia a “entidade” Fora do Eixo é mesmo o Tumblr “Fora do Beiço”, hihihi. Textos impagáveis, mega hilários e escritos por um sujeito que é gênio, o Eddy Tales. Dá uma olhada lá e morra de rir: http://foradobeico.tumblr.com/

 

 

* E indo pra música e pro nosso rock’n’roll sempre amado: que vergonha né tia Morrisséia? Cancela shows por toda a América do Sul, deixa os fãs mega entristecidos e preocupados alegando problemas sérios de saúde e, de repente, surge nessa foto aí embaixo que já circulou por tudo quanto é canto da web esta semana? Assim não, Morrissey (flagrado em um bar em Los Angeles com o guitarrista Noel Gallagher e com o ator Russell Brand, todos os três sorridentes e de bem com a vida, diga-se).

 

Tia Mocréia em Los Angeles, com Noel Gallagher e Russell Brand: ela está mesmo dodói?

 

E nope, estas linhas bloggers friorentas não foram ao show das Breeders anteontem no Cine Joia, em Sampa. Motivo? Um: o frio. Dois: “Last Splash”, que elas tocaram na gig, é um disco bacana e tal mas não passa disso. E três: pra que ver as Breeders se estas linhas zappers já históricas assistiram aos Pixies por DUAS vezes (sendo que na última, no festival SWU em 2010, o show foi quase sonolento)? Melhor guardar as energias pro Planeta Terra: pra esse, Zap’n’roll já garantiu seu ingresso, uia!

 

 

E o site da revista Vice, ao menos dessa vez, mandou bem. Cumas? Publicando um instrutivo guia de como se chupar BEM uma XOXOTA. Você ler as dicas deles aqui: http://www.vice.com/pt_br/read/guia-vice-para-chupar-xoxota

 

 

* A GRANDE$ VOLTA DO MAZZY STAR – o muito jovem e dileto leitor zapper nem deve se lembrar deles. Mas houve um tempo, nos anos 90’, que o grupo Mazzy Star era cult absoluto e reinava na indie scene americana (e, num certo sentido, também entre os indie kids brazucas) por alguns motivos. Primeiro, pela sua sempre belíssima, bucólica e tristonha sonoridade, que combinava melodias doces e engendradas com violões, teclados, algumas harmônicas e percussão suave com o lindíssimo vocal dela. Quem? Da deusa Hope Sandoval, claro, o segundo motivo pra banda ser tão amada como era. Hope não era apenas uma mera vocalista de um grupo de rock. Além de cantar com uma inflexão que seduzia até mesmo o ouvinte com o coração duro como pedra, a garota ainda era possuidora de uma beleza indescritível e apolínea. Foi assim que o Mazzy Star lançou alguns discos sublimes (como “Among My Swan”, editado em 1996 e que chegou a ganhar edição brasileira) e depois sumiu de circulação, embora nunca tivesse encerrado oficialmente suas atividades. Bien, a ótima notícia é que o conjunto está de volta: ele fez uma série de shows pelos Estados Unidos e Europa no ano passado e programou agora para setembro o lançamento de “Seasons Of Your Day”, seu quinto trabalho de estúdio e o primeiro inédito em dezessete anos (!!!). Hope Sandoval, claro, continua cantando como nunca e continua linda aos quarenta e sete anos de idade. E a expectativa em torno do novo cd é grande. Vamos aguardar e ver se o Mazzy Star ainda tem a ultra capacidade de nos emocionar (o blog andou ouvindo muito a banda esta semana), como há vinte anos. E quem sabe algum produtor não se anima em trazer o grupo até aqui, néan?

O Mazzy Star, lenda cult do indie rock americsno dos 90′, lança seu novo álbum (capa acima), após dezessete anos de ausência; abaixo, o vídeo de “Sometimes Always”, clássico do Jesus & Mary Chain com a participação de Hope Sandoval nos vocais

 

 

* E já que se falou em mulheres bonitas aí em cima, a putona pelada da semana, hihihi. Pintada de homem-aranha para aparecer no programa “Legendários”, comandado na tv Record pelo retardado Marcos Mion. Confiram a pic da cadeluda aí embaixo:

 

* E postão avançando! Vai lendo aí embaixo a entrevista que o blog fez com a vocalista do incrível Moxine, além de uma graaaaande homenagem destas linhas rockers para a boca mais famosa da história do rock’n’roll.

 

 

MOXINE – THE NEXT BIG THING DA INDIE SCENE BR?

Estas linhas rockers online estão apostando que sim. E irão falar muuuuuito do Moxine daqui pra frente – afinal blogs amigos e vizinhos a este, quando “encarnam” em alguma bandinha aê (como Holger, Bonde do Rolê etc.) não fazem o maior carnaval em cima? Se eles podem a Zap também pode, hihihi.

 

Entonces, no post passado já resenhamos a estréia em disco do Moxine, com o fodástico álbum “Hot December”. Agora, para esta semana, o blog reservou um bate-papo com a linda vocalista e guitarrista Mônica Agena, trinta e três anos de muito rock’n’roll. A entrevista rolou via Facebook, na tarde de ontem. Confira aí embaixo e conheça um pouco mais sobre o trio que lançou o melhor disco de rock independente aqui no Bananão, nos últimos meses.

 Ela não se contenta apenas em ser linda: também toca guitarra pra caralho!

 

Zap’n’roll – Pra quem não te conhece, faça um resumo da sua trajetória musical. Como você começou a se envolver com música, até chegar ao Moxine.

 

Mônica Agena – Meu pai sempre ouviu muita música em casa, o tempo todo, basicamente pop rock norte americano, Carpenters, The Bangles, Suzy 4, Olivia Newton John e por aí vai. Com 12 anos comecei a tocar guitarra inspirada no Slash, Jimi Hendrix, Black Sabbath, Alice Cooper etc. Tive uma fase em que eu queria mesmo ser uma guitar hero, estudava bastante pra isso. Até que minha forma de compor e me comunicar foi mudando naturalmente, senti a necessidade de escrever e cantar. Assim nasceu o Moxine.

 

Zap – Mas antes você tocou em outras bandas e com outros artistas, como o Natiruts por exemplo, que é muito diferente da sua proposta atual. Como foi essa transição do que você fazia no Natiruts pro Moxine?

 

Mônica – Na verdade, no Natiruts eu atuava como “side girl”, como a minha escola é o rock, aprendi a linguagem do reggae na estrada e mesmo tocando com o Natiruts, sempre tive meus projetos rolando, acho que não houve uma transição, isso sempre rolou.

 

Zap – E além do Natiruts, com quem você mais tocou antes de montar o Moxine?

 

Mônica – Eu tive uma banda chamada Krepax com Dionisio Neto, Nana Rizinni e Hagape Cakau e continuo acompanhando outros artistas – Fernanda Takai, Arrigo Barnabé e Sinamantes. Curto tocar com pessoas diferentes e estilos diferentes, sair da minha zona de conforto, reciclar a maneira de tocar e trocar experiências.

 

Zap –  Você nasceu e mora em São Paulo?

 

Mônica – Nasci em Santos em 1979 e moro em São Paulo desde 1983.

 

Zap – Certo. E o Moxine existe há quatro anos, é isso? Sempre com a mesma formação ou já houve alterações nela? Fale um pouco sobre o desenvolvimento de seu trabalho com o grupo desde que ele surgiu até agora.

 

Mônica – Sim, uns 4 anos mais ou menos. O primeiro lançamento foi o single “I wanna talk about you” com um clipe dirigido por Maurício Eça no fim de 2008. O EP “Electric Kiss” veio em 2009. A formação mudou algumas vezes, procuro realizar as atividades do projeto com músicos com quem tenho afinidade musical, hoje em dia o Davi Oliveira ocupa o baixo e o Thiago Guerra a bateria. Em alguns shows levamos um segundo guitarrista. No album “Hot December” os arranjos de guitarra cresceram bastante.

 

 

Zap – Ok. Você ficou satisfeita com o resultado do disco? Eu achei ótimo na questão das melodias, guitarras muito bem tocadas e um ótimo vocal em inglês. Aliás, por que a opção pelo inglês nas letras e apenas a última faixa cantada em português? Isso não a deixa com a impressão de ser um corpo estranho em relação ao restante do disco?

 

Mônica – Gostei bastante do resultado final, mas o enxergo como parte de um processo em evolução. Eu também tenho essas questões em relação a língua, gostaria de cantar mais em português, mas eu canto em inglês porque me soa mais natural, também acho que a música em português pode ser vista como uma faixa perdida no álbum, mas resolvi ficar livre dessas questões e registrar o álbum de uma maneira natural e desprentensiosa. Fiz uma música em português, por que não registra-la?

 

 Zap – Pra encerrar: quais os planos daqui pra frente? O disco é muito bom mas percebi que ele não está tendo a merecida repercussão midiática. Isso te incomoda de alguma forma? E quando poderemos ver o resultado dele ao vivo?

 

Mônica – Acredito que todo o artista seja apaixonado pelas suas crias/obras e espera o reconhecimento midiático, mas o fato do disco ter ou não esse reconhecimento, não é a força motriz e determinante pro trabalho continuar e o artista se conectar com o seu público. Fico super feliz com cada um dos feedbacks positivos que recebo das pessoas que ouviram e curtiram o álbum. No dia 10 de agosto faremos o lançamento das nossas camisetas na Hotel Tees (Rua Matias Aires) e no dia 7 de setembro na loja Flagship Chilli Beans (Rua Oscar Freire).

 

* E mais uma vez, pra você que ainda não conhece o som do trio paulistano, vai lá: http://www.moxine.com.br/ ou https://www.facebook.com/moxine.likethis.

 

 

MICK JAGGER, A MAIOR LENDA DO ROCK, CHEGA AOS 70

Yeah! Muita gente não se deu conta mas ontem (sexta-feira, 26 de julho, sendo que o postaço zapper está sendo concluído na aprazível tarde pauslitana de sábado, 27) foi aniversário de um tiozão chamado Michael Philip Jagger. Ou simplesmente Mick Jagger, a boca mais famosa de toda a história do rock’n’roll além de vocalista de uns certos Rolling Stones, uma das cinco bandas da vida do sujeito aqui. Mick chegou aos setenta anos de idade em total forma e os Stones estarão em turnê (talvez, a última de sua trajetória de meio século de existência), que inclusive poderá passar pelo Brasil – povo, dedos cruzados desde já!

 

Zap’n’roll se lembra quando Mick chegou aos cinquenta de vida, isso há duas décadas. Naquela época, o blog já era mega fã dos Stones. E para contar aqui tudo o que passou ao som das Pedras Rolantes, o zapper saudosista precisaria escrever dezenas de posts. Por isso resolvemos fazer algo mais bacana, hehe. Aproveitando o niver de Mick o blogão que também já tem uma história bacaníssima de uma década de existência, reproduz aí embaixo nada menos do que TRÊS diários sentimentais que foram publicados em sequência aqui, no início de 2006 (lá se vão sete anos!), às vésperas daquele inesquecível e gigantesco show que a banda fez na praia de Copacabana, no Rio, pra mais de um milhão de pessoas (e sendo que o blog acabou não indo naquela gig, snif…). É a melhor forma de homenagearmos o velho Mick. Fora que esses três diários são (modéstia às favas) fodásticos. E vêm de encontro a leitores que andaram perguntando nos últimos posts, via mensagem, como fazer pra ler as colunas mais antigas.

 

Então é isso: com atraso de UM DIA, FELIZ ANIVERSÁRIO Mick Jagger! E queremos Stones no Brasil em 2014. E enquanto isso não acontece, você se diverte relendo estes três diários sentimentais que falam da vida de Zap’n’roll ao som da maior banda de rock de todos os tempos.

A boca mais famosa do rock e os Stones, no palco do gigantesco festival de Glastonbury este ano, na Inglaterra: 70 anos completados ontem e a possibilidade de aparecer aqui em 2014

 

ROLLING STONES/DIÁRIO SENTIMENTAL – PARTE I

(publicado originalmente em janeiro/fevereiro de 2006)

(e antes que moralistas, reacionários, fascistas e babacas de plantão em geral comecem a latir, Zap’n’roll já avisa: será SIM um diário sentimental com histórias de sexo, drogas, loucuras variadas e rock’n’roll. Portanto, não encham o saco e vão ver se o colunista está na esquina)

 

A própria história/existência da ainda considerada “maior banda de rock de todos os tempos”, se mistura com a história de vida de provavelmente milhões de pessoas pelo mundo afora. Talvez os Rolling Stones, que tocam em um gigantesco free concert no próximo dia 18 de fevereiro, na praia de Copacabana (Rio De Janeiro, of course, e já redimensionaram a estimativa de público do show para dois milhões de pessoas, so-cor-ro!!!), não tenham tido uma presença tão forte na formação musical rocker dos jovens leitores deste espaço virtual semanal. Mas na vida do autor destas linhas, vixeee… Zap’n’roll nem sabia o que significava rock’n’roll e já ouvia falar dos Stones, isso no início dos anos 70′. Foi por influência dos primos roqueiros mais velhos (e também da dear sister deste que aqui escreve; ela mora na Espanha há uma década, continua uma irmã querida, amada e afetuosa, mas encaretou totalmente e nem sabe mais o que é rock) que a coluna começou a tomar contato com o rock inglês e americano da época. Eram tempos de rock progressivo (aaaaaargh), de heavy metal clássico (Sabbath, Purple, Zeppelin, Grand Funk, alguém se lembra?) e… dos Rolling Stones, claro. Num belo dia, lá se foi Zap’n’roll comprar seu primeiro disco de rock, presente da saudosa mama Janet. Era “The Dark Side Of The Moon”, do Pink Floyd (sim, quem não o teve que atire o primeiro cd) e o moleque feliz que o levava pra casa embaixo do braço tinha 12 aninhos de idade. Os anos passaram vertiginosamente rápido (sempre é assim, na adolescência), os cabelos do colunista cresceram, vieram as primeiras baladas regadas a álcool, os primeiros “malhos” com garotinhas bonitinhas (algumas, nem tanto), os passeios ripongos pelo Bixiga e as idas aos templos da bicho-grilagem paulistana na zona leste da cidade, Led Slay e Fofinho Rock Club. E veio também o primeiro “tapa” num baseado e a certeza de que era aquilo mesmo que o adolescente ripongo queria: mergulhar na cognição, no rock’n’roll, em algumas drugs e um dia, quem sabe, se tornar jornalista musical.

 

Foi numa das idas à Fofinho que os Rolling Stones entraram, de fato, na vida de Zap’n’roll. Havia um “mini-especial” do grupo programado para aquela madrugada. O garoto aqui já conhecia, então, alguns clássicos de Mick Jagger e cia., que tocavam ocasionalmente nas madrugadas da Bandeirantes FM, quando rolava o “Dólar, Bandeirantes e você na madrugada” (“Dólar” porque o programa era patrocinado por uma rede de casas de diversões eletrônicas chamada justamente… Dólar. E eram aquelas enormes e hoje pré-históricas máquinas de pebolim, ou você acha que existiam lan houses naquela época?). Tipo “Let’s Spend The Night Together”, “It’s Only Rock’n’roll”, “Brown Sugar”, “Jumpin’ Jack Flash” e o clássico dos clássicos deles, “Satisfaction”. Mas somente após curtir o tal mini-especial que o “beijo” da língua mais famosa do rock tocou de fato a boca de Zap’n’roll. Na semana seguinte, um novo pedido amigo de “verba suplementar” para mama Janet (que sempre reclamava um pouco, como toda mãe, mas acabava cedendo pois sabia que faria o filhão adolescente um pouco mais feliz), e lá se foi o adolescente freak para uma loja de discos, onde comprou a coletânea dupla (em vinil, o cd ainda não existia) “The Rolling Stones Greatest Hits”. Que havia saído no Brasil, imaginem, pela Som Livre (sim, a gravadora de tv Globo). A coletânea havia sido indicação de um loucaço amigo de Zap’n’roll, o Fritz. O cara era um alemão atarracado e completamente lesado, cujo pai era dono de uma metalúrgica em Vargin City, Sul de Minas Gerais (onde nasceu a progenitora do autor destas linhas virtuais). E toda vez que o futuro jornalista aqui ia passar férias por lá, saía na companhia de Fritz, que vivia chapado de álcool e sempre com um vidrinho com um pó branco dentro (adivinhem…) a tiracolo. Fritz era uns dez anos mais velho do que este colunista e tinha uma coleção fantástica de discos de rock. Entre eles, a citada coletânea dos Stones e também o clássico imortal deles, “Exile On Main Street”, lançado pela banda em 1972 e que até hoje permanece na lista de Zap’n’roll como um dos dez melhores discos de todos os tempos na história do rock’n’roll.

 

E assim este colunista foi se apaixonando pelo som das “Pedras Rolantes”. E foi incorporando outros discos da banda à sua coleção. Vieram “It’s Only Rock’n’roll”, “Stick Fingers”, “Black’n’blue” (fraquinho, fraquinho…), “Some Girls” e “Emotional Rescue”. A essa altura, já quase com dezoito anos de idade e tendo uns oito álbuns dos Stones em sua coleção, Zap’n’roll considerava o conjunto de Jagger como o grupo predileto de sua vida. E tudo praticamente era feito ao som da banda: trabalhos de colégio, baladas, fumadas de beck com os amigos, trepadas… Os Rolling Stones haviam assumido, musical, comportamental e culturalmente falando, uma dimensão gigantesca na vida do autor deste texto. Mas aí entrou em cena na vida de Zap’n’roll um certo movimento punk – que veio devastando tudo o que encontrava pelo caminho – e essa história mudou da água pro vinho. Ou nem tanto.

 

Mas isso é assunto pra semana que vem, quando o diário sentimental continua. Afinal, assim como a própria trajetória dos Rolling Stones, ele vai ser looooongo. Aguardem.

 

THE ROLLING STONES/DIÁRIO SENTIMENTAL – PARTE II

Era 1981. Os Stones chegavam a duas décadas de existência lançando “Tattoo You”, seu melhor disco de estúdio em muitos anos e que resgatava o poder de fogo do rock’n’roll básico da “maior banda de todos os tempos”, isso em um momento em que os velhos grupos dos anos 60′ e 70′ lutavam para se manter em evidência. Eram outros tempos, nada fáceis: o furacão punk, embora já quase extinto, havia devastado a Inglaterra e colocado praticamente todo o rock anterior a ele no paredão de fuzilamento. Ninguém – ou quase ninguém – queria saber de múmias do calibre dos Rolling Stones, Pink Floyd, Led Zeppelin e que tais. O Clash ainda dominava a cena inglesa com força absoluta e o pós-punk de Echo & The Bunnymen, Cure, Bauhaus e Siouxsie & The Banshees começava a aparecer. Mesmo em um panorama tão adverso Mick Jagger, Keith Richards, Ronnie Wood, Bill Wyman e Charlie Watts resistiam como podiam. E o que eles não imaginavam era que, àquela altura do campeonato, um disco da velha vaca sagrada do rock fosse tão bem recebido como “Tattoo You” foi. Elogiadíssimo na imprensa e vendendo horrores nos Estados Unidos, o álbum praticamente ressuscitou o quinteto, que não demorou a planejar uma mega turnê para divulgá-lo. Cobrindo os EUA de ponta a ponta, a gig gigantesca foi a excursão mais lucrativa do rock mundial naquele ano e os Stones foram a banda que mais público reuniu em seus shows. A tour, óbvio, rendeu uma gravação ao vivo, o álbum “Still Life – American Concerts 1981”, lançado no ano seguinte. E foi este disco, junto a “Tattoo You”, que Zap’n’roll também adquiriu em pleno auge do movimento punk aqui no Brasil. E também em pleno auge do envolvimento deste colunista neste movimento. Em São Paulo, grupos como Inocentes, Lixomania, Olho Seco e Ratos De Porão decretavam a morte dos velhos rockers e da mpb moribunda. No Sesc Pompéia, acontecia o histórico festival “O começo do fim do mundo”. O autor destas linhas digitais, já saindo da adolescência e após ter sido inapelavelmente contaminado pelo vírus do punk rock (quando ouviu pela primeira vez o “Never Mind The Bullocks”, dos Sex Pistols, e se deparou com todo o virulento discurso político e social dos punks, o garoto aqui cortou o cabelão ripongo, mandou os bichos-grilos se foderem, vendeu metade de sua coleção de discos – quase 1.500 LPs naquela época -, ficou apenas com o que julgava importante em sua nova ótica musical, passou a usar coturno, alfinete de segurança espetado num dos lados do rosto e nunca mais foi o mesmo, comportamentalmente e musicalmente falando), queria ver o fim da velha guarda careta, reacionária, bunda-mole e milionária do rock mundial. Mas, bem lá no fundo, ainda amava os Stones. E sofria pesadas críticas dos (poucos) amigos punks, quando estes descobriam que um “membro” do “movimento” curtia o som destes “velhos babacas”. Um dos críticos mais ferozes era o Morfa, que morava lá na rua Roque De Moraes, na Freguesia Do Ó (na zona norte paulistana, um dos maiores bolsões punks da cidade na época), e que vivia dizendo para Zap’n’roll: “um dia eu ainda vou na sua casa e vou quebrar todos os discos que você tem desses idiotas de merda”.

 

Felizmente, Morfa nunca chegou a fazer o que dizia. E o movimento punk também foi ficando para trás por aqui e este colunista, pensando que já não havia mais tanto sentido em fazer parte do mesmo, foi cuidar da sua vida. Leia-se: tentar entrar na faculdade, fazer o curso de jornalismo com que tanto sonhava, arrumar um trampo na área etc. Já era 1983, a coleção de discos dos Stones foi mantida a ferro e fogo e veio o show do Kiss em São Paulo, no estádio do Morumbi. E o que o Kiss tem a ver com este diário sentimental? Simples: naquela noite amena de quase outono (e naquela época São Paulo ainda não era castigada por este calor nojento que domina a cidade durante quase o ano inteiro), lá se foram pro show o futuro jornalista aqui, mais um primo seu e uma linda garota, que Zap’n’roll havia conhecido semanas antes durante uma balada pelo Bixiga (então, o grande pico noturno da cidade, sendo que a Vila Madalena ainda começava a engatinhar em termos de agito e badalação). A garota (de quem, sinceramente, a coluna não lembra mais o nome, fato raro de acontecer quando escrevemos estes diários) tinha uns amigos bacanas e descolados que, naquela noite, estavam inaugurando uma casa em uma das travessas da avenida Washington Luis, na zona sul paulistana. De modos que, terminado o show do Kiss, lá fomos nós para a tal festa. E que f-e-s-t-a. Xotas tesudas aos montes, puta aparelhagem de som na sala, breja e destilados de sobra. E, num determinado quarto da casa, uma movimentação frenética, um entra-e-sai constante de gente chapada. Curioso como sempre foi (afinal, não é isso que move o espírito do bom jornalista?), lá se foi o futuro repórter ver do que se tratava. No corredor que ligava a sala ao quarto, deu de cara com uma morena magrela e peituda (o rosto não era dos melhores, mas os peitões eram ótimos e quase saíam pelo decote da blusinha justa, já que a garota estava sem sutiã), que logo deu a dica: “meu, vai lá. Tem um pó muito bom no quarto. E tem bastante e é na faixa!”. Zap’n’roll sempre convivera com gente maluca (como o citado amigão Fritz, na coluna anterior, na primeira parte deste diário), com gente que fumava beck e cheirava pó. Mas ainda não havia dado uma cafungada em sua vida. Pois resolveu que seria naquela noite: já turbinado por vários copos de vinho e algumas talagadas de cerveja, entrou no tal quarto e lá encontrou, em cima de uma mesinha e ao lado de uma cama de solteiro, um pedaço de um espelho quebrado. Em cima dele, um montinho razoável de pó branco e também um tubo de caneta bic, sem carga dentro. E aí? Como se fazia com aquilo? “Estica uma boa pra você aí com um cartão, mas não exagera, que tem que dar pra todo mundo”, disse um sujeito que entrara logo atrás do colunista no quarto e que, aparentemente, era um dos donos da festa e do bagulho também. E lá se foi o garoto, dar a primeira “tecada” de sua vida (sim, a primeira canfungada, tal qual o sutiã, você também nunca esquece). E não é que o negócio era bom pacas? Sim, naquela época, até cocaine era boa, bem servida e barata. Zap’n’roll voltou a milhão pra sala, nariz avermelhado e batimentos do coração alterado. Quando viu que havia ali uma cópia de “Still Life”, o último disco ao vivo dos Stones, não hesitou em colocá-lo pra tocar. O disco rolou inteirinho, a sala virou pista de dança, um sujeito sentou numa bateria que havia ali e começou a acompanhar as músicas e o autor deste diário pegou um violão e ficou tentando imitar a guitarra de Keith Richards enquanto o som despejava “Under My Thumb”, “Shattered”, “Going To A Go-Go” e outras. Pois foi assim, ao som das Pedras Rolantes, que Zap’n’roll chapou o côco de pó pela primeira vez em sua vida.

 

Os anos foram passando, a faculdade de história foi concluída, a de jornalismo não, veio a decadência do Bixiga, veio a ascensão do pós-punk também em São Paulo, vieram as baladas no Madame Satã, no Carbono 14, no Napalm (duas vezes apenas, na verdade), no Espaço Retrô. Veio a paixão pelo movimento “dark”, por andar perenemente vestido de preto dos pés à cabeça (hábito que o colunista mantém praticamente inalterado até hoje), por Smiths, Echo, Joy Division, New Order etc. Veio o trabalho na imprensa musical enfim, conseguido a duras penas através de bons contatos e com, modéstia à parte, um grande talento em escrever textos, talento herdado de papi Finatti, publicitário que infelizmente morreu muito novo. E nesse ínterim, os Stones continuaram sua carreira, lançando discos medianos a intervalos cada vez maiores e excursionando cada vez menos. Aí já estamos por volta de 1989, Zap’n’roll já está trabalhando na editoria de cultura da revista Istoé, continua adorando o velho bando de Mick Jagger, e se pergunta se um dia conseguirá assistir a um show dos caras antes que eles pendurem as chuteiras.

 

A resposta fica pra próxima semana, quando sai a última parte deste diário, às vésperas do showzaço free da banda no Rio De Janeiro. A parte final de uma saga que inclui a perda de um show da banda em Nova York, quando já estava tudo certo para que este colunista fosse assisti-lo. Aguardem!

 

Presente zapper: o show COMPLETO dos Stones no Glastonbury 2013 (assistam antes que o YouTube remova, hihihi)

 

THE ROLLING STONES/DIÁRIO SENTIMENTAL – FINAL

O ano é 1989, a velha vaca do rock’n’roll anuncia o lançamento de um novo álbum (o fracote “Steel Wheels”, que foi lançado em agosto) e avisa que vai cair na estrada novamente. Cumas??? Com seus integrantes beirando os 50 anos de idade e há oito sem excursionar (sim, a última turnê havia acontecido em 1981, nos Estados Unidos), os Rolling Stones iriam se apresentar ao vivo novamente? Sim, anunciaram Jagger, Richards, Wood, Wyman e Watts durante uma coletiva para a imprensa, em uma estação de metrô de Nova York. Ueeeeebaaaaa!!! Era a chance que Zap’n’roll precisava! Desta vez, trabalhando há um ano como frila fixo na editoria de Cultura da poderosa revista semanal Istoé (o garoto só não era contratado e registrado profissionalmente na empresa porque ainda não era formado em jornalismo. Quando entrou na Istoé, Zap’n’roll na verdade ainda estava fazendo o curso, na Fiam, faculdade burguesa localizada no chic bairro paulistano do Morumbi. Estava e nunca terminou o dito cujo: saiu de lá no terceiro ano porque era caro demais e mama Janet, que “subsidiava” as mensalidades, sempre reclamava do custo elevado das mesmas; além disso, o curso naquela época era bem meia-boca. Hoje, com a derrubada da obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercer a profissão, talvez os cursos de comunicação estejam um pouco melhores, já que precisam dar o sangue para segurar alunos que NÃO precisam do canudo, mas apenas de uma boa dose de talento para trabalhar em alguma redação), tendo ótimos contatos em gravadoras e, principalmente, tendo como descolar uma passagem aérea e onde ficar em Nova York, não deu outra: o repórter rock’n’roller começou a se armar para assistir ao show dos tiozinhos na Big Apple, antes que eles pendurassem de vez as chuteiras.

 

Começaram então as “negociatas”, para viabilizar a viagem. Passagem aérea pela Varig, com grande desconto em função de permutas que a tradicional empresa de aviação mantinha com a revista, em troca de anúncios? Sem problema. Lugar para ficar? Também ok. O garoto seria hospedado no loft de Gianni Carta, filho do lendário jornalista Mino Carta, diretor de redação da Istoé, e que era o correspondente da revista em Nova York. Bastaram dois ou três telefonemas para a filial da gravadora dos Stones no Brasil, mais alguns outros para Gianni e estava tudo acertado. Zap’n’roll e o filho de Mino Carta (hoje, à frente da ótima Carta Capital) foram municiados com duas preciosas credenciais que colocavam ambos bem na frente do palco no concerto que seria realizado na maior metrópole americana. Só que, uma semana antes do embarque, surgiu o problema de sempre: gastão como sempre foi, o autor destas linhas digitais se deu conta de que já havia torrado quase todo o salário do mês e que não havia grana suficiente para passar alguns dias fora do Brasil, mesmo com passagem ida-e-volta quase na faixa e local para ficar abrigado. Novo telefonema para Gianni: “Quanto é preciso pra ficar uma semana aí?”, pergunta Zap’n’roll já se apavorando com a situação e a falta de grana. “Uns 500 dólares”, responde ele. “Aqui tudo é muito caro, você tem que saber disso”.

 

Quinhentas doletas? Fodeu. Não era nenhuma fortuna, afinal, mas era uma grana considerável. E o jornalista gastador não tinha isso em caixa. E não podia ir parar em Nova York com o bolso vazio. Começam as tentativas de empréstimo com amigos mais chegados ou mesmo um “adiantamentozinho” de salário na Istoé. Nada feito. Amigos todos na pindaíba (afinal, emprestar 500 dólares não é moleza). E na Istoé… “Impossível”, foi a resposta do departamento financeiro da editora. “Você não é contratado, com carteira assinada. Não dá pra fazer vale, portanto. Ele só é liberado para quem consta oficialmente na folha de pagamento”, explicou o atencioso sujeito que trabalhava lá na época.

 

Moral da história? A viagem para Nova York dançou linda, ao som dos Rolling Stones. “Como? Você não vem?”, perguntou Gianni por telefone ao desesperado repórter, um dia antes de seu embarque previsto. O show foi pro saco e este colunista queria morrer a cada vez que o correspondente da Istoé falava com ele novamente e relatava como havia sido o concerto. “Vi Mick Jagger tão perto de mim que quase consegui apertar a mão dele!”, disse numa das vezes o herdeiro dos Carta. Fucking, fucking shit!!!

 

Os anos foram se passando novamente, os Stones sumiram mais uma vez dos palcos e dos estúdios por um longo período e parecia ser mesmo o fim desta vez. Este sempre temperamental repórter, de gênio difícil e insolente, brigou na Istoé, teve que pedir demissão (senão seria defenestrado de qualquer forma), passou por maus bocados (entre eles, a separação de sua esposa), até que conseguiu uma vaga na saudosa Interview, em 1993, onde permaneceu pelos talvez três melhores anos de sua vida na grande imprensa, nos últimos tempos (ótimo salário, pouco trabalho e muita diversão). Foi uma época bacana em outros aspectos também: o colunista namorou por um ano com uma crioulaça sensacional de 18 aninhos de idade, com tetas enormes, um rabo idem e que fodia pra cacete, a querida Greta (que acabou se formando em letras na USP e hoje está casada com um colega de curso). E morava num bom, grande e antigo apartamento próximo ao largo do Cambuci, onde “rachava” o aluguel com o amigão fotógrafo Luiz Carlos Leite, que trabalhava na Folha De S. Paulo e que infelizmente havia acabado de se separar da linda Silvana.

 

E assim a vida caminhava quando… os “véios” anunciaram mais um disco de estúdio. Era o “Voodoo Lounge”, que saiu em 1994 e era muuuito melhor do que o trabalho anterior. E, melhor ainda: a organização do festival Hollywood Rock reuniu a imprensa e anunciou: os Rolling Stones finalmente estavam vindo ao Brasil para shows. Iriam se apresentar em janeiro de 1995, em São Paulo e Rio. Finalmente o autor deste espaço virtual poderia assistir seus amados tiozões ao vivo e por aqui mesmo. Os ingressos foram postos à venda semanas antes de os concertos acontecerem e as filas nos pontos de venda eram enormes, todos os dias. Este colunista, não querendo correr mais uma vez o risco de perder o show novamente (ainda mais sendo aqui mesmo, na velha terra brasilis, aí seria imperdoável), tratou de garantir um ingresso para si. E também solicitou seu credenciamento, óbvio. Os tickets acabaram logo e, cerca de dez dias antes da chegada do grupo ao Brasil, estoura a bomba em São Paulo: o estádio do Morumbi, onde os shows seriam realizados na capital paulista, havia sido interditado pela prefeitura, por apresentar problemas de rachaduras em sua estrutura. Só faltava essa, as Pedras Rolantes em sua primeira – e talvez única – visita ao Brasil, tocarem apenas no Rio De Janeiro.

 

A solução foi transferir o show para o Pacaembu. E o que seriam dois concertos se transformaram em três (numa sexta, sábado e domingo), para poder acolher todo mundo que havia adquirido ingressos. Com um detalhe: em um gesto de extrema humildade, boa vontade e simpatia, Jagger e cia. não cobraram a mais do que estava combinado pelo show extra em SP.

 

E assim foi, enfim. O repórter fã dos Stones foi ao Pacaembu no sábado, ao lado da gostosa e amada Greta. O show foi verdadeiramente inesquecível. E Zap’n’roll não chegou a cumprir o que sempre prometia, inclusive sob o testemunho do produtor paulistano Luiz Calanca, que sempre ria com a declaração (“o dia em que os Stones vierem ao Brasil, eu subo no palco e dou um beijo na boca do Mick Jagger”). Mas na hora em que a banda tocou “Miss You” a coluna não resistiu e abaixou as calças por alguns segundos, e bateu com as mãos em sua bunda, desvairada que estava por estar assistindo ao concerto das velhas Pedras Rolantes.

 

Três anos depois, quem diria, eles voltaram novamente. O show foi legal mas aí o impacto da primeira vez havia se perdido. O disco da turnê em questão, o horrendo “Bridges To Babylon”, também não ajudou muito. Agora, estes velhos senhores, já sessentões, estão aqui mais uma vez. Lançaram outro álbum bacana em 2005 (o “A Bigger Bang”) e, sim, esta deve ser mesmo a despedida dos palcos e estúdios. E, não é por nada não, mas Zap’n’roll desconfia que desta vez vai ser legal pra cacete novamente, tão bom quanto foi em 1995. Por isso mesmo, estará em Copacabana neste sábado. E depois, conta como foi mais uma, provavelmente, inesquecível noite com a maior banda de todos os tempos. E que acompanhou e marcou para sempre a vida do autor deste diário sentimental.

 

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Entonces, o blogger sempre loker se atrapalhou com algumas apurações jornalísticas aqui, e por conta disso teve que encerrar o post por aqui mesmo, hehe.

 

Mas fique sussa: nesta sexta vem novo postaço semanal zapper. Revolvendo a parada da imbecil arrogância que domina a atual cena indie nacional (uma cena de bandas péssimas em sua maioria, e que não aprendem absolutamente NADA com seus erros), e também soltando uma nova BOMBA sobre as pilantragens da máfia mega BANDIDA chamada Fora do Eixo – esse, o trabalho de apuração que estamos levando a cabo nesse momento.

 

Até logo menos então!

 

 

 

(finalizado por Finatti em 29/7/2013, às 22:00hs.)

 

 

Em post “mulherzinha” (hihihi) o blogão saúda o comeback do fofo Travis (e recorda momentos bacanas e saudosos vividos ao som do grupo escocês), fala do Planeta Terra (que vai ATROPELAR TUDO em novembro na capital paulista, com Blur e a XOXOTAÇA PUTAÇA Lana Del Rey), do Yeah Yeah Yeahs em Sampa e mais isso e aquilo tudo… (turbinada GIGANTE no post, falando de como era o jornalismo rock BR nos anos 80′, resenhando o discaço do Moxine, falando de uma biografia bacanuda do… Slayer! e mais um monte de paradas aê) (ampliado, atualizado e finalizado em 22/7/2013)

As gatonas sempre no poder quando o assunto é rock’n’roll, brilham com tudo neste post: a delícia loira, loka, junkie e com xoxota com sabor de Pepsi-Cola, miss Lana Del Rey (acima, peladinha para o deleite dos marmanjos e machos punheteiros que lêem o blog), se apresenta em novembro em Sampalândia, no festival Planeta Terra; já a cantora, compositora e guitarrista Mônica Agena (abaixo) comanda o trio paulistano Moxine, que tem tudo pra ser “the next big thing” da indie scene nacional

 

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ÚLTIMAS, JÁ NA MANHÃ DE SEGUNDA-FEIRA, 22/7/2013

* Sério: o programa Fantástico de ontem, na tv Globo, exibiu uma de suas melhores reportagens nos últimos anos. A matéria focalizou e esmiuçou em detalhes como o comércio LEGAL de maconha já movimenta hoje cifras estimadas em R$ 100 bilhões anuais nos Estados Unidos. Lá há dezenas de Estados que permitem o uso medicinal da erva, e pelo menos dois legalizaram totalmente seu consumo nos últimos anos: Washington e Colorado. Enquanto isso aqui, nesse pobre e atrasado bananão, o reacionarismo, moralismo e conservadorismo dignos da Idade Média reinam. E evangélicos (a raça mais reaça que existe) apitam cada vez mais na seara política. Até quando?

 

 

* A matéria do Fantástico pode ser vista aqui: http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2013/07/industria-legal-da-maconha-nos-eua-tem-mercado-estimado-em-us-100-bi.html.

 

 

* O Papa Francisco está chegando em terras brasileiras. Ok. Dias atrás estas linhas online comentaram em seu perfil no faceboquete que, sim, são mais simpáticas ao novo chefe da Igreja Católica do que era em relação àquele alemão nazista que abdicou ao trono do Vaticano. Mas isso não significa em absoluto que estamos nos tornando mais católicos, religosos, carolas ou qualquer parada nesse sentido. Jamais! Simpatizamos com o Papa argentino em relação a algumas de suas posturas políticas e sociais. E nada mais, porque de resto a Igreja Católica também continua ela mesma tão reaça e moralista babaca quanto os evangélicos.

 

 

* E falando na grande merda que é a rede social criada pelo judeu americano PILANTRA, BANDIDO, REACIONÁRIO E NAZISTA chamado Mark Zuckerberg: o facebosta bloqueou a conta de Zap’n’roll pela terceira vez este ano. E como sempre sem detalhar o motivo do boqueio (as explicações são evasivas como sempre: alguém incomodado com algum conteúdo postado por nós por lá denunciou esse conteúdo e pronto: o novo castigo é trinta dias sem poder postar nada por lá). Só que desta vez o blog foi esperto e criou um segundo perfil, que será utilizado enquanto o outro se manter bloqueado. E assim caminha o Facebook, que não possui NENHUM APREÇO pela democracia e pela liberdade de expressão de seus usuários. Pior: ainda se compraz em ajudar o governo americano em espionar as contas de quem está lá. Zuckerberg, seu grande MERDA: vai tomar no seu cu!

 Criador e criatura: Mark Zuckerberg, fundador do facebosta, é um NAZISTA e que ODEIA a democracia e a liberdade de expressão, isso sim! Vai se foder, seu cuzão!

 

 

* Bien, parece que é definitivo: Morrissey não vem mesmo. Aguarde-se para a qualquer momento um comunicado oficial da produtora T4F a respeito.

 

 

* E no final do post tem mais atualizações também. Seguindo com nossa programação normal, desejamos boa semana aê, putada. Na sexta tem postão novo por aqui!

 

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Pois é, o gigante acordou, rsrs.

Qual gigante? O nosso rock’n’roll, oras. Depois de uma semana em rotação lenta, o mondo rock voltou a se agitar novamente por conta do anúncio do line up completo do festival Planeta Terra 2013 (vai ser fodão e vai fechar o ano com chave de ouro), da vinda do ótimo trio nova-iorquino Yeah Yeah Yeahs pra show em Sampalândia também em novembro (abrindo pro já velhusco e caidão Red Hot Chili Peppers) e mais um monte de paradas. O mundo e a existência são assim mesmo: dão voltas e voltas. Numa semana tudo está calmo, sem grandes agitos; na outra, o mundo pega fogo novamente. Assim como o último post de Zap’n’roll pegou fogo (e como!) por causa da resenha do disco de estréia de um inexperiente músico paulistano (e com o ego descontroladíssimo), rendendo o recorde de cento e quarenta recomendações em redes sociais (além de sessenta e oito comentários no painel do leitor mais democrático da blogosfera de cultura pop brasileira), faremos o (im) possível pra este também pegar, hehe. Afinal estas linhas online nunca foram boazinhas, nunca foram coxinhas, nunca foram (hã) diplomáticas e sempre se pautaram por ter opiniões contundentes e polêmicas sobre assuntos idem. Se não é assim, não vale a pena fazer jornalismo musical e escrever um blog semanal que já dura uma década, tem cerca de setenta mil acessos por mês e vai ter um livro publicamos até outubro. Estamos errados? Claro que não! Então se reconforte aí na sua poltrona (ou sofá, ou cama), aprume os olhos na tela que está na sua frente e bora pra mais um postão zapper, que vai falar da volta do Travis, daquele bocetaço chamado Lana Del Ray e de mais uma renca de assuntos porque aqui não se pode ter medo de comentar nada. Medo é para os fracos e covardes de espírito, coração e mente. Não pra um sujeito que chegou até aqui, aos 5.0 de vida, com um tumor lhe fustigando a garganta e mesmo assim, continua vivo e chutando. Como continuaremos ainda por um bom tempo, se o grande lá em cima ajudar e o nosso dileto leitorado aqui embaixo quiser.

 

 

* Entonces, post zapper começando a ser escrito na noite agradável de quinta-feira em Sampalândia (e sabe-se lá daqui a quantas horas ele será encerrado, hihihi), e uma dúvida cruel e algo assustadora se apodera do autor destas linhas virtuais, enquanto ele sorve suaves doses de vinho (na taça, já que somos pobres porém… Finas, hehehe): como superar os recordes alcançados no último post? Foram exatas cento e quarenta recomendações em redes sociais e absurdos sessenta e oito comentários – vejam só, o blog zapper está batendo em comentários e recomendações outros gigantes da blogosfera de cultura pop brazuca (como a já veterana “Popload”, do nosso sempre dileto dear Luscious Ribeiro, ou a “Confraria de Tolos”, escrita pelo nosso “inimigo cordial” mr. André Barcinski, não se esquecendo de que ambos os blogs citados estão hospedados em portais gigantes como o Uol e a Folha online). E agora? Como manter esses números? É sempre um desafio e já há leitor aqui que defenda que semanalmente descubramos um lançamento tão ruim quanto o álbum “Flor Afegã”, analisado no post passado e cuja crítica foi em boa parte responsável por essa enxurrada de comentários. Mas como isso também não é tarefa das mais fáceis (ficar caçando cds péssimos pra dar spanko neles aqui a cada nova postagem), vamos ver como resolvemos isso e mantemos nossa audiência em alta e inabalável, hehe.

 

 

* Cumas? Você não sabe do que se trata e NÃO leu a crítica ao álbum “Flor Afegã”? Pois ela está no nosso post anterior. E talvez a republiquemos aqui, acrescida de alguns dados. Vamos verrrrr…

 

* E não é só apenas na música que o Brasil está se transformando em uma piada de mau gosto – com a axezeira Cláudia Leitte arrancando R$ 6 milhões dos cofres do Ministério da Cultura para “patrocinar” uma turnê de doze shows da cantora. O país todo, em todos os sentidos, está se transformando em uma picaretagem só, em uma comédia digna de “Os três patetas”. Situação tão absurda que só mesmo protestando… pelado! Yep: foi o que fez um grupo de manifestantes em Porto Alegre, enquanto ocupavam a Câmara de Vereadores da capital gaúcha. Acampados no prédio por uma semana, entraram em acordo com as autoridades e desocuparam o local ontem. Mas antes deixaram essa imagem aí embaixo, registrada para a posteridade.

 

* Será que se TODO MUNDO for pra rua PELADO nesse país, e ocupar prédios públicos igualmente pelados, os bandidos políticos brasileiros criam vergonha na cara e passam a legislar para o povo, ao invés de para o próprio bolso? Hein???

 

* E não só: o bicho pegou pra valer nas ruas do bairro do Leblon, anteontem à noite no Rio De Janeiro. O protesto, óbvio, era contra o Governador Sérgio Cabral. Acabou em quebra-quebra pelas ruas do bairro, com dezenas de lojas, bancos e bancas de jornais depredados e saqueados.

 

 

* O blog, claro, de forma alguma concorda com esse tipo de ação, patrocinada por gente sem noção que se infiltra nas manifestações. Mas também é muito óbvio que a origem disso tudo tem nome: o desgoverno do sr. Sérgio Cabral. Ele, assim como Gerldinho Alckmin aqui em São Paulo, deveria ser EXPURGADO do cargo imediatamente. FORA CABRAL! E JÁ!

Essa praga e pilantra deveria ter simancol e PEDIR PRA SAIR do governo do Rio

 

* O que aconteceu na última quarta-feira no Rio pode ser visto no link aí embaixo:

 

http://g1.globo.com/jornal-nacional/

 

* E voltando à música, a irrelevância do caderno Ilustrada, do jornal FolhaSP, continua pior do que nunca. Desta vez o rotundo, lambão e preguiçoso editor-assistente Thales De Menezes dedicou generoso espaço na edição online do caderno ao retorno da banda… Tihuana. Jezuiz… Tihuana… não é preciso dizer mais nada.

 

 

* Talvez fosse o caso de a imprensa de cultura pop daqui aprender algumas lições com a Rolling Stone americana. Que quase cinco décadas após a sua fundação, continua sendo mega relevante e fazendo barulho. A capa da próxima edição da revista, que chega às bancas no início de agosto, traz o terrorista Dzhokhar Tsarnaev, o mais novo (dezenove anos) da dupla de irmãos acusados pelo atentado terrorista ocorrido na última maratona de Boston (no mês de abril), quando três pessoas morreram – entre elas, uma criança de oito anos de idade. A gritaria foi imediata nas redes sociais, com milhares de americanos protestando contra a capa da publicação e acusando a RS de querer promover um terrorista ao status de “popstar”. Zap’n’roll, assim como qualquer ser humano em sã consciência, abomina totalmente atos de violência e terrorismo, não importa o quão justa seja a causa em questão. Mas por outro lado aplaude a capa da RS americana por considerar que ela fez o que tinha que fazer: jornalismo investigativo. A revista tinha uma ótima história na mão (a de como um estudante se transformou em um terrorista assassino) e foi atrás dessa história, que já está causando repercussão monstro antes mesmo de a publicação chegar às bancas. Ponto pra ela.

 

* Enquanto isso, aqui continua reinando a lambança, a preguiça e a condescendência na mídia de cultura pop, com um caderno cultural de um dos mais importantes jornais diários do país se comprazendo em publicar matérias com um grupo absolutamente desimportante como o Tihuana. Não dá, não rola. Ao menos a edição brasileira da mesma Rolling Stone (onde o autor deste blog colaborou por quase quatro anos) é bacana e procura entregar mensalmente um produto editorial de qualidade aceitável aos seus leitores, ainda que conte em sua redação com figuras lamentáveis e jornalisticamente ultrapassadas como o editor-assistente Paulo Cavalcanti, um sujeito histérico e que vive mais de infernizar a vida de seus inimigos na mídia (através de perfis fakes no Twitter, por exemplo) do que realmente praticar bom jornalismo em seu local de trabalho. Enfim, é a vida.

 

 

* E da nossa tradicional seção “capa da semana da NME”, rsrs: o lendário semanário musical inglês, que existe há mais de seis décadas e já pulicou em suas capas alguns dos nomes mais sublimes da história do rock’n’roll, cooptou esta semana. Seu coverboy é ninguém menos do que o rapper americano Jay Z., que acabou de lançar seu novo álbum de estúdio (“Magna Carta… Holy Grail”), o mesmo que entrou direto em primeiro lugar na parada da Billboard americana. Pois o maridón da bocetuda Beyoncé é chamado na capa da NME de “O rei da cultura pop”. E ainda acrescenta, exclamando: “ele é um super-homem!”. O mundo da música, pelo jeito, mudou mesmo. E o nosso pobre e amado rock’n’roll agoniza…

 

* Enquanto o rap americano faz estragos até nos domínios da mídia rock britânica, eis que o nosso (anti) herói junkie Pete Doherty e seu velho e bom Babyshambles anunciam que estão de volta. O primeiro disco inédito do grupo em quase seis anos se chama “Sequel To The Prequel” e chega às lojas inglesas no próximo dia 2 de setembro. A capa é essa aí embaixo e veremos se Pete ainda tem o dom de compor rocks fodões, como fazia nos tempos dos Libertines.

Capa do novo álbum dos Babyshambles, que está vindo aí: Pete Doherty ataca novamente!

 

* E yep, o sempre gênio supremo David Bowie soltou mais um vídeo esta semana. Desta vez para o rock fodaço que é “Valentine’s Day”, uma das faixas do igualmente fodão álbum “The Next Day”. Si, si, a humanidade já viu o vídeo mas ele é tão incrível que o blog não se importa de coloca-lo aí embaixo também.

 

 

* Miss Courtney Love, a que um dia foi uma puta e uma boceta de dar gosto (e agora está bem bagaceira), quem diria, vai lançar sua BIOGRAFIA até o final deste ano, junto com o seu novo álbum solo. O título provisório do livro é “Last Bitch Standing” (muito apropriado, diga-se, hihi) e se nele a vacuda viúva de Kurt Cobain realmente ABRIR o bico sobre sua vida, vai ser uma das biografias mais esporrentas da história do rock.

Miss bagaceira, primeira e única: a sequência de imagens acima mostra como a viúva de Kurt Cobain sempre foi uma putaça cadeluda de primeira, embora tenha ficado meio caidona e pelancuda com o passar dos anos, hihi

 

 

* Pois é, essas bocetas rockers loiras e loucas, lindas e cadeludas, rsrs. Povoam nosso imaginário ad infinitum. Como miss Lana Del Rey, que está vindo aí pro Planeta Terra 2013 e sobre a qual você lê aí embaixo.

 

 

A DIABA LOIRA E BOCETA PUTAÇA ESTÁ NO PLANETA TERRA – ROCKERS, TREMEI!

Foi de fato uma semana agitada no mondo rock, essa que está chegando ao fim. Anúncio de show do já velhão e algo decadente Red Hot Chili Peppers em Sampa (com abertura do fodástico Yeah Yeah Yeahs, sendo que falamos melhor sobre isso logo menos aí embaixo), em novembro, e a confirmação do nome DELA no line up do festival Planeta Terra, que também acontece em Sampalândia no dia 9 de novembro, um sábado.

 

ELA, no caso, é a diva loiruda e junkie e bocetuda Lana Del Ray, um dos maiores fenômenos de mídia da história recente do rock e da cultura pop em geral. Você pode amar Lana, você pode detestá-la mas o fato é que ninguém fica imune a ela. Nem estas linhas online, que não são exatamente mega fãs da garota mas reconhecem nela a ousadia musical e comportamental que andavam em falta na música pop. Pois enfim, a moçoila vem aí e a inclusão do seu nome no Planeta Terra tornou o line up do festival algo imbatível e a não ser perdido de forma alguma – nunca é demais lembrar, também irão tocar nele o gigante britpop Blur, o sempre genial cantor Beck e a maior revelação do rock inglês em 2013, o quarteto Palma Violets.

 

Mas vamos nos deter na tesuda Laninha. Para tanto estas linhas bloggers poppers reproduzem aí embaixo texto escrito pelo autor deste blog sobre a garota, e publicado há quase um ano em um mega portal de notícias paulistano, o Saraiva Conteúdo. Ali já analisávamos a trajetória fulminante da cantora, em texto balisado com opiniões a respeito dela dadas por queridos colegas da rock press brazuca. Dá uma lida aê:

 

Loira, loka, junkie, canta muito e segundo ela própria, sua boceta tem gosto de Pepsi-Cola, wow! Dia 9 de novembro em Sampa, no Planeta Terra

 

 

LANA DEL REY CANTA E ENCANTA

(texto publicado originalmente em agosto de 2012, no portal Saraiva Conteúdo)

Nos últimos doze meses, a cantora e compositora norte-americana Lana Del Rey esteve boa parte de seu tempo ocupando o centro das atenções da mídia musical planetária, o que não acontecia antes, quando ela tentava sair do ostracismo e engatar uma carreira musical promissora.

 

Jovem (26 anos de idade), filha de um milionário norte-americano, linda, loira e possuidora de um vocal contralto que acabou encantando boa parte da crítica musical em seu disco de estreia, Born To Die (lançado em janeiro deste ano), Lana (cujo nome verdadeiro é Elizabeth Grant) começa a suscitar a seguinte questão: ela possui de fato um elevado dom artístico/musical? Ou foi superestimada como cantora e/ou nova “revelação” da música pop?

 

A dúvida tem sua razão de existir. Antes de alcançar os spots com o seu bem cuidado – e, segundo os detratores, superproduzido – disco de estreia, Lana já tinha tentado se lançar no meio musical com outro nome.

 

 

Foi em 2010, quando ela se mudou para Londres e, lá, gravou um disco intitulado Aka Lizzy Grant, que não entusiasmou a crítica e muito menos produtores e selos de discos. Hoje, inclusive, a garota renega esse trabalho, que foi recolhido das lojas alguns meses após ser lançado e ter vendido poucas cópias.

 

Então, o que difere a Lana Del Rey de Born To Die da cantora que gravou, há dois anos, um disco onde ostentava seu verdadeiro nome? Alguns fatores: ela deixou uma musicalidade mais pop e acessível de lado e se cercou de bons músicos e produtores. Também depurou sua inflexão vocal, mergulhou em composições mais densas, melancólicas e intimistas e investiu no visual diva “femme fatale”.

 

Os resultados logo foram surgindo e mudando a sorte da americana: os elogiados singles “Video Games” e “Blue Jeans”, que antecederam o lançamento de Born To Die, receberam aprovação quase unânime da imprensa musical, e a revista britânica Q anunciou em outubro de 2011 que Lana era a “próxima grande coisa” da música pop.

 

Veio o primeiro disco completo e, com ele, surgiram as primeiras críticas. Como por exemplo o excesso de produção, o que tornaria a música de Lana muito artificial. “O disco Born to Die é realmente bom. Bastante produzido, é verdade, mas contém boas canções em meio a tantos instrumentos e efeitos”, observa Pablo Miyazawa, editor-chefe da revista Rolling Stone. “Mas eu gosto da artista, por vários motivos. Ela foge de certa mesmice que assola as cantoras pop recentes – não é exatamente uma diva intocável, embora até tente se comportar assim. Ela já expôs fragilidades e limitações – vide a performance dela no programa Saturday Night Live [onde a artista demonstrou visível insegurança em sua performance, chegando a desafinar em alguns momentos] – e permaneceu em evidência posteriormente, o que acho que é mais mérito do que qualquer coisa”, completa o jornalista.

 

Mas nem todos pensam assim e torcem abertamente o nariz para o trabalho de Lana. Caso do produtor, músico e multi-instrumentista Adriano Cintra, ex-CSS e que acaba de lançar o primeiro trabalho de seu novo projeto musical, o duo Madrid. “Não gosto, não me diz nada. Não me irrita, não me agrada, não me deixa curioso. A música é chata e pasteurizada”, dispara Adriano.

 

Já o jornalista e crítico musical Lúcio Ribeiro ressalva que é necessário “ir além da falação ‘extramúsica’ em torno da Lana Del Rey para perceber a delícia pop que se esconde por trás daquela boca de botox, o passado errante, o amo-odeio da internet, o puro marketing”.

 

Diz ele: “Gosto da cantora porque acho boa parte de suas músicas lindas e suas letras incríveis. É claro que gosto da bagunça que ela causa na cabeça de críticos, blogs, público em geral. Mas isso é só uma pimenta na construção do mito em que ela se tornou rapidinho. Adoro histórias como a dela. Acho ela superatual, mesmo parecendo uma cantora de filmes dos anos 50/60. Gosto quando ela pende ao hip hop, que é total a praia dela, onde ela cresceu”.

 

Diva de voz contundente e trabalho musical de real qualidade, ou apenas mais um bem arquitetado “hype” da indústria musical: talvez ainda seja cedo para responder, e só quando lançar seu segundo disco é que poderemos ter a dimensão do que de fato Lana Del Rey representa como cantora. Ou como ressalva Pablo Miyazawa: “Gosto principalmente do fato de não saber o que esperar mais de Lana Del Rey. O próximo caso amoroso, a próxima desafinada ao vivo, o próximo clipe viral, o próximo flagra… qualquer coisa que surgir daqui em diante será uma surpresa”.

(este texto pode ser conferido, em sua versão original, aqui: http://www.saraivaconteudo.com.br/Materias/Post/47101)

 

* Última forma: circula desde ontem no Twitter do festival Planeta Terra um misterioso “W”. Estas linhas online apuraram que se trata da primeira letra do nome de mais uma atração que será anunciada a qualquer instante, pra encorpar ainda mais o já imperdível line up do evento. A especulação é forte em torno de dois nomes beeeeem conhecidos dos indie kids brazucas: Weezer ou Wilco. Vamos aguardarrrrr…

 

 

E O VELHO RHCP TAMBÉM VOLTA A SP, TRAZENDO O YEAH YEAH YEAHS A REBOQUE

Entonces, nem bem o povo se recuperava da notícia de que miss Lana Del Rey estará no Planeta Terra no dia 9 de novembro, a Inpress assessoria disparava mais uma “bombinha”: os velhuscos Red Hot Chili Peppers, com show agendado no Rio De Janeiro pra mesma noite do Terra (dentro do festival Circuito Cultural Banco do  Brasil), também irão se apresentar na capital paulista mas dois dias antes do Terra – em 7 de novembro, quinta-feira. Com eles vem junto o trio nova-iorquino Yeah Yeah Yeahs, uma das bandas dos anos 2000’ preferidas destas linhas bloggers.

 

Tudo ótimo, tudo lindo mas… vamos ser honestos: a turma de Tony Kieds anda já bem caidaça, no? Zap’n’roll jamais vai se esquecer do showzaço que viu do grupo há vinte anos, no Hollywood Rock de 1993, no estádio do Morumbi em Sampa. Era a turnê do sensacional álbum “Bloody Sugar Sex Magic” e a banda literalmente arrancou setenta mil pessoas do chão – o sujeito aqui incluso.

 

Depois disso o grupo começou a voltar a todo instante pra cá. E agora, além de estar em fase já bem decadente, ainda terá como agravante o preço do ticket para a gig paulistana: o ingresso inteiro para a sórdida pista premium (yep, vai ter) vai custar quinhentos mangos. Eles começaram a ser vendidos HOJE, sextona em si, pelo www.ingresso.com.

O trio novaíorqquino Yeah Yeah Yeahs toca em Sampa dia 7 de novembro, abrindo para os velhões do Red Hot Chili Peppers: clássico caso em que a atração secundária é melhor do que a principal

 

Na boa? Quinhentos paus é muita grana pra ver o velho Red Hot a essa altura do campeonato. O blog vai sim ao show, mas pra assistir sua deusa Karen O’ cantar à frente do trio Yeah Yeah Yeahs, banda fodíssima que já esteve aqui há uns cinco anos (no extinto Tim Festival) e cuja gig na época o blog perdeu por estar de… ressaca após uma noitada infernal movida a álcool e cocaine, rsrs. É a vida.

 

É, enfim, o clássico caso onde a abertura vale mais do que a atração principal. Fato que não altera o valor do ticket, infelizmente. Pois olha, o blog está quase batendo uma aposta com o seu dileto leitorado: a de que os ingressos desse show do Red Hot em Sampa vão encalhar bonito, igual aconteceu com Madonna e Lady Gaga. Mas como a ganância dos produtores brasileiros não tem limites…

 

 

VOCÊ AINDA SE LEMBRA DO TRAVIS?

Formação das mais fofas (musicalmente falando) surgidas na Escócia logo no início dos anos 90’ o quarteto Travis, liderado pelo meigo, sensível e carismático vocalista Fran Healy, está de volta após um looooongo e tenebroso inverno ausente dos holofotes do mondo rock. O Travis, talvez o muito jovem leitor zapper não saiba, chegou a ser gigante na Inglaterra, principalmente quando lançou seu segundo álbum (“The Man Who”, de 1999), aquele mesmo que continha o mega hit “Why Does It Always Rain on Me?”, uma balada dream pop lindíssima e que estourou inclusive nas rádios brasileiras (quando elas ainda tocavam algo que prestava). O blogger sentimental e saudosista, ele mesmo, não se esquece das noitadas, amores e baladas vividas ao som dessa música, embora estas linhas online nunca tenham sido exatamente mega fãs do quarteto surgido em Glasgow, em 1990.

O quarteto Travis (acima) e a capa do seu novo álbum (abaixo), que sai agora em agosto: será que ps escoceses voltam com tudo?

 

Enfim, a parada é que após “The Invisible Band” (editado em 2001), a trajetória da banda entrou em curva francamente descendente. Tanto que o grupo tenta uma retomada agora, após cinco anos longe dos estúdios: o novo álbum com material inédito, chamado “Where You Stand”, está programado pra ser lançado em 19 de agosto. Enquanto o disco não chega às lojas o Travis ao menos já retomou as apresentações ao vivo, sendo que o grupo fez uma consagradora aparição no último finde no tradicional festival escocês T. In The Park. Foi emocionante ver uma multidão gigantesca cantar em coro com a banda o hit “Why Does It Always Rain on Me?”.

 

Fikadika: quem sabe algum produtor local não se anima e não convida o Travis pra vir pra cá, pra tocar no Lollapalooza 2014 por exemplo?

 

 

TRAVIS AÍ EMBAIXO

Em dois vídeos: no primeiro, a banda toca a versão de estúdio do primeiro single do novo álbum. E no segundo, Fran Healy e cia. emociona (e como!) o povaréu no festival T. In The Park, encerrando sua gig com a sempre linda “Why Does It Always Rain on Me?”.

 

 

 

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E O JORNALISMO ROCK BR NOS ANOS 80’ ERA ASSIM…

Você, dileto e jovem leitor destas linhas virtuais, era nascido em… 1988? Provavelmente não. Pois o “tiozão” que escreve semalmente o blog zapper não só já tinha passado dos vinte e quatro anos de idade como já trabalha profissionalmente como jornalista musical há dois, desde maio de 1986. E eram tempos de um jornalismo heroico, romântico, como não se faz e não existe mais nos dias atuais. Não havia internet, nem celulares, nem tv a cabo, nem MTV. Ou seja, nada de todas essas facilidades do mundo moderno e que deixou por um lado o jornalismo mais ágil e rápido (com seus milhares de sites, blogs, portais, canais exclusivos cobrindo quase tudo em tempo real e os caralho), mas por outro o tornou também muito mais superficial e preguiçoso – na web o copia e cola reina absoluto, claro.

 

Pois em 1988 Zap’n’roll escrevia matérias para a Somtrês, a primeira grande revista de música da imprensa nacional. Ela circulava mensalmente, durou uma década (de 1979 a 1989) e o então jovem jornalista colaborou com ela em seus dois últimos anos de existência – depois, ele passaria pelas redações das revistas IstoÉ, Interview, Bizz, Rolling Stone e dos jornais Estadão, FolhaSP, Jornal Da Tarde e Gazeta Mercantil.

O grupo australiano The Church, em matéria de página dupla na finada revista Somtrês, e escrita por Zap’n’roll em 1988: tempos de jornalismo rock heroico!

 

E foi na Somtrês que o autor deste blog escreveu alguma de suas matérias mais bacanas. Como esta, resgatada esta semana no Facebook pelo chapa Marlons Silva, e que mostra o perfil zapper escrito sobre o quarteto australiano The Church. Banda surgida em Cancerra em 1980, o Church foi um dos precursores do indie guitar e do dream pop que dominou a Inglaterra nos anos 80’. O cinjunto chegou a estourar em 1988 nos Estados Unidos com o espetacular álbum “Starfish”, e na excursão de promoção do disco veio tocar no Brasil. Se apresentou em Sampa em outubro daquele ano, no extinto Projeto SP (no bairro da Barra Funda), para cerca de trezentos felizardos – isso, em um local onde cabiam cinco mil pessoas.

 

A matéria da Somtrês detalhava a trajetória do Church até então. E foi um dos grandes momentos de um jornalismo que, modéstia às favas, era apaixonante proque suava em busca de boa informação para se compor um texto (como ler matérias em publicações especializadas importadas e ouvir discos idem, que não saiam nunca aqui). Um jornalismo que, enfim, não existe mais nos dias que correm. Assim como também não existem mais bandas como The Church. Infelizmente.

 

 

THE CHURCH AÍ EMBAIXO

No vídeo da belíssima “Under The Milky Way”, um dos maiores hits da história do grupo australiano.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: O trio paulistano Moxine (formado pela vocalista e guitarrista Mônica Agena, pelo baixista David Oliveira e pelo baterista Tiago Guerra) existe desde 2009 e seu álbum de estréia, “Hot December”, é um ESCÂNDALO em todos os sentidos. Lançado em maio passado, está passando completamente batido pela mídia rock que importa (alô Rolling Stone, Scream&Yell, Popload, Folha Online, Uol, iG etc: vocês estão surdos ou o quê?). Estas linhas rockers bloggers mesmo, assumem, conheciam o grupo de “ouvir falar”. De tanto o dileto chapa e “agitador” da banda, Tiago Bolzan, ficar pilhando o blog pra ouvir o cd, acabamos fazendo isso no último finde. Pois bem: com melodias que beiram a perfeição, guitarras agressivas e mega bem tocadas, vocais em inglês irrepreensível o Moxine literalmente enlouqueceu os ouvidos do blog. É sem nenhum favor o MELHOR álbum de rock de uma banda brazuca que estas linhas online ouviram desde a estréia do também fodástico trio manauara Luneta Mágica, há um ano e meio (sendo que a Luneta já está em processo de composição de seu novo trabalho). O trio paulistano engendra uma miríade de referências em sua sonoridade (de Talking Heads circa 1977 ao Garbage, da new new wave do Elastica ao britpop) para construir um disco quase impecável – quase porque apenas a última faixa, “Baby, Baby” destoa do restante do trabalho: é a única cantada em português (Mônica, antes de montar a banda, passou pelo… Natiruts, imaginem!) e não faria falta em um cd redondíssimo em suas composições e que de resto não tem futuro aqui, no país do breganejo universotário e onde rádios detestam tocar bandas brasileiras que cantam em inglês (mesmo que o trabalho seja primoroso, como é o caso aqui). Ou seja: aeroporto já pro Moxine! O blog ainda vai falar muuuuuito do trio (provavelmente no próximo post) e até lá, se você ficou mega curioso em conhecer e ouvir o som deles, vai lá: http://www.moxine.com.br/    ou https://www.facebook.com/moxine.likethis.

 

O trio paulistano Moxine (acima) e seu disco de estréia (abaixo): rock fodaço mostrando que ainda há salvação na cena independente nacional

 

 

Livro I: lançado originalmente em 1995, “Alta Fidelidade” (no original, “High Fidelity”), a estréia literária do inglês Nick Hornby, se tornou a bíblia de toda uma geração de trintões (o sujeito aqui incluso) viciados em rock’n’roll e em cultura pop. Pois o livro acaba de ganhar reedição nacional via Cia. Das Letras, e se você não leu o dito cujo até hoje, chegou a hora de fazê-lo.

 

* Livro II: já para os amantes do metal from hell, não há dica melhor: “O reino sangrento do Slayer”, escrito por Joel McIver, é uma biografia imperdível e fodaça que detalha toda a história de um dos criadores do thrash metal e um dos símbolos máximos do metal – gênero rock que o blog assumidamente detesta, mas que nem por isso deixa de reconhecer a importância dentro do estilo de nomes gigantes como o do Slayer. Pois uma segunda edição revista e ampliada da bio acaba de sair no Brasil, através da Ideal Edições (www.edicoesideal.com), com capa dura e zilhões de fotos que ilustram muito bem a história do quarteto. Ficou interessado mas tá sem dindin pra adquirir um exemplar bacanudo? Vai aí embaixo no final do post que vamos tentar lhe ajudar, hehehe.

A biografia do Slayer, em edição luxuosa e nacional: imperdível pros fãs de metal

 

 

* Baladas: o postão está sendo concluído na célebre segunda-feira modorrenta, preguiçosa e que todo mundo geralmente odeia, uia. Então traremos um roteiro mais detalhado do que vai rolar de baladas em Sampa no próximo post, previsto pra esta sexta-feira, okays? Mas vai se preparando que vai ter gig esporrenta do sempre imperdível Bidê Ou Balde no sabadão, no Beco.

 

 

TICKETS E LIVRO? VEM QUE TEM!

Sempre tem, néan? Vai lá no hfinatti@gmail.com, que estão em disputa (tranquila, por enquanto):

 

* UM PAR DE INGRESSOS pro show do duo inglês The KVB, que toca em dezembro, em São Paulo;

 

* E um exemplar de “O reino sangrento do Slayer”, relançado agora no Brasil pela Ideal Edições.

 

Certo? Vai lá, dedo no mouse e boa sorte!

 

 

E FICAMOS AQUI

Com postão lindão, blogão bombando como sempre e nesta sextona em si aparecemos por aqui novamente. Até logo menos então!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 22/07/2013, às 7hs.)

 

 

Com o mondo pop/rock em rotação lenta, o mondo político/social brazuca é que anda emocionante e pegando fogo a todo instante; mais: o guitarrista e vocalista Alf volta aos bons tempos do rock de Brasília (agora vai!), o retorno enfim do gigante Pearl Jam e mais algumas paradas aê (post ampliado, atualizado e finalizado em 15/7/2013)

Eddie Vedder (acima), vocalista do gigante Pearl Jam, literalmente VOA durante show da banda em abril passado, no festival Lollapalooza BR 2013, ocorrido em São Paulo: o grupo acaba de soltar música nova e anuncia seu novo álbum para outubro; já o vocalista e guitarrista Alf (abaixo), da segunda geração rock de Brasília, começa a divulgar novas e boas composições que deverão estar no seu novo disco solo, a ser lançado até o final deste ano

 

 

O mundo anda realmente muito complicado.

Quem já afirmava isso, há mais de duas décadas, era a banda Legião Urbana em uma de suas canções. De lá pra cá a situação só piorou: tumulto nas ruas do Egito, tumulto com a descoberta de que os EUA espionam o mundo todo, tumulto nas ruas brasileiras, com estudantes (primeiro) e trabalhadores (agora, ontem) saindo em passeatas monstro e pedindo um país melhor – aliás é pedir muito? Será que nossa classe política é tão canalha, mau caráter, egoísta, pilantra, escroque que se nega a dar melhores condições básicas de saúde, transporte e educação públicas ao povo que elegeu esses mesmos políticos? Será que estamos realmente exigindo demais e não temos direito a exigir? O Brasil, é sabido, é o campeão mundial da corrupção (triste marca, aliás). Seus políticos são dos mais salafrários e menos confiáveis que existem no planeta. Haverá alguma chance de que esse quadro realmente mude totalmente um dia? As manifestações ocorridas há algumas semanas e ontem (convocadas pelas centrais sindicais, ou seja, por trabalhadores que também querem ver o quadro social do país melhorar porque do jeito que está não dá) mostram que sim: projetos que estavam há anos empacados no Congresso Nacional foram finalmente aprovados. O que significa que a mobilização popular tem que ser permanente e não apenas mais uma “novidade” mais um “passa-tempo” para a geração faceboquete e instagram, que logo se cansa de tudo e parte em busca de algo, hã, mais “emocionante” pra se distrair. O Brasil, seus políticos e seus governantes ainda têm muito o que aprender. E esse aprendizado só será pleno e duradouro enquanto a “voz das ruas” estiver sempre atenta e jamais se calar. É o que Zap’n’roll pensa ao começar mais um post, em uma semana em que o mundo continua agitado e complicado mas onde o pop e o rock alternativo andaram em marcha lenta, quase parando. Tirando a notícia do novo single (que precede o novo álbum, anunciado para outubro) do gigante Pearl Jam, pouca coisa realmente digna de nota aconteceu. E essas paradas minimamente dignas de nota estão aqui, como sempre. Então, vamos a elas porque, afinal, estamos aqui pra isso.

 

 

* Foi maus, néan. O último post ficou realmente incompleto mas o que faltou nele está nesse aqui. E pelo menos avisamos que haveria a possibilidade de isso acontecer. Esta semana estas linhas online pretendem vir completinhas aqui. Mas algo sempre pode acontecer e às vésperas de o autor deste blog começar um severo tratamento médico, tudo será possível daqui pra frente. Mas vamos que vamos.

 

 

* Ainda na área política e social, vergonha mesmo é o que tá rolando no Rio De Janeiro. O governador do Estado, Sérgio Cabral, na mais autêntica canalhice e safadeza, não se importa em ir DIARIAMENTE trabalhar usando o helicóptero do Governo Estadual (enquanto a patuleia se espreme em trens, metrôs e ônibus superlotados e mal conservados). E não só: ele tem usado o mesmo helicóptero nos finais de semana pra levar a família até a ilha de Mangaratiba, onde tem residência de “descanso”. Alô cariocada, tá na hora e ir pra rua novamente e pedir a SAÍDA IMEDIATA desse patife do cargo de governador.

 

 

* E Vanessão, o travecão que se esconde por trás do deputado Marco Feliciano, acabou de recusar convite do jornalista Pedro Bial para gravar um programa “Na Moral” onde o tema será o homossexualismo. Pois entonces: além de mau caráter, também é covarde.

 

 

* Então ficamos assim: o segundo semestre de 2013 terá ainda três festivais: o Monsters Of Rock (em Sampa, nos dias 19 e 20 de outubro), o Circuito Banco do Brasil (que vai rolar em seis capitais brasileiras, de agosto a novembro) e o Planeta Terra (também apenas na capital paulista, no dia 9 de novembro). Não é preciso ser nenhum gênio pra sacar que, dos três, o único que vale realmente a pena gastar grana nele é o Terra: o evento vai trazer de volta ao Brasil o Blur, gigante do britpop e que esteve aqui há catorze anos, em 1999. Além disso ainda vai ter o sempre legal Beck e a revelação inglesa Palma Violets, que lançou um álbum de estréia fodaço no início deste ano. E ainda serão anunciados mais nomes para completar o line up do festival.

 

 

* Monsters Of Rock??? Pelamor, rsrs. Vergonha alheia total é pouco. Na verdade trata-se de menosprezar a já pouca inteligência que habita o cérebro do fã médio de hard rock e metal burrão. A produção do evento poderia ao menos trazer alguns nomes mais atuais e que estão tentando renovar um gênero caduco e canhestro, e resistente a novidades. Mas não: irão desfilar pelo palco do Monsters velharias do naipe do Aerosmith (que já veio ao Brasil um milhão de vezes), Whitesnake (idem) e outros menos votados. Fora tranqueiras horrendas como Limp Bizkit, Ratt e Dokken. E claaaaaro, o ingresso para assistir todo esse lixo fétido irá custar aquele “precinho” que todo frequentador de show internacional no Brasil já está careca de saber qual é. Lamentável.

Os velhões (e ponha velhões nisso) Aerosmith (acima), que já tocaram trocentas vezes no Brasil, e o bregaço e carcomido pelo tempo Whitenaske (abaixo), os dois principais nomes do festival Monsters Of Rock, que rola em Sampa em outubro: você vai PAGAR pra ver ISSO?

 

 

* Por fim, o Circuito Cultural Banco do Brasil. Anunciando com estardalhaço para a jornalistada em coletiva de imprensa anteontem (e para a qual o blog foi convidado a ir, pelo pessoal sempre atencioso da Inpress, mas acabou desistindo por imaginar que coisa boa não ia sair dali), a série de shows irá percorrer seis capitais brasileiras (Salvador, Curitiba, Belo Horizonte, Rio De Janeiro, Brasília e São Paulo) de agosto a dezembro, sendo que em cada uma irão rolar várias apresentações gringas e nacionais. Pois bem: de Red Hot Chili Peppers ao gênio Stevie Wonder, do trio rocker nova-iorquino Yeah Yeah Yeahs ao velhusco pós-punk inglês do Simple Minds, coube de tudo na esquizofrênica programação do festival. É muito óbvio que o que salva no evento é Stevie Wonder (toca em Sampa e Brasília) e o YYY, deslocadíssimo nessa parada (eles estariam muito mais confortáveis se estivessem no line up do Planeta Terra). Além disso, há uma “constelação” de artistas nacionais de dar náusea até no estômago mais tolerante – quem vai suportar PAGAR pra ouvir Jota Quest, Ivete Sangalo, A Banca (o medonho Charlie Brown Jr. repaginado, após a morte do anarfa Chorão) e que tais? Sorry, mas a verdade é que o Banco do Brasil vai torrar alguns milhões de reais nessa história (dinheiro de todos nós, claaaaaro) e vai estar prestando um belo desserviço à cultura brasileira, isso sim.

A senpre estilosa e linda vocalista do trio americano Yeah Yeah Yeahs (acima) e o eterno gênio da música pop, Stevie Wonder (abaixo): as duas atrações que valem a pena na série de shows que irão integrar o Circuito Cultural Banco do Brasil

 

 

* Cantinho da amada Morrisseya. Depois do piriri no Peru (uia! Piada pronta, ahahahaha) causado por intoxicação alimentar e que levou o bardo de Manchester a cancelar seus shows que iriam rolar esta semana no país vizinho, você já sabe, a produtora local T4F confirma e reconfirma que o ex-vocalista dos Smiths vai sim se apresentar no Brasil no final de Julho (em Sampa, Brasília e Rio De Janeiro). Mozz voltou para a Inglaterra, onde está recebendo cuidados do seu médico particular. Mas os responsáveis pela parte brasileira da turnê sul americana garantem que o ser vivo mais maravilhoso que existe estará sim por aqui, no final deste mês. A conferirrrrr…

 

 

*A IRRELEVÂNCIA DA ILUSTRADA, DOS TITÃS E DO RPM – a onda de protestos que anda varrendo as cidades brasileiras (por melhorias sociais e políticas de toda ordem) trouxe alguns efeitos benéficos além de fazer a camarilha de políticos sujos instalados em Brasília mexerem suas bundas gordas, flácidas e inúteis. Um desses efeitos é mostrar a que ponto chegou a irrelevância do caderno cultural Ilustrada, publicado diariamente no jornal Folha De S. Paulo. Outrora uma das principais bússolas e referências no jornalismo cultural brasileiro (isso há mais de duas décadas, quando ali escreviam nomes como Luis Antonio Giron, Antonio Gonçalves Filho, Fernando Naporano ou Pepe Escobar) hoje o caderno, ao menos na cobertura de assuntos musicais, está um desastre completo. E isso pôde ser claramente observado numa das edições da semana passada quando a Ilustrada, em sua CAPA (o espaço mais nobre da edição), publicou texto assinado pelo preguiçoso, rotundo e lambão editor-assistente Thales de Menezes, falando das novas músicas inéditas que poderão estar no novo álbum dos Titãs, previsto para ser lançado em janeiro de 2014. A questão é: yep, os Titãs já tiveram sua cota de importância fundamental na construção da história do rock brasileiro. Mas quem se importa, HOJE, com uma banda pra lá de decadente e que deveria ter se aposentado há pelo menos quinze anos? Enfim, o que esperar de jornalistas como Rodrigo Levino (o outro editor-assistente do caderno, que se acha gênio mas cuja qualidade textual e profissional perde longe quando comparada com os nomes citados mais acima e que já trabalharam na FolhaSP) ou o próprio mr. Thales, um sujeito que vai a festivais gigantes de rock como o Lollapalooza e em nenhum momento sai da sala de imprensa do evento para ir sentir o calor da apresentação de alguma banda bem lá, no meio da muvuca e do público (e estas linhas online são testemunhas oculares disso, pois foi este o método de trabalho adotado pelo sujeito na edição deste ano do Lolla BR)? Voltando especificamente à questão do novo material dos Titãs, também é triste observar a irrelevância e decadência atual de grupos que mobilizaram multidões nos anos 80’. Pegando “carona” na onda das passeatas brasileiras os Titãs apresentaram a “pérola” “Mensageiro da Desgraça”. Já o eterno RPM, um pouco mais em forma (em termos musicais) e menos vergonha alheia total no quesito texto (afinal, justiça seja feita, o letrista e vocalista Paulo Ricardo sempre teve ótima formação e estofo cultural), soltou a música “Primavera Tropical”. Leia as letras de ambas aí embaixo e tire suas próprias conclusões.

Os Titãs versão 2013: nem eles nem a “Ilustrada” da FolhaSP são mais relevantes

 

* Titãs/”Mensageiro da Desgraça”

(Paulo Miklos, Tony Bellotto e Sérgio Britto)

Pintado pra batalha
Com sujeira, piche e carvão
Escuto o som da cachoeira
Na avenida São João
Sigo o rumo da floresta
No viaduto do Chá
Na selva de concreto
Estou pronto pra lutar

Cansei da fome, do crack
Da miséria e da cachaça
Cansei de ser humilhado
Sou o mensageiro da desgraça

Vejo meus antepassados
Vou vingar os meus irmãos
Os que são queimados
Enquanto dormem no chão
Escuto o som dos pássaros
Vou vingar minhas irmãs
As que são estupradas
Na luz da manhã

Cansei da fome, do crack
Da miséria e da cachaça
Cansei de ser humilhado
Sou o mensageiro da desgraça

Subindo as escadas
Do teatro municipal
Pintado com palavra
Terra e tinta de jornal
Andando contra os carros
E aviões na marginal
A esperança cega
Não me livrará do mal

Cansei da fome, do crack
Da miséria e da cachaça
Cansei de ser humilhado
Sou o mensageiro da desgraça

 

 

* RPM/”Primavera Tropical”

O Brasil agora
é um barril de pólvora
Na primeira página
Do New York Times
Um momento histórico
No País do Futebol
Deus e o Diabo
Na terra do Sol

Chega
O Povo acordou
Chega
O gigante despertou
Chegou
Ao Congresso Nacional
Primavera Tropical

Quem cala consente
E agora é hora de lutar
E tem que ter coragem
Coragem pra mudar
Mudar o curso da história
da história do Brasil
Mandando essa escoria
Pra puta que os pariu

Chega
O Povo acordou
Chega
O gigante despertou
Chegou
Ao Congresso Nacional
Primavera Tropical

Amanhã vai ser maior…
Amanhã vai ser maior…

 

 

* Cantinho semanal da putaria zapper. E não é que a viúva do diretor de televisão Marcos Paulo é um BOCETAÇO? A distinta cadela está na capa da edição deste mês da revista Playboy (que, comenta-se nos bastidores, será fechada em breve pela editora Abril), que você pode conferir aí embaixo.

Esse bocetaço loiro cavaludo e cadeludo é viúva do ex-diretor de tv Marcos Paulo. Pois bastou o defunto esfriar pra moçoila mostrar seus “dotes” na nova edição da Playboy, uia!

 

 

* Ah, sim: foda-se o dia mundial do rock (a ser comemorado amanhã). Nada mais careta e babaca do que o rock’n’roll que todos nós amamos e vivenciamos diariamente, ter data comemorativa.

 

 

* Enfim, em uma semana onde tudo andou muuuuuito devagar no rock e na cultura pop, foi um alívio ver que o velho Pearl Jam mostrou para o mundo “Mind Your Manners”, música nova e que estará no novo disco de estúdio da banda, “Lightning Bolt”, programado para sair em 15 de outubro. Trata-se de uma faixa curta (menos de três minutos) e grossa. Guitarras pesadas e aceleradas e bom pique. Mas estas linhas bloggers rockers acham que é preciso DEMOLIR alguns MITOS em torno do PJ: a) de que a banda possui zilhões de discos sensacionais. Discordamos: a obra-prima do grupo é sua estréia em “Ten”. Depois eles realmente ainda fizeram alguns discos muito bons (“Vs”, “No Code” etc.) mas nenhum que chegasse aos PÉS do primeiro; b) que a banda se resume a Eddie Vedder e seu mega carisma como vocalista e tal. Outro erro: quem ouviu o recente álbum solo lançado pelo guitarrista Stone Gossard, sacou que sem os outros músicos e contando só com Vedder, o PJ dificilmente seria o que é e chegaria onde chegou; e c) o conjunto manda bem quando desce a porrada nos instrumentos. Sim, mas precisa voltar a investir nas melodias mais contemplativas e climáticas que surgiram tão bem em sua estréia (um exemplo: “Oceans”). Mas que venha o novo álbum. Afinal Pearl Jam ainda é um dos últimos grandes nomes da gloriosa geração grunge de Seattle, em atividade.

 

* O áudio da nova música do Pearl Jam aí embaixo:

 

 

 

* Gerações e gerações rockers. Brasília também teve as suas, nos anos 80’ e 90’. E o vocalista, guitarrista e letrista Alf, que fez barulho na segunda geração (a dos 90’), está de volta e querendo mostrar serviço. Leia aí embaixo.

 

 

ALF REAPARECE E QUER RECOLOCAR O ROCK DE BRASÍLIA NOVAMENTE NO MAPA MUSICAL DO PAÍS

Foi mais ou menos assim: nos anos 80’, em Brasília, haviam Legião Urbana, Plebe Rude, Escola De Escândalo, Detrito Federal, Elite Sofisticada, Arte No Escuro, Finis Africae. Toda uma gloriosa geração de bandas autorais, politizadas, com grande densidade e estofo intelectual, cultural e poético, o que permitiu que quase todas elas produzissem canções de altíssimo nível, tanto musical quanto textual. Pelo menos uma se tornou gigante (a Legião) e as outras, infelizmente, sucumbiram no limbo da história.

 

Veio então uma segunda geração brasiliense, a dos anos 90’. Que ia do indie guitar sublime do Low Dream (cantado em inglês) ao esporro em bom português dos Raimundos e do Little Quaile, passando também pelo Rumbora, a boa banda pop/rock do vocalista, guitarrista e letrista Luiz Eduardo Sá, o Alf. Quem? Ah, sim claro: o jovem e dileto leitor zapper, desmemoriado como só o brasileiro nato sabe ser (yep, não é novidade pra ninguém que o Brasil é um dos países mais sem memória cultural da humanidade), talvez não se recorde do músico. Pois Alf, que nasceu em Fortaleza mas se radicou na capital do poder ainda criança (e lá começou sua carreria musical em 1994, no grupo El Kabong), estourou com o Rumbora no Brasil inteiro nos anos 90’, quando pelo menos duas músicas do grupo tocaram sem parar em tudo quanto foi emissora de rádio e tv (isso, numa época em que não havia internet, YouTube, esses papos todos): “Skaô” e “O mapa da mina”. Podia não ser um rock tão cerebral quanto a da geração anterior mas, ainda assim, possuía qualidade muito acima da média, melodias envolventes (daquelas de grudar no seu ouvido e não sair mais dele) e um espírito genuinamente rock’n’roll.

 

Mas por algum motivo o Rumbora acabou. Alf partiu então para montar o trio Supergalo (que contava também com Fred, ex-batera dos Raimundos), que andou fazendo barulho na cena independente nacional (quando o mainstream musical, aqui e lá fora, já estava indo pro buraco), chegou a tocar em festivais bacanudos mas também desapareceu depois de algum tempo e alguns bons discos lançados. O que houve, afinal? “Pode parecer que eu sumi, mas sempre continuei fazendo de tudo um pouco em relação à música”, explica o guitarrista e vocalista, em papo animado com o blog. “Fui morar em Londres. Lá toquei em pubs, fui DJ, Técnio de som o que aparecia pela frente. Em Praga gravei e fiz shows com um artista de lá chamado DJ Rockstar que é vj da MTV deles. Toquei guitarra e baixo com ele. Fazia uns grooves mais anos 70. Umas funkeiras à la Chic, Parliament e umas latinidades em cima das bases dele”.

 

Ele prossegue: “Quando voltei ao Brasil resolvi voltar pra Brasília dar uma reconectada. Voltei a compor meus rocks e retomei alguns que já estava fazendo após o primeiro disco do Supergalo. Cheguei a ensaiar uma dupla electro-stoner com o Balé (ex-Escola de Escåndalos). Saíram umas coisas legais que eventualmente lançaremos. De lá pra cá compus incessantemente e mergulhei em proudução. desenvolvendo o que estou começando a trabalhar agora”.

 

Uma pequena amostra do que Alf está fazendo agora começa a surgir na internet, via redes sociais e YouTube. São os bons rocks “O sol saiu” e “Pra onda boa me levar”. Que irão fazer parte de um álbum completo que o músico pretende lançar até o final deste ano. “Como músico independente do século XXI que sou além de todo o trampo na feitura do principal que é o disco tem todo o outro lado de apresentar pras pessoas”, explica ele. “Enquanto isso estou finalizando mais três músicas. Pretendo lançar um ep com as duas2 que já lancei mais duas inéditas e o clipe novo em agosto, mês do Porão 2013 [nota do blog: o tradicional festival candango Porão do Rock, que existe há uma década e meia, é um dos principais do país e do qual Alf também é o diretor artístico], e quem sabe o disco inteiro até o fim do ano”.

 

Nos tempos do Rumbora: a banda fez bastante sucesso nos anos 90′

 

Beleusma. E como ele sente esse “comeback” ao rock nacional? Como está a música feita hoje na capital do país? Ela é algo próxima ou ao menos dialoga satisfatoriamente com as gerações anteriores de Brasília? “Nós da 2ª geração crescemos assitindo a primeira”, relembra Alf. “Fui a show da Legião em festa de aniversário, assistia ensaios das bandas a gente ia a todo show da Plebe, Detrito, Capital, Finis, Arte no Escuro. Quando voltei pra Brasília e a me envolver com o Porão começamos a fazer as Noites PDR e o Programa PDR na Transamérica de Brasília. Com isso fui ficando brother da galera dessa nova leva e invariavelmente algum integrante me falava: ‘Pô, tu era do Rumbora, né? Comecei a tocar por causa de vocês!’, ou ‘minha banda tocava Skaô’ e por aí vai. É uma galera que cresceu indo ao Porão do Rock e à shows do Rumbora, Raimundos, DFC, Little Quail etc”.

 

Ele também não economiza elogios para a nova geração do Planalto Central: “Existe uma cena fantástica em Brasíla atualmente e assim como a dos 90’, variadíssima. Tem o Cassino Supernova que é meio 60’, The Neves, mais folk e com um puta vocalista, Rios Voadores faz rock psicodélico, Dualid faz Proto-punk, Dinamites faz rockabilly com baixo acústico, baterista em pé e saxofonista menina, Darshan um grunge com dois vocalistas…”.

 

E encerra falando sobre a conexão entre gerações e a perenidade do rock’n’roll no coração de quem ama música: “acho que todas essas gerações naturalmente tiveram grandes expoentes e outras bandas menores. Não vejo essa hierarquia mas uma continuidade. A de hoje tem seu valor, sim. Como disse, várias bandas bem legais. Sendo a figura mais emblemática o Frango, vocalista do Galinha Preta. Acho que o rock é tipo barata: umas morrem mas procriam-se milhões todos os dias. todo ano matam o o rock, desde antes do Elvis!!! Em 1954 já tinha música chamada “Rock’n’Roll is dead”! Não dá pra cobrar que se tenha a revolução dos anos 50’ nem do punk. Já foi. Hoje em dia qualquer criança já conhece tudo de ilícito nessa vida. Mas o rock ainda é um dos poucos estilos que te fazem ter uma visão mais crítica das coisas”.

 

Com certeza. E antes que o leitor pergunte porque estas linhas rockers online resolveram abrir espaço para falar da volta de Alf ao cenário rock de Brasília (e também nacional), a resposta já está aqui: simples, porque o sujeito tem história. E também porque tocou em boas bandas e está com músicas novas decentes e be bacanudas já circulando por aí. E isso anda em falta (e como) no raquítico rock brasileiro de hoje. Seja bem-vindo de volta, Alf! E que venha um discão por aí até o final do ano, é o desejo sincero do blog.

 

 

ALF AÍ EMBAIXO

No vídeo de “O Sol saiu”, a primeira faixa do futuro álbum completo, que deverá ser lançado até o final deste ano.

 

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos: sem grandes lançamentos nos últimos dias vamos inverter as bolas por aqui, recomendando algo das antigas. Que pode ser “In Utero”, o derradeiro disco do Nirvana (e que completa vinte anos de vida em 2013) ou ainda “Carnival Of Light”, uma obra-prima do shoegazer britânico noventista, lançado pelo finado Ride em 1994. Ambos podem ser encontrados com certa facilidade na web, então vai atrás e veja como o rock’n’roll ainda era fodaço há duas décadas e hoje não é mais.

Dois discaços dos anos 90′, trazendo rock como não se faz mais nos dias de hoje: “In Utero”, do Nirvana (acima) e “Carnival Of Light”, do Ride (abaixo)

 

 

* Programa rocker na web: é o Rock Show Bar que está rolando via YouTube e que focaliza a cena alternativa cultural (e também rock, claro) de Manaus. Apresentado pela dupla Albenizio Jr. e Carlos Castilho, e produzido por Roosevelt Souza, o programa é bem roteirizado e finalizado e dá uma panorâ mica bacanuda sobre o rock que anda rolando na capital do Amazonas. Interessou? Pois você pode assistir a bagaça aí embaixo:

 

 

* Baladas: postão zapper sendo finalmente finalizado em pleno começo da semana, na segunda-feira que ninguém curte muito, hehe. Então fazemos assim: na sexta entra novo post aqui e aí sim daremos o serviço do que vai rockar e rolar por Sampalândia no finde, okays?

 

 

THE KVB NA FAIXA EM DEZEMBRO! VEM QUE TEM!

Yeah! Vai lá no hfinatti@gmail.com que ainda está tranquilo em sorteio:

 

* UM PAR DE INGRESSOS pro show da dupla inglesa The KVB que acontece em dezembro, em Sampa e no Rio. Dedo no mouse e boa sorte!

 

 

E FIM DE PAPO!

Dessa vez veio mesmo a finalização do post, néan? E em setembro tem o livro do blog indo pras livrarias de todo o Brasil. Entonces é isso: enquanto quimios e rádios não nos derrubam, seguimos por aqui. Até esta sexta-feira pode chegar junto que estaremos de volta. Até logo menos então!

 

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 15/7/2013 às 3hs.)

 

The Editors e The National, uma banda inglesa e outra americana que são duas honrosas exceções em um mundo onde a música e o rock não duram mais nada; a volta do rock de Brasília aos bons tempos; como se fabrica um anti-rockstar; discotecagens fodonas do blog agitam o finde em Sampa; e a grande batalha vai finalmente começar!

Duas bandas já “veteranas” do rock dos anos 2000’ e que estão honrosamente se mantendo na ativa há mais de uma década, em um tempo onde música e rock’n’roll não duram mais do que quinze minutos: o americano The National (acima) lança seu sexto e excelente álbum; já o britânico The Editors (abaixo) derrapa em alguns momentos em seu novo disco

 

 

A existência humana e seus desafios.

Sempre, no? Desafios, guerras, batalhas, duelos. Os mais variados possíveis. Não importa em que sentido (metafórico ou real) ou quando. Mas em algum momento de sua vida terrena (haverá outra que não essa?) todo ser humano irá se defrontar com algum mega problema ou desafio. É inescapável e não passar por esse instante ao longo de sua trajetória neste mundo, por certo deixará a caminhada da pessoa um tanto quanto mais insossa e sem significado, sem aquele aprendizado a mais que dá substância e sentido ao fato de estarmos aqui. Assim todos um dia irão chegar naquele ponto, naquele instante onde se para, olha-se para trás e faz-se um balanço de tudo o que já foi feito, de tudo o que já se passou, vislumbra-se o futuro e o desafio que está bem ali à frente, respira-se fundo e conclui-se: é agora ou nunca. Isso pode valer para uma banda de rock, que está há anos tentando um lugar ao sol e que de repente vê finalmente sua grande chance surgir no horizonte; ou mesmo para aquele grupo que já esteve nos píncaros da glória e agora amarga uma decadência jamais desejada, quando surge também uma nova oportunidade de voltar ao topo. E também pode valer em uma era – a da internet – em que a música quase não tem mais nada a dizer, em que bandas dificilmente duram mais que um ou dois discos e que, por isso mesmo, é um desafio e uma vitória e tanto quando algum grupo consegue se manter na estrada do rock’n’roll por mais de uma década – e neste caso, este post zapper que começa agora traz dois bons exemplos, o americano The National e o inglês The Editors. Enfim, o que seria da vida se não fossem nossos desafios cotidianos, diários? Seja na arte, no esporte, na religião, na política ou simplesmente em sua própria vida, tudo é um imenso desafio, sempre. Quando, por exemplo, você se defronta com uma doença que pode matá-lo logo menos ali na frente, e sabe que se não entrar em uma autêntica guerra contra essa doença ela vai te vencer, é aí que é o momento crucial, exato, preciso, de mostrar força e bravura. É o que Zap’n’roll vai fazer a partir das próximas semanas, quando irá enfrentar quase noventa dias de pesadas sessões de quimio e radioterapia, para exterminar o monstrinho que está em sua garganta e que quer levá-lo pra debaixo da terra. Mas no final tudo irá ficar bem e assim como grandes bandas têm a força do seu lado sempre, o autor deste blog também sabe que esta mesma força está do seu lado, para vencer mais este gigantesco desafio. Afinal, a vida não teria mesmo sentido algum se não fossem eles, os desafios. Bora começar mais um postão do blog de rock alternativo e cultura pop mais legal da web brasileira. E que nunca teve medo de enfrentar seus demônios e desafios.

 

 

* E post zapper (hoje em tamanho diet, hehe) sendo publicado no sabadão à tarde. Era pra ter sido ontem mas uma gigantesca consulta no Icesp (Instituto do Câncer de São Paulo) e que se estendeu pela tarde toda de sexta-feira, impediu a conclusão dos nossos trabalhos bloggers. Foi maus aê, mas a saúde em primeiro lugar. E cá estamos no final das contas, néan?

 

 

*Foi uma semana hot aqui e lá fora. Derrubada de presidente no Egito e aqui, depois de o povaréu indo às ruas dias a fio para exigir melhoras em TUDO na vida do país, eis que um autêntico facínora e canalha da pior espécie da política nacional, o excelentíssimo presidente do Senado, Renan Calheiros, foi pilhado pela reportagem da FolhaSP ao utilizar um avião da Fab para levar sua família e apaniguados a um casamento na Bahia. Feita a revelação da desfascatez e afronta ao povo e às Leis do país, Renan ainda apareceu em horário nobre nos noticiários da tv pra dizer que NÃO ia devolver o dinheiro da passagem, porque ele TEM DIREITO de usar o avião da Fab pois é “autoridade”. O autor deste blog, que DETESTA esse sujeito desde sempre, sentiu o sangue subir em sua cabeça quando viu o patife dando a declaração no Jornal Nacional. Em qualquer país sério do mundo (como o Japão, por exemplo) este senhor seria defenestrado de suas funções públicas e políticas imediatamente, além de sofrer o merecido processo penal. Mas aqui não. O Brasil é o país do eterno carnaval político e onde qualquer BANDIDO deita, rola e caga em cima das Leis e do povo que o elegeu. Pois mais do que nunca estas linhas online engrossam o coro: FORA RENAN! Vai tomar no cu, seu BOSTA!

Renan Calheiros, o SUJO: como um crápula desses pode ser o presidente do Senado Brasileiro?

 

* E já indo pra música e pro nosso sempre mui amado rock’n’roll. Todo mundo já ficou sabendo e pulou de alegria esta semana com a notícia mas mesmo assim o blog a replica e bate palmas pro nosso sempre queridón dear Luscious Ribeiro. Pois então, tem XX em Sampa no dia 26 de outubro, no Popload Festival, e nesse estas linhas virtuais vão com certeza, mesmo sabendo que o cultuadíssimo grupo inglês lançou um segundo álbum bem meia-boca em 2012. Porém o primeiro disco continua sendo uma pequena obra-prima e deve garantir a excelência da apresentação ao vivo. Os tickets pra gig começam a ser vendidos na próxima terça-feira e desde já é um dos shows imperdíveis do segundo semestre deste ano.

 O cultuadíssimo grupo inglês The XX: show em Sampa em outubro

 

 

* “Bling Ring” (ainda sem tradução em português), o novo filme de Sofia Coppola, estréia dia 2 de agosto no Brasil. O blog zapper sempre foi mega fã dela (nem dá pra falar algo contra “As virgens suicidas”, “Encontros e desencontros” ou “Maria Antonieta”, todos absolutamente geniais e impecáveis) e está ansioso pra conferir a nova obra da filha do mestre Francis Ford.

 

 

* E aí então o responsável por esta esbórnia zapper, recebe o seguinte e-mail esta semana, enviado pelas garotas da assessoria Inpress (todas sempre muito simpáticas, gentis e educadas com o autor deste blog): “O Banco do Brasil e a Planmusic convidam para a apresentação do Circuito Banco do Brasil – evento que vai unir música, cultura e esporte e acontece em 2013 em seis capitais brasileiras. A coletiva de imprensa será realizada nesta quarta-feira, dia 10 de julho, às 10h30, no Auditório do Banco do Brasil. O Circuito Banco do Brasil terá em 2013, a presença de cinco atrações internacionais e mais de 20 atrações brasileiras. Estarão presentes Hayton Jurema da Rocha, diretor de Marketing e Comunicação do Banco do Brasil, e Luiz Oscar Niemeyer, presidente da Planmusic. Também estão confirmadas na coletiva as presenças dos músicos Dinho, do Capital Inicial, Rogério Flausino, do Jota Quest, Champignon, do A Banca, Simoninha e Max de Castro, do Baile do Simonal, além de Marcelo Santos, presidente da Confederação Brasileira de Skate”.

 

 

* Rogério Flausino? Champignon? Jezuiz… estas linhas rockers bloggers agradecem a gentileza do convite, mas preferem declinar do mesmo, hihihi.

 

 

* E dentro de nosso habitual cantinho da putaria semanal, nos damos conta de como americano é realmente um povo careta, bunda-mole e conservador. Pois eis que Justin Timberlake fez barulho esta semana ao postar no YouTube o vídeo para “Tunnel Vision”, umas das músicas do disco que marca a volta do moçoilo ao mundo da música depois de sete anos de ausência dos estúdios. Foi um salve-se quem puder, tudo porque durante os sete minutos de duração da canção uma trinca de deliciosas bocetaças fazem coreografias ao som da música. Só que com um detalhe: todas peladonas, wow. De resto há cenas bem mais picantes em qualquer RedTube da vida. Mas ainda assim o YouTube fez um pandemônio em cima do vídeo, retirando-o do ar e depois liberando novamente sua exibição. Quanta bobagem por tão pouco mesmo porque, além de tudo, a música é bem ruinzinha.

 

 

* Você ainda não viu “Tunnel Vision”? Pois veja aí embaixo e tire suas conclusões.

 

 

* Quente, mas quente mesmo (e ponha quente nisso) serão as djs set INFERNAIS que Zap’n’roll vai fazer neste finde em Sampalândia. A primeira delas rola logo mais na noite de hoje lá no sempre badalado clube Outs (no 486 da rua Augusta) e que começa hoje as comemorações dos seus dez anos de existência. Pois vai ter dj set fodaça do blog, com direito a show de guitarra e muuuuuito mais. Aí amanhã, domingão em si, a putaria continua mas com o blog atacando na pick-up’s do sempre bombadíssimo projeto rock Grind, que há quinze anos anima as domingueiras da boate gls A Loca (lá na Frei Caneca, 916, centrão rocker de Sampa). Vai perder???

 

 

* Aí embaixo, em momento recuerdo, algumas pics do jornalista loker e dublê de dj rock doidón, ao longo dos últimos anos. Então a ordem é aproveitar as discotecagens deste finde porque depois delas estas linhas online irão ficar fora de combate por um booooom tempo.

 

 

 

* E quem continua em combate e está sobrevivendo ao tempo em um mundo onde bandas surgem e desaparecem num piscar de olhos, é o americano The National e o inglês The Editors. Ambos bem analisados aí embaixo.

 

 

THE NATIONAL E THE EDITORS SOBREVIVEM AO TEMPO EM UM MUNDO ONDE O ROCK SE TORNOU MEGA EFÊMERO E DESCARTÁVEL

Um é um quinteto americano, de sonoridade contemplativa e algo melancólica, com eflúvios de folkismo em algumas canções. O outro é um quarteto inglês cuja sonoridade não tem vergonha de buscar influência nas sagradas ambiências sombrias do pós-punk dos anos 80’. Em comum as duas bandas têm o fato de já existirem há mais de uma década – o que é uma raridade e uma vitória e tanto em um tempo e em um mundo dominado pela velocidade da internet e onde a música – e mais particularmente o rock’n’roll – se tornou algo tão efêmero e descartável quanto comer um pastel no bar da esquina. E também, em comum, os dois grupos lançaram seus discos novos este ano: o The National soltou o belíssimo “Trowble Will Find Me”, seu sexto trabalho de estúdio, em maio passado; já The Editors colocou esta semana nas lojas da Inglaterra o seu quarto disco inédito, “The Weight Of Your Love”. Nenhum dos dois deverá ser lançado no Brasil mas podem ser achados com certa facilidade na web.

 

São dois bons grupos surgidos no rock de 2000 pra cá, embora o americano The National venha mantendo uma regularidade qualitativa maior em seus discos do que o Editors. Surgido em Cincinnati em 1999, e formado pelo vocalista Matt Berninger, pelos guitarristas Aaron e Bryce Dessner, pelo baixista Scott Devendorf e pelo batera Brian Devendorf (yep, eles também são irmãos), o conjunto estreou em disco dois anos depois, com boa receptividade de crítica e público. Chamavam a atenção o vocal barítono de Matt e as canções de melodias intensas e belíssimas, buriladas com violões e teclados e de acento não raro bastante melancólico. Uma fórmula que chegou ao ápice no aclamado “Boxer”, editado em 2007 e eleito por diversas publicações americanas como o melhor álbum de rock daquele ano.

 

De lá pra cá o quinteto lançou apenas mais dois discos: “High Violet”, em 2010 (e na turnê do qual passaram pelo Brasil; em Sampa a gig foi no extinto Citibank Hall, em uma noite emocionante e de casa lotada, com Matt Berlinger cantando no meio do público no final do set), e o novo trabalho este ano. Se algumas bandas pecam por não avançar em sua proposta sonora ao longo dos anos e de novos lançamentos, o grande trunfo do National talvez seja justamente o contrário: em “Trouble Will…” as características sonoras do grupo se reafirmam mais e mais e isso resulta em momentos de beleza e tristeza imensuráveis, desde a abertura em “I Should Live in Salt”, passando pelos primorosos singles “Demons” e “Don’t Swallow The Cap” e prosseguindo em faixas como “Sea Of Love” ou “Humiliation”. São melodias construídas com guitarras e percussão suaves, pianos e violões, tudo servindo de apoio às arrebatadoras (e algo “ébrias”) inflexões de Matt. Nelas ele dá voz a letras que desvelam amargura e solidão, ou então buscam calor e conforto em um amor irrealizável. O resultado final é um alento ao ouvinte cansado por tanta indigência e cretinice musical que dominam o rock e o pop atual. Não à toa o novo trabalho do National arrancou cotação máxima nas resenhas da Rolling Stone americana e dos rigorosos jornais britânicos The Guardian e The Idenpendent.

As capas do novos álbuns do National (acima) e Editors (abaixo)

 

 

 

E o Editors? Formado na cidade inglesa de Stafford em 2002, o quinteto do vocalista Tom Smith, do guitarrista Justin Lockey, do tecladista Elliott Williams, do baixista Russell Leetch e do baterista Ed Lay lançou um primeiro e muito bom álbum em 2002. “The Back Room”, o disco em questão, apresentava uma sonoridade sombria e pautada pela angústia existencial típica das bandas que professavam o pós-punk nos anos 80’. Bem gravado, bem tocado, com melodias densas e boas interpretações vocais de Tom Smith, o trabalho sinalizava um futuro promissor para o conjunto, que foi logo comparado pela mídia a bandas como Joy Division e Echo & The Bunnymen.

 

Mas oito anos depois o Editors chega ao seu quarto álbum de estúdio e, nele, alguns problemas e equívocos começam a se interpor no processo criativo do grupo. Sim, as boas composições continuam a surgir, o vocal de Tom continua intenso e o cd exibe qualidade esmerada na produção e gravação das músicas. Mas eis que a banda resolveu ceder à tentação do rebuscamento e da afetação/dramaticidade exagerada em algumas faixas. O resultado? O trabalho quase afunda e se torna sacal quando o Editors se transforma em um sincretismo canhestro de Killers com Muse, algo perceptível em faixas como “What Is This Thing Called Love”, pavorosamente brega já a partir do título. E há outros exemplos semelhantes mas estas linhas online preferem se deter no que o disco tem de bom. E esse lado bom surge quando o quinteto se mostra mais rock, acelerado, direto ao ponto. Caso do primeiro single de trabalho (até os músicos já devem ter se dado conta disso, daí escolherem essa música para divulgar o álbum), “A Ton Of Love”, que arranca qualquer ouvinte do chão.

 

Seja como for tanto The National quanto The Editors têm um mérito inegável: ambos estão resistindo ao tempo e já mantém uma trajetória que dura mais de uma década. Isso já é muito em um tempo onde a música e bandas de rock (onde foram parar, entre tantos outros, Maximo Park, The Rakes, Travis, Doves, Futurehead, Spoon, The British Sea Power, Hot Hot Heat???) se tornaram exatamente aquilo que o gênio Andy Warhol vaticinou, há quase cinquentta anos: “no futuro, todos serão famosos por quinze minutos”. O blog completa: e APENAS por quinze minutos. Nada mais além.

 

 

O TRACK LIST DO NOVO DISCO DO THE NATIONAL

1.”I Should Live in Salt”

2.”Demons”

3.”Don’t Swallow the Cap”

4.”Fireproof”

5.”Sea of Love”

6.”Heavenfaced”

7.”This Is the Last Time”

8.”Graceless”

9.”Slipped”

10.”I Need My Girl”

11.”Humiliation”

12.”Pink Rabbits”

13.”Hard to Find”

 

 

O TRACK LIST DO NOVO DISCO DO EDITORS

1.”The Weight”

2.”Sugar”

3.”A Ton of Love”

4.”What Is This Thing Called Love”

5.”Honesty”

6.”Nothing”

7.”Formaldehyde”

8.”Hyena”

9.”Two Hearted Spider”

10.”The Phone Book”

11.”Bird of Prey”

 

 

NATIONAL E EDITORS AÍ EMBAIXO

Em dois vídeos: o The National no single “Demons”; e o Editors ao vivo no festival de Glastonbury deste ano (e que rolou no último finde na Inglaterra), mandando ver em “A Ton Of Love”.

 

 

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Tem mais? Aparentemente, sim. O post está em construção e não se encerra por aqui. Mas como, a partir de agora, nossa rotina irá aos poucos sendo alterada (por conta de consultas e tratamentos médicos), ele poderá ficar por aqui mesmo. Façamos assim, entonces: se nada der errado até segunda-feira entram mais uns papos aqui, sobre a volta de um rocker das antigas de Brasília e também sobre um novo e anti-rockstar. Se estas linhas online ficarem muito enroladas o que está faltando aqui entra no próximo post, sem falta. Mas colaê na segunda-feira. E vai hoje à noite na Outs e amanhã na Loca. O finde promete. Palavra de zapper eternamente maloker, uia! Até segunda então (em princípio), com abraços e beijos na Tatiana Tavares, na Vanessa Paixão, na Mayara Corbacho e no Léo Rocha, querido amigos sempre destas linhas online. Até!

 

(enviado por Finatti às 18hs.)