Agora vai: o blogão campeão em rock alternativo e em cultura pop volta com post MONSTRO e lança seu olhar (ou sua audição) sobre os novos discos do Travis, do Superchunk e do… FRANZ FERDINAND! Mais: TUDO (ou quase) sobre o gigante festival indie Porão Do Rock, que rola neste finde em Brasília (e o blog vai estar lá, claro!); e em mais um rigoroso trabalho de investigação jornalística, entrevistamos uma advogada (que já estagiou no MINISTÉRIO PÚBLICO) que afirma: “a atuação do Fora do Eixo já pode ser enquadrada em vários crimes”; e finalmente os tópicos de tirar o fôlego da galere: mais fotos incríveis da nossa musa indie oficial, a XOXOTUDA Julieta DeLarge, e um diário sentimental sexual pra lá de ordinário e cafajeste, uhú! (postão completasso e com ATUALIZAÇÃO em 30/8/2013)

O indie mega rock dos anos 2000’ entrando em declínio criativo e rumando para a total irrelevância? O escocês Franz Ferdinand (acima, o vocalista e guitarrista Alex Kapranos voa no palco, durante show da banda no festival Lollapalooza BR 2013, em abril último em Sampa) lança novo disco onde falta ousadia e sobram canções inócuas; e na edição deste ano do inglês Reading uma das principais atrações foi o Biffy Clyro (abaixo)… Biffy o quê ou quem???

 

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“Capital da esperança
(Brasília tem luz, Brasília tem carros)
Asas e eixos do Brasil
(Brasília tem mortes, tem até baratas)
Longe do mar, da poluição
(Brasília tem prédios, Brasília tem máquinas)
mas um fim que ninguém previu
(Árvores nos eixos a polícia montada)
(Brasília), Brasília

 

Brasília tem centros comerciais
Muitos porteiros e pessoas normais
(Muitos porteiros e pessoas normais)”

(“Brasília”/Plebe Rude)

 

Zap’n’roll está a partir de hoje, e até domingo, na capital do Poder, para acompanhar de perto tudo o que vai rolar na edição 2013 do mega festival Porão Do Rock.

 

Depois a geo nte volta aqui pra contar como foi, beleusma?

 

Até logo menos então!

 

 

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Demorô mas cá estamos, uia!

Em plena terça-feira, ainda começo de semana e pra já ir atropelando tudo na blogosfera brazuca de rock alternativo e cultura pop, já que os próximos dias prometem mais agitação do que os que andaram passando e que motivaram uma pausa estratégica na publicação destas linhas online. Yep, não houve o tradicional post das sextas-feiras de Zap’n’roll porque o blog estava envolvido em correrias mil, entre elas a dj set especial que rolou na madrugada de sábado pra domingo no clube Outs/SP (lá no baixo Augusta) e que, sem modéstia alguma, de foder – mais de duzentas e cinquenta pessoas se acabando na pista do clubinho rocker under mais tradicional de Sampalândia e isso até seis da matina, wow! De modos que o zapper, após a esbórnia violenta na madruga, passou mesmo o domingão inteiro na cama fora de combate (hihi), se recuperando, re-hidratando, trepando à noite (ops!) e se preparando pra uma semana (esta) em que discos de bandas conhecidas estão saindo (né Franz Ferdinand) e em que vai rolar em Brasília o Porão Do Rock, talvez o maior festival realmente independente do Brasil e que já acontece na capital do país há quinze anos – e onde o blogão campeão estará a partir da próxima sexta-feira, pra acompanhar tudo beeeeem de perto (vai ter Mark Lanegan!!! E session nostalgia rock BR anos 80’ com Capital Inicial e Paralamas Do Sucesso, além de uma renca de grupos independentes da nova cena brasiliense), pra depois contar tudinho por aqui. De modos que o postão zapper excepcionalmente entra no ar esta semana hoje, terça, e será o único post mesmo desta semana (se houver alguma bomba pelo caminho, iremos atualizando a parada aqui mesmo), onde inclusive tem promo de tickets pro Porão em caráter urgente (vai lá no final da postagem e manda seu alô; quem ganhar os ingressos será avisado por e-mail até quinta-feira no final do dia), uia! Enfim, procurando não perder a mão jamais e sempre trazendo um zilhão de tópicos e infos bacanudas (hoje tem também fotos tesudas da musa indie zapper oficial e que estará sempre frequentando este espaço virtual, a deusa da luxúria e da sacanagem carnal chamada Julieta DeLarge, além de um diário sentimental mega ordinário, canalha, cafajeste, sexista, putão e cuja leitura não é recomendável para menores, hihihi) cá estamos, néan? O tempo não para e estas linhas bloggers lokers também não podem parar. Jamais!

 

 

* Reiterando: esse é postão desta semana. Que poderá ser ele mesmo atualizado (ou não, rsrs) até o próximo finde.

 

 

* E mon dieu, o que foi a discotecagem zapper no último sábado, no clube Outs/SP? Quase trezentas pessoas na casa, som rock bombator até seis da matina, whisky rolando solto no bico da garrafa, show de air guitar do dj loki zapper com guitarra de verdade (ahahaha, valeu Samuel!), BOCETAS LOKAS E DELICIOUS em profusão dançando alucicrazy na pista chapada de gente. Sério, o Outs renasceu com suas festas open bar e voltou a ser, junto com o Astronete, o melhor club rock do baixo Augusta. Nem tem o que discutir quanto a isso.

 

 

* Na pic aí embaixo, quarteto de responsa mandando ver na balada do baixo Augusta: Zap’n’roll (ele mesmo, cara de véio e barriguinha proeminente, aff; assim não, Edu Ramos! Rsrs), a super e lindaça dj Tati Ramos e o casal do corazón do blog, Bruna Vicious (delícia total, sempre!) e seu boyfriend, Wagner Freitas. Foi nozes!

 

* O NOME DELE É ROBSON GOMES – mas pode chamar de Robsongs, rsrs. Yep, dileto amigo destas linhas online há quase uma década, o músico paulistano Robson mora non extremo leste da cidade (no Itaim Paulista). É lá que ele nasceu e cresceu. E foi lá que desenvolveu seu aprendizado musical e sua carreira como músico. Ele é vocalista e guitarrista há quinze anos (!) do The Concept, uma das bandas mais bacanas da indie scene nacional de uma década e meia pra cá – e também uma das preferidas destas linhas rockers. Pois não satisfeito em compor excelentes canções em inglês no Concept, Robson também partiu para um trabalho solo e autoral, gravando músicas com letras em português mas com a mesma dinâmica sonora que norteia seu trampo na Concepção, hehe. Ou seja: guitarras trabalhadas no mais puro shoegazer inglês dos anos 90’. Anyway, em breve o garoto pretende lançar seu primeiro disco solo. Enquanto isso não acontece ele vai soltando aos poucos na web músicas lindonas como essa “Chuva de Tijolos”, cujo vídeo você confere aí embaixo juntamente com uma entrevista também em vídeo, produzida pelo blog/selo The Blog That Celebrates Itself.

 

 

*E a balada sem fim também rolou no finde lá na Inglaterra, com mais uma edição do gigantesco festival de Reading (que atualmente só perde em tamanho pro Glastonbury). Mas… e aí? Estas linhas rockers virtuais na verdade nem iriam comentar algo sobre Reading 2013 (afinal, outros blogs já estão postando fotos e vídeos a milhão do evento), mas resolvemos fazer isso. E pra dizer o seguinte: a edição deste ano do festival dá bem a medida do que se transformou a música pop – e o rock em particular – de hoje: algumas honrosas exceções que conseguiram manter suas carreiras com dignidade por mais de uma década e um amontoado GIGANTE de artistas inúteis, sem importância alguma, que duram menos do que os quinze minutos de fama vaticinados pelo gênio Andy Warhol há quase meio século. Isso esteve muito claro e presente lá em Reading. Sério: você consegue levar a sério (com o perdão da repetição do adjetivo) uma banda que se chama… Biffy Clyro? Disclosure? Parquet Courts (sorry dear Cris Viteck, mas essa bandinha é chata pra carajo)? ALGUÉM vai se lembrar desses nomes daqui a, digamos, seis meses? Que fim levaram The View, The Rakes, Maximo Park, Doves, Futurehads e tantos outros nessa história? Eminem??? Coisa mais chumbrega e chata pra se por no line up de um festival. Aliás, não há mais novidades nesse festivais: o americano Phoenix, que tocou na Inglaterra neste finde, também já tocou aqui no Brasil e no Lollapalooza EUA deste ano. São as mesmas bandas tocando nos mesmos festivais porque o rock’n’roll, infelizmente, não está conseguindo se renovar e isso é sério e muito preocupante. E pior do que isso, apenas, são as estações repetidoras da web brazuca ficar regurgitando coberturas, reproduzindo fotos e vídeos de shows que todos nós já assistismos aqui mesmo no Brasil (e que por isso vão gerar zero comentários e zero recomendações quando postados em sites). Resumindo bem a ópera estas linhas rockers rigorosas e analíticas consideram que Reading 2013 foi quase desimportante. Veremos se em 2014 a situação por lá vai melhorar ou piorar ainda mais.

 O mala mor do rap, Eminem, foi um dos “destaques” do festival inglês de Reading, no último finde: o rock e a música pop estão mesmo se tornando irrelevantes...

 

 

* E teve VMA 2013 no último domingo, na MTV americana, néan (a daqui encerra suas transmissões no próximo dia 31, sábado; nessa data a editora Abril deixa depois de duas décadas de ter direitos da marca para transmissão dela no Brasil. A Viacom, empresa americana detentora da marca promete relançar o canal no Brasil, via tv paga, o mais breve possível). Outro momento para ratificar o que dissemos aí em cima, no tópico sobre o festival de Reading: a música pop em geral (e o rock, em particular) estão mesmo na UTI. Não é preciso ser nenhum gênio pra sacar isso quando olhamos os nomes dos principais vencedores deste ano (One Direction, Selena Gomez, Bruno Mars e outras tranqueiras semelhantes). Bien, pelo menos teve performance CADELUDA e arrasadora da Miley Cyrus. A ex-musa teen se transformou numa PUTAÇA de primeira mesmo, wow! Se não acredita, veja a foto aí embaixo:

 

*A maior prova de que o rock do novo milênio anda mal das pernas é o novo álbum dos escoceses do Franz Ferdinand, e que saiu ontem na Inglaterra. Vai lendo aí embaixo.

 

 

APÓS UMA DÉCADA DE EXISTÊNCIA, FRANZ FERDINAND DEMONSTRA FADIGA CRIATIVA NO NOVO ÁLBUM

Lançado oficialmente ONTEM na Inglaterra (e já saindo também no Brasil, via Sony Music), “Right Thoughts, Right Words, Right Action” é o quarto disco de estúdio do quarteto escocês Franz Ferdinand, o primeiro inédito em quatro anos (desde 2009, quando a banda editou o quase pífio “Tonight – Franz Ferdinand”). A banda é amada no Brasil e Zap’n’roll sempre gostou muito dela também. O grupo continua fodaço ao vivo e quem os viu (como o blog) no Lollapalooza BR deste ano, sabe disso. No entanto, algo muito estranho está acontecendo no mundo musical do FF. Incapaz de ousar muito na confecção das novas músicas e demonstrando claramente estar em uma cruel discotomia estético/musical (continuar com um rock cru e de acepções punk nas levadas melódicas ainda que dançantes, ou se bandear definitivamente para composições pop meia-boca mas de grande apelo comercial e de levadas eletrônicas), o conjunto mostra grande fadiga criativa em seu novo trabalho.

 

Não que o álbum seja ruim. Ele é bem produzido e bem gravado. Mas ao se ouvir o MATERIAL contido nele fica muito claro que o grupo liderado pelo vocalista e letrista Alex Kapranos não vai mais conseguir resgatar a urgência musical combinada com letras irônicas e sarcásticas e que tornaram a estréia da banda, com o disco homônimo em 2004, quase uma obra-prima do rock inglês do novo milênio. Assim é que o novo cd começa com a animada e dançante “Right Action” (também o primeiro single de trabalho do disco) mas que soa como uma canção qualquer, igual a tantos outros rocks dançantes compostos pelo próprio FF. A situação não melhora com “Evil Eye” e o disco ameaça decolar finalmente em “Love Illumination” (o segundo single de trabalho), talvez o melhor momento do álbum muito porque a banda investe pesado na condução melódica através das guitarras e abrindo pouco espaço pra ruídos e traquitanas eletrônicas (elas estão presentes, mas de maneira discreta, assim como um naipe de metais pontuando o refrão).

 Algo de estranho está acontecendo com o Franz Ferdinand e a banda mostra fadiga criativa no novo trabalho

 

 

O restante do cd oscila entre músicas medianas e momentos francamente esquecíveis. A situação volta a melhorar um pouco novamente no final, quando canções como “Brief Encounters” e “Goodbye Lovers & Friends” (belo título, aliás) resgatam o lado romântico/melancólico (mas ainda assim sarcástico) de Kapranos e isso resulta em dois quase belos momentos. Mas o resultado final é muito pouco favorável, ainda mais se levarmos em conta de que o conjunto levou quatro anos para lançar um novo trabalho.

 

É duvidoso e sombrio o futuro do Franz Ferdinand. Este “Right Thoughts” está longe de devolver a banda aos seus melhores dias e aos rocks inspirados e arrasa-quarteirão da estréia, há quase uma década. Se a idade está pesando nas costas de Kapranos (que já passou dos quarenta anos) talvez seja melhor ele dar uma saída honrosa para o grupo, com uma turnê de despedida. Por que não?

 

 

 

O TRACK LIST DO NOVO DISCO DO FRANZ FERDINAND

1.”Right Action”

2.”Evil Eye”

3.”Love Illumination”

4.”Stand on the Horizon”

5.”Fresh Strawberries”

6.”Bullet”

7.”Treason! Animals.”

8.”The Universe Expanded”

9.”Brief Encounters”

10.”Goodbye Lovers & Friends”

 

E FF AÍ EMBAIXO

No vídeo de “Love Illumination”, o novo single e melhor momento do novo disco.

 

 

 

E O QUASE ESQUECIDO TRAVIS RETORNA COM UM DISCÃO

O quarteto pós-britpop Travis, quem diria, está de volta. Quem??? Ah, a falta de memória de nosso jovem e diletíssimo leitorado zapper… liderado pelo carismático vocalista Fran Healy, o Travis surgiu em Glasgow, na Escócia, em 1990. Mas só foi estourar depois de Oasis e Blur, já quase no final da mesma década (o primeiro álbum, “Good Feeling”, saiu apenas em 1997). Depois de ameçar virar mega banda, entrou em curva descendente e quase sumiu de circulação nos anos 2000’. Até retornar agora com esse (acredite) incrível “Where You Stand”. É um discão.

 

Estas linhas online nunca morreram de amores pelo Travis. Mas sempre consideraram que a banda produziu grandes momentos nos álbuns “The Man Who” (lançado em 1999) e “The Invisible Band” (de 2001). São os dois álbuns em que o grupo firmou sua estética sonora (canções doces, bucólicas, algo melancólicas, sempre engendradas por guitarras sinuosas, violões suaves e pianos discretos) e onde estão os maiores hits do conjunto (“Why Does It Always Rain on Me?”, “Sing” e “Side”) e que chegaram inclusive a tocar exaustivamente nas rádios brasileiras.

 

Daí em diante, foi a queda. O Travis começou a ter problemas com empresários e produtoras de shows e lançou mais três discos que ninguém deu muita bola pra eles – nem o público, nem a crítica. O último tinha sido lançado em 2008. E cinco anos depois, quando ninguém (nem mesmo o autor deste blog) esperava mais nada dos escoceses eis que… a banda ressurgiu de forma consagradora. Primeiro foram headliners do festival T In The Park, realizado há cerca de um mês na Escócia, e onde arrastaram uma multidão gigantesca ao seu set, e que cantou o repertório do show praticamente inteiro junto com Fran Healy. E em seguida, o grupo lançou este “Where You Stand” (que saiu na semana passada na Inglaterra), seu sétimo disco de estúdio.

O novo disco do renascido Travis: sensacional!

 

Pois enquanto o Franz Ferdinand levou quatro anos para editar um novo trabalho e pareceu absolutamente cansado e sem inovação nele, o Travis voltou mais do que revigorado em seu novo disco. Partindo do mesmo bucolismo suave e melancólico que tornou a banda gigante em “The Man Who”, o quarteto compôs uma batelada de canções que perigam ser as MELHORES já feitas por ele até hoje. A singeleza de uma música como “Mother” (que abre o disco em clima de celebração, com violões e pianos alegres) abre uma ampla avenida onde desfilam power pops encantadores como “Moving” e “Reminder”. Fora que há momentos preciosos de introspecção e reflexão sonora (e aí podem ser incluídas o single “Another Guy”, além de “New Shoes” e “Boxes”) e que desvelam como o compositor Healy se renovou na arte de escrever ótimas canções. Talvez o maior exemplo disso seja mesmo a faixa que encerra o cd, “The Big Screen”: conduzida apenas por vocais e pianos, é de uma melancolia profunda e preciosa, uma das mais belas músicas já feitas pelo Travis.

 

E como se não bastasse a ótima surpresa de retornar com um grande álbum, o grupo (novamente: quem diria!) foi anunciado como uma das atrações da edição 2013 do festival Planeta Terra, que acontece em 9 de novembro, em São Paulo. Melhor impossível: ao lado do Blur, de Beck, de Lana Del Rey e do também incrível Palma Violets, o Travis vem pela primeira vez ao Brasil a bordo de um trabalho fodão. Ou seja: festival imperdível e pra fechar dignamente um ano onde o rock’n’roll planetário está perdendo cada vez mais a dignidade e a qualidade.

 

 

O TRACK LIST DO NOVO ÁLBUM DO TRAVIS

1.”Mother”

2.”Moving”

3.”Reminder”

4.”Where You Stand”

5.”Warning Sign”

6.”Another Guy”

7.”A Different Room”

8.”New Shoes”

9.”On My Wall”

10.”Boxes”

11.”The Big Screen

 

 

E TRAVIS AÍ EMBAIXO

No vídeo ao vivo que mostra o apoteótico encerramento do show da banda no festival escocês T In The Park deste ano. Acompanhado por uma multidão enlouquecida de felicidade, a banda toca seu maior hit, “Why Does It Always Rain on Me?”, e onde até os seguranças na frente do palco pularam e dançaram.

 

Aperitivo pra gig deles aqui em novembro, em Sampa, no festival Planeta Terra, uhú!

 

 

 

 

 

É TEMPO DE FESTIVAIS – PORÃO DO ROCK 2013 SACODE BRASÍLIA NESTE FINDE!

Não tem pra ninguém e já é uma tradição na capital do Poder: há década e meia em algum finde entre julho e agosto, Brasília é sacudida pelo Porão do Rock. Talvez o de fato maior festival de rock independente do Brasil acontece este ano nos próximos dias 30 e 31 de agosto (sexta-feira e sábado), como de hábito no estacionamento do estádio Mané Garrincha.

E a edição 2013 vai ser realmente hot: além de uma renca de bandas da nova cena brasiliense e nacional, o PDR também vai ter shows da lenda americana Mark Lanegan, do Soufly de Max Cavalera e de gigantes do rock BR dos anos 80’, como Capital Inicial e Paralamas Do Sucesso. Não só: com ingressos a preços decentes (quinze pilas por noite, sendo que o blogão zapper campeão em promos bacanudas tem à disposição de algum/a sortudo/a leitor/a um par de ingressos pra cada dia/noite do evento; vai lá no final do post e saiba como concorrer) e uma série de atividades sociais e culturais extra-shows, o festival é mesmo um exemplo de como se organizar um evento desse tipo de forma honesta e sem apelar para falcatruas obscuras como certos “Coletivos” insistem em fazer pelo Brasil afora.

E Zap’n’roll estará neste finde em Brasília, pra acompanhar beeeeem de perto tudo o quw vai rolar no PDR 2013, pra depois trazer um relato preciso aqui de como foi a esbórnia rocker por lá. E enquanto ela não começa você confere aí embaixo a programação completa do festival, além de entrevistas com o músico Alf (que além de tocar no evento também é diretor artístico dele) e com a delicinha Gaivota Naves, vocalista da banda Rios Voadores e que está sendo considerada como um dos grandes destaques da novíssima geração candanga. E yep, claro, a RV também vai tocar no Porão. Bora pro rock, povo!

 

PORÃO DO ROCK 2013 – A PROGRAMAÇÃO COMPLETA

SEXTA-FEIRA (30/8)

PALCO UNICEUB
18h – Penteando Macaco (DF/GO)
19h10 – The Galo Power (GO)
20h20 – Dead Fish (ES)
22h – Nem Liminha Ouviu (SP)
23h10 – Alf (DF)
1h20 – Leela (RJ)


PALCO BRB

18h35 – Dualid (DF)
19h45 – Kita (RJ)
21h25 – Banda de La Muerte (Argentina)
22h35 – Selvagens a Procura de Lei (CE)
0h – Capital Inicial (DF)
1h55 – Matanza (RJ)
PALCO BUDWEISER
19h05 – Cadibóde (DF)
19h55 – Falls of Silence (DF)
20h45 – Kábula (DF)
21h35 – Devotos (PE)
22h55 – Os Maltrapilhos (DF)
23h45 – Test (SP)
0h50 – Soulfly (EUA)

 

SÁBADO (31/8)

PALCO UNICEUB
17h30 – Saurios (DF)
18h40 – Supercombo (ES)
19h50 – Sexy Fi (DF)
22h – Uh La La (PR)
23h10 – Mark Lanegan (EUA)
0h50 – The Mono Men (EUA)

 

PALCO BRB
18h05 – The EgoRaptors (DF)
19h15 – Rocca Vegas (CE)
20h25 – Os Paralamas do Sucesso (RJ)
22h35 – Na Lata (DF)
0h15 – Rios Voadores (DF)
1h55 – Lobão (RJ)

 

PALCO BUDWEISER
19h – Pastel de Miolos (BA)
19h50 – Prisão Civil (DF)
20h40 – Unconscious Disturbance (SP)
21h30 – Krisiun (RS)
22h50 – Galinha Preta (DF)
23h55 – Leptospirose (SP)
1h – Suicidal Tendencies (EUA)

 

 

ALF REAPARECE E QUER RECOLOCAR O ROCK DE BRASÍLIA NOVAMENTE NO MAPA MUSICAL DO PAÍS

(matéria publicada originalmente em julho passado e atualizada para este post)

Foi mais ou menos assim: nos anos 80’, em Brasília, haviam Legião Urbana, Plebe Rude, Escola De Escândalo, Detrito Federal, Elite Sofisticada, Arte No Escuro, Finis Africae. Toda uma gloriosa geração de bandas autorais, politizadas, com grande densidade e estofo intelectual, cultural e poético, o que permitiu que quase todas elas produzissem canções de altíssimo nível, tanto musical quanto textual. Pelo menos uma se tornou gigante (a Legião) e as outras, infelizmente, sucumbiram no limbo da história.

 

Veio então uma segunda geração brasiliense, a dos anos 90’. Que ia do indie guitar sublime do Low Dream (cantado em inglês) ao esporro em bom português dos Raimundos e do Little Quaile, passando também pelo Rumbora, a boa banda pop/rock do vocalista, guitarrista e letrista Luiz Eduardo Sá, o Alf. Quem? Ah, sim claro: o jovem e dileto leitor zapper, desmemoriado como só o brasileiro nato sabe ser (yep, não é novidade pra ninguém que o Brasil é um dos países mais sem memória cultural da humanidade), talvez não se recorde do músico. Pois Alf, que nasceu em Fortaleza mas se radicou na capital do poder ainda criança (e lá começou sua carreria musical em 1994, no grupo El Kabong), estourou com o Rumbora no Brasil inteiro nos anos 90’, quando pelo menos duas músicas do grupo tocaram sem parar em tudo quanto foi emissora de rádio e tv (isso, numa época em que não havia internet, YouTube, esses papos todos): “Skaô” e “O mapa da mina”. Podia não ser um rock tão cerebral quanto a da geração anterior mas, ainda assim, possuía qualidade muito acima da média, melodias envolventes (daquelas de grudar no seu ouvido e não sair mais dele) e um espírito genuinamente rock’n’roll.

 

Mas por algum motivo o Rumbora acabou. Alf partiu então para montar o trio Supergalo (que contava também com Fred, ex-batera dos Raimundos), que andou fazendo barulho na cena independente nacional (quando o mainstream musical, aqui e lá fora, já estava indo pro buraco), chegou a tocar em festivais bacanudos mas também desapareceu depois de algum tempo e alguns bons discos lançados. O que houve, afinal? “Pode parecer que eu sumi, mas sempre continuei fazendo de tudo um pouco em relação à música”, explica o guitarrista e vocalista, em papo animado com o blog. “Fui morar em Londres. Lá toquei em pubs, fui DJ, Técnio de som o que aparecia pela frente. Em Praga gravei e fiz shows com um artista de lá chamado DJ Rockstar que é vj da MTV deles. Toquei guitarra e baixo com ele. Fazia uns grooves mais anos 70. Umas funkeiras à la Chic, Parliament e umas latinidades em cima das bases dele”.

 

Ele prossegue: “Quando voltei ao Brasil resolvi voltar pra Brasília dar uma reconectada. Voltei a compor meus rocks e retomei alguns que já estava fazendo após o primeiro disco do Supergalo. Cheguei a ensaiar uma dupla electro-stoner com o Balé (ex-Escola de Escåndalos). Saíram umas coisas legais que eventualmente lançaremos. De lá pra cá compus incessantemente e mergulhei em proudução. desenvolvendo o que estou começando a trabalhar agora”.

 

Uma pequena amostra do que Alf está fazendo agora começa a surgir na internet, via redes sociais e YouTube. São os bons rocks “O sol saiu” e “Pra onda boa me levar”. Que irão fazer parte de um álbum completo que o músico pretende lançar até o final deste ano. “Como músico independente do século XXI que sou além de todo o trampo na feitura do principal que é o disco tem todo o outro lado de apresentar pras pessoas”, explica ele. “Enquanto isso estou finalizando mais três músicas. Pretendo lançar um ep com as duas2 que já lancei mais duas inéditas e o clipe novo em agosto, mês do Porão 2013 [nota do blog: o tradicional festival candango Porão do Rock, que existe há uma década e meia, é um dos principais do país e do qual Alf também é o diretor artístico], e quem sabe o disco inteiro até o fim do ano”.

O guitarrista, vocalista e letrista Alf, que já foi do Rumbora e agora seguindo em carreira solo: recolocando o rock de Brasília no mapa musical brasileiro

 

Beleusma. E como ele sente esse “comeback” ao rock nacional? Como está a música feita hoje na capital do país? Ela é algo próxima ou ao menos dialoga satisfatoriamente com as gerações anteriores de Brasília? “Nós da 2ª geração crescemos assitindo a primeira”, relembra Alf. “Fui a show da Legião em festa de aniversário, assistia ensaios das bandas a gente ia a todo show da Plebe, Detrito, Capital, Finis, Arte no Escuro. Quando voltei pra Brasília e a me envolver com o Porão começamos a fazer as Noites PDR e o Programa PDR na Transamérica de Brasília. Com isso fui ficando brother da galera dessa nova leva e invariavelmente algum integrante me falava: ‘Pô, tu era do Rumbora, né? Comecei a tocar por causa de vocês!’, ou ‘minha banda tocava Skaô’ e por aí vai. É uma galera que cresceu indo ao Porão do Rock e à shows do Rumbora, Raimundos, DFC, Little Quail etc”.

 

Ele também não economiza elogios para a nova geração do Planalto Central: “Existe uma cena fantástica em Brasíla atualmente e assim como a dos 90’, variadíssima. Tem o Cassino Supernova que é meio 60’, The Neves, mais folk e com um puta vocalista, Rios Voadores faz rock psicodélico, Dualid faz Proto-punk, Dinamites faz rockabilly com baixo acústico, baterista em pé e saxofonista menina, Darshan um grunge com dois vocalistas…”.

 

E encerra falando sobre a conexão entre gerações e a perenidade do rock’n’roll no coração de quem ama música: “acho que todas essas gerações naturalmente tiveram grandes expoentes e outras bandas menores. Não vejo essa hierarquia mas uma continuidade. A de hoje tem seu valor, sim. Como disse, várias bandas bem legais. Sendo a figura mais emblemática o Frango, vocalista do Galinha Preta. Acho que o rock é tipo barata: umas morrem mas procriam-se milhões todos os dias. todo ano matam o o rock, desde antes do Elvis!!! Em 1954 já tinha música chamada “Rock’n’Roll is dead”! Não dá pra cobrar que se tenha a revolução dos anos 50’ nem do punk. Já foi. Hoje em dia qualquer criança já conhece tudo de ilícito nessa vida. Mas o rock ainda é um dos poucos estilos que te fazem ter uma visão mais crítica das coisas”.

 

Com certeza. E antes que o leitor pergunte porque estas linhas rockers online resolveram abrir espaço para falar da volta de Alf ao cenário rock de Brasília (e também nacional), a resposta já está aqui: simples, porque o sujeito tem história. E também porque tocou em boas bandas e está com músicas novas decentes e bem bacanudas já circulando por aí. E isso anda em falta (e como) no raquítico rock brasileiro de hoje. Seja bem-vindo de volta, Alf! E que venha um discão por aí até o final do ano, é o desejo sincero do blog.

 

 

ALF AÍ EMBAIXO

No vídeo de “O Sol saiu”, a primeira faixa do futuro álbum completo, que deverá ser lançado até o final deste ano. E também no áudio de “Guarde um lugar”, o terceiro single que ele lança este ano e que também deverá estar em seu vindouro disco solo.

 

 

* Mais sobre Alf, vai aqui: https://www.facebook.com/ALFfanpage?fref=ts.

 

 

RIOS VOADORES E A NOVA PSICODELIA QUE VEM DO PLANALTO

A nova sensação indie da capital do país tem uma vocalista totosa e que se define como “louca e bêbada” (e por isso e por ter gritado pra um mala da plateia durante um show do grupo “toca meu clitóris, filho da puta!”, quando o mesmo pediu o insuportável “toca Raul!”, ela já ganhou o coração do véio jornalista loki e ainda algo junkie, hihi). Ela se chama Gaivota Naves. E a entrevista que você lê com ela aí embaixo foi cedida gentilmente ao blog pela assessoria de imprensa do Porão Do Rock:

A linda e loki Gaivota, vocalista da Rios Voadores: psicodelia de Brasília marcando presença no Porão Do Rock 2013, neste final de semana

 

Esses Rios vem de onde?

Gaivota Naves – Esses rios vêm de vários lugares. A nascente é em Sergipe. O Marcelo, o Tarso e eu temos uma história em Sergipe. Só que a gente veio se juntar em Brasília, e a partir daí a gente colou. Sempre tocou muito junto. E uma bela hora começamos a colocar nossas composições pra jogo. A gente sempre soube que o nosso negócio era fazer música. Mesmo eu no teatro, o Tarso, biólogo, e o Marcelo lá, dando aula. De alguma forma era uma questão de tempo pra gente. Aí a gente começou a tocar no Leitão, que é um amigão, que promove toda lua cheia um encontro de várias pessoas na chácara dele, a “Casa do Aprender”, que é lindo, cara, incrível. E a partir daí a gente começou a invadir o espaço público, né? Qualquer lugar que tivesse uma tomada. A gente levava os amplificadores, plugava tudo e começava e nisso também a gente começou a conhecer outras bandas, foram aparecendo pessoas.

 

De que forma o nome da banda dialoga com o som de vocês?

Gaivota – Rios Voadores é a junção de várias individualidades extremamente fortes, fluxas, que se encontram e fazem chover. Se você for olhar individualmente somos totalmente diferentes um do outro, mas a junção de todos cria uma coisa que é meio única e que é maior que a gente. Sem contar que nós somos um bando de lombrados, bêbados, vagabundos, hehe. Bom, tem uns que trabalham… Enfim, é essa junção que faz o negócio grande. Se fosse todo mundo igual, que ridículo, a gente ia fazer o que, um iê-iê-iê de merda? A gente quer fazer um puta dum hibridismo cabuloso, pois a gente não escuta só rock sessentista. Não escuta só 70 Brasil. Escutamos muito jazz, muita bossa nova e psicopatia instrumental sem noção. Na verdade queremos mesmo é hibridizar tudo e falar sobre o que a gente vivencia, o que a gente toma, o que a gente pensa, o que a gente lê. É isso. Provocar sensações! Eu pessoalmente, Gaivota, sou ilustradora. Eu gosto de criar imagens. Eu crio imagens das letras, crio imagens com a performance no palco. Imagens melódicas. O Marcelo é um cara que topa experimentar tudo, não tem caô. Ao mesmo tempo a gente tem o Tarso que já faz uma balada ultra vendável, popular, mas falando de uma treta sinistra, existencial, bizarra. Tem também o Beto, arranjador e trabalhador, casado, mas que é um cara multi-instrumentista com uma percepção de harmonia incrível. O vagabundo iluminado, Gabriel, ele é extremamente bêbado, mas é um cara que traz as melodias, ele traz o lúdico, ele traz as ideias iniciais. E o Hélio, também multi-instrumentista, que compõe a parte dura da parada.

O som de vocês vem sendo chamado de rock psicodélico. Mas o que é isso hoje, rock psicodélico, nos anos dois mil e tantos?

Independente da época, na música, a psicodelia é um lugar. Ele cria espaços, cria ambiência. A psicodelia pra mim, especificamente, é deslocamento do cotidiano para um novo olhar.

 

Mas os Rios Voadores deságuam em que tipo de público? A galera não associa ao rock psicodélico dos anos 60?

Gaivota – A experiência psicodélica pega qualquer um em qualquer idade. Esse deslocamento de realidade, deslocamento de protagonista pra observador em qualquer momento. É isso que a gente quer buscar com o nosso som. As pessoas mais velhas ficam muito gratas e curtem pra caralho, ao mesmo tempo você vê crianças, menores de idade… Outro dia fomos fazer um show e um garoto nos procurou dizendo que era menor de idade e que queria muito ver o show da gente, mas não podia entrar no pub porque era novo demais. Sabe? A gente não tem como dimensionar! Acho que a experiência é além de qualquer determinação. Se você se sente tocado com aquilo.

 

A relação de vocês com o público já é, digamos, íntima. Ouvi falar de uma história que pediram pra vocês tocarem Raul e…

Gaivota – Pois é, era meu aniversário, pisciana, louca, completamente embriagada, fazendo um show ultra badauê e aí um cara no meio das músicas autorais pediu “Toca Raul!” e eu não hesitei e gritei: “Toca meu clitóris, filho da puta!”. Eu fico meio indignada quando as pessoas não dão valor pro som que ta sendo feito hoje em dia. Nada contra o Raul, pelo contrário.

 

E essa outra história, de que você subiu num outro palco e deu um beijo mágico?

Gaivota – Pois é cara. Eu sou cria psicodélica. Pode não parecer, mas é verdade. E dentro disso, primeiro show dos Mutantes, eu já tinha visto Casa das Máquinas, Som Nosso, etc. Antes do show eu já tava tendo um enfarto. Tudo bem, só tinha o Sergio Dias da formação original, mas sinceramente, quero ver alguém tocar uma guitarra tão escrota quanto a que o Sergio toca.

 

* Mais sobre o Rios Voadores, vai aqui: https://www.facebook.com/bandariosvoadores. Ou aqui: https://soundcloud.com/riosvoadores.

 

 

EXTRA!!! EM PAPO INFORMAL COM DOIS ADVOGADOS AMIGOS, O BLOG ADIANTA COMO O COLETIVO FORA DO EIXO PODE SER ENQUADRADO JÁ EM DIVERSOS CRIMES

Yep. Jornalismo investigativo é isso aí, sempre: ao longo desta semana o assunto “as bandidagens do Coletivo Fora do Eixo” (a máfia travestida de associação cultural FANTASMA, já que ela NÃO existe LEGALMENTE, sediada em São Paulo e chefiada pelo mega escorregadio cappo Pablo Capilé) continuou dominando o noticiário e os comentários na web brazuca dedicada ao rock alternativo e à cultura pop independente. Sites, blogs e redes sociais continuam debatendo o tema à exaustão. Denúncias contra o FDE continuam pipocando de todos os lados. E o Coletivo, num ato já demonstrando certo desespero e grande preocupação, convidou quem quiser comparecer para um DEBATE PÚBLICO E ABERTO com o cappo Capilé, sobre o funcionamento da “entidade”. Uia!

 

Zap’n’roll preferiu tomar um caminho diferente. Com base nas denúncias (algumas baseadas em provas bastante consistentes) que estão surgindo aos borbotões sobre a atuação do Coletivo, o blog bateu um papo informal ontem (via Facebook e telefone) com dois amigos pessoais de longa data destas linhas online. Ambos são advogados e residem na região Norte brasileira. Ambos gostam de rock e eram, anos atrás, jovens estudantes de Direito, idealistas e entusiastas da novidade que o então nascente Fora do Eixo propunha como modelo de gerenciamento da cena musical independente nacional – tanto que o autor deste blog conheceu a dupla durante a cobertura de um dos festivais promovidos pelo FDE anos atrás em Rio Branco, capital do Acre.

 

Ambos hoje trabalham na área na qual se graduaram. E, mais do que isso, passaram por estágio rigoroso no Ministério Público. E assim como este espaço virtual, ambos estão completamente ESTARRECIDOS com os rumos que o Fora do Eixo tomou. “É realmente um absurdo”, comenta a amiga zapper, integrante da dupla de advogados. “Se todas essas denúncias forem realmente confirmadas os responsáveis pela organização, já que ela não existe legalmente, podem sim ser enquadrados em diversos crimes, e isso imediatamente”.

 

Desta forma o blog mais polêmico e dinâmico da web brazuca de cultura pop foi bater o já mencionado papo com seus diletos amigos (que, por razões de trabalho e de possível atuação neste caso se o MP de fato abrir uma investigação contra o FDE, preferem não ser identificados nesta matéria) a respeito dos supostos desvios de conduta perante a Lei e que estariam sendo praticados pelo Coletivo “cultural” mais sagaz e solerte que já surgiu nesse país. Veja abaixo o que a dupla de advogados comentou sobre os principais pontos levantados pelo blog, em relação à atuação do Fora do Eixo e que pode levar os RESPONSÁVEIS pelo Coletivo a serem acionados criminalmente de forma imediata:

As “fantásticas” e inúteis formas que o Coletivo Fora do Eixo utiliza pra PAGAR quem trabalha com ele ou presta serviços: cubo card (acima, que decora os calotes dados em hotéis e restaurantes em Cuiabá) e Sol latão (abaixo), o “cachê” que as bandas recebem em troca de tocar nos festivais da Rede Brasil de Festivais; lamentável…

 

* Criação de uma moeda paralela (o chamado cubo card): a Constituição não é específica sobre o assunto e precisa ser consultada. Mas pode sim haver CRIME FINANCEIRO aí (a criação e circulação de um dinheiro que não seja o oficial do país), ainda mais se essa moeda for utilizada para pagamento de terceiros, de pessoas que NÃO fazem parte do Coletivo.

 

 

* Descumprimento de REGRAS estabelecidas em um edital público (o Coletivo ganha um edital, consegue verba para fazer um festival de música e não paga cachês a diversas bandas que tocaram no evento, quando o edital deixa BEM CLARO que TODOS os artistas participantes devem ser REMUNERADOS): Se não cumpriram com o edital inicialmente cabe a administração pública analisar isso, porque precisam fazer prestação de contas. Também pode configurar crime de apropriacao indébita.

 

 

* Utilização de CARTÃO DE CRÉDITO de TERCEIROS (um ex-integrante do Coletivo denunciou a prática em redes sociais, afirmando que a cúpula do FDE fazia pressão psicológica em seus integrantes para que eles autorizassem uso de cartões bancários e liberassem as senhas dos respectivos): Cartão de crédito é pessoal e intransferível. O direito é aberto pro TITULAR do cartão, não para terceiros. Mesmo com a suposta AUTORIZAÇÃO do TITULAR, ainda assim essa prática configura crime de ESTELIONATO.

 

 

* Trabalho SEM REMUNERAÇÃO (é público e notório que quem entra pro Fora do Eixo não recebe nenhum tipo de REMUNERAÇÃO; não as legais e previstas em Lei, pelo menos): o Coletivo sequer existe legalmente, então nem pode ser enquadrado na categoria de entidade beneficiente ou filantrópica, SEM FINS LUCRATIVOS e que, por essas condições, poderia admitir o trabalho de VOLUNTÁRIOS não remunerados. Nem de longe parece ser o caso aqui. Parece mais se tratar mesmo de trabalho ESCRAVO (ainda que consentido por quem está fazendo esse trabalho) e com FLAGRANTES VIOLAÇÕES da CLT (especialmente quanto a ambiente de trabalho, jornada excessiva e assédio moral). Prato cheio pro Ministério Público do Trabalho investigar.

 

As questões e as explanações estão aí em cima. Mas como bem frisou a dupla ouvida pelo blog, é preciso que alguém faça uma DENÚNCIA formal contra o Fora do Eixo (e essa denúncia pode ser feita por qualquer pessoa que tenha se sentido lesada pelo Coletivo, e pode ser encaminhada através do Ministério Público Estadual de São Paulo ou mesmo o Federal). De qualquer forma os advogados amigos do blog estão já se empenhando em tentar abrir investigações nesse sentido.

 

Estas linhas online voltarão ao assunto, nos próximos posts. Mas o que se depreende de tudo isso é: o fim da patifaria e do desmonte da cena musical independente brasileira, ambos promovidos pelo Fora do Eixo nos últimos anos, está próxima do fim. Felizmente.

 

 

ENQUANTO ISSO, NO PROGRAMA METRÓPOLIS DA TV CULTURA…

A apresentadora Marina Person reuniu, na edição de domingo passado do programa, o jornalista e músico Márvio Dos Anjos e um “representante” da Casa Fora do Eixo São Paulo (a sede nacional da máfia, ops, do Coletivo) para ambos debaterem sobre a atuação do FDE, além de comentar sobre as zilhões de denúncias que estão surgindo sobre a nefasta atuação da organização quase criminosa na cena cultural alternativa nacional.

 

Foi um massacre, óbvio. Márvio foi abastecido de provas contra o FDE ao programa. Já o pobre “representante” do FDE fez o de sempre: falou, falou, falou e nada explicou, hihihi.

 

Vejam abaixo a íntegra do programa:

 

 

 

 

E AQUI ESTÁ ELA NOVAMENTE! A INCRÍVEL JULIETA DE LARGE – AGORA MUSA INDIE OFICIAL DO BLOG, WOW!

Yeeeeesssss! Ela é linda, tesuda, liberada, loka, rocker e topou fazer uma performance pra lá de hot na festa de lançamento do livro “Zap’n’roll – histórias de sexo, drogas, loucuras e rock’n’roll na trajetória do jornalista mais junkie da imprensa musical brasileira”, que acontece em novembro em Sampa. Por isso, não deu outra: agora miss July é a musa indie oficial destas linhas online sacanas, hihihi.

 

E pra comemorar e oficializar o fato nem poderia ser diferente: aí embaixo novas e exclusivaças imagens delirantes que andam enlouquecendo os leitores machos do blog, uia! Babem rapazes – mas não se acabem na punheta hein!

 

 

 

 

MINI DIÁRIO SENTIMENTAL – FINAL DOS AN0S 90’ AO SOM DE TRAVIS E SUPERCHUNK, E FODENDO DUAS CRIOULAS ULTRA CADELUDAS

Ah, os eternos recuerdos zappers, canalhas ao cubo às vezes. Lembranças de uma existência movida a rock, álcool, dorgas variadas e muitas, mas muitas mesmo bocetas fodidas – mais de duzentas, pelas últimas contas do sujeito aqui. E entre estas, muuuuuitas negras deliciosas e totalmente devassas e ordinárias na hora da trepada. Não é segredo pra ninguém que acompanha há anos os relatos do jornalista maloker: ele é doente quase obsessivo por pretas, se apaixonou por algumas e quis casar com algumas poucas.

 

Pois em um período de dois anos e meio de sua vida (de meados de 1997 a julho de 1999) o autor destas linhas sexuais sujas viveu enfurnado em muquifos rockers alternartivos de Sampalândia, onde sempre ouvia sons do Travis e do Superchunk, e onde também se entupia de dorgas variadas e sempre estava à caça de uma nova xoxota preta pra foder. Também foi um dos períodos mais pavorosos da existência de Zap’n’roll: fazendo frilas jornalísticos esparsos aqui e ali, “viúvo” de uma namorada linda (que havia morrido em um acidente de carro no início de 1999) e morando em um pulgueiro para estudantes no bairro da Liberdade (região central da capital paulista), o jornalista trintão estava perenemente em estado de melancolia existencial.

 

Mas nem tudo foi tragédia naquela época, afinal de contas. Foi entre 1997 e 1999 que o autor deste blog cafajeste conviveu, teve affair e namorou com duas das crioulas mais ORDINÁRIAS que ele conheceu em toda a sua vida. Abaixo você, dileto e sempre curioso leitor do blogger cadeludo, vai saber como foi a convivência do sujeito aqui com essas duas autênticas máquinas de foder.

 

* ABIGAIL, MULATA FÃ DE COCAINE E DE DAR A BUNDA – em alguma noite calorenta de 1998 o blogger sempre andarilho foi parar na Penha, bairro da zona leste paulistana. Era lá que se localizava o Alternative Video Bar, um muquifo indie do tamanho de um ovo mas onde rolavam, naquela época, os melhores shows alternativos de Sampalândia – sempre tocavam de duas a três bandas por noite nos finais de semana, e o zapper rocker chegou a organizar festas da extinta revista Dynamite por lá. Pois entonces: em uma bela noite de sábado lá se foi o blog pro Alternative. Madrugada avançando, bandas rolando no palco e o maloker, contrariando sua habitual fama de lokaço e beberrão em tempo integral, estava tranquilo naquela noite. Tão tranquilo que pediu uma porção de salgadinhos e começou a devorá-los, sentado em uma das mesas do bar. Foi quando ELA se aproximou e perguntou: “Oi, posso comer um dos seus salgadinhos?”. Claro que podia! ELA era uma mulata de dar gosto: cara de loka (cabelos cacheados caídos em cima das orelhas) e safada, peitos fartos e suculentos e uma bunda encantadora. A convite do autor deste diário sentimental a garota sentou junto à mesa e o papo começou. Vieram em seguida brejas e duas caipirinhas, pedidas pelo jornalista já cheio de más intenções. Não deu outra: em alguns minutos a dupla já se devorava em ferozes beijos de língua. O maloker arrastou a mulata pra um dos banheiros do bar. Lá ela abaixou sua calça e a calcinha (ordinária e mínima, de putaça que sai mesmo pra encontrar um macho e ir foder com ele) e a pica do jornalista, já dura, deslizou suave pra dentro da boceta preta que recebeu algumas estocadas rápidas, até que a porra jorrou na coxa da cadela. A dupla se recompôs e voltou pro bar. Trocaram contatos (números de telefone fixo; naquela época não havia internet e sequer redes sociais, celular então era coisa de gente milionária) e conversaram mais um pouco, já como um casalzinho apaixonado em início de romance. O nome dela era Abigail. Tinha vinte e seis anos de idade, dois filhos (era separada), morava no Itaim Paulista (literalmente na puta que pariu da zona leste de Sampa) e tinha ido ao Alternative para ver o show de uma banda de amigos seus. E, sim, o pedido pra comer um salgadinho tinha sido apenas um pretexto pra vir conversar com o zapper, como ela mesmo explicou: “Eu estava com uma amiga que olhou pra você e me disse: ‘aquele cara parece ser legal, mas tem jeito de viado!’ E eu respondi pra ela: ‘vou descobrir JÁ se ele é viado ou não’”. E descobriu com gosto, rsrs. Nos meses seguintes o blog e Biga saíram juntos muitas vezes. E o autor destas linhas calhordíssimas descobriu que além de ser rocker e foder muito a mulata também adooooorava participar de devastações nasais – o que deixou as saídas da dupla ainda mais animadas, com o casal indo sempre pra dançar no Madame Satã, onde se entupia de padê e não sem antes dar uma trepada cabulosa. Mas Zap’n’roll, perdido emocionalmente como estava na época, não queria saber de compromisso sério com ninguém. E começou a pisar na bola com a deliciosa Biga. Até que ela ficou puta um dia, o casal quebrou um pau fenomenal e ela se foi da vida do jornalista. Não sem antes aparecer numa bela noite no pulgueiro da Liberdade e dar o seu cu de frente, com as pernas total abertas, pro seu ex-affair. Zap’n’roll tinha que ir naquela noite num show da banda americana Man Or Astro Man, que estava tocando pela primeira vez em São Paulo. Biga veio da Galeria do Rock, já doidona de álcool, e certa de que iria junto à gig. Nada feito: o jornalista safardana fodeu a bunda da nega até soltar porra no seu cu e disse a ela que não tinha como coloca-la dentro do show. Ela ficou emputecida e falou, quase gritando: “ok. Então já que você comeu o meu cu, agora vou procurar alguém que COMA A MINHA BOCETA”. E foi embora. O blog nunca mais a viu. Ou melhor, viu sim: há uns três anos, na entrada do metrô Anhangabaú (centrão de Sampa). Ela estava toda arrumada, bem vestida (de saia longa) e ainda muito gata. “Virei evangélica”, disse ela ao blog. “Parei com as drogas, com tudo. E quero casar com um cara que me leve a sério”. De lá pra cá não se viram mais novamente. Semanas atrás surgiu no Faceboquete do blogger loker um pedido de add. O nome: Abigail. Será…???

 Quem não gosta e nunca chupou um grelo preto (acima) ou não fodeu com gosto um bocetaço preto (abaixo), não sabe o que está perdendo, rsrs. Negras são animais na hora da trepada loka e insana; que o digam Abigail e Joyce, uia!

 

* JOYCE, A NEGRAÇA DE 1,80m E QUE TAMBÉM LEVAVA FODA NO RABO – era um domingo à noite, entre abril e maio de 1999. O blogger eternamente carente vivia um período conturbabo de sua vida. Havia namorado por quase um mês com a linda e loira Karine, que morava em Santo André (cidade da Grande São Paulo) e que tinha morrido súbita e estupidamente em um acidente de carro. O episódio destroçou o coração do jornalista junkie e eternamente sentimental. Os amigos se preocuparam e logo um deles (o querido Vailer, que acabou se casando com a também loira Patrícia) apresentou ao “viúvo” a sua amig goth Rogéria – ou simplesmente “Côco”. Garota simpática, não exatamente linda de rosto mas com um par de mamicas, coxaços e uma xota de deixar qualquer macho maluco. Já na primeira balada que foram juntos, Côco não se fez de rogada e aplicou um caloroso boquete no pinto zapper – isso dentro do carro do amigão Vailer, uia. E enquanto chupava, disse: “você é muito gostoso. E eu não vou deixar você escapar fácil de mim”. O casal então manteve um affair por cerca de um mês (período em que treparam bastante, e numa dessas trepadas a cena inesquecível: Côco sentada na cama, com as pernas arreganhadas e recebendo de frente o pau grosso do sujeito aqui em seu cu, e quase gritando: “eu nunca senti tanto tesão na minha vida!”. Wow!). Tudo ia mais ou menos bem quando enfim, naquele domingo à noite, o distinto casal rocker estava no porão escuro do Madame Satã (que na época se chamava… The The, é isso?). Dançaram, beberam e Côco resolveu ir embora um pouco antes pois morava longe (também em Santo André; e o autor deste blog mesmo também estava morando lá na época, onde dividiu um sensacional apê com Vailer no centrão da cidade, por cerca de seis meses). O zeloso “namorado” zapper levou a garota até onde ela pudesse pegar um busão e voltou pra curtir um pouco mais o The The, já que iria embora de carona com um amigo. E quando entrou novamente no bar, foi como se tivesse encontrado com uma espécie de visão dionisíaca e infernal: aquele monumento de ébano, de 1,80m diante de si, saia curtíssima encobrindo metade de coxas grossas e negras, uma blusa vermelha (cheia de furos estratégicos) cobrindo um par de peitos gigantes e um rosto com ar inocente onde se destacava uma bocarra enorme com batom vermelho nos lábios mega carnudos. Zap’n’roll ficou literalmente louco quando viu aquilo e foi conversar com a garota. Seu nome era Joyce. Moradora de Itaquera (também na zona leste paulistana), dezoito aninhos de puro tesão (e o blogger taradón já com trinta e cinco…). A princípio ela se mostrou arredia às investidas do moreno de rabo-de-cavalo. Foi quando, por sorte, um amigo em comum de ambos (o dj Celinho, que fazia djs sets beeeeem bacanas no casarão do Bixiga naquela época) se aproximou e cumprimentou a deusa negra. E recomendou: “O Finatti tá te paquerando? Se sim, fica tranquila, ele é amigo, jornalista e um grande cara”. Wow! Isso fez a negraça abrir um sorriso um pouco maior e permitir que o jornalista avançasse um pouco mais no papo. Em pouco tempo ambos já tomavam duas doses cavalares de algum destilado. Ela, mais ébria também ficou mais “solta”. Veio o primeiro beijo na boca. E ela: “mas você me disse que tem namorada. E eu não gosto de ficar com caras que são comprometidos”. O zapper: “vou largar dela AMANHÃ, por sua causa!”. Ela: “Então larga que a gente volta a se falar”. E assim foi: sem sentir muito remorso na alma e no coração o autor deste diário se livrou rapidinho de Côco, com alguma desculpa qualquer (“ainda não estou bem pra ficar com outra garota, ainda me lembro da Karina” e bla bla blá), o que deixou a garota bastante emputecida no final das contas. Mas e daí? Havia uma crioulaça sensacional em jogo e o blog não podia perdê-la. Já no outro final de semana combinaram de saírem juntos. As fodas fodásticas começaram. Joyce era estranha: adorava, na hora da trepada, que tudo ficasse absolutamente escuro (ela dizia ter vergonha de seus peitaços, que tinham bicos gigantes e que na verdade enlouqueciam o jornalista trintão de tesão), mas também amava pingar cera quente no corpo do macho. E também gostava de dar mordidas algo dolorosas nele. E tinha uma boceta divina. E um cu idem, que era franqueado sem cerimônia pro namorado. Aliás estas linhas online tiveram com Joyce algumas de suas melhores fodidas de cu de toda a nossa existência sexual, rsrs. Era realmente inesquecível e enlouquecedor quando ela ficava de frente, dobrava suas pernas gigantes deixando o cu piscando à mostra e o zapper enterrava sua vara nele, enquanto ainda apertava os peitaços da negra ordinária ao cubo. E quando o gozo se aproximava, ele dizia: “vou soltar porra no seu cu!”. E ela apenas dizia: “GOZA!”. Tudo acabou pouco mais de um mês depois, quando o blog saiu do muquifo estudantil onde morava na Liberdade, pra dividir o apê com Vailer. Aconteceu com Joyce (por mais tesuda que a negra fosse, e o autor deste espaço online canalha chegou a ficar mezzo xonado pela moçoila) o mesmo que com Côco e com outras tantas mulheres que o blog teve na época: ele ainda era novo, queria comer a humanidade e não queria saber de algo realmente sério com alguém – ainda mais com uma pirralha de dezoito anos de idade. A negra ficou bastante magoada com o zapper, que começou a demonstrar pouco caso com ela. E tudo acabou num domingo à noite, quando Vailer passou no muquifo da Liberdade pra levar Zap’n’roll embora pro apê de Santo André. Joyce chegou um pouco antes (iriam todos dançar um pouco no The The antes de ir embora pro distante ABCD). O casal começou a se atracar dentro do pequeno quarto porém a negra resistiu naquela noite e não quis dar. Mas a pedido do quase ex-namorado, chupou. E chupou muito, com requintes de tara. O blog: “passa batom preto na boca e BORRA a cabeça do meu pau com ele”. Ela passou o batom. E começou a chupar. E borrou todo o pinto zapper de batom preto, que a tudo via refletido num espelho perto da cama. A porra não demorou a sair e quando sentiu os primeiros jatos quentes dentro da sua boca a cachorra negra se assustou e tirou a boca do pinto. O restante da porra voou na sua cara safada. Houve mais algumas trepadas entre os dois já no apê de Santo André. Mas logo depois Joyce desapareceu da vida do blogger por vezes sórdido. Ao que parece, hoje está casada com um policial.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco I: o novo do Travis, já candidato a figurar na lista dos melhores álbuns de rock de 2013.

 

* Disco II: o tempo parece não ter passado pro quarteto americano Superchunk. Ainda liderado pelo casal Mac McCaughan (guitarras e vocais) e Laura Ballance (baixo), eles estão aí com novo álbum (provocativamente intitulado “I Hate Music”) e onde o indie guitar de eflúvios punksters que tornaram o grupo quase um gigante da indie scene americana nos 90’, se mantém inalterado. Faixas mais curtas e rápidas convivem em harmonia com momentos mais delicados e o Superchunk segue em forma, felizmente.

O novo disco do veterano indie americano Superchunk

 

* Rock psicodélico do Amapá: a Stereovitrola, de Macapá (capital do Estado do extremo Norte brazuca) continua sendo uma das bandas prediletas do blogão zapper dentro da indie scene nacional do novo milênio. Com formação enxuta agora (chegou a ser um sexteto; agora continua com Ruan Patrick nos vocais e guitarras, Marinho Pereira no baixo, Rubens Ferro na bateria e Wanderson Matix nos teclados) mas não menos poderosa, a banda finalmente soltou seu novo trabalho de estúdio (isso, após quatro anos da estréia em disco). Trata-se do ep “Symptomatosys”, com cinco faixas cabulosas onde a psicodelia e o estranhamento composicional reinam, aliados a vocais sussurrados e sonolentos (no ótimo sentido do termo) e melodias que grudam fácil no ouvido. Sério, a Stereovitrola é seguramente uma das melhores bandas em atividade no atual raquítico rock indie brazuca (difícil achar, em Sampalândia, algum grupo com a mesma qualidade musical dos macapaenses) e dá gosto ouvir músicas como “Experiências com modelo animal” ou “Macaco Rei”. E afinal, quem mais senão Ruan Patrick batizaria uma faixa com o nome “VHS” (um antagonismo proposital e que afronta com gosto esses tempos de tecnologia desumana e irracional às vezes), e nela cantaria versos como “Naves e automóveis em Berlim/A monotonia é um refrigerador/Encaro a vida como Blade Runner”? Pois é. Pra ouvir tomando vinho num dia chuvoso, chapado de ácido ou maconha, com certeza. Interessou? Vai lá: https://soundcloud.com/stereovitrola.

O quarteto Stereovitrola: psicodelia rocker (e muito boa!) direto da longínqua Macapá

 

 

* Nova MPB do Amapá: não é exatamente a praia do blog, mas vamos lá. Daquelas surpresas ÓTIMAS do dia: o blog recebe e-mail da assessoria de imprensa do Som do Norte, anunciando o disco de estréia da cantora amapaense Emília Monteiro. O release fala em mistura de sons regionais (carimbó, marabaixo) com flertes na nova mpb e pitadas de jazz. Músicas de Zeca Baleiro e Dona Onete (um dos destaques da nova música paraense) compõem o repertório do álbum. O jornalista calejado já imagina: “lá bem abacaxi!”. Decide ouvir o disco. Se engano no seu pensamento e se surpreende de verdade. Ela canta bem, voz suave, músicas bem construídas, melodias bucólicas e letras acima da média. Taí: mesmo não sendo mega fã de mpb tradicional, estas linhas virtuais gostaram do que ouviram. Tomara que ela desça pro Sudeste e faça algum sucesso por aqui. E longe da máfia do Fora do Eixo, de preferência. Pra saber mais sobre Emília Monteiro, vai lá: http://musicadonorte.blogspot.com.br/2013/06/disco-do-mes-cheia-de-graca.html.

Emília Monteiro, a bela de Macapá: boas canções de mpb em seu disco de estréia

 

* Baladenhas: o finde ainda está longe e nele o blog estará lá em Brasília. Entonces quando chegarmos mais perto da sextona em si, daremos uma atualizada neste tópico, okays? Mas já fikadika desde agora: as noites open bar do Outs (no 486 da rua Augusta) estão literalmente demoníacas, rsrs. E sexta-feira também sempre é noite de curtir a pista do Astronete (no 335 da Augusta), com a incrível discotecagem soul e anos sessenta da dupla Sérgio Barbo e Claudio Medusa, além das melhores xoxotas lokas e rockers de Sampa deitando e rolando por lá.

 

 

PRÊMIOS CHEGANDO, PRÊMIOS SAINDO!

Tá na hora já, néan? Então vamos lá, ver quem ganhou o quê do blog:

 

* Adriana Mantrei, de Jundiaí/SP: já deve ter recebido seu exemplar da biografia do Slayer, lançada aqui pela Idéia Editorial;

 

* Marcos Flávio Medeiros, do Rio De Janeiro: ficou com o pacote da Cia Das Letras, contendo os dois clássicos de Nick Hornby, “Alta Fidelidade” e “Febre de Bola”.

 

E pra essa semana? Corra, leitor, corra! Lá no hfinatti@gmail.com tem:

 

* UM PAR DE INGRESSOS pra cada noite do festival Porão do Rock 2013, que rola neste finde em Brasília (e como este será o único postão zapper desta semana, os vencedores serão informados por e-mail até o final da tarde de quinta-feira, okays?);

 

* E mais UM PAR DE INGRESSOS pro show do duo inglês The KBV em Sampa, dia 14 de dezembro (yep, tá longe ainda mas você já pode concorrer desde já).

 

Tá bão, né? Então dedo no mouse e boa sorte!

 

 

E CHEGA!

Postão gigante pra ninguém reclamar, uia! Vai ser o único desta semana mas se rolar algo realmente bombástico nos próximos dias, pode ficar sussa que iremos comentar por aqui, hehe. Então vamos nessa, deixando beijos nas crianças (um muito especial pra fofa e meiga Huana Morais) e abraços nos marmanjos. Semana que vem, depois que estas linhas online retornarem de Brasília, aí sem teremos novo postão do blogão campeão por aqui. Até lá!

 

(atualizado, ampliado e finalizado por Finatti em 30/8/2013 às 6hs.)

Postão do blogão BOMBATOR sendo preparado. Na segundona ele estará aqui porque hoje tem, além de tickets em PROMOÇÃO pro festival Porão Do Rock em Brasília… SUPER DJ SET zapper no clube Outs, em Sampa!

O trio Nirvana: nome inesquecível da história do rock contemporâneo e que estará hoje marcando presença na dj set do blog no clube Outs/SP

 

Yep, não rolou ontem e hoje (já noitona de sabadão em si) mas calmaê que ele está a caminho, hehe. Hoje o blogão zapper resolveu fazer uma pausa nos trampos jornalísticos pra se dedicar à máster mega ultra power dj set fodástica que o blog irá fazer logo menos no Outs, o clubinho rock mais tradicional e bombado do baixo Augusta, em Sampalândia. Promete ser um arraso (Zé Carlos, um dos sócios da casa, acaba de informar que a lista promocional já está com mais de seiscentos nomes, uhú!) e vai ser a última dj set do blog antes de entrarmos em tratamento de saúde pra derrubarmos um certo monstrinho aê.

 

Então cola lá que ainda dá tempo – o horário de Zap’n’roll nas pick-up’s será o de sempre: das duas e meia às quatro e meia da matina.

 

E pode colar na segunda-feira aqui. Vai vir excepcionalmente no começo da semana aquele postaço, falando dos novos discos do Franz Ferdinand (que será lançado inclusive na segundona), do Travis, Superchunk etc. Vai ter diário sentimental caubulosíssimo e recheado de putaria, vai ter mais spankos no Fora do Eixo e já vai estar rolando essa promo pelo hfinatti@gmail.com:

 

* UM PAR de INGRESSOS pra cada noite do mega festival Porão do Rock (e do qual vamos falar muito no próximo post), que rola no próximo finde em Brasília.

 

Certo? Entonces, é isso. Sabadão chegou e o blog tá indo tocar o puteiro rocker lá no baixo Augusta, sempre! E segunda-feira iremos começar muito bem a semana com super postaço do blog de cultura pop mais legal da web brazuca.

 

Até lá então! E bom finde galere!

 

 

(enviado por Finatti às 23hs.)

 

Wow! Após bombar um post com mais de quatrocentas recomendações em redes sociais, o blogão campeão quando o assunto é cultura pop na web BR tem que voltar com tudo, néan? Então tomaê: os novos discos da lenda indie americana Superchunk (você se lembra deles?) e do Travis (que também vai tocar no Planeta Terra 2013); mais: novas imagens TESUDÍSSIMAS e EXCLUSIVAÇAS da XOXOTAÇA Julieta De Large, que já se tornou musa indie permanente do blog (e vai fazer performance ao vivo em novembro, na festa de lançamento do livro zapper); mais: a polêmica em torno da boceta peluda da Nanda Costa; spankos e denúncias contra a máfia FDE continuam (agora, com calotes em série em Cuiabá) e mais Porão do Rock, que rola no final deste mês em Brasília (post modesto, com versão final em 20/8/2013)

Heróis e lendas dos anos 90’ voltam ao ataque: o quarteto escocês Travis (acima) lança seu novo disco na próxima segunda-feira e também vai se apresentar na edição deste ano do festival Planeta Terra, em novembro, em Sampa; já o americano Superchunk (abaixo) também lança seu novo álbum na próxima segunda-feira, trazendo de volta o indie guitar rock que reinava nos EUA há duas décadas

 

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ATUALIZANDO E FINALIZANDO RAPIDIN O POST, JÁ NA TERÇA-FEIRA

* Foi maus, povo. Correria daqui, paradas pra resolver dali, questões pessoais pendentes e este post, que era pra ser postão, vai ficar mesmo apenas nas notas iniciais (já publicadas na sexta, néan?) e com mais alguns complementos aqui em cima. Mas o blogger atrapalhado PROMETE que na próxima sexta em si vem POSTÃO MASTER de verdade. Com as resenhas dos novos discos do Travis e do Superchunk (que saíram ontem nos Estados Unidos e Inglaterra), mais uma olhada bacana na indie scene nacional (falando novamente do grande Stereovitrola, de Macapá) e, voilá! Publicando um diário sentimental sexual pra lá de calhorda, hihihi. Então guentaê até a próxima sexta que o blog zapper vai voltar cuspindo fogo, uia!

 

* E no “cantinho das denúncias contra o Fora do Eixo”, a artilharia pesada e as bombas sobre a máfia travestida de Coletivo só aumentam. Eles lançaram um tal de Portal Transparência na web (e que pode ser acessado aqui: http://foradoeixo.org.br/) mas onde, via de regra, apenas rebatem com o seu habitual texto laudatório e verborrágico às acusações quem vêm sofrendo há semanas. As respostas nem sempre são ELUCIDATIVAS e há no tal portal pouca transparência no que se refere às verbas obtidas pelo Coletivo junto ao Poder Público, e como esse dinheiro foi gasto.

 

* Uma das novas denúncias publicadas pela grande mídia na semana passada foi essa aqui: “Fora do Eixo deixou rastro de calotes na origem em Cuiabá”, cujo texto você pode acessar aqui: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/08/1328179-fora-do-eixo-deixou-rastro-de-calotes-na-origem-em-cuiaba.shtml.

 

* A resposta do FDE, através do Portal da Transparência, foi essa aqui: http://foradoeixo.org.br/2013/08/19/nota-a-folha-de-s-paulo/.

 

* Olhe a imagem aí embaixo e diga-nos, dileto leitor zapper: em quem você acredita?

O dono de um restaurante em Cuiabá, com uma pilha inútil de Cubo Cards, a “moeda” do Coletivo Fora do Eixo: calotes em série

 

* Bien, e a semana promete ser agitada, no? Nesta quinta-feira, 22 de agosto, acontece a cerimônia de entrega do Prêmio Dynamite de Música Independente 2013. A mais tradicional premiação da indie scene nacional chega aos onze anos mais modesta (tempos bicudos no país…) mas não menos importante. Com apresentação do grande Clemente (Inocentes) e pocket shows dos grupos Baranga e Ação Direta, o evento rola lá no Centro Cultural São Paulo (na rua Vergueiro, 1000, Paraíso, zona sul paulistana) a partir das seis e meia da tarde. E em seguida vai rolar aquele já tradicionalíssimo coquetel no Dynamite Pub (que fica na rua 13 de maio, 363, Bixiga, centrão rocker de Sampa). Mais sobre o evento, vai aqui: https://www.facebook.com/events/509233709156670/?fref=ts. Compareça e prestigie a cena independente brazuca no que ela tem de melhor, sempre!

 

* E no sabadão em si… saí de baixo, rsrs. Zap’n’roll faz MEGA DJ SET CABULOSA na festona open bar do Clube Outs (lá no 486 da rua Augusta). Quem já foi numa dessas noitadas no Outs, comprovou: o esquema open (pague na entrada e beba até cair) literalmente fez a mais tradicional casa rocker do baixo Augusta renascer. No último sábado ela estava lotada – e o melhor: de dezenas de bocetaças lokas, rockers e tesudas até o último fio de cabelo, uia! Cola lá no sabadão que vai ser incrível. E vai ser a penúltima dj set do sujeito aqui, visto que em setembro ele vai finalmente enfrentar uma radio therapy pesada, pra acabar com o tumor que está na garganta dele. Firmeza? Mais sobre a imperdível dj set de sábado no Outs aqui: https://www.facebook.com/events/283671268438653/?fref=ts.

* Fechando a tampa deste post reduzido (nem tanto, vai!): pois agora que a humanidade já palpitou e falou sobre o assunto, vamos dar o nosso pitaco: esse tal de Emerson Sheik, jogador do Corintians, fez o conceito zapper subir MIL POR CENTO em relação à pessoa dele. O cara É SIM o maior brasileiro vivo nesse momento, como já andaram comentando em blogs esportivos. Publicar uma foto dando um selinho em um amigo e sendo jogador de futebol famoso num país RASTAQUERA, BRONCO, ULTRA HOMOFÓBICO, BABACA, CONSERVADOR, MORALISTA, REACIONÁRIO E CARETA É COISA PRA MACHO, sem dúvida. Sheik, parabéns pra vc, man! E PAU NO CU desse bando de ANIMAIS IRRACIONAIS da torcida corintiana, que protestou contra a atitude do jogador, chamando-o de viado e outras ofensas escrotas. Infelizmente esse pessoal vive na Idade Média, não tem cérebro e não sabe o que é respeitar o ser humano em suas escolhas, sejam elas quais forem (políticas, sociais, religiosas, de raça ou sexo).

O jogador Emerson Sheik, do Corintians, e o “selinho” dado no amigo: coragem pra combater a escrota homofobia que domina o país e o estúpido futebol brasileiro

 

* É isso. Na sexta voltamos aqui com aquele postão que nossos leitores merecem, sempre! Promessa! Até lá então!

 

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Blogão campeão, sempre!

E não? Como já foi dito no post da semana passada, talvez Zap’n’roll esteja vivendo seu melhor momento na blogosfera brazuca de cultura pop desde que ela começou a ser publicada há uma década, no portal Dynamite online (onde estas linhas online permanecem hospedadas até hoje, inclusive, além de ter este seu endereço próprio). No entanto e mesmo assim foi com espanto, alegria e surpresa que vimos nosso último post atingir a cabulosa marca de mais de quatrocentas recomendações em redes sociais (além de bons dezesseis comentários no painel do leitor). Isso é MUITO para um blog independente, que NÃO está hospedado em nenhum mega portal de notícias (como Uol, R7, iG, Terra etc.) e nos enche de orgulho e satisfação e nos motiva a manter (ou tentar, pelo menos) esse mesmo pique todas as semanas, ainda que eventualmente as condições sejam adversas (e como… na última segunda-feira o monstrinho em forma de tumor e que está há meses “hospedado” involuntariamente na região da garganta do autor deste blog, realmente tirou do sério o ainda rocker jornalista. A ardência no lado direito da boca era irritante e o sangue volta e meia surgia na garganta, obrigando o blogger impaciente ou a engolir o mesmo ou a cuspi-lo na pia. Foi a primeira vez, desde que o tumor foi diagnosticado, que o zapper sempre animado com seus textos jornalísticos, se viu de repente enfastiado e sem vontade de escrever… felizmente já nessa madrugada fria e aprazível de sexta-feira, quando o novo post está sendo escrito, o problema na garganta voltou a ficar sob controle, até quando não se sabe também… que venha logo a radio therapy, porran!). Assuntos para serem comentados e reportados aqui nunca faltam aqui, óbvio – e aí estamos falando não apenas de rock e cultura pop mas também de sociedade, de política e do que mais julgarmos ser interessante publicar e analisar por aqui. É por isso que o blog segue em frente, sempre e com toda a calma, disposição e reponsabilidade textual do mundo. É assim que teremos um livro dele lançado agora em novembro. É assim que neste post como sempre abarcamos uma ampla gama de assuntos (que vão desde os novos discos do Travis e do Superchunck, passando por questões políticas e sociais que estão agitando a semana, e até chegar ao lado “safado” destas linhas virtuais, mostrando mais imagens de uma deusa rocker de luxúria e sacanagem pura, hihihi), para que o nosso dileto leitorado sempre tenha o que ler ao longo de toda uma semana (pra que atualizar um blog todo dia com material exíguo e superficial? Será que é isso mesmo que funciona, ou o pelo visto consagrado modelo semanal que adotamos aqui já há alguns anos?). Então é isso. Como sempre falamos aqui, no texto que abre cada novo post: bem-vindos novamente ao mondo zapper. Entre, se acomode e leia. A casa é sempre sua!

 

 

* Começando as notas iniciais do post com a pergunta que não quer calar, já há um mês: onde está o Amarildo???

 O ajudante de pedreiro Amarildo (acima): um mês de desaparecimento e a PM do Rio nega o está muito óbvio pra todo mundo

 

* É muito óbvio que o episódio do desaparecimento do morador da favela da Rocinha, no Rio, após ser abordado por policiais da UPP daquela comunidade (e alguém ainda duvida que ele esteja morto e que tenha sido assassinado pela PM do Rio?), escancara pela enésima vez o que todos nós já estamos carecas de saber: a polícia militar do Brasil (aliás, se o blog não estiver enganado, o ÚNICO país do mundo em que existe uma polícia… militar, uma herança nefasta e maldita da ditadura que dominou o Brasil por duas décadas) é total escrota, truculenta e sem noção. Mal remunerada, mal preparada e bastante contaminada pela corrupção, afronta as Leis e o Estado de Direito cotidianamente em nossos grandes centros. Dessa atuação abominável surgem fatos como o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo. Ou seja: uma polícia que deveria ser preparada para DEFENDER o cidadão e dar-lhe segurança e tranquilidade, na verdade intimida esse mesmo cidadão. Não há solução à vista em um curto espaço de tempo para se resolver o problema. Seria o caso, como muitos defendem, de EXTINGUIR de uma vez por todas a polícia militar brasileira. Não seria?

 

 

* E os protestos voltam, ainda que aos poucos e timidamente, às ruas das grandes capitais. O blog apoia todos eles, quase sem exceção. Em Sampa, na última quarta-feira, cerca de duas mil pessoas caminharam pelo centro da cidade, pedindo a saída do BANDIDO chamado Geraldo Alckmin da (des)governaça do Estado. No Rio continuam os protestos pedindo a saída de Sérgio Cabral. Esses dois senhores (Cabral e Alckmin) de fato fariam um bem aos dois mais importantes Estados do país se eles abrissem mão de seus cargos e SUMISSEM da vida pública.

 

* Agora, o bicho está pegando e o caldo engrossou lindamente de vez pros lados da máfia do Fora do Eixo. As denúncias continuam explodindo por todos os lados, a grande mídia está em cima do Coletivo criminoso e até a revista petista Carta Capital deu spanko na “entidade” em sua edição online. Tudo isso você vai ver mais aí embaixo em detalhes, ao longo do post.

 

 

* Música, cultura pop e rock’n’roll, néan? Estréia HOJE nos cinemas brasileiros “Bling Ring – a gang de Hollywood”, novo longa da “gênia” Sofia Coppola (ela teve a quem puxar, certo?), e que já andou dando o que falar nos Estados Unidos. Estrelado pela totosa Emma Watson, o filme se detém no cotidiano de adolescentes fúteis e milionários e cuja maior diversão é… invadir casas de celebridades hollywoodianas (quando os moradores estão ausentes) para roubar objetos do local. Sofia, não dá pra esquecer, dirigiu “As virgens suicidas”, “Encontros e Desencontros” e “Maria Antonieta”. A mulher é foda. Ou seja: é a grande estréia da temporada nos cinemas. Então, corra pra telona mais próxima da sua casa.

 A gang de Hollywood: elas deitam e rolam no novo filme de Sofia Coppola, que estréia hoje nos cinemas brasileiros

 

 

* E não é que na Inglaterra (mais especificamente em Manchester), uma engenheira de som que trampou na Factory (o lendário selo britânico que deu ao mundo os sublimes Joy Division e New Order) anunciou que descobriu, numa caçamba de lixo (!!!) gravações INÉDITAS do Joy Division? A descoberta aconteceu há vinte anos mas só foi revelada agora. O material vai ser posto à venda pela engenheira. Quem se habilita a comprar e a lançar o dito cujo?

A lenda de Manchester nos anos 80”: após duas décadas, são encontradas gravações inéditas do inesquecível Joy Division (acima)

 

* BOCETAS PELUDAS SÃO ÓTIMAS E O BLOG ADORA! – para não fugir à regra de que o que chama a atenção aqui no Bananão é sempre algum assunto completamente fútil e/ou inútil, nas últimas semanas quase não se falou em outra parada nas redes sociais: a xoxota algo peluda (?) da atriz Nanda Costa, capa da mais recente edição da revista Playboy. Um bando de machos escrotos, moralistas babacas e “nojinhos” criticando publicamente a garota porque ela não teria o “saudável” e “higiênico” hábito de se depilar nas partes íntimas. Jezuiz… como é que é??? O blog entendeu mesmo a reação desses broncos acéfalos? Puta que pariu, a que ponto está chegando o neo conservadorismo e o neo moralismo babaca do ser humano. Patrulhar moral e comportamentalmente uma mulher só porque ela tem alguns (ou muitos) pêlos a mais no meio das pernas. Fala sério… pois Zap’n’roll, cachorro como só ele soube ser com suas deusas sexuais, sempre AMOU bocetas PELUDAÇAS. Yep, daquelas tipo “floresta amazônica” mesmo. Quanto mais pêlo tinha a garota na sua xana mais tesão o blogger taradón tinha por ela. Tanto que, não raro, ele pediu (pedia) a muitas de suas ex-namoradas e affairs: “deixa os pêlos da xoxota crescerem”. É uma DELÍCIA afundar a boca e a língua naquela montanha de tufos pretos, quando se vai fazer um delicioso e caprichado sexo oral no grelo da sua parceira. Fora o tesão que a imagem selvagem desperta no macho. Então, pra que ficar com essa frescura e nojerinha de “ah, mulher de xota peluda comigo não rola!”? Falta do que fazer ou do que discutir (isso, em um país onde sobram questões sérias a serem discutidas e debatidas pela sociedade) dá nisso. Conselho pra esses imbecis (e também pras “puristas” adeptas da racha depiladinha): meia hora de rôla no buraco de trás resolve o problema de todos vocês, uia!

Nanda Costa na capa da Playboy deste mês (acima) e a foto de sua xoxota peludaça (abaixo), que nem é tão peluda assim, afinal de contas; quem não gosta da fruta dessa forma, que vá dar meia hora de rôla e tudo se resolve, hihihi

 

 

* Fora que Nanda Costa é um XOXOTAÇO, no? E que está mega famosa agora, depois que viveu um dos personagens principais da penúltima novela do horário nobre Global. Mas quando ela rodou o bacanudo filme “A febre do rato” (de 2011, e dirigido por Cláudio Assis), pouca gente ainda conhecia a garota. O longa conta a história de um poeta marginal do Recife, e sua paixão pela totosa Eneida, estudante de comportamento liberal mas que resiste às investidas do sujeito e… bien, veja aí embaixo a versão completa do filme (e morra de tesão na cena em que Eneida tira xerox de suas explendorosas tetaças e de sua magnífica boceta, para provocar o pobre poeta que está apaixonado por ela, uia!)

 

 

* E na boa? O ensaio da Nanda Costa pra Playboy é fichinha perto das DELICIOUS novas imagens que o blogão zapper publica aqui mesmo, neste post, mais aí embaixo, da nossa já oficial musa indie zapper. Quem? Ela mesma, a incendiária Julieta DeLarge, que foi convidada e aceitou fazer uma performance rocker erótica na festa de lançamento do livro do blog, em novembro em Sampa. Enquanto a festa não chega, a marmanjada pode ir se acabando na punheta desde já com as incríveis novas fotos exclusivas da July e que estão mais alguns tópicos aí embaixo, aqui mesmo. Vai lá e divirta-se!

 

 

* Todo mundo feliz com o anúncio do Travis no Planeta Terra 2013. Pois é, periga ser a melhor edição do festival desde que ele existe. Então, bora falar do novo disco do Travis, oras. Mas daqui a pouco, hehehe. O blogger sempre corrido vai dar uma pausa rápida na construção do post, pra ir resolver umas paradas pessoais, e logo menos volta pra terminar o serviço por aqui. E pode colar na área até o final da tarde deste sábado porque esse post vai ficar MONSTRO, falando dos novos discos do Travis e do Superchunk, das novas denúncias contra a quadrilha Fora do Eixo, mostrando fotos EXCLUSIVAS e TESUDAÇAS da nossa musa indie oficial, a July Large (uma amostrinha aí embaixo, só pra deixar os machos malucos desde já, rsrs), além de dar o roteiro cultural, as dicas pro circuito alternativo no finde e mais isso e aquilo tudo que você só encontra por aqui mesmo. Então, até daqui a pouco novamente!

A xoxotaça delicious Julieta DeLarge, agora musa indie OFICIAL do blog; daqui a pouco mais fotos EXCLUSIVAS da garota por aqui!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 20/8/2013 às 4hs.)

 

Mais bombas alucinantes no blogon zapper: em primeira mão e com EXCLUSIVIDADE (e antes da revista Veja, uia!) revelamos quem está por trás do Tumblr “Fora do Beiço”, um campeão de audiência na atual web brazuca; mais: o gigante festival Porão do Rock leva a Brasília no final desse mês a lenda Mark Lanegan e um panorama classudo do novíssimo rock que é feito na capital do país; e a “fedentina” só aumenta pros lados dos picaretas do coletivo Fora do Eixo/SP: uma ENXURRADA de DENÚNCIAS em redes sociais (e que acabam de reverberar na Veja e Folha Online) mostra como Pablo Capilantra se tornou um DITADOR e ESCRAVOCRATA PIOR do que o ditador da Coréia do Norte; ele EXPLORA quem trampa na Casa FDE, NÃO paga ninguém e EMBOLSA MILHÕES do Poder Público, através de editais… Ministério Público de São Paulo e polícia civil, cadê vocês? (plus GIGANTE com denúncias contra o FDE, indicações culturais do blogão e a estréia em disco do grupo Mad Sneaks!) (versão final em 10/8/2013)

 Os gênios do bem e UM gênio do mal: o inesquecível trio Nirvana (acima), a última banda de rock que valeu a pena ser ouvida, é capa da edição deste mês da Rolling Stone Brasil, que relembra como foi gestado “In Utero”, o derradeiro álbum do grupo, lançado há vinte anos; já o “produtor cultural” Pablo Capilé (aka Capilantra, abaixo) está vendo o reino da sua máfia Fora do Eixo desmoronar diante das zilhões de denúncias contra o FDE que se espalharam esta semana pelas redes sociais e chegaram à grande mídia (como Veja e Folha online). Um dia a casa cai…

 

Blogão bão néan?

Sem modéstia alguma, há semanas Zap’n’roll está atravessando, talvez, seu melhor momento editorial e de audiência desde que existe em versão online, há uma década – nunca é demais lembrar: começamos como coluna ainda na edição impressa da revista Dynamite (isso por volta de 1993, há vinte anos portanto!); depois, reestreamos como coluna online no portal Dynamite, em 2003, e cá estamos até hoje. E os motivos para este “melhor momento” podem ser vários: a linha editorial daquele que é, hoje, um dos blogs de rock alternativo e cultura pop mais acessados da web brasileira (mais de setenta mil acessos mensais; média de quase duzentas recomendações por post em redes sociais; média de vinte comentários dos leitores pos post, em uma época em que as pessoas têm assumida preguiça de enviar mensagens pra blogs), uma linha que privilegia sim rock e cultura pop mas que não abre mão de comentar assuntos políticos, sociais e comportamentais. Também já é notória a coragem destas linhas online em abordar assuntos polêmicos, com a profundidade e o rigor que eles merecem ser tratados. Aqui não há rebo preso com ninguém. Talvez por isso mesmo (e por tudo isso) há semanas estamos batendo recordes sucessivos de acessos, recomendações e comentários. Desta forma este espaço blogger investigativo não pode decepcionar seu enooooorme e dileto leitorado: por isso voltamos hoje a falar da lamentável organização criminosa em que se transformou o coletivo Fora do Eixo, em sua cúpula encravada na capital paulista. Lendo este post que começa agora você irá se estarrecer com os depoimentos que reproduzimos aqui, com algumas das principais denúncias que andam brotando aos borbotões contra a “entidade” e seu cappo máximo, mr. Pablo Capilantra, nas redes sociais. Não só: em primeiríssima e exclusiva mão entrevistamos o autor do Tumblr “Fora do Beiço” (que zoa sem dó com o Fora do Eixo, e se tornou por conta disso uma celebridade da internet nas últimas semanas) onde ele inclusive revela sua identidade verdadeira (dando, assim, um furo na revista Veja que vai às bancas neste sábado, e que também entrevista nosso novo herói midiático, hihihi). Como se não bastasse tudo isso ainda voltamos a falar do Porão do Rock, o grande festival independente que vai agitar a capital do país no último finde de agosto, além de publicar muito mais sobre bandas novas, agitos, indicações culturais e os caralho. Ou seja, tudo o que você encontra sempre muito bem pautado editorialmente aqui há uma década. Não é à toa que vem aí o livro zapper, em novembro. E não é à toa que amamos o que fazemos e também a cultura pop. Só assim, como amor pelo que se faz, pra se fazer bem feito, sempre.

 

 

* Sextona à noite, postão atrasadíssimo (por conta de correria pra resolver paradas pessoais; morar sozinho definitivamente não é mole, hehe) mas chegando, uia. Sendo que até a tarde de amanhã (mais conhecida como sábado) ele estará inteiro no ar, pode ficar sussa.

 

 

* E para além dos domínios do rock alternativo e da cultura pop, dois assuntos dominaram a mídia impressa e eletrônica esta semana. Um deles, claro, é o desmonte da quadrilha chamada Fora do Eixo que finalmente começou a ser bombardeada com denúncias de PESO e que também finalmente começaram a reverberar na mega mídia (leia-se edições online da revista Veja e do jornal Folha De S. Paulo), sendo que sobre isso você, dileto leitor zapper, irá se informar melhor lendo todo o conteúdo deste post.

 

 

* O outro assunto (e nem poderia ser diferente) continua sendo a investigação do Cade e do Ministério Público sobre o desvio de milhões de reais que rolou na última década, durante os governos do PSDB em São Paulo, quando empresas estrangeiras MOLHARAM A MÃO de dirigentes tucanos pra ganhar concorrências visando a construção e a manutenção do metrô paulistano. A Polícia Federal indiciou esta semana dez ex-integrantes da tucanalha paulista, entre eles o ex-secretário de Governo, Andréa Matarazzo. Cadeia nesse povo!

 

 

* E dia 14 agora, quarta-feira, todo mundo na rua pelo IMPEACHMENT do tucanalha mor, o governador Geraldinho Alckmin.

 

* Bão, música, no? O grande bafafá da semana também foi em torno da edição do ano que vem do festival Lollapalooza BR. A Geo eventos definitivamente abriu mão de produzir o evento, que passou para as mãos da produtora T4F. E aí começaram as especulações de quem estará tocando no Campo de Marte, em Sampa, em abril de 2014. Como de hábito uma lista falsa com possíveis atrações circulou na web. Tudo zoação, óbvio.

 

 

* Mas pelo menos três nomes são dados como certos no line up do Lolla BR 2014: Nine Inch Nails, Depeche Mode e Johnny Marr. Se for isso mesmo e os três se confirmarem, nem é preciso muito mais em termos de atrações gringas. O blog viu uma gig do NIN do demente Trent Reznor em 2005 (lá se vão oito anos…), no festival Claro Que É Rock. Saiu algo aturdido do Chácara do Jockey, em Sampa. Despachas Moda (rsrs)? Também foi visto ao vivo por estas linhas online, há quase vinte anos (em 1994, no finado Olympia, também em Sampalândia). O show foi quase horrível e desde então o blogger rocker espera por uma volta da banda ao Brasil, desta vez para uma gig que seja realmente fodástica. E por fim o gênio Johnny Marr, o homem que um dia tocou guitarra nos Smiths: apresentação pra não se perder, por tudo o que Marr já fez na história do rock’n’roll. Fora que seu primeiro álbum solo, “The Messenger” (lançado no início deste ano), é um dos grandes discos de 2013 até agora.

Os ingleses vão invadir o Lollapalooza BR 2014: Depeche Mode, comandando pelo vocalista Dave Gahan (acima) e o gênio da guitarra Johnny Marr (abaixo), devem encabeçar a lista de atrações do festival 

 

 

* E falando em festivais bacanudos…

 

 

* PORÃO DO ROCK SACODE BRASÍLIA COM LINE UP BACANA E VARIADO – yep, já falamos do festival no post passado, vamos falar nesse e novamente nos próximos, até o final deste mês. Fato é que o Porão do Rock agita Brasília já há uma década e meia. E Zap’n’roll, ela mesma, já frequentou o Porão, lá por 2005 (quando viu o show de uma certa Pitty, que então estava se tornando mega, de cima do palco onde a baiana se apresentava, tomando talagadas de whisky e vendo uma multidão de cerca de trinta mil pessoas pulando diante de si) e depois não mais voltou a frequentar o evento (vamos assumir: estas linhas bloggers eternamente algo lokers eram por demais doidonas naquela época. E aprontaram algumas em Brasília… entre elas, meter a napa numa taturana de cocaine de propósito, na frente do carioca Marcos Brachatto, um dos jornalistas mais malas e pedantes da imprensa rock nacional). Claro que isso não pegou bem e foi melhor passar alguns anos longe da capital do Poder, hihihi. Agora, mais velho, mais calmo, mais sábio e comportado, o blog sente-se feliz por ir novamente ao Porão mesmo porque o festival, sem querer fazer média com ele, é um dos melhores eventos da cena musical independente nacional. Vejam bem: serão duas noites de shows (dias 30 e 31 de agosto, sexta-feira e sábado) no estacionamento do estádio Mané Garrincha. Com trinta e oito shows, divididos em três palcos. Entre as atrações, nomes gringos de peso: o americano Mark Lanegan (a lenda e o vocal mais rouco e sensacional do rock americano nas últimas duas décadas, o homem que um dia cantou à frente dos Screaming Trees, um dos grupos preferidos destas linhas virtuais e que por algum mistério divino não se tornou gigante como o Pearl Jam, e merecia!), o Soufly de Max Cavalera etc. Fora isso também vão rolar gigs de dois gigantes do rock BR dos 80’, Capital Inicial e Paralamas Do Sucesso. E, na visão do blog, uma das cerejas do bolo na programação: a produção do evento abriu grande espaço para a nova geração de bandas de Brasília, que é rica e diversificada como já atestou em entrevista à Zap o músico (e também diretor artístico do Porão) Luiz Eduardo Alf (que participou, nos anos 90’, do bacana Rumbora e agora retoma sua carreira musical se apresentando também ele no Porão do Rock). São nomes como Sexy Fi (que já lançou disco nos Estados Unidos e teve boas resenhas na rock press gringa), Na Lata e Rios Voadores, dos quais iremos falar melhor nos próximos posts. Como se não bastasse tudo isso há ainda um grande fator a favor do Porão: o preço dos ingressos. Cada um sai pela MERRECA de quinze mangos. Ou seja: as produtoras de Sampalândia, responsáveis por mega festivais como o Planeta Terra e o Lollapalooza, por certo estão precisando aprender algumas lições com o pessoal que organiza o Porão do Rock em Brasília, néan? Mais sobre o festival, vai aqui: www.poraodorock.com.br.

A delicinha Gaivota Naves, vocalista da banda brasiliense Rios Voadores (de quem o blog fala mais nos próximos posts): psicodelia candanga que promete causar no Porão do Rock

 

 

* A nota bizarra da semana (sempre tem, no?): em entrevista à NME desta semana o velho bocão Steven Tyler (vocalista de quem mesmo? Rsrs) revelou mais uma das suas, hihihi. Desta vez sobre como foi composto o clássico “Walk This Way”. “Nós criamos o riff de guitarra dela enquanto esperávamos a entrega de uma carga de cocaína, eu e o Joe Perry”, disse o ancião, que toca com o Aerosmith maaaaais uma vez no Brasil em outubro.

O tiozão Steven Tyler, que toca com o seu Aerosmith em outubro no Brasil: cocaine para inspirar a criação do clássico riff de guitarra de “Walk This Way”

 

* A nota bacanuda da semana: a nova edição da Rolling Stone Brasil chega às bancas na próxima segunda-feira. E a capa da revista (aí embaixo) não poderia ser mais oportuna: traz o Nirvana e uma extensa matéria sobre os bastidores de como foi gerado “In Utero”, o derradeiro álbum da última banda de rock que valeu a pena. Como todo mundo sabe, “In Utero” começou a ser “gestado” em um estúdio no Rio de Janeiro, quando o trio liderado por Kurt Cobain passou duas semanas no Brasil, em janeiro de 1993, para tocar no festival Hollywood Rock. O lançamento do álbum completa duas décadas no mês que vem e você pode criticar muito a linha editorial da RS brasileira. Mas essa capa parece ser beeeeem lecal. A conferir na próxima segunda-feira.

 

 

* E chega de enrolação, uia! Aí embaixo mais uma entrevista zapper MEGA EXCLUSIVA, com o autor do Tumblr que está explodindo na web brazuca e tirando o sono do povo do Fora do Eixo, hihihi. Leiam e chorem de rir.

 

 

“FORA DO BEIÇO”, O TUMBLR QUE ESTÁ VIRANDO A WE BR DE CABEÇA PRA BAIXO – SAIBA QUEM ESTÁ POR TRÁS DELE AQUI!

E não? Nas últimas semanas um Tumblr começou a repercutir de maneira explosiva na web brasileira. Era – é – o “Fora do Beiço”, uma zoação mega hilária e sem dó com o “produtor cultural” Pablo Capilé (Capilantra, pros íntimos, rsrs) e sua mafiosa organização, o coletivo cultural Fora do Eixo, baseado em São Paulo e que foi alvo esta semana de dezenas de denúncias cabulosas de artistas de diversas partes do país, que resolveram vir a público pra mostrar como de fato trabalha a turma que mora em um casarão gigantesco n bairro do Cambuci, na capital paulista.

 

O blogão zapper acompanha o Tumblr há tempos já, desde que apenas um reduzido mas entusiasmado grupo lia e chorava de rir com as postagens assinadas por um tal de Eddy Tales (uma corruptela de… editais? Hihihi). Até que, de repente e graças aos seus textos cada vez mais afiados e impagáveis, o “Fora do Beiço” começou a repercutir na grande mídia. Em uma única semana o tumblr foi mencionado por Álvaro Pereira Jr. e André Barcinski, dois dos principais jornalistas culturais da FolhaSP, em suas colunas na edição online do jornal.  E esta semana a exposição chegou ao ápice: o “Fora do Beiço” será objeto de matéria que vai sair na edição impressa da revista Veja, que circula nas bancas a partir deste sábado.

 

Não deu outra: graças à sua amizade com Eddy Tales, Zap’n’roll foi correndo entrevistar o sujeito. Que revela aí embaixo e em primeiríssima mão (antes da Veja, inclusive!) quem, afinal, é o autor secreto do “Fora do Beiço”uia!

O hilário Eddy Tales (acima), autor do bombadíssimo Tumblr “Fora do Beiço”, que na verdade é o roteirista Marcelo Marchi (abaixo)

 

 

Zap’n’roll – Nas últimas semanas o divertidíssimo Tumblr “Fora do Beiço”, que zoa sem dó e com ótimo humor o criador do coletivo Fora do Eixo, Pablo Capilé, tem se tornado a bola da vez na web nacional. Foi citado em colunas famosas na Folha online e está vendo aumentando sua audiência aumentar rapidamente. Então, sem mais delongas e já abrindo bombasticamente a entrevista: qual a verdadeira identidade de Eddy Tales, o criador do “Fora do Beiço”? Qual a sua idade, onde você mora e o que faz profissionalmente, afinal?

 

Eddy Tales – Grande Finas, o Eddy Tales nada mais é do que uma entidade incorporada memeticamente por mim, Marcelo Marchi https://www.facebook.com/marcelo.marchi.79?ref=ts&fref=ts, um jovem de 35 anos do interior de SP, que faz freelas como roteirista de audiovisual e atualmente é redator do programa Saca Rolha, da Band News FM.

 

Zap – Ceeeeerto. Qual cidade? E como e por que surgiu a idéia de fazer o Tumblr? De onde vem a inspiração pra escrever os textos, sempre muito bem humorados e que zoam sem dó situações e pessoas reais?

 

Eddy – Sou de Leme, terra de grandes nomes como o cantor Vinny e Dayse Brucieri (18 vezes capa da Sexy). A ideia pro Tumblr surgiu em abril do ano passado, quando estava trabalhando em Bauru (onde me formei em Rádio e TV). Estava na casa de uns amigos, quando, sob eflúvios cervejísticos, começamos a falar ironicamente sobre a cena dos coletivos. Surgiram tantas piadas – naturalmente – que eu e um desses amigos, o grande Guilherme “Led” Baciotti, iniciamos uma página no Face, logo bloqueada por forças obscuras. Então passamos pro tumblr. Começou de maneira totalmente descompromissada, pra gente e os demais se divertirem. Críticas eram consequência.

 

Zap – Mas você teve alguma experiência com o pessoal do FDE ou participou, de alguma forma, de algum evento promovido por eles, pra ter essa percepção e criar o Tumblr?

 

Eddy – Participei de alguns shows, sim. Mas logo comecei a achar o negócio meio “complexo”. Fui aos shows. Não toco nada (bom, nem algumas das bandas do FDE, mas… whatever), fui só assistir. Tinha (é, acho que a essa altura já não tenho mais) amigos nos coletivos. Eram boas pessoas. Deus os tenha.

 

Zap – Você ainda mora no interior e trabalha para a Band News de São Paulo, é isso?

 

Eddy – Sim, ainda moro (não por opção). Faço tudo on line. Sou Ninja. E digo mais: estou ESCANCARADO para novos trabalhos! Pagamento em grana. Não cubo.

 

 

Zap – com uma súbita fama que o Tumblr está adquirindo, você já pensa em faturar algum dinheiro com ele? E o Capilé real, nunca te procurou pra reclamar de nada ou comentar algo a respeito?

 

Eddy – Ganhar dinheiro é bom. Mas não sou tão bom com números quanto o Capilé… Não sei de que forma ganharia dinheiro com o FDB. Se alguém souber, me avise. Propaganda não faço. Sou independente, pô! Mas o tumblr tem trazido algumas coisas muito boas, além, claro, do carinho da galera. Tenho vários outros projetos, principalmente de quadrinhos, que é a minha paixão. Gostaria de poder mostrar esses outros trabalhos pras pessoas. Acabei de ser selecionado pra um programa chamado Residência Base, organizado pelo cineasta Esmir Filho: http://www.residenciabase.com/base. Serão 5 dias enfurnado numa casa nas montanhas trabalhando em roteiro. Meu roteiro de longa, “Perdido no Supermercado”, ainda em desenvolvimento, foi selecionado. Esse roteiro é de uma comédia, mas meus trabalhos geralmente não são cômicos. Nem sei direito como comecei a fazer graça. Já fiz uma porção de trabalhos na área, mas há, no Brasil, uma grande insegurança pra roteiristas, criadores em geral. Se o FDB servir pras pessoas se interessarem por outras coisas que eu faço já é um puta lucro! Ah, sim, o Capilé nunca me procurou, nunca me retweetou, nunca disse que me ama… Mas eu sei que ele é muito ocupado.

 

Zap – pra encerrar, se o Tumblr tomar uma dimensão muito grande, o que você pretende fazer pra expandir seu trabalho? E se fosse pra mandar um recado direto pro Pablo Capilé e a turma do Fora do Eixo, qual seria esse recado?

 

Eddy – Bom, dimensão muito grande acho que já tomou… quer dizer, ao menos eu não esperava nem 1/5 disso. É um lance que eu faço com muito prazer, a recepção tá sendo emocionante de verdade, e existe um gostinho especial em fazer a galera rir. Não planejei ainda os próximos passos. Penso em contar com uns colaboradores… Inclusive, quem aí manjar de manipular imagem – imagem, não PESSOAS, hein! – fazer umas montagens, e quiser me dar uma mão pra incrementar ainda mais o FDB, entre em contato pela página do Face. E vai trabalhar de graça, pq aqui é por amor!! Haha… Não, sério, quem estiver a fim, pela curtição, dê um alô. Eu queria muito fazer algo em audiovisual nessa linha… Tenho muitas ideias que não cabem só em texto… Se alguma produtora se interessar, tamos aí, tmbm. Prometo que sou caxias e workaholic. Eu levo o FDB muito, muito a sério. Faço pela diversão, mas sei que tem muita gente lendo, e se interessa a tanta gente, e tanta gente quer ver novidades relativas a ele, p q não evoluir, né? Qto ao recado pros FDE… Bom, pediria que não facilitassem tanto pra mim. Vem muita piada pronta da parte deles, e isso pode acabar me acostumando mal. No mais, é nóis, Petrobrás!

 

* Para acessar o Tumblr “Fora do Beiço”, vai lá: http://foradobeico.tumblr.com/.

 

* E os perfis de Eddy Tales/Marcelo Marchi no Facebook: https://www.facebook.com/eddy.tales?fref=ts e https://www.facebook.com/marcelo.marchi.79.

 

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COM OS SEUS ALICERCES ABALADOS POR ZILHÕES DE DENÚNCIAS SURGIDAS NESTA SEMANA, COMEÇA A DESMORONAR O REINO DO FAZ DE CONTA DO COLETIVO FORA DO EIXO

Foi de fato uma semana avassaladora para o coletivo cultural Fora do Eixo, que já há alguns anos pouco ou absolutamente NADA faz pela cultura independente do Brasil, a não ser sugar milhões de reais da pobre e caída teta pública, através da participação em editais que visam liberar verbas para financiar projetos culturais. E desde que fixou sua sede nacional na capital paulista há cerca de quatro anos, o FDE mandou a vergonha e a discrição definitivamente para a casa do caralho e, na cara mega larga, deixou claro que seu negócio é mesmo GRANA e PODER POLÍTICO: apoiaram a candidatura de Fernando Haddad à prefeitura paulistana (fazendo aguerrida campanha pela mesma) e, com a vitória dele, se APARELHARAM totalmente em duas Secretárias Municipais (da Cultura, óbvio, e também dos Direitos Humanos), onde está literalmente com sua bunda suja sentada em cima do cofre da máquina. E de lá só deverá sair quando o PT também sair da administração municipal.

 

Não só: o coletivo, espalhado e com tentáculos por todo o território nacional, continua participando de todos os editais públicos possíveis, na tentativa de aprovar projetos e arrancar a maior grana possível do Poder Público. Um dinheiro que, uma vez captado, ninguém sabe o que é feito dele. Afinal é sabido que o FDE, comandado pelo ultra mafioso publicitário Pablo Capilé (e que nesta semana passou a ser chamado nas redes sociais de Pablo Capilantra) NÃO PAGA NINGUÉM: nem quem se dispõe a trabalhar pro coletivo, nem as bandas que tocam em seus festivais (a grande maioria eventos toscos, realizados com estrutura deficiente de som e luz etc.), nem que participa de suas atividades e projetos culturais.

 

Zap’n’roll vem denunciando essa autêntica canalhice já há alguns anos, juntamente com o blog “Jukebox”, escrito pelo jornalista e chapa Dum DeLucca no portal Dynamite online. Mas foi apenas nesta semana que finalmente a quadrilha do Fora do Eixo foi colocada sob os holofotes da grande mídia. Primeiramente quando Capilé e o jornalista Bruno Torturra participaram da última edição do programa “Roda Viva”, na tv Cultura. A dupla foi convidada a participar para explicar o funcionamento da Mídia Ninja (braço jornalístico e midiático do FDE), que andou se destacando na cobertura das últimas manifestações de rua ocorridas no Rio De Janeiro e em São Paulo. O resultado da entrevista foi um fiasco: sabatinados por uma bancada de jornalistas conhecidos mas que estavam totalmente à margem das patifarias que vêm sendo patrocinadas pelo coletivo, a dupla se esquivou como pôde das questões mais incômodas. Capilé então, um mestre na arte de enrolar e ser escorregadio, em algumas respostas falou, falou, falou e não esclareceu nada. Quem assistiu ao “Roda Viva” e já sabe o que é o FDE, ficou vivamente irritado com o resultado final do programa.

 

E foi essa irritação que finalmente provocou um enxame de denúncias contra o coletivo, que vieram a público esta semana (com isso Capilantra e cia não contavam, uia!). A repercussão dessas denúncias, feitas inicialmente nas redes sociais, foi enooooorme e reverberou na grande mídia, com as edições online da revista Veja e do jornal Folha De S. Paulo dando destaque ao assunto.

 

Pois estas linhas zappers, que acompanham e denunciam já há alguns anos as tramoias da turma do FDE, faz o que acha que deve ser feito neste post: reproduz aí embaixo, na íntegra, duas das principais denúncias públicas surgidas contra o coletivo nesta semana. Uma assinada pela diretora de cinema Beatriz Seigner; a outra, pelo conhecido músico Daniel Peixoto, que já participou do extinto duo Montage e que deu nova roupagem à música eletrônica feita no Brasil dos anos 2000’ pra cá. Leiam os dois depoimentos/denúncias abaixo:

A diretora de cinema Beatriz Seigner

 

(depoimento postado pela cineasta Beatriz Seigner em seu perfil, no Facebook)

“Conheci um representante da rede Fora do Eixo durante um trajeto de ônibus do Festival de Cinema de Gramado de 2011, onde eu havia sido convidada para exibir meu filme “Bollywood Dream – O Sonho Bollywoodiano” e ele havia sido convidado a participar de um debate sobre formas alternativas de distribuição de filmes no Brasil.

Meu filme havia sido lançado naquele mesmo ano no circuito comercial de cinemas, em mais de 19 cidades brasileiras, distribuído pela Espaço Filmes, e o rapaz me contava de como o Fora do Eixo estava articulando pela internet os cerca de 1000 cineclubes do programa do governo Cine Mais Cultura, assim como outros cineclubes de pontos de cultura, escolas, universidades, coletivos e pontos de exibição alternativos, que estavam conectados à internet nas cidades mais longínquas do Brasil, para fazerem exibição simultânea de filmes com debate tanto presencialmente, quanto ao vivo, por skype. Eu achei a idéia o máximo. Me disponibilizei, a mim e ao meu filme para participar destas exibições, pois realmente acredito na necessidade de democratizar o acesso aos bens culturais no país, e sei como é angustiante, nestas cidades distantes, viver sem acesso à cultura alternativa e mais diversas artes.

Foi então organizado o lançamento do meu filme nos cineclubes associados à rede Fora do Eixo durante o Grito Rock 2012, no qual eu também me disponibilizei a participar de uma tournée de debates no interior de São Paulo, na cidade do Rio de Janeiro, e por skype com outros cineclubes que aderissem à “campanha de exibição”, como eles chamam.

Com relação à remuneração eles me explicaram que aquele ainda era um projeto embrionário, sem recursos próprios, mas que podiam pagá-lo com “Cubo Card”, a moeda solidária deles, que poderia ser trocada por serviços de design, de construção de sites, entre outras coisas. Já adianto aqui que nunca vi nem sequer nenhum centavo deste cubo card, ou a plataforma com ‘menu de serviços’ onde esta moeda é trocada.

E fiquei sabendo que algumas destas exibições com debate presencial no interior de SP seriam patrocinadas pelo SESC – pois o SESC pede a assinatura do artista que vai fazer a performance ou exibir seu filme nos seus contratos, independente do intermediário. E só por eles pedirem isso é que fiquei sabendo que algumas destas exibições tinham sim, patrocinador. Fui descobrir outros patrocinadores nos posters e banners do Grito Rock de cada cidade. Destes eu não recebi um centavo.

No entanto, foi realmente muito animador ver a quantidade de pessoas sedentas por cultura alternativa em todas as cidades de pequeno e médio porte pelas quais passei. Foi também incrível conversar com cinéfilos por skype de cidadezinhas do Acre, Manaus, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia, Paraíba, Mato Grosso, Goiania, Santa Catarina, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, entre outras cidades. Pelo que eu via, tinha entre 50 a 150 pessoas em cada sessão. Eu perdi a conta de quantos debates e exibições foram feitas, mas o Fora do Eixo havia me prometido como contra-partida uma foto de cada exibição onde fosse visível o número de público destas, e uma tabela com as cidades e quantidades de exibições que foram feitas. Coisa que também nunca recebi.

De qualquer maneira, empolgada com esta quantidade de pessoas que não querem consumir cultura de massa, em todas estas cidades, entrei em contato com colegas cineastas e distribuidores para que também disponibilizassem seus filmes, pois via o potencial de fortalecimento destes pontos de exibição em todos estes lugares, de crescimento do número de cinéfilos, e de pessoas que têm o desejo de desfrutar coletivamente de um filme, ou de outra obra de arte, de discuti-la, pesquisá-la, e se possível debatê-la com seus realizadores. Estava realmente impressionada com a quantidade de pessoas em todas estas cidades sedentas por arte. Se eu tivesse nascido em uma delas, via que seguramente seria uma delas, e mal conseguia imaginar como deve ser insuportável viver em uma cidade onde não há teatro, cinema alternativo, e muitas vezes nem sequer bibliotecas.

A idéia seria então de fazer um projeto para captar recursos para viabilizar estas exibições. Pensamos em algo como cada cineclube ou ponto de exibição que exibisse um filme receberia 100 reais para organizar e divulgar a sessão, e cada cineasta receberia o mesmo valor pelos diretos de exibição de seu filme naquele lugar. E caso houvesse debate presencial receberia mais cerca de mil reais de cachê pelo debate, e por skype ao vivo cerca de 500 reais pelo debate de até 3 horas.

Pensando em rede, se mil cineclubes exibissem um filme, o cineasta poderia receber, no mínimo, 100 mil reais por estas exibições. Eu ainda acho que é um projeto que deve ser realizado. E que esta ligação entre os cineclubes deveria ser feita por uma plataforma pública online do governo, onde ficaria o armazenamento destes filmes para download com senha e crédito paypal para estes pontos de exibição (sejam eles cineclubes, escolas, universidades, pontos de cultura etc).

Assim como também acho que os “Céus das Artes” que estão sendo construídos no país todo deveriam ter salas de cinema separadas dos teatros, com programação diária, constante, aumentando em 15% o parque exibidor brasileiro, e capacitando o governo de fazer políticas de exibição de filmes gratuitas ou com preços populares, em lugares onde simplesmente não há cinemas, muito menos, de arte.

Mas isso já é outra história. Voltemos ao Fora do Eixo.

E quando foi que o projeto degringolou? ou quando foi que me assustei com o Fora do Eixo?

Meu primeiro susto foi quando perguntaram se podiam colocar a logomarca deles no meu filme – para ser uma ‘realização Fora do Eixo’, em seu catálogo. Eu disse que o filme havia sido feito sem nenhum recurso público e que a cota mínima para um patrocinador ter sua logomarca nele era de 50 mil reais. Eles desistiram.

O segundo susto veio justamente na exibição com debate em um SESC do interior de SP, quando recebi o contrato do SESC, e vi que o Fora do Eixo estava recebendo por aquela sessão, em meu nome, e não haviam me consultado sobre aquilo. Assinei o contrato minutos antes da exibição e cobrei do Fora do Eixo aquele valor descrito ali como sendo de meu cachê, coisa que eles me repassaram mais de 9 meses depois, porque os cobrei, publicamente.

O terceiro susto veio quando me levaram para jantar na casa da diretora de marketing da Vale do Rio Doce, no Rio de Janeiro, onde falavam dos números fabulosos (e sempre superfaturados) da quantidade de pessoas que estavam comparecendo às sessões dos filmes, aos festivais de música, e do poder do Fora do Eixo em articular todas aquelas pessoas em todas estas cidades. Falavam do público que compareciam a estas exibições e espetáculos como sendo filiados à eles. Ou como se eles tivessem qualquer poder sobre este público.

Foi aí que conheci pela primeira vez o Pablo Capilé, fundador da marca/rede Fora do Eixo, um pouco antes deste jantar. Até então haviam me dito que a rede era descentralizada, e eu havia acreditado, mas imediatamente quando vi a reverência com que todos o escutam, o obedecem, não o contradizem ou criticam, percebi que ele é o líder daqueles jovens, e que ao redor dele orbitavam aqueles que eles chamam de “cúpula” ou “primeiro escalão” do FdE.

O susto veio, não apenas por conta de perceber esta centralidade de liderança, mas porque o Pablo Capilé dizia que não deveria haver curadoria dos filmes a serem exibidos neste circuito de cineclubes, que se a Xuxa liberasse os filmes dela, eles seguramente fariam campanha para estes filmes serem consumidos pois dariam mais visibilidade ao Fora do Eixo, e trariam mais pessoas para ‘curtir’ as fotos e a rede deles – pessoas estas que ele contabilizaria, para seus patrocinadores tanto no âmbito público, quanto privado. “Olha só quantas pessoas fizemos sair de suas casas”. E que ele era contra pagar cachês aos artistas, pois se pagasse valorizaria a atividade dos mesmos e incentivaria a pessoa ‘lá na ponta’ da rede, como eles dizem, a serem artistas e não ‘DUTO’ como ele precisava. Eu perguntei o que ele queria dizer com “duto”, ele falou sem a menor cerimônia: “duto, os canos por onde passam o esgoto”.

Eu fiquei chocada. Não apenas pela total falta de respeito por aqueles que dedicam a maior quantidades de horas de sua vida para o desenvolvimento da produção artística (e quando eu argumentava isso ele tirava sarro dizendo ‘todo mundo é artista’ ao que eu respondia ‘todo mundo é esportista também – mas quantos têm a vocação e prazer de ficar mais de 8 horas diárias treinando e se aprofundando em determinada forma de expressão? quantas pessoas que jogam uma pelada no fim de semana querem e têm o talento para serem jogadores profissionais?” “mas se pudesse escolher todo mundo seria artista” “não necessariamente, leia as biografias de todos os grandes compositores, escritores, cineastas, coreógrafos, músicos, dançarinos – quero ver quem gostaria de ter aquelas infâncias violentadas, viver na miséria econômicas, passar horas de dedicando-se a coisas consideradas inúteis por outros – vai ver se quem é artista, se pudesse escolher outra forma de vocação se não escolheria ter vontade de ser feliz sendo médico, advogado, empresário, cientista social.”).

Enfim, o fato é que eu acreditava e continuo acreditando que se a pessoa na ponta da rede, seja no Acre ou onde quer que seja, se esta pessoa tiver vontade de passar a maior quantidade de tempo possível praticando qualquer forma de expressão artística, seja encarando páginas em branco, lapidando textos, lapidando filmes, treinando danças, coreografias, teatro, seja praticando um instrumento musical (e quem toca instrumentos musicais sabe a quantidade de horas de prática para se chegar à liberdade de domínio do instrumento e de seu próprio corpo, os tais 99% de suor para 1% de inspiração), quem quer que seja que encontre felicidade nestas horas e horas de prática cotidiana artística deve produzir tais obras e não ser DUTO de coisa alguma.

Pois existem pessoas no mundo que não têm este prazer de produção artística, mas têm prazer em exibir, promover, e compartilhar estas obras. E tá tudo certo. Temos diversos exemplos de pessoas assim: vejam a paixão com que o Leon Cakof e a Renata de Almeida produziam e produzem a Mostra de São Paulo. O pessoal da Mostra de Tiradentes. E de tantas outras. Existe paixão pra tudo. E não, exibidores, programadores, curadores, professores, críticos de cinema ou de arte não são artistas frustrados – mas pessoas cuja a paixão deles é esta: analisar, comentar, debater, ensinar, deflagrar e ampliar o pensamento e a reflexão sobre as diversos âmbitos de atuação humanos. Que bom que tem gente com estas paixões tão complementares!

E o meu choque ao discutir com o Pablo Capilé foi ver que ele não tem paixão alguma pela produção cultural ou artística, que ele diz que ver filmes é “perda de tempo”, que livros, mesmo os clássicos, (que continuam sendo lidos e necessários há séculos), são “tecnologias ultrapassadas”, e que ele simplesmente não cultiva nada daquilo que ele quer representar. Nem ele nem os outros moradores das casas Fora do Eixo (já explico melhor sobre isso).

Ou seja, ele quer fazer shows, exibir filmes, peças de teatro, dança, simplesmente porque estas ações culturais/artísticas juntam muita gente em qualquer lugar, que vão sair nas fotos que eles tiram e mostram aos seus patrocinadores dizendo que mobilizam “tantas mil pessoas” junto ao poder público e privado, e que por tanto, querem mais dinheiro, ou privilégios políticos.

Vejam que esperto: se Pablo Capilé dizer que vai falar num palanque, não iria aparecer nem meia dúzia de pessoas para ouvi-lo, mas se disserem que o Criolo vai dar um show, aparecem milhares. Ou seja, quem mobiliza é o Criolo, e não ele. Mas depois ele tira as fotos do show do Criolo, e vai na Secretaria da Cultura dizendo que foi ele e sua rede que mobilizou aquelas pessoas. E assim, consequentemente, com todos os artistas que fazem participação em qualquer evento ligado à rede FdE. Acredito que, como eu, a maioria destes artistas não saibam o quanto Pablo Capilé capitaliza em cima deles, e de seus públicos.

Mesmo porque ele diz que as planilhas do orçamento do Fora do Eixo são transparentes e abertas na internet, sendo isso outra grande mentira lavada – tais planilhas não encontram-se na internet, nem sequer os próprios moradores das casas Fora do Eixo as viram, ou sabem onde estão. Em recente entrevista no Roda Viva, Capilé disse que arrecadam entre 3 e 5 milhões de reais por ano. Quanto disso é redistribuído para os artistas que se apresentam na rede?

O último dado que tive é que o Criolo recebia cerca de 20 mil reais para um show com eles, enquanto outra banda desconhecida não recebe nem 250 reais, na casa FdE São Paulo.

Mas seria extremamente importante que os patrocinadores destes milhões exigissem o contrato assinado com cada um destes artistas, baseado pelo menos no mínimo sindical de cada uma das áreas, para ter certeza que tais recursos estão sendo repassados, como faz o SESC.

Depois deste choque com o discurso do Pablo Capilé, ainda acompanhei a dinâmica da rede por mais alguns meses (foi cerca de 1 ano que tive contato constante com eles), pois queria ver se este ódio que ele carrega contra as artes e os artistas era algo particular dele, ou se estendia à toda a rede. Para a minha surpresa, me deparei com algo ainda mais assustador: as pessoas que moram e trabalham nas casas do Fora do Eixo simplesmente não têm tempo para desfrutar os filmes, peças de teatro, dança, livros, shows, pois estão 24 horas por dia, 7 dias por semana, trabalhando na campanha de marketing das ações do FdE no facebook, twitter e demais redes sociais.

E como elas vivem e trabalham coletivamente no mesmo espaço, gera-se um frenesi coletivo por produtividade, que, aliado ao fato de todos ali não terem horário de trabalho definido, acreditarem no mantra ‘trabalho é vida’, e não receberem salário, e portanto se sentirem constantemente devedores ao caixa coletivo, da verba que vem da produção de ações que acontecem “na ponta”, em outros coletivos aliados à rede, faz com que simplesmente, na casa Fora do Eixo em São Paulo, não se encontre nenhum indivíduo lendo um livro, vendo uma peça, assistindo a um filme, fazendo qualquer curso, fora da rede. Quem já cruzou com eles em festivais nos quais eles entraram como parceiros sabem do que estou falando: eles não entram para assistir a nenhum filme, nem assistem/participam de nenhum debate que não seja o deles. O que faz com que, depois de um tempo, eles não consigam falar de outra coisa que não sejam eles mesmos.

Sim, soa como seita religiosa.

Eu comecei a questionar esta prática: como vocês querem promover a cultura, se não a cultivam? Ao que me responderam “enquanto o povo brasileiro todo não puder assistir a um filme no cinema, nós também não vamos”. Eu perguntei se eles sabiam que havia mostras gratuitas de filmes, peças de teatro, dança, bibliotecas públicas, universidades públicas onde pode-se assistir a qualquer aula/curso – ao que me responderam que eles não têm tempo para perder com estas coisas.

Pode parecer algo muito minimalista, mas eu acho chocante eles se denominarem o “movimento social da cultura”, e não cultivar nem a produção nem o desfrute das atividades artísticas da cidade onde estão, considerando-se mártires por isso, orgulhando-se de serem chamados de “precariado cognitivo” (sem perceber o tamanho desta ofensa – podemos nos conformar em viver no precariado material, mas cultivar e querer espalhar o precariado de pensamentos, de massa crítica, de sensibilidade cognitiva, é algo muito grave para o desenvolvimento de seres humanos, e consequentemente da humanidade).

Concomitantemente a isso, reparei que aquela massa de pessoas que trabalham 24 horas por dia naquelas campanhas de publicidade das ações da rede FdE, não assinam nenhuma de suas criações: sejam textos, fotos, vídeos, pôsters, sites, ações, produções. Pois assinar aquilo que se diz, aquilo que se mostra, que se faz, ou que se cria, é considerado “egóico” para eles. Toda a produção que fazem é assinada simplesmente com a logomarca do Fora do Eixo, o que faz com que não saibamos quem são aquele exercito de criadores, mas sabemos que estão sob o teto e comando de Pablo Capilé, o fundador da marca.

E que não, a marca do fora do Eixo não está ligada a um CNPJ, nem de ONG, nem de Associação, nem de Cooperativa, nem de nada – pois se estivesse, ele seguramente já estaria sendo processado por trabalho escravo e estelionato de suas criações, por dezenas de pessoas que passaram um período de suas vidas nas casas Fora do Eixo, e saem das mesmas, ao se deparar com estas mesmas questões que exponho aqui, e outras ainda mais obscuras e complexas.

Me explico melhor: existem muitos dissidentes que se aproximam da rede pois vêem nela a possibilidade de viver da criação e circulação artística, de modificar suas cidades e fortalecer o impacto social da arte na população das mesmas, que depois de um tempo trabalhando para eles percebem, tal qual eu percebi, as incongruências do movimento Fora do Eixo. Que aquilo que falam, ou divulgam, não é aquilo que praticam. É a pura cultura da publicidade vazia enraizada nos hábitos diários daquelas pessoas.

E além disso, o que talvez seja mais grave: quem mora nas casas Fora do Eixo, abdicam de salários por meses e anos, e portanto não têm um centavo ou fundo de garantia para sair da rede. Também não adquirem portfólio de produção, uma vez que não assinaram nada do que fizeram lá dentro – nem fotos, nem cartazes, nem sites, nem textos, nem vídeos. E, portanto, acabam se submetendo àquela situação de escravidão (pós)moderna, simplesmente pois não vêem como sobreviver da produção e circulação artística, fora da rede. Muitas destas pessoas são incentivadas pelo próprio Pablo Capilé a abandonar suas faculdades para se dedicarem integralmente ao Fora do Eixo. Quanto menos autonomia intelectual e financeira estas pessoas tiverem, melhor para ele.

E quando algumas destas pessoas conseguem sair, pois têm meios financeiros independentes da rede FdE para isso, ficam com medo de retaliação, pois vêem o poder de intermediação que o Capilé conseguiu junto ao Estado e aos patrocinadores de cultura no país, e temem serem “queimados” com estes. Ou mesmo sofrer agressões físicas. Já três pessoas me contaram ouvir de um dos membros do FdE, ao se desligarem da rede, ameaças tais quais “você está falando de mais, se estivéssemos na década de 70 ou na faixa de gaza você já estaria morto/a.” Como alguns me contaram, “eles funcionam como uma seita religiosa-política, tem gente ali capaz de tudo” na tal ânsia de disputa por cada vez mais hegemonia de pensamento, por popularidade e poder político, capital simbólico e material, de adeptos. Por isso se calam.

Fiquei sabendo de uma menina que produziu o Grito Rock 2012 em Braga, em Portugal, no qual exibiram meu filme. Ela me contou que estava de intercâmbio da universidade lá, e uma amiga dela que havia sido “abduzida pelo Fora do Eixo” entrou em contato perguntando se ela e um amigo não queriam exibir o filme em Braga, produzir o show de uma banda na universidade, fazer a divulgação destas ações nas redes sociais. Ela achou boa a idéia e qual não foi sua surpresa quando viu que em todos os materiais de divulgação do evento que lhe enviaram estava escrito “realização Fora do Eixo”. “Eu nunca fui do Fora do Eixo, não tenho nada a ver com eles, como assim meu nome não saiu em nada? Não vou poder usar estas produções no meu currículo? E pior, eles agora falam que o Fora do Eixo está até em Portugal, e em sei lá quantos países. Isso é simplesmente mentira. Eu não sou, nem nunca fui do Fora do Eixo.”

O que leva a outro ponto grave das falácias do Fora do Eixo: sua falta de precisão numérica. Pablo Capilé, quando vai intermediar recursos junto ao poder público ou privado, para capitalizar a rede FdE, fala números completamente aleatórios “somos mais de 2 mil pessoas em mais de 200 cidades na America Latina”. Cadê a assinatura destas pessoas dizendo que são realmente filiadas à rede? Qualquer associação, cooperativa, partido político, fundação, ONG, ou movimento social tem estes dados. Reais, e não imaginários.

Quando visitei algumas das casas Fora do Eixo, estas pessoas morando e trabalhando lá não chegavam a 10% daquilo que ele diz a rede conter. E estas pessoas são treinadas com a estratégia de marketing da rede, de “englobar” no facebook e twitter alguém que eles consideram estrategicamente importante para o Fora do Eixo, seja um vereador, um intelectual, um artista, um secretário da cultura, e replicam simultaneamente as fotos e textos dos eventos do qual produzem, divulgam, ou simplesmente se aproximam (já vou falar dos outros movimentos sociais que expulsam o Fora do Eixo de suas manifestações – pois eles tiram fotos de si no meio destas ações dos outros e depois vão ao poder público dizer que as representam), ao redor daquelas pessoas estratégicas, política e economicamente para eles, que as adicionaram ao mesmo tempo, criando uma realidade virtual paralela que eles manipulam ao redor desta pessoa. Pois, se esta pessoa ‘englobada’ apertar ‘ocultar’ nas cerca de150 pessoas que trabalham nas casas Fora do Eixo, verá que muito raramente estas informações chegam por outras vias. Ou seja, eles simulam um impacto midiático muito maior de suas ações, apara aqueles que lhes interessam, do que o impacto real das mesmas nas populações e localizações onde aconteceram.

E com isso vão construindo esta realidade falsa, paralela. Controlada por eles, sob liderança do Pablo Capilé.

Dos movimentos sociais que começaram a expulsar os Fora do Eixo de suas manifestações e ações, pois estes, como os melhores mandrakes, ao tentar dominar a comunicação destas, iam depois ao poder público dizer representá-las, estão o movimento do Hip Hop em São Paulo, as Mãe de Maio (que encabeçam o movimento pela desmilitarização da PM aqui), o Cordão da Mentira (que une diversos coletivos e movimentos sociais para a passeata de 1º de Abril, dia do golpe Militar no Brasil, escrachando os lugares e instituições que contribuíram para o mesmo), a Associação de Moradores da Favela do Moinho, o coletivo Zagaia, o Passa-Palavra, o Ocupa Mídia, O Ocupa Sampa, o Ocupa Rio, Ocupa Funarte, entre outros. Até membros do Movimento Passe Livre tem discutido publicamente o assunto dizendo que o Fora do Eixo não os representam, e não podem falar em seu nome.

Sobre a transmissão de protestos e ocupações, são milhares de pessoas em diversos países que transmitem as manifestações no mundo todo, em tempo real, e acredito que os inventores que fizeram os primeiros smartphones conectando vídeo com internet, são realmente tão importantes para a comunicação na atualidade quanto os inventores do telégrafo foram em outra época.

Já o Fora do Eixo, agora denominados de Mídia Ninja, (antes era Mídia Fora do Eixo, mas como são muito expulsos de manifestações resolveram mudar de nome) utilizar os vídeos feitos por centenas de pessoas não ligadas ao Fora do Eixo, editá-los, subí-los no canal sob seu selo, e querer capitalizar em cima disso – sem repassar os recursos para as pessoas que realmente filmaram estes vídeos/fizeram estas fotos e textos – inclusive do PM infiltrado mudando de roupa e atirando o molotov – eu já acho bastante discutível eticamente.

Sobre a questão do anonimato nos textos e fotos, acredito que esta prática acaba fazendo com que eles façam exatamente aquilo que criticam na grande mídia: espalham boatos anônimos, sem o menor comprometimento com a verdade, com a pesquisa, com a acuidade dos dados e fatos.

Mas enfim, acho que a discussão é muito mais profunda do que a Midía Ninja em si, apesar deles também se beneficiarem do trabalho escravo daqueles que vivem nas casas Fora do Eixo.

Acredito com este relato estar dando minha contribuição pública à discussão de o que é o Fora do Eixo, como se financiam e sustentam a rede, quais seus lados bons e seus lados perversos, onde é que enganam as pessoas, dizendo-se transparentes, impunemente.

Contribuição esta que acredito ser meu dever público, uma vez que, ao me encantar com a rede, e haver vislumbrado a possibilidade de interagir com cinéfilos do rincões mais distantes do país, que não têm acesso aos bens culturais produzidos ou circulados por aqui, incentivei outros colegas cineastas a fazerem o mesmo. Já conversei pessoalmente com todos aqueles que pude, explicando tudo aquilo que exponho aqui também. Dos cineastas que soube que também liberaram seus filmes para serem exibidos pela rede, nenhum recebeu qualquer feedback destas exibições, sejam em fotos com o número de pessoas no públicos, seja com a tabela de cidades em que passaram, seja de eventuais patrocínio que os exibidores receberam. E como talvez tenha alguém mais com quem eu não tenha conseguido falar pessoalmente, fica aqui registrado o testemunho público sobre minha experiência com a rede Fora do Eixo, para que outras pessoas possam tomar a decisão de forma mais consciente caso queiram ou não colaborar com ela.

Espero que os patrocinadores da rede tomem também conhecimento de todas estas falácias, e cobrem do Fora do Eixo o número exato de participantes, com assinatura dos mesmos, os contratos e recibo de repasse das verbas que recebem aos autores das obras e espetáculos que eles dizem promover. E que jornalistas que investigam o trabalho escravo moderno se debrucem também sobre estas casas: pois acredito que as pessoas que estão lá e querem sair precisam de condições financeiras e psicológicas para isso.

Espero também que mais pessoas tomem coragem para publicar seus relatos (e sei que tem muita gente que poderia fazer o mesmo, mas que tem medo pelos motivos que expliquei a cima), e assim teremos uma polifonia importante para quebrar a máscara de consenso ao redor do Fora do Eixo.

E que, mesmo vivendo em plena era da cultura da publicidade, exijamos “mais integridade, por favor”, entre aquilo que dizem e aquilo que fazem aqueles que querem trabalhar, circular, exibir, criar, representar, pensar ou lutar pelo direito fundamental do Homem de produção e desfrute da diversidade artística e cultural de todas as épocas, em nosso tempo”.

 

O músico Daniel Peixoto

(depoimento/entrevista dada ao site Vírgula pelo músico cearense Daniel Peixoto, ex-integrante do duo Montage)

Peixoto, que ficou conhecido com a dupla Montage, e hoje lança seus discos pela gravadora francesa Abatjour Records, também diz que foi vítima de um erro no registro de suas músicas, o que o prejudicou, e questiona o que é feito com o dinheiro público que entra por meio de editais para bancar os festivais, uma vez que muitos artistas não ganham nada ou recebem valores irrisórios para se apresentar.

“Cadê este dinheiro que as pessoas sabem que circula? Como artista nunca recebi um cachê de verdade para fazer nenhum tipo de evento para o Fora do Eixo, posso te contar isso. Eles pagam uma ajuda de custo, o que já ganhei no valor mais alto para fazer um trabalho para eles foi R$ 500”, afirma. Daniel Peixoto conversou com o Virgula Música de Fortaleza, por telefone, e falou também sobre bissexualidade, o filho de 4 anos e afirmou sofrer mais preconceito por ser nordestino do que gay.

O Virgula tentou obter o outro lado do Fora do Eixo, mas não obteve resposta. Na quarta-feira, Felipe Altenfelder, respondeu pelo Facebook.

Você acha que nessa história do Fora do Eixo você foi vítima de uma fraude? Colocaram o seu ISRC [registro das músicas] no nome de outro artista de propósito?

Não, eu prefiro acreditar que foi realmente um erro. Eu conheço muitas pessoas lá dentro, passei muito tempo convivendo com essas pessoas, como em todos os lugares, existem pessoas boas e pessoas ruins. Mas eu prefiro acreditar que a maioria das pessoas são pessoas boas.
Eu acho que realmente foi um erro, eu não consigo acreditar que tenha sido má-fé, de uma coisa que vai além. O que me deixou mais triste na questão inteira é o descaso para resolver o meu problema. E que nunca cuidaram, não é? Só vieram tentar resolver de alguma maneira depois que eu fui para imprensa e coloquei a situação à tona.
Mas até hoje, se eu não tivesse feito esse barulho, eles estariam me cozinhando, como estão me cozinhando até hoje com relação aos acertos dos meus discos vendidos na forma deles, nas banquinhas, os 400 festivais que eles abrem a boca para dizer que coordenam. E todos os dias um fã fotografa ou alguém ganha, ou seja, os discos estão sendo vendidos e eu não estou recebendo.
Pelo contrário, eu paguei para vender porque tudo foi custeado por mim mesmo. Eles entraram aí só com o nome mesmo e, pelo contrário, só fizeram me prejudicar.

 

 

A REPERCUSSÃO DAS DENÚNCIAS NA GRANDE MÍDIA

Abaixo, os links das matérias publicadas nas edições online da Veja e da FolhaSP sobre as denúncias que estão desabando sobre o coletivo Fora do Eixo:

 

* Veja online: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/cineasta-rompe-o-silencio-e-denuncia-como-trabalha-o-fora-do-eixo-a-seita-que-esta-na-raiz-da-midia-ninja-ela-acusa-a-exploracao-de-mao-de-obra-similar-a-escravid/?fb_action_ids=1403692379852333&fb_action_types=og.likes&fb_ref=.UgP3GEwfBpQ.like&fb_source=aggregation&fb_aggregation_id=288381481237582 e http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-que-revela-a-planilha-de-projetos-do-fora-do-eixo-que-comanda-a-midia-ninja-ou-ministerio-da-cultura-e-cartorio-da-turma-a-generosidade-de-minas-e-a-bondade-d/.

 

* Folha online: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/08/1323461-cineasta-diz-que-fora-do-eixo-nao-paga-cache-e-pratica-escravidao-pos-moderna.shtml.

 

 

E AS REDES SOCIAIS RECONHECEM O TRABALHO ZAPPER NESSE EPISÓDIO

Post publicado pelo produtor musical gaúcho Lee Martinez, em seu perfil no Facebook:

 

“Enquanto as bandas e imprensa careta preocupadas com cachês, quem ganhou, quem recebeu cubocard, os caras formando um novo Partido Político, pensando em “voos” muito maiores. Definitivamente trabalharam da maneira mais vil a baixa auto-estima dos artistas, aí meu ponto de ruptura ideológica com essa gente toda. Nas artes o artista é prioridade total para produtores e jornalistas e sinto muito orgulho de pensar assim. O artista é e sempre será a mola que move o nosso mundo. Agora, que segurem mais um Partido de “esquerda” pronto para saquear o Brasil. Que todos os jovens saibam votar e assumam suas responsabilidades à partir de agora, inclusive quem apoiou freneticamente esse “Coletivo”, muito mais que faixas e “vem pra rua” e protestos no FB. Imprensa livre desde sempre, bancando a “bronca” e sendo completamente detonados, sofrendo todo tipo de insultos, mas, isentos: Humberto FinattiDum De Lucca e Marcos Bragatto estes sim, jornalistas musicais que sacaram desde o início essa situação no mínimo suspeita e deixaram até de falar sobre arte para alertar a todos esse absurdo, e por muitas vezes criticados. Precisamos reaprender a ler, a ouvir, a discordar, mas analisar e valorizar estes caras da imprensa séria do rock. Vida longa aos “Lester Bangs” de todos o Brasil. Crônica musical também é cultura, também tem isenção e com toda certeza vai deixar sua marca nesse momento crítico, pois é assim que se cristalizam as grandes mentes, grande prazer em conviver e respeitar estes caras”.

 

Moral de tudo o que está aí em cima: a casa realmente CAIU pro Fora do Eixo.

 

Aguardemos as emocionantes cenas dos próximos capítulos…

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: você consegue imaginar que, de uma cidade minúscula do interior de Minas Gerais, possa sair um ótimo power trio rock? Ora, se nos EUA rola aqui também pode rolar, por que não? É assim que da pequenina Alpinópolis (dezoito mil habitantes), localizada no sul de Minas Gerais (Estado bom, terra boa, sonho de consumo de moradia do sujeito aqui, que pretende se mudar pra São Thomé Das Letras em 2014) surgiu o Mad Sneaks, em 2009. O som do trio formado pelo vocalista e guitarrista Agno Dissan, pelo baixista Adriano Lima e pelo batera Amaury Dias é grunge velhão de Seattle até a medula – e por isso mesmo, muito bom. Eles não fazem questão nenhuma de negar suas influências (Nirvana, Soundgarden, Pearl Jam, Alice In Chains) e o grande trunfo do grupo é uma coesão e potência instrumental que está totalmente em falta no ridículo rock que se faz hoje no Brasil. Fora que as melodias são boas (oscilam entre momentos mais agressivos e acelerados e outros de puro lirismo instrumental), Agno canta com vontade e as letras (vejam só) são em português e conseguem se encaixar perfeitamente na métrica das canções. Há porradas de dar gosto em “Incógnita” (seu álbum de estréia lançado ano passado (inclusive em uma lindona edição em vinil) mas que somente agora caiu nos ouvidos zappers), como as faixas “A Cura” e “Sangue Sujo”. Mas a pérola do disco é mesmo a delicada e algo melancólica “Pandora”, que encanta estas linhas rockers sentimentais já há vários dias. Enfim, o blog ainda vai voltar a falar do Mad Sneaks por aqui. Enquanto isso, se você se interessou pelo som da banda, vai lá: http://www.madsneaks.com.br/ ou https://www.facebook.com/madsneaks. E veja aí embaixo o bacanudo vídeo animado deles para a música “Rótulo”.

Os mineiros do Mad Sneaks (acima) fazem grunge velhão e do bom em seu disco de estréia (abaixo), como pode ser visto no vídeo de “Rótulo” (também abaixo)

 

 

 

* Showzaços animam o circuito indie no sabadão em Sampa: yeah! Há muito tempo não rolava um sábado como o de hoje (quando o postão zapper está sendo finalizado) em Sampalândia. A partir do final da tarde (mais especificamente às dezoito horas) vão rolar gigs imperdíveis na cidade, com alguns dos melhores grupos da indie scene paulistana atual. O rolê começa no Rock na Vitrine, na Galeria Olido (centrão rocker de Sampa, em frente ao Largo Paissandú), quando irão se apresentar três bandas, entre elas o ótimo indie guitar do Jenni Sex, que lançou seu primeiro EP há alguns meses. Depois, a dica é ir até a rua Matias Aires, 78 (baixo Augusta) onde, a partir das dez da noite, tem show de lançamento do primeiro e sensacional álbum do trio Moxine, a grande revelação da cena rock paulistana este ano (pelo menos até o momento). E, por fim, dá pra encerrar tudo no Espaço Cultural Walden (que fica na Praça da República, 119, metrô República, centrão de Sampalândia), onde vai rolar gig raríssima da lenda eletrônica Harry, que dificilmente se apresenta na capital paulista (pois o fundador e vocalista Hansen mora há alguns anos em Minas Gerais). Oportunidade única pra ser apreciar o rock eletrônico, pesado e agônico que sempre esteve muito à frente do seu tempo. O blog pretende ir nos três shows citados aqui pois não é todo sábado que rola tudo isso em Sampa, néan?

 Os trios Moxine e Jenni Sex (acima), da novíssima geração indie paulistana; e a lenda eletrônica Harry (abaixo), comandada pelo músico Johnny Hansen: shows neste sábado em Sampa a partir do final do dia

 

* Baladíssimas: porran, depois dos shows citados aí em cima, nem seria preciso dar outras dicas aqui. Mas enfim, pra quem quiser esticar a madrugada na rua tem o open bar do Outs (no 486 da rua Augusta), que está cada vez mais bombado. E as noites junkies e total lokis do Astronete (também na Augusta, no 335) onde além do ótimo som na pista circulam as bocetas mais tesudas e incríveis da “naite” under paulistana. Se joga!

 

 

PREMIOLÂNDIA CHAMANDO!

Yep, e é a última chamada pra ganhar uns livros bacanas. Vai lá no hfinatti@gmail.com e tenta a sorte pra ganhar:

 

* Um exemplar da bio “O reino sangrento do Slayer”, lançamento da Idéia Editorial;

 

* E um kit da Cia Das Letras contendo “Alta Fidelidade” e “Febre de bola”, ambos escritos pelo gênio Nick Hornby;

 

* Fora isso também tem (em sorteio até dezembro) UM PAR DE INGRESSOS pro show do duo inglês The KVB, que rola em Sampa no dia 14 de dezembro.

 

Tá bom, né?

 

 

TCHAU PRA QUEM FICA

O zapper não acordou muito bem neste sabadón. Garganta doendo e sangrando, tumor enchendo o saco, por aí. Mas vai passar. O que nos conforta é saber que o blog está em seu melhor momento e que, sim, volta e meia conhecemos pessoas que valem muito a pena em nossa vida. Como a linda e loira Fernanda, de Santos, e pra quem esse post é dedicado. Beijão pra ela e abraços na galere. Semana que vem estamos aqui novamente. Até lá!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 10/8/2013 às 15:30hs.)

EXTRA MEGA BOMBÁSTICO!!! Em mais um post construído através de um super trabalho de jornalismo investigativo, o blogão zapper REVELA EM PRIMEIRA MÃO a mais nova PATIFARIA envolvendo a ultra mafiosa ong Fora do Eixo/SP; mais: a insuportável arrogância de artistas pequenos (no caráter e na qualidade de sua obra) e que lançam discos péssimos e NÃO aceitam quando são criticados, mostra que a indie rock scene nacional continua mais imbecil, prepotente e burra do que nunca; a programação do super festival indie Porão do Rock; e novas fotos DELICIOUS de uma musa indie ultra XOXOTUDA e que deu o que falar quando apareceu aqui pela primeira vez (postaço completo! com promo de ingressos e livros do Slayer e do Nick Hornby, uhú!!!) (versão final em 3/08/2013)

Dois exemplos, um ótimo e outro péssimo e terrível: enquanto em Brasília o gigante festival Porão do Rock chega aos quinze anos de existência, se mantendo ainda algo independente e trazendo atrações de peso pra galera rocker, como a LENDA indie americana Mark Lanegan (acima; o homem que já cantou à frente dos Screaming Trees e vive participando de discos do Queens Of The Stone Age) ou seja, fazendo ÓTIMO uso da verba que arrecada pra produzir o evento, em São Paulo a lamentável e hoje ultra escroque e mafiosa Ong Fora do Eixo, presidida pelo cappo Pablo Capilé (abaixo, ao lado de outro bandido condenado pelo Supremo Tribunal Federal, o ex-deputado petista José Dirceu), se apropria até de uma tragédia social (um incêndio em uma favela paulistana) para obter grana e “colar” seu nome em atividades culturais que ela NÃO realizou. São os dois lados opostos e extremos (o moral e o total imoral) de uma mesma cena independente: a brasileira

 

 

Preparado? Então bora!

Jornalismo musical, ainda que feito em uma plataforma tão, hã, rápida e “superficial” como é o caso dos blogs, pode sim ter conteúdo e rigor na apuração de informações e na investigação de fatos e eventos que podem gerar uma grande reportagem. O exemplo disso é este post de Zap’n’roll que você começa a ler agora. Ao longo dos últimos dias colegas de espaços informativos da web foram alertando o titular deste espaço online que a hoje tão tristemente conhecida e malfadada turma da organização CRIMINOSA (e travestida de ong) Fora do Eixo (a cúpula da “entidade”, atualmente completamente “aparelhada” na prefeitura petista paulistana) chamada Fora do Eixo, havia aprontado mais uma das suas. Eddy Tales (que promete revelar sua verdadeira identidade na próxima semana, uia!), o gênio que produz o Tumblr “Fora do Beiço” (http://foradobeico.tumblr.com/), uma arrasador e impagável zoação com a mafiosa organização presidida pelo facínora chamado Pablo Capilé, também “deu a letra” pro blog: “vai nesse perfil no Facebook que a coisa lá tá pegando fogo!”. Estas linhas virtuais foram: era o perfil do agitador cultural Caio Castor, atualmente envolvido em projetos que visam auxiliar os moradores da Favela do Moinho, localizada na região central da capital paulista e que apenas em 2013 já foi atingida por dois incêndios (sendo que, suspeita-se, pelo menos um deles teria sido criminoso). Pois Caio está em guerra aberta com o Fora do Eixo e o motivo dessa guerra você vai ficar sabendo no decorrer do post, através da entrevista que fizemos com ele. A história é realmente cabulosa e põe mais uma vez em xeque o já péssimo caráter da ong. Um caráter tão desabonador e calhorda quanto o da maioria dos artistas e bandas que hoje atual na cena rock independente brasileira – e esse é outro tópico importante que estas linhas virtuais que não têm o rabo preso com ninguém abordam neste post. Entra ano e sai ano e a nossa cretina e pobre indie scene não muda nunca: continua horrenda em termos qualitativos (há exceções, claro, sempre bem-vindas: o trio paulistano Moxine, o trio Luneta Mágica, o quarteto amapaense Stereovitrola e mais alguns poucos), só lançando discos ruins e, pior, se achando os gênios da raça, possuidores de uma arrogância irritante e que os deixa cegos: quando recebem críticas negativas à sua produção musical se enfurecem e partem para ataques grosseiros e pessoais (como os que o blog recebeu em resposta à sua crítica ao péssimo álbum de estréia do músico – ? – paulistano Dante Fenderrelli). É assim que as paradas funcionam aqui, na nossa cena cultural e musical “alternativa”, no país do vale-tudo e onde tudo é possível, desde ongs pilantras se aproveitando inacreditavelmente de sinistros que se abatem sobre uma comunidade pobre e humilde, até artistas e bandas imbecis e pavorosas, que não têm nada a dizer e a cantar e, mesmo assim, se julgam no direito de serem prepotentes e se considerar melhor do que todo mundo. Pobre Brasil… e vamos nós pro postão desta semana, que está mais porrada do que nunca!

 

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EXTRINHA LIGEIRO – acaba de entrar no ar o site oficial do gigante festival indie candango Porão do Rock, que agita Brasília já há uma década e meia. Lá estão todas as infos sobre a edição deste ano, inclusive a programação completa do evento (que, sim, vai ter a LENDA indie americana Mark Lanegan), que é essa aí embaixo:

 

 

SEXTA-FEIRA (30/8)

PALCO BRB
18h – Penteando Macaco (DF)
19h10 – The Galo Power (GO)
20h20 – Dead Fish (ES)
22h – Nem Liminha Ouviu (SP)
23h10 – Alf  (DF)
1h20 – Leela (RJ)

 

PALCO UNICEUB
18h35 – Banda de Seletiva
19h45 – Kita (RJ)
21h25 – Banda de La Muerte (Argentina)
22h35 – Selvagens a Procura de Lei (CE)
0h – Capital Inicial (DF)
1h55 – Matanza (RJ)

 

PALCO BUDWEISER
19h05 – Banda de Seletiva
19h55 – Falls of Silence (DF)
20h45 – Kábula (DF)
21h35 – Devotos (PE)
22h55 – Os Maltrapilhos (DF)
23h45 – Test (SP)
0h50 – Soulfly (EUA)

 

SÁBADO (31/8)

PALCO BRB
17h30 – Banda de Seletiva
18h40 – Supercombo (ES)
19h50 – Sexy Fi (DF)
22h – Uh La La (PR)
23h10 – Mark Lanegan (EUA)
0h50 – The Mono Men (EUA)

 

PALCO UNICEUB
18h05 – Banda de Seletiva
19h15 – Rocca Vegas (CE)
20h25 – Os Paralamas do Sucesso (RJ)
22h35 – Na Lata (DF)
0h15 – Rios Voadores (DF)
1h55 – Lobão (RJ)

 

PALCO BUDWEISER
19h – Pastel de Miolos (BA)
19h50 – Prisão Civil (DF)
20h40 – Unconscious Disturbance (SP)
21h30 – Krisiun (RS)
22h50 – Galinha Preta (DF)
23h55 – Leptospirose (SP)
1h – Suicidal Tendencies (EUA)

 

Quer saber todo o resto? Vai lá: http://www.poraodorock.com.br/. Sendo que Zap’n’roll, que há alguns anos não participava do festão rocker, desta vez estará por lá novamente (a convite da produção do Porão), pra acompanhar tudo bem de perto. Então fique ligado que nos próximos posts iremos falar mais do Porão do Rock 2013.

O gigante metal Soulfly (liderado por Max Cavalera) também vai tocar no Porão do Rock 2013

 

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E nossas habituais notas iniciais começam com o blog se detendo novamente na capa da edição desta semana da revista IstoÉ. É a SEGUNDA matéria que a IstoÉ publica (ambas na capa), sobre os desvios de MILHÕES DE REAIS que foram feitos nos últimos três governos tucanos em SP (leia-se: Mário Covas, José Serra e o GRANDE MERDA E AGORA TAMBÉM PILANTRA Geraldinho Alckmin), desvios que foram praticados com as verbas destinadas à ampliação da malha metroviária e ferroviária do Estado e da capital paulista. Resumindo bem a ópera: empresas multinacionais interessadas em participar das licitações pra fazer as obras ofereciam a tradicional PROPINA para autoridades tucanas e, com isso, ganhavam as CONCORRÊNCIAS MILIONÁRIAS envolvendo as obras. O MP paulista analisou milhares de documentos e já concluiu que os cofres do Estado foram lesados em pelo menos R$ 425 milhões (!!!). É MUITO DINHEIRO! Caralho, cadê o Movimento Passe Livre? Cadê o povo em geral? Cadê os estudantes? Por que a GRANDE MÍDIA mantém um silêncio VERGONHOSO sobre esse autêntico ASSALTO ao erário paulista? Pois tá na hora de ir pra rua novamente (e ir aos milhares, não às centenas) e pedir a SAÍDA IMEDIATADA do Geraldinho do cargo de Governador do Estado. Um cargo dessa importância e responsabilidade NÃO pode ficar na mão de um bandido desses – em um país como a China ele já teria sofrido processo de impeachment, e provavelmente seria processado criminalmente, em ação que poderia condená-lo inclusive à PENA DE MORTE. Mas aqui é o bananão onde futebol é o que importa, né? Pois vamos começar a gritar:
“Vem, vem pra rua você também! Esquece a porra do futebol e vem pedir a saída do Alckmin você também!”.

 

* O texto COMPLETO da matéria da IstoÉ pode ser lido aqui: http://www.istoe.com.br/reportagens/316224_TRENS+E+METRO+SUPERFATURADOS+EM+30+.

 

 

* E aí embaixo, vídeo com análise do jornalista Bob Fernandes (do Jorna da Tv Gazeta) sobre o assunto:

 

 

* Última forma: o Movimento Passe Livre convocou pra 14 de agosto nova manifestação/passeata em São Paulo, contra o ASSALTO praticado pelo tucanato nas licitações do metrô e também pela SAÍDA do Governador Geraldo Alckmin, do cargo que ele ocupa. O blog APOIA a manifestação. E ESTARÁ na passeata! Vem, VEM PRA RUA VOCÊ TAMBÉM!

 

* E enquanto o assalto ao erário paulista patrocinado pelo PSDB COME SOLTO no Estado mais rico do país, o (des) Governo Federal petista se encarrega de AFUNDAR o país. A balança comercial brasileira acaba de ter seu PIOR resultado nos últimos vinte anos. E o dólar chegou ontem, quinta-feira (quando o post começou a ser escrito), na casa dos R$ 2,30. Tudo lindo né, Dil-má?

 

 

* Indo pra música. Matéria da FolhaSP desta semana desvela qual vai ser o fim, enfim, da MTV Brasil. O contrato da empresa americana Viacom (detentora da marca MTV) com a Editora Abril (que transmite o canal no país) se encerra agora em agosto. A Abril, em severa crise financeira, desistiu mesmo de manter os direitos sobre as transmissões da emissora. Vai daí que a própria Viacom vai RELANÇAR a MTV no Brasil, mas sendo que ela volta para a grade dos canais pagos. Ou seja: para assisti-la você terá que PAGAR por isso. Em entrevista concedida à Folha uma das executivas da Viacom informa que o foco da nova emissora NÃO serão os clips. Haverá sim programas de auditório produzidos aqui, siticoms (idem) e mais material vindo da gringa. A opinião do blog? Não vai dar certo. Quem assiste (ou assistia) a MTV quer MÚSICA, não programa de auditório. Se não vai achar lá, simples: vai sintonizar Multi Show e similares (que hoje existem às dezenas na tv a cabo) ou mesmo ir pra melhor fonte de vídeos que existe hoje, no mundo: o YouTube, claro. Moral da história: novamente, RIP MTV Brasil.

 

 

* Sendo que este ano já não haverá mais o VMB. É, o do ano passado foi o último mesmo. Zap’n’roll estava lá. E a festa foi beeeeem boa, rsrs.

 

 

* Ah sim: evidenciando que a situação anda realmente preta pros lados da editora, a Abril acaba de anunciar que vai fechar a revista Bravo! A última edição deve ser a de agosto. Pobre José Merda Flávio Covarde Cuzão Jr, o jornalista escroto e porco por execelência: ele acaba de perder um de seus “bicos”, hihihi.

 

 

* E mais um furo (o terceiro) do Gossip e sua gordoidona Beth Ditto, aqui no Brasil: o grupo cancelou as gigs que faria aqui agora em agosto. Pra estas linhas online tanto faz: elas viram a esporrenta performance da banda ano passado, no festival Planeta Terra.

 

A gordoidona safada Beth Ditto, vocalista do Gossip (em imagem “sensual”, uia!): mais um “chapéu” nos fãs brasileiros

 

* A volta dos que estavam sumidos, I: você, dileto e jovem leitor zapper, talvez não conheça ou não se lembre do Superchunk. Mas o quarteto surgido em Chapel Hill (no estado americano da Carolina do Norte), em 1989, chegou a se tornar algo gigante no indie guitar rock dos 90’ (ao lado de nomes como Dinosaur Jr. e Pavement), e tendo inclusive feito uma turnê memorável pelo Brasil em 1997 – ano passado eles voltaram aqui e tocaram (imaginem!) na Virada Cultural Paulista, em Mogi Das Cruzes. Pois entonces: após três anos sem lançar um trabalho inédito de estúdio, o Superchunck está de volta. Ou quase: acaba de vazar na web o álbum “I Hate Music”, que ainda não tem data oficial de lançamento. Mas como estas linhas bloggers curiosas não perdem tempo jamais, já “capturamos” o dito cujo no hd do notebook, néan. O disco tem cara de ser bacaninha e este espaço virtual ainda vai voltar a falar melhor dele, em nossos próximos posts. Fiquem de olho!

 O extra bacanudo quarteto americano Superchunk, um dos ícones do indie rock dos 90′: disco novo a caminho

 

* A volta dos que estavam sumidos, II: uma das mais incríveis formações do indie rock brazuca dos anos 2000’ também está de volta. O grupo Stereovitrola, de Macapá (isso mesmo, capital do distante Estado do Amapá) acaba de lançar o EP “Symptomatosys”. Com cinco faixas, é o primeiro lançamento de estúdio da banda desde o sensacional álbum de estréia deles, “No espaço líquido”, editado em 2009. O conjunto, que já chegou a ser um sexteto, agora está com um line up mais enxuto (com quatro integrantes), mas sempre liderado pelo vocalista e guitarrista Ruan Patrick. O blog já deu uma “orelhada” no ep, gostou do que ouviu (psicodelia e melodias ganchudas em doses concentradas, tudo com ótimas letras em português) e ainda vai falar novamente do disquinho/discão aqui, nos próximos posts. Pode esperar!

Direto de Macapá (capital do Amapá), no extremo norte brazuca: o Stereovitrola dá as caras novamente, com a mesma psicodelia fodona presente em seu disco de estréia, lançado há quatro anos

 

* A VOLTA DE UM BOCETAÇO QUE NÃO SUMIU E QUE ESTÁ CADA VEZ MAIS EM EVIDÊNCIA – yeeeeesssss! O furacão JulietaDeLarge, “sobrinha” zapper por adoção (hihihi), andou enlouquecendo marmanjos punheteiros aqui no blogão, quando ela foi destacada neste espaço blogger loker há algumas semanas, na sessão “musa indie da semana”. Ali, além de contar o histórico da moçoila, o blog ainda publicou uma sequencia de imagens da delícia cremosa que literalmente deixou os leitores com “quentura” nas partes baixas, uia. Pois agora a gataça tesuda de vinte e três aninhos de idade (e que é dileta amiga pessoal destas linhas bloggers safadas há alguns anos) fez novos ensaios fotográficos (sendo que várias pics, com CENSURA, podem ser conferidas em sua página no Facebook, a rede social NAZISTA e REACIONÁRIA, que não permite mais que sejam postadas fotos de nu por lá, mesmo que seja em trabalho artístico), com o fotógrafo Jota Jota Rugal. E selecionou e enviou carinhosamente para Zap’n’roll três desses momentos arrasadores de delírio visual feminino. São fotos que estão no Face de July mas que aqui estão totalmente SEM CENSURA. Dê uma olhada aí embaixo e enlouqueça (mas não suje a cueca e as mãos, hihihihi).

 

 

* Se interessou pelo xoxotaço rocker (e que em breve deverá se tornar um dos rostos mais conhecidos na seara de modelos no Brasil)? Pois vai lá na pagina dela no faceboquete, e se torne seu amigo: https://www.facebook.com/jully.delarge?fref=ts.

 

 

* E o novo disco deles vem aí. E, com justiça, estão na capa da NME desta semana (aí embaixo). Quem? Os Macaquinhos ingleses, claro!

 

 

 

* Mas agora o papo é mega sério. Em entrevista e matéria EXCLUSIVA, o blogão zapper REVELA EM PRIMEIRA MÃO mais uma picaretagem MONSTRO e totalmente AMORAL da “ong” Fora do Eixo. Leiam aí embaixo.

 

 

É O FIM DA PICADA! A BANDIDA “ENTIDADE” FORA DO EIXO EXPLORA ATÉ UMA TRAGÉDIA URBANA E SOCIAL, EM SEU PRÓPRIO BENEFÍCIO!!!

A Favela do Moinho, localizada na região central da capital paulista, é uma das centenas de comunidades pobres e humildes que compõem a paisagem urbana de uma das maiores metrópoles do mundo. E assim como outras comunidades eternamente esquecidas pelo Poder Público, vive mergulhada em problemas de toda ordem e que causam sofrimento cotidiano aos seus moradores: falta de saneamento básico, de atividades culturais e esportivas etc, apenas pra ficar no mais básico.

 

Pra piorar um pouco mais esse quadro a favela ainda sofreu, apenas em 2013, dois incêndios (suspeita-se que pelo menos um deles tenha sido criminoso), que destruíram boa parte das moradias ali existentes. E depois do último sinistro alguns integrantes de movimentos sociais do Moinho começaram a se movimentar, pra receber algum tipo de ajuda do Poder Público e tentar ajudar a comunidade a reconstruir sua vida cotidiana.

 

É aí que surge mais uma MEGA PILANTRAGEM envolvendo o nome da já tristemente conhecida ong Fora do Eixo, hoje sediada em São Paulo mas com tentáculos espalhados por todo o Brasil. Em um trabalho sério e mega de jornalismo investigativo o blogão zapper descobriu, esta semana, como o FDE se aproveitou de uma tragédia social e urbana para para “colar” seu nome nos eventos que visavam arrecabar algum tipo de benefício para que os moradores do Moinho atingidos pelo incêndio pudessem começar o processo de reconstrução de suas vidas. Não só: a mafiosa entidade ainda teria se APODERADO de parte da verba conseguida por outra organização cultural (o Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop, por certo este também um coletivo macomunado com o Fora do Eixo, sendo que o Mulheres no Hip Hop inscreveu projeto no Proac, objetivando conseguir recursos para “diversas atividades sociais e culturais”), a título de realizar seis oficinas culturais para os moradores do Moinho. O blog apurou que apenas DUAS oficinas foram efetivamente realizadas, sendo que praticamente nada se gastou em suas realizações. Ou seja: parte dos R$ 40 mil reais obtidos junto ao Proac (Programa de Incentivo à Cultura, do Governo de São Paulo) pelo Mulheres no Hip Hop, simplesmente teria SUMIDO nas mãos do Fora do Eixo.

 

Toda essa manobra (mais uma…) lamentável do FDE descrita acima, já está rendendo horrores em redes sociais. E claaaaaro, como sempre, não se ouve um pio a respeito do assunto, vindo lá da sede da ong (na mansão que eles alugam no bairro paulistano do Cambuci) comandada pelo facínora Pablo Capilé. O que Zap’n’roll fez então? Foi atrás da história toda. E conseguiu através de entrevista realizada com o agitador cultural Caio Castor, que mora no Moinho e participa de várias ações sociais e culturais da comunidade. Ex-estudante de economia, 30 anos, e entusiasta da arquitetura social (que atenda as populações carentes e de baixa renda), Caio respondeu as perguntas feitas pelo blog, via Facebook, na noite de ontem, quinta-feira.

 

Leiam abaixo a entrevista explosiva:

O agitador cutural e integrante de movimentos sociais da Favela do Moinho (em São Paulo), denuncia mais uma vergonhosa pilantragem patrocinada pela “entidade” Fora do Eixo

 

Zap’n’roll – Eu gostaria que você primeiramente se apresentasse aos leitores. Explicando o que faz e se mora na Favela do Moinho e se atua em alguma atividade social e/ou cultural aí na comunidade.

 

Caio Castor – Moro aqui e faço parte de um projeto na area de arquitetura e urbanismo que se chama comboio.

é um projeto de pesquisa e intervenção urbana que realizamos aqui desde o final do ano passado. vim morar aqui pra fazer isso.

 

Zap – Você morava onde antes? Qual a sua idade? Você se formou em arquitetura?

 

Caio – eusempre morei aqui pelo centro. começamos a comboio no final de outubro de 2010. antes de vir pra cá morei alguns meses em uma ocupação ligada ao movimento dos sem-teto aqui nocentro. Tenho 30 anos. E não terminei a faculdade. fiz alguns meses de economia só, mas estudo por minha conta

 

Zap – Sensacional. E o que te motivou e levou a fazer parte desses movimentos sociais e culturais no Moinho?

Caio – conhecer de pero a vida dos moradores da ocupação prestes maia e o movimento dos sem teto.. foi o primeiro movimento politico social que tive contato.

 

Zap – Certo. O que nos leva aos episódios recentes envolvendo a Favela do Moinho. Ela sofreu dois incêndios (é isso mesmo?) somente este ano e suspeita-se que pelo menos um foi criminoso. Imediatamente pessoas como você, aflitas com o sinistro que atingiu os moradores e também empenhados em ajudar os flagelados, começaram a desenvolver projetos junto ao Proac, objetivando arrecadar recursos para ajudar a quem perdeu suas casas na tragédia. Ocorre que, pelo que tem circulado em redes sociais, a nada confiável Ong Fora do Eixo entrou no meio da história, com o claro intuito de tirar proveito da situação em benefício dela, da ong. Você poderia falar sobre tudo isso e o que realmente aconteceu, sobre o que o FDE está fazendo aí ao se intrometer no trabaho de vocês?

 

Caio – é na verdade não estão se intrometendo diretamente no nosso trabalho. mas o que eles fazem é “colar” a logomarca deles em tudo que é coisa que eles veêm que dá ibope. a história foi exatamente o que eu postei aqui na minha pagina, vou copiar aqui que é mto longa: Algumas pessoas ligadas a organização desse evento procuraram o Humberto, que é presidente da associação de moradores do Moinho, perguntando sobre a possibilidade de realizarem algumas atividades lá no Moinho. Pelo que entendi já estavam com o projeto pronto, tanto que logo depois de falarem com o Humberto já foram colando esses mesmos flyers pela favela do moinho. Aí já está a primeira questão: A coisa já mostra bem que foi pensada de dentro pra fora, claro que não ia funcionar. Como vc propõe um projeto com 6 oficinas diferentes sem nem ao menos conhecer os moradores da comunidade que vc está se propondo a trabalhar? Sem nem saber se as pessoas estão afim ou não dessa oficina? Quando os organizadores (eu não sei quem fez o primeiro contato) procuraram o Humberto ele disse que precisaria falar com outros moradores e precisava também ver se havia um espaço disponível na comunidade para a realização das atividades. O Humberto sugeriu então aos organizadores que voltassem outro dia e falassem com o Caio.. eu mesmo. Então, certo dia estava lá no Moinho e apareceram alguns dos organizadores e o Humberto os levou até mim para ver se eu poderia conversar com eles e ajuda-los a arrumar um espaço para a realização das oficinas. Segunda questão, além de não perguntarem se os moradores querem fazer as oficinas vcs não viram nem se existia um espaço para isso? Conversei com todos e expliquei tudo isso que falei aqui e um pouco mais. Disse que lá alguns moradores membros da associação comunitária não gostavam do pessoal do fora do eixo (por já saber da caminhada dos caras) e que eles não eram bem vindos ali na comunidade. Só um detalhe: Os caras do fora do eixo já tentaram colar no Moinho pra filmar os incêndios e os mesmos moradores não deixaram por saber que os caras são pilantras. O grupo na hora me respondeu dizendo que eles também nunca tinham trabalhado com o fde e que essa é a primeira vez mas que os caras tinham sido desonestos com eles também, disse que tinham combinado algumas coisas e que depois descombinaram. Não disse extamente o que houve mas deixou claro que não eram ligadas a eles e que era só o logo deles que estaria ali mas que eles não se envolveriam nas atividades. Explicando então o por que tinham desistido de usar a casa fora do eixo como base. Diferente do que o Felipe afirma quando diz: “não precisariam mais utilizar a casa” Nessa altura da conversa apareceu a moça que pelo que eles disseram eram a organizadora mesmo do evento. Não lembro o nome dela sei que ela chegou com muita pressa, disse que não teria tempo pra conversar comigo pq elas estavam organizando um outro evento em outro lugar mas que eu poderia passar tudo para o pessoal ali. E em seguida me perguntou se eu poderia ir chamando as pessoas para fazerem as oficinas. OI?? Perai vc faz um edital pá, de R$40mil (http://www.cultura.sp.gov.br/StaticFiles/SEC/edital/28_rf.pdf), não fala antes com as pessoas da comunidade, não sabe se tem espaço disponível e ainda quer que eu saia pela comunidade pedindo pelo amor de deus para participarem do seu projeto? É muita cara de pau né. Eu tentei dizer a ela na hora que não eram assim que as coisas funcionavam. Que eu e o Humberto tinhamos uma pá de coisa pra fazer da associação, que teríamos uma assembléia no dia seguinte, enfim que tinha um monte de outras prioridades ali e que não iria fazer isso pra ela. Tentei ainda falar um pouco sobre quem eu era e porque estava ali. Disse que essa questão da falta de espaços de convivência era um dos problemas ali etal… mas ela não quis escutar muito não, tava com muita pressa. Continuei conversando com o pessoal que ficou ali e disse a eles que iria tentar conversar com o pessoal da Creche para ver se eles poderiam ceder o espaço mas que achava difícil porque eles não costumavam fazer isso.. Depois fiquei sabendo através do pessoal da creche que fizeram uma oficina e pelo que entendi foi só. E as outras cinco oficinas? O que foi feito com o resto do dinheiro? De qualquer maneira fica claro o distanciamento com que a coisa foi pensada. de fora pra dentro. E mais claro ainda a lógica das ONgs profissionais em chupinhar os coletivos que estão fazendo a coisa acontecer no dia-a-dia. A impressão que tive era de que o pessoal que estava ali eram as pessoas que realmente queriam fazer a coisa acontecer. Apesar de meio mau orientados, eram eles que estavam ali e não o Capilé dono do Fora do Eixo e provavelmente chefe do Felipe Altenfelder. Não era a tal da “organizadora” do evento que iria ficar ali no dia-a-dia, nem a outra ong Ação Educativa que também colou sua marca no projeto. Agora na minha opinião TODOS são responsáveis e principalmente as instituicões parceiras do projeto. Ação Educativa, Fora do Eixo, inclusive Secretaria de Cultura e Governo do Estado. resumindo: participaram de um edital do proac no valor de 40 mil. a parte do moinho que nao era o projeto todo era realizar 6 oficinas, em 6 dias diferentes. eles fizeram apenas 2 que nem precisou gstar dinheiro nehum e não fizeram mais nada.

Zap – Muito elucidativa a sua resposta. Mas o blog quer saber o seguinte: QUEM enviou o projeto solicitando verba ao Proac? E a verba saiu em NOME DE QUEM? Essa pessoa é de alguma forma ligada ao Fora do Eixo ou é uma pessoa aí da comunidade?

 

Caio – tai ai nesse link o nome da menina. é luana. ela é de um grupo chamado frente nacional de mulheres no hip hop. o fora do eixo apoiou o projeto

e não ela não é da comunidade

 

Zap – Ou seja: essa Frente Nacional de mulheres no hip hop deve ser macomunada com o Fora do Eixo. Resumindo a ópera: a comunidade do Moinho até agora pouco ou nada foi beneficiada por essa verba do Proac, certo? E o Fora do Eixo ainda teve a total falta de ética em querer COLAR seu nome na realização de um evento pra ajudar a comunidade que foi atingida por uma tragédia, sendo que ela, a ong, NADA FEZ em prol de vocês. É isso?

 

Caio – Isso.

 

Zap – Certo. Bom, e como ficou a situação do Moinho com o Fora do Eixo após mais esse lamentável episódio patrocinado por essa ong facínora?

 

Caio – estamos esperando até agora eles aparecerem aqui para nos dizer pra onde foi esse dinheiro. ainda essa semana soltaremos uma nota em nome da associacao do moinho e da creche pedindo esclarecimentos.

 

* Para saber mais sobre mais essa tenebrosa e escandalosa patifaria da ong Fora do Eixo, vá até o perfil do Caio Castor no Facebook: https://www.facebook.com/caio.castor.

 

* Estas linhas online agradecem a colaboração do Publisher e promoter André Pomba e do Tumblr Fora do Beiço (escrito pelo chapa Eddy Tales), que foi fundamental na elaboração desta entrevista. Valeu, queridos!

 

 

NADA DE NOVO NA INDIE SCENE ROCK NACIONAL: ALÉM DE PÉSSIMA MUSICALMENTE, ELA CONTINUA ARROGANTE, ESCROTA E SEM UM PINGO DE HUMILDADE PARA RECEBER E ACEITAR CRÍTICAS NEGATIVAS

Há exatamente um ano (em agosto de 2012) estas linhas online publicaram um texto arrasa-quarteirão que deu o que falar. Nele Zap’n’roll literalmente rompia relações “diplomáticas” e de “amizade” com cerca de 90% das bandas que compunham a então cena rock independente nacional. E os motivos desse rompimento, todos bem explicados no post, basicamente eram a impressionante falta de qualidade artística observada nos discos que eram lançados, além de uma intolerável, sacal e insuportável arrogância e prepotência da cena em questão. Ou seja: não bastava músico, banda e discos serem todos ruins de doer. Ante qualquer resenha negativa de sua “obra” musical, o artista se enfurecia e partia para o ataque grosseiro e pessoal contra quem escreveu a resenha, denotando uma total falta de respeito e humildade pela opinião alheia.

 

Pois nesses doze meses nada mudou nesse panorama. A indie scene nacional continua de mal a pior (com honrosas exceções, como o trio paulistano Moxine ou quarteto amapaense Stereovitrola, que finalmente está lançando novo trabalho de estúdio) e a arrogância e menosprezo com que ela recebe opiniões sobre sua música continua a mesma, senão pior

 

Anyway,  E para quem não se lembra ou não leu o post ARRASADOR que este espaço virtual publicou no ano passado, dando spanko MONSTRO na indie scene nacional, nós reproduzimos o texto em questão aí embaixo. Boa leitura, hihi.

 

(texto publicado originalmente em Zap’n’roll em 16 de agosto de 2012)

 

O fato de estas linhas rockers online terem ficado em “recesso” forçado durante as últimas três semanas teve seu lado positivo e bastante reflexivo, afinal. Este tópico que foi sendo escrito na madrugada da última segunda para terça-feira (mais especificamente às três e meia da matina, enquanto a tv estava ligada no “Na Brasa” da MTV, sem áudio para não atrapalhar a concentração textual do sujeito aqui), quando o querido “bebê HP/compaq” finalmente retornou ao seu lar, talvez seja o ataque e a porrada mais virulenta que este blog já desferiu contra quase a maioria daquilo que hoje é conhecido como o rock independente brasileiro. E este ataque/porrada tem zilhões de motivos para estar sendo publicado no post que marca o retorno destas linhas zappers.

 

Não é de hoje que Zap’n’roll anda irritadíssima com a indie scene nacional atual. Como já foi dito aqui mesmo várias vezes, a democratização do acesso à tecnologia (via instrumentos e equipamentos eletrônicos mais baratos) e à informação (via internet, óbvio) foi ótimo por um lado (permitiu que muitos artistas e músicos em potencial, que antes não tinham como entrar no circuito musical e mostrar sua arte ao público, passassem a ter esse direito de maneira equânime aos que ainda trafegam no pra lá de moribundo “mainstream” musical) e péssimo por outro: criou uma autêntica monstruosidade que hoje atende pelo nome de cena musical independente nacional. Uma monstruosidade porque, devido às facilidades encontradas para a gravação e divulgação (via web, sites, blogs, portais, YouTube e os caralho) da música, hoje qualquer Zé ruela se acha artista, músico e, muitas vezes, gênio mesmo (e sem a mínima condição ou senso auto-crítico que permita ao sujeito ver, por si próprio, que ele está longe da genialidade que julga possuir). Vai daí que, cotidianamente, a internet é bombardeada por milhares de novas bandas, artistas solo e os links de suas “obras” musicais “magistrais” – que de magistrais não têm absolutamente nada, tamanha a vergonha musical alheia que trazem e propagam na maioria dos casos. E quem sofre com isso, óbvio, são jornalistas como o sujeito aqui ou produtores como o decano, conhecido e respeitadíssimo Luiz Calanca (proprietário há mais de três décadas da já lendária loja de discos e selo Baratos Afins). Ambos, jornalista e produtor, sofrem todos os dias o mesmíssimo problema: são trocentas bandas enviando links atrás de links por todo os caminhos possíveis (e-mail, Twitter, Faceboquete) e implorando (sim, não há exagero aqui, elas imploram mesmo) por um pouco de atenção e divulgação ao seu trabalho. De resto, uma atitude legítma dos artistas (correr atrás de divulgação para o seu trabalho junto a produtores e jornalistas). Mas como já bem observou Calanca tempos atrás, em bate-papo de fim-de-tarde com o autor destas linhas virtuais lá na Baratos (um dos melhores prazeres que um amante de música pode ter é passar um final de dia conversando um pouco com o Luizinho em sua loja na Galeria do Rock, no centrão de Sampa; a informação jorra farta e as risadas são garantidas), “se eu for ouvir tudo o que me enviam pela internet todo santo dia, não faço mais nada na vida”.

 

O blogão zapper começou a dar razão a Calanca quando também começou a ser bombardeado, anos atrás, com links e mais links de bandas querendo divulgar seus trabalhos. E num primeiro momento tentou ser paciente o suficiente para ouvir PRATICAMENTE TUDO o que era enviado ao blog, embora faltasse tempo hábil pra essas audições e a QUALIDADE do material enviado fosse HORRENDA em quase 90% dos casos. Esta estatística, por si só, já seria suficiente para fazer este jornalista dar um foda-se para esse povo todo mas ele continuou procurando divulgar a cena e ser simpático e respeitoso com o trabalho das bandas (ah, o zapper e seu notório coração mole…), por pior que fosse este trabalho, além de se tornar, em muitos casos, “amigo” destas bandas – e com isso, ignorar uma das principais lições deixadas pelo mestre do jornalismo musical americano, o gênio (esse sim, gênio autêntico e imortal) Lester Bangs: a de que jornalistas musicais JAMAIS devem se tornar AMIGOS de artistas. “O artista tem que ser encarado como INIMIGO”, dizia Bangs. E ele estava coberto de razão.

 

E o autor deste blog começou a entender que Bangs estava certíssimo em sua “lição” quando começou a observar outras características que hoje estão, mais do que nunca, enraizadas até o talo na porca cena rocker independente brazuca. Uma dessas características: a de que essa corja de músicos de décima categoria quer mordomia e tudo “de grátis” em sua tentativa de chegar a um pseudo e cada vez mais abstrato (nos dias de hoje) “estrelato”. Explicando melhor: estas linhas rockers bloggers se tornaram já, há meses, um dos espaços dedicados à cultura pop e ao rock alternativo mais acessados da blogosfera nacional (cerca de 70 mil visitas/mês, média de vinte e cinco comentários por post e mais de cinqüenta recomendações em redes sociais por postagem). Com esses números em mãos Zap’n’roll lançou uma campanha para vender publicidade no blog, e também ganhar algum dinheiro com ele, algo igualmente justo e legítmo. Ofereceu então banners às suas bandas “amigas”, aquelas mesmas que viviam (e ainda vivem) enchendo literalmente o saco zapper em troca de divulgação para suas músicas. O que aconteceu depois de quase três meses de tentativas de fazer esta parceria comercial/publicitária com os artistas? As mais estapafúrdias respostas negativas que o dileto leitor possa imaginar. Ou as mais clichês, também: “estamos sem dinheiro nenhum! Gravamos num estúdio caríssimo (wow!) e também produzimos um clip com um diretor fodíssimo, que custou a maior grana!” (novamente: wow!!!).

 

Felizmente o autor deste espaço online não depende do blog pra viver, senão já teria morrido de inanição. Mas o fato de ter recebido as respostas que recebeu diante da oferta de publicidade feita às bandas, só demonstrou o MENOSPREZO que a maioria delas possui pelo veículo midiático online que elas tanto enchem por divulgação. Quer dizer: enchem enquanto vêem nele a possibilidade de divulgação gratuita ao seu trabalho. Falou em GASTAR algum dindim de forma honesta e comercial na parada (em forma de anúncio), todos saem correndo e o menosprezo se instala.
Tudo isso somado levou o blog à seguinte conclusão (santa inocência, Batman!): não existe mesmo AMIZADE nesse mundinho indiecente que graça hoje no Brasil. O que existe é apenas e tão somente o bom e velho interesse. Como Zap’n’roll NÃO precisa desse povo (mas eles sim precisam do blog), decidimos levar finalmente em consideração a lição master do mestre Lester Bangs: a partir deste post o blog é INIMIGO de quase a totalidade das bandas da indie scene brazuca atual. Elas podem continuar enviando seus links e buscar sua justa divulgação aqui, através do e-mail do autor destas linhas online e que todos já estão carecas de saber qual é (hfinatti@gmail.com). Quando o blog achar algo realmente interessante, será comentado aqui, não se preocupem.

Entra ano, sai ano, a cena independente nacional continua sempre a mesma: ruim de dar dó, burra, arrogante, prepotente,  ego total descontrolado, sendo que um exemplo recente disso tudo é o músico paulistano Dante Fenderrelli (acima), que lançou um trabalho muito ruim (o disco “Flor Afegã”), teve resenha negativa publicada aqui, se enfureceu com o que leu e convocou uma autêntica “tropa de choque” pra insultar o autor destas linhas online no painel do leitor zapper; ele bem que poderia aprender algumas lições de humildade e de como se faz ÓTIMO rock’n’roll com o pessoal da Luneta Mágica (abaixo), de Manaus, que lançou um álbum de estréia espetacular há um ano e meio e agora trabalha nas composições do segundo vindouro disco

 

Agora, tudo o que foi escrito aqui neste tópico, até o momento, é apenas uma parte da história. A outra, final e pior ainda, se refere à insuportável arrogância e prepotência desse povo todo, algo que estas linhas zappers também vêm observando há tempos na nossa paupérrima (artisticamente falando) cena independente. Observação corrobarada nas últimas semanas por fatos algo desagradáveis e que envolveram o sujeito aqui e músicos que gravitam nessa cena medíocre – sendo que o autor deste espaço rocker blogger sempre DETESTOU gente arrogante. E continua detestando. Há cerca de quinze dias o blog foi até o StudioSP da Vila Madalena, para prestigiar o show do grupo Quarto Negro, que estava lançando naquela noite seu muito bom álbum “Desconocidos”. Tudo muito bom, tudo muito bem não fosse o fato de que havia ali muita gente que integra ou puxa o saco da Ong Fora do Eixo (uma das PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS pelo nivelamento ao rés do chão da qualidade, ou falta dela, que se observa nas bandas nacionais atuais). Foi o suficiente para começar os ataques e “tirações de sarro” em cima do autor deste blog, que semanas antes havia metralhado os FDE durante a entrega do Prêmio Dyanmite de Música Independente, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Pois então: a temperatura foi subindo no Studio SP e o zapper que já estava ficando “mamadão” de whisky e brejas e que é notoriamente conhecido por não ser nada simpático quando está nesse estado etílico, perdeu de vez a paciência quando ouviu alguém falando, entre risos: “esse crítico de merda…”. Foi a conta pro blog dar seu contra-ataque (e assume que na atitude que tomou naquele instante foi mega ofensivo, grosseiro e agressivo com seus desafetos): ele simplesmente pegou uma cópia em vinil do disco do Quarto Negro que tinha acabado de ganhar do produtor Bruno Montalvão (que produzia a festa naquela noite e foi um lorde com estas linhas virtuais) e a atirou ao chão, pisando em cima da mesma em seguida. Sim, uma atitude destemperada do zapper barril de pólvora, mas que teve sua razão de ser. Tão destemperada e mais arrogante foi a reação dos integrantes da banda (agora formada também por membros de grupos como Pública e Bicicletas de Atalaia), que passaram a ofender ostensivamente o sujeito aqui. Curioso que um dos músicos que mais partiu para agredir moralmente este jornalista foi justamente o grande MALA Léo Mattos, integrante do tal Biclicletas de Atalaia. Mala porque ninguém mais do que ele encheu o saco de Zap’n’roll para que déssemos espaço editorial para a sua banda. Foi um final de noite tenso e mega desagradável e o blog apenas lamenta pelo Montalvas, sempre um querido por este espaço online e que ficou vivamente (e com razão) chateado com o ocorrido. De resto o show do Quarto Negro foi muito bom porque a banda é muito boa. Infelizmente a prepotência e a arrogância de alguns de seus músicos, que se acham “gênios” (sem serem) e que têm uma certa condição financeira, hã, confortável (por que será que, via de regra, quem possui estofo monetário se julga no direito de humilhar e menosprezar seus pares?), empalidece o bom trabalho musical do grupo.

 

Episódio semelhante rolou também na semana passada na casa noturna Beco, no baixo Augusta, quando o blog foi procurar ouvir ao vivo as canções do projeto “Agridoce”, integrado pela Srta. Pitty e por seu guitarrista, Martim. O autor deste blog sempre teve simpatia pela dupla e achava que essa simpatia era recíproca da parte deles. Não foi o que se viu por lá: todos tratando Zap’n’roll com uma prepotência de dar inveja a George Michael. Pior foi quando, após o show, o guitarrista Martim tocou Raconteurs em sua DJ set: o blog achou bacana e quis comentar com ele sobre o recente lançamento de um DVD da banda aqui no Brasil (pela ST2), com o registro de um show do grupo no festival de Montreaux, em 2008. Ao tentar mostrar o DVD para o músico o blog foi quase AGREDIDO fisicamente por um nóia escroto, que atende pela alcunha de Meia Pedra (vejam só o nível do sujeito) e que, segundo estas linhas zappers apuraram, trabalha como “auxiliar” de produção de dona Pitty e da banda Cachorro Grande. O figura não possui a mínima condição emocional e psicológica para exercer suas funções, tanto que também já arrumou confusão com um casal amigo do blog, os queridos Vandré Caldas (que é o sujeito mais pacífico do mundo) e Adriana Cristina, sócios do Simplão de Tudo Rock Bar em Paranapiacaba e onde vai rolar um bacaníssimo mini-festival de rock no próximo feriado de 7 de setembro, evento que está sendo co-produzido e apoiado por Zap’n’roll.
Em suma, é lamentável que tanto Pitty quanto o Cachorro Grande permitam que um tranqueira desse naipe trabalhe com eles. E mais lamentável ainda é se dar conta de que gente que anos atrás era tão humilde, simpática e generosa (Pitty, quando estava iniciando sua carreira musical, tocou na primeira edição do Dynamite Independente Festival, no Sesc Pompéia em 2003, evento produzido pelo autor deste blog. Seu “cachê” foi na base da “brodagem”: ela estava lançando seu primeiro disco e naquela época ganhou um generoso anúncio na edição impressa da revista Dynamite), tenha se tornado tão prepotente e tão “nariz empinado” e “salto alto”.

 

O blog acha mesmo incrível como essa cena de merda que hoje representa o grosso da produção musical alternativa brasileira, está eivada de prepotência. Todos se acham “gênios”, todos se consideram “rockstars”. A maioria das bandas não é nem uma coisa muitos menos a outra. Conta-se nos DEDOS (o blog vai repetir: nos dedos) os grupos que possuem realmente uma obra ultra consistente ou, no mínimo, AUDÍVEL. E, dentre estas, novamente conta-se nos dedos aquelas que além de serem ótimas musicalmente, ainda possuem integrantes que encaram a arte de fazer música como algo seríssimo, responsável e um ofício que demanda SIM HUMILDADE, SIMPATIA E GENTILEZA para com o próximo (seja o próximo um jornalista, um simples ouvinte ou seja quem for). De que adianta o Vanguart, por exemplo, continuar com um ótimo trabalho se seu vocalista, Hélio Flanders, se julga o Bob Dylan brasileiro? (e o blog zapper tem culpa nisso, assume. Muita culpa…). Falta HUMILDADE e VERGONHA NA CARA nessa turma mequetrefe. Para efeito de comparação de cenas, épocas e situações: o jovem leitor zapper pode hoje achar que o grupo mineiro Skank é uma bela droga, cafona e mainstream. Ou considerar que bandas como Legião Urbana e Barão Vermelho já tiveram seu momento e hoje não signficam mais nada para o rock nacional. Pois bem: todos eles também foram INDEPENDENTES um dia. E todos eles se tornaram GIGANTES (em uma época em que o rock nacional conseguiu se tornar gigante dentro da mega indústria musical brasileira) graças a um trabalho artístico de altíssima qualidade – existe hoje nessa cena rock alternativa ridícula, inculta, burra, sem estofo cultural e intelectual algum e de MERDA fedorenta, algum poeta do calibre de um Renato Russo ou de um Cazuza? Pois é… e mesmo assim, se tornando gigantes em número de discos vendidos e do público que ia a seus shows Barão, Skank e Legião NUNCA perderam a humildade. O autor deste blog foi amigo próximo de Renato Russo durante algum tempo. JAMAIS foi destratado por ele. Pelo contrário: num dos últimos shows da história da Legião, diante de um ginásio do Ibirapuera LOTADO (com cerca de quinze mil pessoas lá dentro), Russo dedicou uma música ao autor deste blog (“Ainda É Cedo”). Barão Vermelho? Gutto Goffi, baterista e um dos fundadores da banda é amigão zapper até hoje. Skank? Estão ricos, nunca tocam em espaços com menos de dez mil pessoas (uma multidão para a qual as bandinhas toscas da indie scene brazuca atual jamais irão se apresentar) e, mesmo assim, Samuel Rosa, Lello, Henrique e Haroldo são quatro “manés” (no ótimo sentido do termo) tamanho o respeito, carinho e simpatia com que eles tratam seus fãs e amigos – inesquecível a cena do vocalista Samuel Rosa encontrando com Zap’n’roll numa premiação do VMB, anos atrás, e gritando: “Finatti! Você é o cara!!!”.

 

Enfim,  diante de tudo o que foi escrito, explicado, exposto e detalhado aqui a pergunta que não cala é: quem é essa ceninha escrotinha rocker de hoje, pra querer se achar genial, rockstar e ter o nariz empinado até a lua? Como bem frisa o produtor Ulysses Cristianinni, proprietário da Pisces Records: “um bando de babacas que não são merda nenhuma, que vivem enchendo o saco por divulgação e pra lançar seus discos e que no final se acham a última bolacha do pacote”. Bolacha velha, ruim e mofada, claro. Essa turma deveria aprender algumas lições de humildade e simpatia com o gigante U2, um dos maiores grupos de toda a história do rock. Afinal a arrogância ABAIXO de zero e a simpatia de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen, já é lendária.

 

Ulysses também tem razão em sua declaração. Por isso, finalizando este tópico repetimos mais uma vez: o blog mais do que nunca vai seguir a lição de Lester Bangs (um jornalista que se tornou lenda ao demolir mitos como Elvis Presley ou Lou Reed): bandas, a partir de agora, são inimigas deste espaço. E serão tratadas como tal. Haverá poucas exceções nesse quadro – nomes como Los Porongas (uma dos DEZ MELHORES GRUPOS em atividade hoje no Brasil e cujos integrantes, além de serem irmãos de fé destas linhas online, ainda são um exemplo de total humildade), Madame Saatan, Doutor Jupter (outro quarteto GIGANTE na qualidade musical e também na SIMPLICIDADE de seus integrantes), Madrid (Adriano Cintra, que já foi popstar internacional quando tocava no CSS, também é outro exemplo de sujeito humilde e super boa praça), Coyotes California (esses moleques da zona leste paulistana ainda vão causar muita raiva em supostos “rockstarzinhos” cu de rola que pululam pelo baixo Augusta), Stereovitrola, Mini Box Lunar e Vila Vintém (todos lá do distante Amapá), Transmissor (de Minas Gerais), Veludo Branco e Mr. Jungle (de Roraima), Nicotines e Luneta Mágica (de Manaus), Baudelaires (de Belém), Cartolas (de Porto Alegre), O Sonso e o Jardim Das Horas (de Fortaleza) e mais alguns poucos são a exceção e continuarão sendo considerados como amigos queridos por este espaço virtual, pela qualidade de seu trabalho e pela humildade que seus integrantes demonstram ter no trato com as pessoas. O resto é o resto e Zap’n’roll quer que todos se fodam, de verdade. Ponto final.

 

 

COMO FICOU A RELAÇÃO DE “AMIZADE” DO BLOG COM ALGUNS DOS PERSONAGENS CITADOS NO TEXTO ACIMA, UM ANO DEPOIS

Martin (guitarrista da Pitty): uma madrugada qualquer, no final de 2012, o baiano se encontrou por acaso com o blog em uma balada na casa noturna Beco (no baixo Augusta/SP). Estava beeeeem lesado de álcool (e o sujeito aqui também, há de se reconhecer). Chegou no jornalista zapper, se desculpou pelas tretas ocorridas na premiação do VMB e o blogger sempre sentimental aceitou suas desculpas. Voltaram a se falar.

 

* Pitty: também andou trocando idéia rápida com o blog no começo deste ano. Mas a amizade, definitivamente, não é mais a mesma.

 

* Léo Mattos: estas linhas online felizmente nunca mais falaram com o grande mala. E nem pretendem.

 

* Quarto Negro e Single Parents: o blog também não falou mais com os integrantes das duas bandas. E nem precisa, na verdade.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: “Symptomatosys”, o novo ep do quarteto amapaense Stereovitrola e sobre o qual iremos falar melhor nos próximos posts. E se você estiver a fim de conhecer o som do disquinho/discão, pode ir aqui: https://soundcloud.com/stereovitrola.

 

* Livro: A Cia Das Letras acaba de mandar para as lojas a reedição (com nova capa) de “Alta Fidelidade”, o já clássico da cultura pop recente e escrito pelo gênio Nick Hornby em 1995. Ah tá: sem dindin pra comprar um exemplar? Vamos ver se estas linhas online conseguem resolver seu problema, hehehe. Dá uma lida aí no final do postão.

 

* Festa de arromba: não tem pra ninguém! Hoje, sabadão em si (quando o postão zapper está sendo concluído), rola a mega festa de onze anos do Simplão Rock Bar, lá em Paranapiacaba. Localizado no meio da mata Atlântica, em uma chácara, o Simplão é tudibom e o autor destas linhas online já se divertiu horrores por lá. Não há balada melhor pra hoje: rock’n’roll do caralho (serão cinco bandas se apresentando no palco do bar), bebidas a preços ultra camaradas, natureza na cara, bocetas loucas em profusão absurda e maconha da boa convivem em harmonia no Simplão. Nunca foi lá? Então corre que ainda dá tempo de cair na esbórnia: o Simplão fica localizado a uns oito quilômetros pra frente de Paranapiacaba (estrada de terra mesmo). Vai lá e dá um mega abraço na mais que amada Cris Mamuska, a segunda “irmã” mais velha de Zap’n’roll, hehe. E dia 7 de setembro vai rolar por lá a segunda edição do Independence Rock Fest, que vai ser classudo com showzaços do Cosmo Shock, Churrasco Elétrico, Seres Errantes, Livro Ata e ainda uma dj set fodona por conta do blog, claaaaaro! Mais sobre o festão de hoje à noite, vai aqui: https://www.facebook.com/events/1394674487420069/.

 

* Baladas: aqui mesmo, em Sampalândia? Vambora: hoje rola festa da 89fm (a rádio rock, que voltou bem) dentro das noitadas open bar do Outs (lá na rua Augusta, 486, centrão rocker de Sampa). Também hoje a balada rocker come solta como sempre no Astronete (também na Augusta, mas no 335)///E pra fechar bem o finde, no domingo tem a festaça rocker Grind, na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa), já há incríveis catorze anos bombando até o sol raiar na segunda-feira, é mole? Então se prepara e se joga, porra! A festa, pros rockers, nunca termina!

 

 

E O SACO DE BONDADES ZAPPER SÓ AUMENTA!

Yeeeeesssss! Essa semana ele foi engordado com mais alguns livrinhos, hehe. Então vai lá no hfinatti@gmail.com, que estão em sorteio:

 

* UM PAR DE INGRESSOS pro show do duo inglês The KVB em São Paulo, dia 14 de dezembro;

 

* Mais um exemplar da biografia “O reino sangrento do Slayer”, lançada aqui pela Idéia Editorial.

 

* E um pacote com os livros “Alta Fidelidade” e “Febre de Bola”, ambos escritos por Nick Hornby e agora relançados no Brasil pela Cia Das Letras.

 

 

E CHEGA, PELAMOR!!!

Postão gigantesco e polêmico, pra ninguém reclamar, sério. Ficamos por aqui, deixando um mega abraço no sempre querido Luiz Calanca, além de milhões de beijos na Irlene, Jaqueline e Bruna (as manauaras que o blog ama de paixão) e mais beijos nas gatenhas paulistanas amigas de fé destas linhas online. Semana que vem estamos na área novamente. Até lá!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 3/08/2013 às 19hs.)