Com postão entrando excepcionalmente hoje (quarta-feira), é hora de avaliar o Rock In Rio 2013, o “festival da tirolesa”, uia (e quem mandou nele, claaaaaro, foi “O Chefão” Bruce Springsteen); mais: já saiu o melhor disco de rock deste ano, o novo de um certo Manic Street Preachers (conhece, indieota fã de Disclosure?); e tem também o novo do Kings Of Leon, o novo julgamento do Mensalão, as PUTONAS cadeludas que continuam atacando no pop (e também no Facebook, uhú!) e mais isso e aquilo tudo e… PROMO de tickets pro show do trio indie inglês Wombats, que toca nesse finde em Sampa! (post MEGA TURBINADO, falando do reaça Lobão, da edição deste ano do super festival Goiânia Noise e da sensacional peça teatral “Lou&Leo”) (atualização final em 27/9/2013)

Os grandes velhões continuam comandando e fazendo o melhor rock do mundo, um rock que NÃO MORRE enquanto esses caras continuarem na ativa: os galeses do Manic Street Preachers (acima, em destaque o guitarrista e vocalista James Dean Bradfield) voltam com um disco fenomenal e que dificilmente será igualado este ano por algum outro artista ou banda; e o eterno “chefão” Bruce Springsteen (abaixo, durante sua gig na Cidade do Rock no Rio De Janeiro, no último sábado) fez o melhor e um dos pouquíssimos shows relevantes que aconteceram no Rock In Rio 2013, que foi encerrado no último domingo com o metal ultra cafona do Iron Maiden

 

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EXTRINHA NO ALTO DO POSTÃO QUE ACABA DE SER COMPLETADO: LOBÃO, O REACIONÁRIO, E O GOIÂNIA NOISE 2013

* Yeah! Mega postaço zapper MONSTRO no ar, uhú! E aqui, bem no alto dele, duas notinhas que valem a pena: a primeira é sobre o nosso sempre polêmico cantor Lobão (e eterno mau caráter como ser humano, claaaaaro!). Pois eis que a mass mídia de cultura pop brazuca acaba de ser sacudida com a notícia de que o compositor carioca é o mais novo contratado da detestável revista Veja. Lá o Uivador irá escrever uma coluna semanal. E nenhuma surpresa nessa história, afinal: Lobão está apenas ASSUMINDO definitivamente o grande reacionário de direita que se tornou nos últimos anos.

 Ele vai jogar sua biografia musical na LAMA, entrando pro time de colunistas da detestável e ultra reacionária revista Veja; é a vida…

 

* Melhor falar do Goiânia Noise 2013: um dos mais importantes festivais independentes do Brasil chega este ano à sua décima nona edição. E vai ser mega bacanudo como sempre foi. Produzido pelo pessoal da Monstro Discos, ele vai rolar de 2 a 8 de dezembro em Goiânia, e já tem confirmados no line up o lendário grupo punk inglês UK Subs, além dos brasileiros Mad Sneaks (grunge fodão de Minas Gerais) e MixHell (o projeto eletrônico do baterista Igor Cavalera), sendo que estas linhas online apuraram que o quarteto manauara Luneta Mágica (uma das maiores revelações da indie scene nacional dos últimos anos) também deverá fazer parte do elenco do festival. Sobre ele o blog bateu um papo rapidíssimo com Léo Bigode, um dos sócios da Monstro e um dos curadores do Goiânia Noise, na madrugada de hoje, via Facebook. Leia abaixo:

 

Zap’n’roll – O que esperar da edição deste ano do Goiânia Noise, um dos principais festivais da cena independente brasileira?

Leo Bigode – Um noise pra quem gosta de rock. Pra quem gosta de musica, rock de essência.tem muita gente falando que o rock morreu. Vamos provar que pra gente , pra Monstro, ele não morreu. Ele está vivo, no nosso universo tem um monte de bandas tocando, produzindo. Botano pra fudê. Rock pra quem gosta de música.

 

Zap – Como está hoje tanto a produtora Monstro Discos quanto o Goiânia Noise após o rompimento com a Abrafin e com o Coletivo Fora do Eixo que, sabidamente, estava prejudicando e interferindo de forma indevida na organização do festival?

 

Leo – a Monstro esta a milhão! Estamos tocando um bocado de projetos, não só da produtora, mas do selo, cinema, editora, fechamos um lance recente de distribuição digital mundial (nem divulgamos ainda), temos trabalhado com algumas bandas, cuidando da agenda, nesse ano comemorando os 15 anos e preparando o 19º Goiania Noise Festival. Nós nunca fomos do Fora do Eixo, fizemos um acordo na época do disco do Macaco Bong e tentamos algo relacionado a distribuição de discos que não avançou muito. Quem era muito próximo do [Pablo] Capilé era o Fabricio [Nobre] que quando saiu da Monstro levou com ele essa relação. Não fazer parte do Fora do Eixo é uma das coisas que me deixam mais sossegado nessa vida… ainda mais vendo esse estrago que eles estão deixando por onde passam… assim como o não fazer parte da Abrafin – que foi aparelhada pelo Fora do Eixo a ponto de 16 festivais sairem de uma vez por não concordar com o modo que as coisas estavam sendo conduzidas (não é possível que todos esses festivais estavam loucos né? pra ter saído esse tanto de gente algo devia estar muito errado, concorda?)

 

* Ao longo das próximas semanas o blog (que foi convidado a cobrir de perto o Goiânia Noise deste ano e já aceitou o convite) irá postando aqui mais novidades sobre a edição deste ano do festival. Aguardem!

 Os velhos punks ingleses do UK Subs (acima) já estão confirmados na edição deste ano do festival Goiânia Noise, que acontece em dezembro na capital de Goiás; já os amazonenses da Luneta Mágica também estão cotadíssimos pra se apresentar no evento

 

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Bruce é Bruce.

O resto do Rock In Rio 2013 (ou quase todo o restante do mega festival carioca que terminou na madrugada de anteontem, com show apoteótico dos velhuscos e cafonérrimos metaleiros do Iron Maiden) foi conversa à la Pablo Capilantra (ops, Capilé) pra Friboi dormir, hihihi. Foi a quinta edição de um evento que hoje em dia de rock tem apenas uma parte. Nas três primeiras (em 1985, 1991 e 2001) Zap’n’roll esteve presente e testemunhou alguns momentos históricos e que ficarão para sempre na memória rocker do blogger já mega veterano em cobertura de festivais de rock: os shows do Queen e do Barão Vermelho (com Cazuza nos vocais) no primeiro RIR (quando não havia telões em mega shows nem internet no mundo), a chatice do Guns N’Roses (no segundo), o terremoto dos Foo Fighters e a beleza catártica do REM, tudo na mesma noite, no terceiro (em 2001). Nas duas últimas edições (em 2011 e neste ano) foi o que se viu de um festival que virou uma marca comercial ultra bem sucedida, mas que musicalmente desce cada vez mais a ladeira em termos de qualidade e de atualidade na questão do line up (uma ótima análise do que foi o RIR deste ano está no blog “Confraria de Tolos”, do nosso “inimigo cordial” André “Barçola”, publicado na Folha online). Tirando a gig verdadeiramente ESPETACULAR do GIGANTE Bruce Springsteen, quase nada se salvou no Rock In Rio, que tem seu resumão devidamente publicado e comentado no postão que você começa a ler agora. Um postão que também fala do já provável melhor álbum de rock de 2013, o novo dos galeses do Manic Street Preachers, uma banda GIGANTESCA na Inglaterra mas que praticamente ninguém conhece por aqui (nem nossos colegas da blogosfera brazuca de cultura pop, já que ninguém ainda falou do lançamento; sem problema: a Zap faz isso por eles, hehehe), das putarias censuradas no Facebook, do também novo trabalho do Kings Of Leon e de mais um monte de paradas que você lê aqui mesmo, no blog com o melhor e mais legal conteúdo de cultura pop da web brasileira. E não?

 

 

* Pois entonces. Postão sendo publicado na quarta-feira, com possibilidade de que sua construção se estenda até amanhã, quinta. Vai ser o único postão dessa semana, e vamos estudar se ele passará a ser publicado no meio da semana, ao invés de no final dela.

 

* E tem promão de tickets aqui mesmo pro show dos ingleses do Wombats, nesta sexta-feira em si, em Sampalândia. Vai lá no final do post e se se inteire sobre a parada.

 

* E yep, vai ter novo julgamento do Mensalão. No final das contas o voto do Ministro Celso De Mello foi mega técnico e acertado – e ele detalhou isso muito bem durante mais de duas horas, em uma autêntica AULA de História e Jurisprudência. Se o regime interno do STF prevê a utilização dos tais embargos infringentes, então que eles sejam utilizados a quem tem direito a eles. Ou então que se mude o regime interno da mais alta Corte do país. O que precisa ser respeitada é a LEI, acima de tudo. Óbvio, o blog e a humanidade torcem para que toda a quadrilha do Mensalão vá mesmo pra cadeia. Mas sem que para isso passemos por cima da Lei e de recursos que garantem aos réus a possibilidade da revisão de suas penas e do julgamento em si, ponto.

 

 

* Yep, II: a “nova” MTV Brasil (agora nas mãos de sua própria dona, a americana Viacom) anunciou em entrevista coletiva ontem como será parte de sua programação. Haverá, entre outras barbaridades, um reality show onde catorze xoxotas disputarão a primazia de namorar com o cantor Supla. E mais um outro programa comandado pelo cantor Fiuk, sendo que na estréia ele irá entrevistar… Demi Lovato. Está começando “super bem” a nova MTV brasileira, jezuiz…

 

 

* E Miley Cyrus continua reinando soberana na sua novíssima fase de mega putaça no reino das cadelonas do pop, hihihi. Vejam a capa da Rolling Stone americana, que está indo pras bancas:

 A ex-Hannah Montana continua dando show de cadelice e se esmera em tornar-se a PUTAÇA com que todo macho fodedor sonha, uia!

 

 

* A INDIE SCENE BR CONTINUA COMO SEMPRE FOI: RUIM DE DOER (HÁ EXCEÇÕES, CLARO), ARROGANTE E SEM QUERER AJUDAR QUEM JÁ A AJUDOU – Todos estão carecas de saber que o autor deste blog está a ponto de iniciar tratamento médico pra combater um tumor na garganta, que foi diagnosticado em março deste ano. O tratamento vai incluir 33 sessões de radioterapia e 3 de quimio, e só não começou semana passada porque a Odontologia do Icesp (Instituto do Câncer de SP), está “reformando” a bocarra zapper, pra que ela fique pronta pras sessões de radio. Até aí nenhuma novidade. Mas o blog descobriu, com o decorrer do tempo e depois de dezenas de consultas no HC/SP e no Icesp, que câncer é uma doença CARA mesmo sendo tratada pelo SUS. Você sempre gasta algo por fora (remédios que não têm na farmácia do HC, comida “diferenciada” etc). E a parada só vai PIORAR nos meses de outubro e novembro, quando estaremos em pleno tratamento. Não somos ricos (e nunca fomos) mas como já comentamos aqui vivemos hoje uma situação mais confortável em termos financeiros, cortesia de eventuais aportes de grana que recebemos de Minas Gerais, decorrentes de uma herança familiar que ainda está sendo finalmente resolvida, após anos de imbróglio. No entanto, mesmo com esses aportes o autor destas linhas online percebeu que sua situação vai ficar realmente pra lá de tensa na questão de $$$ nesses meses de outubro e novembro – depois esperamos sinceramente que tudo volte ao normal. Comentamos essa situação há tempos com o queridão Luiz Calanca, amigo dileto de quase três décadas e um dos produtores musicais mais respeitados e HUMILDES do Brasil. Ele se comoveu com o relato e postou um texto bacaníssimo no Facebook falando disso e conclamando bandas e pessoal que está na cena independente (hoje, a maior do Brasil) a ajudar o zapper que tanto já fez por essa mesma cena. Nada mais justo: durante 25 anos este jornalista escreveu (e continua escrevendo) sobre música e rock. Na última década e meia foi (sem arrogância alguma nessa afirmação) um dos jornalistas que MAIS DIVULGOU E AJUDOU a cena indie nacional, através de matérias na revista Dynamite, no portal Dynamite e no blog Zap’n’roll, hoje um CAMPEÃO de audiência na web brasileira de cultura pop (mais de 70 mil acessos por mês). Dessa forma, e sem se tratar de troca de favores, custava MUITO essa turma nos ajudar? Não mesmo porque essa “ajuda” viria em forma de parceria bacana pros dois lados: bandas, produtores etc ajudariam com algum valor determinado (sempre muito pequeno, coisa de 500 mangos, menos do que um salário mínimo) e, em troca, receberiam um BANNER (anúncio) em DOIS endereços do blog. Ou seja: receberiam a grana de volta em forma de publicidade, pra compensar a ajuda. Afinal, nunca quisemos e nem vamos querer ficar mendigando nada pra ninguém. O espanto se deu justamente à reação do texto publicado pelo Calanca: dezenas de bandas procuraram o blog, se prontificaram a ajudar e tal e nos sentimos felizes e honrados com isso. Mas isso faz mais de mês e meio já. Passado esse tempo vocês, diletos leitores, sabem QUANTOS GRUPOS DE FATO METERAM A MÃO NO BOLSO e ajudaram Finas – e em troca, estão com banners no blog – ? APENAS DOIS. E somos ETERNAMENTE gratos a ambos: o trio grunge Mineiro Mad Sneaks e o combo garageiro paulistano Churrasco Elétrico. De quebra ganhamos novos amigos (os integrantes dos dois grupos) e ainda conhecemos dois conjuntos que são, sem nenhum favor (e sem qualquer relação com o fato de terem ajudado e de estar com anúncio no blog), ESPETACULARES no som que se propõem a fazer – o Churras assistimos ao vivo no bar Simplão, há três semanas, e chapamos. O Mad Sneaks o blog já tá bem loko pra ver show dos caras, porque o disco deles é ótimo. As outras bandas que vieram correndo dizer que iam dar uma força? Até agora nada. Fora mais algumas que estão enrolando, se dizendo apertadas (compreensível, sabemos como é dureza a vida na indie scene, a não ser que você seja rico), fora produtores de selos que disseram que iam dar uma força (e esses TEM GRANA pra dar essa força) e também nada e por aí vai. Perdoem o desabafo mas é estas linhas rockers bloggers DETESTAM quando alguém diz que vai fazer algo e NÃO faz ou enrola pra fazer. Sempre fomos assim, até com a saudosa mama Janet. Se diz que vai fazer ENTÃO FAÇA, CAZZO. Se não dá pra fazer diga que não dá, simples, não ENROLE. Somos assim: se dizemos que vamos fazer algo, fazemos. Se não dá não fazemos, ponto. É muito simples. Como bem disse o genial Nelson Rodrigues, em uma de suas frases LAPIDARES: “O mineiro só é solidário no câncer”. Pois o blog descobriu que a indie scene nacional não está sendo solidária com ele, jornalista que sempre a prestigiou, NEM NO CÂNCER. Pior: disse que ia dar uma força e não honrou sequer a própria palavra. Faz parte da eterna ARROGÂNCIA dessa cena que é infelizmente, em sua grande maioria, ruim, fedida, mequetrefe, com bandas que não sabem tocar nem cantar e que vivem sim ENCHENDO O SACO pra que jornalistas a ajudem –mas fogem correndo (egoístas ao máximo que são) quando elas são solicitadas a ajudar alguém. Mas vamos em frente. No final, seremos vencedores, se o grande lá em cima permitir.

 Churrasco Elétrico (acima), de Sampa, e Mad Sneaks (abaixo), de Minas Gerais: além de serem ótimas em seus estilos (garageira sessentista e grunge porrada), as bandas ainda atenderam ao pedido de ajuda do blog; já as outras…

 

*O blog dedica o texto acima ao produtor Clênio Lemos e a algumas bandas e bares de São Paulo e da região norte brasileira, além dos irmãos Márcio e Gilberto Custódio.

 

 

* Na capa da NME desta semana as bonecas do Haim. Na boa, elas são gostosinhas, tesudinhas, lindinhas mas provavelmente ninguém vai se lembrar da música delas daqui a um ano ou um pouco mais. Querem apostar?

 

 

* Bem mais duradouro que as Haim está sendo o GIGANTE trio galês Manic Street Preachers e que acaba de lançar um discaço que já é sério candidato a melhor álbum de rock deste ano. Leia aí embaixo e você saberá porque achamos isso do cd.

 

 

OS MANICS VOLTAM COM TUDO E NÃO PERDEM A MAJESTADE, JAMAIS!

Eles existem há quase três décadas (o grupo foi formado em 1986), o primeiro disco foi lançado há mais de vinte anos (em 1992), são GIGANTESCOS e ADORADOS na Inglaterra (mais até talvez do que o Oasis), mas quase ilustres desconhecidos fora da Velha Ilha. E mesmo com tanto tempo de estrada e em um momento em que o rock planetário amarga uma entressafra pavorosa (com bandas horrendas fazendo trabalhos igualmente horrendos e desaparecendo tão rápido quanto surgem), os Manic Street Preachers colocam na praça (lá fora; aqui o cd não deverá ser lançado mas ele está dando sopa na web) seu décimo primeiro álbum de estúdio, “Rewind The Film”. É um disco lindíssimo, intenso, emotivo e emocionante. E já tem o voto destas linhas zappers pra melhor disco de rock de 2013.

 

A própria história e trajetória dos Manics (como a banda é carinhosamente chamada pelo seu mega exército de fãs apaixonados na Grã-Bretanha) é emocionante, digna de um filme. Formada em 1986 pelos amigos adolescentes James Dean Bradfield (vocais e guitarras), Nicky Wire (baixo) e Sean Moore (bateria), logo receberam a adesão de um quarto integrante, o também guitarrista Richard James Edward, ou simplesmente Richey James. Essa formação lançou o disco de estréia em 1992, “Generation Terrorists”, que logou recebeu aclamação da crítica por mostrar um rock de guitarras bastante agressivo e POLITIZADO – algo que estava em falta no rock inglês naquele momento. E logo Richey se tornou a figura CENTRAL do quarteto: ele compunha a maioria das canções, escrevia ótimas letras (todas de cunho político e/ou existencial) e também chamava a atenção pelos seus constantes problemas de depressão emocional. Não demorou muito para a Inglaterra “adotar” os Manics e os fãs tratarem Richey James como aquele “irmão tristonho e problemático” que todos queriam ter e cuidar.

 

Vieram mais dois trabalhos de estúdio (entre os quais o hoje clássico “The Holy Bible”, editado em 1994) e Richey James começou a dar sinais de que estava pensando em se suicidar. Uma das imagens mais emblemáticas da cultura pop dessa época é quando ele foi fotografado escrevendo num dos seus braços, com gilete, a frase “4 real”, um trocadilho com “é real”. O músico explicaria, durante uma entrevista, que aquela inscrição significava que as dores emocionais que ele sentia eram de verdade e não apenas mera alegoria para impressionar os fãs.

Capa do novo álbum dos Manics: vai ser difícil aparecer algo melhor no rock em 2013

 

Pois foi no dia primeiro de fevereiro de 1995 que Richey saiu de sua casa de carro, rumou para uma ponte em Cardiff (cidade do País de Gales onde a banda nasceu), muito notória por ser um ponto onde os que queriam se matar se jogavam dela no rio que passava embaixo, e ali desapareceu para sempre. A polícia fez buscas minuciosas na região e no rio mas o corpo do músico nunca foi encontrado (seu carro abandonado, com documentos dentro, sim) e há quem ache que ele está vivo até hoje, e vivendo muito longe de qualquer atividade que seja relacionada à música. Pelo sim, pelo não, o desaparecimento do guitarrista causou comoção nacional na Velha Ilha entre os fãs dos Manics, que até hoje choram a sua ausência. E em novembro de 2008 (treze anos após seu desaparecimento) a polícia inglesa oficialmente o deu como “presumivelmente morto”.

 

Só essa história, do desaparecimento do saudoso Richard James Edward, já daria uma aura fantástica à trajetória do Manic Street Preachers. Mas o conjunto, mesmo traumatizado com o sumiço de seu amado integrante, decidiu seguir em frente. E seguiu lançando discos geniais como “Eeverything Must Go” (de 1996), “This Is My Truth Tell Me Yours” (editado em 1998) ou “Know Your Enemy” (lançado em 2001). Já nos anos 2000 os Manics oscilaram entre alguns cds medianos (onde enveredaram até pela eletrônica, como em “Lifeblood”, de 2004) e outros de cunho emocional avassalador, como o belíssimo “Journal for Plague Lovers”, editado há quatro anos e que trazia as últimas letras escritas por Richey James e que haviam sido musicadas posteriormente pelo trio remanescente.

O guitarrista Richey James, ex-Manic Street Preachers. que desapareceu para sempre em fevereiro de 1995, numa das imagens mais emblemáticas do rock e da cultura pop no início dos anos 90′: a dor emocional que ele sentia era real

 

 

Pois este “Rewind The Film” surge após um hiato de três anos na carreira do grupo – eles haviam lançado o último disco de estúdio em 2010. E quando se esperava apenas algo morno vindo dos Manics eis que a banda surge com um álbum MONSTRO em sua beleza musical e estética. Com melodias algo tristonhas e construídas com sólida e soberba base instrumental (onde foram agregados ao trio guitarra/baixo/bateria sons preciosos de pianos, sopros, cellos, violinos, cordas variadas e teclados) o disco encanta o ouvinte de forma arrebatadora, da primeira à última música. É um trabalho ao mesmo tempo de fôlego e emotivo ao extremo, onde não falta espaço para a contemplação da melancolia em “This Sullen Welsh Heart”, para a seloridade dançante (com direito a naipe de metais) em “Show Me The Wonder” (o primeiro single do álbum), para a infinita tristeza da faixa-título, para o rock angustiado e de guitarras abrasivas de “3 Ways to See Despair” nem para a melodia belíssima de “Running Out of Fantasy” (que possui uma das conduções de violão mais fantásticas que estas linhas bloggers sentimentais tiveram o prazer de ouvir no rock inglês, ops, galês nos últimos anos). Fora “Manorbier”, uma canção instrumental (!) que possui uma ambiência melódica algo fantasmagórica, criada por timbres de teclados. E o resultado dela também é lindíssimo, no final das contas.

 

É mesmo impressionante que um grupo, depois de quase trinta anos de estrada, consiga lançar um disco com esse nível de qualidade e excelência. Assim como o americano Bruce Springsteen, o Manic Street Preachers – perdoem o mega clichê – está se parecendo com vinho: está envelhecendo cada vez melhor. E em um ano em que já saíram poucos mas grandes discos (como o novo de David Bowie), “Rewind The Film” (uma ode quase imagética e pictórica à reflexão existencial e aos desencantos da alma que permeiam a todos nós) dificilmente será superado pela concorrência. Nos vemos em dezembro, na lista dos melhores de 2013.

 

* Esta resenha dos Manics é dedicada a pessoas mega queridas pelo blog, e que gostam tanto da banda quanto o autor destas linhas rockers online. Beijos no coração, sempre, para a Vera Ribeiro, Rudja Santos, Tiago Bolzan e João Carvalho.

 

 

O TRACK LIST DE “REWIND THE FILM”

1.”This Sullen Welsh Heart” (featuring Lucy Rose)

2.”Show Me the Wonder”

3.”Rewind the Film” (featuring Richard Hawley)

4.”Builder of Routines”

5.”4 Lonely Roads” (featuring Cate Le Bon)

6.”(I Miss the) Tokyo Skyline”

7.”Anthem for a Lost Cause”

8.”As Holy as the Soil (that Buries Your Skin)”

9.”3 Ways to See Despair”

10.”Running Out of Fantasy”

11.”Manorbier”

12.”30-Year War”

 

 

E OS MANICS AÍ EMBAIXO

No vídeo de “Show Me The Wonder”, o primeiro single retirado do novo disco da banda.

 

 

 

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O KOL DEIXA DE SER COXINHA E VOLTA AO ROCK – AINDA BEM!

Não é o disco do milênio, nem vai salvar o rock’n’roll ou mudar a vida de alguém. Mas “Mechanical Bull”, o sexto álbum de estúdio do Kings Of Leon e que saiu oficialmente anteontem nos Estados Unidos (e deve ser lançado também logo menos no Brasil, onde o grupo tem uma enorme legião de fãs) e que já está dando sopa na web há dias, ao menos recoloca a banda dos irmãos (e mais um primo) Followill novamente nos trilhos do rock de guitarras – de onde a turma andou meio ausente nos últimos dois discos, diga-se.

 

A história do Kings Of Leon é mega conhecida e nem precisaria ser recapitulada aqui. Surgido em Nashville (a capital americana do country) em 1999, o grupo debutou quatro anos depois com o esporrento cd “Youth & Young Manhood”, bastante elogiado pela crítica por apresentar uma fusão de country rock com a aceleração melódica do punk. O hit “Molly’s Chambers” estourou no mundo inteiro (Brasil incluso), o vocalista e guitarrista Caleb Followill virou o sex simbol da vez no rock’n’roll, a banda começou a ganhar muito dinheiro, começou a enfiar o pé na lama em álcool e drugs e depois dessa estréia promissora foi se tornando cada vez mais pop e bunda-mole. Um conjunto coxinha no final das contas, e que chegou a se apresentar por três vezes no Brasil – em 2005 no Tim Festival, em 2010 na primeira edição do festival SWU e, por fim, no ano passado na última edição do Planeta Terra. O blog esteve presente nas TRÊS gigs e pode garantir como em todas elas o Kol foi um completo FIASCO ao vivo (principalmente no Tim, onde o show foi mesmo horrendo, e no SWU, onde o quinteto estava visivelmente com mega preguiça de tocar, executando o set como se estivesse sob a mira de uma pistola).

 

Os discos também foram ficando ruins. Se comparado ao primeiro, “Only By The Night” (de 2008) e “Come Aroud Sundown” (editado em 2010) eram quase a vergonha alheia total. A banda chegou então a um impasse: ou continuava bundona, milionária e gravando canções que serviam de trilha pra casais bregas foderem em motéis, ou retomava o caminho do rock.

O novo álbum do KIngs Of Leon: de volta às guitarras e ao rock, felizmente

 

Felizmente o Kol optou pela segunda opção e este “Mechanical Bull” periga ser o melhor trabalho do quarteto desde a sua estréia há mais de uma década. As três primeiras faixas do disco (“Supersoaker”, “Rock City” e “Don’t Matter”) já dão o tom do disco: abrem o cd em alta combustão, com guitarras nervosíssimas e melodias que são um convite a sair pulando pela sala (ou pelo quarto). Há as habituais baladas (“Beautiful War” e “On The Chin”), mas até elas soam desta vez menos indigestas pro ouvinte que sofre de diabetes. De resto o cd possui treze músicas e pelo menos umas três poderiam ser descartadas sem problema; ficaria um trabalho redondinho.

 

Enfim, só pelo fato de já estar na ativa há onze anos e ter gravado seis discos nesse período, o Kings Of Leon já merece algum respeito. Não é moleza ser rockstar (uma “profissão” de fato em extinção) nos dias que correm, com a internet devorando tudo em poucos segundos. Ao menos o novo trabalho dá uma sobrevida ao Kol. Vamos ver até quando o grupo ainda vai aguentar…

 

 

O TRACK LIST DE “MECHANICAL BULL”

1.”Supersoaker”

2.”Rock City”

3.”Don’t Matter”

4.”Beautiful War”

5.”Temple”

6.”Wait for Me”

7.”Family Tree”

8.”Comeback Story”

9.”Tonight”

10.”Coming Back Again”

11.”On the Chin”

 

 

E O KOL AÍ EMBAIXO

No vídeo do primeiro single do novo álbum, para a música “Supersoaker”.

 

 

 

ROCK IN RIO 2013 – O FESTIVAL DA TIROLESA NÃO VAI DEIXAR SAUDADES

Yep, ele acabou já há quatro dias e todo mundo talvez já tenha dito TUDO sobre ele, néan. Mas estas linhas rockers opinativas e sempre prontas a esculhambar o que deve ser esculhambado, não poderiam deixar de emitir sua opinião sobre a quinta edição do mega festival Rock In Rio, e que terminou na madrugada da última segunda-feira com a gig megalômana e ultra cafona do velhusco Iron Maiden. Fala sério… alguém aí vai sentir saudades do festival da tirolesa?

 

Num finde, a edição 2013 do evento se dedicou ao pop sem vergonha – e dá-lhe Justin Timberlake (com show que foi mega profissa, há de se reconhecer), Beyoncé (um bocetaço que canta muito mas com um repertório total brega e sem vergonha) e quetais. No outro o rock reinou sim, mas com um line up quase pavoroso e parado no tempo (Bon Jovi? Merdallica? Iron Maiden??? Pelamor… rsrs). Aliás estas linhas online, sempre contundentes, se deram ao trabalho de assistir (pela web) a gig INTEIRA do Merdallica na noite de quinta pra sexta-feira da semana passada. A indignação com o que vimos foi tamanha que registramos a dita cuja com este texto, publicado em nosso post anterior (um micro post extra, na verdade):

A dupla de guitarristas do Metallica, durante a gig da banda no Rock In Rio 2013: metal cafona, velhão, ultrapassado, burro mas que ainda levanta multidões no Brasil

 

 

Viu bem a fotona aí em cima, néan? Pois entonces, ela mostra a face mais escancarada de uma banda de tiozões babacas, na casa dos cinquenta anos de idade, que estão trilionários, são sujeitos mega machistas, reaças e que estão se fodendo pro seu público e seus fãs – o negócio deles é GRANA (quanto mais o sujeito tem mais ele quer ter, incrível…), e quanto mais melhor, ponto.

 

Essa banda é o MERDALLICA, claro. Que encerrou há pouco (este micro post extra está sendo escrito às quatro e meia da matina de quinta pra sexta-feira) a primeira noite (a do metal) da segunda etapa do Rock In Rio 2013. Foram cerca de duas horas do mesmo show (com todos os clichês imagináveis e inimagináveis) com o qual a banda massacra seus pobres fãs há mais de vinte anos. Do set list sem surpresa alguma ao final de sempre (encerramento com “Nothing Else Matters” e “Enter Sadman”, retorno no bis único pra tocar “Battery” e encerrar tudo como sempre com “Seek & Destroy”), o Merdallica mostrou mais uma vez o que todo mundo está careca de saber: a banda continua competentíssima ao vivo mas perdeu TOTALMENTE a relevância há mais de duas décadas, quando lançou o ótimo “Black Album”, em 1991.

 

Yep, Zap’n’roll ODEIA o Merdallica por tudo o que ele NÃO representa hoje em dia no rock’n’roll. Odeia o quarteto por ele ter mostrado sua faceta mais mercantilista, escrota e reacionária quando tentou fechar o Napster (logo no início das trocas de arquivos musicais na internet, isso já há mais de década e meia) e ameaçou processar crimimalmente qualquer pobre fã que ousasse compartilhar os discos do grupo na internet. O zapper rocker eternamente defensor com unhas e dentes da liberdade de expressão humana em todos os sentidos, perdeu ali, com aquela atitude do conjunto, o que ainda tinha de respeito por ele – de resto uma banda que teve sim importância capital na história do heavy metal, que gravou discos fodaços até 1991 (sendo que o autor deste blog assistiu o grupo ao vivo por duas vezes, em 1988 no ginásio do Ibirapuera, na turnê do “…And Justice For All”, e depois em 1993 no estádio do Palmeiras, na ESPETACULAR gig da turnê do “Black Album”) e que jogou tudo isso por terra de lá pra cá.

 

Estas linhas rockers online odeiam o Merdallica inclusive porque, como a humanidade sabe, seus músicos são FALSOS e COVARDES ao cubo: eles se odeiam entre si e só continuam juntos porque hoje o Metallica como banda de rock nem existe mais: se transformou numa EMPRESA, numa MEGA CORPORAÇÃO que fatura e gira milhões de dólares e sustenta muita gente. Como largar então uma porra dessas? Só sendo MUITO MACHO pra chegar e dizer: “não tenho mais tesão ALGUM em fazer parte dessa merda. Tô fora”. James Hetfield teria coragem? E Kirk Hammett?? Ou Lars Ulrich? (o baixista Robert Trujillo não conta nessa parada; ele é mero empregado dos outros três). Os cara se ODEIAM tanto que vivem trocando socos quando estão gravando em estúdio; a INTERAÇÃO entre eles no palco é ZERO: não se olham, não trocam uma palavra que seja entre si (e claro, fazem um show, vamos repetir, mega competente, afinal já estão juntos há três décadas e se não soubessem o que fazer juntos num palco, mesmo se odiando mutuamente, aí seria mesmo o fim da linha pra banda), nada. Agno Santos, vocalista e guitarrista da bacaníssima banda Mineira grunge Madsneaks, foi ao show deles no RIR de 2011 e confirma o que estamos escrevendo aqui (de resto, qualquer um que acabou de ver a gig deles agora há pouco, também pôde constatar o mesmo): “os caras não interagem entre si no palco, não trocam um alô sequer, é impressionante. Fiquei com o saco cheio e saí na metade do show”.

 

Enfim, como explicar pra um aborrescente espinhento e burrinho de quinze anos de idade, que acha que o Merdallica é o máximo do rock mundial, que essa banda de merda não vale mais nada, muito menos os milhões que cobra de cachê por um show? Como explicar pra um aborrescente desses que um velhão como o chefão Bruce Springsteen (que fez show MATADOR anteontem em Sampa), com sessenta e três anos de idade nas costas, é muito mais HONESTO e DECENTE consigo mesmo e com o seu público do que o Metallica?

 

Pois é, como explicar pros devotados (e bem burrões) fãs xiitas do Merdallica e do Iron Shit que o metal de ambos está totalmente ULTRAPASSADO? Como explicar pra essa turma boçal que um dos poucos shows que valeram realmente a pena no Rock In Rio foi o do “chefão” Bruce Springsteen (os outros sets bem bacanas foram o do negão Bem Harper e o pra lá de inusitado encontro entre Zé Ramalho e o Sepultura, que também já está com os dois pés na tumba, rsrs).

 

Fora isso, o RIR 2013 foi:

 

* O festival da tirolesa, já que o público estava mais obcecado em andar no brinquedo do que assistir aos shows;

 

* O festival do mega merchandising: divulgava-se (com as empresas pagando milhões à organização do evento por essa divulgação) de tudo na cidade do rock; apenas a ÓTIMA música foi mal divulgada ali, hihi;

 

* O festival que é um EXEMPLO de organização EMPRESARIAL mas um FIASCO na questão musical. Ou alguém duvida de que esse foi o PIOR Rock In Rio realizado até hoje, na parte que interessa, a MÚSICA?

 

Por isso mesmo Zap’n’roll nem se interessou em pedir credenciamento pra cobrir o dito cujo. Se temos algum arrependimento foi termos perdido as gigs do Bruce (o Sprinsgteen, por favor), tanto em Sampa quanto no Rio. Fica desde já a torcida pra que ele não demore mais vinte e cinco anos pra voltar aqui.

 

E em 2015 tem mais RIR. Será que novamente com… Merdallica e Iron Shit??? Uia!

 

 

A PUTARIA ACONTECE NO FACEBOQUETE – AINDA QUE ÀS ESCONDIDAS, RSRS

E não? Enquanto a bichola reaça Mark Zuckerberg tenta levar com mão de ferro (e pior do que um nazista faria) sua política de censurar qualquer postagem de imagens mais ousadas na rede social de merda que ele criou (e que hoje é, infelizmente, a maior do mundo), gente esperta deita e rola na putaria no Faceboquete. Como? Simples: participando de grupos SECRETOS, onde só tem acesso ao conteúdo quem faz parte dele.

 

Convidado pela gatíssima rocker e fotógrafa Carolina Gasi (a última musa inde do blog) a participar de um desses grupos, lá se foi Zap’n’roll a entrar no dito cujo. Foi um espanto quando nos demos conta de que gente com perfis normalíssimos (daqueles com fotos ao lado de papai, mamãe, primo, prima, namorado/a, cachorro, gato, galinha, peixinhos no aquário, nenês etc.) na caretíssima rede social, solta os bichos no grupo secreto de putaria. Uma garota paulistana de dezenove anos, professora de inglês, postou uma foto de sua XOXOTAÇA raspadinha, empinada e de quatro e com a seguinte frase: “só esperando!”. Outra delícia cremosa, morena de dezessete anos (e que com certeza, pela cara de putaça ordinária, não deve ter mais cabaço nem pregas, aliás deve trepar como o demo, rsrs) e de óculos, não cansa de postar fotos delicious de suas tetas gigantes e apetitosas ao cubo. Uma terceira garota simplesmente postou um vídeo em que tira os peitões pra fora da blusa e lambe os próprios bicos. Fora uma crioulaça que comentou no único post zapper publicado no grupo: “pena que você gosta apenas de bocetas peludas. A minha é depiladinha!” Wow! E assim vai, com a sacanagem rolando solta e várias garotas deixando bem claro que estão ali pra conhecer machos e ir MESMO pra cama com eles. Pobre Zuckerberg, rsrs.

 

O blog ficou apenas cerca de meia hora no tal grupo. Por algum mistério insondável foi excluído dele pelo administrador, um tal de Gustavo Sobral – uma autêntica bexa mentirosa e covarde, que alegou que o autor deste blog era muito desbocado em seus comentários. Cumas? Quer dizer que postar fotos de peitos, bundas e bocetas, além de pintos em riste (como um mané de Minas Gerais postou), pode mas escrever com liberdade de texto e expressão à la Bukowski, não? Vai dar meia hora de cu seu otário, rsrs.

Mamicaços tatuados (acima) e peitaços insinuantes (abaixo): algumas das muitas fotos que aparecem nos grupos SECRETOS de putaria do faceboquete

Mas o blog achou a brincadeira divertida. E resolveu que vai criar seu próprio grupo de putaria no Face, assim que seu perfil principal estiver… desbloqueado, hihi. Yep, o zapper sempre transgressor foi bloqueado MAIS UMA VEZ este ano por lá (a quarta). E isso não é “privilégio” do autor destas linhas virtuais. Nossa outra musa indie, a incrível July DeLarge também anda sofrendo nas mãos da bexa Zuckerberg. E resolveu criar um perfil mais “normal” na rede social (já que no mais “ousado”, a moçoila também andou sendo “censurada” e “castigada” por lá), não sem antes zoar bonito com o dono do Face, como você pode ver nas fotos aí embaixo.

 

É isso aê: pau no cu do Mark. E viva a eterna e sempre deliciosa sacanagem sexual desenfreada de nossas vidas, uhú!

 A incrível, tesuda e total delícia cremosa July DeLarge (acima e abaixo), garota rocker e “sobrinha” zapper por adoção e que sabe das coisas, hihi: ela deu uma rasteira na bexa Zuckerberg, o dono do Faceboquete que pelo jeito não gosta da fruta, uia!

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos: os novos do Manic Street Preachers e do Kings Of Leon.

 

* Teatro: depois de ter cumprido temporada bacanuda na Cia dos Sátiros (na praça Roosevelt, centrão rocker de Sampa) e prestes a estrear nova agenda no Teatro do Ator (que fica na mesma Roosevetl, no número 172), no próximo dia 4 de outubro, a peça “Lou&Leo” é muito mais que apenas um inventário da cultura pop paulistana dos últimos trinta anos. Talvez seja a peça teatral mais OUSADA e SUBVERSIVA em cartaz neste momento nos palcos paulistanos. Escrita por Leo Moreira Sá (o transexual Leo, que dá título à peça) e dirigida por Nelson Baskerville, conta a história de Lou, uma garota lésbica que nasce no interior de São Paulo e se muda pra capital com a família ainda na infância. Aqui ela, cada vez mais desconfortável com sua sexualidade, sai em busca da vida e da existência REAL: se integra ao movimento punk no início dos anos 80’, se torna a primeira baterista do histórico grupo As Mercenárias e mergulha de cabeça na loucura e na cultura pop underground de uma das maiores metrópoles do mundo. Após sair da banda Lou passa por tudo: inaugura uma casa noturna alternativa mas vai à falência com ela, torrando toda a grana que ganha no consumo desenfreado de cocaine; se apaixona por um travesti lindíssimo (Gabriela) e se casa com ele; passa a traficar êxtase, começa a ganhar rios de dinheiro e é descoberta pela polícia. Vai presa e fica detida por seis longos anos em diversas unidades prisionais do Estado paulista. Quando sai finalmente, já sai como Leo. Este mesmo Leo, que abastece o que o público assiste no teatro com sua própria história de vida: uma história fascinante, emocionante e que passa como um furacão diante de nossos olhos. No processo, temos uma trilha sonora total rocker e arrasadora (onde entram desde Deep Purple e Pink Floyd, até punk rock e Prodigy), um cenário minimalista mas impactante (com destaque para o telão ao fundo onde são projetadas imagens icônicas do que rolou na cultura pop underground nas últimas três décadas) e um reduzido mas excepcional grupo de atores. No final tudo o que Leo quer é ser feliz, amar alguém e questionar quem é ele e quem somos nós pra determinar com quem devemos nos relacionar, em termos físicos e/ou sexuais (exemplar nesse sentido o texto final, escrito por Simone de Beauvoir e lido em uníssono pelos atores). O ser humano deveria entender de uma vez por todas: temos que nos apaixonar por PESSOAS, não por corpos, sejam elas do mesmo sexo que o nosso ou não. O que importa não é o corpo mas, sim, a alma e o cérebro que estão nele, apenas isso. A reestreia de “Lou&Leo” é na semana que vem. Fikadika destas linhas online: não perca de forma alguma.

 Instante da apresentação da peça “Lou&Leo”, que reestréia em temporada paulistana na semana que vem: elenco pequeno mas primoroso fazendo um inventário da cultura pop das últimas três décadas, a partir da emocionante história do transexual Leo

 

* Baladenhas: postão monstro que começou a ser publicado anteontem e está sendo finalizado HOJE, sextona-feira em si, néan? Noite de ir pra esbórnia, claro. E se você não vai ao show dos Wombats, a parada é se mandar mesmo pro baixo Augusta, no Astronete (as sextas por lá, no 335 da rua, são mesmo de foder) ou no Outs (onde a balada ferve com open bar e muito rock na pista).///Sabadão? Vai ter mais uma edição da festa “Pop&Wave” no Inferno (no 501 da Augusta) e mais open bar no Outs.///E no domingão, fechando beeeeem o finde, é noite de Grind, o projeto rock da A Loca (na rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa) comandado há década e meia pelo super dj André Pomba. É isso aê: parado é que você não pode ficar, uia!

 

 

 

DESOVANDO PRÊMIOS!

Tá na hora, tá na hora. Vamos lá:

 

* Mônica Agena e Daíse Naves vão no show dos Wombats por conta do blog;

 

* E Clarisse Medeiros (Belo Horizonte/MG) faturou o kit do festival Porão do Rock 2013, com  mochila, cds, camiseta, boné, os caralho.

 

E agora o bicho vai pegar! Além de um par de ingressos pro show do duo inglês The KVB em São Paulo, em dezembro, corre lá no hfinatti@gmail.com que também acaba de entrar em disputa sangrenta (vai ser, com certeza):

 

* INGRESSOS (número ainda a ser definido) para a edição 2013 do festival Planeta Terra, que rola dia 9 de novembro em Sampa e que vai ter shows imperdíveis do Blur, do Travis, do Beck, do Palma Violets e da Lana Del Rey. Vai perder??? Então manda bala e boa sorte!

 

 

E PUTA QUE PARIU, CHEGA!!!

Tá bão né? Postão monstro do melhor blog de cultura pop da web brazuca, alguém duvida? Então na semana que vem estamos por aqui novamente. A Zap se vai, deixando beijos doces e carinhosos, sempre, pra Fernanda Vicente, pra Huana, pra Dadá e pra deusa Carol Freitas. Até a próxima!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 27/9/2013, às 4hs.)

 

Em micro post EXTRA o blogão que não tem papas na língua explica seu ódio pelo MERDALLICA, que fechou nesta madrugada a noite do heavy metal no Rock In Rio 2013; este mesmo texto estará reproduzido aqui neste sábado (mais conhecido como amanhã) quando (aí sim!) entra o POSTÃO zapper dessa semana, com zilhões de assuntos bacanas! Aguardem!

A dupla de guitarristas James Hetfield (também vocalista) e Kirk Hammett, do Metallica, em momento do show encerrado há pouco na noite do heavy metal do Rock In Rio 2013: banda escrota, trilionária, babaca, que se odeia e detesta cheiro de fãs; deveria PEDIR PRA SAIR JÁ (ou há mais de vinte anos…) (foto: Folha online)

 

 

Viu bem a fotona aí em cima, néan? Pois entonces, ela mostra a face mais escancarada de uma banda de tiozões babacas, na casa dos cinquenta anos de idade, que estão trilionários, são sujeitos mega machistas, reaças e que estão se fodendo pro seu público e seus fãs – o negócio deles é GRANA (quanto mais o sujeito tem mais ele quer ter, incrível…), e quanto mais melhor, ponto.

 

Essa banda é o MERDALLICA, claro. Que encerrou há pouco (este micro post extra está sendo escrito às quatro e meia da matina de quinta pra sexta-feira) a primeira noite (a do metal) da segunda etapa do Rock In Rio 2013. Foram cerca de duas horas do mesmo show (com todos os clichês imagináveis e inimagináveis) com o qual a banda massacra seus pobres fãs há mais de vinte anos. Do set list sem surpresa alguma ao final de sempre (encerramento com “Nothing Else Matters” e “Enter Sadman”, retorno no bis único pra tocar “Battery” e encerrar tudo como sempre com “Seek & Destroy”), o Merdallica mostrou mais uma vez o que todo mundo está careca de saber: a banda continua competentíssima ao vivo mas perdeu TOTALMENTE a relevância há mais de duas décadas, quando lançou o ótimo “Black Album”, em 1991.

 

Yep, Zap’n’roll ODEIA o Merdallica por tudo o que ele NÃO representa hoje em dia no rock’n’roll. Odeia o quarteto por ele ter mostrado sua faceta mais mercantilista, escrota e reacionária quando tentou fechar o Napster (logo no início das trocas de arquivos musicais na internet, isso já há mais de década e meia) e ameaçou processar crimimalmente qualquer pobre fã que ousasse compartilhar os discos do grupo na internet. O zapper rocker eternamente defensor com unhas e dentes da liberdade de expressão humana em todos os sentidos, perdeu ali, com aquela atitude do conjunto, o que ainda tinha de respeito por ele – de resto uma banda que teve sim importância capital na história do heavy metal, que gravou discos fodaços até 1991 (sendo que o autor deste blog assistiu o grupo ao vivo por duas vezes, em 1988 no ginásio do Ibirapuera, na turnê do “…And Justice For All”, e depois em 1993 no estádio do Palmeiras, na ESPETACULAR gig da turnê do “Black Album”) e que jogou tudo isso por terra de lá pra cá.

 

Final do set do Merdallica no Rock In Rio, com “Enter Sandman”: 2011 ou 2013 (ou nos últimos vinte anos), tanto faz: tudo idêntico, tudo igual nos shows do gigante podre do metal e que não tem mais relevância alguma no rock’n’roll

 

 

Estas linhas rockers online odeiam o Merdallica inclusive porque, como a humanidade sabe, seus músicos são FALSOS e COVARDES ao cubo: eles se odeiam entre si e só continuam juntos porque hoje o Metallica como banda de rock nem existe mais: se transformou numa EMPRESA, numa MEGA CORPORAÇÃO que fatura e gira milhões de dólares e sustenta muita gente. Como largar então uma porra dessas? Só sendo MUITO MACHO pra chegar e dizer: “não tenho mais tesão ALGUM em fazer parte dessa merda. Tô fora”. James Hetfield teria coragem? E Kirk Hammett?? Ou Lars Ulrich? (o baixista Robert Trujillo não conta nessa parada; ele é mero empregado dos outros três). Os cara se ODEIAM tanto que vivem trocando socos quando estão gravando em estúdio; a INTERAÇÃO entre eles no palco é ZERO: não se olham, não trocam uma palavra que seja entre si (e claro, fazem um show, vamos repetir, mega competente, afinal já estão juntos há três décadas e se não soubessem o que fazer juntos num palco, mesmo se odiando mutuamente, aí seria mesmo o fim da linha pra banda), nada. Agno Santos, vocalista e guitarrista da bacaníssima banda Mineira grunge Madsneaks, foi ao show deles no RIR de 2011 e confirma o que estamos escrevendo aqui (de resto, qualquer um que acabou de ver a gig deles agora há pouco, também pôde constatar o mesmo): “os caras não interagem entre si no palco, não trocam um alô sequer, é impressionante. Fiquei com o saco cheio e saí na metade do show”.

 

Enfim, como explicar pra um aborrescente espinhento e burrinho de quinze anos de idade, que acha que o Merdallica é o máximo do rock mundial, que essa banda de merda não vale mais nada, muito menos os milhões que cobra de cachê por um show? Como explicar pra um aborrescente desses que um velhão como o chefão Bruce Springsteen (que fez show MATADOR anteontem em Sampa), com sessenta e três anos de idade nas costas, é muito mais HONESTO e DECENTE consigo mesmo e com o seu público do que o Metallica?

 

Anyway, esse micro post extra está aqui pra explicar pro nosso dileto e fiel leitorado porque o blog ODEIA o Merdallica. E também pra dizer que até este sábado (ou amanhã) tem postão zapper sim desta semana, falando do novo disco do Kings Of Leon, do novo julgamento do Mensalão, dos Racionais fazendo show pra playboyzada paulistana e, sim, reproduzindo este mesmo texto também, com alguns acréscimos de infos que se fizerem necessários nele até a publicação do post.

 

Até logo menos então!

 

(enviado por Finatti às 5hs.) 

 

 

Wow! A semana pop enlouquecida e infernal, com os novos discos do deus Mark Lanegan, do Placebo (yep, o trio ainda existe e resiste!), do MGMT (alguém ainda se importa com eles?), do Glasvegas (idem) e dos Babyshambles dando sopa na web; mais: o mondo rocker aguarda em suspense o novo do Arcade Fire (e que também deve estar caindo na internet a qualquer momento); os novos álbuns do Cícero (e sua MPB moderna e classuda, yeah!) e do Vanguart; Lobão METRALHA Pablo Capilantra em composição inédita; as putanas PUTAÇAS do pop (Miley Cyrus, Lady Gaga) cada vez mais cadeludas e peladonas; e… um novo ensaio zapper exclusivo e pra lá de sensual, com uma musa indie rocker de pirar o cabeção dos marmanjos, uia! (atualização final em 17/9/2013 com as resenhas dos novos cds do Cícero e do Vanguart)

O grande rock’n’roll e o pop ôco, fútil e putanhesco: Mark Lanegan (acima), gênio e voz lendária do grunge americano lança mais um disco irrepreensível; já a bocetuda (porém imbecil) Miley Cyrus (abaixo) deixa a fase infantil Hannah Montana definitivamente pra trás, e mergulha de cabeça no esquadrão das popstars peladonas e que insinuam com seus trejeitos: “foda-se a minha música, que não presta mesmo! Vem nimim e na minha xota, mas me dê seu dinheirinho!”. Uia! 

 

**********

E COMEÇOU A MARATONA DO ROCK IN RIO

 

E ontem (já que o blogão está sendo finalizado agora, no meio da tarde de um sabadón de sol em Sampa) começou o Rock In Rio, néan? Teve de tudo (homenagem brega a Cazuza, Ivete Gagalo fazendo Freddie Mercury cuspir ódio e se revirar na tumba, ao fazer uma cover de “Love Of My Life”, do Queen etc, etc, etc.).

 

Mas quem reinou soberana foi ela, claro: miss Beyoncé, a XOXOTAÇA PRETA mais poderosa do pop e que onze entre dez machos adorariam foder, uia!

 

Hoje tem Capital Inicial (fizeram showzaço em Brasília, há duas semanas) e o chumbrega e chatíssimo Muse. E por aí vai. O blog vai passar beeeeem longe disso tudo, felizmente, rsrs. Mas vamos comentando aos poucos por aqui os momentos que merecerem ser destacados do RIR.

 

Fique de olho então!

 

Um BOCETAÇO que canta muito (mas com repertório algo brega): Beyoncé balançou a cidade do rock esta madrugada, na abertura do Rock In Rio 2013

 

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Que semana, jezuiz!!!

É como se o mundo tivesse virado de cabeça pra baixo, tivesse entrado em estado de ebulição pré-apocalipse e de repente explodisse numa série de acontecimentos que andaram total adormecidos nas últimas semanas. Algo como um vulcão que estava inativo há séculos e de repente, volta a cuspir toda a lava e enxofre acumulados nestes séculos todos, saca? Foi assim no rock alternativo e na cultura pop esta semana que está acabando amanhã (sábado, néan): discos novos aos borbotões caindo na web (Mark Lanegan, Placebo, MGMT, Babyshambles, Glasvegas), Vanguart e Cícero também pondo à disposição do povaréu seus novos álbuns na internet, vídeos sensacionais (como o da nova música do Thiago Petit) pipocando no YouTube, cenas regionais (como a de Recife) se agigantando novamente (e mostrando que a música independente brasileira, mesmo estando cercada pela ignorância artística por todos os lados, ainda tem seus nichos criativos de alta qualidade) e mais isso e aquilo tudo. O blogão campeão (sempre!) em acompanhar de perto toda essa movimentação cultural alternativa brazuca, por vezes se sente até inseguro na questão de não conseguir dar conta de observar e reportar tudo isso aqui. Mas vamos fazendo o que podemos, certo? Ainda mais no instante em que Zap’n’roll passa definitivamente pelo seu melhor momento em termos de audiência e repercussão em redes sociais. Não é mole, não é fácil, a vida é dura, e como: parece que ao se dar conta de que está com um monstrinho tumoroso em sua garganta, o blogger loker se sentiu renovado e com mais gás pra registrar aqui tudo o que ele acha importante dentro da cultura pop nacional e gringa, para o deleite de seu fiel leitorado. Até quando vamos prosseguir assim, não se sabe (radio therapy já começou, por enquanto tudo tranquilo mas nas próximas semanas o bicho deverá pegar mais pesado, rsrs). Mas enquanto tivermos forças pra sentar na frente do note e ouvir sons, ver vídeos e imagens, ler textos e escrever este blog, aqui estaremos sem dúvida alguma. Partiu então para mais um postão zapper, uhú!

 

 

* E a semana fecha com a situação tensa no STF, que debate se haverá novo julgamento para parte dos condenados no processo do Mensalão ou não. Na última quarta-feira, a sessão foi encerrada com empate de cinco votos contra e a favor de um novo julgamento. É muito óbvio que um cheiro podre de pizza ameaça tomar até a mais alta Corte do país, o que é lamentável. O presidente do Supremo, o negão Joaquim Barbosa (de quem estas linhas online são fãs declarada) votou contra um novo julgamento. Mas Ministros como Ricardo Pilantrovski e outros paus mandados do PT votaram a favor dos tais embargos infringentes e agora o voto de minerva está nas mãos do Ministro Celso De Mello, o mais antigo integrante do STF. Pois em nome de toda a nação brasileira que ainda acredita em Justiça nesse país, o blog pede: excelentíssimo sr. Celso, vote CONTRA a possibilidade de haver novo julgamento pra essa quadrilha de BANDIDOS. O Brasil agradece!

 

* Falando em bandidagem e em música, mr. Lobão partiu pro ataque mais uma vez, uia! Em show realizado na última quarta-feira no Rio, o cantor mostrou uma nova composição. Batizada “Eu não vou deixar”, foi dedicada ao cappo supremo do Coletivo/máfia Fora Do Eixo, dom Pablo Capilantra, ops, Capilé. A letra da música segue abaixo:

 O cantor Lobão (na foto, tocando no festival Porão Do Rock 2013, em Brasília): apesar de ser um mau caráter de primeira como pessoa, ele continua sendo um ótimo letrista. E FUZILA sem dó o cappo da máfia Fora do Eixo, Pablo Capilantra, em sua nova música

 

 

Por todos esses anos
Por tudo que eu passei
Por tudo o que eu passo
E ainda passarei
Não venha com esse papo de “hipponga”
Que eu não vou deixar

 

A palavra é minha arma
Minha bala é minha canção
Nem vem mexer com aquilo
Que você não tem noção
Não insista, meu irmão
Que eu não vou deixar

 

Cadê a sua lábia?
Seu tempo se esgotou
Quem foge da conversa
Já perdeu de W.O.
Te aviso companheiro, não se esconda
Que eu não vou deixar

 

E agora? Aonde está
a banca que você botava?
E agora? De quem é mesmo
o pesadelo que você armava?
E agora? Eu estou aqui e é você
que foi embora
E agora você deu o fora,
mas que papelão!

 

Mané querendo mudar o mundo
Engenheiro social
Tungando a grana de artista
Inventando edital
Direito autoral ele também não quer
Mas eu não vou deixar

 

Patrulha e desespero,
Evangelho coletivo
Doutrina de carola estatizado e vendido
Rebelde chapa-branca quer que eu cale
Mas eu não vou deixar

 

De bem intencionados
Eu já não aguento mais
Tem otário se achando valente
Mas quando me vê, mija pra trás
Acabou sua pilantragem, sabe por quê?
Porque eu não vou deixar

 

E agora? Aonde está
a banca que você botava?
E agora? De quem é mesmo
o pesadelo que você armava?
E agora? Eu estou aqui e é você
que foi embora
E agora você deu o fora,
mas que papelão!

 

* Estas linhas online já disseram isso aqui mais de uma vez, mas é sempre bom repetir: o blog não muda sua opinião, pois conhece muito bem as duas figuras em questão. Trata-se de um mau caráter de primeira, como pessoa (Lobão), mas ainda assim um ótimo letrista, compondo versos que caem como uma luva na persona do MAIOR ESCROQUE que já surgiu na cena musical independente brasileira. Um pilantra que precisa ser defenestrado JÁ dessa cena, antes que ele acabe definitivamente com ela.

 

 

* Sexta-feira 13, brrrrr… pois começa hoje, lá no balneáriol, a quinta edição do gigantesco Rock In Rio, um dos maiores festivais de MÚSICA (e não apenas de rock) do mundo. Muito criticado e tal mas a verdade é que se não fosse a visão empreendedora do empresário Bob Medina há quase trinta anos em fazer o primeiro Rock In Rio (em janeiro de 1985), talvez hoje o Brasil não estive tão fortemente fixado no circuito internacional dos grandes eventos musicais. Mas enfim, o blog não vai e não foi atrás de credenciamento, ponto. Vamos tentar ver o “chefão” Bruce Springsteen aqui mesmo em SP. De resto o blogger rocker já tiozão foi nos três primeiros (em 1985, 1991 e 2001) e teria ótimas histórias pra contar aqui dos três, sendo que elas dariam um livro, rsrs: o zapper sem voz na noite do metal em 1985 (a penúltima do festival), de tanto berrar nos shows do Whitesnake, Scorpions, Ozzy e AC/DC, todos no auge de suas formas, vou admitir, e não essas velhas bagaceiras atuais, fora o showzaço inesquecível do Queen e o Barão Vermelho (com Cazuza) cantando pra mais de 100 mil pessoas na tarde do último dia, tudo inesquecível; o blog tomando whisky Logan na área vip do Maracanã em 1991 (aí Finas já era jornalista e trampava na revista IstoÉ), junto com o queridão Guto Goffi, do Barão Vermelho e com a mãe do seu futuro filho, grávida de cinco meses e ambos à espera do início do show do Guns ‘N Roses (que foi uma chatice já naquela época); e por fim o jornalista loki e a delicious ex-namorada arquiteta de Campinas que ele traçava na época (como ela gostava de dar o cu, jezuiz…), no dia 13 de janeiro de 2001 (nunca esquecemos essa data), assistindo os showzaços do Foo Fighters e do REM (nesse Zap’n’roll já estava bem doidão de ácido e maconha e cantava as músicas baixinho, como se estivesse rezando numa missa, ahahaha). No final das contas o que vale mesmo é a festança. Pra quem estiver no Rio hoje, vendo a bocetuda Beyoncé soltar o gogó: bom show! E pra quem quiser acompanhar tudo sobre o RIR 2013, basta ir nos links: https://www.facebook.com/RockInRio?fref=ts e www.rockinrio.com.br.

 O bocetão cantante Beyoncé, a principal atração da noite de abertura do Rock In Rio 2013, que acontece hoje no Rio De Janeiro

 

 

* Bem mais modesta mas não menos agitada foi a segunda edição do Independência Ou Rock, festival que rolou no sábado passado no Simplão Rock Bar, em Paranapiacaba. No paradisíaco palco do bar (que fica dentro de uma chácara encravada na Mata Atlântica, na Serra do Mar, a caminho de Santos) tocaram três bandas (Seres Errantes, Livro Ata e Churrasco Elétrico) e ainda houve dj set fodaça do blog, que se estendeu quase até cinco da matina de domingo. Sobre as gigs: Seres Errantes é a nova banda do vocalista e guitarrista Rodrigo Karagan, nome já veterano da indie scene paulistana. O trio mandou bem em seu repertório com influências nítidas do rock BR dos 80’, mas pode crescer em sua proposta. O Livro Ata é prog rock velhusco, daqueles que músicos punheteiros amam. Pra quem curte, foi ótimo. Mas a grande surpresa da noite foi mesmo o combo sixtie e garageiro do Churras Elétrico, que literalmente enlouqueceu o público. Fartas doses de órgãos vintage, guitarras jovem-guarda e um repertório pra lá de bacanudo botaram todo mundo pra dançar. Foi A banda da noite/madrugada no Simplão (que está de parabéns por mais esse evento rocker do caralho). Sendo que a manhã de domingo também teve outros destaques, a saber: a BOCETA da manhã – ELA! A FRASE da manhã: “mete no meu cu!” (também disparada por ELA, rsrs). mais estas linhas sórdidas e quase indiscretas não podem contar, hehehe.

Os paulistanos do Churrasco Elétrico detonando no palco do Simplão Rock Bar, no último finde: rock garageiro fodaço que levantou o público no meio do mato (foto: Camila Campi)

 

* O velho Placebo ainda existe e resiste! O trio comandado pela outrora bibinha Brian Molko está prestes a lançar “Loud Like Love”, que chega às lojas inglesas na próxima segunda-feira, e cujo primeiro single é “Too Many Friends”, essa mesma do vídeo aí embaixo:

 

 

 

* Mas nada supera a expectativa em torno de “Reflektor”, o novo álbum do Arcade Fire que está programado pra sair apenas no final de outubro, mas que já desesperadamente caçado na web. Bien, o primeiro single (a faixa-título do disco) já circula com vídeo no YouTube e tem a participação de ninguém menos do que o gênio David Bowie. O blog zapper viu, ouviu e gostou. E você?

 

 

 

* A PUTARIA reina no mondo pop. Em uma época em que as boas idéias estão ficando cada vez mais escassas e a qualidade musical está indo pro buraco, o que se faz pra ccntinuar vendendo seus discos e se manter em evidência na mídia? No caso do mulherio safado e vadio tira-se a roupa, oras. Assim é que cadelas vacudas como Lady Gaga e Miley Cyrus estão fazendo escola, hihi. A primeira já cansou de posar pelada e desfilar suas tetas e seu corpo magrelo. Agora foi a vez da ex-Hannah Montana apelar: depois de causar frisson com sua performance na festa do VMA 2013, miss Cyrus lançou seu novo vídeo, desta vez para a música “Wrecking Ball” e que estará no seu novo disco, “Bangerz”, com previsão de lançamento mundial em 8 de outubro próximo. A música em questão é um pop melequento de fazer gosto. O clip que já circula à toda no YouTube, no entanto… mostra a moçoila PELADINHA em vários momentos. E assim caminha a humanidade pop, hehe.

Uma das PUTONAS da nova geração de CADELAÇAS da música pop, miss Lady Gaga (acima e abaixo): já servindo de exemplo também pra xoxotas piranhudas como Miley Cyrus (no vídeo aí embaixo)

 

 

* Ficou curioso? O vídeo da xoxota loura taí embaixo:

 

 

 

* Pois olha, melhor que miss Cyrus se saiu o nosso Thiago Petit. Estas linhas online nunca foram muito fãs do cantor e compositor paulistano. Mas sua nova música, “Moon”, é bacaníssima em sua levada indie pop e com letra em português. E o vídeo então… trepanças, tetas, trepadas homo, cafungadas de pó, andanças pelo túnel embaixo da praça Roosevelt (no centrão de Sampa e onde o autor deste blog já fumou crack em sua vida, anos atrás), sex and violence, tudo filmado em p&b classudo pelo Heitor Dhalia (que vai lançar “Serra Pelada” logo menos). Já tem nosso voto pra vídeo do ano! Veja aí embaixo e diga se você também acha o mesmo.

 

 

 

* Aliás o diretor Heitor Dhalia faz parte de uma nova geração que está literalmente renovando a arte pernambucana, e fazendo de Recife um dos pólos culturais mais criativos do Brasil de hoje. O próprio Heitor dirigiu os longas “O cheiro do ralo” e “Gone”. Foram feitos em Recife também os ótimos “A febre do rato” e “O som ao redor”. E a nova cena musical da capital pernambucana então… tem artistas bacanudos e absolutamente desconhecidos do restante do país, como Juvenil Silva (que lançou há pouco o disco “Desapego”) e Angelo Souza, que está lançando em vinil o álbum “Molho” com canções que, segundo ele próprio, são “textos de e para alcoólatras”, rsrs. Fora essa lindeza, esse tesão negro chamado Aninha Martins, e que você vê e ouve aí embaixo no vídeo, acompanhada pelo Juvenil e pelo German Ra (outro músico conhecido na cena recifense).

 

 

 

* Zap’n’roll ainda vai falar muito dessa nova cena de HellCife nos próximos posts, pode esperar. Mas enquanto isso não acontece vamos é babar ovos pro deus Mark Lanegan em seu novo disco, o lindaço “Imitations”. Vai lendo sobre ele aí embaixo.

 

 

MARK LANEGAN CONTINUA COMO SEMPRE FOI NO NOVO DISCO: IMPECÁVEL!

Quase meio século de vida nas costas (ele faz quarenta e nove anos de idade em 25 de novembro, um dia antes do também sagitariano que escreve estas linhas rockers bloggers), sendo quase três décadas dedicadas ao melhor rock’n’roll que realmente importa na cena alternativa dos Estados Unidos. Mark Lanegan nunca foi um estouro de vendas (nem com sua ex-banda, a inesquecível Screaming Trees, nem em carreira solo) e talvez nunca venha a ser. Mas com uma discografia irrepreensível até o momento e sua perene inflexão rouca e ébria de tabaco e whisky, continua a brindar seus fãs com obras de uma beleza imensurável e abissal. Exatamente como é esse “Imitations”, seu novo trabalho de estúdio e que sai oficialmente na próxima segunda-feira nos Estados Unidos – não vai ser lançado aqui, óbvio, mas quem se importa com isso já que o discão está todinho na web?

 

Lanegan atuou à frente dos vocais dos Screaming Trees durante quinze anos, de 1985 a 2000. Lançou oito álbuns com ela (entre eles, pelo menos duas obras-primas: “Sweet Oblivion”, de 1992, e “Dust”, editado quatro anos depois). Finda a banda partiu em carreira solo, onde lançou até o momento mais oito cds iluminados. É uma obra de fôlego absoluto e como poucos artistas conseguem manter no rock dos dias atuais – nas canções, sempre contemplativas e reflexivas, Mark lança mão de seu vocal peculiar e poderoso para emoldurar blues, baladas e rocks com cheiro de estrada de terra, tudo sempre construído com esmero absoluto tanto na questão melódica e de arranjos quanto na parte instrumental, sempre eivada de ótimas guitarras, violões, violas, steel guitar e cordas variadas. Ninguém fica imune à beleza cristalina e diáfana de suas músicas, e basta ouvir álbuns já clássicos como “Whiskey For The Holy Ghost” (de 1994), “Scraps At Midinight” (editado em 1998) ou o recente “Blues Funeral” (lançado no ano passado), pra se encantar e se entorpecer. O homem é literalmente foda e gênio, ponto.

O novo álbum da voz gigante do grunge: covers fodaças pra clássicos imbatíveis

 

E este “Imitations” mantém a tradição do bardo do grunge em produzir trabalhos irretocáveis. Pela primeira vez Mark Lanegan resolveu se dedicar a gravar um disco inteiro de covers, de clássicos do rock e do cancioneiro popular americano, com músicas que o influenciaram como cantor – de resto, um expediente já utilizado por muitos outros artistas e bandas. No caso de Mark o resultado é um escândalo de beleza sonora. É como se canções já perfeitas ganhassem nova roupagem e se tornassem ainda mais espetaculares (será possível?), provocando um efeito devastador no ouvinte, algo quase imagético, pictórico, poético. É essa a sensação que temos ao ouvir o velho Lanegan colocando seu vozeirão em pérolas como “You Only Live Twice” (que ficou imortalizada na voz de Nancy Sinatra) ou “Pretty Colors” (esta, eternizada por Frank Sinatra). E antes que o leitor zapper imagine que Mark não deu vez aos seu contemporâneos do rock, eles estão sim no disco: nosso trovador solitário reinterpreta com maestria e dolência instrumental (todo o trabalho flutua em canções calmas, intimistas, um convite a uma audição em uma noite chuvosa e acompanhada de um bom vinho) músicas de Nick Cave (“Brompton Oratory”), Greg Dulli (“Deepest Shade”) e do mestre e ex-Velvet Underground John Cale (que é homanegeado com uma releitura incrível de    “I’m Not the Loving Kind”).

 

Não há nada, nenhum ponto negativo neste disco de covers de Mark Lanegan. Ao contrário, ele empresta sua interpretação magnífica a canções perfeitas, que nem precisariam ser regravadas por alguém (ou que se fossem cantadas por vozes não tão preciosas, o resultado poderia se tornar motivo de vergonha alheia). Mas que na voz do ex-Screaming Trees se mostram ainda mais impactantes e renovadas para toda uma nova geração de ouvintes. Pois é, só ouvindo o cd e só quem já assistiu o sujeito ao vivo (ele tocou na semana retrasada no festival Porão Do Rock, em Brasília, e o blog estava lá), pra saber quem é Mark Lanegan. Alguém ainda duvida de que ele é O CARA?

 

 

O TRACK LIST DE “IMITATIONS”

1.”Flatlands”  Chelsea Wolfe            Chelsea Wolfe

2.”She’s Gone”           Vern Gosdin   Vern Gosdin

3.”Deepest Shade”     Greg Dulli       The Twilight Singers

4.”You Only Live Twice”      Leslie Bricusse           Nancy Sinatra

5.”Pretty Colors”        Al Gorgoni, Chip Taylor        Frank Sinatra

6.”Brompton Oratory”           Nick Cave       Nick Cave and the Bad Seeds

7.”Solitare”     Neil Sedaka, Phil Cody         Andy Williams

8.”Mack the Knife”    Kurt Weill, Bertolt Brecht     Bobby Darin

9.”I’m Not the Loving Kind”             John Cale        John Cale

10.”Lonely Street”      Carl Belew, Kenny Sowder, W.S. Stevenson           Andy Williams

11.”Élégie funèbre”    Gérard Manset           Gérard Manset

12.”Autumn Leaves”

 

 

E PRA RECORDAR, MARK AÍ EMBAIXO

Na clássica “Nearly Lost You”, dos Screaming Trees.

 

 

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CÍCERO RETOMA SUA MPB MELANCÓLICA, HERMÉTICA  E ELEGANTE; VANGUART SE AFASTA DO FOLKISMO INICIAL E SAI EM BUSCA DA ACEITAÇÃO POP

Já se pode falar em uma “geração pop” dos anos 2000’ na música brasileira? Com certeza. Claro, muito do que se produz hoje aqui, em termos musicais (seja rock, mpb, funk, reggae, axé, breganejo, o que for), sofre com uma falta de qualidade artística quase horrenda. Mas ainda assim há aqueles artistas ou bandas que insistem em manter e teimar em fazer um trabalho digno, tanto em termos musicais quanto textuais. É o caso do carioca Cícero e do sexteto cuiabano Vanguart. Ambos estão com seus novos álbuns circulando por aí (os dois são fáceis de encontrar na web mas também já estão nas lojas, no velhusco formato físico do cd): “Sábado”, o segundo registro de estúdio de Cícero; e “Muito mais que amor”, o terceiro de inéditas dos Vangs. Ambos são bons mas há diferenças entre eles e entre o que eles têm como escopo artístico e/ou mercadológico final.

 

O cantor, compositor, letrista e instrumentista carioca Cícero Rosa Lins lançou o primeiro disco em 2011. “Canções de apartamento” era (é) uma coleção de canções tristonhas, inebriantes, bucólicas e com um refinamento e uma arquitetura musical que anda em falta na rasteira música pop que se faz hoje no Brasil. Combinando violões, cordas suaves, percussão discreta e melodias que hipnotizam os sentidos Cícero deu voz a versos não raras vezes herméticos nas imagens e metáforas contidas em músicas como “Tempo de Pipa” (“Eu te empresto/A minha neblina/Basta rodopiar/Em busca do que é belo e vulgar”) ou “Vagalumes Cegos” (Vamos ver um filme, ter dois filhos/Ir ao parque/Discutir Caetano/Planejar bobagens/E morrer de rir”). Não deu outra: o disco, lançado pelo pequeno selo carioca Deck, não vendeu muito. Mas arrebatou todos os prêmios de “melhor do ano”, patrocinados por diversos veículos de mídia.

 

Pois o ainda jovem Cícero (vinte e cinco anos) retorna mais hermético e mais melancólico em “Sábado”, sua segunda incursão ao estúdio. Faz isso com a naturalidade dos grandes poetas e letristas e como se quisesse reafirmar sua distância absoluta do que é completamente vulgar na atual música brasileira. Para lograr êxito na empreitada não hesitou em lançar mão de arranjos preciosos em melodias mais simples (muitas conduzidas com a preponderância do violão) mas engendradas com esmero (na utilização de instrumentos como o acordeon). Yep, há quem vá detectar alguma similitude entre a esfera musical de Cícero e a dos Los Hermanos, talvez pela participação especial de Marcelo Camelo (tocando bateria, guitarra e baixo) em algumas faixas de “Sábado”. Mas ainda assim o álbum transborda qualidade exatamente por seu trabalho ser total oposto ao vazio estético e ao oba-oba fútil que se observa na música carioca atual (notadamente no funk pasteurizado de Naldos e Anittas). E o cd vai deslizando e arrastando o ouvinte para um mar de imagens tristes e reflexivas, que confortam a alma e o coração. “Se você não estiver amando deixa a gente amanhecer/Se você não estiver olhando deixa eu só olhar você/Mas se o tempo der posso avarandar seu tédio”, canta ele em “Por Botafogo”, em um transe melódico/melancólico que se replica por todo o trabalho, notadamente em faixas como “Pra animar o bar”, “Porta, Retrato” ou “Frevo por acaso”. É, enfim, um disco hiper digno e mostra que ainda há nichos de alta qualidade na empobrecida e emburrecida música que se faz atualmente nesse país.

 

Já os cuiabanos (e radicados há alguns anos em São Paulo) do Vanguart parecem ter optado pela via oposta a de Cícero, ao menos na questão da busca da aceitação popular. Se o carioca parece pouco se importar se vai vender ou não milhares de discos o setexto de Mato Grosso, em seu terceiro trabalho, simplificou ao máximo as letras escritas para as músicas de “Muito Mais que o Amor”, seu terceiro álbum de estúdio, também lançamento da Deck. Isso explica muito bem a dicotomia existente no cd: músicas belíssimas ornametando letras mega simplistas, coloquais ao extremo e não raras vezes pueris – basta ver os versos de “O que seria de nós” (de resto lindona, com sua melodia adornada por violas e gaitas): “O que seria de você sem mim/O que seria de mim sem você/O que seria de nós dois sem nós”.

Capa de “Sábado” (acima), novo álbum do cantor carioca Cícero: cada vez mais hermético e melancólico; já o sexteto Vanguart (abaixo) continua com qualidade musical irrepreensível mas também com letras pueris e de fácil comprreensão, em busca de uma maior aceitação popular ao seu trabalho

 

A encruzilhada em que os Vangs estão em seu terceiro disco de músicas inéditas é claríssimo: como chegar ao povão mas sem perder a qualidade? Há quase cinco anos eles já eram “Os Prometidos” (título da matéria publicada em uma das edições da revista Rolling Stone Brasil, e assinada pelo autor deste blog), porque a banda já era grande demais para continuar no underground rock brazuca mas ainda pequena demais para estourar no mainstream musical. Vai daí que o grupo chegou a ser contratado pela major Universal (por onde lançou o cd e dvd “Multishow Registro”, em 2009), rompeu por vontade própria esse mesmo contrato (chutando a “grande chance” que zilhões de conjuntos indies dariam a mãe para ter), conseguiu tocar em mega eventos (participando de festivais como Planeta Terra e Lollapalooza, ou abrindo para bandas como o Coldplay) mas, no final das contas, continuou acomodado no circuito baixo Augusta (no finado StudioSP) e/ou unidades do Sesc – onde faz, inclusive agora em outubro, os shows de lançamento oficial do novo álbum.

 

Para onde o Vanguart quer ir, afinal? Distanciado do folkismo inicial que era a mola propulsora criativa do vocalista, letrista e principal compositor, Hélio Flanders (nunca é demais lembrar: em termos de mídia, os Vangs foram falados pela primeira vez no Sudeste em uma edição da extinta revista impressa Dynamite, em 2005, pois foi nesse ano que o zapper andarilho viu pela primeira vez uma apresentação do Vanguart em Cuiabá, numa galeria de arte onde havia cerca de cento e cinquenta pessoas), o grupo avança em direção a um rock mais próximo da mpb. Musicalmente o sexteto continua quase irrepreensível e até ficou mais encorpado em sua proposta sonora com a adição da violinista Fernanda Kostchak. Assim é que não há músicas ruins em “Muito mais que o Amor”, muito por conta do entrosamento obtido entre os músicos (o tecladista Lazza, o guitarrista David, o baixista Reginaldo e o batera Douglas) ao longo dos anos. Pelo contrário: melodias doces, bucólicas e radiofônicas, bem tramadas com violões, cordas e timbres variados de teclados e pianos abundam por todo o cd. O problema são as LETRAS do pequeno Flanders versão 2013 – e esse comentário não tem absolutamente nada a ver com o fato de a amizade que havia entre este jornalista e o vocalista estar rompida já há alguns anos em decorrência de fatores como egolatria, salto alto, arrogância e prepotência artística de gente que se acha “deus” onipotente de uma determinada cena musical, sem sê-lo. Enfim, o Hélio hermético, de versos complexos e refinados, de metáforas contundentes e intensas que se imiscuíam nas letras dos primeiros eps (ainda em inglês, como “Before Vallegrand”, editado em 2005) e mesmo no primeiro, homônimo e ainda imbatível disco de estúdio (e que continha as memoráveis “Cachaça”, “Para abrir os olhos”, “Los Chicos de Ayer” e “Enquanto isso na lanchonete”), esse Hélio está se diluindo em frases abertamente simplórias. É como se o vocalista quisesse fugir desesperadamente da erudição linguística e de todo o seu estofo cultural adquirido ao longo dos anos, para mergulhar de cabeça na irrelevância do linguajar popular. Uma irrelevância que, contudo, pode render música em alta rotação em fms e em – quem sabe – uma trilha de novela Global. O resultado desse aparente “divórcio” entre músicas ótimas e letras de pensamento raso, beirando o pífio e o banal, é muito simples: não há diferença hoje entre o que sai da boca de um Hélio Flanders ou de um Luan Santana (ou Júnior Lima, Michel Teló, qualquer um desses aí), e basta ler os versos de “Estive” (o primeiro single a ganhar vídeo no YouTube), “Mesmo de longe”, “A escalada das Montanhas” ou “Meu Sol” (talvez o melhor momento do disco) pra se comprovar isso. O que felizmente ainda deixa o Vanguart muito acima desse quadro musical tenebroso é a capacidade de o grupo em engendrar grandes canções – e todas elas, pasmem, tendo como um dos sustentáculos composicional o próprio Flanders – o outro sustentáculo é o baixista Gigi.

 

É isso. Dois bons discos na área, escapando bem da monstruosa mediocridade que se apossou da música brasileira atual. Mas com um artista buscando cada vez mais talvez o não reconhecimento mega popular. E uma banda, pelo jeito, em busca aflita desse mesmo reconhecimento. O resultado de um e de outro saberemos daqui a algum tempo.

 

* Tanto Cícero quanto Vanguart lançam seus novos discos com shows em outubro em São Paulo, no Sesc Pompéia. O grupo cuiabano toca lá nos dias 18 e 19; o cantor carioca uma semana depois, no dia 26. Infos: https://www.facebook.com/events/212404682216820/?fref=ts e https://www.facebook.com/events/530138030391358/.

 

 

E VANGUART AÍ EMBAIXO

No vídeo de “Estive”, o primeiro single de trabalho do novo disco da banda.

 

 

 

MUSA INDIE DA SEMANA – A INCRÍVEL CAROL GASI

A vida tem dessas ótimas e inesperadas surpresas, sempre. Você está com amigos numa balada rocker, num aprazível domingo de sol, quando se depara com um monumento de beleza feminina, máquina Nikkon em punho e que acaba de chegar ao local com outros amigos. Ambos se cumprimentam, começam papos animados sobre rock’n’roll, bandas, discos e… fotografia. E aí você descobre que a gata linda e tesudíssima à sua frente tem bem mais que apenas beleza visual.

 

Foi assim que Zap’n’roll conheceu a musa indie desta semana – e já se tornou amigo dela, claro. Carolina Gasi tem vinte e três aninhos de idade apenas, mas já trabalha com fotografia há tempos. Não só: é do rock (tem várias tatuagens e piercings espalhados pelo corpo de curvas sinuosas), ama bandas clássicas (como os Beatles) e ainda produz um programa de vídeos no YouTube dedicado a dar espaço aos novos talentos musicais da cena independente de Sampa, o “Gaveta Aberta”.

 

E é uma gataça, claaaaaro. Sendo que Zap’n’roll ficou fall in love pela garota imediatamente, ahahaha (pena que ela é… comprometida, snif…). E por isso mesmo a elegeu musa indie desta edição do blogão zapper. Nas fotos aí embaixo você delira com a lindaça Carol (em imagem exclusiva que ela enviou especialmente para ser publicada aqui), e também com duas outras delícias cremosas clicadas por ela, e que fazem parte do ensaio fotográfico “Garotas do Rock”, que Gasi ainda está preparando.

 

Interessou pela moça? Vai lá: https://www.facebook.com/carolina.gasi. Ou pra saber mais sobre o “Gaveta Aberta”, vai aqui: https://www.facebook.com/projetogavetaaberta.

Ela é um delírio de luxúria, tesão e rock’n’roll: Carolina Gasi (acima), não se contenta em ser apenas linda; ela ainda produz um programa no YouTube dedicado a bandas novas e também fotografa (e como!), sendo que as duas gataças aí embaixo fazem parte do seu ensaio “Garotas do Rock”

 Carol Gasi, a lindaça musa indie do blog, sorri para a câmera, ao lado do novo amigo, o jornalista zapper (e seu barrigon indecente, hihihi) (foto: Rodrigo Fernandez)

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos: os novos de Mark Lanegan e do cantor carioca Cícero.

 

* Filme: colecionando só elogios da crítica na grande mídia, “A gang de Hollywood” (“Bling Ring”, no original), o novo longa da “gênia” Sofia Coppola, continua firme e forte em cartaz nos cinemas. Bom programa pra este finde, se você ainda não assistiu.

 

* Baladíssimas: poucas mas boas pro finde que já começou (com o postão zapper sendo concluído agora no começo da tarde do sabadão). Começando com showzaço do fodástico Cosmo Shock, que rola a partir das dez e meia da noite lá no Estúdio Produssom (que fica na rua Theodoro Sampaio, 462, Pinheiros, zona oeste de Sampa). Também tem gig dos Ratos De Porão às nove da noite, lá na Clash Club (rua Barra Funda, 969, Barra Funda, zona oeste de Sampalândia). E pra dançar mesmo na pista tem mais uma edição da já veterana festa “Pop&Wave”, no Inferno Club (rua Augusta, 501, centrão rocker de São Paulo), além da sempre imperdível dj set rocker do Astronete (também na Augusta, no 335).///E no domingo? Domingo é dia de Grind na Loca (rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa), claaaaaro, com o super dj André Pomba que anima o bailão rock até às seis da matina de segunda-feira, uhú! Então é isso: escolhe o seu melhor programa, se monta e se joga!

 

 

KIT PORÃO DO ROCK E INGRESSOS PRO KVB!

Só aqui, no blogão campeão em promos bacanas, hehe. Vai lá no hfinatti@gmail.com, que continuam em disputa:

 

* Um kit do festival Porão Do Rock 2013, com mocilha e dentro dela: muitos cds, boné e camiseta do Porão, certo?

 

* UM PAR DE INGRESSOS pro show do duo inglês The KVB, que toca dia 14 de dezembro em São Paulo.

 

Certo? Então manda bala na sua mensagem e boa sorte!

 

 

FIM DE PAPO

Postão bão, grandão como o povo gosta. Mas hoje é sábado e o zapper vai dar um rolê pela “naite” under paulistana, antes que a batalha contra o tumor comece a piorar e o impeça de dar suas voltinhas. É isso aê, semana que vem estamos novamente por aqui. Até lá!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 17/9/2013 às 2hs.)

Mesmo não sendo uma obra-prima (afinal, elas inexistem no rock atual) “AM”, o novo do Arctic Monkeys, atropela e chega dominando a semana no mondo rocker; mais: com estrutura invejável de som e luz, programação extensa (e intensa) e grandes shows, a edição 2013 do festival Porão Do Rock (que rolou no último finde em Brasília) escancarou como nunca o abismo estético e musical que separa o grande rock brasileiro dos anos 80’ e 90’ da medonha atual geração de bandas independentes nacionais; e mais isso e aquilo tudo no blogão sempre campeão em cultura pop e rock alternativo, uia! (postão mega completão, com ampliação e finalização em 10/9/2013)

O melhor do novo rock planetário, aqui e lá fora, mostra ainda felizmente as suas armas: o quarteto inglês Arctic Monkeys (acima) agita o mondo rock com o lançamento do seu novo álbum, que poderá se tornar um clássico dos anos 2000’ daqui a alguns anos; já no Brasil a delicinha Gaivota Naves (abaixo) brilha cantando à frente da banda Rios Voadores, uma das boas revelações da novíssima safra indie nacional (fotos Porão Do Rock: equipe do festival e Patrícia Laroca)

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Mas olha só que LINDEZA! Pintou vídeo do show intimista (e fodão) do deus Mark Lanegan no festival Porão Do Rock, que rolou semana passada em Brasília.

Quem viu (como Zap’n’roll, que estava lá), viu. Quem não viu…

 

 

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Por que o inverno não continua?

Para Zap’n’roll, a estação fria seria eterna no Brasil, no mundo, no Universo. Afinal o sabadão (dia em que este novo post está sendo finalmente publicado), segundo a previsão, vai ser de sol e tempo aberto, em oposição a uma semana que foi deliciosamente nublada e medianamente fria. Uma semana em que o lançamento do novo disco do quarteto inglês Arctic Monkeys dominou o noticiário planetário de rock alternativo e de cultura pop – e que, por isso mesmo, é o tópico musical principal do blogão zapper de hoje. Mas enfim, foi uma semana também em que o autor destas linhas online se viu extenuado mental e fisicamente por conta de dois dias seguidos de looooongas sessões de consultas e exames no prédio do Icesp (Instituto do Câncer do Estado De São Paulo). E saindo de lá sempre no horário de pico do rush (com ruas congestionadas, metrô e busos entupidos de gente, ambulâncias com sirenes estridentes querendo abrir caminho à força em meio ao trânsito paulistano ultra caótico, espera interminável num ponto por um ônibus que passasse, parasse e onde se CONSEGUISSE entrar e etc, etc, etc.) o zapper já com o peso da idade avançando nas costas se deu conta mesmo de que ele quer sumir de Sampalândia em 2014. Vencida a batalha contra o monstrinho em forma de tumor na garganta (e ela será vencida, se o Grande lá em cima ajudar), o blog vai mesmo se mudar para as frias e acolhedoras montanhas de Minas, mais especificamente em São Thomé Das Letras (onde inclusive reside a lenda Johnny Hansen, o homem por trás do célebre combo eletrônico Harry). Muita gente diz que o blogger eternamente agitado e loker não vai aguentar dois meses o bucolismo da pacata e minúscula cidadezinha encravada no sul do Estado de Minas Gerais. Pode ser. Mas a tentativa será feita, com certeza. Afinal, nesses tempos de web tudo o que é feito aqui em Sampa pode ser feito lá também – o jornalista que escreve semanalmente este blog produz quase a totalidade de seu trabalho em sua própria casa, saindo quando necessário para fazer entrevistas, acompanhar shows ou cobrir festivais (como foi o caso no finde passado, quando fomos até Brasília acompanhar de perto o gigantesco e ótimo Porão Do Rock). E de mais a mais Thomelândia não fic em nenhum fim-de-mundo: a apenas quatro horas e meia de ônibus de São Paulo, irá permitir que o zapper sempre fã de uma viagem possa vir até aqui sempre que necessário for. Enfim, para tudo há um jeito nessa nossa existência terrena. Até para um turmo maligno na garganta. Talvez só não haja mais jeito para o eterno calor que reina nesse país tropical miserável. E nem para o inferno urbano que só tende a piorar mais e a mais a qualidade de vida de quem habita uma metrópole como São Paulo. Isso aê: sabadão, bem-vindos a mais um postão zapper.

 

 

*Entonces, postão em pleno sabadón no ar. E com notas iniciais escritas a toque de caixa, meeeeesmo. Afinal daqui a pouco o blog se manda para o mega festão “Segundo Independência & Rock”, no Simplão Rock Bar, lá no meio do mato (na Mata Atlântica), em Paranapiacaba. Vai ter gigs bacanudas dos Seres Errantes (alô Rodriguinho dear, nos vemos daqui a pouco!), do Churrasco Elétrico, do Cosmo Shock e mais bandas, além de super dj set do blog. Vai perder? Corre que ainda dá tempo tranquilo de ir pra lá, sendo que todas as infos do festão estão aqui: https://www.facebook.com/events/150834428448308/?fref=ts.

 

*E a partir da semana que vem vamos ver como ficam as atualizações do blog, afinal a radio therapy fináttica vai começar – falando nisso, o blog vai insistir: bandas que QUEIRAM ANUNCIAR BANNERS aqui são bem-vindas pois setembro e outubro serão meses cruéis em termos de gastos financeiros pro bolso zapper, apesar de seu tratamento contra o tumor estar sendo feito pelo Sus. Então faça como estão fazendo Churrasco Elétrico e Madsneaks: anuncie sua banda também no blog que tem setenta mil acessos mensais, cerca de cento e cinquenta recomendações em redes sociais a cada post e sempre mais de dez comentários também em cada post. O preço é uma merreca e a grana que entrar será por uma causa mui nobre, pode ter certeza disso.

 

*E feriado da Independência rolando pelo Brasilzão afora. Pau comendo no Rio, em Maceió e em outras capitais durante os desfiles. Manifestantes presos no Rio (onde uma garota foi ferida na cabeça por golpes de cassetete dados por um policial). Hey, alguém poderia avisar ao (des) governo de que estamos numa DEMOCRACIA (onde manifestações populares são permitidas), e não no Irã?

 A melhor imagem que fica dos protestos que rolaram pelo país no último 7 de setembro: a PM mandando ver na repressão, e distribuindo à farta gás de pimenta na cara dos manifestantes; democracia é isso, Dil-má??? (foto: Folha online)

 

 

* De qualquer forma, a insatisfação popular contra o governo Dil-má e contra Governadores de merda e tiranos como Sérgio Cabral e Geraldinho “O bosta” Alckmin também não pode ser pretexto para o velho baiano Caetano Veloso ir visitar a sede da Mídia Ninja, no Rio, e declarar seu apoio ao coletivo jornalístico BANCADO pela máfia bandida do Fora do Eixo. O blog sinceramente acha que mano Caê está ficando… gagá, simples.

 

 

*Falando em Fora do Eixo, num furo de reportagem estas linhas rockers lokers acabam de descobrir que a Rede Globo vai produzir uma nova versão da novela “O Astro”. O terceiro remake da história clássica escrita por Janet Clair agora vai se chamar “O Lastro (do pilantra)” e terá como personagem principal essa ilustre figura aí embaixo, de lábios fartos, uia!

 

 

* Que semana! Em apenas sete dias foram criados o “dia do irmão” e “dia do sexo”. Fala sério… trepar deve (ou deveria) ser uma atividade humana pra se fazer TODOS OS DIAS, não? De qualquer forma, pra quem quiser dar uma “rapidinha” e não tem como ou onde surgiu a solução, como vocês podem ver aí embaixo, hihi:

 

* Indo pro rock’n’roll: em entrevista à Rolling Stone americana nesta semana o guitarrista dos Strokes, Albert Hammond Jr., admitiu que enfiou o pé na lama em drugs sem dó nos últimos dez anos. “Cocaína, heroína, eu aspirava de tudo, às vezes até vinte vezes por dia”, disse o músico à revista. Ah, la dolce vitta dos rockstars junkies, rsrs.

 

 

* E não é preciso ser nenhum gênio pra entender porque a música brasileira está FALIDA (artisticamente falando) e descendo sem dó e sem freio a ladeira. Basta ver os vencedores do Prêmio Multishow 2013, que foram anunciados na última quarta-feira. A funkeira Anitta (melhor clip), Ivete Sangalo, Luan Santana, Thiaguinho, todos eles venceram em alguma categoria. Pobre música brasileira…

 Ela é um XOXOTAÇO (alguém duvida que daqui a pouco estará pelada nas páginas da Playboy?), mas cantar que é bom… basta olhar o set list (abaixo) de um show da moçoila, que ela fez recentemente em Manaus. Que repertório variadíssimo, néan?

 

* Pois é. Sorte dos ingleses, que ainda tem uma banda como o Arctic Monkeys por lá. E que abalou o mondo rocker esta semana com o lançamento do seu novo álbum, sendo que é dele mesmo que falamos aí embaixo.

 

 

O ARCTIC MONKEYS CONTINUA MUITO RELEVANTE, FELIZMENTE – E PRO BEM DO FLÁCIDO ROCK’N’ROLL ATUAL

“AM”, o quinto álbum de estúdio do quarteto inglês Arctic Monkeys, que saiu oficialmente ONTEM na Inglaterra (já havia vazado na web desde o começo desta semana que hoje chega ao fim) e será lançado no resto do mundo (Brasil incluso) na próxima segunda-feira, atropelou o mondo rocker planetário nos últimos dias, em todos os sentidos e mídias possíveis. O semanário inglês New Musical Express, não contente em colocar a banda pela enésima vez em sua capa, ainda deu nota dez (vamos repetir: dez!) em sua resenha do disco – pense: quando foi a última vez que você viu a NME dando nota dez pra algum disco? Pois é. E isso em um texto que é finalizado mais ou menos assim: “O quinto álbum da banda é um triunfo do início ao fim. E a melhor parte: eles estão apenas começando!”.

 

Wow. Puro exagero retórico de jornalista musical inglês empolgado no último, ou realmente o novo trabalho dos Macaquinhos é tudo isso? Há vários fatores a se considerar aí, antes de se chegar a uma conclusão sobre o cd. E o primeiro deles é que o grupo já leva grande vantagem sobre a concorrência pelo simples fato de estar na ativa há mais de uma década (eles surgiram em Sheffield, em 2002), período em que lançou cinco discos, três deles (incluso aí o que acaba de ser lançado) realmente muito bons e muito acima da média do que se ouve no atual paupérrimo (de idéias, qualidade, de música, de letra) rock mundial. Não é pouco nesses tempos de internet e música total descartável, onde zilhões de bandas surgem da noite pro dia, estouram um hit e desaparecem logo em seguida, num piscar de olhos, pra logo serem substituídas por um hype mais interessante. O mondo pop/rock, nesse sentido, anda muito cruel. E não há indícios de que esse panorama vá mudar nos próximos meses ou anos.

 

Desta forma, o Arctic Monkeys talvez seja A GRANDE BANDA do rock inglês atual. O novo trabalho estava sendo aguardado com expectativa absoluta e várias das músicas do álbum já estavam sendo tocadas em shows ou sendo disponibilizadas para audição na web. Pelo que se ouvia, dava pra perceber que a banda iria continuar na pegada implementada nos dois últimos trabalhos de estúdio, os fodásticos “Humbug” (de 2009) e “Suck It And See” (editado em 2011). Por isso entenda-se: músicas muito mais buriladas, algo desaceleradas (mas ainda assim mantendo guitarras nervosas e melodias densas) e tudo muito distante dos dois primeiros álbuns do conjunto, justamente a fase em que estas linhas online detestam o AM – não é segredo pra ninguém que o blogger zapper não suportava (e ainda não suporta) aquela urgência punk algo fake mostrada pelo quarteto em “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not” (de 2006) e em “Favourite Worst Nightmare” (lançado no ano seguinte), justamente os dois cds que fizeram os Macaquinhos estourarem na Inglaterra. Foi preciso que o blog visse a banda ao vivo pela primeira vez (no já distante Tim Festival de 2007, em Sampa) e chapasse com o poder de fogo dos moleques pra cair de amores por ela.

 O novo álbum do Arctic Monkeys (acima) e os garotos da banda na capa do semanário inglês New Musical Express (abaixo), que deu nota 10 para o disco

 

Não é segredo também pra ninguém que a grande virada na trajetória do grupo se deu em “Humbug” (justamente quando estas linhas virtuais passaram a AMAR o conjunto). Pode-se falar em “maturidade” musical (essa palavra que pode significar um monstro tenebroso e horrendo para o rock, dependendo de alguns casos), em descoberta de novos horizontes, ambientes e possibilidades sonoras. Mas o fato é que o vocalista, letrista e guitarrista Alex Turner (o líder do AM e seu principal compositor) deu mais estofo ao som produzido pela AM quando começou a “frequentar” a cia do gênio Josh Homme (aquele mesmo, rsrs) que, de resto, também participa do novo disco dos ingleses. Vai daí que “AM”, o disco, não difere muito dos dois trabalhos anteriores da banda. Pelo contrário, talvez ele esteja um passo atrás em relação a eles, na questão da qualidade alcançada nas composições. É um disco que abre forte com a bateria algo marcial e as guitarras densas de “Do I Wanna Know” e que segue na mesma intensidade na já bem conhecida “R U Mine” (que foi o primeiro single de trabalho do cd). E essa intensidade melódica, com guitarras sempre em primeiro plano, é curiosamente colocada em canções lentas, em total oposição ao que o grupo fazia no início da sua trajetória. Isso produz um efeito realmente devastador e o ouvinte consegue enxergar (ou ouvir) referências antes inimagináveis no som dos Macacos – como achar que há algo de glitter e Marc Bolan, por exemplo, nas ótimas “Arabella” e “I Want It All” (principalmente nesta).

 

Yep, há a tradicional dose de “baladas” (ou “canções de amor”) no álbum. Aqui, representadas por
“No.1 Party Anthem” e “Mad Sounds”. A primeira perde em qualidade e intensidade se comparada, por exemplo, à lindíssima “Cornerstone” (do disco “Humbug”). Em compensação a segunda é quase uma ode ao rock sessentista, muito por conta das intervenções de timbres de órgãos vintage na melodia algo tristonha e muito bonita. Fora isso, já se comentou até que há influências de hip hop (?) no trabalho, talvez por causa da melodia mezzo “melody” e dos backing vocals soul contidos em “Knee Socks”, uma faixa que de fato destoa de tudo que o AM gravou até hoje.

 

Ao final da audição, chega-se à conclusão de que talvez a NME tenha exagerado realmente ao dar nota dez para o álbum. O que também não significa que o Arctic Monkeys tenha declinado em seu novo disco. Claro, manter o nível (ou até superá-lo) conseguido nos dois últimos cds seria mesmo uma tarefa hercúlea. Mas o conjunto ainda se saiu muito bem neste “AM”, principalmente se levarmos em conta que o rock’n’roll atual caminha inefavelmente para um enooooorme buraco negro, onde não existe nem em sonho a chama da genialidade que impulsionou o gênero durante quase seis décadas. Resta saber como a banda de Alex Turner e este “AM” serão lembrados daqui a, digamos, dez anos. Estudiosos do rock’n’roll e da obra dos Rolling Stones, por exemplo, não consideram “Exile On Main Street” o melhor registro de estúdio de Jagger e cia. Mas ele é o disco PREFERIDO das Pedras Rolantes destas linhas bloggers rockers. Pode ser que “AM” venha a se tornar para os Macacos do Ártico o mesmo que “London Calling” se tornou para a discografia do Clash, depois de alguns anos: um disco clássico, gigante. Vai saber…

 

 

O TRACK LIST DE “AM”. O DISCO

1.”Do I Wanna Know?”

2.”R U Mine?”

3.”One for the Road”

4.”Arabella”

5.”I Want It All”

6.”No.1 Party Anthem”

7.”Mad Sounds”

8.”Fireside”

9.”Why’d You Only Call Me When You’re High?”

10.”Snap Out of It”

11.”Knee Socks”

12.”I Wanna Be Yours”

 

 

E OS MACAQUINHOS AÍ EMBAIXO

Nos vídeos dos singles retirados até agora de “AM”: “R U Mine” e “
“Why’d You Only Call Me When You’re High?”

 

 

 

PORÃO DO ROCK 2013 – FESTIVAL FODÃO MAS QUE MOSTROU O ABISMO QUE EXISTE ENTRE O GRANDE ROCK BR DOS 80’ E A ATUAL RAQUÍTICA GERAÇÃO DE BANDAS INDIES

Foi um final de semana total rock’n’roll na capital nacional do Poder mas também da corrupção, da bandidagem desenfreada e sem fim, e na cara larga – ou alguém aí ainda duvida que estão em Brasília os maiores bandidos deste país? Mas foi lá mesmo que aconteceu nos últimos dias 30 e 31 de agosto e pelo décimo quinto ano consecutivo, mais uma edição do já tradicionalíssimo festival Porão Do Rock. E como sempre ele rolou no estacionamento do estádio Mané Garrincha, que recebeu um total de quarenta e cinco mil pessoas para acompanhar as duas tardes/noites dedicadas à maratona de shows.

 

E que maratona! Divididas por três palcos (sendo dois principais e um terceiro mais alternativo, dedicado às atrações mais pesadas e porradas do line up) trinta e oito bandas disputaram a atenção da garotada que invadiu o estacionamento do Mané Garrincha. Óbvio, a reportagem do blog Zap’n’roll e do portal Dynamite online procurou se deter nas atrações mais destacadas, visto que (comprova a nossa experiência de anos de cobertura nesse tipo de evento) é humanamente impossível acompanhar todos os shows, do primeiro ao último set. E nem é esse o caso também ou o objetivo da cobertura de um festival gigante como o PDR, que mostrou solidez nos quesitos estruturais (som, luz, acomodação do público, alimentação e banheiros para o mesmo) e revelou definitivamente, na parte estética e musical, que há hoje um ABISMO gigantesco e intransponível entre o grande e clássico rock’n’roll que moldou a produção da geração brasileira dos anos 80’ e 90’, e a atual raquítica (na questão musical e textual) leva de novas bandas da safra independente nacional – visto que o mainstram definitivamente desapareceu do mercadão musical, ao menos quando se fala em grupos de rock.

 

Há exceções nessa regra ou enunciado, claro. Mas elas se mostam cada vez mais rarefeitas quando garimpadas em um festival onde se apresentaram quase quarenta bandas. Tome-se como exemplo desse abismo ideológico, musical e estético que separa duas gerações do rock nacional as apresentações dos grupos Capital Inicial e Matanza, ambas ocorridas na sexta-feira, primeira noite do evento. Você pode DETESTAR o Capital Inicial mas o que se viu em um dos dois palcos principais foi um autêntico tsunami musical comandado pelo vocalista Dinho Ouro Preto, ainda em grande forma aos quase cinquenta anos de idade. Este jornalista, que não via um show de grandes proporções da banda há mais de uma década, ficou realmente impressionado: o CI hoje está mais centrado nas guitarras (tanto que são duas ao vivo) e sabe equilibrar muito bem seu repertório mais pop e recente com os clássicos que celebrizaram o grupo. Não à toa Dinho imprimiu um viés fortemente político ao show: convocou a garotada a votar nulo, mandou o deputado federal Natan Donadon (condenado à prisão pelo STF mas que escapou de perder seu mandato graças à “ajuda” dos colegas, em votação secreta  no Congresso Nacional) se foder e centrou fogo em canções que, passados trinta anos de sua criação, não perderam seu poder de reflexão e contestação política e social – caso das sensacionais “Fátima”, “Veraneio Vascaína”, “Música Urbana” e “Independência”. Claro, também houve espaço para hits mais leves e recentes como “Natasha” e houve até o resgate da hoje clássica “Psicopata”, aquela do primeiro disco lançado pelo Capital (em 1986!) e em que Dinho canta “sempre assisto a Rede Globo com uma arma na mão!”. Melhor impossível e a garotada presente à gig respondeu à performance do grupo com entusiasmo absoluto, cantando boa parte das músicas a plenos pulmões.

 

No outro extremo do abismo ideológico e musical estava o sempre detestável Matanza. Fechando a primeira noite do Porão, o grupo carioca comandado pela algo grotesca figura do vocalista Jimmy mostrou o oposto do que se viu na apresentação do Capital Inicial: um rock burro, sexista, machista e completamente vazio de proposta estética ou ideológica. Pesado, é verdade. E que curiosamente também levantou a mesma molecada que instantes antes havia pulado no show de Dinho e cia. Mas repetindo sempre os mesmos bordões e clichês: “hoje vamos deixar os problemas lá fora e se divertir. Puta que pariu Porão!”, berrou Jimmy no início da apresentação, na sua costumeira evocação para promover um show/diversão que é puro escapismo e alienação mental. Não dá, sorry.

Os protagonistas de quatro ótimos momentos do festival Porão Do Rock, que agitou Brasília no último finde: Capital Inicial e Alf (acima) e Mark Lanegan e Lobão (abaixo)

 

Entre um extremo e outro foram desfilando dezenas de bandas menores e desconhecidas, além de atrações internacionais de peso, literalmente: o Soulfly, de Max Cavalera, confirmou pela enésima vez que é uma das formações mais instigantes e modernas de um gênero musical obtuso e eternamente estagnado, o heavy metal; Suicidal Tendencies também levantou o povaréu no palco mais alternativo (no outro lado do estacionamento), obrigando inclusive Lobão a atrasar o início de seu show; o deus Mark Lanegan fez um set intimista e belíssimo (acompanhado apenas de guitarra e violão), repassando sua trajetória solo e algo do grande Screaming Trees (já no final da apresentação) mas, como bem frisou um colega zapper, “show errado, no lugar errado e pro público errado”. O já veterano Leela se mostrou bom de palco como sempre, mas se apresentou pela primeira vez sem uma bateria humana, o que causou estranhamento; o já quase veterano Alf (um dos curadores do evento e que brilhou nos anos 90’ no grupo Rumbora, sendo que ele se apresenta neste sábado em Sampa, no tradicional Hangar 110) se mostrou revigorado e deverá lançar um bom disco solo logo menos, a julgar pelo material apresentado no Porão. Já os Devotos, de Pernambuco (olha a geração 80’/90’ novamente mostrando ainda a sua força) e comandada pelo já célebre baixista e vocalista Canibbal, mostrou que o rock precisa mesmo ter estofo político e social em suas letras e músicas. Das boas surpresas da novíssima safra brazuca talvez duas se destaquem de verdade em meio a uma multidão de músicos anônimos e que continuam não tendo muito a mostrar ou a cantar: Os Selvagens A Procura De Lei (também de Pernambuco) têm bom repertório, canções afiadas, boas melodias e bons vocais. E a brasiliense Rios Voadores… pelamor, onde estão os produtores desse país? (alô Glauber Amaral e Luiz Calanca, olho vivo nessa banda sensacional!) Com uma vocalista que parece uma bonequinha de porcelana de 1,50m de altura (mas com postura gigante na performance de palco), a fofíssima e lindinha Gaivota Naves, e um musculoso e dançante núcleo musical que funde Mutantes, psicodelia e anos 60’ num bailão mega dançante com boas letras em português, a Rios Voadores talvez seja a salvação da lavoura da combalida indie generation rock brasileira dos anos 2000’. Sério.

 

E sim, ainda teve Paralamas (a reportagem não assistiu ao set, mas recebeu infos de que foi o momento mais emocionante de todo o festival) e Lobão, encerrando tudo já na madrugada de domingo, às três da manhã. O Grande Lobo é o que se sabe por quem o conhece pessoalmente e conviveu com ele durante algum tempo (como este jornalista): como pessoa, um mau caráter de primeira linha. Mas como artista continua com show poderoso, algo político (tanto que ele ofereceu uma das músicas ao cappo do Coletivo Fora Do Eixo, dom Pablo Capilantra, ops, Capilé) e com ótimo repertório, centrado principalmente na força de clássicos como “Radio Blá”,”Vida Bandida”, “Canos silenciosos” (a letra dessa música continua mais atual do que nunca), “Me Chama”, “Mal Nenhum”, “Decadence Avec Elegance” (sempre atual, sempre dançante), “Ronaldo Foi Pra Guerra”, “A Vida é Doce” (uma das letras mais intensas e cruéis escritas por ele na virada dos anos 2000’) e “Corações Psicodélicos”, que fechou o set. No frigir das guitarras tanto Lobão como Paralamas só ratificam a teste desenvolvida nessa resenha (e corroborada, incrivelmente, pelo FIASCO que foi a entrega do Prêmio Multishow de Música Brasileira 2013, que rolou anteontem no Rio De Janeiro): a de que um abismo intransponível se abriu entre a música em geral (e o rock em particular) que já se fez neste país, nos anos 80’ e 90’, e a geração atual, onde bandas de rock se mostram totalmente ocas em termos qualitativos e onde o funk pasteurizado de Anitta e Naldo, o breganojo e o axé sem cérebro dominam o que resta do mercadão musical nacional. Ou seja: a música brasileira desce a ladeira sem freio e sem dó.

 

Que a edição 2014 do Porão Do Rock seja tão bacana quanto a deste ano e que – este é o desejo sincero deste blog – revele muitos novos nomes bacanas como a brasiliense Rios Voadores. Quem sabe o rock BR dá novamente a volta por cima e volta a empolgar uma multidão de garotos e garotas, com ótimas músicas e ótimas letras. É isso aí.

 

* O repórter Humberto Finatti viajou a Brasília a convite da produção do festival Porão Do Rock.

 

 

NOS BASTIDORES DO PORÃO, HIHIHI

* Viajar para cobrir festivais de rock é sempre divertido, não há dúvida. Ainda mais quando você é um jornalista bem conhecido no meio (caso do autor deste blog) e, em função disso, vai A CONVITE da produção do evento – leia-se: com passagens de busão aéreo e hospedagem pagas pela produção. Assim estas linhas online ficaram hospedadas no luxuoso hotel Mercure (região dos hotéis do plano central da capital do país), cuja diária de um quarto igual ao que o blog ficou hospedado gira em torno de trezentos reais. Uia!

 

* Fora que é a oportunidade pra reencontrar amigos músicos e jornalistas. Por exemplo: já na chegada ao aeroporto de Brasília (na sexta-feira à tarde), o blog se encontrou com o pessoal do Leela. Que reclamou com o sujeito aqui: “Poxa, vocês nem pra nos convidar pra entrega do Prêmio Dynamite deste ano! Magoou, snif…”. Com a palavra sobre isso, nosso querido “pai” e eterno “editador” André Pomba, hihi.

 Na chegada em Brasília: encontro já no aeroporto com os queridos amigos do Leela

 

* Um festival como o Porão Do Rock também lhe dá a chance de assistir shows que, por um motivo ou outro, você incrivelmente perdeu quando eles aconteceram na cidade em que você mora. Foi o caso do deus Mark Lanegan, que já passou por duas vezes em São Paulo, e o blog não foi em nenhuma das duas. Pois então: conseguiu finalmente assistir à performance do homem lá em Brasília.

 

* Aliás Mark foi eleito o rockstar mala e esnobe do festival. Minutos antes de o cantor fazer seu set, foi convocada uma entrevista coletiva com ele na sala de imprensa, que ficava no backstage do palco principal. Para participar da entrevista a equipe do cantor exigiu uma lista com o nome de todos os profissionais e veículos que queriam fazer perguntas. A assessoria de imprensa do evento (muito bem conduzida pela equipe do queridón Marcos Pinheiro) providenciou a tal lista. Quando estava tudo pronto pra começar a coletiva, mr. Lanegan mandou cancelar a mesma, uia! Anyway, pitis de rockstars, hihi.

 

 

* Já Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, foi a simpatia em pessoa. Falou por um tempão com a jornalistada e ainda posou para fotos com boa parte deles – inclusive o autor destas linhas frequentadoras de bastidores (opa!), velho amigo do cantor.

 Velhos homens do rock”n’roll: o blogger loker e Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial

 

* Quem também ganhou o troféu “rockstar simpatia” foi Max Cavalera. Contrastando com o visual agressivo sempre exibido no palco, o vocalista do Soulfly distribuiu simpatia no lobby do hotel Mercure, dando autógrafos e posando para fotos com quem lhe pedisse isso.

 O blog ao lado do velho chapa (e com quem não se encontrava pessoalmente há mais de uma década) Max Cavalera: ele ainda é um ícone do metal mundial

 

 

* E o Porão foi um festival… família, rsrs. Yep, havia o indisfarçável odor de marijuana no ar, em alguns momentos. Mas se havia dorgas pesadas por ali, Zap’n’roll passou longe delas, rsrs.

 

* E desta vez o blog TINHA QUE SE COMPORTAR no evento. Afinal o zapper historicamente conhecido pelos seus atos de loucura e vandalismo na cobertura de festivais pelo Brasil afora só foi ao Porão 2013 após pressão e duras negociações da assessoria de imprensa do evento junto ao diretor artístico Alf (que também tocou no festival). Havia uma ala da produção que não queria o autor deste blog por lá e por um motivo, hã, bastante plausível: na última vez em que havia ido ao Porão o blogger maloker literalmente APRONTOU por lá. Discutiu com uma das produtoras, foi no camarim da turma do Barão Vermelho (que é amiga do jornalista aqui) sem permissão e – a cereja no bolo – após correr como um louco atrá de um pouco de cocaine (em Brasília o pó é ruim, caro, pouco e difícil de ser encontrado, a não ser pros figurões da política, claaaaaro), descolou uma petequinha suada que, na época, custou vinte mangos ao jornalista. E quando ele resolveu aspirar a dita cuja viu que perto dele estava ninguém menos do que Marcos Brachatto, ops, Bragatto, o carioca que é um dos jornalistas musicais mais malas do Brasil. Não deu outra: Zap’n’roll esticou a peteca INTEIRA em cima de um cd, cutucou Brachatto pelas costas e quando o metaleiro travestido de jornalista se virou pra ver o que era, o blogger abusado lhe disse: “essa é em sua homenagem!”. E mandou a taturana napa adentro, hihihi. Brachatto, putíssimo e escandalizado, foi imediatamente reclamar da atitude do jornalista doidón com a produção do Porão. Enfim, isso custou ao blog a NÃO ida ao festival durante um bom par de anos, rsrs.

 

* De modos que desta vez tudo foi muuuuuito diferente. O zapper, já tiozão, mais calmo, mais sábio e com um tumorzinho querendo fodê-lo na garganta, ficou só no whisky mesmo nas duas noites de festival – muito diferente do que ele aprontou em abril passado em Manaus, quando foi lá cobrir o Hey Yo Music Fest,  e cuja aventura digna dos momentos mais alucicrazies de um Hunter Thompson, foi narrada aqui mesmo nestas linhas online, em post publicado naquela época. Em Brasília, Zap’n’roll estava total no estilo “Finattinho Paz & Amor”, hehehe.

 

* Quem ficou bastante alucicrazy na primeira noite foi o também músico, velho chapa zapper e dublê de jornalista (estava fazendo um diário de bordo do festival para a edição online da bacana revista Noize) Carlinhos Carneiro – mais conhecido nos meandros do rock nacional como vocalista da sempre bacana Bidê Ou Balde. Carlinhos tomou todas na primeira noite e ficou fora de combate na segunda, desfilando com uma prosaica garrafinha de… água mineral.

 Dupla rock’n’roll do barulho, aprontando todas no backstage do Porão Do Rock: Zap’n’roll e o músico Carlinhos Carneiro, vocal da banda gaúcha Bidê ou Balde

 

* Enfim foi tudo lindo, tudo ótimo: grandes shows, novas amizades etc. O único SENÃO da parada toda foi o ARGENTINO velhusco e total mala com o qual estas linhas online tiveram que dividir seu quarto. O sacripanta estava cobrindo o Porão para a edição argentina da revista Rolling Stone. Era um careca e grisalho realmente intrujão e desagradável. Já estava enchendo o saco do blog desde a primeira noite. E na madrugada seguinte, após o final do evento e quando o zapper entabulou uma paquera com uma lindaça rocker da cidade (o papo começou durante o show de Mark Lanegan e evoluiu para beijos quentes de línguadurante o set do Lobão) e levou-a para o hotel cheio de más intenções, quem dá uma mega “tesourada” na provável foda zapper? O “amigo” portenho, claaaaaro, que estava acordado e de cueca no quarto, assistindo tv. Por pouco o jornalista loki paulistano (e já quase enfurecido a essa altura) não cometeu um crime, já que pensou em atirar o mala pela janela – o quarto era no décimo andar, a morte seria certa, hihihihihi. Enfim, agora estas linhas virtuais podem dizer que têm MESMO motivos para DETESTAR argentinos, rsrs.

 

 

*Domingão, final do dia, hora de voltar pra Sampa. Novamente no aeroporto internacional de Brasília, desta vez o blog é parado por um sujeito grandalhão e boa praça, que chega até o jornalista e diz: “Finatti, você não me conhece mas eu leio seu blog e sou seu fã. Posso tirar uma foto junto com você?”. Claro que podia, oxe. O cara se chama Tony Lopes, estava acompanhado da esposa e tinha vindo de Salvador, na Bahia, pra assistir aos shows do Porão Do Rock. Foto tirada, um novo amigo conquistado (é, o sujeito aqui está ficando… famoso, ahahaha), Tony se despede com um pedido: “Não adoce sua língua na Zap. A mantenha como ela é”. Podexá, mano! Em respeito a você e a todos os leitores que acompanham essa bodega há uma década, a linha afiada será mantida, sempre!

 

* Zap’n’roll agradece de coração toda a equipe do Porão Do Rock (Marcos Pinheiro, Gustavo, Alf, Nalva, Cristiano Bastos etc.) pela acolhida calorosa com que fomos recebidos em Brasília. É isso aí: nos vemos novamente em 2014!

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos: o novo do Arctic Monkeys e “Sábado”, segundo álbum do cantor, compositor e letrista carioca Cícero, de quem o blog fala melhor e muito mais no postão desta semana que ainda vai entrar no ar, até a próxima sexta-feira. O moleque é da MPB (e não do rock), da nova música brasileira que vale realmente a pena e estas linhas bloggers poppers acham difícil que saia algum disco melhor do que o dele no gênero, ainda este ano. Mas falamos mais sobre isso na próxima Zap, guentaê.

 

* Blog: um pouco de boa poesia, elegância e belas imagens femininas é o que você vai encontrar em “A arte do fracasso”, blog escrito pelo bom baiano rocker Tony Lopes, e que pode ser acessado aqui: http://aartedofracasso.blogspot.com.br/. Vai lá e boa leitura!

 

* Baladinhas: vai ter novo post ainda esta semana, já com o roteiro alternartivo alucicrazy pro finde, uia. Mas até lá fikadika: tem SHOWZAÇO imperdível do combo sessentista Churrasco Elétrico nesta quinta-feira lá na Livraria Da Esquina (rua do Bosque, 1253, Barra Funda, zona oeste paulistana). Sério, foi o MELHOR show que estas linhas zappers viram no último finde lá no palco do Simplão Rock Bar, em Paranapiacaba – aliás um festaço que será melhor comentado também em nosso próximo post. Então, se liga que vale a pena a ida até a Barra Funda pra ver os moleques.

 

 

BAUZINHO DE MIMOS

Entonces, ninguém mais liga pro velho cd, néan. Será mesmo? Bien, vamos fazer um teste pra ver se isso é verdade. Vai lá no hfinatti@gmail.com, que resolvemos colocar em disputa:

 

* Um kit belezura do festival Porão Do Rock 2013. Ele vem com uma mochila bacanuda do evento e, dentro dela, o recheio (rsrs): boné, camiseta e vários cds de algumas das bandas indies que tocaram no evento em Brasília. Tá dentro? Então manda seu recado e boa sorte!

 

* Ah sim, também tem UM PAR DE INGRESSOS pro show do duo inglês The KVB em São Paulo, dia 14 de dezembro. É isso aí.

 

 

FIM DE FESTA

Por enquanto, apenas. Nesta sexta-feira (13, brrrrr…) estaremos novamente por aqui. Zap’n’roll se vai deixando um beijaço pra linda Carolina Gasi, que de repente poderá ser a próxima musa indie destas linhas online sempre recheadas de garotas tesudas, hehehe. Aguardem!

 

(atualizado, ampliado e finalizado por Finatti em 10/9/2013, às 23hs.)