Às vésperas de completar mais um ano de existência neste mundo (haverá outro, além dele?), o blogger zapper dá o SEU presente aos leitores: uma entrevista mega e EXCLUSIVA com Eron Falbo, futuro novo gênio do rock planetário – e que é BRASILEIRO! Mais: a dj set que vai botar fogo na pista do Outs/SP hoje à noite; o mondo pop durante a semana, mais isso e aquilo e… a MUSA INDIE da semana: mais uma “leitora secreta” que se viciou no blog e mandou fotos ALUCINANTES para serem publicadas aqui, uhú! (postão mega TURBINADO com as indicações culturais da semana, onde vai rolar show do Vanguart em Sampa e a última dj set do blog este ano na capital paulista) (NOVÍSSIMA atualização com plus GIGANTE: a programação do Goiânia Noise 2013, a morte do pai de Cazuza, Pixies sem baixista novamente e mais isso e aquilo tudo) (versão final ampliada e atualizada em 30/11/2013)

Quem disse que não existe GRANDE rock’n’roll feito aqui mesmo, no Brasil? Em Londres o músico brasiliense Eron Falbo (acima) estréia com um discaço recheado de referências ao rock clássico e sessentista de Bob Dylan e Neil Young; e aqui mesmo em Sampalândia o ícone Smack (abaixo) reviveu com maestria o sombrio pós-punk paulistano dos anos 80’ em show do festival Baratos Afins, na última quarta-feira (fotos: divulgação e Marcelo Jacoto)

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TURBINANDO O POSTÃO PARA ESTE FINDE (30 DE NOVEMBRO), UIA!

 

* Yep, não teve postão novo este finde (hoje, sabadón em si e o último dia deste novembro quente de 2013 em Sampalândia), mas resolvemos dar uma “engordada” e atualizada em um postão que já está mega e que chega até aqui com quase quarenta comentários no painel dos leitores, além de cento e cinquenta recomendações em redes sociais. Precisa mais?

 

 

* Sabadón que começou algo tumultuado no mondo pop. No Rio morreu o venerável produtor musical João Araújo, que era pai do inesquecível gênio Cazuza. Tinha setenta e oito anos de idade e foi vitimado por um infarto. E nos EUA a totosa loira Kim Shattuck, baixista do The Muffs, e que também estava tocando com os Pixies (no lugar de Kim Deal), aparentemente foi “expulsa” da lenda indie pelo seu líder, o sempre enjoado e ranzinza Black Francis. A banda, que tem show marcado para o Lollapalooza Brasil 2014, ainda não anunciou quem vai ocupar o posto. Pois é…

A lenda Pixies está sem baixista maaaaais uma vez: a loira bocetuda da foto aí em cima já elvis

 

* Já na última quinta-feira teve show lindão do Vanguart no Bourbon Street, em Sampalândia. A casa não chegou a encher mas a performance do sexteto cuiabano está mais irrepreensível do que nunca no palco. Foi a última gig deles esse ano e teve direito até a homenagem ao zapper sentimental (hehe), quando o queridíssimo vocalista Helinho Flanders dedicou “Para abrir os olhos” ao “jornalista Humberto Finatti, que esteve em 2004 em Cuiabá [na verdade, foi no carnaval de 2005, cherrie], nos assistiu e sempre acreditou em nós, por ter uma sensibilidade aguçada para a arte e a cultura”. O autor deste blog quase não conteve as lágrimas ao ouvir a dedicatória, de verdade. E deseja que os Vangs continuem cada vez melhores em sua gloriosa trajetória na cena musical rocker brazuca.

 

 

* Os que param: Green Day disse que vai entrar de férias em março de 2014. E o heroico indie americano The Walkmen foi mais radical: em comunicado a banda informa que após os próximos shows (previstos para a semana que vem), ela irá entrar em um hiato extremo, sem previsão de volta. Hummm…

 

 

* E semana que vem vai ter postão zapper mega, dedicado quase integralmente à edição 2013 do gigante festival indie Goiânia Noise, um dos maiores eventos do Brasil no gênero e que chega ao seu décimo nono ano de existência. A putaria rocker vai sacudir a capital de Goiás no próximo finde e Zap’n’roll vai estar por lá, acompanhando tudo beeeeem de perto pra depois contar aqui e também no portal Dynamite online. Mas antes de irmos pra quente Goiânia publicaremos o novo postão, que vai trazer entrevistas com Léo Bigode (um dos produtores do festival), com Agno Santos (da banda Mad Sneaks, que vai tocar lá), Gaivota Naves (vocalista da Rios Voadores, também presença confirmada na esbórnia rocker), além de todos os detalhes sobre o evento e ainda… uma musa indie muito especial, que está trabalhando na produção do Goiânia Noise, uhú! Tudo isso no próximo post, que deve entrar aqui até a próxima quinta-feira, okays?

 

 

* Enquanto esse postão especial não chega, você já pode conferir aí embaixo a programação completa do Goiânia Noise deste ano, dia a dia:

 

 

SEXTA-FEIRA, 6/12

01:00 – The Exploited (UK)

00:30 – Zefirina Bomba (PB)

00:00 – The Galo Power (GO)

23:30 – Soothing (GO)

23:00 – Diablo Motor (PE)

22:30 – The Baggios (SE)

22:00 – Delinquentes (PA)

21:30 – As Radioativas (SP)

21:00 – Evening (GO)

20:30 – Calango Nego (GO)

20:00 – Ressonância Mórfica (GO)

19:30 – Shotgun Wives (GO)

19:00 – Mad Matters (GO)

18:30 – Sangue Seco (GO)

18:00 – Expressão Urbana (GO)

 O trio grunge mineiro Mad Sneaks (acima) e o cantor e guitarrista brasiliense Alf (abaixo): duas das atrações bacanudas da edição 2013 do sensacional Goiânia Noise Festival, que vai ter um total de quarenta e cinco shows, wow!

 

SÁBADO, 7/12

01:00 – Mixhell (SP)

00:30 – Marcelo Gross (RS)

00:00 – Kamura (GO)

23:30 – Darshan (DF)

23:00 – Mechanics (GO)

22:30 – Walverdes (RS)

22:00 – Zander (RJ)

21:30 – Ação Direta (SP)

21:00 – Mad Sneaks (MG)

20:30 – 2Dub (DF)

20:00 – Coletivo Suigeneris (GO)

19:30 – Lust for Sexxx (GO)

19:00 – Fuzzly (MT)

18:30 – Tarso Miller and the Wild Comets (MG)

18:00 – Indústria Orgânica (GO)

17:30 – Damn Stoned Birds (GO)

17:00 – Gomorrah in Blood (GO)

16:30 – Mad Grinder (RN)

16:00 – Pressuposto (GO)

 

DOMINGO, 8/12

23:00 – Krisiun (RS)

22:30 – Alf (DF)

22:00 – Girlie Hell (GO)

21:30 – Besouro do Rabo Branco (DF)

21:00 – Galinha Preta (DF)

20:30 – Space Truck (GO)

20:00 – Johnny Suxxx and the Fucking Boys (GO)

19:30 – Versário (GO)

19:00 – Overfuzz (GO)

18:30 – projeto Mazombo (GO)

18:00 – Rios Voadores (DF)

17:30 – Baba de Sheeva (GO)

17:00 – Grieve (GO)

16:30 – Entre os Dentres (GO)

16:00 – West Bullets (GO)

 

 

* Ah sim, o blog foi convidado e aceitou: vai ter super dj set zapper no festival, provavelmente no sábado, após o final da maratona de shows.

 

 

* Mas antes disso, se você não quiser perder, também rola discotecagem do blog aqui mesmo em Sampa (e vai ser a última do ano!), neste domingo, na sempre bombada noite Grind, comandada pelo super dj André Pomba no inferninho GLS mais lecal do Brasil, A Loca. O blogger jornalista e dublê de dj assume as pick-up’s a partir da uma e meia da manhã e como sempre, vai tocar fogo no puteiro. Quer ir lá na FAIXA? Então CORRE no hfinatti@gmail.com que lá tem DOIS PARES de entradas VIPS pra este domingo na Loca (que fica na rua Frei Caneca, 916, metrô Consolação, centro de Sampa). Quem ganhar será informado por e-mail ou telefone (não deixe de por algum número de contato na mensagem) até o final da tarde deste domingo, certo?

* E pra quem vai ficar em Sampalândia no próximo finde, fikadika desde já: no sabadão, 7 de dezembro, vai rolar a primeira edição do evento S.Ex=Sub Expressions. Produzido pelo agitador cultural Tiago Bolzan e pela equipe da Provis Propaganda Visual a festa pretende ser um mix de atividades culturais e performáticas intensas com shows ao vivo, encenações teatrais, exposições visuais e corporais e muito mais. Vai haver gigs bacanudas dos grupos Moxine, Comma e Punkake, vai ter a primeira mostra individual da grafiteira Magrela, vai ter performance ultra erótica da nossa deusa e musa indie oficial Julieta DeLarge (uhú) e os caralho, sendo que todas as infos sobre a S.Ex estão aqui: https://www.facebook.com/events/190561451132793/?source=1. E o melhor da parada: começa cedo (cinco da tarde) e é de GRAÇA. Programa melhor pro sábado que vem, impossível!

 O trio indie rock revelação de Sampa, Moxine (acima) e a deusa rocker da luxúria e da putaria com classe artística mega, July Large (abaixo), nossa sempre musa indie oficial: duas das atrações da primeira edição do evento S.Ex.=Sub Expressions, que rola semana que vem em São Paulo

 

* É isso? É isso. Engordada bacanuda no postão já mega bombado. Agora o zapper vai curtir o seu finde mas promete novo postão até a próxima quinta-feira. Vamo-nos entonces, deixando todos os beijos do mundo na querida Mônica Carvalho, a incrível assessora de imprensa do Goiânia Noise 2013. É isso aê: até logo menos, pessoal!

 

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Nós temos que ser heróis.

Nem que seja por um único dia de nossas vidas. Esse preceito básico e clássico, imortalizado na canção “Heroes”, gravada em 1977 no álbum homônimo lançado pelo gênio e lenda suprema David Bowie, ecoa na cabeça de Zap’n’roll enquanto ele avança na madrugada (quente) de quinta pra sexta-feira, ouvindo a trilha sonora do filme “Christiane F.” e produzindo este texto, que vai se transformar no postão desta semana do blog. Faz todo o sentido do mundo para o sujeito aqui, a essa altura de sua existência, ter que ser um HERÓI em quase todos os dias de sua existência. Às vésperas de ficar um ano mais velho (na próxima terça-feira, 26 de novembro), enfrentando com bravura (e sem falsa modéstia aqui) um problema seríssimo de saúde (que se não for tratado pode lhe custar a abreviação de sua passagem pelo mundo dos vivos) e meditando sobre isso, sobre a finitude da vida, sobre os encontros e desencontros que permeiam inexoravelmente as relações humanas, o já velho jornalista se sente por vezes cansado de quase tudo. Mas também se sente satisfeito por saber que está mais calmo, maduro, paciente e sapiente para observar o que se passa ao seu redor e lidar com questões com as quais até bem pouco tempo atrás ele não saberia resolver ou não teria paciência para resolver. Assim, se o caminho para se tornar mais sábio, sapiente, paciente e amoroso é o envelhecimento inefável ou o se defrontar de fato com a possibilidade da morte, que se enfrente ambos com heroísmo diário. O mesmo heroísmo e determinação que levou um jovem músico brasileiro a deixar o país, ir morar em Londres e lá correr atrás de seu sonho, que era gravar um disco com a sonoridade que ele ama (rock’n’roll classudo sessentista, com eflúvios de folkismo, de Bob Dylan, de Neil Young, Stones, Ten Years After e outros nomes do mesmo calibre), e que fosse produzido por uma verdadeira lenda do rock. Tudo isso ele conseguiu, e o resultado dessa história toda (incluso aí um discão que está para chegar às lojas) você vai ler aqui, com EXCLUSIVIDADE na web brazuca de cultura pop. Trata-se, enfim, do mesmo heroísmo que move uma Julieta DeLarge a querer se libertar das amarras morais hipócritas e opressoras que infelizmente dominam ainda a sociedade como um todo; o mesmo heroísmo que faz com que jovens, bonitas, inteligentes e decididas garotas comecem a procurar o blog pra expor (ainda que num primeiro momento, de forma anônima) sua intimidade libertadora. E por fim, o mesmo heroísmo que nos empurra ao encontro dos leitores há mais de uma década já, mesmo que estejamos em pleno tratamento de saúde. É isso. O autor deste blog sempre detestou COVARDES – daí sua birra para com quem envia mensagens com assinatura fake para o nosso painel do leitor. Pois sabemos que no mundo algo cruel, egoísta, insensível e muito insano em que todos nós vivemos (onde se mata por nada em uma metrópole selvagem como São Paulo), sempre teremos que ser heróis em algum momento de nossas trajetórias, para conseguir sobreviver. Nem que seja por um único dia de nossas vidas.

 

 

* E a sextona zapper vai ser terrível em termos de correria pra tudo quanto é lado, rsrs. Radio therapy no Icesp, gravar cds pra discotecar à noite no sempre bombator Outs/SP (é lá que o blog vai comemorar seu niver) etc, etc, etc. Entonces o postão vai entrando aos poucos no ar, okays? Um pouco hoje, outro tanto até o final da tarde de sábado e por aí. Sejam pacientes, queridos leitores!

 

 

*E faça chuva ou não, tem dj set FODAÇA e BOMBATORE hoje à noite no mais que bombado Clube Outs/SP. O motivo, óbvio, é comemorar mais um ano na vida sempre tumultuada do sujeito que escreve estas linhas bloggers lokers, uia. De modos que o zapper dublê de dj assume as pick-up’s do bar do baixo Augusta a partir das duas da matina, já na madrugada do sabadón em si. E a festa, você sabe, é OPEN BAR: as garotas pagam míseros dez mangos na entrada (os marmanjos, cinquenta, hehe) e todos “bebe” até cair, uhú! O Outs, você também já sabe, fica no 486 da Augusta. Portanto, cola lá que a festa vai ser fodástica, o blogão garante.

 

 

* E em dezembro tem mais dj set zapper, mas fora de Sampalândia: o blog foi convidado e aceitou (claaaaaro!) discotecar numa das noites do incrível Goiânia Noise edição 2013, um dos maiores festivais indies do Brasil, e que rola na capital de Goiás nos próximos dias 6, 7 e 8 de dezembro. A dj set destas linhas online irá começar após o final da maratona de shows. Entonces, quem estiver por lá já está avisado.

 

 

* E a semana foi de festa pra loja e selo indie paulistano Baratos Afins, que comemorou com uma série de shows bacaníssimos numa das unidades do Sesc os seus trinta e cinco anos de existência. O blog esteve numa dessas noites (na última quarta-feira), quando subiram ao palco os grupos As radioativas, Mercenárias e Smack. Foi uma noite sensacional, dedicada ao punk e ao pós-punk que rolou em Sampa nos early anos 80’. E um mergulho PROFUNDO nos anos 80’, na cena under paulistana daquela época. O tempo não passou pras Mercenárias e seu rock de contornos punk e pós-punk (mais pós-punk hoje em dia, como o Cure soava nos seus primeiros discos) continua mais atual e abrasivo do que nunca. O teatro lotou de gente nova e da velha guarda e que cantou junto clássicos como “Pânico”, “Polícia” (“A polícia vai/A polícia vem/A polícia vai/A polícia vem…”), “Me perco nesse tempo” e “Santa Igrja” (uma música composta há 30 anos e que continua atualíssima em seu DESMONTE SEM DÓ das instituições religiosas). Smack? Porra, o blog nunca tinha visto show deles. E se sentiu como se estivesse em algum teatro em Londres, em 1983, com aquelas canções ultra sombrias e de guitarras de notas econômicas e ásperas ao mesmo tempo. Aliás no show do Smack estavam no palco APENAS dois dos melhores guitarristas do Brasil: Pamps e o MONSTRO Edgard Scandurra (velho amigo pessoal zapper), um sujeito que é canhoto (e toca por dez destros) e que é um dos 3 MELHORES GUITARRISTAS deste país (os outros dois seriam quem? Sérgio Dias, claro, e Pepeu Gomes, talvez). Chimbinha, do Calypso? O outro que vai sair do tal Chiclete com Banana? Esqueçam, por favor. Enfim, noite fodíssima e que rendeu essa imagen aí embaixo:

 Quarteto PESO PESADO da indie scene rocker nacional se confraterniza na última quarta-feira, no teatro Sesc Anchieta na capital paulista: a lenda CSerguei, Zap’n’roll, o guitarrista gênio Edgard Scandurra (ex-Ira!) e o venerável produtor Luiz Calanca (foto: Mizael Camporese)

 

 

* Agora, piada MESMO é isso aqui: matéria publicada na Folha online desta semana dá conta de que o podrão e velhão grupo de metal extremo paulistano Korzus vai fazer show neste sábado (amanhã), tocando na ÍNTEGRA o seu “clássico” (na definição da matéria da Folha) álbum “Mass Illusion”, lançado pela banda em 1991. Juuuuura que uma PORQUEIRA dessas acha que tem um ÁLBUM CLÁSSICO pra fazer show ao vivo tocando o dito cujo na ÍNTEGRA??? E alguém vai PAGAR pra ver e ouvir essa porra? Jezuiz… o blog assumidamente DETESTA metal (ainda mais os from hell como o do Korzus, que nem o guitarrista fundador, Silvio Golfetti, tem mais em sua formação), mas sabe reconhecer e respeitar um CLÁSSICO, mesmo que seja do gênero. Então se essa porra aí é um, hã, “clássico”, o que dizer de um “Paranoid”, do Black Sabbath? Que é o melhor disco do rock desde o Big Bang? Rsrs. Fala sério. E a Ilustrada da FolhaSP online dando espaço pra uma imbecilidade dessas. Também com Thalão de Meneses e Rodrigo Levino ali, só pode dar nisso mesmo: descendo a a ladeira do jornalismo musical, SEM DÓ!

” O velhusco metal from hell e bregão do podrão Korzus: na opinião da FolhaSP, a banda já tem um disco “clássico” em sua trajetória; jezuiz… rsrs

 

 

 

* Lady Gaga, Lady Gaga… querendo tumultuar novamente o mondo pop com o seu novo clip, “Artpop” (aí embaixo). É bacana, bem produzido, bem dirigido, ela canta bem, é estilosa, altamente COMÍVEL mas… música fraquinha, fraquinha, néan?

 

 

* Os velhos indies Pixies na capa da NME desta semana. A banda estará no Lollapalooza BR 2014 e bla bla blá. Okays. Mas na boa? Pixies sem Kim Deal não rola. Mesma coisa o New Order sem Peter Hook. Pra quem então (como estas linhas online) que já viu as duas bandas ao vivo no auge de ambas, nem pensar em rever os shows no Lolla.

 

 

* Ela tem apenas dezessete anos de idade. É de família sem problemas financeiros. E do nada resolve se tornar… PUTA. Yep, esse é o resumo básico do enredo de “Jovem e Bela”, que entrou em cartaz hoje nos cinemas paulistanos, após cumprir algumas sessões em pré-estréia. É francês (eles costumam fazer bem essas paradas), tem um bocetão fazendo o papel da prosti em questão (a atriz Marine Vacth) e o blog ainda não assistiu, mas pretende fazê-lo o mais breve possível. Porém, já fikadika pro nosso dileto e fiel leitorado.

 Cena do filme francês “Jovem e bela”: ela tem apenas dezessete anos; e resolve se tornar uma linda e disputada… puta, oras

 

 

* E agora que já constituiu advogado e vai enfrentar também com todas as armas essa guerra judicial que se prenuncia para muito breve, já podemos falar ainda (mas não com muitos detalhes) sobre isso aqui: Zap’n’roll está sendo acionado JUDICIALMENTE por aquele “célebre” jovem músico paulistano (guitarrista e vocalista), que ficou indignadíssimo com a resenha (demolidora, é vero) que foi publicada aqui de sua estréia em disco. O moçoilo pede indenização por danos morais, sendo que o valor é bem salgado, hehe. Muito bem: se o trabalho de um jornalista de respeito e que é mega conhecido é medido por isso, pelo fato de ele continuar incomodando os outros com suas opiniões, então sentimos orgulho do nosso trabalho. E também sentimos orgulho de pertencer a esse grupo de jornalistas de cultura pop mega conhecidos e que incomodam. Faz sempre uma baita diferença incomodar, certo? Enfim, assim que possível daremos mais detalhes aqui sobre o assunto.

 

* E bora saber quem é o provável novo gênio do rock planetário, um brasileiro chamado Eron Falbo, acredite!

 

ABRAM ALAS PARA ERON FALBO, BRASILEIRO E PROVÁVEL NOVO GÊNIO DO ROCK’N’ROLL PLANETÁRIO

Dias atrás, já alta madrugada, sobe uma janelinha do chat (o) do Facebook fináttico. Chamando do outro lado estava o best friend e venerável jornalista gaúcho (radicado em Brasília) Cristiano Bastos, que escreve para a edição brasileira da revista Rolling Stone (entre outras) e, eventualmente, abraça uns trampos como assessor de imprensa. “Finas! Você precisa OUVIR o disco do Eron Falbo e falar algo dele na Zap!”, escreveu Cris.

 

Hã? Quem? Eron Falbo. Yep, assim como você estas linhas bloggers rockers nunca tinham ouvido falar do sujeito. E por insistência do chapa Cris e também pela curiosidade jornalística e musical que sempre move os bons jornalistas, lá fomos nós saber do que e de quem se tratava. Eron nasceu em Brasília e tem vinte e oito anos de idade. Interessado em literatura, poesia e música desde sempre, decidiu que queria ser músico e partiu atrás da realização do seu sonho. Foi morar em Londres, viajou pelos Estados Unidos, aprendeu a tocar violão e a cantar e atualmente mora em Budapeste. E é de lá que ele prepara, enfim, o lançamento de seu álbum de estréia, “73”, que deve chegar até meados de dezembro às lojas no formato físico do cd (via Pisces Records), mas que já pode ser ouvido na web na página do cantor e compositor, e que pode ser acessada em http://eronfalbo.com/pt.

 

A trajetória de Eron chega a ser algo emocionante em alguns instantes. Apaixonado pelo rock clássico e classudo dos sixties, por eflúvios de folkismo à Bob Dylan, por blues e ainda pela poesia e/ou eletricidade épica de nomes como Simon & Garfunkel, Ten Years After e Leonard Cohen, o garoto enfiou na cabeça que queria ter sua estréia musical produzida por ninguém menos do que o célebre Bob Johnston, o homem que “apenas” produziu o mega clássico “Highway 61 Revisited”, de Bob Dylan, além de assinar a produção de dezenas de discos essenciais da história do rock’n’roll. Mas havia um problema para se conseguir esse intento: com mais de oitenta anos de idade (e não setenta, como informa o press release do disco), Johnston já estava literalmente aposentado. Foi preciso que Eron tentasse, durante um ano, convencer a velha lenda das produções clássicas do rock a embarcar novamente em uma aventura pelos estúdios – e ainda por cima, produzindo um desconhecido músico vindo do… Brasil.

 

Quando finalmente Bob cedeu todos partiram para Nashiville (a capital americana do country rock), e num estúdio da cidade foi gestado o álbum “73”, que agora Eron Falbo põe finalmente à disposição de quem queira ouvir e avaliar. Pelo menos do próprio Bob Johnston ele já ganhou elogios: “ele vai ser um artista muito bem-sucedido”, diz o sábio produtor. “Eu acho que vai ser glorioso”, completa.

 

Com tamanho cacife e aval desse naipe, é claro que o blog zapper tinha que ir atrás do sujeito para saber mais sobre essa incrível história. Disco ouvido (muito bom, diga-se), partimos para uma entrevista com Eron, que aconteceu semana passada via bate-papo do Facebook. Ele falou de Budapeste, onde mora atualmente. E os principais trechos da entrevista você lê aí embaixo.

 O jovem cantor e compositor brasiliense Eron Falbo, meditando sobre os rumos da música num sofá do lendário estúdio que pertence aos célebres The Kinks, em Londres

 

 

Zap’n’roll – O blog mesmo não conhecia seu trabalho, chegando até ele através da divulgação de sua assessoria. Então seria interessante você contar sua trajetória pros leitores: onde nasceu, quando começou a se envolver com música e rock, até chegar a sua vida atual em Londres e Budapeste, e ao lançamento do álbum “73”. Faça um resumo pra nós.

 

Eron Falbo – Eu nasci em Brasilia, frequentei o colégio Americano local e por isso sempre falei inglês e tive algum relacionamento com os EUA. Já era fã de muita musica gringa antes mesmo de descobrir que existia música brasileira, que foi um erro de adolescência. Com 16 anos eu resolvi que queria ser cantor. Não sabia cantar mas já tinha uma voz bem grave e as pessoas comentavam. Já que já era poeta há alguns anos comecei a compor umas músicas mas percebi que precisava de mais experiência musical. Daí formei umas bandas cover, várias. Eventualmente agreguei experiência o suficiente e fui para os EUA, onde compus as músicas de ’73’, enquanto viajava de carro e de trem pelo país. De lá fui para Londres. Comecei a procurar um produtor pois nunca havia gravado em estúdio e precisava de um guia. Eu comecei a procura por cima, pelo melhor, pois era bem cara-de-pau. Eu conheci Bob Johnston, ele me aceitou e nós gravamos o ’73’.

 

Zap – como foi que vocês se conheceram? Afinal, ele foi um produtor lendário que, entre outros clássicos da era de ouro do rock’n’roll, produziu o fenomenal “Highway 61 Revisited”, um dos melhores discos de toda a carreira de Bob Dylan.

 

Eron – Eu procurei ele durante quase um ano. Enquanto eu procurava me deparei com vários outros produtores, mas nenhum tinha o currículo de Bob e por isso me sentia um tanto insatisfeito e desmotivado com os outros. Eu achava que Bob ia entender o que eu tava tentando fazer. Eu achei o contato do filho dele e dei uma ligada, do nada. Ele não atendia, mas eu continuei tentando. Um dia de inverno em Londres ele me liga perguntando “Quem é que me ligou 300 vezes na última semana”. Daí eu me apresentei e ele foi cordial, disse que eu parecia educado. Ele me deu o telefone do pai dele e eu liguei. Passamos meses conversando por telefone até ele ouvir as minhas músicas. Ele quis saber tudo de mim antes de cogitar a possibilidade de trabalhar comigo. Ele teve problemas com gravadoras e odeia a comercialização, por isso ele quis saber quem eu era de verdade, se tinha o que precisava por trás da música, não queria saber de dinheiro.

 

Zap – Fale como foi o seu primeiro encontro com ele e o que ele achou do material que você mostrou a ele. E depois nos conte como foram as sessões de gravação do disco, onde elas aconteceram etc.

 

Eron – Ele primeiro só leu minhas letras e disse que estava intrigado para ouvir a música. Eu toquei pelo telefone no violão e gaita, mas resolvemos que era melhor eu ir conhecê-lo ao vivo. Eu fui pro Texas onde ele mora. Eu toquei minhas músicas pra ele, ele disse que o Bob Dylan e Paul Simon chegavam pra ele com no máximo três músicas, e eu já cheguei com cinco, o que ele achou digno. Ele disse que isso era um bom sinal. As sessões de gravação foram em Nashville, no Dark Horse Recordings, uma especie de rancho isolado para gravações de música country de altíssima qualidade. Eu morei no estúdio enquanto gravava. Ele chamou os maiores caras de Nashville. Todo mundo queria fazer descontos fantásticos pro Bob, o que fez tudo mais barato nas gravações. Ele colocou todo mundo numa sala, tocou minha demos (voz, violão e gaita) e começamos a fazer jam sessions. Não houve mais que um take por faixa, houve remendos aqui e alí mas take mesmo só um, foi como magia negra ou sei lá.

 

Zap – Wow, essa história está ficando very interessant, hehe. Pela audição do disco percebe-se claramente que você gosta de rock clássico, dos anos 60′ e 70′. É isso mesmo? Você não curte ou ouve bandas mais contemporâneas? E se não, por que essa preferência pela fase clássica do rock, em um mundo dominado por Lady Gagas e afins? Como e quando você foi se interessar por esse tipo de rock?

 

Eron – Eu curto Lady Gaga. A ideia é que existe algo além da música pop. Nos anos 60 e 70 os músicos eram como cavalheiros templários em busca de um santo graal. A música era só a linguagem usada. Depois as gravadoras dominaram tudo e inventaram um monte de rotulos, camisetas, xícaras, etc. Como eu uso a música como matematica da alma e a poesia como língua do inconsciente, o cenário atual não me interessa. Não é que não existem bravos guerreiros hoje em dia. É que hoje são todos Ronin e os anos 60 e 70 eram o Shogunato. Tem muita banda boa hoje, de repente mais do que das antigas, porém, elas não caminham juntas, não levantam bandeiras e tentam questionar o próprio questionamento. Eu descobri os Beatles através do Oasis, em meados dos anos 90. Percebi que muito do Brit Pop era como tributo às bandas Mod, tipo Small Faces, Who, Spencer Davis Group etc. Comecei a pesquisar mais e ví que as bandas Mod eram como tributo às bandas Motown e Stax. E assim por diante, Napoleão era como tributo a Alexandre o Grande, etc. Mas o interessante foi, por que os Mods viraram Flower Power? Daí que eu descobri o psicodélico, a música de consciência e de inconsciência. Eu descobri que os Beatles descobriram Bob Dylan e isso os mudou. Daí ví que era mais poderoso voz, violão e cara-de-pau do que qualquer grande movimento.

 

Zap – Muito bom, hehe. Qual a sua idade e desde quando você está em Londres? E além da música em si você trabalha com alguma outra atividade aí ou possui uma situação financeira confortável e que lhe permite focar sua atenção apenas na sua carreira musical?

 

Eron – Neste exato momento eu tenho 28 anos. Na real estou em Budapeste, a gente fala Londres na assessoria para não ter que explicar por que Budapeste. Até por que ninguem sabe bem. Eu morei em Londres durante quatro anos, depois vim pra cá. Eu trabalho com um monte de coisas, já fiz assessoria para outros artistas, produção, já fui até jornalista e continuo escrevendo para algumas revistas. Agora estamos com uma produtora, a Plectro Productions e estamos ajudando alguns artistas a encontrarem seus caminhos. Finanças nunca são confortáveis com ganância, então depende se estou de bom humor ou não. No momento eu estou muito bem, obrigado.

 

Zap – Com o disco lançado você pretende fazer como para divulgá-lo, além de distribui-lo para a mídia em geral? Pretende fazer shows aí ou aqui mesmo no Brasil? Já saíu alguma matéria a respeito do lançamento aí ou aqui, mesmo que apenas na web?

 

Eron – Então, estamos preparando uma campanha de crowd-funding para ver se arrecadamos fundos para promover o disco direito. Vivemos em tempos onde os indivíduos precisam se responsabilizar pela arte que apreciam, isto é, não temos tudo mais de bandeja por anfitriões paternalistas. Os egípcios antigos chamam isso de ‘a era de Horus’. A era das gravadoras era a de Osiris. Eu farei shows se tiver como. Não acredito no modelo pagar-para-tocar. Claro que me divirto tocando, mas pelo bem da arte a gente tem que se segurar, esperar o público querer. Eu to parado há um bom tempo, e não gosto de me expor muito, aparecer. Por isso eu pretendo fazer poucos shows, e vamos esperar a resposta do disco. Se o pessoal gostar, nós fazemos shows pelo Brasil. Aqui na Europa estamos sem assessoria, mas já saiu na radio BBC um especial com o Dermot O’Leary. Saiu em vários blogs e radios independentes dos EUA. No Brasil tem muito mais acesso, os jornais estão entrando em contato. O mais importante para nós é divulgar o disco, pois trabalhamos duro nele, muita gente nunca foi paga e fez de coração o trabalho. Se fazer shows vai divulgar o disco, eu faço por isso.

 

Zap – Ótima entrevista, de verdade (que estamos fazendo ao som de… Bob Dylan, hehe. Depois vamos re-ouvir o seu disco, que também gostei muito)! Então, para encerrar: além de cantar, você tocou o que nas gravações? E quem mais tocou com você nelas? Qual a previsão de lançamento do disco físico por aqui, via Pisces Records?

 

Eron – As gravações do Bob Johnston normalmente são um oceano de instrumentos peculiares, tem muita coisa aparecendo aí do nada. Eu toquei violão e gaita nas gravações. Acredito que os violões não ficaram na gravação final pois haviam guitarristas muito melhores que eu presentes. Acho que ficou só a gaita mesmo, evidenciada no “Any Fool a Man” e “What I Could’ve Been”. Acreditamos que em Dezembro os discos estão nas bancas. Bancas vendem discos?

 

Zap – Ahahahahahahaha, aqui vendem sim. Mas saindo pela Pisces, que é um selo pequeno e com distribuição restrita, acho que ele será mesmo vendido em lojas de discos e cds normais.

 

 

“73” – O DISCO/CRÍTICA

 

Gravado em Nashiville e produzido por Bob Johnston, com músicos experientes da cena folk e blues americana. E com músicas compostas por um jovem amante do rock clássico sessentista, com ótima inflexão de barítono. Nem tinha como dar errado.

 

O disco de Eron Falbo exala anos 60’ por todas as suas faixas. Remete o ouvinte a Bob Dylan (óbvio) em “Any Fool A Man”, exibe um piano precioso na algo gospel “Baby Step Of Faith” (que abre o disco), mostra eflúvios country rock em “Sacagawea’s Son”, e ainda despeja momentos preciosos no ouvinte, combinando psicodelia e blues rock em faixas como “Only Me Too” ou “I Found Out”. Tudo gravado com classe e maestria, tudo com ótimas interpretações de Eron, que canta num inglês impecável e sem sotaque.

 

Difícil imaginar que algum músico brasileiro consiga fazer algo semelhante por aqui mesmo. Para comprovar basta ouvir o álbum na web. E torcer para que a Pisces Recorda lance logo sua versão em cd por aqui.

 

 

MAIS UMA LEITORA SECRETA SE DESNUDA PARA O BLOG, E SE TORNA NOSSA MUSA INDIE DA SEMANA

Yeeeeesssss! O blogão está se tornando BOMBATOR perante seu leitorado FEMININO espalhado pelo Brasil, uia! E agora várias dessas leitoras, desinibas como só elas sabem ser, querem mostrar seus dotes “cadeludos” nestas linhas online, hihihi.

 

Foi o que rolou mais uma vez na semana passada. Por indicação de uma amiga zapper, ELA entrou em contato com o blog, via Facebook. “Eu li a Zap e achei o máximo”, disse ela por mensagem. “É total a minha cara pois sou meio devassa mesmo e tenho fetiche e tara por me mostrar, além de ter tara por lances de sado-masoquismo. Posso enviar algumas fotos pra você publicar?”.

 

Wow, claro que podia. E ela mandou, sob a condição apenas de se manter no anonimato. Mas permitiu que o sempre putão blogão zapper dê algumas infos sobre ela: a garota tem vinte aninhos, e é do Sul do Brasil. E além de muito inteligente também é rocker, claro, com um ecletismo que permite que ela curta desde heavy metal a David Bowie, Bob Dylan e The Smiths. Melhor impossível!

 

Então, aí embaixo, duas imagens lindonas em P&B da nossa musa indie “secreta” desta semana. Vejam e deleitem-se, marmanjos punheteiros, hehehe.

 Um rabaço OUSADO e GIGANTE, para deixar os machos loucos e receber rola grossa por trás (acima); e tetas delícia total (abaixo) com piercing mega safado nos bicos e aquelas “bolinhas” (ou pintinhas) nas auréolas, típicas da fêmea que já deu muito o peito pra mamar (e não exatamente para bebês, hihihi): é a nossa musa indie “secreta” desta semana, uhú!

 

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: “73”, do cantor e compositor brasileiro (radicado em Budapeste) Eron Falbo. Ele pode ser ouvido na íntegra no website do músico e deve chegar às lojas em cd até dezembro, via Pisces Records.

 

* Filme: “Jovem e Bela” começa a fazer barulho no cinema e já entrou em cartaz inclusive aqui. Nas notas iniciais o blog já explicou bem do que se trata. Aí embaixo, você assiste ao trailer oficial do longa:

 

 

* Baladas: a semana que começu ontem (com o postão sendo finalizado na madrugada de terça-feira) promete esquentar e muito e iremos atualizando as baladas por aqui até o finde dela, okays? Mas já vai se preparando: nesta quinta-feira, 28, tem o último show do ano do sempre grande Vanguart em Sampa, lá no Bourboon Street (em Moema, zona sul paulistana), com ingressos mezzo caros (setenta pilas) mas vale a pena porque o show dos meninos está mesmo incrível. E no domingão, no já clássico projeto Grind, na Loca (sob o comando do sempre querido super dj André Pomba), rola a ÚLTIMA dj set fináttica do ano em Sampa (depois, só no primeiro finde de dezembro mas laaaaá no Goiânia Noise Festival, na capital de Goiás). A Loca, você sabe, fica na rua Frei Caneca, 916, Consolação, centrão rocker de Sampa. E aê, vai perder?

 

 

LIVROS E VINIS SAINDO!!!

Tentou a sorte? Boa, chegou a hora de saber quem faturou o quê do blogão. Não tentou? Sorry, agora é tarde, hihihi. Então vamos lá:

 

* Ariadne Marques “Ramone”, de Rio Claro/SP: fisgou a biografia do inesquecível Joey Ramone, lançada aqui pela editora gaúcha Dublinense;

 

* E Daniel Silva, de São Leopoldo/RS: vai receber uma sacola com os vinis lindões do Mad Sneaks e do Rock Rocket, ambos oferta do semlo M4M.

 

 

E É ISSO!

Terça-feira, três e meia da matina, post finalmente concluído. 26 de novembro de 2013, mais um ano na vida de um sujeito que sempre detestou comemorar aniversários. E hoje comemoramos mais um. Com saudades de mama Janet (que se foi há quase uma década), da irmã Jaque (que mora na Espanha), lutando contra um monstrinho e quase se apaixonando por uma garota que mora muito longe de Sampa, mas que é uma garota realmente incrível. Se fica o desejo de algo nessa data é que venham mais alguns anos ainda, que o monstrinho seja exterminado, que saia em março o livro zapper e que ele mesmo, o eterno blogger loker gonzo do jornalismo cultural brazuca ainda desfrute alguns anos na tranquilidade e no sossego máster do paraíso terrestre que fica em São Thomé Das Letras, no interior Mineiro. É isso, gatas e guys, o blog se vai deixando beijos doces nas queridas Bruna Moreira, Flavinha Palochi, Milena Stone e Letícia Eduarda, todas lindas, rockers, bacaníssimas e que moram no coração zapper. Na sexta-feira estamos por aqui novamente. Até lá!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 30/11/2013, às 18:00hs.)

Pensou que o blogão mais polêmico e AUDACIOSO, ABUSADO e OUSADO da web BR tinha perdido o fôlego? Então toma: em pleno pós-feriado da República colocamos em discussão os limites do erótico e do total pornográfico na cultura pop, exibindo imagens INACREDITÁVEIS e de SEXO EXPLÍCITAS da nossa sempre suculenta musa indie oficial (com visualização desaconselhável para menores, uia!); mais: o noticiário popper da semana, os agitos que foram Planeta Terra e Red Hot e o festival que vai comemorar os trinta e cinco anos do heroico selo indie Baratos Afins (VERSÃO FINAL, em 17/11/2013)

Em tempos de neo moralismo e conservadorismo ultra babaca a cultura pop (sempre ela!) e o rock (idem) se levantam pra botar a boca no mundo e gritar pela liberdade de expressão de todos nós: o novo filme de Lars Von Trier, “Ninfomaníaca” (acima), estréia em dezembro com elenco multi-estelar e cenas de sexo explícito; já o ótimo trio americano Black Rebel Motorcycle Club (abaixo) é uma das bandas que o casal central de “9 songs” (um dos clássicos recentes da cultura pop que trata de sexo) assiste em um show, durante o longa

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Postão sendo concluído no final da tarde aprazível do domingão. E trazendo a IMAGEM DA SEMANA aí embaixo, hihihihi:

 

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O que pode? O que não pode?

Duas perguntas bastante pertinenentes e que tomaram vulto algo estrepitoso nas reflexões de Zap’n’roll nas últimas semanas. Afinal, por mais que já estejamos na segunda década do século XXI quando o assunto é sexo e tudo o que gira em torno dele, parece que um enorme tabu ainda se impõe para uma gigantesca fatia da população humana, que ainda vive com pensamentos mergulhados na Idade Média (ou das Trevas). Pois a nossa sempre “santa” (ou profana?) e amada cultura pop também se imiscuiu na questão do sexo, do erotismo sem limites e da pornografia pura e simples, e isso desde sempre. Mas nas últimas semanas uma série de eventos chamou a atenção nesse sentido, como uma exposição em Londres onde um fotógrafo mostrou uma série de imagens onde flagrou sua própria mãe (uma coroa bailarina ainda em plena forma física) TRANSANDO com o próprio (e jovem) namorado. Não só: um estudante também em Londres anunciou que pretende perder sua virgindidade ANAL (uia!) em uma performance pública a ser realizada em uma galeria de arte na capital inglesa, em janeiro de 2014. E “Ninfomaníaca”, o novo filme do genial Lars Von Trier (e que estréia logo menos), recheado com cenas de sexo explícito e elenco multiestelar, já está dando o que falar mesmo antes de chegar às telas. Por aqui a eterna e oficial musa indie oficial do blog, a delicious Julieta DeLarge ousa em grau máximo, postando em seu tumblr fotos em que ela aparece TREPANDO explicitamente com o namorado (o fotógrafo Nickk), sendo que as imagens estão aqui também, neste espaço blogger popper que já se tornou célebre pela sua descompostura e ousadia editorial. Toda essa movimentação enfim, levou o autor destas linhas virtuais a refletir sobre as perguntas que abrem este texto inicial do nosso postão desta semana. E a nos decidir por colocar o tema como nosso assunto principal aqui, em mais uma jogada inédita entre a “concorrência” da blogosfera de cultura pop da web brazuca. Afinal o assunto precisa e merece sim ser abordado e não apenas pelo viés da (bem-vinda) “invasão” do sexo na cultura pop contemporânea, mas também para mais uma vez demonstrar os movimentos morais que permeiam a trajetória humana. O ser humano tem essa tendência histórica ao conservadorismo moral (e quem está falando isso aqui é um sujeito que, acima de ser jornalista, é GRADUADO em História Geral). Em determinadas épocas esse conservadorismo se torna menos agressivo (como nos anos 60’ e 70’) e, em outras, volta com tudo – como nos tempos atuais, onde o chamado “politicamente correto” empesteia as relações humanas e torna qualquer manifestação comportamental e/ou social um pouco fora do normal um escândalo a ser combatido e recriminado por toda a sociedade. Não é por aí e o blog zapper vai sempre ABOMINAR esse tipo de pensamento escroto, reacionário e pra lá de conservador e moralista babaca. Por isso cá estamos nesse post discutindo o tema (um post que, claaaaaro, também vai falar de tudo o que interessa no rock alternativo, como o festão de trinta e cinco anos da loja e selo indie paulistano Baratos Afins, um autêntico herói da cena independente brasileira). O que pode, o que não pode afinal? Cada cabeça, uma sentença…

 

 

* Postão chegando em pleno sábado de feriadón, néan. Com sol, calor (o blog não gosta) e vários motivos pra você se deleitar nos lendo, hihihi.

 

 

* Sendo que a semana foi beeeeem agitada, no? No STF o negão Joaquim Barbosa MANDOU imediatamente pra cadeia parte dos condenados no Processo do Mensalão, que se apresentaram à polícia ontem (entre eles, o ex-todo poderoso Ministro Zé Dirceu). Certíssimo está o presidente da mais alta Corte do país, e já dá pra começar a acreditar (timidamente ainda, digamos) que o Brasil ainda tem jeito.

 

 

* Já aqui em Sampa mesmo o escândalo da máfia dos fiscais corruptos do ISS fede cada vez mais pros lados do ex-prefeito, o porco imundo Kassab. Essa história ainda vai dar o que falar. A conferir…

 

* Semana agitadíssima também no mondo pop, uia. Ao receber prêmio na entrega do VMA Europa no finde passado a cadeluda Miley Cyrus não teve pudores: acendeu um belo cigarro de maconha em pleno palco, uhú! Assim, mostrou que além de vadia também é loka. Estamos com Miley e não abrimos, hihi.

O bocetão cadeludo MIley Cyrus, fumando na entrega do VMA Europa 2013: o cigarro era sim de maconha, hihi

 

* E Justin Biba então? Está vivendo seus dias gloriosos de bad boy do pop. No Brasil acabou show antes da hora por pura birrinha, pixou muro onde não podia, foi em casa gay de massagens (uia!) e os caralho. Já na Argentina… pegou uma bandeira do país que foi atirada pra ele e simplesmente usou a mesma como PANO DE CHÃO, esfregando-a no assoalho do palco. Foi um tumulto: milhões de fãs portenhos em fúria se manifestaram nas redes sociais, querendo o escalpo do moleque. Pois olha, se ele continuar nessa pegada estas linhas bloggers lokers vão se tornar fã do rapaz, com certeza!

 

 

* Ah, a nossa jovem e pequena deusa Lorde. Além de ser linda e cantar muito, e de ter lançado um dos melhores discos de 2013, já começa a ficar miliardária desde adolescente. Aos dezessete anos de idade a neo-zelandesa acaba de assinar um contrato de mais de dois milhões de dólares com uma gravadora gringa. Ela merece! Lorde é tudibom!

 Lorde: muito jovem, muito talentosa e já ficando milionária

 

 

* Ah, o eterno MEGA MALA Devendra Banhart (que só lota shows aqui, onde é adorado por um bando de indieotas imbecis e sem noção)… em show com casa cheia esta semana em Sampa, durante um momento mais “intimista” da apresentação o público se animou e começu a acompanhar a música batendo palmas. Pois Devendra, o chato de dar nos cornos, parou de cantar e pediu que o público PARASSE de bater palmas porque, segundo ele, “aquela música não se prestava a esse tipo de reação”. Pois é… Devendra NÃO merece a adoração que lhe dão. Ele é tudiinsuportável, rsrs.

 

 

* E ACABA de se postado na web, no Soundcloud, o primeiro EP do bacanudo combo garageiro/psicodélico paulistano Churrasco Elétrico, uma das grandes revelações da indie scene nacional em 2013. Você pode ouvir o disquinho/discão aqui: https://soundcloud.com/churrascoeletrico, sendo que logo menos estaremos falando mais dele por aqui, pode esperar!

 

 

* RED HOT E BLUR PROTAGONIZARAM BOA SEMANA ROCKER EM SAMPA – yep, já foi na semana passada e todo mundo já comentou. Mas como não estamos disputando corrida maluca com ninguém pra ver quem fala primeiro do quê, estas linhas online registram tardia (e rapidamente, diga-se) que as gigs do Red Hot Chili Peppers e do Blur (encerrando a edição 2013 do festival Planeta Terra) na semana passada foram beeeeem lecais. Os Pimentas mandaram bem sim, sendo que o blog esperava beeeeem menos do show. Pra uma trinca (Tony Kieds, Chad Smith e Flea) que está com 50tinha nas costas (cada um), eles seguraram muito bem o set de uma hora e meia (começou 10:10 da noite, acabou 11:40). Souberam equilibrar bem o repertório mais acelerado dos rocks funkeados e repletos de groove que celebrizou a banda, com as baladas e as músicas mais pops e mais recentes. Começou com “Can’t Stop”, passou por “Other Side”, “Under The Bridge” (nessa passou todo um filme na cabeça zapper: de quando ele estava separando da ex-mulher, do tempo em que morou no Cambuci, do primeiro show que viu da banda no Hollywood Rock de 1993, que foi também a primeira vez que ela veio pra cá. Vinte anos…), “Californication” e até acabar – bem – com “By The Way” e, claro, “Give It Away”. O Anhembi não lotou mas o povaréu que foi saiu satisfeito. E o blog também. Ficamos meio com dó do Yeah Yeah Yeahs. A banda é FODONA, Karen O’ é LINDAÇA e tem uma super presença de palco (e como boa conhecedora de moda que é, estava em modelão básico e impecável) mas ninguém ali conhecia nada (ou quase nada) do grupo. Fora que o som na apresentação deles estava baixíssimo. É bacana pra um conjunto com eles abrir prum gigante como o Red Hot? Nessas condições? Talvez nem tanto. Pelo menos o final foi sensacional, com eles detonando a ótima “Heads Will Roll”.Bão, não teve jeito. E o que foi o show do BLUR??? Putas que os pariu, o velho jornalista já pode finalmente FECHAR A CONTA de quase 30 anos indo a shows e festivais de rock. Um show que começou com “Boys & Girls” e emendou com “There’s No Other Way” e “Beetlebum” (primeira marejada nos olhos, de mais duas que seguiriam mais pra frente), NÃO tinha como dar errado. E não deu: som alto e potente (o Campo de Marte funcionou a contento, afinal), espaço suficiente pra ver tudo PERTÍSSIMO do palco (felizmente a pirralhada fã de Lana Del Rey já tinha puxado o carro a essa altura, o que deixou bastante espaço sobrando pra ver bem o set do Blur) e 17 músicas e 90 minutos que valeram a espera de 14 anos pra rever a banda no palco. Yep, os olhos também se encheram de água em “Coffee & Tv”, em “Tender” e em “This Is A Law”. Foi lindo demais, só isso. VALEU Damon, Graham, Alex e Dave. Vocês fizeram parte da nossas vidas. E continuarão fazendo por muito tempo ainda.

 Red Hot Chili Peppers (acima, o vocalista Anthony Kieds) e Blur (abaixo, com Damon Albarn soltando a voz) fizeram grandes shows semana passada em Sampa; sorte de quem foi (fotos: Natasha Ramos e Uol)

 

 

* Vanguart batendo no teto onde uma banda indie poderia chegar. Estão com a música “Meu sol” (do novo disco) na trilha da nova novela das sete da Globo e agenda de shows bombando neste final de ano. O blog sempre soube que, algum dia, uma música dos Vangs entraria em alguma trilha de novela. Só não sabia quando. Pois chegou a hora. A banda merece!

 Os Vangs, com música sua na trilha sonora da nova novela Global: a banda indie cuiabana e radicada em Sampa bate no teto!

 

* E já que o sexo, o erotismo e a pornografia são o tema central desse post, nada como ver aí embaixo algumas imagens do Miss BumBum Brasil 2013, que rolou esta semana em Sampalândia, uia. As vadia cada vez mais vadia. E os macho pira, hihihi.

 

* Mas sério. Como sempre em tempos de onda conservadora e novo moralismo babaca a cultura pop dá o grito e incorpora com gosto a libidinagem sem limites, a libertinagem desenfreada e a putaria sem culpa. Vai lendo aí embaixo.

 

 

EROTISMO, SEXO, SACANAGEM PURA E SIMPLES – QUAL O LIMITE, AFINAL? OU PARA A CULTURA POP NÃO HÁ LIMITES NESSE ASSUNTO?

Não é novidade alguma: sexo, erotismo, sensualidade ou pornogaria explícita, pura e simples sempre conviveram com a cultura pop. Muito especialmente na música e no cinema onde as referências e as obras com esses temas são fartas e já produziram momentos clássicos e de puro deleite para a humanidade. Quem não se lembra de “O último tango em Paris”, filmado por Bernardo Bertolucci em 1972, e que trazia Marlon Brando literalmente FODENDO o cu (com a ajuda de uma… manteiga!) da então desconhecida atriz Maria Schneider, em cena que se tornou célebre? Ou ainda de “O Império dos Sentidos”, do japonês Nagisa Oshima, lançado em 1976 e onde os dois atores principais passam praticamente o filme todo trepando de verdade? Isso pra ficar APENAS em DOIS mega exemplos de quando o sexo foi tratado como ARTE ABSOLUTA pela cultura pop no cinema – há ainda, em menor escala, o bem mais recente “9 Songs”, lançado há quase uma década e onde um jovem casal também passa quase todo o filme na cama (e, em alguns momentos, transam realmente diante das câmeras) e, fora dela, vai a shows de gente como Primal Scream, The Dandy Warhols, Elbow, Franz Ferdinand ou Black Rebel Motorcycle Club. Se tornou um pequeno clássico recente do cinema que também é rocker e erótico.

 

Isso tudo apenas no cinema, sendo que na música (e no rock, em particular) os exemplos também são incontáveis de como o tema sexo ainda é muitíssimo explorado, seja de maneira sofisticada e com viés fortemente artístico, seja de forma escrachada e puramente sacana. Mas enfim, qual a diferença entre um tratamento e outro? Qual o limite que determina o que é vulgar e explícito e o que é sério e artístico e um mundo – o da cultura pop – onde um dos principais preceitos é romper barreiras e não ter limites? E ainda mais em um tempo, o de hoje, onde uma nova onda neo-conservadora escrota e babaca baliza quase tudo nas relações humanas?

 

Pois é justamente em tempos assim, como os de hoje, que a cultura pop mais grita e se levanta saudavelmente contra o politicamente correto, contra o moralismo hipócrita e babaca e contra os julgamentos éticos e morais que são a tentação de gente reacionária e que vive com a cabeça na Idade Média, se esquecendo de que estamos em pleno século XXI. Para esse povo a sempre rebelde cultura pop se levanta e grita: nas últimas semanas uma exposição em Londres exibiu imagens feitas por um fotógrafo que flagrou a própria mãe (!) transando com o namorado. Não só: na mesma capital inglesa um jovem universitário promete perder sua virgindade ANAL em performance pública numa galeria de arte, em janeiro, justamente para questionar questões como o valor que ainda se dá a essa bobagem chamada virgindade. Por fim o mondo pop aguarda ansioso a estréia de “Ninfomaníaca” (previsto para chegar aos cinemas lá fora em 25 de dezembro; no Brasil, em 10 de janeiro), o novo longa do aclamado cineasta holandês Lars Von Trier (que dirigiu, entre outros, os ótimos “Dançando no escuro” e “Melancolia”), que já está dando o que falar mesmo antes de chegar às telas: contando com gente de peso no elenco (Uma Thurman, Charlotte Gainsbourg e Christian Slater), o longa também está recheado de cenas de sexo explícito.

 

Aqui mesmo no Brasil, teoricamente um país tão liberal, o sexo continua alimentando tabus, preconceitos e moralismos imbecis. Que o diga a nossa lindaça e amada musa indie oficial, a tesudíssima Julieta de Large, garota rocker de atitude e atriz de um site especializado em porn chic, sendo que ela ganha a vida atualmente com isso e adora o que faz. Pois namorando com um fotógtafo especializado em fotos de cultura pop e eróticas, July vive postando imagens suas sensualíssimas no seu Tumblr e também no seu Facebook onde, esta semana, foi criticada grosseiramente por uma outra jovem, esta de perfil bastante conservador e de mente estreita (basta ver a página da moça na rede social para se enxergar o nível “cultural” da figura). Sobre o episódio e sobre o tema proposto aqui nesse post, July se manifestou exemplarmente pro blogão zapper:

Cena clássica e histórica do filme “O último tango em Paris”, de 1972, onde o personagem de Marlon Brando come (de verdade!) o cu da atriz Maria Scheneider: a cultura pop sempre foi libertina!

 

“O erotismo é o estimulo sexual através do desejo, dando ao espectador a oportunidade de ir além da imagem apresentada, de “viajar” da forma que ele quiser, pois a mesma imagem pode despertar desejos variados de ser pra ser. Já a pornografia é o explicito, ela não te dá a oportunidade de pensar sobre, ela já te mostra o que é e fim. Ambos os estímulos acho super válido, afinal é o corpo humano sendo retratado no seu momento mais íntimo e belo. Um corpo nu ou corpos entrelaçados é sempre lindo de se ver, não é mesmo? rs

 

Como já é de seu conhecimento, eu sou e sempre fui uma pessoa extremamente exibicionista, amo o erotismo, o poder que ele tem de fazer minha mente e meu desejo fluir com apenas uma imagem é muito excitante, mas certo dia eu pensei: por que o que acontece entre quatro paredes deve ficar entre quatro paredes?

 

Pensando sobre isso eu percebi que não haveria problema algum eu compartilhar minha vida íntima com outras pessoas que tivessem interesse em ver, pois é o exibicionismo que me excita, e o sexo explícito também é belo e extremamente excitante.

 

Faço isso porque gosto, porque me excita e fico muito feliz ter encontrado alguém que me acompanhe nas minhas ideias! Afinal, é de escolha minha se minha vida íntima vai ou não ficar entre quatro paredes e acho um extremo absurdo o corpo humano ainda ser tratado como tabu, o corpo não é feio, não é sujo, suja é a mente das pessoas que julgam as outras por se libertar desses conceitos opressores”.

 

Trailer do filme “9 songs”, lançado em 2004: um mini-clássico recente envolvendo sexo e cultura pop

 

Perfeito! Sendo que July também tem sua visão sobre o entrelaçamento entre sexo e cultura pop:

 

“O sexo desde os tempos primordiais já estava presente, caso contrário não teríamos 7 bilhões de seres que se dizem humanos perambulando por essa esfera azul chamada Terra. Por mais que o corpo ainda é tratado como tabu em diversas culturas, muitos seres humanos atingiram um novo nível de consciência e perceberam que o sexo é a coisa mais natural da vida. Levando isso em conta muitos artistas como fotógrafos, cineastas, artistas plásticos, músicos dentre outros, decidiram aproveitar que aos poucos as pessoas estão se libertando de conceitos antigos e buscando uma visão de mundo diferente, dar ao público um material através da arte tendo o sexo como pilar. Portanto, na minha opinião o sexo já está enraizado na cultura pop há muito tempo!”.

 

Claro, nem todo mundo é obrigado a concordar com a visão da July ou muito menos com os pontos de vista defendidos por estas linhas online. Mas o público leitor que acompanha Zap’n’roll já há anos sabe muito bem como o autor deste blog se posiciona nessas questões. Julgamento moral, intolerância, moralismo cretino, hipócrita e babaca, conservadorismo e postura reacionária são definitivamente comportamentos humanos que o blog ABOMINA e passa bem longe deles. E assim também deve ser em relação ao sexo, ao erotismo e mesmo à pornografia: que no final cada um estabeleça para si o que lhe agrada ou não. O que lhe é conveniente ou não. E sempre respeitando a opinião alheia e contrária. Não gostou? Ótimo, delete de sua existência, simples. Mas não queira IMPOR o seu pensamento a ninguém, não é assim que as paradas funcionam em relações francamente democráticas e de ótimo convívio social e comportamental.

 

No dia em que o ser humano TREPAR MAIS SEM CULPA ALGUMA e também AMAR MAIS, ao invés de ficar questionando o que é sujo ou não em termos carnais, a humanidade será mais feliz e menos neurótica. Podem ter certeza disso!

 A musa indie oficial zapper, July DeLarge, e seu amado boyfriend, o fotógrafo Nickk

 

 

 

E NOSSA MUSA INDIE DÁ UM SPANKO NOS MORALISTAS BABACAS

Em suas novas fotos publicadas em seu Tumblr (que pode ser alcançado em http://jullydelarge.tumblr.com/), July DeLarge realmente chutou o pau da barraca. Ela exibe fotos GLORIOSAS onde aparece TREPANDO sem pudor com o namorado, o gatíssimo fotógrafo Nickk.

 

Alguma das imagens estão aí embaixo. Veja e deleite-se, uia!

 

 

 

 

E FALANDO EM PUTARIA, A NOSSA JOVEM LEITORA “SECRETA”…

Ela voltou ao ataque, hihihi. Mega jovem, inteligente, rcoker e… ordinária e cachorra em grau máximo. Enviou novas fotos para o blog e adicionou Zap’n’roll ao seu Faceboquete, onde dia desses travou o seguinte diálogo com o jornalista coroão mas ainda doidão e taradão:

 

Ela – minha boceta é tão apertadinha, sou quase uma virgenzinha. Quando você for colocar seu pinto dentro dela, vai ter que ser com calma, viu?

 

Zap’n’roll – você quer mesmo isso, né?

 

Ela – claro! Adoro VELHÕES como você. E ainda mais VOCÊ, que é um coroa louco, jornalista, inteligente, tudo de bom. Quero dar pra você, te chupar, fazer tudo enfim.

 

Wow! As novas fotos enviadas por nossa dileta leitora SECRETA seguem aí embaixo, uia!

Ela é muito jovem, rocker, inteligente, CADELÍSSIMA e ORDINÁRIA ao máximo: nossa jovem leitora “secreta”, adora velhões e quer ter sua xoxotaça (acima) fodida e sua tetas (abaixo) mamadas pelo blogger zapper, uia

 

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A GRANDE FESTA DE 35 ANOS DO SELO E LOJA BARATOS AFINS

Difícil – essas linhas zappers diriam impossível – alguém que ama cultura pop e rock alternativo não ter ouvido falar, em algum momento, do nome/marca Baratos Afins, de três décadas e meia pra cá. Localizada no centrão rocker da capital paulista (no lendário prédio que abriga o shopping Grandes Galerias), a loja que virou selo musical está completando seus trinta e cinco anos de existência. E para celebrar a data, montou um evento com a sua cara: uma semana inteira de shows em uma das unidades do Sesc em São Paulo (o Vila Nova, que fica na rua homônima, no centro da cidade), que começou na última sexta-feira (com showzaços do Fábrica de Animais e Messias Elétrico, ambos presenciados por estas linhas bloggers) e vai até a próxima quinta – você pode acessar a programação completa aqui: https://www.sescsp.org.br/programacao/15794_BARATOS+E+AFINS#/content=programacao.

 

A convite do produtor musical e eterno proprietário da loja e selo, o queridaço Luiz Calanca (um dos melhores amigos destas linhas online há quase três décadas), Zap’n’roll fez o texto de apresentação do festival para ser incluído no libreto do mesmo. Um convite que muito honrou o blog, diga-se. Mas como por problemas de espaço físico este mesmo texto foi impresso em tamanho bastante reduzido no libreto distribuído pelo Sesc, o blog zapper achou por bem republicá-lo aqui em seu tamanho original. Fica inclusive como sendo NOSSA homenagem a uma loja e gravadora que já prestou serviços mega relevantes à cultura musical desse país.

 

Leia então aí embaixo o texto integral sobre os trinta e cincos anos da Baratos Afins, e onde você poderá conhecer um pouco melhor a trajetória da loja:

 

“A pioneira dos Independentes”. Ou ainda, “A heroína dos independentes”. Não foram poucos os adjetivos utilizados pela mídia (grande, média e nanica) para demonstrar a mega importância do selo musical e da loja Baratos Afins nestas três décadas e meia de atuação irrepreensível e ultra necessária no mercado musical e na Cultura, não apenas em São Paulo mas na verdade, dentro do próprio contexto da música alternativa brasileira que importa de trinta e cinco anos pra cá. E é justamente para celebrar esses 35 anos de atuação na música independente que a Baratos realiza nos próximos dias 15 a 21 de novembro, na unidade paulistana do Sesc Vila Nova (na rua do mesmo nome, na região central da capital paulista), um grande evento comemorativo às suas três décadas e meia de existência.

 

Tudo começou em 24 de maio de 1978 quando o então jovem farmacêutico e apaixonado por música, Luiz Calanca, resolveu abrir uma lojinha de discos no tradicional Shopping Center Grandes Galerias. Localizado na rua 24 de maio, no coração de uma das cinco maiores metrópoles do mundo, as Grandes Galerias sequer possuíam muitas lojas de discos naquela época. Um dos pioneiros no segmento, Calanca viu seu negócio prosperar rapidamente e de maneira sólida. Foi então que além de vender, trocar e comprar discos decidiu também se arriscar em um projeto mais ambicioso: criar um selo musical que desse espaço para lançamentos de artistas renegados pelo mercadão – o chamado mainstream musical. O primeiro disco com a chancela do novo selo foi o álbum “Singin’ Alone”, segundo trabalho solo da lenda e gênio Arnaldo Baptista, “apenas” o sujeito que criou a banda Os Mutantes (a mais importante de toda a história da música brasileira pós-movimento Tropicalista). O disco saiu em 1982 e dali em diante o selo Baratos Afins não parou mais de lançar ou reeditar alguns dos melhores e maiores artistas da cena independente paulistana e nacional de 1982 para cá – como os próprios Mutantes, só pra citar um exemplo.

Zap’n’roll ao lado de Luizinho Calanca (acima), o lendário produtor musical e fundador da loja e selo Baratos Afins, que está comemorando trinta e cinco anos de existência com uma série de shows no Sesc Vila Nova, em Sampa; entre eles o do grupo As Radioativas (abaixo), uma das revelações da indie scene paulistana em 2013 e que faz show no evento nesta quarta-feira, nove da noite

 

E foram centenas de lançamentos nesses 35 anos. Com um catálogo que totaliza 176 títulos (sendo 104 no bom e velho vinil, e 72 em cds) a Baratos Afins possui um elenco vasto e variado de artistas e bandas que estão entre os mais importantes da cena musical nacional. Do hard rock e heavy metal clássico de Golpe De Estado e Salário Mínimo, passando por nomes históricos do punk e pós-punk paulistano (As Mercenárias, Ratos De Porão, Fellini, Smack) até chegar a lendas da Tropicália (o genial guitarrista Lanny Gordin) e aos novíssimos talentos da nova geração rock independente paulistana (Cosmo Shock, Fábrica de Animais e As Radioativas), a Baratos viu não apenas a loja crescer e se tornar referência entre consumidores de música, jornalistas e pesquisadores em geral, como também viu a sua gravadora se tornar uma das mais respeitadas do Brasil, com músicos e bandas sonhando em lançar seu trabalho com o carimbo Baratos Afins. Um carimbo que é sinal de altíssima qualidade.

 

E como se não bastasse tudo isso o criador da loja e selo, Luiz Calanca, também se mostrou um visionário em vários aspectos. Como, por exemplo, quando publicou um artigo na revista Veja há quase duas décadas, defendendo a tese de que o formato da música na plataforma física do cd não teria vida longa (como então estava sendo apregoado e festejado: o cd ainda era novidade mercadológica e estava sendo “vendido” pelas campanhas de marketing como o “som definitivo” e que iria durar “para sempre”). O texto de Calanca enfureceu os fãs do cd na época. Hoje, nesses tempos de troca gratuita de arquivos musicais pela internet e onde o cd se tornou quase obsoleto e quase sem valor monetário, Luizinho Calanca observa com um sabor vitorioso que a sua tese estava correta. E ainda assiste com prazer a uma grande revalorização conceitual do velho vinil, que ele (e todo discófilo com um mínimo de sensibilidade e cultura musical) ama por saber que a qualidade sonora do formato é muito superior ao do cd – fora o tamanho das capas de papelão e suas sempre deslumbrantes artes gráficas para os olhos dos ouvintes, e fora todo o poético ritual de se colocar a bolachona na pick-up de agulha, para ouvi-la tocar. Por tudo isso não é à toa que o vinil ainda é uma das peças de resistência da loja Baratos Afins.

 

E por tudo isso que já foi dito até aqui é que os 35 anos da Baratos Afins merecem uma mega festa comemorativa. Ela irá acontecer agora, entre os dias 15 e 21 de novembro no Sesc Vila Nova (na rua do mesmo nome, na região central de São Paulo). Serão onze artistas do selo se apresentando durante cinco dias e fazendo shows eletrizantes divididos em palcos temáticos. Haverá, por exemplo, os novos sons de Messias Elétrico e Fábrica de Animais no palco Beta (no dia 15, na abertura desse que vai ser um autêntico festival musical alternativo). No dia 16 sobem ao palco do Sesc as bandas Cosmo Shock e Três Hombres (ambas com nuances de folk e garagem psicodélica sessentista). Já no dia 19 teremos a “Noite Tropicalista” com os guitarristas Luiz Waack e Lanny Gordin. No dia 20 será a vez da “Noite Pós-Punk” (com As Radioativas, Mercenárias e Smack tocando junto com o mestre Edgard Scandurra, um dos maiores guitarristas do rock BR dos anos 80’ e que foi um dos fundadores do grupo Ira! em 1981) e ainda haverá noites dedicada ao metal (com Salário Mínimo e Golpe De Estado) e ao rock instrumental (com o célebre combo paulistano The Gasolines, que toca no dia 18). Melhor impossível.

 

E mesmo tendo sido responsável por uma autêntica revolução na cena musical independente nas últimas três décadas e meia e consciente do seu papel de produtor e agitador cultural nessa cena, Luiz Calanca não deixa o ego se descontrolar. Pelo contrário, faz sempre com que humildade e modéstia acompanhem seu trabalho. “A programação desse festival é apenas uma pequena amostra de tudo o que a Baratos Afins lançou até hoje”, diz o produtor. “Seria impossível fazer um evento com todos os artistas, mas eu fico feliz em poder mostrar uma pequena parte que seja do nosso trabalho para as novas gerações. Eu amo música e só acredito nela se ela for ótima e vier do coração”.

 

É isso. Longa vida a Baratos Afins. Que venham mais 35 anos e que ninguém perca em novembro o festival do selo e loja, essa “pequena amostra” de um trabalho GIGANTE na história recente da música e do rock brasileiro”.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos, I: quem deu a dika foi o nosso dileto amigo de anos (e eventual correspondente em Londres), Marcelo Yorke: “Finas, vai atrás do novo disco dela que tá incrível!”. Ela, no caso, é a inglesa Anna Calvi, que assombrou o mondo rocker com o seu álbum de estréia em 2011, e que agora está de volta com esse “One Breath”. Saiu lá fora há mês e meio, passou batido por aqui (até pelos blogs mais “ixpertos” de rock alternativo) mas estas linhas virtuais já o estão ouvindo há alguns dias. E está se mostrando um discão do qual voltaremos a falar mais por aqui, pode esperar.

 

* Discos, II: em tempos de quase total descrença no rock’n’roll e na indie scene nacional, é bom ver quando alguém ainda se mete a fazer rock HONESTO, com grandes referências ao classudo som garageiro e sessentista e ótimas letras em português. E ainda mais vindo de Salvador, capital da Bahia. Pois é de lá que o agitador cultural e musical Tony Lopes dá vida ao seu projeto batizado “Reverendo T & Os Discípulos Descrentes”. O sujeito já lançou uma batelada de disquinhos bacanudos (chegou um pacote com uns dez deles, via correio, dia desses na house zapper), onde incluem-se não só sua própria banda mas também títulos como um tributo indie ao grupo punk Pastel de Miolos. E construindo canções que são buriladas com violões, guitarras e até alguns pianos, Tony dá voz a versos preciosos e cruéis como estes: “Os meus olhos são iguais aos de Cristo/Os meus lábios estão úmidos/Eu posso até chorar agora/Mas não posso admitir a culpa”. Wow! Interessou? Saiba mais sobre o Reverendo e seus lançamentos aqui: https://www.facebook.com/pages/Reverendo-T-os-Discipulos-Descrentes/174891982568601.

 

* Filme: “Blue Jasmine”, o novo do gênio Woody Allen, já está nas telas paulistanas. E tem Cate Blanchette num dos papéis principais. Programação pra esse domingo (quando o postão está sendo finalizado) à noite.

 

* Loja: A Sensorial Discos marcou época no centrão rocker de Sampa, sempre atualizando o público fã de rock’n’roll com os últimos lançamentos mundiais, além de estar sempre com um estoque bacanudo de raridades. Pois agora a Sensorial está de volta e em endereço chique, uia! Reinaugurada na rua Augusta, 2389, no lado dos Jardins (zona sul de Sampa), a loja continua com o atendimento incrível que sempre a celebrizou, com a simpatia dos proprietários Carlinhos e Lúcio e agora, além dos discos de vinil e cds, ainda oferece cafés e cervejas. Melhor impossível! Vai lá! Ou agende uma visita antes, pelo fone (11) 3333-1914.

 Fachada da nova loja Sensorial Discos, localizada na região dos Jardins (zona sul paulistana)

 

* Baladas e a DJ SET FODÁSTICA do niver do Finas: yes!!! A semana que começa amanhã (segundona braba, uia) promete ser hot em termos de balada, sendo que iremos atualizar o roteiro delas no próximo post, okays? Mas se prepare DESDE JÁ porque na sexta-feira, 22 de novembro… tem SUPER DJ SET do blog no Clube Outs (que anda bombator ao cubo, espirrando gente pelo ladrão), com aquele esquema de sempre (e que fez o bar literalmente RENASCER nos últimos meses): open bar fodaço onde você paga quarenta mangos na entrada e só para de beber quando estiver na maca indo pro hospital, hihihi. Vai perder? A Outs, você está careca de saber, fica no 486 da rua Augusta e o blog quer ver todos os seus amigos e leitores por lá na próxima sexta, beleusma?

 O zapper loker comandando as pick-up’s do clube Outs, em baladas e noitadas rockers sempre pra lá de esporrentas, rsrs. Na próxima sexta-feira, 22 de novembro, tem mais!

 

PRÊMIOS BACANAS VOCÊ ENCONTRA AQUI!

E não? Vai lá no hfinatti@gmail.com, que temos pra mocinha e pro moção:

 

* UM EXEMPLAR de “Eu dormi com Joey Ramone”, a bio do vocalista dos Ramones, gentilmente ofertada pela editora Dublinense;

 

* E uma sacola com os VINIS dos novos discos do Rock Rocket e do Mad Sneaks, oferta bacanuda do selo M4M.

 

Certo? Isso aê, mande sua mensagem carinhosa e boa sorte!

 

 

 

FIM DE PAPO

Postão bacanão e grandão, cheio de infos bacanas como todo mundo ama. E nessa sexta-feira próxima tem mais, pode esperar. Até lá então!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 17/11/2013 às 18hs.)

Na semana em que teve início a sua MAIOR batalha PESSOAL, o blogger sempre ultra emotivo e saudosista escreve um diário sentimental sobre o BLUR (com menos texto e mais imagens, algumas históricas), que fecha a edição 2013 do festival Planeta Terra hoje em Sampa; mais: Red Hot e Yeah Yeah Yeahs anteontem também em Sampalândia, em post menor e algo especial

O gigante e lendário quarteto britpop Blur varrendo a América do Sul com sua nova turnê (acima e abaixo): hoje, após catorze anos de espera, a banda se apresenta novamente no Brasil, fechando o line up do festival Planeta Terra em São Paulo

 

Sabadão, sol e Planeta Terra.

Tirando o sempre abominável calorão que já se prenuncia na cidade nesse meio de primavera (e que o autor destas linhas bloggers rockers sempre detestou, tanto que estávamos AMANDO o clima ameno, chuvoso e quase frio que fez na cidade em alguns dias desta semana que termina hoje), hoje está um dia perfeito para se ir a um grande festival de rock. Pois é, tem Planeta Terra em Sampalândia e Zap’n’roll vai estar lá no Campo de Marte (na zona Norte da cidade, o dos três aeroportos do município e que está se transformando no novo espaço para eventos da cidade, sendo que muita gente já desaprovou o mesmo para essas funções quando rolou por lá a gig dos velhões metaleiros do Black Sabbath; como não estivemos por lá nessa noite, saberemos hoje se aquilo funciona bem para acomodar um festival como o Terra) logo menos para assistir Palma Violets, Lana Del Rey, Beck, Travis e, principalmente, o Blur, uma das bandas do coração do autor destas linhas virtuais (não, o quarteto lenda do britpop não chega nem perto de estar entre os cinco grupos da vida zapper, mas pelo menos entre os quinze ele deve estar, hehe). O blog assistiu ao Blur na única vez em que o conjunto esteve aqui, há catorze anos. Foi um show morno, com som ruim e casa (o sempre medonho Credicard Hall, em São Paulo) com menos da metade da lotação. Tudo isso contribuiu para que aquela gig fosse beeeeem aquém do que banda e fãs esperavam. Dali pra frente foi o que todo mundo sabe: o Blur capegoun por quase uma década, quase acabou e voltou aos palcos de forma consagradadora há uns dois anos em dois concertos já históricos no Hyde Park em Londres (que foram inclusive resenhados e reportados aqui, na época, pelo nosso dileto amigo e correspondente em Londres, o Marcelo Yorke). E é esse mesmo show, com esse mesmo pique que todos nós esperamos ver logo menos em Sampa, hoje. Afinal foi uma semana em que já tivemos outro veterano na cidade que NÃO decepcionou seu público (o Red Hot Chili Peppers anteontem na arena Anhembi, ao lado do Campo De Marte), e também a semana em que enfim começou a MAIOR GUERRA pessoal da vida do autor destas linhas bloggers sempre intensas (meia-boca jamais, rsrs). Sessões de quimio e radio terapia tiveram início para por a nocaute um monstrinho tumoroso que quer derrubar o sujeito que digita este post. Efeitos colaterais já previstos surgiram (ânsias, náuseas, alterações renais e intestinais etc.) mas nada que felizmente não fosse plenamente suportável. Tanto que estávamos no Red Hot na última quinta-feira e vamos ao Terra hoje. E assim o blog prossegue em sua jornada perene de perseguir sempre a melhor informação e avaliação do que acontece na cultura pop e no rock alternativo. Enquanto houver disposição para isso, estaremos aqui. Mas como nada é eterno (e bem sabemos disso) aproveitemos o hoje, o aqui e o agora com Blur e cia: eles não deverão mais voltar ao  Brasil. E o zapper já tiozão espera, muuuuuito em breve, estar vivendo tranquilamente seus dias de calmaria em algum paraíso bucólico e perdido, no meio do mato e das montanhas de Minas Gerais. Okays, enviando o blog ainda de lá. Mas bem distante da muvuca monstruosa que cercou os últimos trinta anos da vida do jornalista maloker. É isso aê!

 

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E ANTEONTEM EM SAMPA, NA ARENHA ANHEMBI…

 

Teve Red Hot Chili Peppers, néan. Com abertura do incrível Yeah Yeah Yeahs.

 

E o blog vai ser obrigado a rever o que disse antes de ir pra lá, chamando a banda de “caídona”.

 

Os caras mandaram bem sim, sendo que Zap’n’roll esperava beeeeem menos do show. Pra uma trinca (Tony Kieds, Chad Smith e Flea) que está com 50tinha nas costas (cada um), eles seguraram muito bem o set de uma hora e meia (começou 10:10 da noite, acabou 11:40). Souberam equilibrar bem o repertório mais acelerado dos rocks funkeados e repletos de groove que celebrizou a banda, com as baladas e as músicas mais pops e mais recentes. Começou com “Can’t Stop”, passou por “Other Side”, “Under The Bridge” (nessa, vamos assumir, passou todo um filme na cabeça zapper: de quando ele estava separando da ex-mulher, do tempo em que morou no Cambuci, do primeiro show que viu da banda, no Hollywood Rock de 1993, que foi também a primeira vez que ela veio pra cá. Vinte anos…), “Californication” e até acabar – bem – com “By The Way” e, claro, “Give It Away”. O Anhembi não lotou mas o povaréu que foi saiu satisfeito. E estas linhas rockers também.

 

Este blogger ficou meio com dó do Yeah Yeah Yeahs (de resto Zap confessa ter perdido quase todo o set; a gig do trio começou pontualmente às 8 da noite e como vivemos atrasados…). A banda é FODONA, Karen O’ é LINDAÇA e tem uma super presença de palco (e como boa conhecedora de moda que é, estava em modelão básico e impecável) mas ninguém ali conhecia nada (ou quase nada) do grupo. Fora que o som na apresentação deles estava baixíssimo. É bacana pra um conjunto como eles abrir pra um gigante como o Red Hot? Nessas condições? Talvez nem tanto. Pelo menos o final foi sensacional, com eles detonando a ótima “Heads Will Roll”.

 

Mas é melhor que eles ainda voltem para novos shows ao Brasil. E sozinhos, de preferência, tocando em um local bem menor e fechado. Só isso.

 

Obs, I: alguém precisa URGENTEMENTE demitir o (a) personal stylist dos Pimentas. Nada justifica o vocalista Tony Kieds e o baixista Flea subirem ao palco pra fazer show trajando um conjunto que é metade calça (numa perna) e metade bermuda (na outra). Brega no “úrtimo”, hihihi.

 

Obs, II: além de ter mandado um bem equilibrado repertório e também feito ótimos improvisos instrumentais, o grupo ainda contou com o auxílio ultra luxuoso do brasileiro Mauro Refosco, o atual percussionista das estrelas do mondo rocker planetário;

 

Obs, III: que telão foi aquele anteontem no Morumbi? Captação precisa e impressionante de imagens (em cor e p&b), e ainda adornadas por desenhos e grafismos. Sensacional!

 

Nas imagens aí embaixo, todas capturadas pela sempre linda e fofa Natasha Ramos (dileta amiga zapper de anos, fotógrafa de mão cheia e uma das editoras do bacana site Palco Alternativo, que você pode acessar em http://www.palcoalternativo.com.br/), um resumo de como foi a balada cheia de groove e rock no estacionamento do Anhembi.

Em modelão impecável a gatíssima e tesudíssima vocalista Karen O’ comanda o trio nova-iorquino Yeah Yeah Yeahs na abertura do show do Red Hot Chili Peppers, na última quinta-feira à noite em Sampa: a banda foi prejudicada pelo som baixíssimo em seu set e pela indiferença da galera, que estava lá mesmo era para delirar com Anthony Kieds e Flea (ambos abaixo), dos Pimentas

 

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E sem notas iniciais neste post algo especial. Direto pro diário sentimental do Blur, aí embaixo.

 

 

BLUR – DIÁRIO SENTIMENTAL RÁPIDO E EM IMAGENS HISTÓRICAS

Quando o autor deste blog tomou contato pela primeira vez com a música do quarteto britpop Blur, que daqui a algumas horas sobe ao palco do festival Planeta Terra para encerrar a edição 2013 do mesmo em Sampa, neste aprazível sábado de novembro? Em algum dia de 1991 (lá se vão vinte e dois anos…) quando ele recebeu (como jornalista que era e é, até hoje) um suplemento de discos de vinil da gravadora Emi, e onde se encontrava o então recém-lançado lá fora “Leisure”, o álbum de estréia do quarteto formado por Damon Albarn (vocais), Graham Coxon (guitarras), Alex James (baixo) e Dave Rowntree (bateria). O disco estava algo bombado na Inglaterra por conta dos (ótimos, diga-se) hits “She’s So High” e “There’s No Other Way”. Mas estas linhas online não caíram imediatamente de amores pelo Blur, não.

 

Isso só foi acontecer em 1994 quando a banda lançou a obra-prima “Park Life”, que pode tranquilamente figurar entre os vinte melhores állbuns da história do rock’n’roll. Um disco que vai da new wave oitentista de “Boys & Girls” e “London Loves”, passa por momentos belíssimos, como “End Of A Century” e “This Is A Law”, chega ao “heavy metal” em “Trouble in the Message Centre” e tem até valsa quebrada, em “The Debt Collector”, causa espanto em qualquer fã do Oasis (banda também amada por estas linhas bloggers rockers). Perfeito é pouco e muitas vezes o zapper se questionou se era (ou é) mais fã dos mega rivais do britpop noventista, Blur e Oasis: o primeiro é formado por quatro músicos fodaços, ourindos de escolas de arte britânicas. Já o Oasis era um bando de maloqueiros de rua (nada contra) e tinha a força de suas músicas centradas no genial guitarrista Noel.

 

Enfim, Zap’n’roll se lembra muito bem de ter resenhado “Park Life” em sua ESTRÉIA nas colaborações com a extinta edição da revista Dynamite (em 1994). Dali em diante o então jornalista trintão nunca mais deixou de gostar de Blur (ok, houve altos e baixos, discos bons e ruins dali pra frente na trajetória do conjunto) e passou a alimentar a vontade de assistir um show deles. O que aconteceu em novembro de 1999, quando o grupo finalmente veio ao Brasil para dois shows (um em Sampa e outro no Rio). Aqui em Sampalândia a gig rolou num domingo (dia 21 de dezembro, mais especificamente) e naquela noite quase tudo deu errado: a casa (o sempre pavoroso Credicard Hall, agora aliás Citibank Hall) estava com menos da metade da lotação, o som estava horrendo (sempre foi assim lá, né) e a banda em função disso não rendeu tudo o que podia no palco.

Três momentos da apresentação do quarteto inglês Blur no  Brasil há catorze anos (em 21 de novembro de 1999, domingo, no então recém-inaugurado Credicard Hall, em São Paulo): o vocalista Damon Albarn (acima) e o guitarrista Graham Coxon e o baixista Alex James (abaixo), em imagens registradas (ainda em câmera analógica!) por Zap’n’roll

 

 

O que sobrou daquela gig foram as lembranças em imagens que estão nas fotos deste diário sentimental. Fotos tiradas pelo próprio zapper, que havia sido credenciado como fotógrafo para aquele show. Ele estava acompanhado das sempre amadas irmãs Adriana e Verinha Ribeiro (Dri então com vinte aninhos de idade e grávida da primeira filha; Vera com vinte e três), além de um casal amigo zapper e com o qual o blog perdeu contato há muitos anos. De lá pra cá foram cartorze anos que se passaram. O jornalista morou no centro de Sampa (na avenida 9 de julho, onde absolutamente toda a esbórnia e putaria rocker e junkie e sexual acontecia em uma kit, uia!), teve amores vários (namorou com a bela Luciana, que tinha uma pinta enorme em cima de um dos seios, como se fosse uma tatuagem; ela era muuuuuito inteligente, estudava na Usp, adorava rock alternativo, trepava muito e amava “This Is A Law”, do Blur. Por que o namoro não deu certo? O blog não se lembra mais…), morou também em Santo André e há quase uma década e meia está na Vila Mariana. Hoje, sem álcool, sem dorgas (e até com uma certa saudade de consumi-las, assume, mas tudo tem seu tempo e é bom às vezes chegarmos em um momento da existência onde iremos alimentar apenas doces nostalgias de loucuras bacanas que fizemos no passado, quando éramos mais jovens) e suportando as reações adversas de um tratamento contra um tumor, vamos de novo nos encontrar com o Blur.

 

O blog nem espera que o som esteja sensacional no local onde vai rolar o Terra (que a essa altura, seis da tarde de sábado, já está pegando fogo; e yep, queríamos ver Palma Violets e Travis mas vamos perder, rsrs. Se houver tempo hábil ainda pra assistir as gigs da delicinha Lana Del Rey, do Beck e, claaaaaro, fechando tudo com Blur, já tá ótimo!). Quem foi ver os velhões do Black Sabbath no Campo de Marte mês passado, disse que o som lá estava péssimo. Mas se pelo menos vinte mil pessoas estiverem por lá e o já veterano britpop APAVORAR como apavorou há dois anos no Hyde Park em Londres, no show que marcou trinfualmente seu retorno aos palcos, já estará ótimo.

 

Depois do Blur haverá Lolla BR 2014 em abril próximo. E depois disso, quem sabe, o zapper poderá enfim se despedir das coberturas dos mega festivais e se dedicar apenas a analisar discos, filmes, livros, assuntos variados da cultura pop. Tudo chega ao fim um dia. O jornalista tiozão aqui já viveu muito, já fez muito, já passou por muito. Agora persegue uma tranquilidade e um bucolismo existencial que em breve irá acontecer. Mas antes, que venham hoje ainda aquelas inesquecíveis canções brit que embalaram a vida zapper há duas décadas.

 

 

E QUEM FOI NO RED HOT E ESTÁ NO TERRA NESSE MOMENTO

Os sorteios rolaram na última quarta-feira, néam? Para evitar tretas os nomes foram até divulgados no Facebook de Zap’n’roll e todos os vencedores foram comunicados por e-mail, claro. Então apenas pra ratificar, quem foi no Red Hot na faixa anteontem:

 

* Tatiana Cristina de Souza
* Aimee Matheus

 

E quem está curtindo o Terra hoje, também por conta da Zap:

 

* Luciana Worms
* Luis Claudio Felipe

 

 

 

E TCHAU PRA QUEM FICA!

O blog está mega máster ultra atrasado pra ir pro Planeta Terra. Então novo encontro por aqui na semana que vem, okays? Beijos doces nas crianças, nas gatas e nos marmanjos também, uia!

 

 

(enviado por Finatti às 18hs.)

Agora vai meeeeesmo (já na segunda-feira): novamente a melancolia zapper pede outro postão falando um pouco (não muito, tudo já deve ter sido dito) da IRREPARÁVEL perda do GÊNIO Lou Reed, do provável maior lançamento editorial de 2013 – a biografia do amado e genial Morrissey (quem mais?), acrescida de análises sobre a insuperável obra dos Smiths (que acaba de ter seu álbum “The Queen Is Dead” eleito o melhor de todos os tempos pelo semanário inglês New Musical Express) e também de lembranças (muitas) da existência blogger ao som da banda; mais: o Vanguart emocionando multidões em seus shows; o novo do Arcade Fire; a boataria sobre o line up do Lolla BR 2014 explodindo na internet, uma bocetinha lisinha e indecente querendo ser fodida pelo zapper e… INGRESSOS NA FAIXA pro Planeta Terra Festival (última chance!) e TAMBÉM pro Red Hot Chili Peppers em Sampa (uhú!!!) (post TURBINADAÇO com a resenha da nova turnê do Vanguart e a VERGONHA patrocinada pelo arrogante popstar Justin BIBA em Sampa, no último finde) (versão final em 4/11/2013)

 A lenda inglesa The Smiths (acima) e o já saudoso gênio Lou Reed (abaixo): ambos dominaram o noticiário da cultura pop nas últimas semanas e continuam se mantendo como referências fundamentais na história do rock contemporâneo

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E no último sábado em Sampa (leia-se anteontem, feriado de Finados) o ultra medíocre Justin Biba mostrou sua real face: a do popstar nojento, arrogante, sem estofo artístico algum (o playback reinou durante o show) e sem consideração alguma pela sua gigantesca legião de descerebradas fãs aborrescentes – e total imbecis, no final das contas.

 

Justin: vai dar meia hora de ânus e toma vergonha na cara, seu merdinha!

 

 

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O tradicional postão das sextas-feiras, republicando o texto integral do anterior (que saiu na terça) e acrescido de muuuuuito mais!!!

 

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Silêncio ENSURDECEDOR e SOMBRAS em Nova York.

A frase curta anterior que iria abrir o texto inicial do post era essa: “E essa é a história.

Da vida dele”. Fazia (faz) alusão à recém-lançada biografia de Morrissey na Inglaterra, e que continua sacudindo a Velha Ilha. No entanto, no último domingo de manhã tudo mudou e outra bomba sacudiu o mondo rock planetário: o gênio Lou Reed, o sujeito que deu à música o Velvet Underground (uma das bandas sim mais influentes de toda a história da música pop) tinha finalmente resolvido “atravessar a porta” e nos deixou. Zap’n’roll, que já havia tido uma noite rocker de excessos na última quinta-feira e também no sábado, mas tinha acordado em plena tarde de domingo menos ressacudo e menos bodeado do que em outros findes e se preparava para enfim atualizar este espaço online com o postão que nosso dileto e imenso leitorado sempre espera semanalmente, de repente se viu chocado, algo atônito, sem saber o que fazer ou pra onde ir. E mais uma vez começou a se defrontar com questões que permeiam sua alma e pensamento há meses já (e que deveriam permear o pensamento de todo mundo, no final das contas): a finitude da existência humana, a morte que está aí sempre a nos espreitar (sim, todo mundo vai morrer um dia, e ninguém vai ser exceção nessa parada), o blogger e sua própria morte (quando ela virá, afinal?). Todo esse questionamento, somado a mais uma semana modorrenta que começou ontem, acabou empurrando a atualização do post para hoje. E que nos leva novamente ao velho Morrissey que, assim como Lou Reed, também tem sua história pessoal, gigante aliás. Yep, todo ser humano (dentre os mais de sete bilhões que habitam este velho mundo) tem sua história pessoal, sua biografia, sua trajetória. Assim como obviamente a esmagadora maioria dessas histórias pessoais não interessam a ninguém além de quem as vive. Essa situação começa a mudar quando determinada pessoa se torna uma figura pública. Ou mais do que isso: quando ela se torna uma lenda, um gigante da história recente da cultura pop, e passa a ser considerada genial e idolotrada como “o ser vivo mais maravilhoso que existe”. Pois essa pessoa existe, claro. E se chama Stephen Patrick Morrissey. Ou simplesmente Morrissey, o homem que foi vocalista de uma das bandas fundamentais de toda a história do rock’n’roll (os Smiths) e que desde que abriu a boca pela primeira vez para cantar profissionalmente (em algum momento de 1982), passou a angariar milhões de fãs pelo mundo inteiro (Brasil incluso). Fãs que lhe devotaram (e devotam, até hoje) amor absoluto, incondicional. Pois mesmo quase três décadas após o fim dos Smiths e seguindo com sua carreira solo a pleno vapor, Morrissey ainda provocou um terremoto no mondo pop há duas semanas ao lançar sua esperadíssima (pelos fãs, pela imprensa, por outros músicos) auto-biogrfia. É uma obra de fôlego, já mencionada aqui mesmo nessas linhas rockers online em nossos últimos posts. E já ganhando a dimensão de grande lançamento editorial de 2013 o livro volta a ser objeto de análise no blog nesta semana, a mesma semana em que o álbum “The Queen Is Dead”, de 1986 e o penúltimo lançados pelos Smiths antes da separação da banda (em setembro do ano seguinte), foi entronado pelo semanário inglês New Musical Express no topo de uma lista com os quinhentos maiores discos de todos os tempos. Nada demais no entanto na repercussão em torno do livro e no fato de o disco dos Smiths ter batido concorrentes mosntro (como obras lançadas por gente como Jimi Hendrix, Patti Smith, Led Zeppelin, Rolling Stones, David Bowie, Iggy Pop, The Doors, Leonard Cohen, Brian Wilson, Aretha Franklin etc, etc, etc.) e encabeçar essa relação de quinhentos discos (de resto, uma lista ultra polêmica e discutível, e afinal listas de “melhor” ou “pior” foram criadas para isso mesmo: para provocar discussão, tumulto, gerar polêmica). É apenas a constatação de que a banda e seu vocalista foram e continuam sendo gigantes na história da música contemporânea. E para ser gigante nessa parada é preciso ter estofo, sensibilidade, poesia e qualidade textual e sonora absolutas. Não é um ramo para qualquer um. Tanto que não é que aqui mesmo, no Brasil, poucos grupos hoje em dia podem ser considerados geniais e ter na cena rock independente nacional o mesmo respeito que os Smiths continuam tendo lá fora. Um desses grupos é o sexteto Vanguart, que verdadeiramente e literalmente anda EMOCIONANDO as multidões que andam lotando suas apresentações. Enfim, são momentos mágicos, incríveis e que se eternizam por si mesmos na história da música. E assim como Morrissey, os Vangs também estão escrevendo a sua ótima e grande história. E que poderá se tornar um livro, um dia. Contando para as massas a emocionante trajetória de uma banda que saiu da longínqua Cuiabá há quase uma década, e conqusistou o Brasil com o seu folk rock bucólico, lindo e melancólico. E assim como Morrissey e Vaguart, o velho Lou Reed também escreveu com brilho sua história, que se encerrou no último domingo, pela manhã. Se encerrou em termos, aliás: sua obra continua aí, em nossos ouvidos e corações. E vai permanecer neles para sempre. É isso aê: bem-vindos a mais um postão zapper!

 

 

* Um postão que vai ter talvez menos texto e mais imagens, e se for isso mesmo logo vocês irão entender o motivo. Mas vamos desenrolando a missão e ver como ela fica…

 

* As notas iniciais deste post precisam começar falando desse assunto, que infelizmente é cruel e não tem absolutamente nada a ver com música. Mas é um assunto que interessa (ou deveria interessar) a todos: a violência e a truculência que estã ficando fora de controle na atuação da Polícia Militar brasileira – em especial as de São Paulo e Rio De Janeiro, os dois Estados mais populosos do país. Pois eis que na semana passada um grupo de policiais militares, em trabalho de patrulhamento em um bairro de Campinas (no interior paulista), simplesmente barbarizou a população local ao agredir fisicamente, humilhar e insultar alguns moradores do bairro que foram abordados pelos policiais por estar (na visão dos PMs) em “atitude suspeita”. O que se viu na sequência foi um festival de socos, pontapés, armas em punho (por parte dos guardas, já que não havia ninguém armado entre os moradores do local), ameaças, truculência bestial enfim. Tudo felizmente FILMADO por alguém que jogou as imagens no YouTube. O blog pergunta: até quando vai durar essa situação? Até quando a horrenda PM brasileira vai maltratar, humilhar, insultar e agredir fisicamente quem na verdade ela deveria defender e quem PAGA os seus salários, através de impostos? Onde está o MP de São Paulo e a seção local da OAB que não fazem NADA? O que aconteceu em Campinas é suficiente para se fazer um pedido de abertura de impeachment contra esse MERDA GIGANTE chamado Geraldo Alckmin, e que ocupa o Governo paulista. Além disso, toda a cúpula da Segurança Pública de São Paulo deveria ser REMOVIDA imediatamente por conta do mesmo episódio. E fica a grande questão: até quando vamos aturar o PSDB mandando no Estado, e roubando milhões nas obras do metrô e ainda deixando sua PM sem comando algum e fazendo o que bem entender com a população honesta e indefesa? Fala sério, Geraldinho, seu escroto. Vai se foder, filho da puta!

 

 

* Já no último domingo um adolescente de dezessete anos, que estudava e trabalhava, morreu com um tiro no peito, disparado por outro PM (desta vez no Jaçanã, bairro da zona norte da capital paulista), durante abordagem de rotina da polícia. Até quando???

 

 

* Mas também há o outro lado da questão, e que é igualmente deplorado por estas linhas bloggers: a violência de um grupo de black blocs que em manifestações realizadas em Sampa no último finde, simplesmente cercaram e espancaram um coronel da PM, em um autêntico ato de covardia explícita. O blog é total a favor de manifestações e passeatas, e que sejam sérias, responsáveis e ultra enérgicas. Mas também é totalmente contra qualquer ato de vandalismo, depredação e violência, conta quem quer que seja – a polícia inclusa aí. Senão, o país vai pro buraco de vez. Black blocs são bandidos, no final das contas. E como tais, devem ir parar na cadeia.

 

 

* E a polêmica está aberta: você assistiria sua própria mãe… trepando? Mais do que isso, REGISTRARIA o ato sexual com uma câmera? Pois foi o que fez o fotógrafo americano Leigh Ledare. Ele resolveu fazer uma série de imagens da própria mãe em pleno ato sexual (dela, com o namorado mais jovem). A distinta “senhoura” é ex-bailarina e ainda ostenta um corpão de dar inveja em muita bocetinha nova e caída, hihi. E além de fotografar a própria mamis em momento, hã, tão íntimo, Ledare ainda montou uma exposição com o material, que está sendo mostrado em Londres. Chocante? Nem tanto. Ou como diz o querido amigão zapper, Marcelo Jacottinho, trata-se de um exercício cultural e psicológico que ajuda a desmistificar a tese de que pais e mães são intocáveis – eles são tão humanos quanto todos nós. Inclusive na hora do desejo e do sexo.

 Essa coroa gostosona ainda e ex-bailarina é objeto de uma exposição em Londres: foi fotograaa pelo próprio FILHO dando uma bela trepada com o namorado; wow!

 

 

* E indo pro rrrrrrrrrock. O que você faria se fosse um engenheiro de som, um grupo indie tosco de hardcore (dos piores) contratasse os seus serviços para gravar um disco e, no final dos trabalhos, você sentisse que iria receber um “calote” dos músicos? Bem, o engenheiro e produtor americano Dan Atkinson, não pensou duas vezes: pegou um vídeo com uma das músicas do conjunto Altitudes (jezuiz, olha o nome da banda, rsrs), mexeu daqui, mixou dali, jogou uma base “dance” (daquelas bem poperô) e jogou de fundo. Ficou sensacional e se transformou num viral monstro no YouTube, hihi. Os malacos do tal Altitudes (banda daqui, do péssimo e ainda por cima caloteiro indie rock brazuca? Ou lá dos States?) ficaram “pasmos” (tadinhos, rsrs) com a atitude do engenheiro e se apressaram em esclarecer que estavam passando por um momento de “instabilidade financeira” mas que JAMAIS deixariam de honrar seu compromisso. Verdade né, Claudia?

 

 

* Pois estas linhas bloggers poppers sempre subversivas apóitam TOTAL a atitude do produtor americano. Que o indie rock planetário atual (Brasil incluso) já está um desastre em termos musicais, todo mundo já está careca de saber. Agora, ainda contratar os serviços de alguém e ainda querer dar o calote na pessoa, aí já é sacanagem.

 

 

* A BOATARIA SOBRE O LINE UP DO LOLLA BR 2014 EXPLODIU – nos últimos dias tem sido pra lá de intensa a especulação sobre quem vai afinal tocar na edição de 2014 (marcada para os dias 5 e 6 de abril) do Lollapalooza BR. Circularam zilhões de cartazes (alguns muitos criativos, hihihi) na web com line ups falsos do festival, tanto em sua versão brasileira quanto chilena (lá, ele vai acontecer uma semana antes daqui). Enfim, com o anúncio oficial de quem vai mesmo estar no evento marcado para acontecer dia 11 de novembro, o diz-que-diz atingiu níveis estratosféricos nas últimas horas. O que se sabe é que o egoísta e bundão Depeche Mode resolveu mesmo pular fora do Lolla porque quer fazer turnê solo pela América Latina em 2014. Já sobre o Nine Inch Nails também não há mais notícias, mas parece que virão sim. Tem também Muse (aaaaargh!) pela enésima vez. Assim sendo os dois headliners escalados pros Lollas (tanto do Chile quanto daqui) seriam Arcade Fire (que está lançando seu novo álbum, “Reflektor”) e Soundgarden (que lançou um bom disco inédito no ano passado, depois de quinze anos de inatividade). São os headliners dos sonhos dos rockers? Sim e não. Sim porque o Arcade Fire continua sendo um puta grupo, está com disco novo e fez um ótimo show no Brasil anos atrás, ainda nos tempos do extinto Tim Festival. E sim porque o Soundgarden, por exemplo, é uma das únicas grandes bandas da geração grunge que jamais se apresentou no Brasil (o vocalista Chris Cornell, em compensação…). O não fica por conta de que a humanidade estava esperando pelo Depeche Mode no festival. Enfim, tudo deverá vir à tona finalmente no próximo dia 11 de novembro. O único problema é esse: o Lolla BR 2014, que estava com pinta de que seria a melhor edição do festival, agora parece estar meio flopado. Infelizmente.

Os canadenses do Arcade Fire (acima) e o velho grunge Soundgarden (abaixo): os prov´[aveis headliners do Lolapalooza BR 2014

 

* Imagem da semana, I: essa foto total cadeluda aí embaixo, sórdida e sacana ao cubo (de resto, um bocetaço lisinho, em close, pedindo pra receber foda, uia!) foi enviada ao blog por e-mail, com o seguinte “bilhete”: “eu sou muito nova e apertadinha. E leio a Zap toda semana. E amo COROAS como você. Eu TRANSARIA com você! Quer?”. A moça assina com o seu nome, fala a idade e diz de onde é, infos claro que serão mantidas sobre segredo absoluto aqui, rsrs. Agora, digaê leitor zapper: não é demais essa vida de jornalista cultural e responsável por um blog de cultura pop algo porra loka? Pois é…

 Lisinha, novinha, apertadinha: uma xotinha cadelinha do além querendo ser fodida pela rola grossa zapper, uia!

 

* Imagem da semana, II: e o festival de “vexames” explícitos zappers continuam, hihihi. O último rolou na quinta-feira da semana passada, quando o sempre fodástico quarteto Daniel Belleza & Os Corações em Fúria subiu ao palco do Inferno Club (no baixo Augusta, em Sampa), para fazer o show de lançamento do seu novo álbum, o ótimo “Baile Desgraça”. Lá pelas tantas o trêfego autor destas linhas virtuais foi chamado para acompanhar a banda, fazendo backing vocals na música “Do amor de morte”. O resultado está na pic aí embaixo, uia!

 

 

* Mas é pesaroso e doloroso quando sabemos que a música se empobrece mais a cada dia, quando perdemos um gênio como Lou Reed. É foda. Não é fácil…

 

 

SILÊNCIO E SOMBRAS EM NOVA YORK

Ele atravessou enfim a sua porta. No último domingo, pela manhã. Lewis Allan Reed, que nos meandros da música pop e do rock que realmente importa ficou conhecido como o gigante e gênio Lou Reed, se foi. Tinha setenta e um anos de idade e morreu em decorrência de complicações provenientes de um transplante de fígado.

 

De domingo à tarde (quando o autor deste blog acordou, já sendo novamente nocauteado pela notícia do falecimento de Lou) até a última terça-feira na na hora do almoço, a humanidade já expressou sua comoção pelo desaparecimento dele e absolutamente todo mundo já falou sobre sua importância capital na história do rock’n’roll. Não vamos ficar aqui repisando as mesmas histórias, as mesmas infos, os memos textos. Pelo contrário: o autor destas linhas online prefere sim ser honesto e dizer que o Velvet Underground (a mítica banda fundada por Reed e pelo multi-instrumentista John Cale em Nova York, em 1964, com o “apadrinhamento” luxuoso do artista plástico Andy Warhol) NUNCA entrou na lista das cinco ou dez bandas preferidas do blog. Nem tampouco o próprio Lou Reed está entre os artistas solo que Zap’n’roll mais ama dentro do rock.

 

Mas é muito óbvio que o blogão zapper sabe totalmente da importância monstro tanto da obra do Velvet quanto a de Lou para a formação do rock’n’roll moderno e contemporâneo. “The Velvet Undeground & Nico”, o primeiro (o da banana na capa) e clássico, editado em 1967, influenciou a humanidade. E solos como “Transformer” (adorado pelo autor deste blog), “Berlin”, “The Blue Mask” (sim, de 1982, pouco conhecido mas um discaço) ou mesmo “New York” (de 1989 e uma ode de Reed à sua terra natal e que ele tanto amava), se reunidos, se tornam um compêndio de canções que nenhuma banda ou artista vai conseguir igualar nos dias atuais, em termos de poesia e qualidade musical.

 

Quando o sujeito que escreve este blog tomou contato pela primeira vez com o Velvet e Lou? Vai saber… talvez ainda no final dos anos 70’, ao ouvir a história inesquecível sobre putas, travestis e garotas chupando pintos em “Walk On The Wild Side”, o grande hit do inigualável “Transformer” – aliás, ninguém melhor do que Reed radiografou toda espécie de escória humana em suas canções. E todos nós amávamos e ainda amamos todas aquelas músicas sobre junkies, putas, bichas, o lado escuro e degradante da vida e os caralho. “Você nunca encontrou Lou Reed/Walk On Wild Side”, cantou outro gênio maldito (ou nem tão maldito assim), Cazuza, em “Só as mães são felizes”.

O Velvet Underground em 1993, à época do lançamento do disco ao vivo “Live MCMXCIII”, e que reuniu a formação clássica da banda

 

E sim, o primeiro disco comprado por Zap’n’roll (que nem jornalista ainda era) foi mesmo “VU”, em 1985 (lá na saudosa Devil Discos, na Galeria Do Rock). Trata-ve do “disco perdido” do Velvet Underground, que a banda havia gravado e jamais lançado e que tinha ficado com as fitas originais “engavetadas” na gravadora até ser descoberto na segunda metade dos anos 80’. Discaço, que mostra que todas as possibilidades sonoras cabiam no som do Velvet. Do art e garage rock ao glam, do proto-punk ao noise estridente. Ali só não havia espaço para riponguismos e “viagens” psicodélicas e astrais patrocinadas por hippies chatos e piolhentos.

 

E yep, Lou Reed era chato também, pentelho, arrogante, mega egocêntrico. Detestava falar com jornalistas. Mas levou um autêntico spanko de outro gênio, este do jornalismo musical. Foi quando se defrontou com Lester Bangs para uma entrevista, sendo que o resultado você pode ler em “Reações Psicóticas”, coletânea de textos de Lester e que foi publicada no Brasil há uns oito anos. Enfim, Lou era tudo isso e PODIA ser tudo isso. Afinal gênios são gênios. E sempre foram difíceis de se lidar.

 

O blog nunca o assistiu ao vivo (e ele tocou no Brasil) e nem fez questão. E se posta hoje esse texto aqui, para reverenciá-lo, é por um motivo óbvio: não dá para fechar os olhos e os ouvidos à importância que a obra de Lou Reed teve e continua tendo dentro do rock, simples. Por isso fica o choque e a tristeza pelo seu desaparecimento. E a constatação de que, a cada sumiço de um nome gigante desses, a cultura pop de hoje fica um pouco mais empobrecida do que está.

 

Boa viagem, Lou. Fume um baseado com a Nico por nós e mande um beijaço de língua pra ela. Qualquer dia desses a gente se reencontra por aí.

 

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THE SMITHS E MORRISSEY – UMA BIOGRAFIA SACUDINDO A INGLATERRA, UM DISCO NO TOPO DO MUNDO E PARTE DE UMA VIDA AO SOM DA BANDA

Eles duraram o tempo que tinham que durar: apenas cinco anos. Foi o suficiente, nem era preciso mais do que isso. De 1982 a 1987 os Smiths (Morrissey, Johnny Marr, Mike Joyce e Andy Rourke) lançaram quatro álbuns de estúdio fenomenais, revelaram um vocalista e letriste sublime (Morrissey), um guitarrista monstro (Johnny Marr), se tornaram AMADOS e IDOLATRADOS na Inglaterra (que procura um grupo à altura deles até hoje, e sem sucesso), e se transformaram não apenas em uma das principais bandas de toda a história do rock’n’roll e influência declarada de milhares de outros grupos pelo mundo afora. Mais do que isso: se tornaram uma religião musical inatacável. Não é à toa que o quarteto de Manchester é eternamente uma dos cinco conjuntos da vida de Zap’n’roll – os outros quatro, pros interessados, são os Rolling Stones, o Clash, o REM e o Nirvana.

 

Pois a Velha Ilha vive um terremoto smithiano novamente, há dias já. Há duas semanas Morrissey, o “ser humano vivo mais maravilhoso que existe” (definição dada pela imprensa britânica), lançou finalmente sua esperadíssima auto-biografia. Editado pela ultra prestigiosa editora Penguim (e, ainda por cima, na série “Classics”, destinada somente a textos clássicos de autores idem da literatura mundial), o volume se tornou imediatamente o assunto pop mais comentado no mundo de lá pra cá, além de ir parar direito no topo da lista dos livros mais vendidos na Grã-Bretanha.

 

E na semana passada foi a vez de os velhos Smiths, um conjunto extinto há quase três décadas, também reaparecer sob a luz dos holofotes contemporâneos: em pesquisa publicada pelo sempre polêmico semanário New Musical Express o álbum “The Queen Is Dead”, lançado pelo grupo em 1986 (e eternamente na lista zapper dos dez melhores discos de rock de todos os tempos), foi parar no topo de uma lista que reuniu os presumidos quinhentos melhores discos da história da música. O trabalho dos Smiths derrubou gente de respeito e pesos-pesados como Jimi Hendrix, Beatles, Stones, Who, Michel Jackson, Bruce Springsteen etc, só para ficar nos nomes mais conhecidos e gigantes da “concorrência”.

O ex-vocalista dos Smiths, a lenda Morrissey (acima), e sua auto-biografia (abaixo): lançado há duas semanas na Inglaterra pele célebre editora Penguim, o volume entrou direto no topo da lista dos mais vendidos, onde ainda permanece

 

Qual foi o segredo dos Smiths, afinal, para continuarem representando tanto para o rock? O que Morrissey carrega de tão especial em suas letras e músicas para continuar sendo amado e idolatrado mesmo já tendo passado do meio século de vida? A resposta que decifra a “matemática” dos Smiths nem é tão complexa, afinal de contas: foi apenas a junção de três ótimos músicos (e que compunham canções com melodias beirando a perfeição, estruturadas apenas em guitarras, baixo e bateria, com pontuais e sublimes arranjos de cordas extras e sem espaço algum para teclados rançosos ou sintetizadores cafonas) com um vocalista e letrista dotado de formação cultural pra lá de sólida (já é notória a história de que Morrissey, filho de uma bibliotecária em Manchester, passou a adolescência literalmente trancado em seu quarto lendo todos os clássicos da literatura mundial, só saindo da clausura para ir cantar nos Smiths). Deu no que deu: a “liga” entre Morrissey e Marr é comparável às obtidas por outras duplas célebres no rock, como Lennon e McCartney ou Jagger e Richards. Uma “liga” que produziu canções inesquecíveis e avassaladoras sobre inadequação existencial, amores irrealizáveis e sentimentos difusos e/ou confusos. Quem nunca chorou ao ouvir “There Is a Light That Never Goes Out” (possivelmente a mais bela canção de frustração amorosa já escrita na história da música pop) deve ser alguma espécie de monstro sem alma e sem coração.

 

Como em toda banda onde só existem gênios geniosos de ego inflado ao cubo, as brigas começaram e os Smiths duraram o tempo exato (cinco anos e quatro irrepreensíveis álbuns de estúdio) para inscrever seu nome no panteão dos gigantes da música (aliás estas linhas bloggers rockers sempre defenderam esta tese maluca: a de que grandes grupos de rock não deveriam mesmo durar mais do que cinco anos ou cinco discos). Mas o culto smithiano, este sim está se mostrando bem mais longevo e perdura até hoje. Só isso explica o fato de “The Queen Is Dead” acabar de ser eleito o melhor álbum de todos os tempos pela NME. Ou da biografia de Moz estar causando tamanho estardalhaço na Inglaterra.

 

Uma biografia, inclusive, que vai ganhar edição nacional já nas próximas semanas, segundo informou a editora Cia Das Letras. Nem poderia ser diferente: aqui mesmo no Brasil a devoção tanto aos Smiths quanto a Morrissey é gigantesca. E quem já leu a bio da “diva” (nope, estas linhas online ainda não leram a dita cuja) resume a ópera: você pode não gostar do resultado final, ou amar o mesmo. Mas ninguém vai ficar indiferente ao que está reunido no livro (Moz fala muito de suas brigas com a indústria do disco, detona sem dó o dono da Rough Trade, a gravadora que lançou o grupo, dedica mais de dez páginas ao processo judicial que os ex-colegas de banda Andy Rourke e Mike Joyce moveram contra ele, e… voilá! Relembra sua primeira passagem pelo Brasil, em 2000, quando um fato emocionante rolou no show em Sampa, gig na qual o blog esteve presente, claro: auxiliada pelo público, uma garota CEGA conseguiu subir ao palco e entregou um bilhete ao cantor, onde estava escrito: “eu não posso te ver. Mas eu amo você!”. Emocionante é pouco…). Não à toa, ele segue firme no topo da lista dos mais vendidos na Inglaterra.

 

Muita gente e alguns milhares de fãs sonham com uma volta dos Smiths. Pois se existe um comeback que JAMAIS deverá acontecer, é justamente esse. Morrissey até se dá bem com o gênio Johnny Marr (que aliás completou meio século de vida ontem) mas já declarou várias vezes que nunca mais irá subir num palco junto com Andy Rourke e Mike Joyce. Talvez seja melhor assim. A humanidade está careca de saber que grupos gigantes da história do rock, que encerraram atividades e depois de muitos anos voltaram novamente (e única e exclusivamente por $$$), passaram (e continuam passando) vexame total em escala planetária. Melhor deixar os Smiths quietinhos, no cantinho deles lá nos anos 80’. Foram apenas cinco anos, quatro discos de estúdio PERFEITOS (fora as zilhões de coletâneas, discos ao vivo e singles, todos preciosos), uma carreira meteórica e que começou e terminou no momento certo. Timing perfeito. Fim da história no auge. Um auge que permanece até hoje, em nossos corações, mentes e almas. E que vai permanecer para sempre, de maneira intocada e imaculada pelo tempo que jamais vai conseguir empalidecer ou envelhecer a obra de um dos maiores nomes da história do rock’n’roll.

 

 

SMITHS – QUATRO CLÁSSICOS PARA SEMPRE

* “The Smiths”/1984 – a estréia magistral, lançada em fevereiro de 1984. A poesia desconcertante de Morrissey (sobre amores irrealizáveis e inadequação existencial) já se faz presente em toda a sua grandeza, emoldurada pelas melodias sublimes engendradas pela guitarra de Johnny Marr. Clássicos em profusão: “Real Around The Fountain”, “Hand In Glove”, “This Charming Man” (incluída apenas na edição americana) e “What Difference Does It Make” são apenas alguns deles e se tornaram hits nas pistas pelo mundo afora.

 

 

* “Meat Is Murder”/1985 – o célebre “disco ecológico” da banda, onde Morrissey destila na faixa-título toda a sua repulsa contra a matança de animais por seres humanos. Há quem considere o trabalho como sendo o álbum “menor” dos Smiths (se todos os discos “menores” fossem assim…). Mas, ainda assim, ele possui as obras-primas “The Headmaster Ritual” e “Barbarism Begins At Home”, um funk arrasa-quarteirão que tem um dos solos de baixo mais impressionantes da história do rock.

 

 

* “The Queen Is Dead”/1986 – a obra-prima máxima, total e definitiva. O álbum que foi eleito pela New Musical Express como o MELHOR disco de todos os tempos. Nem poderia ser diferente: como resistir a uma coleção de canções que abre com a ferocidade política da faixa-título, passa por terremotos dançantes como “Bigmouth Strikes Again” e “The Boy with the Thorn in His Side” e ainda possui talvez a mais bela canção de (des)amor de todos os tempos, “There Is a Light That Never Goes Out”? Sério, não se fazem mais discos assim hoje em dia. E talvez nunca mais algo próximo em termos de qualidade seja gravado.

 

* “Strangeways Here We Come”/1987 – a despedida do quarteto fantástico. Foi lançado em setembro de 1987, sendo que um mês antes o grupo anunciou o seu fim. Disco de guitarras poderosas e músicas idem, mas também de canções climáticas como “Death Of A Disco Dancer”. Os hits sublimes ficaram por conta de “Girlfriend In A Coma” e “Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before”, cujo vídeo promocional (com um bando de “morrisseyzinhos” seguindo o próprio Morrissey, de bicicleta) se tornou um clássico da então recém-inaugurada era MTV.

 

* Além dos quatro álbuns oficiais de estúdio há ainda várias coletâneas excepcionais, compilações ao vivo (como a ótima “Hatful Of Hollow”, registrando a participação da banda em um programa na BBC de Londres, em 1984) e zilhões de singles fantásticos (um deles, com “Panic”, chegou a sair no formato LP no Brasil, em 1986).

 

 

OS SMITHS, OS ANOS 80’ e 90’, E PARTE DA VIDA ZAPPER AO SOM DA BANDA

* 1982 – Os Smiths surgem em Manchester. Dois anos depois lançam o primeiro e aclamado álbum e a Inglaterra é varrida pelo tsunami Smiths.

 

* 1985 – O grupo ainda não tem discos lançados no Brasil. Mas Zap’n’roll, então um ainda aspirante a jornalista musical, escuta a música “How Soon Is Now?” em alguma madrugada de 1985 na 97FM de Santo André (então, a única rádio rock da Grande São Paulo), enouquece e cai de amores pela canção e sai atrás do que consegue achar do grupo. E ele acha “Hatfull Of Hollow” e “Meat Is Murder” tempos depois, em edição nacional (haviam acabado de sair aqui), na loja Devil Discos, na Galeria Do Rock, isso pelo final de 1985. É o início da paixão eterna do zapper por aquele que se torna uma das cinco bandas da sua vida.

 

* 1986 – Em maio o autor deste blog estréia como jornalista profissional fazendo um perfil dos Smiths para a revista Rock Stars. Logo em seguida ele recebe um de seus primeiros discos “promocionais para jornalistas”, enviado pelo selo Warner. E o LP é “The Queen Is Dead” dos… Smiths.

 

* 1987 – Uma renca de grupos do chamado pós-punk inglês começa a fazer shows no Brasil. Em poucos meses baixam aqui Siouxsie & The Banshees, The Cure e Echo & The Bunnymen, todos no auge de suas carreiras. O jovem jornalista rocker, há apenas um ano na profissão de crítico de música, vai a todas as gigs. Nesse mesmo ano a produtora Poladian (que havia feito as turnês brasileiras do Cure e do Echo) costura uma excursão conjunta pelo país, envolvendo ninguém menos do que New Order e The Smiths! Na última hora, porém, dá tudo errado: Morrissey e Marr quebram o pau, Os Silvas vão pro espaço e a tal turnê vira lenda eterna.

 

* 1988 – Morrissey lança seu primeiro álbum solo, o fodástico “Viva Hate!”. Zap’n’roll trampa então como repórter de música do Caderno 2, do jornal O Estado De S. Paulo. E a estréia solo de Moz vai parar na capa do Caderno, em texto assinado por Fernando Naporano.

 

* Meados de 1988 – o jovem jornalista rocker e loker começa a frequentar o Espaço Retrô, em São Paulo (antes, ele já havia ido dezenas de vezes ao porão do Madame Satã, que naquela época começava a entrar em decadência). Começam as noitadas sem fim movidas a álcool, drogas e músicas dos Smiths, sempre ávidamente dançadas na pista.

Um sobrado histórico (e que nem existe mais; foi demolido há alguns anos) no bairro de Santa Cecília, em São Paulo: o Espaço Retrô, a maior lenda dos bares da noite alternativa paulistana. Ali Zap’n’roll começou a enlouquecer ao som dos Smiths, no final dos anos 80’ – e também a beber até cair, cheirar carreiras intermináveis de cocaine e foder dezenas de bocetas quentes e loucas nos banheiros do bar…

 

* 1990/1992 – Único período em que o jornalista maloker ficou casado em sua vida, sendo que sua ex-esposa era também tão fã dos Smiths que vivia dizendo: “se um dia essa bicha [Morrissey, claaaaaro!] aparecer na minha frente, eu faço ele virar HOMEM!”. Uia!!!

 

* 1992/2000 – dezenas de rolos, amores e paixões rápidas permeiam a existência do jornalista zapper. Em 1993 ele conhece a crioulaça Greta (que tinha tetas tão grandes e deliciosas que a própria dona levava os bicos à sua boca, para ficar lambendo-os), que adorava literatura, Oscar Wilde e Smiths, óbvio. Jornalista (então com trinta anos de idade) e negraça (com dezoito aninhos de idade) passam um ano namorando, trepando horrores (Greta era uma cadelaça das mais pervas na cama, capaz de engolir toda a porra que era expelida em sua bocona gulosa, além de dar de ladinho gritando: “segura as teeeeetaaaaas!”) e indo a shows e baladas goth. A vida era, então, mui bela e doce, hihihi.

 

* Maio de 2000 – Zap’n’roll havia perdido uma grande paixão um ano antes (a linda Karine, que havia morrido num acidente de carro), e ainda não havia se recuperado totalmente da tragédia. Morrisey vem então ao Brasil para a sua primeira turnê por aqui. O jornalista vai ao show no extinto Olympia, em São Paulo. Emoção pura e gig inesquecível. Em “Half A Person” as lágrimas começam a escorrer no rosto zapper porque ele se lembra de Karine e passa a sua vida ali em revista, durante os quatro minutos da canção. Os treze anos seguintes seriam como os anteriores, até ali: momentos de felicidade, apenas. Porque a vida, no todo, é quase totalmente cruel e quase infeliz.

 

* Esta matéria enooooorme sobre os imortais Smiths e sobre Morrissey vai pra pessoas queridas que já passaram pela vida zapper, que já se foram ou que ainda permanecem em contato conosco, todos grandes fãs do inesquecível quarteto e Manchester: Silmara Guerreiro, Andréia Carvalho e Rogéria Gomes (de Santo André), Carlos Eduardo Cunha (de Sampa), Amanda Alves (de Sampa), Eliana Martins e Santiago Laranjeira (ambos também de Sampa), Jussara Rezende (também de Sampalândia), André Pomba (apesar das brigas públicas e das tretas ao longo dos anos, o eterno melhor amigo e irmão do sujeito aqui) e Karine Gentile (em memória, onde quer que ela esteja).

 

 

THE SMITHS E MORRISSEY – DOIS VÍDEOS CLÁSSICOS

The Smiths – “The Queen Is Dead”

 

Morrissey – “Suedehead”

 

 

THE SMITHS – UMA LETRA CLÁSSICA

“There Is A Light That Never Goes Out”

Me leve para sair esta noite

Onde haja música e pessoas

Que sejam jovens e vivas

Sendo levado no seu carro

Eu nunca mais quero ir para casa

Porque eu não tenho mais

Não mais

 

Me leve para sair esta noite

Porque quero ver gente

E eu quero ver luzes

Passeando no seu carro

Oh por favor não me deixe em casa

Porque esta não é minha casa

Esta é a casa deles

E eu não sou mais bem-vindo

 

E se um ônibus de dois andares

Colidisse contra nós

Morrer ao seu lado

Que jeito divino de morrer

E se um caminhão de dez toneladas

Matasse a nós dois

Morrer ao seu lado

Bem, o prazer e o privilégio seriam meus

 

Me leve para sair esta noite

Oh me leve para qualquer lugar

Eu não me importo, não me importo, não me importo

E numa passagem subterrânea escurecida

Eu pensei “Oh Deus, minha chance finalmente chegou!”

Mas então um medo estranho me tomou

E eu simplesmente não pude pedir

 

Me leve para sair esta noite

Me leve para qualquer lugar

Eu não me importo, não me importo, não me importo

Simplesmente indo no seu carro

Eu nunca mais quero ir para casa

Porque não tenho mais uma casa

Oh, eu não tenho mais

 

Há uma luz que nunca se apaga

Há uma luz que nunca se apaga

Há uma luz que nunca se apaga

Há uma luz que nunca se apaga…

 

 

MUSA INDIE DA SEMANA

Estavam com saudades do tópico que sempre deixa a marmanjada indie ouriçada? Se aquietem pois! A musa indie zapper está de volta!

 

E nesta semana a gatona é essa beldade aí embaixo. Quem? Larissa Vic, dezesseis (!!!) anos de puro encantamento rocker adolescente. Paranaense, estudante do ensino médio, dileta leitora zapper e fã de bandas como Vanguart, Radiohead e Tame Impala, a doçura já fez curso de malabares e sonha em aprender a tocar banjo. Não é uma graça?

 

Quer saber mais sobre a Lissa? Vai no Facebook dela: https://www.facebook.com/larissabvic. E aqui estas linhas rockers virtuais, sempre fãs de garotas lindas e inteligentes, mandam um beijão pra Larissa!

 

Essa lindeza total é a nossa musa indie da semana: Larissa Vic (acima e abaixo), além de gatíssima e rocker, só gosta de bandas bacanudas (como Radiohead e Tame Impala) e quer aprender a tocar banjo: quem se dispõe a ensinar a moça a tocar o instrumento?

 

 

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VANGUART EMOCIONA MULTIDÕES INDIES EM SUA NOVA TURNÊ

Em uma das noites do carnaval do já distante ano de 2005 (quase uma década atrás…) Zap’n’roll teve o prazer e o orgulho de ser testemunha de um momento bem importante na história recente da indie scene nacional. O blog então se encontrava pela primeira vez em Cuiabá (capital do Mato Grosso), onde acompanhava a segunda edição do pequeno festival local Grito Rock (realizado pela produtora Cubo, que depois se transformaria na nefasta organização hoje tristemente conhecida como Fora do Eixo, e aí todo mundo já conhece a desabonadora trajetória recente da tal “entidade”). O sujeito aqui tinha ido até lá a convite da produção do festival. E na segunda noite de shows, na calorenta Galeria de Arte do Pádua (e onde havia não mais do que cento e cinquenta pessoas), estas linhas online ficaram de boca aberta quando aquele grupo de moleques, tendo à frente um garoto baixinho e que trajava camisa social de manga comprida e paletó (isso, em um calor que beirava os quarenta graus!), além de empunhar (pendurados no pescoço) um violão e um suporte de gaita, entrou em cena e começou a tocar. O jornalista rocker (e bem loker ainda naquela época), não conseguia acreditar no que estava vendo/ouvindo: em meio a um oceano de bandas que emulavam o pior do emocore e do metal melódico made in Brazil, de repente ecoavam pela galeria as mais incríveis ambiências e referências ao bucolismo do folk de Bob Dylan e de Joni Mitchell, ou do rock classudo de um Jeff Buckley. E isso em… Cuiabá!!!??? Como era possível? Que banda era aquela? E quem era aquele baixinho que cantava doces canções em inglês (a maioria) e também em português (algumas), com qualidade textual e poética raras vezes encontrada no raquítico roquinho nacional? O grupo era o Vanguart. E o vocalista era (é) Hélio Flanders.

 

São Paulo, já quase final de 2013. Oito anos se passaram e hoje a carreira do Vanguart é bem conhecida de todos os seus milhares de fãs espalhados pela capital paulista e por todo o Brasil. E daquele show presenciado pelo blog em Cuiabá em 2005 até hoje, muita coisa mudou na história dos Vangs. Em pleno andamento da turnê de divulgação de seu novo álbum de estúdio, “Muito mais que o amor”, o hoje sexteto tem demonstrado enorme poder de fogo ao vivo, emocionando de maneira quase catártica multidões de fãs indies. O próprio blog zapper foi testemunha disso ao assistir a estréia da turnê no último dia 18 de outubro na choperia do Sesc Pompéia, na capital paulista. Uma semana antes os ingressos para as duas gigs (houve um show também na noite seguinte, sábado) já haviam se esgotado – público de cerca de oitocentas pessoas por noite. E durante a apresentação presenciada por estas linhas bloggers rockers o público (maciçamente feminino) cantou em coro praticamente todo o set list, incluso aí as canções do novo disco. Ao final da apresentação, houve cenas de comoção no portão que dá acesso ao camarim do Sesc: adolescentes em júbilo e euforia incotida disputavam autógrafos dos integrantes do conjunto, que gentilmente e com mega simpatia (e, convenhamos, numa atitude bacaníssima que faz muita falta numa cena alternativa tosca, onde já há tempos falta talento e sobra arrogância) assinavam todos os encartes de cds e vinis que lhes eram passados pelos fãs.

 

Essa resposta do público e dos fãs da banda é plenamente justificável e tem sua razão de ser totalmente: o Vanguart foi construindo de maneira lenta porém sólida e gradual sua trajetória, que inclui um excepcional disco de estréia, um bom segundo trabalho de estúdio (muito melancólico dirão alguns, e de fato é mesmo) e um primoroso novo álbum na parte musical (ok, se em um primeiro momento o blog não gostou das novas letras escritas por Hélio, e deixou isso registrado na resenha publicada aqui sobre o cd algumas semanas atrás, agora reavaliando sua visão sobre as mesmas, pode-se afirmar que há sim também textos simples porém bonitos e fortes em algumas faixas, e que além de tudo funcionaram muito bem no palco). Além disso os rapazes amadureceram como músicos, estão entrosadíssimos e tudo isso se reflete no show deles: há uma intensa troca de instrumentos entre os músicos no palco, todos demonstram claramente estar se divertindo pra valer junto com o seu público e a concepção estética e poética da nova turnê (com algumas imagens sendo projetadas em telão no fundo do palco antes do início de algumas músicas, imagens onde músicos como Cida Moreira e Thiago Pethit declamam textos escritos por Hélio Flanders) empolga e emociona de verdade. Como se não bastasse todos ali hoje encantam os fãs com suas peculiariedades e habilidades: o baixista Reginaldo (o outro grande compositor e letrista do grupo, além de eventual vocalista que também desempenha de forma correta esse papel) e sua simpática dancinha propositadamente “tímida”; David Dafré, o guitarrista boa praça e que está se revelando também talentoso nos sopros; o discreto Luiz Lazzarotto que combina precisão e criatividade em suas intervenções nos teclados; e o sempre rigoroso “maestro” do sexteto, o batera Douglas Godoy que conduz com solidez a seção rítmica dos Vangs. E sim, claro, a novata (nem tanto, ela já está incorporada ao line up da turma há uns dois anos) Fernanda Kostchak, além de tar dado o sempre bem-vindo toque feminino ao grupo, ainda tornou mais encorpado e bonito sua sonoridade, com as sempre bacanas intervenções de violino.

 

 

 

Dois momentos da apresentação do Vanguart (acima e abaixo) na estréia da turnê “Muito mais que o amor”, no último dia 18 de outubro no Sesc Pompéia, em São Paulo: banda impecável ao vivo e talvez o atual melhor show da cena rock independente brasileira (fotos: Marcos Ferreira/Guitar Talks)

 

A turnê de “Muito mais que o amor” também já teve passagens por Manaus (na semana passada) e Aracaju (no último final de semana). Há relatos de que a comoção obtida pelo Vanguart em suas apresentações nessas capitais foi idêntica à que rolou em Sampa. E com o prosseguimento das gigs a tendência é de que a turma venha a fazer, muito em breve, talvez o melhor show atual da cena rock independente brazuca. Se há algo a reclamar do roteiro das novas apresentações é que o Vanguart privilegia quase que totalmente a execução das novas músicas, o que é natural (afinal, eles querem divulgar o trabalho recém-lançado). Em função disso entram no set list atual apenas os três hits do primeiro disco (os já clássicos “indie” “Cachaça”, “Semáforo” e “Para abrir os olhos”), sendo que ficam de fora do show canções preciosas como “Enquanto isso na lanchonete” ou “Los Chicos de Ayer”.

 

Mas isso é um detalhe que, definitivamente, não compromete nem de longe o excepcional andamento do show. Quando a multidão pula e canta de maneira quase insana os versos de “Semáforo”, ou se encanta a ponto de verter lágrimas com a beleza imensurável e tristonha de uma canção poderosíssima como “Olha pra mim”, começa a se compreender enfim porque o Vanguart abriu mão de um contrato com uma major do disco (no caso, a Universal) e preferiu seguir seu caminho por conta própria. Com um trabalho sólido e de alta qualidade artística, e com uma carreira já de uma década e público formado e conquistado, pra que depender de alguma major a essa altura e ainda em um tempo onde elas praticamente nada mais significam para músicos e bandas?

 

A continuar assim os Vangs têm um futuro ainda longo e brilhante pela frente. Que venham mais shows em São Paulo. E se você ainda não os viu ao vivo na nova turnê, não perca a banda quando ela passar pela sua cidade. O mundo anda precisando de muito, mas muito amor mesmo. E isso o Vanguart tem de sobra para entregar ao seu público na forma de músicas incríveis, seja em disco ou ao vivo.

 

 

OS VANGS AÍ EMBAIXO

Em um momento emocionante do novo show, quando eles tocam a música “Olha pra mim” (no vídeo abaixo, capturado na gig do Sesc Pompéia, em São Paulo)

 

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: e não é que aquele que ameaçava ser o hype mais flopado do ano acabou se revelando sim um grande lançamento? “Reflektor”, o quarto álbum de estúdio dos canadenses do Arcade Fire vai do pop mais dançante (mas nem por isso menos cerebral) da faixa-título aos rocks mais abrasivos e com boas guitarras (caso de “Normal Person” e “You Already Now”) sem grandes atropelos. E fora que há um momento fodástico no disco: a ultra intensa e climática “Supersymmetry” que, com os seus onze minutos (!) de duração, é uma das músicas mais lindas já compostas pelo grupo. Ok, nem tudo é perfeito e o grande defeito do cd é sua looooonga duração (uma hora e quinze minutos). Com algumas faixas a menos “Reflektor” ficaria perfeito. Mas sem problema: é um trabalho que vale a conferida ao vivo. Aguardemos pois a apresentação deles no Lollapalooza BR 2014 em abril, em Sampa.

Capa do novo álbum do Arcade Fire

 

* Baladas: com o postão sendo finalmente concluído na segunda-feira da nova semana, a promessa é que iremos dar o serviço do que vai rolar no finde em nosso próximo post, que entra no ar até esta sexta-feira, okays? E vai ser uma semana hot em Sampalândia, com shows do Red Hot Chili Peppers, do Yeah Yeah Yeahs, mais Planeta Terra (com Blur, Travis, Beck, Lana Del Rey, Palma Violets e os caralho) etc. Aliás, falando nesses shows…

 

 

TERRA E RED HOT NA FAIXA – ÚLTIMA CHANCE!

Você ainda NÃO mandou sua mensagem desesperada pro blog? Então corra porque é mesmo sua ÚLTIMA CHANCE, rsrs. Vai lá no hfinatti@gmail.com, que vão a sorteio AMANHÃ (leia-se: terça-feira, 5 de novembro):

 

* UM PAR DE INGRESSOS pro show do Red Hot nesta quinta-feira, na arena Anhembi, promo/parceria super bacana entre o blog e a produtora PlanMusic;

 

* E DOIS INGRESSOS pro Planeta Terra, que rola no sábado no Campo De Marte, com esse povo todo que já falamos aí em cima.

 

Repetindo: o sorteio das promos é nesta terça-feira (amanhã, 5 de novembro). Os vencedores dos tickets pro Red Hot serão informados por e-mail até a hora do almoço no dia do show; quem levar os ingressos do Terra também será informado por e-mail mas até o final da tarde de sexta-feira. Corre lá e boooooaaaaa sorte!

 

 

E TCHAUZES – MAS SÓ ATÉ A PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

O postão zapper lindão (modéstia às favas) está sendo concluído já na madrugada de segunda-feira, após o blogger sempre andarilho ter passado um finde maravilhoso na sempre bacanuda Londrina, no Paraná. E nesta segunda-feira mesmo começa aquela que talvez seja a maior batalha pessoal já enfrentada por este jornalista em sua vida. Já falamos muito sobre isso aqui nos últimos meses, e a torcida é pra que tudo corra bem no final das contas. Se o Grande lá em cima ajudar e a força estiver do nosso lado, nesta sexta-feira haverá novo post do blog, já contando como foi o show dos Pimentas e também trazendo um daqueles diários sentimentais beeeeem legais, que vai relembrar fatos da vida zapper ao som de uma da lendas do britpop. Um certo Blur… é isso aê, até lá então pessoal!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 04/11/2013 às 5hs.)