Tchau 2013! O ano do tumor na garganta zapper, da boca seca e esturricada por conta de radio therapy, também foi o ano em que zilhões de bandas continuaram lançando discos ruins e fazendo o rock do novo milênio descer a ladeira; mas houve quem se sobressaiu nesse cenário tenebroso e essas exceções estão aqui, na lista do blog dos melhores do ano (atualização extra direto de Rio Branco, Acre, falando de mais uma aposta zapper pra indie scene nacional em 2014, com finalização em 28/12/2013)

A ótima música nacional e o grande e velho rock’n’roll surgem na lista dos melhores de 2013 do blog zapper: o gênio David Bowie (acima) ficou uma década sem gravar e ressurgiu com o sensacional “The Next Day”, lançado logo no início do ano; já o carioca Cícero (abaixo) manteve a qualidade de sua estréia em “Sábado”, seu segundo trabalho de estúdio

 

Yep. Agora que o sacal natal se foi (levando consigo todo aquele capitalismo selvagem e toda aquele surto de amor e solidariedade ao próximo ultra hipócritas) estas linhas bloggers lokers podem finalmente concluir seus trabalhos neste ano. E o fazem como temos feito há anos já: soltando a nossa modestinha listinha do que de melhor rolou na cultura pop (e no rock em particular) nos últimos doze meses.

 

Em um mundo onde a qualidade musical desceu a ladeira a olhos vistos desde que a internet dominou as relações musicais e a forma como o ouvinte passou a consumir música, é até surpreendente que os últimos doze meses tenham visto o lançamento de tantos discos acima da média do que se tem ouvido de anos pra cá. Assim, desta forma, o blog zapper selecionou dez álbuns internacionais e cinco nacionais (é, a situação da indie scene nacional está um pouco pior: nunca se lançou TANTA BANDA E DISCO RUIM NESSE PAÍS), além de destacar também o que rolou de legal em cinema e livros neste 2013 que está quaaaaase no seu estertor.

 

Assim, sem mais delongas, vamos aos eleitos de Zap’n’roll neste ano. O ano do tumor zapper e o ano em que enfrentamos nosso maior desafio até hoje: o de sobreviver a um câncer (e ao tratamento pesadíssimo contra ele, com efeitos colaterais de radio terapia que estão literalmente nocauteando o sujeito que digita estas linhas online) e sair vivo pra contar a história. Uma história que, se o Grande lá em cima permitir, será contada novamente a partir do final de janeiro próximo, com direito inclusive a livro (a sair em meados de junho) compilando os melhores momentos do blog em seus mais de dez anos de existência.

 

DEZ DISCOS GRINGOS PARA LEMBRAR DE 2013

1

1 – David Bowie/”The Next Day”

2 – Manic Street Preachers/”Rewind The Film”

3 – Arctic Monkeys/”AM”

4 – The House Of Love/”She Pains Words In Red”

5 – Lorde/”Pure Heroine”

6 – Nick Cave & The Bad Seeds/”Push The Sky Away”

7 – Queen Of The Stone Age/”Like Clockwork”

8 – Savages/”Silence Yourself”

9 – Primal Scream/”More Light”

10 – The National/”Trouble Will Finde Me”

 

 

CINCO DISCOS QUE AINDA DÃO UMA SOBREVIDA À QUASE FALIDA INDIE SCENE NACIONAL

1 – Vanguart/”Muito Mais que o Amor”

2 – Cícero/”Sábado”

3 – Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria/”Baile Desgraça”

4 – Mad Sneaks/”Incógnito”

5 – Marcelo Gross/”Use o assento para flutuar”

 

 

APOSTAS ZAPPERS PARA 2014 NA INDIE SCENE NACIONAL

Rios Voadores (DF)

Churrasco Elétrico (SP)

Eron Falbo (DF/Inglaterra)

Aninha Martins (PE)

Euphônicos (Rio Branco, Acre) – o blog fala melhor do trio no primeiro post de 2014. Mas pense em lindas e melancólicas baladas (com letras belíssimas) tramadas com ukelelê e instrumentação suave, tudo isso direto da Floresta Amazônica. Poderá ser a terceira maior descoberta musical do blog nos últimos dez anos (as outras duas são Vanguart, de Cuiabá, e Luneta Mágica, de Manaus). Aguardem!

 

UM FILME DE 2013

“Gravidade”

(menções honrosas para “Jovem e Bela”, “Blue Jasmine” e “Azul é a cor mais quente”)

 

 

UM LIVRO PRA MARCAR 2013

“Morrissey – a autobiografia”, claaaaaro! Deve sair em edição nacional em 2014.

 

 

 

UM VÍDEO DE 2013

“Moon”, da canção de Thiago Pethit, dirigido por Heitor Dhalia. Fotografia P&B, doses concentradas de cenas de sexo entre casais heteros e homo e também de consumo de dorgas compõem o mosaico daquele que foi o melhor clip feito para uma música neste país no ano que acaba.

 

 

 

 

PERSONALIDADE POLÍTICA MUNDIAL DO ANO

José Mujica (presidente do pequenino Uruguai). Muito óbvio: esse bom (ótimo, aliás) velhinho implementou (via eleições legislativas democráticas) avanços sociais MONSTROS em seu país e que tornam o minúsculo Uruguai um dos lugares mais modernos e avançados do mundo pra se viver. Lá a produção e comércio de maconha estão LEGALIZADOS (acabando com grande parte do tráfico e da violência social gerada pelo mesmo) e mulheres que estiverem sofrendo riscos indesejáveis no processo de gravidez podem requerer aborto em clínicas públicas ou particulares, sem precisar se submeter a risco maior ao fazer a operação em autênticos “matadouros” clandestinos.

 

Sabem quando o Brasil vai ser da mesma forma e seguir o exemplo uruguaio? NUNCA!

 

 

E É ISSO!

Foi um ano duro para o blogão zapper. Mas também um ano doce, onde nosso último post atingiu a incrível marca de 537 curtidas em redes sociais (além de cinquenta e sete comentários dos leitores), algo que nem blogs “famosos” de cultura pop e hospedados em mega portais andam conseguindo, hehe.

 

De modos que só temos a agradecer ao nosso sempre fiel e dileto leitorado pela força sempre bacana e pela fidelidade que vocês todos têm para com o blog de cultura pop mais lecal da web nacional e isso já há séculos.

 

Ficamos por aqui então. Agora merecidas férias (até para encerrarmos os tratamentos de quimio e radio terapia, que estão torturando o zapper em sua fase final) até lá pelo dia 24 de janeiro, quando reiniciaremos os trabalhos de mais um ano de blogagem sempre rock’n’roll. Antes, o blog sempre andarilho vai dar uma voltinha no Acre (neste finde) e também na sua amada São Thomé Das Letras (na semana que vem).

 

Pra todos os que nos acompanharam até aqui: super entrada em 2014! Até mais!

 

 

 (ampliado e atualizado por Finatti em 28/12/2013 às 15:30hs.)

O ano chega ao fim com o geniozinho Brendan Benson lançando mais um grande disco solo (agora vai!); como foi a edição 2013 do fodástico Goiânia Noise Festival (com notas “hot” de bastidores que você só lê no blogão campeão em relatos de esbórnias movidas a dorgas, álcool e muita putaria), e também como foi o evento “SEx=Sub Expressions” em Sampa no último finde; a estréia solo do “cachorro grande” Marcelo Gross, além de mais isso e aquilo tudo e SÓ AQUI: super biografia dos Ramones em sorteio, wow! (post sempre e em enooooorme construção, com engordada MONSTRO falando do Goiânia Noise e dando com EXCLUSIVIDADE o nome de quem foi demitido na redação da revista Rolling Stone Brasil) (e postão enfim concluído, com atualização final em 16/12/2013)

 O pequeno gênio Brendan Benson (acima) mantém a grande e “retrógrada” tradição do rock’n’roll, compondo uma batelada de belas canções movidas a guitarras, violões e órgãos vintage em seu novo e muito bom disco; a mesma tradição perpetuada pelo inesquecível e imortal cantor country Johnny Cash (abaixo), morto há mais de uma década e que terá um disco totalmente inédito lançado em março do ano que vem

 

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DEMISSÃO NA REDAÇÃO DA ROLLING STONE

Conforme já havíamos antecipado aqui na semana passada, rolou dança das cadeiras na redação da Rolling Stone, a ainda atual maior revista de cultura pop do Brasil. O defenestrado foi o ex-editor Paulo Terron. O motivo extra-oficial alegado para a demissão, o blog apurou, foi “corte de gastos” (yep, apesar de a revista estar seguindo firme e forte, ela também está sofrendo com retração nas vendas e no mercado editorial como um todo). Terron teria um dos salários mais altos da redação nesse momento – em torno de R$ 10 mil mensais.

 

Zap’n’roll começou a saber da parada antes de ir para Goiânia, cobrir o Goiânia Noise Festival. Na capital de Goiás apurou melhor a história e levantou dados sobre ela. E lamenta a demissão do jornalista: não era amigo dele (e nem inimigo também) mas o respeitava bastante como profissional competente e que possuía um dos melhores textos da equipe da revista, que segue sob o comando do respeitável editor-chefe Pablo Miyazawa.

 

Pena que abaixo do super monge japa zen reine a quase incompetência editorial, já que prosseguem na empresa como editores-assistentes o histérico e ultrapassado Paulo Cavalcanti (jornalista que perdeu a relevância já há anos e hoje trabalha no piloto automático) e a francamente burrona Bruna Veloso, uma autêntica ignorante em termos de cultura pop.

 

Não seria o caso de poupar Terron e por um desses dois (ou ambos) pra correr? A revista sairia no lucro, com certeza.

 O competente jornalista Paulo Terron, que acabou de ser demitido da redação da revista Rolling Stone Brasil

 

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 MERDALLICA MAIS UMA VEZ AQUI, JEZUIZ…

Yep, a notícia que sacudiu os rockers ontem (sexta-feira, o blogão está sendo atualizado já no final da tarde de sábado, 14 de dezembro) foi a divulgação das datas da turnê latina do Metallica, em março de 2014.

 

A tour é produção da Time For Fun. E no Brasil rola show ÚNICO dia 22 de março, no estádio do Morumbi, em Sampa.

 

A pergunta que não quer calar: essa banda de merda, hoje o PIOR exemplo do mercantilismo e falta de respeito para com o seu público, não cansa de vir aqui pra arrancar grana de milhares de fãs otários?

 

Tsc, tsc…

 

Merdallica novamente no Brasil… quem ainda aguenta?

 

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Fim de ano. Fim de festa.

Reavaliação. Se defrontar finalmente com o momento da chamada “hora mais escura” de nossa existência. Yep, este 2013 que está chegando ao seu final dentro de mais quinze dias pode ser considerado como um divisor de águas na já longa trajetória terrena de Zap’n’roll, além de ter sido certamente o ano mais difícil e talvez mais doloroso dessa trajetória. E tudo isso ficou bastante evidenciado esta semana, após o blog retornar de um finde total rock’n’roll na capital de Goiás, onde rolou a décima nona edição do ótimo festival Goiânia Noise (onde muita parada bacana aconteceu com shows incríveis, reencontros com velhos e grandes amigos, algumas ótimas trepadas e o mais completo sossego do autor destas linhas online em relação a loucuras movidas a álcool e drugs, hehe; mas isso é assunto pra esse mesmo post, mais aí embaixo). Ao por os pés novamente em Sampalândia o blog voltou à dura (e espera que momentânea) realidade das sessões diárias de radio terapia no Icesp (Instuto do Câncer de São Paulo), onde teve reunião com o médico radiologista na última terça-feira. E ele foi duro e implacável, comendo sem dó o toco zapper: “O sr. esgotou toda a sua cota de falta nas sessões. Faltou em OITO até agora. Já poderia estar em mais da metade do tratamento. E seu tumor é MUITO SÉRIO, entenda isso! Mas cuidar da sua saúde ou não é uma decisão sua, não podemos mandar em você. Agora, o que eu não posso permitir é que sua indisciplina PREJUDIQUE os outros pacientes, que fizeram opção por se tratar, querem ter a chance de se curar e não podem ser prejudicados por uma pessoa que não cumpre sua agenda aqui, conosco”. E finalizou: “a radio, nesse momento, é a ÚNICA chance que você tem de se livrar do seu tumor. Então eu não autorizo mais nenhuma falta sua. Pode esquecer qualquer viagem neste final de ano, a prioridade é você cuidar da sua saúde. Ficando tudo em ordem com ela, você ainda terá muitos réveillons para passar fora de São Paulo”. Ok: o zapper sempre trêfego, bocudo, e que teve uma existência quase que totalmente movida pela indisciplina, foi obrigado a se calar e nem pensou muito em contra-argumentar algo. Se é pra se livrar do tumor, que façamos então o tratamento até o final, sem mais nenhuma falta ou ausência – e isso mesmo com a rádio tirando totalmente o paladar do sujeito que escreve este blog, com as aftas provocadas pelo tratamento infernizando a boca e com tudo isso somado gerando uma enorme falta de vontade de se alimentar (em dois meses o até então sempre robusto jornalista perdeu nada menos do que OITO QUILOS em seu peso; e ainda tem leitor fake otário e retardado e imbecil que envia mensagem idiota, dizendo que o jornalista rocker é um… balofo, ahahahaha. Enfim, pessoas acéfalas existem em todos os lugares e no painel do leitor do blog elas não seriam exceção). Mesmo porque ou é isso ou nada: em outra reunião na última quarta-feira, desta feita com o super boa praça oncologista japa rocker (o dr. Deniey, que é fã de rock e Black Sabbath), a pedido do próprio paciente ele foi bem honesto, sincero e esclarecedor: “seu tumor é grave, e é em órgão vital. Quando o tratamento acabar em janeiro, ainda iremos fazer tomografias para saber se a atividade tumoral cessou. Saberemos disso lá pra março. Se ela cessou, ótimo, sinal de que o tumor foi eliminado, o que não significa que ele não possa voltar um dia em algum outro ponto do seu organismo”. E se a tal atividade tumoral não cessar com o tratamento? O oncologista: “não dá pra responder nada agora, só depois de feitas as imagens com as tomografias. Mas hipoteticamente se essa atividade não cessar é sinal de que o tumor não sumiu e não vai sumir. O que poderemos fazer então é administrá-lo até quando for possível”. Esse “até quando for possível” significa que… “que um dia ele vai te matar”, foi enfático o Dr. Deniey. Foi isso: o blog saiu dessa consulta convicto (pois sempre se prepara pro pior) de que temos aí, pela frente, mais uns três ou quatro anos nesse mundo. E já é o suficiente: já vivemos demais, já fizemos quase tudo o que queríamos aqui (incluso aí dezenas de amores tórridos e centenas de fodas idem) e agora não há mais tempo a perder: o livro do blog virá até maio de 2014. Depois uma bem-vinda mudança pro meio do mato em Minas Gerais, onde uma  morte suave irá nos aguardar. Por tudo isso é esse 2013 que está acabando pode ser considerado um divisor de águas na vida do autor deste espaço virtual. O momento em que ele enfim se defronta com a questão inefável da morte. Com a sua hora mais escura. Todos irão se confrontar com essa hora um dia em suas vidas, mais cedo ou mais tarde. Não há exceção nessa regra. E a hora mais escura destas linhas bloggers parece apenas estar chegando mais cedo do que supúnhamos. Que ela venha então. E enquanto não chegar iremos continuar aqui, escrevendo como heróis e sobreviventes sobre essa emocionante aventura de vida chamada rock’n’roll.

 

 

* E esse é o último postão zapper com assuntos mega variados de 2013, já que na semana que vem o post derradeiro do ano vai trazer a nossa lista dos melhores dos últimos doze meses em termos de discos, shows, filmes, livros etc. Então vai acompanhando firme a parada aqui, que está sendo desenrolada já na madruga de quinta pra sexta-feira – e com possíveis atualizações até o final da tarde de sábado.

 

 

* E a semana chega ao seu final trazendo aquela que talvez tenha sido a notícia musical mais relevante do mondo pop e da música nos últimos sete dias. Johnny Cash, o gênio imortal do country rock americano (e que deixou este mundo há mais de uma década já) terá um disco totalmente INÉDITO lançado em março de 2014. Trata-se de um álbum gravado pelo músico no início dos anos 80’ e que jamais foi lançado pela sua ex-gravadora, a Columbia Records. Como as fitas originais foram também guardadas pelo casal Cash (o cantor e sua esposa, June Carter), agora os herdeiros anunciaram o lançamento do material. O trabalho vai se chamar “Out Ammong The Stars” e foi registrado em um período em que Johnny estava em baixa em sua trajetória musical. Mas, ainda assim, é o tipo de notícia que deveria (e deve) ser saudada com rojões pelos fãs da música que ainda importa pois mesmo um disco apenas mediano do saudoso Cash ainda é melhor do que 90% da merda pop/rock que é despejada hoje em dia no mercado musical planetário. Ou, como bem frisou a dileta amiga zapper Rudja Santos: “ele é do tempo em que a música era pura e vinha da alma do cara direto pros nossos corações”. Com certeza.

 

 

* O que espanta mesmo nessa questão é a absoluta desimportância que sites e blogs de música e cultura pop, hã, “descolados” e “moderninhos” (e que só sabem falar do último peido fedido, rasteiro e fugaz do pop mundial) deram a notícia. Johnny Cash merecia – e merece – mais respeito e tratamento melhor pois a marca de sua música é eterna, ao contrário dos pobres daft punks e disclosures da vida, que daqui a algum tempo ninguém mais vai lembrar da existência. Mas fazer o quê néan. Assim caminha o jornalismo musical brasileiro, infelizmente…

 

 

*E para homenagear o grande Johnny, claro aê embaixo o vídeo de “Hurt”, a inigualável cover que ele registrou de uma canção do também gênio Trent Reznor. Yep, todo mundo já cansou de assistir e ouvir mas a música é lindíssima, triste de doer no âmago da alma e do coração e um dos vídeos mais bonitos já registrados na história recente da música pop.

 

 

*Placebo maaaaais uma vez no Brasil. Show único em Sampa, dia 14 de abril, no horrendo Citibank Hall. Pista a cento e oitenta mangos (meia: noventa). A trinca liderada por Brian Molko é legal e tals mas o blog passa. Já viu a banda ao vivo três vezes e chega.

 Brian Molko e seu Placebo maaaaais uma vez ao vivo no Brasil; chega, né?

 

 

Cantinho da Velhonna, ops, Madonna, rsrs. A diva loira pop, ex-vacudda e agora quase pelancuda (uia!) passa por dois momentos distintos em sua vida nesse instante. Em um deles, se tornou a cantora que ganhou mais grana em 2013, ficando US$ 125 milhões mais rica por conta de sua última turnê. No entanto, na outra ponta, a loira acaba de perder seu último namorado, trinta anos mais novo do que ela (não custa lembrar: Madonna está com cinquenta e cinco anos nas costas), sendo que o motivo alegado para a separação foi o tradicional “incompatibilidade de agendas”. É, o mundo é cruel com as velhonnas, mesmo que elas sejam uma… Madonna.

 Velhonna e seu ex: os machos já começam a dispensar namoro com a loira quase pelancuda

 

 

*E quem ainda está beeeeem longe de ser velhonna é a japira Sabrina Sato, ex-Pânico e que acaba de assinar contrato milionário com a Tv Record, a rede do Bispo. Foi um dos assuntos mais comentados da semana no mondo pop brazuca. Agora, a questão é: ela vale MESMO tudo isso e todo esse bafafá? É apenas o blog zapper que acha essa japa muito chata e sem graça ou mais alguém aê?

 

 

* Sim, sim, todo mundo já sabendo que o Foo Fighters tocou em uma pizzaria nos EUA no início da semana, para apenas duzentos felizardos. E daí? O FF é uma banda muuuuuito legal, fez um showzão no Brasil ano passado mas fala-se demais no grupo por aqui. Tanto que acabamos por enjoar dele.

 

 

* E teve mais uma biografia bacana dos Ramones lançada esta semana em Sampa. Desta feita escrita pelo ex-empresário do conjunto e com o título “Na estrada com os Ramones”, acaba de sair aqui através da Edições Ideal. Logo menos estas linhas bloggers rockers vão falar melhor do livrão mas vai lá no final do post que já temos uma surpresinha pro nosso dileto leitorado em relação a isso, hihi.

 

* Assim como surpreendente – e muito bom – é também o novo disco do Brendan Benson, do qual o blog fala melhor aí embaixo.

 

 

BRENDAN BENSON FECHA O ANO COM NOVO E BACANUDO DISCO SOLO

O cantor e compositor Brendan Benson, quarenta e três anos de idade, é um dos nomes mais queridos e respeitados da indie scene americana desde meados dos anos 90’, quando iniciou sua carreira solo – tendo gravado, até o momento, seis discos solo, entre eles este “You Were Right”, que saiu oficialmente nos EUA em seu formato físico na última segunda-feira (e sem previsão de lançamento no Brasil, embora seja relativamente fácil de ser achado na web). Pois o geniozinho Brendan fecha 2013 com um disco bastante digno e que dá gosto de ouvir do começo ao fim.

 

Brendan, o dileto leitor zapper já sabe, chamou a atenção do público e da imprensa desde o início de sua carreira por exibir composições de alta qualidade e onde ele trafegava com desenvoltura pelo rock’n’roll básico e também por nuances bucólicas de country e folk, fazendo a utilização de melodias dolentes construídas por violões idem. Seus álbuns (“One Mississippi”, o primeiro, lançado em 1996 e, principalmente, a pequena obra-prima “LaPalco”, editada em 2002, aliás um dos únicos discos seus que ganhou edição brasileira) foram sempre muito bem recebidos pela rock press americana. E Brendan acabou por atrair a atenção e simpatia também de seus colegas de ofício. Tanto assim que Jack White o chamou, em 2006, para montar o super grupo The Raconteurs.

 

Em maio deste ano o cantor e guitarrista se apresentou em São Paulo (para um público diminuto, no Cine Jóia) e num showzaço dividido entre nuances mais eletrificadas e afolkalhadas, ele apresentou algumas poucas novas composições, dando pistas do que estaria por vir em sua nova incursão solo. Pois este “You Were…” soa como um conjunto de canções bastante retrô (“um álbum retrógrado”, como descreveu, em tom de aprovação, o velho chapa zapper Valdir Angeli), o que no caso de Benson é um baita elogio. Yep, porque o rock atual está “muderno” demais, oco demais e sem estofo musical algum. Isso quando não pende para a eletrônica rasteira, pura e simples. Vai daí que BB prefere navegar na contra-mão disso tudo: recheia suas composições com guitarras ora estridentes, ora tramadas com pedais steel. Isso quando não enfeixa belas melodias e arranjos conduzidos por violões e órgãos de timbre vintage.

O novo disco do geniozinho Brendan Benson: “retrógrado” e muito bom!

 

 

O resultado da nova obra solo do sujeito se traduz então em dezesseis ótimas canções que vão desde o rock de contornos folk eletrificado de “It’s Your Choice” (que abre o disco), passa por momentos de acento mais pop (mas não menos interessantes) como em “Rejuvenate Me” e “Pure Automatic”, chegam a baladas dolentes e estradeiras (“Diamond” e o blues/soul “I Don’t Wanna See You Anymore”, com direito a naipe de metais e arranjos de órgão) e chegam até a resvalar no reggae em “I’ll Never Tell”, numa grande demonstração da versatilidade estética e estilística de Brendan.

 

Não chega a entrar na lista dos melhores discos do ano do blog (mas sua recepção foi calorosa em veículos como a prestigiosa Mojo, por exemplo) mas quase foi parar lá. E no final das contas a situação está assim mesmo: mais vale um bom disco de Brendan Benson (que com este novo solo, continua se mantendo como um dos nomes relevantes do que ainda importa na cena rock alternativa americana) acariciando nossos ouvidos do que dez Daft Punk enchendo nosso saco.

 

 

O TRACK LIST DE “YOU WERE RIGHT”

1.”It’s Your Choice”

2.”Rejuvenate Me”

3.”As of Tonight”

4.”Diamond”

5.”Long Term Goal”

6.”I Don’t Wanna See You Anymore”

7.”I’ll Never Tell”

8.”Swallow You Whole”

9.”She’s Trying to Poison Me”

10.”Purely Automatic”

11.”New Words of Wisdom”

12.”Oh My Love”

13.”The Fritz”

14.”Swimming”

15.”Red White and Blues”

 

 

E O ÚLTIMO GRANDE FESTIVAL INDIE DE 2013 BOTOU FOGO EM GOIÂNIA ROCK CITY

Fez uma semana já – o postão zapper bombator está sendo concluído na tarde deste sábado, 14 de dezembro, quando a temperatura infelizmente começa a subir novamente em Sampa, após dias e dias de clima invernal em pleno verão. Mas nem por isso estas linhas online iriam deixar de publicar o seu registro do que foi a décima nona edição do Goiânia Noise Festival, que sacuiu a capital de Goiás no último finde, levando (no total) mais de três mil pessoas ao sempre ótimo, aprazível e acolhedor espaço do Centro Cultural Martim Cererê. Ali, distribuídas por dois palcos abrigados em dois teatros com capacidade para cerca de seiscentas pessoas cada um, quase cinquenta bandas (a grande maioria local, mas também havia grupos de quase todas as regiões do país) tinham (em sua maioria) meia hora para dar o seu recado sonoro – headliners como o punk inglês Exploited ou o eletrônico (ma no troppo) MixHell, tiveram mais tempo para tocar, óbvio. De qualquer forma foi um vasto panorama da indie scene nacional o que se viu nas três noites do evento, com predominância dos sons mais extremos (metal porrada, punk hardcore) e algumas incursões por outras variantes do rock’n’roll (leia-se: garagismo à sixties, classic rock, tropicalismo e até o hoje tão famigerado indie rock).

 

E yep, teve de tudo para todos os gostos, em variadas doses de qualidade (ou falta de) musical. Há de se registrar aqui que os quesitos produção e estrutura de som e luz do Goiânia Noise foram quase impecáveis: a acústica dos dois teatros do Martim Cererê é ótima, o PA estava bem regulado e os dois palcos contavam, além de bom e potente sistema de luzes, com um painel de led no fundo onde as bandas que estavam tocando podiam projetar imagens alusivas à sua performance (vídeos de música, grafismos etc.). Desta forma cabia a cada conjunto desempenhar bem – ou não – o seu papel. Ali, na verdade nua e crua do palco e amparado por bom som e boa iluminação, não havia espaço para cambalachos. Ou a banda era digna de verdade ou não era.

 

E foram muitas as bandas dignas de nota em um line up tão extenso e variado – de resto, já é público e notório que é humanamente impossível acompanhar absolutamente todas as atrações de um festival do tamanho do Goiânia Noise (provavelmente um dos três maiores eventos do Brasil no gênero, ao lado do brasiliense Porão Do Rock e do recifense Abril Pro Rock, todos felizmente e definitivamente divorciados já há tempos da máfia musical criminosa comandada pelo coletivo Fora Do Eixo). Afinal nem o mais jovem e aguerrido jornalista (ou mesmo músico ou simples espectador) tem fôlego para acompanhar mais de quinze shows por dia, em maratonas que começaram quase sempre por volta das sete da noite e se estenderam até quase três da manhã já do dia seguinte. Mas dentro do que foi possível conferir por lá, o blogão zapper destaca os seguintes shows e bandas:

 

* As Radioativas – as cinco garotas paulistanas fizeram um set matador em Goiânia. Além de todo um cuidado na questão visual o grupo mostra que seu garage, proto punk e rock’n’roll básico de contornos feministas cresce horrores em cima do palco – e só jornalistas cariocas retardados, imbecis, cafonas e metaleiros velhuscos é que discordam disso, né Marcos Brachatto. Não é à toa que elas estão se tornando cada vez mais conhecidas em São Paulo. Foi um dos melhores momentos do festival.

 

* The Baggios – outro destaque da primeira noite. A dupla sergipana formada pelo guitarrista Julinho Andrade e pelo batera Gabriel Carvalho está se tornando um dos grandes nomes da novíssima safra nacional graças a um som econômico mas poderoso, onde apenas dois instrumentistas destilam com maestria eflúvios de blues e rock básico, tudo sob uma ótica bem brasileira e peculiar. A associação imediata é com White Stripes. Mas os Baggios são bem mais e só assistindo o duo ao vivo pra se entender isso.

 

 

* Zefirina Bomba – já um clássico do hardcore nacional. Ilsom Barros com o seu violão distorcido e turbinado por zilhões de pedais, botou um dos teatros abaixo. Porradas com estilo e em doses acachapantes arrancaram o público do chão. Não é à toa que o Zefa vai tocar em 2014 no prestigioso mega festival indie americano South By Southwest.

 

* Mad Sneaks – o blog perdeu a gig do trio grunge Mineiro mas nossa queridaça (e sempre linda) jornalista rocker Adreana Oliveira, atesta: o som deles ganhou o público presente ao teatro. Não à toa, foram uma das bandas mais requisitadas em seguida para entrevistas com a imprensa rock local. A força do MS reside basicamente nas ótimas composições com letras em português, tocadas por um trio de ferro de guitarra, baixo e bateria. Não é preciso mais nada além disso.

 

* Mechanics – um dos heróis do rock de Goiânia há quase duas décadas. Pense num mix explosivo de Tad com Mudhoney e que tocou no festival com DOIS kits de baterias ensadencidas no palco. Além disso o vocalista Márcio Jr. sabe conduzir o público, insuflando-o com discursos repletos de raiva e provocações. Foi um dos shows que mais lotou em todo o evento.

 

* Marcelo Gross – em fase solo o guitarrista do já decano Cachorro Grande apresentou no festival o show de lançamento do seu álbum “Use o assento para flutuar” (leia mais sobre aqui, nesse mesmo post). Acompanhado pelo batera Clayton Martin (um dos músicos e produtores mais prolíficos e requisitados da atual indie scene nacional) e pelo baixista Fernando Papassoni, Gross mostrou um set bacaníssimo com todas aquelas ótimas influências e referências ao garagismo e à psicodelia rock sessentista, que ele já faz tão bem em sua banda original. Pena que havia pouco público pra prestigiar um dos melhores momentos de toda a maratona do Goiânia Noise.

 

 

* Rios Voadores – tropicalismo e riponguismo (mas com estilo e propriedade) em doses concentradas e alinhavadas em ótimas músicas. Não é à toa que a banda brasiliense, tendo a sensacional vocalista Gaivota Naves à frente, recebeu destaque de praticamente todos os blogs e sites que acompanharam o festival. Provavelmente a Rios vai ser the next big thing do novíssimo rock nacional.

 

 

* Versário – pouco comentado em outras coberturas o trio de Goiânia fez um show bastante vigoroso, com destaque para as melodias bem construídas e as boas letras em português. Alguma referência de Los Hermanos aqui e ali mas nada que comprometa o resultado final. É aparentemente um dos bons nomes da nova safra rock goiana.

 

* Johnny Suxxx & The Fucking Boys – já veteranos da cena local (e uma das bandas que mais atraem público por lá), os meninos estão cada vez melhor ao vivo, comandando um bailão esporrento de garage e glam rock. Joãozinho chupador Lucas (a filha bastarda que o blog zapper não teve, uia!) entrou em cena vestindo uma jaqueta com a cara do saudoso Lou Reed estampada nela – e ainda mandou um beijo do palco pro jornalista maloker, dizendo que era muito bom revê-lo novamente em Goiânia, hehe. E os garotos fodedores mandaram pau no suporte instrumental. Não deu outra: satisfação garantida em mais um grande momento do Goiânia Noise 2013.

 

 

* Alf – o cara que um dia cantou à frente do Rumbora e Supergalo, tocou pra um teatro quase vazio. Nem por isso deixou de esbanjar talento e competência, mostrando sua habilidade em compor rocks de pegada pop e com boas letras em português. Alf está construindo sua carreria solo aos poucos e em breve deverá lançar um belo disco.

 

 

Foi isso, um resumo possível do que rolou em Goiânia Rock City no finde passado. Em 2014 o festival chega aos seus vinte anos de existência e para comemorar, promete desde já ser um festão gigante. Mantendo viva a chama do rock’n’roll na terra dos sertanejos o Goiânia Noise continua sendo, de fato e de direito, um dos melhores festivais do rock independente brasileiro.

 

 

E NOS BASTIDORES DO GOIÂNIA NOISE… HISTÓRIAS DE SEXO, DORGAS, VIOLÊNCIA E ROCK’N’ROLL, UIA!

 

* A arremetida na chegada em Goiânia: o jornalista zapper ainda loker (mas infinitamente mais, hã, comportado, por força de um seríssimo tratamento de saúde) anda realmente vivendo dias emocionantes, hihi. Ele já sabia que estaria de volta ao Goiânia Noise deste ano desde que esteve no Porão Do Rock em Brasília, em agosto passado, quando reencontrou seu velho amigão Marcinho Jr. (vocalista da banda Mechanics e um dos sócios da gravadora e produtora Monstro) e que intimou: “Finatti, você vai pro Noise esse ano nem que tenha que ficar na minha casa!”. Oh yeah, afinal o autor destas linhas online ficou quase uma década sem ir ao festival já que a parte PODRE da sociedade da Monstro (leia-se o facínora Fabrício Nobre, que felizmente foi defenestrado da produtora, e agora vive grudado nos bagos do cappo do Fora Do Eixo, o notório Pablo Capilantra, além de tentar bombar bandas sem futuro como Black Drawing Chalks e Hellbenders) não queria o blog por lá. Anyway, lá se foi Zap’n’roll pra capital de Goiás em meio a um tratamento brabíssimo contra um tumor na garganta, sendo que na mesma semana o sujeito aqui havia passado por sessões de quimio e radio terapia em Sampa. Pois não é que na chegada ao aeroporto em Goiânia, quando já estava prestes a tocar a pista, o busão aéreo da Gol deu uma… arremetida??? Foi a primeira do gênero enfrentada pelo jornalista rocker em mais de vinte e cinco anos de andanças aéreas por esse Brasilzão. E é tudo muito rápido, nem dá tempo pra pensar se aquilo iria despencar com todo mundo dentro ou não. Depois de acalmada a situação, veio a explicação “oficial” do comandante do vôo: uma rajada de vento inesperada comprometeu o pouso da aeronave, o que forçou a arremetida. Se o cu zapper piscou de tensão? Nadica, hihihi.

 

* Hotel bom, internet péssima: toda a trupe do festival (bandas, jornalistas, produção), com exceção dos headliners The Exploited e MixHell, foi hospedada no hotel Serra de Goyáz (grafado assim mesmo, com y, “a” acentuado e z no final). Hotel bom, confortável, bom café da manhã mas internet PÉSSIMA, que praticamente não funcionou durante os dias em que ficamos hospedados por lá. E a grande cara de pau da direção: eles ainda COBRAVAM dez mangos por dia de utilização. Assim ficava difícil…

 

* A jornalistada presente para cobrir a esbórnia rocker: uma turma bacana de jornalistas musicais foi convidada pela Monstro a cobrir o Goiânia Noise. Estavam por lá representates do portal Terra, de sites e blogs locais e de Brasília etc. De Sampalândia foi o venerável Antonio Do Amaral Rocha, da Rolling Stone e PAI do editor-chefe da revista, o mui querido por nós Pablo Miyazawa. De Brasília veio o sempre gaúcho ranzinza (e um dos melhores amigos zappers) Cristiano Bastos, atualmente um dos melhores textos de cultura pop da imprensa brazuca. De Uberlândia veio a sempre linda, rocker, estilosa e amada Adreana Oliveira. E infelizmente também haviam os escrotos, claro. Entre eles o carioca Marcos Caggato, ops, Brachatto, aliás Bragatto, o sujeito que acha que tem o rei na barriga, que se julga o jornalista rock mais fodão do país mas que não passa de um metaleiro velho, cafona e que pouco entende de rock além do que ele gosta: heavy metal velhusco e brega. Pois é…

 

* Um garoto de futuro: e na segunda noite do evento, lá pelas tantas na área externa da sala de produção do evento (e onde só entrava quem tinha credencial), a sempre simpática Márcia, esposa do músico e produtor Márcio Jr, veio papear com o blog. E aproveitou pra apresentar seu filho, um molecão gente finíssima e que trajava uma t-shirt do… David Bowie! Wow! O blog: “mas você curte mesmo ele?”. O moleque, com seus parcos doze anos de idade: “Claro!”. O blog: “então vamos fazer um teste”. E começou a cantarolar trechos de canções clássicas do gênio eterno do rock mundial. Pois não é que o garoto acertou “Space Oddity”, “Ashes To Ashes”, “Starman” (ah, essa é sempre fácil, graças ao Nenhum De Nós) e só não identificou os versos de “Modern Love”? Tem futuro o rapazola, hehe.

 

* Zapper TOTAL careta em Goiânia: e não? Há quarenta e cinco dias sem beber uma gota de álcool (socorro!!!), aposentado nos aditivos ilícitos e tal, tudo por conta do tratamento médico que está enfrentando pra derrubar o monstrinho tumoroso que está na sua garganta, o outrora jornalista rocker doidón de plantão passou os três dias e noites do Goiânia Noise em abstinência quase absoluta. Deve ter sido a PRIMEIRA vez que isso aconteceu na vida do sujeito e na sua longa história de coberturas de festivais por quase duas décadas, onde ele invariavelmente tocava o terror e o puteiro (sempre municiado por garrafas de whisky e muita cocaine). E na capital de Goiás o que não faltou foi gente loka nos bastidores do Noise. Num determinado momento, inclusive, o blog inclusive EMPRESTOU sua carteira para um colega jornalista, para que o dito cujo esticasse em cima dela uma bem fornida taturana de padê, que foi aspirada dentro de um dos banheiros do camarim do teatro onde iria tocar o “cachorro grande” Marcelo Gross. E o zapper, que não está sentindo falta de padê nem aí pra parada. Mas de álcool definitivamente estamos sentindo falta sim: ao ver Gross e sua banda bebendo Jack Daniel’s e o povo todo se acabando em latas e latas de Heinekens (a cerveja que estava patrocinando o evento) geladinhas, o autor destas notas hot de bastidores começou a suar frio e a ter tremedeiras, rsrs. Mas não havia o que fazer. O jeito é aguentar a fissura, sendo que na melhor das hipóteses o blog vai poder voltar a beber algo alcoólico em meados de fevereiro próximo.

 

* Mas um tapa no baseado rolou: yeah! A “abstinência” zapper só foi interrompida quando ele resolveu dar um “tapa” num baseado, antes de um dos shows começarem – estudos apontam que maconha, por ser natural, faz até bem em tratamentos contra câncer. Afinal, ninguém é de ferro…

 

* Mais padê na madrugada: um dos músicos responsáveis por um dos melhores momentos do Noise deitou a napa com gosto na farinha em Goiânia, uia! E na madrugada de sábado pra domingo, já bicudíssimo em seu quarto no hotel e loko pra cheirar mais (o padê dele havia acabado), acionou por celular um dos produtores do festival, azucrinando o pobre sujeito: “porra, quebra essa pra mim! Vê quem pode me descolar mais uma carga agora!”. Nada feito: o produtor pediu pro guitarrista junkie desencanar e tentar sossegar o facho, hihihi. Dica de quem é o figura: ele é… gaúcho, uia!

 

* Violência e coquetéis molotov na madrugada: quase ninguém percebeu (felizmente) mas houve um momento de grande tensão envolvendo o festival em sua primeira noite. Num dos teatros os punks ingleses do Exploited encerravam a maratona de gigs do dia. Do lado de fora, na área reservada à produção e imprensa, o blog zapper papeava com um músico quando, do nada, pequenas explosões seguidas de chamas espocaram num transformador de energia localizado em um poste, além de também espocar bem próximo de onde o blog e seu interlocutor estavam. Correria, chama os seguranças e alguém da brigada de incêndio, que agiu rapidamente e controlou tudo. O que havia rolado, afinal? Um bando de sem noção passou correndo pela rua, ao lado do muro que cerca o centro cultural Martim Cererê, e simplesmente atirou TRÊS COQUETÉIS MOLOTOV em direção ao local. Felizmente nada aconteceu e ninguém se feriu.

 

* E elas fodem muuuuuito, rsrs: yep. Goiânia, terra de mulheres lokas, rockers, gostosas e… muito trepadeiras, ahahahaha. O blogger ainda taradón teve a oportunidade de conferir como elas são peitudas e como sentam com sua xotaça molhada com gosto na grossa rola zapper. E ainda gozam batendo siririca com uma técnica pra lá de exemplar: esfregando a cabeça do pau do macho em seu grelo, uhú! Aprovadíssimas no quesito foda as goianas, hihihi.

 

E é isso: a visita a Goiânia foi tudibom e Zap’n’roll agradece de coração a acolhida que teve da turma toda da Monstro (Léo Bigode, Léo Razuk, Márcio Jr., Guilherme Batista, o pessoal da imprensa) durante sua permanência por lá. Ano que vem tem mais!

 

O blog Zap’n’roll e o portal Dynamite online viajaram a Goiânia a convite da produtora Monstro.

 

 

PICS DE UM FINDE ROCK’N’ROLL EM GOIÂNIA 

Papo de bambas do rock: o jornalista zapper “cercado” por Agno Santos (Mad Sneaks) e Ilsom Barros (Zefirina Bomba), após o shwozaço do Zefa no festival

 

Imagem rocker para a posteridade: o blog ao lado dos queridos Leonardo Razuk e Márcio Jr., dois dois dos sócios da produora e selo Monstro, e que faz o rock ACONTECER de verdade em Goiânia rock city

 

O novo visu magrinho e punk style do blog: todo mundo aprovou, uia!

 

 

EM VÍDEO, UM MOMENTO DO GOIÃNIA NOISE 2013

Com o trio grunge Mineiro Mad Sneaks detonando no palco a lindona “Pandora”. E que inclusive foi dedicada ao blogão zapper!

(vídeo gravado pela jornalista Adreana Oliveira)

 

 

 

 

SEX=SUB EXPRESSIONS, O EVENTO MULTI CULTURAL QUE AGITOU SAMPA NO FINDE PASSADO

 

Realizada no sábado passado em São Paulo, a primeira edição da festa “Sex=Sub Expressions” (produzida pela empresa Provis e com curadoria do publicitário Tiago Bolzan de Luca, dileto amigo zapper há anos) foi um mix de diferentes manifestações artísticas, culturais e comportamentais. Rolaram shows com bandas, performances corporais (com destaque para a nossa musa indie oficial, Julieta DeLarge), leituras de poemas e mostras de grafite, entre inúmeras outras atividades. O resultado final foi tão positivo que duas novas edições estão sendo programadas: uma para acontecer em fevereiro, em alguma praia do litoral paulista, e outra novamente em Sampalândia, provavelmente em maio.

 

A pedido do blog o próprio Tiago produziu um relato (do ponto de curador do evento) sobre tudo o que aconteceu na primeira e vitoriosa edição da “Sex=Sub Expressions”. Leia abaixo:

 

(Texto: Tiago Bolzan e Daíse Neves, produtores da SEx = Sub Expressions

Fotos: Guilherme De Luca e Rafael Avancini)

 

PRIMEIRO,

ESTRANHAS.

DEPOIS,

ENTRANHAS… e SUBLIMAS!

 

No #SubExpress é tudo muito rápido! Num único dia a primeira individual da melhor grafiteira do Brasil, a projeção de um curta experimental inédito, três grandes shows e três performances de cair o queixo. Em comum entre as atrações? Todas são estreladas por mulheres!

 

Dias, meses e ano tendo milhões de idéias e finalmente o SEx nasceu. Foi um verdadeiro parto; vem ao mundo o evento que promete abalar as fronteiras entre as manifestações artísticas e causar muita bagunça nas mentes e corações, pegando de surpresa o público a cada instante.

 

Todo festival é uma correria e um que une Rock, Grafite, Performances e Audiovisual não tinha como ser diferente; veio cheio de perrengues e imprevistos como todo e qualquer evento que se disponha a ser realizado e multiplicado por quatro!

 

A exposição de Magrela que abriu o evento as 17:00 foi de rasgar as vísceras d’alma. Essa a magritcha faz de sua arte algo sublime!

 

Tudo muito bem, tinha sol. Mas lógico que bem na hora o tempo mudou. Corre para buscar gazebo e proteger a Hostess. Chuva? Que nada! As pessoas chegavam lentamente, a aflição do “será que vai lotar” deixou uma ansiedade sem tamanho, um milhão de pensamentos por segundo. Saiu até no Catraca Livre! E se lotar e as pessoas ficarem para fora?

 

Calma.

 

19:30h, tá na hora da primeira atração. “Peraí”, vamos segurar uns 30min para ter mais

publico. 20:15h. Vamos começar! Ai que desespero, que loucura! Síndrome do pânico! A nossa linda vocalista do Comma, Mini Lamers, não estava nada bem, seu coração palpitava tanto que dava para ver o pulsar por cima da roupa.

 

Agüenta coração é só mais um imprevisto. Vamos reformular a programação e fazer a festa rolar. Perfeito! Reformulamos e engatilhamos as outras atrações na frente.

 

Primeiro a acrobata do circo. Uau, Paula, quanta graça e sensualidade! As pessoas olhavam sem piscar aquela linda que dançava como se não houvesse chão nos seus pés.

 

Um tango sublime no ar, sublime!

 

Já acabou?

 

Na sequência, ceninha teatral de 1min para introduzir a projeção de curta nada leve. Tudo certo com o projetor?

 

A atriz pode entrar?

 

O projetor não funciona! Segura coração. Segura entrada da atriz pronta para entrar em cena. Eis que surge a nossa acelerada, já desacelerada. “Estou pronta!” Então vai Mini, vai Didi! Comma se apresentando… coração na mão e… O Show do Comma é mais do que sublime!

 

Ao contrário do que o nome sugere, essas meninas não estão em estado de convalescência (até porque, “comma” é vírgula em inglês). Liberdades sexuais, paixões descontroladas, decepções amorosas e crises existenciais compõe os ingredientes desta dupla rock’n roll.

https://www.facebook.com/commabr

 

COMMA

1- Christmas

2- Born to Be Alone

3- Happier

4- The Right

5- Tired

6- Dont Give Up

7- Criminal (Fiona Apple),

8- Earthquake,

9- Lose to Win e

10- You and I (Lady Gaga).

 

Marta Baião entra gritando e em seguida declama o seu poderoso poema “GRITE!”

 

SUBLIME!

 

O FILME “Obssesão por Júlia” entra e provoca a reação mais irada de uma platéia desde o Newport Folk Festival de 1965 quando Bob Dylan foi vaiado por tocar com guitarras elétricas. Eu toquei uma simulação de snuff movie onde a ex-namorada é torturada e estuprada com requintes de crueldade. Teve gente que, revoltada, GRITOU contra aquele absurdo. Ótimo, o casamento de ambos imaginado deu certo! Tanto é verdade que Marta Baião, ativista feminista, pediu ao roteirista e diretor Daniel Mattos, autorização para exibi-lo em suas palestras.

 

“Sublime” penso eu.

 

O evento segue freneticamente com a suspensão dirigida por Luciano Iritsu e coreografada por Thiago Soares e executada por Julieta DeLarge.

 

Jully levita graciosamente, representa a resistência em busca da libertação; sublima a dor de maneira sublime.

A nossa musa indie oficial Julieta DeLarge arrasa com sua performance na festona “SEx= Sub Expressions”

 

 

Daí que na sequência entra o Moxine. A banda afiada de Mônica Agena, cantora e guitarrista (do rapper Emicida, inclusive), como sempre, botando pra foder com suas mãos de guitar hero sublime. As melodias de Mônica Agena são calcadas em guitarras distorcidas e estimulam várias camadas de sensações cerebrais, uma espécie própria de stoner rock dançante, o que eu chamaria de “dream punk”.

 

Letras espertas sobre as relações sociais, armadilhas cotidianas, auto-estima e coração partido.

http://www.moxine.com.br/

As bandas Comma (acima) e Moxine e Punkake (abaixo), detonam no palco durante a primeira edição da festa “Sex=Sub Expressions”, que rolou no úlimo finde em Sampa

 

MOXINE

1- Pretend We Are Cool

2- She’s Never On Time

3- Make These Days

5- Hurt You

6- Melt This Love

7- Sexy Girls

8- Nasty

9- Tropical Storm

10- Baby, Baby

11- You Could Be Mine (Guns’n Roses)

12- Crazy in Love (Beyonce)

13- I Wanna Talk About You

14- Electric kiss

 

Bacabí,  e cia; cheias de energia botaram o povo para dançar de maneira especialmente… sublime.

 

Se em universo paralelo a Beth Ditto, vocalista do Gossip, tivesse uma filha com a cantora Adele, ela com certeza seria Bacabí. Acompanhada por outra três garotas cheias de estilo, o gogó da moça consegue se sobressair com as guitarras abrasivas e batidas dançantes construídas pela banda.

http://www.punkake.com.br/

 

PUNKAKE

1.Lovely Betty – PUNKAKE

2.Blondie – One Way or Another

3.QUERO- PUNKAKE

4.Jefferson Airplane – Somebody to Love

5.VANILLA DREAMS – PUNKAKE

6.The Clash- should I stay or should I go

7.KOL – Molly’s Chambers

8. ID – PUNKAKE

9. Arctic Monkeys – When the sun goe

10.Rock Cover Britney Spears – Toxic

11.Faces, Spaces, Laces – PUNKAKE

12.Talking Heads – Psycho Killer

13.My Beat – PUNKAKE

14.The Gossip – Standing in The Way

15.MEOW – PUNKAKE

16.The Beatles – Helter Skelter

17.Subways – Rock ‘n Roll Queen

 

e o bis que a galera pediu e que tocaram:

 

BIS – I Love Rock n Roll – Joan Jett

 

Antes de terminar o show da Punkake, deixa eu contar para vocês com exclusividade para a Zap’n Rolla sobre a atração mais inusitada deste  festival (e talvez de todos festivais) SEx #SubExpressions: “A Grande Boceta”, uma instalação penetrável (ui!) de 6m de comprimento por 2m de largura e 2m de altura. Feita com uma dúzia de carcaças de antigos relógios de rua que marcam hora e temperatura. Pintado por fora por Magrela e cenografado por Daíse Neves, fez o maior sucesso com o público do evento!

 

Lá pelas tantas, o arrasador show da Punkake passou dividir as atenções das pessoas com a performance inesperada de oito “naturistas” no interior da Grande Boceta

 A deusa Julieta DeLarge

 

Espaço da SEx=Sub Expressions

 

A grande boceta: para ser literalmente penetrada pelo público

 

Para conferir mais imagens, acesse:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.750833164931070.1073741826.100000131806409&type=1&l=ff0265db54.

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco I: o novo do geniozinho Brendan Benson.

 

* Disco II: nas últimas semanas todos os sites e blogs musicais voltaram sua atenção para a estréia solo de Marcelo Gross, guitarrista do já veterano grupo gaúcho Cachorro Grande. Atenção merecida, diga-se: “Use o assento para flutuar” (Monstro Discos, e que teve show de lançamento na última edição do Goiânia Noise Festival) é um dos melhores lançamentos deste já quase findo 2013. Gross se juntou ao multi-instrumentista, produtor e baterista (no disco) Clayton Martin e ao baxista Fernando Papassoni, e engendrou doze ótimas canções de altíssimo teor retrô (ou “retrógrado”, na melhor definição do termo, que aqui cabe como total elogio) e vintage. Ou seja: o que ele sempre soube fazer muito bem em sua banda original. Os rocks sessentitas stonianos dominam algumas faixas (algo visível em “Trilhos”, “Disfarça”, “A hora de levantar” ou na estradeira “O buraco da fresta”, talvez o ponto alto do disco), e ainda há espaço para baladas dolentes e com vocais em falsete (“Eu aqui e você nem aí”), e para nuances de pura contemplação psicodélica (“Rolar”). “Se libertar” é um folk com direito a bandolim e “Algo real” é uma balada doce e que encerra o disco de forma surpreendente: conta a história de duas personagens femininas que se encontram e, a partir desse encontro, descobrem um novo mundo fora dos padrões da sociedade normal e careta. Como se não bastasse tudo isso Gross canta bem, escreve boas letras e foi mega feliz na escolha de timbres, arranjos e harmonias que conferem uma riqueza enorme ao trabalho e o transformam em um deleite para os ouvidos. Não há modernices aqui. Apenas ótimo e velho rock’n’roll.

O guitarrista e cantor Marcelo Gross (acima) lançar seu primeiro disco solo (abaixo): rock retrô, sem modernices e muito bom!

 

* Disco III: custou mas saiu! “EP vol. I” é enfim a estréia física oficial dos paulistas do Churrasco Elétrico (que são de Araraquara mas atualmente estão radicados em Sampa), um dos novíssimos melhores grupos em atividade na indie scene paulistana. Aqui também a modernice pop rock passa longe, e isso é ótimo: são quatro faixas fodásticas onde ecos de Jovem Guarda, psicodelia e rock garageiro à la sixties reinam absolutos. Dá pra dançar e morrer de alegria com “Ela não me deixa ser o cara”, “Trovejar” e “A melhor companhia da cidade”. E ainda tem a especialíssima balada “O Dor”, com pianos e órgãos sessentistas que inebriam o ouvinte de satisfação. O epzinho estará à venda a partir desta semana nas melhores lojas de rock de Sampa. Mas você pode ouvi-lo aqui também: http://churrascoeletrico.bandcamp.com/.

 Capa do primeiro EP do grupo paulista de rock retrô Churrasco Elétrico

 

* Baladas: Natal chegando e as baladas alternativas noturnas desacelerando em Sampalândia. Como o postão zapper está sendo finalizado já na madrugada de segunda-feira (16), prometemos dar uma atualizada neste tópico do nosso roteiro até o meio desta semana, se algo realmente interessante merecer registro por aqui, okays?

 

 

 

BIO DOS RAMONES! VEM QUE TEM!!!

Yeeeeesssss! A nova promo zapper já está pegando fogo e pra que dê tempo de todo mundo concorrer, vamos deixa-la no ar até o primeiro post de 2014 (lá pelo meio de janeiro), quando estaremos de volta após merecidas férias – semana que vem é o último post do ano, com os melhores de 2013 eleitos pelo blogão campeão em cultura pop. Então, sem mais delongas, corre lá no hfinatti@gmail.com, que continua em disputa:

 

* UM EXEMPLAR da biografia “Na estrada com os Ramones”, que acaba de sair no Brasil pela Edições Ideal. Vai perder??? E junto com o livro, de bônus, ainda vai o ep do Churrasco Elétrico, que acaba de sair.

 

 

FIM DE PAPO

Postaço monstro, pra ninguém reclamar. E é o último deste ano, que foi de fato um ano de duras batalhas e mudanças na vida do zapper já quase ex-loker. Sendo que ainda esta semana (hoje já é segunda-feira) tem os nossos escolhidos para os melhores do ano e em seguida merecidas férias. E em 2014 estaremos de volta com o mesmo pique de sempre, se o grande lá em cima permitir. Inclusive lançando finalmente o livro do blog. É isso. Beijos doces nas crianças e em todo o nosso dileto leitorado.

 

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 16/12/2013 às 4:30hs.)

O rock’n’roll não pode parar JAMAIS na vida do blogger loker! Assim e em tempo de mega festival indie bacanudo nos mandamos pra capital de Goiás, onde rola neste finde a edição 2013 do incrível Goiânia Noise e sobre o qual você lê tudo aqui (entrevistas, programação completa, as bandas que valem a pena assistir por lá etc, etc, etc.); mais: o geniozinho Brendan Benson lança novo discão; e a musa indie da semana: uma garota mais comportada (hehe) mas não menos rocker, e que está deixando o velho jornalista com o coração fall in love, uia! (postão em GIGANTE construção, direto de Goiânia Rock City e com primeira ampliação e atualização já na noite de sábado, 7/12/2013) (versão FINAL em 10/12/2013)

O rock’n’roll nunca irá morrer enquanto existirem festivais bacanas como o Goiânia Noise, que vai incendiar a capital de Goiás nesse finde; entre as atrações de peso o veterano punk inglês do Exploited (acima) e o projeto eletrônico MixHell, do batera Max Cavalera (ex-Sepultura, abaixo); ou seja: exemplo ultra DIGNO de como se faz um festival decente com verba pública, mas sem LESAR ninguém (nem artistas, nem público nem a própria teta pública), né Fora do Eixo?

 

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TUDO acontecendo em Goiânia Rock City: festival Goiânia Noise literalmente botando fogo na cidade, avião arremetendo (na chegada do zapper na capital de Goiás), Exploited LOTANDO um dos teatros do Centro Cultural Martim Cererê (enquanto do lado de fora, na rua, um bando de sem noção atirou COQUETÉIS MOLOTOV contra o local), o blog sabendo longe de Sampa da DEMISSÃO de um dos editores da revista Rolling Stone Brasil, paixões rockers interestaduais invadindo novamente o coração zapper e mais isso e aquilo tudo.

 

Vai acompanhando nossa atualização durante todo este finde, direto de Goiânia que iremos comentar aos poucos aqui todos esses assuntos, além de dar logo menos a cobertura completa do festival.

 

Por enquanto fica essa imagem do Exploited quebramdo tudo ontem por aqui, em gig que acabou às três e meia da matina.

 

Até logo menos com mais, sendo que já há atualização monstro do post mais aí embaixo. Vai lendo!

 

Os velhos punks do Exploited fecharam ontem a primeira noite do Goiânia Noise Festival: show que lotou um dos teatros do Centro Cultural Martim Cererê, com direito até a arremesso de coquetéis molotov (disparados da rua contra o centro cultural). Felizmente não houve feridos e o povo saiu mega satisfeito da gig. (foto: portal Terra)

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“Rock’n’roll can never die”.

A imortal frase escrita pela lenda Neil Young na clássica canção “Hey Hey, My my”, continua fazendo mais sentido do que nunca, mesmo em tempos de internet e onde o sentido revolucionário e contestador do rock perdeu tanto espaço para o mercantilismo puro e simples e pela cada vez mais comprovada inabilidade de músicos, produtores e artistas em geral em criar e legar obras que transformem cultural, política e socialmente que as ouve. E faz mais sentindo ainda quando nos deparamos com iniciativas sensacionais como a de alguns verdadeiros amantes do rock se juntando, unindo esforços e correndo atrás pra fazer acontecer um dos melhores festivais independentes do Brasil, o já notório Goiânia Noise que agita este final de semana a capital de Goiás (um dos berços mais fortes da música sernateja deste país ainda muito e atrasado brega musical e culturalmente falando) já pelo décimo nono ano consecutivo. Goiânia, que já foi chadama anos atrás de a “Seattle brasileira” por possuir uma cena rocker bacanuda e diversificada, andou perdendo força nesse sentido nos últimos tempos, muito pelo “desmonte” promovido nessa cena pela quadrilha bandida que atua hoje no país sob a égide do coletivo Fora Do Eixo. Pois coube à produtora e gravadora Monstro Discos manter acesa a chama do rock em Goiânia e também manter o mais dileto filho, o Goiânia Noise em evidência. Um festival que é exemplo de resistência, de descoberta de novos talentos, da consagração de outros e enfim, do mote ensejado na frase do grande Neil Young: “o rock’n’roll nunca morre”. Seja o rock’n’roll mesmo, em termos musicais, ou em suas múltiplas manifestações até no comportamento de gigantes da liderança política mundial, como um Nelson Mandela que hoje deixou esse mundo para entrar para sempre na história e no panteão dos que lutaram para transformar esse pleneta muitas vezes miserável e escroto em vários sentidos, em um lugar um pouco melhor e mais justo para se viver. Por isso estas linhas introdutórias de mais um postão zapper (o postão semanal de um blog que bateu mais uma vez esta semana vários recordes de comentários e recomendações em redes sociais) deixam aqui todas as homenagens do mundo ao velho Neil Young e ao gigante e já saudoso Mandelão: sem esses dois exemplos mega de garra, virtude, amor à vida, à justiça e a um mundo livre e em que todos tenham direitos políticos, sociais e comportamentais igualitários, talvez não existissem caras (Léo Bigode, Marcinho Jr., Leo Razuk e Guilherme Pereira) dando o sangue em Goiânia pra tentar manter acesa a chama da liberdade e do rock’n’roll sem fronteiras, sem classe, cor, distinção ou dogmas de qualquer espécie. E é por ser assim que o Goiânia Noise é hoje o assunto principal da Zap’n’roll que começa agora. Bora lá!

 

 

* E as notas iniciais são poucas nesse momento (madrugada de quinta pra sexta-feira felizmente amena em Sampalândia, isso após um temporal refrescar a cidade que anda com calor senegalesco de Macapá – isso mesmo: senegalesco de Macapá, tendeu? Rsrs – já há dois dias), porque estamos na correria dos preparativos pra se mandar daqui a pouco pra Goiânia City, que neste finde se transforma na capital brasileira do rock alternativo com a realização da edição 2013 do fodástico Goiânia Noise. Entonces iremos atualizando e postando mais notinhas iniciais aqui ao longo do finde, já lá direto da capital goiana, okays?

 

 

* Curioso é o querido (de anos já) chapa Dear Luscious, o homem por trás do sempre prestigiogo blog Popload, mecionar que Mudhoney e mais duas bandas da célebre SubPop vão tocar em MAIO de 2014 em Sampa e no já bem caído festival Bananada, em Goiânia, e não escrever UMA LINHA sequer sobre o Goiânia Noise Festival, que está com dezenove anos de estrada e tem em sua edição deste ano headliners do calibre dos ingleses do Exploited e do Mix Hell (o projeto solo de Igor Cavalera). Algum problema com a Monstro (produtora que organiza o evento), Luscious?

 

 

* E yep, mundo de luto pela morte do grande Nelson Mandela. Caras como ele fazem cada vez mais falta nessa humanidade por vezes escrota ao máximo. E o rock’n’roll em si reconhece a falta que nomes como Mandelão nos fazem. Então fica a nossa homenagem ao ex-líder africano com esse vídeo aí embaixo. A banda já é velhona e está fora de moda, a música é carne-de-vaca (todo mundo conhece) mas a letra e a melodia são belíssimas e o blog, mesmo nunca tendo morrido de amores pelo grupo liderado por Jim Kerr, sempre gostou muito dessa canção. Rip Mandela!

 

Simple Minds – “Mandela Day”

 

* E já começaram a pipocar TODAS as listas de melhores do ano pelo mondo rock press afora – no último post deste ano iremos soltar a nossa também, claaaaaro! Enfim, anteontem a NME publicou a sua. A questão é: num mundo dominado pela música digital onde canções, bandas e artistas duram menos no consciente do ouvinte do que o farfalhar de um peido, de que ainda adiantam essas listas? Enfim, apareceu o novo dos Strokes nela (na posição 41), Palma Violets (32) e My Bloody Valentine (na 29, se o blog não se engana). E há tranqueiras ali inomináveis, como o Vampire Weekend. Seguem os dez primeiros melhores discos do ano, na opinião da equipe de redação da NME:

1 – AM/Arctic Monkeys (mais do que merecido)

2 – Kanye West/”Yeezus” (não ouvimos nem pretendemos)

3 – Queens Of The Stone Age/”Like Clockwork” (DISCAÇO!)

4 – Foals/”Holy Fire” (não ouvimos e não temos curiosidade em)

5 – Savages/”Silence Yourself” (outro DISCAÇO)

6 – Daft Punk/”Random Access Memories” (pelo blog, não entrava em lista alguma de melhores do ano)

7 – Arcade Fire/”Reflektor” (bacanão)

8 – Nick Cave & The Bad Seeds/ “Push The Sky Away” (o velho Nick ainda em grande forma)

9 – Laura Marling/” Once I Was An Eagle” (não conhecemos, temos média curiosidade em ouvir)

10 – David Bowie/”The Next Day” (discaço que marcou a volta do gênio Bowie após uma década de ausência dos estúdios. Poderia facilmente estar no topo da lista). Os outros quarenta eleitos pela NME podem ser conferidos aqui: http://www.nme.com/photos/nme-s-50-best-albums-of-2013/326689/1/1?recache=1&t=1231316#41.

Arctic Monkeys e o gênio David Bowie (acima), e Arcade Fire e Queens Of The Stone Age (abaixo): na lista dos melhores de 2013 da New Musical Express, entre os dez primeiros de um total de cinquenta discos

 

* E sem mais delongas, bora falar da edição 2013 do monstrão (no ótimo sentido do termo) Goiânia Noise Festival, que vai incendiar o puteiro rocker neste finde na capital de Goiás (inclusive com direito a dj set do blogger dublê de dj na noite de sábado, após o encerramento dos shows, uia!). Como já falamos aí em cima, mais notinhas entram aqui ao longo do finde, quando o blog estará morando temporariamente em Goiânia Rock City. É isso aê, veja aí embaixo o agito gigante que vai rolar por lá a partir dessa sexta-feira.

 

 

É TEMPO DE MEGA FESTIVAL INDIE – GOIÂNIA NOISE ABALA AS ESTRUTURAS NO CENTRO OESTE PELO DÉCIMO NONO ANO SEGUIDO!

E não? Talvez um dos três mais imporantes e maiores festivais indies do Brasil (os outros dois seriam o Porão do Rock, em Brasília, e o Abril Pro Rock, em Recife), o já mega tradicional Goiânia Noise Festival promete incendiar a capital de Goiás a partir desta sexta-feira, 6 (e indo até domingo, 7 de dezembro). Ocupando tradicionalmente o Centro Cultural Martin Cererê, o Goiânia Noise 2013 terá quase cinquenta bandas (!) distribuídas pelos dois palcos do local e tocando nos três dias do evento. Entre as atrações headliners como a lenda punk inglesa The Exploited e o MixHell (projeto eletrônico do ex-batera do Sepultura, Igor Cavalera), além de nomes bacanudos da indie scene nacional como Zefirina Bomba, Marcelo Gross (o guitarrista do Cachorro Grande lançando seu primeiro disco solo), Mechanics (um dos grupos de rock mais tradicionais de Goiânia), As Radioativas (de Sampa, que estão fazendo bonito com sua estréia em disco), Rios Voadores (a sensação tropicalista de Brasília), Alf (que já foi do Rumbora e está em carreira solo bacanuda), o sempre divertido gay garage punk de Johnny Suxxx & The Fucking Boys, The Baggios (o “White Stripes” de Sergipe), o já clássico trio punk gaúcho Walverdes, a mega revelação grunge Mineira Mad Sneaks e muuuuuito mais.

 

Zap’n’roll já esteve anos atrás em duas edições do festival. E se divertiu muito por lá (muitas histórias cabulosas de sex and drugs como sempre, hehehe, além de uma enxurrada de shows bacaníssimos), tendo recordações que dariam um livro aqui – talvez relembros algumas dessas histórias mais aí embaixo, se o tempo e a correria permitirem, hehe.

 

Mas por enquanto, com o post sendo colocado a toque de caixa no ar, preferimos dar a palavra aí embaixo a um dos criadores do Goiânia Noise Festival: Léo Bigode, trinta e oito anos de rock’n’roll nas cotas e que também é um dos fundadores da gravadora e produtora Monstro Discos, que organiza o Goiânia Noise. A pedido do blogão zapper Léo, sempre simpático e atencioso, respondeu as perguntas abaixo anteontem, via bate-papo do Facebook:

 

O produtor e sócio da Monstro Discos, um dos criadores do Goiânia Noise Festival: evento que já dura quase duas décadas e se transformou num dos maiores festivais independentes do Brasil

 

Zap’n’roll – O Goiânia Noise chega à sua edição 2013 e às vésperas de completar duas décadas de existência com o orgulho de ser um dos maiores festivais independentes do Brasil. A que você atribui essa longevidade do evento, ainda mais em uma cidade (a capital de Goiás) que embora sempre tenha tido uma grande tradição rocker (chegando inclusive a ser chamada de “a Seattle brasileira”), hoje parece sofrer com a falta de espaços e público interessado em bandas novas, em detrimento de duplas sertanejas e outras pragas semelhantes?

 

Léo Bigode – a longevidade do Noise é porque somos cabeça dura e gostamos mesmo do que fazemos. Na minha cabeça as coisas são como há 20 anos atrás, a base é a mesma, a intenção é a mesma, fazer o lance rock se sustentar, viver sob a perspectiva que o rock, apesar de tudo é viável no Brasil, nadar contra a corrente, sair do lugar comum, fazer o que nao esta – e acho que nunca vai estar – na grande mídia. Estamos nessa porque acreditamos, basicamente é essa a idéia. Os espaços sempre existiram e ao mesmo tempo sempre foram insuficientes e insalubres, temos a sorte de ter um centro cultural como o Martim Cererê, que abriga o rock da cidade e ficou fechado mas agora esta reaberto. Nunca foi fácil trabalhar com rock numa terra de dupla sertanejas e nunca vai ser. A impressão que tenho é que sempre estamos tendo que começar de novo, mas isso talvez seja a química do lance… Ter que sentar com uma pessoa , um patrocinador, uma entidade do governo e explicar … “eu faço um festival , de rock, se chama Goiânia Noise … Já ouviu falar ?…..” Faz parte.

 

Zap – A produtora e gravadora Monstro foi fundada por você e mais dois sócios [Leonardo Razuk e Márcio Jr.], além de um novo “comparsa” (rsrs) muito bem-vindo, o Guilherme. Mas durante anos vocês tiveram outro sócio [Fabrício Nobre] e que não está mais com a Monstro, além de terem sido filiados à finada e funesta Abrafin, que acabou destroçada pela influência nefasta do Coletivo Fora do Eixo, hoje triste e nacionalmente conhecido por ter promovido uma série de ações quase criminosas na cena independente nacional (obter recursos financeiros junto ao poder público e não informar o destino do dinheiro, produzir festivais porcos e mal estruturados, fazer tráfico de influência e politicagem etc, etc, etc.). Enfim a Monstro e o Goiânia Noise sabiamente conseguiram se afastar de toda essa cena de patifarias e seguir pela trilha correta da honestidade, trabalhando de fato em prol da cena musical. O blog gostaria que você falasse sobre isso: como foi esse processo de rompimento com o lado podre da Abrafin e do Fora do Eixo, se foi complicado fazer esse rompimento, os bastidores por trás dele, e como vocês estão hoje nessa nova fase.

 

Léo – na verdade quem fundou a monstro foi eu e o Márcio. Eu comecei o lance administrativamente falando ( mesmo sem saber ao certo o que estava fazendo ) , cuidava dos detalhes, o Márcio além de meu amigo de longa data , confidente , cuidava da parte artística do conceito todo que veio a tona . O Leonardo Razuk entrou na monstro na mesma época que o Fabrício. Hoje somos dois sócios, eu e o Guilherme. A Monstro teve uma relação com o fora do eixo no início, trabalhamos juntos o disco do macaco Bong e fizemos alguns eventos . E foi isso. Hoje pra se ter uma idéia o macaco Bong esta fazendo uma correria por fora e você vê relatos do Bruno Kayapy em relação ao FDE da pra se ter uma noção real do que é aquilo ali. Sair da abrafin foi tirar um peso das costas ao mesmo tempo foi triste por ter sido membro fundador de uma história legal e deixar a entidade se esfacelar dentro de uma conversa que o FDE impunha e que intrigava que o mesmo acontecia com outros festivais , mais pessoas estavam descontentes e decidimos sair , nao fazer parte de uma associação atrelada ao FDE. Eu não quero ficar remoendo isso, não vale a pela , já passou . O papo aqui é sobre o Goiânia Noise. Criamos uma nova associação , estamos organizando as coisas , estabelecendo as diretrizes , dentro do nosso modo de entender as coisas , e seguimos nosso trabalho.

 

Zap – É vero que o Goiânia Noise é hoje uma marca sólida, estabelecida e de prestígio na cena musical alternativa brasileira. E como qualquer evento, busca legitimamente apoio financeiro no poder público e privado, para viabilizar sua realização. No caso de vocês como buscam esses recursos e como procuram aplica-los para que o festival saia bacana como sempre sai?

 

Léo – Existe uma busca por captação , em duas frentes, via editais públicos e via iniciativa privada.o grande problema do Brasil é que quase nao existem patrocínios diretos pra cultura, ainda mais pra essa nossa cultura, underground…. Tentamos os editais públicos ja ha alguns anos mas não é garantia de nada, sempre precisamos de uma soma de bilheteria (sempre falamos que o publico é o maior patrocinador do noise e isso ainda se mantem)

 

Zap – É muito difícil montar um line up com quase cinquenta atrações? Não seria melhor fazer algo um pouco menor em termos de shows até para não dispersar tanto a atenção do público, ou você acredita que esse modelo funciona bem?

 

Léo – é sempre muito dificil montar uma curadoria como a no Noise. sempre acreditamos em que diversificar o máximo possível é uma coisa bacana. é claro que não é a unica opção, ja pensamos em fazer o festival com poucas bandas mas a demanda é imensa , temos um volume muito grande de de contatos, bandas , e sempre foi bacana ver muitas bandas, dar opção pras pessoas .. poucas pessoas (só os mais psica) conseguem ver todos os shows . esse formato do noise não é único, poderemos sim pensar em mudanças , por enquanto é nisso que acreditamos.

 

Zap – Em 2014 o festival completa vinte anos. O que esperar para essa edição tão especial no ano que vem?

 

Léo –  Cara, 2014 é comemoração ne ? Ja estamos pensando em muitas coisas , nao sei ainda . mas só sei que vai ser bacana ! tudo depende de quanto vamos ter de $ pra realizar. Pode acontecer de tudo.

 

 

GOIÂNIA NOISE 2013 – A PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Dias 6, 7 e 8 de dezembro no Centro Cultural Martin Cererê

 

SEXTA-FEIRA, 6/12

01:00 – The Exploited (UK)

00:30 – Zefirina Bomba (PB)

00:00 – The Galo Power (GO)

23:30 – Soothing (GO)

23:00 – Diablo Motor (PE)

22:30 – The Baggios (SE)

22:00 – Delinquentes (PA)

21:30 – As Radioativas (SP)

21:00 – Evening (GO)

20:30 – Calango Nego (GO)

20:00 – Ressonância Mórfica (GO)

19:30 – Shotgun Wives (GO)

19:00 – Mad Matters (GO)

18:30 – Sangue Seco (GO)

18:00 – Expressão Urbana (GO)

 

SÁBADO, 7/12

01:00 – Mixhell (SP)

00:30 – Marcelo Gross (RS)

00:00 – Kamura (GO)

23:30 – Darshan (DF)

23:00 – Mechanics (GO)

22:30 – Walverdes (RS)

22:00 – Zander (RJ)

21:30 – Ação Direta (SP)

21:00 – Mad Sneaks (MG)

20:30 – 2Dub (DF)

20:00 – Coletivo Suigeneris (GO)

19:30 – Lust for Sexxx (GO)

19:00 – Fuzzly (MT)

18:30 – Tarso Miller and the Wild Comets (MG)

18:00 – Indústria Orgânica (GO)

17:30 – Damn Stoned Birds (GO)

17:00 – Gomorrah in Blood (GO)

16:30 – Mad Grinder (RN)

16:00 – Pressuposto (GO)

 

DOMINGO, 8/12

23:00 – Krisiun (RS)

22:30 – Alf (DF)

22:00 – Girlie Hell (GO)

21:30 – Besouro do Rabo Branco (DF)

21:00 – Galinha Preta (DF)

20:30 – Space Truck (GO)

20:00 – Johnny Suxxx and the Fucking Boys (GO)

19:30 – Versário (GO)

19:00 – Overfuzz (GO)

18:30 – projeto Mazombo (GO)

18:00 – Rios Voadores (DF)

17:30 – Baba de Sheeva (GO)

17:00 – Grieve (GO)

16:30 – Entre os Dentres (GO)

16:00 – West Bullets (GO)

 

Ingressos:

R$ 20,00 (meia entrada antecipada de sexta ou sábado)

R$ 15,00 (meia entrada antecipada de domingo)

 

Pontos de venda:

Calango (Flamboyant, Buriti e Goiânia Shopping)

Harmonia Musical (Rua 3, Centro)

Hocus Pocus (Av. Araguaia esquina com Paranaíba, Centro)

Tribo (Rua 36, Setor Marista)

Internet: www.lojamonstro.com.br

 

 

Patrocínio:

Papelaria Tributária – Governo de Goiás – Lei Goyazes – Secretaria Estadual de Cultura

 

Apoio:

Contato Comunicação

Bolshoi Pub

Gloria Bar e Restaurante

Burn – Energy Drink

 

Cerveja oficial:

Heineken

 

Co-realização

Rede Sociocultural

 

Festival filiado à FBA – Festivais Brasileiros Associados

 

* Quer saber TUDO sobre o Goiania Noise que começa HOJE na capital goiana? Vai aqui: https://www.facebook.com/events/534370866629037/.

 

 

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E NO FESTIVAL, O GRUNGE MINEIRO REVELAÇÃO DO MAD SNEAKS

São três caras fanáticos pelos eflúvios e nuances do bom e velho grunge noventista que nasceu em Seattle, nos Estados Unidos, e que deu ao mundo Nirvana, Pearl Jam, Mudhoney, Soundgarden e toda aquelas bandas inesquecíveis. E o som da Mad Sneaks, trio formado em Alpinópolis (cidade pacata e minúscula do Sul De Minas Gerais, com menos de vinte mil habitantes) por Agno Santos (guitarras, letras, vocais), Adriano (baixo) e Amaury (bateria), exala grunge rock por todos os cantos. Lançaram “Incógnito”, um discão de estréia esse ano (e que foi matesterizado por ninguém menos do que Jack Endino, um dos pais do grunge e o homem que gravou o clássico “Bleach”, do Nirvana) e tocam hoje à noite (sábado, quando o blogão está sendo finalmente ampliado e atualizado) no Goiânia Noise Festival.

 

Pra saber um pouco um pouco mais sobre a banda, estas linhas rockers online bateram um papo com o vocalista Agno, que você lê aí embaixo:

 

O trio grunge mineiro Mad Sneaks, uma das atraões fodonas da segunda noite do festival Goiânia Noise 2013

 

Zap’n’roll – O Mad Sneaks é um trio Mineiro que faz rock com influências do grunge, e é uma das boas promessas desta edição do Goiânia Noise. Fale um pouco sobre a trajetória da banda: como ela se formou em uma cidade tão pequena do interior de Minas e como foi até aqui, até gravar o primeiro disco.

 

Agno Santos – A Mad Sneaks, se firmou como banda oficialmente em 2009, onde eu e o Amaury (batera) tocávamos desde 2007 por passatempo, mas sempre com idéias e planos de montar uma banda real, sincera, de verdade. Assim ensaiávamos sem compromisso, mas procurando o maluco ideal para selar o grupo. Aí encontramos o Adriano (baixo) e o já no primeiro ensaio, o feeling rolou extremamente bem e se encaixou a peça que faltava nessa porra toda! Desde então, sempre lutamos para ser ouvido e conseguir tocar no maior número de lugares possíveis, até que no final de 2012, após algumas demos e shows em tudo que é buraco conseguimos gravar nosso primeiro disco oficialmente, o Incógnita.

 

Zap – e como é manter uma banda com uma qualidade sonora tão boa e um primeiro disco também muito bom morando em uma cidade com menos de vinte mil habitantes? Por que a opção pelo som grunge?

 

Agno – Obrigado pelos elogios! Esta é um pergunta complicada, não faço ideia na verdade. Sempre tivemos a intenção de fazer uma banda que fosse de verdade, nada de poses ou de abordagens do que não somos, sentimos, ou gostamos. Nada daquelas bandas que se formam apenas pra mostrar pra colegas ou conseguir garotas fáceis. Então essa acaba sendo a parte fácil, porque tudo que é feito é de maneira sincera e de certa forma acontece naturalmente. É sempre complicado para conseguir um bom espaço para tocar, nunca tem shows de grandes artistas tocando por perto, mas talvez essa até seja a resposta. Hoje em dia com internet, embora sempre seja uma faca de dois gumes, ela serve de grande intermédio e principal meio de divulgação das musicas e de contatos para tocar, com isso abre oportunidades para levarmos nossa musica muito além do que conseguiríamos se não houvesse este recurso. O estilo de som não houve absolutamente nada de forçado nisso, foi o que rolou e pronto, é assim que consigo fazer e é assim que me agrada. A banda não se prende a rótulos e o que lançamos é porque todos da banda aprovou e é isso que importa para nós e é este o verdadeiro pagamento que recebemos, de compor e tocar musicas que realmente gostamos da forma que sabemos, sem nos importar com mais nada.

 

Zap – como vocês chegaram até Jack Endino [lendário produtor americano e que gravou “Bleach”, a estréia do Nirvana, em 1989], e conseguiram que ele masterizasse “Incógnito”? Ele comentou o que achou do disco?

 

Agno  – Foi muito doido tudo isso, era uma coisa que parecia impossível, mas rolou com tanta €naturalidade que chega a ser impressionante. Ele deixa claro no site dele que ele trabalha de forma independente e só trabalha se gostar do material. Consegui entrar em contato com ele através de um terceiro (diga-se de passagem de Seattle também) e o próprio Endino me mandou um e-mail perguntando se eu queria fazer uma mix/master com ele.Assim mandei as prés mixagens para ele ouvir e ele curtiu e masterizou o álbum. Simples assim. É um cara excepcional, experiente e muito receptivo, fiquei totalmente a vontade com ele para trocar umas idéias e depois de tudo prensado fiz questão de enviar algumas cópias para ele, tanto em CD quanto em Vinil!

 

Zap – Ótimo! E encerrando: como foi o contato pra se apresentar no Goiânia Noise? É a primeira vez que a banda toca em um festival desse porte? O que podemos esperar do show, tipo já há músicas inéditas e que poderão entrar em um futuro segundo disco?

 

Agno – O material foi apresentado ao Léo Bigode que gostou e a gente foi convidado para tocar, houve também indicação de um grande amigo meu, que nos indicou pessoalmente ao Léo, eu não fazia a menor ideia sobre isso, depois que eu fiquei sabendo da história, isso foi muito gratificante! Já fizemos shows em lugares de bons públicos, não só se tratando de quantidade, mas sim de energia. Mas é impossível não dizer com orgulho e empolgação sobre tocar nesse evento. Não adianta, tocar no Noise é praticamente objetivo de qualquer banda. É um festival sem frescuras, sem hypes, é feito para quem realmente quer rock’n roll e oferece uma excelente estrutura. Não é atoa que já existe ha 19 anos. Estamos preparando um show para ninguém ter tempo nem para respirar, para bater cabeça do início ao fim! É assim que gostamos, energia extrema, isso lava a alma de qualquer merda! As musicas, serão todas surpresas para a galera, quem estiver lá, que esteja disposto a agitar, esse é o conselho que dou. Já estamos trabalhamos em algumas musicas novas, mas detalhes extras só acompanhando a banda e indo aos shows. É só assim que dá para sentir o rock’n roll realmente correr nas veias e tremer os ossos! Com certeza se depender de nós, o evento será totalmente Puro Noise!

 

* Para saber mais sobre a Mad Sneaks (inclusive para ouvir o disco dos rapazes), vai lá: http://www.madsneaks.com.br/.

 

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Além da Mad Sneaks outras atrações bacanudas esperam a galera rocker que vai hoje ao centro cultural Martim Cererê em Goiânia. Tem show solo do guitarrista do Cachorro Grande, o Marcelo Gross, do já clássico trio punk gaúcho Walverdes e muuuuuito mais. O blogão em correria total irá atualizando as paradas sobre o festival no decorrer deste finde, diretamente de Goiânia Rock city, okays? Fiquem ligados então!

 

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E O FESTIVAL TEM A SUA MUSA INDIE, CLAAAARO!

Ela tem vinte e oito anos de idade, acaba de se formar em jornalismo, trabalha na assessoria de imprensa da gravadora e produtora Monstro Discos (que faz acontecer o Goiâna Noise há quase duas décadas na capital de Goiás), AMA rock e literatura (entre os autores preferidos: Charles Bukowski e Carlos Drummond) e é toda estilosa: cabelon channel vermelhão, tattos e óculos escuros sempre compondo o visual da garota.

 

Ela é a deusa rocker goiana Mônica Carvalho, nossa musa indie da semana com toda a justiça. E que o blog ficou conhecendo justamente quando começaram os contatos entre ele e ela pela a busca de infos sobre o festival, há algumas semanas. Facebooks e números de celular trocados, papos diários nos últimos quinze dias e voilá: o zapper sempre de coração quedado por romances interestaduais agora quer namorar e casar em Goiânia Rock City, ahahahahaha.

A gatíssima musa indie desta semana: Mônica Carvalho acima), goiana da gema, jornalista, rocker ao cubo, visual lindão e assessora de imprensa do gigante Goiânia Noise Festival; abaixo o zapper (olhem o novo visual do blogger maloker, uia!) sempre xonadão por uma grande garota, ao lado da musa, na sua chegada ontem à capital de Goiás

 

Vamos ver se a lida, doce, meiga, inteligente, super culta e sobretudo mega simpática e humilde Moniquinha também quer o mesmo, hihihihihi.

 

Por enquanto fica aqui nossa homenagem a ela, registrada em nosso sempre dileto tópico semanal que a marmanjada leitora do blog aaaaamaaaaa, hehe.

 

 

FESTÃO ALTERNATIVO PRA QUEM FICOU OU ESTÁ EM SAMPALÂNDIA!

Yep, não é porque estamos no Centro Oeste que não estamos de olho no que rola em Sampa neste finde. E pra quem ficou ou está na capital paulista, a melhor parada mesmo é ir se acabar na festona da primeira edição da S.Ex=Sub Expressions. Produzido pelo agitador cultural Tiago Bolzan e pela equipe da Provis Propaganda Visual a festa pretende ser um mix de atividades culturais e performáticas intensas com shows ao vivo, encenações teatrais, exposições visuais e corporais e muito mais. Vai haver gigs bacanudas dos grupos Moxine, Comma e Punkake, vai ter a primeira mostra individual da grafiteira Magrela, vai ter performance ultra erótica da nossa deusa e musa indie oficial Julieta DeLarge (uhú) e os caralho, sendo que todas as infos sobre a S.Ex estão aqui: https://www.facebook.com/events/190561451132793/?source=1. E o melhor da parada: começa cedo (cinco da tarde) e é de GRAÇA. Programa melhor pra HOJE, impossível! Vai lá (na Praça Vicente Rodrigues, 47, Butantã, zona oeste de Sampa) que ainda dá tempo de pegar shows bacanas e performances idem.

 

 

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PONTO FINAL NESTE POSTÃO ZAPPER

Já é praticamente quarta-feira, meião da semana, e é melhor fecharmos o post aqui mesmo. Foram dias corridos desde a volta de Goiânia, o tratamento contra o monstrinho tumoroso que está na garganta fináttica avança furiosamente e isso – vamos assumir – tem tirado um pouco o ânimo do zapper para ele desempenhar suas funções jornalísticas.

 

Assim, ficamos por aqui. Mas nessa sexta vem postão novo, pode esperar. Falando enfim do novo discão do Brendan Benson (talvez o último grande lançamento deste já final 2013), trazendo cobertura bacaníssima (com notas absurdas de bastidores) do festival Goiânia Noise e mais um monte de paradas aê, okays?

 

Nos vemos no finde então novamente por aqui. Até lá!

 

 

(enviado, ampliado, atualizado e finalizado por Finatti, em 10/12/2013, às 23:51hs.)