Em um mundo onde o rock (e a música pop em geral) cairam num aparentemente inescapável “buraco negro” e estão cada vez mais vazios de conteúdo e qualidade, a lenda gigante David Bowie sacode Sampalândia com a mega exposição sobre sua vida pessoal e obra musical. E aproveitando a “deixa” o blogão passa em revista a trajetória do Camaleão, dissecando seus principais discos e publicando um mega diário sentimental onde relembramos histórias cabulosas e absolutamente sórdidas ao extremo, de putarias e consumo pesado de drugs ao som do gênio imortal que é o cantor inglês

 

Até o final da tarde o blogão zapper ressurge atropelando por aqui, com novo postaço falando desse sujeito aí da foto. Gênio supremo da história do rock e que tem uma exposição monstro dedicada a ele sendo inaugurada hoje em São Paulo.

 

Welcome David Bowie! Ele está novamente entre nós. E logo falamos sobre ele e muito mais por aqui.

 

Até já!

 

(enviado por Finatti às 15hs.)

 

 

 

 

O novo ano com a morte (no portal Dynamite) e o renascimento de um blog (aqui mesmo), isso em um 2014 onde o mondo rock alternativo já tem seus novos heróis psicodélicos ingleses: uns certos Temples; mais: janeiro terminando quente (literalmente!) com os indicados ao Oscar, o xoxotaço Rihanna pelada no Rio (e puxando fumo, uhú!), Justin Biba bêbado e maconhado praticando “racha” pelas ruas de Miami (e indo em cana por conta disso), a lenda indie Sebadoh tocando no Brasil, o Vanguart fazendo cover de pagodão, o Ira! de volta e o país que continua amargando ano após ano os mesmos problemas sociais de sempre – Maranhão em chamas, rolezinho nos shoppings reprimido pela tirania preconceituosa da classe média reacionária e babaca, um prefeito bandido e pedófilo no interior da Amazônia etc, etc. (primeiro mega postaço do ano, com PLUS GIGANTE: o novo trio Euphônicos, a “bueiragem” que vem do Recife, a xoxotaça Jully DeLarge estreando seu blog, livros dos Ramones em promoção e mais isso e aquilo tudo) (ampliação e atualização final em 27/1/2014)

 Os novos garotos psicodélicos ingleses e a popstar maconheira e cadeluda: o quarteto Temples (acima) resgata Byrds e Syd Barrett em sua estréia e lança discaço agora, em 10 de fevereiro; já a americana Rhianna (abaixo) passa mini-temporada de férias no Rio, onde ficou quase inteiramente pelada e ainda degustou marijuana. No rock e na música pop atual é assim: cada um luta com as armas (talento ou apenas barulho visual e midiático) que têm

 

**********

A IMAGEM QUE FICA DO FINDE (COM A CAPITAL PAULISTA EM CHAMAS E EM CONVULSÃO PLENA): O RETRATO MAIS BEM ACABADO DO QUE É O PAÍS DA COPA INÚTIL E (DES) GOVERNADO POR DONA DILMÁ

Tudo errado no país, néan. Black blocs BANDIDOS e SEM NOÇÃO TOTAL provocam incêndio em um fusquinha de um pobre serralheiro de 55 anos de idade, que usava o veículo pra fazer entregas de portões que ele fabricava e/ou consertava.

 

A polícia igualmente BANDIDA e ASSASSINA do GRANDE BOSTA Geraldinho Alckmin ataca e atira em manifestantes com BALAS DE VERDADE (um rapaz de 22 anos ferido com dois disparos em Higienópolis, segue internado na Santa Casa). Enquanto isso a bandidada realmente perigosa assalta, sequestra e mata as pessoas e a PM (com medo, provavelmente) não faz nada. Esses COVARDES fardados só dão tiro em cidadãos comuns.

 

Por fim, dona DILMÁ passeia pela Europa, fica em hotel de luxo e janta em restaurante de luxo em Portugal, enquanto o país que ela (des) governa pega fogo, literalmente.

 

O blog já disse isso em seu Facebook outro dia e vai repetir aqui: VERGONHA TOTAL de ser BRASILEIRO. Cansamos disso aqui. Que o Brasil se foda e se exploda!

(foto: FolhaSP)

 

**********

ÚLTIMA FORMA: A VOLTA DO IRA!, O NOVO DISCO DE NEIL YOUNG E O MALA DISCLOSURE NO LOLLAPALOOZA BR

 

* Yeeeeesssss! O primeiro postaço de 2014 do blogão zapper estava sendo escrito e finalizado quando veio a confirmação da volta oficial do Ira! agora para este ano. Uma das principais bandas do rock brasileiro dos anos 80’, o quarteto paulistano havia encerrado atividades em 2007 devido a brigas internas. Em outubro de 2013, após looooongo período de conversas entre si, o guitarrista Edgard Scandurra e o vocalista Nasi (ambos velhos conhecidos pessoais do autor destas linhas rockers bloggers) apararam as arestas e fizeram um show beneficiente juntos. Mais conversas rolaram, a química rolou novamente e agora a dupla anunciou oficialmente que o Ira! (sem o batera André Jung e o baixista Gaspa) começa a se apresentar ao vivo a partir de maio, sendo que já há mais de duzentas apresentações agendadas até 2015. Em um momento em que o rock nacional sofre com falta total de talentos e péssima qualidade reinante entre as bandas em atividade, a volta do Ira! aos palcos (sendo que o primeiro show rola no dia 18 de maio, na edição deste ano da Virada Cultural de São Paulo) não deixa de ser uma grande notícia, ainda que o grupo volte pela metade.

 Após sete anos de separação o Ira! está de volta: duzentos shows marcados até 2015

 

 

* E a assessoria de imprensa do festival Lollapalooza BR 2014 fez estardalhaço na tarde de ontem para anunciar que o duo eletrônico inglês Disclosure também vai estar no line up do evento. Ou seja: mais uma tranqueira inominável para engordar a lista de drogas que estarão se apresentando em abril no autódromo de Interlagos, em Sampa.

 

 

* Muito melhor é saber que o novo álbum do velho gênio e mito Neil Young sai em março. O disco será lançado pelo selo de Jack White, deverá ter doze músicas classudas e resgatadas do baú do guitarrista e compositor canadense e vai se chamar “A Letter Home”. Esse sim vale a pena esperar com tesão absoluto!

 

 

* É isso? Yep, Isso e muuuuuito mais. Vai lendo aê embaixo o baita postaço que te espera, hihi.

**********

 

Ano novo, néan.

Mas em alguns aspectos com um certo sabor (ou odor) de dèja-vú. Yep, porque sempre que dezembro chega todo mundo acredita que o novo ano vai ser diferente, que o país vai mudar em zilhões de aspectos, qua a violência social vai diminuir, educação, saúde e transporte públicos vão melhorar, a corrupção vai AO MENOS diminuir (acabar, impossível, isso é utopia que jamais irá se tornar realidade por aqui), a inflação idem e bla bla blá. Aí passam as festas de fim de ano, entra janeiro e você percebe que, ano após ano, muita coisa continua da mesmíssima forma no nosso velho Brasilzão. Com alguns agravantes nesse início de 2014 (ano que vai ter uma Copa de futebol inútil no país, além de eleições presidenciais): o Estado do Maranhão em chamas, arrasado por meio século de administração de um clã (os Sarney) bandido, ordinário e que está dando o foda-se para seus eleitores e para o povo miserável e desdentado que mora por lá; o prefeito BANDIDO e PEDÓFILO que comanda uma cidade no interior do Amazonas e a repressão aos chamados “rolezinhos” nos shopping centers paulistanos, promovidos por uma garotada da periferia que, eternamente desassistida pelo Poder Público, está dando o seu grito pelo direito de também se divertir nos “templos de consumo” da classe média branca, endinheirada, babaca, preconceituosa, reacionária, egoísta e conservadora. Só que pobre e morador da periferia NÃO pode andar em bando em shopping! Então, borracha neles e aí todo mundo presenciou o espetáculo grotesco de aparthaid social promovido pela direção dos shopping paulistanos e pela polícia militar do grande merda chamado Geraldinho Alckmin, ameaçando de agressão física moleques de quinze anos de idade. O que resta então, diante de um panorama desses, é procurar as mudanças e as novidades que estão ao nosso alcance ou que podem partir de nós mesmos. Como Zap’n’roll por exemplo: ela mesma acaba de decretar o fim de sua existência no portal Dynamite online, após ser publicada initerruptamente onze anos por lá, por considerar que já cumpriu sua missão ali e que agora é o momento de se concentrar apenas aqui, em seu endereço próprio na web. Ou ir atrás do que realmente pode soar como novo e sacudir o mundo, seja na esfera política e social, seja no rock planetário e na cultura pop em geral. Aí o blog fica feliz e abre um sorrisão quando começa a curtir o som de uma banda novíssima e de moleques apaixonados por pisocodelia, como é o caso do quarteto inglês Temples. E o blog fica feliz também por saber que após passar por um 2013 bastante complicado (enfretando, entre outras várias tretas, um tumor maligno em sua garganta, sendo que ele, espera-se, tenha sido debelado pelos tratamentos de radio e quimioterapia que estão em sua fase final agora nesse final de mês de janeiro), deverá ter um ano com, hã, muitas novidades (mudança de Sampalândia, um festival musical com a marca zapper, a publicação do livro compilando os melhores posts do blog durante toda a sua existência etc.). Só assim, indo atrás de novidades e procurando sempre se reiventar e renascer por si próprio é que o ser humano pode conseguir, de alguma forma, escapar do sentimento e das armadilhas do dèja-vú que insistem em trazer amargor à nossa existência. Então é isso. Bora começar mais um ano zapper. E sempre torcendo, no final das contas, pra que o emprego continue em alta, a inflação acabe, a corrupção se extinga, a violência social e o preconceito das pessoas desapareça, o povo saiba escolher governantes melhores nas eleições deste ano, a saúde e a educação pública se tornem de primeira qualidade e que o Brasil trate um dia sua população como ela de fato merece. É pedir muito?

 

 

* Pois entonces, conforme já comentado aí em cima, no texto que sempre abre nossos postões, a Zap’n’roll do portal Dynamite online chegou ao fim esta semana, após onze anos de ótimas matérias e textos publicados por lá. Os motivos que levaram a esta decisão estão no texto que está no endereço do blog lá na Dynamite (e que pode ser acessado em http://dynamite.com.br/zapnroll/). Texto que também reproduzimos aqui, logo mais aí embaixo.

 

 

* Foram os três assuntos dominantes na mídia e nas redes sociais nas primeiras semanas de janeiro (que, como já disse sabiamente o cantor e compositor paulistano Jair Naves, continua sendo o pior dos meses): o estado deplorável em que se encontra o sistema prisional do Maranhão, os “rolezinhos” pelos shopping centers de Sampalândia e o prefeito pedófilo que está no seu terceiro mandato em uma cidade do Amazonas, mesmo tendo um caminhão de processos judiciais nas suas costas. Tudo já se falou sobre os três assuntos em revistas, jornais, emissoras de tv e rádio, sites, blogs, faceboquete, Twitter e os caralho. E estas linhas bloggers que também não descuidam seu olhar e sua atenção de questões sociais e políticas, tem sua opinião bem clara sobre estes assuntos. Sobre o que rolou (e continua rolando) no Maranhão: em qualquer país sério (não é o caso do Brasil, infelizmente) o governo em Brasília já teria decretado INTERVENÇÃO FEDERAL no Estado (des) governado pela BANDIDA Roseana Sarney. E ela, a própria, já teria sofrido impeachment por conta do episódio de presos se decapitando uns aos outros DENTRO dos presídios do Estado (presos esses que deviam ter sua integridade física garantida pelas autoridades constituídas) que alimenta esses mesmos presos com arroz e galinha CRUA, enquanto a família da governadora vive nababescamente se alimentando de lagosta, camarão, caviar e bebendo whisky importado. Mas é claaaaaro que a presidente Dilmá (isso mesmo, com acento agudo no “a”) JAMAIS fará algo contra os Sarney, um dos pilares do sórdido PMDB – e que é um dos partidos que dão sustentação ao Governo Federal. Portanto…

Roseana Sarney (ao lado do pai), a (des) governadora BANDIDA do Maranhão: se aqui fosse um país sério, essa vadia já teria sido defenestrada do cargo

 

* Sobre os “rolezinhos”: a classe média branca e escrota brasileira escancara enfim seu mega preconceito e apartheid social (estamos vivendo nossos dias de África do Sul, pelo jeito) ao se horrorizar com a presença de jovens pobres e da periferia em seus templos maiores de consumo e ostentação vazia e inútil, os shopping centers. Vergonha total Brasil! O país do eterno futebol, do eterno carnaval e agora do PRECONCEITO SOCIAL ULTRA RIDÍCULO E ESCANCARADO.

 

 

*Pelo menos a questão dos “rolezinhos” (todo o apoio do blog a eles!) rendeu mais uma hilária adaptação/zoação no YouTube, utilizando uma das cenas mais famosas do já clássico filme “A queda – as últimas horas de Hitler”. Confere aí embaixo e se dobre de rir:

 

 

* Já em Coari, cidadela localizada no interior do Amazonas, o prefeito local está no seu TERCEIRO MANDATO consecutivo, mesmo tendo cerca de setenta processos JUDICIAIS nas costas, mesmo tendo sido preso em 2008 em uma operação da Polícia Federal (por suposto desvio de R$ 40 milhões dos cofres públicos) e mesmo estando sob suspeita gravíssima de ter assediado sexualmente menores de nove a quinze anos de idade (crime de pedofilia). O bandido nega tudo, óbvio. E continua comandando o Executivo da cidade. E a Justiça não faz nada. Até quando, Brasil?

 

 

*A notícia rocker tristíssima da semana rolou na última terça-feira em Sampa, quando o músico Élcio Aguirra morreu de infarto em sua casa, aos cinquenta e seis anos de idade. Élcio foi um dos fundadores do quarteto hard rock Golpe De Estado (uma lenda na indie scene paulistana dos anos 80’ e 90’) e era considerado como um dos melhores guitarristas do rock brasileiro. Zap’n’roll o conhecia pessoalmente inclusive, embora não tivesse contato com ele já há alguns anos. Enfim mais um grande talento que se vai, deixando o roquinho nacional artisticamente mais pobre do que ele já está. Rip Élcio! Qualquer hora a gente se reencontra por aí…

 O guitarrista Élcio Aguirra, da banda paulistana Golpe De Estado e que morreu esta semana, aos cinquenta e seis anos de idade: sem ele o rock nacional fica ainda mais pobre em termos de qualidade musical

 

 

 

* Voltando a falar de rolezinhos: o blog já andou dando os seus nas madrugadas do baixo Augusta, no começo de janeiro e logo depois que voltou de seu rolê pelo meio do mato em Minas Gerais. E na boa: o zapper outrora loker e que adoraaaaavaaaaa uma esbórnia, sentiu realmente que desaprendeu a sair na “naite”. Tudo incomdou naquela madrugada: o calor insuportável que fazia (e continua fazendo) em Sampalândia, a rua Augusta lotada de gente e carros, o povo todo chapado e loki, todos os bares entupidos de gente e com filas grotescas pra entrar etc, etc, etc. Primeiro houve uma parada no bar do Bahia, pra reencontrar conhecidos considerados por lá (Rogério, Felipe, Muzenga, Pit Passarell etc.). Depois o blog se mandou pro Outs, que estava absolutamente insano de tão cheio. E como era aniversário do nosso queridaço José Carlos Ramos (um dos sócios da casa e mais conhecido por “Encina que eu NÃO te escuto”, hihihi), o jeito foi beber brejas e vodcas com energético (tratamentos no Icesp estavam interrompidos por conta do recesso de final/começo de ano, então o blog assume que voltou a ingerir álcool, uia) e sair de lá beeeeem alterado etilicamente já de manhã. O domingo, óbvio, foi passado na cama curando ressaca monstro. E o saldo da parada foi esse: o tiozão rocker e quase ex-loker está mesmo a caminho da aposentadoria das baladas noturnas. Ao menos o rolê no Outs deixou essa imagem para a posteridade aí embaixo, uia! O blogger já mezzo mamadão ao lado de seu amigão José Ramos. Que dupla!

 Dupla de coroas do barulho rocker enchendo a lata já no comecinho de 2014, no Outs/SP: Zap’n’roll e seu amigão José Ramos, um dos sócios do bar

 

 

 

*E Justin Biba, uuuuuiiiiiaaaaa, também anda aprontando em seus rolêzinhos, uhú! O popstar de dezenove aninhos de idade foi preso pela polícia americana na madrugada de ontem (quinta-feira), e depois solto sob fiança. Motivo da cana? Mr. Biba estava participando de um “racha” com seu carrão envenenado pelas ruas de Miami. E quando foi abordado pelos homens da Lei ainda resistiu à prisão (wow!). Depois Justin assumiu que estava bêbado (!) e que tinha fumado maconha (!!!). Beleusma! O rapazola está mesmo se tornando o bad boy number onde do pop e se continuar assim Zap’n’roll vai se tornar fanzão dele, hihihi.

Preso ao disputar um “racha” pelas ruas de Miami, o popstar Justin Biba assumiu que estava chapado de goró e também maconhado, wow! O novo bad boy da música pop enfrentou um juiz e só foi liberado após pagar fiança de 2.500 doletas. Dá-lhe Justin!

 

 

* E o ano começa bem na área das gigs gringas alternativas. A produtora paulistana Brain (dirigida pelo chapa Bruno Montalvão, que também é produtor do Vanguart e que ficou mais velho essa semana, parabéns carecon!), associada à Balaclava Records, vai trazer pra cá o venerável trio indie americano Sebadoh (do cantor, compositor e baixista Lou Barlow, que também toca no algo maleta Dinosaur Jr.). Os shows serão entre abril e maio, com apresentações em Sampa, em Minas Gerais e em Recife (no festival Abril Pro Rock). Antes as duas produtoras também irão trazer ao país o músico alternativo canadense Mac DeMarco, que tem shows já marcados em Sampa para os dias 19 e 20 de março – na noite seguinte, ele irá tocar em Porto Alegre. Bom, muito bom, sendo que é estranhíssimo nenhuma dessas duas gigs ter sido noticiadas ou comentadas num dos (ainda) principais blogs de rock e cultura pop do Brasil. Qual seria o motivo desse “lapso”?

O já lendário indie americano Sebadoh: shows no Brasil em abri e maio

 

 

* E a premiação do Grammy 2014, que rola neste domingo e que é sempre tão babaca de tão careta, promete pegar fogo desta vez. Vai ter shows dos ex-beatles Paul McCartney e Ringo Star, do Dave Grohl, Nine Inch Nails e os caralho. Mesmo assim o blog ainda prefere… não assistir, rsrs.

 

 

* Mais emocionante (um pouco mais apenas, diríamos) deverá ser a entrega do Oscar, dia 2 de março. “Gravidade” lidera as indicações (ao lado de “Trapaça”) concorrendo em nada menos do que DEZ categorias, inclusas aí melhor filme e direção. Nem é preciso dizer que estas linhas online torcem pelo filmaço dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón com a mão no coração.

 

 

* Só as cachorra, I: mas que beleusma! O ano começou em ebulição nos blogs e redes sociais quando vazaram na internet algumas fotos de uma cadelaça que seria, supostamente… TENENTE do exército brasileiro, uuuuuiiiiiaaaaa! Vejam algumas das imagens da bocetuda aí embaixo e respondam: um xoxotaço desses não faz a alegria de qualquer batalhão? Hihihi.

Que XOXOTAÇO (acima) e que TETAÇOS (abaixo)!!! As fotos vazaram na web no começo do ano e são de uma suposta TENENTE do exército brasileiro; se for mesmo verdade, que belesuma! O batalhão pátrio nunca esteve tão bem servido, uia! 

 

 

* Só as cachorra, II: já miss Rihanna, a mega star pop que também adoooooraaaaa mostrar seu lado de putona assumida, anda arrasando em sua mini temporada de férias no Rio De Janeiro. Deixou-se fotografar com as tetas de fora (com os bicos cobertos apenas por uma fita adesiva cor da pele) e também foi flagrada tomando um banho de cachoeira onde ela fumava um inocente… baseado. Só por isso a vacona Rihanna ganhou cinquenta mil pontos com estas linhas rockers eternamente safadas, hehehe.

 A mega popstar e cadelona Rihanna in Rio: rabuda (e que rabo!!!) e queimando marijuana, ela gosta mesmo de mostrar seu lado devasso e putona; tem total apoio do blog, hihi

 

 

*FESTIVAIS PEQUENOS PORÉM BACANAS AGITARAM O ACRE E MINAS GERAIS NO FINAL/INÍCIO DO ANO – em um período (a semana entre o natal e o ano novo) onde todo mundo só pensa em sair fora, pegar uma estrada e viajar pra alguma praia ou pro interior, e onde quem trampa com produção cultural não se arrisca a promover nenhum evento similar a um festival de música (por exemplo), cidades como Rio Branco (capital do Acre) e a pequenina São Thomé Das Letras (um paraíso turístico idílico de oito mil habitantes, localizado no Sul de Minas Gerais) resolveram inverter essa lógica. Na distante e pacata Rio Branco por exemplo, rolou mais uma edição do já tradicional festival Chico Pop, que carrega em seu nome uma homenagem a um dos primeiros jornalistas de cultura pop do Acre. O evento aconteceu em uma única noite (27 de dezembro) no teatro Plácido de Castro (um dos locais mais tradicionais do circuito cultural da capital acreana) e foi acompanhado de perto pelo blog, que foi até lá a convite dos produtores do festival, os queridos Alexandre Nunes, Aarão Prado e Jully Joyce. Foi uma noite tranquila e bacana de boa música e onde se apresentaram três bandas locais e a convidada de fora Kali & Os Calhordas (de Porto Velho, Rondônia), um quinteto que tem uma linda (porém muito tímida como vocalista e performer de palco) vocalista e que não economiza nas (ótimas) referências à mpb de Jorge Ben. Mas o grand finale ficou mesmo por conta da curta apresentação dos Camundogs, um dos dois grandes nomes do rock autoral de Rio Branco (o outro, claro, é o Los Porongas) e que anda afastado das apresentações ao vivo já há alguns anos, embora o grupo esteja prometendo soltar material inédito ainda em 2014. Foi emocionante rever alguns grandes sons da banda (que estas linhas bloggers viajantes conhecem desde 2006, quando esteve pela primeira vez em Rio Branco) e seus eflúvios de rock BR anos 80’, emoldurando a voz trovejante do cantor Aarão (que mesmo super gripado naquela noite, ainda conseguiu dar conta de interpretar bem as canções do conjunto). Pode ter faltado um pouco mais de público pra prestigiar o evento (afinal, estávamos na ante-véspera do réveillon) mas o Chico Pop cumpriu mais uma vez seu papel de dar espaço para os novos talentos musicais da região, sendo que quem foi ao teatro se empolgou de verdade e não se arrependeu.///Do longínquo Norte o blog pulou quase que direto para a minúscula e bucólica São Thomé Das Letras. Localizada no Sul de Minas Gerais São Thomé é cercada por natureza, montanhas, trilhas e cachoeiras. Cidadela turística e notório ponto de encontro (há décadas já) de malucos em geral, Thomé respira rock’n’roll pelas suas dezenas de barzinhos localizados na zona urbana e também na área rural (enorme) do município. Nada mais natural então que rolasse por lá o primeiro Festival Alternativo de São Thomé Das Letras, que aconteceu no bar do Johnny (na parte rural) no primeiro final de semana de 2014. Organizado pelo músico Netão (baixista da banda do hoje muito conhecido cantor e compositor Ventania), o evento abriu espaço para bandas covers locais de São Thomé (como a muito boa Maximum Overdrive do guitarrista Johnny Hansen, a lenda que até hoje integra o grupo eletrônico Harry) e alguns convidados de fora – como o excepcional trio grunge Mineiro Mad Sneaks, que infelizmente teve que cancelar sua apresentação na noite de sábado por problemas técnicos. Tudo rolou na mais absoluta tranquilidade e num cenário de filme: as bandas tocando literalmente no meio do mato (em um espaço gramado generoso, anexo ao bar do Johnny), com o público dançando e curtindo a valer sob um manto de estrelas que brilhavam no céu. Houve alguns problemas técnicos aqui e ali (afinal, era a primeira edição do festival) mas nada que atrapalhasse o andamento geral da parada. Tanto que Netão, com a simpatia e humildade que tratava a todos, foi o priemeiro a reconhecer: “estamos aprendendo ainda, é nosso primeiro evento. E vamos aprender com os erros pra fazer um segundo festival melhor em 2015”. Com certeza. Foram, enfim, dois festivais bacanas e que o blog acompanhou com satisfação de perto, torcendo para que eles voltem firmes e fortes no final deste ano/começo do próximo.

 Kali & Os Calhordas (acima) mostra suas influências de mpb no festival Chico Pop, que aconteceu no finalzinho de 2013 em Rio Branco, no Acre; já no primeiro finde do ano novo o rock rual agitou a bucólica São Thomé Das Letras (Minas Gerais), com várias bandas mandando som no meio do mato, como a sempre bacana Maximum Overdrive (abaixo), do guitarrista Hansen

 

 

* Se alguém ainda tinha alguma dúvida de que o Vanguart precisava e queria tornar sua música mais, her, “acessível” (conforme Helinho Flanders mesmo confessou a este espaço rocker virtual depois de show da banda no final do ano passado, no Bourbon Street, aqui em Sampa), pra decolar de vez e atingir o grande público, aí está a prova: essa cover da música “Cilada”, do grupo carioca de pagode chumbrega Molejo. O que o blog achou? Que nem mesmo uma ótima banda como os Vangs salva uma canção pavorosa de ela continuar sendo… pavorosa. Sim, sim, a versão acústica e afolkalhada que o grupo imprimiu à música (apenas com violões, violinos, percussão suave e vocais) confere um pouco mais de DIGNIDADE a ela. Mas isso não basta pra salvar a dita cuja e sua letra horrenda e repleta dos clichês textuais/imagéticos mais simplórios possíveis, dignos de um ginasiano semi-letrado. Tem gente que ainda acha ruim a banda ter emplacado “Meu sol” em novela Global e diz que aquilo parece Skank. E daí??? Skank é um das MELHORES bandas pop do Brasil há vinte anos. E esse sujeito aqui prefere mil vezes ouvir o Vanguart e o querido Helinho cantando seu PRÓPRIO repertório mais POPULARESCO (mas de lavra própria, e nesse sentido “Muito mais que o amor” é um discão musicalmente falando, e com algumas letras que beiram a perfeição estética, mesmo tendo sido compostas com palavras e imagens simples) do que tentando dar um verniz “cult” e mais “inteligente” ao que não tem conserto – no caso, esse pagode execrável produzido por um grupo igualmente execrável. Mas se o objetivo dos Vangs era produzir mais um hype em torno deles…

 

 

*O vídeo dos Vangs coverizado o Molejo aí embaixo:

 

 

* O ano começa muito bem, I: pra anotar na agenda e não esquecer a próxima sexta-feira, 31 de janeiro. Nessa noite rola mais uma edição da festona “Esbórnia”, no centrão loker de Sampalândia (em um prédio semi-abandonado na esquina da rua Dom José De Barros com a avenida São João), e que vai ter show dos incríveis Rios Voadores, em sua primeira gig paulistana. Tendo a pequena deusa Gaivota Naves nos vocais, a RV é de Brasília e com seus eflúvios de tropicalismo, psicodelia e mpb sessentista, promete ser uma das grandes revelações do novíssimo rock nacional este ano. Dá uma olhada no vídeo aí embaixo (com o grupo arrasando em seu set na última edição do festival Porão Do Rock, em Brasília, em agosto passado) e veja o que te espera em Sampa na semana que vem.

 

 

* O ano começa muito bem, II: na mesma sexta (31) também será inaugurada a esperadíssima exposição sobre a vida e obra do gênio David Bowie, no Mis/SP. Evento mais do que imperdível e que ocupará o museu paulistano até abril, com visitação diária custando dez mangos – na terça-feira é de graça. Vai perder???

 

 

* O ano começa muito bem, III: também pra anotar na agenda o lançamento bacana que rola dia 8 de fevereiro na loja Sensorial Discos (que fica lá na rua Augusta, 2389 (Jardins, zona sul de Sampa, fone 11/3333-1914). Vai ter noite de autógrafos do livro “Mondo Massari”, do nosso digníssimo “reverendo” Fábio Massari (um dos sujeitos que mais entendem de música e rock nesse país) e, de quebra, pocket show da cantora Stela Campos – que lançou o lindíssimo disco “Dumbo” (melancolia e doces canções folks e bucólicas em doses concentradas) no final de 2013. Nessa parada (que está sendo organizada pelo pessoal da Edições Ideal, né Marcelo Viegas) o blog vai estar presente, com certeza!

 

 

* E ufa! Depois dessa tonelada de notas iniciais (um recorde: vinte notas curtas cobrindo absolutamente todas as paradas que estão agitando o mondo pop/rock por esses dias!) nesse primeiro postão de 2014, vamos ao que interessa no novíssimo rock inglês. Yep, o ano também começa muito bem com a psicodelia sixties reencarnada no som do quarteto Temples.

 

 

O ROCK DA VELHA ILHA VOLTA A SER PSICODÉLICO E CLASSUDO COM OS TEMPLES

Este jornalista musical e rocker está com 5.1 de idade nas costas. E a essa altura do campeonato é inevitável: você começa, mesmo não querendo, a perder o fôlego para acompanhar absolutamente TUDO o que surge de novidade no mondo pop/rock planetário, no rock alternativo em particular. E ainda mais em um tempo (o de hoje) onde a qualidade musical das novas bandas sabidamente desce a ladeira, onde surgem e desaparecem zilhões de artistas diariamente, onde tudo é consumido velozmente pela internet (são tantos nomes e links que você mal escutou um ele já cai no esquecimento pra dar lugar a outro) e onde jornalistas da nossa faixa etária já ouviram tantos clássicos, já assistiram tantos shows e têm a impressão de que todas as obras definitivas no rock já foram lançadas, que a tarefa de continuar ANTENADO com o que surge se torna ainda mais… hercúlea. Mas a gente tenta, né. O blogão zapper particularmente vive com os dois pés atrás em relação a novos nomes musicais. E confessa que anda cada vez mais preguiçoso pra ir em busca deles. Mas vez por outra nos pegamos ENCANTADOS e absolutamente SEDUZIDOS por alguma banda ou artista novo (e foram tantos novos nomes nos últimos meses… Lorde, Haim, Disclosure, Bastille, Jake Bugg, Chvrches, Parquet Courts, Palma Violets…). É o que está acontecendo exatamente agora: os responsáveis por essa “sedução” auditiva do já old musical journalist? Quatro moleques de uma cidadela de cerca de cinqenta mil habitantes, ao norte de Londres. O som deles? Psicodelia das mais viajandonas possíveis à moda sixties, com eflúvios de Byrds (yeah!) e de Pink Floyd fase Syd Barrett (no fodástico “The Piper At The Gates Of Dawn”, a estreia do PF em 1967). Melodias encantadoras e dolentes, vocais bucólicos e sonolentos, duas guitarras, teclados com timbres vintage. Tudibom. E som pra vc sair por aí, viajando no meio do mato, e se entupindo de maconha e ácido. O nome da banda? Temples, simples assim (se todas as bandas tivessem nomes básicos e bacanas como esse…). O disco de estreia deles? “Sun Structures”, que sai oficialmente em 10 de fevereiro na Inglaterra, NÃO vai sair aqui mas já está ao seu alcance na web.

 

Não existe – ainda – nenhuma mega história pra se contar da banda, que foi formada em 2012 (!) na pequenina cidade de Kettering. Lá os amigos James Bagshaw (vocais e guitarras), Adam Smith (teclados e guitarras), Thomas Warmsley (baixo) e Sam Toms (bateria), todos moleques na casa dos vinte anos de idade, uniram sua paixão comum pelo rock e pela psicodelia dos anos 60’ e resolveram por mãos à obra pra tocar o puteiro rocker. Bastaram alguns shows concorridos (que logo chamaram a atenção da rock press britânica e de gente como Liam Gallagher, aquele mesmo que um dia cantou no Oasis) e alguns singles absolutamente fodásticos (como “Colours To Life” e “Mesmerise”, ambos lançados no ano passado) e o estrago já estava feito. O Temples se tornou imediatamente o novo e badaladíssimo hype da musical press inglesa – e desta vez, com méritos de sobra.

 

O blogão zapper começou a prestar atenção (de leve) nas notícias a respeito do conjunto ainda no final de 2013. Começou a caçar vídeos na internet. Começou a achar INTERESSANTE o que via e ouvia. Mas faltava a prova definitiva, ou seja, a audição do álbum de estréia completo dos garotos. E isso só foi acontecer mesmo depois da virada do ano quando “Sun Structures”, devidamente gravado e prontíssimo para ser lançado oficialmente daqui a duas semanas, acabou despencando na web. Pois é um discão de doze canções que possuem algumas das melodias mais belas e bem formatadas no indie rock planetário nos últimos tempos. Da algo ‘beatle’ “Shelter Song” (que abre o cd), passando pelo single chapadão (na ambiência sonora) que é “Mesmerise” e pelos violões estradeiros que conduzem “Keep In The Dark” (que possui, além de tudo, uma levada glam à la Marc Bolan em seu andamento), o disco é uma delícia total do início ao fim. Dá pra sentir o cheiro de maconha e de estradas de terra ouvindo “Colours To Life” e “Test Of Time”. Dá pra se sentir dentro de uma cena do clássico “Easy Rider” (“Sem Destino”) ao se ouvir a lindona mezzo vinheta (que dura menos de dois minutos) “Fragment’s Light”, que fecha o trabalho. Tudo gravado com ótimos riffs de guitarras, violões preciosos, timbres antigões de teclados e vocais sonolentos, como se o cantor estivesse despertando pela manhã de uma ótima trip de ácido.

O discão de estréia do quarteto inglês Temples: lançamento oficial no próximo dia 10 de fevereiro, com doses concentradas de psicodelia e rock retrô

 

Aliás nem dá pra se afirmar aqui com certeza absoluta que os rapazes do Temples queimam marijuana e se entopem de doces. Mas que com certeza passaram a adolescência mergulhados em Byrds e em Syd Barrett, isso passaram. E aprenderam as lições com os mestres da melhor maneira possível. É uma banda que o blog adoraria ver ao vivo, em um show intimista em algum bar do baixo Augusta, em Sampa. Mas como provavelmente isso vai ser meio impossível no momento (já que o conjunto está requisitadíssimo pra gigs na Europa), fiquemos com este “Sun Structures” e mergulhemos de cabeça no dito cujo. Os Temples talvez se tornem, daqui a alguns meses, apenas mais um nome a surgir e desaparecer rapidamente no rock dos anos 2000’. Ou talvez se tornem grandes como o Oasis ou o Nirvana. Não importa: sua estréia em disco já dá por cumprida sua missão no mundo ultra flácido e emasculado do rock’n’roll atual.

 

* Temples é pra quem gosta de: psicodelia sessentista, The Byrds, Pink Floyd do início e Syd Barrett.

 

 

TEMPLES AÍ EMBAIXO

No vídeo de “Mesmerise”, um dos singles do álbum “Sun Structures”.

 

 

 

E NA PRIMEIRA MUDANÇA EDITORIAL DO BLOG EM 2014, ZAP’N’ROLL SE DESPEDE DO PORTAL DYNAMITE ONLINE

Tudo acaba um dia, néan. Um disco chega ao fim, um livro também, um filme idem. A própria existência humana tem um ponto final em algum momento. E este velho planeta Terra que habitamos também irá desaparecer em mais alguns bilhões de anos, segundo previsões dos cientistas.

 

Com um blog ou site ou portal de internet não seria diferente. Pensa: desde o surgimento da world wide web quantos milhões de sites, servidores, blogs e os caralho surgiram e desapareceram? Alguns duraram tão pouco e foram tão inexpressivos que os internautas sequer deram conta de sua existência na web. Outros construíram um certo nome, reputação e prestígio e duraram um pouco ou bem mais. Mas ainda assim se findaram também.

 

Com a Zap’n’roll não poderia ser diferente e nem seria nossa intenção que ela fosse perene no portal Dynamite. Pelo contrário o blog durou muito mais do que esperávamos quando o colocamos no ar, ainda sob o formato de coluna semanal, no início de 2003, sendo que a mesma coluna já havia sido publicada durante cerca de dois anos (de 1993 a 1995, lá se vão quase vinte anos!) na edição impressa da extinta revista Dynamite.

 

Veio então o formato de coluna semanal virtual. Que foi concebido para inicialmente falar de rock alternartivo e cultura pop. Mas com o passar dos anos o blog foi crescendo, foi se tornando cada vez mais lido e comentado, se tornou mega polêmico e passou a abarcar uma gama de assuntos que iam muito além de rock e cultura pop. Zap’n’roll passou então a também falar de política, sociedade, comportamento, sexo, drogas. Sempre opinando de maneira contundente, sempre procurando escrever textos aprofundados e analíticos ao extremo sobre aquilo que queria comentar.

 

Foi por conta dessa contundência algo exacerbada e de (va lá) alguns “excessos” editoriais cometidos pelo zapper que começaram a haver divergências entre o autor do blog e a direção do portal Dynamite. A situação chegou a tal ponto de tensão que, em julho de 2010, chegou-se a um acordo para por fim ao impasse que havia se criado entre o blog e o Publisher André Pomba (também presidente da Ong Associação Cultural Dynamite, que administra o portal do mesmo nome), por conta do conteúdo editorial que estava sendo veiculado aqui: Zap’n’roll foi desmenbrada em dois endereços distintos. Um próprio na web e o outro já publicado há sete anos na Dynamite online. O endereço próprio passou então a abranger posts semanais e gigantes, cobrindo zilhões de assuntos variados (do rock ao sexo, das drogas à política, da cultura pop em geral à sociedade e ao comportamento) e logo se tornou um estrondoso sucesso de audiência – 2013 foi o melhor ano pro blog nesse sentido, com posts que não raro atingiram mais de 400 “curtidas” (!) em redes sociais, além de receber mais de 80 (!!!) comentários no painel do leitor, também num único post. A Zap da Dynamite, mais modesta, passou a falar apenas de assuntos musicais e com posts semanais menores e tratando de apenas um assunto por vez. Manteve uma boa audiência, mas muito abaixo do novo endereço do blog.

O quarteto Luneta Mágica, de Manaus: uma das grandes descobertas rockers do blog em sua mais de uma década de existência no portal Dynamite online

 

Assim, após onze anos de publicação no portal Dynamite e convivendo nos últimos quatro com seu endereço próprio e “irmão” na internet, avaliamos o quadro editorial de ambas e também os números de acessos dos dois endereços do blog, e chegamos à conclusão que chegou o momento de dar um ponto final na Zap’n’roll que é publicada no portal Dynamite. E temos o maior orgulho de tudo o que publicamos aqui nesses onze anos de existência, onde cobrimos zilhões de shows nacionais e internacionais, acompanhamos festivais nanicos e gigantes, viajamos por todo o Brasil em busca de novidades musicais (afinal já existem blogs demais viajando pra gringa, pra reportar o que rola por lá, ao passo que poucos desses blogs voltam suas antenas pra música pop e pro rock que rola aqui mesmo, nesse Brasil gigantesco), descobrimos bandas espetaculares (como Vanguart, Luneta Mágica e Euphônicos), vimos o nascimento e morte de inúmeros grupos e movimentos, de tendências e comportamentos os mais variados. E também fizemos inúmeros amigos e ganhamos alguns outros zilhões de inimigos, hehe.

 

O blog no portal Dynamite se vai então com a sensação do dever cumprido. E no final, como reza o velho clichê, é melhor sair de cena enquanto ainda se é relevante do que desaparecer engolido pela decadência implacável. Foi exatamente isso que o gigante REM (uma das cinco bandas da vida deste blogger eternamente rocker) fez, há três anos: anunciou seu fim, após três décadas de inestimáveis serviços prestados ao rock mundial que importa.

 

E no final das contas a extinção de Zap’n’roll na Dyna online apenas antecipa, em parte, uma grande reforma editorial pela qual o portal irá passar nos próximos meses. Toda a arquitetura do site (que já está bastante defasada) irá mudar. E quando o novo portal entrar no ar, uma das principais mudanças é que não haverá mais blogs nele.

 

Por outro lado, a Zap’n’roll em seu endereço próprio (www.zapnroll.com.br) irá continuar com gás total já a partir desta sexta-feira, 24 de janeiro, quando entramos no ar com nosso primeiro post de 2014. E ele vem como sempre gigante e recheado de novidades, comentários e análises sobre os mais diversos assuntos. Fora que nos próximos meses vários projetos com a marca do blog estão engatilhados: um evento musical bacanão e a publicação (enfim!) do livro compilando os melhores posts zappers publicados nesses onze anos de existência. Sendo que até a Zap em seu endereço próprio poderá também deixar de existir ao final de 2014, nunca se sabe. Afinal, como acabamos de dizer aí em cima, é melhor fazer mudanças e sair no auge do que afundar no mar do esquecimento.

 

Sentiremos saudades sim da Zap’n’roll do portal Dynamite (onde o autor do blog continuará atuando como repórter/colaborador, publicando matérias especiais, coberturas de festivais, resenhas de discos etc.) mas ela já teve seu tempo e agora merece ficar nas boas lembranças daqueles que a acompanharam ao longo desses anos todos. Portanto: comtinuaremos nos esbarramos por aí, nos shows, na vida rock’n’roll e ainda, no endereço próprio zapper, que volta com tudo hoje.

 

* Obs: e nosso agradecimento eterno ao sempre amado André Pomba, por nos ter acolhido da melhor forma possível nesses onze anos de Zap’n’roll na Dynamite online.

 

 

**********

NA PEQUENA E DISTANTE RIO BRANCO (ABENÇOADA E PROTEGIDA PELA GRANDE FLORESTA) SURGEM OS EUPHÔNICOS

(Eufônico=que tem o som agradável/instrumento de cordas semelhante a um piano, com cordas de harpa)

 

Os significados descritos por um dicionário ao mesmo tempo pouco importam, mas dizem tudo sobre esse trio que nasceu e existe há pouco mais de um ano em Rio Branco, capital do distante Acre (o Estado do Norte brasileiro verdadeiramente abençoado e protegido pela grande floresta amazônica e “onde o vento faz a curva”, como disse uma vez Aarão Prado, um dos instrumentistas e vocalistas do grupo). E tal qual aconteceu com o cuiabano Vanguart (que até 2005 era um total desconhecido fora das fronteiras da capital de Mato Grosso), hoje a maior banda indie do país, e com o quarteto manauara Luneta Mágica (também praticamente desconhecido fora da capital do Amazonas até 2012 e agora já trilhando o mesmo rumo dos Vangs), o Euphônicos (no caso da banda, grafado com ph) é a grande aposta do blogão zapper para 2014 – e poderá ser mais uma das grandes descobertas musicais destas linhas bloggers poppers, sempre de olho na música que é feita nos mais distantes rincões do Brasil.

 

Não dá pra dizer que o conjunto formado por Aarão Prado, Brunno Damasceno e Marcos Vinicius é um trio de rock, muito longe disso. Mas também, a rigor, fica difícil “aprisionar” o som que eles fazem em qualquer rótulo estético/musical. Pra começar são três personalidades muito diferentes, musicalmente falando (embora os três sejam amigos inseparáveis de longa data): o jornalista e radialista Aarão (que apresenta um programa na rádio local Aldeia FM e que o blog conheceu pessoalmente em 2006, quando foi a Rio Branco pela primeira vez) é vocalista do grupo Camundogs, um dos dois grandes nomes da cena rock da capital acreana há quase década e meia (o outro é o quarteto Los Porongas, hoje radicado em Sampa), e cuja sonoridade incorpora muito do rock BR 80’, com eflúvios claríssimos de Legião Urbana. Já Brunno é um dos músicos mais conceituados da cena mpb de Rio Branco, e considerado um… sambista (!!!) de mão cheia – uma de suas composições será gravada em breve pela cantora Lecy Brandão). Marcos Vinicius, por fim, é um conhecido e respeitado poeta e agitador cultural da cidade.

 

Se havia diferenças estético/musicais entre os três, elas desapareceram quando a trinca resolveu se unir em um novo projeto musical, batizado Euphônicos. “Aconteceu porque sentimos necessidade de fazer algo novo e completamente diferente do que fazíamos em nossas praias musicais”, explica Aarão ao blog. E ele ainda conta que, a princípio, a despretensão com o projeto era total: “nos reuníamos, cada um escrevia trechos de letras e dava idéias musicais. A partir do material apurado a gente burilava a canção e entrava em estúdio para gravar. E para fazer isso íamos chamando os melhores músicos atuando em Rio Branco para nos ajudar e enriquecer as canções com instrumentos, idéias e arranjos”. Com as músicas sendo concluidas aos poucos, ainda segundo Aarão, a idéia era manter a banda como sendo apenas um “grupo virtual”, que pudesse ser ouvido e curtido na internet. “Não era nossa intenção montar banda e lançar disco”, diz ele. “Mesmo porque há muitas participações na gravação das faixas e seria praticamente impossível juntar todo esse pessoal num palco pra fazer shows. Fora que já estamos ‘véios’ e pançudos, temos nossos empregos e não seria nossa intenção sair por aí, tocando. Pra nós o Euphônicos era importante sim, mas se tratava de uma válvula de escape musical do nosso dia-a-dia”.

O trio Euphônicos, de Rio Branco (Acre): the next big thing do indie rock BR?

 

Só que todo esse ideário e pensamento do cantor e radialista foi mudando quando o Euphônicos começou a tomar uma dimensão bem maior do que ele imaginava. A cada nova música postada na plataforma Soundcloud o interesse em torno do trio crescia. O próprio blogão zapper, a princípio com “preguiça” de ouvir o som do conjunto (e mesmo com Aarão cobrando o sujeito aqui nesse sentido: “Finas, ouve o Euphônicos, tenho certeza que você vai curtir e sua opinião é importante pra nós”, ele falava via bate-papo do Facebook), caiu literalmente de amores pelo som deles pouco antes de embarcar para sua mais recente viagem até Rio Branco (quando foi acompanhar o festival Chico Pop, no finalzinho de dezembro passado). Ao ouvir pequenas obras-primas inebriantes como “Se é de lágrima”, “Pegadas” (que tem participação especial de outro grande nome da cena musical acreana, a cantora Carol Freitas, que está de amizade “rompida” com o blog por pura bobagem, após uma discussão tensa por telefone; mas não importa: Zap’n’roll continua admirando e adorando a garota da mesma forma, hehe), “Em guitarras e poemas” (que possui uma letra fantástica) ou “Delito”, não deu outra: estas linhas online colocam agora a banda como uma de suas principais apostas na indie scene nacional este ano.

 

O motivo desta avassaladora paixão do blog pelo som dos Euphônicos? Muito simples: a trinca Aarão/Brunno/Marcos compôs algumas das mais belas canções ouvidas por este espaço rocker virtual nos últimos meses. Fora que todos os três cantam com inflexão poderosa e ultra afinada, as letras são de uma beleza poética e imagética fantástica e a parte melódico/musical do projeto é um show à parte: escudados por músicos talentosíssimos da cena de Rio Branco os três euphônicos engendraram treze músicas (o cd terá quinze no total) que são um escândalo de beleza, melancolia, bucolismo, reflexão e contemplação. Tudo cabe na construção de cada faixa: cordas (violões, bandolins, cavaquinhos), pianos, sopros e até… guitarras rockers. Um dos maiores exemplos de tudo o que está escrito aqui e talvez o momento maior de um disco ele todo incrível, é “A bailarina” (cuja letra está logo mais aí embaixo). Se qualquer produtor musical de algum selo musical ou diretor musical de alguma emissora de tv do Sudeste tiver um mínimo de sensibilidade e ouvir essa música, ele enlouquece e morre no mesmo instante de amores pelo grupo. E isso não é exgero desta espaço rocker blogger.

 

Com a repercussão em torno do projeto aumentando a cada dia, não houve como escapar: os Euphônicos decidiram que não dá mais pra ser apenas uma banda “virtual”. Irão lançar sim um disco (primeiro na web, depois em cd físico). E o show de lançamento do dito cujo deverá acontecer em maio próximo, em Rio Branco (e se nada der errado até lá, o blog estará novamente na capital do Acre pra prestigiar pessoalmente o evento). Até lá você ainda vai ouvir falar bastante deles por aqui. Mas por enquanto fica a nossa certeza: Euphônicos é (só depende deles) o próximo grande nome da cena independente brazuca, descoberto por estas linhas zappers. Podem acreditar nisso!

 Zap’n’roll e o músico e vocalista Aarão Prado (das bandas Euphônicos e Camundogs), pelas ruas de Rio Branco, capital do Acre, no final de 2013

 

 

* Para saber mais sobre os Euphônicos, vai lá: https://www.facebook.com/euphonicos. E para ouvir as músicas do primeiro disco do grupo, vai aqui: https://soundcloud.com/euphonicos.

 

EUPHÔNICOS – UMA LETRA

A bailarina

Enquanto ela dançava

Seus pés adormeciam Dançava sem depois Enquanto ela dançava

De olhar entristecido Dançava sem um par

Não teve como não

Chorar em pausas

Sonhos no coração

E os pés na valsa

E ela só errou e amou demais Fez da sua dor seu sol, seu cais

Pouco importa o que ficou pra trás

Já podia abrir os olhos Dançando por tudo isso

E os sinais

Que fazem do destino a sina Rodopios no salão

Da mais triste Bailarina

Enquanto ela dançava

Pra sempre anoitecia Dançava sem notar

Que as marcas não sumiam Tão longo era um caminho Dançando pra chegar

Não teve como não

Sorrir chorando

Os pés que vem e que vão Dançam seu tango

E ela só errou e amou demais Fez da sua dor seu sol, seu cais

Pouco importa o que ficou pra trás

Já podia abrir os olhos Dançando por tudo isso

E os sinais

Que fazem do destino a sina Rodopios no salão

Da mais triste Bailarina

 

* Pra ouvir “A bailarina”, vai aqui: https://soundcloud.com/euphonicos/4-a-bailarina.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco I: “Sun Structures”, dos Temples.

 

* Disco II: o sujeito tem o nome artístico de Jean Nicholas. Cara de nerd (usa óculos de lentes grossas e aro idem), é PROFESSOR de português em Recife (mais conhecida como HellCife), e leva paralelamente às aulas que ministra uma carreira musical já há alguns anos. E acaba de lançar (na web) seu primeiro disco, intitulado “Bueiragem”. E aê? Você botaria alguma fé no dito cujo? Pois vai lá no Soundcloud (https://soundcloud.com/jean-nicholas-1/jean-nicholas-e-a-bueiragem-1) e escuta. É completamente insano, intenso, demente, loki ao cubo. O que dizer de um álbum que começa com uma faixa instrumental, é invadido por flautas (!) e pianos (!!) na música seguinte e desanda na sequencia em canções que são pura desconstrução melódica e rítmica, incorporando no processo doses de rock, rap, funks, dub reggaes (com guitarras esquizoides sustentando o refrão psicótico “deixe pra chorar quando chegar o inimigo”), baladas “doces” com violões, escaletas e vocais em eco (ou em distorção) e os caralho? Fora as letras desconcertantes que falam de drogas, desencontros existenciais, torturas emocionais etc. Vai vendo o nome de algumas faixas: “Ressaca imoral”, “O amor é a porta de entrada pra outras drogas” (wow!) e “Fucksong”, essa com a participação especial nos vocais da deusa Aninha Martins (uma crioulaça peituda, cara de anjinha ultra safada, tesão e delícia total e que é um dos atuais principais nomes da nova cena musical recifense, ou seja: além de ser um bocetaço gostoso pra porra, ainda canta horrores). Aliás participaram das gravações alguns dos melhores músicos que estão agitando hoje em dia a cena da capital pernambucana, gente como D Mingus, Graxa, Rama, Lobo, Givandro e Leonardo, sendo que o próprio Jean canta, toca guitarra e baixo em todas as músicas. Numa palavra: subversão total. No país do funk ostentação burro de Naldos e Anittas esse “Bueiragem” é o subterrâneo do subterrâneo musical e tal qual o hoje clássico “Metal Machine Music” (do saudoso Lou Reed), não tem a menor chance de ser viável comercialmente algum dia. Foda-se, melhor assim. Quem ouvir vai amar ou odiar, simples assim. No caso do blog, Zap’n’roll amou.

Capa da “Bueiragem”, do músico recifense Jean Nicholas: o sujeito é demente, sério!

 

* Filme: a maioria dos concorrentes ao Oscar já está em cartas nas salas de cinema de Sampalândia e do país afora. O blog indica esta semana “O lobo de Wall Street”, que poderá dar a estatueta de melhor ator a Leonardo Di Caprio. Vai lá assistir e depois reflita se o rapaz merece ou não a estatueta.

 

* Livros: os dois volumes saíram no final de 2013 mas continuam sendo uma ótima leitura para este já final de férias de janeiro. Trata-se dos livros “Eu dormi com Joey Ramone” (editora Dublinense) e “Na estrada com os Ramones” (Edições Ideal), que fizeram e continuam fazendo a alegria dos fãs dos Ramones, desde sempre e eternamente uma das bandas fundamentais da história do rock’n’roll. E as edições nacionais de ambos os títulos saíram no capricho. A bio de Joey, escrita pelo irmão dele (Mickey Leigh), é divertidíssima e centra fogo em aspectos, digamos, mais familiares sem no entanto deixar de lado a trajetória do vocalista e da banda onde ele foi o inesquecível front-man. Já o livro lançado pela Ideal e escrito por Monte Melnick (que foi tour manager dos Ramones durante toda a trajetória da banda) é a delícia total: histórias de todas as turnês, as brigas, putarias na estrada e em hotéis e zilhões de etcs, numa edição visualmente caprichada e onde a diagramação das páginas chama bastante a atenção, fora que tudo é fartamente ilustrado por dezenas de imagens. Zap’n’roll assistiu absolutamente a TODOS os shows que os Ramones fizeram no Brasil (do primeiro, em 1987 no extinto Palace, ao derradeiro em 1996, no igualmente extinto Olympia, em Sampa), tem ótimas e saudosas lembranças de todas as gigs e por isso está devorando os livros com prazer total. E você também pode fazer o mesmo, mesmo estando sem grana no bolso, uia! Vai aí no final do post e veja como.

Os livros bacanudos sobre os Ramones lançados no final de 2013 no Brasil (acima e abaixo): à venda nas livrarias e em sorteio aqui no blog!

 

* Blog: ela não se contenta apenas em ser a musa indie oficial destas linhas zappers. E tampouco em ser atualmente também uma das performes pornô cult mais aclamadas de Sampalândia. Pois a nossa amada Jully DeLarge também começou o novo ano exercendo seus pendores reflexivos e literários em seu próprio blog, onde ela divaga com elegância e bons textos sobre o amor, a vida, o sexo, o relacionamento entre as pessoas e seu próprio trabalho profissional. Interessou? Vai lá, que Jully é a garota dos nossos sonhos molhados (ops!), sempre: http://jullydelarge.blogspot.com.br/.

 Ela é a nossa eterna musa indie oficial; e agora tem também o seu próprio blog

 

 

 

* Baladas: o primeiro mês do ano já está na sua última semana e 2014 começa a voltar ao normal e a pegar fogo novamente no circuito alternativo de Sampa. Então já dá pra começar a fazer o “rolezinho” noturno já a partir desta terça-feira (amanhã), 28, quando o ótimo trio guitar paulistano Moxine (liderado pela linda vocalista Mônica Agena) faz gig bacanuda no descolado Bar Secreto (lá na rua Alvaro Anes, 97, Pinheiro, zona oeste paulistana)///E na sextona em si, 31 de janeiro, tem a estréia do sensacional Rios Voadores (de Brasília) nos palcos da capital paulista, com a banda tocando na festa Trackers, que rola sempre num prédio semi-abandonado na rua Dom José De Barros, 337, no centrão rocker de Sampa. São duas das melhores pedidas de baladas pra esta semana, sendo que iremos atualizar este tópico no próximo post, certo povo?

 O trio Moxine: show nesta terça-feira no bar Secreto, em Sampa

 

 

E NO PRIMEIRO POSTAÇO DO ANO, ÚLTIMA CHAMADA PRA GANHAR MIMOS DO BLOG!

Yeeeeesssss! O blogão zapper está de volta e com ele também nossos sempre queridos premiozinhos, hihihi. Então não perca tempo. Aproveita que ainda restam alguns dias de férias e que você está de bobeira, e vai lá no hfinatti@gmail.com. Quem sabe você dá um rabo larguíssimo e consegue ganhar:

 

* Um exemplar de “Eu dormi com Joey Ramone”, oferta da editora Dublinense;

 

* Outro exemplar de “Na estrada com os Ramones”, parceria bacana do blog com a Edições Ideal;

 

* E um kit com DEZ CDS da sempre bacanuda gravadora goiana Monstro Discos.

 

Tá dentro da bagaça? Então mandaê sua mensagem que é a ÚLTIMA CHAMADA pra essas promos. O resultado sai no próximo post, provavelmente ainda no final desta semana no ar, okays?

 

 

E É ISSO

Blogão enfim de volta e começando 2014 do jeito que o nosso dileto leitorado ama: com postaço gigante e fodão, hehehe. Mas como tudo precisa ter um fim paramos por aqui. Mas um novo post já deve entrar no ar neste próximo finde, sempre com o pique lá em cima. Então nos vamos deixando um beijão pra Solange e pra Alice (que ressurgiram na vida zapper após anos de ausência saudosa), e um abraço quebra-ossos pro queridão Marcionílio, que acaba de voltar de HellCife, uia! Até a próxima!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 27/01/2014, às 17hs.)