Em semana bem agitada no mondo rock o trio australiano Wolfmother reaparece com um discão; mais: Jesus e os irmãos Reid novamente em Sampa (e de graça!), a volta dos Pixies com um bom disco, a derrocada do indie rock do Kaiser Chiefs, a irritante babação de ovos da turma rocker/indieota por qualquer banda que vem tocar aqui, e a inefável constatação de que, com a existência humana perenemente cinza, o blog se prepara para lançar seu livro este ano e dar adeus a um espaço online que já dura mais de uma década

 

Os power trios rockers comandam a semana de grandes lançamentos: o australiano Wolfmother (acima) reaparece depois de cinco anos com um discaço que já é candidato a melhor do ano; e o veterano Pixies (abaixo) também ressurge com trabalho que mantém a dignidade da banda

 

A vida é cinza. Sempre.

Essa constatação inexorável permeia Zap’n’roll há semanas já. E só foi reforçada de dias pra cá em função de uma série de acontecimentos. Dentre eles o principal foi a morte de um amigo pessoal deste espaço rocker online. Renatinho Calabrese tinha trinta e quatro anos. Era gay. E um rapaz muito bonito, inteligente, meigo, doce, afável, sempre muito sociável e simpático no trato com os amigos. Ele e o autor deste blog foram amigos próximos durante alguns anos, curtiram baladas rockers juntos, fizeram algumas loucuras juntos também. Há tempos já estas linhas virtuais não tinham notícias dele. Mas sabiam que algo não ia bem com o rapaz. A maldita inadequação emocional e existencial pra ser mais exato, e que em casos mais agudos acaba se transformando em tormenta existencial ad eternum. Quem é acometido por ela tem duas opções: ou aguenta aquilo até o fim de sua vida, ou simplesmente ABREVIA esse fim, colocando um ponto final em uma existência permeada por sofrimento emocional intenso e insuportável. Foi o que Renatinho fez na semana passada (sendo que o blog zapper ficou sabendo da notícia tristíssima através de seus queridos amigos Daniel e Adriana, que também eram amigos de Renato): depois de anos lutando contra inadequação existencial que não cessava nunca e que na verdade só piorava, ele resolveu dizer adeus a esse mundo escroto. Exatamente como Kurt Cobain fez há duas décadas (que serão completadas na semana que vem). E tanto ele, rock star milionário e mundialmente famoso, quanto Renato (um ilustre desconhecido, embora fosse super querido pelos seus amigos), tiveram a mesma atitude porque chegaram à conclusão que martela e fustiga a cabeça zapper há semanas: a vida é realmente cinza na maioria do tempo – tese defendida há séculos já por outra querida amiga destas linhas poppers online, a psicóloga Renata Junqueira. Não há felicidade REAL na existência humana. E apenas idiotas desprovidos de cérebro e obcecados por superficialidades e futilidades que trazem uma felicidade ôca, vazia, não percebem isso. Enfim, resolvemos abordar a triste notícia da morte do nosso amigo pessoal no editorial que sempre abre o post do blog porque o sujeito aqui, ele mesmo, tem passado por momentos de intensa melancolia e questionamento pessoal de tempos pra cá. Os anos estão passando, o envelhecimento está chegando, as costas estão vergando ante o peso da vida e de suas batalhas cruéis (como o tumor com o qual nos defrontamos em 2013). E chega um momento em que olhamos no espelho e perguntamos: e agora? continuar? Terminar com tudo aqui mesmo? Se não, seguir para onde, afinal? São estas questões que angustiam o jornalista de cultura pop nesse momento. E que sente pelo menos o alívio de saber que este blog vai muito bem, obrigado (embora talvez este seja o ano derradeiro de sua publicação). E que a cultura pop e o rock sempre se renovam e nos trazem uma semana como essa, onde discos bacanas vazaram na web, trazendo assim algum alívio ao nosso sistema auditivo e à noss alma cansada dos infortúnios da existência. Os mesmos infortúnios que levaram Renatinho Calabrese para uma outra estação. Boa viagem, cherrie. Nos encontramos um dia por aí. Enquanto isso não acontece seguimos aqui com mais um post semanal, ouvindo discos fodões (como o novo do Wolfmother) que, temos certeza, Renato ficaria feliz em ouvir também.

 

 

* É chato começar as notas iniciais de um blog de cultura pop falando de política, mas não há escapatória. Estas linhas online apoiam sim e pra JÁ a CPI pra investigar toda a SUJEIRA que está espalhada pela Petrobras, há anos já. pessimamente administrada desde a gestão de Sergio Gabrielli, a estatal brasileira do petróleo, antes orgulho nacional e que chegou a ser uma das dez maiores empresas do mundo, hoje não está nem entre as cem maiores. E os escândalos se multiplicam: o preço INJUSTIFICÁVEL pago pela refinaria de Pasadena (nos Estados Unidos), o atraso monstro (além do sobre-preço estratosférico) na construção da refinari em Pernambuco, os prejuízos anuais de bilhões de dólares etc, etc, etc. É essa a GERENTE que a presidente Dil-má está se mostrando pro país? Fala sério…

 

* O escândalo da compra da refinaria americana é tão gigantesco que até os petelhos e o Grande Chefe Lula estão se fingindo de mortos. Novamente: CPI JÁ!

 

* Bien, indo pra música e pro rock’n’roll. Uma verdadeira avalanche de lançamentos do mondo rock alternativo vazou essa semana na web. Ao alcance de um mouse estão os discos novos do Wolfmother, dos Pixies, do Manchester Orchestra, o póstumo e inédito do saudoso Johnny Cash, do indie Afghan Whigs e até o novo do Kaiser Chiefs, uia!

 

* Kaiser Chiefs… já foi uma banda taaaaão legal… agora desceu a ladeira sem dó. Tanto que o blog nem se preocupou em ouvir o novo álbum do grupo, que se chama “Education, Education, Education & War” (jezuiz…). Mas por obrigação profissional iremos fazer sim uma audição do dito cujo e dar nossas impressões aqui assim que possível.

O novo álbum do caidão Kaiser Chiefs: será que presta?

 

* E hoje tem Guns N’Roses em Sampa, lá na arena Anhembi. Depois do Merdallica no estádio do Morumbi no último sábado, um pouco mais de total decadência hard/heavy rock pra aborrescentes burros e fãs saudosistas incuráveis. Boa (ou má) sorte pra quem vai nessa roubada.

 

* E vem aí o novo disco do Coldplay. “Ghost Stories” sai em maio, está muito “intimista” e “melancólico” segundo quem já ouviu (reflexo, talvez, da separação do vocalista Chris Martin de sua mulher, a atriz Gwyneth Paltrow, que acabam de se divorciar após onze anos de casamento). A conferir. E sim, o blog não tem vergonha de dizer que curte o Coldplay, principalmente a fase inicial do quarteto inglês.

 O ex-casal ternura do mondo pop: eles não estão mais juntos

 

* Mas enquanto o novo álbum de Chris Martin e cia não chega, já tem rockão porrada dando sopa na web. E da melhor qualidade. É o novo disco do trio Wolfmother, sobre o qual você lê melhor aí embaixo.

 

 

O TRIO WOLFMOTHER VOLTA FODÃO E FAZENDO BARULHO MEGA CLASSUDO EM SEU NOVO DISCO

Em uma semana que foi bastante agitada no mondo rocker, com vários discos novos caindo na rede (como você já leu aí em cima), o trio australiano Wolfmother, comandado pelo vocalista e guitarrista Andrew Stockdale, se destacou de longe da concorrência. Sem lançar álbum inédito há cinco anos (o último, “Cosmic Egg”, foi editado em 2009), de repente o grupo soltou OFICIALMENTE para download na web (a versão física do trabalho ainda não tem data para sair), na última segunda-feira, o álbum “New Crown”, seu terceiro disco de estúdio em uma trajetória de catorze anos. Uma porrada sônica em dose concentrada que traz guitarras barulhentas e absurdamente bem tramadas, ótimas canções, melodias idem, vocais potentes, peso e psicodelia imiscuídos de maneira precisa e preciosa, e fartas referências ao rock stoner e classudo do final dos 60’/início dos 70’.

 

O Wolfmother, o jovem e dileto leitor destas linhas bloggers rockers deve saber, surgiu na Austrália em 2000’, criado pelo pequeno gênio Andrew Stockdale, guitarrista de mão cheia, bom compositor e com um vocal agudo de alcance invejável (pense em um Robert Plant em início de carreira, no auge de seus vinte aninhos de idade e cheio de tesão e gás para conquistar o mundo). Juntamente com o baixista e tecladista Chris Ross e o baterista Myles Heskett, Andrew fez a banda estrear em disco homônimo em outubro de 2005. Além de ser bem recebido pela crítica e vender razoavelmente, o cd ainda emplacou nada menos do que seis singles e o Wolfmother começou a ficar badaladíssimo no circuito rock planetário, encabeçando a escalação de diversos festivais pela Europa e Estados Unidos. E tudo isso com um trabalho que não soava nem um pouco pop, embora tivesse canções bastante radiofônicas. Mas a essência stoner e barulhenta ecoava por todas as faixas do trabalho.

 

Foi então na caminhada em direção ao segundo lançamento (que ocorreria após longos quatro anos, em 2009), que algo se rompeu na trajetória do conjunto. Divergências internas acabaram por provocar a saída do baixista e do baterista e Stockdale de repente se viu sozinho, com um nome já bastante forte e consolidado nas mãos mas sem os músicos que pudessem dar continuidade ao trabalho de banda. A solução para o problema custou mais meia década após a edição do segundo cd, até que finalmente o vocalista conseguisse reformar a contento o trio. E agora contando com novo baixista e batera, o Wolfmother voltou realmente fodão.

O novo discão do trio australiano Wolfmother: já pra lista dos melhores do ano

 

Não há exagero algum em afirmar que este “New Crown” é o álbum de rock mais cabuloso que o blog teve o prazer de ouvir nos últimos meses. Da abertura à Led Zep na arrasadora “How Many Times”, passando por eflúvios de blues pesados e agônicos (como na sensacional “Tall Ships”, que possui um solo de… órgão vintage, mas sem abandonar o peso das guitarras) e chegando a rockões acelerados e com levada proto-punk e glam (caso das incríveis “Feelings” e “I Ain’t Go No”), o álbum é um desbunde para quem delira com ótimo rock’n’roll e ótimas composições. Fora que o vocal de Andrew, aos trinta e sete anos de idade, continua forte e no auge de sua performance e a nova formação demonstra total coesão instrumental, algo que fica muito evidente em peças mais elaboradas e orgânicas como as duas faixas que encerram o cd (“My Tangerine Dream” e “Radio”), ambas tramadas com guitarras sóldias e onde o vocalista não economiza na sábia utilização de pedais fuzz e chorus.

 

É som pra quem ama Led Zeppelin, Pink Floyd e até algo de Cream. Uma improvável colisão frontal de Bob Plant com Syd Barrett, demonstrando que, enquanto existirem bandas como o Wolfmother e discos como “New Crown”, o rock (que volta e meia insiste em ir parar na UTI) estará longe da extinção. Felizmente.

 

* Pra saber mais sobre a banda, o novo disco dela e datas da nova turnê (taí uma gig que o blogão zapper adoraria assistir), vai aqui: https://www.facebook.com/wolfmother?fref=ts.

 

 

O TRACK LIST DE “NEW CROWN”

1.”How Many Times”            2:40

2.”Enemy Is in Your Mind”  4:00

3.”Heavy Weight”      3:56

4.”New Crown”          5:36

5.”Tall Ships”              5:12

6.”Feelings”    2:26

7.””I Ain’t Got No””  4:07

8.”She Got It”            2:46

9.”My Tangerine Dream”       5:16

10.”Radio”      5:06

11.”I Don’t Know Why”        4:04

 

 

E O NOVO ÁLBUM INTEIRO AÍ EMBAIXO

Pra você ouvir e curtir.

 

 

PIXIES NÃO É MAIS O MESMO MAS AINDA NÃO PERDEU TOTALMENTE A MAJESTADE

Que os Pixies são uma das bandas mais influentes das últimas três décadas na história do rock, não se discute. “Pai” do Nirvana, influência confessa de toda a geração grunge e de zilhões de bandas pelo mundo afora até hoje, o nesse momento trio (que historicamente sempre foi um quarteto) eternamente formado pelo rotundo vocalista e guitarrista Black Francis, pelo também guitarrista Joey Santiago e pelo baterista David Lovering, finalmente marcou a data do lançamento de “Indie Cindy”, seu primeiro álbum de estúdio em vinte e três anos (!): ele chega no formato físico (em luxuosas edições em cd e vinil duplo) às lojas no dia 28 de abril. Resta saber se até lá alguém ainda vai se interessar em comprar o dito cujo, já que o disco foi mais um dos que vazou total na web esta semana.

 

O grupo americano, que tem quase trinta anos de existência e voltou à ativa há cerca de uma década, teve um 2013 bastante produtivo e conturbado ao mesmo tempo. Produtivo no sentido de que ao longo do ano gravou sua primeira batelada de canções inéditas em mais de duas décadas. São as músicas que foram sendo lançadas nos eps I, II e III e que agora, reunidas, formam o track list de “Indie Cindy”. E conturbado porque logo após soltar o primeiro dos três eps, a baixista e co-fundadora Kim Deal resolveu deixar o conjunto. Para o seu lugar foi recrutada Kim Shattuck, que mal chegou a esquentar os dedos no baixo e foi demitida por Francis. Em seu lugar, nas turnês, está tocando Paz Lenchantin, que já tocou no A Perfect Circle, e que deve acompanhar a banda em sua nova visita ao Brasil – o Pixies toca semana que vem em Sampa, na segunda noite (6 de abril) do Lollapalooza Brasil 2014.

O novo álbum dos Pixies: o primeiro de inéditas em vinte e três anos

 

Boa parte do material contido no novo trabalho foi gravado pelo trio Francis/Santiago/Lovering com a adição do baixista convidado Simon Archer. A ficou por conta do veterano Gil Norton, que foi o responsável pelas gravações do excepcional “Doolittle”, lançado em 1989 e o segundo melhor disco dos Pixies – o primeiro e imbatível, óbvio, é “Surfer Rosa”, editado em 1988 e produzido por um certo Steve Albini. Enfim, é um bom disco? Yep, mantém todos os padrões estéticos que deram fama ao conjunto. Estão lá as guitarras ásperas e as melodias assobiáveis e radiofônicas, o vocal algo esganiçado de Black Francis, as letras bizarras. Com a defecção de Kim Deal percebe-se claramente que a tensão sexual que havia entre os vocais masculinos e femininos (e que sempre foi uma das marcas registradas do quarteto) faz falta no universo Pixie. Ainda assim Francis e Santiago continuam sendo dois guitarristas fodões (principalmente o segundo) e músicas como “What’s Goes Boom”, “BagBoy”, “Magdalena 318”, “Blue Eyed Hexe” e “Andro Queen” (talvez o momento mais pop e melancólico do cd) não irão decepcionar os velhos fãs. Claro, não dá pra exigir que Francis e acólitos produzam outra obra no nível de “Surfer Rosa”. Mas “Indie Cindy” sinaliza que ainda resta um pouco de majestade no bojo sonoro dos Pixies.

 

Se vai funcionar ao vivo? A conferir na semana que vem, no autódromo de Interlagos, em Sampa. A primeira gig do grupo por aqui, em 2004 no Curitiba Pop Festival, foi inesquecível. Já na primeira edição do festival SWU, em 2010, a banda parecia outra: preguiçosa no palco, dava a impressão que estava ali apenas porque queria receber seu cachê. Agora, quem for a Interlagos poderá tirar a prova dos 9. A torcida destas linhas online é, sinceramente, pra que seja um gig no mínimo convincente.

 

 

O TRACK LIST DE “INDIE CINDY”

1 – “What Goes Boom” – 3:32

2 – “Greens and Blues” – 3:47

3 – “Indie Cindy” – 4:41

4 – “Bagboy” – 4:54

5 – “Magdalena 318” – 3:25

6 – “Silver Snail” – 3:29

7 – “Blue Eyed Hexe” – 3:12

8 – “Ring the Bell” – 3:35

9 – “Another Toe in the Ocean” – 3:46

10 – “Andro Queen” – 3:24

11 – “Snakes” – 3:46

12 – “Jaime Bravo” – 4:24

 

 

E OS PIXIES AÍ EMBAIXO

Em dois vídeos: o do show COMPLETO que a banda fez no festival SWU em outubro de 2010 (na arena Maeda, em Itú, São Paulo, em gig assistida conjuntamente pela trinca Finaski, Rudja Santos e Wladymir Cruz), e para “BagBoy”, o primeiro single editado pelo conjunto em 2013.

 

 

A NAÇÃO INDIEOTA CONTINUA PAGANDO PAU E BABANDO OVOS PRA TURNÊS MEIA-BOCA

A semana que está terminando amanhã (sabadón em si) não foi agitada apenas com a renca de novos lançamentos de bandas do mondo rock alternativo, que invadiram a web. Também foi anunciado com certo estardalhaço em blogs (e com repercussão baba-ovos algo irritante em redes sociais como o faceboquete) que o grupo inglês Spiritualized vem ao Brasil, em agosto, dentro da série Popload Gig, do sempre queridão Luscious Ribeiro – um mini festival que, vamos reconhecer, já trouxe para os rockers paulistanos shows magníficos e inesquecíveis, como os do Primal Scream e The XX, só pra ficar em dois ótimos exemplos.

 

Mas… Spiritualized??? Cazzo, será possível que ninguém tem a coragem de falar algumas verdades sobre isso? Vamos lá: o Spiritualized foi um dos bons nomes dos early 90s’, no chamado “space rock” que então estava em voga na Inglaterra. Seus três primeiros discos são realmente muito bons, especialmente o fodástico “Ladies & Gentlemen We Are Floating In Space”, que saiu em 1997. De lá pra cá o grupo lançou mais quatro álbuns de estúdio e nenhum deles chegou sequer aos pés do de 1997, em termos de repercussão e qualidade musical. O último, especialmente (e que saiu em 2012) é chato de doer. E o único membro original da banda é, óbvio, o fundador, guitarrista e vocalista Jason Pierce.

 

Pra complicar o show que vem aí é anunciado como um “projeto paralelo” do Spiritualized, com quarteto de cordas (!) e coral gospel (!!!). Puta que pariu! JURA que os indieotas estão OURIÇADOS e com o cu piscando por causa disso? Pelamor né. O blog prefere ver os véios e gordos irmãos Reid do Jesus & Mary Chain no festival Cultura Inglesa (que acontece em maio em Sampa, e vai ser DE GRAÇA!), e torcer pra que eles façam um show melhor do que aquela pasmaceira que mostraram aos fiéis fãs em 2008, no Planeta Terra.

Spiritualized (acima) e Afghan Whigs (abaixo): os dois tocam em breve em Sampa, sendo que a nação indieota ama e baba ovos sem parar pelas duas bandas. Que nem são tudo isso no final das contas 

 

Também irritante é a babação de ovos pelo vindouro show do Afghan Whigs, outro indie dos 90s’ que teve alguma relevância, mas muito longe de mudar os rumos do rock ‘n’roll. Na boa? Esse povo do faceboquete e de outras redes sociais que baba por qualquer MERDA está precisando rever seus conceitos na história do rock’n’roll. Que tal mergulhar um pouco nas obras completas de Bob Dylan, David Bowie, Rolling Stones, The Who, Kinks, Byrds, Velvet Underground, REM etc, e parar de PEIDAR descontroladamente quando se anuncia uma turnê mequetrefe como a do… Spiritualized tocando com quarteto de cordas e coral gospel?

 

Obs: Luscious, não fique bravo com a indignação fináttica, rsrs. Mas se não pudermos expressar nessas linhas zappers sempre polêmicas e atrevidas o que pensamos, aí fica difícil néan.

 

* Babação idêntica e histérica (por parte da mega mídia inclusive, nas resenhas publicadas sobre o show) rolou no último finde, quando o ultra asqueroso e decadente MERDALLICA se apresentou em São Paulo, no estádio do Morumbi. Mas sobre essa banda escrota, que hoje só atrai multidões para seus concertos em países periféricos e de cultura musical algo burra como o Brasil, o blog já deixou sua opinião bem clara num post publicado em setembro de 2013, por ocasião do Rock In Rio, e que você ler aqui: http://www.zapnroll.com.br/?p=3178.

 

 

MUSA INDIE DA SEMANA: COMPORTADA MAS LINDINHA E DO ROCK!

Yep. De vez em nunca é bom mostrarmos aqui uma musa indie, hã, mais discreta e comportada, e menos sexy, ousada e abusada. Mas nem por isso menos rocker, linda e encantadora.

 

É o caso da fofura que você pode ver na foto que ilustra o tópico, empunhando um baixo em bonita imagem p&b. A garota é a Camila Araújo, dezenove aninhos de idade, que nasceu em Amparo (interior de São Paulo) mas veio morar há tempos em Sampa, onde estuda engenharia têxtil na Usp.

A musa indie zapper desta semana: comportada mas lindinha e do rock!

 

Ela toca baixo no novo grupo The Molodoys, uma das promessas da novíssima indie scene paulistana, e que é liderado pelo guitarrista e vocalista boa praça Leonardo Fazio (não por acaso, também boyfriend da lindinha Camila, hehe). E além de tocar e cantar bem, Camila ainda respira cultura pop em tempo integral: é fã de Cartola e Belle & Sebastian, de Oasis e Pink Floyd e de seriados americanos, além de ter como livro de cabeceira o clássico “Lolita”.

 

Tudibom, enfim. A cena rocker paulistana está mesmo precisando de garotas cultas e bacanas como a Camila e de bandas como a The Molodoys, que o blog irá falar mais assim que eles estiverem lançando seu primeiro Ep, programado para sair em breve.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos: os novos do Wolfmother (nem tem o que discutir) e dos Pixies.

 

* Livro, I: “Dangerous Glitter”, escrito pelo jornalista inglês Dave Thompson, é sensacional. Mostra a gênese do glam/glitter rock e conta histórias inacreditáveis de putaria, drogas e rock’n’roll vividas nos early 70s’ por gente como David Bowie, Iggy Pop e Lou Reed. A edição é luxuosa (papel couchê e capa dura) e saiu aqui pela editora Veneta, no início deste ano, passando meio que batido pela nossa blogosfera de cultura pop. Vai atrás que é classudo!

 

*Livro, II: e como se não bastasse o volume citado aí em cima, tem também “David Bowie”, lançado em parceria entre a editora Cosac Naify e o Mis/SP, para comemorar a exposição que está em cartaz lá sobre a vida e obra do cantor e compositor gênio da história do rock. É outro livro IMPERDÍVEL (e caro: quase R$ 120,00 reais), em capa dura, papel couchê e com zilhões de fotos avassaladoras que cobrem praticamente toda a trajetória do Camaleão. Pode ser encontrado em qualquer boa livraria, então vá atrás desse também!

 

* Banda: de vez em quando mesmo um jornalista musical como este aqui, editor de um bombadíssimo blog de rock alternativo e cultura pop e já “puta velha” com quase três décadas de atuação na mídia, passa “batido” por alguma banda ou artista. Foi o que aconteceu em relação ao quarteto Star 61, que existe há uma década mas que Zap’n’roll parou pra ouvir de verdade apenas numa das madrugadas desta semana. Ouviu e caiu de amores pelo grupo: egresso da Paraíba (!!!) e radicado em Sampalândia, o Star 61 é um ESCÂNDALO de guitarras e melodias calcadas no glam rock de Marc Bolan, T. Rex, Bowie, Roxy Music e essa turma toda. As músicas são ótimas, as letras também e o vocalista Flaviano André é uma bichaça louca e genial, que produz falsetes capazes de levantar uma múmia do seu sarcófago. O blog ainda vai falar muito do Star 61 nos próximos posts mas se você já ficou curioso, pode saber mais sobre eles e ouvir a banda aqui: https://soundcloud.com/bandastar61 e https://www.facebook.com/pages/Star-61/213469451999159?fref=ts.

 Flaviano André, a “loka” vocalista do ótimo grupo glam Star61 (reparem no quadro que está acima do rapaz, na parede)

 

* Baladaças! Final de março chegando, as águas não fecharam o verão, mas o outono felizmente chegou. E junto com ele um finde agitadão no circuito under paulistano. Já começa hoje, sextona em si, com a exposição fotográfica “It’s Rock”, do fotógrafo Mick Rock, e que rola lá no Mis (Museu da Imagem e do Som, na avenida Europa, 160, Jardins, zona sul de Sampa), até dez da noite. E o melhor: de grátis! Tem mais: pocket show da banda Seychelles na já bombada Sensorial Discos (rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampalândia), onde você encontra a melhor carta de cervejas artesanais do circuito rocker paulistano. E pra encerrar beeeeem a noite e varar a madrugada, imperdível a festa No Fun de hoje no open bar do Outs (também na Augusta, mas no 486, no centrão da cidade), quando vai rolar mega especial da lenda David Bowie.///Já amanhã, sabadão, tem o festival Rock Ex Machina, no Simplão Rock Bar em Paranapiacaba, um paraíso idílico onde sempre se curte muita natureza e rock’n’roll. Já no baixo Augusta tem show do Fábrica de Animais no Club Noir (que fica no 331 da Augusta) e ainda a festa Glam Nation no Inferno Club (no 501 da mesma Augusta, uia!). Tá ótimo, néan. Se joga, porra!

 

 

SEBADOH: TICKETS EM DISPUTA!

Não entrou na guerra ainda? Então corre lá no hfinatti@gmail.com, que estão em disputa já quase sangrenta:

 

* DOIS INGRESSOS pros shows do trio indie americano Sebadoh, que toca nos dias 20 e 21 de abril em São Paulo, na choperia do Sesc Pompeia. Certo? Vai na fé e boa sorte!

 

 

E FIM DE PAPO

O blogger andou meio preguiçoso, assume. Mas recuperamos o gás com esse postão, hein! Então encerramos os trabalhos por aqui, depois de uma semana bastante agitada e atribulada por alguns problemas pessoais que andaram tirando o sono do autor destas linhas online. Problemas que felizmente foram solucionados graças ao help dado por amigos queridos como o João Alexandre de Jesus, a Laís Eiras, o Alex Sobrinho, a Eliane Parnágua, o Maurício Martins, Bruno Montalvão e o pequeno grande Hélio Flanders, todos absolutamente mega queridos por este já velho jornalista do rock’n’roll, hehe. E quem não pôde ajudar mas ao menos se interessou pelo que estava rolando, o blog também agradece de coração.

 

Pra todos vocês: beijos no coração! E semana que vem estamos por aqui novamente. Até lá!

 

 

(enviado por Finatti às 16hs.)

Agora vai! Passado o “mini recesso” pós-carnaval, o blogão volta com tudo e pergunta: quem, afinal, quer ficar com Moz e os Smiths? E quem vai ter CORAGEM de pagar 800 mangos pra ver Eddie Vedder solo? E mais livros rockers fodaços, Lollapalooza chegando, a vomitada na cara de Lady Gaga no SXSW, mais um xoxotaço secreto querendo ser FODIDA pelo pinto zapper e tudo aquilo de sempre por aqui: as notas do mondo pop, as dicas culturais etc, etc, etc. (postão mega ampliado falando das mortes de Scott Asheton e da namorada de Mick Jagger, além do novo disco do gênio Johnny Cash, e AINDA: ingressos NA FAIXA pra assistir ao trio indie americano Sebadoh) (atualização final em 18/3/2014)

A paixão segue eterna e inabalável entre os fãs, pelos grandes nomes da história do rock’n’roll: os ingleses The Smiths (acima), talvez um dos cinco grupos mais importantes da música nos últimos trinta anos, continuam inspirando biografias e romances de ficção, como os que acabam de sair no Brasil; já o grande Eddie Vedder (abaixo), vocalista do Pearl Jam, vem ao país para shows solo em maio, com preços pra lá de extorsivos na venda dos ingressos: tem que ser muito fã meeeeesmo do sujeito pra desembolsar até oitocentas pilas por um ticket

**********

ÚLTIMAS DAS ÚLTIMAS: JAGGER VIÚVO E CASH RENASCIDO

Foi um começo de semana ao mesmo tempo empolgante e mega tenso no mondo pop, ontem, segunda-feira em sim. Bacana porque vazou enfim na web o “disco perdido” do gênio Johnny Cash. “Out Among The Stars”, gravado por ele nos anos 80’ e que nunca havia sido lançado antes, teve suas fitas originais redescobertas por um dos filhos de Johnny e que agora está lançando oficialmente o álbum – ele sai em seu formato físico no próximo dia 25 de março. E claaaaaro que o disco será melhor comentando por estas linhas online logo menos, possivelmente em nosso próximo post.

 

A faceta sinistra da cultura pop ontem ficou por conta da noticia do falecimento da namorada de Mick Jagger. Ela, estilista conhecida, quarenta e nove anos de idade e que estava com o vocalista dos Stones há uma década, foi encontrada morta ontem pela manhã em seu apartamento em Nova York. A polícia trabalha com hipótese de suicídio e segundo a assessoria de imprensa da banda, Jagger está “chocado e devastado” com a notícia. Tanto é que a morte da estilista já provocou consequências extras: os Stones cancelaram o show que fariam amanhã (quarta-feira) na Austrália, na abertura de sua turnê pelo país.

 

Força Mick, é o que o blog pode desejar. Você já passou por momentos tão difíceis quanto. Vai aguentar mais essa, tomara!

 O “novo” disco de Johnny Cash (acima), que será lançado oficialmente no próximo dia 25, mas que já apareceu na web; e em Nova York foi encontrada morta ontem de manhã a namorada do Rolling Stone Mick Jagger (abaixo): um caso sinistro no mondo pop e que provocou o cancelamento do show da banda amanhã na Austrália

 

**********

SCOTT ASHETON, DOS STOOGES, FOI ENSURDECER A ORELHA DE SÃO PEDRO

Yep, o sujeito que fundou os seminais Stooges, junto com Iggy Pop, a essa altura está lá em cima, espancando seu kit de bateria para alegria dos convivas da festona rocker eterna no céu – ou no inferno, vai saber… rsrs.

 

Scott morreu anteontem (sábado, 15 de março; o postão zapper está sendo finalizado já na segunda-feira, 17), de causas não divulgadas aos sessenta e quatro anos de idade. E quem comunicou o falecimento do amigo de décadas e colega de banda foi o gênio Iggy Pop, em sua conta no Facebook.

 

O baterista fundou os Stooges juntamente com o irmão Ron Asheton (guitarras) e Iggy Pop (vocais)em 1967. Os três primeiros discos do grupo (“The Stooges”, lançado em 1969, “Fun House”, editado em 1970, e “Raw Power”, que saiu em 1973) são considerados clássicos absolutos de toda a história do rock’n’roll. E os Stooges são considerados uma espécie de “pais” de verdade do punk rock.

Scott Asheton e Iggy Pop, durante show dos Stogges em Sampa, em 2009 (foto: Folha online)

Além desses três álbuns, a banda lançou outros dois discos, já nos anos 2000’ – e Scott foi o único integrante a estar presente nas gravações de todos eles. Ele também esteve no Brasil com os Stooges por duas vezes: em 2005 no Festival Claro Que É rock (uma noite insana, onde Zap’n’roll esteve e chapou o côco de vodka com energético e drogas variadas, para comemorar seu aniversário de quarenta e dois anos, rsrs) e depois em 2009, na edição daquele ano do festival Planeta Terra – Iggy Pop, solo, veio aqui pela primeira vez em 1988, em outro show antológico também presenciado por estas linhas bloggers rockers.

 

E agora fim de festa e da história. Dos Stooges originais sobrou apenas o velho Iggy (o baixista Dave Alexander foi o primeiro a ir pro saco, em 1975; depois Ron Asheton se foi em 2009). Pois é, como alguém lamentou ontem no faceboquete, de fato os grandes do rock estão mesmo indo embora, nos deixando para sempre. Daqui a pouco não vai sobrar mais ninguém nessa gloriosa história. Restarão apenas os discos imbatíveis gravados por eles.

 

Rip Scott. Um dia nos esbarramos por aí!

 

 “Lust For Life” -The Stooges ao vivo no Planeta Terra Festival, em São Paulo, em novembro de 2009

 

**********

Águas de março fechando o verão.

Tava precisando, néan. Afinal nunca se viu um começo de ano tão quente e seco em Sampalândia (e em quase todo o Sudeste brasileiro) como agora em 2014. E mesmo com as pancadas diárias que estão caindo sobre a capital paulista, os reservatórios de água continuam muuuuuito abaixo de sua capacidade normal. Mas tudo bem, tudo lindo, o homem NÃO é o responsável por esse desastre ecológico chamado aquecimento global e a Terra NÃO vai terminar seus dias em uma enorme fornalha atômica. Pois é, você acredita em Papai Noel? Zap’n’roll também não, que coincidência… o que resta diante de calor sem fim, de jato que some em pleno vôo, de Rússia querendo meter a mão na Ucrânia, de denúncias de corrupção na Petrobras etc, etc, etc, é tentar ser feliz curtindo a nossa sempre amada cultura pop. Que nesta semana andou bastante movimentada com lançamentos de livros rockers bacanudos, com a divulgação dos horários dos shows do festival Lollapalooza BR, do preço dos ingressos pra ver a gig solo do grande Eddie Vedder por aqui e mais um monte de paradas aê. Yep, o blog andou meio ausente após se mandar para Porto Alegre no carnaval (estadia agradável por lá, sem dúvida, mas estas linhas online acharam a capital gaúcha um tanto… sossegada demais durante os dias da folia momesca), mas NUNCA deixou de ficar de olho nas movimentações do mondo pop e do rock alternativo. E assim cá estamos aqui novamente: podemos demorar um pouco pra reaparecer, mas sempre estamos na área. Alimentando sempre a (quase vã) esperança de que um dia não haja mais corrupção no Brasil, nem desequilíbrio ambiental no planeta. Será que viveremos para ver isso acontecer? Provavelmente não. Mas não custa sonhar…

 

 

* A notícia que continua dominando as atenções é o sumiço do Boeing em pleno vôo, no mar do Vietnã, com duzentas e trinta e nove pessoas a bordo. Amanhã, sabadão em si, faz uma semana que o dito cujo sumiu e nadica até agora dele, ou de se achar sequer um vestígio da aeronave. Um mistério digno da ilha de Lost, pode ter certeza disso.

 

 

* E o alerta vermelho foi dado nos domínios da edição deste ano do festival Lollapalooza BR. Informações de fontes seguras, consultadas por estas linhas online, dão conta de que as entradas pro Lolla já estão sofrendo um severo ENCALHE. Se a situação continuar dessa forma a produtora T4F, responsável pelo evento e a rainha da ganância sem limites, vai ter que apelar para a famosa “queima de tickets”, como fez nos shows da Madonna e da Lady Gaga.

 

 

* Como se não bastasse o gênio Johnny Marr, uma das grandes atrações do Lolla BR no segundo dia (domingo, 6 de abril), quebrou uma das suas “patinhas” esta semana na Inglaterra. Cumas? O fenomenal guitarrista e ex-guitar heroe dos inesquecíveis Smiths estava fazendo uma corrida pelas ruas de Londres quando perdeu o equilíbrio e caiu, contundindo a mão. A mesma teve que ser engessada e o músico já soltou comunicado informando que se não ficar bom o suficiente pra tocar, ele terá que cancelar sua apresentação no festival brasileiro. Oh shit… vamos torcer para que ele se recupere logo e o Lolla daqui, que já está com um line up tenebroso este ano, não fique sem sua gig.

 O gênio Johnny Marr, ex-guitarrista dos Smiths: patinha engessada e show no Lolla BR 2014 ameaçado

 

* De qualquer forma saíram os horários de todos os shows do Lollapalooza BR 2014, e que você confere mais aí embaixo, nesse mesmo post.

 

 

* Mas como a produtora T4F não tem vergonha na cara e não se importa em assaltar na cara larga os pobres fãs que querem ver shows gringos no Brasil, ela simplesmente segue praticando preços ultra abusivos na venda de ingressos para as atrações que traz ao país. Os anunciados shows solo de Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, e que se apresenta em maio em Sampa (dias 7 e 8) e no Rio (dia 9), são o maior exemplo disso: há tickets (no setor chamado “camarote vip”) custando execráveis 800 mangos – ou mais de trezentos dólares! A pergunta que não quer calar: o músico ou seu manager sabem que a produtora local está cobrando esse valor surreal dos fãs, para que eles possam ver Eddie cantar? Não seria o caso de alguém informar aos dois sobre isso?

 

 

* Fora que as gigs paulistanas serão no sempre detestável Citibank Hall (ex-Credicard Hall). Looooonge pra caralho (se você não tem carro pra ir até lá, o rolê de busão leva cerca de uma hora), mal localizado, com a PIOR acústica de casas de shows de São Paulo, tratamento ruim ao público e preços igualmente indecentes praticados na venda de bebidas e comidas. Assim fica difícil se animar pra ir conferir ao vivo o trabalho solo de Vedder – que, yep, tem dois discos individuais magníficos. No final das contas, tem que ser muito fã do vocal do PJ…

 

 

* É de se esperar que as gigs vindouras das lendas indies americanas Sebadoh (em abril) e Yo La Tengo (em junho) em Sampa, tenham entradas bem mais acessíveis para quem quiser compra-las e ir aos shows. Com a palavra os queridos produtores de ambas as turnês, dear Luscious Ribeiro e Bruno Montalvão.

 

 

* E entre tragédias e acontecimentos bizarros a edição 2014 do gigante e tradicionalíssimo festival SXSW, que está rolando em Austin (no Texas), está literalmente pegando fogo. Na última quarta-feira um motorista bêbado avançou com o seu carro sobre uma multidão que assistia a um show na rua e atropelou vinte e três pessoas, matando duas delas. Já na quinta-feira foi a vez de miss Lady Gaga fazer uma performance, hã, realmente repulsiva: enquanto cantava a música “Swine” a cantora foi alvo de um jato de VÔMITO, disparado em sua direção por uma artista que subiu ao palco, enfiou o dedo na própria garganta e disparou sem dó um líquido podre em direção à loira bocetuda. Jezuiz…

 Ela continua fazendo tudo pra chamar atenção, até receber jato de vômito em show, uia! Essa é a nossa Lady Gaga, no SXSW 2014

 

* Ah sim, e a nação indie brazuca está fazendo bonito em Austin: o trio paraibano Zeferina Bomba deixou o povo americano maluco com seu set ultra porrada ontem à noite. O Zefa é classe e uma das bandas preferidas destas linhas rockers malokers.

 

 

* É PRECISO SEMPRE CONTINUAR DANDO VAZÃO AOS SENTIMENTOS – show da Bidê ou Balde é sempre uma festança, néan. Não importa que a carreira discográfica do grupo gaúcho (eternamente pilotado pelo rotundo, queridaço e figuraça vocalista e front-man Carlinhos Carneiro e pelos guitarristas Leandro Sá e Rodrigo Pilla, além da tecladista e vocalista Vivi Peçaibes) seja errática (eles, por exemplo, continuam fazendo gigs dentro da turnê do álbum “Eles são assim e assim por diante”, que saiu em 2012) e que as apresentações ao vivo não contenham muitas novidades de anos pra cá. Ainda assim é uma experiência visual e sonora avassaladora assistir ao grupo no palco (onde eles ganham a adição do batera Marcos e do baixista Lucas). E essa experiência se repetiu ontem (quinta-feira) à noite, na choperia do Sesc Pompeia, em Sampa, quando a Bidê veio mais uma vez fazer a felicidade dos fãs paulistanos – que não chegaram a lotar o lugar mas o encheram o suficiente para transformar o show em quase catarse rocker coletiva. Repertório? Sem grandes novidades: os hits de sempre (pop songs radiofônicas fodonas e ultra poderosas como “Melissa”, “É preciso dar vazão aos sentimentos” ou até a mais recente “Me deixa desafinar”), intercalados por uma novíssima canção (“À la minuta”), além dos habituais covers (“Hoje”, clássico do Camisa De Vênus) e versões hilárias e muito bem sacadas (como a de “Buddy Holly”, que revelou o Weezer para o mundo há duas décadas). Junte-se a isso um conjunto musicalmente entrosadíssimo, um vocalista gorducho que transborda energia, empatia e sarcasmo em tempo integral, além do já notório guarda-roupa impecável com o qual o grupo entra em cena e pronto: a esbórnia rock’n’roll e new wave (sim, new wave, afinal ela é ainda a razão de existir dos gaúchos) está garantida, como se viu ontem no Sesc, com a galere pulando e cantando quase tudo o tempo todo e em estado pleno de felicidade. A Bidê já está na estrada há década e meia e não dá sinais de que está se tornando conformista, estagnada ou preguiçosa com seu trabalho de palco. Isso é ótimo e só corrobora pela enésima vez a tese defendida por estas linhas bloggers, a de que o rock gaúcho sempre foi dos melhores produzidos no Brasil e também de que há um verdadeiro ABISMO separando a imbecil geração rock brasileira atual de bandas noventistas realmente geniais, como a Bidê ou Balde. Foi uma puta noite rock na choperia do Sesc Pompeia. E depois dela, só podemos desejar: longa vida à turma de Porto Alegre!

 

 

* Aí embaixo, o vídeo da nova música dos gaúchos, “À la minuta” (o mesmo que aqui em Sampa chamamos de prato “comercial” ou “executivo”, hihi).

 

 

* E a loiraça xoxotuda porém burraça do BBB não sabia quem (ou o quê) é Paul McCartney, rsrs. Depois o leitorado mala reclama que estas linhas zappers têm má vontade com o reality show global, oxe…

 

 

* IMAGEM CADELUDA DA SEMANA – mais uma “leitora secreta”. Ela mandou várias fotos por e-mail, entre elas esta que você está vendo aqui, hihihi. Na mensagem, diz o seguinte: “Estou toda molhada e quero sentir seu pinto zapper invadindo minha xoxota. Tem como?”. Uia!!! Essas queridas e putaças leitoras do blog perderam definitivamente o juízo e a vergonha. E isso é ótimo!

Mais uma cadelíssima e ordinária leitora zapper com a boceta em chamas, querendo ser fodida pelo pintão do autor deste blog canalha, rsrs. Onde vamos parar assim?

 

* Ela quer ficar com o autor do blog. E a humanidade ainda quer, quase três décadas depois, ficar com os eternos Smiths e com Morrissey também. Se não fosse esse eterno amor por ambos não estariam saindo no Brasil livros bacanas sobre a banda e seu vocalista e/ou inspirados nele. Confere aí embaixo.

 

 

TODOS QUEREM FICAR COM OS SMITHS E COM MORRISSEY

Qual a relação entre um publicitário paulista de trinta e seis anos de idade e que acaba de publicar seu primeiro livro (uma ficção ambientada na cultura pop, mais especificamente no rock’n’roll), e a inesquecível banda inglesa The Smiths e seu vocalista, o até hoje mundialmente amado e adorado Morrissey? Simples: a paixão eterna e incontida do primeiro pelo grupo e seu icônico vocalista. Yep, Leandro Leal, o publicitário em questão, lançou há pouco pela Edições Ideal (pequena mas esperta editora de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e que tem lançado alguns dos títulos mais bacanas de cultura pop no Brasil, nos últimos meses) seu primeiro romance, adequadamente batizado “Quem vai ficar com Morrissey?”.

 

O livro lembra muito “Alta Fidelidade”, o hoje clássico volume que revelou ao mundo o gênio literário do inglês Nick Hornby, há duas décadas. Lembra no sentido de que é eivado de referências ao rock e – novamente, na falta de definição melhor – à nossa sempre amada cultura pop. Resumindo bem a ópera a ficção conta os dissabores do jornalista e publicitário Fernando (que na verdade sonha em ser jornalista musical, e é uma espécie de alterego do autor Leandro Leal) quando ele leva um pé na bunda da sua namorada, Lívia. No processo desse rompimento os personagens vão mostrando sua personalidade e gostos pessoais. Fernando, por exemplo, vai trabalhar na agência onde é editor usando uma camiseta dos Stone Roses. Um de seus colegas chega ao mesmo dia de trabalhando vestindo uma t-shirt do grupo americano Grant Lee Buffalo (wow! Um dos grupos americanos dos anos 90’ mais amados pelo zapper loker, que passava noites intermináveis em 1994, quando morava num apê gigante próximo ao Largo do Cambuci, ouvindo o sensacional álbum “Fuzzy”, enquanto tomava talagadas de Jack Daniel’s e aspirava eventualmente algumas taturanas de cocaine). E Fernando, óbvio, ama Smiths e Morrissey.

 

Uma paixão que mostra como o quarteto de Manchester, quase trinta anos após o seu desaparecimento oficial (a banda acabou em agosto de 1987), continua exercendo influência ultra poderosa e infinita em todo mundo que ama o melhor do rock em sua essência. Não é à toa que estas linhas rockers online colocam hoje os Smiths como talvez umas das cinco mais importantes e influentes formações de toda a história da música pop. E também não é à toa que, além do romance lançado pela Ideal, outro volume dedicado ao grupo também acaba de chegar às livrarias brasileiras: trata-se de uma robusta biografia (batizada simplesmente “The Smiths – A Light That Never Goes Out – a biografia”) escrita pelo jornalista inglês Tony Fletcher.

 

Mas enfim, neste tópico o blog vai se deter por enquanto no divertido “Quem vai ficar com Morrissey?”. E ninguém melhor pra falar de sua criação do que o próprio autor, Leandro Leal. Foi com ele que estas linhas bloggers poppers bateram um papo na semana passada, via Facebook, e cujos principais trechos você confere aí embaixo.

O publicitário e agora também escritor Leandro Leal posa ao lado da capa da sua estréia na ficção literária, o divertido “Quem vai ficar com Morrissey?” (acima); além do romance da Edições Ideal, também está saindo no Brasil uma robusta biografia da banda (abaixo), editada pela Best-Seller

 

Zap’n’roll – Como e quando surgiu sua paixão pela música dos Smiths e de Morrissey?

 

Lenadro Leal – Comecei a prestar atenção no que tocava no rádio quando tinha por volta de 7, 8 anos – o primeiro disco “sério” que lembro de ter me chamado a atenção e de ter pedido aos meus pais foi “Thriller”, do Michael Jackson. E assim fui, gostando de muita coisa que a FM me apresentava e de muitas coisas que a molecada da minha idade, na virada dos anos 1980 para os 1990, curtia. Mas, com 13, 14 anos, meus ouvidos foram abertos a coisas que o DJ não tocava. Foi então que quis enforcá-lo, porque percebi que a música que ele tocava não tinha nada a ver comigo ou com a minha vida. Nessa época, por ocasião de um acontecimento que não vou revelar agora para não ser spoiler, vieram parar nas minhas mãos um walkman e fitas cassete com discos dos Smiths e do Morrissey – canções que salvam vidas. Redefiniram não só meu gosto musical, mas minha visão de mundo. Sem elas, não teria escrito este livro e, consequentemente, você não estaria me entrevistando. (Ah sim, eu usei o tal acontecimento que me fez conhecer os Smiths e o Moz no livro.)

 

Zap – Você trabalha com publicidade. Como se deu a travessia para a literatura? Este é seu primeiro livro ou já havia publicado algo antes?

 

Leandro – Desde pequeno sempre gostei de desenhar e escrever. Comecei a desenhar antes mesmo de aprender a escrever, mas, assim que pude, juntei as duas formas de expressão e produzi histórias em quadrinhos. Ainda na infância escrevia histórias de terror disfarçadas de redações escolares. (primeiro, as professoras achavam bonitinho e me dava notas altas, mas depois se ligaram que, na verdade, eu fugia dos temas e me tiravam pontos.) Enfim, sempre gostei de contar histórias. Resolvi me tornar redator publicitário pela possibilidade de ser pago para poder contar histórias – afinal, não é isso o que os comerciais são? Escrever este livro foi um resgate da minha vocação inicial. Além das histórias que conto para vender produtos, continuei contando outras, no meu blog pessoal e sites literários. Um deles, o extinto Morfina, deu origem a uma coletânea chamada “Morfina – Pequenas Doses Para Dores Diárias”, lançada em livro em 2009.

 

Zap – Quantos shows de Morrissey você assistiu?

 

Leandro – Assisti a seis shows do Morrissey. O primeiro foi no festival Coachella, em 2009, mas quase nem considero. Show de festival não é mesma coisa, ainda mais quando antecede a atração principal da noite – naquela, era o Paul McCartney. Vi de longe embora tenha me esforçado para chegar o mais perto possível, e era o único a cantar todas de cor, em meio a pessoas que não estavam assim, tão empolgadas. Depois, em 2011, fiz a minha própria “Moz European Tour”: vi dois shows seguidos em Dublin, num lugar super pequeno e bem na frente, na primeira fila. Num desses shows até peguei na mão de Deus. Em seguida, continuando a tour, assisti uma apresentação na lendária Brixton Academy, em Londres. No ano seguinte Morrissey finalmente voltou ao Brasil, e eu vi mais dois shows, um no Rio e outro em São Paulo. Teria ido a mais dois ano passado, mas infelizmente as apresentações foram canceladas. Guardo os ingressos até hoje.

 

Zap – “Quem vai ficar com Morrissey?” é uma ficção. O que você tem a dizer sobre ela? Foi difícil conceber a história? Ela, além de ser inspirada pelas canções dos Smiths e de Moz, foi motivada por alguma situação real?

 

Leandro – A inspiração para a história veio com o fim de um namoro. Na época, eu pensei: “E se eu exigisse que ela parasse de ouvir as músicas do Morrissey e dos Smiths? Afinal, quem apresentou para ela fui eu, eram coisas minhas”. Claro que não exigi, mas pensei numa história que tivesse essa exigência como ponto de partida. (Todos temos essa noção de posse com os amigos, que não queremos dividir com a ex. Com a música, apesar de não declarado, também funciona assim.) Surgiu primeiro como um conto de quatro páginas, e era simples assim, baseado na divisão das músicas. Quando resolvi transformar num romance, precisei desenvolver um enredo em torno disso. Resolvi então falar do relacionamento do personagem principal, Fernando, com a música e de como essa relação moldou todas as outras que teve – com as mulheres, principalmente. Para isso me baseei em experiências reais, minhas e de amigos. E acrescentei uma bela dose de ficção, claro.

 

Zap – Você pretende seguir na carreira de escritor e publicar novos livros?

 

Leandro – Sim, pretendo. Na verdade já comecei a escrever outro agora, no começo do ano. Estava fluindo bem, mas tive que dar um tempo nele para cuidar da divulgação de “Quem Vai Ficar Com Morrissey?”. Se tudo correr conforme o esperado – inclusive a inspiração – , espero terminá-lo ainda este ano.

 

* Para saber mais sobre o livro, o autor e a editora, vai lá: https://www.facebook.com/leandro.leal?fref=ts e https://www.facebook.com/edicoesideal?fref=ts.

 

 

LOLLAPALOOZA BR 2014 – SE ORIENTE!

Entonces, todo mundo já sabendo dos horários de todos os shows da edição 2014 do festival Lollapalooza, que rola nos dias 5 e 6 de abril em Sampa, no autódromo de Interlagos.

 

É muito óbvio que esta terceira edição do evento é a que possui o line up mais fraco até agora. Tanto que já há encalhe à vista na venda dos ingressos pro festival.

 

Enfim, pra você ir se orientando até e decidir se vai mesmo ou não na esbórnia rocker, segue abaixo todo o line up do Lolla BR deste ano, com todas as gigs em todos os palcos.

 

Dia 5 de abril – sábado

 

Palco Skol

Vespas Mandarinas (12h20 – 13h05)

Capital Cities (14h – 15h)

Julian Casablancas (16h10 – 17h10)

Phoenix (18h35 – 19h50)

Muse (21h30 – 23h)

 

Palco Onix

Silva (12h10 – 13h55)

Cage The Elephant (15h05 – 16h05)

Imagine Dragons (17h15 – 18h30)

NIN (19h55 – 21h25)

 

Palco Interlagos

Red Oblivion [Berklee] (12h45 – 13h30)

Lucas Santana (14h – 15h)

Café Tacvba (15h30 – 16h30)

PTM (17h – 18h)

Lorde (18h30 – 19h30)

Nação Zumbi (20h – 21h)

Disclosure (21h30 – 23h)

 

Palco Perry

Elekfantz (12h45-13h45)

Digitaria (14h15 – 15h15)

Perry/Etty Vs Joachim Garraud (15h30 – 16h30)

Flume (16h45 – 17h45)

Flux Pavilion (18h – 19h15)

Wolfgang Gartner (19h45 – 21h)

Kid Cudi (21h30 – 22h30)

 

KIDZAPALOOZA

Souza Lima (13h30 – 14h30)

School of Rock (15h – 16h30)

Coisinha (17h – 18h)

 

Dia 6 de abril – domingo

 

Palco Skol

Francisca Valenzuela (11h50 – 12h35)

Raimundos (13h30 – 14h15)

Ellie Goulding (15h25 – 16h25)

Pixies (17h35 – 18h50)

Arcade Fire (20h30 – 22h)

 

Palco Onix

Illya Kuryaki & Valderramas (12h40 – 13h25)

Johnny Marr (14h20 – 15h20)

Vampire Weekend (16h30 – 17h30)

Soundgarden (18h55 – 20h25)

 

Palco Interlagos

Apanhador Só (12h15 – 13h)

Brothers of Brazil (13h30 – 14h15)

Selvagens à Procura de Lei (14h45 – 15h30)

Savages (16h – 17h)

AFI (17h30 – 18h30)

Jake Bugg (19h – 20h)

New Order (20h30 – 22h)

 

Palco Perry

Ftampa (12h30 – 13h15)

GABE (13h30 – 14h30)

Cone Crew (15h – 16h)

Baauer (16h15 – 17h15)

Krewella (17h30 – 18h30)

The Bloody Beetroots (19h – 20h15)

Axwell (20h45 – 22h)

 

KIDZAPALOOZA

Barbatuques – Workshop (14h – 15h)

Barbatuques – Show (16h – 17h)

 

 

JORNALISMO MUSICAL – QUEM VAI SUBSTITUIR A GERAÇÃO QUE AÍ ESTÁ???

Reflexão que perpassou a mente do zapper dias atrás. Afinal, Finaski está nessa bodega há quase trinta anos já. Começou em uma minúscula revista “de bolso”, a Rock Star (que era publicada pela editora Imprima), e suas primeiras matérias foram publicadas nela na edição que chegou às bancas em maio de 1986. Eram textos resenhando discos do Lobão (“O rock errou”, que ele tinha lançado naquele ano) e um perfil da mais nova sensação do rock inglês de então, uns tais The Smiths…

 

Na mesma redação, junto o autor deste blog, trabalharam figuras que hoje estão em grandes redações (mais especificamente na revista Rolling Stone e no jornal FolhaSP, aliás dois nomes bastante preguiçosos e, num certo sentido, maus caráters do atual jornalismo musical: o editor da sessão Guia da RS, mr. Paulo Cavalcanti, e um dos editores-assistentes da Folha Ilustrada). Sendo que estas linhas online também passaram pela mega mídia, quase que em sua trajetória toda na área, e nossa “folha corrida” nesse sentido é bem grandinha: passamos pela FolhaSP, pelo Estadão, pelo Jornal Da Tarde, Folha Da Tarde, Gazeta Mercantil, revistas IstoÉ, Somtrês, Interview, Bizz e Rolling Stone, além de ter colaborado com zilhões de outras publicações. Atualmente não estamos na chamada mega mídia mas publicamos este blog, o Zap’n’roll, que é um dos mais lidos do Brasil na área de rock alternativo e cultura pop. E nos sentimos satisfeitos com ele.

 

Mas o que o zapper quer realmente dizer aqui é que somos de uma geração (talvez a última) de jornalistas que, sem falsa modéstia, deixaram sua marca na imprensa musical. Gente como André Barcinski (que está com blog no portal R7), André Forastieri (idem), Luiz Cesar Pimentel e Celso Fonseca (ambos na direção do R7 e queridos amigos pessoais zappers há anos), Álvaro Pereira Jr. (chefe de redação do Fantástico, da tv Globo), o queridão Lúcio Ribeiro (com o seu eterno e sempre bacana blog Popload), Luis Antônio Giron (nosso mestre e amigo eterno, atual editor de Cultura da revista Época, e que nos abriu as portas no Caderno 2 do Estadão, em 1988) etc, etc, etc.
Só que todos esses nomes citados acima, embora ainda estejam na ativa, já estão na casa dos 50 anos de idade – este blogueiro incluso. E nenhum deles será eterno nessa história.

A lenda do jornalismo rock norte-americano, o inesquecível Lester Bangs (acima), foi fonte de inspiração para muitos outros grandes jornalistas musicais, brasileiros inclusive; uma geração aliás que tem nomes como Lúcio Ribeiro e Pablo Miyazawa (abaixo, “cercando” Zap’n’roll em momento de um show do grupo Interpol, há alguns anos na finada casa de shows paulistana Via Funchal) e que corre o rico de não ter substitutos à sua altura

 

Então a grande e incômoda questão é: quando esse pessoal (estas linhas bloggers inclusas) sair de cena, quem irá nos substituir em termos de jornalismo musical com qualidade, relevância, ousadia de opinião, análise aprofundada dos fatos e absoluto rigor cultural e intelectual no texto que escrevemos? O blogão zapper pode estar parecendo arrogante com este texto mas a questão nos incomoda e muito, e não estamos exagerando. Quando este jornalista começou na imprensa os ídolos dele eram (e continuam sendo, talvez) os americanos Hunter Thompson e Lester Bangs, e os brasileiros Ezequiel Neves, Pepe Escobar e Fernando Naporano. Todos escreviam textos fodásticos e mega relevantes. E ao longo da nossa trajetória fomos conhecendo todos eles pessoalmente: do saudoso Zeca Neves o blog se tornou amigo no final da vida dele. Foi numa matéria de página inteira, publicada na Folha Ilustrada em 1984 e assinada por Pepe Escobar, que Finaski soube da existência dos Smiths – Pepe sumiu do jornalismo anos depois, assim como o Fernando Naporano, com quem Finas dividiu a página de música do Caderno 2 do Estadão no final dos anos 80’, sendo que ambos eram coordenados pelo grande Giron.

 

Entonces, Hunter, Bangs e Zeca se foram pra outra dimensão. Pepe e Naporano sumiram. E todos eles foram substituídos, felizmente, por uma geração de jornalistas (a nossa, na qual o blog se inclui) tão bacana quanto era a deles. A questão é: e depois dessa nossa geração, QUEM IRÁ NOS SUBSTITUIR??? Porque, infelizmente, este jornalista já tiozão não vê nenhum gênio no novo jornalismo musical brazuca. Ele está na verdade careta, bunda-mole ao cubo, pouco (ou nada) relevante e influente, sem opinião forte e determinante.

 

É isso. Alguém aê discorda dessa, hã, digressão? Fiquem à vontade pra enviar seus espancos no painel do leitor, uia!

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: qualquer um dos quatro clássicos de estúdio lançados pelos saudosos e eternos Smiths. A trilha sonora perfeita para ouvir enquanto se lê “Quem vai ficar com Morrissey?”.

 

* Filme: “Ninfomaníaca II”, já chegou aos cinemas brazucas. A primeira parte do novo longa de Lars Von Trier é absurdamente perturbadora. Vejamos a continuação…

A personagem central de “Ninfomaníaca II”, pronta pra ser traçada por dois negões

 

* Web radio: há alguns dias já estas linhas virtuais estão se detendo na programação da Antena Zero. Sediada em Sampalândia e dirigida pelo agitador cultural Renato Malizia, a web radio tem programação vinte e quatro horas e que privilegia absolutamente todas as tendências do rock – passeia por blues, heavy metal, indie, goth, ebm e até jazz. Por enquanto tem a aprovação destas linhas bloggers sendo que você alcançar a dita cuja em http://www.antenazero.com/.

 

* Baladíssimas!: yeeeeesssss! Com o postão sendo concluído já na terça-feira (18 de março), iremos atualizando o roteiro de agitos bacanas no próximo postão, que deve estar aqui na sexta-feira. Mas até lá já tem paradas bacanudas pra se curtir e ouvir: show do canadense Mac DeMarco no Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, 1000, Belenzinho, zona leste de Sampa) amanhã (leia-se quarta-feira). Também na quarta tem gig do sempre querido Leela (com participação especial de Mônica Agena, do Moxine) no bar Secreto (rua Álvaro Anes, 97, Pinheiros, zona oeste de São Paulo).///E na quinta-feira, 20, tem pocket show do gênio Jair Naves na loja Sensorial Discos (que fica lá na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampalândia). Por enquanto tá bão, né?

 Mônica Agena, vocalista e guitarrista do trio Moxine (acima), faz participação especial na gig do Leela, amanhã no bar Secreto, em Sampa

 

 

A VOLTA DAQUELES TICKETS EM PROMOÇÃO

Yep. E desta vez é pro show do Sebadoh em Sampa, em abril. Vai lá no hfinatti@gmail.com, que estão em disputa:

 

* DOIS INGRESSOS pra gig do trio Sebadoh, que rola nos dias 20 e 21 de abril em Sampa, na chopperia do Sesc Pompeia. Certo? Parceria bacana do blog zapper com a Brain Productions, do queridão Bruno Montalvão, e também da turma do Single Parents.

 

 

E TCHAU PRA QUEM FICA!

Postão bacanão encerrado, sendo que até o final desta semana a gente volta aqui, okays? Inté!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 18/3/2014 às 14:30hs.)

Em semana modorrenta pós-carnaval no mondo pop, a grande questão metafísica da humanidade é: quem vai ficar com Morrissey e os Smiths??? (postão zapper a caminho, aguardem!)

 

Entonces, o zapper ainda se recuperando da viagem de carnaval até Porto Alegre, está preparando o próximo postão do blog.

 

Assim, logo menos vamos no Espaço Cultural Antena Zero (na rua Augusta Jardins, na zona sul de Sampa), pra acompanhar o lançamento do romance “Quem vai ficar com Morrissey?”, que está sendo publicado pela Edições Ideal.

 

E semana que vem chega às livrarias brazucas uma biografia monstro daquela que é uma das bandas mais importantes da história do rock. Mas tudo isso a gente conta melhor no próximo post, que deve aparecer por aqui nesta segunda-feira, okays?

 

Até lá então! E bom finde pro nosso sempre dileto e amado leitorado rocker.

 

(enviado por Finatti às 16hs.)