A semana em que o blog sofreu seu primeiro e único (até o momento) revés em onze anos de existência, por simplesmente emitir sua opinião sobre uma obra musical (e onde fica a liberdade de imprensa e de expressão???); o dândi Damon Albarn estreia enfim solo e longe das guitarras e do britpop do Blur; os vinte e cinco anos de um dos últimos grandes clássicos do rock inglês; a DEUSA Scarlett Johansson fica total PELADA em seu novo filme e causa alvoroço entre os machos (cados) mundo afora; mais Mudhoney e Jesus & Mary Chain de volta a Sampalândia e tudo aquilo que você só encontra aqui, no blog de cultura pop mais lecal da web BR (postão finalizado e mega recheado com os novos discos do Echo & The Bunnymen e do Manic Street Preachers, além de roteirão de baladas para a semana toda!) (atualização final em 6/5/2014, com PROMO EXTRA E INCRÍVEL NO AR: INGRESSOS NA FAIXA pra ver MUDHONEY!)

A semana foi mega agitada no mondo pop/rock: o vocalista do Blur, Damon Albarn (acima) finalmente lança seu primeiro disco solo, após cantar durante vinte e cinco anos à frente de um dos ícones máximos do britpop; já a deusa Scarlett Johansson deixou os marmanjos planeta afora enlouquecidos, ao mostrar como irá aparecer em seu próximo filme, “Sob a pele” (abaixo) e que estreia no próximo dia 15 de maio no Brasil

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EXTRINHA PRA ATUALIZAR O POSTÃO COM MEGA PROMO BACANUDA!

Yeeeeesssss! Pensou que o blogão que nunca para estava adormecido no último feriadão? Nadinha! Embora andando lá pelos lados das montanhas e dos paraísos idílicos Mineiros, Zap’n’roll estava trablhando nos bastidores para fechar mais uma promo incrível para o seu dileto leitorado.

 

E com a dita cuja finalmente acertada, vamos lá. Corre no hfinatti@gmail.com que ACABA de entrar em disputa:

 

* DOIS PARES DE INGRESSOS para o Sub Pop Festival, que acontece semana que vem, dia 15 de maio, no Audio Club, em São Paulo. Vai rolar gig imperdível (sempre!) do clássico grunge Mudhoney, além de dj set do queridão Adriano Cintra (ex-CSS, atual Madrid e dileto amigo pessoal destas linhas rockers bloggers). Vai perder???

 

Mais uma promo super lecal, em parceria do blog com a produtora Inker. Os vencedores serão avisados por e-mail (bem como como deverão proceder pra retirar os tickets) até a hora do almoço do dia 15 de maio, okays?

 

Então é isso: dedo no mouse e boa sorte!

Uhú!!! Saiu a promo zapper de tickets NA FAIXA pro Sub Pop Festival, que rola semana que vem em Sampa, com showzaço do Mudhoney (acima) e dj set do gênio Adriano Cintra (abaixo, ao lado do blogger sempre loker, em balada rocker em Sampa). Vai perder?

 

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O GIGANTE GALÊS MANIC STREET PREACHERS ANUNCIA SEU NOVO DISCO E SOLTA MÚSICA FODONA

Foi a grande, mega notícia do mondo rock planetário que abriu a semana, ontem: o trio galês Manic Street Preachers (uma das bandas do coração de Zap’n’roll) anunciou que seu novo álbum de estúdio, batizado “Futurology”, chega às lojas no próximo dia 7 de julho.

 

Os Manics (como são carinhosamente conhecidos pelos fãs) estão em atividade há quase trinta anos (a banda surgiu em 1986, na cidade de Blackwood) e são praticamente desconhecidos fora do Reino Unido. Mas lá são gigantes e tão aclamados quanto Oasis e Blur, por exemplo. E não sem motivo: a história da banda, além de ser emocionante (com direito a sumiço de um dos seus principais integrantes, o guitarrista e compositor Richey James Edward, que provavelmente se suicidou em 1995, embora seu corpo jamais tenha sido encontrado), ainda inclui uma musicalidade que vai do rock de guitarras mais agressivo até deambulações pelo pós-punk e por ambiências folk e eletrônica. E sempre com alto teor político e social nas letras, atualmente escritas pelo vocalista e guitarrista James Jean Bradfield.

O trio galês Manic Street Preachers: novo discão a caminho!

 

Com uma trajetória onde incluem-se pelo menos meia dúzia de discos sensacionais, a banda não está dando sinais de cansaço (ao contrário do caidaço Echo & The Bunnymen, que está lançando um trabalho verdadeiramente horrível). Tanto que no ano passado editou o belíssimo “Rewind The Film”. E agora anunciou outro novo cd, cujo primeira amostra é o single “Walk Me To The Bridge”, já com vídeo circulando na internet. Trata-se de um guitar rock poderoso, com ótima melodia e refrão explosivo. Bem à moda clássica dos Manics.

 

Se o novo álbum for todo nessa pegada, sai de baixo. Aí só irá restar mesmo torcer para que alguma produtora de shows brazuca crie vergonha na cara e traga a banda para se apresentar aqui.

 

Vem “ninóis” Manics!

 

 

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ÚLTIMA FORMA: O NOVO DISCO DO ECHO & THE BUNNYMEN, E MAIS ALGUMAS PARADINHAS AÊ

 

Pois, o velho Echo & The Bunnymen não desiste. Com quase quatro décadas nas costas (o primeiro single da banda, o hoje clássico “Rescue”, saiu em 1978), o grupo integrado pelo vocalista Ian McCulloch e pelo guitarrista Will Sergeant (a dupla que sobrou da formação original) marcou para 3 de junho o lançamento de seu novo álbum de estúdio, “Meteorites” e que chega ao mundo cinco anos após “Fountain”, o último disco inédito do grupo. Só que o trabalho acabou VAZANDO na web anteontem e já pode inclusive ser ouvido no YouTube. Não se sabe se é esse material que está na internet que será lançado em junho pois rolou boato de que o lançamento do novo Echo havia sido adiado para novembro porque Big Mac não teria ficado satisfeito com o resultado final da mixagem das músicas. De qualquer forma o blog ouviu o cd esta madrugada. E nesta primeira audição considerou que “Meteorites”, se não for o PIOR disco dos Bunnymen até hoje, é certamente um dos PIORES: baladas bregas que tentam resgatar a grandiosidade de canções como “Ocean Rain”, canções com levada pop medonha. E claro, McCulloch sem voz nenhuma. É desalentador dizer isso de um conjunto que chegou a ser um dos cinco da vida do autor destas linhas bloggers rockers, e que também fez parte de momentos históricos do rock’n’roll e da da própria existência de Zap’n’roll. Mas a verdade é que o Echo já deveria ter encerrado sua carreira há séculos. Anyway, vamos dar uma segunda “orelhada” no álbum, pra ver se melhoramos nossa impressão sobre ele.

 

* E se você quiser fazer o mesmo, ouvir o novo Echo, vai aí embaixo:

 

 

* Já os Libertines vão se reunir novamente em Londres. O eterno junkie Pete Doherty está falido, precisando levantar uns trocados e foi se juntar novamente ao amigão Carl Barat. Assim é que a banda vai se apresentar no dia 5 de julho em Londres, no lendário Hyde Park, ao lado do Maximo Park (que já está total flopado hoje em dia) e dos velhos punks do Pogues. Hum….

 

* E atualizando infos de shows agora em maio, que vai estar realmente “hot” em Sampalândia: ao que tudo indica também vai ter Sleigh Bells dia 7, no Audio Club.

 

* Certo? Então por enquanto é isso.

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A semana total cinza.

É assim que podem ser definidos os últimos sete dias na vida de Zap’n’roll. Problemas pessoais demais se acumulando e soluções de menos. Boa parte desses problemas envolvem questões familiares e de herança e obrigaram o autor deste blog a ir até Minas Gerais no último feriadão prolongado, para tentar solucioná-los. Nada feito: além de não ter curtido absolutamente nada do feriadão da Semana Santa, estas linhas bloggers rockers ainda não conseguiram solucionar nada e terão que apelar para briga judicial. Como se não bastasse anteontem, quarta-feira, houve o desenlance momentâneo de uma ação judicial movida contra estas linhas virtuais, ação esta desencadeada em função de uma resenha publicada aqui no ano passado, sobre o lançamento de uma obra musical. Em primeira instância o blog perdeu a contenda e foi condenado a pagar uma indenização (de valor algo expressivo, diga-se) por danos morais. E como reza o velho ditado: decisão da Justiça não se discute, cumpre-se (embora caiba recurso à decisão e o autor deste espaço online já tomou as providências necessárias nesse sentido), por mais que ela tenha sido aparentemente injusta. E neste caso e com todo o respeito à sentença formulada pela autoridade judiciária, o blog considera que não teve assegurado seu amplo direito de defesa no referido processo. Mais: também não foi observado ou levado em consideração os seríssimos problemas de saúde (um tumor maligno na garganta, que foi tratado e continua sob tratamento, sendo que no final de maio próximo, após uma bateria de exames, se saberá se esse tumor foi ou não eliminado) enfrentados por este jornalista ao longo de 2013. E por fim, consideramos que a sentença vai contra os princípios básicos da Constituição promulgada em 1988 e que assegura ampla liberdade de expressão e de imprensa a jornalistas e aos meios de comunicação. Por tudo isso iremos recorrer da decisão, observando-se o cumprimento momentâneo das decisões expostas na sentença (como, por exemplo, retirar dos posts antigos do blog qualquer menção ao artista que moveu a ação; retirada essa que já foi providenciada inclusive). Enfim, é o primeiro e único (até o momento) revés dessa natureza sofrido por estas linhas zappers em onze anos de existência. E se por um lado esse revés desperta no autor destas linhas online vários sentimentos ruins (melancolia, abandono, solidão, derrota, impotência etc.) por outro o incentiva a continuar lutando pelos seus direitos e pelo que acredita ser justo e verdadeiro – afinal, desde quando é crime emitir uma opinião negativa sobre uma obra artística, elencando o que ela tem de ruim? Se assim for não haverá mais crítica na imprensa brasileira, e qualquer artista que se sentir atingido em seu ego por palavras e avaliações com as quais ele simplesmente não concorda bastará partir para a ação judicial, para tentar calar o pensamento do profissional de imprensa cultural que procura exercer seu ofício com o maior rigor possível. Por outro lado, se é vero que grandes jornalistas incomodam e em algum momento de sua trajetória serão perseguidos e acionados judicialmente por algo que escreveram, então nos orgulhamos de fazer parte dessa estirpe. E também, mesmo estando com sentimentos de que a existência humana continua mais cinza do que nunca, nos sentimos um pouco felizes por saber que queridos amigos estão do nosso lado e já manifestaram apoio a este espaço rocker virtual através de redes sociais. A semana chega ao fim mega cinza. A vida zapper anda muito cinza. Mas continuaremos lutando pelo que acreditamos ser o certo e o justo. E por continuar lutando é que estamos aqui com nosso post semanal, falando das novidades do mondo pop (disco solo de Damon Albarn, festivais legais que irão rolar em Sampalândia, as notícias e dicas culturais da semana etc, etc, etc.) e do rock alternativo. Essa é a nossa redenção e a motivação pra continuarmos lutando: saber que este blog tem alguns milhares de leitores e que ele já deixou sua marca na história da blogosfera de cultura pop brasileira. Amém.

 

 

* Estamos a menos de dois meses do início da Copa do Mundo 2014, no Brasil. E a imagem do país lá fora segue mais ENLAMEADA do que nunca por conta do que está acontecendo no Rio (a morte do dançarino da Globo, que provavelmente foi abatido a tiro por PMs; a polícia militar ASSASSINA e total despreparada que zela pela nossa “insegurança”, tanto no Rio De Janeiro quanto em São Paulo). New York Times, The Guardian, El País: todos os grandes diários do planeta comentaram o estado de SELVAGERIA em que se encontra o Brasil (bandidos voltando a dominar as favelas cariocas; a polícia militar usando de truculência e matando cidadãos comuns que trabalham e pagam impostos, como o gerente de uma loja em São Paulo, que foi vítima de sequestro praticado por um ladrão em fuga da PM, e que acabou MORTO pelos policiais com cinco tiros, enquanto o ladrão foi apenas ferido; é o fim da picada!), isso tudo a menos de dois meses do início do campeonato mundial de futebol. Tem jeito, Dilmá? Tem jeito (des) governadores Pezão (olha só o nome do sujeito que é governador do Rio…) e Alckmin? O blog acha que não…

 

* Pelo menos a presidente sancionou a Lei do Marco Civil da Internet, dando exemplo pro mundo. É o mínimo…

 

* E não só: em São Paulo a crise no abastecimento de água está chegando em um nível perigoso e a total INCOMPETÊNCIA do grande merda que é Geraldinho Alckmin nada faz para solucionar o problema. E esse TRASTE, estas linhas online apuraram, vai sair candidato à reeleição ao governo do Estado. Pense em tudo o que está rolando aqui antes de PENSAR em votar nesse LIXO.

 

* Indo pra música. O blogão zapper, sempre muito bem informado, também apurou que deve sair logo menos a edição nacional da festejada e bombadíssima auto-biografia do inglês vivo mais amado do Universo. Quem? Morrissey, claro. O livro deve chegar ao mercado brazuca até o final de maio.

 

 

* E esta foi uma semana de, hã, efemérides, néan? Na segunda-feira, 21, comemorou-se vinte e cinco anos do lançamento do primeiro e hoje clássico álbum dos Stone Roses. Um disco tão essencial pras últimas duas décadas e meia do rock’n’roll que a história por trás dele foi parar na capa da NME desta semana. E hoje, sextona em si, 25 de abril, fazem também exatamente vinte anos que foi lançada a obra-prima do Blur, “Park Life”. São dois discos realmente fodidos de tão bons. E que estão eternamente na coleção da trilha sonora dos grandes momentos da vida do autor destas linhas bloggers rockers.

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Stone Roses na capa da NME desta semana: estreia já clássica na história recente do rock’n’roll

 

* A velha guarda indie rocker feliz e dando pulos de alegria com as voltas do Mudhoney e do Jesus & Mary Chain a Sampalândia. Primeiro vai rolar a invasão grunge na capital paulista, com o Sub Pop Festival que acontece em 15 de maio no Audio Club (que fica na avenida Francisco Matarazzo, 694, na Barra Funda, zona oeste de Sampa). Além de djs sets esporrentes de Steve Turner (vocalista e guitarrista da lenda Mudhoney) e do queridão Adriano Cintra (o multi-instrumentista que um dia inventou o hoje falido CSS), ainda vão rolar gigs bacanudas do próprio Mudhoney em sim, além das bandas Obits e Metz. Os ingressos pra baladona já estão à venda (por 160 mangos) pelo www.ticket360.com.br . E guentaê que o blogão campeão em promos bacanas está negociando uma parceria com a amiga produtora Inker, visando sortear alguns tickets aqui pro festão.

 Mudhoney: os velhos e sempre ótimos grunges de volta a Sampa

 

 

* Já os velhos indies e irmãos Reid (Jim e William) voltam a Sampa em 25 de maio com a lenda Jesus & Mary Chain, para tocar na edição 2014 do Festival Cultura Inglesa – e que desta vez vai acontecer lá no Memorial da América Latina. Além do Jesus também irão se apresentar Los Campesinos e Monique Maion. E… sobre JMC? É umas das bandas do pós-punk inglês (se bem que eles são na verdade escoceses, hihi) dos 80’ mais amadas por estas linhas rockers online, sendo que os dois primeiros álbuns do grupo (“Psychocandy”, lançado em 1985, e “Darklands”, editado em 1987) são clássicos da história do noise guitar britânico. Mas… (sempre há um mas…) há uma desconfiança do blog em relação ao show da banda em sua terceira passagem pelo Brasil: na primeira vez em que estiveram aqui (em 1991, na turnê do álbum “Automatic”, quando o show aconteceu no extinto ProjetoSP), o então ainda jovem jornalista zapper se acabou durante o set e saiu surdo do lugar, tamanho esporro sonoro gerado pelo grupo que fez uma apresentação inesquecível. Dezessete anos depois, em 2008, na edição daquele ano do Planeta Terra Festival, Jesus voltou a Sampa e fez uma apresentação PÉSSIMA, com os manos Reid se arrastando no palco e sem o menor tesão em tocar, para desespero dos velhos fãs presentes. Então agora será a prova dos nove: ou eles fazem novamente um shwozaço ou… Fora que a banda não lança um disco inédito há dezesseis anos (o último de estúdio, “Munki”, saiu em 1998). Mas vamos lá, afinal o blogger outrora muito loker gostava tanto de JMC que tinha um adesivo da banda na tampa de acrílico do seu velho system Gradiente (isso há uns vinte anos), quando ainda morava no apê da rua Frei Caneca. E claaaaaro, AMAVA esticar fileiras de cocaine em cima do tal adesivo para aspirá-las, enquanto ouvia os cataclismas sônicos da Corrente de Jesus & Maria, uia!

 

* E já que falamos tanto do JMC acima, dois recuerdos da banda aí embaixo, com os vídeos de dois mega clássicos do grupo, as lindíssimas “Just Like Honey” e “April Skies”.

 

 

* A DEUSA SCARLETT VEM AÍ EM SEU NOVO FILME. TOTAL NUDE!!! – yeeeeesssss! Uma das atrizes mais incríveis do cinema mundial dos anos 2000’ e um xoxotaço amado por milhões de machos (cados) mundo afora (o zapper taradón incluso, hihihi), a divina Scarlett Johansson causou furor esta semana no mondo pop quando foram divulgadas fotos e o trailer de seu novo filme, “Sob a pele”, que tem estreia marcada para o próximo dia 15 de maio no Brasil. No longa ela interpreta uma alienígena que vem para a Terra, assume a forma de uma fêmea fatal e como tal, passa a seduzir e a MATAR homens em série, wow. O enredo é mais ou menos, não se sabe (ainda) se o filme é bom mas foda-se: nele Scarlett protagoniza seu primeiro (e único e último, segundo a própria atriz) nu frontal e total, como o dileto leitor destas linhas putanhescas pode conferir na foto que abre este post. A perfeição em forma de mulher: os cabelos estão pretos, peitos na medida e lindões, barriguinha sensualíssima e uma bocetinha de contorno perfeito, para acabar os marmanjos na punheta. Resta aguardar o filme e conferir se ele vale a pena. Mas só a imagem dionisíaca de miss Scarlett como ela veio ao mundo já vale a ida ao cinema mais próximo.

 

* Aí embaixo, o trailer de “Sob a pele”:

 

 

* Falando em bocetões, não deixe de marcar na sua agenda: dia 31 de maio rola a mega festa de ONZE ANOS da Zap’n’roll. Vai ser na incrível Sensorial Discos (a loja de discos e bar/café com brejas artesanais mais descolada e charmosa de Sampa atualmente). Vão ter showzaços de Eron Falbo, Comma e Star61. Vão rolar sorteios de livros da Edições Ideal, discos de vinil e garrafas de cerveja artesanal. E vai rolar performance ultra sacana, devassa e canalha DELA! De quem? Ora, da nossa eterna musa indie oficial, a mais linda, gostosa e safada de todas até hoje, miss Jully DeLarge, primeira e única. Então, recado já dado e data marcada. Fica esperto pra NÃO perder!

 Preparem-se machos (cados, uia!): esse demônio de devassidão vai participar da festona de onze anos do blog mais safado da web brasileira

 

* Mais notícias bombásticas agitando o mondo rocker na semana que está chegando ao fim: foi anunciando em Londres aquele que provavelmente vai ser o encontro mais BIZARRO do rock’n’roll nos últimos séculos. O ainda grande Duran Duran está gravando seu novo álbum de estúdio (ainda sem previsão de lançamento). E um dos convidados em uma das faixas é ninguém menos do que ex-guitarrista do Red Hot Chili Peppers, o fodíssimo John Frusciante. O que vai sair desse encontro? Só esperando para ouvir e saber…

 John Frusciante: o ex-guitar man do Red Hot estará no novo disco do Duran Duran

 

* Mas enfim, o rock morreu? Nosso querido amigo pessoal e célebre jornalista musical, André Forastieri, afirma que sim em seu primeiro livro, “O dia em que o rock morreu”, lançamento da editora gaúcha Arquipélago e que chega às livrarias nesta segunda-feira. Trata-se de uma colentânea de textos escritos por Forasta (atualmente, um dos editores do portal R7), ao longo de sua trajetória como jornalista. O lançamento em São Paulo é dia 15 de maio próximo, na Livraria Cultura da avenida Paulista, e o blog vai estar por lá.

 

 

* Porém, enquanto o novo disco do Duran Duran e o livro do Forasta não chegam, não percamos tempo. O primeiro solo de Damon Albarn, o homem que canta no Blur, sai oficialmente nesta segunda-feira. O blogão sempre atento já ouviu e conta aí embaixo o que achou.

 

 

DAMON ALBARN PASSA LOOOOONGE DAS GUITARRAS E DO BRITPOP EM SUA ESTREIA SOLO

O dândi Damon Albarn está com quarenta e seis anos de idade (completados em março último). Durante vinte e cinco desses anos ele cantou à frente do gigante Blur, a banda que ao lado do Oasis liderou o movimento rocker britpop nos anos 90’. E não só: além do Blur ele também criou outros grupos e projetos paralelos (Gorillaz, The Good, The Bad & The Queen), mas só agora Damon Albarn resolveu lançar seu primeiro disco solo. “Everyday Robots”, que criou razoável expectativa na rock press planetária chega oficialmente às lojas de disco na próxima segunda-feira, embora tenha vazado na web esta semana. E ironicamente hoje, sexta-feira 25 de abril (quando parte do postão zapper está entrando no ar), se completam exatos vinte anos do lançamento de um clássico recente da história do rock, o fodástico álbum “Park Life”, lançado pelo Blur em 1994 e que fez a banda estourar mundo afora, inclusive no Brasil, com o mega hit “Girls & Boys”.

 

O Blur sempre foi uma banda mega sofisticada musicalmente: seus quatro integrantes eram egressos de escolas de arte em Londres. Tanto que “Park Life” enlouqueceu a crítica e os fãs por ser rigorosamente inclassificável. Havia de tudo no disco: pop radiofônico, baladas melancólicas, rocks no limite do heavy metal e até uma valsa instrumental (!). E mesmo com toda essa sofisticação sempre houve muito espaço para as guitarras na banda, e que eram (são) executadas com maestria pelo gigante Graham Coxon.

 

Mas o cara de bom moço Damon (que um dia teve seu coração destroçado pela, naquela época, xoxotaça Justine Frischman, vocalista do Elastica, que deu um pé na bunda do rapaz, e do qual ele parece nunca ter se recuperado totalmente) também sempre adorou flertar com ambiências mais funky e eletrônicas, o que o levou a montar o grupo virtual Gorillaz, por exemplo. E entre as muitas idas e vindas do Blur, entre uma passagem e outra pelo Brasil (em 1999 e no ano passado, no festival Planeta Terra), Albarn foi maturando sua estreia solo.

A estreia solo de Damon Albarn: muito longe das guitarras e do britpop do Blur

 

Pois “Everyday Robots” soa estranhíssimo numa primeira audição. E passa muuuuuito longe de guitarras e da sonoridade britpopper do Blur. Estas linhas zappers mesmo ouviram o disco esta semana pelo menos umas cinco vezes para formar/formular um conceito sobre ele. É um trabalho extremamente dúbio porque simples e complexo ao mesmo tempo. Desvela o que se passa na mente de um músico consagrado perto do seu meio século de vida. E essa radiografia musical não vai suscitar meio-termo: quem gosta de guitarras, melodias pop e mais arejadas, por certo vai detestar o cd. Já quem ama paisagens sonoras contemplativas, bucólicas, pastorais, com ambiências eletrônicas e uma grande dose de melancolia, vai se identificar no ato.

 

O blog começou a curtir o álbum nas últimas audições. Mas confessa que não foi fácil digerir em um primeiro momento a esquisitice melódica da faixa-tíulo, que abre o disco e já ganhou vídeo promocional. Porém, com o avançar das faixas vai-se descobrindo momentos de reflexão que se inserem dentro de paisagens sonoras elaboradas e construídas com esmero, caso de “Hostiles” e seus belos violões e camadas de teclados, ou ainda da algo latina “Mr. Tembo”, da tristíssima (e lindíssima, com pianos e acordeões) “Photographs (You Are Talking Now)” e de “Heavy Seas Of Love”, que possui a participação da lenda Brian Eno nos vocais. Aliás no capítulo das participações a cantora do Bat For Lashes, Natasha Khan, também dá sua contribuição à obra, dividindo os vocais com Damon em “The Selfish Giant”.

 

Por certo são músicas que dificilmente se encaixariam na proposta musical do Blur – ou menos ainda no eletrônico sarcástico e ensolarado do Gorillaz. Daí Damon Albarn ter optado por dar vazão a esse material em um cd com a sua assinatura própria. “Everyday Robots” está longe de ser um disco feliz. Trata-se de uma coleção de músicas bem cinzas. Tão cinzas quanto é a maioria da existência humana e como talvez esteja a própria vida do rockstar Damon Albarn.

 

 

O TRACK LIST DE “EVERYDAY ROBOTS”

1.”Everyday Robots”

2.”Hostiles”

3.”Lonely Press Play”

4.”Mr. Tembo”

5.”Parakeet”

6.”The Selfish Giant” (

7.”You and Me”

8.”Hollow Ponds”

9.”Seven High”

10.”Photographs (You are Taking Now)”

11.”The History of a Cheating Heart”

12.”Heavy Seas of Love”

 

 

E DAMON ALBARN AÍ EMBAIXO

No vídeo da faixa-título de seu primeiro álbum solo.

 

 

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AS RADIOATIVAS LANÇAM ENFIM SEU PRIMEIRO CLIP BACANUDO

Entonces, foi classe o show do quinteto paulistano As Radioativas na última sexta-feira, lá no Astronete – o pub rock mais sensacional do circuito under paulistano atual.

 

Estas linhas online gostam muito da banda (que é formada por uma vocalista fofona e doidona, a ótima Tatiana Siqueira, além das guitarristas Letícia Kruger e Natasha, da baixista Crica Mess e da batera e linda loira gaúcha Letícia Planodas) e da sua sonoridade proto-punk/glam/riot girrrl (e que não foi entendida por certo jornalista carioca, babaca, boçal e metaleiro velho como só ele sabe ser, um tal de Marcos Brachatto, ahahaha), de letras simples e diretas mas bem legais.

 

Porém o jornalista zapper/rocker acha que a banda tem uma força ao vivo que não foi devidamente capturada em estúdio, na gravação de seu primeiro disco (e aí nos perdoe o queridão Calanca, produtor respeitabilíssimo e dileto amigo pessoal de quase trinta anos do sujeito aqui, se estivermos enganados nessa avaliação). Mas sinceramente, ao vivo, é dos melhores shows que você pode ver atualmente na pálida indie scene paulistana.

Tatiana Siqueira, a front woman gordoidona das Radioativas

 

E foi lançado lá no Astro o clip de “Cuidado Garota!”, que também acaba de ir pra web. Bem básico, simples, mas com roteiro eficiente e bem filmado/dirigido. É o suficiente.

 

A continuar nessa pegada as meninas vão longe. Potencial de sobra pra isso elas possuem, como você pode conferir aí embaixo, assistindo ao vídeo de “Cuidado Garota!”.

 

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: “Everyday Robots”, a estreia solo de Damon Albarn, o homem que ainda canta no Blur.

 

* Showzaço indie triplo: yep, pra quem perdeu as duas gigs do Sebadoh em Sampa na semana passada, amanhã (terça-feira em si, dia 29 de abril, já que o blogon tá sendo finalizado na segundona) tem uma última chance. O lendário trio indie americano se apresenta no evento Red Bull Station, no centrão rocker de Sampa (mais especificamente na Praça da Bandeira, 137, metrô Anhangabau) e tendo a abertura luxuosa das bandas Single Parents (de Sampa) e John Candy (do Rio). Ou seja: balada imperdível pros indie kids. Mas atenção! Vai começar cedo (sete da noite) e acabar cedo também. Então, se agilize pra chegar no horário correto.

O trio americano Sebadoh: última chance de vê-los ao vivo é amanhã, terça

 

* Baladenhas em mais um finde com feriadão: pois é, quinta-feira é 1 de maio e ninguém trampa, uia! Então, com mais um feriadão a caminho (sendo que o blog eternamente andarilho vai por novamente o pé na estrada), já vamos ver o que rola em termos de baladas pra esta semana, pois novo postão zapper só na semana que vem, pós-feriadão. Entonces a esbórnia já começa hoje, segunda-feira, com a festa de treze anos da On The Rocks, uma das baladas rockers mais badaladas e já clássicas da noite under paulistana. Rola no D-Edge (que fica na avenida Auro Soares de Moura Andrade, 141, metrô Barra Funda), na madruga.///Na quarta-feira, véspera do feriadão em si, vai rolar o festival erótico/goth Libertines, no 80’ Club (na rua Deputado Lacerda Franco, 340, Vila Madalena, zona oeste de Sampa), com vários djs e performances. Também na quarta o baixo Augusta vai ferver com a festa “High Voltage” no Inferno (no 509 da Augusta) e mais uma noitada open bar imperdível no Outs (no 486 da mesma Augusta).///Já na sextona pós-feriado tem noitada rockabilly no Inferno e festa de três anos da Tiger Robocop 90’, no Centro Cultural Rio Verde (lá na rua Belmiro Braga, 119, Pinheiros, zona oeste paulistana).///E no sabadão, pra quem está na pacata e bucólica São João Del Rey (no interior de Minas Gerais, no circuito das cidades históricas), tem show de lançamento do primeiro disco da bacanuda banda Machados, no Underground Pub (que fica na rua José Falconieri dos Santos, 47). Tá bão, né? Roteirão grandão pra semana toda, uia! Se joga!

 

 

FIM DE PAPO

Postão completão no ar. E feriado vindo aí pela frente sendo que o blog vai precisar cair na estrada novamente. Então novo encontro zapper com nosso dileto leitorado fica pra semana que vem, pós feriadão, okays? Mas é claro que se algo muuuuuito bombástico acontecer no mondo pop, iremos registrar aqui em “edição extra”, hehe.

 

Então é isso. abração nos marmanjos, beijão nas garotas. E até a próxima!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 06/5/2014 às 21:30hs.)

A volta do power pop shoegazer fofo do The Pains Of Being Pure At Heart; mais (agora vai!): passadas duas décadas da morte de Kurt Cobain e do fim do Nirvana, o legado deixado pelo trio e o que mudou no rock mundial de lá pra cá; o que o blog viu, ouviu e viveu ao som do trio grunge; o bocetão Rihanna mostra seu lindo rabão em todo seu esplendor! Outra musa indie tesudíssima, pra balançar o coração e disparar os hormônios do leitorado macho (cado) zapper, e a festona que vai celebrar os onze anos do blogão que deve chegar ao fim ainda este ano (postão atualização completa, com diário sentimental repleto de putaria e dorgas, mais a nova atração da festa de aniversário do blog e as últimas notícias do mondo pop) (nova atualização final em 17/4/2014: RIP Gabriel García Marquéz)

O que restou ao rock e à música pop atual: ou reeditar e emular o que já foi feito de melhor, como o americano The Pains Of Being Pure At Heart (acima) faz em seu novo disco; ou explorar menos a música em si e muito mais o corpo e a imagem pessoal, como a cantora Rihanna (abaixo) não cansa de fazer 

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E o mundo atual, cada vez mais pobre culturalmente, fica ainda mais emburrecido.

 

Vai na paz, Gabo!

O escritor Gabriel García Marquéz, gênio da literatura mundial e que morreu aos oitenta e sete anos de idade

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ÚLTIMAS DAS ÚLTIMAS

Os goths velhos, carecas e barrigudos se rejubilam: Pedro Morfético, ops, Peter Murphy toca novamente em Sampa (ele este aqui há menos de um ano) no dia 20 de julho, no Carioca Club. Com show acústico de abertura do também véio Wayne Hussey. Hummm… talvez o blog até vá nessa gig, pra rever seus velhos amigos darks, hehe.

 

*E a festona de onze anos do blog, que rola dia 24 de maio na Sensorial Discos, em Sampa, acaba de ganhar uma atração de mega peso ERÓTICO: ela, a linda, devassa, divina, tesuda, primeira e única deusa e musa indie destas linhas online, Jully DeLarge, vai fazer performance no evento, Uhú! O que já era imperdível, agora ficou imperdível ao cubo!

Ela é um bocetão devasso e nossa eterna deusa e musa indie; e estará presente na festa de onze anos do blog em maio

 

* E o Coachella 2014, que aconteceu no último finde em Indio, California (EUA, néan), foi bacana e tals, embora tenha rolado muita tranqueira por lá. Mas um dos shows que ficam marcados na memória é o esporro sônico brutal detonado pelo Queens Of The Stone Age no palco. Insano, pra dizer o mínimo. Josh Homme é foda, a banda é foda (sem nenhum favor, um dos poucos nomes do atual rock planetário pra quem Zap’n’roll paga um pau animal) e eles estarão no Brasil em setembro, em turnê solo pela primeira vez. Então, como aperitivo e aquecimento até lá, fica esse vídeo aí embaixo: a abertura explosiva do show do grupo no Coachella. De foder, com certeza.

 

 

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Travação mental.

E o texto, enfim, acabou não saindo, não rolando. Foi por isso que o post de Zap’n’roll da semana passada ficou incompleto, sem alguns tópicos e depoimentos que seriam inseridos nele ainda sobre os vinte anos de ausência do grande e inesquecível Kurt Cobain, talvez o último grande gênio da história recente do rock mundial. Um sujeito tão importante e fundamental para a música que ele e seu conjunto imortal, o trio americano Nirvana, continuaram sendo comentados durante toda esta semana que termina hoje (sabadão em si). E não apenas continuaram sendo comentados como também entraram definitivamente para o célebre Hall da Fama do Rock’n’roll, em cerimônia ultra badalada  realizada anteontem em Nova York (e que contou com a presença de zilhões de figuras ilustres do pop e do rock, como os ex-Nirvana Dave Grohl e Krist Novoselic, a viúva de Kurt e eterna cadela loira Courtney Love, o ex-REM Michael Stipe e até a superstar teen Lorde, que fez vocais no clássico nirvânico “All Apologies”). Ou seja: a semana toda, uma semana diga-se meio leeeeenta no mondo pop, continou sendo dominada pelas lembranças do trio grunge de Seattle. O que permite que o postão zapper desta semana ainda insira aqui o que não foi publicado na semana passada. Desta forma este post que você começa a ler agora tenta dimensionar como ficou a música pop (e o rock) sem Kurt. E também relembra o que o sujeito que digita estas linhas ouviu, viu e viveu ao som da trinca que sacudiu a indústria da música há duas décadas. Talvez seja, afinal de contas, o mais essencial a ser escrito aqui, em um tempo onde não existem mais heróis na arte em geral e na música em particular. E onde o lançamento de um disco mediano como o novo do fofo shoegazer americano The Pains Of Being Pure At Heart nos entusiasma ao ponto de acharmos que ele pode soar quase como uma obra-prima aos nossos ouvidos. Sendo que obras-primas não existem mais. No rock, ao menos, a última se chamou “Nevermind” e saiu em 1991. Quando veremos outra de estatura semelhante, só os deuses sabem… e quando ela surgir novamente (e se surgir), quem sabe não tenhamos mais problemas de “travação” mental, textual e emocional para falar da referida obra. Enquanto isso não acontece, sigamos em frente com mais um post do blog que insiste em amar cultura pop e rock alternativo. Um amor que um dia vai acabar também pois nada, absolutamente nada dura para sempre neste muito. Muito menos um blog que já está com onze anos de estrada nas costas.

 

* Postão zapper sendo atualizado no sabadão, néan. Melhor assim: leitura pop ótima pro finde todo. E depois do dever cumprido o blogger maloker vai dar umas voltinhas pela night under de Sampalândia, uia!

 

 

* Nada de novo durante a semana, na política brasileira. Infelizmente. Enquanto as semanais Veja (reacionária e manipuladora como só ela sabe ser) e Época destacavam como o PT está saqueando sem dó e afundando a Petrobras, a edição de quinta-feira do Jornal Nacional, na Globo, destacava em primeira mão como a multacional Alstom, que está enlameada até o pescoço no Trensalão do PSDB em São Paulo, também meteu a mão (e como!) na pobre, falida e fodida estatal petrolífera brazuca (até bem pouco tempo nosso maior orgulho empresarial), num processo de pilhagem que começou no governo FHC e prosseguiu nas gestõe de Lula e Dilmá. Puta que pariu, Brasil! Há de se perguntar: o que esses BANDIDOS tucanalhas e petralhas querem, afinal de contas? SAQUEAR tudo o que podem, até não restar mais nada no país?

 

* E em São Paulo, como se não bastasse o trensalão da quadrilha tucana que está há mais de duas décadas no poder político do Estado, ainda há agora o problema gravíssimo da falta de água. Sim, choveu muito menos do que o esperado esse ano, até o momento. Mas São Pedro não tem culpa sozinho no desastre de abastecimento que se vislumbra no horizonte paulista para muito breve. O que faltou mesmo foi competência e administração, além de investimentos, para lidar com a situação que está rolando agora. E sobrou roubalheira, claro. Né Geraldinho Alckmin, seu GRANDE MERDA!

 

 

* Mas enfim, sigamos em frente, no mondo pop e no rock. Neste finde tá rolando a edição do gigante festival Coachella, nos EUA. Mas e daí? Festival de rock pelo mundo afora virou tudo a mesma parada, não é mesmo? Até mesmo o Coachella, que já foi beeeeem lecal, tá meio caído esse ano – basta lembrar que um dos headliners de lá é o pavoroso Muse, que acabou de tocar no Lollapalooza BR. Então pra que ficar perdendo tempo publicando zilhões de vídeos e fotos de shows que já acabamos de ver por aqui mesmo? Bobagem pura, na modesta opinião destas linhas bloggers rockers. A verdade é cruel mas é essa mesma: no mundo globalizado da internet, não há mais novidades que valham a pena em NENHUM festival pelo planeta afora. Todo mundo toca em todos os lugares, ad nauseam. E isso não vai mudar mais, pelo jeito.

 

 

* E como já foi dito aí em cima, no editorial de abertura do post, continua se falando e muito no Nirvana e em Kurt Cobain, mesmo após duas décadas do desaparecimento do gênio que deu ao mundo um dos últimos grandes nomes da história recente do rock’n’roll. Pois entonces: o trio grunge de Seattle foi finalmente alçado ao Hall da Fama do Rock’n’roll, em festa concorridíssima que rolou em Nova York na última quinta-feira. Várias personalidades do mondo pop presentes, vários momentos inesquecíveis e a IMAGEM que fica é da viúva Courtney Love dando um mega abraço em Dave Grohl e enterrando, desta forma e ao que se supõe, vinte anos de brigas, rixas e ódios mútuos. Pra que guardar mágoas e rancores, né Courtney?

 A viúva de Kurt Cobain, Courtney Love, abraça com amor e carinho Dave Grohl: fim de duas décadas de brigas e ódios mútuos

 

* Putaria pop da semana, I: Rihanna, o bocetaço mais hot da música atual, continua mostrando a que veio, uia! Desta vez, durante as sessões de mais um ensaio fotográfico, a cadelaça morena não se intimidou e deixou que o fotógrafo registrasse seu suculento rabaço… sem calcinha! Veja a imagem aí embaixo e confira.

 O RABAÇO mega da cachorrona Rihanna: sem calcinha e com marquinha safada de biquini no ensaio fotográfico, wow!

 

* Putaria pop da semana, II: já outra vagabun… ops, garota rocker americana, ao participar de um festival de tatuagem na Flórida, também resolveu “ousar” ao máximo: pediu que um tatuador tatuasse em volta do seu cu a inscrição “cuspa primeiro!”. wow!

 A cadelona putaça, ops, garota rocker, dá a dica em tatuagem ao redor do seu cuzão: “cuspa primeiro!”. Depois, pode meter e esporrar à vontade, uia!

 

* A festa de ONZE ANOS do blog finalmente está definida. Rola dia 24 de maio naquele que é um dos points de cultura pop mais badalados desse momento em Sampa: a loja Sensorial claaaaaro! A escolha tem tudo a ver: o espaço, embora não muito grande, é bacaníssimo e aconchegante e o mix de loja de discos com bar que vende brejas artesanais incríveis tem dado o que falar desde que foi inaugurado. Fora que estamos numa época em que precisamos promover a ANTI-ostentação. Então ao invés de fazer festa em bar grande do baixo Augusta (que está ficando saturado já) pra lotação baixa do lugar no dia do evento, é muito melhor reunir uma galera grandinha e compacta (e rocker) num espaço menor mas onde todos podem beber as melhores cervas artesanais e tb curtir três pocket shows ultra bacanudos. Quem vai tocar? Eron Falbo: garoto prodígio do folk rock com discão lançado, e que foi produzido por ninguém menos do que Bob Johnston (que “apenas” produziu o “Highway 61 Revisited”, de um tal Bob Dylan). Comma: um dos melhores novos nomes da indie scene paulistana, pop/rock de garotas com muito apuro melódico. Star 61: a banda que encntou Finaski recentemente. Marc Bolan, Bowie, Iggy e New York Dolls em doses concentradas. E como se não bastasse ainda vai ter dj set do blog (cabulosa como sempre) e sorteio de discos de vinil (wow!), livros e… garrafas de cervejas artesanais, pra você levar pra sua casa. Quer mais o quê? Rsrs. Logo menos vamos dando mais detalhes por aqui sobre o festão, okays?

 Star 61: glam rock fodão que vai tocar na festa de aniversário do blog, em maio

 

* MINAS GERAIS MANTÉM A TRADIÇÃO DE BOAS BANDAS DE ROCK COM OS MACHADOS – yep, e isso não é de hoje. O Estado montanhoso e mais bucólico do Sudeste brasileiro (e sonho de consumo do autor deste blog, que pretende morar por lá, na paradisíaca São Thomé Das Letras, até o final de 2014) sempre deu grandes bandas ao rock e à música pop nacional. Uma tradição que vem desde os anos 80’, passa pelos 90’ (quando surgiu o hoje consagrado Skank) e chega até o indie rock dos anos 2000’, com Pato Fu, o ótimo Transmissor, o grunge poderoso do trio Mad Sneaks e agora o rock radiofônico de guitarras dos Machados. Quem? Machados, formação surgida na pequena e histórica cidade de Tiradentes, em 2013 e que é liderada pelo vocalista, letrista, guitarrista e compositor Luiz André Nogueira – junto a ele estão o baixista Mattheus Lopes, o batera B. Berg e o também guitarrista Alisson Zakka. O som da banda é calcado em guitarras bem construídas, que engendram melodias bastante radiofônicas e que trafegam com desenvoltura por momentos mais dolentes e outros mais abrasivos. As letras, todas escritas por Luiz, estão bem acima da média do que se escuta no quase falido indie rock nacional atual. E foi com prazer que estas linhas online passaram alguns dias da última semana ouvindo as nove faixas do álbum “Taxidermia Coletiva”, que a banda disponibilizou na web (sendo que você pode ouvi-lo aqui: https://soundcloud.com/machados-1) e que deve ganhar versão em cd físico em breve. No disquinho de menos de quarenta minutos você vai querer sair pulando ao som das guitarras nervosas de “Nada a perder”. Ou então contemplar uma bela noite de luar nas montanhas de Minas e tomando um bom vinho ao lado do seu amor, enquanto escuta “Dom Quixote”. Enfim, o quarteto do interior Mineiro tem futuro e o blog irá voltar a falar dele por aqui nos próximos posts, pode esperar!

 O grupo Machados: mantendo a tradição Mineira de boas bandas de rock

 

* Se interessou pelo som dos Machados? Dá uma sacada no clip de “Dom Quixote”, aí embaixo.

 

 

* E sem tempo a perder vamos para outra boa surpresa que rolou no indie rock planetário esta semana: o novo álbum dos fofos The Pains Of Being Pure At Heart, que caiu na web. yeah!

 

 

THE PAINS OF BEING PURE AT HEART VOLTA MENOS SHOEGAZER, MAS AINDA EXALANDO DOÇURA ROCKER

Banda surgida em Nova York em 2007, o The Pains Of Being Pure At Heart logo conquistou um pequeno séquito de fãs e angariou a simpatia da rock press americana por desenvolver um noise pop de contornos bucólicos e que prestava vassalagem total ao shoegazer britânico dos anos 90’, aquele professado por bandas como Ride, Lush, Jesus & Mary Chain e My Bloody Valentine. E agora, sem muito alarde, o quarteto atualmente integrado por Kip Berman (vocais e guitarras), Peggy Wang (teclados e vocais), Alex Naidus (baixo) e Kurt Feldman (bateria), está lançando seu terceiro álbum de estúdio, “Days Of Abandon”, programado para chegar oficialmente às lojas no próximo dia 13 de maio. Nas lojas porque na web ele vazou inesperadamente na última semana. E como os dois discos anteriores do grupo, não será lançado no Brasil.

 

O TPOBPAH também conquistou público e crítica graças à qualidade de seu trabalho de estréia, homônimo, que saiu em 2009, trazendo uma batelada de canções tristonhas, com vocais lassos e dolentes e guitarras algo barulhentas que se imuscuíam em melodias doces. Num tempo (o nosso) onde nada mais se cria no rock e tudo se reprocessa nele, a reedição da sonoridade shoegazer inglesa de duas décadas e meia atrás e ainda por cima feita à perfeição por um grupo americano, deixou todo feliz e de queixo caído.

 

Mas a fórmula perdeu fôlego no segundo cd, “Belong”, editado dois anos depois. As mesmas canções fofas e bucólicas permaneceram mas com menos brilho do que na estréia. Foi inclusive na turnê deste disco que o The Pains… se apresentou em Sampalândia, em um pequeno festival indie que rolou em setembro de 2011. De lá pra cá a banda meio que desapareceu um pouco do circuito de shows e festivais, provavelmente pensando na composição do material que estaria em seu vindouro próximo álbum de estúdio.

O novo álbum do quarteto americano: menos shoegazer mas ainda tristonho

 

Pois este “Days Of Abandon” entrega que o quarteto não pretende mudar sua proposta sonora, algo que já fica claro a partir do título do disco. Na verdade algumas das dez faixas do cd desvelam que o conjunto está tentando soar menos melancólico e noise nas guitarras, e mais pop nas melodias. Isso pode ser ouvido em “Simple And Sure”, por exemplo. Ou também em “Kelly” e “Masokissed”, que soam leves e radiofônicas e lançam muito pouco mão de pedais de distorção nas guitarras, preferindo realçar os vocais doces da dupla Kip Berman e Peggy Wang.

 

Mas como a tristeza que permeia perenemente a alma cinza humana não poderia ficar ausente de um disco do grupo, ela surge gloriosa em “Art Smock” (que abre o cd com violões e vocais contemplativos) e em “The Asp In My Chest”, que encerra tudo no mesmo naipe melancólico, como que querendo ratificar que o The Pains… continua enxergando o mundo à sua volta com olhar marejado e desencantado. E longe de ser uma obra-prima o novo trabalho dos nova iorquinos mostra que, em um mundo onde o rock perdeu quase que totalmente a relevância, talvez a única solução seja mesmo olhar para trás e emular da melhor maneira possível o que ele já produziu de forma clássica e inesquecível.

 

 

O TRACK LIST DE “DAYS OF ABANDON”

1 – “Art Smock”

2 – “Simple And Sure”

3 – “Kelly”

4 – “Beautiful You”

5 – “Coral And Gold”

6 – “Eurydice”

7 – “Masokissed”

8 – “Until The Sun Explodes”

9 – “Life After Life”

10 – “The Asp At My Chest”

 

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DUAS DÉCADAS DEPOIS, O LEGADO DE KURT COBAIN, NA OPINIÃO DE QUEM ENTENDE

A semana passada, no mondo rock, foi toda dedicada à lembrança dos vinte anos sem Kurt Cobain, o gênio que deu ao mundo o inesquecível Nirvana, talvez a última grande e digna banda do rock’n’roll. E o próprio Kurt deu um final abrupto a tudo e à sua própria história, ao se matar em 5 de abril de 1994.

 

Para tentar entender e refletir melhor sobre o que mudou na música nestes vinte anos o blog foi ouvir alguns amigos queridos do jornalismo rock brasileiro. São opiniões de quem entende do assunto pois vivem e respiram música praticamente todos os dias de suas vidas. Leia abaixo o que eles disseram.

 

* Adreana Oliveira, 37 anos, editora de Cultura do jornal “Correio de Uberlândia” – O legado de Cobain para mim está ligado a um tipo de artista que pouca gente se dá ao trabalho de conhecer bem, entender e principalmente respeitar. Tenho como lema o verso que abre “Pennyroyal Tea” que pra mim resume um pouco do que ele era: “I´m om my time with everyone, I have very bad posture”. É como se ninguém pudesse realmente enxergar o homem que ele era de verdade, não importa o que fizesse. E seu maior legado cala a boca de qualquer um que insiste em vê-lo como um viciado fraco que acabou com a própria vida com um tiro na boca: as músicas que ele deixou. Tudo mais é especulação. Nós, como admiradores ou fãs só temos a agradecer e não deixar que essa música morra. As mudanças que vi desde a morte dele no mundo pop não foram boas. Sucessos instantâneos, promessas que não se concretizaram, aquela leva de artistas enlatados que tá pouco se lixando com a música e quer mais é parecer cool. E o comportamento do consumidor de música tornou-se algo quase leviano… Claro, que para tudo há exceção, mas são poucos aqueles que conseguem de forma tão sincera arrebatar corações e mentes por mais de uma estação.

 

* Daniel Vaughan, repórter de variedades do portal R7 – O Kurt Cobain foi o gênio que ajudou a dar uma chacoalhada na música no começo dos anos 90’. Com o Nirvana o rock underground virou de ponta cabeça. Foi para o topo. Bandas que eram “amaldiçoadas” pelos tubarões do sucesso invadiram a MTV e as rádios FMs. Além de ser um ótimo compositor, foi isso que mais me chamou a atenção na época. E hoje, cadê os filhotes de Cobain para fazer uma nova “manifestação”?

 Kurt Cobain toca, com o Nirvana, no festival Hollywood Rock, em janeiro de 1993 no Brasil: vinte anos depois de sua morte, o rock anda mal das pernas

 

 

* Laís Eiras, 35 anos, Editora Chefe do site Yonohablo.com – Kurt foi um marco na história do rock mundial porque nenhum outro compositor retratou aquele sentimento do início dos anos 90’ tão bem, aquela sensação de final de século e medo do que estava por vir. Musicalmente, demoliu preconceitos, quebrou a estética anterior, dos 80’. Se mudou para melhor, não sei dizer. Mas trouxe uma liberdade e apresentou uma estética nova que influenciou muita gente. Este foi um depoimento totalmente subjetivo e nada técnico.

 

 

* Luiz Cesar Pimental, 43 anos, editor-executivo do portal R7 – Óbvio que nunca saberemos, mas acredito que para o legado do Nirvana foi que a banda tivesse parado ali, ainda mantendo sombra do auge, que foi o Nevermind. Veja bem, não estou falando que foi bom o Kurt ter morrido. Claro que não. Ideal seria se eles tivessem parado o Nirvana, Dave Grohl formado o Foo Fighters e o Kurt, outra banda com a cara dele.Provavelmente ficaria parecida com Nirvana, por razões óbvias. Mas seria interessante ver o que ele produziria quando tivesse o desafio de criar algo diferente àquilo em que foi mestre.

 

 

MINI DIÁRIO SENTIMENTAL – O QUE O QUE O BLOG VIU, OUVIU E VIVEU AO SOM DO NIRVANA

* O zapper conhecendo o trio grunge de Seattle – era finalzinho de 1991. O jornalista loker, ainda em plena efervescência da loucura rocker de seus vinte e oito aninhos de idade, estava morando junto com a mãe de seu filho (no apê da rua Frei Caneca), e levava a vida se entupindo de cocaine, whisky e e escrevendo textos eventuais para a editoria de Cultura da revista IstoÉ e para o caderno de variedades do jornal Folha Da Tarde (atual Agora São Paulo). Foi quando numa bela tarde recebeu um pacote de vinis da gravadora BMG (atual Sony Music), enviados pela sempre queridaça e fofa assessora Miriam Martinez (até hoje, mega amiga destas linhas online, aliás onde anda você, Miroca?). Ao pegar o pacote na portaria do prédio onde morava o autor destas linhas virtuais conferiu o material e ligou pra Miriam, avisando que tinha recebido os discos e que estava tudo ok. Ela então pediu, com a simpatia de sempre: “Fininho, dê uma atenção especial ao disco de capa azul, do grupo NIRVANA. Você vai adorar e os moleques estão estourados nos Estados Unidos!”. Certo. O jornalista que sempre procurava estar atento às novidades (numa época em que não havia internet e nada do que gira em torno dela hoje em dia), já tinha ouvido falar do tal Nirvana. Mas ainda não conhecia o som da banda. E dedicou aquela noite a ouvir o álbum, que se chamava “Nevermind”. E gostou muito do que ouviu: ao mesmo tempo em que era barulhento e esporrento, o álbum tinha um senso melódico e radiofônico incomum nas canções. As letras eram muito boas e o vocalista, um loiro chamado Kurt Cobain, cantava como se o mundo fosse acabar no dia seguinte. Bacaníssimo, tanto que quando resenhou o pacote inteiro (que tinha outros quatro discos) na Folha Da Tarde, o jornalista rocker decretou no texto: “O álbum do Nirvana é, de longe, o melhor do pacote de rock lançado pela BMG”. Começava então uma longa história de amor entre Zap’n’roll e Nirvana e que perdura até hoje, com o trio de Seattle permanecendo como uma das cinco bandas da vida do sujeito que escreve este diário.

 

* A banda estoura no Brasil e sai aqui o álbum “Bleach” – a estréia do Nirvana em disco se deu na verdade em junho de 1989, com o lançamento do álbum “Bleach”, o lendário disco em que o produtor Jack Endino cobrou do trio de Seattle, por trinta horas de trabalho em estúdio, a ridícula quantia de US$ 600 dólares. Hoje considerado um clássico tão imbatível quanto “Nevermind”, o primeiro registro em vinil do Nirvana só iria sair no Brasil após o estouro do segundo trabalho do grupo por aqui. Já era meio de 1992, o casamento de Zap’n’roll estava indo pro buraco e boatos insistentes davam conta de que a banda iria logo menos fazer shows na América do Sul. O que de fato acabou acontecendo em outubro daquele ano mas apenas na… Argentina, onde o Nirvana se apresentou em um festival no estádio do River Plate (quem esteve naquela gig, garante que foi apoteótica) e com abertura da lenda Keith Richards. O Brasil ainda teria que esperar um pouco mais. Mas em janeiro de 1993…

“Nevermind”, segundo disco do Nirvana e hoje já um clássico e um dos dez melhores álbuns da história do rock: foi com ele que Zap’n’roll descobriu o som do trio de Seattle

 

* O zapper jogado às pulgas, putas e cocaine no baixo Augusta e uma cadelaça pelada pedindo “me come, me come!” –  em novembro de 1992 foi anunciada a bmba que todos aguardavam ansiosamente: o Nirvana viria ao Brasil em janeiro, para tocar no festival Hollywood Rock, com shows em Sampalândia e também no Rio. Foi, aliás, a edição “grunge” do festival e uma das mais inesquecíveis de todas: além do Nirvana se apresentaram também Alice In Chains, L7 e Red Hot Chili Peppers, todos no AUGE de suas carreiras. E se a notícia era uma lindeza só para o rocker Finaski, na vida pessoal o jornalista gonzo maloker só se afundava: pouco depois de seu aniversário (em novembro), a mãe de seu filho havia decidido se separar definitivamente do zapper junkie. Ele, sozinho, ainda ficou por mais algum tempo no apê da Frei Caneca, se entupindo de álcool, cocaine e bocetas lokas e safadas (Mônica, de São Caetano, Paulinha R., que trepou com com o ordinário aqui na FRENTE de uma amiga dela, apenas porque a garota queria ver o casal fodendo). E por aquele período descolou um trampo de cobertura de férias por três meses na rádio Bandeirantes. Foi credenciado pela Band que o autor deste blog acabou indo parar no estádio do Morumbi em janeiro de 1993, para acompanhar o Hollywood Rock. Na primeira noite do festival, no intervalo entre as gigs do Alice In Chains e do Red Hot, Zap’n’roll conheceu pessoalmente aquele que se tornou seu melhor e inseparável amigo nas últimas duas décadas: o nosso querido “editador” e super dj André Pomba. Mas foi no sabadão finalmente que o bicho pegou: ostentando visual grunge (bermuda, jaqueta de couro amarrada na cintura e cavanhaque), lá se foi o jornalista ao encontro do trio Nirvana, num estádio lotado e onde estavam pelo menos 70 mil pessoas. O show do L7 foi sensacional. E o do trio liderado por Kurt Cobain… sinceramente, um dos PIORES shows de rock presenciados pelo autor destas linhas sentimentais. Mas foda-se, era o Nirvana que estava tocando e era isso que importava naquele momento. Terminada a gig Finaski se mandou pro centro da cidade e ali começou uma das madrugadas mais insanas de sua existência naquela época. Primeiro ele encontrou, já no bairro do Bixiga, com a bocetuda Jade. Quem? Uma ex-gótica que vivia enfurnada no saudoso Espaço Retrô e que já havia sido traçada pelo pinto do jornalista (por quem ela se dizia apaixonada) algumas vezes. Jade estava especialmente mega gostosa naquela noite: de bermuda curta e justíssima, e uma camiseta amarela de onde seus peitões suculentos ameaçavam pular pra fora do decote a todo instante. Não deu outra: ao encontra-la o animal rocker comedor e já cheio de más intenções a chamou pra ir pra rua Augusta, no bar Der Temple, onde quem era quem do circuito rock under de Sampalândia se reunia naquela época. Convite aceito, o casal rumou pro bar. E alguns instantes depois que estavam por lá, o tumulto se formou na entrada: quem acabava de chegar ao lugar era ninguém menos do que Kurt Cobain e sua loira devassa, a eterna vacona Courtney Love. O proprietátio Giggio (hoje dono do Matrix, na Vila Madalena, na zona oeste de Sampa) imediatamente ordenou que a porta de aço do boteco fosse baixada. Quem estava fora, não entrava mais; quem estava dentro, poderia sair se quisesse – e àquela altura, alguém queria sair dali? Pois o jornalista trintão, recém-separado e com um xoxotaço do seu lado pronto pra ser bem fodido, passou boa parte da madrugada a dois passos do casal Kurt/Courtney, e não se animou a ir falar com eles. E lá pras tantas, com nuvens de álcool já pesando sobre seu cérebro, ele pegou a cadeluda Jade e disse: “vamos pra casa!”. E lá se foram eles. O final da noite de Kurt e Courtney na rua Augusta a humanidade ficou sabendo depois: eles foram descendo a rua em busca de cocaína e distribuindo notas de cem dólares pras putas que encontravam pelo caminho. E a noite do autor deste diário cafajeste, terminou como? Com ele metendo rola grossa sem dó na boceta canalha e mega safada de Jade. Que em certo momento da foda, dando de ladinho e gemendo como uma cachorra no cio, gritou: “Me come, me come!”. Levou muita porra na bunda e na boca. Depois o casal adormeceu e no dia seguinte acordou devorado por… pulgas. Yep. O jornalista safado e junkie ainda comia ótimas bocetas. Mas estava como Sid Vicious no final da vida do finado baixista dos Sex Pistols: sozinho, largado em um apartamento imundo e dominado por pulgas. Quanto à cadelona Jade, o autor deste blog ainda manteve contato com ela por alguns meses e depois nunca mais a viu.

 

Machete do jornal Notícias Populares, em abril de 1994: fim da era grunge

*O fim da festa e de uma era, com um tiro na própria cuca – em abril de 1994 o jornalista rocker maloker estava se recuperando profissional e emocionalmente gradativamente e da maneira que era possível. Dividia um bom apê (daqueles antigões e enormes) com o amigão e fótografo da FolhaSP (à época) Luiz Carlos Leite, próximo ao largo do Cambuci (e onde havia uma bocada que vendia um padê sensacional, na rua Muniz De Souza, a quatrocentos metros de onde o sujeito aqui estava morando; ou seja: ele viva em estado de bicudisse quase permanente, rsrs). Foi uma época gloriosa onde o autor deste diário calhorda, além de continuar escrevendo para a revista Dynamite, também havia começado a colaborar com a poderosíssima revista Interview, uma das principais publicações de comportamento e variedades do país naquela momento. E também foram tempos de namoro com a deliciosa cavala Greta, uma mulata de 1,72m de altura, mamicas gigantes e um rabo animal. Com apenas dezenove aninhos de idade (e Zap’n’roll a caminho dos trinta e três), Greta sabia ser ultra vagabunda na hora da foda: ficava apertando o pinto grosso do namorado com sua boceta sacana, enquanto levava o bico do próprio peito até sua boca e ficava lambendo-o. E quando o jornalista, após sempre ouvir frases como “Seu cavalo, cachorro! Me FODE! Vai, me fode!”, não aguentava mais a vontade de gozar, ele tirava o pinto da xotaça preta e enfiava na bocona da Gretinha, que recebia feliz jatos e jatos de porra, engolindo absolutamente tudo, uia. Mas sempre, em algum momento, alguma nuvem negra surge e estraga a felicidade momentânea de uma existência que é perenemente cinza. No caso, a nuvem negra apareceu na cara de Zap’n’roll na noite de 8 de abril de 1994, quando ele esperava um busão no centrão podre de Sampa pra ir embora pra casa, no Cambuci. Ao dar uma espiada nas manchetes da edição do dia seguinte do saudoso NP (o sangrento Notícias Populares, e que sempre chegava na noite anterior às bancas), ele leu: “Cantor do Nirvana se mata com um tiro”. O jornalista rocker, sentimental e que a essa altura já tinha o trio de Seattle como uma das cinco bandas da sua vida, não acreditou no que estava lendo – todos que acompanhavam a trajetória de Kurt Cobain sabiam que a qualquer momento o desfecho de sua existência seria aquele mesmo, mas mesmo assim a notícia chocou. Comprou um exemplar do NP e foi devorando o jornal a caminho do apê no Cambuci. Lá chegando, com os olhos já totalmente marejados, se pôs a ouvir vezes e vezes seguidas o vinil de “Bleach”, enquanto tomava talagadas de whisky e se punha a pensar: o que seria do rock e do próprio grunge dali pra frente? E foi elocubrando sobre isso e sobre zilhões de outros assuntos próximos (a própria vida do jornalista loker, o que ele queria e esperava pra si etc, etc, etc.) que o autor deste blog adormeceu. Não havia mais Kurt Cobain e nem Nirvana na música. E o rock nunca mais seria o mesmo depois daquele 5 de abril de 1994. Fim de uma era e fim talvez do último grande momento da história recente do rock’n’roll.

 

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A NOVA MUSA INDIE ZAPPER – GATA ROCKER DE ATITUDE LIBERTÁRIA

“Nada como uma boa cerveja e ter bons amigos”. Ou “eu tentei ficar casada mas os homens ainda não aceitam mulheres independentes”. Duas frases que definem bem o pensamento de Evelyn Freire, a nossa musa indie desta semana.

 

Ela tem vinte e sete anos de idade e mora em Ribeirão Pires. Ama as bandas The Smiths, Doors e REM. E é do rock’n’roll, tanto que as imagens deste ensaio foram feitas no bar American Graffitti, um dos mais legais da região.

 

Fotos bacaníssimas, diga-se. No ponto exato entre sedução elegante e convite à devassidão carnal, uia! E foram clicadas pelo amigo zapper e fotógrafo de mão cheia Rodrigo Fernandez.

 

É isso. Vejam, deleitem-se e apreciem sem moderação mais uma tesudíssima musa indie do blog mais rock’n’roll e sacana da web brazuca.

Delícia rocker total

 

Só para os fortes!

 

E também para os de alma junkie

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: não é a salvação do indie rock planetário mas dá pra curtir na boa o novo álbum dos americanos do The Pains Of Being Pure At Heart.

 

* Exposição: ainda não foi visitar a mostra monuemental sobre a vida e obra do gênio David Bowie no Mis/SP? Vai passar o feriadão em Sampalândia? Então se programe e corra: a exposição se encerra neste final de semana, mais especificamente no domingo, dia 20. E como no último finde o Mis deverá estender o horário de visitação pública, pra atender a demanda. O Museu da Imagem e do Som de São Paulo fica na avenida Europa, 160, Jardins, zona sul da cidade. Vá até lá pra entender porque não existem mais gênios de verdade no rock de hoje.

 

* Site: perca o preconceito e procure mergulhar no universo musical do rock que se faz em toda a América Latina. Pra isso basta ir até http://www.yonohablo.com/. Criado e dirigido pela lindaça jornalista Mineira (e amada amiga destas linhas rockers bloggers) Laís Eiras, o YoNoHablo mostra um panorama amplo do rock que rola pelos nossos vizinhos e onde você acaba descobrindo bandas que fazem um trabalho artístico muito superior ao que se faz atualmente no Brasil. Vai lá e boa viagem sonora!

 

* Baladas pra semana e pro feriadão: yep, já vamos adiantando a parada aqui porque, como já foi dito, este post ficará por aqui até a semana que vem, pós feriadão, quando aí sim será substituído por nova postagem. Desta forma, pra quem vai ficar por Sampa mesmo na Semana Santa, além da expo do Bowie no Mis, também pode se jogar no esporrento open bar que anda lotando o clube Outs (na rua Augustam 486, centro de Sampa) e que vai começar a rolar esta semana já a partir da próxima quinta-feira, 17.///Já na sexta tem djs set especiais com as bandas The Killers e The Strokes, na noite rocker do sempre animadaço Blitz Haus (também na Augusta, no 609). Ainda na sextona em si mas mais cedo, tem pocket show do grupo Molodoys na mega bacana loja Sensorial Discos (também na rua Augusta, no 2389), hoje o ponto predileto destas linhas bloggers poppers em Sampa, pra se tomar ótimas brejas artesanais e se ouvir ótimos sons.///E no sabadão tem showzaço do grupo Saco de Ratos (a banda bluesy do grande dramaturgo Mario Bortolotto) no Centro Cultural São Paulo (que fica na rua Vergueiro, 1000, Paraíso, zona sul de Sampa), às sete da noite. Tá bão, né? Então pra quem vai ficar na área, ótimo feriadão e ótimas baladas também!

 O grupo indie paulistano The Molodoys: pocket show nessa sexta-feira na Sensorial Discos

 

 

SEBADOH – ÚLTIMA CHAMADA!

O trio indie americano se apresenta em São Paulo, choperia do Sesc Pompeia, nos próximos dias 20 e 21 de abril. Então vai lá no hfinatti@gmail.com que é a última chamada pra você tentar ganhar:

 

* DOIS INGRESSOS (um para cada noite) para a gig, sendo que informaremos por e-mail até a próxima quinta-feira à tarde quem venceu a parada, certo? Então mande sua mensagem e boooooaaaaa sorte!

 

 

 E TCHAU PRA QUEM FICA EM SAMPALÂNDIA

A vida é cheia de som, fúria, dias cinzas, alegrias e problemas. O blogão está indo pra Minas Gerais neste feriadão não apenas pra descansar mas também pra resolver questões familiares, que sempre surgem na vida de qualquer ser humano. De modos que novo post só na semana que vem mesmo, depois do feriadão. Mas é claro que se algo muito bombástico acontecer até lá, nós iremos comentar aqui. E vamos deixando o maior beijo do mundo pra dois arianos que fizeram aniversário esta semana e que o blogger sentimental tem o maior amor do mundo por ambos: André Pomba e a nossa gataça rocker de Manaus, a Jaqueline Figueiroa (que fica mais velha hoje, 15, terça-feira, quando este postão está sendo finalmente concluído). É isso. Semana que vem estamos por aqui novamente. Até lá!

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ATENÇÃO LEITORES!

O painel de comentários está temporariamente desativado pelo administrador do WordPress, que foi obrigado a tomar essa atitude depois que hackers tentaram INVADIR o sistema, pra foder o blogão zapper.

 

O problema já está sendo sanado e logo menos o painel voltará a receber comentários normalmente.

 

Quem andou querendo enviar mensagem e não conseguiu postar, aguentaê mais um pouco que logo tudo voltará ao normal.

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(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 17/4/2014 às 21:30hs,)

Mega silêncio em Seattle: há exatas duas décadas um tiro disparado pelo inesquecível gênio Kurt Cobain contra a própria cabeça, pôs fim ao Nirvana (a última grande banda da história recente do rock’n’roll) e à geração que importou no grunge; mais: o finde do Lollapalooza BR 2014, a terceira e mais fraca edição do festival até o momento (e cuja a péssima assessoria de imprensa só credencia veículos de mega mídia), o “superstar” Matthew Bellamy (do Muse, a banda mais BABACA do rock atual) dando foda-se pra imprensa e fãs, a morte do gênio José Wilker e o que rola no circuito alternativo em Sampalândia pra quem não quer gastar grana absurda no festival de Interlagos (post em construção gigante ainda, com primeira atualização em 7/4/2014, dando um resumão de como foi o finde rocker no autódromo de Interlagos, em Sampa) (versão final em 9/4/2014)

Dois trios com diferenças abissais e importância idem na história do rock’n’roll: o Nirvana (acima, no banheiro dos camarins do estádio do Morumbi em São Paulo, durante o festival Hollywood Rock, ocorrido em janeiro de 1993) revolucionou e mudou os rumos do rock com apenas três discos, e encerrou sua existência com a morte do saudoso Kurt Cobain há exatos vinte anos; já o inglês Muse (abaixo) é o exemplo máximo de escrotice, babaquice e arrogância musical vazia no rock atual: uma banda de merda, e fim de papo

 

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RESUMÃO DO LOLLA BR 2014 – QUE FOI VISTO PELO ZAPPER NO CONFORTO DO SEU LAR, UIA!

 

Yep, idade chegou pra estas linhas bloggers sempre rockers. Vai daí que, sem credencial pra cobrir a gigante edição deste ano do Lollapalloza BR, ficamos mesmo em casa e vimos o que nos interessava pelo canal Multishow e pela web, simples assim. Depois de quase três décadas cobrindo shows e festivais aos montes, você nem esquenta muito de não ir ao Lolla. Claro, ainda não é a aposentadoria definitiva do jornalista já assumidamente tiozão. Mas estamos a caminho, hehe. Sendo que antes de pararmos de vez, ainda pretendemos ver algumas paradas por aqui este ano – Depeche Mode (será?), Queens Of The Stone Age (dias 25 em Sampa, e 27 de setembro, em Porto Alegre) e Stones (no final do ano, será???).

 

O Lollapalooza foi monstro, teve mais de cinquenta shows e reuniu público total de cerca de cento e trinta mil pessoas (sábado os ingressos esgotaram; ontem, sobrou). O que não significa que ele foi sensacional. Muito pelo contrário: o line deste ano foi o mais fraco até o momento. E aí embaixo estas linhas online dão um resumo rapidão do que acharam das gigs assistidas pela tv e internet.

 

* Julian Casablancas: o front man dos Strokes está mesmo descendo a ladeira em sua carreira solo. Prestes a lançar novo disco, Julian fez um show quase pavoroso: músicas ruins, melodias canhestras, heavy metal sendo emulado por uma banda que NÃO é metal. Enfim, quase o caos completo. O blog aguentou assistir apenas duas músicas e desistiu do resto, sério. Comofas daqui praa frente, Julian?

 

* Lorde: a pequena e jovem deusa neo-zelandesa de apenas dezessete aninhos ARRASOU em Interlagos. Showzaço que mostra que a garota vai muito além do (hoje) mega hit “Royals”. Acompanhada de apenas dois músicos e sem efeitos mirabolantes no palco, Lorde apaixonou o público e fez um dos (poucos) grandes shows de fato do Lolla deste ano.

 

* Muse: ok, Matthew Bellamy realmente estava gripadaço, com a voz ruim e a banda fez o que pôde no palco pra compensar isso. O que não muda a opinião zapper sobre o trio inglês: arrogante, egocêntrico, música histriônica prog metal repulsivo de dar nojo.

 

* Jake Bugg: o moleque tem talento de sobra e sua performance segurou bem a gig. Mas ele está beeeeem longe de ser um novo Bob Dylan, como exageram alguns colegas de blogosfera de cultura pop.

 

* Savages: outro momento fodaço do Lolla 2014. Talvez um dos melhores novos nomes do rock inglês dos anos 2000’. Muita atitude, rock porrada e sombrio com eflúvios do pós-punk à la Siouxsie & The Banshees. Pena que o público (pelo menos pela tv) não entendeu e não deu muita atenção.

 

* Pixies: o disco novo até que é bom mas nessa sua terceira passagem pelo Brasil o quarteto americano só ratificou a impressão que Zap’n’roll teve deles ao ver o show no festival SWU, em 2010: a banda está mesmo velha e preguiçosa ao vivo. E pelo jeito não vai mais mudar isso.

 

* Johnny Marr: sem palavras para definir a apresentação do ex-guitarrista dos Smiths. Outro dos grandes momentos do festival, com direito a aparição de Andy Rourke (também ex-Smiths) no baixo, quando a dupla relembrou o clássico “How Soon Is Now?”.

 

* New Order: fez um set mais animado e menos constrangedor do que há dois anos em um festival eletrônico em Sampa. Emocionou os tiozões fãs do pós-punk ao tocar “Transmission”, mega clássico do Joy Division. Mas Bernnie Sumner, que não é Ian Curtis e sempre teve um vocal sofrível, literalmente sofreu pra cantar uma das obras máximas de um dos nomes gigantes da história do rock.

 

* Soundgarden: esse o blog gostaria de ter estado em Interlagos pra ver lá mesmo, no calor da plateia. Showzaço de uma lenda do grunge americano que finalmente deu as caras no Brasil. Repertório privilegiando os clássicos e o grupo em grande forma no palco. Não precisou mais nada pra levantar o povo.

 

* Arcade Fire: o blog assistiu a banda no já distante ano de 2005, no extinto Tim Festival. E naquela época já era fã deles. Agora, com disco novo (o bom “Reflektor”) lançado e muito mais maturidade musical acumulada, o AF se tornou mega banda e fez um set emocionante, repleto de adereços, efeitos visuais e referências à música brasileira, além de mostrar uma performance incrível. Outra gig que o blog queria ter visto no autódromo e que foi, ao lado de Lorde, possivelmente o melhor momento do Lolla BR 2014.

 

Abaixo as impressões do festival, enviadas pelo nosso querido amigo, colaborador e leitor Pedro Neto, músico e professor em São Paulo:

 

* Jake Bugg: bom o rapaz hein… ao vivo ele tem potencia de voz, presença de palco e muita competência musical por tocar só com um baixista e um baterista sem sequenciadores ou samplers… apesar de, pelas crianças vendo o show dele, naquele momento eu me sentir no show do Justin Bieber (que hoje é mais rocker que muito roqueirinho por ai hein)

 

* Pixies: show limpo e correto.. se tornaram profissionais demais… mas ainda tem algum sangue nas veias… no show fica muito claro a influencia que exerceram no Kurtinho

 

* New order… tinha gente chorando na plateia quando eles tocaram Joy Division. O baixista novo é extremamente técnico e honrosamente nem tenta ser algo perto do Peter Hook.

 

* Sobre o festival: o capitalismo venceu o rock. Mãozinhas de papel com os dedos em chifres como símbolo icônico de subversão do rock com logotipo de empresa de cartão é de fazer o cu cair da bunda. E aquele povo de escritório se achando em pleno Woodstock fumando maconha e usando florzinhas no cabelo fez meu saco doer e acho que pelo menos uns dez astros e gênios do rock, já mortos, se reviraram onde quer que eles estejam.

 

 

LOLLA BR 2014 – O ROCK ROLANDO EM INTERLAGOS EM IMAGENS

A deusa Lorde: um dos grandes momentos do Lolla BR 2014

Muse: a banda comprovou pel enésima vez que é insuportável

Jake Bugg: não é o novo Bob Dylan, mas tem futuro

O ex-Smiths Johnny Marr: outro momento memorável do festival em Interlagos

New Order: Bernard Sumner não é Ian Curtis cantando, mas emocionou o povo com “Transmission”

$$$Pixies: ficou velho e preguiçoso ao vivo

 

 

 

Soungarden: valeu a pena esperar vinte anos pra ver ao vivo o grunge deles

 

Arcade Fire: o melhor show de um festival que teve muito lixo no seu line up

 

 

LOLLA BR 2014 AÍ EMBAIXO

Em dois dos melhores momentos do festival, com Soundgarden e Arcade Fire arrasando no palco.

 

 

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Há vinte anos…

Era noite de 8 de abril, na verdade. Zap’n’roll não se lembra exatamente qual dia da semana era mas se recorda como se fosse ontem onde estava: esperando um buso pra ir embora pra casa, em frente à lanchonete Estadão (no centrão bravo e rocker de Sampalândia, e onde se serve o melhor sanduba de pernil da capital paulista). O blogger já trintão geralmente jantava no Estadão quando estava pela região central de Sampa, e depois rumava para o apê antigão e algo grande que ele estava dividindo com o fotógrafo da FolhaSP e amigo de anos, Luiz Carlos Leite, próximo ao largo do Cambuci, no comecinho da zona sul. Naquela época o jornalista, então escrevendo para as extintas revistas Dynamite e Interview, estava separado da mãe de seu filho já há mais de ano, havia assistido a um PÉSSIMO concerto do Nirvana um ano antes (em janeiro de 1993, no festival Hollywood Rock) mas continuava amando a banda e seu líder e vocalista, Kurt Cobain, talvez o último grande gênio da história recente do rock mundial. E naquela noite de 8 de abril de 1994, impaciente com a demora do busão que não passava, o sujeito que escreve esse editorial (e que tradicionalmente abre nossos posts) já na tarde desse sábado, 5 de abril de 2014, foi dar uma olhada nas manchetes dos jornais que estavam em exposição na banca próxima ao ponto. Como de hábito naquela época o primeiro jornal do dia seguinte a chegar era o hoje célebre e lendário Notícias Populares, o “jornal do sangue” editado pela empresa Folha Da Manhã (a mesma da FolhaSP). Devia ser umas dez, onze da noite e os olhos do autor destas linhas online se detiveram na manchete, que dizia mais ou menos isso: “Rockstar se mata com tiro na cabeça”. Curiosidade aguçada, lá fomos nós ler o sub-título. E quando foi lido que o tal rockstar era ninguém menos do que Kurt Cobain, vocalista, líder e fundador do Nirvana, veio o choque. Um exemplar do NP foi imediatamente comprado e a reportagem foi sendo lida/deovorada a caminho do Cambuci, dentro do bus que finalmente havia aparecido. E aquela foi uma looooonga e dolorosa noite/madrugada. Como mantinha sempre uma garrafa de whisky em casa (nos momentos de fartura financeira era sempre um Jack Daniel’s; quando a situação apertava apelava-se para o bom e velho Old Eight), o jornalistas rocker e sentimental foi sorvendo várias doses naquela madrugada, enquanto ouvia compulsivamente o vinil de “Bleach” (a estreia em disco do Nirvana) inteiro. E foi assim quase até de manhã, com algumas lágrimas querendo escorrer dos olhos, com pensamentos sobre o sentido (ou não) da existência humana, até que o sono veio e tomou conta do corpo e alma zapper. Não era nenhuma surpresa para quem era fã e acompanhava a trajetória auto-destrutiva de Kurt Cobain, que mais cedo ou mais tarde ele iria dar um fim abrupto à sua vida cinza. Mas ainda assim quando se defrontou com o fato em si o impacto emocional foi grande. Afinal estava se encerrando ali a trajetória curta e incandescente de uma banda que realmente tinha virado a mesa do rock’n’roll naquele instante, que possuía uma musicalidade forte, intensa e com algo a dizer a seus milhões de fãs. Uma banda que tinha muito mais a a oferecer do que simplesmente pose e canções ocas, vazias de conteúdo, hoje tão em voga no rock planetário. Enfim lá se vão exatos vinte anos que Kurt Cobain nos deixou. Qual o legado do Nirvana, afinal? O que mudou no mundo, na cultura pop e no rock de lá pra cá? Respostas que exigiriam um livro e não um um blog. De qualquer forma este post que você está lendo agora tenta responder estas questões. Ou, no mínimo, reafirma aqui a certeza que todos aqueles que sabem o que é realmente ter GRANDEZA na arte e como artista, já sacaram há duas décadas: a obra do Nirvana e de Kurt Cobain será eterna. E não há poeira do tempo que irá apaga-las.

 

 

* E no finde em que se comemora os vinte anos da morte de Kurt Cobain, a terceira edição do mega festival Lollapalooza BR, que começa hoje (sabadão em si) em São Paulo, também domina o noticiário de cultura pop. Muito (ou tudo) já foi falado sobre o evento deste ano e é muito óbvio que se trata da edição com o line up mais fraco desde que o Lolla chegou ao país, em 2012. Yep, há shows instigantes dentro do enoooooorme e variado leque de atrações que irão passar pelos palcos do autódromo de Interlagos (que é looooonge pra caralho, nos confins da zona sul da capital paulista) nos dois dias, e aí pode-se dizer que são quase imperdíveis as gigs de Lorde e Nine Inch Nails (no sábado) e Jake Bugg, Savages, Johnny Marr, Soundgarden e Arcade Fire (todos no domingo). Mas a quantidade de tranqueiras presentes na escalação supera de longe as boas opções. Quem aguenta Disclosure, Vampire Weekend, Phoenix, Imagine Dragons (essa lamentável formação pop/rock bunda-mole e coxinha ao extremo) e, principalmente, Muse, a banda MAIS BABACA do rock atual?

A gracinha Lorde mandou bem agora há pouco, em sua gig no primeiro dia do Lollapalooza BR 2014 (foto: Uol)

 

* Essa babaquice e prepotência monstro do trio inglês (que de resto se tornou uma banda musicalmente pedante e algo ridícula em sua grandioquencia sonora) foi totalmente exposta ao longo da semana no Brasil. Na quarta-feira, para uma entrevista aos telejornais da tv Globo, só apareceram o baixista e o baterista do grupo. O “mega” rock star Matthew Bellamy (guitarrista, vocalista e cérebro do trio) não quis participar da matéria, alegando “precisar poupar sua voz”, uia! Não só: na noite seguinte (quinta-feira), quando iria rolar a primeira das “Lolla Parties”, com show do grupo no centro de Sampa, o Muse simplesmente cancelou a gig alegando “problemas de saúde” do mesmo Matthew. Ou seja: os fãs imbecis (e que são muitos no Brasil, graças à saga cinematográfica “Crepúsculo”, que tem canções do conjunto em todos os filmes e tornou o Muse mega popular aqui) que se fodam. É assim que essa trinca escrota trata seu público. E é por isso mesmo que o respeito do blog por eles é ABAIXO DE ZERO. Vai tomar no cu, Muse!

 

 

* Mesmo com tudo isso a produção do festival informa que os tickets para hoje, sábado, se esgotaram. Amanhã (domingo), quando estão programados os provavelmente melhores shows do festival (Arcade Fire, Soundgarden, Savages, Jake Bugg, Johnny Marr), ainda há bastante ingresso disponível. A lição que se tira disso é muito óbvia: até para se curtir rock o público brasileiro se tornou careta, conservador e algo burro.

 

 

* E estas linhas bloggers eteramente rockers NÃO vão ao Lolla 2014, iniciando assim seu projeto de aposentadoria de grandes festivais. São quase três décadas nessa putaria e um dia cansa, néan. Yep, o blog pediu credenciamento para o segundo dia do festival (hoje, não fazíamos mesmo questão nenhuma de ir). O pedido foi negado pela assessoria de imprensa da produtora T4F – como de resto têm negado sistematicamente todos os últimos pedidos de credenciamento feito a eles, ao longo dos últimos meses. E aê, vocês pensam que o já tiozão jornalista rocker ficou puto ou arrancou os cabelos? Nadica. Fazendo a linha “André Barcinski”, desta vez estas linhas bloggers irão assistir sim ao Lollapalooza… no conforto do lar, deitadão na cama e acompanhando pelo Multi Show (na tv e também na web). Melhor do que ir até Interlagos e se matar na caminhada entre os palcos, onde a distância entre os principais chega a 2,5 kms (ninguém merece…).

 

 

* O não credenciamento do blog pela assessoria da T4F, comadanda pelo “distinto” cavalheiro Regis Motisuki (e com o “auxílio luxuoso” de Costábile Salzano), tem explicação. A produtora Time For Fun praticamente monopolizou a realização de turnês de artistas gringos no Brasil. Com isso, sua assessoria de imprensa se tornou a PIOR do país, pela arrogância, menosprezo e absoluta falta de atenção com que trata boa parte dos profissionais que cobrem shows musicais. A política da equipe é credenciar apenas mega portais de internet (como Uol, iG, Terra, R7, G1 etc.) e mega veículos de mídia impressa (principais jornais e revistas, e basta). Sites menores e mais modestos ou blogs especializados em rock alternativo e cultura pop (como o nosso) deixaram há tempos de ser priorizados pela assessoria, o que é um erro gigante da parte deles visto que um contigente enorme de leitores e fãs de rock procuram se informar e se orientar para ir em shows e festivais através desses sites e blogs, por considera-los mais independentes, honestos e confiáveis do que a grande mídia. Mas é claro que a assessoria da T4F não pensa assim e literalmente dá o foda-se para sites e blogs que ela não considera, pela sua ótica, como sendo relevantes. Vai daí que não apenas a Zap’n’roll mas vários blogs e sites não foram credenciados este ano para cobrir o Lollapalooza. E como não fomos credenciados, nos sentimos bastante à vontade para dizer aqui que mr. Regis e sua equipe deveriam aprender algumas lições de como trabalhar corretamente como o pessoal, por exemplo, da Inpress PNI, uma das melhores e mais simpáticas assessorias de imprensa do país e que foi a responsável por cuidar dos jornalistas nas duas primeiras edições do Lolla BR. As duas edições, diga-se, onde o blog esteve credenciado, foi super bem tratado e realizou um ótimo trabalho de cobertura do festival. Mas os tempos mudam e estas linhas online já decidiram que não irão mais pedir nenhum tipo de credenciamento para eventos produzidos pela T4F, visto que o trabalho estúpido e seletivo implementado pela sua assessoria de imprensa não deixa dúvidas de que pedidos futuros para cobertura de shows serão mesmo recusados. Quando o autor deste blog quiser ir em algum show da T4F (como o Queens Of The Stone Age, que estará no Brasil em outubro), simplemente irá comprar seu ticket e boa – mesmo com a gananciosa T4F praticando os preços mais abusivos que se tem notícia no mercado de shows no Brasil.

 

 

* Bien, enquanto o blog está sendo finalizado, os shows estão rolando em Interlagos. A Globo irá exibir um compacto do primeiro dia hoje à noite. E quem quiser acompanhar o festival em tempo real, o canal Multishow está transmitindo tudo ao vivo, pela tv e pela web.

 

 

* IMAGEM NADA SEXY DA SEMANA, UIA! – a edição brasileira da revista Playboy, que já publicou ensaios fotográficos com algumas das xoxotaças mais espetaculares do Universo, continua descendo a ladeira em sua fase decadente. Na capa da edição de abril, que chega às bancas nesta segunda-feira, está a ambientalista gaúcha Ana Paula Maciel, aquela que ficou presa na Rússia por dois meses. Entonces: de corpo a moçoila é até digerível, rsrs. Mas o rosto dela é a própria visão do inferno e páreo dúreo para o dragão da maldade, hihi. Se você acha que o blog está exagerando, veja a foto aí embaixo.

 

* Noite de sábado já, o blog prestando atenção em alguns shows do Lollapalooza via transmission na web – sendo que o sempre queridón Luciano Victor Oliveira promete texto bacanudo sobre o festival para entrar aqui, neste espaço virtual. Então o post dá uma pausa nos trabalhos por aqui pra, até o final deste finde (amanhã à noite), falar de fato sobre a grande falta que faz ao rock de hoje um certo Kurt Cobain. Até logo menos então, sendo que deixamos nosso RIP ao grande Zé Wilker, que nos deixou repentinamente hoje pela manhã e foi desfilar seu gigantesco talento no céu. Sem nenhum favor, um dos maiores atores da história das artes brasileiras, no nível de uma Fernanda Montenegro. Vai em paz Zé!

O mundo cada vez mais pobre de gênios nas artes: o grande José Wilker (acima) morreu na manhã de hoje, de infarto, deixando uma lacuna monstro no cinema, teattro e tv brasileira; a mesma lacuna deixada no rock mundial há vinte anos, pelo inesquecivel Kurt Cobain (abaixo, na arte da capa da NME desta semana)

 

PARANDO POR AQUI MESMO

Correria daqui, problemas operacionais dali e de fato esse post não saiu como queríamos e assumimos isso de pronto. Portanto, ele para por aqui mesmo.

 

Mas fiquem sussa: a promessa é de novo postão aind esta semana (entre sexta-feira e sabadão em si) com – aí sim! – os textos e análises que Kurt Cobain merece (afinal, não há tempo exato pra se falar de um gênio do rock como ele, que merece SEMPRE ser relembrado). Fora que o editorial DESTE post já prestou sua devida cota de vassalagem ao sujeito que tornou o rock’n’roll novamente algo essencial em nossas vidas, há duas décadas.

 

Ficamos assim então. Logo menos a gente volta aqui. Até lá!

 

 

 

(ampliado,  atualizado e finalizado por Finatti em 9/4/2014 às 13hs.)