O (quase) FIM enfim, de um blog: com festona (a última, provavelmente) neste finde em Sampa, um dos principais espaços de rock alternativo e cultura pop (esse aqui mesmo) da web brazuca celebra onze anos, onde acompanhamos (quase) tudo o que rolou nesse período no mondo pop/rock, aqui e lá fora também; mais: como vai ser a comemoração, o lançamento em edição nacional da biografia de uma lenda do pós-punk inglês e também o roteiro de baladas e dicas culturais no circuito under paulistano, que vive dias e noites de frio delicioso em pleno outono

Onze anos cobrindo e acompanhando o grande rock’n’roll mundial, onde quer que ele esteja: Zap’n’roll bate um papo rápido com Kim Gordon (acima), a deusa loira e ex-baixista do finado Sonic Youth, no backstage após show da banda no festival Claro Que É Rock, em São Paulo em novembro de 2005; abaixo, o blog entrevista Robert Smith, vocalista e líder da lenda goth inglesa The Cure, antes de a banda subir ao palco no encerramento do festival Hollywood Rock em São Paulo, em janeiro de 1996. São tantas emoções… que serão comemoradas e relembradas com festão neste sábado 

 

Uma década e um ano.

Onze anos. Pensa: quantos blogs você, dileto leitor de Zap’n’roll, conhece que duraram tanto tempo na blogosfera da web brazuca? E ainda mais em uma área específica (cultura pop e rock alternativo) em que a concorrência é bravíssima e onde surgem (e também desaparecem) zilhões de novos blogs a todo instante? Pois então: a história do blog zapper tem início antes até do início da era da internet no Brasil. Remonta a 1993 (lá se vão vinte e um anos!) quando o sujeito aqui, então um ainda jovem jornalista de seus trinta anos de idade, recém saído da editoria de cultura da gigante revista IstoÉ, estava à deriva no jornalismo musical paulistano, fazendo alguns frilas aqui e acolá. Até que por recomendação da amiga Fernandinha Balbino (que trampava como assessora de imprensa na gravadora Emi), fomos procurar mr. André Pomba, que estava então editando a recém publicada revista Dynamite. Ambos (Pomba e o jornalista gonzo/maloker/zapper) se conheceram pessoalmente exatamente em janeiro de 1993, na sala de imprensa do estádio do Morumbi, durante o festival Hollywood Rock daquele ano, no intervalo entre os shows do Alice In Chains e do Red Hot Chili Peppers (ambos no auge de suas carreiras). Amizade estabelecida, Finaski começou logo em seguida a colaborar com a edição impressa da Dynamite (ainda não existia o site da mesma, que só entraria no ar quase uma década depois). E apenas alguns meses após iniciar sua colaboração ele sugeriu ao eterno e querido “editador” Pomba: por que não fazer uma COLUNA mensal na revista, abordando temas como rock, comportamento, sociedade e cultura em geral? A proposta foi aceita e nasceu então a coluna Zap’n’roll, que durou vários meses e que acabou tempos depois quando a revista passou por uma de suas muitas reformulações editoriais. Mas aí já eram tempos de internet e entrou no ar o site da Dynamite. E logo veio a ideia de recolocar nele, em versão online, a coluna zapper. Que entrou no ar em meados de abril/maio de 2003. Daí em diante ela nunca mais deixou de ser publicada na web. Inicialmente como coluna semanal. Depois de alguns anos, se transformou em blog e passou a ser o espaço mais lido do já agora portal Dynamite. E permaneceu anos na Dyna. E cresceu tanto em acessos e audiência que acabou ganhando, há três anos, seu endereço próprio na internet. De lá pra cá o blog se tornou um gigante (sem falsa modéstia): média de setenta mil acessos por mês, média de trinta comentários por post (em uma época em que as pessoas perderam o hábito de enviar comentários para blogs), média de cem “likes” por post em redes sociais. É muito em um ambiente, como já dissemos, onde a concorrência é imensa, e nos enche de orgulho – e de dor-de-cabeça também já que inimigos ocultos (porque fakes e covardes de plantão) e invejosos estão sempre rondando o painel do leitor do blog, prontos a bombardear de maneira grosseira e insultuosa o trabalho aqui desenvolvido. Mas isso não diminuiu em nada a importância deste espaço, que acabou se tornando um dos mais lidos e importantes da blogosfera de cultura pop brasileira. Afinal a marca Zap’n’roll surgiu muito antes do que qualquer outro blog que existe hoje, seja ele o sempre bacana Popload (do queridão Lúcio Ribeiro), sejam os ótimos blogs dos chapas André Forastieri e André Barcinski (ambos no portal R7). E nesses mais de vinte anos de coluna/blog, tanto na extinta edição impressa da saudosa revista Dynamite quanto em sua versão virtual, Zap’n’roll já fez história e está dando como quase cumprida sua missão: acompanhou o nascimento e morte de bandas, músicos, movimentos comportamentais e artísticos, antecipou novidades, soltou furos em primeira mão, descobriu bandas (como Vanguart e Luneta Mágica), cobriu centenas de shows e festivais, resenhou zilhões de discos, causou polêmica com suas discussões e opiniões políticas e sociais, angariou amigos e inimigos ferozes, fez e aconteceu. E deixou sua marca entre os grandes nomes do jornalismo cultural e musical das últimas duas décadas. Só que tudo acaba um dia, néan. Os anos já pesam na idade do “tiozão” rocker que digita este editorial, ele passou por um tumor na garganta em 2013 e sempre é melhor sair de cena quando ainda se está no auge do que esperar a ferrugem e a decadência corroer tudo de maneira implacável. Por isso mesmo o blog zapper deverá chegar ao final de sua história quando 2014 também chegar ao fim. E por isso mesmo o festão que vai comemorar amanhã, sábado, em Sampa os onze anos do blog, também deverá ser sua última festa de aniversário. Portanto, vá lá e aproveite: vai ser uma despedida ultra digna e alegre pra um espaço virtual que já fez muito pela cultura pop e pelo rock alternativo brazuca. Disso temos certeza e não abrimos mão. Disso nos orgulhamos. E nos orgulharemos pra sempre, mesmo quando Zap’n’roll se tornar apenas uma lembrança virtual no pensamento de nossos sempre fiéis e amados leitores.

 

 

* E você já sabe: o festão de onze anos destas linhas bloggers/rockers/lockers rola neste sábado (mais conhecido como amanhã) lá na incrível e sempre bacanuda loja Sensorial Discos, que fica na rua Agusta, 2389 (Jardins, zona sul de Sampa). Vai começar cedo (oito da noite), vai acabar cedo (por volta de meia-noite, e aí quem for ainda pode esticar a madrugada em outras esbórnias e baladas), vai ter shows incríveis (do Eron Falbo, do Comma e do Star61), vai ter dj set fodona do blog (claaaaaro!), vai ter sorteio de discos de vinil, cds, livros e brejas artesanais e vai ter performance ultra erótica e selvagem DELA! Da nossa eterna e oficial musa rocker, a sempre muito ousada e abusada Jully DeLarge. Agora nos diga: você vai PERDER tudo isso???

 

 

* E entre os MIMOS que serão sorteados no festão de amanhã, está esse livrão aí. Trata-se de “Tocando à distância – Ian Curtis & Joy Division” (no original inglês: “Touching From A Distance”), a biografia do genial e inesquecível vocalista da lenda pós-punk inglesa, escrita pela sua viúva, Deborah Curtis, e lançada em 1995. Foi inclusive este livro a base para o filme “Control”, também sobre Ian, e lançado em 2007. Pois entonces: o volume acaba de sair no Brasil (antes tarde do que nunca) pela Ideal Edições, que em mais uma parceria bacanuda com o blog zapper, vai sortear um exemplar do mesmo na esbórnia que rola neste sábado. Mais um motivo pra você NÃO perder o babado rocker de amanhã, certo?

 

 

* E enquanto fazemos a festa aqui, os festivais rolam neste finde na Europa, néan. Em Barcelona, na Espanha, está rolando o gigante Primavera Sound (que teve a honrosa participação, em sua noite de abertura, do nosso Single Parents), que vai até domingo. E na capital portuguesa a edição 2014 do Rock In Rio Lisboa reuniu ontem um público de noventa mil pessoas que enlouqueceram com mais uma espetacular gig dos velhos e imbatíveis Rolling Stones – em show que teve até participação mega especial do “chefão” Bruce Springsteen, uia! Pois entonces… Stones no Rock In Rio Lisboa ontem. Isso significa ALGO para o Rock In Rio 2015 aqui mesmo, no Rio De Janeiro? Será???

 

 

* E na capa da NME desta semana está um certo Led Zeppelin. Sintoma da falência do rock’n’roll mundial dos anos 2000’: se os novos não dão mais conta do recado, os velhos continuam em evidência ad eternum.

 

 

* Que fofos e meigos! Após vinte anos de amizade sólida e inabalável, Quentin Tarantino e a deusa loira Uma Thurman estão… namorando. O amor é sempre lindo!

 O novo casal sensação do cinema aparece juntinho em Cannes

 

 

* “Sete Vidas”, o novo álbum da baiana rocker Pitty, foi lançado há pouco e já está indo bem na parada do i-Tunes. Um novo single foi divulgado, a bonita balada “Lado de lá”, e o álbum completo você pode ouvir aí embaixo, sendo que falaremos melhor dele em breve por aqui.

 

 

* Enquanto isso o pau continua comendo entre os herdeiros de Renato Russo (leia-se seu filho Giuliano Manfredini) e a dupla remanescente da Legião Urbana, o guitarrista Dado Villa-Lobos e o batera Marcelo Bonfá. Ambos se posicionaram publicamente contra o lançamento do novo site da banda (que vai inclusive ter festa comemorativa na próxima terça-feira, 3 de junho, no bar Anexo B, que fica na rua Augusta, 430, centrão de Sampa), em comunicado divulgado na imprensa. Giuliano rebateu enfatizando que o que a dupla quer é grana fácil. E num detalhe o filho do saudoso Renato (que chegou a ser um dileto amigo pessoal destas linhas rockers online) está coberto de razão: todas as tentativas que Dado e Bonfá fizeram de ressuscitar a Legião com outro vocalista foram, no mínimo, bisonhas.

 

 

* Mas chega de falar em brigas, rsrs. Amanhã é dia de comemorar os onze anos do blogão zapper. E aí embaixo a gente relembra, em IMAGENS, alguns dos bons momentos destes onze anos onde acompanhamos tudo (ou quase) o que rolou no mondo rock, aqui e lá fora. Olha aí e sinta-se convidado a ir bebemorar conosco neste sábado.

 

 

ZAP’N’ROLL – ONZE ANOS EM ALGUMAS IMAGENS QUE MARCARAM MOMENTOS DO JORNALISMO ROCKER DO BLOG

Yep. No editorial de abertura deste post já esmiuçamos bem como toda essa putaria de jornalismo rocker/gonzo/maloker teve início, há mais de vinte anos. Então agora, nada melhor do que recordar através de algumas IMAGENS (e um vídeo, hihihi) o que foram estes onze anos de trajetória do blog de rock alternativo e cultura pop mais legal da web brasileira.

 

Veja aí. E participe da festa você também! É amanhã na Sensorial Discos, em Sampa. O blog te espera lá!

 Com o vocalista do Vanguart (banda descoberta pelo blog), pela night sem fim paulistana, anos atrás, após show dos cuiabanos

 

Ao lado de Beto Bruno, vocalista do Cachorro Grande, na entrega do Prêmio Dynamite de Música Independente, em 2003

 

Zap’n’roll é “cercada” por Samuel Rosa e Lelo, da banda mineira Skank, durante beberrança na entrega de um dos VMB’s da MTV, anos atrás

 

De braços dados com a rocker baiana Pitty, em balada noturna por Sampalândia

 

Com o amigão de anos, Roberto Frejat, no camarim do Barão Vermelho, pós shows da banda em Sampa, no início de 2012

 

Fazendo careta com o gênio Adriano Cintra (ex-CSS e atual Madrid) na casa noturna Beco/SP, tempos atrás

 

Gigantes do jornalismo cultural e rocker que importa de anos pra cá: Zap’n’roll “cercado” por Lucio Ribeiro (do blog Popload) e super monge japa zen Pablo Miyazawa (editor-chefe da revista Rolling Stone BR), anos atrás, no show do Interpol, na extinta Via Funchal

 

E recebendo das mãos de André Forastieri (outra lenda do jornalismo cultural brazuca nas duas últimas décadas) seue exemplar autografado do livro “O dia em que o rock morreu”

 

 

QUEM VAI FAZER A FESTONA DE AMANHÃ

 Eron Falbo: revelação do novíssimo alt folk nacional, teve seu primeiro disco produzido por ninguém menos do que Bob Johnston, produtor dos álbuns clássicos de um certo Bob Dylan

 

Comma: duo pop/rock paulistano já com dois discos lançados e que centra sua musicalidade em eflúvios de indie guitar e belas melodias pop tramadas com violões

 

Star61: a melhor tradução paulistana pro glam rock clássico de Marc Bolan, Bowie, Slade, Roxy Music, Suede e Smiths!

 

Jully DeLarge, a musa rocker oficial do blog, em perfomance explosiva e pra deixar a assistência de mastro em riste ou molhada, uia!

 

* CHEGUEM CEDO! – a festona vai começar às oito da noite, com discotecagem total rock’n’roll e fodíssima do blog, uhú!

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: do baú do início dos anos 2000’ o blog resgata “Welcome To The Monkey House”, discaço lançado pelos americanos do Dandy Warhols em 2003. Pelo menos umas três músicas do álbum serão tocadas na dj set de amanhã da festa do blog.

 

* Livro: a biografia de Ian Curtis, que acaba de sair em edição nacional através da Edições Ideal.

 

* Baladas: em finde onde a rua Augusta vai literalmente TREMER com a festa de onze anos destas linhas virtuais lokers, também dá pra curtir outros agitos no circuito under de Sampa. Começando hoje, sextona em si, com show de lançamento do novo álbum do grupo Alarde, “Abismo ao redor”, e que rola lá no Hocus Pocus Studio & Café, em São José dos Campos. Já aqui em Sampa mesmo tem balada rocker sempre agitada no Astronete (na rua Augusta, 335, centrão de Sampalândia) e o infernal open bar do Outs (no 486 da mesma Augusta).///Sabadón? Tem showzaço da lenda indie Mickey Junkies (com participação especial do gênio Edú K, do DeFalla) no Sesc Belenzinho (próximo ao metrô Tatuapé, zona leste paulistana). E mais show imperdível do Saco De Ratos (a super banda de blues do dramaturgo under e gente finíssima Mario Bortolotto) no Club Noir (que também fica na Augusta, no 331), isso na madrugada já. Pedida imperdível pra esticar após a festança que vai comemorar o niver do blog, certo? Então se joga, porran!

 

 

E É ISSO

São onze anos de blogagem na esfera da cultura pop e do rock alternativo. E que serão bem comemorados amanhã, numa festa que será provavelmente a última de aniversário destas linhas rockers virtuais. Tudo acaba um dia e com o blog zapper não será diferente – ele deverá ser extinto no final deste ano. Mas até lá seguiremos por aqui, sempre. E deixamos hoje nosso agradecimento, nossos zilhões de beijos (no coração) e abraços em pessoas e amigos (as) muito queridos (as) e que foram e continuam sendo mega importantes na nossa existência, nesses anos todos. Então esse post se encerra aqui e vai dedicado pra: Yaque Finatti, André Pomba, Tiago Bolzan, Falcão Moreno, Eliana Martins, Silvia Ruksenas, Adriana Cristina, Vandré Caldas, João Carvalho, Lee Martinez, Laís Eiras, Jaqueline Figueiroa, Josiane Butignon, Adriana Gadbem, Agno Santis, Solange Monteiro, Samuel Altherman, Edner Morelli, Matheus e Lucas Morelli, Luiz Calanca, Glauber Amaral, Helio Flanders, Bruno Montalvão, Hugo Santos, Marilda Vieira, Lucio Ribeiro, Pablo Miyazawa, Ricardo Cruz e famiglia Los Porongas. Pra todos vocês, o AMOR ETERNO de Zap’n’roll!

 

 

(enviado por Finatti às 17:30hs.)

O Coldplay ensaia um retorno aos tempos iniciais e solta um álbum menos pop (e também com menos guitarras e muitas atmosferas de teclados) e eivado de melancolia; mais: a Virada Cultural 2014 teve programação fraca e os problemas de violência de sempre, mas ainda merece (e precisa de) uma nova chance; o comeback de uma lenda do indie guitar rock nacional; a BOCETAÇA e CADELUDA Sasha Grey dirigida por um gênio do cinema; um encontro de gigantes do jornalismo musical brazuca; e a semana em que a maior cidade do país viveu cenas de Blade Runner e também em que o monstrinho tumoroso na garganta zapper entrou, enfim, em “hibernação” (plus “engordando” o postão completão: como foi a gig de Jesus e os alemães do Tusq em Sampa) (atualizado em 27/5/2014)

O rock inglês de ontem e de hoje: o quarteto Coldplay (acima) ensaia uma volta aos seus primórdios e lança um disco menos pop e grandioso e mais contido e muito tristonho; e o já veterano The Jesus & Mary Chain (abaixo), expoente do pós-punk dos anos 80’, volta ao Brasil pela terceira vez, para se apresentar neste domingo em São Paulo

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EXTRINHAS NO POSTÃO: JESUS PAU MOLE EM SAMPA E ALEMÃES DO TUSQ DE VOLTA

Yep. Boa parte dos quase quinze mil fãs (velhos e novos) que foram ao Memorial da América Latinha anteontem, domingo, para comungar com Jesus & Mary Chain, adorou o show. Mas a verdade é que a banda demonstrou pau molice no palco como em 2008 (no festival Planeta Terra): errou intro de três músicas, se mostrou apática e com um Jim Reid visivelmente ébrio nos vocais. O set list da gig foi ok mas o resultado final aponta que está na hora de Jesus aposentar as guitarras, infelizmente.

 

Mas se houve decepção com J&MC, a compensação vem esta semana: o grupo alemão Tusq, que faz das guitarras indies sua razão de existir, está novamente em excursão por aqui – eles já estiveram no Brasil há três anos e o blog viu uma gig bacaníssima deles em Sampa, no BecoSP no baixo Augusta.

 

O Tusq toca nesta quarta e quinta-feira na capital paulista. E o show (um pocket, na verdade) desta quarta é de GRAÇA, lá na Sensorial Discos, que fica na rua Augusta 2389, Jardins (zona sul de Sampa). Ótima oportunidade pra conhecer o som da turma, acompanhado de uma breja artesanal geladíssima.

 

Por enquanto é isso. postão novo no ar na próxima sexta-feira, okays? Até lá!

O show do Jesus & Mary Chain (acima) em Sampa foi meio pau mole; pra compensar tem gig dos alemães do Tusq (abaixo) esta semana na capital paulista, sendo que um dos shows é de graça e acontece na loja Sensorial Discos, nesta quarta-feira, 28 de maio

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A Virada quase bestial.q

E não só: a semana que está chegando ao fim não foi marcada apenas pelo debate se um dos maiores eventos culturais da capital paulista (a maior cidade do Brasil e a terceira maior metrópole do mundo) deve prosseguir ou não em 2015. Também foi uma semana bastante tensa por conta da greve parcial que atingiu o transporte público por ônibus em Sampa por dois dias (na terça e quarta-feira) e, por fim, pelos resultados dos últimos exames que mostraram em que situação está nesse momento o tumor cancerígeno surgido na garganta do autor deste blog no final de 2012. Assuntos pouco ou nada afeitos ao universo da cultura pop e do rock alternativo, e que ainda são o foco principal destas linhas bloggers? Pode ser. Mas com o passar dos anos (e com a maturidade pesando nas costas do autor destas linhas virtuais) seria muito óbvio que o blog passaria também a dedicar parte de seu espaço a temas de relevância social, política e comportamental. E talvez o editorial inicial de cada post sempre seja o espaço ideal para se desenvolver e comentar sobre esses temas. Vai daí que a Virada Cultural, por exemplo, que aconteceu no último final de semana em Sampa, como nos últimos anos chamou quase mais a atenção pelos problemas de violência ocorridos nela do que propriamente pela grade de sua programação. Que foi beeeeem fraca esse ano. Yep, ela foi aberta de forma emocionante pelo show de retorno aos palcos do Ira!, que arrastou mais de vinte mil pessoas para a praça Julio Prestes, no coração da cracolândia paulistana. O vocalista Nasi está enorme de gordo? Sim, mas isso não comprometeu em nada seu desempenho vocal. Edgard Scandurra continua o MONSTRO que todos sabemos que ele é, nas guitarras? Sem dúvida. A banda de apoio convocada pra esse retorno desempenhou a contento? E como. O repertório do show? Um caminhão de clássicos, um atrás do outro. Começando com “Londe de Tudo”, a banda foi disparando na sequência “Nucleo Base”, “Gritos na multidão”, “Tarde vazia”, “Flerte fatal” (que ganhou simbolismo especial por estar sendo executada bem ali, na cracolândia), “Tolices” e muitas outras, até o encerramento apoteótico com “Nas ruas”, em um set que emocionou totalmente quem estava lá e fazendo todo o público cantar quase todas as letras a plenos pulmões. Foi, enfim, uma abertura fantástica para uma Virada Cultural que, com o avançar da noite, foi novamente revelando seu lado mais sombrio e tenebroso. O lado do centro da cidade dominado por vários arrastões, assaltos e furtos (ou tentativas de), confusões, brigas causadas por excesso de consumo de álcool, tráfico de drogas etc, etc, etc. Felizmente esse ano não foi registrada nenhuma morte embora tenham sido contabilizadas duas pessoas baleadas e outras duas esfaqueadas. E todo esse quadro tenebroso, estas linhas online precisam ser honestas, equilibradas e reconhecer, não é culpa do poder público, do prefeito Fernando Haddad ou até mesmo da nossa quase sempre inoperante e passiva força policial (que só usa da força contra quem não é preciso). A culpa, este blog defende, é sim de um país (o nosso) cuja população NÃO tem absolutamente cultura e estrutura para receber um evento como a Virada Cultural, simples assim. O Brasil possuiu durante décadas o mito de ter um povo solidário, afável, simpático, cordial e amigo. Pois esse mito, de tempos pra cá, ruiu totalmente por terra. O que se vê hoje de Norte a Sul no território brasileiro é a BESTIALIDADE de uma população que está se tornando verdadeiramente inculta e selvagem. Essa selvageria resulta então nos episódios de violência que insistem em machar o brilho de uma festa que tem tudo pra ser ultra bacana, como a Virada Cultural. E sim, já há gente reaça propondo a extinção do evento. Não é o caso de forma alguma, e não mais fazer a Virada seria como capitular à violência e à bestialidade social em curso no país. Não é por aí. A Virada precisa (e merece) uma nova chance. Precisa continuar como nossa vida continua e ainda vai continuar por um tempo aqui, com tumores hibernados e com a cultura pop e o rock alternativo alimentando sempre nossa alma e nosso coração e nos dando forças pra prosseguir em um mundo quase sempre muito cinza.

 

 

* Felizmente a audiência do blog continua nada cinza e total bombator: mais de cento e vinte curtidas e trinta e três comentários no último post. Melhor impossível.

 

* Cinza está Sampalândia desde ontem, com chuva (mais do que bem-vinda) e friozão chegando. Novamente: melhor impossível!

 

* E menos cinza está a saúde do blogger quase ex-maloker e a caminho de dias, hã, mais tranquilos e bucólicos. As últimas tomografias e a consulta oncológica desta semana revelaram: o monstrinho tumoroso que atacou a garganta zapper no final de 2012 foi reduzido drasticamente, e entrou num quadro que poderíamos chamar de “hibernação”. Ou seja: sem atividade. O que é ótimo. Mas que NÃO significa que ele não possa voltar a se manifestar e a crescer novamente a qualquer momento. Daqui pra frente e pelos próximos cinco anos o acompanhamento do quadro clínico do autor destas linhas rockers terá que ser constante. É a vida…

 

 

* Vida que andou duríssima esta semana, pra quem depende do transporte público em Sampalândia. Foram dois dias de greve parcial mas que transtornaram e muito a cidade. No final da tarde da última terça-feira, quando o blog foi dar uma passeada na Galeria do Rock (no centrão da cidade), a paisagem era total Blade Runner pelas ruas. Dezenas de busões parados e vazios, sem ninguém dentro, em um clima que mixava futurismo e decadência urbana. E nope, desta vez a culpa pela greve não é do Haddad ou do poder público. Há algo de realmente podre envolvendo tanto o sindicato de cobradores e motoristas de ônibus quanto o que representa as empresas de transporte urbano da capital paulista. Ou seja: caso de polícia.

 

 

* Anyway, voltando à música e ao bom e velho rock’n’roll. Yep, como já foi dito aí em cima, no editorial de abertura do post, o show do Ira! na Virada Cultural foi realmente fodástico. Perdeu? Dá uma olhada aí embaixo, em dois momentos incríveis do set de retorno da banda, disparando os clássicos “Longe de tudo” e “Núcleo Base”.

 

 

* E no domingão tem Jesus & Mary Chain em Sampalândia, de grátis, no festival Cultura Inglesa, que vai rolar no Memorial da América Latina (colado na estação Barra Funda do metrô, zona oeste paulistana) a partir das duas da tarde. Até aí a nação rocker em peso já está sabendo. Mas o que muita gente não sabe é que ainda estão disponíveis mais de DOIS MIL ingressos pra assistir a gig. Então se você ainda não descolou o seu, corre atrás que dá tempo sussa pra pegar os tickets. O blogão vai estar por lá, claaaaaro!

 

 

* Cantinho semanal da putaria zapper, uia! Prossegue no Centro Cultural São Paulo (na rua Vergueiro, 1000, zona sul de Sampa) a mostra cinematográfica “Prostituta”, que destaca filmes cujo tema central é a prostituição. Pois eis que hoje, sexta-feira (quando nosso postão está ino pro ar, completo e sem cortes, hihihi), o filme que será exibido por lá se chama “Diário de uma garota de programa”. Trata-se de uma produção americana de 2009 que foi dirigida pelo gênio Steven Soderbergh (“Sexo, mentiras & videotapes”, “Traffic”) e que cuja atriz principal é ninguém menos do que… Sasha Grey! Yep, ela mesma, a cadelaça devassa mais célebre dos anos 2000’ no cinema porn explícito. Miss Grey agora é uma moça de respeito (?) e que se tornou escritora de sucesso, inclusive com uma legião de fãs no Brasil. Então a exibição deste longa é um programão pra esta sexta (Sasha sendo dirigida por um cineasta de reconhecido mega talento, hummm…), ainda mais que a entrada para o longa custa a absurda merreca de UM real. Começa às quinze para às oito da noite. Pra quem for: bom filme e ótimas ereções (se for o caso, rsrs).

A outrora putaça e cadeluda Sasha Grey (acima, levando pica grossa na sua racha ordinária, e abaixo mostrando toda a exuberância de sua xoxota peluda): atriz principal do longa  “Diário de uma garota de programa”, que será exibido hoje, sexta, 23, no Centro Cultural São Paulo 

 

 

* IMAGEM ROCKER DA SEMANA – essa é para fazer os fakes de vida inútil, covardões e escrotos que vivem apenas para encher o saco no painel dos leitores do blog, espumarem de ódio e morrerem de inveja, hehe: Zap’n’roll sorri ao lado do chapa André Forastieri na semana passada, na Livraria Cultura em São Paulo, durante a noite de autógrafos do livro “O dia em que o rock morreu”, lançado por Forasta e cuja leitura está causando grande prazer no autor destas linhas online. Uma dupla (modéstia às favas) GIGANTE do jornalismo rock nacional que importa nas últimas duas décadas e meia. Chupa malba tahan, Clayton, gino soccio, André batista, bruce, Obama e outras tranqueiras que só aumentam a audiência do blog, hihihi.

Zap’n’roll sorri com um exemplar nas mãos do primeiro livro do jornalista e amigão de anos, André Forastieri: dupla de respeito na história do jornalismo rock brasileiro, uia!

 

* E anote na sua agenda de putarias e esbórnias rockers movidas a álcool, dorgas (uia!), sexo e muito rock’n’roll: na semana que vem a Augusta Jardins vai TREMER com essa festona!

 

 

* E enfim, sem mais delongas, vamos ver como está o novo disco do hoje mega (e tentando voltar a ser, hã, pequeno) Coldplay, e seu tristonho vocalista, Chris Martin.

 

 

O GIGANTE COLDPLAY TENTA VOLTAR A SER PEQUENO. MAS AINDA CONTINUA POP

A surpresa (ou nem tanto) da semana foi o vazamento na web de “Ghost Stories”, o novo álbum de estúdio do gigante power pop inglês Colplay, e que chegou oficialmente às lojas de discos (da Inglaterra, dos EUA e daqui também) na última segunda-feira, 19. O que comprova que nenhuma banda, por maior que seja e mais “protegida” que esteja de vazamento de material seu na internet, está imune a ter lançamentos inéditos seus postados na rede antes que eles chegem ao comércio “normal”.

 

É o sexto trabalho de estúdio da banda liderada pelo sensível, meigo e doce vocalista Chris Martin. E aqui o mancebo se mostra mais sensível, meigo, doce e tristonho do que nunca: há meses sites e blogs especializados em música pelo mundo afora vinham especulando que neste novo trabalho o Coldplay iria tentar voltar aos primórdios da banda. Leia-se: tentar soar mais contido, mais rocker, mais simples na elaboração das músicas e arranjos e menos pop grandiloquente de arena, que foi no que o grupo se transformou a partir de “Viva La Vida Or Death And All His Friends”, lançado em 2008. Também teria contribuído e muito para o quarteto (que além de Chris nos vocais continua com sua forma inalterada, com Jonny Buckland nas guitarras, Guy Berryman no baixo e teclados, e Will Champion na bateria) optar por canções menos rebuscadas e novamente mais contundentes e melancólicas o fato de Chris Martin ter sido dispensado pela loiraça Gwyneth Paltrow, após onze anos de feliz casamento.

 

Então eis que o novo disco de estúdio do Coldplay já chega mais conciso e econômico no número de faixas (nove) e na sua duração (quarenta minutos, isso em uma época em que grupos totalmente medíocres insistem em entupir o ouvido alheio com com “obras” inúteis que não raro ultrapassam uma hora de duração). E musicalmente há mudanças visíveis: as guitarras de Jonny Buckland ficaram totalmente ofuscadas por camadas e camadas de pianos e teclados que dominam quase que ubiquamente as músicas do cd. Teclados estes que, com suas timbragens sombrias e “espaciais”, criam ambiências altamente soturnas e sorumbáticas. No meio desse clima tristonho, eventualmente se imiscuem violões e alguns solos de guitarra.

O novo álbum do Coldplay: menos pop, mais sombrio e melancólico

 

 

“Always In My Head”, “Magic” (o primeiro single extraído do álbum), “Midinight” (o outro single), não importa a faixa: todas são plácidas, calmas, construídas com lassidão nos teclados lentos, contemplativos, por vezes distantes. O único desvio de rota, o corpo realmente estranho em relação ao que se ouve no restante do novo Coldplay é a ultra pop e dançante “A Sky Full Of Stars”, conduzida por um pianão alegre e bobalhão. Talvez, por isso mesmo, seja o momento mais indigesto e sem sentido do disco.

 

Mas aí você se depara com a grande beleza e melancolia de “Another’s Arms”, de “Oceans” e principalmente com os pianos agônicos de “O” (que fecha o trabalho), e se dá conta de que algo realmente se partiu no coração do pobre Chris. E não, “Ghost Stories” não é nenhuma obra-prima e não chega aos pés do hoje clássico “A Rush Of Blood To The Head”, o segundo disco do quarteto e ele sim uma obra-prima do power pop dos anos 2000’. Mas daqui a alguns anos poderá e deverá ser lembrado como o álbum do Coldplay onde o vocalista Chris Martin, mesmo sendo um popstar, também descobriu que a vida é cinza. Inclusive para ele.

 

 

O TRACK LIST DE “GHOST STORIES”

1.”Always in My Head”

2.”Magic”

3.”Ink”

4.”True Love”

5.”Midnight”

6.”Another’s Arms”

7.”Oceans”

8.”A Sky Full of Stars”

9.”O”

 

 

E O COLDPLAY AÍ EMBAIXO

No vídeo do single “Midinight” e também no link para audição completa do novo disco.

 

 

 

 

O WRY COLOCA SEU INDIE GUITAR SHOEGAZER NOVAMENTE NOS PALCOS

Pouquíssimas bandas independentes brasileiras foram tão inglesas, nos anos 90’, como o quarteto sorocabano Wry. Surgido em 1994 na chamada “Manchester paulista” (a cidade de Sorocaba, distante cerca de cem quilômetros da capital paulista) o grupo originalmente formado pelo guitarrista e vocalista Mario Bross, pelo também guitarrista Lu Marcelo, pelo baixista Chokito e pelo batera Renato Bizar era inglês até a medula não apenas porque cantava suas músicas no idioma falado na Velha Ilha – e com uma pronúncia quase perfeita do vocalista Mario, algo dificílimo de se ouvir entre a manezada brazuca que se aventura a berrar na língua britânica. O Wry tinha feeling inglês em suas melodias. E suas belíssimas canções respiravam eflúvios de shoegazer e indie noise guitar por todos os poros. A banda era (ao lado dos saudosos e inesquecíveis Sonic Disruptor, Low Dream e Brincando de Deus) a melhor tradução brasileira para Jesus & Mary Chain, Ride ou My Bloody Valentine. E isso num tempo em que a indie scene nacional era realmente importante e tinha algo a dizer, lutando com unhas e dentes (e sem as facilidades de hoje tais como internet, YouTube, sites, blogs e os caralho) pelo seu espaço e reconhecimento.

 

O Wry durou em sua primeira fase dezesseis anos, de 1994 a 2010. Nesse período o conjunto gravou cerca de sete discos, entre EPs e álbuns completos. De 2002 a 2009 o grupo fixou residência em Londres pois a cena indie rocker começava a entrar em declínio com a ascensão de porqueiras como axé music, sertanojo e pagode brega de corno. E na capital inglesa os sorocabanos conseguiram uma razoável aceitação ao som que faziam e formaram bom contingente de fãs, chegando a tocar junto com bandas como Subways e Rakes, que estavam então estourando por lá.

 

Mas nada dura para sempre. Um ano após voltar ao Brasil, em 2010, o Wry anunciava o fim das suas atividades. Compreensível: a garotada daqui simplesmente havia desaprendido a gostar de rock (e brother André Forastieri explica muito bem esse “abandono do rock” pelo público daqui no capítulo “Por que os jovens brasileiros não gostam mais de rock”, no seu livro “O dia em que o rock morreu”), o axé, breganojo e pagode cornudo dominavam o mercadão (como dominam até agora) e, pra piorar, ainda surgiu a grande porra do funk ostentação. Não haveria guitarras que resistissem. Mario Bross reassumiu seu nome original (Mario Silva), montou um bar bacaníssimo em Sorocaba (o Asteroid) e foi cuidar da vida.

O indie guitar shoegazer do Wry (acima e abaixo, no clipe de “Sister”): de volta para alegria da confraria rocker independente brazuca

 

 

Ou… as guitarras resolveram resistir, afinal? Ao que parece, sim: com saudades de si mesmo, dos palcos e dos fãs (que nunca se esqueceram da banda) o Wry anunciou um novo comeback esta semana. E a primeira gig desta volta acontece justamente no Asteroid, em Sorocaba, neste sábado (leia-se: amanhã, dia 24 de maio). Um ótimo aperitivo pro show do Jesus & Mary Chain neste domingo em Sampa, dentro do festival da Cultura Inglesa, no Memorial da América Latina.

 

O que se espera é rolem mais shows além deste de amanhã. E que o Wry venha tocar logo em Sampa, onde uma legião de indie kids (das antigas ou mais novos) ainda se emociona ao ouvir aquelas poderosas canções shoegazer contidas em discos como o espetacular “Heart-Experience”. Em um tempo em que o indie rock nacional está mais pobre e emburrecido do que nunca (há exceções honrosas, claro, como o Single Parents e o John Candy, por exemplo) e onde ele perdeu totalmente a relevância soterrado pelo rolo compressor de imbecilidades como o funk ostentação, a volta do Wry é mais do que bem-vinda – ao menos para nós, rockers que nunca iremos trair nosso amor pelas guitarras inglesas.

 

*Para saber mais sobre o Wry e a volta da banda, vai aqui: https://www.facebook.com/mondowry?fref=ts.

 

 

NOVO TÓPICO ZAPPER: VÍDEOS CLÁSSICOS DE MÚSICAS IDEM

Yeah! Este tópico foi uma das inovações pensadas para a versão 2014 do blogão rocker que há onze anos revira a cultura pop e o rock alternativo semanalmente. Pois agora ele finalmente estreia, com a proposta de sempre apresentar um vídeo classudo para uma música clássica da história do rock’n’roll.

 

E para começar nada melhor do que relembrarmos aí embaixo o clip de “April Skies”, mega clássico que o Jesus & Mary Chain gravou em seu segundo álbum, “Darklands”, lançado em 1987.

 

Como a banda dos irmãos Jim e William Reid toca neste domingo em Sampa (dentro do festival Cultura Inglesa), trata-se de um ótimo aperitivo pro show. Então prepare uma dose de legítimo whisky escocês, aumente o volume e curta o vídeo. E, claaaaaro, nos vemos domingo na marcha para Jesus, hihi.

 

 

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: longe de ser uma obra-prima, o novo trabalho do Coldplay é boa trilha sonora para corações partidos e almas mergulhadas em melancolia.

 

* Disco, II: “Taxidermia Coletiva”, a estreia dos Mineiros Machados, continua sendo bastante ouvida aqui pelos lados do blog, que inclusive já comentou sobre a banda alguns posts atrás. Bom rock de guitarras e com aquele sabor do interior Mineiro, com letras bacanudas em bom português. A notícia lega é que o chapa Luiz Nogueira, vocal e líder do grupo, estará na semana que vem em Sampa pra divulgar melhor o trabalho deles. Então blogs musicais e afins, fiquem de olho: Machados merecem sua atenção, sendo que pra saber mais sobre eles, vai lá: https://www.facebook.com/machadosbanda?fref=ts.

 

*Filmes: safra de bons e ótimos filmes em cartaz, a escolher: “Getúlio” (sobre os últimos dias do lendário ex-presidente do Brasil), “Praia do futuro” (onde Wagner Moura interpreta um salva-vidas gay, sendo que o longa está elogiadíssimo pela crítica), “Sob a pele” (o próprio, que mostra Scarlett Johansson na pele de uma alienígena devoradora de homens, além de exibir a atriz em toda a sua espetacular nudez) etc. Como a previsão anunciou que vai ser um finde de frio e chuva em Sampa, motivos é que não faltam pra se enfiar dentro de um bom cinema.

 Scarlett Johansson, linda e total pelada em cena do filme “Sob a pele”

 

* Festão na Sensorial Discos: a melhor loja cult de discos e bar de cervejas artesanais da região dos Jardins, em Sampa, recebe neste sábado a nova versão do evento “Sex=Sub Expressions”, que causou grande furor em sua primeira edição, no final do ano passado. Mix de atividades artísticas variadas e com a temática focada na autonomia existencial e artística feminina, a “Sex” promete causar um terremoto na Augusta Jardins com intervenções corporais de modelos nuas, exibição de filmes (entre eles um documentário mostrando uma performance da nossa deusa e musa rocker oficial, Jully DeLarge, que também estará na festa de onze anos do blog, na semana que vem no mesmo local), discotecagens e shows, claro. Na parte das gigs haverá a estreia da dupla Midá (composta por Mini Lamers, vocalista e guitarrista do grupo Comma, e Daíse Neves, a nossa musa rocker desta semana) e ainda showzão da curitibana Punkake, um dos nomes mais tradicionais da indie scene da capital paranaense. Tudo isso rola com entrada merreca (dez dinheiros) e a partir das sete da noite deste sábado (amanhã, of course) lá na Sensorial Discos, que fica na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampa. Mais sobre o festão, vai aqui: https://www.facebook.com/events/223751227835107/?fref=ts.

O grupo curitibano Punkake: uma das atrações da festa “Sex=Sub Expressions”, que rola amanhã na Sensorial Discos, em Sampa

 

* Baladas agitando o finde: em final de semana com frio. Chuva e marcha para Jesus no domingo, o circuito under paulistano tá bem agitadón, néan. E o fervo já começa hoje, sextona em si, com showzão do Churrasco Elétrico lá no Puxadinho da Praça, na Vila Madalena (próximo ao cruzamento das ruas Cardeal Arcoverde e Fradique Coutinho), zona oeste de Sampa. Também hoje mas lá no Astronete (que fica no 335 da rua Augusta) tem show da banda Modulares. E no Café Central, em Santos, tem showzaço imperdível da lenda eletrônica Harry, wow!///Já no sabadão a esbórnia se concentra mesmo no baixo Augusta: tem mais uma edição da Glam Nation no Inferno (no 501 da rua) e o sempre bombator open bar no Outs (no 486), onde você paga cinquenta mangos na entrada e bebe até cair. Beleusma? Então se apruma e se joga!

 O rock’n’roll sessentista do Churrasco Elétrico: show hoje à noite em Sampa

 

 

FIM DE PAPO

Yep, esta semana o saco de bondades zapper com prêmios e tal dá um descanso por aqui. Então o postão também para aqui, e se vai deixando beijos e abraços pra queridos que estão ficando mais velhos hoje: a lindaaaaa Natália Medina, a doce e meiga e eterna amiga Luciana Worms, e o professor rocker mais gente fina do Universo, o irmão Pedro Serafim Neto. Pra todos eles as maiores felicidades do mundo. E na semana que vem estamos de volta na área. Até lá!

 

 

 

(atualizado e ampliado por Finatti em 27/5/2014, à 1h.)

Semana hot no mondo rocker: o duo Black Keys volta mais calmo e psicodélico mas ainda assim com um grande disco, mostrando que nem tudo está perdido no rock’n’roll dos anos 2000’; mais: o jornalista e brother André Forastieri lança seu primeiro livro e reafirma em entrevista ao blog: “o rock morreu!”; o cartaz da festona de onze anos do blogão zapper; xoxotaças americanas promovem sarais literários PELADAS, e a bestialidade sem controle enfim toma conta do tecido social do miserável país que (nas palavras de Arnaldo Jabor) está ficando com ódio de si mesmo e que só pensa (quase) em futebol (postão total finalizado com plus gigante: perfil da bucólica São Thomé Das Letras mais dicas culturais, roteiro de baladas pra semana toda e PROMO DE INGRESSOS FREE pro show do Mudhoney!) (atualização final em 12/5/2014)

O ótimo e o péssimo rock dos anos 2000’: o duo americano The Black Keys (acima, durante a apresentação no festival Lollapalooza BR 2013) lança seu novo e ótimo disco na semana que vem; já os ingleses do Bastille (abaixo) soam cafonas, melequentos e comprovam que a maioria das bandas atuais está mesmo… morta

 

 

A bestialidade vencendo. Ou, que país é esse?

Em 1987 a então gigante banda Legião Urbana (que àquela altura era o maior grupo de rock em atividade no Brasil, vendendo milhões de cópias de seus discos e tocando em espaços sempre com mais de dez mil fãs presentes) lançou o terceiro álbum de sua trajetória. O disco se chamava “Que País É Este!” (com exclamação no final da frase, ao invés de interrogação) e se tratava de um resgate que o grupo estava fazendo de suas primeiras canções compostas, algumas datadas do início punkster do conjunto, em 1978. A faixa-título abria o LP (não existia o hoje total decadente cd, naquela época) em tom furioso, com o vocalista Renato Russo (de quem Zap’n’roll foi amigo próximo durante muito tempo) cantando: “Nas favelas, no Senado/Sujeira pra todo lado/Ninguém respeita a Constituição/Mas todos acreditam no futuro da nação…”. Passados quase trinta anos do lançamento dessa música (que tocou massivamente nas rádios na época, e era cantada em uníssono por todo o público nas gigs da Legião), ela continua mais atual do que nunca. Aliás, até um pouco ultrapassada. Afinal, diante dos últimos acontecimentos que escancararam a bestialização da população e a banalização da violência no tecido social brasileiro conclui-se que o país, ao invés de ter melhorado ou progredido em termos culturais, comportamentais, éticos e morais, na verdade piorou imensuravelmente de lá pra cá. Se estivesse vivo, o que pensaria, o que comentaria Renato Russo sobre a bárbarie generalizada de uma nação onde, em apenas uma semana, um pobre torcedor de time de futebol foi morto ao ser atingido por um vaso sanitário (atirado por outros torcedores, autênticos bandidos e assassinos, do alto da arquibancada de um estádio em Recife), e na cidade do Guarujá (litoral de São Paulo) uma infeliz dona de casa, casada e mãe, foi linchada até a morte por uma turba enlouquecida que simplesmente acreditou num boato de que ela, a vítima, estaria sequestrando crianças para rituais de magia negra? (boato logo desmentido pela polícia e que, nesse caso, atuou com agilidade prendendo em pouco tempo três suspeitos de terem participado do massacre da mulher) É assim que caminha e se encontra o Brasil Grande. Grande na política imunda professada pelos seus homens públicos igualmente imundos. Grande na corrupção endêmica, na miséria e ignorância do grosso da população, na falta de estatura moral e ética, no reacionarismo e conservadorismo medievais levantados como bandeira principal de religiões fundamentalistas, na burocracia medonha que atrasa o avanço econômico, na falida infra-estrutura e na igualmente falida Saúde e Educação públicas. O autor deste blog está com cinco décadas de existência nas costas. E se lembra de que o Brasil NÃO era assim há três décadas. Havia mais amor e solidariedade entre as pessoas. Havia mais interesse por se desenvolver culturalmente. Não havia internet, celulares, tablets, redes sociais escrotas. Em compensação havia um sentimento de união e companheirismo, afeto e amizade que parecem ter se perdido na poeira cósmica da web. E sim, havia um apreço por ler ótimos livros, ouvir grandes discos, assistir no cinema grandes filmes. Conhecer a existência humana enfim, e se aprofundar nela. Tudo isso parece ter se perdido de anos pra cá. Agora, parece que estão restando apenas escombros aqui, no país que só pensa em carnaval e em futebol. No país que tem toda a informação do mundo à mão, via internet (de resto, como a humanidade tem), e faz uso mais negativo do que positivo dessa ferramenta tão poderosa. No país que está se tornando total violento e bestial em seu tecido social. Como isso vai acabar? O blog tem até medo da resposta. Por isso segue aqui, na sua luta talvez quase inglória, tentando ajudar seu enorme e dileto leitorado a continuar gostando pelo menos um pouco de algumas paradas que ainda valem realmente a pena em nossas vidas, como cultura pop e grande rock’n’roll, seja ele alternativo e de uma banda bacana como o Black Keys (que está lançando novo discão) ou mesmo mainstream mas com dignidade (algo quase que totalmente em falta na cultura dos dias atuais). É isso. Que país é esse, mesmo? Enquanto buscamos a resposta à pergunta lançada pela Legião Urbana há quase trinta anos, vamos a mais um postão do blog que ainda se choca sim com a bestialidade humana.

 

* E sim, o cineasta e analista político e social Arnaldo Jabor (de quem estas linhas online são fãs) também comete falhas por vezes gritantes em seus comentários no Jornal da Globo (daí a colecionar uma legião de detratores ferozes). Mas esta semana ele radiografou à perfeição a situação em que se encontra o Brasil. Veja aí embaixo:

 

 

* E também revendo o clássico da Legião Urbana, aí embaixo. A música foi lançada em 1987 (!). E o Brasil só piorou de lá pra cá…

 

 

* Bien, a selvageria parece estar se espalhando pelo planeta todo, e atingindo a seara do rock também. Só isso explica a reação dos fãs no final do show que marcou a estreia da nova turnê americana do amado Morrissey anteontem, na California. Durante o bis um povo mais exaltado subiu ao palco pra celebrar e abraçar o ser humano vivo mais maravilhoso que existe. Só que foi tanta gente que invadiu o tablado e tanta empolgação em torno do ex-vocalista dos Smiths, que ele acabou sendo DERRUBADO no chão por um fã, como pode ser (mais ou menos) visto no vídeo aí embaixo. E assim vai se tornando perigoso, inclusive, exercer a profissão de rockstar…

 

 

* Olhando pro rock daqui: a grande Nação Zumbi (talvez o principal nome do rock e da música brasileira que importa de duas décadas pra cá) finalmente está lançando seu novo álbum de estúdio, sete anos após “Fome de Tudo” (que saiu em 2007). O novo disco, homônimo, tem várias participações especiais, entre as quais a da nossa deusa indie, a lindaaaaa Laya Lopes, que canta no Jardim Das Horas. E fiquem atentos: tem show de lançamento do cd dia 11 de junho em Sampa, no Audio Club.

 

 

* Quem também anunciou novo disco foi miss Pitty. A baiana rocker, sem lançar trabalho inédito desde 2009 (sendo que nesse tempo todo ela se dedicou ao seu outro projeto, o duo Agridoce, junto com o guitarrista Martin), põe na praça logo menos um álbum cheio e cuja primeira amostra é a música “Sete Vidas”, lançada anteontem no YouTube – e que pode ser conferida aí embaixo. Você pode torcer o nariz pra cantora mas ela foi, em certo sentido e momento, importante na recolocação do rock BR na mídia no início do novo milênio, quando lançou seu primeiro e bom disco, “Admirável Chip Novo” (isso lá por 2004). De lá pra cá, óbvio, muita água rolou e o panorama musical brazuca mudou muito (com o rock estando novamente em baixa e o cenário estando dominado por escrotices do calibre de funk ostentação e breganojo). Assim, vamos aguardar e ver o que Pitty (que já foi amiga bem próxima destas linhas bloggers; hoje cantora e maloker zapper tem se falado muito pouco) vai mostrar em seu novo rebento musical. “Sete Vidas” pelo menos é ok na levada musical – a letra deixa um pouco a desejar.

 

 

* Agora, ruim e chato de doer, além de melequento e pegajoso, é o grupo inglês Bastille. A banda está bombadíssima na Inglaterra e seu álbum de estreia (que já saiu há um ano), “All This Bad Blood”, não para de vender mesmo em tempos em que cd não vende mais nada – o último levantamento da gravadora Virgin aponta que o dito cujo já foi comprado por mais de dois milhões de fãs. Pois o disco está saindo somente agora no Brasil (e nem precisava ser lançado aqui) e lá vem a mídia musical local dizendo que o grupo é a nova revelação inglesa, que seu rock “sombrio” conquistou os fãs e bla bla blá. Sombrio onde, mané? Pastiche chumbrega do pior synthpop oitentista, com direito a baladas mela-cuecas ultra cafonas, o Bastille chega a dar náusea na verdade. Se você acha que o blog está exagerando, ouça com os seus próprios ouvido aí embaixo.

 

 

* Bacana mesmo é esse lance, noticiado pela Folha online de hoje: em Nova York um grupo de garotas apreciadoras de literatura “pulp fiction”, criou um grupo pra se reunir, fazer leituras, debater os textos, e beber e comer também (que ningém se alimenta apenas de cultura). O detalhe tesão total da parada: as gatas, todas lindas, tatuadas e bocetões fazem as reuniões de topless ou totalmente peladonas (quando estão em algum ambiente fechado). Wow! Idéia sensacional, que poderia ser aproveitada por algumas xoxotas mais ousadas daqui do Brasil, néan?

 Dois XOXOTAÇOS (que devem foder muuuuuito) prestando culto ao prazer literário, isso nos Estados Unidos, claaaaaro: a rocker tatuada (acima) e a crioulaça intelectual (abaixo) tornam qualquer sarau literário muuuuuito mais interessante, uia! (fotos: reprodução Folha online)

 

 

*E dia 31 de maio…

 

 

* Lindo pôster hein. Obra do querido Lúcio Fonseca, um dos sócios da Sensorial Discos, sobre imagem da nossa eterna e delicious musa indie oficial, Jully DeLarge, que vai quebrar tudo com sua performance mega safada e sacana, na noite do festão zapper. Vai na página do evento no Facebook (https://www.facebook.com/events/1440438949537214/?notif_t=plan_user_joined), confirme sua presença e se prepare para uma putaria/esbórnia rocker como há tempos não rola na night under paulistana, uhú! Nos vemos lá!

 

 

* E melhor ou tão bom quanto a festona de onze anos do blog só mesmo o novo disco dos Black Keys, que está saindo na próxima semana mas já pode ser “capturado” na web. Zap’n’roll ouviu e aprovou. Veja aí embaixo nossa opinião.

 

 

BLACK KEYS, O DUO QUE AINDA MANTÉM A DIGNIDADE NO ROCK ATUAL

O rock mundial de hoje está mesmo morto, como defende o chapa André Forastieri em seu livro de estreia? Pode ser. Mas algumas poucas bandas atuais ainda insistem em conferir ao rock’n’roll uma qualidade e dignidade que parecem não mais lhe pertencer. Entre essas bandas está o duo americano Black Keys, que finalmente está lançando seu novo disco de estúdio. “Turn Blue” chega às lojas na próxima semana (já vazou na web e também vai ganhar edição nacional em cd) e sucede o espetacular “El Camino”, editado em 2011. E assim como seu antecessor, o novo trabalho da dupla Dan Auerback (guitarras e vocais) e Patrick Carney (bateria e teclados) prima pelo rigor qualitativo nas composições.

 

O BK, é bom lembrar, existe há treze anos, já lançou oito discos de estúdio (incluso aí o que está saindo agora) mas só começou a sentir o gosto do sucesso a partir do álbum “Brothers”, lançado em 2010. Foi a partir dele que o blues/rock garageiro e bem urdido do grupo saiu do alcance de um público restrito e cult que prestava vassalagem à banda nos porões de Akron (no Estado americano de Ohio), onde ela surgiu em 2001, e passou a tocar nas rádios, ser aclamado pela crítica musical e, claro, a vender uma grande quantidade de discos. O trabalho seguinte, “El Camino”, só ratificou essa ascensão fulminante e fez o BK estourar no mundo todo (inclusive no Brasil) por conta dos hits “Lonely Boy” e “Gold On The Ceiling”. Foi graças a esse estouro que o conjunto foi o headliner da última noite da edição do ano passado do festival Lollapalooza BR.

 

E se no show do Lolla (o blog estava lá) o Black Keys mostrou uma certa frieza e inadequação a um palco e espaço tão gigantescos, em estúdio a dupla de músicos que integram a banda continua se mostrando total à vontade e com mais apuro do que nunca para compor e burilar ótimas canções.

O novo disco dos Black Keys: menos rock, mais psicodélico e ainda assim muito bom

 

O cd se mostra menos acelerado do que o anterior. Mas nem por isso menos brilhante em termos musicais. Há todo um clima psicodélico envolvendo boa parte das músicas, como pode ser observado já na faixa de abertura (a bela e contemplativa “Weight Of Love”), ou ainda na incrível “Bullet In The Brain”, que possui condução de violões e timbres de teclados sessentistas, acompanhados de guitarras tiradas diretamente da cena hippie de São Francisco, em alguma celebração de ácido em 1966. Fora isso e mesmo tendo engendrado um compêndio de músicas mais bucólicas e suaves (o que pode ser ouvido na faixa-título e ainda nas excelentes “Waiting On Words” e “In Our Prime”, esta com um belíssimo piano ornamentando a melodia), o BK não se esqueceu como fazer ótimo rock’n’roll pra pista, com swing e pra dançar. A maior prova disso está no single “Fever” e também no encerramento do cd, em “Gotta Get Away”, um road song à la Rolling Stones (circa 1968, fase “Jumpin’ Jack Flash”), de fazer o ouvinte querer sair viajando por estradas desertas e tomando generosas doses de Jack Daniel’s.

 

É um discão no final das contas, e que mostra com clareza que Dan e Patrick estão no auge da maturidade como compositores e multi-instrumentistas de grande talento, que trafegam com destreza entre arranjos simples ou complexos, e que se saem bem na execução de diversos instrumentos e timbres. Ou seja: se o rock realmente está morto, vamos sepultar o cadáver sem nostalgia, ao som do novo álbum dos Black Keys. E torcer para que eles ainda durem um bom tempo produzindo ótimos trabalhos como este “Turn Blue”.

 

 

O TRACK LIST DE “TURN BLUE”

1.”Weight of Love”

2.In Time”

3.”Turn Blue”

4.”Fever”

5.”Year in Review”

6.”Bullet in the Brain”

7.”It’s Up to You Now”

8.”Waiting on Words”

9.”10 Lovers”

10.”In Our Prime”

11.”Gotta Get Away”

 

 

E A DUPLA AÍ EMBAIXO

No vídeo de “Fever”, um dos singles do novo disco.

 

 

FORASTA, O JORNALISTA SEM PAPAS NA LÍNGUA, LANÇA SEU PRIMEIRO LIVRO E DECRETA: O ROCK MORREU!

A primeira vez que o autor destas linhas rockers lokers leu algo na imprensa musical brazuca assinado pelo nome André Forastieri foi em algum dia de agosto de 1989 (lá se vão vinte e cinco anos…). Naquele mês estava sendo lançado o álbum duplo “Burguesia”, o último feito pelo cantor e compositor Cazuza antes de ele morrer. E Forasta (como até hoje é carinhosamente chamado pelos amigos e leitores) não perdoou: mesmo sabendo que Caju já estava na fase terminal da sua enfermidade (a Aids), escreveu uma crítica demolidora do disco na capa do caderno Ilustrada do jornal Folha De S. Paulo, arrasando-o sem dó.

 

Forastieri entrou muito novo na Folha – tinha por volta de vinte e três anos de idade. E a referida resenha do álbum de Cazuza projetou seu nome no jornalismo musical: ele angariou instantaneamente milhares de fãs e desafetos, em proporções iguais. Pouco tempo depois era alçado ao cargo de editor do caderno Folhateen. De lá saiu para ser editor da fase quase final da lendária revista Bizz e, quando saiu dela, fundou sua própria revista, a General. Daí não parou mais: fundou outras revistas, editoras (como a Conrad) e sumiu da grande mídia durante muitos anos. Voltou a ela também há alguns anos, atualmente ocupando o cargo de editor executivo de variedades do mega portal R7, onde também mantém seu blog.

 

Zap’n’roll conhece pessoalmente Forasta há mais de vinte e cinco anos. Na verdade o conheceu por volta de 1990, quando foi procura-lo na redação do Folhateen por indicação do queridão Luis Antonio Giron (hoje, editor de Cultura da revista Época), para lhe sugerir algumas pautas. De cara Finaski emplacou um perfil da banda The Black Crowes, que estava estourando nos EUA com o seu disco de estreia, “Shake Your Money Maker” (e que sequer ainda tinha saído no Brasil naquele momento, e  isso em um mundo onde não havia internet, downloads, celulares ou tablets). Forasta gostou da pauta, a sugestão foi aceita, a matéria foi entregue mas acabou jamais sendo publicada porque logo em seguida André foi demitido da Folha, em mais um episódio clássico de seu particular anedotário e foclore jornalístico: na coluna que mantinha no Folhateen, a “Ondas Curtas”, um dia ele escreveu que o Brasil só teria jeito “no dia em que dessem um tiro em Regina Casé”. A confraria artística enlouqueceu com a declaração do então jovem jornalista, fez pressão em cima da direção da Folha e a cabeça do loiro que naquela época tinha o cabelo compridón à la hard rock farofa (uia, rsrs), rolou.

 

A matéria finattiana no Folhateen (que hoje nem existe mais também) não rolou mas ele e Forastieri se tornaram bons amigos. Uma amizade que perdura até hoje, mesmo com ambos se falando de vez em nunca. E foi por conta dessa amizade e do lançamento do primeiro livro do sempre polêmico Forasta que ambos voltaram a se falar esta semana (primeiro por telefone, depois por e-mail). O homem do R7 e que agora está próximo de completar cinco décadas de vida, está lançando “O dia em que o rock morreu”, coletânea de textos seus publicados ao longo das últimas duas décadas e meia na imprensa brasileira. O volume está sendo editado pela Arquipélago Editorial (uma editora de Porto Alegre) e já promete mais barulho e polêmica na trajetória de André, por conta de seu título.

 

O bate-papo com Forasta, enfim, resultou em uma entrevista bem bacanuda e cujos principais trechos você lê aí embaixo.

 André Forastieri (acima, na redação do portal R7) lança seu primeiro livro (abaixo): o rock morreu, definitivamente

 

 

Zap’n’roll – Estamos em 2014. O rock morreu mesmo, sem chance de ressurreição, ou o título do livro é jogo de cena e marketing pra promover polêmica, barulho e vendagem do mesmo?

 

André Forastieri – Boas canções, e mesmo boas bandas, aparecem a toda hora. O que morreu e não volta mais é o papel central do rock na cultura global. Antigamente tudo vinha do rock, ou passava pelo rock, ou se cristalizava no rock: política, sexo, moda, novas maneiras de viver e pensar. Isso já era e não volta. É disso que trata o livro.

 

Zap – Assim como boa parte da geração de jornalistas musicais dos anos 90’, você certamente detestou Engenheiros do Hawaii. Mas olhando pra trás e vendo como está a música pop e o rock atuais Humberto Gessinger não foi meio profético quando disse, há quase trinta anos, que “a juventude é uma banda numa propaganda de refrigerante”?

 

André – Eu nunca detestei Engenheiros. Não era pra mim, como Legião não era pra mim. Detesto bem mais Titãs. E o Gessinger sempre teve uma sensibilidade para essas paradas, eu devia ter lembrado dele pras epígrafes do livro.

 

Zap – Você trabalhou quase na fase final da revista Bizz, uma das mais lendárias publicações musicais da imprensa brasileira. Também fundou editoras e outras revistas e depois se retirou da chamada grande mídia. O que fez você voltar a ela agora (como editor executivo de variedades do portal R7)? Grana pura e simples (não acho que seja o caso) ou manter seu nome em evidência na mass media ou ainda…?

 

André – Trabalhei na Bizz entre 1990 e 93, com uma interrupção de seis meses quando fui começar o Folhateen. A revista foi fundada em 85 fechou muitos anos depois; acho que foi uma fase intermediária, ou de ouro, que tal? Voltei para a grande imprensa para aprender a fazer internet de verdade, de massa, mobile e o raio que o parta. Me dei uns dois anos pra isso, estou com 48, pretendo chegar aos 50 um jornalista pronto pra década seguinte, não olhando para trás. Nunca dei a mínima pra evidência, tanto que fiquei vinte anos independente. Dinheiro conta, mas não bate o martelo. E a Tambor continua, sempre focada em games; eu é que estou em um papel consultivo, não executivo.

 

Zap – Falando em Bizz, do folclore forastiano: procede a história de que, na sua fase final à frente da revista, você e uma equipe da área de arte trabalhavam na calada da noite, na redação da editora Abril (que publicava a Bizz) e utilizando a estrutura operacional da mesma, no projeto do que seria a revista General? E que o fato, quando descoberto pelo diretor de área, gerou sua demissão e da sua equipe da Bizz?

 

André – Sim e não. Pedi demissão dia primeiro de agosto de 1993. Fiquei mais um mês a pedido do Carlos Arruda. O resto da turma ficou mais uns meses. A infra que usaram foi tipo impressora, usar computador pra fazer layout, e acho que afanamos umas fotos do banco de dados da Azul… A General saiu em dezembro.

 

Zap – Você faz parte talvez da última grande geração de jornalistas musicais brasileiros (no qual este blogger se inclui). Gente como Luis Antonio Giron (editor de Cultura da Época), André Barcinski (blogueiro do R7), Lúcio Ribeiro (autor do blog Popload), Álvaro Pereira Jr. (editor do programa Fantástico) e mais alguns poucos. Numa época (a atual) onde pululam zilhões de sites e blogs musicais pela web e onde analisar música talvez tenha se tornado algo completamente irrelevante, como você o atual jornalismo musical? Consegue destacar algum nome que lhe chame a atenção e que possa provocar impacto com seus textos, como costumava acontecer há vinte anos ou mais?

 

André – Tá cheio de gente jovem que escreve bem. Mas não importa mais escrever bem sobre música, ou importa para muito pouca gente. Continua valendo a pena ler Barcinski, Pereira, Giron e o véio Lúcio. Dos bem jovens, gosto muito de um cara que tem um texto muito engraçado, muito observador, que é o Marcelo Marchi, do Fora do Beiço. Arnaldo Branco manda bem. A turma que fez a revista Xula, eu adoraria ler uma revista de texto escrita por eles… temos uns planos secretos estranhos no R7, quem sabe dá pra achar e revelar mais gente jovem, estranha e legal.

 

* E fikadika: Forasta lança seu livro, em noite de autógrafos aberta ao público em geral, no próximo dia 15 de maio (quinta-feira) na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (na avenida Paulista, região central de Sampa), a partir das sete da noite.

 

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TÓPICO ESPECIAL: SÃO THOMÉ DAS LETRAS – ABSINTO NA MADRUGADA FRIA DO PARAÍSO NAS MONTANHAS DE MINAS

Não é segredo para  ninguém que acompanha este blog apaixonado por rock e cultura pop: o zapper “ecológico” (uia!) e em busca de paz existencial aos 5.1 de existência, vai embora de Sampalândia até o final deste ano, depois de nascer, se criar e morar toda a sua vida na quarta maior metrópole do planeta. E o destino, claaaaaro, é a cidade que ele considera o autêntico paraíso na Terra: a mega bucólica, pastoral e campestre São Thomé Das Letras, localizada no Sul de Minas Gerais (a cerca de 350 quilômetros de Sampa, umas quatro horas e meia de viagem pela rodovia Fernão Dias).

 

O blog, que conhece a cidade há mais de duas décadas e meia, esteve lá no último feriadão (o do primeiro de maio). Estava frio por lá (delícia total!), o município não estava abarrotado de turistas (como sempre costuma acontecer nessas ocasiões) e foi ótimo passar madrugadas nos barzinhos ao pé da montanha da Pirâmide (um dos principais pontos turísticos do local), ouvindo boa música e tomando doses de… absinto! Yep, rolou no bar Corujão, especializado em rock e que por enquanto é o único por lá a servir a dionisíaca bebida.

 

Enfim, para o dileto leitor zapper se situar melhor sobre como é Thomelândia, o blog reproduz aí embaixo uma matéria sobre a cidade, publicada aqui originalmente em março de 2012.

 Frio, bucolismo e rock’n’roll: Finaski e os amigos Hansen e Wally degustam shots de absinto na madrugada nas montanhas, no bar O Corujão, em São Thomé Das Letras, no último feriadão do primeiro de maio

 

 

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Você acredita em duendes? Se sente um bicho-grilo extemporâneo? Adora banhos de cachoeira, natureza, fazer trilhas, queimar um bom baseado enquanto toma um vinho tinto? É adepto do esoterismo, misticismo, e sonha em ver um disco-voador? Adora a tranquilidade e quietude de uma cidade minúscula e perenemente bucólica? Então seu lugar é em São Thomé Das Letras, prezado chapa (do) destas linhas bloggers lokers.

 

A cidadezinha (um ovo, na verdade) de seis mil habitantes, é um autêntico paraíso perdido no sul do Estado de Minas Gerais, e onde o autor deste blog ama passar temporadas há mais de duas décadas. E é óbvio que por ser cético e agnóstico juramentado, Zap’n’roll não acredita em nada do que citou no primeiro parágrafo deste tópico. Mas ainda assim respeita integralmente as crenças de todos os que moram em São Thomé ou vão lá passear e se divertir.

 

E no quesito descanso e diversão Thomelândia é insuperável, pode botar fé. A cidade, que há anos descobriu sua vocação turística, vive da exploração de seus atrativos naturais. Há dezenas de pousadas espalhadas pelas zonas urbana (que é mínima) e rural do município. E dezenas de cachoeiras lindíssimas (como a da Eubiose, do Flávio, Véu de Noiva ou Vale das Borboletas), bem como pontos turísticos inesquecíveis (como a famosa Pirâmide, um casa erguida em pedra bruta e cujo teto, também em pedra, é justamente em formato de uma… pirâmide). Fora as trilhas, cavernas (uma delas, juram os moradores, leva quem se aventurar lá dentro a sair, do outro lado, em… Machu Pichu!) e, principalmente, a TRANQUILIDADE que reina no lugar. É difícil, depois de passar um feriadão por lá (como o blog passou no último feriado do 1 de maio), querer retornar para a maior metrópole da América do Sul (nossa Sampa mesmo, essa velha carcomida pela violência urbana, pela sujeira e pela poluição).

 

A Pirâmide (acima) e a cachoeira da Eubiose (abaixo): dois dos principais pontos turísticos da cidade de São Thomé Das Letras (sul de Minas Gerais): o autêntico paraíso na Terra

 

O zapper eternamente doidón e loki passou por aventuras inenarráveis em São Thomé, nas duas últimas décadas. Trepadas regadas a maconha, reveillons passados ao sabor de ácido lisérgico, brigas com ex-namoradas malas, outras temporadas divinas com xoxotas idem (como o advento T., a gótica Sil gritando, enquanto era fodida no cu, “ai, você já arrancou todas as minhas pregas!”; ou a arquiteta louca de Campinas, que adorava tomar “doces”, hihi), aconteceu de tudo com esse sujeito por lá. E, claro, sobra espaço também para a degustação das sensacionais pingas que são servidas nos muitos barzinhos da cidade, e para experimentar a divina culinária mineira. Neste ponto a parada obrigatória é o restaurante O Alquimista: por cerca de 70 pilas você come absurdamente bem ali, em duas pessoas. Na semana passada o zapper gourmet experimentou lá um indescritível lombo à mineira. A cada garfada na comida (de tempero forte e saborosíssimo) o blog sentia um orgasmo múltiplo e consecutivo, rsrs.

 

E se você ainda não conhece São Thomé Das Letras, fikadika: há uma página no faceboquete sobre o município, em http://www.facebook.com/pages/Sao-Thome-das-Letras-MG/182891601752339?sk=info . Para se hospedar lá, como já foi dito mais acima, há dezenas de opções de pousadas mas o blog recomenda duas: a Maha Mantra (que é administrada pelo nosso velho amigão Paulo “Cida” Oliveira, um paulistano rocker, ex-funcionário das empresas Dynamite e que se apaixonou pela cidade a ponto de fixar residência lá) ou a Do Luar (que é onde o blog sempre se hospeda e que você pode contatar pelo fone 35/3237-1083).

 

E é pra lá que o autor destas linhas rockers virtuais já há mais de uma década no ar vai se mudar no final deste ano. Se tudo der certo e os deuses conspirarem a favor, Zap’n’roll fixa residência em Thomelândia lá pra novembro próximo. Daí em diante, Sampa só a passeio e pra ver shows e compromissos profissionais.

 

Fikando a dika: o próximo feriadão (Corpus Christi) é em junho. E é o último prolongado deste ano. Destino certo do blog? São Thomé, claaaaaro!

 

* Para saber mais sobre a pousada Maha Mantra, vai aqui: https://www.facebook.com/pousadamahamantra?fref=ts.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: o novo dos Black Keys, claro.

 

*Filme na web: acabou de ser postado no YouTube a versão integral de “9 Songs”. Yep, aquele mesmo que causou furor na cultura pop há uma década atrás (nuoffa, o tempo anda voando mesmo, jezuiz…) ao mostrar o cotidiano de um jovem casal vivendo em Londres (ela, uma estudante americana; ele um climatólogo inglês apaixonado pela Antarctica). No caso do “cotidiano” deles, no filme: shows de rock e trepadas homéricas e sem fim, com direito a cenas de penetração explícita, boquetes e esporradas – daí o longa ter causado tanta polêmica quando foi lançado. No final das contas, é um mediano filme de cultura pop e que vale mais pela sua trilha sonora e pelas aparições ao vivo e bacanudas de bandas como Black Rebel Motorcycle Club, Primal Scream, Franz Ferdinand e The Dandy Warhols. Nunca assistiu? Então clica aí embaixo e veja, oras.

 

 

* Noite de autógrafos: apenas lembrando novamente que nesta quinta-feira (sendo que o nosso postão está sendo finalizado já na segunda, 12) rola o coquetel de lançamento do livro “O dia em que o rock morreu”, do queridón André Forastieri. Vai ser na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (na avenida Paulista), a partir das sete da noite.

 

*Show MPB legal: a cantora Marina Wisnik lança seu segundo disco com show nesta terça (13) e quarta-feira (14) no teatro do Sesc Vila Nova (ou Consolação), que fica na rua do mesmo nome, na travessa da rua Maria Antonia, próximo ao metrô República, a partir das oito da noite. Marina canta bem, compõe músicas doces e algo melancólicas e, o principal, escreve ótimas letras, algo que está se tornando raríssimo na música brasileira atual. Pode ir conferir sem susto.

 

* Baladas badaladas: com o postão sendo finalizado já no começo da nova semana, vamos ver o que rola de mais significativo ao longo dela. Começando na quinta-feira, quando rola o Sub Pop Festival no Audio Club, com showzão do Mudhoney e PROMO DE INGRESSOS pro fervo aqui mesmo, nesse véio blog campeão em promos bacanas.///Já na sextona em si tem festona da Marcha das Vadias (que rola sábado à tarde em Sampa), lá no Dynamite Pub (que fica a rua Treze De Maio, 363, Bela Vista, centrão de Sampa).///E no finde em si (sabadão e domingão) tem a edição 2014 da Virada Cultural, com atrações gratuitas espalhadas por todo o centrão de Sampa e também por muitas unidades de Sescs e Céus espalhadadas pelos bairros mais periféricos. Na boa? É a Virada com a programação mais fraca dos últimos anos – e você pode conferir toda a prog aqui: http://viradacultural.prefeitura.sp.gov.br/2014/programacao/. Mas pelo menos UMA atração é imperdível: o comeback do grande Ira!, que abre o evento no sábado às seis da tarde, no palco Julio Prestes. O blog, claaaaaro, vai estar lá. Então, se programe e se jogue, porra!

 O Ira! volta à ativa e abre a Virada Cultural 2014 em Sampa no próximo finde

 

 

MUDHONEY, ÚLTIMA CHANCE!

Não mandou sua mensagem aflita, ainda? Então corre lá no hfinatti@gmail.com, que vão ser sorteados nesta quarta-feira:

 

* QUATRO INGRESSOS pro  Sub Pop Festival, que rola na próxima quinta-feira em Sampa, no Audio Club, em mais uma parceria bacanuda do blog com a produtora Inker. Quem ganhar os ditoc cujos será avisado até a hora do almoço do próprio dia do evento, por e-mail, okays? Não se esqueça de colocar seu RG na mensagem. Vai na fé e boa sorte!

 

 

FIM DE TRANSMISSÃO

Com uma semana tão agitada é bem provável que postão novo role apenas na semana que vem, mas vamos verrrrrr. Até lá ficamos por aqui e deixando beijos doces em duas garotas que o blog adora de verdade: a Jaqueline Figueroa (de Manaus) e a eterna paixão Mineira Adriana Gadbem. É isso. Ótima semana pra todo o povo maloker que nos segue. Inté!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 12/5/2014 às 14;30hs.)