Depois que acabar a Copa de merda (anestesiando a brasileirada inculta no meio do ano), fica em Sampa que o final de 2014 vai ser bacanudo, rocker e hot por aqui, com Queens Of The Stone Age, Arctic Monkeys, The Real State e até (talvez…) a deusa loker Cat Power (além, é claro, dos velhos Stones em 2015!); o novo indie rock paulistano do Bailen Putos!; mudanças na chefia da redação da Rolling Stone Brasil; e na parte sempre “atrevida” e cafajeste do blog (e que não pode nunca faltar aqui, claaaaaro), imagens delícia total do xoxotão Anne Hathaway (pelada, óbvio) e também um vídeo sensacional do duo psychobilly gaúcho Phantom Powers, mostrando sua gloriosa e bocetuda “assistente de palco” dando de mamar (wow!) nos peitões pros machos da plateia, uia! (post com material não aconselhável a menores de dezoito anos, hihihi) (engordada monstro no postão, mostrando como foi o Glastonbury 2014 e também contando como foi a Noite Valvulado semana passada, em Uberlândia, além de falar do novo disco do sempre genial Neil Young) (e nova e definitiva atualização, com o novo disco solo do MORRISSEY, em 3/7/2014)

 

Não esquente com a Copa de merda! Pense que depois de ela acabar teremos um final de ano com shows rockers gringos absolutamente hots em Sampalândia, como o do Queens Of The Stone Age (acima), que toca na capital paulista em 25 de setembro; e também teremos tempo até pra rever o BOCETAÇO Anne Hathaway (abaixo) mostrando suas carnes saborosas em alguns de seus filmes, wow!

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NA VÉSPERA DE MAIS UM JOGO DA SELECINHA, TIA MOZ CAI NA WEB, UHÚ!

Brasil X Colômbia nessa sexta-feira (leia-se amanhã)? Bela merda, hihihi – e o blogão vai torcer claaaaaro pelos hermanos colombianos, uia! Somos Colômbia aqui neste espaço rocker virtual desde criancinhas, ahahahaha.

 

Foda-se o jogo da Copa de merda. Notícia de fato RELEVANTE é essa aqui: vazou nessa madrugada na web o novo disco do ser humano vivo mais maravilhoso que existe. Ele mesmo, Morrissey em pessoa. “World Peace Is None Of Your Business” chega oficialmente às lojas inglesas e americanas no próximo dia 15 de julho (deve ganhar edição nacional também, logo na sequencia). É o décimo disco de estúdio do ex-vocalista dos Smiths desde que a mega lenda do rock inglês acabou, em 1987 – e o primeiro solo de Moz, “Viva Hate!”, saiu no ano seguinte, 1988.

 

A edição do álbum que vazou na internet é a de luxo, com dezoito músicas. O cd “normal” possui doze faixas. Entre os músicos que gravaram com Morrissey está o grande guitarrista Boz Boorer, que acompanha o vocalista já há mais de duas décadas.

 

O blogão ainda está “saboreando” a nova aventura solo da querida Morrisséia. E damos nossos pitacos, todos bem argumentados e fundamentados, no postão da próxima semana, okays? Por enquanto, aí embaixo, o track list do trabalho:

O novo álbum solo do querido e genial Morrissey: já caiu na web!

 

1.”World Peace Is None of Your Business”

2.”Neal Cassady Drops Dead”

3.”Istanbul”

4.”I’m Not a Man”

5.”Earth Is the Loneliest Planet”

6.”Staircase at the University”

7.”The Bullfighter Dies”

8.”Kiss Me a Lot”

9.”Smiler with Knife”

10.”Kick the Bride Down the Aisle”

11.”Mountjoy”

12.”Oboe Concerto”

 

E última forma, além da grande notícia da “vazada” do álbum do Morrissey: o Circuito Banco do Brasil deve trazer ao país em fins de outubro Kings Of Leon e MGMT. Duas bandas caidaças e que já deram o que tinham que dar. Melhor ficar com as gigs do Queens Of The Stone Age e do Arctic Monkeys. Beleusma?

 

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O GIGANTE GLASTONBURY CONSAGRA A DEUSA LANA DEL REY; E TAMBÉM TEVE ARCADE FIRE E O  MERDALLICA, CLARO!

E não? O último finde foi de Glastonbury na Inglaterra. O maior festival de rock do mundo (definitivamente: afinal, nesse ano, mais de DUAS MIL atrações se revezaram em mais de CEM palcos, um exagero, rsrs. Um dia acontece algo igual por aqui, no velho país da merda do futebol, rsrs) e que acontece há quatro décadas, sacudiu a inglesada e consagrou a deusa e diva rocker, a nossa (sua também) Lana Del Rey, que simplesmente hipnotizou o público com seu set e seu novo álbum, “Ultraviolence”, já sério candidato a disco do ano.

 

Claaaaaaro, teve muito mais por lá. Mas o blogão zapper destaca neste tópico, além do showzaço da nossa xoxotaça americana, as quase três horas (!!!) que duraram a gig do Arcade Fire. E yep, teve também o Merdallica com seu rock cafona, ultrapassado, pesado e cheio de testosterona pra machos burros pularem igual mongos, uia!

 

Não estava lá e não sabe como foi o Glasto 2014? Sem problema: nos vídeos aí embaixo os sets completos da Laninha e do Merdallica também (afinal, aqui a democracia reina, hihihi!)

 Lana, a deusa, reina soberana no Glastonbury 2014

 

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Pois então, a Copa continua.

E claaaaaro, não se fala em outro assunto no país do futebol e do povo miserável igualmente fanático por futebol. Com o post desta semana sendo escrito (já bem atrasado, assumimos) já no final da tarde de sexta-feira (e com previsão de que ao menos parte dele vá pro ar ainda hoje) e na véspera do jogo que irá definir se a selecinha segue ou não na Copa (neste sábado, contra o Chile), nem há muito o que comentar na área do rock alternativo e da cultura pop planetária. Quer dizer, há blogs vizinhos e amigos que conseguem lidar bem com essa situação e conseguem equacionar bem os dois temas (música e futebol). Como NÃO é o caso de Zap’n’roll vamos nos virando como é possível por esses dias. E torcendo, de verdade, para que o Brasil seja defenestrado já neste sábado da competição. Talvez assim o país saia do torpor anestésico em que está mergulhado, tome um choque urgente de realidade e acorde para enfrentar um turbilhão de questões que estas linhas online já estão carecas de enumerar. Tem eleição em outubro, partidos já escolheram seus candidatos e a disputa esse ano será sangrenta e com vários golpes desferidos abaixo da linha da cintura pelos oponentes. Isso é certo e que ninguém se iluda de que vai ser uma campanha eleitoral amistosa, com todos se respeitando e sem golpes sujos. Enquanto isso vamos seguindo aqui, em uma semana onde não houve nenhum lançamento bacana (e sendo assim o blog preferiu fazer um pequeno “estudo” sobre os bons shows rockers gringos que irão sacudir Sampalândia a partir de setembro) mas onde se confirmou uma mudança séria na redação da Rolling Stone Brasil, a maior revista de cultura pop em circulação no país. Fora isso temos aquelas delícias xoxotudas de sempre por aqui, além de mais alguns assuntos bacaninhas e que você sempre encontra ao ler o blogão de cultura pop e rock alternativo mais legal da web brasileira. Mas que também vive com um pé e um olhar em política, sociedade e comportamento. Então bora curtir mais um postão do blog que não deixa a peteca cair jamais!

 

 

* Você ou alguém aí ainda se lembra do Klaxons? Yep, aquele trio do falido e extinto movimento denominado new rave e que um dia foi aclamado por sites e blogs gringos (e daqui também) como “o futuro do rock no novo milênio”. Tudo balela, óbvio. O trio inglês, que surgiu em 2005 e que em seu auge chegou a tocar na última edição do também finado Tim Festival (em Sampa, em 2008), desapareceu rapidinho de cena após lançar dois discos (e após seu baixista também engatar um namoro relâmpago com a hoje igualmente caidaça Lovefoxxx, do também caidaço CSS). Pois entonces: após quatro anos sem gravar a banda ressurgiu este ano com seu terceiro trabalho de estúdio, batizado “Love Frequency”. E nope, o blog não se interessou em ouvir. E vaticina, tal qual uma mãe Dinah do rock, que desta vez será mesmo o enterro do Klaxons, uia!

 A capa do novo disco do Klaxons: alguém ainda se importa com eles?

 

 

* Mas a grande bomba midiática por aqui mesmo da semana foi essa: o querido amigo pessoal Pablo Miyazawa (que o blog carinhosamente chama de super monge japa zen) não é mais editor-chefe da Rolling Stone Brasil. E antes que alguém ache que rolou demissão, negativo: Pablito saiu realmente porque quis. Pediu pra sair. Ainda não conseguimos falar com ele (o zapper anda corrido aqui, andou viajando etc.) sobre os motivos da sua decisão mas imaginamos dois cenários: a) ele recebeu alguma proposta irrecusável pra ir pra outro veículo de mídia; ou b) simplesmente cansou mesmo. A segunda hipótese tem todo o cabimento do mundo: deve ser um autêntico INFERNO editar uma revista do porte da Rolling Stone (nesse momento, ainda a maior e mais importante revista de cultura pop que está em circulação no Brasil). Pressão de todos os lados (de artistas, gravadoras, da própria direção da editora), reclamações, etc, etc. O salário é ótimo, com certeza (mais de dez mil dilmas por mês, no mínimo) mas é preciso ter ESTÔMAGO pra suportar aquilo. Quem vai ocupar a vaga? Não se sabe ainda. A editora-chefe interina é a Bruna Veloso, que já trabalha lá há tempos como editora-assistente. Mas o nosso medo é justamente esse: quem vai ocupar a vaga deixada por Pablo (um dos MELHORES jornalistas de cultura pop da imprensa brazuca nos últimos anos). Ele estava editando super bem a revista (assim como o seu antecessor, nosso também queridão Ricardo Cruz, também editou super bem a publicação) e se ela for parar nas mãos erradas, será um passo curto pra começar a afundar – enquanto isso lá permanece encastelada gente como o autêntico ASNO do jornalismo musical, o rotundo Paulo Cavalcanti, que é um editor amorfo, preguiçoso e que se compraz hj em dia em escrever e editar a seção Guia da RS no piloto automático. E como estas linhas online acompanham sempre toda a mídia, assim que rolarem mais novidades sobre as mudanças na redação da Rolling Stone, o dileto leitor zapper ficará sabendo.

 Zap’n’roll ao lado do mega querido super monge japa zen Pablo Miyazawa (em festona do blog anos atrás, no sempre bombado club Outs, em Sampa): ele não é mais editor-chefe da Rolling Stone Brasil, pois pediu pra sair da revista 

 

* Ainda observando (quase) toda a mídia: depois amigos do blog acham ruim quando afirmamos que a FolhaSP está mesmo perdendo sua revelância como o principal diário do país. A capa do caderno Ilustrada de hoje (sextona em si) é a maior prova disso: uma matéria inútil sobre a suposta decadência do movimento hipster. Fala sério…

 

 

* Já na Inglaterra começa neste finde em si a edição 2014 do gigantesco festival de Glastonbury. Aquele mesmo que esse ano vai ter entre seus headliners o Merdallica. Pois entonces: são mais de cem palcos e cerca de duas mil atrações (!!!). E um zilhão de problemas também: desde a última quarta-feira já morreram duas pessoas na área da fazenda onde acontece o Glasto. Vamos ver em quanto esse número aumenta até domingo…

 

 

* E o cantinho da putaria zapper esta semana é reservado àquele XOXOTAÇO chamado Anne Hathway e que, aos trinta e um anos de idade, se tornou uma das principais atrizes e celebridades do cinema americano dos anos 2000’. Pois dias desses o blog conversava com seu chapa (e um fanático por futebol, uia!) Santiago Laranjeira (“pequeno San” para os íntimos, hihi) quando o moçoilo, tarado como ele sempre foi, lascou a pergunta: “você sabe se tem algum vídeo da Anne Hathway PELADA?”. Vídeo não, mas ela já apareceu com as tetonas de fora em alguns filmes. Assim, pensando nisso é que o blog resolveu recordar neste post alguns dos momentos “ao natural” da bocetuda Anne, publicando algumas fotos delícia dela em ação em longas como “Amor & outras drogas”. Bom proveito, punheteiros de plantão!

 Yep, além de ótima atriz ela é um BOCETAÇO: a tesudaça Anne Hathaway deita e rola em cena de “Amor & outras drogas”, para delírio e gozo dos macho (cados)

 

* Agora SAFADEZA mesmo é o que o duo rocakiblly gaúcho Phantom Powers anda aprontando em suas gigs por Porto Alegre. Integrado pelo guitarrista e vocalista Ray Zimmer e pelo vocalista e baterista Tio Vico, o PP tem incrementado suas atuações ao vivo com uma “assistente de palco” absolutamente bocetuda, peituda e ultra safada, que dança de calcinha e suitã ao som da dupla. E, eventualmente, ela desfila no meio do público com o peitoril de fora e dando os bicões pra alguns marmanjos mamarem neles, wow! A delícia rocker gaúcha (só mesmo sendo gaúcha pra fazer uma performance cadeluda dessas, hihihi) se chama Hellen Kallil, é fã do som dos Phantom Powers e de rockabilly em geral. Aliás o grupo está com sete músicas prontas (onde abundam referências a Cramps, Clash, Ramones etc.) e promete lançar um Ep com elas ainda este ano. Assim como pretende voltar a tocar breve em Sampalândia, trazendo inclusive o tesão Hellen junto. Uhú!

 O duo gaúcho Phantom Powers: rockabilly poderoso combinado com altas doses de putaria e sacanagem

 

 

* Achou que estas linhas sacanas estão exagerando? Veja o vídeo aí embaixo e confira você mesmo, oras.

 

 

* Bien, a Copa escrota logo chega ao fim. E no final do ano o rock vai deitar e rolar, com showzaços gringos que vêm aí em Sampalândia. Veja aí embaixo e se programe.

 

 

ACABANDO A COPA, FICA EM SP! O FINAL DE 2014 VAI SER HOT POR AQUI!

Com certeza! O país segue anestesiado pela Copa de merda e a histeria coletiva por futebol não cessa nunca, tirando o sossego de quem (como estas linhas bloggers poppers) não está nem aí pra essa esbórnia escrota. Mas logo menos, em mais duas semanas tudo isso chegará ao fim, de preferência com a selecinha nacional dançando na parada.

 

Aí o dileto leitor zapper poderá começar a pensar no que realmente vale a pena: os showzaços gringos que irão aportar em Sampalândia no final do ano. Yep, todo mundo já está sabendo, mas não custa recordar:

 

* O Queens Of The Stone Age toca no Espaço das Américas em 25 de setembro, sendo que ainda há tickets à venda (sim, eles ainda não se esgotaram). A trupe liderada pelo gênio Josh Homme só se apresentou anteriormente no Brasil em festivais (no Rock In Rio, no SWU e no Lollapalooza BR) e esta vai ser sua primeira aparição solo por aqui. Quem viu (como o blog) o esporro que foram os sets da banda no SWU e no Lolla, sabe que o show é imperdível. Tanto que estas linhas virtuais estarão nele também.

 

* Já em novembro, dia 14, é a vez do Arctic Monkeys voltar mais uma vez aos palcos paulistanos, lá na arena Anhembi (que definitivamente não é o melhor lugar do mundo para se assistir a uma gig rocker, mas paciência…), sendo que na noite seguinte os macaquinhos também irão se apresentar no Rio De Janeiro (na arena HSBC). E tal qual o QOTSA, é a primeira aparição solo do grupo por aqui. Quem assistiu o quarteto no Lollapalloza BR 2012 chapou com o show.

 Alex Turner e a sua turma do AM: gig solo em Sampa em novembro

 

 

* Também em novembro teremos em Sampa gig (modesta, provavelmente) do indie americano Real State. Este ainda sem data e local definidos mas já confirmado pelas produtoras Bataclava Records e Brain Productions. O RE é sensacional: indie guitar de canções bucólicas, campestres e algo melancólicas. A banda existe há apenas quatro anos e tem dois discos lançados, sendo que o mais recente, “Atlas”, encantou de paixão o autor destas linhas bloggers sentimentais.

 O indie rock campestre e melancólico do Real Estate também aporta em Sampa em novembro

 

 

* E por fim, é bom não esquecer: os vovôs Stones estão mesmo dizendo que tocam na América do Sul no começo de 2015. No Brasil, especula-se (ainda sem confirmação oficial, mas com muita certeza nos bastidores) que haverá apenas um show no estádio do Maracanã, no Rio, no final de fevereiro. Aguardemos. E oremos!

 

 

NOITE VALVULADO PÕE O ROCK ALTERNATIVO NO PALCO EM UBERLÂNDIA

Na semana passada, mais precisamente no finde entre os dias 20 e 22 de junho, o blog zapper esteve em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a convite da produtora cultural Valvulado Cultura Amplificada, para acompanhar um evento rocker bacaníssimo que rolou por lá: a primeira Noite Valvulado. Organizado pela produtora em si, o evento reuniu seis bandas (três de Minas Gerais e três de Goiás) que mostraram ótimo potencial de palco e também que a tão maltratada indie scene atual nacional ainda pulsa e revela bons talentos longe dos grandes centros como São Paulo e Rio De Janeiro.

 

Uberlândia é uma das maiores cidades do interior Mineiro. Com mais de seicentos mil habitantes e temperatura razoavelmente quente para essa época de inverno, abriga uma população jovem e fã de música – na sexta à noite o blog deu um rolê pela avenida principal do centro da cidade (ao lado da jornalista e fotógrafa Adreana Oliveira, editora do caderno de variedades do diário Correio de Uberlândia, rocker antenadíssima e dileta amiga destas linhas online há uma década), onde se concentram os bares de música e o agito local. Viu muita gente bonita e interessada em curtir a madrugada ao som de música, e não necessariamente apenas rock’n’roll.

 

Aliás esse talvez tenha sido o único senão da Noite Valvulado. Como já bem enfatizou Adreana em sua excelente cobertura do evento na coluna “Novo Som” (de sua autoria e publicada no jornal onde ela trabalha), faltou público para curtir seis grupos que deram o sangue no palco do Club Lounge. Sem nenhum favor foram algumas das melhores performances que estas linhas rockers bloggers presenciaram nos últimos meses. E todas as bandas ali presentes (fortemente influenciadas pelo stoner rock e pelo grunge clássico de Seattle) não fariam feio em festivais maiores como o Porão do Rock (em Brasília) ou o Goiânia Noise (na capital de Goiás). O blog particularmente achou acachapante o desempenho do trio Mad Sneaks (que tocou as faixas de seu ótimo primeiro disco, “Incógnita”, além de mandar em duas covers especialíssimas e clássicas do Nirvana, “Love Buzz” e “Territorial Pissings”). Já a local Leave Me Out mostrou em seu set as faixas de seu também único disco até o momento, “Endless Maze”, mas com novo vocalista já que o que gravou os vocais do cd tinha acabado de deixar o grupo. Nada que comprometesse, afinal, um conjunto que se mostrou afiado e potente com suas duas guitarras e eflúvios totais de Soundgarden na sonoridade – o que é um elogio e uma ótima referência.

O quinteto de Uberlândia Leave Me Out (acima) mostra a potência de suas guitarras e as influências claras de Soundgarden no seu som, durante a Noite Valvulado; já o trio Mad Sneaks (abaixo), também arrasou na sua perfomance: grunge de primeira linha com tempero brazuca (fotos: Adreana Oliveira)

As outras quatro bandas Evening e Dry) também se mostraram ótimas em cena e merecem ser ouvidas por produtores e curadores de outros festivais espalhados pelo Brasil. Foi enfim, uma noitada rocker de dar gosto e onde, como já comentamos no íncio deste tópico, faltou público. Nossa colega Adreana confirma nosso pensamento em seu texto no “Novo Som” (e cuja excelente cobertura de texto e fotos você pode conferir aqui: http://www.correiodeuberlandia.com.br/novo-som/2014/06/28/noite-valvulado/): “os fãs de rock da cidade reclamam que não há eventos para eles aqui. Mas quando alguém se dispõe a fazer algo, dá nisso. As pessoas não prestigiam as bandas com som autoral, o que é bem chato”.

 

Em novembro o Valvulado Cultura Amplificada pretende realizar um festival maior em Uberlândia. Que ele aconteça e tenha mais sucesso de público, porque merece isso. E que revele uma cena tão boa e diversificada quanto a que Zap’n’roll presenciou na Noite Valvulado.

 

(o blog esteve em Uberlândia a convite da Valvulado Cultura Amplificada)

 

 

PUTOS BAILAM AO SOM DE ROCK’N’ROLL (E O BLOGGER LOKER DIANTE DE MAIS UMA MISSÃO QUASE INGRATA: RESENHAR DISCO DE UM GRANDE AMIGO SEM TER ACHADO O MESMO ALGO GENIAL…)

Yep, a vida e o jornalismo rock’n’roll tem sempre dessas paradas. Que poderiam ser evitadas se o zapper tivesse assimilado uma das mais importantes lições deixadas pelo imortal mestre Lester Bangs: “jamais se torne amigo de bandas!”. O jornalista que escreve este blog nunca conseguiu absorver este preceito profissional deixado pela maior lenda da história da imprensa rock americana. E acabou se tornando sim amigo de muitos artistas, músicos e bandas – especialmente daquelas pelas quais ele tem admiração plena pelo trabalho. Vai daí que o blog é chegado há anos do músico paulistano Rangel, que já tem um currículo razoável na indie scene rock da capital paulista (foi, dentre outras formações, baixista no Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria). E vai daí também que Rangel acaba de se jogar na praça com o primeiro disco de sua nova banda, a Bailen Putos!, lançamento do sempre heroico e batalhador selo Baratos Afins.

 

O blog está ouvindo o cd desde a semana passada. E chegou a se perguntar, mais uma vez: como falar do trabalho de um músico que você conhece pessoalmente, sendo que esse trabalho não era exatamente o que você esperava ouvir? E como fazer isso sem ferir suscetibildades? Já houve casos semelhantes por aqui, anos atrás.

 

Rangel é do rock, sempre foi. Tem ótimo repertório e bagagem musical. Na banda compõe as músicas, escreve as letras, toca violão e canta. E reuniu um time de músicos competentes, quase fodões: o guitarrista Christian Hilton (que toca muito, acredite), Claudio Guidugli (que torna um pianão bacanudo preponderante em praticamente todas as oito faixas do álbum), mais o baixista Eduardo Andrade e o batera Renato Nunes (“cozinha” mega competente, não há dúvida).

 

Mas mesmo com um bom time de músicos e tal, algo não soou bem aos ouvidos do blog nessa estreia do Bailen Putos! Talvez tenha sido o vocal do próprio Rangel (que não possui grande extensão e se mostra claramente limitado em algumas inflexões). Ou ainda o estranhamento da faixa de abertura (“O anjo avesso”), uma tentativa algo canhestra de mixar baião com rock – uma mistura que já foi melhor explorada por mestres como Alceu Valença ou Raul Seixas.

Os paulistanos do Bailen Putos! (acima) e seu disco de estréia (capa abaixo): o trabalho é bom mas a banda pode e deve render mais

 

O que, evidentemente, não invalida todo o trabalho já que o disco também possui seus pontos bastante positivos, notadamente nas boas letras escritas por Rangel (a de “Shakespeare Reencenado”, em sua simplicidade retórica mas bastante afiada nas entrelinhas, é quase um primor) e no bom gosto melódico de algumas canções (com ótimos solos de guitarra e intervenções pianísticas que remetem à jazz e psicodelia), como “Escrito, dito está”, “E se João parar?” (com violões bacanas e onde o vocal de Rangel, coincidentemente, atinge talvez sua melhor performance no cd) ou “Um e Dois” (o pianão jazzy/bluesy ataca aqui dialogando de maneira bacaníssima com a guitarra).

 

A conclusão que se chega é que se está diante de um bom trabalho de estreia de uma banda que poderia e pode render muito mais logo menos, quando estiver mais madura no estúdio e também no palco. De qualquer forma o Bailen Putos! está bem acima da média do que se ouve atualmente no quase terrível cenário alternativo paulistano e nacional, isso é inegável. Mas o blog espera um pouco mais do grupo em um futuro segundo trabalho. Espera e bota fé que esses putos sabem bailar melhor do que isso na pista rocker que eles escolheram pra se exibir.

 

* O disco do Bailen Putos! pode ser encontrado na loja Baratos Afins, em São Paulo (fone 11/3223-3629 ou www.baratosafins.com.br). A banda é uma das atrações da Noite Zap’n’roll, que vai rolar no final de agosto na loja/bar Sensorial Discos, também em Sampa. Mais sobre eles, vai aqui: https://www.facebook.com/bailenputos?fref=ts.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: em uma semana onde não houve nenhum lançamento digno de nota no rock brazuca ou gringo, vamos recuar um pouco no tempo e recomendar que o dileto leitor zapper vá atrás de “A Letter Home”, o sublime disco que o velho e genial Neil Young lançou em abril passado. Gravado em baixa fidelidade e apenas com voz, violão e gaita no estúdio do também gênio Jack White, Neil resgatou alguns clássicos do cancioneiro folk americano, como “Girl From The North Country”, de Bob Dylan. Pra ouvir ao lado do seu amor ou viajando por uma estrada solitária e empoeirada e tomando um ótimo bourboon.

O novo disco do velho e genial Neil Young: relendo com a classe de sempre clássicos do blues americano

 

* Site: tocado pelo chapa Luciano Victor e contando com colaborações espertas de gatas rockers como a Renata Silvério, o Under Floripa cobre bem a cena rock não apenas do sul do Brasil mas também lança olhar sobre o que rola no resto do país e na gringa. Vale a pena dar uma olhadinha lá, em: http://www.underfloripa.com.br/site2012/index.asp.

 

* Baladas já na mira por aqui: yep! Com o postão sendo finalmente concluído na terça-feira desta semana (hoje, primeiro dia do mês de julho), vamos ver o que sucede desde já nos agitos do circuito under paulistano. Começando já por amanhã, quarta-feira em si, quando rola na Sensorial Discos (lá na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampa) o lançamento do livro “Indiscotíveis”, a partir das sete da noite.///Já na quinta-feira tem show do Violeta de Outono às oito e meia da noite no Centro Cultural São Paulo (lá na rua Vergueiro, 1000, metrô Vergueiro, zona sul paulistana).///Na sexta-feira o músico Daniel Groove e a sempre ótima banda Los Porongas sobem juntos ao palco do Puxadinho da Praça, lá perto da esquina das ruas Cardeal Arcoverde e Fradique Coutinho (na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo), a partir das onze da noite.///No sabadão em si rola a festa de seis anos da Glam Nation no Inferno (no 501 do baixo Augusta). E não esquecendo: de sexta a domingo no Sesc Vila Mariana tem três noites de shows fodaços do Ira! As gigs começam às nove da noite, na rua Pelotas 180, Vila Mariana (zona sul paulistana). Tá bão? Então se programe e se jogue!

 

 

PRÊMIOS AINDA DANDO SOPA!

Sempre! Então vai lá no hfinatti@gmail.com e tenta a sorte pra ganhar:

 

* DOIS INGRESSOS pro show do Peter Murphy dia 20 de julho em Sampa;

 

* E um exemplar da biografia do imortal Ian Curtis, que um dia cantou à frente do Joy Division. Vai na fé e boa sorte!

 

 

CUSTOU MAS O FIM CHEGOU

Sim, foi um post deveras complicado de ser concluído, rsrs. Tão complicado que outro talvez apenas na semana que vem, a não ser que algo muuuuuito relevante role até esta sexta-feira.

 

Então ficamos por aqui, deixando um beijo megal especial numa mulher rocker especial para o jornalista blogger maloker: a linda baiana e fã do Bukowski, Carla Vitória. É isso. Até a próxima!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 3/7/2014 às 20:45hs.)

A deusa, diva e tesão absoluto Lana Del Rey reina no mondo pop com seu novo discão; os GIGANTES e ETERNOS Rolling Stones confirmam: América do Sul (e Brasil), aí vamos nós em fevereiro de 2015!; o indie rock bucólico e lindão do Real State (quem?), que vai tocar por aqui no final do ano; o incrível indie folk gaúcho do Spangled Shore (quem???); as musas bukowskianas que enlouquecem machos (cados) tarados, a Selecinha vai com certeza pra casa do caralho na Copa de merda e mais livros e ingressos em promoção no postão do último feriadão do semestre, uia! (postão completão no ar, com plus gigante, direto das Minas Gerais!) (atualização final em 21/6/2014)

A diva, deusa e musa divina do cancioneiro pop americano dos anos 2000’, e os velhos GIGANTES e até hoje a MAIOR banda de toda a história do rock’n’roll: Lana Del Rey (acima, total nude em ensaio fodaço e já célebre para a edição britânica da revista GQ, publicado em 2013) lança discaço e reafirma sua ultra classe como cantora; os Rolling Stones (abaixo) prosseguem na turnê “14 On Fire” e confirmam: show no Brasil, no final de fevereiro de 2015

 

A violência é tão fascinante.

E nossas vidas são tão normais, como cantou Renato Russo no clássico “Baader Meinhof Blues”, gravado pela Legião Urbana em seu disco de estreia, lançado em fins de 1984. Pois nesses dias de Copa do Mundo (e felizmente com frio outonal delicioso e aconchegante em Sampa, nesta madrugada de quinta pra sexta-feira e em pleno meio do último feriadão prolongado do primeiro semestre, quando o novo post do blog começou a ser escrito) no país miserável de Quinto Mundo que aspira eternamente a ser de Primeiro (mas jamais sem conseguir chegar lá), a letra profética de Russo radiografa com exatidão o que vive a população brasileira: as vidas continuam tão normais e empolgadas/anestesiadas por um esporte estúpido (o futebol), que rende bilhões apenas para alguns jogadores, para entidades de caráter ultra duvidoso e mafioso (como a Fifa e a CBF), para grandes corporações de mídia (como as Organizações Globo) e de marketing. O torcedor é apenas o grande otário nesse esquema todo, aquele que paga caríssimo para alimentar uma paixão desmesurada (e inexplicável) por times babacas e jogadores semi-analfabetos, que mal sabe falar diante de um microfone. Enquanto isso, enquanto a vida segue (a) normal e anestesiada por uma Copa que pelo jeito não vai deixar benefício posterior algum ao país que a está sediando, e que sequer vai ser ganha por esse país sede, a violência também segue fascinante no nosso lindo e imenso Brasil. Em Recife a polícia desce o cacete em moradores de uma ocupação durante uma reintegração de posse. No Rio a polícia militar ASSASSINA prende dois menores de idade e executa um deles (de apenas catorze anos de idade) com tiros de fuzil. Em São Paulo os famigerados black blocs novamente destroem agências bancárias, carros e patrimônio público e privado durante ato do Movimento Passe Livre, que comemorou um ano das manifestações de junho de 2013 pelo não aumento da tarifa do transporte público. Some-se tudo isso e teremos uma imagem fiel do que é o Brasil de ontem, quase trinta anos atrás (quando a Legião Urbana lançou “Baader Meinhof Blues”), e de hoje. Avançamos em quê, afinal? Evoluímos onde? O que aconteceu com o senso de solidariedade, simpatia, cordialidade, respeito e amizade que norteava boa parte do brasileiro décadas atrás? Onde tudo isso foi parar? Onde nós e nossa sociedade vai parar se continuarmos assim? Enquanto as respostas não surgem (e parecem cada vez mais difusas em um horizonte incerto e distante) o Brasil grande continua a se entorpecer na Copa inútil, e a celebrar uma satisfação e uma alegria inócuas e no final das contas burra, porque surge apenas em função de um ópio esportivo (o futebol). Enquanto isso quem tem o juízo minimamente no lugar e reflete melancolicamente e de maneira consciente sobre a situação atual, se exaspera ao constatar como anda a Saúde no país, como anda nossa Educação, infra-estrutura, como anda o (des) governo polarizado por dois Partidos (PT e PSDB) que se especializaram na corrupção e na conduta canalha de seus quadros e como não se enxerga, infelizmente, um horizonte alentador que traga soluções para tudo isso. Esse é o recado que o “editorial da Copa” de Zap’n’roll quer deixar ao seu sempre dileto leitorado. Vamos em frente aqui, tentando levar um pouco de alento e cultura pop àqueles que querem algo além do que apenas viver no país do futebol. Por isso mesmo este post traz a sempre linda Lana Del Rey (com ótimo disco novo lançado) e novidades indies bacanudas, como o lindão dreampop indie americano Real State ou o indie folk gaúcho Spangled Shore, além das tesudas musas do imortal Charles Bukowski. É talvez muito pouco pra aliviar a barra de enfrentar um cotidiano repleto de desalentos existenciais. Mas seguimos tentando, sempre. Enquanto isso a violência continua tão fascinante e nossas vidas seguem sempre tão normais…

 

 

* Zap’n’roll nas Minas Gerais, Estado montanhoso, frio, acolhedor e com o céu noturno mais lindo desse Brasilzão, wow!

 

 

* O blog está em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, onde acompanha neste sábado (leia-se amanhã) a festona rocker “Noite valvulado”, que vai rolar no centrão da cidade (no Clube Lounge, Praça Rui Barbosa, 110) e que é produzida pela turma do coletivo Cultura Amplificada. Seis bandas sobem ao palco a partir das nove da noite, entre elas a incrível Mad Sneaks (trio grunge fodaço de Minas Gerais), além da também muito boa e grunge Leave Me Out, daqui da cidade em si. Estas linhas online foram convidadas a acompanhar de perto o esporro rocker e ficam na cidade até a próxima segunda-feira, confortavelmente hospedadas na house da queridaça Adreana Oliveira, que está assessorando informalmente o evento e que é uma das jornalistas rockers mais lindas e conhecidas da indie scene nacional.

 

 

* Portanto, este post (que começou a ser escrito ontem em Sampalândia), será concluído por aqui mesmo, direto das montanhas de Minas.

 

 

* E tudo sobre a Noite Valvulado (que também terá cobertura do blog no post da semana que vem), você encontra aqui: https://www.facebook.com/events/1485532508348703/?fref=ts.

 

 

* A nota política da semana não poderia ser outra: no último finde diversos Partidos realizaram suas convenções pelo país afora, para escolher seus candidatos que irão disputar as eleições deste ano, em outubro. Entre estes está o PV, Partido Verde. E é nele que o autor deste blog irá confiar seu voto em 2014. Motivos para esta decisão não faltam: o PV talvez seja a terceira via que falta neste momento na política brasileira, para escaparmos do domínio do PT e do PSDB. Fora que a plataforma Verde é altamente progressista socialmente: contempla a legalização das drogas e do aborto e uma especial atenção à diversidade sexual. E por último, é pelo PV que o amado André Pomba (presidente da Ong Associação Cultural Dynamite, um dos djs e agitadores culturais mais conhecidos de São Paulo e grande irmão de coração zapper há mais de duas décadas) vai se lançar candidato a deputado federal. Então fikadika do blog zapper: se você realmente quer tentar ver o país melhor em todos os níveis a partir de outubro, uma ótima opção aí está: votar nos candidatos do Partido Verde.

Dupla rocker dinâmica e irmãos eternos: Zap’n’roll ao lado do super dj André Pomba, que também é presidente da Ong Associação Cultural Dynamite; ele sai candidato a deputado federal pelo Partido Verde nas eleições de outubro próximo 

 

* Yep, não podemos deixar de mencionar: o post anterior deste espaço blogger chegou a cento e cinquenta curtidas e quase trinta comentários. Constatação que continua óbvia: Zap’n’roll continua bombator, sendo hoje um dos principais blogs de rock alternativo e cultura pop da web brasileira. E justamente por se encontrar no auge (aos onze anos de existência) é que ela deverá sair de cena, gloriosa, no final deste ano. Quando inclusive deverá estar indo para as livrarias “Memórias de um jornalista junkie”, que está sendo escrito pelo jornalista já coroa mas ainda loker e repleto de lembranças no HD do seu cérebro.

 

 

* E a BOMBA rocker desta sexta-feira não poderia ser outra: está extra-oficialmente confirmada a vinda dos Rolling Stones para a América do Sul no início de 2015. Eles irão fazer shows no continente (Brasil incluso) do final de fevereiro ao início de março, sendo que aqui por enquanto está agendado (também extra-oficialmente e ainda sem data definida) um show no Rio De Janeiro, no estádio do Maracanã. O dileto leitor zapper já sabe que as negociações para que os vovôs do rock’n’roll voltassem ao Brasil já se arrastavam há séculos, sendo que inclusive o grupo deveria tocar aqui ainda esse ano. Mas enfim, antes tarde do que nunca. E é óbvio que esta turnê das Pedras Rolantes será a última da banda e que vai ser um tumulto pior do que arrumar ingressos pra Copa conseguir tickets pro show. E esta vai ser, definitivamente, a ÚLTIMA GRANDE GIG ROCKER que o velho jornalista Finaski pretende assistir em sua vida.

Os vovôs vêm mesmo ao Brasil no começo de 2015: preparem-se!

 

* Kasabian na capa da NME desta semana. A banda merece, e como. “48:13”, seu novo discão e que foi bem resenhado em nosso post anterior, é um dos álbuns mais ouvidos por estas linhas bloggers nas últimas semanas.

 

 

* Chico Buarque nunca foi fã de rock’n’roll (pois ele, com sua vasta erudição, considerava o gênero como algo “menor” dentro da música; enfim, opinião dele, claro) mas o blog sempre amou Chico, ainda que discorde frontalmente de posturas suas de anos pra cá. De qualquer forma um dos maiores compositores da história da música brasileira e que pensou e radiografou como ninguém esse país, completou setenta anos esta semana. Fica aqui então os parabéns deste espaço rocker virtual pro velho Chicone.

 

 

* O INDIE FOLK BACANUDO DO GAÚCHO SPANGLED SHORE – daquelas surpresas que te fazem abrir um mega sorriso e que estão cada vez mais raras na indie scene nacional: noite dessas o blog está tomando brejas na padoca ao lado da sua casa (lá na Vila Mariana, zona sul chic de Sampalândia), junto com a turma amiga da banda Pronominais (você ainda vai ouvir falar bastante deles por aqui, após a Copa do Mundo; nova formação do indie rock paulistano que promete causar barulho no segundo semestre desse ano), com quem o autor destas linhas bloggers vai trabalhar a partir de agosto. Conversa daqui, papeia dali e o querido “ziquinha” Lucas Morelli (batera dos Pronominais) dispara: “Finas, você precisa ouvir o Spangled Shore, que também foi produzido pelo mesmo cara que tá produzindo nosso disco”. O blog, confessando sua “ingnorança”: “Quem???”. Até que o chapa Nani Morelli (o vocalista e líder dos Pronominais) foi até o carro e nos entregou um cd digipack, de capa azul, com dez faixas, intitulado “Coax The King”. O blog foi ouvir o dito cujo quando chegou em casa. E se apaioxonou no ato pelo que ouviu. Spangled Shore é o projeto de um homem só do músico gaúcho Gabriel Balbinot, que mora na distante Caxias do Sul. E seguindo a melhor tradição do folk purista que norteou gênios e lendas como Arlo Guthrie e Bob Dylan (bem no comecinho da sua carreira), Gabriel concebeu um discaço lindíssimo onde ecoam folks tramados com banjos, bandolins e violões, desenhando melodias bucólicas, campestres e algo melancólicas e que seduzem o ouvinte com apenas uma única audição. O sujeito, além de compor e cantar (em inglês e caprichando no sotaque “caipira” que o gênero pede) todas as músicas também as executa solitariamente, tocando todos os instrumentos (sendo que ao vivo ele se reveza entre os instrumentos de cordas e a percussão, feita em um kit minúsculo de bateria). “I Hang My Head”, que abre o disco, é sensacional: uma road song que serve de trilha perfeita enquanto você caminha por uma estrada solitária e empoeirada, pensando sobre a existência e rememorando fatos que marcaram sua vida, entre goles de whisky ou cerveja barata. E o cd prossegue assim até o final, encantando quem escuta músicas como “The Rascal”, “Dandelion” ou “The Core”. É sem dúvida alguma mais uma gigante descoberta destas linhas bloggers rockers (okays, descoberta desta vez dividida com a turma dos Pronominais) e que mostra que ainda há, sim e com certeza, gente fazendo música de altíssima qualidade na quase falida cena independente brasileira. Já tem o voto deste espaço virtual para entrar na lista dos melhores discos de rock nacional de 2014. E se você confia na palavra do blog e se interessou pelo Spangled Shore, vai aqui: http://www.spangledshore.com/. E aqui também: https://soundcloud.com/spangled-shore (onde dá pra ouvir todo o álbum “Coax The King”). Ou ainda aqui: https://www.facebook.com/SpangledShore/info.

 Spangled Shore, o projeto de um homem só do músico gaúcho Gabriel Balbinot: indie folk classudo e melancólico, na melhor tradição de mr. Bob Dylan

 

 

* E aí embaixo o lindíssimo vídeo para a incrível “I Hang My Head”:

 

 

* Agora, nem tão surpreendente assim é o novo discão da deusa loira Lana Del Rey. Já era previsível que seria um grande trabalho. E é, como você confere aí embaixo.

 

 

LANA DEL REY – SEMPRE TESUDA, ESTILOSA, SEDUTORA E NADA ULTRA VIOLENTA

Hoje ninguém mais duvida do talento do bocetaço lindo e cantante que atende pelo nome de Lana Del Rey. A diva e deusa americana de vinte e oito anos de idade, ao lançar “Ultraviolence” (que chegou às lojas do mundo todo no início desta semana, Brasil incluso, embora o disco tenha vazado na web há quase duas semanas), seu terceiro álbum de estúdio (sendo que ela renega o primeiro, editado em 2010), reafirma o que ficou nítido no muito bom porém controverso “Born To Die”, lançado há dois anos e que provocou discussões acaloradas sobre o talento (ou não) da garota: ela é sim uma grande cantora. E mantém a tradição das grandes vozes femininas da história do cancioneiro pop americano, como Nancy Sinatra. Com seu vocal de contralto, sua inspiração em poesia beat e em filmes de Francis Ford Coppola, seu apreço por canções suaves e melancólicas e sua nada falsa inadequação existencial (apesar de ser linda, rica, famosa e desejada), Lana entrega um discão aos seus fãs e a quem quiser ouvi-lo.

 

Quando “Born To Die” saiu, em 2012, Lana estava morando em Londres, havia havia reformulado totalmente sua carreira musical. Naquela época ela era uma cantora de canções pop algo dançantes e sem algo mais substancial em seu bojo, como foi registrado por ela em sua estreia em 2010 com “Aka Lizzy Grant”,  que não entusiasmou a crítica e muito menos produtores e selos de discos. Hoje, inclusive, a garota renega esse trabalho, que foi recolhido das lojas alguns meses após ser lançado e ter vendido poucas cópias. Então, o que difere a Lana Del Rey de “Born To Die” da cantora que gravou, há dois anos, um disco onde ostentava seu verdadeiro nome? Alguns fatores: ela deixou uma musicalidade mais pop e acessível de lado e se cercou de bons músicos e produtores. Também depurou sua inflexão vocal, mergulhou em composições mais densas, melancólicas e intimistas e investiu no visual diva “femme fatale”. Os resultados logo foram surgindo e mudando a sorte da americana: os elogiados singles “Video Games” e “Blue Jeans”, que antecederam o lançamento do álbum completo, receberam aprovação quase unânime da imprensa musical, e a revista britânica “Q” anunciou em outubro de 2011 que Lana era a “próxima grande coisa” da música pop.

 

E foi justamente por conta do sucesso de público e midiático de “Born To Die” que surgiram  as primeiras críticas ao trabalho de Lana. Como por exemplo o excesso de produção, o que tornaria a música da americana muito artificial. “O disco ‘Born to Die’ é realmente bom. Bastante produzido, é verdade, mas contém boas canções em meio a tantos instrumentos e efeitos”, observa Pablo Miyazawa, editor-chefe da revista Rolling Stone. “Mas eu gosto da artista, por vários motivos. Ela foge de certa mesmice que assola as cantoras pop recentes – não é exatamente uma diva intocável, embora até tente se comportar assim. Ela já expôs fragilidades e limitações – vide a performance dela no programa ‘Saturday Night Live’ [onde a artista demonstrou visível insegurança em sua performance, chegando a desafinar em alguns momentos] – e permaneceu em evidência posteriormente, o que acho que é mais mérito do que qualquer coisa”, completa o jornalista. Da mesma forma pensa nosso querido Lúcio Ribeiro, o homem do site/blog Popload, fã assumido de miss Del Rey: “é necessário ir além da falação ‘extramúsica’ em torno da Lana Del Rey para perceber a delícia pop que se esconde por trás daquela boca de botox, o passado errante, o amo-odeio da internet, o puro marketing. Gosto da cantora porque acho boa parte de suas músicas lindas e suas letras incríveis. É claro que gosto da bagunça que ela causa na cabeça de críticos, blogs, público em geral. Mas isso é só uma pimenta na construção do mito em que ela se tornou rapidinho. Adoro histórias como a dela. Acho ela superatual, mesmo parecendo uma cantora de filmes dos anos 50/60. Gosto quando ela pende ao hip hop, que é total a praia dela, onde ela cresceu”.

O novo discaço da musa e deusa Lana Del Rey: ela continua diva, tesuda e cantando melhor do que nunca

 

As críticas, porém, foram cendendo com o tempo. E deixando espaço para uma cantora que se aprimorava cada vez mais em seu ofício. Um aprimoramento que atinge resultados incríveis em “Ultraviolence”, um álbum “violento” em seu conceito estético e nas letras escritas por Lana (que continuam versando sobre viver no limite do perigo picológico, desencanto emocional, desilusão amorosa e inadequação existencial), mas absolutamente terno e sedutor em sua ambiência sonora e melódica. Há músicas lindíssimas espalhadas pelo disco, como a guitarra suave (e que se imuscui entre discretos tons eletrônicos e percussão suave) que conduz o primeiro single, “Shades Of Cool”, que parece saída diretamente de alguma trilha sonora de um filme de 007 da safra sessentista da série. E não só: a faixa-título vai pelo mesmo caminho, com Del Rey destilando inflexões vocais que ferem mortalmente nossa alma e nosso coração. “West Coast”, “Sad Girl”, “Old Money” (que música delirante com seus pianos e sua melodia eivada de tristeza, lembrando as trilhas impactantes de amor de filmes como “…E o vento levou”), “The Other Woman”… não há uma única faixa no trabalho que não exale exuberância musical, apuro melódico e instrumental e espetacular performance vocal de uma artista que tem tudo para se tornar uma das grandes cantoras pop dos anos 2000’.

 

O disco foi gravado em vários estúdios americanos e também ingleses. E boa parte dele teve a mão na produção de Dan Auerbach, metade do duo Black Keys, um dos grandes nomes do rock americano atual. Ele soube direcionar muito bem o bocetão cantante e extrair de Lana o melhor que ela pode oferecer em termos de canções emocionalmente poderosas e de interpretação avassaladora. Assim não há muito o que questionar desta vez: “Ultraviolence” é mesmo um álbum fodástico. E vislumbra um futuro longo e brilhante para a linda, loira, tesuda e diva Lana Del Rey.

 

 

O TRACK LIST DE “ULTRAVIOLENCE”

1.”Cruel World”

2.”Ultraviolence”

3.”Shades of Cool”

4.”Brooklyn Baby”

5.”West Coast”

6.”Sad Girl”

7.”Pretty When You Cry”

8.”Money Power Glory”

9.”Fucked My Way Up to the Top”

10.”Old Money”

11.”The Other Woman”

 

 

E A DEUSA E DIVA AÍ EMBAIXO

Nos vídeos de “West Coast” e “Shades Of Cool”, dois dos singles já retirados do álbum “Ultraviolence”

 

 

 

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AS MUSAS E DEUSAS DEVASSAS E PUTAÇAS DE UM VELHO LOUCO E SAFADO

Poderiam ser as ex-namoradas, amantes e affairs do jornalista blogger eternamente loker e maloker – esse aqui mesmo, autor destas linhas de cultura pop que não se furtam também em ser canalhas, cafajestes e sacanas quando o assunto é sexo e devassidão carnal, uia! Afinal Zap’n’roll perdeu a conta de quantas mulheres cadeludas e geniais teve ao longo de sua existência. Aquelas que amavam se embraigar em whisky, cinema, rock e poesia. E que eventualmente também adoravam aspirar cocaine na cia do jornalista maluco. E que, sem exceção, adoravam FODER e ser FODIDAS como putas ordinárias, contemplando o autor deste blog muitas vezes insano com delirantes e inesquecíveis sessões de plena orgia carnal (“chupa minha xoxota!”, “mete no meu cu!”, “me fode seu cachorro!”, foram frases que o igualmente puto jornalista ouviu zilhões de vezes na cama, enquanto deslizava seu pinto grosso pra dentro de bocetas loucas e bocas ávidas por engolir porra quente; sem contar as inenarráveis sessões de mamadas intermináveis em mamicaços suculentos, wow!). Foram anos de milhares de momentos de gozo escandaloso, sórdido, animalesco. Inesquecíveis, enfim.

 

Mas as musas aqui em questão são as que se desnudam e se embriagam na poesia e nos textos em prosa do velho louco, safado e igualmente ordinário chamado Charles Bukowski. Uma lenda gigantesca e eterna da literatura beat americana e uma das assumidas e enormes inspirações textuais do blog zapper. O autor destas linhas quase imorais (às vezes, rsrs) é fã do velho Buk desde sempre (o primeiro livro adquirido dele foi “Cartas na Rua”, quando foi lançado pela primeira vez no Brasil, em 1984; a partir daí o então jovem aspirante a jornalista foi devorando absolutamente tudo o que encontrava de Bukowski pela frente: “Mixto Quente”, “Crônica do amor louco”, “O amor é um cão dos diabos”, “Mulheres” etc, etc, etc.). E se recorda com carinho de suas (do blog) ex-musas e amantes quando admira e lê os textos envolvendo as musas brasileiras do imortal escritor americano.

 

Elas seguem aí embaixo, em imagens delicious total. E podem ser encontradas no Tumblr dedicado a elas (em http://musas-bukowskianas.tumblr.com/) e também em sua página no Facebook (em https://www.facebook.com/MusasBukowskianas?fref=ts). Vejam e delirem!

Fernanda Paiva: ela bate uma delirante siririca e goza pensando nos versos do velho louco

 

Esta apenas expõe sua carne safada e medita sobre a existência…

 

Cachorra Camila Bandini, com suas unhas vermelhas deslizando sobre as páginas de “Cartas na Rua”, e pronta pra arranhar até sangrar as costas do macho que estiver fodendo sua generosa boceta em chamas

 

Zirtaeb: os peitos nus e pedindo por uma boca neles…

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco I: o novo da deusa cantante Lana Del Rey, claro!

 

* Disco II: até a semana passada estas linhas rockers sempre antenadas com o que rola na produção atual da indie rock scene planetária, assumimos, nunca tinham ouvido falar da banda americana Real State. Até que foi anunciada a vinda do grupo ao Brasil para shows em novembro (eles estarão vindo pra cá em mais uma produção bacana da Bataclava Records e Brain Productions, do queridón carecón Bruno Montalvão) e estas linhas online curiosas foram atrás para saber o que era (e é) o som da banda. O blog ouviu o mais recente álbum do grupo, “Atlas”, e caiu de amores pelo RS. Indie/dream pop de guitarras dolentes, melodias incrivelmente belas e campestres e vocais tristonhos constroem a moldura sônica de um conjunto americano que existe há apenas cinco anos e tem dois discos lançados. “Atlas”, o mais recente e que foi editado em março último (e que deve ser a base das gigs brasileiras, desde já um dos shows gringos pra não se perder por aqui no final deste ano), pode ser ouvido aí embaixo, na íntegra. Discão!

 

 

* Baladas: o blog está passando o finde do feriadão em Uberlândia, mas tá de olho no que rola no circuito noturno alternativo de Sampa. Vai daí que hoje, sabadão em si (quando o postão está sendo concluído) a noite começa muito bem com a festa Baladas Sangrentas e as deliciosas brejas artesanais na Sensorial Discos (rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampa), a partir das nove da noite. Depois a pedida é emendar a madrugada no baixo Augusta, onde rola a sempre bombator noite Glam Nation no Inferno (no 501 da Augusta), além da infernal festa open bar no Outs (no 486), onde só os fortes permanecem em pé ao final da noite, hihi.///E pra terminar bem o feriadão: vai ter showzão amanhã (domingo) do Rock Rocket no Centro Cultural São Paulo (rua Vergueiro, 1000, metrô Vergueiro, zona sul de São Paulo), isso às sete da noite. Tá bão? Então se joga e bom final de feriadão!

 

 

MAIS UMA CHAMADA PRA GANHAR

Pelo hfinatti@gmail.com esses mimos aí:

 

* INGRESSOS (número sendo definido, calma!) pro show do Peter Murphy em Sampa, dia 20 de julho, no Carioca Club;

 

* E um exemplar da biografia célebre da lenda Ian Curtis, e que saiu aqui há pouco pela Edições Ideal.

 

Tá dentro? Então manda seu pedido aflito e boa sorte!

 

 

E FIM DE PAPO

Agora sim, postão completo no ar. O blog segue em Minas Gerais onde fica até esta segunda-feira. Depois de volta à velha vida rocker em Sampa, sendo que na semana que vem estaremos por aqui novamente. Até lá deixamos beijos doces e abraços idem nas sempre queridas Michelle Martins e Adriana Gadbem. E um beijo especial à musa bukowskiana que nesse momento balança o coração do velho zapper: Jaqueline Rose. Até mais!

 

 

(ampliado atualizado e finalizado por Finatti em 21/6/2014 às 18hs.)

Começa a semana de grande rock’n’roll no mundo: saem os novos discos do Kasabian e do gênio Jack White; semana também de caos na maior cidade do Brasil: a três dias da abertura da Copa de merda, Sampalândia sofre com a greve dos metroviários e ameaça de total falta de água; e mais: as imagens incríveis do festão que celebrou os onze anos do blog de rock alternartivo e cultura pop que sempre causa polêmica – afinal, estamos aqui pra isso mesmo!

Eles continuam fodões e mantendo a dignidade do rock planetário em tempos de mediocridade quase total na música: Kasabian (acima) e Jack White (abaixo) lançam seus  novos discos esta semana; o primeiro avança na eletrônica sem deixar o rock’n’roll de lado; e o segundo continua sendo um dos pouquíssimos gênios rockers do século XXI

 

Postão atrasado.

E entrando no ar na segundona da nova semana. Podem por a culpa na Vivo/Telefonica (claaaaaro!): a internet de Zap’n’roll estava normal até o final da tarde da última sexta-feira, quando este post estava já beeeeem adiantado. Parte dele iria entrar ainda na sextona em si, com o restante sendo publicado no sábado. Mas aí começou a encrenca: ao cair da noite da própria sexta-feira o sinal do modem começou a ficar mega instável. A conexão existia sim mas as páginas estavam lentíssimas, demoravam a carregar e alguns sites sequer conseguiam ser acessados. Abrir fotos então ou um vídeo no YouTube, nem pensar. Num quadro desses, ficava (e ficou) impossível atualizar o blog. O jornalista blogger, já bastante contrariado, desistiu da missão (pelo menos na noite de sexta) e esperou o sabadão chegar para ver como o sinal da internet estaria se comportando. Novamente tudo igual. Até que fomos obrigados a acionar o já notoriamente conhecido “excelente” serviço de atendimento da Vivo. E para a nossa surpresa uma atendente super simpática informou que deveria ser algo nos cabos de transmissão instalados no poste em frente à residência zapper. Para tanto e para resolver o problema ela mandaria um técnico ao local até o final da tarde de ontem, domingo. E assim foi feito. E com o problema aparentemente resolvido decidimos que o melhor mesmo seria subir o novo post hoje, começando a nova semana. Um post que nem por isso perde a sua atualidade: ele resenha o novo discão dos ingleses do Kasabian (e que está sendo lançado oficialmente hoje na Inglaterra) e ainda faz um resmusão da última semana. A semana em que Sampa travou por conta da greve (justíssima, por sinal) dos metroviários e a semana em que ainda continuamos saboreando o sucesso da festona que celebrou os onze anos de existência deste blog. Uma balada/esbórnia/putaria rocker que lotou a loja Sensorial Discos e que rendeu dezenas de imagens bacanudas, sendo que as principais você verá logo mais aí embaixo. Mas enfim cá estamos, néan. Na nova semana. Na semana em que o país da grande merda do futebol vai parar por conta do início da igualmente Copa de merda. Essa mesma, que torrou bilhões do dinheiro público (leia-se: do NOSSO dinheiro, do bolso do contribuinte), enquanto Educação, Saúde, Saneamento básico, Transporte, Energia e infra-estrutura estão indo pro buraco no país politicamente polarizado por dois partidos inúteis: o PT na esfera Federal (e petelhos se lambuzaram no poder, cagaram tudo o que podiam, não querem largar o osso de forma alguma e para isso se submetem a esquemas sórdidos de corrupção na cara larga, além de submeter a alianças inescrupulosas com gente escrota do naipe do PMDB, de Paulo Maluf e da bancada evangélica fundamentalista), e o BANDIDAÇO PSDB em São Paulo (o Estado mais rico do país e onde a Educação Pública está caótica, a polícia é PÉSSIMA e o Sistema Cantareira simplesmente SECOU, ameaçando transformar a maior cidade do país num imenso deserto). Chega né? Outubro está chegando e só o ELEITOR, com seu voto consciente e de MACHO, poderá mudar esse quadro tenebroso ao extremo. Mas enquanto as eleições não chegam vamos lá, a mais um post bacanão com o melhor da cultura pop e do rock alternativo, aqui e lá fora.

 

* A greve do metrô continua. Vai haver reunião entre o Sindicato dos metroviários e o Governo na tarde de hoje, segunda-feira. Todo o apoio do blog à causa (justíssima) dos metroviários, apesar do caos instalado em Sampa. O piso da categoria é pouco mais de  R$ 1.300,00, menos de dois salários mínimos. Pergunte ao MERDA gigantesco que é Geraldinho Alckmin se ele viveria com um salário igual. E a matemática é simples: os quadros tucanalhas ROUBARAM UM BILHÃO de reais do metrô em dez anos de administração do PSDB. Tem dinheiro pra desviar? Então também tem pra pagar aumento pros funcionários, simples. Então Alckmin, seu BANDIDO E SUJO NO ÚLTIMO: dê o aumento aos metroviários! E SUMA do goveno de São Paulo.

 

 

* Entonces, como dissemos aí em cima, esta é a semana do lançamento oficial de dois discões, néan. Não apenas o do Kasabian chega hoje às lojas inglesas e americanas (talvez saia aqui também) mas o do gênio Jack White idem. “Lazaretto” já está sendo bem ouvido por estas linhas virtuais rockers e falaremos melhor dele no próximo post – na próxima sexta-feira no ar, se nada der errado. Por enquanto, de aperitivo, você vê aí embaixo o vídeo da faixa-título, rockão bom de guitarras, marca registrada do nosso herói.

 

 

* E a disputa judicial envolvendo a MARCA Legião Urbana foi parar ontem em reportagem no Fantástico, da tv Globo.  Como todos já estão sabendo, de um lado da contenda estão o guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá, que formavam a banda ao lado do fundador, cantor, principal letrista, líder e gênio inesquecível que foi Renato Russo. Do outro lado está Giuliano Manfredini, filho do próprio Renato. É tudo muito asqueroso e assustador. Principalmente pro blog, que além de ter convivido pessoalmente com o trio por um período de nossa vida, ainda era (e somos, até hoje) admiradores da obra deles. Legião foi (e foda-se quem achar o contrário) uma das principais bandas de toda a história do rock brasileiro. O que dizer dessa disputa? Que onde entra grana, a arte e a razão humana ficam em último plano. E o ser humano se torna feroz e bestial quando muito $$$ está em jogo. Estas linhas bloggers não são nem um pouco simpáticas às tentativas que Dado e Bonfá fizeram até hoje de “ressuscitar” algo que não pode mais existir – aquele especial da finada MTV BR com o Wagner Moura cantando foi constrangedor. Por outro lado, que contribuição Giuliano deu para construir e engrandecer a obra da banda, além de ser filho do Renato? Dado e Bonfá estavam lá, criando, compondo, tocando junto com o vocalista. Giuliano não. É tudo muito nebuloso e triste nessa história. Por isso Zap’n’roll prefere se ater ao que será eterno e permanente em nosso coração, alma e nas lembranças: a obra gigante da Legião Urbana. Que essa obra paire sempre muito acima da mesquinharia humana, venha ela de onde vier.

 Legião Urbana: a obra imortal da banda permanece muito acima da mesquinharia humana

 

 

* E continuando na praia do rock BR dos 80’, os Titãs estão aí com o seu novo disco, “Nheengatu”. Bien, estas linhas rockers desistiram dos Titãs já há pelo menos uns quinze anos. E olha que o blog foi MUITO FÃ da banda (especialmente em “Cabeça Dinossauro”, “Jesus não tem dentes no país dos banguelas”, “Õ Blésq Blom” e “Titanomaquia”). Mas o grupo perdeu o rumo e a relevância faz tempo, óbvio. E vive soando oportunista há anos, tentando embarcar na “onda do momento”. O maior exemplo disso é o vídeo que eles acabam de soltar para a música “Fardado”, do novo álbum,“Nheengatu”, que vamos nos dar ao trabalho de ouvir inteiro assim que possível. Mas falemos de “Fardado”: a música é boa, pesada, cheia de riffs porrada de guitarra. A letra fala dos protestos que assolaram o Brasil em 2013, numa crítica direta à atuação da repressão policial. E o vídeo é espetacular, foi feito com capricho absoluto (leia-se: com muito $$$). Vem então o seguinte questionamento: que VERDADE você vê numa música dessa, feita por um bando de 50quentões endinheirados e que nos últimos 15 anos fizeram todas as merdas possíveis em forma de música, menos rock de fato? Nada contra um tiozão de 50 anos mostrar indignação e revolta contra a situação política e social do país (que está mesmo caótico). Aliás é super saudável e todos os cinquentões deveriam continuar indignados e inquietos em suas vidas – o blog mesmo, que passou por um tumor e vive correndo atrás do prejuízo, não está nem um pouco a fim de “amansar” seu pensamento social e político. Mas tudo cheira FALSO e FORÇADO demais nessa postura “revoltada” dos Titãs versão 2014. Ainda mais se lembrarmos de “obras” calamitosas cometidas por eles de anos pra cá, como o horrendo Acústico MTV, ou ainda “Volume 2”, “Como estão vocês?”, “Sacos plásticos” e outras bombas insuportáveis. Sorry Titãs. A música é bacana, a letra idem, o clip ibidem. Soaria mais sincera se tivesse sido composta por moleques de 20 anos passando por perrengue bravo. Ou mesmo se fosse de uma banda como Ratos De Porão. Partindo de vocês, soa oportunismo e patifaria pura.

 

 

* Rock porrada, de guitarras reeditando a gloriosa e saudosa cena grunge de Seattle e, principalmente, MAIS HONESTO, está vindo das Minas Gerais, sempre. Assim como o estupendo trio Mad Sneaks (egresso da pequenina Alpinópolis), em Uberlândia o Leave Me Out também faz da vassalagem à cena grunge noventista sua razão de existir. Com alguns Eps e um álbum já lançados o grupo está na estrada desde 2009 e encabeça, ao lado do Mad Sneaks, a “Noite Valvulado”, que acontece na semana que vem (sábado, dia 21) lá mesmo em Uberlândia. O blog foi convidado a cobrir o evento e estará por lá, sempre ao lado de uma das duas jornalistas rockers mais lindas do Universo, a incrível Adreana Oliveira – a outra, também mineiríssima e gente finíssima, é a Laís Eiras, claro. E se você for de Uberlândia e é do rock, fikadika então. Mais sobre o evento, aqui: https://www.facebook.com/events/1485532508348703/?fref=ts. E mais sobre o Leave Me Out aqui, onde você inclusive pode assistir ao vídeo sensacional de “Crazy Scene”: http://leavemeoutband.com/.

 O trio grunge Mad Sneaks, uma das atrações do festival Noite Valvulado, semana que vem em Uberlândia

 

 

* A indie scene paulistana também tenta se manter viva, néan. Assim é que o lendário selo Baratos Afins acaba de lançar o álbum de estreia do grupo Bailen Putos (com “n” mesmo no bailem), liderado pelo velho chapa Rangel (Rangenilda pros íntimos, uia, rsrs), que já foi baixista do Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria. No próximo post falamos melhor do disco, e sendo que a banda deverá ser uma das atrações da próxima Noite Zap’n’roll, na Sensorial Discos, em agosto.

 Capa do disco de estréia do grupo paulistano Bailen Putos, que acaba de sair

 

 

* Cantinho do MERDALLICA, claaaaaro! A velhusca, miliardária e ultrapassada banda de thrash metal é uma das headliners deste ano do gigantesco festival de Glastonbury, que rola no final deste mês na Inglaterra. Pois entonces: um grupo de ambientalistas está correndo o Reino Unido com um abaixo-assinado, pedindo que o grupo seja IMPEDIDO de se apresentar no Glasto. O motivo é mais do que justificável: o Merdallica, como se não bastasse ter se tornado a escrotice que se tornou como banda de rock, tem em seu vocalista, James Hetfield, um apoiador e praticante de caça a ursos. Estas linhas zappers, sempre ao lado na defesa de qualquer causa ambiental e de proteção aos animais, apoia integralmente o abaixo-assinado. Comofas pra assinar o dito cujo?

 O Merdallica não se contenta em ser apenas uma banda escrota: ele também defende a matança de animais

 

 

* Mas antes de o Merdallica ser expulso de Glastonbury (se é que vai mesmo, pouco provável que seja), falemos de outra (essa sim) bandaça que também vai estar no festival. E que acaba de lançar um discão. Yep, o Kasabian. Leia aí embaixo.

 

 

KASABIAN NÃO PERDE O PIQUE E ENTREGA ROCK E ELETRÔNICA DE QUALIDADE PARA AS MASSAS

O quarteto britânico Kasabian existe há quase duas décadas. Foi formado em 1997 na cidade de Leicester. Em um milênio e em um tempo (o da internet e suas trocas desenfreadas de arquivos musicais via sites, blogs, YouTube e redes sociais) onde bandas de rock não duram mais nada e se tornaram algo tão descartável quanto um sabonete, é um milagre e um recorde um grupo resistir por tanto tempo e, ainda por cima, sob contrato de uma major (no caso deles, a Columbia/Sony) do disco – sim, elas ainda existem, apesar de desmanteladas pela devastação musical virtual. E o Kasabian merece essa longevidade: o conjunto formado por Tom Meighan (vocais), Sergio Pizzorno (guitarras e vocais), Chris Edwards (baixo, teclados) e Ian Matthews (bateria) está lançado oficialmente hoje (sendo que ele já vazou na web há alguns dias) seu quinto álbum de estúdio, batizado simplesmente “48:13” (que nada mais é do que a soma total do tempo das faixas do cd). É um trabalho que mostra um Kasabian mais eletrônico do que no disco anterior (o espetacular “Velociraptor!”, editado em 2011), mas ainda assim com uma empolgante levada rocker. Não à toa o quarteto continua sendo um dos prediletos destas linhas bloggers no rock planetário dos anos 2000’.

 

O blog zapper gosta muuuuuito do Kasabian. A banda lançou um primeiro disco fodástico em 2004, e que levava apenas o nome do conjunto. Nele o Kasabian reeditava para o novo milênio, em sua estréia, a explosiva combinação engendrada por Stone Roses e Primal Scream uma década e meia antes: guitarras indies com bases dance/psicodélicas. Havia muito do primeiro álbum dos Roses na estréia do Kasabian. E “Club Foot”, que abria o disco, se tornou um hit pelas pistas do mundo afora. Mas aí vieram, na sequencia,  dois trabalhos quase desastrosos, porque muito abaixo do que o grupo havia conseguido no primeiro álbum. “Empire”, lançado em 2006, tentou reeditar a estética musical do anterior, mas nem de longe ostentando o mesmo brilhantismo nas composições. Quando “West Ryder Pauper Lunatic Asylum” foi lançado então, em 2009 (sendo que, um pouco antes, a banda veio tocar no Brasil, na segunda edição do festival Planeta Terra), quase ninguém mais estava prestando atenção no Kasabian, e a banda estava perigosamente ameaçada de ser enterrada sem dó pelos hypes do momento.

 

Foi aí que o quarteto acordou e resolveu botar pra foder novamente. E deu a volta por cima (e como!) com o bacanudo “Velociraptor!”, onde o grupo reaprendeu a trabalhar os elementos presentes em sua estréia e acrescentando a eles novas possibilidades sonoras. Agora, três anos depois, o Kasabian não apenas manteve a qualidade de seu trabalho musical em alta como conseguiu um feito raro e que zilhões de grupos perseguem sem lograr êxito: ampliar suas ambiências eletrônicas sem abandonar a estética rock.

O novo disco do Kasabian: mais eletrônico, mas sem perder o pé no rock

 

É o que se ouve claramente em “48:13”, um álbum que começa com uma curta vinheta instrumental para cair na dançante, rock e feroz “Bumblebeee”, que combina teclados, guitarras e vocais intensos numa melodia arrasadora. Melhor do que ela é ainda “Stevie”, adornada por sons (sintetizados) de violinos que vão se intercalando a guitarras e bateria humana e resultando numa road song que é séria candidata a melhor música no rock mundial em 2014. Não à toa estas linhas online acham que ela deveria ter sido escolhida como primeiro single do disco. Mas a banda optou, nesse sentido, pela bem mais eletrônica “Eez-eh”, que soa como se estivéssemos em Manchester em 1989, dançando ao som de um conjunto chapado de êxtase tocando no Hacienda Club. Já em “Treat”, “Glass”, “Clouds” e “Bow” o conjunto não tem pudor em soar como o Primal Scream em “Screamadelica”, como os Stones Roses (na estreia deles) ou o Happy Mondays em “Pills’n’Thrills And Bellyaches”.

 

Por tudo isso o blog aplaude o novo discão do Kasabian. Eles estão resistindo bem à passagem dos anos e a inclemência com que conjuntos explodem e implodem nos dias de hoje. Talvez o grupo seja mesmo a melhor tradução atual para a saudosa e gloriosa cena Madchester, um dos últimos suspiros de criatividade no rock inglês. E em um mundo pop onde a falta de criatividade e a superficialidade se tornaram regra, é realmente um prazer saber que ainda existem bandas como o Kasabian.

 

 

O TRACK LIST DE “48:13”

1.”(shiva)”

2.”bumblebee”

3.”stevie”

4.”(mortis)”

5.”doomsday”

6.”treat”

7.”glass”

8.”explodes”

9.”(levitation)”

10.”clouds”

11.”eez-eh”

12.”bow”

13.”s.p.s”

 

 

E KASABIAN AÍ EMBAIXO

No vídeo de “Eez-eh”, o primeiro single extraído do novo álbum, e também no link onde você ouvir o novo disco do grupo na íntegra.

 

 

 

ONZE ANOS DE ZAP’N’ROLL – A FESTA QUE ABALOU A RUA AUGUSTA!

Yep, não teve concorrência à altura, nem em sonho, rsrs. No último dia 31 de maio, sábado, o blog de rock alternativo e de cultura pop mais legal e um dos mais longevos da web brazuca comemorou “apenas” onze anos de existência. E celebrou a data à altura: com um festão/esbórnia/putaria rocker que entupiu de gente a loja Sensorial Discos, na rua Augusta do lado dos Jardins (zona sul de Sampa).

 

Rolaram três showzaços incríveis: do folker man Eron Falbo, da graciosa dupla indiepop Comma e do glam abusado e absurdo do Star61 e cujo vocalista Flaviano André deu show à parte com sua performance alucicrazy.

 

E como se não bastasse a nossa musa rocker eterna e oficial, Jully DeLarge, enlouqueceu a galera presente fazendo um strip ousadíssimo ao som de “Glory Box”, clássico trip hop do inglês Portishead.

 

O blog tinha decidido que esta seria (e foi, de fato) a última festa de aniversário destas linhas online, que provavelmente deixarão de ser publicadas no final deste ano. Mas o resultado foi tão fodástico e bacana que resolvemos ceder aos apelos de quem estava lá (e de quem perdeu também) e vamos programar outra festança do blog para o final do mês de agosto, na mesma Sensorial. Propostas nesse sentido já estão sendo discutidas com os queridos Lucio e Carlinhos (sócios da loja) e assim que tudo for oficialmente acertado nosso dileto leitorado ficará sabendo aqui, imediamente.

 

Até a confirmação do novo evento você se deleita aí embaixo com as imagens da comemoração que arrasou a Augusta. Fica de aperitivo para a futura festa, em agosto. Aguardem!

 Mini Lamers, do duo indie/pop Comma: melodias fofas e doces que ganharam o público

 

Star61 botando pra foder com seu glam rock classudo

Momento loucura, com a bexa linda e fofa Flaviano André, “atacando” Zap’n’roll

 

O blog e as lindas morenas, sempre! (com as amigas Alice Ramos, Adriana e Vera Ribeiro)

 

A animada turma da “prova do líder”, hihihi (Aimée, Falcão, William, Tiago e Jaqueline)

 

A sempre ousada e mega safada musa rocker oficial zapper, Jully DeLarge: ela começou a performance assim, toda comportada, ao som de Portishead…

…e terminou assim, total pelada, wow!

 

O blog e ela: nossa eterna musa rocker oficial, posa ao lado do gonzo maloker que estava todo pimpão em seu modelon glam, uia! (fotos: Nickk Fotógrafo e Julio Espinoza)

 

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: o novo do Kasabian, óbvio.

 

* Livro: “Tocando à distância – Ian Curtis & Joy Division”, é a única (por incrível que pareça) biografia oficial lançada até hoje sobre a lendária banda pós-punk inglesa e seu célebre vocalista. Foi escrita pela viúva dele, Deborah Curtis, e lançada originalmente em 1995. Pode, à primeira leitura, passar uma visão bastante parcial dos fatos que cercaram a trajetória do grupo (como o affair que Curtis mantinha com uma jornalista belga, fã do Joy). Mas no final se torna indispensável por ser um documento precioso, que rememora para fãs e admiradores em geral da cena pós-punk o que rolou naqueles tempos que mudaram a história recente do rock inglês. Saiu finalmente em edição nacional (no capricho, pela Edições Ideal), após quase duas décadas de atraso. Mas antes tarde do que nunca, como diz a sabedoria popular.

 A biografia de Ian Curtis, líder do Joy Division, e que acaba de sair no Brasil

 

* Baladíssimas: a semana começou hoje e vamos ficar de olho em tudo o que vai rolar ao longo dela no circuito under de Sampalândia, certo? Então quem tiver disposição já pode por o pé na rua na quarta-feira, que vai ser véspera de FERIADO apenas em Sampalândia (por conta da abertura da Copa, no dia seguinte), e quando vai rolar showzão de lançamento do novo disco da Nação Zumbi no Audio Club (na avenida Franciso Matarazzo, próximo ao metrô Barra Funda, zona oeste de São Paulo), mais a festa “Astronetão dos Namorados”, no Astronete (na rua Augusta, 335, centro) e ainda open bar sempre infernal no Outs (também na Augusta, no 486).///Já na quinta-feira em si o Inferno (no 501 da Augusta) também adere ao open bar e faz o seu em noitada rocker que promete ser animadona.///Na sextona chega o finde e a melhor pedida pra começar a noite é ir tomar brejas artesanais lá na Sensorial Discos (também na rua Augusta, no 2389) e depois cair com gosto na esbórnia.///E se ainda tiver saúde no sábado, tem a já tradicional festa anos 80’ “Pop&Wave” no Inferno, com show da banda The Smiths cover. Tá bão, né?

 

 

PRÊMIOS, ELES ESTÃO DE VOLTA!

Tava com saudade deles? Pois então vai lá no hfinatti@gmail.com, que temos pra você:

 

* Um exemplar da bio de Ian Curtis e Joy Division que acaba de sair no Brasil pela Edições Ideal;

 

* E INGRESSOS (número ainda a ser definido) para o show de Peter Murphy (ex-vocalista do Bauhaus) dia 20 de julho em São Paulo, no Carioca Club. Tá dentro? Então corra com o seu pedido e boa sorte!

 

 

 

FIM DE TRANSMISSÃO

Postão bacanão mas que precisa ter um final, sempre. Porém, sem tristeza: na próxima sexta-feira estaremos por aqui novamente, okays? O blog se vai, deixando beijos doces na Michelle Martins e na Solange Monteiro. Até sexta!

 

 

(enviado por Finatti às 22:30hs.)