Yeeeeesssss, agora vai! O blogão de cultura pop e rock alternativo mais legal da web brazuca e que NÃO se pauta apenas por bobagens do indie rock planetário entrevista com EXCLUSIVIDADE o gênio marginal Mário Bortolotto, o maior nome da atual dramaturgia underground nacional; o novo e bacanudo grupo Alvvays e o indie folk sensação de Sharon Van Eteen; mais uma musa rocker TESÃO TOTAL (a japa girl dos seus sonhos delirantes, hihi); e papos sobre Morrissey, Bailen Putos! e Leave Me Out (grunge Mineiro dos bons!), além de filmes e livros que tornam nossas vidas mais legais com certeza! (postão COMPLETÃO e BOMBATOR, com as indicações culturais e o roteiro de baladas alternativas pro finde em Sampa!) (NOVA atualização GIGANTE em 31/7/2014, falando da morte do humorista Fausto Fanti, da escalação do Circuito Banco do Brasil 2014, de mais um chifre tomado pelo xoxotaço Bruna Marquezini e da mudança do trio Branco Ou Tinto pra Sampa)

O mundo anda péssimo e o ser humano está se tornando total bestial; o que ameniza esse quadro desalentador ainda é a grande, intensa e arrebatadora arte de um escritor e dramaturgo como Mário Bortolotto (acima) ou de uma cantora folk como a americana Sharon Van Etten (abaixo), que lançou recentemente um disco sublime e já sério candidato a melhor álbum de 2014

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PLUS MONSTRO! COM POSTÃO TOTAL BOMBATOR ELE FICA NO AR MAIS UMA SEMANA, MAS COM ESSAS ATUALIZAÇÕES AÍ EMBAIXO

 

* Yeeeeesssss! Aos onze anos de existência o blogão zapper atinge sua melhor performance e o AUGE de acessos e audiência com este post. Pela primeira vez o painel do leitor rompeu a barreira das 100 mensagens enviadas e está, no momento em que esta atualização é escrita (na noite de quinta-feira), batendo em 200 likes em redes sociais. São números gigantes pra um blog independente e que nos enchem de orgulho, sem dúvida. E muito desse sucesso devemos a você, diletíssimo leitor que nos acompanha fielmente há tantos anos. Valeu!!!

 

 

*Mas nem tudo é alegria e satisfação, como sempre. Estas linhas online ficaram mega chocadas na noite de quarta-feira quando souberam da morte do humorista Fausto Fanti, que integrava a trupe do sensacional Hermes & Renato desde que o grupo havia sido criado, em 1998. H&R marcaram época na MTV com seu humor totalmente ácido, corrosivo, sagaz, cínico, repleto de ironia e absolutamente politicamente incorreto. Tudo o que está em falta no humorismo brasileiro atual, eivado de preconceito, conservadorismo e moralismo babaca, e com texto chulo e no limite da imbecilidade plena – estão aí tosquices em grau máximo como “Zorra Total” ou “A praça é nossa”, pra não desmentir a opinião do blog. Por isso estas linhas bloggers poppers eram total fãs do humorístico da MTV e de seus personagens inesquecíveis vividos por Fanti, como o apresentador Claudio Ricardo ou o palhaço Gozo. A turma estava em plena atividade e iria estrear nova temporada em 2015, no canal pago Fox. Mas a vida estava cinza pra Fausto, que sofria de depressão aguda (e mesmo dando tanta alegria e riso para seus fãs). Uma depressão que finalmente o fez se enforcar com um cinto, em seu apartamento em São Paulo, no final da tarde da última quarta-feira. Ele tinha trinta e cinco anos de idade. E nos deixou órfãos, com certeza. Vai na paz, camarada, e provoque muito riso e alegria no paraíso!

 Fausto Fanti (acima e abaixo interpretando o apresentador Claudio Ricardo, um dos mais hilários da trupe Hermes & Renato, que ficou célebre na MTV nos anos 2000′), que morreu na última quarta-feira em São Paulo: ele vai fazer falta ao humor brasileiro

 

 

* E foi divulgado o line up do Circuito Banco do Brasil 2014, néan. Em Sampa a balada rock’n’roll vai acontecer no dia 1 de novembro no Campo de Marte, com gigs do Kings Of Leon (de novo??? Argh!), do Paramore (não fede nem cheira) e do hoje caidaço MGMT. Também se apresentam os nacionais (e queridos amigos destas linhas online) Pitty e Skank que, no final das contas, perigam ser as melhores atrações da noitada. Os tickets pra esbórnia começam a ser vendidos a partir da próxima segunda-feira no site www.tudus.com.br. Ah sim: no Rio de Janeiro, o show rola no dia 8 de novembro.

 

 

* Também vai aparecer por aqui mas em outubro o Biffy Clyro, que está se tornando gigante na Inglaterra mas que fora de lá ninguém conhece nem dá muita bola. Shows no Rio dia 15 e em Sampa na noite seguinte.

 

 

* E okays: o mulherio vive dizendo que nós, machos, somos canalhas e que não prestamos. Mas aí um notícia na página F5 (de celebridades) da Folha online informa que a totosa Bruna Marquezine acaba de levar mais um chifre do namorado anarfa, o craque Neymar. Segundo o site, o jogador da selecinha brasileira e do Barcelona meteu rôla grossa na xotaça de uma jovem empresária cadeluda e putona de Fortaleza, e que se encontrou com Neymarzinho em Ibiza. Pois é, rsrs. Fica a questão: nós que somos canalhas ou elas é que são… vagabundas na cara larga? Uia!

 

 Bruna Marquezini é um BOCETÃO, mas só leva chifre do namorado canalha, o jogador e craque anarfa Neymar

 

* Uma das bandas mais legais da cena rock de Cuiabá (a capital do Mato Grosso e que já deu ao Brasil o grande Vanguart), o trio Branco Ou Tinto, está de malas prontas pra São Paulo, onde vai fixar residência a partir de outubro. O BOT (que é formado pelo vocalista e guitarrista Welliton Moraes, pelo baixista Thiago Araújo e pelo batera Tubarão) tem uma sonoridade rock potente, letras muito boas em português e já foi bem resenhado aqui mesmo tempos atrás, nestas linhas bloggers zappers. Se você ainda não conhece ou não ouviu nada deles, dá uma olhada no vídeo aí embaixo, da música “O amor caiu em desuso”, que tem levada pop radiofônica sensacional, melodia com guitarras fodonas e letra idem.

 

 

 

 

 

 

* E mais sobre o Branco Ou Tinto, vai aqui: https://www.facebook.com/brancooutinto?fref=ts.

 O trio cuiabano Branco Ou Tinto: de mudança pra Sampa em outubro

 

 

* E fechando a tampa do up grade neste já gigante postão: o finde promete ser hot em Sampalândia no circuito alternativo. Vai vendo: nesta sexta-feira, 1 de agosto em si, tem show de estreia de A carne é fraca, a nova banda do dramaturgo Mário Bortolotto e que promete “rock para garotos sem futuro e velhos de passado sujo” (o caso do sujeito aqui, hihi). A gig vai rolar no Vagão (rua Nestor Pestana, 237, no centrão junkie e total putaço de Sampalândia), e com bônus de mulherio PELADO durante o show, wow! Rola na madrugada, com entrada a quinze pilas.///Já no sabadão, dia 2 de agosto, continua o festival All Star Converse no Cine Joia, quando sobem ao palco o americano Dinosaur Jr. e os ótimos grupos da indie scene paulistana Single Parents e Churrasco Elétrico. Mas pra essa balada os tickets já elvis, infelizmente.

 

 

* E é isso. Agora chega de verdade, sendo que na semana que vem o blogão rocker mais BOMBATOR da web BR de cultura pop volta com tudo e com postão total inédito. Até lá!

 

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A BOCA MAIS SENSUAL DO ROCK APAGA VELINHAS HOJE!

Yes, estas linhas online não poderiam deixar de registrar a data de hoje, quando uma das figuras mais lendárias e ilustres de toda a história do rock’n’roll completa mais um ano de vida.

 

Ele canta à frente da MAIOR banda de rock de todos os tempos (e uma das cinco bandas da vida deste jornalista ainda mezzo loker) há mais de meio século. Yep, Finaski já quis beijar MICK JAGGER na boca em sua vida, e não tem problema algum em admitir isso. Quem não iria querer beijar a boca mais famosa e sensual do rock’n’roll um dia, se tivesse oportunidade, fosse homem ou mulher? Pois o autor deste blog quis: alimentava essa fantasia absurda e loka desde a adolescência (quando descobriu os Stones com o álbum “Black And Blue”, de 1976, e quando tínhamos uns 14 anos de idade e elegemos os Stones uma das bandas da nossa vida pra sempre). Os anos foram passando, o rapaz aqui se tornou jornalista, sonhava em ver um show deles (quase foi ver uma gig da banda em Nova York em 1989: descolou passagem de avião permutada, lugar pra ficar e NÃO foi, nem se lembra mais porque) e, quando isso finalmente aconteceu, em janeiro de 1995 (no estádio do Pacaembu, em São Paulo), o jornalista enlouqueceu no meio do set mas não o suficiente pra tentar subir no palco e tentar alcançar a boca de Mick “lábios de borracha” Jagger. O autor destas linhas rockers malokers, que então namorava com um BOCETAÇO crioulo (a Gretona, que tinha 20 aninhos na época, tetas gigantes e era uma foda monumental, que quando estava metendo e levando pinto em sua xotaça gemia no ouvindo zapper: “seu cavalo, seu cachorro! ME FODE, VAI!!!”), ainda era jovem, magro, morenão tesudo e naquela noite estava de calça preta e um colete de couro (sem camiseta por baixo), se contentou APENAS em abaixar as calças e a cueca por alguns segundos rápidos e dar uns tapas na própria bunda. Os Stones estavam tocando “Miss You” no palco naquele instante.

 

Então seguimos amando as Pedras Rolantes, até hoje. Esses caras já fizeram absolutamente TUDO o que uma banda poderia fazer em termos de gigante rock’n’roll. Lançaram discos que são verdadeiras obras-primas e fizeram shows inesquecíveis.

 

Por isso o blog só pode desejar ao Mick, que hoje completa 71 anos de idade: FELIZ ANIVERSÁRIO cara! E muito rock pela frente ainda, sendo que todos nós esperamos você e a banda toda em fevereiro de 2015 por aqui (Maracanã, aí vamos nós!).

Mick “lábios de borracha” Jagger: o blog já quis beijar essa bocona, rsrs

 

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O mundo bestial e a alma cinza.

A semana que está chegando ao fim (o postão está entrando no ar já na tarde de quinta-feira mas ainda não totalmente, sendo que ele será completado até a tarde do próximo sabadão em si) foi pródiga em reafirmar como o mundo está se tornando cada vez pior e o ser humano cada vez mais insensível, egoísta, escroto, materialista, despossuído de solidariedade ao próximo e algo verdadeiramente BESTIAL no final das contas. Foi (está sendo) a semana em que separatistas pró-Rússia abateram com um míssil um jato no céu da Ucrânia, provocando a morte de quase trezentos inocentes (entre eles, dezenas de cientistas e médicos que estavam indo para uma conferência na Ásia, sobre os avanços em relação à cura da Aids). E também a semana em que o GENOCIDA e COVARDE Estado de Israel continuou promovendo o massacre de palestinos na Faixa de Gaza – até o momento em que este editorial do blog está sendo escrito, já foram contabilizados mais de seicentos palestinos mortos, a maioria civis e com muitas mulheres e crianças entre as vítimas fatais. O que nos leva a perguntar, estupefatos: o ser humano se tornou isso mesmo, essa monstruosidade sem alma, sem coração e sem compaixão alguma por seus pares? Foi para ISSO que chegamos ao século XXI, o século da era ultra tecnológica e pós-moderna e que, com todos os seus avanços e engenhocas (celulares, tablets, redes hiper conectadas, os caralho), só está tornando a raça humana cada dia mais insensível, individualista, ressentida, rancorosa e solitária? E como se não bastasse esse panorama desalentador Zap’n’roll também teve (e continua tendo) uma nova crise de inadequação existencial, em grande parte desencadeada por questões de relacionamento com alguém que o blog está gostando muito mas que, mais uma vez, se mostra um relacionamento mega complicado por vários fatores. O amor é sim uma grande e sórdida droga, no final das contas. Ele pode ser sublime e redentor; mas também pode ser perverso e mortal. Entre uma opção e outra, entre os dois extremos a alma vai se tornando perenemente cinza como de resto a própria existência física também é, com breves instantes de parca felicidade. E apenas idiotas não percebem isso, o quanto a vida é cinzenta. O que traz alento a tudo isso é saber que ainda podemos alimentar nosso espírito e nosso intelecto com doses generosas de grande arte. A grande arte de um dramaturgo como Mário Bortolotto (que transita com intensidade, desenvoltura e paixão entre texto, palco, teatro, rock’n’roll, poesia, cinema e vida no final das contas), ou a grande e igualmente intensa arte de uma cantora como a americana Sharon Van Etten. Tanto ele (Mário) quanto ela (Sharon) estão analisados em suas obras nesse post que você começa a ler agora. Ambos sabem que a existência humana se tornou algo bestial. E ainda assim tentam combater essa bestialidade com sua arte em estado bruto e puro, belíssima, poética, intensa e à flor da pele. Se todos nós pudéssemos fazer o mesmo, viver, criar e RESPIRAR arte desta forma, talvez o mundo se tornasse bem menos bestial e nossas almas fossem bem menos cinzas do que são. Mas enquanto isso não é possível, vamos ao que está ao nosso alcance para tornar menos dura a vida do dileto leitor destas linhas virtuais: oferecer a vocês mais um post bacana do blog que ama eternamente a cultura pop e o nosso sagrado rock’n’roll.

 

 

* E enquanto o mundo desaba lá fora, aqui a situação não é nada melhor. As chuvas de inverno estão total insuficientes pra recuperar o Sistema Cantareira, que continua secando em seu agora “volume morto”. São Paulo vai virar sertão. E Geraldinho “merda suprema” Alckmin segue liderando a disputa para Governador do Estado. Lamentável…

 

 

* E o último postão do blogão campeão em cultura pop e rock alternativo foi total bombator, mais uma vez: 161 curtidas em redes sociais e 68 comentários no painel do leitor. A firma agradece, uia!

 

 

* Indo pra música: é mesmo admirável a HUMILDADE que sempre permeou a personalidade dos quatro integrantes do U2. Há cinco anos sem lançar novo álbum de estúdio (o último trabalho foi editado em 2009), o gigante quarteto irlandês andou revelvando em entrevistas recentes que chegou a se questionar qual seria a importância de um novo disco do grupo para os fãs e para o rock atual. “Sim, tivemos essa insegurança”, declarou o vocalista Bono. Superada essa “crise existencial”, a banda pretende que o novo disco chegue ao mundo em novembro próximo. Pois então: se todas as bandas de rock (principalmente as brasileiras) tivessem essa noção de reavaliação de suas trajetórias, com certeza estaríamos livres de muito lixo musical. Mas como sempre, falta humildade a quem mais precisa dela…

 U2, a lenda gigante do rock irlandês: crise de insegurança e disco novo no final deste ano

 

* Como o Merdallica, por exemplo. O baterista Lars Ulrich declarou ao semanário New Musical Express que Noel Gallagher, ex-Oasis e gênio da guitarra, inspirou o baterista da velhusca e cafona banda de thrash metal a largar o vício da cocaína. Poxa… o Merdallica também poderia aprender com Noel a ser uma banda de rock minimamente decente, em todos os sentidos.

 O genial Noel Gallagher, ex-guitarrista e líder do finado Oasis: servindo de inspiração para o batera do Merdallica parar de tecar cocaine, uia!

 

 

* E semana que vem tem o festival Converse Rubber Tracks Brasil, que rola em Sampa (no Cine Jóia) de 30 de julho a 3 de agosto. Desde a última quarta-feira os ingressos pro evento (que vai ter gigs de, entre outros, Dinosaur Jr., Chet Faker, Churrasco Elétrico e Single Parents) estão disponíveis, de GRAÇA, no site do mesmo. Para conseguir um par é entrar no dito cujo e se cadastrar, o que deve ser feito aqui: http://rubbertracks.converseallstar.com.br/.

 

 

* Última forma: esqueçam guys e desconsiderem a info acima. Os tickets pro evento já estão ESGOTADOS, uia!

 

 

* O blog continua sendo mega fã do XOXOTAÇO Lana Del Rey. Motivos pra isso não faltam. Além de ser linda, cantar pra caralho e de ter acabado de lançar um discaço (o sensacional “Ultraviolence”), nossa doce Laninha também é a sinceridade total, algo em falta na música pop há séculos já. Em recente entrevista a uma revista americana, ela não teve pudores em declarar: “dormi com muitos caras na indústria musical. E nenhum deles me ajudou a conseguir um contrato…”. Wow! (sorte do macho que conseguiu esporrar naquela boceta divina…)

 O bocetaço que todos nós amamos, miss Laninha Del Rey, assume em entrevista: levou muita rôla grossa em sua xoxotona, pra conseguir entrar na indústria musical

 

 

* E na capa dessa semana da NME está o nosso amado Manic Street Preachers. A banda merece, e como, pois continua lançando discaços como o recém-editado “Futurology”, que foi beeeeem resenhado no último postão zapper. Será que um dia veremos os Manics tocando por aqui???

 

 

* E tão bacana quanto o som do Manic Street Preachers é a obra teatral e rock’n’roll do dramaturgo Mário Bortolotto. Mas isso você confere aí embaixo, no bate-papo exclusivo que o blog teve com ele.

 

 

A VIDA DE MÁRIO BORTOLOTTO NÃO CABE NUM CHEVROLET

Ele pode ser considerado como uma espécie de Jack Kerouac ou Charles Bukowski (ou um mix de ambos os lendários e inesquecíveis autores da geração de escritores beats americanos, que dominaram a contra-cultura literária americana nas décadas de 50’ e 60’) destes eternos tristes trópicos culturais brazucas, onde teatro é sinônimo de palavrão para as massas e sucessos editoriais se resumem a biografias escandalosas de algum jogador de futebol ou astros de telenovelas, ou então a livros de auto-ajuda ou de padrecos cantores. Ainda assim o paranaense (de Londrina) Mário Bortolotto, cinquenta e um anos de idade e há quase vinte morando em São Paulo (na capital), segue produzindo intensamente e melhor do que isso, consegue VIVER de sua produção artística/cultural. Ele escreve peças de teatro (já foram encenadas mais de trinta), roteiros para minisséries de tv, dirige e atua. E suas obras já foram premiadas duas vezes em 2000’, quando recebeu da Associação Paulista dos Críticos de Arte um troféu pelo conjunto de sua obra, e também ganhou o Prêmio Shell de melhor autor pela peça “Nossa vida não vale um Chevrolet”.

 

E Mário é gente finíssima e do rock também. É o cantor e letrista à frente da banda de blues Saco De Ratos (que já lançou três discos), que volta e meia se apresenta em bares da região do baixo Augusta, no centrão de Sampalândia. Quer encontrá-lo e bater um papo com ele ou vê-lo em cena? Sem problema: nosso (quase) anti-herói literário está sempre participando de alguma peça (como autor, diretor ou ator) que está sendo encenada no bar/teatro Cemitério de Automóveis, do qual ele é um dos sócios proprietários, um pequeno porém aconchegante espaço cultural localizado na rua Frei Caneca, também no centro da capital paulista. Quando não está atuando Mário ainda assim fica por lá na boa, conversando com os amigos e sempre degustando uma boa taça de vinho ou uma dose de Jack Daniel’s.

 

Bortolotto até se tornou conhecido do grande público este ano, ao participar da minissérie “A Teia”, que foi levada ao ar pela Rede Globo tempos atrás. E tem uma trajetória de vida que inclui passagens dramáticas, como quando quase morreu no final de 2009, ao ser baleado durante um assalto a um bar onde ele bebia com amigos, na praça Roosevelt (naquela época, um dos locais mais sinistros pra se aventurar na madrugada paulistana e hoje totalmente revitalizado por artistas que frequentam a própria praça, e que também contaram com a justa e necessária ajuda do Poder Público). Mas felizmente ele sobreviveu e segue firme e forte para continuar brindando os fãs de cultura underground com seus textos sempre calcados em personagens marginais e que vivem mergulhados em álcool, drogas e inadequação existencial.

 

E é esse Mário Bortolotto, um artista total a ver com o pensamento editorial destas linhas zappers, que o blog entrevistou com prazer na semana passada. Foi um longo e bacaníssimo bate-papo realizado através do Facebook e cujos melhores momentos você confere aí embaixo.

 Mário Bortolotto encarna o papel do escritor Henry Chinaski em cena da peça “Mulheres”, adaptada do livro homônimo escrito por Charles Bukowski 

 

Zap’n’roll – Você se tornou um dos dramaturgos e escritores do chamado “teatro marginal” ou “alternativo” mais conhecidos do Brasil de alguns anos pra cá. Pra quem ainda não conhece sua obra, como você se define dentro da produção cultural nacional e como você resumiria sua trajetória até aqui?

 

Mário Bortolotto – Eu sou basicamente um bluesman, rockeiro e escritor que também escreve dramaturgia e que procura levar pra minha dramaturgia justamente o que eu mais gosto em literatura, blues e rock and roll. A minha trajetória é totalmente coerente com a vida que eu decidi ter e que pago o preço por isso. Uma trajetória sem qualquer espécie de concessão. Eu simplesmente decidi que só iria fazer o que acreditasse em minha vida e é o que venho fazendo.

 

Zap – Muito bom. E no seu caso específico, parece que todas essas formas de criação e manifestação artística (música, rock, blues, poesia, literatura, teatro etc.) se conectam super bem. Mas é sabido que é duro viver de arte no Brasil. E ainda mais quando se trata de um criador como você, disposto a não abrir concessões na sua obra. Então vem a questão: você consegue viver bem do que faz?

 

Mário – Como eu sabia que eu seria assim totalmente torto na vida, procurei me preparar para levar uma vida com um padrão baixo. E nesse padrão tenho conseguido fazer apenas o que gosto. Não tenho despesas altas, levo uma vida modesta, etc. Se eu começar a subir o meu padrão de vida, vou ter que ganhar mais pra sustentar esse padrão. Então procuro manter o padrão lá embaixo. Por exemplo, até há pouco tempo morava numa kitchenete abarrotada de livros e discos e fitas cassete. Mal conseguia andar lá dentro. Então entrei num financiamento pra comprar um apartamento maior, mas eu esperava vender logo a kitchenete pra quitar a maior parte da dívida do outro, mas tá sendo muito dificil vender, então tô me ferrando pra pagar as prestações do meu financiamento, o que vai contra os meus principios de contrair dividas. Nunca tive dívidas, justamente porque nunca sei como vou poder pagar. É uma situação nova pra mim, mas que devo resolver assim que conseguir vender a minha kitchenete. Então a minha resposta é: eu vivo bem sim, mas quase que franciscanamente. Não diria franciscanamente, porque tenho os meus luxos como comprar livros e discos e beber whisky. Mas eu consigo sustentar esses luxos com o meu trabalho. E eu trabalho muito. Mas é só no que eu gosto. Escolhi viver assim.

 

Zap – O que nos leva a outra questão: foi por isso, pra ter uma grana um pouco maior, que você aceitou fazer uma participação na minissérie “A Teia”, exibida recentemente pela Tv Globo? Aliás, como se deu o convite para você, um autor e escritor essencialmente underground, participar de uma produção Global?

 

Mário – De maneira nenhuma aceitei pelo dinheiro. Se fosse por esse motivo, já teria aceitado nas outras vezes que me convidaram. Na minha vida toda já recebi muitos convites para trabalhos, alguns com boa remuneração e outros com remuneração nenhuma. E eu só aceito quando eu gosto do trabalho. Se tiver dinheiro, eu vou achar ótimo. Não tenho nada contra ganhar dinheiro fazendo o que gosto. E no caso especifico da “Teia” eu recebi porque foi um trabalho profissa na Rede Globo. Mas eu só aceitei porque gostei do roteiro do Braulio Mantovani. Eles mandaram pra mim todos os capítulos. Eu li, gostei do personagem e aceitei. Já recusei muitos outros trabalhos que seriam muito bem remunerados. E já aceitei trabalhos sem remuneração nenhuma só porque gostei do roteiro. Acho isso muito simples. Mas não tenho nada contra fazer algo para a Globo ou qualquer outra emissora ou produção se eu achar bacana. Gostei do roteiro e fiquei feliz de ter feito. Gostei muito do resultado. Acho que ficou uma puta série bacana, bem dirigida e com uma puta trilha sonora com Stones, The Band, Police e o escambau. Nem esperava por tanto. Atualmente estou escrevendo um episódio pra uma série da HBO. É claro que vou receber por isso, mas é uma série que eu quero escrever sobre um assunto que eu sou a fim de escrever. Do mesmo jeito que eu acabei de dirigir uma peça no meu teatro onde eu ganho apenas porcentagem como todos os outros atores. Eu gosto de fazer o meu trabalho e nunca é pelo dinheiro. Eu me diverti fazendo “A Teia” na Globo e me diverti fazendo a minha peça ou cantando com a banda “Saco de Ratos”. A diferença é que quando eu fiz “A Teia” eu recebi um salário e consegui beber mais whisky e pagar algumas prestações a mais. Mas eu faria um roteiro daquele mesmo que não pagassem porra nenhuma, como eu faço uma porrada de outros trampos. Mas sendo a Globo, eles pagam. E pagam muito corretamente, diga-se de passagem.

 

Zap – Bem, a minha opinião pessoal é de que “A Teia” foi sim uma bola dentro da Globo, muito por alguns dos motivos que você já elencou na sua resposta (a trilha sonora da série era realmente fantástica), e mesmo com muita gente criticando apenas porque era algo produzido pela… Globo. Mas você chegou a receber algum tipo de crítica de algum amigo ou admirador da sua obra por ter aceito participar do seriado?

 

Mário – Claro que sim. Mas são pessoas desavisadas e por quem eu não tenho o menor respeito. Eles não conhecem a minha trajetória nem o meu jeito de pensar realmente e apenas presumem como eu deveria agir. Gosto de muitas séries de tv e costumava gostar de muitas novelas nos anos 80 tipo “Água viva”, “Dancin Days” , etc. A Globo fez ótimas séries nesse período também como “Ciranda Cirandinha”, “Plantão de Polícia”, “Carga Pesada”. Eu gostaria de ter feito qualquer um desses trabalhos. E parece que agora eles querem fazer outros trampos desse tipo, o que eu acho ótimo. E tem as séries das emissoras a cabo que cada dia ficam mais interessantes. O meu amigo Marcelo Montenegro está escrevendo muitos roteiros para essas séries. Vejo com muito otimismo um mercado bacana e com qualidade para a rapaziada trabalhar. E sempre que me convidarem pra trampar em algo que eu considere, vou aceitar, independente de qual veículo ela vai estar, seja tv, cinema ou teatro. Encaro tudo da mesma forma e com o mesmo profissionalismo, tenha dinheiro o não na parada. A minha vida inteira foi assim. Tem trampos que eu ganho muito bem e acho ótimo. E tem trampos que não ganho porra nenhuma e faço com a mesma disposição só por gostar do que tô fazendo. O trampo que fiz na “Teia” não desabona em nada minha trajetória. Muito pelo contrário, tenho o mó orgulho de ter feito.

 

Zap – Falando em cinema, você já teve roteiros seus levados à tela, como “Minha vida não cabe num Opala”. Mas ultimamente parece que você tem centrado fogo em adaptar peças ou escrever textos baseados nos escritores da geração beat americana, como Jack Kerouac ou Charles Bukowski (cuja encenação do livro “Mulheres”, assistida pelo blog, ficou sensacional). Você vai retomar algo pro cinema nos próximos meses ou vai continuar concentrado em encenar suas própria peças lá no seu teatro, o Cemitério de Automóveis?

O anti-herói da dramaturgia nacional canta à frente da banda de blues Saco De Ratos

 

 

Mário – Eu vou continuar fazendo tudo que pintar na minha vida se me interessar. Atualmente tô esperando pra começarem as filmagens da adaptação do meu texto “A Frente Fria que a chuva traz” pelo Neville D´Almeida e trabalhando no roteiro da adaptação de outra peça minha que é o “Uma pilha de pratos na cozinha”. Também vou escrever esse roteiro pra um episódio de uma série da HBO. Escrevo prefácios pra livros de amigos (sem ganhar porra nenhuma), Também escrevo e dirijo peças pro nosso teatro (meu e dos meus sócios) sem nenhuma certeza de que vou ganhar algo. Amanhã faremos a primeira leitura do texto “Patrimônio” do meu amigo e sócio Lucas Mayor que eu vou dirigir. Trabalho pra caralho. De vez em quando eu ganho, e na maioria das vezes não, mas costumo ficar muito feliz com minhas escolhas profissionais, sempre. E é isso que importa no final. E é isso que vai ficar. Daqui a alguns anos quero olhar pra trás, pra minha carreira profissional e dizer: “caramba, me orgulho de tudo que fiz”. É isso que importa pra mim.

 

Zap – Bacaníssimo. E um dos episódios mais marcantes da sua trajetória infelizmente nem está ligado à sua produção artística. Mas sim ao assalto que aconteceu em um bar na Praça Roosevelt (centro de São Paulo), em uma madrugada em dezembro de 2009. Você estava no local no momento do assalto e acabou levando três tiros de um dos assaltantes. Foi levado em coma pro hospital, quase morreu e felizmente sobreviveu. Hoje, passados cinco anos e olhando pra trás, que marcas e lições esse episódio deixou em você?

 

Mário – Não sentar de costas pra porta em mesa de bar, principalmente, rs. Na verdade, não trouxe lição nenhuma. Me trouxe sim uma dor no meu peito que não vai me abandonar até que eu morra de vez. No meu peito onde abriram e depois costuraram de volta dói sempre, às vezes me falta ar. O que aconteceu comigo poderia ter acontecido com qualquer um. Os caras entraram, barbarizaram e atiraram em mim. Foi isso. Eu tava muito bêbado, Já tinha matado uma garrafa de Jack [Daniel’s]. Entraram gritando e mandando todo mundo deitar no chão. Eu não tava a fim de encrenca, mas também não queria deitar. Aí um deles veio por trás e me deu uma puta coronhada na cabeça. Qualquer um teria desmaiado e ficaria tudo certo. Até hoje tem um lugar na minha cabeça que não nasce cabelo. A porrada foi muito forte. O que acontece é que eu sou um bosta de um cabeça dura. O cara me deu a porrada, eu levantei e falei: “Qual é, porra, tá louco?” e fui pra cima dele. Entenda que eu não tava bancando o herói como alguns chegaram a dizer. Eu não tava defendendo minhas amigas que foram agredidas. Eu sequer percebi que minhas amigas tinham sido agredidas. Eu não percebi porra nenhuma porque eu tava muito bêbado. Eu só percebi a porrada na minha cabeça. Então eu me levantei. Então eu não quero ser tirado de herói. Mas também não quero ser tirado de irresponsável que enfrenta um cara armado. Eu não reagi a um assalto. Eu reagi a uma agressão. Eu reagi instintivamente e com certeza instintivamente eu reagiria de novo. Essa não é uma reação calculada, pensada. Eu não sou herói e nem irresponsável. Então não ficou nenhuma lição. Tenho certeza que hoje em dia nas condições que eu estava, reagiria da mesma forma.

 

Zap – Entendi. E encerrando então: a praça Roosevelt era meio “sinistra” naquela época, estava bastante abandonada pelo poder público. E depois que aconteceu isso com você, houve toda uma movimentação para que a prefeitura de São Paulo revitalizasse o local o que de fato acabou acontecendo e hoje o espaço lá está completamente reformado, bem policiado e é um dos locais mais seguros pra se frequentar à noite ou mesmo de madrugada. Ou seja: na sua opinião, será que é preciso que ocorra quase uma tragédia com alguém conhecido para que o poder público se mexa e tome as providências necessárias para que eventos semelhantes não voltem a ocorrer?

 

Mário – Não foi exatamente o que aconteceu. A praça já estava em franca revitalização. Os grandes responsáveis pela revitalização da praça foram os grupos de teatro que foram pra lá e implantaram as suas sedes na praça, mais especifamente o Grupo “Satyros” que teve a coragem de ir pra lá quando o lugar era bastante inóspito e que enfrentaram a maior barra pesada e depois os Parlapatões. Eles são os grandes responsáveis pela revitalização da praça. Se não fossem esses dois grupos, a praça não seria o que é hoje. A rua movimentada, os teatros e bares funcionando traz vida pra noite e consequentemente torna a cidade mais segura. Eu só sofri a violencia que sofri justamente porque os bares já estavam fechados por causa dessa lei ridicula que é a Lei Psiu. Uma lei como essa numa metrópole como São Paulo é inaceitável. Se o teatro estivesse aberto e houvessem pessoas na rua, não teria acontecido o que aconteceu comigo. Os bandidos não teriam entrado no bar. Eles só entraram porque a porta estava abaixada e foi levantada para alguns fregueses entrarem. E quando eles entraram, os bandidos entraram na cola. É preciso que a vida boêmia não seja extinta, caso contrário não poderemos sair mais nas ruas de madrugada porque estaremos correndo o risco de ser assassinados. O maior problema hoje é essa evangelização a que estamos nos submetendo. Os evangélicos vão dominar o país e teremos todos que ficar recolhidos em casa. Noite funcionando, bares funcionando é saudável, caramba. Gera cultura, música ao vivo, performances, empregos. Eu lembro com saudades e nostalgia da noite de São Paulo nos anos 80 como era du caralho. Eu conto pros meus amigos que tinha uma livraria no Bexiga, na Rua Santo Antonio, que ficava aberta a madrugada toda e ninguém acredita. É muito foda. Então eu afirmo: para que eventos semelhantes ao que aconteceu comigo não voltem a ocorrer, é preciso que consigamos conter o avanço evangélico. É preciso que voltemos a ter liberdade. Bares abertos, todo mundo fumando, bebendo, se divertindo, assistindo filmes, shows de música, trocando idéias nas mesas dos bares, discutindo projetos, tramando revoluções, namorando, se divertindo e conseguindo pelo menos à noite ou de madrugada, sonhar com uma vida melhor, menos opressora e divertida. Se o sujeito se encontra tolhido na sua vida, infeliz e apenas vendo a sua vida se esvair sem sentido, é claro que em algum momento ele vai se revoltar e fazer alguma cagada. É preciso evitar isso.

 

* Mais sobre Mário Bortolotto, vai aqui: https://www.facebook.com/mario.bortolotto?fref=ts.

 

 

ALVVAYS E SHARON VAN ETTEN TORNAM NOSSA EXISTÊNCIA MENOS AMARGA

O mundo não anda fácil. O ser humano em geral, cada vez mais insensível e bestial, também não anda fácil – e tome aviões comerciais sendo abatidos por mísseis (matando quase trezentos inocentes), Isarel voltando a massacrar palestinos em Gaza etc. Pra piorar tudo de uma vez, o rock’n’roll igualmente não anda fácil. É cada vez mais difícil surgir uma banda ou artista novo que chame a atenção e valha realmente a pena pela QUALIDADE do que gravou. Assim é que quando nos deparamos com uma banda como o canandense Alvvays (assim mesmo, grafado com dois “v”) ou com uma cantora folk como a americana Sharon Van Etten, temos que dar graças aos céus. E acalentar nossos ouvidos escutando muuuuuito o som de ambos.

 

O quinteto Alvvays era desconhecido destas linhas rockers bloggers até a semana passada. Quem nos alertou para a existência dele foi o velho chapa Cristiano Viteck, amigão de anos do blog zapper e blogueiro e apresentador de um programa de rock em uma emissora FM no interior do Paraná, o “Garagem 95”. Sempre antenadíssimo com tudo o que rola no rock alternativo planetário, Cris avisou ao jornalista Finaski pelo Facebook há alguns dias: “fica de olho no Alvvays. Eles acabam de lançar o primeiro disco, que está sendo muito elogiado pela Rolling Stone americana e por sites como o Pitchfork. E o som deles remete a dream pop e shoegazer, bem como você gosta”. De fato: formado em Toronto em 2011, o Alvvays é integrado por duas garotas (a vocalista e guitarrista Molly Rankin e a tecladista Kerri MacLellan) e três marmanjos (Alec O’Hanley também nas guitarras, Brian Murphy no baixo e Phil MacIsaac na bateria). À primeira audição o som deles remete totalmente à algo entre Belle & Sebastian e The Pains Of Being Pure At Heart. As melodias são doces, fofinhas, cativantes, os vocais de Molly idem e há toda uma ambiência shoegazer anos 90’ perpassando a maioria das faixas do disco de estreia homônimo do grupo, e que foi lançado oficialmente na última segunda-feira. Com um detalhe: são apenas nove músicas em enxutos e certeiros trinta e três minutos de rock – uma raridade nos dias de hoje onde conjuntos gravam cds de quase uma hora (ou mais) com repertório que é sempre quase puro lixo. O que nem de longe é o caso do Alvvays que já mostra logo em seu primeiro lançamento alguns momentos preciosos como em “Adult Diversion” (o primeiro single do disco, já com vídeo rodando no YouTube), “Party Police” ou “Red Planet”. Este espaço rocker virtual se encantou pelo trabalho da banda (que de fato recebeu ótimas cotações na Rolling Stone americana, na NME e no AllMusic) e torce para que ela continue assim no futuro.

O quinteto indie shoegazer canadense Alvvays (acima) e o novo disco da cantora folk americana Sharon Van Etten (capa abaixo): o rock alternativo dos anos 2000″ ainda tem salvação!

 

 

 

O mesmo encantamento que se apoderou do autor destas linhas virtuais quando ele foi ouvir “Are We There”, quarto álbum de estúdio da cantora e compositora folk americana Sharon Van Etten. O disco na verdade saiu em maio último mas está começando a bombar entre público, sites e blogs somente agora. E como nunca é tarde para se comentar sobre ótimos trabalhos, Zap’n’roll não se importa nem um pouco de falar dele apenas neste post. Sharon nasceu em Nova York e tem trinta e três anos de idade. Mas começou sua carreira musical há apenas cinco, em 2009. E talvez esteja chegando ao ápice com este belíssimo novo trabalho. Ela possui a inflexão vocal ao mesmo tempo potente e delicada. As canções, todas altamente reflexivas, inebriantes, bucólicas e com melodias eivadas de melancolia plena, transportam o ouvinte para um mundo onde habitam inquietude da alma e do coração, inadequação existencial e dores provocadas por desalentos amorosos. Como se não bastasse essa torrente de faixas que afaga com mega ternura nosso lado emocional, Van Eteen ainda é uma excelente instrumentista que toca com desenvoltura violões, guitarras e pianos. Secundada por um numeroso naipe de músicos convidados, a garota emociona total quem ouve canções avassaladoras como “Afraid Of Nothing”, “Our Love”, “Break Me”, “Your Love Is Killing Me” (título arrebatador para uma música idem) ou “I Know”. Não à toa, no caso dela, a rock press também ficou de joelhos diante do cd, com a Rolling Stone americana e o site Pitchfork se desmanchando em elogios a ele. É um dos discos campeões de audição na house de Zap’n’roll há semanas. E já tem o voto do blog para estar na lista dos melhores lançamentos de 2014.

 

Yep, o rock alternativo mundial ainda tem salvação nestes tristes anos 2000’. Alvvays e Sharon Van Etten estão aí para mostrar isso. Pena que esteja cada dia mais impossível garimpar essa salvação através de artistas como os dois citados neste tópico.

 

* Mais sobre o Alvvays, vai aqui: https://www.facebook.com/ALVVAYS?fref=ts.

 

* E mais sobre Sharon Van Etten, vai aqui: https://www.facebook.com/SharonVanEttenMusic?fref=ts.

 

 

O TRACK LIST DO CD DE ESTREIA DO ALVVAYS

1.Adult Diversion

2.Archie, Marry Me

3.Ones Who Love You

4.Next of Kin

5.Party Police

6.The Agency Group

7.Dives

8.Atop a Cake

9.Red Planet

 

 

E ALVVAYS E SHARON AÍ EMBAIXO

Em dois vídeos: com o quinteto canadense tocando o single “Adult Diversion” e no link do YouTube onde você pode escutar na íntegra o novo álbum da cantora folk americana.

 

 

 

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MUSA ROCKER DA SEMANA – UMA SUPER JAPA GIRL DELÍCIA CREMOSA TOTAL, WOW!

Nome: Madeleine Akye.

 

Idade: 32 aninhos delicious.

 

De onde: Osasco, na Grande São Paulo.

 

Filmes: “Blade Runner – o caçador de androides”, “Áta-me”, “A bela da tarde”, “Dançando no escuro” e “Pulp Fiction”.

 

Livro: “A insustentável leveza do ser”.

 

Bandas: The Smiths, The Cure, Mutantes.

 

Discos: “Is This It?” (a hoje clássica estreia dos Strokes) e “Ok Computer” (a obra-prima do Radiohead).

 

O que o blog tem a dizer sobre ela: além de linda, tesão total e gatíssima, Madeleine é um furacão em termos de agito e de formação intelectual e cultural. Estas linhas online a conheceram há pouco tempo (por intermédio da nossa mui amada amiga e também lindaça cientista política, miss Josiane Butignon) e agora o blogger rocker e a japa girl são amigos inseparáveis. Também, como não se encantar por uma garota que estudou artes cênicas, já cantou em banda de rock, já foi repórter de site e que ainda saca muuuuito de moda?

 

Essa é a nossa musa desta semana. E que está (atenção garotos mui bem intencionados, hihi) solteiríssima. E Madeleine será uma das atrações da Noite Zap’n’roll, que rola em 30 de agosto na Sensorial Discos, em São Paulo, quando ela irá fazer performance erótica abusadíssima ao lado de outro monumento feminino ao tesão nosso de cada dia, a nossa também eterna musa rocker Jully DeLarge.

 

Mas enquanto esse festão não chega, a marmanjada pode se deliciar com essas imagens incríveis da nossa japa idem, clicadas pelo expert Nickk Fotógrafo. Babem crianças, babem!

 Vem, e me DEVORA!

 

Boneca de porcelana ameaçando deixar escapar um dos seios pelas mãos

 

Ultra sexy girl esperando apenas para dar o bote

 

E o encontro das DEUSAS: a japa troca carinhos com a também deliciosa Jully DeLarge

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos: A estreia do quinteto canadense Alvvays, o novo de Sharon Van Etten e também o novo do nosso eternamente amado Morrissey. Yep, Moz é Moz: as letras podem ter perdido um pouco a densidade poética de anos atrás e o disco exagera pelo número de faixas (dezoito, na versão de luxo). Mas musicalmente talvez seja o trabalho mais consistente dos últimos anos do ex-vocalista dos inesquecíveis Smiths.

 

*Livros: “Indiscotíveis” (lançamento da novata editora Lote 42) reuniu um time de jornalistas, músicos e produtores que se dispuseram a analisar catorze dos mais importantes discos da história da música brasileira, em diversos segmentos (rock, mpb, reggae, rap, funk etc.). A seleção das obras incluídas no volume pode ter sido algo completamente subjetivo (e foi, claro) mas ainda assim o livro organizado por Itaici Brunetti lançar um olhar textual bacaníssimo sobre discos clássicos como “Cabeça Dinossauro” (dos Titãs), “Acabou Chorare” (dos Novos Baianos), “Afrociberdelia” (de Chico Science & Nação Zumbi), entre outros. Pra ler ouvindo (se possível) os trabalhos ali comentados.

 

* Banda: direto de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, vem o som potente do quinteto Leave Me Out (formado pelo vocalista Bruce Camilo, pelos guitarristas Victor Hugo e Raphael Maldonado, pelo baixista Bob e pelo baterista Danilo Caju). Eles já rodaram bastante por festivais independentes pelo Brasil afora, tem um bom disco lançado há pouco (o “Endless Maze”) e o som do conjunto é poderoso e remete total a Soundgarden e Alice In Chains, dos tempos gloriosos do grunge de show do quinteto mês passado em um mini-festival em Uberlândia e realmente ficou impressionado com a dinâmica sonora deles em cima do palco. Assim, fica aí a dica pra quem quiser conhecer a turma, sendo que mais sobre o Leave Me Out você encontra aqui: https://www.facebook.com/bandaleavemeout/timeline.

 O Leave Me Out: grunge das Minas Gerais

 

* Baladenhas friorentas: e não? Estamos no inverno e anda um frio delicious em Sampalândia. Bom pra ficar em casa embaixo do edredon mas também muito bom pra ir pra rua curtir a night. E como hoje já é sextona em sim (quando esse post está sendo concluído), a pedida é ir ver o pocket show do grupo Alarde lá na sempre ótima Sensorial Discos (na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampa). Depois ainda dá pra emendar curtindo a noitada rocker na Blitz Haus (também na Augusta, mas no 657) ou no sempre bombado Astronete (no 335 da mesma Augusta).///Sabadon? Tem especial rock nacional anos 80’ no Inferno (no 501 da Augusta) e o open bar literalmente do INFERNO no Outs (no 486 da, ufa!, Augusta), onde só os fortes sobrevivem no final da madrugada, uia! Então é isso: veste aquela jaqueta ou capote bacanão e se joga, porra!

 

 

SAINDO A BIO DO IAN CURTIS

Yeeeeesssss! E ele vai para:

 

* Camila Souza, do Rio De Janeiro/RJ.

 

Mas ainda tem promos por aqui, não perca a esperança! Vai lá no hfinatti@gmail.com que continuam em disputa:

 

* UM PAR DE INGRESSOS pro show do The Mission, dia 20 de agosto em São Paulo;

 

* E mais DOIS INGRESSOS pro show do Peter Murphy dia 13 de setembro, também em Sampa. Certo? Mande sua mensagem e boa sorte!

 

 

E AGORA É FIM MESMO!

O postão ficou lindão (modéstia à puta que pariu) e já dá pro nosso dileto leitorado se divertir com ele até a semana que vem. Então paramos por aqui, deixando um beijo apaixonado pra Tainara Rezende e outros no coração da Renata Paes Dias e de todos nossos amados leitores. Até mais!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 31/7/2014 às 20:00hs.)

Na semana em que a selecinha inútil foi MASSACRADA por uma divisão PANZER alemã na Copa de merda (que felizmente chega ao fim neste finde), o mondo pop/rock é atropelado pelos novos discos do Manic Street Preachers e do gênio Morrissey; um bate-papo EXCLUSIVO com Mário Bortolotto, o grande nome da dramaturgia rocker e marginal brasileira; e claaaaaro: uma nova musa rocker gatíssima e tesudíssima, pra macho (cado) tarado nenhum reclamar, uia! (postão completo e finalizado, falando infelizmente das mortes dos grandes Tommy Ramone e Vange Leonel) (atualização final em 15/7/2014)

Na semana em que a selecinha escrota e inútil se fodeu definitivamente na Copa de merda, o mondo rocker recebe de braços abertos os novos discaços do trio galês Manic Street Preachers (acima) e da velha e genial biba Morrissey (abaixo); aí sim!

 

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AS ÚLTIMAS DE UMA SEGUNDA/TERÇA-FEIRA QUE DERRUBARAM EMOCIONALMENTE O BLOG, POR CONTA DAS MORTES DE TOMMY RAMONE E VANGE LEONEL

Yep. O postão iria ser completado com gosto no começo desta semana (estamos escrevendo este último texto dele já na alta madrugada de terça-feira, 15 de julho). Temos uma sensacional entrevista prontinha pra ser publicada, com o gênio da dramaturgia marginal Mário Bortolotto. Também iríamos postar a resenha do novo disco do amado Morrissey. E mais isso e aquilo.

 

Mas como sempre o destino é cruel, nos prega peças e a Lei de Murphy ataca quando menos se espera. Fora que a existência humana é perenemente cinza, até a chegada de nosso inefável desaparecimento.

 

Pois a morte começou a chegar a alguns nomes da história do rock’n’roll (daqui e de fora) que o blog venera e respeita demais já na última sexta-feira. Naquele dia morreu em Nova York Tommy Ramone, o último integrante original dos Ramones que ainda estava vivo. Ele foi um dos fundadores da banda em 1974 e tocou bateria nos três primeiros e insuperáveis discos do grupo, incluso a obra-prima “Rocket To Russia”, de 1977. Tommy estava com sessenta e cinco anos e lutava contra um câncer no duto biliar. A doença infelizmente venceu – como também derrubou o vocalista Joey em 2001 e o guitarrista Johnny em 2004.

 

Essa notícia por si só já havia deixado estas linhas online (que ainda estão em Minas Gerais e retornando hoje à São Paulo) bastante tristonhas. Uma tristeza que se transformou em assombro e impactante melancolia profunda ontem quando o mondo rock nacional foi colhido de surpresa pela notícia do falecimento da cantora Vange Leonel. Ela tinha cinquenta e um anos de idade (nova, ainda) e também foi derrubada por um câncer (no ovário) que foi descoberto há apenas vinte dias.

O baterista e fundador dos Ramones, Tommy (acima) e a cantora Vange Leonel, vocalista do grupo Nau (abaixo), um dos nomes essenciais do rock BR dos anos 80’: ambos levados pelo câncer nos últimos dias, deixando o mondo rock mais empobrecido do que já anda nos tempos atuais

 

O jovem e dileto leitor zapper pode não se dar conta de quem foi Vange Leonel. Mas ela foi vocalista, na segunda metade dos anos 80’, da banda paulistana Nau. Um grupo de hard/blues rock que era um espanto: tinha um guitarrista fenomenal (Zique), uma “cozinha” absurda e Vange nos vocais. Ela possuía uma inflexão a um só tempo ultra sexy e trovejante e poderosa. As músicas eram fantásticas, as letras idem (como as bandinhas escrotas do rock nacional de hoje nem em sonho conseguem fazer) e o Nau lançou apenas um disco memorável pela gravadora CBS (atual Sony Music), que deixou a crítica de joelhos mas vendeu pouco. Quando a banda iria registrar um segundo trabalho a gravadora percebeu o potencial solo de Vange (que além de tudo era gatíssima) e resolveu lançar um disco apenas dela. O álbum estourou a música “Noite Preta” nas rádios de todo o país, foi tema de abertura de novela da Globo mas tempos depois Vange desencanou da carreira e a gravadora rompeu o contrato que tinha com ela. A cantora foi então cuidar de sua vida pessoal: passou a escrever colunas para jornais como a FolhaSP, se tornou ativista gay (sim, ela era gay e ficou quase três décadas casada com a jornalista Silmara Bedaque) e produziu muita arte bacana e em defesa das minorias e em favor da diversidade sexual. Além de ótima cantora e letrista, também era um ser humano incrível, em todos os sentidos.

 

Tommy e Vange se foram, derrubados por uma doença terrível, implacável e cruel (e Finaski já teve seu tumor cancerígeno na garganta em 2013 e agora fica esperando pelo dia em que ele irá voltar e também irá nos alcançar com o beijo gélido e inexorável da doce morte). Ambos irão fazer muita falta em um mundo onde não há mais espaço para a grande criação artística e para o sentimento humano. Porém a arte que ambos produziram foi gigante. E se a vida é breve e finita, a arte deles é eterna. E como tal estará sempre presente no mundo dos que ainda estão vivos.

 

Rip Tommy Ramone e Vange Leonel. Tenham um ótimo e eterno sonho, por todos nós.

 

(a entrevista com Mário Bortolotto e a resenha do novo álbum do querido Moz sairão em nosso próximo post)

 

 

CORPO VADIO

Nesse corpo vadio
Mora alguém que, quando você vai embora, sente tão só
Nesse corpo vadio
Chora um anjo louco…

E nessas horas de frio
Fecho os olhos, molho o travesseiro e começo a sonhar
Nessas horas de frio
Quero mais que o paraiso…

Me diga, que eu te sinto
E eu morro por você
Sussura em meus ouvidos
O que vc quer, tudo que eu tenho, além de mim…

Mora alguém que, quando você vai embora, sente tão só
Nesse corpo vadio
Chora um anjo louco…

Ah, e nessas horas de frio
Fecho os olhos, choro
Fecho os olhos, choro

E esse corpo vadio
Tão igual aos outros, um entre tantos

Me diga, que eu te sinto
E eu morro por você
Sussura em meus ouvidos
O que vc quer, tudo que eu tenho, além de mim…

Me diga, que eu te sinto
E eu morro por você
Sussura em meus ouvidos
O que vc quer, tudo que eu tenho, além de mim…

 

**********

 

O massacre alemão.

Alguém duvidava que isso iria acontecer? Algum torcedor FANÁTICO, otário e acéfalo por esse esporte estúpido chamado futebol realmente chegou a acreditar que a selecinha brasileira, em sua eterna arrogância, salto alto, falta de planejamento tático, prepotência e petulância ridículas e desmesurada (além de ser COMANDADA por uma entidade esportiva pra lá de bandida e mafiosa, que é a sinistra CBF), seria capaz de suplantar a máquina de jogar alemã (uma equipe que estava sendo já preparada há mais de uma década pra encarar o campeonato mundial de futebol deste ano)? Zap’n’roll, que assumidamente ODEIA futebol e entende quase nada do esporte, tinha certeza (como dois e dois são quatro) de que o Brasil não chegaria na final dessa Copa. Só era preciso saber quando o timeco nacional (que não teve esquema tático durante toda a competição e dependeu muito mais de seus poucos grandes valores individuais, sendo que quando o principal deles, Neymar, foi colocado fora de combate, o restante do time simplesmente evaporou e se fodeu) iria dançar em definitivo. Assim foi que, enfrentando seleções de segundo escalão e fazendo performances sofríveis em campo o Brasil (outrora a “melhor seleção de futebol do mundo”), ao se deparar com um adversário realmente poderoso, tomou no cu sem lubrificante que amenizasse a foda. Foi MASSACRADO e HUMILHADO pelos alemães com um placar de 7 a 1 que já entrou para a história esportiva mundial. E o autor deste blog, de verdade, vibrou com o resultado pois ele deixa muitas e variadas lições. Uma delas: esse país (que é lindo em sua diversidade étnica e cultural, em suas riquezas e belezas naturais etc, etc, etc, e quem está falando isso é um jornalista que conhece essa porra de Brasil de Norte a Sul) precisa parar de pensar APENAS em futebol. O povo brasileiro (esse sim que de décadas pra cá se tornou cada vez mais inculto, ignorante, insensível, egoísta, individualista, não solidário, violento, machista, sexista, reacionário, conservador, preconceituoso e moralista babaca, com as exceções de sempre, claro) precisava tomar esse choque de realidade pra acordar e começar a se importar mais com o país onde nasceu, cresceu e vive. Se importar em cobrar das autoridades que haja uma melhoria monstro nos serviços públicos essenciais (Educação, Saúde, transporte, infra estrutura como um todo), cobrar que a corrupção endêmica que assola o Brasil desde sempre tenha um fim, exigir que nossa vergonhosa classe política (uma das piores do mundo) se torne minimamente decente e mais zilhões de demandas que precisam ser urgentemente postas em prática. Ou é isso ou é melhor arrumar as malas e se mudar pra Islândia. É muito óbvio que o projeto “Copa no Brasil” foi feito e pensado para render dividendos políticos a quem está no Poder (e nenhum problema nisso, qualquer outro Partido faria e iria querer o mesmo), além de desviar a atenção para os problemas que o país enfrenta e precisa solucionar. O que espanta nesse quadro é que tem gente que não se dá conta disso e ainda acha que o futebol não interfere em outras questões da vida cotidiana do brasileiro, um fanático incorrigível por um esporte violento, que gera violência e que há muito deixou de ser sinônimo de excelência e lazer por aqui. Também causa mega irritação esse ufanismo babaca, hipócrita, falso e de ocasião e que só é mostrado pelo grosso da população durante um mês – o da realização da Copa. E tome bandeirinhas brasileiras nos carros, nas janelas das residências, em locais públicos, o povaréu cantando o Hino Nacional com a mão no peito e lágrimas nos olhos e bla bla blá. Porran, por que no restante do ano também não é assim? E antes que digam que Finaski odeia o Brasil e que este editorial é o exemplo mais bem acabado de um pseudo complexo de vira lata, negativo: o país é lindo e estas linhas bloggers sentem orgulho dele e de ter nascido aqui. O que, infelizmente, estraga e ATRASA a evolução brasileira em quase todos os aspectos, é justamente a péssima índole de boa parte da população (e incluso aí autoridades públicas, a Justiça, o Legislativo, o Executivo, a polícia etc.). O exemplo de Justiça igualitária, de respeito à Ordem e à Lei, é sabido, TEM QUE VIR DE CIMA. E aqui isso NUNCA acontece. Então, se a putaria começa já lá em cima por que alguém aqui embaixo vai querer respeitar algo, afinal? Enfim, neste sábado (leia-se amanhã) ainda tem o canto do cisne da selecinha na Copa 2014, disputando o terceiro lugar contra a Holanda. E pro gosto do blog, vai perder mais uma vez. Aqui não tem ufanismo babaca, jamais. Tem sim pé no chão e olho na realidade e na crença fervorosa de que o Brasil precisa mudar e acordar. Tem eleição em outubro, a disputa vai ser sangrenta (com muitos golpes abaixo da linha da cintura) e esse país, de quem o autor deste blog se orgulha sim e muito (mesmo que ele seja sempre maltratado e espezinhado pelos seus próprios filhos) precisa ACORDAR pra vida. Não é mole, é cruel mas é isso mesmo. E dado este recado bora lá curtir o postão que começa agora e que está incrível esta semana, com Manic Street Preachers, Morrissey, o dramaturgo Mário Bortolotto e aquela musa rocker tesudíssima e gatíssima e que você, dileto leitor zapper, só encontra aqui.

 

 

* Ainda a propósito da selecinha, circulou nas redes sociais esta semana uma publicação informando o SALÁRIO que os vinte e três jogadores convocados para defender o Brasil na Copa 2014 recebem mensalmente, entre pagamento fixo e faturamentos extras (como “bichos”, participação em campanhas publicitárias etc.). Vejam só que VERGONHA:

 

 

GOLEIROS:
● Júlio César (R$ 530 mil/mês);
● Victor (R$ 235 mil/mês);
● Jefferson (R$ 250 mil/mês);

DEFESA:
● Thiago Silva (R$ 3,2 milhões/
mês);
● David Luiz (R$ 418 mil/mês);
● Dante (R$960 mil/mês);
● Henrique (R$ 100 mil/mês);
● Daniel Alves (R$ 600 mil/mês);
● Maicon (R$ 1,2 milhão/mês);
● Marcelo (R$ 830 mil/mês);
● Maxwell (R$ 1,08 milhão/mês);

MEIO-CAMPO:
● Fernandinho (R$ 1,2 milhão/
mês);
● Luiz Gustavo (R$ 660 mil/mês);
● Paulinho (R$ 1 milhão/mês);
● Hernanes (R$ 800 mil/mês);
● Ramires (R$ 656 mil/mês);
● Oscar (R$ 475 mil/mês);
● Willian (R$ 625 mil/mês);

ATAQUE:
● Hulk (R$ 2 milhões/mês);
● Bernard (R$ 1,1 milhão/mês);
● Fred (R$ 750 mil/mês);
● Jô (R$ 150 mil/mês);
● Neymar (R$ 5 milhões/mês).

(não foi incluído nessa planilha o valor que a máfia da CBF pagou ao escrete pela sua atuação na selecinha).

 

 

* Ao saber de alguns dos valores citados acima, em bate-papo com estas linhas online, o sempre querido Lúcio Fonseca (um dos proprietários da loja Sensorial Discos e dileto amigo zapper) não se conteve e disparou: “isso é fruto da IGNORÂNCIA que reina entre o povo brasileiro. Será que algum dia veremos um intelectual daqui, um pesquisador ou cientista renomado, ou mesmo um ganhador de Prêmio Nobel e que com certeza contribuiu muito mais para a evolução da humanidade e para o bem-estar do ser humano do que um reles jogador de futebol, ganhar valores semelhantes pelo seu trabalho?”. O blog endossa as palavras de Lúcio, sem precisar acrescentar absolutamente nada a elas.

 

 

* Já na esfera política, a Sabesp mandou avisar: o Sistema Cantareira (que abastece, ou ABASTECIA, de água cerca de oito milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo) literalmente SECOU. A água que lá está agora é a do chamado “volume morto” e que deverá durar apenas até outubro ou novembro, quando o (des) governo estadual paulista conta com o início do período das chuvas para normalizar a situação do reservatório. A pergunta que não quer calar nunca: e se as chuvas não vierem ou forem totalmente pífias, como foram no início deste ano? E depois que o “volume morto” também acabar e tudo secar de vez? E aí, comofas Geraldinho Alckmin, seu BANDIDO e MERDA gigante? As eleições 2014 serão em outubro. vote consciente: SUMA com a tucanalha! Vamos ARRANCAR o PSDB do poder no Estado de São Paulo, pelo bem do povo paulista.

 

* O candidato do blog em 2014 a deputado federal é o super dj André Pomba, o melhor amigo dessas linhas online há mais de duas décadas. Quanto ao voto para governador e presidente, ainda estamos analisando as opções disponíveis no primeiro turno. Mas não vai ser mole escolher alguém que valha minimamente a pena.

 

 

* IMAGEM DA SEMANA (UIA!!!) – nope, não se trata de nenhum xoxotaço, de nenhum bocetão cadeludo daqueles que arrancam porra do macho com gosto, tal qual (nas palavras do professor Pedro Serafim Neto) uma “autêntica máquina pneumática industrial coletora de esperma”, hihihi. Desta vez (e para horror de nosso dileto leitorado punheteiro, hihi) a fotoca da semana é mesmo do apresentador Luis Datena, da Band. O sujeito (em que pese seu programa ser reaça ao cubo) pelo menos é MACHO e cumpre com a palavra (algo que pouca gente faz nesse país). Prometeu que iria apresentar o seu “Brasil Urgente” de CUECA caso a selecinha se fodesse na Copa de merda. E literalmente CUMPRIU com a promessa, como você pode ver aí embaixo. Isso aê Datenão: por essa atitude estas linhas bloggers, que odeiam gente sem palavra, batem palmas pra você!

 Datena de cuecão, ao vivo na Band: pelo menos ele honra sua palavra

 

 

 

* E o último postão zapper continuou campeão de audiência: quase noventa curtidas em redes sociais e mais de SETENTA COMENTÁRIOS no painel do leitor. Não temos do que reclamar por aqui, sinceramente.

 

 

* Yep, Mick Jagger esteve aqui esta semana. O vocalista dos Rolling Stones (que devem se apresentar no Brasil em fevereiro de 2015), acompanhado do filho Lucas, foi ao estádio do Mineirão em Belzonte, e presenciou a selecinha ser literalmente TRUCIDADA pelo Alemanha. E a quem o chamou mais uma vez de pé-frio, ele retrucou: “eu posso até ser culpado pelo primeiro gol da Alemanha. Mas não pelos outros seis!”. Uia!

 O eterno Rolling Stone assiste ao massacre do Brasil pela Alemanha: “sou culpado apenas pelo primeiro gol!”; uia!

 

 

 

* Você se lembra do Interpol? Pois entonces: o hoje trio pós-punk nova-iorquino lança no início de setembro seu quinto álbum de estúdio, e que vai se chamar “El Pintor”. E a primeira faixa do novo trabalho a ganhar vídeo promocional é “All The Rage Back Home”, que é bacaninha e retoma em parte o clima soturno à la Joy Division, presente no até hoje insuperável “Turn On The Bright Lights”, a fenomenal estreia em disco da banda em 2002. Resta saber como será o restante do trabalho mas, por essa música em si (e cujo vídeo você confere aí embaixo), dá pra esperar que o grupo liderado pelo vocalista e hoje baixista Paul Banks ganhe uma sobrevida por mais algum tempo.

 

 

* E eles voltaram, néan. E arrastaram sessenta mil pessoas ao seu show de comeback em Londres, na semana passada. E prometem disco inédito para 2015. E estão na capa da NME desta semana – merecidamente. Quem? Os Libertines, oras.

 

 

* E tendo abertura do sempre esporrento The Hives, a gig paulistana do Arctic Monkeys acaba de ficar imperdível, de verdade.

 

 

* Tão imperdível quanto é o novo álbum do sempre gigante Manic Street Preachers. Confere aí embaixo.

 

 

EM UM MUNDO ONDE O ROCK SE TORNOU TOTAL IRRELEVANTE, OS MANICS AINDA SE MOSTRAM FODÕES!

Eles existem há quase três décadas (o grupo foi formado em 1986), o primeiro disco foi lançado há mais de vinte anos (em 1992), são GIGANTESCOS e ADORADOS na Inglaterra (mais até talvez do que o Oasis), mas quase ilustres desconhecidos fora da Velha Ilha. E mesmo com tanto tempo de estrada e em um momento em que o rock planetário amarga uma entressafra pavorosa (com bandas horrendas fazendo trabalhos igualmente horrendos e desaparecendo tão rápido quanto surgem), os Manic Street Preachers colocam na praça (lá fora; aqui o cd não deverá ser lançado mas ele já está dando sopa na web) seu décimo segundo álbum de estúdio, “Futurology”. Não chega a ser uma obra-prima como o anterior, “Rewind The Film”, editado ano passado (e que era um disco lindíssimo, intenso, emotivo e emocionante). Mas ainda assim mantém a banda como uma das melhores em atividade no rock britânico.

 

A própria história e trajetória dos Manics (como a banda é carinhosamente chamada pelo seu mega exército de fãs apaixonados na Grã-Bretanha) é emocionante, digna de um filme. Formada em 1986 pelos amigos adolescentes James Dean Bradfield (vocais e guitarras), Nicky Wire (baixo) e Sean Moore (bateria), logo receberam a adesão de um quarto integrante, o também guitarrista Richard James Edward, ou simplesmente Richey James. Essa formação lançou o disco de estreia em 1992, “Generation Terrorists”, que logo recebeu aclamação da crítica por mostrar um rock de guitarras bastante agressivo e POLITIZADO – algo que estava em falta no rock inglês naquele momento. E logo Richey se tornou a figura CENTRAL do quarteto: ele compunha a maioria das canções, escrevia ótimas letras (todas de cunho político e/ou existencial) e também chamava a atenção pelos seus constantes problemas de depressão emocional. Não demorou muito para a Inglaterra “adotar” os Manics e os fãs tratarem Richey James como aquele “irmão tristonho e problemático” que todos queriam ter e cuidar.

 

Vieram mais dois trabalhos de estúdio (entre os quais o hoje clássico “The Holy Bible”, editado em 1994) e Richey James começou a dar sinais de que estava pensando em se suicidar. Uma das imagens mais emblemáticas da cultura pop dessa época é quando ele foi fotografado escrevendo num dos seus braços, com gilete, a frase “4 real”, um trocadilho com “é real”. O músico explicaria, durante uma entrevista, que aquela inscrição significava que as dores emocionais que ele sentia eram de verdade e não apenas mera alegoria para impressionar os fãs.

O ex-Manics Richey James: a dor dele era real

 

Pois foi no dia primeiro de fevereiro de 1995 que Richey saiu de sua casa de carro, rumou para uma ponte em Cardiff (cidade do País de Gales onde a banda nasceu), muito notória por ser um ponto onde os que queriam se matar se jogavam dela no rio que passava embaixo, e ali desapareceu para sempre. A polícia fez buscas minuciosas na região e no rio mas o corpo do músico nunca foi encontrado (seu carro abandonado, com documentos dentro, sim) e há quem ache que ele está vivo até hoje, e vivendo muito longe de qualquer atividade que seja relacionada à música. Pelo sim, pelo não, o desaparecimento do guitarrista causou comoção nacional na Velha Ilha entre os fãs dos Manics, que até hoje choram a sua ausência. E em novembro de 2008 (treze anos após seu desaparecimento) a polícia inglesa oficialmente o deu como “presumivelmente morto”.

 

Só essa história, do desaparecimento do saudoso Richard James Edward, já daria uma aura fantástica à trajetória do Manic Street Preachers. Mas o conjunto, mesmo traumatizado com o sumiço de seu amado integrante, decidiu seguir em frente. E seguiu lançando discos geniais como “Eeverything Must Go” (de 1996), “This Is My Truth Tell Me Yours” (editado em 1998) ou “Know Your Enemy” (lançado em 2001). Já nos anos 2000 os Manics oscilaram entre alguns cds medianos (onde enveredaram até pela eletrônica, como em “Lifeblood”, de 2004) e outros de cunho emocional avassalador, como o belíssimo “Journal for Plague Lovers”, editado há quatro anos e que trazia as últimas letras escritas por Richey James e que haviam sido musicadas posteriormente pelo trio remanescente.

O novo álbum do Manic Street Preachers: a banda segue poderosa

 

Pois após editar o avassalador “Rewind The Film” ano passado (e ganhou a eleição do blogón zapper como o melhor álbum de rock de 2013), o MSP volta ao ataque com mais um disco poderoso. “Futurology”, que saiu oficialmente na Inglaterra na última segunda-feira, tem uma grande diferença estética em relação ao seu antecessor: aqui a banda voltou a trabalhar com guitarras mais contundentes e com melodias mais rockers (ao contrário de “Rewind…”, que possuía uma grande elaboração instrumental, incorporava a utilização de instrumentos inusitados ao formato rock do grupo e aind era recheado de canções reflexivas, contemplativas e melancólicas). Isso, no entando, não traz demérito algum ao disco e só reafirma o quão poderosa continua sendo a sonoridade de um conjunto que está há quase trinta anos em atividade. Assim é que canções como a faixa-título (que abre o disco), “Let’s Go To War” ou “Walk Me To The Bridge” (o primeiro single de trabalho e com um refrão e riff de guitarra mortais) já sacodem o esqueleto do ouvinte na primeira audição. Além disso o baixo soa trovejante em “Dreaming A City”, “The Next Jet to Leave Moscow” tem uma melodia e inflexão vocal que remetem ao Clash dos tempos de “London Calling”, e “Divine Youth” (cujos vocais James Dean divide com a cantora Georgia Ruth) e “Black Square” retomam a doce verve tristonha do álbum anterior dos Manics, só que sempre mantendo o apelo radiofônico intacto.

 

É um discão e que já está colecionando cotações altamente positivas entre os principais veículos de mídia britânicos. “Futurology” entrega o essencial ao ouvinte: grandes músicas, alto teor de reflexão social e política (algo que o rock se esqueceu de ter) e o empenho musical que está praticamente extinto no rock’n’roll de hoje. É uma bandaça que um dia estas linhas online ainda esperam ver ao vivo no Brasil. Antes que os Manics saiam gloriosa e definitivamente de cena.

 

 

O TRACK LIST DE “FUTUROLOGY”

1.”Futurology”

2.”Walk Me to the Bridge”

3.”Let’s Go to War”

4.”The Next Jet to Leave Moscow”

5.”Europa Geht Durch Mich”

6.”Divine Youth”

7.”Sex, Power, Love and Money”

8.”Dreaming a City (Hughesovka)”

9.”Black Square”

10.”Between the Clock and the Bed”

11.”Misguided Missile”

12.”The View from Stow Hill”

13.”Mayakovsky”

 

 

E MANIC STREET PREACHERS AÍ EMBAIXO

Em dois vídeos bacanudos: o primeiro trazendo o primeiro single do novo disco; e o outro com o show inteiro da banda na edição deste ano do gigante festival de Glastonbury.

 

 

 

MUSA ROCKER DA SEMANA – UMA LOIRAÇA DELÍCIA DO EXTREMO NORTE, UHÚ!

Quem é: Tainara Razende.

 

A idade: 25 anos.

 

De onde: Belém do Pará.

 

Mora: em Macapá (capital do Amapá)

 

As bandas que ela gosta: Nirvana, System Of A Dow e Beirut (e yep, eclética, a garota também adora Chico Buarque).

 

Os livros: O diário secreto de Laura Palmer (wow!)

 

Os filmes: “O caçador de pipas”, “A cor púrpura” e “9 Songs” (wooooow!!!)

(e ah sim: ela também adora as pin ups e modelos do site Suicide Girls, wow!)

 

O que o blog tem a dizer sobre ela: o “docinho loiro” (como o blog a chama) Tainara é a MAIOR PROVA de que as garotas do Norte são as melhores, ahahaha – e que nos perdoem as cariocas, paulistas, gaúchas, etc. Estas linhas online a conheceram há poucas semanas (ela é amiga de amigos queridos que o jornalista ainda maloker tem na capital do Amapá. Aí papo vai, papo vem e a deusa loira e o jornalista coroa rocker também se tornaram amigos e agora não param de se falar pelo faceboquete e por celular). E já estamos absolutamente encantados pela gataça, que é um tesão na mais pura acepção do termo.

 

Filha de um falecio militante de esquerda e de uma médica, Tainara não tem pudores em afirmar que ama aventuras, rock’n’roll e fazer ótimo sexo. E está solteiríssima. E já tem um certo jornalista paulistano quedado por ela, hihihi.

 

Então marmanjos, podem babar à vontade com mais uma incríve musa rocker descoberta pelo blog.

A loira fatal e seu olhar blasé (tipo: foda-se! Rsrs)

 

A loira fatal, II: desejada por muitos, e à procura de alguém especial

 

A loira fatal, III: ameaçando deixar escapar pelo decote um par de seios fantásticos

 

A loira fatal, IV: ela quer, ela pode!

 

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FIM DE PAPO! NÃO HÁ MAIS FESTA, NEM CARNAVAL (NEM FUTEBOL E COPA DE MERDA, FELIZMENTE)

E como diria o Camisa de Vênus, no clássico “Hoje”: “acho que você foi ENGANADO!”.

 

O blog para por aqui, pelas razões já expostas lá em cima, na nota dando conta do falecimento dos já saudosos Tommy Ramone e Vange Leonel.

 

Mas no hfinatti@gmail.com continua a promo de ingressos pros shows do The Mission (dia 20 de agosto em Sampa) e do Peter Murphy (no dia 13 de setembro, também em Sampalândia). Vai lá e boa sorte!

 

O blogão zapper volta ainda nesta semana, na sexta-feira, se nenhum atropelo novo acontecer pelo caminho. E ele se vai deixando o maior beijo do mundo no coração da nossa incrível musa desta semana, a linda e fantástica Tainara Rezende, porque o velho jornalista loker, assume, está mezzo xonado (mais uma vez Macapá em nosso caminho e em nossa vida… veremos o que acontece dessa vez…).

 

É isso. Tchau pra quem fica e até o próximo post.

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 15/7/20’4 às 6hs.)