Postão novo finalmente! E falando do novo disco dos Foo Fighters, que tocam no Brasil em janeiro; já o paquidérmico, brega e cafoníssimo Pink Floyd decreta seu fim também lançando novo (e pavoroso/sonolento) disco (e o blog diz: “já vai tarde!”), provocando comoção nos velhos fãs e risos (em quem detesta prog rock) pelo mundo afora; mais: com EXCLUSIVIDADE zapper, um “diário de bordo” registrando como foi a recente turnê europeia do grupo indie paulistano Orange Disaster; uma CADELONA prometendo fazer boquete em um time de basquete INTEIRO nos EUA, wow!; na musa rocker da semana novamente ELA, a DEUSA da luxúria e devassidão Jully DeLarge em novas, tesudaças e escandalosas imagens EXCLUSIVAS!; as andanças destas linhas zappers pelo extremo norte brasileiro, o festão rocker que vai ABALAR Sampalândia no final deste mês, e INGRESSOS NA FAIXA pro show do grupo americano Real Estate, que toca semana que vem Sampa (plus: o line up do Lollapalooza BR 2015 e o System Of A Down no Rock In Rio também do ano que vem, além de como foi a gig do Real Estate anteontem em Sampa e o novo vídeo do folker gaúcho Spangled Shore) (atualização em 22/11/2014)

O rock star super boa praça e a porn star devassa que todos nós amamos! Dave Grohl (acima, durante a gig no festival Lollapalooza BR em São Paulo, em 2012) e os Foo Fighters estão de volta com bom álbum mas que repete a fórmula dos anteriores; já a nossa eterna musa oficial Jully DeLarge (abaixo), continua tesudíssima como sempre foi e está sempre renovando seu book de imagens calhordas, sendo que publicamos neste post mais um ensaio exclusivo da garota, para delírio do nosso fiel leitorado macho (cado), hihi

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NOVO EXTRINHA NO POSTÃO, CONTANDO ALGO SOBRE O SHOW DO REAL ESTATE E TAMBÉM DO SPANGLED SHORE

* Yep, tarde/noite calorenta de sabadão em Sampalândia, 22 de novembro. Daí que voltamos aqui nesse mesmo post pra falar do showzaço LINDÃO que o quinteto indie americano Real Estate fez na última quinta-feira na capital paulista, no Beco/SP. Sabe aquelas melodias infinitamente doces e perfeitas, moldando canções para acalentar corações solitários ou partidos por melancolia sem fim? Pois a gig foi mais ou menos por aí. O Beco lotou, o público que não conhecia muito o repertório do RE prestou reverência à banda e no final aplaudiu e pediu mais e o som que fica ecoando na cabeça é mesmo de uma pop song perfeita (um encontro improvável entre Pink Floyd antes de o grupo se tornar prog e cafona, com as texturas inebriantes de um Belle & Sebastian) como “Beach Comber”. Foi bacana demais. E os queridos Bruno Montalvão e Fernando Dotta estão de parabéns por mais essa realização. Que venham outras iguais a essa!

 O quinteto indie Real Estate no palco do Beco/SP, na última quinta-feira: casa lotada com público reverente e ouvindo as mais lindas pop songs do rock alternativo atual; abaixo, um momento do show em Sampa

 

*E lá do sul vem mais um vídeo bacanudo, gravado para promover mais um single do disco de estreia do Spangled Shore, a banda folker de um homem só do músico Gabriel Balbinot. Sério: esse disco já tem o voto zapper pra figurar entre os melhores lançamentos do indie brazuca em 2014. A conferir logo menos.

 

 

 

* Fim de transmissão, por enquanto. semana que vem tem postão novo e inédito por aqui, podem esperar! Até lá!

 

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ATUALIZANDO O POST COM ALGUNS EXTRINHAS, JÁ NA TERÇA-FEIRA GORDA, UIA!

* Yep, o postão já segue bombator com apenas quatro dias no ar. Então a gente aproveita e dá um rápido up grade nele, néan.

 

 

* E o assunto do começo da semana foram o line up do Lollapalooza BR 2015 e também o Rock In Rio. Todo mundo feliz em saber que Bob Plant e Jack White estarão no Lolla em Sampa, mas vamos falar a verdade: é a PIOR escalação do festival até hoje. A grade de atrações nacionais então… terror absoluto, rsrs. O cartaz aí embaixo ilustra bem o autêntico DRAMA que será ir até o autódromo de Interlagos em março próximo.

 

* Já a produção do Rock In Rio anunciou a volta do porrada e ultra político System Of A Down na edição 2015, que comemora os trinta anos do RIR. SOD é sempre ok mas… que tal Bob Medina botar os Rolling Stones pra fechar com chave de ouro e com tudo essa edição histórica do evento carioca?

 

 

* Thiago Pethit acaba de lançar seu terceiro disco. Se chama “Rock’n’roll Sugar Darling”, foi produzido pelo queridão Adriano Cintra e tem participação especial do ainda mais querido Helinho Flanders. O blog bota fé que é um bom disco, sendo que o músico declarou em entrevista à Folha online: “o rock é a coisa mais machista, branca, misógina, heterossexual e de direita hoje”. Ele está certíssimo!

 

 

* E no último finde o blogger ainda loker se divertiu a valer, acompanhando no estúdio mais um ensaio do quarteto paulistano Pronominais, do qual estas linhas online já falaram e ainda vão falar muito – mesmo porque estamos assessorando a banda na área jornalística. A estreia do grupo nos palcos é dia 29 de novembro, na última festona deste ano do blog, que vai rolar lá no Simplão Rock Bar, em Paranapiacaba. Se programe e vá curtir a festa na floresta qye ela vai ser bouuuaaa!

 Zap’n’roll com a turma dos Pronominais no estúdio, no último sabadão à noite; depois o blog foi com eles pro baixo Augusta onde rolaram doses de Jack Daniel’s e brejas Heineken no bar Tex, e fecho alucicrazy no Astronete, onde um dos integrantes da banda se deu bem com uma peituda tatuada, ulalá!

 

 

* É isso, por enquanto. Já foi no hfinatti@gmail.com pedir seu par de ingressos pro show do indie americano Real Estate, que rola nessa quinta-feira no BecoSP? Não? Então corre lá que ainda dá tempo! Até logo menos com mais por aqui, se algum fato bacanão chamar nossa atenção para tanto.

 

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O pós-grunge e o prog rock cafona.

Dois extremos que dominam a atenção do mondo pop já há alguns dias. Na última semana a humanidade conheceu o “novo” álbum do velhusco e paquidérmico Pink Floyd, que soltou material inédito (na verdade, sobras de estúdio) pela primeira vez em vinte anos. E esta semana foi a vez do já veterano Foo Fighters mandar para as lojas seu igualmente novo trabalho de estúdio. Então nem havia como ser diferente: Zap’n’roll dedica os tópicos principais deste novo post (que, sim, demorou bastante pra sair mas cá estamos e na real, chegamos a conclusão de que não vale a pena ficar correndo alucinadamente pra atualizar o blogão zilhões de vezes, já que cada novo post mega que é publicado precisa de tempo pra ser lido e absorvido, visto que ele sempre traz material extenso e variado; talvez por isso mesmo estas linhas bloggers poppers continuem se mantendo em alta na audiência, nos likes e no número de comentários dos leitores) aos dois lançamentos dos dois nomes gigantes do rock’n’roll planetário. E há, claro, diferenças gritantes entre os dois, já a partir do tipo de som que cada um faz. Se uma banda como o hoje totalmente dispensável e brega Pink Floyd não tem mais nada a dizer para o rock’n’roll, o grupo liderado pelo sempre mega simpático e boa praça Dave Grohl ainda se mantém minimamente relevante a cada novo álbum, mesmo que eles soem parecidos entre si. Mas é assim mesmo que caminha a música em geral (e o rock em particular) nesses anos 2000’: algo modorrento, comum, sem grande importância artística e que nunca mais vai gerar uma obra-prima como tantas que se tornaram impactantes e que se eternizaram na música, especialmente nas décadas de 60’, 70’ e 80’. De lá pra cá a parada desandou feio, e não há aparentemente como resolver isso. Assim como não há solução à vista para a calmaria reinante por esses dias no pop/rock, e também para o inconformismo que tomou conta da elite reacionária, escrota, egoísta e ultra conservadora que votou no candidato derrotado do PSDB à presidência, Aébrio Fezes. E que agora fica protestando, gritando nas ruas e em redes sociais idiotices e ofensas generalizadas, destilando ódio e preconceito em doses cavalares e pedindo a volta dos militares ao poder ou exigindo o impeachment da presidente reeleita democraticamente pelo voto popular. Essa malta infeliz e imbecil, óbvio, perdeu totalmente a noção. Não se dão conta do que estão exigindo, do que é viver em um regime totalitário e onde não existe direitos civis nem liberdades individuais, que permitam inclusive que esse povo babaca possa sair às ruas pra protestar. Se hoje eles têm culhão para pedir o que estão pedindo, é porque HÁ LIBERDADE no país para se fazer isso. Uma liberdade que existe APENAS em um regime político amplamente democrático, e que INEXISTE sob uma ditadura militar. Entendam isso, bando de babacas. E enquanto esses otários seguem na sua cegueira irracional nós seguimos aqui, com cultura pop, com rock alternativo e com LIBERDADE de expressão, para podermos falar o que achamos sem restrição alguma dos novos cds do Pink Floyd e do Foo Fighters, duas bandas que, cada uma à sua maneira, inscreveram seu nome dentro da história gigante do rock mundial. Bora lá ler o postão então!

 

 

* Postão que, como já foi dito aí em cima, anda demorando um pouco mais do que o normal pra ser atualizado – o blog andou viajando pelo Norte brasileiro e, quando voltou, pasosu a enfrentar problemas de conexão com a internet, e que ainda não foram totalmente sanados pela sempre escrota operadora Vivo (sempre mais morta do que viva, na verdade). Mas sem problema: aí nosso dileto leitorado tem tempo de sobra pra ler todo o material que é publicado aqui. Fora que a audiência de acessos, likes e comentários continua melhor do que nunca (no último deu 189 likes e incríveis 240 comentários no painel do leitor). Claaaaaro que virou diversão total a enxurrada de comentários que os fakes imbecis e sem noção absoluta enviam pra cá. Tadinhos, rsrs. Acham que “trollam” estas linhas virtuais quando, na real, nos divertimos muuuuuito com sua vergonhosa imbecilidade e hilária covardia, hehe. E adotamos como nosso esporte predileto responder a “trollagem” com uma zoação ainda pior, ahahaha. Portanto, escrevam sempre queridões: vocês são mega bem-vindos!

 

 

* E já está marcada oficialmente a última grande esbórnia/putaria rocker/loker de 2014. Acontece agora, dia 29 de novembro, sabadão em si, e vai ser essa aí embaixo no cartaz, uhú! Vai perder??? Ou vai sair correndo PELADO pelo meio do mato? Uia!

 

* O cartaz começou a pipocar na internet na semana passada. E a produção do festival deve anunciar o line up do Lollapalooza BR 2015 à meia-noite do próximo domingo pra segunda-feira. Se for ISSO AÍ MESMO, dá pra pegar alguns pouquíssimos shows, hã, imperdíveis, e muitos bem bacanas no escalão intermediário. A saber (na nossa modesta opinião pessoal, podem concordar ou discordar avonts):

IMPERDÍVEIS – Bob Plant, Jack White, Kasabian, Yeah Yeah Yeahs, Temples.

 

BACANUDOS DE SE VER – Weezer, o velho e já clássico Kraftwerk e Warpaint.

 

INCÓGNITAS (poderá ser ótimo, poderá ser péssimo): Interpol, Haim, Iggy Azalea, St. Vincent.

 

DISPENSÁVEIS – Coldplay (chega, né) e The Kooks (idem).

 

TRANQUEIRAS ABSOLUTAS E TOTAL DISPENSÁVEIS – Disclosure, Foster The People, Bastille e mais um monte.

 

* E, só pra manter a tradição, o line up nacional está pavoroso como sempre. Absolutamente NADA relevante e digno de nota.

 

* Traduzindo: o blog não deve ir. Não vamos correr atrás de credenciamento e o ingresso tem, ao nosso ver, um preço extorsivo. Fora que Interlagos é looooonge pra caralho e fora que ficar andando de um palco pra outro (e cuja distância entre dois deles pode chegar a 4,5 kms) durante hoooooras é para jovens (nem pra eles, às vezes, rsrs), não pra coroas como o zapper aqui que ainda AMA rock’n’roll mas que sabe que um festival desses é pura Disneylândia e não… rock. Nesse aspecto preferimos um Goiânia Noise, sério.

 

 

* Ah, sim: o ex-vocalista do imortal e glorioso Led Zeppelin subiu mais meio zilhão de pontos no conceito do blog ao recusar uma oferta ABSURDA de US$ 500 milhões, para fazer uma última turnê com o restante do Led Zep. Sinal de que nem tudo nesse mundo é movido apenas a dinheiro.

 

 

* Falando em Goiania Noise, o maior festival alternativo da capital de Goiás (e um dos maiores de toda a cena independente brasileira) já está com seu line up quase que totalmente definido para a edição 2014, que vai rolar de 5 a 7 de dezembro e que vai comemorar as duas décadas de existência do festival. Nomes bacanas da cena realmente indie americana já foram acertados e na ala nacional teremos por exemplo o sempre genial cantor e compositor cearense (radicado em São Paulo), Daniel Groove. O blog estará por lá acompanhando tudo bem de perto e se você quiser saber mais sobre o GNF deste ano, basta ir aqui: https://www.facebook.com/GoianiaNoise?fref=ts.

 O músico cearense (radicado em Sampa) Daniel Groove: uma das atrações do festival Goiânia Noise 2014, que rola mês que vem na capital de Goiás

 

* E tem gig do americano Real Estate semana que vem em Sampa, néan. Hummm… ok, você quer ir conferir o indie guitar bucólico e algo melancólico deles lá no Beco, mas tá sem dindin como sempre. Então vai lá no final desse post que quem sabe a gente dá uma mãozinha pra você, hihi.

 

* PASSEANDO PELO EXTREMO NORTE BRAZUCA –  foram dias realmente sensacionais em Macapá, capital do distante Amapá e onde estas linhas bloggers sempre andarilhas não iam há mais de quatros. Pois no final de semana que virou os meses de outubro para novembro o jornalista eternamente apaixonado pelo Norte brasileiro foi pra lá, rever amigos mais que queridos (como o casal total rock’n’roll Gustavo e Rosinha), conhecer novos (como a figuraça Clara Helena, que já foi inclusive musa rocker por aqui), passear, ver como anda a cena musical local etc. E como se não bastasse ainda fomos entrevistados pelo honorável jornalista e amigão Fábio Gomes, que edita o bacaníssimo blog Som do Norte e onde a matéria deverá ser publicada nos próximos dias. Dessa vez nem o calor terrível que sempre faz por lá nos incomodou tanto, rsrs. Então valeu demais Macapation! Assim que possível a gente aparece por aí novamente!

 Encontro de bambas do jornalismo musical, para altos papos no calor do extremo norte brasileiro: Fábio Gomes (do blog Som do Norte) e Zap’n’roll trocam um lero em Macapá

 

* Nadica de sexo e dorgas nas notas iniciais desse post? Oxe, as cadelonas do mondo pop não estão nada assanhadas nos últimos dias? Tá achando isso? Pois achou errado, meu caro: eis que a atriz pornô americana Sadie Santana (de origem indiana) promete fazer um estupendo boquetaço em TODOS os jogadores do L.A. Lakers (um dos  mais célebres times de basquete da Liga profissional norte americana), caso a equipe ganhe todas as partidas que faltam na atual temporada. Ulalá! Haja garganta pra engolir tanta porra!

 Essa CADELAÇA ao cubo (acima), em plena ação no que ela sabe fazer de melhor: um BOQUETAÇO (abaixo), uia! Sendo que um time INTEIRO de basquete nos EUA será “agraciado” com a especialidade da garota, caso ele ganhe a atual temporada americana

 

 

* Nota imunda da semana: o bate-boca Lobão/Tony Bellotto. Um guitarrista de uma banda total decadente (os Titã) e que hoje se dá melhor como escritor, falando de um babaca e reacionário/escroto em grau máximo (Lobão, óbvio). Lamentável…

 Ele já foi um nome de mega respeito no rock BR 80’s; agora se tornou um completo babaca reacionário

 

* Melhor não perder tempo com esses dois senhores geriátricos, que já deveriam ter se aposentado há séculos em suas carreiras musicais. Bora falar dos Foo Fighters e do também velhusco Pink Floyd.

 

 

LONGE DE SOAR EXTRAORDINÁRIO, FOO FIGHTERS CONTINUA FAZENDO BOM ROCK PÓS-GRUNGE

Há pouco mais de vinte anos, em abril de 1994, o mito Kurt Cobain deu fim à própria vida com um tiro em sua boca. Foi também o fim do Nirvana, o trio que o vocalista e guitarrista comandava e que foi, talvez, a última banda da história do rock’n’roll que valeu a pena ser ouvida. Pois foi algo surpreendente ver Dave Grohl, ex-batera da gigante lenda grunge de Seattle, se agilizar e formar rapidamente e apenas alguns meses depois seu novo grupo, batizado Foo Fighters. Nele Grohl deixou a bateria de lado e assumiu os vocais e as guitarras. E seguiu em frente. E agora, também duas décadas depois, o FF sacode o mondo rocker com o lançamento de “Sonic Highways”, seu oitavo disco de estúdio e que chegou às lojas do mundo todo na última segunda-feira, Brasil incluso – afinal, a banda se apresenta por aqui em janeiro próximo.

 

Nesses vinte anos de atuação o modus operandi do grupo mudou muito pouco na verdade. Dave herdou do Nirvana a facilidade em compor canções com melodias barulhentas mas ganchudas e radiofônicas, refrãos pegajosos e guitarras potentes. Tudo isso estava na estreia do FF em 1995, com um álbum homônimo e integralmente composto e gravado apenas por Dave Grohl. A repercussão junto à crítica foi boa, os fãs e “viúvas” do Nirvana amaram e a partir daí vieram uma sucessão de bons discos na mesma pegada, como “The Colour And The Shape” (lançado em 1997) e “There Is Nothing Left To Lose” (e seus dois mega hits que estouraram nas rádios do mundo inteiro, “Breakout” e “Learn To Fly”), sendo que a bordo da turnê desse disco o conjunto se apresentou pela primeira vez no Brasil, na noite de 13 de janeiro de 2001, na terceira edição do Rock In Rio. Uma noite inesquecível (quando também tocaram Beck e REM) e um showzaço, presenciado por Zap’n’roll então chapadão de marijuana e ácido, hihihi.

 

O que se seguiu a partir daí foi a repetição de uma fórmula testada e aprovada pelo público da banda. E se a repetição garantiu ótimas vendagens nos quatro  trabalhos seguintes, por outro lado imprimiu um certo declínio de qualidade nas composições, ainda que agora o grupo estivesse realizando suas gravações de estúdio e suas turnês com músicos competentíssimos (como o célebre guitarrista Pat Smear, o baixista Nate Mendel e o batera Taylor Hawkins). Isso ficou muito claro com “Wasting Light”, editado em 2011 e que trouxe a banda novamente ao Brasil no início de 2012, para tocar no festiva Lollapalooza BR em São Paulo, em gig na qual o blog também esteve presente: o disco era pop e barulhento ao mesmo tempo. E o show em Sampa durou cansativas duas horas e meia, com apenas os fãs mais sectários suportando em pé e pulando até o final. Uma longa duração que não disfarçou a grande encruzilhada na qual o FF se meteu: fazer sempre mais do mesmo, numa repetição infinita e com pouquíssimas variações em sua estrutura básica.

O novo disco dos Foo Fighters: competente mas sempre mais do mesmo

 

Pois o novo “Sonic Highways” não tira o quinteto (que também conta com o guitarrista Chris Shiflett) dessa encruzilhada. Pelo contrário, aprofunda o desgaste da fórmula criada por por Dave há duas décadas, ainda que ele tenha dado zilhões de entrevistas nos últimos meses dizendo que o FF lançaria algo realmente impactante este ano. As intenções foram as melhores possíveis: o disco é conciso (oito faixas em pouco mais de quarenta minutos de duração), e foi gravado em oito diferentes cidades dos Estados Unidos, como uma espécie de “homenagem” e “viagem” pela música norte-americana. E em cada música há a participação de convidados de respeito (como a lendária Joan Jett ou o produtor eterno de David Bowie, Tony Visconti, responsável pelos arranjos de cordas em “I Am A River”, que encerra o disco). Se tudo isso proporcionou a criação de canções que já estão prontas para se tornar ótimos singles e ser cantadas em coro pela multidão de fãs nos shows (como “Something From Nothing”, “The Feast And The Famine”, “Congregation”, que tem realmente um refrão e uma levada de guitarra espetacular, ou ainda “Subterranean”), também provoca grande fastio no ouvinte mais experimentado e que, ao final da audição, irá se perguntar: “mas é só isso mesmo? Nenhuma novidade, ousadia ou inovação no formato que já dura vinte anos?”.

 

Repercussão de mídia o cd já está causando. Se vai vender muito é outra história, já que nada mais vende nos dias de hoje quando se fala em música comercializada em plataforma física. Ao vivo com certeza os Foo Fighters continuarão mandando super bem como sempre mandaram. E irão continuar lotando estádios por onde passam – ou alguém ainda duvida que a turnê que vai rolar em janeiro de 2015 no Brasil será um retumbante sucesso? E de mais a mais Dave Grohl vai continuar sendo o “sujeito mais boa praça que todo mundo conhece no rock atual”.

 

Mas… nada disso esconde o incômodo que, no final das contas, sentimos quando estamos escutando o novo trabalho do FF. Falta algo ali. Algo que se perdeu no tempo e na história do rock’n’roll. Aquele lampejo de genialidade, autenticidade e inconformismo REAL e VERDADEIRO. E que talvez Kurt Cobain tenha levado consigo para sempre, para o seu túmulo.

 

 

O TRACK LIST DE “SONIC HIGHWAYS”

1.”Something from Nothing”

2.”The Feast and the Famine”

3.”Congregation”

4.”What Did I Do? / God As My Witness”

5.”Outside”

6.”In the Clear”

7.”Subterranean”

8.”I Am a River”

 

 

E FOO FIGHTERS AÍ EMBAIXO

No vídeo de “Something From Nothing”, o primeiro single do novo disco.

 

 

 

VINTE ANOS DEPOIS O VELHO E CAFONA PINK FLOYD VOLTA COM DISCO SOPORÍFERO, E PROVOCA PAVOR E RISOS NO MONDO ROCKER

Você, jovem e dileto leitor destas linhas bloggers rockers, seja honesto: conhece algo do velhusco, paleontológico, cafona e hoje em dia breguíssimo prog rock do lendário grupo inglês Pink Floyd. E mesmo que conheça (vamos ser justos: a fase inicial da banda, nos anos 60’, é memorável e artisticamente inatacável, com discos que revolucionaram a linguagem musical até então conhecida), você ainda se importa com a banda? E, sendo mais objetivo, alguém aí vai realmente comprar e gostar de “The Endless River”, o “novo” trabalho que leva a assinatura do que sobrou do outrora gigante nome do rock inglês?

 

O adjetivo “novo” não foi escrito entre aspas aí no lead deste tópico por acaso. Esse “Rio sem fim” se constitui, como todo mundo já sabe a essa altura (o cd saiu oficialmente na última segunda-feira, embora tivesse “vazado” na web alguns dias antes), em sobras de estúdio das sessões que o Pink Floyd fez para gravar o álbum “The Division Bell”, editado em 1994. Que já era um trabalho pavoroso e medonho de tão ruim e sonolento. Essas “sobras” então… um amontoado de faixas instrumentais (só a última música do disco tem letras e vocais, ainda assim quase imperceptíveis) quase sem distinção melódica e/ou de arranjos entre si. Jogo duro…

 

Ok, o jornalista gonzo/loker que escreve essa bodega de cultura pop virtual, assume que o Pink Floyd teve grande importância na sua formação musical adolescente. Yep, éramos meio que fanáticos pelo quarteto progressivo britânico, a ponto de termos tido toda a sua coleção em discos de vinil e também de termos feito parte de fã-clubes do conjunto (isso quando o sujeito aqui tinha seus 16/18 anos de idade, era bicho-grilo e ainda não havia se apaixonado perdidamente pelo punk rock, o que iria acontecer algum tempo depois, e aí toda a coleção de discos de bandas prog do sujeito foi atirada no lixo sem dó, rsrs). O PF tem sim um passado glorioso: seu disco de estréia, “The Piper At The Gates Of Dawn”, lançado em outubro de 1967, é uma obra-prima da psicodelia sessentista e do space rock que então era a marca mais forte da musicalidade do grupo, liderado por um dos compositores mais loucos, brilhantes e insanos que o rock’n’roll já conheceu, mr. Syd Barrett. E após este álbum o grupo ainda editou alguns trabalhos seminais e que permanecem artisticamente absolutamente relevantes até os dias de hoje – o blog está falando de obras geniais como “Ummagumma” (1969), “Meddle” (1971), o gigante The Dark Side Of The Moon” (de 1973 e o trabalho da banda que mais vendeu até hoje), e “The Wall” (lançado em 1979). Todos eles forneceram uma trilha sonora para momentos inesquecíveis do zapper doidão, que fodeu muitas xoxotonas ripongas e deliciosas (como a dentuça e loira Sônia, que apesar de possuir os dentes frontais um tanto salientes, tinha peitos divinos e adorava dar o bocetão de quatro, enquanto “Us And Them”, de “Dark Side…” tocava ao fundo e uma densa névoa de marijuana impregnava o quarto onde estávamos trepando) em São Thomé Das Letras, chapado de maconha e de vinho tinto barato, escutando Pink Floyd.

 

Mas o mal de grupos gigantes como o PF é que eles nunca sabem o momento de sair de cena. No caso deles, a aposentadoria já deveria ter vindo após o já bem enfadonho e sonolento “The Final Cut”, editado em 1983 e que na verdade era um disco solo do baixista Roger Waters (que havia assumido totalmente as rédeas do conjunto), mas ainda “travestido” de Pink Floyd. Dois anos depois Waters quebrou o pau com o guitarrista Dave Gilmour, com o teladista Rick Wright e com o batera Nick Mason e pulou fora. O trio segui em frente usando a marca Pink Floyd e o que veio na sequência começou a denegrir totalmente a imagem até então praticamente imaculada do PF.

O “novo” disco do cafona e velhusco Pink Floyd: sonolência sem fim

 

“The Endless River” pode ser visto então como a culminância desse processo de emporcalhamento do nome do grupo. As sobras musicais de duas décadas atrás, mesmo que retrabalhadas por Gilmour (que, também justiça seja feita, foi um dos grandes guitarristas do rock nos anos 60’ e 70’) com toda a tecnologia atual, são vergonhosas. Não dá pra ouvir essa totalmente indigesta sucessão de melodias, timbres e arranjos cafonas sem associar o que se está escutando ao pior do que já foi feito na música new age (alguém ainda se lembra dela?). É como se o saxofonista Kenny G. batesse de frente com a cantora Enia e desse desastre inimaginável surgisse um monstrengo que espantaria até os ouvintes em salas de espera de consultórios médicos, ou que estivessem dentro de um exíguo elevador. Um horror, no final das contas.

 

Gilmour, que está com sessenta e oito anos de idade, já declarou em entrevistas recentes que agora é mesmo o fim do Pink Floyd. Um fim que chegou muito tarde: ele deveria ter acontecido há mais de vinte anos. Afinal o mundo anda caótico, feérico e acelerado demais para que percamos tempo com soporíferos como essa droga gigantesca que é esse “rio sem fim”.

 

* E quem soube “avaliar” o novo trabalho do Pink Floyd com muita sagacidade foi o sempre genial tumblr “Fora do Beiço”, que fez uma resenha impagável e hilária do disco. O texto pode ser lido aqui: http://foradobeico.tumblr.com/post/102447304408/ao-menos-sete-pessoas-que-ouviram-novo-album-do-pink.

 

 

EXCLUSIVIDADE ZAP’N’ROLL: COMO FOI A RECENTE TURNÊ DO GRUPO INDIE PAULISTANO ORANGE DISASTER PELA EUROPA

Nome dos mais conhecidos e respeitados da indie scene paulistana dos últimos anos, o quinteto Orange Disaster (formado pelo vocalista Julio, pelo guitarristas Rafael e Carlão, pelo baixista Vinicius e pelo batera Davi Lima) é mesmo adepto do “faça você mesmo, meta a mão na massa e vá em frente!”. Cosciente de que a vida de musico é mesmo dureza na cena independente brasileira (sem quase nenhum apoio financeiro, estrutural ou investimento de quem quer que seja), o grupo arregaçou as mangas, uniu forças (inclusive na questão de grana), botou seus instrumentos nos cases e se mandou por conta própria para uma mini-tour pela Europa,, que incluiu vários shows pela Alemanha (onde o batera gente finíssima Davi mora já há alguns anos) e uma gig solitária pela França.

 

Todos do conjunto sempre foram e continuam sendo queridos amigos pessoais deste espaço virtual. Fora que o blog sempre curtiu muito o som da banda, que lançou há pouco seu segundo álbum de estúdio – como não gostar de uma (de) formação musical esporrenta, onde riffs insanos de guitarra desconstroem melodias atípicas que dão corpo (?) a músicas cantadas por um vocalista gorducho, careca, que usa óculos e que possui feição de psicopata? É sempre garantia de ótima pancadaria sônica ao vivo (e em estúdio também).

 

Assim, atendendo ao nosso pedido, o batera David Lima escreveu uma espécie de “diário de bordo” do que foram os dias do Orange Disaster por lá. Não se trata de um texto, hã, “jornalístico” mas, sim, do relato bacana e espontâneo de um músico, observando os acontecimentos no calor em que eles ocorreram. Esse relato bacaníssimo segue aí embaixo. Boa leitura, zappers!

 

Por Davi Lima, especial para Zap’n’roll

 

Eu moro em Hamburgo já faz um tempo. Tava bem ansioso pela tour… ia ser a primeira vez fora do Brasil pra 3/5 da banda, mas o mais foda é que ia ser a primeira vez pra todos em uma tour gringa. Cheguei a fazer shows com outras bandas minhas aqui (bandas daqui, na verdade), mas tour ainda não tinha rolado. E fazer isso com o Orange Disaster ia ser mais daora ainda. Tocamos em algumas rádios aqui de Hamburgo, um pessoal de outras cidades também estava bem empolgado, então o prognóstico era bem otimista.

 

Os 4 chegaram de noite, no dia 7, quase 20 horas de viagem por causa de uma conexão mais longa em Lisboa. Fomos direto beber cerveja em casa, comer e dormir. Dia seguinte seria cheio…

 

Acordando, a gente já preparou os instrumentos e foi pra um pequeno Bunker de ensaio de uns amigos alemães. O lugar é sensacional, do lado do Rio Alster (o segundo principal rio de Hamburgo, o primeiro é o Elba). Esse bunker fica embaixo de um trilho de trem, tipo um bunker embaixo da ponte. Ensaiamos lá e fomos direto pro primeiro show, no Komet Club. Tocamos junto com a banda texana Spray Paint, um trio no-wave bem legal, também sem baixo.

 

O Julio (vocal), depois dessa primeira maratona de pega-avião-com-conexão-bebe-gelado-acorda-berra-vai-pro-show-e-berra-de-novo acordou no dia seguinte sem voz. Sim, teríamos um vocalista mudo.

 

No dia 9 fomos pra pequena Minden, escondida entre Hanover e Bielefeld, numa associação antifascista de lá, a Papagei. Pessoal extremamente gente-fina e absurdamente empolgado com o nosso show. O Julio passou o dia todo conversando com a gente escrevendo bilhetes, num misto de Rain Man com Bob Dylan, pra poupar a voz pro show.

 

Show esse que foi muito bom, o público ficou bastante alucinado e ficava trazendo cerveja, shots de Vodka, de Mexikaner (um lance de suco de Tomate com Pimenta com Tequila) adoidado. Teremos que voltar lá, o pessoal foi muito muito gente fina.

 

O dia seguinte foi de descanso e de um pequeno passeio por Hamburgo. Sou suspeito pra falar, mas a cidade é foda. Cheia de canais, parques, uma zona portuária linda, centro histórico, lagos… e até turismo beatlemaniaco. Pacote completo.

 

Mas dia 11 teriamos outro lugar histórico pra visitar, Lübeck (ou Lubeque, diz o mapa em português). Antiga capital da Liga Hanseática (um tipo de proto-comunidade européia), a cidade manteve boa parte de seu centro medieval por ter sido meio poupada de bombardeios durante a Segunda Guerra. Principalmente porque lá era meio que uma das sedes da Cruz Vermelha. Iríamos tocar em mais uma associação anarquista/antifascista de lá, e por uma feliz coincidência o nosso “cicerone” era um alemão com uma namorada brasileira, que falava português. Ele nos mostrou a cidade e foi um lance bem emocionante ver esse lado histórico tão presente. Passamos inclusive em frente a um Armazém onde foram filmadas algumas cenas do Nosferatu do Murnau. Hoje virou uma bela loja de departamentos. Cada um com seu vampiro…

 

O show também foi bem louco. Tocamos em um mini festival com bandas de vários tipos – tinha uma one-man-band muito foda, Bug Attack, por exemplo. O público também estava empolgadão, foi divertido! Temos um vídeo:

 

 

Por falar em vídeo, tentamos gravar todos os shows com uma Goprozinha que arranjamos. O Carlos trouxe ela pra cá e já está com ela no Brasil, logo subiremos mais vídeos da tour toda. Voltamos na mesma noite pra Hamburgo e tivemos mais um dia de folga, pra na segunda viajar quase 6 horas até Leipzig.

A turma do Orange Disaster manda ver na cerveja (acima) e bota pra foder nos palcos alemães (abaixo): mini tour européia foi bancada pela própria banda

 

Leipzig é outra cidade foda. Parte da antiga Alemanha oriental, cidade grande, cheia de universidades e de artistas – por causa do aluguel mais barato. É cheia de squats e de shows e de eventos e coisa e tal. Tocamos em um Pub, próximo a uma ocupação. O som estava bem bom e o público mais uma vez curtindo paca. Muita gente vinha falar com a gente depois dos shows, ou trazia bebida, ou perguntava quando a gente voltaria… Pessoal extremamente simpático. Outro destino certo na próxima, sem dúvida.

 

Tivemos então mais uns dias de folga. Acabamos aproveitando pra fazer uma visita de uma noite a Karlsruhe, que seria escala na viagem para o próximo show em Freiburg (Friburgo, a velha, para os íntimos). Lá, tocamos no Slow Club, um belo clube de rock com um pessoal também gente finíssima, que cozinhou uma lasanha vegetariana extremamente convincente pra todos os carnívoros presentes. Sério, comemos Lasanha até no café da manhã do dia seguinte.

 

A casa nessa noite lotou; era jogo ganho. Tocamos com uma banda muito foda de lá, a Ten Volt Shock. Viramos todos amigos… e vamos trazer eles pro Brasil. Sério, são muito bons. Nessa noite vendemos muitos discos também, o som estava tinindo, enfim… mais um lugar foda. Nem o maior otimismo esperava isso.

 

Próximo destino foi Estrasburgo, na França. Até ali estávamos só na Alemanha – ou seja, cerveja, oba. Mas Estrasburgo, também por estar numa região fronteiriça com a Alemanha, é conhecida por ter as melhores cervejas da França. Ponto pra nóis.

 

Lá tocamos em um outro festival, numa casa já bem maior, chamada Le Molodoï. Faríamos mais um show com o Ten Volt Shock, e várias outras bandas divididas em dois palcos. Tivemos um pequeno entrevero com o técnico de som nesse dia (ah, os franceses…), mas acabou sendo bom. Foi um show com mais raiva. Depois acabamos conhecendo os franceses gente boa, com direito a Karaoke desafinado, Air Guitar com vassoura e com tapete enrolado, cerveja sem fim e audição coletiva dum LP dos Hot Snakes antes de dormir.

 

A volta de Estrasburgo foi cansativa. quase 9 horas de estrada direto até Hamburgo, com direito a trânsito e tudo (só no Brasil que tem dessas coisas, né?). Tínhamos que voltar logo, porque tínhamos gravaçào marcada em um estúdio em Hamburgo. Gravamos para uma coletânea americana, daremos mais detalhes em breve sobre esse lance. Ficamos dois dias no estúdio arranjando e gravando e já saímos pro próximo show – Frankfurt.

 

A cidade pode parecer meio paraíso yuppie por fora, com aquele turismo de negócios meio plastificado, mas tem vários lugares muito loucos fora do circuitão business. Tivemos a sorte de eu ter meus cunhados morando lá, então a parte de folga foi bem interessante, com direito a tomar cerveja num bar mais velho q o Brasil, de 1479.

 

O show foi meio vazio, infelizmente. Mas valeu também por termos, na plateia, alguns amigos de Frankfurt que ainda não tinham nos visto ao vivo.

 

No dia seguinte fomos ao penúltimo destino: Wurzburg. Uma cidade do norte da Baviera, onde há a maior concentração de cervejaria caseira por habitante da face do universo do infinito. Nesse dia o Vini machucou a mào na porta do carro. Ele deu um berro, e a gente pensou “fodeu, vai ter que amputar”. No fim foi estilo ‘piscinero’, hehehe. Tocamos com outras duas bandas em um clube que fica num prédio desativado do Deutsche Post, o correio dos alemães. O som estava muito bom, o público mais uma vez presente e frito. Foi um dos melhores shows da tour.

 

Mais uma vez voltávamos a Hamburgo, dessa vez já meio emos. A tour estava chegando ao fim. Teríamos só o show de despedida em Hamburgo, onde tocamos com a outra banda que tenho aqui em Hamburgo, a Typhoons, de surf instrumental. A festa foi bonita, o som mais uma vez estava bem certinho e fizemos um show bem certeiro e alto. Tocamos mais cedo – era um Domingo – e quase que direto após o show fomos para a minha casa, que foi nossa base de operações durante os quase 20 dias de tour (minha mulher provavelmente será indicada pro Nobel da Paz do próximo ano, dizem as pesquisas). Ainda teríamos que arrumar as malas e ir para o aeroporto nessa mesma noite, já que o vôo sairia às 6 da manhã da segunda.

 

Foi isso. 20 dias muito loucos de Outono. A gente não vê a hora de voltar. Foi do cacete.

 

 

MUSA ROCKER DA SEMANA – A VOLTA DA NOSSA ETERNA E DELICIOSA (E TOTAL DEVASSA) JULLY DE LARGE!!!

Ela não para, jamais! E estas linhas sempre algo calhordas também não esquecem nunca de sua musa oficial, eterma e predileta. Yep! Após aparecer algumas vezes aqui e depois de fazer performances incendiárias em duas festonas do blog, eis que a ordinária e sacana Jully DeLarge volta a ilustrar com absoluto prazer, delírio e tesão o nosso tópico dedicado às musas rockers. Wow!

 

Aos vinte e três anos de idade (sendo que nós conhecemos pessoalmente a garota quando ela tinha apenas dezessete aninhos de idade, durante um show do esporrento glam Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria, no clube Outs/SP), Jully não para: tem feito vídeos e curtas eróticos para a produtora X-Porn (onde trabalha), além de estar sempre sendo clicada para ensaios eróticos. E no meio disso tudo, ainda sobra um tempinho para que ela dê novamente um alô aqui no blogão zapper. Afinal, a garota sempre foi do rock’n’roll, hehe.

 

Então marmanjos enlouqueçam com a nova série de imagens da sempre exibida Jully. E apreciem apenas de longe, hihi. Ela segue muito bem casada com o fotógrafo Nickk, também queridão por este espaço rock’n’roll online. Ulalá!

 Tá com medo de mim, rapá? Vem me comer e me fazer gozar, porra!

 Um bocetaço inigualável e sempre em chamas!

 

 Pronta pra ser fodida com gosto, sempre!

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco, I: “Nobody Wants to Be Here and Nobody Wants to Leave” é o quarto trabalho de estúdio do trio escocês pós-punk The Twilight Sad, que já está na ativa há doze anos. Melodias tristonhas (mas algo dançantes) e ambiências sombrias remetem a Joy Division e Echo & The Bunnymen do início dos anos 80’. Bacanão e muito bom para ouvir em dias cinzas e/ou chuvosos.

O pós-punk escocês do The Twilight Sad: eflúvios de Joy Division e Echo & The Bunnymen

 

* Disco, II: e Criolo está aí com “Convoque seu buda”, tão denso, poético e impactante quanto foi o aclamado “Nó na orelha”. Um autêntico tratado dissecando as mazelas sociais de um país ainda de quinto mundo, e tudo embalado em uma sonoridade que trafega com desenvoltura por rap, reggae e até samba. Sendo que você ouvir o cd completo nesse link aí embaixo:

 

 

* Disco, III: o queridão chapa desse espaço online, Reginaldo Lincoln (o cara que comanda o baixo no Vanguart) está aí com seu primeiro trabalho solo. E tal qual nos Vangs, o disco vem recheado de canções lindamente bucólicas, com letras simples porém de grande contundência imagética. E dá pra ouvir ele inteiro também no site do Gigi, que pode ser acessado em http://www.reginaldolincoln.com/.

 

* Show: pois então, tem Arctic Monkeys HOJE em Sampa, néan. E com abertura dos Hives. O blog não vai (já viu os “macaquinhos” on stage duas vezes) mas recomenda: ao vivo Alex Turner (que, vejam só, deu mole ontem à noite em pleno baixo Augusta, indo tomar várias com a turma do Hives lá no sempre agitado Astronete) e sua turma são arrasadores. Então pode ir lá (ainda há tickets disponíveis) que é esporro rock’n’roll garantido e da melhor qualidade.

 Os “macaquinhos” ao vivo no Brasil, em 2011: garantia de showzaço esporrento, sempre! E hoje à noite tem mais novamente

 

* Baladas alternativas pro finde: a sextona (hoje em si) começa legalzona, com show do ótimo Comma lá na Casa do Mancha (que fica na rua Filipe de Alcaçova s/n, na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo), a partir das sete da noite. Depois ainda dá pra tomar brejas artesanais supimpas na Sensorial Discos (lá na rua Augusta Jardins, 2389), comer um Burger de fraldinha delícia total na Tex (também na Augusta, mas no 1053) e terminar a madrugada dançando o melhor rock’n’roll na festa open bar do site Zona Punk no Outs (na Augusta também porran, no 486).///Aí no sabadão, se você ainda tiver fòlego, manda bala: vai ter gig sempre fodona do Saco De Ratos (a banda bluesy do dramaturgo e amigão zapper, Mario Bortolotto) no Club Noir (também na Augusta, colado na parede do Astronete, que fica no 335 da rua) e a sempre animada festa Pop&Wave, dedicada aos anos 80’, no Inferno Club (no 501 da Augusta, claaaaaro!). Tá bom ou quer mais? Se monta, se produz e se joga que a vida é muito curta pra ficar de ceroulão em casa.

 

 

SE LIGA! TICKETS NA FAIXA PRO SHOW DO REAL ESTATE AÍ EMBAIXO!!!

Ulalá! Entonces, o blog sempre bacanudo quando o assunto é promoções se une às produtoras Brain e Balaclava, para trazer mais um presentinho pro nosso amado leitorado indie. Vai lá no hfinatti@gmail.com, que entra em disputa AGORA:

 

* UM PAR DE INGRESSOS pro show do grupo indie americano Real Estate, que toca na próxima quinta-feira, 20 de novembro, aqui em São Paulo (lá no Beco, no baixo Augusta). Quem ganhar a promo será avisado por e-mail até o início da tarde da próxima quinta-feira, okays? Tá dentro? Então vai nessa e boa sorte!

 

 

É O FIM DESTE POST

Yep, tudo chega ao fim um dia. Inclusive os postões do blog campeão em polemicas, em rock alternativo e em cultura pop. Se o fim do Pink Floyd demorou a chegar (hihi), nós aqui sempre fomos e seremos mais rápidos. Assim ficamos por aqui, com previsão de novo post até o próximo dia 27 de novembro. Na semana em que o já tiozão jornalista rocker irá ficar mais velho e quando haverá o último festão zapper de 2014. Aí mais um pouco e virão as festas e recesso de final de ano e quem sabe 2015 com um novo blog, e em outro local. Tudo pode acontecer enquanto ainda estivermos nesse mundo, vivos e respirando. Tudo sempre tem seu fim (relacionamentos humanos, inclusive, além da própria existência em si), sempre renasce em seguida e morre novamente, num ciclo que existe desde a explosão do Big Bang. Então é isso: até logo menos, sendo que continuamos atentos em tempo integral às movimentações do rock’n’roll e da cultura pop, aqui e lá fora. Beijos quentes nas meninas e abraços fortes nos garotos, sempre!

 

(ampliado e atualizado por Finatti em 22/11¹2015, às 21:00hs.)