Fim de jogo para 2014, com o blogão zapper apresentando a SUA LISTA dos melhores do ano; o Goiânia Noise 2014 agitou pra valer a capital de Goiás no último finde (e o blog esteve por lá, acompanhando tudinho beeeeem de perto), se reafirmando como um dos maiores festivais da cena independente brasileira atual; o espaço virtual campeão em cultura pop (esse aqui mesmo, uia!) volta ao Norte do país em sua derradeira viagem do ano, pra ver de perto o primeiro show do trio acreano Euphônicos; mais: novos bons sons indies de Sampa e isso e aquilo tudo na última postagem de um ano bastante medíocre no pop/rock alternativo planetário (último post do ano concluído, com nova e final ampliação em 23/12/2014, contando as andanças do blogão andarilho por Rio Branco e Manaus)

Os grandes sons que fizeram a nossa cabeça e as imagens tesudas e delirantes de um ano de poucos destaques realmente relevantes na cultura pop: o duo americano Black Keys (acima) lançou um dos melhores álbuns de 2014; já Marcelo Gross (abaixo) e o Cachorro Grande arrasaram no palco no último Goiânia Noise Festival, assim como a nossa eterna musa rocker Jully DeLarge (também abaixo) continou mais ousada e gostosa do que nunca nos últimos doze meses

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EM GIRO DE FINAL DE ANO PELO SEMPRE AMADO NORTE BRAZUCA, O BLOGÃO ASSISTE SHOWZAÇO DOS EUPHÔNICOS EM RIO BRANCO, E VAI ATRÁS DA CENA ROCKER DE MANAUS

* Yep. O espaço rocker virtual mais andarilho pelos rincões musicais brazucas, na blogosfera de cultura pop, está novamente deambulando pelo Norte brasileiro. Mais precisamente em Manaus nesse momento e quando publicamos esta “ampliação” do último postão zapper de 2014 diretamente da capital do Amazonas.

 

 

* E como sempre muito quente por aqui, com a temperatura oscilando na casa dos 32 graus. Mas com o jornalista coroa e rocker/loker confortavelmente instalado/hospedado na casa de queridos amigos manauaras (onde sempre fomos muito bem relacionados, recebidos e tratados), e onde o ar condicionado literalmente REINA (rsrs), não está sendo tão difícil afinal se adaptar ao clima eternamente hot da cidade.

 

 

* Mas antes passamos por Rio Branco, a aprazível (e menos quente do que aqui) capital do Acre, onde anda chovendo muito e isso ajuda a manter o clima mais agradável por lá, com os termômetros na casa dos 22/29 graus. E foi em Rio Branco que o blog assistiu na última sexta-feira, 19 de dezembro, a um espetáculo musical que desde agora pode ser considerado um dos mais lindos e inesquecíveis já vistos por estas linhas online na cena independente nacional. O trio Euphônicos (sobre o qual há uma extensa matéria aqui mesmo nesse post, mais aí embaixo) subiu ao palco do teatro da belíssima Usina De Arte João Donato, para fazer a primeira gig baseada em seu espetacular e homônimo álbum de estreia. Um disco de imensa complexidade instrumental e harmônica mas simples e tocante na questão melódica e de densidade poética sem igual em suas letras. Então a grande curiosidade era saber como o grupo formado pelo músicos, vocalistas e compositores/letristas Aarão, Brunno e Marcos iria transpor para o palco as canções de um trabalho que foi registrado em estúdio com a colaboração/participação de dezenas dos melhores músicos da cena musical da capital do Acre. Pois os três Euphônicos originais, acompanhados de uma banda adicional de mais nove convidados, não apenas reproduziu com perfeição o material gravado como emocionou o público presente (o sujeito aqui incluso, que quase foi ao choro no final da apresentação). Não dá pra descrever aqui o que foi ouvir uma canção como “Se é de lágrima” em sua perfeição sonora sendo emoldurada por jogos de luzes e sombras. Ou ainda explicar em meras palavras as intervenções visuais (como o poeta e historiador Marcos sentado em uma mesa com uma luz intensa sobre ele, e declamando um texto/poema como se fosse um velho filósofo a refletir numa mesa de bar sobre as conjecturas da existência humana) ou a arrebatadora execução da música “A Bailarina”, que encerrou o set contando com a participação da filha do senador Jorge Vianna dançando ao som da canção de forma perfeita e absolutamente encantadora, diante de uma plateia extasiada. “A Bailarina” inclusive é daquelas músicas perfeitas e preciosas, que tocam a alma e encantam profundamente o coração. E se houvesse justiça nesse país e bom senso entre uma jornalistada de cultura pop do Sudeste que está cada vez mais preguiçosa e burra para desempenhar seu ofício, tocaria em trilha de novela e sem parar nas rádios. Mas estamos infelizmente no Brasil, onde a ignorância artística apenas se aprofunda mais e mais a cada dia no novo milênio. Assim foi um privilégio poder conferir de perto a estreia dos Euphônicos no palco, na última sexta-feira. O desejo de Zap’n’roll é apenas um (ou dois): vida longa ao trio. E que eles consigam um dia se apresentar em São Paulo.

 Um dos momentos do trio acreano Euphônicos no palco da Usina de Arte João Donato, em Rio Branco (capital do Acre), durante o show de lançamento do primeiro disco do grupo, que aconteceu na última sexta-feira, 19 de dezembro (acima); o set foi lindíssimo e emocionante, reafirmando a banda como uma das melhores da atual cena alternativa nacional; na foto abaixo a trinca de músicos ao lado de Zap’n’roll no camarim do teatro, antes deles entrarem em cena

 

 

 

* “Irmão Finas, você foi o ÚNICO jornalista que nós convidamos para presenciar de perto a estreia da banda no palco”, nos disse Aarão Prado, um dos três integrantes do grupo. O blog ficou imensamente agradecido e honrado com o convite (e cita esse fato apenas pra deixar a matilha de fakes que frequenta o painel do leitor doente de ódio, hihihi). E retribuiu o carinho e atenção fazendo uma rápida dj set na Usina João Donato, após o término da performance dos Euphônicos.

 

 

* E agora em Manaus rrrrrock. O blog passa o natal por aqui (com o queridaço casal Marcelo Correia e Lidiane) e depois vai se encontrar com a turma que faz o rock’n’roll acontecer na capital do Amazonas (Mezatrio, Luneta Mágica), pra saber como anda a cena local.

 

 

* Ah sim, e mal chegamos aqui já ganhamos mimos de natal do irmão e também jornalista Sandro Correia. Esses aí mesmo, na foto, hehe.

 Mimos de natal pro blog: livrão bacanão sobre o gênio David Bowie e camiseta rocker da cena de Manaus, presentes dados pelo queridão amigo e jornalista manauara Sandro Correia

 

* A notícia triste do início da penúltima semana do ano foi a morte de uma das vozes mais lendárias e poderosas da história do rock. Pois é, o câncer derrubou Joe Cocker. Vai em paz amigão, e descansa no céu com diamantes.

 

 

* Fim de transmissão. Até o próximo finde estamos pelo Norte. Se algo muito extraordinário rolar, voltamos aqui para comentar. Se não, até 2015!

 

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O Noise foi bacanão.

Yep. Se a indie scene nacional em 2014 sofre com falta de talento, falta de apoio e com excesso de bandas e artistas solo medíocres, o festival realizado pela produtora Monstro Discos há duas décadas na capital de Goiás mostrou que basta ter boa vontade, perseverança e ouvidos atentos e rigorosos para manter viva uma cena que ainda pode revelar grandes talentos. Dessa forma e durante três noites Goiânia se transformou na capital brasileira do rock alternativo, quando o Centro Cultural Oscar Niemeyer e o já tradicionalíssimo Centro Cultural Martim Cererê receberam dezenas de grupos locais e de outros Estados e regiões do país, mostrando uma diversidade de sons e estilos que apenas um evento como o Goiânia Noise pode reunir. Zap’n’roll esteve por lá (gentilmente convidado pela turma querida da Monstro) e registrou o máximo que pôde da movimentação (afinal, é impossível acompanhar totalmente vinte shows por dia, mesmo para o jornalista mais tarimbado e experimentado durante anos de cobertura em eventos semelhantes), inclusive a de um público sempre jovem, caloroso, alegre, multi facetado e muito atento às novidades musicais que ali estavam se apresentando. Um festival, enfim, que mostrou que algo funciona direito no país onde quase nada funciona da forma correta. Um país onde se pede o impeachment da Presidente da República enquanto o (des) governador de merda (o sr. Geraldinho Alckbosta) do Estado mais rico do Brasil (São Paulo) tem suas contas de campanha REJEITADAS pelos juízes do TER paulista e ninguém fala em sair às ruas pra também EXIGIR que esse BANDIDO seja defenestrado do Palácio dos Bandeirantes. Um país onde sua cena musical alternativa foi enganada nos últimos anos por uma quadrilha chamada Fora do Eixo, que nada fez por essa cena a não ser quase desmontá-la por completo enquanto sugava milhões de reais da já flácida teta pública. Um país, enfim, que precisa aplaudir de pé iniciativas como a da brava turma de rockers goianos, que há duas décadas produzem um festival bacaníssimo e corretíssimo, dentro do que é possível ser feito quando se respeita a Lei e quando se valoriza de fato o trabalho do músico e se tem carinho pelo público que prestigia a parada. Por tudo isso estas linhas online se sentiram muito felizes em ter ido novamente a Goiânia para registrar como foi o Noise deste ano. Um registro que agora compartilhamos com você, sempre dileto leitor zapper de tantos anos. Então bora pra mais um postão do blog. O último desse ano – e talvez, um dos últimos de um espaço virtual de cultura pop que já marca presença há quase doze anos na vida da galera que curte rock alternativo. E que por isso mesmo também traz a nossa lista (bastante pessoal, assumimos) daquilo que achamos realmente relevante nos últimos doze meses, no rock alternativo e na cultura pop em geral.

 

 

* Isso aê! Novo postão já na área, uhú! E como já dito aí em cima, o último do ano, com a nossa listinha dos melhores de 2014, hihi. Então já bora pra ela, sendo que até segunda-feira entra mais por aqui, inclusiva notinhas iniciais rápidas, se algo muuuuuito bacanudo rolar e que valha a pena ser comentado.

 

 

TCHAU 2014 – OS MELHORES DO ANO PELA ÓTICA ZAPPER

É algo inevitável e em todo final de ano é sempre a mesma parada: pipocam na web e ainda na mídia impressa (ou no que resta dela) listas e mais listas com os melhores e os piores de tudo, em todos os setores, ao longo dos últimos doze meses. O autor destas linhas bloggers rockers, um jornalista já tiozão e algo ranzinza, nunca curtiu fazer listas. Mas como é impossível escapar dessa sina em dezembro (mesmo porque os leitores cobram e chiam por essas listas), acabamos embarcando na onda também.

 

Mas é muito óbvio que 2014 foi um ano quase medíocre para o pop/rock planetário. Nunca se lançaram tantos discos, é vero. Mas igualmente nunca a qualidade desses lançamentos foi tão rasa, insignificante, facilmente esquecível. A cada dia surgem zilhões de novos “pop stars” na internet, que desaparecem em seguida como se nunca tivessem existido. Pior: a mídia baba-ovos (daqui e de fora também) cria hypes e mais hypes que absolutamente NÃO se justificam e se sustentam. Exemplo: a cantora, guitarrista e compositora americana St. Vincent, trinta e dois anos de idade, já com cinco álbuns de estúdio no currículo e que será uma das atrações do festival Lollapalooza BR 2015, em São Paulo. Seu mais recente disco de estúdio, homônimo, ocupa o topo de várias listas dos melhores trabalhos musicais lançados este ano. A jornalistada musical baba pela garota. Os fakes ordinários e fedidos de sempre implicam no painel do leitor do blog zapper que nós simplesmente NÃO conhecemos o trabalho da moça e não nos demos o trabalho de ouvi-la (ahahaha). Pois então: o sujeito aqui já ouviu sim o cd lançado por St. Vincent no começo deste ano: boas músicas, melodias ok mas e daí? Onde está a GENIALIDADE dela pra causar toda essa comoção midiática? Não é preciso ser nenhum gênio pra se chegar à conclusão de que, perto da obra de uma Kate Bush, de uma Patti Smith, de uma Joni Mitchell e até mesmo de sua contemporânea Lana Del Rey, St. Vincent simplesmente se transforma em uma quase… nulidade.

 

Mas enfim, o pop/rock dos anos 2000’ se transformou nisso mesmo: algo quase desimportante, trilha sonora de fundo para afazeres e lazeres cotidianos. Nada além disso, salvo honrosas exceções. De modos que aí embaixo publicamos nossa lista muito pessoal do que estas linhas eternamente apaixonadas por rock e cultura pop ouviram, assistiram e leram de bom no ano que está prestes a terminar. Leia, concorde, discorde, aplauda e xingue à vontade. Estamos aqui pra isso mesmo, hihi.

 

DEZ DISCOS GRINGOS PRA LEMBRAR DE 2014 (sem ordem de preferência)

 

  1. “Lazaretto”/Jack White
  2.  “Turn Blue”/The Black Keys
  3. “Atlas”/Real Estate
  4. “Morning Phase”/Beck
  5. “Are We There”/Sharon Van Etten
  6. “Ultraviolence”/Lana Del Rey
  7. “Playland”/Johnny Marr
  8. “Royal Blood”/Royal Blood
  9. “Futurology”/Manic Street Preachers
  10. “Hypnotic Eye”/Tom Petty & The Heartbreakers

 

DEZ DISCOS NACIONAIS PRA SENTIR SAUDADE DE 2014

 

  1. “Coax The King”/Spangled Shore
  2. “Euphônicos”/Euphônicos
  3. “Não pare pra pensar”/Pato Fu
  4. “Sete Vidas”/Pitty
  5. “Convoque seu buda”/Criolo
  6. “Cores & Valores”/Racionais Mc’s
  7. “Nação Zumbi”/Nação Zumbi
  8. “De lá não ando só”/Transmissor
  9. “Cantigas de Roda”/Raimundos
  10. “Banda do Mar”/Banda do Mar

 

APOSTAS ZAPPERS NACIONAIS PARA 2015

Pronominais, Troll e Stereolicks (todos de São Paulo), cujo novo ep você ouvir aqui: http://stereolicks.bandcamp.com/album/a-kiss-from-an-oblivious-junkie-2

Carne Doce (Goiás)

 O quarteto paulistano Pronominais: eles prometem fazer barulho em 2015

 

 

UM SHOWZÃO GRINGO DE 2014

Real Estate no Beco/SP, no final de novembro.

 

UM FESTIVAL NACIONAL FODÃO DE 2014

Goiânia Noise

 

UM FILME GRINGO DE 2014

“Ninfomaníaca”

 

UM FILME NACIONAL DE 2014

“Boa Sorte”

 

 

DOIS LIVROS BACANAS DE 2014

“Indiscutíveis” (acima), da Lote 42, reuniu jornalistas, músicos e produtores para analisar alguns dos grandes clássicos da música brasileira em todos os gêneros e em todos os tempos; já  a biografia de Ian Curtis (abaixo) finalmente ganhou edição nacional pela Edições Ideal, duas décadas após ter sido lançada na Inglaterra

 

 

DUAS MUSAS ROCKERS DO ANO 

Duas beldades que encantaram os macho (cados) leitores do blog em 2014: a super japa rocker girl Madeleine Akyê (acima) e a loiraça Michelle Fernandes (abaixo)

 

E A NOSSA ETERNA MUSA ROCKER

 O absoluto XOXOTAÇO Jully DeLarge, sempre uma imagem delirante entre as melhores de qualquer ano

 

 

 

VINTE ANOS DEPOIS, O GOIÂNIA NOISE FESTIVAL CONTINUA INCENDIANDO A CENA INDIE NACIONAL

Choveu muito no último final de semana na capital de Goiás, o que contribuiu para que a temperatura por lá se mantivesse muito mais amena (em torno dos 23 graus, à noite) do que há um ano, quando o calor quase senegalesco não deu trégua na cidade. Mas desta vez a temperatura só esteve mesmo em ponto de ebulição dentro dos Centros Culturais Oscar Niemeyer e Martim Cererê. Foram os dois endereços que abrigaram a vigésima edição do Goiânia Noise Festival. E que neste ano mostrou o mesmo vigor de sempre e manteve o evento como um dos três ou quatro maiores festivais independentes do Brasil.

 

A esbórnia rocker teve início na sexta-feira, 5 de dezembro, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, um dos espaços para eventos mais conhecidos da capital de Goiás. E a produção do Noise optou por fazer a primeira noite do festival ali porque obviamente a demanda de público seria maior do que nas noites seguintes, já que haveria gigs do americano Biohazard e do carioca Matanza, sempre garantia de esporro sonoro máximo e de fãs fanáticos se esgoelando na frente do palco. Isso em uma noitada que também contou com o sempre fodão Mechanics (a banda do já lendário vocalista Marcinho Jr., um dos sócios da Monstro Discos e também fundador do festival) e seu stoner pós-grunge porrada, sustentado por duas baterias e guitarras esporrentas, tudo dando suporte às letras sempre inconformistas cantadas por Márcio (como a do single “Fracasso”, que diz muito sobre o que é fazer rock’n’roll alternativo em um país como o Brasil). Mas em que pese a ótima gig dos Mechanics e as boas apresentações dos outros grupos do line up inaugural do Noise (como o do quarteto goth metal feminino Girlie Hell, que também se apresentou na edição 2013 do festival), o povo estava mesmo ali pra delirar com o Matanza, que fez seu set de sempre e sem surpresas (com rocks agressivos repletos de letras sexistas e machistas, além de sempre exaltar os prazeres do álcool), e também com o ainda eficiente rap metal do Biohazard. Os americanos acabaram fazendo o grande show da primeira noite do GN, muito por centrar fogo em seu repertório dos primeiros discos e também por promover um congraçamento total e inesperado com a molecada presente, ao permitir que parte do público invadisse o palco e pulasse lá em cima junto com a banda ao final do set dela.

 

No sabadão o Noise se mudou para a sua já tradicionalíssima casa: o Centro Cultural Martim Cererê, que abrigou muitas outras edições anteriores do GN. Pois ali, em um espaço bem menor mas muito mais acolhedor e aconchegante do que o algo exagerado Oscar Niemeyer, tudo foi festa: um público alegre, jovem, diversificado e com seus cabelos coloridos e t-shirts rockers (com destaque para as sempre gostosíssimas gatas goianas) circulava entre a praça de alimentação, as barraquinhas que vendiam camisetas, cds e discos de vinil e entre os dois pequenos teatros (cada um com capacidade para cerca de seiscentas pessoas) que receberam as vinte bandas que começaram a maratona de shows ainda no final da tarde. Foi sem dúvida alguma o dia mais eclético do Noise e quem teve paciência e disposição física para aguentar esse autêntico “tour de force” rock’n’roll, se deparou com boas surpresas como o rock mezzo mpb do The Neves (de Brasília) ou as belas melodias e harmonias vocais femininas do local Carne Doce, além dos esporros hard rock/proto punk (à la Stooges/Motorhead) do Space Truck (que acaba de ter seu primeiro álbum lançado pela Monstro Discos) e do Hellbenders (um grupo que, verdade seja dita, está bem menos hypado do que o Black Drawing Chalks e, no entanto, soa bem mais consistente e empolgante do que o seu “irmão” mais “célebre” na indie scene). Uma noite/madrugada tão variada que foi encerrada com psicodelia pesada gringa (por conta do americano Radio Moscow) e com o eternamente classudo e clássico já mangue beat do ainda gigante Mundo Livre S/A.

 

Mas foi no domingo, justamente o último dia/noite do Goiânia Noise e quando o Martim Cererê recebeu seu menor público (cerca de mil pessoas, contra duas mil no sábado e pouco mais de três mil na sexta-feira, sendo que o total de pagantes no evento ultrapassou as seis mil pessoas), que rolaram talvez as melhores gigs de todo o festival. O cearense (radicado em Sampa) Daniel Groove, secundado por uma banda composta apenas por músicos feríssimos (como o guitarrista paraense Saulo Duarte) exibe nesse momento um dos melhores compêndios no palco de rock amalgamado com melodias bastante enraizadas na cultura musical nordestina. O trio curitibano Relespública (mantendo até hoje sua formação original, com Fábio Elias nas guitarras e vocais, Ricardo no baixo e Moon na bateria) continua sendo a melhor banda mod do Brasil e enlouqueceu o pequeno público presente ao seu show com um set incendiário e que resgatou hits alternativos dos anos 90’ como “Garoa & Solidão”, “Boatos de bar” e “Nunca mais”. Já os gaúchos do Cachorro Grande, estranhamente escalados para tocar antes do final do line up da noite (sendo que todos imaginavam que o quinteto seria um dos headliners do domingo), tiveram que espremer um resumo de seu grande repertório em pouco mais de meia hora de atuação fodástica no palco. Dedicaram metade desse tempo ao novo disco que saiu este ano (o “Costa do Marfim”) e a outra a matar a sede dos velhos fãs com canções de toda a sua trajetória, como a avassaladora “Lunático”. Foi um showzaço e depois dele, o blog confessa, nem esperou para ver o fecho do evento com as porradas heavy thrash do Terrorizer e do velhusco Korzus, que está com trinta anos de existência mas mesmo assim ainda mantém um fiel séquito de fãs metaleiros. Mas a essa altura o jornalista gonzo/zapper já estava de volta ao hotel onde fora hospedado pela produção do GN, e confortavelmente instalado em sua suíte.

 

No final o saldo da edição de vinte anos do Goiânia Noise Festival foi altamente positivo. A brava e heroica turma da Monstro sabe de fato como fazer a parada. E a nossa torcida é para que o evento ainda dure por mais vinte anos, sempre mostrando que, sim, quando feito com seriedade, garra, empenho, coração e alma, o rock’n’roll independente de qualidade desse país não morre jamais.

 

Até 2015!

 

 

“NOISES” POR TRÁS E FORA DO PALCO

* A edição deste ano do Goiânia Noise foi a quinta acompanhada por Zap’n’roll de dez anos pra cá. O blog chegou na capital de Goiás no final da tarde de quinta-feira passada, acompanhado da loiraça belenense (e que mora na quente e acolhedora Macapá) Tainara. Havia um clima de “lua-de-mel de despedida no ar”, já que o casal continua se adorando mas ambos chegaram à conclusão de que é inviável manter um namoro a uma distância tão longa (ela lá no Amapá; o sujeito aqui em Sampa, sendo que o blog já experimentou um relacionamento assim e não deu certo). Então ficou-se acordado entre ambos que seriam três dias e noites de amor e rock’n’roll em Goiânia, num clima idêntico ao do filme “9 Songs”. E assim foi. Ambos se curtiram, ambos se divertiram. E agora seguem em um relacionamento de amizade bacana e repleto de rock’n’roll e ótimas histórias.

 

* O que não dava pra curtir muito era a internet do hotel Serras de Goyáz (com o Goiás grafado assim mesmo). Yep, um hotel aprazível e confortável mas com PÉSSIMO serviço de web e que não melhorou nada do ano passado pra cá. Pelo contrário…

 

* Porém os almoços no restaurante Dona Fiinha continuam sensacionais e só confirmam que em Goiás se faz um dos melhores churrascos do Brasil.

 

* Na primeira noite da esbórnia rocker o jornalista loker se comportou o máximo que pôde, hihi. Mas a cerveja Heineken (uma das patrocinadoras oficiais do festival) era farta no backstage e o estado de embriaguez era inevitável e logo se fez presente. Qual foi a solução quando tudo acabou? Ir de van (com um bando de lokis junto) beber um pouco mais em um bar em Goiânia, uia!

 

* Ah sim: as banquinhas de comidinhas se sofisticaram um pouco mais esse ano. Havia até uma de comida japonesa no Centro Cultural Oscar Niemeyer, servindo temakis.

 

* No sabadão em si o festival se mudou pro Martim Cererê. Aí a busca por latinhas de Heineken e por “aditivos nasais” nos camarins dos dois teatros onde rolavam as gigs, se tornou o esporte predileto dos músicos que não estavam se apresentando no palco naquele momento. Alguns deram sorte em sua obstinada “caçada”, outros não. O zapper outrora total loker e que sempre amou dar suas narigadas em festivais pelo Brasil, desta feita preferiu ficar bebericando Jack Daniel’s e vodka com energético com o fofo Marco, o mega simpático administrador do Martim Cererê e fanzaço do grande Duran Duran.

 

* Mas sucesso mesmo na área externa do Martim Cererê foi a pista de dança improvisada lá, que era animada por um dj que discotecava apenas com bolachões de vinil e mandando bala nos anos 80’. Rolou Depeche Mode, Duran Duran, A-há e muito mais. E o povo caiu na dança sem medo de ser feliz.

 

* E claaaaaro, estas linhas virtuais fizeram amizade com um bando de gente bacana e total alucicrazy, Como o pessoal do grupo mineiro Dead Pixels (que pauta sua sonoridade no garagismo pré-punk de Stooges e MC-5, sendo que eles devem se apresentar em Sampa até abril, lá no Astronete, no baixo Augusta): uma turma insana que começou a beber na madrugada de sexta-feira pra sábado e só parou com a ingestão alcoólica na porta do hotel às nove da matina, quando o café da manhã já estava a ponto de ser encerrado. Haja fígado…

 

* No domingão, última noite do Noise, tudo foi festa em cima e fora do palco. O blog se aboletou no camarim dos seus queridaços amigões de anos do Cachorro Grande (e a nós se juntou também a turma da Relespública), e lá ficamos papeando com a turma (entre goles de Jack Daniel’s e pedaços de pizza) até pouco antes de o grupo fazer seu set explosivo. Foi um reencontro total lecal e que rendeu a imagem aí embaixo, quase com as mesmas figuras que foram também clicadas juntas há uma década no mesmo Martim Cererê e no mesmo Goiânia Noise. O tempo passa mas as grandes amizades sempre permanecem intactas.

 Mais de uma década separa essas duas imagens, ambas com quase os mesmos personagens e no mesmo lugar (o Centro Cultural Martim Cererê, na capital de Goiás): no Goiânia Noise Festival em 2003 (acima), Zap’n’roll está “cercado” pela turma do Cachorro Grande, Relespública e Faichecleres (que infelizmente não existe mais); em 2014 (abaixo), na semana passada, o reencontro novamente no Noise, no camarim dos “cachorros”

 

* E sim, pelo menos UM dos Cachorros se deu muuuuuito bem em terras goianas (óbvio, vamos preservar a identidade do rapaz pra evitar problemas, hihihi). O papo rolava animado no camarim da banda quando, a certa altura, adentra a sala aquele XOXOTAÇO vestindo uma blusa e calça pretas, deixando generosos peitos se insinuando pelo decote e exibindo algumas tatuagens nos ombros. Ela, acompanhada de duas amigas, foi logo puxando papo com um dos integrantes do quinteto gaúcho. O blogger sempre educado e discreto saiu imediatamente de perto e foi bebericar com Tainara na outra sala. Mas logo teve que retornar porque o restante da turma cachorrona também havia chegado ao camarim. E quando todos entraram na sala principal o “casal” que havia se formado já estava aos agarrros em sedentos beijos de língua, que foram interrompidos naquele instante. Enfim, a garota e suas amigas acomapanharam o show atrás do palco. E depois… algo diz ao blog que a rôla do “cachorro grande” funcionou com gosto naquela noite, uia!

 

* Estas linhas rockers bloggers foram como sempre extremaente bem acolhidas por toda a turma do Noise. E deixam aqui seu agradecimento de coração ao Léo Bigode, ao Leonardo Razuk, Marcinho Jr. e ao Guilherme Pereira (os quatro chefões da Monstro) pelo carinho com que fomos recebidos mais uma vez em Goiânia rock city. E também fica nosso agradecimento ao pessoal de apoio do evento (Danilo, Daniela, Roberta, o queridão Marco do Martim Cererê) por ter tido sempre total atenção e carinho pelo autor destas linhas zappers. Esperando rever todos novamente em 2015, deixamos aqui nosso beijo no coração de toda a turma!

 

 

PICS DO FINAL DE SEMANA TOTAL ROCKER EM GOIÂNIA

(fotos: Terra, Tainara Rezende e produção Goiânia Noise)

 Biohazard: resgate eficiente do rap metal dos 90′, com direito a invasão de palco por parte do público no final do set

 

O carioca Matanza: o rock sexista e machista de sempre

O trio curitibano Relespública manda bala no palco do Goiânia Noise

Velhos amigos bebericando no camarim do Cachorro Grande: Beto Bruno e Zap’n’roll

 

O blog sempre em ótima cia, com o povo da Relespública

 

Com os “monstros” Léo Razuk e Guilherme Pereira, durante o set do Cachorro Grande, e…

 

…com a gatona loira do Norte, Tainara

 

 

E UM MOMENTO DO FESTIVAL AÍ EMBAIXO

Quando o povo invadiu o palco e dançou em cima dele, no final da gig do americano Biohazard, no encerramento da primeira noite do GN.

 

 

 

NA SUA DERRADEIRA VIAGEM DE 2014 AO NORTE DO BRASIL, O BLOGÃO VAI ATRÁS DO TRIO EUPHÔNICOS, QUE LANÇOU UM DOS GRANDES DISCOS DESSE ANO E QUE AGORA FAZ O SHOW DE LANÇAMENTO DO MESMO

Você talvez ainda não tenha ouvido falar do trio Euphônicos, que existe há pouco mais de dois anos em Rio Branco, capital do Acre. Nem o blog conhecia o grupo, até tomar contato com ele quando esteve por lá há exatamente um ano, pra acompanhar a última edição do festival Chico Pop.

 

Pois foi conhecer e ouvir a banda e se apaixonar na hora por ela. Uma paixão tão avassaladora que obrigou este espaço virtual a colocar o disco de estreia deles entre os melhores lançamentos nacionais de 2014. Fora que o blog está indo novamente para o Acre, na próxima quinta-feira, especialmente para ver ao vivo o show de lançamento oficial do trabalho.

 

Mas enfim, Zap’n’roll já fez uma extensa radiografia do conjunto aqui mesmo, em texto publicado em janeiro deste ano. Pra quem não leu e quer saber um pouco mais sobre os Euphônicos, reproduzimos a matéria aí embaixo.

 

(texto publicado originalmente em janeiro deste ano)

 O trio Euphônicos, do Acre: lançado com show em Rio Branco, na próxima semana, um dos melhores discos nacionais de 2014

 

 

Eufônico=que tem o som agradável/instrumento de cordas semelhante a um piano, com cordas de harpa)

 

Os significados descritos por um dicionário ao mesmo tempo pouco importam, mas dizem tudo sobre esse trio que nasceu e existe há pouco mais de um ano em Rio Branco, capital do distante Acre (o Estado do Norte brasileiro verdadeiramente abençoado e protegido pela grande floresta amazônica e “onde o vento faz a curva”, como disse uma vez Aarão Prado, um dos instrumentistas e vocalistas do grupo). E tal qual aconteceu com o cuiabano Vanguart (que até 2005 era um total desconhecido fora das fronteiras da capital de Mato Grosso), hoje a maior banda indie do país, e com o quarteto manauara Luneta Mágica (também praticamente desconhecido fora da capital do Amazonas até 2012 e agora já trilhando o mesmo rumo dos Vangs), o Euphônicos (no caso da banda, grafado com ph) é a grande aposta do blogão zapper para 2014 – e poderá ser mais uma das grandes descobertas musicais destas linhas bloggers poppers, sempre de olho na música que é feita nos mais distantes rincões do Brasil.

 

Não dá pra dizer que o conjunto formado por Aarão Prado, Brunno Damasceno e Marcos Vinicius é um trio de rock, muito longe disso. Mas também, a rigor, fica difícil “aprisionar” o som que eles fazem em qualquer rótulo estético/musical. Pra começar são três personalidades muito diferentes, musicalmente falando (embora os três sejam amigos inseparáveis de longa data): o jornalista e radialista Aarão (que apresenta um programa na rádio local Aldeia FM e que o blog conheceu pessoalmente em 2006, quando foi a Rio Branco pela primeira vez) é vocalista do grupo Camundogs, um dos dois grandes nomes da cena rock da capital acreana há quase década e meia (o outro é o quarteto Los Porongas, hoje radicado em Sampa), e cuja sonoridade incorpora muito do rock BR 80’, com eflúvios claríssimos de Legião Urbana. Já Brunno é um dos músicos mais conceituados da cena mpb de Rio Branco, e considerado um… sambista (!!!) de mão cheia – uma de suas composições será gravada em breve pela cantora Lecy Brandão). Marcos Vinicius, por fim, é um conhecido e respeitado poeta e agitador cultural da cidade.

 

Se havia diferenças estético/musicais entre os três, elas desapareceram quando a trinca resolveu se unir em um novo projeto musical, batizado Euphônicos. “Aconteceu porque sentimos necessidade de fazer algo novo e completamente diferente do que fazíamos em nossas praias musicais”, explica Aarão ao blog. E ele ainda conta que, a princípio, a despretensão com o projeto era total: “nos reuníamos, cada um escrevia trechos de letras e dava idéias musicais. A partir do material apurado a gente burilava a canção e entrava em estúdio para gravar. E para fazer isso íamos chamando os melhores músicos atuando em Rio Branco para nos ajudar e enriquecer as canções com instrumentos, idéias e arranjos”. Com as músicas sendo concluidas aos poucos, ainda segundo Aarão, a idéia era manter a banda como sendo apenas um “grupo virtual”, que pudesse ser ouvido e curtido na internet. “Não era nossa intenção montar banda e lançar disco”, diz ele. “Mesmo porque há muitas participações na gravação das faixas e seria praticamente impossível juntar todo esse pessoal num palco pra fazer shows. Fora que já estamos ‘véios’ e pançudos, temos nossos empregos e não seria nossa intenção sair por aí, tocando. Pra nós o Euphônicos era importante sim, mas se tratava de uma válvula de escape musical do nosso dia-a-dia”.

 

Só que todo esse ideário e pensamento do cantor e radialista foi mudando quando o Euphônicos começou a tomar uma dimensão bem maior do que ele imaginava. A cada nova música postada na plataforma Soundcloud o interesse em torno do trio crescia. O próprio blogão zapper, a princípio com “preguiça” de ouvir o som do conjunto (e mesmo com Aarão cobrando o sujeito aqui nesse sentido: “Finas, ouve o Euphônicos, tenho certeza que você vai curtir e sua opinião é importante pra nós”, ele falava via bate-papo do Facebook), caiu literalmente de amores pelo som deles pouco antes de embarcar para sua mais recente viagem até Rio Branco (quando foi acompanhar o festival Chico Pop, no finalzinho de dezembro passado). Ao ouvir pequenas obras-primas inebriantes como “Se é de lágrima”, “Pegadas” (que tem participação especial de outro grande nome da cena musical acreana, a cantora Carol Freitas, que está de amizade “rompida” com o blog por pura bobagem, após uma discussão tensa por telefone; mas não importa: Zap’n’roll continua admirando e adorando a garota da mesma forma, hehe), “Em guitarras e poemas” (que possui uma letra fantástica) ou “Delito”, não deu outra: estas linhas online colocam agora a banda como uma de suas principais apostas na indie scene nacional este ano.

O primeiro disco dos Euphônicos: lindas e melancólicas canções

 

O motivo desta avassaladora paixão do blog pelo som dos Euphônicos? Muito simples: a trinca Aarão/Brunno/Marcos compôs algumas das mais belas canções ouvidas por este espaço rocker virtual nos últimos meses. Fora que todos os três cantam com inflexão poderosa e ultra afinada, as letras são de uma beleza poética e imagética fantástica e a parte melódico/musical do projeto é um show à parte: escudados por músicos talentosíssimos da cena de Rio Branco os três euphônicos engendraram treze músicas (o cd terá quinze no total) que são um escândalo de beleza, melancolia, bucolismo, reflexão e contemplação. Tudo cabe na construção de cada faixa: cordas (violões, bandolins, cavaquinhos), pianos, sopros e até… guitarras rockers. Um dos maiores exemplos de tudo o que está escrito aqui e talvez o momento maior de um disco ele todo incrível, é “A bailarina” (cuja letra está logo mais aí embaixo). Se qualquer produtor musical de algum selo musical ou diretor musical de alguma emissora de tv do Sudeste tiver um mínimo de sensibilidade e ouvir essa música, ele enlouquece e morre no mesmo instante de amores pelo grupo. E isso não é exgero desta espaço rocker blogger.

 

Com a repercussão em torno do projeto aumentando a cada dia, não houve como escapar: os Euphônicos decidiram que não dá mais pra ser apenas uma banda “virtual”. Irão lançar sim um disco (primeiro na web, depois em cd físico). E o show de lançamento do dito cujo deverá acontecer em maio próximo, em Rio Branco (e se nada der errado até lá, o blog estará novamente na capital do Acre pra prestigiar pessoalmente o evento). Até lá você ainda vai ouvir falar bastante deles por aqui. Mas por enquanto fica a nossa certeza: Euphônicos é (só depende deles) o próximo grande nome da cena independente brazuca, descoberto por estas linhas zappers. Podem acreditar nisso!

 

* Para saber mais sobre os Euphônicos, vai lá: https://www.facebook.com/euphonicos. E para ouvir as músicas do primeiro disco do grupo, vai aqui: https://soundcloud.com/euphonicos.

 

 

EUPHÔNICOS – UMA LETRA

A bailarina

 

Enquanto ela dançava

Seus pés adormeciam Dançava sem depois Enquanto ela dançava

De olhar entristecido Dançava sem um par

Não teve como não

Chorar em pausas

Sonhos no coração

E os pés na valsa

E ela só errou e amou demais Fez da sua dor seu sol, seu cais

Pouco importa o que ficou pra trás

Já podia abrir os olhos Dançando por tudo isso

E os sinais

Que fazem do destino a sina Rodopios no salão

Da mais triste Bailarina

Enquanto ela dançava

Pra sempre anoitecia Dançava sem notar

Que as marcas não sumiam Tão longo era um caminho Dançando pra chegar

Não teve como não

Sorrir chorando

Os pés que vem e que vão Dançam seu tango

E ela só errou e amou demais Fez da sua dor seu sol, seu cais

Pouco importa o que ficou pra trás

Já podia abrir os olhos Dançando por tudo isso

E os sinais

Que fazem do destino a sina Rodopios no salão

Da mais triste Bailarina

 

* Pra ouvir “A bailarina”, vai aqui: https://soundcloud.com/euphonicos/4-a-bailarina.

 

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

Discos, I: o blog realmente assumo e confessa que anda com uma preguiça total de ouvir novas bandas e novos artistas solo no rock de hoje, seja daqui ou de fora. E isso é perigosamente MORTAL pra um sujeito que trampa com jornalismo musical há quase 30 anos. O problema é que a era da web fodeu mesmo com tudo por um lado, fazendo qualquer um montar um grupo e sair tocando e gravando, mesmo que não saiba cantar, compor, tocar algum instrumento ou escrever uma letra minimamente decente. O resultado é muito óbvio: milhares de discos lixosos ao extremo lançados diariamente no mundo virtual, que entopem nosso HD e YouTube por algum tempo e depois são solenemente descartados e esquecidos. Mas ainda milagrosamente e vez por outra você se depara com algo REALMENTE FODÃO. É o caso do duo inglês Royal Blood, que existe há apenas um ano e cujo disco de estreia, homônimo, entrou em todas as listas de melhores do ano na rock press gringa – e acabou entrando na lista da Zap’n’roll que está aqui nesse post. E estas linhas online nunca tinham ouvido falar do RB até ler sobre ele no blog do queridão (e sempre antenadíssimo) Pablo Miyazawa. Fomos atrás e endossamos as palavras do super monge japa zen: bandaça SEM GUITARRA – uma formação total bizarra, apenas com baixo e bateria. E impressiona (e muito) como o muito bom vocalista Mike Kerr consegue fazer seu baixo distorcidíssimo soar como se fosse uma guitarra em chamas. Fora que o som deles é pesadão mas não é chato nem escroto: blues hard garage rock da melhor estirpe. Disco enxuto e conciso (uma raridade nos dias atuais) de apenas 32 minutos. Pra ouvir no talo rodando em alguma estrada perdida no meio do nada.

A estreia do duo inglês Royal Blood: o disco é fodão e foi parar com justiça em todas as listas de melhores de 2014 da rock press gringa 

 

* Discos, II: egresso do Itaim Paulista (nos confins da zona leste da capital paulista), o quinteto Elevadores (formado pelo vocalista Wesley, pelos guitarristas Henrique e Fhá, pelo baixista André e pelo batera Franco) já está fazendo seu rock’n’roll há algum tempo e finalmente conseguiu lançar seu primeiro disco, “A hora certa de ultrapassar um caminhão”. A banda é boa: melodias redondas, guitarras afiadas e bons vocais pontuam faixas dançantes (como a ótima “Alvo Fácil”, que abre o cd) e algumas baladas, todas com boas letras em português. Está longe de ser uma revolução no pobre rock brazuca dos anos 2000’ (igual à geração 80’, de Ira! e Legião Urbana, nevermore pelo jeito), mas o grupo ao menos exibe qualidade instrumental e sonora bem acima da média do que se escuta por ai atualmente. Pra saber mais sobre eles e ouvir o som da banda vai aqui: http://www.oselevadores.com.br/.

O disco de estreia do grupo paulistano Elevadores

 

* Baladas badaladas da semana: o último postão de 2014 (do blog?) está sendo finalizado já na segunda-feira da nova semana. Então bora ver o que tem de bão para os próximos dias em Sampalândia, começando já na quarta-feira, dia 17, quando o queridão Daniel Belleza comemora seu aniversário lá na bacaníssima Sensorial Discos (que fica na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampa). Depois ainda dá pra emendar a balada e ir curtir o último show do ano do Coyotes California lá no Da Leoni (no baixo Augusta, colado no Beco/SP).///Já na quinta-feira tem show do Orange Disaster no Espaço Cultural Zapata (rua Riachuelo, 328, centrão rocker de Sampa).///Sextona é noite/madrugada de se acabar no Astronete (no 335 da Augusta). Já para quem está em Rio Branco (capital do Acre, e é onde o blog vai estar também) imperdível vai ser o show de lançamento do primeiro (e lindão) disco do trio Euphônicos, lá na Usina De Arte João Donato.///E no sabadão em si tem a última festa Glam Nation de 2014 no Inferno Club (no 501 da Augusta). Ou seja: opções não faltam pra você se divertir já nas férias que antecipam os festejos natalinos (blergh…). Então escolha sua balada preferida e se jogue com gosto nela!

 

 

TCHAU 2014!

O blogão campeão em cultura pop e em rock alternativo se despede dos leitores e encerra seus trabalhos por aqui neste ano. Nesta quinta-feira o zapper andarilho está se mandando novamente pro Norte do Brasil, onde vai ficar dez dias entre Rio Branco (Acre) e Manaus. Depois do natal (que estas linhas online não fazem questão nenhuma de comemorar) retorna a Sampa pra ir virar o ano na sempre idílica São Thomé Das Letras. E em 2015? O livro “Memórias de um jornalista junkie” a caminho e, quem sabe, um novo blog também, em substituição a Zap’n’roll que já fez muito na blogosfera nacional de cultura pop na última década. Então é isso: desde já feliz natal pra quem acredita no escroto do Papai Noel e que o ser humano se torna “bonzinho” pelo menos um dia por ano (nos outros 364 restantes…). E super novo ano pra toda a galere que sempre nos acompanha e prestigia. Voltamos por aqui lá pelo dia 20 de janeiro de 2015, okays? Beijos no coração!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 23/12/2014 às 16hs.)

Yeah! Em post mais modesto e rapidão (pois a correria e o agito andam grandes por aqui) o blog zapper antecipa tudo sobre o gigante Goiânia Noise, que rola neste finde na capital de Goiás e que chega aos seus vinte anos de existência se mantendo ainda como um dos maiores festivais da cena independente brasileira

 

Beto Bruno (acima) e o guitarrista Marcelo Gross (abaixo), a dupla que comanda o quinteto gaúcho Cachorro Grande, uma das grandes atrações do festival Goiânia Noise 2014, onde tocam na noite de amanhã, sábado

 

20 anos de puro noise.

Poucos festivais conseguiram se manter tão longevos na sempre problemática e algo caótica cena musical independente nacional. Pois o Goiânia Noise está há duas décadas em atividade e neste final de semana agita mais uma vez, por três noites, a capital do Estado de Goiás. Tudo começou em 1994 com a heroica turma da produtora e gravadora Monstro Discos. E hoje, vinte anos depois, o evento se mantém firme e forte como um dos mais importantes do país, ainda mais em um momento em que assistimos ao desmonte da rede de festivais coligados com a turma bandida da quadrilha intitulada Fora Do Eixo (liderada pelo grande cappo Pablo Capilantra, que inclusive anda sumido do noticiário e das redes sociais; o que o sujeito estará tenebrosamente tramando nesse momento, nos bastidores e no submudo da sujeira e da falta de escrúpulos e ética em que ele e seus apaniguados vivem perenemente?), que PILHOU e SUGOU a teta pública e a indie scene nacional o quanto pôde. A mais recente vítma desse desmonte foi o simpático e sempre bem organizado festival QuebraMar, realizado há alguns anos em Macapá (capital do Amapá) e que acaba de ter sua edição 2014 ADIADA para o início de 2015 – nem é preciso imaginar muito o motivo desse adiamento. E felizmente, lá na terra onde reina há décadas a música sertanojo, a turma heroica da Monstro segue fazendo seu barulho imprescindível. Mostrando que, mesmo sem grande apoio institucional público ou privado e com muito esforço, dedicação e força de vontade, é possível construir um evento realmente bacana, digno, decente e que está aí há duas dezenas de anos fazendo a alegria do povo rocker do Centro Oeste e de todo o país. Desta forma nada mais justo que este modesto post de Zap’n’roll se dedique quase que exclusivamente à edição comemorativa dos vinte anos do Goiânia Noise. Bora ler uma entrevista com Leonardo Razuk (um dos sócios da prodotura/selo Monstro), que conta um pouco da história dessas duas décadas de maximum rock’n’roll. De quebra, toda a programação do evento e mais algumas paradinhas rápidas nesse post bem menor do que o habitual por aqui.

 

 

* Yep, post reduzido desta vez porque o blog está desde ontem em Goiânia City, que se transforma na capital rocker nacional neste final de semana. Semana que vem voltaremos ao normal, inclusive com as últimas postagens de 2014 e dando nossa tradicional lista de melhores do ano.

 

 

* E em 2015… mudanças profundas e definitivas por aqui, com o provável fim de Zap’n’roll (afinal, já são quase doze anos de existência), a criação de um novo blog (claaaaaro!) e finalmente a publicação do livro “Memórias de um jornalista junkie”.

 

 

* A última festona do blog em 2014 foi beeeeem legal. Ela aconteceu no último finde no Simplão Rock Bar, em Paranapiacaba. as bandas representaram muito no palco (sendo que o Doutor Jupter está cada vez melhor, o Coyotes California fez set de hard funk rock groovers matador como sempre e os Pronominais mandaram muito bem em sua estreia ao vivo, além do set acústico e folk do J.c. Wallace, que também foi bacaníssimo), clima tranquilíssimo a madrugada toda e fora que aquele bar, encravado no meio da mata Atlântica em Paranapiacaba, é mesmo o paraíso na Terra ao lado de São Paulo. Tudibom enfim, sendo que em fevereiro teremos nova desta do blog zapper (a última dele talvez), novamente na Sensorial Discos. Aguardem!

 Os Pronominais no palco do Simplão Rock Bar, no último finde: ótima estreia de uma banda que tem grande futuro pela frente

 

 

* E sem mais delongas, bora falar do Goiânia Noise Festival.

 

 

É TEMPO DE FESTIVAIS – GOIÂNIA NOISE COMEMORA SEUS VINTE ANOS E FECHA 2014 COM CHAVE DE OURO NA INDIE SCENE NACIONAL

Não é sempre que um festival de rock se mantém em atividade por duas décadas. Ainda mais quando ele é desvinculado do mainstream musical e luta bravamente para sobreviver numa cena musical – a independente – onde tudo continua sendo mega complicado e difícil. Yep, fato é que hoje a indie scene brasileira, apesar de seu até certo ponto gigantismo, continua enfrentando os mesmos problemas que sempre enfrentou: falta de grana, de apoio público e/ou privado em grande escala, falta de público, excesso de bandas pretensiosas e muito ruins etc, etc, etc.

 

Diante desse quadro causa espanto e admiração ver como a produtora e selo goianiense Monstro continua viabilizando com garra a realização anual do Goiânia Noise Festival. A edição 2014 está aí: começa nessa sexta-feira na capital de Goiás e trará para o público nomes de peso como o americano Biohazard, além dos nacionais Mundo Livre S/A (uma lenda da história recente do rock brasileiro), Cachorro Grande e Daniel Groove.

 

Estas linhas bloggers rockers, sempre atentas às movimentações da cena indie brazuca, está em Goiânia para acompanhar tudo beeeeem de perto e depois fazer o relato aqui. Mas antes disso batemos um papo com Leonardo Razuk, um dos sócios da Monstro e organizador do Noise. Na entrevista abaixo ele conta um pouco dessa fascinante história de vinte anos pelos caminhos do rock alternativo brasileiro.

 A turma que faz o rock acontecer de verdade e sempre em Goiânia (nada de “terra de gordos nobres e picaretas” aqui, hihihihi): Leonardo Razuk (acima), Leo Bigode e Guilherme Pereira (abaixo), os comandantes da produtora e gravadora Monstro

 

Zap’n’roll – O Goiânia Noise é um dos maiores festivais independentes do rock brasileiro e chega aos vinte anos com sua edição 2014. Como tudo começou afinal e como manter um festival desse porte anualmente sem ter geralmente grandes apoios corporativos e financeiros por trás dele?

 

Leonardo Razuk – Tudo começou com os malucos do Márcio Jr. e o Leo Bigode, inspirados por outros festivais que aconteceram no Brasil ali em meados dos anos 90. O Junta Tribo, o Abril Pro Rock mostraram pra eles que era possível sonhar em fazer algo da mesma forma em Goiânia. E os dois foram atrás… eu entrei no decorrer do Noise, mas já estou há um bom tempo nessa luta com eles e acredito que o principal, para essa longevidade, é a persistência, a insistência, a paixão pelo rock de verdade e, claro, um pouquinho de burrice também. Afinal, não foram poucos os obstáculos, as dificuldades, os prejuízos, as latadas… mas nada nos desanimou. Sobre manter, sempre digo que nosso maior patrocinador sempre foi o público. Claro que temos apoios de muitas empresas e de editais de leis de incentivo, mas são apoios apenas. No fundo, quem banca o festival é o público, a bilheteria. Por isso a importância de nunca perdermos a essência do festival e sempre fazer algo verdadeiro, para não cair em descrédito com o nosso público.

 

Zap – Além da produtora Monstro, que organiza o evento, há também a gravadora do mesmo nome, já um selo tradicionalíssimo da cena indie nacional. Está sendo difícil manter o negócio nesses tempos de internet e downloads e onde praticamente não se vende mais discos no formato físico do cd?

 

Razuk – Tem sido sim. A venda de discos caiu muito nos últimos anos e por mais que falem de um retorno do vinil, isso continua sendo apenas um nicho. É engraçado porque a impressão que dá é que as novas gerações não ligam para a carreira do artista, para os detalhes do disco, das gravações… querem apenas a música, imediata, instantânea. Mas… talvez seja só minha visão de velho no processo. O fato é que estamos abrindo outras frentes para manter o negócio do selo funcionando. Além de CDs, vinis e DVDs, também entramos no digital, através de uma parceria com a Believe, que é uma das maiores distribuidoras de música digital do mundo. Isso nos colocou em todas as plataformas: iTunes, Deezer, Rdio, Spotify, Amazon, Google Music… e nos possibilitou “reeditar” discos que estavam fora de catálogo. O selo não vai morrer, mas estamos buscando outras formas de manter tudo funcionando. Montamos um estúdio, temos investido mais em eventos, agenciamento… e isso vai pagando as contas.

 

Zap – E essa diversificação das atividades está rendendo projetos bacanas, como o “Estúdio Monstro” e “Monstro na estrada”, colocando algumas bandas do selo juntas em turnê. Você poderia falar mais sobre ambos, como eles surgiram e como funcionam?

 

 

Razuk – Isso veio dessa necessidade de se reinventar, de buscar novas alternativas, caminhos e soluções para manter tudo funcionando. A Monstro não é só um selo ou só uma produtora… ou as duas coisas. Nosso negócio é rock! Então, a gente procura atuar em tudo que envolva o rock: discos, shows, turnês, agenciamento, música digital, festivais… e dentro disso ainda temos muito e muitos projetos engavetados só esperando a condição deles serem colocados em prática. Muitas loucuras… É ROCK!

 

Zap – Ok, muito bacana! Voltando ao Goiânia Noise desse ano, se você me permite a observação, o line up do festival não ficou um pouco aquém das expectativas para um evento que está completando 20 anos? Sim, vai ter Biohazard e muitas bandas ótimas, mas falou-se na possibilidade de um grande headliner nacional como Ira!, Barão Vermelho ou mesmo Vanguart. Por que não rolou?

 

Razuk – Barão Vermelho? Não… acho que nunca pensamos nessas possibilidades… mas o fato é que desde o começo a gente queria fazer algo comemorativo, com bandas que já haviam participado de outras edições. Algo que fosse uma espécie de Best of. Claro que muitas outras bandas legais que passaram pelo festival não estão, mas isso se deve às nossas condições financeiras. No entanto, estão ali o Matanza (que já tocou em duas edições), o Mundo Livre (que também já participou de duas), o Korzus, O Cachorro Grande, Relespública… o lançamento do festival foi com o Ratos de Porão…. enfim, todas bandas que tem muito a ver com a história do Noise e o festival, de alguma forma, com a história delas também. A estes somam-se nomes novos, as bandas goianas (para provar a força da cena atual, que é muito fruto do próprio festival) e nomes internacionais que vieram pro Brasil justamente nessa época. Mas acho que está boa a programação… diversa, variada, com nomes consagrados e novidades, que é o que sempre buscamos no Noise. a programação inclui também uma mostra de cinema muito legal, exposições de artes, um debate sobre rock e quadrinhos com o Marcatti…

 

Zap – Muito bom e claro que o evento sempre é e imagino que irá continuar super foda durante muitos anos ainda. Então, pra encerrar: hoje a sociedade dos “monstros” está dividida entre você, Léo Bigode, Márcinho Jr. e Guilherme Pereira, é isso? O que rolou nos bastidores da saída do ex-sócio Fabrício Nobre, afinal? Parece que não são histórias muito abonadoras as que envolvem o sujeito e motivaram a saída dele, rsrs.

 

Razuk – Hoje somos nós quatro sim. Logo depois da saída do Fabrício chegamos a ficar só eu, Márcio e Bigode, mas um ano e pouco depois convidamos e o Guilherme aceitou entrar nessa roubada! kkkkkkk O Fabrício saiu em 2011 mas desde 2010 já havia entre nós uma incompatibilidade de pensamentos, de posturas… ele queria caminhar pra um lado e nós para outro, tanto que pouco depois nós nos desfiliamos da Abrafin por não concordarmos também com aquela máfia do Fora do Eixo e com quem ele vinha se aproximando muito. Além disso ele chegou a montar uma empresa paralela que iria concorrer com a própria Monstro. Nós, claro, não aceitamos isso. Hoje, a Monstro está bem. E seguimos mantendo a nossa integridade.

 

 

A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO GOIÂNIA NOISE 2014

Sexta-feira, 5/12 – Centro Cultural Oscar Niemeyer

19:30   20:00   Ghon (GO)

20:15   20:45   Coletivo Suigeneris (GO)

21:00   21:30   Girlie Hell (GO)

21:45   22:15   Mechanics (GO)

22:45   0:00     Matanza (RJ)

0:30     1:45     Biohazard (USA)

 O metal porrada e político do americano Biohazard fecha hoje a primeira noite do Goiânia Noise 2014

 

 

Sábado, 6/12 – Centro Cultural Martim Cererê

16:00   16:30   Off a Cliff (GO)

PALCO HARMONIA (YGUÁ)      16:30   17:00   Pedrada (GO)

PALCO MONSTRO (PYGUÁ)       17:00   17:30   Gonorant$ (DF)

PALCO HARMONIA (YGUÁ)      17:30   18:00   Coerência (GO)

PALCO MONSTRO (PYGUÁ)       18:00   18:30   Revolted (GO)

PALCO HARMONIA (YGUÁ)      18:30   19:00   The Dead Pixels (MG)

PALCO MONSTRO (PYGUÁ)       19:00   19:30   Gasper (GO)

PALCO HARMONIA (YGUÁ)      19:30   20:00   Damn Stoned Birds (GO)

PALCO MONSTRO (PYGUÁ)       20:00   20:30   Overfuzz (GO)

PALCO HARMONIA (YGUÁ)      20:30   21:00   Diego Mascate (GO)

PALCO MONSTRO (PYGUÁ)       21:00   21:30   Them Old Crap (PR)

PALCO HARMONIA (YGUÁ)      21:30   22:00   The Neves (DF)

PALCO MONSTRO (PYGUÁ)       22:00   22:30   Spiritual Carnage (GO)

PALCO HARMONIA (YGUÁ)      22:30   23:00   Barizon (RJ)

PALCO MONSTRO (PYGUÁ)       23:00   23:30   Space Truck (GO)

PALCO HARMONIA (YGUÁ)      23:30   00:00   Hellbenders (GO)

PALCO MONSTRO (PYGUÁ)       00:00   00:30   The Galo Power (GO)

PALCO HARMONIA (YGUÁ)      00:30   01:00   Carne Doce (GO)

PALCO MONSTRO (PYGUÁ)       01:00   01:40   Radio Moscow (EUA)

PALCO HARMONIA (YGUÁ)      01:40   02:30   Mundo Livre SA (PE)

 

Domingo, 7/12 – Centro Cultural Martim Cererê

PALCO MONSTRO (PYGUÁ)       16:00   16:30   Red Light House (GO)

PALCO HARMONIA (YGUÁ)      16:30   17:00   Almost Down (GO)

PALCO MONSTRO (PYGUÁ)       17:00   17:30   Two Wolves (GO)

PALCO HARMONIA (YGUÁ)      17:30   18:00   Dogman (GO)

PALCO MONSTRO (PYGUÁ)       18:00   18:30   Bang Bang Babies (GO)

PALCO HARMONIA (YGUÁ)      18:30   19:00   Luxuria de Lilith (GO)

PALCO MONSTRO (PYGUÁ)       19:00   19:30   DDO (GO)

PALCO HARMONIA (YGUÁ)      19:30   20:00   Dry (GO)

PALCO MONSTRO (PYGUÁ)       20:00   20:30   Boca Seca (GO)

PALCO HARMONIA (YGUÁ)      20:30   21:00   Daniel Groove (CE)

PALCO MONSTRO (PYGUÁ)       21:00   21:30   Tonto (GO)

PALCO HARMONIA (YGUÁ)      21:30   22:00   O Satânico Dr. Mao e os Espiões Secretos (SP)

PALCO MONSTRO (PYGUÁ)       22:00   22:30   Relespública (PR)

PALCO HARMONIA (YGUÁ)      22:30   23:00   Ressonância Mórfica (GO)

PALCO MONSTRO (PYGUÁ)       23:00   23:30   Cachorro Grande (RS)

PALCO HARMONIA (YGUÁ)      23:30   00:15   Terrorizer (USA)

PALCO MONSTRO (PYGUÁ)       00:30   01:20   Korzus(SP)

 

Tudo sobre o Goiânia Noise 2014 aqui: http://goianianoisefestival.com.br/gn/.

 

 

O BLOG ZAPPER INDICA

* Disco: “Cores & Valores”, o novo dos Racionais MC’s, ainda a maior e melhor banda de rap do Brasil.

 O novo disco dos Racionais: ainda a maior e melhor banda de rap do Brasil

* Filme: “Boa Sorte”, primeiro longa de ficção dirigido pela Carolina Jabor, que é filha do grande Arnaldo Jabor e de quem o blog é fã confesso (podem nos xingar amigos ideologicamente de “esquerda” e libertários no comportamento, como o blog também é, mas que consideram Jabor um “reaça”, sendo que ele está longe de ser isso). Longe de ser uma obra-prima é basicamente um bom drama, uma tocante (e por vezes divertida) radiografia da relação de amor de dois seres perdidos e desajustados que se encontram e unem suas almas e corações numa clínica psiquiátrica. O estreante no cinema João Pedro Zappa manda muito bem, Deborah Secco não compromete como atriz (e continua um tesão, sempre) e é hilário ver o personagem de Fernanda Montenegro fumando um baseadão quase no final do longa. Já tinha passado na Mostra Internacional de SP em outubro e entrou há duas semanas em circuito comercial. E não deverá durar muito em cartaz. Se vale a dica (quem deu foi a Tainara Rezende), vai assistir que é bacana.

 

* Baladas: vai ficar em Sampa neste finde? Então anota: nessa sexta-feira, 5 de dezembro, tem show do grande Jair Naves na Sensorial Discos (onde quem apareceu anteontem pra comprar alguns disquinhos de vinil foi o gênio Thurston Moore, ex-Sonic Youth, óbvio) pra começar bem a noite. Que depois pode ser esticada na madruga no baixo Augusta, onde rola o open bar do site Zona Punk no Outs (que fica no 486 da Augusta).///Fora que tem showzão do Vanguart na sexta e sábado no Sesc Vila Mariana, às nove da noite. E no domingão, pr fechar bem o finde tem sempre o projeto rocker Grind na Loca (lá na rua Frei Caneca, 916, Consolação, centro de Sampa), comandando pelo super André Pomba.

 

 

E BORA PRO ROCK EM GOIÂNIA

O post está modesto e fica por aqui. O blog já está na capital de Goiás e a partir desta sexta-feira manda infos de lá sobre o Goiânia Noise, assim que o festival for peganso fogo. Então é isso. Até logo menos rockers!

 

(enviado por Finatti às 17hs.)