Exclusivão do blogão: a invasão do GRANDE rock do sempre amado norte brazuca, com a estreia em cd dos Descordantes (de Rio Branco, no Acre) e o novo disco da Luneta Mágica (Manaus); as “novas” (???) atrações do Rock In Rio, o showzaço do Temples em maio em Sampa e diretamente de Santa Catarina, uma musa rocker comportada mas muito sexy e classuda, ulalá! (postão finalmente e totalmente concluído, com o roteiro cultural e de baladas, mostrando já um vídeo de como foi a gig de Jack White em Porto Alegre e abrindo a promo que vai dar tickets NA FAIXA pro show do quarteto inglês Temples, em maio em Sampa) (atualização final em 25/3/2015)

O grande rock do Norte e uma gataça tesuda do Sul se encontram nesse postão zapper: Os Desocordantes (acima), do Acre, e a Luneta Mágica (abaixo), de Manaus, lançam dois dos melhores discos da cena independente nacional deste ainda início de 2015; e diretamente de Santa Catarina a classuda musa rocker Karla Souza (também abaixo) vai deixar a marmanjada com água na boca em seu ensaio para o blog

 

O Acre existe.

E não apenas existe como é o Estado que está dando ao rock brasileiro dos anos 2000’ algumas de suas melhores bandas. E não há exagero algum nessa afirmação pois o “caso de amor” de Zap’n’roll com a região Norte do país já é longo e permitiu a estas linhas virtuais conhecer grupos e artistas que estão muito à frente do que se produz hoje em dia em termos de música pop no sempre arrogante Sudeste brazuca (onde, teoricamente, está o centro difusor de cultura do país). Yep, em sua eterna prepotência e complexo de superioridade, de “olhar o restante do Brasil sempre com o nariz empinado” a “intelligentsia” rock de Rio e Sampa sempre desdenhou de um Estado que fica muito distante daqui e que está praticamente encravado no coração da floresta amazônica. A pergunta, em tom de sarcasmo e deboche, era sempre a mesma: “mas o Acre existe?”. Pois o blog começou a desbravar as terras acreanas e seu povo bonito, inteligente, hospitaleiro, simples, humilde e acolhedor (fora e as gatas de lá que são lindíssimas) a partir de 2006, quando foi pela primeira vez até Rio Branco (a capital do Estado) para cobrir um festival de rock. Conheceu bandas espetaculares, fez grandes amigos (e convive com muitos deles até hoje) e voltou à cidade mais algumas vezes, sendo a última no final de 2014 quando fomos convidados a cobrir o show de lançamento do disco de estreia do trio Euphônicos, um dos atuais nomes gigantes da música de lá e sobre o qual estas linhas online já falou bastante (e vai falar novamente neste mesmo post, mais aí embaixo). E hoje, mais uma vez, dedicamos em edição especial do blog zapper boa parte de nosso espaço a falar dos grupos nortistas, especificamente Os Descordantes do Acre, e a Luneta Mágica de Manaus. O primeiro acaba de lançar seu primeiro cd em plataforma física (sendo que as músicas já estavam disponíveis na web desde o ano passado), fazendo inclusive uma mini turnê pelo Sudeste (tocaram na semana passada e esta semana em São Paulo, sendo que uma das gigs foi acompanhada de perto pelo jornalista rocker, que se emocionou de verdade com a apresentação do quarteto) para divulgar o trabalho. Já o manauara Luneta acabou de disponibilizar na internet seu segundo disco de estúdio (em breve será lançada a versão física do mesmo), um escândalo de melodias estranhas, envolventes, belíssimas, com alto teor de psicodelia e letras que desvelam uma qualidade textual e poética inimaginável no raquítico rock que se faz nesse momento no eixo Rio/SP. Portanto, com muita justiça, o blogão fala bastante neste post que começa agora sobre os ótimos sons que emanam do Norte. E se o Acre nas últimas semanas se tornou mais comentado e conhecido no restante do Brasil por conta da cheia cruel do rio que corta todo o Estado e que tem o mesmo nome, já está mais do que na hora de ele também ser conhecido e reverenciado pela arte musical que produz. Pois é de lá que surgiram alguns dos melhores conjuntos que os ouvidos deste já calejado jornalista musical tiveram o prazer de escutar nos últimos anos. Então se acomode aí do outro lado da tela e venha conosco, descobrir o fantástico rock que é feito pelos povos da floresta.

 

 

* Não dá pra começar as notas iniciais deste post sem mencionar o grande e bizarro festival que foi a defenestração do Ministro da Educação, Cid Gomes, na última quarta-feira. O cabra macho foi no Congresso e disse na cara larga o que todo mundo está careca de saber: que o bando de RATAZANAS que habita eternamente aquele lugar podre é sim ACHACADOR do governo. Foi demitido logo em seguida pela Dilmona, claro. E não que o blog morresse de amores pelo Cidão (muito pelo contrário) mas que ele foi MACHO, isso foi. No final das contas a situação política do país está mesmo ganhando ares de tragicomédia farsesca e dantesca. E isso não é de hoje: há exatos vinte anos os Paralamas Do Sucesso lançaram a música “Luis Inácio (300 picaretas)”, no álbum “Vamo batê lata” e onde Herbert Vianna, com grande argúcia e sagacidade, escreveu uma letra mega crítica do quadro político de então,  baseado em declarações de Lula onde o ainda deputado (e depois, presidente do Brasil) reclamava da calhordice de seus “colegas” de ofício. Ou seja: de lá pra cá absolutamente NADA mudou no Brasil. Então o que Cid Gomes disse a respeito dos parlamentares em Brasília não é nenhuma novidade, infelizmente.

 

* Só pra recordar, aí embaixo no vídeo a música dos Paralamas.

 

 

* Descendo a ladeira, I: a produção do Rock In Rio anunciou ontem: Rihanna volta ao festival, que também vai ter… Motley Crue!!! Wow!!! Ok, ok, ela é um BOCETAÇO cantante mas pelamor… e essas bichonas velhas do hoje cafoníssimo MC, fala sério… definitivamente é uma VERGONHA o RIR, na edição comemorativa dos seus trinta anos, estar com um line up desse nível. Não dá pra ir, não rola.

 Ela é um XOXOTAÇO cantante mas… de novo no Rock In Rio???

 

 

* Pelo menos anunciaram que vai ter (olha só!) o fodástico duo inglês Royal Blood, tocando no dia 19 de setembro no palco Mundo, antes do arremedo do Queen fechar a noite. Já é alguma coisa (o RB lançou um disco de estreia fodíssimo ano passado) mas quem sabe a dupla também faça uma gig em Sampa, o que evitaria ter que ir até o balneário apenas pra conferir a apresentação deles.

 

 

* Descendo a ladeira, II: basta apenas uma olhada no site da revista e na capa de sua mais recente edição (com o “rockstar” Slash, jezuiz…) pra se chegar à conclusão: a edição brasileira da Rolling Stone já elvis. Está indo mesmo pro buraco, sem dó. Também, tendo em seu corpo editorial um ESTRUME chamado PC como um de seus editores, esperar o quê?

 

 

* Ok, ok, o hype do momento é o quarteto pós-punk canadense Viet Cong. Que estas linhas online já estavam ouvindo falar desde o final do ano passado mas acabaram indo escutar o disco de estreia deles (homônimo, e que saiu em janeiro passado) apenas esta semana. São apenas sete faixas e pouco mais de trinta e seis minutos de música. E sim, o som é soturno, as guitarras oscilam entre noise e melodias sombrias e o vocal do baixista e líder da banda, Matt Flegel, lembra de fato muito o saudoso Ian Curtis, a lenda que um dia cantou à frente do Joy Division. Há pelo menos uma faixa sensacional no álbum, “Bunker Buster”, e ele ganhou cotações expressivas no Allmusic, no Pitchfork e no Consequence Of Sound. Mas a questão que fica é: não seria apenas mais um hype gigantesco que logo menos irá se dissipar na poeira do rock indigente de hoje em dia? A conferir…

 O pós-punk canadense Viet Cong: o novo Joy Division?

 

 

* Pra quem quiser conhecer a estreia do Viet Cong (que além de Mett conta com Scott Munro e Daniel Christiansen nas guitarras, além do batera Mike Wallace), basta clicar aí embaixo, onde está o disco integral da turma.

 

 

*E melhor notícia sobre shows gringos, impossível: a gig dos psicodélicos ingleses do Temples rola dia 16 de maio (um sabadão) em Sampa, lá onde era o Studio Emme em Pinheiros (na avenida Pedroso de Moraes, próximo ao prédio da Fnac). E os tickets já estão à venda, com preços decentíssimos (milagre!), sendo que o mais caro sai por 80 pilas. Esse show sim é IMPERDÍVEL!

 Os neo psicodélicos ingleses do Temples: show dia 16 de maio em Sampa

 

 

* Você ainda NÃO ouviu a estreia do Temples? Pelamor, rsrs. Clica aí embaixo então e escuta, porran.

 

 

* E nope, sem putaria nesse post e sem dorgas também (uia!) aqui nas notas iniciais. No próximo postão sim teremos um diário sentimental erótico (ulalá!), capaz de fazer chocar as putaças mais ordinárias. Aguardem!

 

 

* E yep, tem música nova do Blur na área. Eles lançaram ontem “There Are Too Many Of Us”, que é bem legalzinha e deverá fazer parte do novo disco de estúdio deles. Ouça aí embaixo e veja o que você acha.

 

 

* Mas agora é hora de falarmos com total orgulho do grande rock que vem do Norte brasileiro. Com vocês: Os Descordantes!

 

 

DE RIO BRANCO, NO ACRE, MAIS UMA BANDA SUBLIME DO ATUAL INDIE ROCK BR: OS DESCORDANTES

Eles surgiram em Rio Branco, capital do Acre, em julho de 2010. A ideia era fazer rock mas com elementos da música regional nortista, de MPB e até do chamado cancioneiro popular brega. E foram quatro anos burilando um repertório que prima pelo excelente gosto melódico, pelos arranjos preciosos de metais e teclados e por uma poesia intensamente romântica nas letras escritas e cantadas pelo vocalista e guitarrista Diego Torres. Ao lado dele estão o tecladista Marxon Henrique, o baixista Saulo Melo e o baterista George Naylor, com quem Zap’n’roll bateu um ótimo papo esta semana e cujos principais trechos você pode conferir mais aí embaixo.

 

A banda então foi crescendo musicalmente e compôs uma batelada de lindas canções que resultaram no álbum “Espera a chuva passar”. Produzido pelo músico João Vasconcelos (ex-guitarrista de outro gigante do rock acreano, o quarteto Los Porongas, além de dileto amigo destas linhas rockers bloggers) o disco chegou antes na internet, onde foi postado na íntegra em meados do segundo semestre de 2014 na plataforma Soundcloud. A repercussão foi enorme para um grupo egresso de um Estado encravado na floresta amazônica e muito distante do centro do país. E agora em março foi com alegria que Os Descordantes finalmente conseguiram também registrar na plataforma física do cd as canções de seu primeiro trabalho de estúdio.

 

Para comemorar o fato o conjunto veio fazer uma mini turnê pelo Sudeste, com shows em São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba – depois os rapazes voltam novamente pro Norte, tocando em Porto Velho (capital de Rondônia) e na sua cidade natal, que anda sofrendo cruelmente nas últimas semanas por conta das enchentes do rio Acre.

 

O blog assistiu a apresentação deles semana passada na loja Sensorial Discos. Foi uma noite emocionante, com uma performance arrebatadora e que conquistou o público presente. E mais agora sobre eles você fica sabendo aí embaixo, lendo a entrevista que fizemos com o batera George.

Zap’n’roll “cercado” pela turma dos Descordantes, semana passada na Sensorial Discos em São Paulo: o show foi lindão!

 

Zap’n’roll – a banda acaba de lançar seu primeiro álbum, “Espera a chuva passar” na plataforma física, sendo que na verdade ele já está na internet (no serviço Soundcloud) desde o final do ano passado. Então como tem sido a repercussão dele na web e qual a expectativa de vocês agora que o cd foi lançado?

 

George Naylor – A repercussão na web foi muito boa, mas a gente sentiu que tinha dado o que tinha que dar e que só daríamos o próximo passo com esse lançamento físico. Tivemos 15mil audições do disco online e agora estamos começando o trabalhado de divulgação do disco físico. É aí que vamos sentir a real repercussão desse disco.

 

Zap – ok. E eu mesmo, admito, fui conhecer a banda apenas quando o jornalista e amigo Fábio Gomes veio comentar comigo, no final de 2014. Então para quem não conhece o trabalho dos Descordantes, gostaria que você desse um resumo da história do grupo até aqui.

 

George – essa é uma parte muito especial do trabalho, é a materialização de um sonho. O lançamento virtual é muito importante neste contexto “digital moderno”, mas menos de 40 % da população tem acesso aos links. A ideia nasceu em 2010 quando o Dito (apelido do vocalista Diego) que já tinha tocado em vários outros projetos musicais me convidou pra compor essa nova experiência que buscava na prática realizar esse passeio pelas vertentes nacionais. Começamos a ensaiar e gravamos o nosso primeiro Ep em 2012 no estúdio do produto acreano Alamo Kario. Em seguida a banda passou por uma reformulação, quando o querido Saulinho assumiu a chefia da nossa “cozinha”. Em 2140 entramos no estúdio GDmusic com a produção do nosso conterrâneo e parceiro de sonhos, João Eduardo, que contribuiu diretamente com o resultado e harmonia desse projeto musical “Espera a Chuva Passar”.

 

Zap – sim, e o disco é sensacional, pode ter certeza disso. E observo que vocês formam, ao lado dos Euphônicos e dos Los Porongas, uma tríade de bandas fantásticas vindas do Acre. O que me leva a perguntar: você considera que o rock feito hoje no seu Estado está entre os melhores da atual cena independente brasileira?

 

George – o nosso trabalho não busca nivelar qualidades artísticas. Nosso objetivo é buscar da melhor maneira possível apresentar a qualidade da música produzida pelos artistas acreanos. Nossa escola sempre trabalhou dessa forma, observando os antigos como Tião Natureza, Jorge Cardoso, Pia Vila e os nossos sempre mentores Los Porongas, assim revelado um novo cenário artístico cultural para o nosso estado.

 

Zap – bom, eu e o blog sempre fomos fãs das bandas do Norte. E como tal sempre achei uma tremenda babaquice as pessoas do Sudeste terem aquela postura arrogante e sarcástica ao fazer a pergunta, em tom de deboche: o Acre existe? Não apenas existe como está dando ao país grupos musicais melhores dos que os que existem hoje em São Paulo ou Rio De Janeiro, por exemplo. Aqui as bandas se preocupam muito em COPIAR guitarras, riffs e melodias do indie rock inglês. Já vocês possuem uma gama de referências que abarca o cancioneiro do Norte, o rock propriamente dito e até a música popularmente classificada como “brega”, na linha de Odair José, algo que fica claríssimo nos arranjos de metais em algumas faixas. É isso mesmo? Se sim, fale sobre as influências e o processo de composição de vocês.

 

George – ” O  Acre é aquilo que ainda estar por vir ” como afirmou lucidamente o gênio Gilberto Gil. O processo de criação começa sempre com o Dito apresentando as letras e depois todos construímos as músicas, seus ritmos e harmonias. Todas as nossas influências fazem grande parte do processo final do trabalho e nossos ouvidos sempre foram atentos a esses nomes como Cartola, Paulo Diniz, Zé Geraldo, Paulinho da Viola, Reginaldo Rossi e vários nomes do rock mundial.

 

Zap – com bandas acreanas, um Estado tão distante dos habitualmente principais centros difusores de cultura do país (como Rio e São Paulo), fazendo um trabalho autoral tão bacana, qual a avaliação que você da atual cena independente nacional? As melhores bandas estariam mesmo no Norte do Brasil?

 

George – acredito que o cenário nacional da música independente  vem novamente ganhando força e voltando a respirar e hoje podemos citar vários exemplos de atuais pérolas da música brasileira como o premiado disco Gira Mundo do nosso querido Daniel Groove, o trabalho do Bruno Solto, dos Porongas e vários outros artistas. Sem dúvidas o norte e o nordeste tem uma parcela significativa nesse processo.

 

Zap – certo. E encerrando: com disco agora lançado também em cd físico, quais as perspectivas do grupo para os próximos meses?

 

George – nossa ideia principal é centralizar as energias nessa turnê e conseguir da melhor maneira possível divulgar nosso trabalho. Em seguida vamos fazer o encerramento da turnê com um show beneficente em solidariedade as famílias atingidas pelas águas do rio Acre. A turnê também vai acontecer nos 22 municípios acreanos em um segundo momento.

 

 

“ESPERA A CHUVA PASSAR” – O DISCO

Nos anos 80’ o rock nacional era mainstream e havia ótimas bandas e péssimas bandas. Mas as ótimas construíram uma geração inesquecível em termos de composições perfeitas e letras que beiravam a perfeição em termos de poesia romântica ou contestação político/social. Eram tempos de Legião Urbana, Ira!, Titãs, Plebe Rude, Paralamas Do Sucesso. Depois veio o declínio já na década de 90’. E nos anos 2000’ o mainstream se esfacelou, o rock nacional em sua quase totalidade se tornou independente (ou alternativo) e o resultado é que hoje há milhares de bandas espalhadas pelo país de Norte a Sul. E poucas, muito poucas, escapam da grotesca mediocridade intelectual que domina essa cena rock independente. Então quando nos deparamos com uma banda como Os Descordantes e com um disco quase sublime como esse “Espera a chuva passar”, só podemos exultar de satisfação, com o coração e alma em alegria plena.

 

Não há uma música ruim no disco. Todas possuem um burilamento melódico precioso e arranjos precisos de metais e teclados. A voz de Diego é poderosa e ele mesmo já declarou que prefere valorizar mais a melodia do que riffs de guitarra. E sua ótima formação cultural (tanto ele quanto o baterista Naylor são jornalistas e trabalham na imprensa da capital do Acre) lhe permitiu compor versos que estão muito acima da média tosca que se ouve atualmente no emburrecido roquinho nacional. Não só: veterenos e experientes músicos da cena acreana, o tecladista Max e o baixista Saulinho completam à perfeição a formação musical da banda. Não há erros no cd, só acertos.

Capa do primeiro disco do quarteto acreano Os Descordantes: o melhor rock do Brasil hoje vem do Norte

 

Como se não bastasse, a gama de referências musicais impressiona: as faixas deambulam pelo rock mas também por MPB, música regional do Norte e até cancioneiro popular à lá Reginaldo Rossi e Odair José, como na divertidíssima “Sair Daqui”, onde os metais gritam junto com a guitarra enquanto o vocalista Diego canta “Vou te ver pra sempre/Em cada rosto que olhar/Em cada pescoço que eu beijar/Em cada canto que eu cantar”. Além dela há um festival de canções avassaladoras e arrebatadoras no disco de tão lindas e, em alguns casos, melancólicas. Escolha a sua (“Três dias”, “Hoje de manhã”, “Descrença”, “O porto e o rio”), sendo que a preferida do blog é “Não me leve a mal” (letra mais aí embaixo): a perfeição em forma de balada rock que tocaria sem parar em qualquer FM se elas burra e teimosamente ainda não fossem movidas a esquemas sórdidos de jabá.

 

É um discão que já entra tranquilamente na lista dos melhores de 2015. E os Descordantes vêm se juntar aos Euphônicos e aos já veteranos Los Porongas para compor uma tríade do que de melhor existe nesse momento no rock brasileiro. Um rock que vem do amado e distante Norte. Que vem do Acre. Com muita honra e orgulho.

 

* Para saber mais sobre a banda e ouvir as músicas do seu estupendo disco de estreia, vai aqui: https://soundcloud.com/search?q=os%20descordantes. E aqui também: https://www.facebook.com/OsDescordantes?fref=ts.

 

* Os próximos shows do quarteto são amanhã, sábado (21) no Espaço 50, em São Caetano Do Sul (grande SP), e dia 24 no Espaço Zé Presidente (na rua Cardeal Arcoverde, na Vila Madalena, zona oeste da capital paulista).

 

 

OS DESCORDANTES – UMA LETRA

“Não me leve a mal”

 

Não me leve à mal

pensei mais em ti do que em mim

pesei todos os pontos

Os bons e os ruins

Sinto muito se não deu

Pois eu acho que valeu

Ainda hoje eu guardo o retrato na minha cabeceira

Não é falta de amor

Nem é falta de carinho

Simplesmente acho que eu fico melhor sozinho

Passa o tempo e eu sinto Que nada mudou

Poderia até tentar novamente

Mas me diga, sincera

Você acha que iria mudar

Não que eu estaja contente

Vou fazendo de tudo que posso

Pra não te lembra

Madrugada chuvosa me esforço

Pra não te ligar

Não foi falta de amor

Nem é falta carinho

Mas quando bate a saudade me dói ficar sozinho

 

 

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AINDA MAIS PSICODÉLICA E GENIAL, A LUNETA MÁGICA LANÇA O SENSACIONAL “NO MEU PEITO”

Não é brincadeira: enquanto o acreano Descordantes desembarcava em São Paulo a bordo do seu sublime primeiro disco de estúdio, o também quarteto Luneta Mágica, de Manaus, disponibilizava em seu site a íntegra do seu segundo álbum, batizado “No meu peito”. Ele está lá, para audição completa, desde o último dia 16. E deve ganhar em breve seu lançamento físico. Pois trata-se de mais um lançamento arrebatador do Grande rock que se faz hoje no Norte do Brasil. A LM não se contentou apenas em manter todos os procedimentos musicais que tornaram sua estreia em “Amanhã vai ser o melhor dia da sua vida” (editado em 2012) algo assombroso e espetacular. A banda incrivelmente conseguiu ampliar e aperfeiçoar o mix de psicodelia com reverberações de Beatles, bucolismo rocker, canções pastorais eivadas de melodias perfeitas (e imiscuídas aqui e ali por arranjos estranhos e malucos, além de ambiências adornadas por ruídos e distorções), lisergia e chapações diversas, tudo emoldurando vocais harmoniosos e sobrepostos e que dão corpo e vida a letras magníficas, de tão poéticas e imagético/pictóricas. O resultado é um discaço, zilhões de anos luz de distância da imbecilidade sonora que toma conta das bandas independentes do Sudeste. Basta apenas uma audição para se comprovar isso.

 

A Luneta existe há cerca de cinco anos, sendo que inicialmente era um trio formado pelo vocalista e guitarrista Pablo Araújo e pelos multi-instrumentistas Diego Souza e Chico Hernandez, que acabou saindo do conjunto pouco tempo depois do lançamento do primeiro cd. Agora o grupo se transformou em quarteto, com a entrada do também guitarrista Erick Omena e do baterista Eron Oliveira (que já havia participado das gravações do primeiro álbum). É esta formação que registrou a nova e fodástica formada de músicas de uma banda que o blog foi conhecer no final de 2012, quando a produtora e empresária deles, a sempre fofa, meiga e mega simpática Karla Sanchez, entrou em contato com estas linhas online em busca de divulgação para a obra que eles haviam acabado de editar. O já veterano, experiente e calejado jornalista musical ouviu o link enviado por Karla, pirou no ato e caiu de amores pela Luneta Mágica. E desde então é fã ardoroso e incondicional da turma e sempre se pergunta, com todo o respeito e amor que devotamos ao Norte brazuca: como um grupo em MANAUS consegue desenvolver um trabalho artístico tão primoroso enquanto que as bandalhas de Sampa e Rio, tendo perto de si e à sua disposição os melhores estúdios do país, toda a tecnologia de ponta possível e toda a informação possível também (uma informação que, de resto e por conta da internet, circula hoje em qualquer quebrada do planeta), só produzem lixo sônico em sua grande maioria?

 

“No meu peito” exibe onze canções concisas (não há nenhuma que chegue a quatro minutos de duração) e portentosas. Da vinheta que abre e dá título ao disco até a lindíssima, algo “beatle” e mega radiofônica (em sua melodia) “Rita”, que fecha o cd, o ouvinte vai se extasiar plenamente com os eflúvios de Pink Floyd (fase Syd Barrett, of course) e Mutantes, com os arabescos de Radiohead e até com as lembranças de rock rural Mineiro, 14-Bis (!) e Clube Da Esquina (!!!), como nos jogos vocais que conduzem faixas como “Acima das Nuvens” e “Lembra?”. Já “Mantra” é psicodelia inglesa sessentista em estado puro. “Preciso” é um épico sem igual, na melodia tristíssima e na letra que é um escândalo de beleza poética, como as letras de todas as músicas aliás: “O marinheiro/desaguou no mar/sozinho a navegar/desaguou no mar”. Sustentando o poema há um turbilhão de guitarras ao mesmo tempo agônicas e em noise, como o Radiohead produziu em “Paranoid Android”.

A capa (acima) do segundo álbum de estúdio do quarteto Luneta Mágica, já sério candidato a melhor disco de rock deste ano; abaixo, Zap’n’roll e o guitarrista e vocalista Pablo Araújo no bar do Armando, em Manaus, em dezembro passado, tomando algumas brejas

 

Há muito mais. Uma fortíssima presença de personagens femininas (reais? Fictícias?) como que impulsionou o vocalista e letrista Pablo a conceber três momentos primorosos e que desvelam uma obra que beira a perfeição estética. “Lulu”, “Mônica” e “Rita” falam de três garotas/mulheres mergulhadas em um mundo de abstrações e doces (ou cruéis) onirismos, em histórias narradas através de letras que dariam bastante satisfação a Lou Reed, Jim Morrison, Van Morrison, Leonard Cohen ou mesmo Cazuza e Lô Borges. “Mônica”, inclusive, é especial para o autor desta resenha: o blog a escutou pela primeira vez há mais de dois anos, durante uma de suas visitas à capital do Amazonas. Numa noite quente de outono (sempre faz calor em Manaus, muito calor) fomos tomar umas brejas com o guitarrista Erick Omena, e dar um passeio de carro com ele pela cidade. Foi quando Erick nos monstrou um registro de “Mônica”, ainda apenas com violão e a voz de Pablo. Zap’n’roll ficou maravilhado. E hoje, escutando a mesma música em seu formato definitivo (com violões, pianos dolentes e uma melodia dionisíaca que a colocaria em qualquer programação DIGNA de rádio fm idem; mas claro, estamos no Brasil e isso não vai acontecer, infelizmente), o jornalista sempre sentimental voltou a se emocionar mais ainda.

 

É um disco AVASSALADOR, no final das contas. Já seríssimo candidato a melhor álbum de rock de 2015. E que mantém viva nossa esperança e crença de que ainda existe vida muito inteligente na cena musical independente brasileira de hoje. A Luneta Mágica continua sensacional, está melhor do que nunca em seu novo trabalho e a cena rocker manauara pode se encher de satisfação e orgulho por saber que possui um grupo dessa qualidade na cidade. “No meu peito” com certeza será lembrado daqui a alguns anos como um dos clássicos desta geração. Uma triste geração inclusive e infelizmente, que perdeu o rumo e mergulhou na ignorância em quase sua totalidade.

 

* Para ouvir o novo e fodíssimo álbum da Luneta Mágica, vai aqui: http://lunetamagica.com.br/. E pra saber mais sobre a banda, vai aqui: https://www.facebook.com/bandalunetamagica/timeline.

 

 

LUNETA MÁGICA – UMA LETRA

 

“Mônica”

 

mônica, a vida sopra forte

e aqui no norte

só o amor vai te salvar, mônica

 

amanhã a árvore da vida

ainda vai florescer

eu sei

 

mônica, teus sonhos sempre foram

o teu caminho, mônica

o teu caminho, mônica

 

amanhã a velha roupa colorida

não serve mais, mônica

eu sei

 

vi no teu quarto só retratos desbotados

vi nos teus braços só retratos desbotados

e no teu quarto só retratos desbotados

 

mônica, mônica, mônica, mônica

 

 

TÓPICO IMAGÉTICO: FINASKI, O JORNALISTA LOKER/ROCKER NO ROLÊ COM OS AMIGOS DO ROCK’N’ROLL

Com quem: Edgard Scandurra e Nasi, a dupla fundadora do gigante Ira!

 

Onde: no camarim do Audio Club, em São Paulo.

 

Quando: após showzaço do Ira! por lá, em setembro do ano passado.

 

Sobre a foto: Zap’n’roll conhece pessoalmente o guitarrista e o vocalista do Ira! há mais de três décadas. Uma longuíssima amizade que sobrevive ao tempo e acompanha a banda desde que ela nasceu, em 1981. E essa gig na Audio foi sensacional: quase duas horas e meia de show que emocionou as quase três mil pessoas que estavam lá. É por causa de grupos como o Ira! que ainda acreditamos nessa porra de rock’n’roll.

O jornalista loker e seus velhos amigos do rock’n’roll

 

 

MUSA ROCKER – A CLASSUDA E DELICIOUS CATARINENSE KARLA

Nome: Karla Souza.

 

Idade: 36 anos.

 

De: São José (região metropolitana de Florianópolis), Santa Catarina.

 

O que faz: estuda Jornalismo e é chef de cozinha.

 

Mora com: bichos de estimação.

 

Três bandas: The White Stripes, Imelda May e Dave Matthews Band.

 

Três discos: “Mothership” (Led Zeppelin), “Flashpoint” (The Rolling Stones) e “Love Tattoo” (Imelda May).

 

Três filmes: “Pulp Fiction”, “O Poderoso Chefão” e “O fabuloso destino de Amélie Poulain”.

 

Três diretores de cinema: Quentin Tarantino, Martin Scorsese e Alfred Hitchcock.

 

Um show inesquecível: U2 na turnê “360 graus”.

 

O que o blog tem a dizer sobre ela: Karlinha é tudibom, sendo que jornalista e musa se conhecem apenas VIRTUALMENTE (e lá se vão mais de cinco anos nessa amizade, rsrs). Mas sempre fomos fã da gata pela sua beleza, inteligência, cultura e por ela ser do rock e uma chef de mão cheia – ela é dona de uma confeitaria em São José. E além disso tudo se trata de uma moça classuda no último, como você pode conferir ensaio logo abaixo.

 

Então pros rapazes: Karla Souza, garota pra casar! Mesmo porque ela está SOLTEIRA, ulalá!

 A musa rocker e o Rei

 

A bocona com batom vermelho,, as unhas pintadas de preto… um convite ao delírio carnal…

Ela olha e observa em silêncio. E nós a desejamos em sonhos pecaminosos

Ar pensativo, tipo vida do cinema

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos: a estreia em cd dos Descordantes e o segundo álbum da Luneta Mágica, os grandes destaques deste primeiro trimestre de 2015 no rock independente nacional.

 

* Discos, II: o trio Bula, de Santos, já foi comentado aqui. Formado pelo guitarrista e vocalista Marcão (ex-Charlie Brown Jr.), pela baixista Lena e pelo batera Pinguim (também ex-CBJr.), o grupo exibe ótimos rocks, riffs de guitarra e melodias bem radiofônicas em sua estreia em disco. E surpresa: Marcão se revela um bom vocalista (guitarrista fodão ele sempre foi) e bom letrista, escrevendo versos acima da média do que se houve por aí atualmente e até mesmo bem melhores do que aqueles que eram cantados pelo finado Chorão. Perca o preconceito, arrisque, ouça o cd e tire você mesmo (a) suas conclusões. E se o caso for assistir a banda ao vivo, fikadika: eles tocam neste sábado em Interlagos, no festival Lollapalooza, logo no inicio da tarde. Pra saber mais sobre a banda, vai aqui: http://www.bularock.com.br/. Ou aqui: https://www.facebook.com/OficialBulaRock/timeline.

O disco de estreia da Bula: bem melhor do que o finado Charlie Brown Jr.

 

* Loja de discos: localizada na rua Alta da Galeria Nova Barão (com entrada pela rua Barão de Itapetininga e também pela 7 de abril, ambas no centrão de Sampa, próximo à estação República do metrô), a Tuca Discos tem um acervo fodíssimo de LPs de vinil, em edições caprichadas nacionais e importadas. Também não é para menos: o proprietário Tuca trampou quase uma década e meia na Baratos Afins (a loja do lendário e amado produtor Luiz Calanca), onde adiquiriu o know how necessário para tocar bem seu próprio negócio. O resultado é que a lojinha é uma das melhores que existem em Sampalândia nesse momento, para atender àqueles que cultuam um enorme fetiche pelos bolachões. O blog foi lá conhecer, achou sensacional e em breve volta a falar da Tuca Discos por aqui, sendo que você ficar sabendo mais sobre o espaço e os títulos disponíveis lá para venda aqui: https://www.facebook.com/tuca.discos?fref=photo.

 Interior da loja Tuca Discos, no centrão rocker de Sampa

 

* Festival: rola o gigante Lollapalooza Brasil 2015 neste finde em São Paulo, lá no autódromo de Interlagos, néan. Apesar do line up fraquíssimo (e já comentado aqui no post anterior), se você ainda não se decidiu a ir (o blogão zapper não vai), dá pra encarar as gigs de Jack White, Bob Plant, Kassabian, St. Vincent e mais alguns poucos. Mas na boa, estas linhas online estão mais empolgadas em esperar pelos ingleses do Temples, que tocam em maio também na capital paulista.

 

* Baladas para o próximo finde: yeeeeesssss!!! O postão zapper está sendo finalmente concluído já na quarta-feira da nova semana, dia 25. Entonces já podemos ver o que rola de bom pelo circuito alternativo de Sampa de amanhã (quinta-feira) até o finde. Começando que nesta quinta tem showzaço dos Corazones Muertos lá no Inferno Club (que fica na rua Augusta, 501, centrão de Sampa).///Já na sextona em si vai rolar a festa Dedo de Moça, organizada pela conhecidíssima (e dileta amiga zapper) dj Lu Riot, que irá acontecer na Associação Cecília (rua Vitorino Carmillo, 449, Barra Funda, zona oeste paulistana), com show do trio surf music The Dead Rocks e mais dj set da própria Lu e convidados. Bacana hein!///Sabadão em si é semrpe bom começar a noitada tomando brejas artesanais na Sensorial Discos (lá no 2389 da rua Augusta) e depois cair pro outro lado da mesma Augusta, pra ir beber Jack Honey na Tex, passar pelo open bar infernal do Outs (no 486) e terminar a noite no sempre fodástico pub rock que é o Astronete (no 335 da Augusta). Tá bão, né? Só fica em casa quem quer vestir ceroulão e dormir, uia! Então se joga, maluco (a)!

 Rock’n’roll rolando à toda em Sampa non finde que começa já amanhã (quinta-feira), com showzão dos Corazones Muertos (acima) no Inferno Club; já no sábado Jack White (abaixo, em vídeo filmado na gig de ontem em Porto Alegre) vai provavelmente fazer uma das poucas apresentações que irão valer a pena no Lollapalooza Brasil 2015

 

 

 

PROMO FODONA A CAMINHO!

Ela ainda está sendo negociada mas vai rolar! Então já começa a mandar sua mensagem desde já pro hfinatti@gmail.com, que lá vai começar a disputa por:

 

* INGRESSOS (número sendo definido até o próximo post) para o showzaço que os ingleses do Temples irão fazer em Sampa dia 16 de maio, lá no antigo Studio Emme, em Pinheiros. Já vai se antecipando no seu pedido deseseperado e boa sorte!

 

 

FIM DE PAPO

Que o postão agora ficou gigante, completão e do jeito que todo mundo gosta, certo? Semana que vem voltamos com outro inédito por aqui. E até lá deixamos beijos doces e quentes em duas garotas que ainda não conhecemos pessoalmente mas que adoramos desde já pelo que elas são e estão representando na vida do sujeito aqui, neste momento: a Angella Alves (de Sorocaba) e a Lidiana Corrêa (de João Pinheiro, Minas Gerais). E yep, em abril lá vamos nós pro amado Norte brasileiro novamente. Mas antes disso estaremos de volta aqui, podem esperar. Até mais então!

 

 

ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 25/3/2015 às 22hs.)

Em semana total morna no mondo pop/rock o blogão analisa os line ups dos dois maiores festivais do país nesse momento (Lollapalooza e Rock In Rio), e opina por que NÃO vale a pena ir neles; a volta ao vivo de uma lenda do indie garage rock paulistano, os Forgotten Boys (com o jornalista junkie relembrando momentos bizarros de consumo de drogas e putarias ao lado da banda, hihihi); a nossa nova musa rocker: uma super mega linda japa girl totalmente rock’n’roll e cheia de atitude, com apenas vinte aninhos de idade; e a DESRATIZAÇÃO que precisa ser feita JÁ no gigantesco ESGOTO em que se transformou a ultra canalha classe política brasileira (postão finalmente concluído com ampliação gigante, falando da invasão rocker acreana em Sampa e dando o roteiro de baladas legais pro finde alternativo!) (ampliação final em 12/3/2015)

O guitarrista e cantor Jack White (acima), um dos pouquíssimos gênios do rock nos anos 2000’ vai também ser uma das poucas atrações que valem a pena na edição deste ano do festival Lollapalooza, que acontece no final do mês em São Paulo; bem antes tem a fodástica reaparição nos palcos do ótimo Forgotten Boys (abaixo), que toca semana que vem no baixo Augusta e deverá arrastar uma multidão de gataças rockers e lokers ao show, como a nossa deliciosa musa desta semana, a super japa girl Yasmin Takimoto (também abaixo)

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O ACRE NÃO APENAS EXISTE COMO PRODUZ ÓTIMO ROCK’N’ROLL. E UMA DE SUAS BANDAS INVADE SAMPA ESTA SEMANA!

O distante Estado do Acre, localizado na região Norte brasileira (uma das regiões do país mais AMADAS pelo autor deste blog por zilhões de motivos, e um deles é justamente pela MÚSICA e pelo ótimo rock que se produz por lá), tem frequentado muito os principais noticiários dos telejornais nacionais nos últimos dias, e infelizmente por um motivo cruel: a histórica cheia do rio Acre, que corta todo o Estado. O rio nunca subiu tanto por lá e o resultado foi a inundação quase que total de várias cidades acreanas, incluindo a capital Rio Branco.

 

Pois foi através dessa cheia do rio que tem o mesmo nome do Estado que ele atravessa é que aquela parcela arrogante e estúpida da população sudestina (que se acha o centro do Brasil, numa prepotência realmente desagradável e ridícula) se deu conta de que o Acre EXISTE de fato – afinal, durante anos ouvia-se por São Paulo a pergunta, em tom jocoso: “mas o Acre existe, afinal?”.

 

Não apenas existe como é uma região belíssima, encravada na floresta amazônica (o pulmão desse planeta já tão degradado pelo ser humano), de população humilde, acolhedora, simpática e amistosa e que, além de tudo, ainda deu ao rock independente nacional do novo milênio algumas das MELHORES BANDAS que se têm notícia por aqui. E uma delas, o quarteto Os Descordantes, finalmente mostra seu som pra paulistanada neste final de semana. Um dos shows da turnê de lançamento do álbum “Espera a chuvar passar” acontece neste sábado, 14 de março, na sempre bacaníssima Sensorial Discos. E há mais datas ao vivo do grupo por aqui, como você pode conferir no cartaz aí embaixo.

O quarteto acreano Os Descordantes (acima), que está fazendo turnê pelo Sudeste para divulgar seu primeiro disco (abaixo); em São Paulo tem shows neste sábado, 14, na Sensorial Discos, sendo que depois haverá outras gigs por aqui também (veja datas abaixo)

 

A banda surgiu em Rio Branco (cidade onde o blog já esteve pelo menos quatro vezes) em 2010, e é formada por George (bateria), Diego (vocais e guitarras), Max (teclados) e Saulinho (baixo, sendo que os dois últimos são velhos e diletos amigos destas linhas online). O caldeirão sonoro deles abarca diversas vertentes do rock e ouvindo-se o primeiro e muito bom disco de estreia do quarteto, dá pra perscrutar eflúvios de indie guitar rock, folk, MPB clássica e até cancioneiro popular nortista. Tudo bem engendrado e construído musicalmente com esmero já que todos ali são músicos experientes da cena acreana (Max, por exemplo, durante ano tocou teclados no grupo Camundogs; idem o fodaço guitarrista Saulinho e que também tocava no trio Caldo de Piaba). Curiosamente o blogão zapper, sempre procurando estar ao máximo antenado com as novidades musicais da indie scene nacional, só foi conhecer o som dos Descordantes graças ao alô dado pelo igualmente jornalista e queridão Fábio Gomes, do blog Som Do Norte.

 

Os Descordantes se somam aos já consagrados Los Porongas e Euphônicos como a grande tríade do rock acreano atual. Sem nenhum favor, são três dos melhores grupos em atividade no Brasil nesse momento. Então faça um favor a si mesmo e aos seu ouvidos: reserva sábado à noite na sua agenda e vá até a Sensorial ver o show da turma. Depois volte aqui, no painel do leitor zapper, e conte o que achou. Nos vemos por lá!

 

* Pra conhecer o som dos Descordantes, vai aqui: https://soundcloud.com/os-descordantes. E pra saber mais sobre eles vai aqui: https://www.facebook.com/OsDescordantes/timeline.

 

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Desratização já!

Pra ontem, aliás. Afinal, em uma semana em que o mondo/cultura pop e o rock alternativo andaram pra lá de calmos (ok, teve show dos Sonics ontem em Sampa, e hoje é a vez de o lendário Ministry também se apresentar na capital paulista), o gigantesco ESGOTO em que se transformou a classe política brasileira (seguramente a pior, mais suja, corrupta e desonesta do mundo) dominou o noticiário em toda a grande mídia. E hoje, sexta-feira (quando a primeira parte do novo postão de Zap’n’roll está indo pro ar), Brasília e o restante do país continuam em polvorosa. A CPI da Petrobrás foi instalada ontem no Congresso e já houve bate-boca intenso dentro dela, entre políticos de diferentes partidos. Enquanto isso aguarda-se ansiosamente a divulgação pelo STF dos nomes dos quarenta e cinco políticos (entre estes senadores, deputados federais e até um GOVERNADOR em exercício no cargo) que estão na lista entregue à mais alta Corte do país pelo procurador Rodrigo Janot, com pedido de abertura de inquérito e investigação destes nomes pois eles estariam envolvidos, segundo apuraram as investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, nos bilionários esquemas de corrupção que quase faliram a estatal brasileira do petróleo. É muita bandidagem, muita patifaria na política nacional. Há quase três décadas o saudoso e genial Renato Russo já cantava “Nas favelas, no Senado, SUJEIRA pra todo lado…”. De lá pra cá pelo visto nada mudou por aqui. Ou mudou para muito pior. Então chegamos a uma situação limite e como diz um dileto amigo destas linhas online, é preciso promover JÁ e sem dó uma completa DESRATIZAÇÃO na esfera política nacional. Porque senão os ratos vão afundar de vez o país. E quando isso aqui afundar de vez haverá um salve-se quem puder generalizado, um cada um por si e nenhum Deus por ninguém (esqueça essa história de que Deus é brasileiro: esse é outro mito ridículo que já caiu por terra aqui há séculos), fazendo a bestialidade e a barbárie final entrarem de vez em cena, contaminando todas as camadas do já completamente esgarçado tecido social brasileiro. Daqui então o blog torce para que Janot cumpra o que disse a manifestantes diante do prédio do MP em Brasília (“quem tiver que pagar, vai pagar!”). E torce para que o STF investigue a fundo quem precisa ser investigado. E que puna com rigor máximo e exemplar quem tiver que ser punido, seja qual for o cargo político e o poder que o sujeito possa ter. Senão será mesmo o fim e a nós restará apenas nos agarrar àquilo que nunca nos decepciona: a grande cultura pop, seus discos, suas bandas, seus livros, seus filmes. E é por causa dessa sempre imaculada cultura pop que estamos aqui, já há quase doze anos. Então bora começar a ler mais um postão do blog que também é sim político e social, e será cada vez mais daqui pra frente.

 

 

* As manchetes do jornal O Estado De S. Paulo (um dos quatro maiores diários do país) ao longo desta semana mostraram a que ponto chegou a imundície na politica brasileira. Tanto o presidente do Senado (o bandido velho Renan Calheiros) quanto da Câmara dos deputados (o evangélico fundamentalista Eduardo Cunha), estão com seus nomes na lista enviada ao STF de políticos que serão investigados através de inquérito. Uma lista que inclui nada menos do que quarenta e cinco políticos de vários partidos. Isso mesmo: quarenta e cinco! Ou seja: sujeira pra todo lado. Novamente: DESRATIZAÇÃO JÁ!

 

 

* E yep, teve Sonics ontem em Sampa, na Audio Club. O blog, embora tenha conseguido tickets para sorteio (que foram ganhos pelos leitores Camila Maia e Bruno Salvatore, ambos de São Paulo) e estivesse com um convite pra ir ver a gig, preferiu ficar em casa cuidando do texto que você está lendo agora. Mas os relatos dão conta de que foi um show fodástico. E hoje tem o veterano Ministry (de quem estas linhas online nem são fãs, no final das contas) também lá na Audio.

 

 

* Agora, encheção de saco mesmo foi gente passando a madrugada postando vídeos e fotos aos borbotões nas redes sociais pra mostrar que estava na apresentação do Sonics, e como pra afirmar “olha como sou descolado, hype, muderno e hipster!”. Tsc, tsc, a era da internet tornou mesmo o ser humano insuportável (na grande maioria) em sua ânsia incontrolável de aparecer e querer se tornar alguma espécie de “celebridade”, mesmo que por meros quinze segundos. O blog tá fora disso, com certeza.

 

 

* Harrison Ford sofrendo acidente de avião nos EUA. Ele estava pilotando um modelo antigo, teve problemas e precisou fazer um pouso de emergência. Está no hospital e passa bem, felizmente.

 

 

* Aeeeeê! The Cribs, um dos grupos mais legais do rock inglês na última década e meia, está de disco novo na praça (por lá, claro). Se chama “For All My Sisters” e assim que dermos uma “escutadinha” no mesmo, iremos comentar algo por aqui.

 O novo disco do trio inglês The Cribs: logo ele será comentado aqui

 

 

* E o lançamento do insuportável e sonolento “The Endless River” no final do ano passado, pelo visto ainda não foi o suficiente pra por um ponto final na carreira do dinossauro asmático e moribundo que é o Pink Floyd. David Gilmour, o secular guitarrista da banda, acaba de anunciar que vai lançar novo disco solo e excursionar pela Europa em setembro. Sério, na boa, o mundo não precisa disso, definitivamente.

 

 

* DIÁRIO SENTIMENTAL IMAGÉTICO E CADELUDO DA SEMANA, HIHIHI – tem leitor e leitora que detesta, e acusa o blog de sexismo, machismo, canalhice etc, etc, etc. Já outros AMAM quando estas linhas safadas rockers virtuais postam alguma putaria por aqui. Então para NÃO decepcionarmos nosso dileto leitorado que sempre clama por sacanagem nesse espaço online, vamos a uma singela e ÚNICA imagem neste post, uia! E a história e as infos por trás dessa imagem são essas: ela é uma pretinha ordinária, linda, gostosa, cadeludíssima na hora da foda. O blogón sempre taradão por negras a conheceu há alguns anos e ambos começaram um romance que durou pouco mas foi intenso e ótimo. Afinal ela era (e é) do rock, inteligentíssima, e trepava horrores. Fodia tanto que não se furtava em sempre deixar que o jornalista cafajeste esporrasse na sua boca, enchendo a mesma de leite quente e grosso, ahahaha. E numa dessas fodas absurdas de tão calhordas ela um belo dia, após engolir toda o esperma que havia sido esguichado em sua boca e garganta, avisou: “vou ARROTAR a porra!”. E arrotou mesmo, hihihi. Enfim, a foto abaixo é um registo magnífico de outra trepada total ordinária: o zapper estava metendo na crioulinha por trás (na xoxota dela, sempre em chamas). E na hora de gozar tirou o pinto pra fora e… lambuzou o bundão preto da moça. Ficou esse registro aí, mais uma digna imagem perva e sacana para nossos diários sentimentais, ulalá!

 Um bocetaço preto e um rabo crioulo sem igual: a pretinha cadelíssima adorava foder com o pinto zapper; engolia sempre toda a porra dele (e até arrotou a mesma uma vez, uia!) mas nesta foda sua bunda ficou toda lambuzada de esperma, ulalá!

 

* Passado o momento fútil e putanhesco, vamos a papos novamente sérios, rsrs. Entrou em cartaz ontem nos cinemas paulistanos o documentário “Sabotage – o maestro do Canão”, que radiografa a trajetória do rapper paulistano. Um dos prováveis maiores talentos da história do rap nacional, Sabotage estava prestes a estourar na música e na mídia quando foi assassinado a tiros em 2003, em um episódio até hoje não esclarecido totalmente pela polícia – o mais provável é que tenha sido um “acerto de contas” entre o músico e algum inimigo dos tempos em que Sabotage, antes de descobrir seu talento para os versos cantados, traficava drogas na favela onde nasceu, se criou e que dá nome ao título do filme. É sem dúvida alguma um resgate importantíssimo da curta porém impactante obra de Sabotage, que deixou um álbum completo gravado antes de morrer (sendo que ele lançou apenas um disco cheio em vida). Fica então a dica pra se assistir um ótimo doc numa sala próxima de você. E aí embaixo Sabotage pode ser visto no vídeo de “Um bom lugar” e também em sua participação especial no filmaço “O Invasor”, dirigido por Beto Brant em 2001.

 

 

* É isso. Bora ler aí embaixo porque o blog acha que NÃO vale a pena ir nos dois mega festivais que rolam este ano no Brasil, o Lollapalooza e o Rock In Rio.

 

 

O BLOGÃO ANALISA E CONCLUI: NÃO VALE A PENA IR AO LOLLAPALOOZA E AO ROCK IN RIO 2015

Os prováveis dois maiores festivais de artes, música pop e rock que irão acontecer este ano no Brasil já estão com suas programações e line ups conhecidos por todos. A quarta edição do Lollapalloza Brasil, que acontece agora no final de março no autódromo de Interlagos, em São Paulo, divulgou a grade oficial com todos os horários dos dois dias de evento na semana passada. Já o gigante Rock In Rio, que realiza sua edição comemorativa de trinta anos em setembro vindouro, vai aos poucos finalizando sua programação, mas já com vários shows fechados. A grande questão é: vale a pena, diante do que já foi divulgado, ir a um desses festivais e ainda pagando um preço bastante salgado pelos ingressos? Estas linhas online já andaram analisando há tempos essa questão e chegaram à sua conclusão: não,  não vale.

 

O Lolla BR 2015 está com o line mais fraco desde que o festival começou a acontecer no Brasil, a partir de 2012. Nele já tocaram Pearl Jam (que deve voltar ao Brasil no final de 2015, em turnê individual), Arctic Monkeys, Joan Jett e Queens Of The Stone Age, apenas pra ficar em algumas das grandes bandas que nele se apresentaram na três primeiras edições. E este ano? Sofrendo do mesmo mal que acomtece outros grandes festivais pelo mundo afora, o Lolla brazuca não conseguiu por em sua programação deste ano nenhuma atração realmente espetacular ou de um ineditismo impactante em solo brasileiro – yep, há grupos do escalão intermediário do evento que de fato nunca se apresentaram por aqui. Mas sua importância ou é relativa ou mesmo questionável em um festival desse porte. Daí que esse ineditismo de sua passagem pelo Brasil acaba se tornando bastante inóquo.

 

Vai daí que, analisada a grade do Lollapalooza (e que você pode conferir mais aí embaixo), pouco ou quase nada de realmente animador motiva o fã de música pop e rock a pagar um ingresso com preço bastante abusivo (este ano nem o chamado primeiro lote de tickets se esgotou ainda, e cujo preço é trezentos e quarenta pilas a inteira, e cento e setenta a meia entrada) e ainda ter que se deslocar até o longínquo autódromo de Interlagos, no extremo sul da capital paulista. Quem está se dispondo a ir vai poder conferir dois prováveis showaços no sábado, 28 de março: os do velho Robert Plant e do gênio Jack White, um dos pouquíssimos nomes de respeito no rock planetário dos anos 2000’.

A programação completa do Lollapalooza BR 2015 (acima e abaixo): não vale a pena ir nele, de verdade

 

Na ala intermediária haverá também possíveis boas gigs do Kasabian e da St. Vincent (no sábado) e do Interpol (no domingo, 29, à tarde). De resto há o horror: shows de grupos verdadeiramente ruins (como o sacal inglês Bastille), de gente que já virou carne-de-vaca por aqui (The Kooks, Foster The People e Smashing Pumpkins) e de um hit maker pop que não vale o sucesso que está tendo (Pharrell Williams). A ala nacional, então, continua constrangedora: tirando a boa novidade que é o trio Bula e a ótima Banda Do Mar, o resto é lamentával. Mombojó, Pitty, O Terno, Kongo e outros menos votados farão a trilha sonora pra quem precisa ir ao banheiro naquele instante ou aproveitar e ir comprar seu lanche na praça de alimentação.

 

O Rock In Rio talvez seja ainda pior. Para uma edição que se pretende comemorativa e que muito bem teria condições de costurar a vinda de nomes como AC/DC ou Rolling Stones, o festival carioca que na verdade se transformou em uma espécie de Disneylândia ou parque de diversões gigante (e onde o que menos importa são os shows musicais), até agora anunciou um line up quase vergonhoso e onde se salvam os nomes do Queens Of The Stone Age e do System Of A Down (sendo que este já se apresentou na edição 2011 do RIR). Fora eles o festival carioca terá popices de rádio FM e a trilionésima aparição no Brasil do hoje insuportável Merdallica, ops, Metallica – quem ainda aguenta assistir a um show dessa turma?

 

Sério, é preciso repensar o modelo de grandes festivais musicais no Brasil e com urgência. Os ingressos são sempre absurdamente caros, o público é desrespeitado de todas as formas possíveis, as atrações internacionais ou são insignificantes ou se repetem de anos pra cá ad eternum. Não dá. Melhor economizar a grana e guardar para o final deste ano, para as possíveis turnês solo por aqui dos velhos (mais ainda mega eficientes) AC/DC, Pearl Jam e Stones. Ou então ir atrás de gigs menores (como a que o Sonics fez há pouco em Sampa). Vale mais a pena, com certeza.

 

 

 

A VOLTA DOS FORGOTTEN BOYS, UM GIGANTE DO GARAGE ROCK E DA INDIE SCENE PAULISTANA

Uma noticia e tanto pegou de surpresa a indie scene paulistana no final da semana passada. Em sua conta no Facebook o sempre boa praça (e dileto amigo destas linhas online) Joe Klenner, guitarrista e vocalista da banda Corazones Muertos e também proprietário do Inferno Club (um dos bares de rock mais legais do baixo Augusta, em Sampa), anunciou: “vou ralar a bunda pra levantar novamente a cena independente. E vamos começar com show dos Forgottten Boys!”. O grupo toca no Inferno no próximo dia 12 de março, quinta-feira.

 

Wow! Bandaça já veterana da indie scene nacional, os “Garotos Esquecidos” surgiram na capital paulista em 1997 (lá se vão quase vinte anos…), quando o grupo foi fundado pelo guitarrista e vocalista Gustavo Riviera e pelo baterista Arthur Franquini. Com o som total moldado no garage/proto/punk rock de Stooges, MC 5, Ramones, Kiss, New York Dolls e Iggy Pop, o FB rapidamente chamou a atenção da rock press nativa e de selos alternativos porque ninguém na época estava fazendo esse tipo de som por aqui. E os Forgotten faziam e muito bem, com canções rápidas, de guitarras incendiárias e letras cantadas em inglês.

 

Os anos foram passando e grandes discos foram sendo lançados (como “Gimme More”, lançado em 2003, ou “Standy By The DANCE”, editado em 2005 e que rendeu à banda uma capa no caderno “Ilustrada”, do jornal Folha De S. Paulo). A essa altura os Forgotten Boys já eram gigantes na cena indie, tinham uma formação (além de Gustavo, os bonitinhos Chuck Hipolitho nas guitarras e Flávio Forgotten na bateria) que arrastava uma multidão de xoxotaças rockers, tatuadas e malucas aos seus shows, e faziam sets ao vivo memoráveis. E o autor destas linhas virtuais, além de acompanhar de perto muitos desses shows, acabou se tornando amigo do grupo, fato que rendeu uma capa com a banda em uma das edições impressas da fase clássica da revista Dynamite.

Uma das melhores formações dos Forgoteen Boys (acima, ainda com Flávio Forgotten e Chuck Hipolitho) e os live sets do grupo (abaixo): sempre infestados de xoxotaças rockers e loucas

 

O grupo também sofreu alguns traumas e problemas em sua trajetória, típicos dos conjuntos que vivem intensamente a tríade sexo-drogas-rock’n’roll. Arthur Franquini deixou a banda logo no início e anos depois, devido aos problemas de depressão que tinha, acabou se suicidando. E quando o músico Fralda fez parte do line up tocando baixo (sendo que ele também chegou a fazer parte do Ratos De Porão de João Gordo, na mesma função), se tornaram notórias as enfiações de pé na lama dele e do batera Flávio (um dos cinco melhores bateristas do rock independente nacional) em dorgas. Sendo que em algumas dessas enfiações, vamos admitir, o sujeito aqui também acompanhou com gosto a devastação nasal em cocaine, uia!

 

Aliás o blog presenciou e participou de alguns momentos bizarros e memoráveis na trajetória do FB. Relembrando alguns deles:

 

* Cuiabá, 2006: a banda está fechando a programação do extinto festival Calango (que era organizado pela hoje tristemente conhecida máfia Fora Do Eixo). O autor deste blog está assistindo o show do PALCO, atrás do kit de bateria de Flavinho. E ao lado dos dois está, doidaralhaço de ácido, o músico e produtor/engenheiro de som (naquele momento) Alejandro Marjanov. Pois o loki, chapado de doce, começou a dançar loucamente com uma garrafa de água mineral nas mãos. Não deu outra: voou água na fiação do palco e deu pane no som, colocando fim ao set do grupo (o show já estava mesmo no final). Flavinho sai puto do banquinho da bateria e mergulha direto sua napa numa… carreira mosntro de cocaína que o jornalista zapper estava caprichosamente esticando em sua carteira, para aspira-la (era a ÚLTIMA carreira de pó que havia naquele momento por ali). Zap’n’roll não acreditou naquela “ousadia” do baterista e quase partiu pra cima dele. “Filho da puta! Era meu último ‘tiro’ dessa madrugada!”, berrou o jornalista eternamente gonzo. Mas como os dois eram (e são, até hoje) grandes amigos, ficou por isso mesmo.

O jornalista zapper, gonzo, loker e de passado total junkie tenebroso (rsrs), sempre acompanhado de seus amigos e ex-Forgotten Boys nas baladas rock’n’roll: acima com Flavinho Cavichioli (em noitada loker anos atrás, no baixo Augusta); e abaixo com o então vj da MTV Brasil Chuck Hipolitho, na sala de imprensa de uma das edições do festival Lollapalooza Brasil

 

* Bar Juke Joint em Sampa, na rua Frei (ou Gay) Caneca, em alguma madrugada maluca de 2007: os Forgotten Boys iam se apresentar no porão que era o Juke Joint, um reduto de malucos e malacos sem igual. Era madrugada de sábado, quando rolava o projeto Sub Jazz produzido pelo dj Focka. E naquela noite aconteceu de tudo: o blog estava lá não apenas pra acompanhar a esbórnia e putaria ao vivo mas TAMBÉM pra entrevistar o conjunto para a matéria que seria capa da revista Dynamite. Pois banda e jornalista estão reunidos em uma mesa no quintal nos fundos do bar, não deu cinco minutos e passa um sujeito CORRENDO e chamando a banda pra ir pro BANHEIRO. Era um dealer, claaaaaro. E foi todo mundo cafungar – o blog junto, hihihi. Depois foi o caos: Fralda, total doidão, acabou tocando o baixo boa pare do show apenas de CUECA. Bocetas ensandecidas começaram a dançar na frente do palco arrancando as camisetas e ficando apenas de suitã (fazia um calor infernal lá dentro). O clima era de uma autêntica Sodoma & Gomorra rock’n’roll – aliás foi nessa noite que o zapper taradão acabou fodendo num dos banheiros do Juke Joint a xoxotaça da Tânia puta, uma das maiores paixões da vida do jornalista junkie.

 

É óbvio que os anos se passaram, a formação mudou (Flavinho e Chuck saíram há muito tempo já, sendo que atualmente o grupo conta com o baixista Zé Mazzei, o guitarrista Dionizio, o tecladista Paulo e o batera Thiago) e todos estão mais velhos e calmos. A banda tem feito pouquíssimos shows ao vivo mas anunciou que está pra lançar novo álbum – o último, “Taste It”, saiu em 2011. E a última vez que estas linhas online viram os Forgotten Boys ao vivo foi em 2012, no Beco/SP. Foi um showzaço.

 

Então semana que vem os “Garotos Esquecidos” subirão ao palco novamente. Se você nunca os viu em ação, a oportunidade é imperdível. Será garantia de uma noite movida a ótimo e esporrento rock’n’roll garageiro, com direito a uma multidão de bocetas tatuadas e safadas na plateia, quase todas a fim de putaria, drugs e muito rock. E já que o “sobrinho” Flavinho (ex-Forgotten, agora assinando seu verdadeiro nome, Cavichioli) vai discotecar na noitada que se prenuncia total loker, não será improvável que ele suba ao palco pra dar uma canja com seus ex-companheiros de grupo.

 

O blog vai estar lá, com certeza. E sugere que você também faça o mesmo e não perca a gig por nada desse mundo. Então nos vemos por lá!

 

 

FORGOTTEN BOYS AÍ EMBAIXO

No vídeo da sensacional “Cumm On” e também no link para audição integral do álbum “Stand By The DANCE”.

 

 

 

MUSA ROCKER DA SEMANA – A DELICIOSA JAPA GIRL YASMIN

Nome: Yasmin Takimoto.

 

Idade: 20 anos.

 

De: São Paulo.

 

Mora em: São Paulo.

 

Com quem mora: com o namorado.

 

O que faz: estudante.

 

Três bandas: Joy Division, The Doors e Pink Floyd.

 

Três discos: “Substance” (Joy Division), “Morrison Hotel” (The Doors) e “Animals” (Pink Floyd).

 

Três livros: “Game Of Thrones”, “O guia do mochileiro das galáxias” e “O Príncipe”.

 

Três diretores de cinema: Quentin Tarantino, Woody Allen e Peter Jackson.

 

O que o blog tem a dizer sobre ela: Yaya (como carinhosamente a chamamos) é do rock e vive no baixo Augusta, região badaladíssima do agito rocker underground na capital paulista. Foi lá que o autor destas linhas bloggers popppers conheceu a garota, em uma madrugada loker, na porta do clube Blitz Haus. Ela vestia a t-shirt do Joy Division com a qual também aparece numa das fotos do ensaio aí embaixo. E o jornalista coroa se encantou pela beleza, simpatia e inteligência da garota. Papearam um bom tempo, hoje são ótimos amigos e o convite para que ela se tornasse musa do blog foi prontamente aceito por ela. Então não percamos mais tempo: para os marmanjos delirarem aí está a lindaça Yasmin Takimoto.

Yep, ela ama Joy Division

 

A tatuagem no dorso divino, quase alcançando o seio cobiçado por muitos

 

Me diga o que queres de mim, só não garanto que poderei te atender

Os segredos de um corpo oriental jovem, e que pertencem apenas a um homem

 

Uma gueixa rock’n’roll

 

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos: em uma semana onde não rolou nenhum lançamento digno de nota, nada como revisitar o passado distante. Então vá atrás de “Pink Moon”, a derradeira obra-prima lançada pelo genial e inesquecível cantor folk inglês Nick Drake, em 1972. Dois anos depois ele morreria de overdose de anti-depressivos mas suas belíssimas e tristíssimas canções ficaram eternizadas na história da música, e acalentam nossas almas e corações até hoje. Vai atrás desse discão, que pode ser ouvido na íntegra aí embaixo.

 

 

* Filme: o doc “Sabotage – o maestro do Canão”, sem dúvida alguma.

* Blog: ela é lindinha, do rock, tatuada e tem uma doceria incrível em Floripa, capital de Santa Catarina. Não contente Karla Souza, futura jornalista que é apaixonada por gastronomia (e dileta amiga destas linhas bloggers poppers), agora acaba de por na web seu blog, onde fala de cultura pop mas também divide com os leitores e seus estômagos suas deliciosas receitas. Vai lá, confira e fique com água na boca: http://orgasmosestomacais.blogspot.com.br/.

 

* Lançamento: está saindo o novo discão da incrível banda manauara Luneta Mágica. Diletos amigos destas linhas virtuais, os lunetas estão mandando para a web e para as lojas na próxima segunda-feira seu segundo trabalho de estúdio, batizado “No meu peito”. E claaaaaro que o lançamento estará muito bem resenhado aqui, em nosso próximo post, podem aguardar!

 

* Baladaças pro finde: yeah! O final de semana finalmente se aproxima e nosso postão, que teve início na semana passada mas está sendo concluído agora, quinta-feira desta semana (dia 12), dá o roteiro do que de melhor vai agitar o circuinto alternativo paulistano a partir de hoje, que já começa quente com o show dos Forgotten Boys lá no Inferno Club (na rua Augusta, 501, centrão rocker de Sampa).///Já na sextona em si tem show solo do queridão Daniel Belleza lá no Sesc Belenzinho (próximo ao metrô Tatuapé, na zona leste de Sampa), sendo que depois a pedida é cair na night no baixo Augusta, indo dançar na Tex, no Outs ou no Astronete.///E sabadão tem a “invasão” acreana na Sensorial Discos (que fica na rua Augusta 2389, Jardins, zona sul de Sampa), com showzaço dos Descordantes e ainda abertura luxuosa do Bailen Putos. E depois você pode curtir a madrugada lá no Dynamite Pub (rua Treze de Maio, 363, Bixiga, centrão de Sampalândia), onde vai rolar a festa Closer com dj sets de Alex Sallai e André Girardi, mais show do sempre bacana trio Betty57. Melhor impossível, então se monta e se joga com gosto na putaria!

 

 

E FIM DE POST

Já é hora, néan. Ele demorou pra ser concluído mas ficou bacana como sempre. Na semana que vem estamos na área novamente. E deixamos aqui um beijo gigante no coração de uma certa gata negra do sempre amado e distante Norte brasileiro. Em breve iremos nos encontrar, se ela assim o quiser. É isso. Até mais! E força povo amigo e batalhador do Acre! Tudo passa, dias melhores virão e o sol ainda irá voltar a brilhar por aí!

 

 

 

ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 12/3/2015 à 0:30hs.)