EXTRA!!! Em post ultra especial (com menor variedade de assuntos e tópicos) e em mais um rigoroso trabalho de jornalismo investigativo, o blogão zapper traz uma ENTREVISTA EXCLUSIVA com uma jovem ex-integrante e moradora de uma Casa Fora Do Eixo (no caso, a do Amapá, localizada na capital do Estado, Macapá): ela detalha de forma ASSOMBROSA e ESTARRECEDORA a grande PUTARIA e BANDIDAGEM nos quais se transformou uma organização quase CRIMINOSA e ESCRAVOCRATA e que, infelizmente, conseguiu se infiltrar DENTRO da atual gestão do Ministério da Cultura; leiam e fiquem PASMOS e CHOCADOS com o relato corajoso da garota entrevistada por nós (postão finalmente completão e concluído, falando da nova produtora cultural Plectro, dando o roteiro de baladas alternativas pro feriadão e sorteando TICKETS NA FAIXA pro show do Temples em Sampa) (atualização final em 30/4/2015)

Bandas como o gigante hardcore Ratos De Porão (acima) e a nova sensação psicodélica goiana Boogarins (abaixo) já se apresentaram em festivais organizados pela “quadrilha” do Fora Do Eixo, que espertamente paga bons cachês para os grupos mais conhecidos e que “puxam” a programação de seus festivais onde a picaretagem reina; já a maioria das bandas que também participam desses eventos não ganha absolutamente NADA, assim como nada recebem aqueles que se dispõem a trabalhar nas casas FDE, como aconteceu com a jovem macapaense Marcelly Di Carvalho (também abaixo) e que deu uma entrevista reveladora ao blog contando o que é viver dentro dessas quase “prisões”

 

Deambulando novamente pelo amado Norte brazuca.

Quem acompanha estas linhas rockers bloggers já há mais de uma década, sabe da paixão sem limites de Zap’n’roll pela região Norte do Brasil. Uma paixão que teve início ainda em nossa adolescência e se prolongou por toda a vida adulta. E quando nos tornamos jornalistas finalmente realizamos o sonho de infância de conhecer pessoalmente uma região que é lindíssima em sua vastidão geográfica e na diversidade ecológico/ambiental. Não apenas isso: o norte brasileiro possui uma das populações mais simpáticas, hospitaleiras e acolhedoras do país. E também é “reserva” natural das garotas mais lindas que você pode ter o prazer de conhecer em sua existência. Não à toa o autor deste blog já teve duas namoradas em Macapá (capital do Amapá), além de paixões em Rio Branco (capital do Acre) e em Manaus (no Amazonas). Estas linhasr rockers virtuais, inclusive, hoje podem se orgulhar de conhecer muito bem praticamente todo o Norte do país. Já estivemos quatro vezes em Rio Branco e em Manaus, duas em Porto Velho (capital de Rondônia), igualmente duas em Boa Vista (em Roraima), uma vez em Belém (no Pará) e já ZILHÕES de vezes na quentíssima (sempre faz calor terrível e eterno no Norte, o único detalhe do qual não gostamos em relação à região) Macapá, onde temos muitos e amados amigos. E foi na capital amapaense que este espaço virtual fez sua primeira longa viagem de 2015, para fora de Sampalândia. Durante uma semana (a última) o jornalista eternamente andarilho e rock’n’roll passeou pela cidade que é banhada pelo rio que é mar (o Amazonas) e por onda passa a linha do Equador, dividindo o planeta exatamente ao meio. O que fomos fazer por lá? Rever amigos queridíssimos, conhecer novos amigos mas principalmente ir atrás pessoalmente de informações que complementassem uma entrevista BOMBÁSTICA feita pelo blog e que você lê logo mais aí embaixo. Trata-se de uma matéria/reportagem que desvela de uma vez por todas toda a enorme patifaria que envolve a entidade quase criminosa denominada Fora Do Eixo – que aliás, mui espertamente, anda evitando ter exposição na grande mídia após a saraivada de denúncias de falcatruas (das mais variadas possíveis) que se abateu sobre eles nos últimos meses. Pois estas linhas virtuais sempre investigativas conseguiu uma entrevista EXCLUSIVA com uma ex-moradora da Casa Fora Do Eixo Amapá. O material apurado pelo blogão é tão avassalador que decidimos coloca-lo como quase que assunto exclusivo neste post que você começa a ler agora, e que ainda vai ter sim mais alguns poucos tópicos, além do nosso habitual roteiro de indicações culturais. Mas postão mesmo, com assuntos variados e texto gigantesco, só na próxima semana. Por enquanto e aqui você fica sabendo, com chocante realismo, no que de fato se transformou o Fora Do Eixo.

 

* Entonces é isso, rsrs. Zap’n’roll escrevendo diretamente da quente Macapá, capital do Amapá.

 

 

* E com poucas notas iniciais neste post especial. A semana rocker está morna, quase nada digno de nota rolando. Quer dizer, tem o festival Monsters Of Rock neste finde em Sampa. Mas a questão é: quem se importa em ir até a Arena Anhembi, gastar uma grana preta, aguentat som ruim etc. pra assistir um bando de velharia metal cafona e da pior espécie? Fala sério…

 Esse bando de velhos, ridículos e cafonas mascarados é uma das atrações do festival Monsters Of Rock neste final de semana em Sampa. Vai encarar?

 

* Queria ir no Rock In Rio 2015? Esqueça: os ingressos para todas as noites do festival estão esgotados.

 

 

* A ÓTIMA noticia é que o sempre genial e ultra engajado System Of A Down também vai tocar em Sampa.

 Já o SOAD, além de ser apresentar no Rock In Rio, também iriá fazer gig em Sampa

 

* E yep, pelo menos teremos showzaço dos Temples mês quem vem em Sampalândia. Inclusive com PROMO DE TICKETS NA FAIXA aqui mesmo, uia! Fica atento, vai no final do post e saiba lá como concorrer.

 

 

* Mas vamos ao que interessa, sem mais delongas (e se algo mui relevante no mondo pop rolar neste finde, fique sussa que iremos comentar aqui nas notas iniciais, já que o post está sendo concluído em grande parte ainda na quinta-feira). Aí embaixo você fica sabendo, através de entrevista EXCLUSIVA, o que é ser ESCRAVO e se sujeitar a trabalhar dentro de uma casa do Fora Do Eixo.

 

 

EXCLUSIVÃO DO BLOGÃO ZAPPER – EM ENTREVISTA BOMBÁSTICA E CHOCANTE UMA EX-INTEGRANTE DO CIRCUITO FORA DO EIXO REVELA A GIGANTE PATIFARIA (COM DIREITO A REGIME SEMI-ESCRAVO DE QUEM SE SUBMETE A MORAR NAS CASAS MANTIDAS PELA ORGANIZAÇÃO QUASE CRIMINOSA) POR TRÁS DE UMA QUADRILHA QUE CONSEGUIU SE INFILTRAR ATÉ NA ATUAL GESTÃO DO MINISTÉRIO DA CULTURA

A jovem e bonita Marcelly Di Carvalho ainda é uma adolescente em seus apenas dezoito anos de idade. Ela nasceu, se criou e mora em Macapá, a pequena e sempre muito quente capital do distante Estado do Amapá (que fica no extremo Norte do Brasil) – mas também uma cidade ainda calma, hospitaleira, de população simpática e acolhedora, e também terra de lindas garotas e jovens mulheres, como a própria Marcelly. E não só: as meninas de Macapá geralmente são apaixonadas pelo engajamento político, social e principalmente cultural. Daí boa parte delas se envolver com projetos que envolvam a construção de cenários onde se possa produzir boa e nova música, literatura, poesia, cinema e artes visuais.

 

Foi impulsionada por essa paixão pela cultura e pelas artes em geral que Marcelly acabou se aproximando e se envolvendo profundamente com a Casa Fora Do Eixo Amapá, uma das que integram o circuito nacional do Fora Do Eixo, uma entidade que nasceu há cerca de uma década em Cuiabá. Idealizado por Pablo Capilé, hoje o FDE (a sigla que denomina a organização) se tornou sinônimo do que de PIOR e mais patife pode existir na cena cultural alternativa do Brasil. Inicialmente visto como um modelo vanguardista e inovador para sacudir a acomodada Cultura brasileira (em especial a cena musical independente do país), o FDE foi ao longo dos últimos anos desvirtuando-se totalmente de sua proposta inicial. A cúpula da entidade saiu da capital do Mato Grosso e instalou-se em São Paulo, na capital. E apoiando-se na inicialmente ótima impressão midiática causada pelas sua propostas inovadoras para gerir a cultura alternativa nacional começou a atacar sem dó o erário público, participando avidamente de editais e conseguindo amealhar milhões de reais em patrocínio para seus eventos e festivais de música.

 

Só que aí começaram a chover denúncias da malversação dos recursos que eram conseguidos pelo FDE junto ao governo. Não só: a entidade obtinha patrocínio para seus festivais mas 90% das bandas participantes desses festivais não viam um tostão de cachê pela sua participação, quando não tinham que arcar com as próprias despesas para se deslocar até a cidade onde iria acontecer o evento. Além disso, segundo matérias publicadas em jornais como a Folha De S. Paulo, quando o FDE saiu de Cuiabá ele deixou atrás de si um rastro de dívidas e calotes no comércio local. E, por fim, ex-integrantes do movimento, como a jovem Marcelly Di Carvalho, abandonaram a organização acusando-a de praticamente escravizar quem morava em suas casas.

 

A sede nacional do FDE fica localizada em uma casa gigantesca no bairro do Cambuci, em São Paulo, onde o autor deste blog já esteve algumas vezes anos atrás (para acompanhar eventos e quando aí mantinha um mínimo de respeito e diálogo por uma entidade que já dava passos largos em direção à bandidagem plena e sem disfarce). Em valores médios do mercado imobiliário o aluguel daquele imóvel não deve ser menos do que R$ 8 mil mensais. E trata-se de um autêntico mistério quem paga esse aluguel e demais despesas do local já que, como brada o líder supremo Pablo Capilé (hoje conhecido como Pablo Capilantra), todos ali trabalham de forma COLABORATIVA e NÃO ganham um tostão pelo seu trabalho.

 

Voltando ao FDE Amapá, Zap’n’roll conheceu Marcelly Di Carvalho há alguns meses, através de papos pelo inbox do Facebook e através de amigos comuns (já que o blog, que conhece a capital amapaense há seis anos, tem ótimos e queridos amigos por lá). E quando ela finalmente decidiu abandonar o Fora Do Eixo (por ter se decepcionado e se desiludido totalmente com a organização), foi convidada pelo blog a dar seu testemunho do que foi a sua convivência e experiência pessoal com essa quadrilha que é uma das principais responsáveis pelo quase total aniquilamento e esfacelamento da atual cena musical independente do Brasil. Assim a jovem e muito inteligente e perspicaz Marcelly deu uma longa entrevista ao blog há algumas semanas. O material se revelou tão explosivo que estas linhas online acabaram achando melhor voar pessoalmente até Macapá, para apurar lá mesmo um material complementar ao que já tínhamos em mãos. O blog ficou por lá então na última semana. Aí conheceu finalmente e pessoalmente a bela Marcelly. Que se mostrou ainda mais articulada e inteligente do que apenas através de papos por rede social.

 

O resultado dessa apuração toda está na entrevista aí embaixo. É um relato chocante e que nos faz questionar: como uma entidade com tal naipe de BANDITISMO em sua atuação conseguiu até se infiltrar na atual gestão do Ministério da Cultura (a saber: uma das fundadoras do FDE, Marielle Ramirez, está lotada como uma das assessoras do Ministro Juca Ferreira no Ministério. Seu salário mensal: mais de R$ 8 mil reais)? Uma pergunta que, pelo jeito, vai permanecer sem resposta por muito tempo ainda…

 A jovem, bonita, inteligente e engajada Marcelly: quando viu o que era de fato o FDE, ela caiu fora.

 

 

Zap’n’roll – Para começar, fale um pouco sobre você. Sua idade, o que faz em Macapá em relação a estudos e vida profissional. E depois, como se envolveu com o FDE e quanto tempo ficou trabalhando com eles.

 

Marcelly Di Carvalho – Antes de entrar no FdE eu era uma garota “normal”. Tenho 18 anos e antes de entrar no FdE era estudante, uma menina “fragil”, morava com minha mãe, e 2 irmãos. Fazia estagio em um escritório, ja militava no Movimento Social…. Eu seguia o FdE aqui desde a época em que era Coletivo Palafita. Isso em meados de 2010. Achava um barato os eventos que eles organizavam, trabalhar com cultura enfim, só que eu era muito novinha, por mais que eu tivesse muita vontade as circunstancias não permitiam, minha idade na epoca. Em 2013 minha irmã mais velha entrou na organização do Festival Quebramar. Fiquei fascinada em saber que seria uma oportunidade de me aproximar, depois de muito tempo só “namorando” os projetos do coletivo, que já tinha se transformado em FdE. Esse ano ela participou do festival na produção, eu fui só publico, pois estava estudando, militando… Enfim, ainda não era o momento. Terminou o festival, minha irmã acabou se tornando “vivente” da casa. A “vivencia” são 3 meses de experiência, pra você tentar se “habituar” ao coletivo… Nesse período em que eu comecei a me aproximar mais. Na verdade, eu entro quando minha irmã cita que eu era do meio politico, fazia debate Feminista, participado do mov. Social só que na epoca partidário. Enfim, meu nome ja circulava por lá porque um ex meu também estava lá dentro, só que ele não era “vivente” nem “morador” da casa, ele era colaborador, estava sempre por lá. E nesse período nosso relacionamento havia acabado recentemente. Não entrei de cara na casa. Fui pra alguns eventos lá, em algumas visitas para a minha irmã, e em uma dessas visitas acabei passando alguns dias lá. E era fascinante ver a forma de organização da casa, como a galera aparentemente era entrosada… Enfim, uma galera nova, morando junto, dividindo responsabilidades, trabalhando e morando no mesmo lugar… Era fantastico.

 

Zap – certo. E quando você entrou lá efetivamente, ficou quanto tempo e por que saiu afinal? Como era a rotina lá, como os “integrantes” do FDE vivem, o que fazem, quais são as diretrizes e restrições que eles têm que seguir e caso não sigam, quais são as sanções?

 

Marcelly – Depois de alguns meses lá minha irmã saiu. Não sabia o que era na época. Ela saiu e eu acabei me aproximando da galera, e já de cara comecei a trabalhar com eles. Fique na casa durante 10 meses. Saí por motivos de crise. Tudo começou quando vi que a “coletividade” só existia para as “ovelhas”. Que até minha concepção feminista, tinha que girar em torno do que acreditavam lá. Minha preferencia politica, na época era duramente criticada. Tive que mudar opiniões pra me enquadrar, me distanciei de amigos, ate da minha família… Pois tinha de me doar integralmente pra casa. Tinha que doar vida ali. E fazia isso pois estava realmente comprometida com aquele projeto encantador. Eu era muito presionada lá. Nos grupos internos de whatsapp, Facebook, todos os dias tinha alguma treta envolvendo meu nome. Fosse o arroz queimado, o fato de eu adorar rir, gargalhar, incomodava muito lá. Cortando detalhes eu acabei adoecendo, não porque não aguentei a pressão. Mas porque eu era oprimida. Não queria ser submissa como as outras.

 

Zap – imagino. Por isso gostaria que você detalhasse bem como era a vivência e o trabalho com eles. Por que você achava o projeto encantador e de repente se desencantou totalmente com ele? Como eram as regras, o que vocês tinham que fazer e caso não fizessem quais eram as punições? Havia ou há algum tipo de remuneração pelo trabalho das pessoas que moram lá dentro? Era possível questionar as diretrizes da entidade ou não se permitia nenhum tipo de questionamento à forma de trabalho deles?

 

Marcelly – Depois de um tempinho morando lá veio a primeira crise, ai eu consegui ver as coisas… A casa se dividiu. Depois da primeira discussão eu fiquei isolada. Todos se distanciaram, mais sempre o que ficava muito claro e que o meu trabalho era necessário, alias foi o que me manteve todo esse tempo lá. A vivencia a partir de então se tornou difícil pra mim. Pois era como se eu fosse um ser indesejável pelo simples fato de discordar. Ou seja, o que valia ali era a opinião do chefe, sultão. Sempre tive vontade de trabalhar com cultura, e lá eu tinha uma proximidade muito grande com o meio cultural. Ainda mais morando e trabalhando em um lugar, aparentemente legal, com gente que eu achava foda, como Heluana e Otto [Ramos, o coordenador-chefe da Casa Fora Do Eixo Amapá]. Ficava na cola do FdE desde 2010, pois achava o trabalho deles legal. Não foi “de repente” me desencantei. Uma serie de fatores me levou a mudar minha opinião. Entrei lá sabendo que não receberia remuneração, pois tudo que ganhávamos era pra “manter a casa”. Mas a “majoritária” (Otto) da casa usufruía muito bem do que a gente trabalhava. Ate “Sacolão e Sexy Shop”, “Farinha do Shopping” rolava pra eles. Mas quando eu ou outras pessoas que se encontravam na mesma situação que eu, de exclusão (amigas minhas que também saíram da casa, pelos mesmos motivos), pedia grana pra pegar um ônibus, as moedas eram contadas. Vou ser bem clara: o que a gente trabalhava, em produção ou manutenção da casa, era em beneficio do “Chefe Otto” e suas esposas (3 garotas com quem ele ficava). Eu me desencantei totalmente quando vi que nem questionar eu podia. Todos fechavam a cara se questionava algo em relação a forma como funcionava. Nós tínhamos “reúnas” (reuniões de alinhamento), mas nessas reúnas só quem falava era o “superior” (Otto), a palavra dele era lei. Eu cansei de ver outras pessoas, até eu mesmo era motivo de piada, era excluída por eles. Até porque não valia de nada, a palavra do superior era lei. Os ataques morais também são muito fortes. De ser chamada de “moleca” (nem minha mãe faz isso, por respeito) na mesa do café da manhã a um “pede um celular para os teus boys”, na época em que eu estava sem celular. Pra quem tenta manter um discursinho de “Homem Feminista” isso é mega contraditório. Por que ele acha que eu teria algum benefício só por ter buceta? O ponto crucial da minha saída foi quando eu estava trabalhando em um relatório de uma mostra de cinema, em que o papel do coletivo era trabalhar com Mídias Sociais. Ninguém fez nada, eu trabalhei. Falo isso com muito pesar porque era uma amiga, parceira do coletivo, e não dada a importância que esse evento tinha. Enfim, além de montar esse relatório, eu estava cuidando dos afazeres da casa, estava cozinhando esse dia. Deixei a comida no fogo e voltei para o escritório. Minutos depois o “Chefe Otto” desce de seus “Aposentos Reais” e com a “Delicadeza FdE” perguntou o que eu estava fazendo lá? Se eu estava lá só por endereço? Que se eu quisesse eu poderia voltar pra casa da mamãezinha. Sabe o motivo disso? O arroz havia queimado. Eu já estava completamente desmotivada, devido às inúmeras retaliações e a forma “delicada” como eu era tratada. Eu estava me sentindo um nada lá dentro. Havia me afastado da militância, da família, estava vulneral. Meu último ato lá foi terminar o relatório, nesse período estávamos na pré-produção do Festival. Fiz o meu melhor, dei a minha alta performance, e no dia 1ª de janeiro saí. Saí porque estava ficando doente, fui muito limitada lá dentro, reprimida, de fazer um post e ouvir um: “Já deu”, pra eu parar de comentar, porque eu deveria ter avisado no grupo particular que eu ia fazer esse post. São ótimos manipuladores. Conheci pessoas que avisavam o que era, e como era que o negocio funcionava lá dentro. Que abominavam o trabalho “escravo” que rolava lá dentro. De virar noites trabalhando. Essas pessoas me aconselharam a sair. O que me mantinha lá dentro, até então, era a minha vontade de ajudar, o tesão que eu tenho em produzir cultura. Mas ali já era perda de tempo. Tinha que doar vida ali. Deixar tudo de lado e viver essa “nova vida”, “vida livre”. Logo que eu entrei lá, em uma das reúna foi apresentada uma “regrinha básica” de vivencia no coletivo: a blindagem. Se alguém falasse mal de “alguém (Otto…)” ou do coletivo tinha que defender, mesmo que eu soubesse tudo o que se falava fosse verdade. A punição era exclusão, e essa exclusão era uma forma de expulsar. Mas era de uma sutileza, só pra ficar “pairando no ar”. Também era excluída dos eventos sociais com eles, era como uma morte social. Aconteceu de viajarem, com grana, e quem ficou na casa trabalhando não ter o que comer. Aconteceu comigo. De irem almoçar “fora”, mas não deixarem nada pra quem ficava trabalhando na casa. Até cigarro era negado.

Zap’n’roll e a jovem Marcelly Di Carvalho semana passada em Macapá, tomando uma breja na praça do Formugueiro, tradadicional ponto cultural da capital do Amapá

 

Zap – estarrecedor. Havia, afinal, algum tipo de remuneração pelo trabalho de vocês, qualquer que fosse a forma dessa remuneração?

 

Marcelly – Tinha a moradia, que quando ele (Otto) jogava na cara. Alimentação quando eles estavam de bom humor… Passávamos por problemas financeiros sim. Mas teve um tempo que não se comprava comida por pura pirraça. Ganhei um celular, na verdade, trabalhei muito por ele. Estava sem celular há um tempo e precisava de um, devido o trabalho. Tentaram me tomar ele assim que eu saí. Não dei, mas me senti muito mais leve quando um assaltante levou ele de mim, ele precisava mais, com certeza. Tudo bem que lá tinha vários printes de conversas que poderiam incriminar muita gente. Como disse haviam “reúnas” de alinhamento. Mas os questionamentos não eram bem vindos. Eu preferia ficar calada, nem era um preferir, eu tinha de ficar pra tentar evitar problemas pra mim, pra não ser “apedrejada”. Era quase impossível. Eu era o alvo da vez. Eu sou profissional. Sempre deixei isso muito claro lá. Com ele (Otto) eu não ficaria. Não seria mais uma no harém.

 

Zap – seu depoimento é absurdamente revelador. E agora que você conseguiu se desvencilhar do FDE, como está a sua vida nesse momento, em termos pessoais e profissionais? Qual foi a lição que você tirou do seu envolvimento com essa organização e o que você teria a dizer para alguém que esteja pensando em se unir a eles e se dedicar a trabalhar e conviver com eles?

 

Marcelly – Hoje eu voltei a estudar, trabalho… Continuo produzindo cultura, com muita vontade de que dê certo. Fotografo, descobri que tenho um olho bom, eu era limitada lá a ficar só no jornalístico, mas sempre fui uma apaixonada por fotografia. Voltei pea casa da minha “mamãezinha”, mas não me sinto fraca por isso. Eu aprendi muita coisa, e tudo que eu absorvi, de bom e de ruim, levo pra minha vida. Tudo é aprendizado. Tudo mesmo, até pra descobrir, vivendo na pele, que nem tudo que parece é. O que eu tenho a dizer pra que pensa nisso (entrar para o Fora Do Eixo) é: leia essa matéria. Isso não aconteceu só comigo, e infelizmente sei que não serei a última. Mas eu tive coragem de expor, pra evitar que isso se multiplique. Não se engane. Trabalhar com cultura e maravilhoso, mas existem muitos outros meios. Seja independente, e não vá se perder por ai.

 

* Zap’n’roll esteve na última semana em Macapá (Amapá) com o apoio da banda Hertz & Ruídos e dos músicos Vinicius Senne e Skipp Worm, a quem agradece de coração pela força em nossa viagem jornalística. E na capital amapaense também tivemos o inestimável apoio logístico do queridão jornalista musical e irmão de fé, Fábio Gomes. A ele a nossa gigante e sincera gratidão!

 

**********

PRODUTORA PLECTRO CHEGA PARA AGITAR A CENA INDEPENDENTE PAULISTANA

O ainda jovem músico, compositor, cantor e agora agitdor e produtor cultural Eron Falbo nasceu em Brasília e tem vinte e nove anos de idade. Interessado em literatura, poesia e música desde sempre, decidiu que queria ser músico e partiu atrás da realização do seu sonho. Foi morar em Londres, viajou pelos Estados Unidos, aprendeu a tocar violão e a cantar, em uma trajetória que chegou a ser algo emocionante em alguns instantes. Apaixonado pelo rock clássico e classudo dos sixties, por eflúvios de folkismo à Bob Dylan, por blues e ainda pela poesia e/ou eletricidade épica de nomes como Simon & Garfunkel, Ten Years After e Leonard Cohen, o garoto enfiou na cabeça que queria ter sua estréia musical produzida por ninguém menos do que o célebre Bob Johnston, o homem que “apenas” produziu o mega clássico “Highway 61 Revisited”, de Bob Dylan, além de assinar a produção de dezenas de discos essenciais da história do rock’n’roll. Mas havia um problema para se conseguir esse intento: com mais de oitenta anos de idade Johnston já estava literalmente aposentado. Foi preciso que Eron tentasse, durante um ano, convencer a velha lenda das produções clássicas do rock a embarcar novamente em uma aventura pelos estúdios – e ainda por cima, produzindo um desconhecido músico vindo do… Brasil.

 

Quando finalmente Bob cedeu todos partiram para Nashiville (a capital americana do country rock), e num estúdio da cidade foi gestado o álbum “73”, que Eron lançou há pouco mais de um ano, é sensacional (tendo sido inclusive resenhado nestas linhas rockers bloggers) mas que não teve infelizmente a repercussão que merecia junto à mídia brazuca. Pelo menos do próprio Bob Johnston ele ganhou elogios: “ele vai ser um artista muito bem-sucedido”, disse o sábio produtor. “Eu acho que vai ser glorioso”, completa.

 

Enfim, com tamanho cacife e aval desse naipe mas porém sem ter tido a repercussão comercial esperada, o músico não se abateu e decidiu repensar sua trajetória artística. Voltou a morar no Brasil, se instalou em São Paulo e aqui começou a estabelecer contatos com o meio musical alternativo. Desses contatos surgiu a idéia de montar uma produtora, a Plectro, cujo objetivo é incrementar e fomentar a cena musical alternativa da capital paulista e também do restante do país.

 

Assim a Plectro começou a funcionar a todo vapor no começo de 2015 e já está agitando eventos musicais na noite paulistana, como o projeto “Palco aberto” que acontece mensalmente na Sensorial Discos. Enfim, para saber mais sobre a produtora e o quais objetivos ela pretende alcançar em um futuro próximo, o blog foi bater um papo com Eron Falbo e cujos principais trechos você lê aí embaixo.

 O músico, compositor, cantor e agora agitador e produtor cultural Eron Falbo: dando novo ânimo à cena musical independente paulistana e nacional

 

 

Zap’n’roll – Você é músico e morou alguns anos fora do Brasil, na Europa e Estados Unidos. E chegou a lançar um excelente disco calcado em blues e folk sessentista e que infelizmente não recebeu a devida atenção da mídia e público. O que o levou a voltar ao Brasil e montar uma produtora de fomento a produção musical alternativa? Fale mais sobre ela, inclusive.

 

Eron Falbo – Primeiro a repercussão obtida foi satisfatória, no Brasil e especialmente lá fora onde tinha o apoio de grandes nomes da indústria fonográfica. A razão que não continuei promovendo meu disco foi por que me liguei a Pisces Records que me passou pra trás, congelando a distribuição do disco que desencadeou em outros selos não quererem se envolver comigo. Adiciona a isso a minha vontade pessoal de parar de fazer shows e começar a produzir outras bandas, e temos o cenário atual. Resolvi que era melhor paralisar temporariamente a minha carreira e me concentrar na produtora.

 

 

Zap – certo. E como surgiu o conceito da Plectro? Por que esse nome e quem mais está envolvido na produtora com você?

 

Eron – A idéia da Plectro começou há uns dois anos atrás quando meu amigo, Rob Bailey, dono da New Untouchables, a maior produtora vintage/retrô do mundo, me chamou para fazer uma parceria para trazer seus festivais de música para o Brasil. Os festivais da New Untouchables hoje acontecem nas principais cidades da Europa e dos EUA. Sempre soube que o público alternativo do Brasil era vasto e que se fizéssemos festivais aqui teria público, então comecei a sondar as possibilidades. Me mudei pra São Paulo e comecei a fazer parcerias visando a criação de uma estrutura capaz de sustentar grandes festivais de música. Na medida em que fui formando parcerias ficou óbvio que São Paulo tem pouquíssimos profissionais ajudando os músicos a se vender e divulgar suas carreiras, além disso as casas de show ao vivo alternativas fecharam quase todas, e tem raros e bravos grupos de guerreiros mantendo a cena alternativa vibrando. Vendo essa situação eu não pude ficar parado, resolvi arregaçar as mangas, deixar de lado conquistas pessoais e trazer pra São Paulo tudo que aprendi na gringa. Aluguei uma sala perto do centro e comecei a montar a Plectro. Então começou para ajudar a trazer festivais da New Untouchables e agora, além de trazer os da New Untouchables, vamos organizar festas, representar artistas e em breve, lançar nossos próprios festivais. E sobre o nome: o poder verdadeiro está nas mãos de quem contém explosões. E fica com quem sabe usá-las pelo bem. Tudo começa com um ponto focal. A primeira dimensão. Sem ele somos puro potencial ou dispersos demais, almas sem corpos. A Plectro é o ponto focal. Uma palavra que os Romanos usavam para designar a palheta que tocava a lira, e a ponta da caneta de pena que era usada para escrever. O que que a palheta e a caneta tem em comum? São pontas que sutilmente encostam na matéria e com seu toque causam uma alquimia transcendental. As vibrações que conversam com a alma. A escrita que encapsula todas as idéias. Não somos apenas uma produtora, somos ativistas, idealistas, revolucionários. Acompanhamos artistas desde o início, desde o primeiro impulso criativo, o milagre que preenche a página vazia, até o suor do espetáculo impecável. O mais importante pra gente é que o público viva uma experiência catártica, que realize fantasias e sonhos ao entrar em um de nossos eventos ou shows. Nosso trabalho não estará completo se a experiência do público não for extraordinária, se não esquecer de seus cotidianos e se entregar completamente para o encantamento do agora. Em registros focamos no vínil como um símbolo de tudo isso que acreditamos, a idéia se tornando físico, e o físico se tornando o prazer da alma. Segurar em suas mãos um objeto mágico, poder cheirar sua história e essência e dividir um espaço com o espírito que ele carrega. Nosso trademark é que somos exploradores de arquétipos da alma coletiva, tudo o que temos em comum. Toda renascença busca ícones que iluminam suas trevas. O mundo pop também tem seus ícones. Nós canalizamos suas energias. Se vemos mais longe é por que pisamos nos ombros de gigantes. A idéia da Plectro é buscar na população geral todo esse potencial que não está sendo usado, está oculto, ou desperdiçado de forma destrutiva e sermos o ponto que transforma isso tudo em beleza, em produção, em magia.

 

Zap – Você tem um sócio, não? E além das duas festas que a produtora inicialmente está realizando nesse momento (e que acontecerão nas próximas duas semanas, em um bar no baixo Augusta e na Sensorial Discos), quais são os planos em futuro próximo? Agenciar bandas e artistas solo? Montar um selo e estúdio de gravação? Orientar carreiras artisticamente?

 

Eron – Somos na verdade um coletivo de artistas. A administração e o investimento financeiro é todo meu, e no nosso escritório hoje somos quatro pessoas fixas trabalhando pela Plectro em tempo integral, mas existem vários artistas vestindo a camisa e fazendo o que podem para o sonho da Plectro se concretizar. O Luiz Masi do Lonesome Duo (a primeira banda que nós assinamos) está fazendo o design gráfico, o Ricardo Massayuki, que era da minha banda, está fazendo toda a parte técnica, sites, apps, sistemas, minha esposa cuida do RH e da estilização das bandas que criamos do zero junto com a competentíssima Aline Borges da Fita Crepe Produções. O Lincoln Silva, artista plástico e produtor, faz a decoração dos eventos e edita videos. Contamos com a ajuda de várias bandas da cena que estão contribuindo material para a nossa revista, a The Moon. Claro, não poderia deixar de contar da ajuda incomensurável do jornalista Humberto Finatti que está fazendo de tudo para nos divulgar e tudo na parceria, pelo amor a arte e nossa amizade. O que vamos fazer? Já estamos fazendo todas as anteriores. Estamos fechando de organizar vários eventos, os próximos vão ser um com foque em Glam Rock, outro Soul, outro Rockabilly. Além disso estamos negociando com algumas bandas legais para lançar a carreira deles. Estamos recebendo material do Brasil inteiro, mas vamos focar em São Paulo primeiro. Nosso programa ‘Gênesis de Gênios’ é onde todos começam, onde achamos talento e começamos a lapidar. Tudo com o que chamamos de ‘alma de vinil’.

 

Zap – muito bom. Pra encerrar, fale sobre as duas festas que ocorrem agora em maio. O foco delas, os artistas que irão se apresentar etc.

 

Eron – A primeira que aconteceu já duas vezes é o evento do Gênesis de Gênios. O Gênesis de Gênios é uma campanha criada pela Plectro com o objetivo de promover treinamentos, workshops, competições, gravações e eventos para descobrir e lapidar talentos locais de todo o tipo. O evento, nosso open-mic, é uma noite que hoje acontece mensalmente na Sensorial Discos (estamos lutando para que aconteça semanalmente). Ele serve para pessoas que estão começando ou estão paradas há muito tempo a terem um espaço para brilhar. Queremos mesmo descobrir talentos ocultos. Vai todo tipo de músico, alguns que estão começando e passaram muito tempo criando coragem para se apresentar no nosso palco, mas a maioria é músico formado, impressionante e de estilos surpreendentes. Depois das apresentações curtas de quem se inscreve, tem sempre um pocket show do que ganhou prêmio de melhor performance na noite anterior. Já passou pelo nosso palco Rafael Elfe, um folkeiro autêntico, poeta e boêmio, Joe Jam tocando Blues de Raiz de primeira e raríssima qualidade e no próximo vai ser o mui profundo Rafael Stonne. Pra entender o porquê e como e o que é só indo ver o evento, é um evento único e está explodindo. Entre no bonde enquanto há tempo. O outro é ainda maior, é o primeiro de muitos. Já fechamos com a casa, o belíssimo Spades Café, e vamos fazer uma festa mensal. FINALMENTE, vai haver uma festa sessentista digna de novo em São Paulo. Isso só foi possível com a ajuda do DJ, curador e radialista Mauro Lima, o cacique da Rádio Momento 60, a melhor rádio 60’s do mundo. E quem acha isso não sou eu é o James Lowe : the electric prunes; Esteban Mocker : los mockers, Tony valentino : the standells – barry tashian : the remains- robert butler : the miracle workers – elan portnoy : ex guitarra FUZZTONES – chris such : headless horsemen – greg prevost : ex vocal do the chesterfield kings – sir uly : os haxixins. Entre muitos outros que não só ouvem a rádio, são fãs, como gravam vinhetas e doam dinheiro para manter a rádio viva. Então estamos querendo trazer essa cara New Untouchables e Rádio Momento 60 para SP com força. A banda Os Pumas é nosso orgulho maior. Estamos montando ela do zero com o programa Gênesis de Gênios. Encontramos rapazes fabulosos para tocar e o repertório está sendo criado por grandes nomes da música. O projeto Festa Momento 60 é simplesmente imperdível. Esqueci de dizer que o Mauro Lima é um DJ antigo e respeitado aqui de SP. Já foi residente em várias casas no auge, tipo Madame Satã e Astronete. E que com a curadoria dos músicos e a produção de repertório e no futuro próximo as gravações, o Bob Johnston está me tutelando e guiando.

 

* A produtora Plectro irá realizar duas festas bacanudas nas próximas duas semanas em Sampa. A primeira rola dia 9 de maio (sábado), com temática voltada ao rock de garagem dos anos 60’ e quando haverá show com Os Pumas. Vai rolar no Spades Café (na rua Augusta, 339). Depois haverá o Palco Aberto, dia 15 de maio na Sensorial Discos (também na Augusta, mas no 2389), com espaço dedicado a descobrir novos artistas. Para saber tudo sobre os dois eventos vai aqui: https://www.facebook.com/events/450971568388158/, e aqui: https://www.facebook.com/events/425407114307877/.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: em semana de pouquíssimo agito em termos de lançamentos bacanas aqui e lá fora (estão saindo e devem cair a qualquer momento na web os novos do Django Django, do Alabama Shakes e do Best Coast, sendo que estamos de olho e prontos pra resenhar todos eles assim que escutarmos os ditos cujos com atenção e na íntegra), o blog indica novamente “No meu peito”, o DISCAÇO que o quarteto manauara Luneta Mágica lançou há pouco mais de um mês. O jornalista zapper ouve com freqüência o cd e a cada nova audição fica mais apaixonado pelo que escuta, pode ter certeza disso. E o discão pode ser ouvido aqui: http://lunetamagica.bandcamp.com/album/no-meu-peito.

 

* Banda: o Tramp Stamp Moose é um quarteto formado por músicos de Macapá (a capital do Amapá, no extremo Norte brazuca) radicados em Sampa já há algum tempo. As músicas são cantadas em inglês e a inspiração melódica vem da fase inicial (e a melhor, diga-se) dos Strokes, além de ecos de britpop. O vocalista e guitarrista Skipp Worm toca guitarra com empenho, além de compor e cantar boas melodias, que são bem sustentadas instrumentalmente pelo também guitarrista Gabriel Ferreira, pelo baixista Bruno Montalverne e pelo batera Sherlon Ruy. Vale a pena dar uma sacada  no EP “The Joker”, que possui seis faixas bacanudas e cuja qualidade levou o blog a convidar o grupo para participar da festa de doze anos de existência da Zap’n’roll, dia 30 de maio na Sensorial Discos. O EP pode ser ouvido aqui: https://trampstampmoose.bandcamp.com/releases. E mais sobre a banda você pode ler aqui: https://www.facebook.com/TrampStampMoose?fref=ts.

 O TSM: EP bacana com som calcado em Strokes, e uma das atrações da próxima festa do blogão zapper

 

 

* Blog poemático bacana: escrito pela jovem Lara Utzig (também de Macapá; yep, esta edição das indicações culturais zappers está sim bastante dedicada aos novos talentos artísticos de uma cidade que está muito distante do “centro” do país mas que nem por isso deixa de ter uma vastíssima e riquíssima cena cultural), “Mensagem efêmera” é um dos melhores espaços dedicados à poesia jovem na web que o jornalista Finaski teve o prazer de descobrir nos últimos meses. Lara, que também é vocalista na banda de rock Desiderare, burila versos com esmero e o resultado imagético é cortante como uma navalha afiadíssima (“Mas vejo que, neste momento,/Me tornei apenas uma imagem borrada./As respostas só são dadas aos poucos pelo Tempo/E o silêncio fala melhor que qualquer chamada”). Interessou por mais da garota? Vai aqui: http://mensagemefemera.blogspot.com.br/.

 A macapaense Lara: linda, sensual, vocalista de rock e poeta jovem de mão cheia

 

 

* Baladonas no feriadão do trabalho, uia! Com o postão sendo finalmente concluído na quinta-feira do último dia de abril e na véspera do feriado do Trabalho, vamos ver o que rola no circuito alternativo de Sampa. Começando hoje à noite mesmo, quando vai ter DJ set especial dedicada ao clássico proto-punk do MC-5 lá no Astronete (no 335 da rua Augusta), com discocetagem do convidado Clemente (da banda Inocentes). Já no Centro Cultural Zapata (na rua Riachuelo, 328, centrão de Sampa) tem showzão do Fábrica de Animais.///Na sextona em si tem especial dedicado ao Queen na Bliz Haus (no 657 da rua Augusta), além do sempre infernal open bar no Outs (lá no 486 também da Augusta), além de show bacanão do grupo Hertz & Ruídos no Spade Café (no 339 da Augusta).///E se você ainda agüentar sair no sábado, dá pra curtir DJ set especial dedicada aos gigantes The Smiths lá no Inferno Club (no 501 da Augusta).///Aí no domingão dá pra curar a ressaca disso tudo pegando uma sessão gratuita de cinema na Sala Cinemateca (no Largo Senador Raul Cardoso, próximo ao metrô Vila Mariana), onde está rolando até 14 de junho a Mostra do Cinema Novo nacional. É isso aê, escolha seu melhor programa e bote pra foder!

 O grupo Hettz & Ruídos: show nessa sexta-feira no baixo Augusta, em Sampa

 

 

 

INGRESSOS NA FAIXA PRO SHOWZAÇO DOS TEMPLES!!!

Yeah! Corre lá no hfinatti@gmail.com, que estão dando sopa:

 

*  INGRESSOS (número sendo definido hoje)  pro show que o quarteto inglês Temples faz em Sampa, dia 16 de maio, no Studio Emme. Manda logo seu pedido amigo e desesperado e boa sorte!

 

 

FIM DO POST, FINALMENTE!

Yep, chegamos ao final de um post que na real teve menos assuntos mas não foi menos impactante e nos orgulhamos de termos feito uma entrevista reveladora com uma jovem corajosa, que desvelou mais uma vez o  que é a organização Fora Do Eixo, uma entidade quase criminosa e que foi a principal responsável pela quase completa falência da cena indie brasileira de uma década para cá. Esse tipo de patifaria precisa ACABAR de vez em nosso triste país. Um país que MALTRATA seus moradores de rua e dependentes químicos (haja visto a batalha campal que rolou ontem na cracolândia, no centro de São Paulo), e que reprime manifestações justas de PROFESSORES (a classe profissional que mais merece respeito no mundo) com cassetetes e bombas de gás (como também aconteceu ontem, quarta-feira, 29 de abril, em Curitiba). Tudo isso é lamentável ao máximo e só nos resta continuar unidos e lutando para que fatos como esse não mais se repitam, e para que quadrilhas como o FDE (que usurpam o dinheiro público em beneficio próprio) sejam definitivamente EXTINTAS.

 

O blog se vai e deixa seu amor e seu afeto pelos jovens artistas da distante Macapá. E, principalmente, deixa milhões de beijos  no coração da linda e jovem Leila Souza Maciel, uma garota brilhante e que ainda será um dos grandes nomes das artes da capital do Amapá. É isso. Até a semana que vem com novo postão por aqui.

 O velho jornalista rocker zapper e a linda, jovem e gatíssima Leila: nova paixão à vista pro blog?

 

 

(atualizado, ampliado e finalizado por Finatti em 30/4/2015 às 15hs.)

Mais uma vez de volta aos anos 90’: o gigante britpop Blur finalmente lança seu novo álbum de inéditas, após ficar doze anos sem gravar um disco completo; ainda vale a pena falar de bandas “novas” e ir a mega festivais de rock (???) na era fútil e vazia da internet, dos smartphones, do whats app e dos selfies? Os velhões garageiros do Sonics também arrasam no seu novo cd; o gênio Johnny Marr volta a Sampa em junho, no festival Cultura Inglesa (e de graça!); um diário sentimental/sexual total canalha e calhorda (e politicamente incorreto ao extremo, uia!): as CADELAÇAS que CHIFRARAM namorados e MARIDOS, dando suas bocetas, cus e bocas pro pintão zapper; e um novo ensaio tesudíssimo e belíssimo com fotos p&b da nossa musa rocker Fabi Marques (postão completão e concluído, com atualização final em 10/4/2015)

A cultura pop e o rock que de fato valem a pena em festa: o gigante e veterano britpop Blur (acima, em show “secreto” em um bar em Londres, na semana passada) lança finalmente seu primeiro e sensacional álbum de estúdio em doze anos; e a musa rock’n’roll Fabi Marques (abaixo) faz mais um tesudaço ensaio fotográfico para um projeto cultural em Sampalândia e cujas fotos o blogão zapper reproduz nesse post

 

O novo Blur e a era cultural estúpida da internet.

Talvez Zap’n’roll esteja ficando mesmo velho e cansado pra continuar nessa parada de jornalismo musical. Afinal já são quase trinta (vamos repetir: quase TRINTA) anos nisso. Chega um momento então em que você começa a se questionar: ainda somos relevantes no que fazemos? Conseguimos continuar acompanhando novidades, tendências, novos estilos, gêneros e bandas? Ainda temos FÔLEGO pra fazer tudo isso? Porque pode parecer a parada mais fácil e prazerosa do mundo trampar com jornalismo musical (ouvir discos, resenhá-los, ir a shows, festivais, entrevistar artistas solo e bandas etc, etc, etc.), mas não é. Exige tempo, dedicação, ouvidos sempre atentos e antenados às novidades, sendo que a “recompensa” (leia-se: $$$) de volta nem sempre está à altura da sua dedicação. E quando você chega às cinco décadas de existência nas costas, também se pergunta: qual é o sentido afinal de se estar com essa idade, hã, “provecta” (ahaha) e ainda querer ou precisar lidar com tudo isso? Não seria melhor botar o chapéu na cabeça, ir embora pro meio do mato e deixar isso pra “talentos” mais jovens do novo jornalismo cultural, se é que esses talentos existem? Vem então outra incômoda (mais uma…) questão: qual o sentido de se manter antenado e atento ao novo em um mundo onde esse “novo” está cada vez pior, mais disperso, raso e diluído, como de resto quase tudo é assim nesses tempos de internet, smartphones e whats app? Você acha mesmo que a molecada de hoje escuta música como o autor deste blog e (va lá) seus primos e irmã mais velha ouviam? Nem fodendo! Há 20, 30, 40 anos existiam muito menos bandas no mundo. E havia muito mais dificuldade em se ter acesso (pelo menos aqui no Brasil) a um disco de vinil importado e tal. Então as pessoas de fato CAÇAVAM com empenho o “novo” da época, aquilo que era realmente ótimo e lhes interessava de verdade. Era quase um ritual: ir à loja de discos, comprar o bolachão de vinil, voltar com ele numa sacolinha, chegar em casa, tirar o dito cujo da capona de papelão e colocá-lo pra rodar no (vá lá) 3 em 1. De preferência tomando uma breja, uma taça de vinho ou fumando um baseado. Era uma EXPERIÊNCIA auditiva, sensorial até. Hoje isso não existe mais, óbvio. A molecada vai a um festival como o Lollapalooza (onde de 50 bandas que tocaram você tira 10% que valem a pena) e se preocupa mais em ficar tirando selfies com seus smartphones do que propriamente assistir aos shows e tentar descobrir alguma banda nova que realmente seja do caralho. Aí vêm os blogs de música (como esse aqui, muito acessado felizmente), debatendo sobre um monte de bandas novas e se elas são geniais ou não, se são a “maior nova banda indie do universo” (como se andou questionando sobre o inglês Alt J.) e bla bla blá. E aí se pergunta: a troco de quê debater isso se hoje em dia surgem e desaparecem diariamente 450 milhões de grupos, e quem os escuta troca de hit musical como se troca de cueca e calcinha? A música bacana que tá bombando no YouTube nesse momento (esqueça o rádio, ele não tem mais importância nessa história) já estará esquecida amanhã e terá sido substituída por outro mega hit que vai durar igualmente apenas 24 horas (se durar tudo isso; o gênio Andy Warhol previu mui sabiamente, há mais de 40 anos, que “no futuro todos seriam famosos por 15 minutos”), enquanto os fãs a escutam alegremente e tiram selfies de sua alegria contagiante pra postar na rede social. Não dá, de verdade. Nas últimas semanas estas linhas bloggers ouviram sim bandas novas ( como Viet Cong e Wolf Alice, só pra ficar em duas que achamos bem legais e que valem a pena curtir), mas a grande maioria é de uma POBREZA musical e artística lamentável. E isso só dificulta mais e mais e a cada dia nosso ÁRDUO trabalho no jornalismo musical. O que fazer então? Voltar ao passado (nem tão distante assim, afinal) e ouvir o NOVO disco de um dos grupos do nosso coração nos anos 90’ e no britpop. Quem? O ainda grande Blur, claro. É ele, o Blur, a trilha sonora do blog neste post que começa agora. O disco: “The Magic Whip”, o primeiro inédito do quarteto inglês em 12 anos. Previsão de lançamento oficial: 27 de abril – mas caiu há alguns dias na internet – yep, a mesma net que está dizimando a música pop, o rock’n’roll e a inteligência humana também por vezes nos oferece algo de muito bacana, como poder ouvir desde agora o novo lançamento do novo quarteto do vocalista Damon Albarn. Então é isso. As agruras de ser um jornalista musical aos 5.2 de existência e em 2015, em plena era da internet, das redes sociais, dos smartphones, dos selfies sem fim, dos festivais musicais gigantes que são mais Disneylandia do que música e da música RUIM. Pelo menos o já “velho” Blur veio nos salvar esta semana E é ele com justiça o destaque principal deste postão que você começa a ler agora.

 

 

* E o emburrecimento via web, parte II: Reportagem veiculada semana passada no Jornal da Globo informa a GRANDE TRAGÉDIA de um país (o Brasil) BURRO, de população INCULTA em sua grande maioria e que NÃO se interessa minimamente pela sua formação cultural e intelectual. Enfim, um povo a caminho da BESTIALIDADE PLENA. E isso explica em boa parte a degradação do tecido social e propicia o clima e o cenário para horrores da violência urbana, como o caso do monstro que matou a namorada semana passada em São Paulo, e ainda decapitou-a e levou a cabeça dela para uma delegacia de polícia dentro de uma mochila. Trechos da matéria do JG: a) A leitura de livros caiu de 35% para quase 30% dos entrevistados. 70% dos pesquisados não leram um único livro neste ultimo ano. b) O uso da internet, facilitado pelos smartphones é apontado na pesquisa como um dos responsáveis pela queda na leitura, principalmente entre os jovens. Não é preciso acrescentar mais nada, néan. Aliás, é preciso sim: smartphones são uma GIGANTESCA PRAGA tecnológica que está emburrecendo e FODENDO a cabeça pensante de todo mundo, da pirralhada principalmente. Tá tudo dominado!

 

 

* Sendo que a matéria do JG pode ser vista aqui: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2015/04/70-dos-brasileiros-nao-leram-em-2014-diz-pesquisa-da-fecomercio-rj.html.

 

 

* E sim, era pra esse postão ter sido publicado na última sexta-feira santa, feridão e tal. Mas aconteceram imprevistos: ao chegar em casa pela manhã daquele dia, totalmente ALUCICRAZY (o blog assume isso, pois havia passado a madrugada toda no baixo Augusta em Sampa se entorpecendo de doses gigantes e variadas de álcool, e aí você pode incluir várias garrafinhas de cerveja Heineken, algumas doses de Jack Daniel’s Honey e várias doses FORTES de vodka com energético, tudo isso durante um autêntico périplo pela Sensorial Discos, Tex Bar, Blitz House, Outs e Astronete), não deu outra. Ao passar por um trecho bastante esburacado da calçada da rua onde mora, o zapper doidão tropeçou num desses buracos (ah, as ruas de Sampa são tão bem cuidadas…) e levou um tombaço, caindo EM CIMA do seu braço esaquerdo. Por sorte não houve nenhuma fratura no dito cujo mas a dor em toda a sua extensão foi cruel durante todo o final de semana, impediu qualquer digitação com a mão esquerda e tudo só começou a voltar ao normal anteontem, segunda-feira. E hoje cá estamos, com o postão no ar, sendo que ele irá sendo concluído aos poucos até esta sexta-feira. Okays?

 

 

* A EDIÇÃO 2015 DO LOLLAPALOOZA BRASIL FOI BOA OU PÉSSIMA, AFINAL? – Opiniões divergentes e conflitantes pipocaram em sites e blogs musicais pela web brazuca. E como todos já sabem e é público e notório, este blog NÃO foi ao festival. E os motivos pelos quais não fomos também já são conhecidos: ao deparar com o line up deste ano, deu uma preguiça GIGANTE de ir atrás de pedido de credenciamento (sendo que as assessorias desses mega festivais estão ficando cada vez mais chatas no trabalho delas e pra credenciar jornalistas). Yep, sentimos vontade de assistir Kasabian, Robert Plant (showzaço) e Jack White (idem), além do Interpol. Mas quando pensamos que teríamos que ir até Interlagos (looooonge pra porra) e aguentar mais um MONTE DE LIXO pra ver pouquíssimas atrações que de fato interessavam, fora o fato de que o loker aqui está realmente ficando “velho” (rsrs), o desânimo em correr atrás de credencial só aumentou. Moral da história: perdemos o prazo para o pedido (ele se encerrava em 18 de março) e tacamos o foda-se na história. Depois de quase 30 ANOS assistindo a tudo quanto é show e festival (pode por nessa conta 3 Rock In Rios, uns 7 Hollywood Rock, 2 SWU, alguns Planeta Terra e Tim Festival, 1 Claro Que É Rock e, sim, também as duas primeiras edições do Lolla brasileiro; isso sem contar CENTENAS de gigs de bandas e artistas solo gringos como U2, Coldplay, Echo & The Bunnymen, New Order, Siouxsie, Cure, Guns N’Roses, Nick Cave, Iggy Pop, The Mission, Pulp, Franz Ferdinand, Belle & Sebastian, Bob Dylan, AC/DC, Aerosmith, Iron Maiden, Depeche Mode, Charlatans, Morrissey, Cat Power, Rolling Stones etc, etc, etc.) o jornalista zapper não iria morrer se perdesse o Lolla 2015, que teve sem dúvida alguma SUA PIOR EDIÇÃO até o momento. E fora que conseguimos assistir muito bem aos shows do Bob Plant e do Jack White no CONFORTO do lar. Opinião (a nossa) de gente velha e que já assistiu a quase tudo o que queria na vida? Pode ser. Mas resolvemos escrever esse texto por conta de duas opiniões bem distintas que lemos sobre o resultado final do festival e que foram publicadas em dois blogs bem conhecidos, o Popload e o do Barcinski, ambos escritos por dois ótimos jornalistas de cultura pop e amigos destas linhas online há anos (os queridos Lucio Ribeiro e André Barcinski, óbvio). Dear Luscious tornou pública sua opinião e análise sobre o evento na segunda-feira logo após o encerramento do Lolla. Barça o já tinha feito no domingo mesmo, quando o festival ainda estava rolando. São duas opiniões conflitantes no final das contas, sendo que até parece (o blog disse PARECE) que de alguma forma Luri quis rebater ou contestar o que Barça publicou no seu espaço no portal R7. Afinal o poploader como sempre procurou ser diplomático e minimizar o resultado final do festival, destacando seus pontos positivos (poucos, pelo visto) e negativos (muitos, principalmente na questão da escalação dos artistas). Já Barcinski fez muito bem o que sempre tem feito: análise um tanto quanto crítica e rigorosa e descendo de verdade a lenha em quase tudo. Afinal, vamos ser honestos: em que mundo a música pop e o rock estão vivendo hoje? No mundo da imbecilidade quase plena e do raso quase total em termos de cultura musical e de massa. Só isso explica muita gente ter preferido assistir ao show de Marcelo D2 (com todo o respeito a ele) ao invés de Robert Plant. E só isso explica que djs estúpidos como o inglês Calvin Harris tenham mobilizado mais público e multidões que um show do Smashing Pumpkins (que tá caidaço, é vero, mas merece muito mais atenção e respeito do que qualquer dj apertador de botões, pelos clássicos que Billy Corgan e cia já legaram à história recente do rock’n’roll). A verdade é que não há mais o que trazer ao Brasil em grandes festivais como esse. Desde que o país se inseriu no circuito internacional de shows (e lá se vão 30 anos que isso está rolando, desde o primeiro Rock In Rio em 1985), quase tudo já passou por aqui. Claro, sempre haverá novas gerações de fãs que todo ano chegam aos seus 16/18 anos de idade, e que nunca viram um show internacional na vida. Daí o motivo de as bandas agora virem pra cá a todo instante (o Pearl Jam volta no final do ano, idem AC/DC e, se os deuses quiserem, os Stones também), de resto algo que elas fazem também nos Estados Unidos e Europa, onde tocam sempre. Então, quer ver show bom (ou ótimo), bacana e de banda nova que vale a pena? Só há uma solução (e nesse ponto concordamos total com o Barçola): torcer por gigs gringas de menor porte aqui, com grupos que realmente valem pagar o ingresso e que toquem em espaços PEQUENOS, onde se assiste muito melhor a apresentação de uma banda ao vivo. Uma boa dica nesse sentido? Olha o inglês Temples aí, que toca dia 16 de maio em São Paulo no Studio Emme (no bairro de Pinheiros), onde cabem umas mil pessoas e sendo que o ingresso mais caro irá custar… 80 pilas – uma merreca perto dos 340 cobrados pelo Lollapalooza. Enfim, para quem tiver curiosidade em ler o que os dois nobres colegas de blogagem pop disseram sobre o Lolla BR 2015, vai aqui: http://www.popload.com.br/lollapalooza-brasil-2015-e-a-duvida-foi-bom-ou-foi-ruim-ou-os-dois/. E aqui: http://entretenimento.r7.com/blogs/andre-barcinski/lollapalooza-foi-chato-ate-do-sofa-20150329/.

 

 

* Sem contar que está confirmado (e a essa altura, todo mundo já está arrancando os cabelos): o gênio Johnny Marr, que um dia comandou as guitarras dos sublimes Smiths, volta mesmo a Sampa em junho. Ele será o headliner da edição deste ano do Cultura Inglesa Festival, que acontece no dia 21, no Memorial da América Latina. E detalhe: a gig será de GRAÇA (como sempre foram as edições anteriores). Pra quem não viu a apresentação dele ano passado no Lollapalooza, taí a chance imperdível.

O gênio Johnny Marr: novo show em Sampa em junho, e de graça!

 

 

* Morrissey, SEU LINDO! Continua vivo, chutando o balde e todos nós te amamos! Então, nada melhor do que assistir seu novo vídeo (para a música “Kiss Me Alot”, de seu último álbum de estúdio), que chegou ontem ao YouTube. E com direito a alguns BOCETAÇOS dançando apenas de calcinha e suitã, ulalá!

 

 

 * IMAGEM CADELUDA DA SEMANA, ULALÁ! – falando em XOXOTAÇOS, para os machos (cados) leitores destas linhas ainda bem sacanas admirarem e se aabarem na punheta (uia!): ela é uma amiga zapper de uma rede social. Trintona fogosa, fã do velho safado Charles Bukowski e muito apetitosa. Mora longe de Sampa (no Nordeste ensolarado) e mandou essa foto abaixo e total delicious pro blog ontem. Numa definição simples: um BOCETÃO!

 

 

* Aê! Single novo do quarteto Pronominais na web! “Caminhos” é mais uma ótima amostra do que vem por aí no EP de estreia da banda, que deve sair em maio. Melodia redonda e lindona e letra com uma densidade poética inexistente no atual emburrecido roquinho nacional. Vai no Soundcloud dos garotos e confere você mesmo: https://soundcloud.com/pronominais/caminhos.

 O quarteto paulistano Pronominais: novo singles disponível pra audição na web

 

 

* E um final de semana rock’n’roll bacaníssimo se aproxima, vai vendo: amanhã, quinta-feira, a turma da Hertz & Ruídos apresenta suas canções próprias bacanudas e covers de responsa (dos Strokes e do Arctic Monkeys) lá na Sensorial Discos (no 2389 da rua Augusta), a partir das dez da noite. E na sextona em si tem showzaço dos amados Vanguart no Cine Joia (lá na praça Carlos Gomes, colado no metrô Liberdade, centrão de Sampa), a partir das dez da noite. Ou seja: dois ótimos motivos pra se cair na night rocker a partir de amanhã.

 O sexteto folk/mpb Vanguart: showzão nesta sexta-feira em Sampa

 

 

* Mas antes disso bora ver aí embaixo como está o comeback fodão do já clássico e até hoje gigante Blur.

 

 

A GRANDE VOLTA DO GIGANTE BLUR, APÓS DOZE ANOS SEM GRAVAR UM DISCO INÉDITO E COMPLETO

Um dos maiores e já clássicos nomes do chamado Britpop, o quarteto Blur levou nada menos do que doze anos para conseguir lançar um novo álbum completo de estúdio. O grupo nunca havia encerrado suas atividades. Mas a saída do guitarrista Graham Coxon (um dos pilares do conjunto) do line original em 2001, abalou profundamente as estruturas que tornaram a banda um dos maiores nomes do rock inglês nos últimos vinte e cinco anos. Além disso os outros integrantes também foram cuidar de outros projetos. Tudo isso fez com que o Blur “hibernasse” por mais de uma década. Um hiato que só vai acabar agora com o lançamento de “The Magic Whipe”, o oitavo trabalho inédito de estúdio deles e que chega oficialmente às lojas de todo o mundo (Brasil incluso) no próximo dia 27 de abril. Porém é obvio que o cd despencou na internet nos últimos dias. E ele é sensacional. E sim, traz o grupo em sua formação original (com a volta de Coxon às guitarras, além de Damon nos vocais, Alex no baixo e Dave na bateria) e em potência musical máxima.

 

A história do Blur começa em Londres, em 1988, quando os quatro amigos e estudantes de Artes Damon Albarn, Graham Coxon, Alex James e Dave Rowntree se uniram pra montar uma banda. Eram tempos da ressaca do pós-punk inglês, os Smiths tinham acabado um ano antes e os Stone Roses ainda eram uma promessa de estouro. Porém a estreia do grupo em disco só se deu em 1991 com o bom “Leisure”: trazendo algo de psicodelia sessentista o álbum colheu boas críticas na imprensa, angariou um relativo séquito de fãs e emplacou o hit “There’s No Other Way”. Mas foi somente em “Modern Life Is Rubbish”, editado dois anos depois, que o Blur realmente começou a ficar grande: o som mudou e incorporou muito do brit rock sessentista de grupos como Beatles e Kinks, conferindo uma nova perspectiva sonora ao conjunto e fazendo-o decolar junto à mídia e ao grande público. Até que o quarteto foi colocado (ao lado do Oasis, que também começava a se tornar gigante) como o líder de um novo movimento musical inglês: o hoje célebre britpop.

 

A consagração veio com “Park Life”, o terceiro trabalho de estúdio. Lançado em abril de 1994, é a obra-prima do Blur e um disco que entra fácil entre os vinte melhores álbuns da história do rock’n’roll. Estava tudo ali: o rock garageiro dos sixties, eflúvios de pop dançante de alta qualidade e densidade, valsas quebradas (!) e até heavy rock (!!!). E hits aos montes (“Girls & Boys”, “London Loves”, a faixa-título, as baladas “End Of A Century” e “This Is A Low”), que tocaram nas rádios do mundo inteiro (inclusive aqui). O  blogger loker e saudosista, ele próprio, cansou de dançar ao som de “Park Life” completamente alucicrazy (sempre!) de álcool e cocaine nos porões sórdidos do Madame Satã e do Espaço Retrô, em Sampa. E também não se esquece do romance que teve com a algo bipolar Luciana, que adorava Blur e a canção “This Is A Low”. Ela tinha peitos magníficos e uma paixão dedicada ao jornalista, no tempo em que ele morou no bairro do Cambuci e depois na kit da avenida 9 de julho (no centrão podre de Sampalândia). E fazia amor com ternura, carinho e placidez. Um romance que foi infelizmente interrompido porque o autor desta resenha era um doidão de plantão incorrigível naquela época, e também porque a CADELAÇA Greta entrou em cena. Mas enfim, voltando ao grupo de Damon Albarn e cia: após “Park Life” o conjunto estourou nas paradas. Os discos seguintes (“The Great Scape”, lançado em 1995, “Blur”, de 1997, e “13”, editado em 1999) mantiveram a qualidade e o nível em alta e produziram mais uma batelada de hits planetários (“Song 2”, “Tender”, “The Universal” e “Coffee & Tv”, que ganhou um dos vídeos mais espetaculares já feitos até hoje, o das caixinhas de leite). Ao mesmo tempo a enfiação de pé na lama em cocaine do baixista Alex James entrou em cena, e ele próprio admitiria isso em entrevistas tempos depois. Um exemplo clássico dessa fase foi a primeira visita da banda ao Brasil, em 1999, quando ela tocou em um domingo em São Paulo (para um Credicard Hall apenas com metade de sua lotação ocupada pelo público, sendo que a gig foi presenciada por estas linhas online, que nela foi acompanhada pelas queridas amigas até hoje, além de irmãs,  Adriana e Vera Ribeiro) e também se apresentou no Rio. Durante os dias em que esteve no país Alex James gastou uma pequena fortuna em coca, mulheres e champagne, como ele mesmo contou anos mais tarde.

 

Mas aí veio a guinada na trajetória do Blur. Cansado da rotina estafante de gravações e turnês gigantescas, o guitarrista Graham Coxon resolveu sair. Isso abalou de maneira espetacular os alicerces do grupo, tanto que ele levou quatro anos para lançar um novo trabalho de estúdio. E quando este finalmente saiu, a decepção foi gigante: “Think Thank”, editado em 2003, se movia para o território da eletrônica mas tudo parecia mal construído musicalmente. Era nítida a falta que Coxon fazia ali. E o álbum acabou quase ignorado pela imprensa e pelos próprios milhões de fãs. É o ponto baixíssimo da discografia do Blur.

O novo álbum do veterano e ainda gigante britpop Blur: depois de doze anos sem lançar disco inédito de estúdio, a banda volta em forma espetacular para um quarteto cujos integrantes estão na casa dos cinquenta anos de idade; o álbum, que sai oficialmente no próximo dia 27 de abril, já vazou na web

 

Se passaram então doze anos longe dos estúdios. Sem nunca oficializar o término de suas atividades, o ex-gigante britpop entrou em longuíssimo hiato. Graham Coxon foi gravar seus discos solo (alguns muito bons), Damon Albarn montou o bem sucedido grupo virtual Gorillaz, Alex James e Dave Rowntree foram cuidar de projetos musicais pessoais. Foi apenas em 2009 que Coxon voltou a se reaproximar dos ex-companheiros e fez algumas apresentações ao vivo ao lado deles. E a partir daí bateu a saudade de trabalhar juntos novamente. O guitarrista voltou definitivamente ao conjunto em 2012. No ano seguinte o Blur voltou ao Brasil e fez um showzaço no festival Planeta Terra, em São Paulo (e novamente o blog estava lá, na semana em que o jornalista zapper havia começado seus tratamentos de quimio e radioterapia para combater um monstrinho tumoroso que havia surgido na sua garganta). E começou a burilar o material daquele que seria seu primeiro disco de estúdio em mais de uma década.

 

“The Magic Whip” foi então finalmente concluído no final de 2014. E com lançamento oficial marcado para o final desse mês, acabou vazando na web nos últimos dias. É um álbum magnífico e que não fica devendo em nada em termos qualitativos aos melhores momentos do início da carreria do Blur. O grupo foi esperto o suficiente para não se deixar seduzir por novidades e modernidades fúteis, inúteis e ruins do rock e do pop atual. Voltou suas antenas sonoras para o passado e para o brtipop noventista que o celebrizou já a partir da produção do trabalho, que foi entregue ao mesmo Stephen Street que pilotou as gravações do insuperável “Park Life” (e também de “Viva Hate”, a hoje clássica estreia solo de Morrissey, após o fim dos Smiths). Isso resultou numa coleção de canções fantásticas, como a calma e dolente “Lonesome Street”, que abre o cd. Na sequencia surge o melhor de uma banda que não parece ter integrantes que estão quase com cinquenta anos de idade nas costas: “Go Out” é a reedição de “London Loves” para os anos 2000’, com mais peso, mais ambiência dançante, intervenções de guitarras cheias de ruídos e noise e perfeita para se acabar numa pista. Já “I Broadcast” é uma semi-road ballad incrível, conduzida por violões e com odor de fundo musical para baladas junkies sórdidas (movidas a tabaco, maconha, álcool), e que poderia perfeitamente estar na trilha sonora de “Pulp Fiction”. Há também uma grande referência e reverência a nuances sonoras orientais: o trabalho foi gravado em grande parte em um estúdio em Hong Kong, e faixas como “My Terracota Heart” e principalmente a belíssima “Pyongyang” (o nome da capial da Coréia Do Norte, que Demon Albarn chegou a visitar durante sua permanência no continente asiático), desvelam essa essas nuances em suas melodias e construção dos arranjos.

 

Há ainda a lindamente tristonha “Ice Cream Man”, a britpopper “Ghost Ship” e “Ong Ong”, com melodia e guitarras que remetem diretamente à Londres e a Sampa de 1995, dos tempos do Espaço Retrô – tempos bacanas e saudosos. E mais Blur que isso, impossível. Se o rock atual está infestado por grupelhos de moleques novinhos que não sabem absolutamente NADA do ofício só resta saudar com fogos de artíficio um discaço como esse, que um quarteto veterano acaba de lançar. Dá até vontade de revê-los novamente ao vivo. E é como se vinte e cinco anos de nossas vidas não tivessem se passado, ou como se tivessem sido congelados no tempo. Valeu por esse “The Magic Whip” Damon, Graham, Alex e Dave. Que vocês ainda consigam gravar mais alguns outros iguais a ele.

 

* A resenha do novo disco do Blur vai dedicada pra algumas pessoas que fizeram parte da vida de Zap’n’roll nos anos 90’, e que mesmo com algumas delas estando distantes de nós hoje em dia, ainda permanecem em nosso coração: Adriana e Vera Ribeiro, André Pomba, Eliana Martins, Silvia Ruksenas, Silmara Guerreirom Juliana Cezário, Patrícia Cortez, Vailer Santana e Luciana de Mathias.

 

 

O TRACK LIST DO NOVO ÁLBUM DO BLUR

1.”Lonesome Street”

2.”New World Towers”

3.”Go Out”

4.”Ice Cream Man”

5.”Thought I Was a Spaceman”

6.”I Broadcast”

7.”My Terracotta Heart”

8.”There Are Too Many of Us”

9.”Ghost Ship”

10.”Pyongyang”

11.”Ong Ong”

12.”Mirrorball”

 

 

E BLUR AÍ EMBAIXO

No clássico vídeo de “Coffee & Tv” e também com dois singles que já foram retirados do novo discão.

 

 

 

 

DIARIO SENTIMENTAL/SEXUAL TOTAL CAFAJESTE E POLITICAMENTE INCORRETO: QUANDO AS CADELAÇAS MEGA ORDINÁRIAS CHIFRAFRAM SEUS NAMORADOS E MARIDOS CORNOS, DANDO SEM DÓ A BOCETA, O CU E A BOCA PRA RÔLA ZAPPER – PARTE I

Yep, é a nova ordem mundial das relações humanas no século XXI. Ao mesmo tempo em que o ser humano nunca esteve tão moralista hipócrita e conservador como nas últimas três décadas, por outro lado um espantoso clima de libertinagem e safadeza total invadiu o comportamento feminino e de outrora comportadas mulheres, senhoritas e garotas de família, uia! Elas aprenderam bem ao longo das décadas a péssima lição que machos tigrões, machistas, sexistas e egoístas lhes passaram: também chifar SEM DÓ seu par quando ele assim o merecer, ou quando não estiver dando conta do recado, hihihi.

 

Então esqueça você, manezão, essa história de que mulher não trai munca e homem pode tudo (leia-se: ter um bocetão em casa e, não satisfeito, sair por aí comendo a torcida feminina do Flamengo). Elas conquistaram sim e com justiça os MESMOS DIREITOS comportamentais dos homens, mesmo que seja um direito (a traição) não exatamente digno de aplausos e retidão moral, rsrs. Você não acredita nisso e acha que o blog está, hã, exagerando? Então leia os relatos abaixo onde recordamos em um diário bastante calhorda alguns momentos inesquecíveis com ex-rôlos do sujeito aqui – com um detalhe: as moçoilas citadas (com os nomes abreviados ou trocados, por motivos óbvios), quando levaram “vara” zapper, estavam todas CASADAS ou NAMORANDO com algum… corno, rsrs. Pense nisso e fique com a pulga atrás da orelha da próxima vez que sua namorada ou esposa/compamheira disser que vai dormir na casa da “amiga” e volta amanhã, hihi.

 

* Tati magrela, a que gostava de padê, ser fodida no cu e chifrar o namorado galhudo – o jornalista cafajeste conheceu a garota em meados de 1990, em um muquifo goth que existia no bairro dos Jardins (zona sul de Sampa). O autor destas linhas canalhas era então ainda um jovem descolado, que trabalhava como repórter na editoria de variedades da revista IstoÉ. E segundo suas próprias amigas, era um “morenaço roludo”, uia! Vai daí que numa bela noite de sábado lá se foi o blogger loker curtir a balada no tal muquifo goth. Lá pras tantas, já tomado por nuvens e névoas alcoólicas, ele resolveu paquerar a magrela de peitos miúdos, cabelinho curto e rosto bonitinho. Ela tinha dezoito aninhos e se chamava Pati. Gostava de ghotic rock e de Joy Division. Não demorou pros beijos e os amassos intensos começarem a rolar em um canto escuro do bar. Já alta madrugada ambos saíram juntos pra ir embora. E como ela precisava voltar pra casa, combinaram de se rever na noite seguinte. Pati se despediu do jornalista batendo-lhe uma deliciosa punheta na rua mesmo. E na noite seguinte os dois se reencontraram no apê da rua Frei Caneca, onde o autor deste espaço online pervertido então morava. A foda rolou intensa: a cadelinha era novinha e magrinha mas aguentava muito bem uma vara grossa na xota, na boca e no cuzinho apertado, onde levou porra finalmente e sem reclamar. Daí pra frente o casal informal passou a sair junto e a foder com certa frequência. Até que Zap’n’roll conheceu a futura mãe de seu filho e se apaixonou por ela. Não deu outra: ele dispensou a magrela Pati, que jamais se conformou com o cartão vermelho. Tanto que uma bela noite de sábado ela surgiu no apê da Frei Caneca com o seu novo “namorado” (um mané com semblante de otário e que usava óculos), dizendo: “viemos fazer uma visita e queríamos dar uns tecos. Você consegue pó pra gente?”. Claaaaaro que que o autor deste diário sujo conseguia, sempre, rsrs. Havia um “dealer” ali próximo, no centro, que vendia cinco gramas de ÓTIMA farinha. Fomos até ele e rachamos o valor em três. E rumamos de volta pro apê onde teve início a devastação nasal do trio. O “bagulho” era poderoso e logo a bicudisse entrou em cena. Era preciso beber algo URGENTE. Ficou decidido que precisávamos tomar algumas brejas, com o valor sendo também dividido entre os três. Mas QUEM, naquele estado já quase lastimável de neurônios derretidos por padê iria descer e pegar as cervejas? O CORNO se ofereceu pra ir. E não deu outra: assim que ele saiu, o jornalista doidão se atracou com a putíssima Pati magrela, que já ofertou os pequenos peitos pra serem mamados. O jornalista tirou o pau pra fora e a cachorrinha total vadiaça meteu a boca nele. Mas a situação era tensa: ambos estavam “bicudos” e o “corno” iria voltar a qualquer momento, como de fato voltou – sendo que o porteiro felizmente tocou o inteforne avisando que ele estava subindo. Foi o tempo exato pro casal se recompor e ficar com cara de que nada havia acontecido. A padelança se estendeu até de manhã, quando o pó enfim chegou ao fim. O casal foi embora. O repórter musical devasso e doidaralhaço de cocaine, fritou a manhã inteira até conseguir dormir. Dias depois Pati surgiu novamente, mas sozinha: disse que estava puta com o “namorado” porque ele tinha aprontado uma “sacanagem” com ela. E o que a magrelinha putona fez então, pra se vingar? Deu com vontade, deixando o zapper sórdido esporrar no seu cu que foi fodido de frente, com a moçoila dando o dito cujo de papai-e-mamãe, ulalá! Foi uma das últimas vezes que o jornalista sem moral e sem pudor viu a garota. Depois descobriu que ela tinha dispensado o corno. E o “moreno roludo” foi sofrer de amor pela futura mãe do seu filho, até finalmente conseguir namorar com ela.

 

* H. B., o xoxotaço que meteu chifre no marido advogado – história antiquíssima, que remonta a 1987 quando o então jovem jornalista loker (com seus vinte e cinco anos de idade e trabalhando há apenas um na imprensa musical) estava escrevendo textos, como colaborador, para os programas musicais de uma pequena emissora de tv paulistana. Foi lá, no departamento musical da tal emissora que ele conheceu aquele BOCETAÇO sem igual. Ela também tinha dezoito anos de idade, estava fazendo faculdade de Jornalismo e era estagiária no departamento. Linda de rosto, peitaços deliciosos, coxas e pernas idem, enfim, a xoxota dos deuses. Não demorou pro jovem jornalista, já muito taradão nessa época, começar a dar em cima da garota. Até que um dia ela cedeu e saiu com ele pra um bate-papo. Que terminou com beijos ensandecidos de língua (e que o jornalista paquerador nem imaginava que iria conseguir dar na moçoila). Começou aí um rápido romance/namoro, que durou apenas algumas semanas. Afinal eram MUITAS bocetas dando em cima do sujeito aqui e ele não aguentou ficar FODENDO apenas a esplendorosa “racha” da gostosíssima H.B. (e ela fodia bem, embora ainda fosse uma “criança”, hihi). Perdeu a morenaça e o contato com ela. Corta para quinze anos depois, em 2002. Um belo dia o agora quarentão jornalista recebe um e-mail surpreendente: H.B. descobriu seu endereço eletrônico ao entrar em contato com o site e revista Dyamite (a versão impressa, que ainda existia naquela época) e escreveu para ele, se dizendo “saudosa dos tempos do namoro adolescente”, e querendo saber como estava a vida do autor deste diário e bla bla blá. E-mail prontamente respondido, contato retomado depois de uma década e meia, H.B. queria se reencontrar com o rocker loker de qualquer forma. Detalhe: ela estava CASADA com um advogado que trabalhava em um bem-sucedido escritório em Sampa. Assim mesmo o encontro foi marcado entre o casal de amantes ordinários: ela foi um dia à tarde na casa do zapper, que já morava na kit da Praça da Árvore (na Vila Mariana, zona sul da cidade). E quando se reencontraram, todo o tesão de quinze anos atrás reapareceu imediatamente. H. estava mais, hã, “cheinha” do que quando era jovem. Mas mesmo assim se manteve muito apetitosa. E não se fez de santa, aliás se mostrou totalmente PUTA, CACHORRONA e PERVERTIDA: quando chegou na kit do jornalista igualmente calhorda já se deixou beijar na boca. As roupas de ambos voaram longe. Ela meteu a boca gulosa no pau grosso do blogger cafajeste. E a foda rolou novamente, depois de uma década e meia. Em determinado momento ela, sentada sobre o jornalista sórdido e com o caralho dele enterrado em sua boceta, apenas disse: “estou gozando!”. Quando a foda acabou (com H.B. levando porra em suas tetonas, que ficaram total lambuzadas), a pergunta foi inevitável: “e o seu MARIDO?”. Ela: “ele nem pode imaginar isso. Sou muito bem casada, amo-o mas eu precisava DAR novamente pra você”. E assim foi pelas semanas seguintes: H.B. marcava encontros à tarde com o seu amante roludo e safado. Ia até a casa dele, dava e metia mais um galho no marido advogado. Até que um belo dia ela mandou um e-mail seco, lacônico, discreto, e que informava mais ou menos o seguinte: “não dá mais, vou ter que sumir de novo. Meu marido está desconfiadíssimo de que estou fazendo algo errado e não quero perder meu casamento. Um dia nos falamos novamente. Beijos”. E Zap’n’roll novamente nunca mais soube dela. Mas guarda com carinho até hoje as lembranças das vezes em que ele contribuiu pra que a linda morena chegasse na casa dela já com a xoxota arregaçada, e ainda tendo que dar TAMBÉM pro maridão chifrudo.

 

* No próximo postão será publicada a segunda parte deste diário sentimental/sexual total cafajeste. Aguardem!

 

**********

MUSA ROCKER – NOVAMENTE A DEUSA LOIRA E TATUADA FABI MARQUES, EM ENSAIO P&B PARA UMA MARCA DE CAPACETES DE MOTOS, WOW!

Yeeeeesssss! Uma de nossas musas mais tesudas de 2015 reaparece no blogão zapper. Desta vez Fabiana Marques (que já foi hostess do clube Astronete e agora está trampando como diretora de arte em uma agência) fez um ensaio classudo em preto e branco para um projeto que visa divulgar os produtos customizados de uma loja de motos. As fotos são de Victor Daguano e mais infos sobre o projeto você encontra aqui: http://www.updateordie.com/2015/03/26/uma-serie-fotografica-patrocinada-pela-shibuya-garage/.

 

Então bora curtir as novas e fuck delicious imagens da loiraça tatuada, aí embaixo.

 Sexo selvagem…

 

…motos, tatuagens…

…e muito rock’n’roll, sempre!

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco, I: o novo do Blur, claro.

 

* Disco, II: os velhões do garageiro sixtie americano The Sonics são lendas vivas do rock’n’roll. Estiveram tocando em Sampa mês passado e apavoraram, literalmente. E agora, depois de quarenta anos sem gravar um disco de estúdio (!!!), soltam essa autêntica bomba chamada “This Is The Sonics”. É uma cacetada que HUMILHA as bandinhas bandidas e de pirralhos burros dos dias atuais. Nas doze faixas que compõem o disco os tiozões não deixam pedra sobre pedra: as melodias são aceleradas e lotadas de guitarras incendiárias; fora as intervenções chapantes de sopros, órgãos e pianos. É como se estivéssemos em pleno desbunde garageiro sessentista, em algum alucinado festival de rock (e não nos coxinhas Lollapaloozas e Rock In Rios de hoje, onde o consumismo e a caretice imperam). Não vai sair aqui de forma alguma, claro. Mas sem problema: vai na web que o discão já está dando sopa lá.

Os velhões fodões do garage rock: quarenta anos depois, The Sonics lança um discaço

 

* Baladaças pro finde: e não? Com o postão sendo concluído finalmente na sextona, já podemos ver o que vai pegar no circuito alternativo em Sampalândia a partir de hoje à noite, néan? Então bora: depois de curtir o showzão do Vanguart no Cine Joia a pedida é cair no Astronete (rua Augusta, 335, centrão de Sampa), onde vai rolar dj set especial (por conta do chapa Marcelo Gross, guitarrista do Cachorro Grande) dos Rolling Stones (uma das cinco bandas da vida do zapper rocker/loker).///Já a noite de sábado começa bem com pocket show do Comma lá na Sensorial Discos (no 2389 também da rua Augusta). E depois é descer pro outro lado e se jogar com tudo no sempre infernal open bar do Outs (no 486). Não precisa mais nada, apenas rezar pra voltar vivo pra casa, hihi.

 

 

TEMPLES NA FAIXA? VEM QUE TEM!

Yep, a promo já tá rolando. Então vai lá no hfinatti@gmail.com, que estão em disputa:

 

* INGRESSOS (número será definido em breve) pro showzaço do quarteto inglês Temples, que rola dia 16 de maio em Sampa. Tá dentro? Então vai nessa e boa sorte!

 

 

FIM DE JOGO

O postão termina aqui. Ficou grandão, ficou bacana e todo mundo deve estar contente. Semana que vem o blog vai dar novamente uma voltinha pelo sempre amado Norte do Brasil, indo fazer uma visita aos amigos queridos da sempre aprazível Macapá (capital do Amapá). E quando voltarmos de lá atualizamos as paradas aqui. Então é isso, e nos vamos deixando um beijo GIGANTE no coração da Jaque Sena e da Sarah Féo, a pirralha com o texto mais genial, incrível e poético que descobrimos de anos pra cá. Amor pras duas, sempre!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 10/4/2015, às 15hs.)