ATUALIZAÇÃO FINAL!!! O postão custa a chegar mas cá estamos, enfim e botando pra foder; e com o mondo pop/rock finalmente se agitando novamente o blogão fala de uma das voltas mais esperadas do ano: a dos Libertines, com o seu novo e primeiro disco inédito em mais de uma década; o também primeiro disco solo de Helinho Flanders, vocalista do Vanguart; as tragédias urbanas e sociais cotidianas que se abatem sobre as grandes metrópoles de um país (o nosso) que está no buraco; o final de ano felizmente hot em termos de shows gringos em Sampa; e uma musa rocker paulistana (e secreta) delicious total: branquela, peituda e que AMA o velho safado Buk, ulalá! (postão total concluído em 24/9/2015)

O grande rock’n’roll dos anos 2000’ ainda resiste: na Inglaterra a dupla de frente Carl Barat e Pete Doherty (acima, durante show no gigante festival de Glastonbury deste ano) comanda a super e badalada volta dos Libertines, que estão lançando seu novo álbum de estúdio hoje (e o primeiro inédito em uma década); já o vocalista do Vanguart, Hélio Flanders (abaixo), um dos grandes talentos do novo folk/rock nacional na última década, também lança hoje seu primeiro trabalho solo, e tudo isso sendo acompanhado por um blogão (esse aqui mesmo) que continua sempre antenadíssimo com tudo o que rola de melhor no rock alternativo e na cultura pop, além de seguir descobrindo musas rockers total delicious, como a desta semana (também abaixo)

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EXTRAS BACANUDOS PRA FCHAR  O POSTÃO: LANA DEL REY, KEITH RICHARDS E O ROCK IN RIO 2015, O FESTIVAL PARA ENGANAR OTÁRIOS DA GERAÇÃO PAU DE SELFIE

* Yep, o inverno mal está acabando e uma furiosa onde de calor já desaba sobre essa terra nada abençoada por nenhum deus. Desde meados dessa semana (o postão está sendo concluído hoje, sábado, 19 de setembro) Sampa sofre com temperaturas em torno dos 34 graus, algo digno de Macapá, capital do Amapá. Quem agüenta isso, afinal?

 

* E pra agüentar só mesmo ouvindo o novo discaço da sua, da nossa deusa e XOXOTAÇA CADELUDA SUPREMA, a lindaça putona e diva Lana Del Rey, uma das únicas vozes femininas que valem a pena no mondo pop do novo milênio. “Honeymoon”, seu quarto trabalho inédito de estúdio foi lançado oficialmente ontem, sexta-feira (18) e traz Laninha na ótima forma de sempre, com vocais impecáveis (na inflexão de uma esplendorosa e decadente cantora de jazz & blues), instrumental idem e melodias belíssimas adornando canções igualmente lindas como a própria faixa-título ou ainda “High by the Beach”, o primeiro (e ótimo) single retirado do álbum, já com vídeo bacanão rodando à toda no YouTube. E de bônus o cd ainda fecha com uma ultra inusitada cover: Lana desconstrói e recria em formato de doce balada “Don’t let me be misunderstood”, clássico da era “disco” dos anos 70’, gravado originalmente pelo Santa Esmeralda (quem se lembra deles?). O blog ainda vai falar muuuuuito do novo discão do bocetaço Lana Del Rey, podem esperar!

 

 

* Foi uma sextona e tanto a de ontem, no final das contas. E onde o mondo pop/rock também viu o lançamento de “Crosseyede Heart”, o terceiro disco solo de Keith Richards (o guitarrista de uns certos Rolling Stones, conhece? Rsrs) e seu primeiro trabalho individual em mais de vinte anos. Véio Keith é gênio e a humanidade sabe disso. Mas ouvindo essa madrugada sua nova aventura solitária, o blog achou o disco… mediano. Sem nenhum arroubo de genialidade e com os habituais rocks básicos, algumas baladas e até um reggae com direito a metais (em “Love Overdue”), não vai acrescentar muito à obra gigante que Rchards já legou (junto aos Stones) para a história da música. O primeiro single (“Trouble”) chega a empolgar mas não supera nenhuma das obras-primas que o guitarrista criou para a banda onde canta mr. Mick Jagger. Enfim, é um solo de Keith Richards. E um disco mediano de KR ainda dá uma surra de lavada em termos de qualidade em 90% do que é feito no rock’n’roll planetário atual.

 

 

* E sim, também teve ontem o lançamento do novo disco solo de David Gilmour, ex-guitarrista do velhusco e cafonão Pink Floyd, sendo que Gilmour toca no Brasil em dezembro. Esse, no entanto, o blog nem fez questão de escutar.

 

 

* Mas assistimos sim, nessa madrugada, a abertura do Rock In Rio 2915, com o show do Queen (quer dizer, do que restou dele) com Adam Lambert nos vocais. Sinceramente, não dá. Lambert é bonitinho, é esforçado, tem bom vocal, é bicha (o que conta muito nesse caso), é tatuado, capricha no visual rocker etc. Mas NÃO é Freddie Mercury. E ele sabe disso, e deve sentir o peso e as comparações de estar no lugar onde não deveria estar. Sendo que a culpa nem é dele por essa empulhação: Brian May (que, sim, continua sendo um guitarrista digno de total respeito) e Roger Taylor já deveriam ter parado com essa picaretagem há séculos e respeitar a memória do saudoso Freddie, que deve “viver” cuspindo ódio em sua tumba. E isso foi só o começo. Ainda vai ter o detestável MERDALLICA na noite de hoje (pela bilionésima vez fazendo o mesmo show por aqui) etc. Pra quem esteve no primeiro Rock In Rio há 30 anos e viu o Queen com a saudosa bichona Freddie nos vocais, assistir o RIR da geração otária e pau de selfie das redes sociais, ainda que pelo notebook e no conforto do lar, é um sacrifício e tanto. Podem ter certeza disso.

 

 

* E por enquanto é isso. Laaaaá embaixo, no finalzão do postão, ainda estão entrando as indicações culturais do blog e o roteiro de baladas pra este finde e pra toda a semana que começa na próxima segunda-feira. Vai lá então e dá uma conferida.

 

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A morte NUNCA manda recado.

Essa frase, adaptada parcialmente do título em português de um dos maiores clássicos do diretor de cinema americano Sam Peckinpah (“A morte não manda recado”, que ele filmou e lançou em 1970), ficou atormentando o cérebro de Zap’n’roll quase que todo o último feriadão prolongado. E esse tormento, além de postergar a publicação do novo post do blog (que era pra ter ido ao ar na sexta-feira passada), teve sua razão de existir e aconteceu exatamente no início do último feriado prolongado (o da Independência). Eram 5 e meia da tarde de sexta-feira da semana passada, quando o autor destas linhas rockers online retornava à sua casa (nas proximidades da Praça Da Árvore, na Vila Mariana, região nobre da zona sul paulistana), após ter ido (por volta das 4 da tarde) na padoca do bairro, tomar o habitual café da tarde, além de também comer um pedaço de pizza. Ao descer a rua de volta pra casa tumulto gigante no quarteirão onde o blog reside. Diversos carros da polícia militar, uma base móvel da PM já estacionada, motos da Rocam (unidade de motos da PM) chegando, muitos guardas na calçada e vizinhos da rua também. Clima de tensão e choque no ar. O autor deste espaço online achou que havia sido um acidente de carro ou algo parecido, mas foi bem pior. Logo vimos que o problema era num sobrado em frente a kit onde moramos, do outro lado da rua. É um sobrado bonito, bem cuidado, igual a vários outros que existem na rua – sim, moramos na Vila Mariana, bairro classe média alta da zona sul de São Paulo, teoricamente ainda um dos mais elegantes, CALMOS e melhores bairros pra se morar na cidade. Será mesmo??? No sobrado funciona uma firma de contabilidade. Pois bem, a tragédia se deu LÁ DENTRO. Três marginais estavam tentando assaltar um outro sobrado, na rua de trás. A polícia chegou e cercou a casa. Prendeu dois dos assaltantes. O terceiro tentou empreender uma fuga, pulando no QUINTAL do sobrado onde funciona a firma de contabilidade. Invadiu a casa, PEGOU COMO REFÉM um dos motoboys que estava lá dentro (e que presta serviço pro escritório) e tentou sair pela frente, usando o motoboy/refém como ESCUDO. Um policial também entrou pela frente e, segundo o que todo mundo comentou, não disse nada. Simplesmente DISPAROU UM TIRO. Acertou o motoboy no peito. Ele morreu. O assaltante foi preso e o policial que efetuou o disparo, até onde se sabe, foi retirado da cena da tragédia e levado pelos colegas. Chegaram ambulâncias do Samu e do serviço de emergência dos bombeiros mas não havia mais o que fazer. Os paramédicos constataram a morte do motoboy no mesmo instante. Todos os vizinhos ficaram em choque e consternados. E este jornalista não se conteve quando soube dos detalhes e começou a insultar os policiais na rua chamando-os de ineptos e despreparados. Assumimos que erramos ao tomar essa atitude. Mas é que não estávamos acreditando no que havia acontecido. Quando você ouve sobre tragédias parecidas como essa diariamente em todos os lugares (em redes sociais, em noticiários online e na TV), se você é um ser humano como um MÌNIMO de sensibilidade, já fica algo horrorizado e tenso. Quando a parada acontece NA RUA DA SUA CASA, ao lado de onde você mora e se dá conta de que poderia acontecer com qualquer um ali (conosco, inclusive), vem o pensamento: em que mundo estamos, afinal? O que vale uma VIDA HUMANA nos dias de hoje? Um soldado (ou sargento, ou tenente, não sei qual a patente dele) veio conversar de cabeça e voz baixa com o blog: “entendo sua indignação. Mas o Sr. Precisa entender que precisamos do APOIO da população num momento desses. Reconheço que foi uma tragédia mas por exemplo, eu poderia ter entrado lá e ter sido morto pelo assaltante. E eu tenho mulher e filhos”. Concordamos com ele e nos desculpamos pela nossa agressividade e exaltação. Mas todos na rua também pensaram o mesmo: o motoboy (que tinha 34 anos de idade) TAMBÉM tinha mulher e filhos. Quem vai sustentá-los, agora? O (des) governo de SP vai dar algum tipo de auxílio a essa viúva? Afinal uma VÍTIMA INOCENTE foi MORTA com um tiro no peito, disparado por um policial despreparado e que não sabe o que faz diante de uma situação dessas. Sim, a polícia ganha mal (nem tão mal assim atualmente) e trabalha sob stress permanente. Numa situação como essa, o policial tem que agir rápido e tomar alguma decisão EM SEGUNDOS. Mas ele tem que tomar a DECISÃO CERTA e NÃO ERRAR sob hipótese alguma. Um erro num momento desses pode ser fatal, como foi naquela tarde cruel de sexta-feira: custou a vida de um ser humano inocente. A polícia militar do GRANDE MERDA chamado geraldinho Alckmin é PÉSSIMA. Violenta e total despreparada. O (des) governador de SP é um BOSTA sem tamanho. Bandido, ordinário, calhorda. Deveria ser DESTITUÍDO do cargo (e motivos para isso, para ele ser expurgado do Palácio dos Bandeirantes, não faltam), junto com o seu Secretário de (in) Segurança Pública. Bando de ASSASSINOS FARDADOS, a soldo de um BANDIDO encastelado no comando do Tucanistão paulista. Então enquanto essa bestialidade prosseguir e nada mudar, continuaremos vivendo assim: no país onde a morte JAMAIS manda recado. E onde ela pode estar bem na sua rua, ao seu lado, a qualquer hora do dia. E produzindo tragédias como essa, que atormentaram de verdade o lado emocional do zapper, a ponto de ele ter que adiar a publicação do novo postão do blog. Mas como a vida precisa seguir em frente (sempre…), cá estamos. E ao menos a demora na chegada do nosso novo material sobre rock alternativo e cultura pop, terá valido a pena: aí embaixo falamos da volta fodástica dos ingleses do Libertines, além de comentar sobre o primeiro disco solo do amado Helinho Flanders, vocalista do gigante Vanguart. A vida segue, enfim. E prosseguimos nela, torcendo para que um dia tragédias como a que relatamos nesse editorial nunca mais aconteçam.

 

 

* Enfim, cá estamos com postão novo, que tá saindo no capricho já no final da tarde dessa sextona de fim de inverno em Sampa. Oays, o blog assume que anda demorando para subir novos posts mas, na real, com o mondo pop/rock andando em marcha lenta nas últimas semanas, achamos que é melhor demorar um pouco mais pra atualizar as paradas por aqui e reaparecer com material gigante e relevante, para que todo o nosso sempre amável (uia!) leitorado tenha texto pra degustar dias e dias.

 

 

* Assim a parte principal do postão está entrando JÁ no ar, sendo que muitas notinhas inciais ainda irão entrar aqui no começo ao longo deste final de semana, okays?

 

 

* Como, por exemplo, o set list matador que mr. Iggy Pop está apresentando em sua atual turnê, e que foi divulgada pelo nosso queridón Lúcio Ribeiro no seu já veterano e sempre antenadíssimo blog Popload. Iggy, que toca mês que vem em Sampa no Popload Festival (e que vai trazer também os eternamente fofos Belle & Sebastian), está ARRASANDO ao vivo com esse repertório aê:

 

* Então ficou assim: o livro escrito pelo autor deste blog e que está pronto há algum tempo já, finalmente encontrou um “lar” definitivo e que, ao que parece, agora pode ser divulgado aqui (para desespero, ódio, inveja e rancor doentios dos fakes de plantão no painel do leitor zapper, hihihi). “Escadaria para o inferno” (o título definitivo e que foi sugerido pelo dono da editora que irá publicar o volume) sai no primeiro trimestre de 2016, pela editora Realejo, de Santos. Dirigida pelo livreiro José Luis Tahan (gente finíssima e que já se tornou um ótimo amigo do autor destas linhas rockers virtuais) a Realejo é modesta porém cuidadosa ao extremo no apuro gráfico e visual de seus lançamentos. Já publicou livros do dramaturgo Mário Bortolotto (que inclusive vai assinar o texto da contra-capa do tomo produzido pelo blog) e lançou há pouco uma biografia do lendário jogador Pepe, da era dourada do Santos F.C. E não só: “Escadaria para o inferno” já tem prefácios preciosos prontos, escritos pelos gigantes Luis Antonio Giron (um dos maiores jornalistas culturais do Brasil nos últimos trinta anos, além de mestre eterno de Finaski) e Luiz César Pimentel (editor-executivo do portal de notícias R7). E ainda, de aperitivo, terá sua “orelha” escrita por dear Luscious Ribeiro, o homem da Popload. Precisa mais? Claro que não! Então nos vemos no começo de 2016 nas páginas malucas e avassaladoras de “Escadaria para o inferno”. Chuuuuupaaaaa inimigos, fakes e cuzões em geral, uia!

Zap’n’roll ao lado do editor José Luiz Tahan, proprietário da Realejo Livros, durante a noite de autógrafos da biografia do ex-jogador Pepe, do Santos, semanas atrás na Livraria Cultura em Sampa: a editora lança “Escadaria para o inferno”, do jornalista zapper, no início de 2016

 

 

* E como já estamos caminhando para o final do ano, vamos agilizar mais algumas noitadas rock’n’roll do blog lá na Sensorial Discos. A próxima acontece no dia 10 de outubro, sábado, e vai contar com pocket shows do duo synthpop de Campinas, Seti (que tem a bela Roberta Artiolli nos vocais e que acabou de lançar um belo e bucólico/onírico EP com ótimas letras em português, recebendo inclusive elogios de Gordon Raphael, o produtor que descobriu uns certos Strokes), e também do incrível quarteto glam paulistiano Star61, que já marcou presença em outras festonas do blogão com o seu glitter rock sempre explosivo. Então marque na sua agenda: 10 de outubro tem Noitão Zap’n’roll na Sensorial Discos, quando a festa rocker NUNCA irá terminar, ulalá!

O duo synthpop de Campinas Seti, uma das atrações da próxima festa do blog na Sensorial Discos

 

* Mais modesto, mas não menos rock’n’roll e fodástico vai ser o sbow duplo que rola amanhã (sábado, 12 de setembro) em Arujá (na Grande São Paulo) reunindo os esporrentos Rock Rocket e Coyotes California. O RR aproveita pra lançar seu novo single (e que vai fazer parte do futuro novo álbum da banda), intitulado “Uma luz no fim do túnel” e cujo áudio você confere aí embaixo. E a esbórnia sônica imperdível rola no Gereba’s Rock Bar, que fica na av. dos Expedicionários, 1179. O loker zapper está até pensando em ir lá conferir. Vamos verrrrr…

 

* E semana que vem começa a edição comemorativa de 30 anos do Rock In Rio. Fala o quê sobre isso, afinal? Quando lembramos que vimos pessoalmente em janeiro de 1985 (quando o então ainda futuro jornalista musical tinha seus 22 anos de idade, e ficou enlameado na Cidade do Rock 3 dias e noites seguidos, pra ver de perto as bandas que queria e numa época em que não haviam telões no palco, não havia internet, cels, redes sociais, nada dessas porras tecnológicas de hoje e que massacram o ser humano no final das contas), no Queen que vimos (sim, o blog sempre gostou muito do Queen) e nesse arremedo porcão da “Rainha” que desembarcou ontem no Rio (Adam Lambert, quem??? A inesquecível bichaça Freddie Mercury deve estar espumando de ódio na tumba), chegamos a conclusão de que o pequeno grande Helinho Flanders merece muito mais algumas palavras finátticas aqui (mesmo esse sujeito sendo um Finatti qualquer e sem importância alguma no final das contas, rsrs) do que esse festival escroto e mega capitalista da era do pau de selfie pra gente descerebrada e fútil ao extremo, que curte tudo num evento desses menos prestar atenção na MÚSICA.

 

 

* Enfim, vamos atualizando as notas inicias do blog aos poucos por aqui. Enquanto mais delas não chegam vamos direto aí embaixo, ver como está o comeback dos Libertines.

 

 

UMA DÉCADA DEPOIS CARL BARAT E PETE DOHERTY SE ACERTAM E OS LIBERTINES SOLTAM ENFIM UM NOVO DISCO

Onde você, dileto e (provavelmente) ainda jovem leitor zapper, esteve na última década? Bien, se você estava no planeta Terra, é fã de indie rock inglês de grande estirpe e, mais ainda, é fã e acompanha com fervor a trajetória do quarteto inglês The Libertines (yep, há fãs do conjunto no Brasil sim, ainda que não muitos), sabe que ele HIBERNOU durante todo esse tempo. Uma hibernação que agora, enfim, acabou: o quarteto liderado pelos guitarristas, vocalistas e inseparáveis amigos (desde a adolescência) Carl Barat e Pete Doherty) reuniu sua formação original (completada pelo baixista John Hassall e pelo baterista Gary Powell) no final de 2014. E agora, depois de percorrer os principais festivais europeus deste ano (como o gigante inglês Glastonbury ou o escocês T. In The Park), lança oficialmente HOJE na Inglaterra “Anthems For Doomed Youth”. É o terceiro álbum de estúdio da banda e o primeiro desde “The Libertines”, editado no já longínquo ano de 2004 (quando o grupo inclusive se apresentou no Brasil, no extinto Free Jazz Festival, em São Paulo). E está sendo considerado como um dos “comebacks” do ano no rock inglês.

 

Toda a euforia causada na rock press da Velha Ilha e entre os fãs em torno do ressurgimento do quarteto tem sua razão de existir. Surgido em Londres em 1997 quando os amigos adolescentes Carl e Pete decidiram unir sua paixão por punk (à la Clash) e garage rock (como The Who) e montar uma banda, os Libertines causaram furor logo na sua estréia em 2002, com o discaço “Up The Bracket”. Produzido por ninguém menos do que Mick Jones (ex-guitarrista, vocalista e um dos fundadores da lenda punk The Clash, não por acaso uma das cinco bandas da vida do autor deste blog), o disco resgatava os riffs acelerados do punk circa 1977 mas combinados com as melodias mais radiofônicas do garage rock do The Who. Não deu outra: lastreado por faixas sensacionais e poderosas como “Time For Heroes” ou “Begging”, o álbum foi recebido de joelhos pela imprensa musical britânica. Rapidamente o conjunto arrebanhou milhares de fãs e da noite pro dia os Libertines se tornaram a bola da vez no sempre volátil mercado rocker inglês.

 

Claaaaaro que a partir daí muuuuuita água rolou embaixo da ponte. Ao mesmo tempo em que a banda alcançava o topo das paradas dos mais vendidos e começava a fazer gigs para milhares de pessoas, Pete Doherty começava a se destacar não exatamente pelo seu brilhantismo como compositor mas, sim, pelo seu apetite VORAZ por drogas. Adicto assumido, o vocalista e guitarrista começou a ser constantemente flagrado (e, muitas vezes, também preso) portando aditivos como cocaína, heroína ou crack. Isso começou a afetar, óbvio, a carreira profissional do grupo (afinal começaram a se tornar rotineiras as internações e prisões de Pete por conta de seu comportamento junkie), com cancelamentos de shows e apresentações em programas de TV e rádio, além de entrevistas para a imprensa. A situação foi se tornando insustentável até que chegou ao seu limite. E quando chegou Carl resolveu expulsar seu amigo de coração dos Libertines. Não havia o que fazer e Pete partiu para fazer outros projetos musicais pessoais (entre eles, o grupo Babyshambles, que nunca chegou a decolar de fato). Enquanto isso sua ex-banda seguiu em frente: lançou um segundo trabalho, homônimo, em 2004. Muito inferior ao cd de estréia, foi a bordo dele que o conjunto veio ao Brasil naquele ano, para se apresentar ne etapa paulistana do extinto Free Jazz Festival. Sem Pete Doherty, os Libertines fizeram um set pálido (e que foi acompanhado por estas linhas online, que estavam na platéia, junto com o então casal amigo Adriana Ribeiro e Rodrigo Araújo), muito aquém do que se esperava deles. E daí pra frente, mesmo sem nunca ter declarado oficialmente o encerramento das suas atividades, o grupo entrou em hibernação.

A volta dos Libertines: primeiro disco inédito em mais de uma década saiu hoje na Inglaterra

 

Mas nesses anos todos os amigos (irmãos de coração, na verdade) inseparáveis Pete Doherty e Carl Barat nunca deixaram de se falar. As rusgas foram sendo aparadas e deixadas de lado, ambos voltaram a se encontrar pra tocar e finalmente em 2014 anunciaram que os Libertines iriam voltar pra valer, o que causou comoção no mondo rocker da Inglaterra. Vieram os novos ensaios com a formação original, a retomada do shows ao vivo e uma batelada de participações em gigs gigantes (como a que reuniu cerca de cinqüenta mil pessoas em julho passado, no Hyde Park em Londres). Faltava o grupo entrar em estúdio para registrar suas primeiras composições inéditas em mais de uma década. Composições que finalmente estão sendo lançadas oficialmente hoje – embora o cd tenha vazado na web anteontem.

 

O que dizer deste “Anthems For Doomed Youth”? Que ele se equilibra mal entre sua porção mais rocker e poderosa e entre faixas algo emasculadas, sem brilho, como se o grupo estivesse com preguiça de compô-las e tocá-las. Não é um disco ruim, de forma alguma. Mas não chega aos pés de “Up The Bracket” (não adianta, a comparação com a estréia da banda será sempre inevitável), embora se mostre superior ao cd editado em 2004. O problema é que o álbum começa muito bem e em pegada furiosa com “Barbarians” e “Gunga Din” (o primeiro e ótimo single extraído dele e que já tem vídeo em alta rotação no YouTube há semanas). Mas depois cai inexplicável e vertiginosamente em seu miolo (notadamente na melodia recheada de pianos e nada rock’n’roll de “You’re My Waterloo” ou ainda em “Iceman”, uma balada quase enfadonha) para voltar a elevar a temperatura nos bons rocks de “Heart of the Matter” e “Fury of Chonburi” – esta poderia entrar facilmente no trabalho de estréia deles, em 2002. Mas é uma pena que após mais uma injeção de adrenalina e quando o ouvinte novamente se empolga com a audição do disco, ele termine de maneira tão tristonha e sonolenta em “Dead For Love”.

 

Mas eles estão de volta, enfim. E mesmo com um cd apenas mediano os Libertines ainda podem causar assombro e alvoroço no rock’n’roll. Afinal são tempos sombrios ao extremo o que estamos vivendo: novas bandas boas não existem mais (ótimas, nem pensar). Com a mediocridade imperando sem dó no rock planetário e em um mundo onde escutar música se tornou uma atividade banal e corriqueira do cotidiano das pessoas fúteis e sem neurônios (saudades de quando elas escutavam rock’n’roll tratando-o como Grande Arte e as bandas lançavam discos que provocavam pequenas revoluções comportamentais e culturais nos ouvintes), até que a volta dos Libertines é bem-vinda. Quem sabe eles inclusive não retornam ao Brasil – e com Pete Doherty, dessa vez. Quem sabe…

 

 

O TRACK LIST DO NOVO DISCO DOS LIBERTINES

1.”Barbarians”

2.”Gunga Din”

3.”Fame and Fortune”

4.”Anthem for Doomed Youth”

5.”You’re My Waterloo”

6.”Belly of the Beast”

7.”Iceman”

8.”Heart of the Matter”

9.”Fury of Chonburi”

10.”The Milkman’s Horse”

11.”Glasgow Coma Scale Blues”

12.”Dead for Love”

 

 

E A BANDA AÍ EMBAIXO

No vídeo do primeiro single de trabalho do novo cd, “Gunga Din”.

 

 

RÁPIDAS HISTÓRIAS DE DROGAS E LOUCURAS COM O NOSSO (ANTI) HERÓI E ETERNO JUNKIE BOY PETE DOHERTY

Ele se chama Peter Doherty e nasceu em 12 de março de 1979 – fez trinta e seis anos em 2015. E tornou-se mundialmente conhecido na música como um dos fundadores, guitarristas e vocalistas do quarteto inglês The Libertines. E também se tornou nosso (anti) herói e junkie boy predileto do rock’n’roll dos anos 2000’, devido ao seu absurdo e looooogo histórico de loucuras com dorgas. Abaixo, algumas dessas histórias:

 

* Em meados de 2003 Pete foi preso portando “apenas” cocaína, crack e heroína. Um “estoque” completo, hihihi.

 

* Ao longo de sua trajetória como músico e celebridade do mondo pop, o moçoilo colecionou zilhões de detenções por porte de substâncias ilícitas. E também atrapalhou (e muito) a vida profissional da sua banda: não foram poucos os shows cancelados em cima da hora pelos Libertines porque Pete estava, hã, “impossibilitado” de se apresentar. Também tiveram o mesmo destino entrevistas para jornais e revistas e aparições do grupo em programas de rádio e TV: tudo cancelado porque nosso enfant terrible estava fora de combate.

 

* Doherty é/foi amigo ou TRAÇOU algumas das melhores e mais conhecidas XOXOTAS da Inglaterra, entre elas a falecida cantora Amy Winehouse e a super top model Kate Moss. Com a primeira ele enfiou o pé na lama sem dó nem freio em diversas ocasiões. Já com Kate teve um rápido e tórrido affair. Foi quando um episódio do casal foi parar na capa de todos os tablóides sensacionalistas ingleses: durante um ensaio da banda Babyshambles em um estúdio em Londres a modelo, que estava acompanhando seu então namorido, não mais que de repente sacou de sua bolsa uma PETECONA de cocaína e esticou em uma mesa várias fileiras de pó pra ela e os músicos aspirarem. Alguém fotografou a esbórnia, as imagens foram parar em todos os jornais no dia seguinte e miss Kate quase viu sua carreira (opa!) de modelo ser arruinada por conta do babado.

Pete, o loker, ao lado do bocetaço Kate Moss (acima), quando ambos namoravam; rolou esbórnia de padê do casal num estúdio em Londres e fotos da junkicie foram parar em todos os tablóides sensacionalistas ingleses na época (abaixo), num episódio que quase liquidou a trajetória profissional da tesudíssima super top model

 

* Pior fez Pete com o amigão de adolescência e companheiro de banda Carl Barat. Durante uma viagem de Carl ao Japão e quando Doherty já não estava mais nos Libertines, este simplesmente INVADIU o apartamento do amigo e roubou de lá tudo o que pôde – incluso aí livros, CDs e uma GUITARRA. Vendeu tudo e, claaaaaro, torrou a grana em duergas. Barat, óbvio, ficou emputecido quando soube da parada e não pensou duas vezes para dar queixa à polícia contra seu ex-colega de banda por ROUBO. Pete foi em cana e passou alguns dias atrás das grades mas Carl Barat ficou com remorso, perdoou o loki e acabou retirando a acusação contra ele.

 

* Pete chegou ao fundo do poço na fase em que ele reunia alguns músicos em torno de si, acertava um show relâmpago em qualquer biboca da capital inglesa, cobrava 500 libras de “cachê” do dono do estabelecimento e, assim que o set acabava, ele corria até o “dealer” mais próximo pra torrar a grana recebida em… drogas, claro!

 

* E se você pensa que o rapaz está mais calmo e tranqüilo com a volta dos Libertines e o lançamento do novo álbum (sempre lembrando: o primeiro inédito em mais de dez anos) do grupo, pode esquecer: a manchete de HOJE do site da New Musical Express informa que a banda teve que CANCELAR uma gig ONTEM em Londres. Motivo: “indisposição médica séria” de mr. Doherty, ulalá!

 

*Aguardemos as cenas dos próximos capítulos, uia!

 

 

HÉLIO FLANDERS, VOCALISTA DO VANGUART, VOA SOLO EM DISCO TÃO LINDO E TRISTE QUE CHEGA A DOER NA ALMA DE QUEM O ESCUTA

Se há alguns séculos o poeta francês Arthur Rimbaud passou uma temporada no inferno, e de lá voltou com um compêndio sublime dos melhores versos da história da poesia mundial, em 2015 o cantor, compositor e músico Hélio Flanders também empreendeu sua jornada pessoal e dolorosa, deambulando por vastas planíceis de solidão e melancolia. Desse périplo ele engendrou e lapidou o material que se transformou nas canções de “Uma temporada fora de mim”, o primeiro disco solo do vocalista da banda Vanguart, e que está sendo lançado oficialmente hoje pelo selo carioca Deck.

 

Antes que alguém considere exagerada a comparação entre o lindo e desajustado poeta francês (aquele que um dia “sentou a beleza nos joelhos e a admirou”) e o músico mato-grossense (nascido em Cuiabá e radicado há quase uma década na capital paulista) que há mais de dez anos canta à frente do hoje consagrado sexteto Vanguart, vale a exegese: Helinho possui sólida formação cultural/intelectual. Amante da poesia simbolista, dos beats americanos e do folkismo de Bob Dylan, Joni Mitchell e Jeff Buckley, ele transportou todo esse referencial de grande arte para as composições que criou junto aos compaheiros do Vanguart, hoje um dos principais nomes do que ainda resta de relevante na cena pop/rock brasileira dos anos 2000’.

 

Mas a primeira incursão solo de Helinho (dileto amigo destas linhas rockers bloggers já há uma década, desde que o autor deste espaço online descobriu o cantor e sua banda em um minúsculo festival alternativo na calorenta capital do Mato Grosso, no carnaval de 2005) se distancia bastante do que ele desenvolve musicalmente com os Vangs. Se a musicalidade do grupo se estabeleceu e ganhou o respeito da crítica e o coração dos milhares de fãs com um eficiente mix de folk rock e MPB contemporânea, em seu vôo solitário Flanders abandonou guitarras, violões e gaitas e partiu em direção a uma espécie de “não tango”: ele foi buscar no célebre gênero argentino a ambiência que envolve praticamente todas as nove faixas do álbum. “É um disco de tango mas as canções não são tango”, conforme ele mesmo declarou em entrevista publicada no Caderno 2, do jornal O Estado De S. Paulo, em sua edição de ontem (quinta-feira). Para conseguir estruturar essa ambiência o cantor contou com a participação de dois músicos argentinos nas gravações, Ignacio Varchausky e Martin Sued, que tocam bandaneon e baixo. E além deles também participaram das gravações os músicos Leo Mattos (bateria), Arthur De Faria (piano) e Bruno Serroni (violoncelo), fora a participação especialíssima da diva Cida Moreira (lenda da chamada “vanguarda musical paulistana” dos anos 80’).

O músico e vocalista do Vanguart, Hélio Flanders, ao lado de Zap’n’roll (acima, no camarim após show da banda realizado no final de agosto último, em São Paulo); o lançamento de seu primeiro disco solo já repercute na grande mídia, como a matéria de capa publicada no Caderno 2 do jornal O Estado De S. Paulo, na última quinta-feira (abaixo)

 

E trata-se de um disco lindíssimo em sua estrutura melódica, repleta de melancolia, contemplação e reflexão sobre a solidão existencial. Como um observador preciso e atento sobre os caminhos e descaminhos que permeiam a alma e o coração, Hélio extrai dor e beleza de suas letras e músicas que acabam por fornecer imagens pictóricas, quase poéticas (na tradição de Dylan e Rimbaud?) para quem as escuta. Não há como não se emocionar ao ouvir “De onde você vem?” (a primeira faixa de trabalho do cd, que ganhou ótimo vídeo, dirigido pelo baiano Ricardo Spencer), onde Flanders borda com esmero seu vocal para entoar versos simples porém contundentes como “Você não sabe nem a cor do chão/Quer saber do seu coração/…/Eu vim de uma dor/Que arrasou o céu/…/Eu fui teu amigo/E morrerei contigo”. Também é impossível não clamar por uma taça de vinho e um abraço apaixonado enquanto a voz poderosa de Cida Moreira entoa os versos de “Dentro do tempo que eu sou”. E ainda há a intensa “Romeo”, parceria de Helinho com Thiago Pethit. Se no último disco de Pethit ela soa mais rock e “dark”, aqui recebeu tratamento dramático com sopros, pianos e percussão discreta. Nem por isso perdeu seu impacto, ao contrário: continua fodíssima e devastadora, emocionalmente falando.

 

“Uma temporada fora de mim”, que chega às lojas (em cd) e à internet (em formato digital) hoje, tem show de lançamento no próximo dia 24 de setembro na unidade do Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Até lá Hélio Flanders provavelmente vai amealhar muitos elogios para a sua ótima estréia solo. Ele, que continua a priorizar o trabalho junto ao Vanguart (como fala logo mais abaixo, em rápido bate-papo com o blog), tem consciência de que é um dos grandes talentos da música jovem brasileira dos anos 2000’. E aos trinta anos de idade sabe que seu caminho ainda será longo na música – seja com os seus companheiros dos Vangs ou em uma futura nova aventura solo.

 

 

QUATRO PERGUNTAS PARA HÉLIO FLANDERS

Zap’n’roll – O grupo Vanguart, onde você atua como vocalista, está com mais de uma década de existência e a carreira consolidada. E você é o segundo integrante da banda a se lançar em aventura solo [o baixista Reginaldo Lincoln lançou seu primeiro trabalho individual há algum tempo]. Você acha que chegou o momento certo de mostrar sua música de maneira mais pessoal, fora do contexto do conjunto?

 

Hélio Flanders – Apenas senti a necessidade de me expressar de outra forma, algo que acho natural pra qualquer artista que trabalha há muito tempo num grupo – isso acontece no teatro, nas artes plásticas. Nós seis da banda atingimos uma afinidade tão grande que uma linguagem se criou, somos muito confortáveis com ela, felizes, mas também tenho interesse de explorar outras coisas.

 

Zap – O que aproxima e o que diferencia “Uma temporada fora de mim” do seu trabalho no Vanguart?

 

Hélio – O solo é literalmente um trabalho muito solitário. Fiquei meses sozinho tocando piano, tentando entender o que era aquilo que vinha, aí depois convoquei o Leo Mattos (bateria) e o Bruno Serroni (violoncelo) pra começar a levantar o som. Me lembro do primeiro ensaio, onde eu tentava sem sucesso explicar os moods do disco com imagens que descobri que só faziam sentido pra mim. Depois os dois, gênios que são, foram captando a essência e a coisa virou o álbum, complementado pelo Martin Sued e pelo Ignacio Varchausky. No Vanguart dos últimos tempos temos um processo de composição incrível onde na maioria do tempo estamos criando juntos, fazendo a coisa nascer do zero, então voltar a bater cabeça sozinho em casa foi como voltar aos meus 15 anos, quando o Vanguart nascia. De certa forma o solo é voltar ao começo.

 

Zap – Com o grupo estando em um ótimo momento (prestes a lançar um DVD ao vivo) e você se lançando em carreira solo, a questão é inevitável: como conciliar as duas atividades? Qual delas irá ser prioridade para o compositor e cantor Hélio num futuro próximo?

 

Hélio – O Vanguart é a minha prioridade na vida, em tudo, pelo que construimos, pelo que fizemos e especialmente pelo que ainda vamos fazer. Ter uma banda com seus melhores amigos é um presente, são grandes artistas que me fizeram ser o que sou hoje também. Penso no próximo álbum da banda e tenho borboletas na barriga.

 

Zap – Uma das características principais de suas letras é o grande destaque que você dá ao sentimento do amor nelas. Por outro lado também se percebe uma grande dose de melancolia nos versos e na ambiência musical tanto nas canções do Vanguart quanto em sua estréia solo. Esses dois sentimentos (amor e melancolia) são o motor principal que move o artista Hélio Flanders? E sem esse motor não seria possível compor grandes músicas?

 

Hélio – Acho que o que me move são os sentimentos, as percepções, as imagens que se criam na minha cabeça com tudo que eu vejo, ouço, sinto. Às vezes o amor, a morte, o mar, a esperança, o ato de cantar e escrever – tudo me parece a mesma coisa, como um trem que vem e atropela. Tenho tido menos clareza na hora da criação, como se fosse escrever fosse um grito. Pensar através do sentimento me interessa mais.

 

* Mais sobre a estréia solo de Hélio Flanders, vai aqui: https://www.facebook.com/hflanders?fref=ts.

 

 

O PRIMEIRO VÍDEO DO TRABALHO SOLO DO VOCALISTA DO VANGUART

Aí embaixo, para a canção “De onde você vem?”

 

 

 

MUSA SECRETA DA SEMANA – UMA BRANQUELAÇA PAULISTANA ROCKER, DEVASSA E QUE AMA VELHOS SAFADOS COMO O ESCRITOR CHARLES BUKOWSKI

Nome: S. R.

Idade: 32

De: São Paulo.

Mora: também em São Paulo

O que faz: comerciária

Três discos: “Nevermind” (Nirvana), “Ultraviolence” (Lana Del Rey) e “A Night At The Opera” (Queen)

Três artistas: Lana Del Rey, Canto dos Malditos da Terra do Nunca e Titãs.

Três livros: “Mulheres” (Charles Bukowski), “Memórias de minhas putas tristes” (Gabriel Garcia Marquez) e “Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída”.

Três filmes: “Um sonho de liberdade”, “Edward Mãos de tesoura” e “Sangue Negro”.

Um diretor; Tim Burton.

Um show que gostaria de assistir: U2

Como o blog conheceu a garota e o que temos a dizer sobre ela: S.R. é baixinha, magrela, branquíssima e com peitos deliciosamente grandes. Fã de grande rock’n’roll (ela também adora Oasis) e ótima MPB (a clássica, dos anos 70’), começou a papear com o jornalista loker e safado por causa da paixão em comum que ambos possuem pelo genial e lendário escritor Charles Bukowski. Os papos tiveram início em grupos de discussão dedicados ao escritor no faceboquete. Quando a moçoila quis conhecer PESSOALMENTE o autor dessas linhas bloggers eternamente malucas, fodeu – literalmente, rsrs. O jornalista ainda taradón (mesmo com quase 5.3 de idade nas costas) enlouqueceu ao ver aquele pedaço de péssimo caminho na sua frente. Ela também se “quedou” (opa!) pelo gonzo/zapper e há três semanas o casal vive um tórrido romance cujos DETALHES dos encontros são impublicáveis aqui, hihihi. E não deu outra: S. é tão gata e gostosa que foi convidada a mostrar sua exuberância corporal neste post. Ela topou, desde que mantivéssemos sua identidade em segredo. E assim foi combinado. Então pros macho (cados) carentes de plantão aí vai: uma musa total delicious pra galera babar, enquanto o sujeito aqui está tendo literalmente todo o seu “estoque” de esperma CONSUMIDO pela sempre ávida garotinha…

Eu quero ele por perto, e quero liberdade!

Escondendo segredos…

 

Mas é que eu não posso dizer quem sou, apenas ELE (o blog?) sabe…

 

Acabando de acordar (e também de…)

 

Eu gosto de pirulitos!

 

Instinto selvagem, sempre!

 

De costas na cadeira, esperando por alguém…

 

Corpo nu e branco, à espera de ser devorado

 

O velho jornalista loker e a gata rocker: casal já em tórrido romance

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Discos, I: os novos da deusa e diva Lana Del Rey, dos Libertines e o primeiro trabalho solo do queridão Helinho Flanders, claro.

 

* Discos, II: em uma época em que a música pop e o rock perderam quase que totalmente a relevância artística e onde a cena de bandas independentes nacionais se mostra abarrotada de grupos inúteis e sem nenhum estofo cultural e musical, é de se espantar a coragem do selo Baratos Afins em lançar o primeiro disco do trio INSTRUMENTAL Os Brutus, batizado “Ubersurf”. A coragem e ousadia começam justamente no fato de a banda (formada por Juliano nas guitarras, Felipe no baixo e Roberto na bateria) não ter letras e vocais para expressar o que deseja transmitir ao ouvinte. Se a vida já anda dura pra bandecas que CANTAM suas músicas (e atualmente na grande maioria, músicas com letras de uma estupidez irritante e assustadora), imagine pra um trio que não teve (e não tem) medo de ser apenas… instrumental. Pois os brutinhos mandam bem seu recado atacando surf music sessentista, com guitarras aceleradas e envolventes, em dez temas rápidos e muito bons pra se acabar num show ao vivo. A produção ficou a cargo de Rafael Crespo (ex-guitarrista do Planet Hemp) e é de ousadias como essa que o que ainda resta de audível no rock indie nacional e paulistano, sobrevive. Para saber mais sobre os Brutus, vai em WWW.baratosafins.com.br.

O trio Os Brutus e seu primeiro cd: surf music boa pra dançar ao vivo

 

* Discos, III: por quase três décadas os paulistanos dos Excomungados formaram um dos principais nomes do punk rock nacional.. A banda chegou ao seu final há duas semanas (nada dura para sempre) e como despedida, lançou “Nirvana”, o canto do cisne de um grupo que nunca saiu dos porões rockers da capital paulista mas deixou sua marca impressa na história do punk clássico de Sampa. Então o que se escuta no derradeiro cd da banda é o que ela sempre fez com competência: punk rock, com letras de veemente contundência social e política. É o que se ouve nas dezenove faixas de um disco que, de quebra, ainda tem participações especiais de músicos como Mirão (batera do 365) e Ronaldo (guitarrista e co-fundador dos Inocentes).. O disquinho pode ser achado nas lojas das Galeria Do Rock (centrão da capital paulista) e no Garimpo Cultural (rua Barão de Itapetininga, 37, loja 35, fone 11/3257-8787).

Os velhos punks paulistanos dos Excomungados

 

* Documentário sobre Amy Winehouse: ela foi diva, é inesquecível e talvez uma das únicas vozes femininas que realmente importaram na cultura pop do século XXI. Por tudo isso se torna imperdível assistir o documentário “Amy”, sobre a cantora inglesa que morreu em 2011 e que legou ao mundo o espetacular álbum “Back To Black”. O doc será exibido comercialmente (com ingressos pagos) nos próximos dias 26 a 29 de setembro, em algumas salas da rede de cinemas Cinemark, em São Paulo. Mas terá uma sessão GRATUITA HOJE (quinta-feira, 24 de setembro, quando o postão está sendo finalmente concluído), a partir das nove da noite no Mis/SP (que fica na avenida Europa, 160, Jardins, zona sul de São Paulo) e sendo que os ingressos começam a ser distribuídos duas hora antes do início do filme. Corre lá!

A diva inesquecível e insuperável da música pop dos anos 2000′: o Mis/SP exibe hoje, em pré-estréia, o documentário sobre a vida e a trajetória artística de Amy Winehouse (acima e abaixo, gravando num estúdio em Nova York, com o produtor Mark Ronson)

 

 

* Festival literário em Santos: um ótimo motivo pra se deslocar até a baixada santista (e que no final das contas é logo ali) é o Tarrafa Literária, um dos maiores festivais literários do Estado de São Paulo e que chega à sua sétima edição, sempre produzido pela Editora Realejo. A programação da edição 2015 mantém a qualidade impecável de sempre e nessa sexta-feira a partir das sete da noite haverá mesa de debates com o escritor Nelson Motta e com o jornalista Júlio Maria (do jornaol O Estado De S. Paulo), no teatro Guarany em Santos. Mais sobre o evento, vai aqui: http://tarrafaliteraria.com.br/, e aqui também: https://www.facebook.com/festivaltarrafaliteraria/timeline.

 

* Frida Kahlo em Sampa: yeeeeesssss! Uma das maiores lendas do surrealismo mexicano finalmente chega à capital paulista com uma mega exposição. “Frida Kahlo – conexões entre mulheres surrealistas mexicanas” abre neste domingo a partir das onze da manhã no Instituto Tomie Ohtake, e lá fica até janeiro do ano que vem, sempre de terça-feira a domingo até oito da noite. Sendo que nas terças a entrada é gratuita e nos demais dias o ingresso custa módicos dez dinheiros. Mais infos sobre a exposição, vai aqui: https://catracalivre.com.br/sp/saiba-antes/barato/exclusivo-frida-kahlo-chega-ao-tomie-ohtake-em-setembro/. Ou aqui: https://www.facebook.com/events/1620540098222405/.

 

* Baladas, enfim: com o postão chegando ao seu final no último finde de setembro, vamos ao que tem de bão no circuito alternativo paulistano, que está RECHEADO de ótimas atrações neste final de semana. Começando hoje, quinta, quando tem show solo de Hélio Flanders (vocalista do Vanguart) no SESC Vila Mariana (na rua Pelotas, 170, metrô Ana Rosa), a partir das nove da noite.///Já na sextona em si é noite de curtir uma breja artesanal na Sensorial Discos (na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de São Paulo) e depois cair lá pro baixo Augusta pra dançar na Tex, no open bar do Outs e no Astronete.///Aí no sabadão em si é noite de ir conferir de GRÁTIS os shows do Cidadão Instigado e de Lee Ranaldo (ex-guitarrista da lenda Sonic Youth), no Largo Da Batata em Pinheiros (metrô Faria Lima, zona oeste de Sampa), a partir das sete da noite. Por fim, dá ainda pra emendar lá na Serralheria (rua Guaicurus, 857, Lapa, zona oeste da capital paulista), onde pela madrugada vão rolar shows do Jardim Das Horas e do queridão Daniel Groove. Tá bom, né? Então se programe e ótima balada!

 

 

DESOVANDO UNS LIVROS AÊ

Yep, o blog colocou em sorteio dois livros da Ideal Edições há algumas semanas, entre eles a bio de Steven Adler (ex-batera do Guns N’Roses). E hoje finalmente anunciamos quem ganhou o mimo. Os livros vão para:

 

* Matilde Ribeiro, de São Paulo/SP.

 

Logo menos a gente volta com alguma promo bacanuda por aqui, aguardem!

 

 

E FIM DE FESTA

O postão ficou gigantão, demorou pra ser publicado e concluído mas ficou no capricho, pra ninguém reclamar. Então semana que vem voltamos com outro total inédito por aqui, okays? Até lá deixamos beijos carinhosos na galere que sempre nos prestigia. E beijos mais que carinhosos nela, a nossa musa desse post e por quem o coração zapper bate muito mais forte nesse momento. Até a próxima!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 24/9/2015 às 16hs.)