Novo micro e emergencial post (antecipando o gigantão que chega na próxima semana), pra falar (como aperitivo) do novo disco dos Boogarins (yep, é muito bom mas qual o interesse ESCUSO por trás do hype exagerado em torno da banda?) e também do SENSACIONAL Manic Mood, mais uma incrível descoberta do blog zapper – graças como sempre a um little help from my friends, uia!

O novíssimo e ótimo indie rock nacional começa enfim a mostrar sua cara aqui e para o mundo: o quarteto goiano Boogarins (acima) lançou seu novo disco ontem com hype exagerado e estardalhaço na mídia musical brazuca; já o trio de Colatina Manic Mood (abaixo), tão bom quanto os garotos psicodélicos da capital de Goiás, também lançou seu primeiro álbum e MERECE ser tão hypado quanto os Boogarins

E em mais um micro post emergencial, no sabadão meião do feriadão, vamos de música – mais especificamente de indie rock brazuca (ou do que resta de bom nele), já que ESSA é a praia desse velho jornalista rocker já há quase três décadas. E só pra dar mais um “aperitivo” do que vem por aí no postão gigantão que chega na próxima semana, depois do feriado.

 

Então o blog faz um comentário/observação sobre uma banda pra chegar em OUTRA. Ontem foi o lançamento do novo disco do quarteto goiano Boogarins, que todo mundo a essa altura já está careca de conhecer e tal. Eles são muito bons? Sem dúvida. Merecem estar repercutindo como estão? Idem (ganharam matéria de capa na Ilustrada de ontem, da Folha, assinada pelo tiozão indie, como aliás também somos, Lucio Ribeiro). A psicodelia deles (com os pés em space rock, Pink Floyd circa Syd Barrett e Mutantes) é ótima? Ibidem. Mas hummm… o EXCESSIVO hype que está se criando em torno do grupo exala um odor…  mezzo ruim. E levanta a questão: a quem interessa e quais são os interesses ESCUSOS por trás desse hype? Algo que analisaremos bem e tentaremos responder no próximo post da Zap, que vai falar também da gig de despedida dos Pin Ups e do Manic Mood.

 

Quem??? Ahá! Então aí chegamos na outra banda que comentamos aí em cima. Que nunca tínhamos ouvido falar até ontem. Mas como temos ótimos e antenados amigos, um deles veio no bate-papo do faceboquete e disse: “você precisa OUVIR e APADRINHAR esse pessoal”. O blog foi conferir e CHAPOU no ato: um trio da muito quente e improvável Colatina (no Espírito Santo). Dois caras, uma garota nos vocais (em inglês), sendo que dois deles moram na Suíça. Acabaram de lançar seu primeiro disco. Shoegazer e indie de guitarras inebriantes e vaporosas como apenas ouvíamos nos 80’/90’, em sons de Jesus & Mary Chain, Lush, Ride, My Bloody Valentine etc. Resumindo: SENSACIONAL. Tai uma banda que MERECE ser realmente hypada (sem interesses soturnos por trás) e pra ontem. Então vamos a ela, antes que a “concorrência” diga que conheceu primeiro, que deu primeiro, que é a melhor banda de Colatina de todos os tempos da última semana.

 

Tarde boa, rockers. Semana que vem o blogão vai estar fodão, esse jornalista gonzo que vai AMAR ótimo rock’n’roll até o fim, promete! Podem esperar.

 

Aí embaixo, o áudio completo do novo disco dos Boogarins e uma amostra do fodaço Manic Blood. Ouça, compare e tire você mesmo (a) suas conclusões.

 

 

 

 

(enviado por Finatti às 13:30hs.)

 

 

A volta (para um show de despedida definitiva) dos lendários Pin Ups; e o velho Iggy Pop em biografia MONSTRO que acaba de sair em edição nacional (mini post emergencial, enquanto o novo e fodão postão não chega, uia!)

Uma das mais lendárias indie guitar bands brasileiras dos anos 90’, o paulistano Pin Ups (acima, em montagem com imagens das diversas formações do grupo) vai se apresentar pela última vez ao vivo no próximo dia 14 de novembro na capital paulista, em uma unidade do Sesc, e por isso mesmo será destaque no próximo postão zapper; assim como também iremos falar muito desse velho louco e genial do rock’n’roll, mr. Iggy Pop (abaixo), que acaba de ter uma sensacional biografia sua lançada no Brasil

 

Postão demorando a sair?

 

Calma que ele chega! Logo depois do feriadão de Finados. E vai vir fervendo falando dessa banda Cult e lenda da indie guitar scene brasileira dos anos 90’, e que faz uma gig DEFINITIVA pra enterrar de vez aquela época, no próximo dia 14 de novembro no Sesc Pompeia, em São Paulo.

 

Yep, o blogão vai falar bastante dos inesquecíveis Pin Ups no próximo post – que chega por aqui até a próxima quinta-feira. E também vai dar uma geral no que era o indie rock brazuca daquela época, além de recordar histórias total alucicrazy (claaaaaro!) de sexo, drogas e rock’n’roll que o blogger loker viveu na época, em muquifos como o Espaço Retrô e durante gigs dos Pin Ups, claro!

 

Além disso também vai ter por aqui papos sobre a bio do Iggy Pop que acaba de sair no Brasil, mais resenhas sobre bandas bacanas como Coyotes California, Necro etc.

 

Então guentaê que logo voltamos com tudo por aqui. Até lá vai curtindo o seu feriado na boa. Sempre com muito rock’n’roll, claro!

 

Então nos vemos semana que vem por aqui. Inté!

 

Obs: falando em Coyotes California, tem show bacanudo deles HOJE em Sampa, no centrão rocker da cidade (na rua Marquês de Itú, 284, metrô República), onde a banda lança seu novo disco, “A minha parte eu quero em groove”. Cola lá que vai ser bacana!

O vocalista Falcão Moreno “voa” em show da banda Coyotes California, no último finde em Sampa; hoje o grup se apresenta novamente à noite no centro da capital paulista

 

(enviado por Finatti às 15hs.)

AMPLIAÇÃO FINAL: Aeeeeê! O postão custa mas aparece, rsrs. E chega chegando, falando dos vinte anos do insuperável segundo álbum do inesquecível Oasis; o Lollapalooza BR divulga seu line para a próxima edição e se redime um pouco do fiasco que rolou esse ano; o novo disco do Doutor Jupter, um dos melhores nomes da atual (e pequena) cena folk rock nacional; a semana em que Sampa foi “invadida” por algumas das melhores bandas da atual cena rock de Manaus; e uma seleção de musas “secretas” do blog pros macho (cados) ficarem com os nervos (e os hormônios) em polvorosa, uia! (postão TOTALMENTE CONCLUÍDO, contando como foi o último festão do blog em Sampa e como será o Popload Festival, a partir de hoje à noite) (atualização final em 16/10/2015)

Uma das últimas grandes bandas que valeram a pena serem ouvidas no rock mundial, o Oasis (acima) comemora vinte anos do lançamento de seu segundo e clássico disco, que mostrou toda a genialidade de compositor do guitarrista Noel Gallagher (abaixo); o blog rememora a importância desse álbum para a história da cultura pop em post (esse aqui mesmo) que também vai deliciar nosso fiel leitorado masculino (uia!) com uma seleção de nossas melhores musas rockers secretas, como a paulistana S. R. (também na foto abaixo)

 

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FECHANDO MEEEEESMOOOOO A TAMPA DESSE POSTÃO

E foi assim (viu, fakes de merda?) o último Noitão Za’’n’roll na Sensorial Discos: casa cheia, público dançando a valer. Mês que vem tem mais!

 O Star61 (acima, o vocalista Flaviano André) botando pra foder na última festona do blog, na Sensorial Discos; teve até cover fodona de “Ando meio desligado”, dos Mutantes e que botou o povo pra dançar (abaixo)

 

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O evangélico bandido e os fakes igualmente bandidos (e também psicopatas).

Não há muita diferença entre o primeiro e os outros. No caso, o evangélico provavelmente BANDIDO é o atual presidente da Câmara dos deputados em Brasília, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Notório por suas posições políticas e sociais ultra conservadoras, esse senhor tem se especializado nos últimos meses em fazer todo o possível para ATRASAR o avanço e a modernização da política e da sociedade civil brasileira – afinal, ele pertence a uma das religiões mais conservadoras, reacionárias e moralistas que existem na face da Terra, a evangélica. E não só: Cunha também rompeu com o governo Dilma (que, sejamos imparciais e honestos ao máximo, realmente em seu segundo mandato jogou o país numa crise econômica e política sem precedentes nos últimos anos) e torce e OPERA veladamente pela DERRUBADA da presidente. Só que por trás do evangélico TEORICAMENTE de caráter e conduta ilibada e acima de qualquer suspeita, quem diria, se esconde um autentico escroque e dos maiores, cujo nome está envolvido até o pescoço na lama do petrolão (ele já foi acusado por pelo menos três delatores da Operação Lava Jato, da PF, de ter recebido US$ 5 milhões em propinas egressos do esquema de corrupção montado na Petrobras). E que beleza: agora o Ministério Público suíço informa que Eduardo Cunha possui SIM contas bancárias SECRETAS naquele país e NÃO declaradas à Receita Federal do Brasil. O que falta para esse sujeito CAIR, ser EXPURGADO da política e responder CRIMINALMENTE pela sua quase comprovada bandidagem? Talvez o mesmo que falte aos fakes igualmente BANDIDOS que há anos infestam o painel do leitor de Zap’n’roll: vergonha na cara pra mandar esses cretinos para onde eles merecem. No caso dos fakes, para o limbo ou então para que eles também respondam ações cíveis pela vergonhosa e covarde enxurrada de insultos e calúnias que despejam aqui, sempre acobertados pelo manto da assinatura anônima ou falsa – afinal, quem tem coragem e honra suas calças para MOSTRAR A CARA REAL quando dispara inverdades, assacadilhas, mentiras, insultos e ofensas morais e pessoais muitas vezes pesadas contra o autor deste blog? Bien, pelo menos dois desses fakes já estão na linha de tiro da Justiça: são os que criaram, há cerca de três anos, um perfil falso no Twitter da jovem Helena Lucas, ex-namorada do jornalista blogger rocker. De conteúdo extremamente e covardemente racista, o tal Twitter foi descoberto pelo próprio autor destas linhas virtuais, que informaram Helena imediatamente sobre ele na época. Ela, garota culta e corajosa que sempre foi, não se intimidou e denunciou a conta falsa na Delegacia de Crimes Raciais. E colocou este jornalista como testemunha/depoente em favor dela. Pois bem: a Justiça é morosa no Brasil, todos nós estamos carecas de saber disso. Mas ainda assim ela chega a algum lugar. E quase três anos após a denúncia de Helena, o caso parece finalmente estar perto de ser solucionado. O blog, que prestou seu depoimento na investigação policial há duas semanas, teve acesso aos nomes dos dois autores por trás do Twitter falso, nomes estes informados pela investigadora que tomou nosso depoimento. Pois então: foi com grande espanto que UM dos nomes (o titular do CPF que abriu a conta no Twitter) é de um velho amigo pessoal do jornalista zapper, sendo que nos coonhecemos há quase vinte anos. E o outro nome (e nesse caso, nenhuma surpresa nele), o que abriu efetivamente a conta, é de um conhecidíssimo MALA do jornalismo musical de São Paulo, um sujeito que é a arrogância em pessoa, que editou revistas de instrumentos musicais que nunca deram em nada, que já foi jurado de programa brega de TV, que é DENTISTA nas horas vagas (?) e que atualmente escreve um blog porqueira num portal de internet que também é a marca de uma das mais famosas contas de e-mail da internet global. Ou seja: é o típico psicopata que trabalha no meio jornalístico e que, tal qual os outros fakes que pululam aqui no blog, persegue há anos doentiamente e de graça o autor deste espaço musical online. Uma perseguição inexplicável às vezes e que só encontra possível justificativa na inveja, no ressentimento e no rancor daqueles que se acham muito mas que na verdade possuem uma existência completamente vazia, perdida, fútil, inexpressiva e inútil. Fato é que assim como esses dois infelizes estão às portas de responder CRIMINALMENTE perante a Justiça pela infâmia que cometeram (fazer um Twitter falso, porco, RACISTA e ofensivo contra uma garota do bem e que nunca causou mal nenhum a eles), mais cedo ou mais tarde os fakes BANDIDOS do painel do leitor acabarão tendo o mesmo destino. Assim como o político evangélico e bandido também terá que se ver com a Justiça, mais cedo ou mais tarde. Então deixemos que o tempo se encarregue de DERRUBAR e ELIMINAR de vez essa corja calhorda e covarde. Enquanto isso o blog segue aqui, firme como sempre nesses úlimos doze anos. E com esse postão lindão que começa agora, onde vamos falar de Oasis, do Lollapalooza BR 2016, do novo discão do folk Doutor Jupter e da invasão paulistana de bandas bacaníssimas da novíssima cena rocker de Manaus. É isso aí! Bora ler mais um postão do blog de cultura pop que incomoda muita gente e que segue como um dos mais legais da web brasileira.

 

 

* Vamos lá, a política brasileira está assim: em julgamento realizado anteontem, quarta-feira (o postão está tendo sua primeira parte publicada na tarde de sexta-feira, 9 de outubro), o TCU rejeitou por unanimidade as contas da administração Dilma em 2014. Ok. Enquanto isso, autoridades suíças CONFIRMAM que o Sr. Eduardo Cunha (de quem já falamos exaustivamente no editorial do post, aí em cima) tem SIM dinheiro guardado em contas secretas naquele país. Por fim, o GRANDE MERDA E PILANTRA geraldinho alckbosta quer tornar ultra sigilosas todas as informações a respeito do transporte público em São Paulo (notadamente as infos que dizem respeito à construção e a manutenção do metrô e do sistema de monotrilho na capital paulista). Afinal, a SUJEIRA ali deve ser GIGANTE. Moral da história: ALGUÉM presta na POLÍTICA brasileira? A resposta, simples e singela: provavelmente NÃO!

 

 

* E não é que o Papa é… rock? Francisco, saidinho como ele só sabe ser, está lançando um cd com discursos seus. Até aí, nada demais. Mas “Wake Up”, que chegará às lojas do mundo todo em 27 de novembro, virá com esses discursos embalados por uma trilha… rock’n’roll, wow! Yep, com instrumental onde se destacam até solos estridentes de guitarra, ulalá! Papa Chicone é gente boa no final das contas e o blog vai com a cara dele, definitivamente. Ele é o sumo pontífice mais lecal a ocupar o trono do Vaticano em décadas, com certeza.

 

 

* E falando em Papa… The Jesus & Mary Chain anunciou que vai lançar seu primeiro álbum de inéditas em dezessete anos – o último disco de estúdio da banda comandada pelos irmãos Jim e William Reid havia sido “Munki”, lançado em 1998. O Jesus foi sem dúvida alguma um dos melhores e mais influentes grupos do pós-punk inglês dos anos 80’ e seus dois primeiros discos (“Psychocandy”, editado em 1985, e “Darklands”, que saiu dois anos depois) são hoje clássicos da história recente do rock. Mas de lá pra cá muita briga rolou entre os irmãos Reid, a banda foi perdendo sua relevância e a pergunta que fica é: qual a real importância de um novo trabalho deles a essa altura do campeonato? Bien, o jeito é aguardar o que vem por aí, sendo que o trabalho ainda não tem nem data de lançamento.

Os irmãos Reid, do Jesus & Mary Chain: novo disco a caminho 

 

* LOLLAPALOOZA BR 2016 ANUNCIA UM LINE UP UM POUCO MELHOR DO QUE SUAS ÚLTIMAS EDIÇÕES – ainda está longe de ser igual às suas duas primeiras edições em terras brazucas (quando rolaram shwozaços do Foo Fighters, Arctic Monkeys, Queens Of The Stone Age e Pearl Jam, só pra ficar nos nomes principais), em 2012 e 2013. Mas o line que a produção do festival Lollapalooza anunciou na última terça-feira para se apresentar no autódromo de Interlagos em São Paulo, em março do ano que vem (nos dias 12 e 13) ao menos redime o evento do fiasco que foram as escalações de bandas nos dois últimos anos (2015 incluso, quando o Lolla teve talvez sua PIOR edição até o momento). Não houve grandes novidades ou comoção no anúncio (os tempos estão mesmo bicudos e nem coletiva de imprensa rolou para informar a jornalistada sobre quem virá tocar dessa vez; sendo que tudo foi anunciado através de e-mail e pelas redes sociais), já que boa parte da bandas divulgadas já eram dadas como certas nas especulações de sites e blogs especializados em música. Assim vai ter Mumford & Sons, Tame Impala, Florence & The Machine, Alabama Shakes e o gigante NOEL GALLAGHER no bloco principal e puxando uma renca de outras atrações (algumas bem legais; outras totalmente inexpressivas para estar num festival dessa envergadura). Não é o ideal mas pelo jeito foi o que a produtora T4F conseguiu fechar, isso num tempo em que está cada vez mais difícil costurar line ups de grandes festivais (e não somente aqui no Brasil, mas no mundo todo) e ainda mais com o nosso país mergulhado na crise econômica em que está. Tá de bom tamanho e daqui até lá voltaremos a falar mais aqui sobre o Lolla BR 2016.

 

* Mas se você não quer esperar até março do ano que vem, sem problema. Cola na Sensorial Discos em Sampa, nesse sábado, que lá vai rolar também esse festão rocker aí embaixo.

 

* E na semana que vem, na mesma Sensorial (mas nas quarta-feira, 14) tem gig do ótimo Supercolisor, lá de Manaus (mais sobre eles aqui mesmo nesse post, mais aí embaixo).

 

 

* E fora que no finde da semana que vem tem Popload Gig em Sampalândia, o sempre agitado e badalado festival produzido pelo site do nosso eternamente queridaço Luscious Ribeiro. Sendo que a edição deste ano tem “apenas” a LENDA MONSTRO Iggy Pop além de Belle & Sebastian como headliners. Precisa mais?

 Esse velho louco e LENDA MÁXIMA do rock’n’roll toca semana que vem em Sampa; show IM PER DÍ VEL!

 

 

* Postão entrando no ar, néan. E se novos assuntos, hã, palpitantes surgirem, fique sussa que eles serão incluídos aqui em nossas notas iniciais.

 

 

* Mas por enquanto vamos lá, relembrar as duas décadas de uma obra-prima da história recente do rock’n’roll. Isso mesmo, o segundo disco de estúdio do inesquecível Oasis.

 

 

HÁ VINTE ANOS O OASIS PERGUNTAVA QUAL ERA A HISTÓRIA DE UMA MANHÃ GLORIOSA – E SE TORNAVA A MAIOR BANDA DO MUNDO

Onde estava você em outubro de 1995? Aliás você, ainda muito jovem e sempre dileto leitor zapper, por acaso já era… nascido? Provavelmente muitos aqui ainda não. Mas o autor desse blog já era um calejado jornalista musical com mais de trinta anos de idade e quase dez de profissão. Era um doidão quase em tempo integral, junkie de carteirinha e amante do melhor rock’n’roll que pudesse existir pelo mundo afora. E como tal ele testemunhou sim o nascimento do então maior mito do rock planetário daquela época: o quinteto britânico Oasis, liderado pelos irmãos Liam (vocais) e Noel (guitarras) Gallagher. O mesmo Oasis que lançou, há duas décadas (precisamente em 2 de outubro de 1995), o seu segundo disco de estúdio e que levou a banda ao topo do mondo pop/rock: o espetacular e hoje clássico “(What’s The Story) Morning Glory?”. Um álbum irretocável do início ao fim e que permanece até os dias atuais, mesmo vinte anos após seu lançamento, como uma das obras-primas da história recente do rock’n’roll.

 

A trajetória do grupo na verdade começou em 1991, em Manchester (a gloriosa cidade da Inglaterra que deu ao mundo algumas das bandas mais sublimes que se tem notícia, como Joy Division e The Smiths, apenas para ficar em dois exemplos gigantescos). E quando o quinteto (que na época era completado pelo também guitarrista Paul Arthurs, pelo baixista Paul McGuigan e pelo baterista Tony McCarroll) lançou seu disco de estréia em agosto de 1994, seu nome já despontava como um dos conjuntos “hot” do então nascedouro novo movimento do rock’n’roll inglês, denominado britpop. Pois “Definitely Maybe”, com sua musicalidade claramente inspirada nas canções clássicas dos Beatles (influência confessa e jamais negada pelos manos Gallagher), suas músicas com ótimas guitarras e vocais com melodias ganchudas e altamente radiofônicas, emplacou uma batelada de hits nas rádios do mundo todo, Brasil incluso onde faixas como “Rock’n’roll Star”, “Live Forever” e “Supersonic” passaram a tocar insistentemente nas FMs que se dedicavam a tocar rock em sua programação.

 

“Definitely Maybe” vendeu muito bem na época – mais de cinco milhões de cópias. Faltava a consagração definitiva da banda. E ela veio já no segundo e primoroso disco de estúido. “(What’s The Story) Morning Glory?” foi lançado em outubro de 1995 e devastou as paradas inglesas, vendendo milhares de cópias no dia de sua chegada às lojas. Além de enlouquecer os fãs também colocou a rock press gringa de joelhos, diante de um álbum poderoso, de canções com melodias ganchudas e que se equilibrava perfeitamente entre rocks avassaladores (como as duas primeiras faixas que abrem o cd) e ao menos duas baladas insuperáveis: “Wonderwall” (que se tornou hino das torcidas dos clubes de futebol ingleses, que a entoavam nos estádios durante os jogos) e “Champagne Supernova” (que fecha o disco com mais de sete minutos de duração e é, segundo o próprio Noel Gallagher, a “melhor descrição da ressaca de uma noitada movida a álcool e cocaína que alguém poderia ter escrito”). Com “…Morning Glory?” o Oasis ganhou definitivamente o mundo e se tornou a maior banda de rock’n’roll do planeta naquele momento. O disco vendeu até hoje mais de vinte milhões de exemplares e daí para a frente o quinteto seguiu lançando bons discos mas que jamais se igualaram em termos de qualidade aos dois primeiros.

O segundo álbum do Oasis (acima), lançado há vinte anos (em 2 de outubro de 1995) permanece como um clássico imbatível da história recente do rock’n’roll, e um disco de uma banda de atitude rocker por excelência mas que não resistiu às brigas homéricas entre seus dois irmãos fundadores, Liam e Noel Gallagher (abaixo)

 

A banda durou até outubro de 2009, quando encerrou oficialmente suas atividades. Foram dezoito anos de existência, exatos sete álbuns de estúdio. Para este blog particularmente (que viu o Oasis ao vivo por duas vezes, em 1998 e em 2009), os melhores trabalhos são mesmo as duas primeiras obras-primas e os dois CDs finais (“Don’t Believe The Truth”, lançado em 2005, e “Dig Out Your Soul”, editado em 2008), sendo que os discos lançados no meio desses são apenas medianos. Mas o grupo tinha uma postura total rock’n’roll e anárquica: um guitarrista genial (Noel), um vocalista beberrão, briguento, bocudo e amante confesso de cocaine (Liam), dois irmãos (Noel e Liam, oras) que viviam quebrando o pau entre si (e a briga definitiva rolou no camarim do conjunto, pouco antes de ele entrar no palco para encerrar um festival gigante na Espanha; Liam simplesmente quebrou uma das guitarras de Noel no meio e ele saiu furioso da sala, dizendo que não ficava mais nem um minuto ao lado do irmão mais novo; a gig acabou sendo cancelada e a trajetória do quinteto terminou ali) e shows memoráveis, inclusive no Brasil.

 

Liam montou o fraquinho Beady Eye após o fim do Oasis. Durou apenas dois discos e já era. Noel segue em bacaníssima carreira solo, com dois ótimos LPs lançados e sendo que ele é uma das principais atrações do próximo Lollapalooza BR, em março vindouro em São Paulo. Muita gente (milhões de fãs na verdade) sonha com uma volta do Oasis. Noel já recusou ofertas milionárias nesse sentido. E esse velho jornalista zapper, que tem o Oasis em seu coração e o considera como a última grande banda que valeu a pena ser ouvida na história recente do rock’n’roll, prefere que eles fiquem exatamente assim: na memória de quem os assistiu ao vivo e que presta vassalagem até hoje a essa obra gigante que é “(What’s The Story) Morning Glory?”, um álbum que vinte anos após seu lançamento permanece imbatível e inigualável por qualquer disco ou grupo que veio depois dele e até hoje.

 

 

O SET LIST DE UM DISCO QUE JÁ SE TORNOU UM CLÁSSICO DO ROCK’N’ROLL

1.”Hello”

2.”Roll with It”

3.”Wonderwall”

4.”Don’t Look Back in Anger”

5.”Hey Now!”

6.”The Swamp Song, Excerpt 1″

7.”Some Might Say”

8.”Cast No Shadow”

9.”She’s Electric”

10.”Morning Glory”

11.”The Swamp Song, Excerpt 2″

12.”Champagne Supernova”

 

 

OASIS AÍ EMBAIXXO

No áudio integral de “…Morning Glory?” e em mais alguns vídeos de alguns dos hits clássicos da banda.

 

 

OASIS, OS ANOS 90’ EM SAMPA E O JORNALISTA ROCKER/LOKER SEMPRE A MILHÃO – BREVES HISTÓRIAS DE SEXO, DROGAS E ROCK’N’ROLL AO SOM DA BANDA DOS MANOS GALLAGHER

Claaaaaro, elas não poderiam faltar. Ainda mais em se tratando de Oasis e do gonzo por excelência chamado Finaski. Vai lendo aí embaixo, hihihi.

 

* Conhecendo o grupo de Noel e Liam – era 1993 e o ainda jovem jornalista havia se separado há pouco tempo da mãe do seu filho. Estava dividindo um apê com seu velho amigo Felipe Britto, na avenida 9 de julho, centrão rocker e podrão de Sampalândia. E numa época em que não havia internet, sites, blogs, celulares e redes sociais, as únicas formas de se manter antenado sobre as novidades do rock era ou comprando revistas importadas (como NME e Melody Maker) ou fazendo visitas periódicas ao apto do já naquela época querido e velho amigão Kid Vinil, que morava num pequeno apê abarrotado de CDs e vinis no bairro do Bixiga (também centro de Sampa). Foi numa dessas visitas que Kid mostrou pra Finaski um dos primeiros singles de uma nova banda que estava estourando na Inglaterra. “Finatti, esses caras vão salvar o rock!”, disse Kid com grande entusiasmo. E era verdade: a música era uma cacetada e o autor deste blog caiu de amores por ela e pela banda. Pediu pro Kidão para grava-la numa fita cassete (!) e foi feliz com a tal fita de volta pro apto do Felipe. A banda se chamava Oasis. E a música em questão era “Supersonic”. Foi assim que o jornalista zapper conheceu o conjunto de Liam e Noel.

 

* Na capa da revista Dynamite – era o segundo semestre de 1996 e o Oasis já estava estouradíssimo na Inglaterra. Reunião de pauta na redação da saudosa revista Dynamite, que durante anos só colocara bandas de metal em sua capa e estava tentando mudar sua linha editorial. O repórter eternamente fã de indie rock (esse aqui mesmo), chega para o amado “editador” André Pomba e lança a proposta: “Oasis tem que ser capa! Os caras estão vendendo milhões de discos lá fora e começaram a bombar aqui também!”. Pra total espanto do jornalista maloker, Pomba aprova a sugestão. Foi a primeira revista de rock brasileira a estampar o Oasis em sua capa, sendo que a edição foi para as bancas por volta de outubro daquele ano.

 

 

* Ela adorava “Wonderwall”, cheirar cocaine e… uma noite DEU para o amigo zapper – também meados de 1996. O jornalista sempre muito loker estava trabalhando como repórter de música da mui puderosa revista Interview. E morava numa kit alugada também na avenida 9 de julho. E aquela kit era a verdadeira sucursal do inferno, rsrs. Zilhões de reuniões com grupos de pequenos amigos rolaram ali durante um ano e meio.. E reuniões sempre movidas a whisky, maconha, cocaine e trepadas insanas. Foi nessa época que o autor dessas lembranças algo calhordas se tornou amigo muito próximo da Fabiana. Ela era linda de rosto (parecia uma princesa), tinha peitos enormes e suculentos, inteligentíssima, fã de cultura pop e de Oasis também. Trabalhava como designer numa gráfica e namorava um autêntico zé ruela (por acaso, também amigo do sujeito aqui) por pura carência e desajuste emocional – Fabiana era muito culta mas totalmente confusa e atormentada existencialmente. E vivia “dando mole” para o autor destas linhas virtuais. Sempre que ia visitá-lo n kit, pedia:   “coloca ‘Wonderwall’ pra gente ouvir!”. E cantarolava a música enquanto bebericava doses de Jack Daniel’s e dava uns tequinhos de padê. Pois essa “tortura” durou até uma bela noite de segunda-feira quando Fabi foi pegar o seu amigo jornalista na redação da revista Dynamite (que ficava no bairro paulistano de Pinheiros). De lá a dupla foi tomar algumas brejas na Vila Madalena. E quando já estavam algo ébrios ela deu carona ao seu amigo até a kit em que ele morava. O jornaloker safadão e mamadão não se conteve e TASCOU UM BEIJO DE LINGUA na amiga gostosona. Ela aceitou o beijo. E subiu para a kit. Passou a noite SENDO FODIDA de todas as formas possíveis, ao som de Oasis. No outro dia, o casal acordou por volta do meio-dia e trepou mais um pouco, ela literalmente esfregando seus peitões magníficos na cara de Finaski enquanto rebolava sentada com sua boceta gulosa enterrada no pinto duro do amigo rocker. Finda a foda, ela se vestiu e disse “isso não pode acontecer novamente! Eu NAMORO e você é AMIGO dele!”. E de fato nunca mais aconteceu. Aliás há muitos anos Zap’n’roll nunca mais soube da linda Fabiana. E espera que ela tenha se casado com um sujeito menos tranqueira do que aquele que ela namorou há vinte anos.

A capa da extinta e saudosa revista Dynamite (acima), edição de outubro de 1996, trazendo o Oasis na capa; foi a primeira revista de rock brasileira a colocar a banda dos irmãos Gallagher em sua capa; abaixo, a credencial de repórter utilizada por Zap’n’roll no primeiro show do grupo no Brasil, em março de 1998

 

 

* O primeiro show a gente nunca esquece – foi em 1998, na arena Anhembi em São Paulo. O autor deste blog era repórter da editora Globo, onde estava trabalhando na montagem da revista semanal Época, que seria lançada dali a algumas semanas. Foi moleza conseguir credenciamento para a primeira gig do Oasis em terras brazucas. E foi um SHOWZAÇO, mesmo com Liam estando totalmente ressacudo de cocaine.

 

* O último show a gente também nunca esquece – maio de 2009, novamente na arena Anhembi. Meses depois o Oasis iria chegar ao fim. E nessa apresentação em Sampa a banda realmente já dava mostras de que estava perto do fim. Tocou boa parte do set sem empolgação, como se estivesse ali apenas para cumprir um contrato. Ainda assim foi um concerto bacana, mesmo porque Zap’n’roll já estava apaixonadíssimo por uma garota na distante Macapá (e que foi uma das maiores paixões da sua vida), e passou o tempo todo da gig pensando nela. A madrugada pós-show foi completamente insana: Finaski e amigos rumaram para o clube Outs (no baixo Augusta), onde haveria DJ set do blogão zapper. O sujeito aqui ficou mega loki, óbvio. Bebeu todas, discotecou com gosto e no final da balada, com seu cachê no bolso pegou carona com uma amiga e ambos foram direto para a comunidade de Heliópolis, em busca de muitos pinos de cocaína. Que foram consumidos até o meio da tarde de domingo no confortável apto. de dois quartos que a amiga deste bligueiro habita até hoje, no bairro de Pinheiros.

 

* Esse post especial e essas histórias vividas pelo jornalista gonzo/loker ao som do Oasis vão para amigos que ele adora e que gostam tanto quanto ele da banda dos manos Gallagher, sendo que alguns desses (as) amigos (as) acompanharam muito de perto as recordações escritas aí em cima. Beijos e abraços para as irmãs Adriana e Vera Ribeiro, para a incrível Neide R., pra Nathália “beuda” Machado, e pro povo da Outs (Zé Carlos, Edu Ramos, Tati Ranos e Valentim). Carinho e amor eternos do blog pra todos vocês!

 

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A “INVASÃO” DO GRANDE ROCK DE MANAUS ROLOU BONITA EM SAMPA

Yep. Nas últimas duas semanas pelo menos três das melhores bandas da novíssima cena independente da capital do Amazonas estiveram visitando São Paulo. Querendo divulgar e mostrar melhor seu trabalho musical, Luneta Mágica, Alaíde Negão e Supercolisor vieram fazer shows, gravar programas jornalísticos e mostrar sua cara e seu som, para que a paulistanada arrogante (e que acha que os melhores grupo do Brasil estão aqui mesmo, o que é um engano GIGANTE quando se compara o trabalho dos conjuntos daqui com o feito por outros em outras regiões do país) pare um pouco de olhar pro próprio umbigo e sinta VERGONHA do quase péssimo rock indie que domina atualmente a capital do Estado mais rico do Brasil.

 

O qiarteto Luneta fez algumas pequena gigs e já retornou a Manaus. Idem o experimental e algo maluco Alaíde Negão, que botou a chopperia do Sesc Pompeia pra dançar na última sexta-feira. Ficou ainda por aqui o igualmente ótimo Supercolisor, que se mudou temporariamente para Sampalândia e onde pretende ficar pelo menos até o início do próximo ano, objetivando alavancar sua trajetória. Se você, dileto leitor destas linhas online, quiser ver o grupo em ação ao vivo, dá um pulinho nesta quarta-feira (ou seja, hoje mesmo, quando este post está sendo enfim concluído) na Sensorial Discos (na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de São Paulo), quando eles irão fazer pocket show por lá.

 

Aí embaixo o blog reproduz textos publicados aqui mesmo, no início deste ano, resenhando os novos trabalhos da Luneta e do Supercolisor. Se você perdeu aí está novamente a oportunidade de entender melhor o que é som destes dois conjuntos realmente incríveis.

 O blog exibe com orgulho os CDs lançados este ano pelas ótimas bandas de Manaus, Luneta Mágica e Supercolisor (acima), durante encontro com a turma do Norte em noite animada no bar Parlapatões, na praça Roosevelt, no centrão de Sampa semana passada (abaixo)

 

 

AINDA MAIS PSICODÉLICA E GENIAL, A LUNETA MÁGICA LANÇA O SENSACIONAL “NO MEU PEITO”

 

(publicado por Zap’n’roll em 20 de março de 2015)

 

Não é brincadeira: enquanto o acreano Descordantes desembarcava em São Paulo a bordo do seu sublime primeiro disco de estúdio, o também quarteto Luneta Mágica, de Manaus, disponibilizava em seu site a íntegra do seu segundo álbum, batizado “No meu peito”. Ele está lá, para audição completa, desde o último dia 16. E deve ganhar em breve seu lançamento físico. Pois trata-se de mais um lançamento arrebatador do Grande rock que se faz hoje no Norte do Brasil. A LM não se contentou apenas em manter todos os procedimentos musicais que tornaram sua estreia em “Amanhã vai ser o melhor dia da sua vida” (editado em 2012) algo assombroso e espetacular. A banda incrivelmente conseguiu ampliar e aperfeiçoar o mix de psicodelia com reverberações de Beatles, bucolismo rocker, canções pastorais eivadas de melodias perfeitas (e imiscuídas aqui e ali por arranjos estranhos e malucos, além de ambiências adornadas por ruídos e distorções), lisergia e chapações diversas, tudo emoldurando vocais harmoniosos e sobrepostos e que dão corpo e vida a letras magníficas, de tão poéticas e imagético/pictóricas. O resultado é um discaço, zilhões de anos luz de distância da imbecilidade sonora que toma conta das bandas independentes do Sudeste. Basta apenas uma audição para se comprovar isso.

 

A Luneta existe há cerca de cinco anos, sendo que inicialmente era um trio formado pelo vocalista e guitarrista Pablo Araújo e pelos multi-instrumentistas Diego Souza e Chico Hernandez, que acabou saindo do conjunto pouco tempo depois do lançamento do primeiro cd. Agora o grupo se transformou em quarteto, com a entrada do também guitarrista Erick Omena e do baterista Eron Oliveira (que já havia participado das gravações do primeiro álbum). É esta formação que registrou a nova e fodástica formada de músicas de uma banda que o blog foi conhecer no final de 2012, quando a produtora e empresária deles, a sempre fofa, meiga e mega simpática Karla Sanchez, entrou em contato com estas linhas online em busca de divulgação para a obra que eles haviam acabado de editar. O já veterano, experiente e calejado jornalista musical ouviu o link enviado por Karla, pirou no ato e caiu de amores pela Luneta Mágica. E desde então é fã ardoroso e incondicional da turma e sempre se pergunta, com todo o respeito e amor que devotamos ao Norte brazuca: como um grupo em MANAUS consegue desenvolver um trabalho artístico tão primoroso enquanto que as bandalhas de Sampa e Rio, tendo perto de si e à sua disposição os melhores estúdios do país, toda a tecnologia de ponta possível e toda a informação possível também (uma informação que, de resto e por conta da internet, circula hoje em qualquer quebrada do planeta), só produzem lixo sônico em sua grande maioria?

 

“No meu peito” exibe onze canções concisas (não há nenhuma que chegue a quatro minutos de duração) e portentosas. Da vinheta que abre e dá título ao disco até a lindíssima, algo “beatle” e mega radiofônica (em sua melodia) “Rita”, que fecha o cd, o ouvinte vai se extasiar plenamente com os eflúvios de Pink Floyd (fase Syd Barrett, of course) e Mutantes, com os arabescos de Radiohead e até com as lembranças de rock rural Mineiro, 14-Bis (!) e Clube Da Esquina (!!!), como nos jogos vocais que conduzem faixas como “Acima das Nuvens” e “Lembra?”. Já “Mantra” é psicodelia inglesa sessentista em estado puro. “Preciso” é um épico sem igual, na melodia tristíssima e na letra que é um escândalo de beleza poética, como as letras de todas as músicas aliás: “O marinheiro/desaguou no mar/sozinho a navegar/desaguou no mar”. Sustentando o poema há um turbilhão de guitarras ao mesmo tempo agônicas e em noise, como o Radiohead produziu em “Paranoid Android”.

 

Há muito mais. Uma fortíssima presença de personagens femininas (reais? Fictícias?) como que impulsionou o vocalista e letrista Pablo a conceber três momentos primorosos e que desvelam uma obra que beira a perfeição estética. “Lulu”, “Mônica” e “Rita” falam de três garotas/mulheres mergulhadas em um mundo de abstrações e doces (ou cruéis) onirismos, em histórias narradas através de letras que dariam bastante satisfação a Lou Reed, Jim Morrison, Van Morrison, Leonard Cohen ou mesmo Cazuza e Lô Borges. “Mônica”, inclusive, é especial para o autor desta resenha: o blog a escutou pela primeira vez há mais de dois anos, durante uma de suas visitas à capital do Amazonas. Numa noite quente de outono (sempre faz calor em Manaus, muito calor) fomos tomar umas brejas com o guitarrista Erick Omena, e dar um passeio de carro com ele pela cidade. Foi quando Erick nos monstrou um registro de “Mônica”, ainda apenas com violão e a voz de Pablo. Zap’n’roll ficou maravilhado. E hoje, escutando a mesma música em seu formato definitivo (com violões, pianos dolentes e uma melodia dionisíaca que a colocaria em qualquer programação DIGNA de rádio fm idem; mas claro, estamos no Brasil e isso não vai acontecer, infelizmente), o jornalista sempre sentimental voltou a se emocionar mais ainda.

 

É um disco AVASSALADOR, no final das contas. Já seríssimo candidato a melhor álbum de rock de 2015. E que mantém viva nossa esperança e crença de que ainda existe vida muito inteligente na cena musical independente brasileira de hoje. A Luneta Mágica continua sensacional, está melhor do que nunca em seu novo trabalho e a cena rocker manauara pode se encher de satisfação e orgulho por saber que possui um grupo dessa qualidade na cidade. “No meu peito” com certeza será lembrado daqui a alguns anos como um dos clássicos desta geração. Uma triste geração inclusive e infelizmente, que perdeu o rumo e mergulhou na ignorância em quase sua totalidade.

 

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICADO SUPERCOLISOR

 

(texto publicado originalmente em 22 de maio de 2015)

 

O quarteto de Manaus Supercolisor existe desde 2008 e antes se chamava Malbec. Passou por uma reestruturação interna, trocou de nome, mudou de line up e contando com novo integrante (o baixista, multiinstrumentista e vocalista Diego Souza, que antes tocou no ótimo Luneta Mágica) lançou há pouco este “Zen total do Ocidente”, onde o grupo (que também conta com Ian Fonseca nos vocais e pianos, Zé Cardoso nas guitarras e vocais e Natan Fonseca na bateria) literalmente apaixona o ouvinte com uma coleção de canções belíssimas, melancólicas e bucólicas em sua concepção melódica e instrumental. Arranjos de pianos e condução de violões constroem planos sonoros que acalentam a alma e o coração e isso se sobressai mais em faixas tristonhas como “Sim”, “Três luzes fixas”, “Os cinco”, “Não”, “Móbile” e a própria canção-título. São as músicas onde a banda consegue seu melhor resultado graças à coesão de uma proposta que rompe com seu próprio passado recente (a “versão” Malbec do conjunto carregava muito no rebuscamento instrumental se espelhando na fase prog do Radiohead, aliás a fase mais sacal do quinteto britânico; fora que havia a incômoda dicotomia das músicas com vocais em inglês e em portguês). Ainda há estranhamentos aqui e ali (as levadas synthpop e os vocoders que surgem nas ambiências eletrônicas e vocais de “Pista Íntima” e “Corte”, e que destoam em muito do restante do trabalho) mas o saldo final, com bons versos em português e canções que remetem ao melhor de um rock reflexivo e melancólico, colocam o Supercolisor muito à frente de boa parte do que se faz nesse momento no quase totalmente inculto rock’n’roll brasileiro. E sinaliza mais uma vez que algumas das melhores formações musicais do país nesse momento estão mesmo na região Norte – basta lembrar dos acreanos Euphônicos, Los Porongas e Os Descordantes, nomes que deixam grupos do Sudeste comendo poeira no quesito qualidade artística. Para saber tudo sobre o Supercolisor e ouvir seu novo álbum, vai nesses links: http://www.supercolisor.com/home e http://www.supercolisor.com.

 

 

MUSA ROCKER – UMA EDIÇÃO ESPECIAL COM AS “SECRETAS” MAIS SAFADAS QUE JÁ POSARAM PARA O BLOG

Exatamente! Enquanto pesquisamos e procuramos a nova musa que vai encantar seus olhos e turbinar seus hormônios (e ainda mais agora que a Playboy americana decidiu NÃO mais publicar fotos de NUDES femininos, uia!), preparamos essa super SELEÇÃO aí embaixo: as musas SECRETAS mais SAFADONAS que já passaram por aqui.

 

Aprecie sem moderação, sempre!

Musa S.R, de São Paulo; idade: 33; uma cantora: Lana Del Rey; uma banda: Oasis; um escritor: Charles Bukowski; é a nova e desvairada paixão do blogger safado eternamente loker, sendo que o casal está literalmente se DEVORANDO há quase dois meses; ela FODE muito, e está levando o velho jornalista zapper à loucura, literalmente

 

Musa M.S., de São Paulo; idade: 33; estudante de Publicidade; uma banda: Soundgarden; sobre ela: o blog teve uma TÓRRIDA sessão de três FODAS insanas com essa pretaça fã de Bukowsi e que sabe arrancar PORRA de um homem na cama; não à toa o zapper quase se apaixonou por ela. Quase…

 

 Musa K.S., do interior do Nordeste; idade: 22; cursa Letras; uma banda: Vanguart

Musa A. R., do interior de São Paulo; idade: 23; uma banda: AC/DC; uma TARA: sou CASADA, mas AMO FODER com outros machos além do meu marido”, uia!

 

O velho jornalista gonzo/loker/bukowskiano e sua musa secreta amada, S.R.: paixão avassaladora há quase dois meses

 

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

* Disco: o quarteto paulista Doutor Jupter (egresso da cidade de Ribeirão Preto e há alguns anos radicado em São Paulo) é das melhores e mais gratas formações de uma ainda quase minúscula cena folk rock brasileira. Formado pelo vocalista, guitarrista, violonista e letrista Ricardo Massonetto, pelo seu irmão e baixista Dudu Massonetto, pelo multiintrumentista Rodrigo Meszaros e pelo baterista Mateus Briccio, o grupo acaba de lançar seu segundo álbum de músicas inéditas. “Na Varanda” (gravado com apoio do Proac Musical 2014 do governo do Estado de São Paulo) tem esse título justamente por retratar com fidelidade a proposta desenvolvida pelo DJ: registrar as canções ao vivo, em uma VARANDA de uma casa na região da cidade de Mairiporã (Grande São Paulo), sendo que o conjunto teve esse registro acompanhado de um pequeno público composto por amigos. É no final das contas um disco magnífico em suas ambiências folkers e que também deambulam por rock, road songs tramadas com banjos, bandolins, gaitas e violões e até em aproximações com a música caipira (como ocorre em “Caberá”). As melodias são belíssimas, os arranjos bacaníssimos e alguns versos de algumas letras podem soar até um pouco simplórios aos ouvintes. Mas “Na Varanda” (que aprimora muito a perspectiva musical do conjunto, que já havia lançado um execelente cd homônimo há quatro anos) exibe uma banda muito acima da média do que se escuta atualmente no rock independente nacional, e isso pode ser facilmente comprovado quando você escuta faixas como “Noutra primavera”, “O melhor do mundo” ou “Coisas do coração”. O discão já está disponível em cd físico mas também pode ser ouvido na ÍNTEGRA no link aí embaixo. E se interessou pela banda? Mais sobre ela aqui: https://www.facebook.com/doutorjupter?fref=ts. Sendo que o quarteto é uma das atrações da última festa do blog de 2015, no próximo dia 28 de novembro.

 O quarteto folk rock Doutor Jupter (acima) acaba de lançar seu segundo trabalho com músicas inéditas; um disco belíssimo que pode ser ouvindo na íntegra no link abaixo

 

* Festival: e como toda a nação indie já está sabendo, hoje começa o Popload Festival, o evento criado pelo nosso queridão Lúcio Ribeiro, um dos jornalistas musicais que ainda merecem o respeito que têm na imprena musical brasileira. Em um país onde festival de rock se transformou em sinônimo de parque de diversões gigante pra coxinhas e pirralhada que vai a esses locais pra fazer tudo, menos prestar atenção na MÚSICA (né Lollapalooza e Rock In Rio), o Popload é mesmo uma maravilha e que já vale a ida até o Audio Club (na avenida Francisco Matarazzo, 694, zona oeste da capital paulista), onde ele irá rolar, apenas por ter dois headliners MONSTROS, que são Iggy Pop (fechando a primeira noite) e Belle & Sebastian (encerrado o sábado), fora que há muito mais e você pode conferir a programação completa aí embaixo. Vai lá que o zapper rocker também estará no Audio logo menos, batendo a cabeça e sacudindo o corpo ao som do velho e lendário Iguana.

O grupo escocês Belle & Sebastian, que fecha o Popload Festival neste sábado

 

DIA 16 DE OUTUBRO, SEXTA-FEIRA:

IGGY POP

EMICIDA

TODD TERJE

SONDRE LERCHE

Britt Daniel & Lovefoxxx (DJ Set)

NATALIE PRASS

THE TWELVES

 

DIA 17 DE OUTUBRO, SÁBADO:

 

BELLE & SEBASTIAN

SPOON

HOLY GHOST! DJ SET

CIDADÃO INSTIGADO

Chris and Rich (Belle and Sebastian) DJ Set

ERIC DUNCAN

BARBARA OHANA

 

* Mais sobre o festival, aqui: https://www.facebook.com/events/964838283577098/.

 

* Baladas no finde: com o postão sendo encerrado na sexta-feira, 16 de outubro e com o Popload Festival dominando o finde em Sampa, vamos ver o que dá pra fazer na cidade além de curtir as gigs imperdíveis do Iggy Pop e do Belle & Sebastian. Hoje, 16, tem pocket show bacanão onde o guitarrista e vocalista Robson Gomes (ex-The Concept) mostra seu trabalho solo, lá na Sensorial Discos (que fica na rua Augusta, 2389, Jardins, zona sul de Sampa). Depois a pedida é ir se acabar na festa rocker Bandit, la na Tex (que fica na Augusta, esquina com a rua Peixoto Gomide).///Já no sabadão vai ter gig do Betty57 no Hotel Bar (que fica na rua Matias Aires, 78, metrô Consolação, região central de Sampa), DE GRAÇA, a partir das oito da noite. E depois não tem erro: é beber até cair no open bar infernal do Outs (no 486 da rua Augusta). Beleusma? Então nem pensa em ficar morgando em casa com esse calorão. Se joga, porra!

 

 

E FIM DE PAPO

Postão finalmente concluído, néan. Então ficamos assim: semana que vem deve pintar nova postagem gigante e inédita por aqui. Mas por enquanto vamos nos preparar pra levar um lero com um certo James Osterberg hoje à noite. E depois o blog conta como foi, okays? Até mais então!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 16/10/2015 às 16hs,)

Em pausa estratégica para voltar fervendo na próxima semana, o blogão já avisa que vai falar muito no postão vindouro do novo disco do incrível Doutor Jupter, um dos melhores nomes da pequenina cena folk brazuca que realmente importa; e também pra anotar na agenda: no sabadão, 10 de outubro, vai rolar noitão zapper na Sensorial Discos, wow!

Doutor Jupter (acima), um dos melhores nomes do novo folk brasileiro, está lançando seu novo disco e que será beeeeem comentado aqui em nosso próximo post, que também vai falar da nova festa do blog semana que vem em Sampa (abaixo), na Sensorial Discos

 

Yep. Já está na hora de o postão zapper ser renovado, bem sabemos. Então estamos trabalhando pra isso, pra na próxima semana ele chegar com tudo por aqui até a próxima quarta-feira. Aí iremos falar com gosto do novo discão do quarteto folk paulista Doutor Jupter. E também comentar bem o line up do Lollapalooza BR 2016, que será divulgado na próxima terça-feira (mas já se sabe que o festival terá shows do Mumford & Sons, do “stroke” Albert Hammond Jr., do Tame Impala e TALVEZ de Noel Gallagher).

 

E fora que sabadão da semana que vem vamos agitar mais uma incrível noitada rock’n’roll na Sensorial Discos, quando vai rolar festinha do blog com pocket shows dos ótimos Star61 e SETI.

 

Então guentaê aê só mais um pouco que na chegada da nova semana a gente volta com muito mais por aqui e com aqueles postões que nosso dileto leitorado ama e que já se tornaram marca registrada do blog campeão quando o assunto é cultura pop e rock alternativo.

 

Até logo menos então!

 

Obs: e não poderíamos deixar de agradecer aqui aos fakes otários que sempre enviam suas calorosas mensagens ao painel do leitor do blog. Graças à imbecilidade deles a audiência zapper continua ótima, obrigado: noventa e três comentários no último post. Beleusma!

 

 

(enviado por Finatti às 16:30hs.)