AMPLIAÇÃO FINAL, falando do fechamento (infelizmente) de mais uma casa clássica do circuito alternativo paulistano, além de comentar sobre os novos discos dos Rolling Stones e dos Raveonettes e também dando o roteiro cultural e de baladas do blog – Em post especial o blog zapper sempre antenado apresenta o Holy White Hounds, nova banda que está dando o que falar no circuito indie dos EUA (e, de quebra, ainda traz uma entrevista com a turma) mas ainda total desconhecida no Brasil; o fim (infelizmente) de mais uma LENDA do circuito de bares alternativos da noite rocker paulistana; com o final de mais um ano (esse trágico e pavoroso 2016) chegando damos um “recuerdo” em algumas das melhores e mais gatíssimas musas rockers que já passaram pelo blog, repostando uma seleção de fotos tesudíssimas das garotas; e dessa vez o papo é seríssimo: 2017 será mesmo talvez o último ano de um espaço virtual (esse aqui mesmo) que há treze anos dá o que falar na blogosfera BR dedicada ao rock alternativo e a cultura pop; e mais um ano na vida do já velho (mas jamais obsoleto) jornalista rocker/loker e que está completando hoje 5.4 de existência (postão ampliado e total finalizado em 2/12/2016)

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O novo post do blog entra no ar no dia em que o jornalista eternamente rocker completa mais um ano de vida, motivo para celebrar com boas novidades no indie rock como a banda americana Holy White Hounds (acima) e também para recordar momentos da trajetória jornalística do zapper (abaixo, ao lado do guitarrista Dado Villa-Lobos, eterno Legião Urbana) e de algumas das MELHORES musas bocetudas que passaram por Zap’n’roll nos últimos anos, como a sempre total delicious Jully De Large (abaixo)

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FECHANDO O POSTÃO: O DESGOVERNO GOLPISTA METENDO NO CU INCLUSIVE DA COXARADA QUE O APÓIA, POR QUE OS STONES SÃO FODA MESMO VELHOS E O MERDALLICA NÃO, O NOVO DISCO DOS RAVEONETTES E O FECHAMENTO DE MAIS UM INCRÍVEL BAR ROCK DE SAMPA

  • Madrugada no pequenino infinito particular do zapper maloker. Passam dois clips em sequência na MTV – yep, o jornalista blogger geralmente deixo a TV ligada no canal musical (ou em outros, vai zappeando de quando em vez pra ver se tá passando algo bacana no Bis, no Canal Brasil ou nos canais de filmes), som baixinho, enquanto lemos ou teclamos na tela do note. Os vídeos em questão são dos novos singles do MERDALLICA e da banda suprema do nosso coração, os velhíssimos e até hoje bacaníssimos e insuperáveis Rolling Stones. Pois então, a audição/visão dos dois um atrás do outro (de resto, já estão há algum tempo no YouTube) permite a qualquer pessoa mais racional e imparcial concluir o óbvio: enquanto o hoje INSUPORTÁVEL quarteto heavy merdal americano repisa clichês musicais ad infinitum e passa vergonha alheia total com uma sonoridade que emula da pior forma possível o que eles já fizeram muito bem, os velhinhos ingleses, quase duas décadas mais velhos que os integrantes do Merdallica, dão show de bola: ao invés de se arriscar a gravar material inédito (e possivelmente ruim) para um novo disco de estúdio, os Stones reviraram um baú de clássicos do blues e saíram do estúdio com um compêndio de faixas escritas por gigantes como Howlin’ Wolf, Memphis Slim, Magic Sam, Little Water e Willie Dixon. Nunca é demais lembrar: a essência do som stoniano é o blues e o R&B, que formatou as melodias e as letras magistralmente compostas por Mick Jagger e Keith Richards. Assim “Blues & Lonesome”, o novo álbum das Pedras Rolantes (o primeiro de estúdio em mais de uma década) chega ao mundo hoje, 2 de dezembro, quando este postão está sendo enfim finalizado. Foi gravado em apenas e inacreditáveis duas semanas, em um estúdio em Londres. E já chega com pinta de DISCAÇO, a julgar pelo que a banda mostra no vídeo de “Hate Too See”. É um prazer auditivo inenarrável ver um “velhinho” como Jagger (que está com 73 anos de idade!) dando sangue nos vocais e inclusive debulhando uma harmônica, além do restante do grupo que também mata a pau na moldura instrumental.

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Os Rolling Stones (aqui, em imagem clássica dos sixties): mesmo VELHÕES eles continuam FODÕES

  • Já o pobre Merdallica… dá engulhos e irritação ver/ouvir o vídeo de “Moth Into Flame” (do novo disco dos velhacos merdaleiros cafonas, “Hardwired… To Self Destruct”). Um amontoado de clichês e POSES regurgitando o que o conjunto já fez e repetiu zilhões de vezes ao longo dos seus 35 anos de existência. Só para soltar essa BOMBA nova o quarteto levou OITO anos. E passou quase um ano no estúdio gravando essa porqueira que certamente ainda vai faturar alguns milhões, tirados dos bolsos dos eternos fãs otários – essa porra de banda, inclusive, é o headliner do Lollapalooza BR 2017, na primeira noite do festival. Na boa: o Merdallica já deveria ter pedido pra sair há uns 20 anos, pelo menos. Seu heavy/thrash merdal BURRÃO, reacionário, machista, envelhecido, ultrapassado e conservador é bem a cara da humanidade atual. E é TUDO o que o rock’n’roll NÃO precisa nos dias de hoje.

 

 

  • A imunda política brasileira deu mais um show de sujeira e oportunismo aproveitando a comoção nacional pela desastre aéreo que vitimou todos os jogadores da Chapecoense, e na calada da madrugada de ontem (quinta-feira) RETALHOU o projeto contra a corrupção durante a votação do mesmo no plenário da Câmara em Brasília. O que foi aprovado se transformou em uma colcha de retalhos do que era o texto original. Beleusma. Com isso a Lava Jato ameaça ir pro saco. E a COXARADA BURRA, estúpida, egoísta e idiota pressentido que vai se foder também, voltou a BATER PANELAS (ulalá!) na noite de ontem. Pois que os coxas se FODAM e levem no CU desse desgoverno golpista sem dó, como nós (que não apoiamos e nunca iremos apoiar essa QUADRILHA DE BANDIDOS que assumiu o poder no país vira lata de população otária) já estamos levando.

 

 

  • A sempre legal dupla dinarmaquesa The Ravevonettes ainda vive! Anunciaram disco novo agora para dezembro e já soltaram single novo do mesmo, a noise e tristonha “Fast Food”, que você pode conferir aí embaixo, junto com os vídeos do Merdallica e dos Stones, citados mais acima.

 

  • Também vai sair single novo dos imortais Smiths (outra das cinco bandas da nossa vida). Trazendo versões demo remixadas e nunca antes lançadas de “The Boy With The Thorn In His Side” e de “Rubber Ring”, sendo que o blog tinha esse single magnífico em vinil de 12 polegadas e rotação 45rpm, que compramos quando ele saiu no Brasil, lá na saudosa Devil Discos, na galeria do rock (isso lá por 1986…)

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  • Fechando a tampa: ainda estamos chorando, viúvas que somos, o fim do Matrix bar em Sampa. E nem nos recuperamos da notícia e estoura outra bomba já quase no final desta semana (o blog está sendo finalizado na sextona em si, 2 de dezembro): o Inferno Club, um dos mais tradicionais espaços do rock underground no baixo Augusta (na capital paulista), também acaba de anunciar que vai encerrar atividades agora em dezembro após uma década de ÓTIMOS serviços prestados ao rock’n’roll. Zap’n’roll perdeu a conta das noites sensacionais que passou por lá, assistindo gigs inesquecíveis de grupos nacionais (Vanguart, Forgotten Boys etc.) e gringos (como o americano Bellrays, que foi realmente fodástico). E também perdeu a noção das loucuras que aprontou por lá, como a que está registrada na imagem abaixo: o jornalista loker/maloker fazendo BACKING VOCALS (uia!) na música “Do amor de morte”, durante um dos inúmeros shows que o sempre bacanudo grupo Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria apresentou por lá. Estas linhas online estão em contato com o chapa Joe Klener (o proprietário do Inferno), para que ele diga algumas palavras rápidas sobre o fechamento da casa. E colocamos suas declarações aqui assim que elas chegarem até nós. Mas de qualquer forma é isso: 2016 que não acaba nunca vai fechando sua conta funesta como o ano MAIS PAVOROSO para a cena independente nacional nos últimos tempos. E ainda tem “brog” ilha da fantasia indie que ENGANA seus leitores (né, Popload…), insistindo na tese de que a cena indie nacional vive seu melhor momento. Ahahahahahaha.

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Zap’n’roll faz a linha rock star, cantando com Daniel Belleza no Inferno Club (que infelizmente vai fechar) em Sampa, anos atrás

  • Adendo: já está EVIDENTE que o avião da tal Lamia que caiu matando quase todo o time da Chapecoense, foi pro saco por falta de combustível. Ou seja: ele deveria ter sido REABASTECIDO antes do seu destino final. E não o foi, por aparentemente CONTENÇÃO de GASTOS. E assim fica mais uma vez demonstrado que a GANÂNCIA e IRRESPONSABILIDADE humanas não têm limites. E essa ganância sem limites produziu mais uma tragédia (que poderia ter sido evitada), ceifando 71 vidas.

 

 

  • É isso. Agora fim de transmissão mesmo! Semana que vem estamos na área novamente, no penúltimo post do blog neste pavoroso 2016.

 

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5.4 de existência rocker.

Não é fácil chegar a quase cinco décadas e meia de uma vida que foi, quase toda ela, movida a paixão por conhecimento, por cultura pop, por rock’n’roll – e também por muito sexo e drogas. E se até alguns anos atrás muito inimigos covardes e ferozes de Zap’n’roll acusavam (através de postagens fakes no painel do leitor deste espaço virtual) o autor deste blog dos mais variados absurdos, entre eles o de escondermos nossa idade (por algum tipo de problema emocional em relação a isso) hoje, quando completamos mais um ano nesse mundo sempre cinza e bastante desalentador, o já velho (mas nunca obsoleto) jornalista não tem o menor pudor em assumir seus cinqüenta e quatro anos de vida, que estão sendo completados hoje, sábado. E num (quase impossível) resumo dessas mais de cinco décadas o jornalista zapper pode se gabar de ter tido uma trajetória profissional e pessoal de fato total rock’n’roll. Até o momento foram trinta anos de jornalismo musical (trabalhando/colaborando e escrevendo nos principais veículos de mídia impressa do Brasil, e também produzindo textos e material jornalístico para a chamada imprensa alternativa), treze deles dedicados apenas a este blog. E com passagens por revistas como Somtrês, IstoÉ, Bizz, Interview e Rolling Stone, além de jornais como FolhaSP, Estadão e Gazeta Mercantil, o autor deste espaço online viu e ouviu muito ao longo dos anos. Escutou zilhões de discos e bandas, perdeu a conta de quantos shows e filmes assistiu, de quantos livros leu, de quantas milhões de enfiações de pé na lama em álcool e drugs participou em baladas loucas na noite sem fim de Sampa e em muitas outras cidades pelo país afora. Foram no final das contas tempos gloriosos e bacanas e onde tudo era muuuuuito diferente do que é hoje. O mundo era  muito mais liberal e menos careta no comportamento, as pessoas respiravam e buscavam informação e cultura que valia a pena, não havia intolerância de ordem comportamental, social, sexual, político, religiosa ou de raça. Não havia (não nos níveis que vemos hoje em dia) moralismo hipócrita e conservadorismo exacerbado dominando o pensamento das pessoas. E o mundo e a raça humana pareciam mais felizes, enfim. Trinta anos depois estamos como estamos: a humanidade parece ter regredido aos tempos da Idade das Trevas no pensamento e em seu comportamento. Uma nova e assustadora onda mega neo conservadora de direita avança por todo o planeta (nos EUA, na Europa e também aqui no bananão brazuca) e isso, no final das contas, se reflete também no rock’n’roll e na cultura pop atual. Ambos nunca estiveram tão irrelevantes, desinteressantes e conservadores como nos dias que correm. Talvez por isso mesmo estas linhas bloggers rockers estejam cada vez mais com dificuldade de encontrar boas pautas para publicar aqui. E talvez também por conta disso nós finalmente iremos dizer adeus ao nosso dileto leitorado (que nos acompanhou durante todos esses anos) agora em 2017. Claro, se estas linhas zappers chegarem mesmo ao seu fim iremos produzir outro blog, com um possível leque mais amplo de assuntos a serem abordados em nossa linha editorial. Mas por enquanto ainda seguimos aqui e fazendo o que sempre fizemos bem ao longo de três décadas de jornalismo musical e cultural: indo atrás de novidades – e nesse post que começa agora, entrando no ar em pleno dia dos nossos 5.4 de vida, a novidade se chama Holy White Hounds, nova banda bacana do circuito indie americano e que é apresentada aos brasileiros pelo nosso corespondente nos Estados Unidos, Felipe Almeida. É a forma de nos manter aqui, ao lado de quem nos lê: velhos já, sim. Mas nunca obsoletos, rsrs. É a melhor forma de comemorarmos mais um ano em um mundo e em um planeta que, definitivamente, não é mais o mesmo e que já foi muito mais legal. Então o que nos resta é continuar sendo essa autêntica trincheira de resistência, para que este velho mundão novamente assombrado por reacionarismo e populismo fascista sobreviva a tudo isso e, quem sabe, volte a se tornar novamente um lugar bacana pro ser humano viver e ser feliz.

 

 

  • O blogão não é essencialmente sobre temas políticos (mas está, de alguns pra cá, cada vez mais político em suas postagens). Mas entrando no ar no sabadão em que o sujeito aqui chega aos 5.4 de existência, não dá pra deixar de abrir as nossas notinhas iniciais sem mencionar a morte daquele que talvez tenha sido o maior mito político da humanidade no século XX. Véio Fidel Castro se foi enfim ontem, aos noventa anos de idade. Você pode amá-lo ou odiá-lo. Mas jamais ignorá-lo. É isso: o mundo realmente chegando ao fim. Ao menos como o conhecíamos. Rip.

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  • E foi a semana, na política, em que a IMUNDICIE continuou avassalando Brasília. Pelo menos Geddel, o pilantra, foi defenestrado. Já é o SEXTO ministro do desgoverno GOLPISTA a ter que ser ejetado de sua cadeira. Agora o sempre valente PSOL vai pedir o impichamento do próprio mordomo de filme de terror que ocupa o Palácio do Planalto. Vamos ver se rola…

 

 

  • E já indo pra música e pro rock’n’roll: o novo álbum do MERDALLICA, lançado na semana passada, teve o que merecia: ser ignorado pelos fãs e levar várias porradas das resenhas mais honestas e corajosas, publicadas pela rock press mundo afora. Vem cá: você acha que esses VELHOTES total OBSOLETOS ainda merecem algum crédito de alguém? Pensa…

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O Merdallica PEIDOU seu novo disco e teve a acolhida merecida: fãs nem aí e crítica dando porrada no cd

  • A edição 2016 do SIM São Paulo (Semana Internacional de Música) que rola na capital paulista de 7 a 11 de dezembro próximo, vai ter dezenas de atrações bacanas como shows, palestras, debates etc. envolvendo o povo que ainda faz a cena alternativa musical funcionar. E um dos destaques da programação será a estréia nacional do documentário “Supersonic”, que desvela em detalhes o início da carreira do amado Oasis e a ascenção do grupo dos manos Gallagher na Inglaterra, nos anos 90’. A exibição acontece dia 10 de dezembro no Centro Cultural São Paulo (que fica na rua Vergueiro, 1000, zona sul da cidade), às três e cinco da tarde e a entrada é gratuita (os ingressos precisam ser retirados com uma hora de antecedência). Claaaaaro que estas linhas online prevêem que vai haver tumulto pra assistir o filme mas iremos lá, TENTAR ver o mesmo. Já a programação completa do SIM você pode conferir aqui: http://www.simsaopaulo.com/pb/.

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O super documentário do Oasis: passa dia 10 de dezembro em Sampa, dentro da programa do SIM

  • E a situação anda preta, mas tão preta para o rock’n’roll mundão afora que a lendária marca de guitarras Fender vai lançar uma campanha nos EUA, para IMPLORAR aos jovens para que eles NÃO DEIXEM DE COMPRAR… guitarras! Jezuiz…

 

 

  • E ELA continua sendo um BO CE TA ÇO. Quem? Miss Luciana Gimenez, claaaaro! A comprovação está aí embaixo, nessa foto que ela postou em seu Instagram, anteontem. É, véio Mick Jagger passou mesmo muito bem anos atrás, hihihi.

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  • Final do ano chegando (acaba logo 2016, que você não vai deixar NENHUMA saudade) e começam a pipocar as já célebres e maletas listas de melhores do ano. Uma das primeiras é a do top 50 da NME, sendo que ela dá bem a dimensão de como o ano foi RUIM para o pop e o rock – aliás a música só PIORA de qualidade de anos pra cá, já repararam? Pior são os nossos queridos blogs “vizinhos” (como o inefável Pobreloa…, quer dizer, Popload), que ainda fazem o maior carnaval em torno dessas listinhas meia boca, ulalá! Enfim, se alguém quiser conferir a tal lista da NME, vai lá: http://www.nme.com/list/nme-best-albums-2016-1869261.

 

 

  • E não, Zap’n’roll não vai aderir a essa bobagem de publicar listas esse ano. O blog quer mais é que 2016 desapareça o mais rápido possível, sendo que 2017 também promete ser tenebroso para o rock e para a cultura pop. Infelizmente…

 

 

  • Mas nem tudo é tristeza e lágrimas, uia! Hoje o blogger loker zapper comemora mais um aninho de vida. E pra comemorar não tem melhor jeito: vai rolar DJ SET FODONA do blog neste domingo (leia-se amanhã) no projeto Grind, a domingueira rock mais clássica e classuda da noite paulistana, há 18 anos no ar! Acontece na Loca, que fica lá na rua Frei Caneca, 916 (pertinho do metrô Consolação, região central de Sampa), a partir da meia noite. Cola lá que iremos garantir sua diversão com muito anos 80’, pós-punk e britpop na pista, uhú!

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  • Mas enquanto o domingão não chega e com ele nossa discotecagem no Grind, bora ler aí embaixo sobre a nova sensação do indie rock americano, o Holy White Hounds.

 

 

EXCLUSIVA DO BLOG ZAPPER – DIRETO DOS EUA ENTREVISTAMOS O HOLY WHITE HOUNDS, NOVA SENSAÇÃO DO INDIE ROCK AMERICANO

 

(por Felipe Almeida Nally, de Orlando/EUA, especial para Zap’n’roll)

 

Des Moines, a Capital do pacato Estado de Iowa, é mais conhecida aqui nos Estados Unidos como um dos principais pólos do Agronegócio e do ramo de seguros. Distante dos principais centros culturais como Nova Iorque, Los Angeles e Chicago, a cidade é responsável por abrigar uma das bandas mais interessantes da nova cena alternativa, o Holy White Hounds.

Fundada pelo vocalista Brenton Dean e pelo baixista Ambrose Lupercal a banda iniciou as atividades em 2005, porém só em meados de 2013, com a entrada do guitarrista James Manson e do baterista Seth Luloff, o quarteto começaria a pensar e compor o que seria o album de estréia, “Sparkle Sparkle (Razor & Tie)”, lançado em 2015.

A banda esta na segunda perna da turnê norte americana de divulgação do CD, abrindo os shows dos The Pretty Reckless, e bateu um rápido porém muito bem humorado papo com Zap’n’Roll, minutos antes da apresentação na lendária casa de shows House Of Blues, de Orlando. Os principais trechos da entrevista você confere aí embaixo.

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O quarteto americano Holy White Hounds: Pixies e Franz Ferdinand entre suas influências

Zap n Roll –  A banda tem pouco mais de 10 anos de existência, porém somente em 2015 o álbum de estréia foi lançado. Por que demorou tantos anos?

 

Brenton Dean – Eu e o Ambrose (baixista) começamos a tocar juntos em 2005, mas ainda não era muito serio, e sabíamos que não estávamos ainda preparados para gravar um álbum, esse processo demorou alguns anos, até que há aproximadamente 3 anos e meio o James e o Seth entraram para a banda, e as coisas começaram a tomar forma. O álbum foi produzido pelo Brandon Darner, que ja trabalhou com Imagine Dragons e Radio Moscow, ou seja um produtor tarimbado e que soube extrair a sonoridade que estávamos procurando.

 

Zap n Roll – “Switchblade”, o primeiro single do álbum, virou uma espécie de hit alternativo, as principais college radios daqui tocam a música varias vezes por dia, e esta há semanas no Top 10 Alternativo. Como vocês estão lidando com isso?

 

Brenton – Cara, é incrível, e realmente é isso que você falou, a musica é uma das mais tocadas no pais, é surreal. Inicialmente pensávamos que tocaria bastante na nossa cidade natal, mas a musica chegou ao primeiro lugar das paradas de alternative Rock, e superou nossas expectativas. Gravamos um clipe que esta com aproximadamente 400 mil visualizações no YouTube e estamos tocando muito, inclusive este show é parte da segunda perna da turne norte americana, que tem rodado a America toda.

 

Zap n Roll – Fale um pouco das influencias musicais da banda?

 

Brenton – Bom, quando iniciamos a banda ouvíamos muito The Hives, Franz Ferdinand e Nirvana. Depois, outras influências foram adicionadas, você cresce e ouve outros gêneros musicais, mas fazemos questão de tentar soar o mais original possível, claro que vira e mexe somos comparados com esse ou aquele artista. Pessoas dizem que temos uma dose de Queens of The Stone Age, uma pitada de Beck, um tempero de The Pixies, mas a gente procura não dar muita atenção e continuamos fazendo nosso som, sempre buscando algo autentico e original.

 

Zap n Roll – O fato de a banda ser de Iowa, distante de Nova Iorque e Los Angeles, atrapalha de algum modo a carreira do grupo?

 

James Manson – Na verdade, não. A banda mais conhecida da nossa cidade é o Slipknot, que tem uma sonoridade totalmente diferente da nossa e que coincidentemente eu morava perto de um dos caras. Mas hoje em dia com as mídias sociais, a musica chega em todos os lugares. E é legal eu falar algo. Apesar de termos um single em primeiro lugar nas paradas de Rock Alternativo quem dirige a van somos nós, ou seja, ainda precisamos percorrer um longo caminho, estamos no inicio mesmo. Nós montamos o palco, cuidamos do merchandise e tocamos. Aqui não tem frescura e nem vaidade, talvez por isso conquistamos o respeito de bandas com que temos nos apresentado juntos, como Cake, Cage the Elephant, Rob Zombie e agora os caras do The Pretty Reckless e dos The Struts.

 

Zap n Roll – Falando em tours, como esta sendo essa segunda parte dos shows?

 

Brenton – Está sendo muito legal, confesso que é bastante cansativo porque como te disse anteriormente, nós fazemos tudo. Nossa equipe é muito enxuta e dirigimos a van para os shows, alem de cuidarmos da venda de merchandise e montagem do palco, isso desgasta bastante. Temos feito shows praticamente todos os dias, então às vezes no dia off, passamos de repente 12 horas dirigindo para o próximo show, em outro Estado. Serão quase 35 shows, mas daremos conta do recado! (risos)

 

– James: Nos últimos 3 dias, se eu dormi  mais de 2 horas por noite foi muito, mas amamos fazer isso, e é o que escolhemos. É uma carreira muito difícil, sabemos dos sacrifícios, sentimos falta da família e de casa, mas agora é a hora da banda mostrar para que veio, e tocar para o maior numero de pessoas na America toda.

 

Zap n Roll – Daqui a pouco vocês sobem ao palco. O que vocês gostariam de dizer ao publico Brasileiro?

 

Brenton – Em primeiro lugar, muito obrigado pela oportunidade. A Zap n Roll é o primeiro veículo de comunicação do Brasil e da America do Sul que conversamos. Seria uma honra ir ao Brasil tocar. Obviamente sabemos da existência do Rock in Rio, que é um dos maiores festivais do mundo, da chegada do Lollapalooza em São Paulo, e lembro que você me contou desse festival anual realizado também em São Paulo…

 

Zap n Roll – Virada Cultural?

 

James – Exatamente. É incrível que uma cidade produza um evento que dure 24 horas seguidas, e tenha um monte de palcos espalhados pela cidade, de todos os estilos musicais. Muito interessante. Quem sabe, após a entrevista, a gente seja convidado, iríamos correndo! (risos)

 

Brenton – Ah, queria dizer também: Brasil, vocês estão com tudo, são a bola da vez. Continuem com essas mulheres incríveis, com esse povo animado mas não esqueçam de estudar, ou seja, tenham o pacote todo! (Risos)

 

Quer conhecer mais sobre a banda? Vai aqui: https://www.facebook.com/holywhitehounds/?fref=ts. Ou aqui: http://www.holywhitehounds.com/.

 

 

HOLY WHITE HOUNDS AÍ EMBAIXO

No video de “Switchblade”

 

O FIM DE MAIS UMA LENDA DA NOITE ROCKER ALTERNATIVA DE SAMPA

O mundo como o conhecíamos (e ele era ótimo até bem pouco tempo atrás) definitivamente não existe mais. E o mais recente capítulo final desse velho e saudoso mundo será agora, em 10 de dezembro. É quando irá fechar as portas o Matrix Bar Rock’n’roll, uma das últimas grandes instituições da noite alternativa da capital paulista.

Aberto em 1995 pelo popular Gigio (que antes já havia sido dono do Hoellisch, na praça Roosevelt, e também do Der Temple, na rua Augusta, sendo que foi neste que Kurt Cobain e Courtney Love passaram a madrugada se entupindo de cocaine, bolas e álcool após o show que o Nirvana fez no festival Hollywood Rock, no estádio do Morumbi, em janeiro de 1993) na rua Aspicuelta, na Vila Madalena (bairro boêmio, território de artistas e músicos e repleto de bares, restaurantes e ateliers de arte, na zona oeste paulistana), o Matrix logo se tornou um dos principais espaços para o rock alternativo em Sampa. A pista de dança era (e é, até hoje) minúscula, não havia (como nunca houve) palco para as bandas se apresentarem mas nada disso importava: o som dos DJs (no auge da casa, comandado por Aldo e Sérgio Barbo) era o MELHOR da noite under rocker e maluca, todas as bandas bacanas da indie scene paulistana dos 90’ tocavam lá e o buteco vivia lotado, principalmente de gatas lokas, deliciosas, tatuadas e xoxotudas – e sempre dispostas a ter atos LIBIDINOSOS com você, se o seu papo fosse bom e elas fossem com a sua cara.

E na porta, em pessoa e controlando o fluxo de clientes, ficava sempre o próprio Gigio, o dono da bagaça. Com seu eterno e imutável visual rockabilly, cara sempre fechada e mau humorada, ele ostentava uma feição de poucos amigos tipo “não me enche senão leva porrada!”. E por conta dessa cara “feia” e nada amiga, Gigio colecionou “elogios” ao longo dos anos como, por exemplo, “o sujeito mais antipático do circuito rock paulistano”. Pois é bom que se diga aqui e que se faça justiça a ele: além de ter sido proprietário de alguns dos espaços mais importantes para a cena alternativa da cidade nos anos 90’ e início dos 2000’, pelo menos com o autor deste blog Gigio sempre foi um LORDE e a educação em pessoa. Fora que nunca paguamos pra entrar no Matrix (afinal, além de ser jornalista que vivia envolvido com a cena under paulistana, o zapper loker era conhecido do Gigio desde o Hoellisch). Então passamos boa parte dos nossos anos loucos (entre 1995 e 2005, mais ou menos) indo sem parar no Matrix. E lá o loki aqui bebeu e deitou a napa com gosto nos banheiros do bar, além de dançar muuuuuito naquela pista. Teve uma época, inclusive, que Gigio resolveu fazer uma permuta com Zap’n’roll. Em troca de um banner no blog tínhamos uma consumação mensal generosa lá. Foi o caos, claaaaaro: Finaski saía invariavelmente detonado do buteco, após zilhões de doses de whisky com energético e muitas aspiradas em carreiras gordas de padê.

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Zap’n’roll METENDO O LOKO em DJ set insana no Matrix Bar, em 2001 (há quinze anos!) em Sampa; a lenda da noite rocker paulistana fecha as portas agora dia 10 de dezembro

Mas tudo o que é bom um dia chega ao fim, né? Foi há umas duas semanas que num papo com o também DJ Fabiano, lá na loja Baratos Afins, que ficamos sabendo que o Matrix vai fechar as portas, após 21 anos de ÓTIMOS serviços prestados ao povo que ainda curte rock alternativo em São Paulo. Tão importante quanto foi o Madame Satã e o Espaço Retrô (outras duas lendas da noite alternativa de Sampalândia em todos os tempos) nos anos 80’ e 90’ e, mais recentemente, o Astronete (já nos 2000’), o Matrix chega ao fim por alguns motivos como queda no movimento (não ta fácil pra ninguém e o país está mesmo no buraco, e sem melhora da situação à vista), queda do rock como o gênero musical preferido pela molecada (que, de fato, é quem sustenta a noite, e a molecada está cada vez mais EMBURRECIDA culturalmente e gostando cada vez mais de pop/dance eletrônico boçal, ou então de funk ostentação de quinta categoria, que é o que toca atualmente em bares MENTIROSOS no baixo Augusta, que se dizem de rock, e até já foram do rock, mas hoje entopem de gente graças ao open bar porqueira que fazem e a tocar funkeiras podreiras) etc. E, por fim, tem a questão do próprio Gigio: ele mora há anos em Florianópolis (Santa Catarinha) e vem todos os finais de semana (de avião) pra Sampa, pra cuidar do bar. O sujeito tá ficando velho (deve ser um pouco mais véio do que o sujeito aqui) e deve estar com o saco cheio já. Nós estaríamos, no lugar dele.

Então, segundo o Fabiano nos contou lá na Baratos, o Matrix fecha as portas com uma festa de despedida no próximo dia 10 de dezembro, sabadão em si. Vamos lá, óbvio. Além de ter se divertido horrores ali também fizemos algumas poucas mas ÓTIMAS festas rockers naquele lugar. Como uma em outubro de 2001 (lá se vão quinze anos…), para lançar a edição impressa daquela época da revista Dynamite e que trazia na capa uma entrevista feita pelo jornalista Finas com o baterista de um tal de The Strokes (conhecem? Rsrs), que então estavam estourando com tudo nos EUA e cujo primeiro cd estava sendo lançado no Brasil. Foi uma noite memorável e cuja recordação tá aí embaixo, numa das fotos deste tópico: o zapper de camisa social e gravata (tentando emular o visual da época do Julian Casablancas), discotecando total alucicrazy na também minúscula cabine de som do da pista de dança.

O mundo pode acabar, fato. Rock’n’roll planetário e brazuca quase morto, cultura pop falida e aos pedaços, ser humano bestial, conservador e reacionário como não era em pelo menos três décadas. Onde tudo isso vai dar não sabemos e nem queremos saber pois tivemos a sorte de curtir tudo o que pudemos e aproveitamos ao máximo também enquanto a humanidade ainda era muito mais culta, liberal no comportamento, louca e despudorada do que é hoje. Tivemos realmente essa sorte, disso não podemos nos queixar. E só podemos lamentar pela pirralhada boçal de hoje, que não viveu nada do que nossa geração viveu. E nem irá viver.

 

 

5.4 DE EXISTÊNCIA E 30 ANOS DE JORNALISMO MUSICAL – ALGUMAS IMAGENS QUE RESUMEM BEM ESSA TRAJETÓRIA DO JORNALISTA ETERNAMENTE ROCKER

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Entrevistando Robert Smith (The Cure) em janeiro de 1996

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Com Kim Gordon (ex-baixista do finado Sonic Youth) em São Paulo, em novembro de 2005

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Papos com Frejat, pós-show do Barão Vermelho, Sampa, 2014

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Divulgando edição da revista Dynamite, com Marcelo D2 e Pitty em Sampalândia, meados dos anos 2000′

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Novamente com Pitty, pela night de Sampa

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“Cercado” por Samuel Rosa e Lelo, do Skank, entrega do VMB 2009

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Entrevistando o Ira!, quase no natal de 2000″

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E novamente com Edgard Scandurra e Nasi, mas em 2014, após showzaço do Ira! em São Paulo

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Com povo loker/rocker (Cachorro Grande, Relespúbica) no festival Goiânia Noise, na capital de Goiás, final de 2014

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Abraço afetuoso em Helinho Flanders (Vanguart), em Sampa, 2016

 

RECORDANDO ALGUMAS DAS MELHORES MUSAS ROCKERS QUE JÁ POSARAM PARA ZAP’N’ROLL

Yep, ao longo dos seus treze anos de existência Zap’n’roll tinha (e ainda tem) um tópico de muito sucesso: a musa rocker da semana. Ali era sempre publicado um ensaio de imagens bacanas com garotas amigas ou conhecidas do autor dessas linhas bloggers poppers e que tinham uma formação cultural e comportamental total rock’n’roll. E cada uma delas que posou para o blog produziu seu próprio ensaio com as fotos, sendo que umas eram totalmente desinibidas (ou seja, ficaram totalmente peladas aqui) e outras foram, hã, mais “comedidas” na hora de se mostrar. Mas todas fizeram sucesso com seus ensaios, por serem gatíssimas e terem ótimo gosto musical e cultural.

O blog já está há 13 anos no ar e provavelmente vai ser extinto em 2017, dando lugar a um novo espaço online mais amplo no leque de assuntos (falando, por exemplo, muito de sociedade, política e comportamento, além da cultura pop e do sempre bom e velho rock’n’roll). Ainda estamos estudando o que iremos fazer nesse sentido. Fato é que os tempos atuais estão muito diferentes, mais reacionários e conservadores do que nunca, e talvez também por conta disso o tópico da musa rocker esteja meio ausente do blogão zapper. Assim, resolvemos fazer nesse post uma seleção de algumas das melhores musas que já passaram por aqui e republicamos algumas fotos das garotas.

São dez musas realmente tesudas e espetaculares que você se deleita e recorda a partir de agora, vendo as imagens das deusas aí embaixo.

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Neide R., 34, São Paulo

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Yasmin Takimoto, 20, São Paulo

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Solange De-Ré, 34, Florianópolis

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Bruna Vicious, 27, São Paulo

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Lili O., 28, São Paulo

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Fabi M., 27, São Paulo

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Michelle F., 27, São Paulo

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Madeleine A., 35, São Paulo

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Flávia S., 23, São Paulo

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Zap’n’roll e Jully De Large, São Paulo, 2014

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O BLOGÃO ZAPPER INDICA

  • Disco: “Crocodilo”, o segundo álbum de estúdio do grupo cearense (mas radicado em São Paulo) Jonnata Doll & Os garotos solventes, já é sério candidato a melhor cd de 2016, em um ano em que pouco ou nada digno de nota foi lançado na indie scene nacional (que só vive um “boom” na cabeça oca e delirante da ilha da fantasia indie que o blog Pobreloa…, quer dizer, Popload, insiste em impingir aos seu pobre leitorado). O grupo já foi bem mencionado nestas linhas bloggers rockers em nossas últimas postagens e quem nos acompanha sabe do que se trata: rock’n’roll básico e formatado em ambiências garageiras e proto-punk, com nítidos eflúvios de New York Dolls, The Stooges, Iggy Pop, glam rock, Bowie etc. Jonnata é um vocalista expressivo, escreve letras acima da média (versando sobre drogas, amores desmantelados, existência aos pedaços, caótica e turbulenta) e as músicas tem ótima performance instrumental, com destaque para o guitarrista Edson Van Gogh. “Swing De Fogo” (que abre o disco em levada pós-punk inglesa à la 80’), “Apesar de você ter tesão pela vida” (essa bastante stoniana), “Gari”, “Táxi” e “Cheira Cola” são faixas que REPELEM totalmente a caretice e o bunda-molismo que se instalou no rock independente nacional nos últimos tempos, fofo e MPB demais e ROCK (com guitarras barulhentas) de menos. Só por isso o conjunto já merece todo o crédito do mundo. Interessou e quer saber mais sobre eles? Vai aqui: https://www.facebook.com/jonnatadoll/?fref=ts. Ou aqui: https://jonnatadolleosgarotossolventes.bandcamp.com/. Sendo que o cd pode ser encontrado na capital paulista na Baratos Afins (WWW.baratosafins.com.br, fone 11/3223-3629).

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  • Livro: dos nomes mais conhecidos e respeitados do jornalismo cultural brasileiro nos anos 80’ e 90’, o brother Ademir Assunção está lançando HOJE, sexta-feira, seu novo romance. “Ninguém na praia brava” terá noite de autógrafos a partir das sete da noite no Patuscada – livraria, bar & café (e que fica na rua Luís Murat, 40, Vila Madalena, zona oeste de Sampa). Trata-se (se o blog não estiver enganado nas contas) do décimo terceiro livro publicado por Ademir, em uma produção literária que abarca poesia, ficção e romance. Não só: o loker também já lançou discos (com a banda Fracasso da Raça) e escreveu ótimas matérias para revistas como Somtrês e jornais como O Estado De S. Paulo, fazendo parte da última grande geração de jornalistas que valeu a pena serem lidos na imprensa cultural do país. Estas linhas online vão lá hoje prestigiar o lançamento do tomo e sugere que nosso dileto leitorado também compareça. E nos próximos posts voltaremos a falar de “Ninguém na praia brava”, podem esperar!

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  • Festival SIM São Paulo: como já falamos nesse mesmo post, nas notas inciais, começa na próxima quarta-feira, 7 de dezembro, a edição 2016 da Semana Internacional de Música na capital paulista. A programação é bastante extensa (mais de setenta e sete atrações, entre shows, palestras, debates e exibição de filmes) e variada. E você pode conferir tudo sobre o evento aqui: http://www.simsaopaulo.com/pb/.

Trailer do doc “Supersonic”, que conta a história do Oasis: vai passar na SIM São Paulo

  • Baladas em… baixa? Pois entonces, com a crise brava que assola o país afetando inclusive o circuito alternativo, ta cada vez mais difícil selecionar festas, gigs e eventos interessantes pra destacarmos aqui em nosso roteiro. Matrix fecha na semana que vem. Inferno Club também acaba de anunciar o encerramento das suas atividades. Assim só vai sobrar (principalmente no baixo Augusta) baladas com open bar porqueira e onde o que menos toca é rock, néan? De qualquer forma, bora lá: amanhã, sabadão em si (dia 3), rola a última edição deste ano da bacaníssima festa Call The Cops, comandada pelo DJ e chapa Ricardo Fernandes lá no Alberta (que fica na avenida São Luis, 272, centrão rocker de Sampalândia).///E também amanhã tem Smiths Cover tocando no Inferno Club (no 501 da rua Augusta), numa das últimas baladas que irão rolar no tradicional bar rocker e que infelizmente também vai fechar as portas ao apagar de 2016. Beleusma? É isso. Capricha na produção do visu e se joga!

 

 

TODO CARNAVAL TEM SEU FIM

Inclusive o do postão do blog. Ficamos por aqui mas na semana que vem a gente volta, com o penúltimo post zapper deste ano. Até lá então, com beijos no coração de todos os nossos leitores.

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 2/12/2016 às 17hs.)

AMPLIAÇÃO FINAL: na madrugada mais triste deste final de um horrendo 2016 o blog chora a morte do gênio, poeta e mestre Leonard Cohen, além de lamentar profundamente a vitória de Trump na eleição americana (e mais o conteúdo que já estava no postão) – A humanidade e o país vira lata (o Brasil) se curvam cada vez mais diante da mega reacionária nova onda ultra conservadora planetária (com Donald Trump ameaçando virar presidente dos EUA e com políticos como João Escória e bispo Crivella assumindo o comando das duas maiores cidades brasileiras); e talvez o grande rock’n’roll de nomes como Brian Jonestown Massacre seja um dos pontos de resistência a esse avanço conservador na sociedade; por que The Strokes e Duran Duran podem ser as melhores atrações do Lollapalooza BR 2017; e a cena indie nacional REAL e que vale a pena (e que você só encontra aqui) destaca o grupo cearense (mas radicado atualmente em Sampa) Jonnata Doll & Os Garotos Solventes, que inclusive tocam HOJE na capital paulista ao lado do também sensacional Rios Voadores; e blog entrevista a lindinha estudante carioca de apenas dezesseis anos de idade e que causou furor essa semana na web mundial com um tuíte seu zoando a coxarada brazuca imbecil que está apoiando Donald Trump, uia! (postão de LUTO e total finalizado, em 11/11/2016)

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O rock’n’roll planetário atual segue na UTI mas ainda assim se mantém vivo através de ótimas bandas, já veteranas ou novas, e também de ótimos discos; é o caso do americano Brian Jonestown Massacre (acima) e do brasileiro Jonnata Doll & Os Garotos Solventes (abaixo), que acabam de lançar seus novos álbuns

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A música mundial perde um gênio GIGANTE e o pavoroso 2016 nos deixa ainda mais tristes: o bardo canadense Leonard Cohen (acima) morreu ontem (10/11/2016), aos 82 anos de idade

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SILÊNCIO ENSURDECEDOR NA MÚSICA MUNDIAL – 2016 MALDITO NOS TIRA TAMBÉM O GÊNIO, MESTRE E BARDO CANADENSE LEONARD COHEN

O blog está chocado e desalentado na alma. Um arrepio triste e sinistro percorre tudo. Este Finaski costuma ficar bastante melancólico quando fica sabendo do falecimento de alguém querido, mesmo que não seja uma pessoa exatamente do nosso onvívio pessoal. Quando se trata então de um ARTISTA que admiramos muito ou pelo qual temos devoção, nossa alma e coração costumam se despedaçar e ficar totalmente cinzas, mais do que já são habitualmente. Foi assim que ficamos em janeiro desse ano, quando Bowie nos deixou.

E é assim que nos sentimos exatamente agora, quando todos nós que conhecemos e veneramos o GÊNIO, POETA e MESTRE Leonard Cohen, ficamos sabendo do seu desaparecimento. O canadense que deu ao mundo da música algumas de suas canções e discos mais sublimes morreu na noite desta quinta-feira, aos 82 anos e poucas semanas após lançar seu epitáfio musical, outro álbum magistral e lindamente triste, sobre o qual comentamos aqui mesmo, no último post.

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O mestre e poeta (acima) e seu último disco (capa abaixo), lançado há poucas semanas: canções eternas na história da música

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E assim 2016 vai chegando ao seu final (ano maldito, que não acaba nunca), deixando atrás de si um rastro de horror social, econômico e político e uma série de perdas artísticas irrecuperáveis e como há muito não se via nesse mundo cada vez mais desolador e que abriga uma raça humana cada vez mais esfacelada, bestializada e sem ídolos (culturais ou políticos) que possam novamente engrandecer o homem e mostrar-lhe um caminho correto e seguro a seguir.

RIP velhinho GIGANTE. E gratidão por tudo o que você legou para a música e para a humanidade. Se houver alguma outra estação além desta aqui que é o verdadeiro INFERNO, esperamos encontrá-lo um dia, onde quer que você esteja.

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E A VITÓRIA DE TRUMP NOS EUA, OH SHIT!

Yep, contrariando todas as previsões o ogro e boçal bilionário americano Donald Trump levou a melhor nas eleições presidenciais nos EUA. O que isso vai significar para o restante do mundo (e provavelmente não vai significar nada alentador para a humanidade, já vivendo tempos mega sombrios) só saberemos com o tempo.

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As manchetes ATÔNITAS dos jornais americanos (acima): um BOÇAL assume o comando da maior potência do mundo

Mas um fato é inquetionável: a onda ultra neo conservadora avança no planeta, Brasil incluso. E a continuar dessa forma em breve estaremos de volta à Idade Média, quando bruxas eram queimadas em praça pública. E isso em plena era da web e da tecnologia plena, quando as pessoas deveriam estar mais informadas e avançadas no comportamento do que nunca.

Pelo jeito, está dando TUDO ERRADO no final das contas. E infelizmente…

 

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UP TO DATE – O ESPORRO SONICO DE JONNATA DOLL E RIOS VOADORES SEMANA PASSADA EM SAMPA

O cérebro e o sistema auditivo do autor deste blog ainda continuam completamente aturdidos uma semana depois do que vimos/ouvimos ao vivo no Z Carniceria (onde um dia existiu o lendário Aeroanta), em Pinheiros (zona oeste de Sampa). E falamos isso com muita seriedade, se é que se pode definir essa afirmação dessa forma.

Primeiro veio Rios Voadores e sua psicodelia e tropicalismo em ponto de bala, com discão recém-lançado e que rendeu muito no palco. A vocalista Gaivota vestida de noiva loker (à la… Tim Burton) exibiu performance vocal e corporal impecável, sustentada melódica e instrumentalmente por uma banda que já uma das melhores da cena indie nacional nesse momento.

E depois veio Jonnata Doll & seus garotos (putos, selvagens, alucinados, desvairados, alucicrazies) solventes. Dissolveram TUDO no lugar ESPORRANDO um proto garage rock barulhento, cru, furioso, sustentando músicas e letras de completa subversão da moral, da ética e do comportamento “normal” (careta e reaça, na real) do grosso da sociedade atual. Sexo, drogas, desajuste e desencanto emocional, existência em devassidão e junkismo total. Alma e corpo marginais e entorpecidos de loucura total – Jonnata começou a gig trajando calça, coturno e camisa berrante vermelha. Terminou vestindo apenas uma demente e ordinária CALCINHA fio dental (e nope, ele não é gay, namora com a gata Marcelle; talvez seja alguma espécie de criatura pansexual), sendo que no transcorrer da fodelança sônica o loker se jogou no palco, no meio do público (parte dele, formado por COXAS e patricetes caretas e endinheiradas, CHOCADO com o que estava presenciando saiu em debandada antes da apresentação acabar), se esfregou num tapete, seu PAU insistia em ficar pra fora da calcinha mínima e quando a cantora convidada (a também gata loka total Laura Diaz) subiu ao palco os dois se engalfinharam, e aí os PEITOS dela também voaram pra fora da blusa (sem sutiã, vale exarar).

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Esporro rock’n’roll total e como o blog talvez JAMAIS tenha visto no rock BR  em muitos anos: Jonnata Doll & seus garotos solventes detonaram no palco do Z Carniceria em São Paulo, com Jonnata começando a gig VESTIDO (acima) e terminando a apresentação apenas de… calcinha! (abaixo)

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Lou Reed iria pirar, com certeza. Idem Bowie em sua fase Ziggy BICHAÇA LOKA Stardust. Iggy Pop (que se cortava no palco com gilete, na época gloriosa dos Stooges)? Amaria e pediria a banda em casamento. Este blog? Acha que nunca viu NADA IGUAL no rock nacional – e olha que são mais de 30 anos vendo gigs de bandas brasileiras, das nanicas às gigantes.

Rock’n’roll é isso, sempre foi e sempre será. Transgressão, fúria, subversão, garagismo, psicodelia, tropicalismo, tudo junto e misturado como fizeram semana passada Rios Voadores e Jonnata Doll. Um CHUTE NO SACO E NO CU do HORRENDO rock brazuca de hoje, quase morto, total careta (quando não conservador e reaça), moralista, babaquinha, com letras estúpidas e músicas idem. Não é à toa que as duas bandas que botaram fogo no Z Carniceria estão subindo como foguete na ampliação do seu público e na repercussão midiática (olha o Jonnata aê, que está participando da atual turnê que comemora os 30 anos do lançamento do primeiro disco da Legião Urbana, e tocando junto com os ex-legionários Dado e Bonfá).

Longa vida aos Rios Voadores e ao Jonnata Doll & os garotos solventes, é o que deseja sinceramente Zap’n’roll!

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O ASSUSTADOR E ULTRA PERIGOSO AVANÇO DO NEO CONSERVADORISMO RADICAL E REACIONÁRIO, NO BRASIL E NO MUNDO

Um tema mais do que apropriado e necessário para o editorial de abertura deste post de Zap’n’roll (cuja primeira parte está entrando no ar hoje, sexta-feira. Uma semana que está chegando ao fim pautada por vários assuntos, sendo que um dos principais foi a vigília montada por alguns dos nomes mais expressivos da arte e da cultura brasileira, para lembrar os 24 anos do massacre de presos do finado presídio do Carandiru em São Paulo, quando 111 detentos foram MASSACRADOS E FUZILADOS SEM DÓ pela polícia militar de São Paulo. Esta vigília, ocorrida entre a última terça e quarta-feira, foi organizada pelo artista plástico Nuno Ramos. Durante 24 horas seguidas, com transmissão ao vivo pela internet, alguns dos mais expressivos nomes da cultura nacional se revezaram para ler repetida e continuamente os nomes dos cento e onze detentos que foram mortos pela polícia militar de São Paulo em 2 de outubro de 1992, quando a tropa de choque entrou no presídio do Carandiru para conter uma rebelião. Pois causou choque e horror ao blog se deparar com as mensagens e manifestações publicadas na página criada para o evento no Facebook. Particularmente a quantidade GIGANTESCA de postagens escritas por pessoas truculentas, ignorantes, reacionárias, completamente insensíveis e bestializadas em seu pensamento (como se pertencessem à Idade Média ou pior, ao tempo do homem das cavernas), aquelas que defendem o “bandido bom é bandido morto”, que apóiam políticos reacionários ao extremo, populistas, demagogos, machistas e de conduta ética e moral hiper duvidosa (como Jair BolsoNAZI e bispo Crivella), que gritam em defesa da truculência da ação policial contra marginais e que, enfim, estão mostrando no que está se transformando o grosso da sociedade brasileira dentro dessa nova ordem conservadora que assola todo o planeta. Pro leitor destas linhas bloggers ter uma idéia: fomos chamados de tudo ali, quando também resolvemos nos manifestar, e sem os agressores verbais sequer conhecerem o mínimo a respeito do autor deste espaço virtual). De petista, vagabundo, maconheiro, viado, defensor de bandido, lixo humano etc, etc, etc, de tudo fomos qualificados. Tudo isso é MUITO PERIGOSO. Como bem observou o músico Roger Waters (ex-baixista do grupo Pink Floyd), em entrevista à Rolling Stone americana: “a ascensão de Trump é comparável a de Hitler na Alemanha, antes da eclosão da segunda guerra mundial”. E por que estamos citando isso? Porque a ascensão de Trump nos EUA tem total conexão com o avanço da direita reacionária na política e na sociedade brasileira. Lá, o bilionário boçal ameaça ganhar a presidência. Aqui, João Escória Dólar e Crivella já ganharam seus quintais (São Paulo e Rio, os dois maiores colégios eleitorais desse Brasil ogro, vira lata, bestial e quinto mundo dos infernos). Tudo isso nos faz lembrar SIM da ascensão NAZISTA na Alemanha. E todos sabem no que resultou a tomada do poder por Hitler: uma guerra mundial que custou a vida de 50 milhões de pessoas. Este já calejado e velho jornalista rocker não quer estar vivo para ver algo semelhante acontecer novamente, seja aqui mesmo no nosso país ou em outra parte do mundo. E também somos totalmente justos: defendemos o RIGOR DA LEI para todos: marginais comuns, assaltantes, homicidas, estupradores, agressores de mulheres e TAMBÉM POLICIAIS que são BANDIDOS fardados porque cometem crimes tão intoleráveis quanto os que chocam a sociedade e cometidos por marginais NÃO fardados. E somos totalmente CONTRA que se pratique/institucionalize a pena de morte num país (o nosso) onde ela NÃO ESTÁ PREVISTA NO CÓDIGO PENAL. Nos entristece sim e muito quando um policial é morto em serviço ou fora dele, idem se for um cidadão de bem que sofre com o avanço da violência social urbana (já fora de controle no Brasil). Nos entristece ver a VERGONHA que é a PM paulista e no que ela se transformou (truculenta, assassina, pessimamente preparada, equipada e remunerada), graças ao HORROR que é o DESGOVERNO do Estado paulista, há 20 anos nas mãos do PSDBosta que trata a (in) Segurança Pública (e a educação e a saúde) como artigos de ÚLTIMA NECESSIDADE. Junte-se a tudo isso o pensamento CRETINO e RETRÓGRADO de uma classe média estúpida, bestial, ignorante, imbecil, que se acha parte de uma elite ainda pior do que ela e o caldeirão está pronto para explodir. Como bem observou um amigo dileto deste jornalista no FB, essa classe média COXA e OTÁRIA ao máximo ODEIA pretos e pobres. E é em função desse ódio não declarado, SELETIVA: defende a morte de bandidos quando eles são pretos ou pobres. Mas se o facínora for traficante de drogas ou armas e MILIONÁRIO, com mansão, carro importado e conta não declarada na Suíça, aí a dondoca classe média se apaixona por ele, dá o cu, chupa o pinto do canalha e ainda o pede em casamento. O pensamento dessa classe média é o mesmo para políticos PILANTRAS como Eduardo Cunha, BolsoNazi e Crivella: esses são bem quistos porque são FACÍNORAS brancos e bem sucedidos (???). Podem ser machistas, proferir discurso de ódio e intolerância contra negros e gays que sem problema. Eles PODEM! Este desabafo aqui no editorial do post é de puro desalento com essa situação toda. Mas quando sabemos que ainda há pessoas e uma classe artística nesse país miserável que levanta sua voz contra toda essa desgraça neo conservadora, ainda dá pra acreditar que nem tudo está perdido. Por isso mesmo o blog zapper dá os parabéns a TODOS que participaram da vigília, artistas de mega respeito como Paulo Miklos, Bárbara Paz, Zé Celso Martinez Correa, Nuno Ramos, Marina Person etc. Todos merecedores de nosso total aplauso e respeito. E por isso mesmo seguimos aqui neste espaço dedicado ao melhor da cultura pop e do rock alternativo. É por existirem nomes gigantes como Brian Jonestown Massacre ou o menestrel e poeta  Leonard Cohen ainda em atividade na música, que ainda existe alguma sensibilidade e GRANDE ARTE respirando no planeta e chegando aos ouvidos humanos. E que artistas assim continuem produzindo ad eternum. Quem sabe assim a raça humana ainda tenha alguma chance de escapar deste horrendo e trágico destino: o de chafurdar na bestialidade social e comportamental final e que irá levar a todos nós para o mesmo buraco escuro debaixo da terra.

 

 

  • E nada muito digno de nota para começar o post, com nossas tradicioalíssimas notas iniciais. A semana está total morna no mondo pop, sendo que talvez um destaque a ser comentado é sobre a divulgação de “Vegetable Man” por uma emissora de rádio inglesa ontem. Trata-se de uma faixa INÉDITA dos primórdios do Pink Floyd (quando a banda ainda era relevante e antes de se tornar o mega flácido grupo milionário dos anos 80’), composta provavelmente pelo fundador do conjunto, o gênio louco Syd Barrett, em 1965 mas lançada apenas dois anos depois. A música faz parte da gigantesca coletânea “The Early Years – 1965/1972”, que cobre toda a carreira inicial do PF e que deverá sair a qualquer momento. O Box incluirá vinte músicas jamais lançadas oficialmente pelo grupo e nada menos do que SETE LIVROS contando a história dos primeiros anos do conjunto. Beleza, hein!

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O Pink Floyd: música nunca antes lançada em nova coletânea do grupo

  • E também ontem aquele XOXOTAÇO que todos nós amamos, a Juliana Paes, não teve pudores em afirmar durante entrevista no “Adnight”, na “Grobo”: sim, ela sente atração por MULHERES. Wow!

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  • Outro DESTAQUE feminino desta semana é essa também gatinha aí embaixo. O nome dela? Lara Rotenberg. Estudante do ensino médio no Rio De Janeiro e que com apenas dezesseis aninhos de idade causou furor na web planetária com um tuíte seu zoando a turma brasileira coxa, burrona e reaça que apóia a eleição de Trump nos EUA (ahahahaha). Mas a gente fala mais sobre ela e sobre essa parada toda ao longo desse post, okays?

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  • E como a correria nessa sextona está total pelos lados do blog, assim que rolar algo mais, hã, impactante, vamos atualizando as notas iniciais. Por enquanto bora já ir aí embaixo ler sobre o graaaaande Brian Jonestown Massacre.

 

 

O SEMPRE ÓTIMO E JÁ VETERANO (E TOTAL DESCONHECIDO AQUI, NO BRASIL VIRA LATA) BRIAN JONESTOWN MASSACRE LANÇA DISCO NOVO E TOCA NA AMÉRICA DO SUL ESTE MÊS – MENOS NO PAÍS BESTIAL (O NOSSO), CLARO!

Você, dileto e muito jovem leitor zapper, provavelmente nunca ouviu falar do grupo americano Brian Jonestown Massacre. Não fique triste por isso: praticamente NINGUÉM conhece a banda aqui no Brasil sempre vira lata ao máximo. Mas o BJM, surgido em 1990 na California (ou seja, há quase trinta anos) é um dos melhores nomes do indie rock americano dos anos 90’ e que ainda segue em atividade. Não só: lançaram há pouco seu novo álbum de estúdio, o décimo sexto da carreira deles (!) e que se chama “Third World Pyramid”. E, mais incrível: tocam esse mês aqui na América do Sul, em festivais na Argentina e no Chile. Shows no bananão brasileiro? Negativo: segundo o líder da banda, o guitarrista, vocalista, compositor e pequeno grande gênio Anton Newcomb, nenhum produtor brasileiro se interessou em trazer o grupo pra tocar aqui.

O blog zapper, sempre atento às novidades do rock alternativo planetário (e está cada vez mais difícil acompanhar tudo que é lançado pois os discos saem aos borbotões e na era da web isso não significa vantagem alguma: nunca se lançou tantos discos com qualidade TÃO RUIM), resolveu escutar o novo cd do conjunto (atualmente integrado por mais seis músicos, além de Anton) após ler uma resenha mega elogiosa sobre ele no blog do chapa André Barcinski no Uol – aliás Barça publica atualmente um dos melhores blogs sobre cultura pop na internet BR e está também sempre antenadíssimo com os movimentos em torno do indie rock (já a pobre Pobreloa…, quer dizer, Popload… rsrs). E o disco é mesmo fodíssimo em suas ambiências psicodélicas, com melodias eivadas de guitarras espaciais e barulhentas (caso da longuíssima e ótima “Assignment Song”, com mais de nove minutos de duração) e também de eflúvios do shoegazer britânico noventista (e aí um ótimo exemplo é a própria faixa-título). Fora que a banda também engendrou peças instrumentais e sem vocal (uma raridade no rock de hoje), como na tristonha e bela “Oh Bother” e mostra doses bem construídas de noise guitar em “Govemment Beard”.

Com apenas nove faixas e menos de trinta e oito minutos de duração, “Third World…” não cansa jamais o ouvinte que, pelo contrário, termina a audição com gosto de quero mais. Outra raridade nos tempos atuais, quando conjuntos sem estofo artístico lançam discos com mais de uma hora de duração e onde pouco realmente se aproveita em termos musicais.

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O novo disco do BJM: mantendo a qualidade rocker há quase 30 anos

A própria história do BJM é bizarra. Eles começaram praticamente juntos com o também ótimo The Dandy Wharols (outro dos grupos prediletos destas linhas bloggers rockers de 2000’ pra cá), de quem acabaram se tornando muito amigos. Só que enquanto o DW se agigantavam no rock americano e ascendia ao mainstream musical (que ainda existia nos anos 90’) o BJM descia a ladeira da impopularidade, muito por conta do temperamento mega difícil do total loker Anton Newcomb, que viva chapado de drogas variadas, vivia brigando com as gravadoras que se dispunham a contratar a banda e por conta disso tudo quase fodeu a trajetória do conjunto, sendo que a história dos dois grupos e sua relação de amizade foram muito bem esmiuçado anos atrás num documentário chamado “Dig”. Mas o BJM felizmente resiste e se mantém até hoje. Newcomb, aos quarenta e nove anos de idade, está mais “calmo” e reside há alguns anos na Alemanha. E lá segue compondo freneticamente e tocando o conjunto que agora vai se apresentar no Chile e Argentina.

É uma ótima chance para vê-los ao vivo e quem puder se deslocar até os “vizinhos”, não deve perder o show. Se não der pra ir, um ótimo cartão de visitas deles é seu novo trabalho de estúdio. Uma prova de que ainda existe vida inteligente no emburrecido rock’n’roll dos anos 2000’.

 

 

 

E VOCÊ PODE OUVIR O NOVO DISCO DO BJM AÍ EMBAIXO

 

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NESTE POST COM O FODÃO GARAGE PROTO PUNK ROCK DO JONNATA DOLL & OS GAROTOS SOLVENTES

O blog nunca tinha ouvido falar deles até meados do ano passado. Foi quando nossa queridíssima amiga, atriz e produtora teatral Paulinha Micki fez o convite: “Finas, vai ver a nova peça que estou produzindo e atuando, é total subversiva e punk rock, com temática sobre a desconstrução da existência humana. E a trilha sonora é sensacional, tocada ao vivo por uma banda fodíssima!”.

O blog foi ver a tal peça, que realmente era ótima. E se impressionou também com a tal banda que fazia a trilha do espetáculo ali mesmo, ao vivo, fazendo intervenções entre a atuação dos atores e o desenrolar do texto. E quem era a porra do grupo, afinal? Jonnata Doll & Os Garotos Solventes, formados em Fortaleza (Ceará) e atualmente morando em Sampa.

O grupo é comandado por Jonnata Araújo (o Doll, pros “íntimos”, rsrs), que canta e escreve as letras, todas versando sobre drogas, desajustes emocionais e existenciais e a barra pesada que é viver em um mundo sem perspectiva alguma para a grande maioria das pessoas. E a moldura sonora para essas letras cantadas com entrega e paixão por Jonnata (um sujeito simpático e afável de trinta e cinco anos de idade e que está na estrada do rock’n’roll há quase vinte, desde sua adolescência) vem dos guitarristas Edson e Léo, do baixista Loiro Sujo (ulha!) e do batera Felipe Maia. O som? Proto garage glam punk rock porrada e muito bem tocado, com melodias que fazem quem escuta as músicas querer imediatamente arrancar os pés do chão e sair pulando. Não à toa eles mesmos entregam suas influências em sua página no Facebook: Iggy Pop, Legião Urbana, Smiths, por aí.

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Capa do novo disco da banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes

Da noite que o blog assistiu no centrão de Sampa ao grupo, na peça de teatro que estavam fazendo a trilha sonora até agora, Jonnata Doll e seus garotos solventes estão chamando mais e mais a atenção da mídia (menos daquele nosso blog “vizinho” e sua ilha da fantasia indie, hihi) e angariando cada vez mais público. Com já três CDs lançados (o mais recente, “Crocodilo”, acaba de sair) e fazendo uma exensa agenda de gigs, a banda já ganhou até a simpatia de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. E por conta disso, foi convidada a tocar na atual turnê do que restou da Legião Urbana, junto com a turma legionária.

Interessou pela banda? Pois fikadika: eles se apresentam ao vivo HOJE, sexta-feira (quando a primeira parte deste postão zapper está entrando no ar, 4 de novembro, lá no Z Carniceria em Pinheiros, zona oeste da capital paulista e nesse momento um dos melhores picos para shows ao vivo de bandas alternativas em Sampa. Junto com eles também sobe ao palco o igualmente fodão Rios Voadores, de quem o blog já falou bastante no post anterior. Promete ser uma das melhores noites indies em Sampa nos últimos meses e todas as infos sobre a balada total rock’n’roll estão aqui: https://www.facebook.com/events/176328299490933/.

 

 

PRA OUVIR O JD&GS

Vai aí embaixo.

 

E PRA VER A BANDA EM VÍDEOS

Confere aê.

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MUSA ROCKER ULTRA JOVEM DA SEMANA – A LINDINHA E GENTE FINÍSSIMA CARIOCA LARA

Ela tem apenas dezesseis anos de idade. E meio que se tornou uma celebridade na web quando um tuíte seu zoando a coxarada brasileira que estava apoiando a eleição do boçal Donald Trump para a presidência dos EUA (e sim, infelizmente ele ganhou a eleição), viralizou mundo afora. Por conta desse tuíte Lara Rotenberg recebeu espaços generosos na mega mídia, em veículos como a revista Veja (em sua edição online) e o diário paulistano Folha De S. Paulo.

E o blog zapper, sempre atento às movimentações na cultura pop e também na esfera política e comportamental, foi atrás da garota para saber mais sobre ela, como ela vive, o que pensa em termos políticos, sociais e comportamentais, do que gosta na música e no rock’n’roll etc. O resultado do bate papo que estas linhas bloggers tiveram com ela foi uma bacana e agradável entrevista cujos trechos principais você confere aí embaixo.

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A estudante carioca lindinha e gente finíssima, Lara Rotenberg (acima)

Zap’n’roll – Você é uma estudante carioca de apenas dezesseis anos de idade e que ganhou repentina e grande notoriedade por conta de um tuíte seu, onde zoava uma imagem que foi colhida durante uma passeata de apoio realizada em São Paulo à candidatura de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. Por que você resolveu se manifestar a respeito do fato no seu Twitter? E imaginava que o tuíte iria viralizar e causar tamanha repercussão?

 

Lara Rotenberg – Bom, eu tenho o costume de salvar fotos para fazer memes (piadas) com elas depois. Ao ver aquela foto da passeata na minha timeline achei curiosa, e salvei para caso tivesse alguma ideia de legenda engraçada. “Acreditava que se você tem que afirmar que é gay, mulher, negro, etc e que “mesmo assim” vota no Trump, há uma contradição. Essas pessoas podem ser a favor do candidato mas ele com certeza não é “a favor” delas. Comparando com o Brasil, seria o mesmo se fizesse um cartaz “Gays pelo Bolsonaro”, assumidamente homofóbico”. Essa parte dei como resposta para a Folha (diário paulistano). Nunca imaginei que fosse ter essa repercussão. Nos primeiros 5 minutos a interação foi normal, foi no dia seguinte que começou a crescer. Usando o Twitter há vários anos, o tweet de maior alcance que eu tinha tido até então era um (em português) com 5.000 retweets. Já tinha achado um número absurdo. De resto, os mais populares não costumavam passar dos 100 ou 200.

 

Zap – ceeeeerto. Então como agora você é uma quase jovem celebridade, que tal falar um pouco sobre sua vida e seu cotidiano para que os leitores do blog a conheçam melhor? Tipo, algo sobre sua família, seus pais (o que eles fazem e como orientam você em varias questões, como política, cultura, comportamento, educação, sexualidade etc.), o que você estuda e qual profissão pretende seguir. Fique à vontade para falar!

 

Lara – Bom, sou uma estudante do Colégio Pedro II há 5 anos. Pelo o contrário do que muitos pensam, a instituição colaborou para o aumento do meu pensamento crítico, me ensinando a questionar tudo – e não a ser “doutrinada”. De uns anos para cá me envolvi no movimento estudantil e feminista, além de dar total apoio aos LGBT’s e aos negros em sua luta. Meus pais são funcionários públicos, proporcionando atualmente uma vida tranquila de classe média. Ainda não tendo completado o ensino médio, não tenho total certeza do que pretendo seguir quando chegar a faculdade. Não desejo seguir nada que eu não goste somente para “ganhar dinheiro”, então ainda preciso de um longo tempo de reflexão para fazer esta escolha.

 

Zap – Mas pelo que já conversamos e pelas infos do seu perfil no FB percebe-se que você tem grande apreço por cultura e arte, rock principalmente. Pensa ou já pensou na possibilidade de seguir algo nesse sentido em termos profissionais?

 

Lara – Bom, música é a minha paixão. Beatles literalmente mudou minha vida, me permitindo ter momentos incríveis e conhecer pessoas maravilhosas. Além de também ter me introduzido a outras bandas, que fizeram o mesmo. Também tenho gosto pelas artes plásticas, tendo feito algumas pinturas e desenhos. Porém não penso em seguir nada relacionado a isso pois acredito que, dependendo do desgaste causado pelo trabalho, eu pudesse acabar criando uma certa repulsa pelas coisas que amo.

 

Zap – muito bem, ótima resposta! E você sendo tão jovem (dezesseis anos de idade) mas já tão bem esclarecida e formada intelectualmente, não poderíamos deixar de perguntar: como você vê a atual situação do Brasil, na questão política, econômica e social? O que uma garota como você acha dessa nova onda mega conservadora que está dominando boa parte da sociedade (e em todas as classes sociais), inclusive levando adolescentes da sua idade a apoiarem políticos reacionários e conservadores de direita, como Jair Bolsonaro e bispo Crivella?

 

Lara – O mundo está uma loucura. Há falta de empatia para todos os lados. No sistema em que estamos o rico fica mais rico e o pobre fica mais pobre. A salvação é ver como há jovens, como eu, que estão abrindo os olhos para os problemas da sociedade. Que não abaixam a cabeça e dizem “Deus quis assim” ou “É desse jeito desde os primórdios”. Me repulsa ver homens como o Bolsonaro (ou Trump, nos EUA) com grande influencia. No geral me agoniza ver machistas, racistas, homofóbicos, xenofóbicos etc no poder. Sou de esquerda mas não apoio o sistema socialista ou “comunista” (isso porque ele não chegou a se efetivar plenamente). Sou a favor de uma reforma no poder, algo que vise o bem comum onde todos começam da mesma linha de largada. Não há meritocracia num país como o Brasil, não há como comparar as oportunidades de um jovem de periferia que estuda numa escola municipal com as de um jovem de classe média que estuda no Ph. Acredito que o mais importante é realmente focar numa educação pública de qualidade para que todos pudessem partir de um mesmo ponto.

 

Zap – sensacional sua resposta, de verdade. E fico com uma alegria imensa no coração ao constatar que ainda existem adolescentes tão lúcidos e bem informados como você, sobre o que é necessário para termos um país do qual nós possamos REALMENTE nos ORGULHAR dele. Você está de parabéns por pensar como pensa, Larinha (se me permite te chamar assim, rsrs). Então para terminar nosso papo eu não poderia deixar de perguntar sobre suas bandas preferidas, hehe. Já notei que você adora Beatles, Hendrix e Oasis. Quem mais, além deles? E também se quiser falar sobre um livro e autor do seu coração, além de um filme e diretor idem vai matar minha curiosidade, rsrs.

 

Lara – Hahahahaha muito obrigada!!! Minhas bandas favoritas são fáceis, hehe. Em primeiro lugar Beatles, é claro. Em segundo e terceiro Oasis e Zeppelin. Floyd, The Smiths e U2 não sou realmente fã mas curto bastante. Todas as bandas de Classic Rock tem uma espaço no meu coração para lhe ser sincera.

 

Quer ler algumas matérias que saíram com a Lara? Vai aqui: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2016/11/1828672-carioca-de-16-anos-viraliza-nos-eua-ao-zombar-de-ato-pro-trump-na-paulista.shtml. E aqui: http://veja.abril.com.br/blog/virou-viral/nao-acredito-em-meritocracia-em-um-pais-desigual-como-o-brasil-diz-estudante-cujo-post-anti-trump-viralizou-nos-eua/. Sendo que você pode encontrá-la no Facebook: https://www.facebook.com/lara.rotenberg?fref=ts.

 

O BLOGÃO ZAPPER INDICA

  • Discos: o novo do Brian Jonestow Massacre e “Crocodilo”, novo do Jonnata Doll & Os Garotos Solventes e sobre o qual falamos ainda e mais detalhdamente no próximo post. Mas você pode escutar na íntegra o esporro garage proto punk da talvez grande banda do atual rock BR aí embaixo:

 

E FIM DO POST COM O BLOG ZAPPER EM LUTO TOTAL

Ainda haviam zilhões de textos e lances legais pra entrar nesse postão (como nossa opinião do porquê considerarmos as gigs dos Strokes e do Duran Duran como as provavelmente melhores do Lollapalooza BR 2017) mas a notícia da morte do gigante Leonard Cohen na noite de ontem arrasou estas linhas bloggers rockers sentimentais, tirou nosso prumo e qualquer vontade de prolongar os trampos nesse post. Fica pra semana que vem, se nossos leitores não se importarem.

(suspiro…)

2016 foi e continua sendo isso mesmo, até sua última gota pelo jeito: um ano HORRENDO, cruel para o mundo e para a raça humana, cada vez mais inculta, bestial e sem nomes de relevância máxima nas artes. Que esse ano MALDITO acabe logo de uma vez. É tudo o que o blog pede nesse momento.

Rip querido Leonard Cohen. Na semana que vem estaremos novamente aqui, e lembrando sempre de ti. Até lá, lovers & rockers.

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 11/11/2016 às 5hs.)