Maio outonal chegou e com ele uma das festas rockers mais lendárias e clássicas da noite alternativa paulistana celebra suas quase duas décadas de existência! O Grind, comandado pelo super DJ André Pomba, chega aos dezenove anos em novo local e neste post especial o blog zapper relembra essa trajetória contando claaaaaro algumas histórias realmente absurdas, malucas e bizarras que aconteceram por lá, todas obviamente repletas de sexo, drogas e rock’n’roll; entre essas histórias aquela que compõe um capítulo inédito do livro idem “Escadaria para o inferno” e que publicamos aqui com exclusividade: a noite/madrugada em que Evan Dando, ex-líder e vocalista do célebre grupo americano Lemonheads, ficou total “bicudo” de cocaine na pista do Grind após ter sido “servido” com “farinha” pelo jornalista “dublê de dealer” – esse aqui mesmo, ulalá!

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Duas bandas clássicas e imbatíveis na preferência da garotada que freqüenta a badaladíssima festa Grind há quase duas décadas: o saudoso e inesquecível quarteto punk Ramones (acima) e o também extinto Hole (abaixo), aquele mesmo da cadelona e viúva de Kurt Cobain, Courtney Love

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MICROFONIA – REVERBERANDO A CULTURA POP

(com shows, discos, livros, filmes, baladas, festivais etc.)

 

***SOBRE O FESTIVAL SP TRIP, OS INGRESSOS COM PREÇOS EXTORSIVOS E A VELHARIA QUE VAI TOCAR NELE – É ÓBVIO (e não havia dúvidas quanto a isso) que o valor cobrado pelos tickets é um ASSALTO ao bolso de quem pretende ir na parada, e isso já era mais do que esperado dada a já secular ganância sem tamanho que permeia a atuação de produtoras de shows internacionais no Brasil. Mesmo com o país estando falido e no buraco o SP Trip terá ingresso custando 780 mangos (a pista Premium, para todas as noites). A conta é simples: com o dólar na faixa dos três reais (vamos arredondar a cotação porque ela muda todo dia) isso significa que quem quiser tentar ir na famigerada pista premium vai ter que desembolsar quase 300 DÓLARES por ela POR DIA, ao cambio atual. E nunca é demais lembrar: shows e festivais do mesmo porte na Europa e Estados Unidos (onde tudo geralmente é muito mais bem organizado do que aqui em termos de estrutura, transporte, atendimento ao público etc.) têm ingressos cujo valor máximo dificilmente ultrapassa os 100 dólares. Mas aqui é o triste bananão tropical, sempre. A terra da Lava Jato, da república da Odebrecht e do fã de música OTÁRIO, que sempre será ROUBADO no seu bolso por produtoras espertalhonas porque elas sabem que esse bando de IDIOTAS (aqueles que vão a gigs) paga MESMO o que elas cobram por shows gringos. Afinal hoje em dia apenas uma pequena parte do público que vai a estes festivais está ali e gastou sua grana suada por amor real à música e às bandas que estão tocando. O grosso de quem está lá só quer sair bem na balada e na selfie, pra depois postar no FaceMERDA e fazer INVEJA nos amigos. Que be le za, hein! Sobre o line up do SP Trip? O blog poderia escrever um livro aqui sobre o que pensa. Mas vamos tentar resumir a ópera, analisando cada dia da escalação divulgada:

 

***21 de setembro (quinta-feira), com The Who, The Cult e o tal Alter Bridge. Talvez seja a única noite que valha mesmo a pena ir nesse autêntico PARQUE JURÁSSICO de velhos gagás, gordos, flácidos e balofos do rock’n’roll. Yep, o Who também está velhão, caindo aos pedaços e é hoje apenas MEIO Who original (com Roger Daltrey e Pete Townshend). Mas nunca veio ao Brasil, é a última grande banda da história do rock que nunca havia tocado aqui e são um dos nossos heróis eternos no rock mundial. The Cult? Vimos um show inesquecível deles em 1991, no ginásio do Ibirapuera/SP, que lotou até o teto. O grupo estava no auge e a gig foi fodástica. Hoje estão mais caídos e por baixo do que a banda do Zé ruela da esquina. Mas vamos dar o beneficio da dúvida ao grupo, mais uma vez. Alter Bridge? Jornalistas não são obrigados a conhecer tudo e reconhecemos nossas limitações: não sabemos quase nada sobre eles e nem fazemos questão de saber.

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O gigante The Who: talvez a ÚNICA atração que vale a pena no festival SP Trip

***23 de setembro (sábado), com Bon Jovi e… The Kills (hã???)! Pois então (e lá vem a opinião surpresa fináttica): se tem alguém que envelheceu com alguma DIGNIDADE (em disco e ao vivo) nessa parada foi justamente (quem diria…) o Bon Jovi. Eles sempre mandaram mega bem ao vivo e você pode DETESTAR o grupo (não tenho quase nenhuma simpatia pela obra musical dele) mas não pode NEGAR isso. Tanto que vimos um show arrasa quarteirão deles em janeiro de 1990, no festival Hollywood Rock, quando botaram o lotado estádio do Morumbi abaixo. The Kills abrindo? É talvez o lance mais BIZARRO de todo o festival. Iríamos lá apenas pra ver a dupla, que adoramos. Mas achamos que o Kills vai é se foder tocando num estádio gigante e ainda por cima diante de uma platéia HOSTIL à espera de Jon Bon Jovi e Cia.

 

***24 de setembro (domingo), com Aerosmith e Def Leppard. Meo deos, chega de Aerosmith aqui, não? Já deram o que tinham que dar e o blog mesmo os viu por duas vezes (em 1994, foi sensacional, e depois em 2007, já não tão bom como na primeira vez). Deff Lepard??? Porran, quem precisa gastar grana com esse leopardo surdo chumbrega, geriátrico e representante do que de PIOR existiu no hard rock/heavy merdal britânico dos anos 80’? Só não ganha como PIOR noite do festival porque ainda tem a última, aí embaixo.

 

***26 de setembro (terça-feira), com Guns ‘N MERDA e Alice Cooper. Só mesmo OTÁRIOS, IMBECIS COMPLETOS e FANÁTICOS pra gastar 780 pilas e ir no estádio do Palmeiras nessa noite. Guns é aquela decadência total (mesmo contando novamente com Slash nas guitarras) que todos nós já sabemos, com Axl baleia branca velho, barrigudo e sem voz no palco, tudo isso transformando a banda em cover de si mesma – e cover dos piores. Tia Alice? Porran, já foi tão relevante na história do rock e hoje em dia… se esqueceu da aposentadoria e fica passando vergonha alheia pelos palcos do mundo, rsrs.

 

***Que mais? Sextona véspera de feriadão movimentadíssima, néan? No Brasilzão, greve geral (FORA TEMER!). E no mondo pop estão saindo os novos álbuns do Mark Lanegan, da Feist e do grupo virtual Gorillaz (yep, ele ainda existe). Fora o novo do Kasabian (um dos grupos prediletos destas linhas rockers bloggers na geração de 2000’ pra cá), que seria lançado hoje também mas foi adiado pra semana que vem. Bien, está tudo pra audição no Spotify já, e na medida do possível iremos comentando melhor todos por aqui, ok?

 

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GRIND, A SUPER DOMINGUEIRA ROCKER MAIS BADALADA DA NOITE UNDER PAULISTANA, CHEGA AOS 19 ANOS COM FÔLEGO RENOVADO

Em uma área tão volátil, volúvel e imprevisível como a cena cultural noturna de uma grande metrópole (com seus bares, restaurantes, casas de shows e clubes para dançar) uma festa (ou evento) voltada para um nicho específico de público (o que curte rock alternativo e cujo grosso dos freqüentadores pertence à comunidade lgbt) permanecer na ativa ininterruptamente por quase vinte anos é uma raridade, ainda mais nesses tempos de falência econômica do país e onde bares e casas noturnas abrem e fecham diariamente aos borbotões e num piscar de olhos. Pois o já mais que longevo Grind – a rock project for mix people, conseguiu a façanha. Criado e comandado por André Pomba (um dos DJs mais conhecidos da noite paulistana) no longínquo ano de 1998, o Grind reinou absoluto nas noites de domingo por quase duas décadas no clube A Lôca. Agora em novo endereço há menos de um mês (no Espaço Desmanche, na rua Augusta, próximo ao centro de Sampa) a festa tem a missão de permanecer bombada e de renovar seu público. E parece estar conseguindo: nas primeiras semanas no novo local o projeto recebeu uma média de quatrocentos pagantes.

Mas como tudo começou, afinal? Para saber precisamos voltar ao meio dos anos 90’, quando o editor da revista alternativa Dynamite, André Pomba Cagni, tinha voltado de uma de suas então habituais viagens aos Estados Unidos. Lá, além de ter visitado comunidades gays no circuito cultural de algumas metrópoles americanas (o que reforçou sua decisão de assumir sua homossexualidade), Pomba descobriu alguns clubes noturnos gls que mantinham noites voltadas especificamente para tocar rock na pista – e isso para um público (o gay) habitualmente mais afeito à música eletrônica. Impressionado com a receptividade da galera homo a essas noites rockers, o jornalista e produtor de eventos voltou para o Brasil disposto a fazer algo semelhante aqui. Bastava achar um local em São Paulo que “comprasse” e desse espaço à idéia, viabilizando-a. Foi quando Pomba passou a freqüentar o clube A Loca em 1995, e que estava funcionando há cerca de dois anos na rua Frei Caneca, próximo à avenida Paulista e notório reduto da comunidade gay paulistana. Nessa época o clubinho gls mantinha noites de música eletrônica bombadas às sextas-feiras e aos sábados, mas não funcionava aos domingos sendo que os proprietários queriam montar uma programação dominical que preenchesse o espaço também no dia habitualmente mais morto da semana. Foi então que mr. Pomba entrou em contato com a direção da casa e propôs seu plano: fazer um projeto voltado ao público gls (ou lgbt) aos domingos, mas em horário de matinê (das oito da noite à meia-noite) e que tocasse basicamente rock na pista, com algo de música pop e anos 80’. A Loca gostou da proposta e fechou parceria com o jornalista. A festa, batizada Grind, estreou em maio de 1998.

Não demorou muito para a novidade chamar a atenção não apenas do público gay que freqüentava A Loca, mas também de fãs de rock que não tinham o que fazer aos domingos à noite. Em poucos meses de funcionamento a festa começou a encher. Tempos depois seu horário precisou ser ampliado por conta da demanda do público e também porque muita gente queria chegar mais tarde ao clube para beber e dançar. Assim o Grind teve seu horário estendido para até às duas da manhã de segunda-feira. Foi o que bastou para o evento começar a lotar a Loca aos domingos, sendo que no auge da festa (entre os anos 2000’ e 2010) não raro cerca de mil pessoas passavam pelo clube ao longo da madrugada e em plena segunda-feira. Foi quando o Grind passou a funcionar até às seis horas da manhã (!) e foi nessa época que a própria Zap’n’roll fez muitas DJs set (como convidado) na festa, além de ter participado de momentos louquíssimos e bizarros dentro do clubino gls – sendo que algumas dessas estórias estão contadas logo mais aí embaixo, em um mini diário sentimental.

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Outra banda clássica das domingueiras do Grind: a goth inglesa The Cure

O tempo foi passando e o Grind resistiu bem na Loca, se tornando um clássico da noite under paulistana aos domingos. Mas com a crise econômica enfrentada pelo país nos últimos anos e com um certo desgaste enfrentado pelo próprio clube que o abrigava (com queda na freqüência de público, além da concorrência de outras casas noturnas que foram sendo abertas e também focadas no público gay), o Grind acabou mudando de endereço. Há quase um mês está funcionando no Espaço Desmanche, na rua Augusta. E lá, ao menos por enquanto, viu seu público e seu fôlego se renovar como adolescente que ainda é. Um adolescente que chega aos vinte anos de existência apenas em 2018. E que se depender do fundador André Pomba, vai manter bibas e heteros fãs de rock ainda total animados por muitas e muitas noites de domingo nos próximos anos.

 

***E nesse domingo, véspera do feriado de 1 de maio (dia mundial do trabalho), o Grind promete ficar mais lotado do que nunca. Tá a fim de ir na balada e quer saber tudo sobre ela? Vai aqui: https://www.facebook.com/events/1138482239631930/.

 

***E como esse post é especial sobre os dezenove anos da domingueira rocker mais badalada da noite paulistana, o blog vai ser generoso com o seu sempre dileto leitorado. Vai AGORA no hfinatti@gmail.com, manda uma mensagem fofa (uia!) pra gente e se habilite a concorrer a um PAR DE INGRESSOS VIPS pra ir na edição deste finde do Grind. Informaremos por e-mail ou telefone (deixe seu número na mensagem) quem ganhar o mimo, até o final da tarde deste domingo, 30 de abril, ok?

 

 

ENTREVISTA COM O DJ ANDRÉ POMBA SOBRE A NOVA FASE DO GRIND

(publicada originalmente no blog no post de 29 de março passado)

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O super dj André Pomba (acima), que criou o projeto Grind em 1998; a festa chega aos dezenove anos de existência agora em novo local, o Espaço Desmanche onde a dupla Pomba e Zap’n’roll (abaixo) se confraternizaram semanas atrás

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Zap’n’roll  – O Grind se tornou um clássico da noite alternativa paulistana. Permaneceu por 19 anos no club A Loca e esta semana anunciou sua saída de lá? O que houve, afinal?

 

André Pomba – Simplificando bastante, foram divergências financeiras e administrativas que foram se acentuando até o rompimento ser inevitável. Como considero minha relação com o clube como a de uma família, acabou-se tolerando muita coisa por conta dos 19 anos de convívio diário. Agora bola pra frente! Espero que o Clube Alôca possa recuperar sua posição na noite paulistana e da minha parte estou com entusiasmo renovado para novos desafios.

 

 

 

Zap – O projeto, ao que parece, vai continuar mas em novo endereço. E já há, também ao que parece, várias casas noturnas interessadas em abrigar a domingueira pop/rock mais famosa da capital paulista. Você já se decidiu qual será o novo lar do Grind?

 

Pomba – sim, no dia seguinte ao anunciar a minha saída recebi várias propostas, conversei com vários donos de casas noturnas. Sempre entendi que precisava de um local na região do Baixo Augusta com uma estrutura similar à Alôca, com duas pistas, palco pra shows e vários ambientes. Então foi fácil fechar com o DJ Click para fazer no Espaço Desmanche (onde era o mítico Vegas). A diferença é que o Grind agora vai começar a meia-noite, assim que encerrar a matinê da casa, de música brasileira, chamada Tereza.

 

Zap – Quando o projeto reestréia?

 

Pomba – em 9 de abril, domingo meia-noite, com uma super festa de aniversário: a minha mesmo de 53 anos ahahah

 

 

 

Zap – Haverá alguma diferença no Grind por conta da sua mudança de local ou ele seguirá mantendo a formula musical que o consagrou por quase duas décadas na Loca?

 

Pomba – sendo objetivo: uma pista tocará rock como sempre tocamos de todas as épocas e outra pop mais atual. O importante é saber se reciclar sem perder a essência. Acho que conseguiremos trazer um público novo que já frequenta os clubes do Click (Tex, Desmanche e Blitz), com a galera que já frequenta o Grind há anos, como a eterna missa de domingo dos loucos da noite paulistana!

 

 

TOP 10 DO GRIND – OS CLÁSSICOS IMBATÍVEIS DA DOMINGUEIRA ROCKER MAIS FAMOSA DE SAMPA

Ao longo de quase duas décadas de existência o DJ André Pomba, fundador do projeto Grind, animou a pista da festa com zilhões de músicas fodonas e cobrindo todas as épocas e estilos do rock mundial. Mas entre estas algumas se tornaram autênticos clássicos que não podiam ficar de fora do set list jamais. São essas músicas que você confere nos vídeos abaixo, num top ten elaborado pelo próprio Pomba e que reúne os maiores sucessos da domingueira rock’n’roll até hoje.

 

MINI DIÁRIO SENTIMENTAL – RÁPIDAS HISTÓRIAS SELVAGENS DE SEXO, DROGAS, LOUCARAS E ROCK’N’ROLL QUE SÓ PODERIAM ROLAR NO GRIND, ULALÁ!

***Boquete na pista de dança, ao lado da cabine do DJ, e aspirada de cocaine em CIMA do PAU – o autor deste diário algo sórdido e cafajeste a conheceu em meados de 2004. Ela era uma jornalista que havia acabado de se formar no curso e se interessou por um texto de Finaski, publicado em algum site no qual ele já escrevia naquela época. Enviou um e-mail e foi aí que tudo começou. O zapper namorava então uma pretaça deliciosa e gigante, de 1,80m de altura e que trepava alucinadamente mas com a qual ele pouco tinha afinidade intelectual/cultural (nosso querido e eterno melhor amigo, Andre Pomba, sempre dizia sobre nosso relacionamento: “vocês dois se dão bem APENAS na cama. Fora dela são um DESASTRE”. Era verdadeira a avaliação dele). Mas então recebemos o e-mail dela, que se chamava T.R.A. (vamos chamá-la apenas pelas iniciais do seu nome). Muito inteligente, fã de rock, de literatura, cinema etc. Tínhamos muitas afinidades. E ela era muito jovem, apenas 21 anos de idade. O blogger rocker estava com 41. Começamos uma intensa troca de correspondência eletrônica, passamos a conversar pelo hoje jurássico MSN, por telefone (fixo, naquela época) e finalmente marcamos um encontro PESSOAL, em alguma noite/madrugada qualquer de abril de 2004 (pouco tempo antes da saudosa mama Janet falecer). Nos encontramos no metrô Consolação, em Sampa. Ela era LINDÍSSIMA: cabelos ruivos, formas apetitosas (peitos medianos, nem grandes nem pequenos) e um rosto de bonequinha de porcelana chinesa. Descemos a rua Augusta e fomos pros bares de rock que lá existiam. Bebemos bastante vinho num deles. Depois fomos (novamente) pro Madame Satã (ela era e é fã de rock BR anos 80’ e das bandas inglesas da época). Lá, no porão escuro do casarão, os MALHOS começaram. Até que o jornalista já cheio de péssimas intenções conseguiu convencê-la a vir pra casa, em uma kit no bairro da Vila Mariana (começo da zona sul de São Paulo, bairro bom de classe média chique, coxa, chata e esnobe, e onde o blog mora até hoje). A trepada foi monstruosa, com a moça copulando em todas as posições possíveis. Dormimos abraçados e pelados e quando acordamos, houve mais uma trepada furiosa. Depois ela foi embora pra sua casa – morava longe, em Mauá, Grande SP, e sozinha pois apesar de muito jovem já era órfã de pai e mãe. Claro, Zap’n’roll se apaixonou loucamente pela garota e queria se livrar da pretona. Foi um período terrível, até que meses depois a negona descobriu tudo e chutou o namorado traidor (e na real não nos incomodamos tanto com isso, afinal). O rapaz aqui então investiu com tudo em T. mas começou a descobrir que ela não era tão meiga e doce como imaginávamos. Uma “perva” em determinadas atitudes e situações, era uma vadiaça escolada na arte de foder com homens COMPROMETIDOS, apesar da pouca idade. Fomos descobrindo isso apenas com o tempo de convívio e de affair com ela – foram quase 4 anos ao todo, de 2004 a meados de 2008. Queria ter ficado com ela para sempre. Mas ela, também fã de cocaína e de devastações alcoólicas oceânicas como o jornalista loker, de FODER a TRÊS (sim, trepamos eu e ela e mais uma terceira pessoa em pelo menos duas ocasiões, uma ela sendo comida por mim e mais um outro homem; em outra, ela e uma amiga minha se comendo e ME comendo) e de loucurar em baladas noturnas, me disse certa vez, algo FEMINISTA que era (e nunca mais esqueci dessa frase): “Humberto, você é ÓTIMO pra se DIVERTIR. Pra sair, pra ir num show, pra dançar e beber num bar, pra TREPAR e CHEIRAR pó. Mas eu NUNCA vou NAMORAR ou CASAR com você. Quando eu for me casar com alguém vou querer um homem sem VÍCIOS”. E assim foi. Continuamos juntos até 2008, mais ou menos. E numa de nossas últimas saídas e trepadas, fomos um domingo no clube gls A Loca, onde o DJ Pomba fazia a domingueira rocker Grind. Bebemos, dançamos. Em certa altura da madrugada, num cantinho da pista de dança ao lado da cabine do DJ, ela sussurrou no ouvido do jornalista: “abre sua calça e tira o pau pra fora”. Abri. Ela, CADELAÇA escolada que era, se agachou furtivamente e CHUPOU o pinto por longos minutos ali mesmo, enquanto o restante da pista dançava enlouquecidamente. Final da balada o casal foi pra casa. Ela queria CHEIRAR pó. O autor deste diário canalha tinha um pouco e por incrível que pareça não estava a fim – estava mesmo era com vontade de fodê-la e sabia que se cheirasse também, o pinto não iria levantar. Então lhe disse: “só você vai cheirar. E depois vamos trepar”. Ela: “ok. Mas eu NÃO vou cheirar no SEU PINTO, isso é ultrajante!”. Retrucamos: “se não for em cima do meu PINTO não tem coca pra você!”. Ela reclamou, protestou mas acabou aceitando minha exigência pois a vontade de aspirar uma carreira de pó era maior do que sua honra, dignidade, moral e orgulho, que foram todos pra casa do caralho no final das contas. Então ela cheirou uma ENORME taturana de pó em cima do pau duro desse coroa sórdido, calhorda e também algo imoral. Ficou louquíssima em alguns minutos. E foi fodida na boca, na boceta e no cu sem reclamar de nada. Nos separamos tempos depois. Nunca mais a vi e lá se vão quase nove anos que não a reencontro. O já velho jornalista quis ficar com ela e eventualmente sente saudades dela. Temos seu número fixo de telefone até hoje e esse número não mudou. Ligamos um dia, semanas atrás. Uma voz masculina atendeu e desligamos. Ela, finalmente, deve ter encontrado o homem sem VÍCIOS que tanto queria. E deve estar feliz com ele – ou não…

 

***Jornalista bicudo de cocaine dando entrevista a milhão – era a noite/madrugada de onze anos do projeto Grind, em maio de 2009. A pista do clube A Loca estava lotada como sempre. E especificamente naquela noite uma equipe do programa que era apresentado por Otávio Mesquita (mais conhecido como “Chato” Mesquita) nas madrugadas da Band, foi ao clubinho da rua Gay, ops, Frei Caneca, para fazer uma matéria sobre a domingueira rocker mais badalada do underground paulistano. Filmaram o público, a pista, os outros ambientes, fizeram algumas entrevistas. Entre estas, com o DJ Pomba e… voilá! Com o jornalista então naquela época ainda total LOKER de plantão, hihihi. Com o detalhe: o autor deste blog tinha acabado de praticar uma devastação nasal gigantesca num dos banheiros da boate, aspirando uma autêntica TATURANA de padê (que estava muito bom, diga-se). Logo em seguida foi já doidão para a cabine de som, onde Pomba estava dando entrevista para a repórter da TV Band. Terminada a entrevista o homem que criou o Grind teve a “ótima” idéia de indicar Finaski para também ser entrevistado. “Ele é um dos jornalistas mais conhecidos da imprensa musical e freqüenta nossa festa há anos, por isso pode dar um bom depoimento”, disse o inocente Pombinha à repórter, que ligou um refletor na cara ESTALADA do a essa altura já FRITO (nos neurônios) jornalista, empunhou um microfone na frente dele e pediu para que o mesmo falasse algo sobre a domingueira rock’n’roll. O que se seguiu foi bizarro ao cubo: com as pupilas saltando pra fora dos olhos mr. Finas falou ao menos 300 mil palavras em minúsculos 30 segundos. A tal repórter desligou a câmera e o microfone, agradeceu e saiu da cabine. Foi quando Pomba veio no ouvido do autor deste diário maluco e cochichou: “se ela conseguiu entender DUAS palavras do que você disse foi muito, rsrs”. Mas não é que a matéria dias depois foi ao ar na televisão e com o DEPOIMENTO (ou o que deu pra aproveitar dele, uia!) fináttico incluso nela? Pois é, rsrs.

 

***”Acabou, ACABOU!!!” – aconteceu na mesma madrugada em que rolou a festa de onze anos da domingueira rocker. Entre as centenas de xoxotas que estavam circulando pelos vários ambientes da Loca, ELA era uma das mais… locas, rsrs. Peituda, roupa decotada, sapato com salto alto, feição de cadela ordinária e bastante chapada (de álcool? Cocaine? Tudo ao mesmo tempo?), a figura não tinha pudor algum em se insinuar pros machos presentes. Primeiro deu mole para um amigo deste jornalista que, por estar acompanhado da namorada, dispensou a oferecida. Algum tempo depois veio pra cima do próprio zapper, mas fazendo cu doce. Quando o autor deste diário sem vergonha resolveu criar coragem e TENTAR algo com a figura (afinal o jornalista maloker também estava turbinadíssimo de pó e nessas condições nunca conseguia paquerar ninguém de forma civilizada e sem cometer alguma cagada pelo caminho), eis que um brucutu com cara de poucos amigos a puxou pelo braço e ambos saíram de onde estávamos. A essa altura já eram quase cinco da matina, Zap’n’roll estava ficando fora de combate e não teve dúvida em aceitar uma carona quando sua amiga Nathália “beuda” Traffica disse que estava indo embora. Fomos. Apenas no dia seguinte o blogger rocker ficou sabendo como a festa dos onze anos do Grind QUASE acabou, rsrs. Quem relembra é o próprio André Pomba: “eram quase cinco da manhã e o som continuava à toda, com a pista lotada e todo mundo dançando. De repente, DO NADA, aquela LOCA subiu a escadinha da cabine, invadiu a mesma e começou a TENTAR derrubar tudo no chão (fios, cabos, as disqueteiras), enquanto gritava como uma alucinada: ‘acabou, ACABOU!’. Só tive tempo de ABRAÇAR e segurar as cdj’s até que um segurança veio e conseguiu tirar a maluca da cabine”. E quem era a maluca, afinal? A mesma que estava dando mole pros machos no meio da madrugada, no bar. De modos que este jornalista e Pomba chegaram à seguinte conclusão: o brucutu corno devia ser algo da moçoila. Cansou de passar a madrugada vendo a dita cuja se esfregando em outros barbudos, deu uma botinada na vagaba e ela, inconsolável (uia!), INVADIU a cabine de som pra gritar que tudo tinha acabado. Só não se sabe até hoje se o que tinha acabado era o namoro dela ou se ela queria ACABAR com a balada, rsrs.

 

***Evan Dando, dos Lemonheads, TRAVADO de farinha na pista – ulalá! Essa merece um capítulo ESPECIAL que você lê abaixo no próximo tópico, hehe.

 

 

EXCLUSIVO E INÉDITO! A NOITE/MADRUGADA EM QUE O MÚSICO AMERICANO EVAN DANDO FICOU BICUDAÇO DE PADÊ NO GRIND, UIA!

Mais uma história bizarra que só poderia ter rolado na festa Grind, claro! E aqui contada em detalhes neste capítulo do ainda inédito livro “Escadaria para o inferno”, de autoria do jornalista Finaski e com previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano. Confiram!

 

Capítulo 9 – Sendo “dealer” de Evan Dando, dos Lemonheads

 

A garotada que hoje tem 20 e poucos anos não deve ter conhecido ou não se lembra mais dos Lemonheads. Mas o trio indie guitar americano foi uma das bandas mais legais do rock nos anos 90’. Liderado pelo vocalista, compositor e guitarrista Evan Dando o grupo surgiu em Boston por volta de 1986, lançou seu primeiro disco no ano seguinte e começou a fazer mega barulho entre a mídia e o público fã de rock em pouco tempo, até estourar nos EUA com o álbum “It’s A Shame About Ray”, editado em 1992. Tornaram-se então a bola da vez no mercado musical americano (o Lemonheads, até ali gravando por selos independentes, foi capturado pela major Warner Music por onde lançou “It’s A Shame…”, que em poucos meses chegou à marca de um milhão de discos vendidos). E o sucesso não era difícil de explicar: Dando, além de ótimo compositor, letrista e vocalista era um deus loiro de beleza apolínea, daqueles que faziam as menininhas ficarem com as xoxotas encharcadas nos shows da banda. E som do conjunto era o melhor que o guitar rock americano podia oferecer naquele momento: melodias radiofônicas e assobiáveis mas com um pé na aceleração e urgência herdadas do punk. Não demorou pra Dando e cia se tornarem os ídolos das matinês.

Assim como também não demorou pra eles virem tocar no Brasil, que começava a entrar com força no circuito internacional de shows de rock. Desta maneira foi anunciado no segundo semestre de 1994 a realização de um festival internacional em Santos, no litoral paulista, bancado por uma marca de tênis e que traria entre outras bandas o Lemonheads. Os shows seriam na praia e de graça. Óbvio que fui até lá sendo que eu estava, aos 31 anos de idade, namorando com um bocetaço de 18, a Greta (que tinha peitos tão grandes e deliciosos que ela mesma mamava neles quando estávamos trepando), com quem o jornalista trintão e doidão deu uma foda rápida, em plena praia (numa parte mais afastada da muvuca onde estavam rolando os shows), antes de a gig de Evan Dando e cia. começar. Foi um show bacana, no final das contas.

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Evan Dando (acima), ex-líder e vocalista do trio americano The Lemonheads (abaixo): ele também ficou “bicudo” de cocaine no Grind, hihihi

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E logo depois de tocar no Brasil e atropelado pelo imediatismo pop que já consumia a indústria musical há duas décadas, o Lemonheads começou a entrar em decadência nos EUA pois o público adolescente precisava ser alimentado ad eternum por novidades rockers mais quentes a cada nova semana. Foi nesse processo de queda de popularidade que o trio voltou ao Brasil em mais duas ocasiões: em 1997 e depois, em 2004. Nessa última turnê por aqui a formação original do conjunto já tinha se dispersado e dela só restava mesmo o fundador Evan Dando. E foi também nessa última visita do grupo a Sampa que o autor deste livro de memórias e esbórnias rock’n’roll se viu transformado em dealer do loiro vocalista dos Lemonheads.

A gig havia rolado no extinto Palace (casa de shows que existiu em Moema, na zona sul paulistana, e onde assisti a alguns momentos históricos e inesquecíveis do rock mundial, como a primeira vez em que os Ramones tocaram no Brasil, em 1987). Terminada a apresentação (que tinha sido num domingo) eu descolei uma carona e me mandei pro club A Loca (o inferninho gay/GLS mais famoso do Brasil e onde aos domingos aconteceu durante quase 20 anos a noitada Grind, comandada pelo dj André Pomba e que toca apenas rock na pista, até o sol raiar). Lá estava eu há algum tempo já, bebericando minha habitual Gim tônica (meu drink preferido quando vou na Loca, sempre com muito Gim e pouca água tônica), quando veio conversar comigo o argentino Alejandro (uma das figuras mais carimbadas da cena alternativa paulistana, produtor e guitarrista de várias bandas indies da capital paulista), e que foi logo dando o toque: “Finatti, me ajuda numa missão…”. Eu, já imaginando a merda voando na minha direção: “lá vem… fala aí”. Ele: “to com o Evan Dando comigo e ele quer pó!”. Eu arregalei os olhos e vi que, do lado do argentino, estava mesmo um sujeito loiro, cara de lesado e que não queria muito papo com ninguém. Queria apenas ficar mais loki do que aparentemente já estava. Alejandro insistiu: “tô com cem mangos aqui que ele me deu. Onde podemos ir pegar essa parada?”.

Não havia escapatória, óbvio. E lá fomos eu e o hermano mala no carro dele (uma daquelas peruas Chevrolet antigonas, de quatro portas) até o Cambuci, que era o local mais próximo onde eu poderia desenrolar a “missão”. Lá, na rua Muniz de Sousa, funcionava uma biqueira lendária (não sei se funciona até hoje) e que eu havia descoberto quando havia morado no final da rua dos Lavapés, entre 1994 e 1995. O “padê” que o pessoal vendia lá era bem servido, de boa qualidade (não espetacular, mas dava pra chapar os neurônios) e custava dez pilas cada peteca. Fomos lá. Peguei dez petecas e combinei com Alejandro: “entrega meia dúzia pra ele e cada um de nós fica com duas”. O argentino topou e voltamos pra Loca. Lá chegando reencontramos o rock estar loiro já um tanto ansioso pra dar uma cafungada e entregamos a “encomenda” dele. Eu fui imediatamente pro banheiro dar uma aspirada no pó branco. E fui pra pista dançar.

A última visão que eu tive dentro da Loca naquele domingo, há mais de uma década, se tornou um clássico imagético, rsrs. Eu já bem “bicudo”, resolvi ir pagar minha comanda de consumação e cair fora dali pois já eram cinco da manhã. E quando passei pelo bar em direção ao caixa, apenas vi aquele sujeito loiro, totalmente “travado”, sentado no chão do lugar, com as pernas dobradas em posição de lótus e sem conseguir abrir a boca pra falar absolutamente nada. Coisas que só a cocaína faz em você, hihihi – inclusive em rock stars.

 

 

CD BACANA EM PROMOÇÃO

Yep. Ainda há pessoas no mundo que gostam de escutar música em plataforma FÍSICA (leia-se: CDs e LPs), como o autor deste blog por exemplo. De modos que depois de muuuuuito tempo vamos colocar um disquinho pra sorteio aqui. Trata-se do álbum de estréia do grupo surf music instrumental paulistano The Pultones, e que acaba de ser lançado pelo sempre venerável selo Baratos Afins. Interessou? Então vai no hfinatti@gmail.com e pede pra concorrer, sendo que no próximo post falamos quem ganhou o dito cujo além de comentar mais detalhadamente sobre o trampo dos moleques, okays?

 

 

E FIM DE PAPO

Pronto, postão chegou ao fim. Em plena sextona de greve geral no bananão tropical estamos aqui, no trabalho, ulalá! Mas tem feriadão até segunda-feira próxima, de modos que todos terão bastante tempo pra ler com calma o post zapper, beleusma?

Então é isso. Bom feriado pra todo mundo e nos vemos novamente pelos próximos dias ou semanas. Até lá!

 

(enviado por Finatti às 17:30hs.)

Depois da perda irreparável do saudoso, inesquecível e grande Johnny Hansen (que deixou órfão o rock independente nacional há quase duas semanas), é a vez do queridaço Kid Vinil (nosso eterno Herói do Brasil) ter problema seríssimo de saúde, dando susto monstro na indie scene nacional e mostrando como a SOLIDARIEDADE humana INEXISTE nesses tempos total escrotos da web e das redes sociais

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Dias sombrios dominam a cena rock BR: o grande e queridíssimo Kid Vinil (nosso amado Herói do Brasil, foto acima) passou mal após show no interior de Minas Gerais no último final de semana, e segue internado em coma induzido em um hospital em São Paulo; o fato ocorre apenas duas semanas depois de a cena indie nacional ter perdido o também lendário músico Johnny Hansen (abaixo, ao lado de Zap’n’roll), criador do grupo electro rock Harry nos anos 80’

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A essa altura todos já estão sabendo que Antonio Carlos Senefonte, mais conhecido no rock brasileiro que ainda importa como Kid Vinil, está internado em um hospital em São Paulo, em coma induzido (isso até a tarde desta quinta-feira, quando este post do blog está sendo publicado), após ter passado mal no último final de semana no interior de Minas Gerais, onde estava realizando um show tributo ao rock BR dos anos 80’. Além de amigo pessoal do autor deste espaço rocker há pelo menos três décadas, Kid tem uma gigantesca folha corrida de ótimos serviços prestados ao rock brasileiro. À frente de bandas como Verminose e Magazine, como produtor e diretor de gravadoras, DJ ou apresentador de zilhões de programas de rádio que marcaram época (atualmente, comanda programa com seu próprio nome às quintas-feiras à noite, na 89fm de São Paulo), Kid sempre foi e continua sendo referência quando o assunto é cultura pop e rock’n’roll em terras brasileiras. Fora que ele é a simpatia e afabilidade em grau máximo.

Zap’n’roll conheceu Kid Vinil quando o ainda futuro jornalista era um jovem fã de rock’n’roll alternativo. Chegamos a escutá-lo no programa “Rock Sanduiche”, que ele fazia junto com o também graaaaande Leopoldo Rey, na finada Excelsior FM (isso lá pro final dos anos 80’). Mas foi somente depois que nos tornamos jornalista musical profissional (lá pelos idos de 1986) que o conhecemos pessoalmente e nos tornamos amigos. Desde então nunca mais perdemos contato, mesmo que passássemos longos períodos sem nos falar. São inesquecíveis as visitas didáticas ao apê em que ele morava, nos anos 80’, na rua Almirante Marques Leão, no Bixiga (centrão rocker de Sampa). Era um apto pequeno e ABARROTADO de discos. E sempre havia novidades lá. Foi com ele que Finaski escutou pela primeira vez o single “Supersonic” de um certo Oasis, que estava então bombando na Inglaterra. Foi lá também naquele apê que ele nos gravou uma fitinha cassete com os primeiros singles do Suede e do Ride – isso em 1993, mais ou menos. Sendo que o blog é eternamente grato a ele por ter-nos apresentado todos esses gigantes do indie guitar e do britpop dos 90’.

Hoje estamos aqui, preocupadíssimos com ele. Já perdemos o amado Johnny Hansen (o gênio que fundou o grupo electro rock Harry, nos anos 80’) há quase duas semanas (que serão completadas nessa sexta-feira). E não queremos perder mais alguém ultra querido por nós e por todos que curtem rock no Brasil, em tão pouco tempo. Por isso pedimos aos céus que mantenha Kidão vivo ainda por muitos e muitos anos. Só isso. O mundo já anda escroto e chato demais pra ficarmos sem uma pessoa como ele.

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O grupo new wave brasileiro Magazine nos anos 80′, com Kid Vinil à frente

 

CAMPANHA EM FAVOR DE KID VINIL MOSTRA O QUÃO EGOÍSTA E INSENSÍVEL SE TORNOU O SER HUMANO NA ERA DA WEB E DAS REDES SOCIAIS

O repentino e inesperado problema de saúde enfrentado por Kid Vinil no último final de semana pegou a todos de surpresa – inclusive os familiares dele. Kid havia acabado de se apresentar na cidade de Conselheiro Lafaiete (em Minas Gerais), quando sentiu-se mal nos camarins. Foi socorrido e levado às pressas a um hospital local, onde foi colocado em coma induzido pelos médicos. Diabético há muitos anos e já com idade razoavelmente avançada (sessenta e dois anos), Kid sofreu um infarto que também gerou complicações na oxigenação do seu cérebro. Com os limitados recursos à disposição no hospital para onde ele havia sido levado a equipe que fez os primeiros atendimentos recomendou que ele fosse transferido com urgência para São Paulo. E se possível, de helicóptero.

A transferência felizmente aconteceu na última terça-feira e até o momento em que este post está sendo concluído, Kid Vinil segue internado em um hospital particular no bairro da Vila Mariana, zona sul da capital paulista. Mas para conseguir trazer o cantor e apresentador para Sampa sua família teve que abrir uma também inesperada e emergencial campanha pública de arrecadação de recursos, pedindo doações via internet e redes sociais já que o custo da operação para fazer o translado dele seria em torno de R$ 15 mil reais. Uma grana razoável e que a maioria das pessoas não possui disponível, ainda mais com o país quebrado como está. E mesmo Kid, que felizmente tem uma situação financeira mais estável e confortável do que boa parte dos brasileiros, não dispunha dessa quantia. Nem ele nem sua família.

A campanha foi aberta e, coordenada pela sua sobrinha de Kid (Raquel Senefonte), felizmente obteve o resultado necessário. A quantia foi levantada e Kid removido para São Paulo. Raquel também agradeceu publicamente quem colaborou e deu a campanha por encerrada, mostrando a seriedade e lisura da mesma.

Mas mesmo assim, se tratando de algo seríssimo (uma vida humana) e envolvendo uma figura pública e mega querida por milhares de pessoas, começaram a chover zilhões de postagens imbecis no Facebook ao longo da semana, zombando e pondo em dúvida o caráter e a seriedade do pedido feito pela família de Antonio Senefonte. Algumas dessas postagens foram escritas inclusive por pessoas que estão entre os amigos deste jornalista e pelas quais temos simpatia. “Não dou um centavo”, disse uma das publicações. Outra mensagem (esta de alguém que não conhecemos e nem é nosso “amigo” no faceboquete) foi além e disparou: “o que ele tem na coleção de discos dele dá pra pagar tranquilamente seu translado para São Paulo”.

Um clássico da new wave brasileira dos anos 80′: o grupo Magazine, com Kid Vinil nos vocais, e sua hilária “Tic Tic Nervoso”, cuja letra permanece mais atual do que nunca

Tudo isso demonstra a que ponto chegou a ignorância, a falta de solidariedade e o egoísmo humano na era da web e das redes sociais. A família do Kid não iria fazer um pedido público de ajuda financeira se não estivesse precisando. R$ 15 mil é muito dinheiro no final das contas (quer dizer, para nós, meros mortais, não para os corruptores e corrompidos pela Odebrecht). Conhecemos Kidão pessoalmente há 30 anos pelo menos. Ele possui (ou já possuiu) uma situação financeira um pouco melhor do que a maioria? Certamente (sempre mantinha sua coleção abastecida de novidades, sempre viajava pro exterior etc). Mas o país está realmente quebrado e sabe-se lá se isso não afetou tb suas finanças. Mas independente disso, vamos repetir, há a questão da SOLIDARIEDADE HUMANA nesse episódio. Todos aqui têm enorme carinho por Kid, o blog em particular por tudo de bom que ele nos proporcionou em termos de conhecimento musical e rocker, e também pelos muitos momentos agradáveis que passamos ao seu lado. Então em nenhum momento colocamos em questão a situação financeira dele (se é ótima ou péssima) quando decidimos também fazer uma modestíssima contribuição para ajudar nas despesas com seu translado para São Paulo. De modos que a tristíssima lição que este episódio deixa é que, definitivamente, a SOLIDARIEDADE da raça humana parece mesmo ter ido pra casa do caralho nesses tempos obscuros, egoístas, moralistas hipócritas, reacionários e ultra conservadores. Ninguém está a fim de ajudar ninguém e o blog mesmo passou por essa experiência bastante desagradável quando teve um tumor maligno na garganta há 3 anos e meio e também precisou pedir socorro público. Na época poucos nos ajudaram de fato (e somos gratos até hoje aos que nos prestaram essa ajuda), sendo que muitos negaram socorro na cara larga e mais um tanto simplesmente ignorou o pedido de ajuda. Óbvio, ninguém tem obrigação de fazer nada por ninguém mas atitudes desse naipe e a simples desconfiança de um pedido de ajuda em rede social, partindo de uma família de alguém que precisa de socorro médico urgente (não importa quem seja a pessoa, se trata de uma VIDA HUMANA que está em jogo), demonstra bem a que nível chegou o senso de (falta de) solidariedade e a sensibilidade das pessoas. Não quer ajudar? Beleza, direito seu. Mas não seja ESCROTO a ponto de desdenhar, ridicularizar ou DUVIDAR publicamente de quem está pedindo ajuda.

Os animais irracionais estão melhores do que nós. E mais solidários também, sem dúvida. E isso é lamentável. Apenas isso.

 

Estas linhas zappers desejam toda a força pro Kid Vinil. Estamos torcendo aqui pra que logo menos todos nós possamos novamente ouvir sua voz na 89fm, e dar boas risadas com suas tiradas impagáveis. Já basta termos perdido Hansen há quinze dias. Que Antonio Carlos Senefonte permaneça ainda por muitos anos ao nosso lado!

 

Após mais este post extra, Zap’n’roll pretende voltar ao rimo normal na próxima semana, depois do feriadão deste finde. E espera sinceramente que não precise voltar aqui em caráter extraordinário, para noticiar algo ruim como fizemos em nossos dois últimos posts. É isso. Beijos carinhosos em nosso dileto leitorado.

 

(enviado por Finatti às 15hs.)

SILÊNCIO gigante e ultra respeitoso no rock brasileiro que ainda importa: Johnny Hansen, cantor, compositor, multiinstrumentista e fundador do lendário grupo electro rock Harry (uma das cult bands mais essenciais do rock BR dos anos 80’) morre em Santos (litoral paulista) aos cinquenta e seis anos de idade, deixando mais uma lacuna monstro e irreparável na música nacional; nesse post extra o blog zapper (cujo autor foi amigo pessoal do músico durante quase três décadas) presta sua homenagem a um dos artistas mais geniais e criativos (e sem ter tido o devido reconhecimento em relação à sua genialidade) que já surgiram por aqui

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Silêncio gigantesco e sombras no rock independente nacional que importa: o músico santista Johnny Hansen (acima, foto: Jairo Lavia), fundador, guitarrista e vocalista da cult band electro rock Harry (abaixo) sai de cena, vitimado por infarto fulminante, tornando a já empobrecida indie scene rock brasileira ainda mais raquítica e irrelevante

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Tinha sido uma sexta-feira estranha, a de anteontem (este post está sendo escrito e publicado excepcionalmente no domingo, 9 de abril). Aliás a semana toda havia sido muito estranha e complicada na vida de Zap’n’roll: problemas (pessoais e profissionais) demais, soluções de menos e foi assim que os dias foram seguindo. Quando o final de semana chegou não houve mudanças significativas nesse quadro. E já no final da tarde de sexta-feira, quando o autor deste blog foi ao centro de São Paulo para cuidar de assuntos pessoais, ele mesmo meio que vaticinou em sua página no Facebook: “algo me diz que meu finde será uma droga…”. E como num presságio ruim (muito ruim, na verdade) a notícia devastadora veio poucas horas mais tarde. Ao chegar em casa (já depois da meia-noite) e após jantar com um casal querido (a escritora Juliana Frank, nossa musa rocker do post zapper anterior a esse, e o tatuador Fábio Martins), a caixa de e-mails e de mensagens de Finaski estava repleta de mensagens atônitas: Johnny Hansen, músico santista de cinqüenta e seis anos de idade, fundador da banda Harry nos anos 80’ (e que seguia em atividade até hoje), havia morrido na cidade do litoral paulista, vitimado por um ataque cardíaco fulminante. O final de semana destas linhas rockers bloggers acabou exatamente ali.

A notícia da morte de Hansen se tornou ainda mais trágica e devastadora para o autor deste blog pelos laços de amizade que uniam músico e jornalista há quase três décadas – o que torna ainda mais dolorosa a missão de escrever este post. Ambos se conheceram em algum momento em 1988. O Harry era, então, uma banda do rock underground paulistano em ascensão junto à mídia e a um público que, embora ainda reduzido, ia aumentando aos poucos. O grupo tinha sido fundado por Hansen (responsável pelos vocais e guitarras) três anos antes em Santos, junto com os músicos e amigos Cesar Di Giacomo (na bateria) e Johnsson (no baixo). Logo em seguida se uniu a eles o produtor e músico eletrônico Roberto Verta (outro dileto amigo pessoal deste espaço virtual). Em 1986 lançaram um primeiro EP pelo selo indie Woop Boop Discos, que teve boa repercussão midiática. Mas foi quando o primeiro álbum completo, “Fairy Tales”, saiu em 1988 que o Harry recebeu aprovação quase unânime da imprensa musical: mixando rock com eletrônica como nenhum artista ainda tinha ousado fazer no Brasil, o Harry mostrou uma sonoridade única e que estava pelo menos vinte anos à frente do seu tempo. O álbum era tão bom que o então ainda jovem repórter Finaski foi entrevistar o quarteto para uma matéria que seria (e foi) publicada na capa do Caderno 2, do diário paulistano O Estado De S. Paulo (onde Zap’n’roll estava então trabalhando), logo após o lançamento do disco. Foi aí, nessa entrevista, que músico e jornalista se conheceram pessoalmente e se tornaram amigos. Uma amizade que nunca mais se rompeu e permaneceu até esta semana, chegando ao fim infelizmente porque o beijo inescapável da morte veio buscar o nosso querido e inesquecível músico e amigo.

De 1988 em diante a trajetória do Harry foi bastante errática. O grupo lançou mais alguns poucos discos (entre eles “Vessels’ Town”, editado em 1990, e a coletânea “Chemical Archives”, lançada em 1994 e que reunia material dos discos de estúdio além de canções inéditas) e foi paralisando seu trabalho e os shows ao vivo aos poucos, por motivos diversos. Hansen passou algum tempo morando em Fortaleza (Ceará), onde foi cuidar de uma loja de discos, Roberto Verta foi chamado para trabalhar como diretor artístico em uma das maiores produtoras de shows internacionais do Brasil e esses fatores acabaram impossibilitando a continuidade do conjunto. Anos depois e já de volta ao Sudeste, Hansen passou a dividir sua moradia fixa entre a cidade natal Santos e a paradisíaca e minúscula São Thomé Das Letras (no sul de Minas Gerais), onde passava longas temporadas com a ativista ecológica Jackie Nunes (que cuida de uma ONG voltada à proteção de animais domésticos em situação vulnerável), com quem acabou se casando. E mesmo com o Harry não lançando novo material ou se apresentando ao vivo, Johnny Hansen nunca deixou de produzir música ou de exercer seu oficio de artista musical. Pelo contrário: ele vivia envolvido em zilhões de projetos, tocando com diversos grupos independentes. Também estava sempre gravando material inédito para possíveis lançamentos futuros. Acabou se tornando um dos músicos mais requisitados para tocar na noite de São Thomé (cidade com pouco mais de seis mil habitantes mas que concentra dezenas de barzinhos com música ao vivo por ser um dos pólos turísticos mais conhecidos do Brasil, com dezenas de cachoeiras, trilhas e lendas e mitologias sobre povos antigos e visitas de extra terrestres), e paralela a toda essa atividade procurava manter viva a marca Harry que, a essa altura e embora não muito ativa, já havia se tornado um dos nomes mais cultuados do rock BR dos anos 80’, com uma legião imensa de fãs na web e nas redes sociais.

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O quarteto electro rock Harry (uma das lendas do indie rock BR) em foto da sua formação nos anos 80’ (acima); abaixo as capas da versão original do clássico “Fairy Tales” (lançado em 1988) e de sua versão “elétrica”, editada em 2015

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CAPAHARRY2015

 

Foram nesses últimos anos inclusive, durante sua permanência em São Thomé, que Hansen e este jornalista se tornaram mais próximos do que nunca. Zap’n’roll, sabidamente apaixonado que é pela cidadela Mineira (e onde vai há mais de vinte e cinco anos), sempre passou suas viradas de ano por lá. E era sempre um prazer ver nessas temporadas em Thomé Hansen tocando nos bares da cidade, com o seu trio Maximum Overdrive. Também foram inesquecíveis os longos e ótimos papos que rolavam enquanto pizzas saborosas eram degustadas pelos dois amigos e pela sempre espirituosa Jackie.

Nos últimos anos Hansen passou mais tempo em Santos do que no sul de Minas, decidido que estava a retomar com força a carreira do Harry. Se reuniu com os antigos companheiros de banda e junto a eles lançou o sensacional “Electric Fairy Tales”, no final de 2015. Era nada menos do que uma versão ELÉTRICA e rocker (com guitarras, baixo e bateria) para o clássico álbum de 1988, e o primeiro lançamento inédito do grupo em mais de vinte anos, pois além das faixas do disco original retrabalhadas para a versão rock, o cd ainda trazia uma batelada de canções inéditas. Novamente foi recebido efusivamente não apenas pela mídia especializada mas também pela legião de fãs angariados ao longo de quase trinta anos. E finalmente então o grupo voltou a se apresentar ao vivo, fazendo gigs elogiadíssimas como a que aconteceu em outubro do ano passado na Clash Club, na capital paulista.

Johnny Hansen (que fazia o tipo durão, ranzinza e algo politicamente reaça nas redes sociais mas que, ao vivo, era um gentleman e a doçura em pessoa como ser humano) estava animado com a volta da banda. E sempre enfiado num estúdio, já havia registrado material inédito suficiente para possivelmente lançar mais dois CDs do Harry. Além de multiinstrumentista genial (que dominava guitarra e teclados como poucos no Brasil) também possuía conhecimento ENCICLOPÉDICO de música e rock’n’roll – certa vez ele disse ao blog que tinha mais de 25 mil discos completos arquivados no HD do seu computador.

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Acima: o Harry se apresenta na Clash Club em São Paulo, em outubro de 2016, no show de lançamento do álbum “Electric Fairy Tales”; nas fotos abaixo dois momentos de Zap’n’roll com a banda e seu fundador: em 2006 num bar na Vila Madalena (zona oeste da capital paulista), após uma gig do Harry, e no réveillon de 2015 em São Thomé Das Letras, com o inseparável amigão Johnny Hansen

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Infelizmente tudo acabou esta semana, uma trajetória que ainda poderia render ótima música bruscamente interrompida por um infarto fatal. Hansen ainda era muito novo para nos deixar. Mas como já havia cantado Renato Russo muitos anos atrás: “Os bons morrem antes”.

E nós ficamos aqui, amargando a saudade e a melancolia pela perda de um amigo pessoal gigante e um músico com qualidade artística difícil de ser encontrada atualmente no completamente raquítico panorama da música e do rock brasileiro. De modos que o blog zapper deixa aqui registrada a sua homenagem e sua saudade imensurável e dolorosa nesse momento.

Rip Hansen. Um dia nos encontramos por aí, em alguma outra estação – se ela de fato existir.

 

***O Harry se tornou uma das principais cult bands do rock alternativo brasileiro em todos os tempos. E Johnny Hansen era um dos músicos mais respeitados dessa cena. No entanto até a tarde deste domingo apenas um mega portal de notícias, o G1, registrou o falecimento do músico. Sites decadentes como o da revista Rolling Stone Brasil, portais como UOL e Folha online, além de blogs de cultura pop como o “vizinho” Popload (ou seria Pobreload?), que se comprazem em publicar apenas imbecilidades como “o melhor do Twitter”, comeram mosca e não deram um pio sobre a morte do queridão Hansen. E assim se comprova mais uma vez o quão vergonhosa está a cobertura de cultura pop e rock alternativo pela mídia brazuca (virtual ou impressa) nos tempos atuais. Lamentável.

 

 

PARA OUVIR O HARRY AÍ EMBAIXO

Nas versões original de “Fairy Tales” na íntegra, lançado em 1988, e parte da regravação rock e “elétrica” do álbum, editada em 2015.

 

 

UM CLÁSSICO DO HARRY – SOLDIERS

(do álbum “Fairy Tales”, de 1988)

 

Soldados

 

Eu ouço os soldados, eu ouço eles vêm

Eu tenho certeza que a noite vai ser longa

 

Eu ouço as pessoas, eu ouço eles vêm

Eles não vêem a luz, eles não têm nenhuma diversão

 

Ouvi dizer que eles vêm

 

Estamos aguardando

sangue e suor de alguém

calor de alguém para tirar

 

(enviado por Finatti às 16:30hs.)