AMPLIAÇÃO FINAL E MONSTRUOSA, UHÚ! Com a abertura do Rock In Rio 2017, mostrando os novos discos do The National e The Cult, falando de grandes perdas essa semana para o rock’n’roll e mostrando mais fotos incríveis da tesudíssima e gatíssima musa rocker Flávia Dias! – Depois de quatro anos longe dos estúdios o Queens Of The Stone Age volta GIGANTE com seu novo álbum inédito, se mantendo como uma das pouquíssimas bandas relevantes no rock mundial dos anos 2000’; tem musa rocker gostosíssima esta semana? Claaaaaro: novamente atendendo a pedidos, oferecemos ao nosso distinto e dileto leitorado macho (cado) uma nova batelada de imagens tesudíssimas da gatíssima Flavinha, um demônio em forma de sereia que ama poesia beat e loucuras variadas; e mais isso e aquilo tudo que você só encontra mesmo aqui, no espaço de cultura pop mais legal da web BR há catorze anos! (postão AMPLIADÃO e finalmente total concluído, em 15/9/2017)

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Com discaço novo que acaba de sair o americano Queens Of The Stone Age (acima) mostra mais uma vez que continua sendo uma das únicas bandas do rock mundial que vale a pena dos anos 2000’pra cá; e mesmo com o nosso miserável bananão tropical totalmente afundado na lama, um setor da cultura pop se mantém mais ativo do que nunca e lançando bons títulos: é o mercado editorial voltado a livros sobre musica e biografias em geral, como a do saudoso e genial cantor Belchior, cujo volume teve noite de autógrafos essa semana em Sampa (abaixo, com Zapnroll dando um abraço no seu amigo Jotabê Medeiros, jornalista e amigo zapper há quase trinta anos)

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MAIS MICROFONIA

(com Rock In Rio começando SEM Lady Gaga, a mais nova “flechada” de Janot contra o conde Drácula golpista, o mais recente e bom disco do velho Cult, a morte de um baterista gigante da história do rock e também de uma jovem e gatinha cantora indie rocker americana,  e mais isso e aquilo tudo)

 

***Entonces, conforme prometido (aqui se promete e se cumpre, uia! Rsrs), entrando agora no ar, já no final da sextona, 15 de setembro, a ampliação gigante desse post zapper. E como ele finalizamos os trabalhos aqui também, ao menos por enquanto néan. Mas caaaaalma que ainda tem mais notinhas aí embaixo e os complementos todos. Inclusive falando do Rock In Rio 2017, que começa hoje na cidade Marabichosa. Vai lendo aí embaixo e divirta-se!

 

***Rodrigo Janot está se despedindo da PGR. Mas ontem ainda teve tempo pra disparar a nova denúncia (“enquanto houver BAMBU lá vai FLECHA!”) criminal contra o MAIOR BANDIDO que já existiu na história da política brasileira: ele mesmo, esse velho desgraçado e imundo, esse conde Drácula do Planalto chamado Michel Temer. Claro que todos nós sabemos que esse filho da puta vai novamente ter sua pele salva pela Câmara dos Deputados em Brasília, tão corrupta e imunda quanto ele. E teremos que agüentar esse LIXO humano e político até o final de 2018. O consolo que nos resta é que esse VERME sairá da presidência do Brasil mais imundo do que pau de galinheiro. E se houver justiça aqui, depois que ele deixar a presidência vai passar alguns anos MOFANDO na cadeia, onde é o seu merecido lugar.

 

***A grata surpresa desta semana que está chegando ao foi… o último cd do The Cult, que toca na primeira noite do festival SP Trip, no próximo dia 21 de setembro, abrindo pro gigante The Who. O álbum se chama “Hidden City”e já saiu há mais de um ano – foi lançado em fevereiro de 2016. O site zapper ainda não tinha escutado o dito cujo, assume. Aliás não ouvíamos Cult há séculos na verdade. Mas como a banda está vindo aí e pretendemos estar lá na noite em que eles vão tocar (pedimos credenciamento e se rolar ótimo, porque grana pra pagar o ingresso sem chance; e se conseguirmos ir vai ser mesmo por causa do Who, óbvio), resolvemos ver a quantas eles andam e fomos matar nossa curiosidade em relação ao último trabalho deles de estúdio. Sendo que Zapnroll não esperava mais nada do grupo já há muitos anos. Vejam bem: os vimos no auge ao vivo quando estiveram pela primeira vez no Brasil, em 1991. Era a turnê do “Sonic Temple” (que eles haviam lançado em 1989), Finaski trampava na revista IstoÉ, estava casado e foi no único show que eles fizeram então por aqui, no ginásio do Ibirapuera, em Sampa. Que lotou, claro (15 mil malucos lá dentro). E foi uma gig inesquecível. Depois o conjunto começou a descer a ladeira, tanto em disco quanto ao vivo. Se não for engano assistimos a turma mais duas vezes e aí então largamos mão deles. Foi em 1994 (no finado Olympia), onde a performance já não foi lá nenhum primor, longe disso inclusive. E depois em 1999’, numa festa de aniversário da 89fm (ah, aquela noite… o sujeito aqui era apaixonado pela linda Ana Cristina B., que foi ao show com ele e CHUPOU O PINTO do jornalista rapidamente no back stage, num momento em que fomos nele… saudades dessa puta inigualável, com quem o então trintão jornalista teria se casado…), e onde a banda se mostrou horrível no palco. Depois eles ainda voltaram pra cá em 2006, 2011 e 2013, é isso mesmo produção? Se estivermos equivocados, plis, podem nos corrigir. Nunca mais fizemos questão de vê-los ao vivo. Mesmo porque os discos que também foram lançando se tornaram irrelevantes, daqueles que ninguém viu nem ouviu. Mas este “Hidden City” muda UM POUCO o contexto da parada. Guarda pouca similitude com os imbatíveis “Love” (de 1985) e “Electric” (de 1987) que sim, ficaram algo datados já musicalmente falando, mas que permanecem como dois clássicos do pós-punk inglês dos anos 80’. Enfim, a sonoridade atual está hard rock, e algo sombria e melancólica nas ambiências e nas melodias. Ouvimos apenas uma vez e de cara já simpatizamos com “Dark Energy” (que abre bem o disco), “No Love Lost” (mezzo pós-punk e sombria na sua condução), “Birds Of Paradise” e “Sound and Fury”, que fecha tudo com pianos e guitarras agônicas, em clima de final dos tempos. E sim, notamos uma queda na qualidade das músicas na segunda metade do álbum mas ainda assim, para um grupo que está há mais de 30 anos na estrada e cujos integrantes principais (o vocalista Ian Astbury e o guitarrista Billy Duffy) estão com 55 e 56 anos nas costas, não dá pra reclamar. Fora que Ian continua mantendo bom vocal. E Billy sempre foi um puta guitarrista. De modos que essa porra poderá render bem ao vivo, no final das contas. É o que pretendemos e esperamos conseguir conferir e saber no próximo dia 21 de setembro. E sendo que você conferir o novo disco do velho Cult na íntegra aí embaixo.

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A dupla eterna do velho Cult (Ian Astbury e Billy Duffy, acima) e seu novo disco (abaixo): o grupo continua em forma

 

***E quem também lançou novo discão após quatro anos longe dos estúdios foi o sempre lindo e incrível The National. “Sleep Well Beast”, a nova e belíssima obra sônica de Matt Berninger, foi lançado oficialmente no último dia 8 de setembro e estas linhas virtuais ainda estão, hã, degustando o dito cujo. Sendo que em breve faremos uma análise detalhada dele por aqui, mas você já pode escutar o discão aí embaixo, na íntegra.

 

***Uma das mais queridas amigas zappers, a DJ Silmara Oliveira, faz niver semana que vem. E vai comemorar como gosta e da melhor forma possível, fazendo o que ela faz mega super bem: animando a pista como DJ convidada da festona que pretende reviver os dias de gloria do Anny44, que foi um dos clubs rockers mais legais de Sampa nos anos 80’. Vai rolar muito gothic sound e anos 80’, claaaaaro. E Zapnroll já confirmou presença, pra dar um beijão na Sil, reencontrar velhos amigos e também por saber que vai ser uma noitada bacaníssima. Interessou? Tudo sobre a festa aqui: https://www.facebook.com/events/1443940582357044/?acontext=%7B%22ref%22%3A%223%22%2C%22ref_newsfeed_story_type%22%3A%22regular%22%2C%22action_history%22%3A%22null%22%7D&pnref=story

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Silmara Oliveira, querida amiga zapper e uma das ótimas djs da cena alternativa paulistana, toca semana que vem em festa na Vila Madalena

 

*** AMOR E CARINHO ETERNO PARA OS QUE SE FORAM ESSA SEMANA – Yep. A morte de alguém ainda choca e entristece bastante estas linhas rockers bloggers. Ainda mais quando ela leva pessoas que admiramos mesmo sem ter conhecido pessoalmente, mesmo que distantes de nós e do nosso mundo. Pessoas com as quais sentimos algum tipo de identificação, afinidade cultural, comportamental, musical etc. E choca ainda mais quando nos damos conta de que era alguém ainda muito jovem, cheia de vida, fazendo bom rock, boa arte e contribuindo de alguma forma para que o mundo e a raça humana sejam menos escrotos do que estão sendo nos dias que correm. Então essa semana perdemos dois na batalha contra o câncer (sendo que Zapnroll também já teve o seu), no rock americano. Um deles o grande Grant Hart, baterista e fundador do gigante e essencial Husker Du. A outra, essa lindinha aí na foto com a banda onde ela cantava, o Those Darlins. Jessi Zazu tinha apenas 28 anos. Cantava bem e a banda era bacana, uma das bem legais da cena americana alternativa dos anos 2000’. É isso. Desse mundo selvagem ninguém nunca sairá vivo mesmo. Já Grant Hart se foi jovem ainda. 56 anos. Fundador e baterista de uma BANDA FUNDAMENTAL da história de todo o rock’n’roll. Sem eles (sendo que tivemos em vinil os ESSENCIAIS “Candy Apple Grey” e “Warehouse – songs & histories”, há 30 anos) não teria existido Pixies. E sem Pixies não teria havido Nirvana, uma das cinco bandas da nossa vida (pra sempre!) e o último grupo que valeu a pena nessa porra de rocknroll. Rip, Grant Hart e Jessi Zazu. Se houver alguma outra estação por aí, além dessa desgraça chamada Planeta Terra, esperamos reencontrar vocês um dia nela, e trocarmos uma idéia e fazer um som.

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Jessi Zazu (acima, à frente dos Those Darlins) e Grant Hart (abaixo, um dos fundadores do seminal trio americano Husker Du): ambos nos deixaram essa semana, derrubados pelo câncer

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***Entonces é isso. Microfonia parando por aqui. Agora segue lendo o postão que tem muuuuuita info nele, ainda com a “engordada” que foi dada na parada, beleusma? Então vamos Nelson!

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MICROFONIA

(reverberando a cultura pop, a política, discos, filmes, shows, comportamento etc.)

 

***Notinhas da “Microfonia” em construção. A primeira parte do post do site zapper está entrando no ar na véspera do feriadão em si, de modos que iremos alimentando isso aqui ao longo da próxima semana e sempre que um assunto relevante merecer nossa atenção na cultura pop e na cena rocker alternativa.

 

***E já que estamos falando em feriadón, tem muita gente que vai ficar em Sampa durante o mesmo. É o seu caso? Então tem baladona bacanuda na sextona em si pra ir: mais uma edição do já bombado Bailindie da saudade. Que desta vez vai rolar lá na Vila Madalena. Os detalhes e todas as infos sobre ele estão aqui: https://www.facebook.com/events/2107541696156504/.

 

Já se você prefere curtir um rock’n’roll no meio do mato, dentro da natureza e tals, também sem problema. O sempre incrível Simplão Rock Bar (que fica numa chácara, em Paranapiacaba), da nossa eternamente mui amada Cris Doidona, abriga a partir de HOJE a sexta edição do festival “Independência e Rock”. Vai ter uma renca de bandas legais (entre elas os queridos do Betty57) e rola até domingo, sendo que as infos todas sobre a festona na floresta você acessa aqui: https://www.facebook.com/events/121775775134074/?acontext=%7B%22ref%22%3A%2229%22%2C%22ref_notif_type%22%3A%22plan_reminder%22%2C%22action_history%22%3A%22null%22%7D&notif_t=plan_reminder&notif_id=1504735183380872.

 

***E por enquanto é isso, povo. Mas após o feriadão em si fiquem atentos que mais infos irão aparecer aqui no Microfonia, que por hora encerra com a IMAGEM aí embaixo desta semana. Claaaaaro, os R$ 51 milhões do Geddel, muito bem abrigados na nova sede da Casa da Moeda. Onde? Ora, em Salvador, Bahia, MEU REI! Hihihi.

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COMEÇA MAIS UM ROCK IN RIO, QUE MOSTRA COMO UM DOS MAIORES FESTIVAIS DO MUNDO REFLETE SEU TEMPO E COMO ELE NÃO TEM MAIS QUASE NADA A VER COM… ROCK

São onze da noite da sexta, 15 de setembro de 2017 (quando este postão zapper está finalmente sendo ampliado e finalizado). Dia da abertura de mais uma edição do Rock In Rio, hoje um dos maiores festivais de música (e não apenas de rock) do mundo e marca empresarial mais do que consolidada.

Zapnroll está nele, vai nele? Nope, vai acompanhar o que for possível “do sofá” mesmo, no conforto do seu lar. Mesmo porque o que queremos realmente ver ao vivo estará aqui mesmo em Sampa, semana que vem.

Este espaço rocker no entanto teria um livro pra escrever aqui sobre o festival, sobre o RIR de ontem e de hoje e sobre o que ele significou para a cultura pop brasileira. Ao invés disso vamos resumir toda a parada deste tópico nesse excelente texto algo memorialista que o querido chapa André Forastieri publicou em sua página no Faceboquete. E complementamos com a nossa própria visão do evento, na reposta que demos nos comentários desse mesmo post do Forasta. Os dois textos seguem abaixo, tal como foram redigidos no FB. Com certeza trarão ótima leitura e uma ótima visão ao nosso dileto leitorado, sobre o que foi ou é atuamente o festival criado há trinta e dois anos por Bob Medina.

 

De André Forastieri:

Eu tinha 19 anos e estava sozinho no ônibus Copacabana-Cidade do Rock, com o coração na boca. Meu primeiro dia no Rio de Janeiro. Meu primeiro dia de Rock In Rio.

Já morava sozinho em São Paulo há dois anos, mas tive que pedir aprovação para os meus pais mesmo assim. Eu não tinha grana para ir, só estudava. Não encrencaram, ajudaram. Descolaram até um lugar para eu ficar hospedado.

Moleza total. Noite no barrão do festival, dia num mega-apê lotado de obras de arte e livros louquíssimos do Umberto, meu primo cardiologista society, marchand, descoladésimo, que mal vi enquanto estava lá. Morreu jovem, como muita gente boa naqueles 80 e 90.

Umberto trabalhava e badalava como um louco, jantava fora todo dia. A geladeira dele só tinha guaraná e iogurte de morango. Vivi de sanduba na rua meus dias de Rock In Rio. E salada de frango do Bob’s e Malt 90 de noite.

O engraçado é que eu não armei a viagem com ninguém, mesmo sabendo de alguns conhecidos que iam. Não lembro por que foi assim. Encontrei lá, que eu me lembre, dois colegas de colegial, Paulo Cabral – colega jornalista – e Viviane Zveiter, minha amiga de infância.

Foi a última vez que vi Viviane – quer dizer, até 2008, aniversário de 25 anos de formatura do colegial. Ela estava igualzinha. Eu, 25 quilos mais pesado. Hope I die before I get old, indeed…

A ironia é que em 85 meu negócio era punk e new wave fazia séculos, e eu estava me sentindo um pouco traído com New Wave ter virado gel com glitter para cabelo. Que ondinha é essa de B-52’s, Legal Tender? Eu era fã dos caras desde 1980!

Fiquei mais chateado ainda porque os artistas que eu mais gostava, o próprio B-52’s, Go-Go’s, Nina Hagen e tal, fizeram umas porcarias de show. Os brasileirinhos, coitados, mal a gente escutava, Paralamas, Kid Abelha, Blitz. O Rock In Rio foi dos dinossauros: Queen, AC/DC, Whitesnake, Yes, Iron Maiden.

Eles é que sabiam tocar em descampados com uma acústica de pesadelo. Fui lá pra implicar com a velharada. Não era e nunca fui metaleiro. Mas tive que me render. Me converti ao AC/DC, que achava coisa pra jacu, lá mesmo.

Até hoje cravo sem dúvida nenhuma: o melhor show do festival foi o Queen. Só estando lá para ver. Outro que aquela maldita praga levou, Freddie Mercury.

O Rock In Rio, de uma maneira esquisita, foi o Woodstock do Brasil: rock, amor e lama, um divisor de águas geracional. Não tínhamos voto direto para presidente, mas pelo menos a gente estava livre dos generais. Chega de mau humor. Chega de tromba. Chega de patrulha ideológica. Chega de Fagner, Gonzaguinha, Simone, chororô. Let’s rock!

Não arrumei uma namorada lá, mas tentei bastante. Me atolei no gramado e nos lagos de esgoto que se formavam nos banheiros. Meus tênis viraram blocos de barro. Voltei do Rio de havaianas (com meia! estava frio!), cheguei uma da matina. Dormi na rodoviária de SP, para pegar o primeiro ônibus para Piracicaba sete da manhã. Eu tinha me transformado em outro cara.

Foi bom, tudo foi lindo, foi uma aventura. Sem risco, mas para minha parca experiência da época, uma aventura mesmo assim. Perto das maluquices que conhecidos fizeram, tive um festival de playboy total. O mano Paulo César Martin, o Paulão do Garagem, fritou o braço com o óleo da batata frita e foi enfaixado ver o Ozzy!

O Rock In Rio teve consequências diretas na minha vida. Porque durante o festival, foi realizada uma pesquisa com o público sobre a viabilidade de uma revista sobre rock no Brasil. Em termos de leitores, de anunciantes e tal.

Foi com base nesses resultados que ela foi lançada no Brasil alguns meses depois: Bizz. Ideia de executivos e jornalistas roqueiros, que xavecaram os chefões na Abril. Hei, Carlos Arruda, aquele abraço!

Seis anos depois, eu era editor da Bizz, cabeludo, e passei o Rock In Rio 2 inteiro instalado numa suíte do Copacabana Palace. Dormia de dia, dividia a piscina com o George Michael à tarde, enfiava o pé na jaca noite adentro, nos shows, nas salas Vip das gravadoras e num after que não acabava nunca. Meus dias de rockstar. Dava autógrafo na rua, juro.

Em 2001, voltei for fun, com grandes amigos, para um final de semana regado a REM e Guns N’Roses. Fiquei feliz de ter ido. E nunca mais voltei.

Agora tem outro Rock In Rio. E parece menos legal do que o meu primeiro, porque não tem bandas com cheiro de novidade. Isso ficou para outros festivais, grandes como o Lollapalloza, do tamanho certo como o Popload. Mas também parece mais legal, porque tem eventos paralelos sensacionais, como o GameXP, uma espécie de filial da Comic Con Experience no meio do Rock in Rio, recheada de jogatina, gibi e companhia.

Duvido que voltarei um dia ao Rock in Rio. Festival requer energia jovem. Só se for com meu moleque, que começa a gostar de rock, e rock velho. O ingresso para o Deep Purple está comprado.

E o do São Paulo Trip também. Anotem aí, jovenzinhos: hope you get old before you die. Te vejo no show do The Who!

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O gigante e ultra clássico The Who: pela primeira vez no Brasil e a MELHOR e PRINCIPAL atração do Rock In Rio 2017

 

De Zapnroll:

De volta ao passado total agora. Também estive naquela lama toda e nunca mais esqueci. Eu tinha 22 anos de idade e fui nos três últimos dias, depois de encher muito o saco da minha saudosa mama Janet, que bancou toda a operação. Queen na sexta foi INESQUECÍVEL (já tinha sido 4 anos antes aqui em SP mesmo, no estádio do Morumbi, meu segundo show internacional; o primeiro foi, imagine, o Genesis em 1977 no ginásio do Ibirapuera, quando eu tinha 14 anos de idade e fui com a mana mais velha, a Jaque). Eu também não era fã de heavy MERDAL (nunca fui) mas era o que tinha pro sábado (penúltimo dia) e fiquei sem voz depois de tanto berrar no show do AC/DC, que realmente foi fodástico. Domingo, último dia, fui sem voz pra cidade do rock (ou pra lama do rock, rsrs). Vi Yes, Barão Vermelho e foi aquilo.

 

Quando rolou o segundo RIR, em 1991 (no Maracanã) eu já era jornalista (estava trabalhando na editoria de cultura da IstoÉ desde 1988) como você. E tal qual o Sr também me esbaldei na área vip, onde só entravam jornalistas e convidados e artistas, claro. Inclusive me lembro que apenas a “tenda” da gravadora Warner estava lotada e badalada – as outras estavam às moscas, rsrs. Logo descobri por que: havia um open bar (opa!) ali com salgadinhos e CAIXAS E CAIXAS com garrafas de whisky Logan (o whisky da moda então, por causa do Collor, uia!) que eram abertos na nossa frente e os atendentes enchiam nossos copos sem pudor ou culpa alguma. Depois do segundo copo cheio até a boca comecei a ficar com o cérebro ébrio e mergulhado em nevoas e brumas de álcool e achei que era melhor dar um gole desse meu copo cheio pro Supla, ahahahaha. Dali a pouco chegou do meu lado o queridão Guto Goffi (já éramos chegados naquela época, e ele era como sempre foi o batera gente finíssima do Barão Vermelho), me AGARROU pela cintura (ele é alto pra porra) e me tirou do chão, gritando “Finaaaaaaattiiiiiii!”. E eu algo bêbado pedindo: “me coloca no chão, porra!”. Depois da bebedeira desci pro gramado do estádio, pra ver o show do Guns N`Shit. Achei uma porcaria (com exceção do momento em que eles tocaram a ótima “Civil War”, que sempre gostei), ainda mais que pouco antes o Faith No More tinha causado comoção com seu set. E fim.

 

Voltei no Rock In Rio em 2001, na noite que teve Beck, Foo Fighters e REM. Aí já não tinha mais lama, já havia telões, eu continuava no jornalismo musical (que como bem e sempre frisa mestre Luis Antonio Giron, morreu na era da web, junto com todo o jornalismo de cultura pop no final das contas), escrevendo para a (imaginem) revistona da rádio Transamérica. E lá fui eu pra ver principalmente a turma de Michel Stipe, eternamente uma das 5 bandas da minha vida. E fui bem LOKO pra aquela noite do RIR, rsrs. Namorava com uma gostosa e loka arquiteta de 24 anos de idade, que AMAVA chapar a cabeça com ácido, ahahahaha. Ela então levou 2 “doces” pra tomarmos durante os shows. Fora que “apertou” uma tora gigante de marijuana pra fumarmos também. Então fumamos o beck e tomamos os doces, cada um o seu, no intervalo do show do Foo Fighters pro REM. Na metade da gig da banda do Michael, do Peter Buck e do Mike Mills (e mais alguns músicos convidados) o “negócio” começou a bater. A cor vermelha do camisão do Michael, reproduzida em tamanho gigante no telão, estourava na minha cara. E de repente eu comecei a ver aqueles cones gigantes da Aol (lembra, Forasta? Ela era uma das patrocinadoras do festival), que tinham ao lado do palco começarem a AVANÇAR na minha direção, e achei que ia ser DEVORADO por eles, ahahahaha. Tudo acabou com eu e a girlfriend estirados no chão, olhando pro céu (que estava limpo e cheio de estrelas) e felizes como dois pintos na chuva.

 

Assim como você nunca mais voltei no RIR. E acho que nem vou mais. Não dá pra negar que o festival se tornou um dos maiores do mundo e mega se profissionalizou. Assim como não dá pra negar que inovações como o espaço gigante para games é total bem vindo e sintonizado com a época atual. Mas… e a MÚSICA em si? E a PROGRAMAÇÃO MUSICAL? Essa já era né. Basta conferir toda a grade de atrações. Dá pra separar nos dedos o que tem de realmente importante pra se ver ali (eu contei e separei Céu com Boogarins, Naçäo Zumbi com Ney Matogrosso, The Kills e The Who, e acho que só. Sendo que Kills e Who também tocam semana que vem aqui mesmo em Sampa e espero conseguir ir aos shows). Mas no final das contas o que importa isso, não é mesmo? Quase ninguém mais vai ao RIR pela música, como já bem frisou nosso prezado André Barcinski. O grosso do público quer ir mesmo na roda gigante, na tirolesa, tirar selfie adoidado, comer, paquerar, ver, ser visto e FODA-SE o que ta rolando no palco. São os tempos da música e da cultura pop em 2017, na era cibernética. O romantismo e a poesia que havia nessa história ficaram lá atrás, há 32 anos, embalsamados para sempre na lama do primeiro e inesquecível Rock In Rio. É isso.

 

Valeu pelas lembranças, Forasta. Pelas suas e por trazer à tona as minhas também.

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A entrada principal do primeiro Rock In Rio, em janeiro de 1985: a poesia e o romantismo que existiam no festival ficou lá atrás, embalsamada na lama do tempo

 

A PROGRAMAÇÃO DO ROCK IN RIO 2017

15 de setembro (sexta)

Palco Mundo

19h – Ivete Sangalo

21h – Pet Shop Boys

22h35 – 5 Seconds of Summer

0h25 – Lady Gaga (headliner)

 

Palco Sunset

16h30 – Céu e Boogarins

 

16 de setembro (sábado)

Palco Mundo

19h – Skank

21h – Shawn Mendes

22h35 – Fergie

0h25 – Maroon 5 (headliner)

 

Palco Sunset

16h30 – Blitz & Alice Caymmi & Davi Moraes

18h – Charles Bradley & His Extraordinaires

20h – Miguel e Emicida

 

17 de setembro (domingo)

Palco Mundo

19h – Frejat

21h – WALK THE MOON

22h35 – Alicia Keys

0h25 – Justin Timberlake (headliner)

 

Palco Sunset

18h – Maria Rita e Melody Gardot

20h – Nile Rodgers & Chic

 

21 de setembro (quinta)

Palco Mundo

19h – Scalene

21h – Fall Out Boy

22h35 – Def Leppard

0h25 – Aerosmith (headliner)

 

Palco Sunset

16h30 – The Pretty Reckless

18h – The Kills

20h – Alice Cooper & Arthur Brown

 

22 de setembro (sexta)

Palco Mundo

19h – Jota Quest

21h – Alter Bridge

22h35 – Tears for Fears

0h25 – Bon Jovi (headliner)

 

Palco Sunset

20h – Ney Matogrosso & Nação Zumbi

 

23 de setembro (sábado)

Palco Mundo

19h – Titãs

21h – Incubus

22h35 – The Who (headliner)

0h25 – Guns n’ Roses (headliner)

 

Palco Sunset

18h – Bomba Estéreo & Karol Conka

20h – Cee Lo Green & IZA

 

24 de setembro (domingo)

Palco Mundo

19h – Capital Inicial

21h – The Offspring

22h35 – Thirty Seconds to Mars

0h25 – Red Hot Chili Peppers (headliner)

 

Palco Sunset

15h05 – Ego Kill Talent

16h30 – Dr. Pheabes e Supla

18h – Republica

20h – Sepultura

 

 

HÁ MAIS DE VINTE ANOS NA ESTRADA O QUEENS OF THE STONE AGE RESSURGE FODÃO COM DISCO INÉDITO, E MOSTRA QUE AINDA É A GRANDE BANDA ROCKER DOS ANOS 2000’

Talvez a última (e melhor) grande banda de rock ainda em atividade de 2000’pra cá, o americano Queens Of The Stone Age provocou comoção no mondo pop com o lançamento no último dia 25 de agosto de seu novo álbum de estúdio, “Villains”, que inclusive já deve estar ganhando edição física nacional – na web ele já está total disponível para audição nos Spotify espalhados pela rede. É o sétimo trabalho inédito da turma liderada pelo genial guitarrista, vocalista e letrista Josh Homme e que surge após o grupo passar bons quatro anos longe dos estúdios de gravação. E como de hábito na trajetória musical deles o disco já chegou causando barulho (o que era inevitável, em se tratando de QOTSA) e despertando as mais diversas reações entre os fãs e ouvintes em geral: a maioria, como sempre, amou o novo esporro sônico das Rainhas da idade da pedra. Mas também teve quem torcesse o nariz, achando a nova coleção de canções fracas, repetitivas, mais do mesmo e… pop e dançantes em demasia. Hã?

Quem não gostou da nova obra rocker de Homme e Cia e achou o cd “pop” e dançante demais, por certo está ruim do ouvido, mezzo surdo e deve ter implicado com o fato de o grupo ter convocado para pilotar a produção do álbum ninguém menos do que Mark Ronson. Ele mesmo, o produtor, músico e DJ inglês que transformou a saudosa Amy Winehouse em superstar quando meteu a mão na direção musical do hoje clássico (e excelente, musicalmente falando) “Back To Black”, o segundo rebento sonoro de Amy e que vendeu milhões de cópias e a deixou milionária. Muita gente do rock torce o nariz para o trabalho de Ronson por considerá-lo pop e radiofônico em excesso, muito pelo seu envolvimento em trabalhos de nomes como Lady Gaga, Adele, Lily Allen ou Bruno Mars. No entanto Mark se tornou uma celebridade na música planetária de anos pra cá justamente por trafegar com desenvoltura tanto na seara mais pop quanto no rock mais ortodoxo, o que lhe garantiu reconhecimento crítico e prestigio junto aos músicos. Hoje seu nome se tornou praticamente uma grife e sinônimo/garantia de que o trabalho produzido por ele irá se tornar sucesso junto à mídia e ao público.

E não deverá ser diferente com este “Villains”, do QOTSA. Óbvio que o mérito maior de o disco ter saído mais uma vez no capricho e com a qualidade de sempre é mesmo da própria banda. Mas de fato Ronson deu uma bem vinda e providencial oxigenada e “swingada” nas melodias e na seção rítmica do grupo, o que fica bastante evidente em (por exemplo) “The Way You Used To Do”, o primeiro single de trabalho do novo cd. Porém as guitarras porradas, por vezes chapadas e mezzo psicodélicas que constroem a já famosa ambiência “stoner” do som do conjunto continuam lá, espalhadas por todo o disco. Sendo que elas literalmente destroem o nosso sistema auditivo em “Domesticated Animals”, em “Head Like A Haunted House” ou ainda em “Un-Reborn Again”. Além disso também chama a atenção a textura sombria, quase goth, que permeia faixas como “Fortress” (possivelmente o ponto alto de um ótimo álbum) e “Villains Of Circumstance”, que fecha de maneira bastante impactante e agônica um disco que felizmente é bastante conciso (nove músicas em menos de cinqüenta minutos), uma raridade nos tempos atuais onde artistas gravam e lançam tranqueiras insuportáveis que enchem o saco e nossos ouvidos muitas vezes por mais de uma hora seguida.

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O novo discaço do QOTSA: já na lista dos melhores de 2017

Yep, “Villains” é um grande disco – e já está indo para a lista dos melhores de 2017 do site zapper, que aliás ainda tem bem poucos títulos na concorrência. Se considerarmos que a banda já tem mais de duas décadas de existência (sendo que ela está finalmente conseguindo manter um line up fixo há um bom par de anos já e contando com, entre outros, o guitarrista Troy Van Leeuwen e o tecladista Dean Fertita) e que Josh Homme (que está com a inflexão vocal melhor do que nunca, com seu mezzo falsete quase sempre contido modulando-se com perfeição às melodias de cada faixa) está com quarenta e quatro anos de idade, não é difícil chegar a conclusão de que o QOTSA ainda dá um pau em 90% das bandinhas medíocres atuais, todas elas chafurdadas em um roquinho irrelevante e que já está na UTI (respirando por aparelhos) há tempos. E nem seria o caso de comparar o novo trabalho com discaços do início da carreira deles, como “Rated R” ou “Songs For The Deaf”, pois vai ter gente chata dizendo que “aquilo sim era STONER ROCK fodão”. De fato era. E mesmo sendo, o grupo já naquela época adicionava esse tempero algo dançante nas suas melodias. De resto, algum problema ou demérito em dar uma atualizada na sonoridade do conjunto sem no entanto descaracterizá-lo e torná-lo superficial? Nenhum, no entender destas linhas rockers online.

Pois que o Queens Of The Stone Age continue fodástico assim por muito tempo ainda. E nunca é demais lembrar: a turma, que já fez grandes gigs por aqui, volta ao Brasil no começo de 2018, junto com os Foo Fighters. Que venham. Serão muito bem recebidos por todos nós, seus fãs leais e incondicionais.

 

***a maioria da rock press gringa recebeu muito bem “Villains”, como mostram as cotações dadas ao álbum pelo Consequence Of Sound, pelo Guardian e pela Rolling Stone americana.

 

O TRACK LIST DO NOVO DISCO DO QOTSA

  1. “Feet Don’t Fail Me”
  2. “The Way You Used to Do”
  3. “Domesticated Animals”
  4. “Fortress”
  5. “Head Like a Haunted House”
  6. “Un-Reborn Again”
  7. “Hideaway”
  8. “The Evil Has Landed”
  9. “Villains of Circumstance”

 

 

E O CD PARA AUDIÇÃO NA ÍNTEGRA AÍ EMBAIXO

 

AS RAINHAS DA IDADE DA PEDRA, ALGUMAS DE SUAS GIGS NO BRASIL E O JORNALISTA ROCKER/LOKER LOUCURANDO NELAS

***O QOTSA já é meio que macaco véio em terras brazucas. A primeira vez que a banda tocou por aqui foi na terceira edição do festival Rock In Rio, em janeiro de 2001 (a mesma edição que também trouxe Foo Fighters, Beck, REM, Neil Young e Oasis, entre outros). A turma liderada por Josh Homme existia há pouco mais de três anos, tinha dois discos de estúdio no currículo e já era uma das sensações do circuito alternativo do rock planetário. E CAUSOU, claro, na sua gig no RIR, com o ex-baixista Nick Oliveri entrando no palco completamente PELADO – sendo que ele permaneceu assim durante todo o show. Não deu outra: assim que a apresentação terminou Nick foi “gentilmente” convidado a ir preso até o distrito policial mais próximo, onde foi liberado após se explicar pro delegado de plantão e pagar fiança. “Ué, sempre vejo VÍDEOS do carnaval carioca onde todo mundo aparece completamente sem ROUPA. Então pensei que também não haveria problema em eu tocar assim”, disse ele na época. Alguém discorda do loki? Rsrs.

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O ex-baixista do QOTSA, Nick Oliveri, toca PELADO no RIR de 2001; terminado o show o músico foi em cana por atentado ao pudor. “Ué, mas todo mundo não fica pelado aqui no carnaval?”, indagou ele após pagar fiança e ser liberado, uia! 

 

***Na sequencia a banda voltou ao Brasil em 2010 (na primeira edição do sensacional e saudoso festival SWU), em 2013 (na segunda edição do Lollapalooza BR) e em 2014 (finalmente em show solo e único na capital paulista e que abarrotou o Espaço Das Américas, com oito mil malucos pulando lá dentro ao som do grupo). Destes o jornalista eternamente rocker só perdeu mesmo o de 2014. Vamos ver se, véio que estamos, nos animamos pra rever Josh Homme e Cia agora em 2018, junto com os Foo Fighters.

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Dupla fodona do rock mundial: Josh Homme e Dave Ghrol, os líderes do QOTSA e dos Foo Fighters; ambas tocam juntas no Brasil no começo de 2018

 

***Das gigs vistas pelo site zapper, a melhor e a que nos traz ótimas lembranças foi mesmo a de 2010, na segunda noite do festival SWU. Fazia um frio dantesco (cerca de 11 graus, isso em pleno mês de outubro) na arena Maeda, em Itú (cidade próxima à capital paulista). Antes do QOTSA entrar em cena no palco 2 os Pixies já haviam feito uma apresentação pra lá de preguiçosa e burocrática no palco 1. O frio não dava trégua. E o autor destas linhas online, credenciado como jornalista que estava, aguardava na área de imprensa (bem na frente do palco) o início da gig do Queens. Junto com ele estavam sua então girlfriend naquela época (a francesa/macapaense Rudja) e nosso eterno “gordito de mi corazón”, o Wladymir Cruz (o poderoso boss do site Zona Punk). Pois não deu outra: quando o show começou o povaréu foi à loucura e o frio que fazia todos baterem os dentes, desapareceu como por milagre. Foi um set infernal e num dos seus momentos mais violentos (quando o conjunto atacou a esporrenta “Little Sister”) o autor deste espaço rocker virtual perdeu o pouco de juízo que ainda lhe restava naquele momento e não se conteve: se esqueceu que tinha mais de quarenta e cinco anos nas costas e, tal qual um adolescente maluco, literalmente se ATIROU na grade que separava a área de imprensa do palco. Isso para irritação de sua namorada que, do alto dos seus então vinte e três aninhos, chamou a atenção do “tiozão” rock’n’roll: “para com isso! Você está parecendo uma criança alucinada!”. Oras, afinal estávamos num show de rock (e, ainda por cima, do Queens Of The Stone Age) ou numa missa dominical? Rsrs.

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O zapper eternamente loker/rocker e sua ex-girlfriend, no meio da muvuca do festival SWU e durante a apresentação do Queens Of The Stone Age, em outubro de 2010: o frio que estava arrasador na arena Maeda simplesmente SUMIU quando Josh Homme e sua turma começaram a devastação sonora no palco (foto: Wladymir Cruz)

 

***Yep, Josh Homme nunca escondeu sua predileção por drugs, rsrs. Tanto que a letra do clássico “Feel Good Hit Of The Summer” começa justamente assim: “Nicotina, valium, Vicodin, marijuana, ecstasy, álcool, COCAÍNA!”. Uia!

 

***E sim, Josh continua com sua dancinha “sensual” ao vivo (não é, Carolina Calanca?), enquanto a banda dispara anátemas sonoros que rasgam o sistema auditivo de qualquer um. Como este Finaski sempre gosta de ressaltar: se todas as bandas de heavy metal burrão fossem como o Queens Of The Stone Age, o HM estaria salvo como gênero rocker e não seria a merda gigante que é. Ponto.

 

**********

ANÁLISE: O FIM PARECE REALMENTE PRÓXIMO PRO CIRCUITO DE BARES DE ROCK ALTERNATIVO EM SAMPA – E OS MOTIVOS SÃO… (LEIAM, ORAS! RSRS)

Entonces: Zapnroll foi ao bar paulistano DJ Club, que fica na alameda Franca, região dos Jardins (área nobre da capital paulista, próxima a avenida Paulista) no finde passado. Foi lá principalmente pra rever sua super querida amiga Vanessa Porto, e prestigiar a dj set que ele iria fazer (Vanessa, além de ser uma queridíssima amiga há mais de década, é uma das melhores DJs do que ainda resta da cena rocker noturna paulistana). Como chegamos relativamente cedo (pros nossos padrões habituais) por lá, deu pra papear legal com ela e ainda curtir bastante o som que rolava tanto na pista principal quanto no lounge.

Foi aí que começamos e tivemos tempo para ANALISAR o ambiente, a música que estava rolando e as pessoas que estavam por lá. E percebemos que muita coisa mudou ali desde a última vez em que fomos ao local.

O DJ Club é velhinho já. Deve existir há uns quinze anos ou mais. E durante boa parte desses anos foi um dos principais clubes de indie rock de Sampalândia. Vivia lotadaço, principalmente aos sábados, quando uma horda de indie kids (eles trajando invariavelmente calças apertadíssimas, t-shirts de bandas de indie rock e tênis All Star; elas também com t-shirts de bandas mas geralmente customizadas ou bem justas e coladas ao corpo, pra realçar as peitolas ou peitões, muita mini saia e botas de cano alto) invadia em peso o lugar pra dançar ao som da sua banda predileta até o dia clarear. O site zapper mesmo freqüentou muito ali no seu auge. E claaaaaro, algumas vezes ficou total alucicrazy por lá, chapado de álcool em excesso e de cocaine idem.

(abrindo um parêntese meio grandinho aqui: Finaski nunca esquece, inclusive, de uma das últimas festas em que foi lá, isso há uns seis anos. O loki aqui ainda cheirava muuuuuita cocaína. Foi já doidão e “trabalhado na maldade” pro Dj Club. Lá pelas tantas, já estando como o diabo gostava e tomando um drink, uma gin tônica, a vimos do nosso lado. Estava de camiseta branca justíssima e calça preta. Bonita de rosto, cabelos lisos e compridos. E peitos GIGANTES. Não deu outra: fomos pra cima, entabulamos um papo qualquer sobre um som qualquer que tinha acabado de rolar e ela deu atenção. O papo degenerou pra noitadas, amenidades sobre rock, comportamento, loucuras e DROGAS. Ela disse que gostava de TECAR farinha de vez em quando. O loki aqui disse que tinha. Fomos pro banheiro. Finaski esticou uma pra ela. Foi aí que FODEU literalmente a noite, rsrs. Ela queria e queria mais. A que tinha estava acabando. Então como já estava acabando a madrugada o zapper sugeriu que ela fosse com ele. Ela foi. Descobrimos que éramos quase VIZINHOS, morando na avenida Jabaquara, a poucos quarteirões um do outro. Como o jornalista doidão não tinha muita grana já àquela altura da manhã e os dois queriam mais, novamente ele sugeriu que a dupla rachasse uma “parada”. Ela topou. O zapper teve que ir buscar a “encomenda” na famosa rua Alba, que era mais perto de onde estávamos do que a comunidade de Heliópolis (onde ele sempre ia em busca do “produto”). Foi e voltou o mais rápido que pôde já que além de estar no apto onde ela morava SOZINHA (não deve morar mais) com a dita cuja, ele queria aspirar mais e também MAMAR naquelas tetas gigantes, ahahaha. Enfim, resumindo a ópera: ele saiu bem loko daquele apê quando já eram umas 9 da manhã de mais um triste domingo na nossa existência cinza. Se MAMOU nos peitões da loca? Não, rsrs. O máximo que conseguiu da moça foi ela TIRAR a camiseta e mostrar sua comissão de frente – os bicos eram de fato gigantescos e de enlouquecer um macho. Mas ficou nisso. E nunca mais viu a figura, mesmo ela morando pertíssimo de casa)

Voltando ao DJ Club: a madrugada foi muito mais tranqüila e normal por lá. O bar e a pista tinham bastante gente? Sim. Mas longe de estar LOTADO como lotava há alguns anos. Também notamos mudança significativa no público freqüentador. Os indie kids saíram de cena. Agora há uma mistura heterogênea de coxinhas, playbas, alguns metaleiros cabeludos (trajando inclusive camisetas do Merdallica), e ainda alguns remanescentes e cultores de rock mais alternativo (tinha um garoto com uma camiseta do Joy Division, outro com uma dos Ramones, e só). Sim, ainda tinha muitos garotos e garotas (sempre muito gostosas e vistosas) na faixa dos vinte anos de idade. Mas a maioria do público ali presente parecia mais velha, na faixa dos 25/30 anos.

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A gatíssima, super DJ e old friend amiga zapper Vanessa Porto, ao lado de Zapnroll na porta do DJ Club, na semana passada (acima); o club continua ótimo, o som é incrível a madrugada toda e onde toca muito anos 80’e seus mega clássicos como os imbatíveis Smiths (abaixo), que literalmente arrancou o povo do chão. Mas infelizmente ao que parece o fim está mesmo próximo para as casas dedicadas ao rock em Sampalândia

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O som nas duas pistas? Muito bom, total rock e bem ok. Mas contamos nos DEDOS o que rolou de bandas de rock que surgiram do ano 2000’ pra cá, a saber: Arctic Monkeys, Kaiser Chiefs, The Killers (aff, como Zapnroll DETESTA essa porra), Franz Ferdinand, Alabama Shakes (no lounge), Interpol e She Wants Revenge – também tocou Queens Of The Stone Age (com a sempre fodíssima “No One Knows”) mas eles não contam porque a banda surgiu bem antes do ano 2000’. De resto, rolou absolutamente apenas VELHARIAS e autênticos cavalos de batalha das pistas com mais de 25/30 anos de idade. E todo mundo dançando, pulando e quase GRITANDO loucamente ao som dessas velharias, especialmente em hits já mega clássico e imbatíveis como “Boys Don`t Cry” (do Cure), “Bigmouth Strikes Again” (dos Smiths e que literalmente arrancou o povo do chão da pista de dança), “London Calling” (do Clash), “Private Idaho” (dos B-52’s) ou qualquer uma dos Ramones (tocou pelo menos duas dos pais americanos do punk).

O que significa o que relatamos no parágrafo acima? Algumas coisas: a) que não está havendo RENOVAÇÃO alguma no rock de 17 anos pra cá. Não há renovação de bandas, de músicas, nem de PÚBLICO. Sim, claro, existem ainda milhares de novos grupos surgindo todos os dias (a maioria, ruins de doer) mas quem se importa com eles em um momento em que a PIRRALHADA imbecil da era da web (e sendo que é essa pirralhada que ainda é o grosso do contingente que escuta e consome música no mundo) só quer saber de música eletrônica, pop descartável americano e inglês, e todo o grande lixão musical daqui mesmo (representado por sertanojos, feminejas, funk burrão e axé brucutu)? O que nos leva à conclusão b) sem bandas novas e hits novos e de qualidade, o que impera nas pistas dos bares que ainda se dedicam ao rock (uma atitude heróica essa desses bares, devemos exarar) é isso mesmo: clássicos de 25/30 anos atrás. E sendo que todos eles são sempre os mesmos e tocam em todos as pistas (seja ela do Dj Club, do Madame Satã ou da Tex, na rua Augusta); c) pistas estas que estão vendo justamente seu público mais jovem minguar (e o de mais idade ainda permanecer nelas) porque a molecada  DEFINITIVAMENTE não está mais nem aí para o rock’n’roll; e por fim, d) tudo isso é ruim? Sem dúvida. Desalentador ficar escutando as mesmas músicas nos bares que ainda resistem tocando rock? De forma alguma: são clássicos já atemporais e imbatíveis. Daquelas músicas que você escuta mil vezes seguidas sem se cansar delas. Algo que NENHUMA (vamos repetir: nenhuma) banda atual consegue compor. E nem vai conseguir, provavelmente.

Então saímos bem satisfeitos do Dj Club naquela madrugada, por tudo o que escutamos por lá. Mas também algo melancólico por nos darmos conta de que, talvez, mais um histórico bar da cena rocker under paulistana esteja a caminho do seu fim, como já se foram o Astronete, o Matrix, o Inferno e a Funhouse recentemente. Sinal de que os tempos atuais acabaram mesmo para e com o rock’roll.

 

MUSA ROCKER EM REPETECO DELIRANTE! ATENDENDO A PEDIDOS, UMA NOVA BATELADA DE FOTOS DA TESUDÍSSIMA (E COMO!) FLÁVIA DIAS!

Yep, não teve como. Bastou o post original onde a moça mostrou sua abusada e deliciosa nudez cair no seu mural no Faceboquete, para que uma turba ensandecida de amigos e fãs dela pedisse bis e um novo ensaio. E Zap’n’roll, sempre atenta aos “anseios” (uia!) de seu dileto leitorado masculino, resolveu ouvir os apelos (ou o “chamado das ruas”, hihi). Portanto aí embaixo repetimos a entrevista original com a gatíssima Flavinha, sua seção original de fotos e novas imagens clicadas com esmero pelo seu love boy, Daniel Inácio. E, de bônus luxuoso, um dos muitos poemas escritos pela garota, inspirado no clássico “Uivo”, do escritor norte-americano Allen Ginsberg.

Apreciem sem NENHUMA moderação!

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A sereia louca e tesuda e seus amores literários

 

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Buk, não me abandone JAMAIS!

 

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Meus diários secretos e repletos de devassidão carnal…

 

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Fuck you, asshole!

 

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Sou leitora dedicada e aplicada

 

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Sempre fui, aliás

 

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Duvida? VEM ME CATAR ENTÃO, se for capaz! (difícil! Já amo meu DRAGÃO CARALHUDO!)

 

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Mas tudo bem, eu deixo você escutar Stones do meu ladinho assim

 

 

XXX

 

Nome: Flavia Dias.

 

Idade: 39.

 

De onde é: São Paulo.

 

Mora onde e com quem: Moro na masmorra de um castelo com um dragão caralhudo.

 

O que faz: Escrevo e leio almas. E nos intervalos, se pedir com jeitinho, eu faço tudo.

 

O que estudou: O único diploma que tenho não serve pra porra nenhuma. E me recuso dizer que tenho ensino médio completo porque pra mim, nada que é médio pode ser completo. E vou dizer-lhes mais: em meio livro do Dostoiévski aprendi muito mais do que em todas as escolas que estudei. A minha ignorância vem do bolso mesmo, porque acho que nem berço eu tive. Enfim, eu leio.

 

Três discos: Mutantes e Seus Cometas no País dos Baurets. (E de preferência com muitos Baurets),

 

Uah Bap-Lu-Bap-Lah-Béinn-Bum!  (Toca Raul!! ) e Beggars Banquet (The Rolling Stones, porque aquela noite foi incrível)

 

Três bandas ou artistas: Rita Lee, Janis Joplin, Rolling Stones.

 

Três filmes: Psicose, Taxi Driver, Um estranho no ninho.

 

Três diretores: Quentin Tarantino, Charlie Chaplin, Steven Spielberg.

 

Três livros: Notas do Subsolo (Dostoiévski), Pergunte ao pó (John Fante), Misto Quente (Bukowski).

 

Um show inesquecível: Inesquecível mesmo foi o primeiro. Titãs. Eu tinha uns doze anos, e até hoje me arrepio quando lembro da multidão mandando as oncinhas pintadas, as zebrinhas listradas e os coelhinhos peludos se fuderem. Foi mágico. Acho que nem foi o show mais foda que eu fui, mas foi o único que eu estava sóbria, deve ser por isso que eu lembro.

 

Como o blog conheceu Flavinha: ela é super amiga de uma outra musa rocker zapper, a escritora e roteirista Juliana Frank. Foi assim que, algum tempo atrás, o velho jornalista ainda loker conheceu a morenaça pessoalmente, quando todos estavam “derrubando” algumas brejas no bar Cemitério de Automóveis, do dramaturgo Mário Bortolotto. Conheceram e não se desgrudaram mais: o blog estava no último finde no apê de Flávia, tomando um ótimo cabernet sauvignon chileno e admirando sua incrível coleção de livros (ela é fã dos russos e dos beats americanos, entre outros). Mas enfim, chega de papo, rsrs. Podem preparar as bronhas, ulalá! Aí embaixo o ensaio fodástico de miss Flávia, em imagens registradas pelo seu love boy, o fotógrafo e técnico de som Daniel Inácio.

 

XXX

 

E UM POEMA DA GATA

 

“URRO”

Eu vi um sobrevivente de outra geração encostado em um balcão sujo, de um bar sujo, bebendo uísque falso em um copo de extrato de tomate engordurado. Ele estava feliz da vida porque tinha acabado de comer uma puta banguela que tem tatuado no cóccix o nome do cantor Wando. escutei esse homem dizer QUE perdeu um dos testículos no lápis de um valentão da escola,

QUE apanhava da sua mãe com vara de marmelo quando se masturbava na frente das visitas desagradáveis enquanto seu irmão caçula tocava piano,

QUE foi enrabado pelo padrasto quando seu saco ainda nem tinha pentelhos,

QUE aos dezoito anos perdeu o cabaço dentro de uma buceta promíscua com um caso grave de gonorreia,

QUE fumou maconha da lata e deixou a mulher que amava enfiar o dedo em seu cu durante uma foda incrível em Arraial do Cabo,

QUE fugiu da mulher que amava porque amava outra mulher que ainda não o amava,

QUE tomava lisérgicos e chorava em frente a tv se comparando com o coiote,

QUE deixou um eco do seu grito na Pedra Lisa de Paranapiacaba quando escorregou e descobriu que podia voar,

QUE pulou de um trem andando só pra desejar um bom dia para a dona dos olhos mais bonitos que ele já viu,

QUE pescou um peixe alcoólatra do aquário de uma vizinha gorda que se masturbava com um pepino besuntado com óleo Johnson,

QUE bateu punheta lendo os livros do Marquês de Sade,

QUE desceu tão baixo que pra tocar no chão teve que erguer os braços,

QUE subiu do céu ladeira abaixo direto para um inferno frio e cheio de pecadores arrependidos e incapazes de chorar,

QUE bateu o pau mole na cara de um anão homossexual em um cinema de filmes pornográficos,

QUE mijou dentro do vinho tinto de um padre porque ele deixou sua castidade no rabo de um coroinha,

QUE fez amor com uma abóbora morna assistindo a Rita Cadillac no cassino do Chacrinha,

QUE foi preso depois de cortar com uma gilete o caralho de um estuprador de crianças pobres,

QUE achou a vida demorada durante toda a pena que cumpriu dentro de uma latrina mal cheirosa e cheia de olhos sangrentos enforcando o seu sono,

QUE enterrou a mãe odiada sem derramar nenhuma lágrima falsa,

QUE não voltou porque nunca teve pra onde…

QUE seu sítio fica no meio fio de um cruzamento qualquer de uma rua de asfalto gasto onde se pode ver alguns trilhos de bonde,

QUE gosta de ser invisível e de passar através de desprezos aclarados sem nenhuma sombra de dúvidas,

QUE urinou na samambaia de uma vizinha gostosa de um sargento ruivo da polícia militar,

QUE limpou o cu com um bilhete de loteria premiado e o descartou junto com um monte de merda na privada de um banheiro público,

QUE pra casar com a solidão fodeu com a vida dentro de uma caçamba lixosa mergulhado em um lago de chorume,

E QUE a puta banguela com a tatuagem do Wando no cóccix é a mulher que ele ama, e ele vai tirar ela daquele lugar miserável e vai levá-la para a melhor sarjeta desta cidade. Porque ele a ama. E também porque a carne dela ainda está boa para comer por mais uns mil anos.

 

(Flávia Dias, SP, 2017)

 

E UFA! FIM DE PAPO!

Agora acabou meeeeesmooooo! Também pudera, ulalá! O maior POSTAÇO zapper dos últimos tempos, hein! Assim até vale a pena esperar um pouco mais por cada novo post aqui no site campeão em cultura pop – enquanto isso, outros “broguis” pobreloaders penam com seus postecos irrelevantes diários, ô dó, ahahahahaha.

Então ficamos por aqui, beleusma? Já é sextona à noite, o RIR 2017 começou, o conde Drácula continua lá no Planalto e o jornalista eternamente loker/rocker se vai. Deixando um beijo GIGANTE no coração de duas garotas/gatas que estão tornando a vida dele e a alma dele muito menos cinza de tempos pra cá. Amor pra Anna “Kika” Rodrigues e pra Thays Karolline, hoje e sempre!

Até a próxima, rockers & lovers!

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 15/9/2017,  às 23hs.)

 

27 Comentários

  1. Finas, você que julgou o inglês da vocalista do Far From Alaska “perfeito (no sotaque e na pronúncia)” conta pra gente: de que região dos EUA ou Inglaterra (ou até Austrália, quem sabe) é o sotaque dela?

    1. Gozador de pau murcho e bronheiro solitário, conta pra nós: você que é um BOSTA, DOENTE, PSICOPATA, covardaço e fica STALKEANDO feice dos outros às 7 da manhã (!!!), quantas vezes já pensou em se matar por saber que sua vida é uma merda total? Larga do meu pé exu do inferno, rsrs. Ou pelo menos assina a mensagem com o nome real (to começando a achar que é Dear Luscious, ahahahaha), pra que todos conheçam quem é o DOENTE MENTAL por trás do fake.
      Falouzes?

    1. Paulo FOFOCANTI (aka Paulo Cavalcanti, o mega frustrado e PSICOPATA editor da RS Brasil, o que persegue seus desafetos até a morte, como já fez com o Ayrton Mugnaini) em surto psicótico. Agora há pouco escreveu assinando Leo Jabá, agora escreve novamente como Gozador. Pena que conheço tão bem seus horários e como ele escreve, que não consegue disfarçar.
      Que criatura doente e verminosamente COVARDE vc é, fofocanti. Cria vergonha na sua cara e se mata, porra. Afinal nem vale a pena dar um soco na sua cara feia e gorda caso eu te encontre pessoalmente por aí, mesmo porque vc sai correndo, ahahahaha.

      1. Finas, não sou o PC.
        O Mumunha, que disse que você já se despediu (do orkut, do facebook, de São Paulo, etc.) mais que o The Who continua vivo, ou seja, o PC não o perseguiu até a morte.

        1. Ceeeeeeertoooo, gozador DO PINTO MOLE e brocha. Claro que vc é um merda dum psicopata, rsrs. Mas ser covarde é feio né. Medo de quê afinal, pra ficar se escondendo assim como um RATO no sótão?

        1. Além de PAU MOLE (rsrs), brocha e covarde ainda é completamente inútil, psicótico e psicopata. Dorme e acorda pensando em mim (meo deos, ahahaha) pois enviou mensagem quase uma da manhã e depois às SETE DA MANHÃ, impressionante! Doença bravíssima! Pena que vc não percebe isso, rsrs.
          Respondendo: não, não tenho nenhum interesse em escutar a rádio pobreloader. Quem já ouviu me disse que é perda de tempo e a audiência está baixíssima, como previsível. Show da minha deusa PJ Harvey? Claro que vou! PAGANDO meu ingresso, com muita satisfação (por ela, e INSATISFAÇÃO por estar colaborando para deixar o pobreloader com o bolso um pouco mais cheio).
          Mais alguma dúvida,. Seu bosta e retardado mental? Só perguntar!

          (comentar o conteúdo ÓTIMO desse post nem pensar, né gpzador brochinha? Quanta psicopatia, jezuiz…)

  2. Pergunta pro Gino BOSTA: se você acha a Zap um puta post merda, fico curioso em saber o que o Sr. Acha do (como diz o Finas) Pobreload, aquela MERDONA escrita pelo lucianta ribeiro.
    Só pra saber…

    1. Verdade, leozito jabazeiro sujão da porra e fake que não consegue ter coragem de dizer quem é? Quer dizer, e vc, comofas pra ficar mudando de fake a todo momento sendo que todos nós sabemos quem é o PORCÃO que se esconde por trás desses seus fakes? Não é, PAULO FOFOCANTI?

    1. Ahahahahahahahahahahahaha, MELHOR e mais hilária maneira de começar a semana! Lendo o bordão mais famoso e clássico do FAKE mais VELHO (uns 10 anos já enchendo o saco por aqui, rsrs) e retardado do painel do leitor zapper. Gininho, claaaaaaaro, o primeiro, único e insubstituível, hihihi.
      Que já está ficando GAGÁ inclusive, rsrs. Ao exclamar “puta blog merda” na vdd ele queria se referir ao nosso “vizinho”, o Pobreload, uia!

    1. Sim, claro Leozito mala que lê um post INTEIRO com 45 mil caracteres de texto não pelo prazer da leitura, mas no afã psicopata e doentio de encontrar nem que seja UMA VÍRGULA errada, pra vir encher o saco aqui.
      Que vida triste e doente a sua, rsrs. Mas vc está certo quanto ao heterogêneo, sem maldade, rsrs. É muito fácil trocar as bolas e as palavras (no caso, heterogêneo por homogêneo) quando se escreve algo tão grande. Vou lá corrigir. Valeu!

    1. Por que “vc não fiz”, youtuber burräo? Rsrs. Porque prefiro continuar com a Zap bacana e com boa audiência como ela ta, do que ter um canal no Tube que ninguém assiste e manter um blog pobreload que está caidaço, rsrs.

    1. Verdade Jordano (nome real ou falso?), até concordo com vc. Eu tb acho blog uma parada meio já ultrapassada hoje em dia, mesmo porque a cultura pop e o rock atual perderam totalmente a relevância e foram pro saco. Basta ver nosso caidaço “brogui” vizinho, o Pobreload (rsrs) pra sacar isso. O nosso “amigo” que escreve o dito cujo não sabe mais o que fazer pra manter seus postecos diários e inúteis, hehe.
      Eu já pensei em acabar com a Zap algumas vezes mas ainda sinto um certo prazer em escrevê-la. Fora que quando mencionei no meu FB em dar fim ao blog, não é que o povo lá deu o grito e pediu pra eu continuar? Pois é, rsrs. Então vamos levando a parada por mais um tempo, pelo menos até 2018.
      Ah sim: o livro não virou lenda, não. “Escadaria para o inferno” encontrou um “lar” incrível e total a ver com ele. Será lançado agora em novembro, ok?
      Abrax!

    1. Porran, gozador psicopata, enchendo o saco na covardia em pleno feriado da pátria? Ta tão desesperado assim pra dar pro velho aqui (é o que parece) e sem nada pra fazer na sua vida miserável? Ruim, hein!
      E pelo menos vc demonstra que está LENDO o post, rsrs. Mas a tradução de “Feel Good…” só está ERRADA na sua cabeça de camarão, claro. Talvez vc tenha achado “erro” o fato de eu ter esquecido de escrever nicotina e ecstasy, que também são mencionadas no início da letra. Que bostinha chato que tu é, né?
      Vai passear no parque, vai!
      Abrax e bijundas por trás, hihi.

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