AMPLIAÇÃO FINAL MONSTRO! Com atualização das notinhas da Microfonia (e onde você encontra novos vídeos e áudios do L7, do Wry, a estréia solo do ex-vocalista do Oasis, Liam Gallagher, e os caralho), mais entrevistas com os escritores e músicos Marcelo Viegas e Cassiano Fagundes etc (ufa!) – AGORA VAI e infelizmente com a mega tristíssima notícia na música mundial: SILÊNCIO GIGANTESCO no rock’n’roll com a morte do gênio Tom Petty, que se foi anteontem nos Estados Unidos; mais: em post especial sobre lançamentos de LIVROS dedicados à cultura pop e a música em geral (um mercado que, mesmo com a crise bravíssima que assola o triste bananão tropical, tem seu nicho de público e segue ativo), o blog zapper fala de alguns títulos que chegaram há pouco às livrarias; e também anuncia (finalmente e oficialmente!) orgulhosamente o lançamento de “Escadaria para o inferno”, o primeiro volume escrito pelo jornalista eternamente rocker/loker (esse aqui mesmo, autor destas linhas poppers online, ulalá!) e que sai do forno em novembro! E ainda: como foi o showzaço do The Who (já a gig internacional de 2017 no Brasil?) em Sampa pela ótica não jornalística e sim de um FÃ da banda, em texto especial para este espaço rock virtual, comentários sobre o line up do Lollapalooza BR 2018, a morte de um gênio da imprensa mundial (ele mesmo, o fundador da revista Playboy, a que alegrou nossa existência com nudes incríveis das melhores BOCETAS da história da cultura pop) e mais isso e aquilo tudo que você sempre encontra por aqui! (postão mega AMPLIADO e finalmente FINALIZADO em 6/10/2017)

BANNERMUG17

IMAGENLOJACRISDIAS

IMAGEMTOMPETTYIII

O rock americano e mundial perde mais um gênio inesquecível: Tom Petty (acima) se vai mas deixa para sempre uma obra musical gigante e que ainda irá embalar muitas gerações rockers; as mesmas gerações que não irão precisar esperar tanto para ler “Escadaria para o inferno”, o primeiro livro escrito pelo jornalista musical autor destas linhas poppers virtuais (abaixo: Zap’n’roll na sede da editora Kazuá, ao lado de Evandro Rhoden, o dono da empresa, e a capa do tomo, que será lançado agora em novembro)

IMG_0205

Escadaria-para-o-Inferno

MICROFONIA, PARTE II

(reverberando a cultura pop no rock, em filmes, livros e discos)

(com ampliação e finalização das notas na sexta-feira, 6 de outubro de 2017)

***IDA A BELZONTE – yep. Há algum tempo já sem sair de Sampa pra acompanhar de perto outras cenas musicais legais espalhadas por este Brasil afora (e os motivos pra diminuição desses rolês são vários, mas basicamente podem ser resumidos em dois: a) todo mundo está quebrado no país e diminuíram drasticamente os convites ao site/blog zapper pra cobrir eventos fora de Sampa, mesmo porque quase ninguém está com grana pra produzir eventos; e b) a indie scene nacional meio que está quase total morta, não? Sobram bandas, sempre, mas falta QUALIDADE a elas e quem se interesse por elas, simples assim), Zap’n’roll vai dar um “pulinho” até a capital dos mineiros na próxima semana. Vai passar o feriadão prolongado por lá (e aproveitar pra se encontrar com duas das mineiras mais lindas, gatas, rockers e queridas que o autor destas linhas bloggers tem como amigas atualmente, as morenaças Juliana Marta e Thays Karolinne, duas doçuras como seres humanas) pra conferir algumas bandas locais e se inteirar da movimentação rock’n’roll na capital de Minas Gerais. E se achar interessante o que ver e escutar o blog irá comentar aqui na sequencia, claaaaaro. Então fiquem (e fiquemos) atentos aos sons sempre bacanas que vêem lá das Gerais.

 

***ESTRÉIA SOLO DO LIAM – yeeeeesssss! O caçula dos manos Gallagher e que um dia cantou à frente do saudoso Oasis, enfim voa solo. E mostrou para o mundo nessa sextona em si sua estréia individual, o álbum “As You Were”, que o site zapper ainda vai ouvir com calma e depois comentar aqui, pode esperar. Mas se você NÃO agüenta esperar, já pode escutá-lo aí embaixo.

 

***A VOLTA DO L7 – uma das grandes bandas da era grunge, o quarteto feminino americano L7 anunciou nas redes sociais seu comeback aos estúdios de gravação após ficar dezoito anos sem gravar material inédito. Este espaço rocker virtual sempre tem o pé atrás com grupos que ficam séculos hibernando e, de repente, resolvem sair da tumba pra gravar e tocar ao vivo novamente. O resultado geralmente não é nada bom. Mas no caso das meninas (ou tiazonas atualmente, já que todas elas estão com mais de cinquentinha de idade nas costas), que fizeram um show absolutamente DEMOLIDOR no Brasil em 1993 (no finado e saudoso festival Hollywood Rock, na mesma edição que trouxe na mesma noite em que elas se apresentaram também o Nirvana, e o zapper loker/rocker estava na gig, claro), talvez dê pra esperar um novo disco bacanão. Ao menos a primeira faixa que elas divulgaram do disco vindouro (e cujo áudio está aí embaixo) é uma cacetada esporrenta, como não se vê sendo feita pelas bandinhas bundinhas atuais. Isso aê: se a pirralhada nova não mostra competência em serviço, os VELHOS (ou velhas, no caso) mostram, uia!

 

***NOVO DO WRY EM 2018 – sim, o já clássico quarteto indie guitar sorocabano (dos melhores nomes do rock BR das últimas duas décadas), sempre liderado pelo queridão vocalista e guitarrista Mario Bross (dileto amigo zapper de anos já também), anunciou seu novo trabalho de estúdio para o ano que vem, e que deve sair pela carioca Deck Disc. Como prévia deste novo cd a banda lançou na web esta lindíssima balada (que você pode ouvir e ver aí embaixo), e que ganhou igualmente vídeo belíssimo e bucólico, bem de acordo com a melodia da música (suave, introspectiva e onde Mario deixa sua guitarra um pouco de lado para centrar fogo nos teclados). Fora que o vídeo ainda conta com a participação especialíssima da liiiiindaaaaa modelo e atriz Duda Caciatori, dileta amiga deste espaço online desde que ela era uma pós-adolescente recém chegada a Sorocaba (Duda nasceu em Santa Catarina). No Wry este site/blog sempre bota fé. E tem certeza de que vem discão por aí!

 

***FREJAT EM SAMPA – o finde (já estamos na noite de sextona em si) promete em Sampalândia. Após tocar na última edição do Rock In Rio o ex-vocalista e guitarrista do Barão Vermelho (ou será ele um eterno barão? Rsrs) se apresenta na capital paulista neste finde, na Tom Brasil. E o blog vai lá já que foi convidado pelo empresário do cantor (queridíssimo amigo deste blog há séculos), o chapa Rafael Borges, a ir curtir a gig. E se você também se interessou, todas as infos sobre o show estão aqui: https://www.facebook.com/events/429038194158029/.

 

***ARTE DEGENERADA ATACA! – e no domingão em si tem mais: a mui legal editora paulistana Kazuá (e que lança mês que vem a primeira incursão literária do jornalista maloker) vai promover o evento chamado Festival da Arte DEGENERADA. Isso mesmo: uma série de atividades culturais que irão ter início no meio da tarde na sede da editora e se estenderão pelas ruas próximas com sarau literário, shows musicais (como a apresentação do trio Psychotria, que também vai tocar na festa de lançamento do nosso livro) e muito mais. É a forma que a Kazuá e todos os que estão ligados a ela (como agora nós também estamos) encontrou de enfrentar essa calhorda, cretina e caretaça mega onde neo conservadora de extrema direita que ameaça todo o país. E que também ameaça tolher a liberdade artística e de expressão. De modos que o site/blog zapper convida todo o seu leitorado de Sampa a ir lá e prestigiar, okays? Mais infos aqui: https://www.facebook.com/events/279018369259110/.

CARTAZFESTARTEKAZUA

 

***E FIM DE PAPO! – chega, néan. Microfonia atualizada e ampliada, postão monstrão no ar (com mais de cinqüenta mil caracteres de texto, wow!) e final de semana chegou novamente. Então Finaski vai parar por aqui, sendo que iremos voltar com novo post assim que possível e quando assuntos realmente relevantes na cultura pop assim o exigirem de nós, uia! Beleusma? Então ta! Até a próxima e desde já ótimo feriadão semana que vem pra toda a galere que nos acompanha. Até!

 

**********

MICROFONIA

(reverberando a cultura pop no rock, em filmes, livros e discos)

***Beleza? Postão zapper entrando no ar já no meio da semana. De modos que até o final desta mesma semana iremos ampliando e atualizando as notas aqui da seção Microfonia, ok?

 

***Sobre o Lollapalooza BR 2018 – Pois como sempre o blog zapper é honesto, rigoroso e imparcial nas suas análises musicais, também iremos ser nesse caso – e olha que já xingamos bastante o festival que rola em Interlagos, em suas últimas edições. Posto isso, estas linhas rockers virtuais estão quase achando que a edição de março vindouro é a MELHOR do Lollapalooza nos últimos anos. Ainda que não tenha Radiohead tem muita coisa decentíssima ali – e as tranqueiras de sempre também, óbvio. Começando pelo que vale a pena: Pearl Jam, sim mais uma vez. Pra quem nunca conseguiu assistir, é imperdível e showzaço, sempre. Vimos três vezes já e na última (no próprio Lolla, na edição de 2013) chegamos a chorar em alguns momentos da gig, de tão emocionados que ficamos. Fora a turma do Eddie Veder Tb vai ter Liam Gallagher, Lana Del Rey (wow!), Royal Blood (wow!!), The National (wooooowwwww!!!) e até o velho homem dos Talking Heads, mr. David Byrne. Yep, e ainda vai ter o pavoroso The Killers (talvez a banda mais insuportável a ter surgido na indie scene americana dos anos 2000’), o LCD Soundsystem (que muita gente igual ao “brogui” sem noção Pobreload superestima demais, e este blog não vê a menor graça no som feito pelo “gênio” James Murphy) e até o Red Hot Chili Peppers, que acabou de tocar no Rock In Rio. Na ala nacional? Muita coisa boa pra se conferir também: Tiê, nossos queridões do Vanguart, Plutão já foi planeta e… PORRAN, o incrível Luneta Mágica de Manaus, sensacional formação indie/MPB/psicodélica meio que descoberta por Zapnroll há três anos e que agora merecidamente irá mostrar seu som pra um grande público em Sampa. Claro, o Lollapalooza vai continuar tendo seus enormes defeitos já mostrados nas edições anteriores: ingressos a preços extorsivos, público coxinha mais interessado em aparecer, ver e ser visto, tirar selfies e ficar se distraindo no parque de diversões que será montado no autódromo, ao invés de prestar atenção na MÚSICA que irá rolar nos palcos. Mas mesmo com tudo isso nos arriscamos a dizer que o festival paulistano será muito melhor que o Rock In Rio. E essencialmente mais… rock no final das contas. Bora então selecionar as atrações que mais valem a pena e se programar desde já pra ir para o longínquo (e ponha longínquo nisso…) Interlagos em março de 2018.

CARTAZLOLLABR18

As atrações do Lollapalooza BR 2018: talvez o melhor line do festival em suas últimas edições

 

***E logo menos, como já dissemos aí em cima, entram mais notas aqui no Microfonia. Mas agora vamos pros tópicos em si do postão, começando com nossa homenagem a um dos maiores gênios da história do rock americano e que infelizmente partiu no último final de semana.

 

 

TOM PETTY E SEUS CORAÇÕES PARTIDOS IRÃO ACALENTAR PARA SEMPRE NOSSAS ALMAS COM SUAS LINDAS, INESQUECÍVEIS E PODEROSAS CANÇÕES

A morte, que nunca manda recado, veio e levou anteontem, segunda-feira, 2 de outubro de 2017, Thomas Earl Petty, um dos sujeitos mais gente fina e um dos músicos, compositores e cantores mais geniais surgidos na história do rock americano em todos os tempos. Tinha 66 anos de idade. Foi fulminado por um “heart attack” no último domingo. Chegou a ser socorrido e levado para um hospital. Mas sua atividade cerebral já havia cessado o coração era mantido em funcionamento por aparelhos. Ontem à noite o cantor foi enfim declarado oficialmente morto pelo seu empresário.

Zap’n’roll conheceu Tom Petty (seu nome artístico) ainda na adolescência, lá pelos 17 anos de idade. Mas se tornou mega fã e admirador da obra musical dele bem mais tarde, quando tinha seus 26 e já trabalhava como jornalista na área musical – naquela época, especificamente na editoria de cultura da revista IstoÉ (que naquele tempo, 1989, era sensacional e não o LIXO editorial na qual ela se transformou nos dias atuais). Era abril de 1989 e Tom, então quase um quarentão, lançou seu primeiro disco solo, sem a banda (os Heartbreakers) que o acompanhava desde 1976, quando o grupo estreou em disco. A essa altura ele já tinha uma trajetória ultra respeitada pela critica rock americana, um séquito enorme de fãs e sete álbuns lançados.

Mas foi “Full Moon Fever”, seu primeiro vôo solitário e lançado naquele abril de 1989, que marcou para sempre o autor do site zapper em relação à sua música. Não que os outros trabalhos lançados por ele fossem ruins ou medianos (muito longe de ser, Petty sempre primou por uma grande criatividade e rigorosa qualidade nas suas composições). Mas “Full Moon…”, mesmo lançando mão de todos os procedimentos musicais (rock de raiz classudo, country music e rock sulista com primor nas melodias e riffs, além de estrutura melódica ultra radiofônica e capaz de sensibilizar até o mais duro dos corações) que já haviam consagrado Tom Petty como músico, cantor e letrista, ainda assim colocou de joelhos público e jornalistas, pela beleza imensurável de suas canções primorosas e perfeitas. Os rocks eram afiadíssimos, poderosos e dançantes. As baladas então… de despedaçar qualquer alma.

Foi o LP enfim (sim, naquela época era LP e tivemos “Full Moon Fever” em vinil) que tornou definitivamente Petty um dos gigantes do rock mundial de então – o álbum vendeu milhões de cópias no ano de seu lançamento, foi parar no topo da lista dos mais vendidos da Billboard e seus hit singles chegaram a tocar sem parar em todas as rádios do planeta (Brasil incluso) e na MTV. Afinal, quantos discos você conhece que abrem com duas canções MONSTRO (na sua beleza sonora) como “Full Moon…” abre? Sim, estamos falando de “Free Fallin” e “I Won’t Back Down”. Duas músicas que já se tornaram mega clássicos do cancioneiro pop norte-americano.

IMAGEMTOMPETTYII

O cantor, compositor e guitarrista americano Tom Petty (acima) e uma das suas obras gigantes, o álbum “Full Moon Fever” (abaixo): não existe mais discos nem gênios assim no rock dos anos 2000′

CAPATOMPETTY1989II

 

E como se não bastasse tudo isso Tom ainda era ótima praça e gente finíssima. Daqueles sujeitos sempre gentis ao máximo, engajado em causas sociais, com zero de arrogância e ego, total pé no chão como artista. Era aquele tipo de cara que você queria ter como cunhado ou irmão mais velho (ou novo).

E foi esse sujeito bacaníssimo e músico inigualável (que no auge de sua carreria também participou do super grupo Travelling Wilburys junto com George Harrison, Bob Dylan e Roy Orbison)  que dona morte tirou de nós no final da noite de ontem, sendo que ele ainda estava em plena atividade na sua trajetória musical (tinha acabado de fazer uma turnê super bem sucedida pelos EUA, baseada no seu derradeiro trabalho de estúdio, o muito bom “Hypnotic Eye”, lançado há três anos). Assim como ele já se foram David Bowie, George Michael, Prince, Michael Jackson, Lemmy Kilmister, Scott Weiland, Kurt Cobain e outros gênios da história do rock e da música pop. E a cada vez que um gênio desse porte se vai o mundo fica ainda mais vazio de idéias do que já está. Aos poucos a arte contemporânea (música, literatura, cinema, o que for) vai perdendo o que resta de relevante nela. E a tendência é que fiquem apenas escombros nesse planeta já tão miseravelmente devastado por ignorância, violência, miséria social, bestialidade e boçalidade. Renato Russo estava coberto de razão quando dizia que “a ignorância é vizinha da maldade”. Com artistas que realmente importaram e impactaram nossas vidas morrendo aos poucos, o que restará para a humanidade celebrar musicalmente daqui a 20 ou 30 anos? Nada, provavelmente.

Vai na paz, Tom. Nem sabemos se iremos nos encontrar por aí algum dia, em alguma outra estação – taí, não o assistimos ao vivo e gostaríamos de ter visto um show seu. Mas se essa estação existir de fato, você já está animando a todos por aí com seus rocks e baladas imortais. Sim, suas canções serão para sempre imortais. E te agradecemos de coração por ter feito a trilha sonora inesquecível de muitos momentos da vida deste Finaski e de milhões de pessoas pelo mundo afora.

 

TOM PETTY AÍ EMBAIXO, NO CLÁSSICO IMORTAL “FULL MOON FEVER”

 

E NO VÍDEO DE “FREE FALLIN”

 

DEMOROU MAS FINALMENTE VAI SER LANÇADO: EM NOVEMBRO CHEGA “ESCADARIA PARA O INFERNO”, O PRIMEIRO LIVRO DO JORNALISTA MAIS LOKER DA HISTÓRIA DA IMPRENSA MUSICAL BRASILEIRA

Yep. Foram mais de trinta anos atuando no jornalismo cultural e musical brasileiro e paulistano, com passagens por redações de grandes jornais e revistas (Somtrês, IstoÉ, Bizz, Interview, Rolling Stone, Estadão, FolhaSP, Jornal Da Tarde, Gazeta Mercantil etc.). Período (iniciado em 1986 e que perdura até os dias atuais, só que agora cuidando da parte editorial da ONG Associação Cultural Dynamite, além de editar este site/blog) em que o jornalista eternamente rocker e muitas vezes completamente loker colecionou zilhões de estórias absolutamente malucas ao longo de uma trajetória onde Zap’n’roll entrevistou muita gente conhecida (no rock BR e gringo), foi a centenas de shows, festas, eventos, baladas e, claaaaaro, enfiou os dois pés na lama sem dó nem piedade em sexo e drogas variadas. Foi quando percebeu que, ao recordar essas estórias e sempre que as dividia com amigos, o autor deste espaço virtual tinha um vasto material para compor um livro interessantíssimo no final das contas. Opinião compartilhada por quem escutava os relatos quase surreais e insanos apresentados pelo zapper. “Wow, você precisa escrever um LIVRO! E que pode virar até um FILME!”, era o que mais ouvíamos quando contávamos nossas aventuras (ou seriam desventuras? Rsrs) ao longo de três décadas.

Pois essas aventuras finalmente foram reunidas em um volume e agora irão chegar ao conhecimento do público consumidor de livros. Com lançamento pela editora Kazuá e marcado para o dia 25 de novembro (último sábado do mês e, por acaso, véspera do aniversário do jornalista zapper), “Escadaria para o inferno”, nossa primeira aventura literária, reúne vinte estórias envolvendo aquele que é considerado por muitos de seus colegas como o jornalista mais junkie e maluquete da história da imprensa cultural brasileira. Sendo que na verdade havia (ou há) ainda outras dezenas de episódios que acabaram ficando de fora do livro, já que o autor preferiu se concentrar naqueles que mais chamam a atenção pelos personagens envolvidos nas estórias. Assim há capítulos engraçadíssimos e contando as confusões nas quais o sempre e legitimo gonzo Finaski se meteu. E que o fez perder shows de Paul McCartney e Nação Zumbi, discutir (literalmente, quase partindo para a briga) com nomes como John Lydon e Lobão, ficar doidão de cocaine durante entrevista com o vocalista Nasi (do grupo Ira!), se transformar momentaneamente em “avião” de drogas de músicos da banda de hard rock alemã Scorpions e também do músico americano Evan Dando (do grupo Lemonheads), e até “salvar” o apresentador de TV e vocalista da banda punk Ratos Do Porão, João Gordo, do vicio dele em crack, ulalá!

Há uma grande dose de humor negro perpassando todo os capítulos de “Escadaria para o inferno”. Mas o conteúdo do livro também desvela um lado bastante sombrio, traumático e trágico dessa trajetória fináttica pelo submundo do jornalismo musical nacional. É quando o volume foca no período em que o jornalista fumou crack, um vício que consumiu quase uma década de sua existência. Um livro corajoso enfim. Sem moralismos hipócritas, sem preconceito de qualquer espécie. E muito divertido no final das contas, e que encontrou na editora Kazuá (um modesto selo paulistano mas que trata com cuidado e apuro gráfico, artístico e editorial cada um de seus lançamentos) seu “lar” ideal. Dirigida por Evandro Rhoden (um gaúcho quarentão formado em Filosofia e com paixão gigantesca por cinema), a Kazuá procura focar seus lançamentos na área da poesia. Mas também gosta de literatura subversiva/transgressiva, como é o caso do tomo escrito pelo autor do blog zapper. “Confio no livro. E também no autor dele”, disse Evandro quando assinamos com a editora o contrato de publicação de “Escadaria para o inferno”.

IMG_0201

Zapn’n’roll na sede da editora Kazuá (acima), assina o contrato de lançamento de “Escadaria para o inferno” (abaixo, sendo observado pelo dono da editora, Evandro Rhoden), primeiro livro do jornalista musical; o volume chega às livrarias mês que vem

Escadaria-para-o-Inferno

 

Então finalmente ele está a caminho, após três anos da sua conclusão. E chega às livrarias em novembro. Sendo que no dia 25 daquele mês, sábado, haverá festa de lançamento e noite de autógrafos da obra na sempre bacaníssima Sensorial Discos SP (lá na rua Augusta, região dos Jardins), com shows das bandas Psychotria, Jonnata Doll & Os garotos solventes (fazendo set acústico) e Jenni Sex. E ainda DJs set (no lounge) dos super DJs e amados André Pomba e Vanessa Porto.

Todos estão convidados a comparecer. Inclusive a matilha de cães fakes e covardes que há anos latem no painel do leitor do blog, dizendo que o livro jamais iria ser lançado. Pois então: a hora de “Escadaria…” finalmente chegou. Agora a cachorrada covardona pode latir à vontade com mais força ainda, rsrs. E depois passar na Sensorial pra tomar uma breja por nossa conta. A gente paga, ahahahaha.

 

E MESMO COM O PAÍS ATOLADO NA CRISE DO GOVERNO GOLPISTA DE MERDA, O MERCADO DE LIVROS MUSICAIS MANTÉM UM PÚBLICO FIEL

País com população historicamente pouco afeita ao habito da leitura, o Brasil nem de longe possui um dos mercados literários mais relevantes do mundo. Pra piorar ainda mais as vendas no setor, a crise econômica e política pela qual atravessa o triste bananão tropical há três anos (graças ao desgoverno golpista e sujo instalado em Brasília e comandado pelo PIOR CRÁPULA que já ocupou a cadeira de presidente do Brasil), reduziu um pouco mais ainda as vendas, os investimentos em novos autores, a abertura de novas editoras e os lançamentos de novos títulos editoriais.

Mas nem tudo ficou ou está perdido, afinal. E muito curiosamente um determinado nicho do mercado editorial continua sobrevivendo e resistindo heroicamente aos tempos ultra sombrios pelos quais a cultura nacional está passando: o de livros dedicados a assuntos musicais – notadamente o de biografias sobre bandas e artistas solo. Somente nas últimas semanas chegaram ao mercado ao menos quatro novos títulos editoriais voltados a temas musicais. “Apenas um rapaz latino americano”, biografia do recentemente falecido cantor e compositor gigante da MPB que foi Belchior, foi escrito pelo jornalista Jotabê Medeiros (amigo destas linhas bloggers musicais há três décadas) e lançada pela novíssima editora Todavia. Já “Ondas Tropicais”, de autoria da dupla Claudia Assef e Alexandre de Melo e publicado pela editora Matrix, conta a trajetória da radialista e DJ Sonia Abreu (também dileta amiga pessoal zapper há décadas), que inclusive é descrita no tomo como “a primeira DJ do Brasil”. Não só: tem também “Ouça este livro”, do músico, produtor e pesquisador musical Cassiano Fagundes (mais um querido amigo destas linhas rockers online e que toca até hoje num dos melhores nomes do indie rock nacional na última década e meia, o grupo curitibano Bad Folks), e cujo volume foi editado pelo pequeno selo paranaense Barbante. Trata-se de um compêndio reunido por Fagundes onde ele desvela histórias curiosíssimas e bizarras envolvendo nomes lendários do rock’n’roll, como David Bowie, Rick Wakeman etc.

Há, portanto, espaço, mercado editorial e, principalmente, público para esse tipo de livro? Na opinião de Marcelo Viegas, sim. Ele que durante quatro anos, foi o editor responsável pela publicação dos livros lançados pela editora paulista Ideal (e que editou, entre outras dezenas de títulos, a biografia de Ian Curtis, o lendário e suicidado ex-vocalista do finado Joy Division), detalha muito bem sua visão deste mercado, em bate-papo com Zap’n’roll: “Sim, há um público interessado nesse tipo de literatura, mas é como você mesmo disse: trata-se de um nicho. E, como tal, deve ser entendido e abordado de acordo com as suas características. A boa notícia é que um dos mantras do mercado editorial versa justamente sobre essa necessidade de encontrar e trabalhar um nicho (de preferência um nicho que você conheça bem). Muitos profissionais dessa área insistem que o futuro das editoras passa justamente por essa capacidade de eleger um nicho e direcionar o seu foco editorial nesse sentido”.

IMG_20170904_204611793_TOP

O autor do blog zapper ao lado do seu parça e jornalista Jotabê Medeiros, no lançamento da biografia do cantor Belchior (acima); abaixo o escritor e ex-editor de livros Marcelo Viegas, com seu primeiro livro: ele acha que hoje há mais espaço para volumes falando de assuntos musicais do que havia anos atrás

IMAGEMVIEGAS17

Viegas, que também acaba de lançar seu próprio livro (“Então – coletânea de entrevistas sobre música, skate e arte”, edição do autor), vai mais longe: “Na minha opinião esse mercado (dos livros de música) ainda tem muito pra crescer. Se você comparar com alguns anos atrás, a diferença é perceptível: antes, havia meia dúzia de livros de música disponíveis em edições brasileiras; hoje, as prateleiras das livrarias estão repletas de bons títulos, desde coisas mais mainstream até títulos mais alternativos”.

Um dos modos (não o único, claro) de manter esse “nicho” de mercado editorial ativo e funcionando bem, segundo Marcelo (que além de editor de editora também já foi dono de loja de discos, vocalista de banda de rock e até proprietário de selo musical), é cada autor de um novo livro cuidar pessoalmente de todas as etapas atinentes ao mesmo. “O meu livro foi uma tentativa de botar a mão em todas as etapas do processo, no velho e bom esquema do “faça você mesmo”. Atuei como autor, editor, publisher, cuidei do marketing, redes sociais, assessoria de imprensa, distribuição e financeiro. Foi uma espécie de laboratório complementar ao MBA em Book Publishing que estou fazendo”, explica ele. “Pela natureza insana da empreitada, sabia que seria inviável trabalhar com uma tiragem grande. Por isso, optei por fazer apenas 300 exemplares. Como já tive selo musical nos anos 1990 (Short Records), isso também serviu como lembrete das dificuldades de escoar os famosos mil discos. Não queria cometer os erros do passado e ficar olhando para as caixas de livros aqui em casa. Disse pra mim mesmo: “menos é mais”. E coloquei o livro na rua”, completa.

De modos que, mesmo com todo o terror econômico, político e CULTURAL pelo qual estamos passando (mais abaixo, nesse mesmo postão, iremos comentar sobre a onda ultra reacionária e conservadora da extrema direita e de parte da ogra e completamente bestializada e boçal sociedade brasileira, que agora se volta contra exposições de arte e intervenções artísticas em museus, como a que aconteceu semana passada no MAM SP, e que causou enorme discussão e ataques de fúria conservadora nas redes sociais) nesse momento, traz alguma satisfação a este espaço online de cultura pop a constatação de que, sim, o mercado editorial voltado ao mundo da música, ainda possui um público leitor fiel e que compra livros. Menos mal. Sinal de que a Idade das Trevas ainda não dominou completamente este triste bananão tropical. E que ainda há alguma esperança no final do túnel para estes tempos mega sombrios que estamos vivendo.

 

 

BATE PAPO COM CASSIANO FAGUNDES, AUTOR DE “OUÇA ESTE LIVRO”

Além de agora também ser escritor o músico Cassiano Fagundes é pesquisador, tradutor e um dos músicos mais atuantes na cena rock independente da região sul brasileira na última década e meia. Ele é um dos fundadores, inclusive, de uma das bandas do coração destas linhas rockers online, o curitibano Bad Folks, uma das formações mais legais da capital paranaense dos anos 2000’.

No bate-papo abaixo Cassiano fala sobre seu primeiro lançamento literário e também sobre o momento atual do mercado editorial voltado para livros cujo assunto é o nosso sempre amado rock’n’roll.

IMAGEMLIVROCASSIANO17

O músico, tradutor, pesquisador e agora também escritor Cassiano Fagundes, e seu primeiro livro: estórias bizarras e engraçadas envolvendo rockstars, para ampliar um mercado editorial (o de livros sobre música) que continua resistindo à crise

 

Zap’n’roll – A idéia do seu livro é muito legal. Contar estórias algo bizarras envolvendo nomes conhecidos da história do rock, associando a essas estórias uma play list de sons que o leitor pode ir atrás pra se deleitar. Como surgiu a idéia desse formato editorial, afinal? E como foi que você fez a pesquisa pra reunir tanto as estórias quanto as play lists?

 

Cassiano Fagundes – O livro nasceu de meu trabalho em um portal de música da GVT, o PMC. Trabalhei dois anos lá, programando a rádio, resenhando discos e escrevendo notícias sobre música. Também fazia uma coluna sobre histórias, aventuras e desventuras de personagens do mundo da música pop. Esse foi o ponto de partida.

 

Zap – Você é músico também, e há anos milita na cena indie nacional, já tendo participado de vários grupos como o ótimo Bad Folks, por exemplo. Em quais bandas toca hoje em dia? Está muito difícil viver na cena musical alternativa atualmente?

 

Cassiano – Desde o Bad Folks, muita coisa rolou. Em 2008, montei o Cassim & Barbária em Floripa, com músicos experientes do indie catarinense. Essa banda foi longe, literalmente: Fizemos duas turnês na América do Norte. Uma delas, de 11 mil KM pelo continente, tocando com bandas de todos os cantos do mundo, em festivais como o SXSW e Pop Montreal. Depois, tocamos em festivais no Brasil, na Argentina e ajudamos a estruturar um circuito indie catarinense, que acabou não se consolidando por causa das dificuldades inerentes de se morar em um país complexo como o nosso. O Cassim & Barbária lançou 3 discos, tocamos com alguns de nossos ídolos (Faust e Damo Suzuki, do Can) e fizemos muito barulho. Mas é difícil fazer isso baseado em Floripa, sobretudo depois de tudo que já fizemos no meio independente, com pouco ou nenhum retorno material, ainda que com bastante satisfação artística. Estamos voltando a ensaiar e vamos lançar disco e shows em 2018. Em 2010 fiz a trilha sonora da peça “A Vênus das Peles”. O espetáculo baseado no texto de Sascher Masosch, que deu origem ao termo “masoquismo”, pediu um som bem sombrio, o que consegui influenciado pelo Kristjoff Komeda (trilhas dos filmes do Roman Polanski, como A Dança dos Vampiros). A peça fez duas temporadas no Teatro Guairinha, de Curitiba. Em Curitiba, em 2012, montei o Cacique Revenge com a Andreza e a Babi do The Shorts, mais o Rafa Martins que tinha tocado no Copacabana Club, e o André Tobler, um punk velho da cidade muito famoso por aquelas bandas por fazer uma percussão muito estranha. Essa foi uma das melhores coisas que fiz na vida: Jorge Ben com Sonic Youth e Fela Kuti. Mas tivemos que colocar a banda na geladeira depois de gravar um EP muito legal produzido no estúdio Ouié em Floripa (onde por causa dessa gravação, o Audac gravou com o produtor americano Gordon Raphael (Strokes) – o estúdio fica literalmente em uma praia, e tem dezenas de geringonças vintage que fazem tua banda soar muito bem). O Cacique Revenge era parte de um projeto chamado Desfiles Fantastique, que montamos com a artista Lisa Simpson – amplificamos sua máquina de costura e eu manipulava o som, que se combinava com a banda, enquanto Lisa costurava roupas de modelos na corpo delas, no palco. Em Floripa fiz um som também com o inglês Rob Williams, mais o Xuxu, que tocava comigo no C&B, e Gerson, baterista do Mar de Quirino, banda lendária do sul da ilha. O nome era The Cassberts. Rob era um cara do britpop de verdade. De volta a Floripa em 2014 para um Mestrado e um Doutorado em Estudos da Tradução, gravei um disco novo com o Cassim & Barbária e montei uma banda com meu orientador italiano e meu parceiro musical ítalo-argentino (Jeronimo Gonzalez) que fazia versões alternativas para clássicos e lados B da música italiana, e gravamos até Bowie em Italiano. E agora, estou lançando o DON, que é uma espécie de som para replicantes tropicais, baseado no Tao e na fase Berlin de Bowie com Iggy. Não sei o que dizer sobre a cena indie brasileira. Acho que, salvo raras exceções, falta profissionalismo e sobra talento, mas sempre foi assim. O Brasil não é o único país onde fazer música independente é uma coisa difícil – talvez só haja mais respaldo e caminhos mais bem traçados nos países anglófonos, embora até neles, a coisa não seja nem um pouco fácil. Minha postura sempre foi a de ser um artista que usa a música como uma de suas ferramentas de expressão e construção de sentidos. Por isso, nunca quis entrar numa de vida de músico, levar banda para viver em SP e fazer circuito de casas, de imprensa, beija-mãos e tudo isso. Mas creio que se você quer crescer como artista na cena indie, tem que botar o pé na estrada e fazer toda a via crucis o tempo inteiro, e viver isso 24 horas por dia, todos os dias da semana. Poucos fazem isso. Tocar em banda de rock no Brasil virou uma espécie de futebol de fim de semana de jovens de classe média. Dos poucos que ainda curtem rock, claro. Não é à toa que os Boogarins são os Boogarins: o som é bom, mas a postura profissional e a atitude são melhor ainda. Isso falta no Brasil, e sempre faltou. As pessoas em nosso país bizarro dão muito valor à fama, à notoriedade, a fazer cena, e esquecem o conteúdo, que se consegue com ensaio, show, ensaio, show, composição, referência. Para fazer música boa você tem que ter referências, investigar sons, conhecer estéticas, bandas do estilo no qual se propõe se alicerçar. Não vejo isso acontecer. O resultado é um monte de banda soando exatamente como as bandas hype anglófonas do momento. Daí, prefiro a cena argentina, exatamente por haver lá uma ideia de se buscar originalidade a partir de referências. Basicamente, o que sempre faltou na cena indie brasileira foi profissionalismo e conhecimento estético. E humildade. O cara começa a aparecer um pouco mais, e já age como pop star. Até alguns jornalistas ligados à cena agem como reis de meia pataca – você felizmente não é um deles e nunca foi, e sua autenticidade sempre me chamou a atenção! Convivi com artistas famosos que depois de uma sessão de autógrafos recolhiam as latas de cerveja que tinham bebido e as levavam no lixo, limpavam a mesa, e falavam com todo mundo de igual pra igual. Em festivais como o SXSW, tem banda que acabou de tocar pra 500 pessoas que desce do palco e vai vender CD e falar com o público numa boa. Aqui no Brasil, só vi o Boogarins fazerem isso até hoje. Sou muito fã deles – mais da atitude do que do som, mas eles são o que as boas bandas brasileiras da cena indie deveriam ser.

 

Zap – Há espaço, na sua visão, para um livro como o seu em um mercado editorial como o brasileiro onde a crise econômica também atingiu em cheio? Há um público especifico na sua opinião para esse tipo de literatura? Foi complicado achar uma editora que se dispusesse a viabilizar o projeto?

 

Cassiano – Há espaço, mas ele é limitado, como tudo relacionado a esse universo de música. Mas isso nunca foi uma preocupação. Na verdade, fiquei surpreso pela recepção do Ouça Este Livro. Todos os tipos de pessoas estão o lendo e curtindo as playlists. E em relação à editora, foi ela quem me fez a proposta de fazê-lo e lançá-lo. O mérito é mais da Editora Barbante que meu.

 

Zap – Qual foi a tiragem do livro? E como está sendo a repercussão dele em termos midiáticos e de venda?

 

Cassiano – A tiragem é de 500 livros. Tivemos alguma repercussão nas duas cidades onde já lançamos (Curitiba e Floripa). Ele vendeu bem nos lançamentos, e agora vamos fazer algo em outras cidades também.

 

Zap – pra encerrar: cite cinco bandas ou artistas da sua vida, hehe.

 

Cassiano – Só cinco? Sacanagem. Amanhã, ela muda. Mas vamos lá:

1 – Joy Division

2 – Bob Dylan

3 – Can

4 – Buffalo Springfield

5 – Suicide

 

 

ROCK NO SESC POMPÉIA COM O FAR FROM ALASKA

Yep, lá fomos nós (estas linhas rockers bloggers e o brother, amigão e ótimo fotógrafo Jairo Lavia) conferir a gig do quinteto Far From Alaska (que é de Natal/RN mas já ficou residência em Sampa há algum tempo) na choperia do SESC Pompéia, na última quinta-feira. Noite propícia pra um show de rock: garoa e 19 graus na capital paulista (delícia!), a choperia do Pompéia é dos melhores locais para shows de Sampalândia e a dupla tinha curiosidade em assistir a banda ao vivo – o blog perdeu a apresentação deles há cerca de dois meses no festival Circadélica, em Sorocaba, porque chegamos atrasados ao local onde os grupos estavam se apresentando.

O FFA já existe há cinco anos. Gravou dois bons álbuns de estúdio (o mais recente saiu há cerca de um mês), angariou simpatia da crítica musical e da mídia rock mais alternativa (ou do que resta dela). Com isso angariou também um bom séquito de fãs – havia cerca de 300 deles lá no SESC (ok, os ingressos nas unidades da entidade possuem valores sempre bem em conta para qualquer bolso), isso numa quinta-feira de tempo feio em SP. Entre estes dezenas de garotas rockers bonitinhas e gostosonas com visual caprichado, cabelos descoloridos etc. Na ala masculina (a maioria bem pirralha ainda), muitas t-shirts de bandas e tênis nos pés. E, sim, o grupo já andou tocando nos EUA e na Europa, e por aqui em festivais grandões como o Lollapalooza BR.

Far From Alaska (3)

A vocalista e a tecladista do grupo Far From Alaska, em show semana passada na choperia do Sesc Pompéia, em São Paulo: em disco a banda é muito boa, mas ao vivo… (foto: Jairo Lavia)

Mas… e o som? Foi aí que o bicho pegou. O quinteto já mostrou que funciona bem em estúdio, que tem competência instrumental, peso nas músicas (se for pra definir a sonoridade do conjunto,  o blog zapper diria que se trata de uma colisão frontal entre Queens Of The Stone Age com Primal Scream, temperado com riffs de guitarras hard rock) e que seus músicos também são bons – destaque seja feito para a vocalista Emmily Barreto, que canta com um inglês PERFEITO (no sotaque e na pronúncia). Mas algo não funcionou lá no SESC, tanto que tanto este jornalista quanto Jairo saíram algo decepcionados de lá. A banda soou repetitiva ao vivo, como se estivesse tocando a mesma música seguidas vezes e dando a cada take apenas alguma variação melódica em relação a versão anterior.

A impressão que ficou foi essa: que o FFA é ok, mas looooonge de ser tudo isso que “broguis” sem noção, hypeiros e arroz-de-festa (né, Pobreload!) querem fazer crer que a turma de Natal é. Ao vivo (pelo menos foi essa a impressão que deixaram NESTA GIG) eles parecem render bem menos que em estúdio. Tanto que Jairo Lavia disparou: “a melhor coisa dessa banda é a vocalista cantando em inglês”. Com “amigos” desse naipe uma banda não precisa mesmo de inimigos, hihi.

 

 

MAIS MORTES NA CULTURA POP – LÁ SE FOI HUGH HEFNER, O HOMEM QUE DEU AO MUNDO A PLAYBOY

Yep. Todos se vão um dia (desse mundo ninguém sairá vivo, de forma alguma) e com ele não seria diferente. Também na última quinta-feira foi anunciada nos EUA a morte de Hugh Hefner. Ele mesmo, o homem que deu ao mundo uma das publicações mais revolucionárias da história da imprensa em todos os tempos, a revista Playboy. Hefner morreu na mansão onde morava há décadas, em Los Angeles, de causas naturais. Tinha 91 anos de idade.

Taí um sujeito que Zap’n’roll admirava. Devemos muito a ele. Criou uma revista de linha editorial libertária e ultra avançada para sua época (os ultra conservadores e moralistas anos 50’, ainda mais nos Estados Unidos). Uma revista que desafiou convenções, defendeu a liberdade total sexual e de expressão e, principalmente, mostrou algumas das MELHORES XOXOTAÇAS (todas nuas em pêlo) da cultura pop (atrizes, modelos, cantoras, escritoras etc.) em todos os tempos – a capa da edição inaugural da publicação, com a deusa Marilyn Monroe nela, se tornou um clássico jornalístico imbatível e eterno. Quem NUNCA bateu uma PUNHETA (ou SIRIRICA, vá lá) folheando uma edição da Playboy em seus anos adolescentes ou jovens, não soube o que era iniciação ou “educação” sexual, rsrs. O blog mesmo colecionou durante anos a edição brasileira, que também teve capas inesquecíveis – como a que trouxe aquele BOCETAÇO PELUDAÇO (amamos xoxotas peludas como florestas amazônicas, rsrs) pertencente à deusa Claudia Ohana.

IMAGEMHUGHHEFNER

Hugh Hefner (acima, com suas “coelhinhas”), o homem que fundou a Playboy: ele soube viver a vida, e ainda deu ao mundo uma das melhores revistas da história da imprensa em todos os tempos, e em cujas páginas ficaram nuas deusas como Marilyn Monroe e a brasileira Claudia Ohana (ambas abaixo), esta última com sua BOCETA PELUDAÇA que fazia a alegria dos machos, em oposição a essa escrota ditadura estética dos tempos atuais, a que determina que moças “boas” são aquelas que mantêm suas XOXOTAS LISINHAS e depiladinhas. Caso contrário a guria é uma… porca e vagabunda, uia!

IMAGEMMARILYNMONROECLASSICNUDE

IMAGEMXOXOTAOHANA

Hugh Hefner ficou miliardário com a revista – e com justiça. Numa época em que não havia internet, nem a estupidez das redes sociais, apps e sites gratuitos de vídeos e filmes pornôs explícitos/hardcore sem conteúdo algum (apenas trepação pura e simples), a Playboy com suas xotas nuas insuperáveis e seu ótimo conteúdo editorial (as gigantescas reportagens centrais e especiais eram imperdíveis e de leitura obrigatória, quase tanto como ver os nudes femininos que cada edição trazia) salvava nossa existência do tédio cotidiano e alegrava nossos olhos nos transportando para um mundo de sonhos, de paraísos idílicos, platônicos, surreais e abstratos – e inatingíveis para a maioria de quem lia a revista. E talvez nesse fator é que justamente residia a suprema graça da Playboy.

Valeu Hugh por tornar nossas vidas, inevitavelmente medíocres em grande parte dela, muito mais divertidas ao menos quando éramos jovens. Hoje com o mundo e a raça humana miseravelmente atolados até o pescoço no conservadorismo, na boçalidade e no moralismo hipócrita dignos da idade das trevas (em plena era da web e da evolução digital máxima), talvez nem seja possível e nem haja mais espaço para sujeitos visionários e libertários como você. E nem para publicações como a Playboy.

 

AINDA SOBRE O SHOWZAÇO DO THE WHO EM SAMPA – A PROVÁVEL MELHOR GIG ROCK DO ANO NO BRASIL ANALISADA PELO OLHAR DE UM MEGA FÃ DA BANDA

O show do gigante inglês The Who (que tocou pela primeira vez no Brasil apenas este ano, mais de cinqüenta anos após o surgimento da banda na Inglaterra) já aconteceu há duas semanas em Sampa e no Rio. Mas como estas linhas online sempre defenderam e continuam defendendo, não há prazo para se comentar aqui sobre grandes discos, grandes livros, filmes e SHOWS de rock – ainda mais nessa escrota era digital da web onde todos querem atropelar a todos e publicar tudo antes de todo mundo, mesmo que isso implique em postar em sites, blogs e redes sociais um texto completamente PORCO e eivado de erros de informação e grafia.

Zap’n’roll JAMAIS vai cair nessa armadilha. Daí publicarmos nosso material aqui sem pressa alguma, no seu devido tempo. De modos que aí embaixo mostramos com satisfação as linhas que encomendamos ao nosso dileto amigo de anos, o publicitário Valdir Angeli, sobre o show que ele presenciou do Who no estádio do Palmeiras, na capital paulista. Velho fã da banda e conhecedor da obra dela como poucos, Valdir descreveu com um olhar bastante subjetivo o que presenciou na noite do último 21 de setembro. Um olhar de fã enfim – sendo que foi exatamente isso que o site zapper lhe pediu: que procurasse EVITAR um texto técnico e jornalístico.

Leiam e divirtam-se!

 

Por Valdir Angeli, especial para Zap’n’roll

 

Sabendo que eu iria estar assistindo ao vivo ao show do The Who, lá no Allianz Parque, o responsável por este blog não descansou enquanto não conseguiu a promessa de algumas impressões deste mero fã do grupo, que aqui vos está escrevendo. Aceitei a empreitada mas adianto que eu sou bastante suspeito nas minhas observações, já que essa aí é a minha banda de estimação, já há uns quarenta anos, mais ou menos. Em assim sendo eu tentarei passar a vocês, da forma mais imparcial que eu possa conseguir, como me foi solicitado, o que senti e observei durante o que foi um dos maiores momentos da minha vida.

Assistir ao The Who ao vivo, depois de uma espera de mais de quarenta anos… O que é que a gente pode dizer numa situação dessas? Pra começar, eu adianto a vocês que, até por ter acompanhado a carreira da banda desde 1968 ou 69, por aí…, no fundo estava com um certo medo de uma grande decepção. Por todas as dezenas de álbuns oficiais e piratas contendo gravações de shows de diversas fases de sua carreira, que eu andei ouvindo nos últimos anos, eu realmente estava achando que essa turnê (que pela primeira vez incluiu a América do Sul) poderia ser uma grande bola furada. Afinal, os dois membros sobreviventes da banda original já passaram dos setenta, e a idade costuma pesar…

Eu me preocupei à toa! Os caras (leia-se: o Pete Townshend e o Roger Daltrey, os dois membros originais da banda) chegaram por aqui com todo o gás, querendo provar que estão bem vivos, e que são melhores (eles sabem muito bem disso) do que a grande maioria dos pirralhos que se metem hoje em dia a fazer rock por aí. Chegaram e arrasaram! Com uma carreira de mais de cinqüenta anos nas costas, eles desfilaram em sua apresentação as maiores pérolas de um repertório (de autoria própria, diga-se de passagem) que inclui desde o iê-iê- iê (“I Can’t Explain”) ao hard rock (“Won’t Get Fooled Again”), desde as baladas (“Behind Blue Eyes”) até experimentos com música eletrônica (“Baba O’Riley”), do pop descarado (“Substitute”) ao funk (“Eminence Front”), e do psicodelismo dos sessenta (“I Can See For Miles”) até o rock progressivo (“The Rock”, um interlúdio instrumental extraído da ópera ‘Quadrophenia’, não incluído, por sinal, no set list do Rock In Rio, cuja apresentação foi eqüivocadamente dirigida a uma platéia que, seja lá por ignorância, seja lá pelo que for, estava mais interessada em ficar batendo papo ou checando seus smartphones enquanto aguardava o show de uma banda hoje completamente irrelevante, o Guns N’ Roses). Tudo bem que o Who quase não faz mais os famosos improvisos que imperavam em seus memoráveis shows dos saudosos anos setenta (vide o famoso album ‘Live At Leeds’), mas o formato altamente detalhista e exaustivamente ensaiado ao qual eles se prendem hoje é até adequado a estes anos excessivamente cínicos, frios, impessoais e tecnológicos.

IMAGEMTHEWHOLIVESP17III

O gigante rocker inglês The Who tocando há duas semanas na capital paulista e emocionando o público que foi conferir a gig: provavelmente o MELHOR show internacional de 2017 no Brasil, desde já

 

Mas, em resumo, a conclusão à qual eu cheguei foi a de que aquilo que eu assisti lá no estádio foi não simplesmente um show de rock, mas uma verdadeira aula de História, além de um enorme “flashback” da minha vida, permeada que foi pelos discos que o grupo lançou por todos esses anos (foi impossível ser frio o suficiente para não chegar às lágrimas durante a apresentação do acima citado “The Rock”, com o telão exibindo praticamente todos os eventos relevantes – no rock e fora dele – ocorridos nos últimos cinqüenta anos, culminando com o ataque às Torres Gêmeas em New York. Arrepiante…!). Minha maior surpresa enquanto eu via lá, in loco, a coisa toda (eu me beliscava, pois ainda não acreditava estar ali na frente deles – ou, pelo menos de metade deles, dada a falta dos falecidos John Entwistle e Keith Moon, da formação original) foi constatar que Daltrey e Townshend não se limitaram a fazer uma apresentação burocrática, mas interpretaram seu vasto legado com real gosto, se emocionando (principalmente o Pete), com tesão de tocar e cantar, e com um verdadeiro prazer de estar ali… Mesmo contando com um total de seis músicos contratados para segurar a apresentação (o John Entwistle, principalmente, faz uma puta falta; seu baixo era a espinha dorsal do conjunto) , muito do pique dessa tour atual, eu creio, deve-se ao baterista – aliás, uma atração à parte por aqui, devido à sua simpatia e seu alto astral – que há algum tempo o Who achou para substituir o venerável Keith Moon. Sim, Zak Starkey tem sido nesta tour (fora os dois membros originais, é claro) a grande atração da banda, não só por ser filho do grande Ringo Starr (o baterista dos Beatles, para quem não sabe) mas, principalmente, por ser afilhado do próprio Moon, membro original da banda. O que eu vi lá no estádio me deixou boquiaberto: o moleque (Moleque? Ele já passa dos cinqüenta anos de idade) não só honrou seu pai, mas fez jus à toda a performance ao mesmo tempo anárquica e precisa do seu padrinho, ainda por cima não se limitando a simplesmente copiá-lo, mas criando uma interpretação própria, com viradas e grooves que harmonizavam maravilhosamente com o todo da execução da banda e davam a energia necessária à performance.

Mas só depois de sair do Estádio, correndo para pegar em tempo o último trem do Metrô para casa, foi que a ficha caiu: Pete e Roger, apesar dos detratores que acham que eles já deveriam ter se aposentado, ainda estão na estrada não por mera teimosia ou para ganhar uns trocados extras. É verdade que, com uma obra igual a que eles construíram nos mais de cinqüenta anos de atividade eles praticamente não tem mais nada que acrescentar à história do Rock, e nem precisam provar nada a esta altura do campeonato, mas o que eles fazem hoje é alguma coisa parecida com uma missão: não deixar o Rock And Roll morrer e, de certa forma, ensinar às novas gerações o que a Música (com “M” maiúsculo) – e o Rock em particular – já foi um dia.

Eu, humildemente, agradeço aos céus por ter estado lá.

God save The Who!

 

(Valdir Angeli, 62, é publicitário e colecionador compulsivo de discos de rock, que compra há mais de quarenta anos. É um dos maiores especialistas na obra do The Who que o blog conhece)

 

SOBRE A ONDA ULTRA REACIONÁRIA E MORALISTA AVANÇANDO COM TUDO NESSE TRISTE BANANÃO TROPICAL

Nos últimos dias tomou proporções assustadoras a onde de histeria capitaneada pelo sórdido MBL (Movimento BOSTA Livre, como estas linhas bloggers gostam de chamar jocosamente a entidade comandada pelo jovem japira reacionário de direita e tristemente conhecido como Kim COCÔ) e por parte da atual sociedade brasileira, tomada por uma gigantesca onda de neo conservadorismo moral extremo. E um dos principais difusores dessa histeria, claro, é o TRIBUNAL SUMÁRIO de julgamentos morais e comportamentais no qual se transformou o FaceCU. Uma rede social onde se VOMITA merda demais, preconceito demais e que traduz melhor do que ninguém o AVANÇO algo já bastante ASSUSTADOR dessa onda neo conservadora ao extremo na sociedade brasileira. Ou, como resumiu muito bem o gênio gigante italiano Umberto Eco, pouco antes de ele morrer: “a internet deu voz a uma LEGIÃO de IDIOTAS”.

Estas linhas bloggers de cultura pop e comportamento observa com muita tristeza essa legião de idiotas e moralistas hipócritas se manifestando. Alguns deles inclusive e infelizmente AMIGOS zappers. E fica pensando: onde isso vai parar? O assunto da semana foi/é e continua sendo a exposição no MAM SP, onde uma mãe entrou com sua filha pequena e esta “interagiu” com um modelo que estava NU (fazia parte da performance do evento) na mostra. A “interação”, no caso, se resumiu a um toque da criança na PERNA do modelo nu, que estava simulando uma estátua, mas uma estátua viva, de carne e osso.

Foi e está sendo uma GRITARIA na web (nas redes sociais variadas) por conta dessa exposição. Capitaneando a grita está o japonês total reaça e IMBECIL e sem neurônios que é o Kim Cocô, que lidera o TORPE e ESCROTO MBL (Movimento BOSTA Livre). E não para por aí: também já houve ataque reaça contra o Itaú Cultural, na avenida Paulista em Sampa. A FolhaSP informou em matéria que uma petição online (já com 81 mil assinaturas) está pedindo o FECHAMENTO do MAM – pessoas pedindo aqui o FECHAMENTO DE UM MUSEU, um espaço CULTURAL quando, em países CIVILIZADOS (como França, Inglaterra e Japão, por exemplo), esses espaços são cada vez mais ampliados e disseminados pois têm total apoio da população e do poder público? Quais serão os próximos espaços culturais a serem atingidos? O MASP? O novíssimo (e, pelo que contam, sensacional) Instituto Moreira Salles? Já não bastou o SATÃder cancelar a exposição sobre diversidade de gêneros em Porto Alegre (com obras de, pasmem, gênios da arte brasileira reconhecidos no mundo inteiro, nomes como Lygia Clark, Cândido Portinari etc.)? E também um juiz PROIBIR uma peça teatral no SESC de Jundiaí apenas porque esta retratava Jesus como sendo um transexual (sendo que felizmente o SESC conseguiu derrubar o veto jurídico através de uma Liminar e a peça voltará a ser apresentada)? Onde tudo isso vai parar assim???

A exposição do MAM tinha aviso na entrada, deixando BEM CLARO que haveria NUDES lá dentro. Ou seja: na nossa opinião, VAI QUEM QUER (e ainda mais se estiver acompanhado/a de CRIANÇAS). Quem não quer ou se sente incomodado não entra, simples. É a forma mais JUSTA e DEMOCRÁTICA de se lidar com a questão. Toda forma de CENSURA é PÉSSIMA, ainda mais quando essa censura se volta contra a produção e manifestações artísticas em geral. Isso remete aos tempos mais HORRENDOS da história recente do Brasil, o período negro da ditadura militar e onde músicas, livros, discos, filmes e peças de teatro eram censuradas aos borbotões, e gigantes da nossa música como Gilberto Gil e Caetano Veloso tiveram que se exilar fora do país. De modos que qualquer pessoa com o mínimo de bom senso não quer isso NUNCA MAIS por aqui.

O autor destas linhas virtuais está lançando seu primeiro livro, “Escadaria para o inferno”, daqui a um mês. Ele está REPLETO de estórias de sexo, drogas, putarias, rocknroll, loucuras variadas. Será que vamos ter que colocar uma tarja nele com a recomendação de que sua leitura é DESACONSELHÁVEL para menores de 18 anos?

IMAGEMEXPOMAM17

Garota menor de idade interage com modelo vivo nu (acima) em performance puramente artística no MAM SP, semana passada (e sem nenhum traço de erotização no evento); abaixo a tropa reacionária de evangélicos fundamentalistas da extrema direita boçal que está ganhando cada vez mais espaço na sociedade brasileira mostra suas garras IMUNDAS, atacando a performance e o MAM. Está na hora de REAGIRMOS contra esse moralismo, preconceito e intolerância total bestial e babaca, certo?

IMAGEMREACASCONTRAMAM

A Constituição brasileira (que, de resto, vive sendo RASGADA por todo mundo hoje em dia, do poder Executivo ao Judiciário, passando pelo Legislativo) de 1988, EXTINGUIU a censura no país, é bom que se saiba disso. Então qualquer forma de censura a qualquer manifestação artística já se configura como uma AFRONTA à carta magna do Brasil. Mas os neo conservadores (que entendem tanto de arte quanto este blog da vida sexual dos marcianos) estão se lixando pra isso, não é? Querem mesmo é tocar o terror moralista da idade das trevas adiante, como se todos aqui quisessem e precisassem viver novamente em pleno século XI, na Idade Média, onde bruxas eram QUEIMADAS VIVAS em público apenas por serem… bruxas.

O país está ficando tenso demais, perigoso demais, assustadoramente conservador demais. E o Brasil não era assim há 30 anos, nem de longe. E enquanto se grita aqui contra obras de arte, exposições etc, a exploração sexual infantil (isso sim algo deplorável e a ser combatido) corre solta e aumenta cada dia mais no país todo. A violência contra a mulher e a nação LGBT também aumenta cada dia mais pelo país afora. Idem a violência contra jovens pobres e negros. E não vemos NENHUM (vamos repetir: NENHUM) militante de direita reacionária ou evangélico fundamentalista ou a turma do MBL gritar ou protestar contra essas barbáries todas já tão institucionalizadas na raiz da cada vez mais bestial e boçal sociedade brasileira. Não é à toa que João Escória ganhou eleição em São Paulo, assim como o “bispo” Crivella se tornou prefeito do Rio. E é total sintomático e compreensível que um MONSTRO, OGRO e DONTE MENTAL TOTAL (em seu conservadorismo, machismo e moralismo extremo) como Jair BolsoNAZI esteja em segundo lugar nas intenções de voto para presidente em 2018, e que seja recebido aos gritos (como já foi visto em vídeos no YouTube) de “BolsoMITO” em vários locais por onde passa.

Pobre Brasil… que TRISTEZA temos (e vergonha também) desse país e da sua população, em pleno 2017, em plena era digital. Tempos muito sombrios se anunciam por aqui. Tempos de NAZISMO e FASCISMO social. E todo mundo sabe no que deu o nazismo na Alemanha, o fascismo na Itália e, apenas para ser mais contemporâneo, o que está dando o ESTADO ISLÂMICO no Oriente Médio atual. Não preciso dizer mais nada, certo? Portanto que a sociedade progressista e que ainda possui apreço pela liberdade de expressão RESISTA com toda a sua força possível a esse ataque brutal do neo conservadorismo e do moralismo hipócrita em território brasileiro. Caso contrário iremos mesmo direto para o fundo do poço, com uma possível ditadura MILITAR (e ainda por cima CRISTÃ) novamente ameaçando tomar o poder no país.

FORA REAÇAS E CARETAS! Zap’n’roll deseja apenas que vocês se calem e fiquem para sempre confinados em sua enorme e triste ignorância cultural, mental e existencial. E que deixe quem não quer participar dela em paz. Simples assim.

 

“Não viemos ao mundo para manifestar nossos PRECONCEITOS MORAIS”.

(Oscar Wilde/”O retrato de Dorian Gray”)

 

**********

FIM DE FESTA, UFA!

Maior mega post das últimas semanas hein! Leitura para vocês degustarem pelas próximas semanas sem parar, hihihi.

Mas tudo precisa acabar uma hora, não? Então paramos por aqui (finalmente, rsrs), mas prometendo voltar com novo post em breve, okays?

Até mais entonces!

 

 

(ampliado, atualizado e finalizado por Finatti em 6/10/2017 às 21:15hs.)

31 Comentários

  1. não se preocupa que não vou não entrar numa competição em que a gente já sabe quem vence. mas se quiser pode competir com minha cachorrinha, que tá lendo Chalámov. e o Folhas de Relva, que você começou a ler em 2013, já terminou?

    1. Uia! Paulo FOFOCANTI covardão do cão (rsrs), o gordo feioso e ressentido ao máximo da Rolling Stone Brasil, destilando seu ódio, covardia, INVEJA e psicopatia suprema aqui, hihihihi.
      Bem no horário que ele chega em casa, após mais um dia de merda na redação da revista. Que vida triste hein Paulinho metro e meio de altura e 100 quilos de peso, rsrs.
      Arranque os cabelos à vontade por causa do meu livro. Vc merece, hihihi.

    1. Ahahahahahahahaha, senti um mega sarcasmo e ironia (com gosto AMARGO DE INVEJA) nessa mensagem, hihihihi.
      Não, não foi o mesmo designer. A capa do livro (ótima, por sinal) é idéia do dono da editora, inspirada em imagem de um cartaz de um filme italiano mudo de 1911, o primeiro longa da história do cinema realizado em cima do clássico literário “Inferno”, de Dante.
      Vc, como um FAKE culto (será que é? Rsrs), deve conhecer o filme, claro. Ou não? Rsrs.

      1. não, não vi o filme, mas já li a divina comédia inteira, as 3 partes (vc sabe que tem 3 partes né? e que inferno é só uma delas?). e vc, já leu?

        1. Sim, Joãozinho fofocanti pauleta gordola, rsrs. E nem venha querer saber trechos do livro porque fake como vc, além de covarde, Tb é retardado e psicopata, e quer começar a fazer competição aqui pra ver quem é mais “culto”, uia. Não rola.

  2. Porque você não organiza o festival Zaprollers e acaba de vez com a única vantagem que Dear Luscious tem sobre você? Acho que você tem moral e cacife para tanto. Inclusive, pode vir a ser a solução dos seus problemas financeiros.

    1. Problemas financeiros todos estão tendo hoje em dia, doisbertinho, e eu não sou exceção. Mas os meus nem são tão graves assim, ao menos por enquanto.
      E festivais dão muito trabalho e dor-de-cabeça para serem organizados. Já fiz alguns anos atrás (no SESC Pompéia, inclusive) e sei bem como é. Estou ficando “véio” demais pra isso e quero sossego, rsrs. Pretendo lançar o livro mês que vem e, em 2018, “fugir” de uma vez por todas para as montanhas mineiras de São Thomé Das Letras.
      Mas valeu pela sugestão!

  3. ahahahahaha, que demais Finattão! É BIZARRO esses fakes malas e imbecis virem aqui INVENTAR que o tal Lucio vai lançar bio dele Tb. Claro que os cuzão tão cuspindo ódio por causa do lançamento do seu livro, né. Rsrs. Então apelam como podem.
    Mano, na boa? Quem vai querer ler biografia, se sair (não vai sair nunca, ahahahaha), de lucianta ribeiro da pobreload? Um puta dum jornalista mala e coxa pra caralho que há anos só publica asneira no blog dele e que arrota arrogância, tipo olha como sou fodão.
    Duvido Finas, duvido, que esse playboy já velhote algum dia tenha entrado numa biqueira brava de drogas como vc entrou. Muito menos ter enfiado um cachimbo de crack na boca como você mesmo assume que fez. Ou seja, tu tem historia pra contar, e como. O outro lá vai contar o quê? Como ficou rico explorando os fãs vendendo ingresso caríssimo pros eventos que ele faz? Só se for.
    Pode contar comigo na Sensorial no dia do lançamento do teu livro. Esse eu não perco de jeito nenhum!
    Abração, mestre gonzo!

    1. Ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha. MIJANDO DE RIR aqui com esse post retardado e delirante total do aldinho fake, hihi. Agora eu até libero essa “groselha” maluca pra que dear Luscious R, o pobreloader em pessoa, veja o quão ridículo podem ser seus miguxos, hihihi.

        1. Aaaaafff, além de fake otário ainda está atrasado uns dez séculos ao vir falar de um livro que saiu há mais de um ano, rsrs.
          Que vida triste hein, tungador, rsrs. Vai dia 25 de novembro na Sensorial Discos, no lançamento do meu livro. Eu deixo vc TUNGAR um exemplar, ahahahaha.

          1. Ô tungador de COVARDIA, por acaso sou OBRIGADO a ler o livro que você quer pra comentar aqui? Acho que não, né. Pro meu gosto vc não seria esse BOSTA covarde que é, e mandaria mensagem assinando seu nome verdadeiro. Mas como vc jamais faria ou fará isso, por que eu devo fazer o que vc quer?
            Só pra saber…

          1. Pode não ser meu forte mas tb está longe de ser meu fraco, dois bertinho, rsrs. Vc há de convir que “captar” ironia em texto na web fica mais difícil se quem está sendo irônico não utiliza ASPAS (como vc não utilizou) em nenhum momento do seu comentário, concorda?
            E Barça, além de ser meu chegado há tempos já, ainda é da minha geração de jornalistas. E pra mim um dos melhores e mais lúcidos textos do que resta do jornalismo cultural brasileiro.
            Beleza?

  4. Oi Finas
    Vi no seu Facebook que você tá pedindo pro pessoal vir aqui comentar o lançamento do seu livro e resolvi voltar ao blog (que já teve festa de despedida).
    Sobre o conteúdo do blog, não entendi como o show do ano pode ter sido escolhido por uma pessoa que não foi ao show e uma pessoa que escreveu pela visão de um fã.
    Sobre a capa do seu livro, ela é escura e mesmo que remeta a algo sombrio, desaparece na livraria. Sem contar que a palavra inferno escrita acima de “escadaria para” pode confundir seu leitorado desavisado. E usar uma foto sua da época do Orkut ao invés de uma foto sua atual é abaixo da crítica.
    Sua menção ao Lucio Ribeiro toda hora beira a psicopatia, cuidado hein?. Todo mundo sabe que o Lucio sempre tirava sarro de você pelas costas, mas pessoalmente sempre te tratou bem. Não é isso que você gosta? Pode até tirar uma da sua cara, desde que pessoalmente te dê tapinha nas costas? Não é possível que até hoje você não tenha engolido o show do Wilco a 1 real.
    Onde você cita o Renato Russo senti falta da história de quando ele dedicou uma música pra você, raramente essa história tá no blog.
    Quando você menciona os lugares em que escreveu, fiquei curioso com o “etc”. E sempre é um mistério essa tal parte editorial da Ong da Dynamite. Lembro de alguém ter te lembrado disso num comentário aqui do blog e você mesmo admitiu surpresa.
    Fico bastante feliz em você admitir que contará “estórias” no livro, afinal, o significado de estória é “história fictícia, frequentemente mirabolante e inverossímil”. Talvez eu dê um pulo na Sensorial no dia do lançamento. Mas a pergunta é: serão usados copos de vidro?
    O teclado do “seu” notebook está com problema no acento agudo? Senti falta nas palavras “legítimo” (“confusões nas quais o sempre e legitimo gonzo Finaski se meteu“) e “hábito” (“população historicamente pouco afeita ao habito da leitura”). Mas acho que estou enganado, afinal tem acento sobrando em “idéia” (mundo fica ainda mais vazio de idéias do que já está”). Sei que você vai mencionar a versão do Word que está instalada no notebook, mas para alguém que está lançando um livro (ainda que esteja fazendo vaquinha para a revisão do mesmo) o idioma parece ser importante.
    Não entendi essa crise que você mencionou. O governo Temer (golpista ou não) não está há 3 anos no poder. Faltou você mencionar mais alguém aí.
    De que região exatamente você acha que é o sotaque do inglês da vocalista do Far From Alaska?
    Foi a irônica a frase “ainda mais nessa escrota era digital da web onde todos querem atropelar a todos e publicar tudo antes de todo mundo, mesmo que isso implique em postar em sites, blogs e redes sociais um texto completamente PORCO e eivado de erros de informação e grafia.”? Todo mundo sabe que o blog zapper é referência em erros de informação e grafia, assim como eu citei aí em cima.
    Mas beleza, agora é só dizer que eu sou fake, estou latindo, falando merda e etc.

    1. Muito bem oleoso FAKE, COVARDE e que está LATINDO aqui, rsrs. Curioso como vc é detalhista nas suas observações doentias em caçar defeitos na postagem do blog e em mim Tb, mesmo que essas não existam e sejam produtos da sua mente doente e psicopata; isso é bem TÍPICO do Sr. Paulo FOFOCANTI, o que persegue à morte seus desafetos e que TENTA INFERNIZÁ-LOS na web na COVARDIA e nas sombras com assinatura falsa, e quando os encontra pessoalmente foge como um RATO ASSUSTADO, como já aconteceu quando encontrou comigo, né Paulinho feioso, ressentido e gordola da RS. Claro, você vai dizer que não é ele e talvez nem seja mesmo, mas que é AMIGO dele e ESCREVE como ele (nos ataques ressentidos, nos horários em que envia suas mensagens raivosas pro blog), isso não resta a menor dúvida.
      Sobre os acentos agudos faltando em algumas palavras: yep, o Word às vezes aqui falha mesmo na acentuação e na real eu preciso ficar mais atento na revisão final do texto antes de postá-lo no blog. Mas como vivo correndo aqui, escrevo posts sempre gigantes e me atrapalho na correria, vez por outra deixo escapar algum erro de digitação, pontuação e acentuação, algo que de resto acontece com qualquer jornalista MORTAL, falível e humano, até com o BOSTA que é Paulo Fofocanti e seu provável fake oleoso e asqueroso (até rimou, rsrs).
      Sobre luscious pobreload: não tenho psicopatia por ele, apenas me irrita a prepotência dele em se achar e continuar publicando um blog em franca decadência, sendo que ele nem precisa daquilo. Ele está rico fazendo festivais (onde explora o bolso de quem compra os ingressos pros shows, sem dó), eventos etc. No lugar dele eu aposentadoria a Pobreload.
      Sobre a capa do livro: valeu pelas opiniões mas sugiro que vc as encaminhe para a editora de arte da Kazuá, editora bacaníssima diga-se.
      Sobre a ONG Dynamite: sou o conselheiro editorial dela há quase uma década. E recebo um salário modesto por isso. Algum problema?
      Que mais? Acho que só, né? Passei um final de semana sensacional (com casamento no sábado à tarde e show do Frejat à noite, sendo que fui CONVIDADO por ELE e pelo Rafael Borges, ex-empresário da Legião Urbana, pra ir na gig já que sou amigo tanto do Frejat quanto do Rafa há décadas, e inclusive levei mais três amigos comigo, todos com entrada franqueada e depois ainda fomos papear com eles no camarim, eu tomando um Chivas cortesia do ex-vocalista do Barão Vermelho e do Rafa, e como vc doentiamente STALKEIA meu perfil no FB já deve ter lido sobre isso nele), que terminou há pouco com eu participando de um evento cultural genial lá na sede da Kazuá. Aí cheguei em casa e vi seu comentário, e estou respondendo a ele.
      Viu como não sou COVARDE, MERDA e DOENTE como vc? Seu comentário está aí, inteirinho pra que outros leitores vejam o PSICOPATA, VERME e RATO que o Sr. É (depois o psicopata sou eu, ahahahaha). E ao contrário de vc, cão sarnento, psicopata, merda, rato fake do inferno e CO VAR DE, eu assino o que escrevo e não fico stalkeando o perfil de ninguém em rede social.
      Vá no lançamento do livro, e compre um exemplar se quiser. E se tiver VERGONHA NA CARA chegue lá na minha cara e me diga: “o oleúde sou eu”, ahahaha. Claro que vc vai ter medo de tomar uns TAPAS na sua cara gorda, velha e feia e não irá assumir quem é. Bobagem sua: eu jamais iria dar um soco na sua fuça, ainda mais na noite do lançamento do meu livro. Quando muito iria dizer: “prazer, seu BOSTA. Sinta-se à vontade e grato pela presença”.
      Boa madrugada, oleoso fedorento!

  5. Finattaço, beleza de postaço! Mesmo com tu aproveitando alguns textos já postados no teu feice ta valendo porque vc escreve muuuito e bem pra pra caralho!
    E parabéns pelo livro, esse eu vou ler com gosto! Já pode reservar meu exemplar com autografo e tudo.
    Ué, cadê os bostões fakes que não tão latindo nada até agora sobre o teu livro? Uia, como vc diz, ahahahahaha.

  6. Olá querido Finnas

    Postão sempre maravilhoso. Bah não sabia da morte do querido Tom Petty, realmente uma perca grande na história do nosso querido ROCK N ROLL.

    Grande abraço

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


*