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fev 11

O som ruim dos Maccabees (mais uma indieotice destes tempos de internet), o preço salgado dos tickets do deus Morrissey em Sampa, a promo de tickes pro Sisters Of Mercy e TAMBÉM pro Howler e mais uma renca de paradas aê! (versão atualizada, ampliada e final em 14/2/2012)

Maccabees são os novos “ingleses da hora” no rock britânico. Mas não se engane: a banda é chatinha

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Dando um “upgrade” no post, que começou a ser escrito no sábado e termina hoje, terça-feira em si, no? Tem mais notinhas aqui, nas “iniciais”, tem promo nova em torno do show do incrível Howler (eba!), tem novidade na promo do Sisters Of Mercy (que está bombadíssima) e mais isso e aquilo tudo. Vai lendo aê!

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Entonces…
A semana chegou ao fim sob o impacto da divulgação dos preços dos ingressos do show do mega amado e mega aguardado deus Mozz, em Sampa. E também sob o impacto da morte do… Wando. Yep, um dos símbolos máximos da música romântica e do cancioneiro popular brazuca nos anos 70’ e 80’ (e com tudo de brega e cafona que pode ser agregado ao gênero) o cantor, como todos sabem, bateu as botas na quinta-feira pela manhã, após sofrer um infarto no hospital onde estava internado já havia dias. A morte provocou comoção geral no país (apesar de que Wando já não estava mais no auge de sua carreira) e leva a algumas reflexões: você pode estranhar o fato de o blog rocker por excelência começar a intro deste post semanal falando do cantor mineiro, que teve uma trajetória musical ultra brega porém extremamente bem sucedida em termos comerciais. Mas se analisarmos a obra de Wando com isenção e sem paixões (opa!) e preconceitos ardilosos, chegaremos a conclusão de que ele teve sua importância (e como) dentro de um certo contexto histórico da música brasileira. Fora que é muito fácil atacar a obra do sujeito e não olhar para o próprio rabo, e se dar conta de que a geração “indieota” dos anos 2000 engole qualquer big bullshit que aparece no medonho panorama atual do pop/rock planetário. Um exemplo bastante claro disso: o novo (e nem tão novo assim) grupo inglês Maccabees, que está estourado na Velha Ilha, e cujo novo álbum vem sendo objeto de babação de ovos explícita por blogs “muderninhos” lá fora e aqui também. Pois o disco já foi devidamente ouvido por estas linhas bloggers poppers, é uma tremenda chatice e você saberá porque lendo a crítica dele aqui mesmo neste post, logo mais aí embaixo. Assim, e voltando novamente ao “brega” Wando (de quem o autor deste blog jamais teve um disco, embora conheça muitas músicas já que elas tocaram à exaustão em todas as rádios na infância/adolescência do autor deste espaço virtual), pode-se dizer que o falecido cantor brasileiro pelo menos era autêntico e não fazia questão alguma de posar de “muderno” ou de tentar ser o que não era. Wando era assumidamente brega, cafona etc. Ou, como bem frisou o chapa Dum DeLucca (do blog Jukebox, e que está curtindo merecidas férias pela Europa), perto dos lamentáveis michels telós de hoje, Wando era gênio. E possuía, talvez, a atitude abusada, ousada, transgressora e rocker que está quase que totalmente em falta no rock’n’roll planetário de hoje em dia.

 

* Uma atitude em falta em um banda bunda-mole como a inglesa Maccabees, por exemplo. Mas falamos melhor a respeito disso logo menos, aí embaixo.

 

* Bien, sabadón com chuva, no? Dia de post novo zapper sim, por que não? Chega mais!

 

* E aí continua a gritaria generalizada, e coberta de razão, contra a extorsão nos preços dos tickets para ver o deus Morrissey dia 11 de março em Sampa, lá no Espaço das Américas – é, o show inicialmente estava marcado para ser lá mesmo. Foi transferido para a Via Funchal (o que seria ótimo) e novamente retransferido para o Espaço das Américas – o que é péssimo. E péssimo pelo motivo óbvio: além de ter essa escrotidão e palhaçada da pista “vip” na frente do palco, quem ficar atrás dela dificilmente vai conseguir ver alguma coisa do show. E vejam bem: os pobres fãs de Mozz vão pagar duzentos mangos pra não assistir quase nada. Quem quiser ver o show de fato, vai ter que desembolsar 420 pilas. Alô produção (no caso, a XYZ), vamos acabar com essa ganância vergonhosa, pode ser?

 

* Segundo o querido amigo paranaense André Ganso e outros diletos amigos destas linhas bloggers rockers, sai mais em conta ir ver o show em Buenos Aires, onde o ingresso vai custar 180 mangos a pista vip e 90 a normal. Bora pra Buenos Aires?

 

* Muuuuuito mais em conta vai ser conferir o show do fodástico Howler logo após o carnaval, no BecoSP. Aliás o blog começou o sabadão ouvindo “America Give Up”, o ótimo disco de estréia dos moleques, que saiu lá fora há menos de um mês e que também vai ganhar edição nacional logo menos. O quinteto americano toca dia 24 de fevereiro e os ingressos irão custar R$ 70,00 reais, um preço decentíssimo ainda mais se você levar em conta de que o Beco atualmente é uma das melhores casas noturnas de rock de Sampa, sempre com discotecagem bacana e sempre abarrotado de xoxotaços. Precisa mais?

 

* Aliás, a confraria indie está em festa, no? Howler daqui a duas semanas, Carl Barat, Nada Surf e Lollapalooza em abril e The Kooks em maio. Só falta o Blur (que está se reunindo novamente pra shows e, possivelmente, gravar um novo álbum inédito) baixar aqui no SWU 2012. Aí vai ser a glória…

O ex-Libertine Carl Barat (acima) volta ao Brasil em abril, mês que também irá ter o comeback do trio americano Nada Surf (abaixo) por aqui. A nação indie agradece!

* Pois então, foi-se Whitney, Adele papou tudo no Grammy, o chato Bon Iver também ganhou o seu na premiação, o sempre fodão Foo Fighters mostrou que o rock está vivo e passa muito bem (e deveremos ver um showzaço deles por aqui no Lollapalooza, que já esgotou os tickets para a noite em que Dave Grohl e Cia irão tocar), o carnaval (argh…) está chegando e o que resta? Um mondo bizarro, veja só:

* Mondo bizarro, I: último sabadão à noite, em Sampa. Zap’n’roll sai de casa já tarde, em direção à Vila Madalena, pra conhecer o novo e charmoso Poison Rock Bar, dirigido pelo DJ e velho amigo Hilton “Demoh”, que durante anos comandou animadíssimas noitadas rockers no saudoso bar Nias. Como já não havia mais metrô disponível a solução foi embarcar em um táxi na avenida Jabaquara, e rumar pra Vila Madaloca. Papo vai, papo vem com o taxista, e lá pras tantas surge o assunto futebol (jezuiz…). É quando ele saca do porta-luvas, todo orgulhoso e pimpão, um álbum de fotos do filho mais novo (19 aninhos…) e começa a informar: “ele o Neymar cover! Veja as fotos! Tem ele ao lado do Neymar mesmo, fazendo um comercial de TV e bla bla blá”. Sério, foi isso mesmo que você acabou de ler: Neymar cover! Com direito a cartão de visitas (o moleque faz eventos, anima festas etc.) e tudo. Interessou? Pra contratar o “Neymar cover”, basta acessar aqui: WWW.neymarcoveroficial.webnode.com.br .

* Mondo bizarro, II: ontem à tarde, segundona em si (este post está sendo terminado, como já foi dito acima, na terça-feira pré-carnavalesca), na padoca perto da house de Zap’n’roll. O autor deste blog está lá, fazendo um lanche rápido quando, do nada, é interpelado por um também garotão simpático. “Já vi você por aqui algumas vezes, sempre com umas camisetas legais e tal. Então você deve curtir rock e acho que vai gostar da minha banda, na linha Killing Joke e tal”. E entrega um cd (!) da banda dele, sem pedir nada em troca. E sem saber que está dando o disco pra um… jornalista musical, hihi. Anyway, a banda se chama Violent Attitude Noticed (ou Vain), o álbum se chama “Timeline” e foi gravado no final de 2011. Bacana, o blog não ouviu ainda, mas vai ouvir.

* Conclusão óbvia da atitude do sujeito: o cd não vale mais nada mesmo (e o que foi entregue ao blog na padoca era original, não se tratava de cd-r). Tanto que as bandas agora o entregam de grátis para quem quiser ouvir, a título de “divulgação do trabalho”. A vida é dura…

* Tão dura que é preciso ter muito saco e boa vontade pra comentar sobre um disco tão chato e esquemático como o novo dos ingleses Maccabees. Mas vamos tentar fazer o “trabalho sujo”.

MACCABEES – OU MAIS UM HYPE DO QUAL LOGO NINGUÉM IRÁ SE LEMBRAR
É sempre a mesma parada de anos pra cá, em tempos de internet e onde todos se transformam em pop/rockstars da noite pro dia, pra logo em seguida desaparecerem por completo, substituídos que são por um nome mais, hã, interessante. Vaccines (que é uma ótima banda, lançou um ótimo disco de estréia há um ano e está vindo tocar finalmente por aqui, em abril próximo)? Esqueça, na Inglaterra a banda já elvis. Agora, o must por lá é o sexteto Maccabees, que lançou seu novo álbum no início deste ano. Imediatamente “Given To The Wild”, o disco em questão, começou a ser ultra elogiado pela rock press britânica. E este blog, sempre atento aos movimentos e novidades do mondo pop/rock alternativo planetário, foi procurar ouvir o dito cujo. Não gostou do que ouviu e preferiu deixar os Maccabees pra lá.

Mas a questão é que, em questão de um mês e meio, o hype em torno da banda assumiu proporções algo espantosas com a banda e vendendo bem o disco, tocando somente em gigs com tickets esgotados, e com a mídia britânica decretando que o grupo é mesmo a “bola da vez” por lá. Estará este blog errado e a humanidade certa ou o quê, afinal?
Lá fomos nós ouvir o disco dos Maccabees novamente, nos últimos dias. E antes que a resenha prossiga, é bom informar que o conjunto não é exatamente novo. Ele foi formado em Londres há oito anos e “Given…” é seu terceiro álbum de estúdio.

O novo álbum dos Maccabees: banda hypada com disco ruim

O blog admite que não sabe como são os outros dois, pois não se interessou em ouvi-los. Mas este “Given To The Wild” é chato, esquemático (na abordagem sempre melancólica e grandiloqüente da instrumentação, ainda que se trate de uma banda, er, indie) e auto-indulgente demais nas melodias e na interpretação do vocalista e guitarrista Orlando Weeks. É tudo comportado demais, bem gravado demais, dramático em excesso, e isso fica evidente já na faixa de abertura do cd,  “Child”. Ou mesmo no single “Pelican”. Há poucas guitarras no álbum e um momento ou outro em que a sonoridade do grupo parece querer se libertar de suas próprias amarras, pra cair de fato em ambiências mais animadas, rockers e dançantes.

É o estilo da banda? Pode ser. Mas tudo parece calculado demais, fake demais pra que o ouvinte consiga depurar algum sentimento realmente sincero no que está escutando. Um leitor, neste mesmo post, questionou a aborda zapper em relação aos Maccabees, e disse que o blog parece um torcedor de futebol, que só fala bem daquilo que realmente gosta, por pior que o time seja ou esteja. Ledo engano: o disco dos ingleses soa extremamente competente (no instrumental e na produção) e o grupo não demonstra imaturidade na execução das músicas. Mas assim como outros milhões de hypes surgidos nos últimos anos, os Maccabees não possuem estofo pra ostentar mais do que quinze minutos de fama. infelizmente.

MACCABEES AÍ EMBAIXO
No vídeo de “Pelican”, o primeiro single do álbum “Given  To The Wild”

 

O BLOG ZAPPER INDICA
* Discos: não tem pra ninguém! O discão da temporada é “America Give Up”, a sensacional estréia do quinteto amerino Howler.  Nunca é demais lembrar: semana que vem os moleques tocam aqui em Sampa, lá no Beco203 e com prom… bom, termina de ler o post.

 

* Podcast legal: é o “Comando legal”, produzido e apresentado pela trinca Daniel Monteiro, Stan Molina e Pedro. Cultura pop, sons bacanas, polêmicas, sacanagens (uia!) e entrevistas absurdas (como a que foi feita com o jornalista gonzo zapper autor deste blog, na última quinta-feira). Você pode conferir tudo aqui: http://comandolegal.tumblr.com/post/17356324520/9defevereiro . Inclusive o programa já anda incomodando tanto com o seu conteúdo, hã, explosivo, que está sofrendo ameaça de processo judicial. O autor da ameaça??? Claaaaaro, José Bosta Jotalhão Flávio Jr., o jornalista cultural mais mau caráter e merda da história da imprensa brasileira, um cuzão que vive de humilhar e ofender a humanidade em comunidades idiotas (como a da revista Bizz), em redes sociais, mas é um autêntico covarde quando encontra seus desafetos pessoalmente. Conselho destas linhas online pro jotalhão (que está explodindo de gordura podre, fica difícil imaginar como sua pobre namorada agüenta aquilo): deixa os rapazes do “Comando legal” em paz, pede pra sair e vai tomar no cu, seu bunda!

 

* Baladas pra semana e pro finde, uia! Yep, como estas linhas rockers lockers estarão se mandando de Sampalândia na sexta-feira à noite, pra curtir o carnaval lá nas Minas Gerais (e deve haver post novo por aqui na sexta, mas ele será “diet”, já fica o aviso, hihi), já vamos dando o serviço: hoje, terça em si, tem noitada bacana no projeto Cedo & sentado, lá no Studio SP (na rua Augusta, 595, centrão de Sampa), com shows do Jardim das Horas e do Sonso. E o que é melhor: de grátis! Já amanhã, no Beco (também na Augusta, mas no 609) tem a noite “Fuck Rehab”, onde você paga pra entrar e bebe o quanto agüentar, e com especial da nossa saudosa maluca Amy Winehouse. Quer mais? Noite da vodka pela merreca de UM REAL, lá na Outs (também na Augusta, no 486), é mole? E de quebra, ainda vai ter DJ set da lindaça Bruna Vicious, que vai comemorar seu aniversário. Imperdível é pouco e seria lá a opção do blogão pro sabadão, caso ficássemos por aqui. Tá bom? Na sexta rolam mais algumas dicas de baladas por aqui, fica sussa.

Vodka a UM REAL na Outs/SP neste finde: coma alccólica à vista, rsrs

E O SACO DE BONDADES AUMENTA! AGORA TAMBÉM COM O HOWLER NA PARADA!
Yeeeeesssss!  Além da promo em torno do Sisters Of Mercy, agora o hfinatti@gmail.com pegou fogo de vez. Vai lá porque a guerra vai ser cruel pra conseguir ganhar:

 

* SEIS INGRESSOS pro show do Sisters Of Mercy, dia 10 de março na Via Funchal, em Sampa. Yep, eram três pares, que foram transformados em ingressos individuais, devida à avassaladora quantidade de emails que estão chegando, pedindo os tickets.

 

* E mais DOIS INGRESSOS pro show do incrível Howler dia 24 de fevereiro, sexta-feira que vem, lá no Beco/SP. É isso: dedo no mouse e boa sorte!

 

E TCHAUZES!
A conclusão do post atrasou, mas chegou. A semana começou algo estranha pro autor pro blogger sentimental, que está meio assim por esses dias, emocionalmente falando. É realmente estranho quando você está com sua vida relativamente em ordem (money em caixa, contas pagas, uma viagem de carnaval também paga, roupas novas, celular, notebook e todas essas bobagens sem as quais não se vive nos dias de hoje) e, no entanto, algo não está bem justamente com alguém que você gosta muito. Enfim, faz parte. Quem sabe até o finde a situação volta ao normal. Então ficamos assim: na sexta tem um mini-post por aqui e aí outro, só depois que o reinado de Momo acabar, ok? Até mais então!

(atualizado e finalizado por Finatti em 14/2/2012, às 19hs.)

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